GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO




ENSINO MÉDIO




         2013
ESTADO DE RONDÔNIA
                   SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

                            Confúcio Aires Moura
                               Governador

                            Airton Pedro Gurgacz
                              Vice Governador

                             Isabel de Fátima Luz
                      Secretária de Estado da Educação

                               Daniel Gouveia
                 Secretário Adjunto de Estado da Educação

                         Rute Alves da Silva Carvalho
                           Gerente de Educação

                    Maria Angélica da Silva Ayres Henrique
                    Subgerente da Gerência de Educação

                                 Elaboração
Coordenadores Pedagógicos e Professores da Rede Estadual de Ensino de Rondônia
    Coordenadores Pedagógicos das Coordenadorias Regionais de Educação
                             Técnicos da SEDUC

                              Equipe de Revisão
                        Alba Patrícia Gonçalves Correia
                        Ana Lúcia da Silva Silvino Pacini
                        Rachel de Oliveira Lima Moraes
                              Chirlane Nobre Belo
                      Cleidiane da Penha Segura de Melo
                          Edna Carla Neves do Amaral
                              Evaci Maria Moreira
                           Hélio Rodrigues da Rocha
                      Jacimara Nascimento Von Dollmger
                         Joelygia Maria de Moura Siena
                          Sonja Enie de Melo Andrade
                              Vânia Sales da Silva

                        Coordenação de Elaboração
                       Angelina Pereira dos Santos Lima
                            Cristina Maria de Paula
                         Sandra Teixeira de Assunção
                     Valdeci Teixeira Silva Andrade Santos
                           Vanessa Campanari Gaio

                            Coordenação Geral
                         Rute Alves da Silva Carvalho
                            Zuleide Santos Farias
EDUCADORES,


Este Referencial Curricular constitui-se documento que orienta o planejamento de ensino dos professores,
priorizando atividades capazes de propiciar aprendizagens significativas e dessa forma estabelecer estratégias
para melhorar a qualidade do ensino e o sucesso da aprendizagem.
O conceito fundamental do Referencial Curricular para as escolas do Estado é que a educação seja vivida no dia
a dia das pessoas, para que se incorporem no aluno os princípios da cidadania. Este referencial foi elaborado
pelos professores, técnicos educacionais e coordenadores pedagógicos, dentro da nossa realidade e necessi-
dade. É o nosso modelo. Atende ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio, além da modalidade de Educação
de Jovens e Adultos-EJA.
Com base neste Referencial, a escola poderá elaborar o seu currículo adequando-o às especificidades e pe-
culiaridades, de acordo com a etapa de ensino ofertada e/ou modalidade de ensino atendida, considerando
também os aspectos regionais e locais, para que fique com a cara da comunidade.
O presente Referencial Curricular é um marco histórico da Educação do Estado de Rondônia; depois dele, acre-
ditamos que o ensino e a aprendizagem serão diferentes. Nosso maior orgulho - Ele é fruto da cooperação. Foi
composto com o nosso suor e com a força dos professores de todo o Estado.
Certamente, ao longo do tempo, ajustes serão necessários a fim de que ele fique ainda melhor e, você, está
convidado (a) a participar desse processo. O mais importante é que os professores também necessitarão de
aperfeiçoamento permanente para o entrosamento com o presente documento.
Veja bem, a palavra Referencial, pressupõe que, a partir dele você pode construir algo novo. Vamos todos jun-
tos, comemorar este grande passo para a Educação do Estado de Rondônia.

                                                                                        Isabel de Fátima Luz
                                                                            Secretária de Estado da Educação

                                                                                    Confúcio Aires moura
                                                                         Governador do Estado de Rondônia
Na escola, o currículo – espaço em que se concretiza o processo edu-
cativo – pode ser visto como o instrumento central para a promoção
da qualidade na educação. É por meio do currículo que as ações peda-
gógicas se desdobram nas escolas e nas salas de aula. É por meio do
currículo que se busca alcançar as metas discutidas e definidas, coleti-
vamente, para o trabalho pedagógico. O currículo corresponde, então,
ao verdadeiro coração da escola. Daí a necessidade de permanentes
discussões sobre o currículo, que nos permitam avançar na compreen-
são do processo curricular e das relações entre o conhecimento escolar,
a sociedade, a cultura, a autoformação individual e o momento históri-
co em que estamos situados. (MOREIRA, 2008, p.5)
SUmÁRIO




ApRESENTAÇÃO....................................................................................................................................                                                 9
1. ESCOLA E CURRÍCULO ......................................................................................................................                                                    10
2. ENSINO méDIO .................................................................................................................................                                                11
    2.1. Marco Normativo ........................................................................................................................................................                11
    2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico ..............................................................................................................                                     12
3. ORIENTAÇÃO mETODOLÓGICA .......................................................................................................                                                               14
    3.1. Dimensões da ação pedagógica no Currículo: Interdisciplinaridade e Transversalidade ..................                                                                                  14
    3.2. Mediação Tecnológica .............................................................................................................................................                      15
4. TEmAS TRANSVERSAIS/SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS ..................................................                                                                                       16
    4.1. Educação Ambiental .................................................................................................................................................                    16
    4.2. Educação para o Trânsito ........................................................................................................................................                       18
    4.3. Educação em Direitos Humanos ..........................................................................................................................                                 19
    4.4. Educação Fiscal ...........................................................................................................................................................             20
    4.5. Educação Alimentar e Nutricional .........................................................................................................................                              26
    4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e a Valorização do Idoso .......................................................                                                               26
    4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena ........................................................................................................                                   28
    4.8. Música .............................................................................................................................................................................    28
5. O CURRÍCULO E AS AVALIAÇÕES ExTERNAS ................................................................................                                                                        29
6. ÁREA DE CONhECImENTO: LINGUAGENS .....................................................................................                                                                       32
    6.1. Caracterização da Área de Linguagens ................................................................................................................                                   32
    6.2. Língua Portuguesa - 1º ao 3º Ano ..........................................................................................................................                             32
    6.3. Língua Inglesa - 1º ao 3º Ano...................................................................................................................................                        49
    6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano.............................................................................................................................                            54
    6.5. Língua Materna, para populações indígenas ....................................................................................................                                          61
    6.6. Arte - 1º ao 3º Ano.......................................................................................................................................................              62
    6.7. Educação Física - 1º ao 3º Ano .................................................................................................................................                       101
7. ÁREA DE CONhECImENTO: mATEmÁTICA ....................................................................................                                                                        116
    7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano .....................................................................................                                              116
8. ÁREA DE CONhECImENTO: CIêNCIAS DA NATUREZA ..................................................................                                                                                126
    8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza ..............................................................................................                                          126
    8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano ...............................................................................................................................................                126
    8.3. Física - 1º ao 3º Ano ....................................................................................................................................................             133



                                                                                                                                                                                                      7
8.4. Química - 1º ao 3º Ano ..............................................................................................................................................     139
    9. Área de Conhecimento: Ciências Humanas .........................................................................                                                                156
        9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas ...................................................................................................                            156
        9.2. História - 1º ao 3º Ano ...............................................................................................................................................   157
        9.2.1. História de Rondônia - 3º Ano ...............................................................................................................................           163
        9.3. Geografia - 1º ao 3º Ano ...........................................................................................................................................      165
        9.3.1. Geografia de Rondônia - 3º Ano...........................................................................................................................               173
        9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano .............................................................................................................................................    174
        9.5. Sociologia - 1º ao 3º Ano ..........................................................................................................................................      179
    10. MODALIDADES DE EDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA ..............................                                                                                      183
        10.1. Educação Especial ....................................................................................................................................................   183
        10.2. Educação do Campo - 1º ao 3º Ano ....................................................................................................................                    189
        	       10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas de Agroecologia
        	                   e Zootecnia - NBAZ .....................................................................................................................................   190
        10.3. Educação Escolar Quilombola ..............................................................................................................................               193
        10.4. Educação Escolar Indígena ...................................................................................................................................            195
        10.5. Educação Profissional e Tecnológica .................................................................................................................                    198
    11. Educação Empreendedora ....................................................................................................                                                    202
    12. EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL ................................................................................................                                                    203
    13. AVALIAÇÃO: PARTE INTEGRANTE DO CURRÍCULO .......................................................................                                                               204
    14. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................                                  206




8           GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ApRESENTAÇÃO

A década de 1990 foi marco de uma reforma educa-           A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia,
cional que teve como eixo principal a mudança da or-       objetivando a melhoria na qualidade de ensino, de-
ganização curricular no país, na qual foram definidas      flagrou discussão sobre o currículo, visando atender
Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação. Es-     às exigências do Ministério da Educação e promover
sas Diretrizes determinaram novas bases filosóficas e      transformação no processo educativo, priorizando
metodológicas, a partir das quais deveriam desenvol-       um desenho curricular por competências e habilida-
ver-se os currículos nos sistemas estaduais de ensino.     des a serem desenvolvidas por meio da contextuali-
                                                           zação dos conhecimentos e da interdisciplinaridade,
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional
                                                           considerando a identidade regional.
9.394/96, em consonância com o que estabelece a
Constituição Federal de 1988, concebe a educação           Para tanto, foram convidados a participar do proces-
como Direito de todos, alicerçada na ética e nos va-       so de discussão profissionais da educação: professo-
lores da solidariedade, liberdade, justiça social e sus-   res, orientadores educacionais, supervisores escola-
tentabilidade, cuja finalidade é o pleno desenvolvi-       res, diretores, representantes de Conselhos Escolares,
mento de cidadãos críticos e compromissados com a          técnicos das Coordenadorias Regionais de Educação,
transformação social.                                      Núcleos de Apoio às Coordenadorias e instituições
                                                           parceiras.
As Diretrizes Curriculares Nacionais foram redefini-
das, passando a orientar a estruturação do currículo       Estabeleceu-se como prioridade promover uma
por áreas de conhecimento, as quais são: Linguagens,       construção participativa, coletiva e democrática, pos-
Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas         sibilitando ampla discussão e reflexão sob diferentes
e Ensino Religioso para o Ensino Fundamental e as          olhares e com a efetiva participação dos protagonis-
Áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natu-         tas da ação pedagógica que executam o currículo do
reza e Ciências Humanas para o Ensino Médio.               dia a dia da escola- os professores. Dessa forma, con-
                                                           sidera-se assegurada a legitimidade do processo de
A coletânea de Parâmetros Curriculares Nacionais e
                                                           elaboração.
de importantes documentos legais, dentre os quais
o Plano Nacional de Educação e o Plano de Desen-           A construção deste Referencial Curricular tem como
volvimento da Educação, respaldados nos preceitos          principais objetivos: contribuir com a inclusão escolar
constitucionais e princípios educacionais, reafirmam       de toda população estudantil, o acesso ao conheci-
a necessidade e obrigação dos estados de elabora-          mento com equidade; propiciar condições de perma-
rem referencial curricular próprio, capaz de orientar      nência e sucesso na escola; melhorar a qualidade do
as ações educativas, de forma a adequá-lo aos ideais       processo ensino e aprendizagem; fornecer às escolas
democráticos e à busca da melhoria na qualidade do         informações e orientações sobre estratégias pedagó-
ensino.                                                    gicas e contemplar as especificidades regionais.
Além disso, para acompanhar as transformações do           Este documento balizador do fazer pedagógico e
contexto atual, os indivíduos têm modificado suas re-      norteador das ações no espaço escolar pretende
lações, o que obriga a escola a se atualizar para aten-    orientar os profissionais no desenvolvimento de suas
der às crescentes demandas e cumprir a sua função          atividades, almejando melhorar o processo ensino e
social. Isso posto, requer o repensar do currículo es-     aprendizagem e, consequentemente, a qualidade da
colar, perpassando pela reflexão sobre que cidadãos        educação no Estado de Rondônia.
queremos.




                                                                                                                     9
1. ESCOLA E CURRÍCULO

     A Escola é o ambiente educativo voltado ao processo                       - 	 Saberes envolvem um conjunto de situações
     de escolarização e compromisso com os saberes, há-                            vivenciadas, adquiridas ao longo da vida e que
     bitos, atitudes, conhecimentos, culturas, ideologias                          contribuem na formação do indivíduo. Todos
     e valores socialmente referenciados em processo de                            têm saberes próprios, de acordo com suas expe-
     constituição permanente de reflexão e transforma-                             riências, e estes devem ser articulados ao saber
     ção social para inclusão e melhoria da convivência                            formal, favorecendo a integração com seu meio
     humana. Ela se constitui num espaço de ampliação                              social;
     do conhecimento, por estar centrada nas interações
                                                                               - 	 Um currículo para formação humana considera
     entre educador e educando. Cabe à escola garantir
                                                                                   que o conhecimento formal traz outras dimen-
     a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos
                                                                                   sões ao desenvolvimento humano, não se limi-
     necessários para a vida em sociedade.
                                                                                   tando apenas à aprendizagem do aluno ou às re-
     Ter clareza da função social da escola e do homem                             alidades regionais, ou seja, o conhecimento não
     que se quer formar é fundamental para realizar uma                            é tão somente uma apropriação individual, mas
     prática pedagógica competente e socialmente com-                              um processo de desenvolvimento do sujeito nas
     prometida, particularmente num Estado de contraste                            suas relações com o outro, que terá reflexo na
     como o de Rondônia, onde convivem grandes desi-                               vida em sociedade;
     gualdades econômicas, sociais e culturais.
                                                                               -	 A competência não é algo que se alcança, e sim
     O Currículo Escolar configura-se como o conjunto de                          algo que, como feixe de relações, se desenvolve
     valores e práticas que proporcionam a produção, a                            em conjunto com o indivíduo. Moretto (2004)
     socialização de significados no espaço social e contri-                      ressalta que a competência não é algo abstrato
     buem intensamente para a construção de identida-                             ou descontextualizado, mas está sempre ligada
     des socioculturais dos educandos. O Currículo inclui                         a uma situação complexa (situações simples, ha-
     não só os componentes curriculares centrais obriga-                          bituais, não requerem a mobilização de recursos
     tórios previstos na legislação e nas normas educacio-                        de ordem superior). A competência, portanto,
     nais, mas outros, de modo flexível e variável, confor-                       implica na mobilização de conhecimentos e
     me cada projeto pedagógico escolar. 	                                        esquemas cognitivos na busca de desenvolver
                                                                                  respostas inéditas, criativas e eficazes para a re-
     O Referencial Curricular do Estado de Rondônia de-
                                                                                  solução de problemas novos nas atividades pro-
     fende que o currículo escrito sofre influências das
                                                                                  postas;
     experiências vividas, transcendendo os guias curri-
     culares. O currículo que queremos envolve questões                        - 	 As Habilidades se constituem de linguagens, co-
     técnicas, políticas, éticas e estéticas. A escola recebe                      nhecimentos, atitudes e saberes adquiridos que,
     influência de diversos mecanismos, sendo assim,                               mobilizados, permitem a manifestação da com-
     deve permitir que o educando compartilhe as experi-                           petência.
     ências vividas e se aproprie também das oportunida-
                                                                              Para o desenvolvimento de competências e habili-
     des. O currículo é um processo coletivo que envolve
                                                                              dades, admite-se que a aprendizagem deve ser con-
     todos os segmentos da comunidade escolar, selecio-
                                                                              siderada sempre como aprendizagem de algo para
     nando saberes, competências, conhecimentos e ha-
                                                                              a construção de conceitos ao longo do desenvolvi-
     bilidades.
                                                                              mento humano. Por sua vez, o conteúdo formal, que
     Sabemos que grande é a discussão sobre a importân-                       integra os conhecimentos adquiridos e mobilizados
     cia relacionada ao desenvolvimento cognitivo, mas                        no processo do desenvolvimento de competências e
     temos como objetivo a ampliação de todos os fato-                        habilidades, se coloca à disposição do conhecimento,
     res que contribuem para a formação do educando,                          para além das ações prescritivas. Por esse viés, o cen-
     tais como:                                                               tro da aprendizagem é o processo.




10         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
2. ENSINO méDIO
2.1. marco Normativo

O Ensino Médio está assegurado na Lei de Diretrizes     5. indissociabilidade entre educação e prática
e Bases da Educação Nacional 9.394/96, no Parecer          social, considerando-se a historicidade dos
n. 5 CNE/CEB de 24/01/2011 e na Resolução n. 2 CNE/        conhecimentos e dos sujeitos do processo
CEB de 30 de janeiro de 2012, que define as Diretri-       educativo, bem como entre teoria e prática no
zes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio.            processo de ensino-aprendizagem;
De acordo com o art. 35 da LDB nº 9.394/96 o Ensino     6. integração de conhecimentos gerais e, quan-
Médio, etapa final da educação básica, com duração         do for o caso, técnico-profissional realizado na
mínima de três anos, terá como finalidades:                perspectiva da interdisciplinaridade e da con-
 1. a consolidação e o aprofundamento dos co-              textualização;
    nhecimentos adquiridos no ensino fundamen-
                                                        7.   reconhecimento e aceitação da diversidade e da
    tal, possibilitando o prosseguimento de estu-
                                                             realidade concreta dos sujeitos do processo edu-
    dos;
                                                             cativo, das formas de produção, dos processos
 2. a preparação básica para o trabalho e a cida-            de trabalho e das culturas a eles subjacentes;
    dania do educando, para continuar aprenden-
    do, de modo a ser capaz de se adaptar com           8. integração entre educação e as dimensões do
    flexibilidade a novas condições de ocupação            trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura
    ou aperfeiçoamento posteriores;                        como base da proposta e do desenvolvimento
                                                           curricular.
 3. o aprimoramento do educando como pessoa
    humana incluindo a formação é tica e o de-         Ainda na Resolução CNE/CEB n. 2/2012, em seu Artigo
    senvolvimento da autonomia intelectual e do        13 contempla: “As unidades escolares devem orientar
    pensamento crítico;                                a definição de toda proposição curricular, fundamen-
 4. a compreensão dos fundamentos científicos-         tada na seleção dos conhecimentos, componentes,
    tecnológicos dos processos produtivos, rela-       metodologias, tempos, espaços, arranjos alternativos
    cionando a teoria com a prática, no ensino de      e formas de avaliação, tendo presente:
    cada disciplina.                                    1. as dimensões do trabalho, da ciência, da tecno-
 5. As novas Diretrizes curriculares Nacionais para        logia e da cultura como eixo integrador entre
    o Ensino Médio, etapa final da Educação Bá-            os conhecimentos de distintas naturezas, con-
    sica, concebida como conjunto orgânico, se-            textualizando-os em sua dimensão histórica e
    quencial e articulado, devem assegurar sua             em relação ao contexto social contemporâneo;
    função formativa para todos os estudantes,
    sejam adolescentes, jovens ou adultos, aten-        2. o trabalho como princípio educativo, para a
    dendo, mediante diferentes formas de oferta            compreensão do processo histórico de pro-
    e organização.                                         dução científica e tecnológica, desenvolvida e
                                                           apropriada socialmente para a transformação
A Resolução n. 2, em seu artigo 5º assegura que, “O        das condições naturais da vida e a ampliação
Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e           das capacidades, das potencialidades e dos
organização, baseia-se em”.                                sentidos humanos;
 1. formação integral do estudante;
                                                        3. a pesquisa como princípio pedagógico, possibi-
 2. trabalho e pesquisa como princípios educati-           litando que o estudante possa ser protagonista
    vos e pedagógicos, respectivamente;                    na investigação e na busca de respostas em um
 3. educação em direitos humanos como princí-              processo autônomo de (re) construção de co-
    pio nacional norteador;                                nhecimentos.
                                                        4. os direitos humanos como princípio norteador,
 4. sustentabilidade ambiental como meta uni-              desenvolvendo sua educação de forma integra-
    versal;

                                                                                                                11
da, permeando todo o currículo, para promover                      ção com a Educação Profissional e Tecnológica, ob-
           o respeito a esses direitos e convivência humana.                  servadas as Diretrizes específicas, com as cargas ho-
                                                                              rárias mínimas de: 3.200 (três mil e duzentas) horas,
      5.	 a sustentabilidade socioambiental como meta
                                                                              no Ensino Médio regular integrado com a Educação
          universal, desenvolvida como prática educativa
                                                                              Profissional Técnica de Nível Médio e 2.400 (duas mil
          integrada, contínua e permanente e baseada na
                                                                              e quatrocentas) horas, na Educação de Jovens e Adul-
          compreensão do necessário equilíbrio e respeito
                                                                              tos integrada com a Educação Profissional Técnica de
          nas relações do ser humano com seu ambiente.                        Nível Médio, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e du-
     Esta Resolução preconiza ainda, que o Ensino Médio                       zentas) horas de educação geral, podendo também,
     pode organizar-se em tempos escolares no formato                         aplicar 1.400 (mil e quatrocentas) horas, na Educação
     de séries anuais, períodos semestrais, ciclos, módulos,                  de Jovens e Adultos integrada com a formação inicial
     alternância regular de períodos de estudos, grupos                       e continuada ou qualificação profissional, respeitado
     não seriados com base na idade, na competência e em                      o mínimo de 1.200 (mil e duzentas) horas de educa-
     outros critérios ou por forma diversa de organização,                    ção geral.
     sempre que o interesse do processo de aprendizagem                       Na Educação Especial, na Educação do Campo, na
     assim o recomendar.                                                      Educação Escolar Indígena, na Educação Escolar Qui-
      •	   Ensino Médio regular com duração mínima é                          lombola de pessoas em regime de acolhimento ou
           de 3 (três) anos e carga horária mínima total de                   internação e em regime de privação de liberdade e
           2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, tendo                       na Educação a Distância, deve ser observado as res-
           como referência, uma carga horária anual de 800                    pectivas Diretrizes e normas nacionais.
           (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos
           200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar;
                                                                              2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico
      •	   Ensino Médio regular diurno, quando adequado
           aos seus estudantes, pode se organizar em regi-
           me de tempo integral com, no mínimo, 7 (sete)                      Em conformidade com o Art.22 da Lei 9.394/96, “a
           horas diárias;                                                     educação básica tem por finalidade desenvolver o
                                                                              educando, assegurar-lhe a formação comum indis-
      •	   Ensino Médio regular noturno, adequado às                          pensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe
           condições de trabalhadores, respeitado o míni-                     meios para progredir no trabalho e em estudos pos-
           mo de duração e de carga horária, o projeto po-                    teriores”.
           lítico-pedagógico deve atender com qualidade
           a sua singularidade, especificando uma organi-                     Nesta perspectiva, cabe à escola considerar na orga-
           zação curricular e metodológica diferenciada, e                    nização curricular uma orientação metodológica ba-
           pode, para garantir a permanência e o sucesso                      seada no princípio da “liberdade de aprender, ensinar,
           destes estudantes: ampliar a duração do curso                      pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o
                                                                              saber” (Inciso II, Art. 4º da Resolução nº 4/CEB de 13 de
           para mais de 3 (três) anos, com menor carga ho-
                                                                              julho de 2010).
           rária diária e anual, garantido o mínimo total de
           2.400 (duas mil e quatrocentas) horas;                             Para tanto, a organização do trabalho pedagógico
                                                                              deve ter como fio norteador “a pesquisa como prin-
      •	   Na modalidade de Educação de Jovens e Adul-
                                                                              cípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa
           tos, observadas suas Diretrizes específicas, com
                                                                              ser protagonista na investigação e na busca de respos-
           duração mínima de 1.200 (mil e duzentas) ho-
                                                                              tas em um processo autônomo de (re) construção de co-
           ras, devem ser especificadas uma organização                       nhecimentos (Inciso III, Art.13 da Resolução CNE/CEB
           curricular e metodológica diferenciada para os                     nº 2, de 30 de janeiro de 2012).
           estudantes trabalhadores que podem: ampliar
           seus tempos de organização escolar, com menor                      Considerar na organização metodológica do proces-
           carga horária diária e anual, garantida sua dura-                  so ensino-aprendizagem a pesquisa como princípio
           ção mínima.                                                        pedagógico significa contemplar, de acordo com
                                                                              Demo (1998):
     Atendida a formação geral, incluindo a preparação
     básica para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar                      1.	 a convicção de que a educação pela pesquisa é
     para o exercício de profissões técnicas, por integra-                         a especificidade mais própria da educação es-


12         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
colar e acadêmica;                                     ção na sociedade de maneira crítica.
 2. o reconhecimento de que o questionamento                A pesquisa deve ser assumida como uma atitude na
    reconstrutivo com qualidade formal e política é         prática pedagógica em que o docente terá que aper-
    o cerne do processo de pesquisa;                        feiçoá-la, estando em constante estado de formula-
                                                            ção, reformulação, construção, reconstrução e inova-
 3. a necessidade de fazer da pesquisa atitude coti-
                                                            ção de seus conhecimentos e questionamentos, em
    diana no professor e no aluno.
                                                            um compromisso intrínseco. A este respeito, Freire
O questionamento reconstrutivo é o principal di-            (1996, p 29) menciona:
ferencial da educação por fazer uso da problemati-
                                                                  Enquanto ensino, continuo buscando, reprocuran-
zação como instrumento de incentivo à pesquisa, à
                                                                  do. Ensino porque busco, porque indaguei, porque
curiosidade e a formulação própria por parte do alu-
                                                                  indago e me indago. Pesquiso para constatar, con-
no que reconstrói o conhecimento sob a orientação
                                                                  tatando, intervenho intervindo educo e me educo.
de professores pesquisadores. A elaboração própria
                                                                  Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e
é à base da aprendizagem ativa, através da qual o alu-
                                                                  comunicar ou anunciar a novidade.
no tenta, sob orientação do professor, fazer-se autor.
                                                            Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais,
A pesquisa é então, entendida como um instrumento
                                                            busca-se assegurar no currículo escolar a pesquisa na
problematizador que, quando planejada e mediada
                                                            escola em geral, pois, conforme Marcos Bagno (2002)
pelo professor, faz do aluno-copiador um aluno-pes-
                                                            a atividade de pesquisa pode ser transformada numa
quisador, provocando transformações no aluno e no
                                                            grande fonte de aquisição de conhecimento. Ensinar
professor em relação à construção da autonomia do
                                                            e aprender são possibilidades para que o aluno che-
pensar.
                                                            gue sozinho às fontes de conhecimento que estão à
Há necessidade de reconhecer a pesquisa como gran-          sua disposição na sociedade. Ensinar e aprender deve
de aliada do processo de ensino e aprendizagem, por         apontar o caminho, bem como orientar o educando
ser um forte instrumento metodológico que leva o            para que desenvolva um olhar crítico que lhe permi-
aluno a indagar, pensar, discutir e refletir, sobre ques-   ta reconhecer as trilhas que conduzem às verdadeiras
tões que elevam o seu espírito investigativo, argu-         fontes de informação e conhecimento.
mentativo, permitindo a construção e reconstrução
de seus conhecimentos, e possibilitando uma atua-




                                                                                                                      13
3. ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA

     A concretização dos princípios metodológicos para                        recair no relativismo epistemológico, ao contrário,
     o Currículo das Escolas Estaduais do Ensino Funda-                       elas reforçam essas disciplinas ao se fundamentarem
     mental e Médio de Rondônia privilegia a aquisição                        em aproximações conceituais coerentes e nos con-
     de aprendizagens significativas e o desenvolvimento                      textos sócio-históricos, possibilitando as condições
     de competências e habilidades que devem ser ins-                         de existências e constituição dos objetos e dos co-
     trumentos de trabalho da escola, do professor e do                       nhecimentos disciplinares.
     aluno.
                                                                              Indissociável da interdisciplinaridade, a transversa-
     O Referencial Curricular aqui apresentado pre-                           lidade estrutura, complementa e insere a educação
     tende dar um sentido ao fazer pedagógico, partindo                       no contexto social e histórico. Os temas transversais
     de situações e problemas da realidade, buscando na                       “tratam de processos que estão sendo intensamente
     teorização respostas para compreendê-lo e recons-                        vividos pela sociedade, pelas comunidades, famílias,
     truí-lo de forma interdisciplinar e transversal, além de                 alunos e educadores em seu cotidiano. São debati-
     integrá-lo na era da tecnologia.                                         dos em diferentes espaços sociais, em busca de so-
                                                                              luções e de alternativas, confrontando posiciona-
                                                                              mentos diversos, tanto em relação à intervenção no
     3.1. Dimensões da Ação Pedagógica no Currículo:                          âmbito social mais amplo, quanto à atuação pessoal.
     Interdisciplinaridade e Transversalidade                                 São questões urgentes que interrogam sobre a vida
                                                                              humana, sobre a realidade que está sendo constru-
                                                                              ída e que demandam transformações macrossociais
     A educação, em todos os níveis, tem passado por                          e também de atitudes pessoais, exigindo, portanto,
     muitos processos de mudanças relacionadas ao de-                         ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a es-
     senvolvimento científico-tecnológico, a movimentos                       sas duas dimensões”.
     sociais, políticos e econômicos da sociedade pós-mo-
     derna.                                                                   Os PCN’s tratam essas duas dimensões de forma dife-
                                                                              renciada, porém, na prática pedagógica alimentam-
     Nessa perspectiva, a educação é um desafio constan-                      se mutuamente, tornando o currículo estruturado e
     te, onde a luta contra o insucesso escolar, as novas                     priorizando o desenvolvimento de competências e
     metodologias e técnicas de ensino, a qualificação dos                    habilidades.
     professores, a integração escola-família, entre outros,
     são requisitos fundamentais no processo de educa-                        Philippe Perrenoud identificou oito grandes catego-
     ção para a vida.                                                         rias de competências fundamentais que sendo de-
                                                                              senvolvidas, formam seres autônomos:
     Nessa perspectiva, repensar a questão do currículo
     escolar torna-se essencial, pois a escola agora assume                    1.	 Saber identificar, avaliar e valorizar as suas pos-
     a função de transformação dos sujeitos, exigindo-lhe                          sibilidades, os seus direitos e as suas necessida-
     dar conta, não só do acesso à cultura por meio do co-                         des;
     nhecimento socialmente valorizado como forma de                           2.	 Saber formar e conduzir projetos e desenvolver
     conhecimento pessoal, mas também da formação da                               estratégias, individualmente ou em grupo;
     cidadania, através do convívio social e exercício de
                                                                               3.	 Saber analisar situações, relações e campos de
     práticas participativas.
                                                                                   força de forma sistêmica;
     Os Parâmetros Curriculares Nacionais dispõem a or-
                                                                               4.	 Saber cooperar, agir em sinergia, participar de
     ganização pedagógica da escola, em torno de três
                                                                                   uma atividade coletiva e partilhar liderança;
     princípios orientadores: a contextualização, a inter-
     disciplinaridade e as competências e habilidades.                         5.	 Saber construir e estimular organizações e sis-
                                                                                   temas de ação coletiva do tipo democrático;
     A interdisciplinaridade está relacionada ao conceito
     de contextualização sócio-histórico como princípio                        6.	 Saber gerir e superar conflitos;
     integrador do currículo, isso porque, ambas propõem
                                                                               7.	 Saber conviver com regras, servir-se delas e ela-
     uma articulação que vá além dos limites cognitivos
                                                                                   borá-las;
     próprios das disciplinas escolares sem, no entanto,


14         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
8. Saber construir normas negociadas de convi-          fessor versus aluno, propondo novos ambientes de
    vência que superem as culturais.                     aprendizagem. É preciso, então, conhecer as novida-
                                                         des oferecidas pela tecnologia no campo educacional,
Construir habilidades e desenvolver competências
                                                         avaliando de maneira criteriosa os benefícios que tais
pressupõe disponibilizar recursos mobilizados que,
                                                         novidades proporcionam. Para isso, faz-se necessário
na estrutura cognitiva, assumirão sua postura em si-
                                                         conhecer os recursos disponíveis na escola e saber uti-
nergia, objetivando um agir eficiente em situações
                                                         lizá-los de forma adequada.
complexas da vida da pessoa. Portanto, entende-se
por competência a capacidade de mobilizar, articular     Torna-se de fundamental importância questionar as
recursos para a resolução de situações complexas de      características, vantagens, desvantagens, exemplos
forma criativa.                                          de utilização, experiências vividas e avaliar a verdadei-
                                                         ra aplicabilidade pedagógica da mídia a ser explorada
                                                         em sala de aula.
3.2. mediação Tecnológica
                                                         Como agregar ao currículo teoria e prática com as mí-
                                                         dias? Temos a TV, vídeo, informática, mídia impressa e
Os desafios contemporâneos demandam um repen-            rádio, que devem ser integradas no processo ensino
sar da educação, que envolve diversificar as formas de   e aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento.
agir, aprender e buscar conhecimentos, considerando      Para que tais ações aconteçam e possam realmente
a cultura e os meios de expressão que a permeiam.        contribuir para a aprendizagem das diferentes áreas
Uma das maneiras de se reconsiderar a educação, é        de conhecimento, é importante desenvolver compe-
conduzir educandos e educadores a buscarem os co-        tências e habilidades no uso das mídias e associá-las
nhecimentos das tecnologias de informação e comu-        aos conteúdos curriculares promovendo a integração.
nicação, sendo necessária, para isso, a disseminação     O Projeto Político Pedagógico da escola contemplará
das mídias educacionais para que esses recursos pos-     o uso das mídias e tecnologias disponíveis na escola,
sam auxiliar no processo ensino e aprendizagem e, no     na perspectiva da integração com o currículo escolar,
aperfeiçoamento da prática pedagógica.                   garantindo em cada área, o papel e a contribuição das
Os meios tecnológicos adentram as salas de aula,         mesmas.
propondo mudanças significativas na interação pro-




                                                                                                                     15
4. TEMAS TRANSVERSAIS/ SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS

     4.1. Educação Ambiental


     Nas últimas décadas da nossa história, as advertên-                     É a escola um espaço social, onde o aluno dará se-
     cias sobre as profundas mudanças ocorridas na re-                       quência ao seu processo de socialização. O que nela
     lação entre Sociedade e Natureza tornaram-se roti-                      se faz, se diz e se valoriza, representa um exemplo
     neiras. O desenvolvimento econômico resultante do                       daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comporta-
     progresso científico e avanço tecnológico demons-                       mentos ambientalmente corretos devem ser apren-
     tram claramente que o domínio do homem sobre a                          didos na prática, no cotidiano da vida escolar, contri-
     natureza tem desencadeado alterações ecológicas                         buindo para a formação de cidadãos responsáveis.
     de graves proporções e consequências para o con-
                                                                             Atualmente, as questões ambientais, já encontram
     junto da humanidade.
                                                                             certa inserção nas comunidades. A fragilidade dos
     Vivencia-se na atualidade a previsão de um futuro                       ambientes naturais, coloca em jogo a sobrevivência
     incerto com enormes problemas de contaminação,                          humana. Devido a isto, ocorreu o crescimento dos
     esgotamento de recursos não renováveis e escassez                       movimentos ambientalistas e das preocupações eco-
     de recursos renováveis, aquecimento global, des-                        lógicas, criando-se condições para o desenvolvimen-
     matamento, contaminação da água e do solo, fome,                        to de um currículo que seja relacionado com esses
     pobreza e superpopulação que constituem um peri-                        problemas.
     go para a saúde e o bem-estar social. Tudo isso tem
                                                                             Muitos professores, preocupados com os problemas
     provocado uma tomada de consciência generalizada
                                                                             ambientais, acham que a educação ambiental tem
     de que o caminho empreendido pela sociedade e o
                                                                             que ser voltada para a formação de uma consciên-
     modo em que se tem enfocado as relações dos se-
                                                                             cia conservacionista. Uma consciência, portanto, re-
     res humanos com o meio que os sustenta, é algo que
                                                                             lacionada com aspectos naturalistas, que considera
     deve ser replanejado, se deseja oferecer um futuro
                                                                             o espaço natural fora do meio humano. Desta visão,
     equilibrado às próximas gerações.
                                                                             surge a grande maioria das ações educacionais di-
     Cumprindo as determinações emanadas das Con-                            recionadas, de forma predominante, para defesa do
     ferências Internacionais e Nacionais, obedecendo a                      espaço natural de maneira restrita. Em muitos pro-
     seus princípios, objetivos e metas, o Brasil, através                   jetos escolares, a Educação Ambiental se restringe a
     dos marcos legais da Constituição Federal de 1988,                      projetos de reciclagem de lixo, papel e plástico, ações
     da Lei 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de                   de plantio de mudas e comemorações em datas pon-
     Educação Ambiental – PNEA, dos Parâmetros Curri-                        tuais, tais como, semana do meio ambiente, dia da
     culares Nacionais – PCN’s e a Resolução n.º 2 de 15                     árvore, dia da água, entre outras.
     de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Cur-
                                                                             No âmbito das escolas é preciso que fique definido
     riculares Nacionais para a Educação Ambiental, as-
                                                                             como objetivo pedagógico, qual tipo de educação
     segura a efetividade desse direito, incumbindo ao
                                                                             ambiental deve ser seguido: uma educação conserva-
     Poder Público, entre outras providências, promover a
                                                                             cionista, que é aquela cujos ensinamentos conduzem
     Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e
                                                                             ao uso racional dos recursos naturais e à manutenção
     a conscientização pública para preservação do meio
                                                                             de um nível ótimo de produtividade dos ecossiste-
     ambiente.
                                                                             mas naturais ou gerenciados pelo homem, ou uma
     A Educação Ambiental é um processo participativo,                       educação voltada para o meio ambiente, que implica
     no qual o educando assume o papel de elemento                           em uma profunda mudança de valores em uma nova
     central do processo de ensino e aprendizagem pre-                       visão de mundo e uma nova maneira de se ver per-
     tendido, participando ativamente no diagnóstico dos                     tencente ao meio em que está que ultrapassa bastan-
     problemas ambientais e na busca de soluções, sen-                       te o estado conservacionista. É papel fundamental da
     do preparado como agente transformador, através                         escola propiciar mecanismos para diminuir o distan-
     do desenvolvimento de habilidades e na formação                         ciamento entre o que está explícito nos documentos
     de atitudes e de uma conduta ética, condizentes ao                      e leis (Lei 9795/99) e o que está sendo praticado.
     exercício da cidadania.
                                                                             Devemos perceber claramente a tônica da Educação

16        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Ambiental, direcionada para uma consciência mais            •	   adotar posturas na escola, em casa e em sua co-
abrangente sobre a forma de perceber o que é o                   munidade que os levem a interações construti-
meio ambiente para as pessoas e o que significa edu-             vas, justas e ambientalmente sustentáveis;
cação para preservá-lo.
                                                            •	   compreender que os problemas ambientais in-
A forma de pensar e agir sobre os problemas am-                  terferem na qualidade de vida das pessoas, tan-
bientais implica na inter-relação da ética, da política,         to local quanto globalmente;
da economia, da ciência, da cultura, da tecnologia e
                                                            •	   conhecer e compreender, de modo integrado,
da ecologia, para uma prática da educação ambien-
                                                                 as noções básicas relacionadas ao meio am-
tal, voltada para a mudança do comportamento das
                                                                 biente;
comunidades e, até mesmo, para a atuação da escola
como agente transformador da cultura e da conscien-         •	   perceber, em diversos fenômenos naturais, en-
tização das pessoas para os problemas ambientais.                cadeamentos e relações de causa/efeito que
                                                                 condicionam a vida no espaço (geográfico) e
Neste contexto, a Educação Ambiental deve estar
                                                                 no tempo (histórico), utilizando essa percepção
presente em todos os níveis e modalidades de ensi-
                                                                 para posicionar-se criticamente diante das con-
no de forma interdisciplinar, garantindo a diferentes
                                                                 dições ambientais de seu meio;
grupos e faixas etárias, o desenvolvimento da cultura
e cidadania ambiental, de modo que impregne toda            •	   compreender a necessidade e dominar alguns
a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma                  procedimentos de conservação e manejo dos
visão global e abrangente da questão ambiental, vi-              recursos naturais com os quais interagem, apli-
sando os aspectos físicos, históricos e sociais, assim           cando-os no dia-a-dia.
como a articulação entre a escala local e planetária       Neste sentido, deve-se incluir no Projeto Político Pe-
desses problemas.                                          dagógico das Escolas a oferta da Educação Ambien-
Trabalhar de forma transversal significa buscar a          tal para todos os níveis e modalidades de ensino e
transformação dos conceitos, a explicitação de valo-       em todas os componentes curriculares, de forma que
res e a inclusão de procedimentos, sempre vincula-         fortaleça a cidadania ambiental nas escolas e comu-
dos à realidade cotidiana da sociedade, de modo que        nidades a partir de uma educação participativa, de-
obtenha cidadãos mais participantes. Cada profes-          mocrática, transformadora e crítica, abordando o co-
sor, dentro da especificidade de sua área, deve ade-       nhecimento e o exemplo na resolução de problemas
quar o tratamento dos conteúdos para contemplar            socioambientais. Devem ser seguidos os seguintes
a Educação Ambiental, estes devem permear todas            aspectos na oferta da Educação Ambiental nos níveis
as disciplinas do currículo e contextualizá-los com a      e modalidades de ensino:
realidade da comunidade. A escola ajudará o aluno a         •	   Educação Infantil e início do Ensino Fundamen-
perceber a correlação dos fatos e ter uma visão holís-           tal: enfatizar a sensibilização com a percepção,
tica, ou seja, integral do mundo em que vive, sendo              a interação, o cuidado e o respeito das crianças
capaz de:                                                        para com a natureza e cultura destacando a di-
 •	   identificar-se como parte integrante da natureza           versidade dessa relação;
      e sentir-se afetivamente ligados a ela, perceben-     •	   Anos finais do Ensino Fundamental: desenvol-
      do os processos pessoais como elementos fun-               ver o raciocínio crítico, prospectivo e interpreta-
      damentais para uma atuação criativa, responsá-             tivo das questões socioambientais, bem como,
      vel e respeitosa em relação ao meio ambiente;              a cidadania ambiental;
 •	   perceber, apreciar e valorizar a diversidade natu-    •	   Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos:
      ral e sociocultural, adotando posturas de respei-          aprofundar o pensamento crítico, contextuali-
      to aos diferentes aspectos e formas do patrimô-            zado e político e a cidadania ambiental, frente
      nio natural, étnico e cultural;                            às desigualdades sociais que expõem grupos
 •	   observar e analisar fatos e situações do ponto de          sociais economicamente vulneráveis em condi-
      vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo             ções de risco ambiental;
      a necessidade e as oportunidades de atuar de          •	   Educação do Campo, Educação Indígena e Edu-
      modo propositivo, para garantir um meio am-                cação Quilombola: nestas modalidades de ensi-
      biente saudável e a boa qualidade de vida;                 no, é importante a revitalização da história e da


                                                                                                                       17
cultura de cada comunidade, comparando-as                          principalmente na conscientização dos educandos
          com a cultura contemporânea e seus atuais im-                      sobre o comportamento dos condutores e pedestres.
          pactos socioambientais, especialmente os cau-
                                                                             É fato que o trânsito é um tema que envolve uma
          sados por modelos produtivos.
                                                                             legislação específica, mas o educador não necessita
     Nestas modalidades é oportuna a reflexão sobre pro-                     aprofundar-se nesse fator e sim voltar o seu trabalho
     cessos de proteção ambiental, práticas produtivas e                     para a questão comportamental, ou seja, promover
     manejo sustentável.                                                     atitudes de respeito, consciência e responsabilidade
                                                                             no ambiente escolar. O desenvolvimento desta atitu-
                                                                             de perpassa essa temática, contribuindo com outros
     4.2. Educação para o Trânsito                                           temas voltados à cidadania.
                                                                             A Educação para o Trânsito poderá ser contemplada
     A Educação para o Trânsito visa promover uma cul-                       em todos os componentes curriculares a exemplo:
     tura de valorização da vida, de paz no espaço social                    Língua Portuguesa: As matérias dos jornais e arti-
     estimulando a mudança de postura e comportamen-                         gos de revistas acerca do tema são importantes fon-
     tos que resultam em acidentes. Isto permite a refle-                    tes para a produção de textos e análise gramatical.
     xão do aluno sobre a sua conduta e a dos outros, a
                                                                             Geografia: Á medida que o aluno conhece o espaço
     partir de valores e princípios que norteiam a vida em
                                                                             onde vive, comparando-os com outros locais e pon-
     sociedade, tais como: respeito, diálogo, solidariedade
                                                                             tuando os aspectos observados, este pode identificar
     e justiça.
                                                                             mais claramente os fatores que interferem na carac-
     Faz-se necessária a compreensão da importância do                       terização do trânsito de sua cidade.
     Trânsito como parte integrante do cotidiano das pes-
                                                                             Matemática: Poderão ser analisados estatísticas, in-
     soas, visto que todos tem necessidade de se locomo-
                                                                             dicadores e gráficos, permitindo a identificação dos
     ver, de se comunicar e, sobretudo conviver no espaço
                                                                             crescentes problemas no trânsito, estimulando a bus-
     público.
                                                                             ca de soluções.
     O Código Nacional do Trânsito, art. 76, preceitua que
                                                                             História: Conhecer a evolução das máquinas e do
     a educação para o trânsito será promovida na pré-es-
                                                                             homem, relacionando com o atual cenário, para que
     cola e nas escolas de ensino fundamental e médio
                                                                             sejam compreendidas as transformações no modo
     por meio de planejamento e ações coordenadas en-
                                                                             de locomoção desde os primórdios até os dias atuais.
     tre órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trân-
     sito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito                  Arte: O cenário das situações ocorridas no trânsito e
     Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de                      o próprio contexto em que ele se encontra, favorece
     atuação, sendo assegurada no inciso I desse artigo a                    as diversas formas de expressão, exteriorizando sen-
     adoção, em todos os níveis de ensino, de um currícu-                    timentos e pontos de vista.
     lo interdisciplinar com conteúdo programático sobre
                                                                             Ciências Naturais: Analisar a relação do homem com
     segurança de trânsito.
                                                                             o meio ambiente, favorecendo a reflexão sobre a sua
     Na Resolução nº 07 de 14 de dezembro de 2010 e                          preservação e promovendo uma consciência das si-
     também na Resolução nº 02 de 30 de janeiro de 2012,                     tuações de agressão, como os gases tóxicos emitidos
     ambas do Conselho Nacional de Educação-CNE, a                           pelos veículos, o desmatamento para abertura de es-
     Educação para o Trânsito tem um tratamento trans-                       tradas e demais fatores que agridem a natureza.
     versais, permeando todo o currículo, no âmbito dos
     demais componentes curriculares.
                                                                             TEMÁTICAS:
     Sabemos que os problemas que o trânsito brasilei-
     ro enfrenta, principalmente nas cidades de médio e
     grande porte, são reflexos de um comportamento                          a) Valores
     errôneo que foi se agravando ao longo do tempo.
     Verificamos diariamente o desrespeito às leis e às                       -	 Respeito, cortesia, cooperação, tolerância e com-
     pessoas, prevalecendo a cultura do mais forte. Nesse                        promisso;
     contexto, a escola desempenha um importante pa-                          -	 A importância de se ter disciplina e cumprir re-
     pel, não só na análise desse fenômeno crescente, mas                        gras e normas;


18        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
- A importância de cada um no grupo social;               máforo, para condutores e pedestres;
 - O respeito às limitações;                            - A importância de conhecer e respeitar as nor-
                                                          mas de trânsito;
 - Como ser útil nos diferentes grupos;
                                                        - As consequências dos comportamentos inade-
 - A importância de ajudar, ser solidário;
                                                          quados no trânsito: excesso de velocidade e des-
 - As emoções: raiva, felicidade, tristeza, alegria,      respeito às leis de trânsito, etc.;
   etc.;
                                                        - A brincadeira e onde é perigoso brincar;
 - Família, escola e comunidade.
                                                        - Equipamentos de segurança – qual a importân-
b) Orientação no espaço urbano e rural:                   cia de usá-los corretamente.
 - Esquemas referenciais: direita e esquerda, perto,   e) Valores, normas e atitudes a serem cultivadas
   longe, direção e distância;                         na escola:
 - Noção de velocidade;                                 - Respeito ao espaço público e ao patrimônio cul-
 - Percepções visuais, auditivas, olfativas, etc.;        tural;

 - Localização da residência em relação a escola;       - Cumprimento dos deveres como cidadão, com
                                                          relação ao trânsito e aos usuários das vias e ani-
 - Localização do bairro;                                 mais;
 - Meios utilizados para deslocar-se até a escola: a    - Reconhecimento e respeito à sinalização;
   pé, de ônibus, bicicleta, veículos de tração ani-
   mal ou carro, outros meios de locomoção;             - Valorização do trabalho do policial de trânsito;

 - Meios de transporte de produtos.                     - Valorização da liberdade;

c) O trânsito                                           - Reconhecimento da importância do cumpri-
                                                          mento de regras e de normas;
 - Componentes da via pública: calçada ou espaço        - Importância da aquisição de limites;
   para pedestre não pavimentado, meio-fio, acos-
   tamento ou a falta de acostamento, faixa de pe-      - Conscientização dos deveres e dos direitos no
   destre ou a inexistência dela, semáforo ou a ine-      trânsito;
   xistência dele, placas, praças, pontes, viadutos,    - Valorização da vida humana e dos outros ani-
   passarelas e calçadões para pedestres, ciclovias,      mais;
   pista de rolamento, etc.;
                                                        - Respeito ao outro e exigência de respeito para si;
 - A importância do conhecimento da realidade do
   trânsito que cerca o aluno;                          - “Cobrança” de comportamento adequado por
                                                          parte do adulto no trânsito;
 - Trânsito e Comunicação;
                                                        - Reconhecimento da necessidade do uso correto
 - As placas regulam, avisam e fornecem informa-          dos acessórios para a segurança no trânsito;
   ções;
                                                        - Defesa de medidas de segurança pessoal e cole-
 - O trânsito e o meio ambiente;                          tiva no trânsito;
 - A formação do senso crítico por meio da inter-       - Apoio a política de preservação ambiental como
   pretação da conjuntura em que se insere o trân-        promotora da qualidade de vida.
   sito.
d) Segurança
                                                       5.3. Direitos humanos e Diversidade
 - Atitudes seguras;
 - Pressa x Atenção;
                                                       A Educação em Direitos Humanos está consoante
 - A importância de conhecer as placas de sinaliza-    com os pressupostos da Organização das Nações
   ção;                                                Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNES-
 - A importância de conhecer as mensagens do se-       CO) e o Instituto Interamericano de Direitos Huma-


                                                                                                               19
nos (IIDH), que a partir da II Conferência de Direitos                   7.	 sustentabilidade socioambiental.
     Humanos (Viena, 1993), organizada pela ONU, passa-
                                                                             Art. 7º A inserção dos conhecimentos concernentes à
     ram a exigir que os Estados Nacionais implementem
                                                                             Educação em Direitos Humanos na organização dos
     políticas públicas efetivas nessa temática. Assim, em
                                                                             currículos da Educação Básica e da Educação Supe-
     seu Programa de Ação, a Conferência orientou expli-
                                                                             rior, poderá ocorrer das seguintes formas:
     citamente para o desenvolvimento de ações de edu-
     cação em direitos humanos. Foi neste contexto que                        1.	 pela transversalidade, por meio de temas rela-
     nasceu o Programa Mundial de Educação em Direitos                            cionados aos Direitos Humanos e tratados in-
     Humanos, lançado pela ONU em 2005. Esse conjunto                             terdisciplinarmente;
     de processos internacionais, dos quais o Brasil tem                      2.	 como um conteúdo específico de uma das dis-
     sido parte, repercutiram internamente por meio da                            ciplinas já existentes no currículo escolar;
     paulatina preocupação do governo com o desenvol-
     vimento de ações e políticas de educação em direitos                     3.	 de maneira mista, ou seja, combinando trans-
     humanos, o que se materializou de forma mais explí-                          versalidade e disciplinaridade.
     cita com o lançamento do Plano Nacional de Educa-                       Parágrafo único. Outras formas de inserção da Edu-
     ção em Direitos Humanos (PNEDH, 2006). Por outro                        cação em Direitos Humanos poderão ainda ser admi-
     lado, o Ministério da Educação e a Secretaria Especial                  tidas na organização curricular das instituições edu-
     dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça com-                     cativas desde que observadas às especificidades dos
     prometeram-se no desenvolvimento de políticas de                        níveis e modalidades da Educação Nacional.
     educação em direitos humanos no Brasil.
                                                                             O compromisso com os Direitos Humanos e a Cida-
     A Resolução nº 1/CNE/2012, que Estabelece Diretrizes                    dania deve estar presente nas ações educativas, pro-
     Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, con-                     motoras de abordagens articuladas dentre educação
     templa em alguns de seus artigos:                                       para relações de gênero e diversidade sexual. O reco-
     Art. 2º A Educação em Direitos Humanos, um dos ei-                      nhecimento e o respeito das diversidades de gênero
     xos fundamentais do direito à educação, refere-se ao                    e orientação sexual trazem à tona uma escola plura-
     uso de concepções e práticas educativas fundadas                        lista que ensina a convivência em uma sociedade he-
     nos Direitos Humanos e em seus processos de pro-                        terogênea, e trabalha a educação de forma igualitá-
     moção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidia-                    ria, não discriminatória e democrática.
     na e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabili-                  Nesse sentido, faz-se necessário que as escolas pro-
     dades individuais e coletivas.                                          movam a valorização e o reconhecimento da diversi-
     § 1º Os Direitos Humanos, internacionalmente re-                        dade e dos direitos humanos, com garantia de aten-
     conhecidos como um conjunto de direitos civis, po-                      dimento pedagógico que possibilite minimizar os
     líticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais,                   conflitos causados pelas diferenças, o preconceito e
     sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou                  a discriminação relacionada ao sexismo, às questões
     difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de                     de gênero e identidade de gênero, ao respeito às
     defesa da dignidade humana.                                             orientações sexuais, às relações afetivas e homoafe-
                                                                             tivas, bem como um olhar pedagógico a respeito da
     Art. 3º A Educação em Direitos Humanos, com a fi-                       homofobia e suas implicações assegurando ações de
     nalidade de promover a educação para a mudança e                        cidadania e respeito mútuo no espaço escolar.
     a transformação social, fundamenta-se nos seguintes
     princípios:
      1.	 dignidade humana;                                                  4.4. Educação Fiscal
      2.	 igualdade de direitos;
      3.	 reconhecimento e valorização das diferenças e                      A Educação Fiscal visa proporcionar conhecimentos
          das diversidades;                                                  básicos sobre o que significa ser um cidadão e suas
                                                                             consequências práticas, em termos de direitos e de-
      4.	 laicidade do Estado;                                               veres; o que é o sistema tributário nacional; o que são
      5.	 democracia na educação;                                            tributos; a relação existente entre o dever de pagar
                                                                             os tributos devidos e o direito de cobrar a aplicação
      6.	 transversalidade, vivência e globalidade; e
                                                                             correta dos recursos arrecadados em benefício da


20        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
população, para construção de uma sociedade e um            de conhecimento estão envolvidas na construção de
estado forte e equilibrado.                                 ideais de paz, liberdade e justiça social, sendo a cons-
                                                            ciência dos direitos e deveres, sua pedra angular.
Podemos fazer uma relação interdisciplinar a partir
da proposta da Educação Fiscal, pois, não se pode           Além de estar diretamente ligada à cidadania, a Edu-
desvincular a aprendizagem da formação do cidadão           cação Fiscal pode ser utilizada na matemática, levan-
participativo. Os debates resultantes das informa-          do o aluno a conhecer e calcular a carga tributária,
ções fornecidas pela temática contribuem em todos           o funcionamento do sistema de arrecadação e a ma-
os componentes curriculares, já que levam o aluno a         neira como o dinheiro retorna em forma de serviço
conhecer e a partir de então, se tornar sujeito atuante     à população. Conhecemos a riqueza da produção de
nos assuntos relacionados ao seu país, estado e mu-         textos que resultam da análise da atuação das au-
nicípio. A busca incessante por informações que tra-        toridades que fazem uso do dinheiro público. Cabe
tam de direitos e deveres do cidadão, como arrecada-        ao educador contextualizar as informações nas suas
ção, aplicação de recursos e mecanismos de controle         aulas de Língua Portuguesa, Geografia, Meio Am-
social, leva o aluno à leitura e a pesquisa. Podemos        biente, Esporte, Moradia e Segurança, pois, tudo isso
utilizar como ferramenta de aprendizagem, princi-           nos fará refletir na qualidade de vida da população
palmente nos componentes curriculares do núcleo             e como essas questões estão sendo trabalhadas pe-
comum, os textos produzidos resultantes dos temas           los governantes. Com o tema abordado em sala de
voltados à Educação Fiscal.                                 aula iremos favorecer não só uma prática individual
                                                            do aluno, mas principalmente este mudará hábitos
O cotidiano de nosso país serve de instrumento para
                                                            familiares, como por exemplo, a solicitação da nota
a produção de atividades em sala de aula, já que o
                                                            fiscal, além de outros meios de controle social.
professor tem uma rica esfera, nos diferentes cam-
pos: político, social, financeiro, cultural entre outros.   O educador deve incentivar principalmente a mu-
O trabalho pode ser realizado a partir dos primeiros        dança dentro da escola, para que todos possam par-
anos do Ensino Fundamental e continuar por toda             ticipar das decisões que envolvam gastos públicos,
sua vida escolar, já que uma vez despertada a cons-         promovendo assim o orçamento participativo e for-
ciência cidadã, esta será uma necessidade cada vez          talecendo os Conselhos Escolares. Através da Educa-
mais crescente.                                             ção Fiscal executada na prática, teremos a certeza da
                                                            formação do cidadão atuante e da consolidação da
Como é um Tema Transversal, as diversas temáticas
                                                            democracia participativa.
da Educação Fiscal podem ser contextualizadas em
sala de aula à medida que se aborde assuntos que tra-       Além dos componentes curriculares citados anterior-
tem da prática da cidadania e controle social, função       mente, a Educação Fiscal poderá ser desenvolvida na
socioeconômica dos tributos, além de informações            História, na Sociologia, na Filosofia e outros compo-
cotidianas do cenário político e social. Todas as áreas     nentes afins, com as seguintes temáticas:




                                                                                                                       21
TEMÁTICA                                                                     CONTEÚDOS

                                                                  •	       Liberalismo econômico x Estado de Bem-Estar Social: concen-
     O BRASIL E O MUNDO –                                                  tração de renda e enfrentamento da pobreza
     UMA SÍNTESE DO CENÁRIO
                                                                  •	       Desafios para o Brasil contemporâneo
     SOCIOPOLÍTICO
                                                                  •	       A questão Ambiental

                                                                  •	       Breve retrospectiva
     A EDUCAÇÃO COMO                                              •	       A educação no espaço social
     FENÔMENO SOCIAL                                              •	       A educação e a cultura
                                                                  •	       Educação no espaço escolar

                                                                  •	       Educar para autonomia
     EDUCAÇÃO E AUTONOMIA
                                                                  •	       Participação social e Controle Social

                                                                  •	       Sociedade
                                                                  •	       Estado
                                                                  •	       A ideia de Constituição
                                                                  •	       Antecedentes da Constituição escrita:
     PERSPECTIVA HISTÓRICA                                                 --   Pactos, forais e cartas de franquia
     DO CONCEITO DE SOCIEDADE
     E DE ESTADO                                                           --   Contratos de colonização
                                                                           --   As leis fundamentais do Reino
                                                                           --   As doutrinas do pacto social
                                                                           --   O Fisiocratismo e o Liberalismo Clássico
                                                                           --   Construção histórica dos direitos do homem.

                                                                  •	       Cidadania no Brasil, o longo caminho:
                                                                           --   Período Colonial (1500-1822): a força do passado
                                                                           --   Período Imperial (1822-1889): os direitos políticos saem na
                                                                                frente
     O ESTADO BRASILEIRO                                                   --   A Primeira República (1889-1930)
                                                                           --   Da Revolução de 1930 ao golpe militar de 1964
                                                                           --   O Regime Militar
                                                                           --   Redemocratização no Brasil: 1985 – até hoje




22      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
TEMÁTICA                                  CONTEÚDOS

                         •	   Reflexões
                         •	   Elementos do Estado
ESTADO DEmOCRÁTICO       •	   Organização do Estado e dos Poderes
DE DIREITO E CIDADANIA   •	   Administração Pública
                         •	   Democracia
                         •	   Cidadania

                         •	   Idade Antiga
                         •	   Idade Média
A ORIGEm DOS TRIBUTOS
                         •	   Idade Moderna
                         •	   Idade Contemporânea

                         •	   Época das descobertas e das primeiras expedições (1500-1532)
                         •	   Época das capitanias hereditárias (1532-1548)
A hISTÓRIA DO            •	   Época do Governo-Geral (1548-1763)
TRIBUTO NO BRASIL        •	   Época da Corte Portuguesa e do Reino Unido (1808-1822)
                         •	   Brasil independente (1822)
                         •	   Conceito de tributo

                         •	   Características dos tributos
                         •	   Classificação dos tributos
                         •	   Espécies de tributos
                              -   As figuras previstas na CF
TRIBUTO                       -   Impostos
                              -   Taxas
                              -   Contribuição de melhoria
                              -   Contribuições especiais ou parafiscais
                              -   Empréstimos compulsórios

                         •	   Sujeito passivo e ativo
ELEmENTOS DA
                         •	   Base de cálculo
OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA
                         •	   Alíquotas e competência tributária




                                                                                             23
TEMÁTICA                                                                  CONTEÚDOS

                                                                  •	       Impostos da União
     CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS                                   •	       Impostos dos Estados e do Distrito Federal
     QUANTO AO ENTE TRIBUTANTE                                    •	       Impostos dos Municípios e do Distrito Federal
                                                                  •	       Simples Nacional ou Supersimples

     REPARTIÇÃO DAS RECEITAS                                      •	       Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Bási-
     TRIBUTÁRIAS                                                           ca e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB

                                                                  •	       Elisão Fiscal
                                                                  •	       Evasão Fiscal
                                                                           --   Sonegação Fiscal
     FORMAS LEGAIS E ILEGAIS
     DE EVITAR O PAGAMENTO DE                                              --   Fraude Tributária
     TRIBUTÁRIO
                                                                           --   Conluio
                                                                  •	       Contrabando e Descaminho
                                                                  •	       Contrafação e Pirataria

                                                                  •	       Importância
     DOCUMENTOS FISCAIS
                                                                  •	       Exemplos de documentos fiscais

                                                                  •	       No mundo
                                                                  •	       No Brasil
                                                                           --   Império
     UM BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA
                                                                           --   República
                                                                           --   Contemporâneo

                                                                  •	       Introdução e conceito geral de orçamento
                                                                  •	       Planejamento e Orçamento Público
                                                                  •	       Princípios orçamentários
                                                                  •	       Instrumentos para elaboração do Orçamento: leis orçamentá-
                                                                           rias
                                                                  •	       Aprovando o Orçamento
                                                                  •	       Prazos das Leis Orçamentárias
     GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS
                                                                  •	       Plano Plurianual – PPA
     RECURSOS PÚBLICOS
                                                                  •	       Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDA
                                                                  •	       Lei do Orçamento Anual – LOA
                                                                           --   Disposições gerais (elaboração do Projeto de Lei Orça-
                                                                                mentário)
                                                                           --   Fundamentos para a elaboração da LOA
                                                                           --   Elaborando o Orçamento
                                                                           --   Emenda parlamentar ao Orçamento da União


24      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
TEMÁTICA                                          CONTEÚDOS

                                •	   Entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal
                                •	   Outros controles exigidos pela LRF
                                •	   O Portal da Transparência: www.portaldatransparencia.gov.br
                                •	   Onde encontrar as informações sobre o uso do dinheiro pú-
                                     blico
                                •	   A participação social
                                •	   O que é controle social?
                                •	   Formas e mecanismos de exercício do controle social
                                     -   O controle social exercido pelos conselhos
CONTROLE SOCIAL
                                     -   Outras formas de exercer o controle social
                                     -   A participação de professores e alunos no controle social
                                •	   O direito a informação e o controle social
                                     -   A transparência
                                     -   O direito a informação sobre os recursos públicos
                                •	   Orçamento público e participação popular
                                     -   Priorizando as demandas da comunidade
                                     -   O Orçamento Participativo (OP)
                                     -   Orçamento Participativo na escola

ACOmpANhANDO AS CONTAS          •	   Prestação de contas
pÚBLICAS                        •	   Como denunciar

LEI DE RESpONSABLIDADE SOCIAL   •	   O que é

EDUCAÇÃO FISCAL E DEmOCRACIA    •	   Panorama




                                                                                                     25
4.5. Educação Alimentar e Nutricional                                    descoberta de antibióticos e com a vacinação em
                                                                              massa, a diminuição da taxa de fecundidade, a que-
                                                                              da da mortalidade infantil, com a ampliação da rede
     O desenvolvimento da educação alimentar e nutri-                         de abastecimento de água e esgoto, com a prestação
     cional perpassando o Currículo Escolar da Educação                       de serviços básicos de saúde, com a urbanização das
     Básica, abordando o tema alimentação e nutrição,                         cidades, as mudanças no processo produtivo e a orga-
     tem o objetivo de estimular a formação de hábitos ali-                   nização do trabalho e da vida.
     mentares saudáveis em crianças e adolescentes e, em
                                                                              Esses fatores, associados aos cuidados atribuídos as
     suas famílias e comunidade. É hoje, uma necessidade,
                                                                              pessoas idosas pelo poder público e pela família, são
     além de ser uma das diretrizes básicas da alimentação
                                                                              condições importantes de indicadores sociais que
     escolar, conforme o disposto na Resolução CNE/CEB
                                                                              servem para avaliar a qualidade de vida de uma po-
     n. 2 de 30 de janeiro de 2012, Artigo 10 “Em decor-
                                                                              pulação em um determinado lugar.
     rência de legislação específica, são obrigatórios”: inci-
     so II - Com tratamento transversal e integradamente,                     Apesar do aumento positivo no índice social, muitos
     permeando todo o currículo, no âmbito dos demais                         estados brasileiros apresentam grandes disparidades
     componentes curriculares: educação alimentar e nu-                       econômicas, políticas e sociais – a falta de ofertas de
     tricional.                                                               trabalho, acesso saúde, a educação de qualidade,
                                                                              água potável, organização e participação social, me-
     Em complementação a essa base legal, também a
                                                                              canismos eficazes de combate à corrupção e punição
     Lei nº 11.947/2009 dispõe sobre o atendimento da
                                                                              por crimes contra a sociedade – são condições que
     alimentação escolar com orientações para atender a
                                                                              refletem no nível de vida da população.
     educação alimentar e nutricional.
                                                                              A velhice não é, portanto, uma questão apenas demo-
     	
                                                                              gráfica, trata-se também de uma questão social que
     4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e                          tem chamado a atenção de organismos internacio-
     a Valorização do Idoso                                                   nais como a Organização das Nações Unidas – ONU,
                                                                              que vem discutindo o tema, e elaborou o Plano de
                                                                              Ação Internacional para o Envelhecimento, instru-
     O envelhecimento humano é uma questão inerente                           mental que fortalece aos dispositivos da Constituição
     a todos os povos em todo o tempo e espaço, e dessa                       Federal de 1988, da Lei 8.842, de janeiro de 1994 - Po-
     forma o crescente aumento populacional de pesso-                         lítica Nacional do Idoso, e a Lei 10.741, de outubro de
     as com 60 anos e mais, tem intensificado os desafios                     2003- Estatuto do Idoso e da Lei 458 de dezembro de
     para todas as sociedades no início do século XXI.                        1992 - Política Social do Idoso em Rondônia.
     Enfocar o estudo sobre o envelhecimento da popu-                         Muito embora as leis aprovadas tragam, indiscutivel-
     lação e o convívio intergeracional, deve promover o                      mente, muitas contribuições no que se refere a polí-
     debate em torno de questões fundamentais como:                           ticas de promoção e garantias de direitos da pessoa
     o papel exercido pelo Estado e pela sociedade para                       idosa, ainda não há o estabelecimento de prioridades
     garantir condições de vida em comum para todas as                        para implementá-las, o que transforma essas leis em
     pessoas. Essa ideia vem formulando por sua vez, uma                      instrumentos dependente de uma orientação política
     pergunta que, embora ainda não seja frequente, vem                       firme voltada para a efetividade dos direitos funda-
     ganhando terreno no processo de convivência com                          mentais da pessoa humana.
     o outro. Como viver em uma sociedade que a pou-
     co tempo era considerada jovem e hoje enfrenta um                        Em face desta situação, é possível considerar esta
     vertiginoso envelhecimento populacional? Trata-se,                       uma realidade inquietante em função da abundância
     portanto de uma pergunta pouco usual e que parece                        de dispositivos institucionais, além da notoriedade de
     apresentar grandes desafios para encontrar a devida                      que estes direitos se encontrem amplamente respal-
     resposta no conjunto da sociedade, bem como em es-                       dados, fica claro também que se trate de uma produ-
     paço específico como a escola.                                           ção que tem mais expressão de cunho legislativo do
                                                                              que factível.
     A conquista do aumento da expectativa de vida dos
     brasileiros aumentou, em função de vários fatores                        Portanto, estando a temática inserida no contexto dos
     como: o controle de doenças infectocontagiosas                           Temas Transversais, a escola se constitui como espaço
     fatais, a partir dos avanços na área da saúde, com a                     de construção e organização dos saberes, através de
                                                                              temáticas como: o papel do estado e da sociedade

26         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
no processo de garantia de direitos da pessoa ido-                 nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso;
sa, envelhecimento populacional, o que é a velhice,
                                                              4. viabilização de formas alternativas de participa-
mudança na pirâmide etária brasileira, mercado de
                                                                 ção, ocupação e convívio do idoso com as de-
trabalho, aposentadoria, características individuais e
                                                                 mais gerações;
coletivas do envelhecimento, valorização, deveres e
direitos individuais e coletivos da pessoa idosa, edu-        5. priorização do atendimento do idoso por sua
cação, saúde e acessibilidade.                                   própria família, em detrimento do atendimento
                                                                 asilar, exceto dos que não a possuam ou care-
Enquanto universo de promoção do conhecimento a
                                                                 çam de condições de manutenção da própria
escola poderá trabalhar os diversos temas de forma in-
                                                                 sobrevivência;
terdisciplinar através dos componentes de história, ge-
ografia, ciências, biologia, língua portuguesa, filosofia,    6. capacitação e reciclagem dos recursos huma-
sociologia, matemática, cabendo à sociedade através              nos nas áreas de geriatria e gerontologia e na
da sua organização, construir mecanismos de controle             prestação de serviços aos idosos;
democrático como instrumento de consolidação e for-           7.   estabelecimento de mecanismos que favore-
talecimento da democracia, condições indispensáveis                çam a divulgação de informações de caráter
à qualidade de vida para todas as idades.                          educativo sobre os aspectos biopsicossociais
A Resolução nº 2, de 30 de janeiro de 2012, que defi-              de envelhecimento;
ne as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino         8. garantia de acesso à rede de serviços de saúde
Médio, no inciso II do art. 10, também assegura como             e de assistência social local; e
tema transversal, permeando todo o currículo, no
âmbito dos demais componentes curriculares, a te-             9. prioridade no recebimento da restituição do
mática sobre o processo de envelhecimento, respeito              Imposto de Renda, conforme Lei n. 11.765, de
e valorização do idoso.                                          2008.
Para atender a esse contexto tem-se a Lei nº 10.741, de      No art. 4º nenhum idoso será objeto de qualquer tipo
1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do        de negligência, discriminação, violência, crueldade
Idoso e dá outras providências. O mesmo é destina-           ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por
do a regular os direitos assegurados às pessoas com          ação ou omissão, será punido na forma da lei. Os
idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Conforme       parágrafos 1º e 2º ,asseguram que: É dever de todos
art. 2o, o idoso goza de todos os direitos fundamentais      prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso
inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção          e as obrigações previstas nesta Lei, não excluem da
integral, sendo-lhe assegurado, por lei ou por outros        prevenção outras decorrentes dos princípios por ela
meios, todas as oportunidades e facilidades, para pre-       adotados.
servação de sua saúde física e mental e seu aperfeiço-       Dos artigos 5º ao 10º com os respectivos incisos e pa-
amento moral, intelectual, espiritual e social, em con-      rágrafos orientam:
dições de liberdade e dignidade.
                                                                   Art. 5º A inobservância das normas de prevenção
O art. 3o aponta que é obrigação da família, da comu-              importará em responsabilidade à pessoa física ou
nidade, da sociedade e do Poder Público assegurar                  jurídica nos termos da lei.
ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à              Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à
cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania,           autoridade competente qualquer forma de viola-
à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência              ção a esta Lei que tenha testemunhado ou de que
familiar e comunitária. Em seu parágrafo único, asse-              tenha conhecimento.
gura que a garantia de prioridade compreende:                      Art. 7º Os Conselhos Nacional, Estaduais, do Distri-
 1. atendimento preferencial imediato e individu-                  to Federal e Municipais do Idoso, previstos na Lei n.
    alizado junto aos órgãos públicos e privados                   8.842, de 4 de janeiro de 1994, zelarão pelo cum-
    prestadores de serviços à população;                           primento dos direitos do idoso, definidos nesta Lei.

 2. preferência na formulação e na execução de                     Dos Direitos Fundamentais - Do Direito à Vida.
    políticas sociais públicas específicas;                        Art. 8º O envelhecimento é um direito personalíssi-
 3. destinação privilegiada de recursos públicos                   mo e a sua proteção um direito social, nos termos
                                                                   desta Lei e da legislação vigente.

                                                                                                                           27
Art. 9º É obrigação do Estado, garantir à pessoa                  n. 9394/96. No § 1º deste artigo preceitua que “o con-
           idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efeti-                teúdo programático incluirá diversos aspectos da
           vação de políticas sociais públicas que permitam                  história e da cultura que caracterizam a formação da
           um envelhecimento saudável e em condições de                      população brasileira, a partir desses dois grupos ét-
           dignidade.                                                        nicos, tais como o estudo da história da África e dos
           Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade.                africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no
                                                                             Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro
           Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, asse-              e o índio na formação da sociedade nacional, resga-
           gurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dig-             tando as suas contribuições nas áreas social, econô-
           nidade, como pessoa humana e sujeito de direitos                  mica e política, pertinente à história do Brasil”.
           civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na
           Constituição e nas leis.                                          Essas temáticas deverão ser desenvolvidas no âmbito
                                                                             de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de
           § 1º O direito à liberdade compreende, entre ou-                  educação artística, literatura e histórias brasileiras.
           tros, os seguintes aspectos:
           I – faculdade de ir, vir e estar nos logradouros pú-
                                                                             4.8. Música
           blicos e espaços comunitários, ressalvadas as restri-
           ções legais;
           II – opinião e expressão;                                         A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008 que dispõe
                                                                             sobre a obrigatoriedade do ensino da música na edu-
           III – crença e culto religioso;
                                                                             cação básica assegura que a mesma deverá ser con-
           IV – prática de esportes e de diversões;                          teúdo obrigatório, mas não exclusivo do componen-
                                                                             te curricular Arte.
           V – participação na vida familiar e comunitária;
                                                                             Para especialistas, a aprovação dessa Lei, significa
           VI – participação na vida política, na forma da lei;
                                                                             uma formação mais humanística dos estudantes, na
           VII – faculdade de buscar refúgio, auxílio e orien-               qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de
           tação.                                                            concentração e a capacidade de trabalhar em grupo,
            § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabili-              de ouvir e de respeitar o outro. Para tanto, a escola
           dade da integridade física, psíquica e moral, abran-              deverá prever e assegurar no planejamento pedagó-
           gendo a preservação da imagem, da identidade, da                  gico dos professores a inserção de aulas de música.
           autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espa-                O ensino da música faz parte do Ensino de Arte, tan-
           ços e dos objetos pessoais.                                       to no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio,
            § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do ido-               não se caracterizando como um componente do
           so, colocando-o a salvo de qualquer tratamento                    Currículo, com professor específico. Ao professor de
           desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou                   Arte caberá incluir em seu planejamento, obriga-
           constrangedor.                                                    toriamente, o ensino da música ao lado das outras
                                                                             manifestações culturais que devem ser trabalhadas,
                                                                             conforme previstos nos conteúdos básicos comuns
     4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena                       para os anos finais do Ensino Fundamental e Médio.
                                                                             Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor
                                                                             deverá trabalhar a música e os demais conteúdos de
     A inclusão do ensino da História, Cultura Afro-Brasi-                   Arte de forma integrada ao processo de alfabetiza-
     leira e Indígena nos Currículos do Ensino Fundamen-                     ção e letramento dos alunos.
     tal e Médio, foi feita através da Lei n. 10.639/2003 e
     Lei n. 11.645/2008, que alterou o art. 26-A da LDBEN




28        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
5. O CURRÍCULO E AS AVALIAÇÕES ExTERNAS

No Brasil a partir de 1990, é criado um Sistema Nacio-    verifica também quais as razões que levaram o aluno
nal de Avaliação da Educação Básica (Saeb) que reali-     a obter tal desempenho, principalmente nos compo-
za seu ciclo de avaliação a cada dois anos. O Saeb foi    nentes curriculares, como Língua Portuguesa e Ma-
criado tendo por objetivo central promover uma ava-       temática, possibilitando assim traçar as metas que a
liação externa em larga escala da educação no Brasil,     escola poderá atingir a partir desta avaliação.
visando a construir dois tipos de medidas: a primeira
                                                          As avaliações externas têm como propósito, além da
da aprendizagem dos educandos e a segunda dos fa-
                                                          avaliação do aluno, a avaliação de toda gestão esco-
tores do contexto correlacionados com o desempe-
                                                          lar, o desempenho docente, avaliação do conjunto de
nho escolar. Este toma como um dos indicadores da
                                                          ações educacionais relacionadas ao ensino e a socie-
avaliação o desempenho em provas de uma amostra
                                                          dade em geral.
de alunos do ensino fundamental e médio, de todas
as unidades federadas. Com a avaliação se preten-         Ela se insere em uma nova visão sobre as políticas
de averiguar a eficiência dos sistemas: no processo       educacionais, e se propõe a ser um indicador para os
de ensino-aprendizagem e, também, a equidade              gestores públicos, educadores e a sociedade em ge-
da educação oferecida em todo país. O Saeb coleta         ral. No entanto, deve-se cuidar para não supervalori-
informações características dos educandos, profes-        zá-la em substituição do processo pedagógico. É um
sores e diretores, bem como das condições físicas e       indicador que reflete aquilo que foi feito em todo um
equipamentos das escolas.                                 processo pedagógico, a considerar todos os aspectos
                                                          relacionados à condição de estudo que permeia o
Nestes moldes também foi criado em 1998 o ENEM –
                                                          processo educacional pelo qual o aluno passou.
Avaliação Nacional do Ensino Médio com a proposta
de analisar as competências e habilidades fundamen-       Há também de se observar as distorções provocadas
tais dos alunos do Ensino Médio, para inserção social     pelos resultados dessas avaliações, ou seja, a compa-
e exercício da cidadania. Deve servir como referência     rabilidade e o ranqueamento da escola. Há várias rea-
para o professor programar a reforma do ensino mé-        lidades diferentes no estado, refletidas nas condições
dio em sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de        desiguais de escolarização e as desigualdades indivi-
forma contextualizada e interdisciplinar.                 duais de grupos específicos.
O Estado de Rondônia criou o sistema de avaliação         É importante observar que não podemos avaliar
externa - SAERO (Sistema de Avaliação Educacional         tudo, mas é preciso considerar muitos aspectos pe-
de Rondônia), com a proposta de implementar po-           culiares e que permeiam este processo para garantir
líticas públicas com foco na eliminação dos pontos        a qualidade e a integridade de uma avaliação. Posto
frágeis para a melhoria da educação em todas as es-       isso, a escola precisa estar preparada para a utiliza-
colas da rede estadual. A avaliação é aplicada para as    ção destes resultados, para que o resultado desta
turmas de 2º, 5º, 6º e 9º anos do Ensino Fundamental      avaliação não represente apenas um índice, mas seja
e do 1° ao 3º anos do Ensino Médio, anualmente. O         efetivamente, um retomar de ações previstas no Cur-
Sistema avalia cada escola para traçar metas e estra-     rículo Escolar e na proposta Pedagógica da, para efe-
tégias, assim como projetos de intervenção que pos-       tivamente elevar a qualidade da educação no estado.
sam atuar diretamente na turma e ano escolar que          Diante disso, a importância de se ter as avaliações ex-
apresenta defasagem de aprendizagem, o que pos-           ternas como objeto de estudo do meio e do contexto
sibilitará a escola aperfeiçoar seu processo de ensino,   escolar, traz a oportunidade de identificar avanços
uma vez que a avaliação também analisa o contexto         ou retrocessos, assim como determina a escolha das
escolar em que o aluno está inserido, de modo que         ações na continuação do percurso.
verifica não apenas o índice de aprendizagem, mas




                                                                                                                    29
30   GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA
     MATERNA (PARA POPULAÇÕES INDÍGENAS), LÍNGUAS ESTRANGEIRAS
     MODERNAS - INGLÊS E ESPANHOL, ARTE E EDUCAÇÃO FÍSICA.




31
6. ÁREA DE CONHECIMENTO: LINGUAGENS

     6.1. Caracterização da Área de Linguagens

     O Ministério da Educação propôs dispositivos legais                      com as condições materiais e reais de sua existência
     com a criação da Lei n.º 9.394/96, que perpassa a                        (condições econômicas, sociais, culturais, afetivas e
     construção dos Parâmetros Curriculares Nacionais                         valorativas). E quando assim o fazemos, estamos nos
     e das Diretrizes Curriculares Nacionais de 1998 e cul-                   referindo a um todo único e cheio de matizes e di-
     minam na Resolução n.º 04 de 13/07/2010 da Câ-                           versidades: a linguagem repleta de linguagens, de
     mara de Educação Básica do Conselho Nacional de                          registros diversos, com códigos variados e sensações
     Educação - órgão ligado ao Ministério da Educação.                       heterogêneas. Estamos nos referindo ao trabalho
                                                                              de colocar um ser complexo e heterogêneo, plural,
     Assim, a base na legislação vigente sugere o agru-
                                                                              multifacetado e inteiro, o educando real e contradi-
     pamento de conteúdos curriculares em áreas de
                                                                              tório, em contato com as práticas sociais de leitura e
     conhecimento para tentar, com isso, desenvolver e
                                                                              escrita, ao mesmo tempo em que lhe deve ser dado
     construir saberes, conhecimentos, atitudes, valores,
                                                                              o direito de escolher as práticas de linguagem com
     competências e habilidades e, além de tudo isso, pro-
                                                                              as quais quer conviver mais assídua e intensamente.
     porcionar a formação para a paz, a integridade moral
     e para o bem comum.                                                      A linguagem manifestada no corpo da língua por-
                                                                              tuguesa, falada e escrita no Brasil, que é carregada
     Sabe-se que a linguagem é a carruagem da cultu-
                                                                              pelo educando desde sua vivência pré-escolar, assim
     ra e que esta manifesta a identidade de um povo.
                                                                              como os conhecimentos oferecidos dialética e inte-
     Desse modo, considerando que o letramento é um
                                                                              rativamente ao educando, desde os primeiros anos
     processo de instrumentalização do sujeito na socie-
                                                                              escolares, soma-se à linguagem das regras dos jogos
     dade da informação, podemos afirmar que existem
                                                                              que a educação física promove e à linguagem do rit-
     vários níveis de letramento. Pois, um sujeito letrado
                                                                              mo e do gesto que a música e a dança potencializam.
     transita por vários gêneros e reconhece o valor do
                                                                              A linguagem da vida é potencializada pela leitura e
     texto na sociedade. Ao contrário, o sujeito um tanto
                                                                              pela expressão simbólica e performática do ato artís-
     quanto alfabetizado é tão somente capaz de decodi-
                                                                              tico e estético. Do mesmo modo, na língua estrangei-
     ficar signos linguísticos, mas não há garantias de que
                                                                              ra moderna, a linguagem se manifesta como forma
     compreenda a função ou funções do texto, ou que
                                                                              de ampliar as relações socioculturais e interculturais
     tenha habilidades para produzir textos em gêneros
                                                                              no respeito ao outro, com suas diferenças, para a
     variados.
                                                                              partir dessa interação, entender melhor sua própria
     Dessa forma, quando falamos sobre letramento, re-                        cultura.
     metemo-nos ao ideal de liberdade, emancipação, va-
     lorização dos contextos circunscritos e universais, re-
     conhecimento da massa e espírito das comunidades                         6.2. Língua Portuguesa – 1º ao 3º Ano
     tradicionais - quilombolas, indígenas, ribeirinhos,
     extrativistas, pescadores, etc. Assim, o letramento
     subjaz a um processo de construção de um mundo                           CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE
     em que o valor da informação possa ser acessado por                      CURRICULAR
     todo e qualquer cidadão independente de sua comu-
     nidade e que tenha desenvolvido seu letramento de
     modo satisfatório. Quanto mais indivíduos letrados,
     mais igualitária, ética e justa será a comunidade hu-                          “... Já é tempo de a escola assumir que, capacitar o
     mana.                                                                          aluno para bem escrever e ler não é preocupação
     Logo, possibilitar ao educando a vivência e a prática                          exclusiva do professor de português. É uma tarefa
     da linguagem escrita, oral, gestual, simbólica, ritualís-                      que deve envolver todas as disciplinas, deve fazer
     tica, onírica, cibernética, eletrônica, muscular, facial,                      parte de todos os planejamentos e ser prioridade
     pictórica e musical é assegurar-lhe o exercício do so-                         no projeto pedagógico da escola”. (FARACO, 2002).
     berano direito de escolher como viver nas relações


32         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Como pontuam diversos profissionais, ensinar Lín-           uma apropriação particular do mesmo. Para formar
gua Portuguesa na escola é, primordialmente, desen-         leitores na escola, é preciso responsabilidade e com-
volver um trabalho de “linguagens”, possibilitando          promisso ao organizar um projeto educativo para
que o aluno desenvolva a prática de observação, de-         intermediar a passagem do leitor de textos simples
dução e reflexão sobre o mundo de modo a interagir          para o leitor de textos de maior complexidade. O
com seu semelhante, por meio do uso funcional da            ponto culminante do trabalho realizado em Língua
linguagem. O desenvolvimento de conhecimentos               Portuguesa é a produção de textos, pois se pressu-
discursivos e linguísticos permitirá que ele saiba se       põe que o ato de escrever seja a reflexão do aluno
manifestar em diferentes situações de interlocução.         sobre as inúmeras possibilidades que o código lin-
                                                            guístico lhe oferece para expressar o conhecimento
A Língua Portuguesa é um componente da área de
                                                            de si e da própria realidade. É nessa produção que
Linguagens que, segundo os Parâmetros Curriculares
                                                            pode ser percebido se o aluno, realmente, entendeu
Nacionais (PCN), tem a tarefa de desenvolver no edu-
                                                            como funciona a Língua.
cando as quatro habilidades básicas: ler, escrever, fa-
lar e ouvir. O Quadro Europeu Comum de Referência           Uma discussão bastante salutar que ocorre no meio
para as Línguas (QECR) acrescenta à lista uma quinta        acadêmico é a questão dos gêneros textuais. Para
habilidade, que julgamos também indispensável à             Marcushi (2004), gênero textual é a realização de
boa formação do educando para a vida em socieda-            qualquer texto, seja oral ou escrito, produzido por
de: a de conversar.                                         um usuário de uma língua em certo momento histó-
                                                            rico. Assim, os usuários da língua podem reconhecer
Assim sendo, e situando essa quinta habilidade como
                                                            textos como exemplares de certos gêneros textuais,
básica, passamos para o nível da interação dialógica,
                                                            como uma carta pessoal, uma entrevista, um arti-
em que o sujeito usa a linguagem em contextos e hi-
                                                            go de opinião, uma aula expositiva, dentre outros.
pertextos específicos de comunicação.
                                                            O estudo do gênero textual não pode prescindir da
Nessa perspectiva, uma proposta para o ensino da            contribuição do teórico russo Bakhtin, o primeiro a
Língua deve ser possibilitadora de competências             discorrer sobre o gênero do discurso fortemente as-
linguísticas, mobilizando todos os segmentos da so-         sociado à ideia da língua como uso social, portanto
ciedade na valorização da Educação no sentido de            dialógica. Para dirimir as dúvidas sobre gênero textu-
inserir o aluno num contexto globalizado, formando          al e tipologia segue o conceito utilizado atualmente
assim um cidadão crítico, atuante e transformador           pelos teóricos que pesquisam sobre gênero e tipo
para a existência de uma sociedade justa. Ao mesmo          textual, qual seja:
tempo, a proposta para o ensino da Língua Materna
                                                            - Tipo Textual: é um construto linguístico, serve para a
deve contemplar as áreas básicas: leitura, produção
                                                            expressão da intenção discursiva e por isso sua ocor-
de textos (oral e escrito) e conhecimentos linguísti-
                                                            rência é limitada a 5 tipos: argumentação, injunção,
cos, tomando a linguagem como atividade discursiva
                                                            exposição, narração e descrição.
e o texto como unidade básica do ensino.
                                                            - Gênero Textual: é uma realização social, histórica e
Além disso, o ensino deve valorizar a variedade lin-
                                                            cultural, serve para realizar discursos dentro de uma
guística que reflita as diversidades regionais e sociais.
                                                            forma estável, mas não definitiva, circula socialmente
O aluno precisa ter consciência dos diferentes níveis
                                                            e determina a formatação do texto. São ilimitados,
de linguagem e saber utilizar o padrão linguístico
                                                            pois à medida que a sociedade necessita, novos gê-
adequado a cada situação. Em se tratando do ensino
                                                            neros são criados. Os gêneros aparecem na formata-
da linguagem oral, é necessária muita atenção, uma
                                                            ção oral ou escrita. Ex.: aula expositiva, blog, crônica,
vez que nas inúmeras situações sociais do exercício
                                                            artigo de opinião, carta pessoal, e-mail, palestra, se-
da cidadania, os alunos serão avaliados à medida que
                                                            minário, entrevista e inúmeros outros.
forem capazes de responder a diferentes exigências
da fala e de adequação às características próprias dos      Como o gênero serve para organizar o discurso, sur-
gêneros da oralidade.                                       ge, então, um terceiro elemento que é o domínio dis-
                                                            cursivo, que nada mais é do que a linguagem utiliza-
No que se refere à leitura, um dos pontos funda-
                                                            da em cada gênero textual, uma vez que há sempre
mentais na exploração do texto será levar o aluno a
                                                            uma relação de linguagem e poder impressa nesses
perceber as marcas deixadas pelo autor. Entretanto,
                                                            domínios, estabelecendo uma contextualização en-
o educando não deve ser induzido no seu processo
                                                            tre o emissor e o receptor.
de análise e reflexão do texto, para não impedi-lo de


                                                                                                                        33
A partir dessas três designações, podemos fazer uma                     Neste contexto, a escola deverá contemplar em suas
     classificação tipológica das mais variadas ocorrências                  ações pedagógicas atividades que possibilitem ao
     discursivas:                                                            aluno:
      Ex.: Domínio Discursivo Literário.                                      •	   Utilizar a linguagem na escuta e produção de
                                                                                   textos orais e na leitura e produção de textos es-
      Gênero: narrativa de ficção
                                                                                   critos, de modo a atender as múltiplas deman-
      Subgênero: conto, crônica, romance, piada, novela.                           das sociais, respondendo a diferentes propósi-
      Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposição                         tos comunicativos e expressivos, considerando
      e descrição.                                                                 as diferentes condições de produção do discur-
                                                                                   so;
      Ex.: Domínio Discursivo Jornalístico.
                                                                              •	   Utilizar a linguagem para estruturar a experi-
      Gênero: artigo de opinião, ensaio, entrevista.                               ência e explicar a realidade, operando sobre as
      Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposi-                           representações construídas em várias áreas do
      ção, argumentação e descrição.                                               conhecimento:
     Além disso, vivemos em plena era da informação, e                             --   Sabendo como proceder para ter acesso,
     o desenvolvimento de novas tecnologias permitem                                    compreender e fazer uso de informações
     o contato entre pessoas, mesmo que estejam fisica-                                 contidas nos textos, reconstruindo o modo
     mente distantes, um exemplo são os e-mails, blogs,                                 pelo qual se organizam em sistemas coe-
     páginas de Orkut, fóruns, chats, videoconferências.                                rentes;
     Todos esses gêneros digitais nascidos do desenvolvi-                          --   Sendo capaz de operar sobre o conteúdo
     mento tecnológico e da inserção digital dos alunos.                                representacional dos textos, identificando
     Nesse aspecto, a Língua Portuguesa não pode ignorar                                aspectos relevantes, organizando notas,
     o avanço tecnológico e a influência desses na evolu-                               elaborando roteiros, resumos, índices, es-
     ção da Língua, uma vez que o “internetês” é uma re-                                quemas etc;
     alidade que não pode ser ignorada e sim trabalhada                            --   Aumentando e aprofundando seus esque-
     pelo professor no intuito de conscientizar/informar os                             mas cognitivos para ampliação do léxico e
     alunos, que a linguagem deve ser usada conforme o                                  de suas respectivas redes semânticas.
     seu contexto e lugar social.
                                                                              •	   Analisar criticamente os diferentes discursos, in-
     Enfim, o ensino da Língua Portuguesa deverá cons-                             clusive o próprio, desenvolvendo a capacidade
     truir um espaço de liberdade para que o indivíduo                             de avaliação dos textos:
     seja sujeito da sua própria história, consciente de que
     é através da linguagem que ele poderá saber dizer,                            --   Contrapondo sua interpretação da realida-
     para saber fazer de maneira autônoma, assegurando-                                 de a diferentes opiniões;
     lhe a plena participação social.                                              --   Inferindo as possíveis intenções do autor,
                                                                                        ou seja, as intencionalidades linguísticas,
                                                                                        marcadas no texto;
     OBJETIVOS
                                                                                   --   Identificando referências intertextuais pre-
                                                                                        sentes no texto;
     Os objetivos gerais do Ensino de Língua Portuguesa                            --   Percebendo os processos de argumentação
     representam o ponto de chegada, o que se espera                                    utilizados para atuar sobre o interlocutor/
     que o aluno aprenda. A elaboração desses objetivos                                 leitor;
     vai direcionar as ações pedagógicas.
                                                                                   --   Fazendo uso dos diversos gêneros textuais
     Portanto, o processo de ensino e aprendizagem da                                   que circulam na sociedade e do modo de
     Língua Portuguesa deve estar voltado para a am-                                    organização (tipologia textual) desses, favo-
     pliação da competência discursiva, proporcionando                                  recendo o exercício da interação humana e
     condições de inserção efetiva no mundo da lingua-                                  da participação social, dentro da sociedade;
     gem oral e escrita. Além disso, o indivíduo amplia as
     possibilidades de participação social no exercício da                         --   Reafirmando sua identidade pessoal e social.
     cidadania.

34        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
•	   Conhecer e valorizar as diferentes variedades da    EIxOS NORTEADORES
      Língua, procurando combater o preconceito lin-
                                                           O ensino da Língua Portuguesa, de acordo com
      guístico;
                                                          os Parâmetros Curriculares Nacionais, (2001, p.35),
 •	   Reconhecer e valorizar a própria linguagem e a      as quatro habilidades: falar, ouvir, ler e escrever
      de seu grupo social, como instrumento adequa-       - são fundamentais e devem ser trabalhadas em
      do e eficiente na comunicação cotidiana, na ela-    contínuo. É justamente dessas habilidades que
      boração artística e nas interações com pessoas      decorrem os eixos organizadores: Uso da Língua
      de diferentes grupos que se expressem de ou-        (oral e escrita) e Reflexão sobre a Língua. O uso é que
      tras maneiras;                                      propicia a aprendizagem sobre a própria língua,
                                                          seja ela qual for. Para isso, não basta ler ou escrever
 •	   Usar os conhecimentos por meio da prática de
                                                          exaustivamente, é preciso refletir, descobrindo as
      análise linguística, expandindo as possibilidades
                                                          razões de um dado emprego dos termos linguísticos
      de uso da linguagem e ampliando a capacidade
                                                          e as relações entre os elementos constitutivos da
      de análise crítica. * (PCN, 1998, p.32 e 33).
                                                          sentença. Essa reflexão não é espontânea e deve,
                                                          portanto, ser uma prática sistemática em que o
                                                          professor direciona os pontos a serem analisados, e
                                                          instigue a curiosidade dos alunos, utilizando-se, de
                                                          preferência, das produções dos alunos.


                                                    1º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Ler, produzir e interpretar textos em diferen-        •	   Perceber a própria cultura por meio do conheci-
      tes gêneros do discurso, usando as modalida-               mento da cultura de outros povos, entendendo
      des oral e escrita, adequando-os às diferentes             a diversidade linguística e cultural, a biodiver-
      exigências do contexto situacional;                        sidade e necessidade da preservação do meio
                                                                 ambiente;
 •	   Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-
      tural, bem como promover a interação social;          •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
                                                                 leitura de diversos gêneros em língua estran-
 •	   Reconhecer a importância da interação dos
                                                                 geira, provocando a reflexão e posicionamento
      diferentes povos na globalização e na pós-mo-
                                                                 de ideias;
      dernidade, possibilitando o respeito da diversi-
      dade social e o exercício da cidadania;               •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
                                                                 na através das línguas estrangeiras modernas,
                                                                 apoiando-se em distintas linguagens artísticas.


 EIXO TEMÁTICO                      CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                    A escrita com instrumento de interação           - Localizar e relacionar informações em
                    social:                                            textos, identificando os elementos
                                                                       composicionais, inferindo sentidos,
                      - Opiniões e pontos de vista sobre as di-
                                                                       reconhecendo, interpretando e sa-
                        ferentes manifestações da linguagem
                                                                       bendo mobilizar os diferentes recur-
LINGUAGEm E             verbal;
                                                                       sos de argumentação;
INTERAÇÃO             - Palavras: emprego e valor semântico-
                                                                     - Identificar a finalidade de textos, ade-
                        discursivo;
                                                                       quando suportes e gêneros, conside-
                      - Manifestações discursivas: argumen-            rando os papéis e posições assumidos
                        tação;                                         pelos enunciadores ou leitores em con-
                                                                       textos específicos de enunciação;



                                                                                                                     35
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                             HABILIDADES

                                -	 A literatura e a constituição das comu-    - 	 Acessar a diversidade de textos e
                                   nidades: mitos, epopeias, romances             obras produzidos por autores da lite-
                                   nacionais, dentre outros.                      ratura brasileira e universal, reconhe-
                                                                                  cendo as características composicio-
                              A escrita como codificação simbólica:
                                                                                  nais;
                                -	 A língua como elemento significativo
                                                                              -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
                                   e integrador da organização do mun-
                                                                                 guagem literária (plurissignificação),
                                   do e da própria identidade;
                                                                                 permitindo que a escrita literária seja
                                -	 A palavra da poesia: ritmo, polissemia,       aberta e ofereça espaço para a partici-
                                   materialidade do significante e seus          pação ativa do leitor;
                                   efeitos poéticos.
                                                                              -	 Identificar e fazer uso dos elemen-
                              Práticas de leitura, produção e                    tos composicionais de diferentes
     Linguagem e              interpretação textual:                             textos (elementos da textualidade,
     Interação
                                -	 Leitura, produção e interpretação de          recursos argumentativos, progressão,
                                   textos (orais, escritos e imagéticos),        articulação, não contradição e conti-
                                   privilegiando os de tipologia disserta-       nuidade, dentre outros);
                                   tiva e a prosa de caráter poético.         -	 Identificar os sentidos produzidos
                                                                                 por meio de recursos ortográficos,
                                                                                 morfossintáticos e de pontuação ou
                                                                                 outras notações, para a produção tex-
                                                                                 tual;
                                                                              - 	 Perceber a língua como variável no
                                                                                  espaço e no tempo, identificando as
                                                                                  variedades linguísticas e os diferen-
                                                                                  tes modos de falar e escrever.

                              Espaços de interação social:                    -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                 textos, identificando os elementos
                                - 	 A Língua Portuguesa como legitima-
                                                                                 composicionais, inferindo sentidos,
                                    dora de acordos e condutas sociais, e
                                                                                 reconhecendo, interpretando e sa-
                                    como representação simbólica de ex-
                                                                                 bendo mobilizar os diferentes recur-
                                    periências humanas manifestadas nas
                                                                                 sos de argumentação;
                                    formas de sentir, pensar e agir na vida
                                    social;                                   - 	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                                                                  quando suportes e gêneros e conside-
                                -	 Dimensão social da linguagem: varia-
                                                                                  rando os papéis e posições assumidos
                                   ção linguística;
     Práticas                                                                     pelos enunciadores ou leitores em
     Sociais                    -	 Caracterização dos diversos gêneros            contextos específicos de enunciação;
                                   literários: romance, drama, crônica,
                                                                              - 	 Acessar a diversidade de textos e obras
                                   conto, letra de música e outros;
                                                                                  produzidos por autores da literatura
                                -	 Representações de gênero na Língua             brasileira e universal reconhecendo as
                                   Portuguesa e em relação às demais              características composicionais;
                                   linguagens;
                                                                              - 	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
                                                                                  guagem literária (plurissignificação),
                                                                                  permitindo que a escrita literária seja
                                                                                  aberta e ofereça espaço para a partici-
                                                                                  pação ativa do leitor;


36      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                   CONTEÚDOS                                       HABILIDADES

                  - Leitura, interpretação e produção de           - Identificar e fazer uso dos elementos
                     textos que tratem dos direitos fun-             composicionais de diferentes textos
                     damentais: Constituição Federal, De-            (elementos da textualidade, recursos
                     claração dos Direitos Humanos, ECA,             argumentativos – progressão, articu-
                     Código de Defesa do Consumidor, Có-             lação, não contradição e continuida-
                     digo de Trânsito, Estatuto do idoso e           de, dentre outros);
                     demais Legislações.
                                                                   - Identificar os sentidos produzidos por
pRÁTICAS        práticas de leitura, produção e                      meio de recursos ortográficos, mor-
SOCIAIS         interpretação textual:                               fossintáticos e de pontuação ou ou-
                   - Leitura, produção e interpretação de            tras notações; apropriando-se destes
                     textos (orais, escritos e imagéticos) atra-     recursos para a produção textual;
                     vés de diferentes linguagens e suportes;
                                                                   - Perceber a língua como variável no
                  - Gêneros Textuais: currículo, ofício e re-        espaço e no tempo, identificando as
                     querimento etc;                                 variedades linguísticas e os diferentes
                  - Metodologia cientifica.                          modos de falar e escrever.

                Espaços de preservação:                            - Localizar e relacionar informações em
                                                                     textos, identificando os elementos
                 - As invenções que transformaram o
                                                                     composicionais, inferindo sentidos,
                   mundo;
                                                                     reconhecendo, interpretando e sa-
                 - A escrita alfabética e a escrita ideogra-         bendo mobilizar os diferentes recur-
                   mática;                                           sos de argumentação;
                 - A invenção da imprensa e sua impor-             - Identificar a finalidade de textos, ade-
                   tância para a popularização da litera-            quando suportes e gêneros e conside-
                   tura;                                             rando os papéis e posições assumidos
                                                                     pelos enunciadores ou leitores em
                 - O respeito nas relações do cotidiano.
                                                                     contextos específicos de enunciação;
                práticas de leitura, produção e                    - Acessar a diversidade de textos e obras
                interpretação textual:                               produzidos por autores da literatura
                 - Leitura, produção e interpretação de              brasileira e universal, reconhecendo
mEIO               textos (orais, escritos e imagéticos)             as características composicionais;
AmBIENTE E         através de diferentes linguagens e su-          - Identificar os efeitos estéticos da lin-
DIVERSIDADE        portes.                                           guagem literária (plurissignificação),
CULTURAL                                                             permitindo que a escrita literária seja
                                                                     aberta e ofereça espaço para a partici-
                                                                     pação ativa do leitor;
                                                                   - Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                     composicionais de diferentes textos
                                                                     (elementos da textualidade, recursos
                                                                     argumentativos – progressão, articu-
                                                                     lação, não contradição e continuida-
                                                                     de, dentre outros);
                                                                   - Identificar os sentidos produzidos por
                                                                     meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                     fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                     tras notações; apropriando-se destes
                                                                     recursos para a produção textual;



                                                                                                                37
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                                HABILIDADES

     Meio                                                                        -	 Perceber a língua como variável no
     Ambiente e                                                                     espaço e no tempo, identificando as
     Diversidade                                                                    variedades linguísticas e os diferentes
     Cultural                                                                       modos de falar e escrever.

                              As diferentes linguagens:                          -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                    textos, identificando os elementos
                                -	 Os recursos expressivos da linguagem
                                                                                    composicionais, inferindo sentidos,
                                   verbal, relacionando textos / contex-
                                                                                    reconhecendo, interpretando e sa-
                                   tos, mediante a natureza, a função, or-
                                                                                    bendo mobilizar os diferentes recur-
                                   ganização, estrutura, de acordo com
                                                                                    sos de argumentação;
                                   as condições de produção/recepção
                                   (intenção, época, local, interlocutores       -	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                   participantes da criação e propagação            quando suportes e gêneros e conside-
                                   de ideias e escolhas);                           rando os papéis e posições assumidos
                                                                                    pelos enunciadores ou leitores em
                                -	 Introdução aos diversos movimentos
                                                                                    contextos específicos de enunciação;
                                   literários: produção contemporânea,
                                   poesia digital, Trovadorismo, Huma-           - 	 Acessar a diversidade de textos e obras
                                   nismo, Classicismo, Quinhentismo,                 produzidos por autores da literatura
                                   Barroco e Arcadismo.                              brasileira e universal, reconhecendo
                                                                                     as características composicionais;
                              Práticas de leitura, produção e
                              interpretação textual:                             - 	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
                                                                                     guagem literária (plurissignificação),
                                -	 Leitura, produção e interpretação de
                                                                                     permitindo que a escrita literária seja
                                   textos (orais, escritos e imagéticos) atra-
                                                                                     aberta e ofereça espaço para a partici-
                                   vés de diferentes linguagens e suportes.
                                                                                     pação ativa do leitor;
     Múltiplas                Prática de análise linguística:
                                                                                 - 	 Identificar e fazer uso dos elementos
     Linguagens                 -	 Recursos linguísticos: textualidade,              composicionais de diferentes textos
                                   coesão e coerência;                               (elementos da textualidade, recursos
                                -	 Estrutura sintático-semântica na leitu-           argumentativos – progressão, articu-
                                   ra e na produção textual;                         lação, não contradição e continuida-
                                                                                     de, dentre outros);
                                -	 A linguagem escrita como forma de
                                   organização de informações: a ma-             -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                   neira culturalmente adequada para                meio de recursos ortográficos, mor-
                                   escrever em função dos propósitos da             fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                   comunicação.                                     tras notações; apropriando-se destes
                                                                                    recursos para a produção textual;
                              Conhecimentos linguísticos:
                                                                                 -	 Perceber a língua como variável no
                                -	 Figuras de sintaxe;                              espaço e no tempo, identificando as
                                -	 A frase, oração e período;                       variedades linguísticas e os diferentes
                                                                                    modos de falar e escrever.
                                -	 Tipos de sujeito;
                                -	 Uso do sujeito na construção da coesão;
                                - 	 Complementos verbais;
                                -	Ortografia.




38      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                percepção e apreciação estética:               - Localizar e relacionar informações em
                                                                 textos, identificando os elementos
                 - Percepção, recepção, apreciação e
                                                                 composicionais, inferindo sentidos,
                   criação em múltiplas e diferentes lin-
                                                                 reconhecendo, interpretando e sa-
                   guagens: pintura, desenho, escultura,
                                                                 bendo mobilizar os diferentes recur-
                   música, dança, teatro, cinema, televi-
                                                                 sos de argumentação;
                   são, informática;
                                                               - Identificar a finalidade de textos, ade-
                 - Introdução à diversidade de culturas
                                                                 quando suportes e gêneros e conside-
                   e estilos: cultura européia, indígena,
                                                                 rando os papéis e posições assumidos
                   africana, afro-brasileira e brasileira
                                                                 pelos enunciadores ou leitores em
                   (manifestações literárias, musicais e
                                                                 contextos específicos de enunciação;
                   gráficas).
                                                               - Acessar a diversidade de textos e obras
                práticas de leitura, produção e
                                                                 produzidos por autores da literatura
                interpretação textual:
                                                                 brasileira e universal, reconhecendo
                 - Leitura, produção e interpretação de          as características composicionais;
                   textos (orais, escritos e imagéticos)
                                                               - Identificar os efeitos estéticos da lin-
                   através de diferentes linguagens e su-
ESTéTICA DAS                                                     guagem literária (plurissignificação),
                   portes;
mÚLTIpLAS                                                        permitindo que a escrita literária seja
LINGUAGENS       - Gêneros textuais: artigo científico, re-      aberta e ofereça espaço para a partici-
                   senha, poesia, ensaios, romances, crí-        pação ativa do leitor;
                   tica (literária, musical, cinematográfica
                                                               - Identificar e fazer uso dos elementos
                   etc.).
                                                                 composicionais de diferentes textos
                                                                 (elementos da textualidade, recursos
                                                                 argumentativos – progressão, articu-
                                                                 lação, não contradição e continuida-
                                                                 de, dentre outros);
                                                               - Identificar os sentidos produzidos por
                                                                 meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                 fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                 tras notações; apropriando-se destes
                                                                 recursos para a produção textual;
                                                               - Perceber a língua como variável no
                                                                 espaço e no tempo, identificando as
                                                                 variedades linguísticas e os diferentes
                                                                 modos de falar e escrever.




                                                                                                            39
2º ANO
     COMPETÊNCIAS
     •	    Ler, produzir e interpretar textos em diferentes                         •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
           gêneros do discurso, usando as modalidades                                    leitura de diversos gêneros em língua estrangei-
           orais e escrita, adequando-os às diferentes exi-                              ra, provocando a reflexão e posicionamento de
           gências do contexto situacional;                                              ideias;
     •	    Fazer uso das TIC’s para sua formação nos diver-                         •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
           sos contextos;                                                                na através das línguas estrangeiras modernas,
                                                                                         apoiando-se em distintas linguagens artísticas;
     •	    Ampliar o conhecimento linguístico e sociocultu-
           ral, bem como promover a interação social;                               •	   Compreender e usar a língua portuguesa como
                                                                                         língua materna, geradora de significação e inte-
     •	    Reconhecer a importância da interação dos di-
                                                                                         gradora da organização do mundo e da própria
           ferentes povos na globalização e na pós-moder-
                                                                                         identidade;
           nidade, possibilitando o respeito da diversidade
           social e o exercício da cidadania;                                       •	   Considerar a língua portuguesa como fonte
                                                                                         de legitimação de acordos e condutas sociais e
     •	    Perceber a própria cultura por meio do conheci-
                                                                                         como representação simbólica de experiências
           mento da cultura de outros povos, entendendo a
                                                                                         humanas manifestas nas formas de sentir, pensar
           diversidade linguística e cultural, a biodiversidade
                                                                                         e agir na vida social.
           e necessidade da preservação do meio ambiente;


          EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                   A escrita com instrumento de interação                     - 	 Localizar e relacionar informações em
                                   social:                                                        textos, identificando os elementos
                                                                                                  composicionais, inferindo sentidos,
                                     -	 Opiniões e pontos de vista sobre as di-
                                                                                                  reconhecendo, interpretando e sa-
                                        ferentes manifestações da linguagem
                                                                                                  bendo mobilizar os diferentes recur-
                                        verbal;
                                                                                                  sos de argumentação;
                                     -	 Palavras: emprego e valor semântico-
                                                                                              - 	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                        discursivo;
                                                                                                  quando suportes e gêneros e conside-
                                     -	 Manifestações discursivas: argumen-                       rando os papéis e posições assumidos
                                        tação;                                                    pelos enunciadores ou leitores em
                                     -	 A literatura e a constituição das comu-                   contextos específicos de enunciação;
                                        nidades: mitos, epopeias, romances                    -	 Acessar a diversidade de textos e obras
          Linguagem e                   nacionais, dentre outros.                                produzidos por autores da literatura
          Interação                A escrita como codificação simbólica:                         brasileira e universal, reconhecendo
                                                                                                 as características composicionais;
                                     - 	 A língua como elemento significativo
                                         e integrador da organização do mun-                  -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
                                         do e da própria identidade;                             guagem literária (plurissignificação)
                                                                                                 permitindo que a escrita literária seja
                                     - 	 A palavra da poesia: ritmo, polissemia,                 aberta e ofereça espaço para a partici-
                                         materialidade do significante e seus                    pação ativa do leitor;
                                         efeitos poéticos;
                                                                                              -	 Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                                                 composicionais de diferentes textos
                                                                                                 (elementos da textualidade, recursos
                                                                                                 argumentativos, progressão, articula-
                                                                                                 ção, não contradição e continuidade,
                                                                                                 dentre outros);


40           GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                práticas de leitura, produção e              - Identificar os sentidos produzidos por
                interpretação textual:                         meio de recursos ortográficos, mor-
                                                               fossintáticos e de pontuação ou ou-
                 - Leitura, produção e interpretação de
                                                               tras notações; apropriando-se destes
LINGUAGEm E        textos (orais, escritos e imagéticos),
                                                               recursos para a produção textual;
INTERAÇÃO          privilegiando os de tipologia disser-
                   tativa e a prosa de caráter poético.      - Perceber a língua como variável no
                                                               espaço e no tempo, identificando as
                                                               variedades linguísticas e os diferentes
                                                               modos de falar e escrever.

                Espaços de interação social:                 - Localizar e relacionar informações em
                                                               textos, identificando os elementos
                 - A Língua Portuguesa como fonte de
                                                               composicionais, inferindo sentidos,
                   legitimação de acordos e condutas so-
                                                               reconhecendo, interpretando e sa-
                   ciais e como representação simbólica
                                                               bendo mobilizar os diferentes recur-
                   de experiências humanas manifesta-
                                                               sos de argumentação;
                   das nas formas de sentir, pensar e agir
                   na vida social;                           - Identificar a finalidade de textos, ade-
                                                               quando suportes e gêneros e conside-
                 - Dimensão social da linguagem: varia-
                                                               rando os papéis e posições assumidos
                   ção linguística e acordos ortográficos
                                                               pelos enunciadores ou leitores em
                   na legitimação de uma variante;
                                                               contextos específicos de enunciação;
                 - Análise dos diversos gêneros literá-
                                                             - Acessar a diversidade de textos e obras
                   rios: romance, drama, conto, letra de
                                                               produzidos por autores da literatura
                   música e outros;
                                                               brasileira e universal, reconhecendo
                 - Leitura, interpretação e produção de        as características composicionais;
                   textos que contemplem as questões
                                                             - Identificar os efeitos estéticos da lin-
                   de gênero;
                                                               guagem literária (plurissignificação)
pRÁTICAS         - Leitura, interpretação e produção de        que permitem que a escrita literária
SOCIAIS            textos que tratem dos direitos fun-         seja aberta e ofereça espaço para a
                   damentais: Constituição Federal, De-        participação ativa do leitor;
                   claração dos Direitos Humanos, ECA,
                                                             - Identificar e fazer uso dos elementos
                   Código de Defesa do Consumidor.
                                                               composicionais de diferentes textos
                prática de leitura, produção e                 (elementos da textualidade, recursos
                interprestação textual:                        argumentativos, progressão, articula-
                 - Gêneros Textuais;                           ção, não-contradição e continuidade,
                                                               dentre outros);
                 - Tipos Textuais;
                                                             - Identificar os sentidos produzidos por
                 - Produção de Textos (Descritivos, Nar-       meio de recursos ortográficos, mor-
                   rativos, Argumentativos, Injuntivos,        fossintáticos e de pontuação ou ou-
                   Dissertativos).                             tras notações; apropriando-se destes
                                                               recursos para a produção textual;
                                                             - Perceber a língua como variável no
                                                               espaço e no tempo, identificando as
                                                               variedades linguísticas e os diferentes
                                                               modos de falar e escrever.



                                                                                                          41
EIXO TEMÁTICO                                    CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                              Espaços de preservação:                           -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                   textos, identificando os elementos
                                 -	 O avanço da tecnologia no séc. XXI:
                                                                                   composicionais, inferindo sentidos,
                                    prós e contras;
                                                                                   reconhecendo, interpretando e sa-
                                 - 	 O problema da autoria no espaço da            bendo mobilizar os diferentes recur-
                                     web: plágio, citação, referência, inter-      sos de argumentação;
                                     textualidade, recriação.
                                                                                -	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                              Práticas de leitura, produção e                      quando suportes e gêneros e conside-
                              interpretação textual:                               rando os papéis e posições assumidos
                                 - 	 Leitura, produção e interpretação de          pelos enunciadores ou leitores em
                                     textos (orais, escritos e imagéticos)         contextos específicos de enunciação;
                                     através de diferentes linguagens e su-     -	 Acessar a diversidade de textos e obras
                                     portes.                                       produzidos por autores da literatura
                                                                                   brasileira e universal, reconhecendo
                                                                                   as características composicionais;
                                                                                -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
     Meio
                                                                                   guagem literária (plurissignificação),
     Ambiente e
                                                                                   permitindo que a escrita literária seja
     Diversidade
                                                                                   aberta e ofereça espaço para a partici-
     Cultural
                                                                                   pação ativa do leitor;
                                                                                -	 Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                                   composicionais de diferentes textos
                                                                                   (elementos da textualidade, recursos
                                                                                   argumentativos, progressão, articula-
                                                                                   ção, não-contradição e continuidade,
                                                                                   dentre outros);
                                                                                -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                                                                   meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                                   fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                                   tras notações; apropriando-se destes
                                                                                   recursos para a produção textual;
                                                                                -	 Perceber a língua como variável no
                                                                                   espaço e no tempo, identificando as
                                                                                   variedades linguísticas e os diferentes
                                                                                   modos de falar e escrever.




42      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                As diferentes linguagens:                     - Localizar e relacionar informações em
                                                                textos, identificando os elementos
                 - Os recursos expressivos da linguagem
                                                                composicionais, inferindo sentidos,
                   verbal, relacionando textos/contex-
                                                                reconhecendo, interpretando e sa-
                   tos, mediante a natureza, a função, or-
                                                                bendo mobilizar os diferentes recur-
                   ganização, estrutura, de acordo com
                                                                sos de argumentação;
                   as condições de produção/recepção
                   (intenção, época, local, interlocutores    - Identificar a finalidade de textos, ade-
                   participantes da criação e propagação        quando suportes e gêneros e conside-
                   de ideias e escolhas) e tecnologias dis-     rando os papéis e posições assumidos
                   poníveis;                                    pelos enunciadores ou leitores em
                                                                contextos específicos de enunciação;
                 - Os diversos movimentos literários:
                   produção contemporânea, poesia di-         - Acessar a diversidade de textos e obras
                   gital, romantismo, realismo, naturalis-      produzidos por autores da literatura
                   mo, parnasianismo e simbolismo.              brasileira e universal, reconhecendo
                                                                as características composicionais;
                práticas de leitura, produção e
                interpretação textual:                        - Identificar os efeitos estéticos da lin-
                                                                guagem literária (plurissignificação),
mÚLTIpLAS        - Leitura, produção e interpretação de
                                                                permitindo que a escrita literária seja
LINGUAGENS         textos (orais, escritos e imagéticos)
                                                                aberta e ofereça espaço para a partici-
                   através de diferentes linguagens e su-
                                                                pação ativa do leitor;
                   portes.
                                                              - Identificar e fazer uso dos elementos
                prática de análise linguística:
                                                                composicionais de diferentes textos
                 - Recursos linguísticos: textualidade,         (elementos da textualidade, recursos
                   coesão e coerência;                          argumentativos – progressão, articu-
                 - A estrutura sintático-semântica na           lação, não-contradição e continuida-
                   produção textual;                            de, dentre outros);

                 - Morfologia e Sintaxe.                      - Identificar os sentidos produzidos por
                                                                meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                tras notações; apropriando-se destes
                                                                recursos para a produção textual;
                                                              - Perceber a língua como variável no
                                                                espaço e no tempo, identificando as
                                                                variedades linguísticas e os diferentes
                                                                modos de falar e escrever.




                                                                                                           43
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                             HABILIDADES

                              Percepção e apreciação estética:                -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                 textos, identificando os elementos
                                - 	Percepção, recepção, apreciação e
                                                                                 composicionais, inferindo sentidos,
                                   criação em múltiplas e diferentes lin-
                                                                                 reconhecendo, interpretando e sa-
                                   guagens: pintura, desenho, escultura,
                                                                                 bendo mobilizar os diferentes recur-
                                   música, dança, teatro, cinema, televi-
                                                                                 sos de argumentação;
                                   são, informática;
                                                                              -	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                -	 Diversidade de culturas e estilos: cul-
                                                                                 quando suportes e gêneros e conside-
                                   tura europeia, indígena, africana, afro
                                                                                 rando os papéis e posições assumidos
                                   -brasileira e brasileira (manifestações
                                                                                 pelos enunciadores ou leitores em
                                   literárias, musicais e audiovisuais).
                                                                                 contextos específicos de enunciação;
                              Práticas de leitura, produção e
                                                                              -	 Acessar a diversidade de textos e obras
                              interpretação textual:
                                                                                 produzidos por autores da literatura
                                -	 Leitura e produção de textos (orais,          brasileira e universal, reconhecendo
                                   escritos e imagéticos) através de dife-       as características composicionais;
                                   rentes linguagens e suportes;
                                                                              -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
     Estética das               -	 Gêneros textuais: artigo científico, re-      guagem literária (plurissignificação),
     Múltiplas                     senha, romances, poesia, ensaio, críti-       permitindo que a escrita literária seja
     Linguagens                    ca (literária, cinematográfica, musical       aberta e ofereça espaço para a partici-
                                   etc.).                                        pação ativa do leitor;
                                                                              -	 Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                                 composicionais de diferentes textos
                                                                                 (elementos da textualidade, recursos
                                                                                 argumentativos – progressão, articu-
                                                                                 lação, não-contradição e continuida-
                                                                                 de, dentre outros);
                                                                              -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                                                                 meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                                 fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                                 tras notações; apropriando-se destes
                                                                                 recursos para a produção textual;
                                                                              -	 Perceber a língua como variável no
                                                                                 espaço e no tempo, identificando as
                                                                                 variedades linguísticas e os diferentes
                                                                                 modos de falar e escrever.




44      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3º ANO
  COmpETêNCIAS
•	 Ler, produzir e interpretar textos em diferentes            a diversidade linguística e cultural, a biodiver-
    gêneros do discurso, usando as modalidades                 sidade e necessidade da preservação do meio
    orais e escrita e adequando-os às diferentes               ambiente;
    exigências do contexto situacional.                   •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
•	 Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-              leitura de diversos gêneros em língua estran-
    tural, bem como promover a interação social;               geira, provocando a reflexão e posicionamento
•	 Reconhecer a importância da interação dos                   de ideias;
    diferentes povos na globalização e na pós-mo-         •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
    dernidade, possibilitando o respeito da diversi-           na através das línguas estrangeiras modernas,
    dade social e o exercício da cidadania.                    apoiando-se em distintas linguagens artísticas.
•	 Perceber a própria cultura por meio do conheci-        •	   Conhecer as opiniões sobre as diferentes lin-
    mento da cultura de outros povos, entendendo               guagens e suas manifestações.

EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                    -   Texto de divulgação científica.            - Reconhecer a literatura como fon-
LINGUAGEm E
                                                                     te de preservação da memória e da
INTERAÇÃO
                                                                     identidade nacional.

                  Espaços de interação social:                     - Localizar e relacionar informações em
                                                                     textos, identificando os elementos
                    - A Língua Portuguesa como fonte de
                                                                     composicionais, inferindo sentidos,
                      legitimação de acordos e condutas
                                                                     reconhecendo, interpretando e sa-
                      sociais e como representação simbó-
                                                                     bendo mobilizar os diferentes recur-
                      lica de experiências humanas mani-
                                                                     sos de argumentação;
                      festadas nas formas de sentir, pensar
                      e agir na vida social;                       - Identificar a finalidade de textos, ade-
                                                                     quando suportes e gêneros e conside-
                    - Dimensão social da linguagem: ade-
                                                                     rando os papéis e posições assumidos
                      quação da variante linguística confor-
                                                                     pelos enunciadores ou leitores em
                      me os contextos;
                                                                     contextos específicos de enunciação;
                    - Crítica dos diversos gêneros literários:
                                                                   - Acessar a diversidade de textos e
                      romance, drama, conto, letra de músi-
                                                                     obras produzidos por autores da lite-
                      ca e outros;
                                                                     ratura brasileira e universal, reconhe-
                    - Pensando no futuro: educação para o            cendo as características composicio-
pRÁTICAS              trabalho ou para o mundo do traba-             nais;
SOCIAIS               lho e emancipação intelectual do edu-
                                                                   - Identificar os efeitos estéticos da lin-
                      cando;
                                                                     guagem literária (plurissignificação),
                    - Leitura, interpretação e produção de           permitindo que a escrita literária seja
                      textos que tratem dos direitos fun-            aberta e ofereça espaço para a partici-
                      damentais: Constituição Federal, De-           pação ativa do leitor;
                      claração dos Direitos Humanos, ECA,
                                                                   - Identificar e fazer uso dos elementos
                      Código de Defesa do Consumidor.
                                                                     composicionais de diferentes textos
                  práticas de leitura, produção e                    (elementos da textualidade, recursos
                  interpretação textual:                             argumentativos – progressão, articu-
                    - Leitura, produção e interpretação de           lação, não - contradição e continuida-
                      textos (orais, escritos e imagéticos)          de, dentre outros);
                      através de diferentes linguagens e su-
                      portes;




                                                                                                                   45
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                                -	 Gêneros textuais em contextos técni-         -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                   cos: entrevista, currículo, ofício, reque-      meio de recursos ortográficos, mor-
     Práticas                      rimento, entre outros;                          fossintáticos e de pontuação ou ou-
     Sociais                                                                       tras notações; apropriando-se destes
                                -	 Produção de textos de crítica cultural
                                                                                   recursos para a produção textual;
                                   e social na web.

                              Espaços de preservação:                           -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                   textos, identificando os elementos
                                -	 Construindo um futuro melhor;
                                                                                   composicionais, inferindo sentidos,
                                -	Biodiversidade e desenvolvimento                 reconhecendo, interpretando e sa-
                                  sustentável;                                     bendo mobilizar os diferentes recur-
                                -	Diálogos entre mundos: culturas,                 sos de argumentação;
                                  crenças, etnias diferentes em um mes-         -	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                  mo espaço – a Terra;                             quando suportes e gêneros e conside-
                                - 	 Literaturas não-canônicas.                     rando os papéis e posições assumidos
                                                                                   pelos enunciadores ou leitores em
                              Práticas de leitura, produção e                      contextos específicos de enunciação;
                              interpretação textual:
                                                                                -	 Acessar a diversidade de textos e
                                -	 Leitura, produção e interpretação de            obras produzidos por autores da lite-
                                   textos (orais, escritos e imagéticos)           ratura brasileira e universal, reconhe-
                                   através de diferentes linguagens e su-          cendo as características composicio-
                                   portes.                                         nais;
     Meio                                                                       -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
     Ambiente e                                                                    guagem literária (plurissignificação),
     Diversidade                                                                   permitindo que a escrita literária seja
     Cultural                                                                      aberta e ofereça espaço para a partici-
                                                                                   pação ativa do leitor;
                                                                                -	 Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                                   composicionais de diferentes textos
                                                                                   (elementos da textualidade, recursos
                                                                                   argumentativos – progressão, articu-
                                                                                   lação, não-contradição e continuida-
                                                                                   de, dentre outros);
                                                                                -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                                                                   meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                                   fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                                   tras notações; apropriando-se destes
                                                                                   recursos para a produção textual;
                                                                                -	 Perceber a língua como variável no
                                                                                   espaço e no tempo, identificando as
                                                                                   variedades linguísticas e os diferentes
                                                                                   modos de falar e escrever.




46      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                  CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                As diferentes linguagens:                   - Localizar e relacionar informações em
                                                              textos, identificando os elementos
                 - Os recursos expressivos da linguagem
                                                              composicionais, inferindo sentidos,
                   verbal, relacionando textos / con-
                                                              reconhecendo, interpretando e sa-
                   textos, mediante a natureza, a fun-
                                                              bendo mobilizar os diferentes recur-
                   ção, organização, estrutura, de acordo
                                                              sos de argumentação;
                   com as condições de produção/recep-
                   ção (intenção, época, local, interlo-    - Identificar a finalidade de textos, ade-
                   cutores participantes da criação e         quando suportes e gêneros e conside-
                   propagação de ideias e escolhas);          rando os papéis e posições assumidos
                                                              pelos enunciadores ou leitores em
                 - Os diversos movimentos artísticos e
                                                              contextos específicos de enunciação;
                   literários: Vanguardas europeias, Pré
                   modernismo, Modernismo e Literatu-       - Acessar a diversidade de textos e
                   ra Contemporânea.                          obras produzidos por autores da lite-
                                                              ratura brasileira e universal, reconhe-
                 práticas de leitura, produção e inter-
                                                              cendo as características composicio-
                    pretação textual:
                                                              nais;
                 - Leitura, produção e interpretação de
                                                            - Identificar os efeitos estéticos da lin-
                   textos (orais, escritos e imagéticos)
mÚLTIpLAS                                                     guagem literária (plurissignificação),
                   através de diferentes linguagens e su-
LINGUAGENS                                                    permitindo que a escrita literária seja
                   portes.
                                                              aberta e ofereça espaço para a partici-
                prática de Análise Linguística:               pação ativa do leitor;
                 - Recursos linguísticos: textualidade,     - Identificar e fazer uso dos elementos
                   coesão e coerência;                        composicionais de diferentes textos
                 - A estrutura sintático-semântica na         (elementos da textualidade, recursos
                   produção textual.                          argumentativos – progressão, articu-
                                                              lação, não-contradição e continuida-
                 - Sintaxe do período composto;               de, dentre outros);
                 - Concordância verbal e nominal;           - Identificar os sentidos produzidos por
                 - Regência;                                  meio de recursos ortográficos, mor-
                                                              fossintáticos e de pontuação ou ou-
                 - Colocação Pronominal.                      tras notações; apropriando-se destes
                                                              recursos para a produção textual;
                                                            - Perceber a língua como variável no
                                                              espaço e no tempo, identificando as
                                                              variedades linguísticas e os diferentes
                                                              modos de falar e escrever.




                                                                                                         47
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                              Percepção e apreciação estética:                 -	 Localizar e relacionar informações em
                                                                                  textos, identificando os elementos
                                -	 Percepção, recepção, apreciação e
                                                                                  composicionais, inferindo sentidos,
                                   criação em múltiplas e diferentes lin-
                                                                                  reconhecendo, interpretando e sa-
                                   guagens: pintura, desenho, escultura,
                                                                                  bendo mobilizar os diferentes recur-
                                   música, dança, teatro, cinema, televi-
                                                                                  sos de argumentação;
                                   são, informática;
                                                                               -	 Identificar a finalidade de textos, ade-
                                -	 Diversidade de culturas e estilos: cul-
                                                                                  quando suportes e gêneros e conside-
                                   tura europeia, indígena, africana, afro
                                                                                  rando os papéis e posições assumidos
                                   -brasileira e brasileira (manifestações
                                                                                  pelos enunciadores ou leitores em
                                   literárias, musicais e audiovisuais).
                                                                                  contextos específicos de enunciação;
                              Práticas de leitura, produção e
                                                                               -	 Acessar a diversidade de textos e
                              interpretação textual:
                                                                                  obras produzidos por autores da lite-
                                - 	 Leitura e produção de textos (orais,          ratura brasileira e universal, reconhe-
                                    escritos e imagéticos) através de dife-       cendo as características composicio-
                                    rentes linguagens e suportes;                 nais;
                                - 	 Gêneros textuais: artigo científico, re-   -	 Identificar os efeitos estéticos da lin-
     Estética das                   senha, romances, poesia, ensaio, críti-       guagem literária (plurissignificação),
     Múltiplas                      ca (literária, musical, cinematográfica       permitindo que a escrita literária seja
     Linguagens                     etc.).                                        aberta e ofereça espaço para a partici-
                                                                                  pação ativa do leitor;
                                                                               -	 Identificar e fazer uso dos elementos
                                                                                  composicionais de diferentes textos
                                                                                  (elementos da textualidade, recursos
                                                                                  argumentativos – progressão, articu-
                                                                                  lação, não-contradição e continuida-
                                                                                  de, dentre outros);
                                                                               -	 Identificar os sentidos produzidos por
                                                                                  meio de recursos ortográficos, mor-
                                                                                  fossintáticos e de pontuação ou ou-
                                                                                  tras notações; apropriando-se destes
                                                                                  recursos para a produção textual;
                                                                               -	 Perceber a língua como variável no
                                                                                  espaço e no tempo, identificando as
                                                                                  variedades linguísticas e os diferentes
                                                                                  modos de falar e escrever.




48      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
6.3. Língua Inglesa – 1º ao 3º Ano                      quatro habilidades (ouvir, ler, falar e escrever).
                                                        Uma das vantagens do ensino de inglês sobre o
                                                        ensino de outras línguas estrangeiras é a sua situ-
CARACTERIZAÇÃO DO
                                                        ação como língua internacional. Como se sabe, a
COmpONENTE CURRICULAR
                                                        língua inglesa é utilizada em vários campos do co-
                                                        nhecimento. Assim, aprender inglês hoje, se tornou
Devido ao imperialismo territorial britânico que em     fundamental para qualquer pessoa que deseja se
parte, submeteu diversas regiões do mundo ao seu        desenvolver intelectual, social e profissionalmen-
controle econômico, político e administrativo, a lín-   te. Como o domínio de uma língua estrangeira au-
gua da metrópole foi usada como ferramenta prin-        menta a possibilidade de comunicação e sendo o
cipal para a administração dos referidos espaços        inglês uma língua internacional, torna-se cada vez
coloniais. Dessa forma, a língua inglesa passou a ser   mais necessário para o estudante desenvolver com-
usada na comunicação oral tanto entre os colonos        petências, como também as quatro habilidades de
e os colonizados, quanto nas ações administrativas,     qualquer idioma. O estudante, portanto, deve apro-
no tocante às leis, aos códigos, às resoluções e re-    priar-se do Inglês para ter acesso a novos conheci-
gulamentações governamentais. Na Amazônia bra-          mentos e informações.
sileira, por exemplo, em Porto Velho, cidade nascida
de um empreendimento ferroviário, a língua oficial
                                                        OBJETIVOS
era a inglesa, tendo em vista ter sido administrada
por norte-americanos nos primeiros anos de seu
surgimento.
                                                        Na formulação dos objetivos, segundo os PCNs, além
Isso posto, devemos prosseguir acrescentando que,       das capacidades cognitivas, éticas, estéticas, motoras
com o advento da globalização a língua inglesa pas-     e de inserção e atuação social devem ser levadas em
sou a ser considerada uma língua multinacional.         conta, as afetivas. É preciso lembrar que a aprendi-
Além disso, diversos fatores sustentam essa afirma-     zagem de uma língua estrangeira é uma atividade
tiva em relação ao ensino da língua inglesa: a) é uma   emocional e não apenas intelectual. O aluno é um ser
língua multinacional, falada por mais de um bilhão      cognitivo, afetivo, emotivo e criativo. Assim, os obje-
e meio de pessoas; b) é usada em mais de setenta        tivos precisam ficar claros tanto para os alunos quan-
por cento das publicações científicas; c) é a língua    to para o professor, pois o educando precisa saber
do trabalho na maioria das organizações interna-        o que está ocorrendo nos diferentes momentos de
cionais; d) é a língua usada em eventos científicos     sua aprendizagem e, dessa maneira, sentir-se corres-
internacionais e no mundo tecnológico. Assim, de-       ponsável pela mesma. Dessa forma, os objetivos são
vido ao uso do Inglês como língua de comunicação        orientados para a sensibilização do aluno em relação
na comunidade científica mundial, acredita-se que       à Língua Estrangeira pelos seguintes focos:
os conhecimentos científicos e tecnológicos não
                                                         - Conscientizar professores e alunos de que a
podem ser suficientemente adquiridos, se o inglês
                                                           aprendizagem de Língua Estrangeira envolve
não for usado.
                                                           igualdade dos direitos humanos na comuni-
Dessa forma, no ensino contemporâneo de Língua             cação, no multilinguismo, na manutenção de
Estrangeira é preciso que se considere: a) as varie-       línguas e culturas e na promoção da educação
dades do Inglês no mundo; b) o ensino do Inglês            integral do aluno por meio do ensino de Língua
para a produção; c) o ensino do Inglês para fins es-       Estrangeira.
pecíficos.
                                                        Assim, levando em conta esses aspectos, o ensino
Em relação ao ensino da língua inglesa nas escolas      de Língua Inglesa tem como objetivos gerais:
públicas do Estado de Rondônia, acreditamos que
                                                         1. Desenvolver no aluno competências que o
se deva priorizar o ensino da Língua Inglesa para a
                                                            tornem apto a, através do engajamento em
produção, tendo em vista que “a Língua Estrangeira
                                                            atividades de uso da linguagem, construir sen-
na educação escolar insere-se como uma forma de
                                                            tidos, compreender melhor o mundo em que
linguagem diversificada de expressão e comunica-
                                                            vive e participar dele criticamente fortalecen-
ção humana”. Assim, quanto ao Inglês para produ-
                                                            do a noção de cidadania;
ção, há que se considerar o desenvolvimento das


                                                                                                                  49
2.	 Desenvolver no aluno, de modo integrado, ha-                               4.	 Fortalecer o espírito de colaboração do aluno
         bilidades linguísticas (compreensão oral e es-                                 em seu processo de aprendizagem;
         crita, produção oral e escrita), compreendidas
                                                                                    5.	 Incentivar o reconhecimento da importância da
         como práticas sociais e contextualizadas;
                                                                                        produção cultural em inglês como representa-
     3.	 Promover, através de um trabalho interdisci-                                   ção da diversidade cultural e linguística e,
         plinar e contextualização, a articulação entre a
                                                                                    6.	 Levar o aluno a conhecer e usar a Língua Inglesa
         Língua Inglesa e outras áreas do conhecimento
                                                                                        como instrumento de acesso a informações e a
         na constituição de um currículo mais amplo, in-
                                                                                        outras culturas e grupos sociais.
         serindo na vida social;
                                                                                	


                                                                              1º ANO
          COMPETÊNCIAS
     •	    Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-                           •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
           tural, bem como promover a interação social;                                  leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
                                                                                         provocando a reflexão e posicionamento de
     •	    Reconhecer a importância da interação dos
                                                                                         ideias;
           diferentes povos na globalização e na pós-mo-
           dernidade, possibilitando o respeito da diversi-                         •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
           dade social e o exercício da cidadania.                                       na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
                                                                                         distintas linguagens artísticas;
     •	    Perceber a própria cultura por meio do conheci-
           mento da cultura de outros povos, entendendo                             •	   Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
           a diversidade linguística e cultural, a biodiversi-                           lizando-a como forma de acesso a informações
           dade e a necessidade da preservação do meio                                   em diferentes contextos socioculturais, con-
           ambiente;                                                                     templando a formação do aluno enquanto ci-
                                                                                         dadão.

     EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                                         HABILIDADES

                                   -	 Análise textual como introdução ao                     - 	 Utilizar textos, relacionando-os aos as-
                                      estudo da gramática;                                       pectos linguísticos e às funções e usos
                                                                                                 sociais da Língua Inglesa;
                                   -	 Integração de vocábulos e expressões
                                      de textos na Língua Inglesa;                           - 	 Reconhecer e respeitar as diferentes
                                                                                                 variedades linguísticas;
                                   - 	 Compreensão e produção oral e escri-
                                       ta;                                                   - 	 Reconhecer auditivamente produções
                                                                                                 de discurso em diferentes situações;
                                   - 	 Apreciação crítica de textos;
                                                                                             - 	 Comunicar-se de forma adequada em
                                   - 	 Valorização da leitura literária como
     Linguagem e                                                                                 práticas comunicativas;
                                       meio de reflexão crítica de questões
     Interação
                                       históricas e político-sociais;                        - 	 Constituir-se como um leitor autôno-
                                                                                                 mo e crítico;
                                   - 	 Uso da Língua Inglesa em contexto
                                       real de comunicação;                                  - 	 Compreender a importância das di-
                                                                                                 versas linguagens em diferentes con-
                                   - 	 Ampliação do vocabulário durante a
                                                                                                 textos socioculturais;
                                       produção oral e escrita.
                                                                                             - 	Compreender e produzir discursos
                                                                                                orais em diferentes registros, recor-
                                                                                                rendo aos recursos midiáticos dispo-
                                                                                                níveis;


50         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                      - Importância da Língua Inglesa para         - Constituir relações e fazer inferências
                        o acesso a informações, tecnologias,         por meio do uso de textos verbais e
pRÁTICAS                culturas, ao mercado de trabalho e es-       não verbais;
SOCIAIS                 tudos posteriores;
                                                                   - Reconhecer as diferentes formas de
                      - Diferentes tipos de textos relacionan-       comunicação oral e escrita em situa-
                        do-os com seus usos e funções sociais.       ções específicas;

                      - Discernimento sobre a diversidade de       - Recorrer aos conhecimentos sobre as
DIVERSIDADE                                                          linguagens como forma de ampliar e
CULTURAL                culturas.
                                                                     valorizar seu conhecimento prévio de
                                                                     mundo;
                      - Leitura e interpretação com o uso das      - Ler e compreender diferentes gêneros
                        diversas linguagens midiáticas;              textuais, relacionando seus significa-
mÚLTIpLAS
LINGUAGENS            - Utilização das TIC integrando as dis-        dos ao âmbito sociocultural.
                        ciplinas de linguagens com temas de        - Reconhecer as linguagens verbais e
                        interesse dos jovens.                        não verbais como forma de interação
                                                                     social;
                      - Concepções artísticas e de procedi-
                        mentos de construção do texto literá-      - Utilizar os recursos midiáticos, apre-
                        rio;                                         ciando e criando vídeos em Língua
                                                                     Inglesa;
                      - Valorização da heterogeneidade ar-
                        tística existente nas manifestações de     - Fazer intercâmbio com pessoas do
ESTéTICA DAS                                                         país da Língua Inglesa, por intermédio
LINGUAGENS              grupos sociais e étnicos;
                                                                     da internet;
                      - Literatura como fonte de estudos só-
                        cio-históricos e de expressão poética.     - Apreciar músicas diversificadas em
                                                                     Língua Inglesa, interpretando a men-
                                                                     sagem e identificando os cantores,
                                                                     bandas, compositores.


                                                    2º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-      •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
      tural, bem como promover a interação social;             leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
                                                               provocando a reflexão e posicionamento de
 •	   Reconhecer a importância da interação dos
                                                               ideias;
      diferentes povos na globalização e na pós-mo-
      dernidade, possibilitando o respeito da diversi-    •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
      dade social e o exercício da cidadania.                  na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
                                                               distintas linguagens artísticas;
 •	   Perceber a própria cultura por meio do conheci-
      mento da cultura de outros povos, entendendo        •	   Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
      a diversidade linguística e cultural, a biodiver-        lizando-a como forma de acesso a informações
      sidade e necessidade da preservação do meio              em diferentes contextos socioculturais, con-
      ambiente;                                                templando a formação do aluno enquanto ci-
                                                               dadão.




                                                                                                                51
EIXO TEMÁTICO                                    CONTEÚDOS                             HABILIDADES

                                 - 	 Desenvolvimento das habilidades lin-      - 	 Utilizar textos, relacionando-os aos as-
                                     guísticas relacionadas a situações pro-       pectos linguísticos e às funções e usos
                                     fissionais e do trabalho;                     sociais da Língua Inglesa;
                                                                               - 	 Reconhecer e respeitar as diferentes
                                 - 	 Identificação do campo semântico,             variedades linguísticas;
                                     morfológico, sintático e fonológico
     LINGUAGEM E                                                               - 	 Reconhecer auditivamente produções
                                     presente nos textos;
     INTERAÇÃO                                                                     de discurso em diferentes situações;
                                 - 	 Interação comunicativa;                   - 	 Comunicar-se de forma adequada em
                                 - 	 Tipologias textuais;                          práticas comunicativas;
                                 - 	 Prática leitora e textual, observando     - 	 Constituir-se como um leitor autôno-
                                                                                   mo e crítico;
                                     as técnicas e estratégias de leitura.
                                                                               - 	 Compreender a importância das di-
                                 - 	 Estudo da diversidade linguística e           versas linguagens em diferentes con-
                                                                                   textos socioculturais;
                                     cultural;
                                                                               - 	Compreender e produzir discursos
                                 - 	 Utilização das ferramentas tecnológi-        orais em diferentes registros, recor-
     PRÁTICAS
                                     cas como suporte para aprendizagem           rendo aos recursos midiáticos dispo-
     SOCIAIS                                                                      níveis;
                                     da Língua Inglesa;
                                 - 	 Compreensão da função social da Lín-      - 	 Constituir relações e fazer inferências
                                                                                   por meio do uso de textos verbais e
                                     gua Inglesa nos textos informativos.          não verbais;
                                 - 	 Diferenças e semelhanças culturais en-    - 	 Reconhecer as diferentes formas de
                                     tre os povos das línguas em interação;        comunicação oral e escrita em situa-
                                                                                   ções específicas;
     DIVERSIDADE                 - 	 Meio ambiente como espaço para in-        - 	 Recorrer aos conhecimentos sobre as
     CULTURAL                        tegração de diferentes culturas;              linguagens como forma de ampliar e
                                                                                   valorizar seu conhecimento prévio de
                                 - 	 Debates críticos sobre temáticas am-          mundo.
                                     bientais.
                                                                               -	 Ler e compreender diferentes gêneros
                                 - 	 Desenvolvimento crítico e produção           textuais, relacionando seus significa-
                                                                                  dos ao âmbito sociocultural;
                                     de textos, utilizando a linguagem mi-
                                     diática;                                  - 	 Reconhecer as linguagens verbais e
                                                                                   não verbais como forma de interação
     MÚLTIPLAS                   - 	 Múltiplas linguagens presentes no tex-        social;
     LINGUAGENS                      to literário e na comunicação social;     - 	 Utilizar os recursos midiáticos, apre-
                                 - 	 Utilização das TIC integrando as dis-         ciando e criando vídeos em Língua
                                                                                   Inglesa;
                                     ciplinas de linguagens com temas de
                                     interesse dos jovens.                     - 	 Fazer Intercâmbio com pessoas do
                                                                                   país da língua Inglesa, por intermédio
                                                                                   da internet;
                                 - 	 Concepções artísticas e de procedimen-
                                     tos de construção do texto literário;     - 	Apreciar músicas diversificadas em
                                                                                  Língua Inglesa, interpretando a men-
                                 - 	 Valorização da heterogeneidade ar-           sagem e identificando os cantores,
     ESTÉTICA DAS                                                                 bandas, compositores.
                                     tística existente nas manifestações de
     LINGUAGENS
                                     grupos sociais e étnicos;
                                 - 	 Literatura como fonte de estudos só-
                                     cio-históricos e de expressão poética.




52      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul-       •	   Conceber as múltiplas linguagens mediante a
      tural, bem como promover a interação social;              leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa,
                                                                provocando a reflexão e posicionamento de
 •	   Reconhecer a importância da interação dos
                                                                ideias;
      diferentes povos na globalização e na pós-mo-
      dernidade, possibilitando o respeito da diversi-     •	   Vivenciar experiências de comunicação huma-
      dade social e o exercício da cidadania;                   na através da Língua Inglesa, apoiando-se em
                                                                distintas linguagens artísticas;
 •	   Perceber a própria cultura por meio do conheci-
      mento da cultura de outros povos, entendendo         •	   Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti-
      a diversidade linguística e cultural, a biodiver-         lizando-a como forma de acesso a informações
      sidade e a necessidade da preservação do meio             em diferentes contextos socioculturais, con-
      ambiente;                                                 templando a formação do aluno enquanto ci-
                                                                dadão.

EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                      - Textos variados com multiplicidade          - Utilizar textos, relacionando-os aos as-
                        de linguagens, utilizando recursos lú-        pectos linguísticos e às funções e usos
                        dicos;                                        sociais da Língua Inglesa;
LINGUAGEm E           - Identificação da obra literária como        - Reconhecer e respeitar as diferentes
INTERAÇÃO               meio de libertação do pensamento do           variedades linguísticas;
                        autor e da apreciação crítica do leitor;    - Reconhecer auditivamente produções
                                                                      de discurso em diferentes situações;
                      - Engajamento discursivo por meio da
                        interação verbal.                           - Comunicar-se de forma adequada em
                                                                      práticas comunicativas;
                      - Práticas argumentativas na interlocu-       - Constituir-se como um leitor autôno-
                        ção entre os diferentes tipos de leito-       mo e crítico;
                        res;                                        - Compreender a importância das di-
                      - Prática analítica e crítica por meio do       versas linguagens em diferentes con-
pRÁTICAS                estudo comparativo entre discursos            textos socioculturais;
SOCIAIS                 da língua materna e da Língua Inglesa;      - Compreender e produzir discursos
                                                                      orais em diferentes registros, recor-
                      - Iniciação científica oriunda das ten-         rendo aos recursos midiáticos dispo-
                        tativas de resolução de problemas             níveis;
                        como forma do desenvolvimento dos
                                                                    - Constituir relações e fazer inferências
                        talentos potenciais.                          por meio do uso de textos verbais e
                                                                      não verbais;
                      - Senso de cidadania, da heterogenei-
                                                                    - Reconhecer as diferentes formas de
                        dade linguística e sociocultural;             comunicação oral e escrita em situa-
                      - Diversidade linguística e cultural,           ções específicas;
                        como forma de desenvolvimento do            - Recorrer aos conhecimentos sobre as
DIVERSIDADE             país;                                         linguagens como forma de ampliar e
CULTURAL              - Diversidade cultural, identitária e lin-      valorizar seu conhecimento prévio de
                                                                      mundo;
                        guística, de modo a não valorizar a
                        hegemonia cultural;                         - Ler e compreender diferentes gêneros
                                                                      textuais, relacionando seus significa-
                      - Diversidade semântica dos diferentes          dos ao âmbito sociocultural;
                        gêneros textuais.



                                                                                                                 53
EIXO TEMÁTICO                                    CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                                  - 	 Identificação das características so-            - 	 Reconhecer as linguagens verbais e
                                      ciais, ideológicas e históricas apresen-             não verbais como forma de interação
                                      tadas no discurso;                                   social;
                                  - 	 Utilização das TIC integrando as dis-            - 	 Utilizar os recursos midiáticos, apre-
      MÚLTIPLAS                                                                            ciando e criando vídeos em Língua
                                      ciplinas de linguagens com temas de
      LINGUAGENS                                                                           Inglesa;
                                      interesse dos jovens.
                                                                                       - 	 Fazer intercâmbio com pessoas do
                                  - 	 Concepções artísticas e de procedi-                  país da Língua Inglesa, por intermédio
                                      mentos de construção do texto literá-                da internet;
                                      rio.
                                                                                       - 	Apreciar músicas diversificadas em
                                                                                          Língua Inglesa, interpretando a men-
                                  - 	 Valorização da heterogeneidade ar-                  sagem e identificando os cantores,
                                      tística existente nas manifestações de              bandas, compositores.
      ESTÉTICA DAS                    grupos sociais e étnicos;
      LINGUAGENS
                                  - 	 Literatura como fonte de estudos só-
                                      cio-históricos e de expressão poética.


     6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano                                    Entende-se que a formação de professores em Língua
                                                                             Espanhola, especificamente no caso de Rondônia, re-
                                                                             presenta um caso complexo no que trata a aspectos
     CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE                                            linguísticos e metodológicos propriamente ditos.
     CURRICULAR
                                                                             O uso de uma língua abrangendo a sua aprendiza-
     Com a assinatura do tratado de Assunção em março                        gem inclui ações realizadas como indivíduos e como
     de 1991, se dá a criação do “MERCOSUL”, possibilitan-                   atores sociais, desenvolvendo assim um conjunto de
     do uma nova realidade histórica: a unidade sul - ame-                   competências gerais, particularmente, competências
     ricana.                                                                 comunicativas em língua.
     O Estado de Rondônia que faz parte de uma região                        Para executar qualquer tarefa comunicativa os alunos
     de fronteira do Brasil trabalha para a adoção de uma                    de uma língua estrangeira, utilizam certo número de
     ação comum na área da cultura e não poderia ficar                       competências adquiridas ao longo de experiências
     indiferente frente a essa integração política, econô-                   anteriores;
     mica e cultural.
                                                                             Desde o seu nascimento o ser humano vai acumu-
     É do aspecto da integração cultural que algumas es-                     lando uma série de experiências que farão parte de
     colas brasileiras começaram a oferecer a disciplina de                  seu conhecimento, e dentre esses conhecimentos se
     língua estrangeira, neste caso a Língua Espanhola, já                   encontram o vocabulário e a gramática de sua língua
     que a disciplina de Língua Inglesa é oferecia desde                     materna (elas se desenvolvem em função uma da
     anos atrás.                                                             outra). A partir desses conhecimentos é que o aluno
     Com a aprovação da Lei nº 11.161, em 5 de agosto de                     pode comunicar-se com os seus semelhantes e co-
     2005, a formação de professores para o ensino de                        nhecer o mundo que o rodeia, integrando-se com
     Língua Estrangeira: Espanhol (ELE) no ensino médio                      ele;
     passou a ser mais uma prioridade para as Secretarias                    As pessoas utilizam as competências em vários con-
     de Educação Estaduais Brasileiras. Esta situação, por                   textos, em diferentes condições, sujeitas a diversas
     sua vez, deixa claro dois aspectos importantes a se-                    limitações, com o fim de realizarem atividades lin-
     rem considerados. Primeiro, a estruturação e implan-                    guísticas que implicam processos linguísticos para
     tação de programas de ensino da Língua Espanhola                        produzirem textos relacionados com temas perten-
     nas escolas e segundo, a insuficiência de quadro de                     centes a domínios específicos. Para tal, ativam as es-
     professores com proficiência em espanhol para as es-                    tratégias que consideram mais apropriadas para o
     colas de ensino fundamental e médio do Estado de                        desempenho das tarefas a realizar. O controle destas
     Rondônia.                                                               ações pelos interlocutores conduz ao esforço ou à

54        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
modificação de suas competências:                            tas, pedir uma refeição num restaurante, traduzir um
                                                             texto escrito em língua estrangeira (neste caso espa-
 •	   Competências são conjuntos de conhecimen-
                                                             nhol) ou preparar um jornal da escola em grupo.
      tos, capacidades e características que permitem
      a realização de ações.                                 Em relação ao ensino de Língua Espanhola, é neces-
                                                             sário entender as dificuldades do estudante brasilei-
 •	   As competências gerais não são as específicas
                                                             ro em relação a esta língua como língua estrangeira.
      da língua, mas aquelas a que se recorre para re-
                                                             Quais são os critérios que nos aproximam ou distan-
      alizar atividades de todo tipo, incluindo as ativi-
                                                             ciam desta língua? É fácil aprendê-la? Que variante
      dades linguísticas.
                                                             ensinar? Todas estas questões vêm à tona para qual-
 •	   As competências comunicativas em língua são            quer estudante ou professor de Língua Espanhola
      aquelas que permitem ao indivíduo agir utili-          como língua estrangeira. Para muitos brasileiros, a
      zando especificamente meios linguísticos               ideia de que o espanhol é fácil e não necessita ser es-
 •	   O contexto refere-se à constelação de aconteci-        tudado para ser aprendido, tem levado a indiferença
      mentos e de fatores situacionais (físicos e outros),   desta língua.
      tanto internos como externos ao individuo, nos         Outro aspecto a ser considerado ao aprender a Lín-
      quais os atos de comunicação se inserem.               gua Espanhola, foi a influência do espanhol peninsu-
 •	   As atividades linguísticas abrangem o exercício        lar em oposição ao falado na América Latina , conside-
      da própria competência comunicativa em lín-            rado “mal falado” quando se optava por aprendê-lo.
      gua num domínio especifico no processamen-             Consideramos que o aprendizado de uma língua es-
      to (recepção e/ou comunicação) de um ou mais           trangeira contribui com o desenvolvimento de com-
      textos, com vistas à realização de uma tarefa.         petências e habilidades para criar uma inter-relação
 •	   Os processos linguísticos referem-se à cadeia de       com pessoas de outras culturas. Acreditamos que o
      acontecimentos, neurológicos e fisiológicos, im-       melhor lugar para efetuar essa ação é na escola, onde
      plicados na produção e recepção orais e escritas.      há condições favoráveis à formação para o exercício
                                                             da cidadania, onde a formação multicultural deve ter
 •	   Texto, é definido como qualquer sequência dis-         prioridade. A globalização e o avanço da tecnologia
      cursiva (falada ou escrita) relacionado com um         têm ajudado à integração, diminuindo as distâncias.
      domínio específico e que, como suporte ou fim,         Particularmente no Estado de Rondônia, localizado
      como produto ou processo, dá lugar a ativida-          em zona de fronteira com a Bolívia, criam-se as con-
      des linguísticas no decurso da realização de           dições para esta relação cultural, econômica, etc.
      uma tarefa.
 •	   O domínio da Língua denomina os vastos setores
      da vida social nos quais os atores sociais operam.     OBJETIVOS GERAIS
      Neste caso foi apenas adotada uma categoria de         A Língua Espanhola tem como objetivo que o aluno,
      ordem prioritária para o ensino aprendizagem e         ao concluir o ensino médio, esteja em condições de
      uso das línguas: os domínios educativos, especi-       ler, falar, escrever e interpretar textos em Língua Es-
      ficamente, nas Escolas de Ensino Fundamental e         panhola, haja vista que, na maioria das provas de ves-
      Médio do Estado de Rondônia.                           tibular, os alunos optam por Língua Espanhola pela
 •	   Estratégia é qualquer linha de ação organizada,        afinidade com a Língua Portuguesa;
      regulada e com uma finalidade determinada pelo         Os temas tratados serão os do cotidiano do aluno a
      indivíduo para a realização de uma tarefa que ele      fim de que estejam familiarizados com a sequência
      escolhe, ou com a qual se vê confrontado.              dos temas abordados. Entende-se também que no
Uma tarefa é definida como qualquer ação com uma             percurso do processo de aprendizagem, haverá pe-
finalidade considerada como necessária pelo indivi-          quenos erros gramaticais e de interpretação dos tex-
duo para atingir um dado resultado no contexto na            tos por conta dos falsos cognatos que precisarão ser
resolução de um problema, do cumprimento de uma              trabalhados;
obrigação ou da realização de um objetivo. Esta de-          Quando aprendemos uma língua, aprendemos tam-
finição pode abranger um vasto leque de ações tais           bém a cultura inerente a ela. O papel educativo que
como: deslocar um armário, escrever um livro, obter          deve ter o ensino do espanhol junto aos estudantes é
certas condições ao negociar um contrato, jogar car-         “a inclusão em termo social e étnico, constituição da

                                                                                                                       55
cidadania, local e global”;                                              Para ouvir:
     Estas orientações curriculares não pretendem, no                          •	    Perceber o enunciado (capacidade fonética auditiva);
     entanto, apresentar uma proposta fechada, com se-
                                                                               •	    Identificar a mensagem linguística (capacidade
     quenciamento de conteúdos, sugestão de atividade
                                                                                     linguística);
     e uma única linha de abordagem, nem muito menos
     tem a pretensão de trazer soluções e/ou desafios, já                      •	    Compreender a mensagem (capacidade se-
     vivenciados e por vivenciar, do ensino em questão.                              mântica);
     Procuram, acima de tudo, proporcionar algumas re-                         •	    Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas).
     flexões de caráter teórico prático que nos levem há
     compreender um pouco mais os conflitos inerentes à                       Para ler:
     educação, ao ato de ensinar, à cultura que consolida a                    •	    Aprender o texto escrito (capacidades visuais);
     profissão do professor, para podermos, quiçá, melhor
     lidar com eles.                                                           •	    Reconhecer o script (capacidades ortográficas);

     OBJETIVOS ESPECÍFICOS                                                     •	    Identificar a mensagem (capacidades linguísticas);
                                                                               •	    Compreender a mensagem (capacidades se-
     Para desempenhar o papel de falante, de escritor, de                            mânticas);
     ouvinte ou de leitor, o aluno deverá ser capaz de:
                                                                               •	    Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas).
     Para falar:
                                                                              No processo de aprendizagem de Ensino da Língua
      •	   Planejar e organizar uma mensagem (capacida-                       Espanhola - ELE, qualquer texto é veiculado por um
           des cognitivas);                                                   determinado canal, normalmente ondas acústicas
      •	   Formular um enunciado linguístico (capacida-                       ou objetos escritos. Também é possível distinguir
           des linguísticas);                                                 subcategorias em função das propriedades físicas
                                                                              do suporte que efetuam os processos de produção
      •	   Articular o enunciado (capacidades fonéticas).                     e recepção, por exemplo, na realidade, as diferenças
     Para escrever:                                                           entre fala direta e próxima, um discurso público ou
                                                                              telefônico, ou na escrita, as diferenças entre manus-
      •	   Organizar e formular a mensagem (capacidades                       crito e o impresso, ou entre diferentes escritos.
           cognitivas e linguísticas)
      •	   Escrever o texto à mão , digitar (capacidades
           motoras)ou mesmo transcrevê-lo.




                                                     COMPETÊNCIAS GERAIS DO 1° AO 3° ANO


     Auditiva                                                                 Oral
     Num processo de comunicação realizado com inter-                         Num processo de comunicação realizado com inter-
     locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba:                     locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba:
      •	   compreender enunciados referentes a informa-                        •	    expressar enunciados referentes a informações
           ções da atualidade e do cotidiano escolar;                                do cotidiano;
      •	   identificar expressões de desejos, sensações fí-                    •	    expressar opiniões e sentimentos.
           sicas e sentimentos;
                                                                              Leitora
      •	   identificar expressões sobre temas de atualidade;
                                                                              O aluno deve ser capaz de interpretar o texto e o con-
      •	   compreender mensagens relacionadas com o                           texto de informações do cotidiano das redes sociais
           cotidiano da escola.                                               e informações específicas.



56         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
1° ANO

EIxO TEmÁTICO             CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                 - história da língua espanhola       - Conhecer e usar as línguas estrangeiras
                                                        modernas como instrumento de acesso
                 - Teoria da comunicação.               a informações a outras culturas e grupos
                   Comunicação e sociedade, a           sociais;
                   comunicação humana, a lingua-      - Cumprimentar;
                   gem;                               - Apresentar-se a alguém;
                 - morfologia                         - Dar e pedir informações pessoais;
                   Estrutura morfológica das pala-    - Falar sobre relações familiares;
                   vras;                              - Escolher o registro adequado à situação
                                                        na qual se processa a comunicação e o vo-
                 - Sintaxe                              cábulo que melhor reflita a ideia que pre-
                   Ralações sintagmáticas;              tende comunicar;
                                                      - Utilizar os mecanismos de coerências e co-
                   Relações paradigmáticas;             esão na produção oral e/ou escrita;
                   Análise da conversação diária.     - Utilizar as estratégias verbais e não-ver-
                   Etimologia                           bais para compensar as falhas, favorecer
                                                        a efetiva comunicação e alcançar o efeito
                   Étimos Gregos; Étimos Latinos.       pretendido em situações de produção e
                 - Semântica                            leitura;
REpRESENTAÇÃO                                         - Compreender de que forma determinada
E COmUNICAÇÃO      Etnolinguistica;                     expressão pode ser interpretada em razão
INVESTIGAÇÃO       A mudança semântica;                 de aspectos sociais e/ou culturais;
E COmpREENSÃO                                         - Analisar os recursos expressivos da lin-
CONTExTUALIZA-
                   Sincronia;
                                                        guagem verbal, relacionando textos/
ÇÃO                Sinonímia e polissemia;              contextos mediante a natureza, função,
SOCIOCULTURAL                                           organização, estrutura, de acordo com as
                   O significado.                       condições de produção/recepção (inten-
                 - Aquisição da língua adicio-          ção, época, local, interlocutores partici-
                   nal;                                 pantes da criação e propagação de ideias
                                                        e escolhas, tecnologias disponíveis);
                 - Aspectos sonoros do discurso       - Saber distinguir as variantes linguísticas;
                   oral;
                                                      - Compreender em que medida os enuncia-
                 - Leitura e interpretação de tex-      dos refletem a forma de ser, pensar, agir e
                   tos (falsos cognatos);               sentir de quem os produz;
                                                      - Expressar sentimentos e expressões de
                 - Literatura espanhola e hispa-        dor, respeitar e preservar as manifesta-
                   no-Americana.                        ções da linguagem utilizadas por dife-
                                                        rentes grupos sociais em suas esferas de
                                                        socialização; usufruir do patrimônio nacio-
                                                        nal e internacional com as suas diferentes
                                                        visões de mundo e, construir categorias
                                                        de diferenciação, apreciação e criação;
                                                      - Compreender e usar a Língua Espanhola
                                                        como segunda, geradora de significação
                                                        e integradora da organização de mundo e
                                                        da própria identidade.




                                                                                                      57
2° ANO

     EIXO TEMÁTICO                                  CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                    	História da língua espanhola                   -	 Perguntar sobre atividades profissionais;
                                    - 	 Teoria da comunicação.                      -	 Descrever características físicas das pesso-
                                                                                       as;
                                        	 Comunicação e sociedade, a
                                          comunicação humana, a lingua-             -	 Descrever os ambientes da casa;
                                          gem;
                                                                                    -	 Pedir informações de endereço, telefone
                                    - 	 Morfologia                                     etc.;
                                    	 Estrutura morfológica das pala-               -	 Expressar e perguntar por quantidades e
                                      vras;                                            valores;
                                    -	 Sintaxe                                      -	 Escolher o registro adequado à situação
                                                                                       na qual se processa a comunicação e o
                                    	     Ralações sintagmáticas;
                                                                                       vocábulo que melhor reflita a ideia que
     Representação                  	     Relações paradigmáticas;                     pretende comunicar;
     e Comunicação                  	 Análise da conversação diária.                -	 Utilizar os mecanismos de coerência e co-
     Investigação                     Etimologia                                       esão na produção oral e/ou escrita;
     e Compreensão
                                    	     Étimos Gregos; Étimos Latinos.            -	 Utilizar as estratégias verbais e não-ver-
     Contextualiza-
     ção                            - 	 Semântica                                      bais para compensar as falhas, favorecer
     sociocultural                                                                     a efetiva comu­ icação e alcançar o efeito
                                                                                                       n
                                    	Etnolinguística;                                  pretendido em situações de produção e
                                    	     A mudança semântica;                         leitura;
                                    	Sincronia;                                     -	 Compreender, de que forma, determina-
                                                                                       da expressão pode ser interpretada em
                                    	     Sinonímia e polissemia;                      razão de aspectos sociais e/ou culturais;
                                        	 O significado.                            -	 Analisar os recursos expressivos da lin-
                                    -	 Aspectos históricos culturais                   guagem verbal, relacionando textos/
                                       (MERCOSUL).                                     contextos mediante a natureza, função,
                                                                                       organização, estrutura, de acordo com as
                                    -	 Leitura e interpretação de tex-
                                                                                       condições de produção/recepção (inten-
                                       tos
                                                                                       ção, época, local, interlocutores partici-
                                                                                       pantes da criação e propagação de ideias
                                                                                       e esco­has, tecnologias disponíveis).
                                                                                             l




58      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO    CONTEÚDOS                  HABILIDADES

                             - Saber distinguir as variantes linguísticas.
                             - Compreender em que medida os enun-
                               ciados refletem a forma de ser, pensar,
                               agir e sentir de quem os produz;
                             - Compreender e usar a língua espanhola
                               como segunda língua, geradora de significa-
                               ção e integradora da organização do mundo
                               e da própria identidade;
                             - Conhecer e usar as línguas estrangeiras
                               modernas como instrumento de acesso
                               a informações a outras culturas e grupos
                               sociais;
REpRESENTAÇÃO
E COmUNICAÇÃO                - Considerar a linguagem e suas manifesta-
INVESTIGAÇÃO                   ções como fontes de legitimação de acor-
E COmpREENSÃO                  dos e condutas sociais, e sua representa-
CONTExTUALIZA-                 ção simbólica como forma de expressão
ÇÃO                            de sentidos, emoções e experiências do
SOCIOCULTURAL                  ser humano na vida social;
                             - Entender a natureza das tecnologias da infor-
                               mação como integração de diferentes meios
                               de comunicação, linguagens e códigos, bem
                               como a função integradora que exercem na
                               sua relação com as demais tecnologias;
                             - Respeitar e preservar as manifestações
                               da linguagem, utilizadas por diferentes
                               grupos sociais em suas esferas de socia-
                               lização; usufruir do patrimônio nacional
                               e internacional com as suas diferentes vi-
                               sões de mundo e construir categorias de
                               diferenciação, apreciação e criação.




                                                                               59
3° ANO

     EIXO TEMÁTICO                                  CONTEÚDOS                                       HABILIDADES

                                    	História da Língua Espanhola                   -	 Perguntar sobre objetos pessoais;
                                    -	 Teoria da comunicação.                       -	 Falar sobre gostos de alimentos;
                                        	 Comunicação e sociedade, a                -	 Estabelecer comparações entre distâncias,
                                          comunicação humana, a lingua-                quantidades e qualidades;
                                          gem;                                      -	 Estabelecer comparações em relação ao
                                    - 	 Morfologia                                     tempo: passado-presente;
                                    	 Estrutura morfológica das pala-               -	 Expressar opiniões sobre o clima;
                                      vras;                                         -	 Felicitar e expressar agradecimentos;
                                    -	 Sintaxe                                      -	 Escolher o registro adequado à situação na
                                    	     Relações sintagmáticas;                      qual se processa a comunicação e o vocá-
                                                                                       bulo que melhor reflita a ideia que preten-
                                    	     Relações paradigmáticas;                     de comunicar;
                                     	 Análise da conversação diária.               -	 Utilizar os mecanismos de coerência e coe-
                                       Etimologia                                      são na produção oral e/ou escrita;
                                     	 Étimos Gregos; Étimos Latinos.               -	 Utilizar as estratégias verbais e não-verbais
                                    - 	 Semântica                                      para compensar as falhas, favorecer a efeti-
     Representação                                                                     va comu­nicação e alcançar o efeito preten-
     e Comunicação                  	Etnolinguística;                                  dido em situações de produção e leitura;
     Investigação                    	 A mudança semântica;                         -	 Compreender de que forma determinada
     e Compreensão                                                                     expressão pode ser interpretada em razão
     Contextualiza-
                                    	Sincronia;
                                                                                       de aspectos sociais e/ou culturais;
     ção                            	     Sinonímia e polissemia;
     sociocultural                                                                  -	 Analisar os recursos expressivos da lingua-
                                     	 O significado.                                  gem verbal, relacionando textos/contextos
                                    - 	 Textos, leituras e suas inter-                 mediante a natureza, função, organização,
                                        pretações.                                     estrutura, de acordo com as condições de
                                                                                       produção/recepção (intenção, época, lo-
                                                                                       cal, interlocutores participantes da criação
                                                                                       e propagação de ideias e esco­has, tecno-
                                                                                                                       l
                                                                                       logias disponíveis);
                                                                                    -	 Saber distinguir as variantes linguísticas;
                                                                                    -	 Compreender em que medida os enuncia-
                                                                                       dos refletem a forma de ser, pensar, agir e
                                                                                       sentir de quem os produz;
                                                                                    -	 Utilizar-se das linguagens como meio de
                                                                                       expressão, informação e comunicação em
                                                                                       situações intersubjetivas que exijam graus
                                                                                       de distanciamento e reflexão sobre os con-
                                                                                       textos e estatutos dos interlocutores; e co-
                                                                                       locar-se como protagonista no processo
                                                                                       de produção /recepção.




60      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                                                                  - Respeitar e preservar as manifestações
                                                                    da linguagem utilizadas por diferentes
                                                                    grupos sociais em suas esferas de socia-
                                                                    lização; usufruir do patrimônio nacional
                                                                    e internacional com as suas diferentes vi-
 REpRESENTAÇÃO                                                      sões de mundo e construir categorias de
 E COmUNICAÇÃO                                                      diferenciação, apreciação e criação.
 INVESTIGAÇÃO
                                                                  - Recuperar, através do estudo, as formas
 E COmpREENSÃO
                                                                    instituídas de construção do imaginário
 CONTExTUALIZA-
                                                                    coletivo, o patrimônio representativo da
 ÇÃO
                                                                    cultura e as classificações preservadas e
 SOCIOCULTURAL
                                                                    divulgadas, no eixo temporal e espacial;
                                                                  - Entender o impacto das tecnologias da
                                                                    comunicação nos processos de produção
                                                                    e desenvolvimento do conhecimento e na
                                                                    vida social.

6.5. Língua materna, para populações Indígenas             transmite, produz e divulga conhecimentos: “Porque
                                                           as tradições culturais, os conhecimentos acumulados, a
                                                           educação das gerações mais novas, as crenças, o pensa-
A língua representa o fortalecimento da identidade         mento e a prática religiosa, as representações simbóli-
de um povo, e no contexto indígena, é um instru-           cas, a organização política, os projetos de futuro, enfim,
mento usado para a construção, manutenção e trans-         a reprodução sociocultural das sociedades indígenas
missão de sua cultura, pois existem conhecimentos          são, na maioria dos casos, manifestados através do uso
que não podem ser traduzidos e quando esta língua          de mais de uma língua. Mesmo os povos indígenas que
é extinta, junto com elas vão-se os conhecimentos. A       são hoje monolíngues em língua portuguesa continu-
escola indígena por sua vez, abre espaço para uma          am a usar a língua de seus ancestrais como um símbo-
interlocução entre a educação escolar e a própria          lo poderoso para onde confluem muitos de seus traços
vida da comunidade.                                        identificatórios, constituindo, assim, um quadro de bi-
No Brasil são faladas muitas línguas. De acordo com        linguismo simbólico importante.” (RCNEI/99).
o Referencial Curricular Para as Escolas Indígenas/RC-     Durante muito tempo houve a imposição da Língua
NEI, há muitas etnias indígenas com línguas distin-        Portuguesa na educação escolar introduzida nas es-
tas e agrupadas em famílias linguísticas. Acrescer ao      colas indígenas provocando a perda total ou parcial
currículo o ensino da Língua Materna, mais do que          de suas línguas. Nesse sentido, a introdução da língua
cumprir uma determinação, é reconhecer e respei-           materna na escola indígena é um instrumento funda-
tar a diversidade linguística existente: “A inclusão de    mental de reconstrução e de valorização da visão de
uma língua indígena no currículo escolar tem a função      mundo e dos aspectos específicos do cotidiano das
de atribuir-lhe o status de língua plena e de colocá-la,   comunidades indígenas. Em resumo, a inclusão de
pelo menos no cenário escolar, em pé de igualdade com      uma língua indígena no currículo objetiva:
a língua portuguesa, um direito previsto pela Constitui-
                                                            •	   Possibilitar que os alunos indígenas usufruam
ção Brasileira.” (RCNEI/99).
                                                                 dos direitos linguísticos que lhes são assegura-
O ensino de língua materna fundamenta-se em uma                  dos como cidadãos brasileiros, pela Constitui-
concepção sócio-histórica da linguagem, ou seja, em              ção;
uma visão que perceba a língua como um produto
                                                            •	   Atribuir prestígio às línguas indígenas, contri-
cultural construído na interação entre os sujeitos fa-
                                                                 buindo para que seus falantes desenvolvam ati-
lantes e que é por meio da língua que o mesmo su-
                                                                 tudes positivas em relação a elas, diminuindo
jeito falante se comunica, tem acesso à informação,
                                                                 assim, os riscos de perdas linguísticas e garan-
defende pontos de vista, partilha visões de mundo,

                                                                                                                        61
tindo a manutenção da rica diversidade linguís-                    arte moderna e as variações criativas da arte contem-
           tica do país;                                                      porânea, por exemplo, têm muito a ensinar em
                                                                              termos das formas escolhidas e aperfeiçoadas com
      •	   Favorecer o fortalecimento da identidade;
                                                                              as técnicas inventadas, os temas significativos, varia-
      •	   Favorecer o desenvolvimento das línguas indí-                      dos ou recorrentes. De riqueza igual é a investigação
           genas no nível oral e escrito.                                     acerca do processo de criação artística que pode ser
                                                                              pensado teoricamente e, a partir das experiências
                                                                              de artistas do passado e do presente.
     6.6. Arte – 1º ao 3º Ano
                                                                              Em torno desse manancial de conhecimentos que au-
                                                                              xiliam na construção da percepção estética do edu-
     CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE                                             cando, encontra-se a contraparte indispensável do
     CURRICULAR                                                               fazer artístico pelo próprio educando. Dito de outra
                                                                              maneira, conhecimentos estéticos teóricos, concei-
                                                                              tuais e familiaridade com a história da arte ganham
     A arte, com as suas variadas significações, concep-                      vida, se conjugados ao processo de aprendizagem
     ções, nos seus mais diversos conceitos e formas, tem                     do fazer artístico. O educando passa a poder apre-
     sido ao longo dos tempos e na pluralidade das cultu-                     ender caminhos para fruir das obras de arte e pode,
     ras, o testemunho da excepcional delicadeza, poten-                      igualmente, experimentar o prazer de criar formas,
     cialidade e força criadora que há na humanidade. A                       cores, ritmos, passos e sons. Sendo assim, o ser racio-
     arte acrescenta mundos ao mundo e/ou nos faz ver                         nal e sensível saboreará o prazer estético.
     o nosso mundo de um modo nunca antes visto, de                           Músicas tocadas e cantadas, as danças solitárias e
     forma insuspeitada e surpreendente.                                      em grupo, as criações visuais e a atuação teatral em
     Considerando-se a organização do processo ensi-                          cima ou atrás do palco, podem ser criações do pró-
     no-aprendizagem, qual é o papel formativo da arte?                       prio educando, e também produtos culturais da sua
     Qual é sua importância e valor? Entre as principais                      região, seu país, do país ao lado e do país distante. O
     forças da arte encontra-se a forma e a cor. Aprender                     educando pode perceber o pluralismo cultural que
     as inúmeras possibilidades com que a arte dá forma                       há nas manifestações e produções artísticas, e assim
     a natureza e ao mundo em geral, aos sentimentos,                         pode aproximar-se mais de si mesmo e dos outros.
     impulsos, imagens e sonhos equivale a encontrar                          Nesse sentido, além de (re) conhecer-se como parte
     o espaço e o tempo redimensionados com cores,                            de uma cultura, o aluno é convidado a respeitar a cul-
     texturas e dobras. Em outras palavras, aciona a nossa                    tura do outro.
     habilidade de dar forma e de criar ordens para po-                       No trabalho com o pluralismo, há terreno propício
     dermos localizar, juntar, fragmentar, colar e multipli-                  para o professor estimular as relações entre ética e
     car elementos da nossa subjetividade e do exterior                       estética: tanto as que existiram na origem da estética
     imediato ou distante.                                                    como as que são possíveis e desejáveis hoje, no am-
     Ensinar arte equivale, no mesmo sentido, a provocar                      biente da arte e da sociedade contemporânea mun-
     o impulso pela “forma” no educando e a possibilitar                      dial. Também aí se pode conjugar o exercício de críti-
     que este descubra formas possíveis para além da for-                     ca pelo educando: elaboração e recepção de análise
     ma visível do mundo em geral e da realidade cotidia-                     críticas relativas às obras suas e às alheias.
     na. Frequentar, com o educando, as obras de arte,                        A arte africana e indígena, em especial, falam de mui-
     não significa apenas visitar museus e exposições,                        to perto com as nossas produções culturais e artísti-
     assistir a espetáculos e recitais, o que é parte do                      cas. Mantêm papel de força constituinte da arte bra-
     trabalho do professor, mas significa também, apro-                       sileira pelo vínculo histórico e, muitas vezes, relação
     ximar-se assiduamente da arte, frequentá-la, senti-la                    de confluência, uma vez que, na atualidade, algumas
     como um leitor frequenta e sente textos com avidez,                      remetem-se às outras, seja temática ou formalmen-
     certeza e espanto. Tal aproximação também pode                           te, ou ambas. Dança, música, canto, dramatizações
     se dar por meio dos diversos recursos audiovisuais,                      e imagens dialogam entre dois continentes e entre
     o que toda escola deve disponibilizar aos educandos.                     indígenas e ocidentalizados, fazendo notar que a
     O equilíbrio presente na arte clássica, com a sua pro-                   arte reinventa relações, inclusive aquelas destrutivas
     porção e definição, e a transgressão promovida pela                      e trágicas.


62         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
A arte também possibilita ao educando perceber            ria ou Educação Física. Ou, ainda, se reduza a uma
que é possível a sociedade viver em harmonia com          série de informações históricas retiradas da História
a natureza. É importante observar a íntima relação        da Arte, ou seja, motivo para exercícios de expres-
entre arte e natureza. A arte precisa ser naturaliza-     são livre dos educandos. Lembremos a esse respeito
da, ao passo que a natureza deve ser tratada artisti-     que interdisciplinaridade não significa perda de uma
camente, procurando-se respeitar as suas formas e         das disciplinas ou das suas linguagens específicas. As
belezas próprias. As tantas vozes da natureza relacio-    práticas tradicionais do ensino de Arte tomada como
nam-se com as muitas linguagens da arte, e esta só        Educação Artística, consolidada na escola, aguardam
existe porque existe primeiro a natureza – com a qual     desconstrução e transformação por parte de profes-
estabeleceu relação mimética criadora.                    sores, diretores e comunidade.
Uma educação estética não é algo que possa ser ga-        O professor que trabalha com o ensino de arte preci-
rantido apenas pelo processo de ensino-aprendiza-         sa dialogar com o tempo histórico em que vivemos
gem da arte. Educar para a criação da sensibilidade,      de modo crítico e aberto a um só tempo. Os desafios
juntamente com as forças racionais do ser, de modo        da escola do século XXI também são os seus. O pro-
consonante e harmonioso, é tarefa para todas as áre-      fessor de arte tem diante de si a responsabilidade de
as do saber. Como a arte contém, nela mesma, essa         tocar o aluno como ente plural, e de modo também
sintonia e esse equilíbrio, ela também possibilita a      plural proporcionar-lhe a possibilidade de desenvol-
criação de novos métodos de investigação, novos           ver-se como ser integral, em face da fragmentação
modos de construir conhecimento e organizar a so-         veloz da informação e das relações humanas de um
ciedade.                                                  modo geral. Isso quer dizer: acompanhar o aluno
                                                          na formação da sensibilidade, enquanto hábil e
Ensinar arte é provocar no educando a possibi-
                                                          criativo receptor de obras de arte visuais, espe-
lidade de explorar os sentimentos e o sentido. A
                                                          táculos de dança, shows musicais e peças de teatro,
importância está no sentir, apreciar, pensar e criar,
                                                          entre outras.
propiciando-lhe caminhos e possibilidades para
(re)pensar o mundo e a si mesmo e, a partir daí,          O professor terá o cuidado de desenvolver um pro-
compreender, valorizar e respeitar a sua cultura e a      cesso de ensino- aprendizagem que ofereça ao
cultura do outro.                                         aluno espaço e tempo para aprender lendo, escu-
                                                          tando, olhando, observando, interpretando critica-
O universo da arte caracteriza um tipo particular de
                                                          mente, analisando e fazendo. Desse modo, lançam-
conhecimento que o ser humano produz a partir do
                                                          se as bases do futuro imprevisível: há educandos
seu lugar de enunciação no mundo. Esse lugar de
                                                          que serão verdadeiramente artistas e há aqueles que
enunciação pode ser social, econômico, cultural,
                                                          serão frequentadores das artes, receptores, querem
político, ideológico ou de gênero. Assim, por meio
                                                          produzam obras e objetos artísticos, quer apenas as
da arte, é possível expressar as representações
                                                          apreciem e interpretem de forma estética ou cogniti-
culturais das distintas culturas e desse modo (re)cons-
                                                          va. Os dois grupos experimentam o prazer estético
truir o percurso da história humana que se renova
                                                          e se sentem à vontade para se tornarem seres
através dos tempos.
                                                          sensíveis e racionais, simultaneamente.
A arte promove, portanto, seres racionais e sensíveis,
                                                          Assim, o sentido do ensino de Arte na escola, deve:
nem frios nem apenas instintivos. Configura seres
                                                          Promover no educando a competência para ler o
que, com sensibilidade, percebem a si mesmos nos
                                                          mundo e a sociedade através da apreciação, do fa-
outros e vice-versa, e que podem exercer a cidadania
                                                          zer e da contextualização do produto artístico. Por
e a ética porque já sabem viver artisticamente. São
                                                          meio de sua criatividade, individual ou coletivamen-
criadores de valores, os seus atos são harmoniosos ou
                                                          te, o educando poderá experimentar e vivenciar as
desequilibradores, lúdicos, alegres, transformadores,
                                                          diversas manifestações das diferentes formas de arte,
sérios ou tristes. Suas ações passeiam desde a arte
                                                          a partir de um olhar atento/crítico em que a sensibi-
clássica até a arte social, “popular”.
                                                          lidade é utilizada para pensar, olhar, fazer arte e es-
Espera-se que os conhecimentos do componente              crever sobre ela.
Arte não sirvam de motivo para enfocar comemora-
                                                          A reafirmação desse espaço pedagógico vem im-
ções cívicas apenas, decorar a escola, promover feira
                                                          pulsionar o trabalho importante que os profis-
de cultura, ou fiquem de tal forma diluídos que se
                                                          sionais de Artes visuais/audiovisuais, Teatro/Arte
prestem tão somente para ensinar Geografia, Histó-


                                                                                                                    63
circense, Música e Dança, realizam, dentro e fora                            faz-se necessário organizarmos uma estruturação
     das escolas e nas mais diversas esferas do fazer artís-                      que possa vir a manter viva e constante estes fazeres
     tico de um povo, em especial a população do Estado                           artísticos, dentro e fora dos espaços escolares, utili-
     de Rondônia, inseridos no eixo Amazônico, com suas                           zando-se métodos e técnicas, levantamentos dentro
     riquezas naturais e culturais, que são transmitidas                          do processo de pesquisa e extensão e, principalmen-
     de geração a geração de maneira oral, “empírica”,                            te ,da formação profissional, para que possam trans-
     correndo o risco de ser esquecida e mudada sua for-                          mitir às novas gerações seu legado cultural.
     ma original e natural, e para que isto não ocorra,




                                                                              1º ANO
     COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
     que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas.

       EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                       -	 Significação da Arte e da Estética/               - 	 Analisar formalmente e esteticamente
                                          História da Arte e Arquitetura                        as obras de Artes Visuais Contemporâ-
                                                                                                neas;
                                        -	 Estética;
                                                                                            - 	 Elaborar o pensamento crítico a partir
                                       - 	 Leitura e interpretação de obra de
                                                                                                do conhecimento construído em arte,
                                           arte;
                                                                                                posicionar-se individualmente em re-
                                       - 	 Conhecimentos teóricos e práticos                    lação às produções de Artes Visuais
                                           dos diversos tipos de Desenho (o                     Contemporâneas;
                                           que é desenho; sua divisão: dese-
                                                                                            - 	 Estabelecer relações entre análise es-
                                           nho de invenção, de imitação à mão
                                                                                                tético-formal, contextualizar o pensa-
                                           livre, geométrico, desenho do natu-
                                                                                                mento artístico e a identidade cultu-
                                           ral e desenho decorativo, desenho
                                                                                                ral;
                                           industrial;
                                                                                            - 	 Perceber as especificidades das diver-
                                       - 	 Renascimento Cultural;
      Artes                                                                                     sas linguagens artísticas, as suas pos-
      visuais e                        - 	 Os mestres renascentistas: Leonardo                  síveis relações, bem como sua articu-
      audiovisuais                         da Vinci; Michelangelo; Rafael diSanzio;             lação com os outros componentes;
                                       	 Donattello; Sandro Botticelli; Albre-              - 	 Investigar, contextualizar e compre-
                                         cht Dürer;                                             ender as artes enquanto fenômenos
                                       - 	 Patrimônio artístico: regional, nacio-               sóciocultural, histórico e estético;
                                           nal e internacional;                             - 	 Perceber a responsabilidade própria
                                       - 	 Grafite;                                             como cidadão em preservar os bens
                                                                                                históricos, artísticos patrimoniais e
                                       - 	 Análise formal e estética das obras                  culturais, bem como, participar na
                                           de Artes Visuais Contemporâneas;                     conservação, uso, transmissão e per-
                                       - 	 Elaboração de pensamento crítico a                   petuação dos bens produzidos pelo
                                           partir do conhecimento construído                    homem;
                                           em arte, posicionando-se individu-               - 	 Fomentar arte em contextos de co-
                                           almente em relação às produções                      munidade, valorizando a diversidade
                                           de Artes Visuais Contemporâneas;                     cultural;


64         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                - Estabelecimento de relações entre          - Criar obras com linguagem artística
                  análise estético-formal, contextualiza-      própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
                  ção, pensamento artístico e identida-        representar e elaborar imagens visu-
                  de cultural; Características das obras       ais;
                  de Artes Visuais Contemporâneas pro-
                                                             - Interagir com a sociedade na cons-
                  duzidas no Estado de Rondônia.
                                                               trução de conhecimentos científicos
                - Entendimento de que as relações              e políticos, de modo estético, isto é,
                  entre as obras de arte das diferentes        colocando em ação razão e sensibili-
                  épocas históricas não se dão somente         dade;
                  por linearidade, mas pela herança cul-
                                                             - Compreender que a atitude estética
                  tural e pelo contexto atual;
                                                               procura ver o homem como ser inte-
                - Identificação e elaboração de obras          gral, racional, sensível e imaginativo.
                  em que a cor tenha papel de desta-
                  que;
                - Uso adequado da relação cor-luz / cor
                  -pigmento;
                - Elementos estruturais e composicio-
                  nais das obras de artes visuais;
                - Relação entre forma e cor nas obras
                  de arte locais e regionais.
ARTES           - Relação entre os fatos, os bens histó-
VISUAIS E         ricos/artísticos/culturais existentes no
AUDIOVISUAIS      contexto universal e brasileiro, em es-
                  pecífico no Estado de Rondônia;
                - Compreensão e valorização do ser
                  humano, levando em consideração
                  sua capacidade de produção, sua
                  originalidade e seu ambiente social e
                  cultural, sem impor-lhe formas ou es-
                  truturas estranhas;
                - Percepção de responsabilidade pró-
                  pria como cidadão, em preservar os
                  bens históricos, artísticos, patrimo-
                  niais e culturais, bem como, de sua
                  participação na conservação, uso,
                  transmissão e perpetuação dos bens
                  produzidos pelo homem;
                - Relação entre os fatos e os bens his-
                  tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
                  turais existentes, mostrando a impor-
                  tância deste conhecimento para o
                  avanço na história universal, brasileira
                  e do Estado de Rondônia;




                                                                                                           65
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                     HABILIDADES

                                  -	 Reflexão sobre as possibilidades his-
                                     tórico-artísticas provenientes de bens
                                     patrimoniais, artísticos e culturais, as-
                                     sim como percepção de que a perda
                                     e o uso indevido acarretaria prejuízo à
                                     memória de um povo;
                                  -	 Pensamento crítico em relação a Arte
                                     Contemporânea;
                                  -	 Arte na Pré-História: contribuições para
                                     o conhecimento da humanidade no
                                     tocante a arte rupestre representativa
                                     para as pesquisas arqueológicas, antro-
                                     pológicas e reconstituição da história;
                                  - 	 Folclore brasileiro no contexto da ar-
                                      quitetura, pintura, escultura, formas
                                      de registros escritos e pictográficos;
                                  - 	 Conceito de Impressionismo através
                                      do estudo da luz;
                                  - 	 Reflexão e escolha de critérios para críti-
                                      ca de arte atual, a partir das obras de arte
                                      recusadas no início do Impressionismo;
     Artes
     visuais e                    -	 Relação entre os fatos, os bens histó-
     audiovisuais                    ricos/artísticos/culturais existentes no
                                     contexto universal e brasileiro, em es-
                                     pecífico no Estado de Rondônia;
                                  -	 Compreensão e valorização do ser
                                     humano levando em consideração
                                     sua capacidade de produção, sua
                                     originalidade e seu ambiente social e
                                     cultural, sem impor-lhe formas ou es-
                                     truturas estranhas;
                                  -	 Percepção de responsabilidade pró-
                                     pria como cidadão, em preservar os
                                     bens históricos, artísticos, patrimo-
                                     niais e culturais, bem como, de sua
                                     participação na conservação, uso,
                                     transmissão e perpetuação dos bens
                                     produzidos pelo homem;
                                  -	 Relação entre os fatos e os bens his-
                                     tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
                                     turais existentes, mostrando a impor-
                                     tância deste conhecimento para o
                                     avanço na história universal, brasileira
                                     e do Estado de Rondônia;




66      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                        HABILIDADES

                - Reflexão sobre as possibilidades his-
                  tórico-artísticas provenientes de bens
                  patrimoniais, artísticos e culturais, as-
                  sim como percepção de que a perda
                  e o uso indevido acarretaria prejuízo à
                  memória de um povo;
                - Reconhecimento do papel de propa-
                  gador e gerador de novos conceitos
                  históricos, artísticos e culturais;
                - Reflexão no tocante a aquisição
                  de conhecimentos teóricos e prá-
                  ticos das manifestações históricas/
                  artísticas/culturais;
                - Percepção, pelo educando, de sua in-
                  serção, participação e responsabilida-
                  de individual e coletiva na sociedade
                  contemporânea;
                - Pensamento crítico em relação a Arte
                  Contemporânea;
                - Arte na Pré-História:
                - Arte Paleolítica – Inferior (aproxima-
ARTES             damente 5.000.000 a 25.000 a.C.): o
VISUAIS E         antropofagismo, os sistemas de so-
AUDIOVISUAIS      brevivência através da caça e coleta,
                  os primeiros instrumentos de pedra
                  (lascada), de madeira e osso (facas,
                  machados e outros utensílios);
                - Arte Paleolítica – Superior: Instrumen-
                  tos de marfim, ossos, madeira e pedra:
                  machado, arco e flecha, lançador de
                  dardos, anzol, linha e o desenvolvi-
                  mento da pintura e da escultura;
                - Arte Neolítica: fixação do homem da
                  Idade da Pedra Polida, cultivo da terra,
                  manutenção de manadas, aumento
                  rápido da população, desenvolvimen-
                  to das primeiras instituições como,
                  família. Divisão do trabalho, o desen-
                  volvimento da técnica de tecer panos
                  e de fabricar cerâmicas; construção
                  das primeiras moradias (primeiros ar-
                  quitetos do mundo); a produção do
                  fogo através do atrito que deu iní-
                  cio ao trabalho com metais e o apa-
                  recimento da metalurgia, invenção da
                  roda e da escrita, da matemática, da
                  geometria, dentre outras;


                                                                            67
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                  HABILIDADES

                                  -	 Arte da Pré-história brasileira, e Arte
                                     Primitiva Brasileira (a utilização dos
                                     pigmentos naturais em vasos pinta-
                                     dos com tintas de terra);
                                  -	 Arte indígena no contexto universal
                                     e brasileiro: índios amazônicos, sua
                                     arte plumária, tranças, cerâmicas uti-
                                     litárias (vasos de barro), as cores apli-
                                     cadas em suas artes, as fibras vege-
                                     tais, as sementes, a pintura corporal,
                                     sua arquitetura, seus códigos e leis;
                                  -	 Arte no Egito, Arte na Grécia, Arte em
                                     Roma, Arte Primitiva Cristã, Arte Ro-
                                     mânica, Arte Gótica, o Renascimento
                                     na Itália, o Renascimento na Alemanha
                                     e nos Países Baixos, A Arte Pré-Colom-
                                     biana e a Arte Pré-Cabralina, Arte Bar-
                                     roca Europeia, Neoclássica Europeia
                                     e Brasileira, Romantismo, Realismo,
                                     Impressionismo, Fauvismo, Expressio-
                                     nismo, Cubismo, Abstracionismo, Da-
                                     daísmo, Surrealismo, Pop Art, Arte
     Artes                           no Brasil, Semana de 22, Modernismo
     visuais e                       Pós Semana de 22;
     audiovisuais
                                  -	 Folclore brasileiro no contexto da ar-
                                     quitetura, pintura, escultura, formas
                                     de registros escritos e pictográficos;
                                  -	 Arquitetura bizantina, românica e gó-
                                     tica, e ligação com a arte brasileira e
                                     regional;
                                  -	 Estilo barroco através dos ornamentos
                                     encontrados nas igrejas brasileiras e
                                     sua influência histórica, cultural, artís-
                                     tica e política das diversas regiões;
                                  -	 Conceito de Impressionismo através
                                     do estudo da luz;
                                  -	 Técnica Impressionista através de um
                                     tema explorado pelo artista Degas,
                                     tema floral encontrado na obra de
                                     Monet e releitura por meio de ele-
                                     mentos da flora e fauna amazônicas;
                                  -	 Reflexão e escolha de critérios para
                                     crítica de arte atual, a partir das obras
                                     de arte recusadas no início do Impres-
                                     sionismo;



68      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                 - Escultura do Impressionismo e ex-
                   pressionismo de forma contextuali-
                   zada, tecendo paralelo com a Arte
                   Contemporânea;
                 - Visitas a museus virtuais e sites es-
                   pecializados em Arte (Itaú Cultural,
                   MASP, Museu da Língua Portuguesa,
                   Pinacoteca);
                 - Montagem de videoinstalação;
                 - Criação artística através dos Progra-
                   mas Fotoshop, Paint.
ARTES
VISUAIS E       hISTÓRIA DA ARTE
AUDIOVISUAIS     - Relação entre os fatos e os bens his-
                   tóricos, artísticos, patrimoniais e cul-
                   turais existentes, mostrando a impor-
                   tância deste conhecimento para o
                   avanço na história universal, brasileira
                   e do Estado de Rondônia;
                 - Reflexão sobre as possibilidades his-
                   tórico-artísticas provenientes de bens
                   patrimoniais, artísticos e culturais, as-
                   sim como percepção de que a perda
                   e o uso indevido acarretaria prejuízo a
                   memória de um povo;

                 - Desempenho indígena, valorizando            - Criar obras com linguagem artística
                   assim a formação do povo brasileiro,          própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
                   através da criação e vivência da pefor-       representar e elaborar imagens visu-
                   mace de uma lenda, especialmente a            ais;
                   do eixo Amazônico com suas lendas e
                                                               - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
                   folclores;
                                                                 cialidades expressivas;
                 - Diversas performances existentes no
                   Brasil, seja a nativa ou a trazida pelos    - Interagir com o grupo e a comunidade
                   milhões de africanos, logo nos primei-        por meio de linguagem artística em
                   ros anos de colonização da costa bra-         várias modalidades;
                   sileira, e as performances dos povos        - Perceber as especificidades das diver-
TEATRO             indígenas da América com sua varie-           sas linguagens artísticas, as suas pos-
                   dade e teatralidade;                          síveis relações, bem como sua articu-
                 - Elementos da dança/teatralidade e             lação com os outros componentes;
                   suas complexas coreografias, o uso          - Interagir com a sociedade, na cons-
                   de máscaras e elaborados desenhos             trução de conhecimentos científicos e
                   corporais, a arte plumária, o canto e a       com a política, de modo estético, isto
                   dramatização de animais selvagens e           é, colocando em ação razão e sensibi-
                   seres mitológicos e o profundo senti-         lidade;
                   do ritualístico;
                                                               - Investigar, contextualizar e compre-
                 - Formas de interpretações teatrais na          ender as artes enquanto fenômeno
                   história da humanidade e sua evolu-           sóciocultural, histórico e estético;
                   ção até a contemporaneidade;


                                                                                                             69
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                                  -	 Origem dos Gêneros Teatrais (Tragé-         -	 Interagir com a sociedade, com a cons-
                                     dia, Tragicomédia, Drama Romântico,            trução de conhecimentos científicos e
                                     Drama Burguês, Comédia de Ideias,              com a política, de modo estético, isto
                                     Comédia de Costumes, Comédia de                é, colocando em ação razão e sensibi-
                                     Caracteres, Comédia de Intriga, Farsa);        lidade;
                                  -	 Diversas formas de caracterização dos       -	 Compreender que a atitude estética
                                     atores com sua pintura corporal, ves-          procura ver o homem como ser inte-
                                     timentas e adornos utilizados no ato           gral, racional, sensível e imaginativo;
                                     teatral;
                                                                                 -	 Fomentar arte em contextos de co-
                                  -	 Conhecimento cronológico da evolu-             munidade, valorizando a diversidade
                                     ção arquitetônica utilizada nas prin-          cultural.
                                     cipais peças teatrais que originaram
                                     os conceitos que formam a arte teatral
                                     da atualidade;
                                  -	 Formas de interpretações teatrais re-
                                     ligiosas no Egito, no período c.3200 –
                                     a.C.;
                                  -	 Dramas gregos (a tragédia, a comédia,
                                     e a sátira farsas grotescas - no período
                                     de 500 – 200 a.C.;
     TEATRO
                                  -	 Peças teatrais em homenagens aos
                                     heróis e mitos no período de 320 a.c
                                     (A “comédia Nova” de Manandros, os
                                     costumes sociais aplicados nesta épo-
                                     ca) e sua influência nos dias de hoje;
                                  -	 Dramas romanos (contexto cronológi-
                                     co c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do
                                     original grego através dos dramatur-
                                     gos;
                                  -	 Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c)
                                     e a arte dramática Sânscrito da Índia;
                                  -	 Companhias Italianas (período 1525-
                                     1750) da Commédia Dell’arte, de con-
                                     texto popular, improvisadas, e sua
                                     influência no Teatro de Molière na
                                     pantomima e na arlequinada inglesa,
                                     bem como sua influência na teatrali-
                                     dade de hoje, visível nas datas come-
                                     morativas brasileiras nos rituais folcló-
                                     ricos e religiosos dos diversos estados.




70      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                - Aspecto nômade do circo e seu signi-        - Criar obras com linguagem artística
                  ficado para a vida dos artistas;              própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
                - História da Arte da acrobacia, sua uti-       representar e elaborar imagens visu-
                  lização para o treinamento dos guer-          ais;
                  reiros, e contribuição para o desen-        - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
                  volvimento corporal, da agilidade, da         cialidades expressivas;
                  flexibilidade e força;
                                                              - Interagir com o grupo e a comunidade
                - Contextos sociais e culturais das famí-       por meio de linguagem artística em
                  lias circenses, seu modo de viver em          várias modalidades;
                  lugares diferentes, seu contato com
                  costumes desconhecidos;                     - Perceber as especificidades das diver-
                                                                sas linguagens artísticas as suas possí-
                - Pintura facial e indumentária utiliza-        veis relações, bem como sua articula-
                  das pelos artistas circenses;                 ção com os outros componentes;
                - Conhecimento sobre o circo e vivên-
                                                              - Interagir com a sociedade na cons-
                  cia da atividade circense como desafio
                                                                trução de conhecimentos científicos
                  de superação;
                                                                e políticos, de modo estético, isto é,
                - História dos palhaços brasileiros e a         colocando em ação razão e sensibili-
                  ventriloquia;                                 dade;
                - Diferença cronológica das várias for-       - Investigar, contextualizar e compre-
                  mas estruturais arquitetônicas utiliza-       ender as artes enquanto fenômeno
                  das nos diversos períodos históricos;         sóciocultural, histórico e estético;
ARTE            - Atividades circenses utilizadas no de-      - Compreender que a atitude estética
CIRCENSE          senvolvimento físico corporal e sua           procura ver o homem como ser inte-
                  influência nas atividades esportivas          gral, racional, sensível e imaginativo;
                  da atualidade (acrobacias na arte de
                  esquiar, patinar, dança de rua, dentre      - Investigar, contextualizar e compre-
                  outras);                                      ender as artes enquanto fenômeno
                                                                sócio cultural histórico e estético;
                - História da Arte Circense aplicada nos
                  programas de televisão no Brasil.           - Fomentar arte em contextos de co-
                                                                munidade, valorizando a diversidade
                - Conhecimento cronológico da evolu-
                                                                cultural.
                  ção arquitetônica utilizada nas prin-
                  cipais peças teatrais, que originaram
                  os conceitos que formam a arte teatral
                  da atualidade;
                - Formas de interpretações teatrais re-
                  ligiosas no Egito, no período c.3200 –
                  a.C.;
                - Dramas gregos (a tragédia, a comédia,
                  e a sátira - farsas grotescas - no perío-
                  do de 500 – 200 a.C.;
                - Peças teatrais em homenagens aos
                  heróis e mitos no período de 320 a.c
                  (A “comédia Nova” de Manandros, os
                  costumes sociais aplicados nesta épo-
                  ca) e sua influência nos dias de hoje;




                                                                                                            71
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                  HABILIDADES

                                  -	 (Dramas romanos (contexto cronoló-
                                     gico c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do
                                     original grego através dos dramatur-
                                     gos Plauto, Terêncio, Séneca) e sua in-
                                     fluências no conceito dramático atual;
                                  -	 Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c)
                                     e a arte dramática Sânscrito da Índia;
                                  -	 Diferença cronológica das várias for-
                                     mas estruturais arquitetônicas utiliza-
                                     das nos diversos períodos históricos;
                                  -	 Atividades circenses utilizadas no de-
                                     senvolvimento físico corporal e sua
                                     influência nas atividades esportivas
                                     da atualidade (acrobacias na arte de
                                     esquiar, patinar, dança de rua, dentre
                                     outras);
                                  -	 Surgimento da Arte Circense em
                                     Roma (Circo Máximo de Roma - por
                                     volta do ano 70 a.C);
                                  -	 História e Função do Coliseu Roma-
     ARTE
                                     no (Circo de Arena - no ano 40 a.C) e
     CIRCENSE
                                     o que influenciou na cultura de arena
                                     de espetáculo nos dias de hoje (prova
                                     de laço, hipismo, dentre outros);
                                  -	 Função do Circo nos diversos países
                                     (Inglaterra, França, China, e no Brasil);
                                  -	 Arte Circense utilizada pelos artistas
                                     na Idade Média e no Renascimento
                                     (arte do riso, sátira cultural, carnaval e
                                     cultos cômicos);
                                  -	 História da Arte Circense aplicada nos
                                     programas de televisão no Brasil;
                                  -	 Circo canadense Cirque du Soleil e sua
                                     influências na arte corporal e cultural
                                     da atualidade;
                                  -	 Comparação entre as atividades de
                                     ginástica aplicadas na Educação Fí-
                                     sica e as utilizadas na Arte Circense
                                     (movimentos utilizados nos espetá-
                                     culos do Cirque du Soleil e outros no
                                     Brasil – escolas de Circo Brasileira.




72      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                - Cooperação, respeito, diálogo e valori-    - Criar obras com linguagem artística
                  zação das diversas escolhas e possibi-       própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
                  lidades de interpretação e de criação        representar e elaborar imagens visu-
                  em dança que ocorrem em diversos             ais;
                  espaços educacionais, pessoais e de
                                                             - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
                  lazer na sociedade;
                                                               cialidades expressivas;
                - Relação entre corpo dança e socie-
                                                             - Interagir com o grupo e a comunidade
                  dade, principalmente no que diz res-
                                                               por meio de linguagem artística, em
                  peito ao diálogo entre a tradição e a
                                                               várias modalidades;
                  sociedade contemporânea;
                - Gestos, movimentos, seu registro e         - Interagir com o grupo e a comunidade
                  utilização em produções de dança             por meio de linguagem artística, em
                  contemporânea;                               várias modalidades;
                - Relações entre a dança contemporâ-         - Perceber as especificidades das diver-
                  nea, contextualização e identidade           sas linguagens artísticas, as suas pos-
                  pessoal;                                     síveis relações, bem como sua articu-
                                                               lação com os outros componentes;
                - Identificação da relação entre espaço,
                  tempo, ritmo e movimento nas dan-          - Interagir com a sociedade na cons-
                  ças contemporâneas locais e regio-           trução de conhecimentos científicos
                  nais: Danças Ritualísticas Indígenas,        e políticos, de modo estético, isto é,
                  Quilombola, Ribeirinhas Urbanas e            colocando em ação razão e sensibili-
DANÇA             Rurais no Estado de Rondônia;                dade;
                - Improvisações/interpretações coreo-        - Investigar, contextualizar e compre-
                  gráficas;                                    ender as artes enquanto fenômeno
                - História da Dança no mundo e no Bra-         sóciocultural, histórico e estético;
                  sil;                                       - Compreender que a atitude estética
                - Contribuições da arte da dança para          procura ver o homem como ser inte-
                  o aprimoramento do processo edu-             gral, racional, sensível e imaginativo;
                  cacional das atividades básicas e dos      - Fomentar arte em contextos de co-
                  padrões fundamentais do movimento            munidade, valorizando a diversidade
                  no desenvolvimento das potenciali-           cultural.
                  dades humanas e suas relações com o
                  mundo;
                - Benefícios da dança no desenvolvi-
                  mento intelectual, cognitivo e filosófi-
                  co, ocorridos na formação cultural do
                  povo Brasileiro e dos grupos étnicos
                  dentro do Estado de Rondônia (dan-
                  ças ritualísticas e folclóricas);
                - Benefícios da Dança para o desenvol-
                  vimento biológico, conhecimento do
                  corpo e possibilidades de despertar a
                  criatividade;




                                                                                                           73
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS               HABILIDADES

                                  -	 Cooperação, respeito, diálogo e valo-
                                     rização das diversas escolhas e possi-
                                     bilidades de interpretação e de cria-
                                     ção em dança, que ocorrem em sala
                                     de aula e na sociedade;
                                  -	 Discriminação verbal, visual, cinesté-
                                     sica e de preparo corporal adequado
                                     em relação às danças criadas, inter-
                                     pretadas e assistidas;
                                  -	 Relações entre corpo, dança e socie-
                                     dade principalmente no que diz res-
                                     peito ao diálogo entre a tradição e a
                                     sociedade contemporânea;
                                  -	 Organização, registro e documenta-
                                     ção de informações sobre dança em
                                     contato com artistas, documentos,
                                     livros etc, relacionando-os com suas
                                     próprias experiências pessoais como
                                     criadores, intérpretes e apreciadores
                                     de dança;
                                  -	 Memorização e reprodução de sequ-
                                     ências de movimentos, quer criadas
     DANÇA                           pelos alunos, pelo professor, ou pela
                                     tradição da dança;
                                  -	 Reconhecimento das transformações
                                     ocorridas no corpo quanto a forma,
                                     sensações, e percepção relacionando
                                     -as as danças criadas e interpretadas
                                     e as emoções, comportamentos, rela-
                                     cionamentos em grupo e em socieda-
                                     de;
                                  -	 Aquecimento, relaxamento e com-
                                     pensação do corpo, relacionando-as a
                                     noções de anatomia aprendidas;
                                  -	 Prevenção das lesões mais comuns
                                     nas aulas de dança (torções, luxações,
                                     fraturas etc.);
                                  -	 Elementos do movimento: partes do
                                     corpo, dinâmicas do movimento, uso
                                     do espaço e das ações;
                                  -	 Diversas manifestações da dança uti-
                                     lizadas pelos grupos sociais e étnicos,
                                     compreendendo-as como patrimônio
                                     social e em sua dimensão sócio-histó-
                                     rica.



74      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                - A música em seus aspectos rítmico,          - Criar obras com linguagem artística
                  melódico, harmônico, formal e ex-             própria: escrever, dançar, cantar, tocar,
                  pressivo, através da execução de ins-         representar e elaborar imagens visu-
                  trumentos tradicionais, da voz, de            ais;
                  meios eletrônicos e eletroacústicos
                                                              - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
                  em interação com atividades de cria-
                                                                cialidades expressivas;
                  ção audiovisual;
                                                              - Interagir com o grupo e a comunidade
                - Audição ativa de diferentes gêneros
                                                                por meio de linguagem artística em
                  musicais, de diferentes épocas e esti-
                                                                várias modalidades;
                  los, valorizando as criações musicais
                  tradicionais e atuais (locais, regionais,   - Perceber as especificidades das diver-
                  nacionais e internacionais), ampliando        sas linguagens artísticas, as suas pos-
                  o conhecimento musical dos jovens/            síveis relações, bem como sua articu-
                  educandos, para que possam apro-              lação com os outros componentes;
                  priar-se da música como bem cultural        - Interagir com a sociedade na constru-
                  significativo para sua formação e frui-       ção de conhecimentos científicos e
                  ção.                                          política de modo estético, isto é, colo-
                - Relações entre música, sua contextua-         cando em ação razão e sensibilidade;
                  lização, pensamento artístico e identi-
                                                              - Investigar, contextualizar e compre-
                  dade cultural;
                                                                ender as artes enquanto fenômeno
                - Análise pessoal das relações harmô-           sóciocultural, histórico e estético;
                  nicas, melódicas e formais a partir das
                  criações musicais próprias, dos cole-       - Compreender que a atitude estética
mÚSICA
                  gas e em músicas produzidas na atu-           procura ver o homem como ser inte-
                  alidade.                                      gral, racional, sensível e imaginativo;
                - Interpretação de músicas vocais e ins-      - Investigar, contextualizar e compre-
                  trumentais;                                   ender as artes enquanto fenômeno
                                                                sociocultural, histórico e estético;
                - História da música no mundo e no
                  Brasil. Influências da música clássica      - Fomentar arte em contextos de co-
                  na música moderna;                            munidade, valorizando a diversidade
                                                                cultural.
                - Período Clássico (de 1780-1827): prin-
                  cipais compositores (Haydn, Mozart e
                  Beethoven);
                - Ópera no período clássico: Itália, Fran-
                  ça, Inglaterra, Alemanha e Áustria;
                - Música vocal eclesiástica (missa, ré-
                  quiem e magnificat);
                - Diferenciação de duas tendências mu-
                  sicais e suas formas de composição
                  dentro do mesmo período: o Roman-
                  tismo tardio e o Impressionismo;
                - Gênero instrumental. Música para pia-
                  no (estudos, scherzos, sonatas, danças
                  e peças de caráter).




                                                                                                            75
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                 HABILIDADES

                                  -	 Música de câmera (trios e quartetos).
                                     O gênero orquestral (o concerto, mú-
                                     sica incidental, suíte). Música progra-
                                     mática (poema sinfônico, sinfonia des-
                                     critiva, abertura de concerto);
                                  -	 Música instrumental: o desenvolvi-
                                     mento das formas instrumentais de
                                     Haydn até Beethoven (sinfonia, con-
                                     certos, e sonatas). A música de câ-
                                     mara: trio, quartetos, serenata, diver-
                                     timento e cassação. O classicismo no
                                     Brasil;
                                  -	 Nacionalismo musical: o grupo dos
                                     cinco (Rússia). A música francesa:
                                     Fauré e a chanson. Os nacionalistas
                                     (Grieg, Sibelius, Ives, Elgar, Albeniz,
                                     Villa-Lobos, Saint-Saëns);
                                  -	 Características do impressionismo: na
                                     pintura, na literatura e na música. Prin-
                                     cipais representantes do movimento;
                                  -	 Impressionismo e Simbolismo (o signi-
                                     ficado dado aos termos). De Debus-
     Música                          sy a Ravel: principais composições;
                                  -	 Formas de expressão musical do Anti-
                                     Impressionismo ou Dadaísmo: Cocte-
                                     au, Satie e o grupo “le six”;
                                  -	 Atividades musicais da virada do
                                     século e as várias tendências com-
                                     posicionais: a influência jazzística, a
                                     politonalidade, a atonalidade o Ex-
                                     pressionismo, o Pontilhismo, o Seria-
                                     lismo e o Neoclassicismo. Principais
                                     compositores e composições;
                                  -	 Música brasileira dos séculos XIX e XX.
                                  -	 A música nas províncias durante o Im-
                                     pério. A música na República. A Sema-
                                     na da Arte Moderna de 1922, o Nacio-
                                     nalismo e o Estado Novo;
                                  -	 O movimento Música Viva. Os Princi-
                                     pais compositores e composições. Os
                                     grupos de compositores das diversas
                                     regiões brasileiras que influenciam na
                                     arte do entretenimento (grupos de
                                     danças da atualidade).




76      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
2º ANO
COmpETêNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas.

  EIXO TEMÁTICO                   CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                   hISTÓRIA DA ARTE                                - Criar obras com linguagem artística
                                                                     própria: escrever, dançar, cantar, to-
                   LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA,
                                                                     car, representar e elaborar imagens
                   DANÇA, mÚSICA, CINEmA, ETC)
                                                                     visuais;
                     - Valor da Arte como veículo de
                                                                   - Conhecer o seu corpo e as suas po-
                       transmissão de sentimentos e emo-
                                                                     tencialidades expressivas;
                       ções através dos tempos, com ca-
                       racterísticas próprias de época e lu-       - Interagir com o grupo e a comunida-
                       gar, gerando os estilos artísticos;           de por meio de linguagem artística
                                                                     em várias modalidades;
                     - Análise da participação dos diferen-
                       tes estilos e técnicas artísticas na        - Perceber as especificidades das diver-
                       consolidação da Sociedade Brasilei-           sas linguagens artísticas, as suas pos-
                       ra, percebendo a realidade expres-            síveis relações, bem como sua articu-
                       sa nas obras importadas e naquelas            lação com os outros componentes;
                       construídas no Brasil pela missão
                                                                   - Interagir com a sociedade, na cons-
                       francesa;
                                                                     trução de conhecimentos científicos
                     - Perceber como os modelos estéticos            e com a política, de modo estético,
                       europeus influenciaram a arte e o fa-         isto é, colocando em ação razão e
                       zer artístico no país até os dias atuais;     sensibilidade;
 ARTES VISUAIS       - Conhecimentos teóricos e práticos           - Investigar, contextualizar e compre-
 E AUDIOVISUAIS        dos diversos tipos de Desenho (o que          ender as artes enquanto fenômeno
                       é desenho; sua divisão: desenho de            sóciocultural, histórico e estético;
                       invenção, de imitação a mão livre, ge-
                                                                   - Interagir com a sociedade, com a
                       ométrico, desenho do natural e dese-
                                                                     construção de conhecimentos cientí-
                       nho decorativo, desenho industrial;
                                                                     ficos e com a política, de modo estéti-
                     - Conhecimentos teóricos e práticos             co, isto é, colocando em ação razão e
                       das técnicas do desenho com ênfase            sensibilidade;
                       nas Produções Midiáticas, compre-
                                                                   - Compreender que a atitude estética
                       endendo o desenho publicidade, a
                                                                     procura ver o homem como ser inte-
                       representação gráfica do movimen-
                                                                     gral, racional, sensível e imaginativo;
                       to, a arte sequencial e o desenho de
                       animação, as técnicas de ilustração,        - Investigar, contextualizar e compre-
                       o desenho e os meios eletrônicos, as          ender as artes enquanto fenômeno
                       relações entre texto e imagem, o de-          sócio cultural histórico e estético;
                       senho e as diferentes mídias;               - Fomentar arte em contextos de co-
                     - Conhecimentos geométricos de es-              munidade, valorizando a diversidade
                       paço e forma na seleção de argumen-           cultural.
                       tos propostos como solução de pro-
                       blemas do cotidiano;




                                                                                                               77
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS               HABILIDADES

                                    -	 Interpretação da localização e da
                                       movimentação de pessoas/objetos
                                       no espaço tridimensional (escultura,
                                       modelagem, maquete, módulos, es-
                                       trutura de encaixe) e sua representa-
                                       ção no espaço bidimensional (dese-
                                       nho, pintura, mural, mosaico, vitral,
                                       gravura);
                                    -	 Características de figuras planas ou
                                       espaciais;
                                   -	 Possibilidades plásticas proporcio-
                                       nadas pela fotografia e pelas novas
                                       formas de produção de imagens;
                                   -	 Diferenciação dos elementos formais
                                       como linha, cor, volume, superfície,
                                       textura, luz e suas potencialidades
                                       simbólicas e expressivas no estudo
                                       da paisagem, fauna e flora em con-
                                       texto universal e comparando com o
                                       contexto amazônico;
                                   -	 Relação do pontilhismo com os estu-
                                       dos de óptica na Biologia e na Física;
                                   -	 Relação entre a opção pela cor, seu
     Artes visuais                     estudo na arte e o advento da foto-
     e audiovisuais                    grafia em preto e branco;
                                   -	 Valor da Arte como veículo de
                                       transmissão de sentimentos e
                                       emoções através dos tempos, com
                                       características próprias de época e
                                       lugar, gerando os estilos artísticos;
                                   -	 O Barroco no Brasil, século XIX na Eu-
                                       ropa – as inovações na arte, século
                                       XIX no Brasil – as influências estran-
                                       geiras, século XIX na Europa – o Im-
                                       pressionismo, século XIX no Brasil – a
                                       modernização da arte, final do sécu-
                                       lo XIX na Europa, a arte da primeira
                                       metade do século XX, Século XX no
                                       Brasil – o Modernismo, a arte da se-
                                       gunda metade do século XX, Século
                                       XX no Brasil: a arte contemporânea;
                                   -	 Arte Mesopotâmica na região entre
                                       os Rios Tigre e Eufrates, habitada
                                       por Sumérios, Babilônios, Assírios,
                                       Caldeus e outros povos, e os estilos
                                       artísticos (touros alados, estatuetas
                                       de olhos circulares, relevos em pare-
                                       des (arquitetura), cenas de guerras e
                                       conquistas, a religiosidade;




78      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                  CONTEÚDOS                         HABILIDADES

                 - Arte do Egito Antigo, diversos Estilos
                   Artísticos e seus Períodos: religiosida-
                   de impulsionando a criação de vários
                   estilos (Lei da Frontalidade, Escrita hie-
                   roglífica, Pintura, Escultura, Arquitetu-
                   ra, Arte do Baixo e Alto Relevo). Mito-
                   logia, Filosofia e Matemática dentre
                   outros saberes;
                 - Arte na Grécia Antiga e os Estilos Artís-
                   ticos: a escultura, o estilo da arte Minói-
                   ca na Ilha Grega de Creta, as pinturas
                   dos murais com cores diversificadas –
                   vivas e fortes-, os Desenhos de touros,
                   imagens abstratas, símbolos marinhos
                   e animais, as cerâmicas, a Arquitetura
                   e os Ornamentação dos Templos Reli-
                   giosos, seus principais escultores, pin-
                   tores, arquitetos. A Religião, a Filosofia,
                   a Política, as Ciências da época e suas
                   influências nos estilos e técnicas artís-
                   ticas atuais. O Período Helenístico e a
                   fusão entre as artes e estilos Gregos e
                   Orientais;
                 - Arte Romana do Ocidente e do Oriente
ARTES VISUAIS      (Arte Bizantina): a Influência dos Etrus-
                   cos, os modelos e elementos artísticos
E AUDIOVISUAIS
                   e culturais dos Gregos, as Estátuas
                   Clássicas, as construções Arquitetôni-
                   cas de Monumentos Públicos (home-
                   nagens aos Imperadores Romanos), a
                   Pintura de Mural e as técnicas da Tridi-
                   mensionalidade, a Pintura na Técnica
                   de Afrescos, as Grandes cidades (Pom-
                   péia, Constantinopla), as fusões dos
                   estilos Grego, Romano, Bizantino, os
                   estilos de pintura de murais, os mosai-
                   cos e ícones religiosos, os manuscritos,
                   as cores fortes e brilhantes nas obras;
                 - Arte Renascentista, o Renascimen-
                   to Cultural (séculos XV e XVI): estilos
                   artísticos e elementos utilizados nas
                   composições, a técnica de perspec-
                   tiva, uso de conhecimentos científi-
                   cos e matemáticos para reproduzir a
                   natureza;
                 - Arte da Estilização, a pintura e as no-
                   vas técnicas, o uso da tinta a óleo, a
                   escultura com sua técnica Naturalista
                   e Renascentista e a Xilogravura, den-
                   tre outras técnicas e estilos artísticos;


                                                                               79
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS               HABILIDADES

                                   -	 Maneirismo (século XVI), estilo e téc-
                                      nica: rompimento com a arte clássica
                                      por meio do desenho e da pintura de
                                      imagens distorcidas, alongadas e bi-
                                      zarras. Reprodução realista e distor-
                                      ção da Natureza. As Obras e estilos
                                      criados por Michelangelo, Tintoretto,
                                      El Greco;
                                   -	 Arte Barroca (1600 a 1750), estilos e
                                      técnicas utilizadas: sentido de movi-
                                      mento no desenho, a técnica ressal-
                                      tando a cor e não o formato, os efeitos
                                      de luz e sombra, os temas utilizados
                                      (Paisagens, Natureza Morta, Cenas da
                                      Vida cotidiana da Época, dentre ou-
                                      tros). Principais artistas: Caravaggio,
                                      Peter Paul Rubens, Rembrandt, Gian
                                      Lorenzao Bernini, Diego Velásquez,
                                      Jean Vermeer;
                                   -	 Arte Rococó (1730 a 1800), sua varia-
                                      ção de estilos (bem decorados e com
     Artes visuais                    sensualidade): técnica do afresco nos
     e audiovisuais                   ambientes internos, com pinturas em
                                      tons claros, linhas curvas e arabes-
                                      cos. Artistas mais importantes: Jean
                                      -Antoine Watteau, Giovanni Battista
                                      Tiepolo, François Boucher e Jean-Ho-
                                      noré Fragonard;Neoclassicismo (1750
                                      a 1820), estilos e elementos: resgate
                                      dos valores da arte clássica (grega e
                                      romana), aplicação e utilização, com
                                      maior incidência, da técnica do dese-
                                      nho e da linha sobre a cor, exploração
                                      da temática do heroísmo e civismo.
                                      Principais artistas: Antonio Canova,
                                      Anton Raphael Mengs, Jacques-Louis
                                      David, Valpinçon, Jean-Auguste-Do-
                                      minique Ingres;
                                   -	 Romantismo nas Artes (de 1790 a
                                      1850), estilos e técnicas inspirados
                                      na subjetividade e introspecção, sen-
                                      timentos e sensações: literatura ro-
                                      mântica, elementos da natureza e o
                                      passado retratado de forma intensa.
                                      Artista da época: Francisco de Goya y
                                      Lucientes;




80      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                 - Arte do Realismo (de 1848 a 1875),
                   estilos que destacam a realidade físi-
                   ca através da objetividade científica
                   e crua: obras inspiradas pela vida
                   cotidiana e pela paisagem natural,
                   críticas sociais e elementos do ero-
                   tismo. Principais pinturas: Enterro em
                   Ornans, de Gustave Courbet; Vagão
                   de Terceira Classe, de Honoré Dau-
                   mier; e Almoço na Relva, de Édouard
                   Manet;
                 - Arte do Impressionismo (de 1880 a
                   1900), estilo e técnica de desenho e
                   pintura, a busca pela realidade e a
                   imitação da natureza: emprego das
                   técnicas da luz e cor na reprodução
                   do nascer e entardecer na natureza.
ARTES VISUAIS
                   Obras de Claude Monet, Edgard De-
E AUDIOVISUAIS
                   gas, e Auguste Renoir;
                 - Arte do Pós-impressionismo, estilos
                   e técnicas que buscam a realidade e
                   imitam a natureza: emprego de luz
                   e cor (cromatismo), expressões mais
                   individuais e pessoais. Artistas que se
                   destacam: Vincent Van Gogh e Henri
                   de Toulouse-Lautrec (litogravura);
                 - Visitas a museus virtuais e sites es-
                   pecializados em Arte (Itaú Cultural,
                   MASP, Museu da Língua Portuguesa,
                   Pinacoteca);
                 - Montagem de vídeoinstalação;
                 - Criação artística através dos Progra-
                   mas Photoshop, Paint.

                 - História do cinema;                       - Compreender que a atitude estética
                                                               procurava ver o homem como ser in-
                 - Gêneros cinematográficos;
                                                               tegral, racional, sensível e imaginativo;
                 - Produção cinematográfica: fazendo
                                                             - Conhecer o seu corpo e as suas poten-
                   cinema (curta metragem);
                                                               cialidades expressivas;
                 - Instalação;
TEATRO                                                       - Interagir com o grupo e a comunidade
                 - Romantismo;                                 por meio de linguagem artística, em
                 - Impressionismo;                             várias modalidades;

                 - Pós-Impressionismo;                       - Perceber as especificidades das diver-
                                                               sas linguagens artísticas e as suas pos-
                                                               síveis relações, bem como sua articula-
                                                               ção com os outros componentes;



                                                                                                           81
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                                   -	 Gênero: Autossacramental – ação             -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                      dramático-teatral, religiosa, renas-           ender as artes enquanto fenômeno
                                      centista (episódios bíblicos, haxio-           sóciocultural, histórico e estético;
                                      gráficos, alegóricos e morais);
                                                                                  - 	 Fomentar arte em contextos de co-
                                   -	 Gênero: Entremés – os tipos textuais            munidade, valorizando a diversidade
                                      de seus personagens, suas caracte-              cultural;
                                      rizações (estereótipos de figuras de
                                                                                  -	 Perceber os diferentes estímulos para
                                      estratos sociais populares), a pausa lin-
                                                                                     improvisação teatral;
                                      guística (fala) e gestual (em situações
                                      insólitas, absurdas e grotescas);           -	 Criar obras com linguagem artística
                                                                                     própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                   -	 Gênero: Noh (drama musical clássi-
                                                                                     car, representar e elaborar imagens
                                      co japonês) os estilos das máscaras, a
                                                                                     visuais;
                                      pintura facial, as vestimentas, os ges-
                                      tos dramáticos, expressivos, da cultura     -	 Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                      japonesa. Seus Deuses, as imitações            tencialidades expressivas;
                                      de animais, arquitetura e a pintura de      -	 Interagir com o grupo e a comunida-
                                      fundo do palco (cenários inspirados na         de por meio de linguagem artística,
                                      natureza e no folclore niponico);              em várias modalidades;
                                   -	 Gênero: A COMMEDIA DELL’ARTE (Itá-          -	 Perceber as especificidades das diver-
                                      lia século XVI), a influência que este         sas linguagens artísticas as suas pos-
                                      Gênero teatral exerceu sobre o mundo           síveis relações, bem como sua articu-
                                      conhecido da época até os nossos dias.         lação com os outros componentes;
                                      As composições literárias (com suas
     Teatro                                                                       -	 Interagir com a sociedade, com a
                                      expressões extraverbais = mímicas,
                                      malabarismo, caretas) e de pintura, as         construção de conhecimentos cientí-
                                      formas de expressão gestual (singelas          ficos e com a política, de modo estéti-
                                      e meio apáticas) e sua teatralidade so-        co, isto é, colocando em ação razão e
                                      bre textualidade. Comédia dos Erros            sensibilidade;
                                      de Shakespeare reinterpretada em
                                      1954, pela obra de Ben Johnson, Moli-
                                      ére e Goldoni - na pantomima, a farsa,
                                      e as obras de fantoches;
                                   -	 Gênero: COMÉDIA GREGA ANTIGA
                                      (século V a.C. e o começo do século IV
                                      a.C), conhecida através de Aristófanes
                                      com a peça: Os Acarneneses que se
                                      representou no ano 425 a.C.;
                                   -	 Gênero: COMÉDIA NOVA – a temática
                                      do amor (segunda metade do séc. IV
                                      a.C); autor mais conhecido: Menean-
                                      dro;
                                   -	 O Gênero: FÁBULA PRAETEXTA – (séc.
                                      II a.C) no teatro romano antigo: temas
                                      de história nacional que tinha como
                                      protagonistas herois e dirigentes ro-
                                      manos;



82      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                - O Gênero: FARSA – (Idade Média): os
                  dramas religiosos, personagens mo-
                  destos (artesão, pastores, criados).
TEATRO            Temas abordados: amor, cotidiano,
                  autoridade, relação amo-criado, cole-
                  ga-colega. A época, a linguagem, os
                  costumes, as vestimentas etc.

                - Diversas modalidades circenses no         - Criar obras com linguagem artística
                  contexto cultural e social da humani-       própria: escrever, dançar, cantar, to-
                  dade;                                       car, representar e elaborar imagens
                                                              visuais;
                - Comparação das atividades artísticas
                  e de expressão corporal na Educação       - Conhecer o seu corpo e as suas po-
                  Física com as praticadas na arte cir-       tencialidades expressivas;
                  cense;
                                                            - Interagir com o grupo e a comunida-
                - Comparação das estruturas do circo          de por meio de linguagem artística
                  moderno como conhecemos hoje,               em várias modalidades;
                  com a do século XVIII. E o primeiro
                                                            - Perceber as especificidades das di-
                  homem (Philip Astley) a idealizar a es-
                                                              versas linguagens artísticas e as suas
                  trutura de um circo;
                                                              possíveis relações, bem como sua ar-
                - Legislações atuais sobre o uso de ani-      ticulação com os outros componen-
                  mais no circo;                              tes;
                - Estrutura do Royal Circus em 1782;        - Interagir com a sociedade, com a
                                                              construção de conhecimentos cientí-
                - Modalidades da expressão corporal
                                                              ficos e com a política de modo estéti-
ARTE              nas atividades circenses: acrobacias
                                                              co, isto é, colocando em ação razão e
CIRCENSE          de solo, acrobacias no tecido, balan-
                                                              sensibilidade;
                  gandam, figuras de equilíbrio (Pirâ-
                  mide Humana), malabarismo, mala-          - Investigar, contextualizar e compre-
                  bares e outros;                             ender as artes enquanto fenômeno
                                                              sóciocultural, histórico e estético;
                - Escolas de Circo existentes no Brasil e
                  sua atuação educacional e artística na    - Compreender que a atitude estética
                  atualidade;                                 procura ver o homem como ser inte-
                                                              gral, racional, sensível e imaginativo;
                - Indumentárias (vestimentas e obje-
                  tos de adornos) utilizadas nas diver-     - Fomentar arte em contextos de co-
                  sas performances dos atores circen-         munidade valorizando a diversidade
                  ses;                                        cultural.
                - Materiais e equipamentos tecnológi-
                  co-modernos utilizados na atualida-
                  de, comparando-os com os de outra
                  época;
                - Gêneros do Circo de Cavalinho, forma
                  de apresentação, contribuição social,
                  cultural e econômica na metade do
                  século XIX no Brasil;




                                                                                                        83
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                            HABILIDADES

                                   -	 Século XIX: mudanças estruturais e
                                      adaptações sofridas pelo circo face às
                                      necessidades da realidade cultural e
                                      social do século;
     Arte                          -	 Arte Circense da era moderna até
     Circense                         hoje: circo e outras formas de en-
                                      tretenimento como: o teatro, balés,
                                      cinema, televisão, computadores/
                                      internet e music-halls, dentre outras,
                                      que disputam o público.

                                   -	 Danças de salão com seus ritmos e         -	 Criar obras com linguagem artística
                                      compassos nos Império Grego, Ro-             própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                      mano, Francês;                               car, representar e elaborar imagens
                                                                                   visuais;
                                   -	 Danças Portuguesa e Holandesa du-
                                      rante o período colonial Brasileiro;      -	 Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                                                                   tencialidades expressivas;
                                   -	 Danças Indígenas e Africanas no Bra-
                                      sil;                                      -	 Interagir com o grupo e a comunida-
                                                                                   de por meio de linguagem artística
                                   -	 Danças e rituais a partir das questões
                                                                                   em várias modalidades;
                                      históricas, estéticas e conceituais nos
                                      séculos XIX e XX, e os novos horizon-     -	 Perceber as especificidades das diver-
                                      tes que a tecnologia digital aponta          sas linguagens artísticas, as suas pos-
                                      neste século XXI;                            síveis relações, bem como sua articu-
                                                                                   lação com os outros componentes;
                                   -	 Surgimento da dança como mani-
                                      festação emocional do ser humano:         -	 Interagir com a sociedade, com a
     Dança
                                      suas alegrias, tristezas, conquistas,        construção de conhecimentos cientí-
                                      prazeres, ostentação social, diversos        ficos e com a política, de modo estéti-
                                      rituais (religiosos, comemorativos e         co, isto é, colocando em ação razão e
                                      de guerra), bem como as linguagens           sensibilidade;
                                      utilizadas;
                                                                                -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                   -	 Relação de cooperação, respeito, diá-        ender as artes enquanto fenômeno
                                      logo e valorização das diversas esco-        sóciocultural, histórico e estético;
                                      lhas e possibilidades de interpretação
                                                                                -	 Compreender que a atitude estética
                                      e de criação em dança, nos diversos
                                                                                   procura ver o homem como ser inte-
                                      contextos: familiares, sociais, educa-
                                                                                   gral, racional, sensível e imaginativo;
                                      cionais;
                                                                                -	 Fomentar arte em contextos de co-
                                   -	 Discriminação verbal, visual e sinesté-
                                                                                   munidades, valorizando a diversida-
                                      sica e de preparo corporal adequado
                                                                                   de cultural.
                                      em relação às danças criadas, inter-
                                      pretadas e assistidas;




84      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                      HABILIDADES

                - Relação entre corpo e dança e seu
                  significado dentro das diversas for-
                  mas de expressão pessoal, de grupos
                  e das culturas nas sociedades (indí-
                  genas, quilombolas, urbanas e rurais
                  da sociedade Rondoniense, principal-
                  mente no que diz respeito ao diálogo
                  entre a tradição e a sociedade con-
                  temporânea;
                - Organização, registro e documenta-
                  ção de informações sobre dança em
                  contato com artistas, documentos,
                  livros etc, relacionando-os as suas
                  próprias experiências pessoais como
                  criadores, intérpretes e apreciadores
                  de dança;
                - Surgimento da dança como mani-
                  festação emocional do ser humano:
                  suas alegrias, tristezas, conquistas,
                  prazeres, ostentação social, diversos
                  rituais (religiosos, comemorativos e
                  de guerra), bem como as linguagens
                  utilizadas;
                - Relação de cooperação, respeito, diá-
DANÇA             logo e valorização das diversas esco-
                  lhas e possibilidades de interpretação
                  e de criação em dança, nos diversos
                  contextos: familiares, sociais, educa-
                  cionais;
                - Discriminação verbal, visual e sinesté-
                  sica e de preparo corporal adequado
                  em relação às danças criadas, inter-
                  pretadas e assistidas;
                - Relação entre corpo e dança e seu
                  significado dentro das diversas for-
                  mas de expressão pessoal, de grupos
                  e das culturas nas sociedades (indí-
                  genas, quilombolas, urbanas e rurais
                  da sociedade Rondoniense, principal-
                  mente no que diz respeito ao diálogo
                  entre a tradição e a sociedade con-
                  temporânea;
                - Organização, registro e documenta-
                  ção de informações sobre dança em
                  contato com artistas, documentos,
                  livros etc, relacionando-os as suas
                  próprias experiências pessoais como
                  criadores, intérpretes e apreciadores
                  de dança;




                                                                          85
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                           HABILIDADES

                                   -	 Memorização e reprodução de sequ-
                                      ências de movimentos criados pelos
                                      alunos, pelo professor ou pela tradi-
                                      ção da dança;

     Dança                         -	 Transformações ocorridas no corpo
                                      quanto à forma, sensações, percep-
                                      ções, relacionando-as às danças que
                                      cria e interpreta, e às emoções, com-
                                      portamentos, relacionamentos em
                                      grupo e em sociedade.

                                   -	 Senso rítmico, melódico, harmônico       -	 Criar obras com linguagem artística
                                      e tímbrico que perpassa todas as eta-       própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                      pas do desenvolvimento do fenôme-           car, representar e elaborar imagens
                                      no sonoro e do desenvolvimento do           visuais;
                                      fenômeno musical;
                                                                               -	 Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                   -	 Expressão musical peculiar de dife-         tencialidades expressivas;
                                      rentes regularidades e irregularida-
                                                                               -	 Interagir com o grupo e a comunida-
                                      des dos ritmos da natureza, sono-
                                                                                  de por meio de linguagem artística
                                      ridades do mundo natural e animal,
                                                                                  em várias modalidades;
                                      relação som e silêncio, formas de
                                      registro, possibilidades de combina-     -	 Perceber as especificidades das di-
                                      ções sonoras;                               versas linguagens artísticas e as suas
                                                                                  possíveis relações, bem como sua ar-
                                   -	 Sonorização de situações criadas a
                                                                                  ticulação com os outros componen-
                                      partir de estímulos plásticos, cênicos
                                                                                  tes;
                                      e/ou corporais ou a partir de textos
                                      poéticos;                                -	 Interagir com a sociedade, com a
                                                                                  construção de conhecimentos cientí-
                                   -	 Expressão pela linguagem musical,
     Música                                                                       ficos e com a política, de modo estéti-
                                      estruturação, organização e realiza-
                                                                                  co, isto é, colocando em ação razão e
                                      ção de fragmentos sonoros expres-
                                                                                  sensibilidade;
                                      sivos;
                                                                               -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                   -	 Reconhecimento de grupos instru-
                                                                                  ender as artes enquanto fenômeno
                                      mentais e vocais;
                                                                                  sóciocultural, histórico e estético;
                                   -	 Reconhecimento da expressão musi-
                                      cal da comunidade;
                                   -	 Valorização e apreciação da música
                                      brasileira;
                                   -	 Sensibilidade auditiva, capacidade
                                      crítica, noção rítmica e coordenação
                                      motora;
                                   -	 Apreciação de diferentes manifesta-
                                      ções musicais através das etnias indí-
                                      genas, quilombolas, ribeirinhas no
                                      Estado de Rondônia;




86      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO               CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                - Estruturas sonoras a partir dos diver-   - Compreender que a atitude estética
                  sos tipos de instrumentos étnicos das      procura ver o homem como ser inte-
                  diversas etnias indígenas do Estado        gral, racional, sensível e imaginativo;
                  de Rondônia;
                                                           - Fomentar arte em contextos de co-
                - Capacidade de trabalhar em equipe;
                                                             munidade valorizando a diversidade
                - Expressão através de linguagem não-        cultural.
                  verbal;
                - Descoberta das potencialidades so-
                  noras do próprio corpo: respiração
                  normal e em diferentes ritmos, pulsa-
                  ção, experimentação da emissão de
                  diferentes sons orais, sons falados e
                  cantados, etc.;
                - Descoberta do universo sonoro ex-
                  terno tendo como fonte de pesquisa
                  a flora e fauna Amazônicas. Transfor-
                  mar e descobrir formas próprias de
                  expressão e produzir ideias e ações
                  próprias;
                - Reconhecimento da expressão musi-
                  cal da comunidade;
                - Valorização e apreciação da música
                  brasileira;
                - Sensibilidade auditiva, capacidade
mÚSICA            crítica, noção rítmica e coordenação
                  motora;
                - Apreciação de diferentes manifesta-
                  ções musicais através das etnias indí-
                  genas, quilombolas, ribeirinhas no
                  Estado de Rondônia;
                - Estruturas sonoras a partir dos diver-
                  sos tipos de instrumentos étnicos das
                  diversas etnias indígenas do Estado
                  de Rondônia;
                - Capacidade de trabalhar em equipe;
                - Expressão através de linguagem não-
                  verbal;
                - Descoberta das potencialidades so-
                  noras do próprio corpo: respiração
                  normal e em diferentes ritmos, pulsa-
                  ção, experimentação da emissão de
                  diferentes sons orais, sons falados e
                  cantados, etc.;
                - Descoberta do universo sonoro ex-
                  terno tendo como fonte de pesquisa
                  a flora e fauna Amazônicas. Transfor-
                  mar e descobrir formas próprias de
                  expressão e produzir ideias e ações
                  próprias;


                                                                                                       87
3º ANO
     COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos
     que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artística.

       EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                                HABILIDADES

                                   HISTÓRIA DA ARTE                                   - 	 Criar obras com linguagem artística
                                                                                          própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                   LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA,
                                                                                          car, representar e elaborar imagens
                                   DANÇA, MÚSICA, CINEMA, POESIA,
                                                                                          visuais;
                                   ETC)
                                                                                      -	 Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                     - 	 Conceito de vanguarda e moderno;
                                                                                         tencialidades expressivas;
                                     - 	 Movimentos de vanguarda do século
                                                                                      - 	 Interagir com o grupo e a comunida-
                                         XX;
                                                                                          de por meio de linguagem artística
                                     - 	 Semana de Arte Moderna de 1922;                  em várias modalidades;
                                     - 	 Artistas modernistas brasileiros;            - 	 Perceber as especificidades das di-
                                     -	 Comparação das imagens produzidas                 versas linguagens artísticas e as suas
                                        no Período Medieval e as imagens do               possíveis relações, bem como sua ar-
                                        Renascimento, analisando os temas, a              ticulação com os outros componen-
                                        iconografia, símbolos e alegorias;                tes;

                                     -	Contextualização, estabelecimento              -	 Fomentar arte em contextos de co-
                                       de paralelo e distinção da arte produ-            munidade, valorizando a diversidade
                                       zida no Brasil e na Europa, no período            cultural;
                                       do Renascimento;                               -	 Interagir com a sociedade, com a
                                     -	 Papel do artista no período do Renas-            construção de conhecimentos cientí-
      Artes Visuais                     cimento – a extensão de sua atuação,             ficos e com a política, de modo estéti-
      e Audiovisuais                    status do artista e do ourives, entre            co, isto é, colocando em ação razão e
                                        outros;                                          sensibilidade;

                                     -	 Compreensão do processo de ensi-
                                        no da arte, da condição de mestre e
                                        aprendiz, assim como sua atuação na
                                        produção da arte (arquitetura, escul-
                                        tura, pintura);
                                      -	 Identificação e reconhecimento das
                                         criações artísticas nacionais e as influ-
                                         ências interculturais;
                                     -	 Composições artísticas do período
                                        Barroco, com o apelo às emoções;
                                     -	 Barroco Brasileiro e seus principais re-
                                        presentantes;
                                     -	 Estabelecimento de paralelo entre o
                                        Barroco Europeu e o Barroco Brasilei-
                                        ro;
                                     -	 Associação do Rococó com o movi-
                                        mento artístico destinado ao mundo
                                        ocidental e sua elite;


88        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                 - Aproximação ao Neoclassicismo en-         - Compreender que a atitude estética
                   quanto movimento artístico que              procura ver o homem como ser inte-
                   dialoga com a filosofia dos iluminis-       gral, racional, sensível e imaginativo;
                   tas;
                                                             - Investigar, contextualizar e compre-
                 - Identificação das articulações políti-      ender as artes enquanto fenômeno
                   cas e filosóficas, interesses e valores     sóciocultural, histórico e estético;
                   relacionados ao movimento românti-
                   co;
                 - Identificação do Romantismo como
                   movimento que preconiza a ruptura
                   com o padrão estético clássico;
                 - Relação entre o Realismo e as injusti-
                   ças sociais provocadas pela Revolu-
                   ção Industrial;
                 - Análise da importância do Impressio-
                   nismo e do Pós-Impressionismo en-
                   quanto movimentos precursores do
                   Modernismo;
                 - Reconhecimento das diferentes fun-
                   ções da arte, do trabalho da produção
ARTES VISUAIS      dos artistas em seus meios culturais;
E AUDIOVISUAIS   - Análise das diversas produções artís-
                   ticas como meio de explicar diferen-
                   tes culturas, padrões de beleza e pre-
                   conceitos;
                 - Valorização da diversidade artística e
                   das inter-relações de elementos que
                   se apresentam nas manifestações de
                   vários grupos sociais e étnicos;
                 - Relação de informações sobre con-
                   cepções artísticas e procedimentos
                   de construção do texto literário;
                 - Valores sociais e humanos atualizá-
                   veis e permanentes no patrimônio
                   literário nacional;
                 - Manifestações ou representações da
                   diversidade do patrimônio cultural e
                   artístico em diferentes sociedades;
                 - Papel das tecnologias de comunica-
                   ção e informação no desenvolvimen-
                   to das sociedades e o tipo de conhe-
                   cimento que elas produzem;




                                                                                                         89
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                HABILIDADES

                                   -	 Reconhecimento da Art Nouveau e
                                      sua forma singular de arte aplicada
                                      à arquitetura, ao mobiliário e à orna-
                                      mentação;
                                   -	Conhecimento da Escola Alemã
                                     Bauhaus, sua importância e singulari-
                                     dade no diálogo interdisciplinar entre
                                     arquitetura, teatro, pintura, design e a
                                     filosofia funcionalista.
                                   -	 Diferenciação dos movimentos artís-
                                      ticos e o modo como qualificam as
                                      obras produzidas em diferentes esti-
                                      los e épocas: Renascimento (apogeu
                                      no século XVI), Barroco na Europa
                                      (séculos XVII e XVIII), Romantismo
                                      (fim do século XVIII e século XIX), Pri-
                                      mitivismo, desenvolvido por artistas
                                      de origem popular, com pouca ou
                                      nenhuma formação técnica, desvin-
                                      culada de padrões acadêmicos e de
                                      preocupações estéticas ou vanguar-
                                      distas. Refere-se às telas consideradas
     Artes Visuais                    ingênuas ou exóticas;
     e Audiovisuais                -	 No Brasil: Heitor dos Prazeres (O Tin-
                                      tureiro) e Mestre Vitalino (Casamento
                                      no Sertão) são representantes da arte
                                      primitiva, Simbolismo (fim do século
                                      XIX), que se caracteriza pelo subje-
                                      tivismo, individualismo e misticis-
                                      mo, Impressionismo (fim do século
                                      XIX) na França – movimento que
                                      se constitui como marco da arte
                                      moderna, e Abstracionismo (início do
                                      século XX);
                                   -	 Arte do Expressionismo: utilizando
                                      cores patéticas, dá forma plástica ao
                                      amor, ao ciúme, ao medo, à solidão,
                                      à miséria humana, à prostituição. De-
                                      forma a figura, para ressaltar o sen-
                                      timento. Predominância dos valores
                                      emocionais sobre os intelectuais.
                                      Os Precurssores: Goya, Van Gogh,
                                      Gauguin, James Ensor, Edward Mun-
                                      ch, Emil Nolde, Amedeo Modiglia-
                                      ni, Oskar Kokoschka, Egon Schiele,
                                      Chaim Soutine, Alberto Giacometti e
                                      Francis Bacon;




90      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                       HABILIDADES

                 - Arte do Cubismo (de 1908 a 1915):
                   técnicas das formas geométricas apli-
                   cadas nas obras de figuras humanas,
                   no desenho e pintura, no recorte e
                   colagem, na imitação de fotos. Ori-
                   gem histórica na obra de Cézanne,
                   com presença da natureza figurada
                   por meio de cones, esferas e cilindros.
                   Outros cubistas passaram a repre-
                   sentar os objetos com todas as suas
                   partes num mesmo plano. Cubismo
                   Analítico, Cubismo Sintético. Principais
                   obras: Les Demoiselles d’Avignon, de
                   Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque,
                   de Georges Braque;
                 - Arte do Abstracionismo: técnica de
                   desenho e pintura com linhas, pla-
                   nos, cores; significados, sentimentos e
                   emoções trabalhados. Cores e formas
                   criadas livremente;
                 - Arte do Dadaísmo (de 1910 a 1920),
                   seus estilos e elementos: revolucioná-
                   rio, anárquico e anticapitalista; empre-
ARTES VISUAIS      go do absurdo, do sarcasmo, da sátira
                   crítica e uso de diversas linguagens,
E AUDIOVISUAIS
                   como pintura, poesia, escultura, foto-
                   grafia e teatro. Destacam-se os artis-
                   tas: Hugo Ball, Hans Arp, Francis Pica-
                   bia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt
                   Schwitters, George Grosz e Man Ray;
                 - Arte Surrealista (Década de 1920): ex-
                   ploração do inconsciente e produção
                   de imagens que não são controladas
                   pela razão. Associações irreais, bizar-
                   ras e provocativas. Rompimento com
                   as noções tradicionais de perspectiva
                   e proporcionalidade. Obras: Auto-Re-
                   trato com Sete Dedos, de Marc Cha-
                   gall; O Carnaval do Arlequim, de Joan
                   Miró; A Persistência da Memória, de
                   Salvador Dalí; A Traição das Imagens,
                   de René Magritte; e Uma Semana de
                   Bondade, de Max Ernst;
                 - Arte do Fauvismo (1905): impulsos ins-
                   tintivos ou sensações vitais e primárias
                   sobressaem na criação das técnicas.
                   Expressão de sensações elementares
                   de formas e cores mais primárias. Em-
                   prego da emoção x razão;




                                                                            91
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS               HABILIDADES

                                   -	 Pop Art (Década de 1950): histó-
                                      rias em quadrinhos, mídia visual e
                                      impressa. Humor e crítica ao con-
                                      sumismo. Artistas mais conhecidos:
                                      Richard Hamilton, Allen Jones, Robert
                                      Rauschenberg, Jasper Johns, Andy
                                      Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wes-
                                      selman, Jim Dine, David Hockney e
                                      Claes Oldenburg;
                                   -	 Arte Conceitual (Década de 1960) e
                                      sua aplicação em textos, imagens e
                                      objetos. A instalação. Uso da televisão
                                      e do vídeo. Destacam-se os seguintes
                                      artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosu-
                                      th, Daniel Buren, Sol Le-Witt e Marcel
                                      Broodthaers, Nam June Paik, Vito Ac-
                                      conci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary
                                      Hill, Bruce Yonemoto e William Weg-
                                      man;
                                   -	 Presença do Barroco na contempora-
                                      neidade. Barroco nas diversas regiões
     Artes Visuais                    do Brasil. Estudo comparativo entre
     e Audiovisuais                   o Barroco Brasileiro e o Barroco Euro-
                                      peu;
                                   -	 Características gerais de cada ten-
                                      dência. Representantes. Contexto
                                      histórico. Estudo comparativo com os
                                      respectivos estilos na Europa, como o
                                      Neoclássico, o Impressionismo, o Art
                                      Nouveau etc;
                                   -	 Arte Pré-Histórica Brasileira, suas ca-
                                      racterísticas peculiares, localização e
                                      estudos atuais;
                                   -	 Arte Indígena, arte encontrada pelos
                                      descobridores. Características gerais:
                                      música, dança, pintura corporal, ce-
                                      râmica, cestaria, lendas, etc. Influên-
                                      cia na cultura brasileira;
                                   -	 Arte dos Jesuítas: arte própria. Traba-
                                      lho dos Jesuítas junto às comunida-
                                      des indígenas brasileiras;
                                   -	 Arte Holandesa no Brasil: Represen-
                                      tantes e influência na arte brasileira;




92      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                 - Arte Negra: características, influência
                   na arte e na cultura brasileira;
                 - Comparação da produção artística do
                   século XX na Europa e no Brasil;
                 - Semana de Arte Moderna de 1922:
                   ruptura, propostas, linguagens;
                 - Principais artistas nacionais e euro-
                   peus;
                 - Apreciação de obras de arte em pin-
                   tura, escultura e arquitetura;
ARTES VISUAIS    - Aspectos da modernidade e pós-mo-
E AUDIOVISUAIS     dernidade que contribuíram para o
                   enriquecimento da cultura nacional;
                 - Conhecimento e organização dos es-
                   tilos de arte em ordem cronológica;
                 - Visitas a museus virtuais e sites es-
                   pecializados em Arte (Itaú Cultural,
                   MASP, Museu da Língua Portuguesa,
                   Pinacoteca);
                 - Montagem de vídeoinstalação;
                 - Criação artística através dos Progra-
                   mas Photoshop, Paint.

                 - Arte da Mímica: formas de represen-       - Criar obras com linguagem artística
                   tar cenas por meio de mímica de ges-        própria: escrever, dançar, cantar, to-
                   tos;                                        car, representar e elaborar imagens
                                                               visuais;
                 - Comunicação por meio de gestos
                   e de expressão facial e corporal,         - Conhecer o seu corpo e as suas po-
                   dramatizações dirigidas, e represen-        tencialidades expressivas;
                   tação cênica de textos próprios ou de
                                                             - Interagir com o grupo e a comunida-
                   outros autores;
                                                               de por meio de linguagem artística
                 - Estrutura e técnicas utilizadas nos         em várias modalidades;
TEATRO             diversos estilos teatrais, tais como:
                                                             - Perceber as especificidades das di-
                   Teatro do Oprimido, criado pelo Te-
                                                               versas linguagens artísticas e as suas
                   atrólogo Brasileiro Augusto Boal nas
                                                               possíveis relações, bem como sua ar-
                   décadas de 60 e70, e suas publica-
                                                               ticulação com os outros componen-
                   ções nos anos de 1962 e 1973;
                                                               tes;
                 - Comparação das estruturas do teatro
                                                             - Interagir com a sociedade, com a
                   (plateia, palco, palco italiano, palco
                                                               construção de conhecimentos cientí-
                   de arena, palco semiarena, arena de
                                                               ficos e com a política, de modo estéti-
                   serviço, teatro/cenografia, o cenógra-
                                                               co, isto é, colocando em ação razão e
                   fo, etc.);
                                                               sensibilidade;




                                                                                                         93
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                                   -	 Comparação dos diversos estilos e            -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                      tipos de teatro no Brasil compreen-             ender as artes enquanto fenômeno
                                      dendo: estilo Luso-Brasileiro (Teatro           sóciocultural, histórico e estético;
                                      Municipal de Ouro Preto, Teatro Mu-
                                                                                   -	 Compreender que a atitude estética
                                      nicipal de Sabará, Teatro São João,
                                                                                      procura ver o homem como ser inte-
                                      Teatro Sete de Setembro, Teatro Mu-
                                                                                      gral, racional, sensível e imaginativo;
                                      nicipal de Pirenópolis), Teatro Estilo
                                      Neoclássico (Teatro São Pedro, Teatro        -	 Fomentar arte em contextos de co-
                                      Arthur Azevedo, Teatro de Santa Isa-            munidade, valorizando a diversidade
                                      bel, Teatro da Paz, Teatro Amazonas),           cultural.
                                      Teatro Estilo Eclético (Teatro Munici-
                                      pal do Rio de Janeiro, Teatro Munici-
                                      pal de São Paulo), Teatro Estilo – Jar-
                                      dim (Teatro Alberto Maranhão, Teatro
                                      José de Alencar);
                                   -	 Noções e conceitos de tempo e espa-
                                      ço no teatro, o papel do ator, diretor,
                                      audiência, cenógrafo e outros técni-
                                      cos na história e na constituição do
                                      espetáculo; o papel dos jogos dramá-
                                      ticos na expressão cênica; autoesti-
                                      ma, espírito de grupo, ritmo da peça,
                                      papel da audiência, tema da peça e
     Teatro                           das personagens, o contexto cultural
                                      e histórico de uma peça;
                                   -	 Conceitos referentes à construção do
                                      texto teatral: exposição, desenvolvi-
                                      mento e desfecho;
                                   -	 Conceitos referentes à tese/dis-
                                      curso, ação dramática (conflitos,
                                      relacionamentos, causas e conse-
                                      quências, contexto sociocultural, po-
                                      lítico, filosófico, econômico, científico,
                                      tecnológico);
                                   -	 Conceitos: planos de ação (realida-
                                      de, memória, fantasia); fala (diálo-
                                      go, monólogo); personagens (pro-
                                      tagonista, antagonista e secundário),
                                      perfil (físico, emocional, ético, moral,
                                      social, político, econômico);
                                   -	 Elementos da estética teatral e sua
                                      interação numa encenação: corpo,
                                      voz, movimento, espaço, figurinos,
                                      maquiagem, máscaras, iluminação,
                                      sonoplastia, cenografia, adereços e
                                      objetos de cena, palavra;



94      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                        HABILIDADES

                - Relação dos diferentes tipos de ence-
                  nação e formas de utilização dos sig-
                  nos teatrais (teatro de atores, de bo-
                  necos, sombra, mímica, dança-teatro,
                  dança- ritual, circo, TV, vídeo, cinema);
                - Modos e meios de interação dos
                  signos da linguagem para carac-
                  terizar gêneros teatrais (tragédia,
                  comédia, farsa, drama, melodrama,
                  lírico, épico), e relacioná-los com as
                  diferentes estilísticas atuais do teatro,
                  da TV e do cinema;
                - Surgimento dos profissionais liga-
                  dos ao fazer teatral: dramaturgo,
                  ator, encenador, diretor, figurinista,
                  aderecista, maquiador, iluminador,
                  sonoplasta, camareiro, contrarregra,
                  maquinista, carpinteiro teatral e pro-
                  dutor;
                - Identificação das ações inter, multi e
                  transdisciplinares da produção tea-
TEATRO
                  tral;
                - Elementos estruturais dos textos:
                  gênero, tema, enredo (exposição,
                  desenvolvimento e desfecho); tese/
                  discurso; ação dramática (conflitos,
                  relacionamentos, causas e conse-
                  quências; contexto sociocultural, po-
                  lítico, filosófico, econômico, científico,
                  tecnológico);
                - Projeto de produção teatral que
                  contemple a análise dos aspectos
                  e dos problemas sociais da comu-
                  nidade, de modo a propor soluções e
                  intervenções;
                - Impacto do desenvolvimento socio-
                  cultural, científico e tecnológico no
                  processo de representação teatral e
                  nos elementos da encenação, verifi-
                  cando sua ação sobre a realização, a
                  apreciação e a fruição nos espetácu-
                  los cênicos;




                                                                             95
EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                            HABILIDADES

                                   -	 Importância das manifestações cê-
                                      nicas para a formação da identidade
                                      nacional e do patrimônio artístico lo-
                                      cal, regional, nacional e universal;
                                   -	 Manifestações populares locais que
                                      utilizam a ação dramática como ins-
                                      trumento de comunicação e expres-
     Teatro                           são de valores éticos;
                                   -	 Elementos da linguagem cênica nos
                                      veículos de comunicação, para mobi-
                                      lizar emoções, valores, atitudes e opi-
                                      niões e influenciar comportamentos
                                      individuais e sociais (teatro, cinema
                                      multimídia, show musical, vídeo, TV,
                                      Internet e outros).

                                   -	 Atividades artísticas como área de        -	 Criar obras com linguagem artística
                                      conhecimento, tanto no aspecto his-          própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                      tórico e cultural como na vivência ar-       car, representar e elaborar imagens
                                      tística direcionada às práticas da Arte      visuais;
                                      Circense;
                                                                                -	 Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                   -	 Novas formas de pintura facial dos           tencialidades expressivas;
                                      atores do Riso (palhaços) na arte cir-
                                                                                -	 Interagir com o grupo e a comunida-
                                      cense;
                                                                                   de por meio de linguagem artística
                                   -	 Apropriação de diferentes linguagens         em várias modalidades;
                                      que favoreçam a socialização e pre-
                                                                                -	 Perceber as especificidades das diver-
                                      encham necessidades de expressão
     Arte Circense                                                                 sas linguagens artísticas e as suas pos-
                                      e troca cultural, destacando-se a
                                                                                   síveis relações, bem como sua articula-
                                      atividade circense (cama-elástica,
                                                                                   ção com os outros componentes;
                                      malabares, contorcionismo, equili-
                                      brismo, palhaçaria, trapézio, saltos,     -	 Interagir com a sociedade, com a
                                      laço e chicote;                              construção de conhecimentos cientí-
                                                                                   ficos e com a política, de modo estéti-
                                   -	 Indumentária nas diversas culturas:
                                                                                   co, isto é, colocando em ação razão e
                                      panorama do vestuário étnico, suas
                                                                                   sensibilidade;
                                      variações e influências no vestir para
                                      a atuação na arte circense;               -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                                                                   ender as artes enquanto fenômeno
                                   -	 Papel educacional das famílias circen-
                                                                                   sóciocultural, histórico e estético;
                                      ses na transmissão da cultura circense.




96      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                - Arte circense, ginástica acrobática e      - Compreender que a atitude estética
                  educação física (consciência corporal),      procura ver o homem como ser inte-
                  dentre outras atividades educacionais        gral, racional, sensível e imaginativo;
                  como complemento da formação da
                                                             - Fomentar arte em contextos de co-
                  saúde e entretenimento;
                                                               munidade valorizando a diversidade
                - Escolas de Circo existentes no Brasil e      cultural.
                  sua atuação Educacional e Artística na
                  atualidade;
                - Indumentárias (vestimentas e objetos
                  de adornos), utilizadas nas diversas
                  performances dos atores circenses;
                - Materiais e equipamento tecnológicos
                  e modernos utilizados na atualidade,
                  comparando-os com os de outra épo-
                  ca;
ARTE CIRCENSE
                - Gêneros do Circo de Cavalinho, sua
                  forma de apresentação, sua contri-
                  buição social, cultural e econômica na
                  metade do século XIX no Brasil;
                - O circo como a arte mais antiga do
                  mundo;
                - Surgimento da arte da acrobacia, sua
                  utilização para o treinamento dos
                  guerreiros, e contribuição para o de-
                  senvolvimento corporal, da agilidade,
                  da flexibilidade e da força;
                - Conhecer a infraestrutura do circo nos
                  dias de hoje;
                - Diversos estilos e gêneros de atores do
                  riso (palhaços) na Arte Circense.

                - Origem e função da dança nas cortes        - Criar obras com linguagem artística
                  europeias;                                   própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                                               car, representar e elaborar imagens
                - Elementos que propiciaram o surgi-
                                                               visuais;
                  mento do ballet com seus códigos, re-
                  gras e formas definidas;                   - Conhecer o seu corpo e as suas po-
                                                               tencialidades expressivas;
                - Diferentes ballets de repertório cria-
DANÇA             dos ao longo da história dessa téc-        - Interagir com o grupo e a comunida-
                  nica, sua relação com a composição           de por meio de linguagem artística,
                  musical e com as artes visuais da época;     em várias modalidades;
                - Transição do ballet para a dança mo-       - Perceber as especificidades das diver-
                  derna, advento da dança moderna e            sas linguagens artísticas, as suas pos-
                  aceitação pelo público;                      síveis relações, bem como sua articu-
                                                               lação com os outros componentes;



                                                                                                         97
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                           HABILIDADES

                                  -	 O período de transição da dança clás-    -	 Interagir com a sociedade, com a
                                     sica para a dança moderna e novos           construção de conhecimentos cientí-
                                     elementos coreográficos trazidos pe-        ficos e com a política, de modo estéti-
                                     los coreógrafos desse período, consi-       co, isto é, colocando em ação razão e
                                     derados como vanguarda;                     sensibilidade;
                                  -	 Relação entre a música e a dança de-
                                                                              -	 Investigar, contextualizar e compre-
                                     senvolvida no Brasil, nos séculos XIX
                                     e XX, buscando entender como uma            ender as artes enquanto fenômeno
                                     contribuiu para o desenvolvimento           sócio cultural, histórico e estético;
                                     da outra;                                -	 Compreender que a atitude estética
                                  -	 Nova maneira de trabalhar o corpo           procura ver o homem como ser inte-
                                     na dança moderna com os bailarinos          gral, racional, sensível e imaginativo;
                                     dançando descalços, trabalhando
                                                                              -	 Fomentar arte em contextos de co-
                                     contrações, torções e desencaixe uti-
                                     lizando movimentos mais livres, em-         munidade valorizando a diversidade
                                     bora respeitando técnica fechada;           cultural.
                                  -	 Técnicas da dança moderna;
                                  -	 Relação entre dança e alteridade: sur-
                                     gimento de técnicas variadas de dan-
                                     ça no século XX;
                                  -	 A popularização da dança no cine-
                                     ma, no século XX e técnicas de dança
                                     mais exploradas pela sétima arte;
                                  -	 Importância das danças e da música
     Dança                           dos negros norte-americanos para o
                                     desenvolvimento, a difusão e a popu-
                                     larização da dança;
                                  -	 Danças disseminadas pela indústria
                                     cultural e análise crítica do conteúdo
                                     estético e artístico;
                                  -	 Surgimento da dança contemporâ-
                                     nea, sistemas e métodos desenvolvi-
                                     dos pela dança moderna e pós- mo-
                                     derna;
                                  -	 As várias linguagens que alimentam a
                                     dança contemporânea;
                                  -	 Danças afro-brasileiras e sua impor-
                                     tância para a formação cultural dos
                                     dançarinos brasileiros;
                                  -	 Influência das danças indígenas na
                                     construção das diversas técnicas de
                                     dança contemporânea no Brasil e na
                                     diferenciação dos corpos dos dança-
                                     rinos no Brasil;
                                  -	 Desenvolvimento da dança contem-
                                     porânea no Brasil e técnicas mais uti-
                                     lizadas;
                                  -	 Construção de roteiro, ensaio e apre-
                                     sentação de espetáculo de dança.


98     GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                - Elementos básicos da linguagem mu-         - Criar obras com linguagem artística
                  sical nos diversos gêneros e estilos;        própria: escrever, dançar, cantar, to-
                                                               car, representar e elaborar imagens
                - Diferentes formas de organização do
                                                               visuais;
                  som quanto aos seus parâmetros;
                                                             - Conhecer o seu corpo e as suas po-
                - Similaridades e diferenças na organi-
                                                               tencialidades expressivas;
                  zação da estrutura formal da música
                  nos seus diversos gêneros e estilos;       - Interagir com o grupo e a comunida-
                                                               de por meio de linguagem artística
                - Elementos da linguagem musical e
                                                               em várias modalidades;
                  elementos formais da estrutura musi-
                  cal na criação e improvisação musical;     - Perceber as especificidades das di-
                                                               versas linguagens artísticas e as suas
                - Emprego de instrumentos musicais
                                                               possíveis relações, bem como sua ar-
                  nos diversos estilos, analisando os re-
                                                               ticulação com os outros componen-
                  cursos aplicados no processo de pro-
                                                               tes;
                  dução musical;
                                                             - Interagir com a sociedade, com a
                - Emprego da voz e do corpo humano
                                                               construção de conhecimentos cientí-
                  como instrumento musical nos di-
                                                               ficos e com a política, de modo estéti-
                  versos estilos, analisando os recursos
                                                               co, isto é, colocando em ação razão e
                  aplicados no processo de produção
                                                               sensibilidade;
                  musical;
                                                             - Investigar, contextualizar e compre-
mÚSICA          - Emprego da voz e ou instrumentos
                                                               ender as artes enquanto fenômeno
                  na execução musical com fluência,
                                                               sóciocultural, histórico e estético;
                  expressividade e senso de estrutura;
                                                             - Compreender que a atitude estética
                - Recursos tecnológicos na criação mu-
                                                               procura ver o homem como ser inte-
                  sical;
                                                               gral, racional, sensível e imaginativo;
                - Diferenciação de obras de diferentes
                                                             - Fomentar arte em contextos de co-
                  estilos musicais a partir da análise dos
                                                               munidade valorizando a diversidade
                  elementos musicais, das estruturas
                                                               cultural.
                  formais, características e recursos uti-
                  lizados na sua composição;
                - Produções musicais em culturas di-
                  versas;
                - Expressão e discussão de sensações,
                  ideias e sentimentos provocados pela
                  escuta de diferentes estilos musicais;
                - Noções e conceitos do som e seus
                  elementos formadores, voz, instru-
                  mentos musicais, música pura, mú-
                  sica programática, sonoplastia, ex-
                  pressividade vocal, diversidade das
                  manifestações sonoras;




                                                                                                         99
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS              HABILIDADES

                                   -	 Aspectos formais da composição mu-
                                      sical, alteração da expressão musical
                                      de acordo com as diferentes épocas e
                                      culturas;
                                   - 	 Reflexão sobre a assimilação de as-
                                       pectos característicos de uma cultura
                                       por outra, evidenciada na sua produ-
                                       ção musical;
                                   -	 Diversas possibilidades de agrupa-
                                      mentos instrumentais;
                                   -	 Relações entre o contexto histórico,
                                      social, político, econômico e cultural
                                      de diferentes épocas e suas produ-
                                      ções musicais;
                                   -	 Diferentes usos e funções da música
                                      de diversos países e épocas, a partir
                                      do contexto em que está inserida;
                                   -	 Diferentes usos e funções da música
                                      no cotidiano e nas manifestações cul-
      Música                          turais de diversos grupos
                                 Indicação de filmes de alguns pintores
                                 e suas obras:
                                   -	 Basquiat – Traços de uma vida
                                   -	 A vida de Leonardo da Vinci
                                   -	 Camille Claudel
                                   -	Goya
                                   -	Pollock
                                   -	Modigliani
                                   -	 Agonia e êxtase
                                   -	 Os amores de Picasso
                                   -	 Sede de viver
                                   -	 Arquitetura da destruição
                                   -	 Moça com brinco de pérola
                                   -	 No traço do invisível
                                   -	Frida




100     GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
6.7. Educação Física – 1º ao 3º Ano                        e ginásticas advindas das mais diversas manifesta-
                                                           ções culturais), e se enxergue como estas atividades
                                                           compõem um vasto patrimônio cultural que deve
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE                               ser valorizado, conhecido e desfrutado, podendo-se
CURRICULAR                                                 pressupor que esse conhecimento contribui para a
                                                           adoção de uma postura não-preconceituosa e discri-
                                                           minatória diante das manifestações e expressões dos
      “A Educação Física mudou de objetivo: não procura    diferentes grupos étnicos e sociais, bem como, das
      futuros campeões, mas quer bons cidadãos” (PCN,      pessoas que dele fazem parte.
      Vol. 07. p. 12)”.
                                                           No âmbito da Educação Física, os conhecimentos
A Educação Física é um componente do currícu-              construídos através de abordagens sobre o corpo e
lo escolar caracterizado pela ênfase nos conceitos,        seu processo de desenvolvimento, possibilita ao alu-
princípios, valores, atitudes e procedimentos das di-      no:
mensões biodinâmicas, comportamentais e sociocul-
turais do movimentar-se humano e da corporeidade.           •	   a consciência com relação à adoção de hábitos
                                                                 de vida saudáveis;
A Constituição Federal rege no Art. 217 que é dever
do Estado fomentar práticas esportivas formais e não        •	   a análise crítica de valores sociais que se torna-
formais, como direito de cada indivíduo, observando              ram dominantes na sociedade, seu papel como
a destinação de recursos públicos para a promoção                instrumento de exclusão e discriminação social
prioritária do esporte educacional. Para o cotidiano             e a atuação dos meios de comunicação em pro-
escolar, os princípios emanados da Lei de Diretrizes e           duzi-los, transmiti-los e impô-los;
Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96), asseguram que         •	   a compreensão de que o lazer, os esportes e as
os indivíduos atendidos pelo Sistema de Educação                 demais atividades corporais, bem como os lo-
Nacional, recebam a necessária atenção em relação à              cais destinados a sua prática são necessidades
educação integral a que têm direito. O Art. 26 §3º ga-           básicas, e, por isso, direitos do cidadão.
rante que a Educação Física Escolar é componente
                                                           Entendemos que a ampliação das vivências corpo-
curricular obrigatório da Educação Básica, o que asse-
                                                           rais deve ser otimizada no Ensino Médio, todavia, ao
gura o acesso a todos.
                                                           analisarmos quais saberes escolares devem ser ensi-
 Atualmente, a análise crítica e a busca de su-            nados e apreendidos nesta etapa de escolarização,
peração dessa concepção, apontam a necessidade             verificamos a necessidade de preparar os jovens para
de que, além daqueles, se considere também as di-          uma participação política mais efetiva no que se re-
mensões: cultural, social, política e afetiva, presentes   fere à organização dos espaços e recursos públicos
no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas as quais       para atividade física, bem como percebemos que os
interagem e se movimentam como sujeitos sociais e          conhecimentos voltados área da saúde devem ser
como cidadãos.                                             enfatizados, possibilitando sujeitos capazes de agir
O ser humano, desde suas origens, produziu cultura.        na manutenção e promoção da mesma.
Sua história é uma história de cultura na medida           Sendo assim, apresentamos para a organização do
em que tudo o que faz está inserido num contexto           Ensino Médio uma proposta com 3 temas específicos
cultural, produzindo e reproduzindo cultura.               de conhecimentos, organizados da seguinte manei-
A cultura é o conjunto de códigos simbólicos reco-         ra: Tema Específico I: Linguagens Corporais Específi-
nhecíveis pelo grupo e neles o indivíduo é formado         cas; Tema Específico II: Linguagens Corporais na So-
desde o momento da sua concepção. Nesses mes-              ciedade; e Tema Específico III: Linguagens Corporais
mos códigos, durante a sua infância, aprende os valo-      para Saúde Coletiva.
res do grupo e por eles posteriormente é introduzido       Vale informar que a expressão/linguagem foi utili-
nas obrigações da vida adulta, da maneira como cada        zada em todos os temas específicos, conforme as
grupo social as concebe.                                   concepções de Darido (2006), que utiliza o termo lin-
A Educação Física abre espaço para que se aprofun-         guagem como meio de expressão, informação e co-
dem discussões importantes sobre aspectos éticos           municação em situações intersubjetivas que exijam
e sociais, permitindo que se vivenciem diferen-            graus de distanciamento e reflexão sobre os contex-
tes práticas corporais (danças, esportes, lutas, jogos     tos e estatutos de interlocutores. Mais ainda, refere-


                                                                                                                      101
se à capacidade de o educando situar-se como pro-                       3.	 Jogos – Atividades físicas de grande valor
      tagonista dos processos de produção e recepção de                           educacional. Devem ter flexibilidade nas suas
      textos construídos em linguagem corporal. Abaixo                            regras e regulamentos, podendo ser adapta-
      descrevemos os Temas Específicos.                                           dos às condições locais e materiais disponí-
                                                                                  veis, bem como, ao número de participantes.
                                                                                  Devem ser de baixo nível competitivo, com
      LINGUAGENS CORPORAIS ESPECÍFICAS                                            características cooperativas e recreativas, apli-
                                                                                  cados em várias situações como datas festivas,
                                                                                  confraternizações, no cotidiano escolar, volta-
      Trata-se de ampliar as vivências corporais em sua ple-                      dos ao desenvolvimento do lazer e, principal-
      nitude. Aqui será possível a utilização dos esportes                        mente, como conteúdos nas aulas de Educa-
      danças, jogos, lutas, ginásticas e manifestações con-                       ção Física. Objetiva a participação de todos,
      temporâneas como a Ginástica de Academia e Treina-                          oportunizando o desempenho ótimo de cada
      mentos de Força como subsídios para esta ampliação.                         educando com atividades adequadas às suas
      No Ensino Médio, itens da ação motora deixam de                             habilidades.
      ser um fim, para tornar-se um meio da prática de                        4.	 Lutas - Disputas entre oponentes que são
      atividades físicas. Não será necessário o alunado re-                       subjugados com técnicas e estratégias combi-
      alizar com a máxima eficiência uma habilidade fun-                          nando ações de ataque e defesa. As regras não
      damental do esporte, ou uma técnica perfeita da                             permitem atitudes de violência e deslealdade.
      dança, muito menos realizar com exatidão os golpes                          Possuem influência de vários povos e culturas
      das lutas estudadas, mas sim, conhecer as principais                        que construíram o Brasil, destacando-se a cul-
      oportunidades, possibilidades e maneiras seguras de                         tura Afro, que aparece também em outras for-
      realizá-las para direcionar-se como indivíduo ativo,                        mas de expressão corporal.
      conhecedor dos benefícios fisiológicos, psicológicos
      e sociais que estes instrumentos de comunicação, ex-                    5.	 Ginástica – Técnicas de trabalho corporal, ge-
      pressão, lazer e cultura nos proporcionam.                                  ralmente individualizado, com finalidades di-
                                                                                  versas. Podem ser desenvolvidas com a utiliza-
      Discriminaremos abaixo as funções educativas, para                          ção ou não de materiais e em espaços abertos
      o Ensino Médio, de cada item que compõem este                               ou fechados. Importante conteúdo da Educa-
      tema específico:                                                            ção Física que oportuniza o desenvolvimento
       1.	 Esporte - Deve ser abordado em seu aspecto                             das capacidades físicas de base (velocidade,
           educativo. Ressaltamos a necessidade de sua                            força e resistência) através das suas diversas
           prática, análise e sistematização, ser feita em-                       manifestações voltadas a diferentes finalida-
           basada no esporte da escola e não no esporte                           des tais como, estética corporal, melhoria da
           na escola. Desta maneira, deverão ser respeita-                        condição física, do desempenho esportivo,
           das as diferentes formas de possibilidades de                          da postura e do bem estar geral. Vale salien-
           espaço, equipamentos e materiais, bem como                             tar aqui os modelos de ginásticas construí-
           as diferenciações de Referencial Curricular do                         dos através dos tempos mais utilizados como
           Estado de Rondônia e faixas etárias presentes                          conteúdos da Ed. Física: Ginástica Artística
           nos educandos de Ensino Médio, evitando a su-                          ou Olímpica, Rítmica, Acrobática e Aeróbica,
           pervalorização da esportização, e a hipercom-                          como modelos esportivos; Ginástica Geral
           petitividade, uma vez que estes não são o foco                         como possibilidade pedagógica que utiliza to-
           da Educação Física Escolar.                                            dos os elementos das demais em conformida-
                                                                                  de com as condições da escola.
       2.	 Danças – Manifestações da cultura corporal
           expressa através dos gestos com a presença                         6.	 Manifestações contemporâneas (Ginástica
           de estímulos sonoros como referência para                              de Academia e Treinamentos de Força) –
           o movimento corporal, servindo como base                               Aqui se pretende propiciar situações e momen-
           para propostas de desenvolvimento da cria-                             tos de ensino onde o educando possa conhecer
           tividade e desinibição. São manifestações da                           opções de atividade física extra-esportes. Visa-
           comunicação que combinam ritmos, sons e                                mos permitir que os educandos tenham pos-
           contemplam aspectos histórico-sociais.                                 sibilidades de realizar ginásticas coletivas com
                                                                                  movimentos simples e vivências de treinamen-

102        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
to de força (musculação) com peso do corpo ou             esta se torna um meio para a concretização de
     de materiais adaptáveis. A proposta é permitir            suas pretensões (PCNEM, 1999). Também deve
     que, mesmo o educando não tenha condições                 possibilitar saberes onde os educandos possam
     de frequentar uma academia, tenha noções dos              reconhecer quais aspectos devem ser prioriza-
     exercícios.                                               dos em um programa de treinamento físico.
                                                          Ao mesmo tempo precisa contribuir para o reconhe-
                                                          cimento da participação efetiva no mundo do tra-
LINGUAGENS CORpORAIS NA SOCIEDADE
                                                          balho no que se refere à compreensão do papel do
                                                          corpo no mundo da produção, no que tange ao con-
Encontramos nas Orientações Curriculares Nacionais        trole sobre o próprio esforço e do direito ao repouso
para o Ensino Médio (2006) considerações referentes       e ao lazer (ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS
à proposta do currículo escolar para este segmento.       PARA O ENSINO MEDIO, 2006);
Ou seja, ao final desta etapa o educando deve, dentre     Ressaltamos que a Anamnese com informações rela-
outros itens:                                             tivas ao histórico de saúde do educando, associada
 1. Ter iniciativa pessoal nas articulações coletivas     com as medidas do peso corporal e estatura (cálculo
    relativas às práticas corporais;                      do Índice de Massa Corporal - IMC) e da circunferência
                                                          da cintura e do quadril, são ações que, devidamente
 2. Intervir em políticas sobre as iniciativas públicas   organizadas por sexo e faixa etária, e contextualiza-
    de esporte, lazer e organização da comunidade         das, podem favorecer o despertar para o tema - Estilo
    nas manifestações, vivência e na produção de          de vida ativo na escola.
    cultura.
Partindo destas concepções, o educando pode ser
incluído como sujeito e pode se tornar um leitor ético    OBJETIVO GERAL
e crítico do mundo, com capacidade de intervenção
e de transformação da realidade, quando necessário.
                                                          Explorar e analisar o mundo motor por meio das ma-
Este é o principal propósito deste Tema Específico, o
                                                          nifestações da cultura corporal, visando o entendi-
educando poder analisar o exercício físico e a ativida-
                                                          mento e a autonomia frente aos conhecimentos rela-
de física com um olhar crítico dos acontecimentos e
                                                          tivos à prática da atividade física permanente.
tudo que o cerca para a sua realização. Conhecer e re-
conhecer seus direitos, bem como sentir-se como su-       OBJETIVOS ESpECÍFICOS
jeito transformador da elitização da atividade física.
                                                           1. Estimular vivências e experiências do movi-
                                                              mentar-se, desenvolvendo conhecimento e res-
                                                              peito ao seu próprio corpo e ao corpo do outro,
LINGUAGENS CORpORAIS pARA SAÚDE COLETIVA
                                                              percebendo que o nosso corpo é portador de
                                                              linguagens utilizáveis nos processos de intera-
Este Tema Específico permeará sua práxis em dois              ção social.
caminhos: o conhecimento sobre o corpo e a saúde           2. Possibilitar vivências e conhecimentos ligados
deste corpo em si e em sociedade.                             às atividades físicas que permitam a interação
As descrições a seguir serão suporte para entendi-            social da Educação Física com a sociedade (fa-
mento de cada caminho.                                        mília, comunidade, bairro, etc.).

 1. Conhecimento sobre o corpo – visa a obten-             3. Enfocar a diversidade cultural regional para a
    ção e reafirmação dos conhecimentos básicos               formação de identidades através da atividade
    de anatomia, fisiologia, fisiologia do exercício e        física, considerando-se os aspectos de relação
    cinesiologia.                                             homem-natureza, percebendo como a Educa-
                                                              ção Física pode atuar para respeitar a diversi-
 2. Saúde – aborda todas as temáticas indissociá-             dade cultural e manutenção e conservação do
    veis de um indivíduo sadio. Uma Educação Física           meio ambiente.
    atenta aos problemas do presente, não poderá
    deixar de eleger, como uma de suas orientações         4. Proporcionar vivências e experiências através
    centrais, a Educação para a Saúde, visto que              da atividade física, a partir da compreensão
                                                              das múltiplas linguagens corporais, partindo

                                                                                                                   103
da diversidade de situações étnicas através da
           utilização de jogos, danças, lutas, esporte, mí-
           mica, etc.
      5.	 Proporcionar o entendimento da relação en-
          tre a atividade física e as diversas linguagens
          artísticas, promovendo a formação e o desen-
          volvimento do senso estético, possibilitando
          o conhecimento crítico aos padrões de beleza
          impostos/criados.


                                                                              1º ANO
      COMPETÊNCIA
      •	   Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando
           os aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimen-
           to, aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para
           obtenção e manutenção da saúde.



      EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                 Linguagens Corporais:                                 -	 Vivenciar as manifestações corporais
                                                                                          presentes nos esportes, danças, ginás-
                                   - 	 Conhecimento e percepção das
                                                                                          ticas, lutas e lazer entendendo suas li-
                                       potencialidades e limitações do seu
                                                                                          mitações corporais percebendo estas
                                       próprio corpo e do outro, através de
                                                                                          manifestações como possibilidades
                                       vivências e experiências em ativida-
                                                                                          de práticas corporais.
                                       des físicas com predominância nos
                                       Esportes Básicos Comuns e/ou Espor-             -	 Reconhecer as diversas possibilidades
                                       tes Alternativos.                                  de manter o corpo ativo através de vi-
                                                                                          vências corporais variadas.
                                 Linguagens Corporais na Sociedade:
      Linguagem e                                                                      -	Aprofundar o entendimento das
                                   - 	 Compreensão das diferenças de lazer,
      Interação                                                                          questões conceituais que envolvem
                                       recreação e esportes, reconhecendo
                                                                                         a atividade física, esportes, danças,
                                       suas manifestações ao longo da histó-
                                                                                         lazer, jogos e saúde para obtenção de
                                       ria e em dias atuais.
                                                                                         valores corporais.
                                 Linguagens Corporais para Saúde
                                 Coletiva:
                                   -	 Aprofundamento da anatomia funcio-
                                      nal do sistema esquelético e muscular
                                      e sua resposta à prática de exercícios
                                      relacionadas com as forças aplicadas
                                      (cinesiologia).




104        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                Linguagens Corporais e Especificas           - Refletir quanto às necessidades sociais
                                                               que vinculem questões relacionadas à
                 - Vivência de jogos e outras práticas
                                                               atividade física e saúde, no sentido de
                   voltadas ao desenvolvimento do lazer
                                                               entender qual o seu papel na socie-
                   como meio de comunicação e intera-
                                                               dade para questioná-la e ser capaz de
                   ção entre a escola, a família e a comu-
                                                               transformá-la;
                   nidade.
                                                             - Atuar como sujeito ativo na sociedade
                Linguagens Corporais na Sociedade:
                                                               reconhecendo as possibilidades de la-
                 - Conhecimento da legislação que va-          zer de acordo com as leis vigentes;
                   lida os direitos do cidadão para ob-
pRÁTICAS                                                     - Analisar as necessidades coletivas
                   tenção de lazer, esportes e atividades
SOCIAIS                                                        que são promotoras de saúde, re-
                   físicas como política pública social;
                                                               conhecendo a atividade física como
                 - Linguagens Corporais para Saúde Co-         facilitadora destas necessidades.
                   letiva;
                 - Noções preliminares de epidemiolo-
                   gia;
                 - Conceito e sua aplicação na socieda-
                   de;
                 - Epidemiologia da atividade física;
                 - DSTs.

                Linguagens Corporais e Especificas           - Diversificar as opções esportivas atra-
                                                               vés das ações ecológicas e susten-
                 - Ampliação dos conhecimentos e vi-
                                                               táveis na natureza. As manifestações
                   vência dos Esportes da Natureza, tais
                                                               corporais;
                   como: Caminhadas Ecológicas, Trilhas,
                   Ciclismo, Canoagem, bem como ou-          - Análise das opções de lazer para uti-
                   tras atividades praticadas na região,       lização, possibilidade de atividade fí-
                   como instrumentos de respeito às di-        sica, bem como, de reconhecimento
mEIO               versidades culturais e a necessidade        das necessidades de políticas públi-
AmBIENTE E         de preservação do meio ambiente.            cas;
DIVERSIDADE
CULTURAL        Linguagens Corporais na Sociedade            - Reconhecer os hábitos alimentares
                                                               que contribuem para um estilo de
                 - A urbanização e suas implicações para
                                                               vida saudáveis. Para reconhecer quais
                   opções de lazer, considerando a uti-
                                                               os melhores alimentos á serem consu-
                   lização dos espaços físicos na comu-
                                                               midos durante a atividade física;
                   nidade para a prática de atividades
                   físicas em geral, como fator de favo-     - Colaborar em situações de primeiros
                   recimento da socialização entre seus        socorros, na ocorrência de urgências
                   integrantes                                 cardíacas.




                                                                                                         105
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                             HABILIDADES

                               Linguagens Corporais para Saúde
                               Coletiva
                                 - 	 Conhecimentos ampliados sobre os
                                     tipos de alimentos e sua relação com
                                     algumas doenças da modernidade
      Meio                           como: obesidade, hipertensão e dia-
      Ambiente e                     betes;
      Diversidade
                                 - 	 Pirâmide da Atividade Física;
      Cultural
                                 - 	 Noções básicas sobre o metabolismo
                                     alimentar e sua relação com a prática
                                     de exercícios;
                                 - 	 Socorros de urgências: massagem car-
                                     díaca; transporte de acidentados.

                               Linguagens Corporais e Especificas              - 	 Criar coreografias com diferentes esti-
                                                                                   los de danças que englobam a diversi-
                                 -	 Identificação de linguagens cor-
                                                                                   dade brasileira.
                                    porais, considerando as diversidades
                                    étnicas, através de experiências ad-       - 	 Analisar a realidade de lazer público e
                                    quiridas com danças, atividades de             privado existentes no Estado de Ron-
                                    expressão corporal ou outras manifes-          dônia.
                                    tações rítmicas, criando coreografias
                                                                               - 	 Reconhecimento de princípios indis-
                                    pertinentes a cultura e ao folclore bra-
                                                                                   pensáveis para obtenção de resulta-
                                    sileiro.
                                                                                   dos em programas de treinamento.
      Múltiplas                Linguagens Corporais na Sociedade
      Linguagens                 -	 Conhecimento e análise dos diferen-
                                    tes espaços de lazer para as diversas
                                    classes sociais existentes no Estado de
                                    Rondônia.
                               Linguagens Corporais para Saúde
                               Coletiva
                                 -	 Compreensão dos princípios da ativi-
                                    dade física sistematizada: individuali-
                                    dade biológica, sobrecarga, continui-
                                    dade e interação volume/intensidade.




106      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                    CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                       Linguagens Corporais e Especificas            - Vivenciar diferentes possibilidades de
                                                                       exercício físico realizada em acade-
                        - Conhecimento das características das
                                                                       mias como opção de lazer e exercício
                          diversas modalidades de ginástica
                                                                       físico;
                          (esportivas, de academia, geral, etc.),
                          através da prática dos seus funda-         - Refletir sobre as mídias e as atitudes
                          mentos, ressaltando a importância            de consumo;
                          da participação de todos em busca de
                                                                     - Reconhecer desvios alimentares que
                          seus objetivos em conformidade com
                                                                       causam as doenças da auto imagem.
                          suas possibilidades.
                       Linguagens Corporais na Sociedade
     ESTéTICA DAS       - Análise da influência da mídia nos
     mÚLTIpLAS            eventos de atividade física e expres-
     LINGUAGENS           sões culturais, compreendendo a rela-
                          ção entre mídia e consumo.
                       Linguagens Corporais para Saúde
                       Coletiva
                        - Análise     de    algumas patologias
                          (Distúrbios Dismórficos Corporais)
                          inerentes ao excesso de peso, ma-
                          greza e prática exagerada de exercí-
                          cio físico;
                        - O stress como fator interveniente na
                          qualidade de vida.



                                                      2º ANO
COmpETêNCIA
•	     Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os
       aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento,
       aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob-
       tenção e manutenção da saúde.

     EIXO TEMÁTICO                    CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                       Linguagens corporais e Especificas            - Atuar com organização e planejamen-
                                                                       tos de eventos esportivos;
                        - Participação no planejamento e orga-
                          nização de atividades físicas na escola    - Reconhecer posturas adequadas den-
                          que favoreçam a integração dos seus          tro das competições e ações esporti-
     LINGUAGEm E          participantes, com ênfase nos Espor-         vas;
     INTERAÇÃO            tes Básicos Comuns e/ou Esportes Al-
                                                                      - Reconhecer e compreender o funcio-
                          ternativos.
                                                                        namento do corpo entendendo como
                                                                        a prática da atividade física pode
                                                                        transformá-la.



                                                                                                                    107
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                               Linguagens Corporais na Sociedade
                                 - 	 A ética dentro e fora das competições
                                     esportivas;
                                 -	 Vivência e exemplificação de situa-
                                    ções éticas, tanto como atletas em
                                    competições esportivas, assim como
                                    em qualquer outra função que venha
      Linguagem e                   a participar.
      Interação                Linguagens Corporais para Saúde
                               Coletiva
                                 - 	 Compreensão da anatomia do sistema
                                     cardiopulmonar e sua resposta à práti-
                                     ca de exercícios;
                                 -	 Conhecimento das formas de controle
                                    da atividade através dos cálculos de FC-
                                    máx, Zona Alvo e percepção de esforço.

                               Linguagens Corporais e Especificas                - 	 Ter atitudes colaborativas para possi-
                                                                                     bilitar lazer na comunidade que está
                                 -	 Participação e organização de ativi-
                                                                                     inserido;
                                    dades voltadas ao lazer, envolvendo
                                    a escola (professores, funcionários e        - 	 Entender as ações de Políticas Públi-
                                    educandos), a família e a comunidade,            cas Nacionais para o esporte e lazer;
                                    como meio de interação social.
                                                                                 - 	 Tomar atitudes saudáveis para evitar
                               Linguagens Corporais na Sociedade                     as doenças epidemiológicas;
                                 - 	 Saber o que são Políticas Públicas;         -	 Reconhecer as diversas possibilidades
                                                                                    de manter o corpo ativo através de vi-
                                 -	 Quais são as principais Políticas Públi-
                                                                                    vências corporais variadas;
                                    cas Nacionais voltadas ao esporte e ao
                                    lazer.                                       -	 Reconhecer as implicações que per-
                                                                                    meiam uma gravidez na adolescência.
                               Linguagens Corporais para Saúde
      Práticas                 Coletiva
      Sociais
                                 -	 Compreensão e análise dos aspectos
                                    epidemiológicos das doenças da mo-
                                    dernidade investigando causas, evo-
                                    lução e consequências (diabetes, dis-
                                    lipidemias, tabagismo, hipertensão,
                                    dentre outras);
                                 -	 Análise das Políticas Públicas
                                    Nacionais voltadas à saúde;
                                 -	 A importância da prática da atividade fí-
                                    sica sistematizada para modificações de
                                    padrões epidemiológicos negativos;
                                 -	 Gravidez na adolescência e suas modifi-
                                    cações: corporais, psicológicas e sociais.


108      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                  CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                Linguagens Corporais e Especificas              - Vivenciar ações motoras com conota-
                 - Compreensão da importância da                  ções sustentáveis e ecologicamente
                   prática de E.N. e outras atividades re-        corretas;
                   gionais, como instrumento de intera-         - Compreender a importância da prá-
                   ção entre o homem e a natureza                 tica das atividades físicas, esportivas
                   focando a preservação do meio am-              e expressivas em ambientes naturais
                   biente.
                                                                  como forma de valorizar a cultura es-
                Linguagens Corporais na Sociedade                 portiva e o meio ambiente;
                 - Compreensão sobre a construção               - Reconhecer as verdadeiras possibili-
                   de espaços para a prática da atividade         dades de suplementação alimentar e
                   física, a realização de grandes eventos        suas implicações na promoção de re-
                   e suas relações com impacto ambien-            sultados com manutenção da saúde;
                   tal, cultural e social;
                                                                - Promover eventos musicais perten-
                 - Análise da aplicabilidade de atividades
                   físicas, tanto na zona urbana como na          centes a cultura brasileira;
                   natureza, com relação ao impacto am-         - Reconhecer as diferentes ações que
                   biental e o respeito às peculiaridades         permeiam a mídia nas transmissões
                   regionais;                                     esportivas;
                 - Conhecimento e valorização dos es-           - Reconhecer as diferentes alterações
                   portes indígenas.
                                                                  que a atividade física promove no cor-
                Linguagens Corporais para Saúde                   po humano.
                Coletiva
mEIO
AmBIENTE E       - Conhecimentos       ampliados     so-
                   bre suplementação alimentar e suas
DIVERSIDADE
                   respostas em organismos de indivídu-
CULTURAL           os saudáveis ou portadores de patolo-
                   gias da modernidade;
                 - Socorros: estiramento muscular e
                   queimaduras.
                Linguagens Corporais e Especificas
                 - Participação no planejamento e orga-
                   nização de eventos com danças, ativi-
                   dades de expressão e/ou outras mani-
                   festações rítmicas pertinentes à cultura
                   e aos folclores brasileiro e mundial.
                Linguagens Corporais na Sociedade
                 - Análise da influencia da mídia e an opi-
                   nião pública em transmissões esporti-
                   vas e culturais (campeonatos e torneios
                   locais, nacionais e internacionais; apre-
                   sentações folclóricas e festivais).
                Linguagens Corporais para Saúde
                Coletiva
                 - Ampliação da percepção corporal du-
                   rante a prática de atividade física siste-
                   matizada: a dor aguda, dor tardia, alte-
                   rações cardíacas e o cansaço.


                                                                                                            109
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                    Linguagens Corporais e Especificas                    - 	 Participar de atividades motoras que
                                                                                              se desenvolvem dentro do ambiente
                                      -	 Compreensão e possibilidades de
                                                                                              de academia;
                                         vivências voltadas às diversas moda-
                                         lidades de ginástica (esportivas, de             -	 Reconhecer a influencia dos patrocí-
                                         academia, geral, etc.) percebendo a 	               nios em eventos esportivos e suas im-
                                         sua importância para o conhe-                       plicações no mercado de consumo;
                                         cimento do próprio corpo.
                                                                                          -	 Conhecer as alterações no sistema hor-
                                    Linguagens Corporais na Sociedade                        monal ocorridas durante a atividade fí-
                                                                                             sica e suas implicações nos resultados.
                                      - 	 Análise do consumismo e suas impli-
           Múltiplas                      cações nos esportes e lazer (as mar-
           Linguagens                     cas e os investimentos para as diver-
                                          sas manifestações da atividade física/
                                          esportes/folclore/danças).
                                    Linguagens Corporais para Saúde
                                    Coletiva
                                      - 	 Desenvolvimento de conhecimentos
                                          básicos sobre as respostas hormonais
                                          diante da atividade física (adrenalina,
                                          noradrenalina, dopamina, endorfi-
                                          nas, serotoninas, HG, ácido lático,
                                          dentre outras).



                                                                                 3º ANO
      COMPETÊNCIA
      •	    Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os
            aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento,
            aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob-
            tenção e manutenção da saúde.

           EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                    Linguagens Corporais e Especificas                    - 	 Reconhecer a necessidade de partici-
                                                                                              pação de indivíduos com deficiência
                                      - 	 Compreensão dos Esportes Básicos
                                                                                              em ações esportivas;
                                          Comuns e Esportes Alternativos como
                                          opções de prática esportiva perma-              - 	 Realizar e identificar os testes físicos
                                          nente, analisando seus limites e possi-             necessários para aprovação em con-
           Linguagem e                    bilidades na perspectiva de inclusão.               cursos públicos;
           Interação                Linguagens Corporais na Sociedade                     - 	 Ser capaz de reconhecer seu corpo e
                                                                                              suas alterações provadas pela ativida-
                                      - 	 A atividade física e a relação com o
                                                                                              de física.
                                          mercado de trabalho. A necessida-
                                          de dos TAFs (Teste Aptidão Física) para
                                          obtenção de contratos empregatícios.



110           GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                Linguagens Corporais para Saúde
                Coletiva

LINGUAGEm E      - Conhecimentos ampliados sobre a
INTERAÇÃO          anatomia funcional do sistema esque-
                   lético, muscular e cardiopulmonar e
                   sua relação com a prática de atividade
                   física para toda a vida.

                Linguagens Corporais e Especificas          - Identificar e realizar os jogos como la-
                                                              zer para a comunidade;
                 - Análise dos conteúdos dos jogos
                   como opções de lazer, e de    in-        - Realizar atividades de lazer para o en-
                   teração     na comunidade em seu           torno escolar;
                   entorno.
                                                            - Reconhecer as dislipidemias como um
                Linguagens Corporais na Sociedade             problema nacional que necessita de
                                                              ações individuais para ameniza os re-
                 - Promoção de atividades que possi-
                                                              curso empregado;
                   bilitem lazer para a comunidade esco-
                   lar/geral;                               - Identificar diferentes padrões que re-
                                                              sultem em problemas posturais, para
                 - Reflexão a cerca do processo de en-
                                                              evitá-los.
                   velhecimento (comunidade, família,
                   trabalho e lazer);
                 - Sensibilização para a compreensão
pRÁTICAS           crítica da realidade social do entor-
SOCIAIS            no escolar.
                Linguagens Corporais para Saúde
                Coletiva
                 - Conhecimento de dados epidemioló-
                   gicos do mundo, do Brasil de Rondô-
                   nia e de cada município;
                 - Conhecimentos básicos sobre ativi-
                   dade física e doenças crônicas dege-
                   nerativas relacionadas ao processo de
                   envelhecimento (osteoporose, artro-
                   se, dentre outros);
                 - Conhecimentos sobre LER/DORT e
                   seus aspectos preventivos e terapêu-
                   ticos.




                                                                                                         111
EIXO TEMÁTICO                                   CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                               Linguagens Corporais e Especificas               - 	 Reconhecer as opções de E. N. promo-
                                                                                    vendo vivências no contexto geográ-
                                 -	 Organização de atividades com ênfa-
                                                                                    fico que o cerca;
                                    se nos E.N, voltadas às questões de
                                    preservação do meio ambiente, res-          - 	 Garantir a utilização de eventos sus-
                                    peitando as peculiaridades regionais.           tentáveis para a população, possibili-
                                                                                    tando elevar a renda familiar e desper-
                               Linguagens Corporais na Sociedade
                                                                                    tar noções de ecologia e reciclagem;
                                 -	 Percepção dos materiais alternativos
                                                                                - 	 Entender quais são as implicações da
      Meio                          como opção de utilização para garan-
                                                                                    hidratação durante a atividade física.
      Ambiente e                    tir a prática de atividade física, enten-
      Diversidade                   dendo a necessidade de investimen-
      Cultural                      tos financeiros para estes.
                               Linguagens Corporais para Saúde
                               Coletiva
                                 -	 Compreensão da reposição hidroele-
                                    trolítica antes, durante e após a ativi-
                                    dade física (bebidas isotônicas, esti-
                                    mulantes dentre outros);
                                 -	 Socorros: insolação e crise epilética.

                               Linguagens Corporais e Especificas               - 	 Participar de eventos ligados à dança
                                                                                    e expressão corporal, pertencentes à
                                 - 	Criação de coreografias vinculadas
                                                                                    cultura brasileira e local;
                                    às danças, atividades de expressão
                                    corporal, dramatização e outras ma-         - 	 Reconhecer e analisar os espaços pú-
                                    nifestações rítmicas, que retratam a            blicos destinados à prática esportiva
                                    realidade social ou outras temáticas            e de lazer como ferramenta para pro-
                                    relacionadas à cultura corporal.                moção da saúde e qualidade de vida;
                               Linguagens Corporais na Sociedade                - 	 Reconhecer as diferentes alterações
                                                                                    que a atividade física promove no cor-
                                 - 	 Conhecimento e análise dos diferen-
                                                                                    po humano.
                                     tes espaços públicos de lazer existen-
                                     tes em seu município e sua relação
      Múltiplas                      com as políticas públicas voltadas
      Linguagens                     para esporte e lazer.
                               Linguagens Corporais para Saúde
                               Coletiva
                                 - 	 Contextualizar as diversas modalida-
                                     des esportivas e esportes alternativos
                                     com as especificidades dos trabalhos
                                     aeróbicos e anaeróbicos;
                                 - 	 Tipos de exercícios de alongamento e
                                     flexibilidade;
                                 - 	 Organização de programas básicos de
                                     atividade física.




112      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                Linguagens Corporais e Especificas             - Participar de atividades motoras que
                                                                 se desenvolvem dentro do ambiente
                 - Entendimento da ginástica (G. Espor-
                                                                 de academia;
                   tivas, de Academia, Geral, etc) como
                   possibilidade para a prática de ativi-      - Reconhecer a influência dos patrocí-
                   dade física permanente, analisando            nios em eventos esportivos e suas im-
                   os benefícios e riscos das diferentes         plicações no mercado de consumo;
                   modalidades praticadas, levando em
                                                               - Conhecer as alterações no sistema
                   consideração as experiências dos edu-
                                                                 hormonal ocorridas durante a ativida-
                   candos.
                                                                 de física e suas implicações nos resul-
                Linguagens Corporais na Sociedade                tados.
                 - As relações entre estética e sociedade.
ESTéTICA DAS       As implicações dos padrões de beleza
mÚLTIpLAS          de acordo com a cultura dos diferen-
LINGUAGENS         tes tipos de povos;
                 - As relações entre padrões de beleza e
                   o mercado de trabalho.
                Linguagens Corporais para Saúde
                Coletiva
                 - A utilização de substâncias ilícitas para
                   obtenção de resultados estéticos que
                   atendam aos padrões sociais;
                 - Termogênicos, esteroides, anaboli-
                   zantes e medicamentos sem prescri-
                   ção médica.




                                                                                                           113
114   GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: MATEMÁTICA




115
7. ÁREA DE CONHECIMENTO: MATEMÁTICA

      7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano


      O currículo de Matemática no Ensino Médio é for-                                    culturas e a valorização da inter-relação de seus
      mado por um conjunto de conteúdos que se somam                                      conhecimentos com outros conhecimentos da
      historicamente numa mesma disciplina escolar. Os                                    disciplina. Este tema envolve os seguintes con-
      conhecimentos numéricos, algébricos, geométricos,                                   teúdos: geometria ( plana, espacial e analítica) e
      medidas e tratamento da Informação são contempla-                                   noções básicas de geometria não euclidiana). E
      dos na disciplina com vistas à compreensão das di-                                  o estudo das Funções.
      ferenças e inter-relações entre os conteúdos de refe-
                                                                                     •	   Tratamento da informação - contribuem para
      rência que compõem a área de ciências, ditas exatas,
                                                                                          interpretação e organização de dados, informa-
      no processo pedagógico.
                                                                                          ções em tabelas e gráficos. Permite a resolução
      De forma geral, os conteúdos são tratados na discipli-                              de situações problemas envolvendo dados e in-
      na conforme os seguintes eixos:                                                     formações estatísticas, assim como, à compre-
                                                                                          ensão de conceitos de matemática financeira.
       •	   Números e Operações – com a abordagem dos
                                                                                          No ensino médio, este tema envolve os conteú-
            conteúdos: Números reais; Números Comple-
                                                                                          dos: analise combinatória, binômio de Newton,
            xos.
                                                                                          estatística e matemática financeira.
       •	   Algébrico-Simbólico – Sistemas lineares; Matri-
                                                                                    Os conhecimentos de referência orientam a defini-
            zes e Determinantes; Equações e Inequações
                                                                                    ção dos conteúdos significativos na formação dos
            exponenciais, logarítmicas e modulares.
                                                                                    alunos, porque oportunizam o estudo de números,
       •	   Grandezas e Medidas – contemplam as noções                              álgebra, medidas, geometria e Tratamento de Infor-
            e os seguintes conceitos científicos: medidas                           mação, propiciando o conhecimento de problemas
            (massa, áreas e volumes, informática, energias,                         do ambiente, das relações humanas e do universo.
            grandezas vetoriais) e trigonometria, orientam                          Assim como, da tecnologia. Também fornecem sub-
            progressivamente na interpretação e compre-                             sídios para a compreensão crítica e histórica de con-
            ensão de ideias abstraídas da natureza e con-                           ceitos exatos (conteúdo da matemática), do mundo
            tribuem para o entendimento das diferentes                              construído (tecnologia) e da prática social.

                                                                                 1°ANO
         EIXO
                                       CONTEÚDOS                     COMPETÊNCIAS                            HABILIDADES
       TEMÁTICO
                                  --    Linguagem            -	 Ler e interpretar textos       -	 Compreender noções de conjunto,
                                        da Teoria dos           matemáticos de interes-           inclusão, igualdade, união, interse-
                                        Conjuntos e             se cientifico e tecnológi-        ção, complemento;
                                        Conjuntos               co;
            NÚMEROS E OPERAÇÕES




                                                                                               -	 Entender os conjuntos de números
                                        Numéricos
                                                             -	 Organizar o pensamen-             naturais, inteiros e racionais de forma
                                                                to lógico matemático;             contextualizada;
                                                             -	 Articular o conhecimen-        -	 Efetuar a representação decimal de nú-
                                                                to matemático com co-             meros racionais e dízimas periódicas;
                                                                nhecimento de outras
                                                                                                -	 Reconhecer números irracionais e re-
                                                                áreas do saber cientifico.
                                                                                                   ais e representar os números reais na
                                                                                                   reta;
                                                                                                -	 Apreciar a história dos números, es-
                                                                                                   pecialmente a “comoção” causada
                                                                                                   pela descoberta dos irracionais.

116           GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO
                           CONTEÚDOS                 COMPETÊNCIAS                       HABILIDADES
TEMÁTICO
                        - Funções: Poli-       - Exprimir relações de gran-      - Compreender a ideia de
                          nomiais (1º E 2º       dezas variáveis envolvendo        função de forma intuitiva,
                          Graus);                o mundo físico, econômico         antes da simbologia e da
                                                 e etc;                            linguagem     matemática,
                        - Noção de Funções
                                                                                   conceituando-a por corres-
                          Modulares;           - Expressar algebricamente
                                                                                   pondência entre elemen-
                                                 modelos matemáticos que
                        - Funções Exponen-                                         tos de conjuntos;
                                                 representem variações de
                          ciais e Logarítmi-
                                                 grandezas;                      - Representar coordenadas
                          cas;
                                                                                   cartesianas no plano;
                                               - Identificar, analisar e apli-
                        - Sequências e Pro-
                                                 car conhecimentos sobre         - Compreender as funções
                          gressões.
                                                 valores de variáveis, repre-      polinomiais do 1º grau ou
                                                 sentando em gráficos, dia-        afim e do 2º grau ou qua-
                                                 gramas ou expressões algé-        drática, logarítmica e expo-
                                                 bricas.                           nencial por meio de defini-
                                                                                   ção e exemplos, gráficos,
                                                                                   zeros e estudo do sinal;
  ALGéBRICO-SImBÓLICO




                                                                                 - Entender funções definidas
                                                                                   por mais de uma sentença,
                                                                                   bem como função modu-
                                                                                   lar;
                                                                                 - Construir modelos para
                                                                                   analisar fenômenos;
                                                                                 - Reconhecer, construir e in-
                                                                                   terpretar gráficos de fun-
                                                                                   ções modulares;
                                                                                 - Reconhecer a importância
                                                                                   das funções exponenciais
                                                                                   e logarítmicas;
                                                                                 - Resolver equações e ine-
                                                                                   quações 1º e do 2º graus;
                                                                                 - Compreender potências
                                                                                   com expoentes irracionais;
                                                                                 - Analisar a função exponen-
                                                                                   cial, definindo-a e reconhe-
                                                                                   cendo suas propriedades
                                                                                   e representações em gráfi-
                                                                                   cos.




                                                                                                                  117
EIXO
                                    CONTEÚDOS                                COMPETÊNCIAS                    HABILIDADES
      TEMÁTICO
                              --   Funções:      Polino-                                             -	 Entender as funções com-
                                   miais (1º E 2º Graus);                                               posta e inversa;
                              --   Noção de Funções                                                  -	 Analisar a função logarítmi-
                                   Modulares;                                                           ca, definindo-a e reconhe-
                                                                                                        cendo suas propriedades
                              --   Funções Exponen-
                                                                                                        e representações em gráfi-
                                   ciais e Logarítmicas;
                                                                                                        cos;
                              --   Sequências e Pro-
                                                                                                     -	 Resolver equações e ine-
                                   gressões.
        ALGÉBRICO-SIMBÓLICO




                                                                                                        quações exponenciais e lo-
                                                                                                        garítmicas;
                                                                                                     -	 Definir e dar exemplos de
                                                                                                        sequências e formulas de
                                                                                                        recorrência;
                                                                                                     -	 Entender progressões arit-
                                                                                                        méticas e geométricas, re-
                                                                                                        lacionando-as com função
                                                                                                        afim e função exponencial;
                                                                                                     -	 Utilizar os conceitos de pro-
                                                                                                        gressões na resolução de
                                                                                                        problemas;
                                                                                                     -	 Comparar as médias arit-
                                                                                                        mética e geométrica.


                              --   Trigonometria no                -	 Relacionar questões geo-       -	Entender semelhança de
                                   Triângulo Retângu-                 métricas a situação algébri-     triângulos, ligada ao con-
        GRANDEZAS E MEDIDAS




                                   lo.                                cas.                             ceito de proporcionalidade
                                                                                                       já retomado no estudo da
                                                                                                       função afim;
                                                                                                     -	 Entender o Teorema de
                                                                                                        Pitágoras e as relações tri-
                                                                                                        gonométricas no triângulo
                                                                                                        retângulo, com análise das
                                                                                                        razões seno, cosseno e tan-
                                                                                                        gente e da lei dos senos e
                                                                                                        cossenos.




118       GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO
                                  CONTEÚDOS                    COMPETÊNCIAS                       HABILIDADES
TEMÁTICO
                             -   Estatística: Gráficos   - Interpretar e utilizar dife-    - Compreender o conceito
                                 e Tabelas de Frequ-       rentes formas de represen-        de Estatística, o que é e a
                                 ência.                    tações (tabelas, gráficos,        que se propõe, principal-
                                                           expressões e etc.);               mente verificando que sua
                                                                                             utilidade vai além dos ín-
                                                         - Formular hipótese e prever
                                                                                             dices, sendo o conjunto de
                                                           resultados.
                                                                                             previsões a partir de dados
  TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO




                                                                                             numéricos e de cálculos
                                                                                             com estes dados, utilizan-
                                                                                             do o instrumento de comu-
                                                                                             nicação – os gráficos;
                                                                                           - Entender frequências ab-
                                                                                             solutas e frequências relati-
                                                                                             vas;
                                                                                           - Analisar gráficos cartesia-
                                                                                             nos: de barras, colunas,
                                                                                             pontos e linhas;
                                                                                           - Analisar gráficos setoriais;
                                                                                           - Compreender o uso de ta-
                                                                                             belas em outras circunstân-
                                                                                             cias, como na resolução de
                                                                                             problemas e em tomadas
                                                                                             de decisões.

                                                                 2°ANO
  EIXO
                                  CONTEÚDOS                    COMPETÊNCIAS                       HABILIDADES
TEMÁTICO
                             -   Porcentagens, Ju-       - Ler e interpretar textos de     - Aplicar porcentagem na re-
                                 ros, Taxa e Capital.      interesse cientifico e tecno-     solução de problemas;
                                                           lógico;
                                                                                           - Determinar Juros Simples
                                                         - Organizar o pensamento ló-        de um capital a uma dada
                                                           gico matemático;                  taxa em determinado tem-
  NÚmEROS E OpERAÇÕES




                                                                                             po;
                                                         - Articular o conhecimento
                                                           matemático com conheci-         - Determinar juros compos-
                                                           mento de outras áreas do          tos que rende um capital;
                                                           saber cientifico;
                                                                                           - Resolver problemas que
                                                         - Exprimir relações variáveis       envolvam juros simples e
                                                           de grandezas envolvendo o         compostos;
                                                           mundo físico, econômico e
                                                                                           - Utilizar software com re-
                                                           etc.;
                                                                                             cursos de matemática fi-
                                                         - Analisar, comparar e iden-        nanceira.
                                                           tificar a variedade de infor-
                                                           mações que recebemos no
                                                           cotidiano.



                                                                                                                             119
EIXO
                                   CONTEÚDOS                                 COMPETÊNCIAS                      HABILIDADES
      TEMÁTICO
                              --   Matrizes, Sistemas              -	Expressar algebricamente           -	 Estudar sistemas lineares
                                   Lineares e Deter-                 modelo matemático que                 com duas incógnitas, com
                                   minantes.                         representam variações de              interpretação geométrica
                                                                     grandezas;                            no plano e passando para o
                                                                                                           espaço;
                                                                   -	 Identificar, analisar e aplicar
                                                                      conhecimentos sobre valo-         -	 Definir e operar com matri-
                                                                      res de variáveis, representa-        zes;
                                                                      do em gráficos, diagramas
                                                                                                        -	 Aprender a resolução pelo
                                                                      ou expressões algébricas.
                                                                                                           método de escalonamento
                                                                                                           da matriz do sistema, mos-
                                                                                                           trando que é o processo
        ALGÉBRICO-SIMBÓLICO




                                                                                                           utilizado na resolução de
                                                                                                           sistemas nos computado-
                                                                                                           res;
                                                                                                        -	 Entender que os sistemas
                                                                                                           de determinantes e da Re-
                                                                                                           gra de Cramer são utiliza-
                                                                                                           dos apenas de forma teóri-
                                                                                                           ca, na Geometria Analítica;
                                                                                                        -	Comparar operações al-
                                                                                                          gébricas definidas como
                                                                                                          matrizes com aquelas com
                                                                                                          números reais;
                                                                                                        -	 Compreender que a nota-
                                                                                                           ção matricial surge em ou-
                                                                                                           tros campos de aplicações;
                                                                                                        -	 Entender determinante de
                                                                                                           matriz quadrada, que será
                                                                                                           retomado na Geometria
                                                                                                           Analítica.




120       GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO
                            CONTEÚDOS                COMPETÊNCIAS                     HABILIDADES
TEMÁTICO
                        -   Geometria Plana;   - Relacionar questões geo-      - Identificar um polígono e
                                                 métricas a situações algé-      reconhecer seus elemen-
                        -   Poliedros e Cor-
                                                 bricas;                         tos;
                            pos Redondos;
                                               - Entender e aplicar funções    - Nomear os polígonos;
                        -   Trigonometria no
                                                 trigonométricas no cotidia-
                            Circulo.                                           - Resolver situações-proble-
                                                 no.
                                                                                 mas com cálculos de áreas;
                                                                               - Resolver problemas por
                                                                                 meio de semelhanças;
                                                                               - Iniciar a definição de alguns
                                                                                 sólidos e compreender per-
                                                                                 pendicularismo e paralelis-
                                                                                 mo com faces e arestas de
                                                                                 alguns deles;
                                                                               - Definir, exemplificar e clas-
                                                                                 sificar poliedros;
                                                                               - Compreender a relação de
  GRANDEZAS E mEDIDAS




                                                                                 Euler;
                                                                               - Recordar áreas e períme-
                                                                                 tros de figuras planas e pla-
                                                                                 nificações de sólidos;
                                                                               - Entender o princípio de Ca-
                                                                                 valieri;
                                                                               - Calcular áreas e volumes de
                                                                                 paralelepípedos, prismas,
                                                                                 pirâmides e corpos redon-
                                                                                 dos;
                                                                               - Resolver situações proble-
                                                                                 mas que envolvam funções
                                                                                 trigonométricas;
                                                                               - Entender     circunferência
                                                                                 periodicidade, interpreta-
                                                                                 ção geométrica trigono-
                                                                                 métrica daquelas associa-
                                                                                 das a um ângulo, medidas
                                                                                 de arcos e ângulos, funções
                                                                                 seno/cosseno/ tangente;




                                                                                                                 121
EIXO
                                                  CONTEÚDOS                                  COMPETÊNCIAS                    HABILIDADES
      TEMÁTICO
                                             --   Geometria Plana;                                                    -	 Compreender as relações
                       GRANDEZAS E MEDIDAS




                                                                                                                         fundamentais da trigono-
                                             --   Poliedros e Cor-
                                                                                                                         metria;
                                                  pos Redondos;
                                                                                                                      -	 Resolver situações proble-
                                             --   Trigonometria no
                                                                                                                         mas que envolvam equa-
                                                  Circulo.
                                                                                                                         ções e inequações trigono-
                                                                                                                         métricas.



                                             --   Probabilidades;                  -	 Interpretar e utilizar dife-    -	 Definir e apontar os objeti-
                                                                                      rentes formas de represen-         vos das Probabilidades.
                                             --   Análise Combina-
                                                                                      tação (tabelas, gráficos, ex-
                                                  tória.                                                              -	 Calcular probabilidades em
                                                                                      pressões e etc.);
                                                                                                                         espaço amostral finito.
                                                                                   -	 Compreender o caráter ale-
                                                                                                                      -	Analisar     probabilidade
                                                                                      atório e não determinístico
                                                                                                                        condicional e independên-
                                                                                      dos fenômenos naturais e
                                                                                                                        cia de eventos.
                                                                                      sociais no calculo probabi-
                                                                                      lístico.                         -	 Compreender a análise
                                                                                                                          combinatória como a arte
                                                                                                                          de contar.
                                                                                                                      -	Entender problemas de
       TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO




                                                                                                                        contagem, utilizando o
                                                                                                                        princípio      fundamental
                                                                                                                        (multiplicativo) e o princí-
                                                                                                                        pio aditivo, (mais do que o
                                                                                                                        uso de fórmulas prontas).
                                                                                                                      -	 Utilizar esquemas gráficos
                                                                                                                         de organização, do tipo
                                                                                                                         árvore, ou de tabelas, para
                                                                                                                         a resolução de problemas
                                                                                                                         de contagem utilizando as
                                                                                                                         TICs;
                                                                                                                      -	 Analisar a utilização da prá-
                                                                                                                         tica de contagem no cál-
                                                                                                                         culo de probabilidades em
                                                                                                                         espaços finitos.
                                                                                                                      -	 Compreender fatorial, ar-
                                                                                                                         ranjos, permutações e
                                                                                                                         combinações.
                                                                                                                      -	 Compreender o binômio
                                                                                                                         de Newton como produto
                                                                                                                         notável que terá aplicação
                                                                                                                         no cálculo de probabilida-
                                                                                                                         des e de Genética.




122                       GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3°ANO
  EIXO
                                 CONTEÚDOS                   COMPETÊNCIAS                        HABILIDADES
TEMÁTICO
                             -   Matemática     Fi-   - Ler e interpretar textos de       - Aplicar os conceitos a te-
                                 nanceira;              interesse cientifico e tecno-       mas da vida cotidiana,
                                                        lógico;                             exemplificando com dife-
                             -   Estatística: Medi-
                                                                                            renças entre o que é cobra-
                                 das de Centralida-   - Organizar o pensamento ló-
  TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO




                                                                                            do à vista e a prazo, rendi-
                                 de e Dispersão.        gico matemático;
                                                                                            mento de investimentos,
                                                      - Articular o conhecimento            tributos, impostos, etc.;
                                                        matemático com conheci-
                                                                                          - Entender médias, moda e
                                                        mento de outras áreas do
                                                                                            mediana, desvios absolu-
                                                        saber cientifico;
                                                                                            tos e desvio absoluto mé-
                                                      - Exprimir relações variáveis         dio;
                                                        de grandezas envolvendo o
                                                                                          - Compreender desvios qua-
                                                        mundo físico, econômico e
                                                                                            dráticos, variância e desvio
                                                        etc.;
                                                                                            padrão.
                                                      - Analisar, comparar e iden-
                                                        tificar a variedade de infor-
                                                        mações que recebemos no
                                                        cotidiano.



                             -   Polinômios     e     - Identificar, analisar e aplicar   - Realizar operações e divi-
                                 Equações Algébri-      conhecimentos sobre valo-           são de polinômios de uma
                                 cas.                   res de variáveis, ou expres-        variável por x – a.
                                                        sões algébricas.
                                                                                          - Compreender a regra de
                                                                                            Briot-Ruffini.
                                                                                          - Resolver equações algébri-
                                                                                            cas, utilizando o teorema
                                                                                            fundamental da Álgebra e
  ALGéBRICO-SImBÓLICO




                                                                                            calculando raízes múltiplas
                                                                                            e número de raízes. Com-
                                                                                            preender raízes racionais e
                                                                                            complexas.
                                                                                          - Aprender a utilizar algum
                                                                                            software para resolução de
                                                                                            equações;
                                                                                          - Desenvolver o entendi-
                                                                                            mento de que problemas
                                                                                            corriqueiros da matemáti-
                                                                                            ca financeira podem levar
                                                                                            as equações algébricas de
                                                                                            grau bastante elevado, ar-
                                                                                            ticulando os assuntos com
                                                                                            os temas entre si e com a
                                                                                            vida atual.



                                                                                                                           123
EIXO
                                   CONTEÚDOS                                 COMPETÊNCIAS                      HABILIDADES
      TEMÁTICO
                              --   Geometria Analí-                -	 Relacionar questões geo-         -	 Recordar o plano cartesia-
                                   tica.                              métricas a situações algé-          no, a distância entre dois
                                                                      bricas;                             pontos e as equações da
        GRANDEZAS E MEDIDAS




                                                                                                          reta;
                                                                                                       -	 Reconhecer ângulos, per-
                                                                                                          pendicularismo e paralelis-
                                                                                                          mo de retas.
                                                                                                       -	Calcular distância       entre
                                                                                                         ponto e reta;
                                                                                                        -	 Compreender as equações
                                                                                                           da circunferência, da elipse,
                                                                                                           da hipérbole e da parábola.


                              --   Números Comple-                 -	 Identificar e analisar a parte   -	 Diferenciar o conjunto dos
                                   xos.                               real e imaginária dos núme-         números Complexos dos
                                                                      ros complexos;                      Reais;
                                                                   -	 Interpretar e utilizar tecno-    -	 Compreender a definição,
                                                                      logia para representar a for-       forma algébrica e opera-
                                                                      ma polar.                           ções com números com-
        NÚMEROS E OPERAÇÕES




                                                                                                          plexos;
                                                                                                       -	 Realizar operações com nú-
                                                                                                          meros complexos;
                                                                                                       -	 Representar geometrica-
                                                                                                          mente e na forma trigono-
                                                                                                          métrica os números com-
                                                                                                          plexos;
                                                                                                       -	 Saber reconhecer o uso
                                                                                                          dos números complexos na
                                                                                                          aplicação da ciência física:
                                                                                                          fabricação de componen-
                                                                                                          tes eletrônicos, etc.




124       GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA
      BIOLOGIA, FÍSICA E QUÍMICA.




125
8. ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA

      8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza


      A área de ciências da natureza, no ensino médio, in-                     tema produtivo e dos serviços, serão tratados como con-
      tegra os conhecimentos da Biologia, da Física e da                       texto em que se desenvolve o conhecimento científico, e
      Química. Essas disciplinas apresentam característi-                      não em separado, como apêndices de uma ciência básica”.
      cas comuns e recomenda-se uma articulação didáti-
                                                                               Essa proposta pode ser considerada consistente e
      ca e pedagógica interna à sua área na condução da
                                                                               atualizada, uma vez que os aprofundamentos nas
      aprendizagem, seja em sala de aula ou desenvolven-
                                                                               questões referentes a cada disciplina servirão de
      do outras atividades. As competências gerais que se
                                                                               base para as muitas reflexões.
      pretende alcançar só serão adquiridas se os procedi-
      mentos metodológicos comuns e linguagens com-
      partilhadas, traduzidas para a especificidade de cada                    8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano
      área, forem desenvolvidos em cada uma das disci-
      plinas, organicamente, pelo seu conjunto, facilitando
      assim a integração das áreas.                                                  “É objeto de estudo da Biologia o fenômeno vida
      Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para                              em toda sua diversidade de manifestações”. (PC-
      o Ensino Médio.                                                                NEM, p. 31).

            “[...] cada área de conhecimento devem envolver,                   Existem dois conceitos fundamentais que norteiam a
            de forma combinada, o desenvolvimento de co-                       proposta curricular do Ensino Médio segundo os pa-
            nhecimentos práticos, contextualizados, que res-                   râmetros curriculares:
            pondam às necessidades da vida contemporânea,                       •	   Contextualização: visa retirar o aluno da con-
            e o desenvolvimento de conhecimentos mais am-                            dição de espectador passivo, estabelecendo re-
            plos e abstratos, que correspondam a uma cultu-                          lação entre o que ele aprende na escola e a sua
            ra geral e a uma visão de mundo. Para as Ciências                        vida (seu corpo, seu cotidiano, as práticas polí-
            da Natureza[...], isto é particularmente verdadeiro,                     ticas, culturais e de comunicação da sociedade
            pois a crescente valorização do conhecimento e da                        em que vive etc.).
            capacidade de inovar demanda cidadãos capazes
            de aprender continuamente, para o que é essencial                   •	   Interdisciplinaridade: visa proporcionar que
            uma formação geral e não apenas um treinamento                           se inter-relacionem conhecimentos e que estes
            específico”. (PCN, p. 207)                                               produzam um novo conhecimento, mais am-
                                                                                     plo, sem dispensar, entretanto, a especificidade
      Dessa forma, o aprendizado das disciplinas que inte-                           de cada disciplina.
      gram a área das ciências da natureza é orientado pe-
      las competências gerais que se deseja desenvolver,                       No ensino de Biologia essa contextualização estabe-
      respeitando as particularidades e diversidade das                        lece que o aprendizado deva ser organizado a partir
      ciências e conduzindo o ensino de forma contextua-                       de situações vivenciais e não da lógica que estrutura
      lizada e articulada, oportunizando ao aluno a forma-                     a disciplina, possibilitando ao aluno adquirir instru-
      ção de novos conceitos e habilidades.                                    mentos para agir em diferentes contextos.

      O PCN+ dispõe sobre a elaboração do programa de                          Segundo as orientações para o ensino da Biologia do
      ensino das disciplinas que compõem a área das Ciên-                      PCN+.
      cias Naturais.                                                           [...] Trata-se, portanto de inverter o que tem sido a nossa
      “[...] está se levando em conta o fato de que elas incorpo-              tradição de ensinar Biologia como conhecimento descon-
      ram e compartilham, de forma explicita e integrada, con-                 textualizado, independente de vivências, de referências a
      teúdos de disciplinas afins, como Astronomia e Geologia.                 práticas reais e colocar essa ciência enquanto meio para
      Da mesma forma, aspectos biológicos, físicos, químicos                   ampliar a compreensão sobre a realidade, recursos graças
      [...], presentes nas questões tecnológicas, econômicas,                  ao quais os fenômenos biológicos podem ser percebidos
      ambientais ou éticas das relações interpessoais e do sis-                e interpretados [...]. (PCN, p. 41)


126         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
A interdisciplinaridade, no ensino da Biologia, permi-       como alimentação saudável, alterações climáticas,
te uma inter-relação entre os conhecimentos adqui-           o uso da genética e da biotecnologia, evidenciada
ridos em outras disciplinas ou no cotidiano, dando           nos processos de clonagem, transgenia e produção
possibilidade ao aluno de produzir novos conheci-            de células tronco. O conhecimento científico pode
mentos a partir de conceitos estabelecidos.                  possibilitar uma participação ativa e consenso crítico
                                                             numa sociedade como a atual, na qual o fato científi-
O PCN+ aborda sobre o ensino da Biologia no ensino
                                                             co está na base de grande parte das opções pessoais
médio.
                                                             que a prática social exige. Assim, o pensamento cien-
      Uma abordagem por competências recoloca o              tífico desenvolvido ajudará o aluno do Ensino Médio
      papel dos conhecimentos a serem aprendidos na          a compreender e interpretar tais informações e saber
      escola. Eles se tornam recursos para que o indiví-     relacioná-las. Essas habilidades, portanto, devem ser
      duo, diante de situações de vida, tome uma deci-       desenvolvidas ainda no Ensino Fundamental.
      são, identifique ou enfrente um problema, julgue
                                                             O PCNEM traz sobre o sentido do aprendizado na
      um impasse ou elabore um argumento. Assim, co-
                                                             área:
      nhecimentos biológicos, relacionados a citologia e
      genética, por exemplo, deverão instrumentalizar o            “[...] Nessa nova etapa, em que já se pode contar
      aluno para que, diante de uma situação real, como            com uma maior maturidade do aluno, os objetivos
      a decisão de um ministro de apoiar a clonagem                educacionais podem passar a ter maior ambição
      terapêutica, publicada no jornal e anteriormente             formativa, tanto em termos da natureza das infor-
      citada, seja capaz de se posicionar, ou, pelo menos,         mações tratadas, dos procedimentos e atitudes
      apontar, de maneira fundamentada, argumentos                 envolvidas, como em termos de habilidades, com-
      pró e contra a decisão. É por essa razão. Ou seja,           petências e dos valores desenvolvidos. Mais ampla-
      porque se aprende e se percebe o aprendido ape-              mente integrado à vida comunitária, o estudante
      nas em situações reais que, numa abordagem por               da escola de nível médio já tem condições de com-
      competências, o contexto e a interdisciplinaridade           preender e desenvolver consciência mais plena de
      são essenciais. (PCN, p. 41)                                 suas responsabilidades e direitos, juntamente com
                                                                   o aprendizado disciplinar”. (PCN, p. 06)
Neste contexto, o (a) professor (a) deve propiciar
a construção de conceitos e atitudes ao estudante            Desta forma, O ensino “conceitual”, de simples me-
ao trabalhar os eixos articuladores, representação           morização não traz significado para os educandos
e comunicação, investigação e compreensão, con-              e, em consequência, não promove a construção do
textualização sociocultural, nessa área, a partir de         conhecimento. O aluno deve ser estimulado a esta-
questionamentos e de problematização daquilo que             belecer relações, a compreender “causa e efeito” e
é observado e vivido para compreender o mundo, a             perceber o avanço da ciência, mas também a ação do
dinâmica de interdependência entre os sistemas que           homem sobre a natureza e as consequências sobre o
o compõe e suas transformações, percebendo o ser             contexto social. Envolvendo assim, três aspectos bá-
humano como indivíduo e enquanto parte consti-               sicos para o ensino de Biologia: o conceitual, o proce-
tuinte do universo. Desse modo, o estudante desen-           dimental e o atitudinal.
cadeia reflexões sobre a forma de seleção e utilização
                                                             As atividades ou projetos de estudo que envolvam
de elementos naturais no processo de produção de
                                                             realmente os alunos, promovem: a cooperação entre
tecnologias e proporcionando a reconstrução da re-
                                                             colegas e a necessidade de organização, a concentra-
lação ser humano-natureza.
                                                             ção, a busca de novas informações para a resolução ou
Nesta proposta curricular o aluno deve ser capaz de          entendimento de outras situações. Essa situação evita
recriar sua subjetividade interagindo com o meio so-         que eles sejam meros espectadores ou receptores pas-
ciocultural e socioambiental, através de temas con-          sivos de informações que serão temporariamente me-
textualizados e interdisciplinares para a produção           morizadas, oportunizando aos mesmos a organização
do conhecimento científico. Essa produção deve ser           de pensamentos para poder expressá-lo oralmente ou
estimulada com a aplicação de metodologias como:             graficamente, confrontando e argumentando sobre
aulas práticas experimentais, pesquisa de campo e            opiniões diversas. Portanto, associando o conceitual,
bibliográfica e produção e utilização de textos.             ao procedimental e atitudinal, formaremos cidadãos
                                                             reflexivos participantes da construção do conheci-
O ensino de Biologia traz para o aluno uma grande
                                                             mento e agentes ativos da sociedade.
visibilidade de temas atuais que envolvem assuntos


                                                                                                                        127
OBJETIVOS
      Esses objetivos educacionais podem ser resumidos                              •	   Preparar o educando para a cidadania no sen-
      nos seguintes pontos:                                                              tido universal e não apenas profissionalizante,
                                                                                         aprimorando-o como ser humano sensível soli-
       •	   Consolidar e aprofundar o aprendizado iniciado
                                                                                         dário e consciente.
            no Ensino Fundamental;
       •	   Propiciar um aprendizado útil à vida e ao traba-
            lho, no qual as informações e os conhecimentos
            transmitidos se transformem em instrumentos
            de compreensão, interpretação, julgamento,
            mudança e previsão da realidade;




                                                                               1º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	   Desenvolver a capacidade de comunicação;                                •	   Identificar as relações entre o conhecimento
                                                                                         científico e o desenvolvimento tecnológico,
       •	   Compreender a vida, do ponto de vista biológi-
                                                                                         considerando a preservação da vida e as con-
            co, como fenômeno que se manifesta de formas
                                                                                         cepções de desenvolvimento sustentável;
            diversas, mas sempre como sistema organizado
            e integrado, que interage com o meio físico-quí-                        •	   Desenvolver o raciocínio e a capacidade de
            mico por meio de um ciclo de matéria e de um                                 aprender, questionando processos naturais e
            fluxo de energia;                                                            tecnológicos.


       EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                     -	 A Biologia no dia-a-dia, suas subdivi-                -	 Ler, interpretar e produzir textos que
                                        sões e a investigação científica;                        enfoque a interação e a identidade
                                                                                                 dos seres vivos de forma contextuali-
                                    -	 Seres vivos, seus níveis de organiza-
                                                                                                 zada e interdisciplinar;
                                       ção e obtenção de alimentos;
                                                                                             -	 Relacionar fenômenos, fatos, proces-
                                     -	 Biodiversidade: fenômeno da vida;
                                                                                                sos e ideias, elaborando conceitos,
                                    -	 Teoria sobre a origem da vida e forma-                   identificando regularidades e diferen-
                                       ção dos primeiros compostos orgâni-                      ças, construindo generalizações;
                                       cos;
       Identidade                                                                            -	 Reconhecer os diferentes tipos de or-
       dos Seres                    -	 O surgimento do material genético;                       ganização e a forma de obtenção de
       Vivos                        -	 Composição química das células.                          energia dos seres vivos;

                                    -	 Teoria celular e tipos de células;                    -	 Relacionar fenômenos, fatos e ideias,
                                                                                                elaborando novos conceitos e identi-
                                    -	 Estrutura celular: envoltórios, citoplas-                ficando as diferenças dos diversos ní-
                                       ma e núcleo;                                             veis de vida;
                                    -	 Tipos de cromossomos e a relação                      -	 Caracterizar as hipóteses autótrofas e
                                       com os genes;                                            heterótrofas, analisando a origem dos
                                    -	 Genoma humano, DNA recombinante                          primeiros compostos orgânicos;
                                       e transgênico;


128         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                - Divisão celular;                           - Identificar as substâncias orgânicas e
                                                               inorgânicas que compõem a matéria
                - Bases da bioenergética: fotossíntese,
                                                               viva e saber diferenciá-las;
                  quimiossíntese, fermentação e respi-
                  ração aeróbia;                             - Reconhecer a célula como unidade
                                                               morfológica do ser vivo, entendendo
                - A biotecnologia no tempo;
                                                               sobre sua estrutura, seu funcionamen-
                - Estudo dos tecidos, epitelial, conjunti-     to, e papel biológico;
                  vo, muscular e nervoso;
                                                             - Identificar os tipos de cromossomos
                - Tipos de reprodução assexuada e se-          e saber relaciona-los com os genes,
                  xuada e seus mecanismos de trans-            identificando a função biológica des-
                  missão;                                      sas estruturas;
                - Casos especiais de reprodução;             - Caracterizar e reconhecer os tipos de
                                                               divisão celular, entendendo sua im-
                - Desenvolvimento embrionário dos se-
                                                               portância para a reprodução dos seres
                  res vivos;                                   vivos;
                - Célula-tronco, descobertas e aplica-       - Compreender a importância da mito-
                  ções.                                        se na renovação celular e crescimento
                                                               do organismo e da meiose na repro-
                                                               dução sexuada;
                                                             - Entender que os processos da fotos-
                                                               síntese e respiração celular são pro-
IDENTIDADE                                                     cessos inversos que contribuem para
DOS SERES                                                      a manutenção da vida;
VIVOS                                                        - Entender a morfofisiologia dos teci-
                                                               dos animais e vegetais compreenden-
                                                               do suas inter-relações;
                                                             - Identificar os processos vitais dos se-
                                                               res vivos, relacionando forma e fun-
                                                               ções;
                                                             - Diferenciar os tipos de reprodução,
                                                               identificando as formas assexuadas e
                                                               sexuadas da transmissão da vida;
                                                             - Compreender os processos de repro-
                                                               dução, associando ao seu desenvolvi-
                                                               mento embrionário;
                                                             - Relacionar os tipos de divisão celular
                                                               com os tipos de reprodução;
                                                             - Entender a reprodução humana em
                                                               todas as etapas de desenvolvimento;
                                                             - Identificar diferentes formas de obter
                                                               informações (observação, experimen-
                                                               to, leitura de texto, gráfico, imagem,
                                                               meios multimídias e entrevista), se-
                                                               lecionando aquelas pertinentes ao
                                                               tema em estudo.




                                                                                                         129
2º ANO

      COMPETÊNCIAS
       •	   Ler e interpretar: esquemas, tabelas, gráficos e                        •	   Compreender a estrutura e a fisiologia dos gru-
            representações geométricas;                                                  pos de seres vivos, relacionando os diversos sis-
                                                                                         temas;
       •	   Desenvolver a capacidade de organizar os co-
            nhecimentos adquiridos, entender, contextuali-                          •	   Compreender a subjetividade como compo-
            zar e refletir as informações surgidas nas práti-                            nente da realização humana, valorizando a for-
            cas humanas;                                                                 mação de hábito de autocuidado, autoestima e
                                                                                         respeito ao outro.
       •	   Compreender a saúde como resultado do bem
            estar físico social, mental e cultural dos indiví-
            duos;

       EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                     -	 Estudos das categorias taxonômicas;                  -	 Relacionar fenômenos, fatos, proces-
                                                                                                sos e ideias, elaborando conceitos,
                                      -	 Estudo sobre os Vírus;
                                                                                                identificando regularidades e diferen-
                                      -	 Classificação dos seres vivos;                         ças, construindo generalizações;
                                     -	 Doenças causadas e transmitidas por                   -	 Compreender a organização dos seres
                                        seres vivos;                                             vivos e sua classificação biológica;
                                     -	 Anatomorfofisiologia animal e vege-                   -	 Entender a estrutura, reprodução e
                                        tal.                                                     importância dos vírus e sua relação
                                                                                                 com os seres vivos;
                                                                                              -	Identificar as doenças causadas e
                                                                                                transmitidas por determinadas espé-
                                                                                                cie, conhecendo as formas de preven-
                                                                                                ção e controle biológico;
                                                                                             -	 Entender os mecanismos de funciona-
       Morfo-
                                                                                                mento fisiológico dos vegetais e dos
       Fisiologia e
                                                                                                animais, compreendendo suas parti-
       Diversidade
                                                                                                cularidades e inter-relações;
       da Vida
                                                                                             -	 Entender a ocorrências dos processos
                                                                                                morfofisiológicos dos seres vivos e a
                                                                                                interação entre os processos e o meio
                                                                                                ambiente;
                                                                                              -	 Conhecer os animais peçonhentos e
                                                                                                 os perigos para o homem;
                                                                                              -	 Reconhecer a influência e a importân-
                                                                                                 cia econômica e ecológica dos seres
                                                                                                 vivos;
                                                                                              -	 Ler, interpretar e produzir textos uti-
                                                                                                 lizando meios multimídias que enfo-
                                                                                                 que a origem, a transmissão e a evolu-
                                                                                                 ção da vida de forma contextualizada
                                                                                                 e interdisciplinar.



130         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3º ANO


COmpETêNCIAS
 •	   Desenvolver a capacidade de dominar os ins-          •	   Compreender a vida, do ponto de vista bioló-
      trumentos básicos da linguagem científica;                gico, como fenômeno que se manifesta de for-
                                                                mas diversas, mas sempre como sistema orga-
 •	   Compreender as situações-problemas do coti-
                                                                nizado e integrado, que interage com o meio
      diano, elaborar hipóteses, interpretar, avaliar e
                                                                físico-químico por meio de um ciclo de matéria
      planejar intervenções socioculturais e tecnoló-
                                                                e de um fluxo de energia;
      gicas.
                                                           •	   Compreender a diversificação das espécies
 •	   Relacionar, articular, integrar e sistematizar fe-
                                                                como resultado de um processo evolutivo, que
      nômenos e teorias dentro das áreas de conhe-
      cimento;                                                  inclui dimensões temporais e espaciais.


  EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                         - Reprodução Humana, Métodos con-           - Relacionar fenômenos, fatos, proces-
                           traceptivos, DSTs, câncer de próstata,       sos e ideias, elaborando conceitos,
                           de mama e de colo uterino, amamen-           identificando regularidades e diferen-
                           tação;                                       ças, construindo generalizações;
                                                                     - Compreender o processo de reprodu-
                         - Bases da hereditariedade, suas impli-        ção humana, os métodos contracepti-
                           cações, interações e heranças ligada,        vos;
                           influenciada e restrita ao sexo;
                                                                     - Identificar as doenças sexualmente
                         - Genes letais e melhoramento genéti-          transmissíveis, seus mecanismos de
                           co;                                          transmissão, agentes patológicos e
                                                                        formas de prevenção;
                        - A alteração da frequência gênica por
                                                                     - Identificar a prevenção dos diversos ti-
                          determinadas patologias.
                                                                        pos de câncer relacionados ao sistema
                                                                        reprodutor;
                                                                     - Reconhecer os benefícios da ama-
TRANSmISSÃO                                                             mentação;
DA VIDA E                                                             - Entender os componentes hereditá-
VARIABILIDADE                                                           rios, suas aplicações na engenharia ge-
DOS SERES                                                               nética e as questões éticas envolvidas;
VIVOS                                                                - Compreender a herança genética li-
                                                                        gada, restrita e influenciada pelo sexo,
                                                                        identificando as anomalias ligadas a
                                                                        cada herança;
                                                                     - Identificar e diferenciar as interações
                                                                        gênicas que ocorre em determinadas
                                                                        espécies, analisando as particularida-
                                                                        des de cada caso;
                                                                      - Conhecer e diferenciar os tipos san-
                                                                        guíneos;
                                                                      - Ler, interpretar e produzir textos que
                                                                        enfoque a variabilidade gênica utili-
                                                                        zando recursos hipermidiáticos, suas
                                                                        ocorrências e as interações com o
                                                                        meio ambiente de forma contextuali-
                                                                        zada e interdisciplinar.



                                                                                                                   131
EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                          HABILIDADES

                                    -	 Estudo da adaptação das espécies, os    -	 Relacionar fenômenos, fatos, proces-
                                       mecanismos evolutivos, as evidências       sos e ideias, elaborando conceitos,
                                       evolutivas e especiação.                   identificando regularidades e dife-
                                                                                  renças, construindo generalizações;
                                                                               -	 Entender a diversidade da vida e re-
                                                                                  lacioná-la com os mecanismos evo-
                                                                                  lutivos envolvidos na adaptação dos
                                                                                  seres vivos nos diferentes ambientes;
      Adaptação                                                                -	 Reconhecer as teorias evolutivas e as
      Evolução da                                                                 evidências do processo de evolução
      Vida                                                                        dos seres vivos;
                                                                               -	 Entender a ocorrências do processo
                                                                                  evolutivo das espécies e a relação
                                                                                  dessa evolução com a adaptação ao
                                                                                  ambiente;
                                                                               - 	 Ler, interpretar e produzir textos que
                                                                                   enfoque a origem, a transmissão e a
                                                                                   evolução da vida de forma contex-
                                                                                   tualizada e interdisciplinar utilizando
                                                                                   recursos hipermidiáticos.

                                    -	 Fatores ecológicos e suas influências   -	 Relacionar fenômenos, fatos, proces-
                                       na vida dos seres vivos;                   sos e ideias em Biologia, elaborando
                                                                                  conceitos, identificando regularida-
                                    -	 Estudo dos diferentes Biomas;
                                                                                  des e diferenças, construindo genera-
                                    -	 Ciclos biogeoquímicos;                     lizações;
                                    -	 Potencial biótico e resistência am-     -	 Analisar e diferenciar os fatores eco-
                                       biental;                                   lógicos e identificar a sua importância
                                    -	 A genética de populações;                  para a manutenção da vida;

                                    -	 Desequilíbrios ambientais e princi-     -	 Entender os diferentes tipos biomas
      Interação                        pais formas de poluição;                   brasileiros correlacionando com o
      Entre os                                                                    mundo e destacando suas importân-
                                    -	 Causas da extinção das espécies e          cias;
      Seres Vivos e
                                       principais espécies ameaçadas;
      o Ambiente                                                               -	 Diferenciar e compreender o proces-
                                    -	Biopirataria;                               so de transferência de matéria e ener-
                                    -	 O efeito estufa: causas e consequên-       gia dentro dos ecossistemas;
                                       cias;                                   -	 Reconhecer a importância do ciclo da
                                    -	 Destinação e formas de reciclagem          matéria como transferência de ener-
                                       do lixo.                                   gia para os seres vivos;
                                                                               -	 Entender as relações ocorridas en-
                                                                                  tre os seres vivos e o ambiente e se
                                                                                  perceber como parte integrante do
                                                                                  meio;




132      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                                                      - Conhecer e relacionar a biopirataria e
                                                                        suas consequências biológicas e eco-
                                                                        nômicas para a região;
                                                                       - Reconhecer o ser humano como
 INTERAÇÃO                                                               agente e paciente de transformações
 ENTRE OS                                                                intencionais por ele produzidas no
 SERES VIVOS E                                                           seu ambiente;
 O AmBIENTE
                                                                      - Reconhecer o valor econômico e cultu-
                                                                        ral das espécies da região amazônica;
                                                                      - Ler, interpretar e produzir textos que en-
                                                                        foque as interações ecológicas de forma
                                                                        contextualizada e interdisciplinar utili-
                                                                        zando recursos hipermidiáticos.


8.3 - Física - 1º ao 3º Ano
Física é uma linguagem simples de interpretação de          conteúdo apurado no 3º ano do ensino médio, po-
fenômenos naturais. E deve ser considerado como             dendo se executado com tranquilidade com o núme-
um ensino interessante e apaixonante. A quantidade          ro de duas aulas por semana. Percebe-se que foram
imensa de fenômenos torna o estudo da Física uma            cortados diversos temas, principalmente aqueles que
das maiores maravilhas do Universo. Quando come-            não seriam utilizados em outros temas, ou seja, foram
çamos a desvendar mistérios estamos despertando             selecionados conteúdos mais relevantes aos alunos.
curiosidades que seus alunos, com certeza irão sentir
                                                            Sabe-se que ela é uma ciência que tem como base as
desejo de estudá-lo minuciosamente. O próprio ser
                                                            observações experimentais, e os temas selecionados
humano é um fenômeno, sua origem e existência no
                                                            permitem ao professor a utilização de laboratórios ou
imenso universo. Cada respiração que o ser humano
                                                            não, pois os referidos temas estão relacionados dire-
executa, outros fenômenos são despertados. Estudar
                                                            tamente, ao dia a dia do aluno.
Física fica cada vez mais emocionante e conduz alunos
de todos os países a apresentar os mais inteligentes        Este currículo é baseado nas competências: ser, racio-
trabalhos científicos. Levar fenômenos para dentro do       cinar e interagir. Assim o aluno será capaz de apro-
laboratório e encontrar respostas a vários questiona-       priar-se das diversas linguagens que o possibilitará a
mentos dos seres humanos. Mas com a ajuda de ou-            compreensão do conteúdo, e sua interpretação nas
tras ciências, a Física fica mais bem dotada de recursos.   aulas (adicionais a da sala de aula) situações que pos-
                                                            sibilita sua interação. Além do que, é imprescindível e
A Física é em muitos aspectos, segundo alguns es-
                                                            importantíssimo que o aluno conheça os fundamen-
tudiosos da área, a mais básica de todas as ciências
                                                            tos da tecnologia atual, já que ela atua diretamente
naturais. Ela possui uma abrangência de tal forma
                                                            em sua vida e certamente definirá o seu futuro profis-
que envolve investigações que vão desde a estrutu-
                                                            sional. Daí a importância de se fazer uma ponte entre
ra elementar da matéria até a origem e evolução do
                                                            a física da sala de aula e a física do cotidiano.
Universo. Usando-se poucos princípios físicos, pode-
se explicar uma grande quantidade de fenômenos
naturais presentes no cotidiano, e compreender o            OBJETIVO DO COmpONENTE CURRICULAR
funcionamento das máquinas e aparelhos que estão
à nossa volta. A inclusão da Física no currículo do en-      •	   Contribuir para a formação de uma cultura
sino médio dá aos estudantes uma oportunidade de                  científica efetiva, que permita ao indivíduo a in-
passar a entender melhor a natureza que os rodeia e               terpretação dos fatos, fenômenos e processos
o mundo tecnológico em que vivem.                                 naturais, situando e dimensionando a interação
                                                                  do ser humano com a natureza como parte da
A proposta curricular apresentada é um mínimo de                  própria natureza em transformação.

                                                                                                                       133
1º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	   Padronizar o uso adequado de códigos de co-                             •	   Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi-
            municação oral, escrita no acesso à linguagem                                cos, grandezas, leis e teorias Físicas;
            científica de física;
                                                                                    •	   Destacar a Física como imprescindível na pro-
       •	   Inserir conhecimentos de física em harmonia                                  dução, e na evolução do conhecimento cientí-
            com outras áreas do saber;                                                   fico.


        EIXO TEMÁTICO                                      CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                       -	 História da evolução de Física;                     -	 Interpretar teorias e compreender os
                                                                                                 diversos fenômenos do universo, sua
                                       -	 Experiência de Física no dia a dia;
                                                                                                 origem e evolução;
                                       -	 Grandezas e unidades de medida;
                                                                                              -	 Descobrir e identificar fenômenos re-
                                       -	 Sistema Internacional de Unidades                      lacionados ao Universo, à vida huma-
                                          (SI);                                                  na, à cultura desde o surgimento;
                                       -	 Cinemática escalar Mecânica, con-                   -	 Conceituar e definir grandezas defi-
                                          ceitos básicos de cinemática e movi-                   nidas pelo Sistema Internacional de
                                          mentos uniformes;                                      Unidades (SI);
                                       -	 Movimento uniformemente variado;                    -	 Realizar minuciosos estudos sobre a
                                       -	 Grandezas vetoriais;                                   modernização tecnológica;

                                       -	 Lançamentos verticais e oblíquos;                   -	 Estudar os movimentos e as formas,
      Símbolos/
                                                                                                 e estabelecer definições incontestes
      Códigos e                        -	 Movimento circular uniforme;                           sobre esses conteúdos;
      Movimentos
      com Suas                         -	Dinâmica;                                            -	 Comentar as leis de Newton fazer de-
      Conservações                     -	 Princípios da dinâmica e suas aplica-                  monstrações de seus benefícios na
      e Variações                         ções;                                                  carreira estudantil;
      com
                                       -	Atrito;                                              -	 Demonstrar e realizar operações com
      Aplicações
                                                                                                 vetores;
      Tecnológicas                     -	 Trabalho e Potência;
                                                                                              -	 Reconhecer a lei de conservação dos
                                       -	 Energia mecânica;                                      movimentos como uma forma de re-
                                       -	Gravitação;                                             presentar grandezas;
                                       -	 Estática dos fluidos.                               -	 Elaborar e resolver situações que en-
                                                                                                 volvam movimentos utilizando recur-
                                                                                                 sos na previsão, avaliação, análise, e
                                                                                                 interpretação;
                                                                                              -	 Destacar a Física como recurso im-
                                                                                                 prescindível na ampliação da produ-
                                                                                                 ção em todos os níveis;
                                                                                              -	 Informar a importância da Física na
                                                                                                 saúde e no bem estar social;




134         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO   CONTEÚDOS               HABILIDADES

                            - Demonstrar a Física como uma fonte
                              natural inesgotável de vida presente a
                              cada momento com mais importância;
                            - Incentivar o estudo mais dedicado e
                              as descobertas de fenômenos úteis
                              da vida na Terra;
                            - Assimilar os conceitos de densidade
                              massa específica e pressão;
                            - Aprender e aplicar as duas primeiras
                              leis referentes a fluidos em repouso:
                              A Lei de Stevin e o princípio de Arqui-
                              medes;
                            - Conhecer e aplicar o princípio de Pas-
                              cal. Reconhecer e utilizar adequada-
                              mente, na forma oral e escrita, sím-
SÍmBOLOS/
                              bolos, códigos e nomenclatura da
CÓDIGOS E
                              linguagem cientifica;
mOVImENTOS
COm SUAS                    - Reconhecer e identificar as grandezas
CONSERVAÇÕES                  físicas, bem como suas respectivas
E VARIAÇÕES                   unidades de medidas usuais e no Sis-
COm                           tema Internacional de Unidades (SI);
ApLICAÇÕES
                            - Identificar os movimentos e suas for-
TECNOLÓGICAS
                              mas, estabelecer definições relevan-
                              tes a esses conteúdos;
                            - Elaborar e resolver situações que en-
                              volvam movimentos utilizando recur-
                              sos na previsão, avaliação, análise, e
                              interpretação;
                            - Compreender e identificar as leis de
                              Newton e suas aplicações no cotidia-
                              no;
                            - Identificar transformações de energia
                              e a conservação que dá sentido a es-
                              sas transformações;
                            - Utilizar programas de simulação e
                              plotagem de interações físicas com o
                              uso de recursos multimídias.




                                                                        135
2º ANO


      COMPETÊNCIAS
       •	   Inserir conhecimentos de física em harmonia                             •	   Despertar o questionamento e desejo de expli-
            com outras áreas do saber;                                                   car fenômenos;
       •	   Facilitar o acesso à utilização de conceitos físi-                      •	   Reconhecer que a Física está em todos os níveis
            cos, grandezas, leis e teorias Físicas;                                      de construção humana.


       EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                    -	Termologia;                                            -	 Compreender o papel do calor na ori-
                                                                                                gem e manutenção da vida;
                                    -	Termometria;
                                                                                             -	 Reconhecer as propriedades térmicas
                                    -	 Dilatação de corpos e líquido;
                                                                                                dos materiais e os diferentes proces-
                                    -	Calorimetria;                                             sos de troca de calor, identificando a
                                    -	 Mudanças de estado;                                      importância da condução, convecção
                                                                                                e irradiação em sistemas naturais e
                                    -	 Estudos dos gases;                                       tecnológicos;
                                    -	Termodinâmica;                                         -	 Utilizar o modelo cinético das molé-
      Calor,
                                    -	 Estudos de ondas;                                        culas para explicar as propriedades
      Ambiente
                                                                                                térmicas das substancias, associando
      e usos de                     -	 Óptica geométrica.                                       ao conceito de temperatura e a sua
      Energia
                                                                                                escala absoluta;
      e Suas
      Tecnologias                                                                            -	 Identificar o calor como forma de
                                                                                                transferência de energia e a irrever-
                                                                                                sibilidade de certas transformações
                                                                                                para avaliar o significado da eficiência
                                                                                                de máquinas térmicas;
                                                                                             -	 Identificar objetos, sistemas e fenô-
                                                                                                menos que produzem imagens para
                                                                                                reconhecer o papel da luz e as carac-
                                                                                                terísticas dos fenômenos físicos envol-
                                                                                                vidos utilizando as multimídias;




136         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Compreender a ciência Física como uma repre-          •	   Compreender os modelos físicos identificando
      sentação da natureza baseada na experimenta-               suas vantagens e limitações na descrição de fe-
      ção e abstração;                                           nômenos;
 •	   Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi-    •	   Relacionar fenômenos naturais com os princí-
      cos, grandezas, leis e teorias Físicas;                    pios e leis físicas que os regem.



 EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                     CARGA ELéTRICA: Condutores e                    - Analisar e interpretar de grandezas e
                     isolantes elétricos; Força elétrica;              leis físicas representadas em gráficos e
                                                                       tabelas;
                       - Uma força elementar;
                                                                     - Aplicar o princípio de conservação e
                       - Como carregar eletricamente um cor-
                                                                       a quantização da carga em processos
                         po;
                                                                       de eletrização;
                       - Como saber se um corpo está eletriza-
                                                                     - Empregar as leis que regem o campo
                         do;
                                                                       elétrico em análise qualitativa e quan-
                       - A lei da força elétrica.                      titativa de fenômenos eletrostáticos;
                     CAmpO ELéTRICO: O campo                         - Relacionar corrente e resistência elé-
                     gravitacional;                                    trica em meios materiais;
                       - O campo elétrico;                           - Aplicar as leis que regem o campo elé-
                       - Campos elétricos gerados por cargas           trico e o campo magnético na análise
                         pontuais;                                     de fenômenos eletromagnéticos;
 ELETRICIDADE
 E                     - Campo elétrico devido a várias cargas       - Reconhecer circuitos elétricos através
 mAGNETISmO              pontuais;                                     dos recursos audiovisuais;
 ApLICADOS à                                                         - Despertar a curiosidade e reconhecer
                       - Campo elétrico externo criado por
 TECNOLOGIA                                                            a Física Moderna como um empreen-
                         uma esfera eletrizada;
                                                                       dimento humano;
                       - Campo elétrico interno em uma esfera
                         condutora em equilíbrio eletrostático;      - Identificar diferentes tipos de radia-
                                                                       ções presentes na vida cotidiana,
                       - Linhas de força do campo elétrico;            reconhecendo a sistematização no
                       - Como se comportam os condutores               espectro eletromagnético e sua uti-
                         eletrizados.                                  lização através de tecnologias a elas
                                                                       associadas.
                     CAmpO mAGNéTICO: Imã;
                       - Campo magnético;
                       - Campo magnético terrestre;
                       - Força Magnética;
                       - Eletro magnetismo;
                       - Ondas eletromagnéticas.




                                                                                                                   137
EIXO TEMÁTICO                                    CONTEÚDOS                HABILIDADES

                               POTENCIAL ELÉTRICO: O potencial
                               gravitacional;
                                  -	 O potencial elétrico; O trabalho da for-
                                     ça elétrica;
                                  -	 Diferença de potencial numa região
                                     de campo elétrico uniforme;
                                  -	 Diferença de potencial no campo de
                                     uma carga pontual;
                                   -	 Superfícies equipotenciais e poten-
                                      ciais de um condutor carregado;
      Eletricidade                -	 Energia potencial elétrica;
      e
                                  -	 Ajuste de programação.
      Magnetismo
      Aplicados à              O MUNDO ELÉTRICO: Corrente elétrica;
      Tecnologia               Introdução;
                                  -	 Corrente elétrica nos sólidos, líquidos
                                     e gases;
                                  -	 Corrente convencional;
                                  -	 Corrente elétrica contínua e alternada.
                               TÓPICOS DA FÍSICA MODERNA: Dos
                               Raios Catódicos a TV de LED;
                                  -	 Bomba atômica a radioterapia;
                                  -	 O Núcleo atômico;
                                  -	 Postulados da teoria da relatividade.




138      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
8.4. Química - 1º ao 3º Ano                              Os combustíveis utilizados em indústrias e veículos,
                                                         são muito importantes na obtenção de várias formas
                                                         de energia. No entanto, o lançamento de certos pro-
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE
                                                         dutos da combustão no ar, traz sérios problemas para
CURRICULAR
                                                         o ambiente e para a vida em geral.
                                                         Asseguramos que os conhecimentos da Química
O ensino de Química caracteriza-se pela sua impor-       contribuem para uma melhor formação geral da po-
tância na descrição, compreensão e possibilidades        pulação, de forma que sejam utilizados a serviço de
de relações com a natureza, devido a seu conjunto        um mundo com melhores condições de vida. Isto in-
de conhecimentos e técnicas, que contribuem para a       clui com certeza, a preservação do meio ambiente e a
construção, ampliando a capacidade de analisar, re-      sustentabilidade da manutenção da vida no planeta.
fletir, agir, e consequentemente promover mudanças
no comportamento através na resolução de proble-
mas que interferem na qualidade de vida, favorecen-      OBJETIVOS
do a inclusão do ser humano na sociedade moder-
na e tecnológica. A partir do momento em que o
indivíduo perceber que o conhecimento científico é        •	   Possibilitar ao aluno a compreensão do mundo,
imprescindível para a compreensão das transforma-              as substancias, o desenvolvimento tecnológico
ções ocorridas em sua volta, ele passa a ver a Química         e suas aplicações no cotidiano;
como uma ciência presente no seu cotidiano e não          •	   Desenvolver a opinião crítica dos educandos
como um produto de laboratório.                                de forma que participem do processo de ensi-
A Química é uma ciência que se ocupa basicamente               no-aprendizagem através de experimentações
do conteúdo dos materiais e de suas transformações.            e pesquisas orientadas;
O desenvolvimento desta ciência tem permitido ao          •	   Proporcionar ao aluno compreensão e apro-
homem não só controlar certas transformações co-               priação dos conhecimentos de química por
nhecidas, tornando-as mais lentas ou mais rápidas,             meio do contato com o objeto de estudo, como
como também obter um número cada vez maior de                  as substancias, a composição dos materiais e as
novos materiais.                                               transformações da matéria;
O desenvolvimento da Bioquímica, campo da Quími-          •	   Propiciar os conhecimentos de química para a
ca responsável pelo estudo dos processos químicos              preparação do aluno, de modo que os mesmos
que ocorrem nos organismos vivos, tem permitido                sejam aplicados no cotidiano, caracterizando
não só conhecer certos mecanismos de funciona-                 uma extensão do conhecimento científico, es-
mento do organismo, como influir neles, o que tem              truturado em explicações que venham facilitar
possibilitado o desenvolvimento da Biologia Molecu-            o entendimento dos fenômenos que ocorrem
lar e da Farmacologia, fundamentais ao progresso da            na natureza.
Medicina.




                                                                                                                 139
1º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	   Compreender cientificamente a química pre-                                    e símbolos próprios da química;
            sente nas situações do cotidiano, apropriando-
                                                                                     •	   Compreender o conceito de modelo e perceber
            se da linguagem química;
                                                                                          sua validade para explicação dos fenômenos
       •	   Relacionar a linguagem do senso comum com a                                   em química.
            linguagem química e compreender os códigos

            EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                                              -	 Transformações químicas no dia-a-               -	 Diferenciar uma transformação quí-
                                                 dia: Transformações químicas e fe-                 mica de um fenômeno físico;
                                                 nômenos físicos; transformações
                                                                                                 -	 Reconhecer as transformações quí-
                                                 rápidas e lenta e suas evidências
                                                                                                    micas por meio de diferenças entre
                                                 macroscópicas;
                                                                                                    os seus estados iniciais e finais;
                                              -	 Reagentes, produtos e suas pro-
                                                                                                 -	 Descrever transformações químicas
                                                 priedades: mudanças de estados
                                                                                                    em diferentes linguagens e represen-
                                                 físicos;
                                                                                                    tações, traduzindo umas nas outras;
                                              -	 O ciclo da água na natureza;
                                                                                                 -	 Reconhecer transformações quími-
                                              -	 Caracterização de materiais e subs-                cas que ocorrem na natureza e em
                                                 tâncias que constituem os reagen-                  diferentes sistemas produtivos ou
                                                 tes e produtos das transformações                  tecnológicos;
                                                 em termos de suas propriedades;
                                                                                                 -	 Buscar informações sobre transfor-
                                              -	 Separação e identificação das subs-                mações químicas que ocorrem na
                                                 tâncias;                                           natureza em diferentes sistemas
      Reconhecimento                                                                                produtivos e tecnológicos;
                                              -	 Relações quantitativas de massa:
      e
                                                 Conservação da massa nas transfor-              -	 Identificar, utilizar e visualizar as rea-
      Caracterização
                                                 mações químicas (Lavoisier); pro-                  ções químicas no cotidiano experimen-
      das
                                                 porção entre as massas de reagen-                  talmente e por meios multimídias;
      TRansformações
                                                 tes e de produtos (Proust).
      Químicas e Suas                                                                            -	 Identificar as mudanças no estado
      Tecnologias                                                                                   físico da matéria;
                                                                                                 -	 Identificar a participação do ciclo
                                                                                                    da água nas mudanças de estados;
                                                                                                 -	 Identificar uma substância, reagen-
                                                                                                    te ou produto, por algumas de suas
                                                                                                    propriedades características: tem-
                                                                                                    peratura de fusão e de ebulição;
                                                                                                    densidade, solubilidade, condutivi-
                                                                                                    dade térmica e elétrica;
                                                                                                 -	 Utilizar as propriedades para carac-
                                                                                                    terizar uma substância pura;
                                                                                                 -	 Representar informações experi-
                                                                                                    mentais referentes às propriedades
                                                                                                    das substâncias em tabelas e gráfi-
                                                                                                    cos e interpretar tendências e rela-
                                                                                                    ções sobre essas propriedades;


140          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO   CONTEÚDOS              HABILIDADES

                              - Elaborar procedimentos experi-
                                mentais baseados nas proprieda-
                                des dos materiais, objetivando a
                                separação de uma ou mais substân-
                                cias presentes em um sistema (de-
                                cantação, filtração, flotação, desti-
                                lação, recristalização, sublimação e
                                entre outras);
                              - Identificar e avaliar as implicações
                                dos métodos de separação de subs-
                                tância utilizados nos sistemas pro-
                                dutivos da região;
                              - Compreender e utilizar a conserva-
                                ção da massa nas transformações
                                químicas;
RECONhECImENTO                - Compreender e utilizar a proporção
E                               de reagentes e produtos nas trans-
CARACTERIZAÇÃO                  formações químicas;
DAS
TRANSFORmAÇÕES                - Representar e interpretar informa-
QUÍmICAS E SUAS                 ções sobre variáveis nas transfor-
TECNOLOGIAS                     mações químicas por meio de tabe-
                                las;
                              - Fazer previsões de quantidades de
                                reagentes, de produtos e energia
                                envolvidos em uma transformação
                                química;
                              - Buscar informações sobre as trans-
                                formações químicas que ocorrem
                                na natureza e nos sistemas produ-
                                tivos;
                              - Associar dados e informações sobre
                                matérias-primas, reagentes e pro-
                                dutos de transformações químicas
                                que ocorrem nos sistemas produti-
                                vos, com suas implicações ambien-
                                tais e sociais.




                                                                        141
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                          HABILIDADES

                                          -	 Primeiras ideias ou modelos sobre      -	 Representar as substâncias e as
                                             a constituição da matéria: represen-      transformações químicas a partir
                                             tação das substâncias, rearranjo dos      dos códigos, símbolos e expressões
                                             átomos nas transformações quími-          próprios da Química;
                                             cas – símbolos, fórmulas e equações;
                                                                                    -	 Traduzir a linguagem simbólica da
                                          -	 Ideias de Dalton sobre transforma-        Química, compreendendo seu sig-
                                             ção química e relações entre massas       nificado em termos microscópicos;
                                             (Lavoisier e Proust); Modelo de Ru-
                                                                                    -	 Utilizar fontes de informações para
                                             therford sobre a matéria com carga
                                                                                       conhecer símbolos, fórmulas e no-
                                             elétrica Modelo atômico de Thom-
                                                                                       mes de substâncias;
                                             son;
                                                                                    -	 Compreender e utilizar as ideias de
                                          -	 Modelo atômico de Rutherford e a
                                                                                       Dalton para explicar as transforma-
                                             radioatividade, modelo atômico de
                                                                                       ções químicas e suas relações de
                                             Bohr;
                                                                                       massa;
                                          -	 Número de massa, número de pró-
      Modelos                                                                       -	 Compreender e utilizar as ideias de
                                             tons e numero de nêutrons; isóto-
      Explicativos E                                                                   Rutherford para explicar a natureza
                                             pos, isóbaros e isótopos; íons.
      Representativos                                                                  elétrica da matéria;
      da Constituição                     -	 Noções mais detalhadas da estrutu-
                                                                                    -	 Compreender os modelos explica-
      da Matéria                             ra atômica: Modelo atômico de Bohr,
                                                                                       tivos como construções humanas
                                             aplicações do modelo de Bohr no
                                                                                       num dado contexto histórico e so-
                                             cotidiano, modelo de subníveis de
                                                                                       cial;
                                             energia e a distribuição eletrônica.
                                                                                    -	 Reconhecer que o conhecimento
                                                                                       químico é dinâmico, portanto, pro-
                                                                                       visório;
                                                                                    -	 Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                                       modelos atômicos através de meios
                                                                                       multimídias;
                                                                                    -	 Compreender e utilizar o modelo
                                                                                       atômico de Bohr e identificar suas
                                                                                       aplicações no cotidiano;
                                                                                    -	 Utilizar os níveis e subníveis de
                                                                                       energia e sua distribuição eletrôni-
                                                                                       ca nos átomos.




142      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                  A classificação dos elementos              - Compreender e identificar a estru-
                  químicos:                                    tura e os elementos contidos na ta-
                                                               bela periódica;
                   - Estrutura da tabela periódica; dis-
                     tribuição eletrônica e a tabela pe-     - Identificar os elementos químicos
                     riódica; classificação periódica dos      através de sua distribuição eletrôni-
                     elementos químicos.                       ca;
                                                             - Compreender o parentesco e a clas-
                                                               sificação dos elementos químicos e
                                                               seus compostos por meio de suas
                                                               propriedades periódicas;
                                                             - Identificar, utilizar e visualizar a clas-
                                                               sificação dos elementos químicos
                                                               através de meios multimídias.

ARTICULAÇÃO       Ligações químicas interatômicas e a        - Compreender as ligações químicas
DOS SÍmBOLOS,     estrutura dos elementos químicos:            como interações eletrostáticas en-
CÓDIGOS E                                                      tre átomos, moléculas e íons;
                   -   Gases nobres e a regra do octeto;
ESTRUTURA              ligações iônicas, ligações covalen-   - Compreender e identificar o tipo de
DE CIêNCIA E           tes e ligações metálicas dos ele-       ligação química que ocorre em áto-
TECNOLOGIA             mentos químicos.                        mos, moléculas e íons;
                  Geometria molecular e ligações             - Demonstrar o tipo de ligação quí-
                  químicas intermoleculares:                   mica que ocorre em substancias
                                                               presentes no cotidiano;
                   -   Geometria molecular; polaridade
                       das ligações; polaridade das molé-    - Identificar a geometria molecular
                       culas;                                  das moléculas;
                   - Polaridade e solubilidade;              - Compreender a polaridade das li-
                                                               gações e das moléculas;
                   - Força de interações moleculares e o
                     ponto de ebulição.                      - Identificar o tipo de ligações inter-
                                                               moleculares que ocorrem nas subs-
                                                               tâncias;
                                                             - Demonstrar experimentalmente a
                                                               polaridade das substâncias presen-
                                                               te no cotidiano.




                                                                                                            143
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                           HABILIDADES

                                        Condutividade elétrica das soluções          -	 Identificar a condutividade elétrica
                                        aquosas:                                        das soluções aquosas;
                                          -	 Algumas soluções que conduzem           -	 Compreender e demonstrar experi-
                                             corrente elétricas; dissociação iôni-      mentalmente a dissociação iônica,
                                             ca e ionização;                            ionização e suas forças eletrolíticas
                                                                                        e não eletrolíticas.
                                          -	 Soluções eletrolíticas e soluções
                                             não eletrolíticas.

                                        Ácidos, bases, sais e óxidos:                -	 Identificar e compreender a força
                                                                                        dos ácidos e das bases;
                                          -	 Conceituação de ácidos, bases, sais
                                             e óxidos;                               -	 Identificar experimentalmente a di-
                                                                                        ferenciação de ácidos e bases;
                                          -	 Nomenclatura e condutividade elé-
                                             tricas dos ácidos, bases, sais e óxi-   -	 Compreender e identificar quais
                                             dos.                                       são os principais ácidos, bases, sais
                                                                                        e óxidos presentes no cotidiano;
                                                                                     -	 Identificar os compostos inorgâni-
                                                                                        cos presentes no cotidiano;
      Símbolos,                                                                      -	 Identificar experimentalmente os
      Códigos e                                                                         compostos inorgânicos condutores
      Nomenclatura                                                                      de corrente elétrica utilizados no
      das Principais                                                                    cotidiano;
      Funções                                                                        -	 Reconhecer os principais grupos
      Inorgânicas                                                                       funcionais da química inorgânicas
                                                                                        ao observar as formula dos mes-
                                                                                        mos;
                                                                                     -	 Nomear alguns dos exemplos mais
                                                                                        significativos de compostos inorgâ-
                                                                                        nicos por meio das regras mais re-
                                                                                        centes da IUPAC;
                                                                                     -	 Buscar informações sobre a produ-
                                                                                        ção de substâncias químicas inor-
                                                                                        gânicas;
                                                                                     -	 Compreender a função sais como
                                                                                        resultante da neutralização de um
                                                                                        ácido por uma base, ou vice-versa;
                                                                                     -	 Relacionar a presença da química
                                                                                        inorgânica no cotidiano;
                                                                                     -	 Identificar, utilizar e visualizar as
                                                                                        principais funções inorgânicas atra-
                                                                                        vés de meios multimídias.




144      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO              CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                 - Algumas reações inorgânicas de im-   - Compreender e identificar os princi-
                   portância:                             pais tipos de reações inorgânicas;
                 - Quatro tipos importantes de rea-     - Demonstrar       experimentalmente
                   ções;                                  os principais tipos de reações que
                                                          ocorrem no cotidiano;
                 - Reação de deslocamento e reações
CIêNCIA E          de dupla troca; equações químicas    - Reconhecer transformações quí-
TECNOLOGIA NA      na forma iônica.                       micas inorgânicas que ocorrem na
ATUALIDADE                                                natureza e em diferentes sistemas
                                                          produtivos ou tecnológicos;
                                                        - Desenvolver no aluno conhecimen-
                                                          to teórico sobre equações químicas
                                                          e balanceamento de equações quí-
                                                          micas.

                 - A litosfera como fonte de recursos   - Compreender as propriedades e
                   naturais: Obtenção das principais      usos de rochas e minerais (óxidos,
                   rochas;                                sulfetos, sulfatos, fosfatos, carbo-
                                                          natos e silicatos), como matérias de
                 - Reações de obtenção de minérios e
                                                          construção e como fontes de ob-
                   minerais e seus usos;
                                                          tenção de outros materiais, nos sis-
                 - Implicação socioeconômica     dos      temas produtivos, agrícola e indus-
                   principais minerais.                   trial;
CIêNCIA E                                               - Compreender os processos de mi-
TECNOLOGIA NA                                             neração e produção dos metais,
ATUALIDADE                                                como ferro, alumínio e cobre e suas
                                                          ligas e seus usos na sociedade;
                                                        - Avaliar a produção, os usos e con-
                                                          sumo pela sociedade de materiais e
                                                          substâncias obtidas pela mineração;
                                                        - Identificar, utilizar e visualizar os
                                                          principais minerais na região através
                                                          de meios multimídias.




                                                                                                  145
2º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	    Compreender cientificamente a química, pre-                                  e símbolos próprios da química;
             sente nas situações do cotidiano, apropriando-
                                                                                     •	   Compreender o conceito de modelo e perceber
             se da linguagem química;
                                                                                          sua validade para explicação dos fenômenos em
       •	    Relacionar a linguagem do senso comum com a                                  química.
             linguagem química e compreender os códigos



            EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                             -	 Relações quantitativas envolvidas               -	 Traduzir, em termos de quantidade
                                                na transformação química: rela-                    de matéria (mol), as relações quan-
                                                ção entre quantidade de matéria e                  titativas de massa nas transforma-
                                                energia;                                           ções químicas;
                                             -	 Estequiometria e rendimento, con-               -	 Traduzir as relações de massa nas
                                                centração, titulo, diluição e titula-              transformações químicas em ter-
                                                ção ácido-base das soluções.                       mos de quantidade de matéria;
                                                                                                -	 Estabelecer relação entre a este-
                                                                                                   quiometria e o rendimento das
                                                                                                   transformações químicas e prever,
                                                                                                   em função dessa relação, quantida-
                                                                                                   des envolvidas nas transformações
                                                                                                   químicas que ocorrem na natureza
                                                                                                   e nos sistemas produtivos, indus-
                                                                                                   trial e rural;
      Quantificação
                                                                                                -	 Propor procedimentos experimen-
      das Reações
                                                                                                   tais para conhecer as quantidades
      Químicas e Suas
                                                                                                   envolvidas e o rendimento de uma
      Tecnologias
                                                                                                   transformação química;
                                                                                                -	 Avaliar possíveis implicações das
                                                                                                   relações quantitativas nas transfor-
                                                                                                   mações químicas que ocorrem nos
                                                                                                   sistemas produtivos, rural e indus-
                                                                                                   trial;
                                                                                                -	 Correlacionar dados relativos, tais
                                                                                                   como concentração comum, con-
                                                                                                   centração em quantidade de maté-
                                                                                                   ria, titulo e porcentagem, diluição e
                                                                                                   titulação de certas soluções;
                                                                                                -	 Compreender e demonstrar expe-
                                                                                                   rimentalmente cálculos utilizando
                                                                                                   soluções aquosas relacionadas ao
                                                                                                   cotidiano.




146          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO              CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                  - Propriedades coligativas das solu-   - Construir o diagrama de fases da
                    ções aquosas: Diagrama de fases da     água e emprega-lo para fazer pre-
                    água pura; pressão de vapor de um      visões sobre mudança de estados
                    liquido;                               físicos envolvendo essa substância;
                  - Temperatura de ebulição de um li-    - Coletar os dados necessários e em-
                    quido;                                 prega-los para comparar a inten-
                                                           sidade dos efeitos coligativos em
                  - Ebulioscopia;
                                                           diferentes soluções feitas com um
                  - Tonoscopia;                            mesmo solvente;
                  - Crioscopia e osmose.                 - Identificar os efeitos coligativos no
                                                           cotidiano;
QUANTIFICAÇÃO                                            - Conhecer a composição das águas
DAS REAÇÕES                                                naturais ( água do mar, de rios, ge-
QUÍmICAS E SUAS                                            leiras, lagos) qualitativa e quantita-
TECNOLOGIAS                                                tivamente, e as diferentes proprie-
                                                           dades por essas soluções;
                                                         - Comparar as propriedades da água
                                                           pura, tais como solubilidade, tem-
                                                           peratura de solidificação e de ebu-
                                                           lição, condutividade elétrica, densi-
                                                           dade, pH, com as de águas naturais;
                                                         - Compreender o papel da osmose
                                                           em processos biológicos;
                                                         - Compreender os efeitos coligativos
                                                           e demonstra-lo como tais efeitos
                                                           são utilizados no cotidiano.




                                                                                                    147
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                        HABILIDADES

                                         -	 Produção e consumo de energia        -	 Identificar a produção de energia
                                            elétrica nas transformações quími-      elétrica em diferentes transforma-
                                            cas;                                    ções químicas;
                                          -	 Reações de óxido-redução envol-     -	 Relacionar a energia elétrica produ-
                                             vidas na produção e consumo de         zida e consumida na transformação
                                             energia elétrica;                      química e os processos de oxidação
                                                                                    e redução;
                                          -	 Potenciais de eletrodo.
                                                                                 -	 Compreender os processos de oxi-
                                                                                    dação e de redução a partir das
                                                                                    ideias sobre a estrutura da matéria;
                                                                                 -	 Prever a energia elétrica envolvi-
                                                                                    da numa transformação química
                                                                                    a partir dos potenciais-padrões de
                                                                                    eletrodo das transformações de
      Energia,                                                                      oxidação e redução;
      Transformação
      Química e Suas                                                             -	 Compreender a evolução das ideias
      Tecnologias                                                                   sobre pilhas e eletrólise, reconhe-
                                                                                    cendo as relações entre conheci-
                                                                                    mento empírico e modelos explica-
                                                                                    tivos;
                                                                                 -	 Buscar informações sobre transfor-
                                                                                    mações químicas que produzem
                                                                                    energia utilizada nos sistemas pro-
                                                                                    dutivos;
                                                                                 -	 Avaliar as implicações sociais e am-
                                                                                    bientais do uso de energia elétrica
                                                                                    e provenientes de transformações
                                                                                    químicas;
                                                                                 -	 Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                                    principais tipos de energia na re-
                                                                                    gião através de meios multimídias.




148      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                   CONTEÚDOS                              HABILIDADES

                    - Controle da rapidez das transfor-       - Observar e identificar transforma-
                      mações no dia a dia: Variáveis que        ções químicas que ocorrem em di-
                      modificam a rapidez de uma trans-         ferentes escalas de tempo;
                      formação química, modelos expli-
                                                              - Reconhecer e controlar variáveis
                      cativos.
                                                                que podem modificar a rapidez de
                                                                uma transformação química (con-
                                                                centração, temperatura, pressão,
                                                                estado de agregação, catalisador);
ASpECTOS
DINâmICOS DAS                                                 - Propor e utilizar modelos explica-
TRANSFORmAÇÕES                                                  tivos para compreender a rapidez
QUÍmICAS E SUAS                                                 das transformações químicas;
TECNOLOGIAS
                                                              - Reconhecer as relações quantita-
                                                                tivas empíricas entre rapidez, con-
                                                                centração e pressão, traduzindo-as
                                                                em linguagem matemática;
                                                              - Propor procedimentos experimen-
                                                                tais para determinar e controlar a
                                                                rapidez de uma transformação quí-
                                                                mica.

                   Solo e vida:                               - Conhecer as ideias sobre origem,
                                                                evolução e composição do solo e
                    - O solo e o subsolo e suas proprie-
                                                                subsolo;
                      dades; fertilidades dos solos e agri-
                      cultura; preparação do solo para        - Compreender a relação entre pro-
                      cultivos da região e solo e criação       priedades dos solos, tais como aci-
                      de animais.                               dez e alcalinidade, permeabilidade
QUÍmICA,                                                        ao ar e á água, sua composição e
LITOSFERA E SUAS                                                produção agrícola;
TECNOLOGIAS
                                                              - Demonstrar experimentalmente a
                                                                preparação de um solo adequado
                                                                para cultivos na região;
                                                              - Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                principais tipos de solos na região
                                                                através de meios multimídias.




                                                                                                        149
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                           Produção e consumo de energia                         -	 Compreender os processos de fu-
                                           nuclear:                                                 são e fissão nucleares e a produção
                                                                                                    de energia neles envolvida;
                                              -	 Processos de fusão e fissão nuclea-
                                                 res; transformações nucleares como              -	 Reconhecer transformações nucle-
                                                 fonte de energia.                                  ares como fonte de energia;
       Energia
       Nuclear, Ética,                                                                           -	 Buscar fontes de informação sobre
       Cidadania e Suas                                                                             geração e uso de energia nuclear;
       Tecnologias
                                                                                                 -	 Avaliar os riscos e benefícios dos di-
                                                                                                    ferentes usos da energia nuclear;
                                                                                                 -	 Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                                                    principais tipos de energia na re-
                                                                                                    gião através de meios multimídias.


                                                                                3º ANO


      COMPETÊNCIAS
       •	    Compreender cientificamente a química pre-                                   e símbolos próprios da química;
             sente nas situações do cotidiano, apropriando-
                                                                                     •	   Compreender o conceito de modelo e perceber
             se da linguagem química;
                                                                                          sua validade para explicação dos fenômenos em
       •	    Relacionar a linguagem do senso comum com a                                  química.
             linguagem química e compreender os códigos

            EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                                           Compostos orgânicos fósseis e seus                   -	 Compreender a química do carbo-
                                           usos:                                                   no, suas ligações e cadeias carbôni-
                                                                                                   cas formadas;
                                             -	 Cadeia carbônica; classificação dos
                                                carbonos; classificação das cadeias             -	 Identificar os principais hidrocarbo-
                                                carbônicas; combustíveis fósseis e                 netos, como sua nomenclatura;
                                                sua nomenclatura; indústria petro-
                                                                                                -	 Compreender as ideias que expli-
                                                química.
                                                                                                   cam a origem do petróleo;
      Química                                                                                   -	Compreender os processos de
      Orgânica e Suas                                                                             transformação do petróleo em ma-
      Tecnologias                                                                                 teriais e substâncias utilizadas no
                                                                                                  sistema produtivo – refino do pe-
                                                                                                  tróleo;
                                                                                                -	 Avaliar a produção e usos sociais
                                                                                                   dos combustíveis fósseis;
                                                                                                -	 Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                                                   principais tipos de hidrocarbonetos
                                                                                                   através de meios multimídias.




150          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                 CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                  Classes funcionais dos compostos           - Compreender a nomenclatura das
                  orgânicos:                                   principais funções orgânicas.
                   - Nomenclatura dos álcoois, aldeí-        - Identificar as principais funções or-
                     dos, cetonas e ácidos carboxílicos e      gânicas presente no cotidiano.
                     sua utilização no dia-a-dia; nomen-
                                                             - Demonstrar experimentalmente
                     clatura dos éteres, ésteres, aminas
                                                               quando possível a fabricação de
                     e amidas e sua utilização no dia-a-
                                                               compostos orgânicos.
                     dia.
                                                             - Identificar, utilizar e visualizar as
                                                               principais funções orgânicas atra-
                                                               vés de meios multimídias.

                   - Ligações intermoleculares na quí-       - Determinar a geometria dos áto-
                     mica orgânica: geometria molecu-          mos de carbono de uma estrutura
                     lar;                                      orgânica;
QUÍmICA            - Polaridade de ligações de molécu-       - Empregar a escala de eletronegati-
ORGâNICA E SUAS      las, solubilidade e ligações intermo-     vidade e conhecimentos sobre ge-
TECNOLOGIAS          leculares.                                ometria molecular para prever sua
                                                               polaridade;
                                                             - Observar a formula estrutural de
                                                               um composto orgânico e prever o
                                                               tipo de interação intermolecular
                                                               nele presente;
                                                             - Perceber que o estudo das proprie-
                                                               dades das substâncias químicas se
                                                               traduz em aplicações práticas de in-
                                                               teresse para a sociedade, que aca-
                                                               bam redundando na melhoria da
                                                               qualidade de vida;
                                                             - Demonstrar experimentalmente a
                                                               polaridade dos compostos orgâni-
                                                               cos.

                   - Isomeria                                - Observar as fórmulas estruturais e
CIêNCIA E                                                      concluir se elas representam ou não
TECNOLOGIAS NA                                                 isômeros;
ATUALIDADE E NO                                              - Representar os possíveis isômeros a
COTIDIANO                                                      partir de uma determinada fórmula
                                                               molecular.




                                                                                                       151
EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                          HABILIDADES

                                       Polímeros sintéticos:                       -	 Compreender e identificar os prin-
                                                                                      cipais polímeros sintéticos no dia a
                                         -	 Polímeros de adição; polímeros de
                                                                                      dia;
                                            condensação. Plásticos e fibra têx-
                                            teis no cotidiano.                     -	 Demonstrar experimentalmente os
                                                                                      tipos de polímeros e suas diferen-
                                                                                      ças químicas;
                                                                                   -	 Identificar, utilizar e visualizar os
                                                                                      principais polímeros sintéticos atra-
                                                                                      vés de meios multimídias.

                                       Noções sobre alguns compostos               -	 Reconhecer e demonstrar experi-
                                       orgânicos presentes em seres vivos:            mentalmente as propriedades de
                                                                                      sabões, detergentes e desinfetan-
                                         -	 Carboidratos, lipídios, proteínas e
                                                                                      tes;
                                            ácidos nucleicos, substâncias quí-
      Ciência e                             micas e alimentação, sabões, deter-    -	 Reconhecer os componentes prin-
      Tecnologias na                        gentes, desinfetantes e sua fabrica-      cipais dos alimentos – carboidratos,
      Atualidade e no                       ção.                                      lipídeos, proteínas, suas proprieda-
      Cotidiano                                                                       des, funções no organismo e suas
                                                                                      transformações químicas.

                                       Reações orgânicas:                          -	 Demonstrar experimentalmente as
                                                                                      principais reações orgânicas pre-
                                         - 	 Adição, substituição, eliminação,
                                                                                      sentes no cotidiano;
                                             oxirredução, entre outras.
                                                                                   -	 Compreender e identificar as princi-
                                                                                      pais reações orgânicas.
                                                                                   -	 Compreender e identificar as prin-
                                                                                      cipais reações de oxirredução, desi-
                                                                                      dratação e esterificação;
                                                                                   -	 Demonstrar experimentalmente as
                                                                                      principais reações de oxirredução,
                                                                                      desidratação e esterificação e ou-
                                                                                      tras.




152      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO               CONTEÚDOS                               HABILIDADES

                  A química orgânica e o ambiente:         - Compreender e identificar os com-
                                                             ponentes do petróleo, carvão mi-
                   - Conbustível e a atmosfera;
                                                             neral e o biogás, e demonstrar sua
                   - Os alimentos e os resíduos gerados      utilização no cotidiano;
                     no cotidiano;
                                                           - Demonstrar os efeitos causados ao
                   - Os agrotóxicos, seus benefícios e       meio ambiente pelo efeito estufa,
                     suas consequências.                     tais como suas prevenções;
                                                           - Desenvolver um senso crítico aos
                                                             alunos quanto a ideia da reciclagem
                                                             do lixo;
                                                           - Conhecer as características geradas
                                                             no meio ambiente pelo uso dos
                                                             agrotóxicos;
CIêNCIA E
                                                           - Identificar, utilizar e visualizar os
TECNOLOGIAS NA
                                                             principais tipos de interações quí-
ATUALIDADE E NO
                                                             micas no ambiente através de
COTIDIANO
                                                             meios multimídias.

                  A química e suas tecnologias:            - Demonstrar que a química se en-
                                                             contra no cotidiano do aluno, fa-
                   - Produção de materiais que pos-
                                                             zendo-o identificar as principais
                     sibilitam uma vida melhor para a
                                                             tecnologias desenvolvidas na atua-
                     humanidade; produção de medica-
                                                             lidade;
                     mentos e seus efeitos fisiológicos,
                     energia renováveis e etc.             - Compreender a química dos medi-
                                                             camentos e seus efeitos fisiológicos
                                                             caso ingeridos inadequadamente;
                                                           - Identificar, utilizar e visualizar os
                                                             principais tipos de tecnologias na
                                                             região através de meios multimí-
                                                             dias.




                                                                                                     153
154   GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS
      HISTÓRIA E HISTÓRIA DE RONDÔNIA, GEOGRAFIA E GEOGRAFIA DE
      RONDÔNIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA.




155
9. ÁREA DE CONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS

      9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas


      As ciências humanas representam uma das áreas ou                        representatividade, valores e emoção. Assim, tem-se
      campo de conhecimento mais recente das ciências                         “humanidades”.
      modernas. Surgiram no século XIX para atender a
                                                                              Dessa forma, as Ciências Humanas da abertura para
      necessidades específicas, ao humano, que não eram
                                                                              a compreensão do papel do homem no ambiente
      explicitadas pelas ciências da natureza surgidas, an-
                                                                              como um ser que produz e, é produzido nas relações
      teriormente, no século XVI. Antes do seu surgimento
                                                                              interpessoais e intrapessoais.
      tentou-se estudar o homem a partir de pressupostos
      científico-metodológicos desenvolvidos pelas Ciên-                      Em termos globais, a área de Ciências Humanas, tem
      cias Naturais, como se o homem fosse semelhante                         por objeto amplo o estudo das ações humanas no
      à própria natureza. Até então, não se havia atentado                    âmbito das relações sociais, que são construídas en-
      para a grande diferença que recobre o homem, ser                        tre diferentes indivíduos, grupos, segmentos e clas-
      pensante com poder cognoscível, onde é fundamen-                        ses sociais, bem como as construções intelectuais
      tal estudar a complexidade existente no indivíduo,                      que estes elaboram nos processos de construção dos
      bem como o homem enquanto ser social. Com as Ci-                        conhecimentos que, em cada momento, se mostram
      ências Humanas a centralidade do mundo deixa de                         necessários para o viver em sociedade, em termos in-
      estar na natureza e funda-se no homem que é um ser                      dividuais ou coletivos.
      ativo e, a natureza passou a ser vista como ambiente                    A caracterização se dá a partir dos Componentes
      de possibilidades para a ação humana.                                   Curriculares que compõem a área de Ciências Huma-
      O sentido do aprendizado nesta área do conheci-                         nas, a saber: Sociologia, História, Filosofia e Geografia
      mento se dá ao passo que o homem é a agenda cen-                        com seus objetos próprios, que trazem em seu bojo
      tral, assim torna importante, não só explicá-lo, mas                    aspectos que formam a área como um todo. Os con-
      compreendê-lo em sua diversidade, pois cada grupo                       ceitos estruturadores de uma área estão presentes de
      e/ou sociedade apresenta saberes referenciados pe-                      forma transversal, portanto, de maneira explícita e/
      las experiências cotidianas baseados em sua cultura,                    ou implícita, em todas as disciplinas que a compõem.
      economia, política, etc.                                                O trabalho com tais disciplinas afins deve buscar uni-
      Assim, a essência do ideal humanista está pautada                       dade em termos de prática docente independente-
      em uma sociedade mais solidária, com respeito às                        mente dos conteúdos e conceitos tratados em cada
      diversidades e a natureza, um compromisso com a                         disciplina. Tal postura pode criar uma perspectiva de
      sustentabilidade ambiental e cultural.                                  trabalho interdisciplinar e multidisciplinar e de ca-
                                                                              ráter integrador.
      Segundo DaMatta1 “as Ciências Humanas são fenô-
      menos complexos, que não se repetem, não podem                          A prática docente comum deve se centrar no traba-
      ser reproduzidos em situações de controle, além de                      lho permanentemente voltado para o desenvolvi-
      possuírem causas que nos reportam à subjetividade                       mento de competências e habilidades, apoiado na
      individual, não podendo assim ser isoladas e vistas                     associação ensino e pesquisa e no trabalho com di-
      com objetividade”. Ou seja, o homem é um ser que                        ferentes fontes expressas em diferentes linguagens,
      não se dá a conhecer na sua totalidade, pois a sub-                     que comportem diferentes interpretações sobre os
      jetividade humana representa o “eu transcendental”                      conteúdos trabalhados em sala de aula.
      que possui valores, capacidade, habilidades e atitu-                    Outro ponto a se considerar é que o trabalho docente
      des para superar as adversidades do dia a dia. A re-                    deve priorizar a postura de mediação em relação aos
      siliência é um processo constante na vida humana. E                     trabalhos realizados com os alunos, em detrimento
      a experiência vivida é rica em significados, símbolos,                  das aulas expositivas, que colocam o professor como
                                                                              o principal sujeito do processo. Os conteúdos não
            1	 Roberto DaMatta em seu livro Relativizando, ci-
                                                                              devem ser vistos um fim em si mesmos, mas como
            tado pelo prof. Márcio Secco em Reflexões acerca                  meios para que os educandos construam conheci-
            da Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, 2009,                  mentos.
            Porto Velho-RO.

156        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
É importante, também, a contextualização que deve           baseadas em critérios previamente definidos. A sele-
ser encarada como parte necessária da prática docen-        ção de conteúdos na história do ensino da área tem
te comum, que alicerça um trabalho, efetivamente in-        sido variada, sendo feita geralmente segundo uma tra-
terdisciplinar, garantindo significação aos conteúdos e     dição já consolidada, mas permanentemente rearticu-
os conhecimentos prévios dos educandos, no âmbito           lada de acordo com temas relevantes a cada momento
do viver em sociedade. Nesse sentido, a noção de con-       histórico.
textualização passa a ser compreendida como a soma
                                                            Os alunos devem ser preparados para o entendimento
de espaços de vivências sociais diretas e indiretas, nas
                                                            do significado do conhecimento histórico e a meto-
quais os educandos identificam e constroem/recons-
                                                            dologia para a consecução de tal fim. Assim, como o
troem conhecimentos a partir da mobilização de con-
                                                            conhecimento histórico revela as opções teóricas dos
ceitos, competências e habilidades próprios de uma
                                                            historiadores, os alunos devem ser orientados para re-
determinada área e/ou componente curricular.
                                                            conhecer nos textos historiográficos as concepções de
Entretanto, as ações e elaborações intelectuais huma-       História dos autores escolhidos. Recomenda-se, por-
nas são construídas no âmbito de relações sociais va-       tanto, ao professor a escolha de textos historiográficos
riadas. Assim, as representações culturais e éticas deri-   coerentes na proposição teórica e sobre um mesmo
vam diferentes formas de aproximação e de aceitação         fenômeno para garantir a compreensão dos alunos.
que os seres humanos se utilizam para conseguir se          Deve-se ainda orientá-los no uso dos documentos
situar socialmente frente às diversas relações sociais. É   históricos tais como: fontes escritas; fontes orais; fon-
no âmbito desse processo que se desenvolvem os sen-         tes materiais; fontes iconográficas/pictóricas/musicais/
timentos de ser e de pertencer, traduzidos pela identi-     tecnológicas; plantas e mapas; biografias; documen-
dade social que cada indivíduo constrói para si e para      tários (audiovisuais); diversidades de tecnologias da
a sobrevivência no mundo.                                   informação e da comunicação, dentre outras fontes,
                                                            considerando como conteúdos de aprendizagem.
Dessa forma, o dialogo entre outros componentes
curriculares, os temas transversais e a diversidade con-    Os documentos históricos devem ser entendidos em
figuram uma contextualização de conhecimentos do            sua historicidade, portanto, devem ser contextualiza-
saber fazer, sendo de suma importância para o proces-       dos e pensados como produto das relações históricas.
so ensino aprendizagem.                                     Devem ser escolhidos aspectos culturais e lúdicos com
                                                            maior incidência do que os econômicos e políticos.
                                                            Portanto, a literatura infantil, as cantigas, a visita a mu-
9.2. história – 1º ao 3º Ano                                seus e locais que guardam resquícios do passado, por
                                                            exemplo, são fundamentais. Deve-se estimular o alu-
                                                            no a recuperar o passado como uma das escolhas para
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE                                o entendimento das diferenças e semelhanças entre o
CURRICULAR                                                  presente e o passado.
                                                            A indicação é para o estudo de acontecimentos histó-
A História cumpre um papel análogo ao da memória            ricos sem a prescrição de uma ordem de graduação es-
social e coletiva, trabalhando paralelamente duas di-       pacial e sem a ordenação temporal, devendo ser dada
mensões da formação da identidade social, identifi-         importância para a construção de relações de trans-
cando aspectos constituintes dessa mesma identidade         formação, permanência, semelhança e diferença entre
e podendo, ao mesmo tempo, desconstruir interpre-           o presente, o passado e os espaços local (Rondônia),
tações equivocadas, decifrar significados simbólicos        regional (Norte), nacional (Brasil) e mundial (América
e desmascarar ideologias e situações de preconceito.        e mundo), em processos contínuos ou descontínuos.
Ao incorporar criticamente a noção do tempo, identi-
ficando mudanças e permanências, aponta para o fato         Finalmente, espera-se que o aluno desenvolva co-
de que todo objeto de estudo, por mais formal que           nhecimentos sobre o lugar, a cidade, o Estado, a re-
seja, é historicamente construído.                          gião, o país e mundo. A História do Brasil deverá ser
                                                            trabalhada como prioritária, aliada a contextos mais
Nas discussões sobre currículo de História tem sido         amplos, nos anos finais do Ensino Fundamental. O
consensual a impossibilidade de ensinar a História de       currículo deve privilegiar uma abordagem que favo-
todos os tempos e sociedades. Cabe aos professores          reça a constituição de uma matriz conceitual a partir
fazer seleções de conteúdos a serem ensinados em            da qual os eventos isolados – sejam eles de caráter
cada ano ou semestre letivos. As escolhas precisam ser

                                                                                                                           157
político, cultural, religioso ou outro – se relacionem e                 modo crítico a maneira pela qual a realidade social é
      se tornem significativos.                                                construída, e o quanto a ação dos sujeitos resulta em
                                                                               diferentes mo­ os de percepção dessa realidade. Ao
                                                                                              d
                                                                               definir e estabelecer como objetivo a busca de com­
      OBJETIVO                                                                 petências, mediante o desenvolvimento de habilida-
                                                                               des específicas, espera-se que a na­ureza relacional
                                                                                                                   t
                                                                               do saber histórico contribua efetivamente para a for-
      Pro­ orcionar condições e oferecer ferramentas con-
          p
                                                                               mação de indivíduos indagadores, criativos, partici-
      ceituais para que os alunos possam com­ reender de
                                              p
                                                                               pantes efetivos na sociedade.




158         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
1º ao 3º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Compreende-se por competências ações que                   recomendada para fim. Os conteúdos, assim
      expressam uma tomada de decisão através da                 compreendidos, passam a ser eles mesmos,
      utilização de ferramentas concretas e intelec-             construções sociais e históricas.
      tuais, bem como da mobilização de esquemas
                                                           •	    A construção do conhecimento, assim compre-
      conceituais, visando a estabelecer relações e
                                                                 endida, ocorre a partir da formulação, expres-
      promover interpretações. Observação, compa-
                                                                 são e possibilidades de respostas de dúvidas.
      ração e argumentação são, por exemplo, ações
                                                                 Através do exercício da dúvida, o aluno pesqui-
      que podem ser compreendidas como compe-
                                                                 sador e o professor pesquisador consideram
      tências. Habilidades, nesse sentido, são formas
                                                                 seus saberes prévios, mas são produtores de
      possíveis de alcance das competências. Portan-
                                                                 um saber específico que redefine suas relações
      to, espera-se que ao longo dos estudos de His-
                                                                 com o conhecimento histórico e seu processo
      tória no Ensino Médio, que os alunos se tornem
                                                                 de produção. Esse seria o processo durante o
      mais capazes de:
                                                                 qual ocorre a aprendizagem histórica, sendo re-
 •	   Compreender a sociedade, em seu processo de                servado a alunos e professores do Ensino Médio
      formação e mudanças, e os múltiplos fatores                o desenvolvimento do pensar histórico. Livros,
      que nela intervêm como produtos da ação hu-                fontes orais, relatos, jornais, revistas, lendas,
      mana, considerando a si mesmo como agente                  música, literatura, obras de arte, fotografia, pa-
      social e aos processos sociais como orientado-             trimônio, vídeo e cinema, monumentos, docu-
      res da dinâmica dos diferentes grupos de indi-             mentos oficiais, datas comemorativas, objetos
      víduos.                                                    e museus e outros, apresentam-se como boas
                                                                 escolhas para o ensino e aprendizagem dos
 •	   Compreender a produção e o papel histórico
                                                                 conteúdos históricos.
      das instituições sociais, políticas e econômicas,
      relacionando-as às práticas dos diferentes gru-      •	    A organização do trabalho pedagógico em
      pos e atores sociais, aos princípios e valores que         História deve articular fatos, fontes, conceitos
      regulam a convivência em sociedade, aos direi-             e sujeitos que se integram e utilizam diferen-
      tos e deveres da cidadania, e à justiça.                   tes alternativas metodológicas, que apontem
                                                                 para a pesquisa como ensino e aprendizagem
 •	   Considerar a importância das tecnologias con-
                                                                 e para a problematização do presente a partir
      temporâneas de comunicação e informação
                                                                 do estabelecimento de relações entre as dinâ-
      para a produção de bens, serviços e conheci-
                                                                 micas temporais: permanências e mudanças,
      mentos, aplicando-as em planejamento, ges-
                                                                 continuidades e descontinuidades, sucessão e
      tão, organização e fortalecimento do trabalho
                                                                 simultaneidade, passado/presente/futuro.
      de equipe e de ações na vida cotidiana.
                                                           •	    A organização dos conteúdos por temas requer
 •	   Estabelecer relações entre continuidade/per-
                                                                 cuidados específicos com a escolha dos méto-
      manência e ruptura/transformação nos proces-
                                                                 dos e dos critérios de definição dos conteúdos.
      sos históricos.
                                                                 Trabalhar com temas variados em épocas diver-
 •	   Os conteúdos básicos e complementares da                   sas, de forma comparada e a partir de diferen-
      História ensinada (conteúdos conceituais, pro-             tes fontes e linguagens, constitui uma escolha
      cedimentais e atitudinais) são compreendidos               pedagógica que contribui de forma significa-
      como uma articulação entre as habilidades e                tiva para o desenvolvimento de competências
      competências (selecionadas pelo professor de               e habilidades relacionadas, principalmente, à
      acordo com o nível de ensino), entre os tópicos/           representação e comunicação, investigação e
      conteúdos eleitos para o alcance das habilida-             compreensão, contextualização sociocultural e
      des e competências e, tal entre a metodologia              seus desdobramentos.




                                                                                                                      159
1º ANO

       EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                            HABILIDADES

                                         -	 Cultura material e imaterial;            -	 Interpretar fontes documentais de
                                                                                         natureza diversa, considerando o
                                         -	 Patrimônio e diversidade cultural
                                                                                         papel das diferentes linguagens,
                                            no Brasil;
                                                                                         agentes sociais e contextos envolvi-
                                           -	 História, Tempo e Memória;                 dos em sua produção;
                                         -	 Pré-história: O homem na evolução         -	 Compreender as diversas produ-
                                            das espécies;                                ções da cultura nos contextos his-
                                                                                         tóricos de sua constituição e signi-
                                         -	 Primeiros povos da América e a pré
                                                                                         ficação;
                                            -história brasileira;
                                                                                     -	 Posicionar-se criticamente diante
                                          -	 Revolução Agrícola;                         de fatos presentes a partir da in-
                                         -	 As civilizações do Rio Nilo e da Me-         terpretação de suas relações com o
                                            sopotâmia;                                   passado;
                                         -	 Organização das sociedades da            -	 Compreender e organizar os con-
                                            Grécia e Roma;                               ceitos como representações da rea-
                                                                                         lidade organizadas pelo pensamen-
                                          -	 Mundo Islâmico, reinos e povos afri-        to;
      Diversidade                            canos;
      Cultural,                                                                      -	 Utilizar e elaborar textos interpreta-
      Conflitos                          -	 Idade Média Ocidental: reinos ger-           tivos sobre o processo histórico;
      Representações                        mânicos, feudalismo e sua transpo-       -	 Compreender que as temporalida-
      do Mundo                              sição, igreja e cultura medieval;            des e as periodizações são constru-
      Social                             -	 Idade Moderna: Renascimento co-              ções socioculturais e, portanto, his-
                                            mercial e urbano, Renascimento               tóricas;
                                            Cultural e Científico, Reforma Pro-      -	 Reconhecer que as formações so-
                                            testante e Contrarreforma, Expan-            ciais são resultado de várias cultu-
                                            são Europeia e conquista da Améri-           ras;
                                            ca;                                      -	 Compreender a transformação so-
                                         -	 Formação dos estados nacionais.              ciocultural dos povos indígenas
                                                                                         para inserção no mundo contem-
                                                                                         porâneo;
                                                                                      -	 Valorizar a memória histórica e sua
                                                                                         preservação como um direito do ci-
                                                                                         dadão;
                                                                                     -	 Exercitar o conhecimento histórico
                                                                                         de forma autônoma e crítica;
                                                                                      -	 Reconhecer o papel das lutas so-
                                                                                         ciais nas conquistas e mudanças na
                                                                                         legislação e nas políticas públicas.




160      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
2º ANO

  EIXO TEMÁTICO               CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                  - História dos povos indígenas: cultu-     - Reconhecer o papel das lutas so-
                    ra, contribuições regionais, locais e      ciais nas conquistas e mudanças na
                    a formação sociocultural brasileira;       legislação e nas políticas públicas;
                  - A colonização das Américas;              - Construir sentidos para os fatos his-
                                                               tóricos, relacionando-os aos pro-
                  - Organização político-administrati-
                                                               cessos históricos.;
                    va nas colônias: espanhola e portu-
                    guesa;                                   - Problematizar o presente nas di-
                                                               mensões individuais e sociais, com-
                  - A escravidão e formas de resistên-
                                                               parando com outros contextos his-
                    cia indígena e africana na América;
                                                               tóricos;
                  - História cultural dos povos africa-
                                                              - Respeitar as diversidades reconhe-
                    nos;
                                                                cendo-as como construções históri-
                  - A luta dos negros no Brasil e o ne-         cas e manifestações culturais;
                    gro na formação da sociedade bra-
                                                             - Fazer uso de textos analíticos e in-
                    sileira;
                                                               terpretativos sobre os históricos
                  - Formação da sociedade colonial             processos;
                    brasileira.
                                                             - Desenvolver noções de tempo his-
                  - Religiosidade e sociedade na Amé-          tórico percebendo-os como cons-
FORmAS DE           rica portuguesa;                           trução cultural;
ORGANIZAÇÃO
                  - Produção açucareira e cafeeira e or-     - Atuar sobre os processos de cons-
SOCIAL,
                    ganização social e cultural no Brasil;     trução da memória social, partindo
CONSOLIDAÇÃO
DA CIDADANIA,     - A mineração no Brasil colonial;            da crítica dos diversos “lugares de
pENSAmENTO                                                     memória” socialmente instituídos;
                  - Invasões estrangeiras no Brasil;
pOLÍTICO E AÇÃO                                              - Situar os acontecimentos históricos
DO ESTADO         - Política de ocupação territorial bra-      nos diversos ritmos de duração;
                    sileiro;
                                                             - Utilizar os conceitos históricos de
                  - Formação e características do Esta-        forma analítica;
                    do Absolutista na Europa Ocidental;
                                                             - Compreender os impactos ambien-
                  - Estado e direito cidadão a partir da       tais e socioculturais decorrentes do
                    modernidade;                               processo da colonização.
                  - A Europa e o Novo Mundo: relações
                    econômicas, sociais e culturais do
                    sistema colonial;
                  - O Iluminismo e o Liberalismo;
                  - As Revoluções Burguesas na Europa;
                  - O império Napoleônico e o Con-
                    gresso de Viena;
                  - Corte portuguesa no Brasil e mu-
                    danças geradas;
                  - O movimento operário e o advento
                    do Socialismo;



                                                                                                       161
EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                                         -	 A Independência das Américas in-
      Formas de                             glesa e espanhola;
      Organização
      Social,                            -	 O processo de Independência da
      Consolidação                          América Portuguesa;
      da Cidadania,                      -	 A expansão dos Estados Unidos;
      Pensamento
      Político e Ação                    -	 O Império no Brasil (I e II reinados);
      do Estado                          -	 Os países hispano-americanos na
                                            transição do século XIX para o sécu-
                                            lo XX.

                                                                            3º ANO

        EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                                         -	 O Brasil na Primeira República;                -	 Compreender a sociedade e a natu-
                                                                                              reza, reconhecendo suas interações
                                         -	 Transformações nas estruturas pro-
                                                                                              no espaço em diferentes contextos;
                                            dutivas no século XX (fordismo,
                                            toyotismo, novas teorias da produ-             -	 Analisar as interações da sociedade
                                            ção e seus impactos);                             com o meio físico, levando em con-
                                                                                              sideração aspectos históricos e ou
                                         -	 O imperialismo na África e na Ásia;               geográficos;
                                         -	 A Primeira Guerra Mundial;                     -	 Relacionar o trabalho com as for-
                                         -	Revoluções socialistas:               (Russa,      mas de poder, compreendendo sua
                                           Cubana, Chinesa);                                  importância nas transformações
                                                                                              históricas;
                                         -	 A crise do capitalismo nos anos 20 e
                                            ascensão do nazifascismo;                      -	 Fazer uso de argumentação crítica
                                                                                              sobre os processos históricos.
                                         -	 Totalitarismo na Europa.
                                                                                           -	 Reconhecer e utilizar diferentes lin-
      Características e                  -	 A revolução de 1930 no Brasil;                    guagens.;
      Transformações
      das Estruturas                     -	 A política do Estado Novo;                     -	 Relacionar o uso das tecnologias
      Produtivas                                                                              com os impactos socioambientais
                                         -	 O contexto entre as duas Guerras
                                                                                              em diferentes contextos;
                                            Mundiais;
                                                                                           -	 Utilizar diferentes procedimentos
                                         -	 A Segunda Guerra Mundial;                         metodológicos na construção do
                                         -	 A Guerra Fria;                                    conhecimento histórico;
                                         -	 Governos populistas na América                 -	 Reconhecer os fatos do passado
                                            Latina e no Brasil;                               como processos sociais, resultados
                                                                                              de posicionamentos diante de dife-
                                         -	 As experiências de esquerda na                    rentes possibilidades;
                                            América Latina;
                                                                                           -	 Compreender e relacionar as dife-
                                         -	 A ditadura militar na América Latina              rentes formas de organização da
                                            e no Brasil;                                      vida social e das relações de poder;
                                         -	 Lutas pela redemocratização no                 -	 Identificar as relações de poder nas
                                            Brasil;                                           diferentes instâncias da sociedade.



162      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                            - República Nova no Brasil;                - Considerar a pluralidade das me-
                                                                         mórias históricas, valorizando-as;
                            - A nova ordem mundial e os impac-
                              tos da globalização;                     - Participar dos processos de cons-
 CARACTERÍSTICAS E                                                       trução e preservação da memória
 TRANSFORmAÇÕES             - O fim do socialismo;                       social.
 DAS ESTRUTURAS             - Conflitos e tensões no mundo atual       - Avaliar as relações entre preserva-
 pRODUTIVAS                                                              ção degradação da vida no planeta
                            - Desafios sociais e ambientais do sé-
                              culo XXI.                                  nas diferentes escalas;
                                                                       - Posicionar-se diante das questões
                                                                         do presente a partir de interpreta-
                                                                         ções críticas do passado.




9.2.1. história de Rondônia


                                                     3º ANO
COmpETêNCIAS
 •	    Compreender a ocupação Portuguesa na re-            •	   Saber utilizar as tecnologias na busca do conhe-
       gião Amazônica;                                          cimento histórico;
 •	    Compreender os conceitos básicos relativos ao       •	   Reconhecer que a formação da sociedade ron-
       tempo histórico no contexto especifico regional;         doniense é resultado de interações e conflitos
                                                                de caráter econômico, político e cultural;
 •	    Estabelecer relações com outros contextos his-
       tóricos desenvolvendo noções de semelhanças         •	   Compreender as características essências das
       e diferenças, continuidades e descontinuidades,          relações de trabalho ocorridas historicamente
       rupturas e permanências e de tempo histórico;            no espaço rondoniense.


      EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                            - Rondônia e seus antepassados: Os         - Conhecer o processo de ocupação hu-
                              sítios arqueológicos;                      mana e de colonização das terras que
                                                                         constituem o Estado de Rondônia, ini-
                            - A Amazônia e o imperialismo: ex-
                                                                         ciada em meados do século XVII;
                              ploração da Amazônia no contexto
                              do antigo regime colonial;               - Analisar, interpretar e criticar fontes
                                                                         documentais de natureza históricas
 hISTÓRIA-                  - A atuação dos missionários na Ama-
                                                                         e diversas; produzir textos analíti-
 mEmÓRIA E                    zônia nos séculos XVII e XVIII;
                                                                         cos sobre os processos históricos,
 CIDADANIA                  - Expedições Bandeirantes;                   compreendendo as diferentes lin-
                             - Os tratados de Demarcação de limi-        guagens: escrita, pictórica, fotográ-
                               tes coloniais na Amazônia;                fica e oral e gêneros textuais;

                            - A população indígena dos rios            - Reconhecer os diferentes agentes so-
                              Guaporé, Mamoré e Madeira;                 ciais e os contextos envolvidos na pro-
                                                                         dução do conhecimento histórico;


                                                                                                                   163
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                             HABILIDADES

                                          -	Transformações sociais, diferentes        -	 Entender que o objeto da Historia
                                            temporalidades, modo de vida das             regional são as relações humanas
                                            etnias, identidade, sociedade, reli-         no tempo e no espaço;
                                            gião, economia, História, intercultura-
                                                                                      -	 Compreender o passado como
                                            lidade, sustentabilidade e autonomia;
                                                                                         construção cognitiva que baseia
                                         -	 A sociedade e a economia do vale             em registros deixados pela huma-
                                            do Guaporé no período colonial;              nidade no tempo e no espaço;
                                         -	 Ouro no Guaporé e a sociedade mi-         -	 Captar as relações de poder, nas
                                            neradora na região aurífera;                 diversas instâncias da sociedade,
                                                                                         como as organizações de trabalho
                                          -	 A política de fortificação Lusitana na
                                                                                         e as instituições da sociedade orga-
                                             Amazônia – o Forte Príncipe da Beira;
                                                                                         nizada: sociais, políticas, étnicas e
                                         -	 O 1º Ciclo da Borracha;                      religiosas;
                                           -	 Os tratados: Ayacucho, Petrópolis e     -	 Identificar as várias formas de resis-
                                              a questão do Acre;                         tência escrava, bem como o proces-
                                         -	 Migração nordestina do século XIX;           so de escravidão;

                                         -	 A construção da EFMM;                     -	 Relacionar a importância do negro
                                                                                         no desenvolvimento regional do
                                          -	 Comissão Rondon e as linhas Tele-           Guaporé, bem como a sua influ-
                                             gráficas;                                   ência na cultura local e ressaltar a
                                         -	 II Guerra mundial - 2º Ciclo da Bor-         importância das comunidades qui-
      História-                             racha;                                       lombolas remanescentes na histó-
      Memória e                                                                          ria atual;
                                         -	 Criação do Território Federal do
      Cidadania                             Guaporé 1943;                             -	 Entender a importância da memó-
                                                                                         ria histórica para a vida da popula-
                                         -	 Mudança para Território Federal de           ção e de suas raízes culturais;
                                            Rondônia 1956;
                                                                                      -	 Aprimorar atitudes e valores indivi-
                                         -	 Garimpo de cassiterita e seus im-            duais e sociais;
                                            pactos sociais e o fluxo migratório;
                                                                                      -	 Compreender a cultura como um
                                         -	 Abertura da BR-29, atual BR-364;             conjunto de representações sociais
                                          -	 Projetos de colonização do INCRA;           que emerge no cotidiano da vida
                                                                                         social;
                                         -	 Ouro no Rio Madeira na década de
                                            80 e 90;                                  -	 Analisar, interpretar e criticar fontes
                                                                                         documentais de natureza históricas
                                         -	 Criação do Estado de Rondônia;
                                                                                         e diversas.
                                         -	 Política e economia atual do esta-
                                            do: Construção das Usinas Hidrelé-
                                            tricas de Samuel, Jirau e Santo An-
                                            tônio custos, benefícios e impactos
                                            ambientais e sociais à região;
                                         -	 Rondônia e a diversidade étnico-racial;
                                         -	 As vastas culturas populares do Es-
                                            tado de Rondônia
                                         -	 Relações Diplomáticas fronteiriças.



164      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
9.3. Geografia - 1º ao 3º Ano                             na constituição do espaço. Os pressupostos básicos
                                                          eram a criticidade e o engajamento do espaço geo-
                                                          gráfico comprometido com a justiça social.
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE
CURRICULAR                                                Essa geografia se enraizou e floresceu num contex-
                                                          to de revisão de ideias e valores. Representou uma
                                                          abertura e um entrelaçamento com os movimentos
Os estudos geográficos remontam ao pensamento             sociais. Neste contexto surge a necessidade de um
grego da antiguidade. Por isso, a Geografia, pode ser     ensino pluralista voltado a desenvolver a criticidade
considerada como um dos saberes mais antigos que          no educando, ou seja , o senso de cidadania plena.
existem no mundo. Esta, enquanto ciência é produ-         Uma Geografia crítica e humanística. Humanística
to dos grandes embates políticos e científicos que        porque estuda os aspectos do homem, sendo que as
dominaram as relações de poder entre os alemães           noções de espaço e lugar adquirem uma tendência
e franceses nos séculos XVIII e XIX. A Geografia se-      geográfica muito importante, possui uma relação in-
gundo Capel (1981) e Christofoletti (1985), percorreu     trínseca com a vida na realidade dos grupos sociais.
longos caminhos, enquanto história natural ou filo-
                                                          Os estudos relacionados ao componente Curricular
sofia natural, tendo iniciado sua estruturação com as
                                                          de Geografia estão presentes no dia a dia do aluno
obras de Alexandre Von Humboldt (1769-1859) e de
                                                          de toda a educação básica. Portanto é fundamental
Carl Ritter (1778-1859). Foram imensos os debates nos
                                                          que o estudo dessa ciência proporcione aos alunos
séculos XVI, XVII, XVIII e XIX para que a Geografia pu-
                                                          práticas e pesquisas, onde estes reflitam sobre sua
desse tornar-se independente adquirindo conceitos
                                                          realidade, contextualizando-a com o mundo.
próprios e específicos.
                                                          O objetivo maior dessa disciplina é fazer com que os
A Geografia descrevia as sociedades e paisagens,
                                                          alunos compreendam a dinâmica social, espacial e
logo depois seguiu caminhos nos métodos quantita-
                                                          temporal em uma escala do local ao global em uma
tivos tentando explicar os fenômenos que acontece-
                                                          perspectiva multidisciplinar com incorporação de
riam na superfície. Porém foi com o questionamento
                                                          conceitos/conteúdos que vão além dos conceitos
crítico que as mudanças aconteceram na contextuali-
                                                          geográficos: paisagem, espaço e tempo, sociedade,
zação geográfica. Era preciso que esta ciência não se
                                                          lugar, região e território. Abrangendo, portanto, a di-
tornasse mercadoria, mas estabelecesse estudos nas
                                                          versidade e os temas transversais.
relações sociais, pensando a sociedade de forma que
não fosse para se defender da guerra ou domínio de        A Geografia escolar do século XXI, deve estar voltada
territórios. Sendo preciso entender os processos de       para o desenvolvimento de competências, habilida-
apropriação, exclusão, dominação entre os grupos e/       des e atitudes entre educandos e educadores, onde
ou sociedades.                                            o aprender a aprender, o aprender a fazer, aprender
                                                          a conhecer e o aprender a ser seja uma constante no
Em conseguinte as mudanças no mundo globalizado
                                                          processo ensino-aprendizagem.
e tecnológico, as transformações econômicas, cultu-
rais, ambientais e políticas mundiais faz-se necessário
uma geografia que se baseia na intensa relação com        OBJETIVOS
outras áreas do conhecimento para promover cami-
nhos que não separa o humano do habitat, não sepa-
ra o ser e suas relações. Dentro dessa ação complexa      As Diretrizes Curriculares Nacionais apontam como
da sociedade, o fazer geográfico, procura analisar,       objetivo do Ensino de Geografia para o Ensino Médio
e compreender o lócus de vida correlacionando ao          que:
mundo. Onde esta ciência está a serviço do desenvol-
vimento humano.                                                 “O ensino de Geografia deve fundamentar-se em
A geografia que surge em meados da década de 70,                um corpo teórico-metodológico baseado nos
nasceu inicialmente na França e posteriormente Es-              conceitos de natureza, paisagem, espaço, territó-
panha, Itália, Brasil denominada como geografia Crí-            rio, região, rede, lugar e ambiente, incorporando
tica, busca nas teorias marxistas sua base epistemo-            também dimensões de análise que contemplam
lógica. Traz uma nova interpretação das categorias              tempo, cultura, sociedade, poder e relações eco-
de espaço geográfico, território e paisagem focando             nômicas e sociais e tendo como referência os pres-
a pluralidade. Trabalha investigando as interações              supostos da Geografia como Ciência que estuda as


                                                                                                                     165
formas, os processos, as dinâmicas dos fenômenos                   compreensão do significado, possibilitando o reco-
            que se desenvolvem por meio das relações entre                     nhecimento do conhecimento prévio e que provo-
            as sociedades e a natureza, conquistando o espaço                  quem uma atividade mental para assegurar a funcio-
            geográfico”. (DCN, p.43)                                           nalidade e a significância para o sujeito;
                                                                               2- Conteúdos procedimentais – é o procedimento de
                                                                               transposição do conhecimento para a resolução de
      O professor e o aluno precisam desenvolver compe-                        problemas do dia a dia. É o fazer, a partir do conhecer.
      tências e habilidades que os ajudem a comparar, ana-                     As técnicas e estratégias estão presentes para que os
      lisar relacionar, identificar compreender e articular os                 conteúdos aprendidos tenham sentido para o aluno;
      conteúdos e atividades didáticas para o entendimen-
      to do espaço geográfico, objeto de estudo da Geo-                        3- Conteúdos atitudinais – Abarca o campo afeti-
      grafia, do lugar de vivência à esfera mundial.                           vo, cognitivo e de condutas. As Inter-relações entre
                                                                               professores e alunos estabelecem atitudes, valores e
      Sendo que os saberes e experiências do ensino de                         comportamentos. Neste campo é importante intro-
      Geografia deverão estar pautados em Competências                         duzir a reflexão-crítica, partindo do contexto social
      e Habilidades                                                            da escola, do aluno e da família.
      Para a formação do sujeito não é imperioso somente                       Trabalhar dentro desses preceitos é estabelecer uma
      os conteúdos curriculares, faz-se necessário dimen-                      relação com os 4 pilares da educação: Saber conhe-
      sionar a relação dos conteúdos com as competências                       cer, saber fazer, saber conviver e saber ser. Despertan-
      e habilidades no processo ensino-aprendizagem.                           do, assim o aluno para exercer seu papel de cidadão.
      Esta relação implica fundamentar os tipos de conteú-                     O Aprender a conhecer é aprender a ler o ambiente
      dos em que Zabala (1998) se apoia:                                       onde se está inserido: a sala de aula, o lugar para po-
      1 - Conteúdos conceituais – são os conceitos concer-                     der construir o mundo. Aprender o novo, construir e
      nentes aos objetos de estudo, tendo como objetivo                        reconstruir.
      a descrição e a objetividade do conteúdo. Requerem




166         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
1° ANO


CONCEITO ESTRUTURANTE – pAISAGEm E ESpAÇO GEOGRÁFICO


COmpETêNCIAS


 •	    Capacidade de operar com os conceitos básicos          guagens geográfica e cartográfica na interpre-
       da Geografia para análise e representação do           tação de mapas, gráficos e tabelas para a com-
       espaço em suas múltiplas escalas.                      preensão de fatos socioeconômicos, políticos e
                                                              ambientais na escala local a mundial;
 •	    Compreender a sociedade e a natureza, reco-
       nhecendo suas interações no espaço em dife-       •	   Desenvolver o senso crítico, problematizando o
       rentes contextos históricos e geográficos.             espaço geográfico em suas diversas dimensões:
                                                              cultural, política, econômica e ambiental.
 •	    Aplicar os conhecimentos e conceitos das lin-



      EIXO TEMÁTICO                   CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                           - Introdução à Geografia e os seus       - Entender a importância do estudo
                             principais conceitos;                    da Geografia como ciência;
                           - Estrutura, forma e Dinâmica da Ter-    - Estabelecer relações entre as trans-
                             ra e a ação antrópica;                   formações naturais e sociais na pai-
                                                                      sagem;
                           - Formações vegetais, domínios mor-
                             fológicos, Clima e a hidrografia;      - Diferenciar clima e tempo, reconhe-
                                                                      cendo os principais tipos de clima
                           - Os problemas ambientais e o des-
                                                                      no Brasil e no mundo;
                             pertar da consciência ecológica;
                                                                    - Relacionar e reconhecer a ação hu-
                           - Geografia na era da informação:
                                                                      mana sobre o ciclo da água, às mu-
                             Tecnologia e os meios de comuni-
                                                                      danças climáticas e da litosfera;
 DINâmICA                    cação;
 SOCIOAmBIENTAL                                                     - Reconhecer e relacionar a impor-
                           - Cartografia: Sensoriamento remo-
 DO ESpAÇO                                                            tância da biosfera, litosfera, atmos-
                             to, geoprocessamento e as repre-
 NATURAL E                                                            fera e hidrosfera com a ação huma-
                             sentações gráficas e cartográficas.
 GEOGRÁFICO                                                           na;
                                                                    - Analisar e interpretar informações a
                                                                      partir de mapas de diferentes proje-
                                                                      ções e escalas, perfis topográficos,
                                                                      blocos-diagramas, gráficos e repre-
                                                                      sentações importantes para o ma-
                                                                      peamento da superfície terrestre;
                                                                    - Articular os conceitos da Geografia
                                                                      com a observação, descrição, orga-
                                                                      nização de dados e informações do
                                                                      espaço geográfico considerando as
                                                                      escalas de análise;




                                                                                                               167
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                         -	 Modo de produção capitalista e a                   -	 Compreender o processo histórico
                                            sociedade industrial no mundo: di-                    de industrialização mundial e as
                                            ferentes processos de organização                     revoluções industriais ocorridas no
                                            espacial;                                             tempo e no espaço;
                                         -	 As revoluções industriais e a resis-               -	 Caracterizar os diversos tipos de in-
                                            tência dos trabalhadores.                             dústrias e a tecnologia usada com-
                                                                                                  parando seu papel nos países cen-
                                                                                                  trais e periféricos;

      DINÂMICA                                                                                 -	 Relacionar a modernização da in-
      POLÍTICA E                                                                                  dústria ao aumento da exploração
      ECONÔMICA                                                                                   da força de trabalho, a resistência à
      DO ESPAÇO                                                                                   exploração e a acumulação do ca-
      GEOGRÁFICO                                                                                  pital nos diversas atividades econô-
                                                                                                  mica;
                                                                                               -	 Compreender o processo de ma-
                                                                                                  nutenção dos empregos dos tra-
                                                                                                  balhadores, em relação às políticas
                                                                                                  salariais, condições de trabalho e
                                                                                                  mudanças tecnológicas da mão de
                                                                                                  obra.



                                         -	 As Transformações da paisagem                      -	 Identificar como as técnicas e tec-
                                            ocasionadas pelas diferentes for-                     nologias alteram a organização do
      DINÂMICA                              mas de trabalho humano;                               trabalho humano;
      DEMOGRÁFICA
                                         -	 O espaço geográfico produto do                     -	 Associar as mudanças tecnológicas
      E CULTURAL
                                            trabalho humano na natureza;                          às transformações no modo de uti-
      DO ESPAÇO
                                                                                                  lização dos recursos naturais e as
      GEOGRÁFICO                         -	 A força de trabalho e o capital na
                                                                                                  profundas transformações da pai-
                                            era da tecnologia;
                                                                                                  sagem.



                                                                  Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.




168      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
2° ANO


CONCEITO ESTRUTURANTE – pAISAGEm, LUGAR, TERRITÓRIO E ESCALA


COmpETêNCIAS


 •	    Reconhecer o desenvolvimento da sociedade         •	   Apreender os elementos culturais que consti-
       como processo de ocupação do espaço e a rela-          tuem as identidades;
       ção com a vida humana em seus desdobramen-
                                                         •	   Capacidade de compreender os fenômenos
       tos políticos, culturais, econômicos e humanos;
                                                              locais, regionais e mundiais expressos por suas
 •	    Compreender as transformações dos espaços              territorialidades, considerando as dimensões
       geográficos como produto das relações socio-           de espaço e tempo.
       econômicas e culturais de poder;


      EIXO TEMÁTICO                    CONTEÚDOS                                HABILIDADES

                           - O mundo contemporâneo: Espaço          - Comparar o processo de urbaniza-
                             rural e espaço urbano;                   ção em países periféricos, centrais e
                                                                      emergentes;
                           - A Urbanização mundial e brasileira;
                                                                    - Apreender o processo de urbaniza-
                           - Rede hierárquica de cidades e suas
                                                                      ção brasileira, a rede hierárquica de
                             especificidades;
                                                                      cidades, considerando os aspectos
                           - O espaço agrário, a agropecuária e       socioespaciais;
                             a indústria;
                                                                    - Reconhecer o espaço urbano como
                           - Regiões produtivas agrícolas no          o espaço das diferenças;
                             Brasil e no mundo;
                                                                    - Entender a organização do espaço
 DINâmICA                  - A fome e o mercado de produção;          agrário e urbano das regiões geo-
 pOLÍTICA E                                                           econômicas sob a ótica da divisão
 ECONÔmICA                 - Processo de modernização da ativi-
                             dade agropecuária;                       internacional do trabalho;
 DO ESpAÇO
 GEOGRÁFICO                 - As fontes de energia, produção e      - Relacionar o problema da fome ao
                              comércio;                               papel das tecnologias agrícolas;

                            - Os Complexos regionais: nordeste,     - Entender o papel da ONU na resolu-
                              centro-sul e o espaço amazônico,        ção da fome mundial;
                              potencial econômico, metropoliza-     - Entender a estruturação dos es-
                              ção e os problemas urbanos.             paços urbano-industrial sua inter
                                                                      -relação com o espaço rural e sua
                                                                      influência sobre a dinâmica popula-
                                                                      cional;
                                                                    - Comparar o potencial energético
                                                                      do Brasil e do mundo;




                                                                                                                169
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                                                                               -	 Compreender a importância geo-
                                                                                                  política e as relações de poder que
      Dinâmica                                                                                    envolvem as matrizes energéticas;
      Política e
      Econômica                                                                                -	 Compreender as diferenças econô-
      do Espaço                                                                                   micas, políticas, sociais, regionais e
      Geográfico                                                                                  a metropolização dos complexos
                                                                                                  regionais.


                                         -	 A questão agrária nas várias regiões               -	 Compreender o processo histórico
                                            do mundo e no Brasil;                                 das questões fundiárias e a da luta
                                                                                                  pela terra;
                                         -	 Estrutura fundiária e a luta pela ter-
                                            ra;                                                -	 Correlacionar à questão agrária nas
      Dinâmica
                                                                                                  escalas: mundial, nacional, regional
      Socioambiental                     -	 Questões ambientais nas regiões
                                                                                                  e local;
      do Espaço                             produtivas mundiais;
      Geográfico                                                                               -	 Analisar, interdisciplinarmente os
                                         -	 Expropriação de terras e urbaniza-
                                                                                                  problemas ambientais e a preserva-
                                            ção na Amazônia;
                                                                                                  ção da vida no planeta;
                                         -	 Questões ambientais na Amazônia.
                                                                                               -	 Compreender a importância da
                                                                                                  biodiversidade Amazônica para o
                                                                                                  mundo.

                                         -	 O Brasil: Construção do território e a             -	 Compreender a diversidade socioe-
                                            formação do povo brasileiro;                          conômica e cultural brasileira como
                                                                                                  resultante do processo diferencia-
                                         -	 A economia do pau Brasil e da cana
                                                                                                  do de ocupação do território;
                                            de açúcar;
                                                                                               -	 Diferenciar a dinâmica populacio-
      Dinâmica                           -	 Formação étnica cultural;
                                                                                                  nal de diferentes países;
      DemogrÁfica
                                         -	 Conceito de nação e identidade so-
      e Cultural                                                                               -	 Caracterizar a estrutura demográfi-
                                            ciocultural;
      do Espaço                                                                                   ca brasileira;
      Geográfico                         -	 Crescimento populacional, transi-
                                                                                               -	 Identificar os principais fluxos mi-
                                            ção e evolução demográfica;
                                                                                                  gratórios;
                                         -	 Fluxo migratório nos processos de
                                                                                               -	 Associar as manifestações culturais
                                            urbanização.
                                                                                                  do presente aos processos históri-
                                                                                                  cos.

                                                                  Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.




170      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
3° ANO


CONCEITO ESTRUTURANTE - TERRITÓRIO, REGIÃO, REDES, GLOBALIZAÇÃO E ESCALA


COmpETêNCIAS


 •	    Entender as transformações técnicas e tecno-             tensificação pelo avanço técnico-científico;
       lógicas e seu impacto nos processos de produ-
                                                           •	   Compreender as transformações dos espaços
       ção, no desenvolvimento do conhecimento e na
                                                                geográficos como produto das relações socioe-
       vida social;
                                                                conômicas e culturais de poder;
 •	    Compreender o papel dos conflitos geopolíticos
                                                           •	   Problematizar o mundo em escala local a global
       e étnicos na reconfiguração do espaço mundial
                                                                considerando a complexidade das relações so-
       e o processo de globalização como resultante
                                                                ciais, políticas, ambientais e econômicas.
       da expansão das fronteiras capitalistas e sua in-



      EIXO TEMÁTICO                      CONTEÚDOS                                 HABILIDADES

                            - Organização do espaço mundial,           - Comparar o significado histórico-
                              aspectos históricos e geopolíticos         geográfico das organizações polí-
                              do século XX e XXI;                        ticas e socioeconômicas em escala
                                                                         local, regional ou mundial;
                            - O mundo bipolar e a nova ordem
                              multipolar;                              - Analisar a ação dos estados nacio-
                                                                         nais no que se refere a dinâmica
                            - Fluxos e redes de negócios em dife-
                                                                         dos fluxos populacionais e no en-
                              rentes escalas: circulação, estradas,
                                                                         frentamento de problemas de or-
                              comunicação e informação;
                                                                         dem econômico-social;
 DINâmICA                   - A importância da ciência e da tec-
 pOLÍTICA E                                                            - Relacionar o geoprocessamento e a
                              nologia no mundo globalizado;
 ECONÔmICA                                                               utilização de SIG ao avanço tecno-
                            - O espaço mundial e sua regionali-          lógico;
 DO ESpAÇO
                              zação;
 GEOGRÁFICO                                                            - Identificar as novas tecnologias
                            - Globalização, meio ambiente e blo-         nas relações da vida social local ao
                              cos econômicos;                            mundo global;
                            - A globalização e as desigualdades        - Explicar as consequências da ex-
                              socioespaciais do Brasil;                  pansão da globalização no espaço
                            - O cenário geopolítico do mundo             político-econômico, expressas na
                              contemporâneo;                             dinâmica das organizações interna-
                                                                         cionais;
                            - Os sistemas econômicos no espaço
                              mundo.




                                                                                                                 171
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                                                                                               -	 Analisar o arranjo geopolítico mun-
      Dinâmica                                                                                    dial em diferentes contextos histó-
      Política e                                                                                  ricos, associando e diferenciando
      Econômica                                                                                   sistemas político-econômicos e o
      do Espaço                                                                                   papel dos estados nacionais e dos
      Geográfico                                                                                  organismos internacionais.


                                         -	 A degradação ambiental e as mu-                    -	 Diagnosticar e interpretar os pro-
                                            danças ecológicas globais;                            blemas sociais e ambientais da so-
                                                                                                  ciedade contemporânea;
                                         -	 A sociedade de consumo e o meio
                                            ambiente – local ao global;                        -	 Entender os interesses econômicos
                                                                                                  e a responsabilidade do consumi-
      Dinâmica                           -	 Sustentabilidade ambiental e so-
                                                                                                  dor com relação aos problemas am-
      Socioambiental                        cial.
                                                                                                  bientais em diversas escalas;
      do Espaço
      Geográfico                                                                               -	 Reconhecer e correlacionar os im-
                                                                                                  pactos causados no meio ambiente
                                                                                                  pelas atividades econômicas em es-
                                                                                                  cala global;
                                                                                               -	 Caracterizar o modelo de desenvol-
                                                                                                  vimento sustentável.

                                         -	 Desigualdades sociais e exclusão                   -	 Reconhecer e contextualizar os gru-
                                            socioespacial;                                        pos étnicos e sociais, respeitando as
                                                                                                  diferenças entre os diferentes paí-
                                         -	 Fluxos migratórios de trabalhado-
                                                                                                  ses;
                                            res;
      Dinâmica
                                                                                               -	 Relacionar as noções de espaço, ter-
      DemogrÁfica                        -	 Lutas territoriais, terrorismo e zona
                                                                                                  ritório, fronteira, cultura e etnia na
      e Cultural                            de fronteira.
                                                                                                  interpretação dos conflitos geopo-
      do Espaço
                                                                                                  líticos e étnicos mundiais;
      Geográfico
                                                                                               -	 Analisar e associar o a intensificação
                                                                                                  dos fluxos migratórios de trabalha-
                                                                                                  dores em decorrência do processo
                                                                                                  de globalização.


                                                                  Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais.




172      GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
9.3.1. Geografia de Rondônia
                                                   3° ANO
COmpETêNCIAS
 •	    Compreender os fenômenos locais e regionais              tos políticos, culturais, econômicos e humanos;
       expressos por suas territorialidades, conside-
                                                          •	    Tomar decisões diante de situações concretas,
       rando as dimensões de espaço e tempo;
                                                                recorrendo aos conhecimentos geográficos,
 •	    Reconhecer o desenvolvimento da sociedade                demonstrando capacidade de observação, per-
       como processo de ocupação do espaço e a rela-            cepção e de estabelecimento de relações com a
       ção com a vida humana em seus desdobramen-               vida cotidiana.

      EIXO TEMÁTICO                    CONTEÚDOS                                  HABILIDADES

                          Dimensão Geopolítica e Econômica:            - Analisar os significados histórico-
                                                                         geográficos das relações de poder
                           - Ocupação e povoamento dos va-
                                                                         na ocupação Amazônia e do povo-
                             les dos rios madeira, Mamoré e
                                                                         amento de Rondônia; Interpretar
                             Guaporé;
                                                                         geograficamente e historicamente
                           - A exploração da borracha (I e II ci-        em fontes documentais e na vivên-
                             clos);                                      cia os aspectos culturais do espaço
                           - A construção da EFMM;                       rondoniense;

                           - O território Federal do Guaporé/RO;       - Avaliar criticamente os conflitos so-
                                                                         ciais, culturais, políticos, econômi-
 DINâmICA                  - A construção da rodovia 029/364;            cos e ambientais;
 DO ESpAÇO
                           - Projeto de Colonização do Incra;          - Reconhecer as transformações tec-
 GEOGRÁFICO DE
 RONDÔNIA                  - Os ciclos econômicos: mineração,            nológicas que determinam a apro-
                             extrativismo, agropecuária, agro-           priação e uso dos espaços urbano e
                             negócios e as hidrelétricas;                rural;
                           - A criação do Estado de RO e as divi-      - Reconhecer as interações da socie-
                             sões regionais - Localização, Limites       dade com o meio físico e o processo
                             e Área.                                     de transformação da paisagem;
                           - Produção econômica atual: Interes-        - Entender a importância do elemen-
                             se na apropriação e na decisão so-          to cultural, respeitar a diversidade
                             bre o uso do Solo;                          étnica e desenvolver a solidarieda-
                                                                         de;
                           - Rondônia na Rota Globalização.
                                                                       - Diagnosticar e interpretar os pro-
                         Dimensão sociocultural:                         blemas sociais e ambientais da so-
                                                                         ciedade rondoniense.
                           - A população de RO: distribuição,
                             composição, densidade e mobilida-
                             de espacial;
 DINâmICA
 DO ESpAÇO                 - População tradicional: seringueiros,
 GEOGRÁFICO DE               ribeirinhos, quilombolas e pomera-
 RONDÔNIA                    nos;
                           - População indígena;
                           - Segregação e exclusão da popula-
                             ção;




                                                                                                                  173
EIXO TEMÁTICO                                        CONTEÚDOS                                HABILIDADES

                                            -	 A urbanização e a especulação imo-
                                               biliária;
                                            -	 A infraestrutura territorial: Malha
                                               viária, hidroviária e aérea, rede de
                                               telecomunicações.
       Dinâmica
       do Espaço                          Dimensão física e ambiental:
       Geográfico de
       Rondônia                             -	 Políticas públicas socioeconômicas
                                               e ambientais;
                                            -	 Questões ambientais e sustentabili-
                                               dade;
                                            -	 Relevo, vegetação, clima e hidro-
                                               grafia.



      9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano


      CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR


      Filosofia, do grego, etimologicamente, amor à sa-                        ser humano”. (ARANHA e MARTINS, P.3). Nessa pers-
      bedoria, surge por volta dos séculos VII e VI a. C. nas                  pectiva a Filosofia é apontada como uma disciplina
      cidades gregas situadas na Ásia Menor. É a designa-                      crítico-reflexiva capaz de alargar a visão de mundo
      ção dada à nova forma de conhecimento, racional e                        do aluno, levando-o a ver para além da mera aparên-
      sistematizada, utilizada pelos primeiros pensadores                      cia e agir mais coerentemente, pautado nos ditames
      gregos para fazer frente aos mitos cosmogónicos                          da razão.
      difundidos pelas religiões gregas. Essa forma de co-
                                                                               Neste contexto, a Filosofia proporciona ao aluno de-
      nhecimento criada e desenvolvida pelos gregos se
                                                                               senvolver-se como um ser, eminentemente, político;
      solidifica ao longo dos tempos e chega ao Brasil por
                                                                               entenda-se aqui a política em sua origem, grega,
      volta do século XVI trazida pelos jesuítas
                                                                               como o exercício da cidadania. Em outras palavras, o
      Em 2006, o Parecer 38 do CNE/CEB garante a obriga-                       aluno passa a se interessar pela vida em comunidade
      toriedade da Filosofia no Ensino Médio e, somente                        buscando os seus direitos e deveres.
      com a promulgação da lei nº 11.684 de 02 de junho
      de 2008, em seu inciso IV, que modifica o art. 36 da
      Lei de Diretrizes e Base (LDB Lei nº 9.394/96), é que                    OBJETIVOS
      recebe a seguinte redação: “serão incluídas a Filosofia                   •	   Proporcionar ao educando uma visão crítica da
      e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas                          realidade que o cerca;
      as séries do ensino médio.”
                                                                                •	   Promover a passagem da consciência mítico-re-
      Dentre outras “a intenção primeira do ensino de Fi-                            ligiosa para a consciência racional - reflexiva;
      losofia não é a de formar filósofos – embora, eventu-
      almente, algumas vocações possam ser despertadas                          •	   Desenvolver no educando a capacidade para
      -, mas provocar a reflexão filosófica, inerente a todo                         responder as questões advindas das mais varia-
                                                                                     das situações.




174         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
1º ANO
COmpETêNCIAS


 •	    Compreender como se deu a passagem da vi-             •	   Entender a importância da filosofia conheci-
       são mítica para a visão filosófica;                        mento crítico, reflexivo e sistemático em rela-
                                                                  ção às verdades produzidas pelo homem em
 •	    Analisar a Filosofia como pensamento questio-
                                                                  meio às múltiplas transformações sociais.
       nador e instaurador de uma nova percepção
       sobre o mundo e os problemas humanos;



      EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                           - Das vantagens de estudar filosofia.        - Ler textos filosóficos e não filosófi-
                             O por quê?                                   cos de modo significativo;
                           - A Origem da Filosofia: do mito à ra-       - Produzir textos a partir de reflexões
                             zão;                                         realizadas;
                           - Mitos regionais (Indígenas e Afro-         - Promover discussão e debate sobre
                             descendentes).                               a visão ingênua do mundo moder-
                                                                          no;
                           - A verdade segundo o mito e a Filo-
                             sofia;                                     - Compreender as noções básicas da
                                                                          filosofia grega;
                           - Características do conhecimento:
                             crítico, reflexivo e sistemático;          - Identificar as várias acepções da pa-
                                                                          lavra filosofia;
                           - A atitude filosófica: Thauma, ques-
                             tionamento e reflexão filosófica.          - Articular conhecimentos filosóficos
                                                                          e diferentes conteúdos e modos
                           - Filosofia pré-socrática;
INTRODUÇÃO                                                                discursivos com as ciências naturais,
AO ESTUDO DA               - Os sofistas; O discurso e a virtude;         artes e outras produções culturais;
FILOSOFIA                  - Filosofia clássica: Sócrates, Platão e     - Identificar a diferença entre pensa-
                             Aristóteles.                                 mento filosófico e mitológico.
                           - Filosofia Medieval;                        - Ler mitos de diversos povos a fim
                           - Patrística: Filosofia e religião;            de identificar as diferentes cosmo-
                                                                          visões;
                           - Escolástica: Fé e Razão.
                                                                        - Refletir a distinção que há entre
                                                                          o pensamento filosófico e pensa-
                                                                          mento sofistas;
                                                                        - Compreender a busca da verdade a
                                                                          partir da fé
                                                                        - Conhecer o pensamento dos Pré-
                                                                          socráticos e dos três primeiros fi-
                                                                          lósofos que compõe o importante
                                                                          legado ocidental dos mais produ-
                                                                          tivos períodos da filosofia grega: o
                                                                          antropológico e sistemático.




                                                                                                                    175
2º ANO


      COMPETÊNCIAS


       •	    Compreender o Conhecimento como relação                                 •	   Entender a importância da filosofia conheci-
             entre sujeito e objeto a partir da experiência                               mento crítico, reflexivo e sistemático em rela-
             dos indivíduos no mundo;                                                     ção às verdades produzidas pelo homem em
                                                                                          meio às múltiplas transformações sociais.
       •	    Compreender o problema do conhecimento
             em diferentes correntes filosóficas;


            EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                                             -	 Relação sujeito-objeto;                         -	 Conceituar filosoficamente o co-
                                                                                                   nhecimento;
                                             -	 Teoria do Conhecimento: Ceticis-
                                                mo, Dogmatismo, Idealismo, Empi-                -	 Caracterizar o conhecimento no
                                                rismo, Pragmatismo, Racionalismo,                  pensamento dos primeiros filóso-
                                                Criticismo;                                        fos;
                                             -	 Tipos de Conhecimento;                          -	 Conhecer as diferentes formas de
                                                                                                   pensar a possibilidade, a origem, e
                                             -	 Filosofia da religião; O sagrado e o
                                                                                                   a essência do conhecimento;
                                                profano;
                                                                                                -	 Articular o conhecimento filosófico
                                             -	 O conhecimento do senso comum;
                                                                                                   com as demais formas de conheci-
                                             -	 O conhecimento científico;                         mento;
                                             -	 O conhecimento filosófico;                      -	 Reconhecer o valor das diversas
      O Conhecimento                         -	 A lógica: Noções de lógica: Clássica               manifestações religiosas.
                                                e Simbólica, A lógica dialética.                -	 Compreender a lógica filosófica
                                                                                                   como meio para organizar o pensa-
                                                                                                   mento;
                                                                                                 -	 Conhecer e analisar as diferentes
                                                                                                    correntes do pensamento filosófi-
                                                                                                    cos;
                                                                                                -	 Conhecer a origem da lógica e elen-
                                                                                                   car as principais ferramentas do
                                                                                                   pensamento lógico;
                                                                                                -	 Conceituar a verdade como cons-
                                                                                                   trução do pensamento e busca
                                                                                                   pelo conhecimento.




176          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                  - O conceito de Ética e Moral;               - Conceituar ética e filosofia moral;
                  - Autonomia e heteronomia;                   - Relacionar Ética e Moral compreen-
                                                                 dendo a diferença entre as mesmas;
                  - Normas morais e normas jurídicas.
                                                               - Utilizar esses conceitos para reco-
                  - Identidade, igualdade, diversidade
                                                                 nhecer o grau de vivência demo-
                    e tolerância;
                                                                 crática;
                  - Filosofia da arte: o feio e o belo, arte
                                                               - Analisar a fruição do belo;
                    e cultura, beleza subjetiva e univer-
                    sal.                                       - Discutir sobre o sentido da obra de
                                                                 arte;
éTICA, mORAL E                                                 - Compreender a definição de beleza
ESTéTICA                                                         e refletir sobre as diversas manifes-
                                                                 tações do belo;
                                                               - Analisar a indústria cultural a partir
                                                                 de uma visão filosófica contempo-
                                                                 rânea;
                                                               - Estabelecer a relação entre moral e
                                                                 costumes nas correntes filosóficas;
                                                               - Articular conhecimentos filosóficos
                                                                 e diferentes conteúdos e modos
                                                                 discursivos com as ciências naturais,
                                                                 artes e outras produções culturais.




                                                                                                          177
3º ANO
      COMPETÊNCIAS


       •	   Compreender a política como busca e realiza-                            •	   Compreender os conceitos ideológicos e suas
            ção do bem comum social;                                                     implicações na vida pessoal e social do indiví-
                                                                                         duo.
       •	   Debater de que forma a política e o poder po-
            dem transformar uma sociedade em todos os
            seus aspectos;




       EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                                        HABILIDADES

                                    -	 Ética, Ciência e Tecnologia;                          -	 Analisar as diferentes formas de lin-
                                                                                                guagem;
                                    -	 Linguagem: o pensamento e a cultura;
                                                                                             -	 Compreender o conceito de lingua-
                                    -	 Os diversos tipos de linguagem;
                                                                                                gem;
                                    -	 A linguagem e sua função social;
      Linguagem e                                                                            -	 Identificar a construção de sentido a
      Tecnologia                    -	 O existencialismo: a relação homem e                     partir da linguagem;
                                       mundo;
                                                                                             -	 Discutir sobre liberdade de escolha,
                                    -	 A liberdade e suas consequências;                        liberdade de expressão, liberdade de
                                    -	 A Fenomenologia;                                         política e de liberdade de existência.

                                    -	 Tecnologia e seus limites.

                                    --     O que é política;                                 -	 Conceituar política a partir da concep-
                                                                                                ção grega de polis;
                                    --     O público e o privado;
                                                                                             -	 Diferenciar política de politicagem;
                                    --     Os direitos humanos;
                                                                                             -	 Compreender a relação entre liberda-
                                    --     Democracia, Liberdade e Participa-
                                                                                                de e responsabilidade;
                                           ção;
                                                                                             -	 Reconhecer que a luta pela conquista
                                    --     Ideologia - Conceitos:
                                                                                                dos Direitos Humanos se dá a partir da
                                    1.	 Naturalização, Universalização, Abs-                    necessidade de melhorias das condi-
                                        tração, Lacuna, Realidade investida;                    ções de vida do homem;
      Filosofia                         Formas de Ideologia;
                                                                                             -	 Reconhecer o conflito ideológico exis-
      Política e                    2.	 Ideologia do opressor (dominante),                      tente entre as classes sociais;
      Cidadania                         Ideologia do Oprimido (dominado);
                                                                                             -	 Estabelecer as relações entre os concei-
                                    3.	 Alienação;                                              tos de Estado, cidadania e liberdade;
                                    4.	 A Cidadania;                                         -	 Compreender os conceitos de política,
                                    5.	 O Cidadão e a Lei.                                      relações de poder e democracia.
                                                                                             -	 Debater algumas teorias de Estado;
                                                                                             -	 Debater os limites do público e o priva-
                                                                                                do;
                                                                                             -	 Analisar questões envolvidas na cons-
                                                                                                trução da cidadania.


178         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
9.5. Sociologia – 1º ao 3º Ano                          As orientações curriculares destacam o papel central
                                                        do pensamento sociológico na educação que é o de
                                                        observação dos fenômenos sociais, aliando-as outras
CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE                            disciplinas na área das Ciências Humanas. Sendo as-
CURRICULAR                                              sim descrita:
                                                               (...) o estranhamento. No caso da Sociologia, está
A Sociologia, lentamente, foi ocupando seu espaço             em causa observar que os fenômenos sociais que
nos currículos escolares. Somente em 2006, com a              rodeiam a todos e dos quais se participa não são de
aprovação do Parecer 38/CNE/CEB e a promulgação               imediato conhecidos, pois aparecem como ordiná-
da lei nº 11.684 de 02 de junho de 2008, ela, assume          rios, triviais, corriqueiros, normais, sem necessidade
o caráter de obrigatoriedade como componente cur-             de explicação, aos quais se está acostumada, e que
ricular no ensino médio, retomando o seu lugar de             na verdade nem são vistos. Assim como a chuva é
destaque na formação cidadã do jovem brasileiro.              um fenômeno que tem uma explicação científica,
Desde então vem sendo utilizada como instrumento              ou uma doença também tem explicações mesmo
de inserção do jovem na sociedade, capacitando-o              que não se tenha chegado a terapias totalmente
para dialogar com a sua geração acerca dos proble-            exitosas para sua cura; ou do mesmo modo que as
mas sociais contemporâneos, tornando-o partícipe              guerras, as mudanças de governo podem ser estu-
do processo de discussão e resolução dos mesmos.              da das pela História ou os cataclismos naturais, pela
                                                              Geografia; os fenômenos sociais merecem ser com-
Dentre as várias manifestações da importância da              preendidos ou explicados pela Sociologia. Mas só é
Sociologia como Ciência, a ser ministrada no ensino           possível tomar certos fenômenos como objeto da
médio, destacam-se os seguintes:                              Sociologia na medida em que sejam submetidos a
 1. Estuda as relações sociais e/ou o convívio entre          um processo de estranhamento, que sejam coloca-
    as pessoas;                                               dos em questão, problematizados. (Brasil, 2006, p.
                                                              106-107).
 2. Considera as várias redes de relações sociais,
    da mais simples: uma pequena família a mais
    complexas: grandes grupos étnicos, religiosos e     Neste sentido, a proposta do componente curricular
    geopolíticos etc.                                   de Sociologia traz como eixo o pressuposto de que o
 3. Considera a subjetividade, a ação e os conhe-       jovem possa construir uma sensibilidade sociológica
    cimentos humanos como sociais e constituídos        em relação à realidade vivida.
    em meio a negociações, traduções, lutas e dis-
    putas, às vezes, consensuais, às vezes, conflitu-
    osas, em torno da organização e ocupação do         OBJETIVOS
    espaço e do tempo e pelo reconhecimento sim-         - Problematizar os fenômenos sociais;
    bólico e material.
                                                         - Sensibilizar o educando para os fenômenos So-
 4. A Sociologia, através do seu estudo, deve pos-         ciais;
    sibilitar ao aluno, por meio da investigação e
    do diálogo como contribuição teórico-metodo-         - Valorizar o educando como agente de transfor-
    lógico do campo, o desenvolvimento de uma              mação da vida social;
    “atitude sociológica” voltada para a análise e a     - Comparar e analisar a realidade;
    problematização do vivido nos contextos coti-
                                                         - Estudar atitudes e crenças;
    dianos, contribuindo para que ele compreenda
    a sociedade em que está inserido, ao mesmo           - Desenvolver no educando habilidade cognitiva
    tempo, como produto e produtor.                        como repertório de gestões sociais.
A Sociologia, oferece ao professor instrumentos para
a mediação pedagógica, formando um enlace entre
o conhecimento dos alunos e a leitura/tradução do
conhecimento científico sobre a sociedade, assim o
aluno assume uma postura de investigação sobre a
realidade em que está inserido.

                                                                                                                       179
1º ANO


      COMPETÊNCIAS


       •	   Alcançar a capacidade crítica como forma de                             •	   Compreender o papel das instituições sociais
            superar ideologias, preconceitos e o pensa-                                  enquanto instâncias reguladoras da convivên-
            mento baseado no senso comum;                                                cia dos indivíduos, dos seus interesses e neces-
                                                                                         sidades na vida social e cidadã.
       •	   Entender a pesquisa como instrumento de
            compreensão da realidade social e da produção
            e conhecimento;


       EIXO TEMÁTICO                                     CONTEÚDOS                                         HABILIDADES

                                    -	 Introdução ao estudo de sociologia;                    -	 Compreender e analisar a historicidade
                                                                                                 do pensamento sociológico (surgimen-
                                    -	 Iniciação à Pesquisa Científica;
                                                                                                 to e processo de organização);
                                    -	 As relações e interações sociais;
                                                                                             -	 Conhecer as teorias sociológicas: AU-
                                    -	 Conteúdos simbólicos da vida huma-                       GUSTO COMTE, DURKHEIM, MAX WE-
                                       na;                                                      BER, KARL MARX;
                                    -	 As diferenças e igualdades dos rela-                  -	 Compreender os conceitos: positivismo,
                                       cionamentos sociais.                                     fatos sociais, ação social, luta de classes;
                                    -	 A natureza e cultura: pluralidade so-                 -	 Conhecer métodos e técnicas de pes-
                                       ciocultural.                                             quisa e elaboração de textos científicos
                                    -	 As instituições sociais e a organização                  (resumo e fichamentos);
                                       da sociedade.                                         -	 Refletir sobre Consciência Coletiva e
      A Sociologia                                                                              Consciência individual relacionada aos
      como                                                                                      fatos sociais;
      Ciência:                                                                               -	 Compreender os modos de vidas e
      Conceitos,                                                                                transformações socioculturais a partir
      Reflexões e                                                                               da relação entre homem e natureza;
      Atuações
                                                                                             -	 Refletir sobre o processo de socialização
                                                                                                para a aquisição da cultura, a formação
                                                                                                e a integração à personalidade e adap-
                                                                                                tação do indivíduo ao ambiente social;
                                                                                             -	 Identificar as diferentes manifestações
                                                                                                culturais de etnias, raças (negra, indíge-
                                                                                                na, branca) e os segmentos sociais.
                                                                                              -	 Compreender a dinâmica de funciona-
                                                                                                 mento das instituições sociais;
                                                                                             -	 Analisar as raízes socioculturais dos
                                                                                                precon­ eitos (étnico-raciais, de gênero,
                                                                                                       c
                                                                                                sexualidade e de idade) e avaliar as pro-
                                                                                                postas formuladas para combatê-los.




180         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
2º ANO
COmpETêNCIAS
 •	    Compreender a relação entre a sociedade e na-         •	   Entender o conhecimento político a partir da
       tureza;                                                    polis grega aplicando-o a realidade local con-
                                                                  temporânea e ao entendimento das experiên-
 •	    Entender o conceito de cidadania como condi-
                                                                  cias coletivas vividas cotidianamente.
       ção do indivíduo diante de seus direitos e obri-
       gações;

      EIXO TEMÁTICO                     CONTEÚDOS                                   HABILIDADES

                            - Desigualdade Social;                      - Compreender e relacionar as desi-
                                                                          gualdades sociais como resultantes
                            - Os movimentos sociais;
                                                                          dos sistemas sociopolíticos e eco-
                            - Populações tradicionais de Rondô-           nômico;
                              nia: Ribeirinhos, quilombolas e indí-
                                                                        - Compreender o que e quais são os
                              genas;
                                                                          movimentos e suas funções sociais;
                            - Problemas sociais no Brasil;
                                                                        - Conhecer, respeitar e valorizar os
                            - Identidade e cidadania: os tipos de         modos de vida das populações tra-
                              violência;                                  dicionais de Rondônia;
A COmpREENSÃO               - Relações de trabalho.                     - Contextualizar as desigualdades
DOS FENÔmENOS                                                             compreendendo os problemas so-
SOCIAIS E DOS                                                             ciais no Brasil;
mOVImENTOS
SOCIAIS: O pApEL                                                        - Identificar, compreender e analisar
TRANSFORmADOR                                                             de forma crítica como os tipos de
DA CONSCIêNCIA                                                            violência são exercidos em suas di-
CRITICA                                                                   versas formas (simbólica física e psi-
                                                                          cológica);
                                                                        - Perceber nas relações as diferentes
                                                                          formas de trabalho e de produção
                                                                          que estão envolvidas nas ativida-
                                                                          des humanas em suas dimensões:
                                                                          sociais, econômicas, culturais e po-
                                                                          líticas.




                                                                                                                   181
3º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	    Conhecer os processos de organização política                                sociais e suas práticas;
             e os processos desencadeantes de formação de
                                                                                     •	   Reconhecer as minorias políticas como articula-
             pensamento critico, social e político;
                                                                                          doras de demandas por direitos práticos.
       •	    Identificar os diferentes tipos de movimentos


            EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                                             -	 Sociologia contemporânea.                        -	 Conhecer as teorias contemporâ-
                                                                                                     neas e estabelecer relações com as
                                             -	 Cultura e ideologia;                                 questões atuais: Pierre Bourdieu,
                                             -	 Indústria cultural;                                  Gilles Deleuze, Michel Foucault, Zyg-
                                                                                                     munt Bauman, Florestan Fernandes,
                                             -	 Diversidade cultural em Rondônia;                    Roberto DaMatta, Darcy Ribeiro.
                                             -	 Organização dos espaços rural e ur-               -	 Refletir sobre a noção de cultura
                                                bano e de suas relações;                             como instrumento de poder e como
                                                                                                     construção social;
                                             -	 A organização política do Estado;
                                                                                                 -	 Conhecer, interpretar e analisar tre-
                                             -	 Direitos humanos;                                    chos do Estatuto da Criança e do
                                                                                                     Adolescente, do Código de Defesa
                                             -	 Sociedade tecnológica e seus efei-
                                                                                                     do Consumidor e do Estatuto do
                                                tos sociais.                                         Idoso e as Leis de Acessibilidade
                                             -	 Sociologia contemporânea.                            para as pessoas com deficiência;
                                                                                                 -	 Contextualizar e diferenciar o con-
                                             -	 Cultura e ideologia;
                                                                                                     ceito de poder (institucional e sim-
                                             -	 Indústria cultural;                                  bólico) dos conceitos de autoridade
                                                                                                     e força;
                                             -	 Diversidade cultural em Rondônia;
      Direitos,                                                                                  -	 Compreender a dimensão do con-
      Cidadania e                            -	 Organização dos espaços rural e ur-                  ceito de democracia nas sociedades
      Diversidade                               bano e de suas relações;                             atuais;
      Cultural                               -	 A organização política do Estado;                -	 Contextualizar as desigualdades so-
                                                                                                     ciais entre nas nações, América Lati-
                                             -	 Direitos humanos;                                    na e no Brasil;
                                             -	 Sociedade tecnológica e seus efei-               -	 Desenvolver uma compreensão ini-
                                                tos sociais.                                         cial sobre a relação entre a formação
                                                                                                     do Estado brasileiro e a constituição
                                                                                                     dos direitos civis, políticos, sociais e
                                                                                                     humanos no Brasil;
                                                                                                 -	 Compreender a realidade social bra-
                                                                                                     sileira a partir da organização dos
                                                                                                     espaços rural e urbano e de suas re-
                                                                                                     lações (Conflito social, socioespacial
                                                                                                     e territorialidade);
                                                                                                 -	 Entender como os meios de trans-
                                                                                                     missão cultural foram desenvolvidos
                                                                                                     e suas influências nas relações so-
                                                                                                     ciais;
                                                                                                 -	 Desenvolver a atitude investigativa
                                                                                                     a fim de perceber nas informações
                                                                                                     virtuais as ideologias.


182          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
10. mODALIDADES DE EDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORmAÇÃO hUmANA

10.1. Educação Especial


A Educação Especial integra o Sistema de Ensino           diante das possibilidades existentes. Essa proposta
como modalidade e, em consonância com a Política          é possível na medida em que ocorra a promoção de
Nacional, organiza-se de modo a aperfeiçoar os pres-      situações diversificadas que permitam ao aluno se
supostos da prática pedagógica social e da educação       expressar livremente na sala de recursos multifun-
inclusiva, a fim de cumprir os dispositivos legais, po-   cionais e na sala de aula. A oferta dessas diferentes
líticos e filosóficos que fundamentam o atendimento       opções de atividades tem influência no desenvolvi-
ao aluno que apresentam necessidades educacionais         mento da autonomia e na independência do aluno
especiais. Constitui uma modalidade que perpassa          frente às diferentes situações de aprendizagem.
todos os níveis, etapas e modalidades de ensino; é
definida como proposta pedagógica que assegura
recursos e serviços de atendimento educacional es-        ATENDImENTO EDUCACIONAL ESpECIALIZADO
pecializado, organizado, para apoiar a educação nas       -AEE
classes comuns, de modo a garantir a escolarização
e a promoção do desenvolvimento das potencialida-
des dos alunos que apresentam necessidades educa-         O Ministério da Educação, com o objetivo de apoiar
cionais especiais.                                        as redes públicas de ensino na organização e na ofer-
                                                          ta do AEE e contribuir com o fortalecimento do pro-
FONTE: SEESP/MEC                                          cesso de inclusão educacional nas classes comuns de
                                                          ensino, instituiu o Programa de Implantação de salas
                                                          de recursos Multifuncionais, por meio da Portaria nº.
                                                          13, de 24 de Abril de 2007.
                  EDUCAÇÃO     SUPERIOR                   São atendidos, nas salas de recursos Multifuncionais,
                                                          alunos público-alvo da Educação Especial, conforme
EDUCAÇÃO BÁSICA




                  ENSINO       MÉDIO                      estabelecido na Política Nacional de Educação Espe-
                                                          cial na perspectiva da Educação Inclusiva e no Decre-
                  EDUCAÇÃO     FUNDAMENTAL                to N.6.571/2008. O espaço da sala de recurso é parte
                                                          integrante do Projeto Político Pedagógico (PPP) e visa
                  EDUCAÇÃO     INFANTIL                   à formação do aluno, visando a sua autonomia den-
                                                          tro e fora da escola.
O Atendimento Educacional Especializado-AEE é or-         De acordo com a Nota Técnica Nº 09/2010 GAB/SEESP,
ganizado para suprir as necessidades de acesso ao         o poder público deve assegurar às pessoas com defi-
conhecimento e à participação dos alunos com de-          ciência o acesso a um sistema educacional inclusivo
ficiência e dos demais que são público alvo da Edu-       em todos os níveis. Os sistemas de ensino devem ga-
cação Especial, nas escolas comuns. Constitui oferta      rantir o acesso ao ensino regular e a oferta do atendi-
obrigatória dos sistemas de ensino, muito embora          mento educacional especializado aos alunos público
que participar do AEE seja uma decisão do aluno e/        alvo da educação e especial; alunos com deficiência,
ou de seus pais/responsáveis.                             transtornos globais do desenvolvimento e altas habi-
O acompanhamento no AEE visa, também, à supera-           lidade/superdotação.
ção de atitudes de dependência que comumente o            Considera-se atendimento educacional especializa-
aluno com deficiência intelectual apresenta em situ-      do o conjunto de atividades e recursos pedagógicos
ações em que ele é desafiado a resolver uma deter-        e de acessibilidade organizados institucionalmente,
minada situação problema. Desse modo, é importan-         restados de forma complementar ou suplementar à
te que o professor do AEE proponha atividades que         formação dos alunos alvo da educação especial, ma-
promovam a vinculação do aluno com o êxito, bem           triculados no ensino regular.
como organize situações de aprendizagem a partir
dos interesses manifestados pelo aluno e escolhas         As instituições com o Atendimento Educacional Es-


                                                                                                                    183
pecializado - AEE, deverão prever a oferta desse aten-                  tureza física, intelectual/mental ou sensorial. (Defici-
      dimento no Projeto Político Pedagógico, conforme                        ência auditiva, Deficiência visual).
      art. 11 da Resolução CNE/CEB nº 4/2009.
                                                                              II- Alunos Com Transtornos globais do desenvolvi-
      O atendimento educacional especializado é realizado                     mento: aqueles que apresentam um quadro de alte-
      prioritariamente nas salas de recursos multifuncio-                     rações no desenvolvimento neuropsicomotor, com-
      nais da própria escola ou em outra escola de ensino                     prometimento nas relações sociais, na comunicação
      regular, no turno inverso da escolarização, podendo                     ou estereotipias motoras.
      ser realizado também em centros de atendimento
                                                                              a)	      Incluem-se nessa definição alunos com au-
      educacional especializado público e em instituições
                                                                              tismo clássico, síndrome de Asperger, Síndrome de
      de caráter comunitário, confessional ou filantrópico
                                                                              Rett, Transtorno desintegrativo na Infância (psicoses)
      sem fins lucrativos conveniadas com a secretaria de
                                                                              e transtornos invasivos sem outras especificações.
      Educação, conforme art. 5º da resolução CNE/CEB nº
      4/2009.                                                                 III- Alunos com Altas Habilidades /superdotação são
                                                                              aqueles que apresentam um potencial elevado e
                                                                              grande envolvimento com as áreas de conhecimento
      ART 3º DO DECRETO PRESIDENCIAL 7611                                     humano, isolada ou combinada, são elas: intelectual,
                                                                              liderança, psicomotora, artes e criatividade.
                                                                              A Educação Especial direciona suas ações para o
       I - Prover condições de acesso, participação e apren-
                                                                              atendimento às especificidades desses alunos no
            dizagem no ensino regular e garantir serviços de
                                                                              processo educacional e, no âmbito de uma atuação
            apoio especializados de acordo com as necessi-
                                                                              mais ampla na escola, orienta a organização de redes
            dades individuais dos estudantes.
                                                                              de apoio, a formação continuada, a identificação de
       II- Garantir a transversalidade das ações da educa-                    recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas
           ção especial no ensino regular.                                    colaborativas.
       III- Assegurar condições para a continuidade de es-                    A Educação Especial, além de perpassar todos os ní-
            tudos nos demais níveis, etapas e modalidades                     veis, etapas e modalidades, realiza o atendimento
            de ensino.                                                        educacional especializado (AEE), disponibiliza servi-
      A Política Nacional de Educação Especial na Perspec-                    ços próprios desse atendimento e orienta os alunos
      tiva Inclusiva tem como objetivo promover respostas                     e seus professores quanto a sua utilização nas tur-
      às necessidades educacionais especiais, garantindo                      mas comuns do ensino regular. Esses alunos deverão
      o atendimento educacional especializado, compre-                        ser atendidos, nas salas de recursos multifuncionais,
      endido como o conjunto de atividades recursos de                        Atendimento Educacional Especializado - AEE.
      acessibilidade e como apoio permanente e limitado
      no tempo e na frequência dos estudantes às salas de
                                                                              Caracterização do alunado com
      recursos multifuncionais, devendo integrar a propos-
                                                                              Deficiência Visual
      ta pedagógica da escola, envolver a participação da
      família para garantir pleno acesso, participação dos
      estudantes, atender às necessidades específicas do
                                                                              Cegueira Congênita
      público alvo da educação especial e ser realizado de
      forma articulada com as demais políticas públicas.                      A cegueira congênita pode ser causada por lesões ou
                                                                              enfermidades que comprometem as funções do glo-
                                                                              bo ocular. Dentre as principais causas, destacam-se
      Caracterização do aluno público alvo                                    a retinopatia da prematuridade, a catarata, o glauco-
      da Educação Especial                                                    ma congênito e a atrofia do nervo óptico. Trata-se de
                                                                              uma condição orgânica limitante que interfere signi-
                                                                              ficativamente no desenvolvimento infantil;
      De acordo, e Resolução nº 02/2001/CNE e Portaria
      1281/2010/GAB/SEDUC considera-se público alvo da
      educação especial:                                                      Cegueira Adventícia
      I-alunos com Deficiência: aqueles que apresentam                        A cegueira adventícia caracteriza-se pela perda de
      um quadro de impedimentos de longo prazo de na-                         visão ocorrida na infância, na adolescência, na fase

184        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
adulta ou senil. Dentre as principais causas, desta-          oportunidade de contato com as pessoas e objetos do
cam-se as doenças infecciosas, as enfermidades sistê-         meio, melhor a criança com baixa visão desempenhará
micas e os traumas oculares. O conhecimento destas            atividades e desenvolverá habilidades e capacidades
causas é relevante para a identificação de possíveis          para explorar o meio ambiente, conhecer e aprender.
comprometimentos ou patologias que demandam
tratamento e cuidados necessários. Além disso, é
preciso contextualizar e compreender esta situação            CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm
em termos da idade, das circunstâncias, do desenvol-          DEFICIêNCIA AUDITIVA
vimento da personalidade e da construção da iden-
tidade.
                                                              A Deficiência Auditiva se caracteriza por perda total
A ausência da visão é uma condição que deve ser               ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de
concebida como fator ou indício de dependência ou             compreender a fala por intermédio do ouvido, mani-
de tutela. A superestimação da cegueira como déficit,         festando-se como:
falta ou incapacidade, e a supremacia da visão como
referencial perceptivo por excelência são barreiras           -Surdez leve/moderada: perda auditiva de até 70 de-
invisíveis que travam ou dificultam o desenvolvimen-          cibéis, que dificulta, mas não impede o indivíduo de
to da independência, da autonomia, da confiança,              se expressar oralmente, bem como de perceber a voz
da autoestima e de segurança. Portanto, é preciso             humana, com ou sem a utilização de um aparelho au-
acreditar e compreender que a pessoa com cegueira             ditivo;
e a que enxerga tem potencialidades para conhecer,            -Surdez severo-profunda: perda auditiva acima de 70
aprender e participar ativamente da sociedade.                decibéis, que impede o indivíduo de entender, com
                                                              ou sem aparelho auditivo, a voz humana, bem como
                                                              de adquirir, naturalmente, o código da língua oral. Tal
Baixa Visão                                                   fato faz com que a maioria dos surdos opte pela lín-
A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização       gua de sinais.
de estratégias e de recursos específicos, sendo muito
importante compreender as implicações pedagógicas
dessa condição visual e usar os recursos de acessibili-       ATENDImENTO EDUCACIONAL
dade adequados no sentido de favorecer uma melhor             ESpECIALIZADO-AEE pARA pESSOAS SURDAS
qualidade de ensino na escola. Quanto mais cedo for
diagnosticada, melhores serão as oportunidades de
desenvolvimento e de providências médicas, educa-             O AEE para alunos com surdez, na perspectiva inclu-
cionais e sociais de suporte para a realização de ativi-      siva, estabelece como ponto de partida a compre-
dades cotidianas. A baixa visão pode ser causada por          ensão e o reconhecimento do potencial e das capa-
enfermidades, traumatismos ou disfunções do sistema           cidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno
visual que acarretam diminuição da acuidade visu-             desenvolvimento e aprendizagem. O atendimento as
al, dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe,         necessidades educacionais específicas desses alunos
campo visual reduzido, alterações na identificação de         é reconhecido e assegurado por dispositivos legais,
contraste, na percepção de cores, entre outras alte-          que determinam o direito a uma educação bilíngue,
rações visuais. Trata-se de um comprometimento do             em todo o processo educativo.
funcionamento visual, em ambos os olhos, que não              De acordo com o Decreto 5.626, de 5 de dezembro de
pode ser sanado, por exemplo, com o uso de óculos             2005, as pessoas com surdez têm direito a uma edu-
convencionais, lentes de contato ou cirurgias oftalmo-        cação que garanta a sua formação, em que a Língua
lógicas.                                                      Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferen-
De acordo com a estimativa da Organização Mundial             cialmente na modalidade escrita, constituam línguas
de Saúde - OMS, cerca de 70% da população conside-            de instrução, e que o acesso às essas línguas ocorra
rada cega possui alguma visão residual aproveitável.          de forma simultânea no ambiente escolar, colabo-
Nesse ponto, há necessidade de uma avaliação quanti-          rando para o desenvolvimento de todo o processo
tativa e qualitativa que vise a possibilitar o uso eficien-   educativo, com uma proposta de educação bilíngue
te e a funcionalidade de qualquer percentual de visão.        pautada na organização da prática pedagógica na
A função visual é aprendida e, por isso, quanto mais          escola, na sala de aula e no AEE.


                                                                                                                        185
Caracterização do alunado com                                            Em suma, a deficiência intelectual não se esgota na
      Deficiência Intelectual                                                  sua condição orgânica e ou intelectual, nem pode ser
                                                                               definida por um único saber. Ela é, como próprio con-
      	
                                                                               ceito de pessoa, uma interrogação e um objeto de in-
      A definição de deficiência intelectual atualmente ado-                   vestigação para todas as áreas de conhecimento.
      tada foi proposta pela Associação Americana de Re-
                                                                               Esta dificuldade em definir de forma clara o conceito
      tardo Mental-AAMR, sendo aceita internacionalmente
                                                                               de deficiência intelectual tem tido consequências mui-
      e preconizada nos textos e documentos oficiais em
                                                                               to marcadas no modo como as pessoas em geral e as
      nosso país. Sendo caracterizada por limitações signi-
                                                                               organizações e instituições sociais têm lidado com a
      ficativas no funcionamento intelectual da pessoa e no
                                                                               deficiência. O medo face à diferença e ao desconheci-
      seu comportamento adaptativo, habilidades práticas,
                                                                               do é responsável, em grande parte, pela discriminação
      sociais e conceituais, originando-se antes dos dezoito
                                                                               que a escola e a sociedade promoveram relativamente
      anos de idade. (AAMR, 2002, p.8).
                                                                               às pessoas com deficiência em geral, mas muito parti-
      Esta última revisão da definição de deficiência inte-                    cularmente às pessoas com deficiência intelectual.
      lectual da AAMR propõe que se abandonem os graus
      de comprometimento intelectual pela graduação de
      medidas de apoio necessário às pessoas com déficit                       Caracterização do alunado
      cognitivo e destaca o processo interativo entre as limi-                 com Transtornos Globais do
      tações funcionais próprias dos indivíduos a as possibi-                  Desenvolvimento
      lidades adaptativas que lhes são disponíveis em seus
      ambientes de vida. Essa nova concepção de deficiên-
      cia intelectual implica transformações importantes no                    Os Transtornos Globais do Desenvolvimento caracteri-
      plano de serviços e chama atenção para as habilidades                    zam-se por um comprometimento grave e global em
      adaptativas, considerando-as como um ajustamento                         diversas áreas do desenvolvimento, como: Habilidades
      entre as capacidades dos indivíduos e as estruturas e                    de interação social e recíproca, habilidades de comuni-
      expectativas do meio em que vivem, aprendem, tra-                        cação ou presença de estereotipias de comportamen-
      balham e se aprazem.                                                     to, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos
                                                                               que definem essas condições representam um desvio
      A identificação dos perfis de apoio leva em conta, não
                                                                               acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou
      apenas os tipos e a intensidade de tais apoios, mas os
                                                                               idade mental do indivíduo. Esta seção abarca Transtor-
      meios pelos quais a pessoa pode aumentar sua inde-
                                                                               no Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegra-
      pendência, produtividade e integração no contexto
                                                                               tivo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno
      comunitário e entre seus pares da mesma idade.
                                                                               Global do Desenvolvimento sem outra especificação.
      A deficiência intelectual é definida na Política Nacional                Esses transtornos em geral se manifestam nos primei-
      de Educação Especial do MEC, como: Funcionamento                         ros anos de vida e frequentemente, estão associados
      intelectual geral significativamente abaixo da média,                    com algum grau de Retardo Mental que, se presente,
      oriundo do período de desenvolvimento, concomi-                          deve ser codificado no Eixo II.
      tante com limitações associadas a duas ou mais áreas
                                                                               Os Transtornos Globais do Desenvolvimento são ob-
      da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo
                                                                               servados, por vezes, acompanhando um grupo de
      em responder adequadamente às demandas da socie-
                                                                               várias outras condições médicas gerais (p. ex., anor-
      dade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados
                                                                               malidades cromossômicas, infecções congênitas e
      pessoais, habilidades sociais, desempenho na família
                                                                               anormalidades estruturais do sistema nervoso central).
      e comunidade, independência na locomoção, saúde e
                                                                               Caso essas condições estejam presentes, elas devem
      segurança, lazer e trabalho.
                                                                               ser registradas no Eixo III. Embora termos como “psico-
      Não tem sido possível estabelecer diagnósticos preci-                    se” e “esquizofrenia da infância” já tenham sido usados
      sos da deficiência intelectual exclusivamente a partir                   com referência a indivíduos com esses transtornos,
      de causas orgânicas, nem tão pouco a partir da avalia-                   evidências consideráveis sugerem que os Transtornos
      ção da inteligência: quantidade, supostas categorias,                    Globais do Desenvolvimento são distintos da Esquizo-
      ou tipos de inteligência. Nem todas as teorias juntas,                   frenia (entretanto, um indivíduo com Transtorno Glo-
      conseguem definir um conceito único que traduza de                       bal do Desenvolvimento ocasionalmente pode, mais
      forma satisfatória a complexidade da questão da defi-                    tarde, desenvolver Esquizofrenia).
      ciência intelectual.

186         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm                             car-se e desfrutar das atividades propostas.
DEFICIêNCIAS FÍSICA E mÚLTIpLAS
                                                          Necessidades específicas das pessoas com surdoce-
                                                          gueira e com deficiências múltiplas:
A variedade de condições não sensoriais que afetam o      O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A
indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação         partir e por meio dele, o homem descobre o mundo
motora geral ou da fala, como decorrência de lesões       e a si mesmo. Portanto, favorecer o desenvolvimento
neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou, ain-     do esquema corporal do aluno com surdocegueira ou
da, de malformações congênitas ou adquirida e carac-      com deficiências múltiplas é de extrema importância.
terizada como Deficiência Física.
                                                          Para os alunos com surdocegueira e com deficiências
São consideradas pessoas com deficiências múltiplas       múltiplas, que não apresentam graves problemas mo-
aquelas que “têm mais de uma deficiência associada.       tores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para
É uma condição heterogênea que identifica diferentes      servir como tentativa de minorar as eventuais estere-
grupos de pessoas, revelando associações diversas de      otipias motoras e pela necessidade do uso de ambas
deficiências que afetam, mais ou menos intensamen-        para o desenvolvimento de um sistema estruturado
te, o funcionamento individual e o relacionamento so-     de comunicação.
cial” (MEC/SEESP, 2002).
                                                          Devido às dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou
As características específicas apresentadas pelas pes-    mesmo neurológicas, é comum nesses alunos algum
soas com deficiências múltiplas lançam desafios à         tipo de limitação na comunicação e no processamen-
escola e aos profissionais que com elas trabalham no      to e elaboração das informações recolhidas do seu
que diz respeito à elaboração de situações de apren-      entorno. Isso pode resultar em prejuízos no processo
dizagem a serem desenvolvidas para que sejam al-          de simbolização das experiências vividas, por acarretar
cançados resultados positivos ao longo do processo        carência de sentido para as mesmas.
de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com
                                                          Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar re-
características específicas e peculiares e, consequen-
                                                          cursos para favorecer a aquisição da linguagem estru-
temente, com necessidades únicas, por isso, faz-se
                                                          turada no registro simbólico, tanto verbal quanto em
necessário dar atenção a dois aspectos importantes: A
                                                          outros registros, como o gestual, por exemplo.
comunicação e o posicionamento.

                                                          CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm ALTAS
COmUNICAÇÃO
                                                          hABILIDADES/SUpERDOTAÇÃO

Todas as interações de comunicação e atividades de
                                                          Alunos que apresentam notável desempenho e eleva-
aprendizagem devem respeitar a individualidade e
                                                          da potencialidade em qualquer dos seguintes aspec-
a dignidade de cada aluno com deficiência múltipla.
                                                          tos, isolados ou combinados:
Quando o contato com o meio se estabelece, passam
a se comunicar, ainda que em diferentes níveis de sim-     •	 Capacidade	intelectual	geral;
bolização; assim, é preciso estar atento ao contexto no    •	 Aptidão	acadêmica	específica;
                                                                                       	
qual os comportamentos, as manifestações ocorrem e
sua frequência, para assim compreender melhor o que        •	 Pensamento	criativo	ou	produtivo;
o aluno tem a intenção de comunicar e responder.           •	 Capacidade	de	liderança;
                                                           •	 Talento	especial	para	artes;
pOSICIONAmENTO                                             •	 Capacidade	psicomotora.			


É indispensável uma boa adequação postural. Colo-
car o aluno na cadeira de rodas ou em uma cadeira
comum ou, ainda, deitado de maneira confortável em
sala de aula para que possa fazer uso de gestos ou mo-
vimento com os quais tenham a intenção de comuni-


                                                                                                                    187
Articulação entre o ensino comum e o                                         mente, sensibilidade ao ritmo musical.
      atendimento Educacional Especializado
                                                                                6.	 Capacidade Psicomotora: A marca desses estu-
                                                                                    dantes é o desempenho superior em esportes e
                                                                                    atividades físicas, velocidade, agilidade de movi-
      A organização de sistemas educacionais inclusivos
                                                                                    mentos, força, resistência, controle e coordena-
      demanda a inter-relação de ações entre a educação
                                                                                    ção motora fina e grossa.
      comum e a educação especial. O processo de identifi-
      cação de alunos com altas habilidades/superdotação,
      realizado em sala de aula comum com suporte no
                                                                               A proposta educacional, derivada desses pressu-
      atendimento educacional especializado – AEE, fun-
                                                                               postos favorece aos alunos com altas habilidades/
      damentado na concepção e nas práticas pedagógicas
                                                                               superdotação a superação de possíveis dificuldades
      inclusivas, contribui para o planejamento e execução
                                                                               na construção do conhecimento de forma individual
      de propostas de enriquecimento curricular nesses dois
                                                                               e coletiva, no reconhecimento de características de
      ambientes.
                                                                               aprendizagem distintas e individuais, reconhecendo a
      Ao promover o debate sobre as concepções de Altas                        importância da interação e da participação de todos
      habilidades/Superdotação, entre os professores e a                       os alunos nos espaços comuns de aprendizagem. A
      comunidade escolar, é necessário definir quais asser-                    aprendizagem colaborativa contribui para a autono-
      tivas estão em consonância com as práticas desenvol-                     mia cognitiva dos alunos com altas habilidades/su-
      vidas na perspectiva da educação inclusiva, de forma                     perdotação, desafiando-os não somente compartilhar
      que estas expressem a importância de ambientes de                        conhecimentos na sala de aula, mas beneficiar-se dos
      aprendizagem integrados e da manifestação do co-                         processos de aprendizagem coletivos.
      nhecimento nas diferentes áreas de interesse destes
      alunos.
                                                                               Como acompanhar o aluno na sala de
      Os superdotados, não são iguais e se dividem em vá-
                                                                               Recursos Multifuncionais
      rios perfis. Especialistas ressaltam que nem sempre es-
      ses alunos são os mais comportados e explicam que as
      Altas Habilidades são divididas em seis grandes blocos:                  A função do professor do AEE consiste em propor ati-
       1.	 Capacidade Intelectual Geral: Crianças e jovens                     vidades que permitam eliminar barreiras na aprendi-
           assim têm grande rapidez no pensamento, com-                        zagem e aperfeiçoar a aprendizagem dos alunos e sua
           preensão e memória elevada, alta capacidade de                      inclusão no ensino regular. Essa ação, certamente, terá
           desenvolver o pensamento abstrato, muita curio-                     uma repercussão positiva no desempenho do aluno
           sidade intelectual e um excepcional poder de ob-                    na sala de aula comum.
           servação.                                                           O acompanhamento do AEE se organiza a partir de um
       2.	 Aptidão Acadêmica Específica: Nesse caso, a dife-                   plano de atendimento educacional especializado que
           rença está na concentração e motivação por uma                      o professor deve elaborar com base nas informações
           ou mais disciplinas, capacidade de produção aca-                    obtidas sobre o aluno e a problemática vivenciada por
           dêmica, alta pontuação em testes e desempenho                       ele através do estudo de caso. De posse de todas as
           excepcional na escola.                                              informações sobre o aluno, bem como dos recursos
                                                                               disponíveis na sala de aula, na escola, na família e na
       3.	 Pensamento Criativo: Aqui se destacam originali-
                                                                               comunidade, o professor do AEE elabora seu plano.
           dade de pensamento, imaginação, capacidade de
           resolver problemas ou perceber tópicos de forma                     Para elaborar o plano, o professor mobiliza os diferen-
           diferente e inovadora.                                              tes recursos disponíveis (escola, comunidade etc.) e faz
                                                                               uma articulação com o professor do ensino comum. O
       4.	 Capacidade de Liberação: Alunos com sensibili-
                                                                               professor do AEE prevê um determinado período para
           dade interpessoal, atitude cooperativa, capacida-
                                                                               o desenvolvimento do seu plano, ao término do qual
           de de resolver situações sociais complexas, poder
                                                                               ele fará uma avaliação no sentido de redimensionar
           de persuasão e de influência no grupo.
                                                                               suas ações em relação ao acompanhamento do aluno.
       5.	 Talento Especial para Artes: Alto desempenho em                     O acompanhamento é, essencialmente, o desenvolvi-
           artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou                mento e a avaliação do plano de AEE.
           ciências, facilidade para expressar ideias visual-


188         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
AVALIAÇÃO pEDAGÓGICA                                       ambientes nos quais ele está implicado (família, esco-
                                                           la, sala de recursos multifuncionais). Nesta avaliação,
                                                           o professor do AEE considera os diferentes aspectos
A avaliação pedagógica é essencial para o reconheci-       implicados no desenvolvimento do aluno, tal como já
mento das diferenças na escola. Ela pode ser conside-      citado.
rada um obstáculo quando compreendida como um
                                                           Em relação aos aspectos motores, é importante que
elemento sancionador e qualificador, em que os sujei-
                                                           o professor observe se o aluno é capaz de manipular
tos da avaliação são somente os alunos, e o objeto da
                                                           objetos de diferentes texturas, formas e tamanho, se
avaliação, as aprendizagens realizadas por eles. Entre-
                                                           ele é capaz de pegar no lápis para pintar, desenhar,
tanto, a avaliação tem um sentido construtivo, quando
                                                           bem como para fazer o traçado das letras. No caso do
deixa de focar exclusivamente os resultados obtidos
                                                           aluno apresentar acentuadas dificuldades motoras
pelos alunos e passa relacioná-los com as práticas pe-
                                                           que impeçam o movimento necessário para realizar
dagógicas, possibilitando a problematização dos pro-
                                                           desenhos ou o traçado das letras, o professor deve co-
cessos de ensino e aprendizagem e identificação das
                                                           meçar a avaliação utilizando folhas de papel madeira
diferentes formas da construção do conhecimento pe-
                                                           e ir diminuindo gradativamente o tamanho do papel
los alunos de uma mesma turma.
                                                           até chegar a usar o papel ofício para realizar pintura a
Na perspectiva da educação inclusiva, a avaliação          dedo dentre outras atividades de escrita ou de pintura,
constitui-se basicamente de três momentos: o primei-       pois são muitas as possibilidades que o aluno pode ter
ro busca verificar os conhecimentos prévios dos alunos     para expressar sua representação do mundo. O com-
sobre os conteúdos a serem trabalhados pedagogica-         putador se constitui em um recurso importante para
mente, suas hipóteses e referências de aprendizagem;       expressão do aluno, além de outros recursos que o
o segundo se relaciona ao processo de aprendizagem,        professor pode lançar mão para permitir a manifesta-
ao acompanhamento e aprofundamento dos temas               ção do conhecimento adquirido pelo aluno.
estudados; e o terceiro momento diz respeito ao que
os alunos aprenderam em relação à proposta inicial e
as novas relações estabelecidas.                           A AVALIAÇÃO NA SALA DE AULA
Ao ingressar no AEE, deve ser realizada uma avaliação
através de estudo de caso do aluno, que será concreti-
                                                           Em sala de aula, o professor avalia como o aluno se
zada pelo professor da sala de recursos com a partici-
                                                           relaciona com o conhecimento, como ele responde às
pação e colaboração do professor do ensino comum e
                                                           solicitações do professor, se ele manifesta atitude de
equipe técnica que atua com esse aluno no contexto
                                                           dependência ou autonomia e se é necessário o uso de
da escola.
                                                           recursos, equipamentos e materiais para acessibilida-
                                                           de ao conhecimento. Ele avalia, também, se o aluno
                                                           apresenta melhor desempenho em atividades indivi-
A AVALIAÇÃO NA SALA DE RECURSOS
                                                           duais, em pequenos grupos ou em grupos maiores e a
mULTIFUNCIONAIS
                                                           forma como ele interage com seus colegas.

Na sala de recursos multifuncionais, o aluno com defi-
ciência intelectual poderá ser avaliado em função dos      10.2. Educação Do Campo
aspectos motores, do desenvolvimento da expressão
oral e escrita, do raciocínio lógico matemático, do fun-   A Educação do Campo está sendo delineada a partir de
cionamento cognitivo, da afetividade (comportamen-
                                                           um conjunto de discussões, experiências e lutas que
to e interação) e da relação que o aluno estabelece
                                                           são construídas em nível nacional, pois, historicamen-
com o saber. Esta avaliação deve ser realizada prefe-
                                                           te, vinha sendo marginalizada quanto à construção
rencialmente através de situações lúdicas, as quais de-
                                                           de políticas públicas. Tratada como política compen-
vem permitir a livre expressão do aluno.
                                                           satória, suas demandas e especificidades raramente
O professor do AEE acolhe a queixa trazida pela família    têm sido objeto de pesquisa no espaço da academia
ou pelo professor do aluno a respeito das dificuldades     e na formulação de currículos, nos diferentes níveis e
enfrentadas por este no contexto escolar. Como já re-      modalidades de ensino. A educação para os povos do
ferido anteriormente, ele avalia o aluno nos diferentes    campo é trabalhada a partir de um currículo essencial-


                                                                                                                      189
mente urbano, geralmente deslocado das necessida-                        um pequeno incremento nas matrículas das séries ini-
      des e da realidade do campo. Além disso, os saberes, a                   ciais do Ensino Fundamental. Este incremento, todavia,
      cultura e a dinâmica dos trabalhadores do campo, ra-                     pode ser decorrente mais da implantação do Fundef do
      ramente são tomados como referência para o trabalho                      que propriamente da priorização de políticas públicas
      pedagógico, bem como na organização do sistema de                        para o povo do campo.
      ensino, na formação de professores e na produção de
                                                                               O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secre-
      livros didáticos.
                                                                               taria de Estado da Educação, objetivando garantir a ex-
      Esta visão que tem permeado as políticas educacio-                       pansão do Ensino Médio do Campo, iniciou no ano de
      nais, parte do princípio de que o espaço urbano serve                    2003 o atendimento à demanda educacional do campo
      de modelo ideal para o desenvolvimento humano. Tal                       com características próprias e específicas, e a partir do
      perspectiva contribui para a desapropriação da identi-                   ano de 2007, com vistas atender a legislação vigente,
      dade dos povos do campo, no sentido de se distancia-                     ampliou esse atendimento com abrangência também
      rem do seu universo cultural.                                            aos povos que ocupam os espaços da floresta, quilom-
                                                                               bolas, pesqueiros e extrativistas. O Ensino Médio do
      O campo tem sido pensado a partir de uma lógica eco-
                                                                               Campo é desenvolvido em parceria com as Secretarias
      nômica, e não como um espaço de vida, de trabalho, de
                                                                               Municipais de Educação quanto à estrutura física das es-
      construção de significados, saberes e culturas. Como
                                                                               colas “polos” e convênio do transporte escolar.
      consequência das contradições desse modelo de de-
      senvolvimento temos, por um lado, a crise do empre-
      go e a migração campo/cidade e, por outro, a reação                      10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas
      da população do campo que, diante do processo de                         de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ
      exclusão, organiza-se e luta por políticas públicas cons-
      truindo alternativas de resistência econômica, política e
      cultural que também incluem iniciativas no campo da                      OBJETIVO
      educação.
      Segundo o IBGE, em dados divulgados pelo Censo De-
                                                                               Pro­ orcionar condições e oferecer ferramentas con-
                                                                                   p
      mográfico 2000, apesar da intensa urbanização ocorri-
                                                                               ceituais e práticas para que os estudantes do cam-
      da nas últimas décadas, cerca de um quinto da popula-
                                                                               po possam com­ reender de modo crítico a maneira
                                                                                                p
      ção do País encontra-se na zona rural, ou seja, 18,77%.
                                                                               pela qual a realidade social é construída, e o quanto
      No estado de Rondônia, a população é de 1.379.787
                                                                               a ação dos sujeitos resulta em diferentes mo­ os de
                                                                                                                                d
      habitantes, sendo que 495.264 habitantes residem na
                                                                               percepção e mudança dessa realidade. Ao definir e
      zona rural, correspondendo a 35,89% da população do
                                                                               estabelecer como objetivo a busca de com­ etências,
                                                                                                                            p
      estado no campo.                                                         mediante o desenvolvimento de habilidades especí-
      Dados e informações, ainda do IBGE 2003 que, agrega-                     ficas, espera-se que a na­tureza relacional do saber de
      dos aos estudos do INEP/MEC, revelam a realidade do                      Noções de Agroecologia e Zootecnia contribua efeti-
      campo e indicam que não houve alteração significativa                    vamente para a formação de indivíduos indagadores,
      na histórica defasagem do atendimento da população                       transformadores, criativos, participantes efetivos no
      do campo em todos os níveis e modalidades. Exceto                        campo e na sociedade.




190         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
1º ANO
COmpETêNCIAS
 •	   Saber articular dados e informações referentes          •	   Aplicar os conhecimentos sobre o processo
      ao surgimento da agricultura;                                produtivo da soja e do algodão, bem como seus
                                                                   efeitos na sociedade e na economia do país;
 •	   Compreender a transformação nas relações so-
      ciais, como produtos de ação humana a partir da         •	   Considerar a importância das tecnologias da
      modernização agrícola e as questões fundiária;               agricultura orgânica e familiar, aplicando-as em
                                                                   planejamento, gestão, organização e fortale-
 •	   Valorizar e entender a diversidade de produção
                                                                   cimento do trabalho de equipe e de ações na
      agropecuária e suas transformações;
                                                                   vida cotidiana.
 •	   Compreender as mudanças na sociedade, ad-
                                                              •	   Estabelecer relações entre agricultura conven-
      vindas com o processo de crescimento do agro-
                                                                   cional, (suas vantagens e desvantagens), mono-
      negócio brasileiro;
                                                                   cultura, custos de produção, descapitalização
 •	   Compreender o papel histórico da superprodu-                 do produtor rural, alta dependência de recursos
      ção mecanizada e suas influencias sociais, políti-           financeiros) e melhorias das técnicas da produ-
      cas e econômicas, na vida do homem campesino;                ção agrícola como forma de divisas para o mer-
                                                                   cado nacional.

 EIXO TEMÁTICO                       CONTEÚDOS                                      HABILIDADES

                       - O Surgimento da Agricultura;                  - Entender o processo de mudanças pe-
                        - Modernizações agrícolas (histórico, es-         los quais passou a agricultura no Bra-
                           trutura fundiária e o estatuto da terra);      sil;
                        - Noções de produção agropecuária              - Reconhecer os diferentes agentes so-
                           (Bovinocultura de corte), apicultura,          ciais oriundos da modernização agrí-
                           ovinocultura, avicultura e Sistemas            cola e os contextos envolvidos na pro-
                           Agroflorestais;                                dução agrícola nacional;
                         - Solo vivo;
                                                                       - Perceber como ocorreu os diversos
                       - O processo do agronegócio brasileiro;
                                                                          ciclos da produção agropecuária e
                       - A dinâmica da superprodução no Bra-
                                                                          como ocorreram as relações de do-
                           sil. (Agricultura de subsistência, agri-
                                                                          minação e subordinação neste setor
                           cultura camponesa, segunda guerra
 DOS                                                                      produtivo;
                           mundial, revolução verde, tecnifica-
 pRImÓRDIOS                ção da agricultura);                        - Reconhecer as transformações ocor-
 DA                    - A agropecuária no Brasil;                        ridas no campo com o processo pro-
 AGRICULTURA           - A produção do álcool e do açúcar;                dutivo da monocultura da soja e do
 AOS DIAS              - O processo produtivo da soja e do algodão;       algodão;
 ATUAIS                - As técnicas da agricultura orgânica           - Identificar as mudanças ocorridas no
                           práticas conservacionistas, quebra             campo com o advento das modernas
                           ventos, biodiversidade, consórcios             técnicas da produção agrícolas no
                           agrícolas, sistemas agroflorestais, ro-        Brasil;
                           tação de culturas, diversificação de         - Perceber e respeitar as tendências da
                           culturas, controle biológico de pragas         produção orgânica e da agricultura fa-
                           e doenças, defensivos naturais, home-          miliar como elemento de manutenção
                           opatia, e outras, e familiar;                  do homem no campo;
                       - Mão de obra, agregação de valores,            - Aprimorar atitudes e valores individu-
                           diversificação de culturas, preserva-          ais e sociais, tornando o campo espa-
                           ção ambiental, associativismo e coo-           ço produtivo e gerador de emprego e
                           perativismo, agroindústrias;                   renda.
                       - O papel da agricultura na economia
                           nacional.


                                                                                                                      191
2º ANO
      COMPETÊNCIAS
       •	    Conhecer e entender a prática e as técnicas da                               combate as pragas e doenças bem como téc-
             Agroecologia numa perspectiva de produção                                    nicas de fertilização, recuperação e adubação
             sustentável;                                                                 orgânica do solo;
       •	    Compreender a importância da participação                               •	   Conhecer as diversas formas de manejo de pas-
             popular no desenvolvimento da vida rural valo-                               tagens, forragem, capineira e remanescentes
             rizando o saber popular;                                                     florestais como forma de produção sustentável;
       •	    Entender o processo produtivo e as diferencia-                          •	   Estender e potencializar de maneira sustentável
             das relações de trabalho na economia solidária                               o manejo, nutrição, saúde animal, bem como
             e ecológica;                                                                 técnicas do beneficiamento ecológico dos pro-
                                                                                          dutos de origem animal;
       •	    Compreender o processo e a dinâmica do con-
             ceito de equilíbrio ecológico e agroecossistema                         •	   Compreender os diversos tipos de manuseio
             como elemento de desenvolvimento rural;                                      sustentável de horticultura das hortaliças e ci-
                                                                                          tricultura em pequenas e médias propriedades;
       •	    Considerar e valorizar o potencial econômico do
             solo vivo na pequena e média propriedade rural;                         •	   Entender o processo produtivo do cultivo do
                                                                                          cupuaçu em Rondônia.
       •	    Aplicar de forma sustentável as técnicas de


            EIXO TEMÁTICO                                       CONTEÚDOS                                    HABILIDADES

                                             -	Agroecologia;                                     -	 Caracterizar as diversas produções
                                             -	 Participação popular na vida rural e                agrícolas alternativas da agricultura
                                                nos movimentos sociais no campo;                    familiar sem uso de agrotóxico na
                                                                                                    perspectiva agroecológica;
                                             -	 Importância do saber popular revi-
                                                talizando as práticas agropecuárias              -	 Identificar as formas de participa-
                                                com base nesses saberes; processo                   ção popular no campo e como essa
                                                produtivo da economia solidária e                   pratica pode se traduzir em polí-
                                                ecológica;                                          ticas públicas para as populações
                                             -	 Equilíbrio ecológico agroecossiste-                 campesinas;
                                                ma (sustentabilidade, fertilidade                -	Relacionar os saberes populares
                                                do solo e nutrição das plantas, prin-              com o saber formas (acadêmico) na
      Produção                                  cípios da agroecologia, agricultura                busca por valorização da identida-
      Agroecológica e                           orgânica);                                         de do homem do campo;
      Sustentabilidade                       -	 Combate a pragas e doenças (re-
                                                                                                 -	 Reconhecer o campo como espaço
      no Campo                                  pelentes naturais, biofertilizantes,
                                                                                                    produtivo e gerador de emprego e
                                                compostagem, cultivo de plantas
                                                                                                    renda;
                                                antagônicas e plantas e animais
                                                que vivem em simbiose) da produ-                 -	 Compreender as técnicas utilizadas
                                                ção agroecológica;                                  para manter o equilíbrio ecológico
                                             -	 Preparo e técnicas de fertilização                  e os agroecossistema;
                                                do solo (análise de solo providência             -	 Conhecer as técnicas e as formas de
                                                necessárias como adubação orgâni-                   recuperar e manter o solo vivo.
                                                ca, adubação química);
                                                                                                 -	 Desenvolver e aplicar as técnicas
                                             -	 Processo de manejo de pastagens e                   de combater as pragas e doenças
                                                remanescentes florestais, (cilagens                 que atacam a produção agroecoló-
                                                e encilagens)                                       gica;


192          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
EIXO TEMÁTICO                           CONTEÚDOS                                     HABILIDADES

                              - Beneficiamento ecológico dos pro-            - Refletir sobre a aplicação dos méto-
                                dutos de origem animal minerali-               dos utilizados no manejo de pasta-
                                zação, balanceamento alimentar,                gens e fertilização do solo e rema-
                                biometrias, profilaxia animal.                 nescentes florestais;
                              - Sistemas de plantio sustentável              - Conhecer as diversas formas de
                                (plantio direto e plantio indireto).           plantio sustentável de horticultura
 pRODUÇÃO                       (plantio direto com a semente,                 e hortaliças em Rondônia.
 AGROECOLÓGICA E                adubação a lanço, adubação pre-
 SUSTENTABILIDADE               ventiva, cultivo de leguminosas,
 NO CAmpO                       aplicação de fertilizantes naturais,
                                reposição de matéria orgânica) (for-
                                mação de pomar, enxertia, propa-
                                gação vegetativa por estacas e por
                                sementes);
                              - Tipos de horticulturas e hortaliças;
                              - Cultivo do cupuaçu em Rondônia.


Noções Básicas de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ - 3º ANO


No 3º ano do Ensino Médio do Campo o componente                       to das escolas quilombolas, bem com nas demais,
curricular de Noções Básicas de Agroecologia e Zoo-                   deve ser reconhecida e valorizada a diversidade cul-
tecnia- NBAZ, não é ministrado de forma sistemática e                 tural.
sim assistemática, contextualizado, transversalmente,
                                                                O objetivo geral da Educação Escolar Quilombola é
onde os professores utilizam as competências adqui-
                                                                ofertar políticas de reparações, de reconhecimento e
ridas, pelos alunos, nos 1º e 2º anos do Ensino Médio.
                                                                valorização de Ações Afirmativas voltadas para a edu-
Neste ano de estudos os alunos utilizam os conheci-
                                                                cação dos negros, oferecendo garantias de ingresso,
mentos aprendidos para fortalecer a prática, comple-
                                                                permanência e sucesso na educação escolar. Garantir
tando, dessa forma, o ciclo de aprendizagem do refe-
                                                                valorização do patrimônio histórico-cultural afro-bra-
rido componente exercendo a práxis e a proposta do
                                                                sileiros; aquisição das competências e dos conheci-
componente que se constitui no diferencial do Ensino
                                                                mentos tidos como indispensáveis para continuidade
Médio do Campo.
                                                                nos estudos; condições para alcançar todos os requisi-
                                                                tos, tendo em vista a conclusão de cada um dos níveis
                                                                de ensino, bem como a atuação como cidadãos res-
10.3. Educação Escolar Quilombola
                                                                ponsáveis e participantes, além de desempenharem
                                                                com qualificação uma profissão.
A Educação Escolar Quilombola está contemplada na               No Estado de Rondônia existem grupos sociais com
Resolução nº 4 de julho de 2010, que define as Diretri-         uma mesma identidade etnocultural e delimitada por
zes Curriculares Nacionais, em seu artigo 41 que versa:         uma mesma territorialidade denominada de Comuni-
      “A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em          dades de Remanescentes Quilombolas. Suas ligações
      unidades educacionais inscritas em suas terras e cultu-   com o passado quilombola residem na sobrevivência
      ra, requerendo pedagogia própria em respeito à especi-    de antigas tradições culturais, religiosas e de produ-
      ficidade étnico-cultural de cada comunidade e forma-      ção, além da reprodução de um modo de vida des-
      ção específica de seu quadro docente, observados os       vinculado daquele predominantemente na sociedade
      princípios constitucionais, a base nacional comum e os    envolvente. Essas Comunidades Quilombolas estão
      princípios que orientam a Educação Básica brasileira.”.   localizadas no Vale do Rio Guaporé e são proceden-
                                                                tes do colonialismo português dos séculos XVIII e XIX
      Parágrafo único. Na estruturação e no funcionamen-        em Vila Bela da Santíssima Trindade e Forte Príncipe

                                                                                                                             193
da Beira, vinculadas à mineração de ouro, extrativismo                   população reside na região há mais de cento e vinte
      vegetal, drogas do sertão, borracha e poaia2 e, poste-                   anos, sobrevivendo dos recursos naturais e de uma
      riormente a agricultura e pecuária.                                      agricultura de subsistência que tem na mandioca seu
                                                                               produto mais expressivo.
      Uma das principais festas culturais, de cunho religio-
      so, que envolve todas as Comunidades Quilombolas                         A Comunidade Quilombola de Rolim de Moura do
      do Vale do Guaporé é a festa do Divino Espírito San-                     Guaporé está localizada no município de Alta Flores-
      to. Celebrada desde os tempos coloniais, e ainda hoje                    ta, e tem certidão de autoconhecimento expedida
      mobiliza um grande número de devotos provenientes                        pela Fundação Palmares, porém por ser uma comu-
      de diversas localidades da região.                                       nidade mais próspera alguns moradores não querem
                                                                               se reconhecidos como quilombolas.
      A Comunidade Quilombola de Jesus está localiza-
      da a 116 km do Município de São Miguel do Guaporé,                       A Comunidade Quilombola de Laranjeiras está lo-
      constitui-se na mais afastada comunidade em relação                      calizada no Vale do Guaporé distante cerca de 4 ho-
      ao Vale do Guaporé. Durante os anos de 1960 a comu-                      ras da comunidade Quilombola de Rolim de Moura
      nidade constituiu-se a partir do primeiro núcleo fami-                   do Guaporé, pertence ao município de Pimenteiras,
      liar, formado pelo senhor Jesus Gomes Oliveira e dona                    porém o atendimento educacional, devido a distân-
      Luísa Assunção.                                                          cia, é realizado por Alta Floresta D’Oeste.
      A Comunidade Quilombola de Santa Fé está loca-                           O atendimento educacional a essas Comunidades é
      lizada a 8 km do município de Costa Marques, é o re-                     realizado pela Secretaria de Estado da Educação na
      sultado de movimentações de diferentes grupos ne-                        modalidade de Educação de Jovens e Adultos com
      gros provenientes de diversas localidades do Vale do                     cursos Telensino e Modular, e Exames Gerais.
      Guaporé.
                                                                               A Educação Escolar Quilombola está fundamentada
      A Comunidade Quilombola de Forte Príncipe da                             na seguinte legislação:
      Beira foi reconhecida e registrada pela Fundação
                                                                               Parecer CNE/ CP003/2004 - regulamenta a alte-
      Cultural Palmares em 2004 e constitui-se em uma das
                                                                               ração trazida à Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da
      mais expressivas populações quilombolas de Rondô-
                                                                               Educação Nacional, pela Lei 10.639/2003, que estabe-
      nia. A comunidade está localizada no município de
                                                                               lece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultu-
      Costa Marques, distante 27 km.
                                                                               ra Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, bem
      A Comunidade Quilombola de Pedras Negras é um                            como nos Art. 26, 26 A e 79 B na Lei 9394/96, que as-
      dos mais antigos núcleos de ocupação colonial do                         seguram o direito à igualdade de condições de vida
      Vale do Guaporé. A localidade de Pedras Negras tem                       e de cidadania, assim como garantem igual direito às
      sido descrita como um ponto remoto e ermo, habita-                       histórias e culturas que compõem a nação brasileira,
      da, notadamente por negros egressos da escravidão,                       além do direito de acesso às diferentes fontes da cul-
      provenientes de Vila Bela da Santíssima Trindade. A                      tura nacional a todos os brasileiros da Resolução.
      comunidade está localizada no município de São
                                                                               Resolução CNE/CP/DF nº 1, de 17 de junho 2004
      Francisco do Guaporé, distante a 380 km. Em 2004
                                                                               – Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Edu-
      iniciou-se o procedimento de auto reconhecimento
                                                                               cação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de
      da comunidade como população remanescente de
                                                                               História e Cultura Afro- Brasileira e Africana;
      quilombos. A emissão da certidão de autoconheci-
      mento por parte da Fundação Cultural Palmares le-                        Parecer CNE/CEB 07/2010 e Resolução CNE/CEB
      vou o INCRA a iniciar os provimentos de demarcação                       04/2010 - que instituem as Diretrizes Curriculares
      territorial.                                                             Gerais para a Educação Básica - inclusão da educa-
                                                                               ção escolar quilombola como modalidade da
      A Comunidade Quilombola de Santo Antônio do
                                                                               educação básica. Isso significa que a regulamenta-
      Guaporé é remanescente de quilombos, localizada a
                                                                               ção da Educação Escolar Quilombola nos sistemas
      80 km do município de São Francisco do Guaporé. A
                                                                               de ensino deverá ser consolidada em nível nacional
                                                                               e seguir orientações curriculares gerais da Educação
      2	       Cephaelis ipecacuanha - chamada popularmen-                     Básica e, ao mesmo tempo, garantir a especificidade
      te de poaia ou ipecacuanha, é uma erva que cresce na                     das vivências, realidades e história das comunidades
      sombra de matas úmidas. Sua raiz é utilizada para fazer                  quilombolas do país.
      chás e remédios. Já foi abundante no estado brasileiro do
      Mato Grosso.                                                             10.4. Educação Escolar Indígena

194         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
dades com mais de mil indivíduos.
      Há um grande descompasso entre, de um lado, a          A Secretaria de Estado da Educação reconhecendo e
      educação diferenciada como projeto e como dis-         considerando a diversidade apresentada dentro de
      cussão e, de outro, a realidade das escolas indíge-    seu território, procura atingir objetivos propostos e
      nas no país e a dificuldade de acolhimento de sua      definidos na Constituição Federal Brasileira de 1988,
      especificidade por órgãos encarregados da regula-      LDB/1994 e no Parecer 14/1999, bases que prezam
      rização e da oficialização de currículos, regimentos   por ações de reconhecimento e fortalecimento da
      e calendários diferenciados elaborados por comu-       identidade do ser humano, partindo do resgate da
      nidades indígenas para suas respectivas escolas.       cultura e da valorização da diversidade.
      Lopes da Silva (2001)
                                                             A Educação Escolar Indígena vem desenvolvendo
A década de 1990 no Brasil foi marcada pela acele-           projetos de melhoria da educação básica e traba-
ração das discussões e propostas legais de regula-           lhando com 5 Territórios Etnoeducacionais, pactua-
mentação da Educação Escolar nas comunidades                 dos em 2011 de acordo com os preceitos dispostos
indígenas, a partir da promulgação da Constituição           no Decreto 6.861/2009, em seu Art. 1o quando afirma
Federal em 1988. Ela passou a assegurar aos indíge-          que “a  educação escolar indígena será organizada
nas o direito à vivência de sua língua, organização so-      com a participação dos povos indígenas, observada a
cial, crenças e tradições. No campo da Educação, Em          sua territorialidade e respeitando suas necessidades
1991, o decreto presidencial 26/91 estabeleceu que a         e especificidades”, e apresenta também os objetivos
coordenação das ações educacionais em terras indí-           para a educação escolar indígena:
genas passasse da esfera do Ministério da Justiça/FU-
                                                                -   Valorização das culturas dos povos indígenas
NAI para o Ministério da Educação e que a execução
                                                                    e a afirmação e manutenção de sua diversida-
das ações educacionais ficasse como responsabilida-
                                                                    de étnica;
de dos Estados e dos Municípios. Então, a partir de
1998 a Secretaria Estadual de Educação de Rondônia              -   Fortalecimento das práticas socioculturais e
assumiu a Educação Escolar Indígena e dentre suas                   da língua materna de cada comunidade indí-
ações foi inserido o planejamento administrativo, pe-               gena;
dagógico e a aquisição dos recursos necessários para            -   Formulação e manutenção de programas de
o atendimento específico às comunidades indíge-                     formação de pessoal especializado, destina-
nas. A LDB 9.394/96 instituiu como dever do estado                  dos à educação escolar nas comunidades in-
a oferta de uma educação escolar bilíngue e inter-                  dígenas;
cultural. Foi regulamentado através da Resolução N.
03/1999/CEB as diretrizes curriculares nacionais para           -   Desenvolvimento de currículos e programas
a educação escolar indígena, fixando normas para                    específicos, neles incluindo os conteúdos cul-
o reconhecimento e funcionamento das escolas in-                    turais correspondentes às respectivas comu-
dígenas, tendo como base de observação e de for-                    nidades;
mulação conceitual experiências bem sucedidas em                -   Elaboração e publicação sistemática de mate-
cursos de escolarização indígena diferenciada, bilín-               rial didático específico e diferenciado;
gue e multicultural e de formação de professores in-
dígenas concomitante ao exercício da docência. Num              -   Afirmação das identidades étnicas e conside-
segundo momento o MEC publicou os Referenciais                      ração dos projetos societários definidos de
Curriculares Nacionais para as Escolas Indígenas que                forma autônoma por cada povo indígena.
trouxe um grande estímulo à discussão sobre esco-            Como foi dito, o Estado de Rondônia apresenta uma
larização das comunidades indígenas, com inúmeros            grande diversidade de povos indígenas compreen-
projetos de capacitação de professores indígenas             didos pela distinção de etnias, línguas, culturas e sa-
Atualmente o Estado de Rondônia atende, através              beres que, por conseguinte, mantiveram no total ou
da Secretaria de Educação, uma grande diversidade            em parte, através de sua luta pessoal, garantindo o
étnica e linguística, composta por aproximadamente           respeito e a conquista do direito de exercer sua cultu-
54 povos indígenas distintos, com 23 línguas indíge-         ra. Antes de se introduzir a escola nos moldes atuais,
nas falantes e outras línguas em processo de revitali-       as sociedades indígenas já possuíam meios próprios
zação, onde aparecem comunidades que vão desde               de transmissão de conhecimento e valores, organi-
agrupamentos humanos fragmentados até comuni-                zação social cultural e de pensamentos, ou seja, já


                                                                                                                       195
havia se construído uma visão de mundo, ficando a                        cias escolares sem que estas estejam validadas. Neste
      cargo dos mais velhos a instrução dos mais novos na                      sentido a priorização da educação básica é de suma
      língua materna, no desenvolvimento da caça, pesca e                      importância para atender a esta demanda, reconhe-
      agricultura de acordo com a necessidade local. Nes-                      cendo o processo histórico e educacional especifico
      tes tempos, a função de educar era responsabilidade                      de cada etnia, ao mesmo tempo em que garante a
      dos familiares mais velhos preocupados em discipli-                      continuidade dos estudos na própria comunidade.
      nar os mais jovens para a vida na floresta. A partir                     Isto contribui para o fortalecimento cultural e para a
      dessa concepção de mundo, do homem e das formas                          minimização de inúmeros problemas sociais oriun-
      de organização social, político, cultural, econômica e                   dos das relações interétnicas.
      religiosa desses povos é que se deve fundamenta a
      escola indígena. A Constituição promulgada em 1988
      assegura aos índios o direito de manterem sua cultu-                     Base Legal
      ra e como dever do Estado, a tarefa de proteger estes                    O Capítulo III da Constituição Federal de 1988 que
      grupos. Reconhecendo sua rica e profunda diversi-                        trata da EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO
      dade étnica e cultural, saberes tradicionais transmi-                    na Seção I diz que a educação nacional, universal se-
      tidos ao longo de muitas gerações. Neste sentido, as                     gue os mesmos parâmetros tanto para os indígenas
      discussões e propostas dos povos indígenas no âm-                        quanto para os não são indígenas.
      bito da educação escolar indígena está relacionada
      às reivindicações de garantia e proteção territorial e                   No Capítulo VII – “Dos Índios”, destaca-se a redação
      pelo reconhecimento da diversidade sociocultural                         do seguinte artigo:
      interligadas à projetos de futuro a serem construídos                    Art. 231 - São reconhecidos aos índios sua organização
      nas escolas.                                                             social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos
      A Educação Escolar Indígena versada como bilíngue                        originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam,
      e intercultural na legislação brasileira deve ser en-                    competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respei-
      tendida, como em qualquer processo pedagógico,                           tar todos os seus bens.
      em sua diversidade cultural. Trata-se de um avanço                       O direito à Educação Escolar Indígena intercultural,
      significativo. A LDB reconhece não apenas a impor-                       diferenciada, bilíngue/multilíngue e comunitária, tam-
      tância da sociodiversidade nativa contemporânea,                         bém é garantido na Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes
      mas define toda uma política, como os respectivos                        e Bases da Educação Nacional), nos artigos 78 e 79
      desdobramentos, para sistematizar com a audiência                        preconiza como dever do Estado o oferecimento de
      das comunidades indígenas, os processos educativos                       uma educação escolar que fortaleça as práticas so-
      que lhe respeitem a identidade. A partir desta nova                      cioculturais e a língua materna de cada comunidade
      concepção educativa, a recuperação da memória in-                        indígena, e proporcione a oportunidade de recuperar
      dígena e a reafirmação de suas identidades étnicas                       suas memórias históricas e reafirmar suas identidades,
      começam por programas de ensino que consideram                           dando-lhes, também, acesso aos conhecimentos téc-
      a especificidades destes grupos e dinamizem a inte-                      nico-científicos da sociedade nacional. Para que isto
      ração entre a sociedade indígena com sua própria                         possa ocorrer, a LDB determina a articulação dos sis-
      produção de atividades econômicas e melhorias na                         temas de ensino para a elaboração de programas in-
      qualidade de vida. Nesta legislação, a imposição da                      tegrados de ensino e pesquisa, com a participação das
      hegemonia de um modelo educativo cede lugar à                            comunidades indígenas em sua formulação e que te-
      concepção diversificada de mundo. A pluralidade                          nham como objetivo desenvolver currículos específi-
      cultural é um estágio avançado do conceito de igual-                     cos, neles incluindo os conteúdos culturais correspon-
      dade. Todos têm o direito de exteriorizar a sua identi-                  dentes às respectivas comunidades. A Lei ainda prevê
      dade sem a imposição de valores.                                         a formação de pessoal especializado para atuar nessa
      Atualmente, em Rondônia, há 90 escolas atendendo                         área, e a elaboração e publicação de materiais didáti-
      a um total aproximado de 3.000 alunos indígenas, so-                     cos específicos e diferenciados. Em seu art. 26 dispõe
      mente no ensino fundamental. Apesar disto, há um                         também sobre o currículo do ensino fundamental e
      significativo contingente de alunos, especialmente                       médio, que devem ter uma base nacional comum, a
      jovens e adultos, que não estão inseridos nesta esta-                    ser complementada, em cada sistema de ensino e es-
      tística. Alguns se encontram estudando fora de suas                      tabelecimento escolar, por uma parte diversificada,
      comunidades e outros acumulam diversas experiên-                         exigida pelas características regionais e locais da so-
                                                                               ciedade, da cultura, da economia e da clientela, e em

196         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
seu § 4º que o ensino da História do Brasil levará em        suidores de normas e ordenamento jurídico próprios, com
conta as contribuições das diferentes culturas e etnias      ensino intercultural e bilíngue, visando à valorização ple-
para a formação do povo brasileiro, especialmente das        na das culturas dos povos indígenas e à afirmação e manu-
matrizes indígenas, africana e europeia.                     tenção de sua diversidade étnica.
O Estado garantirá a oferta da Educação Básica em            Art. 38. Na organização de escola indígena, deve ser con-
conformidade com a Constituição Federal de 1988 e            siderada a participação da comunidade, na definição do
Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9394/96 que        modelo de organização e gestão, bem como:
determina ao Sistema de Ensino da União, com a co-           I - suas estruturas sociais;
laboração das agências federais de fomento a cultura
e de assistência aos indígenas, desenvolver progra-          II - suas práticas socioculturais e religiosas;
mas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de          III - suas formas de produção de conhecimento, processos
Educação Escolar bilíngue e intercultural aos povos          próprios e métodos de ensino-aprendizagem;
indígenas, com os seguintes objetivos:
                                                             IV - suas atividades econômicas;
 1. proporcionar aos indígenas, suas comunidades
    e povos, a recuperação de suas memórias histó-           V - edificação de escolas que atendam aos interesses das
    ricas, a reafirmação de suas identidades étnicas,        comunidades indígenas;
    a valorização de suas línguas e ciências;                VI - uso de materiais didático-pedagógicos produzidos de
 2. garantir aos indígenas, suas comunidades e po-           acordo com o contexto sociocultural de cada povo indí-
    vos, o acesso às informações, conhecimentos              gena.
    técnicos e científicos da sociedade nacional e           A Resolução CNE/CEB nº 05/2012, que fixa Diretrizes
    demais sociedades indígenas.                             Curriculares Nacionais para o funcionamento das
A Resolução 04/2010 define as Diretrizes Curriculares        escolas indígenas, estabelece a estrutura e o funcio-
Nacionais Gerais para a Educação Básica, assegura:           namento das escolas indígenas, reconhecendo-lhes
                                                             a condição de escolas com normas e ordenamentos
Art. 13. O currículo, assumindo como referência os princí-   jurídicos próprios (...).” Na descrição dos elementos
pios educacionais garantidos à educação, assegurados no      básicos para organização, estrutura e funcionamen-
artigo 4º desta Resolução, configura-se como o conjunto      to da escola indígena, o seu art. 4º, Inciso III, reafirma
de valores e prática que proporcionam a produção, a so-      o direito à “organização escolar própria”, sendo-lhe
cialização de significados no espaço social e contribuem     facultada “a organização de seu calendário escolar
intensamente para a construção de identidades sociocul-      independente do ano civil, ajustando-o às condições
turais dos educandos.                                        específicas de cada comunidade.”
§ 2º Na organização da proposta curricular, deve-se as-      O Decreto nº 6.861, de 27 de maio de 2009, cria os
segurar o entendimento de currículo como experiências        territórios Etnoeducacionais baseado num modelo
escolares que se desdobram em torno do conhecimento,         de gestão pactuado entre poder público e entidades
permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e    indígenas e indigenistas, reafirmando a especificida-
saberes dos estudantes com os conhecimentos historica-       de da Educação Escolar Indígena, apontando para a
mente acumulados e contribuindo para construir as iden-      formação de um campo institucional de ações com-
tidades dos educandos.                                       partilhadas e, por conseguinte, abrindo novas pers-
DA EDUCAÇÃO INDÍGENA                                         pectivas de gestão a partir da ideia de territórios edu-
                                                             cacionais indígenas.
Art. 37. A Educação Escolar Indígena ocorre em unidades
educacionais inscritas em suas terras e culturas, as quais   Em seu art. 6º, parágrafo único, define o desenho
têm uma realidade singular, requerendo pedagogia pró-        dos territórios Etnoeducacionais, estabelecendo que
pria em respeito à especificidade étnico-cultural de cada    estes compreenderão as terras ocupadas pelos po-
povo ou comunidade e formação específica de seu qua-         vos indígenas que mantêm relações intersocietárias,
dro docente, observados os princípios constitucionais, a     “mesmo que descontínuas” e “independentemente
base nacional comum e os princípios que orientam a Edu-      da divisão político administrativa do país”.
cação Básica brasileira.                                     O mesmo Decreto dispõe ainda, em seu art. 1º, que
Parágrafo único. Na estruturação e no funcionamento das      a “Educação Escolar Indígena será organizada com a
escolas indígenas, é reconhecida a sua condição de pos-      participação dos povos indígenas, observada a sua


                                                                                                                           197
territorialidade e respeitando suas necessidades e es-                   ção escolar indígena, em regime de colaboração com os
      pecificidades.”                                                          municípios que possuem, em suas redes, escolas indíge-
                                                                               nas, com a anuência das comunidades interessadas.
      Além disso, estabelece, no art. 2º, como objetivos da
      Educação Escolar Indígena:                                               Os dispositivos legais existentes atestam o caráter in-
                                                                               tercultural da educação escolar indígena como par-
      I – valorização das culturas dos povos indígenas e a afir-
                                                                               te integrante do direito à educação, garantindo-lhes
      mação e manutenção de sua diversidade étnica;
                                                                               políticas educacionais específicas.
      II – fortalecimento das práticas socioculturais e da língua
                                                                               Atualmente atende-se a uma diversidade étnica,
      materna de cada comunidade indígena;
                                                                               cultural e linguística, onde aparecem comunidades
      III – formulação e manutenção de programas de formação                   que vão desde agrupamentos humanos fragmenta-
      de pessoal especializado, destinados à educação escolar                  dos com pouco mais de uma dezena de indivíduos
      nas comunidades indígenas;                                               até comunidades de mais de mil indivíduos. São as
      IV – desenvolvimento de currículos e programas específi-                 etnias: Arara, Arikapu, Aruá, Akunsu, Aikanã, Amon-
      cos, neles incluindo os conteúdos culturais corresponden-                dawa, Cinta larga, Karitiana, Kaxarari, Kampé, Kwazá,
      tes às respectivas;                                                      Karipuna, Kanoé, Kassupá, Wajurú, Uru Eu Wau Wau,
                                                                               Gavião, Suruí, Tuparí, Makurap, Latundê Purubora,
      V – elaboração e publicação sistemática de material didá-                Migueleno, Sakyrabia, Jabuti (Djeoromitxi), Kujubim,
      tico específico e diferenciado;                                          Massacá e Sabanê. Além destas, os Wari são agrupa-
      VI – afirmação das identidades étnicas e consideração dos                dos por uma unidade étnica constituída por oito gru-
      projetos societários definidos de forma autônoma por                     pos nomindados: Oro Não, Oro Eo, Oro At, Oro Jowin,
      cada povo indígena.                                                      Oro Mon, Oro Waram, Oro Waram Xijeim e Oro Kao
                                                                               Orowaji, únicos falantes da língua Txapakura. O povo
      O art. 3º reitera o reconhecimento da condição específica                Kaxarari são falantes da língua pano.
      das escolas indígenas que devem ser organizadas “com
      normas próprias e Diretrizes Curriculares específicas, vol-
      tadas ao ensino intercultural e bilíngue ou multilíngue,                 10.5. Educação Profissional e Tecnológica
      gozando de prerrogativas especiais para organização das
      atividades escolares, respeitado o fluxo das atividades
      econômicas, sociais, culturais e religiosas e as especifici-             A oferta de Educação Profissional nas redes de ensi-
      dades de cada comunidade, independentemente do ano                       no é considerada como direito de todos à educação
      civil.”                                                                  e ao trabalho, e como forma de garantir o acesso aos
      No Estado de Rondônia, a Lei Estadual nº. 821 de                         direitos básicos da cidadania, ao emprego e à renda.
      30/06/1999 dispõe em seu art. 3º que o Estado insti-                     O artigo 205 da Constituição Federal define que “a
      tuirá programas de apoio à educação indígena. O De-                      educação, direito de todos e dever do Estado e da fa-
      creto nº. 9128 de 30/06/2000 regulamentador desta                        mília, será promovida e incentivada com a colabora-
      Lei, versa em seu artigo 6º, que o Estado, por meio da                   ção da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento
      Secretaria de Estado da Educação e dentro das esfe-                      da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania
      ras de competência definidas no plano institucional,                     e sua qualificação para o trabalho”.
      administrativo e organizacional tem as seguintes res-
                                                                               O parágrafo 2º do artigo 1º da Lei de Diretrizes e Ba-
      ponsabilidades, em regime de colaboração:
                                                                               ses da Educação Nacional nº 9394/96 define que “a
      I - oferecer e executar a educação escolar indígena, dire-               educação escolar deverá vincular-se ao mundo do
      tamente ou por meio de regime de colaboração com seus                    trabalho e à prática social”, e o Inciso XI do Art. 3º, ao
      municípios;                                                              definir os princípios a serem assegurados nas ativida-
      II - regulamentar administrativamente as escolas indíge-                 des de ensino, identifica a “vinculação entre a educa-
      nas, no âmbito do Estado, integrando-as como unidades                    ção escolar, o trabalho e as práticas sociais”.
      próprias, autônomas e específicas no sistema estadual;                   A Educação Profissional deve ser entendida como
      III - prover as escolas indígenas de recursos humanos, ma-               processo de formação integral através de ações edu-
      teriais e financeiros para o seu pleno funcionamento;                    cacionais que capacitem trabalhadores a desenvol-
                                                                               verem e aplicarem seus conhecimentos científicos e
      § 1º - O Estado poderá dentro de suas possibilidades e                   tecnológicos e suas habilidades intelectuais e moto-
      conveniência administrativa e financeira oferecer a educa-

198         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ras de modo articulado, contribuindo também para               de ensino; e
resolver problemas da prática social e produtiva, es-          III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos
tabelecendo relações éticas e visando interesses so-           de seu projeto pedagógico.
ciais.
                                                               O Parecer CNE/CEB Nº 11/2012, indica os critérios a
Nessa perspectiva, a Educação Profissional não pode            serem contemplados, com base em princípios nor-
ser dissociada da Educação Básica nem da Tecnoló-              teadores da Educação Profissional Técnica de Nível
gica. E a partir dessa concepção, a Educação Profis-           Médio, tais como:
sional e Tecnológica constitui um suporte estratégico
para a sustentabilidade e a competitividade da eco-              -    Relação orgânica com formação geral do ensi-
nomia rondoniense. O cenário mercadológico atual                      no médio na preparação para o exercício das
vem apresentando crescentes níveis de exigência e                     profissões técnicas, visando à formação inte-
de complexidade no trabalho, incorporadas às inova-                   gral do estudante;
ções tecnológicas e novas formas de organização da               -    Respeito aos valores estéticos, políticos e éti-
produção.                                                             cos, na perspectiva do desenvolvimento de ap-
Rondônia deve empreender um sistema de ensino                         tidões para a vida social e produtiva;
técnico, diversificado e ágil para oferecer alternati-           -    Integração entre educação e trabalho, ciência,
vas de profissionalização aos jovens e trabalhadores,                 tecnologia e cultura como base da proposta e
egressos de escolas públicas, formando cidadãos                       do desenvolvimento curricular;
competentes e capazes de melhorar a qualidade de
vida socioeconômica.                                             -    Indissociabilidade entre educação e prática
                                                                      social, considerando-se a historicidade dos co-
As competências dos trabalhadores geradas e mobi-                     nhecimentos e dos sujeitos da aprendizagem;
lizadas nesse contexto tendem a se modificar cons-
tantemente. São valorizadas competências que vão                 -     Integração de conhecimentos gerais e profis-
além dos conhecimentos científicos e tecnológicos e                   sionais, na perspectiva da articulação entre sa-
incluem habilidades básicas, específicas e de gestão;                 beres específicos, tendo a pesquisa como eixo
atitudes relacionadas à iniciativa, criatividade, solu-               nucleador da prática pedagógica;
ção de problemas, autonomia e valores relacionados               -    Trabalho e pesquisa, respectivamente, como
à ética e responsabilidade.                                           princípios educativos e pedagógicos;
Nesse contexto, há de se resgatar o papel fundamen-              -    Indissociabilidade entre teoria e prática no
tal do Ensino Médio para promover mediações signi-                    processo de ensino-aprendizagem;
ficativas entre os jovens e o conhecimento explicitan-
                                                                 -    Interdisciplinaridade que supere a fragmen-
do sua relação com o processo de produção.
                                                                      tação de conhecimentos e a segmentação da
É preciso definir estrutura e organização curricular                  organização curricular disciplinar;
dos cursos de Educação Profissional em sua forma e
                                                                 -    Contextualização que assegure estratégias fa-
conteúdo, como meio de garantir o aprofundamento
                                                                      voráveis à compreensão de significados e inte-
das competências humanísticas, científicas e tecno-
                                                                      grem a teoria à vivência da prática profissional;
lógicas da Educação Básica, como fundamento para
o desenvolvimento dos conhecimentos de áreas es-                 -    Articulação com o desenvolvimento socioe-
pecíficas do mundo do trabalho e da produção con-                     conômico e ambiental dos territórios onde os
temporâneas.                                                          cursos ocorrem, devendo observar os arranjos
                                                                      produtivos locais;
Em conformidade com o Decreto nº 5.154/2004, Art.
4º, a educação profissional técnica de nível médio,              -    Reconhecimento das diversidades dos sujeitos,
nos termos dispostos no § 2º do Art. 36, art. 40 e pa-                inclusive de suas realidades etnicoculturais,
rágrafo único do Art. 41 da Lei no 9.394/1996, será de-               como a dos negros, quilombolas, povos indí-
senvolvida de forma articulada com o ensino médio,                    genas, populações do campo, pessoas com
observados:                                                           altas habilidades/superdotação e pessoas com
                                                                      deficiências;
I - os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacio-
nais definidas pelo Conselho Nacional de Educação;               -    Reconhecimento das diversidades das formas
                                                                      de produção, dos processos de trabalho e das
II - as normas complementares dos respectivos sistemas


                                                                                                                               199
culturas a eles subjacentes, que estabelecem                       para a formação geral e para a formação profissional.
             novos paradigmas;                                                  A essa carga horária, poderão ser acrescidas as cargas
                                                                                horárias destinadas a estágios supervisionados, desde
        --   Autonomia da instituição educacional na con-
                                                                                que previsto pelas escolas em seus projetos pedagó-
             cepção, elaboração, execução, avaliação e re-
                                                                                gicos.
             visão do seu projeto pedagógico, construído
             como instrumento de trabalho da comunidade                         Considerando a perspectiva do currículo integrado –
             educacional;                                                       onde não há dissociação entre teoria e prática – o está-
                                                                                gio supervisionado não pode se configurar como um
        --   Flexibilidade na construção de itinerários for-
                                                                                momento distinto do curso, mas sim como uma etapa,
             mativos diversificados e atualizados, segundo
                                                                                na qual os alunos poderão articular o conhecimento
             interesses dos sujeitos e possibilidades das ins-
                                                                                teórico e, a partir de hipóteses, responder às deman-
             tituições educacionais;
                                                                                das que se apresentam no exercício da profissão.
        --   Identidade dos perfis profissionais de conclu-
                                                                                A organização curricular, dos cursos da Educação Pro-
             são de curso, que contemplem competências
                                                                                fissional deverá ser consubstanciada no plano de cur-
             profissionais, objetivando desempenho efi-
                                                                                so e com base no princípio do pluralismo de concep-
             ciente e eficaz de atividades requeridas pela
                                                                                ções pedagógicas, é prerrogativa e responsabilidade
             natureza do trabalho, pelo desenvolvimento
                                                                                de cada instituição de ensino, nos termos das Diretri-
             tecnológico e pelas demandas socioeconômi-
                                                                                zes Curriculares Nacionais do ensino médio e da edu-
             cas e ambientais, configurando o técnico, a ser
                                                                                cação profissional técnica de nível médio, fixadas em
             formado;
                                                                                legislação específica pelos órgãos competentes com o
        --   Atualização permanente dos cursos e currícu-                       Ministério da Educação em consonância com o projeto
             los, estruturados com base em ampla e confiá-                      pedagógico. Os cursos, portanto, podem e devem ter
             vel base de dados.                                                 seu currículo organizado com estrutura curricular que
      Em termos curriculares, essa modalidade reunirá                           mantenha a necessária sinergia com a concepção pe-
      conteúdos do Ensino Médio e da formação profissio-                        dagógica livremente adotada pela instituição.
      nal que deverão ser trabalhados de forma integrada                        Com base na Resolução CNE/CEB Nº 2/2012, a matriz
      durante todo o curso, assegurando o imprescindível                        curricular dos cursos técnicos de nível médio integra-
      diálogo entre teoria e prática, pois não é possível co-                   dos está constituída por:
      nhecer a realidade somente a partir dos conhecimen-
                                                                                I. Quatro áreas de conhecimento do ensino médio
      tos específicos: eles não dão conta de explicar o todo.
                                                                                (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza
      É relacionando a formação geral com a especificida-                       e Matemática), fundamentadas nas Diretrizes Curricu-
      de da formação profissional que o conhecimento es-                        lares Nacionais do Ensino Médio, comum em todos os
      pecífico têm sentido, no contexto da formação técni-                      cursos;
      ca, gerando oportunidade ao estudante de concluir
                                                                                II. Parte diversificada voltada para maior compreensão
      o ensino médio e, ao mesmo tempo, adquirir uma
                                                                                das relações existentes no mundo do trabalho e para
      formação especifica para o exercício profissional e de
                                                                                uma articulação entre esses e os conhecimentos aca-
      cidadania junto ao mercado de trabalho.
                                                                                dêmicos, previstas no Parecer CNE/CEB Nº 11/2012.
      Diante o exposto, o Ensino Médio integrado ao Pro-
                                                                                III. Formação profissional específica em determinado
      fissionalizante proporcionará melhores condições de
                                                                                campo profissional descrita nos Referenciais Curricula-
      cidadania, de trabalho e de inclusão social aos estu-
                                                                                res Nacionais da Educação Profissional e demais nor-
      dantes em busca de uma formação profissional de
                                                                                mas legais vigentes.
      qualidade e de novos horizontes para suas vidas, no
      sentido de contribuir com a melhoria da qualidade                         A estrutura dos cursos de Educação Profissional Técni-
      dessa etapa final da educação básica.                                     ca de Nível Médio, orientada pela concepção do eixo
                                                                                tecnológico, implica considerar conforme Art.13 da Re-
      Segundo o Parecer CNE/CEB 39/2004, o curso técnico
                                                                                solução 6/2012:
      integrado não pode ser organizado com duas partes
      distintas. Trata-se de um curso único, com um proje-                      I. A matriz tecnológica, contemplando métodos, téc-
      to pedagógico único, com proposta curricular única e                      nicas, ferramentas e outros elementos das tecnologias
      com matrícula única, tendo a sua carga horária total                      relativas aos cursos;
      ampliada, contemplando as cargas horárias mínimas

200          GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
II. O núcleo politécnico comum correspondente a             estruturados em ampla base de dados, pesquisas e ou-
cada eixo tecnológico em que se situa o curso, que          tras fontes de informação pertinentes.
compreende os fundamentos científicos, sociais, orga-
                                                            A duração do estágio supervisionado deverá ser acres-
nizacionais, econômicos, políticos, culturais, ambien-
                                                            cida ao mínimo estabelecido para o curso (Parecer
tais, estéticos e éticos que alicerçam as tecnologias e a
                                                            CNE/CEB nº 16/99 e art.9º da Resolução CNE/CEB nº
contextualização do mesmo no sistema de produção
                                                            4/99). Está prevista para cursos com menos de 1.200h
social;
                                                            uma carga horária mínima para o estágio de 200h; para
III. Os conhecimentos e as habilidades nas áreas de lin-    cursos com 1.200h ou mais, está prevista uma carga
guagens, ciências humanas, matemática e ciências da         horária mínima de 400h, e Lei Federal nº 11.788/2008;
natureza, vinculados à Educação Básica deverão per-         que estabelece normas para a organização de estágio
mear o currículo dos cursos técnicos de nível médio,        de alunos da Educação Profissional Técnica de Nível
de acordo com as especificidades dos mesmos, como           Médio.
elementos essenciais para a formação e o desenvolvi-
                                                            Diante a relevância dos cursos, o currículo será organi-
mento profissional do cidadão;
                                                            zado para atender, consideradas essas especificidades,
IV. A pertinência, a coerência, a coesão e a consistência   as características próprias dos estudantes em seus as-
de conteúdos, articulados do ponto de vista do traba-       pectos cognitivos, afetivos e psicomotores, e o traba-
lho assumido como princípio educativo, contemplan-          lho pedagógico será flexível para assegurar o sucesso
do as necessárias bases conceituais e metodológicas;        do estudante.
V. A atualização permanente dos cursos e currículos,




                                                                                                                       201
11. EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA

      A Educação Empreendedora estimula o aluno a criar,                       se, reconhecendo suas forças e fraquezas; estimular
      inovar, se arriscar, aprender com os erros, a trabalhar                  a criatividade e o gosto pela inovação; fazer uma
      em grupo e ter visão estratégica. Através dela se de-                    leitura crítica do mundo, propor ações práticas para
      senvolve potencialidades do ser humano como: lide-                       alterar a realidade;
      rança, autoconfiança, iniciativa, ousadia, comprome-
                                                                               Saber empreender perpassa o saber técnico e cientí-
      timento, responsabilidade, persistência, criatividade
                                                                               fico, a valorização do ser e da coletividade e a autor-
      e atitudes positivas diante da vida e de seus desafios.
                                                                               realização, esta prática desenvolve capacidades fun-
      Empreendedorismo não se resume a abertura e ge-                          damentais para a realização pessoal e profissional do
      renciamento de empresas. Quando se utiliza este                          ser humano. É importante despertar o espírito em-
      termo na Educação, está se referindo à atitude em-                       preendedor nos jovens ainda na escola, estimulando
      preendedora, ao desenvolvimento de aspectos                              o desenvolvimento pessoal, proporcionando uma
      comportamentais que têm sido mais valorizados no                         visão do que é o mundo dos negócios e facilitando o
      mercado de trabalho do que a própria formação aca-                       acesso ao mercado de trabalho. Despertar a atitude
      dêmica.                                                                  empreendedora nos jovens é uma proposta essencial
                                                                               diante do cenário mundial nos aspectos político, so-
      Dolabela, no livro Pedagogia Empreendedora, fala
                                                                               cial, econômico e com relação às oportunidades de
      que empreender é o mesmo que “modificar a realida-
                                                                               trabalho.
      de para dela obter a auto realização e oferecer valo-
      res positivos para a coletividade. Significa engendrar
      formas de gerar e distribuir riquezas materiais e ima-
      teriais por meio de ideias, conhecimentos, teorias,
      artes, filosofia”. A prática empreendedora está ligada
      à procura de novos desafios, ao comprometimento
      com as próprias escolhas, a uma constante busca de
      qualidade e à inerente vontade de inovar, de ser au-
      têntico, não ficar na zona de conforto.
      Para o educador Celso Antunes, escritor de mais de
      60 livros sobre educação, deve-se ressaltar a impor-
      tância da aceitação das diferenças, a compreensão
      sobre os valores humanos, criar discussões para que
      o aluno possa refletir, mostrando que não deve haver
      competição a qualquer preço, que não existe con-
      quista sem ética e sucesso individual sem a constru-
      ção social. É importante educar para o consumo críti-
      co, formar pessoas que saibam pesquisar preços, que
      discutam sobre o funcionamento de uma empresa
      e aprendam sobre marketing. O estudante precisa
      compreender o capitalismo com base no que ele tem
      de bom e de ruim. Ensinar a empreender não está
      relacionado simplesmente a coisas complexas como
      fluxo de caixa, orçamentos, técnicas de gestão ou
      planejamento estratégico, mas está associado, prin-
      cipalmente, a práticas que exigem atitude, tais como:
      estimular o desejo de sonhar; construir um projeto de
      vida; se comprometer com seus resultados, com a sua
      vida e com o seu papel social; determinar limites e
      estabelecer regras para aprender a lidar com frustra-
      ções; aprender a lidar com os erros; não ter medo de
      desafios, aprendendo a calcular os riscos; conhecer-

202         GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
12. EDUCAÇÃO Em TEmpO INTEGRAL

A Educação Integral está presente na legislação             dos direitos de cidadania e do usufruto dos direitos
brasileira e será organizada com base nos artigos           constitucionalmente previstos.
205, 206 e 227 da Constituição Federal; no Estatu-
                                                            Portanto, a ampliação do tempo pedagógico da
to da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8069/1990),
                                                            escola, nesta ótica, deve significar muito mais que
nos artigos 34 e 87 da na Lei de Diretrizes e Bases
                                                            a extensão do modelo que todos conhecem. Deve
da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/1996), no Plano
                                                            implicar em uma nova construção curricular, com
Nacional de Educação (Lei n.º 10.179/01) e no Fun-
                                                            base na integração como princípio de organização
do Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da
                                                            pedagógica da escola, na flexibilidade como dinâ-
Educação Básica e de Valorização dos profissionais
                                                            mica da produção da matriz curricular e da inter-
da Educação - FUNDEB (Lei n.º 11.494/2007).
                                                            disciplinaridade, como concepção para o trabalho
 O currículo da Educação Integral deve ser conce-           pedagógico dos educadores.
bido como um projeto educativo integrado, o mes-
                                                            A Educação Integral exige a mobilização de toda a
mo implica na ampliação da jornada escolar diária,
                                                            escola, em especial dos professores, para que o pla-
desenvolvendo atividades como o acompanha-
                                                            nejamento aconteça de forma a assegurar o atendi-
mento pedagógico, o reforço e o aprofundamento
                                                            mento das necessidades educativas dos estudantes,
da aprendizagem, a experimentação e a pesquisa
                                                            bem como, do desenvolvimento das ações, com o
científica, a cultura e as artes, o esporte e o lazer, as
                                                            máximo de aproveitamento das intervenções pe-
tecnologias da comunicação e informação, a afirma-
                                                            dagógicas desde o diagnóstico até os conteúdos e
ção da cultura dos direitos humanos, a conservação
                                                            atividades.
e preservação do meio ambiente, a promoção da
saúde, entre outras, articuladas aos componentes
curriculares e às áreas de conhecimento.
As atividades podem ser desenvolvidas dentro do
espaço escolar, conforme a disponibilidade da esco-
la, ou fora dele, em espaços distintos da cidade em
que a escola está situada, utilizando equipamentos
sociais e culturais existentes, bem como estabele-
cendo parcerias com órgãos e/ou entidades locais,
sempre de acordo com o projeto político pedagó-
gico da escola. Dessa forma, a escola estará contri-
buindo para a construção de redes sociais e de cida-
des educadoras.
A Educação Integral deve criar novos espaços e
tempos para vivências sociais, culturais e ambien-
tais voltadas para o desenvolvimento integral do
estudante no que se refere aos aspectos: biológico,
psicológico, cognitivo, comportamental, afetivo, re-
lacional, valorativo, sexual, ético, estético, criativo,
artístico, ambiental, político, tecnológico e profis-
sional. Em síntese, conhecer-pensar-criar-fazer-ser;
a organização da comunidade numa perspectiva
colaborativa e não apenas competitiva respeitosa e
valorizadora da diversidade étnica, racial, de gêne-
ro, geracional e cultural, que procura desconstruir
as categorias excludentes étnicas; o incentivo e a
difusão de experiências e vivências que valorizem
os “ciclos de vida” da infância, da pré-adolescência,
da adolescência, de todas as idades, para o exercício

                                                                                                                   203
13. AVALIAÇÃO: PARTE INTEGRANTE
      DO CURRÍCULO

      A avaliação no contexto educacional escolar está di-                          estabelecer um padrão mínimo de conhecimento3,
      recionada para o desenvolvimento de competências,                             habilidades e hábitos que o educando deverá adqui-
      habilidades e atitudes e, apresenta novos desafios à                          rir; e não uma média mínima de notas, como ocorre
      escola no que se refere ao seu papel para o desenvol-                         hoje na prática escolar.”
      vimento do currículo. As reflexões sobre a avaliação,
                                                                              Dessa forma, a avaliação assume dentro do processo
      neste contexto, devem levar em consideração o con-
                                                                              de ensino e aprendizagem caráter diagnóstico, cumu-
      ceito de competência adotado: uma ação mental que
                                                                              lativo, somativo e formativo e que devem ser vincu-
      se torna cada vez mais complexa, a partir do desen-
                                                                              lados ou conjugados para se garantir a eficiência do
      volvimento de habilidades, atitudes, comportamentos
                                                                              sistema de avaliação e a excelência do processo. A
      e linguagens que são construídos de forma gradativa,
                                                                              avaliação formativa não exclui as demais formas de
      considerando um aprofundamento gradual.
                                                                              avaliação. O professor poderá se apropriar de todas as
      O ensino voltado para o desenvolvimento de compe-                       formas de avaliação, dando especial atenção ao nível
      tências e habilidades não pode deixar de abordar al-                    de complexidade dos instrumentos que devem estar
      gumas características da avaliação que podem auxiliar                   de acordo com o nível de entendimento dos educan-
      o professor na tarefa de avaliar. É preciso que os co-                  dos nas diferentes etapas de escolarização e também
      nhecimentos requeridos para desenvolver as habilida-                    poderá propor instrumentos com as habilidades que
      des apresentem uma lógica que considere a idade e o                     foram estimuladas ao longo do período para que os
      desenvolvimento cognitivo do educando.                                  educandos se autoavaliem quanto ao domínio das
                                                                              mesmas.
      Algumas práticas ainda comuns no cotidiano esco-
      lar não atendem mais às exigências da educação do                       O professor deve utilizar instrumentos e ações que
      contexto atual. Desta forma, o olhar contemporâneo                      lhe possibilitem acompanhar o desenvolvimento dos
      sobre o avaliar deve conceber a avaliação como cons-                    educandos, tais como debates, entrevistas, pesquisas,
      titutiva, estando presente em todos os momentos da                      desenhos, provas objetivas e dissertativas, projetos, jo-
      construção do processo ensino aprendizagem e em                         gos, experimentos, leituras, aula de campo, atividades
      todos os momentos de construção do conhecimento,                        em grupo e individuais, relatórios, testes, portfólios,
      e não somente nas etapas finais desse processo, que                     fichas de registro.
      deve ser coerente com a proposta pedagógica assumi-
                                                                              É importante que a escola redefina e analise o modelo
      da pela escola e pelo professor dentro das condições
                                                                              de avaliação utilizada em seu cotidiano bem como seu
      reais de produção dos saberes, com a realidade e as
                                                                              papel frente a esta dinâmica, que deve ser entendida
      condições de existência dos educandos.
                                                                              como coletiva.
      Muitos são os desafios referentes ao ato de avaliar                     Neste contexto, a avaliação é concebida como uma
      dentro do processo educacional. Esses desafios exi-                     atividade que envolve muito mais que legitimidade
      gem do professor uma postura autônoma e responsá-                       técnica e política; exige delicadeza na sua realização,
      vel capaz de propiciar ao aluno tornar-se protagonista                  por causa da sua dimensão subjetiva, que lida com
      neste processo, e isso requer que seja estabelecida                     o humano, e também por isso, constitui-se um gran-
      pelo docente uma relação entre a metodologia adota-                     de desafio para a escola e para os educadores. A es-
      da para o desenvolvimento das aulas e uma avaliação                     cola deve demonstrar em todas as suas atividades,
      coerente com o desenvolvimento das habilidades de-                      esse cuidado com a avaliação e suas relações com
      sejadas, com os conhecimentos requeridos e com as                       as demais instâncias do processo educativo, desde a
      ações efetivamente realizadas no processo, visando                      elaboração do Projeto Político Pedagógico até o pla-
      que o aproveitamento escolar não seja apenas analisa-                   nejamento diário do professor, buscando produzir,
      do pela aprovação ou reprovação do educando, mas                        entre os mesmos, uma coerência que torna próximo
      que seja direcionado para o pleno desenvolvimento                       o que se ensina o que se faz e o modo como se avalia.
      da aprendizagem.
                                                                                    3	 Sobre padrão mínimo de conhecimento ver Adi-
            Luckesi afirma que:                                                     noel Mota, “como eu avalio a aprendizagem dos
                                                                                    meus alunos”, revista tecnológica educacional, n
            “se utilizar corretamente a avaliação no processo de                    57, ABTRio de Janeiro.
            ensino e aprendizagem no contexto escolar importa


204        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
Desse modo, o processo avaliativo proposto neste refe-       -   Prover, obrigatoriamente, períodos de recupera-
rencial é aquele que se constitui como ponto de partida          ção, de preferência paralelos ao período letivo,
para o planejamento de ações, considerando as condi-             como determina a Lei nº 9394/96;
ções efetivas de aprendizagem: quem são os educan-
                                                             -   Assegurar tempos e espaços de reposição de
dos e o que já sabem - os conhecimentos internalizados
                                                                 conteúdos curriculares, ao longo do ano letivo,
e as habilidades já desenvolvidas.
                                                                 aos alunos com frequência insuficiente, evitan-
E, de acordo com a Resolução nº 7 de 14 de dezembro              do, sempre que possível, a retenção por faltas;
de 2010/CNE/CEB, a Avaliação é parte Integrante do Cur-
                                                             -   Possibilitar a aceleração de estudos para os alu-
rículo e se traduz nos atigos:
                                                                 nos com defasagem idade-série;
Art. 32 A avaliação dos alunos, a ser realizada pelos pro-   Art. 33 Os procedimentos de avaliação adotados pelos
fessores e pela escola como parte integrante da propos-      professores e pela escola serão articulados às avaliações
ta curricular e da implementação do currículo, é redi-       realizadas em nível nacional e às congêneres nos dife-
mensionadora da ação pedagógica e deve:                      rentes Estados e Municípios, criadas com o objetivo de
-   Assumir um caráter processual, formativo e par-          subsidiar os sistemas de ensino e as escolas nos esforços
                                                             de melhoria da qualidade da educação e da aprendiza-
    ticipativo, ser contínua, cumulativa e diagnósti-
                                                             gem dos alunos.
    ca, com vistas a:/
                                                             § 1º A análise do rendimento dos alunos com base nos
-   Identificar potencialidades e dificuldades de            indicadores produzidos por essas avaliações deve au-
    aprendizagem e detectar problemas de ensino;             xiliar os sistemas de ensino e a comunidade escolar a
-   Subsidiar decisões sobre a utilização de estra-          redimensionarem as práticas educativas com vistas ao
    tégias e abordagens de acordo com as necessi-            alcance de melhores resultados.
    dades dos alunos, criar condições de intervir de         § 2º A avaliação externa do rendimento dos alunos refe-
    modo imediato e a mais longo prazo para sanar            re-se apenas a uma parcela restrita do que é trabalhado
    dificuldades e redirecionar o trabalho docente;          nas escolas, de sorte que as referências para o currículo
                                                             devem continuar sendo as contidas nas propostas polí-
-   Manter a família informada sobre o desempenho            tico-pedagógicas nas escolas, articuladas às orientações
    dos alunos;                                              e propostas curriculares dos sistemas, sem reduzir os
-   Reconhecer o direito do aluno e da família de            seus propósitos ao que é avaliado pelos testes de larga
    discutir os resultados de avaliação, inclusive em        escala.
    instâncias superiores à escola, revendo procedi-         Art. 34 Os sistemas, as redes de ensino e os projetos po-
    mentos sempre que as reivindicações forem pro-           lítico-pedagógicos das escolas devem expressar com
    cedentes.                                                clareza o que é esperado dos alunos em relação à sua
                                                             aprendizagem.
-   Utilizar vários instrumentos e procedimentos,
    tais como a observação, o registro descritivo e          Art. 35 Os resultados da aprendizagem dos alunos de-
                                                             vem ser aliados à avaliação das escolas e de seus profes-
    reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos,
                                                             sores, tendo em conta os parâmetros de referência dos
    os portfólios, exercícios, provas, questionários,        insumos básicos necessários à educação de qualidade
    dentre outros, tendo em conta a sua adequação            para todos nesta etapa da educação e respectivo custo
    à faixa etária e às características de desenvolvi-       aluno-qualidade inicial (CAQi), consideradas inclusive as
    mento do educando;                                       suas modalidades e as formas diferenciadas de atendi-
-   Fazer prevalecer os aspectos qualitativos da             mento como a Educação do Campo, a Educação Escolar
    aprendizagem do aluno sobre os quantitativos,            Indígena, a Educação Escolar Quilombola e as escolas
                                                             de tempo integral.
    bem como os resultados ao longo do período
    sobre os de eventuais provas finais, tal como de-        Conclui-se então que o papel essencial da avaliação é
    termina a alínea “a” do inciso V do art. 24 da Lei       diagnosticar e regular o processo de aprendizagem e
    nº 9394/96;                                              ensino para proporcionar aos educandos oportunida-
                                                             de de confirmar seus saberes e competências, ampliar
-   Assegurar tempos e espaços diversos para que             e formular novos conhecimentos e manifestar dúvidas,
    os alunos com menor rendimento tenham con-               dificuldades ou necessidade de aprimorar suas habili-
    dições de ser devidamente atendidos ao longo             dades em todas as etapas do processo.
    do ano letivo;



                                                                                                                         205
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                                                                              ganização do currículo por projetos de trabalho:
      ________.Parâmetros Curriculares Nacio-
                                                                              O conhecimento é um caleidoscópio. Porto Alegre:
      nais: terceiro e quarto ciclos: apresentação
                                                                              Artes Médicas, 1998.
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206        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
ÁREA DE LINGUAGENS                                        POZO, Juan Ignacio (Org.) A solução de problemas:
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                                                                                MEC, 2002.
      LÍNGUA ESPANHOLA
                                                                                DARIDO, Suraya Cristina e RANGEL, Irene Conceição
                                                                                Andrade. Educação Física na Escola. Implicações
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                                                                                MATTOS, Mauro Gomes de e NEIRA, Marcos Garcia.
      Consejería de Educación y Ciencia de la Embajada de
                                                                                Educação Física na Adolescência. Construindo o
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      jun. 2011, 20:17:22
                                                                                PAES, Roberto Rodrigues e BALBINO, Hermes Ferrei-
      BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto Lin-
                                                                                ra. Pedagogia do Esporte. Contextos e Perpecti-
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                                                                                cação Física a Distância: 1º Semestre, Modulo 1.
      Promulgada em 5 de outubro de 1988. 4. ed. São Pau-
                                                                                Brasília: Universidade de Brasilia, 2008.
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                                                                                CA. FUNDESCOLA/DIPRO/FNDE/MEC. Brasília: 2005.
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                                                                                bre educação e matemática. Campinas: Unicamp,
                                                                                1986.
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      a Filosofia com a Arte. Ediouro, 2004.
                                                                                trizes de Habilidades: Língua Portuguesa e Matemáti-
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no Fundamental e médio versão preliminar.
                                                        ção Física aula por aula. 1º Ed. São Paulo: FTD, 2010.
SERGIPE. Secretaria da educação e Cultura do Esta-
                                                        SOCIEDADE BRASILEIRA DE FÍSICA. Revista Brasileira
do de Sergipe. proposta curricular ensino Funda-
                                                        de Ensino de Física, periodicidade trimestral, São Pau-
mental e médio versão preliminar.
                                                        lo, http.//www.sbf.if.usp.br
                                                        UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA. Ca-
ÁREA DE CONhECImENTO:                                   derno Catarinense de Ensino de Física. e-mail: fscc-
CIêNCIAS DA NATUREZA                                    ce@fsc.ufsc.br
                                                        UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ. Conteúdo Pro-
                                                        gramático de Física. In http://www.ceps.ufpa.br/daves/
BIOLOGIA
                                                        PSE_2011_2/Conteudo_Programatico/Programa%20
                                                        de%20Fisica%20PSE%202011-2.pdf
AMABIS, José Mariano. Gilberto Rodrigues Martho.        XAVIER, Cláudio.                      Física aula
Biologia. São Paulo: Moderna, 2009.                     por    aula.  Volume       1.    Cláudio   Xavier;
BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Edu-      São Paulo: Moderna, 2010 (Coleção Física aula por
cação Média e Tecnológica. Parâmetros Curriculares      aula).
Nacionais: ensino médio: Ciências da Natureza, Mate-
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PAULINO, Wilson Roberto. Biologia. São Paulo: Ática,
                                                        o Ensino médio (Novo Currículo Escolar), 2011.
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                                                        Ambiente, Cidadania e Tecnologia. São Paulo: FTD,
FÍSICA                                                  2010.
                                                        MIRAGAIA, Francisco Peruzzo; CANTO, Eduardo Leite.
BARRETO,     Benigno.         Física   aula    por      Química na Abordagem do Cotidiano. 4.ed. São
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      OLIVEIRA, Margarida Mª. D. STAMATTO, Mª Inês S. O                       Ciências Humanas: Geografia. Brasília: MEC, 1999.
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      REVISTA BRASILEIRA DE HISTÓRIA. Memória, His-                           triz de Referência para o Enem 2009. Ciências Huma-
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      HISTÓRIA DE RONDÔNIA
                                                                              do Espírito Santo (SEDUC). Proposta Curricular para o
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210        GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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LIMA. Flávio Rodrigues. O Espaço Rondoniense: No-         Ministério da Educação, Secretaria de Educação Mé-
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OLIVEIRA Ovídio Amélio: Geografia de Rondônia, Es-        GARCHET, Helena Maria Bomeny & Medeiros, Bianca,
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FILOSOFIA                                                 PARANÁ. Secretaria de Estado da Educação (SEDUC).
                                                          proposta pedagógica Curricular do Ensino médio
                                                          do paraná, 2010.
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda, Martins, Maria Hele-       TOMAZI, Nelson Dacio – Sociologia para o ensino
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                                                                                                                    211
212   GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

Ensino medio-pontos

  • 1.
    GOVERNO DO ESTADODE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO ENSINO MÉDIO 2013
  • 2.
    ESTADO DE RONDÔNIA SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO Confúcio Aires Moura Governador Airton Pedro Gurgacz Vice Governador Isabel de Fátima Luz Secretária de Estado da Educação Daniel Gouveia Secretário Adjunto de Estado da Educação Rute Alves da Silva Carvalho Gerente de Educação Maria Angélica da Silva Ayres Henrique Subgerente da Gerência de Educação Elaboração Coordenadores Pedagógicos e Professores da Rede Estadual de Ensino de Rondônia Coordenadores Pedagógicos das Coordenadorias Regionais de Educação Técnicos da SEDUC Equipe de Revisão Alba Patrícia Gonçalves Correia Ana Lúcia da Silva Silvino Pacini Rachel de Oliveira Lima Moraes Chirlane Nobre Belo Cleidiane da Penha Segura de Melo Edna Carla Neves do Amaral Evaci Maria Moreira Hélio Rodrigues da Rocha Jacimara Nascimento Von Dollmger Joelygia Maria de Moura Siena Sonja Enie de Melo Andrade Vânia Sales da Silva Coordenação de Elaboração Angelina Pereira dos Santos Lima Cristina Maria de Paula Sandra Teixeira de Assunção Valdeci Teixeira Silva Andrade Santos Vanessa Campanari Gaio Coordenação Geral Rute Alves da Silva Carvalho Zuleide Santos Farias
  • 3.
    EDUCADORES, Este Referencial Curricularconstitui-se documento que orienta o planejamento de ensino dos professores, priorizando atividades capazes de propiciar aprendizagens significativas e dessa forma estabelecer estratégias para melhorar a qualidade do ensino e o sucesso da aprendizagem. O conceito fundamental do Referencial Curricular para as escolas do Estado é que a educação seja vivida no dia a dia das pessoas, para que se incorporem no aluno os princípios da cidadania. Este referencial foi elaborado pelos professores, técnicos educacionais e coordenadores pedagógicos, dentro da nossa realidade e necessi- dade. É o nosso modelo. Atende ao Ensino Fundamental e ao Ensino Médio, além da modalidade de Educação de Jovens e Adultos-EJA. Com base neste Referencial, a escola poderá elaborar o seu currículo adequando-o às especificidades e pe- culiaridades, de acordo com a etapa de ensino ofertada e/ou modalidade de ensino atendida, considerando também os aspectos regionais e locais, para que fique com a cara da comunidade. O presente Referencial Curricular é um marco histórico da Educação do Estado de Rondônia; depois dele, acre- ditamos que o ensino e a aprendizagem serão diferentes. Nosso maior orgulho - Ele é fruto da cooperação. Foi composto com o nosso suor e com a força dos professores de todo o Estado. Certamente, ao longo do tempo, ajustes serão necessários a fim de que ele fique ainda melhor e, você, está convidado (a) a participar desse processo. O mais importante é que os professores também necessitarão de aperfeiçoamento permanente para o entrosamento com o presente documento. Veja bem, a palavra Referencial, pressupõe que, a partir dele você pode construir algo novo. Vamos todos jun- tos, comemorar este grande passo para a Educação do Estado de Rondônia. Isabel de Fátima Luz Secretária de Estado da Educação Confúcio Aires moura Governador do Estado de Rondônia
  • 5.
    Na escola, ocurrículo – espaço em que se concretiza o processo edu- cativo – pode ser visto como o instrumento central para a promoção da qualidade na educação. É por meio do currículo que as ações peda- gógicas se desdobram nas escolas e nas salas de aula. É por meio do currículo que se busca alcançar as metas discutidas e definidas, coleti- vamente, para o trabalho pedagógico. O currículo corresponde, então, ao verdadeiro coração da escola. Daí a necessidade de permanentes discussões sobre o currículo, que nos permitam avançar na compreen- são do processo curricular e das relações entre o conhecimento escolar, a sociedade, a cultura, a autoformação individual e o momento históri- co em que estamos situados. (MOREIRA, 2008, p.5)
  • 7.
    SUmÁRIO ApRESENTAÇÃO.................................................................................................................................... 9 1. ESCOLA E CURRÍCULO ...................................................................................................................... 10 2. ENSINO méDIO ................................................................................................................................. 11 2.1. Marco Normativo ........................................................................................................................................................ 11 2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico .............................................................................................................. 12 3. ORIENTAÇÃO mETODOLÓGICA ....................................................................................................... 14 3.1. Dimensões da ação pedagógica no Currículo: Interdisciplinaridade e Transversalidade .................. 14 3.2. Mediação Tecnológica ............................................................................................................................................. 15 4. TEmAS TRANSVERSAIS/SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS .................................................. 16 4.1. Educação Ambiental ................................................................................................................................................. 16 4.2. Educação para o Trânsito ........................................................................................................................................ 18 4.3. Educação em Direitos Humanos .......................................................................................................................... 19 4.4. Educação Fiscal ........................................................................................................................................................... 20 4.5. Educação Alimentar e Nutricional ......................................................................................................................... 26 4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e a Valorização do Idoso ....................................................... 26 4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena ........................................................................................................ 28 4.8. Música ............................................................................................................................................................................. 28 5. O CURRÍCULO E AS AVALIAÇÕES ExTERNAS ................................................................................ 29 6. ÁREA DE CONhECImENTO: LINGUAGENS ..................................................................................... 32 6.1. Caracterização da Área de Linguagens ................................................................................................................ 32 6.2. Língua Portuguesa - 1º ao 3º Ano .......................................................................................................................... 32 6.3. Língua Inglesa - 1º ao 3º Ano................................................................................................................................... 49 6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano............................................................................................................................. 54 6.5. Língua Materna, para populações indígenas .................................................................................................... 61 6.6. Arte - 1º ao 3º Ano....................................................................................................................................................... 62 6.7. Educação Física - 1º ao 3º Ano ................................................................................................................................. 101 7. ÁREA DE CONhECImENTO: mATEmÁTICA .................................................................................... 116 7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano ..................................................................................... 116 8. ÁREA DE CONhECImENTO: CIêNCIAS DA NATUREZA .................................................................. 126 8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza .............................................................................................. 126 8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................... 126 8.3. Física - 1º ao 3º Ano .................................................................................................................................................... 133 7
  • 8.
    8.4. Química -1º ao 3º Ano .............................................................................................................................................. 139 9. Área de Conhecimento: Ciências Humanas ......................................................................... 156 9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas ................................................................................................... 156 9.2. História - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................... 157 9.2.1. História de Rondônia - 3º Ano ............................................................................................................................... 163 9.3. Geografia - 1º ao 3º Ano ........................................................................................................................................... 165 9.3.1. Geografia de Rondônia - 3º Ano........................................................................................................................... 173 9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano ............................................................................................................................................. 174 9.5. Sociologia - 1º ao 3º Ano .......................................................................................................................................... 179 10. MODALIDADES DE EDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORMAÇÃO HUMANA .............................. 183 10.1. Educação Especial .................................................................................................................................................... 183 10.2. Educação do Campo - 1º ao 3º Ano .................................................................................................................... 189 10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ ..................................................................................................................................... 190 10.3. Educação Escolar Quilombola .............................................................................................................................. 193 10.4. Educação Escolar Indígena ................................................................................................................................... 195 10.5. Educação Profissional e Tecnológica ................................................................................................................. 198 11. Educação Empreendedora .................................................................................................... 202 12. EDUCAÇÃO EM TEMPO INTEGRAL ................................................................................................ 203 13. AVALIAÇÃO: PARTE INTEGRANTE DO CURRÍCULO ....................................................................... 204 14. BIBLIOGRAFIA ................................................................................................................................ 206 8 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    ApRESENTAÇÃO A década de1990 foi marco de uma reforma educa- A Secretaria de Estado da Educação de Rondônia, cional que teve como eixo principal a mudança da or- objetivando a melhoria na qualidade de ensino, de- ganização curricular no país, na qual foram definidas flagrou discussão sobre o currículo, visando atender Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação. Es- às exigências do Ministério da Educação e promover sas Diretrizes determinaram novas bases filosóficas e transformação no processo educativo, priorizando metodológicas, a partir das quais deveriam desenvol- um desenho curricular por competências e habilida- ver-se os currículos nos sistemas estaduais de ensino. des a serem desenvolvidas por meio da contextuali- zação dos conhecimentos e da interdisciplinaridade, A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional considerando a identidade regional. 9.394/96, em consonância com o que estabelece a Constituição Federal de 1988, concebe a educação Para tanto, foram convidados a participar do proces- como Direito de todos, alicerçada na ética e nos va- so de discussão profissionais da educação: professo- lores da solidariedade, liberdade, justiça social e sus- res, orientadores educacionais, supervisores escola- tentabilidade, cuja finalidade é o pleno desenvolvi- res, diretores, representantes de Conselhos Escolares, mento de cidadãos críticos e compromissados com a técnicos das Coordenadorias Regionais de Educação, transformação social. Núcleos de Apoio às Coordenadorias e instituições parceiras. As Diretrizes Curriculares Nacionais foram redefini- das, passando a orientar a estruturação do currículo Estabeleceu-se como prioridade promover uma por áreas de conhecimento, as quais são: Linguagens, construção participativa, coletiva e democrática, pos- Matemática, Ciências da Natureza, Ciências Humanas sibilitando ampla discussão e reflexão sob diferentes e Ensino Religioso para o Ensino Fundamental e as olhares e com a efetiva participação dos protagonis- Áreas de Linguagens, Matemática, Ciências da Natu- tas da ação pedagógica que executam o currículo do reza e Ciências Humanas para o Ensino Médio. dia a dia da escola- os professores. Dessa forma, con- sidera-se assegurada a legitimidade do processo de A coletânea de Parâmetros Curriculares Nacionais e elaboração. de importantes documentos legais, dentre os quais o Plano Nacional de Educação e o Plano de Desen- A construção deste Referencial Curricular tem como volvimento da Educação, respaldados nos preceitos principais objetivos: contribuir com a inclusão escolar constitucionais e princípios educacionais, reafirmam de toda população estudantil, o acesso ao conheci- a necessidade e obrigação dos estados de elabora- mento com equidade; propiciar condições de perma- rem referencial curricular próprio, capaz de orientar nência e sucesso na escola; melhorar a qualidade do as ações educativas, de forma a adequá-lo aos ideais processo ensino e aprendizagem; fornecer às escolas democráticos e à busca da melhoria na qualidade do informações e orientações sobre estratégias pedagó- ensino. gicas e contemplar as especificidades regionais. Além disso, para acompanhar as transformações do Este documento balizador do fazer pedagógico e contexto atual, os indivíduos têm modificado suas re- norteador das ações no espaço escolar pretende lações, o que obriga a escola a se atualizar para aten- orientar os profissionais no desenvolvimento de suas der às crescentes demandas e cumprir a sua função atividades, almejando melhorar o processo ensino e social. Isso posto, requer o repensar do currículo es- aprendizagem e, consequentemente, a qualidade da colar, perpassando pela reflexão sobre que cidadãos educação no Estado de Rondônia. queremos. 9
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    1. ESCOLA ECURRÍCULO A Escola é o ambiente educativo voltado ao processo - Saberes envolvem um conjunto de situações de escolarização e compromisso com os saberes, há- vivenciadas, adquiridas ao longo da vida e que bitos, atitudes, conhecimentos, culturas, ideologias contribuem na formação do indivíduo. Todos e valores socialmente referenciados em processo de têm saberes próprios, de acordo com suas expe- constituição permanente de reflexão e transforma- riências, e estes devem ser articulados ao saber ção social para inclusão e melhoria da convivência formal, favorecendo a integração com seu meio humana. Ela se constitui num espaço de ampliação social; do conhecimento, por estar centrada nas interações - Um currículo para formação humana considera entre educador e educando. Cabe à escola garantir que o conhecimento formal traz outras dimen- a aprendizagem de certas habilidades e conteúdos sões ao desenvolvimento humano, não se limi- necessários para a vida em sociedade. tando apenas à aprendizagem do aluno ou às re- Ter clareza da função social da escola e do homem alidades regionais, ou seja, o conhecimento não que se quer formar é fundamental para realizar uma é tão somente uma apropriação individual, mas prática pedagógica competente e socialmente com- um processo de desenvolvimento do sujeito nas prometida, particularmente num Estado de contraste suas relações com o outro, que terá reflexo na como o de Rondônia, onde convivem grandes desi- vida em sociedade; gualdades econômicas, sociais e culturais. - A competência não é algo que se alcança, e sim O Currículo Escolar configura-se como o conjunto de algo que, como feixe de relações, se desenvolve valores e práticas que proporcionam a produção, a em conjunto com o indivíduo. Moretto (2004) socialização de significados no espaço social e contri- ressalta que a competência não é algo abstrato buem intensamente para a construção de identida- ou descontextualizado, mas está sempre ligada des socioculturais dos educandos. O Currículo inclui a uma situação complexa (situações simples, ha- não só os componentes curriculares centrais obriga- bituais, não requerem a mobilização de recursos tórios previstos na legislação e nas normas educacio- de ordem superior). A competência, portanto, nais, mas outros, de modo flexível e variável, confor- implica na mobilização de conhecimentos e me cada projeto pedagógico escolar. esquemas cognitivos na busca de desenvolver respostas inéditas, criativas e eficazes para a re- O Referencial Curricular do Estado de Rondônia de- solução de problemas novos nas atividades pro- fende que o currículo escrito sofre influências das postas; experiências vividas, transcendendo os guias curri- culares. O currículo que queremos envolve questões - As Habilidades se constituem de linguagens, co- técnicas, políticas, éticas e estéticas. A escola recebe nhecimentos, atitudes e saberes adquiridos que, influência de diversos mecanismos, sendo assim, mobilizados, permitem a manifestação da com- deve permitir que o educando compartilhe as experi- petência. ências vividas e se aproprie também das oportunida- Para o desenvolvimento de competências e habili- des. O currículo é um processo coletivo que envolve dades, admite-se que a aprendizagem deve ser con- todos os segmentos da comunidade escolar, selecio- siderada sempre como aprendizagem de algo para nando saberes, competências, conhecimentos e ha- a construção de conceitos ao longo do desenvolvi- bilidades. mento humano. Por sua vez, o conteúdo formal, que Sabemos que grande é a discussão sobre a importân- integra os conhecimentos adquiridos e mobilizados cia relacionada ao desenvolvimento cognitivo, mas no processo do desenvolvimento de competências e temos como objetivo a ampliação de todos os fato- habilidades, se coloca à disposição do conhecimento, res que contribuem para a formação do educando, para além das ações prescritivas. Por esse viés, o cen- tais como: tro da aprendizagem é o processo. 10 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    2. ENSINO méDIO 2.1.marco Normativo O Ensino Médio está assegurado na Lei de Diretrizes 5. indissociabilidade entre educação e prática e Bases da Educação Nacional 9.394/96, no Parecer social, considerando-se a historicidade dos n. 5 CNE/CEB de 24/01/2011 e na Resolução n. 2 CNE/ conhecimentos e dos sujeitos do processo CEB de 30 de janeiro de 2012, que define as Diretri- educativo, bem como entre teoria e prática no zes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. processo de ensino-aprendizagem; De acordo com o art. 35 da LDB nº 9.394/96 o Ensino 6. integração de conhecimentos gerais e, quan- Médio, etapa final da educação básica, com duração do for o caso, técnico-profissional realizado na mínima de três anos, terá como finalidades: perspectiva da interdisciplinaridade e da con- 1. a consolidação e o aprofundamento dos co- textualização; nhecimentos adquiridos no ensino fundamen- 7. reconhecimento e aceitação da diversidade e da tal, possibilitando o prosseguimento de estu- realidade concreta dos sujeitos do processo edu- dos; cativo, das formas de produção, dos processos 2. a preparação básica para o trabalho e a cida- de trabalho e das culturas a eles subjacentes; dania do educando, para continuar aprenden- do, de modo a ser capaz de se adaptar com 8. integração entre educação e as dimensões do flexibilidade a novas condições de ocupação trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura ou aperfeiçoamento posteriores; como base da proposta e do desenvolvimento curricular. 3. o aprimoramento do educando como pessoa humana incluindo a formação é tica e o de- Ainda na Resolução CNE/CEB n. 2/2012, em seu Artigo senvolvimento da autonomia intelectual e do 13 contempla: “As unidades escolares devem orientar pensamento crítico; a definição de toda proposição curricular, fundamen- 4. a compreensão dos fundamentos científicos- tada na seleção dos conhecimentos, componentes, tecnológicos dos processos produtivos, rela- metodologias, tempos, espaços, arranjos alternativos cionando a teoria com a prática, no ensino de e formas de avaliação, tendo presente: cada disciplina. 1. as dimensões do trabalho, da ciência, da tecno- 5. As novas Diretrizes curriculares Nacionais para logia e da cultura como eixo integrador entre o Ensino Médio, etapa final da Educação Bá- os conhecimentos de distintas naturezas, con- sica, concebida como conjunto orgânico, se- textualizando-os em sua dimensão histórica e quencial e articulado, devem assegurar sua em relação ao contexto social contemporâneo; função formativa para todos os estudantes, sejam adolescentes, jovens ou adultos, aten- 2. o trabalho como princípio educativo, para a dendo, mediante diferentes formas de oferta compreensão do processo histórico de pro- e organização. dução científica e tecnológica, desenvolvida e apropriada socialmente para a transformação A Resolução n. 2, em seu artigo 5º assegura que, “O das condições naturais da vida e a ampliação Ensino Médio em todas as suas formas de oferta e das capacidades, das potencialidades e dos organização, baseia-se em”. sentidos humanos; 1. formação integral do estudante; 3. a pesquisa como princípio pedagógico, possibi- 2. trabalho e pesquisa como princípios educati- litando que o estudante possa ser protagonista vos e pedagógicos, respectivamente; na investigação e na busca de respostas em um 3. educação em direitos humanos como princí- processo autônomo de (re) construção de co- pio nacional norteador; nhecimentos. 4. os direitos humanos como princípio norteador, 4. sustentabilidade ambiental como meta uni- desenvolvendo sua educação de forma integra- versal; 11
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    da, permeando todoo currículo, para promover ção com a Educação Profissional e Tecnológica, ob- o respeito a esses direitos e convivência humana. servadas as Diretrizes específicas, com as cargas ho- rárias mínimas de: 3.200 (três mil e duzentas) horas, 5. a sustentabilidade socioambiental como meta no Ensino Médio regular integrado com a Educação universal, desenvolvida como prática educativa Profissional Técnica de Nível Médio e 2.400 (duas mil integrada, contínua e permanente e baseada na e quatrocentas) horas, na Educação de Jovens e Adul- compreensão do necessário equilíbrio e respeito tos integrada com a Educação Profissional Técnica de nas relações do ser humano com seu ambiente. Nível Médio, respeitado o mínimo de 1.200 (mil e du- Esta Resolução preconiza ainda, que o Ensino Médio zentas) horas de educação geral, podendo também, pode organizar-se em tempos escolares no formato aplicar 1.400 (mil e quatrocentas) horas, na Educação de séries anuais, períodos semestrais, ciclos, módulos, de Jovens e Adultos integrada com a formação inicial alternância regular de períodos de estudos, grupos e continuada ou qualificação profissional, respeitado não seriados com base na idade, na competência e em o mínimo de 1.200 (mil e duzentas) horas de educa- outros critérios ou por forma diversa de organização, ção geral. sempre que o interesse do processo de aprendizagem Na Educação Especial, na Educação do Campo, na assim o recomendar. Educação Escolar Indígena, na Educação Escolar Qui- • Ensino Médio regular com duração mínima é lombola de pessoas em regime de acolhimento ou de 3 (três) anos e carga horária mínima total de internação e em regime de privação de liberdade e 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas, tendo na Educação a Distância, deve ser observado as res- como referência, uma carga horária anual de 800 pectivas Diretrizes e normas nacionais. (oitocentas) horas, distribuídas em pelo menos 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar; 2.2. A Pesquisa como Princípio Pedagógico • Ensino Médio regular diurno, quando adequado aos seus estudantes, pode se organizar em regi- me de tempo integral com, no mínimo, 7 (sete) Em conformidade com o Art.22 da Lei 9.394/96, “a horas diárias; educação básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indis- • Ensino Médio regular noturno, adequado às pensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe condições de trabalhadores, respeitado o míni- meios para progredir no trabalho e em estudos pos- mo de duração e de carga horária, o projeto po- teriores”. lítico-pedagógico deve atender com qualidade a sua singularidade, especificando uma organi- Nesta perspectiva, cabe à escola considerar na orga- zação curricular e metodológica diferenciada, e nização curricular uma orientação metodológica ba- pode, para garantir a permanência e o sucesso seada no princípio da “liberdade de aprender, ensinar, destes estudantes: ampliar a duração do curso pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber” (Inciso II, Art. 4º da Resolução nº 4/CEB de 13 de para mais de 3 (três) anos, com menor carga ho- julho de 2010). rária diária e anual, garantido o mínimo total de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas; Para tanto, a organização do trabalho pedagógico deve ter como fio norteador “a pesquisa como prin- • Na modalidade de Educação de Jovens e Adul- cípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa tos, observadas suas Diretrizes específicas, com ser protagonista na investigação e na busca de respos- duração mínima de 1.200 (mil e duzentas) ho- tas em um processo autônomo de (re) construção de co- ras, devem ser especificadas uma organização nhecimentos (Inciso III, Art.13 da Resolução CNE/CEB curricular e metodológica diferenciada para os nº 2, de 30 de janeiro de 2012). estudantes trabalhadores que podem: ampliar seus tempos de organização escolar, com menor Considerar na organização metodológica do proces- carga horária diária e anual, garantida sua dura- so ensino-aprendizagem a pesquisa como princípio ção mínima. pedagógico significa contemplar, de acordo com Demo (1998): Atendida a formação geral, incluindo a preparação básica para o trabalho, o Ensino Médio pode preparar 1. a convicção de que a educação pela pesquisa é para o exercício de profissões técnicas, por integra- a especificidade mais própria da educação es- 12 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    colar e acadêmica; ção na sociedade de maneira crítica. 2. o reconhecimento de que o questionamento A pesquisa deve ser assumida como uma atitude na reconstrutivo com qualidade formal e política é prática pedagógica em que o docente terá que aper- o cerne do processo de pesquisa; feiçoá-la, estando em constante estado de formula- ção, reformulação, construção, reconstrução e inova- 3. a necessidade de fazer da pesquisa atitude coti- ção de seus conhecimentos e questionamentos, em diana no professor e no aluno. um compromisso intrínseco. A este respeito, Freire O questionamento reconstrutivo é o principal di- (1996, p 29) menciona: ferencial da educação por fazer uso da problemati- Enquanto ensino, continuo buscando, reprocuran- zação como instrumento de incentivo à pesquisa, à do. Ensino porque busco, porque indaguei, porque curiosidade e a formulação própria por parte do alu- indago e me indago. Pesquiso para constatar, con- no que reconstrói o conhecimento sob a orientação tatando, intervenho intervindo educo e me educo. de professores pesquisadores. A elaboração própria Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e é à base da aprendizagem ativa, através da qual o alu- comunicar ou anunciar a novidade. no tenta, sob orientação do professor, fazer-se autor. Considerando as Diretrizes Curriculares Nacionais, A pesquisa é então, entendida como um instrumento busca-se assegurar no currículo escolar a pesquisa na problematizador que, quando planejada e mediada escola em geral, pois, conforme Marcos Bagno (2002) pelo professor, faz do aluno-copiador um aluno-pes- a atividade de pesquisa pode ser transformada numa quisador, provocando transformações no aluno e no grande fonte de aquisição de conhecimento. Ensinar professor em relação à construção da autonomia do e aprender são possibilidades para que o aluno che- pensar. gue sozinho às fontes de conhecimento que estão à Há necessidade de reconhecer a pesquisa como gran- sua disposição na sociedade. Ensinar e aprender deve de aliada do processo de ensino e aprendizagem, por apontar o caminho, bem como orientar o educando ser um forte instrumento metodológico que leva o para que desenvolva um olhar crítico que lhe permi- aluno a indagar, pensar, discutir e refletir, sobre ques- ta reconhecer as trilhas que conduzem às verdadeiras tões que elevam o seu espírito investigativo, argu- fontes de informação e conhecimento. mentativo, permitindo a construção e reconstrução de seus conhecimentos, e possibilitando uma atua- 13
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    3. ORIENTAÇÃO METODOLÓGICA A concretização dos princípios metodológicos para recair no relativismo epistemológico, ao contrário, o Currículo das Escolas Estaduais do Ensino Funda- elas reforçam essas disciplinas ao se fundamentarem mental e Médio de Rondônia privilegia a aquisição em aproximações conceituais coerentes e nos con- de aprendizagens significativas e o desenvolvimento textos sócio-históricos, possibilitando as condições de competências e habilidades que devem ser ins- de existências e constituição dos objetos e dos co- trumentos de trabalho da escola, do professor e do nhecimentos disciplinares. aluno. Indissociável da interdisciplinaridade, a transversa- O Referencial Curricular aqui apresentado pre- lidade estrutura, complementa e insere a educação tende dar um sentido ao fazer pedagógico, partindo no contexto social e histórico. Os temas transversais de situações e problemas da realidade, buscando na “tratam de processos que estão sendo intensamente teorização respostas para compreendê-lo e recons- vividos pela sociedade, pelas comunidades, famílias, truí-lo de forma interdisciplinar e transversal, além de alunos e educadores em seu cotidiano. São debati- integrá-lo na era da tecnologia. dos em diferentes espaços sociais, em busca de so- luções e de alternativas, confrontando posiciona- mentos diversos, tanto em relação à intervenção no 3.1. Dimensões da Ação Pedagógica no Currículo: âmbito social mais amplo, quanto à atuação pessoal. Interdisciplinaridade e Transversalidade São questões urgentes que interrogam sobre a vida humana, sobre a realidade que está sendo constru- ída e que demandam transformações macrossociais A educação, em todos os níveis, tem passado por e também de atitudes pessoais, exigindo, portanto, muitos processos de mudanças relacionadas ao de- ensino e aprendizagem de conteúdos relativos a es- senvolvimento científico-tecnológico, a movimentos sas duas dimensões”. sociais, políticos e econômicos da sociedade pós-mo- derna. Os PCN’s tratam essas duas dimensões de forma dife- renciada, porém, na prática pedagógica alimentam- Nessa perspectiva, a educação é um desafio constan- se mutuamente, tornando o currículo estruturado e te, onde a luta contra o insucesso escolar, as novas priorizando o desenvolvimento de competências e metodologias e técnicas de ensino, a qualificação dos habilidades. professores, a integração escola-família, entre outros, são requisitos fundamentais no processo de educa- Philippe Perrenoud identificou oito grandes catego- ção para a vida. rias de competências fundamentais que sendo de- senvolvidas, formam seres autônomos: Nessa perspectiva, repensar a questão do currículo escolar torna-se essencial, pois a escola agora assume 1. Saber identificar, avaliar e valorizar as suas pos- a função de transformação dos sujeitos, exigindo-lhe sibilidades, os seus direitos e as suas necessida- dar conta, não só do acesso à cultura por meio do co- des; nhecimento socialmente valorizado como forma de 2. Saber formar e conduzir projetos e desenvolver conhecimento pessoal, mas também da formação da estratégias, individualmente ou em grupo; cidadania, através do convívio social e exercício de 3. Saber analisar situações, relações e campos de práticas participativas. força de forma sistêmica; Os Parâmetros Curriculares Nacionais dispõem a or- 4. Saber cooperar, agir em sinergia, participar de ganização pedagógica da escola, em torno de três uma atividade coletiva e partilhar liderança; princípios orientadores: a contextualização, a inter- disciplinaridade e as competências e habilidades. 5. Saber construir e estimular organizações e sis- temas de ação coletiva do tipo democrático; A interdisciplinaridade está relacionada ao conceito de contextualização sócio-histórico como princípio 6. Saber gerir e superar conflitos; integrador do currículo, isso porque, ambas propõem 7. Saber conviver com regras, servir-se delas e ela- uma articulação que vá além dos limites cognitivos borá-las; próprios das disciplinas escolares sem, no entanto, 14 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    8. Saber construirnormas negociadas de convi- fessor versus aluno, propondo novos ambientes de vência que superem as culturais. aprendizagem. É preciso, então, conhecer as novida- des oferecidas pela tecnologia no campo educacional, Construir habilidades e desenvolver competências avaliando de maneira criteriosa os benefícios que tais pressupõe disponibilizar recursos mobilizados que, novidades proporcionam. Para isso, faz-se necessário na estrutura cognitiva, assumirão sua postura em si- conhecer os recursos disponíveis na escola e saber uti- nergia, objetivando um agir eficiente em situações lizá-los de forma adequada. complexas da vida da pessoa. Portanto, entende-se por competência a capacidade de mobilizar, articular Torna-se de fundamental importância questionar as recursos para a resolução de situações complexas de características, vantagens, desvantagens, exemplos forma criativa. de utilização, experiências vividas e avaliar a verdadei- ra aplicabilidade pedagógica da mídia a ser explorada em sala de aula. 3.2. mediação Tecnológica Como agregar ao currículo teoria e prática com as mí- dias? Temos a TV, vídeo, informática, mídia impressa e Os desafios contemporâneos demandam um repen- rádio, que devem ser integradas no processo ensino sar da educação, que envolve diversificar as formas de e aprendizagem nas diversas áreas do conhecimento. agir, aprender e buscar conhecimentos, considerando Para que tais ações aconteçam e possam realmente a cultura e os meios de expressão que a permeiam. contribuir para a aprendizagem das diferentes áreas Uma das maneiras de se reconsiderar a educação, é de conhecimento, é importante desenvolver compe- conduzir educandos e educadores a buscarem os co- tências e habilidades no uso das mídias e associá-las nhecimentos das tecnologias de informação e comu- aos conteúdos curriculares promovendo a integração. nicação, sendo necessária, para isso, a disseminação O Projeto Político Pedagógico da escola contemplará das mídias educacionais para que esses recursos pos- o uso das mídias e tecnologias disponíveis na escola, sam auxiliar no processo ensino e aprendizagem e, no na perspectiva da integração com o currículo escolar, aperfeiçoamento da prática pedagógica. garantindo em cada área, o papel e a contribuição das Os meios tecnológicos adentram as salas de aula, mesmas. propondo mudanças significativas na interação pro- 15
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    4. TEMAS TRANSVERSAIS/SOCIAIS E CONTEÚDOS OBRIGATÓRIOS 4.1. Educação Ambiental Nas últimas décadas da nossa história, as advertên- É a escola um espaço social, onde o aluno dará se- cias sobre as profundas mudanças ocorridas na re- quência ao seu processo de socialização. O que nela lação entre Sociedade e Natureza tornaram-se roti- se faz, se diz e se valoriza, representa um exemplo neiras. O desenvolvimento econômico resultante do daquilo que a sociedade deseja e aprova. Comporta- progresso científico e avanço tecnológico demons- mentos ambientalmente corretos devem ser apren- tram claramente que o domínio do homem sobre a didos na prática, no cotidiano da vida escolar, contri- natureza tem desencadeado alterações ecológicas buindo para a formação de cidadãos responsáveis. de graves proporções e consequências para o con- Atualmente, as questões ambientais, já encontram junto da humanidade. certa inserção nas comunidades. A fragilidade dos Vivencia-se na atualidade a previsão de um futuro ambientes naturais, coloca em jogo a sobrevivência incerto com enormes problemas de contaminação, humana. Devido a isto, ocorreu o crescimento dos esgotamento de recursos não renováveis e escassez movimentos ambientalistas e das preocupações eco- de recursos renováveis, aquecimento global, des- lógicas, criando-se condições para o desenvolvimen- matamento, contaminação da água e do solo, fome, to de um currículo que seja relacionado com esses pobreza e superpopulação que constituem um peri- problemas. go para a saúde e o bem-estar social. Tudo isso tem Muitos professores, preocupados com os problemas provocado uma tomada de consciência generalizada ambientais, acham que a educação ambiental tem de que o caminho empreendido pela sociedade e o que ser voltada para a formação de uma consciên- modo em que se tem enfocado as relações dos se- cia conservacionista. Uma consciência, portanto, re- res humanos com o meio que os sustenta, é algo que lacionada com aspectos naturalistas, que considera deve ser replanejado, se deseja oferecer um futuro o espaço natural fora do meio humano. Desta visão, equilibrado às próximas gerações. surge a grande maioria das ações educacionais di- Cumprindo as determinações emanadas das Con- recionadas, de forma predominante, para defesa do ferências Internacionais e Nacionais, obedecendo a espaço natural de maneira restrita. Em muitos pro- seus princípios, objetivos e metas, o Brasil, através jetos escolares, a Educação Ambiental se restringe a dos marcos legais da Constituição Federal de 1988, projetos de reciclagem de lixo, papel e plástico, ações da Lei 9.795/99, que instituiu a Política Nacional de de plantio de mudas e comemorações em datas pon- Educação Ambiental – PNEA, dos Parâmetros Curri- tuais, tais como, semana do meio ambiente, dia da culares Nacionais – PCN’s e a Resolução n.º 2 de 15 árvore, dia da água, entre outras. de junho de 2012, que estabelece as Diretrizes Cur- No âmbito das escolas é preciso que fique definido riculares Nacionais para a Educação Ambiental, as- como objetivo pedagógico, qual tipo de educação segura a efetividade desse direito, incumbindo ao ambiental deve ser seguido: uma educação conserva- Poder Público, entre outras providências, promover a cionista, que é aquela cujos ensinamentos conduzem Educação Ambiental em todos os níveis de ensino e ao uso racional dos recursos naturais e à manutenção a conscientização pública para preservação do meio de um nível ótimo de produtividade dos ecossiste- ambiente. mas naturais ou gerenciados pelo homem, ou uma A Educação Ambiental é um processo participativo, educação voltada para o meio ambiente, que implica no qual o educando assume o papel de elemento em uma profunda mudança de valores em uma nova central do processo de ensino e aprendizagem pre- visão de mundo e uma nova maneira de se ver per- tendido, participando ativamente no diagnóstico dos tencente ao meio em que está que ultrapassa bastan- problemas ambientais e na busca de soluções, sen- te o estado conservacionista. É papel fundamental da do preparado como agente transformador, através escola propiciar mecanismos para diminuir o distan- do desenvolvimento de habilidades e na formação ciamento entre o que está explícito nos documentos de atitudes e de uma conduta ética, condizentes ao e leis (Lei 9795/99) e o que está sendo praticado. exercício da cidadania. Devemos perceber claramente a tônica da Educação 16 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    Ambiental, direcionada parauma consciência mais • adotar posturas na escola, em casa e em sua co- abrangente sobre a forma de perceber o que é o munidade que os levem a interações construti- meio ambiente para as pessoas e o que significa edu- vas, justas e ambientalmente sustentáveis; cação para preservá-lo. • compreender que os problemas ambientais in- A forma de pensar e agir sobre os problemas am- terferem na qualidade de vida das pessoas, tan- bientais implica na inter-relação da ética, da política, to local quanto globalmente; da economia, da ciência, da cultura, da tecnologia e • conhecer e compreender, de modo integrado, da ecologia, para uma prática da educação ambien- as noções básicas relacionadas ao meio am- tal, voltada para a mudança do comportamento das biente; comunidades e, até mesmo, para a atuação da escola como agente transformador da cultura e da conscien- • perceber, em diversos fenômenos naturais, en- tização das pessoas para os problemas ambientais. cadeamentos e relações de causa/efeito que condicionam a vida no espaço (geográfico) e Neste contexto, a Educação Ambiental deve estar no tempo (histórico), utilizando essa percepção presente em todos os níveis e modalidades de ensi- para posicionar-se criticamente diante das con- no de forma interdisciplinar, garantindo a diferentes dições ambientais de seu meio; grupos e faixas etárias, o desenvolvimento da cultura e cidadania ambiental, de modo que impregne toda • compreender a necessidade e dominar alguns a prática educativa e, ao mesmo tempo, crie uma procedimentos de conservação e manejo dos visão global e abrangente da questão ambiental, vi- recursos naturais com os quais interagem, apli- sando os aspectos físicos, históricos e sociais, assim cando-os no dia-a-dia. como a articulação entre a escala local e planetária Neste sentido, deve-se incluir no Projeto Político Pe- desses problemas. dagógico das Escolas a oferta da Educação Ambien- Trabalhar de forma transversal significa buscar a tal para todos os níveis e modalidades de ensino e transformação dos conceitos, a explicitação de valo- em todas os componentes curriculares, de forma que res e a inclusão de procedimentos, sempre vincula- fortaleça a cidadania ambiental nas escolas e comu- dos à realidade cotidiana da sociedade, de modo que nidades a partir de uma educação participativa, de- obtenha cidadãos mais participantes. Cada profes- mocrática, transformadora e crítica, abordando o co- sor, dentro da especificidade de sua área, deve ade- nhecimento e o exemplo na resolução de problemas quar o tratamento dos conteúdos para contemplar socioambientais. Devem ser seguidos os seguintes a Educação Ambiental, estes devem permear todas aspectos na oferta da Educação Ambiental nos níveis as disciplinas do currículo e contextualizá-los com a e modalidades de ensino: realidade da comunidade. A escola ajudará o aluno a • Educação Infantil e início do Ensino Fundamen- perceber a correlação dos fatos e ter uma visão holís- tal: enfatizar a sensibilização com a percepção, tica, ou seja, integral do mundo em que vive, sendo a interação, o cuidado e o respeito das crianças capaz de: para com a natureza e cultura destacando a di- • identificar-se como parte integrante da natureza versidade dessa relação; e sentir-se afetivamente ligados a ela, perceben- • Anos finais do Ensino Fundamental: desenvol- do os processos pessoais como elementos fun- ver o raciocínio crítico, prospectivo e interpreta- damentais para uma atuação criativa, responsá- tivo das questões socioambientais, bem como, vel e respeitosa em relação ao meio ambiente; a cidadania ambiental; • perceber, apreciar e valorizar a diversidade natu- • Ensino Médio e Educação de Jovens e Adultos: ral e sociocultural, adotando posturas de respei- aprofundar o pensamento crítico, contextuali- to aos diferentes aspectos e formas do patrimô- zado e político e a cidadania ambiental, frente nio natural, étnico e cultural; às desigualdades sociais que expõem grupos • observar e analisar fatos e situações do ponto de sociais economicamente vulneráveis em condi- vista ambiental, de modo crítico, reconhecendo ções de risco ambiental; a necessidade e as oportunidades de atuar de • Educação do Campo, Educação Indígena e Edu- modo propositivo, para garantir um meio am- cação Quilombola: nestas modalidades de ensi- biente saudável e a boa qualidade de vida; no, é importante a revitalização da história e da 17
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    cultura de cadacomunidade, comparando-as principalmente na conscientização dos educandos com a cultura contemporânea e seus atuais im- sobre o comportamento dos condutores e pedestres. pactos socioambientais, especialmente os cau- É fato que o trânsito é um tema que envolve uma sados por modelos produtivos. legislação específica, mas o educador não necessita Nestas modalidades é oportuna a reflexão sobre pro- aprofundar-se nesse fator e sim voltar o seu trabalho cessos de proteção ambiental, práticas produtivas e para a questão comportamental, ou seja, promover manejo sustentável. atitudes de respeito, consciência e responsabilidade no ambiente escolar. O desenvolvimento desta atitu- de perpassa essa temática, contribuindo com outros 4.2. Educação para o Trânsito temas voltados à cidadania. A Educação para o Trânsito poderá ser contemplada A Educação para o Trânsito visa promover uma cul- em todos os componentes curriculares a exemplo: tura de valorização da vida, de paz no espaço social Língua Portuguesa: As matérias dos jornais e arti- estimulando a mudança de postura e comportamen- gos de revistas acerca do tema são importantes fon- tos que resultam em acidentes. Isto permite a refle- tes para a produção de textos e análise gramatical. xão do aluno sobre a sua conduta e a dos outros, a Geografia: Á medida que o aluno conhece o espaço partir de valores e princípios que norteiam a vida em onde vive, comparando-os com outros locais e pon- sociedade, tais como: respeito, diálogo, solidariedade tuando os aspectos observados, este pode identificar e justiça. mais claramente os fatores que interferem na carac- Faz-se necessária a compreensão da importância do terização do trânsito de sua cidade. Trânsito como parte integrante do cotidiano das pes- Matemática: Poderão ser analisados estatísticas, in- soas, visto que todos tem necessidade de se locomo- dicadores e gráficos, permitindo a identificação dos ver, de se comunicar e, sobretudo conviver no espaço crescentes problemas no trânsito, estimulando a bus- público. ca de soluções. O Código Nacional do Trânsito, art. 76, preceitua que História: Conhecer a evolução das máquinas e do a educação para o trânsito será promovida na pré-es- homem, relacionando com o atual cenário, para que cola e nas escolas de ensino fundamental e médio sejam compreendidas as transformações no modo por meio de planejamento e ações coordenadas en- de locomoção desde os primórdios até os dias atuais. tre órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trân- sito e de Educação, da União, dos Estados, do Distrito Arte: O cenário das situações ocorridas no trânsito e Federal e dos Municípios, nas respectivas áreas de o próprio contexto em que ele se encontra, favorece atuação, sendo assegurada no inciso I desse artigo a as diversas formas de expressão, exteriorizando sen- adoção, em todos os níveis de ensino, de um currícu- timentos e pontos de vista. lo interdisciplinar com conteúdo programático sobre Ciências Naturais: Analisar a relação do homem com segurança de trânsito. o meio ambiente, favorecendo a reflexão sobre a sua Na Resolução nº 07 de 14 de dezembro de 2010 e preservação e promovendo uma consciência das si- também na Resolução nº 02 de 30 de janeiro de 2012, tuações de agressão, como os gases tóxicos emitidos ambas do Conselho Nacional de Educação-CNE, a pelos veículos, o desmatamento para abertura de es- Educação para o Trânsito tem um tratamento trans- tradas e demais fatores que agridem a natureza. versais, permeando todo o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares. TEMÁTICAS: Sabemos que os problemas que o trânsito brasilei- ro enfrenta, principalmente nas cidades de médio e grande porte, são reflexos de um comportamento a) Valores errôneo que foi se agravando ao longo do tempo. Verificamos diariamente o desrespeito às leis e às - Respeito, cortesia, cooperação, tolerância e com- pessoas, prevalecendo a cultura do mais forte. Nesse promisso; contexto, a escola desempenha um importante pa- - A importância de se ter disciplina e cumprir re- pel, não só na análise desse fenômeno crescente, mas gras e normas; 18 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    - A importânciade cada um no grupo social; máforo, para condutores e pedestres; - O respeito às limitações; - A importância de conhecer e respeitar as nor- mas de trânsito; - Como ser útil nos diferentes grupos; - As consequências dos comportamentos inade- - A importância de ajudar, ser solidário; quados no trânsito: excesso de velocidade e des- - As emoções: raiva, felicidade, tristeza, alegria, respeito às leis de trânsito, etc.; etc.; - A brincadeira e onde é perigoso brincar; - Família, escola e comunidade. - Equipamentos de segurança – qual a importân- b) Orientação no espaço urbano e rural: cia de usá-los corretamente. - Esquemas referenciais: direita e esquerda, perto, e) Valores, normas e atitudes a serem cultivadas longe, direção e distância; na escola: - Noção de velocidade; - Respeito ao espaço público e ao patrimônio cul- - Percepções visuais, auditivas, olfativas, etc.; tural; - Localização da residência em relação a escola; - Cumprimento dos deveres como cidadão, com relação ao trânsito e aos usuários das vias e ani- - Localização do bairro; mais; - Meios utilizados para deslocar-se até a escola: a - Reconhecimento e respeito à sinalização; pé, de ônibus, bicicleta, veículos de tração ani- mal ou carro, outros meios de locomoção; - Valorização do trabalho do policial de trânsito; - Meios de transporte de produtos. - Valorização da liberdade; c) O trânsito - Reconhecimento da importância do cumpri- mento de regras e de normas; - Componentes da via pública: calçada ou espaço - Importância da aquisição de limites; para pedestre não pavimentado, meio-fio, acos- tamento ou a falta de acostamento, faixa de pe- - Conscientização dos deveres e dos direitos no destre ou a inexistência dela, semáforo ou a ine- trânsito; xistência dele, placas, praças, pontes, viadutos, - Valorização da vida humana e dos outros ani- passarelas e calçadões para pedestres, ciclovias, mais; pista de rolamento, etc.; - Respeito ao outro e exigência de respeito para si; - A importância do conhecimento da realidade do trânsito que cerca o aluno; - “Cobrança” de comportamento adequado por parte do adulto no trânsito; - Trânsito e Comunicação; - Reconhecimento da necessidade do uso correto - As placas regulam, avisam e fornecem informa- dos acessórios para a segurança no trânsito; ções; - Defesa de medidas de segurança pessoal e cole- - O trânsito e o meio ambiente; tiva no trânsito; - A formação do senso crítico por meio da inter- - Apoio a política de preservação ambiental como pretação da conjuntura em que se insere o trân- promotora da qualidade de vida. sito. d) Segurança 5.3. Direitos humanos e Diversidade - Atitudes seguras; - Pressa x Atenção; A Educação em Direitos Humanos está consoante - A importância de conhecer as placas de sinaliza- com os pressupostos da Organização das Nações ção; Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNES- - A importância de conhecer as mensagens do se- CO) e o Instituto Interamericano de Direitos Huma- 19
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    nos (IIDH), quea partir da II Conferência de Direitos 7. sustentabilidade socioambiental. Humanos (Viena, 1993), organizada pela ONU, passa- Art. 7º A inserção dos conhecimentos concernentes à ram a exigir que os Estados Nacionais implementem Educação em Direitos Humanos na organização dos políticas públicas efetivas nessa temática. Assim, em currículos da Educação Básica e da Educação Supe- seu Programa de Ação, a Conferência orientou expli- rior, poderá ocorrer das seguintes formas: citamente para o desenvolvimento de ações de edu- cação em direitos humanos. Foi neste contexto que 1. pela transversalidade, por meio de temas rela- nasceu o Programa Mundial de Educação em Direitos cionados aos Direitos Humanos e tratados in- Humanos, lançado pela ONU em 2005. Esse conjunto terdisciplinarmente; de processos internacionais, dos quais o Brasil tem 2. como um conteúdo específico de uma das dis- sido parte, repercutiram internamente por meio da ciplinas já existentes no currículo escolar; paulatina preocupação do governo com o desenvol- vimento de ações e políticas de educação em direitos 3. de maneira mista, ou seja, combinando trans- humanos, o que se materializou de forma mais explí- versalidade e disciplinaridade. cita com o lançamento do Plano Nacional de Educa- Parágrafo único. Outras formas de inserção da Edu- ção em Direitos Humanos (PNEDH, 2006). Por outro cação em Direitos Humanos poderão ainda ser admi- lado, o Ministério da Educação e a Secretaria Especial tidas na organização curricular das instituições edu- dos Direitos Humanos e o Ministério da Justiça com- cativas desde que observadas às especificidades dos prometeram-se no desenvolvimento de políticas de níveis e modalidades da Educação Nacional. educação em direitos humanos no Brasil. O compromisso com os Direitos Humanos e a Cida- A Resolução nº 1/CNE/2012, que Estabelece Diretrizes dania deve estar presente nas ações educativas, pro- Nacionais para a Educação em Direitos Humanos, con- motoras de abordagens articuladas dentre educação templa em alguns de seus artigos: para relações de gênero e diversidade sexual. O reco- Art. 2º A Educação em Direitos Humanos, um dos ei- nhecimento e o respeito das diversidades de gênero xos fundamentais do direito à educação, refere-se ao e orientação sexual trazem à tona uma escola plura- uso de concepções e práticas educativas fundadas lista que ensina a convivência em uma sociedade he- nos Direitos Humanos e em seus processos de pro- terogênea, e trabalha a educação de forma igualitá- moção, proteção, defesa e aplicação na vida cotidia- ria, não discriminatória e democrática. na e cidadã de sujeitos de direitos e de responsabili- Nesse sentido, faz-se necessário que as escolas pro- dades individuais e coletivas. movam a valorização e o reconhecimento da diversi- § 1º Os Direitos Humanos, internacionalmente re- dade e dos direitos humanos, com garantia de aten- conhecidos como um conjunto de direitos civis, po- dimento pedagógico que possibilite minimizar os líticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais, conflitos causados pelas diferenças, o preconceito e sejam eles individuais, coletivos, transindividuais ou a discriminação relacionada ao sexismo, às questões difusos, referem-se à necessidade de igualdade e de de gênero e identidade de gênero, ao respeito às defesa da dignidade humana. orientações sexuais, às relações afetivas e homoafe- tivas, bem como um olhar pedagógico a respeito da Art. 3º A Educação em Direitos Humanos, com a fi- homofobia e suas implicações assegurando ações de nalidade de promover a educação para a mudança e cidadania e respeito mútuo no espaço escolar. a transformação social, fundamenta-se nos seguintes princípios: 1. dignidade humana; 4.4. Educação Fiscal 2. igualdade de direitos; 3. reconhecimento e valorização das diferenças e A Educação Fiscal visa proporcionar conhecimentos das diversidades; básicos sobre o que significa ser um cidadão e suas consequências práticas, em termos de direitos e de- 4. laicidade do Estado; veres; o que é o sistema tributário nacional; o que são 5. democracia na educação; tributos; a relação existente entre o dever de pagar os tributos devidos e o direito de cobrar a aplicação 6. transversalidade, vivência e globalidade; e correta dos recursos arrecadados em benefício da 20 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    população, para construçãode uma sociedade e um de conhecimento estão envolvidas na construção de estado forte e equilibrado. ideais de paz, liberdade e justiça social, sendo a cons- ciência dos direitos e deveres, sua pedra angular. Podemos fazer uma relação interdisciplinar a partir da proposta da Educação Fiscal, pois, não se pode Além de estar diretamente ligada à cidadania, a Edu- desvincular a aprendizagem da formação do cidadão cação Fiscal pode ser utilizada na matemática, levan- participativo. Os debates resultantes das informa- do o aluno a conhecer e calcular a carga tributária, ções fornecidas pela temática contribuem em todos o funcionamento do sistema de arrecadação e a ma- os componentes curriculares, já que levam o aluno a neira como o dinheiro retorna em forma de serviço conhecer e a partir de então, se tornar sujeito atuante à população. Conhecemos a riqueza da produção de nos assuntos relacionados ao seu país, estado e mu- textos que resultam da análise da atuação das au- nicípio. A busca incessante por informações que tra- toridades que fazem uso do dinheiro público. Cabe tam de direitos e deveres do cidadão, como arrecada- ao educador contextualizar as informações nas suas ção, aplicação de recursos e mecanismos de controle aulas de Língua Portuguesa, Geografia, Meio Am- social, leva o aluno à leitura e a pesquisa. Podemos biente, Esporte, Moradia e Segurança, pois, tudo isso utilizar como ferramenta de aprendizagem, princi- nos fará refletir na qualidade de vida da população palmente nos componentes curriculares do núcleo e como essas questões estão sendo trabalhadas pe- comum, os textos produzidos resultantes dos temas los governantes. Com o tema abordado em sala de voltados à Educação Fiscal. aula iremos favorecer não só uma prática individual do aluno, mas principalmente este mudará hábitos O cotidiano de nosso país serve de instrumento para familiares, como por exemplo, a solicitação da nota a produção de atividades em sala de aula, já que o fiscal, além de outros meios de controle social. professor tem uma rica esfera, nos diferentes cam- pos: político, social, financeiro, cultural entre outros. O educador deve incentivar principalmente a mu- O trabalho pode ser realizado a partir dos primeiros dança dentro da escola, para que todos possam par- anos do Ensino Fundamental e continuar por toda ticipar das decisões que envolvam gastos públicos, sua vida escolar, já que uma vez despertada a cons- promovendo assim o orçamento participativo e for- ciência cidadã, esta será uma necessidade cada vez talecendo os Conselhos Escolares. Através da Educa- mais crescente. ção Fiscal executada na prática, teremos a certeza da formação do cidadão atuante e da consolidação da Como é um Tema Transversal, as diversas temáticas democracia participativa. da Educação Fiscal podem ser contextualizadas em sala de aula à medida que se aborde assuntos que tra- Além dos componentes curriculares citados anterior- tem da prática da cidadania e controle social, função mente, a Educação Fiscal poderá ser desenvolvida na socioeconômica dos tributos, além de informações História, na Sociologia, na Filosofia e outros compo- cotidianas do cenário político e social. Todas as áreas nentes afins, com as seguintes temáticas: 21
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    TEMÁTICA CONTEÚDOS • Liberalismo econômico x Estado de Bem-Estar Social: concen- O BRASIL E O MUNDO – tração de renda e enfrentamento da pobreza UMA SÍNTESE DO CENÁRIO • Desafios para o Brasil contemporâneo SOCIOPOLÍTICO • A questão Ambiental • Breve retrospectiva A EDUCAÇÃO COMO • A educação no espaço social FENÔMENO SOCIAL • A educação e a cultura • Educação no espaço escolar • Educar para autonomia EDUCAÇÃO E AUTONOMIA • Participação social e Controle Social • Sociedade • Estado • A ideia de Constituição • Antecedentes da Constituição escrita: PERSPECTIVA HISTÓRICA -- Pactos, forais e cartas de franquia DO CONCEITO DE SOCIEDADE E DE ESTADO -- Contratos de colonização -- As leis fundamentais do Reino -- As doutrinas do pacto social -- O Fisiocratismo e o Liberalismo Clássico -- Construção histórica dos direitos do homem. • Cidadania no Brasil, o longo caminho: -- Período Colonial (1500-1822): a força do passado -- Período Imperial (1822-1889): os direitos políticos saem na frente O ESTADO BRASILEIRO -- A Primeira República (1889-1930) -- Da Revolução de 1930 ao golpe militar de 1964 -- O Regime Militar -- Redemocratização no Brasil: 1985 – até hoje 22 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    TEMÁTICA CONTEÚDOS • Reflexões • Elementos do Estado ESTADO DEmOCRÁTICO • Organização do Estado e dos Poderes DE DIREITO E CIDADANIA • Administração Pública • Democracia • Cidadania • Idade Antiga • Idade Média A ORIGEm DOS TRIBUTOS • Idade Moderna • Idade Contemporânea • Época das descobertas e das primeiras expedições (1500-1532) • Época das capitanias hereditárias (1532-1548) A hISTÓRIA DO • Época do Governo-Geral (1548-1763) TRIBUTO NO BRASIL • Época da Corte Portuguesa e do Reino Unido (1808-1822) • Brasil independente (1822) • Conceito de tributo • Características dos tributos • Classificação dos tributos • Espécies de tributos - As figuras previstas na CF TRIBUTO - Impostos - Taxas - Contribuição de melhoria - Contribuições especiais ou parafiscais - Empréstimos compulsórios • Sujeito passivo e ativo ELEmENTOS DA • Base de cálculo OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA • Alíquotas e competência tributária 23
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    TEMÁTICA CONTEÚDOS • Impostos da União CLASSIFICAÇÃO DOS IMPOSTOS • Impostos dos Estados e do Distrito Federal QUANTO AO ENTE TRIBUTANTE • Impostos dos Municípios e do Distrito Federal • Simples Nacional ou Supersimples REPARTIÇÃO DAS RECEITAS • Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Bási- TRIBUTÁRIAS ca e de Valorização dos Profissionais da Educação – FUNDEB • Elisão Fiscal • Evasão Fiscal -- Sonegação Fiscal FORMAS LEGAIS E ILEGAIS DE EVITAR O PAGAMENTO DE -- Fraude Tributária TRIBUTÁRIO -- Conluio • Contrabando e Descaminho • Contrafação e Pirataria • Importância DOCUMENTOS FISCAIS • Exemplos de documentos fiscais • No mundo • No Brasil -- Império UM BREVE PASSEIO PELA HISTÓRIA -- República -- Contemporâneo • Introdução e conceito geral de orçamento • Planejamento e Orçamento Público • Princípios orçamentários • Instrumentos para elaboração do Orçamento: leis orçamentá- rias • Aprovando o Orçamento • Prazos das Leis Orçamentárias GESTÃO DEMOCRÁTICA DOS • Plano Plurianual – PPA RECURSOS PÚBLICOS • Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDA • Lei do Orçamento Anual – LOA -- Disposições gerais (elaboração do Projeto de Lei Orça- mentário) -- Fundamentos para a elaboração da LOA -- Elaborando o Orçamento -- Emenda parlamentar ao Orçamento da União 24 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    TEMÁTICA CONTEÚDOS • Entendendo a Lei de Responsabilidade Fiscal • Outros controles exigidos pela LRF • O Portal da Transparência: www.portaldatransparencia.gov.br • Onde encontrar as informações sobre o uso do dinheiro pú- blico • A participação social • O que é controle social? • Formas e mecanismos de exercício do controle social - O controle social exercido pelos conselhos CONTROLE SOCIAL - Outras formas de exercer o controle social - A participação de professores e alunos no controle social • O direito a informação e o controle social - A transparência - O direito a informação sobre os recursos públicos • Orçamento público e participação popular - Priorizando as demandas da comunidade - O Orçamento Participativo (OP) - Orçamento Participativo na escola ACOmpANhANDO AS CONTAS • Prestação de contas pÚBLICAS • Como denunciar LEI DE RESpONSABLIDADE SOCIAL • O que é EDUCAÇÃO FISCAL E DEmOCRACIA • Panorama 25
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    4.5. Educação Alimentare Nutricional descoberta de antibióticos e com a vacinação em massa, a diminuição da taxa de fecundidade, a que- da da mortalidade infantil, com a ampliação da rede O desenvolvimento da educação alimentar e nutri- de abastecimento de água e esgoto, com a prestação cional perpassando o Currículo Escolar da Educação de serviços básicos de saúde, com a urbanização das Básica, abordando o tema alimentação e nutrição, cidades, as mudanças no processo produtivo e a orga- tem o objetivo de estimular a formação de hábitos ali- nização do trabalho e da vida. mentares saudáveis em crianças e adolescentes e, em Esses fatores, associados aos cuidados atribuídos as suas famílias e comunidade. É hoje, uma necessidade, pessoas idosas pelo poder público e pela família, são além de ser uma das diretrizes básicas da alimentação condições importantes de indicadores sociais que escolar, conforme o disposto na Resolução CNE/CEB servem para avaliar a qualidade de vida de uma po- n. 2 de 30 de janeiro de 2012, Artigo 10 “Em decor- pulação em um determinado lugar. rência de legislação específica, são obrigatórios”: inci- so II - Com tratamento transversal e integradamente, Apesar do aumento positivo no índice social, muitos permeando todo o currículo, no âmbito dos demais estados brasileiros apresentam grandes disparidades componentes curriculares: educação alimentar e nu- econômicas, políticas e sociais – a falta de ofertas de tricional. trabalho, acesso saúde, a educação de qualidade, água potável, organização e participação social, me- Em complementação a essa base legal, também a canismos eficazes de combate à corrupção e punição Lei nº 11.947/2009 dispõe sobre o atendimento da por crimes contra a sociedade – são condições que alimentação escolar com orientações para atender a refletem no nível de vida da população. educação alimentar e nutricional. A velhice não é, portanto, uma questão apenas demo- gráfica, trata-se também de uma questão social que 4.6. O Processo de Envelhecimento, o Respeito e tem chamado a atenção de organismos internacio- a Valorização do Idoso nais como a Organização das Nações Unidas – ONU, que vem discutindo o tema, e elaborou o Plano de Ação Internacional para o Envelhecimento, instru- O envelhecimento humano é uma questão inerente mental que fortalece aos dispositivos da Constituição a todos os povos em todo o tempo e espaço, e dessa Federal de 1988, da Lei 8.842, de janeiro de 1994 - Po- forma o crescente aumento populacional de pesso- lítica Nacional do Idoso, e a Lei 10.741, de outubro de as com 60 anos e mais, tem intensificado os desafios 2003- Estatuto do Idoso e da Lei 458 de dezembro de para todas as sociedades no início do século XXI. 1992 - Política Social do Idoso em Rondônia. Enfocar o estudo sobre o envelhecimento da popu- Muito embora as leis aprovadas tragam, indiscutivel- lação e o convívio intergeracional, deve promover o mente, muitas contribuições no que se refere a polí- debate em torno de questões fundamentais como: ticas de promoção e garantias de direitos da pessoa o papel exercido pelo Estado e pela sociedade para idosa, ainda não há o estabelecimento de prioridades garantir condições de vida em comum para todas as para implementá-las, o que transforma essas leis em pessoas. Essa ideia vem formulando por sua vez, uma instrumentos dependente de uma orientação política pergunta que, embora ainda não seja frequente, vem firme voltada para a efetividade dos direitos funda- ganhando terreno no processo de convivência com mentais da pessoa humana. o outro. Como viver em uma sociedade que a pou- co tempo era considerada jovem e hoje enfrenta um Em face desta situação, é possível considerar esta vertiginoso envelhecimento populacional? Trata-se, uma realidade inquietante em função da abundância portanto de uma pergunta pouco usual e que parece de dispositivos institucionais, além da notoriedade de apresentar grandes desafios para encontrar a devida que estes direitos se encontrem amplamente respal- resposta no conjunto da sociedade, bem como em es- dados, fica claro também que se trate de uma produ- paço específico como a escola. ção que tem mais expressão de cunho legislativo do que factível. A conquista do aumento da expectativa de vida dos brasileiros aumentou, em função de vários fatores Portanto, estando a temática inserida no contexto dos como: o controle de doenças infectocontagiosas Temas Transversais, a escola se constitui como espaço fatais, a partir dos avanços na área da saúde, com a de construção e organização dos saberes, através de temáticas como: o papel do estado e da sociedade 26 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    no processo degarantia de direitos da pessoa ido- nas áreas relacionadas com a proteção ao idoso; sa, envelhecimento populacional, o que é a velhice, 4. viabilização de formas alternativas de participa- mudança na pirâmide etária brasileira, mercado de ção, ocupação e convívio do idoso com as de- trabalho, aposentadoria, características individuais e mais gerações; coletivas do envelhecimento, valorização, deveres e direitos individuais e coletivos da pessoa idosa, edu- 5. priorização do atendimento do idoso por sua cação, saúde e acessibilidade. própria família, em detrimento do atendimento asilar, exceto dos que não a possuam ou care- Enquanto universo de promoção do conhecimento a çam de condições de manutenção da própria escola poderá trabalhar os diversos temas de forma in- sobrevivência; terdisciplinar através dos componentes de história, ge- ografia, ciências, biologia, língua portuguesa, filosofia, 6. capacitação e reciclagem dos recursos huma- sociologia, matemática, cabendo à sociedade através nos nas áreas de geriatria e gerontologia e na da sua organização, construir mecanismos de controle prestação de serviços aos idosos; democrático como instrumento de consolidação e for- 7. estabelecimento de mecanismos que favore- talecimento da democracia, condições indispensáveis çam a divulgação de informações de caráter à qualidade de vida para todas as idades. educativo sobre os aspectos biopsicossociais A Resolução nº 2, de 30 de janeiro de 2012, que defi- de envelhecimento; ne as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino 8. garantia de acesso à rede de serviços de saúde Médio, no inciso II do art. 10, também assegura como e de assistência social local; e tema transversal, permeando todo o currículo, no âmbito dos demais componentes curriculares, a te- 9. prioridade no recebimento da restituição do mática sobre o processo de envelhecimento, respeito Imposto de Renda, conforme Lei n. 11.765, de e valorização do idoso. 2008. Para atender a esse contexto tem-se a Lei nº 10.741, de No art. 4º nenhum idoso será objeto de qualquer tipo 1º de outubro de 2003, que dispõe sobre o Estatuto do de negligência, discriminação, violência, crueldade Idoso e dá outras providências. O mesmo é destina- ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por do a regular os direitos assegurados às pessoas com ação ou omissão, será punido na forma da lei. Os idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. Conforme parágrafos 1º e 2º ,asseguram que: É dever de todos art. 2o, o idoso goza de todos os direitos fundamentais prevenir a ameaça ou violação aos direitos do idoso inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção e as obrigações previstas nesta Lei, não excluem da integral, sendo-lhe assegurado, por lei ou por outros prevenção outras decorrentes dos princípios por ela meios, todas as oportunidades e facilidades, para pre- adotados. servação de sua saúde física e mental e seu aperfeiço- Dos artigos 5º ao 10º com os respectivos incisos e pa- amento moral, intelectual, espiritual e social, em con- rágrafos orientam: dições de liberdade e dignidade. Art. 5º A inobservância das normas de prevenção O art. 3o aponta que é obrigação da família, da comu- importará em responsabilidade à pessoa física ou nidade, da sociedade e do Poder Público assegurar jurídica nos termos da lei. ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à Art. 6º Todo cidadão tem o dever de comunicar à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, autoridade competente qualquer forma de viola- à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência ção a esta Lei que tenha testemunhado ou de que familiar e comunitária. Em seu parágrafo único, asse- tenha conhecimento. gura que a garantia de prioridade compreende: Art. 7º Os Conselhos Nacional, Estaduais, do Distri- 1. atendimento preferencial imediato e individu- to Federal e Municipais do Idoso, previstos na Lei n. alizado junto aos órgãos públicos e privados 8.842, de 4 de janeiro de 1994, zelarão pelo cum- prestadores de serviços à população; primento dos direitos do idoso, definidos nesta Lei. 2. preferência na formulação e na execução de Dos Direitos Fundamentais - Do Direito à Vida. políticas sociais públicas específicas; Art. 8º O envelhecimento é um direito personalíssi- 3. destinação privilegiada de recursos públicos mo e a sua proteção um direito social, nos termos desta Lei e da legislação vigente. 27
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    Art. 9º Éobrigação do Estado, garantir à pessoa n. 9394/96. No § 1º deste artigo preceitua que “o con- idosa a proteção à vida e à saúde, mediante efeti- teúdo programático incluirá diversos aspectos da vação de políticas sociais públicas que permitam história e da cultura que caracterizam a formação da um envelhecimento saudável e em condições de população brasileira, a partir desses dois grupos ét- dignidade. nicos, tais como o estudo da história da África e dos Do Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade. africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil, a cultura negra e indígena brasileira e o negro Art. 10. É obrigação do Estado e da sociedade, asse- e o índio na formação da sociedade nacional, resga- gurar à pessoa idosa a liberdade, o respeito e a dig- tando as suas contribuições nas áreas social, econô- nidade, como pessoa humana e sujeito de direitos mica e política, pertinente à história do Brasil”. civis, políticos, individuais e sociais, garantidos na Constituição e nas leis. Essas temáticas deverão ser desenvolvidas no âmbito de todo o currículo escolar, em especial nas áreas de § 1º O direito à liberdade compreende, entre ou- educação artística, literatura e histórias brasileiras. tros, os seguintes aspectos: I – faculdade de ir, vir e estar nos logradouros pú- 4.8. Música blicos e espaços comunitários, ressalvadas as restri- ções legais; II – opinião e expressão; A Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008 que dispõe sobre a obrigatoriedade do ensino da música na edu- III – crença e culto religioso; cação básica assegura que a mesma deverá ser con- IV – prática de esportes e de diversões; teúdo obrigatório, mas não exclusivo do componen- te curricular Arte. V – participação na vida familiar e comunitária; Para especialistas, a aprovação dessa Lei, significa VI – participação na vida política, na forma da lei; uma formação mais humanística dos estudantes, na VII – faculdade de buscar refúgio, auxílio e orien- qual serão desenvolvidas habilidades motoras, de tação. concentração e a capacidade de trabalhar em grupo, § 2o O direito ao respeito consiste na inviolabili- de ouvir e de respeitar o outro. Para tanto, a escola dade da integridade física, psíquica e moral, abran- deverá prever e assegurar no planejamento pedagó- gendo a preservação da imagem, da identidade, da gico dos professores a inserção de aulas de música. autonomia, de valores, ideias e crenças, dos espa- O ensino da música faz parte do Ensino de Arte, tan- ços e dos objetos pessoais. to no Ensino Fundamental quanto no Ensino Médio, § 3o É dever de todos zelar pela dignidade do ido- não se caracterizando como um componente do so, colocando-o a salvo de qualquer tratamento Currículo, com professor específico. Ao professor de desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou Arte caberá incluir em seu planejamento, obriga- constrangedor. toriamente, o ensino da música ao lado das outras manifestações culturais que devem ser trabalhadas, conforme previstos nos conteúdos básicos comuns 4.7. História, Cultura Afro-Brasileira e Indígena para os anos finais do Ensino Fundamental e Médio. Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o professor deverá trabalhar a música e os demais conteúdos de A inclusão do ensino da História, Cultura Afro-Brasi- Arte de forma integrada ao processo de alfabetiza- leira e Indígena nos Currículos do Ensino Fundamen- ção e letramento dos alunos. tal e Médio, foi feita através da Lei n. 10.639/2003 e Lei n. 11.645/2008, que alterou o art. 26-A da LDBEN 28 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    5. O CURRÍCULOE AS AVALIAÇÕES ExTERNAS No Brasil a partir de 1990, é criado um Sistema Nacio- verifica também quais as razões que levaram o aluno nal de Avaliação da Educação Básica (Saeb) que reali- a obter tal desempenho, principalmente nos compo- za seu ciclo de avaliação a cada dois anos. O Saeb foi nentes curriculares, como Língua Portuguesa e Ma- criado tendo por objetivo central promover uma ava- temática, possibilitando assim traçar as metas que a liação externa em larga escala da educação no Brasil, escola poderá atingir a partir desta avaliação. visando a construir dois tipos de medidas: a primeira As avaliações externas têm como propósito, além da da aprendizagem dos educandos e a segunda dos fa- avaliação do aluno, a avaliação de toda gestão esco- tores do contexto correlacionados com o desempe- lar, o desempenho docente, avaliação do conjunto de nho escolar. Este toma como um dos indicadores da ações educacionais relacionadas ao ensino e a socie- avaliação o desempenho em provas de uma amostra dade em geral. de alunos do ensino fundamental e médio, de todas as unidades federadas. Com a avaliação se preten- Ela se insere em uma nova visão sobre as políticas de averiguar a eficiência dos sistemas: no processo educacionais, e se propõe a ser um indicador para os de ensino-aprendizagem e, também, a equidade gestores públicos, educadores e a sociedade em ge- da educação oferecida em todo país. O Saeb coleta ral. No entanto, deve-se cuidar para não supervalori- informações características dos educandos, profes- zá-la em substituição do processo pedagógico. É um sores e diretores, bem como das condições físicas e indicador que reflete aquilo que foi feito em todo um equipamentos das escolas. processo pedagógico, a considerar todos os aspectos relacionados à condição de estudo que permeia o Nestes moldes também foi criado em 1998 o ENEM – processo educacional pelo qual o aluno passou. Avaliação Nacional do Ensino Médio com a proposta de analisar as competências e habilidades fundamen- Há também de se observar as distorções provocadas tais dos alunos do Ensino Médio, para inserção social pelos resultados dessas avaliações, ou seja, a compa- e exercício da cidadania. Deve servir como referência rabilidade e o ranqueamento da escola. Há várias rea- para o professor programar a reforma do ensino mé- lidades diferentes no estado, refletidas nas condições dio em sala de aula, desenvolvendo os conteúdos de desiguais de escolarização e as desigualdades indivi- forma contextualizada e interdisciplinar. duais de grupos específicos. O Estado de Rondônia criou o sistema de avaliação É importante observar que não podemos avaliar externa - SAERO (Sistema de Avaliação Educacional tudo, mas é preciso considerar muitos aspectos pe- de Rondônia), com a proposta de implementar po- culiares e que permeiam este processo para garantir líticas públicas com foco na eliminação dos pontos a qualidade e a integridade de uma avaliação. Posto frágeis para a melhoria da educação em todas as es- isso, a escola precisa estar preparada para a utiliza- colas da rede estadual. A avaliação é aplicada para as ção destes resultados, para que o resultado desta turmas de 2º, 5º, 6º e 9º anos do Ensino Fundamental avaliação não represente apenas um índice, mas seja e do 1° ao 3º anos do Ensino Médio, anualmente. O efetivamente, um retomar de ações previstas no Cur- Sistema avalia cada escola para traçar metas e estra- rículo Escolar e na proposta Pedagógica da, para efe- tégias, assim como projetos de intervenção que pos- tivamente elevar a qualidade da educação no estado. sam atuar diretamente na turma e ano escolar que Diante disso, a importância de se ter as avaliações ex- apresenta defasagem de aprendizagem, o que pos- ternas como objeto de estudo do meio e do contexto sibilitará a escola aperfeiçoar seu processo de ensino, escolar, traz a oportunidade de identificar avanços uma vez que a avaliação também analisa o contexto ou retrocessos, assim como determina a escolha das escolar em que o aluno está inserido, de modo que ações na continuação do percurso. verifica não apenas o índice de aprendizagem, mas 29
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    ÁREA DE CONHECIMENTO:LINGUAGENS LÍNGUA PORTUGUESA, LÍNGUA MATERNA (PARA POPULAÇÕES INDÍGENAS), LÍNGUAS ESTRANGEIRAS MODERNAS - INGLÊS E ESPANHOL, ARTE E EDUCAÇÃO FÍSICA. 31
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    6. ÁREA DECONHECIMENTO: LINGUAGENS 6.1. Caracterização da Área de Linguagens O Ministério da Educação propôs dispositivos legais com as condições materiais e reais de sua existência com a criação da Lei n.º 9.394/96, que perpassa a (condições econômicas, sociais, culturais, afetivas e construção dos Parâmetros Curriculares Nacionais valorativas). E quando assim o fazemos, estamos nos e das Diretrizes Curriculares Nacionais de 1998 e cul- referindo a um todo único e cheio de matizes e di- minam na Resolução n.º 04 de 13/07/2010 da Câ- versidades: a linguagem repleta de linguagens, de mara de Educação Básica do Conselho Nacional de registros diversos, com códigos variados e sensações Educação - órgão ligado ao Ministério da Educação. heterogêneas. Estamos nos referindo ao trabalho de colocar um ser complexo e heterogêneo, plural, Assim, a base na legislação vigente sugere o agru- multifacetado e inteiro, o educando real e contradi- pamento de conteúdos curriculares em áreas de tório, em contato com as práticas sociais de leitura e conhecimento para tentar, com isso, desenvolver e escrita, ao mesmo tempo em que lhe deve ser dado construir saberes, conhecimentos, atitudes, valores, o direito de escolher as práticas de linguagem com competências e habilidades e, além de tudo isso, pro- as quais quer conviver mais assídua e intensamente. porcionar a formação para a paz, a integridade moral e para o bem comum. A linguagem manifestada no corpo da língua por- tuguesa, falada e escrita no Brasil, que é carregada Sabe-se que a linguagem é a carruagem da cultu- pelo educando desde sua vivência pré-escolar, assim ra e que esta manifesta a identidade de um povo. como os conhecimentos oferecidos dialética e inte- Desse modo, considerando que o letramento é um rativamente ao educando, desde os primeiros anos processo de instrumentalização do sujeito na socie- escolares, soma-se à linguagem das regras dos jogos dade da informação, podemos afirmar que existem que a educação física promove e à linguagem do rit- vários níveis de letramento. Pois, um sujeito letrado mo e do gesto que a música e a dança potencializam. transita por vários gêneros e reconhece o valor do A linguagem da vida é potencializada pela leitura e texto na sociedade. Ao contrário, o sujeito um tanto pela expressão simbólica e performática do ato artís- quanto alfabetizado é tão somente capaz de decodi- tico e estético. Do mesmo modo, na língua estrangei- ficar signos linguísticos, mas não há garantias de que ra moderna, a linguagem se manifesta como forma compreenda a função ou funções do texto, ou que de ampliar as relações socioculturais e interculturais tenha habilidades para produzir textos em gêneros no respeito ao outro, com suas diferenças, para a variados. partir dessa interação, entender melhor sua própria Dessa forma, quando falamos sobre letramento, re- cultura. metemo-nos ao ideal de liberdade, emancipação, va- lorização dos contextos circunscritos e universais, re- conhecimento da massa e espírito das comunidades 6.2. Língua Portuguesa – 1º ao 3º Ano tradicionais - quilombolas, indígenas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores, etc. Assim, o letramento subjaz a um processo de construção de um mundo CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE em que o valor da informação possa ser acessado por CURRICULAR todo e qualquer cidadão independente de sua comu- nidade e que tenha desenvolvido seu letramento de modo satisfatório. Quanto mais indivíduos letrados, mais igualitária, ética e justa será a comunidade hu- “... Já é tempo de a escola assumir que, capacitar o mana. aluno para bem escrever e ler não é preocupação Logo, possibilitar ao educando a vivência e a prática exclusiva do professor de português. É uma tarefa da linguagem escrita, oral, gestual, simbólica, ritualís- que deve envolver todas as disciplinas, deve fazer tica, onírica, cibernética, eletrônica, muscular, facial, parte de todos os planejamentos e ser prioridade pictórica e musical é assegurar-lhe o exercício do so- no projeto pedagógico da escola”. (FARACO, 2002). berano direito de escolher como viver nas relações 32 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    Como pontuam diversosprofissionais, ensinar Lín- uma apropriação particular do mesmo. Para formar gua Portuguesa na escola é, primordialmente, desen- leitores na escola, é preciso responsabilidade e com- volver um trabalho de “linguagens”, possibilitando promisso ao organizar um projeto educativo para que o aluno desenvolva a prática de observação, de- intermediar a passagem do leitor de textos simples dução e reflexão sobre o mundo de modo a interagir para o leitor de textos de maior complexidade. O com seu semelhante, por meio do uso funcional da ponto culminante do trabalho realizado em Língua linguagem. O desenvolvimento de conhecimentos Portuguesa é a produção de textos, pois se pressu- discursivos e linguísticos permitirá que ele saiba se põe que o ato de escrever seja a reflexão do aluno manifestar em diferentes situações de interlocução. sobre as inúmeras possibilidades que o código lin- guístico lhe oferece para expressar o conhecimento A Língua Portuguesa é um componente da área de de si e da própria realidade. É nessa produção que Linguagens que, segundo os Parâmetros Curriculares pode ser percebido se o aluno, realmente, entendeu Nacionais (PCN), tem a tarefa de desenvolver no edu- como funciona a Língua. cando as quatro habilidades básicas: ler, escrever, fa- lar e ouvir. O Quadro Europeu Comum de Referência Uma discussão bastante salutar que ocorre no meio para as Línguas (QECR) acrescenta à lista uma quinta acadêmico é a questão dos gêneros textuais. Para habilidade, que julgamos também indispensável à Marcushi (2004), gênero textual é a realização de boa formação do educando para a vida em socieda- qualquer texto, seja oral ou escrito, produzido por de: a de conversar. um usuário de uma língua em certo momento histó- rico. Assim, os usuários da língua podem reconhecer Assim sendo, e situando essa quinta habilidade como textos como exemplares de certos gêneros textuais, básica, passamos para o nível da interação dialógica, como uma carta pessoal, uma entrevista, um arti- em que o sujeito usa a linguagem em contextos e hi- go de opinião, uma aula expositiva, dentre outros. pertextos específicos de comunicação. O estudo do gênero textual não pode prescindir da Nessa perspectiva, uma proposta para o ensino da contribuição do teórico russo Bakhtin, o primeiro a Língua deve ser possibilitadora de competências discorrer sobre o gênero do discurso fortemente as- linguísticas, mobilizando todos os segmentos da so- sociado à ideia da língua como uso social, portanto ciedade na valorização da Educação no sentido de dialógica. Para dirimir as dúvidas sobre gênero textu- inserir o aluno num contexto globalizado, formando al e tipologia segue o conceito utilizado atualmente assim um cidadão crítico, atuante e transformador pelos teóricos que pesquisam sobre gênero e tipo para a existência de uma sociedade justa. Ao mesmo textual, qual seja: tempo, a proposta para o ensino da Língua Materna - Tipo Textual: é um construto linguístico, serve para a deve contemplar as áreas básicas: leitura, produção expressão da intenção discursiva e por isso sua ocor- de textos (oral e escrito) e conhecimentos linguísti- rência é limitada a 5 tipos: argumentação, injunção, cos, tomando a linguagem como atividade discursiva exposição, narração e descrição. e o texto como unidade básica do ensino. - Gênero Textual: é uma realização social, histórica e Além disso, o ensino deve valorizar a variedade lin- cultural, serve para realizar discursos dentro de uma guística que reflita as diversidades regionais e sociais. forma estável, mas não definitiva, circula socialmente O aluno precisa ter consciência dos diferentes níveis e determina a formatação do texto. São ilimitados, de linguagem e saber utilizar o padrão linguístico pois à medida que a sociedade necessita, novos gê- adequado a cada situação. Em se tratando do ensino neros são criados. Os gêneros aparecem na formata- da linguagem oral, é necessária muita atenção, uma ção oral ou escrita. Ex.: aula expositiva, blog, crônica, vez que nas inúmeras situações sociais do exercício artigo de opinião, carta pessoal, e-mail, palestra, se- da cidadania, os alunos serão avaliados à medida que minário, entrevista e inúmeros outros. forem capazes de responder a diferentes exigências da fala e de adequação às características próprias dos Como o gênero serve para organizar o discurso, sur- gêneros da oralidade. ge, então, um terceiro elemento que é o domínio dis- cursivo, que nada mais é do que a linguagem utiliza- No que se refere à leitura, um dos pontos funda- da em cada gênero textual, uma vez que há sempre mentais na exploração do texto será levar o aluno a uma relação de linguagem e poder impressa nesses perceber as marcas deixadas pelo autor. Entretanto, domínios, estabelecendo uma contextualização en- o educando não deve ser induzido no seu processo tre o emissor e o receptor. de análise e reflexão do texto, para não impedi-lo de 33
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    A partir dessastrês designações, podemos fazer uma Neste contexto, a escola deverá contemplar em suas classificação tipológica das mais variadas ocorrências ações pedagógicas atividades que possibilitem ao discursivas: aluno: Ex.: Domínio Discursivo Literário. • Utilizar a linguagem na escuta e produção de textos orais e na leitura e produção de textos es- Gênero: narrativa de ficção critos, de modo a atender as múltiplas deman- Subgênero: conto, crônica, romance, piada, novela. das sociais, respondendo a diferentes propósi- Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposição tos comunicativos e expressivos, considerando e descrição. as diferentes condições de produção do discur- so; Ex.: Domínio Discursivo Jornalístico. • Utilizar a linguagem para estruturar a experi- Gênero: artigo de opinião, ensaio, entrevista. ência e explicar a realidade, operando sobre as Tipos textuais mais recorrentes: narração, exposi- representações construídas em várias áreas do ção, argumentação e descrição. conhecimento: Além disso, vivemos em plena era da informação, e -- Sabendo como proceder para ter acesso, o desenvolvimento de novas tecnologias permitem compreender e fazer uso de informações o contato entre pessoas, mesmo que estejam fisica- contidas nos textos, reconstruindo o modo mente distantes, um exemplo são os e-mails, blogs, pelo qual se organizam em sistemas coe- páginas de Orkut, fóruns, chats, videoconferências. rentes; Todos esses gêneros digitais nascidos do desenvolvi- -- Sendo capaz de operar sobre o conteúdo mento tecnológico e da inserção digital dos alunos. representacional dos textos, identificando Nesse aspecto, a Língua Portuguesa não pode ignorar aspectos relevantes, organizando notas, o avanço tecnológico e a influência desses na evolu- elaborando roteiros, resumos, índices, es- ção da Língua, uma vez que o “internetês” é uma re- quemas etc; alidade que não pode ser ignorada e sim trabalhada -- Aumentando e aprofundando seus esque- pelo professor no intuito de conscientizar/informar os mas cognitivos para ampliação do léxico e alunos, que a linguagem deve ser usada conforme o de suas respectivas redes semânticas. seu contexto e lugar social. • Analisar criticamente os diferentes discursos, in- Enfim, o ensino da Língua Portuguesa deverá cons- clusive o próprio, desenvolvendo a capacidade truir um espaço de liberdade para que o indivíduo de avaliação dos textos: seja sujeito da sua própria história, consciente de que é através da linguagem que ele poderá saber dizer, -- Contrapondo sua interpretação da realida- para saber fazer de maneira autônoma, assegurando- de a diferentes opiniões; lhe a plena participação social. -- Inferindo as possíveis intenções do autor, ou seja, as intencionalidades linguísticas, marcadas no texto; OBJETIVOS -- Identificando referências intertextuais pre- sentes no texto; Os objetivos gerais do Ensino de Língua Portuguesa -- Percebendo os processos de argumentação representam o ponto de chegada, o que se espera utilizados para atuar sobre o interlocutor/ que o aluno aprenda. A elaboração desses objetivos leitor; vai direcionar as ações pedagógicas. -- Fazendo uso dos diversos gêneros textuais Portanto, o processo de ensino e aprendizagem da que circulam na sociedade e do modo de Língua Portuguesa deve estar voltado para a am- organização (tipologia textual) desses, favo- pliação da competência discursiva, proporcionando recendo o exercício da interação humana e condições de inserção efetiva no mundo da lingua- da participação social, dentro da sociedade; gem oral e escrita. Além disso, o indivíduo amplia as possibilidades de participação social no exercício da -- Reafirmando sua identidade pessoal e social. cidadania. 34 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    Conhecer e valorizar as diferentes variedades da EIxOS NORTEADORES Língua, procurando combater o preconceito lin- O ensino da Língua Portuguesa, de acordo com guístico; os Parâmetros Curriculares Nacionais, (2001, p.35), • Reconhecer e valorizar a própria linguagem e a as quatro habilidades: falar, ouvir, ler e escrever de seu grupo social, como instrumento adequa- - são fundamentais e devem ser trabalhadas em do e eficiente na comunicação cotidiana, na ela- contínuo. É justamente dessas habilidades que boração artística e nas interações com pessoas decorrem os eixos organizadores: Uso da Língua de diferentes grupos que se expressem de ou- (oral e escrita) e Reflexão sobre a Língua. O uso é que tras maneiras; propicia a aprendizagem sobre a própria língua, seja ela qual for. Para isso, não basta ler ou escrever • Usar os conhecimentos por meio da prática de exaustivamente, é preciso refletir, descobrindo as análise linguística, expandindo as possibilidades razões de um dado emprego dos termos linguísticos de uso da linguagem e ampliando a capacidade e as relações entre os elementos constitutivos da de análise crítica. * (PCN, 1998, p.32 e 33). sentença. Essa reflexão não é espontânea e deve, portanto, ser uma prática sistemática em que o professor direciona os pontos a serem analisados, e instigue a curiosidade dos alunos, utilizando-se, de preferência, das produções dos alunos. 1º ANO COmpETêNCIAS • Ler, produzir e interpretar textos em diferen- • Perceber a própria cultura por meio do conheci- tes gêneros do discurso, usando as modalida- mento da cultura de outros povos, entendendo des oral e escrita, adequando-os às diferentes a diversidade linguística e cultural, a biodiver- exigências do contexto situacional; sidade e necessidade da preservação do meio ambiente; • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- tural, bem como promover a interação social; • Conceber as múltiplas linguagens mediante a leitura de diversos gêneros em língua estran- • Reconhecer a importância da interação dos geira, provocando a reflexão e posicionamento diferentes povos na globalização e na pós-mo- de ideias; dernidade, possibilitando o respeito da diversi- dade social e o exercício da cidadania; • Vivenciar experiências de comunicação huma- na através das línguas estrangeiras modernas, apoiando-se em distintas linguagens artísticas. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES A escrita com instrumento de interação - Localizar e relacionar informações em social: textos, identificando os elementos composicionais, inferindo sentidos, - Opiniões e pontos de vista sobre as di- reconhecendo, interpretando e sa- ferentes manifestações da linguagem bendo mobilizar os diferentes recur- LINGUAGEm E verbal; sos de argumentação; INTERAÇÃO - Palavras: emprego e valor semântico- - Identificar a finalidade de textos, ade- discursivo; quando suportes e gêneros, conside- - Manifestações discursivas: argumen- rando os papéis e posições assumidos tação; pelos enunciadores ou leitores em con- textos específicos de enunciação; 35
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - A literatura e a constituição das comu- - Acessar a diversidade de textos e nidades: mitos, epopeias, romances obras produzidos por autores da lite- nacionais, dentre outros. ratura brasileira e universal, reconhe- cendo as características composicio- A escrita como codificação simbólica: nais; - A língua como elemento significativo - Identificar os efeitos estéticos da lin- e integrador da organização do mun- guagem literária (plurissignificação), do e da própria identidade; permitindo que a escrita literária seja - A palavra da poesia: ritmo, polissemia, aberta e ofereça espaço para a partici- materialidade do significante e seus pação ativa do leitor; efeitos poéticos. - Identificar e fazer uso dos elemen- Práticas de leitura, produção e tos composicionais de diferentes Linguagem e interpretação textual: textos (elementos da textualidade, Interação - Leitura, produção e interpretação de recursos argumentativos, progressão, textos (orais, escritos e imagéticos), articulação, não contradição e conti- privilegiando os de tipologia disserta- nuidade, dentre outros); tiva e a prosa de caráter poético. - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, morfossintáticos e de pontuação ou outras notações, para a produção tex- tual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferen- tes modos de falar e escrever. Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - A Língua Portuguesa como legitima- composicionais, inferindo sentidos, dora de acordos e condutas sociais, e reconhecendo, interpretando e sa- como representação simbólica de ex- bendo mobilizar os diferentes recur- periências humanas manifestadas nas sos de argumentação; formas de sentir, pensar e agir na vida social; - Identificar a finalidade de textos, ade- quando suportes e gêneros e conside- - Dimensão social da linguagem: varia- rando os papéis e posições assumidos ção linguística; Práticas pelos enunciadores ou leitores em Sociais - Caracterização dos diversos gêneros contextos específicos de enunciação; literários: romance, drama, crônica, - Acessar a diversidade de textos e obras conto, letra de música e outros; produzidos por autores da literatura - Representações de gênero na Língua brasileira e universal reconhecendo as Portuguesa e em relação às demais características composicionais; linguagens; - Identificar os efeitos estéticos da lin- guagem literária (plurissignificação), permitindo que a escrita literária seja aberta e ofereça espaço para a partici- pação ativa do leitor; 36 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 37.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Leitura, interpretação e produção de - Identificar e fazer uso dos elementos textos que tratem dos direitos fun- composicionais de diferentes textos damentais: Constituição Federal, De- (elementos da textualidade, recursos claração dos Direitos Humanos, ECA, argumentativos – progressão, articu- Código de Defesa do Consumidor, Có- lação, não contradição e continuida- digo de Trânsito, Estatuto do idoso e de, dentre outros); demais Legislações. - Identificar os sentidos produzidos por pRÁTICAS práticas de leitura, produção e meio de recursos ortográficos, mor- SOCIAIS interpretação textual: fossintáticos e de pontuação ou ou- - Leitura, produção e interpretação de tras notações; apropriando-se destes textos (orais, escritos e imagéticos) atra- recursos para a produção textual; vés de diferentes linguagens e suportes; - Perceber a língua como variável no - Gêneros Textuais: currículo, ofício e re- espaço e no tempo, identificando as querimento etc; variedades linguísticas e os diferentes - Metodologia cientifica. modos de falar e escrever. Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - As invenções que transformaram o composicionais, inferindo sentidos, mundo; reconhecendo, interpretando e sa- - A escrita alfabética e a escrita ideogra- bendo mobilizar os diferentes recur- mática; sos de argumentação; - A invenção da imprensa e sua impor- - Identificar a finalidade de textos, ade- tância para a popularização da litera- quando suportes e gêneros e conside- tura; rando os papéis e posições assumidos pelos enunciadores ou leitores em - O respeito nas relações do cotidiano. contextos específicos de enunciação; práticas de leitura, produção e - Acessar a diversidade de textos e obras interpretação textual: produzidos por autores da literatura - Leitura, produção e interpretação de brasileira e universal, reconhecendo mEIO textos (orais, escritos e imagéticos) as características composicionais; AmBIENTE E através de diferentes linguagens e su- - Identificar os efeitos estéticos da lin- DIVERSIDADE portes. guagem literária (plurissignificação), CULTURAL permitindo que a escrita literária seja aberta e ofereça espaço para a partici- pação ativa do leitor; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos – progressão, articu- lação, não contradição e continuida- de, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; 37
  • 38.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Meio - Perceber a língua como variável no Ambiente e espaço e no tempo, identificando as Diversidade variedades linguísticas e os diferentes Cultural modos de falar e escrever. As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Os recursos expressivos da linguagem composicionais, inferindo sentidos, verbal, relacionando textos / contex- reconhecendo, interpretando e sa- tos, mediante a natureza, a função, or- bendo mobilizar os diferentes recur- ganização, estrutura, de acordo com sos de argumentação; as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores - Identificar a finalidade de textos, ade- participantes da criação e propagação quando suportes e gêneros e conside- de ideias e escolhas); rando os papéis e posições assumidos pelos enunciadores ou leitores em - Introdução aos diversos movimentos contextos específicos de enunciação; literários: produção contemporânea, poesia digital, Trovadorismo, Huma- - Acessar a diversidade de textos e obras nismo, Classicismo, Quinhentismo, produzidos por autores da literatura Barroco e Arcadismo. brasileira e universal, reconhecendo as características composicionais; Práticas de leitura, produção e interpretação textual: - Identificar os efeitos estéticos da lin- guagem literária (plurissignificação), - Leitura, produção e interpretação de permitindo que a escrita literária seja textos (orais, escritos e imagéticos) atra- aberta e ofereça espaço para a partici- vés de diferentes linguagens e suportes. pação ativa do leitor; Múltiplas Prática de análise linguística: - Identificar e fazer uso dos elementos Linguagens - Recursos linguísticos: textualidade, composicionais de diferentes textos coesão e coerência; (elementos da textualidade, recursos - Estrutura sintático-semântica na leitu- argumentativos – progressão, articu- ra e na produção textual; lação, não contradição e continuida- de, dentre outros); - A linguagem escrita como forma de organização de informações: a ma- - Identificar os sentidos produzidos por neira culturalmente adequada para meio de recursos ortográficos, mor- escrever em função dos propósitos da fossintáticos e de pontuação ou ou- comunicação. tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; Conhecimentos linguísticos: - Perceber a língua como variável no - Figuras de sintaxe; espaço e no tempo, identificando as - A frase, oração e período; variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. - Tipos de sujeito; - Uso do sujeito na construção da coesão; - Complementos verbais; - Ortografia. 38 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Percepção, recepção, apreciação e composicionais, inferindo sentidos, criação em múltiplas e diferentes lin- reconhecendo, interpretando e sa- guagens: pintura, desenho, escultura, bendo mobilizar os diferentes recur- música, dança, teatro, cinema, televi- sos de argumentação; são, informática; - Identificar a finalidade de textos, ade- - Introdução à diversidade de culturas quando suportes e gêneros e conside- e estilos: cultura européia, indígena, rando os papéis e posições assumidos africana, afro-brasileira e brasileira pelos enunciadores ou leitores em (manifestações literárias, musicais e contextos específicos de enunciação; gráficas). - Acessar a diversidade de textos e obras práticas de leitura, produção e produzidos por autores da literatura interpretação textual: brasileira e universal, reconhecendo - Leitura, produção e interpretação de as características composicionais; textos (orais, escritos e imagéticos) - Identificar os efeitos estéticos da lin- através de diferentes linguagens e su- ESTéTICA DAS guagem literária (plurissignificação), portes; mÚLTIpLAS permitindo que a escrita literária seja LINGUAGENS - Gêneros textuais: artigo científico, re- aberta e ofereça espaço para a partici- senha, poesia, ensaios, romances, crí- pação ativa do leitor; tica (literária, musical, cinematográfica - Identificar e fazer uso dos elementos etc.). composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos – progressão, articu- lação, não contradição e continuida- de, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 39
  • 40.
    2º ANO COMPETÊNCIAS • Ler, produzir e interpretar textos em diferentes • Conceber as múltiplas linguagens mediante a gêneros do discurso, usando as modalidades leitura de diversos gêneros em língua estrangei- orais e escrita, adequando-os às diferentes exi- ra, provocando a reflexão e posicionamento de gências do contexto situacional; ideias; • Fazer uso das TIC’s para sua formação nos diver- • Vivenciar experiências de comunicação huma- sos contextos; na através das línguas estrangeiras modernas, apoiando-se em distintas linguagens artísticas; • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocultu- ral, bem como promover a interação social; • Compreender e usar a língua portuguesa como língua materna, geradora de significação e inte- • Reconhecer a importância da interação dos di- gradora da organização do mundo e da própria ferentes povos na globalização e na pós-moder- identidade; nidade, possibilitando o respeito da diversidade social e o exercício da cidadania; • Considerar a língua portuguesa como fonte de legitimação de acordos e condutas sociais e • Perceber a própria cultura por meio do conheci- como representação simbólica de experiências mento da cultura de outros povos, entendendo a humanas manifestas nas formas de sentir, pensar diversidade linguística e cultural, a biodiversidade e agir na vida social. e necessidade da preservação do meio ambiente; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES A escrita com instrumento de interação - Localizar e relacionar informações em social: textos, identificando os elementos composicionais, inferindo sentidos, - Opiniões e pontos de vista sobre as di- reconhecendo, interpretando e sa- ferentes manifestações da linguagem bendo mobilizar os diferentes recur- verbal; sos de argumentação; - Palavras: emprego e valor semântico- - Identificar a finalidade de textos, ade- discursivo; quando suportes e gêneros e conside- - Manifestações discursivas: argumen- rando os papéis e posições assumidos tação; pelos enunciadores ou leitores em - A literatura e a constituição das comu- contextos específicos de enunciação; nidades: mitos, epopeias, romances - Acessar a diversidade de textos e obras Linguagem e nacionais, dentre outros. produzidos por autores da literatura Interação A escrita como codificação simbólica: brasileira e universal, reconhecendo as características composicionais; - A língua como elemento significativo e integrador da organização do mun- - Identificar os efeitos estéticos da lin- do e da própria identidade; guagem literária (plurissignificação) permitindo que a escrita literária seja - A palavra da poesia: ritmo, polissemia, aberta e ofereça espaço para a partici- materialidade do significante e seus pação ativa do leitor; efeitos poéticos; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos, progressão, articula- ção, não contradição e continuidade, dentre outros); 40 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES práticas de leitura, produção e - Identificar os sentidos produzidos por interpretação textual: meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- - Leitura, produção e interpretação de tras notações; apropriando-se destes LINGUAGEm E textos (orais, escritos e imagéticos), recursos para a produção textual; INTERAÇÃO privilegiando os de tipologia disser- tativa e a prosa de caráter poético. - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - A Língua Portuguesa como fonte de composicionais, inferindo sentidos, legitimação de acordos e condutas so- reconhecendo, interpretando e sa- ciais e como representação simbólica bendo mobilizar os diferentes recur- de experiências humanas manifesta- sos de argumentação; das nas formas de sentir, pensar e agir na vida social; - Identificar a finalidade de textos, ade- quando suportes e gêneros e conside- - Dimensão social da linguagem: varia- rando os papéis e posições assumidos ção linguística e acordos ortográficos pelos enunciadores ou leitores em na legitimação de uma variante; contextos específicos de enunciação; - Análise dos diversos gêneros literá- - Acessar a diversidade de textos e obras rios: romance, drama, conto, letra de produzidos por autores da literatura música e outros; brasileira e universal, reconhecendo - Leitura, interpretação e produção de as características composicionais; textos que contemplem as questões - Identificar os efeitos estéticos da lin- de gênero; guagem literária (plurissignificação) pRÁTICAS - Leitura, interpretação e produção de que permitem que a escrita literária SOCIAIS textos que tratem dos direitos fun- seja aberta e ofereça espaço para a damentais: Constituição Federal, De- participação ativa do leitor; claração dos Direitos Humanos, ECA, - Identificar e fazer uso dos elementos Código de Defesa do Consumidor. composicionais de diferentes textos prática de leitura, produção e (elementos da textualidade, recursos interprestação textual: argumentativos, progressão, articula- - Gêneros Textuais; ção, não-contradição e continuidade, dentre outros); - Tipos Textuais; - Identificar os sentidos produzidos por - Produção de Textos (Descritivos, Nar- meio de recursos ortográficos, mor- rativos, Argumentativos, Injuntivos, fossintáticos e de pontuação ou ou- Dissertativos). tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 41
  • 42.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - O avanço da tecnologia no séc. XXI: composicionais, inferindo sentidos, prós e contras; reconhecendo, interpretando e sa- - O problema da autoria no espaço da bendo mobilizar os diferentes recur- web: plágio, citação, referência, inter- sos de argumentação; textualidade, recriação. - Identificar a finalidade de textos, ade- Práticas de leitura, produção e quando suportes e gêneros e conside- interpretação textual: rando os papéis e posições assumidos - Leitura, produção e interpretação de pelos enunciadores ou leitores em textos (orais, escritos e imagéticos) contextos específicos de enunciação; através de diferentes linguagens e su- - Acessar a diversidade de textos e obras portes. produzidos por autores da literatura brasileira e universal, reconhecendo as características composicionais; - Identificar os efeitos estéticos da lin- Meio guagem literária (plurissignificação), Ambiente e permitindo que a escrita literária seja Diversidade aberta e ofereça espaço para a partici- Cultural pação ativa do leitor; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos, progressão, articula- ção, não-contradição e continuidade, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 42 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 43.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Os recursos expressivos da linguagem composicionais, inferindo sentidos, verbal, relacionando textos/contex- reconhecendo, interpretando e sa- tos, mediante a natureza, a função, or- bendo mobilizar os diferentes recur- ganização, estrutura, de acordo com sos de argumentação; as condições de produção/recepção (intenção, época, local, interlocutores - Identificar a finalidade de textos, ade- participantes da criação e propagação quando suportes e gêneros e conside- de ideias e escolhas) e tecnologias dis- rando os papéis e posições assumidos poníveis; pelos enunciadores ou leitores em contextos específicos de enunciação; - Os diversos movimentos literários: produção contemporânea, poesia di- - Acessar a diversidade de textos e obras gital, romantismo, realismo, naturalis- produzidos por autores da literatura mo, parnasianismo e simbolismo. brasileira e universal, reconhecendo as características composicionais; práticas de leitura, produção e interpretação textual: - Identificar os efeitos estéticos da lin- guagem literária (plurissignificação), mÚLTIpLAS - Leitura, produção e interpretação de permitindo que a escrita literária seja LINGUAGENS textos (orais, escritos e imagéticos) aberta e ofereça espaço para a partici- através de diferentes linguagens e su- pação ativa do leitor; portes. - Identificar e fazer uso dos elementos prática de análise linguística: composicionais de diferentes textos - Recursos linguísticos: textualidade, (elementos da textualidade, recursos coesão e coerência; argumentativos – progressão, articu- - A estrutura sintático-semântica na lação, não-contradição e continuida- produção textual; de, dentre outros); - Morfologia e Sintaxe. - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 43
  • 44.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Percepção, recepção, apreciação e composicionais, inferindo sentidos, criação em múltiplas e diferentes lin- reconhecendo, interpretando e sa- guagens: pintura, desenho, escultura, bendo mobilizar os diferentes recur- música, dança, teatro, cinema, televi- sos de argumentação; são, informática; - Identificar a finalidade de textos, ade- - Diversidade de culturas e estilos: cul- quando suportes e gêneros e conside- tura europeia, indígena, africana, afro rando os papéis e posições assumidos -brasileira e brasileira (manifestações pelos enunciadores ou leitores em literárias, musicais e audiovisuais). contextos específicos de enunciação; Práticas de leitura, produção e - Acessar a diversidade de textos e obras interpretação textual: produzidos por autores da literatura - Leitura e produção de textos (orais, brasileira e universal, reconhecendo escritos e imagéticos) através de dife- as características composicionais; rentes linguagens e suportes; - Identificar os efeitos estéticos da lin- Estética das - Gêneros textuais: artigo científico, re- guagem literária (plurissignificação), Múltiplas senha, romances, poesia, ensaio, críti- permitindo que a escrita literária seja Linguagens ca (literária, cinematográfica, musical aberta e ofereça espaço para a partici- etc.). pação ativa do leitor; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos – progressão, articu- lação, não-contradição e continuida- de, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 44 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    3º ANO COmpETêNCIAS • Ler, produzir e interpretar textos em diferentes a diversidade linguística e cultural, a biodiver- gêneros do discurso, usando as modalidades sidade e necessidade da preservação do meio orais e escrita e adequando-os às diferentes ambiente; exigências do contexto situacional. • Conceber as múltiplas linguagens mediante a • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- leitura de diversos gêneros em língua estran- tural, bem como promover a interação social; geira, provocando a reflexão e posicionamento • Reconhecer a importância da interação dos de ideias; diferentes povos na globalização e na pós-mo- • Vivenciar experiências de comunicação huma- dernidade, possibilitando o respeito da diversi- na através das línguas estrangeiras modernas, dade social e o exercício da cidadania. apoiando-se em distintas linguagens artísticas. • Perceber a própria cultura por meio do conheci- • Conhecer as opiniões sobre as diferentes lin- mento da cultura de outros povos, entendendo guagens e suas manifestações. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Texto de divulgação científica. - Reconhecer a literatura como fon- LINGUAGEm E te de preservação da memória e da INTERAÇÃO identidade nacional. Espaços de interação social: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - A Língua Portuguesa como fonte de composicionais, inferindo sentidos, legitimação de acordos e condutas reconhecendo, interpretando e sa- sociais e como representação simbó- bendo mobilizar os diferentes recur- lica de experiências humanas mani- sos de argumentação; festadas nas formas de sentir, pensar e agir na vida social; - Identificar a finalidade de textos, ade- quando suportes e gêneros e conside- - Dimensão social da linguagem: ade- rando os papéis e posições assumidos quação da variante linguística confor- pelos enunciadores ou leitores em me os contextos; contextos específicos de enunciação; - Crítica dos diversos gêneros literários: - Acessar a diversidade de textos e romance, drama, conto, letra de músi- obras produzidos por autores da lite- ca e outros; ratura brasileira e universal, reconhe- - Pensando no futuro: educação para o cendo as características composicio- pRÁTICAS trabalho ou para o mundo do traba- nais; SOCIAIS lho e emancipação intelectual do edu- - Identificar os efeitos estéticos da lin- cando; guagem literária (plurissignificação), - Leitura, interpretação e produção de permitindo que a escrita literária seja textos que tratem dos direitos fun- aberta e ofereça espaço para a partici- damentais: Constituição Federal, De- pação ativa do leitor; claração dos Direitos Humanos, ECA, - Identificar e fazer uso dos elementos Código de Defesa do Consumidor. composicionais de diferentes textos práticas de leitura, produção e (elementos da textualidade, recursos interpretação textual: argumentativos – progressão, articu- - Leitura, produção e interpretação de lação, não - contradição e continuida- textos (orais, escritos e imagéticos) de, dentre outros); através de diferentes linguagens e su- portes; 45
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Gêneros textuais em contextos técni- - Identificar os sentidos produzidos por cos: entrevista, currículo, ofício, reque- meio de recursos ortográficos, mor- Práticas rimento, entre outros; fossintáticos e de pontuação ou ou- Sociais tras notações; apropriando-se destes - Produção de textos de crítica cultural recursos para a produção textual; e social na web. Espaços de preservação: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Construindo um futuro melhor; composicionais, inferindo sentidos, - Biodiversidade e desenvolvimento reconhecendo, interpretando e sa- sustentável; bendo mobilizar os diferentes recur- - Diálogos entre mundos: culturas, sos de argumentação; crenças, etnias diferentes em um mes- - Identificar a finalidade de textos, ade- mo espaço – a Terra; quando suportes e gêneros e conside- - Literaturas não-canônicas. rando os papéis e posições assumidos pelos enunciadores ou leitores em Práticas de leitura, produção e contextos específicos de enunciação; interpretação textual: - Acessar a diversidade de textos e - Leitura, produção e interpretação de obras produzidos por autores da lite- textos (orais, escritos e imagéticos) ratura brasileira e universal, reconhe- através de diferentes linguagens e su- cendo as características composicio- portes. nais; Meio - Identificar os efeitos estéticos da lin- Ambiente e guagem literária (plurissignificação), Diversidade permitindo que a escrita literária seja Cultural aberta e ofereça espaço para a partici- pação ativa do leitor; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos – progressão, articu- lação, não-contradição e continuida- de, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 46 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 47.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES As diferentes linguagens: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Os recursos expressivos da linguagem composicionais, inferindo sentidos, verbal, relacionando textos / con- reconhecendo, interpretando e sa- textos, mediante a natureza, a fun- bendo mobilizar os diferentes recur- ção, organização, estrutura, de acordo sos de argumentação; com as condições de produção/recep- ção (intenção, época, local, interlo- - Identificar a finalidade de textos, ade- cutores participantes da criação e quando suportes e gêneros e conside- propagação de ideias e escolhas); rando os papéis e posições assumidos pelos enunciadores ou leitores em - Os diversos movimentos artísticos e contextos específicos de enunciação; literários: Vanguardas europeias, Pré modernismo, Modernismo e Literatu- - Acessar a diversidade de textos e ra Contemporânea. obras produzidos por autores da lite- ratura brasileira e universal, reconhe- práticas de leitura, produção e inter- cendo as características composicio- pretação textual: nais; - Leitura, produção e interpretação de - Identificar os efeitos estéticos da lin- textos (orais, escritos e imagéticos) mÚLTIpLAS guagem literária (plurissignificação), através de diferentes linguagens e su- LINGUAGENS permitindo que a escrita literária seja portes. aberta e ofereça espaço para a partici- prática de Análise Linguística: pação ativa do leitor; - Recursos linguísticos: textualidade, - Identificar e fazer uso dos elementos coesão e coerência; composicionais de diferentes textos - A estrutura sintático-semântica na (elementos da textualidade, recursos produção textual. argumentativos – progressão, articu- lação, não-contradição e continuida- - Sintaxe do período composto; de, dentre outros); - Concordância verbal e nominal; - Identificar os sentidos produzidos por - Regência; meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- - Colocação Pronominal. tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 47
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Percepção e apreciação estética: - Localizar e relacionar informações em textos, identificando os elementos - Percepção, recepção, apreciação e composicionais, inferindo sentidos, criação em múltiplas e diferentes lin- reconhecendo, interpretando e sa- guagens: pintura, desenho, escultura, bendo mobilizar os diferentes recur- música, dança, teatro, cinema, televi- sos de argumentação; são, informática; - Identificar a finalidade de textos, ade- - Diversidade de culturas e estilos: cul- quando suportes e gêneros e conside- tura europeia, indígena, africana, afro rando os papéis e posições assumidos -brasileira e brasileira (manifestações pelos enunciadores ou leitores em literárias, musicais e audiovisuais). contextos específicos de enunciação; Práticas de leitura, produção e - Acessar a diversidade de textos e interpretação textual: obras produzidos por autores da lite- - Leitura e produção de textos (orais, ratura brasileira e universal, reconhe- escritos e imagéticos) através de dife- cendo as características composicio- rentes linguagens e suportes; nais; - Gêneros textuais: artigo científico, re- - Identificar os efeitos estéticos da lin- Estética das senha, romances, poesia, ensaio, críti- guagem literária (plurissignificação), Múltiplas ca (literária, musical, cinematográfica permitindo que a escrita literária seja Linguagens etc.). aberta e ofereça espaço para a partici- pação ativa do leitor; - Identificar e fazer uso dos elementos composicionais de diferentes textos (elementos da textualidade, recursos argumentativos – progressão, articu- lação, não-contradição e continuida- de, dentre outros); - Identificar os sentidos produzidos por meio de recursos ortográficos, mor- fossintáticos e de pontuação ou ou- tras notações; apropriando-se destes recursos para a produção textual; - Perceber a língua como variável no espaço e no tempo, identificando as variedades linguísticas e os diferentes modos de falar e escrever. 48 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    6.3. Língua Inglesa– 1º ao 3º Ano quatro habilidades (ouvir, ler, falar e escrever). Uma das vantagens do ensino de inglês sobre o ensino de outras línguas estrangeiras é a sua situ- CARACTERIZAÇÃO DO ação como língua internacional. Como se sabe, a COmpONENTE CURRICULAR língua inglesa é utilizada em vários campos do co- nhecimento. Assim, aprender inglês hoje, se tornou Devido ao imperialismo territorial britânico que em fundamental para qualquer pessoa que deseja se parte, submeteu diversas regiões do mundo ao seu desenvolver intelectual, social e profissionalmen- controle econômico, político e administrativo, a lín- te. Como o domínio de uma língua estrangeira au- gua da metrópole foi usada como ferramenta prin- menta a possibilidade de comunicação e sendo o cipal para a administração dos referidos espaços inglês uma língua internacional, torna-se cada vez coloniais. Dessa forma, a língua inglesa passou a ser mais necessário para o estudante desenvolver com- usada na comunicação oral tanto entre os colonos petências, como também as quatro habilidades de e os colonizados, quanto nas ações administrativas, qualquer idioma. O estudante, portanto, deve apro- no tocante às leis, aos códigos, às resoluções e re- priar-se do Inglês para ter acesso a novos conheci- gulamentações governamentais. Na Amazônia bra- mentos e informações. sileira, por exemplo, em Porto Velho, cidade nascida de um empreendimento ferroviário, a língua oficial OBJETIVOS era a inglesa, tendo em vista ter sido administrada por norte-americanos nos primeiros anos de seu surgimento. Na formulação dos objetivos, segundo os PCNs, além Isso posto, devemos prosseguir acrescentando que, das capacidades cognitivas, éticas, estéticas, motoras com o advento da globalização a língua inglesa pas- e de inserção e atuação social devem ser levadas em sou a ser considerada uma língua multinacional. conta, as afetivas. É preciso lembrar que a aprendi- Além disso, diversos fatores sustentam essa afirma- zagem de uma língua estrangeira é uma atividade tiva em relação ao ensino da língua inglesa: a) é uma emocional e não apenas intelectual. O aluno é um ser língua multinacional, falada por mais de um bilhão cognitivo, afetivo, emotivo e criativo. Assim, os obje- e meio de pessoas; b) é usada em mais de setenta tivos precisam ficar claros tanto para os alunos quan- por cento das publicações científicas; c) é a língua to para o professor, pois o educando precisa saber do trabalho na maioria das organizações interna- o que está ocorrendo nos diferentes momentos de cionais; d) é a língua usada em eventos científicos sua aprendizagem e, dessa maneira, sentir-se corres- internacionais e no mundo tecnológico. Assim, de- ponsável pela mesma. Dessa forma, os objetivos são vido ao uso do Inglês como língua de comunicação orientados para a sensibilização do aluno em relação na comunidade científica mundial, acredita-se que à Língua Estrangeira pelos seguintes focos: os conhecimentos científicos e tecnológicos não - Conscientizar professores e alunos de que a podem ser suficientemente adquiridos, se o inglês aprendizagem de Língua Estrangeira envolve não for usado. igualdade dos direitos humanos na comuni- Dessa forma, no ensino contemporâneo de Língua cação, no multilinguismo, na manutenção de Estrangeira é preciso que se considere: a) as varie- línguas e culturas e na promoção da educação dades do Inglês no mundo; b) o ensino do Inglês integral do aluno por meio do ensino de Língua para a produção; c) o ensino do Inglês para fins es- Estrangeira. pecíficos. Assim, levando em conta esses aspectos, o ensino Em relação ao ensino da língua inglesa nas escolas de Língua Inglesa tem como objetivos gerais: públicas do Estado de Rondônia, acreditamos que 1. Desenvolver no aluno competências que o se deva priorizar o ensino da Língua Inglesa para a tornem apto a, através do engajamento em produção, tendo em vista que “a Língua Estrangeira atividades de uso da linguagem, construir sen- na educação escolar insere-se como uma forma de tidos, compreender melhor o mundo em que linguagem diversificada de expressão e comunica- vive e participar dele criticamente fortalecen- ção humana”. Assim, quanto ao Inglês para produ- do a noção de cidadania; ção, há que se considerar o desenvolvimento das 49
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    2. Desenvolver noaluno, de modo integrado, ha- 4. Fortalecer o espírito de colaboração do aluno bilidades linguísticas (compreensão oral e es- em seu processo de aprendizagem; crita, produção oral e escrita), compreendidas 5. Incentivar o reconhecimento da importância da como práticas sociais e contextualizadas; produção cultural em inglês como representa- 3. Promover, através de um trabalho interdisci- ção da diversidade cultural e linguística e, plinar e contextualização, a articulação entre a 6. Levar o aluno a conhecer e usar a Língua Inglesa Língua Inglesa e outras áreas do conhecimento como instrumento de acesso a informações e a na constituição de um currículo mais amplo, in- outras culturas e grupos sociais. serindo na vida social; 1º ANO COMPETÊNCIAS • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa, provocando a reflexão e posicionamento de • Reconhecer a importância da interação dos ideias; diferentes povos na globalização e na pós-mo- dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma- dade social e o exercício da cidadania. na através da Língua Inglesa, apoiando-se em distintas linguagens artísticas; • Perceber a própria cultura por meio do conheci- mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti- a diversidade linguística e cultural, a biodiversi- lizando-a como forma de acesso a informações dade e a necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con- ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci- dadão. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Análise textual como introdução ao - Utilizar textos, relacionando-os aos as- estudo da gramática; pectos linguísticos e às funções e usos sociais da Língua Inglesa; - Integração de vocábulos e expressões de textos na Língua Inglesa; - Reconhecer e respeitar as diferentes variedades linguísticas; - Compreensão e produção oral e escri- ta; - Reconhecer auditivamente produções de discurso em diferentes situações; - Apreciação crítica de textos; - Comunicar-se de forma adequada em - Valorização da leitura literária como Linguagem e práticas comunicativas; meio de reflexão crítica de questões Interação históricas e político-sociais; - Constituir-se como um leitor autôno- mo e crítico; - Uso da Língua Inglesa em contexto real de comunicação; - Compreender a importância das di- versas linguagens em diferentes con- - Ampliação do vocabulário durante a textos socioculturais; produção oral e escrita. - Compreender e produzir discursos orais em diferentes registros, recor- rendo aos recursos midiáticos dispo- níveis; 50 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Importância da Língua Inglesa para - Constituir relações e fazer inferências o acesso a informações, tecnologias, por meio do uso de textos verbais e pRÁTICAS culturas, ao mercado de trabalho e es- não verbais; SOCIAIS tudos posteriores; - Reconhecer as diferentes formas de - Diferentes tipos de textos relacionan- comunicação oral e escrita em situa- do-os com seus usos e funções sociais. ções específicas; - Discernimento sobre a diversidade de - Recorrer aos conhecimentos sobre as DIVERSIDADE linguagens como forma de ampliar e CULTURAL culturas. valorizar seu conhecimento prévio de mundo; - Leitura e interpretação com o uso das - Ler e compreender diferentes gêneros diversas linguagens midiáticas; textuais, relacionando seus significa- mÚLTIpLAS LINGUAGENS - Utilização das TIC integrando as dis- dos ao âmbito sociocultural. ciplinas de linguagens com temas de - Reconhecer as linguagens verbais e interesse dos jovens. não verbais como forma de interação social; - Concepções artísticas e de procedi- mentos de construção do texto literá- - Utilizar os recursos midiáticos, apre- rio; ciando e criando vídeos em Língua Inglesa; - Valorização da heterogeneidade ar- tística existente nas manifestações de - Fazer intercâmbio com pessoas do ESTéTICA DAS país da Língua Inglesa, por intermédio LINGUAGENS grupos sociais e étnicos; da internet; - Literatura como fonte de estudos só- cio-históricos e de expressão poética. - Apreciar músicas diversificadas em Língua Inglesa, interpretando a men- sagem e identificando os cantores, bandas, compositores. 2º ANO COmpETêNCIAS • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa, provocando a reflexão e posicionamento de • Reconhecer a importância da interação dos ideias; diferentes povos na globalização e na pós-mo- dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma- dade social e o exercício da cidadania. na através da Língua Inglesa, apoiando-se em distintas linguagens artísticas; • Perceber a própria cultura por meio do conheci- mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti- a diversidade linguística e cultural, a biodiver- lizando-a como forma de acesso a informações sidade e necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con- ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci- dadão. 51
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Desenvolvimento das habilidades lin- - Utilizar textos, relacionando-os aos as- guísticas relacionadas a situações pro- pectos linguísticos e às funções e usos fissionais e do trabalho; sociais da Língua Inglesa; - Reconhecer e respeitar as diferentes - Identificação do campo semântico, variedades linguísticas; morfológico, sintático e fonológico LINGUAGEM E - Reconhecer auditivamente produções presente nos textos; INTERAÇÃO de discurso em diferentes situações; - Interação comunicativa; - Comunicar-se de forma adequada em - Tipologias textuais; práticas comunicativas; - Prática leitora e textual, observando - Constituir-se como um leitor autôno- mo e crítico; as técnicas e estratégias de leitura. - Compreender a importância das di- - Estudo da diversidade linguística e versas linguagens em diferentes con- textos socioculturais; cultural; - Compreender e produzir discursos - Utilização das ferramentas tecnológi- orais em diferentes registros, recor- PRÁTICAS cas como suporte para aprendizagem rendo aos recursos midiáticos dispo- SOCIAIS níveis; da Língua Inglesa; - Compreensão da função social da Lín- - Constituir relações e fazer inferências por meio do uso de textos verbais e gua Inglesa nos textos informativos. não verbais; - Diferenças e semelhanças culturais en- - Reconhecer as diferentes formas de tre os povos das línguas em interação; comunicação oral e escrita em situa- ções específicas; DIVERSIDADE - Meio ambiente como espaço para in- - Recorrer aos conhecimentos sobre as CULTURAL tegração de diferentes culturas; linguagens como forma de ampliar e valorizar seu conhecimento prévio de - Debates críticos sobre temáticas am- mundo. bientais. - Ler e compreender diferentes gêneros - Desenvolvimento crítico e produção textuais, relacionando seus significa- dos ao âmbito sociocultural; de textos, utilizando a linguagem mi- diática; - Reconhecer as linguagens verbais e não verbais como forma de interação MÚLTIPLAS - Múltiplas linguagens presentes no tex- social; LINGUAGENS to literário e na comunicação social; - Utilizar os recursos midiáticos, apre- - Utilização das TIC integrando as dis- ciando e criando vídeos em Língua Inglesa; ciplinas de linguagens com temas de interesse dos jovens. - Fazer Intercâmbio com pessoas do país da língua Inglesa, por intermédio da internet; - Concepções artísticas e de procedimen- tos de construção do texto literário; - Apreciar músicas diversificadas em Língua Inglesa, interpretando a men- - Valorização da heterogeneidade ar- sagem e identificando os cantores, ESTÉTICA DAS bandas, compositores. tística existente nas manifestações de LINGUAGENS grupos sociais e étnicos; - Literatura como fonte de estudos só- cio-históricos e de expressão poética. 52 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    3º ANO COmpETêNCIAS • Ampliar o conhecimento linguístico e sociocul- • Conceber as múltiplas linguagens mediante a tural, bem como promover a interação social; leitura de diversos gêneros em Língua Inglesa, provocando a reflexão e posicionamento de • Reconhecer a importância da interação dos ideias; diferentes povos na globalização e na pós-mo- dernidade, possibilitando o respeito da diversi- • Vivenciar experiências de comunicação huma- dade social e o exercício da cidadania; na através da Língua Inglesa, apoiando-se em distintas linguagens artísticas; • Perceber a própria cultura por meio do conheci- mento da cultura de outros povos, entendendo • Conhecer e compreender a Língua Inglesa uti- a diversidade linguística e cultural, a biodiver- lizando-a como forma de acesso a informações sidade e a necessidade da preservação do meio em diferentes contextos socioculturais, con- ambiente; templando a formação do aluno enquanto ci- dadão. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Textos variados com multiplicidade - Utilizar textos, relacionando-os aos as- de linguagens, utilizando recursos lú- pectos linguísticos e às funções e usos dicos; sociais da Língua Inglesa; LINGUAGEm E - Identificação da obra literária como - Reconhecer e respeitar as diferentes INTERAÇÃO meio de libertação do pensamento do variedades linguísticas; autor e da apreciação crítica do leitor; - Reconhecer auditivamente produções de discurso em diferentes situações; - Engajamento discursivo por meio da interação verbal. - Comunicar-se de forma adequada em práticas comunicativas; - Práticas argumentativas na interlocu- - Constituir-se como um leitor autôno- ção entre os diferentes tipos de leito- mo e crítico; res; - Compreender a importância das di- - Prática analítica e crítica por meio do versas linguagens em diferentes con- pRÁTICAS estudo comparativo entre discursos textos socioculturais; SOCIAIS da língua materna e da Língua Inglesa; - Compreender e produzir discursos orais em diferentes registros, recor- - Iniciação científica oriunda das ten- rendo aos recursos midiáticos dispo- tativas de resolução de problemas níveis; como forma do desenvolvimento dos - Constituir relações e fazer inferências talentos potenciais. por meio do uso de textos verbais e não verbais; - Senso de cidadania, da heterogenei- - Reconhecer as diferentes formas de dade linguística e sociocultural; comunicação oral e escrita em situa- - Diversidade linguística e cultural, ções específicas; como forma de desenvolvimento do - Recorrer aos conhecimentos sobre as DIVERSIDADE país; linguagens como forma de ampliar e CULTURAL - Diversidade cultural, identitária e lin- valorizar seu conhecimento prévio de mundo; guística, de modo a não valorizar a hegemonia cultural; - Ler e compreender diferentes gêneros textuais, relacionando seus significa- - Diversidade semântica dos diferentes dos ao âmbito sociocultural; gêneros textuais. 53
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Identificação das características so- - Reconhecer as linguagens verbais e ciais, ideológicas e históricas apresen- não verbais como forma de interação tadas no discurso; social; - Utilização das TIC integrando as dis- - Utilizar os recursos midiáticos, apre- MÚLTIPLAS ciando e criando vídeos em Língua ciplinas de linguagens com temas de LINGUAGENS Inglesa; interesse dos jovens. - Fazer intercâmbio com pessoas do - Concepções artísticas e de procedi- país da Língua Inglesa, por intermédio mentos de construção do texto literá- da internet; rio. - Apreciar músicas diversificadas em Língua Inglesa, interpretando a men- - Valorização da heterogeneidade ar- sagem e identificando os cantores, tística existente nas manifestações de bandas, compositores. ESTÉTICA DAS grupos sociais e étnicos; LINGUAGENS - Literatura como fonte de estudos só- cio-históricos e de expressão poética. 6.4. Língua Espanhola - 1º ao 3º Ano Entende-se que a formação de professores em Língua Espanhola, especificamente no caso de Rondônia, re- presenta um caso complexo no que trata a aspectos CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE linguísticos e metodológicos propriamente ditos. CURRICULAR O uso de uma língua abrangendo a sua aprendiza- Com a assinatura do tratado de Assunção em março gem inclui ações realizadas como indivíduos e como de 1991, se dá a criação do “MERCOSUL”, possibilitan- atores sociais, desenvolvendo assim um conjunto de do uma nova realidade histórica: a unidade sul - ame- competências gerais, particularmente, competências ricana. comunicativas em língua. O Estado de Rondônia que faz parte de uma região Para executar qualquer tarefa comunicativa os alunos de fronteira do Brasil trabalha para a adoção de uma de uma língua estrangeira, utilizam certo número de ação comum na área da cultura e não poderia ficar competências adquiridas ao longo de experiências indiferente frente a essa integração política, econô- anteriores; mica e cultural. Desde o seu nascimento o ser humano vai acumu- É do aspecto da integração cultural que algumas es- lando uma série de experiências que farão parte de colas brasileiras começaram a oferecer a disciplina de seu conhecimento, e dentre esses conhecimentos se língua estrangeira, neste caso a Língua Espanhola, já encontram o vocabulário e a gramática de sua língua que a disciplina de Língua Inglesa é oferecia desde materna (elas se desenvolvem em função uma da anos atrás. outra). A partir desses conhecimentos é que o aluno Com a aprovação da Lei nº 11.161, em 5 de agosto de pode comunicar-se com os seus semelhantes e co- 2005, a formação de professores para o ensino de nhecer o mundo que o rodeia, integrando-se com Língua Estrangeira: Espanhol (ELE) no ensino médio ele; passou a ser mais uma prioridade para as Secretarias As pessoas utilizam as competências em vários con- de Educação Estaduais Brasileiras. Esta situação, por textos, em diferentes condições, sujeitas a diversas sua vez, deixa claro dois aspectos importantes a se- limitações, com o fim de realizarem atividades lin- rem considerados. Primeiro, a estruturação e implan- guísticas que implicam processos linguísticos para tação de programas de ensino da Língua Espanhola produzirem textos relacionados com temas perten- nas escolas e segundo, a insuficiência de quadro de centes a domínios específicos. Para tal, ativam as es- professores com proficiência em espanhol para as es- tratégias que consideram mais apropriadas para o colas de ensino fundamental e médio do Estado de desempenho das tarefas a realizar. O controle destas Rondônia. ações pelos interlocutores conduz ao esforço ou à 54 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    modificação de suascompetências: tas, pedir uma refeição num restaurante, traduzir um texto escrito em língua estrangeira (neste caso espa- • Competências são conjuntos de conhecimen- nhol) ou preparar um jornal da escola em grupo. tos, capacidades e características que permitem a realização de ações. Em relação ao ensino de Língua Espanhola, é neces- sário entender as dificuldades do estudante brasilei- • As competências gerais não são as específicas ro em relação a esta língua como língua estrangeira. da língua, mas aquelas a que se recorre para re- Quais são os critérios que nos aproximam ou distan- alizar atividades de todo tipo, incluindo as ativi- ciam desta língua? É fácil aprendê-la? Que variante dades linguísticas. ensinar? Todas estas questões vêm à tona para qual- • As competências comunicativas em língua são quer estudante ou professor de Língua Espanhola aquelas que permitem ao indivíduo agir utili- como língua estrangeira. Para muitos brasileiros, a zando especificamente meios linguísticos ideia de que o espanhol é fácil e não necessita ser es- • O contexto refere-se à constelação de aconteci- tudado para ser aprendido, tem levado a indiferença mentos e de fatores situacionais (físicos e outros), desta língua. tanto internos como externos ao individuo, nos Outro aspecto a ser considerado ao aprender a Lín- quais os atos de comunicação se inserem. gua Espanhola, foi a influência do espanhol peninsu- • As atividades linguísticas abrangem o exercício lar em oposição ao falado na América Latina , conside- da própria competência comunicativa em lín- rado “mal falado” quando se optava por aprendê-lo. gua num domínio especifico no processamen- Consideramos que o aprendizado de uma língua es- to (recepção e/ou comunicação) de um ou mais trangeira contribui com o desenvolvimento de com- textos, com vistas à realização de uma tarefa. petências e habilidades para criar uma inter-relação • Os processos linguísticos referem-se à cadeia de com pessoas de outras culturas. Acreditamos que o acontecimentos, neurológicos e fisiológicos, im- melhor lugar para efetuar essa ação é na escola, onde plicados na produção e recepção orais e escritas. há condições favoráveis à formação para o exercício da cidadania, onde a formação multicultural deve ter • Texto, é definido como qualquer sequência dis- prioridade. A globalização e o avanço da tecnologia cursiva (falada ou escrita) relacionado com um têm ajudado à integração, diminuindo as distâncias. domínio específico e que, como suporte ou fim, Particularmente no Estado de Rondônia, localizado como produto ou processo, dá lugar a ativida- em zona de fronteira com a Bolívia, criam-se as con- des linguísticas no decurso da realização de dições para esta relação cultural, econômica, etc. uma tarefa. • O domínio da Língua denomina os vastos setores da vida social nos quais os atores sociais operam. OBJETIVOS GERAIS Neste caso foi apenas adotada uma categoria de A Língua Espanhola tem como objetivo que o aluno, ordem prioritária para o ensino aprendizagem e ao concluir o ensino médio, esteja em condições de uso das línguas: os domínios educativos, especi- ler, falar, escrever e interpretar textos em Língua Es- ficamente, nas Escolas de Ensino Fundamental e panhola, haja vista que, na maioria das provas de ves- Médio do Estado de Rondônia. tibular, os alunos optam por Língua Espanhola pela • Estratégia é qualquer linha de ação organizada, afinidade com a Língua Portuguesa; regulada e com uma finalidade determinada pelo Os temas tratados serão os do cotidiano do aluno a indivíduo para a realização de uma tarefa que ele fim de que estejam familiarizados com a sequência escolhe, ou com a qual se vê confrontado. dos temas abordados. Entende-se também que no Uma tarefa é definida como qualquer ação com uma percurso do processo de aprendizagem, haverá pe- finalidade considerada como necessária pelo indivi- quenos erros gramaticais e de interpretação dos tex- duo para atingir um dado resultado no contexto na tos por conta dos falsos cognatos que precisarão ser resolução de um problema, do cumprimento de uma trabalhados; obrigação ou da realização de um objetivo. Esta de- Quando aprendemos uma língua, aprendemos tam- finição pode abranger um vasto leque de ações tais bém a cultura inerente a ela. O papel educativo que como: deslocar um armário, escrever um livro, obter deve ter o ensino do espanhol junto aos estudantes é certas condições ao negociar um contrato, jogar car- “a inclusão em termo social e étnico, constituição da 55
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    cidadania, local eglobal”; Para ouvir: Estas orientações curriculares não pretendem, no • Perceber o enunciado (capacidade fonética auditiva); entanto, apresentar uma proposta fechada, com se- • Identificar a mensagem linguística (capacidade quenciamento de conteúdos, sugestão de atividade linguística); e uma única linha de abordagem, nem muito menos tem a pretensão de trazer soluções e/ou desafios, já • Compreender a mensagem (capacidade se- vivenciados e por vivenciar, do ensino em questão. mântica); Procuram, acima de tudo, proporcionar algumas re- • Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas). flexões de caráter teórico prático que nos levem há compreender um pouco mais os conflitos inerentes à Para ler: educação, ao ato de ensinar, à cultura que consolida a • Aprender o texto escrito (capacidades visuais); profissão do professor, para podermos, quiçá, melhor lidar com eles. • Reconhecer o script (capacidades ortográficas); OBJETIVOS ESPECÍFICOS • Identificar a mensagem (capacidades linguísticas); • Compreender a mensagem (capacidades se- Para desempenhar o papel de falante, de escritor, de mânticas); ouvinte ou de leitor, o aluno deverá ser capaz de: • Interpretar a mensagem (capacidades cognitivas). Para falar: No processo de aprendizagem de Ensino da Língua • Planejar e organizar uma mensagem (capacida- Espanhola - ELE, qualquer texto é veiculado por um des cognitivas); determinado canal, normalmente ondas acústicas • Formular um enunciado linguístico (capacida- ou objetos escritos. Também é possível distinguir des linguísticas); subcategorias em função das propriedades físicas do suporte que efetuam os processos de produção • Articular o enunciado (capacidades fonéticas). e recepção, por exemplo, na realidade, as diferenças Para escrever: entre fala direta e próxima, um discurso público ou telefônico, ou na escrita, as diferenças entre manus- • Organizar e formular a mensagem (capacidades crito e o impresso, ou entre diferentes escritos. cognitivas e linguísticas) • Escrever o texto à mão , digitar (capacidades motoras)ou mesmo transcrevê-lo. COMPETÊNCIAS GERAIS DO 1° AO 3° ANO Auditiva Oral Num processo de comunicação realizado com inter- Num processo de comunicação realizado com inter- locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba: locutor estrangeiro, é necessário que o aluno saiba: • compreender enunciados referentes a informa- • expressar enunciados referentes a informações ções da atualidade e do cotidiano escolar; do cotidiano; • identificar expressões de desejos, sensações fí- • expressar opiniões e sentimentos. sicas e sentimentos; Leitora • identificar expressões sobre temas de atualidade; O aluno deve ser capaz de interpretar o texto e o con- • compreender mensagens relacionadas com o texto de informações do cotidiano das redes sociais cotidiano da escola. e informações específicas. 56 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    1° ANO EIxO TEmÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - história da língua espanhola - Conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso - Teoria da comunicação. a informações a outras culturas e grupos Comunicação e sociedade, a sociais; comunicação humana, a lingua- - Cumprimentar; gem; - Apresentar-se a alguém; - morfologia - Dar e pedir informações pessoais; Estrutura morfológica das pala- - Falar sobre relações familiares; vras; - Escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação e o vo- - Sintaxe cábulo que melhor reflita a ideia que pre- Ralações sintagmáticas; tende comunicar; - Utilizar os mecanismos de coerências e co- Relações paradigmáticas; esão na produção oral e/ou escrita; Análise da conversação diária. - Utilizar as estratégias verbais e não-ver- Etimologia bais para compensar as falhas, favorecer a efetiva comunicação e alcançar o efeito Étimos Gregos; Étimos Latinos. pretendido em situações de produção e - Semântica leitura; REpRESENTAÇÃO - Compreender de que forma determinada E COmUNICAÇÃO Etnolinguistica; expressão pode ser interpretada em razão INVESTIGAÇÃO A mudança semântica; de aspectos sociais e/ou culturais; E COmpREENSÃO - Analisar os recursos expressivos da lin- CONTExTUALIZA- Sincronia; guagem verbal, relacionando textos/ ÇÃO Sinonímia e polissemia; contextos mediante a natureza, função, SOCIOCULTURAL organização, estrutura, de acordo com as O significado. condições de produção/recepção (inten- - Aquisição da língua adicio- ção, época, local, interlocutores partici- nal; pantes da criação e propagação de ideias e escolhas, tecnologias disponíveis); - Aspectos sonoros do discurso - Saber distinguir as variantes linguísticas; oral; - Compreender em que medida os enuncia- - Leitura e interpretação de tex- dos refletem a forma de ser, pensar, agir e tos (falsos cognatos); sentir de quem os produz; - Expressar sentimentos e expressões de - Literatura espanhola e hispa- dor, respeitar e preservar as manifesta- no-Americana. ções da linguagem utilizadas por dife- rentes grupos sociais em suas esferas de socialização; usufruir do patrimônio nacio- nal e internacional com as suas diferentes visões de mundo e, construir categorias de diferenciação, apreciação e criação; - Compreender e usar a Língua Espanhola como segunda, geradora de significação e integradora da organização de mundo e da própria identidade. 57
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    2° ANO EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES História da língua espanhola - Perguntar sobre atividades profissionais; - Teoria da comunicação. - Descrever características físicas das pesso- as; Comunicação e sociedade, a comunicação humana, a lingua- - Descrever os ambientes da casa; gem; - Pedir informações de endereço, telefone - Morfologia etc.; Estrutura morfológica das pala- - Expressar e perguntar por quantidades e vras; valores; - Sintaxe - Escolher o registro adequado à situação na qual se processa a comunicação e o Ralações sintagmáticas; vocábulo que melhor reflita a ideia que Representação Relações paradigmáticas; pretende comunicar; e Comunicação Análise da conversação diária. - Utilizar os mecanismos de coerência e co- Investigação Etimologia esão na produção oral e/ou escrita; e Compreensão Étimos Gregos; Étimos Latinos. - Utilizar as estratégias verbais e não-ver- Contextualiza- ção - Semântica bais para compensar as falhas, favorecer sociocultural a efetiva comu­ icação e alcançar o efeito n Etnolinguística; pretendido em situações de produção e A mudança semântica; leitura; Sincronia; - Compreender, de que forma, determina- da expressão pode ser interpretada em Sinonímia e polissemia; razão de aspectos sociais e/ou culturais; O significado. - Analisar os recursos expressivos da lin- - Aspectos históricos culturais guagem verbal, relacionando textos/ (MERCOSUL). contextos mediante a natureza, função, organização, estrutura, de acordo com as - Leitura e interpretação de tex- condições de produção/recepção (inten- tos ção, época, local, interlocutores partici- pantes da criação e propagação de ideias e esco­has, tecnologias disponíveis). l 58 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Saber distinguir as variantes linguísticas. - Compreender em que medida os enun- ciados refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz; - Compreender e usar a língua espanhola como segunda língua, geradora de significa- ção e integradora da organização do mundo e da própria identidade; - Conhecer e usar as línguas estrangeiras modernas como instrumento de acesso a informações a outras culturas e grupos sociais; REpRESENTAÇÃO E COmUNICAÇÃO - Considerar a linguagem e suas manifesta- INVESTIGAÇÃO ções como fontes de legitimação de acor- E COmpREENSÃO dos e condutas sociais, e sua representa- CONTExTUALIZA- ção simbólica como forma de expressão ÇÃO de sentidos, emoções e experiências do SOCIOCULTURAL ser humano na vida social; - Entender a natureza das tecnologias da infor- mação como integração de diferentes meios de comunicação, linguagens e códigos, bem como a função integradora que exercem na sua relação com as demais tecnologias; - Respeitar e preservar as manifestações da linguagem, utilizadas por diferentes grupos sociais em suas esferas de socia- lização; usufruir do patrimônio nacional e internacional com as suas diferentes vi- sões de mundo e construir categorias de diferenciação, apreciação e criação. 59
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    3° ANO EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES História da Língua Espanhola - Perguntar sobre objetos pessoais; - Teoria da comunicação. - Falar sobre gostos de alimentos; Comunicação e sociedade, a - Estabelecer comparações entre distâncias, comunicação humana, a lingua- quantidades e qualidades; gem; - Estabelecer comparações em relação ao - Morfologia tempo: passado-presente; Estrutura morfológica das pala- - Expressar opiniões sobre o clima; vras; - Felicitar e expressar agradecimentos; - Sintaxe - Escolher o registro adequado à situação na Relações sintagmáticas; qual se processa a comunicação e o vocá- bulo que melhor reflita a ideia que preten- Relações paradigmáticas; de comunicar; Análise da conversação diária. - Utilizar os mecanismos de coerência e coe- Etimologia são na produção oral e/ou escrita; Étimos Gregos; Étimos Latinos. - Utilizar as estratégias verbais e não-verbais - Semântica para compensar as falhas, favorecer a efeti- Representação va comu­nicação e alcançar o efeito preten- e Comunicação Etnolinguística; dido em situações de produção e leitura; Investigação A mudança semântica; - Compreender de que forma determinada e Compreensão expressão pode ser interpretada em razão Contextualiza- Sincronia; de aspectos sociais e/ou culturais; ção Sinonímia e polissemia; sociocultural - Analisar os recursos expressivos da lingua- O significado. gem verbal, relacionando textos/contextos - Textos, leituras e suas inter- mediante a natureza, função, organização, pretações. estrutura, de acordo com as condições de produção/recepção (intenção, época, lo- cal, interlocutores participantes da criação e propagação de ideias e esco­has, tecno- l logias disponíveis); - Saber distinguir as variantes linguísticas; - Compreender em que medida os enuncia- dos refletem a forma de ser, pensar, agir e sentir de quem os produz; - Utilizar-se das linguagens como meio de expressão, informação e comunicação em situações intersubjetivas que exijam graus de distanciamento e reflexão sobre os con- textos e estatutos dos interlocutores; e co- locar-se como protagonista no processo de produção /recepção. 60 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Respeitar e preservar as manifestações da linguagem utilizadas por diferentes grupos sociais em suas esferas de socia- lização; usufruir do patrimônio nacional e internacional com as suas diferentes vi- REpRESENTAÇÃO sões de mundo e construir categorias de E COmUNICAÇÃO diferenciação, apreciação e criação. INVESTIGAÇÃO - Recuperar, através do estudo, as formas E COmpREENSÃO instituídas de construção do imaginário CONTExTUALIZA- coletivo, o patrimônio representativo da ÇÃO cultura e as classificações preservadas e SOCIOCULTURAL divulgadas, no eixo temporal e espacial; - Entender o impacto das tecnologias da comunicação nos processos de produção e desenvolvimento do conhecimento e na vida social. 6.5. Língua materna, para populações Indígenas transmite, produz e divulga conhecimentos: “Porque as tradições culturais, os conhecimentos acumulados, a educação das gerações mais novas, as crenças, o pensa- A língua representa o fortalecimento da identidade mento e a prática religiosa, as representações simbóli- de um povo, e no contexto indígena, é um instru- cas, a organização política, os projetos de futuro, enfim, mento usado para a construção, manutenção e trans- a reprodução sociocultural das sociedades indígenas missão de sua cultura, pois existem conhecimentos são, na maioria dos casos, manifestados através do uso que não podem ser traduzidos e quando esta língua de mais de uma língua. Mesmo os povos indígenas que é extinta, junto com elas vão-se os conhecimentos. A são hoje monolíngues em língua portuguesa continu- escola indígena por sua vez, abre espaço para uma am a usar a língua de seus ancestrais como um símbo- interlocução entre a educação escolar e a própria lo poderoso para onde confluem muitos de seus traços vida da comunidade. identificatórios, constituindo, assim, um quadro de bi- No Brasil são faladas muitas línguas. De acordo com linguismo simbólico importante.” (RCNEI/99). o Referencial Curricular Para as Escolas Indígenas/RC- Durante muito tempo houve a imposição da Língua NEI, há muitas etnias indígenas com línguas distin- Portuguesa na educação escolar introduzida nas es- tas e agrupadas em famílias linguísticas. Acrescer ao colas indígenas provocando a perda total ou parcial currículo o ensino da Língua Materna, mais do que de suas línguas. Nesse sentido, a introdução da língua cumprir uma determinação, é reconhecer e respei- materna na escola indígena é um instrumento funda- tar a diversidade linguística existente: “A inclusão de mental de reconstrução e de valorização da visão de uma língua indígena no currículo escolar tem a função mundo e dos aspectos específicos do cotidiano das de atribuir-lhe o status de língua plena e de colocá-la, comunidades indígenas. Em resumo, a inclusão de pelo menos no cenário escolar, em pé de igualdade com uma língua indígena no currículo objetiva: a língua portuguesa, um direito previsto pela Constitui- • Possibilitar que os alunos indígenas usufruam ção Brasileira.” (RCNEI/99). dos direitos linguísticos que lhes são assegura- O ensino de língua materna fundamenta-se em uma dos como cidadãos brasileiros, pela Constitui- concepção sócio-histórica da linguagem, ou seja, em ção; uma visão que perceba a língua como um produto • Atribuir prestígio às línguas indígenas, contri- cultural construído na interação entre os sujeitos fa- buindo para que seus falantes desenvolvam ati- lantes e que é por meio da língua que o mesmo su- tudes positivas em relação a elas, diminuindo jeito falante se comunica, tem acesso à informação, assim, os riscos de perdas linguísticas e garan- defende pontos de vista, partilha visões de mundo, 61
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    tindo a manutençãoda rica diversidade linguís- arte moderna e as variações criativas da arte contem- tica do país; porânea, por exemplo, têm muito a ensinar em termos das formas escolhidas e aperfeiçoadas com • Favorecer o fortalecimento da identidade; as técnicas inventadas, os temas significativos, varia- • Favorecer o desenvolvimento das línguas indí- dos ou recorrentes. De riqueza igual é a investigação genas no nível oral e escrito. acerca do processo de criação artística que pode ser pensado teoricamente e, a partir das experiências de artistas do passado e do presente. 6.6. Arte – 1º ao 3º Ano Em torno desse manancial de conhecimentos que au- xiliam na construção da percepção estética do edu- CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE cando, encontra-se a contraparte indispensável do CURRICULAR fazer artístico pelo próprio educando. Dito de outra maneira, conhecimentos estéticos teóricos, concei- tuais e familiaridade com a história da arte ganham A arte, com as suas variadas significações, concep- vida, se conjugados ao processo de aprendizagem ções, nos seus mais diversos conceitos e formas, tem do fazer artístico. O educando passa a poder apre- sido ao longo dos tempos e na pluralidade das cultu- ender caminhos para fruir das obras de arte e pode, ras, o testemunho da excepcional delicadeza, poten- igualmente, experimentar o prazer de criar formas, cialidade e força criadora que há na humanidade. A cores, ritmos, passos e sons. Sendo assim, o ser racio- arte acrescenta mundos ao mundo e/ou nos faz ver nal e sensível saboreará o prazer estético. o nosso mundo de um modo nunca antes visto, de Músicas tocadas e cantadas, as danças solitárias e forma insuspeitada e surpreendente. em grupo, as criações visuais e a atuação teatral em Considerando-se a organização do processo ensi- cima ou atrás do palco, podem ser criações do pró- no-aprendizagem, qual é o papel formativo da arte? prio educando, e também produtos culturais da sua Qual é sua importância e valor? Entre as principais região, seu país, do país ao lado e do país distante. O forças da arte encontra-se a forma e a cor. Aprender educando pode perceber o pluralismo cultural que as inúmeras possibilidades com que a arte dá forma há nas manifestações e produções artísticas, e assim a natureza e ao mundo em geral, aos sentimentos, pode aproximar-se mais de si mesmo e dos outros. impulsos, imagens e sonhos equivale a encontrar Nesse sentido, além de (re) conhecer-se como parte o espaço e o tempo redimensionados com cores, de uma cultura, o aluno é convidado a respeitar a cul- texturas e dobras. Em outras palavras, aciona a nossa tura do outro. habilidade de dar forma e de criar ordens para po- No trabalho com o pluralismo, há terreno propício dermos localizar, juntar, fragmentar, colar e multipli- para o professor estimular as relações entre ética e car elementos da nossa subjetividade e do exterior estética: tanto as que existiram na origem da estética imediato ou distante. como as que são possíveis e desejáveis hoje, no am- Ensinar arte equivale, no mesmo sentido, a provocar biente da arte e da sociedade contemporânea mun- o impulso pela “forma” no educando e a possibilitar dial. Também aí se pode conjugar o exercício de críti- que este descubra formas possíveis para além da for- ca pelo educando: elaboração e recepção de análise ma visível do mundo em geral e da realidade cotidia- críticas relativas às obras suas e às alheias. na. Frequentar, com o educando, as obras de arte, A arte africana e indígena, em especial, falam de mui- não significa apenas visitar museus e exposições, to perto com as nossas produções culturais e artísti- assistir a espetáculos e recitais, o que é parte do cas. Mantêm papel de força constituinte da arte bra- trabalho do professor, mas significa também, apro- sileira pelo vínculo histórico e, muitas vezes, relação ximar-se assiduamente da arte, frequentá-la, senti-la de confluência, uma vez que, na atualidade, algumas como um leitor frequenta e sente textos com avidez, remetem-se às outras, seja temática ou formalmen- certeza e espanto. Tal aproximação também pode te, ou ambas. Dança, música, canto, dramatizações se dar por meio dos diversos recursos audiovisuais, e imagens dialogam entre dois continentes e entre o que toda escola deve disponibilizar aos educandos. indígenas e ocidentalizados, fazendo notar que a O equilíbrio presente na arte clássica, com a sua pro- arte reinventa relações, inclusive aquelas destrutivas porção e definição, e a transgressão promovida pela e trágicas. 62 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    A arte tambémpossibilita ao educando perceber ria ou Educação Física. Ou, ainda, se reduza a uma que é possível a sociedade viver em harmonia com série de informações históricas retiradas da História a natureza. É importante observar a íntima relação da Arte, ou seja, motivo para exercícios de expres- entre arte e natureza. A arte precisa ser naturaliza- são livre dos educandos. Lembremos a esse respeito da, ao passo que a natureza deve ser tratada artisti- que interdisciplinaridade não significa perda de uma camente, procurando-se respeitar as suas formas e das disciplinas ou das suas linguagens específicas. As belezas próprias. As tantas vozes da natureza relacio- práticas tradicionais do ensino de Arte tomada como nam-se com as muitas linguagens da arte, e esta só Educação Artística, consolidada na escola, aguardam existe porque existe primeiro a natureza – com a qual desconstrução e transformação por parte de profes- estabeleceu relação mimética criadora. sores, diretores e comunidade. Uma educação estética não é algo que possa ser ga- O professor que trabalha com o ensino de arte preci- rantido apenas pelo processo de ensino-aprendiza- sa dialogar com o tempo histórico em que vivemos gem da arte. Educar para a criação da sensibilidade, de modo crítico e aberto a um só tempo. Os desafios juntamente com as forças racionais do ser, de modo da escola do século XXI também são os seus. O pro- consonante e harmonioso, é tarefa para todas as áre- fessor de arte tem diante de si a responsabilidade de as do saber. Como a arte contém, nela mesma, essa tocar o aluno como ente plural, e de modo também sintonia e esse equilíbrio, ela também possibilita a plural proporcionar-lhe a possibilidade de desenvol- criação de novos métodos de investigação, novos ver-se como ser integral, em face da fragmentação modos de construir conhecimento e organizar a so- veloz da informação e das relações humanas de um ciedade. modo geral. Isso quer dizer: acompanhar o aluno na formação da sensibilidade, enquanto hábil e Ensinar arte é provocar no educando a possibi- criativo receptor de obras de arte visuais, espe- lidade de explorar os sentimentos e o sentido. A táculos de dança, shows musicais e peças de teatro, importância está no sentir, apreciar, pensar e criar, entre outras. propiciando-lhe caminhos e possibilidades para (re)pensar o mundo e a si mesmo e, a partir daí, O professor terá o cuidado de desenvolver um pro- compreender, valorizar e respeitar a sua cultura e a cesso de ensino- aprendizagem que ofereça ao cultura do outro. aluno espaço e tempo para aprender lendo, escu- tando, olhando, observando, interpretando critica- O universo da arte caracteriza um tipo particular de mente, analisando e fazendo. Desse modo, lançam- conhecimento que o ser humano produz a partir do se as bases do futuro imprevisível: há educandos seu lugar de enunciação no mundo. Esse lugar de que serão verdadeiramente artistas e há aqueles que enunciação pode ser social, econômico, cultural, serão frequentadores das artes, receptores, querem político, ideológico ou de gênero. Assim, por meio produzam obras e objetos artísticos, quer apenas as da arte, é possível expressar as representações apreciem e interpretem de forma estética ou cogniti- culturais das distintas culturas e desse modo (re)cons- va. Os dois grupos experimentam o prazer estético truir o percurso da história humana que se renova e se sentem à vontade para se tornarem seres através dos tempos. sensíveis e racionais, simultaneamente. A arte promove, portanto, seres racionais e sensíveis, Assim, o sentido do ensino de Arte na escola, deve: nem frios nem apenas instintivos. Configura seres Promover no educando a competência para ler o que, com sensibilidade, percebem a si mesmos nos mundo e a sociedade através da apreciação, do fa- outros e vice-versa, e que podem exercer a cidadania zer e da contextualização do produto artístico. Por e a ética porque já sabem viver artisticamente. São meio de sua criatividade, individual ou coletivamen- criadores de valores, os seus atos são harmoniosos ou te, o educando poderá experimentar e vivenciar as desequilibradores, lúdicos, alegres, transformadores, diversas manifestações das diferentes formas de arte, sérios ou tristes. Suas ações passeiam desde a arte a partir de um olhar atento/crítico em que a sensibi- clássica até a arte social, “popular”. lidade é utilizada para pensar, olhar, fazer arte e es- Espera-se que os conhecimentos do componente crever sobre ela. Arte não sirvam de motivo para enfocar comemora- A reafirmação desse espaço pedagógico vem im- ções cívicas apenas, decorar a escola, promover feira pulsionar o trabalho importante que os profis- de cultura, ou fiquem de tal forma diluídos que se sionais de Artes visuais/audiovisuais, Teatro/Arte prestem tão somente para ensinar Geografia, Histó- 63
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    circense, Música eDança, realizam, dentro e fora faz-se necessário organizarmos uma estruturação das escolas e nas mais diversas esferas do fazer artís- que possa vir a manter viva e constante estes fazeres tico de um povo, em especial a população do Estado artísticos, dentro e fora dos espaços escolares, utili- de Rondônia, inseridos no eixo Amazônico, com suas zando-se métodos e técnicas, levantamentos dentro riquezas naturais e culturais, que são transmitidas do processo de pesquisa e extensão e, principalmen- de geração a geração de maneira oral, “empírica”, te ,da formação profissional, para que possam trans- correndo o risco de ser esquecida e mudada sua for- mitir às novas gerações seu legado cultural. ma original e natural, e para que isto não ocorra, 1º ANO COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Significação da Arte e da Estética/ - Analisar formalmente e esteticamente História da Arte e Arquitetura as obras de Artes Visuais Contemporâ- neas; - Estética; - Elaborar o pensamento crítico a partir - Leitura e interpretação de obra de do conhecimento construído em arte, arte; posicionar-se individualmente em re- - Conhecimentos teóricos e práticos lação às produções de Artes Visuais dos diversos tipos de Desenho (o Contemporâneas; que é desenho; sua divisão: dese- - Estabelecer relações entre análise es- nho de invenção, de imitação à mão tético-formal, contextualizar o pensa- livre, geométrico, desenho do natu- mento artístico e a identidade cultu- ral e desenho decorativo, desenho ral; industrial; - Perceber as especificidades das diver- - Renascimento Cultural; Artes sas linguagens artísticas, as suas pos- visuais e - Os mestres renascentistas: Leonardo síveis relações, bem como sua articu- audiovisuais da Vinci; Michelangelo; Rafael diSanzio; lação com os outros componentes; Donattello; Sandro Botticelli; Albre- - Investigar, contextualizar e compre- cht Dürer; ender as artes enquanto fenômenos - Patrimônio artístico: regional, nacio- sóciocultural, histórico e estético; nal e internacional; - Perceber a responsabilidade própria - Grafite; como cidadão em preservar os bens históricos, artísticos patrimoniais e - Análise formal e estética das obras culturais, bem como, participar na de Artes Visuais Contemporâneas; conservação, uso, transmissão e per- - Elaboração de pensamento crítico a petuação dos bens produzidos pelo partir do conhecimento construído homem; em arte, posicionando-se individu- - Fomentar arte em contextos de co- almente em relação às produções munidade, valorizando a diversidade de Artes Visuais Contemporâneas; cultural; 64 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Estabelecimento de relações entre - Criar obras com linguagem artística análise estético-formal, contextualiza- própria: escrever, dançar, cantar, tocar, ção, pensamento artístico e identida- representar e elaborar imagens visu- de cultural; Características das obras ais; de Artes Visuais Contemporâneas pro- - Interagir com a sociedade na cons- duzidas no Estado de Rondônia. trução de conhecimentos científicos - Entendimento de que as relações e políticos, de modo estético, isto é, entre as obras de arte das diferentes colocando em ação razão e sensibili- épocas históricas não se dão somente dade; por linearidade, mas pela herança cul- - Compreender que a atitude estética tural e pelo contexto atual; procura ver o homem como ser inte- - Identificação e elaboração de obras gral, racional, sensível e imaginativo. em que a cor tenha papel de desta- que; - Uso adequado da relação cor-luz / cor -pigmento; - Elementos estruturais e composicio- nais das obras de artes visuais; - Relação entre forma e cor nas obras de arte locais e regionais. ARTES - Relação entre os fatos, os bens histó- VISUAIS E ricos/artísticos/culturais existentes no AUDIOVISUAIS contexto universal e brasileiro, em es- pecífico no Estado de Rondônia; - Compreensão e valorização do ser humano, levando em consideração sua capacidade de produção, sua originalidade e seu ambiente social e cultural, sem impor-lhe formas ou es- truturas estranhas; - Percepção de responsabilidade pró- pria como cidadão, em preservar os bens históricos, artísticos, patrimo- niais e culturais, bem como, de sua participação na conservação, uso, transmissão e perpetuação dos bens produzidos pelo homem; - Relação entre os fatos e os bens his- tóricos, artísticos, patrimoniais e cul- turais existentes, mostrando a impor- tância deste conhecimento para o avanço na história universal, brasileira e do Estado de Rondônia; 65
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Reflexão sobre as possibilidades his- tórico-artísticas provenientes de bens patrimoniais, artísticos e culturais, as- sim como percepção de que a perda e o uso indevido acarretaria prejuízo à memória de um povo; - Pensamento crítico em relação a Arte Contemporânea; - Arte na Pré-História: contribuições para o conhecimento da humanidade no tocante a arte rupestre representativa para as pesquisas arqueológicas, antro- pológicas e reconstituição da história; - Folclore brasileiro no contexto da ar- quitetura, pintura, escultura, formas de registros escritos e pictográficos; - Conceito de Impressionismo através do estudo da luz; - Reflexão e escolha de critérios para críti- ca de arte atual, a partir das obras de arte recusadas no início do Impressionismo; Artes visuais e - Relação entre os fatos, os bens histó- audiovisuais ricos/artísticos/culturais existentes no contexto universal e brasileiro, em es- pecífico no Estado de Rondônia; - Compreensão e valorização do ser humano levando em consideração sua capacidade de produção, sua originalidade e seu ambiente social e cultural, sem impor-lhe formas ou es- truturas estranhas; - Percepção de responsabilidade pró- pria como cidadão, em preservar os bens históricos, artísticos, patrimo- niais e culturais, bem como, de sua participação na conservação, uso, transmissão e perpetuação dos bens produzidos pelo homem; - Relação entre os fatos e os bens his- tóricos, artísticos, patrimoniais e cul- turais existentes, mostrando a impor- tância deste conhecimento para o avanço na história universal, brasileira e do Estado de Rondônia; 66 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Reflexão sobre as possibilidades his- tórico-artísticas provenientes de bens patrimoniais, artísticos e culturais, as- sim como percepção de que a perda e o uso indevido acarretaria prejuízo à memória de um povo; - Reconhecimento do papel de propa- gador e gerador de novos conceitos históricos, artísticos e culturais; - Reflexão no tocante a aquisição de conhecimentos teóricos e prá- ticos das manifestações históricas/ artísticas/culturais; - Percepção, pelo educando, de sua in- serção, participação e responsabilida- de individual e coletiva na sociedade contemporânea; - Pensamento crítico em relação a Arte Contemporânea; - Arte na Pré-História: - Arte Paleolítica – Inferior (aproxima- ARTES damente 5.000.000 a 25.000 a.C.): o VISUAIS E antropofagismo, os sistemas de so- AUDIOVISUAIS brevivência através da caça e coleta, os primeiros instrumentos de pedra (lascada), de madeira e osso (facas, machados e outros utensílios); - Arte Paleolítica – Superior: Instrumen- tos de marfim, ossos, madeira e pedra: machado, arco e flecha, lançador de dardos, anzol, linha e o desenvolvi- mento da pintura e da escultura; - Arte Neolítica: fixação do homem da Idade da Pedra Polida, cultivo da terra, manutenção de manadas, aumento rápido da população, desenvolvimen- to das primeiras instituições como, família. Divisão do trabalho, o desen- volvimento da técnica de tecer panos e de fabricar cerâmicas; construção das primeiras moradias (primeiros ar- quitetos do mundo); a produção do fogo através do atrito que deu iní- cio ao trabalho com metais e o apa- recimento da metalurgia, invenção da roda e da escrita, da matemática, da geometria, dentre outras; 67
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte da Pré-história brasileira, e Arte Primitiva Brasileira (a utilização dos pigmentos naturais em vasos pinta- dos com tintas de terra); - Arte indígena no contexto universal e brasileiro: índios amazônicos, sua arte plumária, tranças, cerâmicas uti- litárias (vasos de barro), as cores apli- cadas em suas artes, as fibras vege- tais, as sementes, a pintura corporal, sua arquitetura, seus códigos e leis; - Arte no Egito, Arte na Grécia, Arte em Roma, Arte Primitiva Cristã, Arte Ro- mânica, Arte Gótica, o Renascimento na Itália, o Renascimento na Alemanha e nos Países Baixos, A Arte Pré-Colom- biana e a Arte Pré-Cabralina, Arte Bar- roca Europeia, Neoclássica Europeia e Brasileira, Romantismo, Realismo, Impressionismo, Fauvismo, Expressio- nismo, Cubismo, Abstracionismo, Da- daísmo, Surrealismo, Pop Art, Arte Artes no Brasil, Semana de 22, Modernismo visuais e Pós Semana de 22; audiovisuais - Folclore brasileiro no contexto da ar- quitetura, pintura, escultura, formas de registros escritos e pictográficos; - Arquitetura bizantina, românica e gó- tica, e ligação com a arte brasileira e regional; - Estilo barroco através dos ornamentos encontrados nas igrejas brasileiras e sua influência histórica, cultural, artís- tica e política das diversas regiões; - Conceito de Impressionismo através do estudo da luz; - Técnica Impressionista através de um tema explorado pelo artista Degas, tema floral encontrado na obra de Monet e releitura por meio de ele- mentos da flora e fauna amazônicas; - Reflexão e escolha de critérios para crítica de arte atual, a partir das obras de arte recusadas no início do Impres- sionismo; 68 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Escultura do Impressionismo e ex- pressionismo de forma contextuali- zada, tecendo paralelo com a Arte Contemporânea; - Visitas a museus virtuais e sites es- pecializados em Arte (Itaú Cultural, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca); - Montagem de videoinstalação; - Criação artística através dos Progra- mas Fotoshop, Paint. ARTES VISUAIS E hISTÓRIA DA ARTE AUDIOVISUAIS - Relação entre os fatos e os bens his- tóricos, artísticos, patrimoniais e cul- turais existentes, mostrando a impor- tância deste conhecimento para o avanço na história universal, brasileira e do Estado de Rondônia; - Reflexão sobre as possibilidades his- tórico-artísticas provenientes de bens patrimoniais, artísticos e culturais, as- sim como percepção de que a perda e o uso indevido acarretaria prejuízo a memória de um povo; - Desempenho indígena, valorizando - Criar obras com linguagem artística assim a formação do povo brasileiro, própria: escrever, dançar, cantar, tocar, através da criação e vivência da pefor- representar e elaborar imagens visu- mace de uma lenda, especialmente a ais; do eixo Amazônico com suas lendas e - Conhecer o seu corpo e as suas poten- folclores; cialidades expressivas; - Diversas performances existentes no Brasil, seja a nativa ou a trazida pelos - Interagir com o grupo e a comunidade milhões de africanos, logo nos primei- por meio de linguagem artística em ros anos de colonização da costa bra- várias modalidades; sileira, e as performances dos povos - Perceber as especificidades das diver- TEATRO indígenas da América com sua varie- sas linguagens artísticas, as suas pos- dade e teatralidade; síveis relações, bem como sua articu- - Elementos da dança/teatralidade e lação com os outros componentes; suas complexas coreografias, o uso - Interagir com a sociedade, na cons- de máscaras e elaborados desenhos trução de conhecimentos científicos e corporais, a arte plumária, o canto e a com a política, de modo estético, isto dramatização de animais selvagens e é, colocando em ação razão e sensibi- seres mitológicos e o profundo senti- lidade; do ritualístico; - Investigar, contextualizar e compre- - Formas de interpretações teatrais na ender as artes enquanto fenômeno história da humanidade e sua evolu- sóciocultural, histórico e estético; ção até a contemporaneidade; 69
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Origem dos Gêneros Teatrais (Tragé- - Interagir com a sociedade, com a cons- dia, Tragicomédia, Drama Romântico, trução de conhecimentos científicos e Drama Burguês, Comédia de Ideias, com a política, de modo estético, isto Comédia de Costumes, Comédia de é, colocando em ação razão e sensibi- Caracteres, Comédia de Intriga, Farsa); lidade; - Diversas formas de caracterização dos - Compreender que a atitude estética atores com sua pintura corporal, ves- procura ver o homem como ser inte- timentas e adornos utilizados no ato gral, racional, sensível e imaginativo; teatral; - Fomentar arte em contextos de co- - Conhecimento cronológico da evolu- munidade, valorizando a diversidade ção arquitetônica utilizada nas prin- cultural. cipais peças teatrais que originaram os conceitos que formam a arte teatral da atualidade; - Formas de interpretações teatrais re- ligiosas no Egito, no período c.3200 – a.C.; - Dramas gregos (a tragédia, a comédia, e a sátira farsas grotescas - no período de 500 – 200 a.C.; TEATRO - Peças teatrais em homenagens aos heróis e mitos no período de 320 a.c (A “comédia Nova” de Manandros, os costumes sociais aplicados nesta épo- ca) e sua influência nos dias de hoje; - Dramas romanos (contexto cronológi- co c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do original grego através dos dramatur- gos; - Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c) e a arte dramática Sânscrito da Índia; - Companhias Italianas (período 1525- 1750) da Commédia Dell’arte, de con- texto popular, improvisadas, e sua influência no Teatro de Molière na pantomima e na arlequinada inglesa, bem como sua influência na teatrali- dade de hoje, visível nas datas come- morativas brasileiras nos rituais folcló- ricos e religiosos dos diversos estados. 70 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Aspecto nômade do circo e seu signi- - Criar obras com linguagem artística ficado para a vida dos artistas; própria: escrever, dançar, cantar, tocar, - História da Arte da acrobacia, sua uti- representar e elaborar imagens visu- lização para o treinamento dos guer- ais; reiros, e contribuição para o desen- - Conhecer o seu corpo e as suas poten- volvimento corporal, da agilidade, da cialidades expressivas; flexibilidade e força; - Interagir com o grupo e a comunidade - Contextos sociais e culturais das famí- por meio de linguagem artística em lias circenses, seu modo de viver em várias modalidades; lugares diferentes, seu contato com costumes desconhecidos; - Perceber as especificidades das diver- sas linguagens artísticas as suas possí- - Pintura facial e indumentária utiliza- veis relações, bem como sua articula- das pelos artistas circenses; ção com os outros componentes; - Conhecimento sobre o circo e vivên- - Interagir com a sociedade na cons- cia da atividade circense como desafio trução de conhecimentos científicos de superação; e políticos, de modo estético, isto é, - História dos palhaços brasileiros e a colocando em ação razão e sensibili- ventriloquia; dade; - Diferença cronológica das várias for- - Investigar, contextualizar e compre- mas estruturais arquitetônicas utiliza- ender as artes enquanto fenômeno das nos diversos períodos históricos; sóciocultural, histórico e estético; ARTE - Atividades circenses utilizadas no de- - Compreender que a atitude estética CIRCENSE senvolvimento físico corporal e sua procura ver o homem como ser inte- influência nas atividades esportivas gral, racional, sensível e imaginativo; da atualidade (acrobacias na arte de esquiar, patinar, dança de rua, dentre - Investigar, contextualizar e compre- outras); ender as artes enquanto fenômeno sócio cultural histórico e estético; - História da Arte Circense aplicada nos programas de televisão no Brasil. - Fomentar arte em contextos de co- munidade, valorizando a diversidade - Conhecimento cronológico da evolu- cultural. ção arquitetônica utilizada nas prin- cipais peças teatrais, que originaram os conceitos que formam a arte teatral da atualidade; - Formas de interpretações teatrais re- ligiosas no Egito, no período c.3200 – a.C.; - Dramas gregos (a tragédia, a comédia, e a sátira - farsas grotescas - no perío- do de 500 – 200 a.C.; - Peças teatrais em homenagens aos heróis e mitos no período de 320 a.c (A “comédia Nova” de Manandros, os costumes sociais aplicados nesta épo- ca) e sua influência nos dias de hoje; 71
  • 72.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - (Dramas romanos (contexto cronoló- gico c.240 a.c – 100 d.c) adaptados do original grego através dos dramatur- gos Plauto, Terêncio, Séneca) e sua in- fluências no conceito dramático atual; - Peça de Kalidasa Sakuntala (c.400d.c) e a arte dramática Sânscrito da Índia; - Diferença cronológica das várias for- mas estruturais arquitetônicas utiliza- das nos diversos períodos históricos; - Atividades circenses utilizadas no de- senvolvimento físico corporal e sua influência nas atividades esportivas da atualidade (acrobacias na arte de esquiar, patinar, dança de rua, dentre outras); - Surgimento da Arte Circense em Roma (Circo Máximo de Roma - por volta do ano 70 a.C); - História e Função do Coliseu Roma- ARTE no (Circo de Arena - no ano 40 a.C) e CIRCENSE o que influenciou na cultura de arena de espetáculo nos dias de hoje (prova de laço, hipismo, dentre outros); - Função do Circo nos diversos países (Inglaterra, França, China, e no Brasil); - Arte Circense utilizada pelos artistas na Idade Média e no Renascimento (arte do riso, sátira cultural, carnaval e cultos cômicos); - História da Arte Circense aplicada nos programas de televisão no Brasil; - Circo canadense Cirque du Soleil e sua influências na arte corporal e cultural da atualidade; - Comparação entre as atividades de ginástica aplicadas na Educação Fí- sica e as utilizadas na Arte Circense (movimentos utilizados nos espetá- culos do Cirque du Soleil e outros no Brasil – escolas de Circo Brasileira. 72 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Cooperação, respeito, diálogo e valori- - Criar obras com linguagem artística zação das diversas escolhas e possibi- própria: escrever, dançar, cantar, tocar, lidades de interpretação e de criação representar e elaborar imagens visu- em dança que ocorrem em diversos ais; espaços educacionais, pessoais e de - Conhecer o seu corpo e as suas poten- lazer na sociedade; cialidades expressivas; - Relação entre corpo dança e socie- - Interagir com o grupo e a comunidade dade, principalmente no que diz res- por meio de linguagem artística, em peito ao diálogo entre a tradição e a várias modalidades; sociedade contemporânea; - Gestos, movimentos, seu registro e - Interagir com o grupo e a comunidade utilização em produções de dança por meio de linguagem artística, em contemporânea; várias modalidades; - Relações entre a dança contemporâ- - Perceber as especificidades das diver- nea, contextualização e identidade sas linguagens artísticas, as suas pos- pessoal; síveis relações, bem como sua articu- lação com os outros componentes; - Identificação da relação entre espaço, tempo, ritmo e movimento nas dan- - Interagir com a sociedade na cons- ças contemporâneas locais e regio- trução de conhecimentos científicos nais: Danças Ritualísticas Indígenas, e políticos, de modo estético, isto é, Quilombola, Ribeirinhas Urbanas e colocando em ação razão e sensibili- DANÇA Rurais no Estado de Rondônia; dade; - Improvisações/interpretações coreo- - Investigar, contextualizar e compre- gráficas; ender as artes enquanto fenômeno - História da Dança no mundo e no Bra- sóciocultural, histórico e estético; sil; - Compreender que a atitude estética - Contribuições da arte da dança para procura ver o homem como ser inte- o aprimoramento do processo edu- gral, racional, sensível e imaginativo; cacional das atividades básicas e dos - Fomentar arte em contextos de co- padrões fundamentais do movimento munidade, valorizando a diversidade no desenvolvimento das potenciali- cultural. dades humanas e suas relações com o mundo; - Benefícios da dança no desenvolvi- mento intelectual, cognitivo e filosófi- co, ocorridos na formação cultural do povo Brasileiro e dos grupos étnicos dentro do Estado de Rondônia (dan- ças ritualísticas e folclóricas); - Benefícios da Dança para o desenvol- vimento biológico, conhecimento do corpo e possibilidades de despertar a criatividade; 73
  • 74.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Cooperação, respeito, diálogo e valo- rização das diversas escolhas e possi- bilidades de interpretação e de cria- ção em dança, que ocorrem em sala de aula e na sociedade; - Discriminação verbal, visual, cinesté- sica e de preparo corporal adequado em relação às danças criadas, inter- pretadas e assistidas; - Relações entre corpo, dança e socie- dade principalmente no que diz res- peito ao diálogo entre a tradição e a sociedade contemporânea; - Organização, registro e documenta- ção de informações sobre dança em contato com artistas, documentos, livros etc, relacionando-os com suas próprias experiências pessoais como criadores, intérpretes e apreciadores de dança; - Memorização e reprodução de sequ- ências de movimentos, quer criadas DANÇA pelos alunos, pelo professor, ou pela tradição da dança; - Reconhecimento das transformações ocorridas no corpo quanto a forma, sensações, e percepção relacionando -as as danças criadas e interpretadas e as emoções, comportamentos, rela- cionamentos em grupo e em socieda- de; - Aquecimento, relaxamento e com- pensação do corpo, relacionando-as a noções de anatomia aprendidas; - Prevenção das lesões mais comuns nas aulas de dança (torções, luxações, fraturas etc.); - Elementos do movimento: partes do corpo, dinâmicas do movimento, uso do espaço e das ações; - Diversas manifestações da dança uti- lizadas pelos grupos sociais e étnicos, compreendendo-as como patrimônio social e em sua dimensão sócio-histó- rica. 74 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - A música em seus aspectos rítmico, - Criar obras com linguagem artística melódico, harmônico, formal e ex- própria: escrever, dançar, cantar, tocar, pressivo, através da execução de ins- representar e elaborar imagens visu- trumentos tradicionais, da voz, de ais; meios eletrônicos e eletroacústicos - Conhecer o seu corpo e as suas poten- em interação com atividades de cria- cialidades expressivas; ção audiovisual; - Interagir com o grupo e a comunidade - Audição ativa de diferentes gêneros por meio de linguagem artística em musicais, de diferentes épocas e esti- várias modalidades; los, valorizando as criações musicais tradicionais e atuais (locais, regionais, - Perceber as especificidades das diver- nacionais e internacionais), ampliando sas linguagens artísticas, as suas pos- o conhecimento musical dos jovens/ síveis relações, bem como sua articu- educandos, para que possam apro- lação com os outros componentes; priar-se da música como bem cultural - Interagir com a sociedade na constru- significativo para sua formação e frui- ção de conhecimentos científicos e ção. política de modo estético, isto é, colo- - Relações entre música, sua contextua- cando em ação razão e sensibilidade; lização, pensamento artístico e identi- - Investigar, contextualizar e compre- dade cultural; ender as artes enquanto fenômeno - Análise pessoal das relações harmô- sóciocultural, histórico e estético; nicas, melódicas e formais a partir das criações musicais próprias, dos cole- - Compreender que a atitude estética mÚSICA gas e em músicas produzidas na atu- procura ver o homem como ser inte- alidade. gral, racional, sensível e imaginativo; - Interpretação de músicas vocais e ins- - Investigar, contextualizar e compre- trumentais; ender as artes enquanto fenômeno sociocultural, histórico e estético; - História da música no mundo e no Brasil. Influências da música clássica - Fomentar arte em contextos de co- na música moderna; munidade, valorizando a diversidade cultural. - Período Clássico (de 1780-1827): prin- cipais compositores (Haydn, Mozart e Beethoven); - Ópera no período clássico: Itália, Fran- ça, Inglaterra, Alemanha e Áustria; - Música vocal eclesiástica (missa, ré- quiem e magnificat); - Diferenciação de duas tendências mu- sicais e suas formas de composição dentro do mesmo período: o Roman- tismo tardio e o Impressionismo; - Gênero instrumental. Música para pia- no (estudos, scherzos, sonatas, danças e peças de caráter). 75
  • 76.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Música de câmera (trios e quartetos). O gênero orquestral (o concerto, mú- sica incidental, suíte). Música progra- mática (poema sinfônico, sinfonia des- critiva, abertura de concerto); - Música instrumental: o desenvolvi- mento das formas instrumentais de Haydn até Beethoven (sinfonia, con- certos, e sonatas). A música de câ- mara: trio, quartetos, serenata, diver- timento e cassação. O classicismo no Brasil; - Nacionalismo musical: o grupo dos cinco (Rússia). A música francesa: Fauré e a chanson. Os nacionalistas (Grieg, Sibelius, Ives, Elgar, Albeniz, Villa-Lobos, Saint-Saëns); - Características do impressionismo: na pintura, na literatura e na música. Prin- cipais representantes do movimento; - Impressionismo e Simbolismo (o signi- ficado dado aos termos). De Debus- Música sy a Ravel: principais composições; - Formas de expressão musical do Anti- Impressionismo ou Dadaísmo: Cocte- au, Satie e o grupo “le six”; - Atividades musicais da virada do século e as várias tendências com- posicionais: a influência jazzística, a politonalidade, a atonalidade o Ex- pressionismo, o Pontilhismo, o Seria- lismo e o Neoclassicismo. Principais compositores e composições; - Música brasileira dos séculos XIX e XX. - A música nas províncias durante o Im- pério. A música na República. A Sema- na da Arte Moderna de 1922, o Nacio- nalismo e o Estado Novo; - O movimento Música Viva. Os Princi- pais compositores e composições. Os grupos de compositores das diversas regiões brasileiras que influenciam na arte do entretenimento (grupos de danças da atualidade). 76 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 77.
    2º ANO COmpETêNCIA: Desenvolverconstante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artísticas. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES hISTÓRIA DA ARTE - Criar obras com linguagem artística própria: escrever, dançar, cantar, to- LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA, car, representar e elaborar imagens DANÇA, mÚSICA, CINEmA, ETC) visuais; - Valor da Arte como veículo de - Conhecer o seu corpo e as suas po- transmissão de sentimentos e emo- tencialidades expressivas; ções através dos tempos, com ca- racterísticas próprias de época e lu- - Interagir com o grupo e a comunida- gar, gerando os estilos artísticos; de por meio de linguagem artística em várias modalidades; - Análise da participação dos diferen- tes estilos e técnicas artísticas na - Perceber as especificidades das diver- consolidação da Sociedade Brasilei- sas linguagens artísticas, as suas pos- ra, percebendo a realidade expres- síveis relações, bem como sua articu- sa nas obras importadas e naquelas lação com os outros componentes; construídas no Brasil pela missão - Interagir com a sociedade, na cons- francesa; trução de conhecimentos científicos - Perceber como os modelos estéticos e com a política, de modo estético, europeus influenciaram a arte e o fa- isto é, colocando em ação razão e zer artístico no país até os dias atuais; sensibilidade; ARTES VISUAIS - Conhecimentos teóricos e práticos - Investigar, contextualizar e compre- E AUDIOVISUAIS dos diversos tipos de Desenho (o que ender as artes enquanto fenômeno é desenho; sua divisão: desenho de sóciocultural, histórico e estético; invenção, de imitação a mão livre, ge- - Interagir com a sociedade, com a ométrico, desenho do natural e dese- construção de conhecimentos cientí- nho decorativo, desenho industrial; ficos e com a política, de modo estéti- - Conhecimentos teóricos e práticos co, isto é, colocando em ação razão e das técnicas do desenho com ênfase sensibilidade; nas Produções Midiáticas, compre- - Compreender que a atitude estética endendo o desenho publicidade, a procura ver o homem como ser inte- representação gráfica do movimen- gral, racional, sensível e imaginativo; to, a arte sequencial e o desenho de animação, as técnicas de ilustração, - Investigar, contextualizar e compre- o desenho e os meios eletrônicos, as ender as artes enquanto fenômeno relações entre texto e imagem, o de- sócio cultural histórico e estético; senho e as diferentes mídias; - Fomentar arte em contextos de co- - Conhecimentos geométricos de es- munidade, valorizando a diversidade paço e forma na seleção de argumen- cultural. tos propostos como solução de pro- blemas do cotidiano; 77
  • 78.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Interpretação da localização e da movimentação de pessoas/objetos no espaço tridimensional (escultura, modelagem, maquete, módulos, es- trutura de encaixe) e sua representa- ção no espaço bidimensional (dese- nho, pintura, mural, mosaico, vitral, gravura); - Características de figuras planas ou espaciais; - Possibilidades plásticas proporcio- nadas pela fotografia e pelas novas formas de produção de imagens; - Diferenciação dos elementos formais como linha, cor, volume, superfície, textura, luz e suas potencialidades simbólicas e expressivas no estudo da paisagem, fauna e flora em con- texto universal e comparando com o contexto amazônico; - Relação do pontilhismo com os estu- dos de óptica na Biologia e na Física; - Relação entre a opção pela cor, seu Artes visuais estudo na arte e o advento da foto- e audiovisuais grafia em preto e branco; - Valor da Arte como veículo de transmissão de sentimentos e emoções através dos tempos, com características próprias de época e lugar, gerando os estilos artísticos; - O Barroco no Brasil, século XIX na Eu- ropa – as inovações na arte, século XIX no Brasil – as influências estran- geiras, século XIX na Europa – o Im- pressionismo, século XIX no Brasil – a modernização da arte, final do sécu- lo XIX na Europa, a arte da primeira metade do século XX, Século XX no Brasil – o Modernismo, a arte da se- gunda metade do século XX, Século XX no Brasil: a arte contemporânea; - Arte Mesopotâmica na região entre os Rios Tigre e Eufrates, habitada por Sumérios, Babilônios, Assírios, Caldeus e outros povos, e os estilos artísticos (touros alados, estatuetas de olhos circulares, relevos em pare- des (arquitetura), cenas de guerras e conquistas, a religiosidade; 78 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 79.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte do Egito Antigo, diversos Estilos Artísticos e seus Períodos: religiosida- de impulsionando a criação de vários estilos (Lei da Frontalidade, Escrita hie- roglífica, Pintura, Escultura, Arquitetu- ra, Arte do Baixo e Alto Relevo). Mito- logia, Filosofia e Matemática dentre outros saberes; - Arte na Grécia Antiga e os Estilos Artís- ticos: a escultura, o estilo da arte Minói- ca na Ilha Grega de Creta, as pinturas dos murais com cores diversificadas – vivas e fortes-, os Desenhos de touros, imagens abstratas, símbolos marinhos e animais, as cerâmicas, a Arquitetura e os Ornamentação dos Templos Reli- giosos, seus principais escultores, pin- tores, arquitetos. A Religião, a Filosofia, a Política, as Ciências da época e suas influências nos estilos e técnicas artís- ticas atuais. O Período Helenístico e a fusão entre as artes e estilos Gregos e Orientais; - Arte Romana do Ocidente e do Oriente ARTES VISUAIS (Arte Bizantina): a Influência dos Etrus- cos, os modelos e elementos artísticos E AUDIOVISUAIS e culturais dos Gregos, as Estátuas Clássicas, as construções Arquitetôni- cas de Monumentos Públicos (home- nagens aos Imperadores Romanos), a Pintura de Mural e as técnicas da Tridi- mensionalidade, a Pintura na Técnica de Afrescos, as Grandes cidades (Pom- péia, Constantinopla), as fusões dos estilos Grego, Romano, Bizantino, os estilos de pintura de murais, os mosai- cos e ícones religiosos, os manuscritos, as cores fortes e brilhantes nas obras; - Arte Renascentista, o Renascimen- to Cultural (séculos XV e XVI): estilos artísticos e elementos utilizados nas composições, a técnica de perspec- tiva, uso de conhecimentos científi- cos e matemáticos para reproduzir a natureza; - Arte da Estilização, a pintura e as no- vas técnicas, o uso da tinta a óleo, a escultura com sua técnica Naturalista e Renascentista e a Xilogravura, den- tre outras técnicas e estilos artísticos; 79
  • 80.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Maneirismo (século XVI), estilo e téc- nica: rompimento com a arte clássica por meio do desenho e da pintura de imagens distorcidas, alongadas e bi- zarras. Reprodução realista e distor- ção da Natureza. As Obras e estilos criados por Michelangelo, Tintoretto, El Greco; - Arte Barroca (1600 a 1750), estilos e técnicas utilizadas: sentido de movi- mento no desenho, a técnica ressal- tando a cor e não o formato, os efeitos de luz e sombra, os temas utilizados (Paisagens, Natureza Morta, Cenas da Vida cotidiana da Época, dentre ou- tros). Principais artistas: Caravaggio, Peter Paul Rubens, Rembrandt, Gian Lorenzao Bernini, Diego Velásquez, Jean Vermeer; - Arte Rococó (1730 a 1800), sua varia- ção de estilos (bem decorados e com Artes visuais sensualidade): técnica do afresco nos e audiovisuais ambientes internos, com pinturas em tons claros, linhas curvas e arabes- cos. Artistas mais importantes: Jean -Antoine Watteau, Giovanni Battista Tiepolo, François Boucher e Jean-Ho- noré Fragonard;Neoclassicismo (1750 a 1820), estilos e elementos: resgate dos valores da arte clássica (grega e romana), aplicação e utilização, com maior incidência, da técnica do dese- nho e da linha sobre a cor, exploração da temática do heroísmo e civismo. Principais artistas: Antonio Canova, Anton Raphael Mengs, Jacques-Louis David, Valpinçon, Jean-Auguste-Do- minique Ingres; - Romantismo nas Artes (de 1790 a 1850), estilos e técnicas inspirados na subjetividade e introspecção, sen- timentos e sensações: literatura ro- mântica, elementos da natureza e o passado retratado de forma intensa. Artista da época: Francisco de Goya y Lucientes; 80 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 81.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte do Realismo (de 1848 a 1875), estilos que destacam a realidade físi- ca através da objetividade científica e crua: obras inspiradas pela vida cotidiana e pela paisagem natural, críticas sociais e elementos do ero- tismo. Principais pinturas: Enterro em Ornans, de Gustave Courbet; Vagão de Terceira Classe, de Honoré Dau- mier; e Almoço na Relva, de Édouard Manet; - Arte do Impressionismo (de 1880 a 1900), estilo e técnica de desenho e pintura, a busca pela realidade e a imitação da natureza: emprego das técnicas da luz e cor na reprodução do nascer e entardecer na natureza. ARTES VISUAIS Obras de Claude Monet, Edgard De- E AUDIOVISUAIS gas, e Auguste Renoir; - Arte do Pós-impressionismo, estilos e técnicas que buscam a realidade e imitam a natureza: emprego de luz e cor (cromatismo), expressões mais individuais e pessoais. Artistas que se destacam: Vincent Van Gogh e Henri de Toulouse-Lautrec (litogravura); - Visitas a museus virtuais e sites es- pecializados em Arte (Itaú Cultural, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca); - Montagem de vídeoinstalação; - Criação artística através dos Progra- mas Photoshop, Paint. - História do cinema; - Compreender que a atitude estética procurava ver o homem como ser in- - Gêneros cinematográficos; tegral, racional, sensível e imaginativo; - Produção cinematográfica: fazendo - Conhecer o seu corpo e as suas poten- cinema (curta metragem); cialidades expressivas; - Instalação; TEATRO - Interagir com o grupo e a comunidade - Romantismo; por meio de linguagem artística, em - Impressionismo; várias modalidades; - Pós-Impressionismo; - Perceber as especificidades das diver- sas linguagens artísticas e as suas pos- síveis relações, bem como sua articula- ção com os outros componentes; 81
  • 82.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Gênero: Autossacramental – ação - Investigar, contextualizar e compre- dramático-teatral, religiosa, renas- ender as artes enquanto fenômeno centista (episódios bíblicos, haxio- sóciocultural, histórico e estético; gráficos, alegóricos e morais); - Fomentar arte em contextos de co- - Gênero: Entremés – os tipos textuais munidade, valorizando a diversidade de seus personagens, suas caracte- cultural; rizações (estereótipos de figuras de - Perceber os diferentes estímulos para estratos sociais populares), a pausa lin- improvisação teatral; guística (fala) e gestual (em situações insólitas, absurdas e grotescas); - Criar obras com linguagem artística própria: escrever, dançar, cantar, to- - Gênero: Noh (drama musical clássi- car, representar e elaborar imagens co japonês) os estilos das máscaras, a visuais; pintura facial, as vestimentas, os ges- tos dramáticos, expressivos, da cultura - Conhecer o seu corpo e as suas po- japonesa. Seus Deuses, as imitações tencialidades expressivas; de animais, arquitetura e a pintura de - Interagir com o grupo e a comunida- fundo do palco (cenários inspirados na de por meio de linguagem artística, natureza e no folclore niponico); em várias modalidades; - Gênero: A COMMEDIA DELL’ARTE (Itá- - Perceber as especificidades das diver- lia século XVI), a influência que este sas linguagens artísticas as suas pos- Gênero teatral exerceu sobre o mundo síveis relações, bem como sua articu- conhecido da época até os nossos dias. lação com os outros componentes; As composições literárias (com suas Teatro - Interagir com a sociedade, com a expressões extraverbais = mímicas, malabarismo, caretas) e de pintura, as construção de conhecimentos cientí- formas de expressão gestual (singelas ficos e com a política, de modo estéti- e meio apáticas) e sua teatralidade so- co, isto é, colocando em ação razão e bre textualidade. Comédia dos Erros sensibilidade; de Shakespeare reinterpretada em 1954, pela obra de Ben Johnson, Moli- ére e Goldoni - na pantomima, a farsa, e as obras de fantoches; - Gênero: COMÉDIA GREGA ANTIGA (século V a.C. e o começo do século IV a.C), conhecida através de Aristófanes com a peça: Os Acarneneses que se representou no ano 425 a.C.; - Gênero: COMÉDIA NOVA – a temática do amor (segunda metade do séc. IV a.C); autor mais conhecido: Menean- dro; - O Gênero: FÁBULA PRAETEXTA – (séc. II a.C) no teatro romano antigo: temas de história nacional que tinha como protagonistas herois e dirigentes ro- manos; 82 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O Gênero: FARSA – (Idade Média): os dramas religiosos, personagens mo- destos (artesão, pastores, criados). TEATRO Temas abordados: amor, cotidiano, autoridade, relação amo-criado, cole- ga-colega. A época, a linguagem, os costumes, as vestimentas etc. - Diversas modalidades circenses no - Criar obras com linguagem artística contexto cultural e social da humani- própria: escrever, dançar, cantar, to- dade; car, representar e elaborar imagens visuais; - Comparação das atividades artísticas e de expressão corporal na Educação - Conhecer o seu corpo e as suas po- Física com as praticadas na arte cir- tencialidades expressivas; cense; - Interagir com o grupo e a comunida- - Comparação das estruturas do circo de por meio de linguagem artística moderno como conhecemos hoje, em várias modalidades; com a do século XVIII. E o primeiro - Perceber as especificidades das di- homem (Philip Astley) a idealizar a es- versas linguagens artísticas e as suas trutura de um circo; possíveis relações, bem como sua ar- - Legislações atuais sobre o uso de ani- ticulação com os outros componen- mais no circo; tes; - Estrutura do Royal Circus em 1782; - Interagir com a sociedade, com a construção de conhecimentos cientí- - Modalidades da expressão corporal ficos e com a política de modo estéti- ARTE nas atividades circenses: acrobacias co, isto é, colocando em ação razão e CIRCENSE de solo, acrobacias no tecido, balan- sensibilidade; gandam, figuras de equilíbrio (Pirâ- mide Humana), malabarismo, mala- - Investigar, contextualizar e compre- bares e outros; ender as artes enquanto fenômeno sóciocultural, histórico e estético; - Escolas de Circo existentes no Brasil e sua atuação educacional e artística na - Compreender que a atitude estética atualidade; procura ver o homem como ser inte- gral, racional, sensível e imaginativo; - Indumentárias (vestimentas e obje- tos de adornos) utilizadas nas diver- - Fomentar arte em contextos de co- sas performances dos atores circen- munidade valorizando a diversidade ses; cultural. - Materiais e equipamentos tecnológi- co-modernos utilizados na atualida- de, comparando-os com os de outra época; - Gêneros do Circo de Cavalinho, forma de apresentação, contribuição social, cultural e econômica na metade do século XIX no Brasil; 83
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Século XIX: mudanças estruturais e adaptações sofridas pelo circo face às necessidades da realidade cultural e social do século; Arte - Arte Circense da era moderna até Circense hoje: circo e outras formas de en- tretenimento como: o teatro, balés, cinema, televisão, computadores/ internet e music-halls, dentre outras, que disputam o público. - Danças de salão com seus ritmos e - Criar obras com linguagem artística compassos nos Império Grego, Ro- própria: escrever, dançar, cantar, to- mano, Francês; car, representar e elaborar imagens visuais; - Danças Portuguesa e Holandesa du- rante o período colonial Brasileiro; - Conhecer o seu corpo e as suas po- tencialidades expressivas; - Danças Indígenas e Africanas no Bra- sil; - Interagir com o grupo e a comunida- de por meio de linguagem artística - Danças e rituais a partir das questões em várias modalidades; históricas, estéticas e conceituais nos séculos XIX e XX, e os novos horizon- - Perceber as especificidades das diver- tes que a tecnologia digital aponta sas linguagens artísticas, as suas pos- neste século XXI; síveis relações, bem como sua articu- lação com os outros componentes; - Surgimento da dança como mani- festação emocional do ser humano: - Interagir com a sociedade, com a Dança suas alegrias, tristezas, conquistas, construção de conhecimentos cientí- prazeres, ostentação social, diversos ficos e com a política, de modo estéti- rituais (religiosos, comemorativos e co, isto é, colocando em ação razão e de guerra), bem como as linguagens sensibilidade; utilizadas; - Investigar, contextualizar e compre- - Relação de cooperação, respeito, diá- ender as artes enquanto fenômeno logo e valorização das diversas esco- sóciocultural, histórico e estético; lhas e possibilidades de interpretação - Compreender que a atitude estética e de criação em dança, nos diversos procura ver o homem como ser inte- contextos: familiares, sociais, educa- gral, racional, sensível e imaginativo; cionais; - Fomentar arte em contextos de co- - Discriminação verbal, visual e sinesté- munidades, valorizando a diversida- sica e de preparo corporal adequado de cultural. em relação às danças criadas, inter- pretadas e assistidas; 84 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 85.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Relação entre corpo e dança e seu significado dentro das diversas for- mas de expressão pessoal, de grupos e das culturas nas sociedades (indí- genas, quilombolas, urbanas e rurais da sociedade Rondoniense, principal- mente no que diz respeito ao diálogo entre a tradição e a sociedade con- temporânea; - Organização, registro e documenta- ção de informações sobre dança em contato com artistas, documentos, livros etc, relacionando-os as suas próprias experiências pessoais como criadores, intérpretes e apreciadores de dança; - Surgimento da dança como mani- festação emocional do ser humano: suas alegrias, tristezas, conquistas, prazeres, ostentação social, diversos rituais (religiosos, comemorativos e de guerra), bem como as linguagens utilizadas; - Relação de cooperação, respeito, diá- DANÇA logo e valorização das diversas esco- lhas e possibilidades de interpretação e de criação em dança, nos diversos contextos: familiares, sociais, educa- cionais; - Discriminação verbal, visual e sinesté- sica e de preparo corporal adequado em relação às danças criadas, inter- pretadas e assistidas; - Relação entre corpo e dança e seu significado dentro das diversas for- mas de expressão pessoal, de grupos e das culturas nas sociedades (indí- genas, quilombolas, urbanas e rurais da sociedade Rondoniense, principal- mente no que diz respeito ao diálogo entre a tradição e a sociedade con- temporânea; - Organização, registro e documenta- ção de informações sobre dança em contato com artistas, documentos, livros etc, relacionando-os as suas próprias experiências pessoais como criadores, intérpretes e apreciadores de dança; 85
  • 86.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Memorização e reprodução de sequ- ências de movimentos criados pelos alunos, pelo professor ou pela tradi- ção da dança; Dança - Transformações ocorridas no corpo quanto à forma, sensações, percep- ções, relacionando-as às danças que cria e interpreta, e às emoções, com- portamentos, relacionamentos em grupo e em sociedade. - Senso rítmico, melódico, harmônico - Criar obras com linguagem artística e tímbrico que perpassa todas as eta- própria: escrever, dançar, cantar, to- pas do desenvolvimento do fenôme- car, representar e elaborar imagens no sonoro e do desenvolvimento do visuais; fenômeno musical; - Conhecer o seu corpo e as suas po- - Expressão musical peculiar de dife- tencialidades expressivas; rentes regularidades e irregularida- - Interagir com o grupo e a comunida- des dos ritmos da natureza, sono- de por meio de linguagem artística ridades do mundo natural e animal, em várias modalidades; relação som e silêncio, formas de registro, possibilidades de combina- - Perceber as especificidades das di- ções sonoras; versas linguagens artísticas e as suas possíveis relações, bem como sua ar- - Sonorização de situações criadas a ticulação com os outros componen- partir de estímulos plásticos, cênicos tes; e/ou corporais ou a partir de textos poéticos; - Interagir com a sociedade, com a construção de conhecimentos cientí- - Expressão pela linguagem musical, Música ficos e com a política, de modo estéti- estruturação, organização e realiza- co, isto é, colocando em ação razão e ção de fragmentos sonoros expres- sensibilidade; sivos; - Investigar, contextualizar e compre- - Reconhecimento de grupos instru- ender as artes enquanto fenômeno mentais e vocais; sóciocultural, histórico e estético; - Reconhecimento da expressão musi- cal da comunidade; - Valorização e apreciação da música brasileira; - Sensibilidade auditiva, capacidade crítica, noção rítmica e coordenação motora; - Apreciação de diferentes manifesta- ções musicais através das etnias indí- genas, quilombolas, ribeirinhas no Estado de Rondônia; 86 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 87.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Estruturas sonoras a partir dos diver- - Compreender que a atitude estética sos tipos de instrumentos étnicos das procura ver o homem como ser inte- diversas etnias indígenas do Estado gral, racional, sensível e imaginativo; de Rondônia; - Fomentar arte em contextos de co- - Capacidade de trabalhar em equipe; munidade valorizando a diversidade - Expressão através de linguagem não- cultural. verbal; - Descoberta das potencialidades so- noras do próprio corpo: respiração normal e em diferentes ritmos, pulsa- ção, experimentação da emissão de diferentes sons orais, sons falados e cantados, etc.; - Descoberta do universo sonoro ex- terno tendo como fonte de pesquisa a flora e fauna Amazônicas. Transfor- mar e descobrir formas próprias de expressão e produzir ideias e ações próprias; - Reconhecimento da expressão musi- cal da comunidade; - Valorização e apreciação da música brasileira; - Sensibilidade auditiva, capacidade mÚSICA crítica, noção rítmica e coordenação motora; - Apreciação de diferentes manifesta- ções musicais através das etnias indí- genas, quilombolas, ribeirinhas no Estado de Rondônia; - Estruturas sonoras a partir dos diver- sos tipos de instrumentos étnicos das diversas etnias indígenas do Estado de Rondônia; - Capacidade de trabalhar em equipe; - Expressão através de linguagem não- verbal; - Descoberta das potencialidades so- noras do próprio corpo: respiração normal e em diferentes ritmos, pulsa- ção, experimentação da emissão de diferentes sons orais, sons falados e cantados, etc.; - Descoberta do universo sonoro ex- terno tendo como fonte de pesquisa a flora e fauna Amazônicas. Transfor- mar e descobrir formas próprias de expressão e produzir ideias e ações próprias; 87
  • 88.
    3º ANO COMPETÊNCIA: Desenvolver constante leitura do mundo, do universo textual, das imagens, sons e gestos que circulam na sociedade, dos falares e das manifestações artística. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES HISTÓRIA DA ARTE - Criar obras com linguagem artística própria: escrever, dançar, cantar, to- LINGUAGENS DA ARTE (FOTOGRAFIA, car, representar e elaborar imagens DANÇA, MÚSICA, CINEMA, POESIA, visuais; ETC) - Conhecer o seu corpo e as suas po- - Conceito de vanguarda e moderno; tencialidades expressivas; - Movimentos de vanguarda do século - Interagir com o grupo e a comunida- XX; de por meio de linguagem artística - Semana de Arte Moderna de 1922; em várias modalidades; - Artistas modernistas brasileiros; - Perceber as especificidades das di- - Comparação das imagens produzidas versas linguagens artísticas e as suas no Período Medieval e as imagens do possíveis relações, bem como sua ar- Renascimento, analisando os temas, a ticulação com os outros componen- iconografia, símbolos e alegorias; tes; - Contextualização, estabelecimento - Fomentar arte em contextos de co- de paralelo e distinção da arte produ- munidade, valorizando a diversidade zida no Brasil e na Europa, no período cultural; do Renascimento; - Interagir com a sociedade, com a - Papel do artista no período do Renas- construção de conhecimentos cientí- Artes Visuais cimento – a extensão de sua atuação, ficos e com a política, de modo estéti- e Audiovisuais status do artista e do ourives, entre co, isto é, colocando em ação razão e outros; sensibilidade; - Compreensão do processo de ensi- no da arte, da condição de mestre e aprendiz, assim como sua atuação na produção da arte (arquitetura, escul- tura, pintura); - Identificação e reconhecimento das criações artísticas nacionais e as influ- ências interculturais; - Composições artísticas do período Barroco, com o apelo às emoções; - Barroco Brasileiro e seus principais re- presentantes; - Estabelecimento de paralelo entre o Barroco Europeu e o Barroco Brasilei- ro; - Associação do Rococó com o movi- mento artístico destinado ao mundo ocidental e sua elite; 88 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 89.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Aproximação ao Neoclassicismo en- - Compreender que a atitude estética quanto movimento artístico que procura ver o homem como ser inte- dialoga com a filosofia dos iluminis- gral, racional, sensível e imaginativo; tas; - Investigar, contextualizar e compre- - Identificação das articulações políti- ender as artes enquanto fenômeno cas e filosóficas, interesses e valores sóciocultural, histórico e estético; relacionados ao movimento românti- co; - Identificação do Romantismo como movimento que preconiza a ruptura com o padrão estético clássico; - Relação entre o Realismo e as injusti- ças sociais provocadas pela Revolu- ção Industrial; - Análise da importância do Impressio- nismo e do Pós-Impressionismo en- quanto movimentos precursores do Modernismo; - Reconhecimento das diferentes fun- ções da arte, do trabalho da produção ARTES VISUAIS dos artistas em seus meios culturais; E AUDIOVISUAIS - Análise das diversas produções artís- ticas como meio de explicar diferen- tes culturas, padrões de beleza e pre- conceitos; - Valorização da diversidade artística e das inter-relações de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais e étnicos; - Relação de informações sobre con- cepções artísticas e procedimentos de construção do texto literário; - Valores sociais e humanos atualizá- veis e permanentes no patrimônio literário nacional; - Manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades; - Papel das tecnologias de comunica- ção e informação no desenvolvimen- to das sociedades e o tipo de conhe- cimento que elas produzem; 89
  • 90.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Reconhecimento da Art Nouveau e sua forma singular de arte aplicada à arquitetura, ao mobiliário e à orna- mentação; - Conhecimento da Escola Alemã Bauhaus, sua importância e singulari- dade no diálogo interdisciplinar entre arquitetura, teatro, pintura, design e a filosofia funcionalista. - Diferenciação dos movimentos artís- ticos e o modo como qualificam as obras produzidas em diferentes esti- los e épocas: Renascimento (apogeu no século XVI), Barroco na Europa (séculos XVII e XVIII), Romantismo (fim do século XVIII e século XIX), Pri- mitivismo, desenvolvido por artistas de origem popular, com pouca ou nenhuma formação técnica, desvin- culada de padrões acadêmicos e de preocupações estéticas ou vanguar- distas. Refere-se às telas consideradas Artes Visuais ingênuas ou exóticas; e Audiovisuais - No Brasil: Heitor dos Prazeres (O Tin- tureiro) e Mestre Vitalino (Casamento no Sertão) são representantes da arte primitiva, Simbolismo (fim do século XIX), que se caracteriza pelo subje- tivismo, individualismo e misticis- mo, Impressionismo (fim do século XIX) na França – movimento que se constitui como marco da arte moderna, e Abstracionismo (início do século XX); - Arte do Expressionismo: utilizando cores patéticas, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. De- forma a figura, para ressaltar o sen- timento. Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Os Precurssores: Goya, Van Gogh, Gauguin, James Ensor, Edward Mun- ch, Emil Nolde, Amedeo Modiglia- ni, Oskar Kokoschka, Egon Schiele, Chaim Soutine, Alberto Giacometti e Francis Bacon; 90 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 91.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte do Cubismo (de 1908 a 1915): técnicas das formas geométricas apli- cadas nas obras de figuras humanas, no desenho e pintura, no recorte e colagem, na imitação de fotos. Ori- gem histórica na obra de Cézanne, com presença da natureza figurada por meio de cones, esferas e cilindros. Outros cubistas passaram a repre- sentar os objetos com todas as suas partes num mesmo plano. Cubismo Analítico, Cubismo Sintético. Principais obras: Les Demoiselles d’Avignon, de Pablo Picasso, e Casas em L’Estaque, de Georges Braque; - Arte do Abstracionismo: técnica de desenho e pintura com linhas, pla- nos, cores; significados, sentimentos e emoções trabalhados. Cores e formas criadas livremente; - Arte do Dadaísmo (de 1910 a 1920), seus estilos e elementos: revolucioná- rio, anárquico e anticapitalista; empre- ARTES VISUAIS go do absurdo, do sarcasmo, da sátira crítica e uso de diversas linguagens, E AUDIOVISUAIS como pintura, poesia, escultura, foto- grafia e teatro. Destacam-se os artis- tas: Hugo Ball, Hans Arp, Francis Pica- bia, Marcel Duchamp, Max Ernst, Kurt Schwitters, George Grosz e Man Ray; - Arte Surrealista (Década de 1920): ex- ploração do inconsciente e produção de imagens que não são controladas pela razão. Associações irreais, bizar- ras e provocativas. Rompimento com as noções tradicionais de perspectiva e proporcionalidade. Obras: Auto-Re- trato com Sete Dedos, de Marc Cha- gall; O Carnaval do Arlequim, de Joan Miró; A Persistência da Memória, de Salvador Dalí; A Traição das Imagens, de René Magritte; e Uma Semana de Bondade, de Max Ernst; - Arte do Fauvismo (1905): impulsos ins- tintivos ou sensações vitais e primárias sobressaem na criação das técnicas. Expressão de sensações elementares de formas e cores mais primárias. Em- prego da emoção x razão; 91
  • 92.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Pop Art (Década de 1950): histó- rias em quadrinhos, mídia visual e impressa. Humor e crítica ao con- sumismo. Artistas mais conhecidos: Richard Hamilton, Allen Jones, Robert Rauschenberg, Jasper Johns, Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Tom Wes- selman, Jim Dine, David Hockney e Claes Oldenburg; - Arte Conceitual (Década de 1960) e sua aplicação em textos, imagens e objetos. A instalação. Uso da televisão e do vídeo. Destacam-se os seguintes artistas: Joseph Beuys, Joseph Kosu- th, Daniel Buren, Sol Le-Witt e Marcel Broodthaers, Nam June Paik, Vito Ac- conci, Bill Viola, Bruce Naumann, Gary Hill, Bruce Yonemoto e William Weg- man; - Presença do Barroco na contempora- neidade. Barroco nas diversas regiões Artes Visuais do Brasil. Estudo comparativo entre e Audiovisuais o Barroco Brasileiro e o Barroco Euro- peu; - Características gerais de cada ten- dência. Representantes. Contexto histórico. Estudo comparativo com os respectivos estilos na Europa, como o Neoclássico, o Impressionismo, o Art Nouveau etc; - Arte Pré-Histórica Brasileira, suas ca- racterísticas peculiares, localização e estudos atuais; - Arte Indígena, arte encontrada pelos descobridores. Características gerais: música, dança, pintura corporal, ce- râmica, cestaria, lendas, etc. Influên- cia na cultura brasileira; - Arte dos Jesuítas: arte própria. Traba- lho dos Jesuítas junto às comunida- des indígenas brasileiras; - Arte Holandesa no Brasil: Represen- tantes e influência na arte brasileira; 92 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 93.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte Negra: características, influência na arte e na cultura brasileira; - Comparação da produção artística do século XX na Europa e no Brasil; - Semana de Arte Moderna de 1922: ruptura, propostas, linguagens; - Principais artistas nacionais e euro- peus; - Apreciação de obras de arte em pin- tura, escultura e arquitetura; ARTES VISUAIS - Aspectos da modernidade e pós-mo- E AUDIOVISUAIS dernidade que contribuíram para o enriquecimento da cultura nacional; - Conhecimento e organização dos es- tilos de arte em ordem cronológica; - Visitas a museus virtuais e sites es- pecializados em Arte (Itaú Cultural, MASP, Museu da Língua Portuguesa, Pinacoteca); - Montagem de vídeoinstalação; - Criação artística através dos Progra- mas Photoshop, Paint. - Arte da Mímica: formas de represen- - Criar obras com linguagem artística tar cenas por meio de mímica de ges- própria: escrever, dançar, cantar, to- tos; car, representar e elaborar imagens visuais; - Comunicação por meio de gestos e de expressão facial e corporal, - Conhecer o seu corpo e as suas po- dramatizações dirigidas, e represen- tencialidades expressivas; tação cênica de textos próprios ou de - Interagir com o grupo e a comunida- outros autores; de por meio de linguagem artística - Estrutura e técnicas utilizadas nos em várias modalidades; TEATRO diversos estilos teatrais, tais como: - Perceber as especificidades das di- Teatro do Oprimido, criado pelo Te- versas linguagens artísticas e as suas atrólogo Brasileiro Augusto Boal nas possíveis relações, bem como sua ar- décadas de 60 e70, e suas publica- ticulação com os outros componen- ções nos anos de 1962 e 1973; tes; - Comparação das estruturas do teatro - Interagir com a sociedade, com a (plateia, palco, palco italiano, palco construção de conhecimentos cientí- de arena, palco semiarena, arena de ficos e com a política, de modo estéti- serviço, teatro/cenografia, o cenógra- co, isto é, colocando em ação razão e fo, etc.); sensibilidade; 93
  • 94.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Comparação dos diversos estilos e - Investigar, contextualizar e compre- tipos de teatro no Brasil compreen- ender as artes enquanto fenômeno dendo: estilo Luso-Brasileiro (Teatro sóciocultural, histórico e estético; Municipal de Ouro Preto, Teatro Mu- - Compreender que a atitude estética nicipal de Sabará, Teatro São João, procura ver o homem como ser inte- Teatro Sete de Setembro, Teatro Mu- gral, racional, sensível e imaginativo; nicipal de Pirenópolis), Teatro Estilo Neoclássico (Teatro São Pedro, Teatro - Fomentar arte em contextos de co- Arthur Azevedo, Teatro de Santa Isa- munidade, valorizando a diversidade bel, Teatro da Paz, Teatro Amazonas), cultural. Teatro Estilo Eclético (Teatro Munici- pal do Rio de Janeiro, Teatro Munici- pal de São Paulo), Teatro Estilo – Jar- dim (Teatro Alberto Maranhão, Teatro José de Alencar); - Noções e conceitos de tempo e espa- ço no teatro, o papel do ator, diretor, audiência, cenógrafo e outros técni- cos na história e na constituição do espetáculo; o papel dos jogos dramá- ticos na expressão cênica; autoesti- ma, espírito de grupo, ritmo da peça, papel da audiência, tema da peça e Teatro das personagens, o contexto cultural e histórico de uma peça; - Conceitos referentes à construção do texto teatral: exposição, desenvolvi- mento e desfecho; - Conceitos referentes à tese/dis- curso, ação dramática (conflitos, relacionamentos, causas e conse- quências, contexto sociocultural, po- lítico, filosófico, econômico, científico, tecnológico); - Conceitos: planos de ação (realida- de, memória, fantasia); fala (diálo- go, monólogo); personagens (pro- tagonista, antagonista e secundário), perfil (físico, emocional, ético, moral, social, político, econômico); - Elementos da estética teatral e sua interação numa encenação: corpo, voz, movimento, espaço, figurinos, maquiagem, máscaras, iluminação, sonoplastia, cenografia, adereços e objetos de cena, palavra; 94 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 95.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Relação dos diferentes tipos de ence- nação e formas de utilização dos sig- nos teatrais (teatro de atores, de bo- necos, sombra, mímica, dança-teatro, dança- ritual, circo, TV, vídeo, cinema); - Modos e meios de interação dos signos da linguagem para carac- terizar gêneros teatrais (tragédia, comédia, farsa, drama, melodrama, lírico, épico), e relacioná-los com as diferentes estilísticas atuais do teatro, da TV e do cinema; - Surgimento dos profissionais liga- dos ao fazer teatral: dramaturgo, ator, encenador, diretor, figurinista, aderecista, maquiador, iluminador, sonoplasta, camareiro, contrarregra, maquinista, carpinteiro teatral e pro- dutor; - Identificação das ações inter, multi e transdisciplinares da produção tea- TEATRO tral; - Elementos estruturais dos textos: gênero, tema, enredo (exposição, desenvolvimento e desfecho); tese/ discurso; ação dramática (conflitos, relacionamentos, causas e conse- quências; contexto sociocultural, po- lítico, filosófico, econômico, científico, tecnológico); - Projeto de produção teatral que contemple a análise dos aspectos e dos problemas sociais da comu- nidade, de modo a propor soluções e intervenções; - Impacto do desenvolvimento socio- cultural, científico e tecnológico no processo de representação teatral e nos elementos da encenação, verifi- cando sua ação sobre a realização, a apreciação e a fruição nos espetácu- los cênicos; 95
  • 96.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Importância das manifestações cê- nicas para a formação da identidade nacional e do patrimônio artístico lo- cal, regional, nacional e universal; - Manifestações populares locais que utilizam a ação dramática como ins- trumento de comunicação e expres- Teatro são de valores éticos; - Elementos da linguagem cênica nos veículos de comunicação, para mobi- lizar emoções, valores, atitudes e opi- niões e influenciar comportamentos individuais e sociais (teatro, cinema multimídia, show musical, vídeo, TV, Internet e outros). - Atividades artísticas como área de - Criar obras com linguagem artística conhecimento, tanto no aspecto his- própria: escrever, dançar, cantar, to- tórico e cultural como na vivência ar- car, representar e elaborar imagens tística direcionada às práticas da Arte visuais; Circense; - Conhecer o seu corpo e as suas po- - Novas formas de pintura facial dos tencialidades expressivas; atores do Riso (palhaços) na arte cir- - Interagir com o grupo e a comunida- cense; de por meio de linguagem artística - Apropriação de diferentes linguagens em várias modalidades; que favoreçam a socialização e pre- - Perceber as especificidades das diver- encham necessidades de expressão Arte Circense sas linguagens artísticas e as suas pos- e troca cultural, destacando-se a síveis relações, bem como sua articula- atividade circense (cama-elástica, ção com os outros componentes; malabares, contorcionismo, equili- brismo, palhaçaria, trapézio, saltos, - Interagir com a sociedade, com a laço e chicote; construção de conhecimentos cientí- ficos e com a política, de modo estéti- - Indumentária nas diversas culturas: co, isto é, colocando em ação razão e panorama do vestuário étnico, suas sensibilidade; variações e influências no vestir para a atuação na arte circense; - Investigar, contextualizar e compre- ender as artes enquanto fenômeno - Papel educacional das famílias circen- sóciocultural, histórico e estético; ses na transmissão da cultura circense. 96 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 97.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Arte circense, ginástica acrobática e - Compreender que a atitude estética educação física (consciência corporal), procura ver o homem como ser inte- dentre outras atividades educacionais gral, racional, sensível e imaginativo; como complemento da formação da - Fomentar arte em contextos de co- saúde e entretenimento; munidade valorizando a diversidade - Escolas de Circo existentes no Brasil e cultural. sua atuação Educacional e Artística na atualidade; - Indumentárias (vestimentas e objetos de adornos), utilizadas nas diversas performances dos atores circenses; - Materiais e equipamento tecnológicos e modernos utilizados na atualidade, comparando-os com os de outra épo- ca; ARTE CIRCENSE - Gêneros do Circo de Cavalinho, sua forma de apresentação, sua contri- buição social, cultural e econômica na metade do século XIX no Brasil; - O circo como a arte mais antiga do mundo; - Surgimento da arte da acrobacia, sua utilização para o treinamento dos guerreiros, e contribuição para o de- senvolvimento corporal, da agilidade, da flexibilidade e da força; - Conhecer a infraestrutura do circo nos dias de hoje; - Diversos estilos e gêneros de atores do riso (palhaços) na Arte Circense. - Origem e função da dança nas cortes - Criar obras com linguagem artística europeias; própria: escrever, dançar, cantar, to- car, representar e elaborar imagens - Elementos que propiciaram o surgi- visuais; mento do ballet com seus códigos, re- gras e formas definidas; - Conhecer o seu corpo e as suas po- tencialidades expressivas; - Diferentes ballets de repertório cria- DANÇA dos ao longo da história dessa téc- - Interagir com o grupo e a comunida- nica, sua relação com a composição de por meio de linguagem artística, musical e com as artes visuais da época; em várias modalidades; - Transição do ballet para a dança mo- - Perceber as especificidades das diver- derna, advento da dança moderna e sas linguagens artísticas, as suas pos- aceitação pelo público; síveis relações, bem como sua articu- lação com os outros componentes; 97
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O período de transição da dança clás- - Interagir com a sociedade, com a sica para a dança moderna e novos construção de conhecimentos cientí- elementos coreográficos trazidos pe- ficos e com a política, de modo estéti- los coreógrafos desse período, consi- co, isto é, colocando em ação razão e derados como vanguarda; sensibilidade; - Relação entre a música e a dança de- - Investigar, contextualizar e compre- senvolvida no Brasil, nos séculos XIX e XX, buscando entender como uma ender as artes enquanto fenômeno contribuiu para o desenvolvimento sócio cultural, histórico e estético; da outra; - Compreender que a atitude estética - Nova maneira de trabalhar o corpo procura ver o homem como ser inte- na dança moderna com os bailarinos gral, racional, sensível e imaginativo; dançando descalços, trabalhando - Fomentar arte em contextos de co- contrações, torções e desencaixe uti- lizando movimentos mais livres, em- munidade valorizando a diversidade bora respeitando técnica fechada; cultural. - Técnicas da dança moderna; - Relação entre dança e alteridade: sur- gimento de técnicas variadas de dan- ça no século XX; - A popularização da dança no cine- ma, no século XX e técnicas de dança mais exploradas pela sétima arte; - Importância das danças e da música Dança dos negros norte-americanos para o desenvolvimento, a difusão e a popu- larização da dança; - Danças disseminadas pela indústria cultural e análise crítica do conteúdo estético e artístico; - Surgimento da dança contemporâ- nea, sistemas e métodos desenvolvi- dos pela dança moderna e pós- mo- derna; - As várias linguagens que alimentam a dança contemporânea; - Danças afro-brasileiras e sua impor- tância para a formação cultural dos dançarinos brasileiros; - Influência das danças indígenas na construção das diversas técnicas de dança contemporânea no Brasil e na diferenciação dos corpos dos dança- rinos no Brasil; - Desenvolvimento da dança contem- porânea no Brasil e técnicas mais uti- lizadas; - Construção de roteiro, ensaio e apre- sentação de espetáculo de dança. 98 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Elementos básicos da linguagem mu- - Criar obras com linguagem artística sical nos diversos gêneros e estilos; própria: escrever, dançar, cantar, to- car, representar e elaborar imagens - Diferentes formas de organização do visuais; som quanto aos seus parâmetros; - Conhecer o seu corpo e as suas po- - Similaridades e diferenças na organi- tencialidades expressivas; zação da estrutura formal da música nos seus diversos gêneros e estilos; - Interagir com o grupo e a comunida- de por meio de linguagem artística - Elementos da linguagem musical e em várias modalidades; elementos formais da estrutura musi- cal na criação e improvisação musical; - Perceber as especificidades das di- versas linguagens artísticas e as suas - Emprego de instrumentos musicais possíveis relações, bem como sua ar- nos diversos estilos, analisando os re- ticulação com os outros componen- cursos aplicados no processo de pro- tes; dução musical; - Interagir com a sociedade, com a - Emprego da voz e do corpo humano construção de conhecimentos cientí- como instrumento musical nos di- ficos e com a política, de modo estéti- versos estilos, analisando os recursos co, isto é, colocando em ação razão e aplicados no processo de produção sensibilidade; musical; - Investigar, contextualizar e compre- mÚSICA - Emprego da voz e ou instrumentos ender as artes enquanto fenômeno na execução musical com fluência, sóciocultural, histórico e estético; expressividade e senso de estrutura; - Compreender que a atitude estética - Recursos tecnológicos na criação mu- procura ver o homem como ser inte- sical; gral, racional, sensível e imaginativo; - Diferenciação de obras de diferentes - Fomentar arte em contextos de co- estilos musicais a partir da análise dos munidade valorizando a diversidade elementos musicais, das estruturas cultural. formais, características e recursos uti- lizados na sua composição; - Produções musicais em culturas di- versas; - Expressão e discussão de sensações, ideias e sentimentos provocados pela escuta de diferentes estilos musicais; - Noções e conceitos do som e seus elementos formadores, voz, instru- mentos musicais, música pura, mú- sica programática, sonoplastia, ex- pressividade vocal, diversidade das manifestações sonoras; 99
  • 100.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Aspectos formais da composição mu- sical, alteração da expressão musical de acordo com as diferentes épocas e culturas; - Reflexão sobre a assimilação de as- pectos característicos de uma cultura por outra, evidenciada na sua produ- ção musical; - Diversas possibilidades de agrupa- mentos instrumentais; - Relações entre o contexto histórico, social, político, econômico e cultural de diferentes épocas e suas produ- ções musicais; - Diferentes usos e funções da música de diversos países e épocas, a partir do contexto em que está inserida; - Diferentes usos e funções da música no cotidiano e nas manifestações cul- Música turais de diversos grupos Indicação de filmes de alguns pintores e suas obras: - Basquiat – Traços de uma vida - A vida de Leonardo da Vinci - Camille Claudel - Goya - Pollock - Modigliani - Agonia e êxtase - Os amores de Picasso - Sede de viver - Arquitetura da destruição - Moça com brinco de pérola - No traço do invisível - Frida 100 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    6.7. Educação Física– 1º ao 3º Ano e ginásticas advindas das mais diversas manifesta- ções culturais), e se enxergue como estas atividades compõem um vasto patrimônio cultural que deve CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE ser valorizado, conhecido e desfrutado, podendo-se CURRICULAR pressupor que esse conhecimento contribui para a adoção de uma postura não-preconceituosa e discri- minatória diante das manifestações e expressões dos “A Educação Física mudou de objetivo: não procura diferentes grupos étnicos e sociais, bem como, das futuros campeões, mas quer bons cidadãos” (PCN, pessoas que dele fazem parte. Vol. 07. p. 12)”. No âmbito da Educação Física, os conhecimentos A Educação Física é um componente do currícu- construídos através de abordagens sobre o corpo e lo escolar caracterizado pela ênfase nos conceitos, seu processo de desenvolvimento, possibilita ao alu- princípios, valores, atitudes e procedimentos das di- no: mensões biodinâmicas, comportamentais e sociocul- turais do movimentar-se humano e da corporeidade. • a consciência com relação à adoção de hábitos de vida saudáveis; A Constituição Federal rege no Art. 217 que é dever do Estado fomentar práticas esportivas formais e não • a análise crítica de valores sociais que se torna- formais, como direito de cada indivíduo, observando ram dominantes na sociedade, seu papel como a destinação de recursos públicos para a promoção instrumento de exclusão e discriminação social prioritária do esporte educacional. Para o cotidiano e a atuação dos meios de comunicação em pro- escolar, os princípios emanados da Lei de Diretrizes e duzi-los, transmiti-los e impô-los; Bases da Educação (Lei n.º 9.394/96), asseguram que • a compreensão de que o lazer, os esportes e as os indivíduos atendidos pelo Sistema de Educação demais atividades corporais, bem como os lo- Nacional, recebam a necessária atenção em relação à cais destinados a sua prática são necessidades educação integral a que têm direito. O Art. 26 §3º ga- básicas, e, por isso, direitos do cidadão. rante que a Educação Física Escolar é componente Entendemos que a ampliação das vivências corpo- curricular obrigatório da Educação Básica, o que asse- rais deve ser otimizada no Ensino Médio, todavia, ao gura o acesso a todos. analisarmos quais saberes escolares devem ser ensi- Atualmente, a análise crítica e a busca de su- nados e apreendidos nesta etapa de escolarização, peração dessa concepção, apontam a necessidade verificamos a necessidade de preparar os jovens para de que, além daqueles, se considere também as di- uma participação política mais efetiva no que se re- mensões: cultural, social, política e afetiva, presentes fere à organização dos espaços e recursos públicos no corpo vivo, isto é, no corpo das pessoas as quais para atividade física, bem como percebemos que os interagem e se movimentam como sujeitos sociais e conhecimentos voltados área da saúde devem ser como cidadãos. enfatizados, possibilitando sujeitos capazes de agir O ser humano, desde suas origens, produziu cultura. na manutenção e promoção da mesma. Sua história é uma história de cultura na medida Sendo assim, apresentamos para a organização do em que tudo o que faz está inserido num contexto Ensino Médio uma proposta com 3 temas específicos cultural, produzindo e reproduzindo cultura. de conhecimentos, organizados da seguinte manei- A cultura é o conjunto de códigos simbólicos reco- ra: Tema Específico I: Linguagens Corporais Específi- nhecíveis pelo grupo e neles o indivíduo é formado cas; Tema Específico II: Linguagens Corporais na So- desde o momento da sua concepção. Nesses mes- ciedade; e Tema Específico III: Linguagens Corporais mos códigos, durante a sua infância, aprende os valo- para Saúde Coletiva. res do grupo e por eles posteriormente é introduzido Vale informar que a expressão/linguagem foi utili- nas obrigações da vida adulta, da maneira como cada zada em todos os temas específicos, conforme as grupo social as concebe. concepções de Darido (2006), que utiliza o termo lin- A Educação Física abre espaço para que se aprofun- guagem como meio de expressão, informação e co- dem discussões importantes sobre aspectos éticos municação em situações intersubjetivas que exijam e sociais, permitindo que se vivenciem diferen- graus de distanciamento e reflexão sobre os contex- tes práticas corporais (danças, esportes, lutas, jogos tos e estatutos de interlocutores. Mais ainda, refere- 101
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    se à capacidadede o educando situar-se como pro- 3. Jogos – Atividades físicas de grande valor tagonista dos processos de produção e recepção de educacional. Devem ter flexibilidade nas suas textos construídos em linguagem corporal. Abaixo regras e regulamentos, podendo ser adapta- descrevemos os Temas Específicos. dos às condições locais e materiais disponí- veis, bem como, ao número de participantes. Devem ser de baixo nível competitivo, com LINGUAGENS CORPORAIS ESPECÍFICAS características cooperativas e recreativas, apli- cados em várias situações como datas festivas, confraternizações, no cotidiano escolar, volta- Trata-se de ampliar as vivências corporais em sua ple- dos ao desenvolvimento do lazer e, principal- nitude. Aqui será possível a utilização dos esportes mente, como conteúdos nas aulas de Educa- danças, jogos, lutas, ginásticas e manifestações con- ção Física. Objetiva a participação de todos, temporâneas como a Ginástica de Academia e Treina- oportunizando o desempenho ótimo de cada mentos de Força como subsídios para esta ampliação. educando com atividades adequadas às suas No Ensino Médio, itens da ação motora deixam de habilidades. ser um fim, para tornar-se um meio da prática de 4. Lutas - Disputas entre oponentes que são atividades físicas. Não será necessário o alunado re- subjugados com técnicas e estratégias combi- alizar com a máxima eficiência uma habilidade fun- nando ações de ataque e defesa. As regras não damental do esporte, ou uma técnica perfeita da permitem atitudes de violência e deslealdade. dança, muito menos realizar com exatidão os golpes Possuem influência de vários povos e culturas das lutas estudadas, mas sim, conhecer as principais que construíram o Brasil, destacando-se a cul- oportunidades, possibilidades e maneiras seguras de tura Afro, que aparece também em outras for- realizá-las para direcionar-se como indivíduo ativo, mas de expressão corporal. conhecedor dos benefícios fisiológicos, psicológicos e sociais que estes instrumentos de comunicação, ex- 5. Ginástica – Técnicas de trabalho corporal, ge- pressão, lazer e cultura nos proporcionam. ralmente individualizado, com finalidades di- versas. Podem ser desenvolvidas com a utiliza- Discriminaremos abaixo as funções educativas, para ção ou não de materiais e em espaços abertos o Ensino Médio, de cada item que compõem este ou fechados. Importante conteúdo da Educa- tema específico: ção Física que oportuniza o desenvolvimento 1. Esporte - Deve ser abordado em seu aspecto das capacidades físicas de base (velocidade, educativo. Ressaltamos a necessidade de sua força e resistência) através das suas diversas prática, análise e sistematização, ser feita em- manifestações voltadas a diferentes finalida- basada no esporte da escola e não no esporte des tais como, estética corporal, melhoria da na escola. Desta maneira, deverão ser respeita- condição física, do desempenho esportivo, das as diferentes formas de possibilidades de da postura e do bem estar geral. Vale salien- espaço, equipamentos e materiais, bem como tar aqui os modelos de ginásticas construí- as diferenciações de Referencial Curricular do dos através dos tempos mais utilizados como Estado de Rondônia e faixas etárias presentes conteúdos da Ed. Física: Ginástica Artística nos educandos de Ensino Médio, evitando a su- ou Olímpica, Rítmica, Acrobática e Aeróbica, pervalorização da esportização, e a hipercom- como modelos esportivos; Ginástica Geral petitividade, uma vez que estes não são o foco como possibilidade pedagógica que utiliza to- da Educação Física Escolar. dos os elementos das demais em conformida- de com as condições da escola. 2. Danças – Manifestações da cultura corporal expressa através dos gestos com a presença 6. Manifestações contemporâneas (Ginástica de estímulos sonoros como referência para de Academia e Treinamentos de Força) – o movimento corporal, servindo como base Aqui se pretende propiciar situações e momen- para propostas de desenvolvimento da cria- tos de ensino onde o educando possa conhecer tividade e desinibição. São manifestações da opções de atividade física extra-esportes. Visa- comunicação que combinam ritmos, sons e mos permitir que os educandos tenham pos- contemplam aspectos histórico-sociais. sibilidades de realizar ginásticas coletivas com movimentos simples e vivências de treinamen- 102 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    to de força(musculação) com peso do corpo ou esta se torna um meio para a concretização de de materiais adaptáveis. A proposta é permitir suas pretensões (PCNEM, 1999). Também deve que, mesmo o educando não tenha condições possibilitar saberes onde os educandos possam de frequentar uma academia, tenha noções dos reconhecer quais aspectos devem ser prioriza- exercícios. dos em um programa de treinamento físico. Ao mesmo tempo precisa contribuir para o reconhe- cimento da participação efetiva no mundo do tra- LINGUAGENS CORpORAIS NA SOCIEDADE balho no que se refere à compreensão do papel do corpo no mundo da produção, no que tange ao con- Encontramos nas Orientações Curriculares Nacionais trole sobre o próprio esforço e do direito ao repouso para o Ensino Médio (2006) considerações referentes e ao lazer (ORIENTAÇÕES CURRICULARES NACIONAIS à proposta do currículo escolar para este segmento. PARA O ENSINO MEDIO, 2006); Ou seja, ao final desta etapa o educando deve, dentre Ressaltamos que a Anamnese com informações rela- outros itens: tivas ao histórico de saúde do educando, associada 1. Ter iniciativa pessoal nas articulações coletivas com as medidas do peso corporal e estatura (cálculo relativas às práticas corporais; do Índice de Massa Corporal - IMC) e da circunferência da cintura e do quadril, são ações que, devidamente 2. Intervir em políticas sobre as iniciativas públicas organizadas por sexo e faixa etária, e contextualiza- de esporte, lazer e organização da comunidade das, podem favorecer o despertar para o tema - Estilo nas manifestações, vivência e na produção de de vida ativo na escola. cultura. Partindo destas concepções, o educando pode ser incluído como sujeito e pode se tornar um leitor ético OBJETIVO GERAL e crítico do mundo, com capacidade de intervenção e de transformação da realidade, quando necessário. Explorar e analisar o mundo motor por meio das ma- Este é o principal propósito deste Tema Específico, o nifestações da cultura corporal, visando o entendi- educando poder analisar o exercício físico e a ativida- mento e a autonomia frente aos conhecimentos rela- de física com um olhar crítico dos acontecimentos e tivos à prática da atividade física permanente. tudo que o cerca para a sua realização. Conhecer e re- conhecer seus direitos, bem como sentir-se como su- OBJETIVOS ESpECÍFICOS jeito transformador da elitização da atividade física. 1. Estimular vivências e experiências do movi- mentar-se, desenvolvendo conhecimento e res- peito ao seu próprio corpo e ao corpo do outro, LINGUAGENS CORpORAIS pARA SAÚDE COLETIVA percebendo que o nosso corpo é portador de linguagens utilizáveis nos processos de intera- Este Tema Específico permeará sua práxis em dois ção social. caminhos: o conhecimento sobre o corpo e a saúde 2. Possibilitar vivências e conhecimentos ligados deste corpo em si e em sociedade. às atividades físicas que permitam a interação As descrições a seguir serão suporte para entendi- social da Educação Física com a sociedade (fa- mento de cada caminho. mília, comunidade, bairro, etc.). 1. Conhecimento sobre o corpo – visa a obten- 3. Enfocar a diversidade cultural regional para a ção e reafirmação dos conhecimentos básicos formação de identidades através da atividade de anatomia, fisiologia, fisiologia do exercício e física, considerando-se os aspectos de relação cinesiologia. homem-natureza, percebendo como a Educa- ção Física pode atuar para respeitar a diversi- 2. Saúde – aborda todas as temáticas indissociá- dade cultural e manutenção e conservação do veis de um indivíduo sadio. Uma Educação Física meio ambiente. atenta aos problemas do presente, não poderá deixar de eleger, como uma de suas orientações 4. Proporcionar vivências e experiências através centrais, a Educação para a Saúde, visto que da atividade física, a partir da compreensão das múltiplas linguagens corporais, partindo 103
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    da diversidade desituações étnicas através da utilização de jogos, danças, lutas, esporte, mí- mica, etc. 5. Proporcionar o entendimento da relação en- tre a atividade física e as diversas linguagens artísticas, promovendo a formação e o desen- volvimento do senso estético, possibilitando o conhecimento crítico aos padrões de beleza impostos/criados. 1º ANO COMPETÊNCIA • Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimen- to, aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para obtenção e manutenção da saúde. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais: - Vivenciar as manifestações corporais presentes nos esportes, danças, ginás- - Conhecimento e percepção das ticas, lutas e lazer entendendo suas li- potencialidades e limitações do seu mitações corporais percebendo estas próprio corpo e do outro, através de manifestações como possibilidades vivências e experiências em ativida- de práticas corporais. des físicas com predominância nos Esportes Básicos Comuns e/ou Espor- - Reconhecer as diversas possibilidades tes Alternativos. de manter o corpo ativo através de vi- vências corporais variadas. Linguagens Corporais na Sociedade: Linguagem e - Aprofundar o entendimento das - Compreensão das diferenças de lazer, Interação questões conceituais que envolvem recreação e esportes, reconhecendo a atividade física, esportes, danças, suas manifestações ao longo da histó- lazer, jogos e saúde para obtenção de ria e em dias atuais. valores corporais. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva: - Aprofundamento da anatomia funcio- nal do sistema esquelético e muscular e sua resposta à prática de exercícios relacionadas com as forças aplicadas (cinesiologia). 104 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Refletir quanto às necessidades sociais que vinculem questões relacionadas à - Vivência de jogos e outras práticas atividade física e saúde, no sentido de voltadas ao desenvolvimento do lazer entender qual o seu papel na socie- como meio de comunicação e intera- dade para questioná-la e ser capaz de ção entre a escola, a família e a comu- transformá-la; nidade. - Atuar como sujeito ativo na sociedade Linguagens Corporais na Sociedade: reconhecendo as possibilidades de la- - Conhecimento da legislação que va- zer de acordo com as leis vigentes; lida os direitos do cidadão para ob- pRÁTICAS - Analisar as necessidades coletivas tenção de lazer, esportes e atividades SOCIAIS que são promotoras de saúde, re- físicas como política pública social; conhecendo a atividade física como - Linguagens Corporais para Saúde Co- facilitadora destas necessidades. letiva; - Noções preliminares de epidemiolo- gia; - Conceito e sua aplicação na socieda- de; - Epidemiologia da atividade física; - DSTs. Linguagens Corporais e Especificas - Diversificar as opções esportivas atra- vés das ações ecológicas e susten- - Ampliação dos conhecimentos e vi- táveis na natureza. As manifestações vência dos Esportes da Natureza, tais corporais; como: Caminhadas Ecológicas, Trilhas, Ciclismo, Canoagem, bem como ou- - Análise das opções de lazer para uti- tras atividades praticadas na região, lização, possibilidade de atividade fí- como instrumentos de respeito às di- sica, bem como, de reconhecimento mEIO versidades culturais e a necessidade das necessidades de políticas públi- AmBIENTE E de preservação do meio ambiente. cas; DIVERSIDADE CULTURAL Linguagens Corporais na Sociedade - Reconhecer os hábitos alimentares que contribuem para um estilo de - A urbanização e suas implicações para vida saudáveis. Para reconhecer quais opções de lazer, considerando a uti- os melhores alimentos á serem consu- lização dos espaços físicos na comu- midos durante a atividade física; nidade para a prática de atividades físicas em geral, como fator de favo- - Colaborar em situações de primeiros recimento da socialização entre seus socorros, na ocorrência de urgências integrantes cardíacas. 105
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Conhecimentos ampliados sobre os tipos de alimentos e sua relação com algumas doenças da modernidade Meio como: obesidade, hipertensão e dia- Ambiente e betes; Diversidade - Pirâmide da Atividade Física; Cultural - Noções básicas sobre o metabolismo alimentar e sua relação com a prática de exercícios; - Socorros de urgências: massagem car- díaca; transporte de acidentados. Linguagens Corporais e Especificas - Criar coreografias com diferentes esti- los de danças que englobam a diversi- - Identificação de linguagens cor- dade brasileira. porais, considerando as diversidades étnicas, através de experiências ad- - Analisar a realidade de lazer público e quiridas com danças, atividades de privado existentes no Estado de Ron- expressão corporal ou outras manifes- dônia. tações rítmicas, criando coreografias - Reconhecimento de princípios indis- pertinentes a cultura e ao folclore bra- pensáveis para obtenção de resulta- sileiro. dos em programas de treinamento. Múltiplas Linguagens Corporais na Sociedade Linguagens - Conhecimento e análise dos diferen- tes espaços de lazer para as diversas classes sociais existentes no Estado de Rondônia. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Compreensão dos princípios da ativi- dade física sistematizada: individuali- dade biológica, sobrecarga, continui- dade e interação volume/intensidade. 106 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Vivenciar diferentes possibilidades de exercício físico realizada em acade- - Conhecimento das características das mias como opção de lazer e exercício diversas modalidades de ginástica físico; (esportivas, de academia, geral, etc.), através da prática dos seus funda- - Refletir sobre as mídias e as atitudes mentos, ressaltando a importância de consumo; da participação de todos em busca de - Reconhecer desvios alimentares que seus objetivos em conformidade com causam as doenças da auto imagem. suas possibilidades. Linguagens Corporais na Sociedade ESTéTICA DAS - Análise da influência da mídia nos mÚLTIpLAS eventos de atividade física e expres- LINGUAGENS sões culturais, compreendendo a rela- ção entre mídia e consumo. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Análise de algumas patologias (Distúrbios Dismórficos Corporais) inerentes ao excesso de peso, ma- greza e prática exagerada de exercí- cio físico; - O stress como fator interveniente na qualidade de vida. 2º ANO COmpETêNCIA • Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento, aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob- tenção e manutenção da saúde. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens corporais e Especificas - Atuar com organização e planejamen- tos de eventos esportivos; - Participação no planejamento e orga- nização de atividades físicas na escola - Reconhecer posturas adequadas den- que favoreçam a integração dos seus tro das competições e ações esporti- LINGUAGEm E participantes, com ênfase nos Espor- vas; INTERAÇÃO tes Básicos Comuns e/ou Esportes Al- - Reconhecer e compreender o funcio- ternativos. namento do corpo entendendo como a prática da atividade física pode transformá-la. 107
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais na Sociedade - A ética dentro e fora das competições esportivas; - Vivência e exemplificação de situa- ções éticas, tanto como atletas em competições esportivas, assim como em qualquer outra função que venha Linguagem e a participar. Interação Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Compreensão da anatomia do sistema cardiopulmonar e sua resposta à práti- ca de exercícios; - Conhecimento das formas de controle da atividade através dos cálculos de FC- máx, Zona Alvo e percepção de esforço. Linguagens Corporais e Especificas - Ter atitudes colaborativas para possi- bilitar lazer na comunidade que está - Participação e organização de ativi- inserido; dades voltadas ao lazer, envolvendo a escola (professores, funcionários e - Entender as ações de Políticas Públi- educandos), a família e a comunidade, cas Nacionais para o esporte e lazer; como meio de interação social. - Tomar atitudes saudáveis para evitar Linguagens Corporais na Sociedade as doenças epidemiológicas; - Saber o que são Políticas Públicas; - Reconhecer as diversas possibilidades de manter o corpo ativo através de vi- - Quais são as principais Políticas Públi- vências corporais variadas; cas Nacionais voltadas ao esporte e ao lazer. - Reconhecer as implicações que per- meiam uma gravidez na adolescência. Linguagens Corporais para Saúde Práticas Coletiva Sociais - Compreensão e análise dos aspectos epidemiológicos das doenças da mo- dernidade investigando causas, evo- lução e consequências (diabetes, dis- lipidemias, tabagismo, hipertensão, dentre outras); - Análise das Políticas Públicas Nacionais voltadas à saúde; - A importância da prática da atividade fí- sica sistematizada para modificações de padrões epidemiológicos negativos; - Gravidez na adolescência e suas modifi- cações: corporais, psicológicas e sociais. 108 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Vivenciar ações motoras com conota- - Compreensão da importância da ções sustentáveis e ecologicamente prática de E.N. e outras atividades re- corretas; gionais, como instrumento de intera- - Compreender a importância da prá- ção entre o homem e a natureza tica das atividades físicas, esportivas focando a preservação do meio am- e expressivas em ambientes naturais biente. como forma de valorizar a cultura es- Linguagens Corporais na Sociedade portiva e o meio ambiente; - Compreensão sobre a construção - Reconhecer as verdadeiras possibili- de espaços para a prática da atividade dades de suplementação alimentar e física, a realização de grandes eventos suas implicações na promoção de re- e suas relações com impacto ambien- sultados com manutenção da saúde; tal, cultural e social; - Promover eventos musicais perten- - Análise da aplicabilidade de atividades físicas, tanto na zona urbana como na centes a cultura brasileira; natureza, com relação ao impacto am- - Reconhecer as diferentes ações que biental e o respeito às peculiaridades permeiam a mídia nas transmissões regionais; esportivas; - Conhecimento e valorização dos es- - Reconhecer as diferentes alterações portes indígenas. que a atividade física promove no cor- Linguagens Corporais para Saúde po humano. Coletiva mEIO AmBIENTE E - Conhecimentos ampliados so- bre suplementação alimentar e suas DIVERSIDADE respostas em organismos de indivídu- CULTURAL os saudáveis ou portadores de patolo- gias da modernidade; - Socorros: estiramento muscular e queimaduras. Linguagens Corporais e Especificas - Participação no planejamento e orga- nização de eventos com danças, ativi- dades de expressão e/ou outras mani- festações rítmicas pertinentes à cultura e aos folclores brasileiro e mundial. Linguagens Corporais na Sociedade - Análise da influencia da mídia e an opi- nião pública em transmissões esporti- vas e culturais (campeonatos e torneios locais, nacionais e internacionais; apre- sentações folclóricas e festivais). Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Ampliação da percepção corporal du- rante a prática de atividade física siste- matizada: a dor aguda, dor tardia, alte- rações cardíacas e o cansaço. 109
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Participar de atividades motoras que se desenvolvem dentro do ambiente - Compreensão e possibilidades de de academia; vivências voltadas às diversas moda- lidades de ginástica (esportivas, de - Reconhecer a influencia dos patrocí- academia, geral, etc.) percebendo a nios em eventos esportivos e suas im- sua importância para o conhe- plicações no mercado de consumo; cimento do próprio corpo. - Conhecer as alterações no sistema hor- Linguagens Corporais na Sociedade monal ocorridas durante a atividade fí- sica e suas implicações nos resultados. - Análise do consumismo e suas impli- Múltiplas cações nos esportes e lazer (as mar- Linguagens cas e os investimentos para as diver- sas manifestações da atividade física/ esportes/folclore/danças). Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Desenvolvimento de conhecimentos básicos sobre as respostas hormonais diante da atividade física (adrenalina, noradrenalina, dopamina, endorfi- nas, serotoninas, HG, ácido lático, dentre outras). 3º ANO COMPETÊNCIA • Compreender as diferentes manifestações da cultura corporal, reconhecendo, analisando e valorizando os aspectos sociais, éticos, afetivos, psicológicos e políticos que estão envolvidos na cultura do movimento, aprofundando os conhecimentos das diversas possibilidades de manter o corpo em movimento para ob- tenção e manutenção da saúde. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Reconhecer a necessidade de partici- pação de indivíduos com deficiência - Compreensão dos Esportes Básicos em ações esportivas; Comuns e Esportes Alternativos como opções de prática esportiva perma- - Realizar e identificar os testes físicos nente, analisando seus limites e possi- necessários para aprovação em con- Linguagem e bilidades na perspectiva de inclusão. cursos públicos; Interação Linguagens Corporais na Sociedade - Ser capaz de reconhecer seu corpo e suas alterações provadas pela ativida- - A atividade física e a relação com o de física. mercado de trabalho. A necessida- de dos TAFs (Teste Aptidão Física) para obtenção de contratos empregatícios. 110 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais para Saúde Coletiva LINGUAGEm E - Conhecimentos ampliados sobre a INTERAÇÃO anatomia funcional do sistema esque- lético, muscular e cardiopulmonar e sua relação com a prática de atividade física para toda a vida. Linguagens Corporais e Especificas - Identificar e realizar os jogos como la- zer para a comunidade; - Análise dos conteúdos dos jogos como opções de lazer, e de in- - Realizar atividades de lazer para o en- teração na comunidade em seu torno escolar; entorno. - Reconhecer as dislipidemias como um Linguagens Corporais na Sociedade problema nacional que necessita de ações individuais para ameniza os re- - Promoção de atividades que possi- curso empregado; bilitem lazer para a comunidade esco- lar/geral; - Identificar diferentes padrões que re- sultem em problemas posturais, para - Reflexão a cerca do processo de en- evitá-los. velhecimento (comunidade, família, trabalho e lazer); - Sensibilização para a compreensão pRÁTICAS crítica da realidade social do entor- SOCIAIS no escolar. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Conhecimento de dados epidemioló- gicos do mundo, do Brasil de Rondô- nia e de cada município; - Conhecimentos básicos sobre ativi- dade física e doenças crônicas dege- nerativas relacionadas ao processo de envelhecimento (osteoporose, artro- se, dentre outros); - Conhecimentos sobre LER/DORT e seus aspectos preventivos e terapêu- ticos. 111
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Reconhecer as opções de E. N. promo- vendo vivências no contexto geográ- - Organização de atividades com ênfa- fico que o cerca; se nos E.N, voltadas às questões de preservação do meio ambiente, res- - Garantir a utilização de eventos sus- peitando as peculiaridades regionais. tentáveis para a população, possibili- tando elevar a renda familiar e desper- Linguagens Corporais na Sociedade tar noções de ecologia e reciclagem; - Percepção dos materiais alternativos - Entender quais são as implicações da Meio como opção de utilização para garan- hidratação durante a atividade física. Ambiente e tir a prática de atividade física, enten- Diversidade dendo a necessidade de investimen- Cultural tos financeiros para estes. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Compreensão da reposição hidroele- trolítica antes, durante e após a ativi- dade física (bebidas isotônicas, esti- mulantes dentre outros); - Socorros: insolação e crise epilética. Linguagens Corporais e Especificas - Participar de eventos ligados à dança e expressão corporal, pertencentes à - Criação de coreografias vinculadas cultura brasileira e local; às danças, atividades de expressão corporal, dramatização e outras ma- - Reconhecer e analisar os espaços pú- nifestações rítmicas, que retratam a blicos destinados à prática esportiva realidade social ou outras temáticas e de lazer como ferramenta para pro- relacionadas à cultura corporal. moção da saúde e qualidade de vida; Linguagens Corporais na Sociedade - Reconhecer as diferentes alterações que a atividade física promove no cor- - Conhecimento e análise dos diferen- po humano. tes espaços públicos de lazer existen- tes em seu município e sua relação Múltiplas com as políticas públicas voltadas Linguagens para esporte e lazer. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - Contextualizar as diversas modalida- des esportivas e esportes alternativos com as especificidades dos trabalhos aeróbicos e anaeróbicos; - Tipos de exercícios de alongamento e flexibilidade; - Organização de programas básicos de atividade física. 112 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Linguagens Corporais e Especificas - Participar de atividades motoras que se desenvolvem dentro do ambiente - Entendimento da ginástica (G. Espor- de academia; tivas, de Academia, Geral, etc) como possibilidade para a prática de ativi- - Reconhecer a influência dos patrocí- dade física permanente, analisando nios em eventos esportivos e suas im- os benefícios e riscos das diferentes plicações no mercado de consumo; modalidades praticadas, levando em - Conhecer as alterações no sistema consideração as experiências dos edu- hormonal ocorridas durante a ativida- candos. de física e suas implicações nos resul- Linguagens Corporais na Sociedade tados. - As relações entre estética e sociedade. ESTéTICA DAS As implicações dos padrões de beleza mÚLTIpLAS de acordo com a cultura dos diferen- LINGUAGENS tes tipos de povos; - As relações entre padrões de beleza e o mercado de trabalho. Linguagens Corporais para Saúde Coletiva - A utilização de substâncias ilícitas para obtenção de resultados estéticos que atendam aos padrões sociais; - Termogênicos, esteroides, anaboli- zantes e medicamentos sem prescri- ção médica. 113
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    114 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    ÁREA DE CONHECIMENTO:MATEMÁTICA 115
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    7. ÁREA DECONHECIMENTO: MATEMÁTICA 7.1. Caracterização da Área de Matemática - 1º ao 3º Ano O currículo de Matemática no Ensino Médio é for- culturas e a valorização da inter-relação de seus mado por um conjunto de conteúdos que se somam conhecimentos com outros conhecimentos da historicamente numa mesma disciplina escolar. Os disciplina. Este tema envolve os seguintes con- conhecimentos numéricos, algébricos, geométricos, teúdos: geometria ( plana, espacial e analítica) e medidas e tratamento da Informação são contempla- noções básicas de geometria não euclidiana). E dos na disciplina com vistas à compreensão das di- o estudo das Funções. ferenças e inter-relações entre os conteúdos de refe- • Tratamento da informação - contribuem para rência que compõem a área de ciências, ditas exatas, interpretação e organização de dados, informa- no processo pedagógico. ções em tabelas e gráficos. Permite a resolução De forma geral, os conteúdos são tratados na discipli- de situações problemas envolvendo dados e in- na conforme os seguintes eixos: formações estatísticas, assim como, à compre- ensão de conceitos de matemática financeira. • Números e Operações – com a abordagem dos No ensino médio, este tema envolve os conteú- conteúdos: Números reais; Números Comple- dos: analise combinatória, binômio de Newton, xos. estatística e matemática financeira. • Algébrico-Simbólico – Sistemas lineares; Matri- Os conhecimentos de referência orientam a defini- zes e Determinantes; Equações e Inequações ção dos conteúdos significativos na formação dos exponenciais, logarítmicas e modulares. alunos, porque oportunizam o estudo de números, • Grandezas e Medidas – contemplam as noções álgebra, medidas, geometria e Tratamento de Infor- e os seguintes conceitos científicos: medidas mação, propiciando o conhecimento de problemas (massa, áreas e volumes, informática, energias, do ambiente, das relações humanas e do universo. grandezas vetoriais) e trigonometria, orientam Assim como, da tecnologia. Também fornecem sub- progressivamente na interpretação e compre- sídios para a compreensão crítica e histórica de con- ensão de ideias abstraídas da natureza e con- ceitos exatos (conteúdo da matemática), do mundo tribuem para o entendimento das diferentes construído (tecnologia) e da prática social. 1°ANO EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO -- Linguagem - Ler e interpretar textos - Compreender noções de conjunto, da Teoria dos matemáticos de interes- inclusão, igualdade, união, interse- Conjuntos e se cientifico e tecnológi- ção, complemento; Conjuntos co; NÚMEROS E OPERAÇÕES - Entender os conjuntos de números Numéricos - Organizar o pensamen- naturais, inteiros e racionais de forma to lógico matemático; contextualizada; - Articular o conhecimen- - Efetuar a representação decimal de nú- to matemático com co- meros racionais e dízimas periódicas; nhecimento de outras - Reconhecer números irracionais e re- áreas do saber cientifico. ais e representar os números reais na reta; - Apreciar a história dos números, es- pecialmente a “comoção” causada pela descoberta dos irracionais. 116 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO - Funções: Poli- - Exprimir relações de gran- - Compreender a ideia de nomiais (1º E 2º dezas variáveis envolvendo função de forma intuitiva, Graus); o mundo físico, econômico antes da simbologia e da e etc; linguagem matemática, - Noção de Funções conceituando-a por corres- Modulares; - Expressar algebricamente pondência entre elemen- modelos matemáticos que - Funções Exponen- tos de conjuntos; representem variações de ciais e Logarítmi- grandezas; - Representar coordenadas cas; cartesianas no plano; - Identificar, analisar e apli- - Sequências e Pro- car conhecimentos sobre - Compreender as funções gressões. valores de variáveis, repre- polinomiais do 1º grau ou sentando em gráficos, dia- afim e do 2º grau ou qua- gramas ou expressões algé- drática, logarítmica e expo- bricas. nencial por meio de defini- ção e exemplos, gráficos, zeros e estudo do sinal; ALGéBRICO-SImBÓLICO - Entender funções definidas por mais de uma sentença, bem como função modu- lar; - Construir modelos para analisar fenômenos; - Reconhecer, construir e in- terpretar gráficos de fun- ções modulares; - Reconhecer a importância das funções exponenciais e logarítmicas; - Resolver equações e ine- quações 1º e do 2º graus; - Compreender potências com expoentes irracionais; - Analisar a função exponen- cial, definindo-a e reconhe- cendo suas propriedades e representações em gráfi- cos. 117
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO -- Funções: Polino- - Entender as funções com- miais (1º E 2º Graus); posta e inversa; -- Noção de Funções - Analisar a função logarítmi- Modulares; ca, definindo-a e reconhe- cendo suas propriedades -- Funções Exponen- e representações em gráfi- ciais e Logarítmicas; cos; -- Sequências e Pro- - Resolver equações e ine- gressões. ALGÉBRICO-SIMBÓLICO quações exponenciais e lo- garítmicas; - Definir e dar exemplos de sequências e formulas de recorrência; - Entender progressões arit- méticas e geométricas, re- lacionando-as com função afim e função exponencial; - Utilizar os conceitos de pro- gressões na resolução de problemas; - Comparar as médias arit- mética e geométrica. -- Trigonometria no - Relacionar questões geo- - Entender semelhança de Triângulo Retângu- métricas a situação algébri- triângulos, ligada ao con- GRANDEZAS E MEDIDAS lo. cas. ceito de proporcionalidade já retomado no estudo da função afim; - Entender o Teorema de Pitágoras e as relações tri- gonométricas no triângulo retângulo, com análise das razões seno, cosseno e tan- gente e da lei dos senos e cossenos. 118 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO - Estatística: Gráficos - Interpretar e utilizar dife- - Compreender o conceito e Tabelas de Frequ- rentes formas de represen- de Estatística, o que é e a ência. tações (tabelas, gráficos, que se propõe, principal- expressões e etc.); mente verificando que sua utilidade vai além dos ín- - Formular hipótese e prever dices, sendo o conjunto de resultados. previsões a partir de dados TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO numéricos e de cálculos com estes dados, utilizan- do o instrumento de comu- nicação – os gráficos; - Entender frequências ab- solutas e frequências relati- vas; - Analisar gráficos cartesia- nos: de barras, colunas, pontos e linhas; - Analisar gráficos setoriais; - Compreender o uso de ta- belas em outras circunstân- cias, como na resolução de problemas e em tomadas de decisões. 2°ANO EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO - Porcentagens, Ju- - Ler e interpretar textos de - Aplicar porcentagem na re- ros, Taxa e Capital. interesse cientifico e tecno- solução de problemas; lógico; - Determinar Juros Simples - Organizar o pensamento ló- de um capital a uma dada gico matemático; taxa em determinado tem- NÚmEROS E OpERAÇÕES po; - Articular o conhecimento matemático com conheci- - Determinar juros compos- mento de outras áreas do tos que rende um capital; saber cientifico; - Resolver problemas que - Exprimir relações variáveis envolvam juros simples e de grandezas envolvendo o compostos; mundo físico, econômico e - Utilizar software com re- etc.; cursos de matemática fi- - Analisar, comparar e iden- nanceira. tificar a variedade de infor- mações que recebemos no cotidiano. 119
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO -- Matrizes, Sistemas - Expressar algebricamente - Estudar sistemas lineares Lineares e Deter- modelo matemático que com duas incógnitas, com minantes. representam variações de interpretação geométrica grandezas; no plano e passando para o espaço; - Identificar, analisar e aplicar conhecimentos sobre valo- - Definir e operar com matri- res de variáveis, representa- zes; do em gráficos, diagramas - Aprender a resolução pelo ou expressões algébricas. método de escalonamento da matriz do sistema, mos- trando que é o processo ALGÉBRICO-SIMBÓLICO utilizado na resolução de sistemas nos computado- res; - Entender que os sistemas de determinantes e da Re- gra de Cramer são utiliza- dos apenas de forma teóri- ca, na Geometria Analítica; - Comparar operações al- gébricas definidas como matrizes com aquelas com números reais; - Compreender que a nota- ção matricial surge em ou- tros campos de aplicações; - Entender determinante de matriz quadrada, que será retomado na Geometria Analítica. 120 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO - Geometria Plana; - Relacionar questões geo- - Identificar um polígono e métricas a situações algé- reconhecer seus elemen- - Poliedros e Cor- bricas; tos; pos Redondos; - Entender e aplicar funções - Nomear os polígonos; - Trigonometria no trigonométricas no cotidia- Circulo. - Resolver situações-proble- no. mas com cálculos de áreas; - Resolver problemas por meio de semelhanças; - Iniciar a definição de alguns sólidos e compreender per- pendicularismo e paralelis- mo com faces e arestas de alguns deles; - Definir, exemplificar e clas- sificar poliedros; - Compreender a relação de GRANDEZAS E mEDIDAS Euler; - Recordar áreas e períme- tros de figuras planas e pla- nificações de sólidos; - Entender o princípio de Ca- valieri; - Calcular áreas e volumes de paralelepípedos, prismas, pirâmides e corpos redon- dos; - Resolver situações proble- mas que envolvam funções trigonométricas; - Entender circunferência periodicidade, interpreta- ção geométrica trigono- métrica daquelas associa- das a um ângulo, medidas de arcos e ângulos, funções seno/cosseno/ tangente; 121
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO -- Geometria Plana; - Compreender as relações GRANDEZAS E MEDIDAS fundamentais da trigono- -- Poliedros e Cor- metria; pos Redondos; - Resolver situações proble- -- Trigonometria no mas que envolvam equa- Circulo. ções e inequações trigono- métricas. -- Probabilidades; - Interpretar e utilizar dife- - Definir e apontar os objeti- rentes formas de represen- vos das Probabilidades. -- Análise Combina- tação (tabelas, gráficos, ex- tória. - Calcular probabilidades em pressões e etc.); espaço amostral finito. - Compreender o caráter ale- - Analisar probabilidade atório e não determinístico condicional e independên- dos fenômenos naturais e cia de eventos. sociais no calculo probabi- lístico. - Compreender a análise combinatória como a arte de contar. - Entender problemas de TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO contagem, utilizando o princípio fundamental (multiplicativo) e o princí- pio aditivo, (mais do que o uso de fórmulas prontas). - Utilizar esquemas gráficos de organização, do tipo árvore, ou de tabelas, para a resolução de problemas de contagem utilizando as TICs; - Analisar a utilização da prá- tica de contagem no cál- culo de probabilidades em espaços finitos. - Compreender fatorial, ar- ranjos, permutações e combinações. - Compreender o binômio de Newton como produto notável que terá aplicação no cálculo de probabilida- des e de Genética. 122 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    3°ANO EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO - Matemática Fi- - Ler e interpretar textos de - Aplicar os conceitos a te- nanceira; interesse cientifico e tecno- mas da vida cotidiana, lógico; exemplificando com dife- - Estatística: Medi- renças entre o que é cobra- das de Centralida- - Organizar o pensamento ló- TRATAmENTO DA INFORmAÇÃO do à vista e a prazo, rendi- de e Dispersão. gico matemático; mento de investimentos, - Articular o conhecimento tributos, impostos, etc.; matemático com conheci- - Entender médias, moda e mento de outras áreas do mediana, desvios absolu- saber cientifico; tos e desvio absoluto mé- - Exprimir relações variáveis dio; de grandezas envolvendo o - Compreender desvios qua- mundo físico, econômico e dráticos, variância e desvio etc.; padrão. - Analisar, comparar e iden- tificar a variedade de infor- mações que recebemos no cotidiano. - Polinômios e - Identificar, analisar e aplicar - Realizar operações e divi- Equações Algébri- conhecimentos sobre valo- são de polinômios de uma cas. res de variáveis, ou expres- variável por x – a. sões algébricas. - Compreender a regra de Briot-Ruffini. - Resolver equações algébri- cas, utilizando o teorema fundamental da Álgebra e ALGéBRICO-SImBÓLICO calculando raízes múltiplas e número de raízes. Com- preender raízes racionais e complexas. - Aprender a utilizar algum software para resolução de equações; - Desenvolver o entendi- mento de que problemas corriqueiros da matemáti- ca financeira podem levar as equações algébricas de grau bastante elevado, ar- ticulando os assuntos com os temas entre si e com a vida atual. 123
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    EIXO CONTEÚDOS COMPETÊNCIAS HABILIDADES TEMÁTICO -- Geometria Analí- - Relacionar questões geo- - Recordar o plano cartesia- tica. métricas a situações algé- no, a distância entre dois bricas; pontos e as equações da GRANDEZAS E MEDIDAS reta; - Reconhecer ângulos, per- pendicularismo e paralelis- mo de retas. - Calcular distância entre ponto e reta; - Compreender as equações da circunferência, da elipse, da hipérbole e da parábola. -- Números Comple- - Identificar e analisar a parte - Diferenciar o conjunto dos xos. real e imaginária dos núme- números Complexos dos ros complexos; Reais; - Interpretar e utilizar tecno- - Compreender a definição, logia para representar a for- forma algébrica e opera- ma polar. ções com números com- NÚMEROS E OPERAÇÕES plexos; - Realizar operações com nú- meros complexos; - Representar geometrica- mente e na forma trigono- métrica os números com- plexos; - Saber reconhecer o uso dos números complexos na aplicação da ciência física: fabricação de componen- tes eletrônicos, etc. 124 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    ÁREA DE CONHECIMENTO:CIÊNCIAS DA NATUREZA BIOLOGIA, FÍSICA E QUÍMICA. 125
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    8. ÁREA DECONHECIMENTO: CIÊNCIAS DA NATUREZA 8.1. Caracterização da Área de Ciências da Natureza A área de ciências da natureza, no ensino médio, in- tema produtivo e dos serviços, serão tratados como con- tegra os conhecimentos da Biologia, da Física e da texto em que se desenvolve o conhecimento científico, e Química. Essas disciplinas apresentam característi- não em separado, como apêndices de uma ciência básica”. cas comuns e recomenda-se uma articulação didáti- Essa proposta pode ser considerada consistente e ca e pedagógica interna à sua área na condução da atualizada, uma vez que os aprofundamentos nas aprendizagem, seja em sala de aula ou desenvolven- questões referentes a cada disciplina servirão de do outras atividades. As competências gerais que se base para as muitas reflexões. pretende alcançar só serão adquiridas se os procedi- mentos metodológicos comuns e linguagens com- partilhadas, traduzidas para a especificidade de cada 8.2. Biologia - 1º ao 3º Ano área, forem desenvolvidos em cada uma das disci- plinas, organicamente, pelo seu conjunto, facilitando assim a integração das áreas. “É objeto de estudo da Biologia o fenômeno vida Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais para em toda sua diversidade de manifestações”. (PC- o Ensino Médio. NEM, p. 31). “[...] cada área de conhecimento devem envolver, Existem dois conceitos fundamentais que norteiam a de forma combinada, o desenvolvimento de co- proposta curricular do Ensino Médio segundo os pa- nhecimentos práticos, contextualizados, que res- râmetros curriculares: pondam às necessidades da vida contemporânea, • Contextualização: visa retirar o aluno da con- e o desenvolvimento de conhecimentos mais am- dição de espectador passivo, estabelecendo re- plos e abstratos, que correspondam a uma cultu- lação entre o que ele aprende na escola e a sua ra geral e a uma visão de mundo. Para as Ciências vida (seu corpo, seu cotidiano, as práticas polí- da Natureza[...], isto é particularmente verdadeiro, ticas, culturais e de comunicação da sociedade pois a crescente valorização do conhecimento e da em que vive etc.). capacidade de inovar demanda cidadãos capazes de aprender continuamente, para o que é essencial • Interdisciplinaridade: visa proporcionar que uma formação geral e não apenas um treinamento se inter-relacionem conhecimentos e que estes específico”. (PCN, p. 207) produzam um novo conhecimento, mais am- plo, sem dispensar, entretanto, a especificidade Dessa forma, o aprendizado das disciplinas que inte- de cada disciplina. gram a área das ciências da natureza é orientado pe- las competências gerais que se deseja desenvolver, No ensino de Biologia essa contextualização estabe- respeitando as particularidades e diversidade das lece que o aprendizado deva ser organizado a partir ciências e conduzindo o ensino de forma contextua- de situações vivenciais e não da lógica que estrutura lizada e articulada, oportunizando ao aluno a forma- a disciplina, possibilitando ao aluno adquirir instru- ção de novos conceitos e habilidades. mentos para agir em diferentes contextos. O PCN+ dispõe sobre a elaboração do programa de Segundo as orientações para o ensino da Biologia do ensino das disciplinas que compõem a área das Ciên- PCN+. cias Naturais. [...] Trata-se, portanto de inverter o que tem sido a nossa “[...] está se levando em conta o fato de que elas incorpo- tradição de ensinar Biologia como conhecimento descon- ram e compartilham, de forma explicita e integrada, con- textualizado, independente de vivências, de referências a teúdos de disciplinas afins, como Astronomia e Geologia. práticas reais e colocar essa ciência enquanto meio para Da mesma forma, aspectos biológicos, físicos, químicos ampliar a compreensão sobre a realidade, recursos graças [...], presentes nas questões tecnológicas, econômicas, ao quais os fenômenos biológicos podem ser percebidos ambientais ou éticas das relações interpessoais e do sis- e interpretados [...]. (PCN, p. 41) 126 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    A interdisciplinaridade, noensino da Biologia, permi- como alimentação saudável, alterações climáticas, te uma inter-relação entre os conhecimentos adqui- o uso da genética e da biotecnologia, evidenciada ridos em outras disciplinas ou no cotidiano, dando nos processos de clonagem, transgenia e produção possibilidade ao aluno de produzir novos conheci- de células tronco. O conhecimento científico pode mentos a partir de conceitos estabelecidos. possibilitar uma participação ativa e consenso crítico numa sociedade como a atual, na qual o fato científi- O PCN+ aborda sobre o ensino da Biologia no ensino co está na base de grande parte das opções pessoais médio. que a prática social exige. Assim, o pensamento cien- Uma abordagem por competências recoloca o tífico desenvolvido ajudará o aluno do Ensino Médio papel dos conhecimentos a serem aprendidos na a compreender e interpretar tais informações e saber escola. Eles se tornam recursos para que o indiví- relacioná-las. Essas habilidades, portanto, devem ser duo, diante de situações de vida, tome uma deci- desenvolvidas ainda no Ensino Fundamental. são, identifique ou enfrente um problema, julgue O PCNEM traz sobre o sentido do aprendizado na um impasse ou elabore um argumento. Assim, co- área: nhecimentos biológicos, relacionados a citologia e genética, por exemplo, deverão instrumentalizar o “[...] Nessa nova etapa, em que já se pode contar aluno para que, diante de uma situação real, como com uma maior maturidade do aluno, os objetivos a decisão de um ministro de apoiar a clonagem educacionais podem passar a ter maior ambição terapêutica, publicada no jornal e anteriormente formativa, tanto em termos da natureza das infor- citada, seja capaz de se posicionar, ou, pelo menos, mações tratadas, dos procedimentos e atitudes apontar, de maneira fundamentada, argumentos envolvidas, como em termos de habilidades, com- pró e contra a decisão. É por essa razão. Ou seja, petências e dos valores desenvolvidos. Mais ampla- porque se aprende e se percebe o aprendido ape- mente integrado à vida comunitária, o estudante nas em situações reais que, numa abordagem por da escola de nível médio já tem condições de com- competências, o contexto e a interdisciplinaridade preender e desenvolver consciência mais plena de são essenciais. (PCN, p. 41) suas responsabilidades e direitos, juntamente com o aprendizado disciplinar”. (PCN, p. 06) Neste contexto, o (a) professor (a) deve propiciar a construção de conceitos e atitudes ao estudante Desta forma, O ensino “conceitual”, de simples me- ao trabalhar os eixos articuladores, representação morização não traz significado para os educandos e comunicação, investigação e compreensão, con- e, em consequência, não promove a construção do textualização sociocultural, nessa área, a partir de conhecimento. O aluno deve ser estimulado a esta- questionamentos e de problematização daquilo que belecer relações, a compreender “causa e efeito” e é observado e vivido para compreender o mundo, a perceber o avanço da ciência, mas também a ação do dinâmica de interdependência entre os sistemas que homem sobre a natureza e as consequências sobre o o compõe e suas transformações, percebendo o ser contexto social. Envolvendo assim, três aspectos bá- humano como indivíduo e enquanto parte consti- sicos para o ensino de Biologia: o conceitual, o proce- tuinte do universo. Desse modo, o estudante desen- dimental e o atitudinal. cadeia reflexões sobre a forma de seleção e utilização As atividades ou projetos de estudo que envolvam de elementos naturais no processo de produção de realmente os alunos, promovem: a cooperação entre tecnologias e proporcionando a reconstrução da re- colegas e a necessidade de organização, a concentra- lação ser humano-natureza. ção, a busca de novas informações para a resolução ou Nesta proposta curricular o aluno deve ser capaz de entendimento de outras situações. Essa situação evita recriar sua subjetividade interagindo com o meio so- que eles sejam meros espectadores ou receptores pas- ciocultural e socioambiental, através de temas con- sivos de informações que serão temporariamente me- textualizados e interdisciplinares para a produção morizadas, oportunizando aos mesmos a organização do conhecimento científico. Essa produção deve ser de pensamentos para poder expressá-lo oralmente ou estimulada com a aplicação de metodologias como: graficamente, confrontando e argumentando sobre aulas práticas experimentais, pesquisa de campo e opiniões diversas. Portanto, associando o conceitual, bibliográfica e produção e utilização de textos. ao procedimental e atitudinal, formaremos cidadãos reflexivos participantes da construção do conheci- O ensino de Biologia traz para o aluno uma grande mento e agentes ativos da sociedade. visibilidade de temas atuais que envolvem assuntos 127
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    OBJETIVOS Esses objetivos educacionais podem ser resumidos • Preparar o educando para a cidadania no sen- nos seguintes pontos: tido universal e não apenas profissionalizante, aprimorando-o como ser humano sensível soli- • Consolidar e aprofundar o aprendizado iniciado dário e consciente. no Ensino Fundamental; • Propiciar um aprendizado útil à vida e ao traba- lho, no qual as informações e os conhecimentos transmitidos se transformem em instrumentos de compreensão, interpretação, julgamento, mudança e previsão da realidade; 1º ANO COMPETÊNCIAS • Desenvolver a capacidade de comunicação; • Identificar as relações entre o conhecimento científico e o desenvolvimento tecnológico, • Compreender a vida, do ponto de vista biológi- considerando a preservação da vida e as con- co, como fenômeno que se manifesta de formas cepções de desenvolvimento sustentável; diversas, mas sempre como sistema organizado e integrado, que interage com o meio físico-quí- • Desenvolver o raciocínio e a capacidade de mico por meio de um ciclo de matéria e de um aprender, questionando processos naturais e fluxo de energia; tecnológicos. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - A Biologia no dia-a-dia, suas subdivi- - Ler, interpretar e produzir textos que sões e a investigação científica; enfoque a interação e a identidade dos seres vivos de forma contextuali- - Seres vivos, seus níveis de organiza- zada e interdisciplinar; ção e obtenção de alimentos; - Relacionar fenômenos, fatos, proces- - Biodiversidade: fenômeno da vida; sos e ideias, elaborando conceitos, - Teoria sobre a origem da vida e forma- identificando regularidades e diferen- ção dos primeiros compostos orgâni- ças, construindo generalizações; cos; Identidade - Reconhecer os diferentes tipos de or- dos Seres - O surgimento do material genético; ganização e a forma de obtenção de Vivos - Composição química das células. energia dos seres vivos; - Teoria celular e tipos de células; - Relacionar fenômenos, fatos e ideias, elaborando novos conceitos e identi- - Estrutura celular: envoltórios, citoplas- ficando as diferenças dos diversos ní- ma e núcleo; veis de vida; - Tipos de cromossomos e a relação - Caracterizar as hipóteses autótrofas e com os genes; heterótrofas, analisando a origem dos - Genoma humano, DNA recombinante primeiros compostos orgânicos; e transgênico; 128 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Divisão celular; - Identificar as substâncias orgânicas e inorgânicas que compõem a matéria - Bases da bioenergética: fotossíntese, viva e saber diferenciá-las; quimiossíntese, fermentação e respi- ração aeróbia; - Reconhecer a célula como unidade morfológica do ser vivo, entendendo - A biotecnologia no tempo; sobre sua estrutura, seu funcionamen- - Estudo dos tecidos, epitelial, conjunti- to, e papel biológico; vo, muscular e nervoso; - Identificar os tipos de cromossomos - Tipos de reprodução assexuada e se- e saber relaciona-los com os genes, xuada e seus mecanismos de trans- identificando a função biológica des- missão; sas estruturas; - Casos especiais de reprodução; - Caracterizar e reconhecer os tipos de divisão celular, entendendo sua im- - Desenvolvimento embrionário dos se- portância para a reprodução dos seres res vivos; vivos; - Célula-tronco, descobertas e aplica- - Compreender a importância da mito- ções. se na renovação celular e crescimento do organismo e da meiose na repro- dução sexuada; - Entender que os processos da fotos- síntese e respiração celular são pro- IDENTIDADE cessos inversos que contribuem para DOS SERES a manutenção da vida; VIVOS - Entender a morfofisiologia dos teci- dos animais e vegetais compreenden- do suas inter-relações; - Identificar os processos vitais dos se- res vivos, relacionando forma e fun- ções; - Diferenciar os tipos de reprodução, identificando as formas assexuadas e sexuadas da transmissão da vida; - Compreender os processos de repro- dução, associando ao seu desenvolvi- mento embrionário; - Relacionar os tipos de divisão celular com os tipos de reprodução; - Entender a reprodução humana em todas as etapas de desenvolvimento; - Identificar diferentes formas de obter informações (observação, experimen- to, leitura de texto, gráfico, imagem, meios multimídias e entrevista), se- lecionando aquelas pertinentes ao tema em estudo. 129
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    2º ANO COMPETÊNCIAS • Ler e interpretar: esquemas, tabelas, gráficos e • Compreender a estrutura e a fisiologia dos gru- representações geométricas; pos de seres vivos, relacionando os diversos sis- temas; • Desenvolver a capacidade de organizar os co- nhecimentos adquiridos, entender, contextuali- • Compreender a subjetividade como compo- zar e refletir as informações surgidas nas práti- nente da realização humana, valorizando a for- cas humanas; mação de hábito de autocuidado, autoestima e respeito ao outro. • Compreender a saúde como resultado do bem estar físico social, mental e cultural dos indiví- duos; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Estudos das categorias taxonômicas; - Relacionar fenômenos, fatos, proces- sos e ideias, elaborando conceitos, - Estudo sobre os Vírus; identificando regularidades e diferen- - Classificação dos seres vivos; ças, construindo generalizações; - Doenças causadas e transmitidas por - Compreender a organização dos seres seres vivos; vivos e sua classificação biológica; - Anatomorfofisiologia animal e vege- - Entender a estrutura, reprodução e tal. importância dos vírus e sua relação com os seres vivos; - Identificar as doenças causadas e transmitidas por determinadas espé- cie, conhecendo as formas de preven- ção e controle biológico; - Entender os mecanismos de funciona- Morfo- mento fisiológico dos vegetais e dos Fisiologia e animais, compreendendo suas parti- Diversidade cularidades e inter-relações; da Vida - Entender a ocorrências dos processos morfofisiológicos dos seres vivos e a interação entre os processos e o meio ambiente; - Conhecer os animais peçonhentos e os perigos para o homem; - Reconhecer a influência e a importân- cia econômica e ecológica dos seres vivos; - Ler, interpretar e produzir textos uti- lizando meios multimídias que enfo- que a origem, a transmissão e a evolu- ção da vida de forma contextualizada e interdisciplinar. 130 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    3º ANO COmpETêNCIAS • Desenvolver a capacidade de dominar os ins- • Compreender a vida, do ponto de vista bioló- trumentos básicos da linguagem científica; gico, como fenômeno que se manifesta de for- mas diversas, mas sempre como sistema orga- • Compreender as situações-problemas do coti- nizado e integrado, que interage com o meio diano, elaborar hipóteses, interpretar, avaliar e físico-químico por meio de um ciclo de matéria planejar intervenções socioculturais e tecnoló- e de um fluxo de energia; gicas. • Compreender a diversificação das espécies • Relacionar, articular, integrar e sistematizar fe- como resultado de um processo evolutivo, que nômenos e teorias dentro das áreas de conhe- cimento; inclui dimensões temporais e espaciais. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Reprodução Humana, Métodos con- - Relacionar fenômenos, fatos, proces- traceptivos, DSTs, câncer de próstata, sos e ideias, elaborando conceitos, de mama e de colo uterino, amamen- identificando regularidades e diferen- tação; ças, construindo generalizações; - Compreender o processo de reprodu- - Bases da hereditariedade, suas impli- ção humana, os métodos contracepti- cações, interações e heranças ligada, vos; influenciada e restrita ao sexo; - Identificar as doenças sexualmente - Genes letais e melhoramento genéti- transmissíveis, seus mecanismos de co; transmissão, agentes patológicos e formas de prevenção; - A alteração da frequência gênica por - Identificar a prevenção dos diversos ti- determinadas patologias. pos de câncer relacionados ao sistema reprodutor; - Reconhecer os benefícios da ama- TRANSmISSÃO mentação; DA VIDA E - Entender os componentes hereditá- VARIABILIDADE rios, suas aplicações na engenharia ge- DOS SERES nética e as questões éticas envolvidas; VIVOS - Compreender a herança genética li- gada, restrita e influenciada pelo sexo, identificando as anomalias ligadas a cada herança; - Identificar e diferenciar as interações gênicas que ocorre em determinadas espécies, analisando as particularida- des de cada caso; - Conhecer e diferenciar os tipos san- guíneos; - Ler, interpretar e produzir textos que enfoque a variabilidade gênica utili- zando recursos hipermidiáticos, suas ocorrências e as interações com o meio ambiente de forma contextuali- zada e interdisciplinar. 131
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Estudo da adaptação das espécies, os - Relacionar fenômenos, fatos, proces- mecanismos evolutivos, as evidências sos e ideias, elaborando conceitos, evolutivas e especiação. identificando regularidades e dife- renças, construindo generalizações; - Entender a diversidade da vida e re- lacioná-la com os mecanismos evo- lutivos envolvidos na adaptação dos seres vivos nos diferentes ambientes; Adaptação - Reconhecer as teorias evolutivas e as Evolução da evidências do processo de evolução Vida dos seres vivos; - Entender a ocorrências do processo evolutivo das espécies e a relação dessa evolução com a adaptação ao ambiente; - Ler, interpretar e produzir textos que enfoque a origem, a transmissão e a evolução da vida de forma contex- tualizada e interdisciplinar utilizando recursos hipermidiáticos. - Fatores ecológicos e suas influências - Relacionar fenômenos, fatos, proces- na vida dos seres vivos; sos e ideias em Biologia, elaborando conceitos, identificando regularida- - Estudo dos diferentes Biomas; des e diferenças, construindo genera- - Ciclos biogeoquímicos; lizações; - Potencial biótico e resistência am- - Analisar e diferenciar os fatores eco- biental; lógicos e identificar a sua importância - A genética de populações; para a manutenção da vida; - Desequilíbrios ambientais e princi- - Entender os diferentes tipos biomas Interação pais formas de poluição; brasileiros correlacionando com o Entre os mundo e destacando suas importân- - Causas da extinção das espécies e cias; Seres Vivos e principais espécies ameaçadas; o Ambiente - Diferenciar e compreender o proces- - Biopirataria; so de transferência de matéria e ener- - O efeito estufa: causas e consequên- gia dentro dos ecossistemas; cias; - Reconhecer a importância do ciclo da - Destinação e formas de reciclagem matéria como transferência de ener- do lixo. gia para os seres vivos; - Entender as relações ocorridas en- tre os seres vivos e o ambiente e se perceber como parte integrante do meio; 132 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 133.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Conhecer e relacionar a biopirataria e suas consequências biológicas e eco- nômicas para a região; - Reconhecer o ser humano como INTERAÇÃO agente e paciente de transformações ENTRE OS intencionais por ele produzidas no SERES VIVOS E seu ambiente; O AmBIENTE - Reconhecer o valor econômico e cultu- ral das espécies da região amazônica; - Ler, interpretar e produzir textos que en- foque as interações ecológicas de forma contextualizada e interdisciplinar utili- zando recursos hipermidiáticos. 8.3 - Física - 1º ao 3º Ano Física é uma linguagem simples de interpretação de conteúdo apurado no 3º ano do ensino médio, po- fenômenos naturais. E deve ser considerado como dendo se executado com tranquilidade com o núme- um ensino interessante e apaixonante. A quantidade ro de duas aulas por semana. Percebe-se que foram imensa de fenômenos torna o estudo da Física uma cortados diversos temas, principalmente aqueles que das maiores maravilhas do Universo. Quando come- não seriam utilizados em outros temas, ou seja, foram çamos a desvendar mistérios estamos despertando selecionados conteúdos mais relevantes aos alunos. curiosidades que seus alunos, com certeza irão sentir Sabe-se que ela é uma ciência que tem como base as desejo de estudá-lo minuciosamente. O próprio ser observações experimentais, e os temas selecionados humano é um fenômeno, sua origem e existência no permitem ao professor a utilização de laboratórios ou imenso universo. Cada respiração que o ser humano não, pois os referidos temas estão relacionados dire- executa, outros fenômenos são despertados. Estudar tamente, ao dia a dia do aluno. Física fica cada vez mais emocionante e conduz alunos de todos os países a apresentar os mais inteligentes Este currículo é baseado nas competências: ser, racio- trabalhos científicos. Levar fenômenos para dentro do cinar e interagir. Assim o aluno será capaz de apro- laboratório e encontrar respostas a vários questiona- priar-se das diversas linguagens que o possibilitará a mentos dos seres humanos. Mas com a ajuda de ou- compreensão do conteúdo, e sua interpretação nas tras ciências, a Física fica mais bem dotada de recursos. aulas (adicionais a da sala de aula) situações que pos- sibilita sua interação. Além do que, é imprescindível e A Física é em muitos aspectos, segundo alguns es- importantíssimo que o aluno conheça os fundamen- tudiosos da área, a mais básica de todas as ciências tos da tecnologia atual, já que ela atua diretamente naturais. Ela possui uma abrangência de tal forma em sua vida e certamente definirá o seu futuro profis- que envolve investigações que vão desde a estrutu- sional. Daí a importância de se fazer uma ponte entre ra elementar da matéria até a origem e evolução do a física da sala de aula e a física do cotidiano. Universo. Usando-se poucos princípios físicos, pode- se explicar uma grande quantidade de fenômenos naturais presentes no cotidiano, e compreender o OBJETIVO DO COmpONENTE CURRICULAR funcionamento das máquinas e aparelhos que estão à nossa volta. A inclusão da Física no currículo do en- • Contribuir para a formação de uma cultura sino médio dá aos estudantes uma oportunidade de científica efetiva, que permita ao indivíduo a in- passar a entender melhor a natureza que os rodeia e terpretação dos fatos, fenômenos e processos o mundo tecnológico em que vivem. naturais, situando e dimensionando a interação do ser humano com a natureza como parte da A proposta curricular apresentada é um mínimo de própria natureza em transformação. 133
  • 134.
    1º ANO COMPETÊNCIAS • Padronizar o uso adequado de códigos de co- • Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi- municação oral, escrita no acesso à linguagem cos, grandezas, leis e teorias Físicas; científica de física; • Destacar a Física como imprescindível na pro- • Inserir conhecimentos de física em harmonia dução, e na evolução do conhecimento cientí- com outras áreas do saber; fico. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - História da evolução de Física; - Interpretar teorias e compreender os diversos fenômenos do universo, sua - Experiência de Física no dia a dia; origem e evolução; - Grandezas e unidades de medida; - Descobrir e identificar fenômenos re- - Sistema Internacional de Unidades lacionados ao Universo, à vida huma- (SI); na, à cultura desde o surgimento; - Cinemática escalar Mecânica, con- - Conceituar e definir grandezas defi- ceitos básicos de cinemática e movi- nidas pelo Sistema Internacional de mentos uniformes; Unidades (SI); - Movimento uniformemente variado; - Realizar minuciosos estudos sobre a - Grandezas vetoriais; modernização tecnológica; - Lançamentos verticais e oblíquos; - Estudar os movimentos e as formas, Símbolos/ e estabelecer definições incontestes Códigos e - Movimento circular uniforme; sobre esses conteúdos; Movimentos com Suas - Dinâmica; - Comentar as leis de Newton fazer de- Conservações - Princípios da dinâmica e suas aplica- monstrações de seus benefícios na e Variações ções; carreira estudantil; com - Atrito; - Demonstrar e realizar operações com Aplicações vetores; Tecnológicas - Trabalho e Potência; - Reconhecer a lei de conservação dos - Energia mecânica; movimentos como uma forma de re- - Gravitação; presentar grandezas; - Estática dos fluidos. - Elaborar e resolver situações que en- volvam movimentos utilizando recur- sos na previsão, avaliação, análise, e interpretação; - Destacar a Física como recurso im- prescindível na ampliação da produ- ção em todos os níveis; - Informar a importância da Física na saúde e no bem estar social; 134 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 135.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Demonstrar a Física como uma fonte natural inesgotável de vida presente a cada momento com mais importância; - Incentivar o estudo mais dedicado e as descobertas de fenômenos úteis da vida na Terra; - Assimilar os conceitos de densidade massa específica e pressão; - Aprender e aplicar as duas primeiras leis referentes a fluidos em repouso: A Lei de Stevin e o princípio de Arqui- medes; - Conhecer e aplicar o princípio de Pas- cal. Reconhecer e utilizar adequada- mente, na forma oral e escrita, sím- SÍmBOLOS/ bolos, códigos e nomenclatura da CÓDIGOS E linguagem cientifica; mOVImENTOS COm SUAS - Reconhecer e identificar as grandezas CONSERVAÇÕES físicas, bem como suas respectivas E VARIAÇÕES unidades de medidas usuais e no Sis- COm tema Internacional de Unidades (SI); ApLICAÇÕES - Identificar os movimentos e suas for- TECNOLÓGICAS mas, estabelecer definições relevan- tes a esses conteúdos; - Elaborar e resolver situações que en- volvam movimentos utilizando recur- sos na previsão, avaliação, análise, e interpretação; - Compreender e identificar as leis de Newton e suas aplicações no cotidia- no; - Identificar transformações de energia e a conservação que dá sentido a es- sas transformações; - Utilizar programas de simulação e plotagem de interações físicas com o uso de recursos multimídias. 135
  • 136.
    2º ANO COMPETÊNCIAS • Inserir conhecimentos de física em harmonia • Despertar o questionamento e desejo de expli- com outras áreas do saber; car fenômenos; • Facilitar o acesso à utilização de conceitos físi- • Reconhecer que a Física está em todos os níveis cos, grandezas, leis e teorias Físicas; de construção humana. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Termologia; - Compreender o papel do calor na ori- gem e manutenção da vida; - Termometria; - Reconhecer as propriedades térmicas - Dilatação de corpos e líquido; dos materiais e os diferentes proces- - Calorimetria; sos de troca de calor, identificando a - Mudanças de estado; importância da condução, convecção e irradiação em sistemas naturais e - Estudos dos gases; tecnológicos; - Termodinâmica; - Utilizar o modelo cinético das molé- Calor, - Estudos de ondas; culas para explicar as propriedades Ambiente térmicas das substancias, associando e usos de - Óptica geométrica. ao conceito de temperatura e a sua Energia escala absoluta; e Suas Tecnologias - Identificar o calor como forma de transferência de energia e a irrever- sibilidade de certas transformações para avaliar o significado da eficiência de máquinas térmicas; - Identificar objetos, sistemas e fenô- menos que produzem imagens para reconhecer o papel da luz e as carac- terísticas dos fenômenos físicos envol- vidos utilizando as multimídias; 136 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 137.
    3º ANO COmpETêNCIAS • Compreender a ciência Física como uma repre- • Compreender os modelos físicos identificando sentação da natureza baseada na experimenta- suas vantagens e limitações na descrição de fe- ção e abstração; nômenos; • Facilitar o acesso a utilização de conceitos físi- • Relacionar fenômenos naturais com os princí- cos, grandezas, leis e teorias Físicas; pios e leis físicas que os regem. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES CARGA ELéTRICA: Condutores e - Analisar e interpretar de grandezas e isolantes elétricos; Força elétrica; leis físicas representadas em gráficos e tabelas; - Uma força elementar; - Aplicar o princípio de conservação e - Como carregar eletricamente um cor- a quantização da carga em processos po; de eletrização; - Como saber se um corpo está eletriza- - Empregar as leis que regem o campo do; elétrico em análise qualitativa e quan- - A lei da força elétrica. titativa de fenômenos eletrostáticos; CAmpO ELéTRICO: O campo - Relacionar corrente e resistência elé- gravitacional; trica em meios materiais; - O campo elétrico; - Aplicar as leis que regem o campo elé- - Campos elétricos gerados por cargas trico e o campo magnético na análise pontuais; de fenômenos eletromagnéticos; ELETRICIDADE E - Campo elétrico devido a várias cargas - Reconhecer circuitos elétricos através mAGNETISmO pontuais; dos recursos audiovisuais; ApLICADOS à - Despertar a curiosidade e reconhecer - Campo elétrico externo criado por TECNOLOGIA a Física Moderna como um empreen- uma esfera eletrizada; dimento humano; - Campo elétrico interno em uma esfera condutora em equilíbrio eletrostático; - Identificar diferentes tipos de radia- ções presentes na vida cotidiana, - Linhas de força do campo elétrico; reconhecendo a sistematização no - Como se comportam os condutores espectro eletromagnético e sua uti- eletrizados. lização através de tecnologias a elas associadas. CAmpO mAGNéTICO: Imã; - Campo magnético; - Campo magnético terrestre; - Força Magnética; - Eletro magnetismo; - Ondas eletromagnéticas. 137
  • 138.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES POTENCIAL ELÉTRICO: O potencial gravitacional; - O potencial elétrico; O trabalho da for- ça elétrica; - Diferença de potencial numa região de campo elétrico uniforme; - Diferença de potencial no campo de uma carga pontual; - Superfícies equipotenciais e poten- ciais de um condutor carregado; Eletricidade - Energia potencial elétrica; e - Ajuste de programação. Magnetismo Aplicados à O MUNDO ELÉTRICO: Corrente elétrica; Tecnologia Introdução; - Corrente elétrica nos sólidos, líquidos e gases; - Corrente convencional; - Corrente elétrica contínua e alternada. TÓPICOS DA FÍSICA MODERNA: Dos Raios Catódicos a TV de LED; - Bomba atômica a radioterapia; - O Núcleo atômico; - Postulados da teoria da relatividade. 138 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 139.
    8.4. Química -1º ao 3º Ano Os combustíveis utilizados em indústrias e veículos, são muito importantes na obtenção de várias formas de energia. No entanto, o lançamento de certos pro- CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE dutos da combustão no ar, traz sérios problemas para CURRICULAR o ambiente e para a vida em geral. Asseguramos que os conhecimentos da Química O ensino de Química caracteriza-se pela sua impor- contribuem para uma melhor formação geral da po- tância na descrição, compreensão e possibilidades pulação, de forma que sejam utilizados a serviço de de relações com a natureza, devido a seu conjunto um mundo com melhores condições de vida. Isto in- de conhecimentos e técnicas, que contribuem para a clui com certeza, a preservação do meio ambiente e a construção, ampliando a capacidade de analisar, re- sustentabilidade da manutenção da vida no planeta. fletir, agir, e consequentemente promover mudanças no comportamento através na resolução de proble- mas que interferem na qualidade de vida, favorecen- OBJETIVOS do a inclusão do ser humano na sociedade moder- na e tecnológica. A partir do momento em que o indivíduo perceber que o conhecimento científico é • Possibilitar ao aluno a compreensão do mundo, imprescindível para a compreensão das transforma- as substancias, o desenvolvimento tecnológico ções ocorridas em sua volta, ele passa a ver a Química e suas aplicações no cotidiano; como uma ciência presente no seu cotidiano e não • Desenvolver a opinião crítica dos educandos como um produto de laboratório. de forma que participem do processo de ensi- A Química é uma ciência que se ocupa basicamente no-aprendizagem através de experimentações do conteúdo dos materiais e de suas transformações. e pesquisas orientadas; O desenvolvimento desta ciência tem permitido ao • Proporcionar ao aluno compreensão e apro- homem não só controlar certas transformações co- priação dos conhecimentos de química por nhecidas, tornando-as mais lentas ou mais rápidas, meio do contato com o objeto de estudo, como como também obter um número cada vez maior de as substancias, a composição dos materiais e as novos materiais. transformações da matéria; O desenvolvimento da Bioquímica, campo da Quími- • Propiciar os conhecimentos de química para a ca responsável pelo estudo dos processos químicos preparação do aluno, de modo que os mesmos que ocorrem nos organismos vivos, tem permitido sejam aplicados no cotidiano, caracterizando não só conhecer certos mecanismos de funciona- uma extensão do conhecimento científico, es- mento do organismo, como influir neles, o que tem truturado em explicações que venham facilitar possibilitado o desenvolvimento da Biologia Molecu- o entendimento dos fenômenos que ocorrem lar e da Farmacologia, fundamentais ao progresso da na natureza. Medicina. 139
  • 140.
    1º ANO COMPETÊNCIAS • Compreender cientificamente a química pre- e símbolos próprios da química; sente nas situações do cotidiano, apropriando- • Compreender o conceito de modelo e perceber se da linguagem química; sua validade para explicação dos fenômenos • Relacionar a linguagem do senso comum com a em química. linguagem química e compreender os códigos EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Transformações químicas no dia-a- - Diferenciar uma transformação quí- dia: Transformações químicas e fe- mica de um fenômeno físico; nômenos físicos; transformações - Reconhecer as transformações quí- rápidas e lenta e suas evidências micas por meio de diferenças entre macroscópicas; os seus estados iniciais e finais; - Reagentes, produtos e suas pro- - Descrever transformações químicas priedades: mudanças de estados em diferentes linguagens e represen- físicos; tações, traduzindo umas nas outras; - O ciclo da água na natureza; - Reconhecer transformações quími- - Caracterização de materiais e subs- cas que ocorrem na natureza e em tâncias que constituem os reagen- diferentes sistemas produtivos ou tes e produtos das transformações tecnológicos; em termos de suas propriedades; - Buscar informações sobre transfor- - Separação e identificação das subs- mações químicas que ocorrem na tâncias; natureza em diferentes sistemas Reconhecimento produtivos e tecnológicos; - Relações quantitativas de massa: e Conservação da massa nas transfor- - Identificar, utilizar e visualizar as rea- Caracterização mações químicas (Lavoisier); pro- ções químicas no cotidiano experimen- das porção entre as massas de reagen- talmente e por meios multimídias; TRansformações tes e de produtos (Proust). Químicas e Suas - Identificar as mudanças no estado Tecnologias físico da matéria; - Identificar a participação do ciclo da água nas mudanças de estados; - Identificar uma substância, reagen- te ou produto, por algumas de suas propriedades características: tem- peratura de fusão e de ebulição; densidade, solubilidade, condutivi- dade térmica e elétrica; - Utilizar as propriedades para carac- terizar uma substância pura; - Representar informações experi- mentais referentes às propriedades das substâncias em tabelas e gráfi- cos e interpretar tendências e rela- ções sobre essas propriedades; 140 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 141.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Elaborar procedimentos experi- mentais baseados nas proprieda- des dos materiais, objetivando a separação de uma ou mais substân- cias presentes em um sistema (de- cantação, filtração, flotação, desti- lação, recristalização, sublimação e entre outras); - Identificar e avaliar as implicações dos métodos de separação de subs- tância utilizados nos sistemas pro- dutivos da região; - Compreender e utilizar a conserva- ção da massa nas transformações químicas; RECONhECImENTO - Compreender e utilizar a proporção E de reagentes e produtos nas trans- CARACTERIZAÇÃO formações químicas; DAS TRANSFORmAÇÕES - Representar e interpretar informa- QUÍmICAS E SUAS ções sobre variáveis nas transfor- TECNOLOGIAS mações químicas por meio de tabe- las; - Fazer previsões de quantidades de reagentes, de produtos e energia envolvidos em uma transformação química; - Buscar informações sobre as trans- formações químicas que ocorrem na natureza e nos sistemas produ- tivos; - Associar dados e informações sobre matérias-primas, reagentes e pro- dutos de transformações químicas que ocorrem nos sistemas produti- vos, com suas implicações ambien- tais e sociais. 141
  • 142.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Primeiras ideias ou modelos sobre - Representar as substâncias e as a constituição da matéria: represen- transformações químicas a partir tação das substâncias, rearranjo dos dos códigos, símbolos e expressões átomos nas transformações quími- próprios da Química; cas – símbolos, fórmulas e equações; - Traduzir a linguagem simbólica da - Ideias de Dalton sobre transforma- Química, compreendendo seu sig- ção química e relações entre massas nificado em termos microscópicos; (Lavoisier e Proust); Modelo de Ru- - Utilizar fontes de informações para therford sobre a matéria com carga conhecer símbolos, fórmulas e no- elétrica Modelo atômico de Thom- mes de substâncias; son; - Compreender e utilizar as ideias de - Modelo atômico de Rutherford e a Dalton para explicar as transforma- radioatividade, modelo atômico de ções químicas e suas relações de Bohr; massa; - Número de massa, número de pró- Modelos - Compreender e utilizar as ideias de tons e numero de nêutrons; isóto- Explicativos E Rutherford para explicar a natureza pos, isóbaros e isótopos; íons. Representativos elétrica da matéria; da Constituição - Noções mais detalhadas da estrutu- - Compreender os modelos explica- da Matéria ra atômica: Modelo atômico de Bohr, tivos como construções humanas aplicações do modelo de Bohr no num dado contexto histórico e so- cotidiano, modelo de subníveis de cial; energia e a distribuição eletrônica. - Reconhecer que o conhecimento químico é dinâmico, portanto, pro- visório; - Identificar, utilizar e visualizar os modelos atômicos através de meios multimídias; - Compreender e utilizar o modelo atômico de Bohr e identificar suas aplicações no cotidiano; - Utilizar os níveis e subníveis de energia e sua distribuição eletrôni- ca nos átomos. 142 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 143.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES A classificação dos elementos - Compreender e identificar a estru- químicos: tura e os elementos contidos na ta- bela periódica; - Estrutura da tabela periódica; dis- tribuição eletrônica e a tabela pe- - Identificar os elementos químicos riódica; classificação periódica dos através de sua distribuição eletrôni- elementos químicos. ca; - Compreender o parentesco e a clas- sificação dos elementos químicos e seus compostos por meio de suas propriedades periódicas; - Identificar, utilizar e visualizar a clas- sificação dos elementos químicos através de meios multimídias. ARTICULAÇÃO Ligações químicas interatômicas e a - Compreender as ligações químicas DOS SÍmBOLOS, estrutura dos elementos químicos: como interações eletrostáticas en- CÓDIGOS E tre átomos, moléculas e íons; - Gases nobres e a regra do octeto; ESTRUTURA ligações iônicas, ligações covalen- - Compreender e identificar o tipo de DE CIêNCIA E tes e ligações metálicas dos ele- ligação química que ocorre em áto- TECNOLOGIA mentos químicos. mos, moléculas e íons; Geometria molecular e ligações - Demonstrar o tipo de ligação quí- químicas intermoleculares: mica que ocorre em substancias presentes no cotidiano; - Geometria molecular; polaridade das ligações; polaridade das molé- - Identificar a geometria molecular culas; das moléculas; - Polaridade e solubilidade; - Compreender a polaridade das li- gações e das moléculas; - Força de interações moleculares e o ponto de ebulição. - Identificar o tipo de ligações inter- moleculares que ocorrem nas subs- tâncias; - Demonstrar experimentalmente a polaridade das substâncias presen- te no cotidiano. 143
  • 144.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Condutividade elétrica das soluções - Identificar a condutividade elétrica aquosas: das soluções aquosas; - Algumas soluções que conduzem - Compreender e demonstrar experi- corrente elétricas; dissociação iôni- mentalmente a dissociação iônica, ca e ionização; ionização e suas forças eletrolíticas e não eletrolíticas. - Soluções eletrolíticas e soluções não eletrolíticas. Ácidos, bases, sais e óxidos: - Identificar e compreender a força dos ácidos e das bases; - Conceituação de ácidos, bases, sais e óxidos; - Identificar experimentalmente a di- ferenciação de ácidos e bases; - Nomenclatura e condutividade elé- tricas dos ácidos, bases, sais e óxi- - Compreender e identificar quais dos. são os principais ácidos, bases, sais e óxidos presentes no cotidiano; - Identificar os compostos inorgâni- cos presentes no cotidiano; Símbolos, - Identificar experimentalmente os Códigos e compostos inorgânicos condutores Nomenclatura de corrente elétrica utilizados no das Principais cotidiano; Funções - Reconhecer os principais grupos Inorgânicas funcionais da química inorgânicas ao observar as formula dos mes- mos; - Nomear alguns dos exemplos mais significativos de compostos inorgâ- nicos por meio das regras mais re- centes da IUPAC; - Buscar informações sobre a produ- ção de substâncias químicas inor- gânicas; - Compreender a função sais como resultante da neutralização de um ácido por uma base, ou vice-versa; - Relacionar a presença da química inorgânica no cotidiano; - Identificar, utilizar e visualizar as principais funções inorgânicas atra- vés de meios multimídias. 144 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 145.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Algumas reações inorgânicas de im- - Compreender e identificar os princi- portância: pais tipos de reações inorgânicas; - Quatro tipos importantes de rea- - Demonstrar experimentalmente ções; os principais tipos de reações que ocorrem no cotidiano; - Reação de deslocamento e reações CIêNCIA E de dupla troca; equações químicas - Reconhecer transformações quí- TECNOLOGIA NA na forma iônica. micas inorgânicas que ocorrem na ATUALIDADE natureza e em diferentes sistemas produtivos ou tecnológicos; - Desenvolver no aluno conhecimen- to teórico sobre equações químicas e balanceamento de equações quí- micas. - A litosfera como fonte de recursos - Compreender as propriedades e naturais: Obtenção das principais usos de rochas e minerais (óxidos, rochas; sulfetos, sulfatos, fosfatos, carbo- natos e silicatos), como matérias de - Reações de obtenção de minérios e construção e como fontes de ob- minerais e seus usos; tenção de outros materiais, nos sis- - Implicação socioeconômica dos temas produtivos, agrícola e indus- principais minerais. trial; CIêNCIA E - Compreender os processos de mi- TECNOLOGIA NA neração e produção dos metais, ATUALIDADE como ferro, alumínio e cobre e suas ligas e seus usos na sociedade; - Avaliar a produção, os usos e con- sumo pela sociedade de materiais e substâncias obtidas pela mineração; - Identificar, utilizar e visualizar os principais minerais na região através de meios multimídias. 145
  • 146.
    2º ANO COMPETÊNCIAS • Compreender cientificamente a química, pre- e símbolos próprios da química; sente nas situações do cotidiano, apropriando- • Compreender o conceito de modelo e perceber se da linguagem química; sua validade para explicação dos fenômenos em • Relacionar a linguagem do senso comum com a química. linguagem química e compreender os códigos EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Relações quantitativas envolvidas - Traduzir, em termos de quantidade na transformação química: rela- de matéria (mol), as relações quan- ção entre quantidade de matéria e titativas de massa nas transforma- energia; ções químicas; - Estequiometria e rendimento, con- - Traduzir as relações de massa nas centração, titulo, diluição e titula- transformações químicas em ter- ção ácido-base das soluções. mos de quantidade de matéria; - Estabelecer relação entre a este- quiometria e o rendimento das transformações químicas e prever, em função dessa relação, quantida- des envolvidas nas transformações químicas que ocorrem na natureza e nos sistemas produtivos, indus- trial e rural; Quantificação - Propor procedimentos experimen- das Reações tais para conhecer as quantidades Químicas e Suas envolvidas e o rendimento de uma Tecnologias transformação química; - Avaliar possíveis implicações das relações quantitativas nas transfor- mações químicas que ocorrem nos sistemas produtivos, rural e indus- trial; - Correlacionar dados relativos, tais como concentração comum, con- centração em quantidade de maté- ria, titulo e porcentagem, diluição e titulação de certas soluções; - Compreender e demonstrar expe- rimentalmente cálculos utilizando soluções aquosas relacionadas ao cotidiano. 146 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
  • 147.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Propriedades coligativas das solu- - Construir o diagrama de fases da ções aquosas: Diagrama de fases da água e emprega-lo para fazer pre- água pura; pressão de vapor de um visões sobre mudança de estados liquido; físicos envolvendo essa substância; - Temperatura de ebulição de um li- - Coletar os dados necessários e em- quido; prega-los para comparar a inten- sidade dos efeitos coligativos em - Ebulioscopia; diferentes soluções feitas com um - Tonoscopia; mesmo solvente; - Crioscopia e osmose. - Identificar os efeitos coligativos no cotidiano; QUANTIFICAÇÃO - Conhecer a composição das águas DAS REAÇÕES naturais ( água do mar, de rios, ge- QUÍmICAS E SUAS leiras, lagos) qualitativa e quantita- TECNOLOGIAS tivamente, e as diferentes proprie- dades por essas soluções; - Comparar as propriedades da água pura, tais como solubilidade, tem- peratura de solidificação e de ebu- lição, condutividade elétrica, densi- dade, pH, com as de águas naturais; - Compreender o papel da osmose em processos biológicos; - Compreender os efeitos coligativos e demonstra-lo como tais efeitos são utilizados no cotidiano. 147
  • 148.
    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Produção e consumo de energia - Identificar a produção de energia elétrica nas transformações quími- elétrica em diferentes transforma- cas; ções químicas; - Reações de óxido-redução envol- - Relacionar a energia elétrica produ- vidas na produção e consumo de zida e consumida na transformação energia elétrica; química e os processos de oxidação e redução; - Potenciais de eletrodo. - Compreender os processos de oxi- dação e de redução a partir das ideias sobre a estrutura da matéria; - Prever a energia elétrica envolvi- da numa transformação química a partir dos potenciais-padrões de eletrodo das transformações de Energia, oxidação e redução; Transformação Química e Suas - Compreender a evolução das ideias Tecnologias sobre pilhas e eletrólise, reconhe- cendo as relações entre conheci- mento empírico e modelos explica- tivos; - Buscar informações sobre transfor- mações químicas que produzem energia utilizada nos sistemas pro- dutivos; - Avaliar as implicações sociais e am- bientais do uso de energia elétrica e provenientes de transformações químicas; - Identificar, utilizar e visualizar os principais tipos de energia na re- gião através de meios multimídias. 148 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Controle da rapidez das transfor- - Observar e identificar transforma- mações no dia a dia: Variáveis que ções químicas que ocorrem em di- modificam a rapidez de uma trans- ferentes escalas de tempo; formação química, modelos expli- - Reconhecer e controlar variáveis cativos. que podem modificar a rapidez de uma transformação química (con- centração, temperatura, pressão, estado de agregação, catalisador); ASpECTOS DINâmICOS DAS - Propor e utilizar modelos explica- TRANSFORmAÇÕES tivos para compreender a rapidez QUÍmICAS E SUAS das transformações químicas; TECNOLOGIAS - Reconhecer as relações quantita- tivas empíricas entre rapidez, con- centração e pressão, traduzindo-as em linguagem matemática; - Propor procedimentos experimen- tais para determinar e controlar a rapidez de uma transformação quí- mica. Solo e vida: - Conhecer as ideias sobre origem, evolução e composição do solo e - O solo e o subsolo e suas proprie- subsolo; dades; fertilidades dos solos e agri- cultura; preparação do solo para - Compreender a relação entre pro- cultivos da região e solo e criação priedades dos solos, tais como aci- de animais. dez e alcalinidade, permeabilidade QUÍmICA, ao ar e á água, sua composição e LITOSFERA E SUAS produção agrícola; TECNOLOGIAS - Demonstrar experimentalmente a preparação de um solo adequado para cultivos na região; - Identificar, utilizar e visualizar os principais tipos de solos na região através de meios multimídias. 149
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Produção e consumo de energia - Compreender os processos de fu- nuclear: são e fissão nucleares e a produção de energia neles envolvida; - Processos de fusão e fissão nuclea- res; transformações nucleares como - Reconhecer transformações nucle- fonte de energia. ares como fonte de energia; Energia Nuclear, Ética, - Buscar fontes de informação sobre Cidadania e Suas geração e uso de energia nuclear; Tecnologias - Avaliar os riscos e benefícios dos di- ferentes usos da energia nuclear; - Identificar, utilizar e visualizar os principais tipos de energia na re- gião através de meios multimídias. 3º ANO COMPETÊNCIAS • Compreender cientificamente a química pre- e símbolos próprios da química; sente nas situações do cotidiano, apropriando- • Compreender o conceito de modelo e perceber se da linguagem química; sua validade para explicação dos fenômenos em • Relacionar a linguagem do senso comum com a química. linguagem química e compreender os códigos EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Compostos orgânicos fósseis e seus - Compreender a química do carbo- usos: no, suas ligações e cadeias carbôni- cas formadas; - Cadeia carbônica; classificação dos carbonos; classificação das cadeias - Identificar os principais hidrocarbo- carbônicas; combustíveis fósseis e netos, como sua nomenclatura; sua nomenclatura; indústria petro- - Compreender as ideias que expli- química. cam a origem do petróleo; Química - Compreender os processos de Orgânica e Suas transformação do petróleo em ma- Tecnologias teriais e substâncias utilizadas no sistema produtivo – refino do pe- tróleo; - Avaliar a produção e usos sociais dos combustíveis fósseis; - Identificar, utilizar e visualizar os principais tipos de hidrocarbonetos através de meios multimídias. 150 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Classes funcionais dos compostos - Compreender a nomenclatura das orgânicos: principais funções orgânicas. - Nomenclatura dos álcoois, aldeí- - Identificar as principais funções or- dos, cetonas e ácidos carboxílicos e gânicas presente no cotidiano. sua utilização no dia-a-dia; nomen- - Demonstrar experimentalmente clatura dos éteres, ésteres, aminas quando possível a fabricação de e amidas e sua utilização no dia-a- compostos orgânicos. dia. - Identificar, utilizar e visualizar as principais funções orgânicas atra- vés de meios multimídias. - Ligações intermoleculares na quí- - Determinar a geometria dos áto- mica orgânica: geometria molecu- mos de carbono de uma estrutura lar; orgânica; QUÍmICA - Polaridade de ligações de molécu- - Empregar a escala de eletronegati- ORGâNICA E SUAS las, solubilidade e ligações intermo- vidade e conhecimentos sobre ge- TECNOLOGIAS leculares. ometria molecular para prever sua polaridade; - Observar a formula estrutural de um composto orgânico e prever o tipo de interação intermolecular nele presente; - Perceber que o estudo das proprie- dades das substâncias químicas se traduz em aplicações práticas de in- teresse para a sociedade, que aca- bam redundando na melhoria da qualidade de vida; - Demonstrar experimentalmente a polaridade dos compostos orgâni- cos. - Isomeria - Observar as fórmulas estruturais e CIêNCIA E concluir se elas representam ou não TECNOLOGIAS NA isômeros; ATUALIDADE E NO - Representar os possíveis isômeros a COTIDIANO partir de uma determinada fórmula molecular. 151
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Polímeros sintéticos: - Compreender e identificar os prin- cipais polímeros sintéticos no dia a - Polímeros de adição; polímeros de dia; condensação. Plásticos e fibra têx- teis no cotidiano. - Demonstrar experimentalmente os tipos de polímeros e suas diferen- ças químicas; - Identificar, utilizar e visualizar os principais polímeros sintéticos atra- vés de meios multimídias. Noções sobre alguns compostos - Reconhecer e demonstrar experi- orgânicos presentes em seres vivos: mentalmente as propriedades de sabões, detergentes e desinfetan- - Carboidratos, lipídios, proteínas e tes; ácidos nucleicos, substâncias quí- Ciência e micas e alimentação, sabões, deter- - Reconhecer os componentes prin- Tecnologias na gentes, desinfetantes e sua fabrica- cipais dos alimentos – carboidratos, Atualidade e no ção. lipídeos, proteínas, suas proprieda- Cotidiano des, funções no organismo e suas transformações químicas. Reações orgânicas: - Demonstrar experimentalmente as principais reações orgânicas pre- - Adição, substituição, eliminação, sentes no cotidiano; oxirredução, entre outras. - Compreender e identificar as princi- pais reações orgânicas. - Compreender e identificar as prin- cipais reações de oxirredução, desi- dratação e esterificação; - Demonstrar experimentalmente as principais reações de oxirredução, desidratação e esterificação e ou- tras. 152 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES A química orgânica e o ambiente: - Compreender e identificar os com- ponentes do petróleo, carvão mi- - Conbustível e a atmosfera; neral e o biogás, e demonstrar sua - Os alimentos e os resíduos gerados utilização no cotidiano; no cotidiano; - Demonstrar os efeitos causados ao - Os agrotóxicos, seus benefícios e meio ambiente pelo efeito estufa, suas consequências. tais como suas prevenções; - Desenvolver um senso crítico aos alunos quanto a ideia da reciclagem do lixo; - Conhecer as características geradas no meio ambiente pelo uso dos agrotóxicos; CIêNCIA E - Identificar, utilizar e visualizar os TECNOLOGIAS NA principais tipos de interações quí- ATUALIDADE E NO micas no ambiente através de COTIDIANO meios multimídias. A química e suas tecnologias: - Demonstrar que a química se en- contra no cotidiano do aluno, fa- - Produção de materiais que pos- zendo-o identificar as principais sibilitam uma vida melhor para a tecnologias desenvolvidas na atua- humanidade; produção de medica- lidade; mentos e seus efeitos fisiológicos, energia renováveis e etc. - Compreender a química dos medi- camentos e seus efeitos fisiológicos caso ingeridos inadequadamente; - Identificar, utilizar e visualizar os principais tipos de tecnologias na região através de meios multimí- dias. 153
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    ÁREA DE CONHECIMENTO:CIÊNCIAS HUMANAS HISTÓRIA E HISTÓRIA DE RONDÔNIA, GEOGRAFIA E GEOGRAFIA DE RONDÔNIA, FILOSOFIA E SOCIOLOGIA. 155
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    9. ÁREA DECONHECIMENTO: CIÊNCIAS HUMANAS 9.1. Caracterização da Área de Ciências Humanas As ciências humanas representam uma das áreas ou representatividade, valores e emoção. Assim, tem-se campo de conhecimento mais recente das ciências “humanidades”. modernas. Surgiram no século XIX para atender a Dessa forma, as Ciências Humanas da abertura para necessidades específicas, ao humano, que não eram a compreensão do papel do homem no ambiente explicitadas pelas ciências da natureza surgidas, an- como um ser que produz e, é produzido nas relações teriormente, no século XVI. Antes do seu surgimento interpessoais e intrapessoais. tentou-se estudar o homem a partir de pressupostos científico-metodológicos desenvolvidos pelas Ciên- Em termos globais, a área de Ciências Humanas, tem cias Naturais, como se o homem fosse semelhante por objeto amplo o estudo das ações humanas no à própria natureza. Até então, não se havia atentado âmbito das relações sociais, que são construídas en- para a grande diferença que recobre o homem, ser tre diferentes indivíduos, grupos, segmentos e clas- pensante com poder cognoscível, onde é fundamen- ses sociais, bem como as construções intelectuais tal estudar a complexidade existente no indivíduo, que estes elaboram nos processos de construção dos bem como o homem enquanto ser social. Com as Ci- conhecimentos que, em cada momento, se mostram ências Humanas a centralidade do mundo deixa de necessários para o viver em sociedade, em termos in- estar na natureza e funda-se no homem que é um ser dividuais ou coletivos. ativo e, a natureza passou a ser vista como ambiente A caracterização se dá a partir dos Componentes de possibilidades para a ação humana. Curriculares que compõem a área de Ciências Huma- O sentido do aprendizado nesta área do conheci- nas, a saber: Sociologia, História, Filosofia e Geografia mento se dá ao passo que o homem é a agenda cen- com seus objetos próprios, que trazem em seu bojo tral, assim torna importante, não só explicá-lo, mas aspectos que formam a área como um todo. Os con- compreendê-lo em sua diversidade, pois cada grupo ceitos estruturadores de uma área estão presentes de e/ou sociedade apresenta saberes referenciados pe- forma transversal, portanto, de maneira explícita e/ las experiências cotidianas baseados em sua cultura, ou implícita, em todas as disciplinas que a compõem. economia, política, etc. O trabalho com tais disciplinas afins deve buscar uni- Assim, a essência do ideal humanista está pautada dade em termos de prática docente independente- em uma sociedade mais solidária, com respeito às mente dos conteúdos e conceitos tratados em cada diversidades e a natureza, um compromisso com a disciplina. Tal postura pode criar uma perspectiva de sustentabilidade ambiental e cultural. trabalho interdisciplinar e multidisciplinar e de ca- ráter integrador. Segundo DaMatta1 “as Ciências Humanas são fenô- menos complexos, que não se repetem, não podem A prática docente comum deve se centrar no traba- ser reproduzidos em situações de controle, além de lho permanentemente voltado para o desenvolvi- possuírem causas que nos reportam à subjetividade mento de competências e habilidades, apoiado na individual, não podendo assim ser isoladas e vistas associação ensino e pesquisa e no trabalho com di- com objetividade”. Ou seja, o homem é um ser que ferentes fontes expressas em diferentes linguagens, não se dá a conhecer na sua totalidade, pois a sub- que comportem diferentes interpretações sobre os jetividade humana representa o “eu transcendental” conteúdos trabalhados em sala de aula. que possui valores, capacidade, habilidades e atitu- Outro ponto a se considerar é que o trabalho docente des para superar as adversidades do dia a dia. A re- deve priorizar a postura de mediação em relação aos siliência é um processo constante na vida humana. E trabalhos realizados com os alunos, em detrimento a experiência vivida é rica em significados, símbolos, das aulas expositivas, que colocam o professor como o principal sujeito do processo. Os conteúdos não 1 Roberto DaMatta em seu livro Relativizando, ci- devem ser vistos um fim em si mesmos, mas como tado pelo prof. Márcio Secco em Reflexões acerca meios para que os educandos construam conheci- da Filosofia e Sociologia no Ensino Médio, 2009, mentos. Porto Velho-RO. 156 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    É importante, também,a contextualização que deve baseadas em critérios previamente definidos. A sele- ser encarada como parte necessária da prática docen- ção de conteúdos na história do ensino da área tem te comum, que alicerça um trabalho, efetivamente in- sido variada, sendo feita geralmente segundo uma tra- terdisciplinar, garantindo significação aos conteúdos e dição já consolidada, mas permanentemente rearticu- os conhecimentos prévios dos educandos, no âmbito lada de acordo com temas relevantes a cada momento do viver em sociedade. Nesse sentido, a noção de con- histórico. textualização passa a ser compreendida como a soma Os alunos devem ser preparados para o entendimento de espaços de vivências sociais diretas e indiretas, nas do significado do conhecimento histórico e a meto- quais os educandos identificam e constroem/recons- dologia para a consecução de tal fim. Assim, como o troem conhecimentos a partir da mobilização de con- conhecimento histórico revela as opções teóricas dos ceitos, competências e habilidades próprios de uma historiadores, os alunos devem ser orientados para re- determinada área e/ou componente curricular. conhecer nos textos historiográficos as concepções de Entretanto, as ações e elaborações intelectuais huma- História dos autores escolhidos. Recomenda-se, por- nas são construídas no âmbito de relações sociais va- tanto, ao professor a escolha de textos historiográficos riadas. Assim, as representações culturais e éticas deri- coerentes na proposição teórica e sobre um mesmo vam diferentes formas de aproximação e de aceitação fenômeno para garantir a compreensão dos alunos. que os seres humanos se utilizam para conseguir se Deve-se ainda orientá-los no uso dos documentos situar socialmente frente às diversas relações sociais. É históricos tais como: fontes escritas; fontes orais; fon- no âmbito desse processo que se desenvolvem os sen- tes materiais; fontes iconográficas/pictóricas/musicais/ timentos de ser e de pertencer, traduzidos pela identi- tecnológicas; plantas e mapas; biografias; documen- dade social que cada indivíduo constrói para si e para tários (audiovisuais); diversidades de tecnologias da a sobrevivência no mundo. informação e da comunicação, dentre outras fontes, considerando como conteúdos de aprendizagem. Dessa forma, o dialogo entre outros componentes curriculares, os temas transversais e a diversidade con- Os documentos históricos devem ser entendidos em figuram uma contextualização de conhecimentos do sua historicidade, portanto, devem ser contextualiza- saber fazer, sendo de suma importância para o proces- dos e pensados como produto das relações históricas. so ensino aprendizagem. Devem ser escolhidos aspectos culturais e lúdicos com maior incidência do que os econômicos e políticos. Portanto, a literatura infantil, as cantigas, a visita a mu- 9.2. história – 1º ao 3º Ano seus e locais que guardam resquícios do passado, por exemplo, são fundamentais. Deve-se estimular o alu- no a recuperar o passado como uma das escolhas para CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE o entendimento das diferenças e semelhanças entre o CURRICULAR presente e o passado. A indicação é para o estudo de acontecimentos histó- A História cumpre um papel análogo ao da memória ricos sem a prescrição de uma ordem de graduação es- social e coletiva, trabalhando paralelamente duas di- pacial e sem a ordenação temporal, devendo ser dada mensões da formação da identidade social, identifi- importância para a construção de relações de trans- cando aspectos constituintes dessa mesma identidade formação, permanência, semelhança e diferença entre e podendo, ao mesmo tempo, desconstruir interpre- o presente, o passado e os espaços local (Rondônia), tações equivocadas, decifrar significados simbólicos regional (Norte), nacional (Brasil) e mundial (América e desmascarar ideologias e situações de preconceito. e mundo), em processos contínuos ou descontínuos. Ao incorporar criticamente a noção do tempo, identi- ficando mudanças e permanências, aponta para o fato Finalmente, espera-se que o aluno desenvolva co- de que todo objeto de estudo, por mais formal que nhecimentos sobre o lugar, a cidade, o Estado, a re- seja, é historicamente construído. gião, o país e mundo. A História do Brasil deverá ser trabalhada como prioritária, aliada a contextos mais Nas discussões sobre currículo de História tem sido amplos, nos anos finais do Ensino Fundamental. O consensual a impossibilidade de ensinar a História de currículo deve privilegiar uma abordagem que favo- todos os tempos e sociedades. Cabe aos professores reça a constituição de uma matriz conceitual a partir fazer seleções de conteúdos a serem ensinados em da qual os eventos isolados – sejam eles de caráter cada ano ou semestre letivos. As escolhas precisam ser 157
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    político, cultural, religiosoou outro – se relacionem e modo crítico a maneira pela qual a realidade social é se tornem significativos. construída, e o quanto a ação dos sujeitos resulta em diferentes mo­ os de percepção dessa realidade. Ao d definir e estabelecer como objetivo a busca de com­ OBJETIVO petências, mediante o desenvolvimento de habilida- des específicas, espera-se que a na­ureza relacional t do saber histórico contribua efetivamente para a for- Pro­ orcionar condições e oferecer ferramentas con- p mação de indivíduos indagadores, criativos, partici- ceituais para que os alunos possam com­ reender de p pantes efetivos na sociedade. 158 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    1º ao 3ºANO COmpETêNCIAS • Compreende-se por competências ações que recomendada para fim. Os conteúdos, assim expressam uma tomada de decisão através da compreendidos, passam a ser eles mesmos, utilização de ferramentas concretas e intelec- construções sociais e históricas. tuais, bem como da mobilização de esquemas • A construção do conhecimento, assim compre- conceituais, visando a estabelecer relações e endida, ocorre a partir da formulação, expres- promover interpretações. Observação, compa- são e possibilidades de respostas de dúvidas. ração e argumentação são, por exemplo, ações Através do exercício da dúvida, o aluno pesqui- que podem ser compreendidas como compe- sador e o professor pesquisador consideram tências. Habilidades, nesse sentido, são formas seus saberes prévios, mas são produtores de possíveis de alcance das competências. Portan- um saber específico que redefine suas relações to, espera-se que ao longo dos estudos de His- com o conhecimento histórico e seu processo tória no Ensino Médio, que os alunos se tornem de produção. Esse seria o processo durante o mais capazes de: qual ocorre a aprendizagem histórica, sendo re- • Compreender a sociedade, em seu processo de servado a alunos e professores do Ensino Médio formação e mudanças, e os múltiplos fatores o desenvolvimento do pensar histórico. Livros, que nela intervêm como produtos da ação hu- fontes orais, relatos, jornais, revistas, lendas, mana, considerando a si mesmo como agente música, literatura, obras de arte, fotografia, pa- social e aos processos sociais como orientado- trimônio, vídeo e cinema, monumentos, docu- res da dinâmica dos diferentes grupos de indi- mentos oficiais, datas comemorativas, objetos víduos. e museus e outros, apresentam-se como boas escolhas para o ensino e aprendizagem dos • Compreender a produção e o papel histórico conteúdos históricos. das instituições sociais, políticas e econômicas, relacionando-as às práticas dos diferentes gru- • A organização do trabalho pedagógico em pos e atores sociais, aos princípios e valores que História deve articular fatos, fontes, conceitos regulam a convivência em sociedade, aos direi- e sujeitos que se integram e utilizam diferen- tos e deveres da cidadania, e à justiça. tes alternativas metodológicas, que apontem para a pesquisa como ensino e aprendizagem • Considerar a importância das tecnologias con- e para a problematização do presente a partir temporâneas de comunicação e informação do estabelecimento de relações entre as dinâ- para a produção de bens, serviços e conheci- micas temporais: permanências e mudanças, mentos, aplicando-as em planejamento, ges- continuidades e descontinuidades, sucessão e tão, organização e fortalecimento do trabalho simultaneidade, passado/presente/futuro. de equipe e de ações na vida cotidiana. • A organização dos conteúdos por temas requer • Estabelecer relações entre continuidade/per- cuidados específicos com a escolha dos méto- manência e ruptura/transformação nos proces- dos e dos critérios de definição dos conteúdos. sos históricos. Trabalhar com temas variados em épocas diver- • Os conteúdos básicos e complementares da sas, de forma comparada e a partir de diferen- História ensinada (conteúdos conceituais, pro- tes fontes e linguagens, constitui uma escolha cedimentais e atitudinais) são compreendidos pedagógica que contribui de forma significa- como uma articulação entre as habilidades e tiva para o desenvolvimento de competências competências (selecionadas pelo professor de e habilidades relacionadas, principalmente, à acordo com o nível de ensino), entre os tópicos/ representação e comunicação, investigação e conteúdos eleitos para o alcance das habilida- compreensão, contextualização sociocultural e des e competências e, tal entre a metodologia seus desdobramentos. 159
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    1º ANO EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Cultura material e imaterial; - Interpretar fontes documentais de natureza diversa, considerando o - Patrimônio e diversidade cultural papel das diferentes linguagens, no Brasil; agentes sociais e contextos envolvi- - História, Tempo e Memória; dos em sua produção; - Pré-história: O homem na evolução - Compreender as diversas produ- das espécies; ções da cultura nos contextos his- tóricos de sua constituição e signi- - Primeiros povos da América e a pré ficação; -história brasileira; - Posicionar-se criticamente diante - Revolução Agrícola; de fatos presentes a partir da in- - As civilizações do Rio Nilo e da Me- terpretação de suas relações com o sopotâmia; passado; - Organização das sociedades da - Compreender e organizar os con- Grécia e Roma; ceitos como representações da rea- lidade organizadas pelo pensamen- - Mundo Islâmico, reinos e povos afri- to; Diversidade canos; Cultural, - Utilizar e elaborar textos interpreta- Conflitos - Idade Média Ocidental: reinos ger- tivos sobre o processo histórico; Representações mânicos, feudalismo e sua transpo- - Compreender que as temporalida- do Mundo sição, igreja e cultura medieval; des e as periodizações são constru- Social - Idade Moderna: Renascimento co- ções socioculturais e, portanto, his- mercial e urbano, Renascimento tóricas; Cultural e Científico, Reforma Pro- - Reconhecer que as formações so- testante e Contrarreforma, Expan- ciais são resultado de várias cultu- são Europeia e conquista da Améri- ras; ca; - Compreender a transformação so- - Formação dos estados nacionais. ciocultural dos povos indígenas para inserção no mundo contem- porâneo; - Valorizar a memória histórica e sua preservação como um direito do ci- dadão; - Exercitar o conhecimento histórico de forma autônoma e crítica; - Reconhecer o papel das lutas so- ciais nas conquistas e mudanças na legislação e nas políticas públicas. 160 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    2º ANO EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - História dos povos indígenas: cultu- - Reconhecer o papel das lutas so- ra, contribuições regionais, locais e ciais nas conquistas e mudanças na a formação sociocultural brasileira; legislação e nas políticas públicas; - A colonização das Américas; - Construir sentidos para os fatos his- tóricos, relacionando-os aos pro- - Organização político-administrati- cessos históricos.; va nas colônias: espanhola e portu- guesa; - Problematizar o presente nas di- mensões individuais e sociais, com- - A escravidão e formas de resistên- parando com outros contextos his- cia indígena e africana na América; tóricos; - História cultural dos povos africa- - Respeitar as diversidades reconhe- nos; cendo-as como construções históri- - A luta dos negros no Brasil e o ne- cas e manifestações culturais; gro na formação da sociedade bra- - Fazer uso de textos analíticos e in- sileira; terpretativos sobre os históricos - Formação da sociedade colonial processos; brasileira. - Desenvolver noções de tempo his- - Religiosidade e sociedade na Amé- tórico percebendo-os como cons- FORmAS DE rica portuguesa; trução cultural; ORGANIZAÇÃO - Produção açucareira e cafeeira e or- - Atuar sobre os processos de cons- SOCIAL, ganização social e cultural no Brasil; trução da memória social, partindo CONSOLIDAÇÃO DA CIDADANIA, - A mineração no Brasil colonial; da crítica dos diversos “lugares de pENSAmENTO memória” socialmente instituídos; - Invasões estrangeiras no Brasil; pOLÍTICO E AÇÃO - Situar os acontecimentos históricos DO ESTADO - Política de ocupação territorial bra- nos diversos ritmos de duração; sileiro; - Utilizar os conceitos históricos de - Formação e características do Esta- forma analítica; do Absolutista na Europa Ocidental; - Compreender os impactos ambien- - Estado e direito cidadão a partir da tais e socioculturais decorrentes do modernidade; processo da colonização. - A Europa e o Novo Mundo: relações econômicas, sociais e culturais do sistema colonial; - O Iluminismo e o Liberalismo; - As Revoluções Burguesas na Europa; - O império Napoleônico e o Con- gresso de Viena; - Corte portuguesa no Brasil e mu- danças geradas; - O movimento operário e o advento do Socialismo; 161
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - A Independência das Américas in- Formas de glesa e espanhola; Organização Social, - O processo de Independência da Consolidação América Portuguesa; da Cidadania, - A expansão dos Estados Unidos; Pensamento Político e Ação - O Império no Brasil (I e II reinados); do Estado - Os países hispano-americanos na transição do século XIX para o sécu- lo XX. 3º ANO EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O Brasil na Primeira República; - Compreender a sociedade e a natu- reza, reconhecendo suas interações - Transformações nas estruturas pro- no espaço em diferentes contextos; dutivas no século XX (fordismo, toyotismo, novas teorias da produ- - Analisar as interações da sociedade ção e seus impactos); com o meio físico, levando em con- sideração aspectos históricos e ou - O imperialismo na África e na Ásia; geográficos; - A Primeira Guerra Mundial; - Relacionar o trabalho com as for- - Revoluções socialistas: (Russa, mas de poder, compreendendo sua Cubana, Chinesa); importância nas transformações históricas; - A crise do capitalismo nos anos 20 e ascensão do nazifascismo; - Fazer uso de argumentação crítica sobre os processos históricos. - Totalitarismo na Europa. - Reconhecer e utilizar diferentes lin- Características e - A revolução de 1930 no Brasil; guagens.; Transformações das Estruturas - A política do Estado Novo; - Relacionar o uso das tecnologias Produtivas com os impactos socioambientais - O contexto entre as duas Guerras em diferentes contextos; Mundiais; - Utilizar diferentes procedimentos - A Segunda Guerra Mundial; metodológicos na construção do - A Guerra Fria; conhecimento histórico; - Governos populistas na América - Reconhecer os fatos do passado Latina e no Brasil; como processos sociais, resultados de posicionamentos diante de dife- - As experiências de esquerda na rentes possibilidades; América Latina; - Compreender e relacionar as dife- - A ditadura militar na América Latina rentes formas de organização da e no Brasil; vida social e das relações de poder; - Lutas pela redemocratização no - Identificar as relações de poder nas Brasil; diferentes instâncias da sociedade. 162 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - República Nova no Brasil; - Considerar a pluralidade das me- mórias históricas, valorizando-as; - A nova ordem mundial e os impac- tos da globalização; - Participar dos processos de cons- CARACTERÍSTICAS E trução e preservação da memória TRANSFORmAÇÕES - O fim do socialismo; social. DAS ESTRUTURAS - Conflitos e tensões no mundo atual - Avaliar as relações entre preserva- pRODUTIVAS ção degradação da vida no planeta - Desafios sociais e ambientais do sé- culo XXI. nas diferentes escalas; - Posicionar-se diante das questões do presente a partir de interpreta- ções críticas do passado. 9.2.1. história de Rondônia 3º ANO COmpETêNCIAS • Compreender a ocupação Portuguesa na re- • Saber utilizar as tecnologias na busca do conhe- gião Amazônica; cimento histórico; • Compreender os conceitos básicos relativos ao • Reconhecer que a formação da sociedade ron- tempo histórico no contexto especifico regional; doniense é resultado de interações e conflitos de caráter econômico, político e cultural; • Estabelecer relações com outros contextos his- tóricos desenvolvendo noções de semelhanças • Compreender as características essências das e diferenças, continuidades e descontinuidades, relações de trabalho ocorridas historicamente rupturas e permanências e de tempo histórico; no espaço rondoniense. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Rondônia e seus antepassados: Os - Conhecer o processo de ocupação hu- sítios arqueológicos; mana e de colonização das terras que constituem o Estado de Rondônia, ini- - A Amazônia e o imperialismo: ex- ciada em meados do século XVII; ploração da Amazônia no contexto do antigo regime colonial; - Analisar, interpretar e criticar fontes documentais de natureza históricas hISTÓRIA- - A atuação dos missionários na Ama- e diversas; produzir textos analíti- mEmÓRIA E zônia nos séculos XVII e XVIII; cos sobre os processos históricos, CIDADANIA - Expedições Bandeirantes; compreendendo as diferentes lin- - Os tratados de Demarcação de limi- guagens: escrita, pictórica, fotográ- tes coloniais na Amazônia; fica e oral e gêneros textuais; - A população indígena dos rios - Reconhecer os diferentes agentes so- Guaporé, Mamoré e Madeira; ciais e os contextos envolvidos na pro- dução do conhecimento histórico; 163
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Transformações sociais, diferentes - Entender que o objeto da Historia temporalidades, modo de vida das regional são as relações humanas etnias, identidade, sociedade, reli- no tempo e no espaço; gião, economia, História, intercultura- - Compreender o passado como lidade, sustentabilidade e autonomia; construção cognitiva que baseia - A sociedade e a economia do vale em registros deixados pela huma- do Guaporé no período colonial; nidade no tempo e no espaço; - Ouro no Guaporé e a sociedade mi- - Captar as relações de poder, nas neradora na região aurífera; diversas instâncias da sociedade, como as organizações de trabalho - A política de fortificação Lusitana na e as instituições da sociedade orga- Amazônia – o Forte Príncipe da Beira; nizada: sociais, políticas, étnicas e - O 1º Ciclo da Borracha; religiosas; - Os tratados: Ayacucho, Petrópolis e - Identificar as várias formas de resis- a questão do Acre; tência escrava, bem como o proces- - Migração nordestina do século XIX; so de escravidão; - A construção da EFMM; - Relacionar a importância do negro no desenvolvimento regional do - Comissão Rondon e as linhas Tele- Guaporé, bem como a sua influ- gráficas; ência na cultura local e ressaltar a - II Guerra mundial - 2º Ciclo da Bor- importância das comunidades qui- História- racha; lombolas remanescentes na histó- Memória e ria atual; - Criação do Território Federal do Cidadania Guaporé 1943; - Entender a importância da memó- ria histórica para a vida da popula- - Mudança para Território Federal de ção e de suas raízes culturais; Rondônia 1956; - Aprimorar atitudes e valores indivi- - Garimpo de cassiterita e seus im- duais e sociais; pactos sociais e o fluxo migratório; - Compreender a cultura como um - Abertura da BR-29, atual BR-364; conjunto de representações sociais - Projetos de colonização do INCRA; que emerge no cotidiano da vida social; - Ouro no Rio Madeira na década de 80 e 90; - Analisar, interpretar e criticar fontes documentais de natureza históricas - Criação do Estado de Rondônia; e diversas. - Política e economia atual do esta- do: Construção das Usinas Hidrelé- tricas de Samuel, Jirau e Santo An- tônio custos, benefícios e impactos ambientais e sociais à região; - Rondônia e a diversidade étnico-racial; - As vastas culturas populares do Es- tado de Rondônia - Relações Diplomáticas fronteiriças. 164 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    9.3. Geografia -1º ao 3º Ano na constituição do espaço. Os pressupostos básicos eram a criticidade e o engajamento do espaço geo- gráfico comprometido com a justiça social. CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE CURRICULAR Essa geografia se enraizou e floresceu num contex- to de revisão de ideias e valores. Representou uma abertura e um entrelaçamento com os movimentos Os estudos geográficos remontam ao pensamento sociais. Neste contexto surge a necessidade de um grego da antiguidade. Por isso, a Geografia, pode ser ensino pluralista voltado a desenvolver a criticidade considerada como um dos saberes mais antigos que no educando, ou seja , o senso de cidadania plena. existem no mundo. Esta, enquanto ciência é produ- Uma Geografia crítica e humanística. Humanística to dos grandes embates políticos e científicos que porque estuda os aspectos do homem, sendo que as dominaram as relações de poder entre os alemães noções de espaço e lugar adquirem uma tendência e franceses nos séculos XVIII e XIX. A Geografia se- geográfica muito importante, possui uma relação in- gundo Capel (1981) e Christofoletti (1985), percorreu trínseca com a vida na realidade dos grupos sociais. longos caminhos, enquanto história natural ou filo- Os estudos relacionados ao componente Curricular sofia natural, tendo iniciado sua estruturação com as de Geografia estão presentes no dia a dia do aluno obras de Alexandre Von Humboldt (1769-1859) e de de toda a educação básica. Portanto é fundamental Carl Ritter (1778-1859). Foram imensos os debates nos que o estudo dessa ciência proporcione aos alunos séculos XVI, XVII, XVIII e XIX para que a Geografia pu- práticas e pesquisas, onde estes reflitam sobre sua desse tornar-se independente adquirindo conceitos realidade, contextualizando-a com o mundo. próprios e específicos. O objetivo maior dessa disciplina é fazer com que os A Geografia descrevia as sociedades e paisagens, alunos compreendam a dinâmica social, espacial e logo depois seguiu caminhos nos métodos quantita- temporal em uma escala do local ao global em uma tivos tentando explicar os fenômenos que acontece- perspectiva multidisciplinar com incorporação de riam na superfície. Porém foi com o questionamento conceitos/conteúdos que vão além dos conceitos crítico que as mudanças aconteceram na contextuali- geográficos: paisagem, espaço e tempo, sociedade, zação geográfica. Era preciso que esta ciência não se lugar, região e território. Abrangendo, portanto, a di- tornasse mercadoria, mas estabelecesse estudos nas versidade e os temas transversais. relações sociais, pensando a sociedade de forma que não fosse para se defender da guerra ou domínio de A Geografia escolar do século XXI, deve estar voltada territórios. Sendo preciso entender os processos de para o desenvolvimento de competências, habilida- apropriação, exclusão, dominação entre os grupos e/ des e atitudes entre educandos e educadores, onde ou sociedades. o aprender a aprender, o aprender a fazer, aprender a conhecer e o aprender a ser seja uma constante no Em conseguinte as mudanças no mundo globalizado processo ensino-aprendizagem. e tecnológico, as transformações econômicas, cultu- rais, ambientais e políticas mundiais faz-se necessário uma geografia que se baseia na intensa relação com OBJETIVOS outras áreas do conhecimento para promover cami- nhos que não separa o humano do habitat, não sepa- ra o ser e suas relações. Dentro dessa ação complexa As Diretrizes Curriculares Nacionais apontam como da sociedade, o fazer geográfico, procura analisar, objetivo do Ensino de Geografia para o Ensino Médio e compreender o lócus de vida correlacionando ao que: mundo. Onde esta ciência está a serviço do desenvol- vimento humano. “O ensino de Geografia deve fundamentar-se em A geografia que surge em meados da década de 70, um corpo teórico-metodológico baseado nos nasceu inicialmente na França e posteriormente Es- conceitos de natureza, paisagem, espaço, territó- panha, Itália, Brasil denominada como geografia Crí- rio, região, rede, lugar e ambiente, incorporando tica, busca nas teorias marxistas sua base epistemo- também dimensões de análise que contemplam lógica. Traz uma nova interpretação das categorias tempo, cultura, sociedade, poder e relações eco- de espaço geográfico, território e paisagem focando nômicas e sociais e tendo como referência os pres- a pluralidade. Trabalha investigando as interações supostos da Geografia como Ciência que estuda as 165
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    formas, os processos,as dinâmicas dos fenômenos compreensão do significado, possibilitando o reco- que se desenvolvem por meio das relações entre nhecimento do conhecimento prévio e que provo- as sociedades e a natureza, conquistando o espaço quem uma atividade mental para assegurar a funcio- geográfico”. (DCN, p.43) nalidade e a significância para o sujeito; 2- Conteúdos procedimentais – é o procedimento de transposição do conhecimento para a resolução de O professor e o aluno precisam desenvolver compe- problemas do dia a dia. É o fazer, a partir do conhecer. tências e habilidades que os ajudem a comparar, ana- As técnicas e estratégias estão presentes para que os lisar relacionar, identificar compreender e articular os conteúdos aprendidos tenham sentido para o aluno; conteúdos e atividades didáticas para o entendimen- to do espaço geográfico, objeto de estudo da Geo- 3- Conteúdos atitudinais – Abarca o campo afeti- grafia, do lugar de vivência à esfera mundial. vo, cognitivo e de condutas. As Inter-relações entre professores e alunos estabelecem atitudes, valores e Sendo que os saberes e experiências do ensino de comportamentos. Neste campo é importante intro- Geografia deverão estar pautados em Competências duzir a reflexão-crítica, partindo do contexto social e Habilidades da escola, do aluno e da família. Para a formação do sujeito não é imperioso somente Trabalhar dentro desses preceitos é estabelecer uma os conteúdos curriculares, faz-se necessário dimen- relação com os 4 pilares da educação: Saber conhe- sionar a relação dos conteúdos com as competências cer, saber fazer, saber conviver e saber ser. Despertan- e habilidades no processo ensino-aprendizagem. do, assim o aluno para exercer seu papel de cidadão. Esta relação implica fundamentar os tipos de conteú- O Aprender a conhecer é aprender a ler o ambiente dos em que Zabala (1998) se apoia: onde se está inserido: a sala de aula, o lugar para po- 1 - Conteúdos conceituais – são os conceitos concer- der construir o mundo. Aprender o novo, construir e nentes aos objetos de estudo, tendo como objetivo reconstruir. a descrição e a objetividade do conteúdo. Requerem 166 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    1° ANO CONCEITO ESTRUTURANTE– pAISAGEm E ESpAÇO GEOGRÁFICO COmpETêNCIAS • Capacidade de operar com os conceitos básicos guagens geográfica e cartográfica na interpre- da Geografia para análise e representação do tação de mapas, gráficos e tabelas para a com- espaço em suas múltiplas escalas. preensão de fatos socioeconômicos, políticos e ambientais na escala local a mundial; • Compreender a sociedade e a natureza, reco- nhecendo suas interações no espaço em dife- • Desenvolver o senso crítico, problematizando o rentes contextos históricos e geográficos. espaço geográfico em suas diversas dimensões: cultural, política, econômica e ambiental. • Aplicar os conhecimentos e conceitos das lin- EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Introdução à Geografia e os seus - Entender a importância do estudo principais conceitos; da Geografia como ciência; - Estrutura, forma e Dinâmica da Ter- - Estabelecer relações entre as trans- ra e a ação antrópica; formações naturais e sociais na pai- sagem; - Formações vegetais, domínios mor- fológicos, Clima e a hidrografia; - Diferenciar clima e tempo, reconhe- cendo os principais tipos de clima - Os problemas ambientais e o des- no Brasil e no mundo; pertar da consciência ecológica; - Relacionar e reconhecer a ação hu- - Geografia na era da informação: mana sobre o ciclo da água, às mu- Tecnologia e os meios de comuni- danças climáticas e da litosfera; DINâmICA cação; SOCIOAmBIENTAL - Reconhecer e relacionar a impor- - Cartografia: Sensoriamento remo- DO ESpAÇO tância da biosfera, litosfera, atmos- to, geoprocessamento e as repre- NATURAL E fera e hidrosfera com a ação huma- sentações gráficas e cartográficas. GEOGRÁFICO na; - Analisar e interpretar informações a partir de mapas de diferentes proje- ções e escalas, perfis topográficos, blocos-diagramas, gráficos e repre- sentações importantes para o ma- peamento da superfície terrestre; - Articular os conceitos da Geografia com a observação, descrição, orga- nização de dados e informações do espaço geográfico considerando as escalas de análise; 167
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Modo de produção capitalista e a - Compreender o processo histórico sociedade industrial no mundo: di- de industrialização mundial e as ferentes processos de organização revoluções industriais ocorridas no espacial; tempo e no espaço; - As revoluções industriais e a resis- - Caracterizar os diversos tipos de in- tência dos trabalhadores. dústrias e a tecnologia usada com- parando seu papel nos países cen- trais e periféricos; DINÂMICA - Relacionar a modernização da in- POLÍTICA E dústria ao aumento da exploração ECONÔMICA da força de trabalho, a resistência à DO ESPAÇO exploração e a acumulação do ca- GEOGRÁFICO pital nos diversas atividades econô- mica; - Compreender o processo de ma- nutenção dos empregos dos tra- balhadores, em relação às políticas salariais, condições de trabalho e mudanças tecnológicas da mão de obra. - As Transformações da paisagem - Identificar como as técnicas e tec- ocasionadas pelas diferentes for- nologias alteram a organização do DINÂMICA mas de trabalho humano; trabalho humano; DEMOGRÁFICA - O espaço geográfico produto do - Associar as mudanças tecnológicas E CULTURAL trabalho humano na natureza; às transformações no modo de uti- DO ESPAÇO lização dos recursos naturais e as GEOGRÁFICO - A força de trabalho e o capital na profundas transformações da pai- era da tecnologia; sagem. Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais. 168 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    2° ANO CONCEITO ESTRUTURANTE– pAISAGEm, LUGAR, TERRITÓRIO E ESCALA COmpETêNCIAS • Reconhecer o desenvolvimento da sociedade • Apreender os elementos culturais que consti- como processo de ocupação do espaço e a rela- tuem as identidades; ção com a vida humana em seus desdobramen- • Capacidade de compreender os fenômenos tos políticos, culturais, econômicos e humanos; locais, regionais e mundiais expressos por suas • Compreender as transformações dos espaços territorialidades, considerando as dimensões geográficos como produto das relações socio- de espaço e tempo. econômicas e culturais de poder; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O mundo contemporâneo: Espaço - Comparar o processo de urbaniza- rural e espaço urbano; ção em países periféricos, centrais e emergentes; - A Urbanização mundial e brasileira; - Apreender o processo de urbaniza- - Rede hierárquica de cidades e suas ção brasileira, a rede hierárquica de especificidades; cidades, considerando os aspectos - O espaço agrário, a agropecuária e socioespaciais; a indústria; - Reconhecer o espaço urbano como - Regiões produtivas agrícolas no o espaço das diferenças; Brasil e no mundo; - Entender a organização do espaço DINâmICA - A fome e o mercado de produção; agrário e urbano das regiões geo- pOLÍTICA E econômicas sob a ótica da divisão ECONÔmICA - Processo de modernização da ativi- dade agropecuária; internacional do trabalho; DO ESpAÇO GEOGRÁFICO - As fontes de energia, produção e - Relacionar o problema da fome ao comércio; papel das tecnologias agrícolas; - Os Complexos regionais: nordeste, - Entender o papel da ONU na resolu- centro-sul e o espaço amazônico, ção da fome mundial; potencial econômico, metropoliza- - Entender a estruturação dos es- ção e os problemas urbanos. paços urbano-industrial sua inter -relação com o espaço rural e sua influência sobre a dinâmica popula- cional; - Comparar o potencial energético do Brasil e do mundo; 169
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Compreender a importância geo- política e as relações de poder que Dinâmica envolvem as matrizes energéticas; Política e Econômica - Compreender as diferenças econô- do Espaço micas, políticas, sociais, regionais e Geográfico a metropolização dos complexos regionais. - A questão agrária nas várias regiões - Compreender o processo histórico do mundo e no Brasil; das questões fundiárias e a da luta pela terra; - Estrutura fundiária e a luta pela ter- ra; - Correlacionar à questão agrária nas Dinâmica escalas: mundial, nacional, regional Socioambiental - Questões ambientais nas regiões e local; do Espaço produtivas mundiais; Geográfico - Analisar, interdisciplinarmente os - Expropriação de terras e urbaniza- problemas ambientais e a preserva- ção na Amazônia; ção da vida no planeta; - Questões ambientais na Amazônia. - Compreender a importância da biodiversidade Amazônica para o mundo. - O Brasil: Construção do território e a - Compreender a diversidade socioe- formação do povo brasileiro; conômica e cultural brasileira como resultante do processo diferencia- - A economia do pau Brasil e da cana do de ocupação do território; de açúcar; - Diferenciar a dinâmica populacio- Dinâmica - Formação étnica cultural; nal de diferentes países; DemogrÁfica - Conceito de nação e identidade so- e Cultural - Caracterizar a estrutura demográfi- ciocultural; do Espaço ca brasileira; Geográfico - Crescimento populacional, transi- - Identificar os principais fluxos mi- ção e evolução demográfica; gratórios; - Fluxo migratório nos processos de - Associar as manifestações culturais urbanização. do presente aos processos históri- cos. Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais. 170 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    3° ANO CONCEITO ESTRUTURANTE- TERRITÓRIO, REGIÃO, REDES, GLOBALIZAÇÃO E ESCALA COmpETêNCIAS • Entender as transformações técnicas e tecno- tensificação pelo avanço técnico-científico; lógicas e seu impacto nos processos de produ- • Compreender as transformações dos espaços ção, no desenvolvimento do conhecimento e na geográficos como produto das relações socioe- vida social; conômicas e culturais de poder; • Compreender o papel dos conflitos geopolíticos • Problematizar o mundo em escala local a global e étnicos na reconfiguração do espaço mundial considerando a complexidade das relações so- e o processo de globalização como resultante ciais, políticas, ambientais e econômicas. da expansão das fronteiras capitalistas e sua in- EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Organização do espaço mundial, - Comparar o significado histórico- aspectos históricos e geopolíticos geográfico das organizações polí- do século XX e XXI; ticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial; - O mundo bipolar e a nova ordem multipolar; - Analisar a ação dos estados nacio- nais no que se refere a dinâmica - Fluxos e redes de negócios em dife- dos fluxos populacionais e no en- rentes escalas: circulação, estradas, frentamento de problemas de or- comunicação e informação; dem econômico-social; DINâmICA - A importância da ciência e da tec- pOLÍTICA E - Relacionar o geoprocessamento e a nologia no mundo globalizado; ECONÔmICA utilização de SIG ao avanço tecno- - O espaço mundial e sua regionali- lógico; DO ESpAÇO zação; GEOGRÁFICO - Identificar as novas tecnologias - Globalização, meio ambiente e blo- nas relações da vida social local ao cos econômicos; mundo global; - A globalização e as desigualdades - Explicar as consequências da ex- socioespaciais do Brasil; pansão da globalização no espaço - O cenário geopolítico do mundo político-econômico, expressas na contemporâneo; dinâmica das organizações interna- cionais; - Os sistemas econômicos no espaço mundo. 171
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Analisar o arranjo geopolítico mun- Dinâmica dial em diferentes contextos histó- Política e ricos, associando e diferenciando Econômica sistemas político-econômicos e o do Espaço papel dos estados nacionais e dos Geográfico organismos internacionais. - A degradação ambiental e as mu- - Diagnosticar e interpretar os pro- danças ecológicas globais; blemas sociais e ambientais da so- ciedade contemporânea; - A sociedade de consumo e o meio ambiente – local ao global; - Entender os interesses econômicos e a responsabilidade do consumi- Dinâmica - Sustentabilidade ambiental e so- dor com relação aos problemas am- Socioambiental cial. bientais em diversas escalas; do Espaço Geográfico - Reconhecer e correlacionar os im- pactos causados no meio ambiente pelas atividades econômicas em es- cala global; - Caracterizar o modelo de desenvol- vimento sustentável. - Desigualdades sociais e exclusão - Reconhecer e contextualizar os gru- socioespacial; pos étnicos e sociais, respeitando as diferenças entre os diferentes paí- - Fluxos migratórios de trabalhado- ses; res; Dinâmica - Relacionar as noções de espaço, ter- DemogrÁfica - Lutas territoriais, terrorismo e zona ritório, fronteira, cultura e etnia na e Cultural de fronteira. interpretação dos conflitos geopo- do Espaço líticos e étnicos mundiais; Geográfico - Analisar e associar o a intensificação dos fluxos migratórios de trabalha- dores em decorrência do processo de globalização. Obs. Enfatizar as manifestações culturais das especificidades locais. 172 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    9.3.1. Geografia deRondônia 3° ANO COmpETêNCIAS • Compreender os fenômenos locais e regionais tos políticos, culturais, econômicos e humanos; expressos por suas territorialidades, conside- • Tomar decisões diante de situações concretas, rando as dimensões de espaço e tempo; recorrendo aos conhecimentos geográficos, • Reconhecer o desenvolvimento da sociedade demonstrando capacidade de observação, per- como processo de ocupação do espaço e a rela- cepção e de estabelecimento de relações com a ção com a vida humana em seus desdobramen- vida cotidiana. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES Dimensão Geopolítica e Econômica: - Analisar os significados histórico- geográficos das relações de poder - Ocupação e povoamento dos va- na ocupação Amazônia e do povo- les dos rios madeira, Mamoré e amento de Rondônia; Interpretar Guaporé; geograficamente e historicamente - A exploração da borracha (I e II ci- em fontes documentais e na vivên- clos); cia os aspectos culturais do espaço - A construção da EFMM; rondoniense; - O território Federal do Guaporé/RO; - Avaliar criticamente os conflitos so- ciais, culturais, políticos, econômi- DINâmICA - A construção da rodovia 029/364; cos e ambientais; DO ESpAÇO - Projeto de Colonização do Incra; - Reconhecer as transformações tec- GEOGRÁFICO DE RONDÔNIA - Os ciclos econômicos: mineração, nológicas que determinam a apro- extrativismo, agropecuária, agro- priação e uso dos espaços urbano e negócios e as hidrelétricas; rural; - A criação do Estado de RO e as divi- - Reconhecer as interações da socie- sões regionais - Localização, Limites dade com o meio físico e o processo e Área. de transformação da paisagem; - Produção econômica atual: Interes- - Entender a importância do elemen- se na apropriação e na decisão so- to cultural, respeitar a diversidade bre o uso do Solo; étnica e desenvolver a solidarieda- de; - Rondônia na Rota Globalização. - Diagnosticar e interpretar os pro- Dimensão sociocultural: blemas sociais e ambientais da so- ciedade rondoniense. - A população de RO: distribuição, composição, densidade e mobilida- de espacial; DINâmICA DO ESpAÇO - População tradicional: seringueiros, GEOGRÁFICO DE ribeirinhos, quilombolas e pomera- RONDÔNIA nos; - População indígena; - Segregação e exclusão da popula- ção; 173
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - A urbanização e a especulação imo- biliária; - A infraestrutura territorial: Malha viária, hidroviária e aérea, rede de telecomunicações. Dinâmica do Espaço Dimensão física e ambiental: Geográfico de Rondônia - Políticas públicas socioeconômicas e ambientais; - Questões ambientais e sustentabili- dade; - Relevo, vegetação, clima e hidro- grafia. 9.4. Filosofia - 1º ao 3º Ano CARACTERIZAÇÃO DO COMPONENTE CURRICULAR Filosofia, do grego, etimologicamente, amor à sa- ser humano”. (ARANHA e MARTINS, P.3). Nessa pers- bedoria, surge por volta dos séculos VII e VI a. C. nas pectiva a Filosofia é apontada como uma disciplina cidades gregas situadas na Ásia Menor. É a designa- crítico-reflexiva capaz de alargar a visão de mundo ção dada à nova forma de conhecimento, racional e do aluno, levando-o a ver para além da mera aparên- sistematizada, utilizada pelos primeiros pensadores cia e agir mais coerentemente, pautado nos ditames gregos para fazer frente aos mitos cosmogónicos da razão. difundidos pelas religiões gregas. Essa forma de co- Neste contexto, a Filosofia proporciona ao aluno de- nhecimento criada e desenvolvida pelos gregos se senvolver-se como um ser, eminentemente, político; solidifica ao longo dos tempos e chega ao Brasil por entenda-se aqui a política em sua origem, grega, volta do século XVI trazida pelos jesuítas como o exercício da cidadania. Em outras palavras, o Em 2006, o Parecer 38 do CNE/CEB garante a obriga- aluno passa a se interessar pela vida em comunidade toriedade da Filosofia no Ensino Médio e, somente buscando os seus direitos e deveres. com a promulgação da lei nº 11.684 de 02 de junho de 2008, em seu inciso IV, que modifica o art. 36 da Lei de Diretrizes e Base (LDB Lei nº 9.394/96), é que OBJETIVOS recebe a seguinte redação: “serão incluídas a Filosofia • Proporcionar ao educando uma visão crítica da e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas realidade que o cerca; as séries do ensino médio.” • Promover a passagem da consciência mítico-re- Dentre outras “a intenção primeira do ensino de Fi- ligiosa para a consciência racional - reflexiva; losofia não é a de formar filósofos – embora, eventu- almente, algumas vocações possam ser despertadas • Desenvolver no educando a capacidade para -, mas provocar a reflexão filosófica, inerente a todo responder as questões advindas das mais varia- das situações. 174 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    1º ANO COmpETêNCIAS • Compreender como se deu a passagem da vi- • Entender a importância da filosofia conheci- são mítica para a visão filosófica; mento crítico, reflexivo e sistemático em rela- ção às verdades produzidas pelo homem em • Analisar a Filosofia como pensamento questio- meio às múltiplas transformações sociais. nador e instaurador de uma nova percepção sobre o mundo e os problemas humanos; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Das vantagens de estudar filosofia. - Ler textos filosóficos e não filosófi- O por quê? cos de modo significativo; - A Origem da Filosofia: do mito à ra- - Produzir textos a partir de reflexões zão; realizadas; - Mitos regionais (Indígenas e Afro- - Promover discussão e debate sobre descendentes). a visão ingênua do mundo moder- no; - A verdade segundo o mito e a Filo- sofia; - Compreender as noções básicas da filosofia grega; - Características do conhecimento: crítico, reflexivo e sistemático; - Identificar as várias acepções da pa- lavra filosofia; - A atitude filosófica: Thauma, ques- tionamento e reflexão filosófica. - Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos - Filosofia pré-socrática; INTRODUÇÃO discursivos com as ciências naturais, AO ESTUDO DA - Os sofistas; O discurso e a virtude; artes e outras produções culturais; FILOSOFIA - Filosofia clássica: Sócrates, Platão e - Identificar a diferença entre pensa- Aristóteles. mento filosófico e mitológico. - Filosofia Medieval; - Ler mitos de diversos povos a fim - Patrística: Filosofia e religião; de identificar as diferentes cosmo- visões; - Escolástica: Fé e Razão. - Refletir a distinção que há entre o pensamento filosófico e pensa- mento sofistas; - Compreender a busca da verdade a partir da fé - Conhecer o pensamento dos Pré- socráticos e dos três primeiros fi- lósofos que compõe o importante legado ocidental dos mais produ- tivos períodos da filosofia grega: o antropológico e sistemático. 175
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    2º ANO COMPETÊNCIAS • Compreender o Conhecimento como relação • Entender a importância da filosofia conheci- entre sujeito e objeto a partir da experiência mento crítico, reflexivo e sistemático em rela- dos indivíduos no mundo; ção às verdades produzidas pelo homem em meio às múltiplas transformações sociais. • Compreender o problema do conhecimento em diferentes correntes filosóficas; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Relação sujeito-objeto; - Conceituar filosoficamente o co- nhecimento; - Teoria do Conhecimento: Ceticis- mo, Dogmatismo, Idealismo, Empi- - Caracterizar o conhecimento no rismo, Pragmatismo, Racionalismo, pensamento dos primeiros filóso- Criticismo; fos; - Tipos de Conhecimento; - Conhecer as diferentes formas de pensar a possibilidade, a origem, e - Filosofia da religião; O sagrado e o a essência do conhecimento; profano; - Articular o conhecimento filosófico - O conhecimento do senso comum; com as demais formas de conheci- - O conhecimento científico; mento; - O conhecimento filosófico; - Reconhecer o valor das diversas O Conhecimento - A lógica: Noções de lógica: Clássica manifestações religiosas. e Simbólica, A lógica dialética. - Compreender a lógica filosófica como meio para organizar o pensa- mento; - Conhecer e analisar as diferentes correntes do pensamento filosófi- cos; - Conhecer a origem da lógica e elen- car as principais ferramentas do pensamento lógico; - Conceituar a verdade como cons- trução do pensamento e busca pelo conhecimento. 176 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O conceito de Ética e Moral; - Conceituar ética e filosofia moral; - Autonomia e heteronomia; - Relacionar Ética e Moral compreen- dendo a diferença entre as mesmas; - Normas morais e normas jurídicas. - Utilizar esses conceitos para reco- - Identidade, igualdade, diversidade nhecer o grau de vivência demo- e tolerância; crática; - Filosofia da arte: o feio e o belo, arte - Analisar a fruição do belo; e cultura, beleza subjetiva e univer- sal. - Discutir sobre o sentido da obra de arte; éTICA, mORAL E - Compreender a definição de beleza ESTéTICA e refletir sobre as diversas manifes- tações do belo; - Analisar a indústria cultural a partir de uma visão filosófica contempo- rânea; - Estabelecer a relação entre moral e costumes nas correntes filosóficas; - Articular conhecimentos filosóficos e diferentes conteúdos e modos discursivos com as ciências naturais, artes e outras produções culturais. 177
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    3º ANO COMPETÊNCIAS • Compreender a política como busca e realiza- • Compreender os conceitos ideológicos e suas ção do bem comum social; implicações na vida pessoal e social do indiví- duo. • Debater de que forma a política e o poder po- dem transformar uma sociedade em todos os seus aspectos; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Ética, Ciência e Tecnologia; - Analisar as diferentes formas de lin- guagem; - Linguagem: o pensamento e a cultura; - Compreender o conceito de lingua- - Os diversos tipos de linguagem; gem; - A linguagem e sua função social; Linguagem e - Identificar a construção de sentido a Tecnologia - O existencialismo: a relação homem e partir da linguagem; mundo; - Discutir sobre liberdade de escolha, - A liberdade e suas consequências; liberdade de expressão, liberdade de - A Fenomenologia; política e de liberdade de existência. - Tecnologia e seus limites. -- O que é política; - Conceituar política a partir da concep- ção grega de polis; -- O público e o privado; - Diferenciar política de politicagem; -- Os direitos humanos; - Compreender a relação entre liberda- -- Democracia, Liberdade e Participa- de e responsabilidade; ção; - Reconhecer que a luta pela conquista -- Ideologia - Conceitos: dos Direitos Humanos se dá a partir da 1. Naturalização, Universalização, Abs- necessidade de melhorias das condi- tração, Lacuna, Realidade investida; ções de vida do homem; Filosofia Formas de Ideologia; - Reconhecer o conflito ideológico exis- Política e 2. Ideologia do opressor (dominante), tente entre as classes sociais; Cidadania Ideologia do Oprimido (dominado); - Estabelecer as relações entre os concei- 3. Alienação; tos de Estado, cidadania e liberdade; 4. A Cidadania; - Compreender os conceitos de política, 5. O Cidadão e a Lei. relações de poder e democracia. - Debater algumas teorias de Estado; - Debater os limites do público e o priva- do; - Analisar questões envolvidas na cons- trução da cidadania. 178 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    9.5. Sociologia –1º ao 3º Ano As orientações curriculares destacam o papel central do pensamento sociológico na educação que é o de observação dos fenômenos sociais, aliando-as outras CARACTERIZAÇÃO DO COmpONENTE disciplinas na área das Ciências Humanas. Sendo as- CURRICULAR sim descrita: (...) o estranhamento. No caso da Sociologia, está A Sociologia, lentamente, foi ocupando seu espaço em causa observar que os fenômenos sociais que nos currículos escolares. Somente em 2006, com a rodeiam a todos e dos quais se participa não são de aprovação do Parecer 38/CNE/CEB e a promulgação imediato conhecidos, pois aparecem como ordiná- da lei nº 11.684 de 02 de junho de 2008, ela, assume rios, triviais, corriqueiros, normais, sem necessidade o caráter de obrigatoriedade como componente cur- de explicação, aos quais se está acostumada, e que ricular no ensino médio, retomando o seu lugar de na verdade nem são vistos. Assim como a chuva é destaque na formação cidadã do jovem brasileiro. um fenômeno que tem uma explicação científica, Desde então vem sendo utilizada como instrumento ou uma doença também tem explicações mesmo de inserção do jovem na sociedade, capacitando-o que não se tenha chegado a terapias totalmente para dialogar com a sua geração acerca dos proble- exitosas para sua cura; ou do mesmo modo que as mas sociais contemporâneos, tornando-o partícipe guerras, as mudanças de governo podem ser estu- do processo de discussão e resolução dos mesmos. da das pela História ou os cataclismos naturais, pela Geografia; os fenômenos sociais merecem ser com- Dentre as várias manifestações da importância da preendidos ou explicados pela Sociologia. Mas só é Sociologia como Ciência, a ser ministrada no ensino possível tomar certos fenômenos como objeto da médio, destacam-se os seguintes: Sociologia na medida em que sejam submetidos a 1. Estuda as relações sociais e/ou o convívio entre um processo de estranhamento, que sejam coloca- as pessoas; dos em questão, problematizados. (Brasil, 2006, p. 106-107). 2. Considera as várias redes de relações sociais, da mais simples: uma pequena família a mais complexas: grandes grupos étnicos, religiosos e Neste sentido, a proposta do componente curricular geopolíticos etc. de Sociologia traz como eixo o pressuposto de que o 3. Considera a subjetividade, a ação e os conhe- jovem possa construir uma sensibilidade sociológica cimentos humanos como sociais e constituídos em relação à realidade vivida. em meio a negociações, traduções, lutas e dis- putas, às vezes, consensuais, às vezes, conflitu- osas, em torno da organização e ocupação do OBJETIVOS espaço e do tempo e pelo reconhecimento sim- - Problematizar os fenômenos sociais; bólico e material. - Sensibilizar o educando para os fenômenos So- 4. A Sociologia, através do seu estudo, deve pos- ciais; sibilitar ao aluno, por meio da investigação e do diálogo como contribuição teórico-metodo- - Valorizar o educando como agente de transfor- lógico do campo, o desenvolvimento de uma mação da vida social; “atitude sociológica” voltada para a análise e a - Comparar e analisar a realidade; problematização do vivido nos contextos coti- - Estudar atitudes e crenças; dianos, contribuindo para que ele compreenda a sociedade em que está inserido, ao mesmo - Desenvolver no educando habilidade cognitiva tempo, como produto e produtor. como repertório de gestões sociais. A Sociologia, oferece ao professor instrumentos para a mediação pedagógica, formando um enlace entre o conhecimento dos alunos e a leitura/tradução do conhecimento científico sobre a sociedade, assim o aluno assume uma postura de investigação sobre a realidade em que está inserido. 179
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    1º ANO COMPETÊNCIAS • Alcançar a capacidade crítica como forma de • Compreender o papel das instituições sociais superar ideologias, preconceitos e o pensa- enquanto instâncias reguladoras da convivên- mento baseado no senso comum; cia dos indivíduos, dos seus interesses e neces- sidades na vida social e cidadã. • Entender a pesquisa como instrumento de compreensão da realidade social e da produção e conhecimento; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Introdução ao estudo de sociologia; - Compreender e analisar a historicidade do pensamento sociológico (surgimen- - Iniciação à Pesquisa Científica; to e processo de organização); - As relações e interações sociais; - Conhecer as teorias sociológicas: AU- - Conteúdos simbólicos da vida huma- GUSTO COMTE, DURKHEIM, MAX WE- na; BER, KARL MARX; - As diferenças e igualdades dos rela- - Compreender os conceitos: positivismo, cionamentos sociais. fatos sociais, ação social, luta de classes; - A natureza e cultura: pluralidade so- - Conhecer métodos e técnicas de pes- ciocultural. quisa e elaboração de textos científicos - As instituições sociais e a organização (resumo e fichamentos); da sociedade. - Refletir sobre Consciência Coletiva e A Sociologia Consciência individual relacionada aos como fatos sociais; Ciência: - Compreender os modos de vidas e Conceitos, transformações socioculturais a partir Reflexões e da relação entre homem e natureza; Atuações - Refletir sobre o processo de socialização para a aquisição da cultura, a formação e a integração à personalidade e adap- tação do indivíduo ao ambiente social; - Identificar as diferentes manifestações culturais de etnias, raças (negra, indíge- na, branca) e os segmentos sociais. - Compreender a dinâmica de funciona- mento das instituições sociais; - Analisar as raízes socioculturais dos precon­ eitos (étnico-raciais, de gênero, c sexualidade e de idade) e avaliar as pro- postas formuladas para combatê-los. 180 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    2º ANO COmpETêNCIAS • Compreender a relação entre a sociedade e na- • Entender o conhecimento político a partir da tureza; polis grega aplicando-o a realidade local con- temporânea e ao entendimento das experiên- • Entender o conceito de cidadania como condi- cias coletivas vividas cotidianamente. ção do indivíduo diante de seus direitos e obri- gações; EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Desigualdade Social; - Compreender e relacionar as desi- gualdades sociais como resultantes - Os movimentos sociais; dos sistemas sociopolíticos e eco- - Populações tradicionais de Rondô- nômico; nia: Ribeirinhos, quilombolas e indí- - Compreender o que e quais são os genas; movimentos e suas funções sociais; - Problemas sociais no Brasil; - Conhecer, respeitar e valorizar os - Identidade e cidadania: os tipos de modos de vida das populações tra- violência; dicionais de Rondônia; A COmpREENSÃO - Relações de trabalho. - Contextualizar as desigualdades DOS FENÔmENOS compreendendo os problemas so- SOCIAIS E DOS ciais no Brasil; mOVImENTOS SOCIAIS: O pApEL - Identificar, compreender e analisar TRANSFORmADOR de forma crítica como os tipos de DA CONSCIêNCIA violência são exercidos em suas di- CRITICA versas formas (simbólica física e psi- cológica); - Perceber nas relações as diferentes formas de trabalho e de produção que estão envolvidas nas ativida- des humanas em suas dimensões: sociais, econômicas, culturais e po- líticas. 181
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    3º ANO COMPETÊNCIAS • Conhecer os processos de organização política sociais e suas práticas; e os processos desencadeantes de formação de • Reconhecer as minorias políticas como articula- pensamento critico, social e político; doras de demandas por direitos práticos. • Identificar os diferentes tipos de movimentos EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Sociologia contemporânea. - Conhecer as teorias contemporâ- neas e estabelecer relações com as - Cultura e ideologia; questões atuais: Pierre Bourdieu, - Indústria cultural; Gilles Deleuze, Michel Foucault, Zyg- munt Bauman, Florestan Fernandes, - Diversidade cultural em Rondônia; Roberto DaMatta, Darcy Ribeiro. - Organização dos espaços rural e ur- - Refletir sobre a noção de cultura bano e de suas relações; como instrumento de poder e como construção social; - A organização política do Estado; - Conhecer, interpretar e analisar tre- - Direitos humanos; chos do Estatuto da Criança e do Adolescente, do Código de Defesa - Sociedade tecnológica e seus efei- do Consumidor e do Estatuto do tos sociais. Idoso e as Leis de Acessibilidade - Sociologia contemporânea. para as pessoas com deficiência; - Contextualizar e diferenciar o con- - Cultura e ideologia; ceito de poder (institucional e sim- - Indústria cultural; bólico) dos conceitos de autoridade e força; - Diversidade cultural em Rondônia; Direitos, - Compreender a dimensão do con- Cidadania e - Organização dos espaços rural e ur- ceito de democracia nas sociedades Diversidade bano e de suas relações; atuais; Cultural - A organização política do Estado; - Contextualizar as desigualdades so- ciais entre nas nações, América Lati- - Direitos humanos; na e no Brasil; - Sociedade tecnológica e seus efei- - Desenvolver uma compreensão ini- tos sociais. cial sobre a relação entre a formação do Estado brasileiro e a constituição dos direitos civis, políticos, sociais e humanos no Brasil; - Compreender a realidade social bra- sileira a partir da organização dos espaços rural e urbano e de suas re- lações (Conflito social, socioespacial e territorialidade); - Entender como os meios de trans- missão cultural foram desenvolvidos e suas influências nas relações so- ciais; - Desenvolver a atitude investigativa a fim de perceber nas informações virtuais as ideologias. 182 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    10. mODALIDADES DEEDUCAÇÃO - A DIVERSIDADE NA FORmAÇÃO hUmANA 10.1. Educação Especial A Educação Especial integra o Sistema de Ensino diante das possibilidades existentes. Essa proposta como modalidade e, em consonância com a Política é possível na medida em que ocorra a promoção de Nacional, organiza-se de modo a aperfeiçoar os pres- situações diversificadas que permitam ao aluno se supostos da prática pedagógica social e da educação expressar livremente na sala de recursos multifun- inclusiva, a fim de cumprir os dispositivos legais, po- cionais e na sala de aula. A oferta dessas diferentes líticos e filosóficos que fundamentam o atendimento opções de atividades tem influência no desenvolvi- ao aluno que apresentam necessidades educacionais mento da autonomia e na independência do aluno especiais. Constitui uma modalidade que perpassa frente às diferentes situações de aprendizagem. todos os níveis, etapas e modalidades de ensino; é definida como proposta pedagógica que assegura recursos e serviços de atendimento educacional es- ATENDImENTO EDUCACIONAL ESpECIALIZADO pecializado, organizado, para apoiar a educação nas -AEE classes comuns, de modo a garantir a escolarização e a promoção do desenvolvimento das potencialida- des dos alunos que apresentam necessidades educa- O Ministério da Educação, com o objetivo de apoiar cionais especiais. as redes públicas de ensino na organização e na ofer- ta do AEE e contribuir com o fortalecimento do pro- FONTE: SEESP/MEC cesso de inclusão educacional nas classes comuns de ensino, instituiu o Programa de Implantação de salas de recursos Multifuncionais, por meio da Portaria nº. 13, de 24 de Abril de 2007. EDUCAÇÃO SUPERIOR São atendidos, nas salas de recursos Multifuncionais, alunos público-alvo da Educação Especial, conforme EDUCAÇÃO BÁSICA ENSINO MÉDIO estabelecido na Política Nacional de Educação Espe- cial na perspectiva da Educação Inclusiva e no Decre- EDUCAÇÃO FUNDAMENTAL to N.6.571/2008. O espaço da sala de recurso é parte integrante do Projeto Político Pedagógico (PPP) e visa EDUCAÇÃO INFANTIL à formação do aluno, visando a sua autonomia den- tro e fora da escola. O Atendimento Educacional Especializado-AEE é or- De acordo com a Nota Técnica Nº 09/2010 GAB/SEESP, ganizado para suprir as necessidades de acesso ao o poder público deve assegurar às pessoas com defi- conhecimento e à participação dos alunos com de- ciência o acesso a um sistema educacional inclusivo ficiência e dos demais que são público alvo da Edu- em todos os níveis. Os sistemas de ensino devem ga- cação Especial, nas escolas comuns. Constitui oferta rantir o acesso ao ensino regular e a oferta do atendi- obrigatória dos sistemas de ensino, muito embora mento educacional especializado aos alunos público que participar do AEE seja uma decisão do aluno e/ alvo da educação e especial; alunos com deficiência, ou de seus pais/responsáveis. transtornos globais do desenvolvimento e altas habi- O acompanhamento no AEE visa, também, à supera- lidade/superdotação. ção de atitudes de dependência que comumente o Considera-se atendimento educacional especializa- aluno com deficiência intelectual apresenta em situ- do o conjunto de atividades e recursos pedagógicos ações em que ele é desafiado a resolver uma deter- e de acessibilidade organizados institucionalmente, minada situação problema. Desse modo, é importan- restados de forma complementar ou suplementar à te que o professor do AEE proponha atividades que formação dos alunos alvo da educação especial, ma- promovam a vinculação do aluno com o êxito, bem triculados no ensino regular. como organize situações de aprendizagem a partir dos interesses manifestados pelo aluno e escolhas As instituições com o Atendimento Educacional Es- 183
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    pecializado - AEE,deverão prever a oferta desse aten- tureza física, intelectual/mental ou sensorial. (Defici- dimento no Projeto Político Pedagógico, conforme ência auditiva, Deficiência visual). art. 11 da Resolução CNE/CEB nº 4/2009. II- Alunos Com Transtornos globais do desenvolvi- O atendimento educacional especializado é realizado mento: aqueles que apresentam um quadro de alte- prioritariamente nas salas de recursos multifuncio- rações no desenvolvimento neuropsicomotor, com- nais da própria escola ou em outra escola de ensino prometimento nas relações sociais, na comunicação regular, no turno inverso da escolarização, podendo ou estereotipias motoras. ser realizado também em centros de atendimento a) Incluem-se nessa definição alunos com au- educacional especializado público e em instituições tismo clássico, síndrome de Asperger, Síndrome de de caráter comunitário, confessional ou filantrópico Rett, Transtorno desintegrativo na Infância (psicoses) sem fins lucrativos conveniadas com a secretaria de e transtornos invasivos sem outras especificações. Educação, conforme art. 5º da resolução CNE/CEB nº 4/2009. III- Alunos com Altas Habilidades /superdotação são aqueles que apresentam um potencial elevado e grande envolvimento com as áreas de conhecimento ART 3º DO DECRETO PRESIDENCIAL 7611 humano, isolada ou combinada, são elas: intelectual, liderança, psicomotora, artes e criatividade. A Educação Especial direciona suas ações para o I - Prover condições de acesso, participação e apren- atendimento às especificidades desses alunos no dizagem no ensino regular e garantir serviços de processo educacional e, no âmbito de uma atuação apoio especializados de acordo com as necessi- mais ampla na escola, orienta a organização de redes dades individuais dos estudantes. de apoio, a formação continuada, a identificação de II- Garantir a transversalidade das ações da educa- recursos, serviços e o desenvolvimento de práticas ção especial no ensino regular. colaborativas. III- Assegurar condições para a continuidade de es- A Educação Especial, além de perpassar todos os ní- tudos nos demais níveis, etapas e modalidades veis, etapas e modalidades, realiza o atendimento de ensino. educacional especializado (AEE), disponibiliza servi- A Política Nacional de Educação Especial na Perspec- ços próprios desse atendimento e orienta os alunos tiva Inclusiva tem como objetivo promover respostas e seus professores quanto a sua utilização nas tur- às necessidades educacionais especiais, garantindo mas comuns do ensino regular. Esses alunos deverão o atendimento educacional especializado, compre- ser atendidos, nas salas de recursos multifuncionais, endido como o conjunto de atividades recursos de Atendimento Educacional Especializado - AEE. acessibilidade e como apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes às salas de Caracterização do alunado com recursos multifuncionais, devendo integrar a propos- Deficiência Visual ta pedagógica da escola, envolver a participação da família para garantir pleno acesso, participação dos estudantes, atender às necessidades específicas do Cegueira Congênita público alvo da educação especial e ser realizado de forma articulada com as demais políticas públicas. A cegueira congênita pode ser causada por lesões ou enfermidades que comprometem as funções do glo- bo ocular. Dentre as principais causas, destacam-se Caracterização do aluno público alvo a retinopatia da prematuridade, a catarata, o glauco- da Educação Especial ma congênito e a atrofia do nervo óptico. Trata-se de uma condição orgânica limitante que interfere signi- ficativamente no desenvolvimento infantil; De acordo, e Resolução nº 02/2001/CNE e Portaria 1281/2010/GAB/SEDUC considera-se público alvo da educação especial: Cegueira Adventícia I-alunos com Deficiência: aqueles que apresentam A cegueira adventícia caracteriza-se pela perda de um quadro de impedimentos de longo prazo de na- visão ocorrida na infância, na adolescência, na fase 184 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    adulta ou senil.Dentre as principais causas, desta- oportunidade de contato com as pessoas e objetos do cam-se as doenças infecciosas, as enfermidades sistê- meio, melhor a criança com baixa visão desempenhará micas e os traumas oculares. O conhecimento destas atividades e desenvolverá habilidades e capacidades causas é relevante para a identificação de possíveis para explorar o meio ambiente, conhecer e aprender. comprometimentos ou patologias que demandam tratamento e cuidados necessários. Além disso, é preciso contextualizar e compreender esta situação CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm em termos da idade, das circunstâncias, do desenvol- DEFICIêNCIA AUDITIVA vimento da personalidade e da construção da iden- tidade. A Deficiência Auditiva se caracteriza por perda total A ausência da visão é uma condição que deve ser ou parcial, congênita ou adquirida, da capacidade de concebida como fator ou indício de dependência ou compreender a fala por intermédio do ouvido, mani- de tutela. A superestimação da cegueira como déficit, festando-se como: falta ou incapacidade, e a supremacia da visão como referencial perceptivo por excelência são barreiras -Surdez leve/moderada: perda auditiva de até 70 de- invisíveis que travam ou dificultam o desenvolvimen- cibéis, que dificulta, mas não impede o indivíduo de to da independência, da autonomia, da confiança, se expressar oralmente, bem como de perceber a voz da autoestima e de segurança. Portanto, é preciso humana, com ou sem a utilização de um aparelho au- acreditar e compreender que a pessoa com cegueira ditivo; e a que enxerga tem potencialidades para conhecer, -Surdez severo-profunda: perda auditiva acima de 70 aprender e participar ativamente da sociedade. decibéis, que impede o indivíduo de entender, com ou sem aparelho auditivo, a voz humana, bem como de adquirir, naturalmente, o código da língua oral. Tal Baixa Visão fato faz com que a maioria dos surdos opte pela lín- A baixa visão é uma deficiência que requer a utilização gua de sinais. de estratégias e de recursos específicos, sendo muito importante compreender as implicações pedagógicas dessa condição visual e usar os recursos de acessibili- ATENDImENTO EDUCACIONAL dade adequados no sentido de favorecer uma melhor ESpECIALIZADO-AEE pARA pESSOAS SURDAS qualidade de ensino na escola. Quanto mais cedo for diagnosticada, melhores serão as oportunidades de desenvolvimento e de providências médicas, educa- O AEE para alunos com surdez, na perspectiva inclu- cionais e sociais de suporte para a realização de ativi- siva, estabelece como ponto de partida a compre- dades cotidianas. A baixa visão pode ser causada por ensão e o reconhecimento do potencial e das capa- enfermidades, traumatismos ou disfunções do sistema cidades dessas pessoas, vislumbrando o seu pleno visual que acarretam diminuição da acuidade visu- desenvolvimento e aprendizagem. O atendimento as al, dificuldade para enxergar de perto e/ou de longe, necessidades educacionais específicas desses alunos campo visual reduzido, alterações na identificação de é reconhecido e assegurado por dispositivos legais, contraste, na percepção de cores, entre outras alte- que determinam o direito a uma educação bilíngue, rações visuais. Trata-se de um comprometimento do em todo o processo educativo. funcionamento visual, em ambos os olhos, que não De acordo com o Decreto 5.626, de 5 de dezembro de pode ser sanado, por exemplo, com o uso de óculos 2005, as pessoas com surdez têm direito a uma edu- convencionais, lentes de contato ou cirurgias oftalmo- cação que garanta a sua formação, em que a Língua lógicas. Brasileira de Sinais e a Língua Portuguesa, preferen- De acordo com a estimativa da Organização Mundial cialmente na modalidade escrita, constituam línguas de Saúde - OMS, cerca de 70% da população conside- de instrução, e que o acesso às essas línguas ocorra rada cega possui alguma visão residual aproveitável. de forma simultânea no ambiente escolar, colabo- Nesse ponto, há necessidade de uma avaliação quanti- rando para o desenvolvimento de todo o processo tativa e qualitativa que vise a possibilitar o uso eficien- educativo, com uma proposta de educação bilíngue te e a funcionalidade de qualquer percentual de visão. pautada na organização da prática pedagógica na A função visual é aprendida e, por isso, quanto mais escola, na sala de aula e no AEE. 185
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    Caracterização do alunadocom Em suma, a deficiência intelectual não se esgota na Deficiência Intelectual sua condição orgânica e ou intelectual, nem pode ser definida por um único saber. Ela é, como próprio con- ceito de pessoa, uma interrogação e um objeto de in- A definição de deficiência intelectual atualmente ado- vestigação para todas as áreas de conhecimento. tada foi proposta pela Associação Americana de Re- Esta dificuldade em definir de forma clara o conceito tardo Mental-AAMR, sendo aceita internacionalmente de deficiência intelectual tem tido consequências mui- e preconizada nos textos e documentos oficiais em to marcadas no modo como as pessoas em geral e as nosso país. Sendo caracterizada por limitações signi- organizações e instituições sociais têm lidado com a ficativas no funcionamento intelectual da pessoa e no deficiência. O medo face à diferença e ao desconheci- seu comportamento adaptativo, habilidades práticas, do é responsável, em grande parte, pela discriminação sociais e conceituais, originando-se antes dos dezoito que a escola e a sociedade promoveram relativamente anos de idade. (AAMR, 2002, p.8). às pessoas com deficiência em geral, mas muito parti- Esta última revisão da definição de deficiência inte- cularmente às pessoas com deficiência intelectual. lectual da AAMR propõe que se abandonem os graus de comprometimento intelectual pela graduação de medidas de apoio necessário às pessoas com déficit Caracterização do alunado cognitivo e destaca o processo interativo entre as limi- com Transtornos Globais do tações funcionais próprias dos indivíduos a as possibi- Desenvolvimento lidades adaptativas que lhes são disponíveis em seus ambientes de vida. Essa nova concepção de deficiên- cia intelectual implica transformações importantes no Os Transtornos Globais do Desenvolvimento caracteri- plano de serviços e chama atenção para as habilidades zam-se por um comprometimento grave e global em adaptativas, considerando-as como um ajustamento diversas áreas do desenvolvimento, como: Habilidades entre as capacidades dos indivíduos e as estruturas e de interação social e recíproca, habilidades de comuni- expectativas do meio em que vivem, aprendem, tra- cação ou presença de estereotipias de comportamen- balham e se aprazem. to, interesses e atividades. Os prejuízos qualitativos que definem essas condições representam um desvio A identificação dos perfis de apoio leva em conta, não acentuado em relação ao nível de desenvolvimento ou apenas os tipos e a intensidade de tais apoios, mas os idade mental do indivíduo. Esta seção abarca Transtor- meios pelos quais a pessoa pode aumentar sua inde- no Autista, Transtorno de Rett, Transtorno Desintegra- pendência, produtividade e integração no contexto tivo da Infância, Transtorno de Asperger e Transtorno comunitário e entre seus pares da mesma idade. Global do Desenvolvimento sem outra especificação. A deficiência intelectual é definida na Política Nacional Esses transtornos em geral se manifestam nos primei- de Educação Especial do MEC, como: Funcionamento ros anos de vida e frequentemente, estão associados intelectual geral significativamente abaixo da média, com algum grau de Retardo Mental que, se presente, oriundo do período de desenvolvimento, concomi- deve ser codificado no Eixo II. tante com limitações associadas a duas ou mais áreas Os Transtornos Globais do Desenvolvimento são ob- da conduta adaptativa ou da capacidade do indivíduo servados, por vezes, acompanhando um grupo de em responder adequadamente às demandas da socie- várias outras condições médicas gerais (p. ex., anor- dade, nos seguintes aspectos: comunicação, cuidados malidades cromossômicas, infecções congênitas e pessoais, habilidades sociais, desempenho na família anormalidades estruturais do sistema nervoso central). e comunidade, independência na locomoção, saúde e Caso essas condições estejam presentes, elas devem segurança, lazer e trabalho. ser registradas no Eixo III. Embora termos como “psico- Não tem sido possível estabelecer diagnósticos preci- se” e “esquizofrenia da infância” já tenham sido usados sos da deficiência intelectual exclusivamente a partir com referência a indivíduos com esses transtornos, de causas orgânicas, nem tão pouco a partir da avalia- evidências consideráveis sugerem que os Transtornos ção da inteligência: quantidade, supostas categorias, Globais do Desenvolvimento são distintos da Esquizo- ou tipos de inteligência. Nem todas as teorias juntas, frenia (entretanto, um indivíduo com Transtorno Glo- conseguem definir um conceito único que traduza de bal do Desenvolvimento ocasionalmente pode, mais forma satisfatória a complexidade da questão da defi- tarde, desenvolver Esquizofrenia). ciência intelectual. 186 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADOCOm car-se e desfrutar das atividades propostas. DEFICIêNCIAS FÍSICA E mÚLTIpLAS Necessidades específicas das pessoas com surdoce- gueira e com deficiências múltiplas: A variedade de condições não sensoriais que afetam o O corpo é a realidade mais imediata do ser humano. A indivíduo em termos de mobilidade, de coordenação partir e por meio dele, o homem descobre o mundo motora geral ou da fala, como decorrência de lesões e a si mesmo. Portanto, favorecer o desenvolvimento neurológicas, neuromusculares e ortopédicas, ou, ain- do esquema corporal do aluno com surdocegueira ou da, de malformações congênitas ou adquirida e carac- com deficiências múltiplas é de extrema importância. terizada como Deficiência Física. Para os alunos com surdocegueira e com deficiências São consideradas pessoas com deficiências múltiplas múltiplas, que não apresentam graves problemas mo- aquelas que “têm mais de uma deficiência associada. tores, precisam aprender a usar as duas mãos. Isso para É uma condição heterogênea que identifica diferentes servir como tentativa de minorar as eventuais estere- grupos de pessoas, revelando associações diversas de otipias motoras e pela necessidade do uso de ambas deficiências que afetam, mais ou menos intensamen- para o desenvolvimento de um sistema estruturado te, o funcionamento individual e o relacionamento so- de comunicação. cial” (MEC/SEESP, 2002). Devido às dificuldades fonoarticulatórias, motoras ou As características específicas apresentadas pelas pes- mesmo neurológicas, é comum nesses alunos algum soas com deficiências múltiplas lançam desafios à tipo de limitação na comunicação e no processamen- escola e aos profissionais que com elas trabalham no to e elaboração das informações recolhidas do seu que diz respeito à elaboração de situações de apren- entorno. Isso pode resultar em prejuízos no processo dizagem a serem desenvolvidas para que sejam al- de simbolização das experiências vividas, por acarretar cançados resultados positivos ao longo do processo carência de sentido para as mesmas. de inclusão. Esses alunos constituem um grupo com Prioritariamente deve-se, portanto, disponibilizar re- características específicas e peculiares e, consequen- cursos para favorecer a aquisição da linguagem estru- temente, com necessidades únicas, por isso, faz-se turada no registro simbólico, tanto verbal quanto em necessário dar atenção a dois aspectos importantes: A outros registros, como o gestual, por exemplo. comunicação e o posicionamento. CARACTERIZAÇÃO DO ALUNADO COm ALTAS COmUNICAÇÃO hABILIDADES/SUpERDOTAÇÃO Todas as interações de comunicação e atividades de Alunos que apresentam notável desempenho e eleva- aprendizagem devem respeitar a individualidade e da potencialidade em qualquer dos seguintes aspec- a dignidade de cada aluno com deficiência múltipla. tos, isolados ou combinados: Quando o contato com o meio se estabelece, passam a se comunicar, ainda que em diferentes níveis de sim- • Capacidade intelectual geral; bolização; assim, é preciso estar atento ao contexto no • Aptidão acadêmica específica; qual os comportamentos, as manifestações ocorrem e sua frequência, para assim compreender melhor o que • Pensamento criativo ou produtivo; o aluno tem a intenção de comunicar e responder. • Capacidade de liderança; • Talento especial para artes; pOSICIONAmENTO • Capacidade psicomotora. É indispensável uma boa adequação postural. Colo- car o aluno na cadeira de rodas ou em uma cadeira comum ou, ainda, deitado de maneira confortável em sala de aula para que possa fazer uso de gestos ou mo- vimento com os quais tenham a intenção de comuni- 187
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    Articulação entre oensino comum e o mente, sensibilidade ao ritmo musical. atendimento Educacional Especializado 6. Capacidade Psicomotora: A marca desses estu- dantes é o desempenho superior em esportes e atividades físicas, velocidade, agilidade de movi- A organização de sistemas educacionais inclusivos mentos, força, resistência, controle e coordena- demanda a inter-relação de ações entre a educação ção motora fina e grossa. comum e a educação especial. O processo de identifi- cação de alunos com altas habilidades/superdotação, realizado em sala de aula comum com suporte no A proposta educacional, derivada desses pressu- atendimento educacional especializado – AEE, fun- postos favorece aos alunos com altas habilidades/ damentado na concepção e nas práticas pedagógicas superdotação a superação de possíveis dificuldades inclusivas, contribui para o planejamento e execução na construção do conhecimento de forma individual de propostas de enriquecimento curricular nesses dois e coletiva, no reconhecimento de características de ambientes. aprendizagem distintas e individuais, reconhecendo a Ao promover o debate sobre as concepções de Altas importância da interação e da participação de todos habilidades/Superdotação, entre os professores e a os alunos nos espaços comuns de aprendizagem. A comunidade escolar, é necessário definir quais asser- aprendizagem colaborativa contribui para a autono- tivas estão em consonância com as práticas desenvol- mia cognitiva dos alunos com altas habilidades/su- vidas na perspectiva da educação inclusiva, de forma perdotação, desafiando-os não somente compartilhar que estas expressem a importância de ambientes de conhecimentos na sala de aula, mas beneficiar-se dos aprendizagem integrados e da manifestação do co- processos de aprendizagem coletivos. nhecimento nas diferentes áreas de interesse destes alunos. Como acompanhar o aluno na sala de Os superdotados, não são iguais e se dividem em vá- Recursos Multifuncionais rios perfis. Especialistas ressaltam que nem sempre es- ses alunos são os mais comportados e explicam que as Altas Habilidades são divididas em seis grandes blocos: A função do professor do AEE consiste em propor ati- 1. Capacidade Intelectual Geral: Crianças e jovens vidades que permitam eliminar barreiras na aprendi- assim têm grande rapidez no pensamento, com- zagem e aperfeiçoar a aprendizagem dos alunos e sua preensão e memória elevada, alta capacidade de inclusão no ensino regular. Essa ação, certamente, terá desenvolver o pensamento abstrato, muita curio- uma repercussão positiva no desempenho do aluno sidade intelectual e um excepcional poder de ob- na sala de aula comum. servação. O acompanhamento do AEE se organiza a partir de um 2. Aptidão Acadêmica Específica: Nesse caso, a dife- plano de atendimento educacional especializado que rença está na concentração e motivação por uma o professor deve elaborar com base nas informações ou mais disciplinas, capacidade de produção aca- obtidas sobre o aluno e a problemática vivenciada por dêmica, alta pontuação em testes e desempenho ele através do estudo de caso. De posse de todas as excepcional na escola. informações sobre o aluno, bem como dos recursos disponíveis na sala de aula, na escola, na família e na 3. Pensamento Criativo: Aqui se destacam originali- comunidade, o professor do AEE elabora seu plano. dade de pensamento, imaginação, capacidade de resolver problemas ou perceber tópicos de forma Para elaborar o plano, o professor mobiliza os diferen- diferente e inovadora. tes recursos disponíveis (escola, comunidade etc.) e faz uma articulação com o professor do ensino comum. O 4. Capacidade de Liberação: Alunos com sensibili- professor do AEE prevê um determinado período para dade interpessoal, atitude cooperativa, capacida- o desenvolvimento do seu plano, ao término do qual de de resolver situações sociais complexas, poder ele fará uma avaliação no sentido de redimensionar de persuasão e de influência no grupo. suas ações em relação ao acompanhamento do aluno. 5. Talento Especial para Artes: Alto desempenho em O acompanhamento é, essencialmente, o desenvolvi- artes plásticas, musicais, dramáticas, literárias ou mento e a avaliação do plano de AEE. ciências, facilidade para expressar ideias visual- 188 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    AVALIAÇÃO pEDAGÓGICA ambientes nos quais ele está implicado (família, esco- la, sala de recursos multifuncionais). Nesta avaliação, o professor do AEE considera os diferentes aspectos A avaliação pedagógica é essencial para o reconheci- implicados no desenvolvimento do aluno, tal como já mento das diferenças na escola. Ela pode ser conside- citado. rada um obstáculo quando compreendida como um Em relação aos aspectos motores, é importante que elemento sancionador e qualificador, em que os sujei- o professor observe se o aluno é capaz de manipular tos da avaliação são somente os alunos, e o objeto da objetos de diferentes texturas, formas e tamanho, se avaliação, as aprendizagens realizadas por eles. Entre- ele é capaz de pegar no lápis para pintar, desenhar, tanto, a avaliação tem um sentido construtivo, quando bem como para fazer o traçado das letras. No caso do deixa de focar exclusivamente os resultados obtidos aluno apresentar acentuadas dificuldades motoras pelos alunos e passa relacioná-los com as práticas pe- que impeçam o movimento necessário para realizar dagógicas, possibilitando a problematização dos pro- desenhos ou o traçado das letras, o professor deve co- cessos de ensino e aprendizagem e identificação das meçar a avaliação utilizando folhas de papel madeira diferentes formas da construção do conhecimento pe- e ir diminuindo gradativamente o tamanho do papel los alunos de uma mesma turma. até chegar a usar o papel ofício para realizar pintura a Na perspectiva da educação inclusiva, a avaliação dedo dentre outras atividades de escrita ou de pintura, constitui-se basicamente de três momentos: o primei- pois são muitas as possibilidades que o aluno pode ter ro busca verificar os conhecimentos prévios dos alunos para expressar sua representação do mundo. O com- sobre os conteúdos a serem trabalhados pedagogica- putador se constitui em um recurso importante para mente, suas hipóteses e referências de aprendizagem; expressão do aluno, além de outros recursos que o o segundo se relaciona ao processo de aprendizagem, professor pode lançar mão para permitir a manifesta- ao acompanhamento e aprofundamento dos temas ção do conhecimento adquirido pelo aluno. estudados; e o terceiro momento diz respeito ao que os alunos aprenderam em relação à proposta inicial e as novas relações estabelecidas. A AVALIAÇÃO NA SALA DE AULA Ao ingressar no AEE, deve ser realizada uma avaliação através de estudo de caso do aluno, que será concreti- Em sala de aula, o professor avalia como o aluno se zada pelo professor da sala de recursos com a partici- relaciona com o conhecimento, como ele responde às pação e colaboração do professor do ensino comum e solicitações do professor, se ele manifesta atitude de equipe técnica que atua com esse aluno no contexto dependência ou autonomia e se é necessário o uso de da escola. recursos, equipamentos e materiais para acessibilida- de ao conhecimento. Ele avalia, também, se o aluno apresenta melhor desempenho em atividades indivi- A AVALIAÇÃO NA SALA DE RECURSOS duais, em pequenos grupos ou em grupos maiores e a mULTIFUNCIONAIS forma como ele interage com seus colegas. Na sala de recursos multifuncionais, o aluno com defi- ciência intelectual poderá ser avaliado em função dos 10.2. Educação Do Campo aspectos motores, do desenvolvimento da expressão oral e escrita, do raciocínio lógico matemático, do fun- A Educação do Campo está sendo delineada a partir de cionamento cognitivo, da afetividade (comportamen- um conjunto de discussões, experiências e lutas que to e interação) e da relação que o aluno estabelece são construídas em nível nacional, pois, historicamen- com o saber. Esta avaliação deve ser realizada prefe- te, vinha sendo marginalizada quanto à construção rencialmente através de situações lúdicas, as quais de- de políticas públicas. Tratada como política compen- vem permitir a livre expressão do aluno. satória, suas demandas e especificidades raramente O professor do AEE acolhe a queixa trazida pela família têm sido objeto de pesquisa no espaço da academia ou pelo professor do aluno a respeito das dificuldades e na formulação de currículos, nos diferentes níveis e enfrentadas por este no contexto escolar. Como já re- modalidades de ensino. A educação para os povos do ferido anteriormente, ele avalia o aluno nos diferentes campo é trabalhada a partir de um currículo essencial- 189
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    mente urbano, geralmentedeslocado das necessida- um pequeno incremento nas matrículas das séries ini- des e da realidade do campo. Além disso, os saberes, a ciais do Ensino Fundamental. Este incremento, todavia, cultura e a dinâmica dos trabalhadores do campo, ra- pode ser decorrente mais da implantação do Fundef do ramente são tomados como referência para o trabalho que propriamente da priorização de políticas públicas pedagógico, bem como na organização do sistema de para o povo do campo. ensino, na formação de professores e na produção de O Governo do Estado de Rondônia, por meio da Secre- livros didáticos. taria de Estado da Educação, objetivando garantir a ex- Esta visão que tem permeado as políticas educacio- pansão do Ensino Médio do Campo, iniciou no ano de nais, parte do princípio de que o espaço urbano serve 2003 o atendimento à demanda educacional do campo de modelo ideal para o desenvolvimento humano. Tal com características próprias e específicas, e a partir do perspectiva contribui para a desapropriação da identi- ano de 2007, com vistas atender a legislação vigente, dade dos povos do campo, no sentido de se distancia- ampliou esse atendimento com abrangência também rem do seu universo cultural. aos povos que ocupam os espaços da floresta, quilom- bolas, pesqueiros e extrativistas. O Ensino Médio do O campo tem sido pensado a partir de uma lógica eco- Campo é desenvolvido em parceria com as Secretarias nômica, e não como um espaço de vida, de trabalho, de Municipais de Educação quanto à estrutura física das es- construção de significados, saberes e culturas. Como colas “polos” e convênio do transporte escolar. consequência das contradições desse modelo de de- senvolvimento temos, por um lado, a crise do empre- go e a migração campo/cidade e, por outro, a reação 10.2.1. Componente Curricular de Noções Básicas da população do campo que, diante do processo de de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ exclusão, organiza-se e luta por políticas públicas cons- truindo alternativas de resistência econômica, política e cultural que também incluem iniciativas no campo da OBJETIVO educação. Segundo o IBGE, em dados divulgados pelo Censo De- Pro­ orcionar condições e oferecer ferramentas con- p mográfico 2000, apesar da intensa urbanização ocorri- ceituais e práticas para que os estudantes do cam- da nas últimas décadas, cerca de um quinto da popula- po possam com­ reender de modo crítico a maneira p ção do País encontra-se na zona rural, ou seja, 18,77%. pela qual a realidade social é construída, e o quanto No estado de Rondônia, a população é de 1.379.787 a ação dos sujeitos resulta em diferentes mo­ os de d habitantes, sendo que 495.264 habitantes residem na percepção e mudança dessa realidade. Ao definir e zona rural, correspondendo a 35,89% da população do estabelecer como objetivo a busca de com­ etências, p estado no campo. mediante o desenvolvimento de habilidades especí- Dados e informações, ainda do IBGE 2003 que, agrega- ficas, espera-se que a na­tureza relacional do saber de dos aos estudos do INEP/MEC, revelam a realidade do Noções de Agroecologia e Zootecnia contribua efeti- campo e indicam que não houve alteração significativa vamente para a formação de indivíduos indagadores, na histórica defasagem do atendimento da população transformadores, criativos, participantes efetivos no do campo em todos os níveis e modalidades. Exceto campo e na sociedade. 190 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    1º ANO COmpETêNCIAS • Saber articular dados e informações referentes • Aplicar os conhecimentos sobre o processo ao surgimento da agricultura; produtivo da soja e do algodão, bem como seus efeitos na sociedade e na economia do país; • Compreender a transformação nas relações so- ciais, como produtos de ação humana a partir da • Considerar a importância das tecnologias da modernização agrícola e as questões fundiária; agricultura orgânica e familiar, aplicando-as em planejamento, gestão, organização e fortale- • Valorizar e entender a diversidade de produção cimento do trabalho de equipe e de ações na agropecuária e suas transformações; vida cotidiana. • Compreender as mudanças na sociedade, ad- • Estabelecer relações entre agricultura conven- vindas com o processo de crescimento do agro- cional, (suas vantagens e desvantagens), mono- negócio brasileiro; cultura, custos de produção, descapitalização • Compreender o papel histórico da superprodu- do produtor rural, alta dependência de recursos ção mecanizada e suas influencias sociais, políti- financeiros) e melhorias das técnicas da produ- cas e econômicas, na vida do homem campesino; ção agrícola como forma de divisas para o mer- cado nacional. EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - O Surgimento da Agricultura; - Entender o processo de mudanças pe- - Modernizações agrícolas (histórico, es- los quais passou a agricultura no Bra- trutura fundiária e o estatuto da terra); sil; - Noções de produção agropecuária - Reconhecer os diferentes agentes so- (Bovinocultura de corte), apicultura, ciais oriundos da modernização agrí- ovinocultura, avicultura e Sistemas cola e os contextos envolvidos na pro- Agroflorestais; dução agrícola nacional; - Solo vivo; - Perceber como ocorreu os diversos - O processo do agronegócio brasileiro; ciclos da produção agropecuária e - A dinâmica da superprodução no Bra- como ocorreram as relações de do- sil. (Agricultura de subsistência, agri- minação e subordinação neste setor cultura camponesa, segunda guerra DOS produtivo; mundial, revolução verde, tecnifica- pRImÓRDIOS ção da agricultura); - Reconhecer as transformações ocor- DA - A agropecuária no Brasil; ridas no campo com o processo pro- AGRICULTURA - A produção do álcool e do açúcar; dutivo da monocultura da soja e do AOS DIAS - O processo produtivo da soja e do algodão; algodão; ATUAIS - As técnicas da agricultura orgânica - Identificar as mudanças ocorridas no práticas conservacionistas, quebra campo com o advento das modernas ventos, biodiversidade, consórcios técnicas da produção agrícolas no agrícolas, sistemas agroflorestais, ro- Brasil; tação de culturas, diversificação de - Perceber e respeitar as tendências da culturas, controle biológico de pragas produção orgânica e da agricultura fa- e doenças, defensivos naturais, home- miliar como elemento de manutenção opatia, e outras, e familiar; do homem no campo; - Mão de obra, agregação de valores, - Aprimorar atitudes e valores individu- diversificação de culturas, preserva- ais e sociais, tornando o campo espa- ção ambiental, associativismo e coo- ço produtivo e gerador de emprego e perativismo, agroindústrias; renda. - O papel da agricultura na economia nacional. 191
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    2º ANO COMPETÊNCIAS • Conhecer e entender a prática e as técnicas da combate as pragas e doenças bem como téc- Agroecologia numa perspectiva de produção nicas de fertilização, recuperação e adubação sustentável; orgânica do solo; • Compreender a importância da participação • Conhecer as diversas formas de manejo de pas- popular no desenvolvimento da vida rural valo- tagens, forragem, capineira e remanescentes rizando o saber popular; florestais como forma de produção sustentável; • Entender o processo produtivo e as diferencia- • Estender e potencializar de maneira sustentável das relações de trabalho na economia solidária o manejo, nutrição, saúde animal, bem como e ecológica; técnicas do beneficiamento ecológico dos pro- dutos de origem animal; • Compreender o processo e a dinâmica do con- ceito de equilíbrio ecológico e agroecossistema • Compreender os diversos tipos de manuseio como elemento de desenvolvimento rural; sustentável de horticultura das hortaliças e ci- tricultura em pequenas e médias propriedades; • Considerar e valorizar o potencial econômico do solo vivo na pequena e média propriedade rural; • Entender o processo produtivo do cultivo do cupuaçu em Rondônia. • Aplicar de forma sustentável as técnicas de EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Agroecologia; - Caracterizar as diversas produções - Participação popular na vida rural e agrícolas alternativas da agricultura nos movimentos sociais no campo; familiar sem uso de agrotóxico na perspectiva agroecológica; - Importância do saber popular revi- talizando as práticas agropecuárias - Identificar as formas de participa- com base nesses saberes; processo ção popular no campo e como essa produtivo da economia solidária e pratica pode se traduzir em polí- ecológica; ticas públicas para as populações - Equilíbrio ecológico agroecossiste- campesinas; ma (sustentabilidade, fertilidade - Relacionar os saberes populares do solo e nutrição das plantas, prin- com o saber formas (acadêmico) na Produção cípios da agroecologia, agricultura busca por valorização da identida- Agroecológica e orgânica); de do homem do campo; Sustentabilidade - Combate a pragas e doenças (re- - Reconhecer o campo como espaço no Campo pelentes naturais, biofertilizantes, produtivo e gerador de emprego e compostagem, cultivo de plantas renda; antagônicas e plantas e animais que vivem em simbiose) da produ- - Compreender as técnicas utilizadas ção agroecológica; para manter o equilíbrio ecológico - Preparo e técnicas de fertilização e os agroecossistema; do solo (análise de solo providência - Conhecer as técnicas e as formas de necessárias como adubação orgâni- recuperar e manter o solo vivo. ca, adubação química); - Desenvolver e aplicar as técnicas - Processo de manejo de pastagens e de combater as pragas e doenças remanescentes florestais, (cilagens que atacam a produção agroecoló- e encilagens) gica; 192 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    EIXO TEMÁTICO CONTEÚDOS HABILIDADES - Beneficiamento ecológico dos pro- - Refletir sobre a aplicação dos méto- dutos de origem animal minerali- dos utilizados no manejo de pasta- zação, balanceamento alimentar, gens e fertilização do solo e rema- biometrias, profilaxia animal. nescentes florestais; - Sistemas de plantio sustentável - Conhecer as diversas formas de (plantio direto e plantio indireto). plantio sustentável de horticultura pRODUÇÃO (plantio direto com a semente, e hortaliças em Rondônia. AGROECOLÓGICA E adubação a lanço, adubação pre- SUSTENTABILIDADE ventiva, cultivo de leguminosas, NO CAmpO aplicação de fertilizantes naturais, reposição de matéria orgânica) (for- mação de pomar, enxertia, propa- gação vegetativa por estacas e por sementes); - Tipos de horticulturas e hortaliças; - Cultivo do cupuaçu em Rondônia. Noções Básicas de Agroecologia e Zootecnia - NBAZ - 3º ANO No 3º ano do Ensino Médio do Campo o componente to das escolas quilombolas, bem com nas demais, curricular de Noções Básicas de Agroecologia e Zoo- deve ser reconhecida e valorizada a diversidade cul- tecnia- NBAZ, não é ministrado de forma sistemática e tural. sim assistemática, contextualizado, transversalmente, O objetivo geral da Educação Escolar Quilombola é onde os professores utilizam as competências adqui- ofertar políticas de reparações, de reconhecimento e ridas, pelos alunos, nos 1º e 2º anos do Ensino Médio. valorização de Ações Afirmativas voltadas para a edu- Neste ano de estudos os alunos utilizam os conheci- cação dos negros, oferecendo garantias de ingresso, mentos aprendidos para fortalecer a prática, comple- permanência e sucesso na educação escolar. Garantir tando, dessa forma, o ciclo de aprendizagem do refe- valorização do patrimônio histórico-cultural afro-bra- rido componente exercendo a práxis e a proposta do sileiros; aquisição das competências e dos conheci- componente que se constitui no diferencial do Ensino mentos tidos como indispensáveis para continuidade Médio do Campo. nos estudos; condições para alcançar todos os requisi- tos, tendo em vista a conclusão de cada um dos níveis de ensino, bem como a atuação como cidadãos res- 10.3. Educação Escolar Quilombola ponsáveis e participantes, além de desempenharem com qualificação uma profissão. A Educação Escolar Quilombola está contemplada na No Estado de Rondônia existem grupos sociais com Resolução nº 4 de julho de 2010, que define as Diretri- uma mesma identidade etnocultural e delimitada por zes Curriculares Nacionais, em seu artigo 41 que versa: uma mesma territorialidade denominada de Comuni- “A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em dades de Remanescentes Quilombolas. Suas ligações unidades educacionais inscritas em suas terras e cultu- com o passado quilombola residem na sobrevivência ra, requerendo pedagogia própria em respeito à especi- de antigas tradições culturais, religiosas e de produ- ficidade étnico-cultural de cada comunidade e forma- ção, além da reprodução de um modo de vida des- ção específica de seu quadro docente, observados os vinculado daquele predominantemente na sociedade princípios constitucionais, a base nacional comum e os envolvente. Essas Comunidades Quilombolas estão princípios que orientam a Educação Básica brasileira.”. localizadas no Vale do Rio Guaporé e são proceden- tes do colonialismo português dos séculos XVIII e XIX Parágrafo único. Na estruturação e no funcionamen- em Vila Bela da Santíssima Trindade e Forte Príncipe 193
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    da Beira, vinculadasà mineração de ouro, extrativismo população reside na região há mais de cento e vinte vegetal, drogas do sertão, borracha e poaia2 e, poste- anos, sobrevivendo dos recursos naturais e de uma riormente a agricultura e pecuária. agricultura de subsistência que tem na mandioca seu produto mais expressivo. Uma das principais festas culturais, de cunho religio- so, que envolve todas as Comunidades Quilombolas A Comunidade Quilombola de Rolim de Moura do do Vale do Guaporé é a festa do Divino Espírito San- Guaporé está localizada no município de Alta Flores- to. Celebrada desde os tempos coloniais, e ainda hoje ta, e tem certidão de autoconhecimento expedida mobiliza um grande número de devotos provenientes pela Fundação Palmares, porém por ser uma comu- de diversas localidades da região. nidade mais próspera alguns moradores não querem se reconhecidos como quilombolas. A Comunidade Quilombola de Jesus está localiza- da a 116 km do Município de São Miguel do Guaporé, A Comunidade Quilombola de Laranjeiras está lo- constitui-se na mais afastada comunidade em relação calizada no Vale do Guaporé distante cerca de 4 ho- ao Vale do Guaporé. Durante os anos de 1960 a comu- ras da comunidade Quilombola de Rolim de Moura nidade constituiu-se a partir do primeiro núcleo fami- do Guaporé, pertence ao município de Pimenteiras, liar, formado pelo senhor Jesus Gomes Oliveira e dona porém o atendimento educacional, devido a distân- Luísa Assunção. cia, é realizado por Alta Floresta D’Oeste. A Comunidade Quilombola de Santa Fé está loca- O atendimento educacional a essas Comunidades é lizada a 8 km do município de Costa Marques, é o re- realizado pela Secretaria de Estado da Educação na sultado de movimentações de diferentes grupos ne- modalidade de Educação de Jovens e Adultos com gros provenientes de diversas localidades do Vale do cursos Telensino e Modular, e Exames Gerais. Guaporé. A Educação Escolar Quilombola está fundamentada A Comunidade Quilombola de Forte Príncipe da na seguinte legislação: Beira foi reconhecida e registrada pela Fundação Parecer CNE/ CP003/2004 - regulamenta a alte- Cultural Palmares em 2004 e constitui-se em uma das ração trazida à Lei 9394/96 de Diretrizes e Bases da mais expressivas populações quilombolas de Rondô- Educação Nacional, pela Lei 10.639/2003, que estabe- nia. A comunidade está localizada no município de lece a obrigatoriedade do ensino de História e Cultu- Costa Marques, distante 27 km. ra Afro-Brasileira e Africana na Educação Básica, bem A Comunidade Quilombola de Pedras Negras é um como nos Art. 26, 26 A e 79 B na Lei 9394/96, que as- dos mais antigos núcleos de ocupação colonial do seguram o direito à igualdade de condições de vida Vale do Guaporé. A localidade de Pedras Negras tem e de cidadania, assim como garantem igual direito às sido descrita como um ponto remoto e ermo, habita- histórias e culturas que compõem a nação brasileira, da, notadamente por negros egressos da escravidão, além do direito de acesso às diferentes fontes da cul- provenientes de Vila Bela da Santíssima Trindade. A tura nacional a todos os brasileiros da Resolução. comunidade está localizada no município de São Resolução CNE/CP/DF nº 1, de 17 de junho 2004 Francisco do Guaporé, distante a 380 km. Em 2004 – Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Edu- iniciou-se o procedimento de auto reconhecimento cação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de da comunidade como população remanescente de História e Cultura Afro- Brasileira e Africana; quilombos. A emissão da certidão de autoconheci- mento por parte da Fundação Cultural Palmares le- Parecer CNE/CEB 07/2010 e Resolução CNE/CEB vou o INCRA a iniciar os provimentos de demarcação 04/2010 - que instituem as Diretrizes Curriculares territorial. Gerais para a Educação Básica - inclusão da educa- ção escolar quilombola como modalidade da A Comunidade Quilombola de Santo Antônio do educação básica. Isso significa que a regulamenta- Guaporé é remanescente de quilombos, localizada a ção da Educação Escolar Quilombola nos sistemas 80 km do município de São Francisco do Guaporé. A de ensino deverá ser consolidada em nível nacional e seguir orientações curriculares gerais da Educação 2 Cephaelis ipecacuanha - chamada popularmen- Básica e, ao mesmo tempo, garantir a especificidade te de poaia ou ipecacuanha, é uma erva que cresce na das vivências, realidades e história das comunidades sombra de matas úmidas. Sua raiz é utilizada para fazer quilombolas do país. chás e remédios. Já foi abundante no estado brasileiro do Mato Grosso. 10.4. Educação Escolar Indígena 194 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    dades com maisde mil indivíduos. Há um grande descompasso entre, de um lado, a A Secretaria de Estado da Educação reconhecendo e educação diferenciada como projeto e como dis- considerando a diversidade apresentada dentro de cussão e, de outro, a realidade das escolas indíge- seu território, procura atingir objetivos propostos e nas no país e a dificuldade de acolhimento de sua definidos na Constituição Federal Brasileira de 1988, especificidade por órgãos encarregados da regula- LDB/1994 e no Parecer 14/1999, bases que prezam rização e da oficialização de currículos, regimentos por ações de reconhecimento e fortalecimento da e calendários diferenciados elaborados por comu- identidade do ser humano, partindo do resgate da nidades indígenas para suas respectivas escolas. cultura e da valorização da diversidade. Lopes da Silva (2001) A Educação Escolar Indígena vem desenvolvendo A década de 1990 no Brasil foi marcada pela acele- projetos de melhoria da educação básica e traba- ração das discussões e propostas legais de regula- lhando com 5 Territórios Etnoeducacionais, pactua- mentação da Educação Escolar nas comunidades dos em 2011 de acordo com os preceitos dispostos indígenas, a partir da promulgação da Constituição no Decreto 6.861/2009, em seu Art. 1o quando afirma Federal em 1988. Ela passou a assegurar aos indíge- que “a  educação escolar indígena será organizada nas o direito à vivência de sua língua, organização so- com a participação dos povos indígenas, observada a cial, crenças e tradições. No campo da Educação, Em sua territorialidade e respeitando suas necessidades 1991, o decreto presidencial 26/91 estabeleceu que a e especificidades”, e apresenta também os objetivos coordenação das ações educacionais em terras indí- para a educação escolar indígena: genas passasse da esfera do Ministério da Justiça/FU- - Valorização das culturas dos povos indígenas NAI para o Ministério da Educação e que a execução e a afirmação e manutenção de sua diversida- das ações educacionais ficasse como responsabilida- de étnica; de dos Estados e dos Municípios. Então, a partir de 1998 a Secretaria Estadual de Educação de Rondônia - Fortalecimento das práticas socioculturais e assumiu a Educação Escolar Indígena e dentre suas da língua materna de cada comunidade indí- ações foi inserido o planejamento administrativo, pe- gena; dagógico e a aquisição dos recursos necessários para - Formulação e manutenção de programas de o atendimento específico às comunidades indíge- formação de pessoal especializado, destina- nas. A LDB 9.394/96 instituiu como dever do estado dos à educação escolar nas comunidades in- a oferta de uma educação escolar bilíngue e inter- dígenas; cultural. Foi regulamentado através da Resolução N. 03/1999/CEB as diretrizes curriculares nacionais para - Desenvolvimento de currículos e programas a educação escolar indígena, fixando normas para específicos, neles incluindo os conteúdos cul- o reconhecimento e funcionamento das escolas in- turais correspondentes às respectivas comu- dígenas, tendo como base de observação e de for- nidades; mulação conceitual experiências bem sucedidas em - Elaboração e publicação sistemática de mate- cursos de escolarização indígena diferenciada, bilín- rial didático específico e diferenciado; gue e multicultural e de formação de professores in- dígenas concomitante ao exercício da docência. Num - Afirmação das identidades étnicas e conside- segundo momento o MEC publicou os Referenciais ração dos projetos societários definidos de Curriculares Nacionais para as Escolas Indígenas que forma autônoma por cada povo indígena. trouxe um grande estímulo à discussão sobre esco- Como foi dito, o Estado de Rondônia apresenta uma larização das comunidades indígenas, com inúmeros grande diversidade de povos indígenas compreen- projetos de capacitação de professores indígenas didos pela distinção de etnias, línguas, culturas e sa- Atualmente o Estado de Rondônia atende, através beres que, por conseguinte, mantiveram no total ou da Secretaria de Educação, uma grande diversidade em parte, através de sua luta pessoal, garantindo o étnica e linguística, composta por aproximadamente respeito e a conquista do direito de exercer sua cultu- 54 povos indígenas distintos, com 23 línguas indíge- ra. Antes de se introduzir a escola nos moldes atuais, nas falantes e outras línguas em processo de revitali- as sociedades indígenas já possuíam meios próprios zação, onde aparecem comunidades que vão desde de transmissão de conhecimento e valores, organi- agrupamentos humanos fragmentados até comuni- zação social cultural e de pensamentos, ou seja, já 195
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    havia se construídouma visão de mundo, ficando a cias escolares sem que estas estejam validadas. Neste cargo dos mais velhos a instrução dos mais novos na sentido a priorização da educação básica é de suma língua materna, no desenvolvimento da caça, pesca e importância para atender a esta demanda, reconhe- agricultura de acordo com a necessidade local. Nes- cendo o processo histórico e educacional especifico tes tempos, a função de educar era responsabilidade de cada etnia, ao mesmo tempo em que garante a dos familiares mais velhos preocupados em discipli- continuidade dos estudos na própria comunidade. nar os mais jovens para a vida na floresta. A partir Isto contribui para o fortalecimento cultural e para a dessa concepção de mundo, do homem e das formas minimização de inúmeros problemas sociais oriun- de organização social, político, cultural, econômica e dos das relações interétnicas. religiosa desses povos é que se deve fundamenta a escola indígena. A Constituição promulgada em 1988 assegura aos índios o direito de manterem sua cultu- Base Legal ra e como dever do Estado, a tarefa de proteger estes O Capítulo III da Constituição Federal de 1988 que grupos. Reconhecendo sua rica e profunda diversi- trata da EDUCAÇÃO, DA CULTURA E DO DESPORTO dade étnica e cultural, saberes tradicionais transmi- na Seção I diz que a educação nacional, universal se- tidos ao longo de muitas gerações. Neste sentido, as gue os mesmos parâmetros tanto para os indígenas discussões e propostas dos povos indígenas no âm- quanto para os não são indígenas. bito da educação escolar indígena está relacionada às reivindicações de garantia e proteção territorial e No Capítulo VII – “Dos Índios”, destaca-se a redação pelo reconhecimento da diversidade sociocultural do seguinte artigo: interligadas à projetos de futuro a serem construídos Art. 231 - São reconhecidos aos índios sua organização nas escolas. social, costumes, línguas, crenças e tradições e os direitos A Educação Escolar Indígena versada como bilíngue originários sobre as terras que tradicionalmente ocupam, e intercultural na legislação brasileira deve ser en- competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respei- tendida, como em qualquer processo pedagógico, tar todos os seus bens. em sua diversidade cultural. Trata-se de um avanço O direito à Educação Escolar Indígena intercultural, significativo. A LDB reconhece não apenas a impor- diferenciada, bilíngue/multilíngue e comunitária, tam- tância da sociodiversidade nativa contemporânea, bém é garantido na Lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes mas define toda uma política, como os respectivos e Bases da Educação Nacional), nos artigos 78 e 79 desdobramentos, para sistematizar com a audiência preconiza como dever do Estado o oferecimento de das comunidades indígenas, os processos educativos uma educação escolar que fortaleça as práticas so- que lhe respeitem a identidade. A partir desta nova cioculturais e a língua materna de cada comunidade concepção educativa, a recuperação da memória in- indígena, e proporcione a oportunidade de recuperar dígena e a reafirmação de suas identidades étnicas suas memórias históricas e reafirmar suas identidades, começam por programas de ensino que consideram dando-lhes, também, acesso aos conhecimentos téc- a especificidades destes grupos e dinamizem a inte- nico-científicos da sociedade nacional. Para que isto ração entre a sociedade indígena com sua própria possa ocorrer, a LDB determina a articulação dos sis- produção de atividades econômicas e melhorias na temas de ensino para a elaboração de programas in- qualidade de vida. Nesta legislação, a imposição da tegrados de ensino e pesquisa, com a participação das hegemonia de um modelo educativo cede lugar à comunidades indígenas em sua formulação e que te- concepção diversificada de mundo. A pluralidade nham como objetivo desenvolver currículos específi- cultural é um estágio avançado do conceito de igual- cos, neles incluindo os conteúdos culturais correspon- dade. Todos têm o direito de exteriorizar a sua identi- dentes às respectivas comunidades. A Lei ainda prevê dade sem a imposição de valores. a formação de pessoal especializado para atuar nessa Atualmente, em Rondônia, há 90 escolas atendendo área, e a elaboração e publicação de materiais didáti- a um total aproximado de 3.000 alunos indígenas, so- cos específicos e diferenciados. Em seu art. 26 dispõe mente no ensino fundamental. Apesar disto, há um também sobre o currículo do ensino fundamental e significativo contingente de alunos, especialmente médio, que devem ter uma base nacional comum, a jovens e adultos, que não estão inseridos nesta esta- ser complementada, em cada sistema de ensino e es- tística. Alguns se encontram estudando fora de suas tabelecimento escolar, por uma parte diversificada, comunidades e outros acumulam diversas experiên- exigida pelas características regionais e locais da so- ciedade, da cultura, da economia e da clientela, e em 196 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    seu § 4ºque o ensino da História do Brasil levará em suidores de normas e ordenamento jurídico próprios, com conta as contribuições das diferentes culturas e etnias ensino intercultural e bilíngue, visando à valorização ple- para a formação do povo brasileiro, especialmente das na das culturas dos povos indígenas e à afirmação e manu- matrizes indígenas, africana e europeia. tenção de sua diversidade étnica. O Estado garantirá a oferta da Educação Básica em Art. 38. Na organização de escola indígena, deve ser con- conformidade com a Constituição Federal de 1988 e siderada a participação da comunidade, na definição do Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº. 9394/96 que modelo de organização e gestão, bem como: determina ao Sistema de Ensino da União, com a co- I - suas estruturas sociais; laboração das agências federais de fomento a cultura e de assistência aos indígenas, desenvolver progra- II - suas práticas socioculturais e religiosas; mas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de III - suas formas de produção de conhecimento, processos Educação Escolar bilíngue e intercultural aos povos próprios e métodos de ensino-aprendizagem; indígenas, com os seguintes objetivos: IV - suas atividades econômicas; 1. proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias histó- V - edificação de escolas que atendam aos interesses das ricas, a reafirmação de suas identidades étnicas, comunidades indígenas; a valorização de suas línguas e ciências; VI - uso de materiais didático-pedagógicos produzidos de 2. garantir aos indígenas, suas comunidades e po- acordo com o contexto sociocultural de cada povo indí- vos, o acesso às informações, conhecimentos gena. técnicos e científicos da sociedade nacional e A Resolução CNE/CEB nº 05/2012, que fixa Diretrizes demais sociedades indígenas. Curriculares Nacionais para o funcionamento das A Resolução 04/2010 define as Diretrizes Curriculares escolas indígenas, estabelece a estrutura e o funcio- Nacionais Gerais para a Educação Básica, assegura: namento das escolas indígenas, reconhecendo-lhes a condição de escolas com normas e ordenamentos Art. 13. O currículo, assumindo como referência os princí- jurídicos próprios (...).” Na descrição dos elementos pios educacionais garantidos à educação, assegurados no básicos para organização, estrutura e funcionamen- artigo 4º desta Resolução, configura-se como o conjunto to da escola indígena, o seu art. 4º, Inciso III, reafirma de valores e prática que proporcionam a produção, a so- o direito à “organização escolar própria”, sendo-lhe cialização de significados no espaço social e contribuem facultada “a organização de seu calendário escolar intensamente para a construção de identidades sociocul- independente do ano civil, ajustando-o às condições turais dos educandos. específicas de cada comunidade.” § 2º Na organização da proposta curricular, deve-se as- O Decreto nº 6.861, de 27 de maio de 2009, cria os segurar o entendimento de currículo como experiências territórios Etnoeducacionais baseado num modelo escolares que se desdobram em torno do conhecimento, de gestão pactuado entre poder público e entidades permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e indígenas e indigenistas, reafirmando a especificida- saberes dos estudantes com os conhecimentos historica- de da Educação Escolar Indígena, apontando para a mente acumulados e contribuindo para construir as iden- formação de um campo institucional de ações com- tidades dos educandos. partilhadas e, por conseguinte, abrindo novas pers- DA EDUCAÇÃO INDÍGENA pectivas de gestão a partir da ideia de territórios edu- cacionais indígenas. Art. 37. A Educação Escolar Indígena ocorre em unidades educacionais inscritas em suas terras e culturas, as quais Em seu art. 6º, parágrafo único, define o desenho têm uma realidade singular, requerendo pedagogia pró- dos territórios Etnoeducacionais, estabelecendo que pria em respeito à especificidade étnico-cultural de cada estes compreenderão as terras ocupadas pelos po- povo ou comunidade e formação específica de seu qua- vos indígenas que mantêm relações intersocietárias, dro docente, observados os princípios constitucionais, a “mesmo que descontínuas” e “independentemente base nacional comum e os princípios que orientam a Edu- da divisão político administrativa do país”. cação Básica brasileira. O mesmo Decreto dispõe ainda, em seu art. 1º, que Parágrafo único. Na estruturação e no funcionamento das a “Educação Escolar Indígena será organizada com a escolas indígenas, é reconhecida a sua condição de pos- participação dos povos indígenas, observada a sua 197
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    territorialidade e respeitandosuas necessidades e es- ção escolar indígena, em regime de colaboração com os pecificidades.” municípios que possuem, em suas redes, escolas indíge- nas, com a anuência das comunidades interessadas. Além disso, estabelece, no art. 2º, como objetivos da Educação Escolar Indígena: Os dispositivos legais existentes atestam o caráter in- tercultural da educação escolar indígena como par- I – valorização das culturas dos povos indígenas e a afir- te integrante do direito à educação, garantindo-lhes mação e manutenção de sua diversidade étnica; políticas educacionais específicas. II – fortalecimento das práticas socioculturais e da língua Atualmente atende-se a uma diversidade étnica, materna de cada comunidade indígena; cultural e linguística, onde aparecem comunidades III – formulação e manutenção de programas de formação que vão desde agrupamentos humanos fragmenta- de pessoal especializado, destinados à educação escolar dos com pouco mais de uma dezena de indivíduos nas comunidades indígenas; até comunidades de mais de mil indivíduos. São as IV – desenvolvimento de currículos e programas específi- etnias: Arara, Arikapu, Aruá, Akunsu, Aikanã, Amon- cos, neles incluindo os conteúdos culturais corresponden- dawa, Cinta larga, Karitiana, Kaxarari, Kampé, Kwazá, tes às respectivas; Karipuna, Kanoé, Kassupá, Wajurú, Uru Eu Wau Wau, Gavião, Suruí, Tuparí, Makurap, Latundê Purubora, V – elaboração e publicação sistemática de material didá- Migueleno, Sakyrabia, Jabuti (Djeoromitxi), Kujubim, tico específico e diferenciado; Massacá e Sabanê. Além destas, os Wari são agrupa- VI – afirmação das identidades étnicas e consideração dos dos por uma unidade étnica constituída por oito gru- projetos societários definidos de forma autônoma por pos nomindados: Oro Não, Oro Eo, Oro At, Oro Jowin, cada povo indígena. Oro Mon, Oro Waram, Oro Waram Xijeim e Oro Kao Orowaji, únicos falantes da língua Txapakura. O povo O art. 3º reitera o reconhecimento da condição específica Kaxarari são falantes da língua pano. das escolas indígenas que devem ser organizadas “com normas próprias e Diretrizes Curriculares específicas, vol- tadas ao ensino intercultural e bilíngue ou multilíngue, 10.5. Educação Profissional e Tecnológica gozando de prerrogativas especiais para organização das atividades escolares, respeitado o fluxo das atividades econômicas, sociais, culturais e religiosas e as especifici- A oferta de Educação Profissional nas redes de ensi- dades de cada comunidade, independentemente do ano no é considerada como direito de todos à educação civil.” e ao trabalho, e como forma de garantir o acesso aos No Estado de Rondônia, a Lei Estadual nº. 821 de direitos básicos da cidadania, ao emprego e à renda. 30/06/1999 dispõe em seu art. 3º que o Estado insti- O artigo 205 da Constituição Federal define que “a tuirá programas de apoio à educação indígena. O De- educação, direito de todos e dever do Estado e da fa- creto nº. 9128 de 30/06/2000 regulamentador desta mília, será promovida e incentivada com a colabora- Lei, versa em seu artigo 6º, que o Estado, por meio da ção da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento Secretaria de Estado da Educação e dentro das esfe- da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania ras de competência definidas no plano institucional, e sua qualificação para o trabalho”. administrativo e organizacional tem as seguintes res- O parágrafo 2º do artigo 1º da Lei de Diretrizes e Ba- ponsabilidades, em regime de colaboração: ses da Educação Nacional nº 9394/96 define que “a I - oferecer e executar a educação escolar indígena, dire- educação escolar deverá vincular-se ao mundo do tamente ou por meio de regime de colaboração com seus trabalho e à prática social”, e o Inciso XI do Art. 3º, ao municípios; definir os princípios a serem assegurados nas ativida- II - regulamentar administrativamente as escolas indíge- des de ensino, identifica a “vinculação entre a educa- nas, no âmbito do Estado, integrando-as como unidades ção escolar, o trabalho e as práticas sociais”. próprias, autônomas e específicas no sistema estadual; A Educação Profissional deve ser entendida como III - prover as escolas indígenas de recursos humanos, ma- processo de formação integral através de ações edu- teriais e financeiros para o seu pleno funcionamento; cacionais que capacitem trabalhadores a desenvol- verem e aplicarem seus conhecimentos científicos e § 1º - O Estado poderá dentro de suas possibilidades e tecnológicos e suas habilidades intelectuais e moto- conveniência administrativa e financeira oferecer a educa- 198 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    ras de modoarticulado, contribuindo também para de ensino; e resolver problemas da prática social e produtiva, es- III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos tabelecendo relações éticas e visando interesses so- de seu projeto pedagógico. ciais. O Parecer CNE/CEB Nº 11/2012, indica os critérios a Nessa perspectiva, a Educação Profissional não pode serem contemplados, com base em princípios nor- ser dissociada da Educação Básica nem da Tecnoló- teadores da Educação Profissional Técnica de Nível gica. E a partir dessa concepção, a Educação Profis- Médio, tais como: sional e Tecnológica constitui um suporte estratégico para a sustentabilidade e a competitividade da eco- - Relação orgânica com formação geral do ensi- nomia rondoniense. O cenário mercadológico atual no médio na preparação para o exercício das vem apresentando crescentes níveis de exigência e profissões técnicas, visando à formação inte- de complexidade no trabalho, incorporadas às inova- gral do estudante; ções tecnológicas e novas formas de organização da - Respeito aos valores estéticos, políticos e éti- produção. cos, na perspectiva do desenvolvimento de ap- Rondônia deve empreender um sistema de ensino tidões para a vida social e produtiva; técnico, diversificado e ágil para oferecer alternati- - Integração entre educação e trabalho, ciência, vas de profissionalização aos jovens e trabalhadores, tecnologia e cultura como base da proposta e egressos de escolas públicas, formando cidadãos do desenvolvimento curricular; competentes e capazes de melhorar a qualidade de vida socioeconômica. - Indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a historicidade dos co- As competências dos trabalhadores geradas e mobi- nhecimentos e dos sujeitos da aprendizagem; lizadas nesse contexto tendem a se modificar cons- tantemente. São valorizadas competências que vão - Integração de conhecimentos gerais e profis- além dos conhecimentos científicos e tecnológicos e sionais, na perspectiva da articulação entre sa- incluem habilidades básicas, específicas e de gestão; beres específicos, tendo a pesquisa como eixo atitudes relacionadas à iniciativa, criatividade, solu- nucleador da prática pedagógica; ção de problemas, autonomia e valores relacionados - Trabalho e pesquisa, respectivamente, como à ética e responsabilidade. princípios educativos e pedagógicos; Nesse contexto, há de se resgatar o papel fundamen- - Indissociabilidade entre teoria e prática no tal do Ensino Médio para promover mediações signi- processo de ensino-aprendizagem; ficativas entre os jovens e o conhecimento explicitan- - Interdisciplinaridade que supere a fragmen- do sua relação com o processo de produção. tação de conhecimentos e a segmentação da É preciso definir estrutura e organização curricular organização curricular disciplinar; dos cursos de Educação Profissional em sua forma e - Contextualização que assegure estratégias fa- conteúdo, como meio de garantir o aprofundamento voráveis à compreensão de significados e inte- das competências humanísticas, científicas e tecno- grem a teoria à vivência da prática profissional; lógicas da Educação Básica, como fundamento para o desenvolvimento dos conhecimentos de áreas es- - Articulação com o desenvolvimento socioe- pecíficas do mundo do trabalho e da produção con- conômico e ambiental dos territórios onde os temporâneas. cursos ocorrem, devendo observar os arranjos produtivos locais; Em conformidade com o Decreto nº 5.154/2004, Art. 4º, a educação profissional técnica de nível médio, - Reconhecimento das diversidades dos sujeitos, nos termos dispostos no § 2º do Art. 36, art. 40 e pa- inclusive de suas realidades etnicoculturais, rágrafo único do Art. 41 da Lei no 9.394/1996, será de- como a dos negros, quilombolas, povos indí- senvolvida de forma articulada com o ensino médio, genas, populações do campo, pessoas com observados: altas habilidades/superdotação e pessoas com deficiências; I - os objetivos contidos nas diretrizes curriculares nacio- nais definidas pelo Conselho Nacional de Educação; - Reconhecimento das diversidades das formas de produção, dos processos de trabalho e das II - as normas complementares dos respectivos sistemas 199
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    culturas a elessubjacentes, que estabelecem para a formação geral e para a formação profissional. novos paradigmas; A essa carga horária, poderão ser acrescidas as cargas horárias destinadas a estágios supervisionados, desde -- Autonomia da instituição educacional na con- que previsto pelas escolas em seus projetos pedagó- cepção, elaboração, execução, avaliação e re- gicos. visão do seu projeto pedagógico, construído como instrumento de trabalho da comunidade Considerando a perspectiva do currículo integrado – educacional; onde não há dissociação entre teoria e prática – o está- gio supervisionado não pode se configurar como um -- Flexibilidade na construção de itinerários for- momento distinto do curso, mas sim como uma etapa, mativos diversificados e atualizados, segundo na qual os alunos poderão articular o conhecimento interesses dos sujeitos e possibilidades das ins- teórico e, a partir de hipóteses, responder às deman- tituições educacionais; das que se apresentam no exercício da profissão. -- Identidade dos perfis profissionais de conclu- A organização curricular, dos cursos da Educação Pro- são de curso, que contemplem competências fissional deverá ser consubstanciada no plano de cur- profissionais, objetivando desempenho efi- so e com base no princípio do pluralismo de concep- ciente e eficaz de atividades requeridas pela ções pedagógicas, é prerrogativa e responsabilidade natureza do trabalho, pelo desenvolvimento de cada instituição de ensino, nos termos das Diretri- tecnológico e pelas demandas socioeconômi- zes Curriculares Nacionais do ensino médio e da edu- cas e ambientais, configurando o técnico, a ser cação profissional técnica de nível médio, fixadas em formado; legislação específica pelos órgãos competentes com o -- Atualização permanente dos cursos e currícu- Ministério da Educação em consonância com o projeto los, estruturados com base em ampla e confiá- pedagógico. Os cursos, portanto, podem e devem ter vel base de dados. seu currículo organizado com estrutura curricular que Em termos curriculares, essa modalidade reunirá mantenha a necessária sinergia com a concepção pe- conteúdos do Ensino Médio e da formação profissio- dagógica livremente adotada pela instituição. nal que deverão ser trabalhados de forma integrada Com base na Resolução CNE/CEB Nº 2/2012, a matriz durante todo o curso, assegurando o imprescindível curricular dos cursos técnicos de nível médio integra- diálogo entre teoria e prática, pois não é possível co- dos está constituída por: nhecer a realidade somente a partir dos conhecimen- I. Quatro áreas de conhecimento do ensino médio tos específicos: eles não dão conta de explicar o todo. (Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza É relacionando a formação geral com a especificida- e Matemática), fundamentadas nas Diretrizes Curricu- de da formação profissional que o conhecimento es- lares Nacionais do Ensino Médio, comum em todos os pecífico têm sentido, no contexto da formação técni- cursos; ca, gerando oportunidade ao estudante de concluir II. Parte diversificada voltada para maior compreensão o ensino médio e, ao mesmo tempo, adquirir uma das relações existentes no mundo do trabalho e para formação especifica para o exercício profissional e de uma articulação entre esses e os conhecimentos aca- cidadania junto ao mercado de trabalho. dêmicos, previstas no Parecer CNE/CEB Nº 11/2012. Diante o exposto, o Ensino Médio integrado ao Pro- III. Formação profissional específica em determinado fissionalizante proporcionará melhores condições de campo profissional descrita nos Referenciais Curricula- cidadania, de trabalho e de inclusão social aos estu- res Nacionais da Educação Profissional e demais nor- dantes em busca de uma formação profissional de mas legais vigentes. qualidade e de novos horizontes para suas vidas, no sentido de contribuir com a melhoria da qualidade A estrutura dos cursos de Educação Profissional Técni- dessa etapa final da educação básica. ca de Nível Médio, orientada pela concepção do eixo tecnológico, implica considerar conforme Art.13 da Re- Segundo o Parecer CNE/CEB 39/2004, o curso técnico solução 6/2012: integrado não pode ser organizado com duas partes distintas. Trata-se de um curso único, com um proje- I. A matriz tecnológica, contemplando métodos, téc- to pedagógico único, com proposta curricular única e nicas, ferramentas e outros elementos das tecnologias com matrícula única, tendo a sua carga horária total relativas aos cursos; ampliada, contemplando as cargas horárias mínimas 200 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    II. O núcleopolitécnico comum correspondente a estruturados em ampla base de dados, pesquisas e ou- cada eixo tecnológico em que se situa o curso, que tras fontes de informação pertinentes. compreende os fundamentos científicos, sociais, orga- A duração do estágio supervisionado deverá ser acres- nizacionais, econômicos, políticos, culturais, ambien- cida ao mínimo estabelecido para o curso (Parecer tais, estéticos e éticos que alicerçam as tecnologias e a CNE/CEB nº 16/99 e art.9º da Resolução CNE/CEB nº contextualização do mesmo no sistema de produção 4/99). Está prevista para cursos com menos de 1.200h social; uma carga horária mínima para o estágio de 200h; para III. Os conhecimentos e as habilidades nas áreas de lin- cursos com 1.200h ou mais, está prevista uma carga guagens, ciências humanas, matemática e ciências da horária mínima de 400h, e Lei Federal nº 11.788/2008; natureza, vinculados à Educação Básica deverão per- que estabelece normas para a organização de estágio mear o currículo dos cursos técnicos de nível médio, de alunos da Educação Profissional Técnica de Nível de acordo com as especificidades dos mesmos, como Médio. elementos essenciais para a formação e o desenvolvi- Diante a relevância dos cursos, o currículo será organi- mento profissional do cidadão; zado para atender, consideradas essas especificidades, IV. A pertinência, a coerência, a coesão e a consistência as características próprias dos estudantes em seus as- de conteúdos, articulados do ponto de vista do traba- pectos cognitivos, afetivos e psicomotores, e o traba- lho assumido como princípio educativo, contemplan- lho pedagógico será flexível para assegurar o sucesso do as necessárias bases conceituais e metodológicas; do estudante. V. A atualização permanente dos cursos e currículos, 201
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    11. EDUCAÇÃO EMPREENDEDORA A Educação Empreendedora estimula o aluno a criar, se, reconhecendo suas forças e fraquezas; estimular inovar, se arriscar, aprender com os erros, a trabalhar a criatividade e o gosto pela inovação; fazer uma em grupo e ter visão estratégica. Através dela se de- leitura crítica do mundo, propor ações práticas para senvolve potencialidades do ser humano como: lide- alterar a realidade; rança, autoconfiança, iniciativa, ousadia, comprome- Saber empreender perpassa o saber técnico e cientí- timento, responsabilidade, persistência, criatividade fico, a valorização do ser e da coletividade e a autor- e atitudes positivas diante da vida e de seus desafios. realização, esta prática desenvolve capacidades fun- Empreendedorismo não se resume a abertura e ge- damentais para a realização pessoal e profissional do renciamento de empresas. Quando se utiliza este ser humano. É importante despertar o espírito em- termo na Educação, está se referindo à atitude em- preendedor nos jovens ainda na escola, estimulando preendedora, ao desenvolvimento de aspectos o desenvolvimento pessoal, proporcionando uma comportamentais que têm sido mais valorizados no visão do que é o mundo dos negócios e facilitando o mercado de trabalho do que a própria formação aca- acesso ao mercado de trabalho. Despertar a atitude dêmica. empreendedora nos jovens é uma proposta essencial diante do cenário mundial nos aspectos político, so- Dolabela, no livro Pedagogia Empreendedora, fala cial, econômico e com relação às oportunidades de que empreender é o mesmo que “modificar a realida- trabalho. de para dela obter a auto realização e oferecer valo- res positivos para a coletividade. Significa engendrar formas de gerar e distribuir riquezas materiais e ima- teriais por meio de ideias, conhecimentos, teorias, artes, filosofia”. A prática empreendedora está ligada à procura de novos desafios, ao comprometimento com as próprias escolhas, a uma constante busca de qualidade e à inerente vontade de inovar, de ser au- têntico, não ficar na zona de conforto. Para o educador Celso Antunes, escritor de mais de 60 livros sobre educação, deve-se ressaltar a impor- tância da aceitação das diferenças, a compreensão sobre os valores humanos, criar discussões para que o aluno possa refletir, mostrando que não deve haver competição a qualquer preço, que não existe con- quista sem ética e sucesso individual sem a constru- ção social. É importante educar para o consumo críti- co, formar pessoas que saibam pesquisar preços, que discutam sobre o funcionamento de uma empresa e aprendam sobre marketing. O estudante precisa compreender o capitalismo com base no que ele tem de bom e de ruim. Ensinar a empreender não está relacionado simplesmente a coisas complexas como fluxo de caixa, orçamentos, técnicas de gestão ou planejamento estratégico, mas está associado, prin- cipalmente, a práticas que exigem atitude, tais como: estimular o desejo de sonhar; construir um projeto de vida; se comprometer com seus resultados, com a sua vida e com o seu papel social; determinar limites e estabelecer regras para aprender a lidar com frustra- ções; aprender a lidar com os erros; não ter medo de desafios, aprendendo a calcular os riscos; conhecer- 202 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    12. EDUCAÇÃO EmTEmpO INTEGRAL A Educação Integral está presente na legislação dos direitos de cidadania e do usufruto dos direitos brasileira e será organizada com base nos artigos constitucionalmente previstos. 205, 206 e 227 da Constituição Federal; no Estatu- Portanto, a ampliação do tempo pedagógico da to da Criança e do Adolescente (Lei n.º 8069/1990), escola, nesta ótica, deve significar muito mais que nos artigos 34 e 87 da na Lei de Diretrizes e Bases a extensão do modelo que todos conhecem. Deve da Educação Nacional (Lei n.º 9.394/1996), no Plano implicar em uma nova construção curricular, com Nacional de Educação (Lei n.º 10.179/01) e no Fun- base na integração como princípio de organização do Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da pedagógica da escola, na flexibilidade como dinâ- Educação Básica e de Valorização dos profissionais mica da produção da matriz curricular e da inter- da Educação - FUNDEB (Lei n.º 11.494/2007). disciplinaridade, como concepção para o trabalho O currículo da Educação Integral deve ser conce- pedagógico dos educadores. bido como um projeto educativo integrado, o mes- A Educação Integral exige a mobilização de toda a mo implica na ampliação da jornada escolar diária, escola, em especial dos professores, para que o pla- desenvolvendo atividades como o acompanha- nejamento aconteça de forma a assegurar o atendi- mento pedagógico, o reforço e o aprofundamento mento das necessidades educativas dos estudantes, da aprendizagem, a experimentação e a pesquisa bem como, do desenvolvimento das ações, com o científica, a cultura e as artes, o esporte e o lazer, as máximo de aproveitamento das intervenções pe- tecnologias da comunicação e informação, a afirma- dagógicas desde o diagnóstico até os conteúdos e ção da cultura dos direitos humanos, a conservação atividades. e preservação do meio ambiente, a promoção da saúde, entre outras, articuladas aos componentes curriculares e às áreas de conhecimento. As atividades podem ser desenvolvidas dentro do espaço escolar, conforme a disponibilidade da esco- la, ou fora dele, em espaços distintos da cidade em que a escola está situada, utilizando equipamentos sociais e culturais existentes, bem como estabele- cendo parcerias com órgãos e/ou entidades locais, sempre de acordo com o projeto político pedagó- gico da escola. Dessa forma, a escola estará contri- buindo para a construção de redes sociais e de cida- des educadoras. A Educação Integral deve criar novos espaços e tempos para vivências sociais, culturais e ambien- tais voltadas para o desenvolvimento integral do estudante no que se refere aos aspectos: biológico, psicológico, cognitivo, comportamental, afetivo, re- lacional, valorativo, sexual, ético, estético, criativo, artístico, ambiental, político, tecnológico e profis- sional. Em síntese, conhecer-pensar-criar-fazer-ser; a organização da comunidade numa perspectiva colaborativa e não apenas competitiva respeitosa e valorizadora da diversidade étnica, racial, de gêne- ro, geracional e cultural, que procura desconstruir as categorias excludentes étnicas; o incentivo e a difusão de experiências e vivências que valorizem os “ciclos de vida” da infância, da pré-adolescência, da adolescência, de todas as idades, para o exercício 203
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    13. AVALIAÇÃO: PARTEINTEGRANTE DO CURRÍCULO A avaliação no contexto educacional escolar está di- estabelecer um padrão mínimo de conhecimento3, recionada para o desenvolvimento de competências, habilidades e hábitos que o educando deverá adqui- habilidades e atitudes e, apresenta novos desafios à rir; e não uma média mínima de notas, como ocorre escola no que se refere ao seu papel para o desenvol- hoje na prática escolar.” vimento do currículo. As reflexões sobre a avaliação, Dessa forma, a avaliação assume dentro do processo neste contexto, devem levar em consideração o con- de ensino e aprendizagem caráter diagnóstico, cumu- ceito de competência adotado: uma ação mental que lativo, somativo e formativo e que devem ser vincu- se torna cada vez mais complexa, a partir do desen- lados ou conjugados para se garantir a eficiência do volvimento de habilidades, atitudes, comportamentos sistema de avaliação e a excelência do processo. A e linguagens que são construídos de forma gradativa, avaliação formativa não exclui as demais formas de considerando um aprofundamento gradual. avaliação. O professor poderá se apropriar de todas as O ensino voltado para o desenvolvimento de compe- formas de avaliação, dando especial atenção ao nível tências e habilidades não pode deixar de abordar al- de complexidade dos instrumentos que devem estar gumas características da avaliação que podem auxiliar de acordo com o nível de entendimento dos educan- o professor na tarefa de avaliar. É preciso que os co- dos nas diferentes etapas de escolarização e também nhecimentos requeridos para desenvolver as habilida- poderá propor instrumentos com as habilidades que des apresentem uma lógica que considere a idade e o foram estimuladas ao longo do período para que os desenvolvimento cognitivo do educando. educandos se autoavaliem quanto ao domínio das mesmas. Algumas práticas ainda comuns no cotidiano esco- lar não atendem mais às exigências da educação do O professor deve utilizar instrumentos e ações que contexto atual. Desta forma, o olhar contemporâneo lhe possibilitem acompanhar o desenvolvimento dos sobre o avaliar deve conceber a avaliação como cons- educandos, tais como debates, entrevistas, pesquisas, titutiva, estando presente em todos os momentos da desenhos, provas objetivas e dissertativas, projetos, jo- construção do processo ensino aprendizagem e em gos, experimentos, leituras, aula de campo, atividades todos os momentos de construção do conhecimento, em grupo e individuais, relatórios, testes, portfólios, e não somente nas etapas finais desse processo, que fichas de registro. deve ser coerente com a proposta pedagógica assumi- É importante que a escola redefina e analise o modelo da pela escola e pelo professor dentro das condições de avaliação utilizada em seu cotidiano bem como seu reais de produção dos saberes, com a realidade e as papel frente a esta dinâmica, que deve ser entendida condições de existência dos educandos. como coletiva. Muitos são os desafios referentes ao ato de avaliar Neste contexto, a avaliação é concebida como uma dentro do processo educacional. Esses desafios exi- atividade que envolve muito mais que legitimidade gem do professor uma postura autônoma e responsá- técnica e política; exige delicadeza na sua realização, vel capaz de propiciar ao aluno tornar-se protagonista por causa da sua dimensão subjetiva, que lida com neste processo, e isso requer que seja estabelecida o humano, e também por isso, constitui-se um gran- pelo docente uma relação entre a metodologia adota- de desafio para a escola e para os educadores. A es- da para o desenvolvimento das aulas e uma avaliação cola deve demonstrar em todas as suas atividades, coerente com o desenvolvimento das habilidades de- esse cuidado com a avaliação e suas relações com sejadas, com os conhecimentos requeridos e com as as demais instâncias do processo educativo, desde a ações efetivamente realizadas no processo, visando elaboração do Projeto Político Pedagógico até o pla- que o aproveitamento escolar não seja apenas analisa- nejamento diário do professor, buscando produzir, do pela aprovação ou reprovação do educando, mas entre os mesmos, uma coerência que torna próximo que seja direcionado para o pleno desenvolvimento o que se ensina o que se faz e o modo como se avalia. da aprendizagem. 3 Sobre padrão mínimo de conhecimento ver Adi- Luckesi afirma que: noel Mota, “como eu avalio a aprendizagem dos meus alunos”, revista tecnológica educacional, n “se utilizar corretamente a avaliação no processo de 57, ABTRio de Janeiro. ensino e aprendizagem no contexto escolar importa 204 GOVERNO DO ESTADO DE RONDÔNIA - SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
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    Desse modo, oprocesso avaliativo proposto neste refe- - Prover, obrigatoriamente, períodos de recupera- rencial é aquele que se constitui como ponto de partida ção, de preferência paralelos ao período letivo, para o planejamento de ações, considerando as condi- como determina a Lei nº 9394/96; ções efetivas de aprendizagem: quem são os educan- - Assegurar tempos e espaços de reposição de dos e o que já sabem - os conhecimentos internalizados conteúdos curriculares, ao longo do ano letivo, e as habilidades já desenvolvidas. aos alunos com frequência insuficiente, evitan- E, de acordo com a Resolução nº 7 de 14 de dezembro do, sempre que possível, a retenção por faltas; de 2010/CNE/CEB, a Avaliação é parte Integrante do Cur- - Possibilitar a aceleração de estudos para os alu- rículo e se traduz nos atigos: nos com defasagem idade-série; Art. 32 A avaliação dos alunos, a ser realizada pelos pro- Art. 33 Os procedimentos de avaliação adotados pelos fessores e pela escola como parte integrante da propos- professores e pela escola serão articulados às avaliações ta curricular e da implementação do currículo, é redi- realizadas em nível nacional e às congêneres nos dife- mensionadora da ação pedagógica e deve: rentes Estados e Municípios, criadas com o objetivo de - Assumir um caráter processual, formativo e par- subsidiar os sistemas de ensino e as escolas nos esforços de melhoria da qualidade da educação e da aprendiza- ticipativo, ser contínua, cumulativa e diagnósti- gem dos alunos. ca, com vistas a:/ § 1º A análise do rendimento dos alunos com base nos - Identificar potencialidades e dificuldades de indicadores produzidos por essas avaliações deve au- aprendizagem e detectar problemas de ensino; xiliar os sistemas de ensino e a comunidade escolar a - Subsidiar decisões sobre a utilização de estra- redimensionarem as práticas educativas com vistas ao tégias e abordagens de acordo com as necessi- alcance de melhores resultados. dades dos alunos, criar condições de intervir de § 2º A avaliação externa do rendimento dos alunos refe- modo imediato e a mais longo prazo para sanar re-se apenas a uma parcela restrita do que é trabalhado dificuldades e redirecionar o trabalho docente; nas escolas, de sorte que as referências para o currículo devem continuar sendo as contidas nas propostas polí- - Manter a família informada sobre o desempenho tico-pedagógicas nas escolas, articuladas às orientações dos alunos; e propostas curriculares dos sistemas, sem reduzir os - Reconhecer o direito do aluno e da família de seus propósitos ao que é avaliado pelos testes de larga discutir os resultados de avaliação, inclusive em escala. instâncias superiores à escola, revendo procedi- Art. 34 Os sistemas, as redes de ensino e os projetos po- mentos sempre que as reivindicações forem pro- lítico-pedagógicos das escolas devem expressar com cedentes. clareza o que é esperado dos alunos em relação à sua aprendizagem. - Utilizar vários instrumentos e procedimentos, tais como a observação, o registro descritivo e Art. 35 Os resultados da aprendizagem dos alunos de- vem ser aliados à avaliação das escolas e de seus profes- reflexivo, os trabalhos individuais e coletivos, sores, tendo em conta os parâmetros de referência dos os portfólios, exercícios, provas, questionários, insumos básicos necessários à educação de qualidade dentre outros, tendo em conta a sua adequação para todos nesta etapa da educação e respectivo custo à faixa etária e às características de desenvolvi- aluno-qualidade inicial (CAQi), consideradas inclusive as mento do educando; suas modalidades e as formas diferenciadas de atendi- - Fazer prevalecer os aspectos qualitativos da mento como a Educação do Campo, a Educação Escolar aprendizagem do aluno sobre os quantitativos, Indígena, a Educação Escolar Quilombola e as escolas de tempo integral. bem como os resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais, tal como de- Conclui-se então que o papel essencial da avaliação é termina a alínea “a” do inciso V do art. 24 da Lei diagnosticar e regular o processo de aprendizagem e nº 9394/96; ensino para proporcionar aos educandos oportunida- de de confirmar seus saberes e competências, ampliar - Assegurar tempos e espaços diversos para que e formular novos conhecimentos e manifestar dúvidas, os alunos com menor rendimento tenham con- dificuldades ou necessidade de aprimorar suas habili- dições de ser devidamente atendidos ao longo dades em todas as etapas do processo. do ano letivo; 205
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