EPISTEMOLOGIA – os problemas
da definição, possibilidade e origem do conhecimento
Sara Raposo
Carlos Pires
FILOSOFIA 11.º
PowerPoint 3
O empirismo
de Hume
1
Capítulo
Qual é a origem do conhecimento
humano?
O EMPIRISMO
DE DAVID HUME
O problema da origem
do conhecimento
Qual é a fonte principal do
conhecimento humano?
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
• Empirismo
Para um empirista, a experiência
é a fonte principal do
conhecimento humano.
David Hume foi um filósofo empirista.
Nada está no
intelecto sem
antes ter passado
pelos sentidos.
A resposta de David Hume
David Hume
1711-1776
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• Impressões e ideias
Para os empiristas, tudo o que está na nossa
mente deriva, portanto, da experiência.
Mas o que está na nossa mente?
Segundo Hume, perceções.
Para Hume,
perceções é a
palavra que designa
todo e qualquer
conteúdo mental.
IDEIAS
IMPRESSÕES
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
PERCEÇÕES
• Impressões e ideias
Hume distingue dois tipos de perceção.
IDEIAS
IMPRESSÕES = dados fornecidos pela experiência imediata
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• Impressões e ideias
PERCEÇÕES = Conteúdos da mente
EXTERNAS
(sensações provenientes
dos cinco sentidos)
INTERNAS
(sentimentos e desejos)
Simples
Indivisíveis,
não se
podem
decompor
Complexas
Associação
de várias
impressões
simples
SENTIR
Simples
Indivisíveis, não se
podem decompor:
- sensação de doce
- sensação visual
de azul
Complexas
Associação de várias
impressões simples:
- visão de uma casa
- audição de uma
canção
Complexas
Associação de várias
impressões simples:
- ideia de mar
- ideia de bolo
de chocolate
Simples
Indivisíveis, não se
podem decompor:
- ideia de azul
- ideia de doce
PENSAR
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O princípio da cópia
As ideias são apenas cópias das impressões.
As ideias começam por ser recordações das impressões
representações das coisas mesmo
que estas não estejam presentes.
Princípio
da cópia
Rejeição do inatismo:
se as ideias são cópias
das impressões, então
não há ideias inatas.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O princípio da cópia
Se não pudermos ter experiência de
uma certa coisa não conseguiremos
formar ideias acerca dela.
Mesmo as ideias mais abstratas
têm origem na experiência.
Não há uma impressão
correspondente a
universo, mas das ideias
em que se decompõe
já há impressões.
ideia de
UNIVERSO
decompõe-se noutras ideias
(menos) complexas
planeta estrela
…
que por sua vez se
decompõem em ideias
ainda mais simples…
Embora indiretamente,
a ideia de universo
também provém
da experiência.
Por exemplo, a ideia de universo…
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O princípio da cópia
Mas como explicar ideias como
a de «sereia»?
Essas ideias representam seres que
não existem e, por isso, não derivam
diretamente da experiência.
Ideias desse género são misturas
de ideias – as ideias de «mulher»
e «peixe».
+
=
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A ideia de Deus
Trata-se de uma ideia derivada da
experiência, de modo indireto…
A perspetiva de Hume
é bastante diferente
da de Descartes.
É uma ideia complexa que se forma
através da associação de outras
ideias menos complexas (sendo que
essas já correspondem a impressões).
não corresponde diretamente a
nenhuma impressão.
DESCARTES HUME
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• Ideia de Deus para Descartes e para Hume
ideia de
DEUS
Ideia complexa
(empírica, não inata) originada
pela associação de várias ideias
Ideia inata
causada pelo próprio criador (Deus)
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• Relações de ideias e questões de facto
Tudo o que podemos investigar e tentar conhecer divide-se em
RELAÇÕES DE IDEIAS QUESTÕES DE FACTO
• O Sol vai nascer amanhã.
• Lisboa é a capital de Portugal.
• Fumar faz mal à saúde.
• …
• Nenhum solteiro é casado.
• Um triângulo tem três lados.
• O dobro de cinco é metade de vinte.
• …
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
RELAÇÕES DE IDEIAS
a negação de uma relação de
ideias implica uma contradição
Conhecimento a priori
verdades necessárias certeza
a certeza da verdade pode
estabelecer-se demonstrativamente
• do raciocínio
• da intuição
através
Para saber que nenhum
solteiro é casado não
precisamos de fazer
nenhuma observação.
Sabemo-lo a priori.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
QUESTÕES DE FACTO
recorrer à experiência (observar
os factos do mundo)
Conhecimento a posteriori
é necessário é contingente
a negação de uma questão de facto
não implica uma contradição
Dizer que o sol
não vai nascer amanhã
é falso mas não
é contraditório.
a sua verdade nunca é totalmente certa
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O conhecimento do mundo
Podemos saber a priori que nenhum
solteiro é casado…
Existe conhecimento
a priori, mas não é acerca
do mundo. Todo o
conhecimento do mundo
é a posteriori.
O conhecimento das relações de ideias
(a priori) não é substancial.
… mas sem a experiência não
teríamos os conceitos de solteiro
e de casado.
O conhecimento das questões de facto
(a posteriori) é substancial.
QUESTÕES DE FACTO
RELAÇÕES DE IDEIAS
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
O QUE SE PODE INVESTIGAR
A resposta de Hume ao problema da origem do conhecimento é: a experiência.
A experiência é a principal fonte de conhecimento humano.
• O seu conhecimento pode ser obtido
através da análise de conceitos
• Podem ser conhecidas a priori
• São conhecidas por intuição ou dedução
• A sua verdade é necessária (a sua
negação envolve contradição)
• Envolvem certeza
• O seu conhecimento não é substancial
• Exemplos: conhecimentos da
geometria (um triângulo tem três
lados)
• O seu conhecimento não pode ser obtido
através da análise de conceitos
• Só podem ser conhecidas a posteriori
• Temos acesso a elas através de inferências indutivas e causais
• A sua verdade é contingente (a sua negação não envolve
contradição)
• Não envolvem certeza, mas sim probabilidade
• O seu conhecimento é substancial
• Exemplos: crença nas inferências indutivas (como a previsão de
que o Sol vai nascer amanhã) e nas relações causais (a neve
derrete com o calor)
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade
A compreensão habitual de causalidade é a de que um acontecimento A
(a causa) provoca um acontecimento B (o efeito).
Fazemos uma
inferência causal.
Acontecimento A
Se observamos pegadas na praia…
Acontecimento B
… concluímos que alguém passou
por ali antes de nós.
David Hume
considera que esta
conceção habitual
de causalidade
é errada!
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
CAUSALIDADE
A experiência
mostra-nos
conjunções
constantes e não
conexões necessárias
Ligamos a causa ao
efeito com base no
hábito (um fenómeno
psicológico e
subjetivo)
A ideia de conexão
necessária é a cópia
de um sentimento
e não de uma
impressão externa
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
CAUSALIDADE
O estabelecimento
de relações de
causalidade só
pode ser feito
a posteriori e não
a priori
Apenas a
experiência nos
permite fazer
inferências causais
e dizer que uma
determinada coisa
é causa ou efeito
de outra
Ver as coisas
acontecerem é
indispensável
para fazer
inferências
causais
«Por muito que se pense no
arrefecimento da água, nunca
deduziremos a sua congelação
e aquele que nunca tiver visto gelo
achará absurdo que a água ao
arrefecer se torne dura e sólida.»
David Hume
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
CAUSALIDADE
Vemos uma coisa
(acontecimento A)
a acontecer a
seguir à outra
(acontecimento B)
e nada mais
Nunca vemos
realmente a
relação causal
entre eles, a
chamada conexão
necessária
Não temos uma
impressão
sensorial, uma
sensação, de
conexão
necessária
Não temos qualquer
prova que tenha sido
A a causar B
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
Apenas temos experiência
desta conjunção constante
No entanto, vemos uma sequência de acontecimentos ocorrer
repetidamente:
Acontecimento A
Observamos pegadas
na praia…
Acontecimento B
… concluímos que alguém passou
por ali antes de nós.
Acontecimento A
Observamos pegadas
na praia…
Acontecimento B
… concluímos que alguém passou
por ali antes de nós.
…
Hume chama conjunção constante a esta repetição.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
CAUSALIDADE
Pela repetição de
acontecimentos,
criamos o hábito
(a expectativa)
de esperar que,
surgindo A,
também surja B
Essa expectativa
é um sentimento
(uma impressão
interna) que
depois projetamos
no mundo
Acreditamos que
existem realmente
relações causais
(ou conexões
necessárias) e que
estas fazem parte
efetivamente do
mundo e das coisas…
A ideia de conexão
necessária é, portanto,
uma cópia de um
sentimento e não
de uma sensação
… quando na verdade
existe apenas na nossa
cabeça e não no mundo
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• A causalidade para Hume
CAUSALIDADE
Quando afirmamos
a existência real
de relações causais
ultrapassamos o que a
experiência nos mostra
Por isso,
a compreensão
habitual
da causalidade
não é correta
A conclusão de Hume
acerca da causalidade
tem um caráter
notoriamente cético
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
Generalização
Todos os dias fazemos muitos raciocínios indutivos (generalizações
e previsões). Por exemplo:
A Os iogurtes de mirtilo que já provei eram saborosos.
Logo, todos os iogurtes de mirtilo são saborosos.
B Já estive muitas vezes em salas como esta e o teto não caiu.
Por isso, o teto não vai cair durante esta aula.
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Previsão
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Os raciocínios indutivos partem da experiência, mas levam-nos além
da experiência…
… as suas conclusões referem-se a casos não observados, quer
do presente quer do futuro.
B Já estive muitas vezes em salas
como esta e o teto não caiu.
Por isso, o teto não vai cair
durante esta aula.
Não é possível prová-los a todos,
mas a conclusão refere-se
a todos os iogurtes de mirtilo
A conclusão refere-se
a momentos que ainda
não ocorreram
A Os iogurtes de mirtilo que
já provei eram saborosos.
Logo, todos os iogurtes
de mirtilo são saborosos.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
PROBLEMA DA INDUÇÃO
Mas existirá
uma justificação
racional para
a indução?
No caso dos raciocínios indutivos
ocorre uma espécie de salto
Generalização
Previsão
Sem esse salto indutivo só poderíamos, muito provavelmente,
pensar e falar do imediato, do aqui e agora.
do «alguns»
para o «todos»
do «alguns» do «passado»
ou «presente» para o «próximo»
ou os «próximos» casos do «futuro»
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Qualquer raciocínio indutivo se baseia num pressuposto
conhecido como princípio da uniformidade da natureza:
a natureza é regular, isto é, não muda arbitrariamente.
«Uniformidade da
natureza» não quer
dizer que nunca há
mudanças, mas sim
que, quando ocorrem
mudanças, estas são
regulares e não
arbitrárias.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Por exemplo: ao prever que o Sol vai nascer
amanhã estamos a pressupor que a Terra
continuará a girar como tem girado até hoje.
Mas, como se pode
justificar o princípio
da uniformidade
da natureza?
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Como se pode justificar o princípio da uniformidade da natureza?
É possível imaginar uma natureza irregular.
O princípio da
uniformidade da
natureza não pode
ser justificado
a priori.
… mas é possível
imaginar um planeta
onde a duração
dos dias é variável.
É uma ideia falsa, mas não é contraditória.
Não é possível
imaginar um
triângulo com
dois lados…
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Será, então, possível encontrar uma justificação a posteriori do princípio
da uniformidade da natureza?
Se o raciocínio é
indutivo, justificar
a indução e o princípio
em que se baseia
através de um
raciocínio indutivo
é circular.
Teria de ser um
raciocínio indutivo,
do género:
Até hoje a natureza
tem sido regular, logo
a natureza continuará
a ser regular.
A circularidade
corresponde à falácia da
petição de princípio. Uma
tentativa de justificação
que incorre numa falácia
não pode ser uma boa
justificação.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O problema da indução
Se não podemos recorrer à indução no processo de justificação…
… a indução
não pode ser
justificada
racionalmente
… não é possível
justificar
a posteriori
a indução
Conclusão
cética
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O ceticismo moderado de Hume
Hume chegou a conclusões céticas acerca da indução e da causalidade...
Temos também
alguns
conhecimentos
acerca do mundo.
Temos
conhecimentos
acerca das
relações de ideias.
Ceticismo
moderado
… mas considera que os seres humanos têm alguns conhecimentos:
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O ceticismo moderado de Hume
Sabemos que no passado após comer pão
ficámos sem fome...
… porém, não sabemos se da próxima vez
que comermos pão ficaremos sem fome.
A experiência não nos mostra
uma conexão necessária entre
a ingestão do pão e o
desaparecimento da fome,
apenas a conjunção constante
dos dois fenómenos.
A experiência
imediata marca,
portanto, o limite
do conhecimento
humano.
Em consequência,
muitas proposições
científicas não poderão
ser consideradas
conhecimento.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O ceticismo radical torna a vida impossível
Hume não defende que deixemos de fazer raciocínios indutivos…
… embora considere que estes não têm qualquer justificação racional.
… que deixemos de acreditar
que existem relações causais
reais entre os fenómenos…
… nem que deixemos
de fazer inferências
causais.
Também não defende…
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O ceticismo radical torna a vida impossível
Hume considera que sem inferências causais
Trata-se de hábitos ou costumes
que desenvolvemos
e não devemos abandoná-los.
Não podemos passar sem
eles pois têm muita
utilidade prática.
a nossa vida tornar-se-ia muito difícil ou mesmo impossível.
O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO
O empirismo de David Hume
• O ceticismo radical torna a vida impossível
Hume considera que não seria possível viver como céticos radicais.
CETICISMO
RADICAL
CETICISMO
MODERADO
Defende a
suspensão de
todas as crenças.
Mas não seria
possível viver
assim.
Na vida prática temos de acreditar na existência
de relações causais e nas inferências indutivas,
mesmo sem justificação racional.
OBJEÇÕES AO EMPIRISMO DE HUME
É implausível que o conhecimento matemático
não seja substancial:
Os conhecimentos matemáticos
são substanciais
Atenção!
Estas não são
todas as objeções
possíveis à teoria
de David Hume.
• quando se fazem cálculos matemáticos
parece haver conhecimento novo e não
apenas uma explicitação de ideias;
• a matemática aplica-se ao mundo,
no quotidiano e nas ciências.
Aceitar a identificação humeana entre causalidade e conjunção
constante leva a admitir falsidades, como, por exemplo:
A conceção de causalidade de Hume
tem consequências absurdas
OBJEÇÕES AO EMPIRISMO DE HUME Atenção!
Estas não são
todas as objeções
possíveis à teoria
de David Hume.
• o dia é causa da noite (ou vice-versa), já que entre eles
existe conjunção constante;
• o mundo não teve uma causa, já que a criação do mundo
aconteceu só uma vez, não havendo, portanto, uma
conjunção constante.
HUME
DESCARTES
COMPARAÇÃO ENTRE AS TEORIAS DE DESCARTES E DE HUME
Racionalismo.
QUESTÕES
Empirismo.
Qual a perspetiva filosófica
em que se insere a teoria?
Razão. Sentidos (ou experiência).
Qual é a fonte do conhecimen-
to mais valorizada?
Sim. Por exemplo: o cogito e a ideia de
Deus.
Não. Todas as ideias têm origem nas
impressões (mesmo as mais abstratas,
como a ideia de Deus).
Há ideias inatas?
Através da intuição e da dedução. Através da intuição e da dedução.
Como pode ser obtido
o conhecimento a priori?
continua
HUME
DESCARTES
COMPARAÇÃO ENTRE AS TEORIAS DE DESCARTES E DE HUME
Sim. Permite-nos ter informações sobre
o mundo.
QUESTÕES
Não. É um conhecimento das relações de
ideias, não dá informações sobre o
mundo. Os factos do mundo só podem
ser conhecidos a posteriori.
O conhecimento a priori é
substancial?
O cogito (é um fundamento racional,
a priori).
As impressões (é um fundamento
empírico, a posteriori).
Qual é o fundamento do nosso
conhecimento do mundo?
Não. É possível alcançar conhecimentos
indubitáveis (ideias claras e distintas, cuja
verdade é garantida por Deus) que
podem ser racionalmente justificados.
Em parte. Temos alguns conhecimentos,
mas em muitas áreas temos apenas
crenças sem justificação, mas que não
podemos rejeitar.
Os céticos têm razão?
continuação

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  • 1.
    EPISTEMOLOGIA – osproblemas da definição, possibilidade e origem do conhecimento Sara Raposo Carlos Pires FILOSOFIA 11.º PowerPoint 3 O empirismo de Hume 1 Capítulo
  • 2.
    Qual é aorigem do conhecimento humano? O EMPIRISMO DE DAVID HUME O problema da origem do conhecimento Qual é a fonte principal do conhecimento humano?
  • 3.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO • Empirismo Para um empirista, a experiência é a fonte principal do conhecimento humano. David Hume foi um filósofo empirista. Nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos. A resposta de David Hume David Hume 1711-1776
  • 4.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • Impressões e ideias Para os empiristas, tudo o que está na nossa mente deriva, portanto, da experiência. Mas o que está na nossa mente? Segundo Hume, perceções. Para Hume, perceções é a palavra que designa todo e qualquer conteúdo mental.
  • 5.
    IDEIAS IMPRESSÕES O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume PERCEÇÕES • Impressões e ideias Hume distingue dois tipos de perceção.
  • 6.
    IDEIAS IMPRESSÕES = dadosfornecidos pela experiência imediata O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • Impressões e ideias PERCEÇÕES = Conteúdos da mente EXTERNAS (sensações provenientes dos cinco sentidos) INTERNAS (sentimentos e desejos) Simples Indivisíveis, não se podem decompor Complexas Associação de várias impressões simples SENTIR Simples Indivisíveis, não se podem decompor: - sensação de doce - sensação visual de azul Complexas Associação de várias impressões simples: - visão de uma casa - audição de uma canção Complexas Associação de várias impressões simples: - ideia de mar - ideia de bolo de chocolate Simples Indivisíveis, não se podem decompor: - ideia de azul - ideia de doce PENSAR
  • 7.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O princípio da cópia As ideias são apenas cópias das impressões. As ideias começam por ser recordações das impressões representações das coisas mesmo que estas não estejam presentes. Princípio da cópia Rejeição do inatismo: se as ideias são cópias das impressões, então não há ideias inatas.
  • 8.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O princípio da cópia Se não pudermos ter experiência de uma certa coisa não conseguiremos formar ideias acerca dela. Mesmo as ideias mais abstratas têm origem na experiência. Não há uma impressão correspondente a universo, mas das ideias em que se decompõe já há impressões. ideia de UNIVERSO decompõe-se noutras ideias (menos) complexas planeta estrela … que por sua vez se decompõem em ideias ainda mais simples… Embora indiretamente, a ideia de universo também provém da experiência. Por exemplo, a ideia de universo…
  • 9.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O princípio da cópia Mas como explicar ideias como a de «sereia»? Essas ideias representam seres que não existem e, por isso, não derivam diretamente da experiência. Ideias desse género são misturas de ideias – as ideias de «mulher» e «peixe». + =
  • 10.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A ideia de Deus Trata-se de uma ideia derivada da experiência, de modo indireto… A perspetiva de Hume é bastante diferente da de Descartes. É uma ideia complexa que se forma através da associação de outras ideias menos complexas (sendo que essas já correspondem a impressões). não corresponde diretamente a nenhuma impressão.
  • 11.
    DESCARTES HUME O PROBLEMADA ORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • Ideia de Deus para Descartes e para Hume ideia de DEUS Ideia complexa (empírica, não inata) originada pela associação de várias ideias Ideia inata causada pelo próprio criador (Deus)
  • 12.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • Relações de ideias e questões de facto Tudo o que podemos investigar e tentar conhecer divide-se em RELAÇÕES DE IDEIAS QUESTÕES DE FACTO • O Sol vai nascer amanhã. • Lisboa é a capital de Portugal. • Fumar faz mal à saúde. • … • Nenhum solteiro é casado. • Um triângulo tem três lados. • O dobro de cinco é metade de vinte. • …
  • 13.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume RELAÇÕES DE IDEIAS a negação de uma relação de ideias implica uma contradição Conhecimento a priori verdades necessárias certeza a certeza da verdade pode estabelecer-se demonstrativamente • do raciocínio • da intuição através Para saber que nenhum solteiro é casado não precisamos de fazer nenhuma observação. Sabemo-lo a priori.
  • 14.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume QUESTÕES DE FACTO recorrer à experiência (observar os factos do mundo) Conhecimento a posteriori é necessário é contingente a negação de uma questão de facto não implica uma contradição Dizer que o sol não vai nascer amanhã é falso mas não é contraditório. a sua verdade nunca é totalmente certa
  • 15.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O conhecimento do mundo Podemos saber a priori que nenhum solteiro é casado… Existe conhecimento a priori, mas não é acerca do mundo. Todo o conhecimento do mundo é a posteriori. O conhecimento das relações de ideias (a priori) não é substancial. … mas sem a experiência não teríamos os conceitos de solteiro e de casado. O conhecimento das questões de facto (a posteriori) é substancial.
  • 16.
    QUESTÕES DE FACTO RELAÇÕESDE IDEIAS O PROBLEMA DA ORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume O QUE SE PODE INVESTIGAR A resposta de Hume ao problema da origem do conhecimento é: a experiência. A experiência é a principal fonte de conhecimento humano. • O seu conhecimento pode ser obtido através da análise de conceitos • Podem ser conhecidas a priori • São conhecidas por intuição ou dedução • A sua verdade é necessária (a sua negação envolve contradição) • Envolvem certeza • O seu conhecimento não é substancial • Exemplos: conhecimentos da geometria (um triângulo tem três lados) • O seu conhecimento não pode ser obtido através da análise de conceitos • Só podem ser conhecidas a posteriori • Temos acesso a elas através de inferências indutivas e causais • A sua verdade é contingente (a sua negação não envolve contradição) • Não envolvem certeza, mas sim probabilidade • O seu conhecimento é substancial • Exemplos: crença nas inferências indutivas (como a previsão de que o Sol vai nascer amanhã) e nas relações causais (a neve derrete com o calor)
  • 17.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade A compreensão habitual de causalidade é a de que um acontecimento A (a causa) provoca um acontecimento B (o efeito). Fazemos uma inferência causal. Acontecimento A Se observamos pegadas na praia… Acontecimento B … concluímos que alguém passou por ali antes de nós. David Hume considera que esta conceção habitual de causalidade é errada!
  • 18.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume CAUSALIDADE A experiência mostra-nos conjunções constantes e não conexões necessárias Ligamos a causa ao efeito com base no hábito (um fenómeno psicológico e subjetivo) A ideia de conexão necessária é a cópia de um sentimento e não de uma impressão externa
  • 19.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume CAUSALIDADE O estabelecimento de relações de causalidade só pode ser feito a posteriori e não a priori Apenas a experiência nos permite fazer inferências causais e dizer que uma determinada coisa é causa ou efeito de outra Ver as coisas acontecerem é indispensável para fazer inferências causais «Por muito que se pense no arrefecimento da água, nunca deduziremos a sua congelação e aquele que nunca tiver visto gelo achará absurdo que a água ao arrefecer se torne dura e sólida.» David Hume
  • 20.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume CAUSALIDADE Vemos uma coisa (acontecimento A) a acontecer a seguir à outra (acontecimento B) e nada mais Nunca vemos realmente a relação causal entre eles, a chamada conexão necessária Não temos uma impressão sensorial, uma sensação, de conexão necessária Não temos qualquer prova que tenha sido A a causar B
  • 21.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume Apenas temos experiência desta conjunção constante No entanto, vemos uma sequência de acontecimentos ocorrer repetidamente: Acontecimento A Observamos pegadas na praia… Acontecimento B … concluímos que alguém passou por ali antes de nós. Acontecimento A Observamos pegadas na praia… Acontecimento B … concluímos que alguém passou por ali antes de nós. … Hume chama conjunção constante a esta repetição.
  • 22.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume CAUSALIDADE Pela repetição de acontecimentos, criamos o hábito (a expectativa) de esperar que, surgindo A, também surja B Essa expectativa é um sentimento (uma impressão interna) que depois projetamos no mundo Acreditamos que existem realmente relações causais (ou conexões necessárias) e que estas fazem parte efetivamente do mundo e das coisas… A ideia de conexão necessária é, portanto, uma cópia de um sentimento e não de uma sensação … quando na verdade existe apenas na nossa cabeça e não no mundo
  • 23.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • A causalidade para Hume CAUSALIDADE Quando afirmamos a existência real de relações causais ultrapassamos o que a experiência nos mostra Por isso, a compreensão habitual da causalidade não é correta A conclusão de Hume acerca da causalidade tem um caráter notoriamente cético
  • 24.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO Generalização Todos os dias fazemos muitos raciocínios indutivos (generalizações e previsões). Por exemplo: A Os iogurtes de mirtilo que já provei eram saborosos. Logo, todos os iogurtes de mirtilo são saborosos. B Já estive muitas vezes em salas como esta e o teto não caiu. Por isso, o teto não vai cair durante esta aula. O empirismo de David Hume • O problema da indução Previsão
  • 25.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Os raciocínios indutivos partem da experiência, mas levam-nos além da experiência… … as suas conclusões referem-se a casos não observados, quer do presente quer do futuro. B Já estive muitas vezes em salas como esta e o teto não caiu. Por isso, o teto não vai cair durante esta aula. Não é possível prová-los a todos, mas a conclusão refere-se a todos os iogurtes de mirtilo A conclusão refere-se a momentos que ainda não ocorreram A Os iogurtes de mirtilo que já provei eram saborosos. Logo, todos os iogurtes de mirtilo são saborosos.
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume PROBLEMA DA INDUÇÃO Mas existirá uma justificação racional para a indução? No caso dos raciocínios indutivos ocorre uma espécie de salto Generalização Previsão Sem esse salto indutivo só poderíamos, muito provavelmente, pensar e falar do imediato, do aqui e agora. do «alguns» para o «todos» do «alguns» do «passado» ou «presente» para o «próximo» ou os «próximos» casos do «futuro»
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Qualquer raciocínio indutivo se baseia num pressuposto conhecido como princípio da uniformidade da natureza: a natureza é regular, isto é, não muda arbitrariamente. «Uniformidade da natureza» não quer dizer que nunca há mudanças, mas sim que, quando ocorrem mudanças, estas são regulares e não arbitrárias.
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Por exemplo: ao prever que o Sol vai nascer amanhã estamos a pressupor que a Terra continuará a girar como tem girado até hoje. Mas, como se pode justificar o princípio da uniformidade da natureza?
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Como se pode justificar o princípio da uniformidade da natureza? É possível imaginar uma natureza irregular. O princípio da uniformidade da natureza não pode ser justificado a priori. … mas é possível imaginar um planeta onde a duração dos dias é variável. É uma ideia falsa, mas não é contraditória. Não é possível imaginar um triângulo com dois lados…
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Será, então, possível encontrar uma justificação a posteriori do princípio da uniformidade da natureza? Se o raciocínio é indutivo, justificar a indução e o princípio em que se baseia através de um raciocínio indutivo é circular. Teria de ser um raciocínio indutivo, do género: Até hoje a natureza tem sido regular, logo a natureza continuará a ser regular. A circularidade corresponde à falácia da petição de princípio. Uma tentativa de justificação que incorre numa falácia não pode ser uma boa justificação.
  • 31.
    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O problema da indução Se não podemos recorrer à indução no processo de justificação… … a indução não pode ser justificada racionalmente … não é possível justificar a posteriori a indução Conclusão cética
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O ceticismo moderado de Hume Hume chegou a conclusões céticas acerca da indução e da causalidade... Temos também alguns conhecimentos acerca do mundo. Temos conhecimentos acerca das relações de ideias. Ceticismo moderado … mas considera que os seres humanos têm alguns conhecimentos:
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O ceticismo moderado de Hume Sabemos que no passado após comer pão ficámos sem fome... … porém, não sabemos se da próxima vez que comermos pão ficaremos sem fome. A experiência não nos mostra uma conexão necessária entre a ingestão do pão e o desaparecimento da fome, apenas a conjunção constante dos dois fenómenos. A experiência imediata marca, portanto, o limite do conhecimento humano. Em consequência, muitas proposições científicas não poderão ser consideradas conhecimento.
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O ceticismo radical torna a vida impossível Hume não defende que deixemos de fazer raciocínios indutivos… … embora considere que estes não têm qualquer justificação racional. … que deixemos de acreditar que existem relações causais reais entre os fenómenos… … nem que deixemos de fazer inferências causais. Também não defende…
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O ceticismo radical torna a vida impossível Hume considera que sem inferências causais Trata-se de hábitos ou costumes que desenvolvemos e não devemos abandoná-los. Não podemos passar sem eles pois têm muita utilidade prática. a nossa vida tornar-se-ia muito difícil ou mesmo impossível.
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    O PROBLEMA DAORIGEM DO CONHECIMENTO O empirismo de David Hume • O ceticismo radical torna a vida impossível Hume considera que não seria possível viver como céticos radicais. CETICISMO RADICAL CETICISMO MODERADO Defende a suspensão de todas as crenças. Mas não seria possível viver assim. Na vida prática temos de acreditar na existência de relações causais e nas inferências indutivas, mesmo sem justificação racional.
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    OBJEÇÕES AO EMPIRISMODE HUME É implausível que o conhecimento matemático não seja substancial: Os conhecimentos matemáticos são substanciais Atenção! Estas não são todas as objeções possíveis à teoria de David Hume. • quando se fazem cálculos matemáticos parece haver conhecimento novo e não apenas uma explicitação de ideias; • a matemática aplica-se ao mundo, no quotidiano e nas ciências.
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    Aceitar a identificaçãohumeana entre causalidade e conjunção constante leva a admitir falsidades, como, por exemplo: A conceção de causalidade de Hume tem consequências absurdas OBJEÇÕES AO EMPIRISMO DE HUME Atenção! Estas não são todas as objeções possíveis à teoria de David Hume. • o dia é causa da noite (ou vice-versa), já que entre eles existe conjunção constante; • o mundo não teve uma causa, já que a criação do mundo aconteceu só uma vez, não havendo, portanto, uma conjunção constante.
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    HUME DESCARTES COMPARAÇÃO ENTRE ASTEORIAS DE DESCARTES E DE HUME Racionalismo. QUESTÕES Empirismo. Qual a perspetiva filosófica em que se insere a teoria? Razão. Sentidos (ou experiência). Qual é a fonte do conhecimen- to mais valorizada? Sim. Por exemplo: o cogito e a ideia de Deus. Não. Todas as ideias têm origem nas impressões (mesmo as mais abstratas, como a ideia de Deus). Há ideias inatas? Através da intuição e da dedução. Através da intuição e da dedução. Como pode ser obtido o conhecimento a priori? continua
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    HUME DESCARTES COMPARAÇÃO ENTRE ASTEORIAS DE DESCARTES E DE HUME Sim. Permite-nos ter informações sobre o mundo. QUESTÕES Não. É um conhecimento das relações de ideias, não dá informações sobre o mundo. Os factos do mundo só podem ser conhecidos a posteriori. O conhecimento a priori é substancial? O cogito (é um fundamento racional, a priori). As impressões (é um fundamento empírico, a posteriori). Qual é o fundamento do nosso conhecimento do mundo? Não. É possível alcançar conhecimentos indubitáveis (ideias claras e distintas, cuja verdade é garantida por Deus) que podem ser racionalmente justificados. Em parte. Temos alguns conhecimentos, mas em muitas áreas temos apenas crenças sem justificação, mas que não podemos rejeitar. Os céticos têm razão? continuação