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Dicas para Concursos e Vestibulares
1. Organizando o Estudo
1.1. Escolha um local adequado para o estudo
O local mais adequado para o estudo é o mais silencioso
possível, sem música e sem telefone. Não estude com o
livro deitado em cima da mesa, pois você vai render muito
menos quando as dores vierem e muito menos estude
deitado no sofá ou na cama. Se sua casa for barulhenta, vá
estudar na Casa de Cultura ou procure alguma biblioteca.
Sente isolado, virado para o canto, para se distrair menos
com as pessoas.
Deixe um copo d´água ao lado da mesa e vá bebendo. Beba
muita água para de reidratar.
E não se esqueça de colocar uma foto de uma casa ou de uma
Pajero na sua frente e isso te motivará a estudar.
1.2. Esqueça o lazer
Lazer, quase nenhum. Um filme a cada duas semanas
e olhe lá. Depois da prova você vai ter tempo
demais para isso e com melhor qualidade se
passar. Álcool nem pensar, prejudica seu estudo no
dia seguinte. Você não tem que ser social após um
edital. Não tem que ir para tudo que é casamento,
formatura ou festa. Só quando for extremamente
primordial, fique só o tempo necessário, e beba
muito pouco, ou nada.
Depois que você passar no concurso, chame seus
amigos e familiares para um chope, jantar ou
churrasco e pague. Tudo será festa.
1.3. Anote os horários de estudo
Anote todos os minutos que estudar por área. Para isso, deixe um relógio digital na
sua frente (tem que ser digital, porque o tic-tac nos desvia do estudo), e um
bloquinho de papel do lado.
Quando começar a estudar a Leis e Diretrizes de Base da Educação (LDB), por
exemplo, às 18:03, escreva no bloquinho de papel o horário. Se for ao banheiro,
desconte os minutos e assim por diante. Ao final do dia, passe para um
calendário quanto estudou de cada área e o total de estudo no dia.
Você assim vai ter controle do seu estudo diário e não vai se iludir com ele. Você
vai ver que ficar em casa por conta do estudo de 8 horas às 23 horas não quer
dizer que você estudou 15 horas no dia. Você estudará, num excelente dia,
umas 9 horas no máximo, isso raramente. Com esse método, você saberá o
quanto perde de tempo ao telefone, vendo televisão, no computador,
enrolando, etc. Desse modo, as horas anotadas serão horas reais de estudo,
que te trarão mais cobrança com seus horários e um aumento no número de
horas estudadas. Você vai notar que pode ficar uma semana inteira
“estudando”, aparentemente igual todo dia, e o tempo real de estudo variar de
3 a 9 horas no dia, sem que você tenha notado muita diferença de um dia para
o outro.
1.3. Anote os horários de estudo
Você só vai perceber e corrigir isso se anotar tudo. Você vai identificar os motivos
de um dia não ter rendido tanto, e saberá retirar aquilo que te prejudicou no
outro dia.
1.4. Não espere para estudar
Não espere as horas “cheias” para começar a estudar.
Culturalmente, o brasileiro sempre espera para começar
algo em horas “cheias”. Exemplo: vamos sair as 9 horas,
tenho que pegar o ônibus as 14 horas. Não faça isso. Assim
que puder, sente para estudar, pois ganhará mais horas de
estudo se fizer isso. Pare também com uma bobagem
antiga que dizia que tinha de esperar uma ou duas horas
para voltar aos estudos, após uma refeição. Isso é pura
bobagem. Coma devagar, relaxe, e logo que puder volte com
tudo. Não tem essa de enjoo, dor de cabeça, colapso,
convulsão, etc.
E lembre-se sempre de uma coisa muito importante: o que
fará você passar em um concurso é muita HBC, mas muita
mesmo. (HBC = Horas-Bunda-Cadeira).
1.5. Use o estudo de ciclos
Para o concurso de PEB II de São Paulo utilize para o estudo a
metodologia do estudo de ciclos desenvolvido pela
neurociência. O estudo do ciclo consiste em dividir as horas e ás
áreas de estudo em ciclos. Por exemplo: para esse concurso
divida seu estudo em uma tabela, em ciclos de 10 horas, em 2
fases de 5 horas, variando o tempo de cada área de acordo com
seu grau de conhecimento e da importância delas. Divida essas
10 horas nas 2 fases, tentando alternar assunto mais decoreba
com de raciocínio e principalmente, não estude direto mais do
que 2 horas e meia para cada assunto, porque seu rendimento
será bem menor. A ideia é variar bastante os assuntos. Veja o
exemplo a seguir, de um ciclo de estudo para o concurso:
1.5. Use o estudo de ciclos
1 Hora 1 Hora 1 Hora 1 Hora 1 Hora
Segunda Livros e Artigos Livros e Artigos Matemática Matemática Legislação
Terça Conhecimentos
Gerais (História
de Guaíra)
Conhecimentos
Gerais (Lei
Orgânica)
Língua
Portuguesa
Língua
Portuguesa
Concursos da
Alpha
1.6. Estude em voz alta
Quando for estudar sempre opte por estudar em voz
alta. Além de atrair mais sua atenção, a leitura em
voz alta ajuda a decorar itens e conceitos
necessários para um bom desempenho no
concurso.
1.7. A técnica da assimilação.
Para decorar algo mais facilmente sempre use a
técnica da assimilação.
Exemplo:
1.8. Faça exames
Esta é a grande dica: faça exames. Os cursos que mais
aprovam são os que levam seus alunos a treinarem para
fazer provas e os candidatos que passam são os que
treinaram para fazer provas.
Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas
reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que
treine fazer provas e questões e que se inscreva em
concursos para a área que deseja. Para os simulados,
recomendo a você resolver questões e provas da matéria
que estudou, como forma de fixar o conteúdo, e
periodicamente faça um concurso simulado, reprisando o
tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e,
claro, utilizando provas de concursos anteriores. Outra dica
boa é fazer os simulados filantrópicos cada vez mais
comuns nos cursos preparatórios.
1.9. Faça exercícios
Não importa se você estuda lendo, fazendo
tabela, resumo, desenho, organograma, o
importante é resolver muitos exercícios.
Resolver, e não ficar lendo a pergunta e a
resposta certa. Fazendo isso você passa a
entender o raciocínio das perguntas e o que a
banca costuma avaliar de cada assunto. A
formulação muda, mas o conteúdo é
semelhante. Além disso, você ainda percebe as
suas próprias dúvidas e as corrige.
1.10. Saiba quais são as características da
instituição que fará o exame
É essencial que você saiba qual é a instituição
organizadora do exame, pois cada uma delas
possuem características peculiares na
formulação de questões. Saiba quais são
elas. Busque, pesquise na internet.
2. Preparação Para o Dia do Concurso
2.1. O local da prova
Se o concurso for realizado em uma
grande cidade ou em uma cidade que o
candidato não conheça, é
importantíssimo que no dia anterior o
candidato vá ao local do concurso e
escolha a melhor maneira de se
locomover no dia seguinte. Com isso,
estará evitando possíveis surpresas no
trajeto.
2.2. A noite anterior
Na véspera de um concurso, o candidato
jamais deve mudar sua rotina. Se está
acostumado a dormir tarde ele deve fazer o
mesmo na noite que antecede o concurso,
assim, nada de ir dormir cedo. Se insistir em
ir dormir cedo, o candidato irá quebrar a
sua rotina diária e o máximo que vai
conseguir são olheiras e uma noite mal
dormida. Portanto, jamais quebre a rotina
na noite anterior ao concurso.
2.3. Eu levarei...
Para o dia do concurso é essencial que o candidato
leve:
1 Lápis Preto nº. 02 apontado.
2 Canetas Esferográficas Pretas Pré-Testadas.
Carteira de Identidade ou outro documento com
foto.
1 Caneta Marca-Texto se permitido.
1 Folha de Alternativas de Respostas.
1 Água, Água de Coco ou Gatorade.
1 Barra de Chocolate.
2.4. O horário da prova
Chegue com uma antecedência de 45 minutos
antes do início do horário da prova. Se você
chegar atrasado para a prova, já começará o
certame em desvantagem dos outros
candidatos, pois estará cansado ou nervoso.
Não chegue muito adiantado também, pois
isso o deixará mais ansioso. O que vale é
fazer de tudo para que não perca o
equilíbrio nesse momento.
2.5. Devo estudar até quando?
Você deve estudar até quando você achar que
deve e que isso não o deixará ansioso. Dessa
maneira, existem candidatos que preferem
estudar até momentos antes do início do
concurso e outros que param de estudar no
dia anterior. Nesse caso, faça o que for
melhor para você.
3. A Prova
3.1. O lugar na sala
Segundo minha própria experiência em provas e
concursos, se existir a possibilidade de escolha de
carteiras para realizar a prova, ou seja, quando
elas não vem determinadas com seu nome,
existem lugares que irão te ajudar e prejudicar.
Observe a imagem e responda qual seria o melhor
lugar para se sentar?
3.1. O lugar na sala
3.2. Responda sempre o que eles
querem saber
Evite vaidades ou "invenções". Muitos querem
responder o que preferem e do jeito que preferem.
Em provas e concursos temos que atentar para a
simplicidade e para o modo de entender
dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese
e opinião inovadora, devemos guardá-la para a
ocasião própria, que certamente não é a do
concurso. Assim, se quiser defender sua tese ou
seu ponto de vista sobre um determinado assunto,
escreva um livro.
3.3. Teoria do Consumidor
Lembre-se que todo professor, quando aplica
uma prova é, na prática, um examinador. A
grande maioria dos examinadores aceita que o
candidato tenha uma opinião divergente da
sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um
tanto mais inflexíveis, casos em que será
exigido do candidato uma dose de fluidez,
docilidade, suavidade e brandura. Junte-se a
isso o ensino daqueles que sabem atender ao
consumidor: o importante é satisfazer o cliente,
o cliente tem sempre razão, o atendimento é
tão importante quanto o produto.
3.4. Seja humilde
Tenha sempre humildade intelectual.
Não queira parecer mais inteligente
que o examinador ou criticá-lo. Não se
considere infalível e sempre preste
atenção mesmo a questões fáceis ou
aparentemente simples.
3.5. Escreva de forma legível
Se o examinador não consegue decifrar sua
caligrafia, isso irá prejudicar a quem? Quem
tem o maior interesse em ser lido e
entendido? Será que todos os examinadores,
profissionais ocupados e atarefados, diante
de centenas ou de milhares de provas para
corrigir, terão tempo e compreensão diante
de uma letra ilegível? Na hora da prova faça
letra legível, de preferência redondinha (ou,
no mínimo, em caixa alta).
3.6. Faça sempre a parte dissertativa
primeiro
Em um concurso com a parte objetiva e
dissertativa (escrita) no mesmo dia, opte
por fazer a parte dissertativa primeiro, pois
caso o tempo fique apertado, não existe a
possibilidade de você ter sua prova anulada
por não ter terminado uma redação por
exemplo.
3.7. Faça sempre a parte que você mais
sabe
Em um concurso sempre comece pela parte
que você mais conhece. Nunca faça primeiro
a área que você não tem tanta familiaridade.
Iniciando a prova pela parte mais fácil, faz
com que sua ato-estima aumente e seu
nervosismo, agitação e ansiedade
diminuam.
4. Técnicas de Chute
4.1. Os distratores
Distratores são as alternativas erradas de uma
questão, elaboradas pelos examinadores
para como o próprio nome diz “distrair ou
confundir” os candidatos. Os distratores
feitos corretamente atraem somente os
candidatos mal preparados para a prova e
quase são imperceptíveis. Contudo, em sua
maioria, os distratores são mal elaborados e
é devido a isso, que são feitas diversas
técnicas de análise e “chute”.
4.2. Fique atento as respostas
Lembre-se, em um concurso feito por uma
grande instituição, os números de respostas
corretas das alternativas são mais ou menos
iguais, ou seja, se ao final da prova você tiver
marcado muitas alternativas “D” por
exemplo, reveja algumas delas. Para isso,
leve com você uma folha de alternativas de
respostas como essa abaixo:
4.2. Fique atento as respostas
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
A
B
C
D
E
4.3. Inclusivas e exclusivas
Em uma questão, assinale com uma caneta marca-
texto (se permitida no concurso) ou de outra
forma palavras como: “não”, “exceto”, “errada”, etc,
que aparecerem no enunciado. Na 1ª vez que
fazemos a questão ainda estamos antenados nisso,
mas se formos tentar resolver a questão depois,
nossa tendência é não ler mais o enunciado, e
passar por cima disso e marcar uma alternativa
que esteja correta, em vez de uma errada. Essas
palavras são chamadas de inclusivas ou exclusivas.
Observe o exemplo:
4.3. Inclusivas e exclusivas
Pergunta: Matar é crime?
Matar geralmente é crime, salvo raras exceções previstas em lei.
As palavras geralmente usadas como inclusivas para tornar o
item verdadeiro são: em geral é; fundamentalmente é;
predominantemente é; normalmente é; em regra é
Já quando eles querem se assegurar que o item seja falso,
inserem palavras exclusivas, que não admitem exceções como:
nunca é; sempre é; obrigatoriamente é; não é.
4.3. Inclusivas e exclusivas
QUESTÃO 06 DO ENEM 2007
A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária.
NEM SEMPRE É O CRIMINOSO
QUEM VAI PARAR ATRÁS DAS GRADES
Com Ciência Ambiental, n.o 10, abr./2007.
Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte afirmativa:
(A) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma ameaça para a biodiversidade
nacional.
(B) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a preservação dessa espécie animal.
(C) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a preservação dessa espécie.
(D) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre brasileira.
(E) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garante-lhes a
sobrevivência.
4.4. O tamanho das alternativas
Geralmente em um concurso as alternativas
corretas são as maiores, pois elas precisam de
uma redação mais bem elaborada, assim, uma
pequena falsidade invalida um item. Para
formular um item correto, os examinadores
têm que colocar todo o conceito, pois muitas
vezes uma pequena omissão acaba por ter a
questão anulada por alunos mais atentos.
Assim, os itens corretos geralmente são
maiores que os errados. Veja o exemplo a
seguir:
4.4. O tamanho das alternativas
Segundo Antônio Zabela, os conteúdos de aprendizagem;
(A) são todos os conhecimentos definidos como válidos à formação integral do
indivíduo, ou seja: noções; ideias; conceitos; princípios; teoremas, e as definições
consideradas modelares pelos especialistas de cada área do conhecimento.
(B) são todos os conhecimentos científicos escolhidos para serem os saberes escolares
necessários à formação geral do educando, de acordo com a proposta elaborada
pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs.
(C) não podem deixar de se basear nos conhecimentos científicos, porque são estes
conteúdos que constituem a base da verdadeira formação que o educando precisa
para a vida adulta produtiva e porque transmiti-los é a função da escola.
(D) são todos aqueles que devemos aprender, mas em relação fundamentalmente aos
conhecimentos das matérias ou disciplinas tradicionais que a escola apresenta aos
educandos como necessários à formação básica e propedêutica.
(E) não se reduzem unicamente às contribuições das disciplinas ou matérias
tradicionais; portanto, também serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles
que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras, afetivas, de relação
interpessoal e de inserção social.
4.5. Exclusão
Esta é a técnica mais importante, que deve ser usadas
em no maior número de questões possíveis nas
provas de múltiplas escolhas. Quando é pedido para
"selecionar a correta", mude a frase para: "selecionar
a mais correta, eliminando as absurdas". Veja o
exemplo a seguir:
4.5. Exclusão
Exemplo: Questão 18 (Enem 2007)
Abolição da escravatura:
Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale
a opção correta.
(A) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas
do país.
(B) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das
crianças nascidas em cativeiro.
(C) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos
cativos mais velhos.
(D) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a
escravidão no Brasil.
(E) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis
anti-escravidão no Brasil.
4.6. A batata podre
Para tornar um item falso, geralmente o
examinador copia um trecho e coloca
uma parte falsa, normalmente ao final da frase.
É como uma batata podre, estraga
todo o saco, muitas vezes sem ser percebida.
4.7. Casca de banana
Como é a primeira opção, o examinador tende a
colocar a resposta certa em outras
alternativas, para não apresentá-la logo de
cara. Na letra “A”, a banca gosta de colocar as
respostas “cascas de banana”. Então, quando
não souber a resposta e for chutar, e as
técnicas mais confiáveis não funcionarem,
você pode evitar a letra “A”.
4.7. Casca de banana
Exemplo: Questão 29 (Enem 2007)
Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% da população brasileira poderiam ser considerados
dependentes de álcool. Esse índice, dividido por gênero, apontava que 17,1% da população
masculina e 5,7% da população feminina eram consumidores da bebida. Quando analisada a
distribuição etária desse consumo, outro choque: a pesquisa evidenciou que 41,2% de
estudantes da educação básica da rede pública brasileira já haviam feito uso de álcool.
Dados atuais apontam que a porcentagem de dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se
que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar de problemas relacionados ao alcoolismo,
desde o tratamento de pacientes até a perda da produtividade no trabalho. A indústria do
álcool no Brasil, que produz do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% do PIB.
(Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n.º 4, dez./2006 e Internet: (com adaptações)).
A partir dos dados acima, conclui-se que
(A) o país, para tratar pessoas com problemas provocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que
movimenta para produzir bebida alcoólica.
(B) o aumento do número de brasileiros dependentes de álcool acarreta decréscimo no
percentual do PIB gasto no tratamento dessas pessoas.
(C) o elevado percentual de estudantes que já consumiram bebida alcoólica é indicativo de que o
consumo do álcool é problema que deve ser enfrentado pela sociedade.
(D) as mulheres representam metade da população brasileira dependente de álcool.
(E) o aumento na porcentagem de brasileiros dependentes de álcool deveu-se, basicamente, ao
crescimento da indústria do álcool.
4.7. Casca de banana
Exemplo: Questão 29 (Enem 2007)
Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% da população brasileira poderiam ser considerados
dependentes de álcool. Esse índice, dividido por gênero, apontava que 17,1% da população
masculina e 5,7% da população feminina eram consumidores da bebida. Quando analisada a
distribuição etária desse consumo, outro choque: a pesquisa evidenciou que 41,2% de
estudantes da educação básica da rede pública brasileira já haviam feito uso de álcool.
Dados atuais apontam que a porcentagem de dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se
que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar de problemas relacionados ao alcoolismo,
desde o tratamento de pacientes até a perda da produtividade no trabalho. A indústria do
álcool no Brasil, que produz do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% do PIB.
(Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n.º 4, dez./2006 e Internet: (com adaptações)).
A partir dos dados acima, conclui-se que
(A) o país, para tratar pessoas com problemas provocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que
movimenta para produzir bebida alcoólica.
(B) o aumento do número de brasileiros dependentes de álcool acarreta decréscimo no
percentual do PIB gasto no tratamento dessas pessoas.
(C) o elevado percentual de estudantes que já consumiram bebida alcoólica é indicativo de que o
consumo do álcool é problema que deve ser enfrentado pela sociedade.
(D) as mulheres representam metade da população brasileira dependente de álcool.
(E) o aumento na porcentagem de brasileiros dependentes de álcool deveu-se, basicamente, ao
crescimento da indústria do álcool.
A tendência é que no rol de respostas, um elemento
correto esteja repetido várias vezes. A intenção do
examinador é não facilitar a vida do candidato.
Assim, como o trabalho da banca é selecionar
quem sabe o certo, a tendência é que repita
mais vezes a resposta certa, pois senão estará
facilitando muito o candidato. As respostas que
mais se repetem têm maior chance de ser as
corretas.
4.8. Elementos Repetidos
(UFSE) Durante o chamado Período Pré-colonizador, a
ocupação portuguesa, a atividade econômica básica e a
mão de obra nela empregada ficaram caracterizadas,
respectivamente pelas:
a) feitorias, exploração do pau-brasil e a mão de obra
indígena;
b) capitanias hereditárias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo
índio sob regime de escravidão;
c) feitorias, exploração do pau-brasil e mão de obra escrava;
d) capitanias hereditárias, exploração do pau-brasil e mão de
obra indígena submetida à orientação dos jesuítas;
e) feitorias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo indígena
pacificado.
4.8. Elementos Repetidos
Em diversas questões você encontra duas
alternativas contraditórias. Quando fizer
uma questão que apresente isso, elimine
logo todas as outras três. Sua chance passa
agora para 50% de acerto.
4.9. Elementos Contraditórios
Várias instituições realizadoras de concursos
públicos, possuem o hábito de inserirem
excertos, trechos de obras e livros. São dois
os motivos para isso: ajudar ou atrapalhar o
candidato. Sendo assim, leia o trecho só
quando necessário ou quando o enunciado
da questão assim pedir. Veja o exemplo
abaixo:
4.10. Leia trechos só quando necessário
“Jean de Léry, em seu livro Viagem à terra do Brasil, fala do estranhamento que os tupinambás tinham com
relação ao interesse dos europeus pelo pau-brasil: “Uma vez um velho perguntou me: Por que vindes
vós outros, mairs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não
tendes madeira em vossa terra? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não
a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir (...). Retrucou o velho
imediatamente: e porventura precisais de muito? – Sim, respondi- lhe, pois no nosso país existem
negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis
imaginar, e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.”
In: LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, São Paulo, Ed. USP, 1980, p. 168-9.
Com base no seu conhecimento da história das primeiras décadas da colonização do Brasil, coloque V, se
for verdadeiro ou F se for falso:
( ) Alguns Estados europeus não reconheciam o direito de Portugal sobre a “nova terra” e, dessa forma,
empreendiam incursões a fim de disputar a posse das riquezas naturais nela existentes.
( ) O pau-brasil, árvore então encontrada em abundância na Floresta Atlântica, era o principal produto
brasileiro comercializado na Europa, onde o utilizavam como matéria-prima nas manufaturas têxteis.
( ) Na exploração econômica do pau-brasil, o escambo representou a principal forma de relações
comerciais entre europeus e indígenas da América Portuguesa.
( ) A exploração do pau-brasil só se tornou economicamente rentável para os portugueses com a
introdução da mão de obra escrava africana.
( ) Tanto franceses como portugueses aproveitavam-se das desavenças entre grupos tribais para a
obtenção de homens para o trabalho e para a guerra.
( ) A presença de Jean de Léry em solo brasileiro está associada ao episódio da criação da França Austral,
momento em que aquela potência expandiu os seus domínios até o extremo sul do continente
americano.
4.10. Leia trechos só quando necessário
5. Depois da Prova
5.1 Recursos
Após a prova fique atento aos prazos para interposição dos
recursos para anulações de questões.

Dicas para concursos e vestibulares

  • 1.
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  • 4.
    1.1. Escolha umlocal adequado para o estudo O local mais adequado para o estudo é o mais silencioso possível, sem música e sem telefone. Não estude com o livro deitado em cima da mesa, pois você vai render muito menos quando as dores vierem e muito menos estude deitado no sofá ou na cama. Se sua casa for barulhenta, vá estudar na Casa de Cultura ou procure alguma biblioteca. Sente isolado, virado para o canto, para se distrair menos com as pessoas. Deixe um copo d´água ao lado da mesa e vá bebendo. Beba muita água para de reidratar. E não se esqueça de colocar uma foto de uma casa ou de uma Pajero na sua frente e isso te motivará a estudar.
  • 5.
    1.2. Esqueça olazer Lazer, quase nenhum. Um filme a cada duas semanas e olhe lá. Depois da prova você vai ter tempo demais para isso e com melhor qualidade se passar. Álcool nem pensar, prejudica seu estudo no dia seguinte. Você não tem que ser social após um edital. Não tem que ir para tudo que é casamento, formatura ou festa. Só quando for extremamente primordial, fique só o tempo necessário, e beba muito pouco, ou nada. Depois que você passar no concurso, chame seus amigos e familiares para um chope, jantar ou churrasco e pague. Tudo será festa.
  • 6.
    1.3. Anote oshorários de estudo Anote todos os minutos que estudar por área. Para isso, deixe um relógio digital na sua frente (tem que ser digital, porque o tic-tac nos desvia do estudo), e um bloquinho de papel do lado. Quando começar a estudar a Leis e Diretrizes de Base da Educação (LDB), por exemplo, às 18:03, escreva no bloquinho de papel o horário. Se for ao banheiro, desconte os minutos e assim por diante. Ao final do dia, passe para um calendário quanto estudou de cada área e o total de estudo no dia. Você assim vai ter controle do seu estudo diário e não vai se iludir com ele. Você vai ver que ficar em casa por conta do estudo de 8 horas às 23 horas não quer dizer que você estudou 15 horas no dia. Você estudará, num excelente dia, umas 9 horas no máximo, isso raramente. Com esse método, você saberá o quanto perde de tempo ao telefone, vendo televisão, no computador, enrolando, etc. Desse modo, as horas anotadas serão horas reais de estudo, que te trarão mais cobrança com seus horários e um aumento no número de horas estudadas. Você vai notar que pode ficar uma semana inteira “estudando”, aparentemente igual todo dia, e o tempo real de estudo variar de 3 a 9 horas no dia, sem que você tenha notado muita diferença de um dia para o outro.
  • 7.
    1.3. Anote oshorários de estudo Você só vai perceber e corrigir isso se anotar tudo. Você vai identificar os motivos de um dia não ter rendido tanto, e saberá retirar aquilo que te prejudicou no outro dia.
  • 8.
    1.4. Não esperepara estudar Não espere as horas “cheias” para começar a estudar. Culturalmente, o brasileiro sempre espera para começar algo em horas “cheias”. Exemplo: vamos sair as 9 horas, tenho que pegar o ônibus as 14 horas. Não faça isso. Assim que puder, sente para estudar, pois ganhará mais horas de estudo se fizer isso. Pare também com uma bobagem antiga que dizia que tinha de esperar uma ou duas horas para voltar aos estudos, após uma refeição. Isso é pura bobagem. Coma devagar, relaxe, e logo que puder volte com tudo. Não tem essa de enjoo, dor de cabeça, colapso, convulsão, etc. E lembre-se sempre de uma coisa muito importante: o que fará você passar em um concurso é muita HBC, mas muita mesmo. (HBC = Horas-Bunda-Cadeira).
  • 9.
    1.5. Use oestudo de ciclos Para o concurso de PEB II de São Paulo utilize para o estudo a metodologia do estudo de ciclos desenvolvido pela neurociência. O estudo do ciclo consiste em dividir as horas e ás áreas de estudo em ciclos. Por exemplo: para esse concurso divida seu estudo em uma tabela, em ciclos de 10 horas, em 2 fases de 5 horas, variando o tempo de cada área de acordo com seu grau de conhecimento e da importância delas. Divida essas 10 horas nas 2 fases, tentando alternar assunto mais decoreba com de raciocínio e principalmente, não estude direto mais do que 2 horas e meia para cada assunto, porque seu rendimento será bem menor. A ideia é variar bastante os assuntos. Veja o exemplo a seguir, de um ciclo de estudo para o concurso:
  • 10.
    1.5. Use oestudo de ciclos 1 Hora 1 Hora 1 Hora 1 Hora 1 Hora Segunda Livros e Artigos Livros e Artigos Matemática Matemática Legislação Terça Conhecimentos Gerais (História de Guaíra) Conhecimentos Gerais (Lei Orgânica) Língua Portuguesa Língua Portuguesa Concursos da Alpha
  • 11.
    1.6. Estude emvoz alta Quando for estudar sempre opte por estudar em voz alta. Além de atrair mais sua atenção, a leitura em voz alta ajuda a decorar itens e conceitos necessários para um bom desempenho no concurso.
  • 12.
    1.7. A técnicada assimilação. Para decorar algo mais facilmente sempre use a técnica da assimilação. Exemplo:
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    1.8. Faça exames Estaé a grande dica: faça exames. Os cursos que mais aprovam são os que levam seus alunos a treinarem para fazer provas e os candidatos que passam são os que treinaram para fazer provas. Para fazer provas, existem duas maneiras: simulados e provas reais. O ideal é que o candidato faça as duas, ou seja, que treine fazer provas e questões e que se inscreva em concursos para a área que deseja. Para os simulados, recomendo a você resolver questões e provas da matéria que estudou, como forma de fixar o conteúdo, e periodicamente faça um concurso simulado, reprisando o tempo real da prova, o uso apenas do material permitido e, claro, utilizando provas de concursos anteriores. Outra dica boa é fazer os simulados filantrópicos cada vez mais comuns nos cursos preparatórios.
  • 14.
    1.9. Faça exercícios Nãoimporta se você estuda lendo, fazendo tabela, resumo, desenho, organograma, o importante é resolver muitos exercícios. Resolver, e não ficar lendo a pergunta e a resposta certa. Fazendo isso você passa a entender o raciocínio das perguntas e o que a banca costuma avaliar de cada assunto. A formulação muda, mas o conteúdo é semelhante. Além disso, você ainda percebe as suas próprias dúvidas e as corrige.
  • 15.
    1.10. Saiba quaissão as características da instituição que fará o exame É essencial que você saiba qual é a instituição organizadora do exame, pois cada uma delas possuem características peculiares na formulação de questões. Saiba quais são elas. Busque, pesquise na internet.
  • 16.
    2. Preparação Parao Dia do Concurso
  • 17.
    2.1. O localda prova Se o concurso for realizado em uma grande cidade ou em uma cidade que o candidato não conheça, é importantíssimo que no dia anterior o candidato vá ao local do concurso e escolha a melhor maneira de se locomover no dia seguinte. Com isso, estará evitando possíveis surpresas no trajeto.
  • 18.
    2.2. A noiteanterior Na véspera de um concurso, o candidato jamais deve mudar sua rotina. Se está acostumado a dormir tarde ele deve fazer o mesmo na noite que antecede o concurso, assim, nada de ir dormir cedo. Se insistir em ir dormir cedo, o candidato irá quebrar a sua rotina diária e o máximo que vai conseguir são olheiras e uma noite mal dormida. Portanto, jamais quebre a rotina na noite anterior ao concurso.
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    2.3. Eu levarei... Parao dia do concurso é essencial que o candidato leve: 1 Lápis Preto nº. 02 apontado. 2 Canetas Esferográficas Pretas Pré-Testadas. Carteira de Identidade ou outro documento com foto. 1 Caneta Marca-Texto se permitido. 1 Folha de Alternativas de Respostas. 1 Água, Água de Coco ou Gatorade. 1 Barra de Chocolate.
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    2.4. O horárioda prova Chegue com uma antecedência de 45 minutos antes do início do horário da prova. Se você chegar atrasado para a prova, já começará o certame em desvantagem dos outros candidatos, pois estará cansado ou nervoso. Não chegue muito adiantado também, pois isso o deixará mais ansioso. O que vale é fazer de tudo para que não perca o equilíbrio nesse momento.
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    2.5. Devo estudaraté quando? Você deve estudar até quando você achar que deve e que isso não o deixará ansioso. Dessa maneira, existem candidatos que preferem estudar até momentos antes do início do concurso e outros que param de estudar no dia anterior. Nesse caso, faça o que for melhor para você.
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    3.1. O lugarna sala Segundo minha própria experiência em provas e concursos, se existir a possibilidade de escolha de carteiras para realizar a prova, ou seja, quando elas não vem determinadas com seu nome, existem lugares que irão te ajudar e prejudicar. Observe a imagem e responda qual seria o melhor lugar para se sentar?
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    3.1. O lugarna sala
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    3.2. Responda sempreo que eles querem saber Evite vaidades ou "invenções". Muitos querem responder o que preferem e do jeito que preferem. Em provas e concursos temos que atentar para a simplicidade e para o modo de entender dominante e/ou do examinador. Aquela nossa tese e opinião inovadora, devemos guardá-la para a ocasião própria, que certamente não é a do concurso. Assim, se quiser defender sua tese ou seu ponto de vista sobre um determinado assunto, escreva um livro.
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    3.3. Teoria doConsumidor Lembre-se que todo professor, quando aplica uma prova é, na prática, um examinador. A grande maioria dos examinadores aceita que o candidato tenha uma opinião divergente da sua. Há, contudo, alguns mestres e bancas um tanto mais inflexíveis, casos em que será exigido do candidato uma dose de fluidez, docilidade, suavidade e brandura. Junte-se a isso o ensino daqueles que sabem atender ao consumidor: o importante é satisfazer o cliente, o cliente tem sempre razão, o atendimento é tão importante quanto o produto.
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    3.4. Seja humilde Tenhasempre humildade intelectual. Não queira parecer mais inteligente que o examinador ou criticá-lo. Não se considere infalível e sempre preste atenção mesmo a questões fáceis ou aparentemente simples.
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    3.5. Escreva deforma legível Se o examinador não consegue decifrar sua caligrafia, isso irá prejudicar a quem? Quem tem o maior interesse em ser lido e entendido? Será que todos os examinadores, profissionais ocupados e atarefados, diante de centenas ou de milhares de provas para corrigir, terão tempo e compreensão diante de uma letra ilegível? Na hora da prova faça letra legível, de preferência redondinha (ou, no mínimo, em caixa alta).
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    3.6. Faça semprea parte dissertativa primeiro Em um concurso com a parte objetiva e dissertativa (escrita) no mesmo dia, opte por fazer a parte dissertativa primeiro, pois caso o tempo fique apertado, não existe a possibilidade de você ter sua prova anulada por não ter terminado uma redação por exemplo.
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    3.7. Faça semprea parte que você mais sabe Em um concurso sempre comece pela parte que você mais conhece. Nunca faça primeiro a área que você não tem tanta familiaridade. Iniciando a prova pela parte mais fácil, faz com que sua ato-estima aumente e seu nervosismo, agitação e ansiedade diminuam.
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    4.1. Os distratores Distratoressão as alternativas erradas de uma questão, elaboradas pelos examinadores para como o próprio nome diz “distrair ou confundir” os candidatos. Os distratores feitos corretamente atraem somente os candidatos mal preparados para a prova e quase são imperceptíveis. Contudo, em sua maioria, os distratores são mal elaborados e é devido a isso, que são feitas diversas técnicas de análise e “chute”.
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    4.2. Fique atentoas respostas Lembre-se, em um concurso feito por uma grande instituição, os números de respostas corretas das alternativas são mais ou menos iguais, ou seja, se ao final da prova você tiver marcado muitas alternativas “D” por exemplo, reveja algumas delas. Para isso, leve com você uma folha de alternativas de respostas como essa abaixo:
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    4.2. Fique atentoas respostas 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 A B C D E
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    4.3. Inclusivas eexclusivas Em uma questão, assinale com uma caneta marca- texto (se permitida no concurso) ou de outra forma palavras como: “não”, “exceto”, “errada”, etc, que aparecerem no enunciado. Na 1ª vez que fazemos a questão ainda estamos antenados nisso, mas se formos tentar resolver a questão depois, nossa tendência é não ler mais o enunciado, e passar por cima disso e marcar uma alternativa que esteja correta, em vez de uma errada. Essas palavras são chamadas de inclusivas ou exclusivas. Observe o exemplo:
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    4.3. Inclusivas eexclusivas Pergunta: Matar é crime? Matar geralmente é crime, salvo raras exceções previstas em lei. As palavras geralmente usadas como inclusivas para tornar o item verdadeiro são: em geral é; fundamentalmente é; predominantemente é; normalmente é; em regra é Já quando eles querem se assegurar que o item seja falso, inserem palavras exclusivas, que não admitem exceções como: nunca é; sempre é; obrigatoriamente é; não é.
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    4.3. Inclusivas eexclusivas QUESTÃO 06 DO ENEM 2007 A figura abaixo é parte de uma campanha publicitária. NEM SEMPRE É O CRIMINOSO QUEM VAI PARAR ATRÁS DAS GRADES Com Ciência Ambiental, n.o 10, abr./2007. Essa campanha publicitária relaciona-se diretamente com a seguinte afirmativa: (A) O comércio ilícito da fauna silvestre, atividade de grande impacto, é uma ameaça para a biodiversidade nacional. (B) A manutenção do mico-leão-dourado em jaula é a medida que garante a preservação dessa espécie animal. (C) O Brasil, primeiro país a eliminar o tráfico do mico-leão-dourado, garantiu a preservação dessa espécie. (D) O aumento da biodiversidade em outros países depende do comércio ilegal da fauna silvestre brasileira. (E) O tráfico de animais silvestres é benéfico para a preservação das espécies, pois garante-lhes a sobrevivência.
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    4.4. O tamanhodas alternativas Geralmente em um concurso as alternativas corretas são as maiores, pois elas precisam de uma redação mais bem elaborada, assim, uma pequena falsidade invalida um item. Para formular um item correto, os examinadores têm que colocar todo o conceito, pois muitas vezes uma pequena omissão acaba por ter a questão anulada por alunos mais atentos. Assim, os itens corretos geralmente são maiores que os errados. Veja o exemplo a seguir:
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    4.4. O tamanhodas alternativas Segundo Antônio Zabela, os conteúdos de aprendizagem; (A) são todos os conhecimentos definidos como válidos à formação integral do indivíduo, ou seja: noções; ideias; conceitos; princípios; teoremas, e as definições consideradas modelares pelos especialistas de cada área do conhecimento. (B) são todos os conhecimentos científicos escolhidos para serem os saberes escolares necessários à formação geral do educando, de acordo com a proposta elaborada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs. (C) não podem deixar de se basear nos conhecimentos científicos, porque são estes conteúdos que constituem a base da verdadeira formação que o educando precisa para a vida adulta produtiva e porque transmiti-los é a função da escola. (D) são todos aqueles que devemos aprender, mas em relação fundamentalmente aos conhecimentos das matérias ou disciplinas tradicionais que a escola apresenta aos educandos como necessários à formação básica e propedêutica. (E) não se reduzem unicamente às contribuições das disciplinas ou matérias tradicionais; portanto, também serão conteúdos de aprendizagem todos aqueles que possibilitem o desenvolvimento das capacidades motoras, afetivas, de relação interpessoal e de inserção social.
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    4.5. Exclusão Esta éa técnica mais importante, que deve ser usadas em no maior número de questões possíveis nas provas de múltiplas escolhas. Quando é pedido para "selecionar a correta", mude a frase para: "selecionar a mais correta, eliminando as absurdas". Veja o exemplo a seguir:
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    4.5. Exclusão Exemplo: Questão18 (Enem 2007) Abolição da escravatura: Considerando a linha do tempo acima e o processo de abolição da escravatura no Brasil, assinale a opção correta. (A) O processo abolicionista foi rápido porque recebeu a adesão de todas as correntes políticas do país. (B) O primeiro passo para a abolição da escravatura foi a proibição do uso dos serviços das crianças nascidas em cativeiro. (C) Antes que a compra de escravos no exterior fosse proibida, decidiu-se pela libertação dos cativos mais velhos. (D) Assinada pela princesa Isabel, a Lei Áurea concluiu o processo abolicionista, tornando ilegal a escravidão no Brasil. (E) Ao abolir o tráfico negreiro, a Lei Eusébio de Queirós bloqueou a formulação de novas leis anti-escravidão no Brasil.
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    4.6. A batatapodre Para tornar um item falso, geralmente o examinador copia um trecho e coloca uma parte falsa, normalmente ao final da frase. É como uma batata podre, estraga todo o saco, muitas vezes sem ser percebida.
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    4.7. Casca debanana Como é a primeira opção, o examinador tende a colocar a resposta certa em outras alternativas, para não apresentá-la logo de cara. Na letra “A”, a banca gosta de colocar as respostas “cascas de banana”. Então, quando não souber a resposta e for chutar, e as técnicas mais confiáveis não funcionarem, você pode evitar a letra “A”.
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    4.7. Casca debanana Exemplo: Questão 29 (Enem 2007) Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% da população brasileira poderiam ser considerados dependentes de álcool. Esse índice, dividido por gênero, apontava que 17,1% da população masculina e 5,7% da população feminina eram consumidores da bebida. Quando analisada a distribuição etária desse consumo, outro choque: a pesquisa evidenciou que 41,2% de estudantes da educação básica da rede pública brasileira já haviam feito uso de álcool. Dados atuais apontam que a porcentagem de dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar de problemas relacionados ao alcoolismo, desde o tratamento de pacientes até a perda da produtividade no trabalho. A indústria do álcool no Brasil, que produz do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% do PIB. (Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n.º 4, dez./2006 e Internet: (com adaptações)). A partir dos dados acima, conclui-se que (A) o país, para tratar pessoas com problemas provocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que movimenta para produzir bebida alcoólica. (B) o aumento do número de brasileiros dependentes de álcool acarreta decréscimo no percentual do PIB gasto no tratamento dessas pessoas. (C) o elevado percentual de estudantes que já consumiram bebida alcoólica é indicativo de que o consumo do álcool é problema que deve ser enfrentado pela sociedade. (D) as mulheres representam metade da população brasileira dependente de álcool. (E) o aumento na porcentagem de brasileiros dependentes de álcool deveu-se, basicamente, ao crescimento da indústria do álcool.
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    4.7. Casca debanana Exemplo: Questão 29 (Enem 2007) Há cerca de dez anos, estimava-se que 11,2% da população brasileira poderiam ser considerados dependentes de álcool. Esse índice, dividido por gênero, apontava que 17,1% da população masculina e 5,7% da população feminina eram consumidores da bebida. Quando analisada a distribuição etária desse consumo, outro choque: a pesquisa evidenciou que 41,2% de estudantes da educação básica da rede pública brasileira já haviam feito uso de álcool. Dados atuais apontam que a porcentagem de dependentes de álcool subiu para 15%. Estima-se que o país gaste 7,3% do PIB por ano para tratar de problemas relacionados ao alcoolismo, desde o tratamento de pacientes até a perda da produtividade no trabalho. A indústria do álcool no Brasil, que produz do açúcar ao álcool combustível, movimenta 3,5% do PIB. (Revista Brasileira de Psiquiatria, v. 28, n.º 4, dez./2006 e Internet: (com adaptações)). A partir dos dados acima, conclui-se que (A) o país, para tratar pessoas com problemas provocados pelo alcoolismo, gasta o dobro do que movimenta para produzir bebida alcoólica. (B) o aumento do número de brasileiros dependentes de álcool acarreta decréscimo no percentual do PIB gasto no tratamento dessas pessoas. (C) o elevado percentual de estudantes que já consumiram bebida alcoólica é indicativo de que o consumo do álcool é problema que deve ser enfrentado pela sociedade. (D) as mulheres representam metade da população brasileira dependente de álcool. (E) o aumento na porcentagem de brasileiros dependentes de álcool deveu-se, basicamente, ao crescimento da indústria do álcool.
  • 46.
    A tendência éque no rol de respostas, um elemento correto esteja repetido várias vezes. A intenção do examinador é não facilitar a vida do candidato. Assim, como o trabalho da banca é selecionar quem sabe o certo, a tendência é que repita mais vezes a resposta certa, pois senão estará facilitando muito o candidato. As respostas que mais se repetem têm maior chance de ser as corretas. 4.8. Elementos Repetidos
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    (UFSE) Durante ochamado Período Pré-colonizador, a ocupação portuguesa, a atividade econômica básica e a mão de obra nela empregada ficaram caracterizadas, respectivamente pelas: a) feitorias, exploração do pau-brasil e a mão de obra indígena; b) capitanias hereditárias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo índio sob regime de escravidão; c) feitorias, exploração do pau-brasil e mão de obra escrava; d) capitanias hereditárias, exploração do pau-brasil e mão de obra indígena submetida à orientação dos jesuítas; e) feitorias, cultivo da cana-de-açúcar e pelo indígena pacificado. 4.8. Elementos Repetidos
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    Em diversas questõesvocê encontra duas alternativas contraditórias. Quando fizer uma questão que apresente isso, elimine logo todas as outras três. Sua chance passa agora para 50% de acerto. 4.9. Elementos Contraditórios
  • 49.
    Várias instituições realizadorasde concursos públicos, possuem o hábito de inserirem excertos, trechos de obras e livros. São dois os motivos para isso: ajudar ou atrapalhar o candidato. Sendo assim, leia o trecho só quando necessário ou quando o enunciado da questão assim pedir. Veja o exemplo abaixo: 4.10. Leia trechos só quando necessário
  • 50.
    “Jean de Léry,em seu livro Viagem à terra do Brasil, fala do estranhamento que os tupinambás tinham com relação ao interesse dos europeus pelo pau-brasil: “Uma vez um velho perguntou me: Por que vindes vós outros, mairs e perôs (franceses e portugueses) buscar lenha de tão longe para vos aquecer? Não tendes madeira em vossa terra? Respondi que tínhamos muita mas não daquela qualidade, e que não a queimávamos, como ele o supunha, mas dela extraíamos tinta para tingir (...). Retrucou o velho imediatamente: e porventura precisais de muito? – Sim, respondi- lhe, pois no nosso país existem negociantes que possuem mais panos, facas, tesouras, espelhos e outras mercadorias do que podeis imaginar, e um só deles compra todo o pau-brasil com que muitos navios voltam carregados.” In: LÉRY, Jean de. Viagem à terra do Brasil. Belo Horizonte, Ed. Itatiaia, São Paulo, Ed. USP, 1980, p. 168-9. Com base no seu conhecimento da história das primeiras décadas da colonização do Brasil, coloque V, se for verdadeiro ou F se for falso: ( ) Alguns Estados europeus não reconheciam o direito de Portugal sobre a “nova terra” e, dessa forma, empreendiam incursões a fim de disputar a posse das riquezas naturais nela existentes. ( ) O pau-brasil, árvore então encontrada em abundância na Floresta Atlântica, era o principal produto brasileiro comercializado na Europa, onde o utilizavam como matéria-prima nas manufaturas têxteis. ( ) Na exploração econômica do pau-brasil, o escambo representou a principal forma de relações comerciais entre europeus e indígenas da América Portuguesa. ( ) A exploração do pau-brasil só se tornou economicamente rentável para os portugueses com a introdução da mão de obra escrava africana. ( ) Tanto franceses como portugueses aproveitavam-se das desavenças entre grupos tribais para a obtenção de homens para o trabalho e para a guerra. ( ) A presença de Jean de Léry em solo brasileiro está associada ao episódio da criação da França Austral, momento em que aquela potência expandiu os seus domínios até o extremo sul do continente americano. 4.10. Leia trechos só quando necessário
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    5.1 Recursos Após aprova fique atento aos prazos para interposição dos recursos para anulações de questões.