UNIVERSIDADE FEDERAL DO NORTE DO TOCANTINS – UFNT
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTEGRADO EM ZOOTECNIA NOS TRÓPICOS
- PPGIZT
Determinação de Proteina Bruta
Dra. Luiza de Nazaré Carneiro da Silva
Araguaína, 2024
Proteínas e aminoácidos
Proteínas e aminoácidos
Proteínas e aminoácidos
Compostos nitrogenados presentes nos alimentos
Proteina
Aminoácidos
Aminas
Amidas
Amônia
Ureia
Nitrato
Nitrito
Bases
nitrogenadas
Lecitinas
Peptídeos
Teor de N nas proteínas
16g de N para cada 100g de
proteina
Determinação de N
Determinação de Proteína
Se o método de Kjedahl
determina N
Se o teor de N nas proteínas é
razoavelmente constante
O teor de proteína pode
ser estimado com base no
teor de N
Fator de conversão
PB contém em média 16% de N
100 g de Proteína --------------------- 16 g de N
X g de Proteína ------------------------ 1 g de N
100 x 1
16
= 6,25
X = Fator de conversão
Proteína Bruta
O termo Proteína Bruta (PB) envolve um
grupo de substâncias com estruturas
semelhantes, porém com funções
fisiológicas muito diferentes
PB: NNP + PV
Método de Kjedahl
1. Digestão da amostra em ácido sulfúrico, que resulta em
transformação do N em amônia (NH3);
2. Destilação da amônia em uma solução receptora;
3. Quantificação da amônia por Titulação com uma solução
padrão.
1. Digestão
Digestão: Aquecimento com ácido sulfúrico e catalizador
Sulfato de sódio ou potássio + Sulfato de cobre
Aumentar o ponto de
ebulição
Aumentar o poder de oxidação do
meio
H2SO4
Matéria orgânica
(NH4)2SO4 + CO2 + H2O
(NH4)2SO4 + CO2 + H2O
Matéria
orgânica
H2SO4
N de
diversas
formas
+
Aquecimento
+ Mistura catalítica
1. Digestão
Bastante estável mas
não quantificável
Digestão: Aquecimento com ácido sulfúrico e catalizador
2. Destilação
(NH4)3B3
Destilação: Transformação (NH4)2SO4 em NH3 gasoso e recebido
em meio ácido
(NH4)2SO4 + 2NaOH 2NH3 + Na2SO4 + 2H2O
NH4 + H3BO3
Volátil mais
facilmente
quantificável
Sal borato de
amônio
Ácido bórico
Aquecimento e
condensação
Cor verde, pH
alto.
Cor rosa
violeta
3. Titulação
(NH4)3B3
Titulação: Reversão do pH causada pelo entrada de NH3 na solução
de ácido bórico
Titulação com Ácido
clorídrico (HCl)
Sal borato de
amônio
Adição de HCl até
retorno da cor rosa
inicial
Cor verde, pH
alto.
Mensuração do
N da amostra
pH revestido
ao inicial
OBS: sempre fazer o teste branco
Reagentes para determinação de N
Mistura
Catalítica
Ácido bórico com
indicador de pH
Solução de
padronização do HCl
Mistura catalítica
 Relação 10: 1
 Sulfato de sódio / potássio (10) : Sulfato de cobre (1)
100 g de Na2SO4 ---------------------- 10 g CuSO4
Hidróxido de sódio
- 1 kg de NaOH : 2 L de solução;
- Tomar cuidado: Realizar procedimento em capela de exaustão;
- Adição de água e agitação aos poucos;
- Armazenar em recipiente de plástico, pois corrói o vidro.
50% do volume
Indicadores do pH
Vermelho de metila
Verde de bromocresol
- 60 ml de álcool etílico + 0,1 g de vermelho de metila
- Agitar até diluir
- Completar 100 ml
- 60 ml de álcool etílico + 0,1 g de verde de bromocresol
- Agitar até diluir
- Completar 100 ml
Ácido bórico
- 20 g de ácido bórico
- 12,5 de solução alcoólica de vermelho de metila
- 6 ml de solução alcoólica de verde de bromocresol
- Adicionar e diluir um por vez em balão com 500 ml
de água destilada
- Depois completar 1 litro
Para 1 L
Solução de HCl a 0,05N
- Adicionar 4,14 ml de HCl P.A. no balão com 500 ml de água
destilada;
- Misturar/diluir e completar para 1 litro.
Solução de padronização do HCl a 0,05N
- Adicionar 2,65 ml de carbonato de sódio Na2CO3 em 1 litro de
água destilada;
- Reservar 25 ml desta solução de padronização e adicionar 5 gotas
de solução alcoólica de verde de bromocresol;
Padronização do HCl a 0,05N
- Reservar 25 ml desta solução de padronização + 5 gotas de solução alcoólica de
verde de bromocresol;
- Titular esta solução de padronização com a solução de HCl a 0,05 até a viragem
de cor para verde;
- Anotar o valor titulado em ml (ex: 25,9 ml);
- Calcular a Normalidade verdadeira e o Fator de correção
Normalidade verdadeira
0,0483
Fator de correção
f =
Nv
Ne
• F: Fator de correção da normalidade
do HCl;
• Nv: Normalidade verdadeira da
solução de HCl;
• Ne: Normalidade esperada da
solução de HCl: 0,05.
f =
0,0483
0,05
f = 0,966
Determinação de N
Tubos de ensaio
limpos secos e
identificados
Pesar 0,3 g da
amostra e colocar
no tubo de ensaio
Adicionar 2 g de
mistura digestora
catalítica
Adicionar 5 ml de
ácido sulfúrico
P.A. concentrado
Determinação de N
Levar ao bloco
digestor dentro da
capela de exaustão
Temperaturas – Tempo
100 °C – 30 min
150 °C – 30 min
200 °C – 30 min
250 °C – 30 min
300 °C – 30 min
350 °C – 30 min
Até esverdeamento da
amostra
Aumentar
temperatura
gradativamente até
400 °C
Determinação de N
Retirar da capela
quando os tubos
esfriarem
Para evitar ou
minimizar o
processo de
cristalização
Adicionar aprox. 10
ml de água destilada
e misturar no vórtex
Determinação de N
Adicionar 10 ml
de ácido bórico no
Erlenmeyer
Adicionar 25 ml de
hidróxido de sódio
Acoplar o tubo
Retirar o
Erlenmeyer até
completar de 100 ml
de volume destilado
Determinação de N
Cuidados:
- Ligar a drenagem de água do
destilador;
- Ligar o aparelho e ajustar a
temperatura;
- Verificar o nível de água da
caldeira (aquecimento);
- Fazer limpeza (tubo com água)
entre amostras diferentes;
- Ao finalizar, realizar limpeza do
equipamento.
Determinação de N
Titular com HCl até a
viragem de cor para o
rosa violeta
Anotar o volume de
HCl, a normalidade e
o fator de correção
Amostra %ASE
Peso
amostra
Volume
total
Volume
branco
Volume
real
Nv f
%N
ASA
%N
ASE
%PB
MS
Média
Concen. 93,39 0,3016 20,4 0,3 20,1 0,048 0,966 4,32 4,62 28,91
29,61
Concen. 93,39 0,3023 21,4 0,3 21,1 0,048 0,966 4,53 4,85 30,31
Volume real (titulação): Volume total – Volume branco
%N ASA: (Volume real x Nv x f x 0,014)
%NMS :
Peso da amostra
X 100
%NMS
% ASE
%PBMS :
%N ASA
x 6,25
Determinação de N
X 100
IMPORTANTE
DEIXAR TODAS AS VIDRARIAS
E EQUIPAMENTOS LIMPOS
APÓS O USO
UNIVERSIDADE FEDERAL DO NORTE DO TOCANTINS – UFNT
CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTEGRADO EM ZOOTECNIA NOS TRÓPICOS
- PPGIZT
Determinação de Proteina Bruta
Dra. Luiza de Nazaré Carneiro da Silva
Araguaína, 2024

Determinação de proteína bruta em vitro.

  • 1.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DONORTE DO TOCANTINS – UFNT CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTEGRADO EM ZOOTECNIA NOS TRÓPICOS - PPGIZT Determinação de Proteina Bruta Dra. Luiza de Nazaré Carneiro da Silva Araguaína, 2024
  • 2.
  • 3.
  • 4.
  • 5.
    Compostos nitrogenados presentesnos alimentos Proteina Aminoácidos Aminas Amidas Amônia Ureia Nitrato Nitrito Bases nitrogenadas Lecitinas Peptídeos
  • 6.
    Teor de Nnas proteínas 16g de N para cada 100g de proteina
  • 7.
  • 8.
    Determinação de Proteína Seo método de Kjedahl determina N Se o teor de N nas proteínas é razoavelmente constante O teor de proteína pode ser estimado com base no teor de N
  • 9.
    Fator de conversão PBcontém em média 16% de N 100 g de Proteína --------------------- 16 g de N X g de Proteína ------------------------ 1 g de N 100 x 1 16 = 6,25 X = Fator de conversão
  • 10.
    Proteína Bruta O termoProteína Bruta (PB) envolve um grupo de substâncias com estruturas semelhantes, porém com funções fisiológicas muito diferentes PB: NNP + PV
  • 11.
    Método de Kjedahl 1.Digestão da amostra em ácido sulfúrico, que resulta em transformação do N em amônia (NH3); 2. Destilação da amônia em uma solução receptora; 3. Quantificação da amônia por Titulação com uma solução padrão.
  • 12.
    1. Digestão Digestão: Aquecimentocom ácido sulfúrico e catalizador Sulfato de sódio ou potássio + Sulfato de cobre Aumentar o ponto de ebulição Aumentar o poder de oxidação do meio H2SO4 Matéria orgânica (NH4)2SO4 + CO2 + H2O
  • 13.
    (NH4)2SO4 + CO2+ H2O Matéria orgânica H2SO4 N de diversas formas + Aquecimento + Mistura catalítica 1. Digestão Bastante estável mas não quantificável Digestão: Aquecimento com ácido sulfúrico e catalizador
  • 14.
    2. Destilação (NH4)3B3 Destilação: Transformação(NH4)2SO4 em NH3 gasoso e recebido em meio ácido (NH4)2SO4 + 2NaOH 2NH3 + Na2SO4 + 2H2O NH4 + H3BO3 Volátil mais facilmente quantificável Sal borato de amônio Ácido bórico Aquecimento e condensação Cor verde, pH alto. Cor rosa violeta
  • 15.
    3. Titulação (NH4)3B3 Titulação: Reversãodo pH causada pelo entrada de NH3 na solução de ácido bórico Titulação com Ácido clorídrico (HCl) Sal borato de amônio Adição de HCl até retorno da cor rosa inicial Cor verde, pH alto. Mensuração do N da amostra pH revestido ao inicial OBS: sempre fazer o teste branco
  • 16.
    Reagentes para determinaçãode N Mistura Catalítica Ácido bórico com indicador de pH Solução de padronização do HCl
  • 17.
    Mistura catalítica  Relação10: 1  Sulfato de sódio / potássio (10) : Sulfato de cobre (1) 100 g de Na2SO4 ---------------------- 10 g CuSO4
  • 18.
    Hidróxido de sódio -1 kg de NaOH : 2 L de solução; - Tomar cuidado: Realizar procedimento em capela de exaustão; - Adição de água e agitação aos poucos; - Armazenar em recipiente de plástico, pois corrói o vidro. 50% do volume
  • 19.
    Indicadores do pH Vermelhode metila Verde de bromocresol - 60 ml de álcool etílico + 0,1 g de vermelho de metila - Agitar até diluir - Completar 100 ml - 60 ml de álcool etílico + 0,1 g de verde de bromocresol - Agitar até diluir - Completar 100 ml
  • 20.
    Ácido bórico - 20g de ácido bórico - 12,5 de solução alcoólica de vermelho de metila - 6 ml de solução alcoólica de verde de bromocresol - Adicionar e diluir um por vez em balão com 500 ml de água destilada - Depois completar 1 litro Para 1 L
  • 21.
    Solução de HCla 0,05N - Adicionar 4,14 ml de HCl P.A. no balão com 500 ml de água destilada; - Misturar/diluir e completar para 1 litro. Solução de padronização do HCl a 0,05N - Adicionar 2,65 ml de carbonato de sódio Na2CO3 em 1 litro de água destilada; - Reservar 25 ml desta solução de padronização e adicionar 5 gotas de solução alcoólica de verde de bromocresol;
  • 22.
    Padronização do HCla 0,05N - Reservar 25 ml desta solução de padronização + 5 gotas de solução alcoólica de verde de bromocresol; - Titular esta solução de padronização com a solução de HCl a 0,05 até a viragem de cor para verde; - Anotar o valor titulado em ml (ex: 25,9 ml); - Calcular a Normalidade verdadeira e o Fator de correção
  • 23.
  • 24.
    Fator de correção f= Nv Ne • F: Fator de correção da normalidade do HCl; • Nv: Normalidade verdadeira da solução de HCl; • Ne: Normalidade esperada da solução de HCl: 0,05. f = 0,0483 0,05 f = 0,966
  • 25.
    Determinação de N Tubosde ensaio limpos secos e identificados Pesar 0,3 g da amostra e colocar no tubo de ensaio Adicionar 2 g de mistura digestora catalítica Adicionar 5 ml de ácido sulfúrico P.A. concentrado
  • 26.
    Determinação de N Levarao bloco digestor dentro da capela de exaustão Temperaturas – Tempo 100 °C – 30 min 150 °C – 30 min 200 °C – 30 min 250 °C – 30 min 300 °C – 30 min 350 °C – 30 min Até esverdeamento da amostra Aumentar temperatura gradativamente até 400 °C
  • 27.
    Determinação de N Retirarda capela quando os tubos esfriarem Para evitar ou minimizar o processo de cristalização Adicionar aprox. 10 ml de água destilada e misturar no vórtex
  • 28.
    Determinação de N Adicionar10 ml de ácido bórico no Erlenmeyer Adicionar 25 ml de hidróxido de sódio Acoplar o tubo Retirar o Erlenmeyer até completar de 100 ml de volume destilado
  • 29.
    Determinação de N Cuidados: -Ligar a drenagem de água do destilador; - Ligar o aparelho e ajustar a temperatura; - Verificar o nível de água da caldeira (aquecimento); - Fazer limpeza (tubo com água) entre amostras diferentes; - Ao finalizar, realizar limpeza do equipamento.
  • 30.
    Determinação de N Titularcom HCl até a viragem de cor para o rosa violeta Anotar o volume de HCl, a normalidade e o fator de correção
  • 31.
    Amostra %ASE Peso amostra Volume total Volume branco Volume real Nv f %N ASA %N ASE %PB MS Média Concen.93,39 0,3016 20,4 0,3 20,1 0,048 0,966 4,32 4,62 28,91 29,61 Concen. 93,39 0,3023 21,4 0,3 21,1 0,048 0,966 4,53 4,85 30,31 Volume real (titulação): Volume total – Volume branco %N ASA: (Volume real x Nv x f x 0,014) %NMS : Peso da amostra X 100 %NMS % ASE %PBMS : %N ASA x 6,25 Determinação de N X 100
  • 32.
    IMPORTANTE DEIXAR TODAS ASVIDRARIAS E EQUIPAMENTOS LIMPOS APÓS O USO
  • 33.
    UNIVERSIDADE FEDERAL DONORTE DO TOCANTINS – UFNT CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS - CCA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO INTEGRADO EM ZOOTECNIA NOS TRÓPICOS - PPGIZT Determinação de Proteina Bruta Dra. Luiza de Nazaré Carneiro da Silva Araguaína, 2024