Prof. Antonio Claudio Rabello
Desenvolvimento Econômico
• Pós-Guerra (2ª. GM)
Sustentabilidade ambiental
• A preocupação é dos anos 70
• A cunhagem do termo é dos anos 80
• A vulgarização é dos anos 90
As 5 etapas do Desenvolvimento para
Rostow (MIT)
• Sociedades Tradicionais
• Pré-condições para o arranco
• Arranco
• Avanço para a maturidade
• Sociedade de consumo de massas
Planejamento econômico
Planejamento como instrumento para o
desenvolvimento
Desenvolvimentismo como política
Desenvolvimento traduzido por
industrialização
 “Inundar de civilização a Hiléia amazônica, a coberto dos
nódulos fronteiriços, partindo de uma base avançada
constituída no Centro-Oeste, em ação coordenada com a
progressão Este-Oeste seguindo o eixo do grande rio”.
• (Golbery do Couto e Silva.1955)
 Plano de Valorização Econômica da Amazônia,
que definia...
• “Art. 1° (...) um sistema de medidas, serviços,
empreendimentos e obras destinados a incrementar o
desenvolvimento da produção extrativa, agrícola
pecuária, mineral, industrial e o das relações de troca,
no sentido de melhores padrões sociais de vida e
bem-estar econômico das populações da região e da
expansão da riqueza do país”
INPA – Instituto Nacional de Pesquisa da
Amazônia (1952)
SPVEA – Superintendência do Plano de
Valorização Econômica da Amazônia (1953)
Zona Franca de Manaus (1957)
RODOBRÁS – Comissão Executiva da Rodovia
Belém-Brasília (1958)
 JK
 Terno, gravata e
sapatos engraxados
 Manipulou o trator
 Derrubou a última
árvore que abriu a
BR29
 Era uma Faveira...
 SUDAM – Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (1966)
 SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus (1967)
 PIN – Programa de Integração Nacional (1970)
 INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (1970)
 Programas de Colonização - Década de 70
 Projetos Hidrelétricos – Década de 70
 Projeto RADAM – Radar para a Amazônia (1971)
 PROTERRA – Programa de Redistribuição de Terra e de Estímulo a
Agroindústria do Norte e do Nordeste (1971)
 POLOAMAZÔNIA – Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da
Amazônia (1974)
 POLOCENTRO – Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (1975)
 PRODECER – Programa Nipo-Brasileiro de cooperação para o
desenvolvimento agrícola da região do Cerrado (1975)
 POLONOROESTE – Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste
do Brasil (1980)
O Clube de Roma e os limites do
crescimento
A conferência de Estocolmo (1972)
Desenvolvimento acelerado continua
Posição do Brasil na Conferência de
Estocolmo (1972)
• Os problemas ambientais eram problemas do
primeiro mundo, pois a preocupação do Brasil era
o desenvolvimento acelerado.
As discussões de 1972
• Crescimento 0%
• Redução do uso de matérias primas
• A culpa é dos pobres
A grande saída
• Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum)
 A construção de um novo conceito: desenvolvimento
sustentável
Economicamente viável
Socialmente justo
Ambientalmente responsável para com as
futuras gerações
Multiplicação das organizações em defesa
do meio ambiente e dos povos da floresta
A defesa da natureza se tornou valor
universal.
A defesa da Amazônia se tornou
“bandeira”
 Capa da Revista Veja
 Capa da Revista Veja
Socialmente justo em sociedade com
desigualdades sociais
Futuras gerações: como se dá a
partilha?
Substantivo versus Adjetivo
E o sistema econômico sumiu...
 Há questões de educação e de educação
ambiental
 Há questões de políticas em defesa do meio
ambiente
• Energia renovável
• Recuperação de áreas degradadas
• Saneamento
• Destinação do lixo
 Todavia, não se salva o planeta dessa forma
O ambientalismo está em jogo
• Valor universal
• Moda
• Lucro
O desenvolvimento não se coloca em jogo
• EIA-RIMA, APPs, etc
• Resultados de ações antrópicas
• Medidas mitigadoras
 Sobre as hidrelétricas do rio Madeira
 Este caso é o conflito mais forte que já ocorreu entre energia e meio
ambiente. A única solução que é boa para todos é a conciliação. O Brasil
precisa de energia e o Brasil precisa proteger o meio ambiente.
• Reportagem de Míriam Leitão, no Bom Dia Brasil de 26/04/2007
 “Sempre que, nos últimos 30 anos, os efeitos destrutivos do
desenvolvimento eram reconhecidos, o conceito era esticado de
maneira que englobasse a lesão e a terapia. Por exemplo, quando
ficou óbvio, por volta de 1970, que a corrida pelo desenvolvimento
realmente intensificava a pobreza, inventou-se a noção de
‘desenvolvimento eqüitativo’ para reconciliar o irreconciliável: a
criação da pobreza com a abolição da pobreza. Na mesma trilha o
Relatório Brundtland incorporou a preocupação com o meio
ambiente para dentro do conceito de desenvolvimento, erigindo o
‘desenvolvimento sustentável’ como abrigo conceitual tanto para
agredir como para sanar o meio ambiente”
• Sachs, Wolfgang. Dicionário do desenvolvimento: guia para o
conhecimento como poder. Petrópolis. Vozes. 2000. p. 121
“Não se trata de converter a abominação
em beleza, de esconder a miséria, de
desodorizar o mau cheiro, de florir as
prisões, os bancos, as fábricas; não se
trata de purificar a sociedade existente,
mas de a substituir.”
• Herbert Marcuse
“... a luta ecológica esbarra nas leis que governam
o sistema capitalista: Lei da acumulação crescente
do capital, criação duma mais-valia adequada, do
lucro, necessidade de perpetuar o trabalho
alienado, a exploração... a lógica ecológica é a
negação pura e simples da lógica capitalista; não
se pode salvar a Terra dentro do quadro do
capitalismo”
• Herbert Macuse.
Os filósofos têm apenas interpretado o
mundo de maneiras diferentes; a questão,
porém, é transformá-lo.
• Escrito na primavera de 1845.
• Publicado pela primeira vez em 1888.
• Título:Teses sobre Feuerbach
• Autor: Karl Marx
antonio.rabello@pq.cnpq.br

Desenvolvimento

  • 1.
  • 2.
    Desenvolvimento Econômico • Pós-Guerra(2ª. GM) Sustentabilidade ambiental • A preocupação é dos anos 70 • A cunhagem do termo é dos anos 80 • A vulgarização é dos anos 90
  • 3.
    As 5 etapasdo Desenvolvimento para Rostow (MIT) • Sociedades Tradicionais • Pré-condições para o arranco • Arranco • Avanço para a maturidade • Sociedade de consumo de massas Planejamento econômico
  • 4.
    Planejamento como instrumentopara o desenvolvimento Desenvolvimentismo como política Desenvolvimento traduzido por industrialização
  • 5.
     “Inundar decivilização a Hiléia amazônica, a coberto dos nódulos fronteiriços, partindo de uma base avançada constituída no Centro-Oeste, em ação coordenada com a progressão Este-Oeste seguindo o eixo do grande rio”. • (Golbery do Couto e Silva.1955)
  • 6.
     Plano deValorização Econômica da Amazônia, que definia... • “Art. 1° (...) um sistema de medidas, serviços, empreendimentos e obras destinados a incrementar o desenvolvimento da produção extrativa, agrícola pecuária, mineral, industrial e o das relações de troca, no sentido de melhores padrões sociais de vida e bem-estar econômico das populações da região e da expansão da riqueza do país”
  • 7.
    INPA – InstitutoNacional de Pesquisa da Amazônia (1952) SPVEA – Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (1953) Zona Franca de Manaus (1957) RODOBRÁS – Comissão Executiva da Rodovia Belém-Brasília (1958)
  • 8.
     JK  Terno,gravata e sapatos engraxados  Manipulou o trator  Derrubou a última árvore que abriu a BR29  Era uma Faveira...
  • 9.
     SUDAM –Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (1966)  SUFRAMA – Superintendência da Zona Franca de Manaus (1967)  PIN – Programa de Integração Nacional (1970)  INCRA – Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (1970)  Programas de Colonização - Década de 70  Projetos Hidrelétricos – Década de 70  Projeto RADAM – Radar para a Amazônia (1971)  PROTERRA – Programa de Redistribuição de Terra e de Estímulo a Agroindústria do Norte e do Nordeste (1971)  POLOAMAZÔNIA – Programa de Pólos Agropecuários e Agrominerais da Amazônia (1974)  POLOCENTRO – Programa de Desenvolvimento dos Cerrados (1975)  PRODECER – Programa Nipo-Brasileiro de cooperação para o desenvolvimento agrícola da região do Cerrado (1975)  POLONOROESTE – Programa Integrado de Desenvolvimento do Noroeste do Brasil (1980)
  • 10.
    O Clube deRoma e os limites do crescimento A conferência de Estocolmo (1972)
  • 11.
    Desenvolvimento acelerado continua Posiçãodo Brasil na Conferência de Estocolmo (1972) • Os problemas ambientais eram problemas do primeiro mundo, pois a preocupação do Brasil era o desenvolvimento acelerado.
  • 13.
    As discussões de1972 • Crescimento 0% • Redução do uso de matérias primas • A culpa é dos pobres A grande saída • Relatório Brundtland (Nosso Futuro Comum)  A construção de um novo conceito: desenvolvimento sustentável
  • 14.
    Economicamente viável Socialmente justo Ambientalmenteresponsável para com as futuras gerações
  • 15.
    Multiplicação das organizaçõesem defesa do meio ambiente e dos povos da floresta A defesa da natureza se tornou valor universal. A defesa da Amazônia se tornou “bandeira”
  • 16.
     Capa daRevista Veja
  • 17.
     Capa daRevista Veja
  • 18.
    Socialmente justo emsociedade com desigualdades sociais Futuras gerações: como se dá a partilha? Substantivo versus Adjetivo E o sistema econômico sumiu...
  • 19.
     Há questõesde educação e de educação ambiental  Há questões de políticas em defesa do meio ambiente • Energia renovável • Recuperação de áreas degradadas • Saneamento • Destinação do lixo  Todavia, não se salva o planeta dessa forma
  • 20.
    O ambientalismo estáem jogo • Valor universal • Moda • Lucro O desenvolvimento não se coloca em jogo • EIA-RIMA, APPs, etc • Resultados de ações antrópicas • Medidas mitigadoras
  • 21.
     Sobre ashidrelétricas do rio Madeira  Este caso é o conflito mais forte que já ocorreu entre energia e meio ambiente. A única solução que é boa para todos é a conciliação. O Brasil precisa de energia e o Brasil precisa proteger o meio ambiente. • Reportagem de Míriam Leitão, no Bom Dia Brasil de 26/04/2007
  • 22.
     “Sempre que,nos últimos 30 anos, os efeitos destrutivos do desenvolvimento eram reconhecidos, o conceito era esticado de maneira que englobasse a lesão e a terapia. Por exemplo, quando ficou óbvio, por volta de 1970, que a corrida pelo desenvolvimento realmente intensificava a pobreza, inventou-se a noção de ‘desenvolvimento eqüitativo’ para reconciliar o irreconciliável: a criação da pobreza com a abolição da pobreza. Na mesma trilha o Relatório Brundtland incorporou a preocupação com o meio ambiente para dentro do conceito de desenvolvimento, erigindo o ‘desenvolvimento sustentável’ como abrigo conceitual tanto para agredir como para sanar o meio ambiente” • Sachs, Wolfgang. Dicionário do desenvolvimento: guia para o conhecimento como poder. Petrópolis. Vozes. 2000. p. 121
  • 23.
    “Não se tratade converter a abominação em beleza, de esconder a miséria, de desodorizar o mau cheiro, de florir as prisões, os bancos, as fábricas; não se trata de purificar a sociedade existente, mas de a substituir.” • Herbert Marcuse
  • 24.
    “... a lutaecológica esbarra nas leis que governam o sistema capitalista: Lei da acumulação crescente do capital, criação duma mais-valia adequada, do lucro, necessidade de perpetuar o trabalho alienado, a exploração... a lógica ecológica é a negação pura e simples da lógica capitalista; não se pode salvar a Terra dentro do quadro do capitalismo” • Herbert Macuse.
  • 25.
    Os filósofos têmapenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo. • Escrito na primavera de 1845. • Publicado pela primeira vez em 1888. • Título:Teses sobre Feuerbach • Autor: Karl Marx
  • 26.