Da Entrevista Presencial ao
Whats App: O Impacto das
Mídias Sociais na Praxis da
Assessoria de Imprensa.
Autores: Mestre: Cintia Medeiros
Prof. Dr. Manoel Joaquim Fernandes de Barros
Prof. Drª. Vanessa Brasil Campos Rodríguez
FECAP - São Paulo – SP
Agosto de 2018
Introdução
Metade do século XX
Difusão da Tecnologia da Informação
Movimento com reflexos em todos segmentos que norteiam a vida humana
Inicio do século XXI
Surgimento e disseminação das redes sociais e mídias sociais (MS);
Impacto na Atividade de Assessoria de Imprensa (AI).
Fonte: Kunsch, 2009
Problema de pesquisa
Como as mídias sociais transformaram a práxis da
atividade de assessoria de imprensa no âmbito da
Comunicação das Organizações?
Nossa proposta foi analisarmos este cenário, buscando entender as principais
transformações ocorridas no setor.
A relevância deste trabalho se amparou na necessidade de se ampliar os estudos
acadêmicos sobre o assunto.
 E também pela importância da atividade de Assessoria de Imprensa no composto
da comunicação organizacional.
Objetivos
• Objetivo geral
Identificar e analisar os impactos das mídias sociais na práxis da AI
Objetivos específicos
Detectar as mudanças causadas na atividade de AI frente a este
novo cenário proporcionado pelas mídias sociais;
Analisar as novas ferramentas adotadas pelo segmento em
contraponto com ferramentais chamados tradicionais;
Estudar as alterações nas funções da atividade;
Entender o perfil exigido do novo assessor de imprensa.
Métodos e técnicas de pesquisa
Pesquisa de caráter quali-quantitativo
Amostra
30 profissionais de comunicação do país em atividade no segmento de AI há pelo
menos dez anos. Profissionais localizados via Abracom (Associação Brasileira
das Agências de Comunicação) e RBGI (Rede Brasileira de Gestão de Imagem).
Instrumentos de coleta
 Questionário semiestruturado com perguntas em profundidade (abertas e fechadas)
 Análise do antes e o depois do advento das MS em 17 funções
 Uma terceira questão, para cada função, analisa o nível de impacto das MS nesta práxis. As
respostas foram somadas para se chegar a uma média simples.
 Solicitado pergunta aberta sobre impactos + Principais mídias
 Respostas via formulário google forms, utilizando a Escala Likert, que permite descobrir
níveis de opinião. De 1 (-) a 5 (+)
 Entrevista em profundidade com gestores para apresentação e validação da pesquisa
Método Análise do Conteúdo
Presta-se à fins exploratórios, de descoberta, bem como aos de verificação,
confirmando-se ou não hipóteses ou suposições preestabelecidas.
Apresentação e análise de resultados
Foram analisadas 17 funções inerentes à atividade de AI
Fonte: Jorge Duarte (2009)
As redes sociais são os instrumentos novos
disponíveis à atividade e os canais de relacionamento
com o público devem agora pautar-se por agilidade e
interatividade. (Duarte, 2009)
As novas mídias podem ser encaradas como novas e
transcendentes, mas são apenas outro conjunto de
ferramentas. Assim como o telégrafo foi uma nova
ferramenta, também são as mídias
sociais. (SULLIVAN, 2012)
Nove funções tiveram um impacto mais evidente. Notadamente as ações
que exigem mais agilidade na resolução de demandas.
Oito funções sofreram um impacto menor, mas também
significativo.
Impacto das mídias sociais
na práxis da AI
69,58%
36%
36%
8%
8%
3%
3%
1%1%
1%
1%
PRINCIPAIS MIDIAS SOCIAIS PARA CONTATO
Aspectos positivos
Pesquisa foi validade pelos entrevistados
Há um fenômeno impactando a forma das organizações se comunicarem
Instantaneidade da notícia
Tempo diferente
Mais produtividade
Mais rapidez na resolução das demandas
Novas competências
Maior número de canais/linguagens próprias
Aspectos Negativos
Potencialização de crises
Dependência da tecnologia
Uso de canais equivocados
Confusão entre as esferas de trabalho e pessoal
CONSIDERAÇÃO DOS GESTORES
Contribuições da pesquisa
Entendimento da necessidade de equipes com perfis variados
Conhecimento das mídias mais utilizadas
Entendimento do uso do what´sApp como recurso de trabalho
Entendimento
O mundo digital é um universo a ser desvendado
CONSIDERAÇÃO DOS GESTORES
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Há um processo de ruptura estabelecido;
Há necessidade de novas competências e uso de
ferramentas digitais;
O mundo offline e online se somam;
Permanece a exigência de requisitos fundamentais,
como boa formação e habilidades na atividade;
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Recomendações
A tecnologia empurra para transformações diárias nos
fluxos e nos processos de comunicação.
Há possibilidade de se aplicar a pesquisa em alguns
anos, provavelmente com resultados diferentes dos
colhidos agora.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Este mesmo estudo, se fosse feito daqui a 20 anos,
talvez tivesse como limitação o encontro destes atores.
Hoje eles estão no palco e, acompanham o desenrolar
das ações de perto.
Referências
• Referências
• BARDIN, L. Análise de Conteúdo. Edições 70, 2010.
• CASTELLS, M.; CARDOSO, G. A sociedade em rede. Debates Presidência da República. Portugal, Centro Cultural de
Belém, 2005.
• CASTELLS, M. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999.
• CASTELLS, M. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge
Zahar, 2003.
• DUARTE, J. (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: Teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2002.
• DUARTE, J.; RIVOIRE, V.; RIBEIRO, A.A. Mídias sociais on-line e prática jornalística: Um estudo em Santa Catarina.
Universitas: Arquitetura e Comunicação Social, v.13, n.1, p.1-10, 2016.
• DUARTE, J.; CARVALHO, N. Sala de imprensa on-line. Conselho Federal de Nutricionistas, 2017.
• DUARTE, J. et al. Uso de mídias sociais na interação com a imprensa. Universitas: Arquitetura e Comunicação Social,
v.10, n.1, p.71-76, 2013.
• FARIAS, L.A. Estratégias de relacionamento com a mídia. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org). Gestão
estratégica em comunicação organizacional. São Caetano do Sul: Difusão, 2009.
• HEWITT, H. Blog: Entenda a revolução que vai mudar seu mundo. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007.
• KUNSCH, M.M.K. (Org.). Comunicação organizacional, histórico, fundamentos e processos. São Paulo: Saraiva,
2009. 15
Referências
• KUNSCH, M.M.K. Percursos paradigmáticos e avanços epistemológicos nos estudos da comunicação organizacional. In:
KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). Comunicação organizacional, histórico, fundamentos e processos. São Paulo:
Saraiva, 2009.
• MANGOLD, W.; FAULDS, D. Social media: the new hybrid element of the marketing promotion mix. Business Horizons, n.52,
p.357-365, 2009.
• NASSAR, P.; FIGUEIREDO, R. O que é Comunicação Empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2007.
• RIBEIRO, M.E. O papel do assessor de imprensa em um mundo movido pelas tecnologias digitais. Disponível em:
www.academia.edu. Acessado em 20 de março de 2017.
• SÁNCHEZ-GONZÁLEZ, M. Estrategias de comunicación 2.0 en asociaciones profesionales – Estudio del caso de los Colegios
Oficiales de Médicos em España. Revista Mediterránea de Comunicación, v.4, n.1, p.21-51, 2013.
• SANT’ANNA, I.B.C.; FERNANDES, N.C. A comunicação institucional nos websites corporativos: Um estudo exploratório.
Anagrama, v.1, n.4, 2008.
• SEGURA, D.P. O Impacto das tecnologias digitais sobre o processo de assessoria de imprensa. São Paulo, ECAUSP, 2014.
• TERRA, C.F. Mídias sociais...e agora? São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2011.
• TERRA, C.F. O que as organizações precisam fazer para serem bem vistas nas mídias sociais sob a ótica da comunicação
organizacional e das Relações Públicas. Anais do V Congresso da ABRAPCORP, São Paulo, 2011.
• i Facebook
• VATICAN is introducing portal as one-stop information site. NEW YORK TIMES, 27 June 2011, p. B8(L).
• VELLOSO, V.F.; YANAZE, M.H. O consumidor insatisfeito em tempo de redes sociais. Organizational Communications:
Technologies and Social Media Marketing, v.5, n.9, p. 7-20, 2014.
• VERGARA, S.C. Métodos de Pesquisa em Administração. São Paulo: Editora Atlas, 2012.
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Da Entrevista Presencial ao Whats App: O Impacto das Mídias Sociais na Práxis da Assessoria de Imprensa.

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    Da Entrevista Presencialao Whats App: O Impacto das Mídias Sociais na Praxis da Assessoria de Imprensa. Autores: Mestre: Cintia Medeiros Prof. Dr. Manoel Joaquim Fernandes de Barros Prof. Drª. Vanessa Brasil Campos Rodríguez FECAP - São Paulo – SP Agosto de 2018
  • 2.
    Introdução Metade do séculoXX Difusão da Tecnologia da Informação Movimento com reflexos em todos segmentos que norteiam a vida humana Inicio do século XXI Surgimento e disseminação das redes sociais e mídias sociais (MS); Impacto na Atividade de Assessoria de Imprensa (AI).
  • 3.
  • 4.
    Problema de pesquisa Comoas mídias sociais transformaram a práxis da atividade de assessoria de imprensa no âmbito da Comunicação das Organizações? Nossa proposta foi analisarmos este cenário, buscando entender as principais transformações ocorridas no setor. A relevância deste trabalho se amparou na necessidade de se ampliar os estudos acadêmicos sobre o assunto.  E também pela importância da atividade de Assessoria de Imprensa no composto da comunicação organizacional.
  • 5.
    Objetivos • Objetivo geral Identificare analisar os impactos das mídias sociais na práxis da AI Objetivos específicos Detectar as mudanças causadas na atividade de AI frente a este novo cenário proporcionado pelas mídias sociais; Analisar as novas ferramentas adotadas pelo segmento em contraponto com ferramentais chamados tradicionais; Estudar as alterações nas funções da atividade; Entender o perfil exigido do novo assessor de imprensa.
  • 6.
    Métodos e técnicasde pesquisa Pesquisa de caráter quali-quantitativo Amostra 30 profissionais de comunicação do país em atividade no segmento de AI há pelo menos dez anos. Profissionais localizados via Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação) e RBGI (Rede Brasileira de Gestão de Imagem). Instrumentos de coleta  Questionário semiestruturado com perguntas em profundidade (abertas e fechadas)  Análise do antes e o depois do advento das MS em 17 funções  Uma terceira questão, para cada função, analisa o nível de impacto das MS nesta práxis. As respostas foram somadas para se chegar a uma média simples.  Solicitado pergunta aberta sobre impactos + Principais mídias  Respostas via formulário google forms, utilizando a Escala Likert, que permite descobrir níveis de opinião. De 1 (-) a 5 (+)  Entrevista em profundidade com gestores para apresentação e validação da pesquisa Método Análise do Conteúdo Presta-se à fins exploratórios, de descoberta, bem como aos de verificação, confirmando-se ou não hipóteses ou suposições preestabelecidas.
  • 7.
    Apresentação e análisede resultados Foram analisadas 17 funções inerentes à atividade de AI Fonte: Jorge Duarte (2009)
  • 8.
    As redes sociaissão os instrumentos novos disponíveis à atividade e os canais de relacionamento com o público devem agora pautar-se por agilidade e interatividade. (Duarte, 2009) As novas mídias podem ser encaradas como novas e transcendentes, mas são apenas outro conjunto de ferramentas. Assim como o telégrafo foi uma nova ferramenta, também são as mídias sociais. (SULLIVAN, 2012)
  • 9.
    Nove funções tiveramum impacto mais evidente. Notadamente as ações que exigem mais agilidade na resolução de demandas.
  • 10.
    Oito funções sofreramum impacto menor, mas também significativo.
  • 11.
    Impacto das mídiassociais na práxis da AI 69,58%
  • 12.
  • 13.
    Aspectos positivos Pesquisa foivalidade pelos entrevistados Há um fenômeno impactando a forma das organizações se comunicarem Instantaneidade da notícia Tempo diferente Mais produtividade Mais rapidez na resolução das demandas Novas competências Maior número de canais/linguagens próprias Aspectos Negativos Potencialização de crises Dependência da tecnologia Uso de canais equivocados Confusão entre as esferas de trabalho e pessoal CONSIDERAÇÃO DOS GESTORES
  • 14.
    Contribuições da pesquisa Entendimentoda necessidade de equipes com perfis variados Conhecimento das mídias mais utilizadas Entendimento do uso do what´sApp como recurso de trabalho Entendimento O mundo digital é um universo a ser desvendado CONSIDERAÇÃO DOS GESTORES
  • 15.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS Há umprocesso de ruptura estabelecido; Há necessidade de novas competências e uso de ferramentas digitais; O mundo offline e online se somam; Permanece a exigência de requisitos fundamentais, como boa formação e habilidades na atividade;
  • 16.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS Recomendações A tecnologiaempurra para transformações diárias nos fluxos e nos processos de comunicação. Há possibilidade de se aplicar a pesquisa em alguns anos, provavelmente com resultados diferentes dos colhidos agora.
  • 17.
    CONSIDERAÇÕES FINAIS Este mesmoestudo, se fosse feito daqui a 20 anos, talvez tivesse como limitação o encontro destes atores. Hoje eles estão no palco e, acompanham o desenrolar das ações de perto.
  • 18.
    Referências • Referências • BARDIN,L. Análise de Conteúdo. Edições 70, 2010. • CASTELLS, M.; CARDOSO, G. A sociedade em rede. Debates Presidência da República. Portugal, Centro Cultural de Belém, 2005. • CASTELLS, M. A Era da Informação: economia, sociedade e cultura. São Paulo: Paz e Terra, 1999. • CASTELLS, M. A Galáxia da Internet. Reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. • DUARTE, J. (Org.). Assessoria de imprensa e relacionamento com a mídia: Teoria e técnica. São Paulo: Atlas, 2002. • DUARTE, J.; RIVOIRE, V.; RIBEIRO, A.A. Mídias sociais on-line e prática jornalística: Um estudo em Santa Catarina. Universitas: Arquitetura e Comunicação Social, v.13, n.1, p.1-10, 2016. • DUARTE, J.; CARVALHO, N. Sala de imprensa on-line. Conselho Federal de Nutricionistas, 2017. • DUARTE, J. et al. Uso de mídias sociais na interação com a imprensa. Universitas: Arquitetura e Comunicação Social, v.10, n.1, p.71-76, 2013. • FARIAS, L.A. Estratégias de relacionamento com a mídia. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org). Gestão estratégica em comunicação organizacional. São Caetano do Sul: Difusão, 2009. • HEWITT, H. Blog: Entenda a revolução que vai mudar seu mundo. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2007. • KUNSCH, M.M.K. (Org.). Comunicação organizacional, histórico, fundamentos e processos. São Paulo: Saraiva, 2009. 15
  • 19.
    Referências • KUNSCH, M.M.K.Percursos paradigmáticos e avanços epistemológicos nos estudos da comunicação organizacional. In: KUNSCH, Margarida Maria Krohling (Org.). Comunicação organizacional, histórico, fundamentos e processos. São Paulo: Saraiva, 2009. • MANGOLD, W.; FAULDS, D. Social media: the new hybrid element of the marketing promotion mix. Business Horizons, n.52, p.357-365, 2009. • NASSAR, P.; FIGUEIREDO, R. O que é Comunicação Empresarial. São Paulo: Brasiliense, 2007. • RIBEIRO, M.E. O papel do assessor de imprensa em um mundo movido pelas tecnologias digitais. Disponível em: www.academia.edu. Acessado em 20 de março de 2017. • SÁNCHEZ-GONZÁLEZ, M. Estrategias de comunicación 2.0 en asociaciones profesionales – Estudio del caso de los Colegios Oficiales de Médicos em España. Revista Mediterránea de Comunicación, v.4, n.1, p.21-51, 2013. • SANT’ANNA, I.B.C.; FERNANDES, N.C. A comunicação institucional nos websites corporativos: Um estudo exploratório. Anagrama, v.1, n.4, 2008. • SEGURA, D.P. O Impacto das tecnologias digitais sobre o processo de assessoria de imprensa. São Paulo, ECAUSP, 2014. • TERRA, C.F. Mídias sociais...e agora? São Caetano do Sul, SP: Difusão Editora, 2011. • TERRA, C.F. O que as organizações precisam fazer para serem bem vistas nas mídias sociais sob a ótica da comunicação organizacional e das Relações Públicas. Anais do V Congresso da ABRAPCORP, São Paulo, 2011. • i Facebook • VATICAN is introducing portal as one-stop information site. NEW YORK TIMES, 27 June 2011, p. B8(L). • VELLOSO, V.F.; YANAZE, M.H. O consumidor insatisfeito em tempo de redes sociais. Organizational Communications: Technologies and Social Media Marketing, v.5, n.9, p. 7-20, 2014. • VERGARA, S.C. Métodos de Pesquisa em Administração. São Paulo: Editora Atlas, 2012.
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