Crescimento depende
da oferta de energia
“O Brasil precisa
crescer a
qualquer custo.
Hoje sobram
investidores, mas
falta demanda.
Esse é o nosso
desafio.”
Presidente da ABEEólica
RENOVÁVEL ||| DESENVOLVIMENTO
Jamais um
colega vai
sozinho ouvir um
delator. Não há
nenhuma decisão
tomada na hora. Nós
deliberamos em conjunto.
ELBIA GANNOUM
A carne da discórdia
José Eduardo Mansur
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
jose.mansur@rac.com.br
A programação do segundo ca-
pítulo do Fórum RAC 2017 foi
pautada por temas que envol-
vem o segmento energético e
o crescimento econômico sus-
tentável. Durante todo o dia,
especialistas do setor e repre-
sentantes do poder público de-
bateram o uso de fontes reno-
váveis não somente na região
de Campinas, mas também
em todo o País.
A plena retomada do desen-
volvimento econômico do Bra-
sil depende de um aumento
da oferta interna de energia
em torno de 2% ao ano, de
acordo com uma projeção do
governo federal. O presidente
do Grupo RAC, Sylvino de Go-
doy Neto, lembrou que o estu-
do, organizado pelo Ministério
das Minas e Energia, é funda-
mental para que a sociedade
reconheça o setor energético
como imprescindível também
na geração de emprego e ren-
da. “Temos que manter esse as-
sunto em pauta, ouvindo espe-
cialistas e as entidades. Com
uma plateia de altíssimo nível,
saímos daqui hoje com um
bom ideário para o desenvolvi-
mento do setor de energia no
interior de São Paulo”, afir-
mou o gestor do Grupo RAC.
Atualmente, São Paulo im-
porta 57% da energia elétrica
consumida em todo o estado,
de acordo com a Secretaria de
Energia e Mineração. À frente
da pasta desde 2015, o enge-
nheiro João Carlos Meirelles
afirma que o potencial hidrelé-
trico do estado é mínimo, e o
uso do gás natural aumenta a
segurança energética neste pe-
ríodo de transição, onde as
modalidades eólica e solar ain-
da se consolidam. Assim, seria
necessário investir mais na ca-
pacidade de produção da ener-
gia renovável a partir da bio-
massa do bagaço de cana-de-
açúcar. “É preciso pensar em
parcerias com as distribuido-
ras de gás do estado para que
possamos levar essa canaliza-
ção para as usinas de cana. As-
sim, o biometano seguiria pa-
ra a rede nacional de gás cana-
lizado”, explica Meirelles, ci-
tando que 66 usinas do estado
estão a menos de 20 quilôme-
tros dos dutos, o que facilitaria
a implantação do projeto.
A tendência é ampliar o
conceito do uso da cadeia da
cana-de-açúcar, aproveitando
os resíduos deixados a partir
da obtenção de produtos co-
mo o açúcar e a aguardente. Já
o etanol, feito com a mesma
matéria-prima, também tem
posição estratégica na partici-
pação da matriz energética
brasileira. Ano passado, o bio-
combustível representou 18%
do consumo nacional. Até
2025, o País tem o potencial
de atingir a marca de 10 bi-
lhões de litros produzidos.
Com equipes voltadas para
o melhoramento das varieda-
des da cana-de-açúcar, o Insti-
tuto Agronômico de Campi-
nas (IAC) tem a meta de au-
mentar o rendimento na ob-
tenção do biocombustível. Ho-
je, o Brasil produz 6.700 litros
por hectare, mas os técnicos
trabalham com o objetivo de
alcançar de oito a 15 mil litros
por hectare em 2027. “O Brasil
está à frente dos outros países
quando falamos de canavicul-
tura. Estamos mostrando o po-
tencial que o novo tipo de ca-
na teria para atender deman-
das bem maiores, principal-
mente em relação ao etanol”,
diz Marcos Landel, pesquisa-
dor da instituição, que mês
passado lançou duas novas va-
riedades de cana-de-acúcar
com a previsão de ganhos
agroindustriais na faixa de
15%.
Além do etanol, outra fonte
renovável ocupou os debates:
a energia solar. Campinas res-
ponde por 34,40% do total da
eletricidade produzida pelas
células fotovoltaicas no esta-
do, sendo também sede de in-
dústrias do setor. “Campinas
criou condições tributárias es-
peciais para empresas inova-
doras. A nossa legislação está
entre as melhores do País e os
nossos órgãos municipais es-
tão sempre à disposição de
pessoas que querem discutir
esta matéria” , destacou o pre-
feito da cidade, Jonas Donizet-
te (PSB), ressaltando ainda
que o diferencial da região me-
tropolitana está nos centros
de pesquisas e na grande pro-
dução do conhecimento.
O intercâmbio de informa-
ções entre representantes de
governos, empresas e estudio-
sos vai continuar na próxima
edição do Fórum RAC. O en-
contro acontece no dia 21 de
agosto e o tema central dos de-
bates será o agronegócio.
“Campinas é a porta de entra-
da para o interior de São Pau-
lo. O agronegócio é também
uma de nossas riquezas”, com-
plementa o presidente do Gru-
po RAC.
UTC tenta se reerguer
Hospital Sobrapar
A deputada Célia Leão
(PSDB) recebeu homena-
gem do Hospital Sobrapar
Crânio e Face, em Campi-
nas, ontem. Célia indicou a
instituição para receber ver-
ba parlamentar de R$ 200
mil, utilizada na compra de
uma autoclave (equipamen-
to para esterilização de ma-
teriais cirúrgicos).
Ajuda essencial
A presidente do Sobra-
par, Vera Lúcia Raposo do
Amaral, explicou que, sem
as verbas parlamentares, o
hospital não conseguiria re-
novar seu parque tecnológi-
co para dar continuidade
às cirurgias. A instituição
realiza, por ano, cerca de
1,2 mil cirurgias e faz mais
de 22 mil atendimentos
anuais.
Picciani internado
O presidente da Assem-
bleia Legislativa do Rio de
Janeiro (Alerj), Jorge Piccia-
ni (PMDB), foi internado
ontem no Hospital Copa
Star, em Copacabana, para
a retirada da bexiga e prós-
tata, após a confirmação de
um câncer. A cirurgia está
marcada para hoje e Piccia-
ni só deverá retornar à
Alerj, que está em recesso,
no início de setembro.
Senadoras na mira
Na volta do recesso par-
lamentar — que oficial-
mente começa hoje e vai
até o dia 31 deste mês —,
uma das pendências que
os senadores terão que de-
liberar é o pedido de re-
consideração da denúncia
contra o grupo de senado-
ras de oposição que ocu-
pou a mesa do plenário e
impediu por sete horas
que o presidente, senador
Eunício Oliveira (PMDB-
CE), assumisse os traba-
lhos para a votação da re-
forma trabalhista. O pedi-
do contra as senadoras foi
protocolado por José Me-
deiros (PSD-MT) e outros
14 senadores.
Quebra de decoro
No documento, José Me-
deiros solicita a instaura-
ção de procedimento disci-
plinar “para verificação de
prática de ato incompatí-
vel com a ética e o decoro
parlamentar”. As seis sena-
doras envolvidas no episó-
dio, que chegaram a comer
na mesa do plenário, são
Gleisi Hofmann (PT-PR),
Vanessa Grazziotin
(PCdoB-AM), Fátima Bezer-
ra (PT-RN), Regina Sousa
(PT-PI), Ângela Portela
(PDT-RR) e Lídice da Mata
(PSD-BA).
O Brasil é o terceiro país
mais atrativo para investi-
mentos em energia eólica -
transformação da energia do
vento em energia útil, atrás
do Chile e da China, que ocu-
pa o primeiro lugar no ran-
king. Em 2016, o País chegou
ao quinto lugar em economia-
mia no mundo que mais in-
vestiu nesse tipo de energia.
Mesmo diante de uma crise
econômica nacional, segun-
do a Presidente da Associa-
ção Brasileira de Energia Eóli-
ca (ABEEólica), Elbia Gan-
noum, no ano passado o País
cresceu 23% na sua capacida-
de produtiva. “Tivemos um
crescimento recente que é re-
sultado de investimentos de
três ou cinco anos atrás, por
isso, mesmo diante da crise,
já superamos a Itália”, disse.
Beneficiado por tempora-
das de ventos fortes, a Região
Nordeste continua sendo o
maior polo brasileiro de gera-
ção de energia eólica. O Rio
Grande do Norte foi o princi-
pal estado gerador no Brasil
no ano passado. Segundo a
Agência Nacional de Energia
Elétrica (Aneel), as usinas po-
tiguares têm atualmente 3,2
GW eólicos em potência ins-
talada. A região sul do País se-
gue em segundo lugar. Para a
especialista, existe uma que-
bra de recorde, mas a única
forma de crescer ainda mais,
é que o governo federal pro-
mova leilões para aquisição
de energia, ainda mais por
2016 ter passado em branco.
Ainda segundo a especialista,
é preciso ainda investir em
políticas de financiamento
pelo Banco Nacional de De-
senvolvimento Econômico e
Social (BNDES), além da di-
minuição de tributos. “Hoje,
mais de 7% de toda a energia
produzida no Brasil é de ener-
gia eólica. Tem uma tendên-
cia de crescimento muito
grande", disse Elbia.
O Brasil ainda não configu-
ra no ranking internacional
de energia solar fotovoltaica,
mas a opção que antes era só
ambientalmente correta, pas-
sou a ser economicamente
viável, deixando de ser exce-
ção, e se tornando uma fonte
competitiva no País. “A ener-
gia solar fotovoltaica é uma
máquina de gerar empregos.
Conseguimos gerar de 25 a
30 oportunidades diretas pa-
ra cada megawatt (MW) insta-
lado por ano, triplicando es-
se número quando falamos
de empregos indiretos”, disse
o presidente Executivo da As-
sociação Brasileira de Ener-
gia Fotovoltaica (Absolar), Ro-
drigo Sauaia. Outra grande
vantagem segundo o especia-
lista, é que as residências que
operam com esse tipo de
energia se pagam em cinco
anos e acabam gerando ou-
tros 20 de gratuidade com ta-
rifas. “Temos um recurso so-
lar no Brasil que é o dobro
do que a Europa, por exem-
plo. Precisamos apenas abrir
os caminhos”, falou. Hoje es-
se tipo de energia atende so-
mente 0,001% da demanda
nacional, mas deve chegar
aos 10% em 2030. (Rafaela
Dias/AAN)
Especialistas apresentam dados do setor no 2ª Capítulo do Fórum RAC
Confiança nas mudanças
Um dos alvos da Lava Jato, a UTC Participações entrou
com pedido de recuperação judicial ontem, distribuído à
2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais — Fórum
Central Civil de São Paulo. Com a medida, a companhia
espera repactuar dívida de R$ 3,4 bilhões com os credores
e reestruturar as operações para dar continuidade às
atividades do grupo, que envolve 14 empresas. A UTC fez
parte do cartel de empreiteiras que se apossaram de
contratos bilionários da Petrobras entre 2004 e 2014 e
distribuíram propinas a ex-dirigentes da estatal e políticos.
DA REDAÇÃO
Xeque-Mate
Presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy, fala sobre importância da energia para retomada do crescimento
Elbia Gannoum, da ABEEólica, fala sobre o potencial eólico do Brasil
De acordo com Blairo
Maggi, as mudanças
técnicas adotadas pelo
Ministério da Agricultura
para a exportação da carne
devem ser aceitas e
reconhecidas pelos
americanos. O governo
determinou, por exemplo,
que apenas cortes
específicos sejam enviados
aos EUA, para evitar, por
exemplo, o embarque de
pedaços com abscessos.
Maggi disse que o envio de
carne desossada com
pedaços de ossos também
preocupa os americanos.
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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a
reunião com o secretário de Agricultura dos Estados
Unidos, Sonny Perdue, ontem, em Washington, foi
produtiva, mas nada foi definido sobre a reabertura do
mercado norte-americano à carne bovina in natura do
Brasil. Mesmo assim, ele reforçou que não há qualquer
objeção política por parte dos EUA para a normalização
da situação e acha possível que as exportações voltem a
ocorrer entre 30 e 60 dias.
Brasil deve investir em energia eólica
Dominique Torquato/AAN
Dominique Torquato/AAN
Do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que voltou a defender o
processo usado para determinar os termos dos acordos de delação.
Campinas gera 34% da
eletricidade produzida
por célula fotovoltaica
Crescimento depende do financiamento do BNDES e da redução de tributos
A6 CORREIO POPULARA6
Campinas, terça-feira, 18 de julho de 2017
CIDADES

Crescimento depende da oferta de energia

  • 1.
    Crescimento depende da ofertade energia “O Brasil precisa crescer a qualquer custo. Hoje sobram investidores, mas falta demanda. Esse é o nosso desafio.” Presidente da ABEEólica RENOVÁVEL ||| DESENVOLVIMENTO Jamais um colega vai sozinho ouvir um delator. Não há nenhuma decisão tomada na hora. Nós deliberamos em conjunto. ELBIA GANNOUM A carne da discórdia José Eduardo Mansur DA AGÊNCIA ANHANGUERA jose.mansur@rac.com.br A programação do segundo ca- pítulo do Fórum RAC 2017 foi pautada por temas que envol- vem o segmento energético e o crescimento econômico sus- tentável. Durante todo o dia, especialistas do setor e repre- sentantes do poder público de- bateram o uso de fontes reno- váveis não somente na região de Campinas, mas também em todo o País. A plena retomada do desen- volvimento econômico do Bra- sil depende de um aumento da oferta interna de energia em torno de 2% ao ano, de acordo com uma projeção do governo federal. O presidente do Grupo RAC, Sylvino de Go- doy Neto, lembrou que o estu- do, organizado pelo Ministério das Minas e Energia, é funda- mental para que a sociedade reconheça o setor energético como imprescindível também na geração de emprego e ren- da. “Temos que manter esse as- sunto em pauta, ouvindo espe- cialistas e as entidades. Com uma plateia de altíssimo nível, saímos daqui hoje com um bom ideário para o desenvolvi- mento do setor de energia no interior de São Paulo”, afir- mou o gestor do Grupo RAC. Atualmente, São Paulo im- porta 57% da energia elétrica consumida em todo o estado, de acordo com a Secretaria de Energia e Mineração. À frente da pasta desde 2015, o enge- nheiro João Carlos Meirelles afirma que o potencial hidrelé- trico do estado é mínimo, e o uso do gás natural aumenta a segurança energética neste pe- ríodo de transição, onde as modalidades eólica e solar ain- da se consolidam. Assim, seria necessário investir mais na ca- pacidade de produção da ener- gia renovável a partir da bio- massa do bagaço de cana-de- açúcar. “É preciso pensar em parcerias com as distribuido- ras de gás do estado para que possamos levar essa canaliza- ção para as usinas de cana. As- sim, o biometano seguiria pa- ra a rede nacional de gás cana- lizado”, explica Meirelles, ci- tando que 66 usinas do estado estão a menos de 20 quilôme- tros dos dutos, o que facilitaria a implantação do projeto. A tendência é ampliar o conceito do uso da cadeia da cana-de-açúcar, aproveitando os resíduos deixados a partir da obtenção de produtos co- mo o açúcar e a aguardente. Já o etanol, feito com a mesma matéria-prima, também tem posição estratégica na partici- pação da matriz energética brasileira. Ano passado, o bio- combustível representou 18% do consumo nacional. Até 2025, o País tem o potencial de atingir a marca de 10 bi- lhões de litros produzidos. Com equipes voltadas para o melhoramento das varieda- des da cana-de-açúcar, o Insti- tuto Agronômico de Campi- nas (IAC) tem a meta de au- mentar o rendimento na ob- tenção do biocombustível. Ho- je, o Brasil produz 6.700 litros por hectare, mas os técnicos trabalham com o objetivo de alcançar de oito a 15 mil litros por hectare em 2027. “O Brasil está à frente dos outros países quando falamos de canavicul- tura. Estamos mostrando o po- tencial que o novo tipo de ca- na teria para atender deman- das bem maiores, principal- mente em relação ao etanol”, diz Marcos Landel, pesquisa- dor da instituição, que mês passado lançou duas novas va- riedades de cana-de-acúcar com a previsão de ganhos agroindustriais na faixa de 15%. Além do etanol, outra fonte renovável ocupou os debates: a energia solar. Campinas res- ponde por 34,40% do total da eletricidade produzida pelas células fotovoltaicas no esta- do, sendo também sede de in- dústrias do setor. “Campinas criou condições tributárias es- peciais para empresas inova- doras. A nossa legislação está entre as melhores do País e os nossos órgãos municipais es- tão sempre à disposição de pessoas que querem discutir esta matéria” , destacou o pre- feito da cidade, Jonas Donizet- te (PSB), ressaltando ainda que o diferencial da região me- tropolitana está nos centros de pesquisas e na grande pro- dução do conhecimento. O intercâmbio de informa- ções entre representantes de governos, empresas e estudio- sos vai continuar na próxima edição do Fórum RAC. O en- contro acontece no dia 21 de agosto e o tema central dos de- bates será o agronegócio. “Campinas é a porta de entra- da para o interior de São Pau- lo. O agronegócio é também uma de nossas riquezas”, com- plementa o presidente do Gru- po RAC. UTC tenta se reerguer Hospital Sobrapar A deputada Célia Leão (PSDB) recebeu homena- gem do Hospital Sobrapar Crânio e Face, em Campi- nas, ontem. Célia indicou a instituição para receber ver- ba parlamentar de R$ 200 mil, utilizada na compra de uma autoclave (equipamen- to para esterilização de ma- teriais cirúrgicos). Ajuda essencial A presidente do Sobra- par, Vera Lúcia Raposo do Amaral, explicou que, sem as verbas parlamentares, o hospital não conseguiria re- novar seu parque tecnológi- co para dar continuidade às cirurgias. A instituição realiza, por ano, cerca de 1,2 mil cirurgias e faz mais de 22 mil atendimentos anuais. Picciani internado O presidente da Assem- bleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Jorge Piccia- ni (PMDB), foi internado ontem no Hospital Copa Star, em Copacabana, para a retirada da bexiga e prós- tata, após a confirmação de um câncer. A cirurgia está marcada para hoje e Piccia- ni só deverá retornar à Alerj, que está em recesso, no início de setembro. Senadoras na mira Na volta do recesso par- lamentar — que oficial- mente começa hoje e vai até o dia 31 deste mês —, uma das pendências que os senadores terão que de- liberar é o pedido de re- consideração da denúncia contra o grupo de senado- ras de oposição que ocu- pou a mesa do plenário e impediu por sete horas que o presidente, senador Eunício Oliveira (PMDB- CE), assumisse os traba- lhos para a votação da re- forma trabalhista. O pedi- do contra as senadoras foi protocolado por José Me- deiros (PSD-MT) e outros 14 senadores. Quebra de decoro No documento, José Me- deiros solicita a instaura- ção de procedimento disci- plinar “para verificação de prática de ato incompatí- vel com a ética e o decoro parlamentar”. As seis sena- doras envolvidas no episó- dio, que chegaram a comer na mesa do plenário, são Gleisi Hofmann (PT-PR), Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), Fátima Bezer- ra (PT-RN), Regina Sousa (PT-PI), Ângela Portela (PDT-RR) e Lídice da Mata (PSD-BA). O Brasil é o terceiro país mais atrativo para investi- mentos em energia eólica - transformação da energia do vento em energia útil, atrás do Chile e da China, que ocu- pa o primeiro lugar no ran- king. Em 2016, o País chegou ao quinto lugar em economia- mia no mundo que mais in- vestiu nesse tipo de energia. Mesmo diante de uma crise econômica nacional, segun- do a Presidente da Associa- ção Brasileira de Energia Eóli- ca (ABEEólica), Elbia Gan- noum, no ano passado o País cresceu 23% na sua capacida- de produtiva. “Tivemos um crescimento recente que é re- sultado de investimentos de três ou cinco anos atrás, por isso, mesmo diante da crise, já superamos a Itália”, disse. Beneficiado por tempora- das de ventos fortes, a Região Nordeste continua sendo o maior polo brasileiro de gera- ção de energia eólica. O Rio Grande do Norte foi o princi- pal estado gerador no Brasil no ano passado. Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), as usinas po- tiguares têm atualmente 3,2 GW eólicos em potência ins- talada. A região sul do País se- gue em segundo lugar. Para a especialista, existe uma que- bra de recorde, mas a única forma de crescer ainda mais, é que o governo federal pro- mova leilões para aquisição de energia, ainda mais por 2016 ter passado em branco. Ainda segundo a especialista, é preciso ainda investir em políticas de financiamento pelo Banco Nacional de De- senvolvimento Econômico e Social (BNDES), além da di- minuição de tributos. “Hoje, mais de 7% de toda a energia produzida no Brasil é de ener- gia eólica. Tem uma tendên- cia de crescimento muito grande", disse Elbia. O Brasil ainda não configu- ra no ranking internacional de energia solar fotovoltaica, mas a opção que antes era só ambientalmente correta, pas- sou a ser economicamente viável, deixando de ser exce- ção, e se tornando uma fonte competitiva no País. “A ener- gia solar fotovoltaica é uma máquina de gerar empregos. Conseguimos gerar de 25 a 30 oportunidades diretas pa- ra cada megawatt (MW) insta- lado por ano, triplicando es- se número quando falamos de empregos indiretos”, disse o presidente Executivo da As- sociação Brasileira de Ener- gia Fotovoltaica (Absolar), Ro- drigo Sauaia. Outra grande vantagem segundo o especia- lista, é que as residências que operam com esse tipo de energia se pagam em cinco anos e acabam gerando ou- tros 20 de gratuidade com ta- rifas. “Temos um recurso so- lar no Brasil que é o dobro do que a Europa, por exem- plo. Precisamos apenas abrir os caminhos”, falou. Hoje es- se tipo de energia atende so- mente 0,001% da demanda nacional, mas deve chegar aos 10% em 2030. (Rafaela Dias/AAN) Especialistas apresentam dados do setor no 2ª Capítulo do Fórum RAC Confiança nas mudanças Um dos alvos da Lava Jato, a UTC Participações entrou com pedido de recuperação judicial ontem, distribuído à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais — Fórum Central Civil de São Paulo. Com a medida, a companhia espera repactuar dívida de R$ 3,4 bilhões com os credores e reestruturar as operações para dar continuidade às atividades do grupo, que envolve 14 empresas. A UTC fez parte do cartel de empreiteiras que se apossaram de contratos bilionários da Petrobras entre 2004 e 2014 e distribuíram propinas a ex-dirigentes da estatal e políticos. DA REDAÇÃO Xeque-Mate Presidente do Grupo RAC, Sylvino de Godoy, fala sobre importância da energia para retomada do crescimento Elbia Gannoum, da ABEEólica, fala sobre o potencial eólico do Brasil De acordo com Blairo Maggi, as mudanças técnicas adotadas pelo Ministério da Agricultura para a exportação da carne devem ser aceitas e reconhecidas pelos americanos. O governo determinou, por exemplo, que apenas cortes específicos sejam enviados aos EUA, para evitar, por exemplo, o embarque de pedaços com abscessos. Maggi disse que o envio de carne desossada com pedaços de ossos também preocupa os americanos. cidades@rac.com.br Associado à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) Noticiário nacional fornecido pela Agência Estado. Noticiário internacional enviado pela France Press. 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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse que a reunião com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, ontem, em Washington, foi produtiva, mas nada foi definido sobre a reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura do Brasil. Mesmo assim, ele reforçou que não há qualquer objeção política por parte dos EUA para a normalização da situação e acha possível que as exportações voltem a ocorrer entre 30 e 60 dias. Brasil deve investir em energia eólica Dominique Torquato/AAN Dominique Torquato/AAN Do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que voltou a defender o processo usado para determinar os termos dos acordos de delação. Campinas gera 34% da eletricidade produzida por célula fotovoltaica Crescimento depende do financiamento do BNDES e da redução de tributos A6 CORREIO POPULARA6 Campinas, terça-feira, 18 de julho de 2017 CIDADES