Este artigo tem por objetivo apresentar o que fazer para assegurar a existência da democracia e impedir sua antítese, a ditadura, no Brasil com a volta dos neofascistas ao poder. A democracia representativa no Brasil manifesta sinais claros de esgotamento não apenas pelos escândalos de corrupção nos poderes da República mas, sobretudo, ao desestimular a participação popular, reduzindo a atividade política a processos eleitorais que se repetem periodicamente em que o povo elege seus representantes os quais, com poucas exceções, após as eleições passam a defender interesses de grupos econômicos em contraposição aos interesses daqueles que os elegeram. A vitória de Lula nas eleições presidenciais de 2022 evitou o fim da democracia brasileira que ocorreria com a ditadura que seria imposta ao povo brasileiro se o candidato neofascista Jair Bolsonaro fosse reeleito e se a tentativa de golpe de estado por ele patrocinado para impedir a posse de Lula tivesse êxito. Para derrotar o neofascismo, é preciso que as forças democráticas antifascistas apresentem como proposta fundamental para fazer avançar a democracia no Brasil a institucionalização da democracia participativa em que o povo brasileiro deliberaria em última instância sobre planos e orçamentos de governo em todos os níveis (federal, estadual e municipal) através de plebiscito e de referendo. A democracia participativa significa os cidadãos se tornarem parte, se sentirem incluídos e exercerem o direito à cidadania (ter vez, voz e voto).