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A SALVAÇÃO NASCE DOS POBRESBORTOLINE, José - Roteiros Homiléticos Anos A, B, C Festas e Solenidades - Paulus, 2007
* LIÇÃO DA SÉRIE: LECIONÁRIO DOMINICAL *
ANO: C – TEMPO LITÚRGICO: 4º DOM ADVENTO - COR: ROXO / LILAS
I. INTRODUÇÃO GERAL
1. Celebrar a Eucaristia é sentir que a salvação nasce dos
pobres. É nos pequenos das roças e periferias que hoje Jesus
se encarna, devolvendo-lhes a esperança e a paz (1ª leitura
Mq 5,2-5a e evangelho Lc 1,39-45).
2. As comunidades cristãs, pequeno resto, se reúnem para
celebrar esse evento libertador: o nascimento, morte e ressur-
reição de Jesus que, em seu corpo, nos santificou e libertou,
perdoando nossos pecados. A melhor resposta que podemos
dar-lhe, neste tempo de Advento, é esta: "Estamos aqui para
fazer a tua vontade" (2ª leitura Hb 10,5-10).
3. A comunidade reunida, o pão partilhado, são sinais
visíveis de que o mundo novo está começando a partir dos
que se comprometem com o Reino de Deus. Na celebração
sentimos que a realeza de Cristo se traduz na partilha do seu
ser com os empobrecidos, criando a paz. Como Isabel, nós
também perguntamos: "Como posso merecer que... o meu
Senhor me venha visitar?" A proximidade do Deus que se
faz pão e palavra de vida nos leva a exultar como João Batis-
ta no seio de sua mãe. Deus veio morar entre os empobreci-
dos. Encarnou-se neles para salvá-los!
II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBUCOS
1ª leitura (Mq 5,2-5a): Surgimento do poder popular
4. Miquéias exerceu sua atividade profética contemporane-
amente a Isaías, em Judá. O seu tempo foi um tempo difícil,
caracterizado pela corrupção do poder e das lideranças, pela
idolatria que tem nos "porta-vozes palacianos" (profetas a
serviço do poder político e econômico) seu ponto de susten-
tação, e pelo empobrecimento crescente do povo. Nesse
tempo, Jerusalém, capital e sede do poder, está para ser to-
mada pelos inimigos.
5. O capítulo 5 de Miquéias é um clássico da teologia
messiânica. Os estudiosos discutem se este capítulo é da
autoria do profeta ou se foi acrescido posteriormente. É mais
provável que seja um oráculo – surgido dos meios populares
rurais – acrescentado mais tarde. De fato, o trecho fala de um
soberano que reina a partir dos pobres, rompendo com a
ideologia palaciana central.
6. Esse oráculo messiânico serviu de inspiração para as
camadas empobrecidas da sociedade. Embora não saibamos
exatamente quando surgiu, é possível perceber nele um texto
que critica e anula o tipo de poder que se instalou em Jerusa-
lém, poder que traiu os objetivos da realeza davídica. O
oráculo de hoje, portanto, poderia ter surgido das camadas
populares às vésperas do exílio, ou do povo pobre que ficou
no território durante o exílio ou, ainda, entre os que, a duras
penas, tiveram que reconstruir o país após o exílio. Isso é
confirmado pelo fato de o texto hebraico ter sofrido muitos
acertos e correções, o que torna impossível, hoje, uma tradu-
ção única.
7. O oráculo inicia privilegiando Belém, uma aldeia do
interior, desprezível aos olhos da corte instalada em Jerusa-
lém. Essa localidade, pequena entre as vilas de Judá, será
pátria daquele que vai governar Israel (v. 2). A salvação,
portanto, não vem da capital e do poder aí instalado; vem da
roça, exatamente como no início da monarquia em Israel,
quando Deus escolheu Davi, um jovem pastor, para organi-
zar e salvar seu povo. De fato, Belém era a cidade natal de
Davi. Deus, portanto, se mantém fiel à promessa davídica
conservando-lhe um descendente no trono (cf. 2Sm 7), mas
muda completamente o modo de exercer o poder: será um
poder popular, à semelhança do de Davi, em torno do qual se
uniram os descontentes e explorados pelo poder absolutizado.
8. O v. 3 fala da restauração do povo. O profeta não acena
para a época em que isso irá acontecer. Mostra, simplesmente,
dois sinais: o da mulher que dá à luz e a volta dos exilados. Os
dois sinais falam de vida nova e de nova sociedade: a mulher
que dá à luz (que pode ser entendida em sentido coletivo; seria,
então, símbolo de nova sociedade) e o retorno dos exilados
irão marcar tempos novos para o povo de Deus. Isso vai acon-
tecer graças ao soberano que reina a partir dos pobres, instau-
rando novo modo de exercer o poder.
9. Evocando a memória de Davi, o rei-pastor, o v. 4 descreve
as qualidades do poder popular. É poder a serviço do bem e da
segurança do povo. Recupera-se, dessa forma, o ideal da reale-
za em Israel: defesa dos interesses populares mediante a con-
servação das fronteiras do país e mediante o exercício da justi-
ça aos pobres e oprimidos.
10. Os reis tiranos de Judá (e de Israel) mantinham-se no
poder graças à ideologia palaciana de apoio (falsos profetas) e
através da violência. O novo soberano terá outro tipo de sus-
tentação: a força de Javé e o nome glorioso do Senhor Deus. O
Deus libertador (Javé) irá conservar no trono o poder que de-
fende os interesses e reivindicações das massas empobrecidas.
O domínio desse rei será total (até os confins da terra) e o povo
viverá em segurança. O poder popular vai trazer a plenitude
dos bens (paz = shalom) para todo o povo (v. 5a).
Evangelho (Lc 1,39-45): A salvação nasce dos pobres
11. Lc l ,39-45 é a seção que costumamos chamar "a visita de
Maria a Isabel". Pertence aos relatos do nascimento e infância
de Jesus. A preocupação central de Lucas não é demonstrar
como as coisas aconteceram. Ele pretende fazer uma releitura
dos fatos à luz do evento morte-ressurreição de Jesus, a fim de
iluminar a caminhada das primeiras comunidades cristãs. Não
se trata, pois, de curiosidade histórica, mas de leitura teológica.
Com isso, os primeiros cristãos vibravam intensamente com o
fato de a salvação nascer dos pobres.
a. A Trindade se revela nos pobres
12. Na anunciação, o anjo informara Maria a respeito da gra-
videz de Isabel, com a garantia de que nada é impossível para
Deus (1,37). Ao declarar-se serva do Senhor (v. 38), ela con-
cebe Jesus e, como sinal do seu serviço, dirige-se apressada-
mente à casa de Zacarias, ao encontro de Isabel (vv. 39-40).
13. A cena mostra o encontro de duas mães agraciadas com o
dom da fecundidade e da vida (Isabel, além de idosa, era esté-
ril; Maria não teve relações com nenhum homem). O trecho
mostra também o encontro de duas crianças, o Precursor e o
Salvador, sob o dinamismo do Espírito Santo. Jesus fora con-
cebido por obra do Espírito; João Batista exulta no seio de
Isabel que, cheia do Espírito Santo, proclama Maria bemaven-
turada.
14. A cena mostra, sobretudo, que a Trindade se revela nos
pobres e faz deles sua morada permanente. O Pai havia revela-
do a Maria o dom feito a Isabel, a marginalizada porque estéril,
a que não tinha mais esperanças de vida porque idosa e incapaz
de conceber; o Espírito revela a Isabel que Maria, a serva do
Pai, se tornou "mãe do Senhor" (v. 43). Assim a Trindade entra
na casa dos pobres humilhados que esperam a libertação. Nes-
se sentido, é interessante esclarecer o significado dos nomes
das personagens envolvidas na cena: Jesus (= Deus salva);
João (= Deus é misericórdia); Zacarias (= Deus se 1embrou);
Isabel (= Deus é plenitude); Maria (= a amada). Em síntese,
os pobres proclamam a misericórdia do Deus que se 1embra
dos pobres, vem morar com eles porque os ama, trazendo-
lhes a plenitude da salvação.
b. Deus fecunda a fé
15. As palavras de Isabel a Maria (vv. 42b-45) se inspiram
nos elogios das mulheres libertadoras do Antigo Testamento:
Jael ("Que Jael seja bendita entre as mulheres", Jz 5,24) e
Judite ("Ó filha, bendita sejas para Deus altíssimo, mais que
todas as mulheres da terra", Jt 13,18). Abraão, pai dos que
crêem, também é bendito (cf. Gn 12,2-3). O v. 42b se inspi-
ra, ainda, nas promessas de vida a Israel ("Será bendito o
fruto do teu ventre", Dt 28,4).
16. Isabel proclama Maria bendita, ou seja, abençoada. Na
Bíblia, as pessoas abençoam (bendizem) quando descobrem
a presença do Deus que salva. Maria é motivo de bênção
porque se tornou o lugar privilegiado onde se experimenta
Deus. O Antigo Testamento (Isabel e João) abençoa o Novo
(Maria e Jesus). O Antigo Testamento reconhece a nova
humanidade que está se formando no seio de Maria, o lugar
privilegiado onde se experimenta Deus.
17. A expressão de alegria de Isabel ao acolher Maria
("Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha
visitar?") recorda o espanto de Davi ao acolher a Arca: "Co-
mo virá a Arca de Javé para ficar na minha casa?" (2Sm 6,9).
Em base a esse paralelismo, a mariologia tradicional vê em
Maria a arca da Nova Aliança, por ser ela a mãe do menino
que é chamado Santo, Filho de Deus (Lc 1,35). A exultação
de João no seio de Isabel (v. 44) é a alegria do povo de Deus
pela vinda do Messias. Com esse fato, Lucas quis registrar a
realização das expectativas messiânicas: a misericórdia de
Deus se revela agora em Jesus que vem para salvar (cf. 1ª
leitura).
18. O elogio de Isabel a Maria vai além da maternidade
física. A bem-aventurança de Maria (v. 45) é ter acreditado
que as coisas ditas pelo Senhor iriam se cumprir. Isso está
em perfeita sintonia com o evangelho de Lucas, no qual ela
aparece como modelo do discípulo. O próprio Jesus afirma
haver uma bem-aventurança que supera a da maternidade
física: "Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a
observam" (cf. 11,27-28). Maria, a escrava do Senhor (1,28),
merece a bem-aventurança dos ouvintes cristãos aos quais
Lucas, em At 2,18, chama de servos e servas do Senhor.
2ª leitura (Hb 10,5-10): Jesus, a oferta que agrada
ao Pai e santifica as pessoas
19. O texto de Hebreus foi escrito para "um grupo de cris-
tãos que se acham em grande perigo de rejeitar a fé em Jesus
como revelador e portador da salvação. Eles sentem dificul-
dade em aceitar, tanto a forma humilhante e dolorosa da
aparição terrestre de Jesus (Hb 2), como os próprios sofrimen-
tos que estão tendo de suportar por serem cristãos (10,32ss;
12,3ss) e ainda a desilusão de não verem realizada a salvação
final (10,36s; 3,14; 6,12). Por outro lado, parece que a religião
do Antigo Testamento exerce forte influência nesse grupo.
Pode-se supor que sejam judeus convertidos da comunidade
cristã de Roma. O escrito é de grande importância no quadro
geral do Novo Testamento, pelo fato de apresentar Jesus como
aquele que supera a instituição cultual do Antigo Testamento...
O único fato salvador a obter uma vez por todas o perdão, é o
sacrifício de Jesus, que derramou seu sangue e entregou sua
vida por nós. Jesus é, portanto, o único mediador entre Deus e
os homens. Doravante, ele é o único santuário e sacerdote, e o
sacrifício por ele realizado é, daqui por diante, o único agradá-
vel a Deus (9,11-14)" (Bíblia Sagrada - Ed. Pastoral, Paulus,
p. 1545).
20. Os versículos deste domingo pertencem à parte central do
texto (5,11-10,39), cujo tema é o valor sem igual do sacrifício
de Cristo. O autor apresenta a tríplice incapacidade da Lei: l.
Ela possui apenas a sombra dos bens futuros (10,1); 2. O san-
gue dos sacrifícios que ela prescreve - imolação de touros e
bodes - é incapaz de eliminar os pecados do povo; 3. Os sacer-
dotes que presidem esses sacrifícios são incapazes de eliminar
os pecados. Isso deveria ser motivo de consternação e desâni-
mo para a comunidade cristã, se Deus não tivesse, em Jesus,
apresentado a definitiva novidade libertadora.
21. O texto deste domingo quer mostrar a novidade do único
sacrifício de Jesus. O autor se esmera em trazer provas indiscu-
tíveis: o testemunho do Antigo Testamento. Diante da incapa-
cidade dos sacrifícios e oferendas antigos em libertar as pesso-
as de seus pecados, Deus dá um corpo a Jesus. E é em seu
corpo, entregue à morte, que ele realiza a vontade do Pai. A
prova escriturística do Antigo Testamento que o autor apresen-
ta é o salmo 40,6-8 (cf. Hb 10,5-8). Esse salmo é uma ação de
graças na qual o fiel agradece a Deus a libertação obtida gra-
tuitamente. Como, pois, agradecer a Deus? Mediante sacrifí-
cios no Templo? Nào. O salmista aponta a novidade da ação de
graças: reconhece a salvação gratuita de Deus e, como respos-
ta, entrega-se pessoalmente, disposto a cumprir a vontade
divina.
22. O autor aplica esse salmo à missão de Jesus: "Tu não qui-
seste e não te agradaram sacrifícios, oferendas, holocaustos e
sacrifícios pelo pecado Trata-se de oferendas prescritas pela
Lei!" (Hb 10,8). Jesus, em seu corpo, supera o complexo siste-
ma sacrifical do Antigo Testamento, inaugurando a novidade e
unicidade do seu sacrifício: ele se entrega pessoalmente para
remir o povo: "Aqui estou eu para fazer a tua vontade" (v. 9).
Pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez para
sempre, os cristãos são santificados e recebem o perdão de seus
pecados (v. 10).
III. PISTAS PARA REFLEXÃO
23. A 1ª leitura (Mq 5,2-5a) e o evangelho (Lc 1,39-45) mostram o lugar social onde Deus se encarna
para construir nova sociedade: ele se encarna nos pobres e no meio deles, trazendo-lhes plenitude de vida
e salvação. À semelhança de Maria, Zacarias, Isabel e João, os marginalizados são hoje o lugar privilegi-
ado onde se experimenta Deus. O clima de alegria que invadiu João Batista no seio de sua mãe se traduz
hoje nas expectativas e esperanças do povo que espera a libertação. Benditos os pobres que crêem, aguar-
dam e fazem a hora da libertação! Benditos os que descobrem neles a presença do Deus que salva!
24. Jesus é a oferta que agrada ao Pai e santifica as pessoas (2ª leitura Hb 10,5-10). Seu corpo entregue é
salvação, perdão e esperança que já começa a se concretizar na comunidade dos que fazem a vontade do
Pai. A melhor resposta a ser dada à gratuidade da salvação é a entrega pessoal e comunitária: "Estamos
aqui para fazer a tua vontade".

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Comentário: 4° Domingo do Advento - Ano C

  • 1. A SALVAÇÃO NASCE DOS POBRESBORTOLINE, José - Roteiros Homiléticos Anos A, B, C Festas e Solenidades - Paulus, 2007 * LIÇÃO DA SÉRIE: LECIONÁRIO DOMINICAL * ANO: C – TEMPO LITÚRGICO: 4º DOM ADVENTO - COR: ROXO / LILAS I. INTRODUÇÃO GERAL 1. Celebrar a Eucaristia é sentir que a salvação nasce dos pobres. É nos pequenos das roças e periferias que hoje Jesus se encarna, devolvendo-lhes a esperança e a paz (1ª leitura Mq 5,2-5a e evangelho Lc 1,39-45). 2. As comunidades cristãs, pequeno resto, se reúnem para celebrar esse evento libertador: o nascimento, morte e ressur- reição de Jesus que, em seu corpo, nos santificou e libertou, perdoando nossos pecados. A melhor resposta que podemos dar-lhe, neste tempo de Advento, é esta: "Estamos aqui para fazer a tua vontade" (2ª leitura Hb 10,5-10). 3. A comunidade reunida, o pão partilhado, são sinais visíveis de que o mundo novo está começando a partir dos que se comprometem com o Reino de Deus. Na celebração sentimos que a realeza de Cristo se traduz na partilha do seu ser com os empobrecidos, criando a paz. Como Isabel, nós também perguntamos: "Como posso merecer que... o meu Senhor me venha visitar?" A proximidade do Deus que se faz pão e palavra de vida nos leva a exultar como João Batis- ta no seio de sua mãe. Deus veio morar entre os empobreci- dos. Encarnou-se neles para salvá-los! II. COMENTÁRIO DOS TEXTOS BÍBUCOS 1ª leitura (Mq 5,2-5a): Surgimento do poder popular 4. Miquéias exerceu sua atividade profética contemporane- amente a Isaías, em Judá. O seu tempo foi um tempo difícil, caracterizado pela corrupção do poder e das lideranças, pela idolatria que tem nos "porta-vozes palacianos" (profetas a serviço do poder político e econômico) seu ponto de susten- tação, e pelo empobrecimento crescente do povo. Nesse tempo, Jerusalém, capital e sede do poder, está para ser to- mada pelos inimigos. 5. O capítulo 5 de Miquéias é um clássico da teologia messiânica. Os estudiosos discutem se este capítulo é da autoria do profeta ou se foi acrescido posteriormente. É mais provável que seja um oráculo – surgido dos meios populares rurais – acrescentado mais tarde. De fato, o trecho fala de um soberano que reina a partir dos pobres, rompendo com a ideologia palaciana central. 6. Esse oráculo messiânico serviu de inspiração para as camadas empobrecidas da sociedade. Embora não saibamos exatamente quando surgiu, é possível perceber nele um texto que critica e anula o tipo de poder que se instalou em Jerusa- lém, poder que traiu os objetivos da realeza davídica. O oráculo de hoje, portanto, poderia ter surgido das camadas populares às vésperas do exílio, ou do povo pobre que ficou no território durante o exílio ou, ainda, entre os que, a duras penas, tiveram que reconstruir o país após o exílio. Isso é confirmado pelo fato de o texto hebraico ter sofrido muitos acertos e correções, o que torna impossível, hoje, uma tradu- ção única. 7. O oráculo inicia privilegiando Belém, uma aldeia do interior, desprezível aos olhos da corte instalada em Jerusa- lém. Essa localidade, pequena entre as vilas de Judá, será pátria daquele que vai governar Israel (v. 2). A salvação, portanto, não vem da capital e do poder aí instalado; vem da roça, exatamente como no início da monarquia em Israel, quando Deus escolheu Davi, um jovem pastor, para organi- zar e salvar seu povo. De fato, Belém era a cidade natal de Davi. Deus, portanto, se mantém fiel à promessa davídica conservando-lhe um descendente no trono (cf. 2Sm 7), mas muda completamente o modo de exercer o poder: será um poder popular, à semelhança do de Davi, em torno do qual se uniram os descontentes e explorados pelo poder absolutizado. 8. O v. 3 fala da restauração do povo. O profeta não acena para a época em que isso irá acontecer. Mostra, simplesmente, dois sinais: o da mulher que dá à luz e a volta dos exilados. Os dois sinais falam de vida nova e de nova sociedade: a mulher que dá à luz (que pode ser entendida em sentido coletivo; seria, então, símbolo de nova sociedade) e o retorno dos exilados irão marcar tempos novos para o povo de Deus. Isso vai acon- tecer graças ao soberano que reina a partir dos pobres, instau- rando novo modo de exercer o poder. 9. Evocando a memória de Davi, o rei-pastor, o v. 4 descreve as qualidades do poder popular. É poder a serviço do bem e da segurança do povo. Recupera-se, dessa forma, o ideal da reale- za em Israel: defesa dos interesses populares mediante a con- servação das fronteiras do país e mediante o exercício da justi- ça aos pobres e oprimidos. 10. Os reis tiranos de Judá (e de Israel) mantinham-se no poder graças à ideologia palaciana de apoio (falsos profetas) e através da violência. O novo soberano terá outro tipo de sus- tentação: a força de Javé e o nome glorioso do Senhor Deus. O Deus libertador (Javé) irá conservar no trono o poder que de- fende os interesses e reivindicações das massas empobrecidas. O domínio desse rei será total (até os confins da terra) e o povo viverá em segurança. O poder popular vai trazer a plenitude dos bens (paz = shalom) para todo o povo (v. 5a). Evangelho (Lc 1,39-45): A salvação nasce dos pobres 11. Lc l ,39-45 é a seção que costumamos chamar "a visita de Maria a Isabel". Pertence aos relatos do nascimento e infância de Jesus. A preocupação central de Lucas não é demonstrar como as coisas aconteceram. Ele pretende fazer uma releitura dos fatos à luz do evento morte-ressurreição de Jesus, a fim de iluminar a caminhada das primeiras comunidades cristãs. Não se trata, pois, de curiosidade histórica, mas de leitura teológica. Com isso, os primeiros cristãos vibravam intensamente com o fato de a salvação nascer dos pobres. a. A Trindade se revela nos pobres 12. Na anunciação, o anjo informara Maria a respeito da gra- videz de Isabel, com a garantia de que nada é impossível para Deus (1,37). Ao declarar-se serva do Senhor (v. 38), ela con- cebe Jesus e, como sinal do seu serviço, dirige-se apressada- mente à casa de Zacarias, ao encontro de Isabel (vv. 39-40). 13. A cena mostra o encontro de duas mães agraciadas com o dom da fecundidade e da vida (Isabel, além de idosa, era esté- ril; Maria não teve relações com nenhum homem). O trecho mostra também o encontro de duas crianças, o Precursor e o Salvador, sob o dinamismo do Espírito Santo. Jesus fora con- cebido por obra do Espírito; João Batista exulta no seio de Isabel que, cheia do Espírito Santo, proclama Maria bemaven- turada. 14. A cena mostra, sobretudo, que a Trindade se revela nos pobres e faz deles sua morada permanente. O Pai havia revela- do a Maria o dom feito a Isabel, a marginalizada porque estéril, a que não tinha mais esperanças de vida porque idosa e incapaz de conceber; o Espírito revela a Isabel que Maria, a serva do Pai, se tornou "mãe do Senhor" (v. 43). Assim a Trindade entra na casa dos pobres humilhados que esperam a libertação. Nes- se sentido, é interessante esclarecer o significado dos nomes das personagens envolvidas na cena: Jesus (= Deus salva);
  • 2. João (= Deus é misericórdia); Zacarias (= Deus se 1embrou); Isabel (= Deus é plenitude); Maria (= a amada). Em síntese, os pobres proclamam a misericórdia do Deus que se 1embra dos pobres, vem morar com eles porque os ama, trazendo- lhes a plenitude da salvação. b. Deus fecunda a fé 15. As palavras de Isabel a Maria (vv. 42b-45) se inspiram nos elogios das mulheres libertadoras do Antigo Testamento: Jael ("Que Jael seja bendita entre as mulheres", Jz 5,24) e Judite ("Ó filha, bendita sejas para Deus altíssimo, mais que todas as mulheres da terra", Jt 13,18). Abraão, pai dos que crêem, também é bendito (cf. Gn 12,2-3). O v. 42b se inspi- ra, ainda, nas promessas de vida a Israel ("Será bendito o fruto do teu ventre", Dt 28,4). 16. Isabel proclama Maria bendita, ou seja, abençoada. Na Bíblia, as pessoas abençoam (bendizem) quando descobrem a presença do Deus que salva. Maria é motivo de bênção porque se tornou o lugar privilegiado onde se experimenta Deus. O Antigo Testamento (Isabel e João) abençoa o Novo (Maria e Jesus). O Antigo Testamento reconhece a nova humanidade que está se formando no seio de Maria, o lugar privilegiado onde se experimenta Deus. 17. A expressão de alegria de Isabel ao acolher Maria ("Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?") recorda o espanto de Davi ao acolher a Arca: "Co- mo virá a Arca de Javé para ficar na minha casa?" (2Sm 6,9). Em base a esse paralelismo, a mariologia tradicional vê em Maria a arca da Nova Aliança, por ser ela a mãe do menino que é chamado Santo, Filho de Deus (Lc 1,35). A exultação de João no seio de Isabel (v. 44) é a alegria do povo de Deus pela vinda do Messias. Com esse fato, Lucas quis registrar a realização das expectativas messiânicas: a misericórdia de Deus se revela agora em Jesus que vem para salvar (cf. 1ª leitura). 18. O elogio de Isabel a Maria vai além da maternidade física. A bem-aventurança de Maria (v. 45) é ter acreditado que as coisas ditas pelo Senhor iriam se cumprir. Isso está em perfeita sintonia com o evangelho de Lucas, no qual ela aparece como modelo do discípulo. O próprio Jesus afirma haver uma bem-aventurança que supera a da maternidade física: "Felizes, antes, os que ouvem a palavra de Deus e a observam" (cf. 11,27-28). Maria, a escrava do Senhor (1,28), merece a bem-aventurança dos ouvintes cristãos aos quais Lucas, em At 2,18, chama de servos e servas do Senhor. 2ª leitura (Hb 10,5-10): Jesus, a oferta que agrada ao Pai e santifica as pessoas 19. O texto de Hebreus foi escrito para "um grupo de cris- tãos que se acham em grande perigo de rejeitar a fé em Jesus como revelador e portador da salvação. Eles sentem dificul- dade em aceitar, tanto a forma humilhante e dolorosa da aparição terrestre de Jesus (Hb 2), como os próprios sofrimen- tos que estão tendo de suportar por serem cristãos (10,32ss; 12,3ss) e ainda a desilusão de não verem realizada a salvação final (10,36s; 3,14; 6,12). Por outro lado, parece que a religião do Antigo Testamento exerce forte influência nesse grupo. Pode-se supor que sejam judeus convertidos da comunidade cristã de Roma. O escrito é de grande importância no quadro geral do Novo Testamento, pelo fato de apresentar Jesus como aquele que supera a instituição cultual do Antigo Testamento... O único fato salvador a obter uma vez por todas o perdão, é o sacrifício de Jesus, que derramou seu sangue e entregou sua vida por nós. Jesus é, portanto, o único mediador entre Deus e os homens. Doravante, ele é o único santuário e sacerdote, e o sacrifício por ele realizado é, daqui por diante, o único agradá- vel a Deus (9,11-14)" (Bíblia Sagrada - Ed. Pastoral, Paulus, p. 1545). 20. Os versículos deste domingo pertencem à parte central do texto (5,11-10,39), cujo tema é o valor sem igual do sacrifício de Cristo. O autor apresenta a tríplice incapacidade da Lei: l. Ela possui apenas a sombra dos bens futuros (10,1); 2. O san- gue dos sacrifícios que ela prescreve - imolação de touros e bodes - é incapaz de eliminar os pecados do povo; 3. Os sacer- dotes que presidem esses sacrifícios são incapazes de eliminar os pecados. Isso deveria ser motivo de consternação e desâni- mo para a comunidade cristã, se Deus não tivesse, em Jesus, apresentado a definitiva novidade libertadora. 21. O texto deste domingo quer mostrar a novidade do único sacrifício de Jesus. O autor se esmera em trazer provas indiscu- tíveis: o testemunho do Antigo Testamento. Diante da incapa- cidade dos sacrifícios e oferendas antigos em libertar as pesso- as de seus pecados, Deus dá um corpo a Jesus. E é em seu corpo, entregue à morte, que ele realiza a vontade do Pai. A prova escriturística do Antigo Testamento que o autor apresen- ta é o salmo 40,6-8 (cf. Hb 10,5-8). Esse salmo é uma ação de graças na qual o fiel agradece a Deus a libertação obtida gra- tuitamente. Como, pois, agradecer a Deus? Mediante sacrifí- cios no Templo? Nào. O salmista aponta a novidade da ação de graças: reconhece a salvação gratuita de Deus e, como respos- ta, entrega-se pessoalmente, disposto a cumprir a vontade divina. 22. O autor aplica esse salmo à missão de Jesus: "Tu não qui- seste e não te agradaram sacrifícios, oferendas, holocaustos e sacrifícios pelo pecado Trata-se de oferendas prescritas pela Lei!" (Hb 10,8). Jesus, em seu corpo, supera o complexo siste- ma sacrifical do Antigo Testamento, inaugurando a novidade e unicidade do seu sacrifício: ele se entrega pessoalmente para remir o povo: "Aqui estou eu para fazer a tua vontade" (v. 9). Pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez para sempre, os cristãos são santificados e recebem o perdão de seus pecados (v. 10). III. PISTAS PARA REFLEXÃO 23. A 1ª leitura (Mq 5,2-5a) e o evangelho (Lc 1,39-45) mostram o lugar social onde Deus se encarna para construir nova sociedade: ele se encarna nos pobres e no meio deles, trazendo-lhes plenitude de vida e salvação. À semelhança de Maria, Zacarias, Isabel e João, os marginalizados são hoje o lugar privilegi- ado onde se experimenta Deus. O clima de alegria que invadiu João Batista no seio de sua mãe se traduz hoje nas expectativas e esperanças do povo que espera a libertação. Benditos os pobres que crêem, aguar- dam e fazem a hora da libertação! Benditos os que descobrem neles a presença do Deus que salva! 24. Jesus é a oferta que agrada ao Pai e santifica as pessoas (2ª leitura Hb 10,5-10). Seu corpo entregue é salvação, perdão e esperança que já começa a se concretizar na comunidade dos que fazem a vontade do Pai. A melhor resposta a ser dada à gratuidade da salvação é a entrega pessoal e comunitária: "Estamos aqui para fazer a tua vontade".