Revista Mensal – Nº 214 – março 2015 – 3€ (Cont.)
Um orelhudo de olhar cativante
É Um bom candidato?
adoção
nem tUdo o qUe
dizem está correto
grooming
mini Lop
coelhos
tartarUga
de dorso
articULado
exóticos
porqUe deixoU
de ser Limpo?
gatos
tratamento
de animais
obesos
nutrição
exposições 8ª Canina naCional de FaFe | Gatos no Pet Festival
desparasitar
também é preciso no inverno?
passeios na rua
dicas para andar à trela
treino
ensine-o a estar sozinho em casa
Cocker spaniel inglês
toxoplasmose
zoonose feLina
experimente
Uma massagem
stress
o meU cão
deixoUdecomer
convivência
5607727082248
00214
3Cães&Companhia
Toxoplasmose
A
toxoplasmose é uma doença provoca-
da pelo parasita Toxoplasma gondii.
O ciclo de vida deste parasita é com-
plexo e envolve dois tipos de hospedeiros: um
hospedeiro definitivo (o gato) e um hospedeiro
intermédio (outros animais, incluindo o Homem).
Vamos aqui expor o ciclo de vida de forma sim-
plificada de modo a destacar as principais vias
de contaminação.
A toxoplasmose e o gato
A infeção com Toxoplasma gondii é mais comum
em gatos com acesso ao exterior e que são ca-
çadores ativos, e em gatos que são alimentados
com carne mal cozinhada ou crua. Em geral, de-
pendendo do seu estilo de vida,entre 20-60% dos
gatos serão infetados com o parasita, mas muito
poucos irão demonstrar sinais clínicos.
O gato é o hospedeiro definitivo,porque é apenas
nele que o parasita consegue produzir oocistos
(ovos), que são depois excretados nas fezes e po-
dem infetar outros animais, incluindo o Homem.
Quando um gato ingere uma presa ou carne con-
taminada o parasita é libertado no tracto diges-
tivo, multiplica-se na parede intestinal e produz
oocistos. Estes oocistos são depois excretados,
durante um período curto de tempo (geralmente
menos de 14 dias), nas fezes.
Os oocistos excretados nas fezes do gato não
são imediatamente infeciosos para outros ani-
mais, precisam primeiro de sofrer um processo
designado de esporulação que demora entre 1
a 5 dias. Uma vez esporulados, os oocistos são
infetantes para gatos, pessoas e outros hospe-
deiros intermediários.
É raro um gato voltar a excretar oocistos nas fe-
zes após a primeira infeção e,quando isto ocorre,
é geralmente em quantidade muito menor.
Sinais no gato
Se o gato não desencadear uma resposta imuni-
tária eficaz, pode desenvolver sinais de doença,
que podem incluir febre, perda de apetite, perda
de peso, letargia, pneumonia, problemas oftal-
mológicos, hepatite, sinais neurológicos, entre
outros.
A infeção numa gata gestante produz sinais
severos de doença, como morte fetal, aborto,
nados-mortos e morte de gatinhos jovens.
A toxoplasmose e o Homem
Estima-se que mundialmente mais de 500 mi-
lhões de pessoas estejam infetadas, porém a
maioria não apresenta sintomas. Pessoas que te-
nham sido infetadas com este parasita desenvol-
vem anticorpos contra o organismo que podem
ser detetados em análises de sangue.
Na maioria dos casos as pessoas são
infetadas por uma de duas vias: ingestão
de oocistos do ambiente (por contacto com solo
contaminado com oocistos já esporulados, ou
por ingestão de frutas ou vegetais contamina-
dos); ou ingestão de carne mal cozinhada que
esteja contaminada com quistos.
Outras vias menos comuns são: ingestão
de oocistos esporulados em água contaminada;
ingestão de leite não pasteurizado; inalação de
oocistos esporulados em partículas de pó (extre-
mamente raro).
Cães&Companhia Cães&Companhia
Cocker Spaniel Inglês
RAFPRIDE
SHARYSVIANSET
N
ormalmente, as pessoas apaixonam-se
pela sua aparência e é isso que leva
à sua escolha. Mas o Cocker Spaniel
Inglês é um eterno amigo e fiel companheiro,
sempre pronto para a brincadeira, incansável
seguidor do seu dono, por quem faz tudo para
o ver feliz.
As origens da raça
A família dos Spaniels reúne um dos maiores
grupos de cães e um dos mais especializados.
Sendo difícil estabelecer com precisão a altu-
ra em que os Spaniels fazem a sua entrada no
mundo das raças de cães, podemos porém afir-
mar que este grupo canino é um dos tipos mais
antigos. Representações de Spaniels aparecem
já em pinturas pertencentes à Antiguidade
Clássica, como é o caso da representação de
um destes exemplares numa pintura de Filipe II
da Macedónia, pai de Alexandre, o Grande.
Embora sabendo que os Spaniels cedo foram
difundidos por toda a Europa, só voltamos a ter
registo mais preciso deste tipo de cães no rei-
nado de Henrique VIII. São desta época registos
que referem que o Duque de Northumberland,
John Dudley, foi um dos primeiros a treinar
Spaniels para a caça e que no castelo do Rei
Henrique VIII havia um empregado que era o
guardião dos Spaniels com o nome de “Robin
the King’s Spaniel Keeper” (Robin, o Guardião
dos Spaniels do Rei).
Os vários Spaniels
Com o decorrer dos anos, os Spaniels foram di-
versificando o seu tamanho e as suas aptidões
para a caça. Durante o séc. XVI, esta família era
constituída por cães de água e de terra, tendo
desenvolvido cada uma delas particularidades
que as definem.
Em 1885, foi criado na Grã-Bretanha o Spaniel
Club, que começou a trabalhar afincadamente
na elaboração dos diferentes estalões que iriam
caracterizar os distintos tipos de Spaniel. O
Clumber, o Sussex, o Welsh Springer, o English
Springer, o Field, o Water Spaniel Irlandês e o
Cocker começaram a ser registados por volta
do séc. XIX como raças distintas.
O nome “Cocker”
A designação de Cocker Spaniel Inglês passa
então a corresponder aos exemplares mais
pequenos dos Spaniels. O termo “Cocker” ter-
-lhe-á sido atribuído devido à particular noto-
riedade e rapidez com que descobria e obrigava
as galinholas (woodcocks, em inglês) a levantar
voo, o que facilitava a sua caça.
O seu pequeno tamanho fazia com que o Co-
cker entrasse em lugares que outros Spaniels
maiores não conseguiam e não o deixavam
emaranhar-se tão facilmente nos arbustos bai-
xos e cheios de espinhos, que era a habitação
das galinholas.
Assim, tradicionalmente, o Cocker Spaniel foi
criado demonstrando aptidões naturais para a
caça, comportando-se muito bem no seu exer-
cício. Definiu-se como um cão hábil em localizar
e cobrar aves, dotado de um ótimo faro, agili-
dade, resistência na movimentação, rapidez em
aprender, disposição para o trabalho e muita vi-
talidade, sendo até hoje um excelente caçador.
No entanto, com o decorrer do tempo, foi sendo
cada vez mais utilizado como cão de compa-
nhia, quem sabe, devido ao ar angelical que
sempre apresenta.
Fixação da raça
A origem da denominação “Spaniels” ainda
hoje não reúne o consenso de todos os investi-
gadores, estando a origem desta palavra ainda
por definir com exatidão.
Alguns acreditam que a origem da designação
“Spaniel” acontece por estes cães terem supos-
tamente sido levados de Espanha para Ingla-
terra pelos romanos, já que a palavra Spaniel é
de origem espanhola e significa, precisamente,
“espanhóis”. No entanto, outros acreditam
que é mais provável que a palavra “Spaniel”
derive da palavra céltica “spain”, que significa
“coelho”, dando assim mais força à primeira e
original função para a qual os Spaniels foram
desenvolvidos.
Independentemente da origem da palavra, po-
demos afirmar com certeza que, do século XVII
em diante, foi aceite amplamente a palavra
Spaniel, para designar um conjunto de cães,
especialmente em Inglaterra, onde a denomi-
nação “Cocker” foi usada pela primeira vez em
1859, numa Exposição em Birmingham.
Outro marco importante na história desta raça
“Quero adotarum cão”
Notícias
Vila da“Cães & Companhia”no Pet Festival
Lançamento da DOGTV
A Encantadora de Gatos
Sozinho em casa
O meu cão deixou de comer
Raça: CockerSpaniel Inglês
Bem comportado com as visitas
“Dono, tenho medo!”
O mundo sensorial dos cãesV: O“tato”
Massagens para combatero stress
Grooming na“Era da Informação”
Tratamento de animais obesos
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Nesta edição
Conquista com o seu olhar inteligente, meigo e curioso.
Como afeta a vida do gato e do dono.
Revista Mensal - Nº 214 - março 2015
Começa a primavera
No mês de março os dias começam a ficar
maiores e mais quentes. Porisso, após alguns
meses mais“parados”pelo frio, surge a vontade
de saire passearcom o nosso companheiro.
E ele agradece. Nada melhor que conhecer novos locais e amiguinhos de 4 patas. Um passeio
pelo campo, por exemplo, permite que o nosso cão descubra inúmeros cheiros e experiencie
novas sensações.Também para os donos é um bom momento, pois permite esquecermo-nos do
stress e monotonia da nossa rotina semanal.
Nesta edição falamos do Cocker Spaniel Inglês, uma raça que conquista pela sua aparência, de
pelo comprido,longas orelhas e olhar doce.Um cão de companhia que tem como meta um único
objetivo:Agradar aos seus donos!
Nos gatos, abordamos uma das zoonoses mais conhecidas, a Toxoplasmose; e explicamos como
começar a passear o seu gato à trela, uma experiência de pode ser muito enriquecedora para
ambos.
Até ao próximo mês!
Marta Manta
Devo fazer desparasitação
no inverno?
D
e facto, este conceito está
completamente errado,
principalmente com as
alterações climatéricas que se têm
verificado nos últimos anos. Cada
vez mais, existem infestações de
pulgas em animais de interior (ga-
tos e cães) nos meses de inverno
e, nos últimos anos, surgem pul-
gas em animais que nunca tinham
tido uma única pulga ao longo da
vida.
Torna-se, portanto, cada vez mais
importante sensibilizar os donos
para uma adequada prevenção
das parasitoses externas durante
todo o ano, mesmo em animais de
interior que não vêm à rua.
Estes parasitas podem transmitir
doenças ao cão ou gato quando
são picados para sugar sangue,
mas também aos donos. A febre
da carraça no Humano é uma pa-
tologia de difícil diagnóstico e no
último ano, em Portugal, ocorre-
ram algumas mortes em humanos
devido a estas parasitoses.
Carraças e pulgas
As carraças são ectoparasitas
(parasitas que se instalam fora
do corpo do hospedeiro) que in-
festam diversas espécies animais
(cavalos, bovinos, roedores, cães,
gatos), incluindo o Homem.
As carraças picam o hospedeiro e
ingerem sangue para se alimenta-
rem, pelo que, em caso de grandes
infestações, pode ocorrer uma per-
da de sangue significativa. Quan-
do a saliva da carraça é espalhada,
esta pode veicular vírus, bactérias
ou protozoários (micro-organis-
mos unicelulares), caso a carraça
esteja infetada.
A pulga é um inseto sem asas, de
corpo castanho, achatado e com
longas pernas que lhe permitem
saltar até 75 vezes a sua altura.
Dentro dos géneros conhecidos, o
Ctenocephalides felis é aquele que
afeta 97% dos gatos e 92% dos
cães domésticos.
Vamos falar sobre as doenças
transmitidas pelas carraças e pelas
pulgas ao seu animal.
Babesiose canina
A babesiose canina é causada por
um protozoário denominado Babe-
sia canis, que atua infiltrando-se e
destruindo os glóbulos vermelhos,
resultando numa anemia grave.
Este hemoparasita (parasita que
vive na corrente sanguínea dos
animais) pode ser transmitido por
diversas espécies de carraças.
Os sinais clínicos que os cães apre-
sentam variam desde perda de
apetite, depressão, febre, anemia
(mucosas pálidas), icterícia (muco-
sas amarelas), diarreia e hemoglo-
binúria (urina de cor escura).
Erliquiose Canina
A erliquiose canina é causada por
uma rickettsia (bactéria intracito-
plasmática) pertencente ao género
Ehrlichia, que parasita os glóbulos
brancos e as plaquetas do sangue,
levando à sua destruição. Este
hemoparasita é transmitido por
carraças da espécie Rhipicephalus
sanguineus.
A doença passa por três fases clí-
nicas:
fase aguda os animais
apresentam-se geralmente febris,
com perda de peso, anorexia, as-
tenia (fraqueza muscular), e, com
menos frequência, verificam-se
secreções nasais, depressão, peté-
quias, sangramento nasal, edema
dos membros, vómitos, uveíte e
insuficiência hépato-renal;
A fase subclínica é, geral-
mente, assintomática, podendo
aparecer algumas complicações
como depressão, hemorragias,
edema dos membros, perda de
apetite e palidez das mucosas;
fase crónica, cães com
imunidade insuficiente podem
desenvolver sangramentos espon-
Mantenha o seu animal protegido o ano inteiro.
52
Sozinho em casa
I
nfelizmente, hoje em dia, os nossos cães
acabam por passar grandes períodos de
tempo sozinhos devido às nossas rotinas
e vidas familiares e, muitas vezes, desenvol-
vem problemas de comportamento como:
destruição, ladrar excessivo ou ansiedade por
separação. É por isto, imprescindível, ensinar
o nosso cão a como estar sozinho.
1. Exercício físico
O exercício físico é uma necessidade básica
que deve ser assegurada em qualquer cão.
base bem sólida para uma boa qualidade de
vida e bem-estar.
Entendemos que estimular mentalmente o
nosso cão, se traduz no colmatar das neces-
sidades mentais (jogos que façam o cão pen-
sar) e comportamentos naturais do cão (tais
como, escavar, roer, procurar comida, usar o
olfato e a visão).
Para satisfazermos esta necessidade do nos-
so cão podemos fazer jogos como esconder
comida pela casa (ou na divisão onde o cão
fica), dar-lhe ossos para roer, alimentá-lo
Lembre-se que se o cão estiver cansado, mui-
to provavelmente terá vontade de dormir as-
sim que tiver sozinho e sossegado.
Antes de sair de casa, dê um passeio que ele
possa apreciar, deixe-o cheirar e permita que
corra sem trela num local seguro e adequado
ou então com uma trela de 20 metros. Apro-
veite as atividades que ele gosta de fazer,
como por exemplo, brincar com uma bola ou
jogar tug of war, para o cansar e dar-lhe o
exercício físico que é essencial.
2. Estimulação mental
Em conjunto com um nível apropriado de
exercício físico, a estimulação mental é es-
sencial para o desenvolvimento saudável de
um cão, assim como na prevenção de proble-
mas comportamentais. Juntos formam uma
através de brinquedos dispensadores de co-
mida (como bolas e Kongs) ou através do
treino positivo. Na verdade, basta usar a ima-
ginação.
Procure fazer uma pequena sessão de treino
antes de sair e enquanto este está sozinho
deixe-o ocupado com umas das atividade
mencionadas anteriormente. É o momento
certo para ele se ocupar com uma dessas
tarefas.
3. Crate training
Durante as primeiras semanas de um cachor-
ro ou cão adulto na sua nova casa, aposte no
uso de uma crate (transportadora). Para co-
meçar a introduzi-la no seu quotidiano, faça
um treino gradual de habituação à mesma.
O objetivo é que se torne um espaço segu-
ro que significa sempre algo bom e positivo
6 dicas para ensinar o seu cão a estar sozinho
em casa.
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Devo fazerdesparasitação no inverno?
Zoonoses Felinas:Toxoplasmose
Passearo gato à trela
O seu gato deixou de serlimpo?
Coelhos Anões: Mini-Lop
Tartaruga de dorso articulado
Exposições e Eventos
Passatempo
Clube de Leitores
Adota-me
Montra
Biblioteca
Guia Comercial
Em abril
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Foto da capa: ©ShutterStock
O meu cão deixou de comer
Q
uando o cão deixa de comer pode ser
devido a causas físicas, como uma
doença, ou psicológicas, por estar de-
primido ou stressado. A dor é uma das causas
pela qual um cão pode perder o interesse pela
comida. Uma ferida na boca, uma cárie ou uma
doença podem tirar-lhe o apetite.
Os animais mais velhos podem sofrer de artro-
ses e como o movimento lhes causa dor deixam
de ir até ao prato da comida. Mas os problemas
de estômago também podem ser a causa da
perda de apetite.
As mudanças, a chegada de um novo animal a
casa ou o desaparecimento de um ser querido
podem ser outras das razões que levam o cão a
deixar de comer. Se um animal está deprimido,
stressado ou nervoso, pode perder o apetite. O
normal é que recupere passados uns dias, mas
se a inapetência persiste, é recomendável con-
sultar o médico veterinário.
Investigue as causas
Averiguar a causa da perda de apetite do cão é
importante para atacar o problema e conseguir
que volte a comer. O médico veterinário levará
a cabo um check up para saber o que se passou.
Mas temos de ter em conta que não deve pas-
sar mais de 48 horas sem ingerir alimento, pois
pode ser prejudicial para a sua saúde, se assim
for, consulte um especialista.
As informações que passamos ao veterinário so-
bre o cão, como pessoa que convive com ele e o
conhece melhor que ninguém, são fundamentais
para saber o que tira o apetite ao animal.
Mudanças no comportamento do cão ou da ro-
tina de casa podem oferecer uma valiosa orien-
tação para diagnosticar o que se passa. Após
implementar um tratamento adequado contra
o problema que apresenta, o apetite voltará a
aparecer.
Está farto da comida
Além das diversas patologias físicas e psico-
lógicas que podem deitar a baixo o apetite do
cão, estar farto da sua comida habitual também
pode ser a causa de não se interessar pelo que
está no comedouro.
Além disso, se lhe oferecemos petiscos e gulo-
seimas fora da sua dieta habitual, é normal que
depois não coma a ração.
A idade também tem influência na perda de
apetite do cão. Os animais mais velhos, a par-
tir de 10 anos, podem ter menos vontade de
comer; têm uma mobilidade mais reduzida, um
metabolismo mais lento e podem padecer de
dores nas articulações, por isso é normal que
comam menos.
Se o cão está farto do seu alimento seco habi-
tual pode ficar mais entusiasmado se adicionar-
mos uma colher de comida em lata e um pouco
de água morna. Para saber se está realmente
apático ou apenas aborrecido, pode oferecer-
lhe várias opções em pratos diferentes (galinha,
paté, vaca). Se o cão comer, saberá que é uma
questão de aborrecimento e não de doença.
Mas nunca esqueça que os cães podem ser re-
almente caprichosos com a comida e muitos es-
cravizam os seus donos com os seus caprichos
alimentares.
3 truques para que recupere o apetite
Além dos conselhos do médico veterinário, quando o seu cão perde o apetite pode usar
estes truques para que volte a comer:
1. Fazer com que os alimentos sejam mais atrativos e para o conseguir podemos dar-lhe
comida húmida que é mais saborosa. Se aquecermos um pouco no micro-ondas o cão
ficará mais interessado em comer.
2. Dar-lhe uma dieta caseira até que o cão recupere o apetite, faz com que coma melhor. Mas
este tipo de alimento deve ser supervisionado pelo veterinário. Não se podem preparar
menus de qualquer forma, apenas com ingredientes concretos, quantidades apropriadas e
elaborados corretamente.
3. As rações com uma grande quantidade de energia são uma boa opção para um cão sem
apetite, porque embora coma pouca quantidade de alimento, tem um aporte energético
suficiente.
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Ajude o seu cão a recuperar o interesse
pela comida.
4 Cães&Companhia
Convivência
Eva Biosca Marcé
MédicaVeterinária
Fotos: Shutterstock
“Quero adotar um cão”
Será que é um bom candidato?
Há algum tempo que pensa em adotarum animal. Mas, como o escolher? O que deve terem conta
para que se adapte ao seu estilo de vida? Como saberse tem um bom temperamento?
5Cães&Companhia
A decisão de adotar deve ser bem pensada
e não um capricho momentâneoA
verdade é que muitas vezes coloca-
mos estas questões face ao desejo de
ter um cão, mas o mais importante
é deixado para depois. Antes de pensar em
como deveria ser, temos que averiguar se cum-
primos as condições para que a relação com
ele funcione, pelo menos da nossa parte.
Não siga um impulso
Há muitas pessoas que antes de adotarem um
cão já sabem o que querem, por exemplo, “um
cão de tamanho pequeno e que não largue
pelo, se possível que não ladre muito, e tem
de ser fêmea”.
Mas, pelo contrário, outras pessoas gostam
de seguir o primeiro impulso: “A mim não me
importa como é, fico com aquele que conquis-
tar o meu coração. Tenho espaço, mas pouco
tempo para estar com ele, por isso levo dois
e fazem companhia um ao outro”. Visto isto o
melhor é seguir umas premissas básicas antes
de adotar.
Nunca vá atrás de um impulso de um dia, por-
que foi com uma pessoa amiga ao canil ou
passou por uma loja e viu um cachorrinho. Isto
nunca!
A decisão de adotar deve ser ponderada e
não um capricho momentâneo, caso contrário
à mesma velocidade que entra em casa pode
sair também. Pense uma vez, duas vezes, três
vezes… um animal é para toda a vida.
Além disso, todos os que vivem consigo têm
de estar de acordo com a decisão.
Uma relação longa
A decisão de adotar um cão deve ser bem pen-
sada e não o capricho de um momento, já que
esse animal viverá aproximadamente uns 12
anos, no caso dos cães, um pouco mais se se
tratar de um gato e alguns pássaros, como os
papagaios, que chegam a viver mais do que
nós.
Implique-se verdadeiramente porque devolver
um animal é muito duro, tanto para si como
para ele.
Ficará de coração partido ao chegar a casa
O tempo que lhe dedicamos
é mais importante do que o espaço.
6 Cães&Companhia
sem ele, por muito difícil que tenha sido a
convivência entre ambos. E ficará sempre a
achar que não foi capaz ou que não fez o
suficiente.
Tempo é melhor que espaço
Tenha consciência do tempo que pode dedicar a
um animal. Não é como pôr uma nota na agen-
da para tirar uma horita por dia ou vários dias
por semana, este precisa de conviver consigo e,
além disso, irá acompanhá-lo onde for, inclusi-
vamente nos fins-de-semana e no verão.
Aponte num papel o estilo de vida que leva,
ou seja, os seus horários e o que vai modificar
quando tiver um animal. Não se esqueça de ter
em conta os sítios onde vai ao fim-de-semana,
pois pode não poder ir com ele.
Um cão ou gato de pelo comprido precisa de
ser escovado, sem pressas, com muita paciên-
cia e direito a recompensa no final.
Se, pelo contrário, tem todo o tempo do mundo,
dedique-lhe apenas o suficiente, se não pode vir
a ter problemas por excesso de atenção.
Espaço em casa
A um animal faz muito mais falta o tempo que
lhe possa dedicar do que o espaço de que dis-
põe. De nada serve ter um grande jardim se
não puder sair daí, pois precisa de experimen-
tar e conhecer outros espaços. Se não tem tem-
po suficiente para um cão, talvez seja melhor
adotar um gato.
Não precisa de viver num palácio, mas se for
uma casa alugada deve certificar-se primeiro
de que lhe permitem ter animais.
Por fim, e não menos importante, deve saber se
na sua comunidade os animais de companhia
são bem aceites, pois os seus vizinhos podem
não estar dispostos a ter animais no prédio ou
condomínio.
• O veterinário, que deve ser visitado regular-
mente. Pergunte o preço das vacinas, do micro-
chip e das consultas, deve contar sempre com
esses gastos;
• O grooming, para o manter cuidado e sau-
dável;
• Os acessórios, como a cama, coleira, trela,
brinquedos, etc.;
Faça perguntas
Se é a primeira vez que vai desfrutar da pre-
sença de um animal de companhia em casa,
procure encontrar resposta para todas as suas
dúvidas, entre amigos, fóruns da Internet ou
através de profissionais e especialistas.
Custos associados
Outra questão importante são os gastos que
representa ter um animal:
• A alimentação, que deve ser de qualidade.
Não compre a primeira que lhe vier à mão no
supermercado de uma marca desconhecida e.
à primeira diarreia. dê-lhe uma ração de alta
gama, adequada ao seu tamanho e idade;
• O seguro, obrigatório para algumas raças ca-
ninas, mas sempre aconselhável para todos os
animais de companhia;
• Durante as férias, tanto se levar o seu animal
como não, calcule o preço do passaporte (obri-
gatório para a Europa), do bilhete para ele ou
de quanto custa a sua estadia num hotel para
animais.
Tamanho e força
Um cão de tamanho grande. brincalhão e forte.
deve estar numa casa sem idosos delicados. Se
forem crianças a cair, porque o cão os empurrou,
normalmente não será grave, mas o mesmo já
não acontece com as pessoas mais frágeis.
Há muitos animais nos canis à espera de um
lar, mas antes de levarmos um para casa devemos
saber perfeitamente que o queremos mesmo
Tudo o que refletirmos antes de uma adoção
ajudará a uma decisão acertada.
Se decidiu ter um cão
Se decidir ter um cão e desfrutar dessa maravilhosa relação para toda a vida tenha em
atenção os seguintes pontos:
• Para um cão é mais importante o tempo que lhe dedicam do que o espaço disponível. Não
lhe serve de nada estar numa casa com um terreno grande para correr, se não tiver alguém
para lhe lançar a bola. Não gosta de brincar sem companhia.
• Um cão gosta mais de sair, cheirar sítios exteriores e ver os outros da sua espécie do que
ficar no jardim de casa. Com a desculpa do jardim, muitos não saem à rua.Alguns cães
chegam a habituar-se e, com o passar dos anos, são os próprios a não querer sair. No
entanto, não é justo que os privemos desses passeios tão agradáveis e necessários.
• Curiosamente, precisa de mais espaço um cão de tamanho médio ou pequeno, se for
nervoso, do que um de tamanho grande, se for molengão.
• Os cães mais velhos estão menos motivados e requerem menos atenção do dono, de
qualquer forma não lhe devemos dar menos atenção.
• Ter um cão em casa vai sujar sempre, portanto se gosta de ter sempre a casa impecável terá
de dedicar mais tempo à sua limpeza ou ter alguém que o ajude nessa tarefa.
No caso de crescer muito e não o conseguir
passear, pode sempre procurar um passeador
de cães (mais um gasto a ter em conta).
Muitos animais para adotar
Todos os fatores expostos são de grande im-
portância. Infelizmente, e independentemente
dos motivos, os Canis Municipais e as Asso-
ciações de Proteção Animal estão repletos de
animais que já tiveram um lar.
Infelizmente, houve um dia em que deixaram
de ser desejados, se tornaram um incómodo
e passaram a ser o número da sua boxe. Em
certos locais nem existe registo do historial do
animal, pode eventualmente o tratador lem-
brar-se de alguns pormenores da sua história.
Convém recordar que quase todos os animais
saem do canil esterilizados, pois com tantos
animais sem dono tentam que mais nenhum
se reproduza.
É triste, mas é assim, muitos animais saudáveis
continuam a ser sacrificados todos os anos, por
falta de lar, negando-se-lhes assim o direito à
vida.n
Os impulsos na escolha
do cão não costumam resultar bem.
Cães&Companhia8
Notícias
Novo canil
para Barreiro e Moita
O novo Centro Intermunicipal
de Recolha de Animais Errantes
ficará localizado junto ao
Mercado Abastecedor do Barreiro
e irá contemplar 33 boxes para
cães, celas de quarentena, um
gatil e um espaço administrativo.
O arranque da obra está previsto
para este verão, sendo o valor
inicial da obra de cerca de 335
mil euros.
“Encantadora de Gatos”
em Lisboa
Vicky Halls vai estar a 7 de
março, no Centro Cultural de
Belém, em Lisboa. Um evento
promovido pelo Hospital do
Gato, com o apoio da revista
"Cães & Companhia".
CÃOaroma no Fundão
Formação e passeio com
Fernanda Botelho no dia 7 de
março, no qual se vai fazer uma
introdução às plantas aromáticas
e medicinais. Saiba como tratar
e prevenir alguns problemas
comuns dos animais com
plantas e como construir uma
coleira repelente natural, entre
outras coisas. Organizado por
d'Alpetratínia. Mais informações:
964 939 072.
Curso para treinadores
Curso para treinadores com
Steve Mann, Presidente do
IMDT – Institute of Modern Dog
Trainers, nos dias 14 e 15 de
março, em Santa Maria da Feira.
Para mais informações:
itsallaboutdogs@hotmail.com
Teatro “Sílvia”
Sílvia é o nome da cadela de
Gonçalo e Catarina e dá título a
esta comédia em cena no Teatro
Villaret, em Lisboa, até 15 de
março. Conheça este estranho
“triângulo amoroso”
que mistura humor com ternura.
www.facebook.com/villaret.teatro
Seminário de Grooming
Seminário Artero, com
Workshop, no dia 22 de março,
na Exponor, com Luis Martín del
Río (stripping) e Ángel Esteban
(tesoura).
Para mais informações:
artero.portugal@gmail.com
Aranhas e Escorpiões
A Exposição"O Fascinante Mundo
das Aranhas e dos Escorpiões"
está patente até 5 de abril no
Museu Nacional de História
Natural e da Ciência, em Lisboa.
www.facebook.com/MUHNAC
Medicina Felina
O Congresso Europeu de
Medicina Felina 2015 irá
realizar-se de 1 a 5 de julho
no Porto. Com três temáticas:
dermatologia, hematologia e
controlo de fertilidade.
www.icatcare.org:8080
/isfm-congress
Órix-de-cimitarra,espécieextintanaNatureza,
nascenoJardimZoológico
Nasceu no Jardim Zoológico, em Lisboa, uma cria de Órix-de-cimitarra, espécie já extinta na Natureza desde
2000.A cria, com cerca de 15 kg, representa uma vitória importante no trabalho realizado no Jardim Zoológico
pela conservação desta espécie, que passou de abundante a extinta na Natureza em apenas algumas décadas.
Cada nova cria de Órix-de-cimitarra é uma esperança real para a sobrevivência da espécie, que já só pode ser
encontrada ao cuidado do Homem.A sua extinção deveu-se a uma combinação letal entre a caça intensiva a
partir de veículos com armas modernas, longos períodos de seca, desertificação e a redução de habitat natural
devido à expansão agrícola local e ao pastoreio de gado doméstico.
Como curiosidade, o Órix-de-cimitarra pode chegar até aos 200 kg e ter até 1,50 m de altura. É conhecido
pelos seus longos cornos, existentes nos machos e fêmeas, curvados para trás, que podem ir até aos 1,20
m de comprimento. É uma espécie herbívora.Vive em manadas de, pelo menos, 10 indivíduos, sempre com
a existência de um macho dominante. Cada gestação tem a duração de cerca de 8 meses e a fêmea tem,
normalmente, uma cria.A longevidade da espécie na natureza não é conhecida mas, sob cuidados humanos, o
Órix-de-cimitarra pode viver cerca de 30 anos.
PousadasdePortugaleRoyalCanin
comparceriaDogFriendly
Teve início em fevereiro uma parceria de colaboração entre as Pousadas de Portugal e a Royal Canin que visa
promover o conceito de “férias com o seu cão”. É cada vez mais evidente que os cães são considerados como
membros da família e, como tal, devem poder estar presentes em todos os momentos, inclusive nas férias.
As Pousadas de Portugal estão atentas às tendências do mercado e convidam os cães dos seus clientes para
usufruírem da estadia em conjunto em 17 unidades espalhadas pelo país. Cães de pequeno porte (até 15
kg) e cães guia, independentemente do seu peso e tamanho, podem ficar alojados nos quartos com os seus
donos e circular, quando devidamente acompanhados pelos donos, em áreas especificadas.
A Royal Canin associou-se a esta iniciativa, por considerar que
a mesma representa um passo importante na integração dos
animais de companhia em todos os aspetos da vida dos seus
donos e na criação de um mundo melhor para os animais
de companhia. No âmbito desta iniciativa Dog Friendly a
Royal Canin oferece a todos os hóspedes caninos um kit
de boas-vindas para os ajudar a sentirem-se em casa
que inclui uma embalagem de alimentação, uma cama,
um comedouro, uma base de chão e ainda sacos
higiénicos.
Pousadas de Portugal Dog Friendly:
Caniçada-Gerês, Guimarães, Amares, Vila
Pouca da Beira, Serra da Estrela, Ria,
Viseu, Palmela, Alvito, Vila Viçosa,
Alcácer, Marvão, Arraiolos, Estoi,
Tavira, Sagres e Horta.
10 Cães&Companhia
Vila da “Cães & Companhia”
Mostra Canina no Pet Festival 2015
Pode ver mais fotografias da Vila da “Cães & Companhia” e dos Encontros de Raça
11Cães&Companhia
realizados durante os 3 dias no nosso Facebook: www.facebook.com/caes.e.companhia
Obrigada a todos os nossos convidados e visitantes!
Lançamento da DOGTV
O seu cão vai adorar!
A DOGTV está a chegar a Portugal! O lançamento oficial está para breve, mas damos-lhe já a conhecer
em primeira mão este projeto dedicado aos nossos “cãopanheiros”.
Entrevista Redação
A
DOGTV Portugal é um canal de televi-
são exclusivo para o seu cão, para que
este se sinta sempre acompanhado,
mesmo quando está sozinho em casa. Para per-
ceber melhor este conceito falámos com Pedro
Costa, Diretor Geral da empresa que apostou
em trazer a DOGTV para o nosso país.
A DOGTV Portugal é um canal para o cão!
Pode explicar melhor este conceito?
O desenvolvimento da DOGTV levou alguns anos
e muitas horas de estudo de especialistas da área
comportamental. Finalmente, foi possível criar
conteúdos adaptados à visão e audição do cão,
e, sobretudo, que cumpram o objetivo de fazer
companhia e de melhorar a sua qualidade de vida
durante as horas em que ficam sozinhos em casa.
Uma grande percentagem dos lares
portugueses tem animais de companhia,
sendo estes maioritariamente cães.
Em que países já existe DOGTV e como
tem sido a sua aceitação?
A DOGTV foi lançada nos Estados Unidos, no
Japão, na Coreia e, recentemente, na Alemanha.
Portugal será o segundo país europeu a receber
este projeto.Ao todo, o canal chega a mais de 30
milhões de lares no mundo inteiro. É um verda-
deiro fenómeno.
A DOGTV tem três tipos de programação:
conteúdos relaxantes e estimulantes,
assim como de reforço positivo a
diferentes estímulos. O que os diferencia?
Acima de tudo o canal não é feito para hipnoti-
zar os cães à frente da televisão.A programação
é desenhada para acompanhar o ciclo diário.
Como nós, também os cães têm necessidade de
fazer coisas diferentes ao longo do dia. Umas ve-
zes mais calmas, outras mais mexidas.
Um problema comportamental frequente
é o stress e a ansiedade por separação.
A DOGTV pode ajudar nestes casos?
Sim. A DOGTV é aconselhada por vários espe-
cialistas para reduzir os problemas de ansiedade
dos cães através da presença constante que terá
ao longo do dia com conteúdos adaptados à sua
natureza e aos seus sentidos.
Os sentidos caninos são distintos dos
nossos. A emissão da DOGTV Portugal é
adaptada às suas características?
Esse é o maior “segredo” da DOGTV.As imagens
e os sons foram alterados para se adaptarem aos
A DOGTVPortugal é um canal de televisão exclusivo
para cães com o objetivo de fazercompanhia e melhorar
a sua qualidade de vida quando estão sozinhos em casa
cães. Provavelmente os donos vão achar a emis-
sãoestranha,umasvezescomcoresmaispálidas,
outras vezes muito azuladas.Não se preocupem!
O canal é para os cães, eles vão adorar.
A DOGTV Portugal prevê ter algum
conteúdo para os donos?
Durante a emissão, especialmente à noite e ao
fim de semana, a DOGTV terá conteúdos espe-
ciais para os donos dos cães, produzidos em Por-
tugal, mostrando a nossa realidade e ajudando a
conhecer melhor este universo fantástico que é
conviver e tratar os nossos amigos caninos.
Para que os donos percebam melhor o
conceito, é possível ver online alguns dos
programas disponíveis?
Podem espreitar o Facebook da DOGTV Portugal
ou o canal YouTube da DOGTV.
Há vários vídeos que explicam e exemplificam
todo o projeto.
www.facebook.com/dogtvportugal
Este é um canal premium.
Qual o seu valor?
A subscrição é de 4,99€ por mês e não obriga a
fidelização. n
14 Cães&Companhia
A Encantadora de Gatos
Vicky Halls pela primeira vez em Portugal
No dia 7 de março vai estar em Portugal, pela primeira vez,Vicky Halls, conhecida como
a “Encantadora de Gatos”, num evento promovido pelo Hospital do Gato, com o apoio da revista
“Cães & Companhia”.
F
alámos com a Dra. Maria João Dinis
da Fonseca, Diretora Clínica do Hospi-
tal do Gato e grande impulsionadora
deste evento inédito no nosso país.
Podemos dizer que na base deste
evento está o conceito subjacente
ao Hospital do Gato. Pode fazer uma
breve apresentação deste espaço?
O Hospital do Gato é um hospital veteriná-
rio inteiramente dedicado à espécie felina. É
o primeiro Hospital Veterinário em Portugal
com estas características. Com 20 anos de
experiência sempre em ambiente hospitalar,
senti necessidade de conseguir prestar cui-
dados mais diferenciados aos gatos, sobretu-
do quando é preciso que fiquem internados,
onde a qualidade do serviço é decisiva para a
sua recuperação.
Oferecer cuidados de excelência em medi-
cina felina é o nosso objetivo e isso só se
consegue com instalações e meios físicos
que o permitam, e com uma equipa que se
identifique com o conceito Cat-friendly. Mas
para que este projeto inovador seja valoriza-
do também os donos precisam de formação,
esta é também uma das nossas missões.
Quanto mais informados sobre gatos e so-
bre as suas particularidades forem os donos,
mais facilmente vão conseguir compreender
os seus gatos e mais vão apreciar este proje-
to e a sua equipa. A nossa assinatura é “Vi-
vemos o Gato”, porque na realidade é o que
fazemos diariamente no Hospital do Gato.
Como surgiu a ideia de fazer um evento
só sobre gatos? E a oportunidade
de convidar a “Encantadora da Gatos”?
Todas as consultas no Hospital do Gato, mas
sobretudo as de primeira vez, têm uma com-
ponente formativa. Os donos valorizam este
conceito e apreciam a diferença.
No entanto, em ambiente de “consulta” é
difícil os donos reterem tanta informação.
Assim, paralelamente a todo o material di-
Entrevista Redação
Num questionário realizado pelo Hospital do Gato
a proprietários, verificámos que mais de 80%
desconhece as necessidades básicas do seu gato
dático que fornecemos nas consultas, que-
remos organizar ações deste tipo, de modo
a promover a formação, mas de uma forma
mais lúdica. Este é o primeiro evento que or-
ganizamos, conta com o apoio da Purina, mas
queremos que tenha continuidade.
O nome da Vicky Halls surge por ser uma
oradora que alia um elevado conhecimento
técnico a uma linguagem acessível. O fato da
palestra ser em inglês foi contornado com a
utilização de tradução simultânea.
Pode dar-nos a conhecer
um pouco mais a oradora Vichy Halls?´
A Vicky Halls tem como formação de base
enfermagem veterinária. Em 1980, quando
Dra. Maria João Dinis da Fonseca,
Diretora Clínica do Hospital do Gato.
O evento é direcionado
a todos os amantes
de gatos e pretendemos
que decorra numa
linguagem acessível
e pouco técnica
começou a trabalhar num gatil, apercebeu-se
das dificuldades que existiam aquando das
adoções, pois a informação sobre comporta-
mento felino era escassa. Começou assim o
seu percurso, estimulado pela necessidade de
conhecimento para conseguir fazer melhor
pelos gatos.
O facto de ter mais de 30 anos de experiência,
sempre a lidar diretamente com os donos, faz
com que conheça como poucos todos os me-
andros e dificuldades que surgem, por vezes,
na convivência com os gatos. Foi bastante
pioneira, mas manteve-se sempre atualizada,
e é atualmente consultora na área de com-
portamento da prestigiada ISFM (Sociedade
Internacional de Medicina Felina).
Esta iniciativa é mais direcionada
para os donos ou para profissionais
(médicos, enfermeiros, auxiliares,
groomers, entre outros)?
O evento é direcionado a todos os amantes
de gatos e pretendemos que decorra numa
Breve Biografia de Vicky Halls
Vicky Halls é uma aclamada comportamentalista felina.
Com mais de 17 anos de experiência em tratamento
de problemas de comportamento em gatos, é autora
de vários best-sellers internacionais, entre eles dois
traduzidos para português: “Segredos de Gato: O Livro
que o Seu Gato Gostaria que Lesse” e “Detetive de
Gatos: À Descoberta dos Mistérios do Comportamento
do seu Gato”.
Integra o departamento de Comportamento e Bem-
-Estar Animal da ISFM - International Society of Feline
Medicine. É colaboradora regular de várias revistas
sobre gatos,“The Cat” e “ Your Cat”, bem como de
programas de rádio e televisão. Em 2008,Vicky foi
eleita a “Nation’s Favourite Cat Author” pelos leitores da
Revista “Your Cat”.
linguagem acessível e pouco técnica. No
entanto, certamente que os profissionais de
saúde também têm a aprender com o evento,
quanto mais não seja, qual a melhor maneira
de transmitir informação aos donos.
Existem muitas oportunidades para médicos
veterinários, enfermeiros e outros técnicos
aumentarem o seu conhecimento, mas for-
mações focadas nos donos são raras. A maio-
ria das inscrições tem sido para proprietários,
mas também temos várias inscrições de mé-
dicos veterinários.
Foram 5 os temas escolhidos para este
primeiro evento. Considera que estes
estão entre as dúvidas e problemas mais
frequentes entre os donos?
Sem dúvida que sim. São temas que consti-
tuem dúvidas diárias dos donos e que inter-
ferem com a relação que têm com o gato. Os
temas foram propostos por nós, e a opinião
da Vicky Halls foi em concordância com a
nossa, o que nos leva a concluir que no Reino
Unido, onde o gato é o animal de estimação
mais frequente, os problemas são semelhan-
tes.
Na sua opinião, acha que a maioria
dos donos compreende o seu gato?
Tenho a certeza que não. Num questionário
realizado pelo Hospital do Gato a proprietá-
rios de gatos, verificámos que mais de 80%
desconhece as necessidades básicas do seu
gato. Estes dados não me surpreenderam.
No Hospital do Gato estamos todos motiva-
dos para contrariar este resultado. Queremos
gatos mais saudáveis e mais felizes, que são
dois conceitos indissociáveis. São muitas as
doenças nos gatos que têm como base um
distúrbio do bem-estar felino e muitos os
problemas comportamentais que se tradu-
zem em problemas somáticos.
O que diria a um dono de gato
para o convidar a ir a este evento?
Trata-se de uma oportunidade única para
ficar a conhecer melhor o seu gato. Quanto
melhor o compreender mais vai gostar dele
(mais ainda!) e mais feliz vai ser a relação
dono-gato. Descortinar os enigmas do com-
portamento felino e ajudar a resolver os pro-
blemas mais frequentes vão ser objetivos al-
cançados. E qual é o dono que não se intriga
com algumas reações do seu gato? n
Para mais informações e inscrições:
• Tel. 213 017 360
• geral@hospitaldogato.com
• www.hospitaldogato.com
16 Cães&Companhia
Sozinho em casa
Como ensinaro seu cão
©ShutterStock
Os cães são animais altamente sociais e, como tal, requerem muita companhia e tempo da nossa
parte. Neste artigo damos-lhe 6 dicas para ensinar o seu cão a estar sozinho em casa.
Treino
Alexandra Monteiro
Treinadora da It's All About Dogs
Fotos: IAAD
I
nfelizmente, hoje em dia, os nossos cães
acabam por passar grandes períodos de
tempo sozinhos devido às nossas rotinas
e vidas familiares, e, muitas vezes, desen-
volvem problemas de comportamento como:
destruição, ladrar excessivo ou ansiedade por
separação. É por isso, imprescindível ensinar
o nosso cão a como estar sozinho.
1. Exercício físico
O exercício físico é uma necessidade básica
que deve ser assegurada em qualquer cão.
vida e bem-estar. Entendemos que estimular
mentalmente o nosso cão se traduz no col-
matar das necessidades mentais (jogos que
façam o cão pensar) e dos comportamentos
naturais do cão (tais como, escavar, roer, pro-
curar comida, usar o olfato e a visão).
Para satisfazermos esta necessidade do nosso
cão podemos fazer jogos como esconder comi-
da pela casa (ou na divisão onde o cão fica),
dar-lhe ossos para roer, alimentá-lo através de
brinquedos dispensadores de comida (como
bolas e Kongs) ou através do treino positivo.
Os cães devem sair de casa pelo menos
2x por dia, para poderem cheirar o ambiente
ao seu redor, mantendo-se em forma e mentalmente
estáveis
Lembre-se que se o cão estiver cansado, mui-
to provavelmente terá vontade de dormir as-
sim que estiver sozinho e sossegado.
Antes de sair de casa, dê um passeio que ele
possa apreciar, deixe-o cheirar e permita que
corra sem trela num local seguro e adequado
ou então com uma trela de 20 metros. Apro-
veite as atividades que ele gosta de fazer,
como por exemplo, brincar com uma bola ou
jogar tug of war, para o cansar e dar-lhe o
exercício físico que é essencial.
2. Estimulação mental
Em conjunto com um nível apropriado de
exercício físico, a estimulação mental é es-
sencial para o desenvolvimento saudável de
um cão, assim como na prevenção de proble-
mas comportamentais. Juntos formam uma
base bem sólida para uma boa qualidade de
Na verdade, basta usar a imaginação.
Procure fazer uma pequena sessão de treino
antes de sair e enquanto este está sozinho dei-
xe-o ocupado com umas das atividade men-
cionadas anteriormente. É o momento certo
para ele se ocupar com uma dessas tarefas.
3. Crate training
Durante as primeiras semanas de um cachorro
ou cão adulto na sua nova casa, aposte no uso
de uma crate (transportadora). Para começar a
introduzi-la no seu quotidiano, faça um treino
gradual de habituação à mesma. O objetivo é
que se torne um espaço seguro que significa
sempre algo bom e positivo para o cão, e nun-
ca deve significar castigo ou um espaço que o
cão quer evitar. Para conseguirmos que o cão
estabeleça este tipo de relação com a crate,
vamos introduzi-la aos poucos na vida do cão,
A Alice, com 8 semanas, já
aprendeu a gostar de dormir
sozinha dentro da crate.
18 Cães&Companhia
ou seja, é dentro da crate que o cão terá acesso
às coisas boas, como as suas refeições, um osso
ou um Kong.
No início do treino a porta nunca deve estar fe-
chada e o cão nunca pode ficar “preso” na cra-
te. À medida que evolui no processo de treino,
pode gradualmente ir fechando a porta, perma-
necendo fechada durante cada vez mais tempo.
Esta ferramenta vai permitir que o seu cão se
habitue a estar sozinho e sossegado num sítio
seguro, onde apenas pode interagir com os ob-
jetos apropriados para ele, como um Kong ou
um osso, evitando que procure a perna da mesa
para roer, por exemplo.
4. Quando o deixar sozinho
Quando trazemos um cachorro para casa ou
adotamos um cão já adulto, o mais certo é que-
rermos passar o máximo de tempo possível com
ele, raramente o deixamos sozinho pois quere-
mos que se sinta seguro na sua nova casa – o
que é perfeitamente normal.
No entanto, é muito importante que o cão
aprenda a estar sozinho, noutra divisão, mesmo
quando estamos em casa. Quando estiver perto
do seu cão, crie vários momentos diferentes um
para treinar, outro para brincar, momentos para
festinhas e momentos para o cão estar sosse-
gado sem receber atenção mesmo quando está
Evite criar fossos
sociais na vida do seu
companheiro e torne os
momentos de solidão em
momento de lazer, como
roer um Kong ou dormir
presente. Enquanto está em casa, por vezes,
coloque-o em outra divisão enquanto dorme ou
roi um osso.
5. Como o deixar sozinho
O confinamento ou acesso restrito aos vários
locais da casa é muito importante nos primeiros
tempos do cachorro, ou cão, em casa. Crie um
sítio à prova de cão, onde este ficará confortá-
vel e seguro durantes as suas saídas. Lembre-se
que, na sua ausência, o cão terá muito “tempo
livre” e vai procurar entreter-se com qualquer
coisa que encontrar.
O “espaço” que tem livre também dita o que
pode fazer. Portanto, mantenha-o num local
relativamente pequeno, com acesso a água
fresca, comida e brinquedos adequados (como
explicado na estimulação mental), e com a sua
casa-de-banho interna (caso seja um cachorro
pequeno ainda não acostumado a aguentar
tantas horas).
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa,
os cães não precisam de muito espaço livre quan-
do estão sozinhos. Na verdade, podem ficar num
espaço relativamente pequeno, onde se possam
ocupar com algumas coisas e descansar.
Promover a estimulação mental do cachorro
quando está sozinho é uma ótima forma
de incutir bons hábitos e evitar que este
associe a solidão a algo de mau.
Prepare o local onde o
cão fica durante o dia,
com uma cama quente,
brinquedos recheados de
comida, água e uma casa
de banho temporária
Quando o cachorro está cansado, física e mentalmente,
e quer descansar, pode ser deixado num local do seu agrado,
como a apanhar sol no pátio, pois, mesmo quando estamos
em casa, convém que aprenda gradualmente a ficar sozinho.
Quando o cachorro está a dormir deixe-o sozinho, para que
aprenda que estar sozinho é bom. Aproveite esses momentos
para o deixar sossegado.
A estimulação mental é muito importante,
dê ao cachorro um ossinho e deixe que
este permaneça sozinho enquanto o rói.
Quando os tutores chegam a casa,aí sim,podem
ter acesso à casa toda, sob a sua supervisão, evi-
tando assim que desenvolvam comportamentos
destrutivos, ou outros, que não querem que ele
repita.
6. Seja tranquilo
Os cães são muito observadores do nosso com-
portamento e rapidamente se apercebem dos
nossos padrões.Torne as suas saídas e chegadas
a casa mais calmas.
Tente não lhe tocar de forma muito excitada e
enérgica quando chega a casa, porque isso mo-
tiva o cão a pular, mordiscar e apresentar todos
aqueles comportamentos de exaltação associa-
dos à chegada do dono a casa.n
20 Cães&Companhia
O meu cão deixou de comer
O que faço?
Convivência Carolina Pinedo
Fotos: Shutterstock
Uma mudança, a chegada a casa de um bebé ou de outro animal, são circunstâncias que podem
desencadearperda de apetite no cão porstress, medo ou nervos, assim como se este estivera convalescer
de uma doença. Damos alguns conselhos para o ajudara conseguirque o seu cão recupere o interesse pela
comida.
21Cães&Companhia
Preste atenção aos hábitos alimentares
do seu cão, qualquer mudança pode ser sinal
de um problema na sua saúde
Q
uando o cão deixa de comer pode ser
devido a causas físicas, como uma
doença, ou psicológicas, por estar de-
primido ou stressado. A dor é uma das causas
pela qual um cão pode perder o interesse pela
comida. Uma ferida na boca, uma cárie ou uma
doença podem tirar-lhe o apetite.
Os animais mais velhos podem sofrer de artro-
ses e como o movimento lhes causa dor deixam
de ir até ao prato da comida. Mas os problemas
de estômago também podem ser a causa da
perda de apetite.
As mudanças, a chegada de um novo animal a
casa ou o desaparecimento de um ser querido
podem ser outras das razões que levam o cão a
deixar de comer. Se um animal está deprimido,
stressado ou nervoso, pode perder o apetite. O
normal é que recupere passados uns dias, mas
se a inapetência persiste, é recomendável con-
sultar o médico veterinário.
Investigue as causas
Averiguar a causa da perda de apetite do cão é
importante para atacar o problema e conseguir
que volte a comer. O médico veterinário levará
a cabo um check up para saber o que se passou.
Mas temos de ter em conta que não deve pas-
sar mais de 48 horas sem ingerir alimento, pois
pode ser prejudicial para a sua saúde; se assim
for, consulte um especialista.
As informações que passamos ao veterinário so-
bre o cão, como pessoa que convive com ele e o
conhece melhor que ninguém, são fundamentais
para saber o que tira o apetite ao animal.
Mudanças no comportamento do cão ou da ro-
tina de casa podem oferecer uma valiosa orien-
tação para diagnosticar o que se passa. Após
implementar um tratamento adequado contra
o problema que apresenta, o apetite voltará a
aparecer.
Está farto da comida
Além das diversas patologias físicas e psico-
lógicas que podem deitar abaixo o apetite do
cão, estar farto da sua comida habitual também
pode ser a causa de não se interessar pelo que
está no comedouro.
Além disso, se lhe oferecemos petiscos e gulo-
seimas fora da sua dieta habitual, é normal que
depois não coma a ração.
A idade também tem influência na perda de
apetite do cão. Os animais mais velhos, a par-
tir de 10 anos, podem ter menos vontade de
comer; têm uma mobilidade mais reduzida, um
metabolismo mais lento e podem padecer de
dores nas articulações, por isso é normal que
comam menos.
Se o cão está farto do seu alimento seco habi-
tual pode ficar mais entusiasmado se adicionar-
mos uma colher de comida em lata e um pouco
de água morna. Para saber se está realmente
apático ou apenas aborrecido, pode oferecer-
-lhe várias opções em pratos diferentes (galinha,
paté, vaca). Se o cão comer, saberá que é uma
questão de aborrecimento e não de doença.
Mas nunca esqueça que os cães podem ser re-
almente caprichosos com a comida e muitos es-
cravizam os seus donos com os seus caprichos
alimentares.n
3 truques para que recupere o apetite
Além dos conselhos do médico veterinário, quando o seu cão perde o apetite pode usar
estes truques para que volte a comer:
1. Fazer com que os alimentos sejam mais atrativos e, para o conseguir, podemos dar-lhe
comida húmida que é mais saborosa. Se aquecermos um pouco no micro-ondas o cão
ficará mais interessado em comer.
2. Dar-lhe uma dieta caseira até que o cão recupere o apetite, fará com que coma melhor.
Mas este tipo de alimento deve ser supervisionado pelo veterinário. Não se podem preparar
menus de qualquer forma, apenas com ingredientes concretos, quantidades apropriadas e
elaborados corretamente.
3. As rações com uma grande quantidade de energia são uma boa opção para um cão sem
apetite, porque embora coma pouca quantidade de alimento, tem um aporte energético
suficiente.
Averiguar a causa da perda de apetite
do cão é importante para atacar
o problema e conseguir que volte a comer.
Se lhe oferecermos petiscos e guloseimas
for da sua dieta habitual, é normal que
depois não coma a ração.
22 Cães&Companhia
Cocker Spaniel Inglês
Um orelhudo de olharcativante
RafpRide
Gabriela Rafael, do afixo “Rafpride”Raça
O Cocker Spaniel Inglês é conhecido
como uma das raças preferidas como cão
de companhia. É uma raça equilibrada
e multifacetada, um cão de caça e de
companhia, duas atividades que exerce
com o mesmo amor e dedicação, tendo
como meta um único objetivo: Agradar aos
seus donos!
23Cães&Companhia
SharySVianSet
N
ormalmente, as pessoas apaixonam-se
pela sua aparência e é isso que leva
à sua escolha. Mas o Cocker Spaniel
Inglês é um eterno amigo e fiel companheiro,
sempre pronto para a brincadeira, incansável
seguidor do seu dono, por quem faz tudo para
o ver feliz.
As origens da raça
A família dos Spaniels reúne um dos maiores
grupos de cães e um dos mais especializados.
Sendo difícil estabelecer com precisão a altu-
ra em que os Spaniels fazem a sua entrada no
mundo das raças de cães, podemos porém afir-
mar que este grupo canino é um dos tipos mais
antigos. Representações de Spaniels aparecem
já em pinturas pertencentes à Antiguidade
Clássica, como é o caso da representação de
um destes exemplares numa pintura de Filipe II
da Macedónia, pai de Alexandre, o Grande.
Embora sabendo que os Spaniels cedo foram
difundidos por toda a Europa, só voltamos a ter
registo mais preciso deste tipo de cães no rei-
nado de Henrique VIII. São desta época registos
que referem que o Duque de Northumberland,
John Dudley, foi um dos primeiros a treinar
Spaniels para a caça e que no castelo do Rei
Henrique VIII havia um empregado que era o
guardião dos Spaniels com o nome de “Robin
the King’s Spaniel Keeper” (Robin, o Guardião
dos Spaniels do Rei).
Os vários Spaniels
Com o decorrer dos anos, os Spaniels foram di-
versificando o seu tamanho e as suas aptidões
para a caça. Durante o séc. XVI, esta família era
constituída por cães de água e de terra, tendo
desenvolvido cada uma delas particularidades
que as definem.
Em 1885, foi criado na Grã-Bretanha o Spaniel
Club, que começou a trabalhar afincadamente
na elaboração dos diferentes estalões que iriam
caracterizar os distintos tipos de Spaniel. O
Clumber, o Sussex, o Welsh Springer, o English
Springer, o Field, o Water Spaniel Irlandês e o
Cocker começaram a ser registados por volta
do séc. XIX como raças distintas.
O nome “Cocker”
A designação de Cocker Spaniel Inglês passa
então a corresponder aos exemplares mais
pequenos dos Spaniels. O termo “Cocker” ter-
-lhe-á sido atribuído devido à particular noto-
riedade e rapidez com que descobria e obrigava
as galinholas (woodcocks, em inglês) a levantar
voo, o que facilitava a sua caça.
O seu pequeno tamanho fazia com que o Co-
cker entrasse em lugares que outros Spaniels
maiores não conseguiam e não o deixavam
emaranhar-se tão facilmente nos arbustos bai-
xos e cheios de espinhos, que era a habitação
das galinholas.
Assim, tradicionalmente, o Cocker Spaniel foi
criado demonstrando aptidões naturais para a
caça, comportando-se muito bem no seu exer-
cício. Definiu-se como um cão hábil em localizar
e cobrar aves, dotado de um ótimo faro, agili-
dade, resistência na movimentação, rapidez em
aprender, disposição para o trabalho e muita vi-
A raça é dotada de um temperamento meigo
e afetuoso, pleno de vida
talidade, sendo até hoje um excelente caçador.
No entanto, com o decorrer do tempo, foi sendo
cada vez mais utilizado como cão de compa-
nhia, quem sabe, devido ao ar angelical que
sempre apresenta.
Fixação da raça
A origem da denominação “Spaniels” ainda
hoje não reúne o consenso de todos os investi-
gadores, estando a origem desta palavra ainda
por definir com exatidão.
Alguns acreditam que a origem da designação
“Spaniel” acontece por estes cães terem supos-
tamente sido levados de Espanha para Ingla-
terra pelos romanos, já que a palavra Spaniel é
de origem espanhola e significa, precisamente,
“espanhóis”. No entanto, outros acreditam
que é mais provável que a palavra “Spaniel”
derive da palavra céltica “spain”, que significa
“coelho”, dando assim mais força à primeira e
original função para a qual os Spaniels foram
desenvolvidos.
Independentemente da origem da palavra, po-
demos afirmar com certeza que, do século XVII
em diante, foi aceite amplamente a palavra
Spaniel, para designar um conjunto de cães,
especialmente em Inglaterra, onde a denomi-
nação “Cocker” foi usada pela primeira vez em
1859, numa Exposição em Birmingham.
Outro marco importante na história desta raça
O Cocker deve ter
uma aparência
alegre e robusta.
24 Cães&Companhia
Herbert Summers Loyd, proprietário do afixo “Of Ware”,
com três dos seus exemplares, estando no meio “Lucky
star of Ware”, duas vezes ganhador do Best in Show da
Crufts (fotografia retirada da Wikipédia).
aconteceu no ano de 1879, altura em que nasce
“Obo”, um Cocker Spaniel Inglês negro que deu
origem à linhagem de todos os Cockers moder-
nos.
Com a fundação do English Kennel Club em
1873, o Cocker Spaniel passou a ser conside-
rado uma raça separada do Field Spaniel e do
Springer Spaniel.
O English Kennel Club reconheceu a raça em 1892
e o seu primeiro estalão (conjunto de característi-
cas que definem uma raça) foi então publicado.
O prestígio desta raça afirmou-se definitiva-
mente quando venceu o prémio de “Melhor
Exemplar da Exposição” (Best in Show) na Ex-
posição Crufts, em Londres, por seis vezes (nos
anos de 1930, 1931, 1938, 1939, 1948 e 1950)
pelos exemplares do famoso Canil “Of Ware”,
do Criador Herbert Summers Loyd.
Atualmente, esta raça é utilizada principalmente
como cão de companhia, de Exposição e de caça.
A raça atual
Como em muitas outras raças de cães, existem
ainda hoje algumas diferenças morfológicas en-
tre os exemplares usados para o trabalho e aque-
les que são criados como exemplares de beleza
para participarem em Exposições Caninas.
No Cocker Spaniel Inglês, basicamente, o cão de
trabalho será um exemplar ligeiramente mais
leve, com um corpo mais curto do que um exem-
plar criado para Exposição.
Em termos de aparência, e como será facilmen-
te compreendido, o cão de Exposição terá pelo
e franjas mais compridos e bem tratados do que
o seu compatriota caçador.
É da utilização deste animal nas caçadas que
surgiu o costume de se amputar parte da sua
cauda: dizia-se que o Cocker, ao caçar, balança-
va a sua cauda de um lado ao outro com tanto
entusiasmo que sacudia os arbustos à sua volta
e acabava por espantar a caça. Hoje, com a proi-
bição das cirurgias estéticas em animais, esse
costume deixou de fazer sentido.
Principais aptidões da raça
O Cocker Spaniel Inglês, embora tenha sido se-
lecionado com a finalidade de ser utilizado no
levantamento da caça na vegetação rasteira,
cedo entrou nas casas dos seus proprietários,
tornando-se um elemento da família e uma
das raças, por excelência, escolhida para cães
de companhia, função que desempenha neste
momento, na maioria dos países.
No entanto, em países como França e Inglaterra,
os seus dotes e forte instinto de caçador conti-
nuam a ser utilizados e muito apreciados.
Em Portugal
Tal como na grande maioria dos países eu-
ropeus, em Portugal o Cocker aparece desde
sempre na lista dos cães mais registados e mais
procurados.
No primeiro Livro de Origens Português (LOP), que
data de 1956,é interessante verificar que em 2.200
exemplares registados, 400 eram da raça Cocker
Spaniel Inglês, colocando a raça em primeiro lugar,
muito longe do segundo classificado, o Setter com
239 exemplares.É assim evidente a enorme aceita-
ção que a raça teve desde início no nosso país.
Na primeira década do século XXI,a sua posição da
lista das raças mais registadas foi variando, tendo
ido do 5º lugar em 2000 até ao 21º lugar nos anos
de 2009 e 2010.
Deve ter uma natureza alegre que se reflete
na cauda a abanar, num movimento típico cheio
de energia
Viansetsharys
O pelo deve ser liso e de textura
sedosa, nunca deve ser duro
e ondulado
Aparência geral
Na classificação da Federação Cinológica Interna-
cional (FCI), o Cocker Spaniel pertence ao Grupo 8,
destinado aos cães de água, levantadores de caça
e retrievers.
De aparência geral, o Cocker deve ser um cão ale-
gre e robusto,próprio para a caça,bem balanceado
e compacto. Deve ter uma natureza alegre que se
reflete na cauda a abanar, num movimento típico
cheio de energia. O seu temperamento deve ser
meigo e afetuoso, pleno de vida.
Morfologicamente, o Cocker Spaniel Inglês deve
apresentar um corpo sólido,bem musculado e bem
proporcionado.A estrutura óssea deve ser robusta
e firme. Os machos devem ter uma altura entre os
39 e os 42 cm, enquanto as fêmeas devem andar
entre os 38 e os 39 cm. O seu peso deve manter-se
entre os 13 e os 15 kg.
Uma cabeça característica
A cabeça deve apresentar linhas suaves, com um
crânio bem desenvolvido e cinzelado, e um stop
bem marcado. Os olhos devem ser cheios, de cor
castanho-escuro. No entanto, quando os exem-
plares apresentam pelagens de cor fígado, fígado
ruão e fígado e branco, a cor dos olhos será muito
mais clara, em harmonia com a cor do pelo. O seu
olhar deve ser um misto de inteligência e meiguice
com um estado de alerta e curiosidade permanen-
te por tudo aquilo que o rodeia.
As orelhas devem ser de inserção baixa e, quando
esticadas para a frente, o seu comprimento deve
alcançar a ponta do nariz. A mandíbula deve ser
forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita,
regular e completa, isto é, os incisivos superiores
sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inse-
ridos em ângulo reto com os maxilares. Os ossos
da face não devem ser proeminentes. A saída do
pescoço é elegante e este deve ser de comprimento
médio e musculado.
Vianset
Um cão equilibrado
O tronco deve ser forte e compacto, com um peito
profundo e costelas bem arqueadas.A linha dorsal
deve ser firme e reta, sendo ligeiramente descen-
dente na parte posterior do cão.
Os membros devem possuir uma boa ossatura. Os
anteriores devem ser direitos e curtos,enquanto os
posteriores devem ser bem angulados e muscula-
dos. Mãos e pés devem mostrar dedos fechados.
O Cocker deve apresentar um andamento fluente,
com grande propulsão e boa cobertura de solo.
De cauda a abanar
De alguns anos a esta parte, os criadores deixaram
de amputar parte da cauda.Esta prática prendia-se
com o facto de esta não interferir no trabalho do
cão quando se dedicava à caça.Nestes exemplares
a cauda deveria ter mais de 10 cm (corresponden-
do à terceira vértebra).
Para os exemplares de cauda inteira, esta deve ser
ligeiramente curva, de comprimento proporcional
ao corpo não devendo ultrapassar o jarrete.
A cauda deve estar inserida ligeiramente abaixo da
linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e
portada horizontalmente.
A sua pelagem
Na sua pelagem, o Cocker ostenta um dos seus
grandes atrativos,uma vez que aliado à sua conhe-
cida franja, apresenta cores muito variadas, que
vão desde as sólidas às particolours.
Algumas pelagens apresentam marcações em cor
de canela conhecidas como tan.
Nas sólidas temos cores como o preto, o dourado,
o fígado ou chocolate, o black and tan (preto afo-
gueado) e o fígado e tan.Nestas cores sólidas,só é
permitida a existência de pelo branco no peito.
Nos particolours aparecem uma grande combina-
ção de cores. Nos exemplares com duas cores (bi-
colores), aparece sempre a cor branca juntamente
com o preto, o laranja, o fígado ou o limão. Nos
exemplares com três cores (tricolores) podemos
encontrar as cores: preto, branco e tan; e fígado,
branco e tan.
Finalmente,nosexemplaresruãopodemosteracor
azul, azul com tan, laranja, limão, fígado e fígado
com tan. O pelo deve ser liso e de textura sedosa.
Nunca deve ser duro e ondulado. Ao contrário do
Na sua pelagem, o Cocker ostenta um dos seus
grandes atrativos, pode apresentarcores muito
variadas, que vão desde as sólidas às particolours
A preparação de um exemplar
de Exposição requer cuidados mais
específicos, nomeadamente, no que
respeita ao pelo e à tosquia.
RafpRideRafpRide©MastiM.pt
Vianset©aCalVes
que muitos possam pensar,o estalão da raça refere
que o pelo desta raça nunca deve ser muito abun-
dante e, embora deva apresentar uma boa franja
nos anteriores e corpo, o seu comprimento deve
manter-se acima dos jarretes.
Exemplares de Exposição
A preparação de um exemplar de Exposição requer
cuidados mais específicos, nomeadamente, no que
respeita ao pelo e à tosquia.
Num Cocker Spaniel de Exposição,e para que o seu
pelo cresça e se mantenha nas melhores condições,
é necessário, para além da escovagem diária, um a
dois banhos semanais com produtos próprios para
o pelo e cor do cão.
A esta raça corresponde uma tosquia específica,
que os cães de Exposição devem respeitar. Nesta
tosquia é usada a máquina, uma tesoura, uma te-
soura de desbaste e as mãos.
A máquina é utilizada, basicamente, na parte inte-
rior das orelhas e na zona do pescoço que vai des-
de a parte de baixo da mandíbula até à ponta do
externo.A tesoura é utilizada no acerto das patas e
a tesoura de desbaste poderá ser usada na junção
entre a cabeça e as orelhas e na junção do pescoço
com o resto do corpo. A tosquia da cabeça e de
todo o resto do corpo deverá ser realizada à mão
(hand stripping).
Temperamento
O Cocker Spaniel Inglês é,por natureza,curioso,ca-
rinhoso, dócil, leal e sensível. Muito sociável, adora
estar junto das pessoas,em muito particular,da sua
família humana,a qual venera com grande dedica-
ção, exigindo dela alguma atenção.
Não são bons cães de guarda, já que não apresen-
tam grande tendência para ladrar e não costumam
ser agressivos.
O Cocker adora fazer amizades e não se tornará
agressivo com visitas estranhas que apareçam na
casa dos seus donos. Sempre bem-humorado, gos-
ta de mostrar ao mundo a sua felicidade. Sempre
dependente dos seus donos, atento aos mais pe-
quenos gestos,este animal é tão especial,que mui-
tas vezes basta um olhar para que nos entenda.
Num período de desenvolvimento e da implemen-
tação da raça, alguns exemplares de cores sólidas
demonstraram comportamentos menos sociáveis.
No entanto, neste momento e fruto do trabalho de
criadores responsáveis, este problema parece estar
ultrapassado.
Um cão de família de excelência
O Cocker Spaniel é um cão alegre e brincalhão, ca-
racterísticas demonstradas pelo constante abanar
da cauda. É um cão que adora o dono e todos os
membros da família. Gosta da vida ao ar livre, sen-
do sociável para com as outras raças.
Pode viver muito bem em apartamento e em am-
bientes maiores, pois adapta-se muito bem a di-
ferentes locais e situações. A grande popularida-
de que esta raça tem mantido ao longo dos anos
pode ser explicada devido à ótima personalidade
dos cachorros, que se adaptam ao tipo de vida
dos seus familiares. Se os donos forem mais tran-
quilos e caseiros, os cães não se importam de ficar
deitados sem fazer nada; se os donos forem mais
agitados e adorarem fazer exercício, estes também
os acompanham alegremente.
RafpRide©MastiM.pt
28 Cães&Companhia
Esta raça tem demonstrado ser uma ótima e alegre
companheira para as crianças.Gostam de brincar e
sentem-se em casa no meio de uma boa confusão.
Além disso,são bastante sociáveis,até mesmo com
pessoas estranhas.
Não aprecia ser deixado sozinho, já que necessita
de bastante atenção. É um cão que gosta de ser
incluído na vida familiar e que gosta de agradar ao
dono, seja qual for a atividade que lhe seja “pe-
dida”, pois demonstra uma energia inesgotável.
Gosta de atenção e de carinho,que retribui de uma
forma redobrada. Este cão precisa de estar bem
inserido na família, caso contrário será infeliz e
poderá mesmo desenvolver comportamentos que
não são típicos da raça.
Maturidade e reprodução
Normalmente, nesta raça, o primeiro cio aparece
entre os 9 e os 12 meses de idade, mas as fême-
as atingem a sua maturidade sexual por volta dos
2 anos de idade, altura em que estão preparadas
para poderem fazer a sua primeira ninhada.A raça
não demonstra dificuldades em realizar uma mon-
ta natural.
O nascimento ocorre entre os 60 e os 63 dias de
gestação, nascendo, na maior parte das vezes, en-
tre 4 a 8 cachorros.
Quandosepensaemrealizarumaninhada,algumas
precauções devem ser tidas em conta. Certifique-se
que os pais dos futuros cachorros têm temperamen-
tos equilibrados.Ambos os progenitores devem ser
Durante o seu primeiro ano de vida,a comida colo-
cada à disposição do animal pode ser mais abun-
dante do que nos anos seguintes, o que leva a que
alguns criadores optem por alimentar exemplares
mais do que uma vez por dia.
Deve também ser seguida com atenção a mudan-
ça da dentição de leite para a dentição definitiva a
fim de verificar se a colocação desta está conforme
o estalão da raça. Se alguns dentes começarem a
nascer sem os de leite terem caído, é aconselhável
uma visita ao médico veterinário.
É importante seguir com cuidado o desenvolvimen-
to dos cachorros até à idade adulta, tendo o cuida-
do de verificar todos os aspetos da sua morfologia.
Escolha do cachorro
É muito importante quando se toma a decisão
de trazer um cão para a nossa vida familiar, per-
ceber que este é um ser que necessita de cuida-
dos e de atenção.
Por vezes, a aparência adorável dos cachorros
faz com que a decisão não seja muito pensada
e ponderada. Temos sempre que pensar que o
adorável cachorrinho vai crescer e irá dar lugar
a um exemplar adulto, que no caso do Cocker
Spaniel Inglês pode compartilhar as nossas vi-
das por mais de 15 anos.
Se este passo foi realizado,é a altura então de pro-
curar um local onde adquirir o seu companheiro. E
aqui é preciso algum cuidado e bom senso. O local
mais fiável,será procurar junto do Clube Português
de Canicultura, que lhe fornecerá uma lista atuali-
zada dos criadores e das ninhadas registadas mais
recentes.
Através deste método, terá a certeza que está a
adquirir um exemplar que foi criado devidamente,
cuidado e alimentado de forma correta e com os
cuidados veterinários em dia.
Um dos problemas que existe com as raças muito
populares, e com a grande procura que existe de
exemplares destas raças, é de apareceram cachor-
ros vendidos por preços muito mais baixos, mas
cuja criação é fruto de acasalamentos pouco cui-
O convívio diário com esta raça proporciona sem-
pre aos seus donos a descoberta de mais uma brin-
cadeira ou de uma habilidade, pois, por trás deste
cão de estrutura média,está um ser astuto e esper-
talhão que não se cansa de nos surpreender.
Educação e treino
Como acontece com todas as raças, o Cocker Spa-
niel Inglês necessita, desde tenra idade, conhecer
regras e normas de comportamento, sabendo re-
conhecer a autoridade de todos os membros da
família.
É um cão fácil de educar, mas apenas se tornará o
companheiro ideal se os donos estiverem dispostos
a aproveitar a sua enorme inteligência e capacida-
de de aprender, dispensando algum tempo na sua
educação. É preciso lembrarmo-nos que os bons
cães de companhia não nasceram assim; foram
bem-educados para se tornarem excelentes com-
panheiros.
sujeitosaalgunstestes:radiografiaparadespistede
displasia da anca; exame ocular para detetar possí-
veis doenças hereditárias; e análise ao sangue para
verificar se existe alguma complicação renal.
Cachorros
Os cachorros nascem com um peso que pode variar
entre os 200 e os 400 gramas, e medem cerca de
18 a 20 cm.
Na grande maioria dos casos, o leite da mãe é ali-
mento necessário e suficiente para que os cachor-
ros cresçam de uma forma harmoniosa e saudável.
Por volta das três semanas,os cachorros tornam-se
maisativos,começandoaexplorareaestaratentos
a tudo o que os rodeia.
Aos dois meses deve começar a ser introduzida na
sua alimentação ração seca ao mesmo tempo que
se inicia o desmame. Por norma, este processo é
realizado de forma progressiva,com os cachorros a
fazerem uma boa adaptação.
É um cão que gosta de ser incluído na vida
familiar, seja qual for a atividade “pedida”,
pois demonstra uma energia inesgotável
O seu olhar deve ser um
misto de inteligência e de
meiguice com um estado
de alerta e curiosidade
permanente por tudo
aquilo que o rodeia.
RafpRide
ShaRyS
dados que dão depois origem a animais que, ao
nível da aparência, mas principalmente ao nível
do temperamento e do comportamento, nada
têm a ver com o Cocker Spaniel Inglês.
Uma raça saudável
O Cocker tem uma esperança média de vida que
pode atingir os 15 anos de idade ou mais. Como
em todas as raças, o Cocker Spaniel Inglês exige
alguns cuidados específicos em relação à sua
higiene e saúde.
Devido ao tipo de orelhas que apresenta, esta
raça tem predisposição para o aparecimento
de otites, problema que se resolve facilmente
rapando com uma máquina, com frequência, o
pelo que cresce da parte interior das mesmas.
Este procedimento poderá ser realizado pelos
próprios donos uma vez que a máquina nunca
magoa o animal. Em casos mais extremos, de-
verão ser utilizados produtos próprios recomen-
dados pelo seu veterinário.
Esta raça é também suscetível ao aparecimento
de atrofia progressiva da retina (PRA), displasia
da anca (HD) e nefropatia familiar (FN).
Atenção com o peso!
A raça exige cuidados com a alimentação. Os
Cockers são muito gulosos possuindo um notá-
vel apetite, o que os torna propensos a criarem
problemas de obesidade. Devoram tudo o que
lhes aparece à frente.
O excesso de peso no animal irá provocar-lhe o
mau funcionamento dos órgãos vitais e proble-
mas nas articulações, afetando a médio prazo a
sua qualidade de vida.
Não oferecer petiscos fora de horas e controlar
as doses de ração que lhe são dadas são as re-
gras milagrosas para os manter em forma.
Cuidados com a pelagem
O banho deve ser frequente, com água tépida,
utilizando um champô adequado ao tipo de
pelo para que este se mantenha longo e sedoso,
havendo também champôs adaptados às dife-
rentes variedades de cor que esta raça apresen-
ta. Podem ser finalizados com a aplicação de um
amaciador.
O pelo deve ser seco com a ajuda de um seca-
dor e de uma escova. Esta prática é fundamental
para que o seu pelo cresça bonito e saudável.
Deve ser penteado com uma escova ou carda-
deira pelo menos duas vezes por semana, para
que o pelo mantenha a aparência que tanto ca-
racteriza a raça.
De dois em dois meses, o Cocker Inglês deve ver
o seu pelo arranjado e acertado, com particular
atenção à tosquia do pelo interior das orelhas
e do pelo que cresce por baixo das patas, entre
as almofadas.
Embora alguns donos o façam no tempo mais
quente, o animal em nada beneficia quando
decidem cortar-lhes de forma drástica o pelo,
deixando-o muito curto por todo o corpo. Nor-
malmente, os animais não gostam desta nova
aparência que lhes é dada, andando alguns dias
tristes e a esconderem-se das pessoas.
Não é necessário fazer a tosquia completa do
Cocker, porque o cão adapta-se ao calor, per-
dendo o subpelo. Além disso, a utilização de
uma máquina de tosquia altera a textura do
pelo, tornando-o menos sedoso e mais encara-
colado, fazendo-o também perder o seu brilho
natural.
Adora exercício e água
Os donos devem proporcionar-lhe exercício físi-
co diariamente, devido à sua grande energia e
atividade. Gosta de passear na companhia dos
donos e adora que lhe sejam atirados objetos
para ir buscar.
Se os passeios forem perto do mar, de rios ou
de lagoas, prepare-se pois, por certo, o seu cão
irá brincar para dentro de água, atividade que
lhe agrada particularmente, independentemen-
te da temperatura a que a esta se encontre. No
entanto, se a brincadeira tiver lugar na água
salgada, o Cocker deve tomar banho de água
doce quando chegar a casa, para que o pelo não
seque com o sal, uma vez que este provoca a
desidratação e a quebra do pelo.
Nos passeios pelo campo temos de ter em aten-
ção as praganas que frequentemente se pren-
dem na pelagem do corpo e nas orelhas.
Desporto canino
O Cocker é uma raça versátil que tem a capa-
cidade de se comportar de forma exemplar na
execução de tarefas muito diferenciadas. Sendo
um cão obediente, normalmente realiza as ativi-
dades que lhe são solicitadas pelo seu dono.
Quem o vê nas suas horas de descanso dificil-
mente verá nele um cão disposto ao trabalho.
Não podia estar mais enganado.
Esta raça admirável adora um bom dia de traba-
lho no campo ou uma longa caminhada.
Em provas de Agility, modalidade onde o animal
deve passar por vários obstáculos sob o coman-
do do dono, o Cocker cumpre a tarefa na perfei-
ção, contagiando com a sua alegria todos aque-
les que assistem à competição. Os praticantes
desta modalidade referem a enorme disposição
e alegria que a raça apresenta quando se depa-
ra com uma pista com obstáculos, fazendo do
exercício uma enorme diversão.
Devido à sua enorme inteligência,também obtém
excelentes resultados em provas de Obediência.
Cão de assistência
No entanto, e mais uma vez devido à sua enorme
versatilidade, é também um excelente exemplar
para ser usado em terapia com idosos e com
crianças que apresentem dificuldades físicas e/ou
mentais. Este “pequeno” animal tem a grandeza
de conseguir transmitir serenidade e tranquilida-
de, ajudando assim na cura e reabilitação. n
Nota de agradecimento: Agradecemos a Gabriela Rafael
do afixo “Rafpride”, a Dora Rosado do afixo “Sharysh” e
a Rui Gonçalves do afixo “Vianset”, por nos terem cedido
fotografias de exemplares da sua propriedade para
ilustrar este artigo.
Gosta de água, de passear na companhia dos
donos e adora que lhe sejam atirados objetos
para ir buscar.
30 Cães&Companhia
Convivência Vera Vicinanza
Fotos: Shutterstock
Bem comportado com as visitas
Seja em casa ou nos passeios
Muitos cães comportam-se de forma desconfiada e, em alguns casos, agressiva em relação a pessoas
estranhas. Estas condutas podem dever-se a falta ou alteração de sociabilização, ou também a uma
educação incorreta.
Viver em sociedade significa não limitar
a liberdade dos restantes para que também
respeitem a nossa
P
ara prevenir problemas,
o cão deve ser exposto
desde cachorro à maior
quantidade possível de estímulos,
sobretudo da 3ª à 12ª semana.
Uma boa forma de educar o cão
é apresentar-lhe os estranhos que
visitam a nossa casa.
É importante controlar a porta de
casa, para que o cão aprenda a
estar tranquilo e sentado na pre-
sença de uma visita. Depois va-
mos ser nós a dar-lhe permissão
para se levantar e saudar o nosso
convidado.
Se considerarmos a sociedade
num sentido mais amplo, é certo
que uma boa convivência com os
vizinhos depende exclusivamente
do Homem. O dono do cão é a li-
gação com o resto da sociedade
humana: é quem guia o seu com-
panheiro animal num mundo que
para o cão não teria sentido sem
a intervenção do seu companhei-
ro humano. É por esta razão que
abandonar um cão não só signifi-
ca uma traição, como é também
uma condenação à solidão para
um animal com um indiscutível
sentido social.
O cão espera que nós o guiemos
no nosso mundo, que o apresen-
temos ao seu novo ambiente, que
o ensinemos a como se compor-
tar perante as situações em que
se encontra, porque nós assim o
quisemos.
Saídas à rua
Para muitos donos de cães sair à
rua é um autêntico pesadelo, que
começa na porta de casa. Contro-
lar a porta é um bom início para
controlar tudo o que vem depois,
o passeio e as relações sociais
fora da família e da casa. Em
muitos casos é o cão que leva o
humano a passear e não o con-
trário.
Antes de sair de casa uma boa
prática é pedir ao cão que se
sente e espere o nosso sinal para
poder sair. Desta forma estamos
a canalizar a sua atenção para
a obediência e não para a exci-
tação.
Durante os passeios
Uma vez na rua todo o trabalho
de educação que levámos a cabo
como donos começa a ter um sen-
tido mais amplo. Não só estamos
a partilhar um agradável passeio
ao ar livre com o nosso cão, como
estamos a interagir com o mundo.
Os nossos atos como donos res-
ponsáveis influenciam a criação
de uma consciência social favorá-
Antes de sair de casa uma boa
prática é pedir ao cão que se
sente e espere o nosso sinal
para poder sair.
32 Cães&Companhia
vel, ou não, nos animais.
Muitas pessoas não partilham dos
nossos gostos e podem sentir-se
incomodadas se um cão passeia
solto e se aproxima. As suas re-
ações podem ser imprevisíveis,
assim como as do animal. Outras
não toleram o ladrar ou que dei-
xem a rua suja por terem donos ir-
tificadas pois
o animal repre-
senta realmente
uma fonte de incó-
modo e de ruído. Em
muitos casos, uma boa
educação do cão pode ser
a chave para a convivência em
sociedade.
É importante ser tolerante: trata-
-se de animais que não têm culpa
dos erros dos donos. E os donos,
pela sua parte, devem aceitar que
nem todas as pessoas gostam de
cães e agir com consciência e res-
peito.
Em muitos casos, os vizinhos que,
por exemplo, se queixam de que
o animal ladra na ausência dos
donos podem ser uma fonte de
informação importante, fa-
zendo com que se descubra
um problema de conduta e
uma consequente falta de
bem-estar do animal.
Educação e formação
Viver em sociedade significa
não limitar a liberdade dos
Devemos tentar que o nosso cão
seja mais sociável e se saiba
comportar na presença de estranhos
Muitas pessoas não partilham dos nossos
gostos e podem sentir-se incomodadas
se um cão passeia solto e se aproxima
Apesar
de adorarmos
o nosso cão, não
podemos permitir
que este salte para
todas as pessoas.
estas leis demonstram mais uma
vez as suas limitações e na reali-
dade transferem para o animal e
para o dono responsável todo o
peso e a “culpa” sem enfrentar
o problema desde a sua raiz. Esta
lei, e em geral as que se referem
aos animais, estão longe de ser
partilhadas pelos profissionais e
responsáveis. Sem falar das agres-
sões e mordidas, que em muitos
casos podiam ter sido evitadas
com um pouco de senso comum e
de responsabilidade.
Tudo isto faz com que a sociedade
possa ser relutante à posse de ani-
mais, como se demonstrou com a
promulgação de leis sobre animais
potencialmente perigosos. Sem
entrar na matéria, só diremos que
deixam um enorme vazio legal nas
suas possibilidades de execução.
O cão e os vizinhos
Em muitos casos a convivência
com os vizinhos é dificultada por
danos incompreensíveis que fa-
zem, por exemplo, ser proibido ter
todo o tipo de animais em muitos
prédios ou condomínios.
Noutros casos, as queixas são jus-
portante conhecer as leis, educar
o cão e compreender como este
comunica, para isso os donos têm
de se informar e de aprender.Tudo
isto deveria ser obrigatório para
um dono.
Seria interessante propor que os
donos de cães, e não só donos de
cães “potencialmente perigosos”,
demonstrem ter estes conheci-
mentos através de provas, cursos,
formação ou o que fosse necessá-
rio.
Seria poupado muito sofrimento,
maus tratos infligidos de forma
voluntária ou involuntária, e irí-
amos chegar a uma convivência
mais serena e a uma posse mais
responsável.n
Em casa, é importante que o cão
aprenda a estar tranquilo, sentado
ou deitado, na presença de uma visita,
sem comportamentos exuberantes
restantes para que também res-
peitem a nossa.
Colocando-nos na pele dos restan-
tes entenderemos que quiçá de-
vemos escutar também as suas
necessidades. Isto serve tanto
para os donos de cães como
para as pessoas que não
querem partilhar a sua vida
com um animal. Simples-
mente escutando e sendo
tolerante pode-se chegar
a um acordo e, com isso,
à convivência.
Todos os donos devem
conhecer os direitos e
deveres inerentes à
posse responsável
de um cão. É im-
34 Cães&Companhia
“Dono, tenho medo!”
Perceba o que sente o seu cão
Fobias Eduardo de Benito
Fotos: Shutterstock
O medo nos cães é bastante mais frequente do que pensamos e nem sempre está ligado a situações vividas
pelo animal,já que em muitos casos tem uma forte carga hereditária.
35Cães&Companhia
O medo permite ao cão responder perante
situações de perigo de um modo rápido
e contundente
O
medo é um mecanismo de defesa
no animal, a sua ansiedade dispara
quando crê que está exposto a um
perigo e atua como sinal de alerta. Quando o
perigo real ou suposto desaparece, a sua an-
siedade também e retorna ao seu estado emo-
cional normal. Sentir medo é o resultado de
um processo adaptativo nos seres humanos, é
portanto uma resposta biológica de defesa e é
essencial na sobrevivência da espécie.
O medo permite ao cão responder perante
situações de perigo de um modo rápido e
contundente, por isso o medo na natureza é
positivo. Desencadeia-se perante a perceção
de um perigo, real ou imaginário, gerando
um estado emocional que tem uma resposta
fisiológica e de conduta no cão que se prepara
para se defender ou fugir, já que ambos lhe
permitem enfrentar o perigo. O medo, em con-
sequência, não é uma reação negativa. Outra
coisa é que interfira na vida quotidiana do cão
até criar um estado de mal-estar no seu am-
biente social.
A ansiedade do medo
A ansiedade não se pode controlar, uma vez que
quando aparece o animal é dominado por esta e
de nada serve tentarmos pô-la na ordem, só nos
cabe esperar que passe por si mesma. Podemos,
sim,ajudar o nosso cão aliviando o seu sofrimen-
to e oferecendo-lhe proteção. Por isso, é muito
importante conservar a calma e não cair no erro
de gritar, castigar ou forçar o cão a experimentar
à força aquilo que o assusta.
O aparecimento de um comportamento de fobia
provoca respostas bastantes comuns em todos
os casos. O cão começa a olhar para todo o lado
com inquietação, como se procurasse um sítio
para onde fugir. É o seu instinto ancestral de
proteção, que o leva a localizar o refúgio mais
seguro para se colocar a salvo. Muitos donos
reagem com excessiva severidade e, inclusive,
com intolerância perante o medo dos seus cães,
o que representa uma conduta irracional e ir-
responsável.
O medo do nosso cão não nos deve oprimir,
é necessário abordá-lo com inteligência para
minimizar as suas consequências. É certo que
é triste ver um cão louco por causa do medo.
Correm sem sentido à procura de um local onde
se sintam protegidos e logo procuram um novo
sítio que lhes parece oferecer maior proteção.
Podem ferir-se ao embater contra objetos fruto
do medo, ladram e gemem sem parar.
O animal está em sofrimento, por isso a nossa
reação tem de ser calma para poder oferecer-
-lhe ajuda; e não de raiva, com a qual só au-
mentaríamos o sofrimento do animal e piorá-
vamos as coisas.
Tratamento correto
Há uma parte de conduta aprendida no medo
de todos os cães. Se o animal se sente premiado
após uma crise de ansiedade, o comportamen-
to é reforçado. O dono que acaricia, abraça ou
acalma com uma guloseima o medo do seu cão
acaba por reforçar essa conduta e o cão ex-
pressará mais medo na próxima vez. É o medo
rentável. Comportando-se deste modo o dono,
inconscientemente, iniciou um processo de sen-
sibilização no animal pelo objeto ou situação
que lhe provoca medo.
A melhor prevenção consiste em ignorar o
medo, mas este é um dos comportamentos
mais difíceis de curar, por isso não vai passar
logo.
Medo dos ruídos sociais
Uma das fobias mais comuns nos cães é o
medo de ruídos fortes e inesperados, como os
foguetes das festas, e recebe o nome de acus-
ticofobia. O cão afetado de acusticofobia foge
desesperadamente, pois encontra-se dominado
por um estado de nervosismo tal que não con-
O medo é um mecanismo
de defesa no animal,
a sua ansiedade dispara
quando crê estar exposto
a um perigo.
36 Cães&Companhia
trola os seus movimentos. Se está na rua pode
perder-se e se estiver fechado em casa pode
destruir tudo o que encontra ao seu alcance. O
terror apodera-se dele e procurará proteção de-
baixo das camas, num armário ou em qualquer
canto da casa.
Medo das pessoas
O medo que alguns cães apresentam perante a
presença de pessoas desconhecidas é conheci-
do como antropofobia. Este medo não é gerado,
normalmente, por todas as pessoas, mas por
determinados grupos como pessoas que usam
uma determinada roupa (uniforme), que são de
determinada raça (pessoas de cor) ou de gru-
pos sociais muito marcados, como crianças e
idosos.
Quando a antropofobia não é hereditária pode
dever-se a uma sociabilização incorreta em
cachorro ou a uma experiência traumática. A
manipulação do cachorro por parte do criador
desde o dia do seu nascimento, complementada
pela mãe, é uma ferramenta essencial para evi-
tar o medo das pessoas nos canídeos.
Medo de outros cães
Alguns cães são inseguros, têm falta de confian-
ça em si mesmos, e a presença de um compa-
nheiro canino assusta-os. Podemos dizer que
padecem de cinofobia. A cinofobia é um trans-
torno psicológico persistente, anormal e injusti-
ficado de medo de cães.
Pode esconder um processo de sociabilização
inadequado e é encontrada com frequência em
animais que foram separados da mãe ao nascer
e criados a biberão. Estes cães não aprenderam
os mecanismos de comunicação da sua espé-
cie, essenciais para permitir a coesão dentro do
grupo e a interação entre os seus membros de
modo adequado.
Ao desconhecer todos esses sinais que consti-
tuem uma linguagem muito complexa e que é
baseada fundamentalmente em sinais auditi-
É muito importante que o dono mantenha
a calma e não caia no erro de gritar, castigar
ou forçaro cão a experimentarà força aquilo
que o assusta
vos, visuais, olfativos e táteis com que os cães
transmitem informação, o cão não responde de
forma correta às mensagens enviadas por outro
cão e sente medo.
Perante outro cão estes animais escondem a
cauda entre as patas, adotam todos os sinais de
um animal submisso, mas como são dominados
pelo medo, ao mesmo tempo mostram sinais
agressivos de defesa, como mostrar os dentes,
que podem desencadear o ataque do outro cão.
É um processo que se autoalimenta, o medo
desencadeia agressividade e esta desencadeia
a agressão do outro cão, pelo que o processo se
agrava cada vez mais.
Medo das trovoadas
As trovoadas assustam um grande número de
cães, mas também outros animais, como os ca-
valos; esta fobia recebe o nome de brontofobia
(medo de trovões e relâmpagos).
O nível de intensidade do pânico varia nota-
velmente nos animais, mas alguns cães podem
começar a tremer quando escutam os primeiros
trovões. O medo aparece cedo no cachorro e,
geralmente, é herdado, embora também possa
ser resultado de um episódio traumático.
Agorafobia
A rua é motivo de medo para um grande nú-
mero de cães. Normalmente, são cães que em
cachorros foram mantidos isolados em canis ou
37Cães&Companhia
ambientes muito monótonos. Para estes a rua
aparece como uma ameaça onde os carros, as
luzes, as pessoas a ir e vir, ou a presença de ob-
jetos, como contentores de lixo, os assustam.
É uma fobia adquirida por uma educação
inadequada.
A agorafobia pode desenvolver-se
em fobias específicas, por exem-
plo, o medo de objetos volumosos ou de passa-
gens subterrâneas ou elevadas para atravessar
a rua.
Medo da “educação”
Embora pareça estranho, muitos cães são víti-
mas do seu dono, que lhes cria inconsciente-
mente um estado de stress e de ansiedade pela
educação. Um treino baseado na dominância e
no castigo acaba por provocar aversão, e até
medo, no cão.
É um erro muito generalizado crer que um
método de treino é uma receita infalível e que
se o aplicarmos no cão este se vai tornar num
companheiro extraordinário. Quando um profis-
sional aceita a tarefa de educar um cão toma
em consideração aspetos do animal como a sua
idade, sexo, resistência ao stress, etc. pois den-
tro de todas as raças há exemplares mais fortes
psicologicamente e outros mais instáveis.
Cada cão é um mundo diferente, com uma
personalidade própria marcada por fato-
res tão diversos como a impregnação
que recebeu em cachorro ou a so-
ciabilização posterior. O treinador
precisa de ter sensibilidade para
captar as reações do cão em
cada momento e responder
a estas com estímulos
adequados; trata-se de
uma interação mútua.
Esta sensibilidade só
se obtém quando nos
interessamos verdadei-
ramente no cão, anali-
sando o seu comporta-
mento, comparando-o
com outros cães e, no
final, trabalhando com
vocação e afeto pelo
animal.n
Muitos cães são vítimas do seu dono,
que lhes cria inconscientemente um
estado de stress e de ansiedade pela
educação.
38 Cães&Companhia
O “tato”:
Sistema somatossensorial
Desde pequenos que nos ensinam que temos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladare tato. O tato,
dizem-nos, é o que nos permite aperceberdo mundo através do toque. Mas será este sentido assim tão
simples como nos indicaram?
Sentidos
Carla Cruz
Bióloga, Mestre em Produção Animal
e Doutoranda em Ciência Animal
(www.aradik.net)
Fotos: Shutterstock
O mundo sensorial dos cães V
39Cães&Companhia
D
e uma forma geral e clássica, o tato
corresponde ao sentido que recebe e in-
terpreta estímulos mecânicos (de forma
passiva por contacto e pressão, e de forma ativa
por palpação).
Emnós,humanos,otatoéumsentidodeimportân-
cia fundamental.Os nossos longos dedos têm uma
elevada sensibilidade sensorial, e o polegar oponí-
vel permite a manipulação fácil de objetos.À parte
da visão,muita da nossa perceção do mundo passa
por tocarmos e pegarmos nas coisas, sentirmos a
sua forma,a sua dureza,a sua textura.
Em contrapartida, é fácil perceber que nos cães
o tato, como o entendemos popularmente, não
terá uma importância tão relevante como acon-
tece connosco.Afinal, os seus dedos são curtos e
encurvados, e servem para andar e não para ma-
nipular. Adicionalmente, a sua superfície ventral
está recoberta por espessas almofadas que ab-
sorvem os impactos do movimento, dificilmente
permitem uma sensação fina.
Sistema somatossensorial
Mas, na realidade, a receção de estímulos é mui-
to mais que o sentir aquilo em que se toca, daí
este sentido ser mais corretamente chamado de
sistema somatossensorial, algo que o caracteri-
za bem melhor que a simples denominação de
tato – é o sistema encarregado de experienciar
as sensações no e do corpo (soma), através de
diferentes tipos de recetores, nomeadamente:
• Mecanorrecetores: sensíveis a alterações
físicas, torções, alongamentos e pressão;
•Nociceptores:responsáveispelaperceçãodedor;
• Propriocetores: sensíveis ao movimento e
posição do corpo;
• Termorrecetores: respondem à temperatura
(calor e frio);
•Quimiorrecetores:sensíveisaestímulosquímicos.
Estes recetores estão distribuídos pelo corpo,
a maioria na pele, mas também nos músculos
e nas vísceras. Vejamos em mais detalhe como
atuam estes recetores.
Mecanorrecetores
Estes recetores são os que existem em maior nú-
mero na pele. A pele é o maior órgão do corpo,
envolvendo-o completamente e protegendo-o
das agressões exteriores, pelo que, naturalmen-
te, faz sentido que contenha diferentes tipos de
recetores que permitam ao organismo interagir
com o meio envolvente.
Por exemplo, na base de cada folículo de pelo
(o local onde o pelo nasce e emerge para fora
da pele) existem recetores específicos que são
ativados quando há movimentos externos que
levam a que o tecido à sua volta estique ou se
dobre. Quando o seu cão está a correr atrás de
uma bola, escorrega e cai no chão, são os meca-
norrecetores que indicam ao cão que ocorreu um
embate. São também estes recetores que indi-
cam ao seu companheiro, deitado no sofá ao seu
lado, que está a receber festas suas.
As vibrissas do cão
Nos cães têm interesse particular os mecanorre-
cetores nas vibrissas, ou “bigodes”, que têm no
focinho, aqueles pelos especiais isolados, mais
compridos e rijos, que nós não possuímos. Gra-
Os mecanorrecetores são os principais responsáveis
pelo “tato” como o consideramos popularmente
ças a eles, as vibrissas fornecem informação so-
bre objetos próximos,coordenam os movimentos
do focinho e podem servir como uma espécie de
proteção ocular, evitando colisões acidentais.
Além da sensibilidade a esta estimulação mecâ-
nica direta, são também sensíveis às vibrações e
movimentos subtis das correntes de ar.Talvez por
isto a maioria dos cães não gosta que se sopre
na sua face (apesar de curiosamente a maioria
adorar viajar com a cabeça fora do carro, rece-
bendo plenamente o impacto do vento na cara).
Por esta razão, a prática relativamente comum
de cortar as vibrissas aos cães, para que fiquem
mais “bonitos” ou “elegantes”, priva-os de uma
função sensorial importante.
Mecanorrecetores na pele
Existem ainda outros tipos de mecanorrecetores
na pele.À superfície existem por exemplo os dis-
cos de Merkel (nada a ver com a política alemã),
Os nociceptores estão
localizados na maior parte
da pele e enervam a maioria
dos órgãos, estes são
responsáveis pela perceção
de estímulos, químicos ou
térmicos, que podem causar
danos ao corpo.
O contacto social, como festas,
ajuda a acalmar os cães em situações
de stress, diminui o ritmo cardíaco
e a pressão sanguínea.
40 Cães&Companhia
de adaptação lenta e sensíveis à pressão, posição
e toque profundo estático.
Já nas pregas mais grossas e sem pelo da epider-
me (a superfície mais externa da pele), em parti-
cular, nas pessoas, nas pontas dos dedos, na testa
e nos lábios, ocorrem os corpúsculos de Meissner,
de adaptação rápida, que respondem de forma
fina ao toque leve e são sensíveis a vibrações de
baixa frequência (10 a 50 Hz).
Nociceptores
Localizados na maior parte da pele e enervando
a maioria dos órgãos, estes são uns recetores es-
peciais, que não captam, respondem ou sentem
estímulos normais; são sim responsáveis pela
perceção de estímulos que podem causar danos
ao corpo, quer sejam químicos (como a sensação
ardente do amoníaco ou da pimenta), mecânicos
(como beliscões, entalanços ou pressão intensa)
ou térmicos (como frio ou calor).
A interpretação no cérebro dos sinais captados
resulta na resposta subjetiva de dor, para a qual
os comportamentos exibidos variam de espécie
para espécie, e mesmo de indivíduo para indi-
víduo. Antigamente pensava-se que a dor era
devida simplesmente à sobre-estimulação dos
nociceptores, mas após investigação efetuada
na primeira metade do séc. XX, percebeu-se que
na realidade a dor é um fenómeno que envolve
todos os outros sentidos, não apenas o toque.
A sua função é avisar o organismo do perigo e
encorajá-lo a evitá-lo.
Há três tipos destes recetores, que estão localiza-
dos em qualquer parte do corpo capaz de sentir
dor, tanto na pele como no interior do corpo – nas
articulações, nos ossos, nos órgãos internos, nas
mucosas, na córnea dos olhos, nos músculos, etc.
Propriocetores
A propriocepção é fundamental para o bom fun-
cionamento locomotor do corpo, pois permite
O manuseamento tátil
desde tenra idade auxilia
no desenvolvimento da sua
atividade e autoconfiança,
na gestão do stress, e melhora
a capacidade de aprendizagem
e de enfrentarproblemas
perceber a posição relativa das diferentes secções
do corpo, e a quantidade de esforço utilizada no
movimento. É conseguida graças a sensores es-
pecíficos, os propriocetores, localizados nos mús-
culos estriados e nas articulações.
Os tipos mais comuns destes recetores são os ór-
gãos tendinosos de Golgi, sensíveis à tração
exercida nos tendões (logo indicando a força que
está a ser exercida sobre a musculatura no ten-
dão) e os fusos musculares, que respondem à
taxa e quantidade de extensão a que o músculo é
sujeito quando em movimento.
As informações transmitidas por estes sensores
são integradas no cérebro em conjunto com as
enviadas pelo sistema vestibular (de que falámos
no artigo relativo à audição, na edição de dezem-
bro de 2014, “Cães & Companhia” nº 211), de
forma a se obter uma sensação geral da posição,
movimento e aceleração do corpo, permitindo a
manutenção do equilíbrio.
Termorrecetores
Os termorrecetores são sensíveis às variações
normais de temperatura (as que podem consti-
tuir um risco para o organismo, como calor ou
frio extremos, são sentidas pelos nociceptores).
Estão distribuídos por toda a pele, bem como na
córnea do olho e na bexiga. Há indicações que no
cérebro há também neurónios que respondem a
pequenas variações na temperatura, nas regiões
pré-ótica e hipotalâmica.
O mecanismo de ativação destes recetores em
função da temperatura não é ainda complemen-
te conhecido.
Quimiorrecetores
Os quimiorrecetores são recetores sensíveis à
presença ou concentração de certas substâncias
químicas.
Há dois grandes tipos de quimiorrectores – os
que reagem a estímulos externos, como os res-
ponsáveis pelo olfato e o paladar, e os que são
sensíveis a fatores internos, como o pH, os níveis
de oxigénio ou de dióxido de carbono no sangue
ou presença de certas hormonas. Alguns receto-
res conseguem identificar o químico à distância,
enquanto outros requerem o contacto direto com
o agente.
O tato é dos poucos sentidos presentes
desde o nascimento, pois o cachorro deteta
a presença da mãe através do calor que ela emana.
©carlacruz
A nível da regulação do meio interno, estes rece-
tores têm um papel importante na regulação de
diferentes funções fisiológicas, como a frequên-
cia e a profundidade da respiração, e coadjuvam
a determinação do ritmo cardíaco.
Efeito do tato no organismo
Não é segredo para ninguém que nos sentimos
melhor quando recebemos um abraço ou uma ca-
rícia de alguém que gostamos.Com os cães passa-
-se a mesma coisa.Ou melhor,ao contrário do que
muitos pensam, eles não gostam de receber abra-
ços das pessoas (apesar de alguns aprenderem a
tolerá-los,este é um comportamento que não exis-
te no seu reportório de comunicação,muito menos
com o sentido que tem nos humanos), mas sabe-
-se que o contacto social – como festas – ajuda
a acalmar os cães em situações de stress, diminui
o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea – daí que
exercícios controlados com festas ao longo do cor-
po sejam frequentemente usados em protocolos
de relaxamento para cães.
Este efeito é recíproco – fazer festas a cães ajuda
a relaxar a pessoa que o faz, diminuindo a sua
pressão sanguínea; este efeito não é devido à
mera presença do cão, mas requer efetivamente
ao contacto tátil com o animal.
Os sentidos dos cães: 5 em 1?
Nos últimos meses, abordámos cada um dos sentidos de forma independente. Mas,
naturalmente, todos eles atuam de forma conjunta no animal. Obviamente, é possível qualidade
de vida sem algum deles (a quantidade de cães cegos e/ou surdos que existem atestam-no),
mas todos eles são essenciais para a expressão do pleno potencial do cão.
A relevância que cada um dos sentidos tem nos cães é tão diferente da nossa que temos
dificuldade em pôr-nos no papel dos nossos companheiros de 4 patas.
O nosso mundo é dominado pela visão, com maior ou menos contributo do tato e da audição,
e com um papel residual do paladar e do olfato, e temos um desempenho poder-se-ia dizer
medíocre na maioria dos sentidos.
Já o mundo dos cães é dominado pelo seu apuradíssimo olfato, a que se segue a sua audição
fina; a visão tem um papel algo relevante, mas não exageradamente, enquanto o tato e o
paladar desempenham papéis residuais.
Além disto, a enorme acuidade da maioria dos sentidos nos cães faz com que tenhamos
mesmo alguns problemas em conseguir entendê-los corretamente (vá lá, safamo-nos no
paladar e em alguns aspetos do tato).
Quem nunca se espantou com os cães que vão a correr para a porta quando ouvem o carro
do dono a entrar ao fundo da rua, completamente fora de vista e a alguma distância? Parece
incrível como conseguem distinguir o barulho do nosso carro do de todos os outros da mesma
marca e modelo!
E que pensar da forma como conseguem andar tão à vontade num quarto escuro,enquanto nós
esbarramos nos móveis (muitas vezes mesmo conhecendo bem a sua disposição espacial)?
Da próxima vez que ouvir o seu cão a prestar muita atenção a algo aparentemente invisível, ou
a ladrar “para o ar”, em vez de achar que ele está a ver fantasmas ou a comunicar com o além,
pense que ele muito seguramente se estará a aperceber de algo que nós somos incapazes –
uma pessoa familiar (ou um estranho) por perto, a vibração ou ruído de algum animal por baixo
do chão ou nas paredes, um cheiro subtil que lhe chega de longe, etc.
O mundo deles é muito diferente do nosso, temos de tentar entendê-lo, em vez de os
obrigarmos a sujeitar-se ao nosso!
Tudo se integra na vida do dia-a-dia
Dois cães a brincarem juntos tocam-se e afastam-
-se, dão encontrões um ao outro, colocam-se um
por cima do outro para logo trocarem de posição,
etc.; os cachorros de uma ninhada mordiscam-se
uns aos outros e ganem quando um morde de-
masiado, ensinando-se mutuamente a controlar
a força exercida; um cão a brincar com o dono
gosta de lhe dar encontrões com os quadris,
passar entre as suas pernas, etc.; o cão inseguro
encosta-se ao dono enquanto ele lhe faz tranqui-
lamente festas pelo corpo; dois grandes amigos
lambem-se um ao outro, catando-se ou secando
a água da chuva.
O dia-a-dia requer inúmeras vezes o contributo
do tato ou, de uma forma mais geral, do sistema
somatossensorial, para as atividades normais
dos cães e a gestão das suas interações com o
meio que o envolve. Aproveite-o, beneficie das
suas vantagens (afinal, ele faz diminuir a sua
pressão sanguínea) e devolva-as ao seu amigo
canino, ajudando-o a relaxar e reforçando o
laço entre ambos. As vantagens são inúmeras,
para ambos! n
Importante para o desenvolvimento
O tato é dos poucos sentidos presentes desde o
nascimento. É graças a ele que o cachorro dete-
ta a presença da mãe, através do calor que ela
emana, e se aconchega a ela e aos irmãos, para
conseguir efetuar a sua termorregulação.
Experiências feitas com crias de diferentes
espécies de mamíferos têm evidenciado a im-
portância do tato na sensação de bem-estar
que exibem. Quando privadas das suas mães,
elas preferem passar mais tempo, e vocalizam
menos, junto de um modelo artificial com um
revestimento suave e macio, mesmo que não te-
nha o leite que requerem, que perto de um mo-
delo que lhes forneça leite, mas feito em metal.
Tem ainda sido demonstrado que o manuse-
amento tátil desde tenra idade auxilia no de-
senvolvimento de maior atividade, de maior
confiança, na gestão do stress, na maior au-
O contacto suave,
como festas, ajuda
a relaxar e a diminuir
a pressão sanguínea
em si e no seu cão
toconfiança dos cachorros, na melhor capa-
cidade de aprendizagem e de enfrentar pro-
blemas, etc.
42 Cães&Companhia
Massagens
paracombaterostress
Convivência M. Ángeles Gutiérrez
Fotos: Shutterstock
Hoje em dia, o ritmo imposto pela nossa sociedade faz com que os nossos animais de companhia, da
mesma forma que nós, possam desenvolverstress. Este stress pode sercausado poragentes físicos (uma
operação recente, uma cadela durante a época de amamentação, feridas, dores, etc.) ou poragentes
ambientais (mudança da duração e quantidade dos passeios, obras em casa ou ausência do dono, entre
outros). O stress pode sercombatido com massagens.
Utiliza-se a massagem
para relaxar os músculos
tensos, melhorara circulação
e diminuiro ritmo cardíaco
Q
uando isto acontece, o ritmo cardíaco
do cão acelera e os músculos ficam
tensos (como reação natural do corpo
perante o stress). Se não travarmos a situação
de alguma maneira, as consequências podem
variar, desde um estado de nervos alterados
(hiperatividade, ladrar quase continuadamente
e num tom mais agudo, mordiscar e arranhar os
móveis) até ao outro extremo, chegando inclu-
sivamente à depressão (perda de apetite, inati-
vidade, perda de desejo de se relacionar com o
dono, entre outros).
Perante qualquer mudança de atitude do nosso
cão, temos de estar atentos para poder distin-
guir os primeiros sinais e atacar o quanto antes
a raiz do problema.
Encontrar a fonte de stress
Nestas questões é importante encontrar a fonte
de stress. No caso de o ambiente e a rotina do
cão não terem sofrido alterações, é aconselhá-
vel pedir ajuda ao médico veterinário para des-
cartar possíveis problemas físicos.
Se o médico veterinário detetar a origem, ele
mesmo se encarregará de nos orientar em re-
lação à alimentação e/ou medicação para que
as causas desapareçam. É importante seguir as
suas orientações para que o cão recupere o seu
equilíbrio.
Causas ambientais
Se o que produz o stress estiver baseado em
causas ambientais, há que tentar minimizá-
-las ao máximo, fazendo com que os passeios
sejam mais longos e frequentes, tentando que
se adapte às mudanças que podem ter havido
(mudança de residência, de horários, etc.) ou
afastando-o por completo da fonte de stress
(ausência do dono, demasiada gente em casa,
obras ou outras).
No caso de haver obras em casa, é aconselhá-
vel, se optarmos por colocar o cão num hotel
canino até que tudo regresse à normalidade,
que nos asseguremos que o hotel se vai esfor-
çar para se adaptar ao cão, à sua rotina habitu-
al, para que não seja mais um stress acrescido,
provocado pela mudança de ambiente. É im-
prescindível um bom ritmo de passeios (adap-
tados à energia e estado físico do cão), seguir
as orientações de alimentação que tem em casa
e não descuidar a atenção personalizada (mi-
mos ou palavras carinhosas).
Massagens terapêuticas
Para acelerar a recuperação do equilíbrio do
cão, começam a ser utilizadas terapias usadas
em humanos, com resultados espetaculares. As
massagens terapêuticas e as sessões de Spa
podem ser combinadas, acelerando a recupera-
ção do cão e fazendo com que este recupere o
seu equilíbrio no menor tempo possível. Com
isso, vamos melhorar a sua qualidade de vida
e a convivência será muito mais simples para
ambas as partes.
Relaxar os músculos
É aconselhável, seja qual for a causa, tanto físi-
ca como ambiental, a utilização da massagem
para fazer que os músculos que se encontram
tensos relaxem e a circulação melhore, reduzin-
do o ritmo cardíaco.
Um dos métodos mais utilizados é o Tellington
Touch, que inclui uma série de técnicas que se
podem adaptar e combinar, de acordo com a
origem do stress, se tem a ver com problemas
físicos ou é provocado por causas ambientais.
Estas sessões têm de ser supervisionadas por
um profissional.
Este aplica as técnicas adaptando-as a cada
caso. É importante conhecer a fundo a anato-
mia do cão, assim como os efeitos de cada téc-
nica sobre o animal.n
Spa: outra alternativa contra o stress
Outra terapia que se está a começar a utilizar no tratamento do stress canino é o Spa.
São banhos de bolhas com tratamentos de ozono, nos quais podemos adicionar produtos
cosméticos, champôs medicinais (receitados pelo médico veterinário no caso de problemas de
pele) ou sais de aromaterapia, encarregues de relaxar o cão, utilizando um dos sentidos mais
desenvolvidos que tem: o olfato.
Da mesma forma que as massagens, este tipo de terapias só podem ser realizadas por
profissionais, que escolhem os produtos cosméticos que melhores resultados possam dar para
a pele do animal, ou administram o tratamento aconselhado pelo médico veterinário.
Estes tratamentos, os cosméticos e os veterinários, podem ser combinados entre si, acelerando
a sua recuperação, sobretudo em problemas de pele e pelo (o stress pode também provocar
queda de pelo, comichão, lamber continuamente numa zona localizada, etc.).
Esta terapia, além de reduzir ao mínimo o nível de stress, atua diretamente sobre a pele em
caso de problemas. O Spa multiplica por dez os resultados de um banho normal, usando tanto
champôs como cosméticos medicinais.
44 Cães&Companhia
Grooming
na “Era da Informação”
Quando somos bombardeados porinformação,
como saberqual a correta?
Isabel Nobre
GroomerProfissional
Fotos: Shutterstock
Grooming
H
t
p
i
I
45Cães&Companhia
A
ntes de adquirir um cão de determina-
da raça, é essencial que o futuro dono
faça alguma investigação. Já se come-
ça a notar alguma ponderação nos cuidados
estéticos e na disponibilidade, quer financeira,
quer de tempo, quando se escolhe esta ou aque-
la raça. o que já de si é um grande progresso.
Ser de raça não é tudo
Mas, como tudo o que vem de repente, acabam
por surgir algumas confusões. Por exemplo, o
hand stripping.Apesar de ser o arranjo usual de
raças de pelo cerdoso, já tive casos em que o
animal não tem um único pelo cerdoso (duro)
para retirar.
E não, a culpa não é de ter sido feito à máquina,
pois muitas vezes são animais jovens que nunca
foram arranjados na vida. São coisas que aconte-
cem. Mas não é por isso que devemos teimar que
o cão é de “x” raça e tem de levar este ou aquele
arranjo, porque é o que diz no website tal ou por-
que alguém disse no Fórum online de animais.
Essas pessoas que dão conselhos estão do outro
lado de um monitor e muito provavelmente não
entendem nada de grooming para além do que
leram na Internet, tal como você, e não estão a
ver nem o animal, nem o pelo.
Confie no Groomer
O que quero dizer é o seguinte: tem de confiar
plenamente no profissional que escolheu para
tratar do pelo do seu cão e é a ele que tem de
colocar as suas questões, não a um desconheci-
do na Internet. A Internet e os livros são muito
engraçados, mas nenhum deles trabalha todos
os dias no terreno.
Quando o profissional lhe diz que o seu cão
precisa de um determinado tipo de champô,
ou de uma determinada frequência de banhos,
mas disse uma coisa diferente à “Fifi2009”, user
do fórum de animais, que vai ao mesmo sítio e
Um cão deve de ir ao cabeleireiro todos
os meses para tomar banho, fazer a manutenção
do corte, cortar unhas, etc.
que tem a mesma raça, provavelmente é porque
têm necessidades diferentes. Se tiver dúvidas ou
questões, é ao Groomer que tem de perguntar.
Cada cão é um caso
Tenho bastantes clientes Yorkshire Terrier e, ao
contrário daquilo que se pensa, nenhum deles é
tratado da mesma forma e raros são aqueles que
utilizam a mesma combinação de produtos, pois
cada um deles tem necessidades diferentes.
Um dia a Fifi tem a pele seca e num outro dia
pode apresentar a pele oleosa. Logo, cada caso
é um caso, cada dia é um dia e é precisamente
esta a diferença entre um profissional experien-
te e um curioso da Internet. O profissional sabe
analisar e sabe o que fazer de acordo com a si-
tuação que se encontra à sua frente.
Intervalo entre visitas
Por norma, um cão deve de ir ao cabeleireiro to-
dos os meses para tomar banho, fazer a manu-
tenção do corte, cortar unhas, etc. Isto é válido
para todas as raças de cães, sejam de pelo curto,
comprido, Nórdicos ou Terriers.
Mas isto é se o dono fizer a manutenção sema-
nal em casa, pois um Terrier deve fazer o rolling
(técnica de manutenção de hand stripping) uma
vez por semana. Um cão de pelo comprido deve
Normalmente, o preço do corte,
inclui o corte do pelo, banho, limpeza
auricular, corte de unhas e perfume.
46 Cães&Companhia
ser escovado todos os dias. Um cão de pelo cur-
to deve ser escovado uma vez por semana, as-
sim como um Nórdico. Se o dono não tem tem-
po para fazer esta manutenção, deve agendar o
grooming, pelo menos, de 15 em 15 dias.
Importância da regularidade
Usualmente, a resposta que ouço é: “Se eu não
corto o meu cabelo todos os meses, porque é
que o meu cão precisa de vir todos os meses?”.
É simples, os donos tomam banho e escovam-
-se todos os dias, mas, infelizmente, o cão não
o sabe fazer. Logo, uma vez por mês é o míni-
mo indispensável para fazer uma manutenção
correta do corte, remover o subpelo que o dono
não consegue só com a escova, controlar os
parasitas, controlar o nível de gordura ideal na
pele e evitar a acumulação de sebo nos poros
(que entopem). Ou seja, o indispensável para
manter a pele e o pelo saudáveis.
Quando marcar?
No caso dos cachorros a primeira visita deve ser o
mais cedo possível. Nem que seja só para habitu-
ar o cachorro aos barulhos e a ser manejado.
No dia-a-dia, se encontra um nó no seu cão, não
espere, agarre no telefone e marque, pois espe-
rar, nem que seja uma semana, vai piorar muito
a situação e está a causar um desconforto atroz
ao seu animal.
Estabeleça um regime pré-agendado e combi-
nado com o seu Groomer, e cumpra-o.
E, por favor, não falte, nem se atrase.
A escolha dos produtos
Acho muito importante que os donos questionem
quais são os produtos que são utilizados.Lembre-
-se que bons produtos custam bastante dinheiro
e tudo isso acresce ao valor que vai pagar.
Não vale a pena levar os seus produtos, porque,
a menos que sejam produtos de tratamento
de qualquer maneira e não há razão para não
tomar as devidas precauções antecipadamente.
Não é por isso que vamos tratar menos bem o
seu cão ou que o vamos recusar. É importante
saber para decidir se precisamos de mais tempo
ou para nos podermos proteger.
Por exemplo, tenho clientes que preciso de marcar
mais uma hora. Logo, é sempre bom saber antes
de marcar,para poder dar mais tempo.No entanto,
também é natural que pague mais um bocadinho
pelo tempo que o profissional dedicou.
Se não lhe pedirem mais nada, agradeça pelo
menos, pois, na hora a mais que o Groomer de-
dicou ao seu cão, para que ele esteja mais con-
fortável, poderia ter feito mais um cliente e não
fez.As pessoas não se costumam lembrar destes
pormenores.
Pergunte então “quanto custa”
Ou seja, faça as perguntas todas que tem a fa-
zer no momento da marcação, diga tudo o que
tem a dizer sobre o seu cão para que o Groomer
saiba o tempo necessário. E, só então, pergunte
quando custa.
É extremamente irritante que a primeira per-
gunta seja: “Bom dia, quanto custa tosquiar
um cão?”, pois, todos os cães são diferentes, há
cortes que demoram mais que outros, não existe
“só um banho” em grooming. Não é porque é
só para aparar um bocadinho que vai ser mais
barato, pois não trabalhamos a peso de pelo
que cai no chão, mas sim em trabalho, técnica,
tempo e custo de material utilizado.
Custa muito menos rapar um animal e dar-lhe
banho, do que dar banho, secar, esticar e aparar
todo um animal à tesoura.
Além disso, existem vários serviços extra que os
donos podem solicitar e que passamos a explicar.
Escovagem de dentes
A escovagem de dentes pode ser manual ou
ultrassónica. Esta não dispensa a manutenção
receitados pelo médico veterinário, não os va-
mos utilizar. Trabalhamos com as marcas que
trabalhamos, porque confiamos nelas e são as
nossas ferramentas de trabalho. O seu champô,
por muito que goste dele, não é o nosso e não
confiamos nele para nos dar o resultado que
pretendemos. Os produtos que utilizamos fazem
parte das nossas ferramentas.
Particularidades do seu cão
Se o seu animal tem algum problema, alguma
mania, algum medo, se morde, se não gosta de
secador na cabeça ou se não gosta de cortar as
unhas, avise sempre. O Groomer vai descobrir
Se o dono não tem tempo para fazer esta
manutenção em casa, deve agendar
o grooming, pelo menos, de 15 em 15 dias
em casa, pois uma vez por mês não é suficien-
te para que o seu cão tenha uma higiene oral
perfeita.
A escovagem ultrassónica tem a vantagem de
ser mais eficaz que a manual. Se o cão apre-
senta tártaro necessita de várias sessões e é o
ideal para cães que não podem ser anestesiados
para fazer uma destartarização no veterinário.A
escova não treme, o que não causa grande des-
conforto, mas não pode ser efetuada em cães
agressivos, evidentemente.
Tratamentos faciais
Um dos maiores problemas que vejo nos clientes
de pelo comprido é a oxidação do pelo em redor
dos olhos e focinho.Isto é causado pela acidez da
lágrima e da saliva, que queima o pelo. A única
coisa a fazer é mesmo limpar todos os dias.
No entanto, também acontece pela acumulação
de detritos nessa zona. Não só porque são ani-
mais de pelo, mas também porque é uma zona
que está sempre húmida e que acaba por atrair
poeiras e bactérias. Neste momento já existem
tratamentos faciais que ajudam a branquear, hi-
gienizar e tratar essas zonas.
Tratamentos SPA
Os cães podem fazer tratamentos hidratantes,
exfoliantes ou purificantes. Existem várias más-
caras e tratamentos no mercado Pet e, depen-
dendo da necessidade de cada um, podem ser
utilizadas regularmente ou periodicamente, seja
com óleos (jojoba), manteigas (Karité) ou sais
(mar morto).
Creative Grooming
Os serviços de Grooming Criativo não são ne-
cessariamente pintar o animal, mas sim dar-lhe
um toque diferente e criativo. Se estiver interes-
sado, pergunte ao seu Groomer se tem serviços
criativos disponíveis e quais. Divirta-se!
Serviços extra
Todos estes serviços não estão incluídos no pre-
ço base do corte ou do banho, são serviços extra
que acrescem de um preço extra. Podem existir
outros, caso esteja interessado, é uma questão
de perguntar ao Groomer.
O que está usualmente
incluído no preço do corte?
O corte do pelo, banho, limpeza auricular, corte
de unhas e perfume.
O que está usualmente
incluído no preço do banho?
O banho, limpeza auricular, corte de unhas, cor-
te da zona sanitária e perfume.
Pergunte o que está a pagar
Porque está usualmente incluído no preço, con-
vém que pergunte primeiro se está incluído ou
não, pois quando a primeira pergunta é: “Bom
dia, quanto custa tosquiar um cão?”, a respos-
ta pode ser enganadora.
Se existe uma diferença de 10 euros entre duas
respostas, o mais provável é que só lhe tenham
dado o preço do corte e tudo o resto tenha
de pagar à parte. Isto fará com que, no final,
quando lhe apresentarem a conta, pague mui-
to mais do que pagaria no sítio onde estava
tudo incluído.
Analise a informação
com objetividade
A Internet trouxe muita informação, é verdade.
Mas quando existe tanta informação sobre um
mesmo tema e toda ela é diferente, é natural
que surjam dúvidas.
Se deve procurar opiniões de outras pessoas
na Internet? Não vejo porque não. É sempre
bom ter várias opiniões.
No entanto, se colocar uma questão a um pro-
fissional, que faz este trabalho todos os dias,
há anos, muito provavelmente é nele que deve
acreditar.
Sabedoria empírica todos temos, mas a experi-
ência é a nossa melhor escola. n
O corte de unhas
e a limpeza auricular
são dois serviços
normalmente incluídos
no corte e banho
48 Cães&Companhia
Tratamento
de animais obesos
O dono como protagonista
Estima-se que, atualmente, uma grande percentagem de animais seja obesa. Ter excesso de peso
é um risco para a saúde e bem-estar do seu animal. Como dono pode e deve ajudá-lo a perder peso
e a ser mais saudável.
Veterinária
Carla Teixeira, MédicaVeterinária
Artigo gentilmente cedido porRoyal Canin (Portugal)
Fotos: Shutterstock
49Cães&Companhia
A
obesidade é a acumulação excessiva
de gordura no organismo causada,
normalmente, pela ingestão de uma
quantidade de calorias que é superior ao valor
utilizado pelo organismo para manutenção e
realização de atividade físicas, ou seja, a obe-
sidade acontece quando o animal come mais
calorias do que aquelas que gasta.
Considera-se que um animal tem excesso de
peso se o seu peso corporal estiver menos de
15% acima do peso ideal. Se o peso corporal
estiver 15% ou mais acima do peso ideal, consi-
dera-se que o animal é obeso.
Como pode saber
se o seu animal tem o peso ideal?
Uma maneira fácil de verificar a condição cor-
poral do seu animal é através da palpação de
certas zonas do corpo. Por exemplo, pode tentar
sentir as costelas passando a palma da mão so-
bre a caixa torácica do animal. Se não conse-
guir palpar as costelas individualmente, então
o seu animal é obeso. Também deve monitorizar
o peso do seu animal, pesando-o regularmente,
para que qualquer alteração no peso possa ser
detetada precocemente. Se tiver alguma dúvida,
fale com o médico veterinário.
Um animal é considerado
obeso quando o seu
peso corporal está
15%, ou mais, acima
do peso ideal
Por que motivo é importante manter
o seu animal com o peso ideal?
Quando o animal começa a aumentar de peso, a
gordura é armazenada principalmente na zona
do tronco e do abdómen. Isto pode ser perigoso,
uma vez que a gordura vai depositar-se junto a
órgãos vitais, como o coração, comprimindo-os
e impedindo-os de realizar as suas funções.
Ter um animal com uma condição corporal ideal
é fundamental para a sua saúde e bem-estar.
Efeitos negativos para o animal
O excesso de gordura tem um impacto negativo
na saúde do animal:
• Diminui a mobilidade e dificulta a realização
de exercício físico;
• Diminui a qualidade e a esperança de vida;
•Aumenta o risco de desenvolvimento de outras
doenças, tais como, problemas osteoarticulares
(o risco é 3 vezes superior em animais obesos),
alterações cardíacas e respiratórias, alterações
do sistema urinário e diabetes mellitus (o risco é
4 vezes superior em gatos obesos).
• Aumenta o risco cirúrgico e/ou anestésico.
E se o seu animal já for obeso?
Marque já uma consulta de obesidade para o
seu animal. A sua equipa médico-veterinária irá
ajudá-lo a estimar o peso ideal do seu animal e
a planear um programa de perda de peso indi-
vidualizado.
Mas não se esqueça! O sucesso do programa de
perda de peso está, muitas vezes, dependente
da motivação do dono para cumprir o programa
estipulado.
Para ajudar o seu animal a atingir o peso ideal
deve oferecer-lhe um alimento especificamente
formulado para a perda de peso, que será pres-
crito pelo seu médico veterinário. Reduzir sim-
plesmente a dose diária do alimento habitual
50 Cães&Companhia
peso é demasiado rápida existe o risco de o
animal voltar a ganhar peso após atingir o
peso ideal.
Um gato ou um cão podem demorar vários me-
ses até atingir o peso ideal, mas não desista,
pois os benefícios para a saúde do seu animal
são muito significativos – terá um companhei-
ro mais saudável e durante mais tempo! n
O sucesso do programa
de perda de peso está,
muitas vezes, dependente
da motivação do dono
para o cumprir
não é a solução, pois o animal continuará com
fome e solicitará constantemente alimentos.
Além disso, a restrição alimentar pode provocar
alguns desequilíbrios, nomeadamente perda de
massa muscular. Por conseguinte, é indispen-
sável utilizar um alimento dietético com uma
composição especificamente elaborada para
favorecer o emagrecimento e evitar esses dese-
quilíbrios.
Os alimentos para perda de peso
As dietas de emagrecimento devem ser palatá-
veis para garantir que o animal as ingere. Estes
alimentos são formulados para proporcionar um
volume alimentar adequado e para satisfazer o
apetite do seu animal com menos calorias do
que um alimento normal. Por norma, estes ali-
mentos são ricos em proteínas, uma vez que o
valor energético das proteínas é menor do que
o da gordura. Assim, o animal consome um ali-
mento com um teor de energia inferior que, si-
multaneamente, sacia o apetite e limita a perda
de massa muscular.
A dose diária de alimento estipulada pelo mé-
dico veterinário deve ser rigorosamente respei-
tada e é muito importante que o seu animal
coma apenas isso. Quaisquer alimentos extra ou
guloseimas devem ser evitados. Recomenda-se
o fracionamento da dose diária em 3 ou 4 refei-
ções para evitar a sensação de fome.
A importância do exercício físico
Para a maioria dos animais, um programa de
perda de peso também envolve exercício físico.
Um passeio mais prolongado com o seu cão ou
mais brincadeiras com o seu gato irá criar uma
excelente oportunidade para gastar calorias.
Os jogos e as brincadeiras ajudam a promover
a interação dono-animal e a estimular o gasto
energético.
Um processo longo
A perda de peso deve ser um processo pro-
gressivo e regular, pois quando a perda de
52 Cães&Companhia
Devo fazer desparasitação
no inverno?
Cláudia Rodrigues
MédicaVeterinária
Veterinária
Artigo gentilmente cedido por
Hospital de ReferênciaVeterinária Montenegro
Fotos: HVM e Shutterstock
Émuito frequente nos períodos de outono e inverno os proprietários fazerem o “descanso”dos
desparasitantes externos, porque pensam que não existem pulgas, nem carraças com o frio, ou, então,
porque aplicaram um spot on com um intervalo de 2ou 3 meses. Éum erro.
D
e facto, este conceito está
completamente errado,
principalmente com as
alterações climatéricas que se têm
verificado nos últimos anos. Cada
vez mais, existem infestações de
pulgas em animais de interior (ga-
tos e cães) nos meses de inverno
e, nos últimos anos, surgem pul-
gas em animais que nunca tinham
tido uma única pulga ao longo da
vida.
Torna-se, portanto, cada vez mais
importante sensibilizar os donos
para uma adequada prevenção
das parasitoses externas durante
todo o ano, mesmo em animais de
interior que não vêm à rua.
Estes parasitas podem transmitir
doenças ao cão ou gato quando
são picados para sugar sangue,
mas também aos donos. A febre
da carraça no Humano é uma pa-
tologia de difícil diagnóstico e no
último ano, em Portugal, ocorre-
ram algumas mortes em humanos
devido a estas parasitoses.
Carraças e pulgas
As carraças são ectoparasitas
(parasitas que se instalam fora
do corpo do hospedeiro) que in-
festam diversas espécies animais
(cavalos, bovinos, roedores, cães,
gatos), incluindo o Homem.
As carraças picam o hospedeiro e
ingerem sangue para se alimenta-
rem, pelo que, em caso de grandes
infestações, pode ocorrer uma per-
da de sangue significativa. Quan-
do a saliva da carraça é espalhada,
esta pode veicular vírus, bactérias
ou protozoários (micro-organis-
mos unicelulares), caso a carraça
esteja infetada.
A pulga é um inseto sem asas, de
corpo castanho, achatado e com
longas pernas que lhe permitem
saltar até 75 vezes a sua altura.
Dentro dos géneros conhecidos, o
Ctenocephalides felis é aquele que
afeta 97% dos gatos e 92% dos
cães domésticos.
Existem cada vez mais
infestações de pulgas
em animais de interior
nos meses de inverno
Vamos falar sobre as doenças
transmitidas pelas carraças e pelas
pulgas ao seu animal.
Babesiose canina
A babesiose canina é causada por
um protozoário denominado Babe-
sia canis, que atua infiltrando-se e
destruindo os glóbulos vermelhos,
resultando numa anemia grave.
Este hemoparasita (parasita que
vive na corrente sanguínea dos
animais) pode ser transmitido por
diversas espécies de carraças.
Os sinais clínicos que os cães apre-
sentam variam desde perda de
apetite, depressão, febre, anemia
(mucosas pálidas), icterícia (muco-
sas amarelas), diarreia e hemoglo-
binúria (urina de cor escura).
Erliquiose Canina
A erliquiose canina é causada por
uma rickettsia (bactéria intracito-
plasmática) pertencente ao género
Ehrlichia, que parasita os glóbulos
brancos e as plaquetas do sangue,
levando à sua destruição. Este
hemoparasita é transmitido por
carraças da espécie Rhipicephalus
sanguineus.
A doença passa por três fases clí-
nicas:
• Na fase aguda os animais
apresentam-se geralmente febris,
com perda de peso, anorexia, as-
tenia (fraqueza muscular), e, com
menos frequência, verificam-se
secreções nasais, depressão, peté-
quias, sangramento nasal, edema
dos membros, vómitos, uveíte e
insuficiência hépato-renal;
• A fase subclínica é, geral-
mente, assintomática, podendo
aparecer algumas complicações
como depressão, hemorragias,
edema dos membros, perda de
apetite e palidez das mucosas;
• Na fase crónica, cães com
imunidade insuficiente podem
desenvolver sangramentos espon-
As carraças picam o hospedeiro
e ingerem sangue para se alimentarem.
A desparasitação
externa é um ato
simples que não deve
ser negligenciado pelo
dono
Caso grave de Dermatite Alérgica à Picada de Pulga
num Pastor Alemão.
Dorso do Pastor Alemão 4 meses após o início da terapêutica.
tâneos, anemia, linfadenopatia ge-
neralizada (dilatação de anticorpos
que têm um papel fundamental na
defesa do organismo), edema do
escroto e dos membros (inchaço
causado pelo excesso de líquidos
nos tecidos do corpo), espleno-
megalia (aumento do baço), he-
patomegalia (aumento do fígado),
uveíte (olho azul), hifema (olho
vermelho), cegueira, artrite e con-
vulsões. Nesta fase podem ocorrer
infeções secundárias devido à re-
dução da atividade ou eficiência
do sistema imunológico.
Doença de Lyme
A doença de Lyme é causada por
uma bactéria (Borrelia) e é trans-
mitida por carraças do género Ixo-
des. Esta doença é uma zoonose,
ou seja, é transmissível do animal
para o Homem.
O quadro clínico é extenso, po-
dendo o animal apresentar sinais
inespecíficos como febre, perda de
peso, anorexia, astenia (sensação
generalizada de debilidade e falta
de vitalidade) e dispneia (falta de
ar).
Os sinais mais frequentes são ar-
ticulares – artrite (inflamação das
articulações), claudicação (sensa-
ção de dor, cansaço, fraqueza), pe-
rante os quais os animais recusam
mexer-se.
Podem manifestar ainda tremores,
ataxia (desequilíbrio), alterações
comportamentais, insuficiência re-
nal, aborto, entre outros.
Controlo das carraças e pulgas
Apesar de existir tratamento para
estas doenças, o controlo das car-
raças recorrendo ao uso de ecto-
parasiticidas ambientais e de uso
tópico (aplicado diretamente na
região afetada) é a medida sani-
tária mais eficaz para evitar o seu
aparecimento.
As pulgas vivem em ambiente ex-
terior (ervas altas, locais escuros/
húmidos), mas também no interior
(no carro, nas carpetes e na mo-
bília, por exemplo). Precisam dos
animais, pois é deles que retiram o
seu alimento, sendo hematófagos
(72 fêmeas de pulga podem ingerir
cerca de 1 ml de sangue por dia),
sendo possíveis transmissores de
doenças.
A larva de Ctenocephalides felis é
hospedeiro intermediário de Dypili-
dium caninum – parasita intestinal
do cão e do gato, frequentemente
descrito como os “grãos de arroz”
que saem nas fezes e causam mui-
ta comichão e sangramento ao
defecar.
que as pulgas têm uma capacidade
de salto de cerca de 150 cm e que
as gaivotas, os pombos, os pardais
e outros pássaros podem ser uma
fonte de infestação. Estes pássaros
têm acesso a muitas das varandas
e terraços das nossas casas.
Nós próprios somos uma fonte de
infestação quando chegamos da rua,
com as nossas roupas e sapatos.
Proteja-o todo o ano
O “descansinho das pipetas” que
alguns donos fazem no inverno
Micoplasmose
A pulga também pode transmitir ao
gato doenças muito semelhantes
à febre da carraça no cão, como a
Micoplasmose. O Mycoplasma hae-
mofelis é um hemoparasita muito
frequente nos gatos que causa al-
terações semelhantes à erliquiose
canina.
Dermatite Alérgica
à Picada de Pulga
Para além das parasitoses sanguí-
neas, a pulga tem um potencial
efeito de hipersensibilidade aquan-
do da picada (pensa-se que o efei-
to antigénico provenha da saliva,
apesar de ainda não se ter conse-
guido isolar dela o antigénio res-
ponsável pela alergia). As pulgas
também podem ser responsáveis
por causar dermatite alérgica, em
resultado da picada.
O animal geralmente apresenta
uma dermatite papular no dorso,
flancos, base da cauda e zona um-
bilical, sendo típico haver escoria-
ções, crostas, seborreia, alopécia
(falta de pelo) e uma vasta infla-
mação/infeção associada a trauma
auto-infligido, como consequência
da comichão intensa.
Acesso à rua
Ir ao terraço ou varanda de casa
pode ser considerado um fator de
risco, dependendo da altura a que
se encontra do chão e da região
em que habita. Não se esqueça
não está correto e pode ser alta-
mente prejudicial para estes e para
o seu animal.
A desparasitação externa é um ato
simples que só precisa de ser efetu-
ado, no máximo, uma vez por mês.
Existem vários produtos disponí-
veis no mercado – em spray, spot
on (pipeta), coleira ou comprimi-
dos palatáveis. Escolha o que me-
lhor se adapta a si (pela facilidade
de aplicação) e ao seu animal (pela
tolerância do produto).
Aconselhe-se junto do médico me-
terinário. n
56 Cães&Companhia
Veterinária
Toxoplasmose
Zoonoses felinas
De todas as Zoonoses Felinas a toxoplasmose é, sem dúvida, das mais conhecidas.
Existem, porém, ainda muitas ideias erradas sobre a doença em si e sobre o papel que o gato
desempenha.
Filipa Manteigas
MédicaVeterinária
Artigo gentilmente cedido pelo
Hospital do Gato
Fotos: Shutterstock
57Cães&Companhia
A
toxoplasmose é uma doença provoca-
da pelo parasita Toxoplasma gondii.
O ciclo de vida deste parasita é com-
plexo e envolve dois tipos de hospedeiros: um
hospedeiro definitivo (o gato) e um hospedeiro
intermédio (outros animais, incluindo o Homem).
Vamos aqui expor o ciclo de vida de forma sim-
plificada de modo a destacar as principais vias
de contaminação.
A toxoplasmose e o gato
A infeção com Toxoplasma gondii é mais comum
em gatos com acesso ao exterior e que são ca-
çadores ativos, e em gatos que são alimentados
com carne mal cozinhada ou crua. Em geral, de-
pendendo do seu estilo de vida,entre 20-60% dos
gatos serão infetados com o parasita, mas muito
poucos irão demonstrar sinais clínicos.
O gato é o hospedeiro definitivo,porque é apenas
nele que o parasita consegue produzir oocistos
(ovos), que são depois excretados nas fezes e po-
dem infetar outros animais, incluindo o Homem.
Quando um gato ingere uma presa ou carne con-
taminada o parasita é libertado no tracto diges-
tivo, multiplica-se na parede intestinal e produz
oocistos. Estes oocistos são depois excretados,
durante um período curto de tempo (geralmente
menos de 14 dias), nas fezes.
Os oocistos excretados nas fezes do gato não
são imediatamente infeciosos para outros ani-
mais, precisam primeiro de sofrer um processo
designado de esporulação que demora entre 1
a 5 dias. Uma vez esporulados, os oocistos são
infetantes para gatos, pessoas e outros hospe-
deiros intermediários.
É raro um gato voltar a excretar oocistos nas fe-
zes após a primeira infeção e,quando isto ocorre,
é geralmente em quantidade muito menor.
Sinais no gato
Se o gato não desencadear uma resposta imuni-
tária eficaz, pode desenvolver sinais de doença,
que podem incluir febre, perda de apetite, perda
de peso, letargia, pneumonia, problemas oftal-
mológicos, hepatite, sinais neurológicos, entre
outros.
A infeção numa gata gestante produz sinais
severos de doença, como morte fetal, aborto,
nados-mortos e morte de gatinhos jovens.
A toxoplasmose e o Homem
Estima-se que mundialmente mais de 500 mi-
lhões de pessoas estejam infetadas, porém a
maioria não apresenta sintomas. Pessoas que te-
nham sido infetadas com este parasita desenvol-
vem anticorpos contra o organismo que podem
ser detetados em análises de sangue.
Na maioria dos casos as pessoas são
infetadas por uma de duas vias: ingestão
de oocistos do ambiente (por contacto com solo
contaminado com oocistos já esporulados, ou
por ingestão de frutas ou vegetais contamina-
dos); ou ingestão de carne mal cozinhada que
esteja contaminada com quistos.
Outras vias menos comuns são: ingestão
de oocistos esporulados em água contaminada;
ingestão de leite não pasteurizado; inalação de
oocistos esporulados em partículas de pó (extre-
mamente raro).
Se tem gato e está a planear uma gravidez
fale com o seu médico sobre o assunto
Estima-se que
mundialmente mais
de 500 milhões de
pessoas estejam
infetadas, porém
a maioria não
apresenta
sintomas.
58 Cães&Companhia
Sinais no Homem
No Homem com um sistema imunitário compe-
tente, os sinais de toxoplasmose são geralmente
ligeiros, semelhantes a uma gripe.
Em grupos de risco,cujos indivíduos possuem uma
imunidade comprometida (bebés, crianças, ido-
sos, grávidas ou pessoas imunodeprimidas), pode
ocorrer uma doença severa que inclui encefalite,
aborto,nados-mortos,defeitoscongénitoseoutros
problemas do foro neurológico e oftalmológico.
A toxoplasmose e a gravidez
Em mulheres infetadas pela primeira vez (pri-
moinfeção) durante a gravidez, a infeção pode
passar para o feto. Em muitos casos, mesmo o
feto estando infetado, vai permanecer assintomá-
tico, mas numa minoria de casos a infeção pode
conduzir ao aborto, defeitos congénitos no recém-
-nascido, problemas neurológicos e oculares.
Porém é importante ressalvar que isto só acontece
se a primoinfeção for durante a gravidez, sendo
que infeções anteriores não envolvem este risco.
O contacto com o gato aumenta o risco de
infeção?
Pesquisas indicam que o contacto com gatos (ou
possuir um gato) não aumenta o risco de infeção
para o Homem. O que dizem os estudos:
• A probabilidade de contactar com um gato que
esteja a excretar oocistos nas fezes é muito baixa
(num estudo com 206 gatos, 25% tinham sido
infetados com o parasita, mas nenhum estava a
eliminar oocistos nas fezes);
• Veterinários que trabalham com gatos não têm
maior risco de ser infetados em comparação com
a população em geral;
• O contacto direto com gatos, geralmente, tem
pequena ou nenhuma influência na probabilida-
de da pessoa ser infetada com T. gondii, enquan-
to o consumo de carne crua aumenta significati-
vamente o risco de adquirir a infeção;
• A maioria das pessoas são infetadas através
de carne mal cozinhada ou legumes e fruta mal
lavados;
• Os grupos de risco não devem entrar em con-
tacto ou manusear a liteira do gato;
• A liteira deve ser limpa diariamente, para que
os oocistos não possuam tempo suficiente para
ficar “ativos”;
• Usar luvas quando se manipula a liteira e lavar
bem as mãos após a limpeza da mesma;
• Limpar periodicamente a liteira com detergente
e água a ferver (elimina os oocistos);
• Eliminar a areia da leiteira de forma segura,por
exemplo, dentro de um saco de plástico fechado,
antes de colocar dentro de outro lixo doméstico;
• Tapar as caixas de areia onde brinquem crian-
•Também se deve ter em conta o risco das crian-
ças contraírem a infeção quando brincam em ter-
renos contaminados com oocistos esporulados.
Como reduzir o risco de contrair
toxoplasmose através do gato?
Apesar do risco de transmissão da doença, de um
gato para um humano,ser muito baixo,podem ser
tomadas medidas para o diminuir ainda mais:
ças para que nenhum gato defeque nesse local;
• Não permitir que o gato tenha acesso à rua;
• Alimentar gatos com comida própria e não ali-
mentar com comida crua ou mal cozinhada.
Outras medidas preventivas
• Usar luvas quando se faz jardinagem e lavar as
mãos muito bem após contacto com terra (que
pode estar contaminada com oocistos);
Dependendo do seu estilo de vida, entre 20-60%
dos gatos serão infetados com o parasita,
mas muito poucos irão demonstrar sinais clínicos
• Antes e após manusear comida lavar sempre
muito bem as mãos;
• A fruta e os legumes devem ser muito bem la-
vados antes de ingeridos para remover possíveis
oocistos da sua superfície;
• Todas as superfícies e utensílios usados na
preparação de comida devem ser limpos com
detergente e água quente, antes e depois da uti-
lização, para inativar quistos tecidulares;
• A carne deve ser cozinhada a um mínimo de
58ºC por 10 minutos ou 61ºC por 4 minutos para
eliminar quistos tecidulares.O uso de microondas
não é uma forma segura de eliminar quistos;
• Refrigerar a carne entre -12ºC a -20ºC por 3
dias elimina os quistos;
• A água não potável deve ser fervida ou filtrada
antes de ingerida;
• Controlar a população de roedores e outros po-
tenciais hospedeiros intermediários.
Diagnóstico e tratamento em gatos
Esta doença é geralmente diagnosticada com
base na história, sinais clínicos, análises san-
guíneas (como titulação de anticorpos) e, por
vezes, análise de fezes.
O prognóstico varia consoante o estádio em que
a doença se encontra, podendo ser fatal em ca-
sos extremos. No entanto, na maioria das vezes
o uso de antibióticos específicos resulta na cura
clínica do gato.
Não existe vacina para esta doença.
Em jeito de conclusão
O risco de adquirir toxoplasmose através de um
gato é muito baixo, visto que os gatos infetados
excretam o organismo nas fezes apenas alguns
Ser dono de um gato não significa exposição
à doença, uma vez que é muito pouco provável
que exista infeção através do pelo, de arranhadelas
ou de dentadas
dias, durante toda a vida.A maioria das pessoas
são infetadas por outras formas, nomeadamen-
te, através da ingestão de carne mal cozinhada.
Ser dono de um gato não significa exposição à
doença,uma vez que é muito pouco provável que
exista infeção através do pelo, de arranhadelas
ou de dentadas; e visto que gatos de interior que
nunca caçaram e que nunca foram alimentados
com comida crua não possuem probabilidade de
serem infetados com este parasita.
Simples medidas de higiene podem, no en-
tanto, ser tomadas para reduzir estes riscos
e tornar a relação gato-dono o mais segura
possível.
Na próxima edição falaremos de Dermatofito-
se, vulgarmente conhecida como Tinha. n
60 Cães&Companhia
Veterinária
Passear o gato à trelaSe tem vontade de passear o seu gato à trela mas não sabe como, então esta informação é para si.
Maria João Dinis da Fonseca
MédicaVeterinária
Artigo gentilmente cedido pelo
Hospital do Gato
Fotos: Shutterstock
61Cães&Companhia
Se tem um gato sociável e curioso, que adora
estar à janela, pense em passeá-lo na rua
P
assear um gato com trela pode ser uma
experiência enriquecedora para o dono
e para o gato, ou, pelo contrário, uma
experiência traumática; tudo depende do modo
como é realizada. Uma coisa é certa, vai precisar
de tempo, bom senso e muito carinho.
É necessário para o bem-estar
do meu gato levá-lo à rua?
Não é necessário, mas é um modo de propor-
cionar vivências ao gato que podem ser enri-
quecedoras. Nem todos os gatos beneficiam de
um passeio. Se tem um gato particularmente
tímido não é recomendável que o leve a passear.
Mas se, pelo contrário, tem um gato sociável e
curioso, que adora estar à janela, então pense
no assunto.
Só devem ir à rua gatos vacinados e desparasita-
dos com um protocolo adequado,já esterilizados
e com microchip.
Assim, a melhor idade para iniciar o seu gato a ir
à rua é por volta dos 6 meses, mas nunca é tarde
para começar!
Como começar
• Nunca passeie o seu gato com coleira, mas
sim com peitoral.
• Adquira um peitoral seguro, de preferência
que tenha uma união em cima e em baixo. Para
prevenir imprevistos, tenha o peitoral identifi-
cado com o seu número de telefone.
• Deixe o peitoral ao alcance do gato cerca de
2 dias antes, para que ganhe o cheiro do seu
gato e, inclusive, use a parte da trela como brin-
quedo.
• O passo a seguir é colocar o peitoral no gato,
faça-o ainda em casa e deixe o gato com ele
durante vários períodos.
• Quando sentir que o gato já está habituado
e confortável com a situação, junte a trela e
deixe-o andar em casa com a trela pendurada.
• Ainda dentro de casa comece a passear à tre-
la. Esta fase é delicada, pois os gatos detestam
sentir-se presos.
• Evite que ele o puxe, mas também deve evitar
puxá-lo. Associe estas experiências a estímulos
positivos, como biscoitos e muita brincadeira.
Este processo de adaptação ao peitoral pode
demorar semanas, mas é essencial para que a
fase seguinte corra da melhor forma.
• Escolha um lugar seguro onde não circulem
cães soltos (e, de preferência, onde também
não circulem cães presos), sem muito ruído por
perto, nem muita agitação. Conheça primeiro o
lugar sem a presença do seu gato.
Só devem ir à rua gatos
vacinados e desparasitados
com um protocolo adequado,
já esterilizados e com
microchip.
Vamos à rua!
Até chegar ao local onde vai passear o seu gato,
deve levá-lo dentro da transportadora para evitar
encontros com cães, e mesmo com outras pesso-
as, porque uma má experiencia pode assustar o
gato e comprometer a sua aprendizagem.
Uma vez chegados ao local eleito para o passeio,
segure bem a trela e abra a transportadora.
Deixe o seu gato sair por ele,não o force.Se após
30 minutos o seu gato não sair da transportado-
Transportadora
A transportadora de um gato deve fazer
parte do seu território, ou seja, deve
estar sempre à disposição do gato, que
provavelmente a vai usar como esconderijo
ou mesmo como cama.A utilização de um
spray de feromonas na caixa de transporte
é muito útil para diminuir o stress da
viagem.
ra, regresse a casa e volte a tentar mais tarde.
Depois do gato sair da transportadora deixe-o
explorar a zona, provavelmente aos poucos o
gato vai querer fazer o reconhecimento do local.
Mais uma vez, evite puxar o seu gato, mas tam-
bém não permita que ele o puxe.Associe recom-
pensas a este processo. Tente voltar sempre ao
mesmo local, pelo menos até sentir que o seu
gato está confiante.
Bons passeios! n
62 Cães&Companhia
O seu gato
deixou de ser limpo?
Perceba o que se está a passar
Gatos Mar Olivas Tur
Fotos: Shutterstock
Quando foi a última vez que mudou o areão do tabuleiro de higiene? Para o seu gato pode estar sujo.
Os gatos são limpos por natureza e, por isso, podem deixar de usar o tabuleiro se este não estiver de
acordo com as suas preferências.
63Cães&Companhia
Alguns gatos parecem não entender onde está
a sua “casa de banho” e utilizam outros sítios na
sua casa, a culpa pode ser de um dono desatento
A
eliminação de urina e de fezes fora do
tabuleiro de higiene é o problema mais
comum com que os donos de gatos se
deparam. Os gatos foram a última espécie que
domesticámos e mantêm, por isso, um equilí-
brio instável, que inconscientemente pode ser
quebrado com determinadas ações que temos.
Motivos para não ser limpo
São vários os motivos que podem levar um
gato a fazer as suas necessidades fora do
tabuleiro de higiene e quase todos eles têm
solução, mas o dono deve realizar um esforço
para conhecer melhor o seu animal de compa-
nhia e respeitar as regras de comportamento
que os tranquiliza.
Por que atira a areia
para fora do tabuleiro de higiene?
É um jogo muito divertido. Quando se trata
de usar o areão, há gatos muito cuidadosos
e gatos descuidados. Os descuidados escavam
como loucos e, se gostam, escavam muito
mais, até que atiram para fora todo o areão
do tabuleiro.
Por que urina na sanita?
O gato é muito limpo, mas se o seu dono não
for assim tanto e deixar as fezes no tabuleiro de
areão este não vai gostar e irá procurar outro
sítio para urinar.A sanita, pelo seu odor a amo-
níaco, pode parecer-lhe um local idóneo.
Por que dá golpes
com as patas no chão fora do areão?
Algumas vezes, depois de fazerem as suas ne-
cessidades, os gatos saem para fora do tabulei-
ro de higiene e arranham o chão à volta deste,
em vez de escavarem no areão. O gato está a
dizer que não gosta do areão, por isso faz os
movimentos como se estiver a cobrir algo, sem
tocar no areão. Pode ser porque este é limpo
poucas vezes e tem fezes antigas.
Quantos tabuleiros
de higiene são necessários?
Num lar de dimensões normais e apenas com
um gato basta um tabuleiro, mas se vivem na
mesma casa dois ou mais gatos são necessá-
rias mais “casas de banho”. É uma boa ideia
colocar vários tabuleiros em divisões diferentes
da casa, sobretudo se há lutas ou desavenças
entre eles.
Neste caso é conveniente colocar mais um
tabuleiro que o número de gatos que vive em
casa. Por exemplo, se temos três gatos “rufias”
necessitamos de quatro wc.
Estará doente?
Entre as doenças que afetam frequentemente
os gatos encontra-se, pela sua elevada incidên-
cia, uma doença das vias urinárias inferiores, o
síndrome urológico felino.
Se o gato tem micções frequentes e de pouco
volume, dificuldade para urinar ou urina em
locais fora do normal pode estar doente. Se
observamos que o gato visita com demasiada
frequência o tabuleiro de higiene ou que urina
por toda a casa devemos levá-lo o quanto antes
Alguns gatos procuram
a sanita psra urinar, pois
esta emana um odor
a amoníaco e pode
parecer-lhe um odor
idóneo.
64 Cães&Companhia
ao médico veterinário. Se o gato sentir dor ao
urinar pode rejeitar o tabuleiro, pois associa a
sua presença à dor.
Se o médico veterinário rejeitar a existência de
um problema de saúde, estamos na presença de
um distúrbio de comportamento.
Escolha do areão
Existem tipos de areão ou litter para gatos. Se
o gato rejeitar um deles devemos mudar para
outro e não insistir. É quase impossível que-
brar a vontade de um gato. Os mais habituais
são: areão normal, aglomerante, de esferas de
sílica e areão ecológico. E, esqueça coisas “pré-
-históricas” como o serrim, que era usado an-
tigamente.
Areão normal
É a sepiolita, uma variedade de argila que se
obtém diretamente das pedreiras. A sua capaci-
dade de absorção é muito alta e não tem odor,
características que fazem com que seja bem
aceite pela maioria dos gatos. É necessário ser
trocada com frequência e limpa diariamente.
Areão aglomerante
É a bentonite, uma argila de grão muito fino
que tem a capacidade de absorver uma grande
quantidade de líquido aumentando de volume.
A urina e as fezes formam blocos sólidos, pelo
que é muito agradável para uma grande parte
dos gatos. Deve ser limpo diariamente, mas eli-
mina melhor os odores.
Esferas de sílica
É o gel de sílica, uma forma granular e porosa
de dióxido de sílica fabricado sinteticamente.
Apesar do nome, o gel de sílica é sólido. É o litter
que se mantém mais tempo limpo, seco e isento
de odores. Pelas suas características especiais
requer que se utilize uma quantidade menor em
relação aos anteriores, obtendo melhores resul-
tados. Também é bastante mais caro. Há vários
gatos que não gostam.
Areão ecológico
É formado por fibras naturais de restos de ma-
deira obtidos na limpeza dos bosques. É uma
alternativa que respeita a natureza.
Uma escolha adequada
do tabuleiro e areão,
e da sua localização
em casa, reduz os problemas
Uma solução para cada problema
Problemas Soluções
O tabuleirO SujO
Manterotabuleirodehigienelimpoémuitoimportante.Osgatossãoextremamente
sensíveis em relação à sua higiene, se não se retira o areão sujo há muitas
possibilidades que procure outro sítio da casa para fazer as suas necessidades.
Limpar a bandeja duas vezes por dia (de manhã e à tarde) e mudar a totalidade do areão
duas vezes por semana.Se se usar areão aglutinante – que forma torrões com a humidade
– podemos realizar apenas uma mudança total por semana.A quantidade de areão será
sempre suficiente para que o gato escave e enterre as suas fezes com comodidade.
NãO gOSta dO areãO
O gato tem os seus próprios gostos quanto ao tipo, aroma e qualidade do areão ou
litter. Quando este lhe desagrada, o gato não entra no tabuleiro para evacuar ou fica
parado com as patas apoiadas na borda do tabuleiro,sem querer entrar.Não enterra
as fezes,nem escava e,geralmente,sacode as patas quando sai do tabuleiro.
Por sorte há uma grande variedade de areão e litter no mercado pelo que é simples
encontrar um que seja do seu agrado. Evite o areão aromatizado, que normalmente
desagrada a todos os gatos. Experimente várias marcas comerciais até achar a que dá
melhor resultado.
MedO dO wc
A forma, tamanho ou aparência do tabuleiro de higiene assusta os gatos de
temperamento retraído, em especial os que são cobertos, que podem agradar ao
dono,masnãoaoanimal.Ostabuleirosdemasiadopequenoseosqueforamlimpos
com produtos químicos muito aromáticos são rejeitados por quase todos os gatos.
Mude para um tabuleiro sem cobertura.Comprove se o tamanho é adequado ao tamanho do
gato. Devemos evitar os tabuleiros muito profundos, que dificultem o acesso do animal e os
muito pequenos que não permitam que este ande à roda comodamente dentro deste.
averSãO adquirida
Se o gato relacionar uma experiência que foi desagradável com o uso do tabuleiro
de higiene,irá ter aversão a usá-lo.Esta experiência negativa pode ser de vários tipos,
as duas mais comuns são um ralhete por atirar areia para fora ao escavar ou ser
incomodado por outro animal lá de casa,como um cão a cheirar o que está a fazer.
Mude o tipo de tabuleiro de higiene e coloque-o numa divisão diferente, de modo a
quebrar a relação que existe entre o seu uso e a experiência negativa.
aNtiPatia Pela diviSãO
É mais frequente do que habitualmente se crê. Se o tabuleiro está numa divisão da
casa que é fria,húmida ou com muita atividade e ruído,por exemplo,numa zona de
passagem da casa,pode ser rejeitado pelo gato.
Mude o tabuleiro de sítio, preferencialmente para uma divisão da casa onde o gato se
sinta cómodo.
O que devemos ter em conta
• Os gatos preferem ter o tabuleiro de higiene pró-
ximo do sítio onde passam a maior parte do tempo.
Não o coloque demasiado afastado desse local.
• Se em casa convivem vários gatos pode acon-
tecer que um deles impeça o acesso de outro ao
tabuleiro, inclusive quando se dão bem. Verifi-
que se isto não está a ocorrer.
• Um gato dominado pode sentir-se encurralado
ao tentar sair da divisão onde está o tabuleiro;
então, por medo, deixa de usá-lo para não en-
trar nessa divisão. Coloque vários wc em sítios
diferentes da casa.
• Comprove se outros animais de companhia
que vivem em casa, como um cão coprófago,
não incomoda o gato quando este está a fazer
as suas necessidades. Coloque a bandeja num
sítio onde o gato possa chegar sem dificuldade,
mas que não esteja ao alcance do cão.
• O stress e a ansiedade, motivados por diversas
causas, por exemplo, a chegada de um animal
de companhia novo ou uma visita em casa, pode
levar o gato a eliminar num local inadequado.
Localize o motivo de stress e elimine-o. n
Quando há apenas um gato
basta um wc; se houver mais,
a regra é mais um wc que
o número de gatos em casa
66 Cães&Companhia
Mini-Lop
A principal caraterística da raça Mini-Lop são as suas orelhas caídas.
Este coelho anão tem uma aparência alerta e vigorosa.
Associação Portuguesa de Coelhos Anões
Fotos: APCA e Shutterstock
Exóticos
67Cães&Companhia
U
m coelho anão Mini-Lop deve ser defi-
nido, sólido e firme. O seu corpo deve
ser curto, amplo e bem musculado,
sendo o pescoço pouco visível. A traseira bem
musculada é curta e bem arredondada. O peito
é amplo e profundo, com partes laterais curva-
das no ponto onde liga aos ombros, que são
amplos e fortes.
As patas dianteiras são curtas,espessas e retas.As
patas posteriores são curtas, fortes e poderosas,
devendo apresentar-se paralelas ao corpo. A sua
cauda é reta,forte e bem revestida de pelo.Permi-
te-se uma pequena papada, mas não é desejável.
Peso
Opesoidealemadultositua-seentre1,5kga1,6kg.
Cabeça, nuca e olhos
Acabeçaébemdefinida,amplaebemdesenvolvi-
da.O perfil da cabeça é ligeiramente curvado,com
uma boa largura entre os olhos,ossos zigomáticos
salientes e focinho amplo. Os olhos são grandes,
bem definidos e brilhantes. A extremidade basal
das orelhas deve ser proeminente ao longo da
parte superior do crânio, para formar a nuca.
Orelhas
As orelhas devem ser amplas, espessas, bem re-
vestidas de pelo e arredondadas nas extremida-
des. Devem apresentar-se bem junto aos ossos
zigomáticos, dando a aparência de uma ferra-
dura quando visto de frente.A parte interior das
orelhas não deve ser visível de nenhum ângulo
se tiver o posicionamento correto.
As longas orelhas
devem ser bem
revestidas de pelo
e arredondadas,
parecendo uma
ferradura visto de frente
Pelagem
O pelo deve ser denso e com bom
comprimento, apresentando-se no
sentido descendente e com inú-
meros pelos de proteção. As
patas e solas devem estar
bem revestidas de pelo.
Cor e padrão
O Breed Standards Com-
mittee (Comité de Padrões
de Raças) do British Rabbit
Council aceita qualquer cor ou
padrão, além do padrão incom-
pleto.
Estado geral
O exemplar deve estar em perfeito estado
de saúde e boa forma física, livre de qualquer
sujidade, especialmente nas patas, nas orelhas e
nos órgãos genitais. O pelo deve refletir a boa
saúde geral do exemplar,que deve parecer alerta
e vigoroso.n
O que evitar num Mini-Lop
Faltas
• Corpo demasiado longo;
• Cabeça não suficientemente característica
da raça;
• Orelhas feridas ou danificadas;
• Mau posicionamento das orelhas;
• Orelhas dobradas;
• Nuca não desenvolvida;
• Pelo com caimento descendente e
esvoaçante;
• Grandes papadas em fêmeas;
• Patas posteriores não paralelas ao corpo;
• Ligeira sujidade nas patas, orelhas e órgãos
genitais;
• Solas das patas sem pelo;
• Pelo ligeiramente sujo ou diluído;
• Unhas dos pés grandes;
• Falta de vitalidade.
Desqualificações
• Dentes com anomalias ou mutilados;
• Exemplares acima do limite de peso;
• Deformidades e mutilações;
• Deformação dos dentes (mal oclusão);
• Orelhas com as pontas viradas ao contrário;
• Patas curvadas ou dobradas;
• Cauda deformada;
• Qualquer doença ou enfermidade visível;
• Cegueira total ou parcial;
• Cor de olhos incorreta;
• Qualquer infeção parasitária;
• Muita sujidade.
68 Cães&Companhia
Tartaruga de dorso articulado
Kinixys nogueyi (Lataste,1886)
A tartaruga de dorso articulado tem uma característica muito própria, como aliás o seu nome comum
indica. De facto, trata-se de uma espécie de tartaruga que consegue articular a carapaça, dobrando-a.
Rui Pessoa
Fotos: Autor
Exóticos
Casal jovem.
69Cães&Companhia
S
abemos que há várias espécies que
têm o plastrão amovível, conseguin-
do fechar-se mais ou menos hermeti-
camente na parte de baixo, mas esta espécie
consegue esconder as patas traseiras e a cauda
(para proteção), fechando a parte superior da
carapaça. Isto acontece apenas nos animais
jovens e adultos, uma vez que a membrana car-
tilaginosa que o permite forma-se e é apenas
visível ao fim de alguns anos.
Habitat natural
Esta tartaruga terrestre tem como habitat na-
tural um vasto território do continente africano,
concretamente na África Ocidental. Entre os
países onde pode ser encontrada contam-se
o Senegal, a Guiné-Bissau, o Gana, o Togo, os
Camarões e a Nigéria, mas pode também ser
avistada um pouco mais ao centro do conti-
nente africano, designadamente na República
Centro-Africana.
Tanto pode habitar em áreas densamente arbo-
rizadas, como em zonas abertas de savana, ti-
picamente de vegetação rasteira, encontrando-
-se muitos grupos populacionais estabelecidos
perto de cursos de água.
O facto de ocorrer numa diversidade bastante
acentuada de territórios é motivo de grandes
dores de cabeça para quem mantém estes ani-
mais em cativeiro e lhes pretende proporcionar
as condições mais parecidas com o seu habi-
tat de origem, surgindo dúvidas importantes:
A tartaruga de dorso
articulado é uma espécie
de tartaruga que
consegue articular
a carapaça,dobrando-a
Terrário aberto ou fechado? Com vegetação
densa ou amplo? Níveis de humidade elevados
ou ambiente seco? O ideal é conhecer a origem
exata do animal, o que em muitos casos é qua-
se impossível.
A tartaruga de dorso articulado era, até há
pouco tempo, considerada uma subespécie da
Kinixys belliana, mas foi recentemente autono-
mizada.
Principais características
Para além da característica já mencionada de
articulação da carapaça, esta espécie tem ain-
da outra característica física que a distingue
de muitas outras tartarugas e sobretudo das
espécies mais próximas (como por exemplo, a
Kinixys belianna), que é o facto de ter apenas
quatro unhas nas patas frontais e não cinco
como é habitual.
O macho tem a cauda mais grossa e comprida
do que a fêmea, como na maioria das espécies
de tartarugas. Tem ainda o plastrão côncavo,
para permitir mais facilmente o ato de cópula.
Diz-se que os machos muito velhos ficam com
a cabeça de tom azulado.
Pormenor
do dorso articulado.
Aspeto da carapaça.
Cores do plastrão.
70 Cães&Companhia
A Kinixys nogueyi é considerada uma tartaruga de
tamanho médio, podendo as fêmeas atingir cerca
de 24 cm e os machos 20 cm ; por seu turno, as
crias nascem com cerca de 4 cmde comprimento.
Em termos de cores, estas são muito variáveis,
desde o amarelo clarinho até ao castanho bem
escuro, tanto no que respeita à carapaça como
ao plastrão, embora neste último se encontrem
quase sempre manchas irregulares. A grande
maioria dos animais tem uma carapaça bastan-
te interessante, com uma mistura de tonalida-
des sempre muito harmoniosa.
Já no que respeita à cabeça e membros são nor-
malmente escuros, muitas vezes cinzento-escuro,
sem quaisquer manchas características nem tons
mais claros e apelativos, como noutras espécies.
Condições de manutenção em cativeiro
A tartaruga de dorso articulado necessita de
condições muito particulares de manutenção,
nada comparáveis por exemplo com as tartaru-
gas da espécie Testudo.
Em primeiro lugar, porque se trata de uma tarta-
ruga extremamente tímida, deve-lhe ser propor-
cionado um habitat com muitos refúgios, feitos
de vegetação, madeira, peças de barro, folhas
secas, etc., devendo ainda o substrato ser sufi-
cientemente profundo para que a tartaruga se
possa enterrar. Muitos hobbystas utilizam vasos
de barro deitados, onde a tartaruga se recolhe
facilmente.
A acrescer aos refúgios, a luminosidade interior
não deve ser exagerada, o que pode ser facilita-
do colocando plantas naturais ou artificiais de
maiores dimensões.
Por outro lado, para tentar imitar de algum
modo as estações africanas típicas do seu ha-
bitat natural, devem ser criadas duas estações
distintas, uma com uma humidade que pode
atingir os 90%-100% durante cerca de meio
ano e outra, mais seca, em que a humidade não
deve ultrapassar os 65%-70%, na restante par-
te do ano.
Uma vez que esta espécie não hiberna, várias
fontes de calor têm que ser proporcionadas para
que o terrário nunca baixe dos 22ºC.
Alimentação
Trata-se de uma tartaruga omnívora, pelo que
não é muito difícil encontrar um leque variado
de alimentos que lhe podem ser administrados.
Verduras de vária natureza, mas sobretudo ri-
cas em cálcio, podem e devem ser oferecidas
todos os dias. Proteína animal deve ser dada 2
a 3 vezes por semana, de preferência incluindo
caracóis, lesmas, gafanhotos, minhocas, etc. Na
falta destes, pode ser dada carne de frango ou
peru, por exemplo.
A fruta também pode ser oferecida, mas apenas
2 vezes por semana, para evitar diarreias e a
proliferação de parasitas intestinais.
Esta tartaruga gosta muito de cogumelos, con-
tudo não se deve abusar, sobretudo porque a
chave para uma boa dieta, nesta como em qual-
quer outra espécie, é a diversidade na alimen-
tação.
No acasalamento
Os alimentos ricos em proteína animal devem
ser sobretudo oferecidos na altura do acasala-
mento, normalmente na época húmida, altura
em que os machos lutam mais ferozmente entre
eles pelo domínio das fêmeas, bem como por
alimento.
Assim, e para evitar disputas que originem fe-
ridas, os alimentos devem ser colocados em
vários locais do terrário, a fim de que todos os
animais tenham efetivamente oportunidade de
se alimentar.
Cuidados veterinários
Com efeito, esta é uma tartaruga com alguma
propensão para parasitas intestinais, pelo que
necessita de ser desparasitada junto de um ve-
terinário com experiência em répteis pelo me-
nos uma vez por ano, havendo quem aconselhe
a desparasitação duas vezes por ano.
Também como forma de evitar a infestação por
parasitas intestinais e a sua proliferação noutros
elementos do grupo, nunca se devem misturar
novos animais com um grupo já devidamente
estabelecido em cativeiro, sem que se sujeitem
os mesmos a uma quarentena de pelo menos 2
a 4 meses.
Principais ameaças
e estatuto de conservação
Esta tartaruga é capturada para efeitos de ali-
mentação bem como utilizada para medicina
tradicional, verificando-se, sobretudo nos anos
80 e 90, um decréscimo significativo nas popu-
lações locais.
É ainda capturada para ser comercializada no
mercado de animais de estimação.
Infelizmente muito poucos estudos sobre a sua
ecologia e conservação têm sido efetuados.
Neste momento encontra-se listada no Anexo II
da Convenção sobre o Comércio Internacional
das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Amea-
çadas de Extinção (CITES), de que Portugal
é parte desde 1975, o que significa que deve
haver um controlo apertado sobre os espécimes
comercializados. n
Como é uma tartaruga extremamente tímida
deve-lhe ser proporcionado um habitat com muitos
refúgios, feitos de vegetação, madeira, peças
de barro, folhas secas, etc.
A tomar
um banho morno.
Vista frontal.
Trio a alimentar-se.
Terrário húmido.
72 Cães&Companhia
Gatos no Pet Festival
Decorreu nos dias 31de janeiro e 1de fevereiro a 224ª e 225ª Exposições Internacionais de Gatos, integradas
no Pet Festival, na FIL, com 162exemplares inscritos no catálogo do fim de semana. Estiveram presentes
9Domésticos, 22exemplares de pelo longo (Categoria I), 73 exemplares de pelo semi-longo (Categoria II),
56 exemplares de pelo curto (Categoria III) e 2exemplares Oriental (Categoria IV). Os exemplares foram
julgados pelos juízes Carin Salberg (Finlândia), Ireneusz Pruchniak(Polónia) e Jorge Redondo (Espanha).
Exposições
Resultados gentilmente cedidos pelo
Clube Português de Felinicultura
Fotos: BrightWoods
224ª Exposição Internacional
Doméstico
BIS pelo curto: “Tigresa”, de Maria Manuela Santos Sabino
BIS pelo longo: “Ron-Ron”, de Marcelo Bruno da Silva Gomes Machado
Categoria IV – Oriental
Best Fêmea Neutro: “Annie Oakley DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Azul – OSH a,
de Fátima Sehn
Best Macho Neutro: “Wild Bill DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Preto SilverTabby
Spotted - OSH ns 24, de Fátima Sehn
Categoria III – Pelo curto
Best Jovem: “Zarah Rosa Glauca”, Azul Russo – RUS, de Inês Cláudia Ferreira Martins
Rodrigues
Best Junior: “JWJimbo De La Chabanade”, Chartreux – CHA, de Claire Luciano
Best Fêmea Neutro: “Wendy Elite D’Vialle*PT”, BritishTartaruga Azul – BRI g, de Irina
Vibranets
Best Macho Neutro: “Xabier-Cookie D’Vialle*PT”. British Creme – BRI e, de IrinaVibranets
Best Fêmea: “Cancion de Cuna (II) Resalá”, British Lilás – BRI c, de Sofia Margarida da Silva
Rodrigues Bulhosa
Best Macho: “GIC Anne’s Karl-FrederickBlueVom Wernerwald”, British Azul – BRI a,
de Sofia Margarida da Silva Rodrigues Bulhosa
Categoria II – Pelo semi-longo
Best Jovem: “Olympodolls Artemisa”, Ragdoll Preto BicolorLinx – RAG n 03 21,
de Luis Calvo López
Best Junior: “Macklyn Warlow Laguna Loire”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4,
de Agata Rama
Best Macho Neutro: “Camelot de Weggie Land*ES”, Bosques da Noruega Gr. 2– NFO Gr. 2,
de Luis Gabriel Martin de Almeida
Best Fêmea: “Ragville Prada of Malattodolls”, Ragdoll Azul Bicolor– RAG a 03,
de David Hernandez Martin
Best Macho: “StarsupernovaVelasquez”, Maine Coon Gr. 4 – MCO Gr. 4,
de Helena Isabel Batista Marchão
Categoria I – Pelo longo
Best Jovem: “True Star’s Edelweiss”, Exótico Branco Olhos Cobre – EXO w 62,
de Júlia Alexandra RamosVerissimo Carvalho
Best Jovem: “PT*Kiyoko Kats Dolce & Gabbana”, Persa Branco Olhos Dispares – PER w 63,
de José Manuel Monteiro Dias
Best Fêmea: “PT* Kiyoko Kats B’mine”, Persa PretoTabby Spotted – PER n 24,
de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha
Best Macho: “GIC D’Eden LoverSalvadorDali of Busi-Bu”, Exótico AzulTabby Blotched – EXO
a 22, de Marta & Réme Pérez-Lozao
225ª Exposição Internacional
Doméstico
BIS pelo curto: “Tigresa”, de Maria Manuela Santos Sabino
BIS pelo longo: “Ron-Ron”, de Marcelo Bruno da Silva Gomes Machado
Best Jovens
Categoria III: “Zarah Rosa Glauca”, Azul Russo – RUS, de Inês Cláudia Ferreira Martins
Rodrigues
Categoria II: “Lucy Dracarys*PT”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4,
de Bruno Fernando Esteves Monteiro
Categoria I: “Angel de Catshire*PT”, PersaTartaruga ArlequimTabby – PER f 0221,
de Ana Maria Galheto Bugio
Best Juniores
Categoria III: “SommerBlanche Neige”, Bengal PretoTabby Spotted – BEN n 24,
de João Carlos Serralheiro Jerónimo
Categoria II: “Macklyn Warlow Laguna Loire”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4,
de Agata Rama
Categoria I: “PT*Kiyoko Kats Dolce & Gabbana”, Persa Branco Olhos Dispares – PER w 63,
de José Manuel Monteiro Dias
Best Fêmeas Neutro
Categoria IV: “Annie Oakley DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Azul – OSH a, de Fátima Sehn
Categoria III: “Caprice Pyramid’s Gold*ES”, Sphynx Grupo 4 – SPH Gr. 4, de Maria de Fátima
Oliveira Pires
Categoria II: “Nina Ricci de Miming Star’s*PT”, Bosques da Noruega Gr. 6 – NFO Gr. 6,
de Maria do Rosário Santos Costa Silva
Best Machos Neutro
Categoria IV: “Wild Bill DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Preto SilverTabby Spotted - OSH
ns 24, de Fátima Sehn
Best Fêmeas
Categoria III: “Grand Sphynx Daddy’s Girl”, Sphynx Grupo 5 – SPH Gr. 5, de Maria de Fátima
Pires/Maria João Santos Almeida
Categoria II: “Ragville Prada of Malattodolls”, Ragdoll Azul Bicolor– RAG a 03,
de David Hernandez Martin
Categoria I: “Bandicat’s Haruka”, Persa Branco Olhos Cobre – PER w 62,
de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha
Best Machos
Categoria III: “IC Fluffmisterof Kotoffski”, British Fawn – BRI p, de Kathy Lin Gago Nunes Brito
Categoria II: “StarsupernovaVelaquez”, Maine Coon Gr. 4 – MCO Gr. 4, de Helena Isabel
Batista Marchão
Categoria I: “PT* Kiyoko Kats BB-4ever”, Persa PretoTabby Blotched – PER n 22,
de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha
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73Cães&Companhia
224ª Exposição Internacional
225ª Exposição Internacional
Para conhecer o Calendário de Exposições
de Gatos, consulte o website do CPF:
www.cpfelinicultura.pt
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11
74 Cães&Companhia
8ª E. C. Nacional de Fafe
Aussie foi o vencedor
A 8ª Exposição Canina Nacional de Fafe decorreu
a 14 e 15 de fevereiro no Paviçhão Multiusos.
Organizada pela Naturfafe, contou com 564
exemplares inscritos em catálogo. O Melhor
Exemplar da Exposição (BIS) foi o Cão de Pastor
Australiano “Heart’s Choice Tyler of Crystal Lake”
de Sylvie Gailliaert.
Exposições
Resultados gentilmente cedidos pelo
Clube Português de Canicultura
Fotos: Mastim.pt
Melhor da Exposição – Best in Show (Juiz: Jean Jacques Dupas, FR)
1º “Heart’s ChoiceTylerof Crystal Lake CH (LU)”, Cão de PastorAustraliano, de Sylvie Gailliaert (FR)
2º “G D R IrisTS PPW13 JP13 LW14 BOB14 BOG14JCH (PTGI) CH (GI PT)”, Bullmastiff, de Ricardo Manuel Miranda Silva
3º “Dorian Spring Charleen Lumiere de laVie LW14 CH (PTGI)”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito
MelhorVeterano da Exposição (Juiz: Rony Doedjins, NL)
1º “Laika CH (PT) GrCH (PT)”, Cão de Fila de São Miguel, de Amadeu Manuel Ferreira Pereira
2º “Carlito d’Aires da Serra LW09CH (PT) GrCH (PT)”, Cão da Serra de Aires, de Ana Alexandra Lemos
Magalhães
3º “John PlayerSpecial do Casal daVinha”, Beagle, de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Correia
Melhor Cachorro da Exposição (Juiz: Rui Oliveira, PT)
1º “Sangre Caliente Calimero”, PinscherMiniatura, de Álvaro Manuel Bereny Pinto LeiteTeixeira Lopes
2º “Alf do Monte do Catula”, Barbado daTerceira, de M. Mercedes Guedes Geraldes
3º “Samspring Washington JE14”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito
Melhor Bebé da Exposição (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT)
1º “Fiori-TDella Baia Azzurra”, Dogue Alemão Amarelo/tigrado, de Marcos Leite Brás & ÁlvaroTeixeira Lopes
2º “Queen of Mercy de Galaouchi”, SharPei, de Patrícia Leal & Marco Santos
3º “Conde doVale de Sta. Luzia”, Bouledogue Francês, de Rogério José Leonardo Cabeleira
75Cães&Companhia
Melhor Exemplar de Raça Portuguesa da Exposição (Juiz: M. Amélia Taborda, PT)
1º“Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa
2º “Ónix da Casa de Lôas”, Cão da Serra da Estrela de pelo comprido, de Fátima Almeida & José Almeida
3º “Noz II do Casal daVinha BOB14 CH (PTGI) GrCH (PT)”, Cão da Serra de Aires, de José Emanuel Perpétua
Rodrigues
Grupo 1
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Heart’s ChoiceTylerof Crystal Lake CH (LU)”, Cão de
PastorAustraliano, de Sylvie Gailliaert (FR); 2º “Chakira da Quinta do Ribeiro”, Cão de PastorAlemão de pelo
curto, de Nelson Luís Esperança Simões; 3º “Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de
Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Alf do Monte do Catula”, Barbado daTerceira, de M.
Mercedes Guedes Geraldes; 2º “Adele da Soc Port”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, de Alexandre Miguel
Maia Nogueira Chaves
Grupo 2
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “G D R IrisTS PPW13 JP13 LW14 BOB14 BOG14JCH
(PTGI) CH (GI PT)”, Bullmastiff, de Ricardo Manuel Miranda Silva; 2º “Ianni daVilla Zadones”, Rottweiler, de
Filipe Libório Santos Dias; 3º “That’sThe Way Bulls Gipsy Kings JP14JCH(PT)”, Bulldog Inglês, de João Filipe
Abrantes Oliveira Seabra
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Sangre Caliente Calimero”, PinscherMiniatura, de Álva-
ro Manuel Bereny Pinto LeiteTeixeira Lopes; 2º “Itaca Boxerdel Mar”, Boxer, de M. MarMunoz Moreno (ES)
Grupo 3
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) – 1º “Alea Jacta Est RagnarokPPW14JCH (PT)”,
American StaffordshireTerrier, de JesusVelazquez Lazaro (ES); 2º “Ymca of Padawi’s LPW11BOB14JCH (PT)
CH (GEAZMEFI MD CYBG PH MKCR SM PTCIB) GrCH (AZ)”,YorkshireTerrier, de Alda M. Oliveira Coutinho;
3º “Northbull Mickey Finn JCH (PT)”, Staffordshire BullTerrier, de Marco Antonio Garcia Cousino (ES)
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Karballido Staffs Kathalina”, American Staffordshire
Terrier, de Jose Ignacio Andres Carballido (ES); 2º “Earthquake Staff’s Blood Bath”, Staffordshire BullTerrier, de
Diego Rodriguez-Vigil Garcia (ES)
Grupo 4
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Line of Life Illinois”, Baixote Miniatura de pelo raso, de
CesarJul Barros (ES); 2º “Quasimodo de Pauro di MarLBW14”, Baixote Miniatura de pelo comprido, de M.
Rosário Gouveia Gaião; 3º “Basshubert Blueberry Shades LBW14”, Baixote Kaninchen de pelo comprido, de
M. Rosário Gouveia Gaião
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Sidney Pollackde Pauro di Mar”, Baixote Miniatura de
pelo comprido, de M. Rosário Gouveia Gaião; 2º “Ernest Hermingway do Promontório da Lua JE14”, Baixote
Miniatura de pelo cerdoso, de Kevin Maurício Rocha Rodrigues
Grupo 5
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “Dorian Spring Charleen Lumiere de laVie LW14 CH
(PTGI)”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito; 2º “Fudoumaru Go NaruseTakeda CH (ES)”,Akita, de Roberto
Martinez Perez (ES); 3º “El Lobo Artico Heart of the Mountain JCH (PT)”, Alaskan Malamute, de Concha
Caamano Creo (ES)
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Samspring Washington JE14”, Samoiedo, de Pedro
Miguel Silva Brito; 2º “Boss do CampoVelho”, Podengo Português Médio de pelo cerdoso, de Emanuel
Timóteo A. Moura Portugal
Grupo 6
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º“Youra dos Sete Moinhos LW13 BOB13’14BOG14LW14
WW14CH (PTGI FI) GrCH (PT)”,BassetHound,deJosé Homem de Mello Colaço; 2º“Absolutely SpotlessZippo
PPW13JE13 PW14LW14BOB14JCH (GI) CH (PTGI) GrCH (PT)”,Beagle,de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Co-
rreia; 3º“De Portolagoa BlackPearl PBW14PBW14JCH (PT)”,Cão da Dalmácia,deYessicaAlonso Fernandez(ES)
Grupo 7
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) – 1º “Gallahad’s Austria ForEver”, Braco de
Weimarde pelo curto, de Elisabete Carla Moreira Pereira; 2º “Byra dasTerras de Fala JCH (PT)”, Braco Ale-
mão de pelo curto, deTiago André Rosa Carvalho; 3º “Bono do Lobão da BeiraTAN PW13 CH (PT)”, Epagneul
Bretão, de Sílvia AlexandraVaz Fernandes Moreira
76 Cães&Companhia
Grupo 8
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º“Paul All Starde Lomo Ancho JCH (ES)”, LabradorRe-
triever, de Cristina Cardenosa Moreno (ES); 2º“Fire Light da Pedra da Anixa JE13 JP13 PW14 LW14 BOB14JCH
(PT) CH (PTGI)”, Cão de Água Português, de Isabel M. NobreVieira Rito Gomes Santos; 3º“Moonwalkerde São
Barão JE12LPW12JP13 BOB13 JCH (PT) CH (PT)”, English SpringerSpaniel, deTeresa Soares & António Soares
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “HaradwaterUpsy Daisy”, CockerSpaniel Inglês, de
Luís Gonçalves & Mário & Sónia Marques; 2º “Extratime to Win de Boscardini”, Golden Retriever, de Óscar
Miguel Ferraz Alves Araújo
Grupo 9
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “Boston Style ChoiceThe Best PPW14 LW14JWW14
JCH (PTES)”, BostonTerrier, de Juan Manuel Lopez Rodriguez (ES); 2º “Horizon’s Especially ForPugbully CH
(DKNO)”, Carlin, de Heidi Fridtjofsen (NO); 3º “Nuvola Rossa Della Dolcemela CH(PT)”, Chihuahua de pelo
comprido, de Chiara Bonauguro (IT)
MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º“Carballeira D’guiaAura”,Bouledogue Francês,deJuan Carlos
FernandezCampo (ES); 2º“Miss Million DollarVonShinbashi”,Chinese Crested Dog,deAnnerose Demski (DE)
Grupo 10
MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Jean Jacques Dupas, FR) – 1º “Moon Beam Roseira Brava”,Whippet, de
Ana M. Almeida Oliveira Sampaio; 2º “Anazil Because Suines Like A StarJCH (PT)”, Galgo Afegão, de Mario
Pantoja & Jose Israel Alonso (ES); 3º “ElamirExtra LicenseTo Kill BOB14 CH (PT)”, Saluki, de José Alberto
Costa Rodrigues
Melhor Grupo de Criador da Exposição (Juiz: Rony Doedjins, NL)
1º “Noroeste Suevo”, Cão de Castro Laboreiro, de Paula Dias & Carlos Pinto
2º “Monte de Magos”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa
3º “Casal daVinha”, Beagle, de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Correia
Melhor Par da Exposição (Juiz: José Pacheco, PT)
1º “Invaders of Celtic Odyssey JCH (PT)”& “Bla SkuggansThat’s My Party LBW14”, BedlingtonTerrier, de Juan
Manuel Morales Marchal (ES)
2º “Val’sTsvetov D’ont Stop Me JCH (PT)”& “Val’sTsvetov Glory My Name JCH (PT) CH (PT)”, Epagneul
Pequinês, de Jeni Alexandra Cabrita Cruz
3º “Don Ruan dasTerras d’CisterJP13 JCH (PT)”& “Bohemia da Quinta do Ganhão PBW14”, Cão da Serra da
Estrela de pelo comprido, de Luís Filipe Santos Serpa
Melhor Reprodutor da Exposição (Juiz: M. Amélia Taborda, PT)
1º “Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira
Sousa
2º “Zorro de Daktari JE13 JCH (PT)”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, deVitorReis & M. Margarida Reis
& Daniel Reis
Jovem Promessa Macho (Juiz: Rony Doedjins, NL)
1º “Rebel and Proud No RiskNo Fun”, American StaffordshireTerrier, de Luis Manuel Benitez (ES)
2º “ThordeVall du Paço”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, de Nuno Filipe Brito Conde
3º “NumberOne de Gipeuca LPW14JE14JCH (PT)”, Dobermann, de Luís Araújo & M. Jorge Cruz
Jovem Promessa Fêmea (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT)
1º“Cookie do Pastordo PoenteJE14”,Cão de PastorAlemão de pelo comprido,de DárioAlexandre Matias Conceição
2º “Ingrid Infinity D’ikòskylo JE14 LW14”, Dobermann, de ArturJoséVale Matos M.Vidigal
3º “Banana Split da Casa da Praia LPW14JE14JCH(PT)”, Cão de Fila de São Miguel, de Amadeu Manuel
Ferreira Pereira
Edição Extra
• Terriers - 3,95€
• Raças Mini - 3,5€
• Raças Grandes - 3,5€
Anuários
• nº13 - 5€
• nº14 - 5€
• nº15 - 4,95€
• nº16 - 4,95€
Especial Posters
• nº6 (2012) - 1,95€
• nº7 (2013) - 1,95€
• nº8 (2014) - 1,95€
•CupãodepedidoCães&Companhia
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Cheque em nome de Editorial Grupo V, para:
Campo Grande, 56-7A • 1700-093 Lisboa
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Números atrasados: 1 a 3 revistas €0,75 – 4 a 6 revistas €1,25
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Edição Especial
Mais de
posters
50
EdiçEdiç
EdiçõEs EsPEciais
78 Cães&Companhia
Coelhos anões na Expozoo
A Associação Portuguesa de Coelhos Anões (APCA) realizou a 17 e 18 de janeiro, na Exponor, integrada
na Expozoo 2015, a 8ª Exposição Oficial e a primeira demonstração de Agility com coelhos.
Eventos APCA
A
8ª Exposição Oficial daAPCA contou com
cerca de 75 exemplares, oriundos de di-
ferentes partes do país e também de Es-
panha. Estes foram avaliados segundo os estalões
de cada raça pelo juiz inglês Darren Every,estando
presentes 7 raças de coelhos anões, nomeada-
mente,Anão Holandês, Mini Lop, Teddy, Mini Rex,
Polish, Lion Head eTeddy Lop.
Uma vez mais, realizou-se a habitual Exposição
de Pets.A adesão do público foi enorme, poden-
Best in Show Júnior
1º “Mal Amanhado do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black Otter), de Francisco Teixeira
2º “Lara”, Mini Lop (Black Otter), de Isabel e Fernando Roxo
3º “Ben-U-Ron da Casa Rubi”,Teddy (Bicolor branco/azul), de Rita Araújo
Best of the Best
1º “Floppy do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black), de Francisco Teixeira
2º “Mal Amanhado do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black Otter), de Francisco Teixeira
3º “Kika”, Polish (Marten Smoke Pearl), de Carlos Moura
Best in Show Adulto
1º “Floppy do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black), de Francisco Teixeira
2º “Kika”, Polish (Marten Smoke Pearl), de Carlos Moura
3º “Benfica dos Coelhinhos no Mundo”,Teddy (Bicolor), de Rita Araújo
Best in Show Pets
1º “Melinda”, de Ana Pinto
2º “Tico”, de Tiago Roxo
3º “Apollo”, de Rita Araújo
do-se observar um considerável aumento em
relação ao ano anterior.
Realizou-se ainda a primeira demonstração de
Agility com coelhos anões em Portugal. Com a
noção de que ainda há muito trabalho a fazer
neste novo projeto, a APCA ficou satisfatoria-
mente surpreendida e agradavelmente satisfeita
com a adesão por parte de alguns criadores e
proprietários,pois os coelhos já evidenciavam al-
gum grau de ensino e muita dedicação por parte
dos seus donos para aprender e melhorar.
A APCA agradece à Exponor e à Expozoo a pos-
sibilidade da realização destes eventos, assim
como aos patrocinadores oficiais: Centro Agríco-
la de Pedroso, M. Sousa & Filhos, Lda., Pet Shop
Koala e Pet Shop Pet Paradise.
Destacamos ainda o nosso patrocinador prin-
cipal, a Clínica Veterinária Ani+, sem a qual
a realização deste evento teria sido quase
impossível.n
Eventos
Especializada da Raça Bulldog
AAssociação dosAmigos da Raça Bulldog realizou uma Exposição Canina Especializada da Raça Bulldog Inglês no dia
17 de janeiro,na Exponor.Os exemplares presentes foram avaliados pela juíza MariaAméliaTaborda.O evento contou
com o apoio daArden Grange, Bulldog In Love e Horacios.
AARB
Em março
•Dia 1:6ªE.C.Nacionaldo
Fundão,noPavilhãoMultiusos
•Dia 14:12ªE.C.Nacional
dasCaldasdaRainha,4ªE.C.
EspecializadadeGalgos,
5ªE.C.EspecializadadoCão
deCompanhia,naExpoeste
•Dia 15:5ªE.C.Internacional
dasCaldasdaRainha,1ªE.C.
MonográficadoCaneCorso,
1ªE.C.EspecializadadeSpaniels
dasCaldasdaRainha,naExpoeste
•Dia 21:3ªProvadoCampeonato
NacionaldeObediência,em
Algueirão,organizadaporCaneutile
•Dia 21 e 22:Provado
CampeonatoNacionaldeAgility–
RegiãoNorte,noCampodeFutebol
daPraiadoAreinho(V.N.Gaia),
organizadaporBomcãoportamento
Maisinformações(datade
inscrições,Juízesehorários)
nowebsitedoClubePortuguês
deCanicultura:www.cpc.pt
• Best in Show:“Ocobo Catalina La Grande
WW13 JCH (PT) CH (PTGB ES FR) GrCH (PT)”,de
Juan Manuel Lopez Rodriguez
Reserva: “Thordel Atlante”,de Levi De Los
Reyes SanchezJimenez
• Melhor Bebé: “Dogbulls Little Champion”,
de Jose Lombardero Villanueva
Reserva: “Exquisite Edition Moet & Chan-
don”, de Ana Paula Gomes Ferreira
• Melhor Cachorro:“Vulcansbull Did It May
Way”,de JavierDavilla Correa
Reserva:“Ina de laXixa”,de Marta Blanco & J.
Ramon Mosquera
• Melhor Par
1º“VanCleefdeOroGraso”&“Mademoisellede
Best in Show
Melhor Bebé
Melhor Cachorro
MelhorVeterano
Na apresentação deste anúncio na bilheteira
OroGrasoJCH(PT)”,deMarimoDominguezLavado
2º“That’sThe Way Bulls Gipsy Kings JP14JCH
(PT)”&“Sweet Dolly Dolly doVale de Leão”,
de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra
3º“MisterLucky doVale de Leão”&“Nana”,
de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra
• Melhor Reprodutor
1º“Nana”,deJoão FilipeAbrantes Oliveira Seabra
2º “Angus-I”, de Aldina Henriques Lopes Cunha
Neves
• Grupo de Criador
1º“Vale de Leão”,de João Filipe Abrantes
Oliveira Seabra
• MelhorVeterano
1º“Mudy”,deJoão FilipeAbrantes OliveiraSeabra
Passatempo
Vencedores do Passatempo
“Fevereiro é… Carnaval”
No mês de fevereiro pedimos uma foto do seu cão ou gato mascarado. As 5 fotografias publicadas
vão receberum Champô Neutro e um RollerPop, para cão ou gato, oferta daTrixie.
Nota: Os premiados devem reclamaro seu prémio através do número: 218 310 932.
O Charlie Brown com 5 anos.
Angelina Antunes, Lisboa
A Mimi
com 14 anos.
Maria Dias,
Sintra
A Cometa (4 anos) leva o lema
“os cães são anjos disfarçados”
muito a sério.
Joana Cerqueira,
São João da Talha
O Rocky com 10 anos.
Fernando Silva, Loures
O Fofinho com 6 anos.
José Silva,
Albergaria-a-Velha
Sim, desejo subscrever a revista Cães & Companhia por:
1 ano – (12 Números) sem brinde por 30€ 6 meses (6 números) + Livro + Capa de Arquivo por 22€ 1 ano – (12 Números) + Livro + Capa de Arquivo por 39€
1 ano – (12 Números) com brinde por 36€
Nome
Morada
Tel. NIFE-mail
Data Nascim. / /
Localidade Cód. Postal –
Profissão
Boletim de Assinatura
(Por FAvor, PrEENChA DE ForMA LEgívEL E CoM LETrA MAIúSCuLA)
EsColha o livro: TrEINE o SEu Cão EM 21 DIAS TrEINE o SEu gATo EM 21 DIAS
os dados recolhidos serão processados automaticamente e destinam-se à gestão do seu pedido e à apresentação de futuras propostas. o seu fornecimento é facultativo e nos termos legais, o signatário tem garantido o acesso aos seus dados e
respectiva rectificação. Se pretender que os seus dados não sejam facultados a terceiros, assinale aqui com X
Pagamento por cheque. Junto envio cheque à ordem de Editorial grupo v.
Pagamento por Multibanco.
Campo grande, 56 – 7.º A
1700-093 Lisboa
Tel. 218 310 920 i Fax. 218 310 939
Tel. 218 310 937 (Assinaturas)
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Com o apoio:
Em todas as opções, oferta de 2 anúncios
de linhas por mês no Guia Comercial
Opção A
12 revistas pelo preço
de 10 (sem brinde)
30€
Opção B
6 revistas
+ Livro de Treino
+ Capa de Arquivo
22€
Opção C
12 revistas
+ Livro de Treino
+ Capa de Arquivo
39€
Clube de Leitores
O Bolt pensa que
é o Super-Homem!
Tatiana Rodrigues,
TorresVedras
Beny incomodado
com a foto.
Ana Rita,Tábua
Mimi a subir
as escadinhas.
Maria Madalena Dias,
Rio de Mouro
O Krueger
é o melhor
amigo da Regina.
Regina,Amadora
A Kika
é muito curiosa!
Inês Guerra, Oeiras
A Kira
com 3 meses.
Camila Scarpa, LisboaFoto
Premiada
A Miss adora os
beijinhos da sua bebé.
Marcos Dias, Coimbra
A hamster Kiki
com 3 meses.
Ana Catarina Gonçalves,
TorresVedras
O Dobby com
o seu brinquedo.
Rita Dias, Rio de Mouro
O Gaspar
fez 6 aninhos.
José Martins,
Entroncamento
O primeiro
Natal do Snoopy.
Joana Carvalho,Sintra
As brincadeiras
da Nikita (3 anos).
Nathalie Fidalgo,
Vila Pouca de Aguiar
Foto
Premiada
Foto
Premiada
O Ben
de sofá e meias.
JoãoSantos,Almeirim
O Júnior
com 8 meses.
Sara Oliveira,
V. N. Famalicão
Esta é a Tróia.
Helena Oliveira, Lisboa
O Zé anda a treinar
a "pedir lume".
Elsa Mimoso,Silves
Wormtail a fazer
pose para a foto.
Ruben Silva,
Santa Iria Azoia
Envie uma fotografia do seu animal de estimação e habilite-se a ganhar
um Champô Neutralizador de Odores da Pet Society, uma ofertaVETin.
Para participar deve enviar uma fotografia com legenda e os
seus dados (Nome do animal,nome do dono,localidade e telefone),
para:redaccao.caes@grupov.com
Nota:Os premiados têm de reclamar o seu prémio
através do telefone: 218 310 932.
Nota aos leitores: Recebemos fotografias
novas todos os dias! Muito obrigado!
Sabemos que todos querem ver as suas fotos
nestas páginas da revista,mas atualmente exis-
te um grande intervalo de tempo entre a rece-
ção das mesmas e a sua publicação.No entanto,
todas as fotografias são publicadas,seguindo a
sua ordem de chegada à nossa redação.
"Dona, já não
posso ter privacidade!"
Catarina Dias,Portimão
O Ozy (1 ano e meio).
Joana Brandão, Lisboa
O Camir a descansar
depois de um longo
passeio.
Ana Maria,Moreira Maia
Xaninha
com as bonecas.
MariaTeresa,Loures
O gato Sol
com 4 anos.
Ana Rodrigues,
Montijo
A Matilde com
o seu brinquedo
favorito.
Bruno Lopes,Trofa
Adota-me
Esta rubrica está aberta para as Associações e particulares que queiram enviar apelos de animais para adoção.
Envie uma descrição do animal, a fotografia e contacto para: redaccao.caes@grupov.com
Fénix
A Fénix é uma jovem de porte
médio.
Esterilizada.
Ao cuidado da Associação Protetora
dos Animais Domésticos de Ovar.
Local: Ovar
Contacto: 962017438
www.facebook.com/associacao.apadoovar
Jessy
A Jessy, aVitória e a Fiona são três
manas que foram deixadas dentro de
uma caixa de cartão.
Ao cuidado do Grupo dos Amigos dos
Animais de Felgueiras.
Local: Felgueiras
Contacto: 964 697659, 917685 228
www.facebook.com/aaafel
Charlotte
A Charlotte é uma menina jovem.
Inteligente, meiga e carinhosa.
Ao cuidado da Associação Projecto
Animais de Barcelos.
Local: Barcelos
Contacto: 911970 207, 935 822662
www.facebook.com/animaisbarcelos
Eça
O Eça tem cerca de 3 anos.
Foi encontrado na rua em Odivelas.
Gosta de se apresentare pedincharmimos.
Esterilizado e com testes negativos para FIV
e FELV.
Ao cuidado da Associação Entre Gatos.
Local: Sintra
Contacto: 936 171857
www.facebook.com/AssociacaoEntreGatos
Menina
A Menina tem cerca de 9anos, é de
porte médio e está esterilizada.
Muito sociável, calma e tolerante com
outros animais.
Ao cuidado da Associação Os Amigos
dos Animais de Almada.
Local: Charneca da Caparica
Contacto: 962700 119
www.facebook.com/AssociacaoOsAmigosDosAnimaisDeAlmada
Mara
A Mara é uma menina muito meiga,
obediente e cheia de energia.
Dá-se bem com gatos.
Será entregue esterilizada e microchipada.
Ao cuidado da Associação para a Proteção
dos Animais deTorresVedras.
Local:TorresVedras
Contacto: 915 521867, 918 418 282
http://apatorresvedras.pt
Banzé
O Banzé foi entregue no Canil Municipal.
De porte pequeno,tipo raposinha.
Já foi tosquiado,desparasitado
e esterilizado.
Ao cuidado do RefúgioAnimalAngels.
Local: Cartaxo
Contacto: 919516 631
animal.abandonado@gmail.com
www.facebook.com/refugioanimalangels
Tobias
OTobias tem cerca de 2anos.
Está castrado.
Ao cuidado daAssociação Gato de Rua.
Local:Aveiro
Contacto: 967203 658
Gato.drua@gmail.com
www.facebook.com/gato.drua
Salomé
ASalomé é muito meiga,sossegada
e educada.
Ao cuidado da União para a Proteção
dosAnimais.
Local: Estoril
Contacto: 916 620 370
uppa.adoptantes@gmail.com
www.uppa.pt
Pantufa
O Pantufa tem 3 anos e é de porte pequeno.
Gosta de crianças e dá-se bem com outros
cães e gatos. Está em FATnazona da Ericeira.
Entregue desparasitado,vacinado e chipado.
Ao cuidado daAdoromimos –Associação de
Defesa e ProteçãoAnimal.
Local: Mafra
Contacto: 919551568,967730 699
adoromimos_2013@hotmail.com
www.facebook.com/adoromimos2013
88 Cães&Companhia
Montra
Schesir Dry Line para gato
Nova gama SchesirDry Line para gato, disponível em sacos de 10 kg.
Para mais informações, contacte o importadorVETin - ProdutosVeterinários, Lda.:
212137660 ou geral.vetin@gmail.com.
Arranhadores Made in Portugal
Os arranhadores da Cats Scratchersão uma solução para todos os apaixonados
porfelinos, mas que querem manteros sofás e cadeiras intactas!
Preocupada com o bem-estardos animais a Cats Scratcherdesenvolveu produtos
únicos, construindo espaços de diversão e de descanso com um design que se
adapta a qualquerdivisão da casa. A ideia? Eles descansarem mais e arranharem
menos nos sítios errados!
Este produto 100% português e biodegradável está disponível em três modelos:
Casa, Sofá e Osso.
www.facebook.com/catsscratcher
Artemis Pet Food
Chegou a Portugal a Artemis Pet Food, um alimento seco aprovado pela Food
and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo
controlo minucioso dos alimentos. As apresentações contemplam raças pequenas,
médias e grandes (na gama cachorro e adulto) e uma fórmula para gato, para além
das soluções húmidas para cão e gato.Todos os ingredientes são frescos, aprova-
dos para consumo humano e selecionados de acordo com a perspetiva holística da
alimentação para animais. Importada em exclusivo pela Best in Show.
www.bestinshow.pt
Jogo de estimulação cognitiva
Pressionando o controlo remoto do MemoryTrainerStrategy Game, o seu cão
pode obteruma recompensa neste jogo de estimulação cognitiva daTrixie.
Possui níveis crescentes de dificuldade, devido ao aumento da distância entre
botão de libertação e o distribuidordas recompensas, podendo até mesmo ser
colocados em salas diferentes. Alimentado a pilhas, com uma base antiderra-
pante. Disponível em pet shops e clínicas veterinárias.
www.trixie.de
Guarda-chuva para cães
Uma nova forma de passearo
seu cão em dias de chuva.
O guarda-chuva para cães
é uma novidade da marca
Freedog,importada e distribuída
pela CaniÁgueda. Disponível
em tamanho único,é adequado
a cães de pequeno e médio
porte.
Para mais informações:
234098 454
ou geral@caniagueda.com
89Cães&Companhia
Para cães de alto rendimento
AVetNova apresenta Red Cell® Canine, um suplemento
para cães de alto rendimento.
Contém 19vitaminas e minerais, entre os quais se destacam
ferro, cobre, cobalto, vitaminas B e K3, chave para a síntese
de glóbulos vermelhos, que oxigenam o músculo e evitam a
produção de ácido láctico, atrasando a fadiga e melhorando
o rendimento.
Também estimula o apetite, o metabolismo e atua como
antioxidante.
Para mais informações: 938 116 105 (norte)
ou 933 831252(centro e sul).
www.vetnova.net
Nova Aposta da Propecuária
A Propecuária tem uma nova representação
exclusiva para o canal veterinário, o grupo
Tolsa, que detém as marcas SaniCat, SaniDog
e SaniBird. Esta nova aposta tem como intuito
complementara linha de produtos, focando-se
agora também na higiene de cada animal de
estimação.
Disponível uma linha de produtos de alta
qualidade com diferentes soluções de areias
para gatos, entre elas, minerais, vegetais ou de
gel de sílica suavemente aromatizadas ou sem
qualquerodor. Uma gama de toalhitas para
cães e gatos, que são hidratantes, regeneram
a pele e têm compostos específicos que
cuidam da saúde dos animais. Desenvolvido
especificamente porveterinários, a SaniCat
e SaniDog dispõe também de produtos para
limpeza do chão, que eliminam os germes e
neutralizam os maus odores.
Novos snacks da Stuzzy Friends!
Conheça os novos snacks Stuzzy Friends para cão e gato. Ideais para momentos de lazere de interação
com o seu amigo de 4 patas. Disponíveis numa linha completa de snacks funcionais, sem corantes artificiais.
Anti-Hairball: para acelerara digestão das bolas de pelo.
Skin & Coat: para auxiliaro bem-estarda pele e da beleza da pelagem.
Dental Crock: para terdentes fortes e gengivas saudáveis.
Sterilized: para ajudaros gatos com tendência ao sobrepeso e manterem-se em forma.
Fantasy Mix: para lhes permitiro máximo de gulodice, com toda a segurança.
Para mais informações, contacte o importadorVETin – ProdutosVeterinários, Lda.: 212137660
ou geral.vetin@gmail.com.
Areia premium para gatos
A Golden White Premium é uma areia premium para
gatos, naturalmente branca e com elevadas proprie-
dades aglomerantes. Higiénica, evita a reprodução de
agentes contaminantes e o desenvolvimento de odo-
res desagradáveis. Depois de removere de eliminaros
aglomerados e resíduos sólidos, os restantes grânulos
mantém-se frescos, limpos e sem odor. Com aroma
a pó de talco. Não provoca alergia ou toxicidade uma
vez que a sua formulação é 100% argila natural de
bentonite. Não contém pó ou partículas de dimensões
mais pequenas. Disponível em embalagens de 5 kg
e 10 kg. Como referência, uma embalagem de 5 kg
tem a duração aproximada de 1,5 mês para um gato
de 4 kg.
Como Educar o Seu Cão
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A Encantadora de Cães
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O MelhorAmigo do Cão
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Copper - UmaVida de Cão
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O Seu Cão - Novo Manuel deTreino
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Informações e pedIdos: Tel. 218 310 920 • fax 218 310 939 • e-maIl bouTIque@grupov.com
Tabela de portes / gastos de envio Números atrasados: 1 a 3 revistas €0,75 – 4 a 6 revistas €1,25 • Livros: €1,50
Nome.................................................................................................................................Morada..........................................................................................................................................
Localidade.............................................................................................................................. Cód.Postal ....... ....... ....... .......-....... ....... ......Tel. ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... .......
Nome do produto Ref. Quant. Preço Unit. Preço total
Gastos de envio (ver tabela de portes)
Total
• Forma de pagamento
Cheque em nome de Editorial Grupo V, para:
Campo Grande 56, 7A • 1700-093 Lisboa
Vale Postal Nº ..................... dirigido a Editorial Grupo V
• Pedidos por telefone
Pagamento por transferência bancária para
o NIB 0018.0331.00200021565.78 – Santander.
•CupãodepedidoCães&Companhia
Envie este cupão devidamente preenchido para:
Cães & Companhia - Biblioteca • Campo Grande, 56-7A
1700-093 Lisboa (O cupão pode ser fotocopiado)
(Custos dos portes de envio apenas para Portugal)
Títulos recentes
Manual dos Cães
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Rosalina • Série especial ..............12,10€
Guia Prático paraTreinar o Seu Cão
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Como escolher e tratar um Cachorro
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Guia Essencial do Comportamento
do Cão- LPCAEA133139.............13,50€
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Cuidados com o Seu Cão
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Manual os Gatos
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Guia do gato
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“Cuidar do Cão da Serra da Estrela/Rearing the Estrela Mountain Dog”
Escrito pela criadora e animadora de rádio Manuela Paraíso. Com 160 páginas e profusamente ilustrado,
destina-se a todos os que se interessam pelo Cão da Serra da Estrela. Com informação sobre a raça, o seu
caráter e comportamento, os cuidados necessários para o seu desenvolvimento harmonioso e equilibrado, no
plano da saúde, da nutrição, do exercício, da educação e sociabilização. Pretende divulgar e preservar este
importante património nacional que é o Cão da Serra da Estrela.
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• Encadernados em capa rígida,com 160 páginas.
• Disponível apenas em espanhol.
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Ref. PYY0030LI
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WhiteTerrier
Ref. PYY0031LI
17,50
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Ref. PYY0036LI 17,50
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Ref. PYY0032LI 17,50
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AiREDAlE TERRiER...............................................................PYY0001li
AlASkAn MAlAMuTE .........................................................PYY0066li
AMERiCAn STAffoRDSHiRE TERRiER................................PYY00021li
BASSET HounD ...................................................................PYY0048li
BEAGlE................................................................................PYY0046li
BEARDED ColliE.................................................................PYY0003li
BiCHon fRiSE......................................................................PYY0011li
BiCHon MAlTéS ..................................................................PYY0045li
BoRDER ColliE...................................................................PYY0012li
BouviER DES flAnDRES.....................................................PYY0049li
BoxER..................................................................................PYY0013li
Bull TERRiER.......................................................................PYY0015li
BullDoG inGléS.................................................................PYY0005li
CAiRn TERRiER ....................................................................PYY0006li
CAniCHE..............................................................................PYY0035li
CHiHuAHuA.........................................................................PYY0044li
CHoW CHoW .......................................................................PYY0047li
CoCkER SPAniEl inGlêS.....................................................PYY0018li
DálMATA.............................................................................PYY0019li
DoBERMAnn.......................................................................PYY0050li
DoGo AlEMán....................................................................PYY0058li
DoGo ARGEnTino...............................................................PYY0007li
DoGo DE BuRDEoS.............................................................PYY0020li
fox TERRiER........................................................................PYY0053li
GAlGo AfGAno..................................................................PYY0036li
GolDEn RETRiEvER.............................................................PYY0022li
GoS D'ATuRA ......................................................................PYY0037li
lABRADoR RETRiEvER.........................................................PYY0023li
lHASA APSo ........................................................................PYY0024li
MASTín DEl PiRinEo............................................................................
MASTín nAPoliTAno..........................................................PYY0038li
MonTAñA DE loS PiRinEoS................................................................
PARSon JACk RuSSEll TERRiER..........................................PYY0069li
PASToR AlEMán..................................................................PYY0025li
PASToR BElGA.....................................................................PYY0009li
PASToR DE BRiE...................................................................PYY0054li
PEkinéS................................................................................................
PERRo DE AGuA ESPAñol...................................................PYY0059li
PinSCHER MiniATuRA.........................................................PYY0051li
PiT Bull TERRiER.................................................................PYY0026li
PoMERAniA.........................................................................PYY0061li
PuG......................................................................................PYY0062li
RoTTWEilER ........................................................................PYY0027li
SAMoYEDo...........................................................................................
SAn BERnARDo...................................................................PYY0039li
SCHnAuzER GiGAnTE .........................................................PYY0055li
SCHnAuzER MiniATuRA .....................................................PYY0010li
SCoTTiSH TERRiER...............................................................PYY0081li
SETTER inGlêS ....................................................................PYY0040li
SETTER iRlAnDéS................................................................PYY0041li
SHAR PEi..............................................................................PYY0063li
SHiH Tzu..............................................................................PYY0028li
SiBERiAn HuSkY..................................................................PYY0029li
SPiTz AlEMán.....................................................................PYY0065li
STAffoRDSHiRE Bull TERRiER............................................PYY0030li
TECkEl.................................................................................PYY0052li
WEiMARAnER......................................................................PYY0042li
WEST HiGHlAnD WHiTE TERRiER........................................PYY0031li
WHiPPET..............................................................................PYY0043li
YoRkSHiRE TERRiER ............................................................PYY0032li
BiCHon HABAnERo.................................PYY0004li
BoSTon TERRiER.....................................PYY0034li
BoYERo DE BERnA.................................PYY0074li
BullDoG fRAnCêS.................................PYY0047li
CAvAliER kinG CHARlES SPAniEl.........PYY0016li
filA BRASilEiRo.....................................PYY0021li
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a partir do nº 56 – 3€
os números 1,2,3,5,6,18,22,32,
102,109,111,112,113,114,115,
126,154,155,162,169,174,176,
177,178,179 estão esgotados,
assim como o EspecialAnuário nº 11.
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Espaço dedicado à divulgação de animais, hotéis e serviços
- treino, banhos e tosquias, pet sitting, lojas online e alimentação.
Atenção:
De acordo com oArtigo 9.º, da Lei n.º 49/2007, de 31 deAgosto,
Artigo 9.º, referente à “Comercialização de animais e publici-
dade”,“É proibida a publicidade à comercialização de animais
perigosos ou potencialmente perigosos.”.A lista portuguesa
de raças potencialmente perigosas inclui sete raças:American
StaffordshireTerrier, Cão de Fila Brasileiro, DogueArgentino, Pit
BullTerrier, Rottweiler, Staffordshire BullTerrier eTosa Inu.
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Assinale os meses em que deseja publicar o seu anúncio
JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ
CãES GATOS OUTROS ANIMAIS HOTéIS SERVIçOS
1
2
3
4
5
6
7
Nome.............................................................................................................................
Morada ..........................................................................................................................
Cód. Postal................ Localidade...................................................................................
Tel. .................................Fax .................................E-mail..............................................
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Barbado da Terceira•
Quinta dos Salgueiros. Criação e seleção.Afixo, LOP,
vacinados, desparasitados e chip.
)914 714 782 ou 966 234 889
Basset Hound•
Cachorros bicolores e tricolores.LOP,Afixo,vacinados e
desparasitados.valedepimpearl@hotmail.com )918 622 190
Beagle•
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Várias vezes premiado. )967 172 418
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multi-campeões. Excelente para exposição e companhia.
Pais à vista. LOP, chip e Afixo.Vacinados e desparasitados.
)967 172 418
Bichon Maltês•
Brancos dos pequeninos.Vacinados e desparasitados. LOP.
Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934
Boerboel•
O Mastiff sul africano. Poderoso cão de guarda e
companhia. Criação e seleção das melhores linhas de
sangue. Importação direta da África do Sul. Garantimos
saúde, caráter e beleza.
http://www.kanimanboboerboels.com )919 472 720
Boerboel•
Canil Serra do Soajo. Bom caráter.
)914 542 892
Bouledogue Francês•
Excelente ninhada com LOP.Vacinados e desparasitados.
)212 381 861 ou 963 503 934
Bouvier Bernois•
Ninhada disponível com LOP e Afixo.
)917 331 355
Bouviers Bernois•
Moinhos d'Alvura. Seleção e Criação.
Saúde e Caráter. Controlo de displasia.
http://moinhos-alvura.planetaclix.pt )229 723 281
Boxer•
Afixo da Casa Redonda. Fulvo e tigrado.Vacinados,
desparasitados. LOP. Ótimo caráter. Excelentes para
exposição, companhia e guarda.
Facilita-se pagamento. )964 193 102 ou 919 293 541
Boxer•
Filhos de Bugatti D’Al Canycorggo e Bionda del Colle
d’ell’infinito. LOP e Afixo. Excelentes linhas de sangue.
Descendentes de Campeões. Mealhada.
www.dal-canycorggo.net
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Boxer•
Cachorros disponíveis.Tigrados e fulvos.Vacinados,
desparasitados, LOP.Afixo De Ybraibox. Ótimo caráter.
Excelentes para Exposição, companhia e guarda.
ybraibox@gmail.com
)919 620 488
Boxer•
Com LOP,Afixo, vacinados. Ninhadas ocasionalmente
disponíveis. )914 142 520
Boxer•
Linha de sangue topo da raça. Linha feminina selecionada
sete gerações. www.vonhauslusitania.com
)964 035 862
Bull Terrier•
Bullema Criação Especializada, ninhada disponível.
enio.velho@mail.com )965 770 548
Bull Terrier•
Ninhada disponível. www.douricobulls.no.sapo.pt
)919 478 093 ou 919 872 409
Bull Terrier•
Ninhada disponível. LOP, vacinados e desparasitados.
pitybully@hotmail.com )931 197 636
Bulldog Inglês•
Os Toliños do Ferrol. Criação e seleção.
www.ostolinosdoferrol.es
)0034 629 050 847 ou 0034 986 711 755
Bulldog Inglês•
Cachorros disponíveis para entrega. Com LOP,Afixo,
vacinados, desparasitados e chip.
valedepimpearl@hotmail.com )918 622 190
Bulldog Inglês•
Excelente linhagem e pedigree.
Filhos de Campeã de Portugal. )964 773 667
Bulldog Inglês•
Cachorros das melhores linhagens. LOP, vacinas e chip.
Aceito reservas. www.valedeleaobulldog.com
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Bulldog Inglês•
TOP BULLDOG 2011, 2012 e 2013 (AARB) Campeão
de Portugal Júnior 2013 “Brutus de Cabanela Cans at
Rembombory”. Disponível para cruzamentos com fêmeas
selecionadas. www.bullsfairytale.com )967 154 504
Bulldog Inglês•
Criação selecionada e responsável em ambiente familiar.
Cachorros ocasionalmente disponíveis.Aceita-se reservas
para futuras ninhadas. Facebook: "Bullsfairytale Show
Bulldogs" www.bullsfairytale.com
)967 154 504
Bulldog Inglês•
Excelente ninhada, descendentes de Campeões do
Mundo. Cachorros entregues com LOP,Afixo, vacinados e
desparasitados.
)966 341 313
Cane Corso•
Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892
Caniche Toy•
Brancos, pequeninos, vacinados, desparasit. com LOP.
Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934
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NOvOs
PrEÇOs
Canil Encosta do Cadaval•
Criação e selecção de Retriever do Labrador, Bouledogue
Francês, Spitz Anão (Pomerânia), Bichon Maltês e Pinscher
Miniatura. LOP e Afixo. Bons preços. Facilidades de
pagamento. )966 319 084
Canil Fonte do Lobo•
Criação de Samoiedo. Hotel, bom ambiente.
www.fontedolobo.com )964 065 859 ou 219 622 688
Canil da Vinheira•
Criação de Podengo Português e Retriever do Labrador.
Ninhadas com LOP e Afixo. cusbor@gmail.com
)918 752 224
Canil Vulpos Velox•
Pastor Alemão. Ninhada disponível.
www.vulposvelox.no.sapo.pt
)914 735 722 ou 964 275 472
Cão de Água Português•
Ninhada disponível com LOP,Afixo, vacinados
desparasitados e chip. m.alexandra.oliveira@sapo.pt
)919 746 444 ou 917 220 313
Cão da Serra da Estrela•
Excelente ninhada. LOP,Afixo e microchip.
www.estrela-dog.com )919 465 318
Cão da Serra da Estrela de pelo comprido•
Afixo da Casa Redonda. Fulvos, cinzas e lobeiros.
Descendentes de Multi campeões.Vacinados,
desparasitados. LOP. Ótimo caráter. Excelentes para
Exposição, companhia e guarda. Facilita-se pagamento.
)964 193 102 ou 919 293 541
Cão de Castro Laboreiro•
Filhos de CH Portugal, LOP, vacinados com microchip.
)918 231 647
Cão de Gado Transmontano•
Montes de Vinhais, cachorros disponíveis.
)961 050 893 ou 273 771 578
Cão Lobo Checoslovaco•
Afixo "Lugar do Poço" www.lobocheco.com )916 196 474
Casa d’Argonça•
Criação e seleção de Yorkshire Terrier, Shih Tzu e Lulu da
Pomerânia. Pais importados. )912 845 228
Cavalier King Charles Spaniel•
Cachorros com LOP e Afixo. terrasdarunce@gmail.com
)933 941 103 ou 969 767 855
Cavalier King Charles Spaniel•
Aceita-se reservas de cachorros, excelente pedigree.
)966 177 020
Cavalier King Charles Spaniel•
Ninhada tricolor disponível. )919 837 945
Cavalier King Charles Spaniel•
Ninhada disponível com LOP e Afixo.
)239 437 528 ou 919 539 242
Chihuahua•
A raça de cão mais pequena do mundo! Cachorros
ocasionalmente disponíveis com LOP e Afixo. Muito
alegres e carinhosos. Descendentes de Chihuahuas
premiados em vários países. Pais pesam cerca de 1,5 kg,
estão à vista.Animais de estimação verdadeiramente
belos e raros. )918 445 781
Chihuahua•
Ninhadas de pelo curto e pelo cumprido. Com LOP e Afixo
“Casavalflory”. )964 516 963
Chihuahua•
Cachorros miniatura de pelo curto, pais com pedigree
campeões. Cachorros com excelente temperamento. Brancos
e outras cores. LOP eAfixoVale d'Aiva. )963 613 802
Chihuahua•
Afixo Solar do Rio. Cachorros de pelo curto com LOP, pais
à vista, miniaturas. Excelente qualidade.
http://chihuahuadorio.hi5.com)916 258 636
Chihuahua•
Pelo curto e pelo comprido. Criados em família. Zona de
Fátima. )918 997 726
Chihuahua•
Cachorros de pelo curto. LOP e Afixo. Qualidade e
temperamento excelente. )966 553 085
Chihuahua de pelo comprido•
Ninhada disponível com LOP.Vacinados, desparasitados.
http://iorus.jimdo.com
)963 906 688 ou 932 410 387
Chihuahuas Miniatura•
Excelente qualidade e grande dedicação, são o nosso
lema. www.pomeraniasdevalecavala.com )965 148 949
Chinese Crested Dog•
Criação e seleção da raça. Cachorros com LOP,Afixo,
vacinados e desparasitados. www.casaalgarviadog.com
)969 059 558 ou 965 645 923
Cocker Spaniel•
Afixo Wonderfull Temptation. Cachorros com LOP,
microchip, vacinados e desparasitados. Chocolate, pretos
e dourados.
www.wonderfulltemptationcollies.com )910 165 844
Cocker Spaniel Inglês•
Cachorros disponíveis.Azul Ruão e Pretos.
Com LOP e Afixo. Excelente pedigree. Linhas de beleza.
www.sharyshkennel.blogspot.com
)964 457 918 ou 968 640 049
Cocker Spaniel Inglês•
Afixo "Of MerryKind". Cachorros disponíveis sólidos e
particolores com LOP e Afixo.Viana do Castelo.
www.ofmerrykind.blogspot.com )968 207 015
Dobermann’s D’ikòskylo•
Seleção e criação de Dobermann. Cachorros
ocasionalmente disponíveis. Entregues com LOP,Teste
ADN, Microchip, Desparasitados e Vacinados.
www.Dobermansdikoskylo.com
)243 581 419 ou 969 559 963
Dogue Alemão•
Cachorros azuis e pretos, descendentes de campeões. Pais
à vista. LOP e Afixo. www.scoobyvip.no.comunidades.net
)917 566 069 ou 915 740 120
Dogue Alemão•
Cachorros negros. www.canilafilus.webnode.com
)966 611 478
Dogue Alemão•
Excelente exemplar gigante lindo com LOP e COB. Ótimo
caráter, super obediente e sociável. Disponível para cruzas.
Fotos no Youtube, pesquisar por “Scooby”. )968 084 121
Dogue Canário•
Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892
Dogue de Bordéus•
Cachorros com LOP, vacinados e desparasitados
(garantia de saúde nos primeiros 6 meses)
)962 222 858; 219 213 794 ou 219 280 491
Dogue de Bordéus•
www.casadasbabas.com )967 000 454 ou 966 520 920
Dogue de Bordéus•
Criação e seleção da raça. Cachorros com LOP,Afixo,
vacinados e desparasitados.
www.casaalgarviadog.com )969 059 558 ou 910 727 113
English Springer Spaniel•
Canil Albergue da Casta. Criador de English Springer
Spaniel e Golden Retriever www.alberguedacasta.com
)914 298 554
English Springer Spaniel•
Canil de São Barão. Ninhadas disponíveis.
www.springerspaniel.com.pt )939 443 335
English Springer Spaniel•
Canil do Vento Norte.Aceita-se reservas.
www.canildoventonorte.com )917 503 187
Flat Coated Retriever•
Canil Quinta da Bruma. )917 880 350
Fox Terrier•
Cachorros descendentes de Campeões. Pelo cerdoso,
tricolores com LOP,Afixo e vacinas. )914 706 869
Fox Terrier•
Cachorros/adultos com LOP e afixo Casa Peres.
www.casaperes.pt )962 911 576
Fox Terrier de pelo liso•
Filhos de CH PT eAzoresWinner. LOP eAfixo. )919 715 702
Fox Terrier de pêlo liso•
Aceita reserva, LOP, vacinados. Linha sangue “S” topo
raça. Excelente ninhada.
Visite o nosso site: www.vonhauslusitania.com
)964 035 862
Fox Terrier de pelo cerdoso•
Ninhada com LOP e Afixo Casa Peres.Vacinados. Loures.
www.casaperes.com www.facebook.com/casa.peres
)919 689 349
Galgos Whippet•
De qualidade, descendentes de Campeões, com LOP,
vacinas e Afixo reconhecido pela FCI. )212 743 024
Golden e Flat Coated Retriever•
Angelusparks. Criação conscienciosa de Golden e Flat
Coated Retriever. www.angelusparks.net )964 465 008
Golden Retriever•
Canil Quinta da Bruma. Ninhada disponível, isentos de
displasia, vacinados, desparasitados com microchip.
)917 880 350
Golden Retriever•
Excelente linhagem, descendentes de campeões.
Cachorros disponíveis.Afixo Casa Valprado. )914 514 016
Golden Retriever•
Cachorros com LOP e Afixo, descendentes de campeões.
terrasdarunce@gmail.com )933 941 103 ou 969 767 855
Golden Retriever•
Canil Royal da Quinta do Ribeiro. Cachorros disponíveis
com LOP e Afixo. www.quintadoribeiro.com
)244 840 279 ou 919 119 834
Golden Retriever•
Ninhada disponível com LOP e Afixo.
www.lobadourada.com )933 631 109
Golden Retriever•
Linhagem de campeões, Franco’s Valley, Sol d´Arena e
Terras de Colombo. Desde 350€. )937 355 649
Golden Retriever•
Quinta da Formiga. Cachorros disponíveis.
www.quintaformiga.net )964 039 689
Golden Retriever•
Descendentes de Campeões. LOP, vacinados e
desparasitados. Bom preço.
)934 455 744 ou 938 656 705
Golden Retriever•
Ninhadas disponíveis. Bom preço.
www.terradecolombo.cjb.ne )918 515 095 ou 963 098 637
Golden Retriever•
Cachorros descendentes de Campeões. Excelente
pedigree. LOP,Afixo e vacinados. Pais à vista e isentos de
displasia. www.valedabeloura.com )964 025 428
Golden Retriever•
Quinta da Cavada. Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e
desparasitados, descendentes de Campeões.
www.quintadacavada.no.sapo.pt )918 406 109
Golden Retriever•
Casal da Brava. LOP e pedigree. Garantia de sanidade.
canildabrava@gmail.com )918 099 604
Golden Retriever•
Pai Campeão de beleza, pais isentos de displasia de anca
e cotovelo,Afixo “Casa de Hórus”, LOP, vacinados e
desparasitados. mail@vipdog.net
)962 996 836 ou 249 392 139
Golden Retriever•
Cachorros com LOP, vacinados, desparasitados, com
microchip. Filhos de Campeão, prontos para entrega.
geral@tyrus.pt )919 791 845 ou 934 607 810
Jack Russell Terrier•
Excelente ninhada, netos do Campeão do Mundo.
)962 396 437
Jack Russell Terrier•
Afixo D’Albreck. Ninhada disponível, filhos da Campeã de
Portugal. www.dalbreck.com )968 231 212
Kami-No-Michi•
Akita Inu. Filhos de Campeões do Mundo.
kami.no.michi.kensha@gmail.com
Komondor•
Cão Pastor da Húngria. Cachorros disponíveis. Cão
familiar, imponente, nobre, duro e silencioso. Excelente
cão de guarda, pois defende o dono e a propriedade até à
morte. komondor.pt@gmail.com )919 657 860
Labrador Retriever•
Ninhada com excelente pedigree (LOP). Mãe com teste de
displasia de anca. )912 483 843
Labrador Retriever•
Macho disponível para cruzas. Sensual Jack Lab of
Francos’s Valley.Várias vezes premiado. Cor bege.
)967 172 418
Labrador Retriever•
Cachorros filhos de dois campeões de beleza. Entregues
com LOP, vacinados, desparasitados, chip e Afixo.
)962 566 614
Labrador Retriever•
Amarelos e pretos. LOP, desparasitados, microchip.
)918 920 208
Labrador Retriever•
Macho amarelo, 2 anos com afixo Sol d'Arena disponível
para cruzas. )968 088 476
Labrador Retriever•
www.canilleziriaribatejo.no.sapo.pt )917 493 327
Labrador Retriever•
Cachorros amarelos, pretos e chocolate. Excelente
pedigree.Vacinados. LOP e Afixo. Pais à vista e isentos de
displasia. www.valedabeloura.com )964 025 428
Labrador Retriever•
Ninhada disponível. LOP, vacinados.Afixo Canil Quinta do
Forno. Marco de Canaveses. )918 253 431
Labrador Retriever•
Amarelos e pretos. LOP, vacinados e desparasitados.
Arruda dos Vinhos. )963 339 020 ou 917 071 711
Labrador Retriever•
Criamos qualidade. www.quintadassesmarias.com
)966 826 592
Labrador Retriever•
Ninhada disponível com LOP e Afixo “da Vinheira”.
cusbor@gmail.com
)918 752 224
Labrador Retriever•
Ninhadas ocasionalmente disponíveis. Com LOP,
vacinados, desparasitados e Afixo. C. Herdade da Confraria
)914 280 321
Labrador Retriever•
Beje e pretos. Excelentes linhas de sangue. LOP e Afixo.
Vacinados e desparasitados. Mealhada.
www.dal-canycorggo.net )919 326 312
Labrador Retriever•
Cachorros com LOP. www.tchukysplace.com )918 623 956
Labrador Retriever•
Cachorros de excelentes origens. LOP, vacinados,
desparasitados. Garantimos qualidade.
criacaodolabrador@sapo.pt )965 524 887
Labrador Retriever•
Amarelos e pretos.Desc.CH Port.e Cuba.Vacinas,
desparasitação.GarantiaVeterinária de Saúde.)939 044 998
Labrador Retriever•
Cachorros disponíveis.Afixo Sol d'Arena.Amarelos, pretos
e chocolates. )919 974 109
Labrador Retriever•
Machos disponíveis para acasalamento. Preto, amarelo e
chocolate.www.canilleziriaribatejo.no.sapo.pt )967 469 892
Lulu da Pomerânia•
Várias cores com LOP, miniatura, vacinados e
desparasitados. )963 456 392
Mastiff Inglês•
Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892
Mastim Napolitano•
Com afixo. Criação amadora em ambiente familiar
Descendentes de campeões.
vizirdealulya@gmail.com )926 142 435
Mastim Napolitano•
Cachorros filhos e netos de Campeões.Afixo Cetóbriga.
www.canilcetobriga.net )963 009 576
Montanha dos Pirinéus•
Ninhadas ocasionalmente disponíveis.Aceita-se reservas.
www.montanhadospirineus.com )919 296 947
Montanha dos Pirinéus•
Cachorros de grande porte, com LOP e Afixo. 4 gerações
de Campeões, pais à vista.
www.casadosonhobranco.com )962 888 240
Parson Russell Terrier•
Afixo Roseira Brava. Cachorros disponíveis.
www.roseirabrava.com )966 193 852 ou 966 377 087
Pastor Alemão•
Excelente ninhada com Pedigree, descendentes das
melhores linhas nacionais e Internacionais. Ótimo caráter.
)912 483 843
Pastor Alemão•
Excelentes cachorros com LOP,Afixo, linhagem alemã,
descendentes de Campeões, garantia.
www.quintadacavada.no.sapo.pt )918 406 109
Pastor Alemão•
Ninhada com LOP. Descendentes dos melhores cães do
mundo. )912 483 843
Pastor Alemão•
Canil Herdade da Confraria. Ninhadas ocasionalmente
disponíveis. LOP, vacinados, desparasitados e Afixo.
)914 280 321
Pastor Alemão•
Afixo Canil da Granja Nova. Ninhadas ocasionalmente
disponíveis, cachorros entregues com LOP, microchip,
vacinados e desparasitados. Pais isentos de displasia de
anca e cotovelo e ADN confirmado.
www.canilgranjanova.blogspot.com
)936 114 577
Pastor Alemão•
Cachorros com pedigree, LOP tatuado, pai importado da
Alemanha. Filhos de Campeão do Mundo. Reprodutores
com RX à displasia da anca. Faça-nos uma visita.
)968 130 327
Pastor Alemão•
Com LOP,Afixo,Tatuados, Microchip,Vacinados,
Desparasitados. Garantia de Doenças Congénitas.
www.pastordagala.no.sapo.pt )964 891 852
Pastor Alemão•
Canil Royal da Quinta do Ribeiro. Cachorros disponíveis
com LOP e Afixo. www.quintadoribeiro.com
)244 840 279 ou 919 119 834
Pastor Alemão•
Cachorros das melhores linhas de sangue mundiais.
www.festadahera.com )913 015 747 ou 918 773 969
Pastor Alemão•
Melhor Criador 2010. www.canilvalldupaco.com
)961 173 238 ou 915 158 770
Pastor Alemão•
Roy Terrae Lupiae: Melhor reprodutor Espanhol e Italiano
VA2 Italia Miia vom Huhnegrab Ch Int. Ch Portugal.
Ninhada disponível para reserva. )914 735 722
Pastor Alemão•
Linha de trabalho pretos e lobeiros. Progenitores muito
bons (RCI3 e BH, respectivamente) de excelentes
linhagens. Repetição de ninhada: a anterior deu cães
excepcionais de caráter e morfologia.Tudo à vista. LOP,
Afixo, desparasitação e vacinação.
zgamanunes@gmail.com )968 538 449
Pastor Alemão•
Canil Fonte dos Pastores. Cachorros disponíveis tatuados,
vacinados e microchipados. )965 292 880
Pastor Australiano•
Com LOP e Afixo. )916 035 805
Pastor Belga Groenendael•
Cachorros com excelente caráter e morfologia. LOP,Afixo,
vacinados, desparasitados e microchipados.
www.pastorbelgaterrasdopo.blogspot.com )939 425 832
Pastor Belga Malinois•
Cachorros filhos de cães de trabalho, ninhada com LOP.
)966 516 334
Pastor Belga Malinois•
Ninhada com LOP, vacinados, desparasitados. Desporto.
)914 193 742
Pastor Belga Malinois•
Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados.
Filhos de Campeão em Portugal e netos de Campeão na
Bélgica. Irmãos de cães premiados em provas de Agility.
Machosdisponíveisparamontas.
)939452648ou244872460
Pastor Belga Tervueren•
Excelente ninhada disponível com LOP, vacinados e
desparasitados. )918 216 605
Pastor Branco Suíço•
Ninhada disponível. www.demeritis.com )965 608 940
Pastor Holandês•
Linha de trabalho. Ninhada Disponível. )969 000 713
Pequinês•
Aceita-se reservas para cachorros. Com LOP. Cachorros
para Exposição e para companhia habitualmente
disponíveis. )917 237 903 ou 289 397 880
Pequinois•
Ninhada disponível, vacinados, desparasitados com LOP.
Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934
Pequinois e Shih-Tzu•
Várias cores, boa linhagem com LOP. Brancos e outras
cores. )963 456 392
Pinscher•
Super miniatura/cavalinho com LOP. Muito boa linhagem.
Vacinados e desparasitados. )963 456 392
Pinscher•
Cavalinho/miniatura, ninhada com LOP, vacinados e
desparasitados. Boa linhagem.Algarve. )919 692 013
Pinscher e Shih Tzu•
Ninhadas disponíveis com LOP, vacinados
e desparasitados. )968 055 793
Pinscher Miniatura•
Vende-se macho com vacinas e desparasitações.
Santarém. )918 209 375
Pinscher Miniatura•
Ninhada disponível com LOP, vacinados desparasitados.
http://iorus.jimdo.com )963 906 688 ou 932 410 387
Pinscher•
Pequenos com LOP, 1ª vacina, castanhos afogueados.
Palmela. )212 382 753 ou 933 312 352
Pinscher•
Bebés miniaturas e Pug/Carlin,todos com LOP.)969 634 902
Pinscher•
Ninhada disponível,desparasitados e vacinas.)914 291 575
Podengo Português•
Médio Liso Afixo do Rio da Fonte. Cartaxo.
www.podengosriodafonte.blogspot.com )927 863 057
Podengo Português•
Médio Cerdoso Com LOP e Afixo "da Vinheira". Ninhada
disponível. cusbor@gmail.com )918 752 224
• Podengo Português
Pequeno Cerdoso Criação mais antiga da variedade, Pais
campeões. C.Albergaria )966 387 108
Presa Canário•
Ninhada disponível com LOP e vacinas. 968 061 508
Pug Carlin Com LOP, ninhada disponível, desparasitados e
vacinas. )914 291 575
Pug Carlin•
Excelente ninhada com boa linhagem. LOP,Afixo,
vacinados, desparasitados. Máscara definida.Aceita-se
reservas. Fazemos entregas. )914 735 039
Pug Carlin•
É raro, precioso, olhar terno, afetuoso, emotivo e
simpático. www.casadesuasvilas.com
)227 120 747 ou 933 547 484
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Nome do medicamento veterinário Seresto, coleira 1,25 g + 0,56 g para gatos e cães ≤ 8
kg. Número de autorização: 365/03/11DFVPT. Data da autorização: 8 de Agosto de 2011.
Espécies-alvoFelinos(gatos),caninos(cães≤8kg).Paracães>8kgutilizarSeresto,coleira4,50
g + 2,03 g para cães > 8 kg (ver “Posologia e via de administração”). Indicações terapêuticas
Gatos: Tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis) durante 7 a
8 meses. Protege o ambiente envolvente do animal contra o desenvolvimento das larvas de
pulga durante 10 semanas. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma
estratégia de tratamento para o controlo da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga (DAPP).
O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) (Ixodes ricinus, Rhipicephalus
turanicus) e repelente (impede a alimentação) persistente contra infestações por carraças
(Ixodes ricinus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas. As carraças
já presentes no gato antes do tratamento podem não morrer nas 48 horas após a colocação
da coleira, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das
carraças presentes no gato no momento da colocação. A prevenção de novas infestações
por carraças inicia-se nos dois dias após a colocação da coleira. Preferencialmente, a coleira
deve ser colocada antes do início da época das pulgas ou carraças. Cães: Tratamento
(Ctenocephalides felis) e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis, C. canis)
durante 7 a 8 meses. Protege o ambiente envolvente do animal contra o desenvolvimento das
larvas de pulga durante 8 meses. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte
de uma estratégia de tratamento para o controlo da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga
(DAPP). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) contra infestações por
carraças (Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus, Dermacentor reticulatus) e uma eficácia
repelente (impede a alimentação) persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus,
Rhipicephalus sanguineus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas.
As carraças já presentes no cão antes do tratamento podem não morrer nas 48 horas após
a colocação da coleira, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a
remoção das carraças presentes no cão no momento da colocação. A prevenção de novas
infestações por carraças inicia-se nos dois dias após a colocação da coleira. O medicamento
veterinário oferece proteção indireta contra a transmissão dos agentes patogénicos Babesia
canis vogeli e Ehrlichia canis pela carraça vetor Rhipicephalus sanguineus, reduzindo assim
o risco de babesiose canina e erliquiose canina durante 7 meses. Tratamento de infestação
por piolhos mastigadores (Trichodectes canis). Preferencialmente, a coleira deve ser colocada
antes do início da época das pulgas ou carraças. Precauções especiais para utilização em
animais O medicamento veterinário é resistente à água; mantém-se eficaz se o animal se
molhar. No entanto, deve evitar-se a exposição intensa e prolongada à água ou numerosos
banhos com champô, porque a duração da atividade pode ser reduzida. Estudos mostraram
que o banho mensal com champô ou a imersão em água não reduz significativamente a
duração da eficácia de 8 meses para as carraças após a redistribuição das substâncias ativas
no pelo, enquanto que a eficácia do medicamento veterinário contra as pulgas diminui
gradualmente a partir do 5º mês. Precauções especiais a adoptar pela pessoa que administra
o medicamento aos animais Manter o saco com a coleira dentro da embalagem exterior até
à utilização. Como para qualquer medicamento veterinário, não deixar as crianças pequenas
brincar com a coleira ou colocá-la na boca. Os animais que usam a coleira não devem dormir
na cama com os seus donos, especialmente as crianças. As pessoas com hipersensibilidade
conhecida aos componentes da coleira devem evitar o contacto com a mesma. Deitar fora
imediatamente quaisquer restos ou pedaços cortados da coleira (ver “Posologia e via de
administração”). Lavar as mãos com água fria após a colocação da coleira. Posologia e via
de administração Uso cutâneo. Uma coleira por animal que deve ser colocada à volta do
pescoço. Para gatos e cães pequenos até 8 kg de peso corporal utilizar uma coleira de 38
cm de comprimento. Cães com mais de 8 kg utilizar uma coleira Seresto para cães > 8 kg de
70 cm de comprimento. Apenas para uso externo. Antes da utilização retirar diretamente
a coleira do saco. Desenrolar a coleira e verificar que não há restos das tiras de ligação de
plástico agarrados à parte interna da coleira. Ajustar a coleira à volta do pescoço do animal
sem apertar demasiado (como orientação, deve deixar-se uma folga suficiente de modo a que
entre o pescoço e a coleira caibam 2 dedos). Puxar a coleira pela presilha e cortar o excesso
do comprimento deixando 2 cm a seguir à presilha.
A coleira deve ser usada continuamente durante o período de proteção de 8 meses e deve
ser removida após o período de tratamento. Verificar periodicamente e ajustar se necessário,
principalmentequandoosgatinhos/cachorroscrescemrapidamente.Estacoleira foi desenhada
com um mecanismo de fecho de segurança. Na remota possibilidade de um gato ficar preso,
a própria força do gato é suficiente para alargar a coleira permitindo a rápida libertação.
Propriedades farmacodinâmicas O imidaclopride é um ectoparasiticida que pertence ao grupo
dos compostos cloronicotinilos. Quimicamente, pode ser classificado como uma nitroguanidina
cloronicotinilo. O imidaclopride é ativo contra as pulgas adultas e seus estadios larvares
e piolhos. A atividade contra C. felis começa imediatamente após a colocação da coleira,
enquanto que a eficácia adequada contra C. canis começa na primeira semana após a colocação
da coleira. Para além das indicações listadas em “Indicações terapêuticas” foi demonstrada
uma ação contra as pulgas Ctenocephalides canis e Pulex irritans. O imidaclopride possui uma
elevada afinidade para os recetores nicotinérgicos da acetilcolina da região pós-sináptica do
sistema nervoso central (SNC) da pulga. A subsequente inibição da transmissão colinérgica nos
insetos, resulta em paralisia e morte do parasita. Devido à fraca natureza da interação com
os recetores nicotinérgicos dos mamíferos e à postulada fraca passagem através da barreira
hemato-encefálica dos mamíferos, não tem virtualmente efeito sobre o SNC dos mamíferos.
Imidaclopride exerce uma atividade farmacológica mínima nos mamíferos. A flumetrina é
um ectoparasiticida do grupo piretróide de síntese. De acordo com o conhecimento atual os
piretróides de síntese interferem com os canais de sódio das membranas celulares nervosas,
retardando a repolarização do nervo e resultando na morte do parasita. Em estudos sobre
a relação estrutura-atividade observou-se como resultado a interferência de um número de
piretróides com os recetores de uma certa configuração quiral causando uma atividade seletiva
sobre os ectoparasitas. Com estes compostos não foi observada nenhuma atividade anti-
colinesterase. A flumetrina é responsável pela atividade acaricida do medicamento veterinário,
impedindo também a produção de ovos férteis pelo seu efeito letal sobre as carraças fêmeas.
Num estudo in-vitro 5 a 10 % das carraças Rhipicephalus sanguineus expostas a uma dose
subletal de 4 mg de flumetrina/L depositaram ovos com um aspeto alterado (enrugado, baço
e seco) indicando um efeito esterilizante. Para além das espécies de carraças referidas em
“Indicações terapêuticas”, foi demonstrada em gatos atividade contra Ixodes hexagonus e a
espécie de carraça não encontrada na Europa Amblyomma americanum, e em cães contra I.
hexagonus, I. scapularis e as espécies de carraças não encontradas na Europa Dermacentor
variabilis e I. holocyclus, a carraça Australiana que causa paralisia. O medicamento veterinário
tem atividade repelente (impede a alimentação) contra as carraças indicadas, prevenindo assim
a ingestão de sangue pelos parasitas repelidos, e deste modo ajuda indiretamente a reduzir o
risco de doenças transmitidas por vetores. Para os gatos, proteção indireta contra a transmissão
deCytauxzoonfelis(transmitidopelascarraçasAmblyommaamericanum)foidemonstradanum
estudo laboratorial com um pequeno número de animais, 1 mês após o tratamento, reduzindo
assim o risco de doenças causadas por este agente patogénico, nas condições do estudo.
Para os cães, em adição aos agentes patogénicos referidos na em “Indicações terapêuticas”,
proteção indireta contra a transmissão de Babesia canis canis (por carraças Dermacentor
reticulatus) foi demonstrada num estudo de laboratório no dia 28 após tratamento, e proteção
indireta contra a transmissão de Anaplasma phagocytophilum (por carraças Ixodes ricinus) foi
demonstrada num estudo de laboratório aos 2 meses após tratamento, reduzindo assim o
risco de doenças causadas por estes agentes patogénicos, nas condições destes estudos. Na
infestação por Sarcoptes scabiei, as coleiras foram capazes de promover uma melhoria em cães
pré-infestados, levando à cura completa após três meses. Medicamento não sujeito a receita
médico-veterinária. Leia cuidadosamente as informações constantes do acondicionamento
secundário e do folheto informativo e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas,
consulte o médico veterinário.
Nome do medicamento veterinário Advantix solução para unção punctiforme para cães
com mais de 4 kg até 10 kg. Número de autorização: 51505 no INFARMED. Data da
autorização: 10 de Fevereiro de 2004. Espécies-alvo Caninos (cães com mais de 4 até 10
kg). Para cães com peso igual ou inferior a 4 kg ou superior a 10 kg, aplicar o medicamento
veterinário adequado (ver secção Posologia e via de administração). Indicações
terapêuticas Tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides canis,
Ctenocephalides felis). As pulgas presentes no cão são mortas no prazo de 1 dia após o
tratamento. Um tratamento previne infestações futuras por pulgas durante 4 semanas. O
medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma estratégia de tratamento
da dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP). Tratamento de infestações por piolhos
mastigadores (Trichodectes canis). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida
e repelente persistente contra infestações por carraças (Rhipicephalus sanguineus e
Ixodes ricinus durante quatro semanas, e Dermacentor reticulatus durante três semanas).
As carraças já presentes no cão podem não ser mortas nos dois dias após o tratamento,
podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças
presentes no cão no momento do tratamento, de modo a prevenir que estas se fixem e
se alimentem de sangue. Um tratamento proporciona uma atividade repelente (impede a
picada e consequente alimentação) contra flebótomos (Phlebotomus papatasi durante 2
semanas e Phlebotomus perniciosus durante 3 semanas), contra mosquitos (Aedes aegypti
durante 2 semanas e Culex pipiens durante 4 semanas), e contra as moscas do estábulo
(Stomoxys calcitrans) durante 4 semanas. Precauções especiais para utilização em animais
Devem ser tomadas precauções para evitar que o conteúdo da pipeta entre em contacto
com os olhos ou a boca do cão tratado. Devem ser tomadas precauções para administrar
corretamente o medicamento veterinário tal como descrito na secção Posologia e via
de administração. Deve em particular prevenir-se a ingestão oral pelo animal tratado ou
por outros que com ele contactem, não permitindo que os animais lambam o local de
aplicação. Não administrar a gatos. Devido à fisiologia particular do gato, que é incapaz
de metabolizar certos compostos incluindo a permetrina, este medicamento veterinário é
extremamente tóxico para os gatos podendo mesmo causar a morte. De modo a prevenir
a exposição acidental ao medicamento veterinário, manter os cães afastados dos gatos
após o tratamento até que o local de aplicação esteja seco. É importante assegurar que
os gatos não lambam o local de aplicação de um cão tratado. Se isto acontecer, consultar
imediatamente o médico veterinário assistente. Consultar o médico veterinário assistente
antes de aplicar o medicamento veterinário a cães debilitados ou doentes. Como o
medicamento veterinário é perigoso para organismos aquáticos, não permitir que os cães
tratados nadem em cursos de água durante pelo menos 48 horas após o tratamento.
Precauções especiais a adotar pela pessoa que administra o medicamento aos animais
Evitar o contacto entre o medicamento e a pele, olhos ou boca. Não comer, beber ou
fumar durante a aplicação. Lavar bem as mãos após a aplicação. Em caso de derrame
acidental sobre a pele, lavar imediatamente com água e sabão. Pessoas com antecedentes
de sensibilidade cutânea poderão ser particularmente sensíveis a este medicamento
veterinário. Os sintomas clínicos predominantes que em casos extremamente raros
podem ser observados são irritações sensoriais cutâneas transitórias como formigueiro,
sensação de queimadura ou dormência. Em caso de contacto acidental do medicamento
veterinário com os olhos, lavar bem com água corrente. Se os sintomas cutâneos ou
oculares persistirem, ou se o medicamento veterinário for ingerido acidentalmente, dirija-
-se imediatamente a um médico e mostre-lhe o folheto informativo. Evitar o contacto
directo, especialmente por crianças, com o cão tratado até que o local de aplicação
esteja seco. Isto pode ser assegurado tratando o animal, p.ex. à noite. Não permitir que
cães recentemente tratados durmam com os donos, especialmente as crianças. Outras
precauções O solvente do medicamento veterinário pode manchar alguns materiais
incluindo peles, tecidos, plásticos e superfícies polidas. Deixar secar o local de aplicação
antes de permitir o contacto com esses materiais. Posologia e via de administração As
doses mínimas recomendadas são: 10 mg de imidaclopride por kg de peso corporal (p.c.)
e 50 mg de permetrina por kg de peso corporal (p.c.).
Esquema de dosagem para a administração do medicamento veterinário:
Para cães com peso > 40 kg deve aplicar-se a combinação adequada de pipetas. Para
reduzir as re-infestações resultantes do aparecimento de novas pulgas, recomenda-se o
tratamento de todos os cães que vivam na casa. Outros animais que vivam na mesma
casa devem ser tratados com um medicamento veterinário adequado. Igualmente
para facilitar a desinfestação ambiental, recomenda-se a utilização adicional de um
tratamento ambiental adequado contra as pulgas e seus estadios de desenvolvimento. O
medicamento veterinário mantém a eficácia se o animal for molhado. Contudo, deve ser
evitada a exposição intensa e prolongada à água. Nos casos de exposição frequente à água
a duração da eficácia pode ser diminuída. Nestes casos, não repetir o tratamento mais do
que uma vez por semana. Quando for necessário lavar o cão com champô, recomenda-
-se a lavagem antes da aplicação do medicamento veterinário ou então pelo menos duas
semanas depois da aplicação, de modo a optimizar a eficácia do medicamento veterinário.
Em caso de infestação por piolhos mastigadores, recomenda-se um novo exame realizado
pelo veterinário 30 dias após o tratamento, uma vez que alguns animais podem necessitar
de um segundo tratamento. Exclusivamente para uso externo. Aplicar somente sobre
pele não lesionada. Remover uma pipeta da embalagem. Segurar a pipeta na posição
vertical, torcer e retirar a tampa. Voltar a colocar a tampa no sentido inverso. Rodar a
tampa para remover o selo da pipeta e retirá-la de novo. Cães com 10 kg ou menos de
peso: Mantendo o cão em pé, afastar o pêlo entre as omoplatas até a pele ser visível.
Colocar o bico da pipeta sobre a pele e apertar a pipeta várias vezes com firmeza, de
modo a esvaziar o conteúdo directamente na pele. Cães com mais de 10 kg de peso: O
cão deve ser mantido de pé para uma mais fácil aplicação. O conteúdo total da pipeta do
medicamento veterinário deve ser aplicado de forma uniforme em 4 pontos sobre a linha
média das costas, partindo das omoplatas para a base da cauda. Em cada ponto afastar
o pêlo do animal até a pele ser visível. Colocar o bico da pipeta sobre a pele e espremer
suavemente de forma a vazar uma porção do conteúdo directamente na pele. Não aplicar
uma quantidade de solução excessiva em qualquer destes pontos, uma vez que parte da
solução pode escorrer pelo dorso do animal. Medicamento não sujeito a receita médico-
-veterinária. Leia cuidadosamente as informações constantes do acondicionamento
secundário e do folheto informativo e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas,
consulte o médico veterinário.
Cães (kg p.c.) Denominação Comercial Volume (ml) Imidaclopride (mg/kg p.c.) Permetrina (mg/kg p.c.)
≤ 4 kg Advantix para cães até 4 kg 0,4 ml mínimo de 10 mínimo de 50
>4 kg ≤ 10 kg Advantix para cães com mais de 4 e até 10 kg 1,0 ml 10 - 25 50 - 125
>10 kg ≤ 25 kg Advantix para cães com mais de 10 e até 25 kg 2,5 ml 10-25 50 - 125
>25 kg ≤ 40 kg Advantix para cães com mais de 25 kg 4,0 ml 10-16 50 - 80
98 Cães&Companhia
EmabrilEditorial GrupoV
Campo Grande 56, 7A
1700-093 Lisboa
www.grupov.pt
Tel.: 218 310 920
Fax: 218 310 939
NIF: 503 976 474
Editor Geral: Martin Gabilondo
Diretor Geral: Nuno Gomes
Administração e Contabilidade: Cristina Barbosa
Nº 214 – março 2015
Diretora: Marta Manta
m.manta@grupov.com
Redação: Inês Ribeiro Sequeira
Tel. 218 310 933
redaccao.caes@grupov.com
Publicidade: Ana Rei Lobo
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Tel. 218 310 932
Gestão de Assinaturas e Distribuição:
Eduarda Leal
e.leal@grupov.com
assinaturas@grupov.com
Tel. 218 310 937
Secretariado do Departamento Comercial:
CleoniceVeronezi
Colaboram neste número:
Alexandra Monteiro (It’sAllAboutDogs),Associação
Portuguesa de CoelhosAnões,Carla Cruz,CarlaTeixeira
(Royal Canin),Carolina Pinedo,Cláudia Rodrigues
(HospitalVeterinário de Montenegro),Clube Português
de Canicultura,Clube Português de Felinicultura,
Eduardo de Benito,Eva Biosca Marcé,Filipa Manteigas
(Hospital do Gato),Gabriela Rafael,Isabel Nobre,M.
Ángeles Gutiérrez,MarOlivasTur,MariaJoão Dinis da
Fonseca (Hospital do Gato),Rui Pessoa,VeraVicinanza
Produção gráfica:
LeonorBarbosa l.barbosa@grupov.com,
NelsonVieira n.vieira@grupov.com,
Fernando Paiva f.jorge@grupov.com
Fotografia:
António Eloy, Shutterstock
Impressão: Litofinter
Distribuição: VASP
Distribuidora de Publicações
Média Logistics Park
Quinta do Grajal - Venda Seca
2735-511 Agualva Cacém
Tiragem: 10.000 exemplares
Periodicidade: Mensal
Preço (iva inc.) para Portugal: 3€ cont.
Depósito Legal: M. 15.759-1997
ERC: nº 120617
Liderança Ibérica
A Editorial Grupo V possui mais de trinta
publicações especializadas na Península
Ibérica, com uma circulação mensal
superior a 800.000 revistas.
Os nossos títulos na área dos animais de
companhia lideram os mercados ibéricos.
NOTA: As opiniões, notas e comentários
são da exclusiva responsabilidade dos
autores ou das entidades que forneceram
os dados. A reprodução de artigos,
fotografias e ilustrações, está proibida
salvo com autorização expressa por escrito.
© Editorial GrupoV.
Tinha
Continuamos a série de
artigos sobre Zoonoses
Felinas abordando a
Tinha. A dermatofitose é
uma doença infecciosa
da pele, causada porum
fungo. Pode provocar
lesões localizadas ou
multifocais, e é uma
doença altamente
contagiosa.
Frontline Tri-Act Solução para unção punctiforme para cães 2-5kg (XS), 5-10kg (S), 10-
20kg (M), 20-40 kg (L), 40-60kg (XL). COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA
Substância(s) activa(s):
Substâncias Activas Excipientes
Frontline Tri-Act Solução para
unção punctiforme para cães
Volume de
dose unitária
(ml)
Fipronil
(mg)
Permetrina Butilhidroxitolueno
(E321) (mg)
Cães muito pequenos 2-5kg 0,5 33 252,4 0,563
Cães pequenos 5-10kg 1 67 504,8 1,125
Cães médios 10-20kg 2 135 1009,6 2,250
Cães grandes 20-40kg 4 270 2019,2 4,500
Cães muito grandes 40-60kg 6 405 3028,8 6,750
Cães > 60 kg Usar a combinação apropriada das pipetas acima referidas
FORMA FARMACÊUTICA Solução para unção punctiforme. Solução límpida, incolor a
amarelo-acastanhada INFORMAÇÕES CLÍNICAS Espécie(s)-alvo Caninos (Cães) Indicações
de utilização, especificando as espécies-alvo Para o tratamento e prevenção de infestações
por pulgas e/ou carraças, em que é necessário um efeito repelente (impede fixação/
picada e consequente alimentação) contra flebótomos, moscas e/ou mosquitos. Para o
tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis) e prevenção de
infestações por Ctenocephalides canis. Este medicamento veterinário elimina as pulgas
C.felis em até 24 horas. Um tratamento previne novas infestações por pulgas durante 4
semanas. O medicamento veterinário pode ser administrado como parte de uma estratégia
de tratamento para o controlo de Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) quando
esta tenha sido previamente diagnosticada por um médico veterinário. O medicamento
veterinário apresenta eficácia repelente contra carraças (Dermacentor reticulatus) de 7 dias
até às 4 semanas após o tratamento, no entanto a fixação de carraças isoladas, durante as
primeiras 24 horas após o tratamento, não pode ser totalmente excluída. O medicamento
veterinário tem uma eficácia acaricida imediata contra Rhipicephalus sanguineus e Ixodes
ricinus, porém se as carraças já estiverem presentes no cão aquando do tratamento, pode
ocorrer que nem todas sejam mortas nas primeiras 48 horas. O medicamento veterinário
tem uma eficácia acaricida persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus,
Dermacentor reticulatus, Rhipicephalus sanguineus) durante 4 semanas. O medicamento
veterinário tem eficácia repelente (impede a picada e consequente alimentação) por 3
semanas contra flebótomos (Phlebotomus perniciosus) e 4 semanas contra mosquitos (Culex
pipiens). O medicamento veterinário tem uma eficácia inseticida persistente por 3 semanas
contra flebótomos (Phlebotomus perniciosus).
O medicamento veterinário repele e mata as moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans)
durante 5 semanas. Contra-indicações Não administrar em animais doentes ou
convalescentes.
Este medicamento veterinário é para aplicação apenas em cães. Não aplicar em gatos ou
em coelhos, pois podem ocorrer reacções adversas ou a morte do animal. Não administrar
em caso de hipersensibilidade à(s) substância(s) activa(s) ou a algum dos excipientes.
Advertências especiais para cada espécie-alvo Pode verificar-se a fixação de uma carraça
isolada ou a picada isolada de flebótomos ou mosquitos. Por esta razão, se as condições
forem desfavoráveis, a transmissão de agentes patogénicos por estes parasitas não pode ser
completamente excluída. Contudo, o medicamento veterinário proporciona uma actividade
repelente (impede fixação/picada e consequente alimentação) contra carraças, flebótomos
emosquitos,prevenindoportantoaingestãodesanguepelosparasitasrepelidosereduzindo
assim o risco de doenças transmitidas por vectores. O medicamento veterinário permanece
eficaz contra pulgas mesmo que os cães entrem pontualmente em contacto com água
(exemplo: nadar, banho). No entanto, banhos ou imersão em água antes de decorrerem 2
diasapósotratamento,devemserevitados.Evitebanhosoulavagensfrequentesdosanimais
tratadosumavezqueestespodeminterferircomamanutençãodeeficáciadomedicamento
veterinário. Para reduzir a re-infestação por novas pulgas (emergentes) recomenda-se o
tratamento simultâneo de todos os cães de casa. Outros animais co-habitantes também
deverão ser tratados com um medicamento veterinário adequado. Para ajudar ainda mais a
reduziracontaminaçãoambiental,podeserrecomendadoousoadicionaldeumtratamento
adequado do meio ambiente contra estadios de desenvolvimento da pulga. Precauções
especiais de utilização (i) Precauções especiais para utilização em animais: Na ausência de
estudosespecíficos,aadministraçãodestemedicamentoveterinárionãoérecomendadaem
cães com menos de 8 semanas de idade, ou em cães que pesem menos de 2 kg. Evitar o
contacto do medicamento veterinário com os olhos do cão. É importante ter a certeza de
que o medicamento veterinário é aplicado numa área onde o animal não possa lamber-se
e garantir que outros animais não lambem os locais de tratamento após aplicação. Devido
à fisiologia particular do gato que o impede de metabolizar certos compostos, incluindo a
permetrina, o medicamento veterinário pode induzir convulsões potencialmente fatais
nesta espécie. Em caso de exposição acidental por via cutânea, lave o gato com champô
ou sabonete, e consulte imediatamente um médico veterinário. Para impedir que os gatos
sejam acidentalmente expostos ao produto, mantenha os cães tratados afastados de gatos,
atéqueolocaldeaplicaçãoestejaseco.Éimportanteassegurarqueosgatosnãoestejamem
contacto com o local de aplicação de um cão que tenha sido tratado com este medicamento
veterinário. Em caso de exposição (deste tipo) procure imediatamente orientação de
um médico veterinário. (ii) Precauções especiais a adoptar pela pessoa que administra o
medicamento aos animais: Este medicamento veterinário pode causar irritação cutânea e
ocular, assim o contacto do medicamento veterinário com a pele e com os olhos deve ser
evitado. Não abra a pipeta perto ou direccionada para a face. Em caso de exposição ocular
ou se os olhos ficarem irritados durante a administração, lave imediatamente os olhos com
bastante água. Se a irritação ocular persistir, procure um médico. Em caso de exposição
cutânea ou se a pele ficar irritada durante a administração, lave imediatamente a pele
com bastante água e sabão. Se a irritação da pele persistir ou voltar a ocorrer, consulte um
médico. As pessoas com hipersensibilidade conhecida ao fipronil e/ou permetrina devem
evitar o contacto com o medicamento veterinário. Este medicamento veterinário é nocivo,
se ingerido. Evitar o contacto mão-boca. Não fumar, beber ou comer durante a aplicação.
Lavar as mãos após a aplicação do medicamento veterinário. Em caso de ingestão, enxaguar
a boca e consultar um médico caso não se sinta bem. Uma vez que o excipiente N-metil-
pirrolidona pode induzir fetotoxicidade e teratogenicidade após exposição significativa, as
mulheres grávidas devem usar luvas para evitar o contacto com o medicamento veterinário.
Evitarocontactodiretocomolocaldeaplicação.Nãopermitirqueascriançasbrinquemcom
os cães tratados até que o local de aplicação esteja seco. Por conseguinte é recomendado
que os cães não sejam tratados durante o dia mas sim ao entardecer, e que os animais
recentemente tratados não durmam com os donos, especialmente com as crianças. Manter
as pipetas armazenadas no blister original e uma vez administrada, a pipeta vazia deve ser
imediatamente descartada de forma adequada, evitando futuras possibilidades de contacto.
(iii)OutrasPrecauções:Omedicamentoveterináriopodeafetaradversamenteosorganismos
aquáticos.Oscãesnãodevemserautorizadosanadaremcursosdeáguanos2diasseguintes
ao tratamento. Reacções adversas (frequência e gravidade) Entre as extremamente raras
reacções adversas podem ocorrer, reacções cutâneas transitórias no local de aplicação
(descoloração da pele, alopecia local, prurido, eritema) e prurido ou alopecia geral após
aplicação. Excepcionalmente também foram observados após o tratamento hipersalivação,
sintomas neurológicos reversíveis (aumento de sensibilidade ao estímulo, hiperactividade,
tremores musculares, depressão, outros sintomas nervosos) ou vómitos. Se os cães
lamberem o local de aplicação após o tratamento, podem ser observados hipersalivação
transitória e vómitos. Utilização durante a gestação, a lactação Estudos de laboratório
efectuados utilizando fipronil ou permetrina não revelaram quaisquer efeitos teratogénicos
ou fetotóxicos. Não foram realizados estudos com este medicamento veterinário em fêmeas
gestantesoulactantes.Umexcipientedomedicamentoveterinário,N-metil-pirrolidona,tem
mostrado ser teratogénico em animais de laboratório depois de exposição repetida a doses
elevadas. Administrar apenas em conformidade com a avaliação benefício/risco realizada
pelo médico veterinário responsável. Interacções medicamentosas e outras formas de
interacção Desconhecidas. Posologia e via de administração A dose mínima recomendada
é de 6,76 mg de fipronil/kg de peso corporal, e 50,48 mg de permetrina/kg de peso
corporal equivalente a 0,1 ml de solução spot-on por kg de peso corporal. A administração
do medicamento veterinário deve ser baseada numa infestação confirmada ou risco de
infestação por pulgas e/ou carraças quando a actividade repelente (inibição de fixação/
picadaeconsequentealimentação)tambéménecessáriacontraflebótomose/oumosquitos
e/ou moscas. Em tais casos, o intervalo entre dois tratamentos deverá ser de pelo menos
4 semanas. Dependendo da contaminação parasitária, pode ser indicada a repetição do
tratamento. Recomenda-se uma aplicação mensal quando há um alto risco de re-infestação.
Sobredosagem (sintomas, procedimentos de emergência, antídotos), (se necessário) A
segurança foi avaliada com até 5 vezes a dose máxima em cães adultos saudáveis (tratados
até 3 vezes em intervalos mensais) e em cachorros (com 8 semanas tratados uma vez). Os
efeitos conhecidos podem consistir de sinais neurológicos leves, vómitos e diarreia. Estes
efeitos colaterais são transitórios e geralmente desaparecem sem tratamento dentro de
1-2 dias. O risco de ocorrência de reacções adversas (ver secção 4.6) pode aumentar com
a sobredosagem pelo que os animais devem ser sempre tratados com o tamanho de pipeta
mais correcto, de acordo com o seu peso corporal. Intervalo(s) de segurança Não aplicável.
TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Merial Portuguesa – Saúde
Animal, Lda. Empreendimento Lagoas Park, Edifício 7 – Piso 3 2740-244 Porto Salvo 8.
NÚMERODAAUTORIZAÇÃODEINTRODUÇÃONOMERCADO841/01-05/14DFVPT9.DATA
DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO 25 de Setembro de 2014
Porque lambe as patas?
Os cães gostam de lamber. Podem passar
muito tempo a limpar-se a si mesmo, na sua
caminha. Mas quando se lambe insistente-
mente pode serindicativo de algum problema
emocional ou de saúde.
Ensine-o a gostar
de ir ao veterinário
Para muitos donos as idas
ao veterinário representam
um momento de stress,
quando, pelo contrário,
deviam seruma ocasião
para aprendera melhorar
a relação com o animal e
zelarpela sua saúde.
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Cães

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  • 1.
    Revista Mensal –Nº 214 – março 2015 – 3€ (Cont.) Um orelhudo de olhar cativante É Um bom candidato? adoção nem tUdo o qUe dizem está correto grooming mini Lop coelhos tartarUga de dorso articULado exóticos porqUe deixoU de ser Limpo? gatos tratamento de animais obesos nutrição exposições 8ª Canina naCional de FaFe | Gatos no Pet Festival desparasitar também é preciso no inverno? passeios na rua dicas para andar à trela treino ensine-o a estar sozinho em casa Cocker spaniel inglês toxoplasmose zoonose feLina experimente Uma massagem stress o meU cão deixoUdecomer convivência 5607727082248 00214
  • 3.
    3Cães&Companhia Toxoplasmose A toxoplasmose é umadoença provoca- da pelo parasita Toxoplasma gondii. O ciclo de vida deste parasita é com- plexo e envolve dois tipos de hospedeiros: um hospedeiro definitivo (o gato) e um hospedeiro intermédio (outros animais, incluindo o Homem). Vamos aqui expor o ciclo de vida de forma sim- plificada de modo a destacar as principais vias de contaminação. A toxoplasmose e o gato A infeção com Toxoplasma gondii é mais comum em gatos com acesso ao exterior e que são ca- çadores ativos, e em gatos que são alimentados com carne mal cozinhada ou crua. Em geral, de- pendendo do seu estilo de vida,entre 20-60% dos gatos serão infetados com o parasita, mas muito poucos irão demonstrar sinais clínicos. O gato é o hospedeiro definitivo,porque é apenas nele que o parasita consegue produzir oocistos (ovos), que são depois excretados nas fezes e po- dem infetar outros animais, incluindo o Homem. Quando um gato ingere uma presa ou carne con- taminada o parasita é libertado no tracto diges- tivo, multiplica-se na parede intestinal e produz oocistos. Estes oocistos são depois excretados, durante um período curto de tempo (geralmente menos de 14 dias), nas fezes. Os oocistos excretados nas fezes do gato não são imediatamente infeciosos para outros ani- mais, precisam primeiro de sofrer um processo designado de esporulação que demora entre 1 a 5 dias. Uma vez esporulados, os oocistos são infetantes para gatos, pessoas e outros hospe- deiros intermediários. É raro um gato voltar a excretar oocistos nas fe- zes após a primeira infeção e,quando isto ocorre, é geralmente em quantidade muito menor. Sinais no gato Se o gato não desencadear uma resposta imuni- tária eficaz, pode desenvolver sinais de doença, que podem incluir febre, perda de apetite, perda de peso, letargia, pneumonia, problemas oftal- mológicos, hepatite, sinais neurológicos, entre outros. A infeção numa gata gestante produz sinais severos de doença, como morte fetal, aborto, nados-mortos e morte de gatinhos jovens. A toxoplasmose e o Homem Estima-se que mundialmente mais de 500 mi- lhões de pessoas estejam infetadas, porém a maioria não apresenta sintomas. Pessoas que te- nham sido infetadas com este parasita desenvol- vem anticorpos contra o organismo que podem ser detetados em análises de sangue. Na maioria dos casos as pessoas são infetadas por uma de duas vias: ingestão de oocistos do ambiente (por contacto com solo contaminado com oocistos já esporulados, ou por ingestão de frutas ou vegetais contamina- dos); ou ingestão de carne mal cozinhada que esteja contaminada com quistos. Outras vias menos comuns são: ingestão de oocistos esporulados em água contaminada; ingestão de leite não pasteurizado; inalação de oocistos esporulados em partículas de pó (extre- mamente raro). Cães&Companhia Cães&Companhia Cocker Spaniel Inglês RAFPRIDE SHARYSVIANSET N ormalmente, as pessoas apaixonam-se pela sua aparência e é isso que leva à sua escolha. Mas o Cocker Spaniel Inglês é um eterno amigo e fiel companheiro, sempre pronto para a brincadeira, incansável seguidor do seu dono, por quem faz tudo para o ver feliz. As origens da raça A família dos Spaniels reúne um dos maiores grupos de cães e um dos mais especializados. Sendo difícil estabelecer com precisão a altu- ra em que os Spaniels fazem a sua entrada no mundo das raças de cães, podemos porém afir- mar que este grupo canino é um dos tipos mais antigos. Representações de Spaniels aparecem já em pinturas pertencentes à Antiguidade Clássica, como é o caso da representação de um destes exemplares numa pintura de Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre, o Grande. Embora sabendo que os Spaniels cedo foram difundidos por toda a Europa, só voltamos a ter registo mais preciso deste tipo de cães no rei- nado de Henrique VIII. São desta época registos que referem que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar Spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos Spaniels com o nome de “Robin the King’s Spaniel Keeper” (Robin, o Guardião dos Spaniels do Rei). Os vários Spaniels Com o decorrer dos anos, os Spaniels foram di- versificando o seu tamanho e as suas aptidões para a caça. Durante o séc. XVI, esta família era constituída por cães de água e de terra, tendo desenvolvido cada uma delas particularidades que as definem. Em 1885, foi criado na Grã-Bretanha o Spaniel Club, que começou a trabalhar afincadamente na elaboração dos diferentes estalões que iriam caracterizar os distintos tipos de Spaniel. O Clumber, o Sussex, o Welsh Springer, o English Springer, o Field, o Water Spaniel Irlandês e o Cocker começaram a ser registados por volta do séc. XIX como raças distintas. O nome “Cocker” A designação de Cocker Spaniel Inglês passa então a corresponder aos exemplares mais pequenos dos Spaniels. O termo “Cocker” ter- -lhe-á sido atribuído devido à particular noto- riedade e rapidez com que descobria e obrigava as galinholas (woodcocks, em inglês) a levantar voo, o que facilitava a sua caça. O seu pequeno tamanho fazia com que o Co- cker entrasse em lugares que outros Spaniels maiores não conseguiam e não o deixavam emaranhar-se tão facilmente nos arbustos bai- xos e cheios de espinhos, que era a habitação das galinholas. Assim, tradicionalmente, o Cocker Spaniel foi criado demonstrando aptidões naturais para a caça, comportando-se muito bem no seu exer- cício. Definiu-se como um cão hábil em localizar e cobrar aves, dotado de um ótimo faro, agili- dade, resistência na movimentação, rapidez em aprender, disposição para o trabalho e muita vi- talidade, sendo até hoje um excelente caçador. No entanto, com o decorrer do tempo, foi sendo cada vez mais utilizado como cão de compa- nhia, quem sabe, devido ao ar angelical que sempre apresenta. Fixação da raça A origem da denominação “Spaniels” ainda hoje não reúne o consenso de todos os investi- gadores, estando a origem desta palavra ainda por definir com exatidão. Alguns acreditam que a origem da designação “Spaniel” acontece por estes cães terem supos- tamente sido levados de Espanha para Ingla- terra pelos romanos, já que a palavra Spaniel é de origem espanhola e significa, precisamente, “espanhóis”. No entanto, outros acreditam que é mais provável que a palavra “Spaniel” derive da palavra céltica “spain”, que significa “coelho”, dando assim mais força à primeira e original função para a qual os Spaniels foram desenvolvidos. Independentemente da origem da palavra, po- demos afirmar com certeza que, do século XVII em diante, foi aceite amplamente a palavra Spaniel, para designar um conjunto de cães, especialmente em Inglaterra, onde a denomi- nação “Cocker” foi usada pela primeira vez em 1859, numa Exposição em Birmingham. Outro marco importante na história desta raça “Quero adotarum cão” Notícias Vila da“Cães & Companhia”no Pet Festival Lançamento da DOGTV A Encantadora de Gatos Sozinho em casa O meu cão deixou de comer Raça: CockerSpaniel Inglês Bem comportado com as visitas “Dono, tenho medo!” O mundo sensorial dos cãesV: O“tato” Massagens para combatero stress Grooming na“Era da Informação” Tratamento de animais obesos 04 08 10 12 14 16 20 22 30 34 38 42 44 48 Nesta edição Conquista com o seu olhar inteligente, meigo e curioso. Como afeta a vida do gato e do dono. Revista Mensal - Nº 214 - março 2015 Começa a primavera No mês de março os dias começam a ficar maiores e mais quentes. Porisso, após alguns meses mais“parados”pelo frio, surge a vontade de saire passearcom o nosso companheiro. E ele agradece. Nada melhor que conhecer novos locais e amiguinhos de 4 patas. Um passeio pelo campo, por exemplo, permite que o nosso cão descubra inúmeros cheiros e experiencie novas sensações.Também para os donos é um bom momento, pois permite esquecermo-nos do stress e monotonia da nossa rotina semanal. Nesta edição falamos do Cocker Spaniel Inglês, uma raça que conquista pela sua aparência, de pelo comprido,longas orelhas e olhar doce.Um cão de companhia que tem como meta um único objetivo:Agradar aos seus donos! Nos gatos, abordamos uma das zoonoses mais conhecidas, a Toxoplasmose; e explicamos como começar a passear o seu gato à trela, uma experiência de pode ser muito enriquecedora para ambos. Até ao próximo mês! Marta Manta Devo fazer desparasitação no inverno? D e facto, este conceito está completamente errado, principalmente com as alterações climatéricas que se têm verificado nos últimos anos. Cada vez mais, existem infestações de pulgas em animais de interior (ga- tos e cães) nos meses de inverno e, nos últimos anos, surgem pul- gas em animais que nunca tinham tido uma única pulga ao longo da vida. Torna-se, portanto, cada vez mais importante sensibilizar os donos para uma adequada prevenção das parasitoses externas durante todo o ano, mesmo em animais de interior que não vêm à rua. Estes parasitas podem transmitir doenças ao cão ou gato quando são picados para sugar sangue, mas também aos donos. A febre da carraça no Humano é uma pa- tologia de difícil diagnóstico e no último ano, em Portugal, ocorre- ram algumas mortes em humanos devido a estas parasitoses. Carraças e pulgas As carraças são ectoparasitas (parasitas que se instalam fora do corpo do hospedeiro) que in- festam diversas espécies animais (cavalos, bovinos, roedores, cães, gatos), incluindo o Homem. As carraças picam o hospedeiro e ingerem sangue para se alimenta- rem, pelo que, em caso de grandes infestações, pode ocorrer uma per- da de sangue significativa. Quan- do a saliva da carraça é espalhada, esta pode veicular vírus, bactérias ou protozoários (micro-organis- mos unicelulares), caso a carraça esteja infetada. A pulga é um inseto sem asas, de corpo castanho, achatado e com longas pernas que lhe permitem saltar até 75 vezes a sua altura. Dentro dos géneros conhecidos, o Ctenocephalides felis é aquele que afeta 97% dos gatos e 92% dos cães domésticos. Vamos falar sobre as doenças transmitidas pelas carraças e pelas pulgas ao seu animal. Babesiose canina A babesiose canina é causada por um protozoário denominado Babe- sia canis, que atua infiltrando-se e destruindo os glóbulos vermelhos, resultando numa anemia grave. Este hemoparasita (parasita que vive na corrente sanguínea dos animais) pode ser transmitido por diversas espécies de carraças. Os sinais clínicos que os cães apre- sentam variam desde perda de apetite, depressão, febre, anemia (mucosas pálidas), icterícia (muco- sas amarelas), diarreia e hemoglo- binúria (urina de cor escura). Erliquiose Canina A erliquiose canina é causada por uma rickettsia (bactéria intracito- plasmática) pertencente ao género Ehrlichia, que parasita os glóbulos brancos e as plaquetas do sangue, levando à sua destruição. Este hemoparasita é transmitido por carraças da espécie Rhipicephalus sanguineus. A doença passa por três fases clí- nicas: fase aguda os animais apresentam-se geralmente febris, com perda de peso, anorexia, as- tenia (fraqueza muscular), e, com menos frequência, verificam-se secreções nasais, depressão, peté- quias, sangramento nasal, edema dos membros, vómitos, uveíte e insuficiência hépato-renal; A fase subclínica é, geral- mente, assintomática, podendo aparecer algumas complicações como depressão, hemorragias, edema dos membros, perda de apetite e palidez das mucosas; fase crónica, cães com imunidade insuficiente podem desenvolver sangramentos espon- Mantenha o seu animal protegido o ano inteiro. 52 Sozinho em casa I nfelizmente, hoje em dia, os nossos cães acabam por passar grandes períodos de tempo sozinhos devido às nossas rotinas e vidas familiares e, muitas vezes, desenvol- vem problemas de comportamento como: destruição, ladrar excessivo ou ansiedade por separação. É por isto, imprescindível, ensinar o nosso cão a como estar sozinho. 1. Exercício físico O exercício físico é uma necessidade básica que deve ser assegurada em qualquer cão. base bem sólida para uma boa qualidade de vida e bem-estar. Entendemos que estimular mentalmente o nosso cão, se traduz no colmatar das neces- sidades mentais (jogos que façam o cão pen- sar) e comportamentos naturais do cão (tais como, escavar, roer, procurar comida, usar o olfato e a visão). Para satisfazermos esta necessidade do nos- so cão podemos fazer jogos como esconder comida pela casa (ou na divisão onde o cão fica), dar-lhe ossos para roer, alimentá-lo Lembre-se que se o cão estiver cansado, mui- to provavelmente terá vontade de dormir as- sim que tiver sozinho e sossegado. Antes de sair de casa, dê um passeio que ele possa apreciar, deixe-o cheirar e permita que corra sem trela num local seguro e adequado ou então com uma trela de 20 metros. Apro- veite as atividades que ele gosta de fazer, como por exemplo, brincar com uma bola ou jogar tug of war, para o cansar e dar-lhe o exercício físico que é essencial. 2. Estimulação mental Em conjunto com um nível apropriado de exercício físico, a estimulação mental é es- sencial para o desenvolvimento saudável de um cão, assim como na prevenção de proble- mas comportamentais. Juntos formam uma através de brinquedos dispensadores de co- mida (como bolas e Kongs) ou através do treino positivo. Na verdade, basta usar a ima- ginação. Procure fazer uma pequena sessão de treino antes de sair e enquanto este está sozinho deixe-o ocupado com umas das atividade mencionadas anteriormente. É o momento certo para ele se ocupar com uma dessas tarefas. 3. Crate training Durante as primeiras semanas de um cachor- ro ou cão adulto na sua nova casa, aposte no uso de uma crate (transportadora). Para co- meçar a introduzi-la no seu quotidiano, faça um treino gradual de habituação à mesma. O objetivo é que se torne um espaço segu- ro que significa sempre algo bom e positivo 6 dicas para ensinar o seu cão a estar sozinho em casa. 16 22 56 Devo fazerdesparasitação no inverno? Zoonoses Felinas:Toxoplasmose Passearo gato à trela O seu gato deixou de serlimpo? Coelhos Anões: Mini-Lop Tartaruga de dorso articulado Exposições e Eventos Passatempo Clube de Leitores Adota-me Montra Biblioteca Guia Comercial Em abril 52 56 60 62 66 68 72 80 82 86 88 90 92 98 Foto da capa: ©ShutterStock O meu cão deixou de comer Q uando o cão deixa de comer pode ser devido a causas físicas, como uma doença, ou psicológicas, por estar de- primido ou stressado. A dor é uma das causas pela qual um cão pode perder o interesse pela comida. Uma ferida na boca, uma cárie ou uma doença podem tirar-lhe o apetite. Os animais mais velhos podem sofrer de artro- ses e como o movimento lhes causa dor deixam de ir até ao prato da comida. Mas os problemas de estômago também podem ser a causa da perda de apetite. As mudanças, a chegada de um novo animal a casa ou o desaparecimento de um ser querido podem ser outras das razões que levam o cão a deixar de comer. Se um animal está deprimido, stressado ou nervoso, pode perder o apetite. O normal é que recupere passados uns dias, mas se a inapetência persiste, é recomendável con- sultar o médico veterinário. Investigue as causas Averiguar a causa da perda de apetite do cão é importante para atacar o problema e conseguir que volte a comer. O médico veterinário levará a cabo um check up para saber o que se passou. Mas temos de ter em conta que não deve pas- sar mais de 48 horas sem ingerir alimento, pois pode ser prejudicial para a sua saúde, se assim for, consulte um especialista. As informações que passamos ao veterinário so- bre o cão, como pessoa que convive com ele e o conhece melhor que ninguém, são fundamentais para saber o que tira o apetite ao animal. Mudanças no comportamento do cão ou da ro- tina de casa podem oferecer uma valiosa orien- tação para diagnosticar o que se passa. Após implementar um tratamento adequado contra o problema que apresenta, o apetite voltará a aparecer. Está farto da comida Além das diversas patologias físicas e psico- lógicas que podem deitar a baixo o apetite do cão, estar farto da sua comida habitual também pode ser a causa de não se interessar pelo que está no comedouro. Além disso, se lhe oferecemos petiscos e gulo- seimas fora da sua dieta habitual, é normal que depois não coma a ração. A idade também tem influência na perda de apetite do cão. Os animais mais velhos, a par- tir de 10 anos, podem ter menos vontade de comer; têm uma mobilidade mais reduzida, um metabolismo mais lento e podem padecer de dores nas articulações, por isso é normal que comam menos. Se o cão está farto do seu alimento seco habi- tual pode ficar mais entusiasmado se adicionar- mos uma colher de comida em lata e um pouco de água morna. Para saber se está realmente apático ou apenas aborrecido, pode oferecer- lhe várias opções em pratos diferentes (galinha, paté, vaca). Se o cão comer, saberá que é uma questão de aborrecimento e não de doença. Mas nunca esqueça que os cães podem ser re- almente caprichosos com a comida e muitos es- cravizam os seus donos com os seus caprichos alimentares. 3 truques para que recupere o apetite Além dos conselhos do médico veterinário, quando o seu cão perde o apetite pode usar estes truques para que volte a comer: 1. Fazer com que os alimentos sejam mais atrativos e para o conseguir podemos dar-lhe comida húmida que é mais saborosa. Se aquecermos um pouco no micro-ondas o cão ficará mais interessado em comer. 2. Dar-lhe uma dieta caseira até que o cão recupere o apetite, faz com que coma melhor. Mas este tipo de alimento deve ser supervisionado pelo veterinário. Não se podem preparar menus de qualquer forma, apenas com ingredientes concretos, quantidades apropriadas e elaborados corretamente. 3. As rações com uma grande quantidade de energia são uma boa opção para um cão sem apetite, porque embora coma pouca quantidade de alimento, tem um aporte energético suficiente. 20 Ajude o seu cão a recuperar o interesse pela comida.
  • 4.
    4 Cães&Companhia Convivência Eva BioscaMarcé MédicaVeterinária Fotos: Shutterstock “Quero adotar um cão” Será que é um bom candidato? Há algum tempo que pensa em adotarum animal. Mas, como o escolher? O que deve terem conta para que se adapte ao seu estilo de vida? Como saberse tem um bom temperamento?
  • 5.
    5Cães&Companhia A decisão deadotar deve ser bem pensada e não um capricho momentâneoA verdade é que muitas vezes coloca- mos estas questões face ao desejo de ter um cão, mas o mais importante é deixado para depois. Antes de pensar em como deveria ser, temos que averiguar se cum- primos as condições para que a relação com ele funcione, pelo menos da nossa parte. Não siga um impulso Há muitas pessoas que antes de adotarem um cão já sabem o que querem, por exemplo, “um cão de tamanho pequeno e que não largue pelo, se possível que não ladre muito, e tem de ser fêmea”. Mas, pelo contrário, outras pessoas gostam de seguir o primeiro impulso: “A mim não me importa como é, fico com aquele que conquis- tar o meu coração. Tenho espaço, mas pouco tempo para estar com ele, por isso levo dois e fazem companhia um ao outro”. Visto isto o melhor é seguir umas premissas básicas antes de adotar. Nunca vá atrás de um impulso de um dia, por- que foi com uma pessoa amiga ao canil ou passou por uma loja e viu um cachorrinho. Isto nunca! A decisão de adotar deve ser ponderada e não um capricho momentâneo, caso contrário à mesma velocidade que entra em casa pode sair também. Pense uma vez, duas vezes, três vezes… um animal é para toda a vida. Além disso, todos os que vivem consigo têm de estar de acordo com a decisão. Uma relação longa A decisão de adotar um cão deve ser bem pen- sada e não o capricho de um momento, já que esse animal viverá aproximadamente uns 12 anos, no caso dos cães, um pouco mais se se tratar de um gato e alguns pássaros, como os papagaios, que chegam a viver mais do que nós. Implique-se verdadeiramente porque devolver um animal é muito duro, tanto para si como para ele. Ficará de coração partido ao chegar a casa O tempo que lhe dedicamos é mais importante do que o espaço.
  • 6.
    6 Cães&Companhia sem ele,por muito difícil que tenha sido a convivência entre ambos. E ficará sempre a achar que não foi capaz ou que não fez o suficiente. Tempo é melhor que espaço Tenha consciência do tempo que pode dedicar a um animal. Não é como pôr uma nota na agen- da para tirar uma horita por dia ou vários dias por semana, este precisa de conviver consigo e, além disso, irá acompanhá-lo onde for, inclusi- vamente nos fins-de-semana e no verão. Aponte num papel o estilo de vida que leva, ou seja, os seus horários e o que vai modificar quando tiver um animal. Não se esqueça de ter em conta os sítios onde vai ao fim-de-semana, pois pode não poder ir com ele. Um cão ou gato de pelo comprido precisa de ser escovado, sem pressas, com muita paciên- cia e direito a recompensa no final. Se, pelo contrário, tem todo o tempo do mundo, dedique-lhe apenas o suficiente, se não pode vir a ter problemas por excesso de atenção. Espaço em casa A um animal faz muito mais falta o tempo que lhe possa dedicar do que o espaço de que dis- põe. De nada serve ter um grande jardim se não puder sair daí, pois precisa de experimen- tar e conhecer outros espaços. Se não tem tem- po suficiente para um cão, talvez seja melhor adotar um gato. Não precisa de viver num palácio, mas se for uma casa alugada deve certificar-se primeiro de que lhe permitem ter animais. Por fim, e não menos importante, deve saber se na sua comunidade os animais de companhia são bem aceites, pois os seus vizinhos podem não estar dispostos a ter animais no prédio ou condomínio. • O veterinário, que deve ser visitado regular- mente. Pergunte o preço das vacinas, do micro- chip e das consultas, deve contar sempre com esses gastos; • O grooming, para o manter cuidado e sau- dável; • Os acessórios, como a cama, coleira, trela, brinquedos, etc.; Faça perguntas Se é a primeira vez que vai desfrutar da pre- sença de um animal de companhia em casa, procure encontrar resposta para todas as suas dúvidas, entre amigos, fóruns da Internet ou através de profissionais e especialistas. Custos associados Outra questão importante são os gastos que representa ter um animal: • A alimentação, que deve ser de qualidade. Não compre a primeira que lhe vier à mão no supermercado de uma marca desconhecida e. à primeira diarreia. dê-lhe uma ração de alta gama, adequada ao seu tamanho e idade; • O seguro, obrigatório para algumas raças ca- ninas, mas sempre aconselhável para todos os animais de companhia; • Durante as férias, tanto se levar o seu animal como não, calcule o preço do passaporte (obri- gatório para a Europa), do bilhete para ele ou de quanto custa a sua estadia num hotel para animais. Tamanho e força Um cão de tamanho grande. brincalhão e forte. deve estar numa casa sem idosos delicados. Se forem crianças a cair, porque o cão os empurrou, normalmente não será grave, mas o mesmo já não acontece com as pessoas mais frágeis. Há muitos animais nos canis à espera de um lar, mas antes de levarmos um para casa devemos saber perfeitamente que o queremos mesmo Tudo o que refletirmos antes de uma adoção ajudará a uma decisão acertada.
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    Se decidiu terum cão Se decidir ter um cão e desfrutar dessa maravilhosa relação para toda a vida tenha em atenção os seguintes pontos: • Para um cão é mais importante o tempo que lhe dedicam do que o espaço disponível. Não lhe serve de nada estar numa casa com um terreno grande para correr, se não tiver alguém para lhe lançar a bola. Não gosta de brincar sem companhia. • Um cão gosta mais de sair, cheirar sítios exteriores e ver os outros da sua espécie do que ficar no jardim de casa. Com a desculpa do jardim, muitos não saem à rua.Alguns cães chegam a habituar-se e, com o passar dos anos, são os próprios a não querer sair. No entanto, não é justo que os privemos desses passeios tão agradáveis e necessários. • Curiosamente, precisa de mais espaço um cão de tamanho médio ou pequeno, se for nervoso, do que um de tamanho grande, se for molengão. • Os cães mais velhos estão menos motivados e requerem menos atenção do dono, de qualquer forma não lhe devemos dar menos atenção. • Ter um cão em casa vai sujar sempre, portanto se gosta de ter sempre a casa impecável terá de dedicar mais tempo à sua limpeza ou ter alguém que o ajude nessa tarefa. No caso de crescer muito e não o conseguir passear, pode sempre procurar um passeador de cães (mais um gasto a ter em conta). Muitos animais para adotar Todos os fatores expostos são de grande im- portância. Infelizmente, e independentemente dos motivos, os Canis Municipais e as Asso- ciações de Proteção Animal estão repletos de animais que já tiveram um lar. Infelizmente, houve um dia em que deixaram de ser desejados, se tornaram um incómodo e passaram a ser o número da sua boxe. Em certos locais nem existe registo do historial do animal, pode eventualmente o tratador lem- brar-se de alguns pormenores da sua história. Convém recordar que quase todos os animais saem do canil esterilizados, pois com tantos animais sem dono tentam que mais nenhum se reproduza. É triste, mas é assim, muitos animais saudáveis continuam a ser sacrificados todos os anos, por falta de lar, negando-se-lhes assim o direito à vida.n Os impulsos na escolha do cão não costumam resultar bem.
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    Cães&Companhia8 Notícias Novo canil para Barreiroe Moita O novo Centro Intermunicipal de Recolha de Animais Errantes ficará localizado junto ao Mercado Abastecedor do Barreiro e irá contemplar 33 boxes para cães, celas de quarentena, um gatil e um espaço administrativo. O arranque da obra está previsto para este verão, sendo o valor inicial da obra de cerca de 335 mil euros. “Encantadora de Gatos” em Lisboa Vicky Halls vai estar a 7 de março, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa. Um evento promovido pelo Hospital do Gato, com o apoio da revista "Cães & Companhia". CÃOaroma no Fundão Formação e passeio com Fernanda Botelho no dia 7 de março, no qual se vai fazer uma introdução às plantas aromáticas e medicinais. Saiba como tratar e prevenir alguns problemas comuns dos animais com plantas e como construir uma coleira repelente natural, entre outras coisas. Organizado por d'Alpetratínia. Mais informações: 964 939 072. Curso para treinadores Curso para treinadores com Steve Mann, Presidente do IMDT – Institute of Modern Dog Trainers, nos dias 14 e 15 de março, em Santa Maria da Feira. Para mais informações: itsallaboutdogs@hotmail.com Teatro “Sílvia” Sílvia é o nome da cadela de Gonçalo e Catarina e dá título a esta comédia em cena no Teatro Villaret, em Lisboa, até 15 de março. Conheça este estranho “triângulo amoroso” que mistura humor com ternura. www.facebook.com/villaret.teatro Seminário de Grooming Seminário Artero, com Workshop, no dia 22 de março, na Exponor, com Luis Martín del Río (stripping) e Ángel Esteban (tesoura). Para mais informações: artero.portugal@gmail.com Aranhas e Escorpiões A Exposição"O Fascinante Mundo das Aranhas e dos Escorpiões" está patente até 5 de abril no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, em Lisboa. www.facebook.com/MUHNAC Medicina Felina O Congresso Europeu de Medicina Felina 2015 irá realizar-se de 1 a 5 de julho no Porto. Com três temáticas: dermatologia, hematologia e controlo de fertilidade. www.icatcare.org:8080 /isfm-congress Órix-de-cimitarra,espécieextintanaNatureza, nascenoJardimZoológico Nasceu no Jardim Zoológico, em Lisboa, uma cria de Órix-de-cimitarra, espécie já extinta na Natureza desde 2000.A cria, com cerca de 15 kg, representa uma vitória importante no trabalho realizado no Jardim Zoológico pela conservação desta espécie, que passou de abundante a extinta na Natureza em apenas algumas décadas. Cada nova cria de Órix-de-cimitarra é uma esperança real para a sobrevivência da espécie, que já só pode ser encontrada ao cuidado do Homem.A sua extinção deveu-se a uma combinação letal entre a caça intensiva a partir de veículos com armas modernas, longos períodos de seca, desertificação e a redução de habitat natural devido à expansão agrícola local e ao pastoreio de gado doméstico. Como curiosidade, o Órix-de-cimitarra pode chegar até aos 200 kg e ter até 1,50 m de altura. É conhecido pelos seus longos cornos, existentes nos machos e fêmeas, curvados para trás, que podem ir até aos 1,20 m de comprimento. É uma espécie herbívora.Vive em manadas de, pelo menos, 10 indivíduos, sempre com a existência de um macho dominante. Cada gestação tem a duração de cerca de 8 meses e a fêmea tem, normalmente, uma cria.A longevidade da espécie na natureza não é conhecida mas, sob cuidados humanos, o Órix-de-cimitarra pode viver cerca de 30 anos. PousadasdePortugaleRoyalCanin comparceriaDogFriendly Teve início em fevereiro uma parceria de colaboração entre as Pousadas de Portugal e a Royal Canin que visa promover o conceito de “férias com o seu cão”. É cada vez mais evidente que os cães são considerados como membros da família e, como tal, devem poder estar presentes em todos os momentos, inclusive nas férias. As Pousadas de Portugal estão atentas às tendências do mercado e convidam os cães dos seus clientes para usufruírem da estadia em conjunto em 17 unidades espalhadas pelo país. Cães de pequeno porte (até 15 kg) e cães guia, independentemente do seu peso e tamanho, podem ficar alojados nos quartos com os seus donos e circular, quando devidamente acompanhados pelos donos, em áreas especificadas. A Royal Canin associou-se a esta iniciativa, por considerar que a mesma representa um passo importante na integração dos animais de companhia em todos os aspetos da vida dos seus donos e na criação de um mundo melhor para os animais de companhia. No âmbito desta iniciativa Dog Friendly a Royal Canin oferece a todos os hóspedes caninos um kit de boas-vindas para os ajudar a sentirem-se em casa que inclui uma embalagem de alimentação, uma cama, um comedouro, uma base de chão e ainda sacos higiénicos. Pousadas de Portugal Dog Friendly: Caniçada-Gerês, Guimarães, Amares, Vila Pouca da Beira, Serra da Estrela, Ria, Viseu, Palmela, Alvito, Vila Viçosa, Alcácer, Marvão, Arraiolos, Estoi, Tavira, Sagres e Horta.
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    10 Cães&Companhia Vila da“Cães & Companhia” Mostra Canina no Pet Festival 2015 Pode ver mais fotografias da Vila da “Cães & Companhia” e dos Encontros de Raça
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    11Cães&Companhia realizados durante os3 dias no nosso Facebook: www.facebook.com/caes.e.companhia Obrigada a todos os nossos convidados e visitantes!
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    Lançamento da DOGTV Oseu cão vai adorar! A DOGTV está a chegar a Portugal! O lançamento oficial está para breve, mas damos-lhe já a conhecer em primeira mão este projeto dedicado aos nossos “cãopanheiros”. Entrevista Redação
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    A DOGTV Portugal éum canal de televi- são exclusivo para o seu cão, para que este se sinta sempre acompanhado, mesmo quando está sozinho em casa. Para per- ceber melhor este conceito falámos com Pedro Costa, Diretor Geral da empresa que apostou em trazer a DOGTV para o nosso país. A DOGTV Portugal é um canal para o cão! Pode explicar melhor este conceito? O desenvolvimento da DOGTV levou alguns anos e muitas horas de estudo de especialistas da área comportamental. Finalmente, foi possível criar conteúdos adaptados à visão e audição do cão, e, sobretudo, que cumpram o objetivo de fazer companhia e de melhorar a sua qualidade de vida durante as horas em que ficam sozinhos em casa. Uma grande percentagem dos lares portugueses tem animais de companhia, sendo estes maioritariamente cães. Em que países já existe DOGTV e como tem sido a sua aceitação? A DOGTV foi lançada nos Estados Unidos, no Japão, na Coreia e, recentemente, na Alemanha. Portugal será o segundo país europeu a receber este projeto.Ao todo, o canal chega a mais de 30 milhões de lares no mundo inteiro. É um verda- deiro fenómeno. A DOGTV tem três tipos de programação: conteúdos relaxantes e estimulantes, assim como de reforço positivo a diferentes estímulos. O que os diferencia? Acima de tudo o canal não é feito para hipnoti- zar os cães à frente da televisão.A programação é desenhada para acompanhar o ciclo diário. Como nós, também os cães têm necessidade de fazer coisas diferentes ao longo do dia. Umas ve- zes mais calmas, outras mais mexidas. Um problema comportamental frequente é o stress e a ansiedade por separação. A DOGTV pode ajudar nestes casos? Sim. A DOGTV é aconselhada por vários espe- cialistas para reduzir os problemas de ansiedade dos cães através da presença constante que terá ao longo do dia com conteúdos adaptados à sua natureza e aos seus sentidos. Os sentidos caninos são distintos dos nossos. A emissão da DOGTV Portugal é adaptada às suas características? Esse é o maior “segredo” da DOGTV.As imagens e os sons foram alterados para se adaptarem aos A DOGTVPortugal é um canal de televisão exclusivo para cães com o objetivo de fazercompanhia e melhorar a sua qualidade de vida quando estão sozinhos em casa cães. Provavelmente os donos vão achar a emis- sãoestranha,umasvezescomcoresmaispálidas, outras vezes muito azuladas.Não se preocupem! O canal é para os cães, eles vão adorar. A DOGTV Portugal prevê ter algum conteúdo para os donos? Durante a emissão, especialmente à noite e ao fim de semana, a DOGTV terá conteúdos espe- ciais para os donos dos cães, produzidos em Por- tugal, mostrando a nossa realidade e ajudando a conhecer melhor este universo fantástico que é conviver e tratar os nossos amigos caninos. Para que os donos percebam melhor o conceito, é possível ver online alguns dos programas disponíveis? Podem espreitar o Facebook da DOGTV Portugal ou o canal YouTube da DOGTV. Há vários vídeos que explicam e exemplificam todo o projeto. www.facebook.com/dogtvportugal Este é um canal premium. Qual o seu valor? A subscrição é de 4,99€ por mês e não obriga a fidelização. n
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    14 Cães&Companhia A Encantadorade Gatos Vicky Halls pela primeira vez em Portugal No dia 7 de março vai estar em Portugal, pela primeira vez,Vicky Halls, conhecida como a “Encantadora de Gatos”, num evento promovido pelo Hospital do Gato, com o apoio da revista “Cães & Companhia”. F alámos com a Dra. Maria João Dinis da Fonseca, Diretora Clínica do Hospi- tal do Gato e grande impulsionadora deste evento inédito no nosso país. Podemos dizer que na base deste evento está o conceito subjacente ao Hospital do Gato. Pode fazer uma breve apresentação deste espaço? O Hospital do Gato é um hospital veteriná- rio inteiramente dedicado à espécie felina. É o primeiro Hospital Veterinário em Portugal com estas características. Com 20 anos de experiência sempre em ambiente hospitalar, senti necessidade de conseguir prestar cui- dados mais diferenciados aos gatos, sobretu- do quando é preciso que fiquem internados, onde a qualidade do serviço é decisiva para a sua recuperação. Oferecer cuidados de excelência em medi- cina felina é o nosso objetivo e isso só se consegue com instalações e meios físicos que o permitam, e com uma equipa que se identifique com o conceito Cat-friendly. Mas para que este projeto inovador seja valoriza- do também os donos precisam de formação, esta é também uma das nossas missões. Quanto mais informados sobre gatos e so- bre as suas particularidades forem os donos, mais facilmente vão conseguir compreender os seus gatos e mais vão apreciar este proje- to e a sua equipa. A nossa assinatura é “Vi- vemos o Gato”, porque na realidade é o que fazemos diariamente no Hospital do Gato. Como surgiu a ideia de fazer um evento só sobre gatos? E a oportunidade de convidar a “Encantadora da Gatos”? Todas as consultas no Hospital do Gato, mas sobretudo as de primeira vez, têm uma com- ponente formativa. Os donos valorizam este conceito e apreciam a diferença. No entanto, em ambiente de “consulta” é difícil os donos reterem tanta informação. Assim, paralelamente a todo o material di- Entrevista Redação Num questionário realizado pelo Hospital do Gato a proprietários, verificámos que mais de 80% desconhece as necessidades básicas do seu gato dático que fornecemos nas consultas, que- remos organizar ações deste tipo, de modo a promover a formação, mas de uma forma mais lúdica. Este é o primeiro evento que or- ganizamos, conta com o apoio da Purina, mas queremos que tenha continuidade. O nome da Vicky Halls surge por ser uma oradora que alia um elevado conhecimento técnico a uma linguagem acessível. O fato da palestra ser em inglês foi contornado com a utilização de tradução simultânea. Pode dar-nos a conhecer um pouco mais a oradora Vichy Halls?´ A Vicky Halls tem como formação de base enfermagem veterinária. Em 1980, quando Dra. Maria João Dinis da Fonseca, Diretora Clínica do Hospital do Gato.
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    O evento édirecionado a todos os amantes de gatos e pretendemos que decorra numa linguagem acessível e pouco técnica começou a trabalhar num gatil, apercebeu-se das dificuldades que existiam aquando das adoções, pois a informação sobre comporta- mento felino era escassa. Começou assim o seu percurso, estimulado pela necessidade de conhecimento para conseguir fazer melhor pelos gatos. O facto de ter mais de 30 anos de experiência, sempre a lidar diretamente com os donos, faz com que conheça como poucos todos os me- andros e dificuldades que surgem, por vezes, na convivência com os gatos. Foi bastante pioneira, mas manteve-se sempre atualizada, e é atualmente consultora na área de com- portamento da prestigiada ISFM (Sociedade Internacional de Medicina Felina). Esta iniciativa é mais direcionada para os donos ou para profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares, groomers, entre outros)? O evento é direcionado a todos os amantes de gatos e pretendemos que decorra numa Breve Biografia de Vicky Halls Vicky Halls é uma aclamada comportamentalista felina. Com mais de 17 anos de experiência em tratamento de problemas de comportamento em gatos, é autora de vários best-sellers internacionais, entre eles dois traduzidos para português: “Segredos de Gato: O Livro que o Seu Gato Gostaria que Lesse” e “Detetive de Gatos: À Descoberta dos Mistérios do Comportamento do seu Gato”. Integra o departamento de Comportamento e Bem- -Estar Animal da ISFM - International Society of Feline Medicine. É colaboradora regular de várias revistas sobre gatos,“The Cat” e “ Your Cat”, bem como de programas de rádio e televisão. Em 2008,Vicky foi eleita a “Nation’s Favourite Cat Author” pelos leitores da Revista “Your Cat”. linguagem acessível e pouco técnica. No entanto, certamente que os profissionais de saúde também têm a aprender com o evento, quanto mais não seja, qual a melhor maneira de transmitir informação aos donos. Existem muitas oportunidades para médicos veterinários, enfermeiros e outros técnicos aumentarem o seu conhecimento, mas for- mações focadas nos donos são raras. A maio- ria das inscrições tem sido para proprietários, mas também temos várias inscrições de mé- dicos veterinários. Foram 5 os temas escolhidos para este primeiro evento. Considera que estes estão entre as dúvidas e problemas mais frequentes entre os donos? Sem dúvida que sim. São temas que consti- tuem dúvidas diárias dos donos e que inter- ferem com a relação que têm com o gato. Os temas foram propostos por nós, e a opinião da Vicky Halls foi em concordância com a nossa, o que nos leva a concluir que no Reino Unido, onde o gato é o animal de estimação mais frequente, os problemas são semelhan- tes. Na sua opinião, acha que a maioria dos donos compreende o seu gato? Tenho a certeza que não. Num questionário realizado pelo Hospital do Gato a proprietá- rios de gatos, verificámos que mais de 80% desconhece as necessidades básicas do seu gato. Estes dados não me surpreenderam. No Hospital do Gato estamos todos motiva- dos para contrariar este resultado. Queremos gatos mais saudáveis e mais felizes, que são dois conceitos indissociáveis. São muitas as doenças nos gatos que têm como base um distúrbio do bem-estar felino e muitos os problemas comportamentais que se tradu- zem em problemas somáticos. O que diria a um dono de gato para o convidar a ir a este evento? Trata-se de uma oportunidade única para ficar a conhecer melhor o seu gato. Quanto melhor o compreender mais vai gostar dele (mais ainda!) e mais feliz vai ser a relação dono-gato. Descortinar os enigmas do com- portamento felino e ajudar a resolver os pro- blemas mais frequentes vão ser objetivos al- cançados. E qual é o dono que não se intriga com algumas reações do seu gato? n Para mais informações e inscrições: • Tel. 213 017 360 • geral@hospitaldogato.com • www.hospitaldogato.com
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    16 Cães&Companhia Sozinho emcasa Como ensinaro seu cão ©ShutterStock Os cães são animais altamente sociais e, como tal, requerem muita companhia e tempo da nossa parte. Neste artigo damos-lhe 6 dicas para ensinar o seu cão a estar sozinho em casa. Treino Alexandra Monteiro Treinadora da It's All About Dogs Fotos: IAAD
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    I nfelizmente, hoje emdia, os nossos cães acabam por passar grandes períodos de tempo sozinhos devido às nossas rotinas e vidas familiares, e, muitas vezes, desen- volvem problemas de comportamento como: destruição, ladrar excessivo ou ansiedade por separação. É por isso, imprescindível ensinar o nosso cão a como estar sozinho. 1. Exercício físico O exercício físico é uma necessidade básica que deve ser assegurada em qualquer cão. vida e bem-estar. Entendemos que estimular mentalmente o nosso cão se traduz no col- matar das necessidades mentais (jogos que façam o cão pensar) e dos comportamentos naturais do cão (tais como, escavar, roer, pro- curar comida, usar o olfato e a visão). Para satisfazermos esta necessidade do nosso cão podemos fazer jogos como esconder comi- da pela casa (ou na divisão onde o cão fica), dar-lhe ossos para roer, alimentá-lo através de brinquedos dispensadores de comida (como bolas e Kongs) ou através do treino positivo. Os cães devem sair de casa pelo menos 2x por dia, para poderem cheirar o ambiente ao seu redor, mantendo-se em forma e mentalmente estáveis Lembre-se que se o cão estiver cansado, mui- to provavelmente terá vontade de dormir as- sim que estiver sozinho e sossegado. Antes de sair de casa, dê um passeio que ele possa apreciar, deixe-o cheirar e permita que corra sem trela num local seguro e adequado ou então com uma trela de 20 metros. Apro- veite as atividades que ele gosta de fazer, como por exemplo, brincar com uma bola ou jogar tug of war, para o cansar e dar-lhe o exercício físico que é essencial. 2. Estimulação mental Em conjunto com um nível apropriado de exercício físico, a estimulação mental é es- sencial para o desenvolvimento saudável de um cão, assim como na prevenção de proble- mas comportamentais. Juntos formam uma base bem sólida para uma boa qualidade de Na verdade, basta usar a imaginação. Procure fazer uma pequena sessão de treino antes de sair e enquanto este está sozinho dei- xe-o ocupado com umas das atividade men- cionadas anteriormente. É o momento certo para ele se ocupar com uma dessas tarefas. 3. Crate training Durante as primeiras semanas de um cachorro ou cão adulto na sua nova casa, aposte no uso de uma crate (transportadora). Para começar a introduzi-la no seu quotidiano, faça um treino gradual de habituação à mesma. O objetivo é que se torne um espaço seguro que significa sempre algo bom e positivo para o cão, e nun- ca deve significar castigo ou um espaço que o cão quer evitar. Para conseguirmos que o cão estabeleça este tipo de relação com a crate, vamos introduzi-la aos poucos na vida do cão, A Alice, com 8 semanas, já aprendeu a gostar de dormir sozinha dentro da crate.
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    18 Cães&Companhia ou seja,é dentro da crate que o cão terá acesso às coisas boas, como as suas refeições, um osso ou um Kong. No início do treino a porta nunca deve estar fe- chada e o cão nunca pode ficar “preso” na cra- te. À medida que evolui no processo de treino, pode gradualmente ir fechando a porta, perma- necendo fechada durante cada vez mais tempo. Esta ferramenta vai permitir que o seu cão se habitue a estar sozinho e sossegado num sítio seguro, onde apenas pode interagir com os ob- jetos apropriados para ele, como um Kong ou um osso, evitando que procure a perna da mesa para roer, por exemplo. 4. Quando o deixar sozinho Quando trazemos um cachorro para casa ou adotamos um cão já adulto, o mais certo é que- rermos passar o máximo de tempo possível com ele, raramente o deixamos sozinho pois quere- mos que se sinta seguro na sua nova casa – o que é perfeitamente normal. No entanto, é muito importante que o cão aprenda a estar sozinho, noutra divisão, mesmo quando estamos em casa. Quando estiver perto do seu cão, crie vários momentos diferentes um para treinar, outro para brincar, momentos para festinhas e momentos para o cão estar sosse- gado sem receber atenção mesmo quando está Evite criar fossos sociais na vida do seu companheiro e torne os momentos de solidão em momento de lazer, como roer um Kong ou dormir presente. Enquanto está em casa, por vezes, coloque-o em outra divisão enquanto dorme ou roi um osso. 5. Como o deixar sozinho O confinamento ou acesso restrito aos vários locais da casa é muito importante nos primeiros tempos do cachorro, ou cão, em casa. Crie um sítio à prova de cão, onde este ficará confortá- vel e seguro durantes as suas saídas. Lembre-se que, na sua ausência, o cão terá muito “tempo livre” e vai procurar entreter-se com qualquer coisa que encontrar. O “espaço” que tem livre também dita o que pode fazer. Portanto, mantenha-o num local relativamente pequeno, com acesso a água fresca, comida e brinquedos adequados (como explicado na estimulação mental), e com a sua casa-de-banho interna (caso seja um cachorro pequeno ainda não acostumado a aguentar tantas horas). Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, os cães não precisam de muito espaço livre quan- do estão sozinhos. Na verdade, podem ficar num espaço relativamente pequeno, onde se possam ocupar com algumas coisas e descansar. Promover a estimulação mental do cachorro quando está sozinho é uma ótima forma de incutir bons hábitos e evitar que este associe a solidão a algo de mau.
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    Prepare o localonde o cão fica durante o dia, com uma cama quente, brinquedos recheados de comida, água e uma casa de banho temporária Quando o cachorro está cansado, física e mentalmente, e quer descansar, pode ser deixado num local do seu agrado, como a apanhar sol no pátio, pois, mesmo quando estamos em casa, convém que aprenda gradualmente a ficar sozinho. Quando o cachorro está a dormir deixe-o sozinho, para que aprenda que estar sozinho é bom. Aproveite esses momentos para o deixar sossegado. A estimulação mental é muito importante, dê ao cachorro um ossinho e deixe que este permaneça sozinho enquanto o rói. Quando os tutores chegam a casa,aí sim,podem ter acesso à casa toda, sob a sua supervisão, evi- tando assim que desenvolvam comportamentos destrutivos, ou outros, que não querem que ele repita. 6. Seja tranquilo Os cães são muito observadores do nosso com- portamento e rapidamente se apercebem dos nossos padrões.Torne as suas saídas e chegadas a casa mais calmas. Tente não lhe tocar de forma muito excitada e enérgica quando chega a casa, porque isso mo- tiva o cão a pular, mordiscar e apresentar todos aqueles comportamentos de exaltação associa- dos à chegada do dono a casa.n
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    20 Cães&Companhia O meucão deixou de comer O que faço? Convivência Carolina Pinedo Fotos: Shutterstock Uma mudança, a chegada a casa de um bebé ou de outro animal, são circunstâncias que podem desencadearperda de apetite no cão porstress, medo ou nervos, assim como se este estivera convalescer de uma doença. Damos alguns conselhos para o ajudara conseguirque o seu cão recupere o interesse pela comida.
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    21Cães&Companhia Preste atenção aoshábitos alimentares do seu cão, qualquer mudança pode ser sinal de um problema na sua saúde Q uando o cão deixa de comer pode ser devido a causas físicas, como uma doença, ou psicológicas, por estar de- primido ou stressado. A dor é uma das causas pela qual um cão pode perder o interesse pela comida. Uma ferida na boca, uma cárie ou uma doença podem tirar-lhe o apetite. Os animais mais velhos podem sofrer de artro- ses e como o movimento lhes causa dor deixam de ir até ao prato da comida. Mas os problemas de estômago também podem ser a causa da perda de apetite. As mudanças, a chegada de um novo animal a casa ou o desaparecimento de um ser querido podem ser outras das razões que levam o cão a deixar de comer. Se um animal está deprimido, stressado ou nervoso, pode perder o apetite. O normal é que recupere passados uns dias, mas se a inapetência persiste, é recomendável con- sultar o médico veterinário. Investigue as causas Averiguar a causa da perda de apetite do cão é importante para atacar o problema e conseguir que volte a comer. O médico veterinário levará a cabo um check up para saber o que se passou. Mas temos de ter em conta que não deve pas- sar mais de 48 horas sem ingerir alimento, pois pode ser prejudicial para a sua saúde; se assim for, consulte um especialista. As informações que passamos ao veterinário so- bre o cão, como pessoa que convive com ele e o conhece melhor que ninguém, são fundamentais para saber o que tira o apetite ao animal. Mudanças no comportamento do cão ou da ro- tina de casa podem oferecer uma valiosa orien- tação para diagnosticar o que se passa. Após implementar um tratamento adequado contra o problema que apresenta, o apetite voltará a aparecer. Está farto da comida Além das diversas patologias físicas e psico- lógicas que podem deitar abaixo o apetite do cão, estar farto da sua comida habitual também pode ser a causa de não se interessar pelo que está no comedouro. Além disso, se lhe oferecemos petiscos e gulo- seimas fora da sua dieta habitual, é normal que depois não coma a ração. A idade também tem influência na perda de apetite do cão. Os animais mais velhos, a par- tir de 10 anos, podem ter menos vontade de comer; têm uma mobilidade mais reduzida, um metabolismo mais lento e podem padecer de dores nas articulações, por isso é normal que comam menos. Se o cão está farto do seu alimento seco habi- tual pode ficar mais entusiasmado se adicionar- mos uma colher de comida em lata e um pouco de água morna. Para saber se está realmente apático ou apenas aborrecido, pode oferecer- -lhe várias opções em pratos diferentes (galinha, paté, vaca). Se o cão comer, saberá que é uma questão de aborrecimento e não de doença. Mas nunca esqueça que os cães podem ser re- almente caprichosos com a comida e muitos es- cravizam os seus donos com os seus caprichos alimentares.n 3 truques para que recupere o apetite Além dos conselhos do médico veterinário, quando o seu cão perde o apetite pode usar estes truques para que volte a comer: 1. Fazer com que os alimentos sejam mais atrativos e, para o conseguir, podemos dar-lhe comida húmida que é mais saborosa. Se aquecermos um pouco no micro-ondas o cão ficará mais interessado em comer. 2. Dar-lhe uma dieta caseira até que o cão recupere o apetite, fará com que coma melhor. Mas este tipo de alimento deve ser supervisionado pelo veterinário. Não se podem preparar menus de qualquer forma, apenas com ingredientes concretos, quantidades apropriadas e elaborados corretamente. 3. As rações com uma grande quantidade de energia são uma boa opção para um cão sem apetite, porque embora coma pouca quantidade de alimento, tem um aporte energético suficiente. Averiguar a causa da perda de apetite do cão é importante para atacar o problema e conseguir que volte a comer. Se lhe oferecermos petiscos e guloseimas for da sua dieta habitual, é normal que depois não coma a ração.
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    22 Cães&Companhia Cocker SpanielInglês Um orelhudo de olharcativante RafpRide Gabriela Rafael, do afixo “Rafpride”Raça O Cocker Spaniel Inglês é conhecido como uma das raças preferidas como cão de companhia. É uma raça equilibrada e multifacetada, um cão de caça e de companhia, duas atividades que exerce com o mesmo amor e dedicação, tendo como meta um único objetivo: Agradar aos seus donos!
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    23Cães&Companhia SharySVianSet N ormalmente, as pessoasapaixonam-se pela sua aparência e é isso que leva à sua escolha. Mas o Cocker Spaniel Inglês é um eterno amigo e fiel companheiro, sempre pronto para a brincadeira, incansável seguidor do seu dono, por quem faz tudo para o ver feliz. As origens da raça A família dos Spaniels reúne um dos maiores grupos de cães e um dos mais especializados. Sendo difícil estabelecer com precisão a altu- ra em que os Spaniels fazem a sua entrada no mundo das raças de cães, podemos porém afir- mar que este grupo canino é um dos tipos mais antigos. Representações de Spaniels aparecem já em pinturas pertencentes à Antiguidade Clássica, como é o caso da representação de um destes exemplares numa pintura de Filipe II da Macedónia, pai de Alexandre, o Grande. Embora sabendo que os Spaniels cedo foram difundidos por toda a Europa, só voltamos a ter registo mais preciso deste tipo de cães no rei- nado de Henrique VIII. São desta época registos que referem que o Duque de Northumberland, John Dudley, foi um dos primeiros a treinar Spaniels para a caça e que no castelo do Rei Henrique VIII havia um empregado que era o guardião dos Spaniels com o nome de “Robin the King’s Spaniel Keeper” (Robin, o Guardião dos Spaniels do Rei). Os vários Spaniels Com o decorrer dos anos, os Spaniels foram di- versificando o seu tamanho e as suas aptidões para a caça. Durante o séc. XVI, esta família era constituída por cães de água e de terra, tendo desenvolvido cada uma delas particularidades que as definem. Em 1885, foi criado na Grã-Bretanha o Spaniel Club, que começou a trabalhar afincadamente na elaboração dos diferentes estalões que iriam caracterizar os distintos tipos de Spaniel. O Clumber, o Sussex, o Welsh Springer, o English Springer, o Field, o Water Spaniel Irlandês e o Cocker começaram a ser registados por volta do séc. XIX como raças distintas. O nome “Cocker” A designação de Cocker Spaniel Inglês passa então a corresponder aos exemplares mais pequenos dos Spaniels. O termo “Cocker” ter- -lhe-á sido atribuído devido à particular noto- riedade e rapidez com que descobria e obrigava as galinholas (woodcocks, em inglês) a levantar voo, o que facilitava a sua caça. O seu pequeno tamanho fazia com que o Co- cker entrasse em lugares que outros Spaniels maiores não conseguiam e não o deixavam emaranhar-se tão facilmente nos arbustos bai- xos e cheios de espinhos, que era a habitação das galinholas. Assim, tradicionalmente, o Cocker Spaniel foi criado demonstrando aptidões naturais para a caça, comportando-se muito bem no seu exer- cício. Definiu-se como um cão hábil em localizar e cobrar aves, dotado de um ótimo faro, agili- dade, resistência na movimentação, rapidez em aprender, disposição para o trabalho e muita vi- A raça é dotada de um temperamento meigo e afetuoso, pleno de vida talidade, sendo até hoje um excelente caçador. No entanto, com o decorrer do tempo, foi sendo cada vez mais utilizado como cão de compa- nhia, quem sabe, devido ao ar angelical que sempre apresenta. Fixação da raça A origem da denominação “Spaniels” ainda hoje não reúne o consenso de todos os investi- gadores, estando a origem desta palavra ainda por definir com exatidão. Alguns acreditam que a origem da designação “Spaniel” acontece por estes cães terem supos- tamente sido levados de Espanha para Ingla- terra pelos romanos, já que a palavra Spaniel é de origem espanhola e significa, precisamente, “espanhóis”. No entanto, outros acreditam que é mais provável que a palavra “Spaniel” derive da palavra céltica “spain”, que significa “coelho”, dando assim mais força à primeira e original função para a qual os Spaniels foram desenvolvidos. Independentemente da origem da palavra, po- demos afirmar com certeza que, do século XVII em diante, foi aceite amplamente a palavra Spaniel, para designar um conjunto de cães, especialmente em Inglaterra, onde a denomi- nação “Cocker” foi usada pela primeira vez em 1859, numa Exposição em Birmingham. Outro marco importante na história desta raça O Cocker deve ter uma aparência alegre e robusta.
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    24 Cães&Companhia Herbert SummersLoyd, proprietário do afixo “Of Ware”, com três dos seus exemplares, estando no meio “Lucky star of Ware”, duas vezes ganhador do Best in Show da Crufts (fotografia retirada da Wikipédia). aconteceu no ano de 1879, altura em que nasce “Obo”, um Cocker Spaniel Inglês negro que deu origem à linhagem de todos os Cockers moder- nos. Com a fundação do English Kennel Club em 1873, o Cocker Spaniel passou a ser conside- rado uma raça separada do Field Spaniel e do Springer Spaniel. O English Kennel Club reconheceu a raça em 1892 e o seu primeiro estalão (conjunto de característi- cas que definem uma raça) foi então publicado. O prestígio desta raça afirmou-se definitiva- mente quando venceu o prémio de “Melhor Exemplar da Exposição” (Best in Show) na Ex- posição Crufts, em Londres, por seis vezes (nos anos de 1930, 1931, 1938, 1939, 1948 e 1950) pelos exemplares do famoso Canil “Of Ware”, do Criador Herbert Summers Loyd. Atualmente, esta raça é utilizada principalmente como cão de companhia, de Exposição e de caça. A raça atual Como em muitas outras raças de cães, existem ainda hoje algumas diferenças morfológicas en- tre os exemplares usados para o trabalho e aque- les que são criados como exemplares de beleza para participarem em Exposições Caninas. No Cocker Spaniel Inglês, basicamente, o cão de trabalho será um exemplar ligeiramente mais leve, com um corpo mais curto do que um exem- plar criado para Exposição. Em termos de aparência, e como será facilmen- te compreendido, o cão de Exposição terá pelo e franjas mais compridos e bem tratados do que o seu compatriota caçador. É da utilização deste animal nas caçadas que surgiu o costume de se amputar parte da sua cauda: dizia-se que o Cocker, ao caçar, balança- va a sua cauda de um lado ao outro com tanto entusiasmo que sacudia os arbustos à sua volta e acabava por espantar a caça. Hoje, com a proi- bição das cirurgias estéticas em animais, esse costume deixou de fazer sentido. Principais aptidões da raça O Cocker Spaniel Inglês, embora tenha sido se- lecionado com a finalidade de ser utilizado no levantamento da caça na vegetação rasteira, cedo entrou nas casas dos seus proprietários, tornando-se um elemento da família e uma das raças, por excelência, escolhida para cães de companhia, função que desempenha neste momento, na maioria dos países. No entanto, em países como França e Inglaterra, os seus dotes e forte instinto de caçador conti- nuam a ser utilizados e muito apreciados. Em Portugal Tal como na grande maioria dos países eu- ropeus, em Portugal o Cocker aparece desde sempre na lista dos cães mais registados e mais procurados. No primeiro Livro de Origens Português (LOP), que data de 1956,é interessante verificar que em 2.200 exemplares registados, 400 eram da raça Cocker Spaniel Inglês, colocando a raça em primeiro lugar, muito longe do segundo classificado, o Setter com 239 exemplares.É assim evidente a enorme aceita- ção que a raça teve desde início no nosso país. Na primeira década do século XXI,a sua posição da lista das raças mais registadas foi variando, tendo ido do 5º lugar em 2000 até ao 21º lugar nos anos de 2009 e 2010. Deve ter uma natureza alegre que se reflete na cauda a abanar, num movimento típico cheio de energia Viansetsharys O pelo deve ser liso e de textura sedosa, nunca deve ser duro e ondulado
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    Aparência geral Na classificaçãoda Federação Cinológica Interna- cional (FCI), o Cocker Spaniel pertence ao Grupo 8, destinado aos cães de água, levantadores de caça e retrievers. De aparência geral, o Cocker deve ser um cão ale- gre e robusto,próprio para a caça,bem balanceado e compacto. Deve ter uma natureza alegre que se reflete na cauda a abanar, num movimento típico cheio de energia. O seu temperamento deve ser meigo e afetuoso, pleno de vida. Morfologicamente, o Cocker Spaniel Inglês deve apresentar um corpo sólido,bem musculado e bem proporcionado.A estrutura óssea deve ser robusta e firme. Os machos devem ter uma altura entre os 39 e os 42 cm, enquanto as fêmeas devem andar entre os 38 e os 39 cm. O seu peso deve manter-se entre os 13 e os 15 kg. Uma cabeça característica A cabeça deve apresentar linhas suaves, com um crânio bem desenvolvido e cinzelado, e um stop bem marcado. Os olhos devem ser cheios, de cor castanho-escuro. No entanto, quando os exem- plares apresentam pelagens de cor fígado, fígado ruão e fígado e branco, a cor dos olhos será muito mais clara, em harmonia com a cor do pelo. O seu olhar deve ser um misto de inteligência e meiguice com um estado de alerta e curiosidade permanen- te por tudo aquilo que o rodeia. As orelhas devem ser de inserção baixa e, quando esticadas para a frente, o seu comprimento deve alcançar a ponta do nariz. A mandíbula deve ser forte, com uma mordedura em tesoura, perfeita, regular e completa, isto é, os incisivos superiores sobrepassam ligeiramente os inferiores e são inse- ridos em ângulo reto com os maxilares. Os ossos da face não devem ser proeminentes. A saída do pescoço é elegante e este deve ser de comprimento médio e musculado. Vianset
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    Um cão equilibrado Otronco deve ser forte e compacto, com um peito profundo e costelas bem arqueadas.A linha dorsal deve ser firme e reta, sendo ligeiramente descen- dente na parte posterior do cão. Os membros devem possuir uma boa ossatura. Os anteriores devem ser direitos e curtos,enquanto os posteriores devem ser bem angulados e muscula- dos. Mãos e pés devem mostrar dedos fechados. O Cocker deve apresentar um andamento fluente, com grande propulsão e boa cobertura de solo. De cauda a abanar De alguns anos a esta parte, os criadores deixaram de amputar parte da cauda.Esta prática prendia-se com o facto de esta não interferir no trabalho do cão quando se dedicava à caça.Nestes exemplares a cauda deveria ter mais de 10 cm (corresponden- do à terceira vértebra). Para os exemplares de cauda inteira, esta deve ser ligeiramente curva, de comprimento proporcional ao corpo não devendo ultrapassar o jarrete. A cauda deve estar inserida ligeiramente abaixo da linha do dorso. Deve ser alegre em movimento e portada horizontalmente. A sua pelagem Na sua pelagem, o Cocker ostenta um dos seus grandes atrativos,uma vez que aliado à sua conhe- cida franja, apresenta cores muito variadas, que vão desde as sólidas às particolours. Algumas pelagens apresentam marcações em cor de canela conhecidas como tan. Nas sólidas temos cores como o preto, o dourado, o fígado ou chocolate, o black and tan (preto afo- gueado) e o fígado e tan.Nestas cores sólidas,só é permitida a existência de pelo branco no peito. Nos particolours aparecem uma grande combina- ção de cores. Nos exemplares com duas cores (bi- colores), aparece sempre a cor branca juntamente com o preto, o laranja, o fígado ou o limão. Nos exemplares com três cores (tricolores) podemos encontrar as cores: preto, branco e tan; e fígado, branco e tan. Finalmente,nosexemplaresruãopodemosteracor azul, azul com tan, laranja, limão, fígado e fígado com tan. O pelo deve ser liso e de textura sedosa. Nunca deve ser duro e ondulado. Ao contrário do Na sua pelagem, o Cocker ostenta um dos seus grandes atrativos, pode apresentarcores muito variadas, que vão desde as sólidas às particolours A preparação de um exemplar de Exposição requer cuidados mais específicos, nomeadamente, no que respeita ao pelo e à tosquia. RafpRideRafpRide©MastiM.pt Vianset©aCalVes
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    que muitos possampensar,o estalão da raça refere que o pelo desta raça nunca deve ser muito abun- dante e, embora deva apresentar uma boa franja nos anteriores e corpo, o seu comprimento deve manter-se acima dos jarretes. Exemplares de Exposição A preparação de um exemplar de Exposição requer cuidados mais específicos, nomeadamente, no que respeita ao pelo e à tosquia. Num Cocker Spaniel de Exposição,e para que o seu pelo cresça e se mantenha nas melhores condições, é necessário, para além da escovagem diária, um a dois banhos semanais com produtos próprios para o pelo e cor do cão. A esta raça corresponde uma tosquia específica, que os cães de Exposição devem respeitar. Nesta tosquia é usada a máquina, uma tesoura, uma te- soura de desbaste e as mãos. A máquina é utilizada, basicamente, na parte inte- rior das orelhas e na zona do pescoço que vai des- de a parte de baixo da mandíbula até à ponta do externo.A tesoura é utilizada no acerto das patas e a tesoura de desbaste poderá ser usada na junção entre a cabeça e as orelhas e na junção do pescoço com o resto do corpo. A tosquia da cabeça e de todo o resto do corpo deverá ser realizada à mão (hand stripping). Temperamento O Cocker Spaniel Inglês é,por natureza,curioso,ca- rinhoso, dócil, leal e sensível. Muito sociável, adora estar junto das pessoas,em muito particular,da sua família humana,a qual venera com grande dedica- ção, exigindo dela alguma atenção. Não são bons cães de guarda, já que não apresen- tam grande tendência para ladrar e não costumam ser agressivos. O Cocker adora fazer amizades e não se tornará agressivo com visitas estranhas que apareçam na casa dos seus donos. Sempre bem-humorado, gos- ta de mostrar ao mundo a sua felicidade. Sempre dependente dos seus donos, atento aos mais pe- quenos gestos,este animal é tão especial,que mui- tas vezes basta um olhar para que nos entenda. Num período de desenvolvimento e da implemen- tação da raça, alguns exemplares de cores sólidas demonstraram comportamentos menos sociáveis. No entanto, neste momento e fruto do trabalho de criadores responsáveis, este problema parece estar ultrapassado. Um cão de família de excelência O Cocker Spaniel é um cão alegre e brincalhão, ca- racterísticas demonstradas pelo constante abanar da cauda. É um cão que adora o dono e todos os membros da família. Gosta da vida ao ar livre, sen- do sociável para com as outras raças. Pode viver muito bem em apartamento e em am- bientes maiores, pois adapta-se muito bem a di- ferentes locais e situações. A grande popularida- de que esta raça tem mantido ao longo dos anos pode ser explicada devido à ótima personalidade dos cachorros, que se adaptam ao tipo de vida dos seus familiares. Se os donos forem mais tran- quilos e caseiros, os cães não se importam de ficar deitados sem fazer nada; se os donos forem mais agitados e adorarem fazer exercício, estes também os acompanham alegremente. RafpRide©MastiM.pt
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    28 Cães&Companhia Esta raçatem demonstrado ser uma ótima e alegre companheira para as crianças.Gostam de brincar e sentem-se em casa no meio de uma boa confusão. Além disso,são bastante sociáveis,até mesmo com pessoas estranhas. Não aprecia ser deixado sozinho, já que necessita de bastante atenção. É um cão que gosta de ser incluído na vida familiar e que gosta de agradar ao dono, seja qual for a atividade que lhe seja “pe- dida”, pois demonstra uma energia inesgotável. Gosta de atenção e de carinho,que retribui de uma forma redobrada. Este cão precisa de estar bem inserido na família, caso contrário será infeliz e poderá mesmo desenvolver comportamentos que não são típicos da raça. Maturidade e reprodução Normalmente, nesta raça, o primeiro cio aparece entre os 9 e os 12 meses de idade, mas as fême- as atingem a sua maturidade sexual por volta dos 2 anos de idade, altura em que estão preparadas para poderem fazer a sua primeira ninhada.A raça não demonstra dificuldades em realizar uma mon- ta natural. O nascimento ocorre entre os 60 e os 63 dias de gestação, nascendo, na maior parte das vezes, en- tre 4 a 8 cachorros. Quandosepensaemrealizarumaninhada,algumas precauções devem ser tidas em conta. Certifique-se que os pais dos futuros cachorros têm temperamen- tos equilibrados.Ambos os progenitores devem ser Durante o seu primeiro ano de vida,a comida colo- cada à disposição do animal pode ser mais abun- dante do que nos anos seguintes, o que leva a que alguns criadores optem por alimentar exemplares mais do que uma vez por dia. Deve também ser seguida com atenção a mudan- ça da dentição de leite para a dentição definitiva a fim de verificar se a colocação desta está conforme o estalão da raça. Se alguns dentes começarem a nascer sem os de leite terem caído, é aconselhável uma visita ao médico veterinário. É importante seguir com cuidado o desenvolvimen- to dos cachorros até à idade adulta, tendo o cuida- do de verificar todos os aspetos da sua morfologia. Escolha do cachorro É muito importante quando se toma a decisão de trazer um cão para a nossa vida familiar, per- ceber que este é um ser que necessita de cuida- dos e de atenção. Por vezes, a aparência adorável dos cachorros faz com que a decisão não seja muito pensada e ponderada. Temos sempre que pensar que o adorável cachorrinho vai crescer e irá dar lugar a um exemplar adulto, que no caso do Cocker Spaniel Inglês pode compartilhar as nossas vi- das por mais de 15 anos. Se este passo foi realizado,é a altura então de pro- curar um local onde adquirir o seu companheiro. E aqui é preciso algum cuidado e bom senso. O local mais fiável,será procurar junto do Clube Português de Canicultura, que lhe fornecerá uma lista atuali- zada dos criadores e das ninhadas registadas mais recentes. Através deste método, terá a certeza que está a adquirir um exemplar que foi criado devidamente, cuidado e alimentado de forma correta e com os cuidados veterinários em dia. Um dos problemas que existe com as raças muito populares, e com a grande procura que existe de exemplares destas raças, é de apareceram cachor- ros vendidos por preços muito mais baixos, mas cuja criação é fruto de acasalamentos pouco cui- O convívio diário com esta raça proporciona sem- pre aos seus donos a descoberta de mais uma brin- cadeira ou de uma habilidade, pois, por trás deste cão de estrutura média,está um ser astuto e esper- talhão que não se cansa de nos surpreender. Educação e treino Como acontece com todas as raças, o Cocker Spa- niel Inglês necessita, desde tenra idade, conhecer regras e normas de comportamento, sabendo re- conhecer a autoridade de todos os membros da família. É um cão fácil de educar, mas apenas se tornará o companheiro ideal se os donos estiverem dispostos a aproveitar a sua enorme inteligência e capacida- de de aprender, dispensando algum tempo na sua educação. É preciso lembrarmo-nos que os bons cães de companhia não nasceram assim; foram bem-educados para se tornarem excelentes com- panheiros. sujeitosaalgunstestes:radiografiaparadespistede displasia da anca; exame ocular para detetar possí- veis doenças hereditárias; e análise ao sangue para verificar se existe alguma complicação renal. Cachorros Os cachorros nascem com um peso que pode variar entre os 200 e os 400 gramas, e medem cerca de 18 a 20 cm. Na grande maioria dos casos, o leite da mãe é ali- mento necessário e suficiente para que os cachor- ros cresçam de uma forma harmoniosa e saudável. Por volta das três semanas,os cachorros tornam-se maisativos,começandoaexplorareaestaratentos a tudo o que os rodeia. Aos dois meses deve começar a ser introduzida na sua alimentação ração seca ao mesmo tempo que se inicia o desmame. Por norma, este processo é realizado de forma progressiva,com os cachorros a fazerem uma boa adaptação. É um cão que gosta de ser incluído na vida familiar, seja qual for a atividade “pedida”, pois demonstra uma energia inesgotável O seu olhar deve ser um misto de inteligência e de meiguice com um estado de alerta e curiosidade permanente por tudo aquilo que o rodeia. RafpRide ShaRyS
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    dados que dãodepois origem a animais que, ao nível da aparência, mas principalmente ao nível do temperamento e do comportamento, nada têm a ver com o Cocker Spaniel Inglês. Uma raça saudável O Cocker tem uma esperança média de vida que pode atingir os 15 anos de idade ou mais. Como em todas as raças, o Cocker Spaniel Inglês exige alguns cuidados específicos em relação à sua higiene e saúde. Devido ao tipo de orelhas que apresenta, esta raça tem predisposição para o aparecimento de otites, problema que se resolve facilmente rapando com uma máquina, com frequência, o pelo que cresce da parte interior das mesmas. Este procedimento poderá ser realizado pelos próprios donos uma vez que a máquina nunca magoa o animal. Em casos mais extremos, de- verão ser utilizados produtos próprios recomen- dados pelo seu veterinário. Esta raça é também suscetível ao aparecimento de atrofia progressiva da retina (PRA), displasia da anca (HD) e nefropatia familiar (FN). Atenção com o peso! A raça exige cuidados com a alimentação. Os Cockers são muito gulosos possuindo um notá- vel apetite, o que os torna propensos a criarem problemas de obesidade. Devoram tudo o que lhes aparece à frente. O excesso de peso no animal irá provocar-lhe o mau funcionamento dos órgãos vitais e proble- mas nas articulações, afetando a médio prazo a sua qualidade de vida. Não oferecer petiscos fora de horas e controlar as doses de ração que lhe são dadas são as re- gras milagrosas para os manter em forma. Cuidados com a pelagem O banho deve ser frequente, com água tépida, utilizando um champô adequado ao tipo de pelo para que este se mantenha longo e sedoso, havendo também champôs adaptados às dife- rentes variedades de cor que esta raça apresen- ta. Podem ser finalizados com a aplicação de um amaciador. O pelo deve ser seco com a ajuda de um seca- dor e de uma escova. Esta prática é fundamental para que o seu pelo cresça bonito e saudável. Deve ser penteado com uma escova ou carda- deira pelo menos duas vezes por semana, para que o pelo mantenha a aparência que tanto ca- racteriza a raça. De dois em dois meses, o Cocker Inglês deve ver o seu pelo arranjado e acertado, com particular atenção à tosquia do pelo interior das orelhas e do pelo que cresce por baixo das patas, entre as almofadas. Embora alguns donos o façam no tempo mais quente, o animal em nada beneficia quando decidem cortar-lhes de forma drástica o pelo, deixando-o muito curto por todo o corpo. Nor- malmente, os animais não gostam desta nova aparência que lhes é dada, andando alguns dias tristes e a esconderem-se das pessoas. Não é necessário fazer a tosquia completa do Cocker, porque o cão adapta-se ao calor, per- dendo o subpelo. Além disso, a utilização de uma máquina de tosquia altera a textura do pelo, tornando-o menos sedoso e mais encara- colado, fazendo-o também perder o seu brilho natural. Adora exercício e água Os donos devem proporcionar-lhe exercício físi- co diariamente, devido à sua grande energia e atividade. Gosta de passear na companhia dos donos e adora que lhe sejam atirados objetos para ir buscar. Se os passeios forem perto do mar, de rios ou de lagoas, prepare-se pois, por certo, o seu cão irá brincar para dentro de água, atividade que lhe agrada particularmente, independentemen- te da temperatura a que a esta se encontre. No entanto, se a brincadeira tiver lugar na água salgada, o Cocker deve tomar banho de água doce quando chegar a casa, para que o pelo não seque com o sal, uma vez que este provoca a desidratação e a quebra do pelo. Nos passeios pelo campo temos de ter em aten- ção as praganas que frequentemente se pren- dem na pelagem do corpo e nas orelhas. Desporto canino O Cocker é uma raça versátil que tem a capa- cidade de se comportar de forma exemplar na execução de tarefas muito diferenciadas. Sendo um cão obediente, normalmente realiza as ativi- dades que lhe são solicitadas pelo seu dono. Quem o vê nas suas horas de descanso dificil- mente verá nele um cão disposto ao trabalho. Não podia estar mais enganado. Esta raça admirável adora um bom dia de traba- lho no campo ou uma longa caminhada. Em provas de Agility, modalidade onde o animal deve passar por vários obstáculos sob o coman- do do dono, o Cocker cumpre a tarefa na perfei- ção, contagiando com a sua alegria todos aque- les que assistem à competição. Os praticantes desta modalidade referem a enorme disposição e alegria que a raça apresenta quando se depa- ra com uma pista com obstáculos, fazendo do exercício uma enorme diversão. Devido à sua enorme inteligência,também obtém excelentes resultados em provas de Obediência. Cão de assistência No entanto, e mais uma vez devido à sua enorme versatilidade, é também um excelente exemplar para ser usado em terapia com idosos e com crianças que apresentem dificuldades físicas e/ou mentais. Este “pequeno” animal tem a grandeza de conseguir transmitir serenidade e tranquilida- de, ajudando assim na cura e reabilitação. n Nota de agradecimento: Agradecemos a Gabriela Rafael do afixo “Rafpride”, a Dora Rosado do afixo “Sharysh” e a Rui Gonçalves do afixo “Vianset”, por nos terem cedido fotografias de exemplares da sua propriedade para ilustrar este artigo. Gosta de água, de passear na companhia dos donos e adora que lhe sejam atirados objetos para ir buscar.
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    30 Cães&Companhia Convivência VeraVicinanza Fotos: Shutterstock Bem comportado com as visitas Seja em casa ou nos passeios Muitos cães comportam-se de forma desconfiada e, em alguns casos, agressiva em relação a pessoas estranhas. Estas condutas podem dever-se a falta ou alteração de sociabilização, ou também a uma educação incorreta.
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    Viver em sociedadesignifica não limitar a liberdade dos restantes para que também respeitem a nossa P ara prevenir problemas, o cão deve ser exposto desde cachorro à maior quantidade possível de estímulos, sobretudo da 3ª à 12ª semana. Uma boa forma de educar o cão é apresentar-lhe os estranhos que visitam a nossa casa. É importante controlar a porta de casa, para que o cão aprenda a estar tranquilo e sentado na pre- sença de uma visita. Depois va- mos ser nós a dar-lhe permissão para se levantar e saudar o nosso convidado. Se considerarmos a sociedade num sentido mais amplo, é certo que uma boa convivência com os vizinhos depende exclusivamente do Homem. O dono do cão é a li- gação com o resto da sociedade humana: é quem guia o seu com- panheiro animal num mundo que para o cão não teria sentido sem a intervenção do seu companhei- ro humano. É por esta razão que abandonar um cão não só signifi- ca uma traição, como é também uma condenação à solidão para um animal com um indiscutível sentido social. O cão espera que nós o guiemos no nosso mundo, que o apresen- temos ao seu novo ambiente, que o ensinemos a como se compor- tar perante as situações em que se encontra, porque nós assim o quisemos. Saídas à rua Para muitos donos de cães sair à rua é um autêntico pesadelo, que começa na porta de casa. Contro- lar a porta é um bom início para controlar tudo o que vem depois, o passeio e as relações sociais fora da família e da casa. Em muitos casos é o cão que leva o humano a passear e não o con- trário. Antes de sair de casa uma boa prática é pedir ao cão que se sente e espere o nosso sinal para poder sair. Desta forma estamos a canalizar a sua atenção para a obediência e não para a exci- tação. Durante os passeios Uma vez na rua todo o trabalho de educação que levámos a cabo como donos começa a ter um sen- tido mais amplo. Não só estamos a partilhar um agradável passeio ao ar livre com o nosso cão, como estamos a interagir com o mundo. Os nossos atos como donos res- ponsáveis influenciam a criação de uma consciência social favorá- Antes de sair de casa uma boa prática é pedir ao cão que se sente e espere o nosso sinal para poder sair.
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    32 Cães&Companhia vel, ounão, nos animais. Muitas pessoas não partilham dos nossos gostos e podem sentir-se incomodadas se um cão passeia solto e se aproxima. As suas re- ações podem ser imprevisíveis, assim como as do animal. Outras não toleram o ladrar ou que dei- xem a rua suja por terem donos ir- tificadas pois o animal repre- senta realmente uma fonte de incó- modo e de ruído. Em muitos casos, uma boa educação do cão pode ser a chave para a convivência em sociedade. É importante ser tolerante: trata- -se de animais que não têm culpa dos erros dos donos. E os donos, pela sua parte, devem aceitar que nem todas as pessoas gostam de cães e agir com consciência e res- peito. Em muitos casos, os vizinhos que, por exemplo, se queixam de que o animal ladra na ausência dos donos podem ser uma fonte de informação importante, fa- zendo com que se descubra um problema de conduta e uma consequente falta de bem-estar do animal. Educação e formação Viver em sociedade significa não limitar a liberdade dos Devemos tentar que o nosso cão seja mais sociável e se saiba comportar na presença de estranhos Muitas pessoas não partilham dos nossos gostos e podem sentir-se incomodadas se um cão passeia solto e se aproxima Apesar de adorarmos o nosso cão, não podemos permitir que este salte para todas as pessoas. estas leis demonstram mais uma vez as suas limitações e na reali- dade transferem para o animal e para o dono responsável todo o peso e a “culpa” sem enfrentar o problema desde a sua raiz. Esta lei, e em geral as que se referem aos animais, estão longe de ser partilhadas pelos profissionais e responsáveis. Sem falar das agres- sões e mordidas, que em muitos casos podiam ter sido evitadas com um pouco de senso comum e de responsabilidade. Tudo isto faz com que a sociedade possa ser relutante à posse de ani- mais, como se demonstrou com a promulgação de leis sobre animais potencialmente perigosos. Sem entrar na matéria, só diremos que deixam um enorme vazio legal nas suas possibilidades de execução. O cão e os vizinhos Em muitos casos a convivência com os vizinhos é dificultada por danos incompreensíveis que fa- zem, por exemplo, ser proibido ter todo o tipo de animais em muitos prédios ou condomínios. Noutros casos, as queixas são jus-
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    portante conhecer asleis, educar o cão e compreender como este comunica, para isso os donos têm de se informar e de aprender.Tudo isto deveria ser obrigatório para um dono. Seria interessante propor que os donos de cães, e não só donos de cães “potencialmente perigosos”, demonstrem ter estes conheci- mentos através de provas, cursos, formação ou o que fosse necessá- rio. Seria poupado muito sofrimento, maus tratos infligidos de forma voluntária ou involuntária, e irí- amos chegar a uma convivência mais serena e a uma posse mais responsável.n Em casa, é importante que o cão aprenda a estar tranquilo, sentado ou deitado, na presença de uma visita, sem comportamentos exuberantes restantes para que também res- peitem a nossa. Colocando-nos na pele dos restan- tes entenderemos que quiçá de- vemos escutar também as suas necessidades. Isto serve tanto para os donos de cães como para as pessoas que não querem partilhar a sua vida com um animal. Simples- mente escutando e sendo tolerante pode-se chegar a um acordo e, com isso, à convivência. Todos os donos devem conhecer os direitos e deveres inerentes à posse responsável de um cão. É im-
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    34 Cães&Companhia “Dono, tenhomedo!” Perceba o que sente o seu cão Fobias Eduardo de Benito Fotos: Shutterstock O medo nos cães é bastante mais frequente do que pensamos e nem sempre está ligado a situações vividas pelo animal,já que em muitos casos tem uma forte carga hereditária.
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    35Cães&Companhia O medo permiteao cão responder perante situações de perigo de um modo rápido e contundente O medo é um mecanismo de defesa no animal, a sua ansiedade dispara quando crê que está exposto a um perigo e atua como sinal de alerta. Quando o perigo real ou suposto desaparece, a sua an- siedade também e retorna ao seu estado emo- cional normal. Sentir medo é o resultado de um processo adaptativo nos seres humanos, é portanto uma resposta biológica de defesa e é essencial na sobrevivência da espécie. O medo permite ao cão responder perante situações de perigo de um modo rápido e contundente, por isso o medo na natureza é positivo. Desencadeia-se perante a perceção de um perigo, real ou imaginário, gerando um estado emocional que tem uma resposta fisiológica e de conduta no cão que se prepara para se defender ou fugir, já que ambos lhe permitem enfrentar o perigo. O medo, em con- sequência, não é uma reação negativa. Outra coisa é que interfira na vida quotidiana do cão até criar um estado de mal-estar no seu am- biente social. A ansiedade do medo A ansiedade não se pode controlar, uma vez que quando aparece o animal é dominado por esta e de nada serve tentarmos pô-la na ordem, só nos cabe esperar que passe por si mesma. Podemos, sim,ajudar o nosso cão aliviando o seu sofrimen- to e oferecendo-lhe proteção. Por isso, é muito importante conservar a calma e não cair no erro de gritar, castigar ou forçar o cão a experimentar à força aquilo que o assusta. O aparecimento de um comportamento de fobia provoca respostas bastantes comuns em todos os casos. O cão começa a olhar para todo o lado com inquietação, como se procurasse um sítio para onde fugir. É o seu instinto ancestral de proteção, que o leva a localizar o refúgio mais seguro para se colocar a salvo. Muitos donos reagem com excessiva severidade e, inclusive, com intolerância perante o medo dos seus cães, o que representa uma conduta irracional e ir- responsável. O medo do nosso cão não nos deve oprimir, é necessário abordá-lo com inteligência para minimizar as suas consequências. É certo que é triste ver um cão louco por causa do medo. Correm sem sentido à procura de um local onde se sintam protegidos e logo procuram um novo sítio que lhes parece oferecer maior proteção. Podem ferir-se ao embater contra objetos fruto do medo, ladram e gemem sem parar. O animal está em sofrimento, por isso a nossa reação tem de ser calma para poder oferecer- -lhe ajuda; e não de raiva, com a qual só au- mentaríamos o sofrimento do animal e piorá- vamos as coisas. Tratamento correto Há uma parte de conduta aprendida no medo de todos os cães. Se o animal se sente premiado após uma crise de ansiedade, o comportamen- to é reforçado. O dono que acaricia, abraça ou acalma com uma guloseima o medo do seu cão acaba por reforçar essa conduta e o cão ex- pressará mais medo na próxima vez. É o medo rentável. Comportando-se deste modo o dono, inconscientemente, iniciou um processo de sen- sibilização no animal pelo objeto ou situação que lhe provoca medo. A melhor prevenção consiste em ignorar o medo, mas este é um dos comportamentos mais difíceis de curar, por isso não vai passar logo. Medo dos ruídos sociais Uma das fobias mais comuns nos cães é o medo de ruídos fortes e inesperados, como os foguetes das festas, e recebe o nome de acus- ticofobia. O cão afetado de acusticofobia foge desesperadamente, pois encontra-se dominado por um estado de nervosismo tal que não con- O medo é um mecanismo de defesa no animal, a sua ansiedade dispara quando crê estar exposto a um perigo.
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    36 Cães&Companhia trola osseus movimentos. Se está na rua pode perder-se e se estiver fechado em casa pode destruir tudo o que encontra ao seu alcance. O terror apodera-se dele e procurará proteção de- baixo das camas, num armário ou em qualquer canto da casa. Medo das pessoas O medo que alguns cães apresentam perante a presença de pessoas desconhecidas é conheci- do como antropofobia. Este medo não é gerado, normalmente, por todas as pessoas, mas por determinados grupos como pessoas que usam uma determinada roupa (uniforme), que são de determinada raça (pessoas de cor) ou de gru- pos sociais muito marcados, como crianças e idosos. Quando a antropofobia não é hereditária pode dever-se a uma sociabilização incorreta em cachorro ou a uma experiência traumática. A manipulação do cachorro por parte do criador desde o dia do seu nascimento, complementada pela mãe, é uma ferramenta essencial para evi- tar o medo das pessoas nos canídeos. Medo de outros cães Alguns cães são inseguros, têm falta de confian- ça em si mesmos, e a presença de um compa- nheiro canino assusta-os. Podemos dizer que padecem de cinofobia. A cinofobia é um trans- torno psicológico persistente, anormal e injusti- ficado de medo de cães. Pode esconder um processo de sociabilização inadequado e é encontrada com frequência em animais que foram separados da mãe ao nascer e criados a biberão. Estes cães não aprenderam os mecanismos de comunicação da sua espé- cie, essenciais para permitir a coesão dentro do grupo e a interação entre os seus membros de modo adequado. Ao desconhecer todos esses sinais que consti- tuem uma linguagem muito complexa e que é baseada fundamentalmente em sinais auditi- É muito importante que o dono mantenha a calma e não caia no erro de gritar, castigar ou forçaro cão a experimentarà força aquilo que o assusta vos, visuais, olfativos e táteis com que os cães transmitem informação, o cão não responde de forma correta às mensagens enviadas por outro cão e sente medo. Perante outro cão estes animais escondem a cauda entre as patas, adotam todos os sinais de um animal submisso, mas como são dominados pelo medo, ao mesmo tempo mostram sinais agressivos de defesa, como mostrar os dentes, que podem desencadear o ataque do outro cão. É um processo que se autoalimenta, o medo desencadeia agressividade e esta desencadeia a agressão do outro cão, pelo que o processo se agrava cada vez mais. Medo das trovoadas As trovoadas assustam um grande número de cães, mas também outros animais, como os ca- valos; esta fobia recebe o nome de brontofobia (medo de trovões e relâmpagos). O nível de intensidade do pânico varia nota- velmente nos animais, mas alguns cães podem começar a tremer quando escutam os primeiros trovões. O medo aparece cedo no cachorro e, geralmente, é herdado, embora também possa ser resultado de um episódio traumático. Agorafobia A rua é motivo de medo para um grande nú- mero de cães. Normalmente, são cães que em cachorros foram mantidos isolados em canis ou
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    37Cães&Companhia ambientes muito monótonos.Para estes a rua aparece como uma ameaça onde os carros, as luzes, as pessoas a ir e vir, ou a presença de ob- jetos, como contentores de lixo, os assustam. É uma fobia adquirida por uma educação inadequada. A agorafobia pode desenvolver-se em fobias específicas, por exem- plo, o medo de objetos volumosos ou de passa- gens subterrâneas ou elevadas para atravessar a rua. Medo da “educação” Embora pareça estranho, muitos cães são víti- mas do seu dono, que lhes cria inconsciente- mente um estado de stress e de ansiedade pela educação. Um treino baseado na dominância e no castigo acaba por provocar aversão, e até medo, no cão. É um erro muito generalizado crer que um método de treino é uma receita infalível e que se o aplicarmos no cão este se vai tornar num companheiro extraordinário. Quando um profis- sional aceita a tarefa de educar um cão toma em consideração aspetos do animal como a sua idade, sexo, resistência ao stress, etc. pois den- tro de todas as raças há exemplares mais fortes psicologicamente e outros mais instáveis. Cada cão é um mundo diferente, com uma personalidade própria marcada por fato- res tão diversos como a impregnação que recebeu em cachorro ou a so- ciabilização posterior. O treinador precisa de ter sensibilidade para captar as reações do cão em cada momento e responder a estas com estímulos adequados; trata-se de uma interação mútua. Esta sensibilidade só se obtém quando nos interessamos verdadei- ramente no cão, anali- sando o seu comporta- mento, comparando-o com outros cães e, no final, trabalhando com vocação e afeto pelo animal.n Muitos cães são vítimas do seu dono, que lhes cria inconscientemente um estado de stress e de ansiedade pela educação.
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    38 Cães&Companhia O “tato”: Sistemasomatossensorial Desde pequenos que nos ensinam que temos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladare tato. O tato, dizem-nos, é o que nos permite aperceberdo mundo através do toque. Mas será este sentido assim tão simples como nos indicaram? Sentidos Carla Cruz Bióloga, Mestre em Produção Animal e Doutoranda em Ciência Animal (www.aradik.net) Fotos: Shutterstock O mundo sensorial dos cães V
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    39Cães&Companhia D e uma formageral e clássica, o tato corresponde ao sentido que recebe e in- terpreta estímulos mecânicos (de forma passiva por contacto e pressão, e de forma ativa por palpação). Emnós,humanos,otatoéumsentidodeimportân- cia fundamental.Os nossos longos dedos têm uma elevada sensibilidade sensorial, e o polegar oponí- vel permite a manipulação fácil de objetos.À parte da visão,muita da nossa perceção do mundo passa por tocarmos e pegarmos nas coisas, sentirmos a sua forma,a sua dureza,a sua textura. Em contrapartida, é fácil perceber que nos cães o tato, como o entendemos popularmente, não terá uma importância tão relevante como acon- tece connosco.Afinal, os seus dedos são curtos e encurvados, e servem para andar e não para ma- nipular. Adicionalmente, a sua superfície ventral está recoberta por espessas almofadas que ab- sorvem os impactos do movimento, dificilmente permitem uma sensação fina. Sistema somatossensorial Mas, na realidade, a receção de estímulos é mui- to mais que o sentir aquilo em que se toca, daí este sentido ser mais corretamente chamado de sistema somatossensorial, algo que o caracteri- za bem melhor que a simples denominação de tato – é o sistema encarregado de experienciar as sensações no e do corpo (soma), através de diferentes tipos de recetores, nomeadamente: • Mecanorrecetores: sensíveis a alterações físicas, torções, alongamentos e pressão; •Nociceptores:responsáveispelaperceçãodedor; • Propriocetores: sensíveis ao movimento e posição do corpo; • Termorrecetores: respondem à temperatura (calor e frio); •Quimiorrecetores:sensíveisaestímulosquímicos. Estes recetores estão distribuídos pelo corpo, a maioria na pele, mas também nos músculos e nas vísceras. Vejamos em mais detalhe como atuam estes recetores. Mecanorrecetores Estes recetores são os que existem em maior nú- mero na pele. A pele é o maior órgão do corpo, envolvendo-o completamente e protegendo-o das agressões exteriores, pelo que, naturalmen- te, faz sentido que contenha diferentes tipos de recetores que permitam ao organismo interagir com o meio envolvente. Por exemplo, na base de cada folículo de pelo (o local onde o pelo nasce e emerge para fora da pele) existem recetores específicos que são ativados quando há movimentos externos que levam a que o tecido à sua volta estique ou se dobre. Quando o seu cão está a correr atrás de uma bola, escorrega e cai no chão, são os meca- norrecetores que indicam ao cão que ocorreu um embate. São também estes recetores que indi- cam ao seu companheiro, deitado no sofá ao seu lado, que está a receber festas suas. As vibrissas do cão Nos cães têm interesse particular os mecanorre- cetores nas vibrissas, ou “bigodes”, que têm no focinho, aqueles pelos especiais isolados, mais compridos e rijos, que nós não possuímos. Gra- Os mecanorrecetores são os principais responsáveis pelo “tato” como o consideramos popularmente ças a eles, as vibrissas fornecem informação so- bre objetos próximos,coordenam os movimentos do focinho e podem servir como uma espécie de proteção ocular, evitando colisões acidentais. Além da sensibilidade a esta estimulação mecâ- nica direta, são também sensíveis às vibrações e movimentos subtis das correntes de ar.Talvez por isto a maioria dos cães não gosta que se sopre na sua face (apesar de curiosamente a maioria adorar viajar com a cabeça fora do carro, rece- bendo plenamente o impacto do vento na cara). Por esta razão, a prática relativamente comum de cortar as vibrissas aos cães, para que fiquem mais “bonitos” ou “elegantes”, priva-os de uma função sensorial importante. Mecanorrecetores na pele Existem ainda outros tipos de mecanorrecetores na pele.À superfície existem por exemplo os dis- cos de Merkel (nada a ver com a política alemã), Os nociceptores estão localizados na maior parte da pele e enervam a maioria dos órgãos, estes são responsáveis pela perceção de estímulos, químicos ou térmicos, que podem causar danos ao corpo. O contacto social, como festas, ajuda a acalmar os cães em situações de stress, diminui o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea.
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    40 Cães&Companhia de adaptaçãolenta e sensíveis à pressão, posição e toque profundo estático. Já nas pregas mais grossas e sem pelo da epider- me (a superfície mais externa da pele), em parti- cular, nas pessoas, nas pontas dos dedos, na testa e nos lábios, ocorrem os corpúsculos de Meissner, de adaptação rápida, que respondem de forma fina ao toque leve e são sensíveis a vibrações de baixa frequência (10 a 50 Hz). Nociceptores Localizados na maior parte da pele e enervando a maioria dos órgãos, estes são uns recetores es- peciais, que não captam, respondem ou sentem estímulos normais; são sim responsáveis pela perceção de estímulos que podem causar danos ao corpo, quer sejam químicos (como a sensação ardente do amoníaco ou da pimenta), mecânicos (como beliscões, entalanços ou pressão intensa) ou térmicos (como frio ou calor). A interpretação no cérebro dos sinais captados resulta na resposta subjetiva de dor, para a qual os comportamentos exibidos variam de espécie para espécie, e mesmo de indivíduo para indi- víduo. Antigamente pensava-se que a dor era devida simplesmente à sobre-estimulação dos nociceptores, mas após investigação efetuada na primeira metade do séc. XX, percebeu-se que na realidade a dor é um fenómeno que envolve todos os outros sentidos, não apenas o toque. A sua função é avisar o organismo do perigo e encorajá-lo a evitá-lo. Há três tipos destes recetores, que estão localiza- dos em qualquer parte do corpo capaz de sentir dor, tanto na pele como no interior do corpo – nas articulações, nos ossos, nos órgãos internos, nas mucosas, na córnea dos olhos, nos músculos, etc. Propriocetores A propriocepção é fundamental para o bom fun- cionamento locomotor do corpo, pois permite O manuseamento tátil desde tenra idade auxilia no desenvolvimento da sua atividade e autoconfiança, na gestão do stress, e melhora a capacidade de aprendizagem e de enfrentarproblemas perceber a posição relativa das diferentes secções do corpo, e a quantidade de esforço utilizada no movimento. É conseguida graças a sensores es- pecíficos, os propriocetores, localizados nos mús- culos estriados e nas articulações. Os tipos mais comuns destes recetores são os ór- gãos tendinosos de Golgi, sensíveis à tração exercida nos tendões (logo indicando a força que está a ser exercida sobre a musculatura no ten- dão) e os fusos musculares, que respondem à taxa e quantidade de extensão a que o músculo é sujeito quando em movimento. As informações transmitidas por estes sensores são integradas no cérebro em conjunto com as enviadas pelo sistema vestibular (de que falámos no artigo relativo à audição, na edição de dezem- bro de 2014, “Cães & Companhia” nº 211), de forma a se obter uma sensação geral da posição, movimento e aceleração do corpo, permitindo a manutenção do equilíbrio. Termorrecetores Os termorrecetores são sensíveis às variações normais de temperatura (as que podem consti- tuir um risco para o organismo, como calor ou frio extremos, são sentidas pelos nociceptores). Estão distribuídos por toda a pele, bem como na córnea do olho e na bexiga. Há indicações que no cérebro há também neurónios que respondem a pequenas variações na temperatura, nas regiões pré-ótica e hipotalâmica. O mecanismo de ativação destes recetores em função da temperatura não é ainda complemen- te conhecido. Quimiorrecetores Os quimiorrecetores são recetores sensíveis à presença ou concentração de certas substâncias químicas. Há dois grandes tipos de quimiorrectores – os que reagem a estímulos externos, como os res- ponsáveis pelo olfato e o paladar, e os que são sensíveis a fatores internos, como o pH, os níveis de oxigénio ou de dióxido de carbono no sangue ou presença de certas hormonas. Alguns receto- res conseguem identificar o químico à distância, enquanto outros requerem o contacto direto com o agente. O tato é dos poucos sentidos presentes desde o nascimento, pois o cachorro deteta a presença da mãe através do calor que ela emana. ©carlacruz
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    A nível daregulação do meio interno, estes rece- tores têm um papel importante na regulação de diferentes funções fisiológicas, como a frequên- cia e a profundidade da respiração, e coadjuvam a determinação do ritmo cardíaco. Efeito do tato no organismo Não é segredo para ninguém que nos sentimos melhor quando recebemos um abraço ou uma ca- rícia de alguém que gostamos.Com os cães passa- -se a mesma coisa.Ou melhor,ao contrário do que muitos pensam, eles não gostam de receber abra- ços das pessoas (apesar de alguns aprenderem a tolerá-los,este é um comportamento que não exis- te no seu reportório de comunicação,muito menos com o sentido que tem nos humanos), mas sabe- -se que o contacto social – como festas – ajuda a acalmar os cães em situações de stress, diminui o ritmo cardíaco e a pressão sanguínea – daí que exercícios controlados com festas ao longo do cor- po sejam frequentemente usados em protocolos de relaxamento para cães. Este efeito é recíproco – fazer festas a cães ajuda a relaxar a pessoa que o faz, diminuindo a sua pressão sanguínea; este efeito não é devido à mera presença do cão, mas requer efetivamente ao contacto tátil com o animal. Os sentidos dos cães: 5 em 1? Nos últimos meses, abordámos cada um dos sentidos de forma independente. Mas, naturalmente, todos eles atuam de forma conjunta no animal. Obviamente, é possível qualidade de vida sem algum deles (a quantidade de cães cegos e/ou surdos que existem atestam-no), mas todos eles são essenciais para a expressão do pleno potencial do cão. A relevância que cada um dos sentidos tem nos cães é tão diferente da nossa que temos dificuldade em pôr-nos no papel dos nossos companheiros de 4 patas. O nosso mundo é dominado pela visão, com maior ou menos contributo do tato e da audição, e com um papel residual do paladar e do olfato, e temos um desempenho poder-se-ia dizer medíocre na maioria dos sentidos. Já o mundo dos cães é dominado pelo seu apuradíssimo olfato, a que se segue a sua audição fina; a visão tem um papel algo relevante, mas não exageradamente, enquanto o tato e o paladar desempenham papéis residuais. Além disto, a enorme acuidade da maioria dos sentidos nos cães faz com que tenhamos mesmo alguns problemas em conseguir entendê-los corretamente (vá lá, safamo-nos no paladar e em alguns aspetos do tato). Quem nunca se espantou com os cães que vão a correr para a porta quando ouvem o carro do dono a entrar ao fundo da rua, completamente fora de vista e a alguma distância? Parece incrível como conseguem distinguir o barulho do nosso carro do de todos os outros da mesma marca e modelo! E que pensar da forma como conseguem andar tão à vontade num quarto escuro,enquanto nós esbarramos nos móveis (muitas vezes mesmo conhecendo bem a sua disposição espacial)? Da próxima vez que ouvir o seu cão a prestar muita atenção a algo aparentemente invisível, ou a ladrar “para o ar”, em vez de achar que ele está a ver fantasmas ou a comunicar com o além, pense que ele muito seguramente se estará a aperceber de algo que nós somos incapazes – uma pessoa familiar (ou um estranho) por perto, a vibração ou ruído de algum animal por baixo do chão ou nas paredes, um cheiro subtil que lhe chega de longe, etc. O mundo deles é muito diferente do nosso, temos de tentar entendê-lo, em vez de os obrigarmos a sujeitar-se ao nosso! Tudo se integra na vida do dia-a-dia Dois cães a brincarem juntos tocam-se e afastam- -se, dão encontrões um ao outro, colocam-se um por cima do outro para logo trocarem de posição, etc.; os cachorros de uma ninhada mordiscam-se uns aos outros e ganem quando um morde de- masiado, ensinando-se mutuamente a controlar a força exercida; um cão a brincar com o dono gosta de lhe dar encontrões com os quadris, passar entre as suas pernas, etc.; o cão inseguro encosta-se ao dono enquanto ele lhe faz tranqui- lamente festas pelo corpo; dois grandes amigos lambem-se um ao outro, catando-se ou secando a água da chuva. O dia-a-dia requer inúmeras vezes o contributo do tato ou, de uma forma mais geral, do sistema somatossensorial, para as atividades normais dos cães e a gestão das suas interações com o meio que o envolve. Aproveite-o, beneficie das suas vantagens (afinal, ele faz diminuir a sua pressão sanguínea) e devolva-as ao seu amigo canino, ajudando-o a relaxar e reforçando o laço entre ambos. As vantagens são inúmeras, para ambos! n Importante para o desenvolvimento O tato é dos poucos sentidos presentes desde o nascimento. É graças a ele que o cachorro dete- ta a presença da mãe, através do calor que ela emana, e se aconchega a ela e aos irmãos, para conseguir efetuar a sua termorregulação. Experiências feitas com crias de diferentes espécies de mamíferos têm evidenciado a im- portância do tato na sensação de bem-estar que exibem. Quando privadas das suas mães, elas preferem passar mais tempo, e vocalizam menos, junto de um modelo artificial com um revestimento suave e macio, mesmo que não te- nha o leite que requerem, que perto de um mo- delo que lhes forneça leite, mas feito em metal. Tem ainda sido demonstrado que o manuse- amento tátil desde tenra idade auxilia no de- senvolvimento de maior atividade, de maior confiança, na gestão do stress, na maior au- O contacto suave, como festas, ajuda a relaxar e a diminuir a pressão sanguínea em si e no seu cão toconfiança dos cachorros, na melhor capa- cidade de aprendizagem e de enfrentar pro- blemas, etc.
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    42 Cães&Companhia Massagens paracombaterostress Convivência M.Ángeles Gutiérrez Fotos: Shutterstock Hoje em dia, o ritmo imposto pela nossa sociedade faz com que os nossos animais de companhia, da mesma forma que nós, possam desenvolverstress. Este stress pode sercausado poragentes físicos (uma operação recente, uma cadela durante a época de amamentação, feridas, dores, etc.) ou poragentes ambientais (mudança da duração e quantidade dos passeios, obras em casa ou ausência do dono, entre outros). O stress pode sercombatido com massagens.
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    Utiliza-se a massagem pararelaxar os músculos tensos, melhorara circulação e diminuiro ritmo cardíaco Q uando isto acontece, o ritmo cardíaco do cão acelera e os músculos ficam tensos (como reação natural do corpo perante o stress). Se não travarmos a situação de alguma maneira, as consequências podem variar, desde um estado de nervos alterados (hiperatividade, ladrar quase continuadamente e num tom mais agudo, mordiscar e arranhar os móveis) até ao outro extremo, chegando inclu- sivamente à depressão (perda de apetite, inati- vidade, perda de desejo de se relacionar com o dono, entre outros). Perante qualquer mudança de atitude do nosso cão, temos de estar atentos para poder distin- guir os primeiros sinais e atacar o quanto antes a raiz do problema. Encontrar a fonte de stress Nestas questões é importante encontrar a fonte de stress. No caso de o ambiente e a rotina do cão não terem sofrido alterações, é aconselhá- vel pedir ajuda ao médico veterinário para des- cartar possíveis problemas físicos. Se o médico veterinário detetar a origem, ele mesmo se encarregará de nos orientar em re- lação à alimentação e/ou medicação para que as causas desapareçam. É importante seguir as suas orientações para que o cão recupere o seu equilíbrio. Causas ambientais Se o que produz o stress estiver baseado em causas ambientais, há que tentar minimizá- -las ao máximo, fazendo com que os passeios sejam mais longos e frequentes, tentando que se adapte às mudanças que podem ter havido (mudança de residência, de horários, etc.) ou afastando-o por completo da fonte de stress (ausência do dono, demasiada gente em casa, obras ou outras). No caso de haver obras em casa, é aconselhá- vel, se optarmos por colocar o cão num hotel canino até que tudo regresse à normalidade, que nos asseguremos que o hotel se vai esfor- çar para se adaptar ao cão, à sua rotina habitu- al, para que não seja mais um stress acrescido, provocado pela mudança de ambiente. É im- prescindível um bom ritmo de passeios (adap- tados à energia e estado físico do cão), seguir as orientações de alimentação que tem em casa e não descuidar a atenção personalizada (mi- mos ou palavras carinhosas). Massagens terapêuticas Para acelerar a recuperação do equilíbrio do cão, começam a ser utilizadas terapias usadas em humanos, com resultados espetaculares. As massagens terapêuticas e as sessões de Spa podem ser combinadas, acelerando a recupera- ção do cão e fazendo com que este recupere o seu equilíbrio no menor tempo possível. Com isso, vamos melhorar a sua qualidade de vida e a convivência será muito mais simples para ambas as partes. Relaxar os músculos É aconselhável, seja qual for a causa, tanto físi- ca como ambiental, a utilização da massagem para fazer que os músculos que se encontram tensos relaxem e a circulação melhore, reduzin- do o ritmo cardíaco. Um dos métodos mais utilizados é o Tellington Touch, que inclui uma série de técnicas que se podem adaptar e combinar, de acordo com a origem do stress, se tem a ver com problemas físicos ou é provocado por causas ambientais. Estas sessões têm de ser supervisionadas por um profissional. Este aplica as técnicas adaptando-as a cada caso. É importante conhecer a fundo a anato- mia do cão, assim como os efeitos de cada téc- nica sobre o animal.n Spa: outra alternativa contra o stress Outra terapia que se está a começar a utilizar no tratamento do stress canino é o Spa. São banhos de bolhas com tratamentos de ozono, nos quais podemos adicionar produtos cosméticos, champôs medicinais (receitados pelo médico veterinário no caso de problemas de pele) ou sais de aromaterapia, encarregues de relaxar o cão, utilizando um dos sentidos mais desenvolvidos que tem: o olfato. Da mesma forma que as massagens, este tipo de terapias só podem ser realizadas por profissionais, que escolhem os produtos cosméticos que melhores resultados possam dar para a pele do animal, ou administram o tratamento aconselhado pelo médico veterinário. Estes tratamentos, os cosméticos e os veterinários, podem ser combinados entre si, acelerando a sua recuperação, sobretudo em problemas de pele e pelo (o stress pode também provocar queda de pelo, comichão, lamber continuamente numa zona localizada, etc.). Esta terapia, além de reduzir ao mínimo o nível de stress, atua diretamente sobre a pele em caso de problemas. O Spa multiplica por dez os resultados de um banho normal, usando tanto champôs como cosméticos medicinais.
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    44 Cães&Companhia Grooming na “Erada Informação” Quando somos bombardeados porinformação, como saberqual a correta? Isabel Nobre GroomerProfissional Fotos: Shutterstock Grooming H t p i I
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    45Cães&Companhia A ntes de adquirirum cão de determina- da raça, é essencial que o futuro dono faça alguma investigação. Já se come- ça a notar alguma ponderação nos cuidados estéticos e na disponibilidade, quer financeira, quer de tempo, quando se escolhe esta ou aque- la raça. o que já de si é um grande progresso. Ser de raça não é tudo Mas, como tudo o que vem de repente, acabam por surgir algumas confusões. Por exemplo, o hand stripping.Apesar de ser o arranjo usual de raças de pelo cerdoso, já tive casos em que o animal não tem um único pelo cerdoso (duro) para retirar. E não, a culpa não é de ter sido feito à máquina, pois muitas vezes são animais jovens que nunca foram arranjados na vida. São coisas que aconte- cem. Mas não é por isso que devemos teimar que o cão é de “x” raça e tem de levar este ou aquele arranjo, porque é o que diz no website tal ou por- que alguém disse no Fórum online de animais. Essas pessoas que dão conselhos estão do outro lado de um monitor e muito provavelmente não entendem nada de grooming para além do que leram na Internet, tal como você, e não estão a ver nem o animal, nem o pelo. Confie no Groomer O que quero dizer é o seguinte: tem de confiar plenamente no profissional que escolheu para tratar do pelo do seu cão e é a ele que tem de colocar as suas questões, não a um desconheci- do na Internet. A Internet e os livros são muito engraçados, mas nenhum deles trabalha todos os dias no terreno. Quando o profissional lhe diz que o seu cão precisa de um determinado tipo de champô, ou de uma determinada frequência de banhos, mas disse uma coisa diferente à “Fifi2009”, user do fórum de animais, que vai ao mesmo sítio e Um cão deve de ir ao cabeleireiro todos os meses para tomar banho, fazer a manutenção do corte, cortar unhas, etc. que tem a mesma raça, provavelmente é porque têm necessidades diferentes. Se tiver dúvidas ou questões, é ao Groomer que tem de perguntar. Cada cão é um caso Tenho bastantes clientes Yorkshire Terrier e, ao contrário daquilo que se pensa, nenhum deles é tratado da mesma forma e raros são aqueles que utilizam a mesma combinação de produtos, pois cada um deles tem necessidades diferentes. Um dia a Fifi tem a pele seca e num outro dia pode apresentar a pele oleosa. Logo, cada caso é um caso, cada dia é um dia e é precisamente esta a diferença entre um profissional experien- te e um curioso da Internet. O profissional sabe analisar e sabe o que fazer de acordo com a si- tuação que se encontra à sua frente. Intervalo entre visitas Por norma, um cão deve de ir ao cabeleireiro to- dos os meses para tomar banho, fazer a manu- tenção do corte, cortar unhas, etc. Isto é válido para todas as raças de cães, sejam de pelo curto, comprido, Nórdicos ou Terriers. Mas isto é se o dono fizer a manutenção sema- nal em casa, pois um Terrier deve fazer o rolling (técnica de manutenção de hand stripping) uma vez por semana. Um cão de pelo comprido deve Normalmente, o preço do corte, inclui o corte do pelo, banho, limpeza auricular, corte de unhas e perfume.
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    46 Cães&Companhia ser escovadotodos os dias. Um cão de pelo cur- to deve ser escovado uma vez por semana, as- sim como um Nórdico. Se o dono não tem tem- po para fazer esta manutenção, deve agendar o grooming, pelo menos, de 15 em 15 dias. Importância da regularidade Usualmente, a resposta que ouço é: “Se eu não corto o meu cabelo todos os meses, porque é que o meu cão precisa de vir todos os meses?”. É simples, os donos tomam banho e escovam- -se todos os dias, mas, infelizmente, o cão não o sabe fazer. Logo, uma vez por mês é o míni- mo indispensável para fazer uma manutenção correta do corte, remover o subpelo que o dono não consegue só com a escova, controlar os parasitas, controlar o nível de gordura ideal na pele e evitar a acumulação de sebo nos poros (que entopem). Ou seja, o indispensável para manter a pele e o pelo saudáveis. Quando marcar? No caso dos cachorros a primeira visita deve ser o mais cedo possível. Nem que seja só para habitu- ar o cachorro aos barulhos e a ser manejado. No dia-a-dia, se encontra um nó no seu cão, não espere, agarre no telefone e marque, pois espe- rar, nem que seja uma semana, vai piorar muito a situação e está a causar um desconforto atroz ao seu animal. Estabeleça um regime pré-agendado e combi- nado com o seu Groomer, e cumpra-o. E, por favor, não falte, nem se atrase. A escolha dos produtos Acho muito importante que os donos questionem quais são os produtos que são utilizados.Lembre- -se que bons produtos custam bastante dinheiro e tudo isso acresce ao valor que vai pagar. Não vale a pena levar os seus produtos, porque, a menos que sejam produtos de tratamento de qualquer maneira e não há razão para não tomar as devidas precauções antecipadamente. Não é por isso que vamos tratar menos bem o seu cão ou que o vamos recusar. É importante saber para decidir se precisamos de mais tempo ou para nos podermos proteger. Por exemplo, tenho clientes que preciso de marcar mais uma hora. Logo, é sempre bom saber antes de marcar,para poder dar mais tempo.No entanto, também é natural que pague mais um bocadinho pelo tempo que o profissional dedicou. Se não lhe pedirem mais nada, agradeça pelo menos, pois, na hora a mais que o Groomer de- dicou ao seu cão, para que ele esteja mais con- fortável, poderia ter feito mais um cliente e não fez.As pessoas não se costumam lembrar destes pormenores. Pergunte então “quanto custa” Ou seja, faça as perguntas todas que tem a fa- zer no momento da marcação, diga tudo o que tem a dizer sobre o seu cão para que o Groomer saiba o tempo necessário. E, só então, pergunte quando custa. É extremamente irritante que a primeira per- gunta seja: “Bom dia, quanto custa tosquiar um cão?”, pois, todos os cães são diferentes, há cortes que demoram mais que outros, não existe “só um banho” em grooming. Não é porque é só para aparar um bocadinho que vai ser mais barato, pois não trabalhamos a peso de pelo que cai no chão, mas sim em trabalho, técnica, tempo e custo de material utilizado. Custa muito menos rapar um animal e dar-lhe banho, do que dar banho, secar, esticar e aparar todo um animal à tesoura. Além disso, existem vários serviços extra que os donos podem solicitar e que passamos a explicar. Escovagem de dentes A escovagem de dentes pode ser manual ou ultrassónica. Esta não dispensa a manutenção receitados pelo médico veterinário, não os va- mos utilizar. Trabalhamos com as marcas que trabalhamos, porque confiamos nelas e são as nossas ferramentas de trabalho. O seu champô, por muito que goste dele, não é o nosso e não confiamos nele para nos dar o resultado que pretendemos. Os produtos que utilizamos fazem parte das nossas ferramentas. Particularidades do seu cão Se o seu animal tem algum problema, alguma mania, algum medo, se morde, se não gosta de secador na cabeça ou se não gosta de cortar as unhas, avise sempre. O Groomer vai descobrir Se o dono não tem tempo para fazer esta manutenção em casa, deve agendar o grooming, pelo menos, de 15 em 15 dias
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    em casa, poisuma vez por mês não é suficien- te para que o seu cão tenha uma higiene oral perfeita. A escovagem ultrassónica tem a vantagem de ser mais eficaz que a manual. Se o cão apre- senta tártaro necessita de várias sessões e é o ideal para cães que não podem ser anestesiados para fazer uma destartarização no veterinário.A escova não treme, o que não causa grande des- conforto, mas não pode ser efetuada em cães agressivos, evidentemente. Tratamentos faciais Um dos maiores problemas que vejo nos clientes de pelo comprido é a oxidação do pelo em redor dos olhos e focinho.Isto é causado pela acidez da lágrima e da saliva, que queima o pelo. A única coisa a fazer é mesmo limpar todos os dias. No entanto, também acontece pela acumulação de detritos nessa zona. Não só porque são ani- mais de pelo, mas também porque é uma zona que está sempre húmida e que acaba por atrair poeiras e bactérias. Neste momento já existem tratamentos faciais que ajudam a branquear, hi- gienizar e tratar essas zonas. Tratamentos SPA Os cães podem fazer tratamentos hidratantes, exfoliantes ou purificantes. Existem várias más- caras e tratamentos no mercado Pet e, depen- dendo da necessidade de cada um, podem ser utilizadas regularmente ou periodicamente, seja com óleos (jojoba), manteigas (Karité) ou sais (mar morto). Creative Grooming Os serviços de Grooming Criativo não são ne- cessariamente pintar o animal, mas sim dar-lhe um toque diferente e criativo. Se estiver interes- sado, pergunte ao seu Groomer se tem serviços criativos disponíveis e quais. Divirta-se! Serviços extra Todos estes serviços não estão incluídos no pre- ço base do corte ou do banho, são serviços extra que acrescem de um preço extra. Podem existir outros, caso esteja interessado, é uma questão de perguntar ao Groomer. O que está usualmente incluído no preço do corte? O corte do pelo, banho, limpeza auricular, corte de unhas e perfume. O que está usualmente incluído no preço do banho? O banho, limpeza auricular, corte de unhas, cor- te da zona sanitária e perfume. Pergunte o que está a pagar Porque está usualmente incluído no preço, con- vém que pergunte primeiro se está incluído ou não, pois quando a primeira pergunta é: “Bom dia, quanto custa tosquiar um cão?”, a respos- ta pode ser enganadora. Se existe uma diferença de 10 euros entre duas respostas, o mais provável é que só lhe tenham dado o preço do corte e tudo o resto tenha de pagar à parte. Isto fará com que, no final, quando lhe apresentarem a conta, pague mui- to mais do que pagaria no sítio onde estava tudo incluído. Analise a informação com objetividade A Internet trouxe muita informação, é verdade. Mas quando existe tanta informação sobre um mesmo tema e toda ela é diferente, é natural que surjam dúvidas. Se deve procurar opiniões de outras pessoas na Internet? Não vejo porque não. É sempre bom ter várias opiniões. No entanto, se colocar uma questão a um pro- fissional, que faz este trabalho todos os dias, há anos, muito provavelmente é nele que deve acreditar. Sabedoria empírica todos temos, mas a experi- ência é a nossa melhor escola. n O corte de unhas e a limpeza auricular são dois serviços normalmente incluídos no corte e banho
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    48 Cães&Companhia Tratamento de animaisobesos O dono como protagonista Estima-se que, atualmente, uma grande percentagem de animais seja obesa. Ter excesso de peso é um risco para a saúde e bem-estar do seu animal. Como dono pode e deve ajudá-lo a perder peso e a ser mais saudável. Veterinária Carla Teixeira, MédicaVeterinária Artigo gentilmente cedido porRoyal Canin (Portugal) Fotos: Shutterstock
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    49Cães&Companhia A obesidade é aacumulação excessiva de gordura no organismo causada, normalmente, pela ingestão de uma quantidade de calorias que é superior ao valor utilizado pelo organismo para manutenção e realização de atividade físicas, ou seja, a obe- sidade acontece quando o animal come mais calorias do que aquelas que gasta. Considera-se que um animal tem excesso de peso se o seu peso corporal estiver menos de 15% acima do peso ideal. Se o peso corporal estiver 15% ou mais acima do peso ideal, consi- dera-se que o animal é obeso. Como pode saber se o seu animal tem o peso ideal? Uma maneira fácil de verificar a condição cor- poral do seu animal é através da palpação de certas zonas do corpo. Por exemplo, pode tentar sentir as costelas passando a palma da mão so- bre a caixa torácica do animal. Se não conse- guir palpar as costelas individualmente, então o seu animal é obeso. Também deve monitorizar o peso do seu animal, pesando-o regularmente, para que qualquer alteração no peso possa ser detetada precocemente. Se tiver alguma dúvida, fale com o médico veterinário. Um animal é considerado obeso quando o seu peso corporal está 15%, ou mais, acima do peso ideal Por que motivo é importante manter o seu animal com o peso ideal? Quando o animal começa a aumentar de peso, a gordura é armazenada principalmente na zona do tronco e do abdómen. Isto pode ser perigoso, uma vez que a gordura vai depositar-se junto a órgãos vitais, como o coração, comprimindo-os e impedindo-os de realizar as suas funções. Ter um animal com uma condição corporal ideal é fundamental para a sua saúde e bem-estar. Efeitos negativos para o animal O excesso de gordura tem um impacto negativo na saúde do animal: • Diminui a mobilidade e dificulta a realização de exercício físico; • Diminui a qualidade e a esperança de vida; •Aumenta o risco de desenvolvimento de outras doenças, tais como, problemas osteoarticulares (o risco é 3 vezes superior em animais obesos), alterações cardíacas e respiratórias, alterações do sistema urinário e diabetes mellitus (o risco é 4 vezes superior em gatos obesos). • Aumenta o risco cirúrgico e/ou anestésico. E se o seu animal já for obeso? Marque já uma consulta de obesidade para o seu animal. A sua equipa médico-veterinária irá ajudá-lo a estimar o peso ideal do seu animal e a planear um programa de perda de peso indi- vidualizado. Mas não se esqueça! O sucesso do programa de perda de peso está, muitas vezes, dependente da motivação do dono para cumprir o programa estipulado. Para ajudar o seu animal a atingir o peso ideal deve oferecer-lhe um alimento especificamente formulado para a perda de peso, que será pres- crito pelo seu médico veterinário. Reduzir sim- plesmente a dose diária do alimento habitual
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    50 Cães&Companhia peso édemasiado rápida existe o risco de o animal voltar a ganhar peso após atingir o peso ideal. Um gato ou um cão podem demorar vários me- ses até atingir o peso ideal, mas não desista, pois os benefícios para a saúde do seu animal são muito significativos – terá um companhei- ro mais saudável e durante mais tempo! n O sucesso do programa de perda de peso está, muitas vezes, dependente da motivação do dono para o cumprir não é a solução, pois o animal continuará com fome e solicitará constantemente alimentos. Além disso, a restrição alimentar pode provocar alguns desequilíbrios, nomeadamente perda de massa muscular. Por conseguinte, é indispen- sável utilizar um alimento dietético com uma composição especificamente elaborada para favorecer o emagrecimento e evitar esses dese- quilíbrios. Os alimentos para perda de peso As dietas de emagrecimento devem ser palatá- veis para garantir que o animal as ingere. Estes alimentos são formulados para proporcionar um volume alimentar adequado e para satisfazer o apetite do seu animal com menos calorias do que um alimento normal. Por norma, estes ali- mentos são ricos em proteínas, uma vez que o valor energético das proteínas é menor do que o da gordura. Assim, o animal consome um ali- mento com um teor de energia inferior que, si- multaneamente, sacia o apetite e limita a perda de massa muscular. A dose diária de alimento estipulada pelo mé- dico veterinário deve ser rigorosamente respei- tada e é muito importante que o seu animal coma apenas isso. Quaisquer alimentos extra ou guloseimas devem ser evitados. Recomenda-se o fracionamento da dose diária em 3 ou 4 refei- ções para evitar a sensação de fome. A importância do exercício físico Para a maioria dos animais, um programa de perda de peso também envolve exercício físico. Um passeio mais prolongado com o seu cão ou mais brincadeiras com o seu gato irá criar uma excelente oportunidade para gastar calorias. Os jogos e as brincadeiras ajudam a promover a interação dono-animal e a estimular o gasto energético. Um processo longo A perda de peso deve ser um processo pro- gressivo e regular, pois quando a perda de
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    52 Cães&Companhia Devo fazerdesparasitação no inverno? Cláudia Rodrigues MédicaVeterinária Veterinária Artigo gentilmente cedido por Hospital de ReferênciaVeterinária Montenegro Fotos: HVM e Shutterstock Émuito frequente nos períodos de outono e inverno os proprietários fazerem o “descanso”dos desparasitantes externos, porque pensam que não existem pulgas, nem carraças com o frio, ou, então, porque aplicaram um spot on com um intervalo de 2ou 3 meses. Éum erro.
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    D e facto, esteconceito está completamente errado, principalmente com as alterações climatéricas que se têm verificado nos últimos anos. Cada vez mais, existem infestações de pulgas em animais de interior (ga- tos e cães) nos meses de inverno e, nos últimos anos, surgem pul- gas em animais que nunca tinham tido uma única pulga ao longo da vida. Torna-se, portanto, cada vez mais importante sensibilizar os donos para uma adequada prevenção das parasitoses externas durante todo o ano, mesmo em animais de interior que não vêm à rua. Estes parasitas podem transmitir doenças ao cão ou gato quando são picados para sugar sangue, mas também aos donos. A febre da carraça no Humano é uma pa- tologia de difícil diagnóstico e no último ano, em Portugal, ocorre- ram algumas mortes em humanos devido a estas parasitoses. Carraças e pulgas As carraças são ectoparasitas (parasitas que se instalam fora do corpo do hospedeiro) que in- festam diversas espécies animais (cavalos, bovinos, roedores, cães, gatos), incluindo o Homem. As carraças picam o hospedeiro e ingerem sangue para se alimenta- rem, pelo que, em caso de grandes infestações, pode ocorrer uma per- da de sangue significativa. Quan- do a saliva da carraça é espalhada, esta pode veicular vírus, bactérias ou protozoários (micro-organis- mos unicelulares), caso a carraça esteja infetada. A pulga é um inseto sem asas, de corpo castanho, achatado e com longas pernas que lhe permitem saltar até 75 vezes a sua altura. Dentro dos géneros conhecidos, o Ctenocephalides felis é aquele que afeta 97% dos gatos e 92% dos cães domésticos. Existem cada vez mais infestações de pulgas em animais de interior nos meses de inverno Vamos falar sobre as doenças transmitidas pelas carraças e pelas pulgas ao seu animal. Babesiose canina A babesiose canina é causada por um protozoário denominado Babe- sia canis, que atua infiltrando-se e destruindo os glóbulos vermelhos, resultando numa anemia grave. Este hemoparasita (parasita que vive na corrente sanguínea dos animais) pode ser transmitido por diversas espécies de carraças. Os sinais clínicos que os cães apre- sentam variam desde perda de apetite, depressão, febre, anemia (mucosas pálidas), icterícia (muco- sas amarelas), diarreia e hemoglo- binúria (urina de cor escura). Erliquiose Canina A erliquiose canina é causada por uma rickettsia (bactéria intracito- plasmática) pertencente ao género Ehrlichia, que parasita os glóbulos brancos e as plaquetas do sangue, levando à sua destruição. Este hemoparasita é transmitido por carraças da espécie Rhipicephalus sanguineus. A doença passa por três fases clí- nicas: • Na fase aguda os animais apresentam-se geralmente febris, com perda de peso, anorexia, as- tenia (fraqueza muscular), e, com menos frequência, verificam-se secreções nasais, depressão, peté- quias, sangramento nasal, edema dos membros, vómitos, uveíte e insuficiência hépato-renal; • A fase subclínica é, geral- mente, assintomática, podendo aparecer algumas complicações como depressão, hemorragias, edema dos membros, perda de apetite e palidez das mucosas; • Na fase crónica, cães com imunidade insuficiente podem desenvolver sangramentos espon- As carraças picam o hospedeiro e ingerem sangue para se alimentarem.
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    A desparasitação externa éum ato simples que não deve ser negligenciado pelo dono Caso grave de Dermatite Alérgica à Picada de Pulga num Pastor Alemão. Dorso do Pastor Alemão 4 meses após o início da terapêutica. tâneos, anemia, linfadenopatia ge- neralizada (dilatação de anticorpos que têm um papel fundamental na defesa do organismo), edema do escroto e dos membros (inchaço causado pelo excesso de líquidos nos tecidos do corpo), espleno- megalia (aumento do baço), he- patomegalia (aumento do fígado), uveíte (olho azul), hifema (olho vermelho), cegueira, artrite e con- vulsões. Nesta fase podem ocorrer infeções secundárias devido à re- dução da atividade ou eficiência do sistema imunológico. Doença de Lyme A doença de Lyme é causada por uma bactéria (Borrelia) e é trans- mitida por carraças do género Ixo- des. Esta doença é uma zoonose, ou seja, é transmissível do animal para o Homem. O quadro clínico é extenso, po- dendo o animal apresentar sinais inespecíficos como febre, perda de peso, anorexia, astenia (sensação generalizada de debilidade e falta de vitalidade) e dispneia (falta de ar). Os sinais mais frequentes são ar- ticulares – artrite (inflamação das articulações), claudicação (sensa- ção de dor, cansaço, fraqueza), pe- rante os quais os animais recusam mexer-se. Podem manifestar ainda tremores, ataxia (desequilíbrio), alterações comportamentais, insuficiência re- nal, aborto, entre outros. Controlo das carraças e pulgas Apesar de existir tratamento para estas doenças, o controlo das car- raças recorrendo ao uso de ecto- parasiticidas ambientais e de uso tópico (aplicado diretamente na região afetada) é a medida sani- tária mais eficaz para evitar o seu aparecimento. As pulgas vivem em ambiente ex- terior (ervas altas, locais escuros/ húmidos), mas também no interior (no carro, nas carpetes e na mo- bília, por exemplo). Precisam dos animais, pois é deles que retiram o seu alimento, sendo hematófagos (72 fêmeas de pulga podem ingerir cerca de 1 ml de sangue por dia), sendo possíveis transmissores de doenças. A larva de Ctenocephalides felis é hospedeiro intermediário de Dypili- dium caninum – parasita intestinal do cão e do gato, frequentemente descrito como os “grãos de arroz” que saem nas fezes e causam mui- ta comichão e sangramento ao defecar.
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    que as pulgastêm uma capacidade de salto de cerca de 150 cm e que as gaivotas, os pombos, os pardais e outros pássaros podem ser uma fonte de infestação. Estes pássaros têm acesso a muitas das varandas e terraços das nossas casas. Nós próprios somos uma fonte de infestação quando chegamos da rua, com as nossas roupas e sapatos. Proteja-o todo o ano O “descansinho das pipetas” que alguns donos fazem no inverno Micoplasmose A pulga também pode transmitir ao gato doenças muito semelhantes à febre da carraça no cão, como a Micoplasmose. O Mycoplasma hae- mofelis é um hemoparasita muito frequente nos gatos que causa al- terações semelhantes à erliquiose canina. Dermatite Alérgica à Picada de Pulga Para além das parasitoses sanguí- neas, a pulga tem um potencial efeito de hipersensibilidade aquan- do da picada (pensa-se que o efei- to antigénico provenha da saliva, apesar de ainda não se ter conse- guido isolar dela o antigénio res- ponsável pela alergia). As pulgas também podem ser responsáveis por causar dermatite alérgica, em resultado da picada. O animal geralmente apresenta uma dermatite papular no dorso, flancos, base da cauda e zona um- bilical, sendo típico haver escoria- ções, crostas, seborreia, alopécia (falta de pelo) e uma vasta infla- mação/infeção associada a trauma auto-infligido, como consequência da comichão intensa. Acesso à rua Ir ao terraço ou varanda de casa pode ser considerado um fator de risco, dependendo da altura a que se encontra do chão e da região em que habita. Não se esqueça não está correto e pode ser alta- mente prejudicial para estes e para o seu animal. A desparasitação externa é um ato simples que só precisa de ser efetu- ado, no máximo, uma vez por mês. Existem vários produtos disponí- veis no mercado – em spray, spot on (pipeta), coleira ou comprimi- dos palatáveis. Escolha o que me- lhor se adapta a si (pela facilidade de aplicação) e ao seu animal (pela tolerância do produto). Aconselhe-se junto do médico me- terinário. n
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    56 Cães&Companhia Veterinária Toxoplasmose Zoonoses felinas Detodas as Zoonoses Felinas a toxoplasmose é, sem dúvida, das mais conhecidas. Existem, porém, ainda muitas ideias erradas sobre a doença em si e sobre o papel que o gato desempenha. Filipa Manteigas MédicaVeterinária Artigo gentilmente cedido pelo Hospital do Gato Fotos: Shutterstock
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    57Cães&Companhia A toxoplasmose é umadoença provoca- da pelo parasita Toxoplasma gondii. O ciclo de vida deste parasita é com- plexo e envolve dois tipos de hospedeiros: um hospedeiro definitivo (o gato) e um hospedeiro intermédio (outros animais, incluindo o Homem). Vamos aqui expor o ciclo de vida de forma sim- plificada de modo a destacar as principais vias de contaminação. A toxoplasmose e o gato A infeção com Toxoplasma gondii é mais comum em gatos com acesso ao exterior e que são ca- çadores ativos, e em gatos que são alimentados com carne mal cozinhada ou crua. Em geral, de- pendendo do seu estilo de vida,entre 20-60% dos gatos serão infetados com o parasita, mas muito poucos irão demonstrar sinais clínicos. O gato é o hospedeiro definitivo,porque é apenas nele que o parasita consegue produzir oocistos (ovos), que são depois excretados nas fezes e po- dem infetar outros animais, incluindo o Homem. Quando um gato ingere uma presa ou carne con- taminada o parasita é libertado no tracto diges- tivo, multiplica-se na parede intestinal e produz oocistos. Estes oocistos são depois excretados, durante um período curto de tempo (geralmente menos de 14 dias), nas fezes. Os oocistos excretados nas fezes do gato não são imediatamente infeciosos para outros ani- mais, precisam primeiro de sofrer um processo designado de esporulação que demora entre 1 a 5 dias. Uma vez esporulados, os oocistos são infetantes para gatos, pessoas e outros hospe- deiros intermediários. É raro um gato voltar a excretar oocistos nas fe- zes após a primeira infeção e,quando isto ocorre, é geralmente em quantidade muito menor. Sinais no gato Se o gato não desencadear uma resposta imuni- tária eficaz, pode desenvolver sinais de doença, que podem incluir febre, perda de apetite, perda de peso, letargia, pneumonia, problemas oftal- mológicos, hepatite, sinais neurológicos, entre outros. A infeção numa gata gestante produz sinais severos de doença, como morte fetal, aborto, nados-mortos e morte de gatinhos jovens. A toxoplasmose e o Homem Estima-se que mundialmente mais de 500 mi- lhões de pessoas estejam infetadas, porém a maioria não apresenta sintomas. Pessoas que te- nham sido infetadas com este parasita desenvol- vem anticorpos contra o organismo que podem ser detetados em análises de sangue. Na maioria dos casos as pessoas são infetadas por uma de duas vias: ingestão de oocistos do ambiente (por contacto com solo contaminado com oocistos já esporulados, ou por ingestão de frutas ou vegetais contamina- dos); ou ingestão de carne mal cozinhada que esteja contaminada com quistos. Outras vias menos comuns são: ingestão de oocistos esporulados em água contaminada; ingestão de leite não pasteurizado; inalação de oocistos esporulados em partículas de pó (extre- mamente raro). Se tem gato e está a planear uma gravidez fale com o seu médico sobre o assunto Estima-se que mundialmente mais de 500 milhões de pessoas estejam infetadas, porém a maioria não apresenta sintomas.
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    58 Cães&Companhia Sinais noHomem No Homem com um sistema imunitário compe- tente, os sinais de toxoplasmose são geralmente ligeiros, semelhantes a uma gripe. Em grupos de risco,cujos indivíduos possuem uma imunidade comprometida (bebés, crianças, ido- sos, grávidas ou pessoas imunodeprimidas), pode ocorrer uma doença severa que inclui encefalite, aborto,nados-mortos,defeitoscongénitoseoutros problemas do foro neurológico e oftalmológico. A toxoplasmose e a gravidez Em mulheres infetadas pela primeira vez (pri- moinfeção) durante a gravidez, a infeção pode passar para o feto. Em muitos casos, mesmo o feto estando infetado, vai permanecer assintomá- tico, mas numa minoria de casos a infeção pode conduzir ao aborto, defeitos congénitos no recém- -nascido, problemas neurológicos e oculares. Porém é importante ressalvar que isto só acontece se a primoinfeção for durante a gravidez, sendo que infeções anteriores não envolvem este risco. O contacto com o gato aumenta o risco de infeção? Pesquisas indicam que o contacto com gatos (ou possuir um gato) não aumenta o risco de infeção para o Homem. O que dizem os estudos: • A probabilidade de contactar com um gato que esteja a excretar oocistos nas fezes é muito baixa (num estudo com 206 gatos, 25% tinham sido infetados com o parasita, mas nenhum estava a eliminar oocistos nas fezes); • Veterinários que trabalham com gatos não têm maior risco de ser infetados em comparação com a população em geral; • O contacto direto com gatos, geralmente, tem pequena ou nenhuma influência na probabilida- de da pessoa ser infetada com T. gondii, enquan- to o consumo de carne crua aumenta significati- vamente o risco de adquirir a infeção; • A maioria das pessoas são infetadas através de carne mal cozinhada ou legumes e fruta mal lavados; • Os grupos de risco não devem entrar em con- tacto ou manusear a liteira do gato; • A liteira deve ser limpa diariamente, para que os oocistos não possuam tempo suficiente para ficar “ativos”; • Usar luvas quando se manipula a liteira e lavar bem as mãos após a limpeza da mesma; • Limpar periodicamente a liteira com detergente e água a ferver (elimina os oocistos); • Eliminar a areia da leiteira de forma segura,por exemplo, dentro de um saco de plástico fechado, antes de colocar dentro de outro lixo doméstico; • Tapar as caixas de areia onde brinquem crian- •Também se deve ter em conta o risco das crian- ças contraírem a infeção quando brincam em ter- renos contaminados com oocistos esporulados. Como reduzir o risco de contrair toxoplasmose através do gato? Apesar do risco de transmissão da doença, de um gato para um humano,ser muito baixo,podem ser tomadas medidas para o diminuir ainda mais: ças para que nenhum gato defeque nesse local; • Não permitir que o gato tenha acesso à rua; • Alimentar gatos com comida própria e não ali- mentar com comida crua ou mal cozinhada. Outras medidas preventivas • Usar luvas quando se faz jardinagem e lavar as mãos muito bem após contacto com terra (que pode estar contaminada com oocistos); Dependendo do seu estilo de vida, entre 20-60% dos gatos serão infetados com o parasita, mas muito poucos irão demonstrar sinais clínicos
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    • Antes eapós manusear comida lavar sempre muito bem as mãos; • A fruta e os legumes devem ser muito bem la- vados antes de ingeridos para remover possíveis oocistos da sua superfície; • Todas as superfícies e utensílios usados na preparação de comida devem ser limpos com detergente e água quente, antes e depois da uti- lização, para inativar quistos tecidulares; • A carne deve ser cozinhada a um mínimo de 58ºC por 10 minutos ou 61ºC por 4 minutos para eliminar quistos tecidulares.O uso de microondas não é uma forma segura de eliminar quistos; • Refrigerar a carne entre -12ºC a -20ºC por 3 dias elimina os quistos; • A água não potável deve ser fervida ou filtrada antes de ingerida; • Controlar a população de roedores e outros po- tenciais hospedeiros intermediários. Diagnóstico e tratamento em gatos Esta doença é geralmente diagnosticada com base na história, sinais clínicos, análises san- guíneas (como titulação de anticorpos) e, por vezes, análise de fezes. O prognóstico varia consoante o estádio em que a doença se encontra, podendo ser fatal em ca- sos extremos. No entanto, na maioria das vezes o uso de antibióticos específicos resulta na cura clínica do gato. Não existe vacina para esta doença. Em jeito de conclusão O risco de adquirir toxoplasmose através de um gato é muito baixo, visto que os gatos infetados excretam o organismo nas fezes apenas alguns Ser dono de um gato não significa exposição à doença, uma vez que é muito pouco provável que exista infeção através do pelo, de arranhadelas ou de dentadas dias, durante toda a vida.A maioria das pessoas são infetadas por outras formas, nomeadamen- te, através da ingestão de carne mal cozinhada. Ser dono de um gato não significa exposição à doença,uma vez que é muito pouco provável que exista infeção através do pelo, de arranhadelas ou de dentadas; e visto que gatos de interior que nunca caçaram e que nunca foram alimentados com comida crua não possuem probabilidade de serem infetados com este parasita. Simples medidas de higiene podem, no en- tanto, ser tomadas para reduzir estes riscos e tornar a relação gato-dono o mais segura possível. Na próxima edição falaremos de Dermatofito- se, vulgarmente conhecida como Tinha. n
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    60 Cães&Companhia Veterinária Passear ogato à trelaSe tem vontade de passear o seu gato à trela mas não sabe como, então esta informação é para si. Maria João Dinis da Fonseca MédicaVeterinária Artigo gentilmente cedido pelo Hospital do Gato Fotos: Shutterstock
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    61Cães&Companhia Se tem umgato sociável e curioso, que adora estar à janela, pense em passeá-lo na rua P assear um gato com trela pode ser uma experiência enriquecedora para o dono e para o gato, ou, pelo contrário, uma experiência traumática; tudo depende do modo como é realizada. Uma coisa é certa, vai precisar de tempo, bom senso e muito carinho. É necessário para o bem-estar do meu gato levá-lo à rua? Não é necessário, mas é um modo de propor- cionar vivências ao gato que podem ser enri- quecedoras. Nem todos os gatos beneficiam de um passeio. Se tem um gato particularmente tímido não é recomendável que o leve a passear. Mas se, pelo contrário, tem um gato sociável e curioso, que adora estar à janela, então pense no assunto. Só devem ir à rua gatos vacinados e desparasita- dos com um protocolo adequado,já esterilizados e com microchip. Assim, a melhor idade para iniciar o seu gato a ir à rua é por volta dos 6 meses, mas nunca é tarde para começar! Como começar • Nunca passeie o seu gato com coleira, mas sim com peitoral. • Adquira um peitoral seguro, de preferência que tenha uma união em cima e em baixo. Para prevenir imprevistos, tenha o peitoral identifi- cado com o seu número de telefone. • Deixe o peitoral ao alcance do gato cerca de 2 dias antes, para que ganhe o cheiro do seu gato e, inclusive, use a parte da trela como brin- quedo. • O passo a seguir é colocar o peitoral no gato, faça-o ainda em casa e deixe o gato com ele durante vários períodos. • Quando sentir que o gato já está habituado e confortável com a situação, junte a trela e deixe-o andar em casa com a trela pendurada. • Ainda dentro de casa comece a passear à tre- la. Esta fase é delicada, pois os gatos detestam sentir-se presos. • Evite que ele o puxe, mas também deve evitar puxá-lo. Associe estas experiências a estímulos positivos, como biscoitos e muita brincadeira. Este processo de adaptação ao peitoral pode demorar semanas, mas é essencial para que a fase seguinte corra da melhor forma. • Escolha um lugar seguro onde não circulem cães soltos (e, de preferência, onde também não circulem cães presos), sem muito ruído por perto, nem muita agitação. Conheça primeiro o lugar sem a presença do seu gato. Só devem ir à rua gatos vacinados e desparasitados com um protocolo adequado, já esterilizados e com microchip. Vamos à rua! Até chegar ao local onde vai passear o seu gato, deve levá-lo dentro da transportadora para evitar encontros com cães, e mesmo com outras pesso- as, porque uma má experiencia pode assustar o gato e comprometer a sua aprendizagem. Uma vez chegados ao local eleito para o passeio, segure bem a trela e abra a transportadora. Deixe o seu gato sair por ele,não o force.Se após 30 minutos o seu gato não sair da transportado- Transportadora A transportadora de um gato deve fazer parte do seu território, ou seja, deve estar sempre à disposição do gato, que provavelmente a vai usar como esconderijo ou mesmo como cama.A utilização de um spray de feromonas na caixa de transporte é muito útil para diminuir o stress da viagem. ra, regresse a casa e volte a tentar mais tarde. Depois do gato sair da transportadora deixe-o explorar a zona, provavelmente aos poucos o gato vai querer fazer o reconhecimento do local. Mais uma vez, evite puxar o seu gato, mas tam- bém não permita que ele o puxe.Associe recom- pensas a este processo. Tente voltar sempre ao mesmo local, pelo menos até sentir que o seu gato está confiante. Bons passeios! n
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    62 Cães&Companhia O seugato deixou de ser limpo? Perceba o que se está a passar Gatos Mar Olivas Tur Fotos: Shutterstock Quando foi a última vez que mudou o areão do tabuleiro de higiene? Para o seu gato pode estar sujo. Os gatos são limpos por natureza e, por isso, podem deixar de usar o tabuleiro se este não estiver de acordo com as suas preferências.
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    63Cães&Companhia Alguns gatos parecemnão entender onde está a sua “casa de banho” e utilizam outros sítios na sua casa, a culpa pode ser de um dono desatento A eliminação de urina e de fezes fora do tabuleiro de higiene é o problema mais comum com que os donos de gatos se deparam. Os gatos foram a última espécie que domesticámos e mantêm, por isso, um equilí- brio instável, que inconscientemente pode ser quebrado com determinadas ações que temos. Motivos para não ser limpo São vários os motivos que podem levar um gato a fazer as suas necessidades fora do tabuleiro de higiene e quase todos eles têm solução, mas o dono deve realizar um esforço para conhecer melhor o seu animal de compa- nhia e respeitar as regras de comportamento que os tranquiliza. Por que atira a areia para fora do tabuleiro de higiene? É um jogo muito divertido. Quando se trata de usar o areão, há gatos muito cuidadosos e gatos descuidados. Os descuidados escavam como loucos e, se gostam, escavam muito mais, até que atiram para fora todo o areão do tabuleiro. Por que urina na sanita? O gato é muito limpo, mas se o seu dono não for assim tanto e deixar as fezes no tabuleiro de areão este não vai gostar e irá procurar outro sítio para urinar.A sanita, pelo seu odor a amo- níaco, pode parecer-lhe um local idóneo. Por que dá golpes com as patas no chão fora do areão? Algumas vezes, depois de fazerem as suas ne- cessidades, os gatos saem para fora do tabulei- ro de higiene e arranham o chão à volta deste, em vez de escavarem no areão. O gato está a dizer que não gosta do areão, por isso faz os movimentos como se estiver a cobrir algo, sem tocar no areão. Pode ser porque este é limpo poucas vezes e tem fezes antigas. Quantos tabuleiros de higiene são necessários? Num lar de dimensões normais e apenas com um gato basta um tabuleiro, mas se vivem na mesma casa dois ou mais gatos são necessá- rias mais “casas de banho”. É uma boa ideia colocar vários tabuleiros em divisões diferentes da casa, sobretudo se há lutas ou desavenças entre eles. Neste caso é conveniente colocar mais um tabuleiro que o número de gatos que vive em casa. Por exemplo, se temos três gatos “rufias” necessitamos de quatro wc. Estará doente? Entre as doenças que afetam frequentemente os gatos encontra-se, pela sua elevada incidên- cia, uma doença das vias urinárias inferiores, o síndrome urológico felino. Se o gato tem micções frequentes e de pouco volume, dificuldade para urinar ou urina em locais fora do normal pode estar doente. Se observamos que o gato visita com demasiada frequência o tabuleiro de higiene ou que urina por toda a casa devemos levá-lo o quanto antes Alguns gatos procuram a sanita psra urinar, pois esta emana um odor a amoníaco e pode parecer-lhe um odor idóneo.
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    64 Cães&Companhia ao médicoveterinário. Se o gato sentir dor ao urinar pode rejeitar o tabuleiro, pois associa a sua presença à dor. Se o médico veterinário rejeitar a existência de um problema de saúde, estamos na presença de um distúrbio de comportamento. Escolha do areão Existem tipos de areão ou litter para gatos. Se o gato rejeitar um deles devemos mudar para outro e não insistir. É quase impossível que- brar a vontade de um gato. Os mais habituais são: areão normal, aglomerante, de esferas de sílica e areão ecológico. E, esqueça coisas “pré- -históricas” como o serrim, que era usado an- tigamente. Areão normal É a sepiolita, uma variedade de argila que se obtém diretamente das pedreiras. A sua capaci- dade de absorção é muito alta e não tem odor, características que fazem com que seja bem aceite pela maioria dos gatos. É necessário ser trocada com frequência e limpa diariamente. Areão aglomerante É a bentonite, uma argila de grão muito fino que tem a capacidade de absorver uma grande quantidade de líquido aumentando de volume. A urina e as fezes formam blocos sólidos, pelo que é muito agradável para uma grande parte dos gatos. Deve ser limpo diariamente, mas eli- mina melhor os odores. Esferas de sílica É o gel de sílica, uma forma granular e porosa de dióxido de sílica fabricado sinteticamente. Apesar do nome, o gel de sílica é sólido. É o litter que se mantém mais tempo limpo, seco e isento de odores. Pelas suas características especiais requer que se utilize uma quantidade menor em relação aos anteriores, obtendo melhores resul- tados. Também é bastante mais caro. Há vários gatos que não gostam. Areão ecológico É formado por fibras naturais de restos de ma- deira obtidos na limpeza dos bosques. É uma alternativa que respeita a natureza. Uma escolha adequada do tabuleiro e areão, e da sua localização em casa, reduz os problemas
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    Uma solução paracada problema Problemas Soluções O tabuleirO SujO Manterotabuleirodehigienelimpoémuitoimportante.Osgatossãoextremamente sensíveis em relação à sua higiene, se não se retira o areão sujo há muitas possibilidades que procure outro sítio da casa para fazer as suas necessidades. Limpar a bandeja duas vezes por dia (de manhã e à tarde) e mudar a totalidade do areão duas vezes por semana.Se se usar areão aglutinante – que forma torrões com a humidade – podemos realizar apenas uma mudança total por semana.A quantidade de areão será sempre suficiente para que o gato escave e enterre as suas fezes com comodidade. NãO gOSta dO areãO O gato tem os seus próprios gostos quanto ao tipo, aroma e qualidade do areão ou litter. Quando este lhe desagrada, o gato não entra no tabuleiro para evacuar ou fica parado com as patas apoiadas na borda do tabuleiro,sem querer entrar.Não enterra as fezes,nem escava e,geralmente,sacode as patas quando sai do tabuleiro. Por sorte há uma grande variedade de areão e litter no mercado pelo que é simples encontrar um que seja do seu agrado. Evite o areão aromatizado, que normalmente desagrada a todos os gatos. Experimente várias marcas comerciais até achar a que dá melhor resultado. MedO dO wc A forma, tamanho ou aparência do tabuleiro de higiene assusta os gatos de temperamento retraído, em especial os que são cobertos, que podem agradar ao dono,masnãoaoanimal.Ostabuleirosdemasiadopequenoseosqueforamlimpos com produtos químicos muito aromáticos são rejeitados por quase todos os gatos. Mude para um tabuleiro sem cobertura.Comprove se o tamanho é adequado ao tamanho do gato. Devemos evitar os tabuleiros muito profundos, que dificultem o acesso do animal e os muito pequenos que não permitam que este ande à roda comodamente dentro deste. averSãO adquirida Se o gato relacionar uma experiência que foi desagradável com o uso do tabuleiro de higiene,irá ter aversão a usá-lo.Esta experiência negativa pode ser de vários tipos, as duas mais comuns são um ralhete por atirar areia para fora ao escavar ou ser incomodado por outro animal lá de casa,como um cão a cheirar o que está a fazer. Mude o tipo de tabuleiro de higiene e coloque-o numa divisão diferente, de modo a quebrar a relação que existe entre o seu uso e a experiência negativa. aNtiPatia Pela diviSãO É mais frequente do que habitualmente se crê. Se o tabuleiro está numa divisão da casa que é fria,húmida ou com muita atividade e ruído,por exemplo,numa zona de passagem da casa,pode ser rejeitado pelo gato. Mude o tabuleiro de sítio, preferencialmente para uma divisão da casa onde o gato se sinta cómodo. O que devemos ter em conta • Os gatos preferem ter o tabuleiro de higiene pró- ximo do sítio onde passam a maior parte do tempo. Não o coloque demasiado afastado desse local. • Se em casa convivem vários gatos pode acon- tecer que um deles impeça o acesso de outro ao tabuleiro, inclusive quando se dão bem. Verifi- que se isto não está a ocorrer. • Um gato dominado pode sentir-se encurralado ao tentar sair da divisão onde está o tabuleiro; então, por medo, deixa de usá-lo para não en- trar nessa divisão. Coloque vários wc em sítios diferentes da casa. • Comprove se outros animais de companhia que vivem em casa, como um cão coprófago, não incomoda o gato quando este está a fazer as suas necessidades. Coloque a bandeja num sítio onde o gato possa chegar sem dificuldade, mas que não esteja ao alcance do cão. • O stress e a ansiedade, motivados por diversas causas, por exemplo, a chegada de um animal de companhia novo ou uma visita em casa, pode levar o gato a eliminar num local inadequado. Localize o motivo de stress e elimine-o. n Quando há apenas um gato basta um wc; se houver mais, a regra é mais um wc que o número de gatos em casa
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    66 Cães&Companhia Mini-Lop A principalcaraterística da raça Mini-Lop são as suas orelhas caídas. Este coelho anão tem uma aparência alerta e vigorosa. Associação Portuguesa de Coelhos Anões Fotos: APCA e Shutterstock Exóticos
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    67Cães&Companhia U m coelho anãoMini-Lop deve ser defi- nido, sólido e firme. O seu corpo deve ser curto, amplo e bem musculado, sendo o pescoço pouco visível. A traseira bem musculada é curta e bem arredondada. O peito é amplo e profundo, com partes laterais curva- das no ponto onde liga aos ombros, que são amplos e fortes. As patas dianteiras são curtas,espessas e retas.As patas posteriores são curtas, fortes e poderosas, devendo apresentar-se paralelas ao corpo. A sua cauda é reta,forte e bem revestida de pelo.Permi- te-se uma pequena papada, mas não é desejável. Peso Opesoidealemadultositua-seentre1,5kga1,6kg. Cabeça, nuca e olhos Acabeçaébemdefinida,amplaebemdesenvolvi- da.O perfil da cabeça é ligeiramente curvado,com uma boa largura entre os olhos,ossos zigomáticos salientes e focinho amplo. Os olhos são grandes, bem definidos e brilhantes. A extremidade basal das orelhas deve ser proeminente ao longo da parte superior do crânio, para formar a nuca. Orelhas As orelhas devem ser amplas, espessas, bem re- vestidas de pelo e arredondadas nas extremida- des. Devem apresentar-se bem junto aos ossos zigomáticos, dando a aparência de uma ferra- dura quando visto de frente.A parte interior das orelhas não deve ser visível de nenhum ângulo se tiver o posicionamento correto. As longas orelhas devem ser bem revestidas de pelo e arredondadas, parecendo uma ferradura visto de frente Pelagem O pelo deve ser denso e com bom comprimento, apresentando-se no sentido descendente e com inú- meros pelos de proteção. As patas e solas devem estar bem revestidas de pelo. Cor e padrão O Breed Standards Com- mittee (Comité de Padrões de Raças) do British Rabbit Council aceita qualquer cor ou padrão, além do padrão incom- pleto. Estado geral O exemplar deve estar em perfeito estado de saúde e boa forma física, livre de qualquer sujidade, especialmente nas patas, nas orelhas e nos órgãos genitais. O pelo deve refletir a boa saúde geral do exemplar,que deve parecer alerta e vigoroso.n O que evitar num Mini-Lop Faltas • Corpo demasiado longo; • Cabeça não suficientemente característica da raça; • Orelhas feridas ou danificadas; • Mau posicionamento das orelhas; • Orelhas dobradas; • Nuca não desenvolvida; • Pelo com caimento descendente e esvoaçante; • Grandes papadas em fêmeas; • Patas posteriores não paralelas ao corpo; • Ligeira sujidade nas patas, orelhas e órgãos genitais; • Solas das patas sem pelo; • Pelo ligeiramente sujo ou diluído; • Unhas dos pés grandes; • Falta de vitalidade. Desqualificações • Dentes com anomalias ou mutilados; • Exemplares acima do limite de peso; • Deformidades e mutilações; • Deformação dos dentes (mal oclusão); • Orelhas com as pontas viradas ao contrário; • Patas curvadas ou dobradas; • Cauda deformada; • Qualquer doença ou enfermidade visível; • Cegueira total ou parcial; • Cor de olhos incorreta; • Qualquer infeção parasitária; • Muita sujidade.
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    68 Cães&Companhia Tartaruga dedorso articulado Kinixys nogueyi (Lataste,1886) A tartaruga de dorso articulado tem uma característica muito própria, como aliás o seu nome comum indica. De facto, trata-se de uma espécie de tartaruga que consegue articular a carapaça, dobrando-a. Rui Pessoa Fotos: Autor Exóticos Casal jovem.
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    69Cães&Companhia S abemos que hávárias espécies que têm o plastrão amovível, conseguin- do fechar-se mais ou menos hermeti- camente na parte de baixo, mas esta espécie consegue esconder as patas traseiras e a cauda (para proteção), fechando a parte superior da carapaça. Isto acontece apenas nos animais jovens e adultos, uma vez que a membrana car- tilaginosa que o permite forma-se e é apenas visível ao fim de alguns anos. Habitat natural Esta tartaruga terrestre tem como habitat na- tural um vasto território do continente africano, concretamente na África Ocidental. Entre os países onde pode ser encontrada contam-se o Senegal, a Guiné-Bissau, o Gana, o Togo, os Camarões e a Nigéria, mas pode também ser avistada um pouco mais ao centro do conti- nente africano, designadamente na República Centro-Africana. Tanto pode habitar em áreas densamente arbo- rizadas, como em zonas abertas de savana, ti- picamente de vegetação rasteira, encontrando- -se muitos grupos populacionais estabelecidos perto de cursos de água. O facto de ocorrer numa diversidade bastante acentuada de territórios é motivo de grandes dores de cabeça para quem mantém estes ani- mais em cativeiro e lhes pretende proporcionar as condições mais parecidas com o seu habi- tat de origem, surgindo dúvidas importantes: A tartaruga de dorso articulado é uma espécie de tartaruga que consegue articular a carapaça,dobrando-a Terrário aberto ou fechado? Com vegetação densa ou amplo? Níveis de humidade elevados ou ambiente seco? O ideal é conhecer a origem exata do animal, o que em muitos casos é qua- se impossível. A tartaruga de dorso articulado era, até há pouco tempo, considerada uma subespécie da Kinixys belliana, mas foi recentemente autono- mizada. Principais características Para além da característica já mencionada de articulação da carapaça, esta espécie tem ain- da outra característica física que a distingue de muitas outras tartarugas e sobretudo das espécies mais próximas (como por exemplo, a Kinixys belianna), que é o facto de ter apenas quatro unhas nas patas frontais e não cinco como é habitual. O macho tem a cauda mais grossa e comprida do que a fêmea, como na maioria das espécies de tartarugas. Tem ainda o plastrão côncavo, para permitir mais facilmente o ato de cópula. Diz-se que os machos muito velhos ficam com a cabeça de tom azulado. Pormenor do dorso articulado. Aspeto da carapaça. Cores do plastrão.
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    70 Cães&Companhia A Kinixysnogueyi é considerada uma tartaruga de tamanho médio, podendo as fêmeas atingir cerca de 24 cm e os machos 20 cm ; por seu turno, as crias nascem com cerca de 4 cmde comprimento. Em termos de cores, estas são muito variáveis, desde o amarelo clarinho até ao castanho bem escuro, tanto no que respeita à carapaça como ao plastrão, embora neste último se encontrem quase sempre manchas irregulares. A grande maioria dos animais tem uma carapaça bastan- te interessante, com uma mistura de tonalida- des sempre muito harmoniosa. Já no que respeita à cabeça e membros são nor- malmente escuros, muitas vezes cinzento-escuro, sem quaisquer manchas características nem tons mais claros e apelativos, como noutras espécies. Condições de manutenção em cativeiro A tartaruga de dorso articulado necessita de condições muito particulares de manutenção, nada comparáveis por exemplo com as tartaru- gas da espécie Testudo. Em primeiro lugar, porque se trata de uma tarta- ruga extremamente tímida, deve-lhe ser propor- cionado um habitat com muitos refúgios, feitos de vegetação, madeira, peças de barro, folhas secas, etc., devendo ainda o substrato ser sufi- cientemente profundo para que a tartaruga se possa enterrar. Muitos hobbystas utilizam vasos de barro deitados, onde a tartaruga se recolhe facilmente. A acrescer aos refúgios, a luminosidade interior não deve ser exagerada, o que pode ser facilita- do colocando plantas naturais ou artificiais de maiores dimensões. Por outro lado, para tentar imitar de algum modo as estações africanas típicas do seu ha- bitat natural, devem ser criadas duas estações distintas, uma com uma humidade que pode atingir os 90%-100% durante cerca de meio ano e outra, mais seca, em que a humidade não deve ultrapassar os 65%-70%, na restante par- te do ano. Uma vez que esta espécie não hiberna, várias fontes de calor têm que ser proporcionadas para que o terrário nunca baixe dos 22ºC. Alimentação Trata-se de uma tartaruga omnívora, pelo que não é muito difícil encontrar um leque variado de alimentos que lhe podem ser administrados. Verduras de vária natureza, mas sobretudo ri- cas em cálcio, podem e devem ser oferecidas todos os dias. Proteína animal deve ser dada 2 a 3 vezes por semana, de preferência incluindo caracóis, lesmas, gafanhotos, minhocas, etc. Na falta destes, pode ser dada carne de frango ou peru, por exemplo. A fruta também pode ser oferecida, mas apenas 2 vezes por semana, para evitar diarreias e a proliferação de parasitas intestinais. Esta tartaruga gosta muito de cogumelos, con- tudo não se deve abusar, sobretudo porque a chave para uma boa dieta, nesta como em qual- quer outra espécie, é a diversidade na alimen- tação. No acasalamento Os alimentos ricos em proteína animal devem ser sobretudo oferecidos na altura do acasala- mento, normalmente na época húmida, altura em que os machos lutam mais ferozmente entre eles pelo domínio das fêmeas, bem como por alimento. Assim, e para evitar disputas que originem fe- ridas, os alimentos devem ser colocados em vários locais do terrário, a fim de que todos os animais tenham efetivamente oportunidade de se alimentar. Cuidados veterinários Com efeito, esta é uma tartaruga com alguma propensão para parasitas intestinais, pelo que necessita de ser desparasitada junto de um ve- terinário com experiência em répteis pelo me- nos uma vez por ano, havendo quem aconselhe a desparasitação duas vezes por ano. Também como forma de evitar a infestação por parasitas intestinais e a sua proliferação noutros elementos do grupo, nunca se devem misturar novos animais com um grupo já devidamente estabelecido em cativeiro, sem que se sujeitem os mesmos a uma quarentena de pelo menos 2 a 4 meses. Principais ameaças e estatuto de conservação Esta tartaruga é capturada para efeitos de ali- mentação bem como utilizada para medicina tradicional, verificando-se, sobretudo nos anos 80 e 90, um decréscimo significativo nas popu- lações locais. É ainda capturada para ser comercializada no mercado de animais de estimação. Infelizmente muito poucos estudos sobre a sua ecologia e conservação têm sido efetuados. Neste momento encontra-se listada no Anexo II da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Amea- çadas de Extinção (CITES), de que Portugal é parte desde 1975, o que significa que deve haver um controlo apertado sobre os espécimes comercializados. n Como é uma tartaruga extremamente tímida deve-lhe ser proporcionado um habitat com muitos refúgios, feitos de vegetação, madeira, peças de barro, folhas secas, etc. A tomar um banho morno. Vista frontal. Trio a alimentar-se. Terrário húmido.
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    72 Cães&Companhia Gatos noPet Festival Decorreu nos dias 31de janeiro e 1de fevereiro a 224ª e 225ª Exposições Internacionais de Gatos, integradas no Pet Festival, na FIL, com 162exemplares inscritos no catálogo do fim de semana. Estiveram presentes 9Domésticos, 22exemplares de pelo longo (Categoria I), 73 exemplares de pelo semi-longo (Categoria II), 56 exemplares de pelo curto (Categoria III) e 2exemplares Oriental (Categoria IV). Os exemplares foram julgados pelos juízes Carin Salberg (Finlândia), Ireneusz Pruchniak(Polónia) e Jorge Redondo (Espanha). Exposições Resultados gentilmente cedidos pelo Clube Português de Felinicultura Fotos: BrightWoods 224ª Exposição Internacional Doméstico BIS pelo curto: “Tigresa”, de Maria Manuela Santos Sabino BIS pelo longo: “Ron-Ron”, de Marcelo Bruno da Silva Gomes Machado Categoria IV – Oriental Best Fêmea Neutro: “Annie Oakley DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Azul – OSH a, de Fátima Sehn Best Macho Neutro: “Wild Bill DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Preto SilverTabby Spotted - OSH ns 24, de Fátima Sehn Categoria III – Pelo curto Best Jovem: “Zarah Rosa Glauca”, Azul Russo – RUS, de Inês Cláudia Ferreira Martins Rodrigues Best Junior: “JWJimbo De La Chabanade”, Chartreux – CHA, de Claire Luciano Best Fêmea Neutro: “Wendy Elite D’Vialle*PT”, BritishTartaruga Azul – BRI g, de Irina Vibranets Best Macho Neutro: “Xabier-Cookie D’Vialle*PT”. British Creme – BRI e, de IrinaVibranets Best Fêmea: “Cancion de Cuna (II) Resalá”, British Lilás – BRI c, de Sofia Margarida da Silva Rodrigues Bulhosa Best Macho: “GIC Anne’s Karl-FrederickBlueVom Wernerwald”, British Azul – BRI a, de Sofia Margarida da Silva Rodrigues Bulhosa Categoria II – Pelo semi-longo Best Jovem: “Olympodolls Artemisa”, Ragdoll Preto BicolorLinx – RAG n 03 21, de Luis Calvo López Best Junior: “Macklyn Warlow Laguna Loire”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4, de Agata Rama Best Macho Neutro: “Camelot de Weggie Land*ES”, Bosques da Noruega Gr. 2– NFO Gr. 2, de Luis Gabriel Martin de Almeida Best Fêmea: “Ragville Prada of Malattodolls”, Ragdoll Azul Bicolor– RAG a 03, de David Hernandez Martin Best Macho: “StarsupernovaVelasquez”, Maine Coon Gr. 4 – MCO Gr. 4, de Helena Isabel Batista Marchão Categoria I – Pelo longo Best Jovem: “True Star’s Edelweiss”, Exótico Branco Olhos Cobre – EXO w 62, de Júlia Alexandra RamosVerissimo Carvalho Best Jovem: “PT*Kiyoko Kats Dolce & Gabbana”, Persa Branco Olhos Dispares – PER w 63, de José Manuel Monteiro Dias Best Fêmea: “PT* Kiyoko Kats B’mine”, Persa PretoTabby Spotted – PER n 24, de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha Best Macho: “GIC D’Eden LoverSalvadorDali of Busi-Bu”, Exótico AzulTabby Blotched – EXO a 22, de Marta & Réme Pérez-Lozao 225ª Exposição Internacional Doméstico BIS pelo curto: “Tigresa”, de Maria Manuela Santos Sabino BIS pelo longo: “Ron-Ron”, de Marcelo Bruno da Silva Gomes Machado Best Jovens Categoria III: “Zarah Rosa Glauca”, Azul Russo – RUS, de Inês Cláudia Ferreira Martins Rodrigues Categoria II: “Lucy Dracarys*PT”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4, de Bruno Fernando Esteves Monteiro Categoria I: “Angel de Catshire*PT”, PersaTartaruga ArlequimTabby – PER f 0221, de Ana Maria Galheto Bugio Best Juniores Categoria III: “SommerBlanche Neige”, Bengal PretoTabby Spotted – BEN n 24, de João Carlos Serralheiro Jerónimo Categoria II: “Macklyn Warlow Laguna Loire”, Bosques da Noruega Gr. 4 – NFO Gr. 4, de Agata Rama Categoria I: “PT*Kiyoko Kats Dolce & Gabbana”, Persa Branco Olhos Dispares – PER w 63, de José Manuel Monteiro Dias Best Fêmeas Neutro Categoria IV: “Annie Oakley DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Azul – OSH a, de Fátima Sehn Categoria III: “Caprice Pyramid’s Gold*ES”, Sphynx Grupo 4 – SPH Gr. 4, de Maria de Fátima Oliveira Pires Categoria II: “Nina Ricci de Miming Star’s*PT”, Bosques da Noruega Gr. 6 – NFO Gr. 6, de Maria do Rosário Santos Costa Silva Best Machos Neutro Categoria IV: “Wild Bill DeVill*ES”, Oriental Pelo Curto Preto SilverTabby Spotted - OSH ns 24, de Fátima Sehn Best Fêmeas Categoria III: “Grand Sphynx Daddy’s Girl”, Sphynx Grupo 5 – SPH Gr. 5, de Maria de Fátima Pires/Maria João Santos Almeida Categoria II: “Ragville Prada of Malattodolls”, Ragdoll Azul Bicolor– RAG a 03, de David Hernandez Martin Categoria I: “Bandicat’s Haruka”, Persa Branco Olhos Cobre – PER w 62, de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha Best Machos Categoria III: “IC Fluffmisterof Kotoffski”, British Fawn – BRI p, de Kathy Lin Gago Nunes Brito Categoria II: “StarsupernovaVelaquez”, Maine Coon Gr. 4 – MCO Gr. 4, de Helena Isabel Batista Marchão Categoria I: “PT* Kiyoko Kats BB-4ever”, Persa PretoTabby Blotched – PER n 22, de Diogo Sardinha & Maria do Céu Sardinha 1 2 3 4 5 6 7 8 9 9 10 11
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    73Cães&Companhia 224ª Exposição Internacional 225ªExposição Internacional Para conhecer o Calendário de Exposições de Gatos, consulte o website do CPF: www.cpfelinicultura.pt 1 3 6 2 4 5 7 8 9 10 11
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    74 Cães&Companhia 8ª E.C. Nacional de Fafe Aussie foi o vencedor A 8ª Exposição Canina Nacional de Fafe decorreu a 14 e 15 de fevereiro no Paviçhão Multiusos. Organizada pela Naturfafe, contou com 564 exemplares inscritos em catálogo. O Melhor Exemplar da Exposição (BIS) foi o Cão de Pastor Australiano “Heart’s Choice Tyler of Crystal Lake” de Sylvie Gailliaert. Exposições Resultados gentilmente cedidos pelo Clube Português de Canicultura Fotos: Mastim.pt Melhor da Exposição – Best in Show (Juiz: Jean Jacques Dupas, FR) 1º “Heart’s ChoiceTylerof Crystal Lake CH (LU)”, Cão de PastorAustraliano, de Sylvie Gailliaert (FR) 2º “G D R IrisTS PPW13 JP13 LW14 BOB14 BOG14JCH (PTGI) CH (GI PT)”, Bullmastiff, de Ricardo Manuel Miranda Silva 3º “Dorian Spring Charleen Lumiere de laVie LW14 CH (PTGI)”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito MelhorVeterano da Exposição (Juiz: Rony Doedjins, NL) 1º “Laika CH (PT) GrCH (PT)”, Cão de Fila de São Miguel, de Amadeu Manuel Ferreira Pereira 2º “Carlito d’Aires da Serra LW09CH (PT) GrCH (PT)”, Cão da Serra de Aires, de Ana Alexandra Lemos Magalhães 3º “John PlayerSpecial do Casal daVinha”, Beagle, de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Correia Melhor Cachorro da Exposição (Juiz: Rui Oliveira, PT) 1º “Sangre Caliente Calimero”, PinscherMiniatura, de Álvaro Manuel Bereny Pinto LeiteTeixeira Lopes 2º “Alf do Monte do Catula”, Barbado daTerceira, de M. Mercedes Guedes Geraldes 3º “Samspring Washington JE14”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito Melhor Bebé da Exposição (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) 1º “Fiori-TDella Baia Azzurra”, Dogue Alemão Amarelo/tigrado, de Marcos Leite Brás & ÁlvaroTeixeira Lopes 2º “Queen of Mercy de Galaouchi”, SharPei, de Patrícia Leal & Marco Santos 3º “Conde doVale de Sta. Luzia”, Bouledogue Francês, de Rogério José Leonardo Cabeleira
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    75Cães&Companhia Melhor Exemplar deRaça Portuguesa da Exposição (Juiz: M. Amélia Taborda, PT) 1º“Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa 2º “Ónix da Casa de Lôas”, Cão da Serra da Estrela de pelo comprido, de Fátima Almeida & José Almeida 3º “Noz II do Casal daVinha BOB14 CH (PTGI) GrCH (PT)”, Cão da Serra de Aires, de José Emanuel Perpétua Rodrigues Grupo 1 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Heart’s ChoiceTylerof Crystal Lake CH (LU)”, Cão de PastorAustraliano, de Sylvie Gailliaert (FR); 2º “Chakira da Quinta do Ribeiro”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, de Nelson Luís Esperança Simões; 3º “Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Alf do Monte do Catula”, Barbado daTerceira, de M. Mercedes Guedes Geraldes; 2º “Adele da Soc Port”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, de Alexandre Miguel Maia Nogueira Chaves Grupo 2 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “G D R IrisTS PPW13 JP13 LW14 BOB14 BOG14JCH (PTGI) CH (GI PT)”, Bullmastiff, de Ricardo Manuel Miranda Silva; 2º “Ianni daVilla Zadones”, Rottweiler, de Filipe Libório Santos Dias; 3º “That’sThe Way Bulls Gipsy Kings JP14JCH(PT)”, Bulldog Inglês, de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Sangre Caliente Calimero”, PinscherMiniatura, de Álva- ro Manuel Bereny Pinto LeiteTeixeira Lopes; 2º “Itaca Boxerdel Mar”, Boxer, de M. MarMunoz Moreno (ES) Grupo 3 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) – 1º “Alea Jacta Est RagnarokPPW14JCH (PT)”, American StaffordshireTerrier, de JesusVelazquez Lazaro (ES); 2º “Ymca of Padawi’s LPW11BOB14JCH (PT) CH (GEAZMEFI MD CYBG PH MKCR SM PTCIB) GrCH (AZ)”,YorkshireTerrier, de Alda M. Oliveira Coutinho; 3º “Northbull Mickey Finn JCH (PT)”, Staffordshire BullTerrier, de Marco Antonio Garcia Cousino (ES) MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Karballido Staffs Kathalina”, American Staffordshire Terrier, de Jose Ignacio Andres Carballido (ES); 2º “Earthquake Staff’s Blood Bath”, Staffordshire BullTerrier, de Diego Rodriguez-Vigil Garcia (ES) Grupo 4 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Line of Life Illinois”, Baixote Miniatura de pelo raso, de CesarJul Barros (ES); 2º “Quasimodo de Pauro di MarLBW14”, Baixote Miniatura de pelo comprido, de M. Rosário Gouveia Gaião; 3º “Basshubert Blueberry Shades LBW14”, Baixote Kaninchen de pelo comprido, de M. Rosário Gouveia Gaião MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Sidney Pollackde Pauro di Mar”, Baixote Miniatura de pelo comprido, de M. Rosário Gouveia Gaião; 2º “Ernest Hermingway do Promontório da Lua JE14”, Baixote Miniatura de pelo cerdoso, de Kevin Maurício Rocha Rodrigues Grupo 5 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “Dorian Spring Charleen Lumiere de laVie LW14 CH (PTGI)”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito; 2º “Fudoumaru Go NaruseTakeda CH (ES)”,Akita, de Roberto Martinez Perez (ES); 3º “El Lobo Artico Heart of the Mountain JCH (PT)”, Alaskan Malamute, de Concha Caamano Creo (ES) MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “Samspring Washington JE14”, Samoiedo, de Pedro Miguel Silva Brito; 2º “Boss do CampoVelho”, Podengo Português Médio de pelo cerdoso, de Emanuel Timóteo A. Moura Portugal Grupo 6 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º“Youra dos Sete Moinhos LW13 BOB13’14BOG14LW14 WW14CH (PTGI FI) GrCH (PT)”,BassetHound,deJosé Homem de Mello Colaço; 2º“Absolutely SpotlessZippo PPW13JE13 PW14LW14BOB14JCH (GI) CH (PTGI) GrCH (PT)”,Beagle,de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Co- rreia; 3º“De Portolagoa BlackPearl PBW14PBW14JCH (PT)”,Cão da Dalmácia,deYessicaAlonso Fernandez(ES) Grupo 7 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) – 1º “Gallahad’s Austria ForEver”, Braco de Weimarde pelo curto, de Elisabete Carla Moreira Pereira; 2º “Byra dasTerras de Fala JCH (PT)”, Braco Ale- mão de pelo curto, deTiago André Rosa Carvalho; 3º “Bono do Lobão da BeiraTAN PW13 CH (PT)”, Epagneul Bretão, de Sílvia AlexandraVaz Fernandes Moreira
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    76 Cães&Companhia Grupo 8 MELHOREXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º“Paul All Starde Lomo Ancho JCH (ES)”, LabradorRe- triever, de Cristina Cardenosa Moreno (ES); 2º“Fire Light da Pedra da Anixa JE13 JP13 PW14 LW14 BOB14JCH (PT) CH (PTGI)”, Cão de Água Português, de Isabel M. NobreVieira Rito Gomes Santos; 3º“Moonwalkerde São Barão JE12LPW12JP13 BOB13 JCH (PT) CH (PT)”, English SpringerSpaniel, deTeresa Soares & António Soares MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º “HaradwaterUpsy Daisy”, CockerSpaniel Inglês, de Luís Gonçalves & Mário & Sónia Marques; 2º “Extratime to Win de Boscardini”, Golden Retriever, de Óscar Miguel Ferraz Alves Araújo Grupo 9 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Rony Doedjins, NL) – 1º “Boston Style ChoiceThe Best PPW14 LW14JWW14 JCH (PTES)”, BostonTerrier, de Juan Manuel Lopez Rodriguez (ES); 2º “Horizon’s Especially ForPugbully CH (DKNO)”, Carlin, de Heidi Fridtjofsen (NO); 3º “Nuvola Rossa Della Dolcemela CH(PT)”, Chihuahua de pelo comprido, de Chiara Bonauguro (IT) MELHOR CACHORRO (Juiz: Rui Oliveira, PT) – 1º“Carballeira D’guiaAura”,Bouledogue Francês,deJuan Carlos FernandezCampo (ES); 2º“Miss Million DollarVonShinbashi”,Chinese Crested Dog,deAnnerose Demski (DE) Grupo 10 MELHOR EXEMPLAR (Juiz: Jean Jacques Dupas, FR) – 1º “Moon Beam Roseira Brava”,Whippet, de Ana M. Almeida Oliveira Sampaio; 2º “Anazil Because Suines Like A StarJCH (PT)”, Galgo Afegão, de Mario Pantoja & Jose Israel Alonso (ES); 3º “ElamirExtra LicenseTo Kill BOB14 CH (PT)”, Saluki, de José Alberto Costa Rodrigues Melhor Grupo de Criador da Exposição (Juiz: Rony Doedjins, NL) 1º “Noroeste Suevo”, Cão de Castro Laboreiro, de Paula Dias & Carlos Pinto 2º “Monte de Magos”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa 3º “Casal daVinha”, Beagle, de Manuel Eduardo Mendes P. Ribeiro Correia Melhor Par da Exposição (Juiz: José Pacheco, PT) 1º “Invaders of Celtic Odyssey JCH (PT)”& “Bla SkuggansThat’s My Party LBW14”, BedlingtonTerrier, de Juan Manuel Morales Marchal (ES) 2º “Val’sTsvetov D’ont Stop Me JCH (PT)”& “Val’sTsvetov Glory My Name JCH (PT) CH (PT)”, Epagneul Pequinês, de Jeni Alexandra Cabrita Cruz 3º “Don Ruan dasTerras d’CisterJP13 JCH (PT)”& “Bohemia da Quinta do Ganhão PBW14”, Cão da Serra da Estrela de pelo comprido, de Luís Filipe Santos Serpa Melhor Reprodutor da Exposição (Juiz: M. Amélia Taborda, PT) 1º “Jaques BOB11LW12PW13 CH (PTGI)”, Barbado daTerceira, de Patrícia Ágata N. Fernandes Oliveira Sousa 2º “Zorro de Daktari JE13 JCH (PT)”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, deVitorReis & M. Margarida Reis & Daniel Reis Jovem Promessa Macho (Juiz: Rony Doedjins, NL) 1º “Rebel and Proud No RiskNo Fun”, American StaffordshireTerrier, de Luis Manuel Benitez (ES) 2º “ThordeVall du Paço”, Cão de PastorAlemão de pelo curto, de Nuno Filipe Brito Conde 3º “NumberOne de Gipeuca LPW14JE14JCH (PT)”, Dobermann, de Luís Araújo & M. Jorge Cruz Jovem Promessa Fêmea (Juiz: Manuel Loureiro Borges, PT) 1º“Cookie do Pastordo PoenteJE14”,Cão de PastorAlemão de pelo comprido,de DárioAlexandre Matias Conceição 2º “Ingrid Infinity D’ikòskylo JE14 LW14”, Dobermann, de ArturJoséVale Matos M.Vidigal 3º “Banana Split da Casa da Praia LPW14JE14JCH(PT)”, Cão de Fila de São Miguel, de Amadeu Manuel Ferreira Pereira
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    Edição Extra • Terriers- 3,95€ • Raças Mini - 3,5€ • Raças Grandes - 3,5€ Anuários • nº13 - 5€ • nº14 - 5€ • nº15 - 4,95€ • nº16 - 4,95€ Especial Posters • nº6 (2012) - 1,95€ • nº7 (2013) - 1,95€ • nº8 (2014) - 1,95€ •CupãodepedidoCães&Companhia • Forma de pagamento Cheque em nome de Editorial Grupo V, para: Campo Grande, 56-7A • 1700-093 Lisboa Vale Postal Nº ..................... a Editorial Grupo V • Pedidos por telefone Pagamento por transferência bancária para o NIB 0018.0331.00200021565.78 – Santander. Revista Quant. Preço Unit. Preço total Gastos de envio (ver tabela de portes) Total Envie este cupão devidamente preenchido para: Cães & Companhia - Biblioteca Campo Grande, 56-7A• 1700-093 Lisboa (O cupão pode ser fotocopiado) Nome.................................................................................................................................Morada.......................................................................................................................................... Localidade........................................................................................................................Cód.Postal ....... ....... ....... .......-....... ....... ...... Tel. ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... ....... Tabela de portes / gastos de envio: (Custos dos portes de envio apenas para Portugal) Números atrasados: 1 a 3 revistas €0,75 – 4 a 6 revistas €1,25 Disponível pagamento: RaçasMini 3,50€ EDUCAÇÃO DICAS ESSENCIAIS GROOMING RESPOSTASÀS DÚVIDASMAIS FREQUENTES NUTRIÇÃO ASEXIGÊNCIAS DEUMCÃOMINI VETERINÁRIA PEQUENO MASSAUDÁVEL 25RAÇASMINI EDIÇÃO EXTRA Pinscher Miniatura Luluda Pomerânia Luluda niiiiiiiaaaa Luluda Pomerân Pinsch Miniat Yorkshire Terrier Chihuahua Pug Nº 2 GrandesRaças TREINO DICASESSENCIAIS PARACÃESDE GRANDEPORTE CONTATOS CLUBESDERAÇA VETERINÁRIA UMDESAFIO PARAOSDONOS “Em adulto, um cão Grande pesa mais de 25 kg, sendo Gigante a partir dos 45 kg” 30RAÇAS GRANDES 3,50€EDIÇÃO EXTRA de 25 kg, sedde 25 kg Retriever do Labrador Mastim Napolitano endo G mm no Golden Retriever s ds d er or Dogue de Bordéus Em adulto, um cão Grande pesa maisGrande pesa maisnde pesa mais rieeve doo rado tr d Labr Ret us Dogugue dddddddddddddeBordéu ulto, um cão Gum cão G Dogue Alemão l Dog lem g “Em aduul“E d l D A D AA Cane Corso Italiano ” Boxer e a partir doGigante old ri s 45 kg”os BoxeBoxe den ever Bullmastiff Nº 3 OS OFERTA Saco de CONTATOO O OOOFEOOOFE SaSa OOOOOO Terriers 3,95€ REPORTAGEM MONOGRÁFICA DETERRIERS GROOMING RESPOSTASÀS DÚVIDASMAIS FREQUENTES NUTRIÇÃO DEACORDO COMOTAMANHO EOTIPODEPELO ENTREVISTA TERRIERCLUBE DEPORTUGAL COMPORTAMENTO OSTERRIERS SÃOASSIMTÃO DIFERENTES? 34RAÇASDE TERRIERS Nº 1 EDIÇÃO EXTRA Terrier Escocês KerryBlue Terrier Staffordshire BullTerrier Jack Russell Terrier K TT Airedale Terrier Fox Terrier American Staffordshire Terrier West Highland White Terrier BullTerrier Cachorrose gatinhos 1,95€ ESPECIAL 55POSTERS Mais de Apoio: ANUÁRIO Edição Especial Edição especial Nº 16 • 4,95€ Cont. • O mais alto • O mais pequeno • A maior cabeça Curiosidades caninas E muito mais! Oferta de Saco Cães do Mundo Conheça as Raças Caninas numa viagem à volta do Mundo! Chihuahua Pastor Alemão Shar Pei Retriever do Labrador Caniche Rottweiler Boxer Bulldog Inglês Setter Pug Bouledogue Francês Golden Retriever Dobermann Dogue Alemão Scottish Terrier West Highland White Terrier Teckel Beagle Schnauzer Cocker Spaniel Yorkshire Terrier Bull Terrier Whippet Bobtail São Bernardo Jack Russell 195 Raças Incluindo as nossas 11 Raças Nacionais Edição especial • 1,95€ Cont. Cachorros&Gatinhos ção especial • 1 95€ Cont POSTERS Edição Especial Mais de posters 50 EdiçEdiç EdiçõEs EsPEciais
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    78 Cães&Companhia Coelhos anõesna Expozoo A Associação Portuguesa de Coelhos Anões (APCA) realizou a 17 e 18 de janeiro, na Exponor, integrada na Expozoo 2015, a 8ª Exposição Oficial e a primeira demonstração de Agility com coelhos. Eventos APCA A 8ª Exposição Oficial daAPCA contou com cerca de 75 exemplares, oriundos de di- ferentes partes do país e também de Es- panha. Estes foram avaliados segundo os estalões de cada raça pelo juiz inglês Darren Every,estando presentes 7 raças de coelhos anões, nomeada- mente,Anão Holandês, Mini Lop, Teddy, Mini Rex, Polish, Lion Head eTeddy Lop. Uma vez mais, realizou-se a habitual Exposição de Pets.A adesão do público foi enorme, poden- Best in Show Júnior 1º “Mal Amanhado do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black Otter), de Francisco Teixeira 2º “Lara”, Mini Lop (Black Otter), de Isabel e Fernando Roxo 3º “Ben-U-Ron da Casa Rubi”,Teddy (Bicolor branco/azul), de Rita Araújo Best of the Best 1º “Floppy do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black), de Francisco Teixeira 2º “Mal Amanhado do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black Otter), de Francisco Teixeira 3º “Kika”, Polish (Marten Smoke Pearl), de Carlos Moura Best in Show Adulto 1º “Floppy do Berço da Lava”, Anão Holandês (Black), de Francisco Teixeira 2º “Kika”, Polish (Marten Smoke Pearl), de Carlos Moura 3º “Benfica dos Coelhinhos no Mundo”,Teddy (Bicolor), de Rita Araújo Best in Show Pets 1º “Melinda”, de Ana Pinto 2º “Tico”, de Tiago Roxo 3º “Apollo”, de Rita Araújo do-se observar um considerável aumento em relação ao ano anterior. Realizou-se ainda a primeira demonstração de Agility com coelhos anões em Portugal. Com a noção de que ainda há muito trabalho a fazer neste novo projeto, a APCA ficou satisfatoria- mente surpreendida e agradavelmente satisfeita com a adesão por parte de alguns criadores e proprietários,pois os coelhos já evidenciavam al- gum grau de ensino e muita dedicação por parte dos seus donos para aprender e melhorar. A APCA agradece à Exponor e à Expozoo a pos- sibilidade da realização destes eventos, assim como aos patrocinadores oficiais: Centro Agríco- la de Pedroso, M. Sousa & Filhos, Lda., Pet Shop Koala e Pet Shop Pet Paradise. Destacamos ainda o nosso patrocinador prin- cipal, a Clínica Veterinária Ani+, sem a qual a realização deste evento teria sido quase impossível.n
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    Eventos Especializada da RaçaBulldog AAssociação dosAmigos da Raça Bulldog realizou uma Exposição Canina Especializada da Raça Bulldog Inglês no dia 17 de janeiro,na Exponor.Os exemplares presentes foram avaliados pela juíza MariaAméliaTaborda.O evento contou com o apoio daArden Grange, Bulldog In Love e Horacios. AARB Em março •Dia 1:6ªE.C.Nacionaldo Fundão,noPavilhãoMultiusos •Dia 14:12ªE.C.Nacional dasCaldasdaRainha,4ªE.C. EspecializadadeGalgos, 5ªE.C.EspecializadadoCão deCompanhia,naExpoeste •Dia 15:5ªE.C.Internacional dasCaldasdaRainha,1ªE.C. MonográficadoCaneCorso, 1ªE.C.EspecializadadeSpaniels dasCaldasdaRainha,naExpoeste •Dia 21:3ªProvadoCampeonato NacionaldeObediência,em Algueirão,organizadaporCaneutile •Dia 21 e 22:Provado CampeonatoNacionaldeAgility– RegiãoNorte,noCampodeFutebol daPraiadoAreinho(V.N.Gaia), organizadaporBomcãoportamento Maisinformações(datade inscrições,Juízesehorários) nowebsitedoClubePortuguês deCanicultura:www.cpc.pt • Best in Show:“Ocobo Catalina La Grande WW13 JCH (PT) CH (PTGB ES FR) GrCH (PT)”,de Juan Manuel Lopez Rodriguez Reserva: “Thordel Atlante”,de Levi De Los Reyes SanchezJimenez • Melhor Bebé: “Dogbulls Little Champion”, de Jose Lombardero Villanueva Reserva: “Exquisite Edition Moet & Chan- don”, de Ana Paula Gomes Ferreira • Melhor Cachorro:“Vulcansbull Did It May Way”,de JavierDavilla Correa Reserva:“Ina de laXixa”,de Marta Blanco & J. Ramon Mosquera • Melhor Par 1º“VanCleefdeOroGraso”&“Mademoisellede Best in Show Melhor Bebé Melhor Cachorro MelhorVeterano Na apresentação deste anúncio na bilheteira OroGrasoJCH(PT)”,deMarimoDominguezLavado 2º“That’sThe Way Bulls Gipsy Kings JP14JCH (PT)”&“Sweet Dolly Dolly doVale de Leão”, de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra 3º“MisterLucky doVale de Leão”&“Nana”, de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra • Melhor Reprodutor 1º“Nana”,deJoão FilipeAbrantes Oliveira Seabra 2º “Angus-I”, de Aldina Henriques Lopes Cunha Neves • Grupo de Criador 1º“Vale de Leão”,de João Filipe Abrantes Oliveira Seabra • MelhorVeterano 1º“Mudy”,deJoão FilipeAbrantes OliveiraSeabra
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    Passatempo Vencedores do Passatempo “Fevereiroé… Carnaval” No mês de fevereiro pedimos uma foto do seu cão ou gato mascarado. As 5 fotografias publicadas vão receberum Champô Neutro e um RollerPop, para cão ou gato, oferta daTrixie. Nota: Os premiados devem reclamaro seu prémio através do número: 218 310 932. O Charlie Brown com 5 anos. Angelina Antunes, Lisboa A Mimi com 14 anos. Maria Dias, Sintra A Cometa (4 anos) leva o lema “os cães são anjos disfarçados” muito a sério. Joana Cerqueira, São João da Talha O Rocky com 10 anos. Fernando Silva, Loures O Fofinho com 6 anos. José Silva, Albergaria-a-Velha
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    Sim, desejo subscrevera revista Cães & Companhia por: 1 ano – (12 Números) sem brinde por 30€ 6 meses (6 números) + Livro + Capa de Arquivo por 22€ 1 ano – (12 Números) + Livro + Capa de Arquivo por 39€ 1 ano – (12 Números) com brinde por 36€ Nome Morada Tel. NIFE-mail Data Nascim. / / Localidade Cód. Postal – Profissão Boletim de Assinatura (Por FAvor, PrEENChA DE ForMA LEgívEL E CoM LETrA MAIúSCuLA) EsColha o livro: TrEINE o SEu Cão EM 21 DIAS TrEINE o SEu gATo EM 21 DIAS os dados recolhidos serão processados automaticamente e destinam-se à gestão do seu pedido e à apresentação de futuras propostas. o seu fornecimento é facultativo e nos termos legais, o signatário tem garantido o acesso aos seus dados e respectiva rectificação. Se pretender que os seus dados não sejam facultados a terceiros, assinale aqui com X Pagamento por cheque. Junto envio cheque à ordem de Editorial grupo v. Pagamento por Multibanco. Campo grande, 56 – 7.º A 1700-093 Lisboa Tel. 218 310 920 i Fax. 218 310 939 Tel. 218 310 937 (Assinaturas) E-mail: assinaturas@grupov.com Com o apoio: Em todas as opções, oferta de 2 anúncios de linhas por mês no Guia Comercial Opção A 12 revistas pelo preço de 10 (sem brinde) 30€ Opção B 6 revistas + Livro de Treino + Capa de Arquivo 22€ Opção C 12 revistas + Livro de Treino + Capa de Arquivo 39€
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    Clube de Leitores OBolt pensa que é o Super-Homem! Tatiana Rodrigues, TorresVedras Beny incomodado com a foto. Ana Rita,Tábua Mimi a subir as escadinhas. Maria Madalena Dias, Rio de Mouro O Krueger é o melhor amigo da Regina. Regina,Amadora A Kika é muito curiosa! Inês Guerra, Oeiras A Kira com 3 meses. Camila Scarpa, LisboaFoto Premiada
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    A Miss adoraos beijinhos da sua bebé. Marcos Dias, Coimbra A hamster Kiki com 3 meses. Ana Catarina Gonçalves, TorresVedras O Dobby com o seu brinquedo. Rita Dias, Rio de Mouro O Gaspar fez 6 aninhos. José Martins, Entroncamento O primeiro Natal do Snoopy. Joana Carvalho,Sintra As brincadeiras da Nikita (3 anos). Nathalie Fidalgo, Vila Pouca de Aguiar Foto Premiada Foto Premiada
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    O Ben de sofáe meias. JoãoSantos,Almeirim O Júnior com 8 meses. Sara Oliveira, V. N. Famalicão Esta é a Tróia. Helena Oliveira, Lisboa O Zé anda a treinar a "pedir lume". Elsa Mimoso,Silves Wormtail a fazer pose para a foto. Ruben Silva, Santa Iria Azoia
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    Envie uma fotografiado seu animal de estimação e habilite-se a ganhar um Champô Neutralizador de Odores da Pet Society, uma ofertaVETin. Para participar deve enviar uma fotografia com legenda e os seus dados (Nome do animal,nome do dono,localidade e telefone), para:redaccao.caes@grupov.com Nota:Os premiados têm de reclamar o seu prémio através do telefone: 218 310 932. Nota aos leitores: Recebemos fotografias novas todos os dias! Muito obrigado! Sabemos que todos querem ver as suas fotos nestas páginas da revista,mas atualmente exis- te um grande intervalo de tempo entre a rece- ção das mesmas e a sua publicação.No entanto, todas as fotografias são publicadas,seguindo a sua ordem de chegada à nossa redação. "Dona, já não posso ter privacidade!" Catarina Dias,Portimão O Ozy (1 ano e meio). Joana Brandão, Lisboa O Camir a descansar depois de um longo passeio. Ana Maria,Moreira Maia Xaninha com as bonecas. MariaTeresa,Loures O gato Sol com 4 anos. Ana Rodrigues, Montijo A Matilde com o seu brinquedo favorito. Bruno Lopes,Trofa
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    Adota-me Esta rubrica estáaberta para as Associações e particulares que queiram enviar apelos de animais para adoção. Envie uma descrição do animal, a fotografia e contacto para: redaccao.caes@grupov.com Fénix A Fénix é uma jovem de porte médio. Esterilizada. Ao cuidado da Associação Protetora dos Animais Domésticos de Ovar. Local: Ovar Contacto: 962017438 www.facebook.com/associacao.apadoovar Jessy A Jessy, aVitória e a Fiona são três manas que foram deixadas dentro de uma caixa de cartão. Ao cuidado do Grupo dos Amigos dos Animais de Felgueiras. Local: Felgueiras Contacto: 964 697659, 917685 228 www.facebook.com/aaafel Charlotte A Charlotte é uma menina jovem. Inteligente, meiga e carinhosa. Ao cuidado da Associação Projecto Animais de Barcelos. Local: Barcelos Contacto: 911970 207, 935 822662 www.facebook.com/animaisbarcelos Eça O Eça tem cerca de 3 anos. Foi encontrado na rua em Odivelas. Gosta de se apresentare pedincharmimos. Esterilizado e com testes negativos para FIV e FELV. Ao cuidado da Associação Entre Gatos. Local: Sintra Contacto: 936 171857 www.facebook.com/AssociacaoEntreGatos Menina A Menina tem cerca de 9anos, é de porte médio e está esterilizada. Muito sociável, calma e tolerante com outros animais. Ao cuidado da Associação Os Amigos dos Animais de Almada. Local: Charneca da Caparica Contacto: 962700 119 www.facebook.com/AssociacaoOsAmigosDosAnimaisDeAlmada Mara A Mara é uma menina muito meiga, obediente e cheia de energia. Dá-se bem com gatos. Será entregue esterilizada e microchipada. Ao cuidado da Associação para a Proteção dos Animais deTorresVedras. Local:TorresVedras Contacto: 915 521867, 918 418 282 http://apatorresvedras.pt Banzé O Banzé foi entregue no Canil Municipal. De porte pequeno,tipo raposinha. Já foi tosquiado,desparasitado e esterilizado. Ao cuidado do RefúgioAnimalAngels. Local: Cartaxo Contacto: 919516 631 animal.abandonado@gmail.com www.facebook.com/refugioanimalangels Tobias OTobias tem cerca de 2anos. Está castrado. Ao cuidado daAssociação Gato de Rua. Local:Aveiro Contacto: 967203 658 Gato.drua@gmail.com www.facebook.com/gato.drua Salomé ASalomé é muito meiga,sossegada e educada. Ao cuidado da União para a Proteção dosAnimais. Local: Estoril Contacto: 916 620 370 uppa.adoptantes@gmail.com www.uppa.pt Pantufa O Pantufa tem 3 anos e é de porte pequeno. Gosta de crianças e dá-se bem com outros cães e gatos. Está em FATnazona da Ericeira. Entregue desparasitado,vacinado e chipado. Ao cuidado daAdoromimos –Associação de Defesa e ProteçãoAnimal. Local: Mafra Contacto: 919551568,967730 699 adoromimos_2013@hotmail.com www.facebook.com/adoromimos2013
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    88 Cães&Companhia Montra Schesir DryLine para gato Nova gama SchesirDry Line para gato, disponível em sacos de 10 kg. Para mais informações, contacte o importadorVETin - ProdutosVeterinários, Lda.: 212137660 ou geral.vetin@gmail.com. Arranhadores Made in Portugal Os arranhadores da Cats Scratchersão uma solução para todos os apaixonados porfelinos, mas que querem manteros sofás e cadeiras intactas! Preocupada com o bem-estardos animais a Cats Scratcherdesenvolveu produtos únicos, construindo espaços de diversão e de descanso com um design que se adapta a qualquerdivisão da casa. A ideia? Eles descansarem mais e arranharem menos nos sítios errados! Este produto 100% português e biodegradável está disponível em três modelos: Casa, Sofá e Osso. www.facebook.com/catsscratcher Artemis Pet Food Chegou a Portugal a Artemis Pet Food, um alimento seco aprovado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão governamental dos EUA responsável pelo controlo minucioso dos alimentos. As apresentações contemplam raças pequenas, médias e grandes (na gama cachorro e adulto) e uma fórmula para gato, para além das soluções húmidas para cão e gato.Todos os ingredientes são frescos, aprova- dos para consumo humano e selecionados de acordo com a perspetiva holística da alimentação para animais. Importada em exclusivo pela Best in Show. www.bestinshow.pt Jogo de estimulação cognitiva Pressionando o controlo remoto do MemoryTrainerStrategy Game, o seu cão pode obteruma recompensa neste jogo de estimulação cognitiva daTrixie. Possui níveis crescentes de dificuldade, devido ao aumento da distância entre botão de libertação e o distribuidordas recompensas, podendo até mesmo ser colocados em salas diferentes. Alimentado a pilhas, com uma base antiderra- pante. Disponível em pet shops e clínicas veterinárias. www.trixie.de Guarda-chuva para cães Uma nova forma de passearo seu cão em dias de chuva. O guarda-chuva para cães é uma novidade da marca Freedog,importada e distribuída pela CaniÁgueda. Disponível em tamanho único,é adequado a cães de pequeno e médio porte. Para mais informações: 234098 454 ou geral@caniagueda.com
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    89Cães&Companhia Para cães dealto rendimento AVetNova apresenta Red Cell® Canine, um suplemento para cães de alto rendimento. Contém 19vitaminas e minerais, entre os quais se destacam ferro, cobre, cobalto, vitaminas B e K3, chave para a síntese de glóbulos vermelhos, que oxigenam o músculo e evitam a produção de ácido láctico, atrasando a fadiga e melhorando o rendimento. Também estimula o apetite, o metabolismo e atua como antioxidante. Para mais informações: 938 116 105 (norte) ou 933 831252(centro e sul). www.vetnova.net Nova Aposta da Propecuária A Propecuária tem uma nova representação exclusiva para o canal veterinário, o grupo Tolsa, que detém as marcas SaniCat, SaniDog e SaniBird. Esta nova aposta tem como intuito complementara linha de produtos, focando-se agora também na higiene de cada animal de estimação. Disponível uma linha de produtos de alta qualidade com diferentes soluções de areias para gatos, entre elas, minerais, vegetais ou de gel de sílica suavemente aromatizadas ou sem qualquerodor. Uma gama de toalhitas para cães e gatos, que são hidratantes, regeneram a pele e têm compostos específicos que cuidam da saúde dos animais. Desenvolvido especificamente porveterinários, a SaniCat e SaniDog dispõe também de produtos para limpeza do chão, que eliminam os germes e neutralizam os maus odores. Novos snacks da Stuzzy Friends! Conheça os novos snacks Stuzzy Friends para cão e gato. Ideais para momentos de lazere de interação com o seu amigo de 4 patas. Disponíveis numa linha completa de snacks funcionais, sem corantes artificiais. Anti-Hairball: para acelerara digestão das bolas de pelo. Skin & Coat: para auxiliaro bem-estarda pele e da beleza da pelagem. Dental Crock: para terdentes fortes e gengivas saudáveis. Sterilized: para ajudaros gatos com tendência ao sobrepeso e manterem-se em forma. Fantasy Mix: para lhes permitiro máximo de gulodice, com toda a segurança. Para mais informações, contacte o importadorVETin – ProdutosVeterinários, Lda.: 212137660 ou geral.vetin@gmail.com. Areia premium para gatos A Golden White Premium é uma areia premium para gatos, naturalmente branca e com elevadas proprie- dades aglomerantes. Higiénica, evita a reprodução de agentes contaminantes e o desenvolvimento de odo- res desagradáveis. Depois de removere de eliminaros aglomerados e resíduos sólidos, os restantes grânulos mantém-se frescos, limpos e sem odor. Com aroma a pó de talco. Não provoca alergia ou toxicidade uma vez que a sua formulação é 100% argila natural de bentonite. Não contém pó ou partículas de dimensões mais pequenas. Disponível em embalagens de 5 kg e 10 kg. Como referência, uma embalagem de 5 kg tem a duração aproximada de 1,5 mês para um gato de 4 kg.
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PYY0032LI 17,50 € AiREDAlE TERRiER...............................................................PYY0001li AlASkAn MAlAMuTE .........................................................PYY0066li AMERiCAn STAffoRDSHiRE TERRiER................................PYY00021li BASSET HounD ...................................................................PYY0048li BEAGlE................................................................................PYY0046li BEARDED ColliE.................................................................PYY0003li BiCHon fRiSE......................................................................PYY0011li BiCHon MAlTéS ..................................................................PYY0045li BoRDER ColliE...................................................................PYY0012li BouviER DES flAnDRES.....................................................PYY0049li BoxER..................................................................................PYY0013li Bull TERRiER.......................................................................PYY0015li BullDoG inGléS.................................................................PYY0005li CAiRn TERRiER ....................................................................PYY0006li CAniCHE..............................................................................PYY0035li CHiHuAHuA.........................................................................PYY0044li CHoW CHoW .......................................................................PYY0047li CoCkER SPAniEl inGlêS.....................................................PYY0018li DálMATA.............................................................................PYY0019li DoBERMAnn.......................................................................PYY0050li DoGo AlEMán....................................................................PYY0058li DoGo ARGEnTino...............................................................PYY0007li DoGo DE BuRDEoS.............................................................PYY0020li fox TERRiER........................................................................PYY0053li GAlGo AfGAno..................................................................PYY0036li GolDEn RETRiEvER.............................................................PYY0022li GoS D'ATuRA ......................................................................PYY0037li lABRADoR RETRiEvER.........................................................PYY0023li lHASA APSo ........................................................................PYY0024li MASTín DEl PiRinEo............................................................................ 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PAPillon.................................................PYY0064li 24,50 € Boyero de Berna Ref.PYY0074LI Cavalier king Charles Spaniel Ref. PYY0016LI 24,50 € NÚMEROS ATRASADOS Cães & Cª Preço de capa até ao nº 55 – 2,99€ a partir do nº 56 – 3€ os números 1,2,3,5,6,18,22,32, 102,109,111,112,113,114,115, 126,154,155,162,169,174,176, 177,178,179 estão esgotados, assim como o EspecialAnuário nº 11. Capa deArquivo Cães & Companhia * 1 unidade:5,90€ • 2 unidades:9,90€ Ref. Capa CC – Portes:2€ Disponível apenas em espanhol. Promoção 9'90* €
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ATENÇÃO: Os ANúNCiOs Têm dE ChEGAr à NOssA rEdAÇÃO ATé AO diA 8 dO mês ANTEriOr Assinale os meses em que deseja publicar o seu anúncio JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ CãES GATOS OUTROS ANIMAIS HOTéIS SERVIçOS 1 2 3 4 5 6 7 Nome............................................................................................................................. Morada .......................................................................................................................... Cód. Postal................ Localidade................................................................................... Tel. .................................Fax .................................E-mail.............................................. Nº Contribuinte.................................................................. Assinante |__|__|__|__|__| Junto envio cheque nº...................................... do Banco.............................................. à ordem de: EDITORIAL GRUPO V Módulo/Tipo Valor mensal* (IVA incl.) Página 500€ 1/2 página 250€ 1/3 página 175€ 1/4 página 150€ 1/8 página 75€ Mód. 2 (44 x 50mm) 40€ Mód. 1 (44 x 25mm) 20€ *Oferta de layout do anúncio. Preencha os dados Cães Alaskan Malamute• Wolves Silhouette Kennel. Criadores e Expositores. Cachorros disponiveis. Com afixo, vacinados e desparasitados. Pais à vista. www.facebook.com/christina.eusebio.73 )219 813 794 ou 966 179 081 Airedale Terrier• Criação familiar selecionada. Excelente Pedigree. http://airedaleterrier.webnode.pt/ )918 957 242 American Staffordshire Terrier• Cachorro macho com LOP. Canil legalizado. www.casaperes.pt )962 911 576 Barbado da Terceira• Afixo Aradik.Vacinados, desparasitados e chip. www.aradik.net )962 960 027 Barbado da Terceira• Canil Monte de Magos. Ninhada disponível de boa ascendência. Afixo, vacina e chip. www.montedemagos.com )933 779 202 Barbado da Terceira• Quinta dos Salgueiros. Criação e seleção.Afixo, LOP, vacinados, desparasitados e chip. )914 714 782 ou 966 234 889 Basset Hound• Cachorros bicolores e tricolores.LOP,Afixo,vacinados e desparasitados.valedepimpearl@hotmail.com )918 622 190 Beagle• Macho disponível para cruzas. Plum the Lord Beag of Franco’s Valey. Campeão de Portugal. BOB 2010.Tricolor. Várias vezes premiado. )967 172 418 Beagle• Ninhada disponível filho de CH de Portugal e linha de multi-campeões. Excelente para exposição e companhia. Pais à vista. LOP, chip e Afixo.Vacinados e desparasitados. )967 172 418 Bichon Maltês• Brancos dos pequeninos.Vacinados e desparasitados. LOP. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934 Boerboel• O Mastiff sul africano. Poderoso cão de guarda e companhia. Criação e seleção das melhores linhas de sangue. Importação direta da África do Sul. Garantimos saúde, caráter e beleza. http://www.kanimanboboerboels.com )919 472 720 Boerboel• Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892 Bouledogue Francês• Excelente ninhada com LOP.Vacinados e desparasitados. )212 381 861 ou 963 503 934 Bouvier Bernois• Ninhada disponível com LOP e Afixo. )917 331 355 Bouviers Bernois• Moinhos d'Alvura. Seleção e Criação. Saúde e Caráter. Controlo de displasia. http://moinhos-alvura.planetaclix.pt )229 723 281 Boxer• Afixo da Casa Redonda. Fulvo e tigrado.Vacinados, desparasitados. LOP. Ótimo caráter. Excelentes para exposição, companhia e guarda. Facilita-se pagamento. )964 193 102 ou 919 293 541 Boxer• Filhos de Bugatti D’Al Canycorggo e Bionda del Colle d’ell’infinito. LOP e Afixo. Excelentes linhas de sangue. Descendentes de Campeões. Mealhada. www.dal-canycorggo.net )919 326 312 Boxer• Cachorros disponíveis.Tigrados e fulvos.Vacinados, desparasitados, LOP.Afixo De Ybraibox. Ótimo caráter. Excelentes para Exposição, companhia e guarda. ybraibox@gmail.com )919 620 488 Boxer• Com LOP,Afixo, vacinados. Ninhadas ocasionalmente disponíveis. )914 142 520 Boxer• Linha de sangue topo da raça. Linha feminina selecionada sete gerações. www.vonhauslusitania.com )964 035 862 Bull Terrier• Bullema Criação Especializada, ninhada disponível. enio.velho@mail.com )965 770 548 Bull Terrier• Ninhada disponível. www.douricobulls.no.sapo.pt )919 478 093 ou 919 872 409 Bull Terrier• Ninhada disponível. LOP, vacinados e desparasitados. pitybully@hotmail.com )931 197 636 Bulldog Inglês• Os Toliños do Ferrol. Criação e seleção. www.ostolinosdoferrol.es )0034 629 050 847 ou 0034 986 711 755 Bulldog Inglês• Cachorros disponíveis para entrega. Com LOP,Afixo, vacinados, desparasitados e chip. valedepimpearl@hotmail.com )918 622 190 Bulldog Inglês• Excelente linhagem e pedigree. Filhos de Campeã de Portugal. )964 773 667 Bulldog Inglês• Cachorros das melhores linhagens. LOP, vacinas e chip. Aceito reservas. www.valedeleaobulldog.com )918 628 276 Bulldog Inglês• TOP BULLDOG 2011, 2012 e 2013 (AARB) Campeão de Portugal Júnior 2013 “Brutus de Cabanela Cans at Rembombory”. Disponível para cruzamentos com fêmeas selecionadas. www.bullsfairytale.com )967 154 504 Bulldog Inglês• Criação selecionada e responsável em ambiente familiar. Cachorros ocasionalmente disponíveis.Aceita-se reservas para futuras ninhadas. Facebook: "Bullsfairytale Show Bulldogs" www.bullsfairytale.com )967 154 504 Bulldog Inglês• Excelente ninhada, descendentes de Campeões do Mundo. Cachorros entregues com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados. )966 341 313 Cane Corso• Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892 Caniche Toy• Brancos, pequeninos, vacinados, desparasit. com LOP. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934 • 5 inserções + 1 de oferta • 10 inserções + 2 de oferta Campanhas TABELA dE PrEÇOs Recorte e envie este cupão para: Cães & Companhia - GUIA COMERCIAL • Campo Grande 56, 7A • 1700-093 LISBOA NOvOs PrEÇOs
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Excelentes para Exposição, companhia e guarda. Facilita-se pagamento. )964 193 102 ou 919 293 541 Cão de Castro Laboreiro• Filhos de CH Portugal, LOP, vacinados com microchip. )918 231 647 Cão de Gado Transmontano• Montes de Vinhais, cachorros disponíveis. )961 050 893 ou 273 771 578 Cão Lobo Checoslovaco• Afixo "Lugar do Poço" www.lobocheco.com )916 196 474 Casa d’Argonça• Criação e seleção de Yorkshire Terrier, Shih Tzu e Lulu da Pomerânia. Pais importados. )912 845 228 Cavalier King Charles Spaniel• Cachorros com LOP e Afixo. terrasdarunce@gmail.com )933 941 103 ou 969 767 855 Cavalier King Charles Spaniel• Aceita-se reservas de cachorros, excelente pedigree. )966 177 020 Cavalier King Charles Spaniel• Ninhada tricolor disponível. )919 837 945 Cavalier King Charles Spaniel• Ninhada disponível com LOP e Afixo. )239 437 528 ou 919 539 242 Chihuahua• A raça de cão mais pequena do mundo! Cachorros ocasionalmente disponíveis com LOP e Afixo. Muito alegres e carinhosos. Descendentes de Chihuahuas premiados em vários países. Pais pesam cerca de 1,5 kg, estão à vista.Animais de estimação verdadeiramente belos e raros. )918 445 781 Chihuahua• Ninhadas de pelo curto e pelo cumprido. Com LOP e Afixo “Casavalflory”. )964 516 963 Chihuahua• Cachorros miniatura de pelo curto, pais com pedigree campeões. Cachorros com excelente temperamento. Brancos e outras cores. LOP eAfixoVale d'Aiva. )963 613 802 Chihuahua• Afixo Solar do Rio. Cachorros de pelo curto com LOP, pais à vista, miniaturas. Excelente qualidade. http://chihuahuadorio.hi5.com)916 258 636 Chihuahua• Pelo curto e pelo comprido. Criados em família. Zona de Fátima. )918 997 726 Chihuahua• Cachorros de pelo curto. LOP e Afixo. Qualidade e temperamento excelente. )966 553 085 Chihuahua de pelo comprido• Ninhada disponível com LOP.Vacinados, desparasitados. http://iorus.jimdo.com )963 906 688 ou 932 410 387 Chihuahuas Miniatura• Excelente qualidade e grande dedicação, são o nosso lema. www.pomeraniasdevalecavala.com )965 148 949 Chinese Crested Dog• Criação e seleção da raça. Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados. www.casaalgarviadog.com )969 059 558 ou 965 645 923 Cocker Spaniel• Afixo Wonderfull Temptation. Cachorros com LOP, microchip, vacinados e desparasitados. Chocolate, pretos e dourados. www.wonderfulltemptationcollies.com )910 165 844 Cocker Spaniel Inglês• Cachorros disponíveis.Azul Ruão e Pretos. Com LOP e Afixo. Excelente pedigree. Linhas de beleza. www.sharyshkennel.blogspot.com )964 457 918 ou 968 640 049 Cocker Spaniel Inglês• Afixo "Of MerryKind". Cachorros disponíveis sólidos e particolores com LOP e Afixo.Viana do Castelo. www.ofmerrykind.blogspot.com )968 207 015 Dobermann’s D’ikòskylo• Seleção e criação de Dobermann. Cachorros ocasionalmente disponíveis. Entregues com LOP,Teste ADN, Microchip, Desparasitados e Vacinados. www.Dobermansdikoskylo.com )243 581 419 ou 969 559 963 Dogue Alemão• Cachorros azuis e pretos, descendentes de campeões. Pais à vista. LOP e Afixo. www.scoobyvip.no.comunidades.net )917 566 069 ou 915 740 120 Dogue Alemão• Cachorros negros. www.canilafilus.webnode.com )966 611 478 Dogue Alemão• Excelente exemplar gigante lindo com LOP e COB. Ótimo caráter, super obediente e sociável. Disponível para cruzas. Fotos no Youtube, pesquisar por “Scooby”. )968 084 121 Dogue Canário• Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892 Dogue de Bordéus• Cachorros com LOP, vacinados e desparasitados (garantia de saúde nos primeiros 6 meses) )962 222 858; 219 213 794 ou 219 280 491 Dogue de Bordéus• www.casadasbabas.com )967 000 454 ou 966 520 920 Dogue de Bordéus• Criação e seleção da raça. Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados. www.casaalgarviadog.com )969 059 558 ou 910 727 113 English Springer Spaniel• Canil Albergue da Casta. Criador de English Springer Spaniel e Golden Retriever www.alberguedacasta.com )914 298 554 English Springer Spaniel• Canil de São Barão. Ninhadas disponíveis. www.springerspaniel.com.pt )939 443 335 English Springer Spaniel• Canil do Vento Norte.Aceita-se reservas. www.canildoventonorte.com )917 503 187 Flat Coated Retriever• Canil Quinta da Bruma. )917 880 350 Fox Terrier• Cachorros descendentes de Campeões. Pelo cerdoso, tricolores com LOP,Afixo e vacinas. )914 706 869 Fox Terrier• Cachorros/adultos com LOP e afixo Casa Peres. www.casaperes.pt )962 911 576 Fox Terrier de pelo liso• Filhos de CH PT eAzoresWinner. LOP eAfixo. )919 715 702 Fox Terrier de pêlo liso• Aceita reserva, LOP, vacinados. Linha sangue “S” topo raça. Excelente ninhada. Visite o nosso site: www.vonhauslusitania.com )964 035 862 Fox Terrier de pelo cerdoso• Ninhada com LOP e Afixo Casa Peres.Vacinados. Loures. www.casaperes.com www.facebook.com/casa.peres )919 689 349
  • 94.
    Galgos Whippet• De qualidade,descendentes de Campeões, com LOP, vacinas e Afixo reconhecido pela FCI. )212 743 024 Golden e Flat Coated Retriever• Angelusparks. Criação conscienciosa de Golden e Flat Coated Retriever. www.angelusparks.net )964 465 008 Golden Retriever• Canil Quinta da Bruma. Ninhada disponível, isentos de displasia, vacinados, desparasitados com microchip. )917 880 350 Golden Retriever• Excelente linhagem, descendentes de campeões. Cachorros disponíveis.Afixo Casa Valprado. )914 514 016 Golden Retriever• Cachorros com LOP e Afixo, descendentes de campeões. terrasdarunce@gmail.com )933 941 103 ou 969 767 855 Golden Retriever• Canil Royal da Quinta do Ribeiro. Cachorros disponíveis com LOP e Afixo. www.quintadoribeiro.com )244 840 279 ou 919 119 834 Golden Retriever• Ninhada disponível com LOP e Afixo. www.lobadourada.com )933 631 109 Golden Retriever• Linhagem de campeões, Franco’s Valley, Sol d´Arena e Terras de Colombo. Desde 350€. )937 355 649 Golden Retriever• Quinta da Formiga. Cachorros disponíveis. www.quintaformiga.net )964 039 689 Golden Retriever• Descendentes de Campeões. LOP, vacinados e desparasitados. Bom preço. )934 455 744 ou 938 656 705 Golden Retriever• Ninhadas disponíveis. Bom preço. www.terradecolombo.cjb.ne )918 515 095 ou 963 098 637 Golden Retriever• Cachorros descendentes de Campeões. Excelente pedigree. LOP,Afixo e vacinados. Pais à vista e isentos de displasia. www.valedabeloura.com )964 025 428 Golden Retriever• Quinta da Cavada. Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados, descendentes de Campeões. www.quintadacavada.no.sapo.pt )918 406 109 Golden Retriever• Casal da Brava. LOP e pedigree. Garantia de sanidade. canildabrava@gmail.com )918 099 604 Golden Retriever• Pai Campeão de beleza, pais isentos de displasia de anca e cotovelo,Afixo “Casa de Hórus”, LOP, vacinados e desparasitados. mail@vipdog.net )962 996 836 ou 249 392 139 Golden Retriever• Cachorros com LOP, vacinados, desparasitados, com microchip. Filhos de Campeão, prontos para entrega. geral@tyrus.pt )919 791 845 ou 934 607 810 Jack Russell Terrier• Excelente ninhada, netos do Campeão do Mundo. )962 396 437 Jack Russell Terrier• Afixo D’Albreck. Ninhada disponível, filhos da Campeã de Portugal. www.dalbreck.com )968 231 212 Kami-No-Michi• Akita Inu. Filhos de Campeões do Mundo. kami.no.michi.kensha@gmail.com Komondor• Cão Pastor da Húngria. Cachorros disponíveis. Cão familiar, imponente, nobre, duro e silencioso. Excelente cão de guarda, pois defende o dono e a propriedade até à morte. komondor.pt@gmail.com )919 657 860 Labrador Retriever• Ninhada com excelente pedigree (LOP). Mãe com teste de displasia de anca. )912 483 843 Labrador Retriever• Macho disponível para cruzas. Sensual Jack Lab of Francos’s Valley.Várias vezes premiado. Cor bege. )967 172 418 Labrador Retriever• Cachorros filhos de dois campeões de beleza. Entregues com LOP, vacinados, desparasitados, chip e Afixo. )962 566 614 Labrador Retriever• Amarelos e pretos. LOP, desparasitados, microchip. )918 920 208 Labrador Retriever• Macho amarelo, 2 anos com afixo Sol d'Arena disponível para cruzas. )968 088 476 Labrador Retriever• www.canilleziriaribatejo.no.sapo.pt )917 493 327 Labrador Retriever• Cachorros amarelos, pretos e chocolate. Excelente pedigree.Vacinados. LOP e Afixo. Pais à vista e isentos de displasia. www.valedabeloura.com )964 025 428 Labrador Retriever• Ninhada disponível. LOP, vacinados.Afixo Canil Quinta do Forno. Marco de Canaveses. )918 253 431 Labrador Retriever• Amarelos e pretos. LOP, vacinados e desparasitados. Arruda dos Vinhos. )963 339 020 ou 917 071 711 Labrador Retriever• Criamos qualidade. www.quintadassesmarias.com )966 826 592 Labrador Retriever• Ninhada disponível com LOP e Afixo “da Vinheira”. cusbor@gmail.com )918 752 224 Labrador Retriever• Ninhadas ocasionalmente disponíveis. Com LOP, vacinados, desparasitados e Afixo. C. Herdade da Confraria )914 280 321 Labrador Retriever• Beje e pretos. Excelentes linhas de sangue. LOP e Afixo. Vacinados e desparasitados. Mealhada. www.dal-canycorggo.net )919 326 312 Labrador Retriever• Cachorros com LOP. www.tchukysplace.com )918 623 956 Labrador Retriever• Cachorros de excelentes origens. LOP, vacinados, desparasitados. Garantimos qualidade. criacaodolabrador@sapo.pt )965 524 887 Labrador Retriever• Amarelos e pretos.Desc.CH Port.e Cuba.Vacinas, desparasitação.GarantiaVeterinária de Saúde.)939 044 998 Labrador Retriever• Cachorros disponíveis.Afixo Sol d'Arena.Amarelos, pretos e chocolates. )919 974 109 Labrador Retriever• Machos disponíveis para acasalamento. Preto, amarelo e chocolate.www.canilleziriaribatejo.no.sapo.pt )967 469 892 Lulu da Pomerânia• Várias cores com LOP, miniatura, vacinados e desparasitados. )963 456 392 Mastiff Inglês• Canil Serra do Soajo. Bom caráter. )914 542 892 Mastim Napolitano• Com afixo. Criação amadora em ambiente familiar Descendentes de campeões. vizirdealulya@gmail.com )926 142 435 Mastim Napolitano• Cachorros filhos e netos de Campeões.Afixo Cetóbriga. www.canilcetobriga.net )963 009 576 Montanha dos Pirinéus• Ninhadas ocasionalmente disponíveis.Aceita-se reservas. www.montanhadospirineus.com )919 296 947 Montanha dos Pirinéus• Cachorros de grande porte, com LOP e Afixo. 4 gerações de Campeões, pais à vista. www.casadosonhobranco.com )962 888 240 Parson Russell Terrier• Afixo Roseira Brava. Cachorros disponíveis. www.roseirabrava.com )966 193 852 ou 966 377 087 Pastor Alemão• Excelente ninhada com Pedigree, descendentes das melhores linhas nacionais e Internacionais. Ótimo caráter. )912 483 843 Pastor Alemão• Excelentes cachorros com LOP,Afixo, linhagem alemã, descendentes de Campeões, garantia. www.quintadacavada.no.sapo.pt )918 406 109 Pastor Alemão• Ninhada com LOP. Descendentes dos melhores cães do mundo. )912 483 843 Pastor Alemão• Canil Herdade da Confraria. Ninhadas ocasionalmente disponíveis. LOP, vacinados, desparasitados e Afixo. )914 280 321 Pastor Alemão• Afixo Canil da Granja Nova. Ninhadas ocasionalmente disponíveis, cachorros entregues com LOP, microchip, vacinados e desparasitados. Pais isentos de displasia de anca e cotovelo e ADN confirmado. www.canilgranjanova.blogspot.com )936 114 577 Pastor Alemão• Cachorros com pedigree, LOP tatuado, pai importado da Alemanha. Filhos de Campeão do Mundo. Reprodutores com RX à displasia da anca. Faça-nos uma visita. )968 130 327 Pastor Alemão• Com LOP,Afixo,Tatuados, Microchip,Vacinados, Desparasitados. Garantia de Doenças Congénitas. www.pastordagala.no.sapo.pt )964 891 852 Pastor Alemão• Canil Royal da Quinta do Ribeiro. Cachorros disponíveis com LOP e Afixo. www.quintadoribeiro.com )244 840 279 ou 919 119 834 Pastor Alemão• Cachorros das melhores linhas de sangue mundiais. www.festadahera.com )913 015 747 ou 918 773 969 Pastor Alemão• Melhor Criador 2010. www.canilvalldupaco.com )961 173 238 ou 915 158 770 Pastor Alemão• Roy Terrae Lupiae: Melhor reprodutor Espanhol e Italiano VA2 Italia Miia vom Huhnegrab Ch Int. Ch Portugal. Ninhada disponível para reserva. )914 735 722 Pastor Alemão• Linha de trabalho pretos e lobeiros. Progenitores muito bons (RCI3 e BH, respectivamente) de excelentes linhagens. Repetição de ninhada: a anterior deu cães excepcionais de caráter e morfologia.Tudo à vista. LOP, Afixo, desparasitação e vacinação. zgamanunes@gmail.com )968 538 449 Pastor Alemão• Canil Fonte dos Pastores. Cachorros disponíveis tatuados, vacinados e microchipados. )965 292 880 Pastor Australiano• Com LOP e Afixo. )916 035 805 Pastor Belga Groenendael• Cachorros com excelente caráter e morfologia. LOP,Afixo, vacinados, desparasitados e microchipados. www.pastorbelgaterrasdopo.blogspot.com )939 425 832 Pastor Belga Malinois• Cachorros filhos de cães de trabalho, ninhada com LOP. )966 516 334 Pastor Belga Malinois• Ninhada com LOP, vacinados, desparasitados. Desporto. )914 193 742 Pastor Belga Malinois• Cachorros com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados. Filhos de Campeão em Portugal e netos de Campeão na Bélgica. Irmãos de cães premiados em provas de Agility. Machosdisponíveisparamontas. )939452648ou244872460 Pastor Belga Tervueren• Excelente ninhada disponível com LOP, vacinados e desparasitados. )918 216 605 Pastor Branco Suíço• Ninhada disponível. www.demeritis.com )965 608 940 Pastor Holandês• Linha de trabalho. Ninhada Disponível. )969 000 713 Pequinês• Aceita-se reservas para cachorros. Com LOP. Cachorros para Exposição e para companhia habitualmente disponíveis. )917 237 903 ou 289 397 880 Pequinois• Ninhada disponível, vacinados, desparasitados com LOP. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934 Pequinois e Shih-Tzu• Várias cores, boa linhagem com LOP. Brancos e outras cores. )963 456 392 Pinscher• Super miniatura/cavalinho com LOP. Muito boa linhagem. Vacinados e desparasitados. )963 456 392 Pinscher• Cavalinho/miniatura, ninhada com LOP, vacinados e desparasitados. Boa linhagem.Algarve. )919 692 013 Pinscher e Shih Tzu• Ninhadas disponíveis com LOP, vacinados e desparasitados. )968 055 793 Pinscher Miniatura• Vende-se macho com vacinas e desparasitações. Santarém. )918 209 375 Pinscher Miniatura• Ninhada disponível com LOP, vacinados desparasitados. http://iorus.jimdo.com )963 906 688 ou 932 410 387 Pinscher• Pequenos com LOP, 1ª vacina, castanhos afogueados. Palmela. )212 382 753 ou 933 312 352 Pinscher• Bebés miniaturas e Pug/Carlin,todos com LOP.)969 634 902 Pinscher• Ninhada disponível,desparasitados e vacinas.)914 291 575 Podengo Português• Médio Liso Afixo do Rio da Fonte. Cartaxo. www.podengosriodafonte.blogspot.com )927 863 057 Podengo Português• Médio Cerdoso Com LOP e Afixo "da Vinheira". Ninhada disponível. cusbor@gmail.com )918 752 224 • Podengo Português Pequeno Cerdoso Criação mais antiga da variedade, Pais campeões. C.Albergaria )966 387 108 Presa Canário• Ninhada disponível com LOP e vacinas. 968 061 508 Pug Carlin Com LOP, ninhada disponível, desparasitados e vacinas. )914 291 575 Pug Carlin• Excelente ninhada com boa linhagem. LOP,Afixo, vacinados, desparasitados. Máscara definida.Aceita-se reservas. Fazemos entregas. )914 735 039 Pug Carlin• É raro, precioso, olhar terno, afetuoso, emotivo e simpático. www.casadesuasvilas.com )227 120 747 ou 933 547 484 Pug Carlin• Com LOP, dourados lindíssimos, ninhada disponível. )963 456 392 Retriever do Labrador• Casa d'El Mar. Criação e seleção. Cachorros disponíveis. www.canilcasadelmar.com )919 737 249 Retriever do Labrador• Criação e seleção das melhores linhas de sangue do Mundo. www.retrieverlabrador.com )962 396 437 Retriever do Labrador• Ninhadas selecionadas com LOP e Afixo. Excelentes Linhas de Sangue.Vários campeões mencionados no LOP. www.pipinhaecompanhia.net )934 306 983 Retriever do Labrador• Amarelos, pretos e chocolates. Com LOP e garantia, vacinados. www.quintastacatarina.com )937 263 055 Retriever de Labrador• Encosta dasAlfazemas,ninhada nascida a 23/05/2014 com LOP eAFIXO,descendência de campeões,com desparasitações e vacinas.)918 617 310 ou 914 724 644 Retriever do Labrador• Amarelos e pretos. Descendentes de Campeões, com LOP, Afixo e garantia, ótimos exemplares. www.canildomfuas.pt.vu )244 470 688 ou 914 323 841 Rough Collie• Afixo Wonderfull Temptation. Cachorros com LOP, microchip, vacinados e desparasitados. www.wonderfulltemptationcollies.com )910 165 844 Rough Collie• Cachorros com LOP, desparasitados, vacinados, netos Campeões. )963 926 381 Samoiedo• LOP,Afixo, M/F, facilidades, envio fotos. macieiradoceu@iol.pt )913 396 211 Samoiedo• Cachorros com LOP e vacinados. )962 587 895 São Bernardo• Cachorros com LOP, pais Campeões. Bom preço.Aceita-se reservas.Venha vê-los. Santarém. )965 657 554 São Bernardo• Ninhada disponível. Pelo comprido com LOP e Afixo. Vacinados e desparasitados. )918 622 190 www.saobernardosdovaledepimpearl.blogspot.pt São Bernardo• Excelente LOP, vacinados, desparasitados. Pais à vista. )915 565 460 São Bernardo• Geração de Campeões,garantias e facilidades,envio todo o país.www.casaldaeira.com.pt )227 120 747 ou 933 547 484 São Bernardo• Cachorros, vacinados, LOP e Afixo. Descendentes de Campeões. Pais à vista e isentos de displasia. www.valedabeloura.com )964 025 428 São Bernardo• Machos e fêmeas tricolores. Pais à vista. Muito meigos com LOP, vacinados, desparasitados. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934 São Bernardo e Labrador• Linha de Multi Campeões. )962 782 560 ou 963 103 289 Schnauzer Gigante• Pretos com LOP. Excelente ascendência com Campeões. Bom preço. )963 040 315 Schnauzer Gigante• “De Barbarrija”. Caráter e equilíbrio. Excelente ascendência, melhores linhas mundiais. Informações e reservas. )966 060 022 Schnauzer Gigante• Ninhada com LOP. Cachorros para companhia e guarda. Excelente caráter.Azeitão. )962 936 593 ou 212 245 235 Schnauzer Miniatura• Sal e Pimenta. Schnauzer Gigante negro.Afixo “Casa de Hórus”. Multi Campeões, várias vezes BOB do ano. Cachorros ocasionalmente disponíveis.Aceita-se reservas. mail@vipdog.net )249 392 139 ou 962 996 836 Schnauzer Miniatura• Ninhada preto e prateado, linhas de Campeões. Com LOP e Afixo Casa de Fausto. )212 974 429 ou 917 114 636 Schnauzer Miniatura• Ninhada brancos, linhas de multi-campeões, únicos em Portugal. Com LOP e Afixo Casa de Fausto. )212 974 429, 917 114 636 ou 967 180 762 Schnauzer Miniatura• Ninhada sal e pimenta. Com LOP, pais importados, descendentes de campeões. )919 361 938 Schnauzer Miniatura• Fragas do Douro. Preto e preto/prata. )912 423 536 www.fragasdodouro.com fragasdodouro@netcabo.pt Serra da Estrela• Criação exclusiva com Afixo, LOP, Chip,Vacinas e desparasitados. Descendentes de Campeões. www.canildoaltodouro.com )918 225 368 Serra da Estrela• Cachorros filhos de CH Portugal, LOP, vacinados e microchip. info@casadeloas.com.pt )937 265 072 Serra da Estrela• Criação exclusiva, LOP,Afixo, vacinas, chip, desparasitados. Filhos de Campeões. http://terrasdecister.blogspot.com )960 071 405 Serra da Estrela• Criação exclusiva, com LOP,Afixo Canil das Roupeiras. )936 396 740 ou 258 733 573 Setter Inglês• Afixo Quinta do Meirinho. )964 051 970 Setter Irlândes• Procura-se macho para cruza ou compra-se cachorro ou macho jovem registados. )917 340 518 Shar Pei• Dourados e pretos. Exc. LOP e Afixo, vacinas, desparasitação, garantia, vet. de saúde )939 044 998 Shar Pei• Ninhada disponível, filhos de CH Portugal. )968 055 051 Shar Pei• Vale dos Raposinhos. CH.Port/Esp/Inter. www.sharpeivale.com )917 302 496 ou 966 349 885 Shar Pei Miniatura• Mini-Pei. Único criador em Portugal. Ninhada disponível. )917 302 496 ou 966 349 885 Shar Pei• Cachorros disponíveis, linhagem de Campeões Mundiais. )261 449 536, 966 047 094 ou 919 974 109 Shar Pei• Branco, preto, vermelhos e bege.Afixo e LOP.Vacinados, qualidade garantida. Entregas em todo o país e ilhas. )962 783 494 ou 243 323 275 Shar Pei• Cachorros disponíveis, com LOP e Afixo. www.sharpeidegalaouchi.com )968 566 877 ou 963 046 024 Shih Tzu• Cachorros tricolores e preto e branco. Pais à vista. Com LOP, vacinados, desparasitados. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 963 503 934 Shih Tzu• Da Casa d’Argonça. Criação e seleção. Cachorrinhos com LOP e Afixo. Brancos. Porto. )912 845 228 Spitz Anão• Ninhada disponível, várias cores, criados em ambiente familiar, desparasitados, vacinados. http://animaissublimes.blogspot.com )917 634 020
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    Spitz Anão• Excelente qualidadee grande dedicação, são o nosso lema. www.pomeraniasdevalecavala.com )965 148 949 Spitz Anão ou Lulu da Pomerânia• Excelente ninhada, super miniaturas, excelente pelo. Cachorros entregues vacinados, desparasitados e com LOP. )965 591 945 Spitz Anão ou Lulu da Pomerânia• Ninhadas disponíveis em várias cores com LOP e Afixo. vacinados e desparasitados. http://valedepimpearl.blogspot.com )918 622 190 Staffordshire Bull Terrier• Excelentes exemplares. sandra.cale@sapo.pt )968 090 780 ou 966 659 910 Teckel pelo curto• Com LOP,Afixo, vacinados e desparasitados. Filhos da melhor linha de Campeões. www.teckelsdomontepedral.com )936 506 922 Teckel Standard de pelo cerdoso• Afixo, LOP, vacinados, desparasitados e chip. www.aradik.net )962 960 027 Teckel liso e cerdoso• Com e sem LOP.Vacinados e desparasitados. )914 732 602 Teckel cerdoso• Afixo Casa da Costa. )962 801 694 Teckel cerdoso• Com LOP e Afixo. )967 744 539 Teckel Miniatura de pelo comprido.• Cachorros desparasitados, vacinados, com microchip, LOP e Afixo. Ninhadas disponíveis. www.paurodimar.webege.com )939 052 270 Teckel liso e cerdoso• LOP.Vacinados. )934 342 486 Vale d'Aiva• Criador de Caniche Toy,Teckel Miniatura, Chihuahua de pelo curto e comprido, Spitz Miniatura e Shetland. LOP e Afixo. )963 613 802 Vulpos Velox• Criação, seleção e treino de Pastor Alemão. )914 735 722 ou 964 275 472 Weimaraner• Cachorros disponíveis com LOP e Afixo.Vacinados e desparasitados. Microchip. valedabravura@gmail.com )916 449 611 ou 935 122 786 West Highland White Terrier• Ninhada disponível. www.demeritis.com )965 608 940 West Highland White Terrier• Excelente ninhada disponível.Afixo Tattarmaya’s. www.tattarmayas.com )966 911 500 West Highland White Terrier• Excelente ninhada, Pai CH Port 2005. www.westiedeabalone.com )917 927 789 ou 284 595 460 West Highland White Terrier• Netos de pais importados da Escócia, lindos e óptimos para crianças. www.canildomfuas.pt.vu )244 470 688 ou 914 323 841 Whippet• Com LOP, vacinas e Afixo. )917 824 707 Yorkshire Terrier• Afixo Valley d’Aro.Tamanho míni, vacinados, desparasitados com LOP. www.valeydaro.com )912 210 096 ou 917 592 542 Yorkshire Terrier• Zona Guimarães/Braga. Pais muito meigos, com treino. Envio fotos. Pode visitar ninhada. Excelente preço. Apaixonantes. vitormiguelcn@hotmail.com )910 341 133 Yorkshire Terrier• Afixo Majestosos Botaréus. Excelentes cachorros. Qualidade Exposição. Filhos de multi campeões. www.majestososbotareus.pt )969 525 692 Yorkshire Terrier• Lindos. Prontos a entregar.Ambiente familiar. Pais com 2 kg e 3,8 kg. Pai com prémios.Ambos com treino de obediência. )910 341 133 Yorkshire Terrier• Afixo Majestosos Botaréus .Descendentes de Campeões. Pai Multi campeão. www.majestososbotareus.pt )969 525 692 Yorkshire Terrier• LOP eAfixo.2 vacinas,pais à vista,fazemos entregas.Caldas da Rainha.http://animaissublimes.blogspot.com )917 634 020 Yorkshire Terrier• Afixo Alda’s GoldStar. Cachorros filhos de Multi-Campeão. Mãe vencedora de Exposições. www.aldasgoldstar.com )938 374 827 Yorkshire Terrier• Miniaturas, vacinados, desparasitados com LOP. Pinhal Novo. )212 381 861 ou 919 208 950 Yorkshire Terrier• Afixo D'Ayrosa.Excelentes pedigrees.Descendentes Multi- Campeões.Garantiaqualidade.www.dayrosa.com)914656965 Yorskhire Terrier• Excelente ninhada,cachorros descendentes de Campeões,pai premiado em Exposições.fabio.wilson@clix.pt )962 932 215 Gatos Abissínio• Afixo Garfield. )218 462 354 Abissínio• Gatil Bonjour L’Amour. )919 137 222 ou 213 956 886 Azul da Rússia• Gatil das Torres. LOP,Afixo e vacinas. www.gatildastorres.com.sapo.pt )918 28 46 58 Bengal• Tenhaemsuacasaumpequenoleopardo.Ninhadas.RegistoLOP eAfixo.www.felinus-amicus.pt)217942076 ou 913 364 727 Gatil Blanche Neige• Gatos Bengal (Mini Leopardo) e Persas. Reserve já. jc.jeronimo@sapo.pt )919 995 808 Gatil Blue Sentinel• Gatos Azul Russo. Ninhada disponível. www.blue-sentinel.com )913 262 543 Gatil da Casa da Pedra• Gatinhos Persa, vacinados, desparasitados e registados. )916 717 383 Gatil Kailua• Persas com LOP,Afixo, vacinas, chip, FIV/FELV e DNAPKD negativo. www.kailuacattery.com )962 657 383 Maine Coon• Afixo Artsycats. Ninhadas disponíveis. www.artsycats.com )963 006 064 Novelos de Pelo• Gatos Persa de todas as cores. Com LOP e vacinas.Aceito reservas. )962 687 029 ou 939 328 152 Persa• Gatil Kailua. Gatinhos Persas disponíveis. www.kailuacattery.com )962 657 383 Persa Chinchilla• GoldeneRedChinchilla.Pedigreeevacinas.€250.)238603159 Persa Colourpoint• Afixo “Chatlimar”. Ninhada disponível, com LOP. www.chatlimar.com )910 977 929 Sagrado da Birmânia• Gatil Reino de Seda. Ninhada disponível com LOP, desparasitados, vacinados e com microchip. www.reinodeseda.com )965 635 630 Sphynx• Uma esfinge do Egipto.Afixo Felinus Amicus. www.felinus-amicus.pt )214 095 087 ou 913 364 727 Hotéis Cuidamos dos seus animais• Ambiente caseiro, bom preço e excelentes condições. )214 870 252, 962 463 968 ou 914 619 115 Hotel• Zona do Estoril, ambiente familiar. Faça já a sua reserva. )917 331 355 Hotel Canino Caseiro• Hospedamos cães em ambiente familiar como se estivessem com a sua família. www.pulgainfo.wordpress.com )933 081 416 Hotel Canino• Zona de Loures. )968 861 045 Hotel Canino• Zona de Coimbra. Excelentes condições. www.doggysparadise.weebly.com )918 628 276(+15h) Hotel Canino• Casa particular aceita cães, mas só com bom temperamento. Zona de Loures. )962 800 196 ou 219 835 979 Hotel para Cães• Pet sitting e maternidade para animais.Ambiente familiar. )913 383 416 Hotel Canino• Casa particular aceita cães e ambiente familiar. Santarém. )936 871 100 Hotel Canino• Canil Arrábida Hills. Hotel de Charme com preços excelentes e transporte grátis entre Cascais e Setúbal. Cuidamos do seu cão com o amor e carinho que ele merece. Pet Sitting, Passeio de cães, Banhos, outros. www.arrabidahills.com )914 299 699 ou 962 819 824 Hotel Canino• 35 minutos de Lisboa. Zona rural. Canha, Montijo. http://hoteldocao.emdiospral.com )918 783 590 Hotel Canino• Monte de Mimos.Vá de férias descansado,eles ficam connosco. Cuidamos deles com os Mimos que merecem.Espaço de recreio,SPA,assistência veterinária.Zona deAlbufeira,Algarve. montedemimos@gmail.com )962 917 027 Hotel Canino• Boxes individuais. Espaço para recreio. Zona de Penafiel. )913 229 964 Hotel Canino• Boxes individuais.Trat. Personalizado. Espaços amplos recreio. Música ambiente.Assist.Vet. 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Ministrada por um dos monitores mais conceituados nacionais, com extensa formação em Portugal, Espanha, Escócia e EUA. Especialista em comportamento e psicologia canina. Método positivo. Mafra (junto ao Modelo) )938 481 770 ou 917 427 804 Acãodemia• Treino de Obediência, sociabilização, treino de RCI e Mondioring. Para mais informações: academia@gmail.com )919 158 436 ou 917 973 665 Animallux• Entrega de rações ao domicílio na área de Porto de Mós e Alcobaça. )918 553 975 Animalooks• Rações, banhos, tosquias, PetSitting. www.animalooks.com animalooks@gmail.com )914298554 Anastácia Estética Canina• Banhos e tosquias no Porto. www.valeydaro.com )912 210 096 ou 917 592 542 Banhos e tosquias• Entrega rações ao domicílio. Clube da Bicharada. Moita. )212 800 075 Banhos e Tosquias da Mariana• Na área de Santarém, em loja, clínicas e domicílios. www.facebook.com/tosquias )910 422 176 ou 243 322 229 Caninos Animal Care• Banhos e Tosquias ao domicílio. Carrinha equipada com água quente. Todos os produtos utilizados com pH neutro, desde champôs, demelant’s e perfumes. Pet Sitting. Dog Sitting. Dog Walking. Entrega de Rações. Transporte ao veterinário e Hotel Canino Familiar em Sintra. Zonas: Cascais, Oeiras, Sintra, Mafra, Lisboa e arredores. www. caninosanimalcare.pt; www.facebook.com/caninosanimalcare )966 005 309 ou 214 538 109 Lisbon Dogs• Treinamos o seu cão para ser obediente no dia-a-dia. Passeamo-lo com alegria e energia e fazemos domicílios caso tenha de se ausentar por alguns dias. Conte connosco! lisbondogs@gmail.comFacebook:LisbonDogs )963183781 Lisbon Dogs Grooming• Todo o tipo de tosquias em cães, incluindo stripping. Em Benfica, com marcação prévia. lisbondogs@gmail.com Facebook: Lisbon Dogs )963 183 781 Bicholas com Tolas• Loja de animais. Rações, banhos, tosquias e uma vasta gama de acessórios para o seu animal de companhia. Entregas ao domicílio. Rua Sousa Aroso, 585 Matosinhos. )229 389 696 ou 939 052 270 Casa Peres• Hotel para cães em ambiente familiar. Escola Treino Canino. Banhos, tosquias e Stripping. Cursos de Cabeleireiro de Estética Canina. Loures. www.casaperes.com www.facebook.com/casa.peres )919 689 349
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Veterinária. )962 911 576, 919 689 349 ou 937 602 277 Clube de Treino Cinotécnico• Ultra K9 – Clube de treino, preparação de cães e binómios para Guarda e Segurança Privada. Treinode cãesdeDesporto. www.ultrak9.com ultrak9@gmail.com Dartacão• Boutique e Grooming para Animais. Banhos e Tosquias. Alimentação e Acessórios. SPA Animal. Transporte. Entregas ao Domicílio. Alto da Boa Nova, Leça da Palmeira, Matosinhos. www.dartacao.pt )910 251 600 Dog-Pack• Dispõe de qualquer raça de cães, gatos e animais exóticos. Exemplares de qualidade a preço justo. Mafra (junto ao Modelo). )938 481 770 ou 917 427 804 Entregas Grátis• Tudo para os seus animais aos melhores preços. www.petzoo.web.pt )808 105 605 Entregas gratuitas• Satisfaction, Royal Canin, Affinity, Nutro Choice, Purina. Descontos de 5% a 15%. Condições especiais para quantidades. Zona do Porto. www.companhiadocao.com )224 885 094 Escola de Treino de cães• Centro Canino do Seixal, Treinador Miguel Godinho (Eng. P. Animal) Torre da Marinha. )938 484 741 ou 212 224 359 Escola de Treino Canino• Em Oeiras, No Stress Hills Team. Ótimos métodos de ensino! Venha ensinar o seu cão e divertir-se! Paula Moreira. www.freewebs.com/nostresshillsteam )912 369 978 EstorilPet• Rações e Acessórios para animais. Entregas ao domicílio. www.estorilpet.com )965 515 362 Groomer Canina• Tratamento e manutenção de cães de Exposição. Zona Sintra, Lisboa e Cascais. )912 549 336 Husse Vila Franca de Xira• Alimentação 100% Natural da gama Super Premium para cão e gato. Areia super aglomerante. Entregas gratuitas para todo o Concelho de Vila F. Xira, Arruda dos Vinhos e Loures. Leonor Marques. vilafxira@husse.pt )927 132 758 Husse• Alimentos naturais para cães e gatos. Amostras grátis e entregas ao domicílio no Concelho de Oeiras. Vasco Matias. matias.husse@gmail.com )961 186 477 Kyha Dog Trainner• Treinos ao domicílio, obediência básica e avançada, sociabilização e resolução de problemas comportamentais. Zona de Lisboa. )914 283 694 Loja de animais• Cláudia Mateus. Tosquias, stripping, banhos, formação, rações, acessórios e muito mais. Porto. www.claudiamateus.pt )225 027 172 Mestre Pet Shop• Póvoa de Sta. Iria. Alimentação e acessórios para animais de estimação. Royal Canin, Purina, Husse e Acana, entre outras. Entregas gratuitas ao domicílio. Rua 28 de Setembro Lj 20. mestre.pet.lc@gmail.com )219 563 321 Pets Days• T-shirts, pólos, bordados, malas e bijuteria. Personalizados com raças ou nome de Afixos. Para quem gosta de cães e gatos. www.pets-days.com Pet Shop Online• Tudo para o seu animal de estimação. Roupas, calçado e muitos outros. Excelente qualidade. www.pipinhaecompanhia.net )934 306 983 Pet-Shop Pedro Hispano• Banhos e Estética canina, com cortes de raça ou higiénica. Corte de unhas e limpeza de ouvidos. Variadas rações e vasta gama de acessórios, tanto brinquedos como utilidades. Unhas de Gel. Transporte, hotel e treinos. Assistência veterinária permanente. Junto ao metro. Pedro Hispano. )229 375 126 ou 914 859 043 Pulga• Placas de identificação. Capas personalizadas e por medida. Camas para o seus animais de estimação. www.pulgainfo.wordpress.com www.facebook.com/pulga.info )933 081 416 Ração Guabi• Ração de qualidade máxima em Portugal. Portes Grátis. www.GirafaOnLine.com Ração Biológica Luposan• Alemã, natural e extrusionada a frio. Terras d'Arunce, Lda. Lousã, Coimbra. terrasdarunce@gmail.com )933 941 103 ou 969 767 855 Rações• Entrega ao domicílio. Todas as marcas. Coimbra, Figueira da Foz. )917 641 602 Rações naturais• Husse recomendada por veterinário. aveiro@husse.pt )917 072 322 Reiki Animal• Os benefícios do Reiki adaptados aos animais de estimação. Porto. www.reikianimal.pt )937 970 567 Tosquias e Banhos• Serviços de Estética Canina. Tosquia com corte de raça ou higiénica. Banho, ouvidos e unhas. Desde 20€. Inês Godinho, Viana do Castelo. )968 207 015 Tosquias• Banhos, rações ao domicílio. Clube da Bicharada. Moita. )212 800 075 ou 912 661 231 Treino e Apresentação de cães• Treino de cachorros e adultos para Exposições de beleza. )969 673 739 Treino de cães• Ao domicílio. Coimbra, Figueira da Foz. )917 641 602 Treino de cães• Obediência e para Exposição. Banhos, Handler profissional, levamos o seu cachorro a Exposições Caninas. Hotel Rural canino. Apoio Veterinário. Ração Royal Canin, entre outras. Entregas ao domicílio. scoobyvip@hotmail.com )917 566 069 ou 915 740 120 Treino ao domicílio• Lisboa e arredores. )965 132 331 Treino canino• Treinador/tratador canino. Treinos de Obediência, sociabilização e problemas de comportamento. Algarve. )967 055 647 Treino Canino• Centro de Formação Canino. Casa Frankinho, Alcobaça. Treinos em grupo, individuais e internos. )933 209 657 Treino de cães• Compra e venda. Margem Sul. )967 298 136 Treino• de cães Ao domicílio. Obediência básica e avançada para Exposições. )963 375 345 Treinos ao Domicílio• Zona de Lisboa. )914 283 694 Tratamento de pelo• Banhos e tosquias. Animallux. Juncal, Porto de Mós. )918 553 975 Zoovet• Rações, banhos, tosquias, hotel e apoio veterinário. zoovet@iol.pt )933 254 398 Estética Canina – Casa Peres• Banhos, tosquias, cortes a tesoura, stripping, formação de estética canina, formação de treino canino, hotel para cães em ambiente familiar. Loures. )910 735 009
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    Nome do medicamentoveterinário Seresto, coleira 1,25 g + 0,56 g para gatos e cães ≤ 8 kg. Número de autorização: 365/03/11DFVPT. Data da autorização: 8 de Agosto de 2011. Espécies-alvoFelinos(gatos),caninos(cães≤8kg).Paracães>8kgutilizarSeresto,coleira4,50 g + 2,03 g para cães > 8 kg (ver “Posologia e via de administração”). Indicações terapêuticas Gatos: Tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis) durante 7 a 8 meses. Protege o ambiente envolvente do animal contra o desenvolvimento das larvas de pulga durante 10 semanas. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma estratégia de tratamento para o controlo da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga (DAPP). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) (Ixodes ricinus, Rhipicephalus turanicus) e repelente (impede a alimentação) persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas. As carraças já presentes no gato antes do tratamento podem não morrer nas 48 horas após a colocação da coleira, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças presentes no gato no momento da colocação. A prevenção de novas infestações por carraças inicia-se nos dois dias após a colocação da coleira. Preferencialmente, a coleira deve ser colocada antes do início da época das pulgas ou carraças. Cães: Tratamento (Ctenocephalides felis) e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis, C. canis) durante 7 a 8 meses. Protege o ambiente envolvente do animal contra o desenvolvimento das larvas de pulga durante 8 meses. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma estratégia de tratamento para o controlo da Dermatite Alérgica a Picada de Pulga (DAPP). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida (mata) contra infestações por carraças (Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus, Dermacentor reticulatus) e uma eficácia repelente (impede a alimentação) persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus, Rhipicephalus sanguineus) durante 8 meses. É eficaz contra larvas, ninfas e carraças adultas. As carraças já presentes no cão antes do tratamento podem não morrer nas 48 horas após a colocação da coleira, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças presentes no cão no momento da colocação. A prevenção de novas infestações por carraças inicia-se nos dois dias após a colocação da coleira. O medicamento veterinário oferece proteção indireta contra a transmissão dos agentes patogénicos Babesia canis vogeli e Ehrlichia canis pela carraça vetor Rhipicephalus sanguineus, reduzindo assim o risco de babesiose canina e erliquiose canina durante 7 meses. Tratamento de infestação por piolhos mastigadores (Trichodectes canis). Preferencialmente, a coleira deve ser colocada antes do início da época das pulgas ou carraças. Precauções especiais para utilização em animais O medicamento veterinário é resistente à água; mantém-se eficaz se o animal se molhar. No entanto, deve evitar-se a exposição intensa e prolongada à água ou numerosos banhos com champô, porque a duração da atividade pode ser reduzida. Estudos mostraram que o banho mensal com champô ou a imersão em água não reduz significativamente a duração da eficácia de 8 meses para as carraças após a redistribuição das substâncias ativas no pelo, enquanto que a eficácia do medicamento veterinário contra as pulgas diminui gradualmente a partir do 5º mês. Precauções especiais a adoptar pela pessoa que administra o medicamento aos animais Manter o saco com a coleira dentro da embalagem exterior até à utilização. Como para qualquer medicamento veterinário, não deixar as crianças pequenas brincar com a coleira ou colocá-la na boca. Os animais que usam a coleira não devem dormir na cama com os seus donos, especialmente as crianças. As pessoas com hipersensibilidade conhecida aos componentes da coleira devem evitar o contacto com a mesma. Deitar fora imediatamente quaisquer restos ou pedaços cortados da coleira (ver “Posologia e via de administração”). Lavar as mãos com água fria após a colocação da coleira. Posologia e via de administração Uso cutâneo. Uma coleira por animal que deve ser colocada à volta do pescoço. Para gatos e cães pequenos até 8 kg de peso corporal utilizar uma coleira de 38 cm de comprimento. Cães com mais de 8 kg utilizar uma coleira Seresto para cães > 8 kg de 70 cm de comprimento. Apenas para uso externo. Antes da utilização retirar diretamente a coleira do saco. Desenrolar a coleira e verificar que não há restos das tiras de ligação de plástico agarrados à parte interna da coleira. Ajustar a coleira à volta do pescoço do animal sem apertar demasiado (como orientação, deve deixar-se uma folga suficiente de modo a que entre o pescoço e a coleira caibam 2 dedos). Puxar a coleira pela presilha e cortar o excesso do comprimento deixando 2 cm a seguir à presilha. A coleira deve ser usada continuamente durante o período de proteção de 8 meses e deve ser removida após o período de tratamento. Verificar periodicamente e ajustar se necessário, principalmentequandoosgatinhos/cachorroscrescemrapidamente.Estacoleira foi desenhada com um mecanismo de fecho de segurança. Na remota possibilidade de um gato ficar preso, a própria força do gato é suficiente para alargar a coleira permitindo a rápida libertação. Propriedades farmacodinâmicas O imidaclopride é um ectoparasiticida que pertence ao grupo dos compostos cloronicotinilos. Quimicamente, pode ser classificado como uma nitroguanidina cloronicotinilo. O imidaclopride é ativo contra as pulgas adultas e seus estadios larvares e piolhos. A atividade contra C. felis começa imediatamente após a colocação da coleira, enquanto que a eficácia adequada contra C. canis começa na primeira semana após a colocação da coleira. Para além das indicações listadas em “Indicações terapêuticas” foi demonstrada uma ação contra as pulgas Ctenocephalides canis e Pulex irritans. O imidaclopride possui uma elevada afinidade para os recetores nicotinérgicos da acetilcolina da região pós-sináptica do sistema nervoso central (SNC) da pulga. A subsequente inibição da transmissão colinérgica nos insetos, resulta em paralisia e morte do parasita. Devido à fraca natureza da interação com os recetores nicotinérgicos dos mamíferos e à postulada fraca passagem através da barreira hemato-encefálica dos mamíferos, não tem virtualmente efeito sobre o SNC dos mamíferos. Imidaclopride exerce uma atividade farmacológica mínima nos mamíferos. A flumetrina é um ectoparasiticida do grupo piretróide de síntese. De acordo com o conhecimento atual os piretróides de síntese interferem com os canais de sódio das membranas celulares nervosas, retardando a repolarização do nervo e resultando na morte do parasita. Em estudos sobre a relação estrutura-atividade observou-se como resultado a interferência de um número de piretróides com os recetores de uma certa configuração quiral causando uma atividade seletiva sobre os ectoparasitas. Com estes compostos não foi observada nenhuma atividade anti- colinesterase. A flumetrina é responsável pela atividade acaricida do medicamento veterinário, impedindo também a produção de ovos férteis pelo seu efeito letal sobre as carraças fêmeas. Num estudo in-vitro 5 a 10 % das carraças Rhipicephalus sanguineus expostas a uma dose subletal de 4 mg de flumetrina/L depositaram ovos com um aspeto alterado (enrugado, baço e seco) indicando um efeito esterilizante. Para além das espécies de carraças referidas em “Indicações terapêuticas”, foi demonstrada em gatos atividade contra Ixodes hexagonus e a espécie de carraça não encontrada na Europa Amblyomma americanum, e em cães contra I. hexagonus, I. scapularis e as espécies de carraças não encontradas na Europa Dermacentor variabilis e I. holocyclus, a carraça Australiana que causa paralisia. O medicamento veterinário tem atividade repelente (impede a alimentação) contra as carraças indicadas, prevenindo assim a ingestão de sangue pelos parasitas repelidos, e deste modo ajuda indiretamente a reduzir o risco de doenças transmitidas por vetores. Para os gatos, proteção indireta contra a transmissão deCytauxzoonfelis(transmitidopelascarraçasAmblyommaamericanum)foidemonstradanum estudo laboratorial com um pequeno número de animais, 1 mês após o tratamento, reduzindo assim o risco de doenças causadas por este agente patogénico, nas condições do estudo. Para os cães, em adição aos agentes patogénicos referidos na em “Indicações terapêuticas”, proteção indireta contra a transmissão de Babesia canis canis (por carraças Dermacentor reticulatus) foi demonstrada num estudo de laboratório no dia 28 após tratamento, e proteção indireta contra a transmissão de Anaplasma phagocytophilum (por carraças Ixodes ricinus) foi demonstrada num estudo de laboratório aos 2 meses após tratamento, reduzindo assim o risco de doenças causadas por estes agentes patogénicos, nas condições destes estudos. Na infestação por Sarcoptes scabiei, as coleiras foram capazes de promover uma melhoria em cães pré-infestados, levando à cura completa após três meses. Medicamento não sujeito a receita médico-veterinária. Leia cuidadosamente as informações constantes do acondicionamento secundário e do folheto informativo e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o médico veterinário. Nome do medicamento veterinário Advantix solução para unção punctiforme para cães com mais de 4 kg até 10 kg. Número de autorização: 51505 no INFARMED. Data da autorização: 10 de Fevereiro de 2004. Espécies-alvo Caninos (cães com mais de 4 até 10 kg). Para cães com peso igual ou inferior a 4 kg ou superior a 10 kg, aplicar o medicamento veterinário adequado (ver secção Posologia e via de administração). Indicações terapêuticas Tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides canis, Ctenocephalides felis). As pulgas presentes no cão são mortas no prazo de 1 dia após o tratamento. Um tratamento previne infestações futuras por pulgas durante 4 semanas. O medicamento veterinário pode ser utilizado como parte de uma estratégia de tratamento da dermatite alérgica à picada de pulga (DAPP). Tratamento de infestações por piolhos mastigadores (Trichodectes canis). O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida e repelente persistente contra infestações por carraças (Rhipicephalus sanguineus e Ixodes ricinus durante quatro semanas, e Dermacentor reticulatus durante três semanas). As carraças já presentes no cão podem não ser mortas nos dois dias após o tratamento, podendo permanecer fixadas e visíveis. Assim, é recomendada a remoção das carraças presentes no cão no momento do tratamento, de modo a prevenir que estas se fixem e se alimentem de sangue. Um tratamento proporciona uma atividade repelente (impede a picada e consequente alimentação) contra flebótomos (Phlebotomus papatasi durante 2 semanas e Phlebotomus perniciosus durante 3 semanas), contra mosquitos (Aedes aegypti durante 2 semanas e Culex pipiens durante 4 semanas), e contra as moscas do estábulo (Stomoxys calcitrans) durante 4 semanas. Precauções especiais para utilização em animais Devem ser tomadas precauções para evitar que o conteúdo da pipeta entre em contacto com os olhos ou a boca do cão tratado. Devem ser tomadas precauções para administrar corretamente o medicamento veterinário tal como descrito na secção Posologia e via de administração. Deve em particular prevenir-se a ingestão oral pelo animal tratado ou por outros que com ele contactem, não permitindo que os animais lambam o local de aplicação. Não administrar a gatos. Devido à fisiologia particular do gato, que é incapaz de metabolizar certos compostos incluindo a permetrina, este medicamento veterinário é extremamente tóxico para os gatos podendo mesmo causar a morte. De modo a prevenir a exposição acidental ao medicamento veterinário, manter os cães afastados dos gatos após o tratamento até que o local de aplicação esteja seco. É importante assegurar que os gatos não lambam o local de aplicação de um cão tratado. Se isto acontecer, consultar imediatamente o médico veterinário assistente. Consultar o médico veterinário assistente antes de aplicar o medicamento veterinário a cães debilitados ou doentes. Como o medicamento veterinário é perigoso para organismos aquáticos, não permitir que os cães tratados nadem em cursos de água durante pelo menos 48 horas após o tratamento. Precauções especiais a adotar pela pessoa que administra o medicamento aos animais Evitar o contacto entre o medicamento e a pele, olhos ou boca. Não comer, beber ou fumar durante a aplicação. Lavar bem as mãos após a aplicação. Em caso de derrame acidental sobre a pele, lavar imediatamente com água e sabão. Pessoas com antecedentes de sensibilidade cutânea poderão ser particularmente sensíveis a este medicamento veterinário. Os sintomas clínicos predominantes que em casos extremamente raros podem ser observados são irritações sensoriais cutâneas transitórias como formigueiro, sensação de queimadura ou dormência. Em caso de contacto acidental do medicamento veterinário com os olhos, lavar bem com água corrente. Se os sintomas cutâneos ou oculares persistirem, ou se o medicamento veterinário for ingerido acidentalmente, dirija- -se imediatamente a um médico e mostre-lhe o folheto informativo. Evitar o contacto directo, especialmente por crianças, com o cão tratado até que o local de aplicação esteja seco. Isto pode ser assegurado tratando o animal, p.ex. à noite. Não permitir que cães recentemente tratados durmam com os donos, especialmente as crianças. Outras precauções O solvente do medicamento veterinário pode manchar alguns materiais incluindo peles, tecidos, plásticos e superfícies polidas. Deixar secar o local de aplicação antes de permitir o contacto com esses materiais. Posologia e via de administração As doses mínimas recomendadas são: 10 mg de imidaclopride por kg de peso corporal (p.c.) e 50 mg de permetrina por kg de peso corporal (p.c.). Esquema de dosagem para a administração do medicamento veterinário: Para cães com peso > 40 kg deve aplicar-se a combinação adequada de pipetas. Para reduzir as re-infestações resultantes do aparecimento de novas pulgas, recomenda-se o tratamento de todos os cães que vivam na casa. Outros animais que vivam na mesma casa devem ser tratados com um medicamento veterinário adequado. Igualmente para facilitar a desinfestação ambiental, recomenda-se a utilização adicional de um tratamento ambiental adequado contra as pulgas e seus estadios de desenvolvimento. O medicamento veterinário mantém a eficácia se o animal for molhado. Contudo, deve ser evitada a exposição intensa e prolongada à água. Nos casos de exposição frequente à água a duração da eficácia pode ser diminuída. Nestes casos, não repetir o tratamento mais do que uma vez por semana. Quando for necessário lavar o cão com champô, recomenda- -se a lavagem antes da aplicação do medicamento veterinário ou então pelo menos duas semanas depois da aplicação, de modo a optimizar a eficácia do medicamento veterinário. Em caso de infestação por piolhos mastigadores, recomenda-se um novo exame realizado pelo veterinário 30 dias após o tratamento, uma vez que alguns animais podem necessitar de um segundo tratamento. Exclusivamente para uso externo. Aplicar somente sobre pele não lesionada. Remover uma pipeta da embalagem. Segurar a pipeta na posição vertical, torcer e retirar a tampa. Voltar a colocar a tampa no sentido inverso. Rodar a tampa para remover o selo da pipeta e retirá-la de novo. Cães com 10 kg ou menos de peso: Mantendo o cão em pé, afastar o pêlo entre as omoplatas até a pele ser visível. Colocar o bico da pipeta sobre a pele e apertar a pipeta várias vezes com firmeza, de modo a esvaziar o conteúdo directamente na pele. Cães com mais de 10 kg de peso: O cão deve ser mantido de pé para uma mais fácil aplicação. O conteúdo total da pipeta do medicamento veterinário deve ser aplicado de forma uniforme em 4 pontos sobre a linha média das costas, partindo das omoplatas para a base da cauda. Em cada ponto afastar o pêlo do animal até a pele ser visível. Colocar o bico da pipeta sobre a pele e espremer suavemente de forma a vazar uma porção do conteúdo directamente na pele. Não aplicar uma quantidade de solução excessiva em qualquer destes pontos, uma vez que parte da solução pode escorrer pelo dorso do animal. Medicamento não sujeito a receita médico- -veterinária. Leia cuidadosamente as informações constantes do acondicionamento secundário e do folheto informativo e, em caso de dúvida ou persistência dos sintomas, consulte o médico veterinário. Cães (kg p.c.) Denominação Comercial Volume (ml) Imidaclopride (mg/kg p.c.) Permetrina (mg/kg p.c.) ≤ 4 kg Advantix para cães até 4 kg 0,4 ml mínimo de 10 mínimo de 50 >4 kg ≤ 10 kg Advantix para cães com mais de 4 e até 10 kg 1,0 ml 10 - 25 50 - 125 >10 kg ≤ 25 kg Advantix para cães com mais de 10 e até 25 kg 2,5 ml 10-25 50 - 125 >25 kg ≤ 40 kg Advantix para cães com mais de 25 kg 4,0 ml 10-16 50 - 80
  • 98.
    98 Cães&Companhia EmabrilEditorial GrupoV CampoGrande 56, 7A 1700-093 Lisboa www.grupov.pt Tel.: 218 310 920 Fax: 218 310 939 NIF: 503 976 474 Editor Geral: Martin Gabilondo Diretor Geral: Nuno Gomes Administração e Contabilidade: Cristina Barbosa Nº 214 – março 2015 Diretora: Marta Manta m.manta@grupov.com Redação: Inês Ribeiro Sequeira Tel. 218 310 933 redaccao.caes@grupov.com Publicidade: Ana Rei Lobo a.lobo@grupov.com Tel. 218 310 932 Gestão de Assinaturas e Distribuição: Eduarda Leal e.leal@grupov.com assinaturas@grupov.com Tel. 218 310 937 Secretariado do Departamento Comercial: CleoniceVeronezi Colaboram neste número: Alexandra Monteiro (It’sAllAboutDogs),Associação Portuguesa de CoelhosAnões,Carla Cruz,CarlaTeixeira (Royal Canin),Carolina Pinedo,Cláudia Rodrigues (HospitalVeterinário de Montenegro),Clube Português de Canicultura,Clube Português de Felinicultura, Eduardo de Benito,Eva Biosca Marcé,Filipa Manteigas (Hospital do Gato),Gabriela Rafael,Isabel Nobre,M. Ángeles Gutiérrez,MarOlivasTur,MariaJoão Dinis da Fonseca (Hospital do Gato),Rui Pessoa,VeraVicinanza Produção gráfica: LeonorBarbosa l.barbosa@grupov.com, NelsonVieira n.vieira@grupov.com, Fernando Paiva f.jorge@grupov.com Fotografia: António Eloy, Shutterstock Impressão: Litofinter Distribuição: VASP Distribuidora de Publicações Média Logistics Park Quinta do Grajal - Venda Seca 2735-511 Agualva Cacém Tiragem: 10.000 exemplares Periodicidade: Mensal Preço (iva inc.) para Portugal: 3€ cont. Depósito Legal: M. 15.759-1997 ERC: nº 120617 Liderança Ibérica A Editorial Grupo V possui mais de trinta publicações especializadas na Península Ibérica, com uma circulação mensal superior a 800.000 revistas. Os nossos títulos na área dos animais de companhia lideram os mercados ibéricos. NOTA: As opiniões, notas e comentários são da exclusiva responsabilidade dos autores ou das entidades que forneceram os dados. A reprodução de artigos, fotografias e ilustrações, está proibida salvo com autorização expressa por escrito. © Editorial GrupoV. Tinha Continuamos a série de artigos sobre Zoonoses Felinas abordando a Tinha. A dermatofitose é uma doença infecciosa da pele, causada porum fungo. Pode provocar lesões localizadas ou multifocais, e é uma doença altamente contagiosa. Frontline Tri-Act Solução para unção punctiforme para cães 2-5kg (XS), 5-10kg (S), 10- 20kg (M), 20-40 kg (L), 40-60kg (XL). COMPOSIÇÃO QUALITATIVA E QUANTITATIVA Substância(s) activa(s): Substâncias Activas Excipientes Frontline Tri-Act Solução para unção punctiforme para cães Volume de dose unitária (ml) Fipronil (mg) Permetrina Butilhidroxitolueno (E321) (mg) Cães muito pequenos 2-5kg 0,5 33 252,4 0,563 Cães pequenos 5-10kg 1 67 504,8 1,125 Cães médios 10-20kg 2 135 1009,6 2,250 Cães grandes 20-40kg 4 270 2019,2 4,500 Cães muito grandes 40-60kg 6 405 3028,8 6,750 Cães > 60 kg Usar a combinação apropriada das pipetas acima referidas FORMA FARMACÊUTICA Solução para unção punctiforme. Solução límpida, incolor a amarelo-acastanhada INFORMAÇÕES CLÍNICAS Espécie(s)-alvo Caninos (Cães) Indicações de utilização, especificando as espécies-alvo Para o tratamento e prevenção de infestações por pulgas e/ou carraças, em que é necessário um efeito repelente (impede fixação/ picada e consequente alimentação) contra flebótomos, moscas e/ou mosquitos. Para o tratamento e prevenção de infestações por pulgas (Ctenocephalides felis) e prevenção de infestações por Ctenocephalides canis. Este medicamento veterinário elimina as pulgas C.felis em até 24 horas. Um tratamento previne novas infestações por pulgas durante 4 semanas. O medicamento veterinário pode ser administrado como parte de uma estratégia de tratamento para o controlo de Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP) quando esta tenha sido previamente diagnosticada por um médico veterinário. O medicamento veterinário apresenta eficácia repelente contra carraças (Dermacentor reticulatus) de 7 dias até às 4 semanas após o tratamento, no entanto a fixação de carraças isoladas, durante as primeiras 24 horas após o tratamento, não pode ser totalmente excluída. O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida imediata contra Rhipicephalus sanguineus e Ixodes ricinus, porém se as carraças já estiverem presentes no cão aquando do tratamento, pode ocorrer que nem todas sejam mortas nas primeiras 48 horas. O medicamento veterinário tem uma eficácia acaricida persistente contra infestações por carraças (Ixodes ricinus, Dermacentor reticulatus, Rhipicephalus sanguineus) durante 4 semanas. O medicamento veterinário tem eficácia repelente (impede a picada e consequente alimentação) por 3 semanas contra flebótomos (Phlebotomus perniciosus) e 4 semanas contra mosquitos (Culex pipiens). O medicamento veterinário tem uma eficácia inseticida persistente por 3 semanas contra flebótomos (Phlebotomus perniciosus). O medicamento veterinário repele e mata as moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans) durante 5 semanas. Contra-indicações Não administrar em animais doentes ou convalescentes. Este medicamento veterinário é para aplicação apenas em cães. Não aplicar em gatos ou em coelhos, pois podem ocorrer reacções adversas ou a morte do animal. Não administrar em caso de hipersensibilidade à(s) substância(s) activa(s) ou a algum dos excipientes. Advertências especiais para cada espécie-alvo Pode verificar-se a fixação de uma carraça isolada ou a picada isolada de flebótomos ou mosquitos. Por esta razão, se as condições forem desfavoráveis, a transmissão de agentes patogénicos por estes parasitas não pode ser completamente excluída. Contudo, o medicamento veterinário proporciona uma actividade repelente (impede fixação/picada e consequente alimentação) contra carraças, flebótomos emosquitos,prevenindoportantoaingestãodesanguepelosparasitasrepelidosereduzindo assim o risco de doenças transmitidas por vectores. O medicamento veterinário permanece eficaz contra pulgas mesmo que os cães entrem pontualmente em contacto com água (exemplo: nadar, banho). No entanto, banhos ou imersão em água antes de decorrerem 2 diasapósotratamento,devemserevitados.Evitebanhosoulavagensfrequentesdosanimais tratadosumavezqueestespodeminterferircomamanutençãodeeficáciadomedicamento veterinário. Para reduzir a re-infestação por novas pulgas (emergentes) recomenda-se o tratamento simultâneo de todos os cães de casa. Outros animais co-habitantes também deverão ser tratados com um medicamento veterinário adequado. Para ajudar ainda mais a reduziracontaminaçãoambiental,podeserrecomendadoousoadicionaldeumtratamento adequado do meio ambiente contra estadios de desenvolvimento da pulga. Precauções especiais de utilização (i) Precauções especiais para utilização em animais: Na ausência de estudosespecíficos,aadministraçãodestemedicamentoveterinárionãoérecomendadaem cães com menos de 8 semanas de idade, ou em cães que pesem menos de 2 kg. Evitar o contacto do medicamento veterinário com os olhos do cão. É importante ter a certeza de que o medicamento veterinário é aplicado numa área onde o animal não possa lamber-se e garantir que outros animais não lambem os locais de tratamento após aplicação. Devido à fisiologia particular do gato que o impede de metabolizar certos compostos, incluindo a permetrina, o medicamento veterinário pode induzir convulsões potencialmente fatais nesta espécie. Em caso de exposição acidental por via cutânea, lave o gato com champô ou sabonete, e consulte imediatamente um médico veterinário. Para impedir que os gatos sejam acidentalmente expostos ao produto, mantenha os cães tratados afastados de gatos, atéqueolocaldeaplicaçãoestejaseco.Éimportanteassegurarqueosgatosnãoestejamem contacto com o local de aplicação de um cão que tenha sido tratado com este medicamento veterinário. Em caso de exposição (deste tipo) procure imediatamente orientação de um médico veterinário. (ii) Precauções especiais a adoptar pela pessoa que administra o medicamento aos animais: Este medicamento veterinário pode causar irritação cutânea e ocular, assim o contacto do medicamento veterinário com a pele e com os olhos deve ser evitado. Não abra a pipeta perto ou direccionada para a face. Em caso de exposição ocular ou se os olhos ficarem irritados durante a administração, lave imediatamente os olhos com bastante água. Se a irritação ocular persistir, procure um médico. Em caso de exposição cutânea ou se a pele ficar irritada durante a administração, lave imediatamente a pele com bastante água e sabão. Se a irritação da pele persistir ou voltar a ocorrer, consulte um médico. As pessoas com hipersensibilidade conhecida ao fipronil e/ou permetrina devem evitar o contacto com o medicamento veterinário. Este medicamento veterinário é nocivo, se ingerido. Evitar o contacto mão-boca. Não fumar, beber ou comer durante a aplicação. Lavar as mãos após a aplicação do medicamento veterinário. Em caso de ingestão, enxaguar a boca e consultar um médico caso não se sinta bem. Uma vez que o excipiente N-metil- pirrolidona pode induzir fetotoxicidade e teratogenicidade após exposição significativa, as mulheres grávidas devem usar luvas para evitar o contacto com o medicamento veterinário. Evitarocontactodiretocomolocaldeaplicação.Nãopermitirqueascriançasbrinquemcom os cães tratados até que o local de aplicação esteja seco. Por conseguinte é recomendado que os cães não sejam tratados durante o dia mas sim ao entardecer, e que os animais recentemente tratados não durmam com os donos, especialmente com as crianças. Manter as pipetas armazenadas no blister original e uma vez administrada, a pipeta vazia deve ser imediatamente descartada de forma adequada, evitando futuras possibilidades de contacto. (iii)OutrasPrecauções:Omedicamentoveterináriopodeafetaradversamenteosorganismos aquáticos.Oscãesnãodevemserautorizadosanadaremcursosdeáguanos2diasseguintes ao tratamento. Reacções adversas (frequência e gravidade) Entre as extremamente raras reacções adversas podem ocorrer, reacções cutâneas transitórias no local de aplicação (descoloração da pele, alopecia local, prurido, eritema) e prurido ou alopecia geral após aplicação. Excepcionalmente também foram observados após o tratamento hipersalivação, sintomas neurológicos reversíveis (aumento de sensibilidade ao estímulo, hiperactividade, tremores musculares, depressão, outros sintomas nervosos) ou vómitos. Se os cães lamberem o local de aplicação após o tratamento, podem ser observados hipersalivação transitória e vómitos. Utilização durante a gestação, a lactação Estudos de laboratório efectuados utilizando fipronil ou permetrina não revelaram quaisquer efeitos teratogénicos ou fetotóxicos. Não foram realizados estudos com este medicamento veterinário em fêmeas gestantesoulactantes.Umexcipientedomedicamentoveterinário,N-metil-pirrolidona,tem mostrado ser teratogénico em animais de laboratório depois de exposição repetida a doses elevadas. Administrar apenas em conformidade com a avaliação benefício/risco realizada pelo médico veterinário responsável. Interacções medicamentosas e outras formas de interacção Desconhecidas. Posologia e via de administração A dose mínima recomendada é de 6,76 mg de fipronil/kg de peso corporal, e 50,48 mg de permetrina/kg de peso corporal equivalente a 0,1 ml de solução spot-on por kg de peso corporal. A administração do medicamento veterinário deve ser baseada numa infestação confirmada ou risco de infestação por pulgas e/ou carraças quando a actividade repelente (inibição de fixação/ picadaeconsequentealimentação)tambéménecessáriacontraflebótomose/oumosquitos e/ou moscas. Em tais casos, o intervalo entre dois tratamentos deverá ser de pelo menos 4 semanas. Dependendo da contaminação parasitária, pode ser indicada a repetição do tratamento. Recomenda-se uma aplicação mensal quando há um alto risco de re-infestação. Sobredosagem (sintomas, procedimentos de emergência, antídotos), (se necessário) A segurança foi avaliada com até 5 vezes a dose máxima em cães adultos saudáveis (tratados até 3 vezes em intervalos mensais) e em cachorros (com 8 semanas tratados uma vez). Os efeitos conhecidos podem consistir de sinais neurológicos leves, vómitos e diarreia. Estes efeitos colaterais são transitórios e geralmente desaparecem sem tratamento dentro de 1-2 dias. O risco de ocorrência de reacções adversas (ver secção 4.6) pode aumentar com a sobredosagem pelo que os animais devem ser sempre tratados com o tamanho de pipeta mais correcto, de acordo com o seu peso corporal. Intervalo(s) de segurança Não aplicável. TITULAR DA AUTORIZAÇÃO DE INTRODUÇÃO NO MERCADO Merial Portuguesa – Saúde Animal, Lda. Empreendimento Lagoas Park, Edifício 7 – Piso 3 2740-244 Porto Salvo 8. NÚMERODAAUTORIZAÇÃODEINTRODUÇÃONOMERCADO841/01-05/14DFVPT9.DATA DA PRIMEIRA AUTORIZAÇÃO 25 de Setembro de 2014 Porque lambe as patas? Os cães gostam de lamber. Podem passar muito tempo a limpar-se a si mesmo, na sua caminha. Mas quando se lambe insistente- mente pode serindicativo de algum problema emocional ou de saúde. Ensine-o a gostar de ir ao veterinário Para muitos donos as idas ao veterinário representam um momento de stress, quando, pelo contrário, deviam seruma ocasião para aprendera melhorar a relação com o animal e zelarpela sua saúde. Seja nosso fã em: www.facebook.com/caes.e.companhia
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    disponível na AppStore Leia a revista quando e onde quiser, de forma imediata, a partir do seu iPad ou iPhone. Descarregue a aplicação GRATUITA, assine por um ano e benecie de grandes descontos Escreva Cães & Companhia revista no motor de busca e aparecerá a aplicação como primeira opção. Uma vez que aceda a esta, oferecer-lhe-á a opção de instalação. Lembre-se que a aplicação é gratuita e que, a partir desta, poderá comprar os exemplares ou fazer a assinatura. Em apenas alguns segundos terá a app instalada no seu iPad ou iPhone com um acesso direto no ecrã do seu tablet ou smartphone, e pronta a funcionar. Entra na App Store: E se o seu tablet ou smartphone for Android ou Windows Phone ou se quiser ler a revista a partir do seu computador, também estamos na Nook e Magzter.