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Uma revista que não trata apenas dos assuntos
ligados a cães e gatos mas sim, o universo que os
cerca. Inclusive o bicho homem!
Simplesmente...diferente!
touch
Edição especial exclusiva
Reedição das melhores
matérias publicadas
2 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
editorial
Seja bem vindo à edição TOUCH da
Revista 4 patas disponível apenas no
formato APP. A única publicação com
focos variados sobre o universo pet,
natureza e qualidade de vida huma-
na. Reeditamos esta edição especial
com as melhores matérias publicadas
nas oito publicações impressas da
Revista 4 patas separadas por assun-
tos e editorias (cão, gato, cavalo, exóticos, aves domesticadas,
aquarismo, etc.).
Veja também um ótimo conteúdo sobre natureza, ‘faça você
mesmo’, curiosidades e notícias bizarras.
Leia sem conexão com a Internet em seu computador, tablet
ou celular onde quiser. Breve mais novidades Boa leitura!
Fernando Gomes
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3 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Cães & GatosSaúde | Alimentação | Adestramento | Curiosidades
4 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Principais raças de companhia no Brasil
Porte
pequeno
Por Dra. Elaine Pessuto
A Revista 4 patas
defende a posse cons-
ciente, responsável e
tem muito interesse
em informar as pesso-
as a não agir pelo im-
pulso quando comprar
ou adotar um cãozinho
de estimação.
A dra. Elaine Pessuto
preparou com exclusi-
vidade para a Revista
um resumo das raças
mais procuradas no
mercado pet atual-
mente.
É uma forma de
saber se você está pre-
parado para assumir
as responsabilidades
futuras com relação a
doenças ou tempera-
mento característico de
cada padrão natural.
Lhasa apso
Seu país de origem é o distante Tibet, onde
é considerado um cão sagrado. Foram criados
para companhia. Medem 25-27 cm e pesa
cerca de 4-7kg. Possuem temperamento rústi-
co, estão sempre alerta, são ousados, seguros,
teimosos, afetuosos e meigos. Possui cabeça
redonda, corpo longo e compacto, pelagem
sedosa e exuberante. Vivem bem com idosos
e crianças, são adaptados a vida em aparta-
mento. Seus principais problemas médicos
são: nefropatias (problemas renais), diabe-
tes e oftálmicos.
POODLE
País de origem é a França. Sua função ori-
ginal era a caça de patos e companhia. Me-
dem de 20-60cm e pesam 2-22kg. São ativos,
inteligentes (segunda raça mais inteligente),
alegres, extrovertidos, detestam solidão e são
muito limpos. Possui a cabeça retilínea, lombo
firme, orelhas compridas, pés pequenos e pelo
formando anéis. Vivem bem em apartamentos.
Ótimos para idosos. Seus principais problemas
médicos são: nefropatia, catarata, distriquiase,
cardiopatia e diabetes.
MALTÊS
Tem sua origem em Malta. É uma das mais
antigas raças, foi desde sempre um cão de
companhia. Mede de 20-25 cm e pesa 2-5kg.
É brincalhão, provocador, amoroso e detesta
solidão. Possui o dorso reto, corpo alongado,
pelo branco sedoso e longo. Vivem bem com
crianças quando são criados com elas, pois se
adaptam a rotina de vida de seus proprietários.
Seus principais problemas médicos são: odon-
tológicos, joelho e neurológicos.
PUG
O país de origem é a China. Este pequeno
molosso (mastife) mede até 30 cm e pesa 6-8
kg. Possuem cabeça redonda e forte, focinho
curto, rugas e corpo quadrado. Temperamento
afetuoso, sensível e companheiro. Geralmen-
te são filhotes turbulentos e tornam-se adul-
tos tranqüilos. Vivem bem em apartamentos
e com crianças. Principais problemas médicos
são: dermatológicos, oftálmicos, neurológicos.
* Dra. Elaine Pessuto é
diretora clínica e coordena-
dora do curso de Auxiliar
Veterinário do CETAC - Cen-
tro de Ensino e Treinamento
em Anatomia e Cirurgia
Veterinária
Rua Castro Alves, 284
Aclimação - São Paulo / SP
Tel.: |11| 2305-8666
www.cetacvet.com.br
os prediletos
5Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Porte médio
SHIT-ZU
A origem da raça é a China/Tibete, é chama-
do de cão leão, sua função é companhia. Mede
até 26 cm e pesa 3,5-8kg. Possui a cabeça re-
donda, focinho largo, bigodes abundantes,
olhos grandes, orelhas grandes e caídas. É um
animal vivo, ativo, independente, calmo, mei-
go, que late pouco. Vive muito bem com crian-
ças e idosos e adaptam-se em apartamentos.
Seus principais problemas médicos são nefro-
patias e oftálmicos.
YORKSHIRE
O país de origem é a Grã Bretanha e esta raça
foi criada para caçar ratos (rateiro) e para com-
panhia. Mede até 23cm e pesa de 2-5kg. É in-
teligente, seguro, corajoso, impulsivo, teimoso,
dominador e amável. Possui corpo compacto,
cabeça pequena, olhos médios e escuros, pêlo
sedoso e longo. Vivem bem em apartamentos
com crianças ou idosos. Seus principais proble-
mas médicos são: odontológicos, de coração,
coluna e locomotor.
Beagle
País de origem é a Grã Bretanha, outro tipo
de hound. É a raça do famoso personagem
Snoop, foram criados para caçar coelhos e le-
bres. Medem 33-41 cm e pesam 8-14 kg. São
carinhosos, brincalhões, ativos. Tem o corpo
robusto e compacto, formam matilhas, e pos-
suem o olfato aguçado, possuem grande vigor,
dessa forma adoram crianças, pois acompa-
nham sua energia. Infelizmente são muito usa-
dos em pesquisas na medicina humana. Seus
principais problemas médicos são: obesidade,
cardiopatias (problemas de coração), nefropa-
tia (problemas renais) e otites.
Border collie
País de origem é a Grã Bretanha. Têm como
função original o pastoreio de ovelhas. Medem
46-54 cm e pesam 14-20 kg. São extremamen-
te inteligentes, ativos e carinhosos. São ótimos
para crianças, necessitam de exercícios diários,
pois tem muita energia, não são cães ideais
para se ter em apartamentos. Seus principais
problemas médicos são displasia coxo-femoral
e acúmulo de pigmentos em SNC.
6 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Cocker spaniel
O país de origem é a Grã Bretanha. Estes spa-
niels foram criados para serem levantadores
de caça, de busca e para companhia. Medem
38-41 cm e pesam 13-15 kg. Animais de foci-
nho quadrado, orelhas longas, pelame sedoso
e longo, corpo forte e compacto, de grande
beleza. São ativos e alegres. Não suportam a
solidão, necessitam de atenção. Seus principais
problemas médicos são nefropatias (alterações
renais), oftálmicos e agressividade.
dachshund
Este teckel é de origem alemã. Estes cães
foram criados para a caça ao texugo e com-
panhia. Medem 13-23 cm e pesam 2-12kg.
Existem variações dentro da raça, existindo
animais de pêlo curto, pêlo longo e pêlo de
arame. Possuem o corpo longo e musculoso,
membros curtos e orelhas longas. São ativos,
inteligentes e bastante encrenqueiros. Seus
principais problemas médicos são obesidade,
coluna e oftálmicos.
fotos:reprodução
Porte médio
Schnauzer
O país de origem é a Alemanha. Sua função
inicial era rateiro e companhia. Mede 33-36 cm
e pesa 6-7kg. Possui a cabeça redonda e ro-
busta, corpo quadrado, membros muito mus-
culosos, patas curtas e redondas. De tempera-
mento vivo, animado, impetuoso, resistente,
orgulhoso e dominador. Necessita de atividade
e detesta solidão, latem bastante. Podem viver
em apartamentos e convivem bem com crian-
ças. Seus principais problemas médicos são:
nefropatias, urinário e fenda palatina.
Pastor de Shetland
Esta raça de origem escocesa, mais precisamente das ilhas Shetland,
é facilmente confundida como filhotes de Collie. Esses belos cães che-
gam em média a 7 kilos e 37 cm de altura e sua expectativa média
de vida é de 14 anos. Em sua origem eram cães de trabalho, usados
no pastoreio, devido a essa função suas principais características são:
inteligência, afetuosidade, versatilidade e facilidade em aceitar treina-
mentos. Por serem ativos são ótimos para crianças, convivem bem com
outros cães, são obedientes e vivem bem em apartamentos. Precisam
de uma escovação por semana pois os pelos não embramam muito
fácil, e possuem uma camada de sub-pelo que dá volume na pelagem.
Se for escovado diariamente é removido e o pelo perde o volume. Seus
principais problemas de saúde estão relacionados às articulações, sen-
do os joelhos foco de atenção.
Apelidado de “Sheltie”
7Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Porte grande
Dogue alemão
O país de origem é a Alemanha. Estes
molossos foram criados para a caça grossa.
São apelidados de “gigante gentil”, pos-
suem membros longos e fortes, focinho
largo e profundo, cabeça chata. São muito
carinhosos e adoram crianças. Seus princi-
pais problemas médicos são os oftálmicos,
cardiopatias e neoplasias.
Golden retriever
Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram
criados inicialmente para serem cães reco-
lhedores de caça, atualmente são cães guia
de cegos, socorro e companhia. Seu corpo
é potente, musculoso, possuem patas re-
dondas e pelos com franjas. São resistentes,
vigorosos, ativos e carinhosos. Vivem muito
bem com crianças e também se adaptam a
vida em apartamento. Seus principais pro-
blemas médicos são musculares, displasia
coxo-femoral e cardiopatias.
Boxer
O país de origem do boxer é a Alemanha.
Estes molossos (mastifes) foram criados
para desafiar touro, para lutar em rinhas,
caçar veados e para guarda. São afetuosos,
brincalhões, atléticos, ágeis, leais e ótimos
para crianças. Seus principais problemas
médicos são tumores, dermatopatias (pro-
blemas de pele), cardiopatias (problemas
cardíacos).
Labrador
Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram
criados inicialmente para serem cães recolhe-
dores de caça, atualmente são cães guia de
cegos, farejadores, socorro e companhia. Pos-
suem corpo arredondado e potente, pescoço
forte, peito largo. São ativos, ágeis, seguros
e teimosos, amam água. Seus principais
problemas médicos são: musculares, displasia
coxo-femoral, urinário e oftálmico.
8 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Porte grande
Pastor alemão
O país de origem é a Alemanha. Foi
criado para o pastoreio, é usado para
guarda, socorro, no policiamento e em
guerras. Possui cabeça cuneiforme,
orelhas firmes e pontudas, corpo mus-
culoso, peito profundo, garupa obli-
qua. É auto-confiante, dócil, corajoso,
fiel, alegre e muito inteligente (terceira
raça mais inteligente). Quando bem
treinados e adaptados podem até viver
em apartamentos. Principais proble-
mas médicos são: displasia coxo-femo-
ral, cardiopatia, diabetes, coagulação.
American Pit Bull
O país de origem é os Estados Unidos, são um tipo de Terrier, foram criados ini-
cialmente para lutar em rinha de cães. São ferozes e indômitos, são cães extrema-
mente fortes, seu pescoço é grosso e curto. Possuem estrutura óssea e muscular
extremamente bem desenvolvida. As cores mais comuns para esta raça são:
preta, branca, marrom claro e marrom escuro. Necessitam de um trabalho espe-
cífico de treinamento e socialização para não se tornarem agressivos. Diante de
sua força, a agressividade pode colocar em risco pessoas e outros animais. Devem
circular em espaços públicos com focinheira e coleira, conduzidos por pessoas
com força física. Os pit bulls são inteligentes e quando adestrados corretamente,
tornam-se obedientes. Possui muita energia e vontade, além de necessidde de
praticar atividades físicas diariamente. Os principais problemas médicos são as
dermatopatias (os problemas de pele).
SRD
(sem raça definida)
Tem sua origem em todo o
mundo, pois é o produto de cru-
zamentos diversos, fazem parte
da espécie de Canis familiaris,
como qualquer outro cão de
raça. São ricos em qualidades,
pois são indivíduos selecionados
pela natureza. Possuem grande
vigor híbrido são fortes, resis-
tentes, equilibrados e adaptá-
veis. Viva a seleção natural!
9Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Série RAÇAS
EXÓTICAS
É uma raça de cão pastor originária da Hungria.
De origem incerta, especula-se que este cão te-
nha pertencido aos magiares, antigo povo hún-
garo, que usavam estes caninos para o pastoreio
de ovelhas, já que, de pelagem branca e densa,
eram facilmente confundidos com as ovinas por
ursos e lobos. Supostamente levado ao país pelos
cumanos por volta do século IX, este animal pos-
sui como significado de seu nome aquele “perten-
cente aos cumanos” (em húngaro: quman-dur) e é
descendente do mastim tibetano. Por seu tama-
nho e descrita bravura, foi empregado satisfato-
riamente como cão de guarda.
Fisicamente, é um cão de porte grande, cuja
aparência é rústica, com pelagem comprida, ma-
cia e densa, formando fios emaranhados. Seu cor-
po é robusto e musculoso embora isso não reduza
sua agilidade. De ossos e patas fortes, possui uma
cauda longa e pode chegar a medir 80 cm e pesar
60 kg. Estes cães são ainda classificados como in-
dependentes e inteligentes, embora não se adap-
tem bem a vida urbana. Fonte: Wikipedia
Fonte: texto parcial de www.brunotausz.com.br
Aspecto geral
Cão de porte grande e construção robusta. Sua forma imponente de
aparência atraente e comportamento digno, promove tanto o respeito
quanto o medo. Por índole não é um cão agradável. Seu corpo robusto
é revestido por uma pelagem longa, fosca, encordoada, toda densa. Seu
tronco, visto de perfil, forma um retângulo prono um pouco desviado
do quadrado. A cabeça grossa e encordoada eleva-se acima do tronco.
A cauda é portada pendente, com sua ponta curvada para cima quase
horizontal. A pelagem é de cor marfim.
TEMPERAMENTO
De coragem inabalável na guarda e defesa do seu rebanho a ele confia-
do, a propriedade e a residência do seu mestre. Ele ataca silenciosa e
insistentemente. Ele considera seu território como sua própria proprie-
dade e não tolera a presença de qualquer outra criatura viva. Sua índole
é desconfiada. Durante o dia, ele gosta de manter uma posição deitada
possibilitando manter o controle de sua área. À noite, ele sempre faz a
ronda.
10 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Poodle: CÃO INDICADO PARA FAMÍLIA, ADULTO E IDOSOS
O que você precisa saber sobre eles
A Revista 4 patas convidou a médica veterinária Nora Muñoz (fotos) para apresentar, em uma análise bem objetiva, tudo sobre as
duas raças mais populares escolhidas por pessoas que procuram um cão de companhia. As informações condensadas irão facilitar
a consulta para quem tem ou pretende ter um peludo destas raças.
O poodle é uma das raças caninas mais inteligentes. É carinho-
so, dócil, companheiro e amoroso. Não é uma raça indicada para
crianças. Vivem em média 15 anos quando bem cuidados. Podem
ser adestrados com facilidade. São cães limpos e higiênicos.
Brincalhões, podem manter sua agilidade durante muitos anos.
Podem viver em ambientes pequenos porém não toleram muito
bem a solidão. Podem apresentar sintomas de ansiedade e estresse
facilmente.
COMO CUIDAR AINDA MELHOR DO SEU POODLE
Após a fase de vacinas o filhote já deve passar pelo seu primeiro ba-
nho e tosa. Recomenda-se baixar todo o pelo para que o próximo nasça
mais forte.
Podem usar todos os tipos de shampoo (branqueadores, escure-
cedores, neutros, condicionadores, entre outros) pois possuem uma
pelagem muito forte. Podem tomar banho uma vez por semana no
pet shop ou a cada 15 dias em casa.
As tosas higiênicas do poodle são: na barriga e bumbum, óculos (a
retirada de pelos queimados na região da lágrima) e topete. Aparar
orelhas, arredondar e ou aparar as patas para que os dedos fiquem
a mostra (para facilitar a limpeza e impedir a formação de fungos)
e arredondar o pompom. Podem usar uma tosa homogênea se o
proprietário preferir. As unhas devem ser cortadas todo mês e sem
esquecer o quinto-dedo.
A ração filhote se usa até 1 ano e dois meses e após esse período
passa para a adulto super-premium, específica para poodles ou a nor-
mal. A partir dos 7 anos deve-se utilizar as rações sênior ou
anti-idade.
SAÚDE
Geneticamente são propensos a cataratas
oculares, gastrites e periodontites.
Dentes e periodontias - propensão
a acúmulo de bactérias nos dentes
causando placas e mau hálito. Esco-
ve os dentes no mínimo 3 vezes por
semana e utilize sprays de clorexi-
dine nos dentes e na língua todos
os dias. Fazer limpezas dentárias
quando necessárias e não devem
ultrapassar o limite de fazer 1 vez
por ano. Uma dica boa é oferecer
uma maçã crua com casca e ce-
nouras cruas com casca para me-
lhorar o hálito e ajudar a limpar os
dentes.
Gastrites podem ser evitadas fra-
cionando a ração em 3 vezes
ao dia e evitando alimentos
humanos de qualquer tipo.
Os Poodles são conhecidos
por viverem longos anos. Porém
alguns cuidados podem ajudar
para que seu pet viva mais e
melhor por esse período.
Um dos segredos é trocar a
ração à partir dos 7 anos de
vida para uma ração super Pre-
mium sênior. Essas rações tem
as vitaminas, energia e proteí-
nas necessárias para essa me-
lhor idade.
Outro segredo é manter a
vacinação deles em dia. Um
grande erro das pessoas é dei-
xar de vacinar animais idosos. Estes possuem a imunidade
mais baixa do que a de um bebê, portanto, têm que estar
ainda mais controlados para doenças graves como a cino-
mose e a parvovirose.
Deixá-los com o antipulgas (mensal) e o vermífugo em
dia (trimestral) são cuidados simples que podem salvar a
vida do seu animal.
Os Poodles podem apresentar opacidade nos olhos
e podem deixar de enxergar. Procure um oftalmologista
veterinário para mais dicas. Mas saiba que se nada for
mudado de local (móveis, cadeiras) este animal pode vi-
ver durante anos sem nem mesmo você perceber que ele
perdeu a visão. Poodles são muito inteligentes e espertos
e mesmo com uma dificuldade visual grave ainda são ca-
pazes de trazer muitas felicidades. Uma dica boa é limpar
os olhos com chá reforçado de camomila gelada para re-
frescar e higienizar.
Cuidar de um animal que o acompanhou durante toda
sua vida é um ato de amor. Cuide ainda melhor do seu!
Hoje em dia a maioria das pessoas querem adquirir cães
cada vez menores. Normalmente cães muito pequenos
são os mais frágeis da ninhada.
Para não se enganar no tamanho estude bem o padrão
da raça antes de adquirir seu filhote.
Leve-o para casa somente acima de 60 dias já com den-
tes na boca e comendo ração seca.
Antes de fechar a compra, procure o médico veterinário
que será responsável pela saúde do seu animal e verifique
se o mesmo já está apto para ir para sua casa.
Poodle X Shih-Tzu
11Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Shih-Tzu:
CÃO INDICADO PARA SOLTEIRO, CASAL, FAMÍLIA
E CRIANÇAS
MÉDICA VETERINÁRIA NORA MUÑOZ: • Graduação no colégio Marista Santa Maria • Faculdade de Medicina Veterinária na Universidade Federal do
Paraná • Vários cursos e estágios na área, sendo os principais deles no Hospital Veterinário das UFPR, Uel, Unesp, Universidad de Chile • Proprietária
da loja PET BRASIL no Shopping Água Verde, Curitiba - PR • Colunista do site www.riozinho.net • Colunista do site PetRed-JovemPan • Colunista do
Jornal Pequeno - São Luis MA
Os cães dessa raça devem se alimentar com rações Super
Premium fracionadas em no mínimo 3 vezes ao dia.
Não devem comer nenhum tipo de alimento humano devi-
do à sua tendência a ter gastrite alimentar. Devem comer entre
as refeições 2 ou 3 biscoitos caninos e/ou 1 bifinho para cães.
O pelo deve ser escovado 3 vezes por semana no mínimo
e com o auxílio de desembaraçantes. É importante uma fazer
hidratação dos pelos mensalmente.
Nestes cães recomenda-se o uso de shampoos neutros com
aplicação de condicionadores somente nas pontas.
Os olhos devem ser limpos devido ao acúmulo de ferro, a
boca deve ser limpa com gel para cães e anticépticos bucais,
as orelhas devem ser limpas com produtos específicos. Estes
cuidados devem ser tomados 3 vezes por semana.
Filhotes adquiridos em feira de animais podem ter doenças
graves incubadas. Escolha sempre animais que estejam mais
animados, brincalhões e que tenham a pelagem brilhante já
com dentes na boca.
Procure sempre o médico veterinário para uma avaliação
deste filhote. Prevenir é sempre melhor!
Animais peludos sofrem com os aumentos de temperatura!
Mantenha uma tosa bebê no seu cão nas épocas de muito calor.
Outras tosas indicadas são a tosa verão (só a saia), arredon-
dar as patas e limpar os coxins sempre. Cães que tem derma-
tite entre os dedos recomenda-se manter a tosa “pata de poo-
dle’’ que é deixar os dedinhos a mostra. Ainda se faz o óculos
(retirada dos pelinhos queimados pela lágrima), a franja (para
nao cair dentro dos olhos) e a tosa higiênica que é da barriga
e bumbum.
Em dias muito quentes ofereça água de coco ou isotônicos
para uma melhor hidratação.
Passeios só em horários em que o sol esteja mais fraco.
Em cidades com pouca umidade se recomenda borrifar o
ambiente com água ou colocar bacias grandes de água no local
onde o animal dorme.
CUIDADOS DE PREVENÇÃO COMUM AS DUAS RAÇAS
Quer gastar menos? Então previna a saúde do seu bichinho!
Banhos, ração, vacinas, vermífugo e antipulgas. Um gasto
mensal que evitará um gasto maior no futuro.
ANTIPULGAS: o uso de antipulgas em animais é muito im-
portante. As pulgas estão nos ambientes e procuram comida. A
comida é nosso animal de estimação, então onde tem comida
tem pulga. Os melhores antipulgas do mercado tem um princí-
pio que dura até 3 meses, porém todos eles só duram até um
mês para carrapatos. Portanto a indicação é uso mensal, já que
os fabricantes não garantem o efeito antipulgas até 3 meses
em animais que passeiam muito, vão ao pet shop toda sema-
na, tomam banho uma vez por semana, ou seja, não garantem
mais de um mês. Portanto sempre uso mensal.
VERMÍFUGO: os animais
vivem no chão, lambem
suas patas, comem no chão,
brincam no chão. E isso faz
com que sempre tenham ver-
mes. Quando por algum moti-
vo pegam outras doenças e a
imunidade do animal baixa,
essa doença pode ser piora-
da pela presença de vermes
e o que era fácil de tratar, fica difícil. O desgaste físico do ani-
mal e financeiro do proprietário fica abalado por R$ 6,50 (cus-
to médio de um vermífugo avulso). Portanto, dê o vermífugo
a cada 3 meses, por toda a vida do animal, sempre mudando
o principio ativo do mesmo, para não causar resistência. Se
o animal arrastar o bumbum ou sair nas fezes estrias de
sangue ou uma “gosminha branca’’ deve-se refazer o ver-
mífugo imediatamente com ajuda do médico veterinário.
VACINAS: os filhotes possuem imunidade e anticorpos,
devido à amamentação. A primeira dose de vacina deve ser
entre 45-60 dias de vida. Assim que ele para de mamar. A pri-
meira vacina é ‘’inativa pelos anticorpos da mãe’’ e a segunda
dose também, em partes ou toda ela. Por isso não se deve
levar para tomar banho, nem dar banho em casa. O choque
de frio e quente pode baixar a imunidade e fazer com que ele
acabe pegando uma das doenças comuns na vacina, parvovirose,
cinomose, etc. Portanto espere com paciência e faça quarentena
no filhote sem passeios até 5 dias após a última vacina.
BANHO E TOSA: os banhos profissionais podem ser utiliza-
dos toda semana nos animais. Os banhos caseiros devem ser
quinzenais com shampoo super premium pra cães. As tosas
muito curtas, muitas vezes, causam alergias a eles. Nem sem-
pre é culpa da tosadora. As alergias devem ser diferenciadas
de feridas por mau uso da máquina de tosa. O uso de um cre-
me contra assaduras de nenê já resolve em caso de alergias de
tosa. (saiba mais sobre banho e tosa nesta edição)
RAÇÃO SUPER PREMIUM: as rações super premium tem
95% de digestibilidade. A imunidade do seu bichinho de es-
timação fica melhor. Ele come menos, faz menos fezes, sem
cheiro e aproveita todas as vitaminas da ração. Portanto fica
com pelo brilhante, macio e saudável.
OLHOS: para manter os olhos do seu pet sempre branqui-
nhos, aplique uma solução de olho para diluir o ferro da lágri-
ma. Após, esfregue os pelinhos abaixo dos olhos com uma so-
lução limpa lágrimas. Mantenha sempre aparado esses pelos.
Esta limpeza pode ser de 3 a 6 vezes por semana.
Lembre-se: laços e gravatas do banho e tosa devem ser
retirados a cada 3 dias. Escove o pelo e recoloque em outra
posição para evitar a dermatite por umidade e feridas de pele
devido ao elástico.
12 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
alimentação
Basta reunir a família à mesa para o almoço, jan-
tar ou qualquer outra refeição que logo aparecem
nossos amigos de quatro patas para também parti-
cipar deste momento tão delicioso.
Geralmente estas vi­sitas acontecem por causa da
quantidade excessiva de zelo e mimo direcionada
aos animais, mas quem consegue contrariá-los?
Os cães, assim como os gatos, sabem muito bem
como implorar por uma delícia, alguns animais até de-
senvolvem técnicas diferenciadas pa­ra serem percebi-
dos e ganharem suas tão desejadas guloseimas.
Um gato geralmente começa o processo tocando
com as patas de leve no corpo de quem ele sabe
que existe uma chance maior de sucesso, mas se ele
perceber que a vítima não deu atenção suficiente
o jogo se intensifica, e o danadinho começa a usar
suas unhas, e a intensidade das investidas vai au-
mentando, até que ele fica chato o suficiente para
conseguir seu tão desejado premio.
O cão tem uma tendência a vocalizar mais, o que co-
meça com um simples sussurro, vai aumentar até um
latido, com uma freqüência sonora muito diferente do
latido normal e com um som que parece até atraves-
sar nossa cabeça, como um jato.
Paraocãooprocessoda“manipulação”éumpouco
mais elaborado, após conseguir a atenção de sua víti-
ma, mesmo que para repreendê-lo, eis que o danado
utiliza sua arma secreta, e como um ator de talento
digno de um Oscar, ele solta seu olhar de piedade,
faz a carinha de “tô com fome” e por último, se senta,
estica a patinha e faz pose de inteligente, mostrado
que ele sabe fazer aquilo que você sempre pede pra
ele fazer - mas que ele nunca faz.
Pronto. Isso é o suficiente para, mais uma vez, o
cãozinho ou o gatinho ganhar sua tão desejada gu-
loseima. Cães e os gatos são peritos em convencer
as pessoas a realizarem seus desejos, e geralmente
só percebemos que o nosso pet pidão é um pro-
blema quando outras pessoas nos alertam sobre o
comportamento do animal.
Precisamos ficar aten­­tos às investidas dos nossos
amigões, além de não ser uma prática saudável, em
muitos casos os animais se tornam muito insisten-
tes, chegando ao ponto de fazer assaltos quando
ninguém está olhando.
Para evitar este tipo de comportamento o pri-
Ele quer tudo que
a gente come!
Não caia nessa
meiro passo é você ter consciência que nem
todo alimento é indicado para os animais, uma
alimentação extra pode levá-lo à obesidade, o
ideal é alimentá-lo com uma ração balanceada
e de boa qualidade.
Depois de se conscientizar que a prática de ofe-
recer as guloseimas pode ser prejudicial à saúde
do seu pet, é importante que limites sejam esta-
belecidos. Alimente seu animal somente em sua
vasilha, mesmo que você queira oferecer uma
guloseima, que ela seja oferecida no horário de
alimentação do animal e em sua vasilha de ali-
mentação, nunca na hora em que as pessoas es-
tejam comendo.
É de extrema importância que todos na casa te-
nham a mesma postura, de alimentá-lo somente nas
condições pré-estabelecidas. O processo não vai sur-
tir resultado se alguém ceder aos apelos do pidão, to-
dos devem ser firmes, mesmo que ele faça carinhas
e expressões. Como você já sabe, os pets são os me-
lhores atores que você vai encontrar.
Seguindo estas dicas você irá conseguir que seu
pet entenda que ele só irá ganhar alguma gulosei-
ma se tiver um bom comportamento, com isso ele
vai acabar deixando de lado todo aquele processo
desgastante, e muitas vezes constrangedor.
Não se esqueça de sempre consultar um veteri-
nário para saber o que você pode ou não dar para
seu amigão, e saiba que passeio e exercícios são
muito mais importantes para vida e saúde do seu
pet do que guloseimas.
E não se esqueça nunca: seja firme e não ceda aos
olhinhos altamente manipuladores destes corações
de pelo.
Foto:InezMiranda
por Jorge Pereira
adestrador
Jorge Pereira é cinotécnico e etólogo
com especialidade em comporta-
mento canino (Canis Lupus, Canis
Lupus Familiares e o Lyocaon Pictus
“Cachorro Selvagem Africano”), Espe-
cialista em controle de agressividade
e consultor comportamental. Realiza
também trabalhos relacionados
à preparação física e técnica para
cães, treinamentos especiais para
comercias e filmagens, preparação de
cães de segurança (residencial, em-
presarial e pessoal anti-sequestro) e
modalidades esportivas. Apresentou
o quadro Cão Terrível, no programa
Late Show com Luisa Mell, na Rede
TV. No quadro, Jorge solucionava os
problemas comportamentais de cães.
arquivopessoal
13Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Será que meu cão enjoou da ração?
Reprodução
“ “
Dúvidas frequentes
Praticamente todos os dias, escuto algum pro-
prietário dizer que quer mudar a ração de seu cão.
Os argumentos são os mais variados e os princi-
pais deles são:
“Meu cão enjoou da ração”
“Coitadinho, eu gosto de variar o sabor para ele
não comer sempre a mesma coisa!”
Ao contrário do que muitos acreditam, a troca
frequente de alimentos não é necessária e tam-
bém é desaconselhada, pois pode causar pertur-
bações na flora intestinal dos cães que é bem mais
sensível que a dos seres humanos.
Prejudicando a flora intestinal, diversos proble-
mas podem surgir, mas o que mais devemos nos
preocupar são os relacionados a queda da imuni-
dade que poderá abrir caminho para várias doen-
ças oportunistas.
Biologicamente os cães não têm necessidade de
variar sabores, uma vez que possui um paladar ex-
tremamente pobre, cerca de 12 vezes menor que
o do homem.
A escolha dos alimentos pelos cães se dá prin-
cipalmente pelo cheiro, já que eles têm um olfato
cerca de 1 milhão de vezes mais desenvolvido do
que o nosso.
Você pode me perguntar então: “Mas eu nunca
posso mudar a ração do meu cão?”
Sim, pode, mas a orientação é de que as tro-
cas aconteçam respeitando alguns critérios cujos
principais são:
- Fases da vida (filhote, adulto ou idoso);
- Nível de atividade (alto ou baixo);
- Estado reprodutivo (gestação ou lactação).
Também em casos específicos quando se faz
necessário o uso de rações especiais, como por
exemplo:
- Rações de baixa caloria (obesidade);
- Rações Terapêuticas (diabetes, insuficiência
renal, problemas cardíacos) visto que hoje conta-
mos com um grande suporte nutricional coadju-
vante no tratamento e recuperação de doenças.
Quando você optar pela troca da ração, não a
faça apenas por achar que o cão enjoou do sabor
ou algo do tipo, procure orientação de um profis-
sional (zootecnista ou veterinário) que lhe dará
dicas de como fazê-la, para que esta seja menos
traumática e traga benefícios tanto para o animal
como para o proprietário.
Coitadinho, eu gosto
de variar o sabor para
ele não comer sempre
a mesma coisa!
Texto escrito por:
Guilherme Consentino Sanguino
Nutricionista Animal e Criador
Bruno Zarro Domiciano
Zootecnista e Mestre em Nutrição Animal
14 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Reconhecendo os
tipos de ração
No Brasil, hoje, temos diversos tipos de ração
com qualidades diferentes. Para facilitar o enten-
dimento, vamos classificá-los em três grupos.
Rações Populares
São produtos mais baratos que existem no co-
mércio. Normalmente, formuladas com subprodu-
tos de milho, soja, farelo de algodão, etc. Tais in-
gredientes na ração de uma vaca ou de um cavalo,
seriam de excelente digestão, mas nosso amigo é
um carnívoro e precisa de proteína de origem ani-
mal, pronta a ser assimilada pelo seu organismo.
OBS.: Os vegetarianos de quatro patas têm a ca-
pacidade de transformar proteínas e carboidratos de
baixa qualidade em “produtos mais nobres”. Os cães
e gatos precisam dos produtos nobres já prontos.
Rações “Standard”
São produtos de empresas de renome, na maio-
ria das vezes, buscam através da mídia uma fatia
maior do mercado consumidor. Por serem produ-
tos de empresas maiores, têm um compromisso
maior com a sua qualidade e são formuladas com
ingredientes qualitativamente melhores que as
rações populares. Contêm farinha de carne e os-
sos, glútem de milho, gordura animal, etc. Porém
ainda não são “ideais” quanto à digestibilidade,
porque se alcança o percentual de proteína com
ingredientes de menor digestibilidade como a soja
ou o glúten. Quanto ao custo, estão numa faixa in-
termediária de preços.
Rações Premium e Super Premium
São produtos de primeira qualidade em nutrição
canina, por isso mais caros. Têm sua formulação
baseada em carne de frango, ovelha, peru. Po-
rém, realmente carne, ou resíduos de abatedouro,
como digestas de frango por exemplo. Tais ingre-
dientes, de origem animal têm maior digestibilida-
de, ou seja, o trato digestivo canino tem menos
“trabalho” para metabolizá-los. Esta é outra carac-
terística das rações premium, como a digestibili-
dade é maior, o consumo diário de ração é menor
(o que ameniza o preço da ração). Promovem, ain-
da, uma vida mais saudável. e reduzem o volume
das fezes do animal.
As rações Super Premium são assim classifica-
das a partir de um certo percentual de digestibi-
lidade, o que pode variar de acordo com os inte-
resses dos fabricantes, pois não há um “padrão”
neste sentido. Como consumidor, para
saber se a ração é de alta digestibilida-
de, ou não, basta analisar na embala-
gem os ingredientes que compõem
a ração. As fontes proteicas devem
ser de origem animal (carne de
frango, carne de peru, digestas
de frango, carne de ovelha,
ovos, etc.).
E as fontes de gordura
também, ou pelo menos
óleos vegetais nobres
como, por exemplo,
óleo de linhaça. Fon-
tes proteicas vegetais
como soja, glúten, etc.
não têm alta digestibilida-
de. O que pode aumentar
a digestibilidade da ração é a
presença de fibras de modera-
da fermentação (p.ex. polpa de
beterraba branca), que melhora
a eficiência absortiva dos enteróci-
tos. Outro ingrediente que melhora
a digestibilidade são os F.O.S. (fruto
oligo sacarídeos), que alimentam a
microbiota intestinal, ou seja, beneficia
o crescimento de “boas bactérias” no intestino,
o que leva a uma melhor fermentação do bolo
alimentar.
Um quarto grupo de rações são as rações tera-
pêuticas. Têm indicação clínica sendo auxiliares
no tratamento de diversas enfermidades. Seu uso
deve obedecer aos critérios do médico veterinário
responsável pelo cão.
Fonte parcial
www.webanimal.com.br
imagem ilustrativa
15Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
comportamento
Porque meu cão não me
obedece?
Existem vários motivos para que o seu cão não queira lhe obe-
decer. A maioria deles é porque você falhou em algum momento
e os outros podem ser porque o temperamento do cão é difícil
mesmo.Masnãohánadaquenãopossasertrabalhadoparaque
hajaumbomconvívioentrevocêeseucachorro.Vamosàlistado
quevocêpodeestarfazendoerrado:
1. Seu cão não sabe o significado do comando - Se você
não ensinou a ele a atitude desejada para determinado co-
mando de voz ou gesto, ele não tem como obedecer. Dizer
para o cão “senta!” sem ter mostrado a ele como fazer não
irá adiantar de nada.
2. Existem muitas distrações no local onde você o treina
- Primeiro treine seu cão em um local tranquilo, e somente
depois passe gradativamente a locais com mais barulho e
distrações.
3. Você passa muito tempo treinando o seu cachorro Os
cães também cansam de treinar. Alguns treinos de 15 minu-
tos por dia são suficientes para exercitá-lo. O mais impor-
tante é perceber quando o cão está ficando cansado, e parar
o treino antes.
4. Você está tratando seu cachorro de forma agressiva -
Se o seu cão tem medo de você, pode não reagir da maneira
esperada. Ele pode estar com medo de fazer algo errado,
por isso se esconde ou fica imóvel quando você fala com ele.
5.Estádandopetiscosàeleforadehora-Seoseucachorroga-
nhapetiscosàqualquermomento,porquehaveriadeobedecera
algumcomandopararebeceroprêmio?Só lhe ofereça petiscos
quando ele fizer um comando antes.
6. Você não dá limites e mima demais seu cachorro O
cachorro precisa de limites, pois assim como nós, seres hu-
manos, podemos ficar mimados, folgados e não obedecer
a nenhuma regra. Imponha algumas regras ao seu cão, que
ele ficará mais fácil de “ser domado”.
7. Seu cão ainda é um filhote ou está na adolescência
- Temos que respeitar e entender as fases do cão. Quando
ele é filhote, às vezes não entende direito os comandos, ou
se confunde... Quando é adolescente, com uns seis meses,
fica um tanto quanto teimoso e rebelde. Porém nessas fases
não deixe ele fazer o que bem entende, continue ensinando,
mesmo que ele não mostre muito interesse.
8. Você não demonstra ser o líder ao seu cão - Ele pode
estar achando que manda em você. Se você não tiver ne-
nhuma atitude que demonstre quem é que manda, seu cão
não irá obedecê-lo. Dicas: Entre sempre primeiro em por-
tões e portas da casa. Não deixe ele andar à sua frente. Sirva
comida e só deixe ele comer quando você deixar. Atenção:
NÃO É PRECISO USAR DE AGRESSÃO FÍSICA PARA ISSO!
9. Você não está passeando com ele - Os cães precisam
conhecer a rua, ver as coisas em volta. Ele precisa da sua
companhia, e saber que está sendo útil pra você. O passeio
é um importante laço que você cria com seu cão. Através
disso ele poderá te respeitar e gostar da sua companhia.
10. Seu cão fica muito tempo sozinho - Um cão solitário
pode ficar deprimido e estressado. Pode fazer muita bagun-
ça, latir de demais, entre outros problemas. Quando você
vai lhe dar atenção, ele fica tão bobo que nem presta aten-
ção no que você diz. Então, dê mais atenção ao seu cão, que
ele ficará menos ansioso quando vê-lo.
11. Seu cão fica muito tempo preso - É óbvio que um cão
que não gasta energia ficará estressado e não vai nem que-
rer saber de treino na hora que você soltá-lo pra treinar...
Por isso deixe seu cão solto, assim ele vai gastar energia. Um
cão cansado é um cão feliz!
Se você acha que está fazendo tudo certo mas mesmo
assim seu cão não obedece, lembre-se que todo cão tem
um temperamento diferente e um grau de concentração
diferente também. Não desista. Continue com os treinos
através do método positivo que com certeza ele logo estará
bem esperto em relação aos comandos e obediência.
Fonte: http://patinhascaninas.blogspot.com
16 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Fique de olho
			no seu cão
Porque o meu cachorro tem diarrEia?
A diarreia é uma condição extremamente comum que afeta cães de todas as ida-
des. Se o seu cachorro está com as fezes soltas, indica que algo não está certo
com seu intestino.
Fezes moles podem ter muitas cau-
sas, algumas mais graves do que outras.
Abaixo 6 motivos para o desenvolvi-
mento de diarreia em cães:
1 - Ingestão de comidas estragadas ou
comidas que ele não estava acostumado
a comer;
2 - Mudança brusca de ração. A troca
deve ser feita gradativamente;
3 - Vermes e protozoários. Isso tam-
bém pode ser prevenido usando um
vermífugo eficaz;
4 - Estresse e ansiedade;
5 - Reação alérgica;
6 - Infecção virótica;
O QUE FAZER CASO O CÃO tenha um
DESARRANJO INTESTINAL?
Se ele está debilitado, deprimido e não
está interessado no que está acontecen-
do ao seu redor, você precisa levá-lo ao
veterinário. Se ele tem uma doença gra-
ve como a parvovirose, ele vai responder
melhor ao tratamento durante os primei-
ros estágios da infecção. Nota: se houver
sangue na diarreia, ele precisará de aten-
ção veterinária.
Muitos cães desenvolvem a diarreia e,
não ficam apáticos. Se for esse o caso
do seu cão, tão logo você começará a
ver suas fezes começarem a se firmar.
Uma boa idéia é pular a próxima re-
feição para dar tempo para seu intes-
tino se estabelecer e, posteriormente,
deve ser introduzido os alimentos,
dando-lhe 3 ou 4 pequenas refeições
ao longo do dia.
Peito de frango e arroz branco (to-
dos cozidos) são os ideais. Se, a diar-
reia persistir por mais de um dia, ou
se ele adoecer é hora de chamar o seu
veterinário. Fonte: www.portaldacinofilia.com.br
Revista 4 patas
Bela costuma resolver
seus problemas
estomacais sozinha
comendo grama
OS GRANDES MITOS CANINOS
Ayrton Mugnaini Jr.
É fato que não faltam mitos, noções er-
radas e até lendas urbanas sobre tudo que
é assunto – inclusive cães. Vamos lembrar
aqui alguns dos mitos sobre a cinofilia
mais, digamos, acreditáveis e, por isso,
muito comuns, do tipo “eu acredito por-
que foi minha avó quem me contou” ou
“sei que é verdade porque vi na televisão
ou na internet”.
“Focinho quente é sinal de doença.”
A temperatura dos focinhos costuma subir
durante o sono do cão, daí ele acordar de
nariz quente, o que é normal. Só haverá
problema se, além de quente, o focinho do
bicho estiver seco e o cão mostrar grandes
alterações de comportamento.
“Cães não precisam ser vermifugados
quando não saem à rua.”
Como se vermes tocassem campainha ou
pagassem pedágio… Mesmo no recesso do
lar os caninos podem contrair micróbios
trazidos por mosquitos. Prudência, canja
de galinha (cuidado com os ossinhos! Mais
sobre isso daqui a pouco) e vermifugação
não fazem mal ao canino são ou doente.
“Cães avisam quando estão doentes.”
Na verdade, eles conseguem esconder
as doenças, para não se mostrarem vul-
neráveis ao “inimigo”, e os sintomas só
costumam aparecer quando a doença ou
incômodo estiverem bem avançados, dan-
do então a impressão de que o bicho está
chamando a atenção para o problema.
“Cães castrados engordam.”
Na verdade, eles podem acumular gordura
por falta de exercício e excesso de calorias
durante o pós-operatório, mas não devido
à castração em si.
“Vira-latas são mais saudáveis que cães
de raças puras.”
Não é bem isso. Vira-latas costumam estar
menos sujeitos a enfermidades ou proble-
mas comuns a certas raças, mas nem por
isso são invulneráveis ou mais imunes a
doenças que outros cães.
saúde
17Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Raças de grande porte
A torção gástrica afeta de maneira
particular os cães de raças de grande
porte e que possuem ‘peito profundo’.
Cães de pequeno porte também podem
sofrer torções gástricas, apesar de ser
extremamente raro. A causa primária
é desconhecida, mas inúmeros estudos
estão sendo realizados com o objetivo
de definir sua genealogia.
Em determinadas circunstâncias o es-
tômago dos cães dilata-se (ingestão de
refeições muito abundantes ou rica em
alimentos fermentáveis e esvaziamento
insuficiente do estômago pelo piloro)
e com um movimento brusco torce-se
segundo seu eixo longitudinal. O pilo-
ro passa por baixo do estômago e fica
numa posição por cida do cárdia, do
lado esquerdo do cão No eixo torcido fi-
cam alguns vasos sanguíneos importan-
tes que interrompem o bombeamento
do sangue para uma parte considerável
do abdômen. Na realidade, o animal en-
tra em estado de choque na medida que
o conteúdo estomacal não sai nem por
cima (vômito) nem por baixo (fezes).
Existem duas situações que agravam
o estado do cão: o acúmulo de gases,
proveniente da fermentação o conteúdo
estomacal e a obstrução dos 2 orifícios
do estômago: cárdia e piloro, que em
situações normais promovem o alívio
através do vômito ou passagem para o
intestino.
O estômago dilatado, comprime a cai-
xa toráxica originando dificuldades res-
piratórias e má oxigenação do sangue.
Essa dilatação/torção, envolve altera-
ções anatômicas importantes e choque
hipovolêmico pela súbita oclusão de va-
sos sangüíneos. Há ainda o deslocamen-
to do baço, o que comprime a veia cava
caudal fazendo baixar a pressão arterial
e causando complicações na circulação
das artérias que irrigam o coração, pro-
vocando arritmia.
Veja abaixo alguns dados do estudo
realizado pela Universidade Perdue de
Medicina Veterinária sobre a doença:
- Tamanho: quanto maior o cão, maior
o risco.
- Conformação do tórax: cães com tó-
rax profundo e estreito são mais susce-
tíveis.
- Idade: animais mais velhos correm
maior risco, especialmente após os 7
anos.
- Base genética: se existem parentes
do cão que já sofreram de torção gástri-
ca o risco aumenta sensivelmente.
- Personalidade: segundo o estudo,
cães mais tímidos e medrosos correm
mais risco que aqueles mais amigáveis
ou curiosos.
Sintomas de Alerta
Nem todos os animais desenvolvem
todos os sintomas, mas é importante
que o dono esteja atento ao seu apare-
cimento:
Inquietação | Mal-estar | O cão baba|
Tentativas infrutíferas de vomitar | Pali-
dez das mucosas | Dificuldades respira-
tórias | Perda de consciência
Ao constatar tais sintomas, procure
um veterinário o mais breve possível.
10 cães mais suscetíveis à torção gástrica, segundo estudo desenvolvido pela Purina
‘Estudos Epidemiológicos de Torção do estômago em Cães”.
1. Dogue Alemão
2. São Bernardo
3. Weimaraner
4. Setter Irlandês
5. Gordon Setter
6. Poodle Standard
7. Basset Hound
8. Dobermann
9. Old English
Sheepdog
10. Braco Alemão de
pelo curto
1
5
9
3 4
8
2
10
6 7
Imagens ilustrativas
Fonte parcial: www.dogtimes.com.br
Cuidado com a
torção gástrica
18 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Férias e verão
Como ensinar seu cão a andar de carro
Se você tem um cachorro ou um cão novo que teme medo de andar carro,
saiba que com persistência e maneira correta poderá mudar esse quadro. Co-
loque uma cama confortável no banco de modo que seu cão não escorregue
e deslize no estofamento. Alimente seu cão dentro do carro, enquanto você
liga motor como carro parado. Em outros momentos, ofereça pesticos com o
mesmo ritual de ligar o carro mas não sair ainda.
Quando você perceber que ele não está com medo, comece com passeios
curtos para gradualmente gerar tolerância do seu cão para andar no carro.
Por exemplo, a primeira vez, basta dar uma volta no quarteirão, voltar para
a garagem e desligar a ignição. Repita essa seqüência uma ou duas vezes por
dia, dando sempre carinho e petiscos durante seu tempo no carro. Em segui-
da, aumente o trajeto. Depois de um ou dois dias nessa rotina, tente passear
por uns 5 minutos. Enquanto o seu cão não mostrar sinais de ansiedade tais
como respiração ofegante, tremedeira, gemer, babar-se ou ficar encolhido,
você pode continuar aumentando lentamente a quantidade de tempo que
ela gasta andando no carro ao longo de duas semanas.
A maneira mais fácil de impedir que seu cão a desenvolver um medo de
andar no carro é certificar-se que a maioria das vezes você irá levá-lo para um
algum lugar divertido. Levá-lo ao parque para cães ou para uma trilha de ca-
minhada, mesmo que seja uma curta distância. Leve-o para visitar amigos ou
parentes. Por fim, teste uma visita ao banho ou veterinário para ter certeza
que ele superou o trauma associado a andar no carro.
Tanto na cidade quanto na estrada, é impres-
cindível levar seu cão no banco traseiro seguro
por um cinto de segurança canino ou caixa de
transporte. O treinamento ao lado se comple-
menta também com o uso dos acessórios.
Hospedagem tranquila Fonte parcial: PegMag
Hospedar-se com seu pet em uma pousada ou hotel requer
cuidados adicionais, pois vocês estarão dividindo o local com
outras pessoas, outros animais, e estará sujeito a algumas re-
gras para uma boa convivência. Além disso, você provavelmen-
te não poderá levar seu amigo a todos os lugares; isso quer dizer
que ele poderá ficar sozinho no quarto durante algum tempo.
Por isso, para que ele se sinta “em casa”, leve todas
as suas coisinhas: vasilhas de água e ração, ca-
minha, brinquedos e sua comida.
Dê só alimentos aos quais o cachorro
está acostumado para que ele não te-
nha problemas digestivos, como vô-
mitos e diarreias e mantenha o ho-
rário habitual das refeições. Se seu
amigo costuma dormir com você
na cama, providencie uma toalha
ou outro paninho, assim ele não
deixará pelos no lençol do quarto.
Quando ele tiver que ficar so-
zinho, coloque na porta a placa
“não perturbe” para evitar que a
camareira entre no dormitório. De
qualquer forma, é importante pla-
nejar atividades com seu pet, caso
contrário, ele ficará entediado, nervo-
so e destruirá carpetes, cortinas e outros
objetos do cômodo, além de latir com mais
frequência e incomodar os outros hóspedes e funcionários. E,
afinal, se você decidiu levar seu amigo é porque deseja que ele
também aproveite a viagem.
Hotéis que aceitam animais sempre têm suas próprias restri-
ções quanto à sua circulação. Em geral, não é permitido andar
com pets em áreas comuns, principalmente, em refeitórios. Es-
teja atento às regras para não ser obrigado a sair
do local. Não se esqueça da coleira e guia -
que deve ter o nome do animal, do res-
ponsável e telefones de contato - ao
sair com seu cão e fique atento para
que ele não cause nenhum trans-
torno, como arranhar ou morder
alguém mais desavisado. Mas,
caso isso aconteça, esteja pre-
venido: mantenha a carteira de
vacinação – que deve estar em
dia – com você para provar que
seu amigão é saudável.
Caminhadas ao lado de seu
cão são bem-vindas; além dele
ser um ótimo exercício, ainda
evita que ele faça as necessida-
des em lugares indevidos e “mar-
que o território” com urina. Não
deixe de levar a pá e o saco plástico
para recolher o cocô.
19 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
20 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
gato
Sua origem através dos tempos
O gato doméstico (Felis silvestris catus)
também conhecido como gato caseiro,
gato urbano, é um animal da família dos
felídeos, muito popular como animal de
estimação. Ocupando o topo da cadeia ali-
mentar sendo um predador natural de di-
versos animais, como roedores, pássaros,
lagartixas e alguns insetos.
A primeira associação com os humanos
da qual se tem notícia ocorreu há cerca de
9.500 anos, mas a domesticação dessa espé-
cie oriunda do continente africano é muito
mais antiga. Seu mais primitivo ancestral
conhecido é o Miacis, mamífero que vi-
veu há cerca de 40 milhões de anos, no
final do período Paleoceno, e que pos-
suía o hábito de caminhar sobre os ga-
lhos das árvores. A evolução do gato
deu origem ao Dinictis, espécie que
já apresentava a maior parte das
características presentes nos feli-
nos atuais. A sub-família Felinae,
que agrupa os gatos domésticos,
surgiu há cerca de 12 milhões de
anos, expandindo-se a partir da
África subsaariana até alcançar as
terras do atual Egito.
Existem cerca de 250 subespé-
cies ou raças de gato-doméstico,
cujo peso variável classifica a es-
pécie como animal doméstico de
pequeno a médio porte. Assim como
cães com estas dimensões, vive entre
quinze e vinte anos. De personalidade
independente, tornou-se um animal de
companhia em diversos lares ao redor
do mundo, para pessoas dos mais va-
riados estilos de vida. Na cultura huma-
na, figura da mitologia às superstições,
passando por personagens de desenhos
animados, tiras de jornais, filmes e contos
de fadas. Entre suas mais conhecidas re-
presentações, estão o gato Tom, Gato Félix,
Gato de Botas e Garfield.
Uma estatueta de um gato, feita no Antigo
Egito, representando a deusa Bastet, em expo-
sição no Museu do Louvre.
Texto: Wikipédia
fotos:divulgação
21Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Os gatos são animais muito higiênicos,
sendo que passam muitas horas por dia
cuidando da limpeza de seus pelos. Para
isso, utilizam a superfície áspera de suas
línguas para remover particulas de pó e
sujeira. Devido ao modo que tratam da sua
higiene, lambendo-se e ingerindo muito
pelos, os gatos eventualmente regurgitam
esse material na forma de pequenas bolas
contendo suco gástrico e material piloso. Ou-
tro aspecto característico da higiene desses
felinos é o fato dele enterrar a sua urina e
fezes, evitando assim que o cheiro denuncie
sua presença a uma possível presa ou pre-
dador. Com isso, quando o gato é criado
em locais sem a presença de solo exposto,
há a necessidade de se manter uma cai-
xa com areia sanitária à sua disposição,
sendo que institivamente ele irá utilizá-la
para o descarte de seus resíduos fisioló-
gicos. Alguns fabricantes disponibilizam
areias perfumadas para eliminar o cheiro
forte que suas fezes poderiam deixar em
um ambiente fechado (casas e aparta-
mentos).
Higiene
- Homens e gatos possuem a mesma
região do cérebro responsável pelas
emoções.
- O cérebro do gato é mais similar ao
do homem do que ao do cão.
- O gato possui mais ossos do que os
humanos. Enquanto o homem possui
206, os gatos possuem 245 ossos e 30
vértebras, 5 a mais que os humanos.
- Gatos possuem 32 músculos que con-
trolam suas orelhas. Ele pode girá-las in-
dependentemente, a quase 180 graus,
e 10 vezes mais rápido do que o melhor
cão de guarda.
- A audição dos gatos é muito mais
sensível do que a dos homens e cães.
Seus ouvidos afunilados, canalizam e
amplificam os sons como um megafone.
- Um gato enxerga 6 vezes melhor do
que um humano à noite, porque neces-
sita de 1/6 da quantidade de luz neces-
sária ao homem para enxergar.
- Recentes estudos revelaram que os
gatos podem ver o amarelo, azul e o
verde. Ainda não se sabe ao certo, se
conseguem ver o vermelho; provavel-
mente essa cor é vista como cinza ou
preto.
- Por serem muito sensíveis à luz, os
olhos dos gatos possuem pupilas ver-
ticais. Quando totalmente abertas,
ocupam uma área proporcionalmente
maior do que a pupila do homem.
- Gatos de olhos azuis e brancos de
pelagem, são geralmente surdos.
- Leva cerca de 2 semanas para o fi-
lhote ouvir bem e seus olhos abrem em
média com 7 dias.
- O gato possui um total de 24 bigo-
des, agrupados de 4 em 4. Seus bigodes
são usados para medir distâncias.
- As patas do gato possuem recep-
tores muito sensíveis que levam in-
formações, na velocidade da corrente
elétrica, até o cérebro: exploram coisas
novas, sentem os alimentos, a veloci-
dade do que passa sobre elas.
- Existem cerca de 100 raças de gatos.
- O ronronar nem sempre é por ale-
gria e prazer. Alguns gatos ronronam
alto quando estão muito assustados ou
com dor.
CURIOSIDADES
Fonte: site Beco dos Gatos
22 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
MAINE COON
StudioYamashita
O gigante Gentil
O Maine Coon é a mais antiga raça de gato nativo dos Esta-
dos Unidos de pelo longo, além de ser a maior de todas as
raças de gato. Foi reconhecida como raça oficial no estado
norte-americano do Maine, onde era famoso pela sua ca-
pacidade de caçar ratos e de tolerar climas rigorosos. Tam-
bém é conhecido como “o gigante gentil”.
ORIGEM
Nos séculos XVII e XVI, gatos domésticos trazidos da Europa
confrontaram os invernos severos da Nova Inglaterra onde,
por seleção natural, apenas os gatos mais fortes e adaptá-
veis sobreviveram. Desta forma, o Maine Coon desenvol-
veu-se num gato grande e rústico, com uma pelagem grossa
e resistente a água, bem como uma constituição forte.
A origem da raça e seu nome tem várias, por vezes fantás-
ticas histórias explicativas. Uma delas conta que um gato
doméstico solto nas florestas do Maine cruzou-se com um
guaxinim, resultando em uma ninhada com as caracterís-
ticas do Maine Coon. Apesar de isto ser biologicamente
impossível, esta história, alimentada pela cauda cheia e a
coloração similar a do guaxinim pode ter levado a adoção
do nome ‘Maine Coon’. Outra história é de ter sido o gato
ter ganho tal nome em homenagem a um capitão de navio
chamado Coon que teria sido o responsável pela chegada
do mesmo ao litoral do Maine.
Não obstante tais histórias, a maioria dos criadores hoje em
dia acredita que a raça tenha se originado em cruzamentos
entre gatos de pelo curto nativos e europeus de pelo lon-
go, provavelmente Angorás. Eles são gatos muito grandes,
mas, muito bonitos também.
Comportamento
O comportamento do Maine Coon é extremamente dó-
cil, meigo, companheiro, dando-se bem com outros ga-
tos e outros animais de estimação, como o cão.
É um gato de fácil adaptação, e essencialmente muito
amigável. É carente de cuidados e atenção, necessitando
sempre companhia. Seu miado é um dos mais curiosos,
por ser semelhante a um grilo.
Características físicas
Originalmente um gato de trabalho, o Maine Coon é resis-
tente, rústico, capaz de suportar as intempéries. Seu pelo é
macio e seu corpo muito bem proporcionado, de aparência
retangular e balanceada, sem partes exageradas em tama-
nho. É musculoso, de tamanho médio para grande. As fê-
meas geralmente são menores que os machos.
Os olhos são grandes e expressivos. As cores dos olhos são
verdes ou douradas, além de possuir uma pelagem densa.
O padrão mais comum de cores é o marrom (ocre em Por-
tugal), com marcações do tipo Tabby, mas a raça é reconhe-
cida em todas as cores, com exceção de chocolate, lavanda,
pontilhado e o padrão siamês.
Com a cabeça grande, mas pequena para o tamanho do
corpo, orelhas para cima cheias de pelos, corpo comprido
e cauda ereta, também comprida geralmente do tamanho
do corpo. Sua pelagem é sedosa, caindo levemente. É curta
nos ombros e mais longa na região do estômago.
Texto e fotos gentilmente cedidas por Lilia Haberman do
Gatil Halina (Limeira-SP). Contato: gatilhalina@terra.com.br
23Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Esse intrigante gato sempre provo-
ca uma reação por parte das pessoas
- algumas amam sua careca enruga-
da, alguns são fascinados pela ausên-
cia de pelos; mas para aqueles que
perdem tempo para conhecer o gato,
é uma grande fascinação.
Tudo começou em 1966, em To-
ronto, nos Estados Unidos da Amé-
rica, onde nasceu um gato sem pelos. Mais tarde, uma gata
com pelo e o seu filho sem pelo foram resgatados de um
gatil também na mesma cidade. Foi a partir destes exempla-
res que a raça se fundou. Na Europa e nos Estados Unidos
da América foi introduzido sangue de novos exemplares que
surgiram espontaneamente.
Apesar de ser apelidado de raça sem pelo, o Sphynx apre-
senta uma camada fina e rala de pelos que cobrem a pele,
que tem a semelhança com a casca de um pêssego. A pele
é enrugada na cabeça, no corpo, à volta do pescoço e das
pernas e lisa no resto do corpo.
Ele é um dos mais excêntricos representantes felinos, o que
torna o Sphynx um dos gatos mais exóticos do mundo, as co-
res parecem tatuadas, já que estão na pele e não nos pelos.
O visual dele fica longe do gosto da maioria das pessoas,
que prefere gatos peludos e fofos. É comum se surpreende-
rem ao ver o Sphynx, pensam até que tem algum problema
devido à falta de pelos; mas de tão incomum o Sphynx cha-
ma a atenção. Com tal aparência, não há meio-termo, ou as
pessoas o adoram ou o detestam.
O corpo é de tamanho médio, de ossatura fina, mas mus-
culoso. A cabeça oval termina num nariz curto e exibe ore-
lhas muito grandes e arredondadas na ponta. Os olhos em
forma de limão variam de cor conforme o padrão da pela-
gem. As patas compridas e esguias têm um formato abaula-
do. A cauda comprida é afilada.
Outra particularidade da raça é a oleosidade. Nas outras
raças, o óleo passa da pele para os pelos; como o Sphynx
quase não tem pelos, a oleosidade fica na pele, sendo ne-
cessários banhos periódicos. Como os ouvidos também não
têm pelos por dentro, ficam oleosos e devem ser limpos se-
manalmente, ou sempre que preciso.
As principais características de personalidade são: muito
sociável , afetivo e apegado ao dono correndo à porta para
recepcioná-los sempre quando chegam. A raça se dá bem
também com crianças, com outros gatos e até com os cães.
São bastante ativos e considerados super inteligentes pela
facilidade de aprender o que lhes é ensinado.
Os cuidados que se deve ter é com a exposição do Sphynx à
luz do sol que deve ser limitada, uma vez que a pele não está
protegida por pelo e as queimaduras solares podem ocorrer.
O Sphynx é um gato de interior e não lhe deve ser permi-
tido sair de casa. A falta de pelo torna difícil a regulação da
temperatura pelo próprio corpo.
Estes gatos podem ter frio no inverno, conforme a am-
plitude térmica da zona onde vive. Regra geral, se o dono
estiver confortável com a temperatura ambiente, então o
Sphynx também está.
Dra. Melika Nicolau
veterinária e criadora
da raça Sphynx
www.gatilmelicats.com.br
Adorável diferençaSphynx
Arquivopessoal
24 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
saúde
Bronquitefelina
A bronquite alérgica felina refere-se à síndrome
em gatos e possui semelhanças com a asma huma-
na. É comumente denominada de asma felina.
Os sintomas desta doença se devem à inflama-
ção e obstrução reversível das vias respiratórias
do animal, que é resultado da broncoconstrição,
hipertrofia dos músculos lisos brônquicos, infiltra-
dos de células inflamatórias, aumento na produ-
ção de muco e redução da eliminação de muco. A
exalação do ar fica difícil, poucas vias respiratórias
estenosadas entram em colapso, com o aumento
da pressão intratorácica durante a expiração.
Diferenças anatômicas do gato, tais como au-
mento do número de glândulas brônquicas sero-
mucosas, especialmente em gatos mais velhos, e
um espessamento da parede, capaz de aumentar
a constrição do lúmem brônquico, podem deter-
miná-lo a maior susceptibilidade a doenças brôn-
quicas do que outras espécies animais.
Como etiologia, postula-se uma resposta de hiper-
sensibilidade de tipo l. Alguns alérgenos suspeitos
são: poeira da cama dos animais, perfumes, fumaça
de cigarro, fumaça de lareira e materiais isolantes.
A bronquite alérgica pode ocorrer em gatos de
qualquer idade, mas muitos gatos começam a exi-
bir sintomas entre um a três anos de idade. Gatos
da raça siameses e himalaios podem ser freqüen-
temente afetados.
Etiologia
Por conta de alguns gatos com alterações no tra-
to respiratório inferior (ex.: chiado crônico, secre-
ção nasal), é possível que infecção viral de trato
respiratório desempenhe um papel nesta síndro-
me. Esta possibilidade é grandemente especulati-
va, contudo, não existem dados confiáveis relatan-
do o efeito de poluição aérea para doença de vias
respiratórias de felinos, portanto, alguns gatos
vivendo em grandes áreas metropolitanas podem
ser excessivamente difíceis de tratar.
Afirma-se que as causas prováveis de bronco-
patias em gatos sejam a hipersensibilidade, po-
luentes ambientais, predisposição genética (gatos
siameses) e agentes infecciosos (por exemplo mi-
coplasma e vírus). Sendo, a maioria dos casos de
bronquite atribuídos à asma, mas nem todos os
gatos exibem os sinais clássicos de doença de hi-
persensibilidade das vias aéreas e reconhecem-se
padrões mistos de broncopatias.
Infecções parasitárias também podem causar pro-
blemas brônquicos crônicos nos gatos. A doença crô-
nica bronquial do gato está relacionada à anatomia
do trato respiratório felino, aspectos imunológicos
da doença, aerossóis e gases nocivos.
Pode-se especular sobre por que estes gatos
desenvolveram inflamações nas vias aéreas em
primeiro lugar. A exposição constante ao pó ou in-
fecções de trato respiratório superior, parecem ser
as causas mais prováveis. É concebível que defeitos
genéticos possam estar presentes em gatos da raça
Siamês, pois esta raça é muito representada nesta
síndrome e alguns destes gatos parecem seguir um
curso de doença progressivo.
Sinais clínicos
O termo “síndrome de asma felina” (FAS) tem
sido usado em medicina veterinária para descre-
ver uma condição respiratória com presença típi-
ca de sinais recorrentes de tosse, chiado e disp-
néia e que é usualmente responsiva a terapia de
glicocosticosteróides.
Alterações radiográficas são variáveis, usualmente
correlatas bem com a severidade dos sinais respira-
tórios, e podem incluir marcado aumento brônquico,
alterações intersticiais, hiperinflamação pulmonar e
colapso do lóbu-
lo pulmonar di-
reito médio.
Tosse é o sinal
maiscomumpresen-
te. Pode-se observar
respiração com a
boca aberta e ciano-
se nos casos severos.
À auscultação, podem
ser ouvidos ruídos ofe-
gantes e crepitantes.
A broncopatia crônica
caracteriza-se por tosse,
chiado,dispnéia,engasgos
ou vomito (provavelmente
expectoração das secre-
ções traqueobrônquicas) e
algumas vezes por espirros. As
ocorrências episódicas e sazo-
nais de sinais respiratórios não
são incomuns, mas a afecção
freqüentemente torna-se per-
sistente e não-sazonal. Uma
resposta anterior à terapia
com corticosteróide é típico
de asma.
A exposição a poluentes
ambientais pode exarce-
bar os sinais clínicos. Con-
cluindo, o agrupamento
de sintomas como disp-
néia, aperto no peito (em
humanos) e respiração
ruidosa são sinais clínicos
que levam ao diagnóstico
de asma.
imagem
ilustrativa
25Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
O que são florais?
A terapia por florais desenvolvida
por Edward Bach é composta por
37 essências florais e 1 essência
retirada da água (Rock Water) e se-
gundo ele, as doenças são resulta-
do de um desequilíbrio entre corpo
e mente, como por exemplo, an-
siedade, medo, raiva, ciúmes, en-
tre outros. Estes estados negativos
atuam de certa forma na vitalidade
dos seres vivos, causando queda na
resistência natural, predispondo as
enfermidades.
Ele descobriu que as flores silvestres transmitem
a energia da natureza e que é capaz de anular os
sentimentos negativos e restaurando o equilíbrio
físico, mental e emocional.
Os florais também podem ser utilizados junta-
mente com medicações alopatas, pois não possuem
efeitos colaterais, sendo, portanto, muito seguros.
Podem ser usados por todos os seres vivos (plantas,
animais, seres humanos).
USO PARA ANIMAIS DOMÉSTICOS
Se você escolher um floral que não seja adequado
ao seu animal, ele apenas não terá o efeito desejado.
Os florais só não são compatíveis com a Medicina
Homeopática.
A consulta floral consiste na avaliação minuciosa do
histórico do animal desde seu nascimento, o ambiente
em que vive e seu comportamento no momento. A
consulta pode ocorrer na própria casa do animal
(o que é o mais apropriado) ou no consultório.
A função das essências florais no tratamento dos
animais é de restaurar o equilíbrio e a harmonia,
curando distúrbios e doenças. Casos muito usados
são: comer fezes, lamber patas excessivamente,
agressividade, medos e traumas, perda de ente que-
rido ( pessoa ou outro animal), bebê chegando, de-
pressão, chamar atenção, latir demais, etc.
A dose recomendada para animais é a mesma
que para os humanos: 4 gotas diretas na boca, 4
vezes ao dia, de 30 a 90 dias, dependendo do caso.
Pode-se também colocar 10 gotas para cada copo
de água no bebedouro do animal que rejeita a ma-
nipulação na boca.
Dra. Tânia Freire
Médica Veterinária
Formada pela UNESP
Jaboticabal em 1988.
Especialidades:
Patologia clínica
(exames laboratoriais),
Dermatologia,
Estética Canina e
Terapia Floral
CONTATO (Limeira-SP):
(19) 3497-1082
Existem, também, outras formas
de utilização do floral: em spray
(borrifado próximo a cabeça do
animal), em creme (o Rescue Re-
medy é excelente contra picadas
de insetos em pessoas e animais
alérgicos) e também em banhos.
O armazenamento do floral é mui-
to importante para que ele não seja
inativado!Deve-seevitarexposiçãodo
frascoaosolecalor,aparelhoseletroe-
letrônicos (TV, celulares, micro-ondas)
enãocontaminaroconta-gotascomasalivadoanimal.
Os 37 florais são divididos em 7 grupos de acordo
com os fins a que se destinam. Vou dar dois exemplos
dousodefloraismaispedidosnasconsultas:
1- Adotei um animal (abandonado ou na feirinha
de adoção) e depois dos cuidados médicos neces-
sários, o que fazer com a parte emocional? Ele pode
ter traumas, inseguranças ou até medo (de coisas
conhecidas ou não). Que floral administrar?
Peça pra formular os seguintes florais:
- Walnut (para se adaptar a nova situação de vida)
- Star of Bethlehem (para traumas sofridos)
- Honeysuckle (para saudade da liberdade)
- Gentian (para dar ânimo)
- Rescue Remedy (floral do socorro, serve para to-
das as situações)
2-Meucãolatedemais,atéosvizinhosestãoincomo-
dadoscomestasituação.Quefloraladministrar?
Formule os seguintes florais:
- Walnut (para se adaptar a nova situação de vida)
- Red Chestnut (para se desprender do proprietário)
- Honeysuckle (para saudade da liberdade)
- Chicory (para carência excessiva)
- Heather (para diminuir a necessidade de chamar
a atenção).
Bem, antes de encerrar, gostaria de lembrá-los
que os florais são considerados como terapia com-
plementar, uma ferramenta de auxilio ao desequi-
líbrio emocional de seu animal e que serão muito
úteis quando associados a mudança de comporta-
mento do proprietário e do ambiente que o oca-
sionou. Vale a pena tentar!
Fontes:
1- Florais para cães- Jaqueline
Pinto-Editora Buterfly.
2- Pesquisa de textos na
Intenet – vários sites.
Terapia alternativa
26 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Ragdoll
Série RAÇAS
EXÓTICAS
A fofura de
Ragdoll é um gato
desenvolvido nos Esta-
dos Unidos durante a
década de 1950. Com
seu porte gigante, tem-
peramento dependente
e dó­­cil e uma pelagem
semilonga e cheia, é um
animal de característi-
cas marcantes.
Origem da Raça
A história da raça Ragdoll começou no início
dos anos 60, em Riverside, Califórnia (EUA)
pelo esforços de Ann Baker. Josephine, uma
gata de pelos brancos, que era vizinha de Ann,
foi atropelada e após esse acidente Ann come-
cou a reparar os filhotes dela tinham uma per-
sonalidade adorável, lindos olhos azuis e um
impressionante tamanho. Ann adquiriu um
filhote de Josephine e a partir de alguns cru-
zamentos com Birmaneses e outros gatos, a
raça foi criada a batizada com o nome de Rag-
doll pela facilidade que esses animais tinham
de relaxar no colo das pessoas. O primeiro
registro oficial foi em 1965. Em 1983 alguns
exemplarem foram exportados para Europa e
sómente em 1992 a raça foi reconhecida pela
FIFe sendo hoje em dia é uma das raças mais
populares no mundo.
Temperamento
O Ragdoll é uma raça incrivel: além de belíssi-
mos são muito companheiros, leais e amorosos
com seus donos. São amigáveis com outros ga-
tos e até mesmo com cães dóceis.
Como o seu nome sugere, eles têm a capaci-
dade de relaxar completamente quando estão
no colo das pessoas que confiam. São gatos bem
descontraidos e não é dificil vê-los em seu local
favorito deitados confortavelmente de barriga
para cima com as patas para o ar! Adoram ser
acariciados, demostram facilmente afeto e apre-
ciam muito ficar junto com o seu dono. É comum
ver um Ragdoll esperar o seu dono na porta de
casa ansioso por um carinho, acompanha-los
pela casa e até dormir com eles.
Considerado um gato “indoor”, para ficar
dentro de casa, o seu acesso a rua deve ser res-
trito pois, por não ser um gato muito ágil não
coseguiria fugir facilmente de um predador e
ao mesmo tempo iria traquilamente no colo de
um estranho.
Raramente usa suas garras pois não é da sua
natureza ser agressivo. O seu miado costuma
ser suave e calmo já o seu ronronar é bem in-
tenso.
Para quem nunca teve ou viu um Ragdoll
pessoalmente é difícil explicar o quanto esses
felinos são encatadores e dóceis!
http://www.fofurasfelinascatimages.com/
http://www.fofurasfelinascatimages.com/
http://www.fofurasfelinascatimages.com/
Reprodução
Reprodução Reprodução
Saiba mais: http://ragburt.com.br/os-ragdolls
OLHOS AZUIS
27Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Ficha técnica
Faixa de preços
de R$ 1.800,00 a
R$ 5.500,00
(conforme linhagem
e região)
Um leopardo DOMÉSTICOBengal
Os gatos bengal são bastante ativos, interagem
com os donos de uma forma toda especial e fre-
qüentemente tomam iniciativa nos convites para
as brincadeiras. Por terem um temperamento mui-
to auto-confiante, representam ótima opção de
companhia para crianças pois aceitam com muita
naturalidade as abordagens dos pequeninos.
Não se assustam com a falta de sutileza que
é natural das crianças mais novas, o que é mui-
to importante quando falamos de bom pet, pois
animais assustados e arredios são potencialmente
agressivos.
Gostam também da companhia de cães, desde
que estes não sejam hostis aos felinos.
Apesar de toda essa predisposição genética para
que seja dócil e interativo, ressalto que a correta so-
ciabilização do filhote já desde as primeiras sema-
nas de sua vida é determinante para que de fato o
gatinho se torne uma boa companhia. Ele deve ser
criado com carinho, ser constantemente manusea-
do por adultos e crianças e conviver com sua mãe e
irmãos por pelo menos três meses antes de ser di-
recionado ao lar definitivo. Neste período também
é importante que ele vivencie o maior número de
situações, tais como passeios de carro, visitas vete-
rinárias e contato com cães e outros animais. São
incovenientes nos comportamentos reprodutivos.
Tanto o macho quanto a fêmea desta raça demar-
cam território com urina e fezes, vocalizam com
muita intensidade (miados fortes e roucos) e é pra-
ticamente impossível manter juntos dois machos
ou duas fêmeas sem que haja brigas.
Também não dão trabalho algum com os cuida-
dos da pelagem, pois possuem pelo bem curto e
de uma textura super agradável ao toque. Banhos
mensais são recomendados, pois apesar de não
serem necessários para a manutenção da beleza e
higiene do manto, agradam muito estes mini-leo-
pardos. Eles adoram água!
As colorações aceitas na raça são o Brown Tabby,
o Snow e o Silver Tabby, nas marcações Spotted/Ro-
setted (pintados como oncinhas) ou Marbled (man-
chas maiores de aspecto marmorado). São gatos
grandes. Quando adultos os machos atingem em
média 7 kg, enquanto as fêmeas - bem mais delica-
das – dificilmente ultrapassam os 4 kg.
A raça bengal teve sua origem em
cruzamentos híbridos realizados entre
gatos domésticos e um felino selvagem
de pequeno porte, o Felis bengalensis,
natural de várias regiões da Ásia.
Desde as primeiras hibridizações, um
cuidadoso trabalho de seleção genética
foi realizado e o resultado obtido foi um
gato de aparência muito exótica, com
corpo atlético e forte, pelagem seme-
lhante à do ancestral selvagem mas de
temperamento dócil e brincalhão.
Texto:
Elaine Cristina
Gatil Bengal Brasilis
Foto acima:
Tio Ricardo
Fotógrafo Photo Pet
www.tioricardo.com
http://www.bengalbrasilis.com.br
Tio Ricardo
Fotos: Reprodução
28 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Munchkin - O gato “basset”
O termo Munchkin, em inglês, significa pessoa
muito pequena ou criança. Sua principal carac-
terística é ser o único gato no mundo que pos-
sui pernas com 1/3 do tamanho normal e costas
longas. Essa semelhança com o cachorrinho Bas-
tet Hound, faz com que ele seja conhecido como
o “gato basset”. Mas não é só a sua a aparência
que encanta, seu temperamento e suas “manias”
também agradam a qualquer um, e até parece um
gato que nunca fica adulto, pois se comporta como
um eterno filhote, sempre brincalhão e carinhoso.
A origem é Estados Unidos, primeiro país a re-
conhecer e desenvolver esta raça, mas há rumo-
res de que o gene que resulta em gatos de patas
curtas tenha se desenvolvido na Europa, segundo
registros de gatos com as mesmas características
na Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha, anteriores
à Segunda Guerra Mundial. Dado como desapa-
recido na Europa, o Munchkin foi redescoberto
em Rayville, Louisiana, nos Estados Unidos, por
Sandra Hochenedel na década de 1980. À procura
de um gato de estimação para seus três filhos, ela
encontrou a fêmea grávida Blackberry, que vivia
debaixo de um caminhão numa área rural.
Padrão da raça
A raça é resultado de
uma mutação espontâ-
nea no código genético
felino que introduziu um
gene similar àquele que
produz cães Dachshunds,
Basset Hounds e Corgis.
Devido a esta mutação
autossomal ser dominan-
te, podemos encontar
Munchkins com pernas
de altura “normal”, sendo
que os gatos que encon-
tram-se no padrão são
chamados de Standard e
os gatos fora do padrão
(Non-Standard)
Corpo: De tamanho
médio, deve ter uma
aparência proporcional e
agradável.
Orelhas: de tamanho mé-
dio a grande. Bases largas
e pontas ligeiramente
arredondadas
Olhos: Formato de noz,
com uma expressão
aberta e alegre. Não
existe padrão de cor para
os olhos, porém quanto
mais profunda melhor.
Nariz: Longo com ligeiro
break
Queixo: suave
Cauda: Proporcional ao
corpo. Ao andar a cauda
deve permanecer ereta.
Fonte:
http://www.cfelinosbrasil.org
Fotos: reprodução
Uma raça
exótica por natureza
29Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
OBESIDADE 		
			felina
A obesidade nos gatos, assim como nos cães
e nos humanos, é um problema sério de difícil
correção, responsável por diversas doenças e a
culpa, na maioria das vezes é nossa, os responsá-
veis pela alimentação de nossos animais.
Os gatos domésticos se adaptaram a ter comi-
da à disposição e já não caçam para se alimentar,
apenas por diversão. Os gatos que são mantidos
dentro de casa, que ganham petiscos sempre
que pedem, que seus donos não tem tempo
para brincadeiras, geralmente são sedentários e
o ganho de peso é inevitável.
A castração provoca uma alteração hormonal
na qual o gato custa mais a se sentir saciado e,
ao mesmo tempo, existe a tendência a ficar me-
nos ativo. Porém, depende do proprietário evitar
que a obesidade se desenvolva.
Começamos pelo controle da alimentação. De-
vemos fornecer somente a quantidade de ração
indicada nos pacotes das rações de acordo com
o peso. Evite ou restrinja os petiscos e a comida
caseira e deixe água fresca sempre à vontade.
Depende do proprietário também estimular o
gato ao exercício, enriquecendo o ambiente com
prateleiras, arranhadores, pêndulos e também
interagindo com o gato utilizando brinquedos,
laser point, etc.
Gatos obesos tem tendência a desenvolver
Diabetes Melito, problemas de constipação e
obstipação (retenção de fezes), doenças uriná-
rias, articulares e respiratórias crônicas, hiper-
tensão e problemas dermatológicos. E ainda, são
candidatos a desenvolvimento Lipidose Hepática
se deixarem de se alimentar, podendo causar a
morte do animal.
Faça a sua parte para evitar a obesidade. Pro-
cure o médico veterinário para fazer um progra-
ma de manutenção ou de redução de peso que
indicará a melhor ração e a quantidade correta.
Resumindo: alimentação adequada e exercício
físico previnem e combatem a obesidade. Essa
fórmula todo mundo já conhece. Basta ter força
de vontade para colocar em prática!
Raquel Redaelli, médica veterinária
especializada em felinos
www.blogfelino.com.br
Bia, a gata de Luzia
Georgette Frigo, sofre
com sua obesidade
Foto: Renato Frigo
alimentação
30 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Gato gorducho
de 18 kg
vira celebridade
nos EUA
Quatro vezes mais
pesado que bichanos
de sua idade, ele luta
contra a balança
Reprodução/The Sun
Para se ter uma noção do tamanho de Meow, se fosse gente, ele pesaria 313 kg
Meow é um gato imenso. Para se ter uma ideia,
se seu tamanho fosse convertido para o dos hu-
manos, esse bichano pesaria algo como 313 kg. O
mais impressionante é que o pet, de 18 kg, tem
apenas dois anos de idade.
Meow ganhou os quilos a mais comendo restos
de alimentos ultracalóricos de seus donos. Com
isso, ultrapassou quatro vezes o tamanho médio
de um gato de sua idade.
Seu dono, um homem de 87 anos, afirmou ao
tabloide britânico The Sun que não tem condi-
ções de tratá-lo. Agora, o bichano foi internado
no abrigo de animais de Santa Fé, no Novo Mé-
xico (EUA).
Felizmente, Meow não é diabético nem sofre de
outros problemas de saúde causados pela obesi-
dade. Mas é preciso correr contra o tempo para
que o restante de sua vida seja saudável.
A veterinária norte-americana Jennifer Steketee
torce para que na nova casa o felino consiga ema-
grecer.
Em entrevista para o tabloide inglês, a especia-
lista contou que Meow está passando por uma es-
pécie de dieta Atkins, ou seja, com muita proteína,
mas pouquíssimo carboidrato.
O gatão se tornou uma celebridade nos Estados
Unidos, mas, segundo a veterinária, não é um ani-
mal feliz.
- Para um gato gorducho, é praticamente impossí-
vel andar. Será difícil torná-lo um bicho saudável.
31Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
32 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
O perigo está no jardim
Herbologia
As ervas e flores provavelmente estão entre as pri-
meiras alternativas para tratar doenças. Também sa-
bemos que os animais comerão plantas em resposta a
certas doenças. Atualmente, alguns dos medicamentos
e tratamentos mais amplamente usados são derivados
de plantas, incluindo a dedaleira (dedal), para certas
doenças cardíacas e a piretrina (crisântemo), um in-
grediente principal em muitos produtos de controle de
pulgas. Foi descoberto que os produtos químicos em
remédios herbais fortalecem o sistema imunológico,
fornecem alívio da dor e acalmam a mente.
Mas como qualquer outro medicamento, as ervas
medicinais podem ser perigosas se não forem usadas
adequadamente. Devem ser administradas apenas
com supervisão veterinária e em consulta com alguém
treinado no uso das ervas.
33Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Outros pets
Exóticos | Aves ornamentais | Aquarismo
Como obter uma licença do Ibama para criação amadora
Entre no website do Ibama (http://servicos.ibama.gov.br) acessando o link
“autorizações e licenças”. Após realizar o cadastro na internet, você deve
comparecer ao Ibama mais próximo para homologação dos dados cadastrais e
emissão da licença de passeriformes. Confira a unidade do Ibama mais próxi-
ma, os prazos e mais detalhes no próprio site da entidade.
34 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
agaporni
Criar um Agapornis é
bem simples e o custo para
mantê-las não é alto porém, você deve
ceder a sua atenção para eles diariamen-
te pelo menos uma hora para que eles
não se sintam abandonados. Podem ser
criados em viveiros ou gaiolas (o mais
comum) de dimensões de 80x50x50
esse tamanho pode comportar até 2
animais, tem que ser de um tamanho
confortável o qual os animais não se sin-
tam perdidos e nem apertados e é sem-
pre bom você colocar o ninho pois se ti-
ver o casal já deve estar preparado para
a reprodução. Deve haver uma área livre
para que possam voar de um canto pra o
outro e se espreguiçarem.
É preciso de um comedouro e o bebe-
douro, de preferência, de louça e fixos
pois caso contrário eles os derrubam.
Só remova-os para limpeza, assim como
brinquedos para que eles possam se
exercitar e se entreter - balanços, es-
cadas e bambus entrelaçados com si-
ninhos são os favoritos. Pet shops têm
muitas opções de brinquedos designa-
dos, evite brinquedos com o design mui-
to pequenos já que eles podem quebrar
facilmente. É preciso verificar se a gaiola
tem poleiro e sempre coloque a gaiola
em local com sol mas não diretamente.
Evite que eles correnteza de vento pois
isso pode trazer problemas futuramente.
ALIMENTAÇÃO
Pode ser mistura de sementes esco-
lhendo uma que contenha suplementos
nutricionais para assegurar a dieta com-
pleta e manter as aves sau-
dáveis. Uma mistura de sementes
mais barata ou sementes vendidas para
alimentação de pássaros selvagens não
vai ter o mesmo valor nutricional que
seus animais precisam. Complemen-
te com frutas (maçã, laranja, banana e
goiaba), legumes (espinafre, jiló, milho-
-verde, agrião,cenoura, couve, chicória,
chuchu, brócolis). É possível também
ministrar papas que são para manu-
tenção podendo ser compradas em pet
shops e casas do ramo.
Sempre disponibilize água fresca. Limpe
todos os utensílios para evitar contami-
nações. Procure vermifugar periodica-
mente o animal.
Deixe um recipiente para banho. Mante-
nha esses cuidados e seu bichinho vai vi-
ver bastante te dando muita alegria.
Beleza adestrável
Agapornis roseicollis
Reprodução
35Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
periquitos
A ave mais
querida
por todos
Esta é uma ave que dispensa apresen-
tações pois está presente na maioria
dos lares de quem tem predileção por
aves domésticas ornamentais.
Diante disto, a Revista 4 patas pes-
quisou as dicas mais interessantes de
como cuidar bem da sua ave.
Qualquer espécie de peri-
quito pode ser domestica-
da. Algumas espécies chegam
mesmo a imitar a voz humana,
quando treinados desde a sua in-
fância. Mas a capacidades destas
aves não termina por aqui! São capa-
zes de muitas habilidades, para além da
excelente companhia que proporcionam. Os
machos apresentam uma maior facilidade na
aprendizagem.
- A alimentação de pássaros em gaiola deverá ser menos
rica do que a dos periquitos de aviário
- Uma boa alimentação consiste numa mistura de comida
para canário, milho, alpiste e aveia
- Verduras frescas (alface, folhas de couve), cenoura e fru-
tas (maçã, banana, etc.), podem ser servidas em quantidades
moderadas
- Para periquitos novos a alimentação deve ser enriquecida com
aveia descascada
- Fornecer vitaminas à base de produtos de panificação, cereais,
extratos de proteínas vegetais, leveduras, ovo, óleos e gorduras,
mel, minerais
- Outro elemento importante é o osso de choco, uma fonte rica
em cálcio
- Água fresca e limpa, renovada diariamente, não só para bebe-
rem, mas também para banho, especialmente no verão
Doenças
- No caso de pés ou asas partidas, mesmo que sejam apenas indícios, o periquito
deve ser levado de imediato ao veterinário
- Sintomas tais como: espirros ou ficarem encolhidos na gaiola é porque estão res-
friados. Nesta situação devem ser mudados para uma gaiola menor, em um local
aquecido.Após melhora não devem ser transferidos de imediato para a tempera-
tura ambiente, para que não tenham recaídas)
- No caso de feridas, especialmente resultantes de brincadeiras, brigas ou dos ara-
mes das gaiolas, o local deve ser desinfectado com um anti-séptico apropriado e o
periquito deve ser mantido isolado até sua recuperação.
Reprodução
36 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
PERIQUITO
DE BOURKE
Neophema bourkii
A sua agradável natureza
gregária, o modo como
cuidam das suas crias e a sua
natureza resistente fazem
destas aves não exigentes
uma escolha preferida dos
novos amantes de aves.
CARACTERÍSTICA SOCIAIS
É uma ave muito gregária e extrema-
mente tolerante, que não causa qual-
quer problema mesmo que seja alojada
juntamente com a menor e a mais deli-
cada das aves tropicais, inclusivamente
durante a época de gestação.
Eles devem ser criados em casais sepa-
rados, uma vez que um grande número
de casais coabitando no mesmo espaço,
de um modo geral, não produz resulta-
dos satisfatórios em termos de criação.
É perfeitamente possível criar também
em exemplar isoladamente, desde que
desfrute de suficiente atenção.
Alimentação
Podem ser alimentadas com uma die-
ta básica que inclua uma mistura espe-
cial de sementes, insetos e de vez em
quando algumas verduras. Na época de
gestação, apreciam pequenas quantida-
des de alimento a base de ovos próprio
para periquitos.
Reprodução
Deagostoaoutu-
bro. A postura é de 3 a
6 ovos que a fêmea cho-
ca durante um período de
18 a 20 dias. Estando em boas
condições físicas e uma boa alimentação,
podem ter de duas ou três gestações por
época. Estas aves constituem frequente-
mente, casais para toda a vida.
Distribuição Geográfica
Austrália central e meridional.
Descrição
São aves muito calmas que, sendo
adquiridas quando jovens, aprendem
rapidamente a confiar no tratador. Con-
trariamente à maior parte das espécies
de periquitos, não cantam muito, mas
quando o fazem, produzem um canto
melodioso, suave e muito agradável.
Frequentemente a fêmea tem um porte
menor do que o macho e a cabeça tam-
bém menor. No caso das aves com uma
plumagem natural, a fêmea é reconhecida
pela ausência das penas azuis na testa.
Hábitos
São muito ativas ao amanhecer. Não têm
tendências para roer. Uma vez por outra,
pode borrifá-los com jatos ultrafinos, por
meiodeumborrifadorde plantas, pois esta
espécie raramente toma banhos.
australiano
Fotos: Reprodução
37Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
calopsita
Reprodução
O pet emplumado mais dócil e popular
Parentes dos Papagaios e Cacatuas, as Calopsitas (Nymphi-
cus hollandicus) são originárias da Austrália e foram descritas
pela primeira vez em 1792. Chegaram ao continente europeu,
trazidas por expedições, por volta do ano 1840.
Atualmente, junto com seus “primos”, os Periquitos Aus-
tralianos (Melopsittacus undulatus), são os psitacídeos mais
criados no mundo. De fácil criação e vida longa (em média 18
anos, desde que bem cuidadas), as Calopsitas são recomen-
dadas para quem deseja ter um belo pássaro sem muito tra-
balho.
No seu habitat natural, as Calopsitas vivem em bandos e
gostam de nidificar em troncos de árvores mortas. São encon-
tradas próximas a rios e cachoeiras e suas migrações são con-
troladas pelo ciclo das águas. Através de cruzamentos selecio-
nados, partindo da coloração original amarelo-acinzentada,
atualmente encontramos vários padrões de coloração, entre
eles o canela, o arlequim e o prata.
O adestramento das Calopsitas requer muita paciência e
não são todas que aprendem, porém os resultados são re-
compensados com belos assobios e a repetição de algumas
músicas.
Reprodução
As Calopsitas apresentam dimorfismo sexual, sendo que os
machos possuem a coloração facial mais intensa porém, esta
diferemça é muito sutíl fazendo com que muitas pessoas se
enganem quanto ao sexo. A melhor e mais segura maneira de
descobrir o sexo dos pstacídeos é fazendo a sexagem através
do exame de DNA, com amostras de sangue ou penas, para
isso deve-se procurar um médico veterinário capacitado. Uma
vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio
de afagos, permanecendo o tempo todo juntos. A fêmea colo-
ca em média 5 ovos por postura. O trabalho de chocar os ovos
é compartilhado entre o casal. Os ovos eclodem após um pe-
ríodo médio de 18 dias e os filhotes estão prontos para deixar
o ninho após 28 dias aproximadamente.
Manutenção
Necessitam de bastante espaço para que possam voar e saltar
de um poleiro para outro, sendo interessante uma gaiola mais
comprida do que alta. Uma gaiola de 1 m x 30 cm x 40 cm é o mí-
nimoparaumaCalopsita.Agaiolatambémdeveconterumninho
tipo caixa com cerca de 35 cm de altura e 20 cm nas laterais. Um
comedouro, bebedouro e água para banho em uma tigela são
fundamentais. É interessante a colocação em um local ventilado,
que receba sol pela manhã, mas que não pegue correntes de ar.
A limpeza diária é importante para o bem estar destas belas aves.
ALIMENTAÇÃO
Calopsitas se alimentam de grãos (sementes) e verduras de
folhas escuras, evitar alface. Ao contrário de papagaios não cos-
tumam de alimentar de frutas.
Atualmente encontra-se no mercado inúmeras opções de ali-
mentos para calopsitas, mistura de semente e rações balancea-
das que suprem as necessidades alimentares.
Nãodeve-seofereceralimentoscaseirosemuitogirassol,práti-
ca comum dos proprietários, pois tais alimentos podem acarretar
problemas.
Consultor
Dr. César Eduardo Nyari de Limeira-SP
Médico veterinário de pequenos animais e animais selvagens e exóticos
38 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Com a beleza de suas
cores vi­vas e bem definidas e o
temperamento especialmente dócil, o
Diamante de Gould é um dos pássaros
preferidos para estimação.
TAMANHO:
cerca de 12 cm.
CORES: Original - Cabeça: vermelha,
preta ou laranja. Peito: violeta. Barriga:
Amarelo-ouro. Manto: ver­­de luminoso.
Mutações - Cabeça: amarela ou cinza. Pei-
to: branco, rosa ou azul. Barriga: creme.
Manto: amarelo, cinza claro, azul etc.
INSTALAÇÕES: Que permitam banho
de sol e em local com algum resguardo.
Gaiola - para 1 casal, ao menos 60 cm de
comprimento x 30 cm de profundidade
x 35 cm de altura. Viveiro - de alvenaria,
CORES VIBRANTES
Fotos: Reprodução
diamante de gould
com ape-
nas a frente de
tela, voltada para o
Norte, com 3 m de compri-
mento x 1 m de largura x 2,10 de
altura, piso de lage com 15 cm de espes-
sura e tela de ½ polegada com fio 18.
ACESSÓRIOS: em gaiolas, dois polei-
ros de 10mm de diâmetro, bem afas-
tados e longe das laterais, para evitar
danos às penas da cauda. Galhos de ár-
vores são também uma boa opção (mais
usados em viveiros). Deixe uma banhei-
ra para banho diário que ajuda a manter
a plumagem em boas condições. Man-
tenha sempre à disposição um osso de
siba para fornecimento de cálcio e areia
mineralizada para ajudar na digestão.
ALIMENTAÇÃO: mistura das seguintes
sementes: 25% de alpiste e 75% de pain-
ço e milheto, diariamente. Em dias alter-
nados, ver­­duras. Duas vezes por sema-
na e na época de procriação, mistura de
20% de farinha láctea, 60% de Neston®,
20% de farinha de rosca; acrescentar
ovo cozido esfarelado. Para cada kg des-
ta mistura acrescentar 4 colheres (sopa)
de um suplemento nutricional como o
ASA F1 e 3 de fosfato
bicálcico. Na natureza ali-
menta-se de gramíneas, semen-
tes, brotos de verduras, insetos adultos
e em estado de larva e eventualmente
de frutas e até polén.
SEXO: o macho tem cores mais vivas
principalmente no peito, a cauda central
mais comprida. Faz o corte movimen-
tando-se no poleiro, expondo as plumas
e cantando. No período de acasalamen-
to é comum o bico do macho tornar-se
mais claro e o da fêmea mais escuro.
REPRODUÇÃO: A partir de 10 meses a
fêmea bota de 5 a 8 ovos que eclodem
após 15 a17 dias. Se não botar pode
ser por mudança freqüente da gaiola
de lugar; pela fêmea ser jovem ou ve-
lha demais, por falta de interesse do
macho (vê-se quando não corteja a fê-
mea). Para tentar interessá-lo, separe-o
da fêmea por 1 mês. Quando os filhotes
ficam independentes, aos 45 a 50 dias,
separe-os dos pais ou da ama para ini-
ciar nova postura. Após 3 posturas dar
descanso de 1 mês ao casal, totalizando
6 posturas por ano quando a mãe não
choca (usa de ama). Quando a fêmea
também choca, fazer só 3 posturas se-
guidas, por ano. Usar ninho de madeira
de 20 (compr.)x14x14cm, com divisória
de 4,5cm de altura, formando 1 ambien-
39Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
te para os ovos (13x14) e outro (7x14)
para os primeiros passos dos filhotes.
Neste último fica a porta, redonda, na
parte superior. A tampa deve ter 3 fu-
ros em cada extremidade, para melhor
circulação do ar.
Como forração forneça grama japo-
nesa ou raízes de capim. Sensível às
inspeções no ninho: fazê-las ao entar-
decer.
40 Revista 4 patas - versão TOUCH
Edição especial
Canários são uma ótima opção para se ter como
animais de estimação. Além de bonitos e colori-
dos, chamam atenção pelo seu canto. Eles deman-
dam menos tempo de atenção do que um cão e
um gato por exemplo, mas é preciso ter alguns
cuidados.
Antes da compra preste atenção no animal que
quer adquirir. Veja se ele está ativo, comendo,
animado e veja se ele não possui nenhum tipo de
machucado nas penas. Evite os animais que esti-
verem no fundo da gaiola, quietos.
Tenha já em sua casa uma gaiola para colocá-lo e
evite as que são de madeira, pois existe uma maior
possibilidade de ter ou juntar pulgas em seus vãos.
Veja se o tamanho da gaiola é adequado. Deve
ter espaço suficiente para que ele possa abrir as
asas e se virar dentro dela. Compre também co-
medouros e bebedouros, que devem sempre estar
localizados na parte superior da gaiola, nunca no
chão para que não caiam fezes no alimento.
A alimentação é a parte mais importante dos
cuidados. Além de ter água fresca sempre dispo-
nível eles devem ser alimentados com sementes
próprias e diversificadas. São boas as misturas que
contém aveia, painço, colza, alpiste, arroz integral,
arroz cateto, trigo em grão, milheto e Níger. Deve
ser oferecido diariamente frutas, como por exem-
plo maçã que eles gostam muito. As frutas devem
ter casca e cortadas em pedaços pequenos. Folhas
escuras também devem ser servidas diariamente
como almeirão, salsinha, couve, brócolis, espina-
fre. Oferecer pelo menos 3 vezes por semana fon-
te de proteína como o ovo cozido (com casca) e
uma fonte de cálcio (podendo ser pedras de cálcio
compradas). Não se deve oferecer pão, bolachas
e café. Toda alimentação, inclusive a água e as se-
mentes devem ser trocadas todos os dias.
Além da alimentação, deve-se ter cuidado em
relação ao ambiente que o canário ficará: evitar
corrente de vento, ter momentos ao sol (evitando
os horário de sol muito forte entre 10 da manhã e
16 horas da tarde) e colocar para dormir em um lo-
cal seguro, alto, escuro e silencioso às 18 horas no
inverno e 19 horas no verão. Caso o animal pare
de comer ou não esteja ativo, procure sempre o
veterinário.
CANTO TERAPÊUTICO
Reprodução
Marina Conforti de Oliveira
Médica Veterinária
Formada na Faculdade Anhan-
guera Educacional - Leme/SP
Cursando Pós Graduação de
Animais Silvestres e Exóticos no
Instituto Qualittas - Campinas/SP
Atua na Clínica Veterinária S.O.S.
Animais - Limeira-SP
canário
Revista4patas Especial
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Revista4patas Especial

  • 1. www.editora4patas.net Uma revista que não trata apenas dos assuntos ligados a cães e gatos mas sim, o universo que os cerca. Inclusive o bicho homem! Simplesmente...diferente! touch Edição especial exclusiva Reedição das melhores matérias publicadas
  • 2. 2 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial editorial Seja bem vindo à edição TOUCH da Revista 4 patas disponível apenas no formato APP. A única publicação com focos variados sobre o universo pet, natureza e qualidade de vida huma- na. Reeditamos esta edição especial com as melhores matérias publicadas nas oito publicações impressas da Revista 4 patas separadas por assun- tos e editorias (cão, gato, cavalo, exóticos, aves domesticadas, aquarismo, etc.). Veja também um ótimo conteúdo sobre natureza, ‘faça você mesmo’, curiosidades e notícias bizarras. Leia sem conexão com a Internet em seu computador, tablet ou celular onde quiser. Breve mais novidades Boa leitura! Fernando Gomes editor executivo Participe da página oficial e do grupo de discussões nas redes sociais www.facebook.com.br/revista4patas www.twitter.com/revista4patas www.pinterest.com/revista4patas Sistema iOS (iPad, iPhone, iPod) e Android
  • 3. 3 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Cães & GatosSaúde | Alimentação | Adestramento | Curiosidades
  • 4. 4 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Principais raças de companhia no Brasil Porte pequeno Por Dra. Elaine Pessuto A Revista 4 patas defende a posse cons- ciente, responsável e tem muito interesse em informar as pesso- as a não agir pelo im- pulso quando comprar ou adotar um cãozinho de estimação. A dra. Elaine Pessuto preparou com exclusi- vidade para a Revista um resumo das raças mais procuradas no mercado pet atual- mente. É uma forma de saber se você está pre- parado para assumir as responsabilidades futuras com relação a doenças ou tempera- mento característico de cada padrão natural. Lhasa apso Seu país de origem é o distante Tibet, onde é considerado um cão sagrado. Foram criados para companhia. Medem 25-27 cm e pesa cerca de 4-7kg. Possuem temperamento rústi- co, estão sempre alerta, são ousados, seguros, teimosos, afetuosos e meigos. Possui cabeça redonda, corpo longo e compacto, pelagem sedosa e exuberante. Vivem bem com idosos e crianças, são adaptados a vida em aparta- mento. Seus principais problemas médicos são: nefropatias (problemas renais), diabe- tes e oftálmicos. POODLE País de origem é a França. Sua função ori- ginal era a caça de patos e companhia. Me- dem de 20-60cm e pesam 2-22kg. São ativos, inteligentes (segunda raça mais inteligente), alegres, extrovertidos, detestam solidão e são muito limpos. Possui a cabeça retilínea, lombo firme, orelhas compridas, pés pequenos e pelo formando anéis. Vivem bem em apartamentos. Ótimos para idosos. Seus principais problemas médicos são: nefropatia, catarata, distriquiase, cardiopatia e diabetes. MALTÊS Tem sua origem em Malta. É uma das mais antigas raças, foi desde sempre um cão de companhia. Mede de 20-25 cm e pesa 2-5kg. É brincalhão, provocador, amoroso e detesta solidão. Possui o dorso reto, corpo alongado, pelo branco sedoso e longo. Vivem bem com crianças quando são criados com elas, pois se adaptam a rotina de vida de seus proprietários. Seus principais problemas médicos são: odon- tológicos, joelho e neurológicos. PUG O país de origem é a China. Este pequeno molosso (mastife) mede até 30 cm e pesa 6-8 kg. Possuem cabeça redonda e forte, focinho curto, rugas e corpo quadrado. Temperamento afetuoso, sensível e companheiro. Geralmen- te são filhotes turbulentos e tornam-se adul- tos tranqüilos. Vivem bem em apartamentos e com crianças. Principais problemas médicos são: dermatológicos, oftálmicos, neurológicos. * Dra. Elaine Pessuto é diretora clínica e coordena- dora do curso de Auxiliar Veterinário do CETAC - Cen- tro de Ensino e Treinamento em Anatomia e Cirurgia Veterinária Rua Castro Alves, 284 Aclimação - São Paulo / SP Tel.: |11| 2305-8666 www.cetacvet.com.br os prediletos
  • 5. 5Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Porte médio SHIT-ZU A origem da raça é a China/Tibete, é chama- do de cão leão, sua função é companhia. Mede até 26 cm e pesa 3,5-8kg. Possui a cabeça re- donda, focinho largo, bigodes abundantes, olhos grandes, orelhas grandes e caídas. É um animal vivo, ativo, independente, calmo, mei- go, que late pouco. Vive muito bem com crian- ças e idosos e adaptam-se em apartamentos. Seus principais problemas médicos são nefro- patias e oftálmicos. YORKSHIRE O país de origem é a Grã Bretanha e esta raça foi criada para caçar ratos (rateiro) e para com- panhia. Mede até 23cm e pesa de 2-5kg. É in- teligente, seguro, corajoso, impulsivo, teimoso, dominador e amável. Possui corpo compacto, cabeça pequena, olhos médios e escuros, pêlo sedoso e longo. Vivem bem em apartamentos com crianças ou idosos. Seus principais proble- mas médicos são: odontológicos, de coração, coluna e locomotor. Beagle País de origem é a Grã Bretanha, outro tipo de hound. É a raça do famoso personagem Snoop, foram criados para caçar coelhos e le- bres. Medem 33-41 cm e pesam 8-14 kg. São carinhosos, brincalhões, ativos. Tem o corpo robusto e compacto, formam matilhas, e pos- suem o olfato aguçado, possuem grande vigor, dessa forma adoram crianças, pois acompa- nham sua energia. Infelizmente são muito usa- dos em pesquisas na medicina humana. Seus principais problemas médicos são: obesidade, cardiopatias (problemas de coração), nefropa- tia (problemas renais) e otites. Border collie País de origem é a Grã Bretanha. Têm como função original o pastoreio de ovelhas. Medem 46-54 cm e pesam 14-20 kg. São extremamen- te inteligentes, ativos e carinhosos. São ótimos para crianças, necessitam de exercícios diários, pois tem muita energia, não são cães ideais para se ter em apartamentos. Seus principais problemas médicos são displasia coxo-femoral e acúmulo de pigmentos em SNC.
  • 6. 6 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Cocker spaniel O país de origem é a Grã Bretanha. Estes spa- niels foram criados para serem levantadores de caça, de busca e para companhia. Medem 38-41 cm e pesam 13-15 kg. Animais de foci- nho quadrado, orelhas longas, pelame sedoso e longo, corpo forte e compacto, de grande beleza. São ativos e alegres. Não suportam a solidão, necessitam de atenção. Seus principais problemas médicos são nefropatias (alterações renais), oftálmicos e agressividade. dachshund Este teckel é de origem alemã. Estes cães foram criados para a caça ao texugo e com- panhia. Medem 13-23 cm e pesam 2-12kg. Existem variações dentro da raça, existindo animais de pêlo curto, pêlo longo e pêlo de arame. Possuem o corpo longo e musculoso, membros curtos e orelhas longas. São ativos, inteligentes e bastante encrenqueiros. Seus principais problemas médicos são obesidade, coluna e oftálmicos. fotos:reprodução Porte médio Schnauzer O país de origem é a Alemanha. Sua função inicial era rateiro e companhia. Mede 33-36 cm e pesa 6-7kg. Possui a cabeça redonda e ro- busta, corpo quadrado, membros muito mus- culosos, patas curtas e redondas. De tempera- mento vivo, animado, impetuoso, resistente, orgulhoso e dominador. Necessita de atividade e detesta solidão, latem bastante. Podem viver em apartamentos e convivem bem com crian- ças. Seus principais problemas médicos são: nefropatias, urinário e fenda palatina. Pastor de Shetland Esta raça de origem escocesa, mais precisamente das ilhas Shetland, é facilmente confundida como filhotes de Collie. Esses belos cães che- gam em média a 7 kilos e 37 cm de altura e sua expectativa média de vida é de 14 anos. Em sua origem eram cães de trabalho, usados no pastoreio, devido a essa função suas principais características são: inteligência, afetuosidade, versatilidade e facilidade em aceitar treina- mentos. Por serem ativos são ótimos para crianças, convivem bem com outros cães, são obedientes e vivem bem em apartamentos. Precisam de uma escovação por semana pois os pelos não embramam muito fácil, e possuem uma camada de sub-pelo que dá volume na pelagem. Se for escovado diariamente é removido e o pelo perde o volume. Seus principais problemas de saúde estão relacionados às articulações, sen- do os joelhos foco de atenção. Apelidado de “Sheltie”
  • 7. 7Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Porte grande Dogue alemão O país de origem é a Alemanha. Estes molossos foram criados para a caça grossa. São apelidados de “gigante gentil”, pos- suem membros longos e fortes, focinho largo e profundo, cabeça chata. São muito carinhosos e adoram crianças. Seus princi- pais problemas médicos são os oftálmicos, cardiopatias e neoplasias. Golden retriever Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram criados inicialmente para serem cães reco- lhedores de caça, atualmente são cães guia de cegos, socorro e companhia. Seu corpo é potente, musculoso, possuem patas re- dondas e pelos com franjas. São resistentes, vigorosos, ativos e carinhosos. Vivem muito bem com crianças e também se adaptam a vida em apartamento. Seus principais pro- blemas médicos são musculares, displasia coxo-femoral e cardiopatias. Boxer O país de origem do boxer é a Alemanha. Estes molossos (mastifes) foram criados para desafiar touro, para lutar em rinhas, caçar veados e para guarda. São afetuosos, brincalhões, atléticos, ágeis, leais e ótimos para crianças. Seus principais problemas médicos são tumores, dermatopatias (pro- blemas de pele), cardiopatias (problemas cardíacos). Labrador Seu país de origem é a Grã Bretanha. Foram criados inicialmente para serem cães recolhe- dores de caça, atualmente são cães guia de cegos, farejadores, socorro e companhia. Pos- suem corpo arredondado e potente, pescoço forte, peito largo. São ativos, ágeis, seguros e teimosos, amam água. Seus principais problemas médicos são: musculares, displasia coxo-femoral, urinário e oftálmico.
  • 8. 8 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Porte grande Pastor alemão O país de origem é a Alemanha. Foi criado para o pastoreio, é usado para guarda, socorro, no policiamento e em guerras. Possui cabeça cuneiforme, orelhas firmes e pontudas, corpo mus- culoso, peito profundo, garupa obli- qua. É auto-confiante, dócil, corajoso, fiel, alegre e muito inteligente (terceira raça mais inteligente). Quando bem treinados e adaptados podem até viver em apartamentos. Principais proble- mas médicos são: displasia coxo-femo- ral, cardiopatia, diabetes, coagulação. American Pit Bull O país de origem é os Estados Unidos, são um tipo de Terrier, foram criados ini- cialmente para lutar em rinha de cães. São ferozes e indômitos, são cães extrema- mente fortes, seu pescoço é grosso e curto. Possuem estrutura óssea e muscular extremamente bem desenvolvida. As cores mais comuns para esta raça são: preta, branca, marrom claro e marrom escuro. Necessitam de um trabalho espe- cífico de treinamento e socialização para não se tornarem agressivos. Diante de sua força, a agressividade pode colocar em risco pessoas e outros animais. Devem circular em espaços públicos com focinheira e coleira, conduzidos por pessoas com força física. Os pit bulls são inteligentes e quando adestrados corretamente, tornam-se obedientes. Possui muita energia e vontade, além de necessidde de praticar atividades físicas diariamente. Os principais problemas médicos são as dermatopatias (os problemas de pele). SRD (sem raça definida) Tem sua origem em todo o mundo, pois é o produto de cru- zamentos diversos, fazem parte da espécie de Canis familiaris, como qualquer outro cão de raça. São ricos em qualidades, pois são indivíduos selecionados pela natureza. Possuem grande vigor híbrido são fortes, resis- tentes, equilibrados e adaptá- veis. Viva a seleção natural!
  • 9. 9Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Série RAÇAS EXÓTICAS É uma raça de cão pastor originária da Hungria. De origem incerta, especula-se que este cão te- nha pertencido aos magiares, antigo povo hún- garo, que usavam estes caninos para o pastoreio de ovelhas, já que, de pelagem branca e densa, eram facilmente confundidos com as ovinas por ursos e lobos. Supostamente levado ao país pelos cumanos por volta do século IX, este animal pos- sui como significado de seu nome aquele “perten- cente aos cumanos” (em húngaro: quman-dur) e é descendente do mastim tibetano. Por seu tama- nho e descrita bravura, foi empregado satisfato- riamente como cão de guarda. Fisicamente, é um cão de porte grande, cuja aparência é rústica, com pelagem comprida, ma- cia e densa, formando fios emaranhados. Seu cor- po é robusto e musculoso embora isso não reduza sua agilidade. De ossos e patas fortes, possui uma cauda longa e pode chegar a medir 80 cm e pesar 60 kg. Estes cães são ainda classificados como in- dependentes e inteligentes, embora não se adap- tem bem a vida urbana. Fonte: Wikipedia Fonte: texto parcial de www.brunotausz.com.br Aspecto geral Cão de porte grande e construção robusta. Sua forma imponente de aparência atraente e comportamento digno, promove tanto o respeito quanto o medo. Por índole não é um cão agradável. Seu corpo robusto é revestido por uma pelagem longa, fosca, encordoada, toda densa. Seu tronco, visto de perfil, forma um retângulo prono um pouco desviado do quadrado. A cabeça grossa e encordoada eleva-se acima do tronco. A cauda é portada pendente, com sua ponta curvada para cima quase horizontal. A pelagem é de cor marfim. TEMPERAMENTO De coragem inabalável na guarda e defesa do seu rebanho a ele confia- do, a propriedade e a residência do seu mestre. Ele ataca silenciosa e insistentemente. Ele considera seu território como sua própria proprie- dade e não tolera a presença de qualquer outra criatura viva. Sua índole é desconfiada. Durante o dia, ele gosta de manter uma posição deitada possibilitando manter o controle de sua área. À noite, ele sempre faz a ronda.
  • 10. 10 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Poodle: CÃO INDICADO PARA FAMÍLIA, ADULTO E IDOSOS O que você precisa saber sobre eles A Revista 4 patas convidou a médica veterinária Nora Muñoz (fotos) para apresentar, em uma análise bem objetiva, tudo sobre as duas raças mais populares escolhidas por pessoas que procuram um cão de companhia. As informações condensadas irão facilitar a consulta para quem tem ou pretende ter um peludo destas raças. O poodle é uma das raças caninas mais inteligentes. É carinho- so, dócil, companheiro e amoroso. Não é uma raça indicada para crianças. Vivem em média 15 anos quando bem cuidados. Podem ser adestrados com facilidade. São cães limpos e higiênicos. Brincalhões, podem manter sua agilidade durante muitos anos. Podem viver em ambientes pequenos porém não toleram muito bem a solidão. Podem apresentar sintomas de ansiedade e estresse facilmente. COMO CUIDAR AINDA MELHOR DO SEU POODLE Após a fase de vacinas o filhote já deve passar pelo seu primeiro ba- nho e tosa. Recomenda-se baixar todo o pelo para que o próximo nasça mais forte. Podem usar todos os tipos de shampoo (branqueadores, escure- cedores, neutros, condicionadores, entre outros) pois possuem uma pelagem muito forte. Podem tomar banho uma vez por semana no pet shop ou a cada 15 dias em casa. As tosas higiênicas do poodle são: na barriga e bumbum, óculos (a retirada de pelos queimados na região da lágrima) e topete. Aparar orelhas, arredondar e ou aparar as patas para que os dedos fiquem a mostra (para facilitar a limpeza e impedir a formação de fungos) e arredondar o pompom. Podem usar uma tosa homogênea se o proprietário preferir. As unhas devem ser cortadas todo mês e sem esquecer o quinto-dedo. A ração filhote se usa até 1 ano e dois meses e após esse período passa para a adulto super-premium, específica para poodles ou a nor- mal. A partir dos 7 anos deve-se utilizar as rações sênior ou anti-idade. SAÚDE Geneticamente são propensos a cataratas oculares, gastrites e periodontites. Dentes e periodontias - propensão a acúmulo de bactérias nos dentes causando placas e mau hálito. Esco- ve os dentes no mínimo 3 vezes por semana e utilize sprays de clorexi- dine nos dentes e na língua todos os dias. Fazer limpezas dentárias quando necessárias e não devem ultrapassar o limite de fazer 1 vez por ano. Uma dica boa é oferecer uma maçã crua com casca e ce- nouras cruas com casca para me- lhorar o hálito e ajudar a limpar os dentes. Gastrites podem ser evitadas fra- cionando a ração em 3 vezes ao dia e evitando alimentos humanos de qualquer tipo. Os Poodles são conhecidos por viverem longos anos. Porém alguns cuidados podem ajudar para que seu pet viva mais e melhor por esse período. Um dos segredos é trocar a ração à partir dos 7 anos de vida para uma ração super Pre- mium sênior. Essas rações tem as vitaminas, energia e proteí- nas necessárias para essa me- lhor idade. Outro segredo é manter a vacinação deles em dia. Um grande erro das pessoas é dei- xar de vacinar animais idosos. Estes possuem a imunidade mais baixa do que a de um bebê, portanto, têm que estar ainda mais controlados para doenças graves como a cino- mose e a parvovirose. Deixá-los com o antipulgas (mensal) e o vermífugo em dia (trimestral) são cuidados simples que podem salvar a vida do seu animal. Os Poodles podem apresentar opacidade nos olhos e podem deixar de enxergar. Procure um oftalmologista veterinário para mais dicas. Mas saiba que se nada for mudado de local (móveis, cadeiras) este animal pode vi- ver durante anos sem nem mesmo você perceber que ele perdeu a visão. Poodles são muito inteligentes e espertos e mesmo com uma dificuldade visual grave ainda são ca- pazes de trazer muitas felicidades. Uma dica boa é limpar os olhos com chá reforçado de camomila gelada para re- frescar e higienizar. Cuidar de um animal que o acompanhou durante toda sua vida é um ato de amor. Cuide ainda melhor do seu! Hoje em dia a maioria das pessoas querem adquirir cães cada vez menores. Normalmente cães muito pequenos são os mais frágeis da ninhada. Para não se enganar no tamanho estude bem o padrão da raça antes de adquirir seu filhote. Leve-o para casa somente acima de 60 dias já com den- tes na boca e comendo ração seca. Antes de fechar a compra, procure o médico veterinário que será responsável pela saúde do seu animal e verifique se o mesmo já está apto para ir para sua casa. Poodle X Shih-Tzu
  • 11. 11Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Shih-Tzu: CÃO INDICADO PARA SOLTEIRO, CASAL, FAMÍLIA E CRIANÇAS MÉDICA VETERINÁRIA NORA MUÑOZ: • Graduação no colégio Marista Santa Maria • Faculdade de Medicina Veterinária na Universidade Federal do Paraná • Vários cursos e estágios na área, sendo os principais deles no Hospital Veterinário das UFPR, Uel, Unesp, Universidad de Chile • Proprietária da loja PET BRASIL no Shopping Água Verde, Curitiba - PR • Colunista do site www.riozinho.net • Colunista do site PetRed-JovemPan • Colunista do Jornal Pequeno - São Luis MA Os cães dessa raça devem se alimentar com rações Super Premium fracionadas em no mínimo 3 vezes ao dia. Não devem comer nenhum tipo de alimento humano devi- do à sua tendência a ter gastrite alimentar. Devem comer entre as refeições 2 ou 3 biscoitos caninos e/ou 1 bifinho para cães. O pelo deve ser escovado 3 vezes por semana no mínimo e com o auxílio de desembaraçantes. É importante uma fazer hidratação dos pelos mensalmente. Nestes cães recomenda-se o uso de shampoos neutros com aplicação de condicionadores somente nas pontas. Os olhos devem ser limpos devido ao acúmulo de ferro, a boca deve ser limpa com gel para cães e anticépticos bucais, as orelhas devem ser limpas com produtos específicos. Estes cuidados devem ser tomados 3 vezes por semana. Filhotes adquiridos em feira de animais podem ter doenças graves incubadas. Escolha sempre animais que estejam mais animados, brincalhões e que tenham a pelagem brilhante já com dentes na boca. Procure sempre o médico veterinário para uma avaliação deste filhote. Prevenir é sempre melhor! Animais peludos sofrem com os aumentos de temperatura! Mantenha uma tosa bebê no seu cão nas épocas de muito calor. Outras tosas indicadas são a tosa verão (só a saia), arredon- dar as patas e limpar os coxins sempre. Cães que tem derma- tite entre os dedos recomenda-se manter a tosa “pata de poo- dle’’ que é deixar os dedinhos a mostra. Ainda se faz o óculos (retirada dos pelinhos queimados pela lágrima), a franja (para nao cair dentro dos olhos) e a tosa higiênica que é da barriga e bumbum. Em dias muito quentes ofereça água de coco ou isotônicos para uma melhor hidratação. Passeios só em horários em que o sol esteja mais fraco. Em cidades com pouca umidade se recomenda borrifar o ambiente com água ou colocar bacias grandes de água no local onde o animal dorme. CUIDADOS DE PREVENÇÃO COMUM AS DUAS RAÇAS Quer gastar menos? Então previna a saúde do seu bichinho! Banhos, ração, vacinas, vermífugo e antipulgas. Um gasto mensal que evitará um gasto maior no futuro. ANTIPULGAS: o uso de antipulgas em animais é muito im- portante. As pulgas estão nos ambientes e procuram comida. A comida é nosso animal de estimação, então onde tem comida tem pulga. Os melhores antipulgas do mercado tem um princí- pio que dura até 3 meses, porém todos eles só duram até um mês para carrapatos. Portanto a indicação é uso mensal, já que os fabricantes não garantem o efeito antipulgas até 3 meses em animais que passeiam muito, vão ao pet shop toda sema- na, tomam banho uma vez por semana, ou seja, não garantem mais de um mês. Portanto sempre uso mensal. VERMÍFUGO: os animais vivem no chão, lambem suas patas, comem no chão, brincam no chão. E isso faz com que sempre tenham ver- mes. Quando por algum moti- vo pegam outras doenças e a imunidade do animal baixa, essa doença pode ser piora- da pela presença de vermes e o que era fácil de tratar, fica difícil. O desgaste físico do ani- mal e financeiro do proprietário fica abalado por R$ 6,50 (cus- to médio de um vermífugo avulso). Portanto, dê o vermífugo a cada 3 meses, por toda a vida do animal, sempre mudando o principio ativo do mesmo, para não causar resistência. Se o animal arrastar o bumbum ou sair nas fezes estrias de sangue ou uma “gosminha branca’’ deve-se refazer o ver- mífugo imediatamente com ajuda do médico veterinário. VACINAS: os filhotes possuem imunidade e anticorpos, devido à amamentação. A primeira dose de vacina deve ser entre 45-60 dias de vida. Assim que ele para de mamar. A pri- meira vacina é ‘’inativa pelos anticorpos da mãe’’ e a segunda dose também, em partes ou toda ela. Por isso não se deve levar para tomar banho, nem dar banho em casa. O choque de frio e quente pode baixar a imunidade e fazer com que ele acabe pegando uma das doenças comuns na vacina, parvovirose, cinomose, etc. Portanto espere com paciência e faça quarentena no filhote sem passeios até 5 dias após a última vacina. BANHO E TOSA: os banhos profissionais podem ser utiliza- dos toda semana nos animais. Os banhos caseiros devem ser quinzenais com shampoo super premium pra cães. As tosas muito curtas, muitas vezes, causam alergias a eles. Nem sem- pre é culpa da tosadora. As alergias devem ser diferenciadas de feridas por mau uso da máquina de tosa. O uso de um cre- me contra assaduras de nenê já resolve em caso de alergias de tosa. (saiba mais sobre banho e tosa nesta edição) RAÇÃO SUPER PREMIUM: as rações super premium tem 95% de digestibilidade. A imunidade do seu bichinho de es- timação fica melhor. Ele come menos, faz menos fezes, sem cheiro e aproveita todas as vitaminas da ração. Portanto fica com pelo brilhante, macio e saudável. OLHOS: para manter os olhos do seu pet sempre branqui- nhos, aplique uma solução de olho para diluir o ferro da lágri- ma. Após, esfregue os pelinhos abaixo dos olhos com uma so- lução limpa lágrimas. Mantenha sempre aparado esses pelos. Esta limpeza pode ser de 3 a 6 vezes por semana. Lembre-se: laços e gravatas do banho e tosa devem ser retirados a cada 3 dias. Escove o pelo e recoloque em outra posição para evitar a dermatite por umidade e feridas de pele devido ao elástico.
  • 12. 12 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial alimentação Basta reunir a família à mesa para o almoço, jan- tar ou qualquer outra refeição que logo aparecem nossos amigos de quatro patas para também parti- cipar deste momento tão delicioso. Geralmente estas vi­sitas acontecem por causa da quantidade excessiva de zelo e mimo direcionada aos animais, mas quem consegue contrariá-los? Os cães, assim como os gatos, sabem muito bem como implorar por uma delícia, alguns animais até de- senvolvem técnicas diferenciadas pa­ra serem percebi- dos e ganharem suas tão desejadas guloseimas. Um gato geralmente começa o processo tocando com as patas de leve no corpo de quem ele sabe que existe uma chance maior de sucesso, mas se ele perceber que a vítima não deu atenção suficiente o jogo se intensifica, e o danadinho começa a usar suas unhas, e a intensidade das investidas vai au- mentando, até que ele fica chato o suficiente para conseguir seu tão desejado premio. O cão tem uma tendência a vocalizar mais, o que co- meça com um simples sussurro, vai aumentar até um latido, com uma freqüência sonora muito diferente do latido normal e com um som que parece até atraves- sar nossa cabeça, como um jato. Paraocãooprocessoda“manipulação”éumpouco mais elaborado, após conseguir a atenção de sua víti- ma, mesmo que para repreendê-lo, eis que o danado utiliza sua arma secreta, e como um ator de talento digno de um Oscar, ele solta seu olhar de piedade, faz a carinha de “tô com fome” e por último, se senta, estica a patinha e faz pose de inteligente, mostrado que ele sabe fazer aquilo que você sempre pede pra ele fazer - mas que ele nunca faz. Pronto. Isso é o suficiente para, mais uma vez, o cãozinho ou o gatinho ganhar sua tão desejada gu- loseima. Cães e os gatos são peritos em convencer as pessoas a realizarem seus desejos, e geralmente só percebemos que o nosso pet pidão é um pro- blema quando outras pessoas nos alertam sobre o comportamento do animal. Precisamos ficar aten­­tos às investidas dos nossos amigões, além de não ser uma prática saudável, em muitos casos os animais se tornam muito insisten- tes, chegando ao ponto de fazer assaltos quando ninguém está olhando. Para evitar este tipo de comportamento o pri- Ele quer tudo que a gente come! Não caia nessa meiro passo é você ter consciência que nem todo alimento é indicado para os animais, uma alimentação extra pode levá-lo à obesidade, o ideal é alimentá-lo com uma ração balanceada e de boa qualidade. Depois de se conscientizar que a prática de ofe- recer as guloseimas pode ser prejudicial à saúde do seu pet, é importante que limites sejam esta- belecidos. Alimente seu animal somente em sua vasilha, mesmo que você queira oferecer uma guloseima, que ela seja oferecida no horário de alimentação do animal e em sua vasilha de ali- mentação, nunca na hora em que as pessoas es- tejam comendo. É de extrema importância que todos na casa te- nham a mesma postura, de alimentá-lo somente nas condições pré-estabelecidas. O processo não vai sur- tir resultado se alguém ceder aos apelos do pidão, to- dos devem ser firmes, mesmo que ele faça carinhas e expressões. Como você já sabe, os pets são os me- lhores atores que você vai encontrar. Seguindo estas dicas você irá conseguir que seu pet entenda que ele só irá ganhar alguma gulosei- ma se tiver um bom comportamento, com isso ele vai acabar deixando de lado todo aquele processo desgastante, e muitas vezes constrangedor. Não se esqueça de sempre consultar um veteri- nário para saber o que você pode ou não dar para seu amigão, e saiba que passeio e exercícios são muito mais importantes para vida e saúde do seu pet do que guloseimas. E não se esqueça nunca: seja firme e não ceda aos olhinhos altamente manipuladores destes corações de pelo. Foto:InezMiranda por Jorge Pereira adestrador Jorge Pereira é cinotécnico e etólogo com especialidade em comporta- mento canino (Canis Lupus, Canis Lupus Familiares e o Lyocaon Pictus “Cachorro Selvagem Africano”), Espe- cialista em controle de agressividade e consultor comportamental. Realiza também trabalhos relacionados à preparação física e técnica para cães, treinamentos especiais para comercias e filmagens, preparação de cães de segurança (residencial, em- presarial e pessoal anti-sequestro) e modalidades esportivas. Apresentou o quadro Cão Terrível, no programa Late Show com Luisa Mell, na Rede TV. No quadro, Jorge solucionava os problemas comportamentais de cães. arquivopessoal
  • 13. 13Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Será que meu cão enjoou da ração? Reprodução “ “ Dúvidas frequentes Praticamente todos os dias, escuto algum pro- prietário dizer que quer mudar a ração de seu cão. Os argumentos são os mais variados e os princi- pais deles são: “Meu cão enjoou da ração” “Coitadinho, eu gosto de variar o sabor para ele não comer sempre a mesma coisa!” Ao contrário do que muitos acreditam, a troca frequente de alimentos não é necessária e tam- bém é desaconselhada, pois pode causar pertur- bações na flora intestinal dos cães que é bem mais sensível que a dos seres humanos. Prejudicando a flora intestinal, diversos proble- mas podem surgir, mas o que mais devemos nos preocupar são os relacionados a queda da imuni- dade que poderá abrir caminho para várias doen- ças oportunistas. Biologicamente os cães não têm necessidade de variar sabores, uma vez que possui um paladar ex- tremamente pobre, cerca de 12 vezes menor que o do homem. A escolha dos alimentos pelos cães se dá prin- cipalmente pelo cheiro, já que eles têm um olfato cerca de 1 milhão de vezes mais desenvolvido do que o nosso. Você pode me perguntar então: “Mas eu nunca posso mudar a ração do meu cão?” Sim, pode, mas a orientação é de que as tro- cas aconteçam respeitando alguns critérios cujos principais são: - Fases da vida (filhote, adulto ou idoso); - Nível de atividade (alto ou baixo); - Estado reprodutivo (gestação ou lactação). Também em casos específicos quando se faz necessário o uso de rações especiais, como por exemplo: - Rações de baixa caloria (obesidade); - Rações Terapêuticas (diabetes, insuficiência renal, problemas cardíacos) visto que hoje conta- mos com um grande suporte nutricional coadju- vante no tratamento e recuperação de doenças. Quando você optar pela troca da ração, não a faça apenas por achar que o cão enjoou do sabor ou algo do tipo, procure orientação de um profis- sional (zootecnista ou veterinário) que lhe dará dicas de como fazê-la, para que esta seja menos traumática e traga benefícios tanto para o animal como para o proprietário. Coitadinho, eu gosto de variar o sabor para ele não comer sempre a mesma coisa! Texto escrito por: Guilherme Consentino Sanguino Nutricionista Animal e Criador Bruno Zarro Domiciano Zootecnista e Mestre em Nutrição Animal
  • 14. 14 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Reconhecendo os tipos de ração No Brasil, hoje, temos diversos tipos de ração com qualidades diferentes. Para facilitar o enten- dimento, vamos classificá-los em três grupos. Rações Populares São produtos mais baratos que existem no co- mércio. Normalmente, formuladas com subprodu- tos de milho, soja, farelo de algodão, etc. Tais in- gredientes na ração de uma vaca ou de um cavalo, seriam de excelente digestão, mas nosso amigo é um carnívoro e precisa de proteína de origem ani- mal, pronta a ser assimilada pelo seu organismo. OBS.: Os vegetarianos de quatro patas têm a ca- pacidade de transformar proteínas e carboidratos de baixa qualidade em “produtos mais nobres”. Os cães e gatos precisam dos produtos nobres já prontos. Rações “Standard” São produtos de empresas de renome, na maio- ria das vezes, buscam através da mídia uma fatia maior do mercado consumidor. Por serem produ- tos de empresas maiores, têm um compromisso maior com a sua qualidade e são formuladas com ingredientes qualitativamente melhores que as rações populares. Contêm farinha de carne e os- sos, glútem de milho, gordura animal, etc. Porém ainda não são “ideais” quanto à digestibilidade, porque se alcança o percentual de proteína com ingredientes de menor digestibilidade como a soja ou o glúten. Quanto ao custo, estão numa faixa in- termediária de preços. Rações Premium e Super Premium São produtos de primeira qualidade em nutrição canina, por isso mais caros. Têm sua formulação baseada em carne de frango, ovelha, peru. Po- rém, realmente carne, ou resíduos de abatedouro, como digestas de frango por exemplo. Tais ingre- dientes, de origem animal têm maior digestibilida- de, ou seja, o trato digestivo canino tem menos “trabalho” para metabolizá-los. Esta é outra carac- terística das rações premium, como a digestibili- dade é maior, o consumo diário de ração é menor (o que ameniza o preço da ração). Promovem, ain- da, uma vida mais saudável. e reduzem o volume das fezes do animal. As rações Super Premium são assim classifica- das a partir de um certo percentual de digestibi- lidade, o que pode variar de acordo com os inte- resses dos fabricantes, pois não há um “padrão” neste sentido. Como consumidor, para saber se a ração é de alta digestibilida- de, ou não, basta analisar na embala- gem os ingredientes que compõem a ração. As fontes proteicas devem ser de origem animal (carne de frango, carne de peru, digestas de frango, carne de ovelha, ovos, etc.). E as fontes de gordura também, ou pelo menos óleos vegetais nobres como, por exemplo, óleo de linhaça. Fon- tes proteicas vegetais como soja, glúten, etc. não têm alta digestibilida- de. O que pode aumentar a digestibilidade da ração é a presença de fibras de modera- da fermentação (p.ex. polpa de beterraba branca), que melhora a eficiência absortiva dos enteróci- tos. Outro ingrediente que melhora a digestibilidade são os F.O.S. (fruto oligo sacarídeos), que alimentam a microbiota intestinal, ou seja, beneficia o crescimento de “boas bactérias” no intestino, o que leva a uma melhor fermentação do bolo alimentar. Um quarto grupo de rações são as rações tera- pêuticas. Têm indicação clínica sendo auxiliares no tratamento de diversas enfermidades. Seu uso deve obedecer aos critérios do médico veterinário responsável pelo cão. Fonte parcial www.webanimal.com.br imagem ilustrativa
  • 15. 15Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial comportamento Porque meu cão não me obedece? Existem vários motivos para que o seu cão não queira lhe obe- decer. A maioria deles é porque você falhou em algum momento e os outros podem ser porque o temperamento do cão é difícil mesmo.Masnãohánadaquenãopossasertrabalhadoparaque hajaumbomconvívioentrevocêeseucachorro.Vamosàlistado quevocêpodeestarfazendoerrado: 1. Seu cão não sabe o significado do comando - Se você não ensinou a ele a atitude desejada para determinado co- mando de voz ou gesto, ele não tem como obedecer. Dizer para o cão “senta!” sem ter mostrado a ele como fazer não irá adiantar de nada. 2. Existem muitas distrações no local onde você o treina - Primeiro treine seu cão em um local tranquilo, e somente depois passe gradativamente a locais com mais barulho e distrações. 3. Você passa muito tempo treinando o seu cachorro Os cães também cansam de treinar. Alguns treinos de 15 minu- tos por dia são suficientes para exercitá-lo. O mais impor- tante é perceber quando o cão está ficando cansado, e parar o treino antes. 4. Você está tratando seu cachorro de forma agressiva - Se o seu cão tem medo de você, pode não reagir da maneira esperada. Ele pode estar com medo de fazer algo errado, por isso se esconde ou fica imóvel quando você fala com ele. 5.Estádandopetiscosàeleforadehora-Seoseucachorroga- nhapetiscosàqualquermomento,porquehaveriadeobedecera algumcomandopararebeceroprêmio?Só lhe ofereça petiscos quando ele fizer um comando antes. 6. Você não dá limites e mima demais seu cachorro O cachorro precisa de limites, pois assim como nós, seres hu- manos, podemos ficar mimados, folgados e não obedecer a nenhuma regra. Imponha algumas regras ao seu cão, que ele ficará mais fácil de “ser domado”. 7. Seu cão ainda é um filhote ou está na adolescência - Temos que respeitar e entender as fases do cão. Quando ele é filhote, às vezes não entende direito os comandos, ou se confunde... Quando é adolescente, com uns seis meses, fica um tanto quanto teimoso e rebelde. Porém nessas fases não deixe ele fazer o que bem entende, continue ensinando, mesmo que ele não mostre muito interesse. 8. Você não demonstra ser o líder ao seu cão - Ele pode estar achando que manda em você. Se você não tiver ne- nhuma atitude que demonstre quem é que manda, seu cão não irá obedecê-lo. Dicas: Entre sempre primeiro em por- tões e portas da casa. Não deixe ele andar à sua frente. Sirva comida e só deixe ele comer quando você deixar. Atenção: NÃO É PRECISO USAR DE AGRESSÃO FÍSICA PARA ISSO! 9. Você não está passeando com ele - Os cães precisam conhecer a rua, ver as coisas em volta. Ele precisa da sua companhia, e saber que está sendo útil pra você. O passeio é um importante laço que você cria com seu cão. Através disso ele poderá te respeitar e gostar da sua companhia. 10. Seu cão fica muito tempo sozinho - Um cão solitário pode ficar deprimido e estressado. Pode fazer muita bagun- ça, latir de demais, entre outros problemas. Quando você vai lhe dar atenção, ele fica tão bobo que nem presta aten- ção no que você diz. Então, dê mais atenção ao seu cão, que ele ficará menos ansioso quando vê-lo. 11. Seu cão fica muito tempo preso - É óbvio que um cão que não gasta energia ficará estressado e não vai nem que- rer saber de treino na hora que você soltá-lo pra treinar... Por isso deixe seu cão solto, assim ele vai gastar energia. Um cão cansado é um cão feliz! Se você acha que está fazendo tudo certo mas mesmo assim seu cão não obedece, lembre-se que todo cão tem um temperamento diferente e um grau de concentração diferente também. Não desista. Continue com os treinos através do método positivo que com certeza ele logo estará bem esperto em relação aos comandos e obediência. Fonte: http://patinhascaninas.blogspot.com
  • 16. 16 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Fique de olho no seu cão Porque o meu cachorro tem diarrEia? A diarreia é uma condição extremamente comum que afeta cães de todas as ida- des. Se o seu cachorro está com as fezes soltas, indica que algo não está certo com seu intestino. Fezes moles podem ter muitas cau- sas, algumas mais graves do que outras. Abaixo 6 motivos para o desenvolvi- mento de diarreia em cães: 1 - Ingestão de comidas estragadas ou comidas que ele não estava acostumado a comer; 2 - Mudança brusca de ração. A troca deve ser feita gradativamente; 3 - Vermes e protozoários. Isso tam- bém pode ser prevenido usando um vermífugo eficaz; 4 - Estresse e ansiedade; 5 - Reação alérgica; 6 - Infecção virótica; O QUE FAZER CASO O CÃO tenha um DESARRANJO INTESTINAL? Se ele está debilitado, deprimido e não está interessado no que está acontecen- do ao seu redor, você precisa levá-lo ao veterinário. Se ele tem uma doença gra- ve como a parvovirose, ele vai responder melhor ao tratamento durante os primei- ros estágios da infecção. Nota: se houver sangue na diarreia, ele precisará de aten- ção veterinária. Muitos cães desenvolvem a diarreia e, não ficam apáticos. Se for esse o caso do seu cão, tão logo você começará a ver suas fezes começarem a se firmar. Uma boa idéia é pular a próxima re- feição para dar tempo para seu intes- tino se estabelecer e, posteriormente, deve ser introduzido os alimentos, dando-lhe 3 ou 4 pequenas refeições ao longo do dia. Peito de frango e arroz branco (to- dos cozidos) são os ideais. Se, a diar- reia persistir por mais de um dia, ou se ele adoecer é hora de chamar o seu veterinário. Fonte: www.portaldacinofilia.com.br Revista 4 patas Bela costuma resolver seus problemas estomacais sozinha comendo grama OS GRANDES MITOS CANINOS Ayrton Mugnaini Jr. É fato que não faltam mitos, noções er- radas e até lendas urbanas sobre tudo que é assunto – inclusive cães. Vamos lembrar aqui alguns dos mitos sobre a cinofilia mais, digamos, acreditáveis e, por isso, muito comuns, do tipo “eu acredito por- que foi minha avó quem me contou” ou “sei que é verdade porque vi na televisão ou na internet”. “Focinho quente é sinal de doença.” A temperatura dos focinhos costuma subir durante o sono do cão, daí ele acordar de nariz quente, o que é normal. Só haverá problema se, além de quente, o focinho do bicho estiver seco e o cão mostrar grandes alterações de comportamento. “Cães não precisam ser vermifugados quando não saem à rua.” Como se vermes tocassem campainha ou pagassem pedágio… Mesmo no recesso do lar os caninos podem contrair micróbios trazidos por mosquitos. Prudência, canja de galinha (cuidado com os ossinhos! Mais sobre isso daqui a pouco) e vermifugação não fazem mal ao canino são ou doente. “Cães avisam quando estão doentes.” Na verdade, eles conseguem esconder as doenças, para não se mostrarem vul- neráveis ao “inimigo”, e os sintomas só costumam aparecer quando a doença ou incômodo estiverem bem avançados, dan- do então a impressão de que o bicho está chamando a atenção para o problema. “Cães castrados engordam.” Na verdade, eles podem acumular gordura por falta de exercício e excesso de calorias durante o pós-operatório, mas não devido à castração em si. “Vira-latas são mais saudáveis que cães de raças puras.” Não é bem isso. Vira-latas costumam estar menos sujeitos a enfermidades ou proble- mas comuns a certas raças, mas nem por isso são invulneráveis ou mais imunes a doenças que outros cães. saúde
  • 17. 17Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Raças de grande porte A torção gástrica afeta de maneira particular os cães de raças de grande porte e que possuem ‘peito profundo’. Cães de pequeno porte também podem sofrer torções gástricas, apesar de ser extremamente raro. A causa primária é desconhecida, mas inúmeros estudos estão sendo realizados com o objetivo de definir sua genealogia. Em determinadas circunstâncias o es- tômago dos cães dilata-se (ingestão de refeições muito abundantes ou rica em alimentos fermentáveis e esvaziamento insuficiente do estômago pelo piloro) e com um movimento brusco torce-se segundo seu eixo longitudinal. O pilo- ro passa por baixo do estômago e fica numa posição por cida do cárdia, do lado esquerdo do cão No eixo torcido fi- cam alguns vasos sanguíneos importan- tes que interrompem o bombeamento do sangue para uma parte considerável do abdômen. Na realidade, o animal en- tra em estado de choque na medida que o conteúdo estomacal não sai nem por cima (vômito) nem por baixo (fezes). Existem duas situações que agravam o estado do cão: o acúmulo de gases, proveniente da fermentação o conteúdo estomacal e a obstrução dos 2 orifícios do estômago: cárdia e piloro, que em situações normais promovem o alívio através do vômito ou passagem para o intestino. O estômago dilatado, comprime a cai- xa toráxica originando dificuldades res- piratórias e má oxigenação do sangue. Essa dilatação/torção, envolve altera- ções anatômicas importantes e choque hipovolêmico pela súbita oclusão de va- sos sangüíneos. Há ainda o deslocamen- to do baço, o que comprime a veia cava caudal fazendo baixar a pressão arterial e causando complicações na circulação das artérias que irrigam o coração, pro- vocando arritmia. Veja abaixo alguns dados do estudo realizado pela Universidade Perdue de Medicina Veterinária sobre a doença: - Tamanho: quanto maior o cão, maior o risco. - Conformação do tórax: cães com tó- rax profundo e estreito são mais susce- tíveis. - Idade: animais mais velhos correm maior risco, especialmente após os 7 anos. - Base genética: se existem parentes do cão que já sofreram de torção gástri- ca o risco aumenta sensivelmente. - Personalidade: segundo o estudo, cães mais tímidos e medrosos correm mais risco que aqueles mais amigáveis ou curiosos. Sintomas de Alerta Nem todos os animais desenvolvem todos os sintomas, mas é importante que o dono esteja atento ao seu apare- cimento: Inquietação | Mal-estar | O cão baba| Tentativas infrutíferas de vomitar | Pali- dez das mucosas | Dificuldades respira- tórias | Perda de consciência Ao constatar tais sintomas, procure um veterinário o mais breve possível. 10 cães mais suscetíveis à torção gástrica, segundo estudo desenvolvido pela Purina ‘Estudos Epidemiológicos de Torção do estômago em Cães”. 1. Dogue Alemão 2. São Bernardo 3. Weimaraner 4. Setter Irlandês 5. Gordon Setter 6. Poodle Standard 7. Basset Hound 8. Dobermann 9. Old English Sheepdog 10. Braco Alemão de pelo curto 1 5 9 3 4 8 2 10 6 7 Imagens ilustrativas Fonte parcial: www.dogtimes.com.br Cuidado com a torção gástrica
  • 18. 18 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Férias e verão Como ensinar seu cão a andar de carro Se você tem um cachorro ou um cão novo que teme medo de andar carro, saiba que com persistência e maneira correta poderá mudar esse quadro. Co- loque uma cama confortável no banco de modo que seu cão não escorregue e deslize no estofamento. Alimente seu cão dentro do carro, enquanto você liga motor como carro parado. Em outros momentos, ofereça pesticos com o mesmo ritual de ligar o carro mas não sair ainda. Quando você perceber que ele não está com medo, comece com passeios curtos para gradualmente gerar tolerância do seu cão para andar no carro. Por exemplo, a primeira vez, basta dar uma volta no quarteirão, voltar para a garagem e desligar a ignição. Repita essa seqüência uma ou duas vezes por dia, dando sempre carinho e petiscos durante seu tempo no carro. Em segui- da, aumente o trajeto. Depois de um ou dois dias nessa rotina, tente passear por uns 5 minutos. Enquanto o seu cão não mostrar sinais de ansiedade tais como respiração ofegante, tremedeira, gemer, babar-se ou ficar encolhido, você pode continuar aumentando lentamente a quantidade de tempo que ela gasta andando no carro ao longo de duas semanas. A maneira mais fácil de impedir que seu cão a desenvolver um medo de andar no carro é certificar-se que a maioria das vezes você irá levá-lo para um algum lugar divertido. Levá-lo ao parque para cães ou para uma trilha de ca- minhada, mesmo que seja uma curta distância. Leve-o para visitar amigos ou parentes. Por fim, teste uma visita ao banho ou veterinário para ter certeza que ele superou o trauma associado a andar no carro. Tanto na cidade quanto na estrada, é impres- cindível levar seu cão no banco traseiro seguro por um cinto de segurança canino ou caixa de transporte. O treinamento ao lado se comple- menta também com o uso dos acessórios. Hospedagem tranquila Fonte parcial: PegMag Hospedar-se com seu pet em uma pousada ou hotel requer cuidados adicionais, pois vocês estarão dividindo o local com outras pessoas, outros animais, e estará sujeito a algumas re- gras para uma boa convivência. Além disso, você provavelmen- te não poderá levar seu amigo a todos os lugares; isso quer dizer que ele poderá ficar sozinho no quarto durante algum tempo. Por isso, para que ele se sinta “em casa”, leve todas as suas coisinhas: vasilhas de água e ração, ca- minha, brinquedos e sua comida. Dê só alimentos aos quais o cachorro está acostumado para que ele não te- nha problemas digestivos, como vô- mitos e diarreias e mantenha o ho- rário habitual das refeições. Se seu amigo costuma dormir com você na cama, providencie uma toalha ou outro paninho, assim ele não deixará pelos no lençol do quarto. Quando ele tiver que ficar so- zinho, coloque na porta a placa “não perturbe” para evitar que a camareira entre no dormitório. De qualquer forma, é importante pla- nejar atividades com seu pet, caso contrário, ele ficará entediado, nervo- so e destruirá carpetes, cortinas e outros objetos do cômodo, além de latir com mais frequência e incomodar os outros hóspedes e funcionários. E, afinal, se você decidiu levar seu amigo é porque deseja que ele também aproveite a viagem. Hotéis que aceitam animais sempre têm suas próprias restri- ções quanto à sua circulação. Em geral, não é permitido andar com pets em áreas comuns, principalmente, em refeitórios. Es- teja atento às regras para não ser obrigado a sair do local. Não se esqueça da coleira e guia - que deve ter o nome do animal, do res- ponsável e telefones de contato - ao sair com seu cão e fique atento para que ele não cause nenhum trans- torno, como arranhar ou morder alguém mais desavisado. Mas, caso isso aconteça, esteja pre- venido: mantenha a carteira de vacinação – que deve estar em dia – com você para provar que seu amigão é saudável. Caminhadas ao lado de seu cão são bem-vindas; além dele ser um ótimo exercício, ainda evita que ele faça as necessida- des em lugares indevidos e “mar- que o território” com urina. Não deixe de levar a pá e o saco plástico para recolher o cocô.
  • 19. 19 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial
  • 20. 20 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial gato Sua origem através dos tempos O gato doméstico (Felis silvestris catus) também conhecido como gato caseiro, gato urbano, é um animal da família dos felídeos, muito popular como animal de estimação. Ocupando o topo da cadeia ali- mentar sendo um predador natural de di- versos animais, como roedores, pássaros, lagartixas e alguns insetos. A primeira associação com os humanos da qual se tem notícia ocorreu há cerca de 9.500 anos, mas a domesticação dessa espé- cie oriunda do continente africano é muito mais antiga. Seu mais primitivo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que vi- veu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período Paleoceno, e que pos- suía o hábito de caminhar sobre os ga- lhos das árvores. A evolução do gato deu origem ao Dinictis, espécie que já apresentava a maior parte das características presentes nos feli- nos atuais. A sub-família Felinae, que agrupa os gatos domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África subsaariana até alcançar as terras do atual Egito. Existem cerca de 250 subespé- cies ou raças de gato-doméstico, cujo peso variável classifica a es- pécie como animal doméstico de pequeno a médio porte. Assim como cães com estas dimensões, vive entre quinze e vinte anos. De personalidade independente, tornou-se um animal de companhia em diversos lares ao redor do mundo, para pessoas dos mais va- riados estilos de vida. Na cultura huma- na, figura da mitologia às superstições, passando por personagens de desenhos animados, tiras de jornais, filmes e contos de fadas. Entre suas mais conhecidas re- presentações, estão o gato Tom, Gato Félix, Gato de Botas e Garfield. Uma estatueta de um gato, feita no Antigo Egito, representando a deusa Bastet, em expo- sição no Museu do Louvre. Texto: Wikipédia fotos:divulgação
  • 21. 21Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Os gatos são animais muito higiênicos, sendo que passam muitas horas por dia cuidando da limpeza de seus pelos. Para isso, utilizam a superfície áspera de suas línguas para remover particulas de pó e sujeira. Devido ao modo que tratam da sua higiene, lambendo-se e ingerindo muito pelos, os gatos eventualmente regurgitam esse material na forma de pequenas bolas contendo suco gástrico e material piloso. Ou- tro aspecto característico da higiene desses felinos é o fato dele enterrar a sua urina e fezes, evitando assim que o cheiro denuncie sua presença a uma possível presa ou pre- dador. Com isso, quando o gato é criado em locais sem a presença de solo exposto, há a necessidade de se manter uma cai- xa com areia sanitária à sua disposição, sendo que institivamente ele irá utilizá-la para o descarte de seus resíduos fisioló- gicos. Alguns fabricantes disponibilizam areias perfumadas para eliminar o cheiro forte que suas fezes poderiam deixar em um ambiente fechado (casas e aparta- mentos). Higiene - Homens e gatos possuem a mesma região do cérebro responsável pelas emoções. - O cérebro do gato é mais similar ao do homem do que ao do cão. - O gato possui mais ossos do que os humanos. Enquanto o homem possui 206, os gatos possuem 245 ossos e 30 vértebras, 5 a mais que os humanos. - Gatos possuem 32 músculos que con- trolam suas orelhas. Ele pode girá-las in- dependentemente, a quase 180 graus, e 10 vezes mais rápido do que o melhor cão de guarda. - A audição dos gatos é muito mais sensível do que a dos homens e cães. Seus ouvidos afunilados, canalizam e amplificam os sons como um megafone. - Um gato enxerga 6 vezes melhor do que um humano à noite, porque neces- sita de 1/6 da quantidade de luz neces- sária ao homem para enxergar. - Recentes estudos revelaram que os gatos podem ver o amarelo, azul e o verde. Ainda não se sabe ao certo, se conseguem ver o vermelho; provavel- mente essa cor é vista como cinza ou preto. - Por serem muito sensíveis à luz, os olhos dos gatos possuem pupilas ver- ticais. Quando totalmente abertas, ocupam uma área proporcionalmente maior do que a pupila do homem. - Gatos de olhos azuis e brancos de pelagem, são geralmente surdos. - Leva cerca de 2 semanas para o fi- lhote ouvir bem e seus olhos abrem em média com 7 dias. - O gato possui um total de 24 bigo- des, agrupados de 4 em 4. Seus bigodes são usados para medir distâncias. - As patas do gato possuem recep- tores muito sensíveis que levam in- formações, na velocidade da corrente elétrica, até o cérebro: exploram coisas novas, sentem os alimentos, a veloci- dade do que passa sobre elas. - Existem cerca de 100 raças de gatos. - O ronronar nem sempre é por ale- gria e prazer. Alguns gatos ronronam alto quando estão muito assustados ou com dor. CURIOSIDADES Fonte: site Beco dos Gatos
  • 22. 22 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial MAINE COON StudioYamashita O gigante Gentil O Maine Coon é a mais antiga raça de gato nativo dos Esta- dos Unidos de pelo longo, além de ser a maior de todas as raças de gato. Foi reconhecida como raça oficial no estado norte-americano do Maine, onde era famoso pela sua ca- pacidade de caçar ratos e de tolerar climas rigorosos. Tam- bém é conhecido como “o gigante gentil”. ORIGEM Nos séculos XVII e XVI, gatos domésticos trazidos da Europa confrontaram os invernos severos da Nova Inglaterra onde, por seleção natural, apenas os gatos mais fortes e adaptá- veis sobreviveram. Desta forma, o Maine Coon desenvol- veu-se num gato grande e rústico, com uma pelagem grossa e resistente a água, bem como uma constituição forte. A origem da raça e seu nome tem várias, por vezes fantás- ticas histórias explicativas. Uma delas conta que um gato doméstico solto nas florestas do Maine cruzou-se com um guaxinim, resultando em uma ninhada com as caracterís- ticas do Maine Coon. Apesar de isto ser biologicamente impossível, esta história, alimentada pela cauda cheia e a coloração similar a do guaxinim pode ter levado a adoção do nome ‘Maine Coon’. Outra história é de ter sido o gato ter ganho tal nome em homenagem a um capitão de navio chamado Coon que teria sido o responsável pela chegada do mesmo ao litoral do Maine. Não obstante tais histórias, a maioria dos criadores hoje em dia acredita que a raça tenha se originado em cruzamentos entre gatos de pelo curto nativos e europeus de pelo lon- go, provavelmente Angorás. Eles são gatos muito grandes, mas, muito bonitos também. Comportamento O comportamento do Maine Coon é extremamente dó- cil, meigo, companheiro, dando-se bem com outros ga- tos e outros animais de estimação, como o cão. É um gato de fácil adaptação, e essencialmente muito amigável. É carente de cuidados e atenção, necessitando sempre companhia. Seu miado é um dos mais curiosos, por ser semelhante a um grilo. Características físicas Originalmente um gato de trabalho, o Maine Coon é resis- tente, rústico, capaz de suportar as intempéries. Seu pelo é macio e seu corpo muito bem proporcionado, de aparência retangular e balanceada, sem partes exageradas em tama- nho. É musculoso, de tamanho médio para grande. As fê- meas geralmente são menores que os machos. Os olhos são grandes e expressivos. As cores dos olhos são verdes ou douradas, além de possuir uma pelagem densa. O padrão mais comum de cores é o marrom (ocre em Por- tugal), com marcações do tipo Tabby, mas a raça é reconhe- cida em todas as cores, com exceção de chocolate, lavanda, pontilhado e o padrão siamês. Com a cabeça grande, mas pequena para o tamanho do corpo, orelhas para cima cheias de pelos, corpo comprido e cauda ereta, também comprida geralmente do tamanho do corpo. Sua pelagem é sedosa, caindo levemente. É curta nos ombros e mais longa na região do estômago. Texto e fotos gentilmente cedidas por Lilia Haberman do Gatil Halina (Limeira-SP). Contato: gatilhalina@terra.com.br
  • 23. 23Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Esse intrigante gato sempre provo- ca uma reação por parte das pessoas - algumas amam sua careca enruga- da, alguns são fascinados pela ausên- cia de pelos; mas para aqueles que perdem tempo para conhecer o gato, é uma grande fascinação. Tudo começou em 1966, em To- ronto, nos Estados Unidos da Amé- rica, onde nasceu um gato sem pelos. Mais tarde, uma gata com pelo e o seu filho sem pelo foram resgatados de um gatil também na mesma cidade. Foi a partir destes exempla- res que a raça se fundou. Na Europa e nos Estados Unidos da América foi introduzido sangue de novos exemplares que surgiram espontaneamente. Apesar de ser apelidado de raça sem pelo, o Sphynx apre- senta uma camada fina e rala de pelos que cobrem a pele, que tem a semelhança com a casca de um pêssego. A pele é enrugada na cabeça, no corpo, à volta do pescoço e das pernas e lisa no resto do corpo. Ele é um dos mais excêntricos representantes felinos, o que torna o Sphynx um dos gatos mais exóticos do mundo, as co- res parecem tatuadas, já que estão na pele e não nos pelos. O visual dele fica longe do gosto da maioria das pessoas, que prefere gatos peludos e fofos. É comum se surpreende- rem ao ver o Sphynx, pensam até que tem algum problema devido à falta de pelos; mas de tão incomum o Sphynx cha- ma a atenção. Com tal aparência, não há meio-termo, ou as pessoas o adoram ou o detestam. O corpo é de tamanho médio, de ossatura fina, mas mus- culoso. A cabeça oval termina num nariz curto e exibe ore- lhas muito grandes e arredondadas na ponta. Os olhos em forma de limão variam de cor conforme o padrão da pela- gem. As patas compridas e esguias têm um formato abaula- do. A cauda comprida é afilada. Outra particularidade da raça é a oleosidade. Nas outras raças, o óleo passa da pele para os pelos; como o Sphynx quase não tem pelos, a oleosidade fica na pele, sendo ne- cessários banhos periódicos. Como os ouvidos também não têm pelos por dentro, ficam oleosos e devem ser limpos se- manalmente, ou sempre que preciso. As principais características de personalidade são: muito sociável , afetivo e apegado ao dono correndo à porta para recepcioná-los sempre quando chegam. A raça se dá bem também com crianças, com outros gatos e até com os cães. São bastante ativos e considerados super inteligentes pela facilidade de aprender o que lhes é ensinado. Os cuidados que se deve ter é com a exposição do Sphynx à luz do sol que deve ser limitada, uma vez que a pele não está protegida por pelo e as queimaduras solares podem ocorrer. O Sphynx é um gato de interior e não lhe deve ser permi- tido sair de casa. A falta de pelo torna difícil a regulação da temperatura pelo próprio corpo. Estes gatos podem ter frio no inverno, conforme a am- plitude térmica da zona onde vive. Regra geral, se o dono estiver confortável com a temperatura ambiente, então o Sphynx também está. Dra. Melika Nicolau veterinária e criadora da raça Sphynx www.gatilmelicats.com.br Adorável diferençaSphynx Arquivopessoal
  • 24. 24 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial saúde Bronquitefelina A bronquite alérgica felina refere-se à síndrome em gatos e possui semelhanças com a asma huma- na. É comumente denominada de asma felina. Os sintomas desta doença se devem à inflama- ção e obstrução reversível das vias respiratórias do animal, que é resultado da broncoconstrição, hipertrofia dos músculos lisos brônquicos, infiltra- dos de células inflamatórias, aumento na produ- ção de muco e redução da eliminação de muco. A exalação do ar fica difícil, poucas vias respiratórias estenosadas entram em colapso, com o aumento da pressão intratorácica durante a expiração. Diferenças anatômicas do gato, tais como au- mento do número de glândulas brônquicas sero- mucosas, especialmente em gatos mais velhos, e um espessamento da parede, capaz de aumentar a constrição do lúmem brônquico, podem deter- miná-lo a maior susceptibilidade a doenças brôn- quicas do que outras espécies animais. Como etiologia, postula-se uma resposta de hiper- sensibilidade de tipo l. Alguns alérgenos suspeitos são: poeira da cama dos animais, perfumes, fumaça de cigarro, fumaça de lareira e materiais isolantes. A bronquite alérgica pode ocorrer em gatos de qualquer idade, mas muitos gatos começam a exi- bir sintomas entre um a três anos de idade. Gatos da raça siameses e himalaios podem ser freqüen- temente afetados. Etiologia Por conta de alguns gatos com alterações no tra- to respiratório inferior (ex.: chiado crônico, secre- ção nasal), é possível que infecção viral de trato respiratório desempenhe um papel nesta síndro- me. Esta possibilidade é grandemente especulati- va, contudo, não existem dados confiáveis relatan- do o efeito de poluição aérea para doença de vias respiratórias de felinos, portanto, alguns gatos vivendo em grandes áreas metropolitanas podem ser excessivamente difíceis de tratar. Afirma-se que as causas prováveis de bronco- patias em gatos sejam a hipersensibilidade, po- luentes ambientais, predisposição genética (gatos siameses) e agentes infecciosos (por exemplo mi- coplasma e vírus). Sendo, a maioria dos casos de bronquite atribuídos à asma, mas nem todos os gatos exibem os sinais clássicos de doença de hi- persensibilidade das vias aéreas e reconhecem-se padrões mistos de broncopatias. Infecções parasitárias também podem causar pro- blemas brônquicos crônicos nos gatos. A doença crô- nica bronquial do gato está relacionada à anatomia do trato respiratório felino, aspectos imunológicos da doença, aerossóis e gases nocivos. Pode-se especular sobre por que estes gatos desenvolveram inflamações nas vias aéreas em primeiro lugar. A exposição constante ao pó ou in- fecções de trato respiratório superior, parecem ser as causas mais prováveis. É concebível que defeitos genéticos possam estar presentes em gatos da raça Siamês, pois esta raça é muito representada nesta síndrome e alguns destes gatos parecem seguir um curso de doença progressivo. Sinais clínicos O termo “síndrome de asma felina” (FAS) tem sido usado em medicina veterinária para descre- ver uma condição respiratória com presença típi- ca de sinais recorrentes de tosse, chiado e disp- néia e que é usualmente responsiva a terapia de glicocosticosteróides. Alterações radiográficas são variáveis, usualmente correlatas bem com a severidade dos sinais respira- tórios, e podem incluir marcado aumento brônquico, alterações intersticiais, hiperinflamação pulmonar e colapso do lóbu- lo pulmonar di- reito médio. Tosse é o sinal maiscomumpresen- te. Pode-se observar respiração com a boca aberta e ciano- se nos casos severos. À auscultação, podem ser ouvidos ruídos ofe- gantes e crepitantes. A broncopatia crônica caracteriza-se por tosse, chiado,dispnéia,engasgos ou vomito (provavelmente expectoração das secre- ções traqueobrônquicas) e algumas vezes por espirros. As ocorrências episódicas e sazo- nais de sinais respiratórios não são incomuns, mas a afecção freqüentemente torna-se per- sistente e não-sazonal. Uma resposta anterior à terapia com corticosteróide é típico de asma. A exposição a poluentes ambientais pode exarce- bar os sinais clínicos. Con- cluindo, o agrupamento de sintomas como disp- néia, aperto no peito (em humanos) e respiração ruidosa são sinais clínicos que levam ao diagnóstico de asma. imagem ilustrativa
  • 25. 25Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial O que são florais? A terapia por florais desenvolvida por Edward Bach é composta por 37 essências florais e 1 essência retirada da água (Rock Water) e se- gundo ele, as doenças são resulta- do de um desequilíbrio entre corpo e mente, como por exemplo, an- siedade, medo, raiva, ciúmes, en- tre outros. Estes estados negativos atuam de certa forma na vitalidade dos seres vivos, causando queda na resistência natural, predispondo as enfermidades. Ele descobriu que as flores silvestres transmitem a energia da natureza e que é capaz de anular os sentimentos negativos e restaurando o equilíbrio físico, mental e emocional. Os florais também podem ser utilizados junta- mente com medicações alopatas, pois não possuem efeitos colaterais, sendo, portanto, muito seguros. Podem ser usados por todos os seres vivos (plantas, animais, seres humanos). USO PARA ANIMAIS DOMÉSTICOS Se você escolher um floral que não seja adequado ao seu animal, ele apenas não terá o efeito desejado. Os florais só não são compatíveis com a Medicina Homeopática. A consulta floral consiste na avaliação minuciosa do histórico do animal desde seu nascimento, o ambiente em que vive e seu comportamento no momento. A consulta pode ocorrer na própria casa do animal (o que é o mais apropriado) ou no consultório. A função das essências florais no tratamento dos animais é de restaurar o equilíbrio e a harmonia, curando distúrbios e doenças. Casos muito usados são: comer fezes, lamber patas excessivamente, agressividade, medos e traumas, perda de ente que- rido ( pessoa ou outro animal), bebê chegando, de- pressão, chamar atenção, latir demais, etc. A dose recomendada para animais é a mesma que para os humanos: 4 gotas diretas na boca, 4 vezes ao dia, de 30 a 90 dias, dependendo do caso. Pode-se também colocar 10 gotas para cada copo de água no bebedouro do animal que rejeita a ma- nipulação na boca. Dra. Tânia Freire Médica Veterinária Formada pela UNESP Jaboticabal em 1988. Especialidades: Patologia clínica (exames laboratoriais), Dermatologia, Estética Canina e Terapia Floral CONTATO (Limeira-SP): (19) 3497-1082 Existem, também, outras formas de utilização do floral: em spray (borrifado próximo a cabeça do animal), em creme (o Rescue Re- medy é excelente contra picadas de insetos em pessoas e animais alérgicos) e também em banhos. O armazenamento do floral é mui- to importante para que ele não seja inativado!Deve-seevitarexposiçãodo frascoaosolecalor,aparelhoseletroe- letrônicos (TV, celulares, micro-ondas) enãocontaminaroconta-gotascomasalivadoanimal. Os 37 florais são divididos em 7 grupos de acordo com os fins a que se destinam. Vou dar dois exemplos dousodefloraismaispedidosnasconsultas: 1- Adotei um animal (abandonado ou na feirinha de adoção) e depois dos cuidados médicos neces- sários, o que fazer com a parte emocional? Ele pode ter traumas, inseguranças ou até medo (de coisas conhecidas ou não). Que floral administrar? Peça pra formular os seguintes florais: - Walnut (para se adaptar a nova situação de vida) - Star of Bethlehem (para traumas sofridos) - Honeysuckle (para saudade da liberdade) - Gentian (para dar ânimo) - Rescue Remedy (floral do socorro, serve para to- das as situações) 2-Meucãolatedemais,atéosvizinhosestãoincomo- dadoscomestasituação.Quefloraladministrar? Formule os seguintes florais: - Walnut (para se adaptar a nova situação de vida) - Red Chestnut (para se desprender do proprietário) - Honeysuckle (para saudade da liberdade) - Chicory (para carência excessiva) - Heather (para diminuir a necessidade de chamar a atenção). Bem, antes de encerrar, gostaria de lembrá-los que os florais são considerados como terapia com- plementar, uma ferramenta de auxilio ao desequi- líbrio emocional de seu animal e que serão muito úteis quando associados a mudança de comporta- mento do proprietário e do ambiente que o oca- sionou. Vale a pena tentar! Fontes: 1- Florais para cães- Jaqueline Pinto-Editora Buterfly. 2- Pesquisa de textos na Intenet – vários sites. Terapia alternativa
  • 26. 26 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Ragdoll Série RAÇAS EXÓTICAS A fofura de Ragdoll é um gato desenvolvido nos Esta- dos Unidos durante a década de 1950. Com seu porte gigante, tem- peramento dependente e dó­­cil e uma pelagem semilonga e cheia, é um animal de característi- cas marcantes. Origem da Raça A história da raça Ragdoll começou no início dos anos 60, em Riverside, Califórnia (EUA) pelo esforços de Ann Baker. Josephine, uma gata de pelos brancos, que era vizinha de Ann, foi atropelada e após esse acidente Ann come- cou a reparar os filhotes dela tinham uma per- sonalidade adorável, lindos olhos azuis e um impressionante tamanho. Ann adquiriu um filhote de Josephine e a partir de alguns cru- zamentos com Birmaneses e outros gatos, a raça foi criada a batizada com o nome de Rag- doll pela facilidade que esses animais tinham de relaxar no colo das pessoas. O primeiro registro oficial foi em 1965. Em 1983 alguns exemplarem foram exportados para Europa e sómente em 1992 a raça foi reconhecida pela FIFe sendo hoje em dia é uma das raças mais populares no mundo. Temperamento O Ragdoll é uma raça incrivel: além de belíssi- mos são muito companheiros, leais e amorosos com seus donos. São amigáveis com outros ga- tos e até mesmo com cães dóceis. Como o seu nome sugere, eles têm a capaci- dade de relaxar completamente quando estão no colo das pessoas que confiam. São gatos bem descontraidos e não é dificil vê-los em seu local favorito deitados confortavelmente de barriga para cima com as patas para o ar! Adoram ser acariciados, demostram facilmente afeto e apre- ciam muito ficar junto com o seu dono. É comum ver um Ragdoll esperar o seu dono na porta de casa ansioso por um carinho, acompanha-los pela casa e até dormir com eles. Considerado um gato “indoor”, para ficar dentro de casa, o seu acesso a rua deve ser res- trito pois, por não ser um gato muito ágil não coseguiria fugir facilmente de um predador e ao mesmo tempo iria traquilamente no colo de um estranho. Raramente usa suas garras pois não é da sua natureza ser agressivo. O seu miado costuma ser suave e calmo já o seu ronronar é bem in- tenso. Para quem nunca teve ou viu um Ragdoll pessoalmente é difícil explicar o quanto esses felinos são encatadores e dóceis! http://www.fofurasfelinascatimages.com/ http://www.fofurasfelinascatimages.com/ http://www.fofurasfelinascatimages.com/ Reprodução Reprodução Reprodução Saiba mais: http://ragburt.com.br/os-ragdolls OLHOS AZUIS
  • 27. 27Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Ficha técnica Faixa de preços de R$ 1.800,00 a R$ 5.500,00 (conforme linhagem e região) Um leopardo DOMÉSTICOBengal Os gatos bengal são bastante ativos, interagem com os donos de uma forma toda especial e fre- qüentemente tomam iniciativa nos convites para as brincadeiras. Por terem um temperamento mui- to auto-confiante, representam ótima opção de companhia para crianças pois aceitam com muita naturalidade as abordagens dos pequeninos. Não se assustam com a falta de sutileza que é natural das crianças mais novas, o que é mui- to importante quando falamos de bom pet, pois animais assustados e arredios são potencialmente agressivos. Gostam também da companhia de cães, desde que estes não sejam hostis aos felinos. Apesar de toda essa predisposição genética para que seja dócil e interativo, ressalto que a correta so- ciabilização do filhote já desde as primeiras sema- nas de sua vida é determinante para que de fato o gatinho se torne uma boa companhia. Ele deve ser criado com carinho, ser constantemente manusea- do por adultos e crianças e conviver com sua mãe e irmãos por pelo menos três meses antes de ser di- recionado ao lar definitivo. Neste período também é importante que ele vivencie o maior número de situações, tais como passeios de carro, visitas vete- rinárias e contato com cães e outros animais. São incovenientes nos comportamentos reprodutivos. Tanto o macho quanto a fêmea desta raça demar- cam território com urina e fezes, vocalizam com muita intensidade (miados fortes e roucos) e é pra- ticamente impossível manter juntos dois machos ou duas fêmeas sem que haja brigas. Também não dão trabalho algum com os cuida- dos da pelagem, pois possuem pelo bem curto e de uma textura super agradável ao toque. Banhos mensais são recomendados, pois apesar de não serem necessários para a manutenção da beleza e higiene do manto, agradam muito estes mini-leo- pardos. Eles adoram água! As colorações aceitas na raça são o Brown Tabby, o Snow e o Silver Tabby, nas marcações Spotted/Ro- setted (pintados como oncinhas) ou Marbled (man- chas maiores de aspecto marmorado). São gatos grandes. Quando adultos os machos atingem em média 7 kg, enquanto as fêmeas - bem mais delica- das – dificilmente ultrapassam os 4 kg. A raça bengal teve sua origem em cruzamentos híbridos realizados entre gatos domésticos e um felino selvagem de pequeno porte, o Felis bengalensis, natural de várias regiões da Ásia. Desde as primeiras hibridizações, um cuidadoso trabalho de seleção genética foi realizado e o resultado obtido foi um gato de aparência muito exótica, com corpo atlético e forte, pelagem seme- lhante à do ancestral selvagem mas de temperamento dócil e brincalhão. Texto: Elaine Cristina Gatil Bengal Brasilis Foto acima: Tio Ricardo Fotógrafo Photo Pet www.tioricardo.com http://www.bengalbrasilis.com.br Tio Ricardo Fotos: Reprodução
  • 28. 28 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Munchkin - O gato “basset” O termo Munchkin, em inglês, significa pessoa muito pequena ou criança. Sua principal carac- terística é ser o único gato no mundo que pos- sui pernas com 1/3 do tamanho normal e costas longas. Essa semelhança com o cachorrinho Bas- tet Hound, faz com que ele seja conhecido como o “gato basset”. Mas não é só a sua a aparência que encanta, seu temperamento e suas “manias” também agradam a qualquer um, e até parece um gato que nunca fica adulto, pois se comporta como um eterno filhote, sempre brincalhão e carinhoso. A origem é Estados Unidos, primeiro país a re- conhecer e desenvolver esta raça, mas há rumo- res de que o gene que resulta em gatos de patas curtas tenha se desenvolvido na Europa, segundo registros de gatos com as mesmas características na Rússia, Alemanha e Grã-Bretanha, anteriores à Segunda Guerra Mundial. Dado como desapa- recido na Europa, o Munchkin foi redescoberto em Rayville, Louisiana, nos Estados Unidos, por Sandra Hochenedel na década de 1980. À procura de um gato de estimação para seus três filhos, ela encontrou a fêmea grávida Blackberry, que vivia debaixo de um caminhão numa área rural. Padrão da raça A raça é resultado de uma mutação espontâ- nea no código genético felino que introduziu um gene similar àquele que produz cães Dachshunds, Basset Hounds e Corgis. Devido a esta mutação autossomal ser dominan- te, podemos encontar Munchkins com pernas de altura “normal”, sendo que os gatos que encon- tram-se no padrão são chamados de Standard e os gatos fora do padrão (Non-Standard) Corpo: De tamanho médio, deve ter uma aparência proporcional e agradável. Orelhas: de tamanho mé- dio a grande. Bases largas e pontas ligeiramente arredondadas Olhos: Formato de noz, com uma expressão aberta e alegre. Não existe padrão de cor para os olhos, porém quanto mais profunda melhor. Nariz: Longo com ligeiro break Queixo: suave Cauda: Proporcional ao corpo. Ao andar a cauda deve permanecer ereta. Fonte: http://www.cfelinosbrasil.org Fotos: reprodução Uma raça exótica por natureza
  • 29. 29Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial OBESIDADE felina A obesidade nos gatos, assim como nos cães e nos humanos, é um problema sério de difícil correção, responsável por diversas doenças e a culpa, na maioria das vezes é nossa, os responsá- veis pela alimentação de nossos animais. Os gatos domésticos se adaptaram a ter comi- da à disposição e já não caçam para se alimentar, apenas por diversão. Os gatos que são mantidos dentro de casa, que ganham petiscos sempre que pedem, que seus donos não tem tempo para brincadeiras, geralmente são sedentários e o ganho de peso é inevitável. A castração provoca uma alteração hormonal na qual o gato custa mais a se sentir saciado e, ao mesmo tempo, existe a tendência a ficar me- nos ativo. Porém, depende do proprietário evitar que a obesidade se desenvolva. Começamos pelo controle da alimentação. De- vemos fornecer somente a quantidade de ração indicada nos pacotes das rações de acordo com o peso. Evite ou restrinja os petiscos e a comida caseira e deixe água fresca sempre à vontade. Depende do proprietário também estimular o gato ao exercício, enriquecendo o ambiente com prateleiras, arranhadores, pêndulos e também interagindo com o gato utilizando brinquedos, laser point, etc. Gatos obesos tem tendência a desenvolver Diabetes Melito, problemas de constipação e obstipação (retenção de fezes), doenças uriná- rias, articulares e respiratórias crônicas, hiper- tensão e problemas dermatológicos. E ainda, são candidatos a desenvolvimento Lipidose Hepática se deixarem de se alimentar, podendo causar a morte do animal. Faça a sua parte para evitar a obesidade. Pro- cure o médico veterinário para fazer um progra- ma de manutenção ou de redução de peso que indicará a melhor ração e a quantidade correta. Resumindo: alimentação adequada e exercício físico previnem e combatem a obesidade. Essa fórmula todo mundo já conhece. Basta ter força de vontade para colocar em prática! Raquel Redaelli, médica veterinária especializada em felinos www.blogfelino.com.br Bia, a gata de Luzia Georgette Frigo, sofre com sua obesidade Foto: Renato Frigo alimentação
  • 30. 30 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Gato gorducho de 18 kg vira celebridade nos EUA Quatro vezes mais pesado que bichanos de sua idade, ele luta contra a balança Reprodução/The Sun Para se ter uma noção do tamanho de Meow, se fosse gente, ele pesaria 313 kg Meow é um gato imenso. Para se ter uma ideia, se seu tamanho fosse convertido para o dos hu- manos, esse bichano pesaria algo como 313 kg. O mais impressionante é que o pet, de 18 kg, tem apenas dois anos de idade. Meow ganhou os quilos a mais comendo restos de alimentos ultracalóricos de seus donos. Com isso, ultrapassou quatro vezes o tamanho médio de um gato de sua idade. Seu dono, um homem de 87 anos, afirmou ao tabloide britânico The Sun que não tem condi- ções de tratá-lo. Agora, o bichano foi internado no abrigo de animais de Santa Fé, no Novo Mé- xico (EUA). Felizmente, Meow não é diabético nem sofre de outros problemas de saúde causados pela obesi- dade. Mas é preciso correr contra o tempo para que o restante de sua vida seja saudável. A veterinária norte-americana Jennifer Steketee torce para que na nova casa o felino consiga ema- grecer. Em entrevista para o tabloide inglês, a especia- lista contou que Meow está passando por uma es- pécie de dieta Atkins, ou seja, com muita proteína, mas pouquíssimo carboidrato. O gatão se tornou uma celebridade nos Estados Unidos, mas, segundo a veterinária, não é um ani- mal feliz. - Para um gato gorducho, é praticamente impossí- vel andar. Será difícil torná-lo um bicho saudável.
  • 31. 31Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial
  • 32. 32 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial O perigo está no jardim Herbologia As ervas e flores provavelmente estão entre as pri- meiras alternativas para tratar doenças. Também sa- bemos que os animais comerão plantas em resposta a certas doenças. Atualmente, alguns dos medicamentos e tratamentos mais amplamente usados são derivados de plantas, incluindo a dedaleira (dedal), para certas doenças cardíacas e a piretrina (crisântemo), um in- grediente principal em muitos produtos de controle de pulgas. Foi descoberto que os produtos químicos em remédios herbais fortalecem o sistema imunológico, fornecem alívio da dor e acalmam a mente. Mas como qualquer outro medicamento, as ervas medicinais podem ser perigosas se não forem usadas adequadamente. Devem ser administradas apenas com supervisão veterinária e em consulta com alguém treinado no uso das ervas.
  • 33. 33Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Outros pets Exóticos | Aves ornamentais | Aquarismo Como obter uma licença do Ibama para criação amadora Entre no website do Ibama (http://servicos.ibama.gov.br) acessando o link “autorizações e licenças”. Após realizar o cadastro na internet, você deve comparecer ao Ibama mais próximo para homologação dos dados cadastrais e emissão da licença de passeriformes. Confira a unidade do Ibama mais próxi- ma, os prazos e mais detalhes no próprio site da entidade.
  • 34. 34 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial agaporni Criar um Agapornis é bem simples e o custo para mantê-las não é alto porém, você deve ceder a sua atenção para eles diariamen- te pelo menos uma hora para que eles não se sintam abandonados. Podem ser criados em viveiros ou gaiolas (o mais comum) de dimensões de 80x50x50 esse tamanho pode comportar até 2 animais, tem que ser de um tamanho confortável o qual os animais não se sin- tam perdidos e nem apertados e é sem- pre bom você colocar o ninho pois se ti- ver o casal já deve estar preparado para a reprodução. Deve haver uma área livre para que possam voar de um canto pra o outro e se espreguiçarem. É preciso de um comedouro e o bebe- douro, de preferência, de louça e fixos pois caso contrário eles os derrubam. Só remova-os para limpeza, assim como brinquedos para que eles possam se exercitar e se entreter - balanços, es- cadas e bambus entrelaçados com si- ninhos são os favoritos. Pet shops têm muitas opções de brinquedos designa- dos, evite brinquedos com o design mui- to pequenos já que eles podem quebrar facilmente. É preciso verificar se a gaiola tem poleiro e sempre coloque a gaiola em local com sol mas não diretamente. Evite que eles correnteza de vento pois isso pode trazer problemas futuramente. ALIMENTAÇÃO Pode ser mistura de sementes esco- lhendo uma que contenha suplementos nutricionais para assegurar a dieta com- pleta e manter as aves sau- dáveis. Uma mistura de sementes mais barata ou sementes vendidas para alimentação de pássaros selvagens não vai ter o mesmo valor nutricional que seus animais precisam. Complemen- te com frutas (maçã, laranja, banana e goiaba), legumes (espinafre, jiló, milho- -verde, agrião,cenoura, couve, chicória, chuchu, brócolis). É possível também ministrar papas que são para manu- tenção podendo ser compradas em pet shops e casas do ramo. Sempre disponibilize água fresca. Limpe todos os utensílios para evitar contami- nações. Procure vermifugar periodica- mente o animal. Deixe um recipiente para banho. Mante- nha esses cuidados e seu bichinho vai vi- ver bastante te dando muita alegria. Beleza adestrável Agapornis roseicollis Reprodução
  • 35. 35Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial periquitos A ave mais querida por todos Esta é uma ave que dispensa apresen- tações pois está presente na maioria dos lares de quem tem predileção por aves domésticas ornamentais. Diante disto, a Revista 4 patas pes- quisou as dicas mais interessantes de como cuidar bem da sua ave. Qualquer espécie de peri- quito pode ser domestica- da. Algumas espécies chegam mesmo a imitar a voz humana, quando treinados desde a sua in- fância. Mas a capacidades destas aves não termina por aqui! São capa- zes de muitas habilidades, para além da excelente companhia que proporcionam. Os machos apresentam uma maior facilidade na aprendizagem. - A alimentação de pássaros em gaiola deverá ser menos rica do que a dos periquitos de aviário - Uma boa alimentação consiste numa mistura de comida para canário, milho, alpiste e aveia - Verduras frescas (alface, folhas de couve), cenoura e fru- tas (maçã, banana, etc.), podem ser servidas em quantidades moderadas - Para periquitos novos a alimentação deve ser enriquecida com aveia descascada - Fornecer vitaminas à base de produtos de panificação, cereais, extratos de proteínas vegetais, leveduras, ovo, óleos e gorduras, mel, minerais - Outro elemento importante é o osso de choco, uma fonte rica em cálcio - Água fresca e limpa, renovada diariamente, não só para bebe- rem, mas também para banho, especialmente no verão Doenças - No caso de pés ou asas partidas, mesmo que sejam apenas indícios, o periquito deve ser levado de imediato ao veterinário - Sintomas tais como: espirros ou ficarem encolhidos na gaiola é porque estão res- friados. Nesta situação devem ser mudados para uma gaiola menor, em um local aquecido.Após melhora não devem ser transferidos de imediato para a tempera- tura ambiente, para que não tenham recaídas) - No caso de feridas, especialmente resultantes de brincadeiras, brigas ou dos ara- mes das gaiolas, o local deve ser desinfectado com um anti-séptico apropriado e o periquito deve ser mantido isolado até sua recuperação. Reprodução
  • 36. 36 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial PERIQUITO DE BOURKE Neophema bourkii A sua agradável natureza gregária, o modo como cuidam das suas crias e a sua natureza resistente fazem destas aves não exigentes uma escolha preferida dos novos amantes de aves. CARACTERÍSTICA SOCIAIS É uma ave muito gregária e extrema- mente tolerante, que não causa qual- quer problema mesmo que seja alojada juntamente com a menor e a mais deli- cada das aves tropicais, inclusivamente durante a época de gestação. Eles devem ser criados em casais sepa- rados, uma vez que um grande número de casais coabitando no mesmo espaço, de um modo geral, não produz resulta- dos satisfatórios em termos de criação. É perfeitamente possível criar também em exemplar isoladamente, desde que desfrute de suficiente atenção. Alimentação Podem ser alimentadas com uma die- ta básica que inclua uma mistura espe- cial de sementes, insetos e de vez em quando algumas verduras. Na época de gestação, apreciam pequenas quantida- des de alimento a base de ovos próprio para periquitos. Reprodução Deagostoaoutu- bro. A postura é de 3 a 6 ovos que a fêmea cho- ca durante um período de 18 a 20 dias. Estando em boas condições físicas e uma boa alimentação, podem ter de duas ou três gestações por época. Estas aves constituem frequente- mente, casais para toda a vida. Distribuição Geográfica Austrália central e meridional. Descrição São aves muito calmas que, sendo adquiridas quando jovens, aprendem rapidamente a confiar no tratador. Con- trariamente à maior parte das espécies de periquitos, não cantam muito, mas quando o fazem, produzem um canto melodioso, suave e muito agradável. Frequentemente a fêmea tem um porte menor do que o macho e a cabeça tam- bém menor. No caso das aves com uma plumagem natural, a fêmea é reconhecida pela ausência das penas azuis na testa. Hábitos São muito ativas ao amanhecer. Não têm tendências para roer. Uma vez por outra, pode borrifá-los com jatos ultrafinos, por meiodeumborrifadorde plantas, pois esta espécie raramente toma banhos. australiano Fotos: Reprodução
  • 37. 37Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial calopsita Reprodução O pet emplumado mais dócil e popular Parentes dos Papagaios e Cacatuas, as Calopsitas (Nymphi- cus hollandicus) são originárias da Austrália e foram descritas pela primeira vez em 1792. Chegaram ao continente europeu, trazidas por expedições, por volta do ano 1840. Atualmente, junto com seus “primos”, os Periquitos Aus- tralianos (Melopsittacus undulatus), são os psitacídeos mais criados no mundo. De fácil criação e vida longa (em média 18 anos, desde que bem cuidadas), as Calopsitas são recomen- dadas para quem deseja ter um belo pássaro sem muito tra- balho. No seu habitat natural, as Calopsitas vivem em bandos e gostam de nidificar em troncos de árvores mortas. São encon- tradas próximas a rios e cachoeiras e suas migrações são con- troladas pelo ciclo das águas. Através de cruzamentos selecio- nados, partindo da coloração original amarelo-acinzentada, atualmente encontramos vários padrões de coloração, entre eles o canela, o arlequim e o prata. O adestramento das Calopsitas requer muita paciência e não são todas que aprendem, porém os resultados são re- compensados com belos assobios e a repetição de algumas músicas. Reprodução As Calopsitas apresentam dimorfismo sexual, sendo que os machos possuem a coloração facial mais intensa porém, esta diferemça é muito sutíl fazendo com que muitas pessoas se enganem quanto ao sexo. A melhor e mais segura maneira de descobrir o sexo dos pstacídeos é fazendo a sexagem através do exame de DNA, com amostras de sangue ou penas, para isso deve-se procurar um médico veterinário capacitado. Uma vez formado o casal, desenvolvem um relacionamento cheio de afagos, permanecendo o tempo todo juntos. A fêmea colo- ca em média 5 ovos por postura. O trabalho de chocar os ovos é compartilhado entre o casal. Os ovos eclodem após um pe- ríodo médio de 18 dias e os filhotes estão prontos para deixar o ninho após 28 dias aproximadamente. Manutenção Necessitam de bastante espaço para que possam voar e saltar de um poleiro para outro, sendo interessante uma gaiola mais comprida do que alta. Uma gaiola de 1 m x 30 cm x 40 cm é o mí- nimoparaumaCalopsita.Agaiolatambémdeveconterumninho tipo caixa com cerca de 35 cm de altura e 20 cm nas laterais. Um comedouro, bebedouro e água para banho em uma tigela são fundamentais. É interessante a colocação em um local ventilado, que receba sol pela manhã, mas que não pegue correntes de ar. A limpeza diária é importante para o bem estar destas belas aves. ALIMENTAÇÃO Calopsitas se alimentam de grãos (sementes) e verduras de folhas escuras, evitar alface. Ao contrário de papagaios não cos- tumam de alimentar de frutas. Atualmente encontra-se no mercado inúmeras opções de ali- mentos para calopsitas, mistura de semente e rações balancea- das que suprem as necessidades alimentares. Nãodeve-seofereceralimentoscaseirosemuitogirassol,práti- ca comum dos proprietários, pois tais alimentos podem acarretar problemas. Consultor Dr. César Eduardo Nyari de Limeira-SP Médico veterinário de pequenos animais e animais selvagens e exóticos
  • 38. 38 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Com a beleza de suas cores vi­vas e bem definidas e o temperamento especialmente dócil, o Diamante de Gould é um dos pássaros preferidos para estimação. TAMANHO: cerca de 12 cm. CORES: Original - Cabeça: vermelha, preta ou laranja. Peito: violeta. Barriga: Amarelo-ouro. Manto: ver­­de luminoso. Mutações - Cabeça: amarela ou cinza. Pei- to: branco, rosa ou azul. Barriga: creme. Manto: amarelo, cinza claro, azul etc. INSTALAÇÕES: Que permitam banho de sol e em local com algum resguardo. Gaiola - para 1 casal, ao menos 60 cm de comprimento x 30 cm de profundidade x 35 cm de altura. Viveiro - de alvenaria, CORES VIBRANTES Fotos: Reprodução diamante de gould com ape- nas a frente de tela, voltada para o Norte, com 3 m de compri- mento x 1 m de largura x 2,10 de altura, piso de lage com 15 cm de espes- sura e tela de ½ polegada com fio 18. ACESSÓRIOS: em gaiolas, dois polei- ros de 10mm de diâmetro, bem afas- tados e longe das laterais, para evitar danos às penas da cauda. Galhos de ár- vores são também uma boa opção (mais usados em viveiros). Deixe uma banhei- ra para banho diário que ajuda a manter a plumagem em boas condições. Man- tenha sempre à disposição um osso de siba para fornecimento de cálcio e areia mineralizada para ajudar na digestão. ALIMENTAÇÃO: mistura das seguintes sementes: 25% de alpiste e 75% de pain- ço e milheto, diariamente. Em dias alter- nados, ver­­duras. Duas vezes por sema- na e na época de procriação, mistura de 20% de farinha láctea, 60% de Neston®, 20% de farinha de rosca; acrescentar ovo cozido esfarelado. Para cada kg des- ta mistura acrescentar 4 colheres (sopa) de um suplemento nutricional como o ASA F1 e 3 de fosfato bicálcico. Na natureza ali- menta-se de gramíneas, semen- tes, brotos de verduras, insetos adultos e em estado de larva e eventualmente de frutas e até polén. SEXO: o macho tem cores mais vivas principalmente no peito, a cauda central mais comprida. Faz o corte movimen- tando-se no poleiro, expondo as plumas e cantando. No período de acasalamen- to é comum o bico do macho tornar-se mais claro e o da fêmea mais escuro. REPRODUÇÃO: A partir de 10 meses a fêmea bota de 5 a 8 ovos que eclodem após 15 a17 dias. Se não botar pode ser por mudança freqüente da gaiola de lugar; pela fêmea ser jovem ou ve- lha demais, por falta de interesse do macho (vê-se quando não corteja a fê- mea). Para tentar interessá-lo, separe-o da fêmea por 1 mês. Quando os filhotes ficam independentes, aos 45 a 50 dias, separe-os dos pais ou da ama para ini- ciar nova postura. Após 3 posturas dar descanso de 1 mês ao casal, totalizando 6 posturas por ano quando a mãe não choca (usa de ama). Quando a fêmea também choca, fazer só 3 posturas se- guidas, por ano. Usar ninho de madeira de 20 (compr.)x14x14cm, com divisória de 4,5cm de altura, formando 1 ambien-
  • 39. 39Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial te para os ovos (13x14) e outro (7x14) para os primeiros passos dos filhotes. Neste último fica a porta, redonda, na parte superior. A tampa deve ter 3 fu- ros em cada extremidade, para melhor circulação do ar. Como forração forneça grama japo- nesa ou raízes de capim. Sensível às inspeções no ninho: fazê-las ao entar- decer.
  • 40. 40 Revista 4 patas - versão TOUCH Edição especial Canários são uma ótima opção para se ter como animais de estimação. Além de bonitos e colori- dos, chamam atenção pelo seu canto. Eles deman- dam menos tempo de atenção do que um cão e um gato por exemplo, mas é preciso ter alguns cuidados. Antes da compra preste atenção no animal que quer adquirir. Veja se ele está ativo, comendo, animado e veja se ele não possui nenhum tipo de machucado nas penas. Evite os animais que esti- verem no fundo da gaiola, quietos. Tenha já em sua casa uma gaiola para colocá-lo e evite as que são de madeira, pois existe uma maior possibilidade de ter ou juntar pulgas em seus vãos. Veja se o tamanho da gaiola é adequado. Deve ter espaço suficiente para que ele possa abrir as asas e se virar dentro dela. Compre também co- medouros e bebedouros, que devem sempre estar localizados na parte superior da gaiola, nunca no chão para que não caiam fezes no alimento. A alimentação é a parte mais importante dos cuidados. Além de ter água fresca sempre dispo- nível eles devem ser alimentados com sementes próprias e diversificadas. São boas as misturas que contém aveia, painço, colza, alpiste, arroz integral, arroz cateto, trigo em grão, milheto e Níger. Deve ser oferecido diariamente frutas, como por exem- plo maçã que eles gostam muito. As frutas devem ter casca e cortadas em pedaços pequenos. Folhas escuras também devem ser servidas diariamente como almeirão, salsinha, couve, brócolis, espina- fre. Oferecer pelo menos 3 vezes por semana fon- te de proteína como o ovo cozido (com casca) e uma fonte de cálcio (podendo ser pedras de cálcio compradas). Não se deve oferecer pão, bolachas e café. Toda alimentação, inclusive a água e as se- mentes devem ser trocadas todos os dias. Além da alimentação, deve-se ter cuidado em relação ao ambiente que o canário ficará: evitar corrente de vento, ter momentos ao sol (evitando os horário de sol muito forte entre 10 da manhã e 16 horas da tarde) e colocar para dormir em um lo- cal seguro, alto, escuro e silencioso às 18 horas no inverno e 19 horas no verão. Caso o animal pare de comer ou não esteja ativo, procure sempre o veterinário. CANTO TERAPÊUTICO Reprodução Marina Conforti de Oliveira Médica Veterinária Formada na Faculdade Anhan- guera Educacional - Leme/SP Cursando Pós Graduação de Animais Silvestres e Exóticos no Instituto Qualittas - Campinas/SP Atua na Clínica Veterinária S.O.S. Animais - Limeira-SP canário