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O Programa de Qualificação Profissional
e Social para o Setor Turístico de Ponta
Grossa foi desenvolvido por meio de uma
parceria entre a Prefeitura Municipal de
Ponta Grossa e o Ministério do Turismo
- Convênio nº 276/2006. Diversas ações
voltadas à qualificação profissional
foram realizadas, entre elas um Curso
sobre Turismo Regional e Local para os
Professores da Rede Pública.
Sendo assim, este material didático que
será entregue a todos os alunos da Rede
Pública, é resultado efetivo desta parceria.
Presidente da República
Luiz Inácio Lula da Silva
Ministra de Estado do Turismo
Marta Suplicy
Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo
José Evaldo Gonçalo
Diretora do Departamento de Qualificação,
Certificação e de Produção Associado ao Turismo
Carla Maria Naves Ferreira
Coordenador-Geral de Qualificação
Diogo Joel Demarco
Prefeito Municipal de Ponta Grossa
Pedro Wosgrau Filho
Vice-Prefeito de Ponta Grossa
Rogério Bochi Serman
Presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais
Altamir Sanson
Secretário Municipal de Qualificação Profissional
Luiz Simão Staszczak
Diretor do Departamento de Geração de Emprego e Renda
Nelson Ari Canabarro de Oliveira
Secretária Municipal de Indústria, Comércio e Turismo
Liliana Ribas Tavarnaro
Diretora do Departamento de Turismo
Márcia Maria Dropa
Ficha Técnica
Coordenação do Programa de Qualificação Profissional
e Social para o Setor Turístico de Ponta Grossa
Nelson Ari Canabarro de Oliveira
Márcia Maria Dropa
Julio César Ingenchaki
Loreni Menger dos Santos
Textos
Márcia Maria Dropa - Coordenadora
Nádia Terumi Joboji - Turismóloga
Graziela Scalise Horodyski - Turismóloga
Luiz Fernando de Souza - Turismólogo
Eduardo Flávio Zardo - Turismólogo
Equipe do Departamento de Turismo
Loreni Menger dos Santos - Historiadora
Gianna M. U. Banat - Turismóloga
Micheli Justus Introvini - Turismóloga
Aline Cezar Schwab - Estagiária
Daniela Rosa da Silva - Estagiária
Danielle Cristina Carneiro - Estagiária
Fotolito e impressão
Ajir Gráfica e Editora Ltda
Projeto Gráfico e Diagramação
ED3D - Paulo Schiavon
Distribuição
Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo
Secretaria Municipal de Qualificação Profissional
Tiragem
15.000 exemplares
DEPARTAMENTO DE TURISMO
Av. Visc. de Taunay, 950- Ponta Grossa – PR – Cep: 84051-520
Tel. (42) 3220-1212 – Fax(42) 3901-1536
Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Turismo. Ponta Grossa-PR,
2007.
1. Turismo 2. Educação 3. Sensibilização
TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Proibida a reprodução total ou parcial,
sem expressa autorização da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.
Sumário
Mensagem do Prefeito
Mensagem dos Secretarios
Apresentação
Cartilha de Turismo
1 -
1.1 -
1.2 -
1.3 -
1.3.1 -
1.3.2 -
1.3.3 -
1.3.4 -
1.3.5 -
1.3.6 -
2 -
2.1 -
2.1.1 -
2.1.2 -
2.1.3 -
2.2 -
2.3 -
2.4 -
2.5 -
3 -
3.1 -
3.2 -
3.3 -
4 -
5 -
6 -
7 -
8 -
Conhecendo meu Município e minha Região....................................................11
Campos Gerais......................................................................................................................................12
Caminho das Tropas e Tropeirismo..........................................................................................22
História de Ponta Grossa.................................................................................................................25
Origem do Nome................................................................................................................................25
As Pombinhas na História de Ponta Grossa........................................................................25
O Povoamento......................................................................................................................................26
O Crescimento e Desenvolvimento.........................................................................................27
Geografia de Ponta Grossa............................................................................................................28
Curiosidades de Ponta Grossa.....................................................................................................30
História, Cultura e Natureza.......................................................................................31
Patrimônio Cultural Histórico.......................................................................................................32
Edificações...............................................................................................................................................32
Monumentos.........................................................................................................................................36
Museus.......................................................................................................................................................39
Patrimônios Religiosos.....................................................................................................................40
Praças..........................................................................................................................................................44
Lendas de Ponta Grossa e Região.............................................................................................45
Patrimônios Naturais.........................................................................................................................46
Turismo e Hospitalidade.............................................................................................51
Entendendo o Turismo e o Turista............................................................................................52
A Importância de Participar e Atender Bem ao Turista................................................55
Sinalizando Ponta Grossa para o Turismo ............................................................................57
Artesanato .......................................................................................................................61
Eventos..............................................................................................................................63
Empreendedorismo .....................................................................................................67
Referências Bibliográficas ..........................................................................................69
Agradecimentos ...........................................................................................................70
Mensagem do Prefeito
Percorrer os caminhos dos Campos Gerais é perceber como a
força da natureza moldou no Paraná, cenários de rara beleza e
encantamento, além de conhecer a ação do homem no processo
de ocupação de território, desde o tropeirismo, à imigração ou
ainda à ferrovia.
O Município de Ponta Grossa está localizado nessa região e
apresenta um potencial turístico vinculado ao Patrimônio Cultural
e Natural, destacando-se antigas construções, aspectos urbanos
significativos, peculiaridades na sua formação geográfica, além de
características religiosas importantes.
Sendo assim, apresenta condições para atender a todos, seja
no turismo técnico-científico, no turismo cultural, no turismo reli-
gioso, no ecoturismo, no turismo de eventos, entre outros.
Conhecer nosso município é embarcar numa viagem simbóli-
ca, pautada pela preservação de seu patrimônio e pelo respeito a
sua natureza.
Pedro Wosgrau Filho
Prefeito de Ponta Grossa
Mensagem dos Secretários
A Política Nacional de Turismo elaborada em 2003 propiciou
uma ampla discussão e reflexão sobre os caminhos do turismo no
Brasil. Nesse sentido, várias ações foram propostas com o objetivo
de desenvolvimento integral, participativo e democrático da ativi-
dade turística envolvendo os diferentes segmentos da sociedade.
A qualificação profissional é uma necessidade preemente no
setor, bem como a educação turística que envolva o maior núme-
ro possível de atores neste cenário de valorização e divulgação do
patrimônio turístico da cidade.
A proposta deste material tem como princípio básico a divul-
gação das potencialidades culturais e naturais, bem como, enfa-
tizar os conceitos básicos em turismo, tanto para os alunos do
Ensino Fundamental, como para a comunidade em geral, tendo
como eixos norteadores a “sustentabilidade social, educacional,
econômica, cultural e ambiental”.
O conhecimento de nossa cidade a partir de seus patrimônios
culturais e naturais é um passo fundamental na valorização do
turismo como importante instrumento de crescimento e desen-
volvimento com responsabilidade social.
Liliana Ribas Tavarnaro Luiz Simão Staszczak
SMICT SMQP
8
Apresentação
Começar pela escola é uma maneira segura de garantir que
conteúdos trabalhados em profundidade sejam, ao longo do
tempo, mais do que aprendizado, mas que sejam um modo de
vida, uma postura individual de cada criança e de cada cidadão,
para assim, se multiplicarem pelo município, pelos moradores e
pelos visitantes.
É um trabalho longo, não para uma gestão, mas para a vida
toda, que deve ser valorizado e constantemente renovado para
que possa atender às expectativas dos alunos, dos pais, dos pro-
fessores e de toda a comunidade, transformando a atividade tu-
rística em uma poderosa ferramenta de desenvolvimento para a
cidade de Ponta Grossa.
Elaborada pelo Departamento de Turismo, da Secretaria Mu-
nicipal de Indústria, Comércio e Turismo, a Cartilha de Turismo foi
pensada como um instrumento de auxílio ao processo didático-
pedagógico das escolas públicas municipais.
A cartilha objetiva ajudar aos alunos a compreender e divulgar
a importância do turismo e do potencial turístico existente no
município de Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais.
9
Para ajudar a
compreender a
cartilha, foi escolhida
como personagem a
pombinha, que irá ajudar
aos alunos com dicas e
curiosidades.
10
A Cartilha
A cartilha está dividida em seis partes, a saber:
1. Conhecendo meu município e minha região
2. História, Cultura e Natureza
3. Turismo e Hospitalidade
4. Artesanato
5. Eventos
6. Empreendedorismo
Cada uma dessas partes abordará aspectos relativos ao município de Ponta Gros-
sa. Também são destacados alguns aspectos dos municípios pertencentes aos Cam-
pos Gerais, sendo eles: Arapoti, Carambeí, Castro, Imbaú, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva,
Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Reserva, São João
do Triunfo, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. No espaço relativo ao tema
da Rota dos Tropeiros, um importante projeto de turismo no Paraná, ainda são apre-
sentados os municípios de Rio Negro, Campo doTenente, Lapa, Balsa Nova e Campo
Largo.
A cartilha contará com um encarte onde serão sugeridas atividades a serem realiza-
das mensalmente, totalizando doze atividades durante o ano. Algumas delas podem
ser elaboradas e executadas em mais de um dia de aula, dependendo do nível e da
velocidade de aprendizado dos alunos.
Além disso, os professores podem utilizar as atividades sugeridas para desen-
volver outros exercícios mais complexos, conforme as características das turmas, do
conteúdo trabalhado ou dos objetivos pedagógicos. Ao fi nal do conteúdo aplicado,
espera-se que cada aluno tenha atingido os objetivos estabelecidos quanto à sensi-
bilização para a importância do turismo no município de Ponta Grossa.
As atividades sugeridas no encarte seguem o seguinte padrão: todas possuem a
descrição sumária do que se trata a atividade, os objetivos a serem atingidos com
sua elaboração, o tempo mínimo necessário para realização da atividade, o local
propício à realização da atividade, a sugestão de recursos necessários e o desenvol-
vimento da atividade, que seria o passo a passo, contendo algumas orientações para
desenvolver essas atividades com os alunos.
Algumas possuem dicas, observações e curiosidades que o(a) professor(a) po-
derá utilizar na preparação da aula. Outras trazem a descrição e apresentação dos
exercícios a serem realizados pelos alunos e outras ainda, possuem apenas orienta-
ções de como o(a) professor(a) poderá desenvolver, ficando a cargo dos mesmos em
desenvolvê-las e planejá-las conforme sua criatividade e necessidade.
Desejamos um bom proveito do material e em qualquer dúvida, entre em con-
tato com o Departamento de Turismo para obter o apoio necessário ao desenvolvi-
mento das atividades propostas.
Conhecendo
meu município
e minha região
1
Irineu
Giovanieti
Portela-PMPG/UEPG/SESI
12
1.1 Campos Gerais
Os Campos Gerais fazem parte do Segundo Planalto Paranaense
e se constitui em uma faixa de terra que vai do norte, divisa com
Estado de São Paulo até o sul, nos limites do Paraná com Santa Ca-
tarina.
Campos Gerais no Paraná
Antigamente a região dos Campos Gerais era composta de
campos com leves ondulações, cobertos de uma vegetação mais
baixa, possuindo em alguns pontos uma vegetação mais fechada
denominada capões, com a presença de inúmeras árvores, como o
Pinheiro do Paraná.
Pelos Campos Gerais antigamente passaram vários viajantes,
que vinham de São Paulo com destino ao Paraguai. O mais famoso
viajante foi Auguste Saint Hilaire, que assim descreveu o local,“não
exagero em dar aos Campos Gerais a denominação de paraíso ter-
restre do Brasil”.
Esta região de campos favoreceu o surgimento de inúmeras
fazendas de criação de gado, que contribuíram para o seu povo-
amento, junto com o Caminho das Tropas.
Conhecendo meu município e minha região
Fonte: AMCG
13
A paisagem de campos e capões já foi muito modificada, com
a chegada das fazendas de pecuária e agricultura, mas ainda apre-
senta cenários muito bonitos.
Agora conheça os municípios que estão na região dos Campos
Gerais e quais estão na Rota dos Tropeiros.
Conhecendo meu município e minha região
O Caminho das Tropas
deu origem a Rota dos
Tropeiros como
veremos a seguir.
No mapa você pode encontrar os municípios dos Campos Gerais pintados
em azul e os da Rota dos Tropeiros estão sinalizados com uma bola cor-de-rosa.
Fonte: Consultur
14
Arapoti
Arapoti significa “campos floridos”, com sua
origem vinculada ao tropeirismo.
Muitos imigrantes chegaram ao local, des-
tacando-se os poloneses e holandeses. Possuí
importantes atrativos turísticos, como: Antiga
Estação Ferroviária (Casa da Cultura), Moinho Ho-
landês. Um passeio muito bonito pode ser feito
no Parque Florestal Inpacel.
Carambeí
Carambeí significa “Rio das
Tartarugas”. Quem visita a ci-
dade, pode conhecer muito
da cultura holandesa presente
na sua arquitetura. A Casa da
Memória é um importante lo-
cal de preservação da história
deste povo, que chegou em
nossa região no início do sécu-
lo XX.
Castro
Castro tem um papel importante na
história dos Campos Gerais, pois foi a
primeira cidade da região. Um passeio
pela cidade é uma opção imperdível,
pois assim, podemos conhecer a Matriz
de Santana, o Museu do Tropeiro, a Casa
da Sinhara, Casa da Praça, o Teatro Bento
Mussurunga, além de muitas constru-
ções antigas preservadas. Depois, vale a
pena visitar a Colônia Castrolanda e a Fazenda Capão Alto, um dos
lugares históricos mais importantes do Paraná. Para quem gosta de
natureza, é imperdível conhecer os parques da cidade.
Conhecendo meu município e minha região
Moinho Holandês - SEBRAE
Casa da Memória - SEBRAE
Fazenda Capão Alto
- SEBRAE
15
Imbaú
Também conhecido como Cirol (nome de uma empresa de pavi-
mentação asfáltica), o nome
do município de Imbaú ori-
ginou-se devido a sua geo-
grafia. Existem dois rios com
esta referência: o Rio Imbaú
e o Rio Imbauzinho. Quem
visita Imbaú logo percebe
a hospitalidade da sua po-
pulação. Se você estiver de
passagem, pare e aprecie a
cultura local.
Ipiranga
O nome da cidade tem origem
tupi, o qual “I” significa água e “Piran-
ga” significa vermelha, formando o
rio das águas vermelhas.
A cidade possui muitos atrativos,
como: parques, cavernas, grutas e ar-
roios. Ipiranga possui também uma
fanfarra reconhecida nacionalmente.
Ivaí
O município possui influência dos imigrantes ucranianos, polo-
neses e alemães. A comunidade preserva suas casas de madeira
com lambrequis feitos a
mão, pratos como o Borch
(sopa de beterraba), Piro-
gue (pastel de requeijão),
bem como os bordados
ucranianos e as pessânkas
(ovos pintados para a Pás-
coa). Um passeio divertido
é percorrer a pé o Rio dos
Patos que formam diversas
cachoeiras.
Conhecendo meu município e minha região
Vista aérea - AcervoMunicipal
Biblioteca Pública Municipal / Casa da Cultura -AcervoMunicipal
Pessânkas -DiógenesM.Filipkowski
Jaguariaíva
Jaguariaíva significa “Rio da Onça Brava”
(tupi-guarani). Possui locais naturais muito
bonitos para visitação, como: o Parque Esta-
dual do Cerrado, o Lago Azul, o Parque Linear,
o Bosque doTropeiro, entre outros. Em relação
ao Patrimônio Cultural, vale a pena uma visita
ao Palacete e Indústria Matarazzo, à Casa da
Cultura e à Estação Ferroviária.
Ortigueira
Ortigueira é um dos maiores municípios do Paraná em exten-
são. Existem muitos lugares bonitos para visita, como: o Salto do
Véu da Noiva, Salto do Rio
Barroso, Salto do Rio da
Barra Grande. Vale a pena
visitar a Gruta do Barreiro,
onde os visitantes vão fazer
orações e meditar. Os turis-
tas que vão à cidade costu-
mam comprar mel e artesa-
nato indígena, feito pelos
kaigangues que habitam a
Reserva de Queimadas.
Palmeira
Em Palmeira os turistas vão conhe-
cer muito da nossa história fazendo
passeios no centro da cidade e nas
áreas rurais ao entorno. Uma suges-
tão é visitar a Igreja Matriz de Nossa
Senhora da Imaculada Conceição e
o Museu Histórico de Palmeira, sem
esquecer de apreciar as preservadas
construções históricas. Depois, vale um passeio por charmosas es-
tradinhas de terra com vinícolas de descendentes de italianos. A
cultura alemã também é destaque na Colônia Witmarsum.
16
Conhecendo meu município e minha região
Palacete Matarazzo -SEBRAE
Índia produzindo artesanato -AMCG
Museu Histórico de Witmarsum -SEBRAE
17
Conhecendo meu município e minha região
Piraí do Sul
Piraí do Sul é uma cidade tranqüila com
um povo bastante hospitaleiro. Podemos
visitar o Santuário de Nossa Senhora das
Brotas e a Matriz do Senhor Menino Deus.
Uma atração natural é a caminhada pela
Floresta Nacional da Remonta e, também
subir a Serra do Piraí de carro e apreciar a
bela vista que o local apresenta, além de
conhecer locais onde se preservam pintu-
ras rupestres.
Porto Amazonas
Após o auge do Tropeirismo, Porto
Amazonas se desenvolveu a partir da
navegação fluvial no Rio Iguaçu. Hoje
ao visitar o município pode-se fazer
um passeio de barco e conhecer be-
los recantos, como o Perau do Corvo.
Além disso, é conhecida como a Terra
da Maçã, pois é o 2º maior produtor
dessa fruta do Estado do Paraná.
Reserva
Reserva é um município ocupado basicamente pela economia
agropecuária. Assim podemos entender porque a maior parte da
suapopulaçãovivenazona
rural. Ela se formou com a
colaboração dos imigran-
tes poloneses, ucranianos
e alemães. Assim, pode-
mos dizer que Reserva é
um município que pode
ter muitos benefícios com
o turismo em áreas rurais.
Atualmente a cidade é a
maior produtora de toma-
te do Estado do Paraná.
Santuário das Brotas -AcervoMunicipal
Passeio de barco turístico -SEBRAE
Produção de tomates -AcervoMunicipal
18
Conhecendo meu município e minha região
São João do Triunfo
São João do Triunfo tem sua histó-
ria ligada à navegação do rio Iguaçu.
Além disso, tem a sua identidade mar-
cada pela imigração polonesa, italiana,
árabe e alemã, além do tropeirismo.
Uma das principais atrações do mu-
nicípio é o Parque Municipal do Iguaçu.
A Gruta Nossa Senhora da Conceição
é outro grande atrativo.
Sengés
Sengés, assim como os demais municípios da nossa região, tem
sua história ligada ao Ca-
minho das Tropas. Quem
visitar este município
pode passear por trilhas
em meio à natureza e co-
nhecer muitas cachoeiras,
dentre elas, a Cachoeira
do Corisco, considerada
uma das maiores quedas
d’água da região.
Telêmaco Borba
Embora seja uma cidade com
forte característica industrial, Telê-
maco Borba possui muitos locais
em meio à natureza para visitar-
mos. Um deles é o Parque Ecoló-
gico Klabin. Ali podemos conhecer
a flora e a fauna da região, além
do criadouro de animais silvestres.
Outro atrativo é o Museu do Par-
que Ecológico.
Devemos conhecer também a
Casa do Artesão.
Uma atração imperdível é o Bonde Aéreo, ou teleférico, que liga
o centro da cidade a Vila de Harmonia.
Parque da Gruta -AcervoMunicipal
Cachoeira do Corisco -SEBRAE
Bonde aéreo -SEBRAE
19
Conhecendo meu município e minha região
Tibagi
Tibagi está cheia de atrações
naturais. O Parque Estadual do
Canyon Guartelá atrai visitantes
do Brasil e do mundo. Para quem
quer conhecer a história da cida-
de, vale uma visita ao Museu do
Garimpo, a Igreja Nossa Senhora
dos Remédios, a Biblioteca Mu-
nicipal e o Palácio do Diamante,
além da Caixa d’Água, dentre
outros. No carnaval a cidade faz um lindo desfile de rua.
Ventania
Ventania possui belos atrativos. Um de-
les é a Casa de Pedra, considerado um dos
mais importantes sítios arqueológicos do
Estado. No local, pode-se ver facilmente
diversas pinturas rupestres bem preserva-
das que comprovam a presença de índios
kaigangues há milhares de anos.
Vale a pena visitar o Parque Municipal,
que possui fonte natural denominada Olho
d´água Profeta João Maria.
Além dos municípios dos Campos Gerais,
como já citado anteriormente, ainda outros
fizeram parte do Caminho das Tropas.
Conheça-os agora
Canyon Guartelá -SEBRAE
Recanto Olho D´Água -AMCG
20
Conhecendo meu município e minha região
Rio Negro
Rio Negro era passagem das tropas. Porém foram os imigrantes
responsáveis pela fundação do povoa-
mento do Senhor Bom Jesus do Rio Ne-
gro. Um dos principais atrativos é o Par-
que Ecoturístico São Luiz deTolosa com
atraçõesculturaisenaturais,dentreeles:
antigo Seminário e Colégio Seraphico, a
capela restaurada Cônego José Ernser,
o Museu, o CineTeatro, Centro Ambien-
tal, Presépio de palha de milho, um dos
maiores do mundo.
Campo Largo
A cidade de Campo Largo recebeu imigrantes italianos, polo-
neses e ucranianos. Atualmente,
abriga um parque industrial e
é considerada nacionalmente
como a “Capital da Louça”. Além
disso, as pessoas podem des-
frutar do Parque Histórico do
Mate, museus, Parque Cambuí,
Lagoa Grande, Serra da Endo-
ença, Casa da Cultura, admirar
o Painel de Poty Lazarotto, entre
outras construções.
Balsa Nova
A cidade de Balsa Nova surgiu com
o tropeirismo, onde os tropeiros com
suas tropas paravam para descansar.
Suas travessias próximas aos rios
eram feitas por canoas e depois fo-
ram substituídas por uma balsa a qual
serviu de referência aos moradores,
por isso o nome Balsa Nova. Quando
visitar Balsa Nova, deve-se conhecer
também o Parque Manancial que é
voltado à conservação e os distritos
de Bugre e São Luiz do Purunã.
Seminário Seráfico - Parque Ecoturístico - SEBRAE
Museu Histórico do Mate -SEBRAE
Parque Manancial de Balsa Nova -SEBRAE
21
Conhecendo meu município e minha região
Campo do Tenente
Cidade que apresenta uma forte tradição do tropeirismo aliada
à cultura dos imigrantes. Destaque para o Grupo Folclórico cha-
mado de Niezapomi-
najka. A fé também é
marcante na cidade, é
mostrada nas igrejas e
no Mosteiro Trapista.
Outro forte atrativo é o
Morro de Sant´Ana, no
qual pode-se apreciar
toda a beleza natural
existente na cidade.
Lapa
Seu surgimento está marcado pelo tropeirismo. A cidade foi pal-
co do significativo episódio ocorrido durante a Revolução Federa-
lista em 1894, conhecido como Cerco da Lapa. A cidade apresenta
um dos maiores patrimônios culturais e arquitetônicos do Paraná
e do Brasil, abrigando histórias,
lendas e tradições.
O seu centro histórico possui
14 quarteirões com 235 imóveis,
trazendo até hoje um pouco de
cada século, sem perder a iden-
tidade e o encantamento.
Com toda essa beleza cul-
tural, você poderá ainda fazer
passeios à fazendas, caminha-
das à paisagens incríveis como à
Gruta do Monge ou repousar no
maior SPA da região.
Capela do Mosteiro Trapista -SEBRAE
Theatro São João -SEBRAE
22
Conhecendo meu município e minha região
1.2 Caminho das Tropas e Tropeirismo
A mineração teve um crescimento no Brasil no século XVIII,
quando foi descoberto o ouro na região das Minas Gerais, por isso
muitas pessoas se dirigiram para lá, o que provocou o surgimento
de inúmeras vilas e povoados.
Como a região mineira ficava distante de povoados e até mes-
mo dos portos marítimos, existia o problema de transporte, seja de
mercadorias (alimentos), bem como para levar o ouro até o Porto
do Rio de Janeiro. Como não existiam estradas, o uso de carroças
ou então de carro de boi era difícil, por isso a mula que era mais re-
sistente que o cavalo, era o melhor animal para o transporte. Esses
animais eram trazidos do Rio Grande do Sul até as feiras de Soroca-
ba em São Paulo, onde eram vendidos para os mineradores.
O Caminho por onde passavam esses animais ficou conhecido
como Caminho das Tropas ou Caminho do Viamão, pois partia da
cidade de Viamão no Rio Grande do Sul, passando por Santa Cata-
rina e Paraná até chegar em São Paulo. A abertura desse caminho
deu origem ao movimento do tropeirismo.
Os condutores das tropas eram chamados de tropeiros, porém,
não viajavam sozinhos, eram acompanhados de peões ou camara-
das e outros empregados, que eram encarregados de cuidar dos
animais, preparar o pouso, preparar as refeições, entre outras ativi-
dades.
Viajavam pelo caminho durante todo o dia e a noite escolhiam
um local especial para o pouso com bom pasto e água abundan-
te. A preparação do pouso era trabalhosa, pois além de preparar o
acampamento, era preciso tirar os sacos, bruacas, cangalhas e ar-
reios das mulas.
23
Conhecendo meu município e minha região
Caminho dasTropas ou doViamão
Depois do trabalho, todos se reuniam para comer (arroz, carne
seca, farinha de mandioca, o feijão tropeiro e o chimarão) e depois,
com a viola na mão, faziam a cantoria e contavam causos. Pela ma-
nhã, os animais eram reunidos e contados e a tropa seguia viagem
até o próximo pouso.
Nos pousos, começaram a surgir alguns barracões, armazéns e
algumas casas, atraindo muitas pessoas, o que levou muitos pousos
a se transformarem em vilas e cidades.
No Paraná, o Caminho das Tropas cortava os Campos Gerais e as
cidades de nossa região têm origem histórica comum como pouso
de tropeiros, como Rio Negro, Lapa, Campo do Tenente, Palmeira,
Ponta Grossa, Carambeí, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés, o
que pode ser observado no mapa a seguir.
A distância em
quilometragem das
cidades dos Campos
Gerais é bastante
parecida, pois significa
um dia de viagem do
tropeiro.
Fonte: Atlas do Estado do Paraná
24
Conhecendo meu município e minha região
Rota dosTropeiros
Além do surgimento das cidades, o tropeirismo deixou frag-
mentos de cultura, seja no modo de falar, costumes, sentimentos,
música, alimentação entre outros.
Com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro e a decadência
da mineração, o tropeirismo vai enfraquecendo e seu ciclo encerra
quando os caminhões iniciam o transporte de mercadorias.
O tropeirismo faz parte de nossa memória histórica e de nossa
identidade, por isso foi desenvolvido o projeto“Rota dos Tropeiros”.
Fonte: Guia Rota dosTropeiros – ParanáTurismo/Sebrae
25
Conhecendo meu município e minha região
1.3 História de Ponta Grossa
1.3.1 Origem do nome
O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo-
se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por
um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância
por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de
que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, re-
feriam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da
Ponta Grossa”.
Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Fer-
reira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhaes, proprietário de
terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco
Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O em-
pregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com
terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria
o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta
grossa”.
Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da
Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do
povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um ca-
pão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”.
Essas são histórias que fazem parte de nossa tradição, mas
não se pode esquecer, que o nome de nossa cidade decorre de
uma colina com características próprias da vegetação local.
1.3.2 As pombinhas na história de Ponta Grossa
Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para deci-
dir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora
de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não
chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo
a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde
eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a
sede da Freguesia que estava nascendo.
Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao
lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido,
o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela
26
Conhecendo meu município e minha região
simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desen-
volveu.
1.3.3 O povoamento
Como já estudamos, Ponta Grossa teve sua origem e seu
povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primei-
ra notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando
Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território
paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados
que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e
animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram
formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Ca-
rambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas.
Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres je-
suítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa
Bárbara.
Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tro-
pas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar
e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de
ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como
Castro e Ponta Grossa.
As fazendas contribuíram para o aumento da população,
que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que per-
tencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores
O vôo das pombinhas é uma lenda ou um fato
verdadeiro? Muitos historiadores discutem essa
questão, porém o que podemos afirmar, é que as
pombinhas passaram a fazer parte da tradição
de Ponta Grossa e, estão presentes inclusive nos
símbolos oficiais do Município:
Hino, Marcha, Brasão e Bandeira.
27
Conhecendo meu município e minha região
começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma
Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar
na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em
quando rezar missas e também realizar casamentos e batiza-
dos.
1.3.4 O crescimento e desenvolvimento
Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de
1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do
Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em
homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para
ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser cons-
truídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje
se encontra a Catedral de Sant’Ana.
Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade.
Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cres-
ce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior
do Paraná.
Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta
Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social.
A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento,
destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso
fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para traba-
lhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imi-
grantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior
da cidade. Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os
poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tan-
tos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem
como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural
de Ponta Grossa.
Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de
comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, bibliote-
ca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida
como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma
grande cidade.
28
Conhecendo meu município e minha região
1.3.5 Geografia de Ponta Grossa
O município de Ponta Grossa está situado na região centro-sul
do Paraná e, limita-se com os seguintes municípios:
• Castro e Carambeí ao norte;
• Palmeira e Teixeira Soares ao sul;
• Campo Largo a leste;
• Tibagi e Ipiranga a oeste.
O município é dividido em área urbana e rural. A área urbana é a
sede (ou seja, a cidade de Ponta Grossa) e a área rural divide-se nos
seguintes distritos: Guaragi, Uvaia, Piriquitos e Itaiacoca.
Ao andar por nossa cidade, pode-se notar que o seu relevo não
é todo igual; ele apresenta altos e baixos. Isso quer dizer que sua
superfície é suavemente ondulada, algumas vezes escarpada e ain-
Fonte: Plano Diretor de Ponta Grossa
29
Conhecendo meu município e minha região
da apresentando algumas depressões, como furnas e canyons
como o do Rio São Jorge. Na região dos Alagados estão as escar-
pas, já o Buraco do Padre e as Furnas Gêmeas são depressões e
a superfície levemente ondulada pode ser encontrada na região
de Guaragi.
O município também possui rios (cursos de água) importantes,
tais como: Tibagi, Pitangui, São Jorge, Verde, Botuquara, Guabiroba,
Cara Cará, entre outros. Alguns deles são rasos e correm sobre ro-
chas, por isso são conhecidos como lajeados. Em Ponta Grossa, um
rio com essas características é o Rio São Jorge, muito procurado por
turistas no verão.
A vegetação apresenta regiões de campos limpos (gramíneas),
capões de mato e matas ciliares que acompanham os cursos de
água. Em alguns locais, encontra-se ainda o Pinheiro do Paraná,
tambem conhecido como Araucária. Essa é a árvore característica
do Estado, que por estar sendo ameaçada de extinção, passou a ser
preservada e protegida por lei.
Nossa região possui clima subtropical úmido, com verões fres-
cos e geadas no inverno.
Dentro das paisagens naturais do Paraná, o município de Ponta
Grossa, encontra-se no Segundo Planalto Paranaense ou Planalto
dos Campos Gerais. As características geológicas da região pro-
piciaram a formação de paisagens de rara beleza, como o Parque
Estadual de Vila Velha, a região dos Alagados, o próprio Distrito de
Itaiacoca, além de muitas outras áreas, compostas de campos e ma-
tas fechadas.
A preservação desse cenário natural é importante para a quali-
dade de vida da comunidade, bem como para atrair e encantar a
todos aqueles que nos visitam.
Você sabia que, segundo a
estimativa do IBGE de julho de 2006,
a população de Ponta Grossa é de
304. 973 habitantes?
30
Conhecendo meu município e minha região
1.3.6 Curiosidades de Ponta Grossa
Você sabia que:
• Ponta Grossa, já foi chamada de
Pitangui e Estrela?
• O Cemitério Municipal São José é
atualmente um referencial para a cidade,
seja por sua história ou ainda pela beleza
de túmulos construídos com requintes
arquitetônicos?
• Com um apito de um trem – uma
Maria Fumaça – Ponta Grossa despertou
para o progresso. Em 1894 foi inaugurada
a Estação Paraná?
• Tão perto, tão bela – a Estação
Ferroviária São Paulo - Rio Grande,
conhecida como Estação Saudade,
recebeu visitas ilustres como o pai da
aviação Alberto Santos Dumont em
1916?
2
História, Cultura
e Natureza
Celso
Parubocz
–
PMPG/UEPG/SESI
32
História, Cultura e Natureza
Conhecer a história de uma região é uma forma de conhecer
também a própria história. Essa representação pode estar nos livros,
mas também é percebido isso nos edifícios, nas praças e monu-
mentos públicos e nas roupas que as pessoas usavam na época e
ainda nos museus que guardam essa memória.
2.1 Patrimônio Cultural Histórico
2.1.1 - Edificações
Mansão Vila Hilda
Foi construída em 1926 por Alberto
Thielen, industrial, comerciante e figura
de destaque na história de Ponta Grossa.
O nome da mansão é uma homenagem
a sua esposa Hilda Thielen. O casarão
possui dois pavimentos que abrigavam
a família e os serviçais da casa. O interior
da mansão possui pinturas que retratam,
paisagens e motivos europeus, além de
algumas paisagens locais. Por muitos
anos foi sede da Biblioteca Pública de
Ponta Grossa e hoje em suas dependên-
cias, funciona a Secretaria de Cultura de
Ponta Grossa. Foi tombado como Patri-
mônio Cultural do Paraná em 1990.
Patrimônio Cultural: é tudo aquilo que
faz parte da memória da comunidade,
ou seja, manifestações culturais, objetos,
documentos, lendas e também o meio
ambiente natural.
DETUR/SMICT
33
História, Cultura e Natureza
Colégio Regente Feijó
O prédio do Colégio foi inaugurado
em 1924, para funcionar a Escola Normal
de Ponta Grossa. Em 1939, passa a ser
sede do Ginásio Regente Feijó. Situa-se
na Praça Barão do Rio Branco e é um mar-
co na paisagem urbana da cidade pela
beleza de sua construção. Caracteriza-
se por ser um grande Colégio Estadual,
onde estudaram muitos personagens da
história local, sendo até hoje uma refe-
rência por sua importância educacional. Foi tombado como Patri-
mônio Cultural do Paraná em 1990.
Prédio do Antigo Fórum
Foi inaugurado em 1928
para ser sede do Fórum de
Ponta Grossa. Destaca-se na
paisagem urbana, por ser uma
construção de beleza arquite-
tônica significativa e por estar
localizado na área histórica da cidade. O Fórum funcionou neste lo-
cal até 1983, quando o prédio passou a ser sede do Museu Campos
Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Situado na Rua
Engenheiro Schamber.
Também foi tombado como Patrimônio Cultural do Paraná em
1990.
Você sabia que:
Tombamento significa preservar e
conservar através de leis o Patrimônio
Cultural de uma cidade?
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
34
História, Cultura e Natureza
Edifício Guilherme Naumann – Proex
Este edifício foi construído pelo imigrante alemão Guilherme
Naumann em 1906. Dividido em 2 andares, no térreo funcionava a
loja de ferragens e no pavimento superior sua moradia.
O prédio foi vendido em 1933, e diferentes funções ele abrigou
como: Correio, Farmácia, Faculda-
de, Creche, entre outros.
Atualmente pertence à Uni-
versidade Estadual de Ponta
Grossa e serve de sede para a
Pró Reitoria de Extensão e Assun-
tos Culturais, daí ser conhecido
como PROEX. Localiza-se na Pra-
ça Marechal Floriano Peixoto e foi
tombado como Patrimônio Cul-
tural do Paraná em 1990.
Estação Paraná – Casa da Memória
Este edifício foi inaugurado em 1894, para ser sede da primeira
Estação Ferroviária de Ponta Grossa. Servia de embarque e desem-
barque de passageiros, bem como para o transporte de cargas.
A importância desse edifício está ligado à sua beleza arquitetôni-
ca e também por inaugu-
rar na região o transporte
ferroviário. Com a retirada
dos trilhos do centro da
cidade, ela foi desativada
e em 1995 foi inaugurada
no local a Casa da Memó-
ria de Ponta Grossa. Loca-
liza-se na Rua Benjamin
Constant e foi tombada
como Patrimônio Cultural
do Paraná em 1990.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
35
História, Cultura e Natureza
Estação São Paulo-Rio Grande
Com o crescimento da ferrovia no Paraná, o prédio da Estação
Paraná não atendia mais ao constante crescimento e movimento de
passageiros e cargas, por isso foi cons-
truída e inaugurada em 1900 a Estação
São Paulo-Rio Grande. Ela foi ampliada
em 1908 e suas características originais
permanecem preservadas até hoje.
Localizada na Praça João Pessoa,
o prédio foi tombado em 1990 como
Patrimônio Cultural do Paraná e atu-
almente é sede da Biblioteca Pública
Municipal Profº Bruno Enei.
Centro de Cultura
O local foi utilizado para abrigar o Ginásio Regente Feijó, em
1927. Devido ao aumento do número de alunos, o Ginásio passou
a ocupar outro prédio, na
Praça Barão do Rio Branco
e nesta edificação, então,
começou a funcionar a
Escola Normal de Ponta
Grossa até 1950.
Em 1988 o imóvel foi
doado à Prefeitura de Pon-
ta Grossa, sendo inaugu-
rado o Centro de Cultura,
onde acontecem exposi-
ções, apresentações e ati-
vidades culturais, como por exemplo, a Quarta Cultural. Foi tom-
bada pelo COMPAC como Patrimônio Cultural de Ponta Grossa em
2002
Você sabia que: COMPAC, significa
Conselho Municipal do Patrimônio Cultural
e é o órgão responsável por cuidar do
Patrimônio de Ponta Grossa?
DETUR/SMICT
AlceuBortolanza-PMPG/UEPG/SESI
36
História, Cultura e Natureza
tória, Cultura e Natureza
Cine Teatro Ópera
Casa do Divino
2.1.2 Monumentos
Memorial do Tropeirismo
Ponta Grossa tem sua origem no Caminho das Tropas, sendo
assim em 2003 foi inaugurado na
Rua Silva Jardim um monumento
em homenagem ao Tropeirismo.
É formado por quatro murais com
pinturas em cerâmica que mos-
tram o dia a dia do tropeiro. Apre-
senta uma cobertura metálica que
simboliza um pouso, um totem
com a história tropeira escrita em
alto relevo e há uma escultura em
aço de um cavaleiro mostrando o
caminho das tropas.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
IzaelemAlves-PMPG/UEPG/SESI
37
História, Cultura e Natureza
Memorial Ponto Azul
O Ponto Azul foi por muitos anos, local de embarque e desem-
barque dos coletivos urbanos de Ponta Grossa e, teve sua origem
na década de 1950. Era uma construção de dois pavimentos, onde
também funcionava lanchonete, bomboniére, engraxataria, entre
outros serviços.
Em volta do prédio,
uma marquise abrigava os
passageiros que espera-
vam ou desciam dos cole-
tivos. Com o crescimento
da cidade, há necessidade
de novas linhas obrigou
a transferência do ponto
para as Praças Barão de
Guaraúna e Barão do Rio
Branco respectivamente.
Na década de 1970 o
local foi demolido, permanecendo somente na lembrança das pes-
soas, que sempre se referem ao local como Ponto Azul.
Por isso, em 2004, foi inaugurado no mesmo local o Memorial,
que entre outras coisas, possui um painel com a imagem do antigo
Ponto Azul, preservando assim um importante referencial da histó-
ria de Ponta Grossa.
Você sabia que, na época o cumprimento
constante entre as pessoas era “Tudo
Azul”, servindo de inspiração para o nome
e a cor do local, com exceção das janelas de
madeira pintadas de vermelho!
DETUR/SMICT
38
História, Cultura e Natureza
Monumento do Sesquicentenário
Localizado na parte central da Praça Marechal Floriano Peixoto
o monumento é uma home-
nagem ao aniversário de 150
anos de elevação de Ponta
Grossa à categoria de Fregue-
sia. Inaugurado no dia 15 de
setembro de 1973, o monu-
mento forma o número 150
e na curvatura do número 5
encontra-se um mural com
desenhos contando a história
de Ponta Grossa.
Monumento à Bíblia
Também localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, encon-
tra-se este importante monumento. Inaugurado em 07 de novem-
bro de 1969, foi o primeiro
no mundo a homenagear a
Bíblia.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
39
História, Cultura e Natureza
2.1.3 Museus
Museu Campos Gerais
O Museu Campos Gerais pertence à Universidade Estadual de
Ponta Grossa e foi fundado em 1983, possuindo um rico acervo
sobre a história da cidade.
É dividido nas seguintes
sessões: paleontologia,
indígena, ambiente re-
gional, pesquisas, entre
outras. Localiza-se na Rua
Engenheiro Schamber.
Museu Época
O Museu Época é particular e localiza-se na Praça Roosevelt em
um antigo casarão, que foi residência de Bonifácio Vilela. Foi inau-
gurado em 1992 e possui peças que retratam a história de Ponta
Grossa.
DETUR/SMICT
Museu Campos Gerais
40
História, Cultura e Natureza
2.2 Patrimônios Religiosos
Igreja do Rosário
No início, em 1869, era uma igreja sim-
ples e modesta, em estilo colonial jesuítico,
mantida pela Irmandade do Rosário e bas-
tante freqüentada por escravos.
Na década de 1940 a antiga igreja foi de-
molida e uma nova edificada. O novo pré-
dio foi feito em alvenaria e apresenta torres
imponentes. Em 1961 foram feitas as pintu-
ras nas paredes da Capela do Altar Mor, re-
presentando os três mistérios do Rosário. A
Igreja ainda possui quadros e as estações da
Via Sacra em mosaico.
Igreja Sagrado Coração de Jesus
Conhecida como Igreja dos Polacos, pois possui sua história liga-
da a imigração polonesa em Ponta Grossa. Foi construída em 1898,
e tudo era falado na língua polonesa, exceto as missas rezadas em
latim. Em 1928 a Igreja se tornou pequena para o número de po-
loneses no muni-
cípio, então, neste
mesmo lugar foi
construída em es-
tilo gótico a atual
igreja, com muita
dificuldade.
É a única igreja
da cidade que tem
adoração perpé-
tua do Santíssimo
Sacramento e nos
domingos ocorre a
celebração de mis-
sa em língua polonesa.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
41
História, Cultura e Natureza
História, Cultura e N
Mosteiro da Ressurreição
Nove monges de abadia (conjunto de
monges que vivem sob a direção de um
abade, uma espécie de bispo) vieram de
São Paulo para Ponta Grossa em 1981, e o
bispo os instalou em Vila Velha. Em 1983 os
monges compraram um terreno e reforma-
ram as casas que existiam e construíram o
Mosteiro.Seguemosvotos:deficarnomos-
teiro até sua morte, de descobrir seus de-
feitos e corrigi-los e de obedecer ao abade
e as regras do mosteiro. Os monges levam
uma vida de oração, de disciplina, de estu-
dos e trabalho. Fazem produtos artesanais
para ajudar na preservação do mosteiro.
Catedral de Sant’Ana
Em 1823, depois de Ponta Grossa se
tornar Freguesia, foi necessário construir
uma capela, pois o altar que existia na Casa
de Telhas não era mais adequado, para
atender a Freguesia. Foi escolhido então,
o local mais alto da cidade, para a constru-
ção de uma capela simples, para abrigar a
Imagem de Sant’Ana. Por volta de 1863 a
igreja foi ampliada, mas ainda não possuía corredores laterais e tor-
res. Em 1906 houve necessidade de construção de uma nova igre-
ja, esta foi desenhada pelo
arquiteto italiano Nicolau
Ferigoti, chamando atenção
pelo seu estilo diferente e
também por ser vista de vá-
rios locais, já que estava no
alto da colina.
Em 1978 foi iniciada a
demolição da Catedral, e
uma nova foi construída no
mesmo local, possuindo um
estilo mais moderno.
DETUR/SMICT
MariaFernandaCordeiro-
PMPG/UEPG/SESI
DETUR/SMICT
42
História, Cultura e Natureza
Igreja Imaculada Conceição
A Imagem de Nossa Senhora Imaculada
Conceição e o terreno, foram doados por Ana
Guimarães, para que fosse construída uma Igre-
ja para a comunidade do bairro Uvaranas, ha-
bitado principalmente por italianos. Conhecida
também como Igrejinha de Uvaranas, foi tomba-
da pelo COMPAC, como Patrimônio Cultural de
Ponta Grossa em 2004.
Capela Santa Bárbara
Primeira capela construí-
da em nossa região, tem sua
história ligada à presença dos
jesuítas e ao movimento das
tropas.
A sesmaria do Pitangui foi
doada aos Padres Jesuítas que construíram no local uma pequena
capela. Com a abertura do Caminho das Tropas em 1731 e que pas-
sava pelo local, os padres dedicaram a capela à Santa Bárbara. Como
foi a primeira capela construída em Ponta Grossa, ela foi tombada
pelo COMPAC em 2000 e totalmente restaurada e preservada.
Preservar, o que é isto?
É conservar, defender, cuidar e
tratar de um patrimônio.
E Restaurar?
É recuperar o patrimônio que foi danificado
pelo mau uso e pelo tempo.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
43
História, Cultura e Natureza
Cemitério Municipal São José
O Cemitério Municipal São José localizado no Largo Profº Colla-
res, começou a ser utilizado em 1881. No local podem ser encon-
trados sepulturas de personalidades da história de Ponta Grossa,
bem como muitas obras de arte, seja na arquitetura dos mausoléus
ou na beleza das imagens
que adornam os túmu-
los. Um túmulo que atrai
muitos visitantes por ser
considerado “milagroso” é
o de Corina Portugal.
Igreja Transfiguração do Nosso Senhor - Ucraniana
Em Ponta Grossa, a primeira igreja ucraniana foi inaugurada em
meados de 1952. A igreja era toda de madeira somente com a facha-
da de alvenaria, por isso construiu-se outra, que em 1978 foi aben-
çoada. Desta
vez foi toda
feita de alve-
naria, em es-
tilo bizantino
ucraniano ca-
tólico. A tradi-
ção religiosa
dos ucrania-
nos é preser-
vada nesta
Igreja.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
44
História, Cultura e Natureza
2.3 Praças
Praça Marechal Floriano Peixoto
Esta praça por toda sua história e pelo conjunto de obras que
apresenta, deve ser considerada como um monumento. Nela en-
contra-se o Obelisco
aos Fundadores da
Cidade, o Monumen-
to ao Sesquicentená-
rio, o Monumento à
Bíblia e a Catedral de
Sant’Ana.
Praça Barão do Rio Branco
Foi o primeiro logradouro público de Ponta Grossa, inicialmen-
te, denominado de “Largo do Rosário”. Em 1930 o local foi dividido
em duas partes: de
um lado a Praça e de
outro um Parque In-
fantil, já em 1938 foi
inaugurada a Concha
Acústica, um local
destinado para apre-
sentações culturais
ao ar livre. Na déca-
da de 1950 houve a
unificação das duas
partes e em 1998 a
Praça foi novamente
dividida.
CarolinaBertocco-PMPG/UEPG/SESI
ArnaldoAlissonMachado-PMPG/UEPG/SESI
45
História, Cultura e Natureza
Complexo Ambiental Gov. Manoel Ribas
Conhecido também como Parque Ambiental, localiza-se no
centro da cidade e ocupa a área do antigo pátio da Rede Ferrovi-
ária. O Complexo possui quadras esportivas, parque infantil, entre
outros e foi inaugurado em 1996.
O complexo foi projetado para destacar os elementos da natu-
reza, por isso é composto pelas praças do Ar, da Água, da Terra e do
Fogo.
A Praça do Ar: Simboliza o inverno com a cor amarela;
A Praça da Água: Simboliza a primavera com a cor azul;
A Praça da Terra: Simboliza o outono com a cor verde;
A Praça do Fogo: Simboliza o verão com a cor vermelha.
2.4 Lendas de Ponta Grossa e Região
Lenda das Pombinhas
Lenda de Vila Velha
Lenda do Olho D’Água João Maria
Lenda do Buraco do Padre
Lenda da Gralha Azul
AshleyNicolasParubocz-PMPG/UEPG/SESI
46
História, Cultura e Natureza
ia, Cultura e Natureza
2.5 Patrimônios Naturais
Parque Estadual
de Vila Velha
O Parque Estadual de
VilaVelhaéumaUnidadede
Conservação formada por
três grandes atrativos: Are-
nitos, que são as formações
rochosas e apresentam for-
mas variadas, como: a taça,
o camelo, entre outras. As
Furnas, que se caracteri-
zam por grandes crateras
com vegetação exuberante
e água no seu interior (len-
çol subterrâneo). A Lagoa
Dourada que possui este
nome porque ao pôr do sol
suas águas ficam douradas.
Arenitos -DETUR/SMICT
Lagoa Dourada -DETUR/SMICT
47
História, Cultura e Natureza
O Parque ficou fechado
por dois anos, para refor-
mas e revitalizações de áre-
as degradadas pelos segui-
dos anos de uso incorreto
de seu meio natural. Hoje
o Parque está recuperado e
todos os passeios são feitos
por trilhas e acompanha-
dos de guias do próprio
parque.
Buraco do Padre
O nome do local está ligado à história
dos Padres Jesuítas que meditavam nes-
te local. Trata-se de uma espécie de anfi-
teatro subterrâneo, com uma cascata de
aproximadamente 30m de altura em seu
interior. Mesmo de maneira diferente o
Buraco do Padre também é uma furna, o
visitante anda por 1 quilômetro até che-
gar ao interior dela. A trilha não apresenta
muitas dificuldades. Localiza-se na Região
de Itaiacoca e é uma Unidade de Conser-
vação.
Furnas -DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
48
História, Cultura e Natureza
Cachoeira da Mariquinha
Local de rara beleza, utilizada
como balneário, possui uma ca-
choeira de aproximadamente 20
metros de altura. Localiza-se na Re-
gião de Itaiacoca e também é uma
Unidade de Conservação.
Canyon e
Cachoeira São Jorge
Considerada uma Uni-
dade de Conservação Mu-
nicipal, possui grande be-
leza. Durante seu percurso
encontram-se diversas que-
das d’água e, em um deter-
minado ponto localiza-se
a cachoeira principal, com
cerca de 30m de altura. O
local possui também pare-
dões propícios à prática de
rappel.
Unidade de Conservação:
São locais naturais de importância
ecológica e ambiental.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
49
História, Cultura e Natureza
Alagados
Surgiu na década de 1940, quando o Rio Pitangui foi represa-
do. A represa é
responsável pelo
abastecimento
de água na ci-
dade. O local é
propício para o
contato com a
natureza.
Parque Municipal Rio Verde
Importante área natural próximo ao centro de Ponta Grossa. Foi
revitalizado e reforma-
do para melhor atender
a comunidade que uti-
liza o local para lazer e
contato com a nature-
za. Possui lanchonete,
churrasqueiras, sanitá-
rios e parque infantil.
Deve ser preservada
como espaço natural
de uso comunitário.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
50
História, Cultura e Natureza
Capão da Onça
O Capão da Onça é um balneário natural com cachoeiras, corre-
deiras e piscinas naturais,
localizado na região de
Itaiacoca. Considerado
uma Unidade de Con-
servação Municipal, é
um local agradável para
lazer e contato com a
natureza.
Parque Marguerita Sannini Masini
Foi inaugurado em 1999, com a finalidade de servir como área
de lazer e educar a comunidade sobre a preservação de ambien-
tes naturais. Refúgio natural dentro da cidade, com mais de 50.000
m² onde se pode
descansar, correr,
brincarousimples-
mente apreciar a
natureza.
DETUR/SMICT
DETUR/SMICT
3
Turismo e
Hospitalidade
Ashley
Nicolas
dos
S.
Parubocz
–
PMPG/UEPG/SESI
52
Turismo e Hospitalidade
3.1 Entendendo o turismo e o turista
O Turismo é uma importante atividade econômica que envolve,
comércio e serviços de uma cidade. O Turismo ocorre quando um
visitante de um município viaja para uma outra cidade, por inúme-
ros motivos que podem ser as férias, trabalho ou ainda participar de
um evento, como as festas populares.
O Turismo é importante para a cidade que recebe os turistas
porque é nela que são gerados muitos empregos, o comércio fica
mais movimentado e são abertas mais empresas para atenderem
os turistas, como as agências de viagens, os hotéis, restaurantes e
lojas de artesanato e lembranças.
O turismo proporciona o acesso ao universo real ou imaginário
de entretenimento e por isso ele estimula o consumo de bens e
serviços diversos. Enfim, contribui para reduzir as desigualdades so-
ciais e desperta nas pessoas a alegria de viver!
ATIVIDADE
Caça-Palavras
Agora encontre algumas palavras que representam a importância
doTurismo para Ponta Grossa. Para isso, leia o texto a seguir e procure
no quadro as palavras que aparecem em destaque no texto:
W A D G J U E X C A S E R I T
E Q T U R I S T A S D H E G U
C S É S T B A W K D K M Y V F
E C V G K F C O M É R C I O O
I M F N P M G Q J F Z L J M T
X G O W J P E W C H E D G Z O
Z Q T Y N L A T R A T I V O S
O Ç O Z H U R P E T Ç U P G F
B F S É I W G Y N É P A W A P
V K M Z L Ç V N D Z D Q I H P
U S D U B A Q R A A G P U D W
E F G C A S E F T F Z L J M T
I M F N P M G Q J G Z L J M T
X G O W J P E W C H E D G Z O
E C Z H I N F O R M A Ç Ã O X
I M P E W C H F N P M G Q P T
X G L A T R A O W J P E W X L
53
Turismo e Hospitalidade
Quando um visitante vem para Ponta Grossa ele é chamado
de TURISTA. Por isso é importante preservar os ATRATIVOS, para
que eles possam visitar e tirar muitas FOTOS. Assim, o COMÉRCIO
pode vender mais produtos e os moradores possuem mais oportu-
nidades de emprego e RENDA.
E o Turista?
É você também, quando sai de férias com sua família, com os
amigos ou com um grupo de sua escola. Quando viaja, passeia, fica
hospedado em pousada, camping, hotel, casa de parentes; alimen-
ta-se e faz compras (artesanato) para levar uma recordação do lugar
visitado.
Ao realizar essas atividades, você é o turista!
E uma das vantagens do turismo é justamente aproximar pesso-
as de locais e culturas diferentes.
O que o turista deseja:
• Fugir da rotina, do seu cotidiano, das suas paisagens diárias.
• Ter a oportunidade de explorar e de avaliar seu próprio modo de ser.
• Experimentar diferentes formas de lazer.
• Ser tratado com excelência.
• Ter liberdade.
• Fazer novas amizades.
• Compartilhar atividades de lazer com parentes e amigos.
• Cuidar ou melhorar a saúde.
• Descansar.
• Conhecer novos lugares, costumes, culturas e termos regionais.
• Aventurar-se.
• Contemplar belos locais.
O turista é a pessoa que viaja para ver
coisas diferentes, conhecer novos costumes e
apreciar a exuberância da natureza!
54
Turismo e Hospitalidade
ATIVIDADE
O turista adora observar as belezas do local que visita. Assim,
ajude-o a perceber as diferenças entre o primeiro e o segundo de-
senho, descobrindo os 07 erros.
Quais são os sete erros do segundo desenho?
Depois de identificar os erros, pinte os
desenhos que retratam a natureza
55
Turismo e Hospitalidade
3.2 A importância de participar e
atender bem ao turista
Você viu que, por diversos motivos, as pessoas viajam. Porém há
um aspecto que diz respeito a todos esses tipos de turismo. Sabe
qual?
O turista quer ser bem tratado, quer ser respeitado, e isso signi-
fica dentre outras coisas:
• Cidade limpa e bem sinalizada. Portanto, é preciso cuidar da
limpeza e da sinalização das atrações turísticas de Ponta Grossa e
dos Campos Gerais.
• Informações certas.
• Povo educado e hospitaleiro.
Por que é importante receber bem o turista?
Muito simples: ele traz dinheiro à nossa cidade, o comércio ven-
de mais, a cidade tem mais movimento, gera ocupação, renda e
todos ganham.
O turista volta quando:
• A comunidade local o recebe com cordialidade e hospitali-
dade.
• As belezas naturais estão bem conservadas.
• Os centros históricos, museus, igrejas estão abertos e funcio-
nam nos horários divulgados pelo órgão de turismo local, inclusive
nos finais de semana.
• Restaurantes e quiosques de alimentação estão limpos e a
comida servida é saborosa.
• Rodoviárias, ferroviárias, aeroportos, táxis são seguros, estão
limpos e respeitam os horários.
56
Turismo e Hospitalidade
ATIVIDADE
Pode ou não pode?
Pinte a carinha de acordo como se deve agir quando se pratica
turismo e se visita a natureza.
57
Turismo e Hospitalidade
3.3 Sinalizando Ponta Grossa
para o turismo
O turista, como você aprendeu, está em Ponta Grossa por um
período curto, seja a lazer, a negócios, visitando parentes, fazendo
tratamento de saúde ou por vários outros motivos. Provavelmente
ele não conhece o município e os lugares que irá visitar.
Como ele faz para não se perder? Uma alternativa é pergun-
tar para os moradores ou passar em um posto de informações
turísticas, mas também se guiar pelas placas que estão ao longo
das ruas.
É isso que se chama sinalização turística quando ligada ao tu-
rismo. Ela é fundamental para que o turista se sinta bem em nosso
município, consiga visitar os lugares que escolheu sem se deso-
rientar.
Como se sabe, tratar bem o turista é fundamental para que ele
volte para o município e indique para seus amigos e familiares. A
sinalização turística é uma boa recepção, comprometendo a expe-
riência positiva de quem nos visita.
58
Turismo e Hospitalidade
DETUR/SMICT
59
Turismo e Hospitalidade
60
Turismo e Hospitalidade
ATIVIDADE
Sinalizando Ponta Grossa para o Turismo
Todas as pessoas gostam de lugares bonitos, bem cuidados, lim-
pos, de pessoas educadas e receptivas.
Você já imaginou o quanto seria bom se todos os turistas que
passassem por aqui gostassem tanto da cidade, e que quisessem
voltar sempre? Então... começe a imaginar...
Aprenda tudo sobre o turismo e suas delícias e se prepare para
que isso aconteça.
Identifique as placas de sinalização turística a serem
colocadas em sua cidade, marcando com
um traço as que ela precisa.
4
Artesanato
Vinicius
Wielewski
–
PMPG/UEPG/SESI
Artesanato é uma manifestação cultural da comunidade trans-
mitida de geração em geração.
Existe uma variedade muito grande de artesanato, desde aque-
les feitos para uso doméstico até produtos para enfeites.
O artesanato em Ponta Grossa é mais conhecido pelo trabalho
realizado com a palha de milho, a casca de pinhão e a madeira. Os
temas mais abordados são: tropeirismo, gralha azul, as pombinhas
e Vila Velha.
62
Artesanato
DETUR/SMICT
5
Eventos
Isabel
Motti
Correia
–
PMPG/UEPG/SESI
64
Eventos
A seguir conheça os principais eventos da cidade de Ponta Gros-
sa, devemos saber mais sobre eles para entender a importância que
tem para Ponta Grossa. Afinal,porque eles são tão essenciais?
A importância deles é grande, pois nesses períodos em que os
eventos acontecem, muitas pessoas visitam o município e podem
ficar nele durante algum tempo, fazendo com que se alimentem,
durmam e passeiem na cidade, dessa maneira os turistas acabam
gastando seu dinheiro e auxiliando os empresários e trabalhadores
do município.
É interessante saber também que um evento faz com que os tu-
ristas conheçam a cidade, por isso é muito bom mantê-la sempre
limpa e pronta para recebê-los, pois dessa forma eles poderão vol-
tar e trazer suas famílias e amigos para passear na cidade, gerando
mais renda para as pessoas que moram nela.
Enfim, os eventos são importantes meios de fazer com que pes-
soas conheçam mais sobre a cidade, mesmo que fiquem poucos
dias, por isso é de grande importância acontecer vários eventos na
cidade durante o ano.
Você pode auxiliar nisso, sempre tratando bem o turista e aju-
dando caso ele tenha dúvidas sobre a cidade em que está, tornan-
do-a mais querida pelos visitantes, dessa maneira outros eventos
poderão ocorrer nela.
Por isso, o Ponta Grossa Convention & Visitors Bureau é
uma entidade, cujo principal objetivo é contribuir com o de-
senvolvimento sócio econômico, através do aumento do nú-
mero de visitantes para os Campos Gerais. Além disso, o
Convention apóia a realização de eventos e também traba-
lha para captar novos eventos e investimentos para a região.
O nome Convention & Visitors Bureau segue denominação interna-
cional e traduzido literalmente para a língua portuguesa pode ser
definido como “Escritório para Eventos e Visitantes” de uma locali-
dade.
Münchenfest
Realizada anualmente desde 1990, a Münchenfest – Festa Na-
cional do Chopp Escuro, atrai milhares de foliões da cidade e região
para degustar o chopp claro e escuro “München” (estrela da festa),
a comida típica alemã, prestigiar os diversos shows que são ofere-
cidos, o concurso do chopp em metro, concurso de blocos e da
rainha da Festa, além da banda típica alemã.
65
Eventos
Considerada o
maior evento dos Cam-
pos Gerais, a München-
fest, ocorre no final de
novembro e começo
de dezembro, com du-
ração média de 10 dias
no Centro de Eventos
de Ponta Grossa e faz
parte do Calendário
Oficial de Eventos do
Paraná, contribuindo também com a divulgação dos atrativos da
cidade.
Festival Nacional
de Teatro – Fenata
Criado em 1973, o Festival
Nacional de Teatro de Ponta
Grossa - FENATA, é realizando há
35 anos, dando oportunidade à
grupos de teatro de todo o país,
de mostrar seus trabalhos.
O Festival realizado pela Uni-
versidade Estadual de Ponta
Grossa acontece todos os anos
no mês de novembro, durante oito dias, em diversos locais da cida-
de e há espetáculos para crianças, adultos e para a terceira idade e
também espetáculos de rua.
Festival Universitário
da Canção – FUC
Realizado pela Univer-
sidade Estadual de Ponta
Grossa, tem como obje-
tivo valorizar o potencial
dos músicos e composito-
res da cidade, da região e
do país.
DETUR/SMICT
PROEX/UEPG
PROEX/UEPG
66
Eventos
Festa do Divino
A festa acontece todo o ano
em homenagem ao Divino Espíri-
to Santo, ocorreu desde 1882 até
1910,retomando seus festejos em
2003 onde os“FESTEIROS DO DIVI-
NO”percorrem as casas com o”Es-
tandarte do Divino” com cantatas
e novenas para convidar as pesso-
as a participarem do evento.
Semana da Cultura
Bruno e Maria Enei
Realizada no mês de
maio pela Secretaria de Cul-
tura da PMPG. Promove um
olhar sobre a cultura, onde
acontecem manifestações
de dança, canto, contos e
premiações de personali-
dades que se destacam no
meio cultural.
Folclore de Nossa Gente
Realizada pelo SESC-Ponta Grossa,
ocorre no mês de agosto com o ob-
jetivo de divulgar e valorizar a cultura
étnica, bem como o folclore em suas
diversas manifestações.
Associação Devotos do Divino
SMC/PMPG
SESC
6
Empreendedorismo
Paulo
Abel
Alves
de
Oliveira
–
PMPG/UEPG/SESI
No turismo, além de ajudar o turista e deixar a cidade mais limpa
e bonita para recebê-lo, é possível sua participação como empresá-
rios ou profissionais (trabalhadores).
Funciona assim, se você sabe fazer alguma coisa, ou mesmo
seus familiares sabem fazer algo de que o turista precise ou queira
comprar, como artesanato, há opção vendê-los ou prestar serviços
ao turista.
Por isso é importante conhecer o turismo e de que maneira ele
pode auxiliar a família, pois assim, quem sabe, haverá possibilidade
de abrir um novo negócio, seja uma empresa ou uma loja e come-
çar a ganhar dinheiro com o turismo.
Nesse sentido, é muito bom saber o que o turista mais precisa
quando vem à sua cidade. Pode ser um local para comer, porque
então não abrir um restaurante? Ou um lugar para comprar lem-
branças da viagem, então seria interessante abrir uma loja de arte-
sanatos. Além de diversas outras atividades que, possam ser feitas
para que o turista goste de visitar e de retornar à cidade.
68
Empreender é realizar uma tarefa com o
objetivo de atender bem o consumidor e
gerar lucro para quem está trabalhando!
69
Referências Bibliográficas
Acervo Documental da AMCG – Associação
dos Municípios dos Campos Gerais.
EMBRATUR. Instituto Brasileiro de Turismo.
Embarque Nessa.
FERNANDES, Josué Corrêa.
Das colinas do Pitangui
Ponta Grossa: Ed. Gráfica Planeta, 2003
GUIMARÃES, Cláudio Jorge, et all. Dos
Caminhos de Circulação às Rodovias
de Integração. Ponta Grossa: Princípio
Comunicação. Rodonorte, 2003
LANGE, Francisco Lothar. Os Campos Gerais e
Sua Princesa. Curitiba: Copel, 1998.
LAVALLE, Aída Mansani, el all. A história
regional nas Escolas de 1º Grau do Município
de Ponta Grossa. Ponta Grossa: Imprensa
Universitária, 1989.
PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA.
Plano Diretor de Turismo. 2002
SCHIMIDT, Maria Auxiliadora. Histórias do
Cotidiano Paranaense. Curitiba: Letraviva, 1996.
SEBRAE – SECRETARIA DE ESTADO DO
TURISMO. Rota dos Tropeiros. Guia Turístico.
Curitiba: 2006.
Solera, Carlos R. História e Bruacas, Curitiba:
2006
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA
GROSSA - PROEX. Projeto de Extensão
Conhecendo a Cidade – Informando o Turista.
Departamento de Turismo.
MINISTÉRIO DO TURISMO. Programa de
Regionalização do Turismo, Brasília, 2004
70
Créditos das Imagens:
- Acervo Prefeitura Municipal de Ponta Grossa - PMPG
- Acervo Associação dos Municípios dos Campos Gerais – AMCG/ SEBRAE
- Mauro Frasson
- Nádia Terumi Joboji
- Ângela Deduch
- Fotografe Ponta Grossa – PMPG/UEPG/SESI
- Acervo Universidade Estadual de Ponta Grossa
- SESC
- Associação do Divino
Agradecimentos:
A todos aqueles que acreditaram e colaboraram com a idéia.
Secretaria de Estado do Turismo
Paraná Turismo
Ana Maria Dropa
Carlos Alberto Almeida
Roque Sponholz
Silmara Aparecida dos Santos
Carolina Mainardes
Luciano Gaspar Darú
Marcelo José Gonçalves
Daniel Wagner
Hygino Roberto Büchner Mendes
David Pilatti Montes
Universidade Estadual de Ponta Grossa – Departamento de Turismo
Secretaria Municipal de Cultura
Secretaria Municipal de Educação
Fundação Educacional de Ponta Grossa- FUNEPO
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Revista guanduconhecimento2
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Qualificação profissional turismo Ponta Grossa

  • 1.
  • 2.
  • 3. O Programa de Qualificação Profissional e Social para o Setor Turístico de Ponta Grossa foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e o Ministério do Turismo - Convênio nº 276/2006. Diversas ações voltadas à qualificação profissional foram realizadas, entre elas um Curso sobre Turismo Regional e Local para os Professores da Rede Pública. Sendo assim, este material didático que será entregue a todos os alunos da Rede Pública, é resultado efetivo desta parceria.
  • 4.
  • 5. Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Ministra de Estado do Turismo Marta Suplicy Secretário Nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo José Evaldo Gonçalo Diretora do Departamento de Qualificação, Certificação e de Produção Associado ao Turismo Carla Maria Naves Ferreira Coordenador-Geral de Qualificação Diogo Joel Demarco Prefeito Municipal de Ponta Grossa Pedro Wosgrau Filho Vice-Prefeito de Ponta Grossa Rogério Bochi Serman Presidente da Associação dos Municípios dos Campos Gerais Altamir Sanson Secretário Municipal de Qualificação Profissional Luiz Simão Staszczak Diretor do Departamento de Geração de Emprego e Renda Nelson Ari Canabarro de Oliveira Secretária Municipal de Indústria, Comércio e Turismo Liliana Ribas Tavarnaro Diretora do Departamento de Turismo Márcia Maria Dropa
  • 6. Ficha Técnica Coordenação do Programa de Qualificação Profissional e Social para o Setor Turístico de Ponta Grossa Nelson Ari Canabarro de Oliveira Márcia Maria Dropa Julio César Ingenchaki Loreni Menger dos Santos Textos Márcia Maria Dropa - Coordenadora Nádia Terumi Joboji - Turismóloga Graziela Scalise Horodyski - Turismóloga Luiz Fernando de Souza - Turismólogo Eduardo Flávio Zardo - Turismólogo Equipe do Departamento de Turismo Loreni Menger dos Santos - Historiadora Gianna M. U. Banat - Turismóloga Micheli Justus Introvini - Turismóloga Aline Cezar Schwab - Estagiária Daniela Rosa da Silva - Estagiária Danielle Cristina Carneiro - Estagiária Fotolito e impressão Ajir Gráfica e Editora Ltda Projeto Gráfico e Diagramação ED3D - Paulo Schiavon Distribuição Secretaria Municipal de Indústria, Comércio e Turismo Secretaria Municipal de Qualificação Profissional Tiragem 15.000 exemplares DEPARTAMENTO DE TURISMO Av. Visc. de Taunay, 950- Ponta Grossa – PR – Cep: 84051-520 Tel. (42) 3220-1212 – Fax(42) 3901-1536 Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Turismo. Ponta Grossa-PR, 2007. 1. Turismo 2. Educação 3. Sensibilização TODOS OS DIREITOS RESERVADOS Proibida a reprodução total ou parcial, sem expressa autorização da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa.
  • 7. Sumário Mensagem do Prefeito Mensagem dos Secretarios Apresentação Cartilha de Turismo 1 - 1.1 - 1.2 - 1.3 - 1.3.1 - 1.3.2 - 1.3.3 - 1.3.4 - 1.3.5 - 1.3.6 - 2 - 2.1 - 2.1.1 - 2.1.2 - 2.1.3 - 2.2 - 2.3 - 2.4 - 2.5 - 3 - 3.1 - 3.2 - 3.3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - Conhecendo meu Município e minha Região....................................................11 Campos Gerais......................................................................................................................................12 Caminho das Tropas e Tropeirismo..........................................................................................22 História de Ponta Grossa.................................................................................................................25 Origem do Nome................................................................................................................................25 As Pombinhas na História de Ponta Grossa........................................................................25 O Povoamento......................................................................................................................................26 O Crescimento e Desenvolvimento.........................................................................................27 Geografia de Ponta Grossa............................................................................................................28 Curiosidades de Ponta Grossa.....................................................................................................30 História, Cultura e Natureza.......................................................................................31 Patrimônio Cultural Histórico.......................................................................................................32 Edificações...............................................................................................................................................32 Monumentos.........................................................................................................................................36 Museus.......................................................................................................................................................39 Patrimônios Religiosos.....................................................................................................................40 Praças..........................................................................................................................................................44 Lendas de Ponta Grossa e Região.............................................................................................45 Patrimônios Naturais.........................................................................................................................46 Turismo e Hospitalidade.............................................................................................51 Entendendo o Turismo e o Turista............................................................................................52 A Importância de Participar e Atender Bem ao Turista................................................55 Sinalizando Ponta Grossa para o Turismo ............................................................................57 Artesanato .......................................................................................................................61 Eventos..............................................................................................................................63 Empreendedorismo .....................................................................................................67 Referências Bibliográficas ..........................................................................................69 Agradecimentos ...........................................................................................................70
  • 8. Mensagem do Prefeito Percorrer os caminhos dos Campos Gerais é perceber como a força da natureza moldou no Paraná, cenários de rara beleza e encantamento, além de conhecer a ação do homem no processo de ocupação de território, desde o tropeirismo, à imigração ou ainda à ferrovia. O Município de Ponta Grossa está localizado nessa região e apresenta um potencial turístico vinculado ao Patrimônio Cultural e Natural, destacando-se antigas construções, aspectos urbanos significativos, peculiaridades na sua formação geográfica, além de características religiosas importantes. Sendo assim, apresenta condições para atender a todos, seja no turismo técnico-científico, no turismo cultural, no turismo reli- gioso, no ecoturismo, no turismo de eventos, entre outros. Conhecer nosso município é embarcar numa viagem simbóli- ca, pautada pela preservação de seu patrimônio e pelo respeito a sua natureza. Pedro Wosgrau Filho Prefeito de Ponta Grossa Mensagem dos Secretários A Política Nacional de Turismo elaborada em 2003 propiciou uma ampla discussão e reflexão sobre os caminhos do turismo no Brasil. Nesse sentido, várias ações foram propostas com o objetivo de desenvolvimento integral, participativo e democrático da ativi- dade turística envolvendo os diferentes segmentos da sociedade. A qualificação profissional é uma necessidade preemente no setor, bem como a educação turística que envolva o maior núme- ro possível de atores neste cenário de valorização e divulgação do patrimônio turístico da cidade. A proposta deste material tem como princípio básico a divul- gação das potencialidades culturais e naturais, bem como, enfa- tizar os conceitos básicos em turismo, tanto para os alunos do Ensino Fundamental, como para a comunidade em geral, tendo como eixos norteadores a “sustentabilidade social, educacional, econômica, cultural e ambiental”. O conhecimento de nossa cidade a partir de seus patrimônios culturais e naturais é um passo fundamental na valorização do turismo como importante instrumento de crescimento e desen- volvimento com responsabilidade social. Liliana Ribas Tavarnaro Luiz Simão Staszczak SMICT SMQP 8
  • 9. Apresentação Começar pela escola é uma maneira segura de garantir que conteúdos trabalhados em profundidade sejam, ao longo do tempo, mais do que aprendizado, mas que sejam um modo de vida, uma postura individual de cada criança e de cada cidadão, para assim, se multiplicarem pelo município, pelos moradores e pelos visitantes. É um trabalho longo, não para uma gestão, mas para a vida toda, que deve ser valorizado e constantemente renovado para que possa atender às expectativas dos alunos, dos pais, dos pro- fessores e de toda a comunidade, transformando a atividade tu- rística em uma poderosa ferramenta de desenvolvimento para a cidade de Ponta Grossa. Elaborada pelo Departamento de Turismo, da Secretaria Mu- nicipal de Indústria, Comércio e Turismo, a Cartilha de Turismo foi pensada como um instrumento de auxílio ao processo didático- pedagógico das escolas públicas municipais. A cartilha objetiva ajudar aos alunos a compreender e divulgar a importância do turismo e do potencial turístico existente no município de Ponta Grossa e na região dos Campos Gerais. 9 Para ajudar a compreender a cartilha, foi escolhida como personagem a pombinha, que irá ajudar aos alunos com dicas e curiosidades.
  • 10. 10 A Cartilha A cartilha está dividida em seis partes, a saber: 1. Conhecendo meu município e minha região 2. História, Cultura e Natureza 3. Turismo e Hospitalidade 4. Artesanato 5. Eventos 6. Empreendedorismo Cada uma dessas partes abordará aspectos relativos ao município de Ponta Gros- sa. Também são destacados alguns aspectos dos municípios pertencentes aos Cam- pos Gerais, sendo eles: Arapoti, Carambeí, Castro, Imbaú, Ipiranga, Ivaí, Jaguariaíva, Ortigueira, Palmeira, Piraí do Sul, Ponta Grossa, Porto Amazonas, Reserva, São João do Triunfo, Sengés, Telêmaco Borba, Tibagi e Ventania. No espaço relativo ao tema da Rota dos Tropeiros, um importante projeto de turismo no Paraná, ainda são apre- sentados os municípios de Rio Negro, Campo doTenente, Lapa, Balsa Nova e Campo Largo. A cartilha contará com um encarte onde serão sugeridas atividades a serem realiza- das mensalmente, totalizando doze atividades durante o ano. Algumas delas podem ser elaboradas e executadas em mais de um dia de aula, dependendo do nível e da velocidade de aprendizado dos alunos. Além disso, os professores podem utilizar as atividades sugeridas para desen- volver outros exercícios mais complexos, conforme as características das turmas, do conteúdo trabalhado ou dos objetivos pedagógicos. Ao fi nal do conteúdo aplicado, espera-se que cada aluno tenha atingido os objetivos estabelecidos quanto à sensi- bilização para a importância do turismo no município de Ponta Grossa. As atividades sugeridas no encarte seguem o seguinte padrão: todas possuem a descrição sumária do que se trata a atividade, os objetivos a serem atingidos com sua elaboração, o tempo mínimo necessário para realização da atividade, o local propício à realização da atividade, a sugestão de recursos necessários e o desenvol- vimento da atividade, que seria o passo a passo, contendo algumas orientações para desenvolver essas atividades com os alunos. Algumas possuem dicas, observações e curiosidades que o(a) professor(a) po- derá utilizar na preparação da aula. Outras trazem a descrição e apresentação dos exercícios a serem realizados pelos alunos e outras ainda, possuem apenas orienta- ções de como o(a) professor(a) poderá desenvolver, ficando a cargo dos mesmos em desenvolvê-las e planejá-las conforme sua criatividade e necessidade. Desejamos um bom proveito do material e em qualquer dúvida, entre em con- tato com o Departamento de Turismo para obter o apoio necessário ao desenvolvi- mento das atividades propostas.
  • 11. Conhecendo meu município e minha região 1 Irineu Giovanieti Portela-PMPG/UEPG/SESI
  • 12. 12 1.1 Campos Gerais Os Campos Gerais fazem parte do Segundo Planalto Paranaense e se constitui em uma faixa de terra que vai do norte, divisa com Estado de São Paulo até o sul, nos limites do Paraná com Santa Ca- tarina. Campos Gerais no Paraná Antigamente a região dos Campos Gerais era composta de campos com leves ondulações, cobertos de uma vegetação mais baixa, possuindo em alguns pontos uma vegetação mais fechada denominada capões, com a presença de inúmeras árvores, como o Pinheiro do Paraná. Pelos Campos Gerais antigamente passaram vários viajantes, que vinham de São Paulo com destino ao Paraguai. O mais famoso viajante foi Auguste Saint Hilaire, que assim descreveu o local,“não exagero em dar aos Campos Gerais a denominação de paraíso ter- restre do Brasil”. Esta região de campos favoreceu o surgimento de inúmeras fazendas de criação de gado, que contribuíram para o seu povo- amento, junto com o Caminho das Tropas. Conhecendo meu município e minha região Fonte: AMCG
  • 13. 13 A paisagem de campos e capões já foi muito modificada, com a chegada das fazendas de pecuária e agricultura, mas ainda apre- senta cenários muito bonitos. Agora conheça os municípios que estão na região dos Campos Gerais e quais estão na Rota dos Tropeiros. Conhecendo meu município e minha região O Caminho das Tropas deu origem a Rota dos Tropeiros como veremos a seguir. No mapa você pode encontrar os municípios dos Campos Gerais pintados em azul e os da Rota dos Tropeiros estão sinalizados com uma bola cor-de-rosa. Fonte: Consultur
  • 14. 14 Arapoti Arapoti significa “campos floridos”, com sua origem vinculada ao tropeirismo. Muitos imigrantes chegaram ao local, des- tacando-se os poloneses e holandeses. Possuí importantes atrativos turísticos, como: Antiga Estação Ferroviária (Casa da Cultura), Moinho Ho- landês. Um passeio muito bonito pode ser feito no Parque Florestal Inpacel. Carambeí Carambeí significa “Rio das Tartarugas”. Quem visita a ci- dade, pode conhecer muito da cultura holandesa presente na sua arquitetura. A Casa da Memória é um importante lo- cal de preservação da história deste povo, que chegou em nossa região no início do sécu- lo XX. Castro Castro tem um papel importante na história dos Campos Gerais, pois foi a primeira cidade da região. Um passeio pela cidade é uma opção imperdível, pois assim, podemos conhecer a Matriz de Santana, o Museu do Tropeiro, a Casa da Sinhara, Casa da Praça, o Teatro Bento Mussurunga, além de muitas constru- ções antigas preservadas. Depois, vale a pena visitar a Colônia Castrolanda e a Fazenda Capão Alto, um dos lugares históricos mais importantes do Paraná. Para quem gosta de natureza, é imperdível conhecer os parques da cidade. Conhecendo meu município e minha região Moinho Holandês - SEBRAE Casa da Memória - SEBRAE Fazenda Capão Alto - SEBRAE
  • 15. 15 Imbaú Também conhecido como Cirol (nome de uma empresa de pavi- mentação asfáltica), o nome do município de Imbaú ori- ginou-se devido a sua geo- grafia. Existem dois rios com esta referência: o Rio Imbaú e o Rio Imbauzinho. Quem visita Imbaú logo percebe a hospitalidade da sua po- pulação. Se você estiver de passagem, pare e aprecie a cultura local. Ipiranga O nome da cidade tem origem tupi, o qual “I” significa água e “Piran- ga” significa vermelha, formando o rio das águas vermelhas. A cidade possui muitos atrativos, como: parques, cavernas, grutas e ar- roios. Ipiranga possui também uma fanfarra reconhecida nacionalmente. Ivaí O município possui influência dos imigrantes ucranianos, polo- neses e alemães. A comunidade preserva suas casas de madeira com lambrequis feitos a mão, pratos como o Borch (sopa de beterraba), Piro- gue (pastel de requeijão), bem como os bordados ucranianos e as pessânkas (ovos pintados para a Pás- coa). Um passeio divertido é percorrer a pé o Rio dos Patos que formam diversas cachoeiras. Conhecendo meu município e minha região Vista aérea - AcervoMunicipal Biblioteca Pública Municipal / Casa da Cultura -AcervoMunicipal Pessânkas -DiógenesM.Filipkowski
  • 16. Jaguariaíva Jaguariaíva significa “Rio da Onça Brava” (tupi-guarani). Possui locais naturais muito bonitos para visitação, como: o Parque Esta- dual do Cerrado, o Lago Azul, o Parque Linear, o Bosque doTropeiro, entre outros. Em relação ao Patrimônio Cultural, vale a pena uma visita ao Palacete e Indústria Matarazzo, à Casa da Cultura e à Estação Ferroviária. Ortigueira Ortigueira é um dos maiores municípios do Paraná em exten- são. Existem muitos lugares bonitos para visita, como: o Salto do Véu da Noiva, Salto do Rio Barroso, Salto do Rio da Barra Grande. Vale a pena visitar a Gruta do Barreiro, onde os visitantes vão fazer orações e meditar. Os turis- tas que vão à cidade costu- mam comprar mel e artesa- nato indígena, feito pelos kaigangues que habitam a Reserva de Queimadas. Palmeira Em Palmeira os turistas vão conhe- cer muito da nossa história fazendo passeios no centro da cidade e nas áreas rurais ao entorno. Uma suges- tão é visitar a Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição e o Museu Histórico de Palmeira, sem esquecer de apreciar as preservadas construções históricas. Depois, vale um passeio por charmosas es- tradinhas de terra com vinícolas de descendentes de italianos. A cultura alemã também é destaque na Colônia Witmarsum. 16 Conhecendo meu município e minha região Palacete Matarazzo -SEBRAE Índia produzindo artesanato -AMCG Museu Histórico de Witmarsum -SEBRAE
  • 17. 17 Conhecendo meu município e minha região Piraí do Sul Piraí do Sul é uma cidade tranqüila com um povo bastante hospitaleiro. Podemos visitar o Santuário de Nossa Senhora das Brotas e a Matriz do Senhor Menino Deus. Uma atração natural é a caminhada pela Floresta Nacional da Remonta e, também subir a Serra do Piraí de carro e apreciar a bela vista que o local apresenta, além de conhecer locais onde se preservam pintu- ras rupestres. Porto Amazonas Após o auge do Tropeirismo, Porto Amazonas se desenvolveu a partir da navegação fluvial no Rio Iguaçu. Hoje ao visitar o município pode-se fazer um passeio de barco e conhecer be- los recantos, como o Perau do Corvo. Além disso, é conhecida como a Terra da Maçã, pois é o 2º maior produtor dessa fruta do Estado do Paraná. Reserva Reserva é um município ocupado basicamente pela economia agropecuária. Assim podemos entender porque a maior parte da suapopulaçãovivenazona rural. Ela se formou com a colaboração dos imigran- tes poloneses, ucranianos e alemães. Assim, pode- mos dizer que Reserva é um município que pode ter muitos benefícios com o turismo em áreas rurais. Atualmente a cidade é a maior produtora de toma- te do Estado do Paraná. Santuário das Brotas -AcervoMunicipal Passeio de barco turístico -SEBRAE Produção de tomates -AcervoMunicipal
  • 18. 18 Conhecendo meu município e minha região São João do Triunfo São João do Triunfo tem sua histó- ria ligada à navegação do rio Iguaçu. Além disso, tem a sua identidade mar- cada pela imigração polonesa, italiana, árabe e alemã, além do tropeirismo. Uma das principais atrações do mu- nicípio é o Parque Municipal do Iguaçu. A Gruta Nossa Senhora da Conceição é outro grande atrativo. Sengés Sengés, assim como os demais municípios da nossa região, tem sua história ligada ao Ca- minho das Tropas. Quem visitar este município pode passear por trilhas em meio à natureza e co- nhecer muitas cachoeiras, dentre elas, a Cachoeira do Corisco, considerada uma das maiores quedas d’água da região. Telêmaco Borba Embora seja uma cidade com forte característica industrial, Telê- maco Borba possui muitos locais em meio à natureza para visitar- mos. Um deles é o Parque Ecoló- gico Klabin. Ali podemos conhecer a flora e a fauna da região, além do criadouro de animais silvestres. Outro atrativo é o Museu do Par- que Ecológico. Devemos conhecer também a Casa do Artesão. Uma atração imperdível é o Bonde Aéreo, ou teleférico, que liga o centro da cidade a Vila de Harmonia. Parque da Gruta -AcervoMunicipal Cachoeira do Corisco -SEBRAE Bonde aéreo -SEBRAE
  • 19. 19 Conhecendo meu município e minha região Tibagi Tibagi está cheia de atrações naturais. O Parque Estadual do Canyon Guartelá atrai visitantes do Brasil e do mundo. Para quem quer conhecer a história da cida- de, vale uma visita ao Museu do Garimpo, a Igreja Nossa Senhora dos Remédios, a Biblioteca Mu- nicipal e o Palácio do Diamante, além da Caixa d’Água, dentre outros. No carnaval a cidade faz um lindo desfile de rua. Ventania Ventania possui belos atrativos. Um de- les é a Casa de Pedra, considerado um dos mais importantes sítios arqueológicos do Estado. No local, pode-se ver facilmente diversas pinturas rupestres bem preserva- das que comprovam a presença de índios kaigangues há milhares de anos. Vale a pena visitar o Parque Municipal, que possui fonte natural denominada Olho d´água Profeta João Maria. Além dos municípios dos Campos Gerais, como já citado anteriormente, ainda outros fizeram parte do Caminho das Tropas. Conheça-os agora Canyon Guartelá -SEBRAE Recanto Olho D´Água -AMCG
  • 20. 20 Conhecendo meu município e minha região Rio Negro Rio Negro era passagem das tropas. Porém foram os imigrantes responsáveis pela fundação do povoa- mento do Senhor Bom Jesus do Rio Ne- gro. Um dos principais atrativos é o Par- que Ecoturístico São Luiz deTolosa com atraçõesculturaisenaturais,dentreeles: antigo Seminário e Colégio Seraphico, a capela restaurada Cônego José Ernser, o Museu, o CineTeatro, Centro Ambien- tal, Presépio de palha de milho, um dos maiores do mundo. Campo Largo A cidade de Campo Largo recebeu imigrantes italianos, polo- neses e ucranianos. Atualmente, abriga um parque industrial e é considerada nacionalmente como a “Capital da Louça”. Além disso, as pessoas podem des- frutar do Parque Histórico do Mate, museus, Parque Cambuí, Lagoa Grande, Serra da Endo- ença, Casa da Cultura, admirar o Painel de Poty Lazarotto, entre outras construções. Balsa Nova A cidade de Balsa Nova surgiu com o tropeirismo, onde os tropeiros com suas tropas paravam para descansar. Suas travessias próximas aos rios eram feitas por canoas e depois fo- ram substituídas por uma balsa a qual serviu de referência aos moradores, por isso o nome Balsa Nova. Quando visitar Balsa Nova, deve-se conhecer também o Parque Manancial que é voltado à conservação e os distritos de Bugre e São Luiz do Purunã. Seminário Seráfico - Parque Ecoturístico - SEBRAE Museu Histórico do Mate -SEBRAE Parque Manancial de Balsa Nova -SEBRAE
  • 21. 21 Conhecendo meu município e minha região Campo do Tenente Cidade que apresenta uma forte tradição do tropeirismo aliada à cultura dos imigrantes. Destaque para o Grupo Folclórico cha- mado de Niezapomi- najka. A fé também é marcante na cidade, é mostrada nas igrejas e no Mosteiro Trapista. Outro forte atrativo é o Morro de Sant´Ana, no qual pode-se apreciar toda a beleza natural existente na cidade. Lapa Seu surgimento está marcado pelo tropeirismo. A cidade foi pal- co do significativo episódio ocorrido durante a Revolução Federa- lista em 1894, conhecido como Cerco da Lapa. A cidade apresenta um dos maiores patrimônios culturais e arquitetônicos do Paraná e do Brasil, abrigando histórias, lendas e tradições. O seu centro histórico possui 14 quarteirões com 235 imóveis, trazendo até hoje um pouco de cada século, sem perder a iden- tidade e o encantamento. Com toda essa beleza cul- tural, você poderá ainda fazer passeios à fazendas, caminha- das à paisagens incríveis como à Gruta do Monge ou repousar no maior SPA da região. Capela do Mosteiro Trapista -SEBRAE Theatro São João -SEBRAE
  • 22. 22 Conhecendo meu município e minha região 1.2 Caminho das Tropas e Tropeirismo A mineração teve um crescimento no Brasil no século XVIII, quando foi descoberto o ouro na região das Minas Gerais, por isso muitas pessoas se dirigiram para lá, o que provocou o surgimento de inúmeras vilas e povoados. Como a região mineira ficava distante de povoados e até mes- mo dos portos marítimos, existia o problema de transporte, seja de mercadorias (alimentos), bem como para levar o ouro até o Porto do Rio de Janeiro. Como não existiam estradas, o uso de carroças ou então de carro de boi era difícil, por isso a mula que era mais re- sistente que o cavalo, era o melhor animal para o transporte. Esses animais eram trazidos do Rio Grande do Sul até as feiras de Soroca- ba em São Paulo, onde eram vendidos para os mineradores. O Caminho por onde passavam esses animais ficou conhecido como Caminho das Tropas ou Caminho do Viamão, pois partia da cidade de Viamão no Rio Grande do Sul, passando por Santa Cata- rina e Paraná até chegar em São Paulo. A abertura desse caminho deu origem ao movimento do tropeirismo. Os condutores das tropas eram chamados de tropeiros, porém, não viajavam sozinhos, eram acompanhados de peões ou camara- das e outros empregados, que eram encarregados de cuidar dos animais, preparar o pouso, preparar as refeições, entre outras ativi- dades. Viajavam pelo caminho durante todo o dia e a noite escolhiam um local especial para o pouso com bom pasto e água abundan- te. A preparação do pouso era trabalhosa, pois além de preparar o acampamento, era preciso tirar os sacos, bruacas, cangalhas e ar- reios das mulas.
  • 23. 23 Conhecendo meu município e minha região Caminho dasTropas ou doViamão Depois do trabalho, todos se reuniam para comer (arroz, carne seca, farinha de mandioca, o feijão tropeiro e o chimarão) e depois, com a viola na mão, faziam a cantoria e contavam causos. Pela ma- nhã, os animais eram reunidos e contados e a tropa seguia viagem até o próximo pouso. Nos pousos, começaram a surgir alguns barracões, armazéns e algumas casas, atraindo muitas pessoas, o que levou muitos pousos a se transformarem em vilas e cidades. No Paraná, o Caminho das Tropas cortava os Campos Gerais e as cidades de nossa região têm origem histórica comum como pouso de tropeiros, como Rio Negro, Lapa, Campo do Tenente, Palmeira, Ponta Grossa, Carambeí, Castro, Piraí do Sul, Jaguariaíva e Sengés, o que pode ser observado no mapa a seguir. A distância em quilometragem das cidades dos Campos Gerais é bastante parecida, pois significa um dia de viagem do tropeiro. Fonte: Atlas do Estado do Paraná
  • 24. 24 Conhecendo meu município e minha região Rota dosTropeiros Além do surgimento das cidades, o tropeirismo deixou frag- mentos de cultura, seja no modo de falar, costumes, sentimentos, música, alimentação entre outros. Com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro e a decadência da mineração, o tropeirismo vai enfraquecendo e seu ciclo encerra quando os caminhões iniciam o transporte de mercadorias. O tropeirismo faz parte de nossa memória histórica e de nossa identidade, por isso foi desenvolvido o projeto“Rota dos Tropeiros”. Fonte: Guia Rota dosTropeiros – ParanáTurismo/Sebrae
  • 25. 25 Conhecendo meu município e minha região 1.3 História de Ponta Grossa 1.3.1 Origem do nome O nome Ponta Grossa é de origem geográfica, constituindo- se em referência a uma colina de grande diâmetro coberta por um capão de mato. Essa colina podia ser vista de longa distância por todos aqueles que viajavam pela região. Existem relatos de que os tropeiros quando estavam chegando aos arredores, re- feriam-se ao lugar, afirmando: “Estamos próximos ao Capão da Ponta Grossa”. Porém, existem outras histórias. O escritor Manoel Cirillo Fer- reira escreve que, Miguel da Rocha Carvalhaes, proprietário de terras na região, teria mandado seu capataz de nome Francisco Mulato, escolher um local para ser a sede da sua fazenda. O em- pregado então, percorreu a região escolhendo um lugar com terras boas para o cultivo e ao retornar, perguntado onde seria o local, afirmou: “É encostado naquele capão que tem a ponta grossa”. Outro escritor chamado Nestor Victor relata que, “Miguel da Rocha Carvalhaes doou as terras necessárias para a origem do povoado. O local passou a ser assim chamado, devido a um ca- pão próximo aos seus terrenos que formava uma ponta grossa”. Essas são histórias que fazem parte de nossa tradição, mas não se pode esquecer, que o nome de nossa cidade decorre de uma colina com características próprias da vegetação local. 1.3.2 As pombinhas na história de Ponta Grossa Conta-nos a tradição, que os fazendeiros, se reuniram para deci- dir o local onde seria construída uma capela em devoção à Senhora de Sant’Ana e que também seria a sede do povoado. Como não chegavam a um acordo, pois cada um queria construí-la próximo a sua fazenda, decidiram então soltar um casal de pombos e, onde eles pousassem, ali seria construída uma capela, bem como seria a sede da Freguesia que estava nascendo. Os pombos após voarem, pousaram em uma cruz que ficava ao lado de uma grande figueira no alto da colina. Problema resolvido, o local escolhido, todos ajudaram na construção de uma capela
  • 26. 26 Conhecendo meu município e minha região simples de madeira e, em sua volta a freguesia cresceu e se desen- volveu. 1.3.3 O povoamento Como já estudamos, Ponta Grossa teve sua origem e seu povoamento ligado ao Caminho das Tropas. Porém, a primei- ra notícia de ocupação da nossa região, foi em 1704, quando Pedro Taques de Almeida requereu uma sesmaria no território paranaense. Foi seu filho José Góis de Morais e seus cunhados que vieram tomar posse das terras, trouxeram empregados e animais e fundaram currais para criar gado. Suas terras eram formadas pelas sesmarias do Rio Verde, Itaiacoca, Pitangui, Ca- rambeí e São João, de onde surgiram as primeiras fazendas. Parte dessas terras José Góis de Morais doou aos padres je- suítas que construíram no local (Pitangui), a Capela de Santa Bárbara. Várias fazendas surgiram às margens do Caminho das Tro- pas. Os tropeiros durante suas viagens paravam para descansar e se alimentar em lugares que passaram a ser chamados de ranchos ou “pousos”. Desses pousos surgiram povoados, como Castro e Ponta Grossa. As fazendas contribuíram para o aumento da população, que levou ao surgimento do Bairro de Ponta Grossa, que per- tencia a Castro. Com o crescimento do Bairro, os moradores O vôo das pombinhas é uma lenda ou um fato verdadeiro? Muitos historiadores discutem essa questão, porém o que podemos afirmar, é que as pombinhas passaram a fazer parte da tradição de Ponta Grossa e, estão presentes inclusive nos símbolos oficiais do Município: Hino, Marcha, Brasão e Bandeira.
  • 27. 27 Conhecendo meu município e minha região começaram a lutar para a criação de uma freguesia, pois uma Freguesia tinha mais autonomia. Construíram então um altar na Casa de Telhas, aonde o vigário de Castro vinha de vez em quando rezar missas e também realizar casamentos e batiza- dos. 1.3.4 O crescimento e desenvolvimento Ponta Grossa foi elevada à Freguesia em 15 de setembro de 1823 e foi escolhido um local no alto de uma colina, perto do Caminho das Tropas para a construção de uma nova capela em homenagem à Senhora de Sant’Ana. Este local foi escolhido para ser a sede da Freguesia e em seu entorno passaram a ser cons- truídas casas de moradia e de comércio. Esta colina é onde hoje se encontra a Catedral de Sant’Ana. Em 1855, Ponta Grossa foi elevada à Vila e em 1862 à cidade. Cada vez mais pessoas aqui chegavam, sendo que a cidade cres- ce e se desenvolve, tornando-se a mais importante do interior do Paraná. Foi com a chegada dos trilhos da Estrada de Ferro, que Ponta Grossa se tornou um grande centro comercial, cultural e social. A ferrovia transformou a cidade em um grande entroncamento, destacando-se na Região dos Campos Gerais e no Paraná. Isso fez com que inúmeras pessoas escolhessem o local para traba- lhar, estudar e viver. Foi nesse momento que chegaram os imi- grantes, que contribuíram para o crescimento cada vez maior da cidade. Aqui se estabeleceram os ucranianos, os alemães, os poloneses, os italianos, os russos, os sírios e libaneses entre tan- tos outros, que contribuíram para o crescimento da cidade, bem como no desenvolvimento social, político, econômico e cultural de Ponta Grossa. Ponta Grossa se destacou no século XX, com muitas lojas de comércio, indústrias, escolas, cinemas, teatros, jornais, bibliote- ca, entre outros. Pode-se dizer que aquela pequena vila, surgida como pouso dos tropeiros, cresceu e se transformou em uma grande cidade.
  • 28. 28 Conhecendo meu município e minha região 1.3.5 Geografia de Ponta Grossa O município de Ponta Grossa está situado na região centro-sul do Paraná e, limita-se com os seguintes municípios: • Castro e Carambeí ao norte; • Palmeira e Teixeira Soares ao sul; • Campo Largo a leste; • Tibagi e Ipiranga a oeste. O município é dividido em área urbana e rural. A área urbana é a sede (ou seja, a cidade de Ponta Grossa) e a área rural divide-se nos seguintes distritos: Guaragi, Uvaia, Piriquitos e Itaiacoca. Ao andar por nossa cidade, pode-se notar que o seu relevo não é todo igual; ele apresenta altos e baixos. Isso quer dizer que sua superfície é suavemente ondulada, algumas vezes escarpada e ain- Fonte: Plano Diretor de Ponta Grossa
  • 29. 29 Conhecendo meu município e minha região da apresentando algumas depressões, como furnas e canyons como o do Rio São Jorge. Na região dos Alagados estão as escar- pas, já o Buraco do Padre e as Furnas Gêmeas são depressões e a superfície levemente ondulada pode ser encontrada na região de Guaragi. O município também possui rios (cursos de água) importantes, tais como: Tibagi, Pitangui, São Jorge, Verde, Botuquara, Guabiroba, Cara Cará, entre outros. Alguns deles são rasos e correm sobre ro- chas, por isso são conhecidos como lajeados. Em Ponta Grossa, um rio com essas características é o Rio São Jorge, muito procurado por turistas no verão. A vegetação apresenta regiões de campos limpos (gramíneas), capões de mato e matas ciliares que acompanham os cursos de água. Em alguns locais, encontra-se ainda o Pinheiro do Paraná, tambem conhecido como Araucária. Essa é a árvore característica do Estado, que por estar sendo ameaçada de extinção, passou a ser preservada e protegida por lei. Nossa região possui clima subtropical úmido, com verões fres- cos e geadas no inverno. Dentro das paisagens naturais do Paraná, o município de Ponta Grossa, encontra-se no Segundo Planalto Paranaense ou Planalto dos Campos Gerais. As características geológicas da região pro- piciaram a formação de paisagens de rara beleza, como o Parque Estadual de Vila Velha, a região dos Alagados, o próprio Distrito de Itaiacoca, além de muitas outras áreas, compostas de campos e ma- tas fechadas. A preservação desse cenário natural é importante para a quali- dade de vida da comunidade, bem como para atrair e encantar a todos aqueles que nos visitam. Você sabia que, segundo a estimativa do IBGE de julho de 2006, a população de Ponta Grossa é de 304. 973 habitantes?
  • 30. 30 Conhecendo meu município e minha região 1.3.6 Curiosidades de Ponta Grossa Você sabia que: • Ponta Grossa, já foi chamada de Pitangui e Estrela? • O Cemitério Municipal São José é atualmente um referencial para a cidade, seja por sua história ou ainda pela beleza de túmulos construídos com requintes arquitetônicos? • Com um apito de um trem – uma Maria Fumaça – Ponta Grossa despertou para o progresso. Em 1894 foi inaugurada a Estação Paraná? • Tão perto, tão bela – a Estação Ferroviária São Paulo - Rio Grande, conhecida como Estação Saudade, recebeu visitas ilustres como o pai da aviação Alberto Santos Dumont em 1916?
  • 32. 32 História, Cultura e Natureza Conhecer a história de uma região é uma forma de conhecer também a própria história. Essa representação pode estar nos livros, mas também é percebido isso nos edifícios, nas praças e monu- mentos públicos e nas roupas que as pessoas usavam na época e ainda nos museus que guardam essa memória. 2.1 Patrimônio Cultural Histórico 2.1.1 - Edificações Mansão Vila Hilda Foi construída em 1926 por Alberto Thielen, industrial, comerciante e figura de destaque na história de Ponta Grossa. O nome da mansão é uma homenagem a sua esposa Hilda Thielen. O casarão possui dois pavimentos que abrigavam a família e os serviçais da casa. O interior da mansão possui pinturas que retratam, paisagens e motivos europeus, além de algumas paisagens locais. Por muitos anos foi sede da Biblioteca Pública de Ponta Grossa e hoje em suas dependên- cias, funciona a Secretaria de Cultura de Ponta Grossa. Foi tombado como Patri- mônio Cultural do Paraná em 1990. Patrimônio Cultural: é tudo aquilo que faz parte da memória da comunidade, ou seja, manifestações culturais, objetos, documentos, lendas e também o meio ambiente natural. DETUR/SMICT
  • 33. 33 História, Cultura e Natureza Colégio Regente Feijó O prédio do Colégio foi inaugurado em 1924, para funcionar a Escola Normal de Ponta Grossa. Em 1939, passa a ser sede do Ginásio Regente Feijó. Situa-se na Praça Barão do Rio Branco e é um mar- co na paisagem urbana da cidade pela beleza de sua construção. Caracteriza- se por ser um grande Colégio Estadual, onde estudaram muitos personagens da história local, sendo até hoje uma refe- rência por sua importância educacional. Foi tombado como Patri- mônio Cultural do Paraná em 1990. Prédio do Antigo Fórum Foi inaugurado em 1928 para ser sede do Fórum de Ponta Grossa. Destaca-se na paisagem urbana, por ser uma construção de beleza arquite- tônica significativa e por estar localizado na área histórica da cidade. O Fórum funcionou neste lo- cal até 1983, quando o prédio passou a ser sede do Museu Campos Gerais da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Situado na Rua Engenheiro Schamber. Também foi tombado como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990. Você sabia que: Tombamento significa preservar e conservar através de leis o Patrimônio Cultural de uma cidade? DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 34. 34 História, Cultura e Natureza Edifício Guilherme Naumann – Proex Este edifício foi construído pelo imigrante alemão Guilherme Naumann em 1906. Dividido em 2 andares, no térreo funcionava a loja de ferragens e no pavimento superior sua moradia. O prédio foi vendido em 1933, e diferentes funções ele abrigou como: Correio, Farmácia, Faculda- de, Creche, entre outros. Atualmente pertence à Uni- versidade Estadual de Ponta Grossa e serve de sede para a Pró Reitoria de Extensão e Assun- tos Culturais, daí ser conhecido como PROEX. Localiza-se na Pra- ça Marechal Floriano Peixoto e foi tombado como Patrimônio Cul- tural do Paraná em 1990. Estação Paraná – Casa da Memória Este edifício foi inaugurado em 1894, para ser sede da primeira Estação Ferroviária de Ponta Grossa. Servia de embarque e desem- barque de passageiros, bem como para o transporte de cargas. A importância desse edifício está ligado à sua beleza arquitetôni- ca e também por inaugu- rar na região o transporte ferroviário. Com a retirada dos trilhos do centro da cidade, ela foi desativada e em 1995 foi inaugurada no local a Casa da Memó- ria de Ponta Grossa. Loca- liza-se na Rua Benjamin Constant e foi tombada como Patrimônio Cultural do Paraná em 1990. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 35. 35 História, Cultura e Natureza Estação São Paulo-Rio Grande Com o crescimento da ferrovia no Paraná, o prédio da Estação Paraná não atendia mais ao constante crescimento e movimento de passageiros e cargas, por isso foi cons- truída e inaugurada em 1900 a Estação São Paulo-Rio Grande. Ela foi ampliada em 1908 e suas características originais permanecem preservadas até hoje. Localizada na Praça João Pessoa, o prédio foi tombado em 1990 como Patrimônio Cultural do Paraná e atu- almente é sede da Biblioteca Pública Municipal Profº Bruno Enei. Centro de Cultura O local foi utilizado para abrigar o Ginásio Regente Feijó, em 1927. Devido ao aumento do número de alunos, o Ginásio passou a ocupar outro prédio, na Praça Barão do Rio Branco e nesta edificação, então, começou a funcionar a Escola Normal de Ponta Grossa até 1950. Em 1988 o imóvel foi doado à Prefeitura de Pon- ta Grossa, sendo inaugu- rado o Centro de Cultura, onde acontecem exposi- ções, apresentações e ati- vidades culturais, como por exemplo, a Quarta Cultural. Foi tom- bada pelo COMPAC como Patrimônio Cultural de Ponta Grossa em 2002 Você sabia que: COMPAC, significa Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e é o órgão responsável por cuidar do Patrimônio de Ponta Grossa? DETUR/SMICT AlceuBortolanza-PMPG/UEPG/SESI
  • 36. 36 História, Cultura e Natureza tória, Cultura e Natureza Cine Teatro Ópera Casa do Divino 2.1.2 Monumentos Memorial do Tropeirismo Ponta Grossa tem sua origem no Caminho das Tropas, sendo assim em 2003 foi inaugurado na Rua Silva Jardim um monumento em homenagem ao Tropeirismo. É formado por quatro murais com pinturas em cerâmica que mos- tram o dia a dia do tropeiro. Apre- senta uma cobertura metálica que simboliza um pouso, um totem com a história tropeira escrita em alto relevo e há uma escultura em aço de um cavaleiro mostrando o caminho das tropas. DETUR/SMICT DETUR/SMICT IzaelemAlves-PMPG/UEPG/SESI
  • 37. 37 História, Cultura e Natureza Memorial Ponto Azul O Ponto Azul foi por muitos anos, local de embarque e desem- barque dos coletivos urbanos de Ponta Grossa e, teve sua origem na década de 1950. Era uma construção de dois pavimentos, onde também funcionava lanchonete, bomboniére, engraxataria, entre outros serviços. Em volta do prédio, uma marquise abrigava os passageiros que espera- vam ou desciam dos cole- tivos. Com o crescimento da cidade, há necessidade de novas linhas obrigou a transferência do ponto para as Praças Barão de Guaraúna e Barão do Rio Branco respectivamente. Na década de 1970 o local foi demolido, permanecendo somente na lembrança das pes- soas, que sempre se referem ao local como Ponto Azul. Por isso, em 2004, foi inaugurado no mesmo local o Memorial, que entre outras coisas, possui um painel com a imagem do antigo Ponto Azul, preservando assim um importante referencial da histó- ria de Ponta Grossa. Você sabia que, na época o cumprimento constante entre as pessoas era “Tudo Azul”, servindo de inspiração para o nome e a cor do local, com exceção das janelas de madeira pintadas de vermelho! DETUR/SMICT
  • 38. 38 História, Cultura e Natureza Monumento do Sesquicentenário Localizado na parte central da Praça Marechal Floriano Peixoto o monumento é uma home- nagem ao aniversário de 150 anos de elevação de Ponta Grossa à categoria de Fregue- sia. Inaugurado no dia 15 de setembro de 1973, o monu- mento forma o número 150 e na curvatura do número 5 encontra-se um mural com desenhos contando a história de Ponta Grossa. Monumento à Bíblia Também localizada na Praça Marechal Floriano Peixoto, encon- tra-se este importante monumento. Inaugurado em 07 de novem- bro de 1969, foi o primeiro no mundo a homenagear a Bíblia. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 39. 39 História, Cultura e Natureza 2.1.3 Museus Museu Campos Gerais O Museu Campos Gerais pertence à Universidade Estadual de Ponta Grossa e foi fundado em 1983, possuindo um rico acervo sobre a história da cidade. É dividido nas seguintes sessões: paleontologia, indígena, ambiente re- gional, pesquisas, entre outras. Localiza-se na Rua Engenheiro Schamber. Museu Época O Museu Época é particular e localiza-se na Praça Roosevelt em um antigo casarão, que foi residência de Bonifácio Vilela. Foi inau- gurado em 1992 e possui peças que retratam a história de Ponta Grossa. DETUR/SMICT Museu Campos Gerais
  • 40. 40 História, Cultura e Natureza 2.2 Patrimônios Religiosos Igreja do Rosário No início, em 1869, era uma igreja sim- ples e modesta, em estilo colonial jesuítico, mantida pela Irmandade do Rosário e bas- tante freqüentada por escravos. Na década de 1940 a antiga igreja foi de- molida e uma nova edificada. O novo pré- dio foi feito em alvenaria e apresenta torres imponentes. Em 1961 foram feitas as pintu- ras nas paredes da Capela do Altar Mor, re- presentando os três mistérios do Rosário. A Igreja ainda possui quadros e as estações da Via Sacra em mosaico. Igreja Sagrado Coração de Jesus Conhecida como Igreja dos Polacos, pois possui sua história liga- da a imigração polonesa em Ponta Grossa. Foi construída em 1898, e tudo era falado na língua polonesa, exceto as missas rezadas em latim. Em 1928 a Igreja se tornou pequena para o número de po- loneses no muni- cípio, então, neste mesmo lugar foi construída em es- tilo gótico a atual igreja, com muita dificuldade. É a única igreja da cidade que tem adoração perpé- tua do Santíssimo Sacramento e nos domingos ocorre a celebração de mis- sa em língua polonesa. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 41. 41 História, Cultura e Natureza História, Cultura e N Mosteiro da Ressurreição Nove monges de abadia (conjunto de monges que vivem sob a direção de um abade, uma espécie de bispo) vieram de São Paulo para Ponta Grossa em 1981, e o bispo os instalou em Vila Velha. Em 1983 os monges compraram um terreno e reforma- ram as casas que existiam e construíram o Mosteiro.Seguemosvotos:deficarnomos- teiro até sua morte, de descobrir seus de- feitos e corrigi-los e de obedecer ao abade e as regras do mosteiro. Os monges levam uma vida de oração, de disciplina, de estu- dos e trabalho. Fazem produtos artesanais para ajudar na preservação do mosteiro. Catedral de Sant’Ana Em 1823, depois de Ponta Grossa se tornar Freguesia, foi necessário construir uma capela, pois o altar que existia na Casa de Telhas não era mais adequado, para atender a Freguesia. Foi escolhido então, o local mais alto da cidade, para a constru- ção de uma capela simples, para abrigar a Imagem de Sant’Ana. Por volta de 1863 a igreja foi ampliada, mas ainda não possuía corredores laterais e tor- res. Em 1906 houve necessidade de construção de uma nova igre- ja, esta foi desenhada pelo arquiteto italiano Nicolau Ferigoti, chamando atenção pelo seu estilo diferente e também por ser vista de vá- rios locais, já que estava no alto da colina. Em 1978 foi iniciada a demolição da Catedral, e uma nova foi construída no mesmo local, possuindo um estilo mais moderno. DETUR/SMICT MariaFernandaCordeiro- PMPG/UEPG/SESI DETUR/SMICT
  • 42. 42 História, Cultura e Natureza Igreja Imaculada Conceição A Imagem de Nossa Senhora Imaculada Conceição e o terreno, foram doados por Ana Guimarães, para que fosse construída uma Igre- ja para a comunidade do bairro Uvaranas, ha- bitado principalmente por italianos. Conhecida também como Igrejinha de Uvaranas, foi tomba- da pelo COMPAC, como Patrimônio Cultural de Ponta Grossa em 2004. Capela Santa Bárbara Primeira capela construí- da em nossa região, tem sua história ligada à presença dos jesuítas e ao movimento das tropas. A sesmaria do Pitangui foi doada aos Padres Jesuítas que construíram no local uma pequena capela. Com a abertura do Caminho das Tropas em 1731 e que pas- sava pelo local, os padres dedicaram a capela à Santa Bárbara. Como foi a primeira capela construída em Ponta Grossa, ela foi tombada pelo COMPAC em 2000 e totalmente restaurada e preservada. Preservar, o que é isto? É conservar, defender, cuidar e tratar de um patrimônio. E Restaurar? É recuperar o patrimônio que foi danificado pelo mau uso e pelo tempo. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 43. 43 História, Cultura e Natureza Cemitério Municipal São José O Cemitério Municipal São José localizado no Largo Profº Colla- res, começou a ser utilizado em 1881. No local podem ser encon- trados sepulturas de personalidades da história de Ponta Grossa, bem como muitas obras de arte, seja na arquitetura dos mausoléus ou na beleza das imagens que adornam os túmu- los. Um túmulo que atrai muitos visitantes por ser considerado “milagroso” é o de Corina Portugal. Igreja Transfiguração do Nosso Senhor - Ucraniana Em Ponta Grossa, a primeira igreja ucraniana foi inaugurada em meados de 1952. A igreja era toda de madeira somente com a facha- da de alvenaria, por isso construiu-se outra, que em 1978 foi aben- çoada. Desta vez foi toda feita de alve- naria, em es- tilo bizantino ucraniano ca- tólico. A tradi- ção religiosa dos ucrania- nos é preser- vada nesta Igreja. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 44. 44 História, Cultura e Natureza 2.3 Praças Praça Marechal Floriano Peixoto Esta praça por toda sua história e pelo conjunto de obras que apresenta, deve ser considerada como um monumento. Nela en- contra-se o Obelisco aos Fundadores da Cidade, o Monumen- to ao Sesquicentená- rio, o Monumento à Bíblia e a Catedral de Sant’Ana. Praça Barão do Rio Branco Foi o primeiro logradouro público de Ponta Grossa, inicialmen- te, denominado de “Largo do Rosário”. Em 1930 o local foi dividido em duas partes: de um lado a Praça e de outro um Parque In- fantil, já em 1938 foi inaugurada a Concha Acústica, um local destinado para apre- sentações culturais ao ar livre. Na déca- da de 1950 houve a unificação das duas partes e em 1998 a Praça foi novamente dividida. CarolinaBertocco-PMPG/UEPG/SESI ArnaldoAlissonMachado-PMPG/UEPG/SESI
  • 45. 45 História, Cultura e Natureza Complexo Ambiental Gov. Manoel Ribas Conhecido também como Parque Ambiental, localiza-se no centro da cidade e ocupa a área do antigo pátio da Rede Ferrovi- ária. O Complexo possui quadras esportivas, parque infantil, entre outros e foi inaugurado em 1996. O complexo foi projetado para destacar os elementos da natu- reza, por isso é composto pelas praças do Ar, da Água, da Terra e do Fogo. A Praça do Ar: Simboliza o inverno com a cor amarela; A Praça da Água: Simboliza a primavera com a cor azul; A Praça da Terra: Simboliza o outono com a cor verde; A Praça do Fogo: Simboliza o verão com a cor vermelha. 2.4 Lendas de Ponta Grossa e Região Lenda das Pombinhas Lenda de Vila Velha Lenda do Olho D’Água João Maria Lenda do Buraco do Padre Lenda da Gralha Azul AshleyNicolasParubocz-PMPG/UEPG/SESI
  • 46. 46 História, Cultura e Natureza ia, Cultura e Natureza 2.5 Patrimônios Naturais Parque Estadual de Vila Velha O Parque Estadual de VilaVelhaéumaUnidadede Conservação formada por três grandes atrativos: Are- nitos, que são as formações rochosas e apresentam for- mas variadas, como: a taça, o camelo, entre outras. As Furnas, que se caracteri- zam por grandes crateras com vegetação exuberante e água no seu interior (len- çol subterrâneo). A Lagoa Dourada que possui este nome porque ao pôr do sol suas águas ficam douradas. Arenitos -DETUR/SMICT Lagoa Dourada -DETUR/SMICT
  • 47. 47 História, Cultura e Natureza O Parque ficou fechado por dois anos, para refor- mas e revitalizações de áre- as degradadas pelos segui- dos anos de uso incorreto de seu meio natural. Hoje o Parque está recuperado e todos os passeios são feitos por trilhas e acompanha- dos de guias do próprio parque. Buraco do Padre O nome do local está ligado à história dos Padres Jesuítas que meditavam nes- te local. Trata-se de uma espécie de anfi- teatro subterrâneo, com uma cascata de aproximadamente 30m de altura em seu interior. Mesmo de maneira diferente o Buraco do Padre também é uma furna, o visitante anda por 1 quilômetro até che- gar ao interior dela. A trilha não apresenta muitas dificuldades. Localiza-se na Região de Itaiacoca e é uma Unidade de Conser- vação. Furnas -DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 48. 48 História, Cultura e Natureza Cachoeira da Mariquinha Local de rara beleza, utilizada como balneário, possui uma ca- choeira de aproximadamente 20 metros de altura. Localiza-se na Re- gião de Itaiacoca e também é uma Unidade de Conservação. Canyon e Cachoeira São Jorge Considerada uma Uni- dade de Conservação Mu- nicipal, possui grande be- leza. Durante seu percurso encontram-se diversas que- das d’água e, em um deter- minado ponto localiza-se a cachoeira principal, com cerca de 30m de altura. O local possui também pare- dões propícios à prática de rappel. Unidade de Conservação: São locais naturais de importância ecológica e ambiental. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 49. 49 História, Cultura e Natureza Alagados Surgiu na década de 1940, quando o Rio Pitangui foi represa- do. A represa é responsável pelo abastecimento de água na ci- dade. O local é propício para o contato com a natureza. Parque Municipal Rio Verde Importante área natural próximo ao centro de Ponta Grossa. Foi revitalizado e reforma- do para melhor atender a comunidade que uti- liza o local para lazer e contato com a nature- za. Possui lanchonete, churrasqueiras, sanitá- rios e parque infantil. Deve ser preservada como espaço natural de uso comunitário. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 50. 50 História, Cultura e Natureza Capão da Onça O Capão da Onça é um balneário natural com cachoeiras, corre- deiras e piscinas naturais, localizado na região de Itaiacoca. Considerado uma Unidade de Con- servação Municipal, é um local agradável para lazer e contato com a natureza. Parque Marguerita Sannini Masini Foi inaugurado em 1999, com a finalidade de servir como área de lazer e educar a comunidade sobre a preservação de ambien- tes naturais. Refúgio natural dentro da cidade, com mais de 50.000 m² onde se pode descansar, correr, brincarousimples- mente apreciar a natureza. DETUR/SMICT DETUR/SMICT
  • 52. 52 Turismo e Hospitalidade 3.1 Entendendo o turismo e o turista O Turismo é uma importante atividade econômica que envolve, comércio e serviços de uma cidade. O Turismo ocorre quando um visitante de um município viaja para uma outra cidade, por inúme- ros motivos que podem ser as férias, trabalho ou ainda participar de um evento, como as festas populares. O Turismo é importante para a cidade que recebe os turistas porque é nela que são gerados muitos empregos, o comércio fica mais movimentado e são abertas mais empresas para atenderem os turistas, como as agências de viagens, os hotéis, restaurantes e lojas de artesanato e lembranças. O turismo proporciona o acesso ao universo real ou imaginário de entretenimento e por isso ele estimula o consumo de bens e serviços diversos. Enfim, contribui para reduzir as desigualdades so- ciais e desperta nas pessoas a alegria de viver! ATIVIDADE Caça-Palavras Agora encontre algumas palavras que representam a importância doTurismo para Ponta Grossa. Para isso, leia o texto a seguir e procure no quadro as palavras que aparecem em destaque no texto: W A D G J U E X C A S E R I T E Q T U R I S T A S D H E G U C S É S T B A W K D K M Y V F E C V G K F C O M É R C I O O I M F N P M G Q J F Z L J M T X G O W J P E W C H E D G Z O Z Q T Y N L A T R A T I V O S O Ç O Z H U R P E T Ç U P G F B F S É I W G Y N É P A W A P V K M Z L Ç V N D Z D Q I H P U S D U B A Q R A A G P U D W E F G C A S E F T F Z L J M T I M F N P M G Q J G Z L J M T X G O W J P E W C H E D G Z O E C Z H I N F O R M A Ç Ã O X I M P E W C H F N P M G Q P T X G L A T R A O W J P E W X L
  • 53. 53 Turismo e Hospitalidade Quando um visitante vem para Ponta Grossa ele é chamado de TURISTA. Por isso é importante preservar os ATRATIVOS, para que eles possam visitar e tirar muitas FOTOS. Assim, o COMÉRCIO pode vender mais produtos e os moradores possuem mais oportu- nidades de emprego e RENDA. E o Turista? É você também, quando sai de férias com sua família, com os amigos ou com um grupo de sua escola. Quando viaja, passeia, fica hospedado em pousada, camping, hotel, casa de parentes; alimen- ta-se e faz compras (artesanato) para levar uma recordação do lugar visitado. Ao realizar essas atividades, você é o turista! E uma das vantagens do turismo é justamente aproximar pesso- as de locais e culturas diferentes. O que o turista deseja: • Fugir da rotina, do seu cotidiano, das suas paisagens diárias. • Ter a oportunidade de explorar e de avaliar seu próprio modo de ser. • Experimentar diferentes formas de lazer. • Ser tratado com excelência. • Ter liberdade. • Fazer novas amizades. • Compartilhar atividades de lazer com parentes e amigos. • Cuidar ou melhorar a saúde. • Descansar. • Conhecer novos lugares, costumes, culturas e termos regionais. • Aventurar-se. • Contemplar belos locais. O turista é a pessoa que viaja para ver coisas diferentes, conhecer novos costumes e apreciar a exuberância da natureza!
  • 54. 54 Turismo e Hospitalidade ATIVIDADE O turista adora observar as belezas do local que visita. Assim, ajude-o a perceber as diferenças entre o primeiro e o segundo de- senho, descobrindo os 07 erros. Quais são os sete erros do segundo desenho? Depois de identificar os erros, pinte os desenhos que retratam a natureza
  • 55. 55 Turismo e Hospitalidade 3.2 A importância de participar e atender bem ao turista Você viu que, por diversos motivos, as pessoas viajam. Porém há um aspecto que diz respeito a todos esses tipos de turismo. Sabe qual? O turista quer ser bem tratado, quer ser respeitado, e isso signi- fica dentre outras coisas: • Cidade limpa e bem sinalizada. Portanto, é preciso cuidar da limpeza e da sinalização das atrações turísticas de Ponta Grossa e dos Campos Gerais. • Informações certas. • Povo educado e hospitaleiro. Por que é importante receber bem o turista? Muito simples: ele traz dinheiro à nossa cidade, o comércio ven- de mais, a cidade tem mais movimento, gera ocupação, renda e todos ganham. O turista volta quando: • A comunidade local o recebe com cordialidade e hospitali- dade. • As belezas naturais estão bem conservadas. • Os centros históricos, museus, igrejas estão abertos e funcio- nam nos horários divulgados pelo órgão de turismo local, inclusive nos finais de semana. • Restaurantes e quiosques de alimentação estão limpos e a comida servida é saborosa. • Rodoviárias, ferroviárias, aeroportos, táxis são seguros, estão limpos e respeitam os horários.
  • 56. 56 Turismo e Hospitalidade ATIVIDADE Pode ou não pode? Pinte a carinha de acordo como se deve agir quando se pratica turismo e se visita a natureza.
  • 57. 57 Turismo e Hospitalidade 3.3 Sinalizando Ponta Grossa para o turismo O turista, como você aprendeu, está em Ponta Grossa por um período curto, seja a lazer, a negócios, visitando parentes, fazendo tratamento de saúde ou por vários outros motivos. Provavelmente ele não conhece o município e os lugares que irá visitar. Como ele faz para não se perder? Uma alternativa é pergun- tar para os moradores ou passar em um posto de informações turísticas, mas também se guiar pelas placas que estão ao longo das ruas. É isso que se chama sinalização turística quando ligada ao tu- rismo. Ela é fundamental para que o turista se sinta bem em nosso município, consiga visitar os lugares que escolheu sem se deso- rientar. Como se sabe, tratar bem o turista é fundamental para que ele volte para o município e indique para seus amigos e familiares. A sinalização turística é uma boa recepção, comprometendo a expe- riência positiva de quem nos visita.
  • 60. 60 Turismo e Hospitalidade ATIVIDADE Sinalizando Ponta Grossa para o Turismo Todas as pessoas gostam de lugares bonitos, bem cuidados, lim- pos, de pessoas educadas e receptivas. Você já imaginou o quanto seria bom se todos os turistas que passassem por aqui gostassem tanto da cidade, e que quisessem voltar sempre? Então... começe a imaginar... Aprenda tudo sobre o turismo e suas delícias e se prepare para que isso aconteça. Identifique as placas de sinalização turística a serem colocadas em sua cidade, marcando com um traço as que ela precisa.
  • 62. Artesanato é uma manifestação cultural da comunidade trans- mitida de geração em geração. Existe uma variedade muito grande de artesanato, desde aque- les feitos para uso doméstico até produtos para enfeites. O artesanato em Ponta Grossa é mais conhecido pelo trabalho realizado com a palha de milho, a casca de pinhão e a madeira. Os temas mais abordados são: tropeirismo, gralha azul, as pombinhas e Vila Velha. 62 Artesanato DETUR/SMICT
  • 64. 64 Eventos A seguir conheça os principais eventos da cidade de Ponta Gros- sa, devemos saber mais sobre eles para entender a importância que tem para Ponta Grossa. Afinal,porque eles são tão essenciais? A importância deles é grande, pois nesses períodos em que os eventos acontecem, muitas pessoas visitam o município e podem ficar nele durante algum tempo, fazendo com que se alimentem, durmam e passeiem na cidade, dessa maneira os turistas acabam gastando seu dinheiro e auxiliando os empresários e trabalhadores do município. É interessante saber também que um evento faz com que os tu- ristas conheçam a cidade, por isso é muito bom mantê-la sempre limpa e pronta para recebê-los, pois dessa forma eles poderão vol- tar e trazer suas famílias e amigos para passear na cidade, gerando mais renda para as pessoas que moram nela. Enfim, os eventos são importantes meios de fazer com que pes- soas conheçam mais sobre a cidade, mesmo que fiquem poucos dias, por isso é de grande importância acontecer vários eventos na cidade durante o ano. Você pode auxiliar nisso, sempre tratando bem o turista e aju- dando caso ele tenha dúvidas sobre a cidade em que está, tornan- do-a mais querida pelos visitantes, dessa maneira outros eventos poderão ocorrer nela. Por isso, o Ponta Grossa Convention & Visitors Bureau é uma entidade, cujo principal objetivo é contribuir com o de- senvolvimento sócio econômico, através do aumento do nú- mero de visitantes para os Campos Gerais. Além disso, o Convention apóia a realização de eventos e também traba- lha para captar novos eventos e investimentos para a região. O nome Convention & Visitors Bureau segue denominação interna- cional e traduzido literalmente para a língua portuguesa pode ser definido como “Escritório para Eventos e Visitantes” de uma locali- dade. Münchenfest Realizada anualmente desde 1990, a Münchenfest – Festa Na- cional do Chopp Escuro, atrai milhares de foliões da cidade e região para degustar o chopp claro e escuro “München” (estrela da festa), a comida típica alemã, prestigiar os diversos shows que são ofere- cidos, o concurso do chopp em metro, concurso de blocos e da rainha da Festa, além da banda típica alemã.
  • 65. 65 Eventos Considerada o maior evento dos Cam- pos Gerais, a München- fest, ocorre no final de novembro e começo de dezembro, com du- ração média de 10 dias no Centro de Eventos de Ponta Grossa e faz parte do Calendário Oficial de Eventos do Paraná, contribuindo também com a divulgação dos atrativos da cidade. Festival Nacional de Teatro – Fenata Criado em 1973, o Festival Nacional de Teatro de Ponta Grossa - FENATA, é realizando há 35 anos, dando oportunidade à grupos de teatro de todo o país, de mostrar seus trabalhos. O Festival realizado pela Uni- versidade Estadual de Ponta Grossa acontece todos os anos no mês de novembro, durante oito dias, em diversos locais da cida- de e há espetáculos para crianças, adultos e para a terceira idade e também espetáculos de rua. Festival Universitário da Canção – FUC Realizado pela Univer- sidade Estadual de Ponta Grossa, tem como obje- tivo valorizar o potencial dos músicos e composito- res da cidade, da região e do país. DETUR/SMICT PROEX/UEPG PROEX/UEPG
  • 66. 66 Eventos Festa do Divino A festa acontece todo o ano em homenagem ao Divino Espíri- to Santo, ocorreu desde 1882 até 1910,retomando seus festejos em 2003 onde os“FESTEIROS DO DIVI- NO”percorrem as casas com o”Es- tandarte do Divino” com cantatas e novenas para convidar as pesso- as a participarem do evento. Semana da Cultura Bruno e Maria Enei Realizada no mês de maio pela Secretaria de Cul- tura da PMPG. Promove um olhar sobre a cultura, onde acontecem manifestações de dança, canto, contos e premiações de personali- dades que se destacam no meio cultural. Folclore de Nossa Gente Realizada pelo SESC-Ponta Grossa, ocorre no mês de agosto com o ob- jetivo de divulgar e valorizar a cultura étnica, bem como o folclore em suas diversas manifestações. Associação Devotos do Divino SMC/PMPG SESC
  • 68. No turismo, além de ajudar o turista e deixar a cidade mais limpa e bonita para recebê-lo, é possível sua participação como empresá- rios ou profissionais (trabalhadores). Funciona assim, se você sabe fazer alguma coisa, ou mesmo seus familiares sabem fazer algo de que o turista precise ou queira comprar, como artesanato, há opção vendê-los ou prestar serviços ao turista. Por isso é importante conhecer o turismo e de que maneira ele pode auxiliar a família, pois assim, quem sabe, haverá possibilidade de abrir um novo negócio, seja uma empresa ou uma loja e come- çar a ganhar dinheiro com o turismo. Nesse sentido, é muito bom saber o que o turista mais precisa quando vem à sua cidade. Pode ser um local para comer, porque então não abrir um restaurante? Ou um lugar para comprar lem- branças da viagem, então seria interessante abrir uma loja de arte- sanatos. Além de diversas outras atividades que, possam ser feitas para que o turista goste de visitar e de retornar à cidade. 68 Empreender é realizar uma tarefa com o objetivo de atender bem o consumidor e gerar lucro para quem está trabalhando!
  • 69. 69 Referências Bibliográficas Acervo Documental da AMCG – Associação dos Municípios dos Campos Gerais. EMBRATUR. Instituto Brasileiro de Turismo. Embarque Nessa. FERNANDES, Josué Corrêa. Das colinas do Pitangui Ponta Grossa: Ed. Gráfica Planeta, 2003 GUIMARÃES, Cláudio Jorge, et all. Dos Caminhos de Circulação às Rodovias de Integração. Ponta Grossa: Princípio Comunicação. Rodonorte, 2003 LANGE, Francisco Lothar. Os Campos Gerais e Sua Princesa. Curitiba: Copel, 1998. LAVALLE, Aída Mansani, el all. A história regional nas Escolas de 1º Grau do Município de Ponta Grossa. Ponta Grossa: Imprensa Universitária, 1989. PREFEITURA MUNICIPAL DE PONTA GROSSA. Plano Diretor de Turismo. 2002 SCHIMIDT, Maria Auxiliadora. Histórias do Cotidiano Paranaense. Curitiba: Letraviva, 1996. SEBRAE – SECRETARIA DE ESTADO DO TURISMO. Rota dos Tropeiros. Guia Turístico. Curitiba: 2006. Solera, Carlos R. História e Bruacas, Curitiba: 2006 UNIVERSIDADE ESTADUAL DE PONTA GROSSA - PROEX. Projeto de Extensão Conhecendo a Cidade – Informando o Turista. Departamento de Turismo. MINISTÉRIO DO TURISMO. Programa de Regionalização do Turismo, Brasília, 2004
  • 70. 70 Créditos das Imagens: - Acervo Prefeitura Municipal de Ponta Grossa - PMPG - Acervo Associação dos Municípios dos Campos Gerais – AMCG/ SEBRAE - Mauro Frasson - Nádia Terumi Joboji - Ângela Deduch - Fotografe Ponta Grossa – PMPG/UEPG/SESI - Acervo Universidade Estadual de Ponta Grossa - SESC - Associação do Divino Agradecimentos: A todos aqueles que acreditaram e colaboraram com a idéia. Secretaria de Estado do Turismo Paraná Turismo Ana Maria Dropa Carlos Alberto Almeida Roque Sponholz Silmara Aparecida dos Santos Carolina Mainardes Luciano Gaspar Darú Marcelo José Gonçalves Daniel Wagner Hygino Roberto Büchner Mendes David Pilatti Montes Universidade Estadual de Ponta Grossa – Departamento de Turismo Secretaria Municipal de Cultura Secretaria Municipal de Educação Fundação Educacional de Ponta Grossa- FUNEPO