Parte 2 – Modelos de Demanda Agregada Esta parte compõe-se de dois capítulos (4 e  5) com distintos modelos discutindo os determinantes da demanda agregada.
Capítulo 4  Modelos simplificados de determinação da renda
Aula Anterior CAPÍTULO  3 – Visão geral da evolução da macroeconomia   3.1 A macroeconomia antes da Teoria Geral; 3.2 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda;  3.3 Da Teoria Keynesiana à Síntese Neoclássica;  3.4 Os Monetaristas;  3.5 Os Novos Clássicos e os Novos-Keynesianos;  3.6 Os Pós-Keynesianos;  3.7 A Teoria do Desequilíbrio;  3.8 A Nova Teoria do Crescimento;  3.9 Os Modelos que serão desenvolvidos.
Nesta Aula CAPÍTULO  4 – Modelos macroeconômicos simplificados de determinação de renda   4.1 A identidade dispêndio-renda;  4.2 A identidade dispêndio renda em valores reais;  4.3 A distinção entre investimento planejado e realizado;  4.4 1º Modelo macroeconômico simplificado;  4.5 2º Modelo macroeconômico simplificado;  4.6 Limitações dos modelos macroeconômicos discutidos até agora.
Introdução A macroeconomia atém-se a duas questões principais: 1 a ) O que determina o nível de produto efetivo em relação ao produto potencial em um dado período de tempo? Este é o problema da determinação da renda. 2 a ) O que determina o nível e a taxa de crescimento do produto de pleno emprego ou produto potencial? Esta é a questão básica da Teoria do Crescimento. Este curso se atém ao problema da determinação da renda, ou seja, à primeira questão supramencionada.
A origem dos modelos simplificados Paul Samuelson propôs um modelo macroeconômico simplificado (de fácil visualização gráfica) que explicasse a determinação do nível de produto de equilíbrio e que evidenciasse o princípio da demanda efetiva.  Há diversas versões do modelo simplificado e o curso apresenta duas dessas versões.
Hipóteses dos modelos simplificados (1) consideram apenas um dos mercados em que a macroeconomia divide a economia, que é o mercado de bens e serviços;  (2) o nível de preço é considerado como sendo constante;  (3) o investimento privado é determinado fora do modelo (ou seja, o investimento privado é exógeno ao modelo);  (4) não consideram a presença de moeda em sua análise.
Utilidades dos modelos simplificados Os modelos simplificados permitem: a demonstração do princípio da demanda efetiva, ou seja, são variações da demanda agregada que afetam o nível de produto (ou renda) e não o inverso; visualizar e quantificar o efeito multiplicador de um aumento de gastos autônomos sobre o produto de equilíbrio;
Utilidades dos modelos simplificados Os modelos simplificados permitem: analisar os efeitos, sobre o produto de equilíbrio, de um aumento de gastos do governo de mesma magnitude que o aumento de arrecadação de impostos;  analisar os efeitos sobre o produto de equilíbrio do aumento de propensão marginal a poupar sobre a renda disponível.
A identidade entre dispêndio e renda Supondo Rf = 0, tem-se: Y = C + Ir + G + (X – M)  ótica do dispêndio Y = C + S + T  ótica da alocação da renda gerada Assim: C + Ir + G + (X – M)    Y    C + S + T Dispêndio Renda
A identidade entre dispêndio e renda em valores reais Devido a inflação, o valor real é diferente do valor nominal. Tem-se, por exemplo, y = Y/P. Assim, em termos reais surgem: Ou, subtraindo c em ambos os membros
A identidade entre dispêndio e renda em valores reais Produto final, em bens e serviços, não consumido pelas famílias Parcela da renda que não é consumida =  poupança social
Determinantes do investimento privado Reagrupando as variáveis, tem-se: Observe que o investimento privado tem que ser igual à soma da poupança privada, do superávit do governo (t – g) e do déficit em transações correntes (m – x).
Investimento planejado  versus  investimento realizado Tem-se que: ir = ip + in ir = investimento realizado ip = investimento planejado. (Investimento desejado pelas firmas no início do processo de produção) in = investimento não-planejado mas realizado. (Investimento que ocorre no final do período) Por definição, tem-se:  ip = FBKF + VPE ir = FBKF + VPE + VNPE VPE = variação planejada em estoques VNPE = variação não planejada em estoques
Investimento planejado  versus  investimento realizado No início do processo de produção: c + ip + g + (x – m) = y = c + s +t  ( ex-ante  ou planejada) No final do processo de produção: c + ir + g + (x – m)    y    c + s +t  ( ex-post  ou realizada) Se ip = ir, obtém-se a renda de equilíbrio, y e , igual ao PIB de equilíbrio: c + ip + g + (x – m) = y e  = c + s +t Demanda Agregada (y d ) Produto Agregado (y o )
Investimento planejado  versus  investimento realizado No início do processo de produção: c + ip + g + (x – m) = y = c + s +t  ( ex-ante  ou planejada) No final do processo de produção: c + ir + g + (x – m)    y    c + s +t  ( ex-post  ou realizada) Se ip = ir, obtém-se a renda de equilíbrio, y e , igual ao PIB de equilíbrio: c + ip + g + (x – m) = y e  = c + s +t Subtraindo c em todos os membros: ip + g + (x – m) = y e  – c = s +t
Primeiro modelo macroeconômico simplificado Supõe-se, inicialmente, que ip, g, t, x e m são dados à economia. O consumo depende da renda disponível, isto é: c = f (y – t) Supondo que a função consumo seja linear: c = a 0  + a 1 ·(y – t) a 0  = consumo mínimo da coletividade. Mesmo que ( y – t) = 0, a sociedade tem que consumir um mínimo para sobreviver. a 1  = propensão marginal a consumir (PMgC)
Primeiro modelo macroeconômico simplificado A PMgC é o acréscimo no consumo para cada unidade de acréscimo na renda disponível:
Primeiro modelo macroeconômico simplificado A poupança no setor privado (s) é a parcela da renda disponível não consumida: s = (y – t) – c s = (y – t) – a 0  – a 1 ·(y – t) s = – a 0  + (1 – a 1 )·(y – t) em que: (1 – a 1 ) = propensão marginal a poupar (PMgS). –  a 0  = montante da dívida do setor privado no nível  de renda disponível zero para garantir a  sobrevivência das famílias.
Primeiro modelo macroeconômico simplificado A PMgS é o acréscimo na poupança do setor privado para cada unidade de acréscimo na renda disponível:
Primeiro modelo macroeconômico simplificado Nota-se que: PMgS + PMgC = 1 Logo: 0 < PMgS < 1 0 < PMgC < 1
Primeiro modelo macroeconômico simplificado Outros conceitos: Propensão Média a Consumir em relação à renda total (PMC*) : Propensão Média a Poupar em relação à renda total (PMS*):
Primeiro modelo macroeconômico simplificado Outros conceitos: Propensão Média a Consumir em relação à renda disponível (PMC): Propensão Média a Poupar em relação à renda disponível (PMS):
Primeiro modelo macroeconômico simplificado A PMC e a PMS varia ao longo do tempo. Para o Brasil: Nesse período, a propensão marginal  a consumir foi de 0,65. Qüinqüênio  PMC PMS 1990 a 1994 0,72 0,28 1995 a 1999 0,74 0,26 2000 a 2003* 0,74 0,26
Igualdade entre a produção e a demanda agregada Sabe-se que: y 0  =  y  =  c + s + t Produto Agregado Renda Alocação da Renda y d  =  c  +  ip  +  g  + x  –  m Demanda Agregada em Equilíbrio
Equações de Equilíbrio 1 ª  equação de equilíbrio: y e  = c + ip + g + x – m 2 ª  equação de equilíbrio (alternativa): c + ip + g + x – m = c + s + t   ip + g + x – m  =  s + t Produto não consumido pelas famílias Poupança Social
Equações de Equilíbrio Tomando a 1 ª  equação de equilíbrio: y e  = c + ip + g + x – m Considere que  ip, g, x, m  e  t  sejam dados e  c = a 0  + a 1 · (y  –  t)  (comportamento) Substituindo a função  consumo  na equação de renda de equilíbrio, tem-se: y e  = a 0  + a 1 · (y e  – t) + ip + g + x – m
y e  = a 0  + a 1 · (y e  – t) + ip + g + x – m y e  = a 0  + a 1 · y e  – a 1 · t + ip + g + x – m y e · (1 – a 1 ) = a 0  – a 1 · t + ip + g + x – m Equações de Equilíbrio y e  =  1  ·  (a 0   –  a 1 · t + ip + g + x – m) 1  –  a 1 Equação de determinação do PIB de Equilíbrio
Exemplos Considere que c = 10 + 0,8 · (y – t) ip=10  g=5  t=5  x=6  m=5 y e =??? y e  =  1  ·  (10 – 0,8 ·   5 +10 + 5 + 6 – 5) 1 – 0,8  y e  = 110
Exemplos Considere que c = 10 + 0,8 · (y – t) ip=11   g=5  t=5  x=6  m=5 y e =??? y e  =  1  ·  (10 - 0,8 ·   5 +11 + 5 + 6 – 5) 1 – 0,8  y e  = 115 Δ ip = 1 Δ y e  = 5
Igualdade produto = dispêndio  45º y d y y o  = y d
Curva de dispêndio  y d y a 0     a 1 .t + ip + g + x    m a 0     a 1 .t + ip + g  a 0     a 1 .t + ip a 0     a 1 .t  c + ip + g + (x    m) c + ip + g  c + ip  x    m g  ip  c = (a 0     a 1 .t) + a 1 .y
Determinação do produto de equilíbrio  45º y d y y o  = y d a 0     a 1 .t + ip + g + x    m c+ip+g+(x  m) E in > 0  y 1 y 2 y e F G I H in < 0  A variável de ajuste é a produção e não o preço Princípio da Demanda Efetiva
A condição de Equilíbrio é: y 0  = y = c + s + t  y d  = c + ip + g + x – m 1ª Alternativa:  y = c + ip + g + x – m 2ª Alternativa:  ip + g + x – m = s + t  Determinação do produto de equilíbrio
Sabe-se que:    s = – a 0  + (1 – a 1 ) · (y – t) Determinação do produto de equilíbrio  s + t = = – a 0  + (1 – a 1 ) · y – (1 – a 1 ) · t + t s + t  = – a 0  – t + a 1 ·t  + t + (1 – a 1 ) · y s + t = – a 0  + a 1 · t + (1 – a 1 ) · y Intercepto
Determinação do produto de equilíbrio  y s + t s + t ip+g+(x  m) ip + g + (x    m) E in > 0  y 1 y 2 y e in < 0   a 0  + a 1 .t F G I H
Efeitos do aumento da Parcimônia sobre o nível de Renda PMgS (1 – a 1 ) a 1 (1 – a 1 ) = 0,3  a 1  = 0,7 (1 – a 1 ) = 0,4  a 1  = 0,6
Efeitos da parcimônia sobre a renda  y s 1  + t s + t  ip + g + (x    m) ip + g + (x    m) E y e s 0  + t F y f As retas  s 1  + t  e  s 0  + t  não  são paralelas  in > 0
Efeitos da parcimônia sobre a renda  y s 1  + t s + t  ip + g + (x    m) ip + g + (x    m) E y e s 0  + t F y f O que ocorre se ip for considerado uma função direta da renda?
Modelo Macroeconômico Simplificado Alternativo Equações de Comportamento: Ip = ip (y) c = c (y-t) s = s (y-t) Variáveis exógenas:  g ,  x ,  m ,  t
Modelo Macroeconômico Simplificado Alternativo ( s + t) 0 ( s + t) 1 y f F s 1  + t Paradoxo da Parcimônia s 0  + t ip + g + x – m y y e s + t ip + g + (x    m) E
O multiplicador de Despesas Autônomas Efeitos do aumento do investimento planejado. y s + t s + t  ip + g + (x    m) ip 1  + g + (x    m) E y e H y h ip 0  + g + (x    m)  ip>0 A razão é o multiplicador do investimento
O multiplicador de Despesas Autônomas Multiplicador =  Δ y/ Δ ip
O multiplicador de Despesas Autônomas Multiplicador =  Δ y/ Δ ip Sabe-se que 0 < PMgS < 1, portanto, o multiplicador >1
Etapas do Raciocínio do Multiplicador ( ··· ) Etapa Dispêndio Renda 1 ª R$ 10 milhões (investimento) 10 milhões 2 ª PMgC  ·  10 milhões (consumo)  PMgC  ·  10 milhões 3 ª (PMgC) 2   ·  10 milhões (consumo) (PMgC) 2   ·  10 milhões 4 a (PMgC) 3   ·  10 milhões (consumo) (PMgC) 3   ·  10 milhões
Multiplicador Δ y = 10 + PMgC · 10 + PMgC 2  · 10 + PMgC 3  · 10 +  + PMgC 4  10 + .... Δ y = 10 (1 + PMgC + PMgC 2  + PMgC 3  + PMgC 4  + + ...)  Δ y = 10 · (PMgC 0  + PMgC 1  + PMgC 2  + PMgC 3  +  + PMgC 4  + ...)
Multiplicador Generalizando,
Teorema do Orçamento Equilibrado O que ocorre se  g  for aumentado na mesma magnitude que  t  for aumentado?  g =   t = z  g tem efeito imediato sobre o nível de demanda agregada.  t tem efeito imediato sobre a renda disponível, mas apenas a parcela PMgC ·  t terá o efeito multiplicador da renda.
Teorema do Orçamento Equilibrado  g = z > 0 Sendo   y 1  > 0  t = z > 0 Sendo   y 2  < 0
Teorema do Orçamento Equilibrado Mas   g =   t = z  Logo:
Orçamento Equilibrado O teorema do orçamento equilibrado diz que se houver aumento nos gastos do governo no mesmo valor que ocorrer aumento de tributos, haverá aumento idêntico na renda de equilíbrio. Advertência : o teorema do orçamento equilibrado só ocorre no 1º Modelo Macroeconômico Simplificado.
Produto de Pleno Emprego Produto de pleno emprego é o máximo produto que a economia pode gerar com alocação econômica de seus recursos disponíveis.
Produto de Pleno Emprego Políticas para aumentar o produto de equilíbrio: y s + t s + t ip + g + (x    m) ip + g + (x    m) E y e y p
Produto de Pleno Emprego Para ser atingido o pleno emprego, será necessário deslocar a reta [ip + g + (x – m)] para cima e/ou a reta (s + t) para baixo e para direita. Várias medidas podem ser tomadas isoladamente ou em conjunto, tais como: ip  ,  g  ,  x  t  ,  m  Para tanto, o governo pode atuar sobre as políticas monetária, fiscal e cambial.
1º Modelo Macroeconômico Simplificado y = c + ip + g + x – m ou ip + g + x – m = s + t Condição de equilíbrio Em que ip, g, x, m e t são valores determinados exogenamente. Sendo c = c(y – t) e s = s(y – t) Equações de comportamento
1º Modelo Macroeconômico Simplificado Modelo com três equações e três variáveis endógenas (y, c e s)    tem solução matemática.
2º Modelo Macroeconômico Simplificado Até agora, t = cte. Suponha  t = t (y) y t t (y)
Função Consumo:  c = c [y – t (y)] Função Poupança Privada: s = s [y – t (y)] 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
2º Modelo Macroeconômico Simplificado y = c + ip + g + x – m ou ip + g + x – m = s + t Condição de equilíbrio Em que ip, g, x, e m são valores determinados exogenamente. Sendo c = c[y – t(y)] s = s[y – t(y)] t = t(y) Equações de comportamento
2º Modelo Macroeconômico Simplificado Modelo com quatro equações e quatro variáveis endógenas (y, c, s e t)    tem solução matemática.
Duas questões a serem respondidas: O multiplicador de gastos autônomos é idêntico ao modelo anterior? Se ele não for, ainda continua sendo maior que 1? Ainda continua válido o teorema do orçamento equilibrado? Se ele não for, o que ocorre com a renda se  Δ g =  Δ t? 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
2º Modelo Macroeconômico Simplificado t’ = taxa marginal de tributação Se ocorrerem funções lineares,
Para: 2º Modelo Macroeconômico Simplificado Tem-se:
Em resumo, para um aumento  Δ y : Aumento do tributo:  Δ t = t’ Δ y  Aumento da poupança privada:  Δ s = s’ (1 – t’) Δ y  Aumento da poupanca social  Δ (s + t) =  Δ s +  Δ t   = s’(1 – t’)  Δ y + t’ Δ y   =  Δ y [s’ (1 – t’) + t’] 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
Δ (s + t) =  Δ y [s’ (1 – t’) + t’]  = Δ y [s’ – s’t’ + t’ ]   =  Δ y [s’ + t’ (1 – s’) ] Em resumo: Δ (s + t) = [s’ + t’ (1 – s’) ]  Δ y  Δ (s + t) /  Δ y = s’ + t’ (1 – s’)  2º Modelo Macroeconômico Simplificado Tangente da inclinação da função poupança social no 2 o  modelo
No 1º Modelo Macroeconômico Simplificado: O t é dado. Portanto, quando varia a renda,  Δ t = 0 Δ s = s’ Δ y. O acréscimo na poupança social é igual ao da poupança privada Acréscimo da poupança social Δ (s + t) =  Δ s + Δ t = s’ Δ y + 0, Portanto, Δ (s + t) = s’ Δ y , Δ (s + t) /  Δ y = s’ 2º Modelo Macroeconômico Simplificado Tangente da inclinação da função poupança social no 1 o  modelo
2º Modelo Macroeconômico Simplificado Curvas de poupança social. y s [y    t(y)]+ t(y) s + t  Δ (s + t) /  Δ y = s’ Δ (s + t) /  Δ y = s’ + t’ (1 – s’) s (y    t ) +  t
O Multiplicador de Gastos Autônomos Multiplicador do investimento y s + t ip + g + (x    m) ip 0  + g + (x    m) E y 0 s[y    t(y)] + t(y) ip 1  + g + (x    m) F y 2 G y 1 s (y    t ) +  t
O Multiplicador de Gastos Autônomos 1º MMS: Δ y/  Δ ip = 1/(1 – PMgC) = (y 1  – y 0 )/ (ip 1  – ip 0 ) 2º MMS: Δ y/  Δ ip = (y 2  – y 0 )/ (ip 1  – ip 0 ) O multiplicador do 1º MMS é maior que o multiplicador do 2º MMS.
Fórmula do Multiplicador de Gastos Autônomos 2º MMS: Δ y/  Δ ip = 1/ tg σ tg σ =  Δ (s + t)/  Δ y = s’+ t’ (1 – s’)   Multiplicador = 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ]
Multiplicador de Gastos Autônomos 1º MMS: 1/(1 – PMgC) = 1/ s’ 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] < 1/ s’ Será que é maior que 1? 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ]  > 1 Sabe-se que 0 < s’ < 1
Multiplicador de Gastos Autônomos 1º MMS: 1/(1 – PMgC) = 1/ s’ 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] < 1/ s’ Será que é maior que 1? 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ]  > 1 [ s’+ t’ (1 – s’) ]  < 1
Multiplicador de Gastos Autônomos t’ (1 – s’) < 1 – s’ t’ < (1  –  s’) / (1  –   s’),  t’ < 1 Para o multiplicador de gastos autônomos do 2º MMS ser maior que 1, é necessário: 0 < s’ <1 t’ < 1 É o que ocorre, pois não é socialmente e politicamente correto que, para cada R$ 1 a mais de renda, o governo arrecade mais de R$ 1 em tributos adicionais.
Multiplicador de Gastos Autônomos O multiplicador de gastos autônomos é: Δ y/  Δ ip =  1 / [ s’+ t’ (1-s’) ]  Esse mesmo multiplicador continua se ao invés de aumento de investimento privado ocorrer aumento dos gastos do governo. Isto é:  Δ y/  Δ g =  1 / [ s’+ t’ (1-s’) ]
Modificações das alíquotas de Tributos Considere variações de alíquotas de tributos (  ) e não do total de tributos (t). Inicialmente, tem-se a alíquota de   ’ 0  = 0,18 Agora, passa-se a ter   ’ 1  = 0,20 Δ   =   ’ 1  –   ’ 0  = 0,02 Δ   > 0     Δ y d  = -  Δ   y 0
Se Y 0  = 2000 t’ 0  = 0,18     y d0  = 1640  t’ 1  = 0,20      y d1  = 1600 Δ y d  = - 40 Modificações das alíquotas de Tributos
Considere que o governo aumente a arrecadação de  ( Δ   y 0  ) e automaticamente aumente seus gastos em ( Δ    y 0  )  Δ y 1  = multiplicador . (- c’ Δ   y 0 ) Δ y 1  =    1  .  Modificações das alíquotas de Tributos s’+ t’ (1-s’) [- (1 – s’)  Δ   y 0 ]
Δ y 2  =  1  .  Δ g  =  1  Modificações das alíquotas de Tributos s’+ t’ (1-s’)  (  Δ   y 0 ) s’+ t’ (1-s’)  Δ y =  Δ y 1  + Δ y 2  =  (- c’ Δ   y 0 ) s’+ t’ (1-s’)  s’+ t’ (1-s’)  + s’+ t’ (1-s’)  (1- c’)  Δ   y 0 (  Δ   y 0 ) Δ y =  Δ y 1  + Δ y 2  =
Modificações das alíquotas de Tributos Como  Δ y =  Δ y 1  + Δ y 2  =  s’+ t’ (1-s’)  (1- c’)  Δ   y 0 < 1 s’+ t’ (1-s’)  s’ Δ y <  Δ   y 0
Limitações dos modelos macroeconômicos já discutidos Considerou-se apenas o mercado de produto, não analisando os mercados de moeda, títulos, trabalho e divisa; Os dois modelos supõem preço sendo constante e o investimento sendo determinado fora do modelo. Além disso, os modelos discutidos não levam em conta a presença de moeda; Foi suposto que nenhuma mudança tecnológica ocorre no período de análise;
Limitações dos modelos macroeconômicos já discutidos O estoque físico-produtivo de fator capital também é constante. Os investimentos feitos não alteram a capacidade de produção, pois não se completam. A função consumo é muito simples. Pode-se incluir outras variáveis afetando o consumo privado (taxa de juros, expectativas de preços e  de renda, distribuição de renda, entre outras).
Próxima Aula CAPÍTULO  5 – Modelo IS-LM para uma economia fechada 5.1 Determinação da curva de demanda agregada;  5.1.1 A curva IS – O equilíbrio no mercado de produto;  5.1.2 A curva LM – o equilíbrio no mercado moedas e títulos;  5.1.3 Equilíbrio simultâneo nos mercados de produto e de moeda;  5.1.4 A curva de demanda agregada;  5.1.5 Política fiscal e monetária.
Referências Bibliográficas BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O.  Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001.  BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M.   Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S.  Macroeconomia .  5 a  edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. RIZZIERI, J.A.B. Teoria da determinação da renda. In: PINHO, D.  Manual de economia . São Paulo: Saraiva, 1988. SAMUELSON, P.   Introdução à análise econômica . Rio de Janeiro: Agir, 1968 MANKIW, N.G.  Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.

Cap4macro 110223114451-phpapp01

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    Parte 2 –Modelos de Demanda Agregada Esta parte compõe-se de dois capítulos (4 e 5) com distintos modelos discutindo os determinantes da demanda agregada.
  • 2.
    Capítulo 4 Modelos simplificados de determinação da renda
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    Aula Anterior CAPÍTULO 3 – Visão geral da evolução da macroeconomia 3.1 A macroeconomia antes da Teoria Geral; 3.2 A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda; 3.3 Da Teoria Keynesiana à Síntese Neoclássica; 3.4 Os Monetaristas; 3.5 Os Novos Clássicos e os Novos-Keynesianos; 3.6 Os Pós-Keynesianos; 3.7 A Teoria do Desequilíbrio; 3.8 A Nova Teoria do Crescimento; 3.9 Os Modelos que serão desenvolvidos.
  • 4.
    Nesta Aula CAPÍTULO 4 – Modelos macroeconômicos simplificados de determinação de renda 4.1 A identidade dispêndio-renda; 4.2 A identidade dispêndio renda em valores reais; 4.3 A distinção entre investimento planejado e realizado; 4.4 1º Modelo macroeconômico simplificado; 4.5 2º Modelo macroeconômico simplificado; 4.6 Limitações dos modelos macroeconômicos discutidos até agora.
  • 5.
    Introdução A macroeconomiaatém-se a duas questões principais: 1 a ) O que determina o nível de produto efetivo em relação ao produto potencial em um dado período de tempo? Este é o problema da determinação da renda. 2 a ) O que determina o nível e a taxa de crescimento do produto de pleno emprego ou produto potencial? Esta é a questão básica da Teoria do Crescimento. Este curso se atém ao problema da determinação da renda, ou seja, à primeira questão supramencionada.
  • 6.
    A origem dosmodelos simplificados Paul Samuelson propôs um modelo macroeconômico simplificado (de fácil visualização gráfica) que explicasse a determinação do nível de produto de equilíbrio e que evidenciasse o princípio da demanda efetiva. Há diversas versões do modelo simplificado e o curso apresenta duas dessas versões.
  • 7.
    Hipóteses dos modelossimplificados (1) consideram apenas um dos mercados em que a macroeconomia divide a economia, que é o mercado de bens e serviços; (2) o nível de preço é considerado como sendo constante; (3) o investimento privado é determinado fora do modelo (ou seja, o investimento privado é exógeno ao modelo); (4) não consideram a presença de moeda em sua análise.
  • 8.
    Utilidades dos modelossimplificados Os modelos simplificados permitem: a demonstração do princípio da demanda efetiva, ou seja, são variações da demanda agregada que afetam o nível de produto (ou renda) e não o inverso; visualizar e quantificar o efeito multiplicador de um aumento de gastos autônomos sobre o produto de equilíbrio;
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    Utilidades dos modelossimplificados Os modelos simplificados permitem: analisar os efeitos, sobre o produto de equilíbrio, de um aumento de gastos do governo de mesma magnitude que o aumento de arrecadação de impostos; analisar os efeitos sobre o produto de equilíbrio do aumento de propensão marginal a poupar sobre a renda disponível.
  • 10.
    A identidade entredispêndio e renda Supondo Rf = 0, tem-se: Y = C + Ir + G + (X – M) ótica do dispêndio Y = C + S + T ótica da alocação da renda gerada Assim: C + Ir + G + (X – M)  Y  C + S + T Dispêndio Renda
  • 11.
    A identidade entredispêndio e renda em valores reais Devido a inflação, o valor real é diferente do valor nominal. Tem-se, por exemplo, y = Y/P. Assim, em termos reais surgem: Ou, subtraindo c em ambos os membros
  • 12.
    A identidade entredispêndio e renda em valores reais Produto final, em bens e serviços, não consumido pelas famílias Parcela da renda que não é consumida = poupança social
  • 13.
    Determinantes do investimentoprivado Reagrupando as variáveis, tem-se: Observe que o investimento privado tem que ser igual à soma da poupança privada, do superávit do governo (t – g) e do déficit em transações correntes (m – x).
  • 14.
    Investimento planejado versus investimento realizado Tem-se que: ir = ip + in ir = investimento realizado ip = investimento planejado. (Investimento desejado pelas firmas no início do processo de produção) in = investimento não-planejado mas realizado. (Investimento que ocorre no final do período) Por definição, tem-se: ip = FBKF + VPE ir = FBKF + VPE + VNPE VPE = variação planejada em estoques VNPE = variação não planejada em estoques
  • 15.
    Investimento planejado versus investimento realizado No início do processo de produção: c + ip + g + (x – m) = y = c + s +t ( ex-ante ou planejada) No final do processo de produção: c + ir + g + (x – m)  y  c + s +t ( ex-post ou realizada) Se ip = ir, obtém-se a renda de equilíbrio, y e , igual ao PIB de equilíbrio: c + ip + g + (x – m) = y e = c + s +t Demanda Agregada (y d ) Produto Agregado (y o )
  • 16.
    Investimento planejado versus investimento realizado No início do processo de produção: c + ip + g + (x – m) = y = c + s +t ( ex-ante ou planejada) No final do processo de produção: c + ir + g + (x – m)  y  c + s +t ( ex-post ou realizada) Se ip = ir, obtém-se a renda de equilíbrio, y e , igual ao PIB de equilíbrio: c + ip + g + (x – m) = y e = c + s +t Subtraindo c em todos os membros: ip + g + (x – m) = y e – c = s +t
  • 17.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado Supõe-se, inicialmente, que ip, g, t, x e m são dados à economia. O consumo depende da renda disponível, isto é: c = f (y – t) Supondo que a função consumo seja linear: c = a 0 + a 1 ·(y – t) a 0 = consumo mínimo da coletividade. Mesmo que ( y – t) = 0, a sociedade tem que consumir um mínimo para sobreviver. a 1 = propensão marginal a consumir (PMgC)
  • 18.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado A PMgC é o acréscimo no consumo para cada unidade de acréscimo na renda disponível:
  • 19.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado A poupança no setor privado (s) é a parcela da renda disponível não consumida: s = (y – t) – c s = (y – t) – a 0 – a 1 ·(y – t) s = – a 0 + (1 – a 1 )·(y – t) em que: (1 – a 1 ) = propensão marginal a poupar (PMgS). – a 0 = montante da dívida do setor privado no nível de renda disponível zero para garantir a sobrevivência das famílias.
  • 20.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado A PMgS é o acréscimo na poupança do setor privado para cada unidade de acréscimo na renda disponível:
  • 21.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado Nota-se que: PMgS + PMgC = 1 Logo: 0 < PMgS < 1 0 < PMgC < 1
  • 22.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado Outros conceitos: Propensão Média a Consumir em relação à renda total (PMC*) : Propensão Média a Poupar em relação à renda total (PMS*):
  • 23.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado Outros conceitos: Propensão Média a Consumir em relação à renda disponível (PMC): Propensão Média a Poupar em relação à renda disponível (PMS):
  • 24.
    Primeiro modelo macroeconômicosimplificado A PMC e a PMS varia ao longo do tempo. Para o Brasil: Nesse período, a propensão marginal a consumir foi de 0,65. Qüinqüênio PMC PMS 1990 a 1994 0,72 0,28 1995 a 1999 0,74 0,26 2000 a 2003* 0,74 0,26
  • 25.
    Igualdade entre aprodução e a demanda agregada Sabe-se que: y 0 = y = c + s + t Produto Agregado Renda Alocação da Renda y d = c + ip + g + x – m Demanda Agregada em Equilíbrio
  • 26.
    Equações de Equilíbrio1 ª equação de equilíbrio: y e = c + ip + g + x – m 2 ª equação de equilíbrio (alternativa): c + ip + g + x – m = c + s + t ip + g + x – m = s + t Produto não consumido pelas famílias Poupança Social
  • 27.
    Equações de EquilíbrioTomando a 1 ª equação de equilíbrio: y e = c + ip + g + x – m Considere que ip, g, x, m e t sejam dados e c = a 0 + a 1 · (y – t) (comportamento) Substituindo a função consumo na equação de renda de equilíbrio, tem-se: y e = a 0 + a 1 · (y e – t) + ip + g + x – m
  • 28.
    y e = a 0 + a 1 · (y e – t) + ip + g + x – m y e = a 0 + a 1 · y e – a 1 · t + ip + g + x – m y e · (1 – a 1 ) = a 0 – a 1 · t + ip + g + x – m Equações de Equilíbrio y e = 1 · (a 0 – a 1 · t + ip + g + x – m) 1 – a 1 Equação de determinação do PIB de Equilíbrio
  • 29.
    Exemplos Considere quec = 10 + 0,8 · (y – t) ip=10 g=5 t=5 x=6 m=5 y e =??? y e = 1 · (10 – 0,8 · 5 +10 + 5 + 6 – 5) 1 – 0,8 y e = 110
  • 30.
    Exemplos Considere quec = 10 + 0,8 · (y – t) ip=11 g=5 t=5 x=6 m=5 y e =??? y e = 1 · (10 - 0,8 · 5 +11 + 5 + 6 – 5) 1 – 0,8 y e = 115 Δ ip = 1 Δ y e = 5
  • 31.
    Igualdade produto =dispêndio 45º y d y y o = y d
  • 32.
    Curva de dispêndio y d y a 0  a 1 .t + ip + g + x  m a 0  a 1 .t + ip + g a 0  a 1 .t + ip a 0  a 1 .t c + ip + g + (x  m) c + ip + g c + ip x  m g ip c = (a 0  a 1 .t) + a 1 .y
  • 33.
    Determinação do produtode equilíbrio 45º y d y y o = y d a 0  a 1 .t + ip + g + x  m c+ip+g+(x  m) E in > 0 y 1 y 2 y e F G I H in < 0 A variável de ajuste é a produção e não o preço Princípio da Demanda Efetiva
  • 34.
    A condição deEquilíbrio é: y 0 = y = c + s + t y d = c + ip + g + x – m 1ª Alternativa: y = c + ip + g + x – m 2ª Alternativa: ip + g + x – m = s + t Determinação do produto de equilíbrio
  • 35.
    Sabe-se que: s = – a 0 + (1 – a 1 ) · (y – t) Determinação do produto de equilíbrio s + t = = – a 0 + (1 – a 1 ) · y – (1 – a 1 ) · t + t s + t = – a 0 – t + a 1 ·t + t + (1 – a 1 ) · y s + t = – a 0 + a 1 · t + (1 – a 1 ) · y Intercepto
  • 36.
    Determinação do produtode equilíbrio y s + t s + t ip+g+(x  m) ip + g + (x  m) E in > 0 y 1 y 2 y e in < 0  a 0 + a 1 .t F G I H
  • 37.
    Efeitos do aumentoda Parcimônia sobre o nível de Renda PMgS (1 – a 1 ) a 1 (1 – a 1 ) = 0,3 a 1 = 0,7 (1 – a 1 ) = 0,4 a 1 = 0,6
  • 38.
    Efeitos da parcimôniasobre a renda y s 1 + t s + t ip + g + (x  m) ip + g + (x  m) E y e s 0 + t F y f As retas s 1 + t e s 0 + t não são paralelas in > 0
  • 39.
    Efeitos da parcimôniasobre a renda y s 1 + t s + t ip + g + (x  m) ip + g + (x  m) E y e s 0 + t F y f O que ocorre se ip for considerado uma função direta da renda?
  • 40.
    Modelo Macroeconômico SimplificadoAlternativo Equações de Comportamento: Ip = ip (y) c = c (y-t) s = s (y-t) Variáveis exógenas: g , x , m , t
  • 41.
    Modelo Macroeconômico SimplificadoAlternativo ( s + t) 0 ( s + t) 1 y f F s 1 + t Paradoxo da Parcimônia s 0 + t ip + g + x – m y y e s + t ip + g + (x  m) E
  • 42.
    O multiplicador deDespesas Autônomas Efeitos do aumento do investimento planejado. y s + t s + t ip + g + (x  m) ip 1 + g + (x  m) E y e H y h ip 0 + g + (x  m)  ip>0 A razão é o multiplicador do investimento
  • 43.
    O multiplicador deDespesas Autônomas Multiplicador = Δ y/ Δ ip
  • 44.
    O multiplicador deDespesas Autônomas Multiplicador = Δ y/ Δ ip Sabe-se que 0 < PMgS < 1, portanto, o multiplicador >1
  • 45.
    Etapas do Raciocíniodo Multiplicador ( ··· ) Etapa Dispêndio Renda 1 ª R$ 10 milhões (investimento) 10 milhões 2 ª PMgC · 10 milhões (consumo) PMgC · 10 milhões 3 ª (PMgC) 2 · 10 milhões (consumo) (PMgC) 2 · 10 milhões 4 a (PMgC) 3 · 10 milhões (consumo) (PMgC) 3 · 10 milhões
  • 46.
    Multiplicador Δ y= 10 + PMgC · 10 + PMgC 2 · 10 + PMgC 3 · 10 + + PMgC 4 10 + .... Δ y = 10 (1 + PMgC + PMgC 2 + PMgC 3 + PMgC 4 + + ...) Δ y = 10 · (PMgC 0 + PMgC 1 + PMgC 2 + PMgC 3 + + PMgC 4 + ...)
  • 47.
  • 48.
    Teorema do OrçamentoEquilibrado O que ocorre se g for aumentado na mesma magnitude que t for aumentado?  g =  t = z  g tem efeito imediato sobre o nível de demanda agregada.  t tem efeito imediato sobre a renda disponível, mas apenas a parcela PMgC ·  t terá o efeito multiplicador da renda.
  • 49.
    Teorema do OrçamentoEquilibrado  g = z > 0 Sendo  y 1 > 0  t = z > 0 Sendo  y 2 < 0
  • 50.
    Teorema do OrçamentoEquilibrado Mas  g =  t = z Logo:
  • 51.
    Orçamento Equilibrado Oteorema do orçamento equilibrado diz que se houver aumento nos gastos do governo no mesmo valor que ocorrer aumento de tributos, haverá aumento idêntico na renda de equilíbrio. Advertência : o teorema do orçamento equilibrado só ocorre no 1º Modelo Macroeconômico Simplificado.
  • 52.
    Produto de PlenoEmprego Produto de pleno emprego é o máximo produto que a economia pode gerar com alocação econômica de seus recursos disponíveis.
  • 53.
    Produto de PlenoEmprego Políticas para aumentar o produto de equilíbrio: y s + t s + t ip + g + (x  m) ip + g + (x  m) E y e y p
  • 54.
    Produto de PlenoEmprego Para ser atingido o pleno emprego, será necessário deslocar a reta [ip + g + (x – m)] para cima e/ou a reta (s + t) para baixo e para direita. Várias medidas podem ser tomadas isoladamente ou em conjunto, tais como: ip  , g  , x  t  , m  Para tanto, o governo pode atuar sobre as políticas monetária, fiscal e cambial.
  • 55.
    1º Modelo MacroeconômicoSimplificado y = c + ip + g + x – m ou ip + g + x – m = s + t Condição de equilíbrio Em que ip, g, x, m e t são valores determinados exogenamente. Sendo c = c(y – t) e s = s(y – t) Equações de comportamento
  • 56.
    1º Modelo MacroeconômicoSimplificado Modelo com três equações e três variáveis endógenas (y, c e s)  tem solução matemática.
  • 57.
    2º Modelo MacroeconômicoSimplificado Até agora, t = cte. Suponha t = t (y) y t t (y)
  • 58.
    Função Consumo: c = c [y – t (y)] Função Poupança Privada: s = s [y – t (y)] 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
  • 59.
    2º Modelo MacroeconômicoSimplificado y = c + ip + g + x – m ou ip + g + x – m = s + t Condição de equilíbrio Em que ip, g, x, e m são valores determinados exogenamente. Sendo c = c[y – t(y)] s = s[y – t(y)] t = t(y) Equações de comportamento
  • 60.
    2º Modelo MacroeconômicoSimplificado Modelo com quatro equações e quatro variáveis endógenas (y, c, s e t)  tem solução matemática.
  • 61.
    Duas questões aserem respondidas: O multiplicador de gastos autônomos é idêntico ao modelo anterior? Se ele não for, ainda continua sendo maior que 1? Ainda continua válido o teorema do orçamento equilibrado? Se ele não for, o que ocorre com a renda se Δ g = Δ t? 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
  • 62.
    2º Modelo MacroeconômicoSimplificado t’ = taxa marginal de tributação Se ocorrerem funções lineares,
  • 63.
    Para: 2º ModeloMacroeconômico Simplificado Tem-se:
  • 64.
    Em resumo, paraum aumento Δ y : Aumento do tributo: Δ t = t’ Δ y Aumento da poupança privada: Δ s = s’ (1 – t’) Δ y Aumento da poupanca social Δ (s + t) = Δ s + Δ t = s’(1 – t’) Δ y + t’ Δ y = Δ y [s’ (1 – t’) + t’] 2º Modelo Macroeconômico Simplificado
  • 65.
    Δ (s +t) = Δ y [s’ (1 – t’) + t’] = Δ y [s’ – s’t’ + t’ ] = Δ y [s’ + t’ (1 – s’) ] Em resumo: Δ (s + t) = [s’ + t’ (1 – s’) ] Δ y Δ (s + t) / Δ y = s’ + t’ (1 – s’) 2º Modelo Macroeconômico Simplificado Tangente da inclinação da função poupança social no 2 o modelo
  • 66.
    No 1º ModeloMacroeconômico Simplificado: O t é dado. Portanto, quando varia a renda, Δ t = 0 Δ s = s’ Δ y. O acréscimo na poupança social é igual ao da poupança privada Acréscimo da poupança social Δ (s + t) = Δ s + Δ t = s’ Δ y + 0, Portanto, Δ (s + t) = s’ Δ y , Δ (s + t) / Δ y = s’ 2º Modelo Macroeconômico Simplificado Tangente da inclinação da função poupança social no 1 o modelo
  • 67.
    2º Modelo MacroeconômicoSimplificado Curvas de poupança social. y s [y  t(y)]+ t(y) s + t Δ (s + t) / Δ y = s’ Δ (s + t) / Δ y = s’ + t’ (1 – s’) s (y  t ) + t
  • 68.
    O Multiplicador deGastos Autônomos Multiplicador do investimento y s + t ip + g + (x  m) ip 0 + g + (x  m) E y 0 s[y  t(y)] + t(y) ip 1 + g + (x  m) F y 2 G y 1 s (y  t ) + t
  • 69.
    O Multiplicador deGastos Autônomos 1º MMS: Δ y/ Δ ip = 1/(1 – PMgC) = (y 1 – y 0 )/ (ip 1 – ip 0 ) 2º MMS: Δ y/ Δ ip = (y 2 – y 0 )/ (ip 1 – ip 0 ) O multiplicador do 1º MMS é maior que o multiplicador do 2º MMS.
  • 70.
    Fórmula do Multiplicadorde Gastos Autônomos 2º MMS: Δ y/ Δ ip = 1/ tg σ tg σ = Δ (s + t)/ Δ y = s’+ t’ (1 – s’) Multiplicador = 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ]
  • 71.
    Multiplicador de GastosAutônomos 1º MMS: 1/(1 – PMgC) = 1/ s’ 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] < 1/ s’ Será que é maior que 1? 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] > 1 Sabe-se que 0 < s’ < 1
  • 72.
    Multiplicador de GastosAutônomos 1º MMS: 1/(1 – PMgC) = 1/ s’ 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] < 1/ s’ Será que é maior que 1? 1 / [ s’+ t’ (1 – s’) ] > 1 [ s’+ t’ (1 – s’) ] < 1
  • 73.
    Multiplicador de GastosAutônomos t’ (1 – s’) < 1 – s’ t’ < (1 – s’) / (1 – s’), t’ < 1 Para o multiplicador de gastos autônomos do 2º MMS ser maior que 1, é necessário: 0 < s’ <1 t’ < 1 É o que ocorre, pois não é socialmente e politicamente correto que, para cada R$ 1 a mais de renda, o governo arrecade mais de R$ 1 em tributos adicionais.
  • 74.
    Multiplicador de GastosAutônomos O multiplicador de gastos autônomos é: Δ y/ Δ ip = 1 / [ s’+ t’ (1-s’) ] Esse mesmo multiplicador continua se ao invés de aumento de investimento privado ocorrer aumento dos gastos do governo. Isto é: Δ y/ Δ g = 1 / [ s’+ t’ (1-s’) ]
  • 75.
    Modificações das alíquotasde Tributos Considere variações de alíquotas de tributos (  ) e não do total de tributos (t). Inicialmente, tem-se a alíquota de  ’ 0 = 0,18 Agora, passa-se a ter  ’ 1 = 0,20 Δ  =  ’ 1 –  ’ 0 = 0,02 Δ  > 0  Δ y d = - Δ  y 0
  • 76.
    Se Y 0 = 2000 t’ 0 = 0,18  y d0 = 1640 t’ 1 = 0,20  y d1 = 1600 Δ y d = - 40 Modificações das alíquotas de Tributos
  • 77.
    Considere que ogoverno aumente a arrecadação de ( Δ  y 0 ) e automaticamente aumente seus gastos em ( Δ  y 0 ) Δ y 1 = multiplicador . (- c’ Δ  y 0 ) Δ y 1 = 1 . Modificações das alíquotas de Tributos s’+ t’ (1-s’) [- (1 – s’) Δ  y 0 ]
  • 78.
    Δ y 2 = 1 . Δ g = 1 Modificações das alíquotas de Tributos s’+ t’ (1-s’) ( Δ  y 0 ) s’+ t’ (1-s’) Δ y = Δ y 1 + Δ y 2 = (- c’ Δ  y 0 ) s’+ t’ (1-s’) s’+ t’ (1-s’) + s’+ t’ (1-s’) (1- c’) Δ  y 0 ( Δ  y 0 ) Δ y = Δ y 1 + Δ y 2 =
  • 79.
    Modificações das alíquotasde Tributos Como Δ y = Δ y 1 + Δ y 2 = s’+ t’ (1-s’) (1- c’) Δ  y 0 < 1 s’+ t’ (1-s’) s’ Δ y < Δ  y 0
  • 80.
    Limitações dos modelosmacroeconômicos já discutidos Considerou-se apenas o mercado de produto, não analisando os mercados de moeda, títulos, trabalho e divisa; Os dois modelos supõem preço sendo constante e o investimento sendo determinado fora do modelo. Além disso, os modelos discutidos não levam em conta a presença de moeda; Foi suposto que nenhuma mudança tecnológica ocorre no período de análise;
  • 81.
    Limitações dos modelosmacroeconômicos já discutidos O estoque físico-produtivo de fator capital também é constante. Os investimentos feitos não alteram a capacidade de produção, pois não se completam. A função consumo é muito simples. Pode-se incluir outras variáveis afetando o consumo privado (taxa de juros, expectativas de preços e de renda, distribuição de renda, entre outras).
  • 82.
    Próxima Aula CAPÍTULO 5 – Modelo IS-LM para uma economia fechada 5.1 Determinação da curva de demanda agregada; 5.1.1 A curva IS – O equilíbrio no mercado de produto; 5.1.2 A curva LM – o equilíbrio no mercado moedas e títulos; 5.1.3 Equilíbrio simultâneo nos mercados de produto e de moeda; 5.1.4 A curva de demanda agregada; 5.1.5 Política fiscal e monetária.
  • 83.
    Referências Bibliográficas BACHA,C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. BRANSON , W.H. e LITVACK, J.M. Macroeconomia , São Paulo: Habra, 1978. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. RIZZIERI, J.A.B. Teoria da determinação da renda. In: PINHO, D. Manual de economia . São Paulo: Saraiva, 1988. SAMUELSON, P. Introdução à análise econômica . Rio de Janeiro: Agir, 1968 MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.