Juventude Mariana Vicentina do Sobreiro - Sector Mariano




            CAMINHADA PARA O TEMPO PASCAL
                          Vidit et Credidit (Jo 20, 8)

                                                            NOTA INTRODUTÓRIA


Eis que, agora, passadas as dores e os sofrimentos da Paixão do Senhor, chega a
hora de, cheios de alegria, meditarmos a luz da Páscoa gloriosa de Cristo, no
caminho da Galileia, ávidos da vinda do Espírito Santo.

Para isso, é-nos proposta esta caminhada, cujo lema é tomado do Evangelho de
João que iremos escutar na manhã gloriosa da Páscoa: “tunc ergo introivit et ille
discipulus qui venerat primus ad monumentum et vidit et credidit” – “Entrou
também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.”
(Jo 20, 8). Esta declaração de fé por parte do Autor Sagrado impele-nos a,
contemplado o túmulo vazio e atestada esta visão pela Igreja, proclamar a
Ressurreição de Cristo, Senhor da Vida e Vencedor da Morte, pela nossa vida e
testemunho, pela nossa devoção e oração.

Como textos fundantes vamos, novamente, tomar a Liturgia da Palavra dominical
e a Mensagem de Sua Santidade, o Papa Emérito Bento XVI para 47º Dia
Mundial das Comunicações Sociais (à excepção da Semana da Oitava Pascal,
como abaixo está prescrito) de modo a, mais uma vez, escutarmos a Voz do Filho
muito amado pelas Sagradas Letras e pela Tradição da Igreja Apostólica.
1. SEMANA APÓS SEMANA
Começaremos por, na Semana da Oitava Pascal, meditar na beleza deste
momento: a Luz de Cristo que, definitivamente, vence as Trevas do Diabo, do
Tentador, do Pai de Mentira.

Nas subsequentes semanas iremos ter oportunidade de tomar e meditar cada um
dos dons do Espírito Santo, até à grande solenidade do Pentecostes.

Como símbolo desta caminhada, teremos o Círio Pascal que deverá ser adornado
a cada semana, segundo as indicações abaixo.

                                                                   2. ORAÇÃO

A cada semana ser-nos-á proposto que a nossa oração diga respeito ao Dom do
Espírito que meditámos. Assim, à exceção das semanas das Solenidades da Páscoa
e do Pentecostes, será disponibilizada a oração de acordo com o dom meditado.
Nas duas semanas acima assinaladas propõe-se a oração da sequência prevista
para cada uma das Solenidades.

                                                    3. ATITUDE - COMPROMISSO

Nesta caminhada não existe nenhuma atitude concreta para além da tentativa
constante de, a cada semana, cultivar o dom do Espírito Santo que meditamos.
… PARA NAVEGAR AO SOPRO DO ESPÍRITO SANTO!
                                                (DA PÁSCOA AO PENTECOSTES)
  PÁSCOA DO          Testemunhar                alegremente       a                                           Sequência       do
    SENHOR           Ressurreição do Senhor.                                                                  Dia de Páscoa
  ATIVIDADE                            Temática                       Breve explicação do dom do                  Oração
                                                                      Espírito Santo                           Invocação do
                                                                                                              Espírito Santo
                     “Sempre de novo a pequena barca da               SABEDORIA (SAPIÊNCIA):
 I SEMANA DA         Igreja    é   abalada       pelo   vento   das
    PÁSCOA           ideologias, que com as suas águas                É o dom de experimentar o sabor,            Invocar

                     penetram nela e parecem condená-la a             o gosto “conatural” da vida de
                                                                      Deus, da sua vontade (bondade)              o dom
      Colar          afundar. E contudo, precisamente na
  ou Inscrever       Igreja sofredora Cristo é vitorioso.             amorosa, das realidades divinas e a
                                                                                                               da Sabedoria
     na vela         Apesar de tudo, a fé n'Ele retoma força          alegria de servir o seu Espírito. A

   a chama da        sempre de novo. Também hoje o                    sabedoria das coisas vividas em

   Sabedoria         Senhor ordena às águas e demonstra-se            Deus não resulta de nenhum

                     o Senhor dos elementos. Ele permanece            esforço cerebral mas é dom do

                     na sua barca, na barca da Igreja” (Bento         Espírito. Os simples «sabem» mais

                     XVI, Homilia, 29.6.2006)                         de Deus que os inteligentes...
                                                                      ENTENDIMENTO
 II SEMANA DA        “A vida humana é um caminho. Rumo a              (INTELIGÊNCIA):
    PÁSCOA           qual meta? Como achamos o itinerário                                                         Invocar

Colar ou Inscrever   a seguir? A vida é como uma viagem no            É o dom         de compreender e
                                                                      penetrar a Palavra de Deus e                o dom
     na vela         mar      da   história,      com   frequência
   a chama do        enevoada e tempestuosa, uma viagem               alcançar    o   mistério   do    amor
                                                                                                                    do
 Entendimento        na qual perscrutamos os astros que nos           proclamado, que é Jesus Cristo, e
                                                                                                              Entendimento
                     indicam a rota. As verdadeiras estrelas          ainda o dom de o atualizar; Este

                     da nossa vida são as pessoas que                 dom permite o discernimento da

                     souberam viver com retidão. Elas são             presença de Deus... Entender os

                     luzes de esperança” (Bento XVI, Spe Salvi,       apelos de Deus não é uma questão

                     49)                                              de superioridade intelectual, mas
                                                                      dom    do   Espírito   àqueles    que
                                                                      humildemente procuram a Deus...
CONSELHO:
III SEMANA DA        “Mantende viva a vossa fé em Cristo,
    PÁSCOA           amai a Igreja de que sois membros                       É o dom do discernimento da                Invocar

                     ativos. À semelhança do que Cristo                      vontade amorosa de Deus na vida
                                                                             concreta, dos seus apelos nas              o dom
Colar ou Inscrever   disse a Pedro, repito a todos: Sede
     na vela         pescadores de homens. Sobre a barca                     várias situações e acontecimentos
                                                                                                                      do Conselho
   a chama do        da Igreja todos nós devemos remar.                      da vida e do mundo, da descoberta

   Conselho          Ninguém        se     pode       limitar    a    ser    dos valores evangélicos, de modo a

                     espectador. «Toda a Igreja é chamada a                  viver uma vida santa e agradável a

                     evangelizar»        (E.N.66)       (Card.     Ângelo
                                                                             Deus. É o dom da lucidez da fé

                     Sodano,       Homilia     no       Mosteiro      dos    para          interpretar          os
                     Jerónimos,28.061998)                                    acontecimentos.
                                                                             FORTALEZA:
IV SEMANA DA         “Vimos que a fragilidade humana está                                                               Invocar
    PÁSCOA           presente também na Igreja, que a barca                  Anima     a       nossa     fidelidade
                     da Igreja continua a navegar inclusive                  quotidiana. Trata-se do dom da             o dom
Colar ou Inscrever   com vento contrário, com tempestades                    firmeza na opção por Cristo, da
     na vela         que ameaçam a barca, e às vezes                         fidelidade à identidade cristã, da       da Fortaleza
   a chama da        pensamos:        «O      Senhor       dorme        e    força para o “confessar” e anunciar,
   Fortaleza         esqueceu-nos»”          (Bento     XVI,     Discurso,   para crescer na comunhão com Ele
                     11.06.2012)                                             e na esperança n’Ele. Trata-se
                                                                             também de um dinamismo de
                                                                             crescimento e de esperança em
                                                                             Jesus   Cristo.     Perseverar     no
                                                                             caminho da fé não é uma questão
                                                                             de temperamento forte mas um
                                                                             dom àqueles que procuram e
                                                                             encontram em Deus a sua força...
CIÊNCIA            (CONHECIMENTO):
                     Falando       da        Igreja    disse   Santo   Trata-se      do     conhecimento            da
   V SEMANA          Ambrósio: “Ela é esse navio que navega            verdade e do erro. O Espírito de
                                                                                                                           Invocar
  DA PÁSCOA          bem neste mundo ao sopro do Espírito              Deus       dá-nos       aquilo        que     a
Colar ou Inscrever   Santo, com as velas da Cruz do Senhor             linguagem         teológica      se    chama         o dom

     na vela         plenamente desfraldadas” (Catecismo da            «sensus fidei», uma espécie de                     da Ciência
   a chama da        Igreja Católica, 845)                             «sexto sentido» da fé. Trata-se da
     Ciência                                                           ciência comum da vida cristã em
                                                                       ordem a «ler» a vida e a valorá-la à
                                                                       luz da Palavra de Deus. Faz a
                                                                       ligação entre a fé e a Vida.
                     Apesar de poder parecer às vezes, como            PIEDADE:
  VI SEMANA          sucedeu no episódio evangélico da
  DA PÁSCOA          tempestade acalmada (cf. Mc 4, 35-41; Lc 8,       É o dom da relação confidente e de                  Invocar

                     22-25),   que Cristo dorme e deixa a sua          confiança alegre com Deus e de
    Colar ou                                                                                                                o dom
                                                                       uma     relação      fraterna         com    os
Inscrever na vela barca à mercê das ondas impetuosas, é                                                                   da Piedade
                     pedido à Igreja da Europa que cultive a           irmãos. O Espírito é Aquele que
  a chama da
                     certeza de que o Senhor, através do dom           reza em nós, Aquele que nos dá a
    Piedade
                     do seu Espírito, está sempre presente e           experiência da filiação divina. Ele

                     ativo nela e na história da humanidade.           testemunha interiormente em nós

                     Ele prolonga no tempo a sua missão,               e      cria        em        nós       aquela

                     fazendo da Igreja uma corrente de vida            «conaturalidade» (à vontade) da

                     nova que flui dentro da vida da                   relação filial com Deus e ao mesmo

                     humanidade como sinal de esperança                tempo é Aquele que realiza a

                     para todos” (João Paulo II, Ecclesia in Europa    comunhão entre nós.

                     27)

  VII SEMANA         Os documentos do Concílio Vaticano                TEMOR DE DEUS
  (DEPOIS DA         II, sobre os quais é preciso meditar, são,
  ASCENSÃO)          também para o nosso tempo, uma                    Trata-se da nossa dependência                       Invocar

                     bússola que permite à barca da Igreja             criatural, da nossa adoração de                      o dom

Colar ou Inscrever   fazer-se      ao    largo,       no   meio   de   Deus      e   também          das      nossas      do Temor

 na vela a chama     tempestades ou de ondas calmas e                  limitações e das nossas fraquezas                     de

       do            tranquilas, para navegar com segurança            perante       a      santidade          e     a      Deus

Temor de Deus        e chegar à meta (Bento XVI, Audiência, 10 de      transcendência          de    Deus.         Isto
                     Outubro 2012).                                    suscita no crente o desejo de uma
                                                                       conversão constante e permanente.
VIGÍLIA E DIA     “O Espírito é como o vento que sopra a           “Içar a própria vela e desfraldá-la
      DE           vela da grande barca da Igreja. Esta,            com coragem” (J. Paulo II)!             Rezar a
PENTECOSTES        todavia, considerando bem, vale-se de                                                  Sequência do
                   outras inúmeras pequenas velas que               "Chamam por mim as águas,             Pentecostes
                   são os corações de cada um dos                   Chamam por mim os mares.
  TRAZER O         batizados. Cada um, caríssimos, é                Chamam por mim,
    BARCO          convidado a içar a própria vela e a              levantando uma voz corpórea,
PRONTO, COM        desfraldá-la       com      coragem,     para    os longes,
   O CÍRIO         permitir ao Espírito agir com toda a Sua         as épocas marítimas
  (MASTRO)         força santificadora.                             todas sentidas no passado,
E A (S) VELA (S)   Consentindo ao Espírito agir na própria          a chamar”.
 = 7 DONS DO       história pessoal, oferece-se também o
ESPÍRITO SANTO     melhor      contributo      à   missão     da    Álvaro de Campos,
                   Igreja.     Não      tenhais    medo       de    Ode Marítima
                   desfraldar a vossa vela ao sopro do
                   Espírito!                                        “Faz-te ao mar”!
                   Deixai que a Sua força da verdade e do           (Lc.5,4)
                   amor anime cada dimensão da vossa
                   jovem existência” (João Paulo II, Discurso aos
                   seminaristas, 30-04.1998)
DOMINGO DE PÁSCOA


Passo Bíblico:                                                           Jo 20, 1-9
No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao
sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão
Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes:
«Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu
com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro.
Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais
depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as
ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro,
que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha
estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte.
Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e
acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual
Jesus devia ressuscitar dos mortos.


Da Mensagem Urbi et Orbi do Papa Emérito Bento XVI pela Páscoa de 2012:
«Surrexit Christus, spes mea – Ressuscitou Cristo, minha esperança»
(Sequência Pascal).

A todos vós chegue a voz jubilosa da Igreja, com as palavras que um antigo hino
coloca nos lábios de Maria Madalena, a primeira que encontrou Jesus
ressuscitado na manhã de Páscoa. Ela correu ao encontro dos outros discípulos e,
emocionada, anunciou-lhes: «Vi o Senhor!» (Jo 20, 18). Hoje também nós, depois
de termos atravessado o deserto da Quaresma e os dias dolorosos da Paixão,
damos largas ao brado de vitória: «Ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!»


Reflexão:
Somos, então, convidados a entrar no Sepulcro. Lá dentro paira silêncio. Não um
silêncio de morte, de fim, mas um silêncio promissor, que deixa prever a
proximidade de algo maior.
A porta rolada, a azáfama daquela mulher, as ligaduras e o sudário, tudo isto é
muito estranho. Não estava Ele morto? Não tínhamos vindo também depositá-l’O
neste nicho, nesta pedra, quando já brilhava a Lua de Sábado? Então como isto
ser?
Eis como: Ele Ressuscitou! Já não há morte, nem fim, nem choro. A luz vem
donde antes só vinha breu, a Vida surge donde antes só surgia morte.
Surrexit Christus, spes mea. De facto, a nossa Esperança não foi em vão. Cristo
venceu, quando já tudo parecia perdido. Acabou a vida finita para a qual
estávamos naturalmente guardados. Surge agora a Vida sem fim para os que a
quiserem abraçar. Surrexit Dominus vere! Aleluia!

Caminhada da Pascoa

  • 1.
    Juventude Mariana Vicentinado Sobreiro - Sector Mariano CAMINHADA PARA O TEMPO PASCAL Vidit et Credidit (Jo 20, 8) NOTA INTRODUTÓRIA Eis que, agora, passadas as dores e os sofrimentos da Paixão do Senhor, chega a hora de, cheios de alegria, meditarmos a luz da Páscoa gloriosa de Cristo, no caminho da Galileia, ávidos da vinda do Espírito Santo. Para isso, é-nos proposta esta caminhada, cujo lema é tomado do Evangelho de João que iremos escutar na manhã gloriosa da Páscoa: “tunc ergo introivit et ille discipulus qui venerat primus ad monumentum et vidit et credidit” – “Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou.” (Jo 20, 8). Esta declaração de fé por parte do Autor Sagrado impele-nos a, contemplado o túmulo vazio e atestada esta visão pela Igreja, proclamar a Ressurreição de Cristo, Senhor da Vida e Vencedor da Morte, pela nossa vida e testemunho, pela nossa devoção e oração. Como textos fundantes vamos, novamente, tomar a Liturgia da Palavra dominical e a Mensagem de Sua Santidade, o Papa Emérito Bento XVI para 47º Dia Mundial das Comunicações Sociais (à excepção da Semana da Oitava Pascal, como abaixo está prescrito) de modo a, mais uma vez, escutarmos a Voz do Filho muito amado pelas Sagradas Letras e pela Tradição da Igreja Apostólica.
  • 2.
    1. SEMANA APÓSSEMANA Começaremos por, na Semana da Oitava Pascal, meditar na beleza deste momento: a Luz de Cristo que, definitivamente, vence as Trevas do Diabo, do Tentador, do Pai de Mentira. Nas subsequentes semanas iremos ter oportunidade de tomar e meditar cada um dos dons do Espírito Santo, até à grande solenidade do Pentecostes. Como símbolo desta caminhada, teremos o Círio Pascal que deverá ser adornado a cada semana, segundo as indicações abaixo. 2. ORAÇÃO A cada semana ser-nos-á proposto que a nossa oração diga respeito ao Dom do Espírito que meditámos. Assim, à exceção das semanas das Solenidades da Páscoa e do Pentecostes, será disponibilizada a oração de acordo com o dom meditado. Nas duas semanas acima assinaladas propõe-se a oração da sequência prevista para cada uma das Solenidades. 3. ATITUDE - COMPROMISSO Nesta caminhada não existe nenhuma atitude concreta para além da tentativa constante de, a cada semana, cultivar o dom do Espírito Santo que meditamos.
  • 3.
    … PARA NAVEGARAO SOPRO DO ESPÍRITO SANTO! (DA PÁSCOA AO PENTECOSTES) PÁSCOA DO Testemunhar alegremente a Sequência do SENHOR Ressurreição do Senhor. Dia de Páscoa ATIVIDADE Temática Breve explicação do dom do Oração Espírito Santo Invocação do Espírito Santo “Sempre de novo a pequena barca da SABEDORIA (SAPIÊNCIA): I SEMANA DA Igreja é abalada pelo vento das PÁSCOA ideologias, que com as suas águas É o dom de experimentar o sabor, Invocar penetram nela e parecem condená-la a o gosto “conatural” da vida de Deus, da sua vontade (bondade) o dom Colar afundar. E contudo, precisamente na ou Inscrever Igreja sofredora Cristo é vitorioso. amorosa, das realidades divinas e a da Sabedoria na vela Apesar de tudo, a fé n'Ele retoma força alegria de servir o seu Espírito. A a chama da sempre de novo. Também hoje o sabedoria das coisas vividas em Sabedoria Senhor ordena às águas e demonstra-se Deus não resulta de nenhum o Senhor dos elementos. Ele permanece esforço cerebral mas é dom do na sua barca, na barca da Igreja” (Bento Espírito. Os simples «sabem» mais XVI, Homilia, 29.6.2006) de Deus que os inteligentes... ENTENDIMENTO II SEMANA DA “A vida humana é um caminho. Rumo a (INTELIGÊNCIA): PÁSCOA qual meta? Como achamos o itinerário Invocar Colar ou Inscrever a seguir? A vida é como uma viagem no É o dom de compreender e penetrar a Palavra de Deus e o dom na vela mar da história, com frequência a chama do enevoada e tempestuosa, uma viagem alcançar o mistério do amor do Entendimento na qual perscrutamos os astros que nos proclamado, que é Jesus Cristo, e Entendimento indicam a rota. As verdadeiras estrelas ainda o dom de o atualizar; Este da nossa vida são as pessoas que dom permite o discernimento da souberam viver com retidão. Elas são presença de Deus... Entender os luzes de esperança” (Bento XVI, Spe Salvi, apelos de Deus não é uma questão 49) de superioridade intelectual, mas dom do Espírito àqueles que humildemente procuram a Deus...
  • 4.
    CONSELHO: III SEMANA DA “Mantende viva a vossa fé em Cristo, PÁSCOA amai a Igreja de que sois membros É o dom do discernimento da Invocar ativos. À semelhança do que Cristo vontade amorosa de Deus na vida concreta, dos seus apelos nas o dom Colar ou Inscrever disse a Pedro, repito a todos: Sede na vela pescadores de homens. Sobre a barca várias situações e acontecimentos do Conselho a chama do da Igreja todos nós devemos remar. da vida e do mundo, da descoberta Conselho Ninguém se pode limitar a ser dos valores evangélicos, de modo a espectador. «Toda a Igreja é chamada a viver uma vida santa e agradável a evangelizar» (E.N.66) (Card. Ângelo Deus. É o dom da lucidez da fé Sodano, Homilia no Mosteiro dos para interpretar os Jerónimos,28.061998) acontecimentos. FORTALEZA: IV SEMANA DA “Vimos que a fragilidade humana está Invocar PÁSCOA presente também na Igreja, que a barca Anima a nossa fidelidade da Igreja continua a navegar inclusive quotidiana. Trata-se do dom da o dom Colar ou Inscrever com vento contrário, com tempestades firmeza na opção por Cristo, da na vela que ameaçam a barca, e às vezes fidelidade à identidade cristã, da da Fortaleza a chama da pensamos: «O Senhor dorme e força para o “confessar” e anunciar, Fortaleza esqueceu-nos»” (Bento XVI, Discurso, para crescer na comunhão com Ele 11.06.2012) e na esperança n’Ele. Trata-se também de um dinamismo de crescimento e de esperança em Jesus Cristo. Perseverar no caminho da fé não é uma questão de temperamento forte mas um dom àqueles que procuram e encontram em Deus a sua força...
  • 5.
    CIÊNCIA (CONHECIMENTO): Falando da Igreja disse Santo Trata-se do conhecimento da V SEMANA Ambrósio: “Ela é esse navio que navega verdade e do erro. O Espírito de Invocar DA PÁSCOA bem neste mundo ao sopro do Espírito Deus dá-nos aquilo que a Colar ou Inscrever Santo, com as velas da Cruz do Senhor linguagem teológica se chama o dom na vela plenamente desfraldadas” (Catecismo da «sensus fidei», uma espécie de da Ciência a chama da Igreja Católica, 845) «sexto sentido» da fé. Trata-se da Ciência ciência comum da vida cristã em ordem a «ler» a vida e a valorá-la à luz da Palavra de Deus. Faz a ligação entre a fé e a Vida. Apesar de poder parecer às vezes, como PIEDADE: VI SEMANA sucedeu no episódio evangélico da DA PÁSCOA tempestade acalmada (cf. Mc 4, 35-41; Lc 8, É o dom da relação confidente e de Invocar 22-25), que Cristo dorme e deixa a sua confiança alegre com Deus e de Colar ou o dom uma relação fraterna com os Inscrever na vela barca à mercê das ondas impetuosas, é da Piedade pedido à Igreja da Europa que cultive a irmãos. O Espírito é Aquele que a chama da certeza de que o Senhor, através do dom reza em nós, Aquele que nos dá a Piedade do seu Espírito, está sempre presente e experiência da filiação divina. Ele ativo nela e na história da humanidade. testemunha interiormente em nós Ele prolonga no tempo a sua missão, e cria em nós aquela fazendo da Igreja uma corrente de vida «conaturalidade» (à vontade) da nova que flui dentro da vida da relação filial com Deus e ao mesmo humanidade como sinal de esperança tempo é Aquele que realiza a para todos” (João Paulo II, Ecclesia in Europa comunhão entre nós. 27) VII SEMANA Os documentos do Concílio Vaticano TEMOR DE DEUS (DEPOIS DA II, sobre os quais é preciso meditar, são, ASCENSÃO) também para o nosso tempo, uma Trata-se da nossa dependência Invocar bússola que permite à barca da Igreja criatural, da nossa adoração de o dom Colar ou Inscrever fazer-se ao largo, no meio de Deus e também das nossas do Temor na vela a chama tempestades ou de ondas calmas e limitações e das nossas fraquezas de do tranquilas, para navegar com segurança perante a santidade e a Deus Temor de Deus e chegar à meta (Bento XVI, Audiência, 10 de transcendência de Deus. Isto Outubro 2012). suscita no crente o desejo de uma conversão constante e permanente.
  • 6.
    VIGÍLIA E DIA “O Espírito é como o vento que sopra a “Içar a própria vela e desfraldá-la DE vela da grande barca da Igreja. Esta, com coragem” (J. Paulo II)! Rezar a PENTECOSTES todavia, considerando bem, vale-se de Sequência do outras inúmeras pequenas velas que "Chamam por mim as águas, Pentecostes são os corações de cada um dos Chamam por mim os mares. TRAZER O batizados. Cada um, caríssimos, é Chamam por mim, BARCO convidado a içar a própria vela e a levantando uma voz corpórea, PRONTO, COM desfraldá-la com coragem, para os longes, O CÍRIO permitir ao Espírito agir com toda a Sua as épocas marítimas (MASTRO) força santificadora. todas sentidas no passado, E A (S) VELA (S) Consentindo ao Espírito agir na própria a chamar”. = 7 DONS DO história pessoal, oferece-se também o ESPÍRITO SANTO melhor contributo à missão da Álvaro de Campos, Igreja. Não tenhais medo de Ode Marítima desfraldar a vossa vela ao sopro do Espírito! “Faz-te ao mar”! Deixai que a Sua força da verdade e do (Lc.5,4) amor anime cada dimensão da vossa jovem existência” (João Paulo II, Discurso aos seminaristas, 30-04.1998)
  • 7.
    DOMINGO DE PÁSCOA PassoBíblico: Jo 20, 1-9 No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi de manhãzinha, ainda escuro, ao sepulcro e viu a pedra retirada do sepulcro. Correu então e foi ter com Simão Pedro e com o discípulo predilecto de Jesus e disse-lhes: «Levaram o Senhor do sepulcro e não sabemos onde O puseram». Pedro partiu com o outro discípulo e foram ambos ao sepulcro. Corriam os dois juntos, mas o outro discípulo antecipou-se, correndo mais depressa do que Pedro, e chegou primeiro ao sepulcro. Debruçando-se, viu as ligaduras no chão, mas não entrou. Entretanto, chegou também Simão Pedro, que o seguira. Entrou no sepulcro e viu as ligaduras no chão e o sudário que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não com as ligaduras, mas enrolado à parte. Entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos. Da Mensagem Urbi et Orbi do Papa Emérito Bento XVI pela Páscoa de 2012: «Surrexit Christus, spes mea – Ressuscitou Cristo, minha esperança» (Sequência Pascal). A todos vós chegue a voz jubilosa da Igreja, com as palavras que um antigo hino coloca nos lábios de Maria Madalena, a primeira que encontrou Jesus ressuscitado na manhã de Páscoa. Ela correu ao encontro dos outros discípulos e, emocionada, anunciou-lhes: «Vi o Senhor!» (Jo 20, 18). Hoje também nós, depois de termos atravessado o deserto da Quaresma e os dias dolorosos da Paixão, damos largas ao brado de vitória: «Ressuscitou! Ressuscitou verdadeiramente!» Reflexão: Somos, então, convidados a entrar no Sepulcro. Lá dentro paira silêncio. Não um silêncio de morte, de fim, mas um silêncio promissor, que deixa prever a proximidade de algo maior. A porta rolada, a azáfama daquela mulher, as ligaduras e o sudário, tudo isto é muito estranho. Não estava Ele morto? Não tínhamos vindo também depositá-l’O neste nicho, nesta pedra, quando já brilhava a Lua de Sábado? Então como isto ser? Eis como: Ele Ressuscitou! Já não há morte, nem fim, nem choro. A luz vem donde antes só vinha breu, a Vida surge donde antes só surgia morte. Surrexit Christus, spes mea. De facto, a nossa Esperança não foi em vão. Cristo venceu, quando já tudo parecia perdido. Acabou a vida finita para a qual estávamos naturalmente guardados. Surge agora a Vida sem fim para os que a quiserem abraçar. Surrexit Dominus vere! Aleluia!