2014
Língua Portuguesa
9º ano do Ensino Fundamental
Avaliação
de Pernambuco
Caro(a) Estudante,
Siga as orientações básicas a seguir:
• Leia com atenção cada questão antes de respondê-la.
• Cada questão tem uma única resposta certa.
A sua participação é muito importante!
Bom trabalho!
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia os textos abaixo.
Texto 1
5
10
A vespa
A vespa faz parte da ordem dos himenópteros. É um inseto que possui dois pares de
asas membranosas, dos quais o posterior é menor. A vespa caça diferentes insetos, como
as lagartas, para alimentar suas próprias larvas, o que acaba sendo benéfico para as
plantas. Por outro lado, atraída pelo odor das nossas refeições, ela vem nos incomodar e
nos amedrontar no verão, por causa de suas picadas doloridas. Mas ela só ataca quando se
sente ameaçada. E faz isso com a ajuda de um ferrão existente na extremidade do abdome
e ligado a uma glândula de veneno. Ao contrário das abelhas, a vespa guarda o ferrão
assim que pica alguém e, assim, é capaz de picar várias vezes seguidas.
Existem mais de 9 mil espécies de vespas, cujo tamanho pode variar de 1 a 2 cm
de comprimento. Seu abdome, normalmente listrado de amarelo e preto, pode também
ser preto e vermelho. Todas possuem um par de olhos compostos e três ocelos. Entre
as inúmeras espécies, algumas são solitárias (caçadoras), outras são sociais e vivem em
grupo num ninho chamado vespeiro.
DE BECKER, Geneviéve (trad.). Insetos. São Paulo: Girassol Brasil Edições Ltda, 2008. p.12.
Texto 2
5
10
A abelha
Assim como as vespas, as abelhas fazem parte da ordem dos himenópteros. Existem
20 mil espécies de abelhas, das quais mil são sociais, como a abelha-europeia. Insetos
extremamente úteis, elas nos proporcionam mel e cera e desempenham um importante
papel ecológico para as plantas. A abelha se alimenta de néctar e também de pólen
que, espalhado sobre seu corpo, é transportado de uma flor para outra. Isso favorece a
polinização das plantas.
Asabelhassãoespetacularesnaorganizaçãodesuasociedadeedeseuscomportamentos
sociais. Em seu ninho, chamado colmeia, existem inúmeros indivíduos, cada um com um
importante papel a desempenhar. A rainha põe os ovos (até 2.500 por dia); milhares de
operárias recolhem o néctar que, colocado nos alvéolos, dará o mel, com o qual elas se
alimentam. Dependendo da idade, uma operária também se ocupa da postura (ovos, larvas
e ninfas), faz a aeração, arruma e repara a colmeia. Quando sai à procura de alimento,
uma abelha é capaz de comunicar às companheiras a exata localização do “banquete”,
indicando o caminho por meio de danças.
DE BECKER, Geneviéve (trad.). Insetos. São Paulo: Girassol Brasil Edições Ltda, 2008. p. 14. *Adaptado: Reforma Ortográfica.
(P090329B1_SUP)
01) (P090330B1) O objetivo desses dois textos é
A) advertir.
B) convencer.
C) informar.
D) opinar.
02) (P090329B1) Conclui-se desses textos que abelhas e vespas
A) caçam diferentes insetos.
B) fazem parte de uma sociedade organizada.
C) produzem picadas doloridas.
D) são insetos da mesma ordem.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
(P090378B1_SUP)
03) (P090378B1) No último quadrinho, a fala do menino insinua que
A) ele é impaciente.
B) ele é preguiçoso.
C) o pai é ocupado.
D) o pai é repetitivo.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
Disponível em: <http//<www.euvocetodospelaeducacao.org.br>. Acesso em: 6 jun. 2010. (P060095B1_SUP)
04) (P060095B1) Esse texto é direcionado aos
A) alunos.
B) diretores.
C) pais.
D) professores.
Leia o texto abaixo.
5
10
Faça chuva ou faça sol
Apesar de o sertão ser logo lembrado quando se trata do tema, a relação de nossas
vidas com o clima evidencia-se em todo canto. E, num país continental como o Brasil,
“tempo feio” é expressão abstrata: pode querer dizer que cai uma chuva das boas, no
Sudeste; ou que não há uma única nuvem no céu, no Nordeste.
De Norte a Sul não há assunto mais recorrente no dia a dia: “Será que chove logo?”, “E
o calor? Tá demais...”, “Parece que o tempo vai firmar...”. Não é para menos. As condições
atmosféricas não interferem só no piquenique ou na praia; na roupa do dia ou no trânsito de
fim de tarde. Importam à indústria, à aviação, ao comércio, ao turismo, à agricultura e à pesca.
O tempo é soberano – apesar das interferências nos ciclos da natureza que a humanidade
vem causando. Por maiores que sejam os avanços tecnológicos, o homem não desenvolveu
nenhum aparato capaz de controlar o tempo. Aprendeu, no entanto, a lidar com ele – seja
com os mais modernos equipamentos, seja com suas mandingas, crenças e sabedorias.
PESCIOTTA, Natália. Almanaque da cultura popular, mar. 2010, n. 131. (P060303B1_SUP)
05) (P060304B1) No trecho “Aprendeu, no entanto, a lidar com ele...” (ℓ. 11), o pronome destacado refere-se
ao termo
A) aparato.
B) clima.
C) homem.
D) tempo.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
5
10
Datas
Calendário é um pouco como sinal de trânsito, que também nos manda parar, andar e
fazer como os outros. E que obedecemos, nem sempre de boa vontade, para que a vida
continue. O calendário também serve para organizar os sentimentos. O que faríamos com
o nosso espírito natalino se não houvesse o Natal? Não teríamos como exercê-lo ou o
esbanjaríamos em qualquer data, sem qualquer sistema.
Há os que se rebelam contra o calendário e vivem pelas suas datas particulares. Fazem
Carnaval o ano inteiro, réveillons todo fim de semana – ou Quaresmas permanentes. Mas
estou falando de gente razoavelmente normal, como você e eu. Aceitamos as convenções
do calendário como aceitamos as outras regras do convívio humano – inclusive as de
trânsito – para não atrapalhar o fluxo social. E mesmo sozinhos precisaríamos delas.
VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias brasileiras de verão. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 163-164. Fragmento.
*Adaptado: Reforma Ortográfica (P090267B1_SUP)
06) (P090268B1) No trecho “Aceitamos as convenções do calendário como aceitamos as outras regras do
convívio humano...” ( . 8-9), a palavra destacada expressa
A) causa.
B) comparação.
C) conformidade.
D) explicação.
Leia o texto abaixo.
SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS
A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...
Quando se vê, já é 6ª feira...
Quando se vê, passaram 60 anos...
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
seguia sempre, sempre em frente...
E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.
QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 1984. p. 40. (P090026EX_SUP)
07) (P090027EX) Nesse texto, o uso das reticências sugere que o eu lírico está
A) confuso.
B) esperançoso.
C) eufórico.
D) pensativo.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia os textos abaixo.
E agora?
Texto 1 Texto 2
Comida esquisita
Você vai almoçar na casa de um amigo
e descobre que não conhecia aquele tipo
de comida... Para não chatear os donos da
casa e não parecer mal-educado, prove um
pouquinho. Ou você se surpreende e descobre
que o prato é uma delícia ou desiste e diz a
verdade de maneira gentil. Explique que não
está acostumado com esse tipo de comida e
achou o tempero forte. Se você mentir, dizendo
que adorou, corre o risco de ter de comer mais.
Xi, esqueci!
Se acaba de lembrar que o aniversário de
seu amigo foi na semana passada, escreva
logo um cartão de desculpas. Vale também
convidá-lo para um lanche, criar um presente
ou comprar uma lembrança e entregar junto
com o cartão. Aproveite e faça uma agendinha
para anotar essas datas especiais.
Recreio. Ano 5, n 238. p. 18. (P060101B1_SUP)
08) (P060101B1) Esses dois textos são semelhantes, porque
A) abordam situações embaraçosas.
B) censuram comportamentos inadequados.
C) descrevem reações inesperadas.
D) explicam regras de etiqueta.
Leia o texto abaixo.
Disponível em: <http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira9.htm>. Acesso em: 21 mar. 2010. (P100009EX_SUP)
09) (P100011EX) Nesse texto, o humor está no fato de
A) a menina querer bater no menino.
B) a menina sair calada.
C) o anjo cair do céu.
D) o anjo apanhar da menina.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
5
10
15
20
25
Peixes de aquário: animais de estimação ou pestes?
A criação de peixes ornamentais é uma atividade de lazer muito popular, mas constitui
uma ameaça aos ecossistemas marinhos e de água doce. Quando libertados na natureza,
os peixes de aquário podem gerar impactos ambientais e até prejudicar a saúde humana.
A criação de peixes ornamentais em aquários – o aquarismo – é uma das atividades de
lazer mais praticadas no mundo, mas também é uma crescente fonte de disseminação de
peixes não nativos em corpos d’água de diversos países. Essa introdução de espécies de
outras regiões por aquaristas pode ter desastrosos impactos sobre ecossistemas marinhos
e de água doce e até na integridade física das pessoas. Peixes de aquário nunca devem
ser libertados no meio ambiente. [...]
Estudos sobre essa atividade mostraram que a presença de aquários nos lares
proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas. Alguns resultados positivos do
aquarismo seriam: desenvolvimento do senso de responsabilidade, da iniciativa e da
confiança em crianças, redução no nível de estresse em adultos e melhoria do bem-estar
físico e psicológico em idosos (inclusive benefícios como tratamento suplementar para a
doença de Parkinson).
Infelizmente, muitas pessoas que praticam essa atividade não cuidam de modo
adequado de seus aquários, por diversos motivos. O interesse dos aquaristas pode ser
afetado por problemas como o crescimento exagerado de algumas espécies, entre elas o
pacu-de-barriga-vermelha; o comportamento agressivo de outras, como o oscar ou o
apaiari, que atacam outros peixes colocados no mesmo aquário; e a morte de exemplares,
decorrente de falhas de manutenção. [...]
Pesquisadores da agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na
sigla em inglês) também mostraram que, naquele país, a liberação no ambiente de peixes
de aquário é a segunda maior causa de introdução de espécies não nativas. Esse tipo de
invasão biológica é mais grave no estado da Flórida. Em Taiwan, na Ásia, pesquisadores
das universidades de Kaohsiung e Taiwan, e do Zoológico de Taipei descobriram que 20
das 26 espécies de peixes não nativos presentes nos ambientes naturais daquele país
foram introduzidas devido a solturas de aquaristas.
Ciência Hoje. dez. 2009. Fragmento. (P080013B1_SUP)
10) (P080014B1) Qual é a tese defendida nesse texto?
A) A prática do aquarismo traz benefícios para a saúde das pessoas.
B) A soltura de peixes de aquários em corpos d’água prejudica o ecossistema.
C) O aquarismo é uma das atividades de lazer mais praticadas no mundo.
D) O descuido dos aquários por parte dos aquaristas é grande.
11) (P080013B1) Sobre o “aquarismo”, esse texto apresenta pontos de vista
A) diferentes.
B) idênticos.
C) semelhantes.
D) unânimes.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
Disponível em: <http://www.oslevadosdabreca.com/?p=2112>. Acesso em: 21 jan. 2010. (P050188B1_SUP)
12) (P050188B1) Nesse texto, a mãe chamou o menino para o lanche, porque
A) achou melhor conversar na hora do lanche.
B) desconhecia as respostas para as perguntas do filho.
C) ficou com raiva das perguntas que o filho fez.
D) queria servir o lanche na hora certa.
Leia o texto abaixo.
5
10
O gelo na Antártica está aumentando ou diminuindo?
[...] o gelo da Antártica está aumentando e diminuindo ao mesmo tempo. Explica-se: a
camada que está mais perto do ponto de fusão (o gelo mais quente) e fica mais ao norte do
continente está derretendo de maneira relativamente rápida. “No entanto, isso representa
menos de 2% do volume de gelo do continente. Enquanto isso, o gelo do manto, muito frio,
algumas vezes abaixo de – 40 o
C, está aumentando.
Conforme a atmosfera e o oceano estão aquecendo, mais água evapora e chega como
neve ao interior do continente. Ou seja, um aquecimento global levará ao aumento de gelo
na maior parte da Antártica. O ativista, Guarany Osório, coordenador da Campanha de
Clima do Greenpeace, não é tão otimista assim. Ele cita o caso da plataforma de gelo
Wilkins, de cerca de 14 mil km2
, que está prestes a se desprender da Península Antártica.
Atualmente, o bloco – “do tamanho da Jamaica”, compara Osório – é mantido por uma faixa
de gelo de apenas 40 km de largura.
Galileu. abr. 2009 n. 213, p. 33. (P090335B1_SUP)
13) (P090335B1) Esse texto é um exemplo de
A) conto.
B) crônica.
C) reportagem.
D) resumo.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
5
10
15
20
FUGA 
Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela
sala, fazendo um barulho infernal.
– Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.
Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas;
não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.
– Pois então para de empurrar a cadeira.
– Eu vou embora – foi a resposta.
Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão
suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de
plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a
chave da despensa? – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada,
sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.
A calma que baixou na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor
e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão.
– Viu um menino saindo desta casa? Gritou para o operário que descansava diante da
obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.
– Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele. [...]
Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a
porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a despensa.
– Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.
– Fico, mas vou empurrar esta cadeira.
E o barulho recomeçou.
SABINO, Fernando. Fuga. In: Para gostar de ler. V. 2 Crônicas. São Paulo: Ática, 1995. p. 18-19. (P090069B1_SUP)
14) (P090071B1) No trecho “Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala...” ( . 18), os pronomes
destacados referem-se ao termo
A) pai.
B) homem.
C) operário.
D) menino.
15) (P090069B1) Nesse texto, o trecho “E o barulho recomeçou.” ( . 22) evidencia que o menino é
A) corajoso.
B) educado.
C) irritado.
D) teimoso.
16) (P090070B1) O conflito gerador desse texto tem início, quando o menino
A) arruma uma trouxinha de coisas.
B) começa a empurrar a cadeira.
C) continua a empurrar a cadeira.
D) cumpre a ameaça de ir embora.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
5
10
15
A menina Cecília
Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1901. Era filha de Carlos
Alberto de Carvalho Meireles e Matilde Benevides. O pai morreu antes do nascimento de
Cecília; e a mãe, aos três anos de idade da filhota. Os três irmãos também faleceram. Por
isso, passou a vida na chácara da avó Jacinta Garcia Benevides.
Quando criança, Cecilinha tinha olhos azuis-esverdeados, era curiosa e adorava usar
um vestido de babado branco cheio de rendas. Na infância, era muito sozinha. As crianças
a chamavam para brincar, mas a avó nunca deixava. A vovó Jacinta morria de medo de sua
menina ficar doente, sabe?
Naquele tempo, tudo era diferente, muito calmo, sem carros, sem aviões, nem prédios,
nem supermercados e muito menos shopping center. Os vendedores andavam nas ruas
vendendo mercadorias. O fogão era à lenha, não havia televisão, nem computador.
Por isso, sabe o que a menina fazia para se divertir? Cecília ficava um tempão imaginando
histórias no chão, olhando os desenhos na madeira e pensando que eram florestas, praias,
montanhas, sol, rio... Gostava, também, de ficar olhando livros, mesmo sem saber ler. Ela
via as figuras e imaginava que de dentro dos livros saía uma voz que contava histórias.
Disponível em: <http://www.plenarinho.gov.br/l/>. Acesso em: 20 jan. 2010. (P060033B1_SUP)
17) (P060033B1) O assunto desse texto é a
A) vida no Rio de Janeiro em 1901.
B) infância de Cecília Meireles.
C) imaginação de Cecília Meireles.
D) diversão de algumas crianças.
Leia o texto abaixo.
5
10
15
O juiz
Houve uma reunião do Moreirão e do Moreirinha comigo e com o Orlandinho, três dias
antes do jogo, para tratar de um assunto importante. Quem seria o juiz? Quem apitava
os jogos do Universal, normalmente era o seu Bruno, da farmácia. Mas o seu Bruno da
farmácia não era de confiança. Às vezes se distraía, uma vez saíra no meio do jogo, dizendo
“Continuem, continuem”, para ir à farmácia dar uma injeção, e confessava que não gostava
de marcar pênalti. “Não sou de dar pênalti”, dizia, como se fosse uma prova de bom caráter.
Dava injeção sem dó, mas não dava pênalti. O seu Bruno da farmácia não servia.
Propus o coronel Demétrio que gostava de assistir aos jogos no campinho, parecia
conhecer as regras de futebol e, como militar, imporia respeito dos dois lados.
– O quê?! – disse o Moreirão. – O coronel Demétrio mal pode caminhar!
– Ele não precisa se mexer muito.
– Duvido que ele ainda possa soprar um apito!
– Está certo – concedi.
O coronel Demétrio também foi vetado.
– E o Lúcio? [...]
Também foi vetado.
VERÍSSIMO, Luís Fernando. O juiz. In: O cachorro que jogava na ponte esquerda. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 40-42.
Fragmento. (P060158B1_SUP)
18) (P060161B1) De acordo com esse texto, “Universal” é o nome de um
A) jogador de futebol.
B) juiz de futebol.
C) time de futebol.
D) torcedor de futebol.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia novamente o texto “O juiz” para responder à questão abaixo.
19) (P060159B1) No trecho “– O quê?! – disse o Moreirão.” (ℓ. 10), os pontos de interrogação e exclamação
sugerem
A) admiração.
B) desafio.
C) indignação.
D) teimosia.
Leia o texto abaixo.
5
10
15
Conhecer as regras sociais
Alguém já definiu etiqueta como a “pequena ética”, ou seja, a ética do cotidiano. Faz
todo sentido. A etiqueta é um conjunto de regras criadas a fim de que a interação entre
os seres humanos aconteça dentro de princípios que prezem o respeito mútuo. Afinal, as
regras existem para que convivamos de maneira cordial, ou, no mínimo, mais civilizada. E,
também para que fique claro até que ponto eu posso agir sem ferir o direito alheio.
Talvez, em seu apogeu como código de conduta, na França do século XVII, na Versalhes
de Luiz XIV, a etiqueta fosse usada como um diferencial no comportamento da nobreza e
das classes privilegiadas em relação ao restante da população. Hoje, isso não faz mais
sentido. É tempo de revermos conceitos e percebermos que, mais do que nunca, se todos
nós usarmos as regras de cortesia mais frequentemente, a vida em nossas cidades poderá
se tornar bem menos desconfortável.
Isso vale para o trânsito caótico das grandes metrópoles, para as pressões do mundo
do trabalho, para o uso dos transportes coletivos e lugares públicos como cinemas e
restaurantes, para a vida em condomínios de casas e apartamentos. Se cada um observasse
as pequenas regras de convivência harmônica, a vida com certeza seria mais agradável de
ser vivida. Falar de etiqueta, portanto, nada tem a ver com esnobismo ou afetação.
LEÃO, Célia. Como se comportar. Cultura & elegância. São Paulo: Contexto, 2005. p. 205. (P090310B1_SUP)
20) (P090310B1) Qual é a tese defendida nesse texto?
A) A ação de cada um deve respeitar o direito alheio.
B) A etiqueta surgiu na França do século XVII.
C) As normas aliviam o trânsito das grandes cidades.
D) As normas possibilitam a convivência social.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
5
10
15
Pedro Álvares Cabral, diário de bordo
Depois de 25 dias, os marinheiros, que não sabiam nem podiam sonhar com as ordens
que trazia comigo, começaram a se impacientar.
Estávamos em 20 de abril de 1500.
Dois dias depois, o sinal: aves, cheiro diferente na maresia. Tudo indicando terra nas
imediações. Disse ao timoneiro que mantivesse a rota, corrigindo sempre na direção do pôr
do sol.
Prosseguimos.
Na tarde desse dia, uma quarta-feira, o grito esperado.
Terra à vista! Terra à vista!
Estava certo meu Rei e Senhor!
Avistamos um monte redondo, abaulado, a que chamamos Monte Pascoal, pois
estávamos na época da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Encontramos uma baía, com um porto seguro. Nestas costas, o mar se fazia agitado.
Ancoramos.
Uma gente desnuda e avermelhada pelo sol nos espiava ao longe. Não nos atacaram.
Aqui estávamos para tomar posse dessas terras, em nome do Rei de Portugal e Algarves,
D. Manoel I, o Venturoso, assim com justiça chamado, pois em seu reinado Portugal viveu
anos de conquistas e prosperidade.
QUINTA, Elzita Melo; NASCIMENTO, Elzi. Pedro Álvares Cabral, diário de bordo. São Paulo: Harbra, 1999. p. 17-18. Fragmento.
*Adaptado: Reforma Ortográfica. (P090040B1_SUP)
21) (P090041B1) O trecho que apresenta o desfecho dessa narrativa é:
A) “... os marinheiros [...] começaram a se impacientar.”. ( . 1-2)
B) “Dois dias depois o sinal: aves, cheiro diferente...”. ( . 4)
C) “... corrigindo sempre na direção do pôr do sol.”. ( . 5-6)
D) “Ancoramos. Uma gente desnuda, e avermelhada pelo sol nos espiava...”. ( . 14-15)
Leia o texto abaixo.
Disponivel em: <www.humortadela.com.br>. Acesso em: 4 set. 2012. (P090571EX_SUP)
22) (P090572EX) A ironia desse texto está no fato de
A) a paisagem da cidade conter lixo abandonado.
B) a Páscoa estar se aproximado.
C) o mosquito distribuir ovos à população.
D) o mosquito estar alegre.
BL01P09
Avaliação Diagnóstica
Leia o texto abaixo.
AI!
CREDO, MUTUM, MEU FILHO!
COMO PODE SER TÃO DISTRAÍDO
E NÃO VER O QUE ESTÁ BEM
À FRENTE DO SEU NARIZ?
NÃO SEI A QUEM
VOCÊ PUXOU, VIU?
Disponível em: <http://universomutum.blogspot.com/html>. Acesso em: 20 jun. 2009. (P050409A9_SUP)
23) (P050409A9) A expressão do menino, no último quadrinho, indica que ele está
A) assustado, porque o pai ia cair no precipício.
B) chateado, porque o pai chamou a sua atenção.
C) preocupado com o que o pai lhe disse.
D) sentindo dor por causa da batida forte.
Leia o texto abaixo.
5
10
Cegonha “míope” vê cara-metade e choca-se com painel publicitário
Da AFP
Em Varsóvia (Polônia)
Uma cegonha “míope”, que parecia estar desesperadamente à procura de um
companheiro, chocou-se em pleno voo com um grande painel publicitário onde figurava
outra cegonha, ferindo levemente uma das asas, informou nesta quinta-feira o jornal
polonês Zycie.
A ave voava majestosamente pelo céu da periferia de Varsóvia, quando acreditou avistar
sua “cara-metade” pousada no painel. Mas a realidade era outra...
Um pouco tonta devido ao golpe, a cegonha levantou-se, começou a andar e acabou
entrando em uma loja de roupas.
Os funcionários, impressionados, chamaram a guarda municipal, que levou a solitária e
romântica ave para o jardim zoológico da capital polonesa.
Disponível em: <http://www.uol.com.br/bichos/notícias/atp>. Acesso em: 1 jan. 2011. (P050341ES_SUP)
24) (P050344ES) Qual é o assunto desse texto?
A) O voo majestoso de uma ave.
B) O acidente com uma cegonha.
C) A publicidade nas grandes cidades.
D) A procura de um amor.

Avaliacao saepe 2014_lingua_portuguesa

  • 1.
    2014 Língua Portuguesa 9º anodo Ensino Fundamental Avaliação de Pernambuco Caro(a) Estudante, Siga as orientações básicas a seguir: • Leia com atenção cada questão antes de respondê-la. • Cada questão tem uma única resposta certa. A sua participação é muito importante! Bom trabalho!
  • 3.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia ostextos abaixo. Texto 1 5 10 A vespa A vespa faz parte da ordem dos himenópteros. É um inseto que possui dois pares de asas membranosas, dos quais o posterior é menor. A vespa caça diferentes insetos, como as lagartas, para alimentar suas próprias larvas, o que acaba sendo benéfico para as plantas. Por outro lado, atraída pelo odor das nossas refeições, ela vem nos incomodar e nos amedrontar no verão, por causa de suas picadas doloridas. Mas ela só ataca quando se sente ameaçada. E faz isso com a ajuda de um ferrão existente na extremidade do abdome e ligado a uma glândula de veneno. Ao contrário das abelhas, a vespa guarda o ferrão assim que pica alguém e, assim, é capaz de picar várias vezes seguidas. Existem mais de 9 mil espécies de vespas, cujo tamanho pode variar de 1 a 2 cm de comprimento. Seu abdome, normalmente listrado de amarelo e preto, pode também ser preto e vermelho. Todas possuem um par de olhos compostos e três ocelos. Entre as inúmeras espécies, algumas são solitárias (caçadoras), outras são sociais e vivem em grupo num ninho chamado vespeiro. DE BECKER, Geneviéve (trad.). Insetos. São Paulo: Girassol Brasil Edições Ltda, 2008. p.12. Texto 2 5 10 A abelha Assim como as vespas, as abelhas fazem parte da ordem dos himenópteros. Existem 20 mil espécies de abelhas, das quais mil são sociais, como a abelha-europeia. Insetos extremamente úteis, elas nos proporcionam mel e cera e desempenham um importante papel ecológico para as plantas. A abelha se alimenta de néctar e também de pólen que, espalhado sobre seu corpo, é transportado de uma flor para outra. Isso favorece a polinização das plantas. Asabelhassãoespetacularesnaorganizaçãodesuasociedadeedeseuscomportamentos sociais. Em seu ninho, chamado colmeia, existem inúmeros indivíduos, cada um com um importante papel a desempenhar. A rainha põe os ovos (até 2.500 por dia); milhares de operárias recolhem o néctar que, colocado nos alvéolos, dará o mel, com o qual elas se alimentam. Dependendo da idade, uma operária também se ocupa da postura (ovos, larvas e ninfas), faz a aeração, arruma e repara a colmeia. Quando sai à procura de alimento, uma abelha é capaz de comunicar às companheiras a exata localização do “banquete”, indicando o caminho por meio de danças. DE BECKER, Geneviéve (trad.). Insetos. São Paulo: Girassol Brasil Edições Ltda, 2008. p. 14. *Adaptado: Reforma Ortográfica. (P090329B1_SUP) 01) (P090330B1) O objetivo desses dois textos é A) advertir. B) convencer. C) informar. D) opinar. 02) (P090329B1) Conclui-se desses textos que abelhas e vespas A) caçam diferentes insetos. B) fazem parte de uma sociedade organizada. C) produzem picadas doloridas. D) são insetos da mesma ordem.
  • 4.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. (P090378B1_SUP) 03) (P090378B1) No último quadrinho, a fala do menino insinua que A) ele é impaciente. B) ele é preguiçoso. C) o pai é ocupado. D) o pai é repetitivo.
  • 5.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. Disponível em: <http//<www.euvocetodospelaeducacao.org.br>. Acesso em: 6 jun. 2010. (P060095B1_SUP) 04) (P060095B1) Esse texto é direcionado aos A) alunos. B) diretores. C) pais. D) professores. Leia o texto abaixo. 5 10 Faça chuva ou faça sol Apesar de o sertão ser logo lembrado quando se trata do tema, a relação de nossas vidas com o clima evidencia-se em todo canto. E, num país continental como o Brasil, “tempo feio” é expressão abstrata: pode querer dizer que cai uma chuva das boas, no Sudeste; ou que não há uma única nuvem no céu, no Nordeste. De Norte a Sul não há assunto mais recorrente no dia a dia: “Será que chove logo?”, “E o calor? Tá demais...”, “Parece que o tempo vai firmar...”. Não é para menos. As condições atmosféricas não interferem só no piquenique ou na praia; na roupa do dia ou no trânsito de fim de tarde. Importam à indústria, à aviação, ao comércio, ao turismo, à agricultura e à pesca. O tempo é soberano – apesar das interferências nos ciclos da natureza que a humanidade vem causando. Por maiores que sejam os avanços tecnológicos, o homem não desenvolveu nenhum aparato capaz de controlar o tempo. Aprendeu, no entanto, a lidar com ele – seja com os mais modernos equipamentos, seja com suas mandingas, crenças e sabedorias. PESCIOTTA, Natália. Almanaque da cultura popular, mar. 2010, n. 131. (P060303B1_SUP) 05) (P060304B1) No trecho “Aprendeu, no entanto, a lidar com ele...” (ℓ. 11), o pronome destacado refere-se ao termo A) aparato. B) clima. C) homem. D) tempo.
  • 6.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. 5 10 Datas Calendário é um pouco como sinal de trânsito, que também nos manda parar, andar e fazer como os outros. E que obedecemos, nem sempre de boa vontade, para que a vida continue. O calendário também serve para organizar os sentimentos. O que faríamos com o nosso espírito natalino se não houvesse o Natal? Não teríamos como exercê-lo ou o esbanjaríamos em qualquer data, sem qualquer sistema. Há os que se rebelam contra o calendário e vivem pelas suas datas particulares. Fazem Carnaval o ano inteiro, réveillons todo fim de semana – ou Quaresmas permanentes. Mas estou falando de gente razoavelmente normal, como você e eu. Aceitamos as convenções do calendário como aceitamos as outras regras do convívio humano – inclusive as de trânsito – para não atrapalhar o fluxo social. E mesmo sozinhos precisaríamos delas. VERISSIMO, Luis Fernando. Comédias brasileiras de verão. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 163-164. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica (P090267B1_SUP) 06) (P090268B1) No trecho “Aceitamos as convenções do calendário como aceitamos as outras regras do convívio humano...” ( . 8-9), a palavra destacada expressa A) causa. B) comparação. C) conformidade. D) explicação. Leia o texto abaixo. SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo... Quando se vê, já é 6ª feira... Quando se vê, passaram 60 anos... Agora, é tarde demais para ser reprovado... E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. seguia sempre, sempre em frente... E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas. QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. São Paulo: Moderna, 1984. p. 40. (P090026EX_SUP) 07) (P090027EX) Nesse texto, o uso das reticências sugere que o eu lírico está A) confuso. B) esperançoso. C) eufórico. D) pensativo.
  • 7.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia ostextos abaixo. E agora? Texto 1 Texto 2 Comida esquisita Você vai almoçar na casa de um amigo e descobre que não conhecia aquele tipo de comida... Para não chatear os donos da casa e não parecer mal-educado, prove um pouquinho. Ou você se surpreende e descobre que o prato é uma delícia ou desiste e diz a verdade de maneira gentil. Explique que não está acostumado com esse tipo de comida e achou o tempero forte. Se você mentir, dizendo que adorou, corre o risco de ter de comer mais. Xi, esqueci! Se acaba de lembrar que o aniversário de seu amigo foi na semana passada, escreva logo um cartão de desculpas. Vale também convidá-lo para um lanche, criar um presente ou comprar uma lembrança e entregar junto com o cartão. Aproveite e faça uma agendinha para anotar essas datas especiais. Recreio. Ano 5, n 238. p. 18. (P060101B1_SUP) 08) (P060101B1) Esses dois textos são semelhantes, porque A) abordam situações embaraçosas. B) censuram comportamentos inadequados. C) descrevem reações inesperadas. D) explicam regras de etiqueta. Leia o texto abaixo. Disponível em: <http://www.monica.com.br/comics/tirinhas/tira9.htm>. Acesso em: 21 mar. 2010. (P100009EX_SUP) 09) (P100011EX) Nesse texto, o humor está no fato de A) a menina querer bater no menino. B) a menina sair calada. C) o anjo cair do céu. D) o anjo apanhar da menina.
  • 8.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. 5 10 15 20 25 Peixes de aquário: animais de estimação ou pestes? A criação de peixes ornamentais é uma atividade de lazer muito popular, mas constitui uma ameaça aos ecossistemas marinhos e de água doce. Quando libertados na natureza, os peixes de aquário podem gerar impactos ambientais e até prejudicar a saúde humana. A criação de peixes ornamentais em aquários – o aquarismo – é uma das atividades de lazer mais praticadas no mundo, mas também é uma crescente fonte de disseminação de peixes não nativos em corpos d’água de diversos países. Essa introdução de espécies de outras regiões por aquaristas pode ter desastrosos impactos sobre ecossistemas marinhos e de água doce e até na integridade física das pessoas. Peixes de aquário nunca devem ser libertados no meio ambiente. [...] Estudos sobre essa atividade mostraram que a presença de aquários nos lares proporciona melhor qualidade de vida para as pessoas. Alguns resultados positivos do aquarismo seriam: desenvolvimento do senso de responsabilidade, da iniciativa e da confiança em crianças, redução no nível de estresse em adultos e melhoria do bem-estar físico e psicológico em idosos (inclusive benefícios como tratamento suplementar para a doença de Parkinson). Infelizmente, muitas pessoas que praticam essa atividade não cuidam de modo adequado de seus aquários, por diversos motivos. O interesse dos aquaristas pode ser afetado por problemas como o crescimento exagerado de algumas espécies, entre elas o pacu-de-barriga-vermelha; o comportamento agressivo de outras, como o oscar ou o apaiari, que atacam outros peixes colocados no mesmo aquário; e a morte de exemplares, decorrente de falhas de manutenção. [...] Pesquisadores da agência de Pesquisas Geológicas dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês) também mostraram que, naquele país, a liberação no ambiente de peixes de aquário é a segunda maior causa de introdução de espécies não nativas. Esse tipo de invasão biológica é mais grave no estado da Flórida. Em Taiwan, na Ásia, pesquisadores das universidades de Kaohsiung e Taiwan, e do Zoológico de Taipei descobriram que 20 das 26 espécies de peixes não nativos presentes nos ambientes naturais daquele país foram introduzidas devido a solturas de aquaristas. Ciência Hoje. dez. 2009. Fragmento. (P080013B1_SUP) 10) (P080014B1) Qual é a tese defendida nesse texto? A) A prática do aquarismo traz benefícios para a saúde das pessoas. B) A soltura de peixes de aquários em corpos d’água prejudica o ecossistema. C) O aquarismo é uma das atividades de lazer mais praticadas no mundo. D) O descuido dos aquários por parte dos aquaristas é grande. 11) (P080013B1) Sobre o “aquarismo”, esse texto apresenta pontos de vista A) diferentes. B) idênticos. C) semelhantes. D) unânimes.
  • 9.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. Disponível em: <http://www.oslevadosdabreca.com/?p=2112>. Acesso em: 21 jan. 2010. (P050188B1_SUP) 12) (P050188B1) Nesse texto, a mãe chamou o menino para o lanche, porque A) achou melhor conversar na hora do lanche. B) desconhecia as respostas para as perguntas do filho. C) ficou com raiva das perguntas que o filho fez. D) queria servir o lanche na hora certa. Leia o texto abaixo. 5 10 O gelo na Antártica está aumentando ou diminuindo? [...] o gelo da Antártica está aumentando e diminuindo ao mesmo tempo. Explica-se: a camada que está mais perto do ponto de fusão (o gelo mais quente) e fica mais ao norte do continente está derretendo de maneira relativamente rápida. “No entanto, isso representa menos de 2% do volume de gelo do continente. Enquanto isso, o gelo do manto, muito frio, algumas vezes abaixo de – 40 o C, está aumentando. Conforme a atmosfera e o oceano estão aquecendo, mais água evapora e chega como neve ao interior do continente. Ou seja, um aquecimento global levará ao aumento de gelo na maior parte da Antártica. O ativista, Guarany Osório, coordenador da Campanha de Clima do Greenpeace, não é tão otimista assim. Ele cita o caso da plataforma de gelo Wilkins, de cerca de 14 mil km2 , que está prestes a se desprender da Península Antártica. Atualmente, o bloco – “do tamanho da Jamaica”, compara Osório – é mantido por uma faixa de gelo de apenas 40 km de largura. Galileu. abr. 2009 n. 213, p. 33. (P090335B1_SUP) 13) (P090335B1) Esse texto é um exemplo de A) conto. B) crônica. C) reportagem. D) resumo.
  • 10.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. 5 10 15 20 FUGA  Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal. – Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas; não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira. – Pois então para de empurrar a cadeira. – Eu vou embora – foi a resposta. Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante. A calma que baixou na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão. – Viu um menino saindo desta casa? Gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio. – Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele. [...] Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a despensa. – Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando. – Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou. SABINO, Fernando. Fuga. In: Para gostar de ler. V. 2 Crônicas. São Paulo: Ática, 1995. p. 18-19. (P090069B1_SUP) 14) (P090071B1) No trecho “Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala...” ( . 18), os pronomes destacados referem-se ao termo A) pai. B) homem. C) operário. D) menino. 15) (P090069B1) Nesse texto, o trecho “E o barulho recomeçou.” ( . 22) evidencia que o menino é A) corajoso. B) educado. C) irritado. D) teimoso. 16) (P090070B1) O conflito gerador desse texto tem início, quando o menino A) arruma uma trouxinha de coisas. B) começa a empurrar a cadeira. C) continua a empurrar a cadeira. D) cumpre a ameaça de ir embora.
  • 11.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. 5 10 15 A menina Cecília Cecília Meireles nasceu no Rio de Janeiro, em 7 de novembro de 1901. Era filha de Carlos Alberto de Carvalho Meireles e Matilde Benevides. O pai morreu antes do nascimento de Cecília; e a mãe, aos três anos de idade da filhota. Os três irmãos também faleceram. Por isso, passou a vida na chácara da avó Jacinta Garcia Benevides. Quando criança, Cecilinha tinha olhos azuis-esverdeados, era curiosa e adorava usar um vestido de babado branco cheio de rendas. Na infância, era muito sozinha. As crianças a chamavam para brincar, mas a avó nunca deixava. A vovó Jacinta morria de medo de sua menina ficar doente, sabe? Naquele tempo, tudo era diferente, muito calmo, sem carros, sem aviões, nem prédios, nem supermercados e muito menos shopping center. Os vendedores andavam nas ruas vendendo mercadorias. O fogão era à lenha, não havia televisão, nem computador. Por isso, sabe o que a menina fazia para se divertir? Cecília ficava um tempão imaginando histórias no chão, olhando os desenhos na madeira e pensando que eram florestas, praias, montanhas, sol, rio... Gostava, também, de ficar olhando livros, mesmo sem saber ler. Ela via as figuras e imaginava que de dentro dos livros saía uma voz que contava histórias. Disponível em: <http://www.plenarinho.gov.br/l/>. Acesso em: 20 jan. 2010. (P060033B1_SUP) 17) (P060033B1) O assunto desse texto é a A) vida no Rio de Janeiro em 1901. B) infância de Cecília Meireles. C) imaginação de Cecília Meireles. D) diversão de algumas crianças. Leia o texto abaixo. 5 10 15 O juiz Houve uma reunião do Moreirão e do Moreirinha comigo e com o Orlandinho, três dias antes do jogo, para tratar de um assunto importante. Quem seria o juiz? Quem apitava os jogos do Universal, normalmente era o seu Bruno, da farmácia. Mas o seu Bruno da farmácia não era de confiança. Às vezes se distraía, uma vez saíra no meio do jogo, dizendo “Continuem, continuem”, para ir à farmácia dar uma injeção, e confessava que não gostava de marcar pênalti. “Não sou de dar pênalti”, dizia, como se fosse uma prova de bom caráter. Dava injeção sem dó, mas não dava pênalti. O seu Bruno da farmácia não servia. Propus o coronel Demétrio que gostava de assistir aos jogos no campinho, parecia conhecer as regras de futebol e, como militar, imporia respeito dos dois lados. – O quê?! – disse o Moreirão. – O coronel Demétrio mal pode caminhar! – Ele não precisa se mexer muito. – Duvido que ele ainda possa soprar um apito! – Está certo – concedi. O coronel Demétrio também foi vetado. – E o Lúcio? [...] Também foi vetado. VERÍSSIMO, Luís Fernando. O juiz. In: O cachorro que jogava na ponte esquerda. Rio de Janeiro: Rocco Jovens Leitores, 2010. p. 40-42. Fragmento. (P060158B1_SUP) 18) (P060161B1) De acordo com esse texto, “Universal” é o nome de um A) jogador de futebol. B) juiz de futebol. C) time de futebol. D) torcedor de futebol.
  • 12.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia novamenteo texto “O juiz” para responder à questão abaixo. 19) (P060159B1) No trecho “– O quê?! – disse o Moreirão.” (ℓ. 10), os pontos de interrogação e exclamação sugerem A) admiração. B) desafio. C) indignação. D) teimosia. Leia o texto abaixo. 5 10 15 Conhecer as regras sociais Alguém já definiu etiqueta como a “pequena ética”, ou seja, a ética do cotidiano. Faz todo sentido. A etiqueta é um conjunto de regras criadas a fim de que a interação entre os seres humanos aconteça dentro de princípios que prezem o respeito mútuo. Afinal, as regras existem para que convivamos de maneira cordial, ou, no mínimo, mais civilizada. E, também para que fique claro até que ponto eu posso agir sem ferir o direito alheio. Talvez, em seu apogeu como código de conduta, na França do século XVII, na Versalhes de Luiz XIV, a etiqueta fosse usada como um diferencial no comportamento da nobreza e das classes privilegiadas em relação ao restante da população. Hoje, isso não faz mais sentido. É tempo de revermos conceitos e percebermos que, mais do que nunca, se todos nós usarmos as regras de cortesia mais frequentemente, a vida em nossas cidades poderá se tornar bem menos desconfortável. Isso vale para o trânsito caótico das grandes metrópoles, para as pressões do mundo do trabalho, para o uso dos transportes coletivos e lugares públicos como cinemas e restaurantes, para a vida em condomínios de casas e apartamentos. Se cada um observasse as pequenas regras de convivência harmônica, a vida com certeza seria mais agradável de ser vivida. Falar de etiqueta, portanto, nada tem a ver com esnobismo ou afetação. LEÃO, Célia. Como se comportar. Cultura & elegância. São Paulo: Contexto, 2005. p. 205. (P090310B1_SUP) 20) (P090310B1) Qual é a tese defendida nesse texto? A) A ação de cada um deve respeitar o direito alheio. B) A etiqueta surgiu na França do século XVII. C) As normas aliviam o trânsito das grandes cidades. D) As normas possibilitam a convivência social.
  • 13.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. 5 10 15 Pedro Álvares Cabral, diário de bordo Depois de 25 dias, os marinheiros, que não sabiam nem podiam sonhar com as ordens que trazia comigo, começaram a se impacientar. Estávamos em 20 de abril de 1500. Dois dias depois, o sinal: aves, cheiro diferente na maresia. Tudo indicando terra nas imediações. Disse ao timoneiro que mantivesse a rota, corrigindo sempre na direção do pôr do sol. Prosseguimos. Na tarde desse dia, uma quarta-feira, o grito esperado. Terra à vista! Terra à vista! Estava certo meu Rei e Senhor! Avistamos um monte redondo, abaulado, a que chamamos Monte Pascoal, pois estávamos na época da Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Encontramos uma baía, com um porto seguro. Nestas costas, o mar se fazia agitado. Ancoramos. Uma gente desnuda e avermelhada pelo sol nos espiava ao longe. Não nos atacaram. Aqui estávamos para tomar posse dessas terras, em nome do Rei de Portugal e Algarves, D. Manoel I, o Venturoso, assim com justiça chamado, pois em seu reinado Portugal viveu anos de conquistas e prosperidade. QUINTA, Elzita Melo; NASCIMENTO, Elzi. Pedro Álvares Cabral, diário de bordo. São Paulo: Harbra, 1999. p. 17-18. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica. (P090040B1_SUP) 21) (P090041B1) O trecho que apresenta o desfecho dessa narrativa é: A) “... os marinheiros [...] começaram a se impacientar.”. ( . 1-2) B) “Dois dias depois o sinal: aves, cheiro diferente...”. ( . 4) C) “... corrigindo sempre na direção do pôr do sol.”. ( . 5-6) D) “Ancoramos. Uma gente desnuda, e avermelhada pelo sol nos espiava...”. ( . 14-15) Leia o texto abaixo. Disponivel em: <www.humortadela.com.br>. Acesso em: 4 set. 2012. (P090571EX_SUP) 22) (P090572EX) A ironia desse texto está no fato de A) a paisagem da cidade conter lixo abandonado. B) a Páscoa estar se aproximado. C) o mosquito distribuir ovos à população. D) o mosquito estar alegre.
  • 14.
    BL01P09 Avaliação Diagnóstica Leia otexto abaixo. AI! CREDO, MUTUM, MEU FILHO! COMO PODE SER TÃO DISTRAÍDO E NÃO VER O QUE ESTÁ BEM À FRENTE DO SEU NARIZ? NÃO SEI A QUEM VOCÊ PUXOU, VIU? Disponível em: <http://universomutum.blogspot.com/html>. Acesso em: 20 jun. 2009. (P050409A9_SUP) 23) (P050409A9) A expressão do menino, no último quadrinho, indica que ele está A) assustado, porque o pai ia cair no precipício. B) chateado, porque o pai chamou a sua atenção. C) preocupado com o que o pai lhe disse. D) sentindo dor por causa da batida forte. Leia o texto abaixo. 5 10 Cegonha “míope” vê cara-metade e choca-se com painel publicitário Da AFP Em Varsóvia (Polônia) Uma cegonha “míope”, que parecia estar desesperadamente à procura de um companheiro, chocou-se em pleno voo com um grande painel publicitário onde figurava outra cegonha, ferindo levemente uma das asas, informou nesta quinta-feira o jornal polonês Zycie. A ave voava majestosamente pelo céu da periferia de Varsóvia, quando acreditou avistar sua “cara-metade” pousada no painel. Mas a realidade era outra... Um pouco tonta devido ao golpe, a cegonha levantou-se, começou a andar e acabou entrando em uma loja de roupas. Os funcionários, impressionados, chamaram a guarda municipal, que levou a solitária e romântica ave para o jardim zoológico da capital polonesa. Disponível em: <http://www.uol.com.br/bichos/notícias/atp>. Acesso em: 1 jan. 2011. (P050341ES_SUP) 24) (P050344ES) Qual é o assunto desse texto? A) O voo majestoso de uma ave. B) O acidente com uma cegonha. C) A publicidade nas grandes cidades. D) A procura de um amor.