A LIBERDADE
Do ponto de vista filosófico a ideia de autonomia é ridícula.
Continuamente dependemos uns dos outros.
Estamos marcados pelos nossos pais e pelo campo onde nos movemos.
Os antepassados estão presentes, os mortos estão presentes, as nossas ações estão
presentes, tudo está presente.
E movemo-nos imersos em tudo isto.
Se penso que decidi livremente as coisas da minha vida, torno-me pequeno.
Pequeno e insignificante.
Estou envolvido em todos esses grandes movimentos, na fila dos ancestrais, na
família, e esse envolvimento é independente da minha livre vontade.
Muito simplesmente encontro-me dentro disso e também eu movo algumas coisas.
Em que medida posso atribuir isso a mim ou não, parece-me irrelevante.
 Quanta liberdade existe no sistema familiar? Um bom exemplo é a
adoção: o que há de livre e autónomo num caso desses? Nada foi
livre, nada foi autónomo. Cada constelação demonstra que
estamos integrados num sistema.
 A autonomia e liberdade só são possíveis quando, sob outro
aspecto, não somos autónomos, mas participantes – quando
estamos ao serviço de algo e nisso consentimos.
“Quando alguém diz “eu quero ser livre”, o que é que ele está a fazer?
Ele está a afetar alguém.
Apelar à liberdade significa o direito de separar-me de alguém ou de me recusar a uma obrigação.
Por exemplo, como quando alguém abandona os seus filhos.
Na realidade essa liberdade significa que eu me subtraio a um vínculo.
Nesse momento, essa pessoa está totalmente debruçada sobre si mesma.
E o que é que, nessa liberdade, lhe acontece? Nada, absolutamente nada.
Com a liberdade ela não pode fazer nada. Esta forma de liberdade é completamente vazia.
Ao fim de algum tempo o que é que ela faz? Entra numa relação, pois não suporta por muito tempo essa forma de liberdade.
A liberdade implica estar com os outros.
Ninguém consegue estar sem os outros.
Quer dizer que, então, ela estabelece uma relação e a liberdade desaparece – esse tipo de liberdade.
Especialmente quando se tem filhos, já não se é, em absoluto, livre, contudo está-se preenchido.
No âmbito deste vínculo é-se livre, podem fazer-se diversas coisas.
As pessoas podem cozinhar isto ou aquilo, abraçar esta ou aquela profissão, ter amigos, pois dentro desses limites há
liberdade.
E é uma liberdade que toca a todos.
Quando alguém diz “não, eu quero ser livre para mim”, ele está a subtrair-se ao vínculo.
No entanto, no amor estou simultaneamente vinculado e livre. “
Bert Hellinger
 Nossa liberdade está em busca de algo. Quando encontra isto, atinge o seu
objetivo e cessa, pois o que lhe resta buscar, se atingiu sua meta?
 Há, também uma liberdade sem busca. Em vez de aproximar-se, ela se afasta
de algo. Como jamais atinge a meta, ela também nunca cessa.
 Quando persegue um objetivo, nossa liberdade está a seu serviço e tem
força. Em contraposição, quando só pretende fugir de algo, nossa liberdade
permanece vazia, estranhamente vazia. Como carece de direcionamento e de
dedicação, torna-se fraca e pobre.
 PAIS E FILHOS E A CONCORDÂNCIA
 Concordar com os pais exatamente como eles são, e diferenciar a função
dos pais no que tange a vida, ao sentimento de necessidade de afeto, este
é o primeiro movimento em direção à vida.
 As relações afetuosas são regadas de expectativas e muito comumente
vão além daquilo que as outras pessoas podem ou sabem nos dar. Cada
indivíduo traz consigo envolvimentos sistêmicos carentes de
compensação, e se olharmos para o pai ou a mãe que não consegue ser
efetuoso (a), podemos direcionar nosso olhar para mais atrás no seu
sistema e compreender que em algum momento em gerações passadas,
houve um movimento interrompido em relação a algum pai e filho, que
impede que o fluxo de amor entre estes descendentes possa acontecer
com alegria.
 Qual é a solução? No trabalho das constelações a solução pode estar em colocar
quantas gerações forem necessárias até que se possa encontrar o evento que
originou o conflito. E quando reestabelecido o amor entre estes ancestrais,
todos os seus descendentes podem amar livremente sem compensações.
 Não há possibilidade que não haja amor de um pai para um filho. Assim como
não há possibilidade que não haja amor de um filho para seus pais. Cada filho
carrega em si geneticamente 50% de seus pais. Cientificamente possuímos no
nosso genoma, não somente as características físicas, bem como as emoções,
traumas, memorias, habilidades, etc. As vezes trazemos conosco desejos,
anseios e sentimentos.
 Não há liberdade nisto, estamos a serviço do nosso sistema em favor da
vida.
 Quando recebemos a vida através dos nossos pais, estes são os pais
corretos para nós, biologicamente os pais certos, não há possibilidade de
outros pais, que não sejam esses. E estes pais nos permitem a
possibilidade de vida. Outros podem nos dar afeto, serem responsáveis
pelo nosso desenvolvimento físico e emocional, mas somente através
destes pais a vida chega até nós.
 Qual nosso lugar dentro da nossa família?
 Diante de nossos pais, somos pequenos, e temos uma hierarquia a ser
respeitada no que tange a precedências daqueles que vieram primeiro
também no círculo dos irmãos.
 Qual nossa função na vida?
 Uma vez que a vida nos foi dada de presente, sem cobrança, nossa
missão na vida é passar a vida adiante.
 A vida passa a ter sentido quando retribuímos a ela com vida.
 Passar a vida adiante através dos nossos filhos.
 Passar a vida adiante através do trabalho.
 Através de um projeto.
 Tudo que crie um movimento em função da vida.
CONSC INDIVIDUAL
EU-EGO
Liberdade
Autonomia
Julgamento
Culpa
Compensação
EQUILÍBRIO
CONSCIÊNCIACOLETIVA
Concordância
Reconhecimento
ORDEM
Tomar o seu lugar
PERTENCIMENTO
CONSCIÊNCIA UNIVERSAL

AUTONOMIA E PERTENCIMENTO.pptx

  • 2.
    A LIBERDADE Do pontode vista filosófico a ideia de autonomia é ridícula. Continuamente dependemos uns dos outros. Estamos marcados pelos nossos pais e pelo campo onde nos movemos. Os antepassados estão presentes, os mortos estão presentes, as nossas ações estão presentes, tudo está presente. E movemo-nos imersos em tudo isto. Se penso que decidi livremente as coisas da minha vida, torno-me pequeno. Pequeno e insignificante. Estou envolvido em todos esses grandes movimentos, na fila dos ancestrais, na família, e esse envolvimento é independente da minha livre vontade. Muito simplesmente encontro-me dentro disso e também eu movo algumas coisas. Em que medida posso atribuir isso a mim ou não, parece-me irrelevante.
  • 3.
     Quanta liberdadeexiste no sistema familiar? Um bom exemplo é a adoção: o que há de livre e autónomo num caso desses? Nada foi livre, nada foi autónomo. Cada constelação demonstra que estamos integrados num sistema.  A autonomia e liberdade só são possíveis quando, sob outro aspecto, não somos autónomos, mas participantes – quando estamos ao serviço de algo e nisso consentimos.
  • 4.
    “Quando alguém diz“eu quero ser livre”, o que é que ele está a fazer? Ele está a afetar alguém. Apelar à liberdade significa o direito de separar-me de alguém ou de me recusar a uma obrigação. Por exemplo, como quando alguém abandona os seus filhos. Na realidade essa liberdade significa que eu me subtraio a um vínculo. Nesse momento, essa pessoa está totalmente debruçada sobre si mesma. E o que é que, nessa liberdade, lhe acontece? Nada, absolutamente nada. Com a liberdade ela não pode fazer nada. Esta forma de liberdade é completamente vazia. Ao fim de algum tempo o que é que ela faz? Entra numa relação, pois não suporta por muito tempo essa forma de liberdade. A liberdade implica estar com os outros. Ninguém consegue estar sem os outros. Quer dizer que, então, ela estabelece uma relação e a liberdade desaparece – esse tipo de liberdade. Especialmente quando se tem filhos, já não se é, em absoluto, livre, contudo está-se preenchido. No âmbito deste vínculo é-se livre, podem fazer-se diversas coisas. As pessoas podem cozinhar isto ou aquilo, abraçar esta ou aquela profissão, ter amigos, pois dentro desses limites há liberdade. E é uma liberdade que toca a todos. Quando alguém diz “não, eu quero ser livre para mim”, ele está a subtrair-se ao vínculo. No entanto, no amor estou simultaneamente vinculado e livre. “ Bert Hellinger
  • 5.
     Nossa liberdadeestá em busca de algo. Quando encontra isto, atinge o seu objetivo e cessa, pois o que lhe resta buscar, se atingiu sua meta?  Há, também uma liberdade sem busca. Em vez de aproximar-se, ela se afasta de algo. Como jamais atinge a meta, ela também nunca cessa.  Quando persegue um objetivo, nossa liberdade está a seu serviço e tem força. Em contraposição, quando só pretende fugir de algo, nossa liberdade permanece vazia, estranhamente vazia. Como carece de direcionamento e de dedicação, torna-se fraca e pobre.
  • 6.
     PAIS EFILHOS E A CONCORDÂNCIA  Concordar com os pais exatamente como eles são, e diferenciar a função dos pais no que tange a vida, ao sentimento de necessidade de afeto, este é o primeiro movimento em direção à vida.  As relações afetuosas são regadas de expectativas e muito comumente vão além daquilo que as outras pessoas podem ou sabem nos dar. Cada indivíduo traz consigo envolvimentos sistêmicos carentes de compensação, e se olharmos para o pai ou a mãe que não consegue ser efetuoso (a), podemos direcionar nosso olhar para mais atrás no seu sistema e compreender que em algum momento em gerações passadas, houve um movimento interrompido em relação a algum pai e filho, que impede que o fluxo de amor entre estes descendentes possa acontecer com alegria.
  • 7.
     Qual éa solução? No trabalho das constelações a solução pode estar em colocar quantas gerações forem necessárias até que se possa encontrar o evento que originou o conflito. E quando reestabelecido o amor entre estes ancestrais, todos os seus descendentes podem amar livremente sem compensações.  Não há possibilidade que não haja amor de um pai para um filho. Assim como não há possibilidade que não haja amor de um filho para seus pais. Cada filho carrega em si geneticamente 50% de seus pais. Cientificamente possuímos no nosso genoma, não somente as características físicas, bem como as emoções, traumas, memorias, habilidades, etc. As vezes trazemos conosco desejos, anseios e sentimentos.  Não há liberdade nisto, estamos a serviço do nosso sistema em favor da vida.
  • 8.
     Quando recebemosa vida através dos nossos pais, estes são os pais corretos para nós, biologicamente os pais certos, não há possibilidade de outros pais, que não sejam esses. E estes pais nos permitem a possibilidade de vida. Outros podem nos dar afeto, serem responsáveis pelo nosso desenvolvimento físico e emocional, mas somente através destes pais a vida chega até nós.
  • 9.
     Qual nossolugar dentro da nossa família?  Diante de nossos pais, somos pequenos, e temos uma hierarquia a ser respeitada no que tange a precedências daqueles que vieram primeiro também no círculo dos irmãos.
  • 10.
     Qual nossafunção na vida?  Uma vez que a vida nos foi dada de presente, sem cobrança, nossa missão na vida é passar a vida adiante.  A vida passa a ter sentido quando retribuímos a ela com vida.  Passar a vida adiante através dos nossos filhos.  Passar a vida adiante através do trabalho.  Através de um projeto.  Tudo que crie um movimento em função da vida.
  • 11.