A ÁGUA COMO MATÉRIA NO SISTEMA BACIA
HIDROGRÁFICA
Disciplina: Planejamento e Gestão de Bacias Hidrográficas
Profa. Dra. Renata dos santos
Prof. Dr. Raul Reis Amorim
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP)
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP)
RESSALTA QUE:
toda a água da Terra não é, necessariamente, um recurso hídrico, na medida em
que seu uso ou utilização nem sempre tem viabilidade econômica.
CONCEITOS IMPORTANTES
AGUA
• refere-se, regra geral,
ao
elemento natural,
desvinculado de qualquer
uso ou utilização
RECURSO HÍDRICO
• é a consideração da
água
como bem econômico,
passível de utilização com
tal fim
ÁGUA
A água pura é rara na natureza por ser um solvente (dissolve sólidos)
H2O
incolor
inodora
insípita
Peso da
água:1g/cm3
ou 1kg/L
ORIGEM GEOLÓGICA DA ÁGUA
HIPÓTESES
DEGASEAMENTO Resfriamento do
Planeta
COMETAS
Colisão de
cometas com a
terra
ORIGEM GEOLÓGICA DA ÁGUA
Degaseamento
H
(hidrogênio)
O
(oxigênio)
CO
(monóxido
de carbono)
CO2
(dióxido de
carbono)
N2
(nitrogênio)
SO2
(dióxido de
enxofre)
O oxigênio e o hidrogênio assim lançados,
rapidamente combinaram-se para dar
origem ao vapor de água da atmosfera.
No começo, as temperaturas e pressões
reinantes na Terra só possibilitaram a
ocorrência de água na forma de vapor.
À medida que as temperaturas
baixaram, os vapores de água da
atmosfera condensaram-se e formaram
nuvens, as quais foram atraídas pela
gravidade e caíram na forma de chuva,
principalmente, na superfície da Terra.
ORIGEM GEOLÓGICA DA ÁGUA
A ÁGUA NA TERRA
A água é o composto mais comum na superfície terrestre – atingindo volume atual a cerca de 2
bilhões de anos, e existe um balanço de perdas e ganhos.
PERDAS - Perde-se água quando se
dissocia o H e O.
GANHOS - processos magmáticos reintroduzem
moléculas de H2O na superfície – água juvenil.
• H escapa da gravidade terrestre para o
espaço;
• Se quebra e forma outros
compostos com outros
elementos.
• Erupções e derrames vulcânicos;
• Fontes hidrotermais do fundo
oceânico
Equilibro
HEMISFÉRIOS TERRESTRE E OCEÂNICO
PREDOMÍNIO
OCEANOS
HEMISFÉRIO
SUL
CONTINENTES HEMISFÉRIO
NORTE
OS TRÊS
ESTADOS
DA ÁGUA
Pontes de Hidrogênio
- é uma ligação química
em que apenas dois
elétrons são
compartilhados por três
átomos, tratando-se,
portanto de uma ligação
deficiente de elétrons
CALOR LATENTE – energia calorífera
armazenada em um dos três estados físicos
da matéria. A energia é absorvida ou
liberada em cada mudança de fase de um
estado para outro.
Energia calorífera absorvida:
• Derretimento;
• Vaporização;
• Evaporação;
• Sublimação.
Energia calorífera liberada:
• Condensação;
• Congelamento;
• Sublimação
O CICLO HIDROLÓGICO RÁPIDO
O CICLO HIDROLÓGICO LENTO
DISTRIBUIÇÃO DE OCEANOS E DE ÁGUA DOCE NA TERRA
Localização Quantidade
(km³)
Porcentagem de
água doce
Porcentagem de
água total
Água Superficial
Mantos de gelo e geleiras 29.180.000 77,14 2,146
Lagos de água doce 125.000 0,33 0,009
Lagos Salinos e mares interiores 104.000 0,28 0,008
Atmosfera 13.000 0,03 0,001
Rios e correntes de água 1.250 0,003 0,0001
Total de água superficial 29.423.250 77,78 2,164
Água subsuperficial
Lençol Freático – superfície de 762m de profundidade 4.170.000 11,02 0,306
Lençol freático – 762 a 3.962m de profundidade 4.170.000 11,02 0,306
Armazenamento de umidade do solo 67.000 0,18 0,005
Total de água Subsuperficial 8.407.000 22,22 0,617
Total de água doce (arredondado) 37.800.000 100,00% 2,78%
DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA DOCE NA TERRA
MÉDIA ANUAL DA PRECIPITAÇÃO GLOBAL
A SINGULARIDADE DAS FORMAS DE GELO
Foto processada
por computador
que revela os
padrões de cristais
de gelo ditados
pela estrutura
interna entre as
moléculas de água
Agulhas de gelo
que formam-se no
processo de
solidificação de
um córrego de
água de
derretimento na
Groenlândia
Icebergs que
embocaram ao
longo da costa da
Groenlândia,
expondo porções
submersas que
foram esculpidas
por correntes de
canais de
derretimento.
Um pequeno
Iceberg na costa
da Antártica
ilustrando o
estado de
densidade-
flutuabilidade do
gelo que boia.
Os testemunhos de gelo permitem
analisar como as concentrações de CO2 e
CH4 variam com os ciclos da órbita
terrestre..
O CO2 e CH4 são mais abundantes quando
o clima é mais quente e os mantos de
gelo são menores.
As camadas de gelo contem bolhas de ar
altamente comprimidos que ficaram
retidas na neve recém- precipitada e
gradualmente foram incorporadas em
camadas de gelo.
PAPEL DAS GELEIRAS PARA AS MUDANÇAS
CLIMÁTICAS
A MOBILIDADE DA ÁGUA ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS
A MOBILIDADE DA ÁGUA ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS
MECANISMOS DE ENTRADA X SAÍDA DA ÁGUA
MECANISMOS DE ENTRADA X SAÍDA DA ÁGUA
MECANISMOS DE ENTRADA X SAÍDA DA ÁGUA
ESCOAMENTO FLUVIAL ANUAL
Os mecanismos da mobilidade da água
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  • 1.
    A ÁGUA COMOMATÉRIA NO SISTEMA BACIA HIDROGRÁFICA Disciplina: Planejamento e Gestão de Bacias Hidrográficas Profa. Dra. Renata dos santos Prof. Dr. Raul Reis Amorim UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAPÁ (UNIFAP) UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS (UNICAMP)
  • 2.
    RESSALTA QUE: toda aágua da Terra não é, necessariamente, um recurso hídrico, na medida em que seu uso ou utilização nem sempre tem viabilidade econômica. CONCEITOS IMPORTANTES AGUA • refere-se, regra geral, ao elemento natural, desvinculado de qualquer uso ou utilização RECURSO HÍDRICO • é a consideração da água como bem econômico, passível de utilização com tal fim
  • 3.
    ÁGUA A água puraé rara na natureza por ser um solvente (dissolve sólidos) H2O incolor inodora insípita Peso da água:1g/cm3 ou 1kg/L
  • 4.
    ORIGEM GEOLÓGICA DAÁGUA HIPÓTESES DEGASEAMENTO Resfriamento do Planeta COMETAS Colisão de cometas com a terra
  • 5.
    ORIGEM GEOLÓGICA DAÁGUA Degaseamento H (hidrogênio) O (oxigênio) CO (monóxido de carbono) CO2 (dióxido de carbono) N2 (nitrogênio) SO2 (dióxido de enxofre) O oxigênio e o hidrogênio assim lançados, rapidamente combinaram-se para dar origem ao vapor de água da atmosfera. No começo, as temperaturas e pressões reinantes na Terra só possibilitaram a ocorrência de água na forma de vapor. À medida que as temperaturas baixaram, os vapores de água da atmosfera condensaram-se e formaram nuvens, as quais foram atraídas pela gravidade e caíram na forma de chuva, principalmente, na superfície da Terra.
  • 6.
  • 7.
    A ÁGUA NATERRA A água é o composto mais comum na superfície terrestre – atingindo volume atual a cerca de 2 bilhões de anos, e existe um balanço de perdas e ganhos. PERDAS - Perde-se água quando se dissocia o H e O. GANHOS - processos magmáticos reintroduzem moléculas de H2O na superfície – água juvenil. • H escapa da gravidade terrestre para o espaço; • Se quebra e forma outros compostos com outros elementos. • Erupções e derrames vulcânicos; • Fontes hidrotermais do fundo oceânico Equilibro
  • 8.
    HEMISFÉRIOS TERRESTRE EOCEÂNICO PREDOMÍNIO OCEANOS HEMISFÉRIO SUL CONTINENTES HEMISFÉRIO NORTE
  • 9.
    OS TRÊS ESTADOS DA ÁGUA Pontesde Hidrogênio - é uma ligação química em que apenas dois elétrons são compartilhados por três átomos, tratando-se, portanto de uma ligação deficiente de elétrons
  • 10.
    CALOR LATENTE –energia calorífera armazenada em um dos três estados físicos da matéria. A energia é absorvida ou liberada em cada mudança de fase de um estado para outro. Energia calorífera absorvida: • Derretimento; • Vaporização; • Evaporação; • Sublimação. Energia calorífera liberada: • Condensação; • Congelamento; • Sublimação
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    DISTRIBUIÇÃO DE OCEANOSE DE ÁGUA DOCE NA TERRA
  • 15.
    Localização Quantidade (km³) Porcentagem de águadoce Porcentagem de água total Água Superficial Mantos de gelo e geleiras 29.180.000 77,14 2,146 Lagos de água doce 125.000 0,33 0,009 Lagos Salinos e mares interiores 104.000 0,28 0,008 Atmosfera 13.000 0,03 0,001 Rios e correntes de água 1.250 0,003 0,0001 Total de água superficial 29.423.250 77,78 2,164 Água subsuperficial Lençol Freático – superfície de 762m de profundidade 4.170.000 11,02 0,306 Lençol freático – 762 a 3.962m de profundidade 4.170.000 11,02 0,306 Armazenamento de umidade do solo 67.000 0,18 0,005 Total de água Subsuperficial 8.407.000 22,22 0,617 Total de água doce (arredondado) 37.800.000 100,00% 2,78% DISTRIBUIÇÃO DA ÁGUA DOCE NA TERRA
  • 16.
    MÉDIA ANUAL DAPRECIPITAÇÃO GLOBAL
  • 17.
    A SINGULARIDADE DASFORMAS DE GELO Foto processada por computador que revela os padrões de cristais de gelo ditados pela estrutura interna entre as moléculas de água Agulhas de gelo que formam-se no processo de solidificação de um córrego de água de derretimento na Groenlândia Icebergs que embocaram ao longo da costa da Groenlândia, expondo porções submersas que foram esculpidas por correntes de canais de derretimento. Um pequeno Iceberg na costa da Antártica ilustrando o estado de densidade- flutuabilidade do gelo que boia.
  • 18.
    Os testemunhos degelo permitem analisar como as concentrações de CO2 e CH4 variam com os ciclos da órbita terrestre.. O CO2 e CH4 são mais abundantes quando o clima é mais quente e os mantos de gelo são menores. As camadas de gelo contem bolhas de ar altamente comprimidos que ficaram retidas na neve recém- precipitada e gradualmente foram incorporadas em camadas de gelo. PAPEL DAS GELEIRAS PARA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
  • 20.
    A MOBILIDADE DAÁGUA ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS
  • 21.
    A MOBILIDADE DAÁGUA ENTRE OS DIFERENTES SISTEMAS
  • 22.
    MECANISMOS DE ENTRADAX SAÍDA DA ÁGUA
  • 23.
    MECANISMOS DE ENTRADAX SAÍDA DA ÁGUA
  • 24.
    MECANISMOS DE ENTRADAX SAÍDA DA ÁGUA
  • 25.
  • 26.
    Os mecanismos damobilidade da água