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Conteúdo
Dr. HeltonFerrão
• Conceito de Interacções medicamentosas;
• Gravidade das Interacções medicamentosas;
• Fonte de informação sobre interacções medicamentosas;
• Tipos de interacções medicamentos;
• Interacções farmacêuticas;
• Interacções farmacocinéticas;
• Interacções farmacodinâmicas;
• Outras interacções medicamentosas;
• Como evitar interacções medicamentosas.
3.
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Interacções medicamentosas
Dr.Helton Ferrão
Qual importância do tema?
1. Pacientes polimedicados, especialmente idosos e
hospitalizados, recebem 6 ou + drogas/dia;
Agravantes: automedicação e consultas com diversos
especialistas.
2. Ao planear um esquema terapêutico o médico e o farmacêutico
deve estar familiarizado com os princípios da interacção de
fármacos.
4.
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O queé interacção medicamentosa?
Dr. Helton Ferrão
• É um evento clinico em que os efeitos de um fármaco são
alterados pela presença de outro fármaco, alimento, planta,
bebida ou algum agente químico ambiental, ou seja, eles podem
interagir entre si, com aumento ou diminuição de efeito
terapêutico ou tóxico de um ou outro.
Constitui causa comum de efeitos adversos.
5.
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Interacção medicamentosa
Dr.Helton Ferrão
Medicamento
Medicamento
Plantas
medicinais
Alimento
Condições
fisiopatológicas
Exames
laboratoriais
Bebida alcoólica
Possíveis
efeitos
Aumento do
efeito
Redução do
efeito
Reacção
adversa
6.
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Exemplos deInteracções medicamentosas
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• Medicamento-Medicamento: antiácidos podem diminuir a
absorção dos antinflamatórios, reduzindo o seu efeito terapêutico.
• Medicamento-Alimento: leite e os alimentos lácteos podem
reduzir a absorção das tetraciclinas, diminuindo o seu efeito
terapêutico.
• Medicamentos-Condições Fisiológicas: AINES + pacientes
asmáticos (aumenta sintomas da asma), descongestionantes
nasais + HTA (aumenta PA).
7.
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Exemplos deInteracções medicamentosas
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• Medicamento-Bebida Alcoólica: bebidas alcoólicas podem
aumentar a toxicidade hepática do paracetamol, provocando
problemas hepáticos.
• Medicamento-Exame Laboratorial: tratamento com amoxicilina
pode alterar o exame de urina, indicando um falsa presença de
glicose na urina.
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Gravidade daInteracção Medicamentosa
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Tipo
Mínima
A interacção pode limitar o efeito clinico
Moderado A interacção pode resultar em um aumento da
condição clinica
Grave A interacção pode ameaçar a vida do paciente
Contra-indicado Quando os fármacos não podem ser administrados
concomitantemente (risco de morte).
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Interacções Farmacêuticas
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Também chamadas de Incompatibilidade medicamentosa, ocorre
antes da administração dos fármacos no organismo.
Ocorre quando se misturam dois ou mais medicamentos numa
seringa, equipo de soro ou outros recipiente.
Devem-se as reacções físico-químicas que resultam em:
• Alterações organolépticas- evidenciadas como mudança de cor,
consistência (sólidos), opalescência, turvação, formação de
cristais, floculação, precipitação, associado ou não mudança de
actividades farmacológica.
15.
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Interacções Farmacêuticas
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Podem ocorrer:
• Própria formulação;
• Materiais (seringas, cateteres, vidro ou plástico);
• Diluentes;
• Armazenamento. Exemplos de Incompatibilidade:
Diazepam + Soluções Fisiológicas:
Precipitação
Heparina + Hidrocortisona
Inactiva Heparina
Penicilina + Hidrocortisona
Inactiva Penicilina
Insulina mesmo frasco ou seringa
Precipitação e Inactivação
16.
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Interacções Farmacêuticas
Dr.Helton Ferrão
Os beta-lactâmicos podem ser inactivado pelo PH de soros glicosados.
Alguns antineoplásicos como o doxorrubicina devem ser protegidos da luz por
serem fotossensíveis e devem ser administrado em equipo escuros.
Um agente conservador pode inactivar o outro medicamento. Ex: Bissulfito
para penicilinas.
O gluconato de cálcio e fosfato de potássio se forem misturados em nutrição
parenteral podem precipitar.
As penicilinas e as cefalosporinas reagem com o grupo amino dos glicosídeos
e os inactivam, portanto não devem ser misturados em soluções intravenosas.
As tetraciclinas são agentes quelantes eficientes contra vários catiões com
quais formam complexos poucos solúveis.
Inactivação do nitroprussiato pela luz.
Adsorção da insulina pelo vidro.
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Interacções Farmacodinâmicas
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Acontece no local de acção dos fármacos ou no resultado final do
fármaco no organismo.
Podem ser de dois tipos:
• Sinergismo;
• Antagonismo.
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Interacções Farmacodinâmicas
Sinergismo
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O efeito combinado resultante da associação desses fármacos é
igual a SOMA de seus efeitos isolados.
• Adição: efeito somado (mecanismo de acção), actuam no mesmo
receptor. Ex: Diazepam X Álcool
• Somação: efeito somado (mecanismo diferentes), actuam em
receptores diferentes. Ex: Agonista beta 2 + Antimuscarínico
(brônquios)
• Potenciação/Potencialização: efeito multiplicado (resultado
maior que seu efeito isolado). Ex: Ácido Clavulânico + Amoxicilina.
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Interacções Farmacodinâmicas
Sinergismo
Dr.Helton Ferrão
• Das associações sinérgicas podem surgir efeitos terapêuticos ou
tóxicos.
• Estes últimos são frequentes nas combinações de medicamentos
com toxicidade nos mesmos órgãos. Ex: Aminoglicosídeos e
vancomicina (nefrotoxicidade) ou corticosteróides e AINES
(Ulceração gástrica).
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Interacções Farmacodinâmicas
Antagonismo
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No antagonismo a resposta farmacológica de um medicamento é
suprimida ou reduzida na presença de outro, muitas vezes pela
competição destes pelo mesmo sitio no receptor.
São tipos de interacções que podem gerar respostas benéficas. Ex:
Naloxone (antagonista opióide) nos quadros de depressão
respiratória causados pela morfina.
• Fisiológico: efeito reduzido (mecanismos ≠), receptores
diferentes.
• Farmacológicos: efeitos reduzidos (mesmos receptores).
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Interacções Farmacocinéticas
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Acontece em algum ponto na passagem do fármaco pelo organismo,
podendo afectar o padrão de absorção, distribuição, metabolização
ou excreção dos fármacos.
São interacções difíceis de prever, porque ocorrem com
medicamentos de princípios activos não relacionados.
Elas podem modificar a magnitude e duração do efeito, mas a
resposta final preservar-se-á.
22.
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Interacções Farmacocinéticas
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Acontece em algum ponto na passagem do fármaco pelo organismo,
podendo afectar o padrão de absorção, distribuição,
biotransformação ou excreção dos fármacos.
São interacções difíceis de prever, porque ocorrem com
medicamentos de princípios activos não relacionados.
Elas podem modificar a magnitude e duração do efeito, mas a
resposta final preservar-se-á.
23.
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Interacções Farmacocinéticas-Absorção
Dr.Helton Ferrão
1. Interacções físico-químicas no trato gastrointestinal;
2. Motilidade Intestinal;
3. Flora Bacteriana/Microbiota (disbiose altera a capacidade de
absorção do enterocitos).
Contraceptivos orais + Disbioses Mediada por antibióticos
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Interacções Farmacocinéticas-Absorção
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• Antiácidos alteram PH gástrico e pode aumentar ou diminuir a
absorção dependendo do tipo do antiácido (Al, Mg, Hidróxido) e
do medicamento associado. Ex: Hidróxido de Alumínio e
Cetoconazol.
• Anticolinérgicos como atropina e seus derivados, os
antidepressivos tricíclicos, os analgésicos opiódes inibem a
motilidade do TGI tendem a reduzir a absorção dos agentes co-
administrados.
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Interacção Farmacocinética-Excreção/
Eliminação
Dr. Helton Ferrão
• Após estarem suficientemente hidrossolúveis, as drogas ficam
compatíveis com a excreção renal, principal via de eliminação dos
fármacos.
• Filtração glomerular: pequenas moléculas não ligadas a
proteínas.
• Secreção tubular: transporte da MP ao lúmen do filtrado renal.
-Competição pelo sistema de transporte.
-Bloqueio do sistema de transporte.
Ex: Probenecida bloqueia a secreção das penicilinas, de algumas
cefalosporinas, Salicilatos e sulfas bloqueiam a secreção do
metotrexato.
30.
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Interacção Farmacocinética-Excreção/
Eliminação
Dr. Helton Ferrão
Interferência na reabsorção tubular- através da modificação do
filtrado.
• Um fármaco que altere o PH urinário, pode interferir na
reabsorção e consequentemente na eliminação de outro fármaco.
Ex: Uso de antiácidos que alcalinizam a urina aumentam a excreção
de salicilatos e do fenobarbital.
Ex: A acidificação das urinas aumentam a eliminação de
anfetaminas, efedrina e nicotina.
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Como reduziro risco de interacções?
Dr. Helton Ferrão
• Atenção especial com fármacos com estreita janela terapêutica ou
que necessitem concentrações sanguíneas controladas.
Anticoagulantes, antidiabéticos, antiepilépticos,
anti-hipertensivos, antimicrobianos,
antineoplásicos, imunossupressores.
Bibliografias
o Farmacologia Clinicae Terapêutica de Fuchs 5ed
o Farmacologia Humana, Florez.
o Farmacologia Geral de Moron y Levis.
o E os artigos disponibilizados
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#3
É necessário uma atenção permanente, visando melhor conhecer os medicamentos de uso habitual quanto aos mecanismos de ação e possíveis colaterais.
#14 Interação Farmacêutica (ou Incompatibilidade)
São interações do tipo físico-químicas que ocorrem quando dois ou mais medicamentos são administrados na mesma solução ou misturados no mesmo recipiente e o produto obtido é capaz de inviabilizar a terapêutica clínica. Portanto, acontecem fora do organismo, durante o preparo e administração dos medicamentos parenterais (incompatibilidade entre os agentes misturados ou com o veiculo adicionado) e freqüentemente resultam em precipitação ou turvação\da solução; mudança de coloração do medicamento ou inativação do princípio ativo
#17 A interação farmacodinâmica causa modificação do
efeito bioquímico ou fisiológico do medicamento.
Geralmente ocorre no local de ação dos medicamentos (receptores farmacológicos) ou através de mecanismos bioquímicos específicos, sendo capaz de causar efeitos semelhantes (sinergismo) ou opostos (antagonismo)
#18 Tipo de resposta farmacológica obtida a partir da associação de dois ou mais medicamentos, cuja resultante é maior do que simples soma dos efeitos isolados de cada um.
#25 Distribuição é o evento de deslocamento do medicamento da circulação sistêmica para os tecidos.
Esta fase depende do Volume de distribuição aparente (Vd) e da fração de ligação dos medicamentos às proteínas plasmáticas. Medicamentos que possuem grande afinidade pelas proteínas plasmáticas quandoassociados com outros, podem agir como deslocadores e aumentar a concentração sérica (livre) do segundo, acarretando manifestações clínicas nem sempre benéficas.
#28 No processo de metabolização os medicamentos são transformados pelas enzimas microssomais hepáticas em frações menores, hidrossolúveis. As interações que ocorrem nesta fase são precipitadas por medicamentos com capacidade de inibirem ou induzirem o sistema enzimático.
A inibição enzimática de sistemas como, por exemplo, do citocromo P450, das colinesterases e monoaminoxidases (MAO), acarreta lentificação da biotransformação do próprio medicamento e de outros que tenham sido administrados simultaneamente. A conseqüência desse atraso é um maior tempo de ação farmacológica do (s) agente(s), situação às vezes indesejada, especialmente em doentes com distúrbio hepático ou renal.
#33 Seguir atentamente os paciente tratados com fármacos muito toxico.