Microbiologia e Parasitologia
2022 - 2023
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ALGUNS CONCEITOS DE IMPORTÂNCIA EM EPIDEMIOLOGIA
GLOSSÁRIO
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DOENÇA é uma condição anormal que afeta negativamente o organismo e a estrutura
ou função de parte ou de todo o organismo, e que não é causada por um traumatismo
físico externo. As doenças são frequentemente definidas como condições médicas que
são associadas a sintomas e sinais específicos. Uma doença pode ser causada por
fatores externos tais como agentes patogénicos ou por disfunções internas.
AGENTE PATOGÉNICO, também chamado de AGENTE INFECCIOSO ou
AGENTE ETIOLÓGICO, é um organismo capaz de desencadear uma doença
infecciosa nos seus hospedeiros sempre que esteja em circunstâncias
favoráveis. Podem ser bactérias, vírus, protozoários, fungos ou parasitas
helmintos. O agente patogénico pode multiplicar-se no organismo do seu
hospedeiro, podendo causar infeções e outro tipo de complicações.
GLOSSÁRIO
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INFEÇÃO é a invasão dos tecidos corporais de um organismo hospedeiro por parte de
microrganismos capazes de provocar doenças. Constitui portanto uma reação do
organismo hospedeiro à multiplicação destes microrganismos e eventual produção de
toxinas. As infeções são causadas por agentes infecciosos, como os vírus, priões,
bactérias, nemátodes, artrópodes (carraças, ácaros, pulgas e piolhos) e por fungos.
PATOGENICIDADE capacidade que um agente infeccioso possui para
desencadear a doença.
VIRULÊNCIA capacidade que um agente infecioso possui para desencadear uma
doença grave.
GLOSSÁRIO
SURTO é um aumento repentino do número de casos de uma doença numa determinada
região. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior que o esperado
pelas autoridades.
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EPIDEMIA quando um surto acontece em diversas regiões.
PANDEMIA quando a epidemia se espalha por diversas regiões do planeta.
ENDEMIA quando uma doença ocorre com muita frequência num determinado local.
GLOSSÁRIO
ZOONOSES doenças infecciosas naturalmente transmitidas entre o homem e os
animais. Os agentes infecciosos podem ser microrganismos diversos, como bactérias,
fungos, vírus, helmintos e outros. Podem ser classificadas como antropozoonozes, ou
seja doenças primárias nos animais e que podem igualmente ser transmitidas também ao
homem e as zooantroponoses, que são doenças primárias do homem e podem ser
transmitidas a animais.
VETOR todo o ser vivo capaz de transmitir um agente infeccioso de um hospedeiro
para outro.
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INCIDÊNCIA: o número de novos casos surgidos numa determinada população num
determinado intervalo de tempo.
PREVALÊNCIA: representa o número de casos de uma doença numa população, durante
um período determinado de tempo.
GLOSSÁRIO
MORTALIDADE: o número de óbitos em relação ao número de habitantes.
MORBILIDADE: taxa de portadores de determinada doença em relação à população
total estudada, num determinado local e num determinado momento.
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TIPOS DE INFEÇÕES BACTERIANAS
Tipo Descrição Exemplos
Infeção
primária
Causada por um microrganismo num
hospedeiro saudável. Doença com decurso
característico
Disenteria causada por
Shigella dysenteriae;
Pneumonia causada por
Streptococcus pneumoniae
Infeção
oportunista
Causada por microrganismos que fazem parte
da flora comensal e que se instalam por
motivos de falha de imunidade; em condições
normais estes microrganismos não causam
doença
Feridas infetadas e
complicadas com
Pseudomonas spp.
Infeção
secundária
Invasão microbiana subsequente a uma
infeção primária. O decurso é variável.
Infeção pulmonar
bacteriana a seguir a uma
infeção pulmonar de origem
viral
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TIPOS DE INFEÇÕES BACTERIANAS
Tipo Descrição Exemplos
Infeção
localizada
Infeção confinada a uma área limitada Infeção ocular unilateral
Infeção
aguda
Surgimento rápido de sintomas e uma longa
recuperação com desaparecimento gradual
dos sintomas. Na convalescença já não há
sintomas específicos da doença mas o doente
ainda não recuperou totalmente as suas
forças.
Meningite;
Infeções gastrintestinais
Infeção
crónica
Infeção que não é resolvida num curto espaço
de tempo, definido usualmente em três
meses. As doenças crónicas são doenças que
não põem em risco a vida da pessoa num
prazo curto, logo não constituem emergências
médicas
Doença hipertensiva;
Diabetes mellitus;
Maioria das doenças
autoimunes
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TIPOS DE INFEÇÕES BACTERIANAS
Tipo Descrição Exemplos
Infeção
generalizada
Infeção que foge ao controle e os agentes
patogénicos disseminam-se por todo o
organismo pela corrente sanguínea
(septicémia ou sépsis), que pode levar à
morte
Septicémia que se segue a
uma infeção urinária
complicada; Septicémia que
se segue a uma pneumonia
grave
Infeção
piogénica
Infeção em que há produção de pus Staphylococcus aureus
Streptococcus pyogenes
Pseudomonas aeruginosa
Infeção
fulminante
Infeção que surge repentinamente e de curso
muito rápido
Meningite causada por
Neisseria meningitidis
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MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
RELAÇÃO MICRORGANISMO HOSPEDEIRO
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O homem e os animais são dotados de defesas imunitárias inatas e adaptativas
❖ Quando um agente patogénico infeta e invade o organismo, os mecanismos de defesa
locais podem ser suficientes para impedir a replicação e a disseminação dos agentes
infecciosos, impedindo assim o desenvolvimento da doença. Estes mecanismos fazem
parte da nossa imunidade inata.
❖ Quando a imunidade inata é insuficiente para se opor à disseminação dos agentes
infecciosos, a imunidade adaptativa entra em ação, embora a sua eficiência máxima
seja só atingida num determinado espaço de tempo. Geralmente o sistema imunitário
adaptativo elimina o agente infeccioso invasor, permitindo a recuperação da doença.
❖ A imunidade adaptativa permite o armazenamento de células memória, de tal modo
que numa infeção subsequente com o mesmo agente infeccioso, a resposta é mais
rápida e eficaz.
Existe uma sinergia entre os dois tipos de resposta imunitária, sendo que a
imunidade adaptativa potencia a imunidade inata
AS DEFESAS DO ORGANISMO
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Características entre Imunidade Inata e Imunidade Adquirida/Adaptativa
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Qualquer agente capaz de induzir uma resposta imunitária
Composto estranho
Elevado peso molecular (proteínas; lipoproteínas; polissacáridos; proteínas da
membrana; toxinas)
Capacidade de ser degradado
(para interagir, p.e., com recetores das células T)
IMUNOGÉNIOS
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
ANTIGÉNIOS
Qualquer agente capaz de se ligar especificamente a componentes da resposta
imunitária (p.e. células T e anticorpos)
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Todos os imunogénios são antigénios mas...
Existem compostos incapazes de induzir uma resposta
imunitária por si só, mas que se ligam a componentes do
sistema imunitário induzidos especificamente contra eles
(p.e. substâncias de baixo peso molecular – antibióticos e
outras drogas)
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
Proteína (antigénio)
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Anticorpos
Proteína (antigénio)
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Anticorpos
Determinantes antigénicos são
pequenas sequências de
aminoácidos, açúcares ou outros
compostos. Podem ainda
corresponder a locais resultantes de
conformações estruturais
(determinantes conformacionais) 14
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Imunidade celular (mediada por células)
Resposta imunitária mediada por células
Imunidade humoral
Resposta imunitária envolvendo anticorpos (ou imunoglobulinas)
Anticorpos (ou imunoglobulinas)
Proteínas solúveis formadas durante uma resposta imunitária e que
se ligam especificamente a um determinado antigénio.
Estão presentes no soro e noutras secreções.
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Os anticorpos, ou outros recetores específicos do sistema
imunitário, não interagem com toda a extensão dos antigénios,
mas sim com os chamados determinantes antigénicos, ou
epitopos.
Proteína (antigénio)
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Anticorpos
Proteína (antigénio)
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Determinante
antigénico
Anticorpos
ANTICORPOS
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
SUBTIPOS DE ANTICORPOS
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Especificidade
Cada novo microrganismo invasor interage com o sistema imunitário antes que
ocorra uma resposta imunitária. Essa resposta é dirigida contra antigénios
presentes nesse agente patogénico particular
Memória
Uma segunda exposição ao mesmo antigénio produz uma resposta imunitária
mais rápida (princípio da vacinação)
Tolerância
Incapacidade de gerar uma resposta imunitária contra antigénios próprios
Propriedades da resposta imunitária específica
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Todas as células sanguíneas derivam de
células progenitoras, (células-tronco
hematopoiéticas da medula), que se
diferenciam em células progenitoras
mielóides e linfóides.
ORIGEM DOS COMPONENTES DO SISTEMA IMUNITÁRIO
Os componentes do sistema imunitário que têm a sua origem na medula óssea circulam no
organismo através da corrente sanguínea e sistema linfático
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Hematopoiese
Células brancas, ou
leucócitos, envolvidas
na fagocitose
Circulam na corrente
sanguínea
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Hematopoiese
Produto da diferenciação das
células B; memória do sistema
imunitário
Maturação na medula óssea
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Célula-tronco pluripotente
(medula óssea)
Precursor linfóide
comum
Precursor
mielóide
Maturação
no timo
Maturação na
medula óssea
Células B
Células T
Células de
‘memória’
Plasmócitos
Plaquetas
Monócitos
Macrófagos
Mastócitos
Leucócitos polimorfonucleares
(neutrófilos, basófilos e eosinófilos)
Hematopoiese
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Órgãos linfóides primários
Locais onde ocorrem as primeiras etapas da diferenciação dos
linfócitos B e T e a primeira expressão dos recetores
específicos de antigénios (p.e. anticorpos) – Medula óssea e
timo
Órgãos linfóides secundários
Locais onde ocorre a proliferação e diferenciação
dependente do contacto com antigénios dos linfócitos B e T
maduros – Nódulos linfáticos, Baço e MALT
(agrupamentos de células linfóides, instalados junto às
superfícies das mucosas, que protegem as superfícies
digestiva, respiratória e urogenital)
Timo
Medula
óssea
Baço
Nódulos linfáticos
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
Timo
É uma glândula linfóide primária
especializada, onde linfócitos
T amadurecem.
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Timo
Tecido linfóide
associado à
mucosa (MALT)
Nódulos
linfáticos
Baço
Medula óssea
Tecido linfóide associado à mucosa (MALT)
Sistema que liga estruturas linfáticas dos tratos
respiratório e gastrointestinal. Inclui amígdalas,
apêndice e as placas de Peyer do intestino delgado
Medula óssea
Local da hematopoiese, onde células-tronco
pluripotentes dão origem aos elementos
celulares do sangue (p.e. eritrócitos,
monócitos, plaquetas e linfócitos)
Baço
Órgão ligado ao sistema sanguíneo que filtra
substâncias estranhas em circulação no sangue.
Composto de polpa branca (rica em linfócitos) e de
polpa vermelha (rica em eritrócitos e macrófagos)
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Canal aferente
(entrada de células
e antigénios)
Paracórtex
Células T
Córtex
APC e Células B
Medula
Plasmócitos
Canal eferente
(saída de células
e anticorpos)
Canal aferente
(entrada de células
e antigénios)
Paracórtex
Células T
Córtex
APC e Células B
Medula
Plasmócitos
Canal eferente
(saída de células
e anticorpos)
Esquema da estrutura de um nódulo linfático
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
Timo
Tecido
linfóide
associad
o à
mucosa
(MALT)
Nódulos
linfáticos
Baço
Medula óssea
Timo
É uma glândula linfóide primária
especializada, onde linfócitos
T amadurecem.
Nódulos linfáticos
Órgão onde linfócitos B e T maduros contactam
com antigénios que chegam a partir dos vasos
linfáticos. Tal como o baço em relação ao sistema
sanguíneo, os nódulos linfáticos filtram
substâncias estranhas em circulação na linfa.
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A imunidade específica envolve os Linfócitos B e T,
originários de uma mesma célula precursora na medula óssea.
As Células B amadurecem na medula óssea em mamíferos e
na Bursa de Fabricius em aves
Responsáveis pela interação com antigénios, produção
de anticorpos (Plasmócitos) e memória do sistema
imunitário (Células de memória)
Distinguem-se das células T pela presença de recetores
de imunoglobulina na sua superfície e reconhecem os
antigénios na sua conformação nativa
Concentram-se nos nódulos linfáticos onde contactam
com antigénios
Imunidade específica
Bursa Fabricius
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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As Células T amadurecem no timo
Têm recetores específicos para antigénios na sua
superfície (TCRs)
O antigénio é apresentado aos TCRs por uma célula
apresentadora de antigénios (p.e. macrófago)
O antigénio reconhecido pelos TCRs não está na sua
forma nativa. São pequenos péptidos derivados do
imunogénio intacto que foi degradado nos lisossomas
dos fagócitos
Imunidade específica
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Medula óssea
Timo
Receptor da célula T
TH1 (Células T
inflamatórias) TH2 (Células T
auxiliares)
TC (Células T
citotóxicas)
Medula óssea
Timo
Timo
Receptor da célula T
Receptor da célula T
TH1 (Células T
inflamatórias) TH2 (Células T
auxiliares)
TC (Células T
citotóxicas)
Duas grandes subpopulações de células T
distinguem-se pela presença de proteínas
específicas à superfície: CD4 e CD8
Imunidade específica
Diferentes tipos funcionais de
Células T
Células auxiliares TH1
(TH1 inflamatórias)
Responsáveis pelo recrutamento e
ativação de células não
específicas (p.e. fagócitos)
Células auxiliares TH2
Ativam as células B a produzir
largas quantidades de anticorpos
Células TC (citotóxicas)
Matam células estranhas que apresentem um
determinado antigénio excretando, p.e. as
citocinas.
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Leucócitos polimorfonucleares (PMNs)
(Células móveis; Tempo de vida reduzido;
Predominantemente no sangue e medula óssea;
Podem aparecer em tecidos sujeitos a infeção)
Macrófagos
Células grandes, que ingerem e eliminam a maioria dos
agentes patogénicos e antigénios; Cooperam com
linfócitos na produção de uma resposta imunitária
específica; São APCs - Células apresentadoras de
antigénios; Fixam-se a superfícies; Abundantes no tecido
linfóide e baço
Monócitos
Células circulantes que se diferenciam em macrófagos;
Presentes nos sistemas sanguíneo e linfático
Fagócitos
MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO
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Os fagócitos aderem aos microrganismos, a sua
membrana invagina e ingere as células estranhas
num complexo (fagossoma) que, eventualmente,
se funde com os lisossomas (fagolisossoma)
Fagocitose
Bactérias Núcleo
Fagócito
Lisossomas
Fagossoma
Fagolisossoma
Subprodutos
da digestão
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Imunodiagnóstico
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Antigénios e anticorpos
https://www.youtube.com/watch?v=qCRwuxDpthY
https://www.youtube.com/watch?v=zQGOcOUBi6s
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IMUNODIAGNÓSTICO
Aglutinação Rápida
Imunofluorescência
Diagnóstico laboratorial por meio de técnicas imunológicas
ELISA - (Enzyme Linked Imunosorbent Assay)
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A ligação de anticorpos aos microrganismos, ou células infetadas, promove
a sua agregação, formando precipitados visíveis a olho nu
Aglutinação
Reações com anticorpos
https://www.youtube.com/watch?v=Zsdhe0xFBf4
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Imunodiagnóstico
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Imunodiagnóstico
Anticorpos fluorescentes – Imunofluorescência
As reações imunológicas que envolvem a ligação do
antigénio ao anticorpo podem ser visualizadas ou
quantificadas por meio de diferentes marcadores para o
antigénio ou para o anticorpo.
Entre os marcadores mais vulgarmente utilizados estão os
fluorocromos que são excitados pela luz ultravioleta e
emitem luz visível.
Os fluorocromos mais utilizados são a fluoresceína de cor
verde, e a rodamina de cor vermelha.
O microscópio utiliza luz UV para a leitura.
Duas formas de imunofluorescência:
❖ Direta
❖ Indireta 37
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Imunodiagnóstico
Imunofluorescência direta
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Imunodiagnóstico
❖ Doenças de pele autoimunes (Lúpus eritematoso)
❖ Doenças bolhosas (vasculites)
❖ Doenças sexualmente transmitidas (Chlamydia trachomatis)
❖ Legionella pneumophila
Diagnóstico de enfermidades por Imunofluorescência Direta
Deteção de antigénio
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Imunodiagnóstico
Imunofluorescência indireta
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Imunodiagnóstico
Diagnóstico de enfermidades por Imunofluorescência Indireta
❖ Doenças reumáticas autoimunes (Artrite reumatoide, Artrite psoriática)
❖ Imunodeficiência humana
❖ Hepatites
❖ Esclerose múltipla
❖ Doença celíaca
❖ Doença de Crohn
❖ Raiva
Deteção de anticorpo
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Imunodiagnóstico
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Imunodiagnóstico
Deteção de Antigénio
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Imunodiagnóstico
Deteção de Antigénio
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Imunodiagnóstico
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Imunodiagnóstico
Deteção de Antigénio
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Deteção de Anticorpos
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Imunodiagnóstico
Microplacas após reação para leitura
Espetofotómetro para
leitura dos resultados
(densidade ótica-DO)
Deteção de Anticorpos
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https://www.osmosis.org/learn/ELISA_(Enzyme-linked_immunosorbent_assay)
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Immunoblotting é uma técnica muito utilizada em biologia molecular para análise de proteínas,
sendo possível obter informações sobre o peso molecular e a quantidade relativa existente
dessa proteína específica numa determinada amostra. Técnica muito sensível e específica.
Diagnóstico confirmativo da infeção por HIV; doença de Creutzfeldt-Jacob, doença de Lyme,
hepatite B e herpes
Deteção de Anticorpos
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Deteção de Antigénio
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Métodos moleculares
❖ Os métodos moleculares representam um conjunto de métodos analíticos de diagnóstico,
utilizados em laboratório para analisar amostras obtidas de doentes, permitindo a deteção
e identificação de ácidos nucleicos de agentes microbianos causadores de doença, para
além de outras moléculas nomeadamente, lípidos e proteínas.
❖ As técnicas de PCR (Polymerase Chain Reaction - Reação de Polimerase em Cadeia)
Convencional e Tempo Real, nas suas variedades Simplex e Multiplex, são as ferramentas
básicas mais comuns da biologia molecular, geralmente aplicadas em rotinas de
diagnóstico de doenças infeciosas.
❖ Os métodos moleculares constituem uma alternativa aos métodos convencionais de
diagnóstico, pois são de resposta mais rápida e precisa, abreviando o tempo de resposta.
❖ Podem ser utilizados em microrganismos cultiváveis e não cultiváveis, podendo ser
utilizados diretamente em amostras biológicas ou em culturas puras de microrganismos.
57
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Reação em Cadeia da Polimerase
Métodos moleculares
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Métodos moleculares
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Métodos moleculares
Reação em Cadeia da Polimerase
1. Desnaturação (94º - 98ºC durante 20 a 30s)
2. Annealing (50º - 65ºC durante 20 a 40s)
3. Extensão (72ºC)
1 2 3
1
2
3
1
2
3
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Métodos moleculares
Eletroforese em gel de agarose
Técnica de separação de moléculas que envolve a
migração de partículas num gel durante a aplicação de
corrente elétrica.
As moléculas são separadas de acordo com o seu
tamanho e as de menor peso molecular migram mais
rapidamente que as de maior peso molecular.
A eletroforese normalmente é utilizada para separar
proteínas e moléculas de DNA e RNA. Equipamento
Transiluminador
Luz UV
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Métodos moleculares
A reação de polimerização em cadeia em tempo
real combina a metodologia de PCR
convencional com um mecanismo de deteção
baseado no uso de sondas marcadas com
corantes fluorescentes.
A metodologia permite que os processos de
amplificação, deteção e quantificação de DNA
sejam realizadas numa única etapa, agilizando
a obtenção de resultados e diminuindo o risco
de contaminação da amostra e dando maior
precisão.
Comparado com o sistema de PCR
convencional, o PCR em tempo real é
monitorizado dentro do tubo de reação, não
sendo necessário a separação em gel de
eletroforese.
Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real
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Métodos moleculares
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Métodos moleculares
https://www.youtube.com/watch?v=iQsu3Kz9NYo&list=RDiQsu3Kz9NYo&start_radio=1
https://www.youtube.com/watch?v=kjJ56z1HeAc
https://www.youtube.com/watch?v=ZDZUAleWX78
VÍDEOS - PCR
VÍDEOS - ELETROFORESE
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Aula 4_18-21Out.pdf,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,

  • 1.
  • 2.
    ALGUNS CONCEITOS DEIMPORTÂNCIA EM EPIDEMIOLOGIA GLOSSÁRIO 2 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 3.
    DOENÇA é umacondição anormal que afeta negativamente o organismo e a estrutura ou função de parte ou de todo o organismo, e que não é causada por um traumatismo físico externo. As doenças são frequentemente definidas como condições médicas que são associadas a sintomas e sinais específicos. Uma doença pode ser causada por fatores externos tais como agentes patogénicos ou por disfunções internas. AGENTE PATOGÉNICO, também chamado de AGENTE INFECCIOSO ou AGENTE ETIOLÓGICO, é um organismo capaz de desencadear uma doença infecciosa nos seus hospedeiros sempre que esteja em circunstâncias favoráveis. Podem ser bactérias, vírus, protozoários, fungos ou parasitas helmintos. O agente patogénico pode multiplicar-se no organismo do seu hospedeiro, podendo causar infeções e outro tipo de complicações. GLOSSÁRIO 3 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 4.
    INFEÇÃO é ainvasão dos tecidos corporais de um organismo hospedeiro por parte de microrganismos capazes de provocar doenças. Constitui portanto uma reação do organismo hospedeiro à multiplicação destes microrganismos e eventual produção de toxinas. As infeções são causadas por agentes infecciosos, como os vírus, priões, bactérias, nemátodes, artrópodes (carraças, ácaros, pulgas e piolhos) e por fungos. PATOGENICIDADE capacidade que um agente infeccioso possui para desencadear a doença. VIRULÊNCIA capacidade que um agente infecioso possui para desencadear uma doença grave. GLOSSÁRIO SURTO é um aumento repentino do número de casos de uma doença numa determinada região. Para ser considerado surto, o aumento de casos deve ser maior que o esperado pelas autoridades. 4 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 5.
    EPIDEMIA quando umsurto acontece em diversas regiões. PANDEMIA quando a epidemia se espalha por diversas regiões do planeta. ENDEMIA quando uma doença ocorre com muita frequência num determinado local. GLOSSÁRIO ZOONOSES doenças infecciosas naturalmente transmitidas entre o homem e os animais. Os agentes infecciosos podem ser microrganismos diversos, como bactérias, fungos, vírus, helmintos e outros. Podem ser classificadas como antropozoonozes, ou seja doenças primárias nos animais e que podem igualmente ser transmitidas também ao homem e as zooantroponoses, que são doenças primárias do homem e podem ser transmitidas a animais. VETOR todo o ser vivo capaz de transmitir um agente infeccioso de um hospedeiro para outro. 5 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 6.
    INCIDÊNCIA: o númerode novos casos surgidos numa determinada população num determinado intervalo de tempo. PREVALÊNCIA: representa o número de casos de uma doença numa população, durante um período determinado de tempo. GLOSSÁRIO MORTALIDADE: o número de óbitos em relação ao número de habitantes. MORBILIDADE: taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, num determinado local e num determinado momento. 6 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 7.
    TIPOS DE INFEÇÕESBACTERIANAS Tipo Descrição Exemplos Infeção primária Causada por um microrganismo num hospedeiro saudável. Doença com decurso característico Disenteria causada por Shigella dysenteriae; Pneumonia causada por Streptococcus pneumoniae Infeção oportunista Causada por microrganismos que fazem parte da flora comensal e que se instalam por motivos de falha de imunidade; em condições normais estes microrganismos não causam doença Feridas infetadas e complicadas com Pseudomonas spp. Infeção secundária Invasão microbiana subsequente a uma infeção primária. O decurso é variável. Infeção pulmonar bacteriana a seguir a uma infeção pulmonar de origem viral 7
  • 8.
    TIPOS DE INFEÇÕESBACTERIANAS Tipo Descrição Exemplos Infeção localizada Infeção confinada a uma área limitada Infeção ocular unilateral Infeção aguda Surgimento rápido de sintomas e uma longa recuperação com desaparecimento gradual dos sintomas. Na convalescença já não há sintomas específicos da doença mas o doente ainda não recuperou totalmente as suas forças. Meningite; Infeções gastrintestinais Infeção crónica Infeção que não é resolvida num curto espaço de tempo, definido usualmente em três meses. As doenças crónicas são doenças que não põem em risco a vida da pessoa num prazo curto, logo não constituem emergências médicas Doença hipertensiva; Diabetes mellitus; Maioria das doenças autoimunes 8 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 9.
    TIPOS DE INFEÇÕESBACTERIANAS Tipo Descrição Exemplos Infeção generalizada Infeção que foge ao controle e os agentes patogénicos disseminam-se por todo o organismo pela corrente sanguínea (septicémia ou sépsis), que pode levar à morte Septicémia que se segue a uma infeção urinária complicada; Septicémia que se segue a uma pneumonia grave Infeção piogénica Infeção em que há produção de pus Staphylococcus aureus Streptococcus pyogenes Pseudomonas aeruginosa Infeção fulminante Infeção que surge repentinamente e de curso muito rápido Meningite causada por Neisseria meningitidis 9 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 10.
    MECANISMOS DE DEFESACONTRA A INFEÇÃO RELAÇÃO MICRORGANISMO HOSPEDEIRO 10 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 11.
    O homem eos animais são dotados de defesas imunitárias inatas e adaptativas ❖ Quando um agente patogénico infeta e invade o organismo, os mecanismos de defesa locais podem ser suficientes para impedir a replicação e a disseminação dos agentes infecciosos, impedindo assim o desenvolvimento da doença. Estes mecanismos fazem parte da nossa imunidade inata. ❖ Quando a imunidade inata é insuficiente para se opor à disseminação dos agentes infecciosos, a imunidade adaptativa entra em ação, embora a sua eficiência máxima seja só atingida num determinado espaço de tempo. Geralmente o sistema imunitário adaptativo elimina o agente infeccioso invasor, permitindo a recuperação da doença. ❖ A imunidade adaptativa permite o armazenamento de células memória, de tal modo que numa infeção subsequente com o mesmo agente infeccioso, a resposta é mais rápida e eficaz. Existe uma sinergia entre os dois tipos de resposta imunitária, sendo que a imunidade adaptativa potencia a imunidade inata AS DEFESAS DO ORGANISMO 11 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 12.
    Características entre ImunidadeInata e Imunidade Adquirida/Adaptativa 12 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 13.
    Qualquer agente capazde induzir uma resposta imunitária Composto estranho Elevado peso molecular (proteínas; lipoproteínas; polissacáridos; proteínas da membrana; toxinas) Capacidade de ser degradado (para interagir, p.e., com recetores das células T) IMUNOGÉNIOS MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO ANTIGÉNIOS Qualquer agente capaz de se ligar especificamente a componentes da resposta imunitária (p.e. células T e anticorpos) 13 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 14.
    Todos os imunogéniossão antigénios mas... Existem compostos incapazes de induzir uma resposta imunitária por si só, mas que se ligam a componentes do sistema imunitário induzidos especificamente contra eles (p.e. substâncias de baixo peso molecular – antibióticos e outras drogas) MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO Proteína (antigénio) Determinante antigénico Determinante antigénico Determinante antigénico Anticorpos Proteína (antigénio) Determinante antigénico Determinante antigénico Determinante antigénico Anticorpos Determinantes antigénicos são pequenas sequências de aminoácidos, açúcares ou outros compostos. Podem ainda corresponder a locais resultantes de conformações estruturais (determinantes conformacionais) 14 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 15.
    Imunidade celular (mediadapor células) Resposta imunitária mediada por células Imunidade humoral Resposta imunitária envolvendo anticorpos (ou imunoglobulinas) Anticorpos (ou imunoglobulinas) Proteínas solúveis formadas durante uma resposta imunitária e que se ligam especificamente a um determinado antigénio. Estão presentes no soro e noutras secreções. MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 15 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 16.
    Os anticorpos, ououtros recetores específicos do sistema imunitário, não interagem com toda a extensão dos antigénios, mas sim com os chamados determinantes antigénicos, ou epitopos. Proteína (antigénio) Determinante antigénico Determinante antigénico Determinante antigénico Anticorpos Proteína (antigénio) Determinante antigénico Determinante antigénico Determinante antigénico Anticorpos ANTICORPOS MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 16 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 17.
    MECANISMOS DE DEFESACONTRA A INFEÇÃO SUBTIPOS DE ANTICORPOS 17 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 18.
    Especificidade Cada novo microrganismoinvasor interage com o sistema imunitário antes que ocorra uma resposta imunitária. Essa resposta é dirigida contra antigénios presentes nesse agente patogénico particular Memória Uma segunda exposição ao mesmo antigénio produz uma resposta imunitária mais rápida (princípio da vacinação) Tolerância Incapacidade de gerar uma resposta imunitária contra antigénios próprios Propriedades da resposta imunitária específica MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 18 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 19.
    Todas as célulassanguíneas derivam de células progenitoras, (células-tronco hematopoiéticas da medula), que se diferenciam em células progenitoras mielóides e linfóides. ORIGEM DOS COMPONENTES DO SISTEMA IMUNITÁRIO Os componentes do sistema imunitário que têm a sua origem na medula óssea circulam no organismo através da corrente sanguínea e sistema linfático MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 19 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 20.
    Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursorlinfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursor linfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Hematopoiese Células brancas, ou leucócitos, envolvidas na fagocitose Circulam na corrente sanguínea MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 20 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 21.
    Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursorlinfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursor linfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Hematopoiese Produto da diferenciação das células B; memória do sistema imunitário Maturação na medula óssea MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 21 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 22.
    Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursorlinfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Célula-tronco pluripotente (medula óssea) Precursor linfóide comum Precursor mielóide Maturação no timo Maturação na medula óssea Células B Células T Células de ‘memória’ Plasmócitos Plaquetas Monócitos Macrófagos Mastócitos Leucócitos polimorfonucleares (neutrófilos, basófilos e eosinófilos) Hematopoiese MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 22 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 23.
    Órgãos linfóides primários Locaisonde ocorrem as primeiras etapas da diferenciação dos linfócitos B e T e a primeira expressão dos recetores específicos de antigénios (p.e. anticorpos) – Medula óssea e timo Órgãos linfóides secundários Locais onde ocorre a proliferação e diferenciação dependente do contacto com antigénios dos linfócitos B e T maduros – Nódulos linfáticos, Baço e MALT (agrupamentos de células linfóides, instalados junto às superfícies das mucosas, que protegem as superfícies digestiva, respiratória e urogenital) Timo Medula óssea Baço Nódulos linfáticos MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO Timo É uma glândula linfóide primária especializada, onde linfócitos T amadurecem. 23 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 24.
    Timo Tecido linfóide associado à mucosa(MALT) Nódulos linfáticos Baço Medula óssea Tecido linfóide associado à mucosa (MALT) Sistema que liga estruturas linfáticas dos tratos respiratório e gastrointestinal. Inclui amígdalas, apêndice e as placas de Peyer do intestino delgado Medula óssea Local da hematopoiese, onde células-tronco pluripotentes dão origem aos elementos celulares do sangue (p.e. eritrócitos, monócitos, plaquetas e linfócitos) Baço Órgão ligado ao sistema sanguíneo que filtra substâncias estranhas em circulação no sangue. Composto de polpa branca (rica em linfócitos) e de polpa vermelha (rica em eritrócitos e macrófagos) MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 24 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 25.
    Canal aferente (entrada decélulas e antigénios) Paracórtex Células T Córtex APC e Células B Medula Plasmócitos Canal eferente (saída de células e anticorpos) Canal aferente (entrada de células e antigénios) Paracórtex Células T Córtex APC e Células B Medula Plasmócitos Canal eferente (saída de células e anticorpos) Esquema da estrutura de um nódulo linfático MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO Timo Tecido linfóide associad o à mucosa (MALT) Nódulos linfáticos Baço Medula óssea Timo É uma glândula linfóide primária especializada, onde linfócitos T amadurecem. Nódulos linfáticos Órgão onde linfócitos B e T maduros contactam com antigénios que chegam a partir dos vasos linfáticos. Tal como o baço em relação ao sistema sanguíneo, os nódulos linfáticos filtram substâncias estranhas em circulação na linfa. 25 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 26.
    A imunidade específicaenvolve os Linfócitos B e T, originários de uma mesma célula precursora na medula óssea. As Células B amadurecem na medula óssea em mamíferos e na Bursa de Fabricius em aves Responsáveis pela interação com antigénios, produção de anticorpos (Plasmócitos) e memória do sistema imunitário (Células de memória) Distinguem-se das células T pela presença de recetores de imunoglobulina na sua superfície e reconhecem os antigénios na sua conformação nativa Concentram-se nos nódulos linfáticos onde contactam com antigénios Imunidade específica Bursa Fabricius MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 26 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 27.
    As Células Tamadurecem no timo Têm recetores específicos para antigénios na sua superfície (TCRs) O antigénio é apresentado aos TCRs por uma célula apresentadora de antigénios (p.e. macrófago) O antigénio reconhecido pelos TCRs não está na sua forma nativa. São pequenos péptidos derivados do imunogénio intacto que foi degradado nos lisossomas dos fagócitos Imunidade específica 27 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 28.
    Medula óssea Timo Receptor dacélula T TH1 (Células T inflamatórias) TH2 (Células T auxiliares) TC (Células T citotóxicas) Medula óssea Timo Timo Receptor da célula T Receptor da célula T TH1 (Células T inflamatórias) TH2 (Células T auxiliares) TC (Células T citotóxicas) Duas grandes subpopulações de células T distinguem-se pela presença de proteínas específicas à superfície: CD4 e CD8 Imunidade específica Diferentes tipos funcionais de Células T Células auxiliares TH1 (TH1 inflamatórias) Responsáveis pelo recrutamento e ativação de células não específicas (p.e. fagócitos) Células auxiliares TH2 Ativam as células B a produzir largas quantidades de anticorpos Células TC (citotóxicas) Matam células estranhas que apresentem um determinado antigénio excretando, p.e. as citocinas. 28 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 29.
    29 Microbiologia e Parasitologia| 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 30.
    Leucócitos polimorfonucleares (PMNs) (Célulasmóveis; Tempo de vida reduzido; Predominantemente no sangue e medula óssea; Podem aparecer em tecidos sujeitos a infeção) Macrófagos Células grandes, que ingerem e eliminam a maioria dos agentes patogénicos e antigénios; Cooperam com linfócitos na produção de uma resposta imunitária específica; São APCs - Células apresentadoras de antigénios; Fixam-se a superfícies; Abundantes no tecido linfóide e baço Monócitos Células circulantes que se diferenciam em macrófagos; Presentes nos sistemas sanguíneo e linfático Fagócitos MECANISMOS DE DEFESA CONTRA A INFEÇÃO 30 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 31.
    Os fagócitos aderemaos microrganismos, a sua membrana invagina e ingere as células estranhas num complexo (fagossoma) que, eventualmente, se funde com os lisossomas (fagolisossoma) Fagocitose Bactérias Núcleo Fagócito Lisossomas Fagossoma Fagolisossoma Subprodutos da digestão 31 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 32.
    Imunodiagnóstico 32 Microbiologia e Parasitologia| 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 33.
  • 34.
    IMUNODIAGNÓSTICO Aglutinação Rápida Imunofluorescência Diagnóstico laboratorialpor meio de técnicas imunológicas ELISA - (Enzyme Linked Imunosorbent Assay) 34 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 35.
    A ligação deanticorpos aos microrganismos, ou células infetadas, promove a sua agregação, formando precipitados visíveis a olho nu Aglutinação Reações com anticorpos https://www.youtube.com/watch?v=Zsdhe0xFBf4 35 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 36.
    Imunodiagnóstico 36 Microbiologia e Parasitologia| 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 37.
    Imunodiagnóstico Anticorpos fluorescentes –Imunofluorescência As reações imunológicas que envolvem a ligação do antigénio ao anticorpo podem ser visualizadas ou quantificadas por meio de diferentes marcadores para o antigénio ou para o anticorpo. Entre os marcadores mais vulgarmente utilizados estão os fluorocromos que são excitados pela luz ultravioleta e emitem luz visível. Os fluorocromos mais utilizados são a fluoresceína de cor verde, e a rodamina de cor vermelha. O microscópio utiliza luz UV para a leitura. Duas formas de imunofluorescência: ❖ Direta ❖ Indireta 37 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 38.
    Imunodiagnóstico Imunofluorescência direta Microbiologia eParasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023 38
  • 39.
    Imunodiagnóstico ❖ Doenças depele autoimunes (Lúpus eritematoso) ❖ Doenças bolhosas (vasculites) ❖ Doenças sexualmente transmitidas (Chlamydia trachomatis) ❖ Legionella pneumophila Diagnóstico de enfermidades por Imunofluorescência Direta Deteção de antigénio 39 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 40.
    Imunodiagnóstico Imunofluorescência indireta 40 Microbiologia eParasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 41.
    Imunodiagnóstico Diagnóstico de enfermidadespor Imunofluorescência Indireta ❖ Doenças reumáticas autoimunes (Artrite reumatoide, Artrite psoriática) ❖ Imunodeficiência humana ❖ Hepatites ❖ Esclerose múltipla ❖ Doença celíaca ❖ Doença de Crohn ❖ Raiva Deteção de anticorpo 41 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 42.
    Imunodiagnóstico 42 Microbiologia e Parasitologia| 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 43.
    Imunodiagnóstico Deteção de Antigénio 43 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 44.
    Imunodiagnóstico Deteção de Antigénio 44 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 45.
    Imunodiagnóstico 45 Microbiologia e Parasitologia| 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 46.
    Imunodiagnóstico Deteção de Antigénio 46 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 47.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 47 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 48.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 48 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 49.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 49 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 50.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 50 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 51.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 51 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 52.
    Imunodiagnóstico Deteção de Anticorpos 52 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 53.
    Imunodiagnóstico Microplacas após reaçãopara leitura Espetofotómetro para leitura dos resultados (densidade ótica-DO) Deteção de Anticorpos 53 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 54.
  • 55.
    Immunoblotting é umatécnica muito utilizada em biologia molecular para análise de proteínas, sendo possível obter informações sobre o peso molecular e a quantidade relativa existente dessa proteína específica numa determinada amostra. Técnica muito sensível e específica. Diagnóstico confirmativo da infeção por HIV; doença de Creutzfeldt-Jacob, doença de Lyme, hepatite B e herpes Deteção de Anticorpos 55 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
  • 56.
    Deteção de Antigénio 56 Microbiologiae Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares ❖ Osmétodos moleculares representam um conjunto de métodos analíticos de diagnóstico, utilizados em laboratório para analisar amostras obtidas de doentes, permitindo a deteção e identificação de ácidos nucleicos de agentes microbianos causadores de doença, para além de outras moléculas nomeadamente, lípidos e proteínas. ❖ As técnicas de PCR (Polymerase Chain Reaction - Reação de Polimerase em Cadeia) Convencional e Tempo Real, nas suas variedades Simplex e Multiplex, são as ferramentas básicas mais comuns da biologia molecular, geralmente aplicadas em rotinas de diagnóstico de doenças infeciosas. ❖ Os métodos moleculares constituem uma alternativa aos métodos convencionais de diagnóstico, pois são de resposta mais rápida e precisa, abreviando o tempo de resposta. ❖ Podem ser utilizados em microrganismos cultiváveis e não cultiváveis, podendo ser utilizados diretamente em amostras biológicas ou em culturas puras de microrganismos. 57 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Reação em Cadeiada Polimerase Métodos moleculares 58 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares 59 Microbiologia eParasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares Reação emCadeia da Polimerase 1. Desnaturação (94º - 98ºC durante 20 a 30s) 2. Annealing (50º - 65ºC durante 20 a 40s) 3. Extensão (72ºC) 1 2 3 1 2 3 1 2 3 60 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares Eletroforese emgel de agarose Técnica de separação de moléculas que envolve a migração de partículas num gel durante a aplicação de corrente elétrica. As moléculas são separadas de acordo com o seu tamanho e as de menor peso molecular migram mais rapidamente que as de maior peso molecular. A eletroforese normalmente é utilizada para separar proteínas e moléculas de DNA e RNA. Equipamento Transiluminador Luz UV 61 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares A reaçãode polimerização em cadeia em tempo real combina a metodologia de PCR convencional com um mecanismo de deteção baseado no uso de sondas marcadas com corantes fluorescentes. A metodologia permite que os processos de amplificação, deteção e quantificação de DNA sejam realizadas numa única etapa, agilizando a obtenção de resultados e diminuindo o risco de contaminação da amostra e dando maior precisão. Comparado com o sistema de PCR convencional, o PCR em tempo real é monitorizado dentro do tubo de reação, não sendo necessário a separação em gel de eletroforese. Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real 62 Microbiologia e Parasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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    Métodos moleculares 63 Microbiologia eParasitologia | 1ºAno | 1ºSemestre| 2022-2023
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