DISCIPLINA DE FUNDAMENTOS DE
ENFERMAGEM I
MECANICA CORPORAL
CONT. I
O DOCENTE
BRUNO MAMBO
ATRITO
O É a força que ocorre na direcção oposta ao movimento, por
exemplo quando um enfermeiro vira, transfere ou move um
paciente na cama.
O Quanto maior a área de superfície do objecto a ser movido
maior o atrito.
O Se o doente tiver alguma mobilidade e força deverá ajudar,
explicar o procedimento e quando se movimentar (ex. dobrar o
joelhos e/ou barra do trapézio para elevar o tronco ao se
movimentar no leito).
O O atrito diminui ao elevar-se o corpo pelo que poderá usar-se
um lençol para suspender o doente e movimentá-lo.
A MECÂNICA CORPORAL NAS
AVDs(Actividades de Vida Diária)
O O uso adequado da mecânica corporal é tão importante
para o profissional de enfermagem como para o paciente.
O A correcta mecânica corporal é necessária para a
promoção da saúde e prevenção de incapacidade.
O O enfermeiro deverá ensinar os familiares a mobilizar e a
transferir o seu paciente bem como na realização das
Actividades de Vida diária.
INFORMAÇÕES GENÉRICAS
1. Quanto mais ampla a base de apoio maior a estabilidade.
2. Quanto mais baixo o centro da gravidade maior a estabilidade .
3. O equilíbrio de um objecto é mantido desde que a linha de
gravidade passe pela base de apoio
4. Olhar na direcção do movimento evita a rotação anormal da
coluna.
5. Dividir a actividade equilibrada entre braços e pernas reduz o
risco de lesão na coluna.
6. Rolar, virar ou girar em torno do eixo requer menos esforço do
que levantar
INFLUÊNCIAS PATOLÓGICAS NA
MECÂNICA CORPORAL
O Muitas condições patológicas afectam o
alinhamento corporal e a mobilidade das
articulações…
1. Anomalias posturais;
2. Distúrbios da formação óssea;
3. Alterações da mobilidade articular;
4. Distúrbios do desenvolvimento muscular;
5. Lesões no sistema nervoso central;
6. Traumatismos músculo-esqueléticos.
ANOMALIAS POSTURAIS
O As anomalias posturais congénitas ou adquiridas
afectam a eficiência do sistema músculo-esquelético,
assim como o alinhamento corporal, equilíbrio e
aparência.
O Essas anomalias prejudicam a mobilidade e o
alinhamento.
ANOMALIAS POSTURAIS
O Displasia congénita do quadril – instabilidade do
quadril com abdução limitada e, ocasionalmente,
contracturas de adução: a cabeça do fémur não
articula com o acetábulo, pois este é normalmente
pouco profundo.
O Joelho valgo (genu valgum) – pernas curvadas para
dentro de tal modo que os joelhos se tocam ao
andar.
O Joelho em varo (genu varum) - uma ou ambas as
pernas curvadas para fora a nível dos joelhos;
normalmente até os 2 a 3 anos
DISTÚRBIOS DA FORMAÇÃO
ÓSSEA
O As actividades funcionais das células ósseas incluem
modelagem, remodelagem e reparação.
O A modelagem envolve o processo de crescimento permitindo que
os ossos do recém-nascido se desenvolvam identicamente ao
dos adultos e depende de factores fisiológicos e alimentares.
O A remodelagem ocorre no esqueleto em desenvolvimento e já
desenvolvido e envolve os processos constantes de reabsorção e
formação ósseas.
O A reparação é o processo celular que ocorre em resposta a uma
fractura.
DISTÚRBIOS DA FORMAÇÃO
ÓSSEA
Osteoporose – é um distúrbio do envelhecimento
em que há diminuição da densidade ou massa
óssea, o que leva a dificuldade em manter a
integridade e o apoio,
Osteomalácia – doença metabólica caracterizada
pela mineralização inadequada e retardada,
levando à formação de osso compacto e
esponjoso. Não há calcificação nem depósito de
minerais ficando o osso mole.
ALTERAÇÕES DA MOBILIDADE
ARTICULAR
O A mobilidade articular pode ser alterada por inflamação,
degeneração ou ruptura articular. A artrite é uma
inflamação articular caracterizada por edema e dor.
O A degeneração articular é caracterizada por alterações
na cartilagem articular, combinada com crescimento
excessivo dos ossos nas extremidades articulares.
O As articulações sinoviais e cartilaginosas são
igualmente afectadas e as alterações degenerativas
normalmente afectam as articulações de sustentação
do peso
O Alterações da mobilidade articular ;
O A ruptura articular pode ser tão ligeira como uma
torção ou tão grave quanto um entorse com luxação ou
deslocamento.
O Nesta ruptura ocorre trauma nas cápsulas articulares,
como uma laceração na torção ou separação na
luxação.
O A ruptura articular é normalmente resultante de um
trauma, porém pode ser congénita, como a displasia
congénita do quadril.
TRAUMATISMOS MUSCULO
ESQUELÉTICOS
O O traumatismo musculo esquelético pode resultar em
ferida, contusão, entorse e fracturas.
O A imobilidade origina uma certa atrofia muscular, rigidez
articular e perda de tónus.
O O profissional elabora um programa de exercícios
apropriados para a recuperação completa e gradual da
mobilidade articular e da força muscular da área afectada.
AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO
CORPORAL
Esta avaliação pode fazer-se com o doente em
pé, sentado ou deitado. Objectivos da avaliação:
O Identificar os desvios no alinhamento corporal
causados por posturas inadequadas;
O Dar oportunidade ao paciente para observar a
sua própria postura;
AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO
CORPORAL
O Identificar necessidades de aprendizagem do
paciente para a manutenção do alinhamento
corporal correcto;
O Identificar traumatismos, danos musculares ou
disfunção de algum nervo;
O Obter informações relativas aos factores que
contribuem para o alinhamento indevido, tais com
fadiga, má nutrição e problemas psicológicos
EM PÉ
A avaliação do alinhamento de um paciente em pé deve incidir sobre os
seguintes aspectos:
O A cabeça deve estar erecta e centralizada, braços paralelos ao
tronco, pés ligeiramente afastados;
O Quando observados posteriormente, os ombros e quadris devem
estar paralelos e rectos e a coluna deve estar também recta;
O Quando o paciente é observado lateralmente, a cabeça deve estar
erecta e as curvaturas da coluna alinhadas e em padrão S inverso, o
abdómen deve estar relaxado, e os tornozelos levemente flexionados;
SENTADO
O O profissional avalia o alinhamento do paciente em sentado
pelas seguintes observações:
O A cabeça deve estar erecta, e a coluna e pescoço alinhados
correctamente ;
O O peso do corpo está distribuído nas nádegas e coxas;
O As coxas ligeiramente paralelas e num plano horizontal;
O Os pés estão apoiados no chão.
O Com pacientes de baixa estatura, colocar um apoio nos pés, e
os tornozelos confortavelmente flectidos; Os antebraços
estão apoiados no descanso para braços, no colo, ou sobre
uma mesa em frente a uma cadeira.
SENTADO
O Deve manter uma distância de ± 2,5 a 5 cm entre a
borda do acento e o espaço popliteal, na superfície
posterior dos joelhos.
O Este espaço assegura que não haverá pressão na
artéria ou no nervo poplíteo, o que causaria uma
diminuição da circulação ou prejuízo da função do
nervo.
O Torna-se particularmente importante avaliar o
alinhamento quando o paciente está sentado, se ele
apresenta fraqueza, paralisia muscular ou lesão de
algum nervo.
DEITADO
O Pessoas com risco de lesão no sistema musculo esquelético
quando deitadas, compreendem aquelas que apresentam
mobilidade prejudicada (ex: em tracção), com sensibilidade
reduzida (ex: hemiparésia), com distúrbios circulatórios (ex:
diabéticos), com deficiência do controle muscular voluntário (com
hemiplegia, com lesão na espinhal medula).
O A coluna deve estar em alinhamento recto sem apresentar
qualquer curvatura. As extremidades devem estar soltas e não
cruzadas. A cabeça e pescoço também devem estar alinhados
sem excessiva flexão ou extensão.
MARCHA
O A marcha é a forma ou estilo de andar, abrange o ritmo, cadência
(nº passos por unidade de tempo) e velocidade (de locomoção).
O Avaliar a marcha do paciente permite ao profissional tirar
conclusões a respeito do equilíbrio, postura e habilidade de
andar sem auxilio.
Locomoção - marcha (Benefícios)
• Combater a osteoporose
• Treinar o equilíbrio
• Fortalecer os músculos da bacia e dos membros inferiores
Para o treino da marcha, pode recorrer-se a meios auxiliares de
marcha, como p.ex. andarilho, canadianas ou bengala.
ANDARILHOS
O Os andarilhos são aparelhos usados por
pessoas que não podem fazer carga total
nos membros inferiores ou que têm pouco
equilíbrio. Os andarilhos fornecem uma
base de apoio mais ampla que outros
auxiliares de marcha, rodeando o utilizador
por 3 lados e apoiandose no chão em 4
pontos.
MUITO OBRIGADO

AULA 10 MECANICA CORPORAL. CONT (2).pptx

  • 1.
    DISCIPLINA DE FUNDAMENTOSDE ENFERMAGEM I MECANICA CORPORAL CONT. I O DOCENTE BRUNO MAMBO
  • 2.
    ATRITO O É aforça que ocorre na direcção oposta ao movimento, por exemplo quando um enfermeiro vira, transfere ou move um paciente na cama. O Quanto maior a área de superfície do objecto a ser movido maior o atrito. O Se o doente tiver alguma mobilidade e força deverá ajudar, explicar o procedimento e quando se movimentar (ex. dobrar o joelhos e/ou barra do trapézio para elevar o tronco ao se movimentar no leito). O O atrito diminui ao elevar-se o corpo pelo que poderá usar-se um lençol para suspender o doente e movimentá-lo.
  • 3.
    A MECÂNICA CORPORALNAS AVDs(Actividades de Vida Diária) O O uso adequado da mecânica corporal é tão importante para o profissional de enfermagem como para o paciente. O A correcta mecânica corporal é necessária para a promoção da saúde e prevenção de incapacidade. O O enfermeiro deverá ensinar os familiares a mobilizar e a transferir o seu paciente bem como na realização das Actividades de Vida diária.
  • 4.
    INFORMAÇÕES GENÉRICAS 1. Quantomais ampla a base de apoio maior a estabilidade. 2. Quanto mais baixo o centro da gravidade maior a estabilidade . 3. O equilíbrio de um objecto é mantido desde que a linha de gravidade passe pela base de apoio 4. Olhar na direcção do movimento evita a rotação anormal da coluna. 5. Dividir a actividade equilibrada entre braços e pernas reduz o risco de lesão na coluna. 6. Rolar, virar ou girar em torno do eixo requer menos esforço do que levantar
  • 5.
    INFLUÊNCIAS PATOLÓGICAS NA MECÂNICACORPORAL O Muitas condições patológicas afectam o alinhamento corporal e a mobilidade das articulações… 1. Anomalias posturais; 2. Distúrbios da formação óssea; 3. Alterações da mobilidade articular; 4. Distúrbios do desenvolvimento muscular; 5. Lesões no sistema nervoso central; 6. Traumatismos músculo-esqueléticos.
  • 6.
    ANOMALIAS POSTURAIS O Asanomalias posturais congénitas ou adquiridas afectam a eficiência do sistema músculo-esquelético, assim como o alinhamento corporal, equilíbrio e aparência. O Essas anomalias prejudicam a mobilidade e o alinhamento.
  • 7.
    ANOMALIAS POSTURAIS O Displasiacongénita do quadril – instabilidade do quadril com abdução limitada e, ocasionalmente, contracturas de adução: a cabeça do fémur não articula com o acetábulo, pois este é normalmente pouco profundo. O Joelho valgo (genu valgum) – pernas curvadas para dentro de tal modo que os joelhos se tocam ao andar. O Joelho em varo (genu varum) - uma ou ambas as pernas curvadas para fora a nível dos joelhos; normalmente até os 2 a 3 anos
  • 8.
    DISTÚRBIOS DA FORMAÇÃO ÓSSEA OAs actividades funcionais das células ósseas incluem modelagem, remodelagem e reparação. O A modelagem envolve o processo de crescimento permitindo que os ossos do recém-nascido se desenvolvam identicamente ao dos adultos e depende de factores fisiológicos e alimentares. O A remodelagem ocorre no esqueleto em desenvolvimento e já desenvolvido e envolve os processos constantes de reabsorção e formação ósseas. O A reparação é o processo celular que ocorre em resposta a uma fractura.
  • 9.
    DISTÚRBIOS DA FORMAÇÃO ÓSSEA Osteoporose– é um distúrbio do envelhecimento em que há diminuição da densidade ou massa óssea, o que leva a dificuldade em manter a integridade e o apoio, Osteomalácia – doença metabólica caracterizada pela mineralização inadequada e retardada, levando à formação de osso compacto e esponjoso. Não há calcificação nem depósito de minerais ficando o osso mole.
  • 10.
    ALTERAÇÕES DA MOBILIDADE ARTICULAR OA mobilidade articular pode ser alterada por inflamação, degeneração ou ruptura articular. A artrite é uma inflamação articular caracterizada por edema e dor. O A degeneração articular é caracterizada por alterações na cartilagem articular, combinada com crescimento excessivo dos ossos nas extremidades articulares. O As articulações sinoviais e cartilaginosas são igualmente afectadas e as alterações degenerativas normalmente afectam as articulações de sustentação do peso
  • 11.
    O Alterações damobilidade articular ; O A ruptura articular pode ser tão ligeira como uma torção ou tão grave quanto um entorse com luxação ou deslocamento. O Nesta ruptura ocorre trauma nas cápsulas articulares, como uma laceração na torção ou separação na luxação. O A ruptura articular é normalmente resultante de um trauma, porém pode ser congénita, como a displasia congénita do quadril.
  • 12.
    TRAUMATISMOS MUSCULO ESQUELÉTICOS O Otraumatismo musculo esquelético pode resultar em ferida, contusão, entorse e fracturas. O A imobilidade origina uma certa atrofia muscular, rigidez articular e perda de tónus. O O profissional elabora um programa de exercícios apropriados para a recuperação completa e gradual da mobilidade articular e da força muscular da área afectada.
  • 13.
    AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO CORPORAL Estaavaliação pode fazer-se com o doente em pé, sentado ou deitado. Objectivos da avaliação: O Identificar os desvios no alinhamento corporal causados por posturas inadequadas; O Dar oportunidade ao paciente para observar a sua própria postura;
  • 14.
    AVALIAÇÃO DO ALINHAMENTO CORPORAL OIdentificar necessidades de aprendizagem do paciente para a manutenção do alinhamento corporal correcto; O Identificar traumatismos, danos musculares ou disfunção de algum nervo; O Obter informações relativas aos factores que contribuem para o alinhamento indevido, tais com fadiga, má nutrição e problemas psicológicos
  • 15.
    EM PÉ A avaliaçãodo alinhamento de um paciente em pé deve incidir sobre os seguintes aspectos: O A cabeça deve estar erecta e centralizada, braços paralelos ao tronco, pés ligeiramente afastados; O Quando observados posteriormente, os ombros e quadris devem estar paralelos e rectos e a coluna deve estar também recta; O Quando o paciente é observado lateralmente, a cabeça deve estar erecta e as curvaturas da coluna alinhadas e em padrão S inverso, o abdómen deve estar relaxado, e os tornozelos levemente flexionados;
  • 16.
    SENTADO O O profissionalavalia o alinhamento do paciente em sentado pelas seguintes observações: O A cabeça deve estar erecta, e a coluna e pescoço alinhados correctamente ; O O peso do corpo está distribuído nas nádegas e coxas; O As coxas ligeiramente paralelas e num plano horizontal; O Os pés estão apoiados no chão. O Com pacientes de baixa estatura, colocar um apoio nos pés, e os tornozelos confortavelmente flectidos; Os antebraços estão apoiados no descanso para braços, no colo, ou sobre uma mesa em frente a uma cadeira.
  • 17.
    SENTADO O Deve manteruma distância de ± 2,5 a 5 cm entre a borda do acento e o espaço popliteal, na superfície posterior dos joelhos. O Este espaço assegura que não haverá pressão na artéria ou no nervo poplíteo, o que causaria uma diminuição da circulação ou prejuízo da função do nervo. O Torna-se particularmente importante avaliar o alinhamento quando o paciente está sentado, se ele apresenta fraqueza, paralisia muscular ou lesão de algum nervo.
  • 18.
    DEITADO O Pessoas comrisco de lesão no sistema musculo esquelético quando deitadas, compreendem aquelas que apresentam mobilidade prejudicada (ex: em tracção), com sensibilidade reduzida (ex: hemiparésia), com distúrbios circulatórios (ex: diabéticos), com deficiência do controle muscular voluntário (com hemiplegia, com lesão na espinhal medula). O A coluna deve estar em alinhamento recto sem apresentar qualquer curvatura. As extremidades devem estar soltas e não cruzadas. A cabeça e pescoço também devem estar alinhados sem excessiva flexão ou extensão.
  • 19.
    MARCHA O A marchaé a forma ou estilo de andar, abrange o ritmo, cadência (nº passos por unidade de tempo) e velocidade (de locomoção). O Avaliar a marcha do paciente permite ao profissional tirar conclusões a respeito do equilíbrio, postura e habilidade de andar sem auxilio. Locomoção - marcha (Benefícios) • Combater a osteoporose • Treinar o equilíbrio • Fortalecer os músculos da bacia e dos membros inferiores Para o treino da marcha, pode recorrer-se a meios auxiliares de marcha, como p.ex. andarilho, canadianas ou bengala.
  • 20.
    ANDARILHOS O Os andarilhossão aparelhos usados por pessoas que não podem fazer carga total nos membros inferiores ou que têm pouco equilíbrio. Os andarilhos fornecem uma base de apoio mais ampla que outros auxiliares de marcha, rodeando o utilizador por 3 lados e apoiandose no chão em 4 pontos.
  • 21.