Programa formativo/aulas prático-teórica
TEMAS:
•Execução de procedimentos básicos de cuidados de enfermagem;
• Biossegurança e normas de precaução padrão (EPI-EPC);
• Protocolo de lavagem das mãos, calçagem de luvas cirúrgica e agentes de
limpeza;
• Monitorização dos Sinais Vitais;
• Administração de Medicamentos (IV, IM + SOTOTERAPIA);
• Execução de cuidados de feridas.
CARGA HÓRARIA: 32H
PERÍODO: MANHÃ.
3.
CLOVAN PAULO AZEVEDOBENTO
Formação profissional:
Curso Técnico Médio em Enfermagm (Instituto Emília Nsangu);
Lic. Em Ciências de Enfermagem, pelo Instituto Superior Deolinda Rodrigues;
Formado em Saúde Pública e Epidemiologia, pela Faculdade de Medicina da Universidade
Agostinho Neto.
Passagens profissional:
Banco de Urgência de Cirurgia e Ortopedia do Hospital Geral de Luanda (Ativo);
Instituto Médio de Saúde Ngongo (Professor de Téncicas de Enfermagem (Não Ativo));
Brigadista Nacional Da Cirurgia do Trauma pela Clinica Multiperfil (Ativo).
APRESENTAÇÃO DO FORMADOR
4.
APRESENTAÇÃO DO FORMANDO
1.Nome completo;
2. Morada;
3. Uma habilidade;
4. Qual é a expetativa que tem com do curso?
5.
OBJETIVOS
• Promover aoformando o espírito de pesquisa para complementar a técnica;
• Ajudar o formando a executar procedimentos especiais obedecendo os
princípios científicos, as técnicas de enfermagem necessárias no cuidado
integral e humanizado;
• Prestar cuidados de enfermagem com perícia a todo o paciente que se
apresente aplicando os princípios científicos aprendidos e segundo as suas
limitações
6.
CIRSA-INSTITUTO
AULA-1:
TEMA: EXECUÇÃO DEPROCEDIMENTOS BÁSICOS
DE CUIDADOS DE ENFERMAGEM
SUBTEMA: Biossegurança e normas de precaução padrão (EPI-EPC);
CURSO
TÉCNICAS E PROCEDIMENTOS DE ENFERMAGEM
Formador: Clovan Bento
Luanda, 2025
7.
Sumário
• 1-INTRODUÇÃO
• 1.1-Processode trabalho
• 1.2-Cuidados pessoais do enfermeiro
• 1.3-Conceitos básicos
• 1.4-Unidade do paciente
• 1.4.1-Unidade de Internação
• 1.4.2-CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FÍSICAS DA UNIDADE DO
PACIENTE
• 1.4.3-LIMPEZA DE UNIDADE
• 1.4.4-Alguns procedimentos básicos de cuidados de enfermagem.
• 2-Referências
8.
1-INTRODUÇÃO
• Os princípios,conceitos e técnicas enfocados no presente módulo são essenciais ao bom
desenvolvimento das demais disciplinas profissionalizantes, representando uma
introdução à prática da Enfermagem e um de seus alicerces.
• Os procedimentos básicos de enfermagem envolvem técnicas que podem ser
implementadas pela equipe de enfermagem sob supervisão do enfermeiro. A condução
das técnicas deve ser fundamentada na literatura e resguardar a segurança do profissional
e do paciente.
• O objetivo dos procedimentos básicos de enfermagem é obter qualidade na assistência
oferecida, reduzir custos, auxiliar o paciente na recuperação e promover conforto.
9.
Para implementar osprocedimentos básicos de enfermagem, é fundamental
que o enfermeiro racionalize o cuidado prestado, o que pode ser obtido por
meio das sugestões a seguir:
1.1-Processo de trabalho:
• Orientar o paciente sobre o cuidado que será oferecido;
• Zelar pelo sigilo profissional;
• Realizar os registros de enfermagem de forma eficiente;
• Higienizar as mãos;
• Sistematizar o ambiente de trabalho para que a execução dos procedimentos
de enfermagem ocorra de modo eficaz;
• Respeitar as preferências do paciente;
• Atentar-se aos aspectos éticos e legais da profissão;
• Fundamentar a prática profissional em evidências científicas.
10.
1.2-Cuidados pessoais doenfermeiro:
• Manter as unhas naturais limpas, aparadas (comprimento inferior a 0,5 cm) e não retirar as
cutículas;
• Não utilizar anéis, pulseiras e relógio de pulso (aumentam a carga bacteriana da pele e riscos de
traumatismo no paciente);
• Manter os cabelos presos e curtos;
• Manter o uniforme limpo e não utilizar fora do ambiente hospitalar;
• Usar calçados limpos, fechados e laváveis;
• Não levar as mãos ao rosto e cabelo durante a execução das técnicas;
• Realizar a higienização das mãos conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde.
11.
1.3-Alguns conceitos básicossão descritos nos itens abaixo
• Assepsia: consiste em minimizar o aparecimento e disseminação de infecção. Existem
dois tipos de técnica asséptica:
Assepsia médica Técnica estéril:
1.4-Unidade do paciente
•É o conjunto de espaços e móveis destinados a cada paciente.
• Seus componentes podem diferir de hospital para hospital, mas
basicamente, consta de: cama com colchão; mesa de cabeceira equipada
com os pertences do paciente; uma cadeira; campainha; mesa de
refeição; escadinha, saída de oxigênio (verde), etc.
• A disposição dos móveis deverá ser de maneira que permita boa circulação
ao redor.
14.
1.4.1-Unidade de Internação
•É o conjunto de elementos
destinados a acomodações do
paciente internado e que
englobam facilidades
adequadas à prestação de
cuidados necessários a uma
assistência de qualidade (MS).
Fonte: GOOGLE
15.
ÁREAS CRÍTICAS
• Áreana qual existe risco aumentado para desenvolvimento
de infecções relacionadas à assistência à saúde, seja pela
execução de procedimentos de risco, com ou sem pacientes
ou onde se encontram pacientes
• imunodeprimidos.
• Ex.: Centro cirúrgico, Centro obstétrico, UTI, Setor de
hemodiálise, Laboratório de análises clínicas, Banco de
sangue, Farmácia e áreas sujas de Lavanderia.
1.4.2-CLASSIFICAÇÃO DAS ÁREAS FÍSICAS DA UNIDADE DO
PACIENTE
16.
ÁREAS SEMICRÍTICAS
• Áreana qual existe risco moderado a baixo para o
desenvolvimento de infecções relacionadas à
assistência à saúde, seja pela execução atividades
assistenciais não invasivas em pacientes não-
críticos, ocupação por pacientes com doenças
infecciosas de baixa transmissibilidade e não
infecciosas.
• Ex.: enfermarias e apartamentos, ambulatórios,
banheiros, posto de enfermagem elevador e
corredores
17.
ÁREAS NÃO-CRÍTICAS
• Áreasnão ocupadas por pacientes, onde
não se realizam procedimentos de risco e
com menor número de microorganismos.
• Ex.: vestiário, escritório, administração,
setor pessoal.
18.
1.4.3-LIMPEZA DE UNIDADE
•A limpeza da unidade objetiva remover mecanicamente o acúmulo de sujeira e ou matéria
orgânica, Promover conforto, segurança e bem estar ao paciente; Remover
Microorganismos; Evitar infecção cruzada; Manter a unidade com aspecto limpo e
agradável; e, assim, reduzir o número de microrganismos presentes. Pode ser de dois
tipos:
• Limpeza concorrente: feita diariamente após a arrumação da cama;
• –
Limpeza terminal: é realizada quando o leito é desocupado.
19.
1.4.4-Alguns procedimentos básicosde cuidados de
enfermagem.
• HIGIENE ORAL
• Conceito: higienização da
cavidade oral (boca, palato,
dentes, gengiva e língua).
20.
• BANHO NOLEITO
• Conceito: higiene corporal do paciente.
21.
• HIGIENE DOSCABELOS E COURO CABELUDO EM ACAMADOS
• Conceito: higiene e hidratação dos cabelos e couro cabeludo do paciente.
22.
• HIGIENE DAGENITÁLIA
• Conceito: higienização da genitália externa feminina e masculina.
23.
• PREPARO DOLEITO HOSPITALAR
• Conceito: preparo do leito hospitalar para receber um paciente ou para manter a cama
ocupada limpa.
ARRUMAÇÃO DO LEITO COM O PACIENTE ACAMADO
25.
• MOVIMENTAÇÃO ETRANSPORTE DEPACIENTE
• Conceito: movimentação e transporte do paciente para prevenção de lesão por
pressão e locomoção no ambiente de internação.
2.1-Biossegurança
É um conjuntode medidas voltadas para ações de prevenção,
minimização ou eliminação de riscos inerentes às atividades de
pesquisa, produção, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestação de
serviços, que podem comprometer a saúde do homem, dos animais e do
meio ambiente ou a qualidade dos trabalhos desenvolvidos.
28.
2.2-EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃOINDIVIDUAL – EPI
São empregados para proteger o pessoal da área de saúde do
contato com agentes infecciosos, tóxicos ou corrosivos,
calor excessivo, fogo e outros perigos. Também servem para
evitar a contaminação do material em experimento ou em
produção.
29.
Luvas
As luvas devemser utilizadas para
prevenir a contaminação da pele, das
mãos e antebraços com material
biológico, durante a prestação de
cuidados e na manipulação de
instrumentos e superfícies. Deve ser
usado um par de luvas exclusivo por
usuário, descartando-o após o uso.
31.
Máscaras
EPI indicado paraa proteção das vias respiratórias e mucosa oral durante a
realização de procedimentos com produtos químicos e em que haja
possibilidade de respingos ou aspiração de agentes patógenos eventualmente
presentes no sangue e outros fluidos corpóreos.
32.
Óculos de segurança
•Devem ser usados em atividades
que possam produzir respingos e/ou
aerossóis, projeção de estilhaços
pela quebra de materiais, bem
como em procedimentos que
utilizem fontes luminosas intensas
e eletromagnéticas, que envolvam
risco químico, físico ou biológico.
33.
Jaleco
Oferece proteção aousuário criando uma barreira contra
contaminação cruzada, poluição ambiente e fluidos corpóreos,
além de higienização em locais que necessitem de cuidados
especiais. Descartável após cada uso.
É um protetor da roupa e da pele que deve ser utilizado
exclusivamente em ambiente laboral, para prevenir a
contaminação por exposição a agentes biológicos e químicos.
35.
GORRO
Além de protegeros profissionais de componentes
contaminantes, a touca evita a queda de cabelos no
momento da execução de tarefas. Por esse motivo, é
um EPI hospitalar muito importante em
estabelecimentos de saúde.
36.
CALÇADO FECHADO/CROCS
• Devemser utilizados para proteção dos pés no ambiente laboral
durante suas atividades. É obrigatória a utilização de calçados
fechados tipo tênis, porém em contexto hospital recomenda-se uso
de crocs.
37.
PRO PÉ
• Habitualmentecompostos por material permeável, usados com sandálias e
sapatos abertos não permitem proteção adequada e são proibidos nos
laboratórios e clínicas, sendo permitido seu uso apenas em ambientes
cirúrgicos e no Centro de Material Esterilizado (CME).
38.
2.2.3-EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃOCOLETIVA– EPC
• Equipamentos destinados a proteger os trabalhadores aos riscos de
contaminação. Minimizam a exposição dos trabalhadores aos riscos,
reduzindo as consequências em casos de acidentes.
• Os mais comuns são: Chuveiros de descontaminação e os Extintores de
incêndio.
2-Referências:
• POP ProcedimentoOperacional Padrão: FUNDAMENTAÇÃO BÁSICA DE ENFERMAGEM IPICOS – PI.
2022.
• POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 7. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2009.
• POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013
• Andrade, D.; Santos, B. M. O.; Bispo, A. S. Avaliação da limpeza de unidade do paciente em hospitais do
interior do Estado de São Paulo. Rev. Bras. Enferm. v.52, n. 4, p. 504-513, 1999.
• Ministério da Saúde. RDC 50. Dispõe sobre o Regulamento Técnico para planejamento, programação,
elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde. 2002.
45.
• POR HOJEÉ TUDO.
• PRÓXIMO TEMA:
• Protocolo de lavagem das mãos, calçagem de luvas e agentes de
limpeza;