HIGIENE E PROFILAXIA
Prof.: Gyldemax C. Ferreira
PENSAMENTO DO DIA
“Cada curativo que você faz, cada sorriso que oferece e cada mão que
segura são passos na direção da cura.Você é a esperança que brilha
nos corações dos pacientes.” 🌟💙
INTRODUÇÃO
 Nesta aula veremos:
 Historicidade das práticas de segurança no trabalho de enfermagem
 Como trabalhar na enfermagem com segurança
 Princípios da CIPA e CCIH
HISTORICIDADE DAS
PRÁTICAS DE SEGURANÇA
DO TRABALHO E HIGIENE
OS PRIMÓRDIOS
 A Avaliação da Qualidade na saúde iniciou-se somente no século passado
 Quando foi criado o Colégio Americano de Cirurgiões (CAC)
 O CAC estabeleceu, em meados de 1924 o Programa de Padronização Hospitalar – PPH
 Conjunto de padrões mais apropriados para garantir a qualidade da assistência aos pacientes
 Em 1928 foi realizada a primeira avaliação de hospitais nos Estados Unidos
 De 692 hospitais com 100 leitos avaliados, apenas 89 cumpriram os padrões preconizados pelo
PPH
 Em contrapartida em 1950, o número de hospitais aprovados pela avaliação do PPH chegou a
3290
OS PRIMÓRDIOS
 No Brasil, talvez o primeiro estudo no sentido de melhorar a qualidade na organização dos
hospitais tenha sido de Odair Pedroso em 1935
 Imagine só como era a organização dos hospitais brasileiros antes de 1930
IMPORTANTE SALIENTAR!
 Condições de segurança inadequadas no trabalho são as responsáveis por inúmeros acidentes
de trabalho e doenças ocupacionais
 A OIT estima para todos os anos:
 250 milhões de acidentes de trabalho
 Com 330 mil fatalidades
 160 milhões de casos de doenças ocupacionais
 Situações perigosas: onde as exigências de segurança no trabalho são negligenciadas
 As características do ambiente hospitalar
 Peculiaridades das atividades executadas
IMPORTANTE SALIENTAR!
 Acidentes de trabalho que ocorrem com mais frequência na enfermagem
 material perfurocortante (agulhas, lâminas de bisturi, vidrarias e similares).
 Acidente extremamente preocupante: quando envolve material infectado
 Risco de transmissão de doenças crônicas e letais como: hepatite, síndrome da imunodeficiência
adquirida (AIDS), malária, herpes simples, entre outros.
 Subnotificação dos acidentes de trabalho ocorre por:
 Falta de esclarecimento dos profissionais em relação a importância do registro do acidente
 Deixam de ter garantia de seus direitos
 Perdem o direito de reinvindicação de melhores condições de segurança no trabalho
COMO TRABALHAR NA
ENFERMAGEM COM
SEGURANÇA
ANTES DE MAIS NADA...
 Qualquer membro da equipe de saúde está potencialmente exposto a infecções
 Ficar atento às possíveis infecções que podem ser transmitidas
 Precauções Universais: métodos de controle de infecção que tratam todo o sangue humano e
fluidos corporais como se estivessem sabidamente infectados
 Precauções padrão: São recomendadas para o cuidado de todos os pacientes
independentemente do estado de sua doença, e se o profissional terá contato com fluidos
corporais ou não
 Precauções baseadas em transmissão: Diretrizes adicionais recomendadas para diminuir a
transmissão de patógenos em todo o hospital
 São subdivididas de acordo com o tipo de patógeno:
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
 As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais de saúde
 A segurança dos pacientes depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos
 Procedimento reconhecido mundialmente como medida primária no controle de infecções
 Baixa adesão por parte dos profissionais
 O termo higienização das mãos engloba:
 Fricção antisséptica das mãos
 Higiene simples
 Higiene antisséptica
 Antissepsia cirúrgica
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
 Estratégia multimodal ou multifacetada da OMS:
 Disponibilização da preparação alcoólica no ponto de assistência, além de pia/lavatório,
sabonete líquido e água;
 Capacitação dos profissionais;
 Observação das práticas de HM e retorno de indicadores de adesão à equipe;
 Lembretes e cartazes no local de trabalho;
 Estabelecimento de um clima de segurança, com apoio expresso da alta direção e líderes dos
serviços de saúde.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
 Os 5 momentos para a higiene das mãos:
 Antes de tocar o paciente;
 Antes de realizar procedimento limpo/asséptico;
 Após risco de exposição a fluidos corporais;
 Após tocar o paciente;
 Após tocar as superfícies próximas ao paciente.
A MICROBIOTA DA PELE
Microbiota Transitória
Podem ser removidos por meio dos 3 tipos de HM. Profissionais de saúde frequentemente
adquirem essa microbiota durante o contato direto com pacientes, superfícies próximas ao
paciente, produtos e equipamentos contaminados. Infecções podem ocorrer caso esses
microrganismos invadam órgãos e tecidos.
Microbiota Residente
Microrganismos aderidos às camadas mais profundas da pele, mais resistentes à remoção.
Inativados por antissépticos. As bactérias da microbiota residente têm menor probabilidade de
causar infecções por contato.
Microbiota Infecciosa
Microrganismos comprovadamente patogênicos, como Staphylococcus aureus, estreptococos -
β
hemolíticos, vírus das hepatites A, B, C, vírus da imunodeficiência humana (HIV), entre outros.
Esses microrganismos podem causar infecções variadas na pele, como abcessos e eczemas, ou
infecções mais graves e generalizadas, como hepatites e Aids.
HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS EM SERVIÇOS DE
SAÚDE
Assepsia e Antissepsia
O significado de assepsia é “ausência de germes, entre eles bactérias, vírus e outros
microrganismos em um ambiente ou superfície, que podem causar doenças”.
Já antissepsia é o processo que visa reduzir ou inibir o crescimento de microrganismos na pele
ou nas mucosas. Os produtos usados para fazer a antissepsia são chamados de antissépticos.
FRICÇÃO ANTISSÉPTICA DAS
MÃOS
 Técnica rápida e eficiente que utiliza géis,
espumas ou líquidos contendo álcool em sua
composição, geralmente na concentração entre
60% a 80%.
 A praticidade dessa abordagem permite que a
higienização seja feita sem a necessidade de
enxágue com água ou secagem com papel
toalha ou outros equipamentos adicionais.
 A inclusão de emolientes na fórmula previne o
ressecamento da pele, tornando-a uma opção
conveniente para uso frequente, especialmente
em situações onde a lavagem tradicional não é
possível.
HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS
MÃOS
 Procedimento básico e fundamental que
consiste em higienizar as mãos com água
e sabonete comum, geralmente em forma
líquida.
 Eficaz na remoção de sujidades e
microrganismos presentes na pele,
especialmente da microbiota transitória.
HIGIENE ANTISSÉPTICA DAS
MÃOS
 A higiene antisséptica das mãos vai além
da higiene simples, pois além de água e
sabonete, envolve o uso de agentes
antissépticos.
 Esses produtos possuem propriedades
antimicrobianas, o que aumenta a
efetividade na eliminação de
microrganismos.
 Profissionais de saúde e aqueles que
trabalham em ambientes propensos a
maior contaminação costumam recorrer a
essa abordagem para garantir uma
proteção mais robusta.
ANTISSEPSIA CIRÚRGICA
 A antissepsia cirúrgica, também conhecida
como preparo pré-operatório das mãos, é
um procedimento crítico realizado pela
equipe cirúrgica antes de procedimentos
invasivos.
 O objetivo é eliminar tanto a microbiota
transitória quanto a microbiota residente
das mãos, reduzindo ao máximo o risco de
contaminação durante a cirurgia.
 Essa abordagem rigorosa é essencial para
garantir a segurança do paciente em um
ambiente cirúrgico.
UTILIZAÇÃO DE EPI’S
UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO
INDIVIDUAL - EPI
 Os profissionais de enfermagem estão frequentemente em contato direto com os pacientes,
expostos aos mais variados tipos de riscos à segurança:
 Físicos
 Biológicos
 Químicos, entre outros
 Os EPIs de enfermagem são os mecanismos de defesa desses profissionais enquanto atuam em
seu ofício
 Estabelecem uma barreira de proteção
 Fazem parte das práticas de controle de infecção hospitalar
ÓCULOS DE
PROTEÇÃO
 Confere proteção contra possíveis
lesões oculares causadas pelo
lançamento de partículas durante
procedimentos cirúrgicos.
 Protegem os olhos contra radiação,
gases e vapores liberados a partir da
reação de substâncias químicas e
outros possíveis traumas.
 A falta de uso desse EPI pode causar
danos seríssimos e irreversíveis à
saúde dos olhos
Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND
MÁSCARA
 Item número um de todo estabelecimento
relacionado à saúde, uma vez que ela
protege tanto o profissional quanto o
paciente
 Existem máscaras dos mais variados tipos,
sendo as mais comuns as descartáveis,
como a máscara TNT tripla com elástico. E
a N95.
 O uso correto da máscara faz parte das
boas práticas hospitalares para o melhor
atendimento aos pacientes.
LUVAS
 Esse material tão essencial serve para
barrar o contato da pele do profissional
com quaisquer substâncias contaminantes
ou perfurantes que ele possa correr o risco
de tocar.
 O profissional está frequentemente
exposto a sangue, secreções e substâncias
químicas que podem levar a
contaminações, caso ele não esteja
devidamente protegido com as luvas de
procedimento ou luvas cirúrgicas.
TOUCA/GORRO
 Recomendado a todos os profissionais que
realizam procedimentos hospitalares
geradores de aerossóis
 Não só protegem o profissional do contato
com gotículas como também protegem o
ambiente de trabalho do desasseio
 Atentar para: Posicionamento, vedação,
higiene do EPI, eficiência e orientações do
fabricante
SAPATOS
 A escolha dos sapatos tem um grande
impacto na qualidade do trabalho
desempenhado
 Sapatos resistentes, totalmente fechados e
com solado antiderrapante, que forneça
alguma proteção em casos extremos,
buscando assim diminuir os riscos
ocupacionais.
AVENTAL
 Um dos equipamentos-chave na proteção
do funcionário de enfermagem.
Equipamento de uso único e deve ser
descartado após o uso
 O objetivo desse EPI é criar uma barreira
contra resíduos contaminantes, fluidos,
secreções, bactérias e outros agentes que
possam colocar o usuário em risco
DESCARTE ADEQUADO DE
MATERIAIS
DESCARTE ADEQUADO DE MATERIAIS
CONTAMINADOS
 Relacionado aos riscos biológicos, podemos dizer que uma das partes mais importantes da
relação com a segurança acontece no final.
 Toda vez que esses agentes forem manipulados, o material utilizado precisa ter a destinação
correta
 Se o descarte não ser perfeitamente efetuado, não somente os trabalhadores correm riscos, mas
também o meio ambiente
 Medidas de biossegurança precisam ser adotadas.Tais medidas são aplicadas tanto dentro dos
ambientes nos quais os agentes biológicos são manipulados, como também na destinação final
do material.
Sendo assim, qual é a forma correta de destinação final do material biológico?
DESCARTE ADEQUADO DE
MATERIAIS CONTAMINADOS
 O descarte de materiais perfurocortantes deve ser
realizado em recipientes de paredes rígidas com tampa
e sinalizado como “INFECTANTE”, ou em caixas
coletoras próprias para o material infectante.
 O trabalhador não deve quebrar, recapar ou entortar
agulhas ou qualquer material perfurocortante após o
uso.
 Não deve retirar a agulha da seringa manualmente.
Deve ser utilizado um procedimento mecânico para tal
fim.
DESCARTE ADEQUADO DE
MATERIAIS CONTAMINADOS
 Papéis contaminados, luvas, gaze, algodão e outros
devem ser recolhidos em lixeiras com tampa e pedal,
contendo saco de lixo específico para material
infectante.
 Perfurocortantes devem ser descartados de forma
separada. Bem como em recipientes com as paredes
bem mais rígidas e resistentes para evitar que haja
uma ruptura, fique exposta e cause acidentes.
LIMPEZA E DESINFECÇÃO
DE SUPERFÍCIES E
DISPOSITIVOS MÉDICOS
LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE SUPERFÍCIES E
EQUIPAMENTOS MÉDICOS
MEDIDAS DE PRECAUÇÃO DURANTE
PROCEDIMENTOS INVASIVOS
 Utilização dos EPI’s necessários para o procedimento a ser realizado
 Postura profissional
 Cuidados durante o fornecimento de materiais
 Previsibilidade quanto aos insumos
CIPA E CCIH
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE
ACIDENTES
 Importante instância obrigatória nas empresas. Sua função principal é promover a segurança e
saúde ocupacional dos colaboradores, atuando na identificação e prevenção de riscos no
ambiente de trabalho.
 Definida pela legislação trabalhista, garantindo a participação de funcionários e representantes
da empresa: diferentes perspectivas, contribuindo para a efetividade das ações de prevenção
 A colaboração entre a CIPA e o RH é essencial para o sucesso da comissão
 Em 2023, as CIPAs também passaram a ser responsáveis por tratar do assédio sexual no
ambiente de trabalho
 Integrantes eleitos pelos funcionários e indicados pela empresa. Esses representantes recebem
treinamento específico sobre segurança e saúde no trabalho, para que possam desempenhar
suas funções de forma eficiente.
COMISSÃO INTERNA DE PREVENÇÃO DE
ACIDENTES
 A formação de uma CIPA é obrigatória para empresas que possuam
20 funcionários ou mais regidos pela Consolidação das Leis do
Trabalho (CLT).
 De acordo com a Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), o mandato dos
cipeiros é de um ano.
 De acordo com a legislação trabalhista, quem participa da CIPA não
pode ser demitido.
 A fiscalização da CIPA é realizada pelo Ministério do Trabalho e
Emprego (MTE), conforme estabelecido na legislação trabalhista
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR - CCIH
 Equipe multidisciplinar que todo hospital deve ter, a fim de reduzir os riscos de transmissão
de microrganismos patogênicos
 Dentre outras atribuições, compete à CCIH a divulgação de dados epidemiológicos que
reflitam a atual situação das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde da unidade.
 Ela deve ser coordenada por um médico infectologista, preferencialmente com pós-
graduação em controle de infecções.
 Entre as atividades da CCIH estão a elaboração de políticas organizacionais, para reduzir as
taxas de infecção hospitalar
 Criação de protocolos e normas técnicas, gestão racional do uso de antimicrobianos,
investigação de surtos e treinamento de pessoal, desde os serviços gerais até as equipes
assistenciais.
COMISSÃO DE CONTROLE DE INFECÇÃO
HOSPITALAR - CCIH
 Parte dos membros da equipe de CCIH devem pertencer ao quadro de funcionários de
outras áreas do hospital, como a enfermagem, os gestores/administradores, profissionais
multidisciplinares e os gerentes de serviços gerais. Assim, o conhecimento e as práticas
podem ser difundidas mais facilmente.
OBRIGADO!

AULA COMPLETA DE HIGIENE E PROFILAXIA.pptx

  • 1.
    HIGIENE E PROFILAXIA Prof.:Gyldemax C. Ferreira
  • 2.
    PENSAMENTO DO DIA “Cadacurativo que você faz, cada sorriso que oferece e cada mão que segura são passos na direção da cura.Você é a esperança que brilha nos corações dos pacientes.” 🌟💙
  • 3.
    INTRODUÇÃO  Nesta aulaveremos:  Historicidade das práticas de segurança no trabalho de enfermagem  Como trabalhar na enfermagem com segurança  Princípios da CIPA e CCIH
  • 4.
    HISTORICIDADE DAS PRÁTICAS DESEGURANÇA DO TRABALHO E HIGIENE
  • 5.
    OS PRIMÓRDIOS  AAvaliação da Qualidade na saúde iniciou-se somente no século passado  Quando foi criado o Colégio Americano de Cirurgiões (CAC)  O CAC estabeleceu, em meados de 1924 o Programa de Padronização Hospitalar – PPH  Conjunto de padrões mais apropriados para garantir a qualidade da assistência aos pacientes  Em 1928 foi realizada a primeira avaliação de hospitais nos Estados Unidos  De 692 hospitais com 100 leitos avaliados, apenas 89 cumpriram os padrões preconizados pelo PPH  Em contrapartida em 1950, o número de hospitais aprovados pela avaliação do PPH chegou a 3290
  • 6.
    OS PRIMÓRDIOS  NoBrasil, talvez o primeiro estudo no sentido de melhorar a qualidade na organização dos hospitais tenha sido de Odair Pedroso em 1935  Imagine só como era a organização dos hospitais brasileiros antes de 1930
  • 7.
    IMPORTANTE SALIENTAR!  Condiçõesde segurança inadequadas no trabalho são as responsáveis por inúmeros acidentes de trabalho e doenças ocupacionais  A OIT estima para todos os anos:  250 milhões de acidentes de trabalho  Com 330 mil fatalidades  160 milhões de casos de doenças ocupacionais  Situações perigosas: onde as exigências de segurança no trabalho são negligenciadas  As características do ambiente hospitalar  Peculiaridades das atividades executadas
  • 8.
    IMPORTANTE SALIENTAR!  Acidentesde trabalho que ocorrem com mais frequência na enfermagem  material perfurocortante (agulhas, lâminas de bisturi, vidrarias e similares).  Acidente extremamente preocupante: quando envolve material infectado  Risco de transmissão de doenças crônicas e letais como: hepatite, síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), malária, herpes simples, entre outros.  Subnotificação dos acidentes de trabalho ocorre por:  Falta de esclarecimento dos profissionais em relação a importância do registro do acidente  Deixam de ter garantia de seus direitos  Perdem o direito de reinvindicação de melhores condições de segurança no trabalho
  • 9.
  • 10.
    ANTES DE MAISNADA...  Qualquer membro da equipe de saúde está potencialmente exposto a infecções  Ficar atento às possíveis infecções que podem ser transmitidas  Precauções Universais: métodos de controle de infecção que tratam todo o sangue humano e fluidos corporais como se estivessem sabidamente infectados  Precauções padrão: São recomendadas para o cuidado de todos os pacientes independentemente do estado de sua doença, e se o profissional terá contato com fluidos corporais ou não  Precauções baseadas em transmissão: Diretrizes adicionais recomendadas para diminuir a transmissão de patógenos em todo o hospital  São subdivididas de acordo com o tipo de patógeno:
  • 15.
  • 16.
    HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOSEM SERVIÇOS DE SAÚDE  As mãos são consideradas as principais ferramentas dos profissionais de saúde  A segurança dos pacientes depende da higienização cuidadosa e frequente das mãos  Procedimento reconhecido mundialmente como medida primária no controle de infecções  Baixa adesão por parte dos profissionais  O termo higienização das mãos engloba:  Fricção antisséptica das mãos  Higiene simples  Higiene antisséptica  Antissepsia cirúrgica
  • 17.
    HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOSEM SERVIÇOS DE SAÚDE  Estratégia multimodal ou multifacetada da OMS:  Disponibilização da preparação alcoólica no ponto de assistência, além de pia/lavatório, sabonete líquido e água;  Capacitação dos profissionais;  Observação das práticas de HM e retorno de indicadores de adesão à equipe;  Lembretes e cartazes no local de trabalho;  Estabelecimento de um clima de segurança, com apoio expresso da alta direção e líderes dos serviços de saúde.
  • 18.
    HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOSEM SERVIÇOS DE SAÚDE  Os 5 momentos para a higiene das mãos:  Antes de tocar o paciente;  Antes de realizar procedimento limpo/asséptico;  Após risco de exposição a fluidos corporais;  Após tocar o paciente;  Após tocar as superfícies próximas ao paciente.
  • 19.
    A MICROBIOTA DAPELE Microbiota Transitória Podem ser removidos por meio dos 3 tipos de HM. Profissionais de saúde frequentemente adquirem essa microbiota durante o contato direto com pacientes, superfícies próximas ao paciente, produtos e equipamentos contaminados. Infecções podem ocorrer caso esses microrganismos invadam órgãos e tecidos. Microbiota Residente Microrganismos aderidos às camadas mais profundas da pele, mais resistentes à remoção. Inativados por antissépticos. As bactérias da microbiota residente têm menor probabilidade de causar infecções por contato. Microbiota Infecciosa Microrganismos comprovadamente patogênicos, como Staphylococcus aureus, estreptococos - β hemolíticos, vírus das hepatites A, B, C, vírus da imunodeficiência humana (HIV), entre outros. Esses microrganismos podem causar infecções variadas na pele, como abcessos e eczemas, ou infecções mais graves e generalizadas, como hepatites e Aids.
  • 20.
    HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOSEM SERVIÇOS DE SAÚDE Assepsia e Antissepsia O significado de assepsia é “ausência de germes, entre eles bactérias, vírus e outros microrganismos em um ambiente ou superfície, que podem causar doenças”. Já antissepsia é o processo que visa reduzir ou inibir o crescimento de microrganismos na pele ou nas mucosas. Os produtos usados para fazer a antissepsia são chamados de antissépticos.
  • 21.
    FRICÇÃO ANTISSÉPTICA DAS MÃOS Técnica rápida e eficiente que utiliza géis, espumas ou líquidos contendo álcool em sua composição, geralmente na concentração entre 60% a 80%.  A praticidade dessa abordagem permite que a higienização seja feita sem a necessidade de enxágue com água ou secagem com papel toalha ou outros equipamentos adicionais.  A inclusão de emolientes na fórmula previne o ressecamento da pele, tornando-a uma opção conveniente para uso frequente, especialmente em situações onde a lavagem tradicional não é possível.
  • 22.
    HIGIENIZAÇÃO SIMPLES DAS MÃOS Procedimento básico e fundamental que consiste em higienizar as mãos com água e sabonete comum, geralmente em forma líquida.  Eficaz na remoção de sujidades e microrganismos presentes na pele, especialmente da microbiota transitória.
  • 23.
    HIGIENE ANTISSÉPTICA DAS MÃOS A higiene antisséptica das mãos vai além da higiene simples, pois além de água e sabonete, envolve o uso de agentes antissépticos.  Esses produtos possuem propriedades antimicrobianas, o que aumenta a efetividade na eliminação de microrganismos.  Profissionais de saúde e aqueles que trabalham em ambientes propensos a maior contaminação costumam recorrer a essa abordagem para garantir uma proteção mais robusta.
  • 24.
    ANTISSEPSIA CIRÚRGICA  Aantissepsia cirúrgica, também conhecida como preparo pré-operatório das mãos, é um procedimento crítico realizado pela equipe cirúrgica antes de procedimentos invasivos.  O objetivo é eliminar tanto a microbiota transitória quanto a microbiota residente das mãos, reduzindo ao máximo o risco de contaminação durante a cirurgia.  Essa abordagem rigorosa é essencial para garantir a segurança do paciente em um ambiente cirúrgico.
  • 25.
  • 26.
    UTILIZAÇÃO DE EQUIPAMENTODE PROTEÇÃO INDIVIDUAL - EPI  Os profissionais de enfermagem estão frequentemente em contato direto com os pacientes, expostos aos mais variados tipos de riscos à segurança:  Físicos  Biológicos  Químicos, entre outros  Os EPIs de enfermagem são os mecanismos de defesa desses profissionais enquanto atuam em seu ofício  Estabelecem uma barreira de proteção  Fazem parte das práticas de controle de infecção hospitalar
  • 27.
    ÓCULOS DE PROTEÇÃO  Confereproteção contra possíveis lesões oculares causadas pelo lançamento de partículas durante procedimentos cirúrgicos.  Protegem os olhos contra radiação, gases e vapores liberados a partir da reação de substâncias químicas e outros possíveis traumas.  A falta de uso desse EPI pode causar danos seríssimos e irreversíveis à saúde dos olhos Esta Foto de Autor Desconhecido está licenciado em CC BY-NC-ND
  • 28.
    MÁSCARA  Item númeroum de todo estabelecimento relacionado à saúde, uma vez que ela protege tanto o profissional quanto o paciente  Existem máscaras dos mais variados tipos, sendo as mais comuns as descartáveis, como a máscara TNT tripla com elástico. E a N95.  O uso correto da máscara faz parte das boas práticas hospitalares para o melhor atendimento aos pacientes.
  • 29.
    LUVAS  Esse materialtão essencial serve para barrar o contato da pele do profissional com quaisquer substâncias contaminantes ou perfurantes que ele possa correr o risco de tocar.  O profissional está frequentemente exposto a sangue, secreções e substâncias químicas que podem levar a contaminações, caso ele não esteja devidamente protegido com as luvas de procedimento ou luvas cirúrgicas.
  • 30.
    TOUCA/GORRO  Recomendado atodos os profissionais que realizam procedimentos hospitalares geradores de aerossóis  Não só protegem o profissional do contato com gotículas como também protegem o ambiente de trabalho do desasseio  Atentar para: Posicionamento, vedação, higiene do EPI, eficiência e orientações do fabricante
  • 31.
    SAPATOS  A escolhados sapatos tem um grande impacto na qualidade do trabalho desempenhado  Sapatos resistentes, totalmente fechados e com solado antiderrapante, que forneça alguma proteção em casos extremos, buscando assim diminuir os riscos ocupacionais.
  • 32.
    AVENTAL  Um dosequipamentos-chave na proteção do funcionário de enfermagem. Equipamento de uso único e deve ser descartado após o uso  O objetivo desse EPI é criar uma barreira contra resíduos contaminantes, fluidos, secreções, bactérias e outros agentes que possam colocar o usuário em risco
  • 33.
  • 34.
    DESCARTE ADEQUADO DEMATERIAIS CONTAMINADOS  Relacionado aos riscos biológicos, podemos dizer que uma das partes mais importantes da relação com a segurança acontece no final.  Toda vez que esses agentes forem manipulados, o material utilizado precisa ter a destinação correta  Se o descarte não ser perfeitamente efetuado, não somente os trabalhadores correm riscos, mas também o meio ambiente  Medidas de biossegurança precisam ser adotadas.Tais medidas são aplicadas tanto dentro dos ambientes nos quais os agentes biológicos são manipulados, como também na destinação final do material. Sendo assim, qual é a forma correta de destinação final do material biológico?
  • 35.
    DESCARTE ADEQUADO DE MATERIAISCONTAMINADOS  O descarte de materiais perfurocortantes deve ser realizado em recipientes de paredes rígidas com tampa e sinalizado como “INFECTANTE”, ou em caixas coletoras próprias para o material infectante.  O trabalhador não deve quebrar, recapar ou entortar agulhas ou qualquer material perfurocortante após o uso.  Não deve retirar a agulha da seringa manualmente. Deve ser utilizado um procedimento mecânico para tal fim.
  • 36.
    DESCARTE ADEQUADO DE MATERIAISCONTAMINADOS  Papéis contaminados, luvas, gaze, algodão e outros devem ser recolhidos em lixeiras com tampa e pedal, contendo saco de lixo específico para material infectante.  Perfurocortantes devem ser descartados de forma separada. Bem como em recipientes com as paredes bem mais rígidas e resistentes para evitar que haja uma ruptura, fique exposta e cause acidentes.
  • 37.
    LIMPEZA E DESINFECÇÃO DESUPERFÍCIES E DISPOSITIVOS MÉDICOS
  • 38.
    LIMPEZA E DESINFECÇÃODE SUPERFÍCIES E EQUIPAMENTOS MÉDICOS
  • 39.
    MEDIDAS DE PRECAUÇÃODURANTE PROCEDIMENTOS INVASIVOS  Utilização dos EPI’s necessários para o procedimento a ser realizado  Postura profissional  Cuidados durante o fornecimento de materiais  Previsibilidade quanto aos insumos
  • 40.
  • 41.
    COMISSÃO INTERNA DEPREVENÇÃO DE ACIDENTES  Importante instância obrigatória nas empresas. Sua função principal é promover a segurança e saúde ocupacional dos colaboradores, atuando na identificação e prevenção de riscos no ambiente de trabalho.  Definida pela legislação trabalhista, garantindo a participação de funcionários e representantes da empresa: diferentes perspectivas, contribuindo para a efetividade das ações de prevenção  A colaboração entre a CIPA e o RH é essencial para o sucesso da comissão  Em 2023, as CIPAs também passaram a ser responsáveis por tratar do assédio sexual no ambiente de trabalho  Integrantes eleitos pelos funcionários e indicados pela empresa. Esses representantes recebem treinamento específico sobre segurança e saúde no trabalho, para que possam desempenhar suas funções de forma eficiente.
  • 42.
    COMISSÃO INTERNA DEPREVENÇÃO DE ACIDENTES  A formação de uma CIPA é obrigatória para empresas que possuam 20 funcionários ou mais regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).  De acordo com a Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5), o mandato dos cipeiros é de um ano.  De acordo com a legislação trabalhista, quem participa da CIPA não pode ser demitido.  A fiscalização da CIPA é realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme estabelecido na legislação trabalhista
  • 43.
    COMISSÃO DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR - CCIH  Equipe multidisciplinar que todo hospital deve ter, a fim de reduzir os riscos de transmissão de microrganismos patogênicos  Dentre outras atribuições, compete à CCIH a divulgação de dados epidemiológicos que reflitam a atual situação das Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde da unidade.  Ela deve ser coordenada por um médico infectologista, preferencialmente com pós- graduação em controle de infecções.  Entre as atividades da CCIH estão a elaboração de políticas organizacionais, para reduzir as taxas de infecção hospitalar  Criação de protocolos e normas técnicas, gestão racional do uso de antimicrobianos, investigação de surtos e treinamento de pessoal, desde os serviços gerais até as equipes assistenciais.
  • 44.
    COMISSÃO DE CONTROLEDE INFECÇÃO HOSPITALAR - CCIH  Parte dos membros da equipe de CCIH devem pertencer ao quadro de funcionários de outras áreas do hospital, como a enfermagem, os gestores/administradores, profissionais multidisciplinares e os gerentes de serviços gerais. Assim, o conhecimento e as práticas podem ser difundidas mais facilmente.
  • 45.