PAULO DE TARSO
05-09-20
TÂNIA LEIBÃO
1ª Epístola de S. Paulo aos Coríntios
CAPÍTULO 6
1Como algum de vós, tendo uma demanda contra outro, ousa ir a juízo perante os iníquos e não à presença dos
santos?
2 Porventura não sabeis que os santos hão julgar a este mundo? E, se o mundo há de ser julgado por vós,
porventura sois indignos de julgar o que seja mínimo?
3 Não sabeis que julgaremos aos anjos? Quanto mais as questões mundanas?
4 Portanto, se tiverdes que julgar questões mundanas, aos que na Igreja são os mais desprezíveis, constituí-lo-íeis
por juízes.
5 Para vergonha vossa vo-lo digo. É possível que não haja entre vós um homem sábio, que possa julgar entre seus
irmãos?
6 Mas o que se vê é que um irmão litiga com outro irmão, e isto diante de infiéis.
7 Já o haver entre vós demandas de uns contra os outros é, sem controvérsia, uma falta. Por que não sofreis antes
a injúria? Por que não tolerais antes o dano?
8 Mas vós mesmos sois os que fazeis a injúria e causais o dano; e isto a vossos próprios irmãos.
9 Acaso não sabeis que os iníquos não possuirão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os
idólatras, nem os adúlteros,
10 Nem os preguiçosos, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os ébrios, nem os maldizentes,
nem os roubadores hão de possuir o reino de Deus.
11 E tais haveis sido alguns; mas fostes lavados, fostes santificados e fostes justificados em nome de nosso Senhor
Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.
12 Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Tudo me é lícito, mas eu não permitirei que nada me domine.
13 Os alimentos são para o ventre, e o ventre para os alimentos; mas Deus fará perecer a ambos; e o
corpo não é para a devassidão mas para o Senhor; e o Senhor para o corpo.
14 E Deus que ressuscitou ao Senhor, também nos ressuscitará a nós pela sua virtude.
15 Não sabeis que os vossos corpos são membros do Cristo? Arrancarei, assim, os membros do Cristo
e farei deles membros duma meretriz? Absolutamente!
16 Não sabeis porventura que quem se acasala com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque
disse: Serão dois numa mesma carne.
17 Mas o que se une ao Senhor, comunga seu espírito com ele.
18 Fugi da prostituição. Todo e qualquer pecado que o homem cometer, é extracorpóreo, mas o que
comete prostituição, peca contra o seu próprio corpo.
19 Acaso não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que está em vós, o qual
recebestes de Deus, e que agora não mais vos pertenceis?
20 Porque vós fostes comprados por um grande preço. Glorificai pois, e trazei a Deus no vosso corpo.
Pão nosso — Emmanuel
142
Revides
“Na verdade é já realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a
injustiça? por que não sofreis, antes, o dano?” — PAULO (1 Coríntios, 6.7)
1 Nem sempre as demandas permanecem nos tribunais judiciários, no terreno escandaloso dos processos públicos.
2 Expressam-se em muito maior escala no centro dos lares e das instituições. Aí se movimentam, através do
desregramento mental e da conversação em surdina, no lodo invisível do ódio que asfixia corações e anula energias.
Se vivem, contudo, é porque componentes da família ou da associação as alimentam com o óleo da animosidade
recalcada.
3 Aprendizes inúmeros se tornam vítimas de semelhantes perturbações, por se acastelarem nos falsos princípios
regenerativos.
4 De modo geral, grande parte prefere a atitude agressiva, de espada às mãos, esgrimindo com calor na ilusória
suposição de operar o conserto do próximo.
5 Prontos a protestar, a acusar e criticar nos grandes ruídos, costumam esclarecer que servem à verdade. Por que
motivo, porém, não exemplificam a própria fé, suportando a injustiça e o dano heroicamente, no silêncio da alma fiel,
antes da opção por qualquer revide?
6 Quantos lares seriam felizes, quantas instituições se converteriam em mananciais permanentes de luz, se os
crentes do Evangelho aprendessem a calar para falar, a seu tempo, com proveito?
7 Não nos referimos aqui aos homens vulgares e, sim, aos discípulos de Jesus.
8 Quanto lucrará o mundo, quando o seguidor do Cristo se sentir venturoso em ser mero instrumento do bem nas
Divinas Mãos, esquecendo o velho propósito de ser orientador arbitrário do Serviço Celeste?
. Emmanuel
Vinha de luz — Emmanuel
172- Manjares
“Os manjares são para o ventre, e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros.” —
PAULO (1 Coríntios, 6.13)
1 O alimento do corpo e da alma, no que se refere ao pão e à emoção, representa meio para a evolução e não o fim
da evolução em si mesma.
2 Há criaturas, no entanto, que fazem do prato e do continuísmo simplista da espécie únicas razões de ser em toda a
vida. Trabalham para comer e procriam sem pensar.
3 Quando se lhes fala do espírito ou da eternidade, bocejam despreocupadas, quando não trocam, aflitivamente, de
assunto.
4 Efetivamente, a satisfação dos sentidos fisiológicos é para a alma o amparo que o solo e o adubo constituem para a
semente. Todavia, se a semente persiste em reter-se na cova para gozar as delícias do adubo, contrariando a Divina
Lei, nunca se lhe utilizará a colaboração preciosa.
5 Valioso e indispensável à experiência física é o estômago.
6 Veneráveis e sublimes são as faculdades criadoras.
7 Urge, contudo, entender as necessidades do espírito imperecível.
8 Esclarecimento pelo estudo, crescimento mental pelo trabalho e iluminação pela virtude santificante são imperativos
para o futuro estágio dos homens.
9 Quem gasta o tempo consagrando todas as forças da alma às fantasias do corpo, esquecendo-se de que o corpo
deve permanecer a serviço da alma, cedo esbarrará na perturbação, na inutilidade ou na sombra.
10 Para a comunidade dos aprendizes aplicados e prudentes, todavia, brilha no Evangelho o eloquente aviso de Paulo:
“os manjares são para o ventre e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros.”
Emmanuel
HARMONIZAÇÃO - Emmanuel
" Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso
espírito". Paulo - l Coríntios 6- 20
Atentos à palavra evangélica, observamos que
o homem deve realizar a Glorificação de Deus
em sua existência.
Em todas as épocas, inúmeros intérpretes dos
ensinamentos de Jesus e dos apóstolos tentaram
semelhante edificação, partindo, todavia, de
princípios contraproducentes.
Muitos religiosos tentaram-na, atormentando
o corpo ao invés de discipliná-lo, embotando o
espírito nas sombras dogmáticas, em lugar de
esclarecê-lo.
Essa Glorificação, entretanto, deverá ser
levada a efeito no corpo e no espírito. Não se
pode esquecer a noção de equilíbrio que deve
reger toda expressão da vida.
O mundo, substancialmente, considerado, é o
Paraíso que jamais se distanciou de nós outros.
Seus característicos de paisagem revelam o
Éden repleto de árvores, flores e luzes.
O Planeta, contudo, precisa receber
expressões de Deus manifestado nas criaturas.
A Natureza em todos os seus planos Glorifica o
Senhor, mas o Homem, na generalidade, não
conhece a Realização Sublime, costumando
transformar o alimento em tóxico e o sentimento
em paixão destruidora.
Não mais suplícios às células orgânicas, nem
ociosidade beatífica na falsa visão espiritual.
Corpo e espírito devem andar harmoniosos e
belos nas Leis Divinas do ritmo.
Deus pode ser Glorificado no ato de comer, de
banhar-se, na organização da família, do
trabalho, em todos os gêneros de vida honesta e
de luta construtiva.
Muitos crentes, em todos os setores da fé,
quiseram transformar o Glorificação em
movimento convencionalista
. Usa- se o corpo nas igrejas para genuflexões
ou atitudes contemplativas e fora dela em todos
os desmandos e absurdos de licenciosidade e
indisciplina.
Não se pode glorificar a Deus no sentido
unilateral. A Presença Divina transparece de
todas as cousas e em todos os lugares.
A vida com suas Leis Prodigiosas está
pedindo aos homens Glorifiquem a Deus,
manifestando - O .
Somente assim, integrar-se-á o Planeta na
Harmonia do Universo.
HARMONIZAÇÃO
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
EMMANUEL

Aula 05 09

  • 1.
  • 2.
    1ª Epístola deS. Paulo aos Coríntios CAPÍTULO 6 1Como algum de vós, tendo uma demanda contra outro, ousa ir a juízo perante os iníquos e não à presença dos santos? 2 Porventura não sabeis que os santos hão julgar a este mundo? E, se o mundo há de ser julgado por vós, porventura sois indignos de julgar o que seja mínimo? 3 Não sabeis que julgaremos aos anjos? Quanto mais as questões mundanas? 4 Portanto, se tiverdes que julgar questões mundanas, aos que na Igreja são os mais desprezíveis, constituí-lo-íeis por juízes. 5 Para vergonha vossa vo-lo digo. É possível que não haja entre vós um homem sábio, que possa julgar entre seus irmãos? 6 Mas o que se vê é que um irmão litiga com outro irmão, e isto diante de infiéis. 7 Já o haver entre vós demandas de uns contra os outros é, sem controvérsia, uma falta. Por que não sofreis antes a injúria? Por que não tolerais antes o dano? 8 Mas vós mesmos sois os que fazeis a injúria e causais o dano; e isto a vossos próprios irmãos. 9 Acaso não sabeis que os iníquos não possuirão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, 10 Nem os preguiçosos, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os ébrios, nem os maldizentes, nem os roubadores hão de possuir o reino de Deus. 11 E tais haveis sido alguns; mas fostes lavados, fostes santificados e fostes justificados em nome de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus. 12 Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém. Tudo me é lícito, mas eu não permitirei que nada me domine.
  • 3.
    13 Os alimentossão para o ventre, e o ventre para os alimentos; mas Deus fará perecer a ambos; e o corpo não é para a devassidão mas para o Senhor; e o Senhor para o corpo. 14 E Deus que ressuscitou ao Senhor, também nos ressuscitará a nós pela sua virtude. 15 Não sabeis que os vossos corpos são membros do Cristo? Arrancarei, assim, os membros do Cristo e farei deles membros duma meretriz? Absolutamente! 16 Não sabeis porventura que quem se acasala com a meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque disse: Serão dois numa mesma carne. 17 Mas o que se une ao Senhor, comunga seu espírito com ele. 18 Fugi da prostituição. Todo e qualquer pecado que o homem cometer, é extracorpóreo, mas o que comete prostituição, peca contra o seu próprio corpo. 19 Acaso não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito Santo, que está em vós, o qual recebestes de Deus, e que agora não mais vos pertenceis? 20 Porque vós fostes comprados por um grande preço. Glorificai pois, e trazei a Deus no vosso corpo.
  • 4.
    Pão nosso —Emmanuel 142 Revides “Na verdade é já realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? por que não sofreis, antes, o dano?” — PAULO (1 Coríntios, 6.7) 1 Nem sempre as demandas permanecem nos tribunais judiciários, no terreno escandaloso dos processos públicos. 2 Expressam-se em muito maior escala no centro dos lares e das instituições. Aí se movimentam, através do desregramento mental e da conversação em surdina, no lodo invisível do ódio que asfixia corações e anula energias. Se vivem, contudo, é porque componentes da família ou da associação as alimentam com o óleo da animosidade recalcada. 3 Aprendizes inúmeros se tornam vítimas de semelhantes perturbações, por se acastelarem nos falsos princípios regenerativos. 4 De modo geral, grande parte prefere a atitude agressiva, de espada às mãos, esgrimindo com calor na ilusória suposição de operar o conserto do próximo. 5 Prontos a protestar, a acusar e criticar nos grandes ruídos, costumam esclarecer que servem à verdade. Por que motivo, porém, não exemplificam a própria fé, suportando a injustiça e o dano heroicamente, no silêncio da alma fiel, antes da opção por qualquer revide? 6 Quantos lares seriam felizes, quantas instituições se converteriam em mananciais permanentes de luz, se os crentes do Evangelho aprendessem a calar para falar, a seu tempo, com proveito? 7 Não nos referimos aqui aos homens vulgares e, sim, aos discípulos de Jesus. 8 Quanto lucrará o mundo, quando o seguidor do Cristo se sentir venturoso em ser mero instrumento do bem nas Divinas Mãos, esquecendo o velho propósito de ser orientador arbitrário do Serviço Celeste? . Emmanuel
  • 5.
    Vinha de luz— Emmanuel 172- Manjares “Os manjares são para o ventre, e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros.” — PAULO (1 Coríntios, 6.13) 1 O alimento do corpo e da alma, no que se refere ao pão e à emoção, representa meio para a evolução e não o fim da evolução em si mesma. 2 Há criaturas, no entanto, que fazem do prato e do continuísmo simplista da espécie únicas razões de ser em toda a vida. Trabalham para comer e procriam sem pensar. 3 Quando se lhes fala do espírito ou da eternidade, bocejam despreocupadas, quando não trocam, aflitivamente, de assunto. 4 Efetivamente, a satisfação dos sentidos fisiológicos é para a alma o amparo que o solo e o adubo constituem para a semente. Todavia, se a semente persiste em reter-se na cova para gozar as delícias do adubo, contrariando a Divina Lei, nunca se lhe utilizará a colaboração preciosa. 5 Valioso e indispensável à experiência física é o estômago. 6 Veneráveis e sublimes são as faculdades criadoras. 7 Urge, contudo, entender as necessidades do espírito imperecível. 8 Esclarecimento pelo estudo, crescimento mental pelo trabalho e iluminação pela virtude santificante são imperativos para o futuro estágio dos homens. 9 Quem gasta o tempo consagrando todas as forças da alma às fantasias do corpo, esquecendo-se de que o corpo deve permanecer a serviço da alma, cedo esbarrará na perturbação, na inutilidade ou na sombra. 10 Para a comunidade dos aprendizes aplicados e prudentes, todavia, brilha no Evangelho o eloquente aviso de Paulo: “os manjares são para o ventre e o ventre para os manjares; Deus, porém, aniquilará tanto um como os outros.” Emmanuel
  • 6.
    HARMONIZAÇÃO - Emmanuel "Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo e no vosso espírito". Paulo - l Coríntios 6- 20 Atentos à palavra evangélica, observamos que o homem deve realizar a Glorificação de Deus em sua existência. Em todas as épocas, inúmeros intérpretes dos ensinamentos de Jesus e dos apóstolos tentaram semelhante edificação, partindo, todavia, de princípios contraproducentes. Muitos religiosos tentaram-na, atormentando o corpo ao invés de discipliná-lo, embotando o espírito nas sombras dogmáticas, em lugar de esclarecê-lo. Essa Glorificação, entretanto, deverá ser levada a efeito no corpo e no espírito. Não se pode esquecer a noção de equilíbrio que deve reger toda expressão da vida. O mundo, substancialmente, considerado, é o Paraíso que jamais se distanciou de nós outros. Seus característicos de paisagem revelam o Éden repleto de árvores, flores e luzes. O Planeta, contudo, precisa receber expressões de Deus manifestado nas criaturas. A Natureza em todos os seus planos Glorifica o Senhor, mas o Homem, na generalidade, não conhece a Realização Sublime, costumando transformar o alimento em tóxico e o sentimento em paixão destruidora. Não mais suplícios às células orgânicas, nem ociosidade beatífica na falsa visão espiritual. Corpo e espírito devem andar harmoniosos e belos nas Leis Divinas do ritmo. Deus pode ser Glorificado no ato de comer, de banhar-se, na organização da família, do trabalho, em todos os gêneros de vida honesta e de luta construtiva. Muitos crentes, em todos os setores da fé, quiseram transformar o Glorificação em movimento convencionalista
  • 7.
    . Usa- seo corpo nas igrejas para genuflexões ou atitudes contemplativas e fora dela em todos os desmandos e absurdos de licenciosidade e indisciplina. Não se pode glorificar a Deus no sentido unilateral. A Presença Divina transparece de todas as cousas e em todos os lugares. A vida com suas Leis Prodigiosas está pedindo aos homens Glorifiquem a Deus, manifestando - O . Somente assim, integrar-se-á o Planeta na Harmonia do Universo. HARMONIZAÇÃO FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER EMMANUEL