As rochas ígneas
Material extraído de:
--WICANDER, Reed e MONROE, James S.
Fundamentos de Geologia. São Paulo :
Cencage Learning, 2014, p. 83-91.
-- TEIXEIRA e outros. Decifrando a Terra.
São Paulo : Cia Ed. Nacional, 2009, p. 162-
163.
Textura
• A textura refere-se ao tamanho, formato e arranjo dos
grãos minerais que compõem as rochas.
– o tamanho do grão é o mais importante porque está
relacionado com a história do resfriamento do magma ou
lava e, geralmente, indica se uma rocha ígnea é intrusiva
ou extrusiva.
• Quando o resfriamento começa, alguns átomos se
ligam para formar pequenas nucleações minerais.
• A medida que os outros átomos no líquido se unem,
quimicamente, a esse núcleos, eles o fazem segundo
um arranjo ordenado e geométrico, e as nucleações
crescem como grãos minerais cristalinos, que são as
partículas individuais que compõem as rochas ígneas.
• Resfriamento rápido  a velocidade de
formação das nucleações minerais excede as
suas taxas individuais de crescimento, e o
resultado é um agregado de grãos minerais
muitos pequenos.
–  textura de grãos finos ou textura afanítica, na
qual os minerais são, individualmente, pequenos
demais para serem vistos a olho nu.
• Resfriamento lento  a velocidade de
crescimento excede a velocidade de nucleação
e grãos relativamente grandes se formam.
•  textura granulada grosseiramente ou
textura fanerítica, na qual os minerais são
claramente visíveis a olho nu.
• Texturas afaníticas: geralmente, indicam uma
origem extrusiva.
• Textura fanerítica: em sua maioria, indicam
rochas intrusivas.
• Exceção: rochas formadas em plútons
subsuperficiais podem ter uma textura
afanítica, e as rochas que se formam no
interior de alguns fluxos espessos de lava
podem ser faneríticas.
• Textura porfirítica: minerais de tamanhos
marcadamente diferentes estão presentes na
mesma rocha.
• Os minerais maiores são os fenocristais e os
menores constituem a matriz de rocha, que é
predominantemente fina, envolvendo os
fenocristais .
• A matriz pode ser afanítica ou fanerítica.
• O único requisito para uma textura ser porfirítica
é que os fenocristais sejam consideravelmente
maiores que os minerais na matriz.
• Uma textura porfirítica é gerada quando o
magma se resfria lentamente sob a superfície,
permitindo a formação e o crescimento de alguns
cristais minerais.
• Mas se esse magma for lançado para a superfície,
antes que a cristalização seja completada, o
restante da fase líquida se resfria muito mais
rapidamente, gerando uma textura mais fina, até
afanítica em alguns casos.
• Por exemplo, se uma rocha ígnea máfica
apresenta grandes cristais (fenocristais) imersos
em uma matriz afanítica, ela é caracterizada
como um basalto porfirítico.
• Resfriamento muito rápido: os constituintes
atômicos não conseguem se arranjar na
configuração ordenada tridimensional típica
dos minerais  formam-se as obsidianas,
que são vidros naturais.
– (Embora a obsidiana com sua textura vítrea, não
seja composta de minerais, ela é, ainda assim,
considerada uma rocha ígnea).
• Textura vesicular:
alguns magmas contêm
grandes quantidades de
vapor de água e gases
que podem ficar presos
na lava em
resfriamento. Ao
escaparem para a
atmosfera, depois da
lava consolidada, eles
deixam pequenos
buracos ou cavidades
que são conhecidas
como vesículas.
• Textura piroclástica:
caracteriza as rochas
ígneas formadas pela
atividade vulcânica
explosiva.
– A cinza pode ser
lançada para o alto na
atmosfera e finalmente
assentar-se sobre a
superfície onde se
acumula. Se ela for
consolidada e virar
rocha, será uma rocha
ígnea piroclástica.
Composição das rochas ígneas
• A maior parte das rochas ígneas, assim como
os magmas dos quais elas se originam, pode
ser caracterizada como básicas (45%-52%o de
sílica), intermediárias (53%-65% de sílica) ou
ácidas (> 65%).
• Algumas poucas rochas são referidas como
ultrabásicas (< 45% de sílica), mas essas
derivaram, provavelmente, de magmas
básicos.
Félsico, máfico e ultramáfico
• Originalmente, esses conceitos estavam relacionados à
composição mineral em termos do conteúdo de sílica,
ferro e magnésio.
• Posteriormente, foram relacionados à densidade
relativa dos minerais:
– minerais máficos são densos, escuros e, geralmente,
formados por ferro magnésio;
– minerais félsicos são leves, claros, geralmente com muita
sílica.
• Contudo, a calcita, principal constituinte de uma rara e
importante rocha magmática -- o carbonatito -- é clara,
às vezes, transparente. Mas, por ser um mineral denso
é considerado máfico.
Classificação das rochas ígneas
• São classificadas com base em sua textura e
composição mineralógica.
• Todas as rochas, exceto o peridotito, constituem
pares petrográficos.
• Os membros do par possuem a mesma
composição, mas texturas diferentes:
– basalto e o gabro, andesito e diorito, riolito e granito
são equivalentes composicionais (mineralógicos), mas
– o basalto, o andesito e o riolito são afaníticos e
extrusivos,
– enquanto o gabro, o diorito e o granito possuem
textura fanerítica, indicando uma origem intrusiva.
• As rochas ígneas são também diferenciadas
pela composição:
– do riolito para o andesito, e desse para o basalto,
as proporções relativas dos silicatos não-
ferromagnesianos e ferromagnesianos diferem.
• No entanto, as diferenças na composição são
graduais, de forma que existem rochas com
composições intermediárias entre o riolito e o
andesito, e assim por diante.
Como nomear as rochas ígneas
• As rochas são subdivididas em:
– vulcânicas - textura afanítica ou vítrea;
– Intrusivas – textura fanerítica.
• O nome é definido pelos constituintes minerais
majoritários ou pela proporção entre os constituintes
inferidos por outro critérios, quando os minerais
individuais não forem visíveis.
• As rochas ultramáficas (M > 90) são consideradas à
parte.
• A maioria das rochas ígneas (M < 90) são classificadas
pelas proporções entre os constituintes félsicos:
feldspatos alcalinos (A), plagiocásio (P), quartzo (Q) e
feldspatóides (F).
• O nome-raiz da rocha é obtido no diagrama e
acrescido de informações adicionais
relevantes. Exemplo:
– textura fanerítica, granulação média, constituída
por quartzo, plagioclásio, feldspato alcalino em
proporções equivalentes  granito;
– quantidades representativas de biotita e alguns
fenocristais de feldspato  biotita granito
porfirítico.
• Para rochas vulcânicas, a composição
mineralógica é inferida a partir dos fenocristais,
quando presentes...
– (fenocristais de quartzo indicam elevado teor em
sílica; logo, a rocha seria o equivalente vulcânico do
granito)
• ... ou pela cor:
– rochas escuras são, em geral, máficas; rochas
avermelhadas, arroxeadas, acinzentadas ou mais
claras são félsicas.
• Felsitos ou mafitos são termos que podem ser
usados genericamente.
Rochas ultramáficas
• Têm < 45% de sílica
• São compostas em grande parte de silicatos
ferromagnesianos.
• Peridotito:
– contém principalmente olivina, piroxênio em menor
quantidade e, às vezes, um pouco de plagioclásio.
– o piroxenito é composto predominantemente de piroxênio,
com olivina e plagioclásio subordinados.
• Cores: pretas ou verde-escuras .
• O peridotito é, provavelmente, a rocha típica do manto
superior mas, na superfície, as rochas ultramáficas são raras.
• Origem: considera-se que as rochas ultramáficas são geradas
a partir de uma concentração de silicatos ferromagnesianos,
extraída de magmas básicos.
• Greenstone belts: (cinturões de rochas verdes) associações
metavulcanossedimentares de idades pré-cambrianas, que
ocorrem em meio a terrenos granitognáissicos, nas regiões
cratônicas do globo.
– Exemplos: Supergrupo Rio das Velhas, no Quadrilátero Ferrífero,
em Minas Gerais; Rio Itapicuru, na Bahia; Serra de Santa Rita,
em Pilar de Goiás; Guarinos, em Goiás; Rio Maria, sudeste do
Pará etc.
• Fluxos de lava ultramáfica são comuns em sequências
supracrustais do Arqueano, mas são raros ou ausentes em
sequências supracrustais mais jovens.
• Acredita-se que para entrar em erupção, uma lava máfica
deve estar próxima da superfície e a uma temperatura de
cerca de 1.600 ºC. Atualmente, a temperatura da superfície
dos fluxos de lava máfica está entre 1.000 ºC e 1.200 ºC.
• No início da história da Terra, a temperatura do manto era
cerca de 300 ºC superior a atual; além disso, a crosta era
menos espessa. Por isso, os fluxos de lava ultramáfica
foram cessando.
Importância dos greenstone belts
• Depósitos minerais principalmente constituídos por lentes de
sulfetos maciços, (pirita, calcopirita, esfalerita e galena), geralmente
associados com ouro e prata, que ocorrem preferencialmente
relacionados com os termos intermediários a ácidos do pacote
vulcânico.
• Na base dessas lentes e relacionados com os condutos vulcânicos,
ocorrem também veios entrelaçados (stockworks) com pirita e
calcopirita.
• Sulfetos de cobre e zinco podem também ocorrer associados aos
termos básicos do vulcanismo, como nos depósitos do tipo Chipre.
• Os termos ultramáficos podem abrigar importantes concentrações
de sulfetos de cobre-níquel.
• Camadas de silexito ferruginoso, hematita, gipsita e barita ocorrem
com muita frequência nas fácies sedimentares que ladeiam as
lentes de sulfetos maciços. Elas nem sempre constituem depósitos
econômicos, mas são ótimos indicadores da proximidade de corpos
de sulfetos maciços.
As sequências ofiolíticas
• O termo ofiolito está ligado à palavra para
designar os serpentinitos alpinos por causa da
sua coloração verde e seu aspecto mosqueado
serpentiniforme.
• Compreendem uma associação de rochas
envolvendo peridotitos (serpentinizados),
gabros, diabásios, espilitos e, ocasionalmente,
metassedimentos. Ocorrem comumente nas
cadeias montanhosas, como dos Alpes e do
Himalaia.
Origem dos ofiolitos
• Eram interpretados como a fase magmática inicial
de geossinclíneos, formados por diferenciação de
magma basáltico. Mas não se podia explicar a
quantidade de rochas ultramáficas em relação às
máficas.
• Sabe-se hoje que eles representam a crosta
oceânica empurrada tectonicamente, em forma
de fatias, sobre a parte continental.
• Em relação ao ambiente no qual eles ocorrem, os
ofiolitos são alóctones.
• Investigações geofísicas sísmicas demonstram
uma estrutura em camadas da crosta oceânica,
com uma estratigrafia similar à de ofiolitos .
• Nos Alpes, os metassedimentos associados
são, principalmente, cherts, argilas pelágicas e
calcários.
• Dessa forma, a tríade de serpentinitos,
diabásios e cherts foi tomada como uma
associação típica de ofiolitos. Porém, existem
sequências contendo, essencialmente, as
rochas ígneas na maioria dos casos.
• O termo ofiolito não deve ser usado como nome de
rocha, pois refere-se a uma associação distinta de
rochas máfico-ultramáficas em uma sequência
bastante característica.
• Uma sequência completa, por exemplo, apresenta da
base para o topo as seguintes unidades:
– harzburgitos ou Iherzolitos com texturas metamórficas
tectônicas, serpentinizados ou não;
– um complexo máfico-ultramáfico cumulático com
peridotitos, piroxenitos e gabros;
– gabros maciços não-cumuláticos;
– um enxame de diques máficos;
– rochas vulcânicas máficas constituídas por lavas
almofadadas (pillow lavas).
Principais cinturões ofiolíticos
• pré-cambriano - ofiolito arqueano do Barberton, África do Sul; os
demais da Arábia, do Egito Oriental, do Wyoming - EUA, da Índia e
do Brasil (possivelmente somente da faixa Paraguai-Araguaia).
• paleozóico superior - Caledoniano e Apalachiano do leste
norteamericano, o oeste de Fennoscândia, planalto Grampian do
Reino Unido; Baía das Ilhas (Bay of Islands) de New Foundland;
cadeia dos Urais, Mongólia; costa pacífica norteamericana, oeste
canadense e norte do Alaska; Austrália, em Queensland e Tasmânia.
• mesozóico e cenozóico – Cinturão de Tetis: Espanha, norte da
África, os Alpes, os Dinarides, Grécia, Turquia, Irã, Omã, Paquistão,
Himalaias, Myanmar e Indonésia; cinturão pacífico - da Nova
Zelândia a Nova Caledônia, Nova Guiné, Sulawesi, Filipinas, Japão,
Sakalin e Kamchatka; da Guatemala, Grandes Antilhas, Cuba, Porto
Rico, Venezuela Colômbia e Equador.
Litologias e geoquímica dos ofiolitos
• A) Os peridotitos com feições tectônicas são
constituídos de subtipo harzburgito e de subtipo
Iherzolito, sendo o primeiro mais comum. As
feições tectônicas desses peridotitos evidenciam
uma cristalização sob temperaturas e pressões
elevadas, típicas do manto.
– Harzburgito: 80%) e ortopiroxênio (20%).
– Lherzolito: 40-90% de olivina, >5% de ortopiroxênio e >5% de
clinopiroxênio.
• B) Complexo cumulático constituído de rochas
ultramáficas até leucocráticas, gradando de
peridotitos na base para rochas mais feldspáticas
gábricas, e destas para zonas irregulares e
descontínuas de plagiogranito.
• C) Enxames de diques, formando uma unidade
contínua de diabásios de até 1,5 km de
espessura, e que agem como alimentadores
das lavas almofadadas situadas acima, e se
estendem para baixo até os gabros.
– Diabásio: plagioclásio cálcico, piroxênio, magnetita
e ilmenita.
Os depósitos sulfetados de dorsais
oceânicas
• foram descobertas fumarolas ativas na dorsal do leste
do Pacífico que depositam sulfetos, principalmente de
Cu, Zn e Fe, em pequenos morros no assoalho
oceânico.
• Os minerais principais que compõem esses sulfetos
são: pirita - FeS:, esfalerita - ZnS, calcopirita - CuFeS:,
covelita - CuS e calcocita Cu2S. A descarga dessas
fumarolas, chamadas os black smokers, é considerada
como sendo o processo responsável também pelos
depósitos de sulfetos em antigos ofiolitos.
• Dragagens no leste do Pacífico revelaram também uma
variedade de rochas típicas de sequências ofiolíticas.
O processo de black smokers é de circulação de fluidos aquosos
hidrotermais, de temperaturas em torno de 300 ºC, através das
rochas ígneas da crosta oceânica, lixiviando os metais e
depositando-os ao encontrar as águas frias do mar.
Basalto - Gabro
• São, respectivamente, rochas de granulação fina e
grosseira, cristalizadas a partir de um magma básico
(45%-52% de sílica).
• São formadas predominantemente por plagioclásio
rico em cálcio e piroxênio, com menor quantidade de
olivina e anfibólio.
• Em razão de conterem uma grande proporção de
silicatos ferromagnesianos, o basalto e o gabro são
escuros e, portanto, máficos.
• Mas não são ultramáficos porque o plagioclásio, que é
um mineral claro (félsico), apresenta-se em grande
quantidade nessas rochas.
• As variedades porfiríticas contêm fenocristais de
plagioclásio cálcico ou olivina.
• No Brasil, a região conhecida como Bacia do
Paraná tem um gigantesco derrame de basalto
que cobre a maior parte da região sul do país,
estendendo-se ainda pela Argentina, Uruguai
e Paraguai.
• Trata-se de uma área intensamente ocupada
pela atividade agrícola em função das terras
férteis ("terra roxa") decorrentes da alteração
intempérica do basalto.
• O gabro é muito menos comum do que o
basalto, pelo menos na crosta continental ou
onde ela é facilmente observada.
• No entanto, a parte inferior da crosta oceânica
é composta de gabro.
Andesito -- Diorito
• Os magmas de composição intermediária
(53%-65% de sílica) cristalizam-se para formar
o andesito e o diorito, que são equivalentes na
composição, mas diferentes quanto à
granulação.
• Ambos são compostos, predominantemente,
de plagioclásio e, subordinadamente, de
minerais ferromagnesianos, como anfibólio ou
biotita
• O andesito é uma rocha
ígnea extrusiva
formada das lavas
expelidas nos arcos das
ilhas vulcânicas, nos
limites convergentes de
placas - Os vulcões dos
Andes, na América do
Sul, e a Cadeia de
Cascade, na América do
Norte, são, em parte,
compostos de andesito.
• Corpos intrusivos de
diorito são bastante
comuns na crosta
continental.
Diorito de granulação média
Riolito -- Granito
• O riolito e o granito (> 65% de sílica)
cristalizam-se de magmas ácidos e são,
portanto, rochas ricas em sílica.
• São principalmente constituídos de feldspato
potássico, plagioclásio rico em sódio e
quartzo, com alguma biotita e, raramente
anfibólio.
• Por causa da predominância de silicatos não-
ferromagnesianos, essas rochas são
geralmente de cor clara.
• O riolito tem textura, geralmente, afanítica,
possuindo em alguns casos um certo arranjo
orientado como consequência do movimento da
lava (textura fluidal). Os fenocristais são
normalmente de quartzo e feldspatos.
• Formam-se em zonas de colisão de placas
continentais.
• O riolito é finamente granulado, embora,
frequentemente contenha fenocristais de
feldspato potássico ou quartzo.
• Normalmente, os fluxos de lava riolítica são
espessos e altamente viscosos, e se movem
apenas por curtas distâncias.
Riolito - Microfotografia com
nicóis cruzados
Granito Granito
Riolito
Pegmatitos
• Pegmatitos são rochas ígneas formadas
dominantemente pela cristalização de magmas
graníticos residuais enriquecidos em fundentes,
como p. ex. H2O, B, F e/ou P, e, que são
distinguidos de outras rochas ígneas pela
granulação extremamente grossa (ou variável da
borda ao núcleo) ou pela abundância de cristais
com hábitos esquelético, gráfico ou fortemente
unidirecional.
• O termo pegmatito se refere a uma textura
particular e não a uma composição específica.
A característica mais notável das rochas pegmatíticas é o tamanho de seus
minerais, que têm pelo menos 1 cm, de um lado a outro. Não é raro ter
alguns cristais medidos em metros ou, até mesmo, em dezenas de metros.
• A composição mineralógica dos pegmatitos é
comumente granítica (quartzo, plagioclásio
sódico e feldspato potássico), embora zonas
monominerálicas constituídas por esses
minerais sejam semelhantes a veios ou
segregações hidrotermais, assim como,
elementos como Li, Be, B, F, P, Sn, Ta, Nb e de
terras raras (ETR) podem constituir
importantes assembleias de minerais que são
distintamente não graníticas
• Muitos pegmatitos estão associados a plútons
de granito e são compostos de minerais
oriundos das fases fluidas e de vapor
remanescentes da cristalização do granito.
• Os pegmatitos podem ocorrer como
– Veios em granitos;
– Como corpos irregulares em terrenos
metamórficos;
– Associados a intrusões estratiforme;
– Como segregação hidrotermal;
– Associados a migmatitos.

As rochas ígneas

  • 1.
    As rochas ígneas Materialextraído de: --WICANDER, Reed e MONROE, James S. Fundamentos de Geologia. São Paulo : Cencage Learning, 2014, p. 83-91. -- TEIXEIRA e outros. Decifrando a Terra. São Paulo : Cia Ed. Nacional, 2009, p. 162- 163.
  • 2.
    Textura • A texturarefere-se ao tamanho, formato e arranjo dos grãos minerais que compõem as rochas. – o tamanho do grão é o mais importante porque está relacionado com a história do resfriamento do magma ou lava e, geralmente, indica se uma rocha ígnea é intrusiva ou extrusiva. • Quando o resfriamento começa, alguns átomos se ligam para formar pequenas nucleações minerais. • A medida que os outros átomos no líquido se unem, quimicamente, a esse núcleos, eles o fazem segundo um arranjo ordenado e geométrico, e as nucleações crescem como grãos minerais cristalinos, que são as partículas individuais que compõem as rochas ígneas.
  • 3.
    • Resfriamento rápido a velocidade de formação das nucleações minerais excede as suas taxas individuais de crescimento, e o resultado é um agregado de grãos minerais muitos pequenos. –  textura de grãos finos ou textura afanítica, na qual os minerais são, individualmente, pequenos demais para serem vistos a olho nu.
  • 5.
    • Resfriamento lento a velocidade de crescimento excede a velocidade de nucleação e grãos relativamente grandes se formam. •  textura granulada grosseiramente ou textura fanerítica, na qual os minerais são claramente visíveis a olho nu.
  • 7.
    • Texturas afaníticas:geralmente, indicam uma origem extrusiva. • Textura fanerítica: em sua maioria, indicam rochas intrusivas. • Exceção: rochas formadas em plútons subsuperficiais podem ter uma textura afanítica, e as rochas que se formam no interior de alguns fluxos espessos de lava podem ser faneríticas.
  • 8.
    • Textura porfirítica:minerais de tamanhos marcadamente diferentes estão presentes na mesma rocha. • Os minerais maiores são os fenocristais e os menores constituem a matriz de rocha, que é predominantemente fina, envolvendo os fenocristais . • A matriz pode ser afanítica ou fanerítica. • O único requisito para uma textura ser porfirítica é que os fenocristais sejam consideravelmente maiores que os minerais na matriz.
  • 10.
    • Uma texturaporfirítica é gerada quando o magma se resfria lentamente sob a superfície, permitindo a formação e o crescimento de alguns cristais minerais. • Mas se esse magma for lançado para a superfície, antes que a cristalização seja completada, o restante da fase líquida se resfria muito mais rapidamente, gerando uma textura mais fina, até afanítica em alguns casos. • Por exemplo, se uma rocha ígnea máfica apresenta grandes cristais (fenocristais) imersos em uma matriz afanítica, ela é caracterizada como um basalto porfirítico.
  • 11.
    • Resfriamento muitorápido: os constituintes atômicos não conseguem se arranjar na configuração ordenada tridimensional típica dos minerais  formam-se as obsidianas, que são vidros naturais. – (Embora a obsidiana com sua textura vítrea, não seja composta de minerais, ela é, ainda assim, considerada uma rocha ígnea).
  • 13.
    • Textura vesicular: algunsmagmas contêm grandes quantidades de vapor de água e gases que podem ficar presos na lava em resfriamento. Ao escaparem para a atmosfera, depois da lava consolidada, eles deixam pequenos buracos ou cavidades que são conhecidas como vesículas.
  • 14.
    • Textura piroclástica: caracterizaas rochas ígneas formadas pela atividade vulcânica explosiva. – A cinza pode ser lançada para o alto na atmosfera e finalmente assentar-se sobre a superfície onde se acumula. Se ela for consolidada e virar rocha, será uma rocha ígnea piroclástica.
  • 15.
    Composição das rochasígneas • A maior parte das rochas ígneas, assim como os magmas dos quais elas se originam, pode ser caracterizada como básicas (45%-52%o de sílica), intermediárias (53%-65% de sílica) ou ácidas (> 65%). • Algumas poucas rochas são referidas como ultrabásicas (< 45% de sílica), mas essas derivaram, provavelmente, de magmas básicos.
  • 16.
    Félsico, máfico eultramáfico • Originalmente, esses conceitos estavam relacionados à composição mineral em termos do conteúdo de sílica, ferro e magnésio. • Posteriormente, foram relacionados à densidade relativa dos minerais: – minerais máficos são densos, escuros e, geralmente, formados por ferro magnésio; – minerais félsicos são leves, claros, geralmente com muita sílica. • Contudo, a calcita, principal constituinte de uma rara e importante rocha magmática -- o carbonatito -- é clara, às vezes, transparente. Mas, por ser um mineral denso é considerado máfico.
  • 17.
    Classificação das rochasígneas • São classificadas com base em sua textura e composição mineralógica. • Todas as rochas, exceto o peridotito, constituem pares petrográficos. • Os membros do par possuem a mesma composição, mas texturas diferentes: – basalto e o gabro, andesito e diorito, riolito e granito são equivalentes composicionais (mineralógicos), mas – o basalto, o andesito e o riolito são afaníticos e extrusivos, – enquanto o gabro, o diorito e o granito possuem textura fanerítica, indicando uma origem intrusiva.
  • 18.
    • As rochasígneas são também diferenciadas pela composição: – do riolito para o andesito, e desse para o basalto, as proporções relativas dos silicatos não- ferromagnesianos e ferromagnesianos diferem. • No entanto, as diferenças na composição são graduais, de forma que existem rochas com composições intermediárias entre o riolito e o andesito, e assim por diante.
  • 20.
    Como nomear asrochas ígneas • As rochas são subdivididas em: – vulcânicas - textura afanítica ou vítrea; – Intrusivas – textura fanerítica. • O nome é definido pelos constituintes minerais majoritários ou pela proporção entre os constituintes inferidos por outro critérios, quando os minerais individuais não forem visíveis. • As rochas ultramáficas (M > 90) são consideradas à parte. • A maioria das rochas ígneas (M < 90) são classificadas pelas proporções entre os constituintes félsicos: feldspatos alcalinos (A), plagiocásio (P), quartzo (Q) e feldspatóides (F).
  • 22.
    • O nome-raizda rocha é obtido no diagrama e acrescido de informações adicionais relevantes. Exemplo: – textura fanerítica, granulação média, constituída por quartzo, plagioclásio, feldspato alcalino em proporções equivalentes  granito; – quantidades representativas de biotita e alguns fenocristais de feldspato  biotita granito porfirítico.
  • 23.
    • Para rochasvulcânicas, a composição mineralógica é inferida a partir dos fenocristais, quando presentes... – (fenocristais de quartzo indicam elevado teor em sílica; logo, a rocha seria o equivalente vulcânico do granito) • ... ou pela cor: – rochas escuras são, em geral, máficas; rochas avermelhadas, arroxeadas, acinzentadas ou mais claras são félsicas. • Felsitos ou mafitos são termos que podem ser usados genericamente.
  • 25.
    Rochas ultramáficas • Têm< 45% de sílica • São compostas em grande parte de silicatos ferromagnesianos. • Peridotito: – contém principalmente olivina, piroxênio em menor quantidade e, às vezes, um pouco de plagioclásio. – o piroxenito é composto predominantemente de piroxênio, com olivina e plagioclásio subordinados. • Cores: pretas ou verde-escuras . • O peridotito é, provavelmente, a rocha típica do manto superior mas, na superfície, as rochas ultramáficas são raras. • Origem: considera-se que as rochas ultramáficas são geradas a partir de uma concentração de silicatos ferromagnesianos, extraída de magmas básicos.
  • 26.
    • Greenstone belts:(cinturões de rochas verdes) associações metavulcanossedimentares de idades pré-cambrianas, que ocorrem em meio a terrenos granitognáissicos, nas regiões cratônicas do globo. – Exemplos: Supergrupo Rio das Velhas, no Quadrilátero Ferrífero, em Minas Gerais; Rio Itapicuru, na Bahia; Serra de Santa Rita, em Pilar de Goiás; Guarinos, em Goiás; Rio Maria, sudeste do Pará etc. • Fluxos de lava ultramáfica são comuns em sequências supracrustais do Arqueano, mas são raros ou ausentes em sequências supracrustais mais jovens. • Acredita-se que para entrar em erupção, uma lava máfica deve estar próxima da superfície e a uma temperatura de cerca de 1.600 ºC. Atualmente, a temperatura da superfície dos fluxos de lava máfica está entre 1.000 ºC e 1.200 ºC. • No início da história da Terra, a temperatura do manto era cerca de 300 ºC superior a atual; além disso, a crosta era menos espessa. Por isso, os fluxos de lava ultramáfica foram cessando.
  • 27.
    Importância dos greenstonebelts • Depósitos minerais principalmente constituídos por lentes de sulfetos maciços, (pirita, calcopirita, esfalerita e galena), geralmente associados com ouro e prata, que ocorrem preferencialmente relacionados com os termos intermediários a ácidos do pacote vulcânico. • Na base dessas lentes e relacionados com os condutos vulcânicos, ocorrem também veios entrelaçados (stockworks) com pirita e calcopirita. • Sulfetos de cobre e zinco podem também ocorrer associados aos termos básicos do vulcanismo, como nos depósitos do tipo Chipre. • Os termos ultramáficos podem abrigar importantes concentrações de sulfetos de cobre-níquel. • Camadas de silexito ferruginoso, hematita, gipsita e barita ocorrem com muita frequência nas fácies sedimentares que ladeiam as lentes de sulfetos maciços. Elas nem sempre constituem depósitos econômicos, mas são ótimos indicadores da proximidade de corpos de sulfetos maciços.
  • 28.
    As sequências ofiolíticas •O termo ofiolito está ligado à palavra para designar os serpentinitos alpinos por causa da sua coloração verde e seu aspecto mosqueado serpentiniforme. • Compreendem uma associação de rochas envolvendo peridotitos (serpentinizados), gabros, diabásios, espilitos e, ocasionalmente, metassedimentos. Ocorrem comumente nas cadeias montanhosas, como dos Alpes e do Himalaia.
  • 29.
    Origem dos ofiolitos •Eram interpretados como a fase magmática inicial de geossinclíneos, formados por diferenciação de magma basáltico. Mas não se podia explicar a quantidade de rochas ultramáficas em relação às máficas. • Sabe-se hoje que eles representam a crosta oceânica empurrada tectonicamente, em forma de fatias, sobre a parte continental. • Em relação ao ambiente no qual eles ocorrem, os ofiolitos são alóctones. • Investigações geofísicas sísmicas demonstram uma estrutura em camadas da crosta oceânica, com uma estratigrafia similar à de ofiolitos .
  • 30.
    • Nos Alpes,os metassedimentos associados são, principalmente, cherts, argilas pelágicas e calcários. • Dessa forma, a tríade de serpentinitos, diabásios e cherts foi tomada como uma associação típica de ofiolitos. Porém, existem sequências contendo, essencialmente, as rochas ígneas na maioria dos casos.
  • 31.
    • O termoofiolito não deve ser usado como nome de rocha, pois refere-se a uma associação distinta de rochas máfico-ultramáficas em uma sequência bastante característica. • Uma sequência completa, por exemplo, apresenta da base para o topo as seguintes unidades: – harzburgitos ou Iherzolitos com texturas metamórficas tectônicas, serpentinizados ou não; – um complexo máfico-ultramáfico cumulático com peridotitos, piroxenitos e gabros; – gabros maciços não-cumuláticos; – um enxame de diques máficos; – rochas vulcânicas máficas constituídas por lavas almofadadas (pillow lavas).
  • 34.
    Principais cinturões ofiolíticos •pré-cambriano - ofiolito arqueano do Barberton, África do Sul; os demais da Arábia, do Egito Oriental, do Wyoming - EUA, da Índia e do Brasil (possivelmente somente da faixa Paraguai-Araguaia). • paleozóico superior - Caledoniano e Apalachiano do leste norteamericano, o oeste de Fennoscândia, planalto Grampian do Reino Unido; Baía das Ilhas (Bay of Islands) de New Foundland; cadeia dos Urais, Mongólia; costa pacífica norteamericana, oeste canadense e norte do Alaska; Austrália, em Queensland e Tasmânia. • mesozóico e cenozóico – Cinturão de Tetis: Espanha, norte da África, os Alpes, os Dinarides, Grécia, Turquia, Irã, Omã, Paquistão, Himalaias, Myanmar e Indonésia; cinturão pacífico - da Nova Zelândia a Nova Caledônia, Nova Guiné, Sulawesi, Filipinas, Japão, Sakalin e Kamchatka; da Guatemala, Grandes Antilhas, Cuba, Porto Rico, Venezuela Colômbia e Equador.
  • 35.
    Litologias e geoquímicados ofiolitos • A) Os peridotitos com feições tectônicas são constituídos de subtipo harzburgito e de subtipo Iherzolito, sendo o primeiro mais comum. As feições tectônicas desses peridotitos evidenciam uma cristalização sob temperaturas e pressões elevadas, típicas do manto. – Harzburgito: 80%) e ortopiroxênio (20%). – Lherzolito: 40-90% de olivina, >5% de ortopiroxênio e >5% de clinopiroxênio. • B) Complexo cumulático constituído de rochas ultramáficas até leucocráticas, gradando de peridotitos na base para rochas mais feldspáticas gábricas, e destas para zonas irregulares e descontínuas de plagiogranito.
  • 36.
    • C) Enxamesde diques, formando uma unidade contínua de diabásios de até 1,5 km de espessura, e que agem como alimentadores das lavas almofadadas situadas acima, e se estendem para baixo até os gabros. – Diabásio: plagioclásio cálcico, piroxênio, magnetita e ilmenita.
  • 37.
    Os depósitos sulfetadosde dorsais oceânicas • foram descobertas fumarolas ativas na dorsal do leste do Pacífico que depositam sulfetos, principalmente de Cu, Zn e Fe, em pequenos morros no assoalho oceânico. • Os minerais principais que compõem esses sulfetos são: pirita - FeS:, esfalerita - ZnS, calcopirita - CuFeS:, covelita - CuS e calcocita Cu2S. A descarga dessas fumarolas, chamadas os black smokers, é considerada como sendo o processo responsável também pelos depósitos de sulfetos em antigos ofiolitos. • Dragagens no leste do Pacífico revelaram também uma variedade de rochas típicas de sequências ofiolíticas.
  • 38.
    O processo deblack smokers é de circulação de fluidos aquosos hidrotermais, de temperaturas em torno de 300 ºC, através das rochas ígneas da crosta oceânica, lixiviando os metais e depositando-os ao encontrar as águas frias do mar.
  • 39.
    Basalto - Gabro •São, respectivamente, rochas de granulação fina e grosseira, cristalizadas a partir de um magma básico (45%-52% de sílica). • São formadas predominantemente por plagioclásio rico em cálcio e piroxênio, com menor quantidade de olivina e anfibólio. • Em razão de conterem uma grande proporção de silicatos ferromagnesianos, o basalto e o gabro são escuros e, portanto, máficos. • Mas não são ultramáficos porque o plagioclásio, que é um mineral claro (félsico), apresenta-se em grande quantidade nessas rochas. • As variedades porfiríticas contêm fenocristais de plagioclásio cálcico ou olivina.
  • 41.
    • No Brasil,a região conhecida como Bacia do Paraná tem um gigantesco derrame de basalto que cobre a maior parte da região sul do país, estendendo-se ainda pela Argentina, Uruguai e Paraguai. • Trata-se de uma área intensamente ocupada pela atividade agrícola em função das terras férteis ("terra roxa") decorrentes da alteração intempérica do basalto.
  • 42.
    • O gabroé muito menos comum do que o basalto, pelo menos na crosta continental ou onde ela é facilmente observada. • No entanto, a parte inferior da crosta oceânica é composta de gabro.
  • 43.
    Andesito -- Diorito •Os magmas de composição intermediária (53%-65% de sílica) cristalizam-se para formar o andesito e o diorito, que são equivalentes na composição, mas diferentes quanto à granulação. • Ambos são compostos, predominantemente, de plagioclásio e, subordinadamente, de minerais ferromagnesianos, como anfibólio ou biotita
  • 44.
    • O andesitoé uma rocha ígnea extrusiva formada das lavas expelidas nos arcos das ilhas vulcânicas, nos limites convergentes de placas - Os vulcões dos Andes, na América do Sul, e a Cadeia de Cascade, na América do Norte, são, em parte, compostos de andesito. • Corpos intrusivos de diorito são bastante comuns na crosta continental. Diorito de granulação média
  • 45.
    Riolito -- Granito •O riolito e o granito (> 65% de sílica) cristalizam-se de magmas ácidos e são, portanto, rochas ricas em sílica. • São principalmente constituídos de feldspato potássico, plagioclásio rico em sódio e quartzo, com alguma biotita e, raramente anfibólio. • Por causa da predominância de silicatos não- ferromagnesianos, essas rochas são geralmente de cor clara.
  • 47.
    • O riolitotem textura, geralmente, afanítica, possuindo em alguns casos um certo arranjo orientado como consequência do movimento da lava (textura fluidal). Os fenocristais são normalmente de quartzo e feldspatos. • Formam-se em zonas de colisão de placas continentais. • O riolito é finamente granulado, embora, frequentemente contenha fenocristais de feldspato potássico ou quartzo. • Normalmente, os fluxos de lava riolítica são espessos e altamente viscosos, e se movem apenas por curtas distâncias.
  • 48.
    Riolito - Microfotografiacom nicóis cruzados Granito Granito Riolito
  • 49.
    Pegmatitos • Pegmatitos sãorochas ígneas formadas dominantemente pela cristalização de magmas graníticos residuais enriquecidos em fundentes, como p. ex. H2O, B, F e/ou P, e, que são distinguidos de outras rochas ígneas pela granulação extremamente grossa (ou variável da borda ao núcleo) ou pela abundância de cristais com hábitos esquelético, gráfico ou fortemente unidirecional. • O termo pegmatito se refere a uma textura particular e não a uma composição específica.
  • 50.
    A característica maisnotável das rochas pegmatíticas é o tamanho de seus minerais, que têm pelo menos 1 cm, de um lado a outro. Não é raro ter alguns cristais medidos em metros ou, até mesmo, em dezenas de metros.
  • 51.
    • A composiçãomineralógica dos pegmatitos é comumente granítica (quartzo, plagioclásio sódico e feldspato potássico), embora zonas monominerálicas constituídas por esses minerais sejam semelhantes a veios ou segregações hidrotermais, assim como, elementos como Li, Be, B, F, P, Sn, Ta, Nb e de terras raras (ETR) podem constituir importantes assembleias de minerais que são distintamente não graníticas
  • 52.
    • Muitos pegmatitosestão associados a plútons de granito e são compostos de minerais oriundos das fases fluidas e de vapor remanescentes da cristalização do granito. • Os pegmatitos podem ocorrer como – Veios em granitos; – Como corpos irregulares em terrenos metamórficos; – Associados a intrusões estratiforme; – Como segregação hidrotermal; – Associados a migmatitos.