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AS AMEAÇAS DE EXTINÇÃO DA HUMANIDADE PROVOCADAS PELO
PLANETA TERRA, COMO LIDAR COM ELAS E COMO EVITÁ-LAS
Fernando Alcoforado*
Este artigo tem por objetivo apresentar as ameaças à extinção da humanidade provocadas
pelas forças da natureza existentes no planeta Terra que dizem respeito ao esfriamento do
núcleo do planeta Terra, as erupções catastróficas de vulcões e a inversão dos polos
magnéticos da Terra, bem como apresentar como lidar com elas e evitá-las.
O esfriamento do núcleo do planeta Terra
A primeira grande ameaça para a humanidade provocada pelo planeta Terra diz respeito
ao esfriamento do núcleo do planeta Terra que permaneceu quente por mais de 4,5 bilhões
de anos, mas que lenta e inevitavelmente está esfriando. É oportuno observar que a Terra
é formada por um núcleo interno, um núcleo externo, o manto e a crosta [1] [6] (Figura
1). O núcleo da Terra fica a quase 3 mil km de profundidade da crosta terrestre (a camada
mais externa do planeta). As temperaturas do núcleo do planeta Terra podem flutuar entre
4.400° C e 6.000° C, isto é, com temperaturas similares às do Sol.
Figura 1- Estrutura interna do planeta Terra
Fonte: https://www.todamateria.com.br/litosfera/
O núcleo interno da Terra é uma esfera sólida, composta majoritariamente de ferro. O
núcleo externo é formado por um líquido maleável, composto de ferro e níquel. É no
núcleo externo que se forma o campo magnético da Terra. A colossal quantidade de
energia térmica que emana do interior do planeta Terra coloca em marcha fenômenos
como o movimento das placas tectônicas e a atividade vulcânica. Uma pesquisa recente
calculou que o centro da Terra está esfriando mais rápido do que se pensava [2]. Com o
esfriamento do núcleo da Terra, as placas tectônicas, que são mantidas em movimento
pelo fluxo do manto terrestre, desaceleram mais rápido do que o esperado. Sem a
atividade do núcleo, os vulcões não entrariam em erupção. Mas sem o calor do interior
da Terra, peixes e plantas que vivem no fundo do mar estariam ameaçados, o que causaria
2
um grande desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta. Outro grande problema é o de
que o campo magnético terrestre, essencial para a vida em sua superfície, ficará muito
enfraquecido ou desaparecerá por completo. A radiação cósmica e a radiação solar,
corrente de partículas carregadas emitidas pelo Sol, nos atingirá diretamente e irá
deteriorar nossa atmosfera.
Para lidar com o esfriamento do núcleo do planeta Terra que permaneceu quente por mais
de 4,5 bilhões de anos, mas que lenta e inevitavelmente está esfriando, é bastante
importante que haja um constante monitoramento da temperatura do núcleo do planeta
Terra para adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos para locais
que possam ser habitados no sistema solar, como Marte, ou fora dele com possibilidade
de abrigar seres humanos, antes da perda do campo magnético da Terra e do desequilíbrio
na cadeia alimentar do planeta. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura
mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de
abrangência global, que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações em todo o
mundo no enfrentamento do esfriamento do núcleo da Terra [1] [6].
Erupções de vulcões
Os vulcões são aberturas em montanhas e na superfície da Terra que expelem gases, fogo
e lava. O planeta Terra possui atualmente muitos vulcões ativos que são fraturas
ou aberturas na superfície terrestre por onde são expelidos materiais que têm origem no
interior do planeta, como lava, gases e outros materiais chamados de “piroclastos” [1] [6].
Os vulcões surgem quando as chamadas placas tectônicas que fazem parte da crosta
terrestre se chocam movimentando o material presente sobre elas e deixando aberturas
para camadas mais profundas do planeta. Os vulcões ocorrem geralmente, em locais que
possuem intensa movimentação das placas tectônicas. Por essas aberturas pode sair o
magma sob a forma de lava presente entre a crosta e o manto, camada média da Terra. A
estrutura do vulcão é constituída por uma câmara magmática, uma cratera vulcânica, um
cone, uma chaminé e, em alguns casos, há saídas laterais ou periféricas (chaminés
secundárias) [3].
Existem aproximadamente 1.500 vulcões ativos em todo o planeta Terra e, anualmente,
em nosso planeta, cerca de 70 vulcões entram em erupção. Os vulcões inativos podem
voltar a ser ativos como o vulcão japonês Shinmoe, que entrou em erupção após 52 anos
adormecido. Outros vulcões inativos ainda podem assustar e até ameaçar a vida na Terra
como o "supervulcão" Yellowstone, no Wyoming (Estados Unidos) que pode ser
catastrófica, como foram várias vezes no passado. No caso do parque de Yellowstone,
que inclui boa parte da área da caldeira do vulcão de mesmo nome, não existe atualmente
um edifício vulcânico ativo. O que existe é a atividade magmática e câmaras magmáticas
subterrâneas, a quilômetros de profundidade sob o parque, que podem vir a formar novos
edifícios vulcânicos de superfície no futuro. O parque é conhecido também por seus
gêiseres [4]. O supervulcão de Yellowstone é milhares de vezes mais poderoso do que
um vulcão normal. Se entrar em erupção, a nuvem de cinzas cobrirá regiões de vários
estados norte-americanos como Wyoming, Montana, Idaho e Colorado, podendo chegar
inclusive a cidades como Los Angeles, San Francisco, Portland e Seattle e impactar
negativamente sobre o clima do planeta Terra[5].
Nos Estados Unidos, estão ativos cerca de 130 vulcões. O Kilauea, no Havaí, é o mais
conhecido sendo um dos mais ativos do mundo, desde 1983. Além dele, o Monte Santa
Helena, no Estado de Washington, ficou conhecido por uma grande erupção em 1980,
3
que resultou em 57 mortes. Na Indonésia, existe cerca de 120 vulcões ativos. Só em Java
(Indonésia) vivem 140 milhões de habitantes perto de 30 vulcões e mais de 500 milhões
de pessoas vivem perto de vulcões (8% da população mundial). O Chile é um dos países
com muitos vulcões ativos no mundo. São cerca de 95 vulcões em atividade. O vulcão
chileno Calbuco situado a 1.000 quilômetros ao sul de Santiago, a capital do Chile, voltou
a entrar em atividade. Situado a 2.015 metros acima do nível do mar, Calbuco não entrava
em erupção desde 1972. É considerado perigoso devido a sua constituição geológica e
sua proximidade com áreas urbanas [5].
O Japão tem cerca de 66 vulcões em atividade, entre eles o monte Fuji, que pode entrar
em erupção em breve, segundo estudos geológicos. O monte Fuji, no Japão, está inativo
há mais de 300 anos. O vulcão pode ameaçar a vida de cerca de oito milhões de pessoas
na região de Tóquio e imediações. Na Itália, na Sicília, o Etna é o vulcão mais ativo da
Europa cuja última erupção ocorreu em novembro 2013. Mais de 600.000 pessoas moram
nas encostas e arredores do vulcão Vesúvio que sepultou Pompeia e Herculano no ano
79. Desde então, entrou em erupção em cerca de 30 ocasiões. Na erupção de 1906 cerca
de cem pessoas morreram e, na última em 1944, destruiu 88 bombardeiros norte-
americanos durante a 2ª Guerra Mundial. A Islândia abriga o vulcão Eyjafjallajökull que
fechou o espaço aéreo europeu em 2010 e afetou milhares de voos. Na Rússia, a maioria
dos vulcões está concentrada na península de Kamtchatka, na Sibéria, na região mais
oriental do país [5].
O mapa abaixo apresenta as zonas sísmicas da Terra que são as regiões do planeta que
apresentam os mais fortes terremotos também muito propensas à ocorrência de
vulcanismo.
Figura 2- Zonas sísmicas da Terra
Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/zonas-sismicas-terra.htm
Os vulcões podem levar à extinção das espécies e da vida no planeta a depender da escala
de sua erupção. Conforme a publicação científica Nature Geoscience, pesquisadores
canadenses da universidade de Calgary descobriram evidências para explicar como
grandes erupções de vulcões, ocorridas há 250 milhões de anos, acabaram com um ciclo
de vida na Terra [1] [6]. Os vulcões teriam produzido carvão suficiente para formar
nuvens de cinzas na atmosfera, que geraram gases de efeito estufa e dizimaram 95% da
vida marinha, além de 70% dos seres vivos terrestres. Um estudo publicado pela renomada
revista "Science" traz evidências de que a atividade intensa de vulcões há cerca de 200 milhões
4
de anos levou provavelmente à extinção de cerca de metade das espécies de animais da Terra
no período, conhecido como o fim do Triássico que é um período geológico que se estende
desde cerca de 252 até 201 milhões de anos atrás. A pesquisa foi realizada por cientistas do
Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Universidade de Columbia, da
Universidade Rutgers e da Universidade Stony Brook, todas nos Estados Unidos. A intensa
atividade vulcânica liberou quantidades enormes de gases na atmosfera do planeta no período,
que alteraram abruptamente suas condições climáticas. As novas condições climáticas
modificaram o habitat das espécies tanto nos oceanos quanto em terra firme, dizem os
pesquisadores. Os indícios apontam que as mudanças climáticas ocorreram tão subitamente
que os animais não foram capazes de evoluir e se adaptar. Para os cientistas, a extinção
ocorrida no fim do Triássico provavelmente abriu caminho para o surgimento dos dinossauros,
que dominaram o planeta pelos 135 milhões de anos seguintes, até chegarem à extinção, há
aproximadamente 65 milhões de anos [1] [6].
Os cientistas têm usado há bastante tempo dados vindos de satélites, equipamentos de
sensibilidade sísmica e outras fontes para detectar erupções de vulcões que estão para
acontecer. É possível prever erupções vulcânicas com o monitoramento constante dos
vulcões para prevenir desastres de proporções catastróficas com a adoção de planos de
evacuação de populações nas áreas abrangidas pelos vulcões. Todas estas medidas devem
ser adotadas, sobretudo, nos países onde há mais ocorrência de erupção de vulcões no
mundo. Em cada um desses países, é preciso que sejam montadas estruturas voltadas para
o monitoramento de erupção de vulcões e sejam elaborados planos de evacuação de
populações em locais que possam ser atingidos por esses eventos catastróficos. Além
disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de
Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de
coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento de erupção de vulcões cujas
consequências tenham abrangência local, regional e mundial, especialmente de vulcões
que podem levar à extinção da vida no planeta como as grandes erupções de vulcões
ocorridas há 250 milhões de anos que acabaram com um ciclo de vida na Terra. Esta
organização mundial deveria, se necessário, adotar medidas necessárias à evacuação dos
seres humanos para locais seguros e, até mesmo, se necessário, para fora do planeta Terra
em locais com chance de serem habitados no sistema solar ou fora dele no caso em que a
erupção de vulcões possa levar à ameaça de extinção dos seres humanos como já ocorreu
no passado [1] [6].
A inversão dos polos magnéticos da Terra
Existem evidências que sugerem que um processo de inversão dos polos magnéticos da
Terra está em pleno andamento, e muita gente acredita que esse evento poderia
desencadear uma série de efeitos cataclísmicos. Entre as catástrofes mais mencionadas
está o deslocamento dos continentes, a ocorrência de violentos terremotos, a extinção de
milhares de espécies e a acentuada mudança climática. Centenas de inversões dos polos
magnéticos já ocorreram em nosso planeta. De acordo com os cientistas, o campo
geomagnético vem mostrando crescentes sinais de enfraquecimento durante os últimos
160 anos. A troca de polos — quando o sul muda de lugar com o norte — acontece quando
agrupamentos de átomos presentes no ferro fundido do núcleo da Terra sofrem um
realinhamento. Pouco a pouco esses agrupamentos (que funcionam como pequenos ímãs)
vão aumentando de tamanho, influenciando o restante do núcleo e provocando a inversão
do campo magnético [7]. O polo norte magnético, para onde a agulha da bússola aponta,
não tem localização permanente. Na realidade, geralmente oscila perto do polo norte
5
geográfico — o ponto em torno do qual a Terra gira — ao longo do tempo devido aos
movimentos dentro do núcleo do planeta. Por razões que ainda não estão totalmente
claras, os movimentos dos polos magnéticos às vezes podem ser mais extremos do que
uma simples oscilação. Uma das migrações mais dramáticas desses polos ocorreu há cerca
de 42 mil anos e é conhecida como o evento Laschamps, em homenagem à cidade
francesa onde foi descoberto [8].
Muitos cientistas acreditam que a maioria de nós sequer perceberia um enfraquecimento
no campo magnético. Entretanto, embora seja provável que os seres humanos não
percebam muito o enfraquecimento do campo magnético, nossa tecnologia sofreria
terrivelmente. Com a Terra mais vulnerável às tempestades solares, satélites artificiais,
sistemas de telecomunicações e redes de energia elétrica seriam danificadas, e isso
afetaria as nossas vidas. Talvez um dos piores cenários se apresentaria se os continentes
realmente se deslocassem graças à inversão dos polos magnéticos. Contudo, de acordo
com os registros geológicos da última troca, não existem evidências de que desastres
planetários ou movimentos continentais tenham ocorrido em decorrência deste tipo de
evento. Conforme explicaram alguns cientistas, o processo de inversão dos polos demora
entre mil e 10 mil anos para ocorrer, isso quando não acaba sendo “abortado” no meio do
caminho. Um dos efeitos mais dramáticos seria o forte enfraquecimento do campo
magnético um pouco antes da troca, o que tornaria a Terra mais vulnerável à radiação
resultante de eventuais tempestades solares. As partículas emitidas pelo Sol poderiam
interagir com a atmosfera terrestre, desencadeando uma série de reações químicas que
resultariam em buracos na camada de ozônio que, por sua vez, resultariam em vários
problemas para os seres humanos. Na opinião de alguns pesquisadores, processos como
esse podem ter provocado há 42 mil anos o desaparecimento de várias espécies, entre elas
os Neandertais [7]. Há 42 mil anos, o mundo enfrentou alguns séculos de condições
apocalípticas causadas por uma reversão dos polos magnéticos da Terra combinada com
mudanças no comportamento do Sol. Essa é a principal descoberta em novo estudo
multidisciplinar, publicado na revista Science. Esta última grande reversão geomagnética
desencadeou uma série de eventos dramáticos que teve consequências de longo alcance
para o nosso planeta. A camada de ozônio foi destruída, tempestades elétricas varreram
os trópicos, ventos solares geraram espetáculos de luz (auroras), o ar ártico se espalhou
pela América do Norte, os mantos de gelo e geleiras aumentaram e os padrões climáticos
mudaram violentamente. Durante esses eventos, a vida na Terra foi exposta à intensa luz
ultravioleta. Neandertais e a megafauna foram extintos, enquanto os humanos modernos
encontraram proteção em cavernas. Durante séculos de condições apocalípticas, os
Neandertais foram extintos [8].
Há várias evidências sugerindo fortemente que os efeitos da reversão dos polos
magnéticos terrestres foram globais e de longo alcance. Isto foi constatado quando
cientistas analisaram as antigas árvores Kauri da Nova Zelândia, que foram preservadas
em turfas e outros sedimentos por mais de 40 mil anos. As árvores kauri da Nova Zelândia
revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo
colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Usando os anéis de
crescimento anual das árvores kauri, os cientistas foram capazes de criar uma escala de
tempo detalhada de como a atmosfera da Terra mudou durante este período. As árvores
revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo
colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Isso forneceu uma
maneira de vincular com precisão registros amplamente dispersos geograficamente.
Usando a escala de tempo recém-criada, os cientistas puderam mostrar que os cinturões
6
de chuva do Pacífico tropical e os ventos ocidentais do Oceano Antártico mudaram
abruptamente ao mesmo tempo, causando condições áridas em lugares como a Austrália.
Por sua vez, uma variedade de megafauna, incluindo os cangurus gigantes, foi extinta.
Mais ao norte, a vasta camada de gelo Laurentide cresceu rapidamente no leste dos
Estados Unidos e no Canadá, enquanto na Europa os neandertais foram extintos. É
importante ressaltar que, durante a mudança magnética, a intensidade do campo caiu para
menos de 6% do que é hoje. Uma bússola daquela época teria dificuldade em encontrar o
norte. Sem nenhum campo magnético, nosso planeta perdeu completamente seu escudo
eficaz contra a radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entraram na
parte superior da atmosfera. Essa combinação de fatores teve um efeito amplificador.
Raios cósmicos de alta energia da galáxia e também enormes explosões de raios de
erupções solares foram capazes de penetrar na alta atmosfera, carregando as partículas no
ar e causando mudanças químicas que causaram a perda de ozônio estratosférico. Muito
provavelmente, mudanças dramáticas e altos níveis sem precedentes de radiação
ultravioleta levaram os primeiros humanos a buscar refúgio em cavernas, o que explica o
aparente florescimento repentino da arte rupestre em todo o mundo há 42 mil anos.
Devido à coincidência de eventos cósmicos aparentemente aleatórios e mudanças
ambientais extremas encontradas em todo o mundo há 42 mil anos, esse período é
chamado de "Evento de Adams", uma homenagem ao grande escritor de ficção científica
Douglas Adams, autor de "Guia do Mochileiro das Galáxias" [8].
Diante da ameaça de extinção da humanidade representada pela inversão dos polos
magnéticos da Terra que faria com que nosso planeta perdesse completamente seu escudo
eficaz contra a radiação solar e radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do
espaço entrariam na parte superior da atmosfera causando a perda de ozônio
estratosférico, é bastante importante que haja um constante monitoramento da inversão
dos polos para avaliar seus efeitos. Para proteger os seres humanos e evitar a extinção da
humanidade, é preciso construir em todo o planeta habitações subterrâneas e cidades
subterrâneas capazes de abrigar a vida humana protegendo-a das radiações cósmica e
solar e adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos da Terra para
Marte ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana.
Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização
Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha
capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento inversão dos
polos magnéticos da Terra.
Conclusões
As ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza existentes no
planeta Terra que dizem respeito ao esfriamento do núcleo do planeta Terra, a erupção
catastrófica de vulcões e a inversão dos polos magnéticos da Terra requer a adoção das
estratégias descritas a seguir:
1. Para salvar a humanidade da ameaça de esfriamento do núcleo da Terra que podem
levar à extinção da humanidade no planeta Terra, é bastante importante que haja um
constante monitoramento da temperatura do núcleo do planeta Terra para adotar,
quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou
outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana, antes da
perda do campo magnético da Terra e do desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta
resultantes do esfriamento do núcleo da Terra. Além disso, é preciso que seja montada
uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes
7
Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as
ações em todo o mundo no enfrentamento do esfriamento do núcleo da Terra, entre
outros eventos catastróficos.
2. Para salvar a humanidade da ameaça representada pela erupção catastrófica de
vulcões, especialmente daqueles que podem levar à extinção da humanidade no
planeta Terra como as grandes erupções de vulcões ocorridas há 250 milhões de anos
que acabaram com um ciclo de vida na Terra, deve-se fazer seu monitoramento
constante dos vulcões com o uso de satélites, equipamentos de sensibilidade sísmica
e outras fontes para detectar erupções de vulcões que estão para acontecer visando
prevenir desastres de proporções catastróficas. Estas medidas devem ser adotadas,
sobretudo, nos países onde há mais ocorrência de erupção de vulcões no mundo. Em
cada um desses países, é preciso que sejam montadas estruturas voltadas para o
monitoramento de erupção de vulcões e sejam elaborados planos de evacuação de
populações em locais que possam ser atingidos por esses eventos catastróficos e, se
necessário, adotar estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou
outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana. Além
disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial
de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de
coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento de erupção de vulcões
cujas consequências tenham abrangência local, regional e mundial, especialmente de
vulcões que podem levar à extinção da vida no planeta Terra.
3. Para salvar a humanidade da ameaça representada pela inversão dos polos magnéticos
da Terra que podem levar à extinção da humanidade, como a exposição dos seres
humanos aos raios cósmicos de alta energia da galáxia e também às enormes
explosões de raios de erupções solares que penetrem na alta atmosfera, carregando as
partículas no ar e causando mudanças químicas que causariam a perda de ozônio
estratosférico, é bastante importante que haja um constante monitoramento da
inversão dos polos para avaliar seus efeitos. O fato objetivo é que, sem nenhum campo
magnético, nosso planeta perderia completamente seu escudo eficaz contra a radiação
solar e radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entrariam na parte
superior da atmosfera. Diante dos altos níveis de radiação ultravioleta, é preciso
proteger os seres humanos e evitar sua extinção construindo em todo o planeta
habitações subterrâneas e cidades subterrâneas capazes de abrigar a vida humana e
adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos da Terra para Marte
ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana. Além
disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial
de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de
coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento inversão dos polos
magnéticos da Terra.
REFERÊNCIAS
1. ALCOFORADO, Fernando. A humanidade ameaçada e as estratégias para sua
sobrevivência. São Paulo: Editora Dialética, 2021.
2. SERRANO, Carlos. Centro da Terra está esfriando mais rápido: quais podem ser
as consequências? Disponível no website <https://www.bbc.com/portuguese/geral-
60228443>, 2022.
3. MUNDO EDUCAÇÃO. 10 curiosidades sobre Vulcões. Disponível no website
<https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/10-curiosidades-sobre-vulcoes.htm>.
8
4. PINTO, Angela Joenck. Vulcões ainda são ameaça à vida na Terra. Disponível no
website <https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/vulcoes-ainda-sao-ameaca-a-
vida-na-terra,75385b6db16da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>, 2011.
5. NOVA ESCOLA. 7 países com vulcões em atividade no mundo. Disponível no
website <https://novaescola.org.br/conteudo/409/7-paises-com-vulcoes-em-
atividade-no-mundo>.
6. ALCOFORADO, Fernando. How to protect human beings from threats to their
existence and avoid the extinction of humanity. Chișinău, Republic of Moldova:
Generis Publishing, 2023.
7. RINCÓN, Maria Luciana. O que aconteceria se os polos magnéticos da Terra se
invertessem? Disponível no website <https://www.tecmundo.com.br/mega-
curioso/34619-o-que-aconteceria-se-os-polos-magneticos-da-terra-se-invertessem-
.htm#:~:text=Talvez%20um%20dos%20piores%20cen%C3%A1rios,ocorrido%20e
m%20decorr%C3%AAncia%20do%20evento>, 2012.
8. FOGWILL, Chris, HOGG, Alan, TURNEY, Chris e THOMAS, Zoë. A reversão dos
polos magnéticos que causou o fim dos neandertais. Disponível no website
<https://www.terra.com.br/byte/ciencia/a-reversao-dos-polos-magneticos-que-
causou-o-fim-dos-
neandertais,9f6705693be9417657a7d54ab88e0f12m19zd11h.html>, 2021.
* Fernando Alcoforado, 84, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema
CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o
Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA
e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona,
professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento
estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi
Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution
company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e
Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de
Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e
a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel,
São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado.
Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e
Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX
e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of
the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller
Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária
(Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o
progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo,
São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV,
Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI
(Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o
Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba,
2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co-
autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade
ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da
ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da
humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton,
Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the
extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução
da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).

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AS AMEAÇAS DE EXTINÇÃO DA HUMANIDADE PROVOCADAS PELO PLANETA TERRA, COMO LIDAR COM ELAS E COMO EVITÁ-LAS.pdf

  • 1. 1 AS AMEAÇAS DE EXTINÇÃO DA HUMANIDADE PROVOCADAS PELO PLANETA TERRA, COMO LIDAR COM ELAS E COMO EVITÁ-LAS Fernando Alcoforado* Este artigo tem por objetivo apresentar as ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza existentes no planeta Terra que dizem respeito ao esfriamento do núcleo do planeta Terra, as erupções catastróficas de vulcões e a inversão dos polos magnéticos da Terra, bem como apresentar como lidar com elas e evitá-las. O esfriamento do núcleo do planeta Terra A primeira grande ameaça para a humanidade provocada pelo planeta Terra diz respeito ao esfriamento do núcleo do planeta Terra que permaneceu quente por mais de 4,5 bilhões de anos, mas que lenta e inevitavelmente está esfriando. É oportuno observar que a Terra é formada por um núcleo interno, um núcleo externo, o manto e a crosta [1] [6] (Figura 1). O núcleo da Terra fica a quase 3 mil km de profundidade da crosta terrestre (a camada mais externa do planeta). As temperaturas do núcleo do planeta Terra podem flutuar entre 4.400° C e 6.000° C, isto é, com temperaturas similares às do Sol. Figura 1- Estrutura interna do planeta Terra Fonte: https://www.todamateria.com.br/litosfera/ O núcleo interno da Terra é uma esfera sólida, composta majoritariamente de ferro. O núcleo externo é formado por um líquido maleável, composto de ferro e níquel. É no núcleo externo que se forma o campo magnético da Terra. A colossal quantidade de energia térmica que emana do interior do planeta Terra coloca em marcha fenômenos como o movimento das placas tectônicas e a atividade vulcânica. Uma pesquisa recente calculou que o centro da Terra está esfriando mais rápido do que se pensava [2]. Com o esfriamento do núcleo da Terra, as placas tectônicas, que são mantidas em movimento pelo fluxo do manto terrestre, desaceleram mais rápido do que o esperado. Sem a atividade do núcleo, os vulcões não entrariam em erupção. Mas sem o calor do interior da Terra, peixes e plantas que vivem no fundo do mar estariam ameaçados, o que causaria
  • 2. 2 um grande desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta. Outro grande problema é o de que o campo magnético terrestre, essencial para a vida em sua superfície, ficará muito enfraquecido ou desaparecerá por completo. A radiação cósmica e a radiação solar, corrente de partículas carregadas emitidas pelo Sol, nos atingirá diretamente e irá deteriorar nossa atmosfera. Para lidar com o esfriamento do núcleo do planeta Terra que permaneceu quente por mais de 4,5 bilhões de anos, mas que lenta e inevitavelmente está esfriando, é bastante importante que haja um constante monitoramento da temperatura do núcleo do planeta Terra para adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos para locais que possam ser habitados no sistema solar, como Marte, ou fora dele com possibilidade de abrigar seres humanos, antes da perda do campo magnético da Terra e do desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global, que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações em todo o mundo no enfrentamento do esfriamento do núcleo da Terra [1] [6]. Erupções de vulcões Os vulcões são aberturas em montanhas e na superfície da Terra que expelem gases, fogo e lava. O planeta Terra possui atualmente muitos vulcões ativos que são fraturas ou aberturas na superfície terrestre por onde são expelidos materiais que têm origem no interior do planeta, como lava, gases e outros materiais chamados de “piroclastos” [1] [6]. Os vulcões surgem quando as chamadas placas tectônicas que fazem parte da crosta terrestre se chocam movimentando o material presente sobre elas e deixando aberturas para camadas mais profundas do planeta. Os vulcões ocorrem geralmente, em locais que possuem intensa movimentação das placas tectônicas. Por essas aberturas pode sair o magma sob a forma de lava presente entre a crosta e o manto, camada média da Terra. A estrutura do vulcão é constituída por uma câmara magmática, uma cratera vulcânica, um cone, uma chaminé e, em alguns casos, há saídas laterais ou periféricas (chaminés secundárias) [3]. Existem aproximadamente 1.500 vulcões ativos em todo o planeta Terra e, anualmente, em nosso planeta, cerca de 70 vulcões entram em erupção. Os vulcões inativos podem voltar a ser ativos como o vulcão japonês Shinmoe, que entrou em erupção após 52 anos adormecido. Outros vulcões inativos ainda podem assustar e até ameaçar a vida na Terra como o "supervulcão" Yellowstone, no Wyoming (Estados Unidos) que pode ser catastrófica, como foram várias vezes no passado. No caso do parque de Yellowstone, que inclui boa parte da área da caldeira do vulcão de mesmo nome, não existe atualmente um edifício vulcânico ativo. O que existe é a atividade magmática e câmaras magmáticas subterrâneas, a quilômetros de profundidade sob o parque, que podem vir a formar novos edifícios vulcânicos de superfície no futuro. O parque é conhecido também por seus gêiseres [4]. O supervulcão de Yellowstone é milhares de vezes mais poderoso do que um vulcão normal. Se entrar em erupção, a nuvem de cinzas cobrirá regiões de vários estados norte-americanos como Wyoming, Montana, Idaho e Colorado, podendo chegar inclusive a cidades como Los Angeles, San Francisco, Portland e Seattle e impactar negativamente sobre o clima do planeta Terra[5]. Nos Estados Unidos, estão ativos cerca de 130 vulcões. O Kilauea, no Havaí, é o mais conhecido sendo um dos mais ativos do mundo, desde 1983. Além dele, o Monte Santa Helena, no Estado de Washington, ficou conhecido por uma grande erupção em 1980,
  • 3. 3 que resultou em 57 mortes. Na Indonésia, existe cerca de 120 vulcões ativos. Só em Java (Indonésia) vivem 140 milhões de habitantes perto de 30 vulcões e mais de 500 milhões de pessoas vivem perto de vulcões (8% da população mundial). O Chile é um dos países com muitos vulcões ativos no mundo. São cerca de 95 vulcões em atividade. O vulcão chileno Calbuco situado a 1.000 quilômetros ao sul de Santiago, a capital do Chile, voltou a entrar em atividade. Situado a 2.015 metros acima do nível do mar, Calbuco não entrava em erupção desde 1972. É considerado perigoso devido a sua constituição geológica e sua proximidade com áreas urbanas [5]. O Japão tem cerca de 66 vulcões em atividade, entre eles o monte Fuji, que pode entrar em erupção em breve, segundo estudos geológicos. O monte Fuji, no Japão, está inativo há mais de 300 anos. O vulcão pode ameaçar a vida de cerca de oito milhões de pessoas na região de Tóquio e imediações. Na Itália, na Sicília, o Etna é o vulcão mais ativo da Europa cuja última erupção ocorreu em novembro 2013. Mais de 600.000 pessoas moram nas encostas e arredores do vulcão Vesúvio que sepultou Pompeia e Herculano no ano 79. Desde então, entrou em erupção em cerca de 30 ocasiões. Na erupção de 1906 cerca de cem pessoas morreram e, na última em 1944, destruiu 88 bombardeiros norte- americanos durante a 2ª Guerra Mundial. A Islândia abriga o vulcão Eyjafjallajökull que fechou o espaço aéreo europeu em 2010 e afetou milhares de voos. Na Rússia, a maioria dos vulcões está concentrada na península de Kamtchatka, na Sibéria, na região mais oriental do país [5]. O mapa abaixo apresenta as zonas sísmicas da Terra que são as regiões do planeta que apresentam os mais fortes terremotos também muito propensas à ocorrência de vulcanismo. Figura 2- Zonas sísmicas da Terra Fonte: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/zonas-sismicas-terra.htm Os vulcões podem levar à extinção das espécies e da vida no planeta a depender da escala de sua erupção. Conforme a publicação científica Nature Geoscience, pesquisadores canadenses da universidade de Calgary descobriram evidências para explicar como grandes erupções de vulcões, ocorridas há 250 milhões de anos, acabaram com um ciclo de vida na Terra [1] [6]. Os vulcões teriam produzido carvão suficiente para formar nuvens de cinzas na atmosfera, que geraram gases de efeito estufa e dizimaram 95% da vida marinha, além de 70% dos seres vivos terrestres. Um estudo publicado pela renomada revista "Science" traz evidências de que a atividade intensa de vulcões há cerca de 200 milhões
  • 4. 4 de anos levou provavelmente à extinção de cerca de metade das espécies de animais da Terra no período, conhecido como o fim do Triássico que é um período geológico que se estende desde cerca de 252 até 201 milhões de anos atrás. A pesquisa foi realizada por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), da Universidade de Columbia, da Universidade Rutgers e da Universidade Stony Brook, todas nos Estados Unidos. A intensa atividade vulcânica liberou quantidades enormes de gases na atmosfera do planeta no período, que alteraram abruptamente suas condições climáticas. As novas condições climáticas modificaram o habitat das espécies tanto nos oceanos quanto em terra firme, dizem os pesquisadores. Os indícios apontam que as mudanças climáticas ocorreram tão subitamente que os animais não foram capazes de evoluir e se adaptar. Para os cientistas, a extinção ocorrida no fim do Triássico provavelmente abriu caminho para o surgimento dos dinossauros, que dominaram o planeta pelos 135 milhões de anos seguintes, até chegarem à extinção, há aproximadamente 65 milhões de anos [1] [6]. Os cientistas têm usado há bastante tempo dados vindos de satélites, equipamentos de sensibilidade sísmica e outras fontes para detectar erupções de vulcões que estão para acontecer. É possível prever erupções vulcânicas com o monitoramento constante dos vulcões para prevenir desastres de proporções catastróficas com a adoção de planos de evacuação de populações nas áreas abrangidas pelos vulcões. Todas estas medidas devem ser adotadas, sobretudo, nos países onde há mais ocorrência de erupção de vulcões no mundo. Em cada um desses países, é preciso que sejam montadas estruturas voltadas para o monitoramento de erupção de vulcões e sejam elaborados planos de evacuação de populações em locais que possam ser atingidos por esses eventos catastróficos. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento de erupção de vulcões cujas consequências tenham abrangência local, regional e mundial, especialmente de vulcões que podem levar à extinção da vida no planeta como as grandes erupções de vulcões ocorridas há 250 milhões de anos que acabaram com um ciclo de vida na Terra. Esta organização mundial deveria, se necessário, adotar medidas necessárias à evacuação dos seres humanos para locais seguros e, até mesmo, se necessário, para fora do planeta Terra em locais com chance de serem habitados no sistema solar ou fora dele no caso em que a erupção de vulcões possa levar à ameaça de extinção dos seres humanos como já ocorreu no passado [1] [6]. A inversão dos polos magnéticos da Terra Existem evidências que sugerem que um processo de inversão dos polos magnéticos da Terra está em pleno andamento, e muita gente acredita que esse evento poderia desencadear uma série de efeitos cataclísmicos. Entre as catástrofes mais mencionadas está o deslocamento dos continentes, a ocorrência de violentos terremotos, a extinção de milhares de espécies e a acentuada mudança climática. Centenas de inversões dos polos magnéticos já ocorreram em nosso planeta. De acordo com os cientistas, o campo geomagnético vem mostrando crescentes sinais de enfraquecimento durante os últimos 160 anos. A troca de polos — quando o sul muda de lugar com o norte — acontece quando agrupamentos de átomos presentes no ferro fundido do núcleo da Terra sofrem um realinhamento. Pouco a pouco esses agrupamentos (que funcionam como pequenos ímãs) vão aumentando de tamanho, influenciando o restante do núcleo e provocando a inversão do campo magnético [7]. O polo norte magnético, para onde a agulha da bússola aponta, não tem localização permanente. Na realidade, geralmente oscila perto do polo norte
  • 5. 5 geográfico — o ponto em torno do qual a Terra gira — ao longo do tempo devido aos movimentos dentro do núcleo do planeta. Por razões que ainda não estão totalmente claras, os movimentos dos polos magnéticos às vezes podem ser mais extremos do que uma simples oscilação. Uma das migrações mais dramáticas desses polos ocorreu há cerca de 42 mil anos e é conhecida como o evento Laschamps, em homenagem à cidade francesa onde foi descoberto [8]. Muitos cientistas acreditam que a maioria de nós sequer perceberia um enfraquecimento no campo magnético. Entretanto, embora seja provável que os seres humanos não percebam muito o enfraquecimento do campo magnético, nossa tecnologia sofreria terrivelmente. Com a Terra mais vulnerável às tempestades solares, satélites artificiais, sistemas de telecomunicações e redes de energia elétrica seriam danificadas, e isso afetaria as nossas vidas. Talvez um dos piores cenários se apresentaria se os continentes realmente se deslocassem graças à inversão dos polos magnéticos. Contudo, de acordo com os registros geológicos da última troca, não existem evidências de que desastres planetários ou movimentos continentais tenham ocorrido em decorrência deste tipo de evento. Conforme explicaram alguns cientistas, o processo de inversão dos polos demora entre mil e 10 mil anos para ocorrer, isso quando não acaba sendo “abortado” no meio do caminho. Um dos efeitos mais dramáticos seria o forte enfraquecimento do campo magnético um pouco antes da troca, o que tornaria a Terra mais vulnerável à radiação resultante de eventuais tempestades solares. As partículas emitidas pelo Sol poderiam interagir com a atmosfera terrestre, desencadeando uma série de reações químicas que resultariam em buracos na camada de ozônio que, por sua vez, resultariam em vários problemas para os seres humanos. Na opinião de alguns pesquisadores, processos como esse podem ter provocado há 42 mil anos o desaparecimento de várias espécies, entre elas os Neandertais [7]. Há 42 mil anos, o mundo enfrentou alguns séculos de condições apocalípticas causadas por uma reversão dos polos magnéticos da Terra combinada com mudanças no comportamento do Sol. Essa é a principal descoberta em novo estudo multidisciplinar, publicado na revista Science. Esta última grande reversão geomagnética desencadeou uma série de eventos dramáticos que teve consequências de longo alcance para o nosso planeta. A camada de ozônio foi destruída, tempestades elétricas varreram os trópicos, ventos solares geraram espetáculos de luz (auroras), o ar ártico se espalhou pela América do Norte, os mantos de gelo e geleiras aumentaram e os padrões climáticos mudaram violentamente. Durante esses eventos, a vida na Terra foi exposta à intensa luz ultravioleta. Neandertais e a megafauna foram extintos, enquanto os humanos modernos encontraram proteção em cavernas. Durante séculos de condições apocalípticas, os Neandertais foram extintos [8]. Há várias evidências sugerindo fortemente que os efeitos da reversão dos polos magnéticos terrestres foram globais e de longo alcance. Isto foi constatado quando cientistas analisaram as antigas árvores Kauri da Nova Zelândia, que foram preservadas em turfas e outros sedimentos por mais de 40 mil anos. As árvores kauri da Nova Zelândia revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Usando os anéis de crescimento anual das árvores kauri, os cientistas foram capazes de criar uma escala de tempo detalhada de como a atmosfera da Terra mudou durante este período. As árvores revelaram um aumento prolongado nos níveis de radiocarbono atmosférico causado pelo colapso do campo magnético da Terra quando os polos mudaram. Isso forneceu uma maneira de vincular com precisão registros amplamente dispersos geograficamente. Usando a escala de tempo recém-criada, os cientistas puderam mostrar que os cinturões
  • 6. 6 de chuva do Pacífico tropical e os ventos ocidentais do Oceano Antártico mudaram abruptamente ao mesmo tempo, causando condições áridas em lugares como a Austrália. Por sua vez, uma variedade de megafauna, incluindo os cangurus gigantes, foi extinta. Mais ao norte, a vasta camada de gelo Laurentide cresceu rapidamente no leste dos Estados Unidos e no Canadá, enquanto na Europa os neandertais foram extintos. É importante ressaltar que, durante a mudança magnética, a intensidade do campo caiu para menos de 6% do que é hoje. Uma bússola daquela época teria dificuldade em encontrar o norte. Sem nenhum campo magnético, nosso planeta perdeu completamente seu escudo eficaz contra a radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entraram na parte superior da atmosfera. Essa combinação de fatores teve um efeito amplificador. Raios cósmicos de alta energia da galáxia e também enormes explosões de raios de erupções solares foram capazes de penetrar na alta atmosfera, carregando as partículas no ar e causando mudanças químicas que causaram a perda de ozônio estratosférico. Muito provavelmente, mudanças dramáticas e altos níveis sem precedentes de radiação ultravioleta levaram os primeiros humanos a buscar refúgio em cavernas, o que explica o aparente florescimento repentino da arte rupestre em todo o mundo há 42 mil anos. Devido à coincidência de eventos cósmicos aparentemente aleatórios e mudanças ambientais extremas encontradas em todo o mundo há 42 mil anos, esse período é chamado de "Evento de Adams", uma homenagem ao grande escritor de ficção científica Douglas Adams, autor de "Guia do Mochileiro das Galáxias" [8]. Diante da ameaça de extinção da humanidade representada pela inversão dos polos magnéticos da Terra que faria com que nosso planeta perdesse completamente seu escudo eficaz contra a radiação solar e radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entrariam na parte superior da atmosfera causando a perda de ozônio estratosférico, é bastante importante que haja um constante monitoramento da inversão dos polos para avaliar seus efeitos. Para proteger os seres humanos e evitar a extinção da humanidade, é preciso construir em todo o planeta habitações subterrâneas e cidades subterrâneas capazes de abrigar a vida humana protegendo-a das radiações cósmica e solar e adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos da Terra para Marte ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento inversão dos polos magnéticos da Terra. Conclusões As ameaças à extinção da humanidade provocadas pelas forças da natureza existentes no planeta Terra que dizem respeito ao esfriamento do núcleo do planeta Terra, a erupção catastrófica de vulcões e a inversão dos polos magnéticos da Terra requer a adoção das estratégias descritas a seguir: 1. Para salvar a humanidade da ameaça de esfriamento do núcleo da Terra que podem levar à extinção da humanidade no planeta Terra, é bastante importante que haja um constante monitoramento da temperatura do núcleo do planeta Terra para adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana, antes da perda do campo magnético da Terra e do desequilíbrio na cadeia alimentar do planeta resultantes do esfriamento do núcleo da Terra. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes
  • 7. 7 Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações em todo o mundo no enfrentamento do esfriamento do núcleo da Terra, entre outros eventos catastróficos. 2. Para salvar a humanidade da ameaça representada pela erupção catastrófica de vulcões, especialmente daqueles que podem levar à extinção da humanidade no planeta Terra como as grandes erupções de vulcões ocorridas há 250 milhões de anos que acabaram com um ciclo de vida na Terra, deve-se fazer seu monitoramento constante dos vulcões com o uso de satélites, equipamentos de sensibilidade sísmica e outras fontes para detectar erupções de vulcões que estão para acontecer visando prevenir desastres de proporções catastróficas. Estas medidas devem ser adotadas, sobretudo, nos países onde há mais ocorrência de erupção de vulcões no mundo. Em cada um desses países, é preciso que sejam montadas estruturas voltadas para o monitoramento de erupção de vulcões e sejam elaborados planos de evacuação de populações em locais que possam ser atingidos por esses eventos catastróficos e, se necessário, adotar estratégias de fuga de seres humanos para locais como Marte ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento de erupção de vulcões cujas consequências tenham abrangência local, regional e mundial, especialmente de vulcões que podem levar à extinção da vida no planeta Terra. 3. Para salvar a humanidade da ameaça representada pela inversão dos polos magnéticos da Terra que podem levar à extinção da humanidade, como a exposição dos seres humanos aos raios cósmicos de alta energia da galáxia e também às enormes explosões de raios de erupções solares que penetrem na alta atmosfera, carregando as partículas no ar e causando mudanças químicas que causariam a perda de ozônio estratosférico, é bastante importante que haja um constante monitoramento da inversão dos polos para avaliar seus efeitos. O fato objetivo é que, sem nenhum campo magnético, nosso planeta perderia completamente seu escudo eficaz contra a radiação solar e radiação cósmica e muitas partículas penetrantes do espaço entrariam na parte superior da atmosfera. Diante dos altos níveis de radiação ultravioleta, é preciso proteger os seres humanos e evitar sua extinção construindo em todo o planeta habitações subterrâneas e cidades subterrâneas capazes de abrigar a vida humana e adotar, quando necessário, estratégias de fuga de seres humanos da Terra para Marte ou outros locais no sistema solar ou fora dele capazes de abrigar a vida humana. Além disso, é preciso que seja montada uma estrutura mundial, uma Organização Mundial de Defesa Contra Catástrofes Naturais de abrangência global que tenha capacidade de coordenar tecnicamente as ações dos países no enfrentamento inversão dos polos magnéticos da Terra. REFERÊNCIAS 1. ALCOFORADO, Fernando. A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência. São Paulo: Editora Dialética, 2021. 2. SERRANO, Carlos. Centro da Terra está esfriando mais rápido: quais podem ser as consequências? Disponível no website <https://www.bbc.com/portuguese/geral- 60228443>, 2022. 3. MUNDO EDUCAÇÃO. 10 curiosidades sobre Vulcões. Disponível no website <https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/10-curiosidades-sobre-vulcoes.htm>.
  • 8. 8 4. PINTO, Angela Joenck. Vulcões ainda são ameaça à vida na Terra. Disponível no website <https://www.terra.com.br/noticias/ciencia/vulcoes-ainda-sao-ameaca-a- vida-na-terra,75385b6db16da310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html>, 2011. 5. NOVA ESCOLA. 7 países com vulcões em atividade no mundo. Disponível no website <https://novaescola.org.br/conteudo/409/7-paises-com-vulcoes-em- atividade-no-mundo>. 6. ALCOFORADO, Fernando. How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity. Chișinău, Republic of Moldova: Generis Publishing, 2023. 7. RINCÓN, Maria Luciana. O que aconteceria se os polos magnéticos da Terra se invertessem? Disponível no website <https://www.tecmundo.com.br/mega- curioso/34619-o-que-aconteceria-se-os-polos-magneticos-da-terra-se-invertessem- .htm#:~:text=Talvez%20um%20dos%20piores%20cen%C3%A1rios,ocorrido%20e m%20decorr%C3%AAncia%20do%20evento>, 2012. 8. FOGWILL, Chris, HOGG, Alan, TURNEY, Chris e THOMAS, Zoë. A reversão dos polos magnéticos que causou o fim dos neandertais. Disponível no website <https://www.terra.com.br/byte/ciencia/a-reversao-dos-polos-magneticos-que- causou-o-fim-dos- neandertais,9f6705693be9417657a7d54ab88e0f12m19zd11h.html>, 2021. * Fernando Alcoforado, 84, condecorado com a Medalha do Mérito da Engenharia do Sistema CONFEA/CREA, membro da Academia Baiana de Educação, da SBPC- Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e do IPB- Instituto Politécnico da Bahia, engenheiro pela Escola Politécnica da UFBA e doutor em Planejamento Territorial e Desenvolvimento Regional pela Universidade de Barcelona, professor universitário (Engenharia, Economia e Administração) e consultor nas áreas de planejamento estratégico, planejamento empresarial, planejamento regional e planejamento de sistemas energéticos, foi Assessor do Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da LIGHT S.A. Electric power distribution company do Rio de Janeiro, Coordenador de Planejamento Estratégico do CEPED- Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Bahia, Subsecretário de Energia do Estado da Bahia, Secretário do Planejamento de Salvador, é autor dos livros Globalização (Editora Nobel, São Paulo, 1997), De Collor a FHC- O Brasil e a Nova (Des)ordem Mundial (Editora Nobel, São Paulo, 1998), Um Projeto para o Brasil (Editora Nobel, São Paulo, 2000), Os condicionantes do desenvolvimento do Estado da Bahia (Tese de doutorado. Universidade de Barcelona,http://www.tesisenred.net/handle/10803/1944, 2003), Globalização e Desenvolvimento (Editora Nobel, São Paulo, 2006), Bahia- Desenvolvimento do Século XVI ao Século XX e Objetivos Estratégicos na Era Contemporânea (EGBA, Salvador, 2008), The Necessary Conditions of the Economic and Social Development- The Case of the State of Bahia (VDM Verlag Dr. Müller Aktiengesellschaft & Co. KG, Saarbrücken, Germany, 2010), Aquecimento Global e Catástrofe Planetária (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2010), Amazônia Sustentável- Para o progresso do Brasil e combate ao aquecimento global (Viena- Editora e Gráfica, Santa Cruz do Rio Pardo, São Paulo, 2011), Os Fatores Condicionantes do Desenvolvimento Econômico e Social (Editora CRV, Curitiba, 2012), Energia no Mundo e no Brasil- Energia e Mudança Climática Catastrófica no Século XXI (Editora CRV, Curitiba, 2015), As Grandes Revoluções Científicas, Econômicas e Sociais que Mudaram o Mundo (Editora CRV, Curitiba, 2016), A Invenção de um novo Brasil (Editora CRV, Curitiba, 2017), Esquerda x Direita e a sua convergência (Associação Baiana de Imprensa, Salvador, 2018, em co- autoria), Como inventar o futuro para mudar o mundo (Editora CRV, Curitiba, 2019), A humanidade ameaçada e as estratégias para sua sobrevivência (Editora Dialética, São Paulo, 2021), A escalada da ciência e da tecnologia ao longo da história e sua contribuição ao progresso e à sobrevivência da humanidade (Editora CRV, Curitiba, 2022), de capítulo do livro Flood Handbook (CRC Press, Boca Raton, Florida, United States, 2022), How to protect human beings from threats to their existence and avoid the extinction of humanity (Generis Publishing, Europe, Republic of Moldova, Chișinău, 2023) e A revolução da educação necessária ao Brasil na era contemporânea (Editora CRV, Curitiba, 2023).