ISD (BRONCKART, 2003) Agir Comunicativo (HABERMAS, 1987) Teoria da enunciação bahhtiniana Psicologia interacionista vygotskY (1988) (ISD) é uma corrente teórica que concebe o discurso/texto como manifestação empírica das ações de linguagem humana, arraigado ao contexto social, sendo o texto, produto social.  há uma variedade de tipos de discurso que se encaixam nos gêneros, uma vez que estes mantêm estrita ligação com a esfera que circula e/ou é oriundo (BAKHTIN, 1995). Logo, além do texto empírico pertencer a um gênero e comportar tipos de discurso, sua constituição depende também da situação de comunicação, das regras da língua e das decisões do produtor.
MODELO DE ANÁLISE DE GÊNERO (BRONCKART, 2003)                 NÍVEIS DE ANÁLISE Contexto de Produção Arquitetura Interna dos textos C.  Físico C. Socio/subj. * Inf. Ger. Dos Textos Lugar  Lugar soc. (instit.) Plano textual global Tipos de Discursos - Tipos de Seqüências Momento Objetivo * Mecanis. De textualização Emissor Enunciador Conexão Coesão nominal - Coesão verbal Receptor Destinatário * Mecanis. Enunciativos Vozes - Modalizações
Síntese Descritiva do Modelo Didático  do Gênero Carta de Reclamação * Fatores de primeiro plano: a) emissor:  cidadão adulto, bem escolarizado, crítico,  pagador de impostos que quer expressar sua opinião. b)  lugar físico  de produção:  casa, ambiente que o constituiesse cidadão (ã) produz o texto em sua casa , ambiente. c)  momento de produção : tempo relativamente curto, do momento da decisão da produção à produção propriamente dita.  c)  receptor:   primeiramente, a pessoa que recebe o texto na empresa jornalística e o seleciona  e encaminha para a edição; em seguida, o homem ou mulher que vai ler o jornal .
* Fatores de segundo plano: a) lugar social de produção:  a formação social em que circula uma carta de reclamação é a da mídia impressa. b) destinatário  (que, no primeiro plano era o receptor), primeiramente: um funcionário-jornalista, depois, o leitor do jornal. c)  objetivo da interação:  expor  um fato específico, a  solicitação de uma tomada de posição por parte das  instâncias responsáveis e resolução para o problema exposto .
Plano Textual Global a) Local e data; b) Nome e endereço completo do destinatário; c) Referente; d) Sessão de abertura; e) Relato do problema com nome e data seguido da  solicitação da resolução; f) Sessão de despedida; g) Assinatura e endereço completo do reclamante. Obs:  conforme Bakhtin (1995) os gêneros apresentam “formas” relativamente estáveis, pois, uma vez que os gêneros se encontram no intertexto (BRONCKART, 2003), eles mudam com o passar do tempo e conforme a esfera em que circula e é produzido, pois, visa atender as necessidades do enunciador.
Tipos de Discurso * No gênero Carta de Reclamação há a predominância do Discurso Interativo (conj. Mundo ordinário  - presença dos interactantes) com passagens do Relato Interativo (disj. Mundo ordinário - narrativa com personagens e acontecimento. COORDENADAS GERAIS DOS MUNDOS Conjunção Disjunção EXPOR NARRAR Relação ao ato de produção Implicação Disc. Interativo Rel. Interativo Autonomia Disc. Teórico Narração
Trânsito Outro dia recebi em casa "Notificação de Infração" por parar em fila dupla, em frente ao prédio onde moro. Na realidade esperava outro carro que estava na minha frente aguardando o portão abrir, quando passou uma camionete com identificação da Setran. O motorista em tom de ameaçador disse: Vou te multar... e seguiu em alta velocidade.  Agora eu pergunto, isso não é abuso de autoridade, ou é uma forma de prestação de serviço em prol da arrecadação?  Inconformado com a situação, recorri ao órgão de trânsito e solicitei ao diretor da Setran, Sr. Miura, a identificação do condutor para que haja reparação de danos, o que o mesmo respondeu da necessidade de preservar o servidor público municipal de eventuais represálias pessoais.  Será que é para esquivar de uma situação ou é uma forma de proteção ao abuso de autoridade? A Constituição é clara quando diz: "todos são iguais perante a lei". E porque o microônibus de uma empresa de transporte coletivo pára em qualquer lugar sem nenhum problema? Ainda (eu) estou aguardando uma resposta convincente .  Marino Hideo Akabane  -  [email_address]   (O DIÁRIO do Norte do Paraná, p. 2, 19/11/2005)
Segundo Bronckart (2003) a seqüência Argumentativa é formada por: a) Premissa : momento em que o agente-produtor apresenta sua tese inicial: b) Apresentação de argumentos:  momento em que o agente-produtor apresenta os elementos que orientam à sua conclusão: c) Apresentação de contra-argumentos:  momento em que é apresentado os argumentos que são contra a tese do agente-produtor, a fim de que sejam, mais adiante, refutados pelo mesmo: d) Conclusão:  momento em que a tese do agente é reforçada, uma vez que conta com os efeitos dos argumentos e contra-argumentos. TIPOS  DE   SEQÜÊNCIA Seq. Narrativa Seq. Explicativa Seq. Argumentativa Seq. Dialogal Seq. Descritiva Seq. Injuntiva
Mecanismos de Textualização Têm a função de conferir ao texto progressão e coerência temática marcando relações de continuidade, ruptura e contraste, o que auxilia na compreensão do texto. (BRONCKART, 2003). * Conexão  da ordem do Expor: organizadores lógicos como:  de um lado, porque, ao contrário, então, que, de fato, dessa maneira , e etc , marcando uma função de argumentação, encaixamento e ligação.  *  Conexão  da ordem do narrar: organizadores temporais como:  depois, antes que, ontem, hoje etc .
Coesão nominal  da ordem do Expor: anáforas nominais idênticos ou equivalentes ao antecedente  (nomes e sinônimos) ,  conferindo retomada e anáforas pronominais –  pronomes pessoais, relativos, possessivos, demonstrativos e reflexivos  que exercem a função de introdução e retomada de argumentos. Coesão nominal  da ordem do Narrar: anáforas pronominais de terceira pessoa devido a presença de personagens.(BRONCKART, 2003).
Coesão verbal Discurso Interativo (mundo do Expor): verbos no presente e futuro do indicativo, uma vez que implicam o contexto de produção.  Relato Interativo (mundo do Narrar) utiliza-se os verbos no pretérito perfeito e imperfeito.
Trânsito Outro dia   (eu)  RECEBI   em casa  "Notificação de Infração" por parar em fila dupla,  em frente ao prédio onde moro .  Na realidade   (eu)  ESPERAVA  outro carro que estava na  minha  frente aguardando o portão abrir, quando  PASSOU  uma camionete com identificação da  Setran . O motorista em tom de ameaçador disse: Vou  te  multar... e  SEGUIU  em alta velocidade.  Agora  eu   PERGUNTO, isso não é abuso de autoridade,  ou  É uma forma de prestação de serviço em prol da arrecadação?  Inconformado com a situação,  (eu)  recorri ao  órgão de trânsito   e (eu ) solicitei ao  diretor da Setran, Sr. Miura ,  a identificação do condutor para que haja reparação de danos, o que  o mesmo   RESPONDEU  da necessidade de preservar o  servidor público municipal  de eventuais represálias pessoais.  Será que é para esquivar de uma situação  ou  é uma forma de proteção ao abuso de autoridade? A  Constituição  É clara quando diz:  "todos são iguais perante a lei".   E  porque o microônibus de uma empresa de transporte coletivo pára em qualquer lugar sem nenhum problema?  Ainda   (eu)  estou  AGUARDANDO  uma resposta convincente.  Marino Hideo Akabane  -  [email_address]   (O DIÁRIO do Norte do Paraná, p. 2, 19/11/2005)

Artigo fafijan

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  • 2.
    ISD (BRONCKART, 2003)Agir Comunicativo (HABERMAS, 1987) Teoria da enunciação bahhtiniana Psicologia interacionista vygotskY (1988) (ISD) é uma corrente teórica que concebe o discurso/texto como manifestação empírica das ações de linguagem humana, arraigado ao contexto social, sendo o texto, produto social. há uma variedade de tipos de discurso que se encaixam nos gêneros, uma vez que estes mantêm estrita ligação com a esfera que circula e/ou é oriundo (BAKHTIN, 1995). Logo, além do texto empírico pertencer a um gênero e comportar tipos de discurso, sua constituição depende também da situação de comunicação, das regras da língua e das decisões do produtor.
  • 3.
    MODELO DE ANÁLISEDE GÊNERO (BRONCKART, 2003)                 NÍVEIS DE ANÁLISE Contexto de Produção Arquitetura Interna dos textos C. Físico C. Socio/subj. * Inf. Ger. Dos Textos Lugar Lugar soc. (instit.) Plano textual global Tipos de Discursos - Tipos de Seqüências Momento Objetivo * Mecanis. De textualização Emissor Enunciador Conexão Coesão nominal - Coesão verbal Receptor Destinatário * Mecanis. Enunciativos Vozes - Modalizações
  • 4.
    Síntese Descritiva doModelo Didático do Gênero Carta de Reclamação * Fatores de primeiro plano: a) emissor: cidadão adulto, bem escolarizado, crítico, pagador de impostos que quer expressar sua opinião. b) lugar físico de produção: casa, ambiente que o constituiesse cidadão (ã) produz o texto em sua casa , ambiente. c) momento de produção : tempo relativamente curto, do momento da decisão da produção à produção propriamente dita. c) receptor: primeiramente, a pessoa que recebe o texto na empresa jornalística e o seleciona e encaminha para a edição; em seguida, o homem ou mulher que vai ler o jornal .
  • 5.
    * Fatores desegundo plano: a) lugar social de produção: a formação social em que circula uma carta de reclamação é a da mídia impressa. b) destinatário (que, no primeiro plano era o receptor), primeiramente: um funcionário-jornalista, depois, o leitor do jornal. c) objetivo da interação: expor um fato específico, a solicitação de uma tomada de posição por parte das instâncias responsáveis e resolução para o problema exposto .
  • 6.
    Plano Textual Globala) Local e data; b) Nome e endereço completo do destinatário; c) Referente; d) Sessão de abertura; e) Relato do problema com nome e data seguido da solicitação da resolução; f) Sessão de despedida; g) Assinatura e endereço completo do reclamante. Obs: conforme Bakhtin (1995) os gêneros apresentam “formas” relativamente estáveis, pois, uma vez que os gêneros se encontram no intertexto (BRONCKART, 2003), eles mudam com o passar do tempo e conforme a esfera em que circula e é produzido, pois, visa atender as necessidades do enunciador.
  • 7.
    Tipos de Discurso* No gênero Carta de Reclamação há a predominância do Discurso Interativo (conj. Mundo ordinário - presença dos interactantes) com passagens do Relato Interativo (disj. Mundo ordinário - narrativa com personagens e acontecimento. COORDENADAS GERAIS DOS MUNDOS Conjunção Disjunção EXPOR NARRAR Relação ao ato de produção Implicação Disc. Interativo Rel. Interativo Autonomia Disc. Teórico Narração
  • 8.
    Trânsito Outro diarecebi em casa "Notificação de Infração" por parar em fila dupla, em frente ao prédio onde moro. Na realidade esperava outro carro que estava na minha frente aguardando o portão abrir, quando passou uma camionete com identificação da Setran. O motorista em tom de ameaçador disse: Vou te multar... e seguiu em alta velocidade. Agora eu pergunto, isso não é abuso de autoridade, ou é uma forma de prestação de serviço em prol da arrecadação? Inconformado com a situação, recorri ao órgão de trânsito e solicitei ao diretor da Setran, Sr. Miura, a identificação do condutor para que haja reparação de danos, o que o mesmo respondeu da necessidade de preservar o servidor público municipal de eventuais represálias pessoais. Será que é para esquivar de uma situação ou é uma forma de proteção ao abuso de autoridade? A Constituição é clara quando diz: "todos são iguais perante a lei". E porque o microônibus de uma empresa de transporte coletivo pára em qualquer lugar sem nenhum problema? Ainda (eu) estou aguardando uma resposta convincente . Marino Hideo Akabane - [email_address] (O DIÁRIO do Norte do Paraná, p. 2, 19/11/2005)
  • 9.
    Segundo Bronckart (2003)a seqüência Argumentativa é formada por: a) Premissa : momento em que o agente-produtor apresenta sua tese inicial: b) Apresentação de argumentos: momento em que o agente-produtor apresenta os elementos que orientam à sua conclusão: c) Apresentação de contra-argumentos: momento em que é apresentado os argumentos que são contra a tese do agente-produtor, a fim de que sejam, mais adiante, refutados pelo mesmo: d) Conclusão: momento em que a tese do agente é reforçada, uma vez que conta com os efeitos dos argumentos e contra-argumentos. TIPOS DE SEQÜÊNCIA Seq. Narrativa Seq. Explicativa Seq. Argumentativa Seq. Dialogal Seq. Descritiva Seq. Injuntiva
  • 10.
    Mecanismos de TextualizaçãoTêm a função de conferir ao texto progressão e coerência temática marcando relações de continuidade, ruptura e contraste, o que auxilia na compreensão do texto. (BRONCKART, 2003). * Conexão da ordem do Expor: organizadores lógicos como: de um lado, porque, ao contrário, então, que, de fato, dessa maneira , e etc , marcando uma função de argumentação, encaixamento e ligação. * Conexão da ordem do narrar: organizadores temporais como: depois, antes que, ontem, hoje etc .
  • 11.
    Coesão nominal da ordem do Expor: anáforas nominais idênticos ou equivalentes ao antecedente (nomes e sinônimos) , conferindo retomada e anáforas pronominais – pronomes pessoais, relativos, possessivos, demonstrativos e reflexivos que exercem a função de introdução e retomada de argumentos. Coesão nominal da ordem do Narrar: anáforas pronominais de terceira pessoa devido a presença de personagens.(BRONCKART, 2003).
  • 12.
    Coesão verbal DiscursoInterativo (mundo do Expor): verbos no presente e futuro do indicativo, uma vez que implicam o contexto de produção. Relato Interativo (mundo do Narrar) utiliza-se os verbos no pretérito perfeito e imperfeito.
  • 13.
    Trânsito Outro dia (eu) RECEBI em casa "Notificação de Infração" por parar em fila dupla, em frente ao prédio onde moro . Na realidade (eu) ESPERAVA outro carro que estava na minha frente aguardando o portão abrir, quando PASSOU uma camionete com identificação da Setran . O motorista em tom de ameaçador disse: Vou te multar... e SEGUIU em alta velocidade. Agora eu PERGUNTO, isso não é abuso de autoridade, ou É uma forma de prestação de serviço em prol da arrecadação? Inconformado com a situação, (eu) recorri ao órgão de trânsito e (eu ) solicitei ao diretor da Setran, Sr. Miura , a identificação do condutor para que haja reparação de danos, o que o mesmo RESPONDEU da necessidade de preservar o servidor público municipal de eventuais represálias pessoais. Será que é para esquivar de uma situação ou é uma forma de proteção ao abuso de autoridade? A Constituição É clara quando diz: "todos são iguais perante a lei". E porque o microônibus de uma empresa de transporte coletivo pára em qualquer lugar sem nenhum problema? Ainda (eu) estou AGUARDANDO uma resposta convincente. Marino Hideo Akabane - [email_address] (O DIÁRIO do Norte do Paraná, p. 2, 19/11/2005)