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REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 
34 
Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 
ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE TABACO NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA – RIO 
GRANDE DO SUL (1991 – 2010) 
Ezequiel Redin1; Daniel Junges Menezes2 
RESUMO 
O trabalho objetiva descrever e analisar a produção de tabaco no Território Centro Serra sob a 
perspectiva das mudanças espaciais, no período de 1991 a 2010. A dimensão utilizada refere-se a 
quantidade produzida (ton) de fumo em folha, nas últimas duas décadas, segundo dados da Fundação 
de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE DADOS). O estudo possibilitou identificar que 
no primeiro quinquênio o município de Sobradinho destacou-se na produção de tabaco na região, 
sendo que a partir do segundo período, Arroio do Tigre torna-se o principal produtor de tabaco do 
Território Centro Serra, em boa parte, devido às emancipações originárias de Sobradinho e o 
crescimento da produção local. A região de Salto do Jacuí e Jacuizinho são os produtores de tabaco 
menos expressivos. Por fim, verifica-se que o território tem significativa participação na produção de 
tabaco, sendo uma das principais estratégias econômicas das unidades de produção, no entanto, isso 
não elimina outras atividades agrícolas e não agrícolas, fornecendo ao Território Centro Serra um 
leque de diversidade produtiva e de renda no rural. 
Palavras-chave: fumicultura, dados da produção tabaco, Território Centro Serra. 
ANALYSIS OF PRODUCTION OF TOBACCO IN THE TERRITORY CENTRO SERRA – 
RIO GRANDE DO SUL (1991 - 2010) 
ABSTRACT 
The paper aims to describe and analyze the production of tobacco in the Territory Centro Serra from 
the perspective of spatial changes in the period 1991-2010. The scale used refers to the amount 
produced (ton) of tobacco leaf, the last two decades, according to the Foundation of Economics and 
Statistics of Rio Grande do Sul (FEE DADOS). The study identified that the first five-year period the 
municipality of Sobradinho excelled in tobacco production in the region, and from the second period, 
Arroio Tigre becomes the main producer of tobacco Territory Centro Serra, largely due to 
emancipation originating Sobradinho and growth of local production. The region of Salto Jacuí and 
Jacuizinho tobacco farmers are less expressive. Finally, it appears that the territory has significant 
involvement in tobacco production, one of the main strategies of economic production units, however, 
it does not eliminate other agricultural and non-agricultural activities, providing the Territory Centro 
Serra a range of diversity production and income in rural areas. 
Keywords: tobacco farming, tobacco production data, Territory Centro Serra.
35 
INTRODUÇÃO 
A histórica produção de tabaco na região 
sul do Brasil tem guiado economicamente a 
economia rural dos municípios, em especial, 
àqueles com pequenas estruturas fundiárias e de 
características ambientais restritas. O Brasil 
possui 156.935 estabelecimentos rurais 
produzindo fumo em folha, atingindo 567.974 
hectares colhidos, gerando 1.109.036 toneladas 
de tabaco. No Sul do país, principal produtor, são 
134.257 estabelecimentos, 516.727 hectares 
colhidos, alcançando um patamar de 1.049.724 
toneladas da solanácea, segundo o Censo 
Agropecuário de 2006 (IBGE, 2010). De acordo 
com informações do Anuário Brasileiro do 
Tabaco, fundamentado em dados da Associação 
Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), 
o Brasil é o segundo maior produtor mundial de 
fumo em folha com 745.360 toneladas na safra 
de 2011/2012. O primeiro lugar é ocupado pela 
China com 2.400.000 toneladas e, em terceiro 
lugar, a Índia com 640.820 toneladas de tabaco. 
No ranking da exportação de tabaco, o Brasil é 
líder com 650.000 toneladas, seguido da Índia 
com 271.060 e Estados Unidos 153.130 
toneladas. 
Em 2010, segundo dados do Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 
2010), a produção de fumo em folha no Sul do 
Brasil respondia por 98% do total nacional, 
abrangendo aproximadamente 700 municípios. 
A área colhida atingiu a escala de 449.629 
hectares, produzindo 787.617 toneladas de fumo 
em folha, com um valor da produção estimado 
em R$ 4.508.061,00 no país. Segundo dados da 
Associação dos Fumicultores do Brasil 
(AFUBRA), na safra 2011/2012 nos três estados 
do Sul (RS, SC e PR), são 449 municípios que 
produzem tabaco tipo Burley (REDIN, 2013). 
A safra 2011/2012, segundo informações 
da Associação dos Fumicultores do Brasil 
(AFUBRA), envolveu 656 municípios 
produtores, 123.900 propriedades com tamanho 
médio de 16,8 hectares, produzindo 727.510 
toneladas de tabaco. No total, estão ligadas 
diretamente com atividade de produção 165.170 
famílias rurais e, aproximadamente, 660.680 
pessoas ocupadas na cadeia produtiva, conforme 
indica a Associação. O Estado do Rio Grande do 
Sul é o maior produtor de fumo em folha do país, 
sobretudo, incorporando a considerável 
produção histórica com o incentivo das 
agroindústrias do tabaco, que se instalaram, 
principalmente, em Santa Cruz do Sul e regiões 
circunvizinhas. Na safra 2010/2011, o estado do 
Rio Grande do Sul atingiu 345.640 toneladas, 
seguido por Santa Catarina com 241.960 e 
Paraná com 139.910 toneladas de tabaco em 
folha. Isso representa para o estado gaúcho, uma 
produção superior de 103.680 toneladas de fumo 
em folha em relação à Santa Catarina e 205.730 
toneladas em relação ao Paraná. 
O Território Centro Serra1 (Figura 1), 
localizado na Região do Vale do Rio Pardo, 
configura-se espacialmente como um dos 
importantes polos de concentração de produção 
de fumo em folha no Rio Grande do Sul. 
Caracteriza-se, principalmente, por relevos 
ondulados, apresentando algumas regiões 
íngremes e acidentadas e ainda outras mais 
planas, com colinas suaves, fornecendo a região 
distintas conformações. Em grande parte, 
apresentam-se locais desfavoráveis sob 
condições adversas à agricultura, de 
características ambientais restritas (topografia, 
declividade elevada, erosão, baixa fertilidade, 
pedregosidade, pouca profundidade e acidez do 
solo, etc.), dificultando ou impossibilitando, em 
certa medida, a mecanização da produção. Por 
outro lado, áreas planas e férteis, alternando solos 
rasos e profundos, várzeas ou levemente 
onduladas traçando um espaço geográfico com 
distintas potencialidades agrícolas. Em todos os 
municípios envolvidos, a produção de tabaco está 
presente em maior ou menor expressividade 
guiando a renda agrícola de muitas propriedades 
rurais (REDIN, 2013). 
1 Nesse trabalho optou-se pela composição de municípios 
que envolvem o Território Centro Serra, segundo definição 
estabelecida, atualmente, pelo Ministério do 
Desenvolvimento Agrário (MDA). Outras configurações 
espaciais são realizadas, mas para efeitos dessa análise 
opta-se pela classificação contemporânea do governo 
federal.
35 
Figura 1 – Mapa de localização do Território Centro Serra - RS 
Nessa configuração, o Território Centro 
Serra conta com uma área total de 2.629 km2, 
abrigando o contingente de 42.696 pessoas, 
conforme dados contabilizados pelas 
informações do IBGE (2012). De maneira geral, 
estes municípios têm como fonte de renda 
principal, a atividade agrícola. Segundo o 
documento elaborado por uma equipe de 
consultores, publicado no Ministério do 
Desenvolvimento Agrário (MDA), o Território 
Centro Serra constituiu-se formalmente no ano 
de 2006, através da solicitação dos gestores 
públicos (prefeitos) da região que compõem a 
Associação dos Municípios do Centro Serra 
(AMCSERRA). Em 2007, o MDA consolida o 
território por formar um espaço que tem como 
identidade produtiva a agricultura familiar e 
também pela similitude nos índices de 
desenvolvimento dos municípios integrantes. Em 
2008 constituiu-se o Território de 
Desenvolvimento Rural Sustentável – Centro 
Serra. Como avanço nesse processo, em 2009, 
formou-se o Codeter (Colegiado Territorial) com 
48 membros titulares e respectivos suplentes 
representando, de forma paritária, as diversas 
instituições públicas e da sociedade civil, dos 
doze municípios integrantes do território, 
segundo informações do documento institucional 
(REDIN, 2013). 
Conforme dados do Censo Agropecuário 
de 2006 coletados pelo IBGE, o Território Centro 
Serra conta 5.031 estabelecimentos 
agropecuários entre 0 a 10 hectares; 3.296 entre 
10 a 20 hectares; 2.359 entre 20 a 50 hectares; 
412 entre 50 a 100 hectares; 249 entre 100 a 500 
hectares e apenas 37 com mais de 500 hectares. 
Nesse sentido, o documento elaborado pelos 
consultores técnicos do Território Centro Serra 
aponta, consolidado em informações do IBGE, 
que nesse local existe a predominância da 
agricultura familiar, sendo que 92,48% do total 
de estabelecimentos são explorados pela 
categoria social. O mesmo percentual é 
verificado em relação à posse dos 
estabelecimentos. Os proprietários, 
representantes da agricultura familiar, são 92,36 
% do total, afirma a equipe de consultores via 
documento institucional (REDIN, 2013). 
O objetivo deste texto é analisar e 
descrever a produção de tabaco no Território 
36
35 
Centro Serra sob a perspectiva das mudanças 
espaciais, no período de 1991 a 2010, segundo 
dados da Fundação de Economia e Estatística do 
Rio Grande do Sul (FEE DADOS), fazendo 
análises comparativas entre os anos 1991 a 2010, 
bem como, tecendo indicações sobre os 
municípios que envolvem o território estudado. 
PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS 
A pesquisa constitui-se a partir de dados 
secundários, coletados da Fundação de 
Economia e Estatística do Rio Grande do Sul 
(FEE), entre os anos 1991 a 2010. O período de 
análise (1991 a 2010) foi selecionado por 
corresponder aos vinte anos mais recentes e com 
disponibilidade de dados para construção de 
tabelas, gráficos e mapas que permitiram as 
análises e a representação da situação da 
fumicultura no território. 
A escolha do Território Centro Serra (na 
classificação do Ministério do Desenvolvimento 
Agrário é composto por Arroio do Tigre, Cerro 
Branco, Estrela Velha, Ibarama, Jacuizinho, 
Lagoa Bonita do Sul, Lagoão, Passa Sete, Salto 
do Jacuí, Segredo, Sobradinho e Tunas) ocorreu 
em função de ser um dos principais espaços de 
produção de tabaco contrastando com a região de 
Santa Cruz do Sul e locais circunvizinhos. Além 
disso, Arroio do Tigre é considerado o maior 
produtor sul-brasileiro de fumo tipo Burley do 
país, fornecendo ao território destaque na cultura. 
A partir da série histórica, foram 
selecionados os municípios que compõem o 
Território Centro Serra e organizados os dados de 
produção total e média, que permitiram apontar 
características da produção no período analisado. 
Para uma análise dos dados obtidos e com o 
intuito de elaborar uma leitura comparativa sobre 
as modificações na produção, tanto em 
quantidade ou quanto à distribuição da mesma 
entre os municípios que compõem a área de 
estudo, as informações foram sistematizadas em 
forma de quatro quinquênios (1991 a 1995; 1996 
a 2000; 2001 a 2005; 2006 a 2010). Nesta análise, 
os dados utilizados referem-se à variável 
quantidade produzida (ton) de tabaco em média, 
por quinquênio, no Território Centro Serra. 
Tendo em vista a produção média por quinquênio 
e o universo geral dos dados da região, os 
municípios foram agrupados em cinco classes: 
≤1000 ton: pouco significativa; 1000 – 4000 ton: 
significativa; 4000 – 8000 ton: muito 
significativa; ≥8000: altamente significativa. 
Estabelecidas as classes, foram elaborados 
mapas que retratam a situação dos municípios 
que compõem a área de estudo, nos diferentes 
períodos, visando a ilustração e análise destas 
informações. 
As tabelas e gráficos foram organizados 
com auxílio do software Microsoft Office Excel 
2010. A espacialização dos dados e a construção 
dos mapas foram elaborados no software ArcGis 
10. 
MUDANÇAS ESPACIAIS DA PRODUÇÃO 
DE TABACO NO TERRITÓRIO CENTRO 
SERRA (1991-2010) 
A manutenção e o continua produção de 
tabaco no Território Centro Serra, fez com que 
Arroio do Tigre alcançasse atualmente a posição 
de maior produtor sul-brasileiro de tabaco em 
folha tipo Burley. As mudanças espaciais da 
produção de fumo estão atreladas, em certa 
medida, as emancipações até a metade da década 
de 90. A evolução progressiva e a crescente 
produtividade do fumo são derivadas do 
incremento técnico e aperfeiçoamento dos 
processos produtivos, principalmente, embutido 
nos investimentos em pesquisas pelas empresas 
fumageiras. Novas técnicas, vinculadas ao 
sistema de integração, para a produção de mudas 
e transplante, mas principalmente no processo de 
desenvolvimento da cultura, incorporando novas 
variedades de Burley e, além disso, investindo 
em aperfeiçoamentos no processo de cura e 
secagem das folhas, especialmente do tabaco tipo 
Virginia. A inovação tecnológica, em certa 
medida, não resultou na redução do trabalho 
manual dos agricultores do fumo, sendo 
circunstancial no processo de qualidade do 
produto, diferenciando-os em relação a outros 
países que empregam um aparato tecnológico, 
em especial, na colheita. 
As mudanças tecnológicas, como ressalta 
Prieb (2005), além de exigir um maior 
investimento por parte do agricultor, introduz 
uma melhoria qualitativa da vida dos produtores 
envolvidos diretamente no processo de produção. 
Na mesma linha, Marin, Redin e Costa (2013) 
identificaram que o uso de tecnologias na 
produção do tabaco reduziu a penosidade do 
trabalho das famílias agricultoras. Segundo 
37
36 
Redin (2011) no estudo da influência dos fatores 
internos e externos na escolha ou continuidade 
das estratégias de reprodução produtivas de ciclo 
curto (anual) da agricultura familiar fumageira 
alerta que na agricultura, dispor de tecnologia 
não significa ter maior eficácia no resultado final 
da produção, pois os fatores ambientais (clima) 
são determinantes para o bom desenvolvimento 
da produção agrícola. 
A produção total de tabaco (ton) no 
Território Centro Serra nas duas últimas décadas 
tem evidenciado uma constante oscilação, 
conforme pode ser observado no Gráfico 1. As 
safras de 1992 e 1993 destacam-se em 
expressividade de produção alcançando um 
patamar de 45.183 e 46.261 toneladas de fumo 
em folha, respectivamente. Os dados deste 
território corroboram com a evolução da 
produção brasileira em período similar. 
Conforme Buainain et al., (2009), de 1990 a 
1993, o volume produzido de tabaco em folha 
aumentou 47% e o Brasil assumiu a liderança nas 
exportações mundiais. 
Gráfico 1 – Produção total de tabaco no Território Centro Serra (1991-2010) 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
O volume expressivo, apontado no 
Território Centro Serra, nos anos de 1992 e 1993 
é considerado o maior pico de produção 
registrado na década de 90 e até meados de 2000. 
Nas safras posteriores houve um declínio na 
produção abaixo das 30.000 toneladas em 1994, 
1995 e 1996. Em 1997, alcança um patamar de 
32.943 toneladas, tendo uma pequena redução 
em 1998 para 30.927 toneladas de fumo em folha 
comercializadas. Buainain et al., (2009) 
explicam que entre 1995 a 1999 houve uma 
queda na taxa de crescimento da produção em 
detrimento do câmbio valorizado, reduzindo a 
competitividade brasileira. Independente disso, 
os autores afirmam que a produção nacional 
expandiu em 38%, com um aumento da área 
colhida de 16% durante o período. 
Retomando a análise do Território Centro 
Serra, após 1998, eliminando as variações, pode-se 
afirmar que existe um crescimento geral nos 
resultados das safras seguintes, com leve declínio 
no ano de 2003 em que fechou em 37.580 
toneladas, conforme gráfico 1. A safra de 2007 é 
o maior pico de produção de fumo em folha no 
período analisado, pois registrou 59.365 
toneladas. Após, aconteceu novamente uma 
redução na produção no território. 
De forma geral, quando analisada a 
produção total de fumo em folha por quinquênios 
no Território Centro Serra revela uma 
supremacia para o terceiro quinquênio (2001- 
2005) com uma produção total no patamar de 
221.555 toneladas de fumo em folha. O primeiro 
quinquênio (1990-1995) atinge uma produção 
total de 177.596 toneladas, enquanto no segundo 
quinquênio existe uma leve redução para 165.638 
toneladas, ou seja, uma diminuição de 11.958 
toneladas. Do segundo quinquênio para o 
terceiro, os dados apresentados apontam um 
aumento de 55.917 toneladas de tabaco 
38
35 
produzidas. Do terceiro para o quarto 
quinquênio, os dados apontam para uma redução 
de 10.298 toneladas, estabelecendo uma 
produção total de 211.257 toneladas de tabaco 
em folha para o período de 2006-2010, conforme 
Gráfico 2. 
Gráfico 2 – Produção total de tabaco por quinquênios no Território Centro Serra 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
A distribuição da quantidade produzida 
de fumo em folha nos municípios que compõem 
o Território Centro Serra no período de 1991- 
2010 demonstra uma concentração na região 
central, assim como evidencia as oscilações e 
disparidades na produção municipal que 
caracterizam o território no período analisado. Os 
municípios de Estrela Velha, Salto do Jacuí e 
Jacuizinho, regiões de áreas relativamente 
planas, não tem como matriz produtiva principal 
a cultura do tabaco, e computam pequena 
produção nos quinquênios como é visualizado na 
Figura 2. 
39
35 
Figura 2 – Mapa da distribuição da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1991-2010) 
PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO 
TERRITÓRIO CENTRO SERRA 
(QUINQUÊNIO 1991-1995) 
A quantidade produzida de tabaco está 
diretamente ligada a fatores internos e externos 
às unidades de produção. Os fatores internos de 
produção envolvem uma série de conhecimentos 
técnicos relacionados a cultura, as condições 
naturais como a fertilidade da terra, 
disponibilidade de mão de obra, tecnologia, 
trabalho e a quantidade de recursos financeiros 
disponíveis à atividade fumageira. Os fatores 
externos que impactam mais ativamente na 
produtividade e na produção final estão ligados 
ao comportamento das variações climáticas do 
ano agrícola. Conforme Silveira, Dornelles e 
Ferrari (2012), além de outras características que 
merecem destaque, a expansão do tabaco no sul 
do Brasil (1985-2005) deve-se ao crescimento no 
número de propriedades rurais produtoras de 
tabaco, o aumento do número de estufas de cura 
do fumo tipo Virgínia, o acréscimo da área 
plantada e um relativo aumento da mata nativa no 
período de 2000 a 2005. Buainain et al., (2009) 
ressaltam que, no início da década de 90, ocorreu 
um crescimento muito forte na produção 
brasileira de tabaco. Os autores atribuem essa 
elevação pela expansão do crédito e à 
intensificação do trabalho de extensão rural dos 
instrutores agrícolas, ligados as indústrias do 
tabaco. 
Os dados referentes à quantidade 
produzida de tabaco nos municípios que 
englobam o Território Centro Serra demonstram, 
na média geral, que Sobradinho (9.090,8 ton) e 
40
35 
Arroio do Tigre (8.903 ton) despontam-se como 
principais produtores no primeiro quinquênio 
(1991 a 1995). Com exceção de 1991, ano em 
que Arroio do Tigre acumulou maior produção, 
Sobradinho liderou em quantidade produzida de 
fumo em folha nas quatro safras seguintes. 
Considerando a produção média no quinquênio 
entre os dois municípios, a comparação aponta 
uma diferença média superior para Sobradinho 
de 187,8 toneladas de tabaco em folha 
comercializados (Quadro 1). De acordo com as 
classes estabelecidas (Figura 3), ambos são 
considerados altamente significativos (> 8000 
toneladas) considerando a produção média geral 
do tabaco no Território Centro Serra, RS. Nesse 
momento histórico, o território de Sobradinho 
ainda era constituído pelos distritos de Passa Sete 
e Lagoa Bonita do Sul, emancipados em 1995 e 
1996, respectivamente. Estrela Velha, 
emancipado em 1995, fazia parte do território de 
Arroio do Tigre; e Jacuizinho (1996) integrava o 
município de Salto do Jacuí. 
Figura 3 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1991-1995) 
Nesse período, os municípios de Ibarama 
e Segredo posicionam-se na classe muito 
significativa (4000 – 8000 ton) em relação ao 
Território. Cerro Branco, Lagoão e Tunas na 
classe de produção média de tabaco em toneladas 
considerada significativa (1000 – 4000). Salto do 
Jacuí com produção média de 121 toneladas, na 
classe pouco significativa (<1000). 
41
Quadro 1 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 1991- 
35 
1995) 
Quantidade Produzida (ton) 
Municípios 1991 1992 1993 1994 1995 Média 
Arroio do Tigre 7.560 13.600 10.080 6.075 7.200 8.903 
Cerro Branco 2.125 2.633 3.941 3.240 3.240 3.035,8 
Estrela Velha - - - - - - 
Ibarama 5.600 7.920 6.300 3.420 3.040 5.256 
Jacuizinho - - - - - - 
Lagoa Bonita do Sul - - - - - - 
Lagoão 605 1.980 1.800 1.440 1.080 1.381 
Passa Sete - - - - - - 
Salto do Jacuí 53 160 140 140 112 121 
Segredo 4.800 7.920 9.600 5.440 5.270 6.606 
Sobradinho 6.210 9.350 12.960 8.467 8.467 9.090,8 
Tunas 798 1.620 1.440 900 870 1.125,6 
Total 27.751 45.183 46.261 29.122 29.279 35.519 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
A produção total no quinquênio (1991- 
1995) do Território Centro Serra demonstra duas 
situações: a) um aumento na produção de fumo 
em folha em dois anos consecutivos (1992 e 
1993) e b) um decréscimo posterior (1994 e 
1995). A safra de 1991 aponta um total de 27.751 
toneladas, tendo um aumento repentino para 
45.183 no ano de 1992, ou seja, um acréscimo de 
17.342 toneladas. Em 1993 atinge seu pico de 
46.261 toneladas de fumo em folha. A redução 
das safras posteriores (1994 e 1995) para 29.122 
e 29.279 toneladas respectivamente demonstra 
uma retração na produção. Os fatores que 
explicam esse aumento repentino podem estar 
ligados a um bom ano agrícola, derivado das 
condições ambientais favoráveis e da conjuntura 
do mercado do tabaco em âmbito nacional e 
internacional. Os mesmos condicionantes que 
explicam o retrocesso na produção nos anos 
posteriores. 
PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO 
TERRITÓRIO CENTRO SERRA 
(QUINQUÊNIO 1996-2000) 
Os dados do segundo quinquênio (1996- 
2000) apontam uma supremacia na produção 
total em toneladas de fumo em folha para o 
município de Arroio do Tigre com média geral 
dos cinco anos de 7.931,2 toneladas. Na escala de 
produção, Sobradinho é o 2º maior produtor neste 
quinquênio atingindo uma média de 5.992,6 
toneladas. A diferença de 1.938,6 toneladas entre 
os dois municípios revela que, apesar, deles 
perderem território para a formação de outros 
municípios, Arroio do Tigre mantém-se a frente 
na produção em toneladas, embora não consta 
presença de nenhum município com produção 
média no período, superior a 8000 ton e, 
portanto, considera-se altamente significativa. 
Em seguida, encontra-se o município de Segredo 
com uma produção crescente neste quinquênio, 
sendo que entre 1996 a 2000, a quantidade 
produzida de fumo em folha aumentou 2.430 
toneladas (Quadro 2). 
42
34 
Figura 4 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1996-2000) 
Conforme as classes estabelecidas 
(Figura 4), Arroio do Tigre, Sobradinho, Segredo 
e Passa Sete enquadram-se no eixo muito 
significativo (4000 – 8000 ton), considerando a 
produção média geral do tabaco no Território 
Centro Serra, RS. Ibarama, Cerro Branco, 
Lagoão e Estrela Velha encontram-se na classe 
de produção média significativa (1000 – 4000 
ton) em relação ao Território. Salto do Jacuí e 
Tunas posicionam na classe pouco significativa 
(<1000), como pode ser visualizado no mapa. 
Nesse momento histórico, Jacuizinho e Lagoa 
Bonita do Sul foram emancipados no ano de 
1996, mas não constam dados históricos sobre a 
produção neste período. 
43
Quadro 2 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 1996- 
35 
2000) 
Quantidade Produzida (ton) 
Municípios 1996 1997 1998 1999 2000 Média 
Arroio do Tigre 6300 6806 7560 8910 10080 7.931,2 
Cerro Branco 2848 2688 2100 2940 3080 2.731,2 
Estrela Velha - 1560 1215 1620 1440 1.458,75 
Ibarama 3230 3880 3200 4500 4600 3.882 
Jacuizinho - - - - - - 
Lagoa Bonita do Sul - - - - - - 
Lagoão 1604 1440 1170 1658 1755 1.525,4 
Passa Sete - 5063 4250 5063 4456 4.708 
Salto do Jacuí 199 170 110 120 160 151,8 
Segredo 3570 4500 5550 6000 6000 5.124 
Sobradinho 5775 6176 4992 6720 6300 5.992,6 
Tunas 935 660 780 892 1013 856 
Total 24.461 32.943 30.927 38.423 38.884 33.127,6 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO 
TERRITÓRIO CENTRO SERRA 
(QUINQUÊNIO 2001-2005) 
O terceiro quinquênio consolida a 
liderança do município de Arroio do Tigre na 
quantidade produzida de fumo em folha, próximo 
à faixa de dez mil toneladas de produção. Nesse 
período, Sobradinho perde o posto de segundo 
lugar para Segredo, este último com 6.906,6 
toneladas em média no quinquênio 2001-2005. 
Essa diminuição na produção de Sobradinho 
explica-se pela emancipação de Lagoa Bonita do 
Sul que começou a computar 3.570 toneladas em 
2001, e chega ao patamar de 4.600 toneladas em 
2005. Os dados da produção de Segredo crescem 
paulatinamente no quinquênio com exceção de 
2003, ano que reduz à 5.738 toneladas. No final 
do período conta com um aumento de 625 
toneladas (2001-2005). 
Quadro 3 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 2001- 
2005) 
Quantidade Produzida (ton) 
Municípios 2001 2002 2003 2004 2005 Média 
Arroio do Tigre 10500 11550 9000 12180 10725 10.791 
Cerro Branco 3080 3348 2754 3960 3023 3.233 
Estrela Velha 1233 1500 1540 1880 2024 1.635,4 
Ibarama 4290 4600 4320 5000 5000 4.642 
Jacuizinho 200 231 312 605 384 346,4 
Lagoa Bonita do Sul 3570 3592 3306 4447 4600 3.903 
Lagoão 1755 2000 2295 3600 3740 2.678 
Passa Sete 5088 4050 3773 5748 4901 4.712 
Salto do Jacuí 68 180 202 320 246 203,2 
Segredo 6880 7300 5738 7110 7505 6.906,6 
Sobradinho 3150 3360 3240 3800 3927 3.495,4 
Tunas 1350 1440 1100 2520 2415 1.765 
Total 41.164 43.151 37.580 51.170 48.490 44.311 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
44
35 
A produção total no quinquênio (2001- 
2005) do Território Centro Serra consolida um 
acréscimo na produção de fumo em folha em dois 
anos consecutivos (2001 e 2002) com produção 
de 41.164 e 43.151 toneladas, respectivamente. 
No ano de 2003 sinaliza leve decréscimo para 
37.580 toneladas. Em 2004, atinge seu pico de 
51.170 toneladas de fumo em folha. No ano 
seguinte, a safra comercializada registra 48.490 
toneladas. A média dos cinco anos computada 
nesse período é de 44.311 toneladas de fumo em 
folha no Território Centro Serra. Analisando o 
período de 2000 a 2006, Buainain et al., (2009) 
colocam que o aumento de produção brasileira de 
tabaco em folha foi de 55%. 
Figura 5 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 2001-2005) 
O mapa deste quinquênio (2001-2005) 
aponta como destaque (verde escuro) para Arroio 
do Tigre, que está consolidado no eixo altamente 
significativo (> 8000 toneladas). Segredo 
(6.906,6 ton), Passa Sete (4.712 ton), Ibarama 
(4.642 ton) são os municípios do território que 
enquadram-se na produção muito significativa 
(4000 – 8000 ton), considerando a produção 
média geral do tabaco no Território Centro Serra, 
RS. Sobradinho (3.495,4 ton), Lagoa Bonita do 
Sul (3.903 ton), Cerro Branco (3.233 ton), 
Lagoão (2.678 ton), Estrela Velha (1.635,4 ton) 
e Tunas (1.765 ton) encontram-se na classe de 
produção média significativa (1000 – 4000 ton) 
em relação ao Território. Salto do Jacuí (203,2 
ton) e Jacuizinho (346,4 ton) na classe pouco 
45
35 
significativa (<1000), como pode ser visualizado 
no mapa. 
PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO 
TERRITÓRIO CENTRO SERRA 
(QUINQUÊNIO 2006-2010) 
O quarto quinquênio (2006-2010) 
consolida o município de Arroio do Tigre como 
principal produtor de tabaco nas últimas duas 
décadas. Segundo dados da Associação dos 
Fumicultores do Brasil (AFUBRA, 2013) Arroio 
do Tigre é o maior produtor sul-brasileiro de 
tabaco tipo Burley. No ranqueamento da Afubra 
em ordem decrescente da produção de fumo tipo 
Burley com base na área plantada tem-se: 1) 
Arroio do Tigre; 2) Alpestre; 3) Caiçara; 4) 
Jaguarí; 5) Palmitos; 6) Mata; 7) Descanso; 8) 
São Francisco de Assis; 9) Vicente Dutra e 10) 
Toropí. 
Em 2006, Arroio do Tigre tem como área 
plantada e colhida 6.500 hectares, sendo que em 
2010 atingiu 7.250 hectares. A quantidade 
produzida em 2006 é de 14.300 toneladas e em 
2010 chega apenas a 12.687. Nesse último ano, 
ocorreu a incidência de precipitação elevada, 
durante o desenvolvimento da cultura, afetando 
diretamente na produtividade e produção final 
neste munícipio. No estudo dos agricultores 
familiares de produção de tabaco em Arroio do 
Tigre, Redin (2013) afirma que as propriedades 
dos agricultores do município se caracterizam, 
principalmente, pela predominância do sistema 
de produção de fumo, tendo lavouras 
complementares para comercialização e as 
atividades de autoconsumo que viabilizam a 
reprodução econômica das famílias agricultoras. 
Portanto, a eminência de fatores 
climáticos adversos que afetam a produção 
agrícola do fumo e de outras culturas voltadas 
para o mercado podem desestabilizar 
financeiramente as unidades de produção desta 
região. Segundo Redin (2012, p. 40), “a produção 
agrícola de Arroio do Tigre é bastante distinta, 
congregando propriedades bem diversificadas”, 
o que revela uma menor dependência da cultura 
do tabaco e minimiza um pouco os prejuízos 
relativos a uma única atividade agrícola, em 
propriedades mais diversificadas. A produção de 
tabaco no Território Centro Serra continua sendo 
uma estratégia socioeconômica para os 
agricultores, entre outros argumentos, pelo que 
afirma Paulilo (1990, p. 168), “pois o fumo é 
compatível com qualquer tamanho de 
propriedade, exigindo apenas 2 ha de terra”. 
Quadro 4 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 2006- 
2010) 
Quantidade Produzida (ton) 
Municípios 2006 2007 2008 2009 2010 Média 
Arroio do Tigre 14.300 15.275 13.650 13.338 12.687 13.850 
Cerro Branco 3506 3900 4446 3510 3120 3.696,4 
Estrela Velha 2277 2277 2148 2256 2145 2.220,6 
Ibarama 5375 5170 5170 3995 3564 4.654,8 
Jacuizinho 600 600 500 609 533 568,4 
Lagoa Bonita do Sul 4830 4830 4400 4400 2880 4.268 
Lagoão 4851 4851 5082 4536 4152 4.694,4 
Passa Sete 6352 7260 6600 5760 4290 6.052,4 
Salto do Jacuí 504 420 420 405 388 427,4 
Segredo 7900 7900 7860 7600 6800 7.612 
Sobradinho 4158 4536 3540 3600 3080 3.782,8 
Tunas 2760 2346 2673 2338 2004 2.424,2 
Total 57.413 59.365 56.489 52.347 45.643 54.251,4 
Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 
46
34 
A produção total no quinquênio (2006- 
2010) do Território Centro Serra consolida um 
acréscimo na produção de fumo em folha em 
2006 com 57.413 toneladas e em 2007 com 
59.365 toneladas. A partir de 2008, ocorre uma 
redução na produção total (Quadro 4), onde 
atinge 56.489 toneladas. Em 2009, um 
decréscimo para 52.347 toneladas e em 2010 caiu 
para 45.643 devido à incidência de precipitação 
elevada. A média dos cinco anos computada 
nesse período é de 54.251,4 toneladas de fumo 
em folha no Território Centro Serra. 
Figura 6 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 2006-2010) 
O mapa do último quinquênio (2006- 
2010) concretiza Arroio do Tigre (verde escuro) 
no eixo altamente significativo (> 8000 
toneladas), com uma produção média de 13.850 
toneladas de fumo em folha. Segredo (7.612 ton), 
Passa Sete (6.052,4 ton), Lagoão (4.694,4 ton), 
Ibarama (4.654,8 ton) e Lagoa Bonita do Sul 
(4.268 ton) são os municípios do território que 
enquadram-se na produção muito significativa 
(4000 – 8000 ton), considerando a produção 
média geral do tabaco no Território Centro Serra, 
RS. 
Os municípios de Sobradinho (3.782,8 
ton), Cerro Branco (3.696,4 ton), Estrela Velha 
(2.220,6 ton) e Tunas (2.424,2ton) encontram-se 
na classe de produção média significativa (1000 
– 4000 ton) em relação ao Território. Salto do 
Jacuí (427,4 ton) e Jacuizinho (568,4 ton) na 
classe pouco significativa (<1000), como pode 
ser visualizado no mapa. Nesse quinquênio Salto 
47
35 
do Jacuí e Jacuizinho são os produtores de tabaco 
menos expressivos. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Os dados apresentados em forma de 
quadros, gráficos e mapas sobre o contexto da 
fumicultura no Território Centro Serra permitem 
demonstrar um período histórico de duas décadas 
de produção de tabaco no Território Centro 
Serra, evidenciando uma significativa produção 
na região, com destaque para o município de 
Arroio do Tigre. A análise aponta que, nos 
últimos vinte anos, houve uma variação da 
produção de tabaco nos municípios do território, 
principalmente, devido às emancipações, aos 
fatores climáticos (ocorrência de geadas, 
vendavais, escassez ou excesso de precipitação) 
e as variações econômicas do mercado de oferta 
e demanda do fumo em folha no país e fora dele. 
Arroio do Tigre é o principal produtor de 
tabaco do Território Centro Serra apresentando 
um crescimento de 5.127 toneladas, 
considerando o ano de 1991 em que produziu 
7.560 toneladas e 2010 onde se fixou em 12.687 
toneladas de fumo em folha. Sobradinho foi o 
município que tem uma maior redução na 
quantidade produzida, onde parte de 6.210 
toneladas em 1991 e chega em 2010 ao patamar 
de 3.080 toneladas, ou seja, uma redução de 
3.130 toneladas de fumo em folha. Uma das 
principais explicações para a baixa produção 
deste município refere-se principalmente as 
emancipações da metade da década de 90, em 
especial, a criação do município de Lagoa Bonita 
do Sul e Passa Sete, desmembrados de 
Sobradinho. A perda de território rural e das 
potenciais famílias agricultoras de tabaco deste 
espaço foi um dos condicionantes que explicam 
essa mudança na produção de fumo. 
A região de Salto do Jacuí e suas 
emancipações (Jacuizinho) são os produtores de 
tabaco menos expressivos do Território Centro 
Serra. Salto do Jacuí com áreas razoavelmente 
planas tem economia baseada na agropecuária 
com destaque especialmente para a soja, trigo, 
milho e atividade pecuária. Destaca-se também 
pela mineração, extração de pedras preciosas e 
semipreciosas, e a geração de energia elétrica. O 
relevo razoavelmente plano facilita, de certa 
maneira, o uso de culturas orientadas para a larga 
escala. Por isso, talvez, a atividade fumageira não 
tenha tanta expressividade em Salto do Jacuí. De 
modo similar, o município de Jacuizinho que 
integra o bioma Mata Atlântica está em uma 
região plana (de campo) tendo como base 
econômica a atividade agropecuária. 
As limitações para a execução do trabalho 
estão associadas principalmente: a) os dados 
apresentados não distinguem a produção de fumo 
tipo Burley e fumo tipo Virgínia, o que fornecem 
análises diferenciadas em cada município do 
Território; b) a análise da produção média da 
quantidade de tabaco produzida pode não ser a 
melhor estratégia com vistas a diferenciações e 
particularidades que a produção da solanácea 
confere; c) os dados tabulados podem não 
representar fielmente a conjuntura da cadeia 
fumageira, ou seja, são estimativas próximas de 
produção. Como sugestões para futuras 
pesquisas, recomenda-se um estudo com este 
mesmo enfoque em outros Territórios para 
permitir identificar a dinâmica da fumicultura, 
bem como para estabelecer um estudo 
comparativo da produção de tabaco entre os 
Territórios rurais. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANUÁRIO BRASILEIRO DO TABACO – 
Santa Cruz do Sul, Gazeta Santa Cruz, 2011. 
188p. 
AFUBRA – Associação dos Fumicultores do 
Brasil. Ordem decrescente da produção de 
Burley com base na área plantada. [mensagem 
pessoal]. Mensagem recebida por: < 
ezequielredin@gmail.com>, em 07 de Agosto de 
2013. 
BUAINAIN, A. M.; et al. Organização e 
funcionamento do mercado de tabaco no Sul 
do Brasil. Campinas, São Paulo: Unicamp, 2009. 
FEE – Fundação de Economia e Estatística. FEE 
DADOS – quantidade produzida de fumo. 
Porto Alegre. 2010. Disponível em: 
http://www.fee.rs.gov.br/feedados/. Acesso em 
01 de Agosto de 2013. 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística. Censo Agropecuário 2006. Rio de 
Janeiro, IBGE. 2012. Disponível em: 
http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.ht 
m?1. Acesso em: 14 de junho de 2013. 
3468
36 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística. IBGE Cidades 2012. Rio de Janeiro, 
IBGE. 2006. 
IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística. Sistema IBGE de Recuperação 
Automática – SIDRA. Rio de Janeiro. 2010. 
Disponível em: 
http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl. 
asp?c=1612&z=p&o=28&i=P. Acesso em 12 de 
julho de 2013. 
MARIN, J. O. B.; REDIN, E.; COSTA, F. F. 
Juventude rural e cultivo do tabaco no Rio 
Grande do Sul, Brasil. In: 51 Congresso da 
Sociedade Brasileira de Economia, 
Administração e Sociologia Rural, 2013, Belém 
- PA. Anais... Belém: UFPA, 2013. p. 1-16. 
MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO 
AGRÁRIO. Território Centro Serra. Disponível 
em: < 
http://sit.mda.gov.br/biblioteca_virtual/ptdrs/ptd 
rs_qua_territorio148.pdf>. Acesso em 2 de 
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PAULILO, M. I. S. Produtor e agroindústria: 
consensos e dissensos. O caso de Santa Catarina. 
Florianópolis: Editora da UFSC, 1990. 
REDIN, E. Dentro e fora da porteira – os 
elementos condicionantes na estratégia de 
reprodução dos agricultores familiares 
fumageiros. Extensão Rural (Santa Maria). 
Santa Maria: DEAER/PPGExR – CCR – UFSM, 
Ano XVIII, nº 22, Jul – Dez de 2011. p. 67-102. 
REDIN, E. O enredo da diversificação produtiva 
no rural de Arroio do Tigre/RS. Geografia 
Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 16, n. 3, 
2012, p.37-48. 
REDIN, E. Estratégias, diversidades e 
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Sociedade e Desenvolvimento rural. Brasília, 
v.7, n. 1, 2013. P. 58-72. 
REDIN, E. A dinâmica do tabaco no Território 
Centro Serra - Rio Grande do Sul, Brasil. Revista 
de Biologia e Ciências da Terra. Macapá, v.13, 
n.1, 2013, p. 21-27. 
SILVEIRA, R. L. L.; DORNELLES, M.; 
FERRARI, S. Expansão da cultura do tabaco no 
sul do Brasil (1996-2006): características, 
mudanças e persistências na produção de tabaco 
e nos usos do território. Biblio 3W. Barcelona, v. 
XVII, n. 987, 2012, p. 1-25. 
______________________________________ 
1-Ezequiel Redin – Tecnólogo em Agropecuária: 
Sistemas de Produção (UERGS) CREA RS 
160488; Bacharel em Administração (ULBRA); 
Licenciatura plena para a Educação Profissional 
(UFSM); Especialista em Gestão Pública 
Municipal (UFSM); Especialista em Tecnologias 
de Informação e Comunicação aplicadas à 
Educação (UFSM); Mestre e Doutorando do 
Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural 
(PPGExR/UFSM); Editor da Revista Extensão 
Rural; Membro da Academia Centro Serra de 
Letras; Tesoureiro da Associação Riograndense 
dos Tecnólogos (ARTECNOL). E-mail: 
ezequielredin@gmail.com 
2-Daniel Junges Menezes – Licenciado e 
bacharelando em Geografia na Universidade 
Federal de Santa Maria. Mestre e Doutorando do 
Programa de Pós-Graduação em Geografia e 
Geociências (PPGGEO/UFSM). E-mail: 
danieljunges@hotmail.com 
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  • 1. REVISTA DE BIOLOGIA E CIÊNCIAS DA TERRA ISSN 1519-5228 34 Volume 14 - Número 1 - 1º Semestre 2014 ANÁLISE DA PRODUÇÃO DE TABACO NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA – RIO GRANDE DO SUL (1991 – 2010) Ezequiel Redin1; Daniel Junges Menezes2 RESUMO O trabalho objetiva descrever e analisar a produção de tabaco no Território Centro Serra sob a perspectiva das mudanças espaciais, no período de 1991 a 2010. A dimensão utilizada refere-se a quantidade produzida (ton) de fumo em folha, nas últimas duas décadas, segundo dados da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE DADOS). O estudo possibilitou identificar que no primeiro quinquênio o município de Sobradinho destacou-se na produção de tabaco na região, sendo que a partir do segundo período, Arroio do Tigre torna-se o principal produtor de tabaco do Território Centro Serra, em boa parte, devido às emancipações originárias de Sobradinho e o crescimento da produção local. A região de Salto do Jacuí e Jacuizinho são os produtores de tabaco menos expressivos. Por fim, verifica-se que o território tem significativa participação na produção de tabaco, sendo uma das principais estratégias econômicas das unidades de produção, no entanto, isso não elimina outras atividades agrícolas e não agrícolas, fornecendo ao Território Centro Serra um leque de diversidade produtiva e de renda no rural. Palavras-chave: fumicultura, dados da produção tabaco, Território Centro Serra. ANALYSIS OF PRODUCTION OF TOBACCO IN THE TERRITORY CENTRO SERRA – RIO GRANDE DO SUL (1991 - 2010) ABSTRACT The paper aims to describe and analyze the production of tobacco in the Territory Centro Serra from the perspective of spatial changes in the period 1991-2010. The scale used refers to the amount produced (ton) of tobacco leaf, the last two decades, according to the Foundation of Economics and Statistics of Rio Grande do Sul (FEE DADOS). The study identified that the first five-year period the municipality of Sobradinho excelled in tobacco production in the region, and from the second period, Arroio Tigre becomes the main producer of tobacco Territory Centro Serra, largely due to emancipation originating Sobradinho and growth of local production. The region of Salto Jacuí and Jacuizinho tobacco farmers are less expressive. Finally, it appears that the territory has significant involvement in tobacco production, one of the main strategies of economic production units, however, it does not eliminate other agricultural and non-agricultural activities, providing the Territory Centro Serra a range of diversity production and income in rural areas. Keywords: tobacco farming, tobacco production data, Territory Centro Serra.
  • 2. 35 INTRODUÇÃO A histórica produção de tabaco na região sul do Brasil tem guiado economicamente a economia rural dos municípios, em especial, àqueles com pequenas estruturas fundiárias e de características ambientais restritas. O Brasil possui 156.935 estabelecimentos rurais produzindo fumo em folha, atingindo 567.974 hectares colhidos, gerando 1.109.036 toneladas de tabaco. No Sul do país, principal produtor, são 134.257 estabelecimentos, 516.727 hectares colhidos, alcançando um patamar de 1.049.724 toneladas da solanácea, segundo o Censo Agropecuário de 2006 (IBGE, 2010). De acordo com informações do Anuário Brasileiro do Tabaco, fundamentado em dados da Associação Internacional dos Produtores de Tabaco (ITGA), o Brasil é o segundo maior produtor mundial de fumo em folha com 745.360 toneladas na safra de 2011/2012. O primeiro lugar é ocupado pela China com 2.400.000 toneladas e, em terceiro lugar, a Índia com 640.820 toneladas de tabaco. No ranking da exportação de tabaco, o Brasil é líder com 650.000 toneladas, seguido da Índia com 271.060 e Estados Unidos 153.130 toneladas. Em 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), a produção de fumo em folha no Sul do Brasil respondia por 98% do total nacional, abrangendo aproximadamente 700 municípios. A área colhida atingiu a escala de 449.629 hectares, produzindo 787.617 toneladas de fumo em folha, com um valor da produção estimado em R$ 4.508.061,00 no país. Segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA), na safra 2011/2012 nos três estados do Sul (RS, SC e PR), são 449 municípios que produzem tabaco tipo Burley (REDIN, 2013). A safra 2011/2012, segundo informações da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA), envolveu 656 municípios produtores, 123.900 propriedades com tamanho médio de 16,8 hectares, produzindo 727.510 toneladas de tabaco. No total, estão ligadas diretamente com atividade de produção 165.170 famílias rurais e, aproximadamente, 660.680 pessoas ocupadas na cadeia produtiva, conforme indica a Associação. O Estado do Rio Grande do Sul é o maior produtor de fumo em folha do país, sobretudo, incorporando a considerável produção histórica com o incentivo das agroindústrias do tabaco, que se instalaram, principalmente, em Santa Cruz do Sul e regiões circunvizinhas. Na safra 2010/2011, o estado do Rio Grande do Sul atingiu 345.640 toneladas, seguido por Santa Catarina com 241.960 e Paraná com 139.910 toneladas de tabaco em folha. Isso representa para o estado gaúcho, uma produção superior de 103.680 toneladas de fumo em folha em relação à Santa Catarina e 205.730 toneladas em relação ao Paraná. O Território Centro Serra1 (Figura 1), localizado na Região do Vale do Rio Pardo, configura-se espacialmente como um dos importantes polos de concentração de produção de fumo em folha no Rio Grande do Sul. Caracteriza-se, principalmente, por relevos ondulados, apresentando algumas regiões íngremes e acidentadas e ainda outras mais planas, com colinas suaves, fornecendo a região distintas conformações. Em grande parte, apresentam-se locais desfavoráveis sob condições adversas à agricultura, de características ambientais restritas (topografia, declividade elevada, erosão, baixa fertilidade, pedregosidade, pouca profundidade e acidez do solo, etc.), dificultando ou impossibilitando, em certa medida, a mecanização da produção. Por outro lado, áreas planas e férteis, alternando solos rasos e profundos, várzeas ou levemente onduladas traçando um espaço geográfico com distintas potencialidades agrícolas. Em todos os municípios envolvidos, a produção de tabaco está presente em maior ou menor expressividade guiando a renda agrícola de muitas propriedades rurais (REDIN, 2013). 1 Nesse trabalho optou-se pela composição de municípios que envolvem o Território Centro Serra, segundo definição estabelecida, atualmente, pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). Outras configurações espaciais são realizadas, mas para efeitos dessa análise opta-se pela classificação contemporânea do governo federal.
  • 3. 35 Figura 1 – Mapa de localização do Território Centro Serra - RS Nessa configuração, o Território Centro Serra conta com uma área total de 2.629 km2, abrigando o contingente de 42.696 pessoas, conforme dados contabilizados pelas informações do IBGE (2012). De maneira geral, estes municípios têm como fonte de renda principal, a atividade agrícola. Segundo o documento elaborado por uma equipe de consultores, publicado no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Território Centro Serra constituiu-se formalmente no ano de 2006, através da solicitação dos gestores públicos (prefeitos) da região que compõem a Associação dos Municípios do Centro Serra (AMCSERRA). Em 2007, o MDA consolida o território por formar um espaço que tem como identidade produtiva a agricultura familiar e também pela similitude nos índices de desenvolvimento dos municípios integrantes. Em 2008 constituiu-se o Território de Desenvolvimento Rural Sustentável – Centro Serra. Como avanço nesse processo, em 2009, formou-se o Codeter (Colegiado Territorial) com 48 membros titulares e respectivos suplentes representando, de forma paritária, as diversas instituições públicas e da sociedade civil, dos doze municípios integrantes do território, segundo informações do documento institucional (REDIN, 2013). Conforme dados do Censo Agropecuário de 2006 coletados pelo IBGE, o Território Centro Serra conta 5.031 estabelecimentos agropecuários entre 0 a 10 hectares; 3.296 entre 10 a 20 hectares; 2.359 entre 20 a 50 hectares; 412 entre 50 a 100 hectares; 249 entre 100 a 500 hectares e apenas 37 com mais de 500 hectares. Nesse sentido, o documento elaborado pelos consultores técnicos do Território Centro Serra aponta, consolidado em informações do IBGE, que nesse local existe a predominância da agricultura familiar, sendo que 92,48% do total de estabelecimentos são explorados pela categoria social. O mesmo percentual é verificado em relação à posse dos estabelecimentos. Os proprietários, representantes da agricultura familiar, são 92,36 % do total, afirma a equipe de consultores via documento institucional (REDIN, 2013). O objetivo deste texto é analisar e descrever a produção de tabaco no Território 36
  • 4. 35 Centro Serra sob a perspectiva das mudanças espaciais, no período de 1991 a 2010, segundo dados da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE DADOS), fazendo análises comparativas entre os anos 1991 a 2010, bem como, tecendo indicações sobre os municípios que envolvem o território estudado. PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS A pesquisa constitui-se a partir de dados secundários, coletados da Fundação de Economia e Estatística do Rio Grande do Sul (FEE), entre os anos 1991 a 2010. O período de análise (1991 a 2010) foi selecionado por corresponder aos vinte anos mais recentes e com disponibilidade de dados para construção de tabelas, gráficos e mapas que permitiram as análises e a representação da situação da fumicultura no território. A escolha do Território Centro Serra (na classificação do Ministério do Desenvolvimento Agrário é composto por Arroio do Tigre, Cerro Branco, Estrela Velha, Ibarama, Jacuizinho, Lagoa Bonita do Sul, Lagoão, Passa Sete, Salto do Jacuí, Segredo, Sobradinho e Tunas) ocorreu em função de ser um dos principais espaços de produção de tabaco contrastando com a região de Santa Cruz do Sul e locais circunvizinhos. Além disso, Arroio do Tigre é considerado o maior produtor sul-brasileiro de fumo tipo Burley do país, fornecendo ao território destaque na cultura. A partir da série histórica, foram selecionados os municípios que compõem o Território Centro Serra e organizados os dados de produção total e média, que permitiram apontar características da produção no período analisado. Para uma análise dos dados obtidos e com o intuito de elaborar uma leitura comparativa sobre as modificações na produção, tanto em quantidade ou quanto à distribuição da mesma entre os municípios que compõem a área de estudo, as informações foram sistematizadas em forma de quatro quinquênios (1991 a 1995; 1996 a 2000; 2001 a 2005; 2006 a 2010). Nesta análise, os dados utilizados referem-se à variável quantidade produzida (ton) de tabaco em média, por quinquênio, no Território Centro Serra. Tendo em vista a produção média por quinquênio e o universo geral dos dados da região, os municípios foram agrupados em cinco classes: ≤1000 ton: pouco significativa; 1000 – 4000 ton: significativa; 4000 – 8000 ton: muito significativa; ≥8000: altamente significativa. Estabelecidas as classes, foram elaborados mapas que retratam a situação dos municípios que compõem a área de estudo, nos diferentes períodos, visando a ilustração e análise destas informações. As tabelas e gráficos foram organizados com auxílio do software Microsoft Office Excel 2010. A espacialização dos dados e a construção dos mapas foram elaborados no software ArcGis 10. MUDANÇAS ESPACIAIS DA PRODUÇÃO DE TABACO NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA (1991-2010) A manutenção e o continua produção de tabaco no Território Centro Serra, fez com que Arroio do Tigre alcançasse atualmente a posição de maior produtor sul-brasileiro de tabaco em folha tipo Burley. As mudanças espaciais da produção de fumo estão atreladas, em certa medida, as emancipações até a metade da década de 90. A evolução progressiva e a crescente produtividade do fumo são derivadas do incremento técnico e aperfeiçoamento dos processos produtivos, principalmente, embutido nos investimentos em pesquisas pelas empresas fumageiras. Novas técnicas, vinculadas ao sistema de integração, para a produção de mudas e transplante, mas principalmente no processo de desenvolvimento da cultura, incorporando novas variedades de Burley e, além disso, investindo em aperfeiçoamentos no processo de cura e secagem das folhas, especialmente do tabaco tipo Virginia. A inovação tecnológica, em certa medida, não resultou na redução do trabalho manual dos agricultores do fumo, sendo circunstancial no processo de qualidade do produto, diferenciando-os em relação a outros países que empregam um aparato tecnológico, em especial, na colheita. As mudanças tecnológicas, como ressalta Prieb (2005), além de exigir um maior investimento por parte do agricultor, introduz uma melhoria qualitativa da vida dos produtores envolvidos diretamente no processo de produção. Na mesma linha, Marin, Redin e Costa (2013) identificaram que o uso de tecnologias na produção do tabaco reduziu a penosidade do trabalho das famílias agricultoras. Segundo 37
  • 5. 36 Redin (2011) no estudo da influência dos fatores internos e externos na escolha ou continuidade das estratégias de reprodução produtivas de ciclo curto (anual) da agricultura familiar fumageira alerta que na agricultura, dispor de tecnologia não significa ter maior eficácia no resultado final da produção, pois os fatores ambientais (clima) são determinantes para o bom desenvolvimento da produção agrícola. A produção total de tabaco (ton) no Território Centro Serra nas duas últimas décadas tem evidenciado uma constante oscilação, conforme pode ser observado no Gráfico 1. As safras de 1992 e 1993 destacam-se em expressividade de produção alcançando um patamar de 45.183 e 46.261 toneladas de fumo em folha, respectivamente. Os dados deste território corroboram com a evolução da produção brasileira em período similar. Conforme Buainain et al., (2009), de 1990 a 1993, o volume produzido de tabaco em folha aumentou 47% e o Brasil assumiu a liderança nas exportações mundiais. Gráfico 1 – Produção total de tabaco no Território Centro Serra (1991-2010) Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores O volume expressivo, apontado no Território Centro Serra, nos anos de 1992 e 1993 é considerado o maior pico de produção registrado na década de 90 e até meados de 2000. Nas safras posteriores houve um declínio na produção abaixo das 30.000 toneladas em 1994, 1995 e 1996. Em 1997, alcança um patamar de 32.943 toneladas, tendo uma pequena redução em 1998 para 30.927 toneladas de fumo em folha comercializadas. Buainain et al., (2009) explicam que entre 1995 a 1999 houve uma queda na taxa de crescimento da produção em detrimento do câmbio valorizado, reduzindo a competitividade brasileira. Independente disso, os autores afirmam que a produção nacional expandiu em 38%, com um aumento da área colhida de 16% durante o período. Retomando a análise do Território Centro Serra, após 1998, eliminando as variações, pode-se afirmar que existe um crescimento geral nos resultados das safras seguintes, com leve declínio no ano de 2003 em que fechou em 37.580 toneladas, conforme gráfico 1. A safra de 2007 é o maior pico de produção de fumo em folha no período analisado, pois registrou 59.365 toneladas. Após, aconteceu novamente uma redução na produção no território. De forma geral, quando analisada a produção total de fumo em folha por quinquênios no Território Centro Serra revela uma supremacia para o terceiro quinquênio (2001- 2005) com uma produção total no patamar de 221.555 toneladas de fumo em folha. O primeiro quinquênio (1990-1995) atinge uma produção total de 177.596 toneladas, enquanto no segundo quinquênio existe uma leve redução para 165.638 toneladas, ou seja, uma diminuição de 11.958 toneladas. Do segundo quinquênio para o terceiro, os dados apresentados apontam um aumento de 55.917 toneladas de tabaco 38
  • 6. 35 produzidas. Do terceiro para o quarto quinquênio, os dados apontam para uma redução de 10.298 toneladas, estabelecendo uma produção total de 211.257 toneladas de tabaco em folha para o período de 2006-2010, conforme Gráfico 2. Gráfico 2 – Produção total de tabaco por quinquênios no Território Centro Serra Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores A distribuição da quantidade produzida de fumo em folha nos municípios que compõem o Território Centro Serra no período de 1991- 2010 demonstra uma concentração na região central, assim como evidencia as oscilações e disparidades na produção municipal que caracterizam o território no período analisado. Os municípios de Estrela Velha, Salto do Jacuí e Jacuizinho, regiões de áreas relativamente planas, não tem como matriz produtiva principal a cultura do tabaco, e computam pequena produção nos quinquênios como é visualizado na Figura 2. 39
  • 7. 35 Figura 2 – Mapa da distribuição da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1991-2010) PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA (QUINQUÊNIO 1991-1995) A quantidade produzida de tabaco está diretamente ligada a fatores internos e externos às unidades de produção. Os fatores internos de produção envolvem uma série de conhecimentos técnicos relacionados a cultura, as condições naturais como a fertilidade da terra, disponibilidade de mão de obra, tecnologia, trabalho e a quantidade de recursos financeiros disponíveis à atividade fumageira. Os fatores externos que impactam mais ativamente na produtividade e na produção final estão ligados ao comportamento das variações climáticas do ano agrícola. Conforme Silveira, Dornelles e Ferrari (2012), além de outras características que merecem destaque, a expansão do tabaco no sul do Brasil (1985-2005) deve-se ao crescimento no número de propriedades rurais produtoras de tabaco, o aumento do número de estufas de cura do fumo tipo Virgínia, o acréscimo da área plantada e um relativo aumento da mata nativa no período de 2000 a 2005. Buainain et al., (2009) ressaltam que, no início da década de 90, ocorreu um crescimento muito forte na produção brasileira de tabaco. Os autores atribuem essa elevação pela expansão do crédito e à intensificação do trabalho de extensão rural dos instrutores agrícolas, ligados as indústrias do tabaco. Os dados referentes à quantidade produzida de tabaco nos municípios que englobam o Território Centro Serra demonstram, na média geral, que Sobradinho (9.090,8 ton) e 40
  • 8. 35 Arroio do Tigre (8.903 ton) despontam-se como principais produtores no primeiro quinquênio (1991 a 1995). Com exceção de 1991, ano em que Arroio do Tigre acumulou maior produção, Sobradinho liderou em quantidade produzida de fumo em folha nas quatro safras seguintes. Considerando a produção média no quinquênio entre os dois municípios, a comparação aponta uma diferença média superior para Sobradinho de 187,8 toneladas de tabaco em folha comercializados (Quadro 1). De acordo com as classes estabelecidas (Figura 3), ambos são considerados altamente significativos (> 8000 toneladas) considerando a produção média geral do tabaco no Território Centro Serra, RS. Nesse momento histórico, o território de Sobradinho ainda era constituído pelos distritos de Passa Sete e Lagoa Bonita do Sul, emancipados em 1995 e 1996, respectivamente. Estrela Velha, emancipado em 1995, fazia parte do território de Arroio do Tigre; e Jacuizinho (1996) integrava o município de Salto do Jacuí. Figura 3 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1991-1995) Nesse período, os municípios de Ibarama e Segredo posicionam-se na classe muito significativa (4000 – 8000 ton) em relação ao Território. Cerro Branco, Lagoão e Tunas na classe de produção média de tabaco em toneladas considerada significativa (1000 – 4000). Salto do Jacuí com produção média de 121 toneladas, na classe pouco significativa (<1000). 41
  • 9. Quadro 1 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 1991- 35 1995) Quantidade Produzida (ton) Municípios 1991 1992 1993 1994 1995 Média Arroio do Tigre 7.560 13.600 10.080 6.075 7.200 8.903 Cerro Branco 2.125 2.633 3.941 3.240 3.240 3.035,8 Estrela Velha - - - - - - Ibarama 5.600 7.920 6.300 3.420 3.040 5.256 Jacuizinho - - - - - - Lagoa Bonita do Sul - - - - - - Lagoão 605 1.980 1.800 1.440 1.080 1.381 Passa Sete - - - - - - Salto do Jacuí 53 160 140 140 112 121 Segredo 4.800 7.920 9.600 5.440 5.270 6.606 Sobradinho 6.210 9.350 12.960 8.467 8.467 9.090,8 Tunas 798 1.620 1.440 900 870 1.125,6 Total 27.751 45.183 46.261 29.122 29.279 35.519 Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores A produção total no quinquênio (1991- 1995) do Território Centro Serra demonstra duas situações: a) um aumento na produção de fumo em folha em dois anos consecutivos (1992 e 1993) e b) um decréscimo posterior (1994 e 1995). A safra de 1991 aponta um total de 27.751 toneladas, tendo um aumento repentino para 45.183 no ano de 1992, ou seja, um acréscimo de 17.342 toneladas. Em 1993 atinge seu pico de 46.261 toneladas de fumo em folha. A redução das safras posteriores (1994 e 1995) para 29.122 e 29.279 toneladas respectivamente demonstra uma retração na produção. Os fatores que explicam esse aumento repentino podem estar ligados a um bom ano agrícola, derivado das condições ambientais favoráveis e da conjuntura do mercado do tabaco em âmbito nacional e internacional. Os mesmos condicionantes que explicam o retrocesso na produção nos anos posteriores. PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA (QUINQUÊNIO 1996-2000) Os dados do segundo quinquênio (1996- 2000) apontam uma supremacia na produção total em toneladas de fumo em folha para o município de Arroio do Tigre com média geral dos cinco anos de 7.931,2 toneladas. Na escala de produção, Sobradinho é o 2º maior produtor neste quinquênio atingindo uma média de 5.992,6 toneladas. A diferença de 1.938,6 toneladas entre os dois municípios revela que, apesar, deles perderem território para a formação de outros municípios, Arroio do Tigre mantém-se a frente na produção em toneladas, embora não consta presença de nenhum município com produção média no período, superior a 8000 ton e, portanto, considera-se altamente significativa. Em seguida, encontra-se o município de Segredo com uma produção crescente neste quinquênio, sendo que entre 1996 a 2000, a quantidade produzida de fumo em folha aumentou 2.430 toneladas (Quadro 2). 42
  • 10. 34 Figura 4 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 1996-2000) Conforme as classes estabelecidas (Figura 4), Arroio do Tigre, Sobradinho, Segredo e Passa Sete enquadram-se no eixo muito significativo (4000 – 8000 ton), considerando a produção média geral do tabaco no Território Centro Serra, RS. Ibarama, Cerro Branco, Lagoão e Estrela Velha encontram-se na classe de produção média significativa (1000 – 4000 ton) em relação ao Território. Salto do Jacuí e Tunas posicionam na classe pouco significativa (<1000), como pode ser visualizado no mapa. Nesse momento histórico, Jacuizinho e Lagoa Bonita do Sul foram emancipados no ano de 1996, mas não constam dados históricos sobre a produção neste período. 43
  • 11. Quadro 2 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 1996- 35 2000) Quantidade Produzida (ton) Municípios 1996 1997 1998 1999 2000 Média Arroio do Tigre 6300 6806 7560 8910 10080 7.931,2 Cerro Branco 2848 2688 2100 2940 3080 2.731,2 Estrela Velha - 1560 1215 1620 1440 1.458,75 Ibarama 3230 3880 3200 4500 4600 3.882 Jacuizinho - - - - - - Lagoa Bonita do Sul - - - - - - Lagoão 1604 1440 1170 1658 1755 1.525,4 Passa Sete - 5063 4250 5063 4456 4.708 Salto do Jacuí 199 170 110 120 160 151,8 Segredo 3570 4500 5550 6000 6000 5.124 Sobradinho 5775 6176 4992 6720 6300 5.992,6 Tunas 935 660 780 892 1013 856 Total 24.461 32.943 30.927 38.423 38.884 33.127,6 Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA (QUINQUÊNIO 2001-2005) O terceiro quinquênio consolida a liderança do município de Arroio do Tigre na quantidade produzida de fumo em folha, próximo à faixa de dez mil toneladas de produção. Nesse período, Sobradinho perde o posto de segundo lugar para Segredo, este último com 6.906,6 toneladas em média no quinquênio 2001-2005. Essa diminuição na produção de Sobradinho explica-se pela emancipação de Lagoa Bonita do Sul que começou a computar 3.570 toneladas em 2001, e chega ao patamar de 4.600 toneladas em 2005. Os dados da produção de Segredo crescem paulatinamente no quinquênio com exceção de 2003, ano que reduz à 5.738 toneladas. No final do período conta com um aumento de 625 toneladas (2001-2005). Quadro 3 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 2001- 2005) Quantidade Produzida (ton) Municípios 2001 2002 2003 2004 2005 Média Arroio do Tigre 10500 11550 9000 12180 10725 10.791 Cerro Branco 3080 3348 2754 3960 3023 3.233 Estrela Velha 1233 1500 1540 1880 2024 1.635,4 Ibarama 4290 4600 4320 5000 5000 4.642 Jacuizinho 200 231 312 605 384 346,4 Lagoa Bonita do Sul 3570 3592 3306 4447 4600 3.903 Lagoão 1755 2000 2295 3600 3740 2.678 Passa Sete 5088 4050 3773 5748 4901 4.712 Salto do Jacuí 68 180 202 320 246 203,2 Segredo 6880 7300 5738 7110 7505 6.906,6 Sobradinho 3150 3360 3240 3800 3927 3.495,4 Tunas 1350 1440 1100 2520 2415 1.765 Total 41.164 43.151 37.580 51.170 48.490 44.311 Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 44
  • 12. 35 A produção total no quinquênio (2001- 2005) do Território Centro Serra consolida um acréscimo na produção de fumo em folha em dois anos consecutivos (2001 e 2002) com produção de 41.164 e 43.151 toneladas, respectivamente. No ano de 2003 sinaliza leve decréscimo para 37.580 toneladas. Em 2004, atinge seu pico de 51.170 toneladas de fumo em folha. No ano seguinte, a safra comercializada registra 48.490 toneladas. A média dos cinco anos computada nesse período é de 44.311 toneladas de fumo em folha no Território Centro Serra. Analisando o período de 2000 a 2006, Buainain et al., (2009) colocam que o aumento de produção brasileira de tabaco em folha foi de 55%. Figura 5 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 2001-2005) O mapa deste quinquênio (2001-2005) aponta como destaque (verde escuro) para Arroio do Tigre, que está consolidado no eixo altamente significativo (> 8000 toneladas). Segredo (6.906,6 ton), Passa Sete (4.712 ton), Ibarama (4.642 ton) são os municípios do território que enquadram-se na produção muito significativa (4000 – 8000 ton), considerando a produção média geral do tabaco no Território Centro Serra, RS. Sobradinho (3.495,4 ton), Lagoa Bonita do Sul (3.903 ton), Cerro Branco (3.233 ton), Lagoão (2.678 ton), Estrela Velha (1.635,4 ton) e Tunas (1.765 ton) encontram-se na classe de produção média significativa (1000 – 4000 ton) em relação ao Território. Salto do Jacuí (203,2 ton) e Jacuizinho (346,4 ton) na classe pouco 45
  • 13. 35 significativa (<1000), como pode ser visualizado no mapa. PRODUÇÃO DE TABACO (TON) NO TERRITÓRIO CENTRO SERRA (QUINQUÊNIO 2006-2010) O quarto quinquênio (2006-2010) consolida o município de Arroio do Tigre como principal produtor de tabaco nas últimas duas décadas. Segundo dados da Associação dos Fumicultores do Brasil (AFUBRA, 2013) Arroio do Tigre é o maior produtor sul-brasileiro de tabaco tipo Burley. No ranqueamento da Afubra em ordem decrescente da produção de fumo tipo Burley com base na área plantada tem-se: 1) Arroio do Tigre; 2) Alpestre; 3) Caiçara; 4) Jaguarí; 5) Palmitos; 6) Mata; 7) Descanso; 8) São Francisco de Assis; 9) Vicente Dutra e 10) Toropí. Em 2006, Arroio do Tigre tem como área plantada e colhida 6.500 hectares, sendo que em 2010 atingiu 7.250 hectares. A quantidade produzida em 2006 é de 14.300 toneladas e em 2010 chega apenas a 12.687. Nesse último ano, ocorreu a incidência de precipitação elevada, durante o desenvolvimento da cultura, afetando diretamente na produtividade e produção final neste munícipio. No estudo dos agricultores familiares de produção de tabaco em Arroio do Tigre, Redin (2013) afirma que as propriedades dos agricultores do município se caracterizam, principalmente, pela predominância do sistema de produção de fumo, tendo lavouras complementares para comercialização e as atividades de autoconsumo que viabilizam a reprodução econômica das famílias agricultoras. Portanto, a eminência de fatores climáticos adversos que afetam a produção agrícola do fumo e de outras culturas voltadas para o mercado podem desestabilizar financeiramente as unidades de produção desta região. Segundo Redin (2012, p. 40), “a produção agrícola de Arroio do Tigre é bastante distinta, congregando propriedades bem diversificadas”, o que revela uma menor dependência da cultura do tabaco e minimiza um pouco os prejuízos relativos a uma única atividade agrícola, em propriedades mais diversificadas. A produção de tabaco no Território Centro Serra continua sendo uma estratégia socioeconômica para os agricultores, entre outros argumentos, pelo que afirma Paulilo (1990, p. 168), “pois o fumo é compatível com qualquer tamanho de propriedade, exigindo apenas 2 ha de terra”. Quadro 4 – Quantidade produzida (ton) de tabaco nos municípios do Território Centro Serra – RS (Quinquênio 2006- 2010) Quantidade Produzida (ton) Municípios 2006 2007 2008 2009 2010 Média Arroio do Tigre 14.300 15.275 13.650 13.338 12.687 13.850 Cerro Branco 3506 3900 4446 3510 3120 3.696,4 Estrela Velha 2277 2277 2148 2256 2145 2.220,6 Ibarama 5375 5170 5170 3995 3564 4.654,8 Jacuizinho 600 600 500 609 533 568,4 Lagoa Bonita do Sul 4830 4830 4400 4400 2880 4.268 Lagoão 4851 4851 5082 4536 4152 4.694,4 Passa Sete 6352 7260 6600 5760 4290 6.052,4 Salto do Jacuí 504 420 420 405 388 427,4 Segredo 7900 7900 7860 7600 6800 7.612 Sobradinho 4158 4536 3540 3600 3080 3.782,8 Tunas 2760 2346 2673 2338 2004 2.424,2 Total 57.413 59.365 56.489 52.347 45.643 54.251,4 Fonte: FEE DADOS, elaborado pelos autores 46
  • 14. 34 A produção total no quinquênio (2006- 2010) do Território Centro Serra consolida um acréscimo na produção de fumo em folha em 2006 com 57.413 toneladas e em 2007 com 59.365 toneladas. A partir de 2008, ocorre uma redução na produção total (Quadro 4), onde atinge 56.489 toneladas. Em 2009, um decréscimo para 52.347 toneladas e em 2010 caiu para 45.643 devido à incidência de precipitação elevada. A média dos cinco anos computada nesse período é de 54.251,4 toneladas de fumo em folha no Território Centro Serra. Figura 6 – Mapa da produção de tabaco (ton) no Território Centro Serra (Quinquênio 2006-2010) O mapa do último quinquênio (2006- 2010) concretiza Arroio do Tigre (verde escuro) no eixo altamente significativo (> 8000 toneladas), com uma produção média de 13.850 toneladas de fumo em folha. Segredo (7.612 ton), Passa Sete (6.052,4 ton), Lagoão (4.694,4 ton), Ibarama (4.654,8 ton) e Lagoa Bonita do Sul (4.268 ton) são os municípios do território que enquadram-se na produção muito significativa (4000 – 8000 ton), considerando a produção média geral do tabaco no Território Centro Serra, RS. Os municípios de Sobradinho (3.782,8 ton), Cerro Branco (3.696,4 ton), Estrela Velha (2.220,6 ton) e Tunas (2.424,2ton) encontram-se na classe de produção média significativa (1000 – 4000 ton) em relação ao Território. Salto do Jacuí (427,4 ton) e Jacuizinho (568,4 ton) na classe pouco significativa (<1000), como pode ser visualizado no mapa. Nesse quinquênio Salto 47
  • 15. 35 do Jacuí e Jacuizinho são os produtores de tabaco menos expressivos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Os dados apresentados em forma de quadros, gráficos e mapas sobre o contexto da fumicultura no Território Centro Serra permitem demonstrar um período histórico de duas décadas de produção de tabaco no Território Centro Serra, evidenciando uma significativa produção na região, com destaque para o município de Arroio do Tigre. A análise aponta que, nos últimos vinte anos, houve uma variação da produção de tabaco nos municípios do território, principalmente, devido às emancipações, aos fatores climáticos (ocorrência de geadas, vendavais, escassez ou excesso de precipitação) e as variações econômicas do mercado de oferta e demanda do fumo em folha no país e fora dele. Arroio do Tigre é o principal produtor de tabaco do Território Centro Serra apresentando um crescimento de 5.127 toneladas, considerando o ano de 1991 em que produziu 7.560 toneladas e 2010 onde se fixou em 12.687 toneladas de fumo em folha. Sobradinho foi o município que tem uma maior redução na quantidade produzida, onde parte de 6.210 toneladas em 1991 e chega em 2010 ao patamar de 3.080 toneladas, ou seja, uma redução de 3.130 toneladas de fumo em folha. Uma das principais explicações para a baixa produção deste município refere-se principalmente as emancipações da metade da década de 90, em especial, a criação do município de Lagoa Bonita do Sul e Passa Sete, desmembrados de Sobradinho. A perda de território rural e das potenciais famílias agricultoras de tabaco deste espaço foi um dos condicionantes que explicam essa mudança na produção de fumo. A região de Salto do Jacuí e suas emancipações (Jacuizinho) são os produtores de tabaco menos expressivos do Território Centro Serra. Salto do Jacuí com áreas razoavelmente planas tem economia baseada na agropecuária com destaque especialmente para a soja, trigo, milho e atividade pecuária. Destaca-se também pela mineração, extração de pedras preciosas e semipreciosas, e a geração de energia elétrica. O relevo razoavelmente plano facilita, de certa maneira, o uso de culturas orientadas para a larga escala. Por isso, talvez, a atividade fumageira não tenha tanta expressividade em Salto do Jacuí. De modo similar, o município de Jacuizinho que integra o bioma Mata Atlântica está em uma região plana (de campo) tendo como base econômica a atividade agropecuária. As limitações para a execução do trabalho estão associadas principalmente: a) os dados apresentados não distinguem a produção de fumo tipo Burley e fumo tipo Virgínia, o que fornecem análises diferenciadas em cada município do Território; b) a análise da produção média da quantidade de tabaco produzida pode não ser a melhor estratégia com vistas a diferenciações e particularidades que a produção da solanácea confere; c) os dados tabulados podem não representar fielmente a conjuntura da cadeia fumageira, ou seja, são estimativas próximas de produção. Como sugestões para futuras pesquisas, recomenda-se um estudo com este mesmo enfoque em outros Territórios para permitir identificar a dinâmica da fumicultura, bem como para estabelecer um estudo comparativo da produção de tabaco entre os Territórios rurais. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ANUÁRIO BRASILEIRO DO TABACO – Santa Cruz do Sul, Gazeta Santa Cruz, 2011. 188p. AFUBRA – Associação dos Fumicultores do Brasil. Ordem decrescente da produção de Burley com base na área plantada. [mensagem pessoal]. Mensagem recebida por: < ezequielredin@gmail.com>, em 07 de Agosto de 2013. BUAINAIN, A. M.; et al. Organização e funcionamento do mercado de tabaco no Sul do Brasil. Campinas, São Paulo: Unicamp, 2009. FEE – Fundação de Economia e Estatística. FEE DADOS – quantidade produzida de fumo. Porto Alegre. 2010. Disponível em: http://www.fee.rs.gov.br/feedados/. Acesso em 01 de Agosto de 2013. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Agropecuário 2006. Rio de Janeiro, IBGE. 2012. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.ht m?1. Acesso em: 14 de junho de 2013. 3468
  • 16. 36 IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. IBGE Cidades 2012. Rio de Janeiro, IBGE. 2006. IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA. Rio de Janeiro. 2010. Disponível em: http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl. asp?c=1612&z=p&o=28&i=P. Acesso em 12 de julho de 2013. MARIN, J. O. B.; REDIN, E.; COSTA, F. F. Juventude rural e cultivo do tabaco no Rio Grande do Sul, Brasil. In: 51 Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural, 2013, Belém - PA. Anais... Belém: UFPA, 2013. p. 1-16. MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO. Território Centro Serra. Disponível em: < http://sit.mda.gov.br/biblioteca_virtual/ptdrs/ptd rs_qua_territorio148.pdf>. Acesso em 2 de agosto de 2013. PAULILO, M. I. S. Produtor e agroindústria: consensos e dissensos. O caso de Santa Catarina. Florianópolis: Editora da UFSC, 1990. REDIN, E. Dentro e fora da porteira – os elementos condicionantes na estratégia de reprodução dos agricultores familiares fumageiros. Extensão Rural (Santa Maria). Santa Maria: DEAER/PPGExR – CCR – UFSM, Ano XVIII, nº 22, Jul – Dez de 2011. p. 67-102. REDIN, E. O enredo da diversificação produtiva no rural de Arroio do Tigre/RS. Geografia Ensino & Pesquisa, Santa Maria, v. 16, n. 3, 2012, p.37-48. REDIN, E. Estratégias, diversidades e similitudes das famílias agricultoras de tabaco. Sociedade e Desenvolvimento rural. Brasília, v.7, n. 1, 2013. P. 58-72. REDIN, E. A dinâmica do tabaco no Território Centro Serra - Rio Grande do Sul, Brasil. Revista de Biologia e Ciências da Terra. Macapá, v.13, n.1, 2013, p. 21-27. SILVEIRA, R. L. L.; DORNELLES, M.; FERRARI, S. Expansão da cultura do tabaco no sul do Brasil (1996-2006): características, mudanças e persistências na produção de tabaco e nos usos do território. Biblio 3W. Barcelona, v. XVII, n. 987, 2012, p. 1-25. ______________________________________ 1-Ezequiel Redin – Tecnólogo em Agropecuária: Sistemas de Produção (UERGS) CREA RS 160488; Bacharel em Administração (ULBRA); Licenciatura plena para a Educação Profissional (UFSM); Especialista em Gestão Pública Municipal (UFSM); Especialista em Tecnologias de Informação e Comunicação aplicadas à Educação (UFSM); Mestre e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Extensão Rural (PPGExR/UFSM); Editor da Revista Extensão Rural; Membro da Academia Centro Serra de Letras; Tesoureiro da Associação Riograndense dos Tecnólogos (ARTECNOL). E-mail: ezequielredin@gmail.com 2-Daniel Junges Menezes – Licenciado e bacharelando em Geografia na Universidade Federal de Santa Maria. Mestre e Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Geografia e Geociências (PPGGEO/UFSM). E-mail: danieljunges@hotmail.com 49