“CRIAR É AGIR”
MÓDULO 10

A ARTE ENQUANTO PROCESSO
POLOS DE CRIAÇÃO CONTEMPORÂNE

A ARTE CONCEPTUAL, INICIADA NOS ANOS 60
DO SÉCULO XX , EM 1965, PROLONGOU-SE PELA
DÉCADA DE 70 E IMPLICOU UMA PROFUNDA
REVISÃO NOS PROCESSOS CRIATIVO E EXPRESSIVO




         Arte Conceptual
A IDEIA, O
CONCEITO, ISTO É, A
CONCEÇÃO DO
OBJETO MAIS DO QUE A
SUA REALIZAÇÃO
ENQUANTO OBRA
ACABADA.



   Nela substitui-se a noção de beleza natural pela de
   beleza artificial
QUESTIONOU OS
FUNDAMENTOS DA
ARTE
RENÉ FRANÇOIS GHISLAIN
MAGRITTE (LESSINES, 21 DE
NOVEMBRO DE 1898 ―
BRUXELAS, 15 DE AGOSTO DE 1967)
FOI UM DOS PRINCIPAIS ARTISTAS
SURREALISTAS BELGAS, AO LADO
DE PAUL DELVAUX


Percursor da arte conceptual
FÁBRICA DE PAPEL DE
PAREDE, E FOI
DESIGNER DE
CARTAZES E ANÚNCIOS
ATÉ 1926,
um contrato com a Galerie la
Centaure, na capital belga, fez da
pintura sua principal atividade. Nesse
mesmo ano, Magritte produziu sua
primeira pintura surrealista, Le jockey
perdu, sendo a sua primeira exposição
apresentada no ano seguinte.
Pintor de imagens insólitas, às quais deu
tratamento rigorosamente
realista, utilizou-se de processos
ilusionistas, sempre à procura do
contraste entre o tratamento realista dos
objetos e a atmosfera irreal dos
conjuntos.
Suas obras são metáforas que se
apresentam como representações
realistas, através da justaposição de
objetos comuns, e símbolos recorrentes
em sua obra, tais como o torso
feminino, o chapéu côco, o castelo, a
rocha e a janela, entre outros
La trahison des images
A Traição das Imagens
O título provocador do quadro com o cachimbo, e a legenda com a afirmação de que
aquilo não é um cachimbo, colocou a base mesma da discussão da representação na
arte.
Uma imagem não é uma realidade, é uma representação da realidade contudo o que
isso encerra de idealização (ainda que realista) deformação, reinvenção, ampliação
metafórica ou simbólica de sentido.
Ainda que aparentemente fiel ao objeto real, neste caso o cachimbo, nada há de
verdadeiramente comum entre eles: o cachimbo da imagem não pode ser fumado, é
dada a ver uma imagem, não a sua realidade.
Real, só o objeto em si mesmo.
Assim, de forma simples, mas carregada de ironia subtil, Magritte, de novo, coloca a
questão da definição do conceito, no coração da arte. E introduz igualmente o que os
teóricos definem como desconstrução: ao desconstruir a ilusão do real, remetendo a
imagem para o que ela é, imagem, representação, ampliam o sentido do que na
cultura visual deve ser discutido:
o sentido complexo tem de ser desenvolvido através de vários filtros de interpretação
que permitam uma mais sofisticada reflexão e análise; sem contudo perder a "marca"
do artista, pois a criação é sempre um statement (uma afirmação pessoal), ainda que
em contexto cultural ampliado, e com estilo próprio, pessoal.
É o estilo que define o artista.
La Le fils de l'homme
O Filho do Homem é uma pintura
de 1964.
Magritte pintou-o como um auto-
retrato. A pintura consiste de um
homem em um terno e um chapéu-
coco em pé na frente de um
pequeno muro com o mar e um céu
nublado ao fundo. O rosto do
homem é, em grande parte, oculto
por um maçã verde pairando no ar.
chapéu-coco




HOMENS DE CHAPÉU-COCO DESPENCAM DO CÉU
ABSOLUTAMENTE SERENOS, EXPRESSANDO ALGO DA VIDA COMO
CONHECEMOS
            A Queda tem uma estranha exatidão, e o surrealismo atrai
            justamente porque explora nossa compreensão oculta da
            esquisitice terrena
Le jockey perdu
L'empire des lumières
      O império das luzes
Ceci n´est pas
une pomme
Por muito que
pareça, não é
mesmo uma
maçã. Este
quadro tem a
imagem da
maçã, mas não a
maçã em si.
Quadros mais do artista conhecidos:

La trahison des images
L'empire des lumières
Le fils de l'homme
Ceci n´est pas une pomme
Joseph Kosuth
Joseph Kosuth
Uma e três cadeiras, 1965, é uma obra de Joseph Kosuth.
Um exemplo de arte conceitual , a peça consiste em uma cadeira , uma
fotografia desta cadeira e uma definição de dicionário alargada da
palavra "cadeira". A fotografia mostra a cadeira em que está atualmente
instalada no quarto, e assim, o trabalho muda cada vez que é instalado
num novo local.

Dois elementos do trabalho permanecem constantes: uma cópia de uma
definição de dicionário da palavra "cadeira" e um diagrama com as
instruções para instalação. De acordo com as instruções, o instalador
escolhe uma cadeira, coloque-a diante de um muro, e tira uma fotografia
da cadeira. Esta foto é para ser ampliada para o tamanho real da cadeira
e colocada na parede à esquerda da cadeira. Finalmente, um golpe-up
da cópia da definição de dicionário é para ser pendurado à direita da
cadeira, a sua aresta superior alinhada com a da fotografia.

Arte conceptual

  • 1.
    “CRIAR É AGIR” MÓDULO10 A ARTE ENQUANTO PROCESSO
  • 2.
    POLOS DE CRIAÇÃOCONTEMPORÂNE A ARTE CONCEPTUAL, INICIADA NOS ANOS 60 DO SÉCULO XX , EM 1965, PROLONGOU-SE PELA DÉCADA DE 70 E IMPLICOU UMA PROFUNDA REVISÃO NOS PROCESSOS CRIATIVO E EXPRESSIVO Arte Conceptual
  • 3.
    A IDEIA, O CONCEITO,ISTO É, A CONCEÇÃO DO OBJETO MAIS DO QUE A SUA REALIZAÇÃO ENQUANTO OBRA ACABADA. Nela substitui-se a noção de beleza natural pela de beleza artificial
  • 4.
  • 5.
    RENÉ FRANÇOIS GHISLAIN MAGRITTE(LESSINES, 21 DE NOVEMBRO DE 1898 ― BRUXELAS, 15 DE AGOSTO DE 1967) FOI UM DOS PRINCIPAIS ARTISTAS SURREALISTAS BELGAS, AO LADO DE PAUL DELVAUX Percursor da arte conceptual
  • 6.
    FÁBRICA DE PAPELDE PAREDE, E FOI DESIGNER DE CARTAZES E ANÚNCIOS ATÉ 1926,
  • 7.
    um contrato coma Galerie la Centaure, na capital belga, fez da pintura sua principal atividade. Nesse mesmo ano, Magritte produziu sua primeira pintura surrealista, Le jockey perdu, sendo a sua primeira exposição apresentada no ano seguinte.
  • 8.
    Pintor de imagensinsólitas, às quais deu tratamento rigorosamente realista, utilizou-se de processos ilusionistas, sempre à procura do contraste entre o tratamento realista dos objetos e a atmosfera irreal dos conjuntos. Suas obras são metáforas que se apresentam como representações realistas, através da justaposição de objetos comuns, e símbolos recorrentes em sua obra, tais como o torso feminino, o chapéu côco, o castelo, a rocha e a janela, entre outros
  • 9.
    La trahison desimages A Traição das Imagens
  • 10.
    O título provocadordo quadro com o cachimbo, e a legenda com a afirmação de que aquilo não é um cachimbo, colocou a base mesma da discussão da representação na arte. Uma imagem não é uma realidade, é uma representação da realidade contudo o que isso encerra de idealização (ainda que realista) deformação, reinvenção, ampliação metafórica ou simbólica de sentido. Ainda que aparentemente fiel ao objeto real, neste caso o cachimbo, nada há de verdadeiramente comum entre eles: o cachimbo da imagem não pode ser fumado, é dada a ver uma imagem, não a sua realidade. Real, só o objeto em si mesmo. Assim, de forma simples, mas carregada de ironia subtil, Magritte, de novo, coloca a questão da definição do conceito, no coração da arte. E introduz igualmente o que os teóricos definem como desconstrução: ao desconstruir a ilusão do real, remetendo a imagem para o que ela é, imagem, representação, ampliam o sentido do que na cultura visual deve ser discutido: o sentido complexo tem de ser desenvolvido através de vários filtros de interpretação que permitam uma mais sofisticada reflexão e análise; sem contudo perder a "marca" do artista, pois a criação é sempre um statement (uma afirmação pessoal), ainda que em contexto cultural ampliado, e com estilo próprio, pessoal. É o estilo que define o artista.
  • 11.
    La Le filsde l'homme O Filho do Homem é uma pintura de 1964. Magritte pintou-o como um auto- retrato. A pintura consiste de um homem em um terno e um chapéu- coco em pé na frente de um pequeno muro com o mar e um céu nublado ao fundo. O rosto do homem é, em grande parte, oculto por um maçã verde pairando no ar.
  • 12.
    chapéu-coco HOMENS DE CHAPÉU-COCODESPENCAM DO CÉU ABSOLUTAMENTE SERENOS, EXPRESSANDO ALGO DA VIDA COMO CONHECEMOS A Queda tem uma estranha exatidão, e o surrealismo atrai justamente porque explora nossa compreensão oculta da esquisitice terrena
  • 13.
  • 14.
    L'empire des lumières O império das luzes
  • 15.
    Ceci n´est pas unepomme Por muito que pareça, não é mesmo uma maçã. Este quadro tem a imagem da maçã, mas não a maçã em si.
  • 16.
    Quadros mais doartista conhecidos: La trahison des images L'empire des lumières Le fils de l'homme Ceci n´est pas une pomme
  • 17.
  • 18.
    Joseph Kosuth Uma etrês cadeiras, 1965, é uma obra de Joseph Kosuth. Um exemplo de arte conceitual , a peça consiste em uma cadeira , uma fotografia desta cadeira e uma definição de dicionário alargada da palavra "cadeira". A fotografia mostra a cadeira em que está atualmente instalada no quarto, e assim, o trabalho muda cada vez que é instalado num novo local. Dois elementos do trabalho permanecem constantes: uma cópia de uma definição de dicionário da palavra "cadeira" e um diagrama com as instruções para instalação. De acordo com as instruções, o instalador escolhe uma cadeira, coloque-a diante de um muro, e tira uma fotografia da cadeira. Esta foto é para ser ampliada para o tamanho real da cadeira e colocada na parede à esquerda da cadeira. Finalmente, um golpe-up da cópia da definição de dicionário é para ser pendurado à direita da cadeira, a sua aresta superior alinhada com a da fotografia.