Cultura do Algodoeiro
Fernando Mendes Lamas
Embrapa Agropecuária Oeste
Pelotas, RS
Setembro, 2013
Literatura sugerida
Resvistas
- Pesquisa Agropecuária Brasileira
- Bragantia
- Revista Ceres
- Brasileira de Oleaginosas e Fibrosas
- Agronomy Journal
- Journal of Cotton Science
- Crop Science
Livros
-Algodão no Cerrado do Brasil
-O agronegócio do algodão
-Boas práticas de manejo do algodoeiro - MT
Situação da cultura no Brasil
- BA – 271.400 ha (28,01%)
- GO- 46.100 (5,54%)
- MS- 39.500 ha (5.03 %)
BRASIL – 894.100 ha – 1.275.100 ton.
- MT – 475.300 ha (54,60%)
Fonte: CONAB, 2013
Evolução da Área Cultivada
0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400
Norte
Nordeste
Centro-Oeste
Sudeste
Sul
Brasil
Área (ha*1000)
2012/13
2011/12
Fonte: CONAB, 2013
Evolução da Produtividade de Fibra
0
200
400
600
800
1000
1200
1400
1600
Produtividade
de
Fibra
(kg/ha)
Regiões
2011/2012
2012/2013
Fonte: ICAC, 2013
Oferta e demanda mundial de algodão (milhões de ton)
0
5
10
15
20
25
30
35
40
2011/12 2012/13 2013/14
Área em milhões de hectares
-500
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
Mil
ton
de
pluma
Anos
Produção
Consumo
Exportação
Saldo
Projeções para o período de 2013 a 2023
1346 - 2525 mil ton (87, 6%)
883 - 915 mil ton (3,6%)
1084 -1720 mil ton (58,7 %)
Produção
Consumo
Exportação
Fonte: MAPA, 2013
0 100 200 300 400 500 600 700 800
Sementes
Fertilizantes
Inseticidas
Fungicidas
Herbicidas
R$/ha)
8,39%
28,69%
26,15%
5,20%
16,66%
R$ 5.303,08
Fonte: IMEA, 2013
Fonte: IMEA, 2013
2011/12
R$ 4.819,00
2012/13
R$ 5.123,94
2013/14
R$ 5.899,53
Algodão
em caroço
Fibra (38-40%)
Caroço (60-62%)
Caroço
18-25% óleo
20-25% PB
Óleo
Alimentação
Margarina, Sabão, etc
Algodão
Sistema de produção predominantes
1- Manejo de solo – sistema convencional
2- Época de semeadura – Safra Safrinha
3- Rotação de cultura – pouco utilizada
4- Grande utilização de inseticidas / fungicidas
Fonte: Bataglia et al., 2012
Fonte: PERTILE, 2013
Fonte: PERTILE, 2013
Fonte: PERTILE, 2013
Fonte: PERTILE, 2013
Fonte: PERTILE, 2013
0
0,5
1
1,5
2
2,5
3
3,5
4
4,5
Indice
de
Ramulose
I
A
C
2
4
I
A
C
2
3
C
N
P
A
I
T
A
9
0
D
e
l
t
a
O
p
a
l
C
D
4
0
2
C
D
4
0
4
S
G
8
2
1
Cultivares
SR
CR
24
Fonte: Séguy &Bouzinac, 2004
Classificação botânica
- Filo – Angiosperma
- Classe – Dicotiledônea
- Subclasse – Archiclamidae
- Ordem – Malvales
- Família – Malvaceae
- Tribo – Hibisceae
- Gênero – Gossypium
- Espécie – G. hirsutum
- Raça – G. hirsutum latifolium
Flor
Frutos
- “Maçãs“, quando verdes.
- “Capulhos“, após a abertura.
- Cápsulas de deiscência (abertura) longitudinal.
- 3 a 5 lojas cada uma, encerrando 6 a 10 sementes.
OUTRAS ESPÉCIES
-Gossypium tomentosum – Havai
-Gossypium mustelinum – Nordeste do Brasil
-Gossypium darwinii – arquipélago de Galápagos
-Gossypium barbadense – América do Sul
-Gossypium lanceolatum - México
 Conhecer o desenvolvimento do algodoeiro
 Fundamental no emprego de práticas de
manejo
 Entender as necessidades em função do estádio
de desenvolvimento
 Assegurar rentabilidade
 A temperatura – crescimento e desenvolvimento
 A exigência térmica varia com o estádio de
desenvolvimento
 As exigências térmicas e o ciclo do algodoeiro
podem ser estimados
Estádio Graus
-Dias
Mato Grosso–
Sul
Mato Grosso
Norte
Bahia -
Oeste
º C dias
Emergência – PBF 360 31 34 36
PBF-PFLOR 270 22 26 27
PFLOR-PCAP 620 58 67 63
Emergência –PCAP 1350 115 135 133
PFLOR -
COLHEITA
620 64 64 69
Fonte: Rosolem,2007
A PLANTA
Hábito de crescimento indeterminado
Dois tipo de ramos - Vegetativos e
Reprodutivos
Vários eventos fenológicos simultâneos
Crescimento inicial lento
Vários frutos em um mesmo ramo
reprodutivo
0
10
20
30
40
50
60
70
80
90
Produtividade
de Fibra
% de Fibra Comprimento Resistência Micronaire % de Óleo
Ambiente
Genótipo
Genótipo xAmbiente
Fonte: Meredith Junior et al., 2012
FASES DA CULTURA
Semeadura - Emergência
Emergência - primeiro botão
floral - (V0-Bn)
Primeiro botão floral - primeira
flor (B1-Fn)
Primeira flor - primeiros
capulhos (F1-Cn)
 VO – vai da emergência da plântula até o
momento em que a nervura principal da
primeira folha verdadeira alcança 2,5 cm de
comprimento
 V1 – do final de VO até que a segunda folha
verdadeira alcance 2,5 cm de comprimento
 V2 – do final de V1 até que a nervura central da
terceira folha verdadeira alcance , 2,5 cm de
comprimento
 V3- Vn – segue-se o mesmo critério
Fig. 1 - Estádio vegetativos- Marur & Ruano (2001)
 Estabelecimento da cultura
 Adubação
 Semeadura
 Controle de plantas daninhas
 Crescimento radicular
GRANDE PARTE DO SUCESSO
DEPENDE DESTA FASE
 B1 – inicia-se quando do primeiro botão floral
torna-se visível
 B2 – primeiro botão floral do segundo ramo
reprodutivo
 B3 – primeiro botão floral do terceiro ramo
reprodutivo – segundo botão floral do primeiro
ramo, torna-se visível
 B4- Bn – segue-se o mesmo critério
Fig. 2 - Botão floral - Marur & Ruano (2001)
 F1- primeiro botão floral do primeiro ramo se
transforma em flor
 F2- primeiro botão floral do segundo ramo se
transforma em flor
 F3-Fn – mesmo critério
Fig. 3 - Primeira flor - Marur & Ruano (2001)
O estádio pode ser determinado mesmo com a
ocorrência de queda de botão ou flor (shedding),
tomando-se outras estruturas como referência.
Ex. Se não existe mais a estrutura que caracteriza F5,
é possível definir o estádio tomando-se a segunda
estrutura do terceiro ramo e a terceira estrutura do
primeiro ramo – mesma idade fisiológica
 Fase de maior crescimento vegetativo
 Controle de plantas daninhas
 Gerenciamento do crescimento
 Adubação em cobertura

 C1- a primeira maçã do primeiro ramo se
abre, transformando-se em capulho
 C2- a primeira maçã do segundo ramo se
abre, transformando em capulho
 C3-Cn – mesmo critério
5ºramo
Fig. 4 - Primeiro capulho - Marur & Ruano (2001)
 Velocidade de emergência depende
fundamentalmente da temperatura
 Embebição da semente – 52% - germinação
 O tempo de embebição dimiu com o aumento da
temperatura
 Emissão da radícula – diminui com o aumento da
temperatura
Temperatura ideal – 21 a 34º C
 Nesta fase o crescimento da parte aérea é
relativamente lento, mas há vigoroso
crescimento do sistema radicular
 A relação raíz/parte aérea é de 0,35 aos 12
DAS, caindo para 0,15 aos 80 DAS
 Presença de Al e ausência de Ca – prejudica
o crescimento radicular
 Compactação
 Monopodial com forte dominância apical
 Ramos vegetativos e reprodutivos
 Ramos vegetativos e a haste principal –
monopodial
 Ramos reprodutivos – simpodial
 Em cada nó – um ramo reprodutivo
 Os primeiro 4 a 5 nós – ramos vegetativos
 5º - 6º nó – ramo reprodutivo
0
20
40
60
80
100
120
140
0 5 10 15 20 25 30 35 40
BF 1
F1
ACIMADAÚLTIMAFLOR - CINCO NÓS
MATURAÇÃO
C1
A cada três dias deve aparecer um botão floral em
ramos sucessivos e a cada 6 dias no mesmo ramo
reprodutivo
Nesta fase é fundamental o crescimento vegetativo
para gerar um grande número de posições frutíferas
Resumo - Planta
Resumo - Desenvolvimento
 Diversos eventos ocorrem simultaneamente
 A competição entre crescimento vegetativo e
reprodutivo é acentuada
 As plantas continuam a crescer linearmente
 È atingida a altura máxima, assim com a
máxima interseção da luz (fechamento da copa)
 Grande demanda por fotoassimilados
 É regulada pelo balanço entre açúcares no
tecido e teor de etileno
 Queda na fotossíntese ou aumento do gasto
metabólico = menor fluxo de açúcar para o
tecido vegetal = queda de estruturas
reprodutivas
 Auto-sombreamento – crescimento excessivo
 Dias nublados
 Altas temperaturas
 Na fase de maturação nível de etileno é alto –
deiscência do fruto e não queda de estrutura
 Frutos em crescimento e maturação
 Frutos estão maduros quando aparecer a
“camada preta”, corresponde ao tegumento
escuro das sementes – não há mais acúmulo de
matéria seca no fruto
 A maturação depende fundamentalmente da
temperatura
 Stress nesta fase causará prejuízos qualitativos
 Principal processo é a translocação
 Temperatura média x temperatura noturna
 Temperaturas noturnas baixas – deposição de
celulose no interior da fibra – fibras imaturas e
menos resistentes
 Temperaturas noturnas inferiores a 17,5º C –
micronaire muito baixo
 Época de semeadura – ciclo da cultivar
3
3,5
4
4,5
5
11 13 15 17 19 21 23 25 27
Temperatura noturna (ºC)
micronaire
Fonte:Gipson & Ray, 1970
Sementes
Maçã e Capulho
Cultivares
- Fundação MT – FMT523; 701; 705; 707 e 709, TMG
11WS, 41WS, 42 WS, 81WS
- Bayer – FM 966 LL, 910; 951LL; 975WS, 982 GL e 993
- Embrapa – BRS 269; 293; 286 , 336, 370 RF, 371 RF
- Deltapine – DeltaOpal; DP 555BGRR; DP 604BG;
NuOpal; NuOpal RR DP 1228B2RF, DP1231B2RF e
Sicala 40
- ImaMT – IMACD 408, IMA 5672B2RF, IMA 5675B2RF
Principais Pragas
Eutinobothrus brasiliensis.
Anthonomus grandis
Alabama argillacea.
Heliothis virescens.
Pectinophora gossypiella
Principais doenças
1- Mancha Angular – Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum
Principais doenças
2- Mosaico comum
3- Mosaico das neruvras
Principais doenças
3- Ramularia areola
Principais doenças
4- Ramulose- Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides
Principais doenças
5- Nematoides
Principais doenças
6- Fusarium
 A produtividade do algodoeiro= f(número de
capulhos por área)
 Os frutos da primeiras posições são mais
pesados e a fibra de melhor qualidade
 Cultivares adequadas, semeadura na época
mais indicada
 Assegurar uma população adequada
 Sementes de boa qualidade
 Uniformidade da cultura
ESPAÇAMENTO e DENSIDADE
NA CULTURA do ALGODOEIRO
1- INTRODUÇÃO
Tradicionalmente o espaçamento utilizado varia entre 0,70 a 1,0m
Sistema ultra-estreito é definido como sendo a utilização de altas
populações de plantas, com espaçamento entre fileiras variando
de 0,20 a 0,40 m (Rossi et al., 2004).
De acordo com Rossi et al., 2004, a principal vantagem deste
sistema é a possibilidade de redução de custo de produção
A principal desvantagem é a necessidade de cuidados especiais
na condução da cultura, especialmente no que diz respeito ao uso
de reguladores de crescimento
No Brasil, vários trabalhos foram desenvolvidos.
- Guerra Filho, 1980
- Beltrão et al., 1988
- Lamas et al., 1989
- Zanon, 2002
- Azevêdo et al., 2003
- Severino et al., 2004
- Silva, 2004
- Lamas et al., 2005
- Stephenson et al., 2011
- Riar et al (2013)
Resultados não são consistentes
a- Mato Grosso do Sul
- Espaçamentos entre fileiras – 0,30; 060; 090 e 1,20 m
- Densidades – 4; 8; 12; 16 plantas/m
- Cultivares – BRS Aroeira; DeltaOpal e CD 401
b- Mato Grosso
- Espaçamentos entre fileiras –0,30; 0,60; 0,90 e 1,20 m
- Densidades – 4; 8; 12 e 16 plantas/m
- Cultivares – BRS Araçá; BRS Jatobá e CNPA CO 98-
302
c- Goiás
- Espaçamentos entre fileiras – 0,30; 0,60 e 0,90 m
- Densidades – 4; 8; 12 e 16 plantas/m
- Cultivares – BRS Buriti; BRS Araçá; BRS Aroeira;
DeltaPenta e Fibermax 966
2- METODOLOGIA
FIG1 - Altura de plantas (cm) - MT
94
96
98
100
102
104
106
108
110
30 60 90 120
Espamento entre fileiras (cm)
Altura
de
Plantas
(cm)
BRS ARAÇÁ
CNPA CO 98-302
3 - RESULTADOS
FIGURA 2- NÚMERO DE CAPULHOS/PLANTAS - GO
2
2.2
2.4
2.6
2.8
3
3.2
3.4
3.6
3.8
30 60 90
Espaçamentos entre fileiras (cm)
Número
de
capulhos
por
planta
BRS BURITI
BRS ARAÇÁ
BRS AROEIRA
BRS AROEIRA
DeltaPenta
Fibermax 966
3 - RESULTADOS
FIGURA 3 - PRODUÇÃO DE FIBRA - MT
1900
2000
2100
2200
2300
2400
2500
2600
2700
2800
2900
30 60 90 120
Espaçamento entre fileiras (m)
Produção
de
fibra
(kg/ha)
BRS Araçá
BRS Jatobá
CNPA CO 98-302
y=2543,12-12,24x+0,006x2
R2
=0,99
y=2934,20-5,75x R2
=0,89
y=2626,97
3 - RESULTADOS
FIGURA 4- BRS AROEIRA
1500
1600
1700
1800
1900
2000
2100
2200
2300
2400
30 60 90 120
Espaçamento entre fileiras (cm)
Produtividade
de
fibra
(kg/ha)
CS -D4
CS-D8
IT-D4
IT-D8
3 - RESULTADOS
FIGURA 5- DeltaOpal
1500
2000
2500
3000
30 60 90 120
Espaçamento entre fileiras (cm)
Produtividade
de
fibra
(kg/ha)
CS- D4
CS-D12
IT- D4
IT - D8
3 - RESULTADOS
ITAQUIRAI - CD 401
1850
1900
1950
2000
2050
2100
2150
2200
2250
2300
30 60 90 120
Espaçamento entre fileiras (cm)
Produção
de
fibra
(kg/ha)
y=2348,86-3,73x R2
=0.97
FIGURA 6 -
3 - RESULTADOS
FIGURA 7 - MAKINA - D4
1300
1400
1500
1600
1700
1800
1900
30 60 90 120
Espaçamento entre fileiras (cm)
Produção
de
fibra
(kg/ha)
y=2070.92-5,92x R2
=0.99
3 - RESULTADOS
1260
1280
1300
1320
1340
1360
1380
1400
1420
7 9 11 13 15
Densidade (plantas/m2
)
Produção
de
fibra
(kg
ha
-1
)
Valores observados
y=721,9+115x-5,0x2 R2=0,88
Fonte: Stephenson et al., 2011
4- Conclusões
- A altura de plantas aumenta com o espaçamento
- O número de capulhos por planta decresce com a redução
do espaçamento
- A produção de fibra aumenta com a redução do
espaçamento
- As características intrínsecas da fibra são pouco afetadas
pelo espaçamento
- O efeito do espaçamento é maior do que o da densidade
- Para a utilização do sistema ultra-estreito, o gargalho é
cultivar
Regulador de Crescimento
Estratégia para gerenciar a Planta
Fernando Mendes Lamas
Embrapa Agropecuária Oeste
Dourados, MS
Setembro, 2013
Colheita
Destruição dos restos culturais
Destruição dos restos culturais
Algodão beneficiado
Beneficiamento
Qualidade da fibra
- Comprimento
- Uniformidade
- Resistência
- Micronire
Fios
Fiação
Uso
Muito Obrigado!!!
Fernando.lamas@embrapa.br – 67-3416-9746

Apresentação sobre a cultura do algodoeiro

  • 1.
    Cultura do Algodoeiro FernandoMendes Lamas Embrapa Agropecuária Oeste Pelotas, RS Setembro, 2013
  • 2.
    Literatura sugerida Resvistas - PesquisaAgropecuária Brasileira - Bragantia - Revista Ceres - Brasileira de Oleaginosas e Fibrosas - Agronomy Journal - Journal of Cotton Science - Crop Science Livros -Algodão no Cerrado do Brasil -O agronegócio do algodão -Boas práticas de manejo do algodoeiro - MT
  • 3.
    Situação da culturano Brasil - BA – 271.400 ha (28,01%) - GO- 46.100 (5,54%) - MS- 39.500 ha (5.03 %) BRASIL – 894.100 ha – 1.275.100 ton. - MT – 475.300 ha (54,60%)
  • 5.
    Fonte: CONAB, 2013 Evoluçãoda Área Cultivada 0 100 200 300 400 500 600 700 800 900 1000 1100 1200 1300 1400 Norte Nordeste Centro-Oeste Sudeste Sul Brasil Área (ha*1000) 2012/13 2011/12
  • 6.
    Fonte: CONAB, 2013 Evoluçãoda Produtividade de Fibra 0 200 400 600 800 1000 1200 1400 1600 Produtividade de Fibra (kg/ha) Regiões 2011/2012 2012/2013
  • 7.
    Fonte: ICAC, 2013 Ofertae demanda mundial de algodão (milhões de ton) 0 5 10 15 20 25 30 35 40 2011/12 2012/13 2013/14 Área em milhões de hectares
  • 8.
  • 9.
    Projeções para operíodo de 2013 a 2023 1346 - 2525 mil ton (87, 6%) 883 - 915 mil ton (3,6%) 1084 -1720 mil ton (58,7 %) Produção Consumo Exportação Fonte: MAPA, 2013
  • 12.
    0 100 200300 400 500 600 700 800 Sementes Fertilizantes Inseticidas Fungicidas Herbicidas R$/ha) 8,39% 28,69% 26,15% 5,20% 16,66% R$ 5.303,08 Fonte: IMEA, 2013
  • 13.
    Fonte: IMEA, 2013 2011/12 R$4.819,00 2012/13 R$ 5.123,94 2013/14 R$ 5.899,53
  • 14.
    Algodão em caroço Fibra (38-40%) Caroço(60-62%) Caroço 18-25% óleo 20-25% PB Óleo Alimentação Margarina, Sabão, etc Algodão
  • 15.
    Sistema de produçãopredominantes 1- Manejo de solo – sistema convencional 2- Época de semeadura – Safra Safrinha 3- Rotação de cultura – pouco utilizada 4- Grande utilização de inseticidas / fungicidas
  • 17.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
    Classificação botânica - Filo– Angiosperma - Classe – Dicotiledônea - Subclasse – Archiclamidae - Ordem – Malvales - Família – Malvaceae - Tribo – Hibisceae - Gênero – Gossypium - Espécie – G. hirsutum - Raça – G. hirsutum latifolium
  • 26.
  • 27.
    Frutos - “Maçãs“, quandoverdes. - “Capulhos“, após a abertura. - Cápsulas de deiscência (abertura) longitudinal. - 3 a 5 lojas cada uma, encerrando 6 a 10 sementes.
  • 29.
    OUTRAS ESPÉCIES -Gossypium tomentosum– Havai -Gossypium mustelinum – Nordeste do Brasil -Gossypium darwinii – arquipélago de Galápagos -Gossypium barbadense – América do Sul -Gossypium lanceolatum - México
  • 30.
     Conhecer odesenvolvimento do algodoeiro  Fundamental no emprego de práticas de manejo  Entender as necessidades em função do estádio de desenvolvimento  Assegurar rentabilidade
  • 31.
     A temperatura– crescimento e desenvolvimento  A exigência térmica varia com o estádio de desenvolvimento  As exigências térmicas e o ciclo do algodoeiro podem ser estimados
  • 32.
    Estádio Graus -Dias Mato Grosso– Sul MatoGrosso Norte Bahia - Oeste º C dias Emergência – PBF 360 31 34 36 PBF-PFLOR 270 22 26 27 PFLOR-PCAP 620 58 67 63 Emergência –PCAP 1350 115 135 133 PFLOR - COLHEITA 620 64 64 69 Fonte: Rosolem,2007
  • 33.
    A PLANTA Hábito decrescimento indeterminado Dois tipo de ramos - Vegetativos e Reprodutivos Vários eventos fenológicos simultâneos Crescimento inicial lento Vários frutos em um mesmo ramo reprodutivo
  • 34.
    0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 Produtividade de Fibra % deFibra Comprimento Resistência Micronaire % de Óleo Ambiente Genótipo Genótipo xAmbiente Fonte: Meredith Junior et al., 2012
  • 36.
    FASES DA CULTURA Semeadura- Emergência Emergência - primeiro botão floral - (V0-Bn) Primeiro botão floral - primeira flor (B1-Fn) Primeira flor - primeiros capulhos (F1-Cn)
  • 37.
     VO –vai da emergência da plântula até o momento em que a nervura principal da primeira folha verdadeira alcança 2,5 cm de comprimento  V1 – do final de VO até que a segunda folha verdadeira alcance 2,5 cm de comprimento  V2 – do final de V1 até que a nervura central da terceira folha verdadeira alcance , 2,5 cm de comprimento  V3- Vn – segue-se o mesmo critério
  • 39.
    Fig. 1 -Estádio vegetativos- Marur & Ruano (2001)
  • 40.
     Estabelecimento dacultura  Adubação  Semeadura  Controle de plantas daninhas  Crescimento radicular GRANDE PARTE DO SUCESSO DEPENDE DESTA FASE
  • 41.
     B1 –inicia-se quando do primeiro botão floral torna-se visível  B2 – primeiro botão floral do segundo ramo reprodutivo  B3 – primeiro botão floral do terceiro ramo reprodutivo – segundo botão floral do primeiro ramo, torna-se visível  B4- Bn – segue-se o mesmo critério
  • 42.
    Fig. 2 -Botão floral - Marur & Ruano (2001)
  • 43.
     F1- primeirobotão floral do primeiro ramo se transforma em flor  F2- primeiro botão floral do segundo ramo se transforma em flor  F3-Fn – mesmo critério
  • 44.
    Fig. 3 -Primeira flor - Marur & Ruano (2001)
  • 45.
    O estádio podeser determinado mesmo com a ocorrência de queda de botão ou flor (shedding), tomando-se outras estruturas como referência. Ex. Se não existe mais a estrutura que caracteriza F5, é possível definir o estádio tomando-se a segunda estrutura do terceiro ramo e a terceira estrutura do primeiro ramo – mesma idade fisiológica
  • 46.
     Fase demaior crescimento vegetativo  Controle de plantas daninhas  Gerenciamento do crescimento  Adubação em cobertura 
  • 47.
     C1- aprimeira maçã do primeiro ramo se abre, transformando-se em capulho  C2- a primeira maçã do segundo ramo se abre, transformando em capulho  C3-Cn – mesmo critério
  • 48.
    5ºramo Fig. 4 -Primeiro capulho - Marur & Ruano (2001)
  • 49.
     Velocidade deemergência depende fundamentalmente da temperatura  Embebição da semente – 52% - germinação  O tempo de embebição dimiu com o aumento da temperatura  Emissão da radícula – diminui com o aumento da temperatura Temperatura ideal – 21 a 34º C
  • 51.
     Nesta faseo crescimento da parte aérea é relativamente lento, mas há vigoroso crescimento do sistema radicular  A relação raíz/parte aérea é de 0,35 aos 12 DAS, caindo para 0,15 aos 80 DAS  Presença de Al e ausência de Ca – prejudica o crescimento radicular  Compactação
  • 52.
     Monopodial comforte dominância apical  Ramos vegetativos e reprodutivos  Ramos vegetativos e a haste principal – monopodial  Ramos reprodutivos – simpodial  Em cada nó – um ramo reprodutivo  Os primeiro 4 a 5 nós – ramos vegetativos  5º - 6º nó – ramo reprodutivo
  • 54.
    0 20 40 60 80 100 120 140 0 5 1015 20 25 30 35 40 BF 1 F1 ACIMADAÚLTIMAFLOR - CINCO NÓS MATURAÇÃO C1
  • 60.
    A cada trêsdias deve aparecer um botão floral em ramos sucessivos e a cada 6 dias no mesmo ramo reprodutivo Nesta fase é fundamental o crescimento vegetativo para gerar um grande número de posições frutíferas
  • 61.
  • 62.
  • 63.
     Diversos eventosocorrem simultaneamente  A competição entre crescimento vegetativo e reprodutivo é acentuada  As plantas continuam a crescer linearmente  È atingida a altura máxima, assim com a máxima interseção da luz (fechamento da copa)  Grande demanda por fotoassimilados
  • 65.
     É reguladapelo balanço entre açúcares no tecido e teor de etileno  Queda na fotossíntese ou aumento do gasto metabólico = menor fluxo de açúcar para o tecido vegetal = queda de estruturas reprodutivas  Auto-sombreamento – crescimento excessivo  Dias nublados  Altas temperaturas  Na fase de maturação nível de etileno é alto – deiscência do fruto e não queda de estrutura
  • 67.
     Frutos emcrescimento e maturação  Frutos estão maduros quando aparecer a “camada preta”, corresponde ao tegumento escuro das sementes – não há mais acúmulo de matéria seca no fruto  A maturação depende fundamentalmente da temperatura  Stress nesta fase causará prejuízos qualitativos
  • 70.
     Principal processoé a translocação  Temperatura média x temperatura noturna  Temperaturas noturnas baixas – deposição de celulose no interior da fibra – fibras imaturas e menos resistentes  Temperaturas noturnas inferiores a 17,5º C – micronaire muito baixo  Época de semeadura – ciclo da cultivar
  • 71.
    3 3,5 4 4,5 5 11 13 1517 19 21 23 25 27 Temperatura noturna (ºC) micronaire Fonte:Gipson & Ray, 1970
  • 72.
  • 73.
  • 74.
    Cultivares - Fundação MT– FMT523; 701; 705; 707 e 709, TMG 11WS, 41WS, 42 WS, 81WS - Bayer – FM 966 LL, 910; 951LL; 975WS, 982 GL e 993 - Embrapa – BRS 269; 293; 286 , 336, 370 RF, 371 RF - Deltapine – DeltaOpal; DP 555BGRR; DP 604BG; NuOpal; NuOpal RR DP 1228B2RF, DP1231B2RF e Sicala 40 - ImaMT – IMACD 408, IMA 5672B2RF, IMA 5675B2RF
  • 75.
  • 76.
  • 77.
  • 78.
  • 79.
  • 80.
    Principais doenças 1- ManchaAngular – Xanthomonas axonopodis pv. malvacearum
  • 81.
    Principais doenças 2- Mosaicocomum 3- Mosaico das neruvras
  • 82.
  • 83.
    Principais doenças 4- Ramulose-Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides
  • 84.
  • 85.
  • 86.
     A produtividadedo algodoeiro= f(número de capulhos por área)  Os frutos da primeiras posições são mais pesados e a fibra de melhor qualidade  Cultivares adequadas, semeadura na época mais indicada  Assegurar uma população adequada  Sementes de boa qualidade  Uniformidade da cultura
  • 87.
    ESPAÇAMENTO e DENSIDADE NACULTURA do ALGODOEIRO
  • 88.
    1- INTRODUÇÃO Tradicionalmente oespaçamento utilizado varia entre 0,70 a 1,0m Sistema ultra-estreito é definido como sendo a utilização de altas populações de plantas, com espaçamento entre fileiras variando de 0,20 a 0,40 m (Rossi et al., 2004). De acordo com Rossi et al., 2004, a principal vantagem deste sistema é a possibilidade de redução de custo de produção A principal desvantagem é a necessidade de cuidados especiais na condução da cultura, especialmente no que diz respeito ao uso de reguladores de crescimento
  • 89.
    No Brasil, váriostrabalhos foram desenvolvidos. - Guerra Filho, 1980 - Beltrão et al., 1988 - Lamas et al., 1989 - Zanon, 2002 - Azevêdo et al., 2003 - Severino et al., 2004 - Silva, 2004 - Lamas et al., 2005 - Stephenson et al., 2011 - Riar et al (2013) Resultados não são consistentes
  • 90.
    a- Mato Grossodo Sul - Espaçamentos entre fileiras – 0,30; 060; 090 e 1,20 m - Densidades – 4; 8; 12; 16 plantas/m - Cultivares – BRS Aroeira; DeltaOpal e CD 401 b- Mato Grosso - Espaçamentos entre fileiras –0,30; 0,60; 0,90 e 1,20 m - Densidades – 4; 8; 12 e 16 plantas/m - Cultivares – BRS Araçá; BRS Jatobá e CNPA CO 98- 302 c- Goiás - Espaçamentos entre fileiras – 0,30; 0,60 e 0,90 m - Densidades – 4; 8; 12 e 16 plantas/m - Cultivares – BRS Buriti; BRS Araçá; BRS Aroeira; DeltaPenta e Fibermax 966 2- METODOLOGIA
  • 91.
    FIG1 - Alturade plantas (cm) - MT 94 96 98 100 102 104 106 108 110 30 60 90 120 Espamento entre fileiras (cm) Altura de Plantas (cm) BRS ARAÇÁ CNPA CO 98-302 3 - RESULTADOS
  • 92.
    FIGURA 2- NÚMERODE CAPULHOS/PLANTAS - GO 2 2.2 2.4 2.6 2.8 3 3.2 3.4 3.6 3.8 30 60 90 Espaçamentos entre fileiras (cm) Número de capulhos por planta BRS BURITI BRS ARAÇÁ BRS AROEIRA BRS AROEIRA DeltaPenta Fibermax 966 3 - RESULTADOS
  • 93.
    FIGURA 3 -PRODUÇÃO DE FIBRA - MT 1900 2000 2100 2200 2300 2400 2500 2600 2700 2800 2900 30 60 90 120 Espaçamento entre fileiras (m) Produção de fibra (kg/ha) BRS Araçá BRS Jatobá CNPA CO 98-302 y=2543,12-12,24x+0,006x2 R2 =0,99 y=2934,20-5,75x R2 =0,89 y=2626,97 3 - RESULTADOS
  • 94.
    FIGURA 4- BRSAROEIRA 1500 1600 1700 1800 1900 2000 2100 2200 2300 2400 30 60 90 120 Espaçamento entre fileiras (cm) Produtividade de fibra (kg/ha) CS -D4 CS-D8 IT-D4 IT-D8 3 - RESULTADOS
  • 95.
    FIGURA 5- DeltaOpal 1500 2000 2500 3000 3060 90 120 Espaçamento entre fileiras (cm) Produtividade de fibra (kg/ha) CS- D4 CS-D12 IT- D4 IT - D8 3 - RESULTADOS
  • 96.
    ITAQUIRAI - CD401 1850 1900 1950 2000 2050 2100 2150 2200 2250 2300 30 60 90 120 Espaçamento entre fileiras (cm) Produção de fibra (kg/ha) y=2348,86-3,73x R2 =0.97 FIGURA 6 - 3 - RESULTADOS
  • 97.
    FIGURA 7 -MAKINA - D4 1300 1400 1500 1600 1700 1800 1900 30 60 90 120 Espaçamento entre fileiras (cm) Produção de fibra (kg/ha) y=2070.92-5,92x R2 =0.99 3 - RESULTADOS
  • 98.
    1260 1280 1300 1320 1340 1360 1380 1400 1420 7 9 1113 15 Densidade (plantas/m2 ) Produção de fibra (kg ha -1 ) Valores observados y=721,9+115x-5,0x2 R2=0,88 Fonte: Stephenson et al., 2011
  • 99.
    4- Conclusões - Aaltura de plantas aumenta com o espaçamento - O número de capulhos por planta decresce com a redução do espaçamento - A produção de fibra aumenta com a redução do espaçamento - As características intrínsecas da fibra são pouco afetadas pelo espaçamento - O efeito do espaçamento é maior do que o da densidade - Para a utilização do sistema ultra-estreito, o gargalho é cultivar
  • 100.
    Regulador de Crescimento Estratégiapara gerenciar a Planta Fernando Mendes Lamas Embrapa Agropecuária Oeste Dourados, MS Setembro, 2013
  • 101.
  • 106.
  • 107.
  • 108.
  • 109.
    Qualidade da fibra -Comprimento - Uniformidade - Resistência - Micronire
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