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Morfologia e Fisiologia
do Algodoeiro
Alessandra Santos Melo
Introdução
 Classificação Botânica;
 Características Gerais;
 Morfologia;
 Raiz;
 Caule;
 Folha;
 Flor;
 Fruto;
 Fibra;
 Semente.
Introdução
 Fenologia do Algodoeiro;
 Ecofisiologia do Algodoeiro;
 Semeadura e emergência;
 Emergência ao primeiro botão floral;
 Primeiro botão à primeira flor;
 Primeira flor ao primeiro capulho;
 Primeiro capulho à colheita.
Classificação Botânica
 Classe: Magnoliopsida (Dicotiledoneae);
 Família: Malvaceae;
 Gênero: Gossypium;
 Gossypium hirsutum L. (95% da produção);
 Gossypium barbadense L. (5% da produção).
Características Gerais
 Herbáceo e Arbóreo / Anual e perene;
 Porte médio;
 Ciclo de 165 – 180 dias;
 Arquitetura cônica;
 C3;
 Produtos: pluma, caroço,
línter e fibrilha;
 Caroço: óleo (cru e
refinado), torta, farelo e sementes.
Fonte: Notícias Agrícolas, 2017.
Hábito de crescimento:
Determinado ou Indeterminado?
Germinação:
Epígia ou Hipógea?
Morfologia: Raiz
 Pivotante;
 Pode atingir 2,0 m de profundidade;
 80% da matéria seca (0-20 cm);
 1,2 a 5 cm por dia – fase vegetativa;
 Numerosas raízes superficiais.
Fonte: Cultivo do Algodoeiro,
Prof. Luiz Henrique, 2014.
Fonte: Robertson, 2007.
Morfologia: Caule
 Haste principal
 Ramos vegetativos
 Ramos reprodutivos
Crescimento
monopodial
Crescimento
simpodial
Morfologia: Folha
 Peciolada;
 Alternadas;
 Folhas cotiledonares - simples;
 Trilobadas e pentalobadas.
Fonte: Cultivo do Algodoeiro, Prof.
Luiz Henrique, 2014.
Morfologia: Flor
 Autógama;
 De cor creme (recém aberta), depois rósea a púrpura;
 Presença de brácteas e espinhos;
 Isoladas;
 Antese
Fonte:
Algodoeiro,
Denise
Gomes
Ludwig,
2015.
?
Morfologia: Fruto
 Simples;
 Cápsula;
 Deiscência longitudinal;
 4 a 5 locos em cada um (8 a 10 sementes);
 70% da produção: terço médio.
Maça e Capulho
Fonte: Algodoeiro, Denise Gomes Ludwig, 2015.
Maturação do Fruto
Fonte: Cultivo do Algodoeiro, Prof. Luiz Henrique, 2014.
Morfologia: Semente
 Piriforme e oblonga;
 Envolvida por dois tipos de fibra: línter e fibra
comercial.
Fonte: Icofort. Fonte: Terra stock, 2009.
Morfologia: Semente
 Constituição:
Óleo (18-25%);
Proteína bruta (20-25%);
 Peso varia de 0,10 a 0,13 gramas;
 7 a 10 mm;
 Relação fibra/caroço: 35/65 % (literatura);
39/61 %.
Morfologia: Fibra
 Constituintes:
 95% celulose;
 1,3% proteínas;
 Cera;
Línter 8% do peso da semente.
Fonte: O algodão no Maranhão, Pinheiro
em Pauta, 2014.
Algodão Colorido – BRS Topázio.
Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA.
Algodão Colorido – BRS Rubi.
Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA.
Algodão Colorido – BRS Safira.
Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA.
Fonte: Textile Industry, 2014.
Fenologia
Fase Vegetativa (V)
Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
Fase Vegetativa (V)
 V0: vai da emergência da plântula até o momento em
que a nervura principal da primeira folha verdadeira
alcança 2,5 cm de comprimento;
 V1: do final de V0 até que a segunda folha alcance 2,5
cm de comprimento;
 V2: do final de V1 até que a nervura central da terceira
folha atinja 2,5 cm;
 V3-Vn: segue-se o mesmo critério.
Fase de Botão Floral (B)
Fonte: Escala do Algodão,
IAPAR, 2004.
 B1: inicia-se quando o primeiro
botão floral se torna visível;
 B2: primeiro botão floral do
segundo ramo frutífero visível;
 B3: primeiro botão floral do terceiro
ramo frutífero visível. Nesta época,
o segundo botão do primeiro ramo
também se torna visível;
 B4-Bn: segue-se o mesmo critério.
Fase de Florescimento (F)
Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
Fase de Florescimento (F)
 F1: primeiro botão floral do primeiro ramo se
transforma em flor;
 F2: primeiro botão floral do segundo ramo se
transforma em flor;
 F3-Fn: mesmo critério.
 Obs.: O estádio pode ser determinado mesmo com a
ocorrência de queda do botão ou flor, tornando-se
outras estruturas como referência.
Fase de Abertura de Capulhos (C)
Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
Fase de Abertura de Capulhos (C)
 C1: a primeira maça do primeiro ramo se abre,
transformando-se em capulho;
 C2: a primeira maça do segundo ramo se abre,
transformando-se em capulho;
 C3-Cn: mesmo critério.
Ecofisiologia
Semeadura a emergência
 Depende fundamentalmente da temperatura;
 Semeadura até V0;
 25 a 30°C;
 5 a 7 dias;
 Eventos fisiológicos:
 Embebição – 52% de umidade;
 Emissão da radícula;
 Crescimento do hipocótilo.
Fonte: Promalg, 2017.
Emergência ao primeiro botão floral
 De V0 até B1;
 30 a 40 dias após a germinação;
 Elevado crescimento radicular;
 Água: 1 mm/dia, 80 mm;
 Pouco sensível a temperatura durante as 2 primeiras
semanas;
 Temperatura diurna 30°C e noturna de 22°C.
Desenvolvimento do sistema
radicular
 Crescimento da raiz até que o primeiro fruto seja
formado;
 Barreiras que impedem o desenvolvimento:
 Alto teor de Al no solo;
 Subsolo muito pobre em Ca;
 Impedimento físico;
 Falta de água;
 Adubo localizado exatamente abaixo da linha de
sementes.
Sistemas radiculares de plântulas de algodão que receberam aplicação de
adubo 5 cm diretamente abaixo da semente (A); a 5 cm de cada lado e
abaixo da semente (B) e 5 cm de um lado da semente.
Fonte:
Ciro
Antonio
Rosolem,
2007.
Primeiro botão à primeira flor
 De B1 até Bn;
 35 a 60 dias após a germinação;
 Acumulação de matéria seca;
Fonte: Plantar e crescer, 2017.
 Crescimento em altura;
 Folhas cotiledonares caem;
 Regulada pela temperatura;
 22 a 25°C – novo ramo
frutífero a cada 3 dias;
 Água: 4 mm por dia, 140mm.
Primeira flor ao primeiro capulho
 De F1 a C1;
 60 a 110 dias após a germinação;
 Abertura da flor de 9 a 10 h;
 Flores secam e caem de 3 a 5 dias depois da polinização;
 Água: 8 mm por dia, 230 mm.
Primeiro capulho a colheita
 C1 até a colheita;
110 a 175 dias;
Água: 250 mm;
Após 180 dias sem folhas e todos os capulhos abertos;
preferível que não chova.
Fonte:
Lavronorte,
2012.
Obrigada!
Alessandra Santos Melo
alessandra.melo19@outlook.com

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  • 1. Morfologia e Fisiologia do Algodoeiro Alessandra Santos Melo
  • 2. Introdução  Classificação Botânica;  Características Gerais;  Morfologia;  Raiz;  Caule;  Folha;  Flor;  Fruto;  Fibra;  Semente.
  • 3. Introdução  Fenologia do Algodoeiro;  Ecofisiologia do Algodoeiro;  Semeadura e emergência;  Emergência ao primeiro botão floral;  Primeiro botão à primeira flor;  Primeira flor ao primeiro capulho;  Primeiro capulho à colheita.
  • 4. Classificação Botânica  Classe: Magnoliopsida (Dicotiledoneae);  Família: Malvaceae;  Gênero: Gossypium;  Gossypium hirsutum L. (95% da produção);  Gossypium barbadense L. (5% da produção).
  • 5. Características Gerais  Herbáceo e Arbóreo / Anual e perene;  Porte médio;  Ciclo de 165 – 180 dias;  Arquitetura cônica;  C3;  Produtos: pluma, caroço, línter e fibrilha;  Caroço: óleo (cru e refinado), torta, farelo e sementes. Fonte: Notícias Agrícolas, 2017.
  • 6. Hábito de crescimento: Determinado ou Indeterminado? Germinação: Epígia ou Hipógea?
  • 7. Morfologia: Raiz  Pivotante;  Pode atingir 2,0 m de profundidade;  80% da matéria seca (0-20 cm);  1,2 a 5 cm por dia – fase vegetativa;  Numerosas raízes superficiais. Fonte: Cultivo do Algodoeiro, Prof. Luiz Henrique, 2014.
  • 9. Morfologia: Caule  Haste principal  Ramos vegetativos  Ramos reprodutivos Crescimento monopodial Crescimento simpodial
  • 10. Morfologia: Folha  Peciolada;  Alternadas;  Folhas cotiledonares - simples;  Trilobadas e pentalobadas. Fonte: Cultivo do Algodoeiro, Prof. Luiz Henrique, 2014.
  • 11. Morfologia: Flor  Autógama;  De cor creme (recém aberta), depois rósea a púrpura;  Presença de brácteas e espinhos;  Isoladas;  Antese Fonte: Algodoeiro, Denise Gomes Ludwig, 2015. ?
  • 12. Morfologia: Fruto  Simples;  Cápsula;  Deiscência longitudinal;  4 a 5 locos em cada um (8 a 10 sementes);  70% da produção: terço médio.
  • 13. Maça e Capulho Fonte: Algodoeiro, Denise Gomes Ludwig, 2015.
  • 14. Maturação do Fruto Fonte: Cultivo do Algodoeiro, Prof. Luiz Henrique, 2014.
  • 15. Morfologia: Semente  Piriforme e oblonga;  Envolvida por dois tipos de fibra: línter e fibra comercial. Fonte: Icofort. Fonte: Terra stock, 2009.
  • 16. Morfologia: Semente  Constituição: Óleo (18-25%); Proteína bruta (20-25%);  Peso varia de 0,10 a 0,13 gramas;  7 a 10 mm;  Relação fibra/caroço: 35/65 % (literatura); 39/61 %.
  • 17. Morfologia: Fibra  Constituintes:  95% celulose;  1,3% proteínas;  Cera; Línter 8% do peso da semente. Fonte: O algodão no Maranhão, Pinheiro em Pauta, 2014.
  • 18. Algodão Colorido – BRS Topázio. Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA. Algodão Colorido – BRS Rubi. Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA. Algodão Colorido – BRS Safira. Fonte: SANTOS, Edna, EMBRAPA. Fonte: Textile Industry, 2014.
  • 20. Fase Vegetativa (V) Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
  • 21. Fase Vegetativa (V)  V0: vai da emergência da plântula até o momento em que a nervura principal da primeira folha verdadeira alcança 2,5 cm de comprimento;  V1: do final de V0 até que a segunda folha alcance 2,5 cm de comprimento;  V2: do final de V1 até que a nervura central da terceira folha atinja 2,5 cm;  V3-Vn: segue-se o mesmo critério.
  • 22. Fase de Botão Floral (B) Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.  B1: inicia-se quando o primeiro botão floral se torna visível;  B2: primeiro botão floral do segundo ramo frutífero visível;  B3: primeiro botão floral do terceiro ramo frutífero visível. Nesta época, o segundo botão do primeiro ramo também se torna visível;  B4-Bn: segue-se o mesmo critério.
  • 23. Fase de Florescimento (F) Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
  • 24. Fase de Florescimento (F)  F1: primeiro botão floral do primeiro ramo se transforma em flor;  F2: primeiro botão floral do segundo ramo se transforma em flor;  F3-Fn: mesmo critério.  Obs.: O estádio pode ser determinado mesmo com a ocorrência de queda do botão ou flor, tornando-se outras estruturas como referência.
  • 25. Fase de Abertura de Capulhos (C) Fonte: Escala do Algodão, IAPAR, 2004.
  • 26. Fase de Abertura de Capulhos (C)  C1: a primeira maça do primeiro ramo se abre, transformando-se em capulho;  C2: a primeira maça do segundo ramo se abre, transformando-se em capulho;  C3-Cn: mesmo critério.
  • 28. Semeadura a emergência  Depende fundamentalmente da temperatura;  Semeadura até V0;  25 a 30°C;  5 a 7 dias;  Eventos fisiológicos:  Embebição – 52% de umidade;  Emissão da radícula;  Crescimento do hipocótilo. Fonte: Promalg, 2017.
  • 29. Emergência ao primeiro botão floral  De V0 até B1;  30 a 40 dias após a germinação;  Elevado crescimento radicular;  Água: 1 mm/dia, 80 mm;  Pouco sensível a temperatura durante as 2 primeiras semanas;  Temperatura diurna 30°C e noturna de 22°C.
  • 30. Desenvolvimento do sistema radicular  Crescimento da raiz até que o primeiro fruto seja formado;  Barreiras que impedem o desenvolvimento:  Alto teor de Al no solo;  Subsolo muito pobre em Ca;  Impedimento físico;  Falta de água;  Adubo localizado exatamente abaixo da linha de sementes.
  • 31. Sistemas radiculares de plântulas de algodão que receberam aplicação de adubo 5 cm diretamente abaixo da semente (A); a 5 cm de cada lado e abaixo da semente (B) e 5 cm de um lado da semente. Fonte: Ciro Antonio Rosolem, 2007.
  • 32. Primeiro botão à primeira flor  De B1 até Bn;  35 a 60 dias após a germinação;  Acumulação de matéria seca; Fonte: Plantar e crescer, 2017.  Crescimento em altura;  Folhas cotiledonares caem;  Regulada pela temperatura;  22 a 25°C – novo ramo frutífero a cada 3 dias;  Água: 4 mm por dia, 140mm.
  • 33. Primeira flor ao primeiro capulho  De F1 a C1;  60 a 110 dias após a germinação;  Abertura da flor de 9 a 10 h;  Flores secam e caem de 3 a 5 dias depois da polinização;  Água: 8 mm por dia, 230 mm.
  • 34. Primeiro capulho a colheita  C1 até a colheita; 110 a 175 dias; Água: 250 mm; Após 180 dias sem folhas e todos os capulhos abertos; preferível que não chova. Fonte: Lavronorte, 2012.