A cultura doAlgodão
Gossypium hirsutum
Prof. Leossávio César de Souza
CCA/UFPB/Campus II
4.
Origem
• Os primeirosfragmentos de tecido datam mais de sete mil
anos;
• Índia (700 anos a.C., primeiras referências escritas sobre o
cultivo do algodão através do “código de Manu”);
• Expansão da cultura: China, Egito, Sudão, Pérsia, Norte da
África, Sicília e Península Ibérica. Por volta do ano 1000 a
cultura se estabelece na Europa (Inglaterra e França);
• Na América os povos Incas que habitavam o Peru já
cultivavam e trabalhavam as fibras de algodão. (artesanato);
• 1785 (EUA) e 1870 (URSS).
5.
Histórico do Algodãono Brasil
• 1500 – Os índios utilizavam a fibra (redes); o caroço (mingau) e as folhas
(remédios). Em 1750 a rev. industrial transformou o algodão na principal
fibra têxtil das Américas;
• 1760 – Inicialmente o estado do Maranhão despontou como grande
produtor, seguido de todos os estados do Nordeste;
• 1800 – Ascensão dos EUA e concorrência do café (SP) – queda na produção;
• 1860-1900: Guerra da secessão nos EUA promoveu novo surto no Brasil;
o Introdução do algodão herbáceo no Brasil.
• 1900 – A pesquisa agronômica começou ser desenvolvida com a cultura;
6.
• 1916 –Conferência do algodão no Rio de Janeiro;
• 1918 – A 1a guerra e a geada nos cafezais paulistas provocaram novo
surto;
• 1924 – O I. A.C. Iniciou trabalhos de melhoramento genético;
• 1930 – Nova crise cafeeira e ressurgimento do algodão, agora apoiado em
técnicas modernas, pesquisas regionais e o uso do algodão herbáceo.
• 1983 – Introdução do bicudo (Anthonomus grandis);
• Década de 90 – Exploração do algodão no Cerrado;
7.
Situação atual:
- Sementesselecionadas (Centro-Sul);
- Técnicas de cultivo modernas;
- Maiores produtividades;
- Ganhos na qualidade de fibra;
- Setor de pesquisa/extensão avançados (CNPA);
- O pólo produtivo se deslocou para o Centro-Oeste;
- Biotecnologia;
- Plantas transgênicas;
- Recuperação do preço no mercado internacional.
8.
Esquema de utilizaçãodo algodão
Capulho
Desfibragem
Colheita
Algodão em caroço
Confecção de tecido
A fibra O caroço
Deslintamento
Línter
Semente
Casca Óleo Deslintada
Uso combustível
Rações
Adubos
Estofados;
Algodão absorvente;
Misturas com lã;
Fábrica de filtros;
Mechas para lâmpadas
e velas;
Celulose.
Indústria alimentícia,
cosméticos e
medicamentos.
Torta.
Plantio
9.
Importância Sócio-econômica
• Campos
•Usinas
• Fábricas
Geração de emprego
Opção de cultivo nas regiões Semiáridas
Retenção da população no meio rural
• Principais utilidades
• Dicotiledônea, dafamília Malvaceae; gênero Gossypium. As
espécies cultivadas são a Gossypium hirsutum: r. latifolium
(herbáceo) e r. marie galante (mocó ou arbóreo).
Botânica
Descrição da planta
14.
Raiz
Sistema radicular pivotante;profundo (1,8-2,0m), com
abundante formação de raízes secundárias (80% do peso das
raízes localizam-se nos primeiros 20 cm). O diâmetro da raiz
principal pode atingir até 2,5 cm na parte superior, afinando
rapidamente.
Folhas
Alternas; glabas oucom pelos; não possuem bainha e são
longamente pecioladas com limbo lobado (3-7 lobos), bem
desenvolvido (fotossíntese). Ex. folhas okra.
Fruto:
É uma cápsuladeiscente; de forma pouco variada, tendente a
ovóide e alongada na ponta. Quando verde recebe o nome de
“maçã” e quando maduro de “capulho”. Apresenta de 3-5
lóculos, que contém em média 6-8 sementes.
21.
Semente:
É piriforme, geralmentede coloração pardo-escura, com
peso variando de 0,10-0,13g e diâmetro de 6-10 mm.
a) Epiderme: Camada de células esclerificadas que se
diferenciam em fibras. (quando menores são chamadas de
línter);
b) Casca dura e impermeável (tegumento)
c) Amêndoa: É oleaginosa, com 25-40% de gordura, e nas
bolsas gomíferas há um alcalóide (Gossypol) que é tóxico ao
homem e aos animais.
23.
Clima e solo(condições gerais)
CLIMA
Temperatura entre 20-30oC;
Temperatura em torno de 15oC prejudica a germinação e o crescimento
inicial.
Precipitação pluviométrica de 500-1500 mm anuais, bem
distribuídos;
Chuvas excessivas prejudicam a qualidade e o peso dos frutos.
(<desenvolvimento vegetativo e >produção).
O prolongamento das chuvas provoca o fenômeno denominado
recrescimento do algodoeiro.
24.
Luminosidade intensa,principalmente nos estádios iniciais.
(fotossíntese);
Umidade elevada;
A escassez de umidade provoca queda de flores e frutos, redução do
desenvolvimento e do comprimento de fibra.
Fotoperíodo: A influência do fotoperíodo varia em função da
variedade;
Altitudes variando de 200m a 1000m (acima de 600m já induz
aumento do ciclo);
25.
SOLO
Férteis; pH neutro(6-7, podendo ser cultivado entre 5,2 a
8,4); profundos (raiz pivotante); bem drenados; textura média
(aceita desde arenoso até argiloso); solos planos ou
levemente ondulados com declive inferior a 10%. (para evitar
erosão).
26.
Principais variedades
CARACTERÍSTICAS DESEJADAS(três classes distintas)
O produtor: Alto rendimento e lucro, plantas resistentes,
adaptadas e de fácil colheita.
O usineiro: (beneficiamento): variedade com bom
rendimento quantitativo e qualitativo de fibra.
A indústria: Requer matéria-prima abundante e com
excelentes características tecnológicas de fibra (facilita o
trabalho das máquinas).
Adubação
“Apesar de oalgodoeiro ser moderadamente exigente em nutrientes, uma
adubação bem conduzida poderá proporcionar um acréscimo de 30% na
produtividade”.
ADUBAÇÃO QUÍMICA: requisitos
• Análise química do solo – adubação com base nos valores obtidos
• Reconhecimento das deficiências minerais – Sintomas principais
• Necessidades da cultura: P, N, K, Ca, Mg, S, B.
• Fator econômico x escolha dos adubos.
• Modo de aplicação dos adubos:
planta
da
20cm
10
uns
a
,
.
.
.
.
d
40
cobertura,
Em
N
sementes
das
abaixo
e
lado
o
para
5cm
e
plantio
do
ocasião
Na
K
e
P
p
a
* O nitrogênio pode ser parcelado (1/3 e 2/3)
29.
ADUBAÇÃO VERDE: Característicasgerais
• Feita preferencialmente através de leguminosas (mucuna-preta); porque
além de conterem percentagens regulares de P, K e Ca, as bactérias dos
seus nódulos radiculares fixam o nitrogênio atmosférico.
• O corte da leguminosa: Deve ser feito, com grade de disco, no início do
florescimento da planta.
• A adubação “verde-mineral” pode atingir excelentes produções.
Principais vantagens
Adicionar ao solo matéria orgânica;
Proteger o solo da incidência direta dos raios solares;
Preservar a umidade do solo;
Evitar o desenvolvimento das plantas daninhas;
Erosão.
30.
ADUBAÇÃO ORGÂNICA: Tortase estercos
• Torna-se uma prática anti-econômica devido ao grande
volume necessário para o aparecimento de pequenos efeitos.
• Apresenta maior aproveitamento para culturas perenes.
ADUBAÇÃO FOLIAR: Praticamente não existem pesquisas
desenvolvidas neste sentido, para a cultura do algodoeiro.
• Macronutrientes: soluções nitrogenadas: Uréia, sulfato de
amônio e nitrato de sódio Micronutriente = boro.
31.
ASPECTOS GERAIS
• Aacidez é um fator limitante de produção e a calagem deve
ser realizada quando o pH < 5,5;
• As mais altas produções são obtidas em terras com pH em
torno na neutralidade;
• Aplicar 2-3 meses antes do plantio: para evitar efeitos
danosos a cultura (Ex. diminuição do P e K disponíveis);
• Seu emprego deve ser orientado por técnicos competentes,
mediante análise do solo.
Calagem
32.
VANTAGENS
• Suprimento decálcio e magnésio à planta (calcário
dolomítico);
• Aumento da atividade de microorganismos úteis ao solo. Ex.
bactérias;
• O cálcio torna os solos argilosos menos compactados
facilitando sua aeração e seu preparo mecânico;
• Evita o aparecimento de certos fungos causadores de
moléstias, que se ambientam em pH baixo;
• Reduz a quantidade de hidrogênio e Al livre.
Calagem
PREPARO DO SOLO
•Duas arações e uma gradagem;
* Profundidade: 25-30cm (raízes e adubos estão nos 1os 20 cm
do solo);
* Na terra cultivada continuamente recomenda-se efetuar
uma aração profunda de 5 em 5 anos.
* Realizar a gradagem logo após a aração para que o
destorroamento seja mais perfeito.
• Plantio direto
ÉPOCA DO PLANTIO
Iníciodas chuvas.
ESPAÇAMENTO
• Quanto maior o porte (altura) da planta maior o espaçamento
e vice-versa;
• Entre sulcos: 2/3 da altura média das plantas;
• 0,8 a 1,0m X 0,10 a 0,20m
37.
SEMEADURA: Devemos observaros seguintes aspectos:
• Deslintamento:
– É a uma prática que consiste em retirar o línter (pequenas fibras) que
fica aderido às sementes, após o desfibramento.
– Vantagens: favorece a germinação; menor uso de sementes; menos
trabalho; maior rendimento; necessita de menos água; lavoura mais
uniforme, elimina grande parte dos microrganismos e não exige
desbaste.
• Profundidade: cerca de 5 cm;
• Colocar sementes de acordo com estande (ver % germinação);
• Cobrir com pouca terra – A germinação ocorre 5-7 dias após.
38.
DESBASTE OU RALEAÇÃO:Deve ser realizado entre 20-30 dias
de vida da planta, de preferência em dias úmidos, deixando-
se de 05 a 10 plantinhas por metro (mocó: 1-3 pl/cova).
AMONTOA: É a operação de se chegar terra ao pé das plantas
visando protegê-la, dando maior estabilidade. Pode ser
realizada através de cultivador ou enxada.
39.
Introdução
* Controledeficiente do período crítico
* Reduz o rendimento e a qualidade de fibra
* Hospedeira da lagarta-militar, nematóides,
bicudo...
* Prejudica o beneficiamento
Período crítico:
* 45 dias após a semeadura e na colheita
COMBATE ÀS PLANTAS DANINHAS: Os cultivos têm por finalidade
controlar as plantas daninhas e escarificar o solo, proporcionando
maior arejamento do mesmo.
C3 χ C4
* Crescimento inicial lento.
* Fotorespiração
* Dificuldade de translocação de
fotoassimilados
* Muito “N” para atingir a
fotossíntese máxima
Principais plantas daninhas:
* Complexo daninho variado
(mono e dicotiledôneas)
40.
COMBATE (preventivoe controle)
Cultural: Rotação, preparo do solo, consórcio, espaçamento adequado,
sementes selecionadas, adubo direcionado...
Mecânico:
* Manual a enxada: baixo rendimento e eleva o custo da mão de-obra (NE)
* Cultivadores Animal
Mecanizado
Químico:
Alachlor, cianazine, cletotodim, diuron, fluazifop-butil, linuron, norflurazon,
oxadiazon, oxyflourfen, paraquat, pendimenthalin, propaquizafop,
sethoxydim, trifuralin, etc.
41.
ROTAÇÃO DE CULTURAS
(milho,feijão, mamona, amendoim, soja, mucuna...)
REGULADORES DE CRESCIMENTO
Finalidade: Evitar problemas relacionados com a altura de
plantas (sombreamento, dificuldade de colheita,
pulverizações e apodrecimento de maçãs);
Produto e momento: Cloreto de Mepiquat (Pix®), na dose de
0,5 a 1,0 l/hectare, quando o algodoeiro, na floração (50 a 70
dias), houver de 8 a 10 flores abrindo por 10 m de linha de
fileira ou quando as plantas atingirem 0,50 m de altura
42.
DESFOLHANTES E MATURADORES
Osdesfolhantes podem ser específicos (produzem a queda da
folha antes dela secar) ou herbicidas (causam secas da folha
que permanece ligada à planta).
Os desfolhantes etephon, dimethipin, thidiazuron e outros
devem ser aplicados quando 60 a 70% dos capulhos já
estiverem abertos e sua ação dá-se entre 8 e 15 dias.
Os dessecantes glifosate e paraquat provocam o secamento
da folha sem sua queda, o que resulta em produtos colhidos
com alto grau de impureza (100% das maças maduras).
Os maturadores (etephon + cyclanilide) devem ser aplicados
quando 90% dos capulhos estiverem abertos, acelerando sua
maturação e abertura.
43.
Principais pragas
Quanto àimportância econômica
• Praga chave: causa danos econômicos;
• Praga secundária: não ocorrem todos os anos;
• Praga potencial: existe, mas não causa dano significativo.
Quanto à época de ataque
• Iniciais: tripes, pulgão e brocas;
• Tardias: curuquerê, bicudo, lagarta-rosada, ácaros e
percevejos...
44.
Praga Descrição SintomasControle
Broca do algodoeiro
(Eutinobotrus
brasiliensis) I/S
Preferência por lugares
úmidos. Postura na região
do caule rente ao solo.
Folha com coloração
vermelho bronzeado com
aspecto de murcha.
Biológico + cultural +
químico
Principais pragas
45.
Praga Descrição SintomasControle
Curuquerê
(Alabama argillcea)
T/C
Aparece nos dias chuvosos
e quentes, e efetuam a
postura sobre as folhas.
Folhas rasgadas ou
furadas, restando apenas
as nervuras.
Inspeção na cultura,
inimigos naturais,
químico.
Principais pragas
46.
Praga Descrição SintomasControle
Pulgão (Aphis gossypii)
I /S
Sugam a seiva e localizam-
se na página inferior.
Encarquilhamento das
folhas, fumagina e
presença de “mela”.
Químico, antes que
surjam os sintomas de
encarquilhamento.
Principais pragas
47.
Praga Descrição SintomasControle
Lagarta rosada
(Pectinophora
gossypiella) T/C
Postura em flores, botões
florais e maças novas.
Botões florais e maçãs
destruídas com orifício
característico.
Inspeção na cultura,
inimigos naturais,
químico.
Principais pragas
48.
Praga Descrição SintomasControle
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
T/C
Mariposa de hábito
noturno que faz a postura
nas folhas ou brácteas.
Destroem botões florais
e maçãs e podem
desfolhar as plantas
jovens.
Inimigos naturais e
químico.
Principais pragas
49.
Praga Descrição SintomasControle
Bicudo (Anthonomus
grandis) T/C
Perfura as maçãs para
alimentação (pólen) e
postura.
Amarelecimento e queda
anormal de botões florais
e destruição das maçãs.
Cultural, uso de
feromônios e químico.
Principais pragas
50.
Praga Descrição SintomasControle
Helicoverpa armigera As lagartas recém
eclodidas são de cor
creme, totalmente
desenvolvidas chegam a
medir de 41 a 50 mm de
comprimento. Sua cor
quando crescida varia
entre o amarelo, verde,
laranja ou vermelho e
quase preto. Sua cabeça é
amarela ou marrom
Danifica os botões florais
e flores a partir do
ponteiro, atingindo
posteriormente maçãs
pequenas e grandes
existentes nos estratos
inferiores, causando o
apodrecimento das
maçãs
Rotação de culturas;
MIP emergencial;
armadilhas; vazio
sanitário;
- A semeadura de soja,
milho e algodão no
menor tempo possível;
- controle biológico e
químico.
Principais pragas
51.
* Manejo Integradode pragas (MIP): Cultura armadilha, destruição de restos
culturais, amostragens, manutenção de inimigos naturais
(Trichogrammatidae, Chrysopidae e Carabidae) e controle químico
(inseticidas seletivos).
* Outras pragas da cultura: Broca da raiz, broca do ponteiro, percevejos
(manchador, castanho e rajado), ácaros (branco, rajado e vermelho) e mosca
branca.
52.
Principais doenças
Doença DescriçãoSintomas Controle
Murcha de fusarium
(Fusarium oxysporium)
Fungo
Principal doença. Ataca
em qualquer fase da
cultura. É muito
disseminada pelas
sementes.
• Planta nova:
amarelecimento e
enegrecimento dos
cotilédones; murcha e
morte de planta;
• Planta adulta:
secamento parcial e
tombamento das folhas
pelo pecíolo e morte.
Uso de variedades
resistentes.
53.
Principais doenças
Doença DescriçãoSintomas Controle
Ramulose
(Colletotrichum gossypii)
Fungo
É facilmente disseminada
e seu ataque é mais
severo em plantas jovens.
Superbrotamento, folhas
gigantescas e hastes com
internódios curtos e
retorcidos.
Variedades resistentes,
queima de restos
culturais, rotação e
químico.
54.
Principais doenças
Doença DescriçãoSintomas Controle
Mancha angular
(Xanthomonas
malvacearum)
Bactéria
Ataca todos os órgãos
aéreos da planta. A
semente infectada é o
maior veículo de
disseminação.
Folhas com manchas
angulares e necrosadas;
hastes quebradiças com
manchas alongadas e
maçãs com manchas
arredondadas de cor
verde a preta.
Uso de variedades
resistentes, arranquio e
queima das soqueiras.
Outras doenças: tombamento, mancha verticilar, mosaico e vermelhão.
INTRODUÇÃO
É a principaletapa da cultura. O produtor procura sempre
colher o máximo sem prejuízo na qualidade, tentando torná-la
o mínimo onerosa e o máximo rendosa. Deve-se evitar a
colheita nas primeiras horas do dia devido ao excesso de
umidade.
Tipos de colheita
57.
Manual (características)
- Éa mais utilizada na maioria dos países produtores;
- Deve ser realizada quando 70-75% dos capulhos estiverem
abertos;
- Utiliza mão-de-obra familiar, que é escassa em quantidade e
qualidade;
- Ocasiona menores perdas (cerca de 5%);
- Maior rendimento no benefício e menor quantidade de
impurezas (5%).
- Um colhedor colhe em média 45-60 kg/dia (lenta);
Obs.: Recomendações práticas para se efetuar uma boa colheita
e armazenamento
58.
Mecânica (características)
- Deveser feita quando 90-95% dos capulhos estiverem
abertos;
- Requer qualificação do pessoal encarregado;
- Ocasiona maiores perdas (cerca de 2 a 10% depende da
regulagem da colheitadeira);
- Menor teor de impurezas, pois evita a presença de
contaminantes;
59.
- Maior custoinicial;
- Exige culturas mais tecnificadas;
- Provoca êxodo rural;
- Existem dois tipos de máquinas: de fusos rotativos, que colhe
apenas os capulhos abertos por sucção (+comum); de
escovas, que colhe por meio de raspagem das plantas.
Beneficiamento
É o conjuntode etapas que visam melhorar, valorizar, conservar e
transportar economicamente os produtos agrícolas.
Requisitos da matéria-prima (algodão em caroço)
• Seco: Umidade ideal de 10% (faixa tolerável de 6 a 15%);
• Limpo: Livre de corpos estranhos e de impurezas;
• Sadio: Sem contaminações por pragas e doenças;
• Maduro: Oriundo de frutos bem formados e colhidos na época
certa.
64.
Fases do beneficiamento
•Preparatória: Recebimento, classificação (pelo aspecto) e
armazenamento (em tulhas) temporário do produto.
• Principal: Limpeza e descaroçamento (separação da fibra do
caroço);
• Complementar: Prensagem, enfardamento e armazenamento
da fibra e do caroço.
65.
É um processonatural de avaliação que visa, fundamentalmente,
a comercialização.
* Fatores que influem na classificação
Coloração: A fibra bem madura possui coloração creme. Todavia,
há tonalidades variadas como branca, cinzenta, amarela e
avermelhada.
Manchas: Devido a presença da carimã (fruto danificado).
Impurezas:
Defeitos de beneficiamento e prensagem: Quando ocorrem
pequenos entrançamentos de fibras (novelos e carneiros)
Classificação
.
..
barbantes
aves,
de
penas
:
acidentais
ciscos
e
folhas
:
lavoura.
da
próprias
66.
Comercialização
Algodão em caroço:É feita em mercados primários (usinas,
cooperativas, intermediários, etc), antes de o produto ser
beneficiado, em sacos de 45 a 60Kg.
Algodão em pluma: É feita em mercados centrais (fábricas,
exportadores, etc.), após o beneficiamento, em fardos de 150
a 220Kg.
Obs.: O preço do algodão em caroço equivale a 1/3 do
algodão em pluma.
67.
A Fibra
A fibrado algodão é unicelular, com 94% de celulose,
desenvolve-se na epiderme da semente e pode sofrer
influência negativa de diversos fatores (climáticos e/ou
pedológicos)
Características tecnológicas da fibra
Comprimento: Mais importante, pois ela determina o
emprego que se possa dar a fibra; Tem relação com a finura e
a resistência;
Escala comercial:
Curta: < 28 mm
Média: 29 a 32
mm
Longa: 33 a 35
mm
Extra longa: ≥ 36
mm
68.
Uniformidade: Tem relaçãocom o comprimento e é importante
para indústria têxtil.
Finura: é medida pelo seu peso por unidade de comprimento.
Maturidade: O grau de maturidade é indicado pela espessura da
parede celular em relação ao diâmetro da fibra.
Resistência: É conseqüência da uniformidade e maturidade.
Elasticidade
Durabilidade
Umidade
Grau de amarelecimento
Reflectância
Cor