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Brasil: produção total por unidade da
federação – Grãos - 2016
Brasil: percentagem da produção
total por produto – Grãos - 2016
A cultura do Algodão
Gossypium hirsutum
Prof. Leossávio César de Souza
CCA/UFPB/Campus II
Origem
• Os primeiros fragmentos de tecido datam mais de sete mil
anos;
• Índia (700 anos a.C., primeiras referências escritas sobre o
cultivo do algodão através do “código de Manu”);
• Expansão da cultura: China, Egito, Sudão, Pérsia, Norte da
África, Sicília e Península Ibérica. Por volta do ano 1000 a
cultura se estabelece na Europa (Inglaterra e França);
• Na América os povos Incas que habitavam o Peru já
cultivavam e trabalhavam as fibras de algodão. (artesanato);
• 1785 (EUA) e 1870 (URSS).
Histórico do Algodão no Brasil
• 1500 – Os índios utilizavam a fibra (redes); o caroço (mingau) e as folhas
(remédios). Em 1750 a rev. industrial transformou o algodão na principal
fibra têxtil das Américas;
• 1760 – Inicialmente o estado do Maranhão despontou como grande
produtor, seguido de todos os estados do Nordeste;
• 1800 – Ascensão dos EUA e concorrência do café (SP) – queda na produção;
• 1860-1900: Guerra da secessão nos EUA promoveu novo surto no Brasil;
o Introdução do algodão herbáceo no Brasil.
• 1900 – A pesquisa agronômica começou ser desenvolvida com a cultura;
• 1916 – Conferência do algodão no Rio de Janeiro;
• 1918 – A 1a guerra e a geada nos cafezais paulistas provocaram novo
surto;
• 1924 – O I. A.C. Iniciou trabalhos de melhoramento genético;
• 1930 – Nova crise cafeeira e ressurgimento do algodão, agora apoiado em
técnicas modernas, pesquisas regionais e o uso do algodão herbáceo.
• 1983 – Introdução do bicudo (Anthonomus grandis);
• Década de 90 – Exploração do algodão no Cerrado;
Situação atual:
- Sementes selecionadas (Centro-Sul);
- Técnicas de cultivo modernas;
- Maiores produtividades;
- Ganhos na qualidade de fibra;
- Setor de pesquisa/extensão avançados (CNPA);
- O pólo produtivo se deslocou para o Centro-Oeste;
- Biotecnologia;
- Plantas transgênicas;
- Recuperação do preço no mercado internacional.
Esquema de utilização do algodão
Capulho
Desfibragem
Colheita
Algodão em caroço
Confecção de tecido
A fibra O caroço
Deslintamento
Línter
Semente
Casca Óleo Deslintada
Uso combustível
Rações
Adubos
Estofados;
Algodão absorvente;
Misturas com lã;
Fábrica de filtros;
Mechas para lâmpadas
e velas;
Celulose.
Indústria alimentícia,
cosméticos e
medicamentos.
Torta.
Plantio
Importância Sócio-econômica
• Campos
• Usinas
• Fábricas
Geração de emprego
Opção de cultivo nas regiões Semiáridas
Retenção da população no meio rural
• Principais utilidades
• Produção
• Produtividade
Mundial:
China  EUA  Índia  Paquistão  Uzbequistão
Brasil:
MT BA MS GO  MA
4000kg/ha -2018
Paraíba
Mapa da produção agrícola – algodão - 2018
ALGODÃO EM CAROÇO
Comparativo de área, produtividade e produção – algodão em caroço
safras 2016/2017 e 2017/2018
• Dicotiledônea, da família Malvaceae; gênero Gossypium. As
espécies cultivadas são a Gossypium hirsutum: r. latifolium
(herbáceo) e r. marie galante (mocó ou arbóreo).
Botânica
Descrição da planta
Raiz
Sistema radicular pivotante; profundo (1,8-2,0m), com
abundante formação de raízes secundárias (80% do peso das
raízes localizam-se nos primeiros 20 cm). O diâmetro da raiz
principal pode atingir até 2,5 cm na parte superior, afinando
rapidamente.
Caule
Ereto, cilíndrico, sublenhoso, com altura entre 1,20-1,50m.
Apresenta ramos frutíferos (simpodiais) e ramos vegetativos
(monopodiais).
Folhas
Alternas; glabas ou com pelos; não possuem bainha e são
longamente pecioladas com limbo lobado (3-7 lobos), bem
desenvolvido (fotossíntese). Ex. folhas okra.
Foto:
Beltrão,
(2008)
Plantas de algodão herbáceo de folhas okra
Flores:
Completas; hermafroditas; isoladas, pedunculadas (com
haste) e coloração de branco ao creme. (depois de fecundadas
tornam-se róseas);
Fruto:
É uma cápsula deiscente; de forma pouco variada, tendente a
ovóide e alongada na ponta. Quando verde recebe o nome de
“maçã” e quando maduro de “capulho”. Apresenta de 3-5
lóculos, que contém em média 6-8 sementes.
Semente:
É piriforme, geralmente de coloração pardo-escura, com
peso variando de 0,10-0,13g e diâmetro de 6-10 mm.
a) Epiderme: Camada de células esclerificadas que se
diferenciam em fibras. (quando menores são chamadas de
línter);
b) Casca dura e impermeável (tegumento)
c) Amêndoa: É oleaginosa, com 25-40% de gordura, e nas
bolsas gomíferas há um alcalóide (Gossypol) que é tóxico ao
homem e aos animais.
Clima e solo (condições gerais)
CLIMA
 Temperatura entre 20-30oC;
 Temperatura em torno de 15oC prejudica a germinação e o crescimento
inicial.
 Precipitação pluviométrica de 500-1500 mm anuais, bem
distribuídos;
 Chuvas excessivas prejudicam a qualidade e o peso dos frutos.
(<desenvolvimento vegetativo e >produção).
 O prolongamento das chuvas provoca o fenômeno denominado
recrescimento do algodoeiro.
 Luminosidade intensa, principalmente nos estádios iniciais.
(fotossíntese);
 Umidade elevada;
 A escassez de umidade provoca queda de flores e frutos, redução do
desenvolvimento e do comprimento de fibra.
 Fotoperíodo: A influência do fotoperíodo varia em função da
variedade;
 Altitudes variando de 200m a 1000m (acima de 600m já induz
aumento do ciclo);
SOLO
Férteis; pH neutro (6-7, podendo ser cultivado entre 5,2 a
8,4); profundos (raiz pivotante); bem drenados; textura média
(aceita desde arenoso até argiloso); solos planos ou
levemente ondulados com declive inferior a 10%. (para evitar
erosão).
Principais variedades
CARACTERÍSTICAS DESEJADAS (três classes distintas)
O produtor: Alto rendimento e lucro, plantas resistentes,
adaptadas e de fácil colheita.
O usineiro: (beneficiamento): variedade com bom
rendimento quantitativo e qualitativo de fibra.
A indústria: Requer matéria-prima abundante e com
excelentes características tecnológicas de fibra (facilita o
trabalho das máquinas).
VARIEDADES
CNPA 7H, CNPA 8H, CNPA 5M, CNPA precoce 2; IAC-20; IAC-22,
EPAMIG precoce 1, CNPA ACALA 1, redenção, COODETEC 401
(Paraná), Antares (MT), CNPA ITA 96 (MT), EMBRAPA 113
Algodão 7MH, BRS Jatobá, BRS Acala, BRS Araçá, BRS
Camaçari, BRS Marrom, BRS Facual...
Adubação
“Apesar de o algodoeiro ser moderadamente exigente em nutrientes, uma
adubação bem conduzida poderá proporcionar um acréscimo de 30% na
produtividade”.
ADUBAÇÃO QUÍMICA: requisitos
• Análise química do solo – adubação com base nos valores obtidos
• Reconhecimento das deficiências minerais – Sintomas principais
• Necessidades da cultura: P, N, K, Ca, Mg, S, B.
• Fator econômico x escolha dos adubos.
• Modo de aplicação dos adubos:






planta
da
20cm
10
uns
a
,
.
.
.
.
d
40
cobertura,
Em
N
sementes
das
abaixo
e
lado
o
para
5cm
e
plantio
do
ocasião
Na
K
e
P
p
a
* O nitrogênio pode ser parcelado (1/3 e 2/3)
ADUBAÇÃO VERDE: Características gerais
• Feita preferencialmente através de leguminosas (mucuna-preta); porque
além de conterem percentagens regulares de P, K e Ca, as bactérias dos
seus nódulos radiculares fixam o nitrogênio atmosférico.
• O corte da leguminosa: Deve ser feito, com grade de disco, no início do
florescimento da planta.
• A adubação “verde-mineral” pode atingir excelentes produções.
Principais vantagens
Adicionar ao solo matéria orgânica;
Proteger o solo da incidência direta dos raios solares;
Preservar a umidade do solo;
Evitar o desenvolvimento das plantas daninhas;
Erosão.
ADUBAÇÃO ORGÂNICA: Tortas e estercos
• Torna-se uma prática anti-econômica devido ao grande
volume necessário para o aparecimento de pequenos efeitos.
• Apresenta maior aproveitamento para culturas perenes.
ADUBAÇÃO FOLIAR: Praticamente não existem pesquisas
desenvolvidas neste sentido, para a cultura do algodoeiro.
• Macronutrientes: soluções nitrogenadas: Uréia, sulfato de
amônio e nitrato de sódio Micronutriente = boro.
ASPECTOS GERAIS
• A acidez é um fator limitante de produção e a calagem deve
ser realizada quando o pH < 5,5;
• As mais altas produções são obtidas em terras com pH em
torno na neutralidade;
• Aplicar 2-3 meses antes do plantio: para evitar efeitos
danosos a cultura (Ex. diminuição do P e K disponíveis);
• Seu emprego deve ser orientado por técnicos competentes,
mediante análise do solo.
Calagem
VANTAGENS
• Suprimento de cálcio e magnésio à planta (calcário
dolomítico);
• Aumento da atividade de microorganismos úteis ao solo. Ex.
bactérias;
• O cálcio torna os solos argilosos menos compactados
facilitando sua aeração e seu preparo mecânico;
• Evita o aparecimento de certos fungos causadores de
moléstias, que se ambientam em pH baixo;
• Reduz a quantidade de hidrogênio e Al livre.
Calagem
Práticas culturais
PREPARO DO SOLO
• Duas arações e uma gradagem;
* Profundidade: 25-30cm (raízes e adubos estão nos 1os 20 cm
do solo);
* Na terra cultivada continuamente recomenda-se efetuar
uma aração profunda de 5 em 5 anos.
* Realizar a gradagem logo após a aração para que o
destorroamento seja mais perfeito.
• Plantio direto
Histórico das condições hídricas gerais nas diferentes fases da cultura
ÉPOCA DO PLANTIO
Início das chuvas.
ESPAÇAMENTO
• Quanto maior o porte (altura) da planta maior o espaçamento
e vice-versa;
• Entre sulcos: 2/3 da altura média das plantas;
• 0,8 a 1,0m X 0,10 a 0,20m
SEMEADURA: Devemos observar os seguintes aspectos:
• Deslintamento:
– É a uma prática que consiste em retirar o línter (pequenas fibras) que
fica aderido às sementes, após o desfibramento.
– Vantagens: favorece a germinação; menor uso de sementes; menos
trabalho; maior rendimento; necessita de menos água; lavoura mais
uniforme, elimina grande parte dos microrganismos e não exige
desbaste.
• Profundidade: cerca de 5 cm;
• Colocar sementes de acordo com estande (ver % germinação);
• Cobrir com pouca terra – A germinação ocorre 5-7 dias após.
DESBASTE OU RALEAÇÃO: Deve ser realizado entre 20-30 dias
de vida da planta, de preferência em dias úmidos, deixando-
se de 05 a 10 plantinhas por metro (mocó: 1-3 pl/cova).
AMONTOA: É a operação de se chegar terra ao pé das plantas
visando protegê-la, dando maior estabilidade. Pode ser
realizada através de cultivador ou enxada.
 Introdução
* Controle deficiente do período crítico
* Reduz o rendimento e a qualidade de fibra
* Hospedeira da lagarta-militar, nematóides,
bicudo...
* Prejudica o beneficiamento
 Período crítico:
* 45 dias após a semeadura e na colheita
COMBATE ÀS PLANTAS DANINHAS: Os cultivos têm por finalidade
controlar as plantas daninhas e escarificar o solo, proporcionando
maior arejamento do mesmo.
 C3 χ C4
* Crescimento inicial lento.
*  Fotorespiração
* Dificuldade de translocação de
fotoassimilados
* Muito “N” para atingir a
fotossíntese máxima
 Principais plantas daninhas:
* Complexo daninho variado
(mono e dicotiledôneas)
 COMBATE (preventivo e controle)
Cultural: Rotação, preparo do solo, consórcio, espaçamento adequado,
sementes selecionadas, adubo direcionado...
Mecânico:
* Manual a enxada: baixo rendimento e eleva o custo da mão de-obra (NE)
* Cultivadores Animal
Mecanizado
Químico:
Alachlor, cianazine, cletotodim, diuron, fluazifop-butil, linuron, norflurazon,
oxadiazon, oxyflourfen, paraquat, pendimenthalin, propaquizafop,
sethoxydim, trifuralin, etc.
ROTAÇÃO DE CULTURAS
(milho, feijão, mamona, amendoim, soja, mucuna...)
REGULADORES DE CRESCIMENTO
Finalidade: Evitar problemas relacionados com a altura de
plantas (sombreamento, dificuldade de colheita,
pulverizações e apodrecimento de maçãs);
Produto e momento: Cloreto de Mepiquat (Pix®), na dose de
0,5 a 1,0 l/hectare, quando o algodoeiro, na floração (50 a 70
dias), houver de 8 a 10 flores abrindo por 10 m de linha de
fileira ou quando as plantas atingirem 0,50 m de altura
DESFOLHANTES E MATURADORES
Os desfolhantes podem ser específicos (produzem a queda da
folha antes dela secar) ou herbicidas (causam secas da folha
que permanece ligada à planta).
Os desfolhantes etephon, dimethipin, thidiazuron e outros
devem ser aplicados quando 60 a 70% dos capulhos já
estiverem abertos e sua ação dá-se entre 8 e 15 dias.
Os dessecantes glifosate e paraquat provocam o secamento
da folha sem sua queda, o que resulta em produtos colhidos
com alto grau de impureza (100% das maças maduras).
Os maturadores (etephon + cyclanilide) devem ser aplicados
quando 90% dos capulhos estiverem abertos, acelerando sua
maturação e abertura.
Principais pragas
Quanto à importância econômica
• Praga chave: causa danos econômicos;
• Praga secundária: não ocorrem todos os anos;
• Praga potencial: existe, mas não causa dano significativo.
Quanto à época de ataque
• Iniciais: tripes, pulgão e brocas;
• Tardias: curuquerê, bicudo, lagarta-rosada, ácaros e
percevejos...
Praga Descrição Sintomas Controle
Broca do algodoeiro
(Eutinobotrus
brasiliensis) I/S
Preferência por lugares
úmidos. Postura na região
do caule rente ao solo.
Folha com coloração
vermelho bronzeado com
aspecto de murcha.
Biológico + cultural +
químico
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Curuquerê
(Alabama argillcea)
T/C
Aparece nos dias chuvosos
e quentes, e efetuam a
postura sobre as folhas.
Folhas rasgadas ou
furadas, restando apenas
as nervuras.
Inspeção na cultura,
inimigos naturais,
químico.
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Pulgão (Aphis gossypii)
I /S
Sugam a seiva e localizam-
se na página inferior.
Encarquilhamento das
folhas, fumagina e
presença de “mela”.
Químico, antes que
surjam os sintomas de
encarquilhamento.
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Lagarta rosada
(Pectinophora
gossypiella) T/C
Postura em flores, botões
florais e maças novas.
Botões florais e maçãs
destruídas com orifício
característico.
Inspeção na cultura,
inimigos naturais,
químico.
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Lagarta da maçã
(Heliothis virescens)
T/C
Mariposa de hábito
noturno que faz a postura
nas folhas ou brácteas.
Destroem botões florais
e maçãs e podem
desfolhar as plantas
jovens.
Inimigos naturais e
químico.
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Bicudo (Anthonomus
grandis) T/C
Perfura as maçãs para
alimentação (pólen) e
postura.
Amarelecimento e queda
anormal de botões florais
e destruição das maçãs.
Cultural, uso de
feromônios e químico.
Principais pragas
Praga Descrição Sintomas Controle
Helicoverpa armigera As lagartas recém
eclodidas são de cor
creme, totalmente
desenvolvidas chegam a
medir de 41 a 50 mm de
comprimento. Sua cor
quando crescida varia
entre o amarelo, verde,
laranja ou vermelho e
quase preto. Sua cabeça é
amarela ou marrom
Danifica os botões florais
e flores a partir do
ponteiro, atingindo
posteriormente maçãs
pequenas e grandes
existentes nos estratos
inferiores, causando o
apodrecimento das
maçãs
Rotação de culturas;
MIP emergencial;
armadilhas; vazio
sanitário;
- A semeadura de soja,
milho e algodão no
menor tempo possível;
- controle biológico e
químico.
Principais pragas
* Manejo Integrado de pragas (MIP): Cultura armadilha, destruição de restos
culturais, amostragens, manutenção de inimigos naturais
(Trichogrammatidae, Chrysopidae e Carabidae) e controle químico
(inseticidas seletivos).
* Outras pragas da cultura: Broca da raiz, broca do ponteiro, percevejos
(manchador, castanho e rajado), ácaros (branco, rajado e vermelho) e mosca
branca.
Principais doenças
Doença Descrição Sintomas Controle
Murcha de fusarium
(Fusarium oxysporium)
Fungo
Principal doença. Ataca
em qualquer fase da
cultura. É muito
disseminada pelas
sementes.
• Planta nova:
amarelecimento e
enegrecimento dos
cotilédones; murcha e
morte de planta;
• Planta adulta:
secamento parcial e
tombamento das folhas
pelo pecíolo e morte.
Uso de variedades
resistentes.
Principais doenças
Doença Descrição Sintomas Controle
Ramulose
(Colletotrichum gossypii)
Fungo
É facilmente disseminada
e seu ataque é mais
severo em plantas jovens.
Superbrotamento, folhas
gigantescas e hastes com
internódios curtos e
retorcidos.
Variedades resistentes,
queima de restos
culturais, rotação e
químico.
Principais doenças
Doença Descrição Sintomas Controle
Mancha angular
(Xanthomonas
malvacearum)
Bactéria
Ataca todos os órgãos
aéreos da planta. A
semente infectada é o
maior veículo de
disseminação.
Folhas com manchas
angulares e necrosadas;
hastes quebradiças com
manchas alongadas e
maçãs com manchas
arredondadas de cor
verde a preta.
Uso de variedades
resistentes, arranquio e
queima das soqueiras.
Outras doenças: tombamento, mancha verticilar, mosaico e vermelhão.
Colheita
INTRODUÇÃO
É a principal etapa da cultura. O produtor procura sempre
colher o máximo sem prejuízo na qualidade, tentando torná-la
o mínimo onerosa e o máximo rendosa. Deve-se evitar a
colheita nas primeiras horas do dia devido ao excesso de
umidade.
Tipos de colheita
Manual (características)
- É a mais utilizada na maioria dos países produtores;
- Deve ser realizada quando 70-75% dos capulhos estiverem
abertos;
- Utiliza mão-de-obra familiar, que é escassa em quantidade e
qualidade;
- Ocasiona menores perdas (cerca de 5%);
- Maior rendimento no benefício e menor quantidade de
impurezas (5%).
- Um colhedor colhe em média 45-60 kg/dia (lenta);
Obs.: Recomendações práticas para se efetuar uma boa colheita
e armazenamento
Mecânica (características)
- Deve ser feita quando 90-95% dos capulhos estiverem
abertos;
- Requer qualificação do pessoal encarregado;
- Ocasiona maiores perdas (cerca de 2 a 10% depende da
regulagem da colheitadeira);
- Menor teor de impurezas, pois evita a presença de
contaminantes;
- Maior custo inicial;
- Exige culturas mais tecnificadas;
- Provoca êxodo rural;
- Existem dois tipos de máquinas: de fusos rotativos, que colhe
apenas os capulhos abertos por sucção (+comum); de
escovas, que colhe por meio de raspagem das plantas.
Fonte: Conab, 2013
Beneficiamento
É o conjunto de etapas que visam melhorar, valorizar, conservar e
transportar economicamente os produtos agrícolas.
Requisitos da matéria-prima (algodão em caroço)
• Seco: Umidade ideal de 10% (faixa tolerável de 6 a 15%);
• Limpo: Livre de corpos estranhos e de impurezas;
• Sadio: Sem contaminações por pragas e doenças;
• Maduro: Oriundo de frutos bem formados e colhidos na época
certa.
Fases do beneficiamento
• Preparatória: Recebimento, classificação (pelo aspecto) e
armazenamento (em tulhas) temporário do produto.
• Principal: Limpeza e descaroçamento (separação da fibra do
caroço);
• Complementar: Prensagem, enfardamento e armazenamento
da fibra e do caroço.
É um processo natural de avaliação que visa, fundamentalmente,
a comercialização.
* Fatores que influem na classificação
Coloração: A fibra bem madura possui coloração creme. Todavia,
há tonalidades variadas como branca, cinzenta, amarela e
avermelhada.
Manchas: Devido a presença da carimã (fruto danificado).
Impurezas:
Defeitos de beneficiamento e prensagem: Quando ocorrem
pequenos entrançamentos de fibras (novelos e carneiros)
Classificação





.
..
barbantes
aves,
de
penas
:
acidentais
ciscos
e
folhas
:
lavoura.
da
próprias
Comercialização
Algodão em caroço: É feita em mercados primários (usinas,
cooperativas, intermediários, etc), antes de o produto ser
beneficiado, em sacos de 45 a 60Kg.
Algodão em pluma: É feita em mercados centrais (fábricas,
exportadores, etc.), após o beneficiamento, em fardos de 150
a 220Kg.
Obs.: O preço do algodão em caroço equivale a 1/3 do
algodão em pluma.
A Fibra
A fibra do algodão é unicelular, com 94% de celulose,
desenvolve-se na epiderme da semente e pode sofrer
influência negativa de diversos fatores (climáticos e/ou
pedológicos)
Características tecnológicas da fibra
Comprimento: Mais importante, pois ela determina o
emprego que se possa dar a fibra; Tem relação com a finura e
a resistência;
Escala comercial:
Curta: < 28 mm
Média: 29 a 32
mm
Longa: 33 a 35
mm
Extra longa: ≥ 36
mm
Uniformidade: Tem relação com o comprimento e é importante
para indústria têxtil.
Finura: é medida pelo seu peso por unidade de comprimento.
Maturidade: O grau de maturidade é indicado pela espessura da
parede celular em relação ao diâmetro da fibra.
Resistência: É conseqüência da uniformidade e maturidade.
Elasticidade
Durabilidade
Umidade
Grau de amarelecimento
Reflectância
Cor
Etapas na indústria
• Fardos de algodão
Etapas na indústria
• Abertura do algodão
A máquina faz a apanha do material no fardo, uniformizando-o
Etapas na indústria
• Carda
Faz a limpeza e transforma em fitas
Etapas na indústria
• Reunideira
Da fita faz os rolos
Etapas na indústria
• Laminadeira
Torna o rolo mais homogêneo
Etapas na indústria
• Penteadeira
Regula a uniformidade e elimina fibra morta
Etapas na indústria
• Passador
Estiragem da fibra e eliminação do “gancho”
Etapas na indústria
• Maçaroqueira
Entra fita sai pavio (serve para
afinar a fibra)
Etapas na indústria
• Filatório e conecaleira
Produz o fio e faz as bobinas
Etapas na indústria
• Armazenamento em caixas
Etapas na indústria
• Tear circular
Etapas na indústria
• Malha para tingimento