SlideShare uma empresa Scribd logo
Curso de Fotografia




      Edição 01 – Julho/04
Apresentação
        Esta apostila tem o objetivo de proporcionar ao estudante um conhecimento
básico sobre a fotografia. Nela estão inclusos o funcionamento dos diferentes tipos de
câmeras fotográficas, seus acessórios, noções sobre os diversos tipos de filmes,
composição e enquadramento.
       Este é somente o passo inicial para aqueles que querem fazer do ato de fotograr
uma profissão. A fotografia é um tema fascinante e complexo e que exigirá do aluno
dedicação, aprendizado e pesquisa durante toda a sua futura carreira.
Sumário
APRESENTAÇÃO...................................................................................................................................3
SUMÁRIO................................................................................................................................................ 4
UM PEQUENO HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA............................................................................. 6
   VALE A PENA CONHECER..............................................................................................................................9
VISUALIZAÇÃO...................................................................................................................................10
A CÂMERA FOTOGRÁFICA.............................................................................................................13
   OS DIVERSOS TIPOS DE CÂMERAS FOTOGRÁFICAS............................................................................................ 13
     Câmeras simples.............................................................................................................................. 13
     Câmeras automáticas...................................................................................................................... 14
     Câmeras ajustáveis ou manuais...................................................................................................... 15
COMPONENTES DA CÂMERA FOTOGRÁFICA..........................................................................16
   CORPO DA CÂMERA................................................................................................................................... 16
   DIAFRAGMA.............................................................................................................................................16
     Profundidade de campo................................................................................................................... 17
   OBTURADOR............................................................................................................................................ 18
     Combinação velocidade-abertura................................................................................................... 21
   DISPARADOR............................................................................................................................................21
   INDICADOR DE SENSIBILIDADE DO FILME....................................................................................................... 22
   VISOR.....................................................................................................................................................23
   CONTADOR DE EXPOSIÇÕES.........................................................................................................................23
   MECANISMO DE TRANSPORTE DO FILME........................................................................................................ 23
   FOTÔMETRO.............................................................................................................................................23
   OBJETIVAS...............................................................................................................................................25
     Tipos de objetivas............................................................................................................................ 26
     Tubo de extensão:............................................................................................................................ 29
     Fole de extensão:............................................................................................................................. 29
OUTROS TIPOS DE CÂMERAS........................................................................................................ 31
CÂMERAS DE GRANDE FORMATO ..............................................................................................32
O FILME.................................................................................................................................................34
   SUB-EXPOSIÇÃO........................................................................................................................................35
   SUPER-EXPOSIÇÃO.....................................................................................................................................35
FLASH.................................................................................................................................................... 36
       Flash eletrônico embutido............................................................................................................... 36
       Flash descartável.............................................................................................................................37
       Flash manual................................................................................................................................... 37
       Flash eletrônico controlado por fotocélula..................................................................................... 37
       Números-guia.................................................................................................................................. 38
       Manuseios e cuidados......................................................................................................................38
       Flash fora da câmera.......................................................................................................................38
       Flash rebatido..................................................................................................................................38
       Flash com luz do dia........................................................................................................................39
       Ação na hora de fotografar............................................................................................................. 39
ACESSÓRIOS........................................................................................................................................ 41
   TRIPÉ......................................................................................................................................................41
   MOTOR DRIVE.......................................................................................................................................... 41
   FILTROS.................................................................................................................................................. 42
      Tipos básicos de filtros.................................................................................................................... 42
PRINCÍPIOS DA COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA....................................................................... 43
   ENQUADRAMENTO.....................................................................................................................................49
LUZ..........................................................................................................................................................50
   LUZ LATERAL.......................................................................................................................................... 50
   LUZ VERTICAL.........................................................................................................................................50
   LUZ FRONTAL..........................................................................................................................................50
   LUZ POSTERIOR........................................................................................................................................ 51
DEFEITOS COMUNS NA FOTOGRAFIA........................................................................................53
FICHA TÉCNICA................................................................................................................................. 55
Um pequeno histórico da fotografia
          No século XVI inovações e descobertas no campo da física e da química
possibilitaram o surgimento de diversos inventos científicos. No ano de 1556, por
exemplo, o alquimista Fabrício verificou que o cloreto de prata enegrecia quando exposto
à ação da luz, um dos princípios básicos da construção da imagem fotográfica.
          O mais antigo desenho conhecido de uma câmera escura construída data de
1544 e foi feito pelo médico e matemático holandês Reinerws Gemma Fristus. Este
engenho se destinava à observação de eclipses solares sem que houvesse riscos para os
olhos. Tal câmera consistia em um pequeno orifício na parede externa de um quarto
escuro. Os raios solares atravessavam este orifício e projetavam uma imagem invertida
em uma tela colocada na parede oposta à do orifício.




                                                    Câmera escura

          Em 1560, J.B. Porta aperfeiçoou em Nápolis a câmera escura colocando nela
uma lente bi-convexa, o que melhorou a qualidade da imagem.
          Em 1604 o cientista italiano Angelo Sala observou o escurecimento de um
composto de prata provocado pela exposição do mesmo ao Sol. O problema da época
consistia em interromper tal reação, de forma que a imagem não desaparecesse pelo
enegrecimento total do composto de prata.
          Em 1725 Johan Heinrich Schultze, professor de medicina da Universidade de
Aryolf, na Alemanha, observa o enegrecimento do nitrato de prata em contato com a luz.
Após algumas experiências certifica-se de que o processo poderia gravar imagens.
          Em 1777 o sueco Schelle descobriu que o cloreto de prata ativado pela luz é
insolúvel no amoníaco. Com isso passou a ser possível dissolver o cloreto de prata não
exposto à luz, fazendo com que somente permanecesse sobre a chapa a parte
sensibilizada.
          Em 1780 o francês Charles conseguiu obter imagens sobre um papel branco
impregnado de cloreto de prata.
          Em 1802 o inglês Wedgwood utilizou azoto de prata para obter desenhos
brancos sobre um fundo escuro.
Em 1813 o francês Joseph Niecéphore Niepce, inventor do litógrafo, pesquisando
um método automático de copiar desenhos a traço nas pedras de litografia, desenvolveu
o processo de “Heliogravura” (do grego hélios = sol e do francês gravura = gravura).




                                       Joseph Niecéphore Niepce

         Em 1822 Niepce colocou suas chapas de vidro revestidas por um verniz de
asfalto dentro de uma câmera escura e apontou a lente através da janela do sótão de sua
casa em direção ao pátio externo. Niepce deixou a objetiva aberta por cerca de        8
horas. A imagem foi fixada na chapa através de uma mistura de óleos.
         Em 1826 Niepce conseguiu obter aquela que é considerada a primeira verdadeira
fotografia, ou seja, a primeira imagem inalterável produzida pela ação da luz. Apesar
disso o processo heliográfico de Niepce era inadequado para as reproduções comuns.
         Em 1820 o francês Louís-Jacques Mandé Daguerre, associado ao pintor Bouton,
passou a utilizar a câmera escura para obter quadros.




                                           Louís-Jacques Mandé Daguerre

         Em 1827 Niépce recebeu uma carta de Daguerre que lhe relatava seu interesse
em gravar imagens. Anos mais tarde Niépce e Daguerre passaram a trocar
correspondências sobre seus trabalhos. Em 1829 tornaram-se sócios, mas continuam
trabalhando em separado e relatando suas experiências por carta.
         Niépce faleceu em 1833. Daguerre prosseguiu suas experiências e em 7 de
janeiro de 1839, já satisfeito com seu novo processo fotográfico, dispôs-se a anunciá-lo à
Academia Francesa de Ciência, que passou a chamá-lo de Daguerreótipo.
Somente em agosto de 1839, depois que a autenticidade de seus retratos foi
posta em dúvida, é que ele revelou que o composto usado era iodeto de prata, mais
eficaz que os compostos usados por Schulze e Wedgwood.
         Nos Daguerreótipos as imagens eram fixadas de maneira permanente. Estes
compostos químicos são atualmente conhecidos como tiossulfato de sódio. Daguerre
vendeu sua invenção ao governo francês, recebendo en troca uma pensão vitalícia de 6
mil francos.
         O daguerreótipo era uma peça única de cobre banhada com sais de prata tratada
com vapores de iodo e revelada com mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterável
bastava submergí-la em uma solução aquecida de sal de cozinha. O tempo de exposição
para obter os primeiros daguerreótipos variava entre 15 e 30 minutos. Este tempo foi
reduzido drasticamente depois que o húngaro Josef Petzval fabricou, em 1830, uma lente
dupla (acromática), bem mais clara que as utilizadas até então.
         Entretanto a daguerreotipia ainda não era o processo definitivo, pois através dela
obtia-se apenas um positivo, ou seja, uma única fotografia.
         Por volta de 1835 o inglês William Henry Fox Talbot obteve as primeiras
fotografias em negativo. Mas ele levou cerca de 5 anos para descobrir que, utilizando
iodeto de prata, o tempo de exposição se reduziria para menos de 1 minuto. Seu
processo passou a ser conhecido como Calótipo e mais tarde, Talbótipo. As linhas não
eram bem definidas o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O calótipo passou
a ser usado mais para reproduzir imagens de arquitetura, paisagens e naturezas mortas.
         Em 1851 Frederick Scott Archer inventa o processo de colódio úmido, também
chamado de Chapa Úmida. Quando fotografado em boas condições de luz em estúdio,
obtinha-se negativos ricos em detalhes e textura, o que permitia a obtenção de muitas
cópias. Entre seus usos estavam os retratos de políticos e atores. Mas seus exemplos
mais famosos são as fotografias tiradas por Roger Fenton durante a Guerra da Criméia e
por Mathew Brady na Guerra de Secessão Norte Americana. A popularização deste
processo foi a responsável pela morte do daguerreótipo.
         Com o surgimento da fotografia surge também uma nova profissão: o fotógrafo.
Casas especializadas em instrumentos óticos e laboratórios especializados em químicos
usados para as revelações fotográficas também começaram a aparecer.
         Em 1853 10 mil americanos produziram 3 milhões de fotografias.
         Em 1856 a Universidade de Londres incluiu a fotografia no seu currículo. Em
1861 surge a celulose e com ela o filme flexível. Gaudin produziu as primeiras emulsões
gelatinosas.
         Em 1869 surge a primeira fotografia colorida.
         Em 1871 Richard Leach Maddox produziu a primeira chapa manipulável usando
gelatina para fixar o bormeto de prata sobre a base de vidro ou de celulose. Com isso já
não era mais necessário untar as chapas antes da exposição ou revelá-las imediatamente
após a fotografia ser tirada. Esse foi um passo importante para a popularização da
fotografia.
         Em 1880 McKellen patenteou a primeira máquina fotográfica reflex, na qual o
espelho deslocava-se automaticamente durante a exposição, ligado a um obturador de
cortina.
         Em 1881 George Eastman funda a Eastman Dry Plate Company. Em 1888 esta
empresa lança a Kodak, primeira câmera fotográfica portátil com filme de rolo.
Em 1922 surge o Ektachrome, primeiro filme colorido lançado pela Kodak.
         Em 1925 é lançada a câmera Leica, precursora das câmeras 35mm.
         Em 1936 é lançado o Kodachrome 35mm.
         Em 1949 surge a Polaroid para fotografias em preto e branco, máquina que
produz fotos instantâneas. Em 1963 surge a Polaroid colorida.
Vale a pena conhecer
        Segundo Henri Cartier-Bresson, mago da fotografia preto e branco e do
flagrante, “fotografar é colocar numa mesma mira, a cabeça, o olho e o coração”. “É uma
maneira de gritar, de se liberar, e não de aprovar ou afirmar a sua própria originalidade”.
É em suma, uma maneira de viver.
         David Hamilton considera a composição e a iluminação aspectos secundários.
Para ele o importante é captar a poesia presente no momento em que ele fotografa.
Hamilton sempre preferiu usar trechos de poemas para divulgar seus trabalhos ao invés
de dados técnicos.
         Brian Seed, fotógrafo norte-americano, iniciou sua carreira trabalhando na
Editora Time-Life. Atualmente produz audiovisuais com fins educativos para diversas
escolas.
         Kenneth Griffths não é considerado um fotógrafo convencional. Ele utiliza uma
câmera de estúdio, fabricada a mão pela Gandolfi Brothers, de Londres. Suas fotos são
sempre tiradas com exposição longa e pequenas aberturas na objetiva.
         Adam Woolfitt prefere as paisagens e arquiteturas com pouca iluminação.
         Tessa Traeger é especialista em naturezas mortas com equilíbrio nas cores.
         Por sua vez Ernest Haas, hoje considerado um mestre da fotografia colorida,
afirma: “A fotografia é uma transformação e não uma reprodução do mundo.”
         O brasileiro Sebastião Salgado é considerado atualmente o maior fotógrafo de
temas sociais. Trabalhando sempre em preto e branco com máquinas Leica e filme TRI-X
400, ele está há anos registrando a migração de populações devido a motivos políticos e
sociais. Este economista que começou a fotografar quando fazia seu doutorado em Paris,
também já registrou as lutas pela terra e o mundo do trabalho. Salgado também já foi
diretor da Magnum, importante agência de fotografia criada por Cartier-Bresson.
         Klaus Mitteldorf, brasileiro, prefere explorar a cor. Ele tem muitos trabalhos em
revistas como Playboy e Vogue. Mitteldorf morou anos na Alemanha, onde realizou
trabalhos com saturação de cores.
         A catarinense Lair Leone Bernardoni evoca em suas fotografias atmosferas
oníricas. Ela possui um controle muito bom sobre o uso de filtros e luz natural.
        Ansel Adams, considerado o mestre da fotografia de natureza em preto e branco,
tinha na reprodução precisa dos detalhes a sua mais forte característica. Extremamente
técnico, Adams criou o “Sistema de Zonas”, onde a previsualização da imagem e o seu
resultado ampliado em papel acontecia antes mesmo do click final.
Visualização
        O termo visualização se refere a todo o processo emocional-mental da criação de
uma foto, e como tal, é um dos mais importantes conceitos da fotografia. Ele inclui a
habilidade de antecipar uma imagem ampliada antes mesmo de se realizar a exposição.
        No processo criativo isto tudo pode ser ensinado e praticado. Porém, os domínios
da visão pessoal e do insight , o olhar criativo do individuo, estes já não podem ser
ensinados, somente reconhecidos e encorajados.
        A fotografia envolve uma série de processos mecânicos, óticos e químicos que se
localizam exatamente entre o objeto e a fotografia deste objeto. Cada etapa do processo
nos deixa um pouco mais distantes do objeto e mais próximos da fotografia do objeto
propriamente dita. Mesmo a mais realista das fotos não é a mesma coisa que o objeto
real, somente sua representação, separados pelas variadas influências do sistema
fotográfico. O fotógrafo até pode escolher e dar mais ênfase, ou não, a estas separações
da realidade, mas ele não pode eliminá-las completamente.
        O processo fotográfico se inicia com o sistema câmera/lente/obturador, que vê de
uma forma semelhante, mas não idêntica, ao olho humano. A câmera, por exemplo, não
se concentra no centro do seu campo de visão como o olho faz, mas vê tudo com igual
claridade. O olho varre o objeto para incluí-lo totalmente, enquanto a câmera registra o
todo de forma fixa.
        Depois temos o filme, que possui uma sensibilidade que é somente uma fração
daquela que o olho possui.
        Entender este processo, sua capacidade e seus limites é a tarefa do estudante e
do fotógrafo na busca do controle total sobre a criação e qualidade da imagem final. Se
falharmos na compreensão deste sistema ou optarmos pelo controle automático do
processo, estaremos permitindo que o sistema dite os resultados, ao invés de possuírmos
o comando para elaborar os nossos próprios resultados.
A câmera fotográfica basica
         De forma bem simples, qualquer câmera fotográfica é um instrumento de fazer
imagens em uma superfície. Este modo de produzir imagens já era conhecido há séculos
e baseou-se no princípio ótico da câmera escura.
         Como o nome indica, câmera escura é um compartimento à prova de luz. Pode ser
um cômodo da casa, uma caixa qualquer ou mesmo uma lata. O principal é que esta
câmera escura seja totalmente fechada e não deixe entrar luz.
         Toda câmera escura necessita que em uma de suas faces haja um pequeno
orifício. Por este orifício a luz penetrará e formará na face oposta a este furo a imagem do
que estiver do lado de fora da câmera escura.




         Observe que no princípio ótico da câmera escura ocorre um curioso fenômeno: A
imagem se forma invertida.
         Isto se deve ao fato de que a luz caminha em linha reta. Ao passar pelo orifício, os
raios continuam percorrendo a trajetória anterior. Assim os rais de luz que se dirigem do
objeto para baixo, atravessam o orifício e continuam descendo até atingirem a parte
inferior da parede oposta ao orifício; inversamente, os raios de luz de baixo alcançam a
parte superior da mesma parede, produzindo uma imagem invertida.
         As câmeras fotográficas não são nada mais que câmeras escuras, que no lugar do
orifício possuem uma lente e diafragma por onde passa a luz e na face oposta um
material sensível à luz: o filme.
         Este é o princípio de todas as câmeras fotográficas atuais, desde as mais simples
até as mais modernas. A diferença entre elas está na sofisticação e eficiência com que
realizam este trabalho, que é sempre o mesmo: Fazer com que a luz, controlada, atinja o
filme e produza um imagem.
A câmera fotográfica
          A câmera fotográfica é hoje um objeto comum utilizado tanto por hobby quanto
para trabalho. Isto faz com que existam diversos tipos de equipamentos, cada um voltado
para uma aplicação específica. Existem câmeras descartáveis que vêm com o filme
lacrado, automáticas para uso cotidiano, impermeáveis para fotografia dentro d´água,
digitais, profissionais, câmeras para fotografia panorâmica, entre outras.
         Você não precisa conhecer a fundo cada um destes equipamentos, mas deve
saber quais existem para poder escolher o mais adequado à cada aplicação específica.
          Também é muito importante que você conheça os componentes das câmeras
fotográficas, que serão iguais ou bastante semelhantes mesmo nos modelos diferentes.
Conhecendo estes componentes você terá boas chances de conseguir trabalhar com um
equipamento que nunca viu antes e tirar o melhor proveito dele.
          É muito importante conhecer as limitações de cada câmera, seja ela simples,
automática ou manual, para que se possa obter boas fotos.


Os diversos tipos de câmeras fotográficas
        Didaticamente, podemos classificar as câmeras fotográficas em:
        - simples
        - automáticas
        - ajustáveis ou manuais


Câmeras simples




         O que caracteriza uma câmera simples é o fato de que praticamente não possui
controles. Nela o foco é fixo, ou seja, tudo o que estiver a mais de 1,20 metros de
distância estará em foco. O visor na maioria das vezes é direto, não através da lente, o
que significa que aquilo que estamos vendo pode não ser exatamente o que está sendo
registrado no filme. Ela também não possui controles de abertura do diafragma e
velocidade, sendo que somente podemos escolher se a foto será tirada sob o sol, dia
nublado ou com uso de flash. Geralmente também não podemos selecionar o tipo de
filme utilizado. Quando muito, algumas permitem escolher entre ASA 100 ou 400.
Possuem a vantagem de serem mais leves, compactas e baratas.

Recomendações para o uso de uma câmera simples:

a) Segurar a câmera com firmeza.
   A câmera simples tem baixa velocidade do obturador, geralmente 1/60 para dias
nublados e 1/125 para dias com sol. Por isso é necessário segurá-la com firmeza para
que a foto não saia tremida. Em dias nublados procure um ponto de apoio, seja fixando
os braços bem junto ao corpo ou colocando a câmera em um suporte fixo.
b) Manter a distância correta.
   A lente da câmera simples é pré-ajustada para perfeita focalização a partir de 1.20m.
Assim, mantenha essa distância mínima do assunto a ser fotografado, pois distâncias
menores resultarão em fotos fora de foco.
c) Enquadrar o assunto com perfeição.
   Procure através do visor fazer o enquadramento do assunto a ser fotografado. Se
estiver fotografando uma pessoa, coloque-a em destaque no quadro, mantendo uma
margem de segurança acima e abaixo, para evitar cortes de partes do corpo.
d) Observar as condições de luz.
   Deve-se observar as condições de luz antes de cada exposição e ajustar a câmera
para sol ou nublado. O período compreendido entre duas horas após o nascer do sol e
duas horas antes do pôr-do-sol é o mais indicado para tirar fotos. Usar flash dentro de
casa, pois as câmeras simples não produzem fotos com luz ambiente muito fraca, a
menos que permita utilizar filmes mais sensíveis, como de ASA 400. Fotos contra o sol e
na sombra não devem ser tiradas com câmeras simples, mas se forem necessárias, use o
flash.



Câmeras automáticas




        Estas câmeras tem este nome porque possuem uma fotocélula que regula
automaticamente a abertura do diafragma ou a velocidade do obturador ou ambos, porém
alguns modelos podem oferecer também o controle manual de abertura e velocidade. As
câmeras automáticas possuem maior versatilidade que as câmeras simples, embora
tenham limitações que impedem sua utilização sob determinadas condições de luz.
        Deve-se ter os mesmos cuidados indicados para o uso de uma câmera simples:
− Segurar corretamente e com firmeza
− Manter a distância correta. Alguns modelos de câmeras automáticas permitem a
   focalização a partir de 90 centímetros.
− Enquadrar com perfeição, sem esquecer uma margem de segurança acima e abaixo
   do quadro, para evitar cortes da cabeça ou dos pés
− Observar as condições de luz
         As câmeras automáticas em geral tem um indicador que avisa quando há pouca
luz para fotografar. Nestes casos é necessário o uso do flash, que em muitas câmeras é
acionado automaticamente toda vez que a máquina percebe que o ambiente está escuro.
As fotos contra a luz ou em ambientes com luz e sombra devem ser evitadas, pois a
fotocélula não consegue fazer uma leitura correta quando há no mesmo quadro cenas
com muitas luz e cenas com pouca luz. Para se fotografar dentro de casa na maioria das
vezes é necessário o uso do flash.
         As câmeras automáticas podem possuir visor direto, como grande parte das
simples ou serem mono-reflex (visão através da lente - SLR) como na maioria das
câmeras manuais.


Câmeras ajustáveis ou manuais
         Este tipo de equipamento é comumente utilizado por aqueles que desejam ter um
controle maior sobre o resultado de suas fotografias. Geralmente elas são do tipo reflex,
ou seja, a imagem que vemos no visor é exatamente aquela que será impressa no
negativo, pois esta passa através da lente.
         Existem dois tipos de câmeras reflex: as mono-reflex (SLR – Single Lens Reflex)
e as bi-reflex (TLR – Two Lens Reflex).




                                                         Câmera mono-reflex

         Por serem de ajuste manual, estas câmeras possibilitam que se dê efeitos às
fotografias tais como desfocar o fundo, tirar fotos sem flash em ambientes internos ou
com pouca iluminação, utilizar diversas fontes de luz sincronizadas, fazer múltiplas
exposições sobre um único fotograma e muitos outros recursos. Além de todas estas
vantagens, as câmeras SLR permitem ainda a troca das objetivas, possibilitando assim a
criação de um sistema fotográfico mais completo e versátil, onde o fotógrafo pode contar
com o uso de variadas lentes, desde grande angulares até teleobjetivas.
Componentes da câmera
fotográfica
         Existem componentes básicos que todas as câmera fotográficas, não importa se
simples, automáticas ou manuais, possuem. Por exemplo, todas as câmeras tem objetiva
e diafragma.
         Conhecendo estes componentes você terá um melhor domínio do equipamento,
independente da marca ou modelo.


Corpo da câmera
         Podemos dizer que tudo o que não é objetiva ou acessório faz parte do corpo da
câmera. Nele estão o porta-filme, a cortina (obturador), o visor, todos os encaixes (para
objetivas, flash e cabos) e os controles de velocidade do obturador, disparador, timer ou
temporizador, abertura do compartimento do filme, escolha da sensibilidade do filme, etc.
         É comum fotógrafos profissionais que carregam em suas bolsas dois ou mais
corpos para a eventualidade de ocorrerem problemas elétricos ou mecânicos em um
deles. Nestes casos todos os corpos geralmente possuem o mesmo encaixe de lentes, ou
seja, todos eles aceitam as mesmas objetivas e com isso o fotógrafo não precisa carregar
também dois ou três conjuntos de objetivas.


Diafragma
É um mecanismo existente no interior da objetiva que possibilita controlar a
quantidade de luz que irá atingir o filme. Quanto mais aberto estiver o diafragma mais luz
chegará até o filme.
         Os valores de abertura do diafragma são determinados por uma escala que tem
relação direta com o diâmetro da abertura da objetiva e que podem ser:
   f/1.2 – f/1.4 – f/2 – f/2.8 – f/4 – f/5.6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22 – f/32
          Quanto maior o número do diafragma (f/32, por exemplo) mais fechado ele está e
consequentemente menos luz atingirá o filme. Quanto menor o número do diafragma
(f/1.2, por exemplo) mais aberto ele estará e consequentemente mais luz atingirá o filme.
Na gíria fotográfica chama-se “abrir um ponto” à passagem de uma abertura menor para
uma maior, como por exemplo de f/11 para f/8. O contrário, ou seja, passar de uma
abertura maior para uma maior é considerado como “fechar um ponto”.
          O controle da abertura do diafragma pode ser feito através de um anel situado na
própria objetiva ou de um controle no corpo das câmeras mais modernas.
          Cada valor de abertura deixa entrar na câmera o dobro de luz da abertura
seguinte. Por exemplo, com abertura f/2.8 chegará ao filme o dobro de intensidade
luminosa da abertura f/4, que por sua vez permitirá que o filme receba o dobro de luz da
abertura f/5.6, e assim por diante. É importante observar que estamos considerando a
velocidade do obturador inalterada para todas estas variações de abertura do diafragma.
          É comum que o maior abertura da objetiva não pertença a esta escala, como por
exemplo f/3.5, mas os demais valores serão os padronizados.
          A luminosidade de uma objetiva depende de diversos fatores, como diâmetro da
objetiva, qualidade e quantidade das lentes usadas e distância focal da objetiva. Quanto
maior o diâmetro, mais luz o filme poderá receber. Isso é utilizado para melhorar a
qualidade de objetivas de grande distância focal. Quanto maior a distância focal, maior a
distância entre a câmera e o objeto, e consequentemente menor a quantidade de luz
daquele objeto que o filme irá receber. Quanto mais elementos (lentes) uma objetiva
possuir, mais escura ela será. Isso é facilmente constatado quando comparamos objetivas
zoom com objetivas fixas. As fixas são mais claras porque possuem menos lentes na sua
construção. Para compensar isso utiliza-se lentes de maior qualidade (mais claras) ou
maior diâmetro da objetiva.


Profundidade de campo
         Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura do
diafragma controla também a profundidade de campo, ou seja, a extensão da região
nítida (em foco) quando se tira uma fotografia.
Como podemos observar na ilustração anterior, quanto maior a abertura do
diafragma, menor a profundidade de campo, e quanto menor a abertura do diafragma
maior é a profundidade de campo. Algumas objetivas possuem gravado em seu corpo um
anel de profundidade de campo. Através desta escala poderemos saber qual a extensão
da área em foco para uma determinada abertura.




         Outro fator que também define a profundidade de campo é a distância entre a
câmera e o objeto a ser fotografado. Quanto menor essa distância, menor é a
profundidade de campo.
         Além da abertura do diafragma e da distância entre câmera e objeto, a
profundidade de campo também depende da distância focal da objetiva. Considerando
uma mesma abertura do diafragma e uma mesma distância câmera-objeto, objetivas de
grande distância focal (por exemplo 300mm) terão profundidade de campo menor que
objetivas de pequena distância focal (50mm por exemplo).


Obturador
Obturador de plano focal

         É uma cortina localizada entre a objetiva e o filme, cuja função é controlar o
tempo de penetração de luz na câmera. Quando o obturador está fechado o filme não
está recebendo luz, quando ele se abre o filme é atingido pela luz. As velocidades do
obturador são geralmente de 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000 ou B.
Máquinas mais modernas possuem velocidades até 8000. Cada velocidade permite que o
filme receba o dobro de luz da velocidade posterior. Isso significa que com a velocidade
1000 o filme recebe o dobro de luz recebida na velocidade 2000, que na velocidade 500
ele recebe o dobro da luz recebida na velocidade 1000, e assim por diante.
         Quando a velocidade do obturador é indicada por um valor numérico, por
exemplo 125, isso significa que o tempo de exposição do filme à luz é de 1/125 segundos.
Assim a velocidade 1 permite a penetração de luz por 1 segundo, a velocidade 2 a meio
segundo e assim por diante. Quanto menor for o número mais lenta é a velocidade e mais
luz atinge o filme. Se a velocidade é lenta e o motivo estiver em movimento, a fotografia
sairá “borrada”, ou seja, haverá o registro do movimento na fotografia.




                    © Mauro Goulart           Velocidade baixa


       Com uma velocidade rápida do obturador haverá o congelamento de qualquer
movimento.
© Mauro Goulart             Velocidade alta


            Com velocidades abaixo de 60, ou 30 para aqueles que não tem mão firme,
recomenda-se o uso de tripé para que a foto não saia tremida. E lembre-se: mesmo que a
foto não pareça tremida em uma ampliação 10x15, quando quisermos ampliá-la mais
esses pequenos e quase imperceptíveis movimentos durante a exposição podem fazer a
fotografia perder a nitidez , parecendo borrada ou fora de foco. Por isso, se planejar fazer
cópias em tamanho grande de suas fotografias, nunca utilize velocidades baixas ou se o
fizer, utilize o tripé.




                                                           Formas de apoio da câmera



• 1, 2, 4, 8, 15 - Velocidades Lentas
• 30, 60, 125 - Velocidade Média
• 250, 500, 1000 - Velocidades Altas
         A velocidade B (bulb) significa que a cortina do obturador permanecerá aberta
pelo tempo em que o fotógrafo estiver pressionando o botão disparador. Algumas
máquinas possuem velocidade T (time), ou seja, pressiona-se uma vez o disparador para
abrir o obturador e outra vez para fechá-lo. Este recurso é muito útil em exposições
longas, de forma a evitar que se tenha de ficar pressionando o botão do disparador por
muito tempo. Para fotos em B é recomendável o uso do cabo disparador, o que evita o
contato direto com a máquina e elimina possíveis tremidas do equipamento. Velocidades
B ou T geralmente são usadas para fotografias noturnas, pôr-do-sol ou então quando se
quer registrar movimento.
         Existem dois tipos básicos de obturador: o central e o de plano focal.




                                       Obturador central

          O obturador central, também conhecido como concêntrico ou entre-lentes, é
montado dentro da objetiva. Seu funcionamento é parecido com o do diafragma. Ele não
permite velocidades muitos altas, geralmente não ultrapassando 500, mas aceita a
sincronização com o flash em qualquer velocidade. Por estar montado no interior da
objetiva, torna-as mais caras, mais pesadas e impossibilita a retirada da objetiva quando a
câmera estiver com filme, no caso desta não possuir o espelho do prisma, como nas
câmeras de grande formato.
          O obturador de plano focal é montado na câmera, funcionando como uma cortina
que se abre e fecha. Por estarem no corpo da máquina eles permitem que se troque de
objetiva quando a câmera estiver com filme, mas reduzem a sincronização com o flash a
apenas algumas baixas velocidades, geralmente 60 ou 125. Eles podem ser de cortina
(que são os mais comuns) ou metálicos (os mais modernos e velozes). Eles são utilizados
quase que exclusivamente em câmeras SLR.


Combinação velocidade-abertura
         Exposição é a combinação entre uma abertura do diafragma com uma
velocidade do obturador, ou seja, é a relação entre a quantidade de luz e o tempo que
esta quantidade de luz irá atuar sobre o filme.
         Nos exemplos abaixo será utilizado um filme Kodak ISO 100 e estarão indicadas
a abertura do diafragma e a velocidade do obturador necessárias.
         Partindo das indicações, pode-se variar as regulagens para diversas situações.
Por exemplo: em dia de sol, diafragma F/11, velocidade 1/125. Se mudar a abertura do
diafragma para F/8, vai entrar o dobro de luz. Se mantiver a velocidade 1/125 a fotografia
ficará superexposta. Assim, para que a fotografia saia correta é preciso compensar o
excesso de entrada de luz com a mudança da velocidade do obturador para 1/250.


Disparador
        É o botão utilizado para tirar a fotografia. Nas câmeras que possuem fotômetro,
geralmente uma pequena pressão sobre este botão irá provocar o aparecimento e
funcionamento do medidor de luminosidade (fotômetro). Quando for utilizado tripé,
geralmente é no disparador que se encaixará o cabo para disparo manual.
Cabos disparadores


Indicador de sensibilidade do filme
          Existem dois padrões internacionais de indicação da sensibilidade de um filme
fotográfico: ISO (International Standard Organization) e DIN (Deutsche Industrie Norm). O
padrão DIN é praticamente ignorado no Brasil. Aqui o padrão corrente é o ISO, que indica
a sensibilidade do filme por um número ASA (American Standards Association).
          Quanto maior a ASA de um filme mais sensível à luz este filme será. Isto significa
que podemos utilizar filmes de ASA alta, por exemplo 1000 ou 1600 para fotografar cenas
com pouca luz, como interiores, penumbras e shows. A desvantagem é que quanto mais
sensível o filme maior o tamanho do seu grão.
Chamamos de “grão” as partículas que compõe o filme. Se observarmos um negativo
preto e branco contra a luz, iremos observar áreas transparentes de onde foram retirados
todos os grão e áreas pretas e cinzas onde ainda existem grãos do filme. Ao contrário do
que parece, estas áreas pretas e cinzas não são contínuas, mas formadas por pequenas
partículas muito próximas. Estas partículas são os “grãos”.
          Entretanto, os grãos somente ficarão visíveis ao ampliarmos a fotografia.
Dependendo da ampliação desejada a granulação poderá impossibilitar o reconhecimento
dos detalhes ou então poderá dar um toque artístico à fotografia. O tamanho do grão
também irá depender do tipo do revelador utilizado e do tempo de revelação empregado.
Chamamos de filmes “lentos” aqueles de ASA baixa, menos sensíveis à luz, utilizados
quando se deseja ampliações em grande formato ou de ótima qualidade e também
quando se dispõe de bastante luminosidade para realizar a fotografia. Os filmes “rápidos”
são aqueles de ASA alta, mais sensíveis à luz, utilizados em fotografias onde há pouca
luz ou onde se deseja congelar assuntos em movimento rápido, como corridas de
automóveis e outros esportes.
          Nas câmeras simples geralmente não há ajuste para sensibilidade do filme, o que
significa que devemos sempre utilizar filme ASA 100. Quando muito, há a possibilidade de
se escolher entre ASA 100 ou 400.
          Nas câmeras automáticas a leitura da ASA do filme é feita por um dispositivo
conhecido como DX, que lê um código de barras impresso na lateral da bobina do filme,
indicando automaticamente à câmera que filme está sendo utilizado. Nas máquinas que
utilizam este sistema, deve-se tomar cuidado com o uso de filme rebobinados.
          Nas máquinas de ajuste manual e em algumas automáticas, a seleção da
sensibilidade do filme é feita através de um botão onde geralmente se escolhe ASA entre
25 a 3200.
Visor
          O visor permite ao fotógrafo ver aquilo que será incluido na fotografia. Através
dele se observa, seleciona e enquadra o assunto. Lembre-se de que o ângulo abrangido
pela lente da câmera é diferente do ângulo de visão de seus olhos. Portanto a câmera vai
registrar a cena um pouco diferente da que você vê sem a câmera.
          Em câmeras simples, o visor é independente da objetiva, ou seja, existem duas
aberturas separadas na câmera: uma para o filme “enxergar” a cena e outra para nós
observarmos a mesma cena. Entretanto existe uma pequena diferença de posicionamento
(distância) entre estas duas aberturas. Isso significa que aquilo que vemos não é
exatamente o que será registrado no filme. Esta diferença é conhecida como “erro de
paralaxe”. Devemos tomar cuidado principalmente nas fotografias onde estivermos mais
próximos do assunto a ser fotografado. O erro de paralaxe pode ser o responsável pelo
corte de algumas partes do assunto (cabeças, pernas, etc).
          As câmeras com duas objetivas (TLR) tem uma lente superior que é usada para
o enquadramento e uma lente inferior usada para sensibilizar o filme. Neste tipo de
câmera também deve-se tomar bastante cuidado com o erro de paralaxe.
          As câmeras Reflex de uma só objetiva, ou SLR, são mais práticas, pois a
imagem que vemos no visor passa através da própria objetiva. Em razão disso as
câmeras reflex mostram através do visor o assunto exatamente como vai sair na foto, pois
não existe erro de paralaxe. Nelas, o ideal é que antes de pressionar o disparador o
fotógrafo observe as quatro bordas do visor para verificar se o enquadramento está
adequado.


Contador de exposições
            É uma escala que indica quantas fotos já foram feitas (em algumas câmeras,
quantas fotos faltam serem batidas) no filme. É muito útil para sabermos quanto do filme
já foi utilizado ou para podermos tirar e reinserir um filme na câmera.


Mecanismo de transporte do filme
         Toda câmera possui um mecanismo que mantêm o filme na posição correta e
permite movimentá-lo para a próxima exposição. Em alguns modelos esse mecanismo
permite também realizarmos múltiplas exposições sobre o mesmo fotograma. Um defeito
nesse mecanismo pode acarretar sobre-exposição indesejada de fotos ou fotogramas
sem exposição.
         É muito importante o encaixe correto do filme no mecanismo de transporte, pois
um filme mal colocado pode escapar. Isso resultará na perda de todas as fotos, pois se o
filme não “roda”, nenhuma foto será realmente feita.


Fotômetro
        O fotômetro ou exposímetro é um aparelho utilizado para medir a intensidade da
luz no ambiente (luz geral) ou em um determinado assunto (luz direcionada). Através dele
podemos saber quais são as combinações velocidade/abertura adequadas para a
ocasião. Alguns fotógrafos mais experientes usam a sua “sensibilidade” (leia-se
adivinhação) para ajustar velocidade e abertura. Esse procedimento tem muito mais
chances de funcionar com filmes preto e branco, que possuem uma latitude maior.
Latitude é a tolerância de um filme à variações na luz recebida. Os filmes coloridos, e
principalmente os slides, possuem uma pequena latitude, ou seja, são pouco tolerantes às
variações de luminosidade e por isso precisam receber a quantidade de luz correta.
         A maioria das câmeras SLR já vem equipadas com fotômetros que podem ser
lidos dentro do visor quando se está focalizando o assunto desejado.
         Para câmeras sem fotômetro ou para leituras mais precisas, utiliza-se fotômetros
externos ou de mão. Com eles podemos realizar a leitura diretamente sobre o assunto ou
objeto desejado.




              Fotômetro digital                             Fotômetro analógico

         Devemos entretanto, tomar certos cuidados com a leitura indicada pelo
fotômetro.
         Um fotômetro pode ser enganado, dependendo para onde o estamos apontando.
Por exemplo, se formos fotografar uma pessoa sob uma árvore em um dia de sol e céu
aberto, é provável que a fotometragem baseie-se na luz do céu e não na luz refletida da
pessoa. O resultado é que a pessoa ficará numa área escura.
         É também comum que o usuário desconheça a forma de funcionamento do
fotômetro da sua máquina. Existem três tipos diferentes de mecanismo de leitura da luz
que poderão nos dar respostas diferentes de acordo com o assunto fotometrado: leitura
média sobre quase toda a área da foto, leitura parcial e leitura pontual.




       Nos fotômetros de leitura média, três células fotossensíveis realizam a medição de
luz sobre praticamente toda a área da fotografia. Este tipo de leitura pode induzir a erros,
principalmente se o tema principal ocupar apenas uma parte do quadro e o espaço
restante for muito mais claro ou escuro.
         Nos fotômetros de leitura parcial, existe uma superposição das duas células
fotossensíveis, de forma que o centro da objetiva possui uma influência muito maior na
leitura. Neste tipo de fotômetro é importante que, para realizar a leitura, coloquemos o
assunto principal no centro da objetiva.
         Nos fotômetros por leitura pontual no centro da objetiva apenas uma célula
fotossensível realiza a leitura, exatamente no centro da objetiva. Portanto, ele irá registrar
a luminosidade apenas de uma pequena área (em geral de 2 a 3% da imagem), que deve
ser o assunto principal.
         Pode-se também utilizar várias leituras pontuais de diversas partes da cena para
comparar os diferentes níveis de luminosidade e fazer uma média do total.


Objetivas




          A objetiva é uma espécie de “funil” para os raios de luz. Ela os orienta de forma a
convergerem para o fotograma. Sem a objetiva a luz atingiria o filme de forma difusa,
irregular e não teríamos imagens de qualidade.




        As objetivas possuem dois tipos de regulagem: o foco e a abertura do diafragma.
        As primeiras câmeras possuiam uma abertura fixa do diafragma, o que limitava
seu uso a dias de sol. Este problema foi contornado usando-se pequenas chapas
metálicas com dois orifícios de diâmetro diferentes, um para os dias de sol (abertura
pequena) e outro para os dias nublados (abertura maior), semelhante ao sistema utilizado
pelas câmeras simples atuais.
        Hoje as câmeras são dotadas de diafragmas com lâminas de aço sobrepostas
que permitem selecionar as mais diferentes aberturas para as diversas condições de luz.
As aberturas são indicadas pelos números "F" (Factor), conforme estudamos no ítem
“Diafragma”. Quanto menor o valor disponível de abertura do diafragma, mais clara é a
objetiva, porque mais luz pode atingir o filme. Este é, em geral, um indicador da qualidade
da objetiva.
          Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura do
diafragma também controla a profundidade de campo, conforme já estudamos.
          Através da objetiva também temos o controle sobre o foco da imagem. A
focalização determina se os objetos aparecerão nítidos ou desfocados na foto. Para
acertar o foco ajusta-se a lente de modo a formar uma imagem nítida do objeto no
fotograma. Ao girar o botão do foco as lentes da objetiva aproximam-se ou afastam-se do
filme, ajustando a convergência da imagem sobre o fotograma. Manter o foco no infinito,
como por exemplo nas fotos de paisagens, exige uma pequena distância entre lente e
filme. Manter o foco em um objeto próximo, como por exemplo um rosto numa foto em
close, exige uma distância maior entre lente e filme.
          As vezes é difícil sabermos se uma foto está bem focalizada. É comum ficarmos
em dúvida principalmente no ajuste fino. Para nos auxiliar existe um dispositivo que está
disponível em diversas objetivas, mas que poucos fotógrafos conhecem pelo nome: o
telêmetro. Existem diversos tipos de telêmetros, mas básicamente eles são uma espécie
de alvo no centro da objetiva, que mostra ao usuário quando a imagem está focada.




                      Imagem fora de foco                       Imagem em foco

        Outro componente comum em todas as objetivas é a rosca frontal, que serve para
encaixarmos a tampa de proteção e filtros. Olhando a objetiva frontalmente, além da
rosca poderemos ler algumas informações sobre a objetiva. Ali temos o nome do
fabricante, a distância focal (ex: 24mm), a abertura máxima (ex: 1:2.8) e o diâmetro da
objetiva (ex: Ø 52mm).




Tipos de objetivas
Milimetragem e ângulo de visão das objetivas




     Grande angular:




         Provoca o afastamento da imagem, principalmente nas borda, reduz seu
tamanho mas aumenta o ângulo de visão. Suas distâncias focais mais comuns são 6, 8,
15, 24, 28 e 35mm. A parte central da imagem parecerá mais próxima da câmera.
         Existe ainda a lente grande angular especial de 180 graus, conhecida como olho
de peixe.
        A lente grande angular é útil por abranger um ângulo maior. Entretanto ela
deforma os objetos o que limita o seu uso em retratos. O rosto sofrerá uma distorção que
altera as feições da pessoa fotografada. A maior deformação se dará nas bordas da
imagem.


       Normal:
A lente ou objetiva normal é aquela cuja distância focal corresponde a medida da
diagonal do negativo.
        As câmeras que utilizam filme 135mm teriam uma distância focal normal de
43mm. Os fabricantes, no entanto, consideram normais a lentes de 45, 50 ou 55. As mais
usadas são as de 50mm.
        A objetiva normal tem o ângulo de visão semelhante ao do olho humano e são
geralmente mais claras, leves e baratas.




       Teleobjetiva:




         É a lente que possui uma distância focal maior que a objetiva normal. As mais
usadas são as de distância focal de 80, 100, 200, 300, 600 e 1200mm. A função da
teleobjetiva é aumentar o tamanho da imagem no negativo. Ela aproxima a imagem do
objeto, aumentando seu tamanho e reduzindo o ângulo de visão.
         O maior cuidado que se deve ter ao usar uma teleobjetiva é manter a câmera
firme. Geralmente se utiliza tripé e velocidades mais altas para fotos com objetivas acima
de 300mm. São as lentes mais escuras, caras e pesadas.

       Objetiva Macro:
         A objetiva macro é uma lente para fotos de assuntos pequenos como flores,
insetos, reproduções de fotografias ou ilustrações, etc.
A macro-objetiva possibilita a reprodução de 1 por 1, ou seja, a imagem será reproduzida
no filme no seu tamanho real por permitir que o fotógrafo se aproxime bastante do objeto
a ser fotografado sem que a imagem perca o foco. É comum encontrarmos no mercado
objetivas normais, grande-angulares ou teleobjetivas com macro. Isso significa que, além
do uso normal destas objetivas, elas também podem ser utilizadas para fotografar objetos
pequenos, porém em geral elas não permitem a reprodução 1:1, limitando-se a 1:2 ou 1:4
.

       Zoom:
         É um tipo especial de objetiva que pode ser ajustada para diferentes distâncias
focais. Com isso podemos substituir várias objetivas por uma só. Sua desvantagem está
na memor luminosidade e no seu peso, geralmente superior quando comparadas à uma
objetiva de distância focal única.
         Como exemplos de objetivas zoom podemos citar a 28-70mm, a 70-210mm, a
75-300mm e assim por diante.


Tubo de extensão:
         De forma idêntica às macro-objetivas, os tubos de extensão são acessórios
utilizados para fotos de assuntos pequenos à curta distância.
         Eles são adaptados entre o corpo da câmera e a objetiva. Pode-se encaixar um
único tubo ou uma série deles. Quanto maior a extensão maior será a imagem obtida.
Entretanto, há um limite a partir do qual a imagem começa a perder a qualidade.




                                            Tubos de extensão

Fole de extensão:
          Tem a mesma finalidade dos tubos de extensão só que é mais versátil, preciso e
prático. É dotado de um sistema de sanfona que permite ajustar o tamanho da extensão.
Nos tubos isso é feito acrescentando ou retirando um tubo. Desta forma os foles, além de
tornarem-se mais práticos, possuem distâncias intermediárias impossíveis para os tubos
de tamanho fixo.
          Da mesma forma que os tubos, o fole é adaptado entre o corpo da câmera e a
objetiva. Sua única desvantagem é o preço, maior que o dos tubos.
Fole de extensão
Outros tipos de câmeras
      Existem ainda outros tipos de formato de câmeras definidas de acordo com o
tamanho do filme que utilizam.

Câmeras de médio formato

       O termo médio formato é amplamente utilizado para definir as câmeras de formato
maior que 35mm, mas menores que o formato 4x5 polegadas. Tais câmeras podem ser
do tamanho 6x4,5, 6x6, 6x7, 6x8 e 6x9cm.
       Tanto no uso como no tamanho, as câmeras de médio formato representam um
comprometimento entre a rapidez de operação das câmeras 35mm e as estáticas e
totalmente controladas câmeras de grande formato.
       Quase todas as câmeras de médio formato hoje utilizam os filmes em rolo do
tamanho 120 ou 220. Estes filmes podme gerar entre 8 e 16 posses por rolo, dependendo
da câmera e da área da imagem que esta oferece.
       Por ser maior em área, o filme 120 é o preferido pelos profissionais, principalmente
de estúdio, por oferecer uma melhor qualidade de imagem do que o filme de 35mm, já
que necessita uma ampliação final menor.
Câmeras de grande formato
       As câmeras de grande formato são de difícil manuseio e mais pesadas do que as
câmeras 35mm e de médio formato e quase sempre exigem o uso de um tripé. Mas elas
também oferecem uma série de vantagens para o fotógrafo que está buscando total
controle de perspectiva e uma melhor qualidade de imagem.
       Estas câmeras utilizam um filme de área maior, em geral chapas de 4x5, 5x7, 8x10
e 11x14 polegadas. Estas devem ser carregadas uma a uma em adaptadores especiais e
expostas e reveladas individualmente.
        O controle total da posição da lente e do plano do filme são de indiscutível valor
para o controle da perspectiva e correção das distorções que possam ocorrer.
Também a possibilidade de revelar cada chapa individualmente tem grande apelo para os
fotógrafos de estúdio e artistas que buscam a melhor qualidade de imagem possível.




Câmeras digitais

        Com o recente crescimento da tecnologia digital, a fotografia foi presenteada com
o surgimento das câmeras digitais. Ainda em crescente desenvolvimento, as câmeras
digitais ocupam cada vez mais seu espaço na preferência dos fotógrafos, tanto amadores
quanto profissionais.
Ainda com preços excessivamente altos, as câmeras digitais top de linha oferecem
uma série de vantagens ao fotógrafo que busca agilidade, rapidez e controle na produção
de suas imagens.
         Muito questionada pelos fotógrafos mais tradicionais, é indiscutível que o
surgimento da fotografia digital de alta qualidade vai colocar o filme tradicional em um
plano secundário num futuro muito próximo. A economia no gasto com filme, revelação e
ampliação, rapidez na vizualização dos resultados e o não uso de químicos poluidores,
aumentaram ainda mais a popularidade da fotografia digital nos últimos anos.
         Por ser uma tecnologia recente e em constante evolução, uma desvantagem do
digital é que os equipamentos estão se tornando obsoletos muito rapidamente. O padrão
de qualidade de 3 megapixels, que era extremamente alto ano passado, hoje já é o
standart das câmeras amadoras mais baratas. E não há dúvidas de que este processo
continuará e até crescerá mais rapidamente com o passar dos anos, o que colocará os
fotógrafos em constante estado de atualização e investimento pelo equipamento mais
recente e de melhor tecnologia.
O filme
          Para melhor utilizarmos os filmes devemos entender as partes que o compõe.
Básicamente, todos filmes são compostos de substâncias químicas sensíveis à luz
fixadas com o auxílio de uma gelatina sobre uma base rígida ou flexível.
          A camada do filme que contém os produtos químicos sensíveis à luz (sais de
prata) misturados em gelatina é chamada de emulsão. Estes sais de prata, também
conhecidos como grãos, tem sua estrutura básica modificada quanto são atingidos pela
luz. Esta mudança porém, não é visível a olho nú. Quando revelamos um filme o que
estamos fazendo é transformar os sais de prata atingidos pela luz em prata metálica pura
que possui a cor preta. Os sais não atingidos pela luz são simplesmente eliminados. Após
a revelação o que resta sobre a base do filme são os grãos pretos de prata que formam a
imagem em negativo.
          A base utilizada atualmente para os filmes é o acetato de celulose, por ser
flexível, pouco inflamável e bastante resistente.
          Após vários estudos concluiu-se que o melhor material para unir os produtos
químicos à base de acetado é a gelatina de origem animal por ser transparente, incolor,
porosa e não perder a consistência na água.
          Atualmente existem nos filmes uma camada chamada “anti-véu” ou “anti-halo”
colocada sob a base de acetato. Véu ou halo são uma espécie de dupla imagem ou
fantasma que se forma próximo à imagem original. A camada anti-halo evita que a luz que
atravessa o filme se refletida por qualquer razão dentro da câmera escura e sensibilize os
sais de prata, o que causaria perda de nitidez na imagem.
          Existem nas lojas especializadas filmes em formatos e sensibilidades diferentes.
Além disso, dependendo do tipo de fotografia que desejamos fazer, podemos utilizar
filmes preto e branco ou coloridos, ou ainda negativos ou positivos. O filme em positivo
também é conhecido como slide ou cromo.
          Os quatro formatos mais comuns de filmes são:
• Cartucho – 110 ou 126 mm
• Bobina - 135mm
• Rolo - 120mm ou 6 x 6cm
• Chapa - 10,7 x 12,6cm
          A sensibilidade do filme conforme vimos anteriormente, é indicada por um
número ASA. Quanto maior esse número, mais sensível (ou mais rápido) é o filme e vice-
versa. O filme “comum” é o ASA 100.
          O filme em negativo apresenta a imagem invertida. Em filmes preto e branco o
que é claro aparece escuro e o que é escuro aparece claro. Nos filmes coloridos há uma
inversão das cores, aparecendo a cor complementar. Por exemplo, o que é verde aparece
vermelho, o que é amarelo aparece azul, etc.
          No filme positivo a imagem é fiel à original, própria para projeção ou impressão
gráfica. De maneira idêntica aos negativos os filmes positivos podem ser coloridos ou
preto e branco.
          Os filmes preto e branco podem ser ortocromáticos ou pancromáticos. Os
ortocromáticos são sensíveis a todas as cores, menos ao vermelho. Este é um tipo de
filme de auto contraste, bastante usado para a confecção de fotolitos ou para fotografias
em alto contraste. Os filmes pancromáticos são sensíveis a todas as cores, produzindo
diversas tonalidades de cinza entre o preto e o branco.
         Dependendo do tipo de luz para a qual foram projetados, os filmes coloridos
poderão ser daylight ou tungstênio. Os filmes daylight ou para a luz do dia, são
balanceados para luz natural. Eles contém em sua emulsão excesso de amarelo para
compensar o azul natural. Os filmes de tungstênio são balanceados para luz artificial. Eles
contém em sua emulsão excesso de azul para combinar com o amarelo da luz artificial.
         Como quaisquer produtos químicos, os filmes tem vida útil limitada e indicada na
embalagem. Todos filmes devem ser guardados em lugar seco, longe do calor e de muita
claridade. O ideal é que filmes fotográficos sejam guardados a uma temperatura média de
8ºC, sendo deixados durante 24 horas em temperatura ambiente antes de serem
utilizados.
         Na hora de colocar ou tirar o filme da máquina procure um local com pouca luz
para evitar manchas de véu devido a luz intensa do sol.


Sub-exposição
         Condição que se nota quando o filme é atingido por pouca luz, resultando
negativos claros e cópias escuras. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o fotômetro
está estragado ou quando o flash não funciona.


Super-exposição
         Ocorre quando o filme é atingido por muita luz resultando negativos escuros e
cópias claras. Um erro comum que causa super-exposição é colocarmos na máquina um
filme ASA400 e a regularmos para ASA100. Como um filme 400 precisa de menos luz que
o 100, ocorrerá super-exposição.
Flash




              Flash eletrônico portátil                    Flash de estúdio


        Quando não há luz suficiente para fotografar a única saída é usar um flash. É
importante conhecermos e testarmos o flash que vamos utilizar antes de qualquer
trabalho importante, pois os flashes tem potências diferentes e podem dar resultados
diferentes dependendo das condições de uso. Existem vários tipos de flashs ou luzes
auxiliares, cada uma para um uso específico.
         Após bater uma foto o flash leva algum tempo até ficar pronto para a próxima foto
devido ao tempo de recarga. A lâmpada-piloto acenderá quando o flash estiver carregado.
Quando a lâmpada-piloto demorar muito para acender, troque as pilhas ou recarregue a
bateria.
         Use sempre pilhas alcalinas novas ou de pouco uso e não se esqueça de retirá-
las do equipamento quando este não estiver sendo usado.


Flash eletrônico embutido
          O tipo de flash mais popular com câmeras 35mm é o eletrônico portátil, por ser
barato e bastante simples de manusear.
          Para obter boas fotos com câmeras que tenham flash embutido confira se a
sensibilidade do filme está corretamente marcada e mantenha o motivo a ser fotografado
a uma distância entre 1 e 3 metros da câmera.
          Todos os flahs eletrônicos possuem o mesmo princípio de funcionamento: uma
descarga elétrica de tensão elevada é dada em um tubo de vidro cheio de gás raro
(xenônio geralmente), produzindo luz intensa. Para gerar essa tensão elevada é que os
flashs eletrônicos utilizam condensadores. O tempo de carregamento do condensador é
que vai produzir a demora entre uma foto e outra. Quanto mais fortes estiverem as pilhas,
mais rapidamente o condensador será carregado, liberando o flash para a foto seguinte.
Flash descartável
         Existem flashs que servem apenas para uma única foto. Ele acende-se uma
única vez através de uma pequena espoleta detonada pela abertura do obturador. É um
tipo de flash utilizado em câmeras simples que não possuem iluminação embutida ou
então em câmeras descartáveis.
         Os flashs descartáveis possuem um filamento de magnésio ou de alumínio que
inflama-se muito rapidamente produzindo iluminação intensa, mas estão fora de linha e
obsoletos.


Flash manual
          Os flash mais baratos ou mais antigos usam sempre a máxima potência para
cada disparo. Para obter fotografias com exposição correta é necessário regular a câmera
uma vez que a velocidade sempre será a mesma (conforme manual de instruções da
câmera, em geral 60 ou 125) e você terá de regular a abertura do diafragma
manualmente. A leitura da abertura correta é feita em uma tabela que geralmente está no
corpo do próprio flash e varia de acordo com a distância flash-objeto e com a ASA do
filme.
          As câmeras sem flash embutido tem uma sapata para o encaixe do flash.
Colocando um flash com contatos elétricos na sapata todas as conexões elétricas
necessárias são feitas automaticamente. Câmeras ou flashes mais antigos podem não ter
estes contatos. Neste caso o flash deve ser ligado à câmera por meio de um cabo. Se
houver mais de uma entrada para flash na câmera escolha aquela que estiver marcada
com um "X", pois as demais são para flash de lâmpadas.
          Eis um caso típico explicado passo a passo:
− Conecte o flash à câmera. Se a sapata não tiver contatos ligue o flash à câmera
    através de um cabo.
− Marque na tabela de cálculo do próprio flash a ASA do filme que estiver usando.
− Regule a câmera com velocidade do obturador indicada para flash.
− Ligue o flash.
− Focalize o motivo.
− Verifique a distância entre o flash e o objeto a ser fotografado.
− Marque a distância na tabela de cálculo do flash para saber a abertura do diafragma
    necessária.
− Regule a abertura do diafragma.
− Bata a foto.


Flash eletrônico controlado por fotocélula
         Os flash eletrônicos mais recentes são comandados por células fotossensíveis
que medem a luz refletida do objeto que se quer iluminar. Inicialmente indica-se ao flash a
ASA do filme. De acordo com a sensibilidade do filme se utilizará uma determinada
abertura do diafragma. A fotocélula do flash controla o tempo de abertura do obturador da
máquina e o tempo de duração da luz do flash. Quando a fotocélula registrar que já
recebeu a quantidade de luz suficiente para aquela ASA e abertura do diafragma,
comandará o fechamento do obturador e apagará o flash. Nos casos onde o flash não tem
controle sobre a velocidade do obturador este controlará somente o tempo de duração da
luz. Não há necessidade de indicar a distância flash-objeto.
Um flash comandado por fotocélula tanto pode vir embutido na câmera quanto
ser independente, acoplável à máquina ou de suporte manual.


Números-guia
         A proliferação dos sistemas automáticos de flash quase apagou da memória uma
fórmula que era usada para calcular a regulagem do diafragma quando se usa flash. Ela
pode ser muito útil num aperto.
Se você souber o número-guia para a combinação flash/filme que estiver usando e a
distância entre o flash e o objeto a ser fotografado, é fácil calcular a abertura. Basta dividir
o numero guia pela distância. O resultado será a abertura do diafragma ou um número
próximo dela.
         Ex.: Se o número-guia da combinação flash/filme é 25 e a distância flash-motivo
é 3 metros.
              25 ÷ 3 = 8,33 - utilizaremos abertura F/8


Manuseios e cuidados
         Os piores inimigos de um flash eletrônico são as pilhas velhas e o uso
esporádico. Procure tirar as pilhas e guardá-las em local arejado e fresco, o que aumenta
a vida útil das pilhas e protege o flash contra eventuais vasamentos. Nunca é demais
lembrar que o líquido que vasa das pilhas é altamente corrosivo e consequentemente
destrói contatos e componentes eletrônicos. Nos modelos que utilizam baterias
recarregáveis é importante utilizar o flash todos os meses.
         Retire as pilhas do flash quando ele estiver com carga total nos capacitores para
proteger o flash enquanto estiver guardado. Antes de usá-lo novamente coloque as pilhas
no flash e prepare o capacitor disparando o flash manualmente várias vezes. Pilhas fracas
podem diminuir a vida útil do seu flash.


Flash fora da câmera
        Afastar o flash da câmera pode ser favorável porque desta forma a iluminação
produz sombras que dão uma impressão tridimensional.
        Ao tirar o flash da câmera anula-se o automatismo de um sistema conjugado. Se
necessário, calcule a exposição pelo método manual. A maioria dos flash manuais podem
ser usados, mas é preciso que se use cabo de extensão PC para ligar o flash a câmera.
Não esqueça de que a abertura do diafragma é determinada pela distância flash/motivo.


Flash rebatido
        Uma boa maneira de melhorar a qualidade da fotografia realizada com flash é
rebatê-lo em um teto ou parede próximas ao motivo ou ainda, utilizar um cartão branco
preso à cabeça do flash. Para que possamos rebater a luz é necessário que o flash tenha
a cabeça inclinável ou que possamos utilizá-lo na mão (separado da câmera).
        A luz indireta (rebatida) é mais suave e muitas vezes pode criar uma sensação de
volume através das sombras mais suaves que proporciona.
Escolha uma parede ou teto de tons claros, a cor da superfície será rebatida e refletirá no
objeto fotografado. A parede é preferível pois não produzirá sombras sobre os olhos das
pessoas. Calcule a distância que a luz percorrerá do flash à parede e daí ao modelo, esta
será a distância total percorrida pela luz do flash. Avalie o diafragma e se necessário abra
mais um ou dois pontos, pois a luz do flash rebatida perde intensidade dependendo da
superfície do rebatedor e da distância deste para o objeto. Isto é determinado mais pela
experiência do fotógrafo do que por uma regra fixa.


Flash com luz do dia
         Uma forma de reduzir o contraste entre áreas de luz solar intensa e áreas de
sombra é “preencher” estas sombras com a luz de um flash eletrônico.
         O objetivo é acrescentar um pouco de luz em um motivo iluminado pela frente,
pelo lado, por trás ou até mesmo que esteja na sombra. É necessário tomar cuidado, para
evitar que um excesso de luz do flash deixe a fotografia com um aspecto artificial. As
recomendações a seguir poderão auxiliá-lo:
− Regule a velocidade da câmera para aquela recomendada para uso de flash
− Indique na tabela de cálculo do flash que você está usando um filme duas ou três
   vezes mais sensível que o que realmente está na câmera. Por exemplo, se estiver
   usando um ASA 100, indique 200 ou 400, se estiver usando ASA 400 indique 800 ou
   1600. Deste modo o flash não predominará sobre as condições de luz existentes.
− Regule o diafragma de acordo com a distância do flash ao motivo a ser fotografado
− Fotografe


Ação na hora de fotografar
         A duração da luz do flash é, em geral, muito menor que a velocidade mais alta de
sua câmera. Isto torna possível paralisar momentos extremamente rápidos em lugares
escuros, crianças brincando, animais pulando. A exposição depende da distância entre o
flash e o motivo. Lembre-se que o flash rebatido produz uma iluminação mais natural.

Reflexos:
         Preste atenção quando houver fundos brilhantes ou óculos na cena. Eles produzem
brilhos desagradáveis se o flash não for rebatido.

Olhos vermelhos:
  Os olhos de algumas pessoas e de alguns animais podem refletir a luz do flash com
um brilho estranho e avermelhado. Isto ocorre porque em ambientes pouco iluminados a
pupila dilata e na hora da foto a luz do flash ilumina o fundo do olho e os vasos
sangüineos são refletidos;
− Para evitar este reflexo intenso da luz do flash, acenda todas as luzes internas, pois
  uma maior luminosidade ajudará a diminuir o tamanho da pupila;
− Aumente a distância entre o flash e a objetiva da câmera. Em algumas câmeras é
  possível usar uma extensão para o flash. Afaste-se até os limites permitidos pelo flash
  para que os reflexos fiquem menos intensos.

Faixas de distâncias:
         Com câmeras simples, fotografe dentro dos limites de distância recomendadas
pelo fabricante, o que irá variar com o tipo de flash e do filme. Com outras câmeras a faixa
de distância para expor corretamente é determinada pela sensibilidade do filme, a
abertura do diafragma e, eventualmente, pelo modo de operação do flash. Entretanto, é
mais comum que a partir da sensibilidade do filme e da distância do flash ao motivo se
defina a abertura do diafragma necessária.

Primeiro plano superesposto:
          Qualquer pessoa ou objeto que estiver mais próximo que o limite da faixa do
flash ficará superexposto, ou seja, muito claro na fotografia.
          Componha a cena de modo que o motivo principal esteja mais próximo que todas
as outras coisas, mas dentro do limite de distância do flash.

Grupos:
         Pessoas que estejam a diferentes distâncias da câmera receberão diferentes
quantidades da luz do flash. Algumas ficarão muito claras, outras muito escuras.
         Procure fazer com que todas as pessoas estejam aproximadamente a mesma
distância do flash.
Acessórios
Tripé




          O tripé é um acessório básico e fundamental, muito utilizado para fotografias
onde exista pouca luz ou onde se deseja firmar bem o equipamento, como no caso do uso
de teleobjetivas.
        O tripé ajuda também na composição, já que seu uso desacelera o processo
fotográfico, fazendo com que o fotógrafo “pense” mais sobre a foto e avalie se está
usando a melhor composição para determinada foto.
          Um acessório muito utilizado em conjunto com o tripé são os disparadores de
cabo.


Motor drive
         É um acessório que serve para avançar automaticamente de uma foto para a
seguinte após a mesma ser batida. Atualmente este é um acessório que já vem
incorporado em muitas máquinas. Também chamado simplesmente de “drive”, este
acessório é bastante útil para realizar seqüências rápidas de fotos, principalmente em
fotojornalismo ou esportes de ação. Ao pressionarmos o disparador a máquina irá bater
uma foto atrás da outra até soltarmos o botão disparador. O número de fotos batidas por
segundo varia de acordo com o modelo e o fabricante do drive, sendo um ítem importante
a ser considerado na hora da compra.
Filtros
          É uma lente de vidro ou uma transparência de gelatina plastificada utilizado na
frente da objetiva que modifica a luz que atinge o filme.
          Os filtros coloridos permitem que a luz de sua própria cor passe através da lente
e atinja o filme. Ele filtra (retém) a luz de outras cores.


Tipos básicos de filtros
• Filtros para correção de cores.
Para fotos coloridas:
    Séries 80: Filtros azuis para correção de cor no uso de filme luz do dia com iluminação
    artificial (luz tungstênio). Sem o filtro a foto fica com uma tonalidade amarelada.
    Séries 81: Filtros amarelados (warm up) usados para corrigir o excesso de azul
    causado pela luz do sol do meio-dia ou fotos na sombra. Podem também ser usados
    para dar um tom mais quente a foto.
    FLW/FLD: Filtros para correção de cor com iluminação de luz fluorescente. Sem o
    filtro a foto fica com uma tonalidade esverdeada.

Para fotos em preto e branco:
     Filtro amarelo: Melhora a foto de uma paisagem, pois torna o céu natural. Um céu
     azul fotografado sem filtro pode aparecer completamente branco numa foto. Um filtro
     amarelo aprofunda a tonalidade do céu, dando contraste entre o céu escuro e as
     nuvens brancas.
     Filtro vermelho: Faz com que o céu apareça quase negro, pois este filtro cria um forte
     contraste entre o céu e as nuvens brancas. Ele possibilita também que se capte
     imagens dentro de nevoeiros, mas não é adequado para fotos de pessoas porque as
     tonalidades da pele se tornam pálidas.
     Filtro verde: Fornece os mesmos tons azulados do céu do filtro amarelo e reproduz
     tonalidades de pele normais. Melhora também as tonalidades das folhas e gramas
     verdes, fazendo com que as flores se sobressaiam num fundo verde.


• Filtro fantasia:
     Close-up - Imita o macro, permitindo que a câmera se aproxime mais do objeto, e
     consequentemente conseguindo captar objetos pequenos.
     Cross-screan - Cria estrelas nos reflexos de luz.
     Spot-soft - Retira o reflexo da luz do sol.
     Polarizador – Elimina reflexos da luz solar e ressalta a cor das superfícies refletoras.

•   Filtro de proteção:
     Skylight ou UV (ultravioleta) - são filtros que praticamente não alteram a fotografia. A
     única alteração é que limpam o horizonte no caso de haver névoa e ressaltam as
     nuvens. Mas o objetivo principal deles é proteger a lente exterior da objetiva de
     qualquer impacto. Em caso de acidentes o que é danificado é o filtro, que tem um
     custo muito mais baixo para reposição se comparado à objetiva.
Princípios da composição
fotográfica
          A composição fotográfica é a arte de selecionar e arranjar de maneira
harmoniosa os assuntos dentro da área a ser fotografada.
          Os arranjos são feitos colocando-se as pessoas ou os objetos em determinadas
posições. As vezes, mudar o ângulo de tomada da foto acarreta uma mudança
considerável na composição.
          Alguns instantâneos podem ser tornar boas composições, mas a maioria das
boas fotografias são criadas.
          E como se criam boas fotos? Primeiro, aprendendo as regras básicas para uma
boa composição. Você verá que uma foto bem composta freqüentemente envolve um
planejamento cuidadoso e, às vezes, muita paciência.
          Com o tempo as regras de composição se tornarão parte de suas idéias quando
você estiver procurando por motivos fotográficos e, em breve, elas se constituirão em algo
normal e automático para você. Neste programa iremos discutir simplicidade, regra do
terço, linhas, equilíbrio, enquadramento e fusões.
          Mas como a fotografia é uma arte, a composição também não tem regras
definitivas. Por isso, considere estes ítens como simples orientações, muito úteis no início
mas que não devem ser um limitador da sua criatividade.
          A primeira, e talvez a mais importante das orientações, baseia-se na
simplicidade. Procure utilizar formas que dêem maior atenção visual ao centro de
interesse da foto. Uma das maneiras de se conseguir isso é selecionar um fundo que não
roube a atenção do assunto principal.




               © Arquivo Senac


         Você pode simplificar suas fotos e reforçar o centro de interesse selecionando
fundos simples, evitando objetos e pessoas não relacionados com o assunto principal e
chegando mais perto do motivo, de forma a incluir na foto somente os ítens necessários.
Se você quer fazer o centro de interesse um pouco mais dinâmico, desloque-o
ligeiramente fora do centro da fotografia.
Você pode usar a regra do terço como um guia para a colocação do assunto fora
do centro da área fotografada.
        Antes de tirar a foto, imagine a área da fotografia dividida simultaneamente em 3
terços verticais e horizontais. As intercessões destas linhas imaginárias sugerem 4
opções para a colocação do centro de interesse. A opção depende do assunto e como
você quer que ele seja apresentado.




                 © Arquivo Senac


        Você deve sempre considerar a direção do movimento dos assuntos e deixar um
espaço à frente do qual eles possam se movimentar.




                   © Mauro Goulart


         Você pode usar diagonais como linha de condução a fim de proporcionar um
dimensionamento na foto. É um caminho simples e fácil para os olhos seguirem em
direção ao assunto principal.
© Arquivo Senac
        Você pode também usar linhas que conduzam a atenção do observador para o
centro de interesse.
       Uma das mais comuns e atrativas linhas na composição é a chamada curva S.




                        © Mauro Goulart


       Conseguir bom equilíbrio também faz parte das recomendações para uma boa
composição. O enquadramento e a disposição dos assuntos foram todos cuidadosamente
selecionados a fim de poderem criar uma foto bem equilibrada.
© Mauro Goulart


          Uma foto bem equilibrada dispõe os objetos de forma que eles não fiquem
concentrados em um único ponto, nem que fiquem simplesmente jogados em qualquer
lugar. Pelo contrário, o equilíbrio requer distribuição dos pesos de forma que nenhum
ponto fique “massudo”, ou seja, com uma super-concentração de objetos.
          Enquadramento é o outro item importante para melhorar uma composição
fotográfica. Enquadrar é deixar o centro de interesse cercado por objetos que formam
uma espécie de moldura. Com isso evitamos que o olhar do espectador seja levado para
fora da fotografia.




                            © Arquivo Senac


         Fusões da imagem de objetos e pessoas devem ser cuidadosamente estudadas
para não dar à fotografia idéias que você não gostaria. No caso de desejar a fusão de
objetos para transmitir uma idéia, tenha esta intenção sempre sob controle.
Lembre-se que nós enxergamos tridimensionalmente, mas frequentemente nos
concentramos somente no assunto principal, não percebendo que o fundo pode estar
interferindo.
         A fusão de proximidade pode não ser totalmente desagradável, mas poderá roubar
a atenção do centro de interesse. Fusões de proximidade são objetos ou linhas que estão
excessivamente juntas ao assunto principal.
         Outro aspecto importante na composição é com relação a posição da linha do
horizonte. Colocá-la no centro do quadro divide a foto em 2 partes iguais, tornando a
composição um tanto estática, porém equilibrada.




            © Arquivo Senac


       Quando queremos dar uma idéia de amplidão do espaço, podemos colocar nosso
horizonte na parte de baixo da foto.




                         © Arquivo Senac
Quando a idéia for de proximidade, de modo que as distâncias aparentem ser
mais curtas, podemos colocar a linha do horizonte no alto da foto.




             © Arquivo Senac




       As linhas verticais de nossas fotos devem ser mantidas sempre verticais (ex:
árvores, postes, edifícios, etc.).
© Arquivo Senac


        A não ser em ladeiras ou objetos e locais normamente inclinados, o chão deve
ficar sempre na horizontal, bem como todas as linhas que cortam a foto no sentido
horizontal.
        Contudo, tão importante quanto seguir as regras da boa composição, é passar a
nossa mensagem. Podemos quebrar todas as regras, se isso for facilitar a transmissão da
nossa idéia.


Enquadramento
         O enquadramento é o recorte que damos à realidade, ou seja, aquilo que iremos
considerar o nosso “quadro”. A posição da câmera em relação ao assunto também pode
fornecer diferentes ângulos de visão para um mesmo assunto. Consideraremos aqui
como ângulo normal aquele obtido quando o fotógrafo está em pé e aponta a câmera para
frente, na altura do seu olhar. Mas existem outros ângulos muito interessantes de
explorar:
• Planjêe: câmera alta, ângulo de tomada de cima para baixo.
• Contra Planjêe: câmera baixa, ângulo de tomada de baixo para cima.
• Câmera insólita: 90º com o teto, de cima para baixo, irá achatar o motivo.
• Plano aberto: visão geral da imagem, em ângulo aberto.
• Plano médio: na fotografia de pessoas, cortar da cintura para baixo.
• Plano americano: na fotografia de pessoas, cortar da coxa para baixo.
• Plano insólito: ângulo inusitado, diferente de todos os classificados.
• Close ou Plano de detalhe: fotografia tirada de bem perto.
Luz
         Diferentes tipos de fotos requerem diferentes graus de iluminação.
Dias nublados são melhores para fotografar pessoas. Uma camada fina de névoa
cobrindo o sol atenua a luz solar, criando um sombreado suave e meios tons de na foto.
Assim a imagem de uma pessoa parece natural, pois não há sombras profundas em sua
face.
         Nos dias de céu aberto sem nuvens se produz as melhores fotos de paisagem. O
sol torna cada detalhe do cenário mais nítido criando áreas escuras e iluminadas na foto.
A luz mais amarelada das primeiras horas da manhã e do fim de tarde são em geral as
preferidas pelos fotógrafos de natureza por proporcionar um tom mais “quente” às
imagens.
         Quando se tem de fotografar uma pessoa em dia claro é preciso controlar as
sombras sobre o rosto. Antes de tirar a fotografia estude a maneira como a luz incide
sobre o objeto. Há quatro maneiras pelas quais o sol pode incidir sobre a cena.


Luz Lateral
        É a luz que ilumina um lado do objeto. Desta forma o outro lado do objeto ficará
no escuro. Pode-se iluminar essa área escura mantendo a pessoa ou objeto fotografado
próximo a uma parede clara ou com o uso de um rebatedor.
        Se a distância entre a fonte de luz (flash) e o objeto a ser fotografado for menor
que 2,4 metros, pode-se cobrir o refletor com um lenço ou papel vegetal. Isso reduzirá a
luminosidade produzida pelo flash e suavizará sua luz. O uso de uma luz extra confere
mais detalhes ao lado sombreado da face.


Luz Vertical
        É a luz natural que acontece próximo ao meio-dia quando o sol está bem acima
da cabeça da pessoa. O sol produz sombras indesejáveis sob as sobrancelhas e nariz.
Para corrigí-las use refletores ou mesmo o flash.


Luz Frontal
         Incide sobre o rosto da pessoa produzindo sombras tão desagradáveis como
iluminação vertical. Essa iluminação também poderá fazer com que a pessoa feche os
olhos. A foto saíra melhor se o fotógrafo mudar a cena de posição a fim de que a fonte de
luz ilumine um lado da pessoa.
Luz posterior
          Iluminação que vem por trás da pessoa ou objeto a ser fotografado. Se o sol
estiver muito forte, produzirá uma sombra escura na parte frontal do assunto e o assunto
fotografado aparecerá como uma silhueta. Neste caso o uso de refletor ou flash irá
melhorar a fotografia.
          Se a luz do sol for fraca , produzirá apenas uma sombra leve e agradável sobre a
parte frontal do assunto.
          Para fotografar um assunto que recebe iluminação posterior deve-se usar um
protetor de lente ( parasol ) para proteger a lente da iluminação direta, caso contrário o sol
iluminará diretamente a lente produzindo listas e manchas brilhantes na foto ( flare ).




Cor
       O princípio fundamental da fotografia colorida consiste na possibilidade de se
reproduzir qualquer cor, a partir de uma mistura de apenas três cores primárias “básicas”
–       vermelho            verde              azul




        Através do uso da cor, podemos agregar todo um novo conteúdo às nossas fotos.
Com a cor podemos criar climas ( quente - amarelo, laranja ou frio - azul, violeta),
podemos ainda usar a cor como elemento de composição, podemos isolar elementos na
foto ou destacar cenas com o uso de cores predominantes, bem como mostrar detalhes
que possuam cores diferentes das do resto da cena e até mesmo evocar emoções.
        Entender os pricípios básicos das cores nos ajudará a tornar possível todas as
possiblidades acima, já que existe uma integração e até uma lógica no uso das cores.
        Através da “roda da cores” podemos visualizar melhor a relação que as cores
possuem umas com as outras. As cores adjacentes (vizinhas) se harmonizam e as
complementares (opostas) tendem a contrastar.
Roda das cores
Defeitos comuns na fotografia
Assunto borrado: Qualquer assunto em movimento sairá borrado se fotografado com
velocidade baixa.
Assunto cortado: Enquadramento incorreto durante a tomada resultará em corte de parte
do assunto. Deixe uma pequena margem entre a borda do visor e o assunto, respeitando
a correção de paralaxe.
Assunto tremido: A câmera foi movimentada durante a tomada fotográfica.
Calor: Filme exposto ao calor dará copias sem nitidez e distorção de cores. Não deixe a
câmera ou o filme no porta-luvas do carro, nem exposto ao sol.
Contra-luz: Iluminação vinda de trás do assunto principal poderá reverter em perda de
nitidez frontal. Recomenda-se o uso de iluminação auxiliar frontal.
Cópia amarela: Fotos feitas ao entardecer poderão resultar em cópias amareladas devido
a maior incidência de raios infravermelhos.
Cópia desbotada: Iluminação insuficiente resulta em cópias escuras, sem definição e de
pouco contraste. Para evitar esse tipo de problema ajuste corretamente a velocidade e a
abertura do diafragma. Verifique as condições do fotômetro da câmera e o ajuste para
flash.
Cores alteradas: Se o filme ficar guardado muito tempo ou mal armazenado poderá
resultar em cópias de cores alteradas. Verifique a data de vencimento e garanta as
condições de armazenamento se necessitar guardar o filme antes de usá-lo.
Cor predominante: O uso de filtros inadequados poderá resultar em cópias com
predominância de cor.
Filmes sem imagem: Tampa da lente não removida é um problema comum nas máquina
simples, onde o visor é independente da objetiva. Se o filme foi mal colocado ou a
iluminação for insuficiente, isso poderá fazer com que o filme fique sem imagem.
Fora de foco: Fotos batidas a menos de 1,2 metros (o valor exato depende da marca e
modelo, podendo ser verificado no manual da câmera) da objetiva de foco fixo ficarão fora
de foco. Um erro no ajuste da objetiva de foco variável também resultará em fotos
desfocadas.
Fora de nível: Resulta fotos com enquadramento inclinado em relação às bordas.
Imagens sobrepostas: Avanço irregular do filme na câmera resulta em fotogramas
sobrepostos ou partes do filme sem exposição.
Manchas: Se algum objeto for colocado em frente à objetiva, próximo à câmera, isso
resultará em uma mancha indefinida na foto. Verifique se os dedos ou alça estão longe da
objetiva. Esse é um tipo de erro comum em câmeras simples, onde o visor é
independente da objetiva.
Negativos danificados: Câmeras sujas ou com elementos soltos, amassados ou mal
colocados podem vir a riscar o negativo. Negativo mal armazenado ou mal manuseado
também poderá ser danificado.
Papel protetor colado: Guardar o negativo, com invólucro protetor, em ambiente úmido,
poderá causar a aderência do invólucro ao filme. Guarde seus negativos em ambientes
secos, e envolvidos em plásticos quimicamente neutros.
Sincronismo do flash: Velocidade do obturador inadequada para o uso com flash,
resultará em assunto parcialmente exposto. Leia o manual da câmera para saber qual é a
velocidade correta para sua máquina.
Velatura: Coloque o filme na câmera sempre ao abrigo da luz direta, para evitar exposição
indevida (velatura) do filme. Filme velado é um filme que recebeu luz indevidamente, e por
isso “queimou”.
Ficha técnica
         Fotografar é uma experiência pessoal baseada na prática e na observação.
A pessoa que procura sempre evoluir em seus resultados fotográficos terá maior
facilidade se mantiver um constante registro de todas as fotos que fizer, principalmente
quando se aventurar em experiências novas, para poder comparar o que foi feito com os
resultados obtidos e repetir os acertos ou saber onde pode ter errado.
         Para isto, sugerimos ao aluno que organize, em um caderno, os dados da ficha
técnica sugerida aqui. Cada vez que fotografar, anote na ficha tudo o que estiver fazendo
em cada uma das fotos.

• Tipo de máquina - A marca e o modelo de sua câmera fotográfica. Mesmo que ela
    seja bem simples, é importante registrar qual o tipo que foi utilizada.
• Tipo de filme - O tipo, a marca e a sensibilidade do filme, bem como o número de
    fotos disponivel.
• Númeração das fotos - Anote o numero da foto que você bateu, a partir de uma
    seqüência que inicie em 1. Não é recomendado basear-se no indicador da câmera.
•   Horário - É importante anotar o horário em que foi feita a foto. Conforme a hora, a luz
    é totalmente diferente. Se você fez a foto com flash, anote o tipo e a potência do
    mesmo. É importante indicar se a foto foi feita sob o sol, em dia nublado ou à sombra,
    pois a luz é muito diferente.
•   Diafragma - Se a sua maquina tem regulagem manual da abertura do diafragma,
    anote sempre a abertura usada.
•   Velocidade - Se a sua maquina possui regulagem de velocidade do obturador, anote
    sempre a velocidade usada.
•   Objetivas - Anote a marca e a distância focal da objetiva que usou.
•   Observações - Aqui é anotado tudo o que você considera importante ser lembrado
    no futuro, como por exemplo o local onde fotografou, os efeitos especiais utilizados,
    etc.
TIPO DE MÁQUINA_________________________________________________
TIPO DE FILME____________________________________________________


Nº Hora Diafragma Velocidade   Lente       Observações




Referências Bibliográficas
BUSSELE, Michael. Tudo sobre fotografia. 4ª ed.. São Paulo: Livraria Pioneira Editora,
1988.
OLIVEIRA JR., Antônio Ribeiro de. Manual de fotografia – Módulo 2. Rio de Janeiro:
Senac, 1993.
ADAMS, Ansel. The camera – The Ansel Adams Photography Series 1 . United
States: Little, Brown and Company, 1983.
LANGFORD, Michael.         Aprendizado da fotografia – Iniciação. Lisboa: Editora
Presença, 1979.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
Mauricio Mallet Duprat
 
História do cinema
História do cinemaHistória do cinema
História do cinema
paulo_batista
 
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do RoteiroAnimação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
profealbattaiola
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
cattonia
 
Módulo 2 - Fotografia
Módulo 2 - FotografiaMódulo 2 - Fotografia
ISO, Diafragma e Obturador
ISO, Diafragma e Obturador ISO, Diafragma e Obturador
ISO, Diafragma e Obturador
Clara Ferreira
 
Planos e ângulos
Planos e ângulosPlanos e ângulos
Planos e ângulos
Marcio Duarte
 
Direção de Arte e Fotografia no Cinema
Direção de Arte e Fotografia no CinemaDireção de Arte e Fotografia no Cinema
Direção de Arte e Fotografia no Cinema
Mauricio Mallet Duprat
 
Fotografia de A a Z - Aula 01
Fotografia de A a Z - Aula 01Fotografia de A a Z - Aula 01
Fotografia de A a Z - Aula 01
João Leopoldo Padoveze
 
Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual
Vinícius Souza
 
Fotografia de rua
Fotografia de ruaFotografia de rua
Fotografia de rua
Cid Costa Neto
 
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Mauricio Mallet Duprat
 
Técnicas fotográficas
Técnicas fotográficasTécnicas fotográficas
Técnicas fotográficas
Marcio Duarte
 
Mini Curso de Fotografia - Aula 1
Mini Curso de Fotografia - Aula 1Mini Curso de Fotografia - Aula 1
Mini Curso de Fotografia - Aula 1
Thiago Araujo
 
Luz e Composição Fotográfica
Luz e Composição FotográficaLuz e Composição Fotográfica
Luz e Composição Fotográfica
Cid Costa Neto
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
Celoy Mascarello
 
A máquina fotográfica
A máquina fotográficaA máquina fotográfica
A máquina fotográfica
Gilvandenys Leite Sales
 
A HistóRia Da Fotografia
A HistóRia Da FotografiaA HistóRia Da Fotografia
A HistóRia Da Fotografia
Victor Marinho
 
Fotografia produção
Fotografia   produçãoFotografia   produção
Fotografia produção
Júlio Rocha
 
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdfPRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
UNIP. Universidade Paulista
 

Mais procurados (20)

Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 1 (Planos e enquadramentos)
 
História do cinema
História do cinemaHistória do cinema
História do cinema
 
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do RoteiroAnimação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
Animação 1 - Roteiro (4) Decupagem e Formatacao do Roteiro
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
 
Módulo 2 - Fotografia
Módulo 2 - FotografiaMódulo 2 - Fotografia
Módulo 2 - Fotografia
 
ISO, Diafragma e Obturador
ISO, Diafragma e Obturador ISO, Diafragma e Obturador
ISO, Diafragma e Obturador
 
Planos e ângulos
Planos e ângulosPlanos e ângulos
Planos e ângulos
 
Direção de Arte e Fotografia no Cinema
Direção de Arte e Fotografia no CinemaDireção de Arte e Fotografia no Cinema
Direção de Arte e Fotografia no Cinema
 
Fotografia de A a Z - Aula 01
Fotografia de A a Z - Aula 01Fotografia de A a Z - Aula 01
Fotografia de A a Z - Aula 01
 
Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual Introdução ao Audiovisual
Introdução ao Audiovisual
 
Fotografia de rua
Fotografia de ruaFotografia de rua
Fotografia de rua
 
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
Elementos narrativos do cinema - Parte 2 (Ângulos e Efeitos Psicológicos)
 
Técnicas fotográficas
Técnicas fotográficasTécnicas fotográficas
Técnicas fotográficas
 
Mini Curso de Fotografia - Aula 1
Mini Curso de Fotografia - Aula 1Mini Curso de Fotografia - Aula 1
Mini Curso de Fotografia - Aula 1
 
Luz e Composição Fotográfica
Luz e Composição FotográficaLuz e Composição Fotográfica
Luz e Composição Fotográfica
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
 
A máquina fotográfica
A máquina fotográficaA máquina fotográfica
A máquina fotográfica
 
A HistóRia Da Fotografia
A HistóRia Da FotografiaA HistóRia Da Fotografia
A HistóRia Da Fotografia
 
Fotografia produção
Fotografia   produçãoFotografia   produção
Fotografia produção
 
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdfPRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
PRODUÇÃO AUDIOVISUAL Processos de produção audiovisual pdf
 

Destaque

Fotografia composição enquadramento
Fotografia composição enquadramentoFotografia composição enquadramento
Fotografia composição enquadramento
victormlcosta
 
Aula 02 - Curso Fotografia Básica
Aula 02 - Curso Fotografia BásicaAula 02 - Curso Fotografia Básica
Aula 02 - Curso Fotografia Básica
tiago.ufc
 
Apostila curso básico de fotografia
Apostila   curso básico de fotografiaApostila   curso básico de fotografia
Apostila curso básico de fotografia
Raquel Salcedo Gomes
 
Clinica medica protocolo completo
Clinica medica   protocolo completoClinica medica   protocolo completo
Clinica medica protocolo completo
Keila Santos
 
LDB - 9394/96
LDB - 9394/96LDB - 9394/96
LDB - 9394/96
Marcelo Assis
 
Mulheres da biblia
Mulheres da bibliaMulheres da biblia
Mulheres da biblia
Fabiano Fernandes Paulino
 
Mini Curso de Fotografia
Mini Curso de FotografiaMini Curso de Fotografia
Mini Curso de Fotografia
Guilherme Ribeiro
 
LiderançA & GestãO De Equipes 1º Passo Como Ser LíDer
LiderançA & GestãO De Equipes   1º Passo   Como Ser LíDerLiderançA & GestãO De Equipes   1º Passo   Como Ser LíDer
LiderançA & GestãO De Equipes 1º Passo Como Ser LíDer
Carlos Silva
 
AprersentaçãO 5 S
AprersentaçãO 5 SAprersentaçãO 5 S
AprersentaçãO 5 S
guestb15f10
 
Apostila CEFET - Instalações Elétricas
Apostila CEFET - Instalações ElétricasApostila CEFET - Instalações Elétricas
Apostila CEFET - Instalações Elétricas
Fermi Xalegre
 
ApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO AutismoApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO Autismo
Genilson Costa e Silva
 
Manual Nikon D3100 em Português
Manual Nikon D3100 em PortuguêsManual Nikon D3100 em Português
Manual Nikon D3100 em Português
lojadafotografia
 
Projeto pronto
Projeto prontoProjeto pronto
Projeto pronto
Construtoa LEAL FERREIRA
 
O que cabe no meu mundo
O que cabe no meu mundoO que cabe no meu mundo
O que cabe no meu mundo
Bartira Tomazini
 
MODELOS de Briefing - by André Félix
MODELOS de Briefing - by André FélixMODELOS de Briefing - by André Félix
MODELOS de Briefing - by André Félix
Neca Boullosa
 
Construindo sua casa passo a-passo
Construindo sua casa passo a-passoConstruindo sua casa passo a-passo
Construindo sua casa passo a-passo
nx_own
 
Apostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
Apostila Para as 40 aulas de Educação ReligiosaApostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
Apostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
elias pereira
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas
Lurdes Augusto
 
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º anoSimulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Silvânia Silveira
 

Destaque (19)

Fotografia composição enquadramento
Fotografia composição enquadramentoFotografia composição enquadramento
Fotografia composição enquadramento
 
Aula 02 - Curso Fotografia Básica
Aula 02 - Curso Fotografia BásicaAula 02 - Curso Fotografia Básica
Aula 02 - Curso Fotografia Básica
 
Apostila curso básico de fotografia
Apostila   curso básico de fotografiaApostila   curso básico de fotografia
Apostila curso básico de fotografia
 
Clinica medica protocolo completo
Clinica medica   protocolo completoClinica medica   protocolo completo
Clinica medica protocolo completo
 
LDB - 9394/96
LDB - 9394/96LDB - 9394/96
LDB - 9394/96
 
Mulheres da biblia
Mulheres da bibliaMulheres da biblia
Mulheres da biblia
 
Mini Curso de Fotografia
Mini Curso de FotografiaMini Curso de Fotografia
Mini Curso de Fotografia
 
LiderançA & GestãO De Equipes 1º Passo Como Ser LíDer
LiderançA & GestãO De Equipes   1º Passo   Como Ser LíDerLiderançA & GestãO De Equipes   1º Passo   Como Ser LíDer
LiderançA & GestãO De Equipes 1º Passo Como Ser LíDer
 
AprersentaçãO 5 S
AprersentaçãO 5 SAprersentaçãO 5 S
AprersentaçãO 5 S
 
Apostila CEFET - Instalações Elétricas
Apostila CEFET - Instalações ElétricasApostila CEFET - Instalações Elétricas
Apostila CEFET - Instalações Elétricas
 
ApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO AutismoApresentaçãO Autismo
ApresentaçãO Autismo
 
Manual Nikon D3100 em Português
Manual Nikon D3100 em PortuguêsManual Nikon D3100 em Português
Manual Nikon D3100 em Português
 
Projeto pronto
Projeto prontoProjeto pronto
Projeto pronto
 
O que cabe no meu mundo
O que cabe no meu mundoO que cabe no meu mundo
O que cabe no meu mundo
 
MODELOS de Briefing - by André Félix
MODELOS de Briefing - by André FélixMODELOS de Briefing - by André Félix
MODELOS de Briefing - by André Félix
 
Construindo sua casa passo a-passo
Construindo sua casa passo a-passoConstruindo sua casa passo a-passo
Construindo sua casa passo a-passo
 
Apostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
Apostila Para as 40 aulas de Educação ReligiosaApostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
Apostila Para as 40 aulas de Educação Religiosa
 
Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas Análise de Os Lusíadas
Análise de Os Lusíadas
 
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º anoSimulado com descritores PROEB português 5º ano
Simulado com descritores PROEB português 5º ano
 

Semelhante a Apostila de Fotografia (Senac)

Curso em fotografia_do_senac
Curso em fotografia_do_senacCurso em fotografia_do_senac
Curso em fotografia_do_senac
DanielBaptista40
 
Curso foto senac
Curso foto senacCurso foto senac
Curso foto senac
Fred Mesquita
 
Curso básico de fotografia última
Curso básico de fotografia   últimaCurso básico de fotografia   última
Curso básico de fotografia última
lopesmhs
 
A fotografia
A fotografiaA fotografia
A fotografia
respirito
 
Retratos da real beleza
Retratos da real belezaRetratos da real beleza
Retratos da real beleza
Andre Luis Moretto
 
Tcc retratos da real beleza
Tcc retratos da real belezaTcc retratos da real beleza
Tcc retratos da real beleza
Andre Luis Moretto
 
Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0
Franbfk
 
Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0
Franbfk
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
António Garrido
 
Curso fotografia e historia 2013
Curso fotografia e historia 2013Curso fotografia e historia 2013
Curso fotografia e historia 2013
Maria Isaltina Santana
 
Torraca; diego autorretrato surrealista
Torraca; diego   autorretrato surrealistaTorraca; diego   autorretrato surrealista
Torraca; diego autorretrato surrealista
Acervo_DAC
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
Raquel Benaion
 
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5  Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
Biblioteca Central Da Udesc
 
Introducao teoria-literatura
Introducao teoria-literaturaIntroducao teoria-literatura
Introducao teoria-literatura
LUCIANA OLIVEIRA NASCIMENTO
 
óptica(microscópio)
óptica(microscópio)óptica(microscópio)
óptica(microscópio)
Larissa Silva
 
ANDRE_UFPR_TCC.pdf
ANDRE_UFPR_TCC.pdfANDRE_UFPR_TCC.pdf
ANDRE_UFPR_TCC.pdf
AndrCamargo46
 
bASQUETE.docx
bASQUETE.docxbASQUETE.docx
bASQUETE.docx
EvandroMonteiro23
 
Apostila openoffice impress
Apostila openoffice impressApostila openoffice impress
Apostila openoffice impress
Luciana
 
Arte - Fotografia e Cinema.docx
Arte - Fotografia e Cinema.docxArte - Fotografia e Cinema.docx
Arte - Fotografia e Cinema.docx
FabricioAugustoBasto
 
modulo-29-reflexao-da-luz.pdf
modulo-29-reflexao-da-luz.pdfmodulo-29-reflexao-da-luz.pdf
modulo-29-reflexao-da-luz.pdf
lauraazevedo27
 

Semelhante a Apostila de Fotografia (Senac) (20)

Curso em fotografia_do_senac
Curso em fotografia_do_senacCurso em fotografia_do_senac
Curso em fotografia_do_senac
 
Curso foto senac
Curso foto senacCurso foto senac
Curso foto senac
 
Curso básico de fotografia última
Curso básico de fotografia   últimaCurso básico de fotografia   última
Curso básico de fotografia última
 
A fotografia
A fotografiaA fotografia
A fotografia
 
Retratos da real beleza
Retratos da real belezaRetratos da real beleza
Retratos da real beleza
 
Tcc retratos da real beleza
Tcc retratos da real belezaTcc retratos da real beleza
Tcc retratos da real beleza
 
Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0
 
Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0Manual geogebra 3.0
Manual geogebra 3.0
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
 
Curso fotografia e historia 2013
Curso fotografia e historia 2013Curso fotografia e historia 2013
Curso fotografia e historia 2013
 
Torraca; diego autorretrato surrealista
Torraca; diego   autorretrato surrealistaTorraca; diego   autorretrato surrealista
Torraca; diego autorretrato surrealista
 
Fotografia
FotografiaFotografia
Fotografia
 
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5  Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
Manual Trabalhos Acadêmicos - Formato A5
 
Introducao teoria-literatura
Introducao teoria-literaturaIntroducao teoria-literatura
Introducao teoria-literatura
 
óptica(microscópio)
óptica(microscópio)óptica(microscópio)
óptica(microscópio)
 
ANDRE_UFPR_TCC.pdf
ANDRE_UFPR_TCC.pdfANDRE_UFPR_TCC.pdf
ANDRE_UFPR_TCC.pdf
 
bASQUETE.docx
bASQUETE.docxbASQUETE.docx
bASQUETE.docx
 
Apostila openoffice impress
Apostila openoffice impressApostila openoffice impress
Apostila openoffice impress
 
Arte - Fotografia e Cinema.docx
Arte - Fotografia e Cinema.docxArte - Fotografia e Cinema.docx
Arte - Fotografia e Cinema.docx
 
modulo-29-reflexao-da-luz.pdf
modulo-29-reflexao-da-luz.pdfmodulo-29-reflexao-da-luz.pdf
modulo-29-reflexao-da-luz.pdf
 

Apostila de Fotografia (Senac)

  • 1. Curso de Fotografia Edição 01 – Julho/04
  • 2. Apresentação Esta apostila tem o objetivo de proporcionar ao estudante um conhecimento básico sobre a fotografia. Nela estão inclusos o funcionamento dos diferentes tipos de câmeras fotográficas, seus acessórios, noções sobre os diversos tipos de filmes, composição e enquadramento. Este é somente o passo inicial para aqueles que querem fazer do ato de fotograr uma profissão. A fotografia é um tema fascinante e complexo e que exigirá do aluno dedicação, aprendizado e pesquisa durante toda a sua futura carreira.
  • 3. Sumário APRESENTAÇÃO...................................................................................................................................3 SUMÁRIO................................................................................................................................................ 4 UM PEQUENO HISTÓRICO DA FOTOGRAFIA............................................................................. 6 VALE A PENA CONHECER..............................................................................................................................9 VISUALIZAÇÃO...................................................................................................................................10 A CÂMERA FOTOGRÁFICA.............................................................................................................13 OS DIVERSOS TIPOS DE CÂMERAS FOTOGRÁFICAS............................................................................................ 13 Câmeras simples.............................................................................................................................. 13 Câmeras automáticas...................................................................................................................... 14 Câmeras ajustáveis ou manuais...................................................................................................... 15 COMPONENTES DA CÂMERA FOTOGRÁFICA..........................................................................16 CORPO DA CÂMERA................................................................................................................................... 16 DIAFRAGMA.............................................................................................................................................16 Profundidade de campo................................................................................................................... 17 OBTURADOR............................................................................................................................................ 18 Combinação velocidade-abertura................................................................................................... 21 DISPARADOR............................................................................................................................................21 INDICADOR DE SENSIBILIDADE DO FILME....................................................................................................... 22 VISOR.....................................................................................................................................................23 CONTADOR DE EXPOSIÇÕES.........................................................................................................................23 MECANISMO DE TRANSPORTE DO FILME........................................................................................................ 23 FOTÔMETRO.............................................................................................................................................23 OBJETIVAS...............................................................................................................................................25 Tipos de objetivas............................................................................................................................ 26 Tubo de extensão:............................................................................................................................ 29 Fole de extensão:............................................................................................................................. 29 OUTROS TIPOS DE CÂMERAS........................................................................................................ 31 CÂMERAS DE GRANDE FORMATO ..............................................................................................32 O FILME.................................................................................................................................................34 SUB-EXPOSIÇÃO........................................................................................................................................35 SUPER-EXPOSIÇÃO.....................................................................................................................................35 FLASH.................................................................................................................................................... 36 Flash eletrônico embutido............................................................................................................... 36 Flash descartável.............................................................................................................................37 Flash manual................................................................................................................................... 37 Flash eletrônico controlado por fotocélula..................................................................................... 37 Números-guia.................................................................................................................................. 38 Manuseios e cuidados......................................................................................................................38 Flash fora da câmera.......................................................................................................................38 Flash rebatido..................................................................................................................................38 Flash com luz do dia........................................................................................................................39 Ação na hora de fotografar............................................................................................................. 39
  • 4. ACESSÓRIOS........................................................................................................................................ 41 TRIPÉ......................................................................................................................................................41 MOTOR DRIVE.......................................................................................................................................... 41 FILTROS.................................................................................................................................................. 42 Tipos básicos de filtros.................................................................................................................... 42 PRINCÍPIOS DA COMPOSIÇÃO FOTOGRÁFICA....................................................................... 43 ENQUADRAMENTO.....................................................................................................................................49 LUZ..........................................................................................................................................................50 LUZ LATERAL.......................................................................................................................................... 50 LUZ VERTICAL.........................................................................................................................................50 LUZ FRONTAL..........................................................................................................................................50 LUZ POSTERIOR........................................................................................................................................ 51 DEFEITOS COMUNS NA FOTOGRAFIA........................................................................................53 FICHA TÉCNICA................................................................................................................................. 55
  • 5. Um pequeno histórico da fotografia No século XVI inovações e descobertas no campo da física e da química possibilitaram o surgimento de diversos inventos científicos. No ano de 1556, por exemplo, o alquimista Fabrício verificou que o cloreto de prata enegrecia quando exposto à ação da luz, um dos princípios básicos da construção da imagem fotográfica. O mais antigo desenho conhecido de uma câmera escura construída data de 1544 e foi feito pelo médico e matemático holandês Reinerws Gemma Fristus. Este engenho se destinava à observação de eclipses solares sem que houvesse riscos para os olhos. Tal câmera consistia em um pequeno orifício na parede externa de um quarto escuro. Os raios solares atravessavam este orifício e projetavam uma imagem invertida em uma tela colocada na parede oposta à do orifício. Câmera escura Em 1560, J.B. Porta aperfeiçoou em Nápolis a câmera escura colocando nela uma lente bi-convexa, o que melhorou a qualidade da imagem. Em 1604 o cientista italiano Angelo Sala observou o escurecimento de um composto de prata provocado pela exposição do mesmo ao Sol. O problema da época consistia em interromper tal reação, de forma que a imagem não desaparecesse pelo enegrecimento total do composto de prata. Em 1725 Johan Heinrich Schultze, professor de medicina da Universidade de Aryolf, na Alemanha, observa o enegrecimento do nitrato de prata em contato com a luz. Após algumas experiências certifica-se de que o processo poderia gravar imagens. Em 1777 o sueco Schelle descobriu que o cloreto de prata ativado pela luz é insolúvel no amoníaco. Com isso passou a ser possível dissolver o cloreto de prata não exposto à luz, fazendo com que somente permanecesse sobre a chapa a parte sensibilizada. Em 1780 o francês Charles conseguiu obter imagens sobre um papel branco impregnado de cloreto de prata. Em 1802 o inglês Wedgwood utilizou azoto de prata para obter desenhos brancos sobre um fundo escuro.
  • 6. Em 1813 o francês Joseph Niecéphore Niepce, inventor do litógrafo, pesquisando um método automático de copiar desenhos a traço nas pedras de litografia, desenvolveu o processo de “Heliogravura” (do grego hélios = sol e do francês gravura = gravura). Joseph Niecéphore Niepce Em 1822 Niepce colocou suas chapas de vidro revestidas por um verniz de asfalto dentro de uma câmera escura e apontou a lente através da janela do sótão de sua casa em direção ao pátio externo. Niepce deixou a objetiva aberta por cerca de 8 horas. A imagem foi fixada na chapa através de uma mistura de óleos. Em 1826 Niepce conseguiu obter aquela que é considerada a primeira verdadeira fotografia, ou seja, a primeira imagem inalterável produzida pela ação da luz. Apesar disso o processo heliográfico de Niepce era inadequado para as reproduções comuns. Em 1820 o francês Louís-Jacques Mandé Daguerre, associado ao pintor Bouton, passou a utilizar a câmera escura para obter quadros. Louís-Jacques Mandé Daguerre Em 1827 Niépce recebeu uma carta de Daguerre que lhe relatava seu interesse em gravar imagens. Anos mais tarde Niépce e Daguerre passaram a trocar correspondências sobre seus trabalhos. Em 1829 tornaram-se sócios, mas continuam trabalhando em separado e relatando suas experiências por carta. Niépce faleceu em 1833. Daguerre prosseguiu suas experiências e em 7 de janeiro de 1839, já satisfeito com seu novo processo fotográfico, dispôs-se a anunciá-lo à Academia Francesa de Ciência, que passou a chamá-lo de Daguerreótipo.
  • 7. Somente em agosto de 1839, depois que a autenticidade de seus retratos foi posta em dúvida, é que ele revelou que o composto usado era iodeto de prata, mais eficaz que os compostos usados por Schulze e Wedgwood. Nos Daguerreótipos as imagens eram fixadas de maneira permanente. Estes compostos químicos são atualmente conhecidos como tiossulfato de sódio. Daguerre vendeu sua invenção ao governo francês, recebendo en troca uma pensão vitalícia de 6 mil francos. O daguerreótipo era uma peça única de cobre banhada com sais de prata tratada com vapores de iodo e revelada com mercúrio aquecido. Para tornar a imagem inalterável bastava submergí-la em uma solução aquecida de sal de cozinha. O tempo de exposição para obter os primeiros daguerreótipos variava entre 15 e 30 minutos. Este tempo foi reduzido drasticamente depois que o húngaro Josef Petzval fabricou, em 1830, uma lente dupla (acromática), bem mais clara que as utilizadas até então. Entretanto a daguerreotipia ainda não era o processo definitivo, pois através dela obtia-se apenas um positivo, ou seja, uma única fotografia. Por volta de 1835 o inglês William Henry Fox Talbot obteve as primeiras fotografias em negativo. Mas ele levou cerca de 5 anos para descobrir que, utilizando iodeto de prata, o tempo de exposição se reduziria para menos de 1 minuto. Seu processo passou a ser conhecido como Calótipo e mais tarde, Talbótipo. As linhas não eram bem definidas o que tornava os detalhes apagados e enevoados. O calótipo passou a ser usado mais para reproduzir imagens de arquitetura, paisagens e naturezas mortas. Em 1851 Frederick Scott Archer inventa o processo de colódio úmido, também chamado de Chapa Úmida. Quando fotografado em boas condições de luz em estúdio, obtinha-se negativos ricos em detalhes e textura, o que permitia a obtenção de muitas cópias. Entre seus usos estavam os retratos de políticos e atores. Mas seus exemplos mais famosos são as fotografias tiradas por Roger Fenton durante a Guerra da Criméia e por Mathew Brady na Guerra de Secessão Norte Americana. A popularização deste processo foi a responsável pela morte do daguerreótipo. Com o surgimento da fotografia surge também uma nova profissão: o fotógrafo. Casas especializadas em instrumentos óticos e laboratórios especializados em químicos usados para as revelações fotográficas também começaram a aparecer. Em 1853 10 mil americanos produziram 3 milhões de fotografias. Em 1856 a Universidade de Londres incluiu a fotografia no seu currículo. Em 1861 surge a celulose e com ela o filme flexível. Gaudin produziu as primeiras emulsões gelatinosas. Em 1869 surge a primeira fotografia colorida. Em 1871 Richard Leach Maddox produziu a primeira chapa manipulável usando gelatina para fixar o bormeto de prata sobre a base de vidro ou de celulose. Com isso já não era mais necessário untar as chapas antes da exposição ou revelá-las imediatamente após a fotografia ser tirada. Esse foi um passo importante para a popularização da fotografia. Em 1880 McKellen patenteou a primeira máquina fotográfica reflex, na qual o espelho deslocava-se automaticamente durante a exposição, ligado a um obturador de cortina. Em 1881 George Eastman funda a Eastman Dry Plate Company. Em 1888 esta empresa lança a Kodak, primeira câmera fotográfica portátil com filme de rolo. Em 1922 surge o Ektachrome, primeiro filme colorido lançado pela Kodak. Em 1925 é lançada a câmera Leica, precursora das câmeras 35mm. Em 1936 é lançado o Kodachrome 35mm. Em 1949 surge a Polaroid para fotografias em preto e branco, máquina que produz fotos instantâneas. Em 1963 surge a Polaroid colorida.
  • 8. Vale a pena conhecer Segundo Henri Cartier-Bresson, mago da fotografia preto e branco e do flagrante, “fotografar é colocar numa mesma mira, a cabeça, o olho e o coração”. “É uma maneira de gritar, de se liberar, e não de aprovar ou afirmar a sua própria originalidade”. É em suma, uma maneira de viver. David Hamilton considera a composição e a iluminação aspectos secundários. Para ele o importante é captar a poesia presente no momento em que ele fotografa. Hamilton sempre preferiu usar trechos de poemas para divulgar seus trabalhos ao invés de dados técnicos. Brian Seed, fotógrafo norte-americano, iniciou sua carreira trabalhando na Editora Time-Life. Atualmente produz audiovisuais com fins educativos para diversas escolas. Kenneth Griffths não é considerado um fotógrafo convencional. Ele utiliza uma câmera de estúdio, fabricada a mão pela Gandolfi Brothers, de Londres. Suas fotos são sempre tiradas com exposição longa e pequenas aberturas na objetiva. Adam Woolfitt prefere as paisagens e arquiteturas com pouca iluminação. Tessa Traeger é especialista em naturezas mortas com equilíbrio nas cores. Por sua vez Ernest Haas, hoje considerado um mestre da fotografia colorida, afirma: “A fotografia é uma transformação e não uma reprodução do mundo.” O brasileiro Sebastião Salgado é considerado atualmente o maior fotógrafo de temas sociais. Trabalhando sempre em preto e branco com máquinas Leica e filme TRI-X 400, ele está há anos registrando a migração de populações devido a motivos políticos e sociais. Este economista que começou a fotografar quando fazia seu doutorado em Paris, também já registrou as lutas pela terra e o mundo do trabalho. Salgado também já foi diretor da Magnum, importante agência de fotografia criada por Cartier-Bresson. Klaus Mitteldorf, brasileiro, prefere explorar a cor. Ele tem muitos trabalhos em revistas como Playboy e Vogue. Mitteldorf morou anos na Alemanha, onde realizou trabalhos com saturação de cores. A catarinense Lair Leone Bernardoni evoca em suas fotografias atmosferas oníricas. Ela possui um controle muito bom sobre o uso de filtros e luz natural. Ansel Adams, considerado o mestre da fotografia de natureza em preto e branco, tinha na reprodução precisa dos detalhes a sua mais forte característica. Extremamente técnico, Adams criou o “Sistema de Zonas”, onde a previsualização da imagem e o seu resultado ampliado em papel acontecia antes mesmo do click final.
  • 9. Visualização O termo visualização se refere a todo o processo emocional-mental da criação de uma foto, e como tal, é um dos mais importantes conceitos da fotografia. Ele inclui a habilidade de antecipar uma imagem ampliada antes mesmo de se realizar a exposição. No processo criativo isto tudo pode ser ensinado e praticado. Porém, os domínios da visão pessoal e do insight , o olhar criativo do individuo, estes já não podem ser ensinados, somente reconhecidos e encorajados. A fotografia envolve uma série de processos mecânicos, óticos e químicos que se localizam exatamente entre o objeto e a fotografia deste objeto. Cada etapa do processo nos deixa um pouco mais distantes do objeto e mais próximos da fotografia do objeto propriamente dita. Mesmo a mais realista das fotos não é a mesma coisa que o objeto real, somente sua representação, separados pelas variadas influências do sistema fotográfico. O fotógrafo até pode escolher e dar mais ênfase, ou não, a estas separações da realidade, mas ele não pode eliminá-las completamente. O processo fotográfico se inicia com o sistema câmera/lente/obturador, que vê de uma forma semelhante, mas não idêntica, ao olho humano. A câmera, por exemplo, não se concentra no centro do seu campo de visão como o olho faz, mas vê tudo com igual claridade. O olho varre o objeto para incluí-lo totalmente, enquanto a câmera registra o todo de forma fixa. Depois temos o filme, que possui uma sensibilidade que é somente uma fração daquela que o olho possui. Entender este processo, sua capacidade e seus limites é a tarefa do estudante e do fotógrafo na busca do controle total sobre a criação e qualidade da imagem final. Se falharmos na compreensão deste sistema ou optarmos pelo controle automático do processo, estaremos permitindo que o sistema dite os resultados, ao invés de possuírmos o comando para elaborar os nossos próprios resultados.
  • 10. A câmera fotográfica basica De forma bem simples, qualquer câmera fotográfica é um instrumento de fazer imagens em uma superfície. Este modo de produzir imagens já era conhecido há séculos e baseou-se no princípio ótico da câmera escura. Como o nome indica, câmera escura é um compartimento à prova de luz. Pode ser um cômodo da casa, uma caixa qualquer ou mesmo uma lata. O principal é que esta câmera escura seja totalmente fechada e não deixe entrar luz. Toda câmera escura necessita que em uma de suas faces haja um pequeno orifício. Por este orifício a luz penetrará e formará na face oposta a este furo a imagem do que estiver do lado de fora da câmera escura. Observe que no princípio ótico da câmera escura ocorre um curioso fenômeno: A imagem se forma invertida. Isto se deve ao fato de que a luz caminha em linha reta. Ao passar pelo orifício, os raios continuam percorrendo a trajetória anterior. Assim os rais de luz que se dirigem do objeto para baixo, atravessam o orifício e continuam descendo até atingirem a parte inferior da parede oposta ao orifício; inversamente, os raios de luz de baixo alcançam a parte superior da mesma parede, produzindo uma imagem invertida. As câmeras fotográficas não são nada mais que câmeras escuras, que no lugar do orifício possuem uma lente e diafragma por onde passa a luz e na face oposta um material sensível à luz: o filme. Este é o princípio de todas as câmeras fotográficas atuais, desde as mais simples até as mais modernas. A diferença entre elas está na sofisticação e eficiência com que
  • 11. realizam este trabalho, que é sempre o mesmo: Fazer com que a luz, controlada, atinja o filme e produza um imagem.
  • 12. A câmera fotográfica A câmera fotográfica é hoje um objeto comum utilizado tanto por hobby quanto para trabalho. Isto faz com que existam diversos tipos de equipamentos, cada um voltado para uma aplicação específica. Existem câmeras descartáveis que vêm com o filme lacrado, automáticas para uso cotidiano, impermeáveis para fotografia dentro d´água, digitais, profissionais, câmeras para fotografia panorâmica, entre outras. Você não precisa conhecer a fundo cada um destes equipamentos, mas deve saber quais existem para poder escolher o mais adequado à cada aplicação específica. Também é muito importante que você conheça os componentes das câmeras fotográficas, que serão iguais ou bastante semelhantes mesmo nos modelos diferentes. Conhecendo estes componentes você terá boas chances de conseguir trabalhar com um equipamento que nunca viu antes e tirar o melhor proveito dele. É muito importante conhecer as limitações de cada câmera, seja ela simples, automática ou manual, para que se possa obter boas fotos. Os diversos tipos de câmeras fotográficas Didaticamente, podemos classificar as câmeras fotográficas em: - simples - automáticas - ajustáveis ou manuais Câmeras simples O que caracteriza uma câmera simples é o fato de que praticamente não possui controles. Nela o foco é fixo, ou seja, tudo o que estiver a mais de 1,20 metros de distância estará em foco. O visor na maioria das vezes é direto, não através da lente, o que significa que aquilo que estamos vendo pode não ser exatamente o que está sendo registrado no filme. Ela também não possui controles de abertura do diafragma e velocidade, sendo que somente podemos escolher se a foto será tirada sob o sol, dia
  • 13. nublado ou com uso de flash. Geralmente também não podemos selecionar o tipo de filme utilizado. Quando muito, algumas permitem escolher entre ASA 100 ou 400. Possuem a vantagem de serem mais leves, compactas e baratas. Recomendações para o uso de uma câmera simples: a) Segurar a câmera com firmeza. A câmera simples tem baixa velocidade do obturador, geralmente 1/60 para dias nublados e 1/125 para dias com sol. Por isso é necessário segurá-la com firmeza para que a foto não saia tremida. Em dias nublados procure um ponto de apoio, seja fixando os braços bem junto ao corpo ou colocando a câmera em um suporte fixo. b) Manter a distância correta. A lente da câmera simples é pré-ajustada para perfeita focalização a partir de 1.20m. Assim, mantenha essa distância mínima do assunto a ser fotografado, pois distâncias menores resultarão em fotos fora de foco. c) Enquadrar o assunto com perfeição. Procure através do visor fazer o enquadramento do assunto a ser fotografado. Se estiver fotografando uma pessoa, coloque-a em destaque no quadro, mantendo uma margem de segurança acima e abaixo, para evitar cortes de partes do corpo. d) Observar as condições de luz. Deve-se observar as condições de luz antes de cada exposição e ajustar a câmera para sol ou nublado. O período compreendido entre duas horas após o nascer do sol e duas horas antes do pôr-do-sol é o mais indicado para tirar fotos. Usar flash dentro de casa, pois as câmeras simples não produzem fotos com luz ambiente muito fraca, a menos que permita utilizar filmes mais sensíveis, como de ASA 400. Fotos contra o sol e na sombra não devem ser tiradas com câmeras simples, mas se forem necessárias, use o flash. Câmeras automáticas Estas câmeras tem este nome porque possuem uma fotocélula que regula automaticamente a abertura do diafragma ou a velocidade do obturador ou ambos, porém alguns modelos podem oferecer também o controle manual de abertura e velocidade. As câmeras automáticas possuem maior versatilidade que as câmeras simples, embora tenham limitações que impedem sua utilização sob determinadas condições de luz. Deve-se ter os mesmos cuidados indicados para o uso de uma câmera simples:
  • 14. − Segurar corretamente e com firmeza − Manter a distância correta. Alguns modelos de câmeras automáticas permitem a focalização a partir de 90 centímetros. − Enquadrar com perfeição, sem esquecer uma margem de segurança acima e abaixo do quadro, para evitar cortes da cabeça ou dos pés − Observar as condições de luz As câmeras automáticas em geral tem um indicador que avisa quando há pouca luz para fotografar. Nestes casos é necessário o uso do flash, que em muitas câmeras é acionado automaticamente toda vez que a máquina percebe que o ambiente está escuro. As fotos contra a luz ou em ambientes com luz e sombra devem ser evitadas, pois a fotocélula não consegue fazer uma leitura correta quando há no mesmo quadro cenas com muitas luz e cenas com pouca luz. Para se fotografar dentro de casa na maioria das vezes é necessário o uso do flash. As câmeras automáticas podem possuir visor direto, como grande parte das simples ou serem mono-reflex (visão através da lente - SLR) como na maioria das câmeras manuais. Câmeras ajustáveis ou manuais Este tipo de equipamento é comumente utilizado por aqueles que desejam ter um controle maior sobre o resultado de suas fotografias. Geralmente elas são do tipo reflex, ou seja, a imagem que vemos no visor é exatamente aquela que será impressa no negativo, pois esta passa através da lente. Existem dois tipos de câmeras reflex: as mono-reflex (SLR – Single Lens Reflex) e as bi-reflex (TLR – Two Lens Reflex). Câmera mono-reflex Por serem de ajuste manual, estas câmeras possibilitam que se dê efeitos às fotografias tais como desfocar o fundo, tirar fotos sem flash em ambientes internos ou com pouca iluminação, utilizar diversas fontes de luz sincronizadas, fazer múltiplas exposições sobre um único fotograma e muitos outros recursos. Além de todas estas vantagens, as câmeras SLR permitem ainda a troca das objetivas, possibilitando assim a criação de um sistema fotográfico mais completo e versátil, onde o fotógrafo pode contar com o uso de variadas lentes, desde grande angulares até teleobjetivas.
  • 15. Componentes da câmera fotográfica Existem componentes básicos que todas as câmera fotográficas, não importa se simples, automáticas ou manuais, possuem. Por exemplo, todas as câmeras tem objetiva e diafragma. Conhecendo estes componentes você terá um melhor domínio do equipamento, independente da marca ou modelo. Corpo da câmera Podemos dizer que tudo o que não é objetiva ou acessório faz parte do corpo da câmera. Nele estão o porta-filme, a cortina (obturador), o visor, todos os encaixes (para objetivas, flash e cabos) e os controles de velocidade do obturador, disparador, timer ou temporizador, abertura do compartimento do filme, escolha da sensibilidade do filme, etc. É comum fotógrafos profissionais que carregam em suas bolsas dois ou mais corpos para a eventualidade de ocorrerem problemas elétricos ou mecânicos em um deles. Nestes casos todos os corpos geralmente possuem o mesmo encaixe de lentes, ou seja, todos eles aceitam as mesmas objetivas e com isso o fotógrafo não precisa carregar também dois ou três conjuntos de objetivas. Diafragma
  • 16. É um mecanismo existente no interior da objetiva que possibilita controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme. Quanto mais aberto estiver o diafragma mais luz chegará até o filme. Os valores de abertura do diafragma são determinados por uma escala que tem relação direta com o diâmetro da abertura da objetiva e que podem ser: f/1.2 – f/1.4 – f/2 – f/2.8 – f/4 – f/5.6 – f/8 – f/11 – f/16 – f/22 – f/32 Quanto maior o número do diafragma (f/32, por exemplo) mais fechado ele está e consequentemente menos luz atingirá o filme. Quanto menor o número do diafragma (f/1.2, por exemplo) mais aberto ele estará e consequentemente mais luz atingirá o filme. Na gíria fotográfica chama-se “abrir um ponto” à passagem de uma abertura menor para uma maior, como por exemplo de f/11 para f/8. O contrário, ou seja, passar de uma abertura maior para uma maior é considerado como “fechar um ponto”. O controle da abertura do diafragma pode ser feito através de um anel situado na própria objetiva ou de um controle no corpo das câmeras mais modernas. Cada valor de abertura deixa entrar na câmera o dobro de luz da abertura seguinte. Por exemplo, com abertura f/2.8 chegará ao filme o dobro de intensidade luminosa da abertura f/4, que por sua vez permitirá que o filme receba o dobro de luz da abertura f/5.6, e assim por diante. É importante observar que estamos considerando a velocidade do obturador inalterada para todas estas variações de abertura do diafragma. É comum que o maior abertura da objetiva não pertença a esta escala, como por exemplo f/3.5, mas os demais valores serão os padronizados. A luminosidade de uma objetiva depende de diversos fatores, como diâmetro da objetiva, qualidade e quantidade das lentes usadas e distância focal da objetiva. Quanto maior o diâmetro, mais luz o filme poderá receber. Isso é utilizado para melhorar a qualidade de objetivas de grande distância focal. Quanto maior a distância focal, maior a distância entre a câmera e o objeto, e consequentemente menor a quantidade de luz daquele objeto que o filme irá receber. Quanto mais elementos (lentes) uma objetiva possuir, mais escura ela será. Isso é facilmente constatado quando comparamos objetivas zoom com objetivas fixas. As fixas são mais claras porque possuem menos lentes na sua construção. Para compensar isso utiliza-se lentes de maior qualidade (mais claras) ou maior diâmetro da objetiva. Profundidade de campo Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura do diafragma controla também a profundidade de campo, ou seja, a extensão da região nítida (em foco) quando se tira uma fotografia.
  • 17. Como podemos observar na ilustração anterior, quanto maior a abertura do diafragma, menor a profundidade de campo, e quanto menor a abertura do diafragma maior é a profundidade de campo. Algumas objetivas possuem gravado em seu corpo um anel de profundidade de campo. Através desta escala poderemos saber qual a extensão da área em foco para uma determinada abertura. Outro fator que também define a profundidade de campo é a distância entre a câmera e o objeto a ser fotografado. Quanto menor essa distância, menor é a profundidade de campo. Além da abertura do diafragma e da distância entre câmera e objeto, a profundidade de campo também depende da distância focal da objetiva. Considerando uma mesma abertura do diafragma e uma mesma distância câmera-objeto, objetivas de grande distância focal (por exemplo 300mm) terão profundidade de campo menor que objetivas de pequena distância focal (50mm por exemplo). Obturador
  • 18. Obturador de plano focal É uma cortina localizada entre a objetiva e o filme, cuja função é controlar o tempo de penetração de luz na câmera. Quando o obturador está fechado o filme não está recebendo luz, quando ele se abre o filme é atingido pela luz. As velocidades do obturador são geralmente de 1, 2, 4, 8, 15, 30, 60, 125, 250, 500, 1000, 2000 ou B. Máquinas mais modernas possuem velocidades até 8000. Cada velocidade permite que o filme receba o dobro de luz da velocidade posterior. Isso significa que com a velocidade 1000 o filme recebe o dobro de luz recebida na velocidade 2000, que na velocidade 500 ele recebe o dobro da luz recebida na velocidade 1000, e assim por diante. Quando a velocidade do obturador é indicada por um valor numérico, por exemplo 125, isso significa que o tempo de exposição do filme à luz é de 1/125 segundos. Assim a velocidade 1 permite a penetração de luz por 1 segundo, a velocidade 2 a meio segundo e assim por diante. Quanto menor for o número mais lenta é a velocidade e mais luz atinge o filme. Se a velocidade é lenta e o motivo estiver em movimento, a fotografia sairá “borrada”, ou seja, haverá o registro do movimento na fotografia. © Mauro Goulart Velocidade baixa Com uma velocidade rápida do obturador haverá o congelamento de qualquer movimento.
  • 19. © Mauro Goulart Velocidade alta Com velocidades abaixo de 60, ou 30 para aqueles que não tem mão firme, recomenda-se o uso de tripé para que a foto não saia tremida. E lembre-se: mesmo que a foto não pareça tremida em uma ampliação 10x15, quando quisermos ampliá-la mais esses pequenos e quase imperceptíveis movimentos durante a exposição podem fazer a fotografia perder a nitidez , parecendo borrada ou fora de foco. Por isso, se planejar fazer cópias em tamanho grande de suas fotografias, nunca utilize velocidades baixas ou se o fizer, utilize o tripé. Formas de apoio da câmera • 1, 2, 4, 8, 15 - Velocidades Lentas • 30, 60, 125 - Velocidade Média • 250, 500, 1000 - Velocidades Altas A velocidade B (bulb) significa que a cortina do obturador permanecerá aberta pelo tempo em que o fotógrafo estiver pressionando o botão disparador. Algumas máquinas possuem velocidade T (time), ou seja, pressiona-se uma vez o disparador para abrir o obturador e outra vez para fechá-lo. Este recurso é muito útil em exposições
  • 20. longas, de forma a evitar que se tenha de ficar pressionando o botão do disparador por muito tempo. Para fotos em B é recomendável o uso do cabo disparador, o que evita o contato direto com a máquina e elimina possíveis tremidas do equipamento. Velocidades B ou T geralmente são usadas para fotografias noturnas, pôr-do-sol ou então quando se quer registrar movimento. Existem dois tipos básicos de obturador: o central e o de plano focal. Obturador central O obturador central, também conhecido como concêntrico ou entre-lentes, é montado dentro da objetiva. Seu funcionamento é parecido com o do diafragma. Ele não permite velocidades muitos altas, geralmente não ultrapassando 500, mas aceita a sincronização com o flash em qualquer velocidade. Por estar montado no interior da objetiva, torna-as mais caras, mais pesadas e impossibilita a retirada da objetiva quando a câmera estiver com filme, no caso desta não possuir o espelho do prisma, como nas câmeras de grande formato. O obturador de plano focal é montado na câmera, funcionando como uma cortina que se abre e fecha. Por estarem no corpo da máquina eles permitem que se troque de objetiva quando a câmera estiver com filme, mas reduzem a sincronização com o flash a apenas algumas baixas velocidades, geralmente 60 ou 125. Eles podem ser de cortina (que são os mais comuns) ou metálicos (os mais modernos e velozes). Eles são utilizados quase que exclusivamente em câmeras SLR. Combinação velocidade-abertura Exposição é a combinação entre uma abertura do diafragma com uma velocidade do obturador, ou seja, é a relação entre a quantidade de luz e o tempo que esta quantidade de luz irá atuar sobre o filme. Nos exemplos abaixo será utilizado um filme Kodak ISO 100 e estarão indicadas a abertura do diafragma e a velocidade do obturador necessárias. Partindo das indicações, pode-se variar as regulagens para diversas situações. Por exemplo: em dia de sol, diafragma F/11, velocidade 1/125. Se mudar a abertura do diafragma para F/8, vai entrar o dobro de luz. Se mantiver a velocidade 1/125 a fotografia ficará superexposta. Assim, para que a fotografia saia correta é preciso compensar o excesso de entrada de luz com a mudança da velocidade do obturador para 1/250. Disparador É o botão utilizado para tirar a fotografia. Nas câmeras que possuem fotômetro, geralmente uma pequena pressão sobre este botão irá provocar o aparecimento e funcionamento do medidor de luminosidade (fotômetro). Quando for utilizado tripé, geralmente é no disparador que se encaixará o cabo para disparo manual.
  • 21. Cabos disparadores Indicador de sensibilidade do filme Existem dois padrões internacionais de indicação da sensibilidade de um filme fotográfico: ISO (International Standard Organization) e DIN (Deutsche Industrie Norm). O padrão DIN é praticamente ignorado no Brasil. Aqui o padrão corrente é o ISO, que indica a sensibilidade do filme por um número ASA (American Standards Association). Quanto maior a ASA de um filme mais sensível à luz este filme será. Isto significa que podemos utilizar filmes de ASA alta, por exemplo 1000 ou 1600 para fotografar cenas com pouca luz, como interiores, penumbras e shows. A desvantagem é que quanto mais sensível o filme maior o tamanho do seu grão. Chamamos de “grão” as partículas que compõe o filme. Se observarmos um negativo preto e branco contra a luz, iremos observar áreas transparentes de onde foram retirados todos os grão e áreas pretas e cinzas onde ainda existem grãos do filme. Ao contrário do que parece, estas áreas pretas e cinzas não são contínuas, mas formadas por pequenas partículas muito próximas. Estas partículas são os “grãos”. Entretanto, os grãos somente ficarão visíveis ao ampliarmos a fotografia. Dependendo da ampliação desejada a granulação poderá impossibilitar o reconhecimento dos detalhes ou então poderá dar um toque artístico à fotografia. O tamanho do grão também irá depender do tipo do revelador utilizado e do tempo de revelação empregado. Chamamos de filmes “lentos” aqueles de ASA baixa, menos sensíveis à luz, utilizados quando se deseja ampliações em grande formato ou de ótima qualidade e também quando se dispõe de bastante luminosidade para realizar a fotografia. Os filmes “rápidos” são aqueles de ASA alta, mais sensíveis à luz, utilizados em fotografias onde há pouca luz ou onde se deseja congelar assuntos em movimento rápido, como corridas de automóveis e outros esportes. Nas câmeras simples geralmente não há ajuste para sensibilidade do filme, o que significa que devemos sempre utilizar filme ASA 100. Quando muito, há a possibilidade de se escolher entre ASA 100 ou 400. Nas câmeras automáticas a leitura da ASA do filme é feita por um dispositivo conhecido como DX, que lê um código de barras impresso na lateral da bobina do filme, indicando automaticamente à câmera que filme está sendo utilizado. Nas máquinas que utilizam este sistema, deve-se tomar cuidado com o uso de filme rebobinados. Nas máquinas de ajuste manual e em algumas automáticas, a seleção da sensibilidade do filme é feita através de um botão onde geralmente se escolhe ASA entre 25 a 3200.
  • 22. Visor O visor permite ao fotógrafo ver aquilo que será incluido na fotografia. Através dele se observa, seleciona e enquadra o assunto. Lembre-se de que o ângulo abrangido pela lente da câmera é diferente do ângulo de visão de seus olhos. Portanto a câmera vai registrar a cena um pouco diferente da que você vê sem a câmera. Em câmeras simples, o visor é independente da objetiva, ou seja, existem duas aberturas separadas na câmera: uma para o filme “enxergar” a cena e outra para nós observarmos a mesma cena. Entretanto existe uma pequena diferença de posicionamento (distância) entre estas duas aberturas. Isso significa que aquilo que vemos não é exatamente o que será registrado no filme. Esta diferença é conhecida como “erro de paralaxe”. Devemos tomar cuidado principalmente nas fotografias onde estivermos mais próximos do assunto a ser fotografado. O erro de paralaxe pode ser o responsável pelo corte de algumas partes do assunto (cabeças, pernas, etc). As câmeras com duas objetivas (TLR) tem uma lente superior que é usada para o enquadramento e uma lente inferior usada para sensibilizar o filme. Neste tipo de câmera também deve-se tomar bastante cuidado com o erro de paralaxe. As câmeras Reflex de uma só objetiva, ou SLR, são mais práticas, pois a imagem que vemos no visor passa através da própria objetiva. Em razão disso as câmeras reflex mostram através do visor o assunto exatamente como vai sair na foto, pois não existe erro de paralaxe. Nelas, o ideal é que antes de pressionar o disparador o fotógrafo observe as quatro bordas do visor para verificar se o enquadramento está adequado. Contador de exposições É uma escala que indica quantas fotos já foram feitas (em algumas câmeras, quantas fotos faltam serem batidas) no filme. É muito útil para sabermos quanto do filme já foi utilizado ou para podermos tirar e reinserir um filme na câmera. Mecanismo de transporte do filme Toda câmera possui um mecanismo que mantêm o filme na posição correta e permite movimentá-lo para a próxima exposição. Em alguns modelos esse mecanismo permite também realizarmos múltiplas exposições sobre o mesmo fotograma. Um defeito nesse mecanismo pode acarretar sobre-exposição indesejada de fotos ou fotogramas sem exposição. É muito importante o encaixe correto do filme no mecanismo de transporte, pois um filme mal colocado pode escapar. Isso resultará na perda de todas as fotos, pois se o filme não “roda”, nenhuma foto será realmente feita. Fotômetro O fotômetro ou exposímetro é um aparelho utilizado para medir a intensidade da luz no ambiente (luz geral) ou em um determinado assunto (luz direcionada). Através dele podemos saber quais são as combinações velocidade/abertura adequadas para a
  • 23. ocasião. Alguns fotógrafos mais experientes usam a sua “sensibilidade” (leia-se adivinhação) para ajustar velocidade e abertura. Esse procedimento tem muito mais chances de funcionar com filmes preto e branco, que possuem uma latitude maior. Latitude é a tolerância de um filme à variações na luz recebida. Os filmes coloridos, e principalmente os slides, possuem uma pequena latitude, ou seja, são pouco tolerantes às variações de luminosidade e por isso precisam receber a quantidade de luz correta. A maioria das câmeras SLR já vem equipadas com fotômetros que podem ser lidos dentro do visor quando se está focalizando o assunto desejado. Para câmeras sem fotômetro ou para leituras mais precisas, utiliza-se fotômetros externos ou de mão. Com eles podemos realizar a leitura diretamente sobre o assunto ou objeto desejado. Fotômetro digital Fotômetro analógico Devemos entretanto, tomar certos cuidados com a leitura indicada pelo fotômetro. Um fotômetro pode ser enganado, dependendo para onde o estamos apontando. Por exemplo, se formos fotografar uma pessoa sob uma árvore em um dia de sol e céu aberto, é provável que a fotometragem baseie-se na luz do céu e não na luz refletida da pessoa. O resultado é que a pessoa ficará numa área escura. É também comum que o usuário desconheça a forma de funcionamento do fotômetro da sua máquina. Existem três tipos diferentes de mecanismo de leitura da luz que poderão nos dar respostas diferentes de acordo com o assunto fotometrado: leitura média sobre quase toda a área da foto, leitura parcial e leitura pontual. Nos fotômetros de leitura média, três células fotossensíveis realizam a medição de luz sobre praticamente toda a área da fotografia. Este tipo de leitura pode induzir a erros,
  • 24. principalmente se o tema principal ocupar apenas uma parte do quadro e o espaço restante for muito mais claro ou escuro. Nos fotômetros de leitura parcial, existe uma superposição das duas células fotossensíveis, de forma que o centro da objetiva possui uma influência muito maior na leitura. Neste tipo de fotômetro é importante que, para realizar a leitura, coloquemos o assunto principal no centro da objetiva. Nos fotômetros por leitura pontual no centro da objetiva apenas uma célula fotossensível realiza a leitura, exatamente no centro da objetiva. Portanto, ele irá registrar a luminosidade apenas de uma pequena área (em geral de 2 a 3% da imagem), que deve ser o assunto principal. Pode-se também utilizar várias leituras pontuais de diversas partes da cena para comparar os diferentes níveis de luminosidade e fazer uma média do total. Objetivas A objetiva é uma espécie de “funil” para os raios de luz. Ela os orienta de forma a convergerem para o fotograma. Sem a objetiva a luz atingiria o filme de forma difusa, irregular e não teríamos imagens de qualidade. As objetivas possuem dois tipos de regulagem: o foco e a abertura do diafragma. As primeiras câmeras possuiam uma abertura fixa do diafragma, o que limitava seu uso a dias de sol. Este problema foi contornado usando-se pequenas chapas metálicas com dois orifícios de diâmetro diferentes, um para os dias de sol (abertura pequena) e outro para os dias nublados (abertura maior), semelhante ao sistema utilizado pelas câmeras simples atuais. Hoje as câmeras são dotadas de diafragmas com lâminas de aço sobrepostas que permitem selecionar as mais diferentes aberturas para as diversas condições de luz.
  • 25. As aberturas são indicadas pelos números "F" (Factor), conforme estudamos no ítem “Diafragma”. Quanto menor o valor disponível de abertura do diafragma, mais clara é a objetiva, porque mais luz pode atingir o filme. Este é, em geral, um indicador da qualidade da objetiva. Além de controlar a quantidade de luz que irá atingir o filme, a abertura do diafragma também controla a profundidade de campo, conforme já estudamos. Através da objetiva também temos o controle sobre o foco da imagem. A focalização determina se os objetos aparecerão nítidos ou desfocados na foto. Para acertar o foco ajusta-se a lente de modo a formar uma imagem nítida do objeto no fotograma. Ao girar o botão do foco as lentes da objetiva aproximam-se ou afastam-se do filme, ajustando a convergência da imagem sobre o fotograma. Manter o foco no infinito, como por exemplo nas fotos de paisagens, exige uma pequena distância entre lente e filme. Manter o foco em um objeto próximo, como por exemplo um rosto numa foto em close, exige uma distância maior entre lente e filme. As vezes é difícil sabermos se uma foto está bem focalizada. É comum ficarmos em dúvida principalmente no ajuste fino. Para nos auxiliar existe um dispositivo que está disponível em diversas objetivas, mas que poucos fotógrafos conhecem pelo nome: o telêmetro. Existem diversos tipos de telêmetros, mas básicamente eles são uma espécie de alvo no centro da objetiva, que mostra ao usuário quando a imagem está focada. Imagem fora de foco Imagem em foco Outro componente comum em todas as objetivas é a rosca frontal, que serve para encaixarmos a tampa de proteção e filtros. Olhando a objetiva frontalmente, além da rosca poderemos ler algumas informações sobre a objetiva. Ali temos o nome do fabricante, a distância focal (ex: 24mm), a abertura máxima (ex: 1:2.8) e o diâmetro da objetiva (ex: Ø 52mm). Tipos de objetivas
  • 26. Milimetragem e ângulo de visão das objetivas Grande angular: Provoca o afastamento da imagem, principalmente nas borda, reduz seu tamanho mas aumenta o ângulo de visão. Suas distâncias focais mais comuns são 6, 8, 15, 24, 28 e 35mm. A parte central da imagem parecerá mais próxima da câmera. Existe ainda a lente grande angular especial de 180 graus, conhecida como olho de peixe. A lente grande angular é útil por abranger um ângulo maior. Entretanto ela deforma os objetos o que limita o seu uso em retratos. O rosto sofrerá uma distorção que altera as feições da pessoa fotografada. A maior deformação se dará nas bordas da imagem. Normal:
  • 27. A lente ou objetiva normal é aquela cuja distância focal corresponde a medida da diagonal do negativo. As câmeras que utilizam filme 135mm teriam uma distância focal normal de 43mm. Os fabricantes, no entanto, consideram normais a lentes de 45, 50 ou 55. As mais usadas são as de 50mm. A objetiva normal tem o ângulo de visão semelhante ao do olho humano e são geralmente mais claras, leves e baratas. Teleobjetiva: É a lente que possui uma distância focal maior que a objetiva normal. As mais usadas são as de distância focal de 80, 100, 200, 300, 600 e 1200mm. A função da teleobjetiva é aumentar o tamanho da imagem no negativo. Ela aproxima a imagem do objeto, aumentando seu tamanho e reduzindo o ângulo de visão. O maior cuidado que se deve ter ao usar uma teleobjetiva é manter a câmera firme. Geralmente se utiliza tripé e velocidades mais altas para fotos com objetivas acima de 300mm. São as lentes mais escuras, caras e pesadas. Objetiva Macro: A objetiva macro é uma lente para fotos de assuntos pequenos como flores, insetos, reproduções de fotografias ou ilustrações, etc.
  • 28. A macro-objetiva possibilita a reprodução de 1 por 1, ou seja, a imagem será reproduzida no filme no seu tamanho real por permitir que o fotógrafo se aproxime bastante do objeto a ser fotografado sem que a imagem perca o foco. É comum encontrarmos no mercado objetivas normais, grande-angulares ou teleobjetivas com macro. Isso significa que, além do uso normal destas objetivas, elas também podem ser utilizadas para fotografar objetos pequenos, porém em geral elas não permitem a reprodução 1:1, limitando-se a 1:2 ou 1:4 . Zoom: É um tipo especial de objetiva que pode ser ajustada para diferentes distâncias focais. Com isso podemos substituir várias objetivas por uma só. Sua desvantagem está na memor luminosidade e no seu peso, geralmente superior quando comparadas à uma objetiva de distância focal única. Como exemplos de objetivas zoom podemos citar a 28-70mm, a 70-210mm, a 75-300mm e assim por diante. Tubo de extensão: De forma idêntica às macro-objetivas, os tubos de extensão são acessórios utilizados para fotos de assuntos pequenos à curta distância. Eles são adaptados entre o corpo da câmera e a objetiva. Pode-se encaixar um único tubo ou uma série deles. Quanto maior a extensão maior será a imagem obtida. Entretanto, há um limite a partir do qual a imagem começa a perder a qualidade. Tubos de extensão Fole de extensão: Tem a mesma finalidade dos tubos de extensão só que é mais versátil, preciso e prático. É dotado de um sistema de sanfona que permite ajustar o tamanho da extensão. Nos tubos isso é feito acrescentando ou retirando um tubo. Desta forma os foles, além de tornarem-se mais práticos, possuem distâncias intermediárias impossíveis para os tubos de tamanho fixo. Da mesma forma que os tubos, o fole é adaptado entre o corpo da câmera e a objetiva. Sua única desvantagem é o preço, maior que o dos tubos.
  • 30. Outros tipos de câmeras Existem ainda outros tipos de formato de câmeras definidas de acordo com o tamanho do filme que utilizam. Câmeras de médio formato O termo médio formato é amplamente utilizado para definir as câmeras de formato maior que 35mm, mas menores que o formato 4x5 polegadas. Tais câmeras podem ser do tamanho 6x4,5, 6x6, 6x7, 6x8 e 6x9cm. Tanto no uso como no tamanho, as câmeras de médio formato representam um comprometimento entre a rapidez de operação das câmeras 35mm e as estáticas e totalmente controladas câmeras de grande formato. Quase todas as câmeras de médio formato hoje utilizam os filmes em rolo do tamanho 120 ou 220. Estes filmes podme gerar entre 8 e 16 posses por rolo, dependendo da câmera e da área da imagem que esta oferece. Por ser maior em área, o filme 120 é o preferido pelos profissionais, principalmente de estúdio, por oferecer uma melhor qualidade de imagem do que o filme de 35mm, já que necessita uma ampliação final menor.
  • 31. Câmeras de grande formato As câmeras de grande formato são de difícil manuseio e mais pesadas do que as câmeras 35mm e de médio formato e quase sempre exigem o uso de um tripé. Mas elas também oferecem uma série de vantagens para o fotógrafo que está buscando total controle de perspectiva e uma melhor qualidade de imagem. Estas câmeras utilizam um filme de área maior, em geral chapas de 4x5, 5x7, 8x10 e 11x14 polegadas. Estas devem ser carregadas uma a uma em adaptadores especiais e expostas e reveladas individualmente. O controle total da posição da lente e do plano do filme são de indiscutível valor para o controle da perspectiva e correção das distorções que possam ocorrer. Também a possibilidade de revelar cada chapa individualmente tem grande apelo para os fotógrafos de estúdio e artistas que buscam a melhor qualidade de imagem possível. Câmeras digitais Com o recente crescimento da tecnologia digital, a fotografia foi presenteada com o surgimento das câmeras digitais. Ainda em crescente desenvolvimento, as câmeras digitais ocupam cada vez mais seu espaço na preferência dos fotógrafos, tanto amadores quanto profissionais.
  • 32. Ainda com preços excessivamente altos, as câmeras digitais top de linha oferecem uma série de vantagens ao fotógrafo que busca agilidade, rapidez e controle na produção de suas imagens. Muito questionada pelos fotógrafos mais tradicionais, é indiscutível que o surgimento da fotografia digital de alta qualidade vai colocar o filme tradicional em um plano secundário num futuro muito próximo. A economia no gasto com filme, revelação e ampliação, rapidez na vizualização dos resultados e o não uso de químicos poluidores, aumentaram ainda mais a popularidade da fotografia digital nos últimos anos. Por ser uma tecnologia recente e em constante evolução, uma desvantagem do digital é que os equipamentos estão se tornando obsoletos muito rapidamente. O padrão de qualidade de 3 megapixels, que era extremamente alto ano passado, hoje já é o standart das câmeras amadoras mais baratas. E não há dúvidas de que este processo continuará e até crescerá mais rapidamente com o passar dos anos, o que colocará os fotógrafos em constante estado de atualização e investimento pelo equipamento mais recente e de melhor tecnologia.
  • 33. O filme Para melhor utilizarmos os filmes devemos entender as partes que o compõe. Básicamente, todos filmes são compostos de substâncias químicas sensíveis à luz fixadas com o auxílio de uma gelatina sobre uma base rígida ou flexível. A camada do filme que contém os produtos químicos sensíveis à luz (sais de prata) misturados em gelatina é chamada de emulsão. Estes sais de prata, também conhecidos como grãos, tem sua estrutura básica modificada quanto são atingidos pela luz. Esta mudança porém, não é visível a olho nú. Quando revelamos um filme o que estamos fazendo é transformar os sais de prata atingidos pela luz em prata metálica pura que possui a cor preta. Os sais não atingidos pela luz são simplesmente eliminados. Após a revelação o que resta sobre a base do filme são os grãos pretos de prata que formam a imagem em negativo. A base utilizada atualmente para os filmes é o acetato de celulose, por ser flexível, pouco inflamável e bastante resistente. Após vários estudos concluiu-se que o melhor material para unir os produtos químicos à base de acetado é a gelatina de origem animal por ser transparente, incolor, porosa e não perder a consistência na água. Atualmente existem nos filmes uma camada chamada “anti-véu” ou “anti-halo” colocada sob a base de acetato. Véu ou halo são uma espécie de dupla imagem ou fantasma que se forma próximo à imagem original. A camada anti-halo evita que a luz que atravessa o filme se refletida por qualquer razão dentro da câmera escura e sensibilize os sais de prata, o que causaria perda de nitidez na imagem. Existem nas lojas especializadas filmes em formatos e sensibilidades diferentes. Além disso, dependendo do tipo de fotografia que desejamos fazer, podemos utilizar filmes preto e branco ou coloridos, ou ainda negativos ou positivos. O filme em positivo também é conhecido como slide ou cromo. Os quatro formatos mais comuns de filmes são: • Cartucho – 110 ou 126 mm • Bobina - 135mm • Rolo - 120mm ou 6 x 6cm • Chapa - 10,7 x 12,6cm A sensibilidade do filme conforme vimos anteriormente, é indicada por um número ASA. Quanto maior esse número, mais sensível (ou mais rápido) é o filme e vice- versa. O filme “comum” é o ASA 100. O filme em negativo apresenta a imagem invertida. Em filmes preto e branco o que é claro aparece escuro e o que é escuro aparece claro. Nos filmes coloridos há uma inversão das cores, aparecendo a cor complementar. Por exemplo, o que é verde aparece vermelho, o que é amarelo aparece azul, etc. No filme positivo a imagem é fiel à original, própria para projeção ou impressão gráfica. De maneira idêntica aos negativos os filmes positivos podem ser coloridos ou preto e branco. Os filmes preto e branco podem ser ortocromáticos ou pancromáticos. Os ortocromáticos são sensíveis a todas as cores, menos ao vermelho. Este é um tipo de filme de auto contraste, bastante usado para a confecção de fotolitos ou para fotografias
  • 34. em alto contraste. Os filmes pancromáticos são sensíveis a todas as cores, produzindo diversas tonalidades de cinza entre o preto e o branco. Dependendo do tipo de luz para a qual foram projetados, os filmes coloridos poderão ser daylight ou tungstênio. Os filmes daylight ou para a luz do dia, são balanceados para luz natural. Eles contém em sua emulsão excesso de amarelo para compensar o azul natural. Os filmes de tungstênio são balanceados para luz artificial. Eles contém em sua emulsão excesso de azul para combinar com o amarelo da luz artificial. Como quaisquer produtos químicos, os filmes tem vida útil limitada e indicada na embalagem. Todos filmes devem ser guardados em lugar seco, longe do calor e de muita claridade. O ideal é que filmes fotográficos sejam guardados a uma temperatura média de 8ºC, sendo deixados durante 24 horas em temperatura ambiente antes de serem utilizados. Na hora de colocar ou tirar o filme da máquina procure um local com pouca luz para evitar manchas de véu devido a luz intensa do sol. Sub-exposição Condição que se nota quando o filme é atingido por pouca luz, resultando negativos claros e cópias escuras. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando o fotômetro está estragado ou quando o flash não funciona. Super-exposição Ocorre quando o filme é atingido por muita luz resultando negativos escuros e cópias claras. Um erro comum que causa super-exposição é colocarmos na máquina um filme ASA400 e a regularmos para ASA100. Como um filme 400 precisa de menos luz que o 100, ocorrerá super-exposição.
  • 35. Flash Flash eletrônico portátil Flash de estúdio Quando não há luz suficiente para fotografar a única saída é usar um flash. É importante conhecermos e testarmos o flash que vamos utilizar antes de qualquer trabalho importante, pois os flashes tem potências diferentes e podem dar resultados diferentes dependendo das condições de uso. Existem vários tipos de flashs ou luzes auxiliares, cada uma para um uso específico. Após bater uma foto o flash leva algum tempo até ficar pronto para a próxima foto devido ao tempo de recarga. A lâmpada-piloto acenderá quando o flash estiver carregado. Quando a lâmpada-piloto demorar muito para acender, troque as pilhas ou recarregue a bateria. Use sempre pilhas alcalinas novas ou de pouco uso e não se esqueça de retirá- las do equipamento quando este não estiver sendo usado. Flash eletrônico embutido O tipo de flash mais popular com câmeras 35mm é o eletrônico portátil, por ser barato e bastante simples de manusear. Para obter boas fotos com câmeras que tenham flash embutido confira se a sensibilidade do filme está corretamente marcada e mantenha o motivo a ser fotografado a uma distância entre 1 e 3 metros da câmera. Todos os flahs eletrônicos possuem o mesmo princípio de funcionamento: uma descarga elétrica de tensão elevada é dada em um tubo de vidro cheio de gás raro (xenônio geralmente), produzindo luz intensa. Para gerar essa tensão elevada é que os flashs eletrônicos utilizam condensadores. O tempo de carregamento do condensador é que vai produzir a demora entre uma foto e outra. Quanto mais fortes estiverem as pilhas, mais rapidamente o condensador será carregado, liberando o flash para a foto seguinte.
  • 36. Flash descartável Existem flashs que servem apenas para uma única foto. Ele acende-se uma única vez através de uma pequena espoleta detonada pela abertura do obturador. É um tipo de flash utilizado em câmeras simples que não possuem iluminação embutida ou então em câmeras descartáveis. Os flashs descartáveis possuem um filamento de magnésio ou de alumínio que inflama-se muito rapidamente produzindo iluminação intensa, mas estão fora de linha e obsoletos. Flash manual Os flash mais baratos ou mais antigos usam sempre a máxima potência para cada disparo. Para obter fotografias com exposição correta é necessário regular a câmera uma vez que a velocidade sempre será a mesma (conforme manual de instruções da câmera, em geral 60 ou 125) e você terá de regular a abertura do diafragma manualmente. A leitura da abertura correta é feita em uma tabela que geralmente está no corpo do próprio flash e varia de acordo com a distância flash-objeto e com a ASA do filme. As câmeras sem flash embutido tem uma sapata para o encaixe do flash. Colocando um flash com contatos elétricos na sapata todas as conexões elétricas necessárias são feitas automaticamente. Câmeras ou flashes mais antigos podem não ter estes contatos. Neste caso o flash deve ser ligado à câmera por meio de um cabo. Se houver mais de uma entrada para flash na câmera escolha aquela que estiver marcada com um "X", pois as demais são para flash de lâmpadas. Eis um caso típico explicado passo a passo: − Conecte o flash à câmera. Se a sapata não tiver contatos ligue o flash à câmera através de um cabo. − Marque na tabela de cálculo do próprio flash a ASA do filme que estiver usando. − Regule a câmera com velocidade do obturador indicada para flash. − Ligue o flash. − Focalize o motivo. − Verifique a distância entre o flash e o objeto a ser fotografado. − Marque a distância na tabela de cálculo do flash para saber a abertura do diafragma necessária. − Regule a abertura do diafragma. − Bata a foto. Flash eletrônico controlado por fotocélula Os flash eletrônicos mais recentes são comandados por células fotossensíveis que medem a luz refletida do objeto que se quer iluminar. Inicialmente indica-se ao flash a ASA do filme. De acordo com a sensibilidade do filme se utilizará uma determinada abertura do diafragma. A fotocélula do flash controla o tempo de abertura do obturador da máquina e o tempo de duração da luz do flash. Quando a fotocélula registrar que já recebeu a quantidade de luz suficiente para aquela ASA e abertura do diafragma, comandará o fechamento do obturador e apagará o flash. Nos casos onde o flash não tem controle sobre a velocidade do obturador este controlará somente o tempo de duração da luz. Não há necessidade de indicar a distância flash-objeto.
  • 37. Um flash comandado por fotocélula tanto pode vir embutido na câmera quanto ser independente, acoplável à máquina ou de suporte manual. Números-guia A proliferação dos sistemas automáticos de flash quase apagou da memória uma fórmula que era usada para calcular a regulagem do diafragma quando se usa flash. Ela pode ser muito útil num aperto. Se você souber o número-guia para a combinação flash/filme que estiver usando e a distância entre o flash e o objeto a ser fotografado, é fácil calcular a abertura. Basta dividir o numero guia pela distância. O resultado será a abertura do diafragma ou um número próximo dela. Ex.: Se o número-guia da combinação flash/filme é 25 e a distância flash-motivo é 3 metros. 25 ÷ 3 = 8,33 - utilizaremos abertura F/8 Manuseios e cuidados Os piores inimigos de um flash eletrônico são as pilhas velhas e o uso esporádico. Procure tirar as pilhas e guardá-las em local arejado e fresco, o que aumenta a vida útil das pilhas e protege o flash contra eventuais vasamentos. Nunca é demais lembrar que o líquido que vasa das pilhas é altamente corrosivo e consequentemente destrói contatos e componentes eletrônicos. Nos modelos que utilizam baterias recarregáveis é importante utilizar o flash todos os meses. Retire as pilhas do flash quando ele estiver com carga total nos capacitores para proteger o flash enquanto estiver guardado. Antes de usá-lo novamente coloque as pilhas no flash e prepare o capacitor disparando o flash manualmente várias vezes. Pilhas fracas podem diminuir a vida útil do seu flash. Flash fora da câmera Afastar o flash da câmera pode ser favorável porque desta forma a iluminação produz sombras que dão uma impressão tridimensional. Ao tirar o flash da câmera anula-se o automatismo de um sistema conjugado. Se necessário, calcule a exposição pelo método manual. A maioria dos flash manuais podem ser usados, mas é preciso que se use cabo de extensão PC para ligar o flash a câmera. Não esqueça de que a abertura do diafragma é determinada pela distância flash/motivo. Flash rebatido Uma boa maneira de melhorar a qualidade da fotografia realizada com flash é rebatê-lo em um teto ou parede próximas ao motivo ou ainda, utilizar um cartão branco preso à cabeça do flash. Para que possamos rebater a luz é necessário que o flash tenha a cabeça inclinável ou que possamos utilizá-lo na mão (separado da câmera). A luz indireta (rebatida) é mais suave e muitas vezes pode criar uma sensação de volume através das sombras mais suaves que proporciona. Escolha uma parede ou teto de tons claros, a cor da superfície será rebatida e refletirá no objeto fotografado. A parede é preferível pois não produzirá sombras sobre os olhos das
  • 38. pessoas. Calcule a distância que a luz percorrerá do flash à parede e daí ao modelo, esta será a distância total percorrida pela luz do flash. Avalie o diafragma e se necessário abra mais um ou dois pontos, pois a luz do flash rebatida perde intensidade dependendo da superfície do rebatedor e da distância deste para o objeto. Isto é determinado mais pela experiência do fotógrafo do que por uma regra fixa. Flash com luz do dia Uma forma de reduzir o contraste entre áreas de luz solar intensa e áreas de sombra é “preencher” estas sombras com a luz de um flash eletrônico. O objetivo é acrescentar um pouco de luz em um motivo iluminado pela frente, pelo lado, por trás ou até mesmo que esteja na sombra. É necessário tomar cuidado, para evitar que um excesso de luz do flash deixe a fotografia com um aspecto artificial. As recomendações a seguir poderão auxiliá-lo: − Regule a velocidade da câmera para aquela recomendada para uso de flash − Indique na tabela de cálculo do flash que você está usando um filme duas ou três vezes mais sensível que o que realmente está na câmera. Por exemplo, se estiver usando um ASA 100, indique 200 ou 400, se estiver usando ASA 400 indique 800 ou 1600. Deste modo o flash não predominará sobre as condições de luz existentes. − Regule o diafragma de acordo com a distância do flash ao motivo a ser fotografado − Fotografe Ação na hora de fotografar A duração da luz do flash é, em geral, muito menor que a velocidade mais alta de sua câmera. Isto torna possível paralisar momentos extremamente rápidos em lugares escuros, crianças brincando, animais pulando. A exposição depende da distância entre o flash e o motivo. Lembre-se que o flash rebatido produz uma iluminação mais natural. Reflexos: Preste atenção quando houver fundos brilhantes ou óculos na cena. Eles produzem brilhos desagradáveis se o flash não for rebatido. Olhos vermelhos: Os olhos de algumas pessoas e de alguns animais podem refletir a luz do flash com um brilho estranho e avermelhado. Isto ocorre porque em ambientes pouco iluminados a pupila dilata e na hora da foto a luz do flash ilumina o fundo do olho e os vasos sangüineos são refletidos; − Para evitar este reflexo intenso da luz do flash, acenda todas as luzes internas, pois uma maior luminosidade ajudará a diminuir o tamanho da pupila; − Aumente a distância entre o flash e a objetiva da câmera. Em algumas câmeras é possível usar uma extensão para o flash. Afaste-se até os limites permitidos pelo flash para que os reflexos fiquem menos intensos. Faixas de distâncias: Com câmeras simples, fotografe dentro dos limites de distância recomendadas pelo fabricante, o que irá variar com o tipo de flash e do filme. Com outras câmeras a faixa de distância para expor corretamente é determinada pela sensibilidade do filme, a abertura do diafragma e, eventualmente, pelo modo de operação do flash. Entretanto, é
  • 39. mais comum que a partir da sensibilidade do filme e da distância do flash ao motivo se defina a abertura do diafragma necessária. Primeiro plano superesposto: Qualquer pessoa ou objeto que estiver mais próximo que o limite da faixa do flash ficará superexposto, ou seja, muito claro na fotografia. Componha a cena de modo que o motivo principal esteja mais próximo que todas as outras coisas, mas dentro do limite de distância do flash. Grupos: Pessoas que estejam a diferentes distâncias da câmera receberão diferentes quantidades da luz do flash. Algumas ficarão muito claras, outras muito escuras. Procure fazer com que todas as pessoas estejam aproximadamente a mesma distância do flash.
  • 40. Acessórios Tripé O tripé é um acessório básico e fundamental, muito utilizado para fotografias onde exista pouca luz ou onde se deseja firmar bem o equipamento, como no caso do uso de teleobjetivas. O tripé ajuda também na composição, já que seu uso desacelera o processo fotográfico, fazendo com que o fotógrafo “pense” mais sobre a foto e avalie se está usando a melhor composição para determinada foto. Um acessório muito utilizado em conjunto com o tripé são os disparadores de cabo. Motor drive É um acessório que serve para avançar automaticamente de uma foto para a seguinte após a mesma ser batida. Atualmente este é um acessório que já vem incorporado em muitas máquinas. Também chamado simplesmente de “drive”, este acessório é bastante útil para realizar seqüências rápidas de fotos, principalmente em fotojornalismo ou esportes de ação. Ao pressionarmos o disparador a máquina irá bater uma foto atrás da outra até soltarmos o botão disparador. O número de fotos batidas por segundo varia de acordo com o modelo e o fabricante do drive, sendo um ítem importante a ser considerado na hora da compra.
  • 41. Filtros É uma lente de vidro ou uma transparência de gelatina plastificada utilizado na frente da objetiva que modifica a luz que atinge o filme. Os filtros coloridos permitem que a luz de sua própria cor passe através da lente e atinja o filme. Ele filtra (retém) a luz de outras cores. Tipos básicos de filtros • Filtros para correção de cores. Para fotos coloridas: Séries 80: Filtros azuis para correção de cor no uso de filme luz do dia com iluminação artificial (luz tungstênio). Sem o filtro a foto fica com uma tonalidade amarelada. Séries 81: Filtros amarelados (warm up) usados para corrigir o excesso de azul causado pela luz do sol do meio-dia ou fotos na sombra. Podem também ser usados para dar um tom mais quente a foto. FLW/FLD: Filtros para correção de cor com iluminação de luz fluorescente. Sem o filtro a foto fica com uma tonalidade esverdeada. Para fotos em preto e branco: Filtro amarelo: Melhora a foto de uma paisagem, pois torna o céu natural. Um céu azul fotografado sem filtro pode aparecer completamente branco numa foto. Um filtro amarelo aprofunda a tonalidade do céu, dando contraste entre o céu escuro e as nuvens brancas. Filtro vermelho: Faz com que o céu apareça quase negro, pois este filtro cria um forte contraste entre o céu e as nuvens brancas. Ele possibilita também que se capte imagens dentro de nevoeiros, mas não é adequado para fotos de pessoas porque as tonalidades da pele se tornam pálidas. Filtro verde: Fornece os mesmos tons azulados do céu do filtro amarelo e reproduz tonalidades de pele normais. Melhora também as tonalidades das folhas e gramas verdes, fazendo com que as flores se sobressaiam num fundo verde. • Filtro fantasia: Close-up - Imita o macro, permitindo que a câmera se aproxime mais do objeto, e consequentemente conseguindo captar objetos pequenos. Cross-screan - Cria estrelas nos reflexos de luz. Spot-soft - Retira o reflexo da luz do sol. Polarizador – Elimina reflexos da luz solar e ressalta a cor das superfícies refletoras. • Filtro de proteção: Skylight ou UV (ultravioleta) - são filtros que praticamente não alteram a fotografia. A única alteração é que limpam o horizonte no caso de haver névoa e ressaltam as nuvens. Mas o objetivo principal deles é proteger a lente exterior da objetiva de qualquer impacto. Em caso de acidentes o que é danificado é o filtro, que tem um custo muito mais baixo para reposição se comparado à objetiva.
  • 42. Princípios da composição fotográfica A composição fotográfica é a arte de selecionar e arranjar de maneira harmoniosa os assuntos dentro da área a ser fotografada. Os arranjos são feitos colocando-se as pessoas ou os objetos em determinadas posições. As vezes, mudar o ângulo de tomada da foto acarreta uma mudança considerável na composição. Alguns instantâneos podem ser tornar boas composições, mas a maioria das boas fotografias são criadas. E como se criam boas fotos? Primeiro, aprendendo as regras básicas para uma boa composição. Você verá que uma foto bem composta freqüentemente envolve um planejamento cuidadoso e, às vezes, muita paciência. Com o tempo as regras de composição se tornarão parte de suas idéias quando você estiver procurando por motivos fotográficos e, em breve, elas se constituirão em algo normal e automático para você. Neste programa iremos discutir simplicidade, regra do terço, linhas, equilíbrio, enquadramento e fusões. Mas como a fotografia é uma arte, a composição também não tem regras definitivas. Por isso, considere estes ítens como simples orientações, muito úteis no início mas que não devem ser um limitador da sua criatividade. A primeira, e talvez a mais importante das orientações, baseia-se na simplicidade. Procure utilizar formas que dêem maior atenção visual ao centro de interesse da foto. Uma das maneiras de se conseguir isso é selecionar um fundo que não roube a atenção do assunto principal. © Arquivo Senac Você pode simplificar suas fotos e reforçar o centro de interesse selecionando fundos simples, evitando objetos e pessoas não relacionados com o assunto principal e chegando mais perto do motivo, de forma a incluir na foto somente os ítens necessários. Se você quer fazer o centro de interesse um pouco mais dinâmico, desloque-o ligeiramente fora do centro da fotografia.
  • 43. Você pode usar a regra do terço como um guia para a colocação do assunto fora do centro da área fotografada. Antes de tirar a foto, imagine a área da fotografia dividida simultaneamente em 3 terços verticais e horizontais. As intercessões destas linhas imaginárias sugerem 4 opções para a colocação do centro de interesse. A opção depende do assunto e como você quer que ele seja apresentado. © Arquivo Senac Você deve sempre considerar a direção do movimento dos assuntos e deixar um espaço à frente do qual eles possam se movimentar. © Mauro Goulart Você pode usar diagonais como linha de condução a fim de proporcionar um dimensionamento na foto. É um caminho simples e fácil para os olhos seguirem em direção ao assunto principal.
  • 44. © Arquivo Senac Você pode também usar linhas que conduzam a atenção do observador para o centro de interesse. Uma das mais comuns e atrativas linhas na composição é a chamada curva S. © Mauro Goulart Conseguir bom equilíbrio também faz parte das recomendações para uma boa composição. O enquadramento e a disposição dos assuntos foram todos cuidadosamente selecionados a fim de poderem criar uma foto bem equilibrada.
  • 45. © Mauro Goulart Uma foto bem equilibrada dispõe os objetos de forma que eles não fiquem concentrados em um único ponto, nem que fiquem simplesmente jogados em qualquer lugar. Pelo contrário, o equilíbrio requer distribuição dos pesos de forma que nenhum ponto fique “massudo”, ou seja, com uma super-concentração de objetos. Enquadramento é o outro item importante para melhorar uma composição fotográfica. Enquadrar é deixar o centro de interesse cercado por objetos que formam uma espécie de moldura. Com isso evitamos que o olhar do espectador seja levado para fora da fotografia. © Arquivo Senac Fusões da imagem de objetos e pessoas devem ser cuidadosamente estudadas para não dar à fotografia idéias que você não gostaria. No caso de desejar a fusão de objetos para transmitir uma idéia, tenha esta intenção sempre sob controle.
  • 46. Lembre-se que nós enxergamos tridimensionalmente, mas frequentemente nos concentramos somente no assunto principal, não percebendo que o fundo pode estar interferindo. A fusão de proximidade pode não ser totalmente desagradável, mas poderá roubar a atenção do centro de interesse. Fusões de proximidade são objetos ou linhas que estão excessivamente juntas ao assunto principal. Outro aspecto importante na composição é com relação a posição da linha do horizonte. Colocá-la no centro do quadro divide a foto em 2 partes iguais, tornando a composição um tanto estática, porém equilibrada. © Arquivo Senac Quando queremos dar uma idéia de amplidão do espaço, podemos colocar nosso horizonte na parte de baixo da foto. © Arquivo Senac
  • 47. Quando a idéia for de proximidade, de modo que as distâncias aparentem ser mais curtas, podemos colocar a linha do horizonte no alto da foto. © Arquivo Senac As linhas verticais de nossas fotos devem ser mantidas sempre verticais (ex: árvores, postes, edifícios, etc.).
  • 48. © Arquivo Senac A não ser em ladeiras ou objetos e locais normamente inclinados, o chão deve ficar sempre na horizontal, bem como todas as linhas que cortam a foto no sentido horizontal. Contudo, tão importante quanto seguir as regras da boa composição, é passar a nossa mensagem. Podemos quebrar todas as regras, se isso for facilitar a transmissão da nossa idéia. Enquadramento O enquadramento é o recorte que damos à realidade, ou seja, aquilo que iremos considerar o nosso “quadro”. A posição da câmera em relação ao assunto também pode fornecer diferentes ângulos de visão para um mesmo assunto. Consideraremos aqui como ângulo normal aquele obtido quando o fotógrafo está em pé e aponta a câmera para frente, na altura do seu olhar. Mas existem outros ângulos muito interessantes de explorar: • Planjêe: câmera alta, ângulo de tomada de cima para baixo. • Contra Planjêe: câmera baixa, ângulo de tomada de baixo para cima. • Câmera insólita: 90º com o teto, de cima para baixo, irá achatar o motivo. • Plano aberto: visão geral da imagem, em ângulo aberto. • Plano médio: na fotografia de pessoas, cortar da cintura para baixo. • Plano americano: na fotografia de pessoas, cortar da coxa para baixo. • Plano insólito: ângulo inusitado, diferente de todos os classificados. • Close ou Plano de detalhe: fotografia tirada de bem perto.
  • 49. Luz Diferentes tipos de fotos requerem diferentes graus de iluminação. Dias nublados são melhores para fotografar pessoas. Uma camada fina de névoa cobrindo o sol atenua a luz solar, criando um sombreado suave e meios tons de na foto. Assim a imagem de uma pessoa parece natural, pois não há sombras profundas em sua face. Nos dias de céu aberto sem nuvens se produz as melhores fotos de paisagem. O sol torna cada detalhe do cenário mais nítido criando áreas escuras e iluminadas na foto. A luz mais amarelada das primeiras horas da manhã e do fim de tarde são em geral as preferidas pelos fotógrafos de natureza por proporcionar um tom mais “quente” às imagens. Quando se tem de fotografar uma pessoa em dia claro é preciso controlar as sombras sobre o rosto. Antes de tirar a fotografia estude a maneira como a luz incide sobre o objeto. Há quatro maneiras pelas quais o sol pode incidir sobre a cena. Luz Lateral É a luz que ilumina um lado do objeto. Desta forma o outro lado do objeto ficará no escuro. Pode-se iluminar essa área escura mantendo a pessoa ou objeto fotografado próximo a uma parede clara ou com o uso de um rebatedor. Se a distância entre a fonte de luz (flash) e o objeto a ser fotografado for menor que 2,4 metros, pode-se cobrir o refletor com um lenço ou papel vegetal. Isso reduzirá a luminosidade produzida pelo flash e suavizará sua luz. O uso de uma luz extra confere mais detalhes ao lado sombreado da face. Luz Vertical É a luz natural que acontece próximo ao meio-dia quando o sol está bem acima da cabeça da pessoa. O sol produz sombras indesejáveis sob as sobrancelhas e nariz. Para corrigí-las use refletores ou mesmo o flash. Luz Frontal Incide sobre o rosto da pessoa produzindo sombras tão desagradáveis como iluminação vertical. Essa iluminação também poderá fazer com que a pessoa feche os olhos. A foto saíra melhor se o fotógrafo mudar a cena de posição a fim de que a fonte de luz ilumine um lado da pessoa.
  • 50. Luz posterior Iluminação que vem por trás da pessoa ou objeto a ser fotografado. Se o sol estiver muito forte, produzirá uma sombra escura na parte frontal do assunto e o assunto fotografado aparecerá como uma silhueta. Neste caso o uso de refletor ou flash irá melhorar a fotografia. Se a luz do sol for fraca , produzirá apenas uma sombra leve e agradável sobre a parte frontal do assunto. Para fotografar um assunto que recebe iluminação posterior deve-se usar um protetor de lente ( parasol ) para proteger a lente da iluminação direta, caso contrário o sol iluminará diretamente a lente produzindo listas e manchas brilhantes na foto ( flare ). Cor O princípio fundamental da fotografia colorida consiste na possibilidade de se reproduzir qualquer cor, a partir de uma mistura de apenas três cores primárias “básicas” – vermelho verde azul Através do uso da cor, podemos agregar todo um novo conteúdo às nossas fotos. Com a cor podemos criar climas ( quente - amarelo, laranja ou frio - azul, violeta), podemos ainda usar a cor como elemento de composição, podemos isolar elementos na foto ou destacar cenas com o uso de cores predominantes, bem como mostrar detalhes que possuam cores diferentes das do resto da cena e até mesmo evocar emoções. Entender os pricípios básicos das cores nos ajudará a tornar possível todas as possiblidades acima, já que existe uma integração e até uma lógica no uso das cores. Através da “roda da cores” podemos visualizar melhor a relação que as cores possuem umas com as outras. As cores adjacentes (vizinhas) se harmonizam e as complementares (opostas) tendem a contrastar.
  • 52. Defeitos comuns na fotografia Assunto borrado: Qualquer assunto em movimento sairá borrado se fotografado com velocidade baixa. Assunto cortado: Enquadramento incorreto durante a tomada resultará em corte de parte do assunto. Deixe uma pequena margem entre a borda do visor e o assunto, respeitando a correção de paralaxe. Assunto tremido: A câmera foi movimentada durante a tomada fotográfica. Calor: Filme exposto ao calor dará copias sem nitidez e distorção de cores. Não deixe a câmera ou o filme no porta-luvas do carro, nem exposto ao sol. Contra-luz: Iluminação vinda de trás do assunto principal poderá reverter em perda de nitidez frontal. Recomenda-se o uso de iluminação auxiliar frontal. Cópia amarela: Fotos feitas ao entardecer poderão resultar em cópias amareladas devido a maior incidência de raios infravermelhos. Cópia desbotada: Iluminação insuficiente resulta em cópias escuras, sem definição e de pouco contraste. Para evitar esse tipo de problema ajuste corretamente a velocidade e a abertura do diafragma. Verifique as condições do fotômetro da câmera e o ajuste para flash. Cores alteradas: Se o filme ficar guardado muito tempo ou mal armazenado poderá resultar em cópias de cores alteradas. Verifique a data de vencimento e garanta as condições de armazenamento se necessitar guardar o filme antes de usá-lo. Cor predominante: O uso de filtros inadequados poderá resultar em cópias com predominância de cor. Filmes sem imagem: Tampa da lente não removida é um problema comum nas máquina simples, onde o visor é independente da objetiva. Se o filme foi mal colocado ou a iluminação for insuficiente, isso poderá fazer com que o filme fique sem imagem. Fora de foco: Fotos batidas a menos de 1,2 metros (o valor exato depende da marca e modelo, podendo ser verificado no manual da câmera) da objetiva de foco fixo ficarão fora de foco. Um erro no ajuste da objetiva de foco variável também resultará em fotos desfocadas. Fora de nível: Resulta fotos com enquadramento inclinado em relação às bordas. Imagens sobrepostas: Avanço irregular do filme na câmera resulta em fotogramas sobrepostos ou partes do filme sem exposição. Manchas: Se algum objeto for colocado em frente à objetiva, próximo à câmera, isso resultará em uma mancha indefinida na foto. Verifique se os dedos ou alça estão longe da objetiva. Esse é um tipo de erro comum em câmeras simples, onde o visor é independente da objetiva. Negativos danificados: Câmeras sujas ou com elementos soltos, amassados ou mal colocados podem vir a riscar o negativo. Negativo mal armazenado ou mal manuseado também poderá ser danificado. Papel protetor colado: Guardar o negativo, com invólucro protetor, em ambiente úmido, poderá causar a aderência do invólucro ao filme. Guarde seus negativos em ambientes secos, e envolvidos em plásticos quimicamente neutros. Sincronismo do flash: Velocidade do obturador inadequada para o uso com flash, resultará em assunto parcialmente exposto. Leia o manual da câmera para saber qual é a velocidade correta para sua máquina.
  • 53. Velatura: Coloque o filme na câmera sempre ao abrigo da luz direta, para evitar exposição indevida (velatura) do filme. Filme velado é um filme que recebeu luz indevidamente, e por isso “queimou”.
  • 54. Ficha técnica Fotografar é uma experiência pessoal baseada na prática e na observação. A pessoa que procura sempre evoluir em seus resultados fotográficos terá maior facilidade se mantiver um constante registro de todas as fotos que fizer, principalmente quando se aventurar em experiências novas, para poder comparar o que foi feito com os resultados obtidos e repetir os acertos ou saber onde pode ter errado. Para isto, sugerimos ao aluno que organize, em um caderno, os dados da ficha técnica sugerida aqui. Cada vez que fotografar, anote na ficha tudo o que estiver fazendo em cada uma das fotos. • Tipo de máquina - A marca e o modelo de sua câmera fotográfica. Mesmo que ela seja bem simples, é importante registrar qual o tipo que foi utilizada. • Tipo de filme - O tipo, a marca e a sensibilidade do filme, bem como o número de fotos disponivel. • Númeração das fotos - Anote o numero da foto que você bateu, a partir de uma seqüência que inicie em 1. Não é recomendado basear-se no indicador da câmera. • Horário - É importante anotar o horário em que foi feita a foto. Conforme a hora, a luz é totalmente diferente. Se você fez a foto com flash, anote o tipo e a potência do mesmo. É importante indicar se a foto foi feita sob o sol, em dia nublado ou à sombra, pois a luz é muito diferente. • Diafragma - Se a sua maquina tem regulagem manual da abertura do diafragma, anote sempre a abertura usada. • Velocidade - Se a sua maquina possui regulagem de velocidade do obturador, anote sempre a velocidade usada. • Objetivas - Anote a marca e a distância focal da objetiva que usou. • Observações - Aqui é anotado tudo o que você considera importante ser lembrado no futuro, como por exemplo o local onde fotografou, os efeitos especiais utilizados, etc.
  • 55. TIPO DE MÁQUINA_________________________________________________ TIPO DE FILME____________________________________________________ Nº Hora Diafragma Velocidade Lente Observações Referências Bibliográficas
  • 56. BUSSELE, Michael. Tudo sobre fotografia. 4ª ed.. São Paulo: Livraria Pioneira Editora, 1988. OLIVEIRA JR., Antônio Ribeiro de. Manual de fotografia – Módulo 2. Rio de Janeiro: Senac, 1993. ADAMS, Ansel. The camera – The Ansel Adams Photography Series 1 . United States: Little, Brown and Company, 1983. LANGFORD, Michael. Aprendizado da fotografia – Iniciação. Lisboa: Editora Presença, 1979.