SlideShare uma empresa Scribd logo
Plano de Amostragem
O planejamento tem por objetivo definir as atividades de
 coleta, preservação, manuseio e transporte das amostras, de
 modo a assegurar a obtenção de todas as informações
 necessárias da forma mais precisa, com menor custo possível.
O programa de coleta de amostragem , leva em consideração
 os métodos analíticos que serão aplicados, assim como
 prever os recursos humanos, materiais e financeiros
 necessários.
Bom planejamento deverá ser embasado em informações
 preliminares como:

Cuidadosa     determinação dos pontos de coleta e o
 estabelecimento de um itinerário racional, levando em conta
 a disponibilidade do laboratório para a execução das análises
 e prazos de preservação das amostras.
É importante definir o local da amostragem em um corpo
 receptor de efluentes, sendo necessário conhecer em detalhes
 os processos industriais responsáveis pela produção dos
 efluentes no entorno.
Análise Pericial
  Visa avaliar     a contribuição do lançamento de um
  determinado tipo de efluente na qualidade do corpo receptor.

Montante ( ponto controle, localizado antes do lançamento).
Zona de Mistura ( confluência do efluente com o corpo
 receptor).
Justante ( logo após o lançamento da fonte poluidora).
Amostra
De acordo com a NBR ISO/IEC a amostragem é um
 procedimento definido, pelo qual uma parte de uma
 substância, material ou produto é retirada para produzir uma
 amostra representativa do todo, para ensaio ou calibração.
A amostragem também pode ser requerida pela especificação
 apropriada, para a qual a substância, material ou produto é
 ensaiado ou calibrado.
Frascos para Coleta
Dependendo do tipo de coleta os materiais podem sofrer
 pequenas variações . Os frascos de coleta devem ser
 resistentes, de vidro borosilicato (V), de vidro borosilicato
 âmbar (VB) ou polietileno (P).

Devem ser quimicamente inertes e permitir uma perfeita
 vedação.
Em casos onde houver necessidade deve ser utilizado frasco
 de oxigênio dissolvido, que devem ser de vidro borosilicato
 com tampa esmerilhada e estreita (Pontiaguda), com selo
 d'água.
Não tocar a parte interna dos frascos e do material de coleta
 (como tampas), nem deixá-los expostos ao pó, fumaça e
 outras impurezas, tais como gasolina, óleo e fumaça de
 exaustão de veículos, que podem ser grandes fontes de
 contaminação de amostras.
Deve-se adotar o uso de EPI’s (luvas, avental, máscara, etc.),
 com vistas á proteção da amostra e também do próprio
 coletor no caso de água suspeitas de contaminação.
 Recomenda-se aos coletores fazer a anti-sepsia nas mãos com
 álcool 70%.
Os reagentes utilizados na coleta devem de no mínimo grau
 Para Análise (P.A) e se possível grau ISO ou superior. Isso
 evita a contaminação das amostras por reagentes de baixa
 qualidade.
Os frascos de coleta devem permanecer abertos apenas o
 tempo necessário para seu preenchimento.
Análises de Campo
Sempre que necessário, durante a coleta devem ser
 realizadas as determinações de PH e da temperatura, e no
 caso de redes de abastecimento, de cloro residual.
As determinações de campo devem ser realizadas em
 recipientes separados daqueles que serão enviados ao
 laboratório, evitando-se assim possíveis contaminações.
Para a determinação de cloro residual livre e total deve ser usado,
 de preferência, equipamentos colorimétrico digital, ou papeis
 indicadores quantitativos com valores de leituras compatíveis com
 os estabelecimentos na legislação de água para consumo.
Para a determinação de PH, quando possível, deve ser usado um
 ph-metro portátil, caso isso não seja possível poderá ser utilizado
 papel de PH de boa qualidade.
A determinação da temperatura deve seguir o mesmo padrão,
 quando faltar um termômetro digital portátil com certificado,
 poderá ser utilizado termômetro calibrado com escala entre 0°C e
 50°C.
Praticas em Análise de Água
As finalidades das aulas práticas de ánalises de água é
 demonstrar ao estudante as metodologias e princípios no
 laboratório de analises físico-químico e microbiológico.
Equip. de Proteção Individual
Luvas cirúrgicas estéreis individuais, anti-deslizante.
Jaleco comprido (próximo do joelho, manga comprida,
 abotoado).
Sapato Fechado.
Óculos de proteção.
Protetor Facial (máscara).
Touca (gorro).
Normas de segurança em laboratórios
Não colocar bolsas, material escolar, livros, etc, na bancada
 de trabalho.
Retirar todos acessórios pessoais (brincos, anéis, relógios,
 pulseiras, etc.).
Desinfetar a bancada de trabalho no ínicio e término de cada
 ánalises pratica.
Lavar as mãos após desinfetar a bancada.
Toda manipulação de amostra deve ser realizada com uso de
 proteção individual.
No final das analises, limpar a bancada, desligar e cobrir os
  equipamentos, descartar as luvas, máscaras e toucas, e lavar
  as mãos antes de deixar o laboratório.
Alimentos e bebidas não devem ser ingeridos dentro do
 laboratório, inclusive chicletes e balas.
Em qualquer tipo de acidente comunicar imediatamente o
 fato ao prof. ou o técnico responsável, e cobrir o material
 com desinfetante (deixar em contato por 15 minutos), e lavar
 bem as mãos com água e sabão.
Todo material contaminado (usados) deverá ser colocado em
 recipientes adequados, nunca deixá-los sobre a bancada.
Vidrarias de Laboratório
Vidraria refere-se a uma grande variedade de equipamentos
 de laboratório que tradicionalmente são feitos de vidro. Em
 geral é utilizada em análises e experimentos científicos,
 principalmente nas áreas de química e biologia.
Balão de Fundo Chato
Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções,
 ou mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode
 ser aquecido sobre o tripé com tela de amianto.
Balão de Volumétrico
Possui volume definido e é utilizado para o preparo de
 soluções com precisão em laboratório.
Balão de Fundo Redondo
Utilizado  principalmente em sistemas de refluxo e
 evaporação a vácuo, acoplado a um rotaevaporador.
Almofariz
Usado na trituração e pulverização de sólidos em pequena
 escala.
Bico de Bussen
É a fonte de aquecimento mais utilizada em laboratório. Mas
 contemporaneamente tem sido substituída pelas mantas e
 chapas de aquecimento. Deve-se evitar seu uso quando
 utilizamos substâncias inflamáveis dentro do recipiente que
 se quer aquecer.
Bureta
Aparelho utilizado em ánalises volumétricas não tão precisas.
  Apresenta tubo de parede uniforme para assegurar a
  tolerância estipulada com exatidão e gravação permanente em
  linhas bem delineadas afim de facilitar a leitura de volume
  escoado.
Cápsula de Porcelana
Peça de porcelana usada para evaporar líquidos das soluções
 e na secagem de substâncias. Podem ser utilizadas em estufas
 desde que se respeite o limite de no máx. 500° C.
Condensador
Utilizar na destilação, tem como finalidade condensar
 vapores gerados pelo aquecimento de líquidos. Os mais
 comuns são os de Liebig, como o da figura ao lado, mas há
 também o de bolas e serpentina.
Dessecador
Usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo
 índice de umidade.
Erlenmeyer
Utilizado em titulações, aquecimento de líquidos e para
 dissolver substâncias e proceder reações entre soluções. Seu
 diferencial em relação ao béquer é que este permite agitação
 manual, devido ao seu afunilamento, sem que haja risco de
 perda do material agitado.
Funil de Buchner
Utilizados nos processos de filtragem vácuo e tem uma chapa
 perfurada para a colocação de um filtro de papel. Feito de
 porcelana, resistência química, vidrados internamente e
 externamente, e pode ser usado em conjunto com o Kitassato.
Funil de Decantação
Utilizado na separação de líquidos não miscíveis e na
 extração.
Funil Analítico
Usado na filtração e para retenção de partículas sólidas.Não
 deve ser aquecido.
Garra de Condensador
Usado para prender o condensador á haste do suporte ou
 outras peças como balões, erlenmeyers etc.
Kitassato
Utilizado em conjunto com o funil de buchner em filtrações
 a vácuo.
Piceta
Usada para lavagens de materiais ou recipientes através de
 jatos de água, álcool ou outros solventes.
Pinça Metálica
Usadas para manipular objetos aquecidos.
Pipetas
Pipetas graduada – Utilizada para medir pequenos volumes.
 Mede volumes variáveis. Não pode ser aquecida e não
 apresenta precisão na medida.

Pipeta Volumétrica – Usada para medir e transferir volume
 de líquidos, não podendo ser aquecida, pois possui grande
 precisão de medida. Medem um único volume, o que
 caracteriza sua precisão.
Proveta
Serve para medir e transferir volumes variáveis de líquidos
 em grandes quantidades se necessário. Pode ser encontrada
 em volumes de 25 até 1000ml. Não pode ser aquecida.
Tubo de Ensaio
Empregado     para fazer reações em pequena escala,
 principalmente em testes de reação em geral. Pode ser
 aquecido com movimentos circulares e com cuidado
 diretamente sob a chama de bico bunsen.
Vidro de Relógio
Peça de vidro de forma côncava, é usada em análises e
 evaporações em pequena escala, além de auxiliar na pesagem
 de substancias não voláteis. Não pode ser aquecida
 diretamente.
Equipamentos
Banho Maria: É um dispositivo que permite aquecer
 substâncias de forma indireta (banho-maria), ou seja, que não
 podem ser expostas a fogo direto.
Autoclave
Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos
 através do calor húmido sob pressão.
Estufa
Estufa: Aparelho elétrico utilizado para dessecação ou
 secagem de substâncias sólidas, evaporações lentas de
 líquidos, etc.
Phmetro
O pHmetro ou medidor de pH é um aparelho usado para
 medição de pH. Constituído basicamente por um eletrodo e
 um circuito potenciômetro. O aparelho é calibrado (ajustado)
 de acordo com os valores referenciado em cada soluções de
 calibração
Balança de Precisão
Balança de precisão - quando seu mecanismo possui
 elevada sensibilidade de leitura e indicação
Balança Analítica
Analítica - quando se destina à análise de determinada
 grandeza sob certas condições ambientais;
Comparador Colorimétrico
Comparador Colorimétrico é um material de laboratório
 que visa a determinação de cloro total e livre de
 determinadas substâncias. O comparador colorimétrico é
 muito utilizado em empresas de saneamento básico e
 tratamento de água, pode ser utilizado também em piscinas e
 aquários.
Turbidímetro portátil
Turbidímetro portátil tem como vantagem a versatilidade,
 pois leva a exatidão dos resultados em medições que podem
 ser realizadas em campo. Para controle de poluição da água e
 de verificação do parâmetro físico nas águas consideradas
 potáveis.
Termômetro
Os termômetros são instrumentos amplamente utilizados,
 destinados a medir temperatura em processos e produtos
 diversos, que não necessitam de uma medição constante,
 apenas esporádica.
Jar-Test
O aparelho Jar-Test é um equipamento de laboratório
 utilizado no ensaio de floculação, processo utilizado nas
 estações de tratamento de água e que faz as partículas finas
 de areia e argila presentes na água se juntarem, formando
 partículas maiores, facilitando sua purificação
Titulador Automático
Titulador automático é um equipamento muito utilizado
 para titulações de rotina em laboratório. Em geral, o
 titulador automático é empregado em titulações
 potenciométricas com grande faixa de aplicações.
Fotômetro
Um fotômetro medidor de cor é responsável por identificar
 a cor verdadeira e a cor aparente de determinadas
 substâncias.
Agitador Magnético
O agitador magnético é um equipamento indispensável em
 laboratórios químicos. Este tipo de agitador tem como
 função agitar diversos tipos de soluções durante o processo
 produtivo.
Propriedades da Água
A água reage com metais alcalinos ( elementos do grupo 1 A
 da tabela periódica) violentamente, dando como produto da
 reação de hidróxidos metálicos mais hidrogênio.
 Exemplo:
              2NA + 2H2O → 2NAOH + H2
A água reage em condições normais com metais alcalinos
 terrosos (Grupo 2 A), tendo como produto da reações de
 hidróxidos metálicos mais hidrogênio.
 Exemplo.

              Ca + 2H2O → Ca(OH)2 + H2
Orgânica se outros compostos. A água na natureza nunca é
 pura, pois possui em dissolução substâncias sólidas, líquidas,
 ou gasosas que encontra na sua passagem pelo solo,ou
 atmosfera, como por exemplo: minerais, sais, gases,
 substâncias
 -CaCO3
 -CaSO4
 -CO2
 -O2
 -NH3
 -SO4
Qualidade da água disponível
De acordo com a legislação,
                               Pontual
a poluição da água pode ser:
                               Descarga de efluentes a
                               partir de indústrias e de
                               estações de tratamento de
                               esgoto

                               São bem localizadas,
                               fáceis de identificar e de
                               monitorar.
Difusa
Escoamento superficial
urbano,     escoamento
superficial de    áreas
agrícolas e deposição
atmosférica
Espalham-se por toda a
cidade, são difíceis de
iden-tificar e tratar
Padrões de potabilidade
  A água própria para o consumo ,ou água potável, deve
obedecer certos requisitos na seguinte ordem:

Organolética: não possui odor e sabor objetáveis;
Física: ser de aspecto agradável; não ter cor e turbidez acima
 do padrão de potabilidade;
Química: não conter substâncias nocivas ou tóxicas acima
 dos limites de tolerância para o homem;
Biológica: não conter germes patogênicos.
Os padrões de potabilidade indicam as concentrações
 máximas permissíveis de alguns parâmetros. No Brasil,
 acham-se em vigor as normas do padrão de potabilidade da
 água, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, através da
 Portaria 36 de 19/01/1990.
Preservação das Amostras
Congelamento:
 É um método de preservação que pode ser aplicado
 para aumentar o intervalo de tempo entre a coleta e a
 análise, para maior parte dos parâmetros de
 composição química. Não pode ser usado para a
 determinação, de DBO e DQO, bem como do teor de
 sólidos filtráveis e não filtráveis ou de qualquer dessas
 Frações.
Os componentes dos resíduos em suspensão se
 alteram com o congelamento e posterior
 descongelamento.
Refrigeração:
Manter as amostras entre 1ºC e 4ºC preservará a
 maioria de características físicas, químicas e
 biológicas em curto prazo (< 24 horas) e como tal é
 recomendado para todas as amostras entre coleta e
 entrega para o laboratório.
É recomendado para amostras microbiológicas ser
 refrigerada entre 2ºC e10ºC. O gelo pode ser
 rapidamente usado para resfriar amostras para 4ºC
 antes do transporte.
Adição de agentes químicos:
È um método de conservação mais conveniente,
 quando possível, pois oferece o maior grau de
 estabilização da amostra e por maior espaço de
 tempo.
No entanto, não e possível recorrer a adições
 químicas em casos de determinação de parâmetros
 biológicos como a DBO, contagem de
 microrganismos, etc, e em casos de ocorrência de
 interferências de análises químicas.
Parâmetro      Frasco           Preservação      Prazo
Alcalinidade   Vidro            Refrigeração a   14 dias água
               Polietileno ou   4ºC.             limpa,24 horas
               Polipropileno                     água poluída.
Alumínio       Polietileno,     HNO3 para pH 6 meses,
               Polipropileno    < que 2      menor
                                             possível.
Condutividade Polietileno,      Refrigeração a   24 horas.
              Polipropileno     4ºC.
Cor            Polietileno,     Refrigeração a   24 horas.
               Polipropileno    4ºC              48 horas.
DBO        Polietileno,    Refrigeração a   48 horas.
           Polipropileno   4ºC.             24 horas.
DQO        Polietileno,    Refrigeração a   28 dias.
           Polipropileno   4ºC.H2SO4        7 dias.
                           para PH<2.
PH         Polietileno,    Temp.            Análise
           Polipropileno   Ambiente         Imediatamente
                                            .
Turbidez   Polietileno,    Refrigeração a   48 horas.
           Polipropileno   4ºC. Evitar      24 horas.
                           exposição a
                           luz.
Fluoreto   Polietileno,    Não e            28 dias.
O transporte das amostras deve ser realizado em
 caixas térmicas, que permitam o controle da
 temperatura e seu fechamento através de lacres (se
 possível numerado). Normalmente a temperatura, de
 transporte, é de - 4Cº Caso não seja possível o uso de
 caixas térmicas, pode ser utilizado caixa de isopor
 com gelo reciclável, buscando evitar o contato direto
 do gelo com as amostras.
a) Colocar os frascos na caixa de amostras de tal
 modo que fiquem firmes durante o transporte;
b) Nos casos em que se usar gelo para preservação,
 cuidar para que os frascos, ao final do transporte não
 fiquem submersos na água formada pela sua fusão o
 que aumentaria o risco de contaminação.
c) Evitar a colocação de frascos de uma mesma
 amostra em caixas diferentes.
Tempo de detenção das amostras
(prazo de entrega)
As técnicas de preservação podem reduzir as taxas de
 degradação de um analito, mas não podem parar
 completamente. Todos os analitos tem um prazo de
 validade que é o tempo mínimo previsto entre a
 amostragem e a análise.
Estabilidade da amostras.


Facilidade de transporte.


Custos.


Resistência a esterilização.
Principais objetivos dos métodos de preservação de
  amostras:

Retardar a ação biológica e a hidrólise dos compostos
 químicos e complexos.
Reduzir a volatilidade dos constituintes e os efeitos
 de adsorção.
Preservar organismos, evitando alterações
 morfológicos e fisiológicos.
Dureza Total
Dureza da água é a propriedade relacionada com a
 concentração de íons de determinados minerais
 dissolvidos nesta substância.
A dureza da água é predominantemente causada pela
 presença de sais de Cálcio e Magnésio, de modo que
 os principais íons levados em consideração na
 medição são os de Cálcio (Ca2+) e Magnésio (Mg2+)
 [1].
A dureza da água é composta de duas partes, a
 dureza temporária e a dureza permanente.
Dureza Temporária → A dureza temporária é gerada
 pela presença de carbonatos e bicarbonatos, que
 podem ser eliminadas por meio de fervura da água.

A dureza permanente é devida a cloretos, nitratos e
 sulfatos, que não são susceptíveis à fervura.
A dureza da água é medida geralmente com base na
 quantidade de Partes por milhão de Carbonato de
 Cálcio CaCO3, também representada como mg/l de
 Cálcio CaCO3.

Quanto maior a quantidade de "ppm", mais "dura"
 será considerada a água.
Classificação
Muito Mole     0 a 70 ppm        0 -4 dGH


Mole Branda    70-135 ppm        4-8 dGH


Média Dureza   135-200 ppm       8-12 dGH


Dura           200-350 ppm       12-20 dGH


Muito Dura     mais de 350 ppm   mais de 20 dGH
A dureza total é calculada como sendo a soma das
 concentrações de íons cálcio e magnésio na água,
 expressos como carbonato de cálcio.
Método de determinação
Titulação com EDTA.
Material necessário:

a) bureta de 50 ml;
b) pipeta volumétrica de 25 ml;
c) balão volumétrico de 50 ml;
d) becker de 100 ml;
e) frasco erlenmeyer de 250 ml;
f) solução padrão de EDTA 0,01 M;
g) solução tampão;
h) indicador eriochrome Black T;
Técnica
a) tomar 25 ml da amostra e diluir para 50 ml com
 água destilada em balão volumétrico;
b) transferir para um becker de 100 mL e adicionar 1 a
 2 ml da solução tampão para elevar o pH a 10 ± 0,1;.
c) transferir para um frasco Erlenmeyer de 250 ml e
 adicionar aproximadamente 0,05 gramas do Indicador
 Eriochrome Black T;.
d) titular com EDTA 0,01M agitando continuamente
 até o desaparecimento da cor púrpura avermelhada e
 o aparecimento da cor azul (final da titulação);
e) anotar o volume de EDTA gasto (ml);
f) fazer um branco com água destilada;
g) subtrair o volume de EDTA gasto na titulação do
 branco do volume de EDTA gasto na titulação da
 amostra. A diferença é o volume que será aplicado no
 cálculo abaixo.
Análise de PH
O termo PH representa a concentração de
 íons hidrogênio em uma solução.

Na água, este fator é de excepcional
 importância, principalmente nos processos
 de tratamento da água.
Na rotina dos laboratórios das estações de
 tratamento ele é medido e ajustado sempre
 que necessário para melhorar o processo de
 coagulação/floculação da água e também o
 controle da desinfecção.
O valor do pH varia de 0 a 14.



Abaixo de 7 a água é considerada ácida e
 acima de 7, alcalina. Água com pH 7 é
 neutra.
Em PH ácidos os organismos tendem a sofrer
 irritações e escamações de pele.

O PH é muito influenciado pela quantidade de
 matéria orgânica morta a ser decomposta, sendo
 que quanto maior a quantidade de matéria
 orgânica disponível, menor o PH, pois para haver
 decomposição desse material muitos ácidos são
 produzidos.
O PH de um corpo d’água também pode variar,
 dependendo da área(no espaço) que este corpo
 recebe as águas da chuva, os esgotos e a água do
 lençol freático.

Quanto mais ácido for o solo da bacia mais ácidas
 serão as águas deste corpo d’água.
A Portaria nº 518/2004 do Ministério da
 Saúde recomenda que o pH da água seja
 mantido na faixa de 6,0 a 9,0 no sistema de
 distribuição.

Existem no mercado vários aparelhos para
 determinação do pH. São denominados de
 potenciômetros ou colorímetros.
Material necessário:
potenciômetro;
cubetas;
frasco lavador;
papel absorvente;
soluções tampão de pH conhecido;
Técnica de Procedimento
a) ligar o aparelho e esperar a sua estabilização;

b) lavar os eletrodos com água destilada e
 enxugá-los com papel absorvente;

c) calibrar o aparelho com as soluções padrão (pH
 4 – 7 ou 9);.

d) lavar novamente os eletrodos com água
 destilada e enxugá-los;
e) introduzir os eletrodos na amostra a ser
 examinada e fazer a leitura;

f) lavar novamente e deixá-los imersos em água
 destilada;

g) desligar o aparelho.
Alcalinidade
A alcalinidade total de uma água é dada pelo
 somatório das diferentes formas de alcalinidade
 existentes, ou seja, é a concentração de
 hidróxidos, carbonatos e bicarbonatos, expressa
 em termos de Carbonato de Cálcio.

Pode se dizer que a alcalinidade mede a
 capacidade da água em neutralizar os ácidos.
A medida da alcalinidade é de fundamental
 importância durante o processo de tratamento de
 água, pois, é em função do seu teor que se
 estabelece a dosagem dos produtos químicos
 utilizados.
Normalmente as águas superficiais possuem
 alcalinidade natural em concentração suficiente
 para reagir com o sulfato de alumínio nos
 processos de tratamento.
Quando a alcalinidade é muito baixa ou
 inexistente há a necessidade de se provocar uma
 alcalinidade artificial com aplicação de
 substâncias alcalinas tal como cal hidratada ou
 Barrilha (carbonato de sódio) para que o objetivo
 seja alcançado.
Quando a alcalinidade é muito elevada, procede-
 se ao contrário, acidificando-se a água até que se
 obtenha um teor de alcalinidade suficiente para
 reagir com o sulfato de alumínio ou outro produto
 utilizado no tratamento da água.
Método de Determinação
Titulação com Ácido Sulfúrico:
a) pipeta volumétrica de 50 ml;
b) b) frasco Erlenmeyer de 250 ml;
c) c) bureta de 50 ml;
d) d) fenolftaleína;
e) e) indicador metilorange;
f) f) mistura Indicadora de Verde de
   Bromocresol/Vermelho de Metila;
g) g) solução de Ácido Sulfúrico 0,02 N;
h) h) solução de Tiossulfato de Sódio 0,1 N.
a) tomar 50 ml da amostra e colocar no Erlenmeyer;
b) adicionar 3 gotas da solução indicadora de verde de
 bromocresol/vermelho de metila;
c) titular com a Solução de Ácido Sulfúrico 0,02 N até
 a mudança da cor azul-esverdeada para róseo;
d) anotar o volume total de H2SO4 gasto (V) em ml.
41
Turbidez
A turbidez da água é devida à presença de
 materiais sólidos em suspensão, que reduzem a
 sua transparência.

Pode ser provocada também pela presença de
 algas, plâncton, matéria orgânica e muitas outras
 substâncias como o zinco, ferro, manganês e areia,
 resultantes do processo natural de erosão ou de
 despejos domésticos e industriais.
A turbidez tem sua importância no processo de
 tratamento da água. Água com turbidez elevada e
 dependendo de sua natureza, forma flocos
 pesados que decantam mais rapidamente do que
 água com baixa turbidez.

Também tem suas desvantagens como no caso da
 desinfecção que pode ser dificultada pela proteção
 que pode dar aos microorganismos no contato
 direto com os desinfetantes.
É um indicador sanitário e padrão de aceitação da
 água de consumo humano.

A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde
 estabelece que o Valor Máximo Permitido é de 1,0
 uT para água subterrânea desinfectada e água
 filtrada após tratamento completo ou filtração
 direta, e 5,0 uT como padrão de aceitação para
 consumo humano.
Método Nefelométrico
Material necessário:

a) turbidímetro com nefelômetro;
b) células de amostras de vidro incolor (quartzo),
c) balão volumétrico de 100 ml;
d) pipeta volumétrica de 5 ml;
e) conjunto de filtração;
f) filtros de membrana de 0,2 μm.
Água isenta de turbidez:


a) passar água destilada através de um filtro de
 membrana de 0,02 μm de porosidade. Enxaguar o
 frasco de coleta pelo menos duas vezes com água
 filtrada e desprezar os primeiros 200 ml;
a) Calibrar o turbidímetro de acordo com as
 instruções do fabricante;
b) Medida de turbidez menor que 40 UTN: Agitar
 a amostra suavemente e esperar até que as bolhas
 de ar desapareçam e colocá-la na célula de
 amostra do turbidímetro; Fazer a leitura da
 turbidez diretamente na escala do instrumento ou
 na curva de calibração apropriada.
c) Medida de turbidez acima de 40 UTN: Diluir a
 amostra com um ou mais volumes de água isenta
 de turbidez até que a turbidez da amostra diluída
 fique entre 30 e 40 NTU. Fazer a leitura e
 multiplicar o resultado pelo fator de diluição.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Gerenciamento de Resíduos Sólidos
 Gerenciamento de Resíduos Sólidos Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Master Ambiental
 
Gerenciamento de Resíduos
Gerenciamento de ResíduosGerenciamento de Resíduos
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
Guilherme Lopes
 
Saneamento Básico e Saúde Pública
Saneamento Básico e Saúde PúblicaSaneamento Básico e Saúde Pública
Saneamento Básico e Saúde Pública
Isabela Espíndola
 
Tratamento de efluentes
Tratamento de efluentes Tratamento de efluentes
Tratamento de efluentes
Dominique Alves
 
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOSCLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
Mayke Jhonatha
 
Saneamento básico
Saneamento básicoSaneamento básico
Saneamento básico
ThaisRocha05
 
Cromatografia
CromatografiaCromatografia
Cromatografia
Isabelle Macedo
 
Aula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águasAula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águas
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Segurança no Laboratório de Química
Segurança no Laboratório de QuímicaSegurança no Laboratório de Química
Segurança no Laboratório de Química
Fabiano Araujo
 
Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres VivosClassificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
Juliana Mendes
 
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos AlimentosAula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
Jaqueline Almeida
 
Aula 11 qualidade de água
Aula 11   qualidade de águaAula 11   qualidade de água
Aula 11 qualidade de água
Suely Machado
 
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas ResiduaisParâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
UN Joint Office of UNDP, UNFPA and UNICEF (Environment Energy and Disaster Prevention Unit)
 
Indutrialização da água
Indutrialização da águaIndutrialização da água
Indutrialização da água
IFMT - Pontes e Lacerda
 
Gerenciamento de resíduos químicos
Gerenciamento de resíduos químicos Gerenciamento de resíduos químicos
Gerenciamento de resíduos químicos
Paloma Dianas
 
PARÂMETROS NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
PARÂMETROS  NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...PARÂMETROS  NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
PARÂMETROS NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
Daiane Batista
 
parametros qualidade agua
parametros qualidade aguaparametros qualidade agua
parametros qualidade agua
Raquel Gastao Daniel
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICARELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
Ezequias Guimaraes
 
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 

Mais procurados (20)

Gerenciamento de Resíduos Sólidos
 Gerenciamento de Resíduos Sólidos Gerenciamento de Resíduos Sólidos
Gerenciamento de Resíduos Sólidos
 
Gerenciamento de Resíduos
Gerenciamento de ResíduosGerenciamento de Resíduos
Gerenciamento de Resíduos
 
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
A Poluição (do Ar, da Água e do Solo)
 
Saneamento Básico e Saúde Pública
Saneamento Básico e Saúde PúblicaSaneamento Básico e Saúde Pública
Saneamento Básico e Saúde Pública
 
Tratamento de efluentes
Tratamento de efluentes Tratamento de efluentes
Tratamento de efluentes
 
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOSCLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS
 
Saneamento básico
Saneamento básicoSaneamento básico
Saneamento básico
 
Cromatografia
CromatografiaCromatografia
Cromatografia
 
Aula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águasAula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águas
 
Segurança no Laboratório de Química
Segurança no Laboratório de QuímicaSegurança no Laboratório de Química
Segurança no Laboratório de Química
 
Classificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres VivosClassificação dos Seres Vivos
Classificação dos Seres Vivos
 
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos AlimentosAula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
Aula de Bromatologia e Tecnologia de Alimentos sobre Ciência dos Alimentos
 
Aula 11 qualidade de água
Aula 11   qualidade de águaAula 11   qualidade de água
Aula 11 qualidade de água
 
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas ResiduaisParâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
Parâmetros Físico-Químicos-Biológicos de Águas Residuais
 
Indutrialização da água
Indutrialização da águaIndutrialização da água
Indutrialização da água
 
Gerenciamento de resíduos químicos
Gerenciamento de resíduos químicos Gerenciamento de resíduos químicos
Gerenciamento de resíduos químicos
 
PARÂMETROS NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
PARÂMETROS  NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...PARÂMETROS  NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
PARÂMETROS NACIONAIS UTILIZADOS NO CONTROLE DE QUALIDADE DE ÁGUA NOS SETORES...
 
parametros qualidade agua
parametros qualidade aguaparametros qualidade agua
parametros qualidade agua
 
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICARELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
RELATÓRIO DE AULA PRÁTICA: SOLUBILIDADE DOS COMPOSTOS ORGÂNICA
 
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
Aula 06 - Tecnicas de tratamento - parte 2 - 01.09
 

Semelhante a Analise de agua

Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme BretzApostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
hainner2
 
Apostila de análise orgânica e análise qualitativa
Apostila de análise orgânica e análise qualitativaApostila de análise orgânica e análise qualitativa
Apostila de análise orgânica e análise qualitativa
♥Mischelle Santos
 
Quimica experimental -_aula02
Quimica experimental -_aula02Quimica experimental -_aula02
Quimica experimental -_aula02
Tayara Crystina
 
Laboratório de química virtual
Laboratório de química virtualLaboratório de química virtual
Laboratório de química virtual
Giovana Valverde
 
LGBioq
LGBioqLGBioq
LGBioq
Hugo Fialho
 
Aulas praticas de queimica
Aulas praticas de queimicaAulas praticas de queimica
Aulas praticas de queimica
Willians Ws
 
Roteiro 1---quimica-geral
Roteiro 1---quimica-geralRoteiro 1---quimica-geral
Roteiro 1---quimica-geral
Édino Farias dos San Santos
 
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
Sónia Rocha
 
Guia de aulas
Guia de aulasGuia de aulas
Guia de aulas
Rogério Zampieri
 
Guia de aulas
Guia de aulasGuia de aulas
Manual para trabalhos em laboratorio
Manual para trabalhos em laboratorioManual para trabalhos em laboratorio
Manual para trabalhos em laboratorio
Raquel Alves
 
Apostila quimica experimental parfor 2011
Apostila quimica experimental parfor 2011Apostila quimica experimental parfor 2011
Apostila quimica experimental parfor 2011
ProfessorHelioQueiroz
 
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptxAula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
brunoribeiroalexandr
 
Medida de volume
Medida de volumeMedida de volume
Materiais de laboratório.ppt
Materiais de laboratório.pptMateriais de laboratório.ppt
Materiais de laboratório.ppt
AuriciaFariasBezerra1
 
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-scLivro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
Juliana Rodrigues
 
Aula 2 vidrarias de laboratório
Aula 2   vidrarias de laboratórioAula 2   vidrarias de laboratório
Aula 2 vidrarias de laboratório
José Vitor Alves
 
1_material_laborat.ppt
1_material_laborat.ppt1_material_laborat.ppt
1_material_laborat.ppt
AnaSofiaNeves8
 
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
José Antonio Paniagua
 
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leituraUnesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
felipe fagnani
 

Semelhante a Analise de agua (20)

Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme BretzApostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
Apostila de práticas de química geral - Estácio - Professor Guilherme Bretz
 
Apostila de análise orgânica e análise qualitativa
Apostila de análise orgânica e análise qualitativaApostila de análise orgânica e análise qualitativa
Apostila de análise orgânica e análise qualitativa
 
Quimica experimental -_aula02
Quimica experimental -_aula02Quimica experimental -_aula02
Quimica experimental -_aula02
 
Laboratório de química virtual
Laboratório de química virtualLaboratório de química virtual
Laboratório de química virtual
 
LGBioq
LGBioqLGBioq
LGBioq
 
Aulas praticas de queimica
Aulas praticas de queimicaAulas praticas de queimica
Aulas praticas de queimica
 
Roteiro 1---quimica-geral
Roteiro 1---quimica-geralRoteiro 1---quimica-geral
Roteiro 1---quimica-geral
 
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
Manual "À descoberta da Química e da Bioquímica."
 
Guia de aulas
Guia de aulasGuia de aulas
Guia de aulas
 
Guia de aulas
Guia de aulasGuia de aulas
Guia de aulas
 
Manual para trabalhos em laboratorio
Manual para trabalhos em laboratorioManual para trabalhos em laboratorio
Manual para trabalhos em laboratorio
 
Apostila quimica experimental parfor 2011
Apostila quimica experimental parfor 2011Apostila quimica experimental parfor 2011
Apostila quimica experimental parfor 2011
 
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptxAula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
Aula 2 - Equipamentos básicos de laboratório.pptx
 
Medida de volume
Medida de volumeMedida de volume
Medida de volume
 
Materiais de laboratório.ppt
Materiais de laboratório.pptMateriais de laboratório.ppt
Materiais de laboratório.ppt
 
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-scLivro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
Livro manual-tecnico-para-coleta-de-amostras-de-agua-mp-sc
 
Aula 2 vidrarias de laboratório
Aula 2   vidrarias de laboratórioAula 2   vidrarias de laboratório
Aula 2 vidrarias de laboratório
 
1_material_laborat.ppt
1_material_laborat.ppt1_material_laborat.ppt
1_material_laborat.ppt
 
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
Vidrarias e Equipamentos de Laboratório de Citologia EEVMF 3º e 2º anos 2016
 
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leituraUnesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
Unesp treinamento para utilizacao_de_laboratorios_quimicos_e_biologicos_leitura
 

Último

A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
ReinaldoSouza57
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
DECIOMAURINARAMOS
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
TomasSousa7
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
AmiltonAparecido1
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
AntnioManuelAgdoma
 
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões.          pptxRimas, Luís Vaz de Camões.          pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
TomasSousa7
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
Pastor Robson Colaço
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Centro Jacques Delors
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
livrosjovert
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
AurelianoFerreirades2
 
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
Suzy De Abreu Santana
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
MateusTavares54
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
Mary Alvarenga
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
DeuzinhaAzevedo
 
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Professor Belinaso
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
fernandacosta37763
 
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdfPowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
1000a
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
Giovana Gomes da Silva
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
MessiasMarianoG
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
LucianaCristina58
 

Último (20)

A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptxA dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
A dinâmica da população mundial de acordo com as teorias populacionais.pptx
 
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptxRedação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
Redação e Leitura_7º ano_58_Produção de cordel .pptx
 
Leonardo da Vinci .pptx
Leonardo da Vinci                  .pptxLeonardo da Vinci                  .pptx
Leonardo da Vinci .pptx
 
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdfOS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
OS elementos de uma boa Redação para o ENEM.pdf
 
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
347018542-PAULINA-CHIZIANE-Balada-de-Amor-ao-Vento-pdf.pdf
 
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões.          pptxRimas, Luís Vaz de Camões.          pptx
Rimas, Luís Vaz de Camões. pptx
 
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdfO que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
O que é um Ménage a Trois Contemporâneo .pdf
 
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
Folheto | Centro de Informação Europeia Jacques Delors (junho/2024)
 
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.pptEstrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
Estrutura Pedagógica - Laboratório de Educação a Distância.ppt
 
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdfA QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
A QUESTÃO ANTROPOLÓGICA: O QUE SOMOS OU QUEM SOMOS.pdf
 
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinhaatividade 8º ano entrevista - com tirinha
atividade 8º ano entrevista - com tirinha
 
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - AlfabetinhoAtividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
Atividades de Inglês e Espanhol para Imprimir - Alfabetinho
 
Sinais de pontuação
Sinais de pontuaçãoSinais de pontuação
Sinais de pontuação
 
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmenteeducação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
educação inclusiva na atualidade como ela se estabelece atualmente
 
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escolaIntrodução à Sociologia: caça-palavras na escola
Introdução à Sociologia: caça-palavras na escola
 
Atividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º anoAtividade de reforço de matemática 2º ano
Atividade de reforço de matemática 2º ano
 
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdfPowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
PowerPoint Newton gostava de Ler - Saber em Gel.pdf
 
0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática0002_matematica_6ano livro de matemática
0002_matematica_6ano livro de matemática
 
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
759-fortaleza-resultado-definitivo-prova-objetiva-2024-05-28.pdf
 
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
- TEMPLATE DA PRATICA - Psicomotricidade.pptx
 

Analise de agua

  • 1.
  • 2. Plano de Amostragem O planejamento tem por objetivo definir as atividades de coleta, preservação, manuseio e transporte das amostras, de modo a assegurar a obtenção de todas as informações necessárias da forma mais precisa, com menor custo possível. O programa de coleta de amostragem , leva em consideração os métodos analíticos que serão aplicados, assim como prever os recursos humanos, materiais e financeiros necessários.
  • 3. Bom planejamento deverá ser embasado em informações preliminares como: Cuidadosa determinação dos pontos de coleta e o estabelecimento de um itinerário racional, levando em conta a disponibilidade do laboratório para a execução das análises e prazos de preservação das amostras.
  • 4. É importante definir o local da amostragem em um corpo receptor de efluentes, sendo necessário conhecer em detalhes os processos industriais responsáveis pela produção dos efluentes no entorno.
  • 5. Análise Pericial Visa avaliar a contribuição do lançamento de um determinado tipo de efluente na qualidade do corpo receptor. Montante ( ponto controle, localizado antes do lançamento). Zona de Mistura ( confluência do efluente com o corpo receptor). Justante ( logo após o lançamento da fonte poluidora).
  • 6. Amostra De acordo com a NBR ISO/IEC a amostragem é um procedimento definido, pelo qual uma parte de uma substância, material ou produto é retirada para produzir uma amostra representativa do todo, para ensaio ou calibração. A amostragem também pode ser requerida pela especificação apropriada, para a qual a substância, material ou produto é ensaiado ou calibrado.
  • 7. Frascos para Coleta Dependendo do tipo de coleta os materiais podem sofrer pequenas variações . Os frascos de coleta devem ser resistentes, de vidro borosilicato (V), de vidro borosilicato âmbar (VB) ou polietileno (P). Devem ser quimicamente inertes e permitir uma perfeita vedação.
  • 8. Em casos onde houver necessidade deve ser utilizado frasco de oxigênio dissolvido, que devem ser de vidro borosilicato com tampa esmerilhada e estreita (Pontiaguda), com selo d'água. Não tocar a parte interna dos frascos e do material de coleta (como tampas), nem deixá-los expostos ao pó, fumaça e outras impurezas, tais como gasolina, óleo e fumaça de exaustão de veículos, que podem ser grandes fontes de contaminação de amostras.
  • 9. Deve-se adotar o uso de EPI’s (luvas, avental, máscara, etc.), com vistas á proteção da amostra e também do próprio coletor no caso de água suspeitas de contaminação. Recomenda-se aos coletores fazer a anti-sepsia nas mãos com álcool 70%. Os reagentes utilizados na coleta devem de no mínimo grau Para Análise (P.A) e se possível grau ISO ou superior. Isso evita a contaminação das amostras por reagentes de baixa qualidade. Os frascos de coleta devem permanecer abertos apenas o tempo necessário para seu preenchimento.
  • 10. Análises de Campo Sempre que necessário, durante a coleta devem ser realizadas as determinações de PH e da temperatura, e no caso de redes de abastecimento, de cloro residual. As determinações de campo devem ser realizadas em recipientes separados daqueles que serão enviados ao laboratório, evitando-se assim possíveis contaminações.
  • 11. Para a determinação de cloro residual livre e total deve ser usado, de preferência, equipamentos colorimétrico digital, ou papeis indicadores quantitativos com valores de leituras compatíveis com os estabelecimentos na legislação de água para consumo. Para a determinação de PH, quando possível, deve ser usado um ph-metro portátil, caso isso não seja possível poderá ser utilizado papel de PH de boa qualidade. A determinação da temperatura deve seguir o mesmo padrão, quando faltar um termômetro digital portátil com certificado, poderá ser utilizado termômetro calibrado com escala entre 0°C e 50°C.
  • 12. Praticas em Análise de Água As finalidades das aulas práticas de ánalises de água é demonstrar ao estudante as metodologias e princípios no laboratório de analises físico-químico e microbiológico.
  • 13. Equip. de Proteção Individual Luvas cirúrgicas estéreis individuais, anti-deslizante. Jaleco comprido (próximo do joelho, manga comprida, abotoado). Sapato Fechado. Óculos de proteção. Protetor Facial (máscara). Touca (gorro).
  • 14.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19. Normas de segurança em laboratórios Não colocar bolsas, material escolar, livros, etc, na bancada de trabalho. Retirar todos acessórios pessoais (brincos, anéis, relógios, pulseiras, etc.). Desinfetar a bancada de trabalho no ínicio e término de cada ánalises pratica. Lavar as mãos após desinfetar a bancada. Toda manipulação de amostra deve ser realizada com uso de proteção individual.
  • 20. No final das analises, limpar a bancada, desligar e cobrir os equipamentos, descartar as luvas, máscaras e toucas, e lavar as mãos antes de deixar o laboratório.
  • 21. Alimentos e bebidas não devem ser ingeridos dentro do laboratório, inclusive chicletes e balas. Em qualquer tipo de acidente comunicar imediatamente o fato ao prof. ou o técnico responsável, e cobrir o material com desinfetante (deixar em contato por 15 minutos), e lavar bem as mãos com água e sabão. Todo material contaminado (usados) deverá ser colocado em recipientes adequados, nunca deixá-los sobre a bancada.
  • 22. Vidrarias de Laboratório Vidraria refere-se a uma grande variedade de equipamentos de laboratório que tradicionalmente são feitos de vidro. Em geral é utilizada em análises e experimentos científicos, principalmente nas áreas de química e biologia.
  • 24. Utilizado como recipiente para conter líquidos ou soluções, ou mesmo, fazer reações com desprendimento de gases. Pode ser aquecido sobre o tripé com tela de amianto.
  • 26. Possui volume definido e é utilizado para o preparo de soluções com precisão em laboratório.
  • 27. Balão de Fundo Redondo
  • 28. Utilizado principalmente em sistemas de refluxo e evaporação a vácuo, acoplado a um rotaevaporador.
  • 30. Usado na trituração e pulverização de sólidos em pequena escala.
  • 32. É a fonte de aquecimento mais utilizada em laboratório. Mas contemporaneamente tem sido substituída pelas mantas e chapas de aquecimento. Deve-se evitar seu uso quando utilizamos substâncias inflamáveis dentro do recipiente que se quer aquecer.
  • 34. Aparelho utilizado em ánalises volumétricas não tão precisas. Apresenta tubo de parede uniforme para assegurar a tolerância estipulada com exatidão e gravação permanente em linhas bem delineadas afim de facilitar a leitura de volume escoado.
  • 36. Peça de porcelana usada para evaporar líquidos das soluções e na secagem de substâncias. Podem ser utilizadas em estufas desde que se respeite o limite de no máx. 500° C.
  • 38. Utilizar na destilação, tem como finalidade condensar vapores gerados pelo aquecimento de líquidos. Os mais comuns são os de Liebig, como o da figura ao lado, mas há também o de bolas e serpentina.
  • 40. Usado para guardar substâncias em atmosfera com baixo índice de umidade.
  • 42. Utilizado em titulações, aquecimento de líquidos e para dissolver substâncias e proceder reações entre soluções. Seu diferencial em relação ao béquer é que este permite agitação manual, devido ao seu afunilamento, sem que haja risco de perda do material agitado.
  • 44. Utilizados nos processos de filtragem vácuo e tem uma chapa perfurada para a colocação de um filtro de papel. Feito de porcelana, resistência química, vidrados internamente e externamente, e pode ser usado em conjunto com o Kitassato.
  • 46. Utilizado na separação de líquidos não miscíveis e na extração.
  • 48. Usado na filtração e para retenção de partículas sólidas.Não deve ser aquecido.
  • 50. Usado para prender o condensador á haste do suporte ou outras peças como balões, erlenmeyers etc.
  • 52. Utilizado em conjunto com o funil de buchner em filtrações a vácuo.
  • 54. Usada para lavagens de materiais ou recipientes através de jatos de água, álcool ou outros solventes.
  • 56. Usadas para manipular objetos aquecidos.
  • 58. Pipetas graduada – Utilizada para medir pequenos volumes. Mede volumes variáveis. Não pode ser aquecida e não apresenta precisão na medida. Pipeta Volumétrica – Usada para medir e transferir volume de líquidos, não podendo ser aquecida, pois possui grande precisão de medida. Medem um único volume, o que caracteriza sua precisão.
  • 60. Serve para medir e transferir volumes variáveis de líquidos em grandes quantidades se necessário. Pode ser encontrada em volumes de 25 até 1000ml. Não pode ser aquecida.
  • 62. Empregado para fazer reações em pequena escala, principalmente em testes de reação em geral. Pode ser aquecido com movimentos circulares e com cuidado diretamente sob a chama de bico bunsen.
  • 64. Peça de vidro de forma côncava, é usada em análises e evaporações em pequena escala, além de auxiliar na pesagem de substancias não voláteis. Não pode ser aquecida diretamente.
  • 65. Equipamentos Banho Maria: É um dispositivo que permite aquecer substâncias de forma indireta (banho-maria), ou seja, que não podem ser expostas a fogo direto.
  • 66.
  • 67. Autoclave Autoclave é um aparelho utilizado para esterilizar artigos através do calor húmido sob pressão.
  • 68.
  • 69. Estufa Estufa: Aparelho elétrico utilizado para dessecação ou secagem de substâncias sólidas, evaporações lentas de líquidos, etc.
  • 70.
  • 71. Phmetro O pHmetro ou medidor de pH é um aparelho usado para medição de pH. Constituído basicamente por um eletrodo e um circuito potenciômetro. O aparelho é calibrado (ajustado) de acordo com os valores referenciado em cada soluções de calibração
  • 72.
  • 73.
  • 74. Balança de Precisão Balança de precisão - quando seu mecanismo possui elevada sensibilidade de leitura e indicação
  • 75.
  • 76. Balança Analítica Analítica - quando se destina à análise de determinada grandeza sob certas condições ambientais;
  • 77.
  • 78. Comparador Colorimétrico Comparador Colorimétrico é um material de laboratório que visa a determinação de cloro total e livre de determinadas substâncias. O comparador colorimétrico é muito utilizado em empresas de saneamento básico e tratamento de água, pode ser utilizado também em piscinas e aquários.
  • 79.
  • 80.
  • 81. Turbidímetro portátil Turbidímetro portátil tem como vantagem a versatilidade, pois leva a exatidão dos resultados em medições que podem ser realizadas em campo. Para controle de poluição da água e de verificação do parâmetro físico nas águas consideradas potáveis.
  • 82.
  • 83. Termômetro Os termômetros são instrumentos amplamente utilizados, destinados a medir temperatura em processos e produtos diversos, que não necessitam de uma medição constante, apenas esporádica.
  • 84.
  • 85. Jar-Test O aparelho Jar-Test é um equipamento de laboratório utilizado no ensaio de floculação, processo utilizado nas estações de tratamento de água e que faz as partículas finas de areia e argila presentes na água se juntarem, formando partículas maiores, facilitando sua purificação
  • 86.
  • 87. Titulador Automático Titulador automático é um equipamento muito utilizado para titulações de rotina em laboratório. Em geral, o titulador automático é empregado em titulações potenciométricas com grande faixa de aplicações.
  • 88.
  • 89. Fotômetro Um fotômetro medidor de cor é responsável por identificar a cor verdadeira e a cor aparente de determinadas substâncias.
  • 90.
  • 91. Agitador Magnético O agitador magnético é um equipamento indispensável em laboratórios químicos. Este tipo de agitador tem como função agitar diversos tipos de soluções durante o processo produtivo.
  • 92.
  • 93. Propriedades da Água A água reage com metais alcalinos ( elementos do grupo 1 A da tabela periódica) violentamente, dando como produto da reação de hidróxidos metálicos mais hidrogênio. Exemplo: 2NA + 2H2O → 2NAOH + H2
  • 94. A água reage em condições normais com metais alcalinos terrosos (Grupo 2 A), tendo como produto da reações de hidróxidos metálicos mais hidrogênio. Exemplo. Ca + 2H2O → Ca(OH)2 + H2
  • 95. Orgânica se outros compostos. A água na natureza nunca é pura, pois possui em dissolução substâncias sólidas, líquidas, ou gasosas que encontra na sua passagem pelo solo,ou atmosfera, como por exemplo: minerais, sais, gases, substâncias -CaCO3 -CaSO4 -CO2 -O2 -NH3 -SO4
  • 96. Qualidade da água disponível De acordo com a legislação, Pontual a poluição da água pode ser: Descarga de efluentes a partir de indústrias e de estações de tratamento de esgoto São bem localizadas, fáceis de identificar e de monitorar.
  • 97. Difusa Escoamento superficial urbano, escoamento superficial de áreas agrícolas e deposição atmosférica Espalham-se por toda a cidade, são difíceis de iden-tificar e tratar
  • 98. Padrões de potabilidade A água própria para o consumo ,ou água potável, deve obedecer certos requisitos na seguinte ordem: Organolética: não possui odor e sabor objetáveis; Física: ser de aspecto agradável; não ter cor e turbidez acima do padrão de potabilidade; Química: não conter substâncias nocivas ou tóxicas acima dos limites de tolerância para o homem; Biológica: não conter germes patogênicos.
  • 99. Os padrões de potabilidade indicam as concentrações máximas permissíveis de alguns parâmetros. No Brasil, acham-se em vigor as normas do padrão de potabilidade da água, estabelecidos pelo Ministério da Saúde, através da Portaria 36 de 19/01/1990.
  • 100. Preservação das Amostras Congelamento:  É um método de preservação que pode ser aplicado para aumentar o intervalo de tempo entre a coleta e a análise, para maior parte dos parâmetros de composição química. Não pode ser usado para a determinação, de DBO e DQO, bem como do teor de sólidos filtráveis e não filtráveis ou de qualquer dessas Frações. Os componentes dos resíduos em suspensão se alteram com o congelamento e posterior descongelamento.
  • 101. Refrigeração: Manter as amostras entre 1ºC e 4ºC preservará a maioria de características físicas, químicas e biológicas em curto prazo (< 24 horas) e como tal é recomendado para todas as amostras entre coleta e entrega para o laboratório. É recomendado para amostras microbiológicas ser refrigerada entre 2ºC e10ºC. O gelo pode ser rapidamente usado para resfriar amostras para 4ºC antes do transporte.
  • 102. Adição de agentes químicos: È um método de conservação mais conveniente, quando possível, pois oferece o maior grau de estabilização da amostra e por maior espaço de tempo. No entanto, não e possível recorrer a adições químicas em casos de determinação de parâmetros biológicos como a DBO, contagem de microrganismos, etc, e em casos de ocorrência de interferências de análises químicas.
  • 103. Parâmetro Frasco Preservação Prazo Alcalinidade Vidro Refrigeração a 14 dias água Polietileno ou 4ºC. limpa,24 horas Polipropileno água poluída. Alumínio Polietileno, HNO3 para pH 6 meses, Polipropileno < que 2 menor possível. Condutividade Polietileno, Refrigeração a 24 horas. Polipropileno 4ºC. Cor Polietileno, Refrigeração a 24 horas. Polipropileno 4ºC 48 horas.
  • 104. DBO Polietileno, Refrigeração a 48 horas. Polipropileno 4ºC. 24 horas. DQO Polietileno, Refrigeração a 28 dias. Polipropileno 4ºC.H2SO4 7 dias. para PH<2. PH Polietileno, Temp. Análise Polipropileno Ambiente Imediatamente . Turbidez Polietileno, Refrigeração a 48 horas. Polipropileno 4ºC. Evitar 24 horas. exposição a luz. Fluoreto Polietileno, Não e 28 dias.
  • 105. O transporte das amostras deve ser realizado em caixas térmicas, que permitam o controle da temperatura e seu fechamento através de lacres (se possível numerado). Normalmente a temperatura, de transporte, é de - 4Cº Caso não seja possível o uso de caixas térmicas, pode ser utilizado caixa de isopor com gelo reciclável, buscando evitar o contato direto do gelo com as amostras.
  • 106. a) Colocar os frascos na caixa de amostras de tal modo que fiquem firmes durante o transporte; b) Nos casos em que se usar gelo para preservação, cuidar para que os frascos, ao final do transporte não fiquem submersos na água formada pela sua fusão o que aumentaria o risco de contaminação. c) Evitar a colocação de frascos de uma mesma amostra em caixas diferentes.
  • 107. Tempo de detenção das amostras (prazo de entrega) As técnicas de preservação podem reduzir as taxas de degradação de um analito, mas não podem parar completamente. Todos os analitos tem um prazo de validade que é o tempo mínimo previsto entre a amostragem e a análise.
  • 108. Estabilidade da amostras. Facilidade de transporte. Custos. Resistência a esterilização.
  • 109. Principais objetivos dos métodos de preservação de amostras: Retardar a ação biológica e a hidrólise dos compostos químicos e complexos. Reduzir a volatilidade dos constituintes e os efeitos de adsorção. Preservar organismos, evitando alterações morfológicos e fisiológicos.
  • 110. Dureza Total Dureza da água é a propriedade relacionada com a concentração de íons de determinados minerais dissolvidos nesta substância. A dureza da água é predominantemente causada pela presença de sais de Cálcio e Magnésio, de modo que os principais íons levados em consideração na medição são os de Cálcio (Ca2+) e Magnésio (Mg2+) [1].
  • 111. A dureza da água é composta de duas partes, a dureza temporária e a dureza permanente. Dureza Temporária → A dureza temporária é gerada pela presença de carbonatos e bicarbonatos, que podem ser eliminadas por meio de fervura da água. A dureza permanente é devida a cloretos, nitratos e sulfatos, que não são susceptíveis à fervura.
  • 112. A dureza da água é medida geralmente com base na quantidade de Partes por milhão de Carbonato de Cálcio CaCO3, também representada como mg/l de Cálcio CaCO3. Quanto maior a quantidade de "ppm", mais "dura" será considerada a água.
  • 113. Classificação Muito Mole 0 a 70 ppm 0 -4 dGH Mole Branda 70-135 ppm 4-8 dGH Média Dureza 135-200 ppm 8-12 dGH Dura 200-350 ppm 12-20 dGH Muito Dura mais de 350 ppm mais de 20 dGH
  • 114. A dureza total é calculada como sendo a soma das concentrações de íons cálcio e magnésio na água, expressos como carbonato de cálcio.
  • 115. Método de determinação Titulação com EDTA. Material necessário: a) bureta de 50 ml; b) pipeta volumétrica de 25 ml; c) balão volumétrico de 50 ml; d) becker de 100 ml; e) frasco erlenmeyer de 250 ml;
  • 116. f) solução padrão de EDTA 0,01 M; g) solução tampão; h) indicador eriochrome Black T;
  • 117. Técnica a) tomar 25 ml da amostra e diluir para 50 ml com água destilada em balão volumétrico; b) transferir para um becker de 100 mL e adicionar 1 a 2 ml da solução tampão para elevar o pH a 10 ± 0,1;. c) transferir para um frasco Erlenmeyer de 250 ml e adicionar aproximadamente 0,05 gramas do Indicador Eriochrome Black T;. d) titular com EDTA 0,01M agitando continuamente até o desaparecimento da cor púrpura avermelhada e o aparecimento da cor azul (final da titulação);
  • 118. e) anotar o volume de EDTA gasto (ml); f) fazer um branco com água destilada; g) subtrair o volume de EDTA gasto na titulação do branco do volume de EDTA gasto na titulação da amostra. A diferença é o volume que será aplicado no cálculo abaixo.
  • 119. Análise de PH O termo PH representa a concentração de íons hidrogênio em uma solução. Na água, este fator é de excepcional importância, principalmente nos processos de tratamento da água.
  • 120. Na rotina dos laboratórios das estações de tratamento ele é medido e ajustado sempre que necessário para melhorar o processo de coagulação/floculação da água e também o controle da desinfecção.
  • 121. O valor do pH varia de 0 a 14. Abaixo de 7 a água é considerada ácida e acima de 7, alcalina. Água com pH 7 é neutra.
  • 122. Em PH ácidos os organismos tendem a sofrer irritações e escamações de pele. O PH é muito influenciado pela quantidade de matéria orgânica morta a ser decomposta, sendo que quanto maior a quantidade de matéria orgânica disponível, menor o PH, pois para haver decomposição desse material muitos ácidos são produzidos.
  • 123. O PH de um corpo d’água também pode variar, dependendo da área(no espaço) que este corpo recebe as águas da chuva, os esgotos e a água do lençol freático. Quanto mais ácido for o solo da bacia mais ácidas serão as águas deste corpo d’água.
  • 124. A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde recomenda que o pH da água seja mantido na faixa de 6,0 a 9,0 no sistema de distribuição. Existem no mercado vários aparelhos para determinação do pH. São denominados de potenciômetros ou colorímetros.
  • 125. Material necessário: potenciômetro; cubetas; frasco lavador; papel absorvente; soluções tampão de pH conhecido;
  • 126. Técnica de Procedimento a) ligar o aparelho e esperar a sua estabilização; b) lavar os eletrodos com água destilada e enxugá-los com papel absorvente; c) calibrar o aparelho com as soluções padrão (pH 4 – 7 ou 9);. d) lavar novamente os eletrodos com água destilada e enxugá-los;
  • 127. e) introduzir os eletrodos na amostra a ser examinada e fazer a leitura; f) lavar novamente e deixá-los imersos em água destilada; g) desligar o aparelho.
  • 128. Alcalinidade A alcalinidade total de uma água é dada pelo somatório das diferentes formas de alcalinidade existentes, ou seja, é a concentração de hidróxidos, carbonatos e bicarbonatos, expressa em termos de Carbonato de Cálcio. Pode se dizer que a alcalinidade mede a capacidade da água em neutralizar os ácidos.
  • 129. A medida da alcalinidade é de fundamental importância durante o processo de tratamento de água, pois, é em função do seu teor que se estabelece a dosagem dos produtos químicos utilizados.
  • 130. Normalmente as águas superficiais possuem alcalinidade natural em concentração suficiente para reagir com o sulfato de alumínio nos processos de tratamento.
  • 131. Quando a alcalinidade é muito baixa ou inexistente há a necessidade de se provocar uma alcalinidade artificial com aplicação de substâncias alcalinas tal como cal hidratada ou Barrilha (carbonato de sódio) para que o objetivo seja alcançado.
  • 132. Quando a alcalinidade é muito elevada, procede- se ao contrário, acidificando-se a água até que se obtenha um teor de alcalinidade suficiente para reagir com o sulfato de alumínio ou outro produto utilizado no tratamento da água.
  • 133. Método de Determinação Titulação com Ácido Sulfúrico: a) pipeta volumétrica de 50 ml; b) b) frasco Erlenmeyer de 250 ml; c) c) bureta de 50 ml; d) d) fenolftaleína; e) e) indicador metilorange; f) f) mistura Indicadora de Verde de Bromocresol/Vermelho de Metila; g) g) solução de Ácido Sulfúrico 0,02 N; h) h) solução de Tiossulfato de Sódio 0,1 N.
  • 134. a) tomar 50 ml da amostra e colocar no Erlenmeyer; b) adicionar 3 gotas da solução indicadora de verde de bromocresol/vermelho de metila; c) titular com a Solução de Ácido Sulfúrico 0,02 N até a mudança da cor azul-esverdeada para róseo; d) anotar o volume total de H2SO4 gasto (V) em ml.
  • 135. 41
  • 136. Turbidez A turbidez da água é devida à presença de materiais sólidos em suspensão, que reduzem a sua transparência. Pode ser provocada também pela presença de algas, plâncton, matéria orgânica e muitas outras substâncias como o zinco, ferro, manganês e areia, resultantes do processo natural de erosão ou de despejos domésticos e industriais.
  • 137. A turbidez tem sua importância no processo de tratamento da água. Água com turbidez elevada e dependendo de sua natureza, forma flocos pesados que decantam mais rapidamente do que água com baixa turbidez. Também tem suas desvantagens como no caso da desinfecção que pode ser dificultada pela proteção que pode dar aos microorganismos no contato direto com os desinfetantes.
  • 138. É um indicador sanitário e padrão de aceitação da água de consumo humano. A Portaria nº 518/2004 do Ministério da Saúde estabelece que o Valor Máximo Permitido é de 1,0 uT para água subterrânea desinfectada e água filtrada após tratamento completo ou filtração direta, e 5,0 uT como padrão de aceitação para consumo humano.
  • 139. Método Nefelométrico Material necessário: a) turbidímetro com nefelômetro; b) células de amostras de vidro incolor (quartzo), c) balão volumétrico de 100 ml; d) pipeta volumétrica de 5 ml; e) conjunto de filtração; f) filtros de membrana de 0,2 μm.
  • 140. Água isenta de turbidez: a) passar água destilada através de um filtro de membrana de 0,02 μm de porosidade. Enxaguar o frasco de coleta pelo menos duas vezes com água filtrada e desprezar os primeiros 200 ml;
  • 141. a) Calibrar o turbidímetro de acordo com as instruções do fabricante; b) Medida de turbidez menor que 40 UTN: Agitar a amostra suavemente e esperar até que as bolhas de ar desapareçam e colocá-la na célula de amostra do turbidímetro; Fazer a leitura da turbidez diretamente na escala do instrumento ou na curva de calibração apropriada.
  • 142. c) Medida de turbidez acima de 40 UTN: Diluir a amostra com um ou mais volumes de água isenta de turbidez até que a turbidez da amostra diluída fique entre 30 e 40 NTU. Fazer a leitura e multiplicar o resultado pelo fator de diluição.