O poema explora o mistério da existência e da realidade, descrevendo-a como um abismo assustador e impossível de compreender. O poeta sente pavor e angústia diante da transcendência do ser e da consciência de que tudo é um mistério, incluindo a vida, a morte e a própria escrita do poema. Ele reconhece que, apesar de toda consciência, a existência em si é inconsciência, pois é preciso existir para criar e compreender as coisas.