O documento discute a brandura versus a violência. Aponta que a brandura pregada por Jesus não é fraqueza, mas sim uma virtude que requer força interior para dominar os impulsos irascíveis e perdoar os outros sem vingança.
EM GREGO:
DOÇURA,TOLERÂNCIA
EM HEBRAICO:
DOÇURA
É uma virtude, logo é um ato de
força
“A doçura é a força. É o domínio de tudo o que é
irascível dentro de si mesmo” (Jean-Yves
Leloup)
4.
TODA VIOLÊNCIA ÉREPROVÁVEL,
DESDE ATOS EXTREMOS COMO
ASSASSINATOS ATÉ ATITUDES DE
RISPIDEZ E CÓLERA PARA COM O
PRÓXIMO.
5.
o
TEM UMA POSTURADE PROFUNDO
RESPEITO AO OUTRO
o
TEM CONTROLE SOBRE OS PRÓPRIOS
PENSAMENTOS E IMPULSOS
o
CONSEGUE PERDOAR
o
SE DEFENDE SEM VINGANÇA
o
NÃO RESPONDE O MAL COM O MAL
o
TRIUNFA DO MAL COM O BEM
6.
o
TEM UMA POSTURADE PROFUNDO
RESPEITO AO OUTRO
o
TEM CONTROLE SOBRE OS PRÓPRIOS
PENSAMENTOS E IMPULSOS
o
CONSEGUE PERDOAR
o
SE DEFENDE SEM VINGANÇA
o
NÃO RESPONDE O MAL COM O MAL
o
TRIUNFA DO MAL COM O BEM
7.
o
Nos impede defalarmos cedo demais.
o
Nos impede de pronunciar a palavra que
fere o adversário em seu ponto fraco.
o
Nos impede de pronunciar a palavra que
nunca vai ser esquecida.
o
Leva-nos a esperar pelo momento propício
para fazermos uma observação mais velada.
o
Leva-nos, algumas vezes, a nos calar-nos
completamente.
8.
o
o
Revidar, contra-atacar, pagarcom a
mesma moeda é parte de nossa
natureza animal.
Auto-controle é desafio para o
espírito, pois requer exercício.
9.
Um índio dissecerta vez a um indivíduo que se
achava civilizado: "Dentro de cada um de nós
existem dois cachorros que discutem o tempo todo
e exercem importante papel em nossa vida: um
deles se chama raiva e o outro, compaixão".
Intrigado, o indivíduo se aproximou do
índio e perguntou: - amigo índio, qual
dos dois é o mais forte e capaz de
ganhar a briga? É muito simples, afirmou
o índio: aquele que eu alimento.
10.
Edgar, juiz deDireito, deu o seguinte
depoimento:
Miguel matou o Jarbas. Confessou o crime. Tive que
condená-lo. Mas o meu coração sangrava, pois
fiquei conhecendo a história do Miguel. Aos cinco
anos de idade, ele viu o próprio pai ser assassinado
pelo Jarbas. No ambiente em que cresceu, só se
falava em vingança. Nunca ouviu uma palavra
sequer de perdão e de amor. Por isso, menino
ainda, Miguel achou que ele devia vingar a morte do
pai. Esperou longos anos, pois não queria que as
duas filhas do Jarbas tivessem a sorte que ele
mesmo teve. Só depois que as duas casaram, é que
executou a vingança e matou o Jarbas.
11.
O seu crimefoi resultado e o fruto do ambiente
em que viveu. A lei dizia: “Deve ser condenado!”
E foi condenado! Mas a lei, do jeito que ela era e
é, não conseguiu atingir a causa que produziu o
crime; não conseguiu atingir e processar o
ambiente que, aos poucos, foi levando o Miguel
a ser um assassino. Justiça foi feita, mas não foi
uma justiça verdadeira e total. As causas que
produziram o crime estão aí, e vão produzir
outros crimes. E quem sabe, pode ser que eu
mesmo esteja contribuindo para manter a causa
que produz e gera o crime…
Adaptação de texto de Carlos Mesters
12.
No Sermão daMontanha, Jesus diz que
não basta não matar; é preciso não
cultivar ódio e rancor pelos outros. O
crime de Miguel foi plantado no
coração porque só lhe falavam em ódio
e vingança.
O destino de Miguel poderia ter sido
diferente se ele tivesse absorvido em
profundidade a advertência do Cristo?
Que advertência é essa?
13.
O juiz levantouum problema sério:
para haver verdadeira justiça, não
basta só castigar o Miguel, pois seu
crime tem raízes mais profundas.
Qual a pista que Jesus dá para
solucionar o problema levantado por
Edgar?
14.
Que paz queremos?
Apaz do mundo, que se adapta,
ou a paz do Cristo, que não cede?
A paz do mundo, que se adapta,
ou a paz do Cristo, que não se adapta?
Que paz queremos?
DELFOS
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
15.
Se queremos apaz do mundo,
estejamos tranquilos,
porque nada, ninguém nos perturbará.
Se queremos a paz do mundo,
podemos dormir tranquilos,
porque respiramos juntamente
com aqueles que se acostumaram
com o ar infecto das planícies.
DELFOS
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
16.
Mas se queremosa paz do Cristo,
tudo será diferente.
É preciso que estejamos atentos à
batalha, que acontecerá sobretudo
dentro de nós mesmos.
DELFOS
Psicografia de Divaldo Pereira Franco
17.
o
É mais fortedo que eu...
o
Quando me dou conta, a besteira já está
feita...
o
Eu às vezes fico fora de mim...
o
Não consigo me controlar...
o
O sangue me sobe à cabeça...
o
Não sei o que me dá...
18.
“Segundo a idéiafalsíssima de que lhe não é
possível reformar a sua própria natureza, o
homem se julga dispensado de empregar
esforços para se corrigir dos defeitos em
que de boa-vontade se compraz, ou que
exigiriam muita perseverança para serem
extirpados.
Não vos mostra a experiência, a vós
espíritas, até onde é capaz de ir o poder da
vontade, pelas transformações
verdadeiramente miraculosas que se operam
sob vossas vistas? Compenetrai-vos, pois,
de que o homem não se conserva vicioso,
senão porque quer permanecer vicioso; de
que aquele que queira corrigir-se sempre o
pode”.
19.
Se há tantapaz no azul que o céu abriga
E há tanto azul que tanto bem nos faz,
Se há tanto azul e há tanto céu, me diga:
Por que é que o homem não encontra a paz?
Se há tanta paz no verde-mar da onda
Que faz-se verde e em branco se desfaz,
Se há tanta onda pelo mar, responda:
Por que é que o homem não encontra a paz?
20.
Se há tantapaz no olor das multicores,
Flores: orquídeas, rosas, manacás...
Se há tanta paz em cada flor e há tantas
flores,
Por que é que o homem não encontra a paz?
Se há tanta paz nos cânticos suaves
Que entoam na alvorada os sabiás,
Se há tanta paz num canto de ave e há tantas
aves,
Por que é que o homem não encontra a paz?
21.
Se há tantapaz na brisa que desliza
Sobre as folhagens, tímida e fugaz,
Se há tanta paz na brisa e há tanta brisa,
Por que é que o homem não encontra a
paz?
Se há tanta paz nas expressões tão
mansas
que ao vir ao mundo uma criança traz,
E se a cada dia existem mais crianças,
Por que é que o homem não encontra a
paz?
22.
Se há tantapaz nos corações com fé,
Que atrai o bem e afasta as coisas más,
Então oremos juntos, todos de pé,
Para que o homem encontre, um dia, a paz...
LUNA FERNANDES
23.
A benevolência paracom os seus
semelhantes, fruto do amor ao próximo,
produz a afabilidade e a doçura, que lhe
são as formas de manifestar-se.
24.
Quantos há, cujafingida bonomia é
apenas uma máscara para uso externo,
uma roupagem cujo corte bem calculado
disfarça as deformidades ocultas!
BONOMIA... Qualidade do homem, que é
bom, simples e crédulo.
25.
O mundo estácheio dessas criaturas
que Têm nos lábios o sorriso
e no coração o veneno.
26.
...são doces, contantoque ninguém as
moleste, mas que mordem à menor
contrariedade;
...cuja língua de ouro
quando falam face a
face, se transforma em
dardo venenoso quando
falam por trás.
27.
...família e ossubordinados suportarem o
peso do seu orgulho e do seu
despotismo...
Não
ousando impor sua
autoridade aos estranhos,
que os colocariam no seu
lugar, querem pelo menos
ser temidos pelos que não
podem resistir-lhes.
28.
Sua vaidade sesatisfaz com o
poderem dizer: “Aqui eu mando e
sou obedecido”, sem pensar que
poderiam acrescentar, com mais
razão: “E sou detestado”.
29.
Não
basta queos lábios destilem
leite e mel...
...se
o coração nada tem com
isso, trata-se de hipocrisia.
30.
Aquele cuja afabilidadee doçura não
são fingidas, jamais se desmente.
...podem enganar os homens pelas
aparências, não podem enganar a
Deus.