Texto : A poesia das imagens  Autor: Luiz Gonzaga Pinheiro Música: sweet people.
Obrigado poesia! Por me amares tanto! E por meu peito encheres com teu mais lindo canto.
Um dia, caminhando na chuva, um raio  penetrou-me o peito, alterou-me os sentidos, sacudiu-me a alma e encheu meu coração de cantigas de nimar. Foi assim meu encontro  com a poesia.
A partir de então pude ouvir os sons das montanhas. São louvores a Deus.
E me foi revelada a linguagem das flores. São poemas a Deus.
E percebi o riso das águas. São alegrias  de Deus.
E vi a luz do mundo. A mesma luz de Deus.
l Aprendi  nesse encontro a decifrar os desenhos  das nuvens.
O sentimento do fogo.
A pulsação das árvores.
A ver o sonho dos pequeninos.
Aprendi a sentir o odor dos sentimentos.
E vi na morte um recomeço de tudo.
E da vida o brilho de todas as coisas.
Aprendi que por trás de um ponto de  Interrogação existem tratados e romances.
Descobri orquestras inteiras a tocar nas matas, como a dos grilos e cigarras.
Vi Deus brincando de soprar na água.
E adormecer após um longo dia de trabalho.
Descobri o espelho onde as estrelas se olham.
E o lugar onde os anjos meditam.
Quando encontrei a poesia ela trazia flores  em uma  mão e um lenço na outra.
Tinha um  olho verde tão calmo que causava sono.
O outro era azul, profundo, que hipnotizava.
Ambos convidaram-me a descer pelo tobogam dos  seus cílios.
Até um oceano de girassóis por onde Deus caminhava.
E de mãos dadas fomos ver o olho de vidro da terra.
E flores...
E flores...
E flores...
Até que acordei  nos jardins de São Francisco.
Que me enviou a Terra para caçar imagens.
Formatação: o caçador de imagens

A Poesia Das Imagens