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A MULHER CANANÉIA
22 - E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada.
23 - Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos,
chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que
vem gritando atrás de nós.
24 - E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às
ovelhas perdidas da casa de Israel.
25 - Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me!
26 - Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos.
27 - E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores.
28 - Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo
como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã. (Mateus 15:22-26).

Quem era ela?
Em Marcos 7:26 lemos o seguinte acréscimo: “... Grega, de origem siro-fenícia...”. Dessa forma sabemos que se tratava de uma mulher que não era judia, pois a palavra “grega” indica a sua religião. Era
ela fenícia siríaca descendendo dos cananeus que foram os primitivos habitantes da Palestina. Essa
mulher apesar de ser pagã conhecia muito bem a missão messiânica de Jesus, pois ao clamar Filho de
Davi ela vai na descendência de Davi. Há cerca de quinze referências bíblicas no Novo Testamento
que informa a expressão “Jesus, Filho de Davi”. Poderia ser uma mulher convertida a religião judaica
ou se tratava de uma mulher que conhecia a fama de Jesus como seria natural por se tratar de uma região tão próxima a Galiléia. Podemos dizer que se tratava de uma mãe zelosa e cuidadosa ao procurar
Jesus em busca da causa espiritual da filha.

Por que os discípulos queriam a despedir?
Em muitas pesquisas realizadas a maioria dos historiadores afirmam que os discípulos estavam preocupados em não serem reconhecidos naquela região da Fenícia, o que podia gerar uma prisão inoportuna ao entrar em conflito com as autoridades religiosas. Era impossível Jesus passar despercebido em
qualquer região. Os discípulos mostraram não ter qualquer compaixão com aquela mulher, pois não
pensaram nela e nem na sua filha. Outra conclusão chegada é que para os discípulos aquela mulher
não tinha o direito natural de pedir algo ao Messias judeu por ser gentia.

O diálogo de Jesus com ela
Jesus foi duro com ela? Muitos imaginam que sim! Ao buscarmos conhecimento vemos que Jesus não
foi duro para com ela, porém foi direto em suas palavras. Precisamos primeiro trazer a nossa memória
o que está registrado em Efésios 2: 12 que diz: “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da
comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no
mundo”.
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Continuação
Era uma mulher gentia cujo o povo não pertencia a promessa messiânica segundo os judeus. A expressão “ovelhas perdidas da casa de Israel” refere-se ao povo judeu que teve a oportunidade de primeiro receber a Cristo como o Salvador de suas vidas, porém com o envio do Espírito Santo o Evangelho está ao alcance de todos (Atos 1:8). Em seguida lemos “Não é bom pegar no pão dos filhos e
deitá-lo aos cachorrinhos” . Jesus está dizendo que se Ele veio primeiro para os judeus, Ele não poderia atender primeiro a uma pessoa gentia. Os judeus tinham o costume de chamar os gentios de cachorro, porém Jesus foi mais profundo em suas palavras. A palavra “cachorrinhos” tem gerado muitas
dúvidas, pois alguns acham que Jesus não tratou a mulher cananéia com respeito. Existem duas palavras gregas para cachorro:


KUON

-

Animais errantes que vagam pelas as ruas em matilhas; e



KUNARION

-

Cachorrinhos mantidos em casa como animal de estimação.

Essa mulher mostrou uma percepção incrível na resposta de Jesus, pois ela entendeu que Jesus a estava chamando de KUNARION. Vejamos a sua resposta: “E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os
cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores”. Somente o animal doméstico é que se alimenta dessa maneira! Fantástico!
Em quanto os judeus mostravam incredulidade aquela mulher mostrou o que é fé!

Destaques dessa mulher


Ao se aproximar de Jesus, ela se prostra ao chão em sinal de humilhação;



Não desistiu;



Não se importou com que os discípulos pensavam dela;



Prendeu a atenção de Jesus mediante tamanha sua fé;



Mostrou que o verdadeiro amor de uma mãe é capaz de superar dificuldades;



Entendia que o seu problema só poderia ser resolvido por Jesus;



Confiou em Jesus;



A fé de uma pessoa pode beneficiar outras (no caso a sua filha);



Muitas coisas estavam contra ela, porém sabia que apesar das dificuldades a sua vitória estava
em Jesus; e



Permitiu que os obstáculos servissem de impulso para a sua caminhada.

Autor: Presbítero Marcello
Artigo simples - n.º 15
Principais fontes de pesquisa: COMENTÁRIO BÍBLICO - EARL D.
RADMACHER; COMENTÁRIO JUDAICO DO NOVO TESTAMENTO
DAVID S. e BÍBLIA DO PREGADOR.

A mulher cananéia

  • 1.
    jesusnafamilia.blogspot.com A MULHER CANANÉIA 22- E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. 23 - Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. 24 - E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25 - Então chegou ela, e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me! 26 - Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. 27 - E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. 28 - Então respondeu Jesus, e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé! Seja isso feito para contigo como tu desejas. E desde aquela hora a sua filha ficou sã. (Mateus 15:22-26). Quem era ela? Em Marcos 7:26 lemos o seguinte acréscimo: “... Grega, de origem siro-fenícia...”. Dessa forma sabemos que se tratava de uma mulher que não era judia, pois a palavra “grega” indica a sua religião. Era ela fenícia siríaca descendendo dos cananeus que foram os primitivos habitantes da Palestina. Essa mulher apesar de ser pagã conhecia muito bem a missão messiânica de Jesus, pois ao clamar Filho de Davi ela vai na descendência de Davi. Há cerca de quinze referências bíblicas no Novo Testamento que informa a expressão “Jesus, Filho de Davi”. Poderia ser uma mulher convertida a religião judaica ou se tratava de uma mulher que conhecia a fama de Jesus como seria natural por se tratar de uma região tão próxima a Galiléia. Podemos dizer que se tratava de uma mãe zelosa e cuidadosa ao procurar Jesus em busca da causa espiritual da filha. Por que os discípulos queriam a despedir? Em muitas pesquisas realizadas a maioria dos historiadores afirmam que os discípulos estavam preocupados em não serem reconhecidos naquela região da Fenícia, o que podia gerar uma prisão inoportuna ao entrar em conflito com as autoridades religiosas. Era impossível Jesus passar despercebido em qualquer região. Os discípulos mostraram não ter qualquer compaixão com aquela mulher, pois não pensaram nela e nem na sua filha. Outra conclusão chegada é que para os discípulos aquela mulher não tinha o direito natural de pedir algo ao Messias judeu por ser gentia. O diálogo de Jesus com ela Jesus foi duro com ela? Muitos imaginam que sim! Ao buscarmos conhecimento vemos que Jesus não foi duro para com ela, porém foi direto em suas palavras. Precisamos primeiro trazer a nossa memória o que está registrado em Efésios 2: 12 que diz: “Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo”.
  • 2.
    jesusnafamilia.blogspot.com Continuação Era uma mulhergentia cujo o povo não pertencia a promessa messiânica segundo os judeus. A expressão “ovelhas perdidas da casa de Israel” refere-se ao povo judeu que teve a oportunidade de primeiro receber a Cristo como o Salvador de suas vidas, porém com o envio do Espírito Santo o Evangelho está ao alcance de todos (Atos 1:8). Em seguida lemos “Não é bom pegar no pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos” . Jesus está dizendo que se Ele veio primeiro para os judeus, Ele não poderia atender primeiro a uma pessoa gentia. Os judeus tinham o costume de chamar os gentios de cachorro, porém Jesus foi mais profundo em suas palavras. A palavra “cachorrinhos” tem gerado muitas dúvidas, pois alguns acham que Jesus não tratou a mulher cananéia com respeito. Existem duas palavras gregas para cachorro:  KUON - Animais errantes que vagam pelas as ruas em matilhas; e  KUNARION - Cachorrinhos mantidos em casa como animal de estimação. Essa mulher mostrou uma percepção incrível na resposta de Jesus, pois ela entendeu que Jesus a estava chamando de KUNARION. Vejamos a sua resposta: “E ela disse: Sim, SENHOR, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores”. Somente o animal doméstico é que se alimenta dessa maneira! Fantástico! Em quanto os judeus mostravam incredulidade aquela mulher mostrou o que é fé! Destaques dessa mulher  Ao se aproximar de Jesus, ela se prostra ao chão em sinal de humilhação;  Não desistiu;  Não se importou com que os discípulos pensavam dela;  Prendeu a atenção de Jesus mediante tamanha sua fé;  Mostrou que o verdadeiro amor de uma mãe é capaz de superar dificuldades;  Entendia que o seu problema só poderia ser resolvido por Jesus;  Confiou em Jesus;  A fé de uma pessoa pode beneficiar outras (no caso a sua filha);  Muitas coisas estavam contra ela, porém sabia que apesar das dificuldades a sua vitória estava em Jesus; e  Permitiu que os obstáculos servissem de impulso para a sua caminhada. Autor: Presbítero Marcello Artigo simples - n.º 15 Principais fontes de pesquisa: COMENTÁRIO BÍBLICO - EARL D. RADMACHER; COMENTÁRIO JUDAICO DO NOVO TESTAMENTO DAVID S. e BÍBLIA DO PREGADOR.