A reforma psiquiátrica no Brasil é criticada por beneficiar interesses mercantilistas e pelo fechamento de leitos públicos, enquanto a assistência à saúde mental torna-se um negócio lucrativo. O médico psiquiatra Julius Martins Teixeira destaca a divisão entre a psiquiatria para pobres e ricos, e relata as condições desumanas em hospitais psiquiátricos, que perpetuam a miséria e a exclusão social. O texto também aborda a necessidade de resistir ao mercantilismo e de articular um novo modelo de cuidado psiquiátrico que respeite a dignidade humana.