A condição das populações
indígenas e negra no continente
americano
Prof.ª Maiara Coutinho
Os indígenas durante o
século XIX
Politicasde
Assimilaçãono
Brasil
 Intelectuais e políticos discutiam a integração dos índios
ao novo estado em formação. Entre a possibilidade de fazê-
lo de forma branda ou violenta. Apesar das teorias
discriminatórias do oitocentos, a proposta humanista iria
predominar.
 Entre a possibilidade de fazê-lo de forma branda ou
violenta, predominou a primeira defendida por José
Bonifácio na Constituinte de 1823. A Constituição de 1824,
no entanto, sequer mencionou a questão indígena que
passou à responsabilidade das Assembleias Legislativas
Provinciais.
 O objetivo era civilizar os índios, tornando-os “cidadãos” ,
porém isso seria feito conforme a legislação, através de
meios brandos e persuasivos, recomendando-se a violência
para os que se recusassem a “colaborar”.
 Foi o caso dos botocudo, caiapó, xavante e inúmeros outros
povos que em diferentes regiões do Estado recusavam as
propostas de integração.
Tomada deTerras
eResistências
Indígenas nos
EUA
 No início do século XIX, a maioria dos nativos norte-
americanos do sul foi removida de suas terras para
acomodar a expansão norte-americana sobre o Alabama,
Flórida, Louisiana, Mississippi, Carolina do Norte e
Tennessee. Com a Guerra Civil Americana, muitas nações
indígenas norte-americanas foram transferidas para o
oeste do Rio Mississippi. A maior resistência dos índios
norte-americanos aconteceu em forma de Guerras
Indígenas, que foram frequentes até a década de 1890.
 Durante a corrida do ouro na Califórnia , muitos nativos
foram mortos por colonos que chegavam, bem como por
unidades de milícia financiadas e organizadas pelo
governo da Califórnia. Alguns estudiosos afirmam que o
financiamento estatal dessas milícias, bem como o papel
do governo dos Estados Unidos em outros massacres na
Califórnia, como o Bloody Island e Yontoket Massacres ,
em que até 400 ou mais nativos foram mortos em cada
massacre, constitui uma campanha de genocídio contra o
povo nativo da Califórnia .
Genocídio
indígenanos
EstadosUnidos
 O Genocídio dos povos indígenas dos Estados Unidos
durante o século XIX, que resultou no massacre de
milhões e na destruição irreversível de várias culturas,
feito sob a alegação de uma guerra justa, ou guerra
indígena, teve características próprias, que diferem o que
aconteceu nos Estados Unidos do que aconteceu no
restante da América. A limpeza étnica do oeste americano
tornou-se política oficial do governo americano, que passou
a declarar guerra às tribos indígenas sob qualquer
pretexto.
 Em um discurso diante de representantes dos povos
indígenas americanos em junho de 2019, o governador da
Califórnia, Gavin Newsom, pediu desculpas pelo genocídio
cometido em seu estado. Newsom disse: "Isso é o que foi,
um genocídio. Não há outra maneira de descrevê-lo. E é
assim que ele precisa ser descrito nos livros de história.
Processo da Escravidão
Africana
Contexto
Histórico
 A escravidão africana era uma prática social e econômica bem
ativa na África, só que muito anterior ao colonialismo. Os espólios
de guerra incluíam a transformação de homens livres em escravos.
Dessa forma, povos subjugados acabavam trabalhando submissos
para os vencedores.
 Com as Grandes Navegações, Portugal se lançou à aventura de
desbravar os oceanos, como também colonizar territórios. E foi
assim que se fixou na África, passando a negociar com os
comerciantes locais. Nesse meio tempo, Pedro Álvares Cabral
descobriu o Brasil, dando início à colonização lusitana na América
do Sul.
 A partir do século XVI, foi com a escravidão que o Império
Português passou a sustentar sua colônia de exploração. A
primeira opção foi utilizar o índio como força de trabalho, posto
que era mais barato obtê-lo. Só que começaram os conflitos com a
Igreja Católica, desejosa de catequizá-lo.
 Foi então que Portugal voltou sua atenção para a grande oferta de
escravos africanos. O Império já tinha várias fortificações na
Costa da África, o que facilitava obter o produto. Além disso, a
possibilidade de lucros exorbitantes animava os comerciantes.
Comoseiniciou
aescravidão
africana
 Já bem instalados na Costa Africana, os portugueses
começaram a usar a vantagem de seus domínios. E com
esse fim fizeram acordos comerciais com tribos, com isso
pondo os próprios nativos para caçarem seus adversários.
 Os ataques eram realizados por guerreiros profissionais,
que dizimavam aldeias inteiras, aprisionando seus
integrantes.
 A Igreja Católica não se opunha à escravidão africana, já
que há séculos combatia os muçulmanos na região. Sem
contar que aquele comércio incentivava o desenvolvimento
dos navios, que eram necessários para o transporte
ultramarino.
 E considerando que os capturados eram trocados por
tabaco, grandes fazendas passaram a lucrar com essas
plantações. Calcula-se que, entre os séculos XV e XIX,
mais de onze milhões de escravos foram comercializados.
Paraondeiam
osescravos?
 Depois que firmavam acordos com a tribos de captura, os
portugueses os equipavam com armas de fogo. Isso lhe
dava uma superioridade bélica, uma vez que
impossibilitava a reação com lanças e flechas.
 Sem ter como vencer um inimigo assim tão forte, outra
opção não havia que se render ao destino nefasto que os
aguardava. Eram os vencidos então levados ao litoral,
onde grandes mercadores os adquiriam e os embarcavam
em navios negreiros.
 Esses navios eram também chamados de tumbeiros, posto
que a grande maioria dos embarcados morria. O destino
eram as colônias de Portugal, principalmente o Brasil. Os
escravos desembarcavam na Costa Brasileira e de lá eram
levados para as fazendas.
 Havia os que iam para as grandes plantações no Nordeste,
assim como os que se destinavam à mineração. Minas
Gerais, Goiás e Mato Grosso são exemplo de utilização da
escravidão africana em minas de metais preciosos.
O cotidianode
umescravo
 A vida de um escravo era infernal, posto que sofria ele os excessos que
lhe abatia a saúde e encurtava seus dias. Logo na chegada ao ambiente
colonial, o servo era separado dos seus conhecidos. Também passava a
conviver com quem tinha costume e língua diferentes dos seus.
 Todos esses cuidados era para evitar rebeliões e fugas. Outra técnica
era sempre mantê-los ocupados, uma vez que não tinham tempo para
se associarem.
 Os chamados escravos de campo eram utilizados nas grandes lavouras
ou na mineração. Trabalhavam duro, cerca de dezoito horas por dia, só
folgando no domingo.
 Alimentavam-se mal, viviam de forma improvisada e pernoitavam nas
escuras e úmidas senzalas. Poucos eram os que sobreviviam mais que
vinte anos.
 Mas havia também os chamados escravos domésticos, que viviam na
casa grande e levavam uma vida mais tranquila. As escravas cuidavam
da casa, da alimentação, dos filhos de seus senhores. Deveriam estar
sempre à disposição, do raiar do sol até que todos se retirassem.
 Não era raro ver nos grandes centros, como o Rio de Janeiro, os
escravos de ganho que vendiam produtos nas ruas. Obviamente que o
lucro era todo revertido ao seu senhor, sem que a eles fosse dada
qualquer compensação.
A condição das populações indígenas e negra no.pptx

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  • 1.
    A condição daspopulações indígenas e negra no continente americano Prof.ª Maiara Coutinho
  • 2.
    Os indígenas duranteo século XIX
  • 3.
    Politicasde Assimilaçãono Brasil  Intelectuais epolíticos discutiam a integração dos índios ao novo estado em formação. Entre a possibilidade de fazê- lo de forma branda ou violenta. Apesar das teorias discriminatórias do oitocentos, a proposta humanista iria predominar.  Entre a possibilidade de fazê-lo de forma branda ou violenta, predominou a primeira defendida por José Bonifácio na Constituinte de 1823. A Constituição de 1824, no entanto, sequer mencionou a questão indígena que passou à responsabilidade das Assembleias Legislativas Provinciais.  O objetivo era civilizar os índios, tornando-os “cidadãos” , porém isso seria feito conforme a legislação, através de meios brandos e persuasivos, recomendando-se a violência para os que se recusassem a “colaborar”.  Foi o caso dos botocudo, caiapó, xavante e inúmeros outros povos que em diferentes regiões do Estado recusavam as propostas de integração.
  • 5.
    Tomada deTerras eResistências Indígenas nos EUA No início do século XIX, a maioria dos nativos norte- americanos do sul foi removida de suas terras para acomodar a expansão norte-americana sobre o Alabama, Flórida, Louisiana, Mississippi, Carolina do Norte e Tennessee. Com a Guerra Civil Americana, muitas nações indígenas norte-americanas foram transferidas para o oeste do Rio Mississippi. A maior resistência dos índios norte-americanos aconteceu em forma de Guerras Indígenas, que foram frequentes até a década de 1890.  Durante a corrida do ouro na Califórnia , muitos nativos foram mortos por colonos que chegavam, bem como por unidades de milícia financiadas e organizadas pelo governo da Califórnia. Alguns estudiosos afirmam que o financiamento estatal dessas milícias, bem como o papel do governo dos Estados Unidos em outros massacres na Califórnia, como o Bloody Island e Yontoket Massacres , em que até 400 ou mais nativos foram mortos em cada massacre, constitui uma campanha de genocídio contra o povo nativo da Califórnia .
  • 7.
    Genocídio indígenanos EstadosUnidos  O Genocídiodos povos indígenas dos Estados Unidos durante o século XIX, que resultou no massacre de milhões e na destruição irreversível de várias culturas, feito sob a alegação de uma guerra justa, ou guerra indígena, teve características próprias, que diferem o que aconteceu nos Estados Unidos do que aconteceu no restante da América. A limpeza étnica do oeste americano tornou-se política oficial do governo americano, que passou a declarar guerra às tribos indígenas sob qualquer pretexto.  Em um discurso diante de representantes dos povos indígenas americanos em junho de 2019, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, pediu desculpas pelo genocídio cometido em seu estado. Newsom disse: "Isso é o que foi, um genocídio. Não há outra maneira de descrevê-lo. E é assim que ele precisa ser descrito nos livros de história.
  • 9.
  • 10.
    Contexto Histórico  A escravidãoafricana era uma prática social e econômica bem ativa na África, só que muito anterior ao colonialismo. Os espólios de guerra incluíam a transformação de homens livres em escravos. Dessa forma, povos subjugados acabavam trabalhando submissos para os vencedores.  Com as Grandes Navegações, Portugal se lançou à aventura de desbravar os oceanos, como também colonizar territórios. E foi assim que se fixou na África, passando a negociar com os comerciantes locais. Nesse meio tempo, Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil, dando início à colonização lusitana na América do Sul.  A partir do século XVI, foi com a escravidão que o Império Português passou a sustentar sua colônia de exploração. A primeira opção foi utilizar o índio como força de trabalho, posto que era mais barato obtê-lo. Só que começaram os conflitos com a Igreja Católica, desejosa de catequizá-lo.  Foi então que Portugal voltou sua atenção para a grande oferta de escravos africanos. O Império já tinha várias fortificações na Costa da África, o que facilitava obter o produto. Além disso, a possibilidade de lucros exorbitantes animava os comerciantes.
  • 12.
    Comoseiniciou aescravidão africana  Já beminstalados na Costa Africana, os portugueses começaram a usar a vantagem de seus domínios. E com esse fim fizeram acordos comerciais com tribos, com isso pondo os próprios nativos para caçarem seus adversários.  Os ataques eram realizados por guerreiros profissionais, que dizimavam aldeias inteiras, aprisionando seus integrantes.  A Igreja Católica não se opunha à escravidão africana, já que há séculos combatia os muçulmanos na região. Sem contar que aquele comércio incentivava o desenvolvimento dos navios, que eram necessários para o transporte ultramarino.  E considerando que os capturados eram trocados por tabaco, grandes fazendas passaram a lucrar com essas plantações. Calcula-se que, entre os séculos XV e XIX, mais de onze milhões de escravos foram comercializados.
  • 14.
    Paraondeiam osescravos?  Depois quefirmavam acordos com a tribos de captura, os portugueses os equipavam com armas de fogo. Isso lhe dava uma superioridade bélica, uma vez que impossibilitava a reação com lanças e flechas.  Sem ter como vencer um inimigo assim tão forte, outra opção não havia que se render ao destino nefasto que os aguardava. Eram os vencidos então levados ao litoral, onde grandes mercadores os adquiriam e os embarcavam em navios negreiros.  Esses navios eram também chamados de tumbeiros, posto que a grande maioria dos embarcados morria. O destino eram as colônias de Portugal, principalmente o Brasil. Os escravos desembarcavam na Costa Brasileira e de lá eram levados para as fazendas.  Havia os que iam para as grandes plantações no Nordeste, assim como os que se destinavam à mineração. Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso são exemplo de utilização da escravidão africana em minas de metais preciosos.
  • 16.
    O cotidianode umescravo  Avida de um escravo era infernal, posto que sofria ele os excessos que lhe abatia a saúde e encurtava seus dias. Logo na chegada ao ambiente colonial, o servo era separado dos seus conhecidos. Também passava a conviver com quem tinha costume e língua diferentes dos seus.  Todos esses cuidados era para evitar rebeliões e fugas. Outra técnica era sempre mantê-los ocupados, uma vez que não tinham tempo para se associarem.  Os chamados escravos de campo eram utilizados nas grandes lavouras ou na mineração. Trabalhavam duro, cerca de dezoito horas por dia, só folgando no domingo.  Alimentavam-se mal, viviam de forma improvisada e pernoitavam nas escuras e úmidas senzalas. Poucos eram os que sobreviviam mais que vinte anos.  Mas havia também os chamados escravos domésticos, que viviam na casa grande e levavam uma vida mais tranquila. As escravas cuidavam da casa, da alimentação, dos filhos de seus senhores. Deveriam estar sempre à disposição, do raiar do sol até que todos se retirassem.  Não era raro ver nos grandes centros, como o Rio de Janeiro, os escravos de ganho que vendiam produtos nas ruas. Obviamente que o lucro era todo revertido ao seu senhor, sem que a eles fosse dada qualquer compensação.