A escravidão (denominada também
de escravismo, escravagismo ou escrav
atura) é a prática social em que um ser
humano assume direitos de propriedad
e sobre outro designado por escravo,
imposta por meio da força. Em
algumas sociedades, desde os tempos
mais remotos, os escravos eram
legalmente definidos como
uma mercadoria ou como despojos de
guerra. Os preços variavam conforme
as condições físicas, habilidades
profissionais, idade, procedência e
destino.
Há diversas ocorrências de escravatura sob diferentes
formas ao longo da história, praticada por civilizações
distintas. No geral, a forma mais primária de
escravatura se deu na medida em que povos com
interesses divergentes guerreavam, resultando no
acúmulo de prisioneiros de guerra. Apesar de, na Idade
Antiga, ter havido comércio de escravos, não era
necessariamente esse o fim reservado a esse tipo de
espólio de guerra. Vale destacar que algumas culturas
com um forte senso patriarcal reservavam, à mulher,
uma hierarquia social semelhante à do escravo,
negando-lhe direitos básicos que constituiriam a noção
de cidadão.
A escravidão foi praticada por muitos povos, em
diferentes regiões, desde as épocas mais antigas.
Eram feitos escravos em geral, os prisioneiros de
guerra e pessoas com dívidas, mas posteriormente
destacou-se a escravidão de negros. Na idade
Moderna, sobretudo a partir da descoberta da
América, houve um florescimento da escravidão.
Desenvolvendo-se então um cruel e lucrativo
comércio de homens, mulheres e crianças entre a
África e as Américas. A escravidão passou a ser
justificada por razões morais e religiosas e baseada
na crença da suposta superioridade racial e cultural
dos europeus.
Chama-se de tráfico negreiro o transporte forçado
de africanos para as Américas como escravos,
durante o período colonialista.
A mais antiga forma de escravidão no Brasil foi dos "gentios da terra"
ou "negros da terra", os índios. A escravização de índios foi proibida
pelo Marquês de Pombal. Eram considerados pouco aptos ao trabalho.
Os primeiros escravos negros chegaram ao Brasil entre 1539 e 1542,
na Capitania de Pernambuco, primeira parte da colônia onde a cultura
canavieira desenvolveu-se efetivamente. Foi uma tentativa de solução
à "falta de braços para a lavoura", como se dizia então. Os
principais portos de desembarque de cativos africanos foram, entre os
séculos XVI e XVII, os do Recife e de Salvador, e entre os séculos XVIII e
XIX, os do Rio de Janeiro e de Salvador — de onde uma parte seguiu
para as Minas Gerais e para as plantações de café do Vale do Paraíba.
A distância entre os portos de embarque (na África) e desembarque (no
Brasil) era um fator determinante.
Os portugueses, brasileiros e mais tarde os holandeses traziam os
negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão de
obra escrava nos engenhos de rapadura do Nordeste. Os comerciantes
de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias, as
quais adquiriam de tribos africanas que haviam feito prisioneiros. Os
mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou
velhos. Eram mais valorizados, para os trabalhos na agricultura, os
negros Bantos ou Benguela ou Banguela ou do Congo, provenientes do
sul da África, especialmente de Angola e Moçambique, e tinham
menos valor os vindo do centro oeste da África, os negros Mina ou da
Guiné, que receberam este nome por serem embarcados no porto de
São Jorge de Mina, na atual cidade de Elmina, e eram mais aptos para
a mineração, trabalho o qual já se dedicavam na África Ocidental. Por
ser a Bahia mais próxima da Costa da Guiné (África Ocidental) do que
de Angola, a maioria dos negros baianos são de Guiné.
Como eram vistos como mercadorias, ou mesmo como animais, eram avaliados
fisicamente, sendo melhor avaliados, e tinham preço mais elevado, os escravos
que tinham dentes bons, canelas finas, quadril estreito e calcanhares altos, em
uma avaliação eminentemente racista. O preço dos escravos sempre foi elevado
quando comparado com os preços das terras, esta abundante no Brasil. Assim,
durante todo o período colonial brasileiro, nos inventários de pessoas falecidas,
o lote (plantel) de escravos, mesmo quando em pequeno número, sempre era
avaliado por um valor, em mil-réis, muito maior que o valor atribuído
às terras do fazendeiro. Assim a morte de um escravo ou sua fuga representava
para o fazendeiro uma perda econômica e financeira imensa. O transporte era
feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em
condições desumanas, no começo muitos morriam antes de chegar ao Brasil,
sendo que os corpos eram lançados ao mar. Por isso o cuidado com o transporte
de escravos aumentou para que não houvesse prejuízo. As condições da
tripulação dos navios não era muito melhor que a dos escravos.
Nas fazendas de cana ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII),
os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito, de
quatorze a dezesseis horas, o que se tornou o principal motivo dos escravos
fugirem; outro motivo eram os castigos e o outro era porque recebiam
apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade (recebiam pouca
comida e no máximo duas vezes por dia). Passavam as noites nas senzalas (galpões
escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram
constantemente castigados fisicamente (quando um escravo se distraía no trabalho
ou por outros motivos, eram amarrados em um tronco de árvore e açoitados, as
vezes, até perderem os sentidos); torturando-os fisicamente e psicologicamente, os
senhores e seus algozes buscavam destruir os valores do negro e forçá-lo a aceitar a
ideia da superioridade da raça branca sendo que o açoite era a punição mais comum
no Brasil Colônia para os escravos. Além de todos esses castigos havia uma máscara
que impedia os escravos de beberem e fumarem deixando os vícios; essa máscara era
chamada de "máscara de folha de flandres". A escravidão no Brasil levou a formação
de muitos quilombos que traziam insegurança e frequentes prejuízos a viajantes e
produtores rurais.
Equipe:
Adrielle
Adrielson
Camille
Gabriel
Pablo

Slide Escravidão.pptx

  • 2.
    A escravidão (denominadatambém de escravismo, escravagismo ou escrav atura) é a prática social em que um ser humano assume direitos de propriedad e sobre outro designado por escravo, imposta por meio da força. Em algumas sociedades, desde os tempos mais remotos, os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria ou como despojos de guerra. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionais, idade, procedência e destino.
  • 3.
    Há diversas ocorrênciasde escravatura sob diferentes formas ao longo da história, praticada por civilizações distintas. No geral, a forma mais primária de escravatura se deu na medida em que povos com interesses divergentes guerreavam, resultando no acúmulo de prisioneiros de guerra. Apesar de, na Idade Antiga, ter havido comércio de escravos, não era necessariamente esse o fim reservado a esse tipo de espólio de guerra. Vale destacar que algumas culturas com um forte senso patriarcal reservavam, à mulher, uma hierarquia social semelhante à do escravo, negando-lhe direitos básicos que constituiriam a noção de cidadão.
  • 4.
    A escravidão foipraticada por muitos povos, em diferentes regiões, desde as épocas mais antigas. Eram feitos escravos em geral, os prisioneiros de guerra e pessoas com dívidas, mas posteriormente destacou-se a escravidão de negros. Na idade Moderna, sobretudo a partir da descoberta da América, houve um florescimento da escravidão. Desenvolvendo-se então um cruel e lucrativo comércio de homens, mulheres e crianças entre a África e as Américas. A escravidão passou a ser justificada por razões morais e religiosas e baseada na crença da suposta superioridade racial e cultural dos europeus. Chama-se de tráfico negreiro o transporte forçado de africanos para as Américas como escravos, durante o período colonialista.
  • 5.
    A mais antigaforma de escravidão no Brasil foi dos "gentios da terra" ou "negros da terra", os índios. A escravização de índios foi proibida pelo Marquês de Pombal. Eram considerados pouco aptos ao trabalho. Os primeiros escravos negros chegaram ao Brasil entre 1539 e 1542, na Capitania de Pernambuco, primeira parte da colônia onde a cultura canavieira desenvolveu-se efetivamente. Foi uma tentativa de solução à "falta de braços para a lavoura", como se dizia então. Os principais portos de desembarque de cativos africanos foram, entre os séculos XVI e XVII, os do Recife e de Salvador, e entre os séculos XVIII e XIX, os do Rio de Janeiro e de Salvador — de onde uma parte seguiu para as Minas Gerais e para as plantações de café do Vale do Paraíba. A distância entre os portos de embarque (na África) e desembarque (no Brasil) era um fator determinante.
  • 6.
    Os portugueses, brasileirose mais tarde os holandeses traziam os negros africanos de suas colônias na África para utilizar como mão de obra escrava nos engenhos de rapadura do Nordeste. Os comerciantes de escravos vendiam os africanos como se fossem mercadorias, as quais adquiriam de tribos africanas que haviam feito prisioneiros. Os mais saudáveis chegavam a valer o dobro daqueles mais fracos ou velhos. Eram mais valorizados, para os trabalhos na agricultura, os negros Bantos ou Benguela ou Banguela ou do Congo, provenientes do sul da África, especialmente de Angola e Moçambique, e tinham menos valor os vindo do centro oeste da África, os negros Mina ou da Guiné, que receberam este nome por serem embarcados no porto de São Jorge de Mina, na atual cidade de Elmina, e eram mais aptos para a mineração, trabalho o qual já se dedicavam na África Ocidental. Por ser a Bahia mais próxima da Costa da Guiné (África Ocidental) do que de Angola, a maioria dos negros baianos são de Guiné.
  • 7.
    Como eram vistoscomo mercadorias, ou mesmo como animais, eram avaliados fisicamente, sendo melhor avaliados, e tinham preço mais elevado, os escravos que tinham dentes bons, canelas finas, quadril estreito e calcanhares altos, em uma avaliação eminentemente racista. O preço dos escravos sempre foi elevado quando comparado com os preços das terras, esta abundante no Brasil. Assim, durante todo o período colonial brasileiro, nos inventários de pessoas falecidas, o lote (plantel) de escravos, mesmo quando em pequeno número, sempre era avaliado por um valor, em mil-réis, muito maior que o valor atribuído às terras do fazendeiro. Assim a morte de um escravo ou sua fuga representava para o fazendeiro uma perda econômica e financeira imensa. O transporte era feito da África para o Brasil nos porões do navios negreiros. Amontoados, em condições desumanas, no começo muitos morriam antes de chegar ao Brasil, sendo que os corpos eram lançados ao mar. Por isso o cuidado com o transporte de escravos aumentou para que não houvesse prejuízo. As condições da tripulação dos navios não era muito melhor que a dos escravos.
  • 8.
    Nas fazendas decana ou nas minas de ouro (a partir do século XVIII), os escravos eram tratados da pior forma possível. Trabalhavam muito, de quatorze a dezesseis horas, o que se tornou o principal motivo dos escravos fugirem; outro motivo eram os castigos e o outro era porque recebiam apenas trapos de roupa e uma alimentação de péssima qualidade (recebiam pouca comida e no máximo duas vezes por dia). Passavam as noites nas senzalas (galpões escuros, úmidos e com pouca higiene) acorrentados para evitar fugas. Eram constantemente castigados fisicamente (quando um escravo se distraía no trabalho ou por outros motivos, eram amarrados em um tronco de árvore e açoitados, as vezes, até perderem os sentidos); torturando-os fisicamente e psicologicamente, os senhores e seus algozes buscavam destruir os valores do negro e forçá-lo a aceitar a ideia da superioridade da raça branca sendo que o açoite era a punição mais comum no Brasil Colônia para os escravos. Além de todos esses castigos havia uma máscara que impedia os escravos de beberem e fumarem deixando os vícios; essa máscara era chamada de "máscara de folha de flandres". A escravidão no Brasil levou a formação de muitos quilombos que traziam insegurança e frequentes prejuízos a viajantes e produtores rurais.
  • 10.