HISTÓRIA DO BRASIL
Independência do Brasil
PROFE ALICE DE
DAVID
@euprofealic
e
Habilidades da BNCC relacionadas a este
material
• (EF08HI01) Identificar os principais aspectos conceituais do
iluminismo e do liberalismo e discutir a relação entre eles e a
organização do mundo contemporâneo.
• (EF08HI06) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território,
governo e país para o entendimento de conflitos e tensões.
• (EF08HI07) Identificar e contextualizar as especificidades dos
diversos processos de independência nas Américas, seus aspectos
populacionais e suas conformações territoriais.
• (EF08HI11) Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de
diferentes grupos sociais e étnicos nas lutas de independência no
Brasil, na América espanhola e no Haiti.
• (EF08HI12) Caracterizar a organização política e social no Brasil
desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus
desdobramentos para a história política brasileira.
• (EF08HI13) Analisar o processo de independência em diferentes
países latino-americanos e comparar as formas de governo neles
adotadas.
Bastidores da independência
Em 1808 a Corte
Portuguesa chega ao
Brasil... Mas porque isso
aconteceu?
Bloqueio Continental
No início do século XIX, o imperador da
França, Napoleão Bonaparte passou a
dominar e combater quase todos os
países inimigos da França. Porém, não
conseguia vencer sua rival, a
Inglaterra.
Para enfraquecer a Inglaterra,
Napoleão decretou o Bloqueio
Continental, o qual impedia que
qualquer país tivesse relações
econômicas com a Inglaterra.
Em Portugal, Dom João se viu em um
impasse: como Portugal era um grande
aliado da Coroa Britânica, se aderisse ao
bloqueio continental a Inglaterra impediria
as comunicações e o comércio entre
Portugal e Brasil.
Por outro lado, não tinha como combater a França e corria o risco de
perder o reino para Napoleão. Por algum tempo, D. João tentou
permanecer neutro. Fingiu aderir ao bloqueio continental para
enganar a França, mas não conseguiu convencer Napoleão
Bonaparte.
Dom João, então, fugiu de
Portugal. Com apoio financeiro e
naval da Inglaterra, a Corte
Portuguesa embarcará rumo ao
Brasil em novembro de 1807.
Fuga da Família Real
Somavam cerca de 15 mil
pessoas que viajaram mal
acomodados, em catorze
navios carregados com tudo o
que conseguiram trazer: bens
pessoais, documentos,
bibliotecas e obras de arte.
Em janeiro de 1808, a corte portuguesa desembarca na Bahia e os
rumos do nosso país mudariam para sempre...
Abertura dos Portos
Uma das primeiras medidas que D. João tomou ao chegar ao Brasil foi abrir
o comércio brasileiro aos países amigos de Portugal. No caso, a
Inglaterra, que dominava o comércio mundial e passou a ter vantagens
comerciais com o Brasil.
Em março de 1808 a corte portuguesa segue viagem para o Rio de
Janeiro, que passou a ser a Sede do Império Português e a cidade
mais importante da colônia.
Para acomodar a comitiva real, foram
solicitadas as melhores casas do Rio
de Janeiro, ou seja, foi dada uma
ordem de despejo aos moradores que
tiveram 24 horas para deixar suas
casas.
PR – Propriedade Real
Na casa escolhida, era colocada em sua porta a sigla “PR” que
significava “Príncipe Regente”, mas, as pessoas deram de
outros significados.
PR
Prédio Roubado
Propriedade Real
Ponha-se na Rua
Mudanças econômicas
D. João adotou várias medidas econômicas que mudaram o cenário
brasileiro. Entre as principais, podemos citar:
Revogação do Alvará que proibia a instalação de manufaturas na
colônia (estímulo ao estabelecimento de indústrias no Brasil).
Assinado em 1810 (sob pressão do
governo britânico), concedia aos
produtos ingleses a taxa de
importação de 15%, enquanto os
outros países deveriam pagar 24% e
Portugal 16%.
Tratado de Comércio e Navegação
Esse tratado fez parte de uma série de medidas econômicas impostas
pela Inglaterra ao governo português, após assegurar a vinda da Família
Real ao Brasil.
Podemos dizer que o Brasil, enquanto colônia portuguesa, era
comandado por Portugal. E Portugal, por questões econômicas, era
comandado pela Inglaterra.
Mudanças administrativas
Com a vinda da família real, a sede
do império português foi instalada
no Rio de Janeiro, por isso, D.
João montou um sistema
administrativo que dava ao Brasil
uma certa autonomia.
Criação de três Ministérios: Guerra e Estrangeiros; Marinha; Fazenda
e Interior.;
Fundação do Banco do Brasil;
Instalação da Junta de Comércio;
Instalação da Casa de Suplicação (hoje, Supremo Tribunal), que era a
mais elevada corte de Justiça.
Em 1815, D. João “eleva” o Brasil à categoria de
Reino Unido, passando a se chamar Reino Unido
de Portugal e Algarves. Essa elevação ocorreu
para que D. João pudesse participar do
Congresso de Viena e reaver terras perdidas
durante o Império Napoleônico.
Reino Unido de Portugal e Algarves
Incentivo à cultura
A presença da família real no Brasil também contribuiu para uma
mudança cultural na colônia.
Fundação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
Criação de cursos no Rio de janeiro e na Bahia: cirurgia, química,
agricultura, desenho técnico, etc.
Fundação do Museu Nacional, da Biblioteca Real, e do
Observatório Astronômico.
Museu Nacional
Biblioteca Real
Criação do Jardim Botânico e da Imprensa Régia.
Jardim Botânico
Jornal oficial do
Governo Imperial
Em 1816, durante a estada da família real
portuguesa no Brasil, chega ao Rio de
Janeiro um grupo de artistas franceses com
a missão de ensinar artes plásticas. Dela
faziam parte o pintor Jean-Baptiste Debret.
Missão Francesa no Brasil
Jean-Baptiste Debret é o artista responsável pela maior parte das
pinturas que representam o período colonial brasileiro, a escravidão e a
vida nas cidades.
Em 1816, a rainha D. Maria I morre e o príncipe regente é aclamado e
coroado rei, com o título de D. João VI.
O rei Dom João VI
Revolução Pernambucana - 1817
A partir de 1808, aumenta o número de portugueses na colônia. Eles eram
comerciantes e controlavam as atividades de importação e exportação,
gerando o endividamento e a dependência dos grandes proprietários rurais.
Pernambuco, um dos maiores
centros da produção açucareira do
Nordeste brasileiro, estava
atravessando uma grave crise
econômica em razão do declínio das
exportações do açúcar e do
algodão.
A insatisfação popular aumenta ainda mais diante dos pesados tributos e
impostos, cobrados pelo governo de D. João VI, para sustentar a Corte no
Brasil.
O movimento começava a ser preparado, quando o governador de
Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, tomou conhecimento
e ordenou a prisão dos envolvidos.
A rebelião se manteve sob
comando de Domingos José
Martins, José de Barros Martins
(tinha o apelido de “Leão
Coroado”), João Ribeiro e
Miguelinho (esses dois últimos
eram padres).
Abolição dos novos impostos imperiais;
Liberdade de Imprensa, sem a fiscalização governamental;
Estabelecimento de um governo republicano em toda a colônia.
Reivindicações
As tropas imperiais conseguiram
conter os revoltosos, que foram
julgados e condenados à morte. Essa
foi a primeira rebelião de caráter
separatista durante os anos de
permanência da Corte Portuguesa no
Brasil.
Resultados
Revolução Liberal do Porto - 1820
Enquanto a família real estava no Brasil, Portugal
foi governado por uma junta governativa inglesa
que prestava contas a D. João VI e ajudou a
expulsar as tropas de Napoleão das terras
lusitanas. Porém, o povo não estava nada satisfeito
e passou a exigir o retorno do rei que estava no
Brasil.
Assim, em 1820, ocorreu a chamada Revolução Liberal do Porto, que
exigia:
O retorno de D. João VI para Portugal;
A aprovação de uma Constituição que seria promulgada em Lisboa;
Aceitação da nomeação de 12 pessoas indicadas pelos revoltosos para
ocupar os cargos públicos mais importantes e o ministério.
Com medo de ocasionar uma
guerra civil em Portugal, D. João
VI teve que aceitar as exigências
feitas e voltou para Portugal,
em abril de 1821. Deixou em seu
lugar, no Brasil, o filho D. Pedro
como príncipe regente.
Antes de voltar, porém, Dom João VI esvaziou os cofres do
Banco do Brasil para usar o dinheiro na recuperação do Reino
de Portugal.
Sem Dom João VI...
O Brasil se dividiu em três grupos com interesses políticos distintos.
Cerca de um ano antes da Proclamação da Independência, a
situação do Brasil era essa:
Pediam pelo retorno do monopólio
colonial, ou seja, da situação que o
Brasil se encontrava antes de ser
elevado à categoria de Reino Unido.
Partido Português
Pediam pela independência,
com a criação de um país
dominado pelos grandes
proprietários e as elites do Rio de
Janeiro.
Partido Brasileiro
Pediam pela independência,
influenciados pelas ideias liberais.
Alguns radicais reivindicavam um
república com sufrágio universal e a
abolição da escravatura.
Partido Radical
Nesse contexto surge a figura de José
Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca
da Independência do Brasil. Ele foi um
dos grandes construtores do projeto de
independência, conselheiro de Dom
Pedro e junto de Maria Leopoldina
incentivaram a independência.
Dia do Fico
Em 9 de janeiro de 1822, D. Pedro recebeu uma carta das Cortes de
Lisboa, que exigia seu retorno para Portugal. As pessoas que
apoiavam o Partido Brasileiro organizaram um manifesto, pedindo
ao príncipe que ficasse no Brasil. Dom Pedro não acatou às ordens.
“Como é para o bem de todos e
felicidade geral da nação, diga ao
povo que fico."
O processo da Independência
A partir de então, iniciava-se um processo de ruptura com Portugal,
em que D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a
metrópole:
Determinou que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor
no Brasil sem o “cumpra-se”, ou seja, sem a sua aprovação;
Assinou um decreto declarando que as tropas portuguesas que
desembarcassem no Brasil seriam consideradas inimigas;
A gota d’água para Portugal foi quando Dom Pedro foi aclamado como
“Defensor Perpétuo do Brasil” pela população.
Em 7 de Setembro de 1822, ao voltar
de Santos, parado às margens do riacho
Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta
com ordens de seu pai para que voltasse
para Portugal, submetendo-se ao rei e às
Cortes.
Com o apoio dos membros da corte que estavam presentes, Dom
Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!",
rompendo os laços de união política com Portugal.
O processo de emancipação só foi concluído em 12 de Outubro de 1822.
Em 1º de dezembro do mesmo ano, Dom Pedro passou a se chamar
Dom Pedro I, Imperador do Brasil.

7-independencia-do-brasil- 7º ano..pptx

  • 1.
    HISTÓRIA DO BRASIL Independênciado Brasil PROFE ALICE DE DAVID @euprofealic e
  • 2.
    Habilidades da BNCCrelacionadas a este material • (EF08HI01) Identificar os principais aspectos conceituais do iluminismo e do liberalismo e discutir a relação entre eles e a organização do mundo contemporâneo. • (EF08HI06) Aplicar os conceitos de Estado, nação, território, governo e país para o entendimento de conflitos e tensões. • (EF08HI07) Identificar e contextualizar as especificidades dos diversos processos de independência nas Américas, seus aspectos populacionais e suas conformações territoriais. • (EF08HI11) Identificar e explicar os protagonismos e a atuação de diferentes grupos sociais e étnicos nas lutas de independência no Brasil, na América espanhola e no Haiti. • (EF08HI12) Caracterizar a organização política e social no Brasil desde a chegada da Corte portuguesa, em 1808, até 1822 e seus desdobramentos para a história política brasileira. • (EF08HI13) Analisar o processo de independência em diferentes países latino-americanos e comparar as formas de governo neles adotadas.
  • 3.
    Bastidores da independência Em1808 a Corte Portuguesa chega ao Brasil... Mas porque isso aconteceu?
  • 4.
    Bloqueio Continental No iníciodo século XIX, o imperador da França, Napoleão Bonaparte passou a dominar e combater quase todos os países inimigos da França. Porém, não conseguia vencer sua rival, a Inglaterra.
  • 5.
    Para enfraquecer aInglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, o qual impedia que qualquer país tivesse relações econômicas com a Inglaterra.
  • 6.
    Em Portugal, DomJoão se viu em um impasse: como Portugal era um grande aliado da Coroa Britânica, se aderisse ao bloqueio continental a Inglaterra impediria as comunicações e o comércio entre Portugal e Brasil.
  • 7.
    Por outro lado,não tinha como combater a França e corria o risco de perder o reino para Napoleão. Por algum tempo, D. João tentou permanecer neutro. Fingiu aderir ao bloqueio continental para enganar a França, mas não conseguiu convencer Napoleão Bonaparte.
  • 8.
    Dom João, então,fugiu de Portugal. Com apoio financeiro e naval da Inglaterra, a Corte Portuguesa embarcará rumo ao Brasil em novembro de 1807. Fuga da Família Real
  • 9.
    Somavam cerca de15 mil pessoas que viajaram mal acomodados, em catorze navios carregados com tudo o que conseguiram trazer: bens pessoais, documentos, bibliotecas e obras de arte.
  • 10.
    Em janeiro de1808, a corte portuguesa desembarca na Bahia e os rumos do nosso país mudariam para sempre...
  • 11.
    Abertura dos Portos Umadas primeiras medidas que D. João tomou ao chegar ao Brasil foi abrir o comércio brasileiro aos países amigos de Portugal. No caso, a Inglaterra, que dominava o comércio mundial e passou a ter vantagens comerciais com o Brasil.
  • 12.
    Em março de1808 a corte portuguesa segue viagem para o Rio de Janeiro, que passou a ser a Sede do Império Português e a cidade mais importante da colônia.
  • 13.
    Para acomodar acomitiva real, foram solicitadas as melhores casas do Rio de Janeiro, ou seja, foi dada uma ordem de despejo aos moradores que tiveram 24 horas para deixar suas casas. PR – Propriedade Real
  • 14.
    Na casa escolhida,era colocada em sua porta a sigla “PR” que significava “Príncipe Regente”, mas, as pessoas deram de outros significados. PR Prédio Roubado Propriedade Real Ponha-se na Rua
  • 15.
    Mudanças econômicas D. Joãoadotou várias medidas econômicas que mudaram o cenário brasileiro. Entre as principais, podemos citar: Revogação do Alvará que proibia a instalação de manufaturas na colônia (estímulo ao estabelecimento de indústrias no Brasil).
  • 16.
    Assinado em 1810(sob pressão do governo britânico), concedia aos produtos ingleses a taxa de importação de 15%, enquanto os outros países deveriam pagar 24% e Portugal 16%. Tratado de Comércio e Navegação
  • 17.
    Esse tratado fezparte de uma série de medidas econômicas impostas pela Inglaterra ao governo português, após assegurar a vinda da Família Real ao Brasil. Podemos dizer que o Brasil, enquanto colônia portuguesa, era comandado por Portugal. E Portugal, por questões econômicas, era comandado pela Inglaterra.
  • 18.
    Mudanças administrativas Com avinda da família real, a sede do império português foi instalada no Rio de Janeiro, por isso, D. João montou um sistema administrativo que dava ao Brasil uma certa autonomia.
  • 19.
    Criação de trêsMinistérios: Guerra e Estrangeiros; Marinha; Fazenda e Interior.; Fundação do Banco do Brasil; Instalação da Junta de Comércio; Instalação da Casa de Suplicação (hoje, Supremo Tribunal), que era a mais elevada corte de Justiça.
  • 20.
    Em 1815, D.João “eleva” o Brasil à categoria de Reino Unido, passando a se chamar Reino Unido de Portugal e Algarves. Essa elevação ocorreu para que D. João pudesse participar do Congresso de Viena e reaver terras perdidas durante o Império Napoleônico. Reino Unido de Portugal e Algarves
  • 21.
    Incentivo à cultura Apresença da família real no Brasil também contribuiu para uma mudança cultural na colônia. Fundação da Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. Criação de cursos no Rio de janeiro e na Bahia: cirurgia, química, agricultura, desenho técnico, etc.
  • 22.
    Fundação do MuseuNacional, da Biblioteca Real, e do Observatório Astronômico. Museu Nacional Biblioteca Real
  • 23.
    Criação do JardimBotânico e da Imprensa Régia. Jardim Botânico Jornal oficial do Governo Imperial
  • 24.
    Em 1816, durantea estada da família real portuguesa no Brasil, chega ao Rio de Janeiro um grupo de artistas franceses com a missão de ensinar artes plásticas. Dela faziam parte o pintor Jean-Baptiste Debret. Missão Francesa no Brasil
  • 25.
    Jean-Baptiste Debret éo artista responsável pela maior parte das pinturas que representam o período colonial brasileiro, a escravidão e a vida nas cidades.
  • 26.
    Em 1816, arainha D. Maria I morre e o príncipe regente é aclamado e coroado rei, com o título de D. João VI. O rei Dom João VI
  • 27.
    Revolução Pernambucana -1817 A partir de 1808, aumenta o número de portugueses na colônia. Eles eram comerciantes e controlavam as atividades de importação e exportação, gerando o endividamento e a dependência dos grandes proprietários rurais.
  • 28.
    Pernambuco, um dosmaiores centros da produção açucareira do Nordeste brasileiro, estava atravessando uma grave crise econômica em razão do declínio das exportações do açúcar e do algodão.
  • 29.
    A insatisfação popularaumenta ainda mais diante dos pesados tributos e impostos, cobrados pelo governo de D. João VI, para sustentar a Corte no Brasil. O movimento começava a ser preparado, quando o governador de Pernambuco, Caetano Pinto de Miranda Montenegro, tomou conhecimento e ordenou a prisão dos envolvidos.
  • 30.
    A rebelião semanteve sob comando de Domingos José Martins, José de Barros Martins (tinha o apelido de “Leão Coroado”), João Ribeiro e Miguelinho (esses dois últimos eram padres).
  • 31.
    Abolição dos novosimpostos imperiais; Liberdade de Imprensa, sem a fiscalização governamental; Estabelecimento de um governo republicano em toda a colônia. Reivindicações
  • 32.
    As tropas imperiaisconseguiram conter os revoltosos, que foram julgados e condenados à morte. Essa foi a primeira rebelião de caráter separatista durante os anos de permanência da Corte Portuguesa no Brasil. Resultados
  • 33.
    Revolução Liberal doPorto - 1820 Enquanto a família real estava no Brasil, Portugal foi governado por uma junta governativa inglesa que prestava contas a D. João VI e ajudou a expulsar as tropas de Napoleão das terras lusitanas. Porém, o povo não estava nada satisfeito e passou a exigir o retorno do rei que estava no Brasil.
  • 34.
    Assim, em 1820,ocorreu a chamada Revolução Liberal do Porto, que exigia: O retorno de D. João VI para Portugal; A aprovação de uma Constituição que seria promulgada em Lisboa; Aceitação da nomeação de 12 pessoas indicadas pelos revoltosos para ocupar os cargos públicos mais importantes e o ministério.
  • 35.
    Com medo deocasionar uma guerra civil em Portugal, D. João VI teve que aceitar as exigências feitas e voltou para Portugal, em abril de 1821. Deixou em seu lugar, no Brasil, o filho D. Pedro como príncipe regente.
  • 36.
    Antes de voltar,porém, Dom João VI esvaziou os cofres do Banco do Brasil para usar o dinheiro na recuperação do Reino de Portugal.
  • 37.
    Sem Dom JoãoVI... O Brasil se dividiu em três grupos com interesses políticos distintos. Cerca de um ano antes da Proclamação da Independência, a situação do Brasil era essa:
  • 38.
    Pediam pelo retornodo monopólio colonial, ou seja, da situação que o Brasil se encontrava antes de ser elevado à categoria de Reino Unido. Partido Português
  • 39.
    Pediam pela independência, coma criação de um país dominado pelos grandes proprietários e as elites do Rio de Janeiro. Partido Brasileiro
  • 40.
    Pediam pela independência, influenciadospelas ideias liberais. Alguns radicais reivindicavam um república com sufrágio universal e a abolição da escravatura. Partido Radical
  • 41.
    Nesse contexto surgea figura de José Bonifácio de Andrada e Silva, patriarca da Independência do Brasil. Ele foi um dos grandes construtores do projeto de independência, conselheiro de Dom Pedro e junto de Maria Leopoldina incentivaram a independência.
  • 42.
    Dia do Fico Em9 de janeiro de 1822, D. Pedro recebeu uma carta das Cortes de Lisboa, que exigia seu retorno para Portugal. As pessoas que apoiavam o Partido Brasileiro organizaram um manifesto, pedindo ao príncipe que ficasse no Brasil. Dom Pedro não acatou às ordens.
  • 43.
    “Como é parao bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico."
  • 44.
    O processo daIndependência A partir de então, iniciava-se um processo de ruptura com Portugal, em que D. Pedro tomou uma série de medidas que desagradaram a metrópole: Determinou que nenhuma lei de Portugal seria colocada em vigor no Brasil sem o “cumpra-se”, ou seja, sem a sua aprovação;
  • 45.
    Assinou um decretodeclarando que as tropas portuguesas que desembarcassem no Brasil seriam consideradas inimigas; A gota d’água para Portugal foi quando Dom Pedro foi aclamado como “Defensor Perpétuo do Brasil” pela população.
  • 46.
    Em 7 deSetembro de 1822, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, submetendo-se ao rei e às Cortes.
  • 47.
    Com o apoiodos membros da corte que estavam presentes, Dom Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal.
  • 48.
    O processo deemancipação só foi concluído em 12 de Outubro de 1822. Em 1º de dezembro do mesmo ano, Dom Pedro passou a se chamar Dom Pedro I, Imperador do Brasil.