FACULDADE INTERNACIONAL SIGNORELLI
EDUCAÇÃO ESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA
PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA
Marisa Mendes Barbosa Miranda
Porteirinha-MG
Março/2017
PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA
1 A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO
A elaboração da política educacional segundo a perspectiva inclusiva é
compreendida na sua dimensão histórica, como processo que implica mudanças
conceituais e organizacionais. Os novos referenciais legais, políticos e pedagógicos para
a educação especial pressupõem a ruptura com o modelo de atendimento segregado de
educação especial e a instituição de diretrizes educacionais que não admitam a
discriminação com base na deficiência e orientem os sistemas de ensino para assegurar
o acesso à educação regular. Esse movimento envolve um amplo processo de discussão
realizado em todo o país. Especialmente, a partir de 2003, o Programa Educação
Inclusiva: direito a diversidade, com a participação do conjunto de gestores, educadores
e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência,
promove a articulação entre a educação especial e o ensino comum, objetivando o
desenvolvimento de práticas pedagógicas e de gestão com foco na inclusão escolar
(DUTRA e SANTOS, 2015, p 5).
Segundo Rodrigues, Gutierrez, Guedes e Capellini (2016, p. 2), nos últimos 15
anos o processo de inclusão é um dos paradigmas mais discutidos no Brasil e no mundo.
O Brasil, após a Conferência Mundial de Jomtien sobre Educação para Todos (1990) e a
Conferência Mundial de Educação sobre Educação Especial em Salamanca(1994), se
dispôs a efetivar programas e ações, mais especificamente, Políticas Públicas voltadas
para inclusão de todos os sujeitos no contexto social e educacional. Assim, a inclusão de
pessoas com deficiência, público alvo da educação especial na perspectiva da educação
inclusiva, foi tratada pelo Brasil como necessária. A inclusão implica na aceitação do
indivíduo, sendo que a sociedade tem que se instrumentalizar para incluí-lo em suas
diferenças. Isso incide no rompimento de preconceitos, estigmas e estereótipos,
oportunizando a acessibilidade atitudinal, bem como, mais simples de se fazer.
A educação inclusiva influencia todos os setores da sociedade e deve abranger
os indivíduos na sua totalidade. No Brasil, conforme descreve no artigo 205 da
Constituição Federal, independente da condição social todos tem direito à educação.
A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e
incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua
qualificação para o trabalho (MELO, 2016, p. 1081)
A educação inclusiva é uma política social que ainda levanta diversos
questionamentos, pois a escola é quem deve se adaptar para receber a criança, contudo
nem sempre a escola tem conseguido desempenhar o seu papel que é garantir educação
de qualidade para todos. É onde surge a importância da família nesse processo.
As mudanças e a perspectiva de integração entre família e escola precisam ser
incentivadas e analisadas constantemente. Esta luta se faz necessária para contribuir no
processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades especiais, pois somente
com a família interagindo com as escolas é que terá além de uma boa formação, uma
preparação para tomar atitudes para enfrentar as dificuldades que certamente virão no
decorrer de sua vida (SOUSA, 2012, p.6).
A fim de assegurar bons resultados no processo de inclusão de alunos com
deficiência na rede regular de Ensino é fundamental a participação da família. Família e
escola devem caminhar juntas, pois dependendo do caso, muitos são os profissionais
que trabalham com o educando com deficiências e depende deles a comunicação
estabelecida com elas. É necessário que eles saibam que os principais responsáveis pela
criança são os pais e estes têm o direito de conhecer os fatos que se referem aos seus
filhos. A família deve sentir segurança quanto ao trabalho realizado pelos diferentes
profissionais que deverão atuar com dedicação, competência e desejosos do bem-estar
do aluno tanto quanto seus familiares (DUBIELA, 2008, p. 14).
Cabe aos segmentos de toda a sociedade a criação de planos de ação que
envolvam as famílias a fim de que sejam mobilizadas para tomar atitudes preventivas,
amenizando ou evitando conseqüências maiores à criança, além de se conscientizarem
sobre a participação no processo de formação dos filhos quando acometidos por alguma
doença ou situação de risco que requeiram maior atenção.
É relevante a necessidade de que crianças com deficiências possam frequentar
desde os primeiros anos de vida programas de estimulação precoce, fundamentados em
serviços centrados na família, focalizando competências e capacidade de recuperação da
criança e da família, envolvendo a participação dos pais nos programas de intervenção
precoce (ZILIOTTO, 2015, p. 65).
São muitos os anseios na busca de um modelo educativo certo, baseado em
princípios e leis que reconhecem a necessidade de uma educação para todos no processo
de inclusão. Mas para que isso aconteça, é necessário renovações pedagógicas, bem
como que a sociedade, família e escola adaptem-se ao aluno com necessidades
especiais, e não contrário. A inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais
dependem não só da boa prática ou excelente formação do professor, mas também da
escola que tem papel fundamental para a aprendizagem e facilitação da inclusão, além
do apoio da família.
2 REFERÊNCIAS
DUBIELA, Tânia Mara Otto. A participação da família no processo de ensino
aprendizagem dos educandos com deficiência(s). Curitiba 2009. Disponível
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1393-8.pdf
DUTRA, Cláudia Pereira; SANTOS, Martinha Clarete Dutra dos. O direito de todos à
educação: avanços na política de educação inclusiva. Fundação Perseu Abramo.
2015. Disponível em http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/fpa-discute-
educacao-01.pdf.
MELO, Adriana Zawada, et al. Constituição Federal Interpretada Artigo por Artigo,
Parágrafo por Parágrafo. Ed. Manole: São Paulo, 2016. Disponível no Pearson
Signorelli.
RODRIGUES, Marlene; GUTIERREZ, Katerine Edith Tobio; GUEDES, Rosane;
CAPELLINI, Vera Lúcia Messias Fialho. Políticas Nacionais de Educação Especial na
Perspectiva da Educação Inclusiva: um estudo sobre a educação superior do Brasil e da
Colômbia. Educação, Gestão e Sociedade: revista da Faculdade Eça de Queirós, ISSN
2179-9636, Ano 6, número 23, agosto de 2016. Disponível em www.faceq.edu.br/regs.
SOUZA, Jacqueline Pereira. A Importância da Família no Progresso de
Desenvolvimento da Aprendizagem da Criança. Artigo apresentado à Universidade
Estadual do Acaraú. Fortaleza, 2012. Disponível em
http://www.apeoc.org.br/extra/artigos_cientificos/A_IMPORTANCIA_DA_FAMILIA_
NO_PROCESSO_DE_DESENVOLVIMENTO_DA_APRENDIZAGEM_DA_CRIAN
CA.pdf
ZILIOTTO, Gisele Sotta. Educação especial na perspectiva inclusiva: fundamentos
psicológicos e biológicos (livro eletrônico). Curitiba: InterSaberes, 2015.

4ª atividade perspectivas em educação inclusiva

  • 1.
    FACULDADE INTERNACIONAL SIGNORELLI EDUCAÇÃOESPECIAL E EDUCAÇÃO INCLUSIVA PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃO INCLUSIVA Marisa Mendes Barbosa Miranda Porteirinha-MG Março/2017
  • 2.
    PERSPECTIVAS EM EDUCAÇÃOINCLUSIVA 1 A IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA NO PROCESSO DE INCLUSÃO A elaboração da política educacional segundo a perspectiva inclusiva é compreendida na sua dimensão histórica, como processo que implica mudanças conceituais e organizacionais. Os novos referenciais legais, políticos e pedagógicos para a educação especial pressupõem a ruptura com o modelo de atendimento segregado de educação especial e a instituição de diretrizes educacionais que não admitam a discriminação com base na deficiência e orientem os sistemas de ensino para assegurar o acesso à educação regular. Esse movimento envolve um amplo processo de discussão realizado em todo o país. Especialmente, a partir de 2003, o Programa Educação Inclusiva: direito a diversidade, com a participação do conjunto de gestores, educadores e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, promove a articulação entre a educação especial e o ensino comum, objetivando o desenvolvimento de práticas pedagógicas e de gestão com foco na inclusão escolar (DUTRA e SANTOS, 2015, p 5). Segundo Rodrigues, Gutierrez, Guedes e Capellini (2016, p. 2), nos últimos 15 anos o processo de inclusão é um dos paradigmas mais discutidos no Brasil e no mundo. O Brasil, após a Conferência Mundial de Jomtien sobre Educação para Todos (1990) e a Conferência Mundial de Educação sobre Educação Especial em Salamanca(1994), se dispôs a efetivar programas e ações, mais especificamente, Políticas Públicas voltadas para inclusão de todos os sujeitos no contexto social e educacional. Assim, a inclusão de pessoas com deficiência, público alvo da educação especial na perspectiva da educação inclusiva, foi tratada pelo Brasil como necessária. A inclusão implica na aceitação do indivíduo, sendo que a sociedade tem que se instrumentalizar para incluí-lo em suas diferenças. Isso incide no rompimento de preconceitos, estigmas e estereótipos, oportunizando a acessibilidade atitudinal, bem como, mais simples de se fazer. A educação inclusiva influencia todos os setores da sociedade e deve abranger os indivíduos na sua totalidade. No Brasil, conforme descreve no artigo 205 da Constituição Federal, independente da condição social todos tem direito à educação.
  • 3.
    A educação, direitode todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (MELO, 2016, p. 1081) A educação inclusiva é uma política social que ainda levanta diversos questionamentos, pois a escola é quem deve se adaptar para receber a criança, contudo nem sempre a escola tem conseguido desempenhar o seu papel que é garantir educação de qualidade para todos. É onde surge a importância da família nesse processo. As mudanças e a perspectiva de integração entre família e escola precisam ser incentivadas e analisadas constantemente. Esta luta se faz necessária para contribuir no processo de ensino-aprendizagem do aluno com necessidades especiais, pois somente com a família interagindo com as escolas é que terá além de uma boa formação, uma preparação para tomar atitudes para enfrentar as dificuldades que certamente virão no decorrer de sua vida (SOUSA, 2012, p.6). A fim de assegurar bons resultados no processo de inclusão de alunos com deficiência na rede regular de Ensino é fundamental a participação da família. Família e escola devem caminhar juntas, pois dependendo do caso, muitos são os profissionais que trabalham com o educando com deficiências e depende deles a comunicação estabelecida com elas. É necessário que eles saibam que os principais responsáveis pela criança são os pais e estes têm o direito de conhecer os fatos que se referem aos seus filhos. A família deve sentir segurança quanto ao trabalho realizado pelos diferentes profissionais que deverão atuar com dedicação, competência e desejosos do bem-estar do aluno tanto quanto seus familiares (DUBIELA, 2008, p. 14). Cabe aos segmentos de toda a sociedade a criação de planos de ação que envolvam as famílias a fim de que sejam mobilizadas para tomar atitudes preventivas, amenizando ou evitando conseqüências maiores à criança, além de se conscientizarem sobre a participação no processo de formação dos filhos quando acometidos por alguma doença ou situação de risco que requeiram maior atenção. É relevante a necessidade de que crianças com deficiências possam frequentar desde os primeiros anos de vida programas de estimulação precoce, fundamentados em serviços centrados na família, focalizando competências e capacidade de recuperação da criança e da família, envolvendo a participação dos pais nos programas de intervenção precoce (ZILIOTTO, 2015, p. 65).
  • 4.
    São muitos osanseios na busca de um modelo educativo certo, baseado em princípios e leis que reconhecem a necessidade de uma educação para todos no processo de inclusão. Mas para que isso aconteça, é necessário renovações pedagógicas, bem como que a sociedade, família e escola adaptem-se ao aluno com necessidades especiais, e não contrário. A inclusão dos alunos com necessidades educativas especiais dependem não só da boa prática ou excelente formação do professor, mas também da escola que tem papel fundamental para a aprendizagem e facilitação da inclusão, além do apoio da família. 2 REFERÊNCIAS DUBIELA, Tânia Mara Otto. A participação da família no processo de ensino aprendizagem dos educandos com deficiência(s). Curitiba 2009. Disponível http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/1393-8.pdf DUTRA, Cláudia Pereira; SANTOS, Martinha Clarete Dutra dos. O direito de todos à educação: avanços na política de educação inclusiva. Fundação Perseu Abramo. 2015. Disponível em http://novo.fpabramo.org.br/sites/default/files/fpa-discute- educacao-01.pdf. MELO, Adriana Zawada, et al. Constituição Federal Interpretada Artigo por Artigo, Parágrafo por Parágrafo. Ed. Manole: São Paulo, 2016. Disponível no Pearson Signorelli. RODRIGUES, Marlene; GUTIERREZ, Katerine Edith Tobio; GUEDES, Rosane; CAPELLINI, Vera Lúcia Messias Fialho. Políticas Nacionais de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva: um estudo sobre a educação superior do Brasil e da Colômbia. Educação, Gestão e Sociedade: revista da Faculdade Eça de Queirós, ISSN 2179-9636, Ano 6, número 23, agosto de 2016. Disponível em www.faceq.edu.br/regs. SOUZA, Jacqueline Pereira. A Importância da Família no Progresso de Desenvolvimento da Aprendizagem da Criança. Artigo apresentado à Universidade Estadual do Acaraú. Fortaleza, 2012. Disponível em http://www.apeoc.org.br/extra/artigos_cientificos/A_IMPORTANCIA_DA_FAMILIA_ NO_PROCESSO_DE_DESENVOLVIMENTO_DA_APRENDIZAGEM_DA_CRIAN CA.pdf ZILIOTTO, Gisele Sotta. Educação especial na perspectiva inclusiva: fundamentos psicológicos e biológicos (livro eletrônico). Curitiba: InterSaberes, 2015.