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2014
TUTORIAL - PROGRAMA DE
SILOS SECADORES DE
ALVENARIA ARMADA
GRUPO TÉCNICO
RESPONSÁVEL
José Boaventura da Rosa Franco
Eng. Agr.; Consultor Técnico
Ricardo Ramos Martins
Eng. Agr.; Regional Lajeado
Volnei Marin Righi
Eng. Agr.; Regional de Ijuí
Paulo Alencar da Silva
Programador; Regional Lajeado
Márcio Luiz Miranda Dalbém
Eng. Agr.; Regional Porto Alegre
2
O objetivo do PROGRAMA é oferecer aos produtores
projetos de silos secadores de alvenaria armada de baixo custo, de
fácil execução e adequados às condições das propriedades.
Para o PROGRAMA foram estabelecidos alguns parâmetros
para efeito de cálculo e dimensionamento, quais sejam:
1. Altura máxima admissível da camada de grãos pelo
PROGRAMA – 3,50m – isto porque com alturas
superiores há a necessidade de ventiladores com
pressão estática elevada e com isso há um aumento
significativo da potência motora necessária, e portanto,
incompatíveis com os objetivos propostos.
2. A relação altura/diâmetro sempre inferior a 0,64, pois é
a altura da massa de grãos que vai determinar a
pressão estática e por conseqüência a potência do
motor do ventilador.
A principal diretriz é obter o máximo de efetividade com um
mínimo de custos construtivos e operacionais.
O primeiro passo é determinar qual o produto ou quais
produtos serão utilizados e a quantidade de produto a secar e
armazenar.
Aqui cabe uma observação importante; se o produtor nos
informa que o silo será utilizado para mais de um produto, devemos
escolher, para efeito de projeto, aquele produto que exige um
ventilador com maior potência motora. Assim, se os produtos são, por
exemplo, trigo e milho o projeto deverá ser para trigo que é aquele
produto que exige maior pressão estática para a secagem. Isto pode
ser testado no programa estabelecendo as medidas do silo secador e
fazendo variar o tipo de grão no botão apropriado para a escolha do
produto.
Lembramos que nestes casos é conveniente comunicar ao
fabricante do ventilador esta condição para que ele possa verificar na
curva do ventilador em que condições o ventilador terá sua operação.
Mais adiante voltaremos a abordar esta condição.
O PROGRAMA tem grande flexibilidade possibilitando que
sejam estudadas as mais variadas situações no que se refere ao
dimensionamento, mas, lembramos que não se poderá fugir dos
3
parâmetros pré-estabelecidos e o próprio PROGRAMA indicará tal
situação.
Para tanto se elaborou uma tabela-guia com as algumas
dimensões estudadas.
É importante lembrar que as capacidades foram calculadas
para silos sem o cone superior, ou seja, com o produto tendo a sua
superfície superior nivelada.
TABELA GUIA
Note-se que nesta tabela temos silos que vão desde 100
sacos até 3.000 sacos de capacidade ou bem próximo destas
capacidades.
Algumas destas capacidades estão repetidas e com algumas
variações permitidas pelo PROGRAMA.
O “*” indica onde se alterou a altura da camada de grãos ou
o número de dias de secagem.
Capacidade escolhida Ø
(m)
h
(m)
Capacid.
Calculada
(sacos)
Relação
h/ Ø
Pot.
Motor
(CV)
Nº
dias
100 sacos (milho) 2,60 1,60 106 0,62 0,10 15
100 sacos (milho) 2,60 1,60 106 0,62 0,47 8*
250 sacos (milho) 3,50 2,08 250 0,59 0,48 15
250 sacos (milho) 3,50 2,08 250 0,59 0,73 12*
500 sacos (milho) 4,61 2,40 501 0,52 1,29 15
500 sacos (milho) 4,61 2,40 501 0,52 1,47 14*
500 sacos (milho) 4,61 2,50 522 0,54 1,42 15
500 sacos (arroz) 4,61 2,50 501 0,54 0,93 20*
750 sacos (milho) 5,10 2,93 748 0,57 2,98 15
750 sacos (arroz) 5,10 2,93 718 0,57 1,40 23*
1000 sacos (milho) 5,83 3,00 1001 0,51 4,24 15
1500 sacos (milho) 7,2 3,00 1527 0,42 7,96 14*
2000 sacos (milho) 7,7 3,40 1979 0,44 12,08 15
2500 sacos (milho) 8,6 3,5 2541 0,41 19,67 14*
3000 sacos (milho) 9,5 3,5 3100 0,37 21,24 15
3000 sacos (arroz) (1) 9,5 3,5 2977 0,37 7,43 25
3000 sacos (arroz) (2) 9,5 3,5 2977 0,37 9,97 22
4
EXEMPLO DE UM PROJETO DE SILO:
Recomendamos repetir este exemplo passo a passo.
Página INICIAL: Clicar no botão Projeto do Silo
“Dimensões do Silo”
-Primeiro passo: selecionar o produto.
-Segundo passo: digitar nos espaços indicados os valores
de diâmetro interno do silo e altura de produto.
-Terceiro passo: digitar no espaço próprio o Nº de dias de
secagem.
Estamos recomendando, como regra geral, no máximo 15
dias de secagem para milho e soja, 20 dias de secagem para o trigo e
25 dias de secagem para o arroz, no entanto, como se verá adiante
estes prazos não são rígidos podendo variar para menos tempo
segundo a conveniência de cada caso.
-Quarto passo: fazer o ajuste dos parâmetros do ventilador
(na parte inferior direita) transcrevendo para os espaços próprios os
valores que o PROGRAMA indica para rendimento%, largura boca
descarga(m) e altura boca descarga(m).
-Quinto passo: Indicar nos quadros próprios o tipo de rede,
se monofásica, bifásica ou trifásica, e o sentido de rotação se horário
ou anti-horário.(Ver nota deste Tutorial)
Isto posto, já se tem todas as informações para dar
andamento ao projeto e verificar as alternativas para cada caso.
Exemplificando:
Tomemos um silo de 500 sacos para milho; pela tabela
acima o diâmetro do silo é 4,61m (digitar) e a altura de produto no silo
é de 2,40m (digitar). O programa nos informa que a capacidade deste
silo é de 501 sacos, o nº de dias para a secagem é 15 dias, o
ventilador deve ter uma vazão de 4.573 m³/h e que dará 2,54
m³/min./t e a pressão estática requerida será de 43 mm de coluna
d’àgua e a potência do motor do ventilador será 1,29 CV .
Lembrar que há necessidade de digitar ao lado esquerdo os
valores que aparecem dando o rendimento e as dimensões da boca
5
de descarga do ventilador e qualquer mudança que se faça haverá
valores diferentes ali que deverão ser digitados para cada caso.
Quando se fizer a encomenda do ventilador aos fabricantes
veremos que com a especificação de vazão e pressão estática o
fornecedor nos ofertará um ventilador com motor de 1,5 CV já que
não há motores de 1,29 CV e o mais próximo acima será de 1,5 CV.
Se alterarmos a altura de produto no silo para 2,50m se terá
novas condições; a capacidade do silo passa para 522 sacos e o
ventilador será para 4.764 m³/h, 48 mmCA de pressão estática, o
fluxo de ar continua sendo 2,54m³/min/t. e o motor terá 1,42 CV ou
seja: 1,5 CV. Mas também agora devemos digitar novamente os
valores das dimensões da boca de descarga do ventilador.
Caso o programa não permita que se transcrevam os
parâmetros (rendimento, largura da boca de descarga e altura da
boca de descarga), a alternativa será alterar o número de dias de
secagem para menos.
Os outros dados necessários ao projeto já estão lá; altura do
estrado, altura do plenum, altura total do silo, comprimento do
duto de ar, e diâmetro externo do silo.
Por este exemplo se vê que o programa não é rígido e
permite que se faça a melhor escolha.
6
Nota importante: O programa fornece as cargas que os
cabos termométricos exercem na cobertura onde são fixados. Assim,
basta colocar o diâmetro e o número de cabos a serem utilizados e o
total da carga aparece. Mas é importante fornecer este dado ao
construtor identificando a carga por cabo e o número de cabos.
Este dado varia de acordo com o produto armazenado e a
altura da camada de grãos.
Passando para a página seguinte: clicar em PRÓXIMO no
canto superior esquerdo.
“Definição dos Tijolos”
No botão “Tijolo” em primeiro lugar se fará a escolha do tipo
de tijolos que serão empregados, se maciços ou furados também
chamados de blocos cerâmicos de vedação, em continuidade
deverão ser digitados os valores em cm da largura, altura e
comprimento dos mesmos, para tanto sugerimos obter uma amostra e
tomar as medidas reais, e, finalmente em que posição serão
montados; se de cutelo (espelho) ou deitados. Isto posto, o programa
faz a pergunta “suporta força de atrito?” e dá uma resposta, caso
seja sim, podemos prosseguir. Os dados aqui digitados nos
fornecerão as quantidades para o “Orçamento”.
No exemplo que estamos desenvolvendo as informações
fornecidas ao programa foram: Tijolo maciço, Largura “5”, altura
“10”, comprimento “22” e os tijolos serão montados de cutelo.
Observação: Os modelos propostos poderão ser construídos
com tijolos sempre de “cutelo”, maciços ou furados. Até a capacidade
de 750 sacos sempre com tijolos maciços e acima desta capacidade
sempre com tijolos furados e, neste caso há a opção para se utilizar
a argamassa polimérica (cola) ou argamassa comum. Para tanto o
programa oferece as opções e faz as devidas recomendações.
Abaixo há dois exemplos com as devidas variações.
O primeiro com tijolos maciços (que é o considerado para
este projeto) e o segundo (apenas exemplo) com tijolos furados como
alternativa.
A recomendação de se utilizar tijolos maciços para silos com
até 750 sacos de capacidade é porque com tijolos maciços se usa
apenas um filete de cola e portanto menos cola já que para os tijolos
furados (de quatro, seis ou oito furos) serão necessários dois filetes
de cola.
7
Quando são usados tijolos furados se poderá optar pelo uso
da argamassa comum, somente na linha horizontal, para o
assentamento dos tijolos deixando na vertical pequeno espaço entre
os tijolos (2 mm) para a passagem dos arames para amarração da
tela POP interna à externa. Isto deve ser observado também quando
se trabalha com tijolos maciços.
8
Neste item, quando se usa cola, o programa solicita que se
especifique o tamanho da embalagem que pode ser 1,5*; 3,0; 5,0 ou
15,0 kg. Estes dados são necessários pois serão transportados pelo
programa para o ORÇAMENTO já indicando a quantidade de
embalagens. Se a opção for por argamassa comum o PROGRAMA
também já calcula e transporta para o ORÇAMENTO as quantidades
de areia e cimento necessários.
* A embalagem de 1,5 kg é na realidade um “blister” do qual
se retira um dos lacres e se coloca o próprio “blister” dentro do
aplicador. As embalagens de 3 e 5 kg tem a vantagem da aplicação
direta dispensando a compra do aplicador.
Concluídas as escolhas dos tijolos do tipo de argamassa e
registrados os tamanhos das embalagens de cola (se for o caso),
clicando em PRÓXIMO, se passa para o:
“Dimensionamento do Ripado”.
Observe-se que há quatro quadros com espaços digitáveis:
Ripas, Vigotas, Apoios, Pregos e ao lado direito indicação
do que interfere no cálculo que é a resistência da madeira empregada
expressa em kgf/cm² e há uma recomendação de aproximar de 60
kgf/cm². Há também na parte inferior direita lugar para a Escolha de
Pregos onde deverão ser digitados os números que correspondem
ao tipo de prego que queremos empregar.
Continuando ainda no exemplo do silo com altura de produto
2,50m e diâmetro de 4,61m.
Suponhamos que ao abrir a página “Ripado” encontremos os
valores abaixo, veremos que os valores das tensões são
respectivamente 33,41kgf/cm² e 47,62kgf/cm² o que ainda está longe
dos valores admitidos de 60kgf/cm² e será necessário:
9
• primeiro reduzir a altura das ripas de 7,0 cm para 6,0cm e o
resultado já muda para 45,47 kgf/cm²;
• alterando também a distância entre as vigotas de 55,0 cm para
60,0 cm os valores mudam para 54,11kgf/cm² já mais próximo
do valor recomendado, e de 47,62kgf/cm² passa para
51,95kgf/cm²;
• então vamos alterar também a distância entre os apoios de 60
cm para 63 cm.
Veja-se que com estas mudanças os valores serão:
54,11kgf/cm² e 57,27 kgf/cm².
No quadro Apoios há uma recomendação de trabalhar com
peça curta e a esbeltez está no valor de 40,42; portanto ainda acima
dos 40 da recomendação e é por isso que o PROGRAMA nos avisa
que esta é PEÇA MEDIANAMENTE ESBELTA embora a resposta à
pergunta “suporta a tensão de compressão?” seja SIM a peça
continua medianamente esbelta, o que significa que ela ainda corre
o risco de flambar, isto nos indica que devemos alterar o diâmetro da
peça passando de 9 cm para 10 cm e já aparecerá a indicação de
PEÇA CURTA e a esbeltez que era 40,22 passa para 36,57
satisfazendo assim a recomendação de aproximar de 40 sem passar
de 40, ficando assim dentro dos limites de segurança (aqui o diâmetro
superior refere-se ao diâmetro da parte de cima da peça pois sempre
vamos colocar os apoios com a parte mais “grossa” embaixo).
Finalmente o quadro pregos; ali será colocado um valor de
opção do projetista. Neste caso escolhemos 3 pregos para fixar a
10
vigota nos apoios e 1 prego a cada 25 cm para unir as peças da
vigota que normalmente é composta de peças de 2,5 cm.
ASSIM O QUADRO DO RIPADO FICARÁ COMO ABAIXO
As dimensões e as distâncias das peças aqui registradas
serão transportadas pelo programa para o cálculo das metragens e
quantidades no Orçamento. Observar também que tanto para Ripas,
quanto para Vigotas a largura deve ser 2,5cm ou seus múltiplos já
que esta é uma medida mais usual e se torna mais fácil compor e é
por isso que no quadro da Vigota há um botão para a escolha da
largura da peça. Esta largura (espessura) poderá ser 2,5 cm; 5,0 cm;
7,5 cm ou 10 cm .
PRÓXIMO: “Contenção”
Botão “Tela POP”
Nesta página serão colocadas as dimensões e medidas da
tela POP que vai ser usada. É importante preencher os espaços
porque existem diversos tipos de tela POP e as dimensões e bitolas
aqui registradas serão usadas pelo programa para os cálculos
estruturais e para o Orçamento. As telas POP a serem utilizadas
11
serão normalmente as de malha 20x20cm e diâmetro do fio 3.4mm,
em painéis de 2x3m.
EXEMPLOS DE TELAS POP
Tipo
Malha
(cm)
Fio (mm)
Peso do Painel
(kg / 2x3m)
Malha Pop Leve 20 x 20 3,4 4,3
Malha Pop Média 15 x 15 3,4 6,0
Malha Pop Reforçada 15 x 15 4,2 9,0
Malha Pop Pesada 10 x 10 4,2 13,2
12
PRÓXIMO
Botão “Ferragem”
O primeiro elemento a ser informado ao programa refere-se à
resistência dos fios de aço que serão utilizados que tanto pode ser
CA50 ou CA60 cujos limites de escoamento são respectivamente
50kgf/mm² e 60kgf/mm². Como este dado é muito importante para a
estabilidade da obra recomenda-se observar bem este item já que a
maioria das bitolas utilizadas pode ser encontrada tanto com uma ou
outra resistência embora a mais comumente encontrada seja
60kgf/mm², também, porque o cálculo leva isto em consideração.
Para efeito de cálculo o silo é dividido em quatro alturas, ou
seja, “plenum”, primeiro terço, segundo terço e terceiro terço.
Nos lugares correspondentes serão colocadas as distâncias
verticais em que devem ficar os ferros horizontais que serão
amarrados à tela POP.
Note-se que como podemos estipular estas distâncias
verticais e como a maior ou menor proximidade entre eles é que vai
determinar a bitola dos ferros sugerimos que se estabeleçam
distâncias tais que a ferragem em todo o silo seja da mesma bitola
sempre que possível. A vantagem de assim proceder é eliminar a
possibilidade de engano dos construtores já que algumas bitolas são
visualmente muito próximas; é o caso de ferros de Ø 5,0mm e os de
Ø 6,0 mm e mesmo os ferros Ø 4,2 mm e os de Ø 5,0 mm também
são muito próximos, no entanto quando isto não for possível se
sugere que se coloquem na obra os ferros de mesma bitola
agrupados e identificados para evitar enganos.
No presente exemplo com distâncias de 20cm no plenum
para coincidir com os ferros horizontais da tela POP, 8cm no primeiro
terço, 12cm no segundo terço e 20cm no terceiro terço a ferragem
calculada pelo programa é 4,09 mm no plenum e no primeiro terço,
4,10 mm no segundo terço e 3,34 mm no terceiro terço.
Na transposição destes dados para o Orçamento o próprio
programa já identifica e especifica a bitola da ferragem mais próxima
do cálculo colocando-as no Orçamento. Neste caso os ferros
horizontais serão todos da bitola 4,2mm.
13
Outro dado que consta deste item é a ferragem vertical
utilizada para atender ao requisito da pressão vertical. Neste caso
aparece a mensagem Tela POP mais ferros adicionais o que
significa que a tela POP usada não é suficiente para este requisito.
Quando ocorre de a Tela POP ser suficiente (silos menores) aparece
a mensagem Tela POP suficiente, como aqui não é o caso, temos
que calcular e quantificar a ferragem vertical e , para tanto a opção
que temos é variar a distância entre os ferros assim se usarmos 19cm
serão necessários (pelo Orçamento) 21 barras de 5,0mm e se
usarmos 13 cm entre as barras serão necessárias 31 barras de ferros
4,2mm. Assim quando se fizer a compra podemos optar pela
condição mais conveniente.
Para esta opção o Orçamento indica 73 barras de ferros
4,2mm, já para a opção abaixo serão necessárias 48 barras de
5,0mm mais 9 barras de 4,2 mm que serão usadas no terceiro terço.
14
Note-se que é necessário informar a bitola do arame
recozido para amarração dos ferros e se a descarga do produto se
fará junto à parede clicando para optar por “sim” ou “não”.
PRÓXIMO:
“Fundação (Sapata do silo)”
Para a execução da Fundação é necessário considerar em
primeiro lugar a resistência do solo à compressão “σ” e dar-lhe um
valor. Aqui estamos adotando os valores em kgf/cm² embora a
NORMA estipule este valor em MPa (1MPa=10 kgf/cm²). Uma tabela
de pressões básicas é bem útil na hora de decidir este valor, é a
Tabela 4 da Norma da ABNT. Observe-se que apenas dois tipos de
solo, marcados com (*), possuem resistência à compressão menor do
que “2” por este motivo a maioria dos cálculos pode ser feitos
adotando esta indicação.
Portanto o primeiro item a ser registrado refere-se à
resistência do solo e ali será colocado ”2”. A seguir a altura do bloco
que não deve ser menor do que 10cm. Se neste espaço colocarmos
10 veremos que a “condicional para verificar a altura do “bloco rígido”
está em 45, o que não satisfaz já que este valor deve ser maior ou
igual ao valor imediatamente abaixo que no caso é “53”, o que nos
leva a corrigir o valor da altura do bloco para cima. Se colocarmos
“13cm” o valor da condicional passa para “53”, o que já estará dentro
do exigido já que é igual ao valor imediatamente abaixo e, no
15
desenho ao lado direito já aparecem as dimensões do bloco que terá
12cm de altura e 28cm de largura.
A planta da sapata já aparecerá com estas dimensões.
Note-se que se usou um concreto com resistência de fck.
157 kgf/cm² ou seja 15,7 MPa.
O concreto poderá ter outras resistências e aqui são
colocadas opções para 157, 185, 195, e 200. Os traços do concreto
com as proporções de brita, areia ,cimento e água são variáveis e é
necessário escolher o traço para compor o orçamento. No caso de
usarmos concreto 200 ou 20MPa. O resultado será outro.
16
Parece muito pouco, mas um centímetro na largura de 28cm
e no comprimento do perímetro do silo já representa alguma coisa.
Em silos maiores a escolha da resistência do concreto pode
ser bem significativa.
Na próxima pagina reproduzimos a Tabela 4 da norma da
ABNT (NBR 6122 - ABR 1996 - Projeto e execução de fundações)
que nos indica as pressões básicas suportadas pelos diversos tipos
de solo.
Tabela 4 – Pressões básicas suportadas
ABNT NBR 6122) - ABR 1996 - Projeto e execução de fundações
Classe Descrição Valores
(kgf/cm²)
1 Rocha sã, maciça, sem laminação ou sinal de
decomposição
30
2 Rochas laminadas, com pequenas fissuras,
estratificadas
15
3 Rochas alteradas ou em decomposição (ver nota c)
4 Solos granulares concrecionados - conglomerados 10
5 Solos pedregulhosos compactos a muito compactos 6
6 Solos pedregulhosos fofos 3
7 Areias muito compactas 5
8 Areias compactas 4
9 Areias medianamente compactas 2
10 Argilas duras 3
11 Argilas rijas 2
12 Argilas médias 1*
13 Siltes duros (muito compactos) 3
14 Siltes rijos (compactos) 2
15 Siltes médios (medianamente compactos) 1*
Notas:a) Para a descrição dos diferentes tipos de solo, seguir as definições da NBR 6502.
b) No caso de calcário ou qualquer outra rocha cárstica, devem ser feitos estudos especiais.
c) Para rochas alteradas ou em decomposição, têm que ser levados em conta a natureza da rocha matriz e o
grau de decomposição ou alteração.
d) Os valores da Tabela 4, válidos para largura de 2 m, devem ser modificados em função das dimensões e da
profundidade das fundações conforme prescrito em 6.2.2.5, 6.2.2.6 e 6.2.2.7.
17
Depois de calculadas as fundações o quadro seguinte é o
“Orçamento”.
Neste quadro há lugar para ser digitado:
Nome do Produtor:
Município:
Data:
Execução:Nome e nº do CREA do responsável
Projeto: Nome e nº do CREA do responsável
Ao abrir a planilha já estarão registradas as quantidades dos
materiais faltando apenas colocar os valores unitários que variam de
município para município e se já tivermos em mãos a proposta do
ventilador e no lugar próprio colocarmos o valor do mesmo o
Orçamento estará completo.
O passo seguinte é um documento com as especificações
do ventilador para encomenda.
É importante observar que lá em Dimensões do Silo (a
primeira planilha que se abre) há lugar próprio para informar o
sentido de rotação que se deseja e as características da rede
elétrica, e são estes dados juntamente com os demais que são
informados neste documento.
NOTA – PARA IDENTIFICAR SENTIDO DE ROTAÇÃO DO
VENTILADOR.
ESTANDO O OBSERVADOR OLHANDO PARA O
VENTILADOR PELO LADO DO ACIONAMENTO (LADO DO
MOTOR), SE A BOCA DE DESCARGA ESTIVER PARA O LADO
ESQUERDO É HORÁRIO SE ESTIVER PARA O LADO DIREITO É
ANTI-HORÁRIO.
Voltando-se ao “Início” encontramos três botões ao lado
direito que são correspondentes às plantas do silo projetado.
Nestas plantas, Planta do Silo Sapata, Planta do Silo Laje do Fundo e
Planta do Fundo Ripado do Silo que estão todas em tamanho A3 e já
estarão todas as informações:
Nome do Produtor.
Município.
18
Responsável Técnico pela execução da obra.
Responsável Técnico pela execução do projeto.
Números de registro no CREA.
Número da ART de projeto e da execução.
É importante observar que quando a sapata calculada para o
silo tiver altura de 10cm não será necessário gerar a Planta do Silo
Sapata já que a sapata terá a mesma altura do piso e neste caso a
Planta do Silo Laje do Fundo será suficiente.
Apenas para exemplificar e ver como o programa é elástico
faremos um exercício relativo a um silo secador para arroz com
capacidade de 3.000 sacos.
O quadro abaixo mostra a primeira página do cálculo.
Aqui está um silo secador para arroz com as seguintes
características:
1. Ø interno: 9,5m
2. Altura da massa de grãos: 3,5m
3. Produto: Arroz
4. Tempo de secagem: 25 dias
5. Tempo de aeração: 29,10 horas
6. Vazão do ventilador: 13.595m³/h
7. Velocidade de descarga do vent.11,27m/s
8. Fluxo de ar 1,52m³/min/t
19
9. Pressão estática 87mmC.A.
10.Potência do motor 7,43 CV
Alterando o tempo de secagem de 25 dias para 22 dias
teremos novas condições:
4. Tempo de secagem: 22 dias
5. Tempo de aeração: 25,60 horas
6. Vazão do ventilador: 15.449 m³/h
7. Velocidade de descarga do vent. 12,81 m/s
8. Fluxo de ar: 1,73 m³/min/t
9. Pressão estática: 101 mmCA
10.Potência do motor: 9,97 CV
Este exemplo mostra que os ventiladores calculados são
muito próximos e certamente não haverá uma diferença de preço
muito grande entre um e outro.
Se por um lado temos 7,5CV num motor e 10CV no outro
teremos a compensação de três dias (setenta e duas horas) a menos
de ventilação para a secagem.
20
Se compararmos o fluxo de ar do primeiro – 1,52m³/min/t –
com o do segundo -1,73m³/min/t – veremos que no segundo caso há
uma real vantagem já que um fluxo de ar maior permite uma secagem
mais homogênea e com mais segurança, mas a opção será sempre
do produtor. Praticamente não haverá alteração no custo da
secagem.

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  • 1. 2014 TUTORIAL - PROGRAMA DE SILOS SECADORES DE ALVENARIA ARMADA GRUPO TÉCNICO RESPONSÁVEL José Boaventura da Rosa Franco Eng. Agr.; Consultor Técnico Ricardo Ramos Martins Eng. Agr.; Regional Lajeado Volnei Marin Righi Eng. Agr.; Regional de Ijuí Paulo Alencar da Silva Programador; Regional Lajeado Márcio Luiz Miranda Dalbém Eng. Agr.; Regional Porto Alegre
  • 2. 2 O objetivo do PROGRAMA é oferecer aos produtores projetos de silos secadores de alvenaria armada de baixo custo, de fácil execução e adequados às condições das propriedades. Para o PROGRAMA foram estabelecidos alguns parâmetros para efeito de cálculo e dimensionamento, quais sejam: 1. Altura máxima admissível da camada de grãos pelo PROGRAMA – 3,50m – isto porque com alturas superiores há a necessidade de ventiladores com pressão estática elevada e com isso há um aumento significativo da potência motora necessária, e portanto, incompatíveis com os objetivos propostos. 2. A relação altura/diâmetro sempre inferior a 0,64, pois é a altura da massa de grãos que vai determinar a pressão estática e por conseqüência a potência do motor do ventilador. A principal diretriz é obter o máximo de efetividade com um mínimo de custos construtivos e operacionais. O primeiro passo é determinar qual o produto ou quais produtos serão utilizados e a quantidade de produto a secar e armazenar. Aqui cabe uma observação importante; se o produtor nos informa que o silo será utilizado para mais de um produto, devemos escolher, para efeito de projeto, aquele produto que exige um ventilador com maior potência motora. Assim, se os produtos são, por exemplo, trigo e milho o projeto deverá ser para trigo que é aquele produto que exige maior pressão estática para a secagem. Isto pode ser testado no programa estabelecendo as medidas do silo secador e fazendo variar o tipo de grão no botão apropriado para a escolha do produto. Lembramos que nestes casos é conveniente comunicar ao fabricante do ventilador esta condição para que ele possa verificar na curva do ventilador em que condições o ventilador terá sua operação. Mais adiante voltaremos a abordar esta condição. O PROGRAMA tem grande flexibilidade possibilitando que sejam estudadas as mais variadas situações no que se refere ao dimensionamento, mas, lembramos que não se poderá fugir dos
  • 3. 3 parâmetros pré-estabelecidos e o próprio PROGRAMA indicará tal situação. Para tanto se elaborou uma tabela-guia com as algumas dimensões estudadas. É importante lembrar que as capacidades foram calculadas para silos sem o cone superior, ou seja, com o produto tendo a sua superfície superior nivelada. TABELA GUIA Note-se que nesta tabela temos silos que vão desde 100 sacos até 3.000 sacos de capacidade ou bem próximo destas capacidades. Algumas destas capacidades estão repetidas e com algumas variações permitidas pelo PROGRAMA. O “*” indica onde se alterou a altura da camada de grãos ou o número de dias de secagem. Capacidade escolhida Ø (m) h (m) Capacid. Calculada (sacos) Relação h/ Ø Pot. Motor (CV) Nº dias 100 sacos (milho) 2,60 1,60 106 0,62 0,10 15 100 sacos (milho) 2,60 1,60 106 0,62 0,47 8* 250 sacos (milho) 3,50 2,08 250 0,59 0,48 15 250 sacos (milho) 3,50 2,08 250 0,59 0,73 12* 500 sacos (milho) 4,61 2,40 501 0,52 1,29 15 500 sacos (milho) 4,61 2,40 501 0,52 1,47 14* 500 sacos (milho) 4,61 2,50 522 0,54 1,42 15 500 sacos (arroz) 4,61 2,50 501 0,54 0,93 20* 750 sacos (milho) 5,10 2,93 748 0,57 2,98 15 750 sacos (arroz) 5,10 2,93 718 0,57 1,40 23* 1000 sacos (milho) 5,83 3,00 1001 0,51 4,24 15 1500 sacos (milho) 7,2 3,00 1527 0,42 7,96 14* 2000 sacos (milho) 7,7 3,40 1979 0,44 12,08 15 2500 sacos (milho) 8,6 3,5 2541 0,41 19,67 14* 3000 sacos (milho) 9,5 3,5 3100 0,37 21,24 15 3000 sacos (arroz) (1) 9,5 3,5 2977 0,37 7,43 25 3000 sacos (arroz) (2) 9,5 3,5 2977 0,37 9,97 22
  • 4. 4 EXEMPLO DE UM PROJETO DE SILO: Recomendamos repetir este exemplo passo a passo. Página INICIAL: Clicar no botão Projeto do Silo “Dimensões do Silo” -Primeiro passo: selecionar o produto. -Segundo passo: digitar nos espaços indicados os valores de diâmetro interno do silo e altura de produto. -Terceiro passo: digitar no espaço próprio o Nº de dias de secagem. Estamos recomendando, como regra geral, no máximo 15 dias de secagem para milho e soja, 20 dias de secagem para o trigo e 25 dias de secagem para o arroz, no entanto, como se verá adiante estes prazos não são rígidos podendo variar para menos tempo segundo a conveniência de cada caso. -Quarto passo: fazer o ajuste dos parâmetros do ventilador (na parte inferior direita) transcrevendo para os espaços próprios os valores que o PROGRAMA indica para rendimento%, largura boca descarga(m) e altura boca descarga(m). -Quinto passo: Indicar nos quadros próprios o tipo de rede, se monofásica, bifásica ou trifásica, e o sentido de rotação se horário ou anti-horário.(Ver nota deste Tutorial) Isto posto, já se tem todas as informações para dar andamento ao projeto e verificar as alternativas para cada caso. Exemplificando: Tomemos um silo de 500 sacos para milho; pela tabela acima o diâmetro do silo é 4,61m (digitar) e a altura de produto no silo é de 2,40m (digitar). O programa nos informa que a capacidade deste silo é de 501 sacos, o nº de dias para a secagem é 15 dias, o ventilador deve ter uma vazão de 4.573 m³/h e que dará 2,54 m³/min./t e a pressão estática requerida será de 43 mm de coluna d’àgua e a potência do motor do ventilador será 1,29 CV . Lembrar que há necessidade de digitar ao lado esquerdo os valores que aparecem dando o rendimento e as dimensões da boca
  • 5. 5 de descarga do ventilador e qualquer mudança que se faça haverá valores diferentes ali que deverão ser digitados para cada caso. Quando se fizer a encomenda do ventilador aos fabricantes veremos que com a especificação de vazão e pressão estática o fornecedor nos ofertará um ventilador com motor de 1,5 CV já que não há motores de 1,29 CV e o mais próximo acima será de 1,5 CV. Se alterarmos a altura de produto no silo para 2,50m se terá novas condições; a capacidade do silo passa para 522 sacos e o ventilador será para 4.764 m³/h, 48 mmCA de pressão estática, o fluxo de ar continua sendo 2,54m³/min/t. e o motor terá 1,42 CV ou seja: 1,5 CV. Mas também agora devemos digitar novamente os valores das dimensões da boca de descarga do ventilador. Caso o programa não permita que se transcrevam os parâmetros (rendimento, largura da boca de descarga e altura da boca de descarga), a alternativa será alterar o número de dias de secagem para menos. Os outros dados necessários ao projeto já estão lá; altura do estrado, altura do plenum, altura total do silo, comprimento do duto de ar, e diâmetro externo do silo. Por este exemplo se vê que o programa não é rígido e permite que se faça a melhor escolha.
  • 6. 6 Nota importante: O programa fornece as cargas que os cabos termométricos exercem na cobertura onde são fixados. Assim, basta colocar o diâmetro e o número de cabos a serem utilizados e o total da carga aparece. Mas é importante fornecer este dado ao construtor identificando a carga por cabo e o número de cabos. Este dado varia de acordo com o produto armazenado e a altura da camada de grãos. Passando para a página seguinte: clicar em PRÓXIMO no canto superior esquerdo. “Definição dos Tijolos” No botão “Tijolo” em primeiro lugar se fará a escolha do tipo de tijolos que serão empregados, se maciços ou furados também chamados de blocos cerâmicos de vedação, em continuidade deverão ser digitados os valores em cm da largura, altura e comprimento dos mesmos, para tanto sugerimos obter uma amostra e tomar as medidas reais, e, finalmente em que posição serão montados; se de cutelo (espelho) ou deitados. Isto posto, o programa faz a pergunta “suporta força de atrito?” e dá uma resposta, caso seja sim, podemos prosseguir. Os dados aqui digitados nos fornecerão as quantidades para o “Orçamento”. No exemplo que estamos desenvolvendo as informações fornecidas ao programa foram: Tijolo maciço, Largura “5”, altura “10”, comprimento “22” e os tijolos serão montados de cutelo. Observação: Os modelos propostos poderão ser construídos com tijolos sempre de “cutelo”, maciços ou furados. Até a capacidade de 750 sacos sempre com tijolos maciços e acima desta capacidade sempre com tijolos furados e, neste caso há a opção para se utilizar a argamassa polimérica (cola) ou argamassa comum. Para tanto o programa oferece as opções e faz as devidas recomendações. Abaixo há dois exemplos com as devidas variações. O primeiro com tijolos maciços (que é o considerado para este projeto) e o segundo (apenas exemplo) com tijolos furados como alternativa. A recomendação de se utilizar tijolos maciços para silos com até 750 sacos de capacidade é porque com tijolos maciços se usa apenas um filete de cola e portanto menos cola já que para os tijolos furados (de quatro, seis ou oito furos) serão necessários dois filetes de cola.
  • 7. 7 Quando são usados tijolos furados se poderá optar pelo uso da argamassa comum, somente na linha horizontal, para o assentamento dos tijolos deixando na vertical pequeno espaço entre os tijolos (2 mm) para a passagem dos arames para amarração da tela POP interna à externa. Isto deve ser observado também quando se trabalha com tijolos maciços.
  • 8. 8 Neste item, quando se usa cola, o programa solicita que se especifique o tamanho da embalagem que pode ser 1,5*; 3,0; 5,0 ou 15,0 kg. Estes dados são necessários pois serão transportados pelo programa para o ORÇAMENTO já indicando a quantidade de embalagens. Se a opção for por argamassa comum o PROGRAMA também já calcula e transporta para o ORÇAMENTO as quantidades de areia e cimento necessários. * A embalagem de 1,5 kg é na realidade um “blister” do qual se retira um dos lacres e se coloca o próprio “blister” dentro do aplicador. As embalagens de 3 e 5 kg tem a vantagem da aplicação direta dispensando a compra do aplicador. Concluídas as escolhas dos tijolos do tipo de argamassa e registrados os tamanhos das embalagens de cola (se for o caso), clicando em PRÓXIMO, se passa para o: “Dimensionamento do Ripado”. Observe-se que há quatro quadros com espaços digitáveis: Ripas, Vigotas, Apoios, Pregos e ao lado direito indicação do que interfere no cálculo que é a resistência da madeira empregada expressa em kgf/cm² e há uma recomendação de aproximar de 60 kgf/cm². Há também na parte inferior direita lugar para a Escolha de Pregos onde deverão ser digitados os números que correspondem ao tipo de prego que queremos empregar. Continuando ainda no exemplo do silo com altura de produto 2,50m e diâmetro de 4,61m. Suponhamos que ao abrir a página “Ripado” encontremos os valores abaixo, veremos que os valores das tensões são respectivamente 33,41kgf/cm² e 47,62kgf/cm² o que ainda está longe dos valores admitidos de 60kgf/cm² e será necessário:
  • 9. 9 • primeiro reduzir a altura das ripas de 7,0 cm para 6,0cm e o resultado já muda para 45,47 kgf/cm²; • alterando também a distância entre as vigotas de 55,0 cm para 60,0 cm os valores mudam para 54,11kgf/cm² já mais próximo do valor recomendado, e de 47,62kgf/cm² passa para 51,95kgf/cm²; • então vamos alterar também a distância entre os apoios de 60 cm para 63 cm. Veja-se que com estas mudanças os valores serão: 54,11kgf/cm² e 57,27 kgf/cm². No quadro Apoios há uma recomendação de trabalhar com peça curta e a esbeltez está no valor de 40,42; portanto ainda acima dos 40 da recomendação e é por isso que o PROGRAMA nos avisa que esta é PEÇA MEDIANAMENTE ESBELTA embora a resposta à pergunta “suporta a tensão de compressão?” seja SIM a peça continua medianamente esbelta, o que significa que ela ainda corre o risco de flambar, isto nos indica que devemos alterar o diâmetro da peça passando de 9 cm para 10 cm e já aparecerá a indicação de PEÇA CURTA e a esbeltez que era 40,22 passa para 36,57 satisfazendo assim a recomendação de aproximar de 40 sem passar de 40, ficando assim dentro dos limites de segurança (aqui o diâmetro superior refere-se ao diâmetro da parte de cima da peça pois sempre vamos colocar os apoios com a parte mais “grossa” embaixo). Finalmente o quadro pregos; ali será colocado um valor de opção do projetista. Neste caso escolhemos 3 pregos para fixar a
  • 10. 10 vigota nos apoios e 1 prego a cada 25 cm para unir as peças da vigota que normalmente é composta de peças de 2,5 cm. ASSIM O QUADRO DO RIPADO FICARÁ COMO ABAIXO As dimensões e as distâncias das peças aqui registradas serão transportadas pelo programa para o cálculo das metragens e quantidades no Orçamento. Observar também que tanto para Ripas, quanto para Vigotas a largura deve ser 2,5cm ou seus múltiplos já que esta é uma medida mais usual e se torna mais fácil compor e é por isso que no quadro da Vigota há um botão para a escolha da largura da peça. Esta largura (espessura) poderá ser 2,5 cm; 5,0 cm; 7,5 cm ou 10 cm . PRÓXIMO: “Contenção” Botão “Tela POP” Nesta página serão colocadas as dimensões e medidas da tela POP que vai ser usada. É importante preencher os espaços porque existem diversos tipos de tela POP e as dimensões e bitolas aqui registradas serão usadas pelo programa para os cálculos estruturais e para o Orçamento. As telas POP a serem utilizadas
  • 11. 11 serão normalmente as de malha 20x20cm e diâmetro do fio 3.4mm, em painéis de 2x3m. EXEMPLOS DE TELAS POP Tipo Malha (cm) Fio (mm) Peso do Painel (kg / 2x3m) Malha Pop Leve 20 x 20 3,4 4,3 Malha Pop Média 15 x 15 3,4 6,0 Malha Pop Reforçada 15 x 15 4,2 9,0 Malha Pop Pesada 10 x 10 4,2 13,2
  • 12. 12 PRÓXIMO Botão “Ferragem” O primeiro elemento a ser informado ao programa refere-se à resistência dos fios de aço que serão utilizados que tanto pode ser CA50 ou CA60 cujos limites de escoamento são respectivamente 50kgf/mm² e 60kgf/mm². Como este dado é muito importante para a estabilidade da obra recomenda-se observar bem este item já que a maioria das bitolas utilizadas pode ser encontrada tanto com uma ou outra resistência embora a mais comumente encontrada seja 60kgf/mm², também, porque o cálculo leva isto em consideração. Para efeito de cálculo o silo é dividido em quatro alturas, ou seja, “plenum”, primeiro terço, segundo terço e terceiro terço. Nos lugares correspondentes serão colocadas as distâncias verticais em que devem ficar os ferros horizontais que serão amarrados à tela POP. Note-se que como podemos estipular estas distâncias verticais e como a maior ou menor proximidade entre eles é que vai determinar a bitola dos ferros sugerimos que se estabeleçam distâncias tais que a ferragem em todo o silo seja da mesma bitola sempre que possível. A vantagem de assim proceder é eliminar a possibilidade de engano dos construtores já que algumas bitolas são visualmente muito próximas; é o caso de ferros de Ø 5,0mm e os de Ø 6,0 mm e mesmo os ferros Ø 4,2 mm e os de Ø 5,0 mm também são muito próximos, no entanto quando isto não for possível se sugere que se coloquem na obra os ferros de mesma bitola agrupados e identificados para evitar enganos. No presente exemplo com distâncias de 20cm no plenum para coincidir com os ferros horizontais da tela POP, 8cm no primeiro terço, 12cm no segundo terço e 20cm no terceiro terço a ferragem calculada pelo programa é 4,09 mm no plenum e no primeiro terço, 4,10 mm no segundo terço e 3,34 mm no terceiro terço. Na transposição destes dados para o Orçamento o próprio programa já identifica e especifica a bitola da ferragem mais próxima do cálculo colocando-as no Orçamento. Neste caso os ferros horizontais serão todos da bitola 4,2mm.
  • 13. 13 Outro dado que consta deste item é a ferragem vertical utilizada para atender ao requisito da pressão vertical. Neste caso aparece a mensagem Tela POP mais ferros adicionais o que significa que a tela POP usada não é suficiente para este requisito. Quando ocorre de a Tela POP ser suficiente (silos menores) aparece a mensagem Tela POP suficiente, como aqui não é o caso, temos que calcular e quantificar a ferragem vertical e , para tanto a opção que temos é variar a distância entre os ferros assim se usarmos 19cm serão necessários (pelo Orçamento) 21 barras de 5,0mm e se usarmos 13 cm entre as barras serão necessárias 31 barras de ferros 4,2mm. Assim quando se fizer a compra podemos optar pela condição mais conveniente. Para esta opção o Orçamento indica 73 barras de ferros 4,2mm, já para a opção abaixo serão necessárias 48 barras de 5,0mm mais 9 barras de 4,2 mm que serão usadas no terceiro terço.
  • 14. 14 Note-se que é necessário informar a bitola do arame recozido para amarração dos ferros e se a descarga do produto se fará junto à parede clicando para optar por “sim” ou “não”. PRÓXIMO: “Fundação (Sapata do silo)” Para a execução da Fundação é necessário considerar em primeiro lugar a resistência do solo à compressão “σ” e dar-lhe um valor. Aqui estamos adotando os valores em kgf/cm² embora a NORMA estipule este valor em MPa (1MPa=10 kgf/cm²). Uma tabela de pressões básicas é bem útil na hora de decidir este valor, é a Tabela 4 da Norma da ABNT. Observe-se que apenas dois tipos de solo, marcados com (*), possuem resistência à compressão menor do que “2” por este motivo a maioria dos cálculos pode ser feitos adotando esta indicação. Portanto o primeiro item a ser registrado refere-se à resistência do solo e ali será colocado ”2”. A seguir a altura do bloco que não deve ser menor do que 10cm. Se neste espaço colocarmos 10 veremos que a “condicional para verificar a altura do “bloco rígido” está em 45, o que não satisfaz já que este valor deve ser maior ou igual ao valor imediatamente abaixo que no caso é “53”, o que nos leva a corrigir o valor da altura do bloco para cima. Se colocarmos “13cm” o valor da condicional passa para “53”, o que já estará dentro do exigido já que é igual ao valor imediatamente abaixo e, no
  • 15. 15 desenho ao lado direito já aparecem as dimensões do bloco que terá 12cm de altura e 28cm de largura. A planta da sapata já aparecerá com estas dimensões. Note-se que se usou um concreto com resistência de fck. 157 kgf/cm² ou seja 15,7 MPa. O concreto poderá ter outras resistências e aqui são colocadas opções para 157, 185, 195, e 200. Os traços do concreto com as proporções de brita, areia ,cimento e água são variáveis e é necessário escolher o traço para compor o orçamento. No caso de usarmos concreto 200 ou 20MPa. O resultado será outro.
  • 16. 16 Parece muito pouco, mas um centímetro na largura de 28cm e no comprimento do perímetro do silo já representa alguma coisa. Em silos maiores a escolha da resistência do concreto pode ser bem significativa. Na próxima pagina reproduzimos a Tabela 4 da norma da ABNT (NBR 6122 - ABR 1996 - Projeto e execução de fundações) que nos indica as pressões básicas suportadas pelos diversos tipos de solo. Tabela 4 – Pressões básicas suportadas ABNT NBR 6122) - ABR 1996 - Projeto e execução de fundações Classe Descrição Valores (kgf/cm²) 1 Rocha sã, maciça, sem laminação ou sinal de decomposição 30 2 Rochas laminadas, com pequenas fissuras, estratificadas 15 3 Rochas alteradas ou em decomposição (ver nota c) 4 Solos granulares concrecionados - conglomerados 10 5 Solos pedregulhosos compactos a muito compactos 6 6 Solos pedregulhosos fofos 3 7 Areias muito compactas 5 8 Areias compactas 4 9 Areias medianamente compactas 2 10 Argilas duras 3 11 Argilas rijas 2 12 Argilas médias 1* 13 Siltes duros (muito compactos) 3 14 Siltes rijos (compactos) 2 15 Siltes médios (medianamente compactos) 1* Notas:a) Para a descrição dos diferentes tipos de solo, seguir as definições da NBR 6502. b) No caso de calcário ou qualquer outra rocha cárstica, devem ser feitos estudos especiais. c) Para rochas alteradas ou em decomposição, têm que ser levados em conta a natureza da rocha matriz e o grau de decomposição ou alteração. d) Os valores da Tabela 4, válidos para largura de 2 m, devem ser modificados em função das dimensões e da profundidade das fundações conforme prescrito em 6.2.2.5, 6.2.2.6 e 6.2.2.7.
  • 17. 17 Depois de calculadas as fundações o quadro seguinte é o “Orçamento”. Neste quadro há lugar para ser digitado: Nome do Produtor: Município: Data: Execução:Nome e nº do CREA do responsável Projeto: Nome e nº do CREA do responsável Ao abrir a planilha já estarão registradas as quantidades dos materiais faltando apenas colocar os valores unitários que variam de município para município e se já tivermos em mãos a proposta do ventilador e no lugar próprio colocarmos o valor do mesmo o Orçamento estará completo. O passo seguinte é um documento com as especificações do ventilador para encomenda. É importante observar que lá em Dimensões do Silo (a primeira planilha que se abre) há lugar próprio para informar o sentido de rotação que se deseja e as características da rede elétrica, e são estes dados juntamente com os demais que são informados neste documento. NOTA – PARA IDENTIFICAR SENTIDO DE ROTAÇÃO DO VENTILADOR. ESTANDO O OBSERVADOR OLHANDO PARA O VENTILADOR PELO LADO DO ACIONAMENTO (LADO DO MOTOR), SE A BOCA DE DESCARGA ESTIVER PARA O LADO ESQUERDO É HORÁRIO SE ESTIVER PARA O LADO DIREITO É ANTI-HORÁRIO. Voltando-se ao “Início” encontramos três botões ao lado direito que são correspondentes às plantas do silo projetado. Nestas plantas, Planta do Silo Sapata, Planta do Silo Laje do Fundo e Planta do Fundo Ripado do Silo que estão todas em tamanho A3 e já estarão todas as informações: Nome do Produtor. Município.
  • 18. 18 Responsável Técnico pela execução da obra. Responsável Técnico pela execução do projeto. Números de registro no CREA. Número da ART de projeto e da execução. É importante observar que quando a sapata calculada para o silo tiver altura de 10cm não será necessário gerar a Planta do Silo Sapata já que a sapata terá a mesma altura do piso e neste caso a Planta do Silo Laje do Fundo será suficiente. Apenas para exemplificar e ver como o programa é elástico faremos um exercício relativo a um silo secador para arroz com capacidade de 3.000 sacos. O quadro abaixo mostra a primeira página do cálculo. Aqui está um silo secador para arroz com as seguintes características: 1. Ø interno: 9,5m 2. Altura da massa de grãos: 3,5m 3. Produto: Arroz 4. Tempo de secagem: 25 dias 5. Tempo de aeração: 29,10 horas 6. Vazão do ventilador: 13.595m³/h 7. Velocidade de descarga do vent.11,27m/s 8. Fluxo de ar 1,52m³/min/t
  • 19. 19 9. Pressão estática 87mmC.A. 10.Potência do motor 7,43 CV Alterando o tempo de secagem de 25 dias para 22 dias teremos novas condições: 4. Tempo de secagem: 22 dias 5. Tempo de aeração: 25,60 horas 6. Vazão do ventilador: 15.449 m³/h 7. Velocidade de descarga do vent. 12,81 m/s 8. Fluxo de ar: 1,73 m³/min/t 9. Pressão estática: 101 mmCA 10.Potência do motor: 9,97 CV Este exemplo mostra que os ventiladores calculados são muito próximos e certamente não haverá uma diferença de preço muito grande entre um e outro. Se por um lado temos 7,5CV num motor e 10CV no outro teremos a compensação de três dias (setenta e duas horas) a menos de ventilação para a secagem.
  • 20. 20 Se compararmos o fluxo de ar do primeiro – 1,52m³/min/t – com o do segundo -1,73m³/min/t – veremos que no segundo caso há uma real vantagem já que um fluxo de ar maior permite uma secagem mais homogênea e com mais segurança, mas a opção será sempre do produtor. Praticamente não haverá alteração no custo da secagem.