Estudo PGs 14/01/2016
Tema: Ensinos práticos de Paulo para a igreja
Estudo 8: Lidando com a restauração do caído (Gl. 6.1-5)
O ensino
Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são
espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para
que também não seja tentado.
Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo.
Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si
mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si
mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria
carga.
Gálatas 6:1-5
Entendendo a parábola
A igreja primitiva fervilhava com dons maravilhosos, enviados pelo
Espírito Santo, para abençoar as igrejas. Contudo, aparentemente o envio
destes dons estava gerando um sentimento de orgulho espiritual dentro das
comunidades nascentes. Paulo já havia lutado contra isso em Corinto, onde
precisou indicar algumas diretrizes para evitar confusões durante as
celebrações (1 Co. 14.27-30). Agora, Paulo enfrenta uma luta diferente: Como
lidar com uma pessoa que se desvia da fé.
A primeira orientação do texto indica que a pessoa caída deveria ser
acolhida e cuidada pelas pessoas da comunidade. Note, porém, que estas
pessoas devem estar em comunhão com Deus (por isso são chamados de
“espirituais”). Esta colocação é importante, pois Paulo nota que o contato com
uma pessoa desviada poderia fazer com que outras caíssem junto (daí o alerta
para que cuidassem para que também não caíssem).
A segunda orientação é que as pessoas “levassem os fardos” uma das
outras, para cumprirem a lei de Cristo. Fica claro que Paulo fala do
mandamento de Cristo de “amar ao próximo como a si mesmo”. O texto não
deixa claro que “fardos” são estes, mas pode indicar os problemas e
dificuldades que afastam uma pessoa da igreja. Carregar estes fardos, então,
indicaria uma experiência de discipulado, onde os cristãos contariam uns com
os outros para repartir suas lutas e buscar orientações e conselhos de irmãos
mais experientes na fé.
A terceira orientação é para que os cristãos da Galácia não se
orgulharem de si mesmos. Se vermos o contexto dos versos anteriores,
compreendemos que seu alerta é para que os cristãos mais experientes não se
orgulhassem de sua postura reta, em comparação com outros irmãos que
estavam lutando para se aperfeiçoar na fé. Esta postura de orgulho espiritual
impede que o cristão sinta compaixão pelo irmão caído e, com isso, ajuda-lo a
carregar seu fardo. Daí o alerta de Paulo de não se comparar com o outro, pois
cada um tem forças para carregar fardos de diferentes tamanhos e proporções.
O fardo que, para um, pode ser pesado, para outro não será.
O ensinamento em nossas vidas
1. Você tem ajudado seus irmãos caídos? Todos nós conhecemos
pessoas que cresceram conosco, conviveram conosco em nossas
caminhadas cristãs, porém acabaram se afastando do Senhor. Nós,
como igreja, precisamos ir atrás destas ovelhas perdidas, mas sem
espírito de arrogância espiritual, e sim com compaixão e desejo genuíno
de tê-lo em nosso meio.
2. Você compartilha seus fardos? Um dos maiores fatores de estresse
nos dias atuais é a falta de uma pessoa confiável com quem possamos
compartilhar nossas lutas, dúvidas, dores e dificuldades. Procure uma
pessoa para fazê-lo. Para casais, o ideal é compartilhar suas lutas com
seus cônjuges. Para jovens, procure seus pais. Contudo, caso você não
tenha estas opções e precise de um irmão na fé para ajuda-lo, procure
seu pastor, seu líder, seu professor de EBD, seu líder de PG ou um
irmão confiável para ajuda-lo.
3. Cuidado com o orgulho. Nós não somos nada. Somos pó, moldados
por Deus para adorá-lo e servi-lo. Quando crescemos na fé e
começamos a exercitar nossos dons para edificação da igreja,
precisamos manter sempre em xeque o desejo de nossa carne de se
orgulhar do que estamos fazendo. O orgulho gera competição,
ressentimento, dissenção, dentre outras coisas que não agregam nada
ao reino de Deus. Faça como Paulo: Orgulhe-se de suas lutas e aflições
na pregação do evangelho, sem se comparar com os outros, mas feliz
pela honra de ser usado por Deus em sua obra.
Próximo estudo: Cuidando da língua (Ef. 4.29-32)

20160114 Estudo PGs 34

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    Estudo PGs 14/01/2016 Tema:Ensinos práticos de Paulo para a igreja Estudo 8: Lidando com a restauração do caído (Gl. 6.1-5) O ensino Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado. Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Se alguém se considera alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Cada um examine os próprios atos, e então poderá orgulhar-se de si mesmo, sem se comparar com ninguém, pois cada um deverá levar a própria carga. Gálatas 6:1-5 Entendendo a parábola A igreja primitiva fervilhava com dons maravilhosos, enviados pelo Espírito Santo, para abençoar as igrejas. Contudo, aparentemente o envio destes dons estava gerando um sentimento de orgulho espiritual dentro das comunidades nascentes. Paulo já havia lutado contra isso em Corinto, onde precisou indicar algumas diretrizes para evitar confusões durante as celebrações (1 Co. 14.27-30). Agora, Paulo enfrenta uma luta diferente: Como lidar com uma pessoa que se desvia da fé. A primeira orientação do texto indica que a pessoa caída deveria ser acolhida e cuidada pelas pessoas da comunidade. Note, porém, que estas pessoas devem estar em comunhão com Deus (por isso são chamados de “espirituais”). Esta colocação é importante, pois Paulo nota que o contato com uma pessoa desviada poderia fazer com que outras caíssem junto (daí o alerta para que cuidassem para que também não caíssem). A segunda orientação é que as pessoas “levassem os fardos” uma das outras, para cumprirem a lei de Cristo. Fica claro que Paulo fala do mandamento de Cristo de “amar ao próximo como a si mesmo”. O texto não deixa claro que “fardos” são estes, mas pode indicar os problemas e dificuldades que afastam uma pessoa da igreja. Carregar estes fardos, então, indicaria uma experiência de discipulado, onde os cristãos contariam uns com os outros para repartir suas lutas e buscar orientações e conselhos de irmãos mais experientes na fé. A terceira orientação é para que os cristãos da Galácia não se orgulharem de si mesmos. Se vermos o contexto dos versos anteriores, compreendemos que seu alerta é para que os cristãos mais experientes não se orgulhassem de sua postura reta, em comparação com outros irmãos que estavam lutando para se aperfeiçoar na fé. Esta postura de orgulho espiritual impede que o cristão sinta compaixão pelo irmão caído e, com isso, ajuda-lo a carregar seu fardo. Daí o alerta de Paulo de não se comparar com o outro, pois
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    cada um temforças para carregar fardos de diferentes tamanhos e proporções. O fardo que, para um, pode ser pesado, para outro não será. O ensinamento em nossas vidas 1. Você tem ajudado seus irmãos caídos? Todos nós conhecemos pessoas que cresceram conosco, conviveram conosco em nossas caminhadas cristãs, porém acabaram se afastando do Senhor. Nós, como igreja, precisamos ir atrás destas ovelhas perdidas, mas sem espírito de arrogância espiritual, e sim com compaixão e desejo genuíno de tê-lo em nosso meio. 2. Você compartilha seus fardos? Um dos maiores fatores de estresse nos dias atuais é a falta de uma pessoa confiável com quem possamos compartilhar nossas lutas, dúvidas, dores e dificuldades. Procure uma pessoa para fazê-lo. Para casais, o ideal é compartilhar suas lutas com seus cônjuges. Para jovens, procure seus pais. Contudo, caso você não tenha estas opções e precise de um irmão na fé para ajuda-lo, procure seu pastor, seu líder, seu professor de EBD, seu líder de PG ou um irmão confiável para ajuda-lo. 3. Cuidado com o orgulho. Nós não somos nada. Somos pó, moldados por Deus para adorá-lo e servi-lo. Quando crescemos na fé e começamos a exercitar nossos dons para edificação da igreja, precisamos manter sempre em xeque o desejo de nossa carne de se orgulhar do que estamos fazendo. O orgulho gera competição, ressentimento, dissenção, dentre outras coisas que não agregam nada ao reino de Deus. Faça como Paulo: Orgulhe-se de suas lutas e aflições na pregação do evangelho, sem se comparar com os outros, mas feliz pela honra de ser usado por Deus em sua obra. Próximo estudo: Cuidando da língua (Ef. 4.29-32)