Adaptação transcultural e validação de Instrumentos de
medidas em saúde
Marcia Mitie Nagumo
marcia.nagumo@usp.br
Quem tem a melhor capacidade
funcional?
9 9
Escolha do instrumento
• Instrumento consolidado;
• De preferência que tenha sido traduzida e validada
para a população/contexto brasileiro
• Escalas existentes nem sempre avaliam determinado
conceito de interesse:
• Será que é preciso desenvolver uma nova escala?
Preciso
Qualidade
Válido
Confiável
Conjunto de técnicas utilizadas para mensurar, de forma adequada e comprovada
experimentalmente, um conjunto ou uma gama de comportamentos que se deseja
conhecer melhor.
(Pasquali, 2009)
Psicometria - definição
Psicometria ≠
É um método É um limite de
atuação
profissional
Avaliação psicológica
Tradução ou Adaptação?
Adaptação transcultural
É um processo sistematizado, organizado e que cresce de forma progressiva
(aumenta complexidade em cada etapa);
Processo de olhar para dois idiomas (tradução) ou culturas (adaptação) para
um novo contexto.
Beaton & Guillemin
5 etapas
ISPOR Task Force
10 etapas
Gjersing e Col.
12 etapas
• Identificaram 31 guidelines e não foi encontrado consenso no
método de ATC;
• Todos concordam que só tradução não basta;
• Sugestão de que talvez, a retrotradução não seja essencial ao
processo;
• Enfatiza a importância ao comitê de especialistas;
Etapas do processo de ATC e Avaliações psicométricas
FASE 2
Adaptação transcultural dos instrumentos
Avaliação das propriedades psicométricas
FASE 1
Após autorização do(s) autor(es) dos instrumentos originais
(Beaton D, Bombardier C, Guillemin F, Ferraz MB. Guidelines for the process of cross-cultural adaptation of self-report measures. Spine. 2000;25:3186-91.)
Tradução Síntese das
Traduções
Retrotradução Comitê de
Especialistas
Pré teste
Fase 1 - Adaptação Transcultural (ATC)
Tradução
 Formação na área da saúde
 Língua mãe: português
T1
 Formação área de exatas ou humanas
 Língua mãe: português
T2
Síntese das traduções
 Sintetizar T1 e T2 em uma única versão
 Formação na área da saúde
 Língua mãe: português
T1-2
Retrotradução
 Formação área de exatas
 Língua mãe: inglês
 Formação na área de humanas
 Língua mãe: inglês
RT1 RT2
Comitê de Especialistas
 Composição multidisciplinar
 Avalição dos itens:
Clareza de linguagem
Pertinência prática
Relevância teórica
Dimensionalidade
 Análise de equivalências
Tipos de equivalências
 Equivalência semântica: significado das palavras, tradução correta das
palavras.
 Equivalência idiomática: jargões, coloquialismo. Ex: “hit the road”, “hang out”,
“quebrar o gelo”, “pé atrás”, “chutar o balde”.
 Equivalência experimental: verificar se a tradução foi feita resguardando os
aspectos culturais. Ex: uso de diferentes tipos de utensílios para comer.
 Equivalência conceitual: verificar se a tradução foi feita resguardando aspectos
conceituais. Ex: a sua família é grande?
Funções do comitê de
especialistas
 Resguardar o processo de ATC;
 Consolidar todas as versões do instrumento;
 Análise de discrepâncias;
 Consenso para tomada de decisões;
 Elaborar a versão pré-final.
Pré teste
 30-40 indivíduos da população alvo
 Instrumentos pré finais ajustados
 Compreensão das instruções e itens dos
instrumentos
Fase 2 -Avaliação das propriedades psicométricas
(Ferreira PL, Marques FB. Avaliação Psicométrica e Adaptação Cultural e Linguística de Instrumentos de Medição em Saúde: Princípios Metodológicos Gerais. Coimbra: Centro de Estudos e Investigação em Saúde; 1998.)
(Souza VD, Rojjanasrirat W. Translation, adaptation and validation of instruments or scales for use in cross-cultural health care research: a clear and user-friendly guideline. Journal of Evaluation in Clinical Practice 2011(17); 268-274)
Compreende a avaliação da qualidade de um instrumento
de medida baseada na prova de confiabilidade e de
validade.
 Cálculo Amostral
 Regra de Ouro: 10 sujeitos/item
 220 indivíduos da população alvo
Validade ≠ Confiabilidade
Validade e Confiabilidade
(Adpatado de Babbie E. The practice of social research. 4th Ed. Belmont:
Wadsworth Publishing Company; 1986)
Validade
(
• Diz respeito à capacidade do instrumento em medir aquilo que se propõe a
medir.
Tipos de validade:
 Validade aparente = validade de face
 Validade de conteúdo
 Validade de critério
 Validade de constructo
Validade total: VA+VC+VC+VC
Validade de face
(
• Técnica fácil, simples
• Pode ser realizado em pessoas da população alvo ou profissionais de saúde
• Compreensão das palavras
• Avaliação visual
Validade de conteúdo
• Grau em que o instrumento evidencia domínio do conteúdo que se
pretende medir
Validade de critério
(
Estabelece a validade comparando com outro instrumento externo.
Tipos:
A) Concorrente: se fixa no presente
B) Preditiva: se fixa no futuro
C) Convergente: MEEM x MOCA
D) Discriminante: cognição x delirium
Validade de constructo
(
Teoria Clássica dos Testes (TCT)
• Análise Fatorial Exploratória (AFE): explorar os dados e determinar
dimensionalidade do instrumento
• Análise Fatorial Confirmatória (AFC): confirmar dados da AFE
Teoria de Resposta ao Item (TRI)
Elaboração de itens para prova, avaliação qualitativa do aluno (individual ou
coletiva), comparação do sujeito/item, mede a probabilidade do indivíduo de
responder a pergunta
• Modelo de Rasch
(
DIMENSIONALIDADE: SF-36
Capacidade
Funcional
Aspectos Físicos
Dor
Estado Geral
da Saúde
Dor
Saúde Mental
Aspectos
Emocionais
Vitalidade
Componente
Mental
Aspectos Sociais
Componente
Físico
Capacidade
Funcional
Aspectos Físicos
Estado Geral
da Saúde
(
DIMENSIONALIDADE: NSI-BR
Cognitivo
12
13
14
15
16
17
18
0.38
0.88
0.79
0.76
0.68
0.78
0.55
Emocional
3
5
10
19
20
21
22
0.61
0.80 0.42
0.72
0.95
0.77
0.55
Somático
1
11
2
4
6
7
8
9
0.76
0.68
0.51
0.61
0.66
0.69
0. 78
0.68
(
DIMENSIONALIDADE: RPQ-BR
Somático
1
5
6
13
14
15
16
0.56
0.55
0.50
0.47
0.70
0.56
0.57
Cognitivo-
Emocional
2
3
4
7
11
12
10
9
8
0.40
0.41
0.50
0.68
0.96
0.64
0.64
1.02
0.86
Planejamento da Análise Fatorial Exploratória
(Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)
1) Realizar testes de adequação da amostra
2) Determinar a técnica de extração que será utilizada e quantos
fatores serão extraídos
3) Determinar o tipo de rotação dos fatores
Passo 1: testes de adequação da amostra
((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185))
Tamanho da amostra Mínimo de 50 a 100 casos
Razão entre o número de
observações e quantidades de
variáveis igual ou superior a cinco.
Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) ≥ 0,70
Teste de Esfericidade de
Bartlett
p < 0,05
Carga fatoral ≥ 0,30
Passo 2: Determinar a técnica de extração que será utilizada
e quantos fatores serão extraídos
((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)
Tipo de extração Principal components, principal factors, imaging factoring,
maximum likelihood factoring, alpha factoring, unweight least
square, generalized least square
Regra de Kaiser Devem ser extraídos apenas os fatores com valor de eigenvalue
acima de 1
Scree test Analisar graficamente a dispersão do número de fatores até que
a curva da variância individual de cada fator se tornar horizontar
ou sofrer uma queda brusca
Variância acumulada > 60%
((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)
Passo 3: decidir o tipo de rotação dos fatores
((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)
Ortogonal (Varimax) Oblíqua (Oblimin)
Constructos são independentes Constructos são correlacionados
Mais fáceis de interpretar e reportar Mais difíceis de descrever e
interpretar
Confiabilidade
(
Está relacionada à constância dos resultados obtidos, quando o mesmo objeto
ou indivíduo, é avaliado mais de uma vez.
Tipos mais comuns:
 Teste-reteste (intra/inter avaliador)
 Consistência interna – Coeficiente Alfa de Cronbach, Greatest Lower Bound
(GLB), Ômega de McDonald)
 Coeficiente KR-20 (utilizados em escalas dicotômicas)
Obrigada!

15h20 - 15h40 - Adaptação transcultural e validação de instrumentos de medidas em saúde_Márcia Nagumo.pdf

  • 1.
    Adaptação transcultural evalidação de Instrumentos de medidas em saúde Marcia Mitie Nagumo marcia.nagumo@usp.br
  • 4.
    Quem tem amelhor capacidade funcional? 9 9
  • 5.
    Escolha do instrumento •Instrumento consolidado; • De preferência que tenha sido traduzida e validada para a população/contexto brasileiro • Escalas existentes nem sempre avaliam determinado conceito de interesse: • Será que é preciso desenvolver uma nova escala?
  • 6.
  • 7.
    Conjunto de técnicasutilizadas para mensurar, de forma adequada e comprovada experimentalmente, um conjunto ou uma gama de comportamentos que se deseja conhecer melhor. (Pasquali, 2009) Psicometria - definição
  • 8.
    Psicometria ≠ É ummétodo É um limite de atuação profissional Avaliação psicológica
  • 10.
  • 11.
    Adaptação transcultural É umprocesso sistematizado, organizado e que cresce de forma progressiva (aumenta complexidade em cada etapa); Processo de olhar para dois idiomas (tradução) ou culturas (adaptação) para um novo contexto.
  • 12.
  • 13.
  • 14.
  • 15.
    • Identificaram 31guidelines e não foi encontrado consenso no método de ATC; • Todos concordam que só tradução não basta; • Sugestão de que talvez, a retrotradução não seja essencial ao processo; • Enfatiza a importância ao comitê de especialistas;
  • 16.
    Etapas do processode ATC e Avaliações psicométricas FASE 2 Adaptação transcultural dos instrumentos Avaliação das propriedades psicométricas FASE 1
  • 17.
    Após autorização do(s)autor(es) dos instrumentos originais (Beaton D, Bombardier C, Guillemin F, Ferraz MB. Guidelines for the process of cross-cultural adaptation of self-report measures. Spine. 2000;25:3186-91.) Tradução Síntese das Traduções Retrotradução Comitê de Especialistas Pré teste Fase 1 - Adaptação Transcultural (ATC)
  • 18.
    Tradução  Formação naárea da saúde  Língua mãe: português T1  Formação área de exatas ou humanas  Língua mãe: português T2
  • 19.
    Síntese das traduções Sintetizar T1 e T2 em uma única versão  Formação na área da saúde  Língua mãe: português T1-2
  • 20.
    Retrotradução  Formação áreade exatas  Língua mãe: inglês  Formação na área de humanas  Língua mãe: inglês RT1 RT2
  • 21.
    Comitê de Especialistas Composição multidisciplinar  Avalição dos itens: Clareza de linguagem Pertinência prática Relevância teórica Dimensionalidade  Análise de equivalências
  • 22.
    Tipos de equivalências Equivalência semântica: significado das palavras, tradução correta das palavras.  Equivalência idiomática: jargões, coloquialismo. Ex: “hit the road”, “hang out”, “quebrar o gelo”, “pé atrás”, “chutar o balde”.  Equivalência experimental: verificar se a tradução foi feita resguardando os aspectos culturais. Ex: uso de diferentes tipos de utensílios para comer.  Equivalência conceitual: verificar se a tradução foi feita resguardando aspectos conceituais. Ex: a sua família é grande?
  • 23.
    Funções do comitêde especialistas  Resguardar o processo de ATC;  Consolidar todas as versões do instrumento;  Análise de discrepâncias;  Consenso para tomada de decisões;  Elaborar a versão pré-final.
  • 24.
    Pré teste  30-40indivíduos da população alvo  Instrumentos pré finais ajustados  Compreensão das instruções e itens dos instrumentos
  • 25.
    Fase 2 -Avaliaçãodas propriedades psicométricas (Ferreira PL, Marques FB. Avaliação Psicométrica e Adaptação Cultural e Linguística de Instrumentos de Medição em Saúde: Princípios Metodológicos Gerais. Coimbra: Centro de Estudos e Investigação em Saúde; 1998.) (Souza VD, Rojjanasrirat W. Translation, adaptation and validation of instruments or scales for use in cross-cultural health care research: a clear and user-friendly guideline. Journal of Evaluation in Clinical Practice 2011(17); 268-274) Compreende a avaliação da qualidade de um instrumento de medida baseada na prova de confiabilidade e de validade.  Cálculo Amostral  Regra de Ouro: 10 sujeitos/item  220 indivíduos da população alvo
  • 26.
  • 27.
    Validade e Confiabilidade (Adpatadode Babbie E. The practice of social research. 4th Ed. Belmont: Wadsworth Publishing Company; 1986)
  • 28.
    Validade ( • Diz respeitoà capacidade do instrumento em medir aquilo que se propõe a medir. Tipos de validade:  Validade aparente = validade de face  Validade de conteúdo  Validade de critério  Validade de constructo Validade total: VA+VC+VC+VC
  • 29.
    Validade de face ( •Técnica fácil, simples • Pode ser realizado em pessoas da população alvo ou profissionais de saúde • Compreensão das palavras • Avaliação visual Validade de conteúdo • Grau em que o instrumento evidencia domínio do conteúdo que se pretende medir
  • 30.
    Validade de critério ( Estabelecea validade comparando com outro instrumento externo. Tipos: A) Concorrente: se fixa no presente B) Preditiva: se fixa no futuro C) Convergente: MEEM x MOCA D) Discriminante: cognição x delirium
  • 31.
    Validade de constructo ( TeoriaClássica dos Testes (TCT) • Análise Fatorial Exploratória (AFE): explorar os dados e determinar dimensionalidade do instrumento • Análise Fatorial Confirmatória (AFC): confirmar dados da AFE Teoria de Resposta ao Item (TRI) Elaboração de itens para prova, avaliação qualitativa do aluno (individual ou coletiva), comparação do sujeito/item, mede a probabilidade do indivíduo de responder a pergunta • Modelo de Rasch
  • 32.
    ( DIMENSIONALIDADE: SF-36 Capacidade Funcional Aspectos Físicos Dor EstadoGeral da Saúde Dor Saúde Mental Aspectos Emocionais Vitalidade Componente Mental Aspectos Sociais Componente Físico Capacidade Funcional Aspectos Físicos Estado Geral da Saúde
  • 33.
  • 34.
  • 35.
    Planejamento da AnáliseFatorial Exploratória (Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185) 1) Realizar testes de adequação da amostra 2) Determinar a técnica de extração que será utilizada e quantos fatores serão extraídos 3) Determinar o tipo de rotação dos fatores
  • 36.
    Passo 1: testesde adequação da amostra ((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)) Tamanho da amostra Mínimo de 50 a 100 casos Razão entre o número de observações e quantidades de variáveis igual ou superior a cinco. Kaiser-Meyer-Olkin (KMO) ≥ 0,70 Teste de Esfericidade de Bartlett p < 0,05 Carga fatoral ≥ 0,30
  • 37.
    Passo 2: Determinara técnica de extração que será utilizada e quantos fatores serão extraídos ((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185) Tipo de extração Principal components, principal factors, imaging factoring, maximum likelihood factoring, alpha factoring, unweight least square, generalized least square Regra de Kaiser Devem ser extraídos apenas os fatores com valor de eigenvalue acima de 1 Scree test Analisar graficamente a dispersão do número de fatores até que a curva da variância individual de cada fator se tornar horizontar ou sofrer uma queda brusca Variância acumulada > 60%
  • 38.
    ((Figueiredo Filho, Dalsonbrito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185)
  • 39.
    Passo 3: decidiro tipo de rotação dos fatores ((Figueiredo Filho, Dalson brito and Silva Júnior, José Alexandre da. Visão além do alcance: uma introdução à análise fatorial. Opin.Publica[online]. 2010, vol.16, n.1, pp.160-185) Ortogonal (Varimax) Oblíqua (Oblimin) Constructos são independentes Constructos são correlacionados Mais fáceis de interpretar e reportar Mais difíceis de descrever e interpretar
  • 40.
    Confiabilidade ( Está relacionada àconstância dos resultados obtidos, quando o mesmo objeto ou indivíduo, é avaliado mais de uma vez. Tipos mais comuns:  Teste-reteste (intra/inter avaliador)  Consistência interna – Coeficiente Alfa de Cronbach, Greatest Lower Bound (GLB), Ômega de McDonald)  Coeficiente KR-20 (utilizados em escalas dicotômicas)
  • 41.