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14ª AULA: cap.24 a 28
EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA – 2025 – 1º SEMESTRE
Facilitadores: José Rissotto e Francisco Tudela
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Esboço do Evangelho escrito por Mateus
1. A genealogia e o nascimento de Jesus – Cap. 1
2. Os primeiros anos de Jesus – Cap. 2
3. João Batista e o batismo de Jesus – Cap. 3 – (vimos em Marcos)
4. A tentação de Jesus – Cap. 4
5. O sermão do monte – Cap. 5 a 7
6. Os milagres de Jesus – Cap. 8 e 9
7. A proclamação do reino – Cap. 10 e 11
8. Os opositores do reino – Cap. 12 a 16
9. Jesus prepara seus discípulos – Cap. 16 a 17
10. Jesus instrui seus discípulos – Cap. 18 a 20
11. A apresentação e a rejeição de Jesus – Cap. 21 a 23
12. Jesus no Monte das Oliveiras – Cap. 24- 25
13. O sofrimento e a morte de Jesus – Cap. 26 a 27 – vimos em Marcos
14. O triunfo de Jesus – Cap. 28
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O Capítulo 24 trata:
📌 Dos sinais que precederão a destruição do templo e a vinda de Jesus.
📌 Adverte sobre falsos cristos, guerras, fomes, terremotos e perseguições.
📌 Enfatiza a necessidade de vigilância e perseverança, pois o fim virá de
repente, como um relâmpago.
📌 A mensagem central é que os
discípulos devem estar sempre
preparados e não se deixar
enganar pelos sinais falsos.
• Vejamos alguns versículos do cap. 24:
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A Grande Tribulação
24.15 “Assim, quando vocês virem 'o sacrilégio terrível', do qual falou o profeta
Daniel, no Lugar Santo - quem lê, entenda”
Dn 9.27 “Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da
semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o
sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado".
Dn 11.31 "Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o
templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão no templo o sacrilégio
terrível.“
• O “sacrilégio terrível”, entendem alguns, já se dera com Antíoco IV Epifânio, um
rei selêucida que profanou o Templo de Jerusalém no ano 168 a.C., erigindo um
altar a Zeus Olímpico no lugar do altar dos sacrifícios.
• Jesus está anunciando que eventos semelhantes a esse voltariam a acontecer, e
que a história se repetiria de alguma forma antes de Sua volta.
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A vinda do Filho do Homem
24.30 "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da
terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder
e grande glória.”
• A natureza desse sinal não é especificada nas Escrituras.
• A volta de Cristo não será um evento alegre para todos, já que se trata do
julgamento e condenação dos que rejeitaram a salvação em Jesus.
• Sua vinda será um evento visível e inegável, que marcará o fim da era presente
e o início de um novo céu e uma nova terra.
Pergunta 43: Por que “todas as nações da terra se lamentarão”? Nenhuma
se alegrará por “ver o filho do homem vindo”?
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Cap 25: Três parábolas, três mensagens.
• O cap. 25 continua com o tema da vinda de Jesus com foco na preparação
espiritual e no julgamento final, para isso usa três parábolas:
• Com a parábola das dez virgens mostrará a
importância de estar sempre pronto para a
vinda do Senhor, com azeite em suas lâmpadas.
• Com a parábola dos talentos tratará da
necessidade de usar os dons e talentos dados
por Deus para o Seu serviço, pois seremos
responsabilizados por isso.
• Com a parábola sobre o julgamento das nações
descreverá o juízo final, onde as pessoas serão
separadas como ovelhas de bodes, segundo
trataram os necessitados.
• Vejamos alguns versículos do cap. 25
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A Parábola das virgens
25.1,2,8,10-13 "O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que
pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram
insensatas, e cinco eram prudentes... As insensatas disseram às prudentes:
‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’...
"E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam
preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi
fechada. "Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra
a porta para nós!’ "Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!’
"Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora!
• Na época era costume que a noiva, acompanhada de suas damas de honra (as
virgens), fosse ao encontro do noivo, demonstrando sua ansiedade pela chegada
do futuro esposo e virgens com suas lamparinas guiariam o noivo até a noiva.
• As virgens insensatas podem representar aqueles que se dizem crentes, mas não
possuem a "provisão de óleo" interior de uma verdadeira conversão e do ES.
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A Parábola dos Talentos
25.14,18,24-30 “E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou
seus servos (seguidores de Jesus) e confiou-lhes os seus bens (dons, talentos)...
Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles
(como usamos o que nos deu) ...Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse:
‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde
não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o
que lhe pertence’. (desculpa baseada numa visão distorcida do seu Senhor.) O senhor
respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e
junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos
banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. " ‘Tirem o
talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá
em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E
lancem fora O SERVO INÚTIL, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’ ".
• Deus nos concede dons e recursos e somos responsáveis por usá-los de forma
produtiva para o seu Reino, por essa administração vamos prestar contas.
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Um Grande Julgamento
25.32,33 “Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das
outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua
direita e os bodes à sua esquerda.”
• Essa parábola trata da importância das nossas ações na vida cristã.
• O amor ao próximo, fruto da fé genuína, é um dos mandamentos mais
importantes
• A igreja deve ser um lugar onde as "ovelhas" se sintam acolhidas e encorajadas a
crescerem na fé e a darem os frutos que demonstrem essa fé, a serem agentes de
transformação(a)
no mundo, servindo aos necessitados e compartilhando o amor
de Cristo(b)
com todos aqueles que cruzarem seu caminho.
• Pastores e líderes discipulam e ensinam os fiéis a viverem vidas que reflitam os
valores do reino de Deus, cultivando assim as características de "ovelhas".
• Ovelhas: os que demonstraram sua fé pelo amor e compaixão aos necessitados,
alimentando os famintos, vestindo os nus e visitando os doentes.
• Bodes: os não demonstraram sua fé, os ímpios, pela falta de amor e compaixão.
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O Grande Julgamento
25.34 "Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu
Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação
do mundo."
• "o Rei" é Jesus voltando para julgar as nações (como descrito em 25.31-33)
• Jesus chama os filhos de Deus a receberem como herança o Reino, a vida
eterna a Seu lado, um lugar preparado desde a criação do mundo.
• A expressão "benditos de meu Pai" indica a aprovação divina sobre esses
indivíduos.
25.35,36 “Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me
deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e
vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês
me visitaram.”
• Jesus lista as ações de compaixão que os justos realizaram em relação aos
necessitados, sendo que deste modo estavam servindo a Jesus.
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O Grande Julgamento
25.37-39 "Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com
fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber?’ "Quando foi que te
vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos?“
"Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’“
• As perguntas dos justos demonstram a sinceridade de suas ações, pois agiram
naturalmente, por amor ao próximo.
25.40 "Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes
que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’“
• Ao servir os necessitados, os justos
estavam, na verdade, servindo a Jesus,
uma vez que Ele identifica os menores (os
pobres, os doentes, os marginalizados ...)
como seus "irmãos".
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O Grande Julgamento
25.41 "Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim,
malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.“
• Jesus se dirige agora aos que não praticaram as obras de misericórdia
esperadas de quem tem fé.
Pergunta 44: Como está ficando seu projeto de vida com estas orientações?
25.42-44 "Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede
e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu
estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar“
• Jesus lista as mesmas necessidades dos versículos anteriores, mas agora no
contexto daqueles que não as atenderam, destacando a omissão das obras de
misericórdia para com os doentes e os presos.
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O Grande Julgamento
25.45 "E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome,
ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’“
• Os rejeitados expressam surpresa, da mesma forma que os justos, pois não se
lembram de terem negligenciado essas necessidades, talvez envolvidos por seu
egoísmo.
25.46 "Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que
não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto,
estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”.
• Jesus reafirma que aqueles que não ajudaram os necessitados, também não O
ajudaram.
• A parábola se encerra com a condenação eterna dos “injustos” e a vida eterna
para os “justos”
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Conclusão do cap 25
• As cinco virgens insensatas não foram excluídas da festa de casamento porque
eram moralmente más, mas porque não “alimentaram suas lamparinas”.
• O servo com um talento não foi lançado nas trevas porque desviou dinheiro,
mas porque se acomodou, não investiu, não multiplicou, foi um servo inútil.
• Os bodes, os injustos, não foram rejeitados pelo rei por traição, mas por não
terem socorrido os necessitados.
É significativo que as marcas de perdição que Jesus menciona não são pecados
graves, mas pequenos atos de bondade que não foram realizados.
Deus nos cobrará de acordo com a nossa resposta à necessidade do próximo.
Esta parábola nos mostra que a fé em Jesus se manifesta nas obras de amor ao
próximo, e por elas Jesus descreve o Juízo Final e estabelece o critério dos que
entrarão no Reino dos Céus, os justos, e dos que serão rejeitados, os injustos.
Pergunta 45: Do jeito como seu projeto de vida está, ele o leva a qual destino?
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Cap. 26 - Sofrimento de Jesus
O cap. 26 narra os eventos que precedem a crucificação de Jesus:
📌 A conspiração para matá-lo, (1 a 5)
📌 A unção em Betânia, (6-13)
📌 A traição de Judas, (14-16)
📌 A preparação e a celebração da Páscoa
com a instituição da Ceia do Senhor, (17-19)
📌 A agonia de Jesus no Getsêmani, (17 a 46) e
📌 Sua prisão e algumas consequências. (47 a
75)
Vejamos alguns versículos do cap. 26
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A Prisão de Jesus
26.48 “O traidor havia combinado um sinal com eles, dizendo-lhes: "Aquele a
quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no”.
26.55 “Naquela hora, Jesus disse à multidão: "Estou eu chefiando alguma
rebelião, para que vocês venham prender-me com espadas e varas? Todos os dias
eu estive ensinando no templo, e vocês não me prenderam!”
• Jesus expressa sua estranheza diante da forma como vieram prendê-lo, como
se fosse um bandido.
• Sua prisão é injusta pois não havia incitado à violência e não havia se
escondido.
• Questiona a motivação dos que o estão prendendo, já que natureza de seu
ministério foi pública e pacífica, em contraste com esta maneira furtiva e
armada para ser preso.
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Cap. 27 - Julgamento e Crucificação de Jesus
• O cap. 27 descreve os eventos até a crucificação:
📌 Jesus é levado a Pilatos, acusado pelos líderes
religiosos, e a multidão, instigada, pede a
libertação de Barrabás e a crucificação de
Jesus.
📌 Pilatos, apesar de reconhecer sua inocência,
cede à pressão.
📌 Jesus é zombado pelos soldados, crucificado
no Gólgota, e morre.
📌 Relatará fenômenos sobrenaturais que
acompanham sua morte e o seu
sepultamento por José de Arimatéia.
• Vejamos alguns versículos do cap. 27:
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Pilatos e sua omissão disfarçada de neutralidade
27.24-26 “Quando Pilatos percebeu que não estava obtendo nenhum resultado,
mas, pelo contrário, estava se iniciando um tumulto, mandou trazer água, lavou
as mãos diante da multidão e disse: "Estou inocente do sangue deste homem; a
responsabilidade é de vocês". Todo o povo respondeu: "Que o sangue dele caia
sobre nós e sobre nossos filhos!” Então Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou
açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado.
• Pilatos cita Dt 21.6,7
“Então todas as autoridades da cidade mais próxima do corpo lavarão as
mãos sobre a novilha cujo pescoço foi quebrado no vale, e declararão: "As
nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos viram
quem fez isso.”
• Pilatos tinha de manter a Pax romana, por outro lado estava pressionado até
pela esposa para não se envolver com a inocência de Jesus, daí a sua omissão.
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Morte de Jesus
27.46 “Por volta das três horas da tarde,
Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí,
lamá sabactâni?” que significa: “Meu
Deus! Meu Deus! Por que me
abandonaste?””
Sl 22.1 a “Meu Deus! Meu Deus! Por
que me abandonaste?“
• Alguns teólogos interpretam esse
clamor como o momento em que
Jesus, tomando sobre si os pecados
da humanidade, experimenta a
separação de Deus, consequência do
pecado.
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Eventos que surpreenderam
27.50-52 “Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o
espírito. Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto
a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os sepulcros se abriram, e os
corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados.”
Foram 4 eventos miraculosos que desafiam a
compreensão humana, e que ocorrem justo no momento
da morte de Jesus :
• Não é natural que o véu se rasgue do alto para baixo
espontaneamente.
• Que haja um terremoto
• Que os sepulcros se abram.
• Que os corpos de "muitos santos“, talvez profetas,
sejam trazidos à vida.
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Eventos que surpreenderam
27.53 “E, saindo dos sepulcros(mortos)
, depois da ressurreição de Jesus, entraram na
cidade santa e apareceram a muitos.”
Mateus agora informa que este evento não ocorreu no
momento da morte de Jesus, mas após Sua ressureição.
A ressurreição desses santos foi temporária ou permanente?
Qual foi a reação das pessoas?
Mateus não oferece uma resposta.
Esse evento não é citado em outros evangelhos,
É possível que Mateus tenha organizado os eventos de
forma a destacar o significado teológico da morte e
ressurreição de Jesus, representando a vitória de Jesus sobre
a morte e a esperança da ressurreição para todos os crentes.
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A Guarda do Sepulcro
27.64 “Ordena, pois, que o sepulcro dele seja guardado até o terceiro dia, para
que não venham seus discípulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele
ressuscitou dentre os mortos. Este último engano será pior do que o primeiro".”
📌 O Primeiro Engano, segundo os líderes judeus, se refere aos ensinos de
Jesus e à afirmação de que era Filho de Deus, o Messias prometido.
📌 O Último Engano, segundo os líderes judeus, poderia ocorrer se os
discípulos roubassem o corpo de Jesus e espalhassem o boato de sua
ressurreição.
📌 O receio dos líderes religiosos era que a ressurreição de Jesus legitimasse as
afirmações sobre si mesmo como o Messias e o Filho de Deus.
• Para mais detalhes dos cap. 26 e 27 reveja a aula 6 do Evangelho de Marcos
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O cap. 28 - Relata a ressurreição de Jesus e suas aparições:
• No domingo de manhã, um anjo remove a pedra do
túmulo e anuncia às mulheres que Jesus ressuscitou.
• O próprio Jesus aparece às mulheres(28.9)
, instruindo-as
a avisar os discípulos para que o encontrem na Galileia.
• Os onze discípulos vão para a Galileia, onde Jesus lhes
aparece, dando-lhes a Grande Comissão: (missão)
ir e fazer
discípulos de todas as nações, batizando-os em nome
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a
obedecer a tudo o que ele ordenou.
• O capítulo termina com a promessa de Jesus que
estará sempre com eles.
Vejamos o Bible Project sobre o Evangelho de Mateus do
cap. 14 ao 28
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aaa
duração de 8’ - https://www.youtube.com/watch?v=4E-Ju-WKe1k
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Próximo Encontro.
Para a próxima aula:
📍 Reveja esta aula.
📍 Já temos 30 perguntas em Mateus, poste
suas respostas
📍 Faça a atualização de seu Projeto de Vida
Cristã.
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BIBLIOGRAFIA
1. Bíblia NVI – Editora Vida – 2000
2. Marcos – Dewey M. Mulholland – Ed. Vida Nova,2007
3. Mateus O Evangelho do Reino – Irênio S. Chaves – JUERP – 2002
4. Estudo Panorâmico da Bíblia – Henrietta C. Mears – Ed. Vida- 2017
5. Toda a Bíblia em um ano- Darci; 10ª Ed. Rio de Janeiro; Ed. Horizonal, 2011
6. Manual Bíblico SBB; trad. Noronha, Lailah; São Paulo; Ed. SBBrasil; 2008
7. BRUCCE, F. F. Comentário Bíblico NVI. São Paulo, Ed. Vida, 1ª edição, 2008
8. Os ensinamentos da torá – Kent Dobson – Ed. Vida Melhor; 2019
9. Programa ROTA 66 – Sayão, Luiz – Rádio transmundial
10.Bible Project
11.Declaração Doutrinária da Convenção Batista do Brasil
Esta apresentação está disponível no site: www.escolabiblicavirtual.com.br

14. Evangelho de Mateus do cap. 24 ao cap. 28

  • 1.
    08:49 AM 1 14ª AULA:cap.24 a 28 EBD - ESCOLA BÍBLICA DISCIPULADORA – 2025 – 1º SEMESTRE Facilitadores: José Rissotto e Francisco Tudela
  • 2.
    08:49 AM 2 Esboço doEvangelho escrito por Mateus 1. A genealogia e o nascimento de Jesus – Cap. 1 2. Os primeiros anos de Jesus – Cap. 2 3. João Batista e o batismo de Jesus – Cap. 3 – (vimos em Marcos) 4. A tentação de Jesus – Cap. 4 5. O sermão do monte – Cap. 5 a 7 6. Os milagres de Jesus – Cap. 8 e 9 7. A proclamação do reino – Cap. 10 e 11 8. Os opositores do reino – Cap. 12 a 16 9. Jesus prepara seus discípulos – Cap. 16 a 17 10. Jesus instrui seus discípulos – Cap. 18 a 20 11. A apresentação e a rejeição de Jesus – Cap. 21 a 23 12. Jesus no Monte das Oliveiras – Cap. 24- 25 13. O sofrimento e a morte de Jesus – Cap. 26 a 27 – vimos em Marcos 14. O triunfo de Jesus – Cap. 28
  • 3.
    08:49 AM 3 O Capítulo24 trata: 📌 Dos sinais que precederão a destruição do templo e a vinda de Jesus. 📌 Adverte sobre falsos cristos, guerras, fomes, terremotos e perseguições. 📌 Enfatiza a necessidade de vigilância e perseverança, pois o fim virá de repente, como um relâmpago. 📌 A mensagem central é que os discípulos devem estar sempre preparados e não se deixar enganar pelos sinais falsos. • Vejamos alguns versículos do cap. 24:
  • 4.
    08:49 AM 4 A GrandeTribulação 24.15 “Assim, quando vocês virem 'o sacrilégio terrível', do qual falou o profeta Daniel, no Lugar Santo - quem lê, entenda” Dn 9.27 “Com muitos ele fará uma aliança que durará uma semana. No meio da semana ele dará fim ao sacrifício e à oferta. E numa ala do templo será colocado o sacrilégio terrível, até que chegue sobre ele o fim que lhe está decretado". Dn 11.31 "Suas forças armadas se levantarão para profanar a fortaleza e o templo, acabarão com o sacrifício diário e colocarão no templo o sacrilégio terrível.“ • O “sacrilégio terrível”, entendem alguns, já se dera com Antíoco IV Epifânio, um rei selêucida que profanou o Templo de Jerusalém no ano 168 a.C., erigindo um altar a Zeus Olímpico no lugar do altar dos sacrifícios. • Jesus está anunciando que eventos semelhantes a esse voltariam a acontecer, e que a história se repetiria de alguma forma antes de Sua volta.
  • 5.
    08:49 AM 5 A vindado Filho do Homem 24.30 "Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e todas as nações da terra se lamentarão e verão o Filho do homem vindo nas nuvens do céu com poder e grande glória.” • A natureza desse sinal não é especificada nas Escrituras. • A volta de Cristo não será um evento alegre para todos, já que se trata do julgamento e condenação dos que rejeitaram a salvação em Jesus. • Sua vinda será um evento visível e inegável, que marcará o fim da era presente e o início de um novo céu e uma nova terra. Pergunta 43: Por que “todas as nações da terra se lamentarão”? Nenhuma se alegrará por “ver o filho do homem vindo”?
  • 6.
    08:49 AM 6 Cap 25:Três parábolas, três mensagens. • O cap. 25 continua com o tema da vinda de Jesus com foco na preparação espiritual e no julgamento final, para isso usa três parábolas: • Com a parábola das dez virgens mostrará a importância de estar sempre pronto para a vinda do Senhor, com azeite em suas lâmpadas. • Com a parábola dos talentos tratará da necessidade de usar os dons e talentos dados por Deus para o Seu serviço, pois seremos responsabilizados por isso. • Com a parábola sobre o julgamento das nações descreverá o juízo final, onde as pessoas serão separadas como ovelhas de bodes, segundo trataram os necessitados. • Vejamos alguns versículos do cap. 25
  • 7.
    08:49 AM 7 A Paráboladas virgens 25.1,2,8,10-13 "O Reino dos céus, pois, será semelhante a dez virgens que pegaram suas candeias e saíram para encontrar-se com o noivo. Cinco delas eram insensatas, e cinco eram prudentes... As insensatas disseram às prudentes: ‘Deem-nos um pouco do seu óleo, pois as nossas candeias estão se apagando’... "E saindo elas para comprar o óleo, chegou o noivo. As virgens que estavam preparadas entraram com ele para o banquete nupcial. E a porta foi fechada. "Mais tarde vieram também as outras e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abra a porta para nós!’ "Mas ele respondeu: ‘A verdade é que não as conheço!’ "Portanto, vigiem, porque vocês não sabem o dia nem a hora! • Na época era costume que a noiva, acompanhada de suas damas de honra (as virgens), fosse ao encontro do noivo, demonstrando sua ansiedade pela chegada do futuro esposo e virgens com suas lamparinas guiariam o noivo até a noiva. • As virgens insensatas podem representar aqueles que se dizem crentes, mas não possuem a "provisão de óleo" interior de uma verdadeira conversão e do ES.
  • 8.
    08:49 AM 8 A Parábolados Talentos 25.14,18,24-30 “E também será como um homem que, ao sair de viagem, chamou seus servos (seguidores de Jesus) e confiou-lhes os seus bens (dons, talentos)... Depois de muito tempo o senhor daqueles servos voltou e acertou contas com eles (como usamos o que nos deu) ...Por fim veio o que tinha recebido um talento e disse: ‘Eu sabia que o senhor é um homem severo, que colhe onde não plantou e junta onde não semeou. Por isso, tive medo, saí e escondi o seu talento no chão. Veja, aqui está o que lhe pertence’. (desculpa baseada numa visão distorcida do seu Senhor.) O senhor respondeu: ‘Servo mau e negligente! Você sabia que eu colho onde não plantei e junto onde não semeei? Então você devia ter confiado o meu dinheiro aos banqueiros, para que, quando eu voltasse, o recebesse de volta com juros. " ‘Tirem o talento dele e entreguem-no ao que tem dez. Pois a quem tem, mais será dado, e terá em grande quantidade. Mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado. E lancem fora O SERVO INÚTIL, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes’ ". • Deus nos concede dons e recursos e somos responsáveis por usá-los de forma produtiva para o seu Reino, por essa administração vamos prestar contas.
  • 9.
    08:49 AM 9 Um GrandeJulgamento 25.32,33 “Todas as nações serão reunidas diante dele, e ele separará umas das outras como o pastor separa as ovelhas dos bodes. E colocará as ovelhas à sua direita e os bodes à sua esquerda.” • Essa parábola trata da importância das nossas ações na vida cristã. • O amor ao próximo, fruto da fé genuína, é um dos mandamentos mais importantes • A igreja deve ser um lugar onde as "ovelhas" se sintam acolhidas e encorajadas a crescerem na fé e a darem os frutos que demonstrem essa fé, a serem agentes de transformação(a) no mundo, servindo aos necessitados e compartilhando o amor de Cristo(b) com todos aqueles que cruzarem seu caminho. • Pastores e líderes discipulam e ensinam os fiéis a viverem vidas que reflitam os valores do reino de Deus, cultivando assim as características de "ovelhas". • Ovelhas: os que demonstraram sua fé pelo amor e compaixão aos necessitados, alimentando os famintos, vestindo os nus e visitando os doentes. • Bodes: os não demonstraram sua fé, os ímpios, pela falta de amor e compaixão.
  • 10.
    08:49 AM 10 O GrandeJulgamento 25.34 "Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: ‘Venham, benditos de meu Pai! Recebam como herança o Reino que foi preparado para vocês desde a criação do mundo." • "o Rei" é Jesus voltando para julgar as nações (como descrito em 25.31-33) • Jesus chama os filhos de Deus a receberem como herança o Reino, a vida eterna a Seu lado, um lugar preparado desde a criação do mundo. • A expressão "benditos de meu Pai" indica a aprovação divina sobre esses indivíduos. 25.35,36 “Pois eu tive fome, e vocês me deram de comer; tive sede, e vocês me deram de beber; fui estrangeiro, e vocês me acolheram; necessitei de roupas, e vocês me vestiram; estive enfermo, e vocês cuidaram de mim; estive preso, e vocês me visitaram.” • Jesus lista as ações de compaixão que os justos realizaram em relação aos necessitados, sendo que deste modo estavam servindo a Jesus.
  • 11.
    08:49 AM 11 O GrandeJulgamento 25.37-39 "Então os justos lhe perguntarão: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? Com sede e te demos de beber?’ "Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos?“ "Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?’“ • As perguntas dos justos demonstram a sinceridade de suas ações, pois agiram naturalmente, por amor ao próximo. 25.40 "Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!’“ • Ao servir os necessitados, os justos estavam, na verdade, servindo a Jesus, uma vez que Ele identifica os menores (os pobres, os doentes, os marginalizados ...) como seus "irmãos".
  • 12.
    08:49 AM 12 O GrandeJulgamento 25.41 "Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: ‘Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.“ • Jesus se dirige agora aos que não praticaram as obras de misericórdia esperadas de quem tem fé. Pergunta 44: Como está ficando seu projeto de vida com estas orientações? 25.42-44 "Pois eu tive fome, e vocês não me deram de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar“ • Jesus lista as mesmas necessidades dos versículos anteriores, mas agora no contexto daqueles que não as atenderam, destacando a omissão das obras de misericórdia para com os doentes e os presos.
  • 13.
    08:49 AM 13 O GrandeJulgamento 25.45 "E responderão também eles: ‘Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?’“ • Os rejeitados expressam surpresa, da mesma forma que os justos, pois não se lembram de terem negligenciado essas necessidades, talvez envolvidos por seu egoísmo. 25.46 "Então o Rei lhes responderá: ‘Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!’ Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. • Jesus reafirma que aqueles que não ajudaram os necessitados, também não O ajudaram. • A parábola se encerra com a condenação eterna dos “injustos” e a vida eterna para os “justos”
  • 14.
    08:49 AM 14 Conclusão docap 25 • As cinco virgens insensatas não foram excluídas da festa de casamento porque eram moralmente más, mas porque não “alimentaram suas lamparinas”. • O servo com um talento não foi lançado nas trevas porque desviou dinheiro, mas porque se acomodou, não investiu, não multiplicou, foi um servo inútil. • Os bodes, os injustos, não foram rejeitados pelo rei por traição, mas por não terem socorrido os necessitados. É significativo que as marcas de perdição que Jesus menciona não são pecados graves, mas pequenos atos de bondade que não foram realizados. Deus nos cobrará de acordo com a nossa resposta à necessidade do próximo. Esta parábola nos mostra que a fé em Jesus se manifesta nas obras de amor ao próximo, e por elas Jesus descreve o Juízo Final e estabelece o critério dos que entrarão no Reino dos Céus, os justos, e dos que serão rejeitados, os injustos. Pergunta 45: Do jeito como seu projeto de vida está, ele o leva a qual destino?
  • 15.
    08:49 AM 15 Cap. 26- Sofrimento de Jesus O cap. 26 narra os eventos que precedem a crucificação de Jesus: 📌 A conspiração para matá-lo, (1 a 5) 📌 A unção em Betânia, (6-13) 📌 A traição de Judas, (14-16) 📌 A preparação e a celebração da Páscoa com a instituição da Ceia do Senhor, (17-19) 📌 A agonia de Jesus no Getsêmani, (17 a 46) e 📌 Sua prisão e algumas consequências. (47 a 75) Vejamos alguns versículos do cap. 26
  • 16.
    08:49 AM 16 A Prisãode Jesus 26.48 “O traidor havia combinado um sinal com eles, dizendo-lhes: "Aquele a quem eu saudar com um beijo, é ele; prendam-no”. 26.55 “Naquela hora, Jesus disse à multidão: "Estou eu chefiando alguma rebelião, para que vocês venham prender-me com espadas e varas? Todos os dias eu estive ensinando no templo, e vocês não me prenderam!” • Jesus expressa sua estranheza diante da forma como vieram prendê-lo, como se fosse um bandido. • Sua prisão é injusta pois não havia incitado à violência e não havia se escondido. • Questiona a motivação dos que o estão prendendo, já que natureza de seu ministério foi pública e pacífica, em contraste com esta maneira furtiva e armada para ser preso.
  • 17.
    08:49 AM 17 Cap. 27- Julgamento e Crucificação de Jesus • O cap. 27 descreve os eventos até a crucificação: 📌 Jesus é levado a Pilatos, acusado pelos líderes religiosos, e a multidão, instigada, pede a libertação de Barrabás e a crucificação de Jesus. 📌 Pilatos, apesar de reconhecer sua inocência, cede à pressão. 📌 Jesus é zombado pelos soldados, crucificado no Gólgota, e morre. 📌 Relatará fenômenos sobrenaturais que acompanham sua morte e o seu sepultamento por José de Arimatéia. • Vejamos alguns versículos do cap. 27:
  • 18.
    08:49 AM 18 Pilatos esua omissão disfarçada de neutralidade 27.24-26 “Quando Pilatos percebeu que não estava obtendo nenhum resultado, mas, pelo contrário, estava se iniciando um tumulto, mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão e disse: "Estou inocente do sangue deste homem; a responsabilidade é de vocês". Todo o povo respondeu: "Que o sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos!” Então Pilatos soltou-lhes Barrabás, mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado. • Pilatos cita Dt 21.6,7 “Então todas as autoridades da cidade mais próxima do corpo lavarão as mãos sobre a novilha cujo pescoço foi quebrado no vale, e declararão: "As nossas mãos não derramaram este sangue, nem os nossos olhos viram quem fez isso.” • Pilatos tinha de manter a Pax romana, por outro lado estava pressionado até pela esposa para não se envolver com a inocência de Jesus, daí a sua omissão.
  • 19.
    08:49 AM 19 Morte deJesus 27.46 “Por volta das três horas da tarde, Jesus bradou em alta voz: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?” que significa: “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?”” Sl 22.1 a “Meu Deus! Meu Deus! Por que me abandonaste?“ • Alguns teólogos interpretam esse clamor como o momento em que Jesus, tomando sobre si os pecados da humanidade, experimenta a separação de Deus, consequência do pecado.
  • 20.
    08:49 AM 20 Eventos quesurpreenderam 27.50-52 “Depois de ter bradado novamente em alta voz, Jesus entregou o espírito. Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. Os sepulcros se abriram, e os corpos de muitos santos que tinham morrido foram ressuscitados.” Foram 4 eventos miraculosos que desafiam a compreensão humana, e que ocorrem justo no momento da morte de Jesus : • Não é natural que o véu se rasgue do alto para baixo espontaneamente. • Que haja um terremoto • Que os sepulcros se abram. • Que os corpos de "muitos santos“, talvez profetas, sejam trazidos à vida.
  • 21.
    08:49 AM 21 Eventos quesurpreenderam 27.53 “E, saindo dos sepulcros(mortos) , depois da ressurreição de Jesus, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.” Mateus agora informa que este evento não ocorreu no momento da morte de Jesus, mas após Sua ressureição. A ressurreição desses santos foi temporária ou permanente? Qual foi a reação das pessoas? Mateus não oferece uma resposta. Esse evento não é citado em outros evangelhos, É possível que Mateus tenha organizado os eventos de forma a destacar o significado teológico da morte e ressurreição de Jesus, representando a vitória de Jesus sobre a morte e a esperança da ressurreição para todos os crentes.
  • 22.
    08:49 AM 22 A Guardado Sepulcro 27.64 “Ordena, pois, que o sepulcro dele seja guardado até o terceiro dia, para que não venham seus discípulos e, roubando o corpo, digam ao povo que ele ressuscitou dentre os mortos. Este último engano será pior do que o primeiro".” 📌 O Primeiro Engano, segundo os líderes judeus, se refere aos ensinos de Jesus e à afirmação de que era Filho de Deus, o Messias prometido. 📌 O Último Engano, segundo os líderes judeus, poderia ocorrer se os discípulos roubassem o corpo de Jesus e espalhassem o boato de sua ressurreição. 📌 O receio dos líderes religiosos era que a ressurreição de Jesus legitimasse as afirmações sobre si mesmo como o Messias e o Filho de Deus. • Para mais detalhes dos cap. 26 e 27 reveja a aula 6 do Evangelho de Marcos
  • 23.
    08:49 AM 23 O cap.28 - Relata a ressurreição de Jesus e suas aparições: • No domingo de manhã, um anjo remove a pedra do túmulo e anuncia às mulheres que Jesus ressuscitou. • O próprio Jesus aparece às mulheres(28.9) , instruindo-as a avisar os discípulos para que o encontrem na Galileia. • Os onze discípulos vão para a Galileia, onde Jesus lhes aparece, dando-lhes a Grande Comissão: (missão) ir e fazer discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e ensinando-os a obedecer a tudo o que ele ordenou. • O capítulo termina com a promessa de Jesus que estará sempre com eles. Vejamos o Bible Project sobre o Evangelho de Mateus do cap. 14 ao 28
  • 24.
    08:49 AM 24 aaa duração de8’ - https://www.youtube.com/watch?v=4E-Ju-WKe1k
  • 25.
    08:49 AM 25 Próximo Encontro. Paraa próxima aula: 📍 Reveja esta aula. 📍 Já temos 30 perguntas em Mateus, poste suas respostas 📍 Faça a atualização de seu Projeto de Vida Cristã.
  • 26.
    08:49 AM 26 BIBLIOGRAFIA 1. BíbliaNVI – Editora Vida – 2000 2. Marcos – Dewey M. Mulholland – Ed. Vida Nova,2007 3. Mateus O Evangelho do Reino – Irênio S. Chaves – JUERP – 2002 4. Estudo Panorâmico da Bíblia – Henrietta C. Mears – Ed. Vida- 2017 5. Toda a Bíblia em um ano- Darci; 10ª Ed. Rio de Janeiro; Ed. Horizonal, 2011 6. Manual Bíblico SBB; trad. Noronha, Lailah; São Paulo; Ed. SBBrasil; 2008 7. BRUCCE, F. F. Comentário Bíblico NVI. São Paulo, Ed. Vida, 1ª edição, 2008 8. Os ensinamentos da torá – Kent Dobson – Ed. Vida Melhor; 2019 9. Programa ROTA 66 – Sayão, Luiz – Rádio transmundial 10.Bible Project 11.Declaração Doutrinária da Convenção Batista do Brasil Esta apresentação está disponível no site: www.escolabiblicavirtual.com.br

Notas do Editor

  • #3  A teologia de Mateus 24, especialmente em sua vertente mais alinhada com o dispensacionalismo (muito comum em igrejas batistas no Brasil), pode ser detalhada e aplicada da seguinte forma: Mateus 24 é considerado o segundo maior sermão profético de Jesus no Novo Testamento, superado apenas pelo livro de Apocalipse, e é proferido no contexto da predição da destruição do templo de Jerusalém. Os discípulos perguntam a Jesus sobre quando acontecerá a destruição do templo e quais serão os sinais da Sua vinda e do fim dos tempos. A resposta de Jesus é ampla e envolve:   Predição da destruição do templo (Mateus 24:1-2)   Sinais dos tempos (Mateus 24:3-14): guerras, fomes, terremotos, perseguições, falsos profetas, aumento da iniquidade e o evangelho pregado em todo o mundo. (aumento da intensidade destes acontecimentos)   A abominação da desolação e a grande tribulação (Mateus 24:15-28): Jesus alerta sobre a profanação do templo e a necessidade de fuga imediata, indicando um período de grande sofrimento.   A vinda do Filho do Homem (Mateus 24:29-31): sinais cósmicos e a manifestação gloriosa de Jesus.   Parábolas sobre vigilância e preparação (Mateus 24:32-51): a figueira, a parábola do servo fiel, e a necessidade de estar pronto para a vinda do Senhor.
  • #4 Tema - Escatologia Contexto e Significado de Mateus 24.15 Jesus está citando a profecia de Daniel sobre a “abominação da desolação” (Daniel 9:27; 11:31; 12:11), que historicamente se referiu a eventos de profanação do Templo sagrado, como a instalação de ídolos e sacrifícios pagãos. O exemplo clássico é o do rei Antíoco Epifânio, que em 167 a.C. colocou uma estátua de Zeus no Templo de Jerusalém e sacrificou porcos no altar, um ato considerado extremamente abominável pelos judeus. No contexto do Sermão do Monte das Oliveiras, Jesus responde às perguntas dos discípulos sobre o fim do Templo, sua segunda vinda e o fim dos tempos. Jesus usa a linguagem de Daniel para alertar sobre um evento futuro de profanação que será sinal de grande tribulação. Interpretação Mateus 24.15 A linha pré-milenista e dispensacionalista, interpreta Mateus 24.15 de forma escatológica, associando a “abominação da desolação” ao surgimento de um anticristo que profanará o lugar santo nos últimos dias, antes da segunda vinda de Cristo. Segundo essa visão: Cumprimento Futuro: O texto aponta para um evento ainda não ocorrido, que se dará durante a “grande tribulação”, um período de intensa perseguição e sofrimento. Anticristo: O “abominável da desolação” será estabelecido pelo anticristo, que se manifestará como um líder mundial, prometendo paz, mas que, no meio da tribulação, revelará sua verdadeira intenção de dominar o mundo e profanar o Templo em Jerusalém. Tempo da Tribulação: O evento marca o início da segunda metade da “semana de anos” profetizada por Daniel (Daniel 9:27), ou seja, o início dos últimos três anos e meio antes do retorno de Cristo. Aviso de Fuga: Jesus instrui os que estiverem na Judeia a fugirem para os montes, mostrando que este sinal será um alerta urgente para os crentes. Aplicação para os Dias de Hoje Vigilância Espiritual: O texto reforça a necessidade de vigilância, discernimento e preparação espiritual diante dos sinais dos tempos. Os crentes são chamados a permanecer firmes na fé, atentos aos eventos mundiais e à possibilidade de perseguição. Discernimento de Falsos Líderes: O surgimento de falsos cristos e falsos profetas é um alerta para não se deixar enganar por promessas de paz e soluções humanas, mas buscar a verdade em Cristo. Preparação para a Tribulação: Embora a igreja batista tradicionalmente creia no arrebatamento pré-tribulacional, o texto serve como advertência para todos os crentes, incentivando a oração, o estudo da Palavra e a comunhão fraterna. Missão e Testemunho: Mesmo diante das dificuldades, os cristãos são chamados a anunciar o Evangelho até aos confins da terra, pois este é um sinal do fim (Mateus 24:14). =========== Características Principais Pré-milenismo: Acredita que Jesus Cristo retornará literalmente à Terra antes (pré) do início de um reino milenar de mil anos, conforme descrito em Apocalipse 20:1-7. Dispensacionalismo: Interpreta a história bíblica como uma série de “dispensações” ou períodos distintos nos quais Deus trata a humanidade de diferentes maneiras. O dispensacionalismo enfatiza a distinção entre Israel e a Igreja, considerando-os dois povos distintos de Deus. Arrebatamento pré-tribulacional: Defende que Cristo voltará secretamente para arrebatar (levar) a Igreja antes da grande tribulação, um período de sete anos de sofrimento e provação na terra. Duas vindas distintas antes do milênio: O dispensacionalismo clássico ensina duas fases da vinda de Cristo: primeiro, o arrebatamento da Igreja (antes da tribulação); depois, a “revelação”, quando Cristo retorna com os santos para reinar no milênio. Restauração de Israel: Acredita que a nação de Israel terá papel central no milênio, com a restauração literal das promessas do Antigo Testamento e um reino terreno centrado em Jerusalém.
  • #5  Pergunta 43: esse texto refere-se à segunda vinda de Jesus Cristo, um momento de manifestação visível e gloriosa, quando Ele virá para julgar o mundo e estabelecer definitivamente o seu reino. O lamento das nações é compreendido como uma resposta de reconhecimento de sua condição diante da justiça de Deus. O lamento descrito neste versículo é entendido como uma reação coletiva de arrependimento tardio, temor e tristeza diante da manifestação gloriosa de Jesus, quando Ele retornar para julgar o mundo e estabelecer Seu reino. As nações perceberão que rejeitaram o Filho de Deus e agora enfrentam o juízo divino. Além disso, o texto ressalta que a vinda de Jesus será visível a todos, sendo algo incontestável e impactante para toda a humanidade. O lamento é, portanto, uma resposta natural à consciência do pecado e ao reconhecimento de que o tempo da graça já passou. Vale destacar que, embora haja variações interpretativas, a ênfase geral está no juízo final e na necessidade universal de preparação espiritual, conforme o chamado à vigilância presente em todo o capítulo 24.
  • #6  A teologia de Mateus 25, destaca a importância da vigilância, da fidelidade e do serviço ao próximo como elementos essenciais para a vida cristã, especialmente em preparação para a segunda vinda de Cristo. Principais Parábolas de Mateus 25 Parábola das Dez Virgens (Mateus 25:1-13): Ensinamento: Jesus compara o Reino dos Céus a dez virgens que aguardam o noivo. Cinco são prudentes e levam azeite suficiente para suas lâmpadas; cinco são insensatas e não se preparam. O noivo (Cristo) chega à meia-noite, e as virgens insensatas, que não têm azeite, ficam de fora do banquete. Teologi: A parábola enfatiza a necessidade de estar preparado para o retorno de Cristo, pois não se sabe o dia nem a hora. A preparação não é apenas externa (aparência de fé), mas interna (vida transformada, obediência e fidelidade). Aplicação: O texto convidado a avaliar sua própria vida espiritual, verificar se sua fé é genuína e se está produzindo frutos de obediência e santidade, ou se é apenas nominal e superficial. Parábola dos Talentos (Mateus 25:14-30): Ensinamento: Um senhor confia talentos (recursos, dons) aos seus servos, cada um segundo sua capacidade. Dois servos multiplicam seus talentos, enquanto o terceiro enterra o seu. O senhor recompensa os fiéis e condena o infiel. Teologia: Deus espera que cada crente seja fiel com o que recebeu, usando seus dons e recursos para o avanço do Reino. A mordomia (administração fiel dos recursos dados por Deus) é central na vida cristã. Aplicação: Somos desafiados a investir seus talentos (tempo, dons, bens) de forma responsável e generosa, servindo à igreja e à sociedade, e comunicando o evangelho. Julgamento das Nações (Mateus 25:31-46): Ensinamento: Jesus julgará as nações, separando os justos dos ímpios. O critério será o tratamento dado aos necessitados: “Tudo o que fizerdes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Teologia: A fé genuína se expressa em amor e serviço prático ao próximo. O compromisso social e a justiça são frutos do discipulado autêntico. Aplicação: O batista é chamado a agir com compaixão, justiça e solidariedade, reconhecendo Cristo nos necessitados e servindo-os como expressão de sua fé.
  • #7  A Parábola das Dez Virgens, narrada em Mateus 25:1-13, está profundamente inserida na cultura judaica do primeiro século, especialmente nos costumes relacionados ao casamento. Naquela época, o casamento era um dos eventos mais importantes da vida social, marcado por uma série de rituais e celebrações. Um dos principais momentos era a chegada do noivo à casa da noiva, geralmente à noite, acompanhada por uma procissão festiva. As damas de honra (virgens) aguardavam na casa da noiva, portando lâmpadas acesas para iluminar o cortejo e participar da cerimônia. A parábola ensina que, assim como as virgens prudentes estavam preparadas para a chegada inesperada do noivo, os discípulos de Jesus devem estar sempre prontos para o retorno do Senhor, pois não sabem o dia nem a hora. A negligência espiritual, representada pela falta de óleo, pode resultar na exclusão do Reino dos Céus, sem oportunidade de arrependimento no último momento. No contexto da parábola, as dez virgens representam jovens que aguardam o noivo. Todas levam suas lâmpadas, mas apenas cinco trazem óleo extra, enquanto as outras cinco não se preparam adequadamente. O noivo demora a chegar, e todas adormecem. Ao ser anunciada sua chegada, as prudentes acendem suas lâmpadas com o óleo reservado, enquanto as insensatas, sem óleo suficiente, tentam conseguir emprestado, mas não conseguem a tempo e ficam de fora da festa.
  • #8  A Parábola dos Talentos, foi contada por Jesus em um contexto cultural e econômico específico, permeado pela realidade agrária e camponesa da Galileia do primeiro século. Na época, um “talento” era uma grande unidade monetária: equivalia a cerca de 34 a 35 quilos de ouro, ou aproximadamente 6.000 denários, o salário de quase vinte anos de trabalho para um trabalhador comum. Portanto, mesmo um único talento representava uma fortuna considerável, e a distribuição desses valores aos servos demonstrava grande confiança e responsabilidade. A cultura da época valorizava a administração prudente dos bens confiados, especialmente em famílias abastadas, onde servos de confiança gerenciavam os negócios do senhor durante sua ausência. Era comum que servos investissem o dinheiro recebido, buscando lucro, enquanto enterrar tesouros era uma prática conhecida para proteger riquezas, mas sem gerar frutos. Jesus utiliza essa realidade para transmitir uma mensagem sobre o Reino de Deus. O homem rico que parte e confia seus bens aos servos representa o próprio Jesus, que confia aos seus discípulos diferentes dons, capacidades e responsabilidades, de acordo com a capacidade de cada um. Os servos que multiplicam seus talentos são elogiados e recompensados, enquanto aquele que enterra o dinheiro por medo é severamente repreendido. A aplicação que Jesus faz é clara: Deus espera que seus seguidores utilizem de forma diligente e corajosa os dons, recursos e oportunidades que lhes são confiados, não por medo ou negligência, mas por amor e fidelidade. A parábola reforça que cada um será responsável pelo que recebeu, e que a verdadeira fé se revela em ações concretas de serviço e multiplicação dos bens do Reino. O terceiro servo, por medo, desperdiça sua oportunidade, simbolizando aquele que não exerce seu papel no plano de Deus e, por isso, é excluído da alegria do Senhor. Em resumo, a Parábola dos Talentos reflete a cultura econômica e social da Galileia, onde a administração responsável dos bens era valorizada, e Jesus a utiliza para ensinar sobre fidelidade, responsabilidade e a necessidade de fazer frutificar os dons recebidos de Deus.
  • #9  - ... Transformando pessoas, sociedade e cultura ... - ... através do Evangelho de JC. Cultura da época: Sociedade rural, pastoril, com forte influência da tradição judaica e da vida comunitária. Imagem do pastor: Figura central, responsável pelo cuidado e separação do rebanho, facilmente compreendida pelos ouvintes. Aplicação de Jesus: Utiliza a separação de ovelhas e bodes para ensinar sobre o julgamento final, destacando a importância das ações justas e do amor ao próximo como critérios para a vida eterna. Essa parábola, portanto, é uma poderosa mensagem sobre justiça, responsabilidade social e o destino eterno, fundamentada em elementos culturais do tempo de Jesus e aplicada de forma universal para todos os povos.
  • #15  A teologia de Mateus 26, pode ser compreendida a partir de uma leitura do texto e dos valores, como a centralidade da cruz, a importância da experiência individual com Cristo e a responsabilidade da igreja em relação à verdade e à justiça.   Conspiração e Traição. Mateus 26 relata a conspiração dos líderes religiosos contra Jesus, sua traição por Judas e a instituição da Ceia do Senhor. A conspiração representa a oposição do mundo ao Reino de Deus e à verdadeira justiça, enquanto a traição de Judas evidencia a fragilidade humana e a necessidade de vigilância espiritual.   A Última Ceia e o Novo Pacto. A Ceia do Senhor, instituída por Jesus em Mateus 26:26-29, é vista como um memorial da obra redentora de Cristo. A Ceia não é um sacramento que transmite graça automaticamente, mas um ato de obediência e recordação, celebrando o sacrifício de Jesus e a Nova Aliança estabelecida com seu sangue. O texto grego ressalta a ação de Jesus ao partir o pão e oferecer o cálice, simbolizando seu corpo e sangue dados em favor de muitos para o perdão dos pecados.   A Centralidade do Indivíduo e a Responsabilidade da Igreja Valoriza a experiência pessoal e a responsabilidade individual diante de Deus. Mateus 26 desafia o crente a examinar-se, como fez Jesus ao alertar sobre a traição, e a viver em integridade, mesmo diante das pressões do mundo. A igreja, por sua vez, é chamada a ser uma comunidade de misericórdia, restauração e testemunho, acompanhando e restaurando os que caem. Aplicação para a Atualidade Vigilância Espiritual e Integridade A conspiração e a traição em Mateus 26 lembram a importância de se manter vigilante contra o mal, a corrupção e a falsidade, tanto dentro quanto fora da igreja. Aplica-se esse ensino incentivando a transparência, a honestidade e o combate à injustiça em todas as esferas da vida.   Celebração da Ceia do Senhor como Memorial A Ceia do Senhor é celebrada regularmente nas igrejas como um momento de reflexão, arrependimento e renovação do compromisso com Cristo. Ela fortalece a comunhão entre os membros e reafirma a centralidade do sacrifício de Jesus na vida da igreja.     Missão e Testemunho A mensagem de Mateus 26 desafia a igreja a ser luz no mundo, denunciando o pecado, anunciando o perdão e vivendo os valores do Reino de Deus, como justiça, misericórdia e amor ao próximo. O exemplo de Jesus, que enfrentou a traição e a morte por amor, inspira-nos a perseverarmos na fé e no serviço, mesmo diante das adversidades.   Restauração e Misericórdia Inspirados por Jesus, que mesmo diante da traição ofereceu perdão e restauração (como visto na negação de Pedro, que segue no mesmo capítulo), deve ser valorizada a restauração de vidas e a prática da misericórdia, buscando sempre reintegrar e acolher os que se afastam.   Resumo A teologia de Mateus 26 destaca a centralidade do sacrifício de Cristo, a importância do memorial da Ceia do Senhor, a responsabilidade individual e coletiva diante de Deus, e o chamado à justiça, misericórdia e testemunho no mundo atual. A aplicação para hoje envolve vigilância espiritual, celebração comunitária, missão evangelística e prática da misericórdia, sempre fundamentadas na Palavra de Deus.
  • #17  A teologia de Mateus 27, enfatiza a centralidade do sacrifício de Jesus, a natureza do pecado humano e a soberania de Deus na história da salvação. Traição e Culpa Humana. O capítulo começa com a traição de Judas, que, movido por remorso, devolve as trinta moedas de prata e tira a própria vida. Este episódio destaca a gravidade do pecado e a necessidade de arrependimento genuíno que valoriza a responsabilidade pessoal diante de Deus e a transformação interior. Judas, apesar de sentir remorso, não busca o perdão de Deus, mas se entrega ao desespero, o que serve como advertência sobre as consequências do pecado não confessado.   Julgamento e Injustiça O julgamento de Jesus diante de Pilatos revela a fragilidade da justiça humana e a manipulação das autoridades religiosas e políticas. Pilatos, embora reconheça a inocência de Jesus, cede à pressão da multidão e lava as mãos, simbolizando a tentativa de se eximir da responsabilidade moral. Isso ilustra a corrupção do poder e a importância de manter a integridade, mesmo diante da pressão social.   O Sacrifício de Cristo A crucificação de Jesus é apresentada como o cumprimento do propósito divino e das profecias do Antigo Testamento. O sofrimento de Cristo é visto como voluntário, um ato de amor e obediência à vontade do Pai .  Ressalta que a morte de Jesus é o sacrifício perfeito pelos pecados da humanidade, oferecendo perdão e reconciliação com Deus.   Sinais Sobrenaturais A morte de Jesus é acompanhada por sinais sobrenaturais: o véu do templo se rasga, há trevas sobre a terra e mortos ressuscitam. Esses eventos simbolizam o fim da antiga aliança e o acesso direto a Deus por meio de Cristo, sem necessidade de sacerdotes ou sacrifícios rituais (61). O rasgo do véu representa a abertura do caminho para a presença de Deus, tornando possível a comunhão pessoal e direta com Ele.   Culpa Coletiva e Individual A multidão assume a responsabilidade pela morte de Jesus ao gritar: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!” (Mateus 27:25). Os comentaristas interpretam isso como um alerta sobre as consequências do pecado coletivo, mas também enfatizam a responsabilidade individual diante de Deus e a necessidade de arrependimento pessoal (37). Aplicação para os Dias de Hoje   1. Responsabilidade e Integridade Mateus 27 desafia os crentes a viverem com integridade, mesmo diante de pressões sociais ou políticas. O exemplo de Jesus, que permaneceu calado e confiou em Deus, inspira-nos a confiarem na soberania divina e a não se deixarem corromper pelo mundo (87).   Valor do Perdão e da Misericórdia A morte de Jesus na cruz é o ápice do amor e da misericórdia de Deus. Somos chamados a refletir esse perdão em suas vidas, perdoando uns aos outros e buscando a reconciliação, assim como Cristo perdoou seus algozes (7).   3. Comunhão Direta com Deus O rasgo do véu do templo simboliza a possibilidade de uma relação direta com Deus, sem intermediários. Isso fortalece o sacerdócio universal dos crentes e na liberdade de acesso à presença divina (61).   4. Testemunho e Discipulado O sacrifício de Cristo motiva-nos a anunciar as boas novas e a fazer discípulos, cumprindo a Grande Comissão (Mateus 28:18-20). O exemplo de Jesus, mesmo diante da injustiça, inspira a perseverança na fé e no testemunho cristão (17).   5. Reflexão sobre a Justiça e o Poder Mateus 27 convida à reflexão sobre a justiça, o poder e a verdade em nossa sociedade. Os batistas são desafiados a buscar a justiça, defender os oprimidos e não se conformar com as estruturas de poder corruptas, seguindo o exemplo de Cristo (78).   Resumo Mateus 27, na perspectiva batista, é um chamado à responsabilidade pessoal, à integridade, ao perdão e à comunhão direta com Deus. O sacrifício de Cristo é o fundamento da fé, que motiva o testemunho, o discipulado e a busca por justiça e misericórdia no mundo contemporâneo.
  • #20  Leia Mateus 27:51-53. Algumas pessoas ressuscitaram no momento em que Jesus morreu. Qual é o significado desse evento surpreendente? (R.: Essas pessoas que ressuscitaram na ocasião da morte de Jesus são as primícias mencionadas em 1 Coríntios 15:20, um “protótipo” de todos os que serão ressuscitados por JC em Sua vinda.)
  • #25  Perguntas de Mateus 13 à 39