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17/11/2016 14 ESTUDOS BÍBLICOS
Para meditar e praticar
Compilados e organizados por: Celso Brasil
IAPRO
14 ESTUDOS BÍBLICOS
1
ÍNDICE:
(01) Outro evangelho
(02) Culto Racional
(03) Possibilidade de comunhão de espíritos mortos com vivos.
(04) "Fofocas na Igreja"
(05) Pequenos pecados que causam grande estrago
(06) A doutrina do arrependimento
(07) "Princípios divinos para o sucesso material"
(08) Amizades
(09) A Internet e as mídias sociais - caindo na rede
(10) Relacionamento entre irmãos
(11) Como estudar a sua Bíblia
(12) Uma avaliação bíblica da vida espiritual
(13) Oração do pecador
(14) Adoração: com corações, mentes e vozes
14 ESTUDOS BÍBLICOS
2
(1) Outro evangelho
Satanás não é um inovador, mas um imitador. Deus tem seu Filho unigênito – o Senhor Jesus? Tal qual
Satanás tem “o filho da perdição” (II Tessalonicenses 2:3). Há uma Santa Trindade? Há de igual modo
uma trindade do mal (Apocalipse 20:10). Lemos sobre os “filhos de Deus”? Do mesmo modo lemos
também sobre “os filhos do maligno” (Mateus 13:38). Deus opera nestes que foram citados de modo a
determinar e fazer a Sua vontade? Então somos informados que Satanás é “o espírito que agora opera nos
filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Há o “mistério da piedade” (I Timóteo 3:16)? Há também o
“mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7). Aprendemos que Deus através de Seus anjos “assinala”
os Seus servos nas suas testas (Apocalipse 7:3)? Assim também aprendemos que Satanás através de seus
agentes assinala nas testas os seus devotos (Apocalipse 13:16). É-nos dito que “o Espírito penetra todas
as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:10)? Então Satanás também provê suas “coisas
profundas” (grego de Apocalipse 2:24). Cristo faz milagres? De igual modo Satanás também pode fazê-
los (II Tessalonicenses 2:9). Cristo está sentando sobre um trono? Também Satanás o está (Apocalipse
2:13). Cristo tem uma Igreja? Então Satanás tem a sua “sinagoga” (Apocalipse 2:9). Cristo é a Luz do
mundo? Então o próprio Satanás “se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Cristo designou
“apóstolos”? Então Satanás tem seus apóstolos também (II Coríntios 11:13). E isto nos leva a considerar
o “Evangelho de Satanás”.
Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual
o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta,
o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está
buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um
evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão
proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele.
É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que
tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é
outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este
falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi
proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo
do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”.
Com o auxílio de Deus, nos esforçaremos agora para expor, ou melhor, para desmascarar este falso
evangelho:
O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de
anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe
contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual
a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem
natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está
em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a
ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão
ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele
propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem
dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular
com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura
caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em
nascer novamente.
Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca
a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o
bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação
pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as
suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas
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Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez
inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da
seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia
substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação
de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o
retorno do Príncipe da Paz.
Os apóstolos de Satanás não são taberneiros e traficantes de escravas brancas, mas são em sua maioria
ministros do evangelho ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais
engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado
ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas
conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao
invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar
que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao
tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles
meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”.
Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a
sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar
muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: – “Porque tais
falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha,
porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se
transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13-
15).
Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o
conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria
das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto
doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo
nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e
não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco
tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão,
a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à
mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por
estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus.
Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os
caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de
Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o
qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem
natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus
ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu
suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é
proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões
são atraídas e enganadas por ele.
O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação
lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela.
Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que
quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais
do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma
interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente
anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma
falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as
Escrituras claramente nos dizem que nós somos:”filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26),
e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais
adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer
membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado
escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão
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tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu
evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus
feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de
Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora
da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada
como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um
Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem
Ideal.
Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é
dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o
deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz
do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder
a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele
é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar
para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está
criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e
proclamar uma mensagem comum.
Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele
são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno
está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas
com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus
procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se
orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria
justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como
culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho
que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às
multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias
obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça
sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras
de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…”
Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro
Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas,
mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem
renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas
Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo
procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar
nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação,
Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava.
Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que
havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava
apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este
pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a
vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam
para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação.
Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o
ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as
impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua
declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito
frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não
crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então,
que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem
verdadeiramente creram com seu coração Nele.
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A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por
Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que
cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás.
E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está
no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à
perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada?
Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente
na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus?
Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma”
(confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade;
aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se
unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem
Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os
nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos
propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até
que aceitemos o Seu Filho.
Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o
sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que
“creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar
que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas
13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do
Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de
modo salvífico no Senhor Jesus Cristo.
Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como
seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio
aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos
pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de
vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É
nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos
controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e
diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra
Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo.
No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do
Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita;
porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela;
E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois,
nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em
teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E
então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”.
Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também
o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão
necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir
a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir
se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo.
Que o Espírito Santo examine nossos corações, quebrante nossa vontade, destrua a nossa inimizade
contra Deus, opere em nós um arrependimento profundo e verdadeiro, e fixe nosso olhar no Cordeiro de
Deus que tira o pecado do mundo.
1 NT. Estes movimentos ou já desapareceram completamente, ou não tem mais a expressão que tinham
à época em que este estudo foi escrito. Sendo hoje substituídos por estruturas como o Movimento
Ecumênico, a Nova Era, etc.
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Tradução: Walter Andrade Campelo
Fonte: Site Luz para o Caminho – www.luz.eti.br
Autor: Arthur Walkington Pink
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br
http://palavraprudente.com.br/biblia/outro-evangelho/
17.11.2016
(02) Culto Racional
“Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo,
santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1)
O termo ‘racional’ remete a raciocínio. Parece bastante óbvio. Assim como também, por associação, se
entende que somente os seres humanos podem apresentar tal culto, visto que somente eles possuem
raciocínio. Os anjos também possuem raciocínio, porém, por natureza não possuem corpo, visto que são
espíritos (Hebreus 1:14). Paulo está falando aqui exclusivamente à igreja.
O vocábulo correspondente na versão original o grego “logikên latreian”, ou seja, ‘culto racional’, também
pode ser entendido, sem prejuízo, como ‘culto lógico’. De fato, há lógica na racionalidade e vice-versa.
Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos.
O que Paulo está querendo dizer à igreja de Cristo?
Por suas colocações vemos que há uma preocupação do apóstolo em mostrar aos irmãos a necessidade de
que se realmente entenda a natureza de tudo isso, no caso, a igreja.
Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade?
São questionamento que todos os crentes deveriam se fazer até que encontrassem respostas racionais
para todos eles.
O contrário de culto racional é culto irracional. Ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou
razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se
seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40) . É impossível
que haja qualquer um dos dois componentes pedidos sem que se entenda a natureza de cada um. E é
preciso racionalidade para que isso aconteça. Por isso Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou
seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes
de nosso ato e de nossa missão de adoradores.
O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A
construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar.
Até na salvação haverá ordem (I Coríntios 15:23).
Esse é o padrão que deve ser perseguido pela igreja de Cristo. Deus se agrada de uma obra organizada.
Em dias atuais podemos identificar como grande adversário desse padrão, o excesso de emocionalismo
que tem se alastrado no meio cristão. A busca incessante pelo êxtase e pela experiência sobrenatural
extrabíblica, a incorporação de ‘anexos’ doutrinários à Palavra de Deus, como se esta não fosse suficiente
e os modismos importados recheados de técnicas mirabolantes de quebra de maldições e encontros
obscuros são os componentes deste fim de séc. XX e início de séc. XXI. O que não é uma surpresa, Paulo
já alertava que essas coisas fatalmente aconteceriam (I Timóteo 4:1).
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Nesse caldeirão doutrinário sem consistência – já que não se sustentam biblicamente – as pessoas estão
se dirigindo às igrejas sem saber exatamente o que vão fazer por sua espiritualidade. Vão dançar, cantar,
aplaudir, gritar, enfim, sem entrar no mérito dessas questões, quase sempre falta o elemento principal: a
Palavra de Deus. Entram e saem alegres e exaustas. O problema é: entenderam a mensagem? A palavra
que foi pregada edificou suas vidas? Deus falou com elas através de seu evangelho? Se à maioria dessas
perguntas as respostas forem algo como “acho que sim”, algo está fora do lugar.
Cultos de estudo são sempre vistos como ‘enfadonhos’ e ‘entendiantes’. Já pensou, passar quase uma hora
apenas consultando referências na Bíblia? Que chato, não? Agora observe Neemias 8:3 “E leu no livro,
diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e
mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.” Estudo
bíblico das seis da manhã até o meio-dia. Após isso, inclinaram-se, e adoraram o Senhor com o rosto em
terra. Que lindo, não?
Uma proposta dessas nos dias de hoje seria impensável. Mas se o trabalho for uma celebração com um
nome da moda, aí somente um dia inteiro é pouco.
A questão é que não há culto racional sem o entendimento da Palavra. Os ‘avivalistas’ de plantão trocam
a bíblia por apostilas preparadas especialmente para direcionar as pessoas para a conclusão que lhes
interessa. Seguem o exemplo das testemunhas de Jeová. Alguém já viu um deles evangelizando com uma
bíblia em punho? Não, só vão às ruas com exemplares de ‘sentinela’ e ‘despertai’ ou, quando muito, com
seus livretos particulares.
Por isso Paulo fala em ‘sacrifício vivo’. Ou seja, sacrifício da vontade da carne para fazer a vontade de
Deus. E isso requer dedicação à sua Palavra e não somente àquilo que dá prazer, como por exemplo, ir
para um retiro. Requer decência e ordem. Compromisso e organização.
Autor: Missionário Neto Curvina
Fonte:
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/neto_curvina/miscelania/cap05.html
(03) Possibilidade de comunhão de espíritos mortos com vivos.
A). Pelo aspecto sentimental ou misterioso.
B). Pessoas atormentadas com problemas sem poderem resolve-los.
Observação: Os Espíritos argumentam que a proibição de Deus é evidenciada em que havia, nos tempos
antigos, a comunhão de mortos com vivos, que a proibição só era feita porque naquele tempo os homens
não estavam desenvolvidos para poderem suportar semelhante prática.
Examinemos, então na bíblia para observar o que Deus tem mostrado a seu povo, quanto a essa prática.
Encontraremos algumas passagens que irá nos mostrar. Vejamos : Deut. 18:9-14 / Isai. 8:19e20 / Lev.
20:6.
II). Crenças dos espiritas na reencarnação
Crêem que quando a pessoa morre, seu espírito deverá voltar a seu corpo para que vai aperfeiçoando-se
e purificando-se. As várias encarnações serve de maneiras para se pagar seus pecados.
Essa crença já era pregada pelos filósofos grego Pitágoras, e foi encorporada por Allan Kardec ao
espiritismo.
A idéia da reencarnação não é bíblica: (Ecl. 12:7 e Hebr. 9:27)
Passagens em que os espíritas baseiam sua crença:
Mat. 11:10-14 -> resposta: João 1:21
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João 3:1-12 -> resposta: João 3:6 e Jó 1-12e13 (então sendo assim, só teria que nascer da carne)
III). Salvação (aperfeiçoamento pela evolução espiritual), através do sofrimento e pelas boas obras
Nunca encontramos esta crença na bíblia, para eles tudo dependem do mérito pessoal acumulado em
outras encarnações.
Salvação é somente pela graça: (João 3:16 / João 6:47 / Isa. 64:6 / Atos 16:31)
IV). Existência de diferentes mundo, para habitação dos vários estágios de evolução espiritual
Conforme o aperfeiçoamento, os espíritos vão para diversos mundos. Estes mundos oferecem diversas
estâncias para se aperfeiçoarem. Alguns mundos são inferiores, e existem vida, enquanto em outras
estâncias a vida é inteiramente espiritual.
Eles se baseiam-se em João 14:2, mas como declara a palavra de Deus, só existem dois lugares para onde
vão os mortos (João 3:18 e Lucas 23:43)
V). Fora da caridade não há salvação ( vide ponto 3 )
VI). Deus existe, mas está longe demais, e só se manifesta por meio de espíritos guias.
A). Os espíritas como os deístas crêem que Deus criou o mundo e não cuida dele, deixando-o entregue as
forças próprias.
B). Na falta de orientação de Deus, os espíritos abrem caminho a necessidade do homem ser orientado
pelos espíritos.
As seguintes passagens mostra que Deus é acessível ao homem: Hebr. 1:1 / João 1:14 / Isai. 55:6e7 –
59:1e2)
Observação: Somente o pecado afasta o homem de Deus, sendo assim, eles revelam seu estado
pecaminoso.
VII). Jesus Cristo é considerado o espírito que alcançou evolução ou desenvolvimento
A). Os espíritas só aceitam Jesus como homem evoluído, sendo assim o espiritismo mostra ser um
anticristo, fazendo a obra do diabo, negando que Jesus é Deus e salvador.
Que Jesus é dividido não há dúvidas. A Bíblia mostra abundantes referências a essa verdade. Examinemos
então:
Jesus é o verbo encarnado – João 1:1
Jesus é o Cristo Filho de Deus – João 16:15-17
Jesus desceu do céu – João 6:38
Jesus e o Pai são um – João 10:30
Seu próprio nome mostra sua divindade – Mateus 1:23
VIII). O espiritismo julga-se a terceira pessoa ou terceira revelação, ser o próprio Espírito Santo
prometido por Jesus
A). O Espírito Santo, sempre é apresentado na bíblia como uma pessoa de trindade e possuindo atributos
de uma pessoa.
B). Nunca é apresentado como um movimento criado por homens.
C). Esse absurdo chega ao limite da blasfêmia contra o Espírito Santo, para qual não há perdão.
Veremos então algumas apresentações do Espírito para comprovarmos essa realidade bíblica:
Atributos do Espírito como pessoa:
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Ele pensa – Romanos 8:27
Ele sente – Isaías 63:10
Ele tem vontades – Atos 16:6
O Espírito age como pessoa:
Ele ensina – João 14:26
Ele convence – João 16:8
Ele fala – Atos 8:29
Ele intercede pelos crentes – Romanos 8:26
O Espírito também é:
O espírito de Deus – Ezequiel 36:27
O espírito de Cristo – Atos 16:6e7
IX). Crença de que se deve fazer orações pelos mortos e espíritos sofredores
Para os Kardecistas são úteis, porque vendo eles que alguém lembra deles, sentem-se menos
abandonados e aumentam a coragem. Crêem eles que as preces pode abreviar seus sofrimentos.
A Bíblia não ensina isto, em passagens tais como a do Rico e Lázaro (Luc. 16:19-31), principalmente os
versículos 22 e 23.
Observação: O Rico incrédulo havia, do meio do sofrimento, pedido que Lázaro fosse minorar seu
sofrimento, molhando a língua, e recebeu essa resposta: "È possível minorar o sofrimento da alma que
pareceu condenada, é impossível modificar-lhe a condenação." (vers. 26)
X). Crença que as pessoas podem salvar-se a si próprias pelo seu esforço em praticar as boas obras (vide
ponto 3)
XI). Os espíritas negam a existência do céu, do inferno, e da condenação eterna também de satanás.
A Bíblia afirma a existência de todos eles.
A). A existência do céu – Luc. 23:43 / João 3:12e13
B). A existência do inferno e penas eternas – Mat. 25:25-30 / Mat. 10:28
C). A existência do diabo – Mat. 25:41 / Efe. 4:27 / Tia. 4:7
D). A existência de demônios. (Obs.: demônios são anjos decaídos que seguem a liderança de satanás. São
esses anjos que produzem as manifestações nas mesas espíritas e terreiros de macumba, levando os
participantes a acreditarem que estão recebendo espíritos de pessoas falecidas. Vejamos essa classe,
mencionada na bíblia: Lev. 17:7 / Mat. 25:41 / Sal. 106:37 / Luc. 4:33)
Volto assim ao nosso objetivo principal, ao qual é nossa responsabilidade como crentes de anunciar o
evangelho às almas que estão sendo assediadas pelo espiritismo, às que são simpatizantes e as que já
estão na sua malha, a fim de que alguma delas se libertem para a verdade, para a luz, e para a vida.
Bibliografia:
LIMA, Delcir de Souza. Analisando Crenças Espirituais e Umbandistas. JUERP
Autor: Pr. Elmut Rossi
Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/elmut_r/micelanea/cap01.html
14 ESTUDOS BÍBLICOS
10
17.11.2016
(04) "Fofocas na Igreja"
Levítico 19:16-19
Penso que o motivo real porque Deus nos deixa transmitir algo sobre a "fofoca", é que esse problema de
maneira nenhuma nos é estranha. Nós não somente ouvimos fofocas, também as espalhamos e nós
mesmos fomos vítimas delas. E acreditem: Todas as três coisas doem ao Senhor da mesma maneira!
Quando conto adiante algo que eu deveria Ter ficado para mim, normalmente o justifico com as palavras:
"Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte grave problema..." Mas
então normalmente não oramos, mas falamos bastante sobre o assunto. Naturalmente sempre foi
altamente interessante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra.
I). O que é fofoca?
Por ocasião da nossa conversão a Jesus, deixamos os "grandes pecados" como por exemplo, mentir,
roubar, beber, enganar, uso de drogas, etc. Começamos a passar nosso tempo com nossos novos amigos,
falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida e sobre o que acontecem à nossa volta. Complemente
inofensivo... pensamos. Mas, observemos a coisa um pouco mais de perto! Quantas vezes essas conversas
estão cheias de julgamentos, de boatos, de "ouvi dizer"... escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso
cristão!
Já sabias que a bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um "pequeno pecado", como muitos de
nós pensamos. Na bíblia está escrito: "...a boca perversa, aborreço" (Prov. 8:13). Deus nos ordena: "Não
andarás como mexeriqueiro entre o teu povo." (Lev. 19:16). Ele também diz: "...aprendam também a viver
ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o
que não devem." (I Tim. 5:13). E no Salmo 101:5, Deus diz: "Ao que as ocultas calunias o próximo, a esse
destruirei." Deus é de opinião que pessoas tagarelas não o reconhecem, estando entregues aos seus
pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança,
como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles que fazem tais coisas, sabem
que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a faze-las e até a animar outras a pratica-las
(Rom. 1:28-32).
Além disso as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: "O assunto é
verdade, por isso posso contá-lo a todos." Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos
pode Ter efeito ainda mais funestos do que falar inverdade. A seguinte definição de "fofoca" deixa isso
claro: Falar algo de alguém é fofoca, quando o que é dito não contribui para a solução do problema da
pessoa em questão.
II). Orientação na Bíblia
Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essa pessoa e
a nenhuma outra! (Mat. 18:15e16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar a respeito a outros? O
que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir o irmão ou a irmã à
comunhão com Deus. Poderias mostrar-lhe o ponto escuro em sua vida, que o Senhor gostaria tanto
purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outros passos. "Irmãos, se alguém for surpreendido
em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-lo, com espirito de bradura; e guarda-te para que não
sejais também tentado." (Gal. 6.:1)
III). Envolver outros
Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra área em que
devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu teu amigo, e este te falar da sua dor, provavelmente ficará
ofendido por simpatia por ele. Então também te sentes ofendido e talvez ficas bravo com a pessoa que fez
tal coisa ao teu amigo. Mais tarde é possível que os dois se reconciliem, e tudo estará perdoado e
esquecido. Mas um problema permanece: Tu continuas amargurado!
14 ESTUDOS BÍBLICOS
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Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por
muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. Vês, é complemente
injustificável envolver outros em tuas mágoas. Não temos o direito de ir a outro, exceto a Deus e aquele
que nos ofendeu.
IV). A diferença entre aconselhamento e fofoca
Muitas vezes, fofocas e difamações são camufladas como "aconselhamento espiritual". Nada existe de
condenável no aconselhamento espiritual, se realmente falar com conselheiro espiritual, um conselheiro
espiritual é um crente maduro, que te exorta numa vida espiritual e à reconciliação, que aponta seu
pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão e não fica logo
ofendido pessoalmente. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a tua.
Na maior parte das vezes, nem procuramos seriamente uma solução quando falamos com alguém sobre
um problema, mas somente um ouvinte compassivo, que também defende nosso ponto de vista. Parece-
nos indiferente, quantas divisões provocamos, enquanto pudermos atrair pessoas para o "nosso lado".
"Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que
derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal,
testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos." (Prov. 6:16-19)
V). "Mas estou somente ouvindo!"
Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é tão grave quanto espalha-las. Mas isso não é verdade!
Deus diz: "O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna."
(Prov. 17:4).
Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: "Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi
procura fazer-te mal?" Sim, porque lhes damos ouvidos?! Porque estamos tão rapidamente dispostos a
acreditar o pior? Na bíblia está escrito: "(o amor) tudo espera" (I Cor. 13:7). Porque não respondemos
educada mas decididamente: "Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo, que eu nem
deveria ouvir. Você deveria conta-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não."
Algumas exortações desse tipo, mataria em germe a maior parte das histórias de mexericos. Ao menos,
elas impedirão as pessoas de vir a ti com sua conversa fiada. Talvez, assim também as estimule uma vez
a pensar sobre coisas mais importantes que os assuntos de outras pessoas. A bíblia nos adverte
claramente sobre o envolvimento com fofocas: "O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas
com quem muito abre seus lábios." (Prov. 20:19)
VI). Um sinal de maturidade
"Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo." (Mat.
12:36). Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificar a Deus ou a
entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim,
unicamente a que for boa para edificação." (Ef. 4:29).
Freqüentemente não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto,
de uma das características de um crente maduro. Tiago diz: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de
refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." ( Tiago 1:26). Sabemos que
o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificar desse modo
nosso comportamento errado.
VII). Um pensamento final
Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe: se consegui dividir-nos e fazer com que
lutemos entre nós, estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar, antes de
falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofocas ou espalha-las! Isso é
possível pela graça de Deus e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez tenhas que pedir
desculpas a alguma pessoa. Talvez será preciso revelar amarguras e curá-las. Vai primeiro a Deus e deixa
Ele ordenar teu coração! Ele também te dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7)
14 ESTUDOS BÍBLICOS
12
Autor: Pr. Elmut Rossi
São Paulo, Junho de 1.987
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/elmut_r/micelanea/cap02.html
17.11.2016
(05) Pequenos pecados que causam grande estrago
Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor.
(Cânticos 2:15)
Os filhos de Deus geralmente não caem nos grandes e bem-conhecidos pecados, mas, segundo a Palavra
de Deus, há pecados que elas cometem frequentemente. Estes pecados, são como pequenas raposas que
estragam a uva (nossas vidas), tornando-nos infrutíferos.
Mas quais são estes pecados?
Aqui estão alguns deles.
Saber fazer o bem, mas não fazê-lo (Tiago 4:17). Deus nos manda repetidamente, que devemos fazer bem
a todos, principalmente aos domésticos da fé (Gálatas 6:9,10; Tito 2:14; Mateus 25:34,35). O Senhor Jesus
foi um exemplo para nós, neste aspecto. Nós lemos em Atos 10:38 que “Ele andou fazendo bem.” Quão
devagar nós estamos no obedecer deste mandamento!
Não orar pelos próximos (falta de oração). I Samuel 12:23. Nós frequentemente oramos por nós mesmos,
pelos membros de nossa família, pela nossa igreja, mas nos esquecemos de orar para os servos do Senhor,
para os missionários, para as doentes, pelos reis e por todos que estão em autoridade, e também para
muitos outros (Efésios 6:17,18; I Timóteo 2: 1,2). Este é uma das “pequenas raposas”. Nós devemos orar
por todos.
O pecado de fazer decisões e seguir o nosso caminho sem fé (Romanos 14:23). Sim, qualquer coisa que
não esteja de acordo com a Palavra de Deus, não é de fé (Isaías 8:20). Muitos Cristãos decidem e fazem
coisas, sem olhar às Escrituras para conhecer o desejo de Deus. Outros estragam suas vidas, com jugos
desiguais ou amizades inconvenientes (II Coríntios 6:14). É uma pena!
O pecado de fazer acepção de pessoas, ou o de agradar aos homens mais de Deus (Tiago 2:1-9; Gálatas
1:10). Este pecado é comum em muitas igrejas. Mais cargos ou posições são dadas aos ricos e educados,
do que às pessoas espirituais que não são ricas ou educadas. Tenha cuidado de não fazer acepção de
pessoas.
O pecado de não ser generoso com Deus (Malaquias 3:8,10; Lucas 6:38). Este é um fato em que, o povo
de Deus não ofertam o suficiente a Deus. No tempo do Velho Testamento os Israelitas davam dízimos e
ofertas a Deus. Agora, nós não damos metade disto. Muitos roubam a Deus dizendo, “Nós não estamos
no tempo da Lei.” Se no Velho Testamento os santos davam dízimos, poderíamos dar menos? Leia Gênesis
14:20; 28:22; Mateus 23:23. Oremos para que o Senhor livra-nos deste pecado e nos ensine a dar assim
como Ele nos mandou a dar (II Coríntios 9:6).
Não buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33). Somente temos tempo para as nossas próprias
necessidades. Trabalhamos duro para ganharmos mais, algumas vezes deixando de lado as reuniões por
isso, mas não temos tempo para o estudo da Palavra de Deus; para orar, para visitar e praticar o evangelho
diante os não salvos. Este é um outro pecado que tem arruinado muitas vidas.
O pecado de mentir (Colossenses 3:9). Muitas vezes mentimos sem saber o que fizemos. Nós cantamos
com vozes altas, “Mais de Cristo” mas não temos a consagração real. Nós cantamos, “Tudo Entregarei”
mas a oportunidade vem para ofertar e damos muito pouco. Nós pregamos mas não vivemos a mesma
mensagem. Que aprendemos a sermos fazedores da Palavra (Tiago 1:22).
14 ESTUDOS BÍBLICOS
13
O pecado de não amarmos os nossos irmãos como o Senhor nos mandou a amar (João 15:12; Tiago 2:8, I
João 3:16,18). O Senhor frequentemente nos disse, “Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a
vós.” (João 13:34; 15:12). Muitas vezes amamos apenas de boca, mas não pelas ações. Alguns amam
apenas aqueles que os amam ou que estão próximos a eles, mas não têm nenhum amor por aqueles que
são diferentes a eles. Que aprendemos a amar nossos irmãos como nos amamos a nós mesmos.
Meu caro irmão, mate estas pequenas raposas, para que elas não façam você infrutífero. Oremos para que
o Senhor nos guarde destes pecados, para que possamos viver a glorificar o Salvador Quem nos amou e
nos deu a Si mesmo por nós.
—
Autor: N. Nazarian (Chapel Library)
http://palavraprudente.com.br/vida-crista/pequenos-pecados-que-causam-grande-
estrago/
17.11.2016
(06) A DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO
"...Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." (Mat. 9:13)
I. O SIGNIFICADO DO ARREPENDIMENTO
A origem da palavra do Grego.
O verbo que dá origem a palavra, em grego, é METANOEO, e é definido assim:
" !Se arrepender? , incluindo as idéias de reflexão, contemplação, e mudança de mente, pensamento, por
exemplo, do julgamento e do sentimento, sobre aspectos morais, com referência particular ao caráter e
conduta do próprio penitente." 1
"O verbo !METANOEO? não deve restringir-se apenas à mera tristeza pelo pecado ! o arrependimento no
sentido de contrição; mas implica uma mudança de pontos de vista, de pensamento e de propósito, e uma
conseqüente mudança da predisposição - arrependimento no sentido de conversão." 2
" !mudar de idéia? por exemplo, !arrepender-se?..., de ter ofendido alguém..." 3
"O arrependimento causa uma mudança na mente ... O arrependimento causa uma mudança nas afeições
... O arrependimento opera uma mudança na vida." 4
EXPLANAÇÕES COMPLEMENTARES
A Tristeza não é arrependimento. Muitos líderes religiosos dizem ao seus seguidores que tristeza é
arrependimento, mas não é!
Paulo diz que "a tristeza segundo Deus opera arrependimento" (2 Cor. 7:10), por exemplo, a tristeza,
segundo Deus, "opera" ou "produz" arrependimento, mas não é arrependimento!
O terror judicial na consciência não é arrependimento. Muitos indivíduos, os quais foram apavorados
pela exposição verdadeira de um julgamento pessoal e eterno, têm, mesmo assim, continuado no pecado
e na rebeldia, tanto pela continuidade na sua auto justiça quanto pela rebeldia aberta.
Especialmente, esta é a verdade no caso dos pecadores no seu leito de morte. Eles viveram suas vidas na
rebelião contra o Deus do Céu, mas o pensamento do: " temor de algo aterrorizante após a morte, aquele
temor do julgamento eterno que deverá passar sobre todos ... O prospecto de responder pelas ações" 5 os
causa muito terror de consciência, mas isto é muito distante do arrependimento.
14 ESTUDOS BÍBLICOS
14
Deixar de lado alguns pecados grosseiros não é arrependimento. Os Fariseus dos dias de Jesus não
viveram abertamente contra a lei moral, mas seus corações foram corruptos.
Note o julgamento de Jesus contra eles: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que sois
semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão
cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." 6
A penitência não é arrependimento. A definição desta palavra dará condições a determinar que penitência
não é arrependimento. "O sofrimento, a labuta ou a dor que alguém voluntariamente se sujeita, ou ao
qual é imposta pela autoridade como punição de suas faltas, ou como uma expressão de penitência; tais
como: o jejum, flagelação, acorrentamento, etc. "A !penitência? é um dos sete sacramentos da Igreja
Romana." 7
II O ARREPENDIMENTO É, PRIMEIRAMENTE, PARA COM DEUS.
O grande Apóstolo aos Gentios pregou "?conversão a Deus?, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." 8
Deve ser reconhecido o direito de Deus sobre a pessoa.
Deus criou o homem, e como seu Criador, Ele tem o direito de exigir que Suas criaturas vivam para Sua
glória em verdadeira justiça.
O verbo METANOEO é "meta", após, implicando mudança, "noeo", perceber. Em outras palavras, se vem
a "enxergar" que seu processo mental, proposta e modo de viver, estão errados em relação a Deus, e o
pecador "arrepende-se" ou "muda sua mente."
O amor do pecado "morre" no coração de algum.
O pecado é descrito por Deus em Suas Inspiradas Escrituras como "a iniquidade" ou transgressão9 A
palavra Grega é ANOMIA, e é traduzida em outros lugares como "iniquidade"10 e "injustiça" 11
Não só rege a lei da nossa conduta exterior, assim como também dos nossos "corações." Jesus disse que
foram as coisas geradas no coração que contaminam o homem,12 e Paulo disse que a Lei alcançou seu
coração e ressaltou sua desobediência.13
No arrependimento, a consciência é primeiramente "mudada", por exemplo: o pecado do qual alguém
antes "usufruiu" e "se deliciava" torna-se uma abominação, e então sua conduta exterior evidencia esta
"mudança".
O pecado é renunciado.
Quando o arrependimento é exercitado, ele não é para ser arrependido. Ele, então, é um estado em que
um está, e age de uma maneira propícia.
Ninguém "ficou em cima" de José, para que ficasse longe do adultério com a amante Egípcia. Quando a
senhora Potifar propôs José ao sexo ilícito, ele disse: "Como faria eu tamanha maldade, e pecaria contra
Deus?"14 Ele renunciou ao pecado!
Ninguém "perseguiu" Moisés, para que ficasse longe dos pecados da corte de Faraó, no voluptuoso
Egito.15 Moisés renunciou ao pecado!
Ao invés de viver para satisfazer as paixões devassadas da alma, no arrependimento, o indivíduo teve
"uma mudança de mente" e agora vive para Deus.
Ilustrações da Palavra de Deus
Davi, o Ilustre Rei de Israel, cometeu adultério com Bate-Seba, a linda mulher de Urias, o heteu,16 do
exército de Israel.
Não apenas cometeu Davi o adultério, assim como enviou Urias a morrer na guerra.17
14 ESTUDOS BÍBLICOS
15
Em Salmos 51, Davi confessa, e se arrepende de seus grandes e graves pecados. Ele diz: "Contra Ti, contra
Ti somente pequei, e fiz o que é mal a Tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando
julgares."18
J. A. Alexander faz um comentário deste versículo: "Ele não substitui, portanto, direta ou indiretamente,
Deus pelo homem, este como sendo a vítima, o qual é o único sentido que pode ser deduzido através da
frase !contra ti?. Esta idéia, entretanto, está sem dúvida implícita, assim como também perfeitamente
consistente com o uso das Escrituras, no descrever do pecado contra Deus. E mesmo o homicídio, o pior
crime que possa vir a ser cometido contra o homem, é condenado e punido, como uma violação contra a
imagem de Deus (Gen. 9:6)" 19
Pedro, o Apóstolo, quem esteve entre os três mais íntimos dos apóstolos, praguejou e jurou a não conhecer
a Cristo.20 Quando Cristo olhou a ele, Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito 21, saindo
dali 22 e chorou amargamente, por ter pecado contra o Senhor da Glória.
Um caso de pseudo arrependimento
"Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata
aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos." 23
Há casos iguais ao de Judas, onde o indivíduo experimenta a "mudança de pensamento", mas a
"mudança" não vem de uma mudança de atitude e emoção adequada, e portanto não produz a "mudança
de pensamento", revelando que esta mudança não é fruto da regeneração.
A palavra usada, à respeito de Judas, é METAMELOMAI. A palavra significa que Judas ficou entristecido
que fora "capturado" ou "condenado", e não significa que ele "arrependera-se" e Deus "recusou-se em
salvá-lo."24
III. O ARREPENDIMENTO AGE PARA COM OS NOSSOS PRÓXIMOS.
Se alguma pessoa teve uma "mudança de mente", a respeito de seu relacionamento com Deus, esta terá,
sem dúvida alguma, uma "mudança de mente", a respeito dos seus próximos.
Se o pecador estiver realmente arrependido de seu pecado perante de Deus, então ele estará arrependido
a respeito de seu relacionamento com seu "conterrâneo". O mesmo Deus que deu os primeiros cinco
Mandamentos, os quais eram de regulamentar a conduta de alguém para com Ele, também deu os últimos
cinco para regulamentar a conduta de alguém com seus semelhantes.
O relatório de Zaqueu testifica que o arrependido passará por uma mudança de mente para com o seu
próximo. Zaqueu foi um homem que cobrou mais do que deveria, como cobrador de impostos. Todavia,
quando ele se arrependeu de seus pecados perante Deus, ele disse: "Eis que dou aos pobres metade dos
meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado."25
O apóstolo João diz claramente que quem arrependeu-se diante de Deus (e agora ama a Deus), também
arrepender-se-á diante do povo de Deus (e agora ama o povo de Deus). 26
IV A MENSAGEM DE DEUS É UMA CHAMADA AO ARREPENDIMENTO.
Muitos líderes religiosos nos dizem que o arrependimento não é para esta época. Mas, como pode ser
observado pela Palavra de Deus, o arrependimento foi pregado durante o ministério de João o Batista 27;
durante o ministério de Jesus 28; e durante o ministério de Paulo.29
E assim disse de Paulo: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos
os homens, e em todo o lugar, que se arrependam."
A recusa do homem de arrepender-se meramente testifica o fato de que a mente e a alma estão em
antagonismo contra o Senhor da Glória; e, tal indivíduo está escorregando velozmente em direção ao
inferno.
É necessário arrepender-se diante de Deus e confiar em Jesus Cristo como seu único Salvador30, ou será
condenado pelos seus pecados.
14 ESTUDOS BÍBLICOS
16
CONCLUSÃO
A Palavra de Deus nos ensina que Deus ordena o arrependimento no século XXI como Ele fez no primeiro.
Se a alma não se arrepender, será condenada, e esta, para a eternidade.
Para toda alma arrependida (METANOEO), haverá o perdão dos pecados. 31
VOCÊ JÁ ARREPENDEU-SE? ARREPENDER-SE-Á?
NOTAS DE RODAPÉ
ALEXANDER, J. A. THE GOSPEL OF MARK, p.15
GLOAG, P. J. A CRITICAL AND EXEGETICAL COMENTARY ON THE ACTS OF THE APOSTLES, vol.
1, p. 109.
THAYER. GREEK-ENGLISH LEXICON, p. 405
WATSON, Thomas. THE TEM COMMANDMENTS, p. 207.
SHEED, W. G. T. SERMONS TO THE NATURAL MAN, p. 221.
Mateus 23:27
WEBSTER, Noah. AMERICAN DICTIONARY, 1828 via fax.
Atos 20:21
I João 3:4
Mateus 7:23; 24:12; Romanos 6:19
II Coríntios 6:14
Marcos 7: 14-23
Romanos 7: 9-11
Gênesis 39:9
Hebreus 11:25
II Samuel 23:39
II Samuel 11:15
Salmos 51:4
THE PSALMS TRANSLATED AND EXPLAINED, p. 231
Mateus 26:74
Lucas 22:61
Marcos 14:72
Mateus 27:3
"Esta palavra expressa remorso, e pode ou não ser seguida de mudança de proposta ou conduta; muito
diferente da palavra (METANOEO) usada para denotar o arrependimento à vida." (BROADUS, J. A.
MATEUS, p. 438)." "O verbo METAMELOMAI ocorre no N. T. apenas cinco vezes (Mt. 21:29, 27:3; II Co.
7:8; Hb 7:21 de Salmos 109:4). Paulo distingue claramente o que é mera tristeza do ato do
!arrependimento?, o qual chama de METANOIAN (II Co 7:9). No caso de Judas (Mateus 27:3) foi mero
remorso" (ROBERTSON, A. T. WORD PICTURES, vol. 1, p. 170) "A palavra METAMELOMAI significa
14 ESTUDOS BÍBLICOS
17
mudança de afeição de alguém, pesar; sempre acompanhada com a idéia de tristeza." (BOYCE, J. P.
ABSTRACT OF SYSTEMATIC THEOLOGY, p. 383).
Lucas 19:8
I João 5:1
Mateus 3:8
Lucas 13:3
Atos 17:30
João 14:6
Lucas 24:47
Autor: Max Nunley foi pastor da Bible Way Baptist Church, P. O. Box 1439. Deming, NM 88031, EUA
Tradução: Gustavo Stapait 09/01
Revisão: Calvin G. Gardner 03/02
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/max_n/micelanea/cap01.html
17.11.2016
(07) "Princípios divinos para o sucesso material"
Texto Base: Ageu 1:5, 6 e Mateus 6:31-33
Introdução
Embora pouco falemos sobre esta questão da prosperidade material do crente, não devemos encarar
esse assunto como perdido. Não vamos aderir às pregações dos neopentecostais do "evangelho da
prosperidade", pois sabemos muito bem que devemos "Buscar PRIMEIRO o Reino de Deus, e as
demais coisas nos serão acrescentadas.", conforme nos prometeu Jesus. No entanto, talvez estejamos
incorrendo em um erro grave, quando deixamos tão sem instrução este assunto, e esquecemos que a
Bíblia nos foi deixada para nossa completa instrução (II Tim. 3:16 e 17). Desta forma, vemos que
muitos irmãos, que não receberam boa orientação quanto à condução de sua vida material, padecem,
desnecessariamente, chegando mesmo a passar e causar constrangimento por não terem sabedoria e
instrução a respeito. Muitas vezes, deixamos de ser abençoados materialmente, simplesmente porque
nós estamos errados. Isto não se resume ao fato de "deixar de dar o dízimo", como muitos pensam e
ensinam. A fidelidade na contribuição na Obra é um dos muitos sérios erros que podem estar
cometendo, que nos estejam fazendo sentir que "recebemos salário em saco furado" (ou bolso furado,
para ser mais atual).
Neste estudo, baseado em sua maior parte no livro de Provérbios, que é um livro de sabedoria, vamos
buscar a instrução da Palavra de Deus através das palavras de um homem que pediu a Deus sabedoria
e recebeu Dele sabedoria e riqueza como poucos ou, talvez, ninguém mais tenha recebido, o rei
Salomão. Estudemos em oração e temor a Deus, de tal modo que possamos compreender quanto Deus
tem a nos ensinar para nossa vida material, lembrando que alguém já disse – "para o cristão não há
distinção entre o material e o espiritual – para o espiritual, tudo é espiritual!"
14 ESTUDOS BÍBLICOS
18
Este estudo se divide em três partes:
1). Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro)
2). Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro)
3). Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos)
Temos a certeza de que esta abordagem bíblica poderá nos ajudar muito. Mas lembre-se de que isto
não é tudo. Há muito mais o que aprender a respeito, em nossa experiência diária com a Palavra de
Deus.
I. Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro)
A. Dedicação – Seja diligente (cuidadoso, caprichoso) em seu trabalho (Prov. 21:5). Quem faz o seu
serviço bem feito, certamente haverá de ser reconhecido por isto e colher os seus frutos, enquanto o
que o faz apressadamente e de qualquer maneira, trará prejuízos a seus patrões / clientes / fregueses /
e a si mesmo.
B. Disciplina – Não deixe a preguiça dominar você (prov. 6:6-11, 13:4, 20:4 e 13, 21:25, 23:33 e
34).Muitas vezes a razão de alguém não Ter as coisas, é mesmo a falta de coragem e iniciativa para
trabalhar.
C. Honestidade – Trabalhe honestamente (Prov. 20:10 e 17, 21:6 e 7, 10:22). È vaidade (engano) o
ganho desonesto. Especialmente para os verdadeiros filhos de Deus, quando trocam as bênçãos de
Deus pelos lucros ilícitos.
D. Humildade – Não "se mate" por ganância de ficar rico (Prov. 23:4). Deus pode nos abençoar a
ponto de nos tornarmos ricos, mas não devemos levar nossas vidas com este objetivo, como muitos
que sacrificam sua saúde, família e vida espiritual.
E. Integridade – Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios, deixando-os tentar por gente
inescrupulosa (Prov. 23:17 e 18, 1:10-15). Nunca nos faltam pessoas que nos incitem a andar em seus
caminhos desenfreados, com desculpas do tipo: "isto é normal", "todo mundo faz", e "veja como
estamos nos dando bem".
II. Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro)
A. Satisfação/Gratidão – Contente-se com as coisas alcançadas no Senhor (em trabalho, amor e
honestidade) por mais simples que pareçam ou sejam (Prov. 15:6 e 16, 16:8, 30:7-9). Valorizando e
desfrutando corretamente daquilo que temos, estaremos mostrando nossa gratidão ao Senhor. Poucas
pessoas são sabias em ver que a felicidade não reside naquilo que temos. A vida de muitos homens
ricos nos comprovam esta verdade afirmada em Provérbios.
B. Zelo – Cuide bem daquilo que você tem e não negligencie nem desperdice (Prov. 27:23 e 18:9). A
pessoa que cuida de suas coisas e não zela por elas, costuma perde-las mais rapidamente do que as
ganhou e, por isso, está sempre deficitária. Além disso, alguém que não zela de um bem menor,
normalmente não se mostra apto e merecedor de um maior.
14 ESTUDOS BÍBLICOS
19
C. Moderação – Cuide para não fazer mau uso das bênçãos que Deus te dá, para que elas não se
tornem mau para você (Prov. 25:16). Este é um erro muito comum entre os crentes. Os excessos e mau
emprego de bens que Deus nos dá, acabam por nós prejudicar.
D. Bom senso – Dê o devido valor aquilo que você tem (Prov. 20:14). Não seja bobo, permitindo que
as pessoas desmereçam ou desvalorizem aquilo que tem um determinado valor. Pessoas que, na hora
de comprar, desvalorizam tudo que você tem e na de vender, supervalorizam o que eles têm. Lembre-
se que as coisas tem um valor real e justo de acordo com a situação. Há pessoas que custam muito para
adquirir algo e depois as entregam de "mão beijada" a espertalhões.
E. Coerência/Sabedoria – Não ponha em risco sua vida material, servindo de fiador, avalista ou coisa
parecida (Prov. 6:1-5, 17:18, 20:16 e 22:26 e 27). Nós que não temos grande fortunas, dificilmente
temos a condição de servir de fiador a alguém. Se fiador ou avalista é comprometer-se com bens ou
dinheiro, dados como garantia de um contrato feito por outra pessoa caso ela não o honre. Por essa
razão, só poderíamos colocar como garantia, algo que não é imprescindível. Comprometer o nosso
patrimônio, o bem estar e sustento de nosso lar e nosso testemunho por dar em garantia de outrem,
algum bem ou dinheiro, é incoerente. Ser fiador daquele que não conhecemos direito (o estranho) ou
do que "já conhecemos muito bem", também é incoerente. Ser fiador sem Ter com o que pagar é ainda
pior. Muitas gente tem comprometido seu bom nome e arrumado problemas sérios no suprimento das
necessidades de seu lar, por não dar ouvidos à Bíblia, sentindo-se na obrigação de "por amor" ser fiador
do seu próximo.
III. Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos)
A. Construa o seu reino com bons conselheiros – (Prov. 13:18-23, 12:15, 15:22, 11:14). Pessoas que
acham que acham que não precisam de ajuda e se aventuram em coisas que desconhecem, costumam
Ter grandes prejuízos. Muitos homens acham que é vergonhoso buscar a opinião de sua esposa ou de
outros homens em negócios que vão fazer. O sábio líder, governa com um rico conselho, isto é, ele
busca instrução e opinião de pessoas que ele sabe que entende do assunto ou tem interesse que ele seja
bem sucedido na empreitada. Assim, procure dentre seus amigos (irmãos e familiares), quem seja
indicado a te orientar e ajudar naquilo em que você vai fazer.
B. Tenha ou seja uma ajudadora – (Prov. 14:1, 31:10-31). Há muitas mulheres que querem fazer de
tudo, mas não cumpre a função primordial que foi dada por Deus de ajudar o seu marido. Na área
material, muitas vezes o que ele ganha ou o que eles ganham juntos ela é capaz de gastar sozinha. Uma
mulher sabia é aquela que coopera (trabalha em conjunto) para a prosperidade de sua casa, cuidando
bem e, se possível, ajudando a ganhar.
C. Seja o que você realmente é – (Prov. 13:7, 16:18). Não queira mostrar-se o que não é. Não seja
"metido a besta" e nem faça-se de "miserável e coitadinho". Um não tem com que pagar-se e o outro
esconde, com ingratidão, asa bênçãos de Deus, não as reconhecendo.
D. Não seja "o trouxa" da mulher vil – (Prov. 6:23-26). Muitos homens têm muita cabeça para
ganhar dinheiro e até fortuna, mas, por um "rabo de saia" são capazes de entregar em uma semana o
que levam dez anos para construir. Como se já não bastassem outras razões morais para alertar os
irmãos a fugirem da mulher adúltera, esta é mais uma forte razão. O homem, depois de seduzido
(fisgado) por uma mulher interesseira, perde a noção das coisas e fica cego, pondo a perder tudo o que
tem e, como diz a Bíblia, chega a Ter que mendigar o seu pão.
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E. Não seja escravo dos prazeres – (Prov. 21:17, 23:20 e 21). O dinheiro, sem dúvidas, pode nos
trazer conforto e prazeres que, sem ele não poderíamos desfrutar. Porém algumas pessoas se encantam
tanto com estes tais prazeres, que se incapacitam a dar continuidade a sua vida normal, de forma que
vão dizimando os seus bens. O filho pródigo, da parábola contada por Jesus, é um excelente exemplo
disso.
F. "A ninguém devais coisa alguma..." – (Rom. 13:8). Não entre em dívidas e compromissos
desnecessários, correndo o risco de não Ter com que pagar ou ficar preso a alguém. Aprenda a viver
dentro do que você tem e ganha. Hoje, tornou-se comum as pessoas viverem sempre devendo a alguém.
Cheque especial (e outras linhas de créditos especiais oferecidas pelos bancos), cartão de crédito,
consórcio, cadernetas, cheques pré-datados, etc... tornaram-se um vício para grande maioria. Assim
tornando-se cada vez mais devedores (a Bancos, administradoras de cartões de créditos, factoring, ou
agiotas), são sem perceber, cada vez mais dominados por estes, a ponto de verem seus bens tomados
por estes, quando não conseguem contornar a dívida. Estas instruções nos oferecem créditos como se
isso fosse uma honra ou um privilégio; é assim que o gerente lhe comunica que você teve seu limite
de crédito aprovado ou aumentado, não é? Mas, na verdade, ele só está dando corda para se enforcar
(Prov. 22:7)
G. Não se contente em somar / Aprenda a dividir - (Prov. 3:27 e 28, 11:24 e 25, 14:31, 19:17). Seja
liberal e generoso, repartindo o que é direito e justo a cada um e ajudando aos necessitados com amor
e compaixão, conforme Deus te permitir e abençoar, ou seja, conforme a tua prosperidade (II Cor. 9:1
e 6-13). Quando feito isso SEM SEGUNDAS INTENÇÕES, certamente Deus retribui através da Sua
infinita misericórdia. È neste sentido que a Bíblia dez que, quando damos aos pobres estamos
emprestando a Deus. È porque Ele devolverá (talvez a mais).
H. Faça as contas antes de erguer a torre – (Prov. 13:16 e Luc. 14:28 e 29). Faça as contas e trabalhe
sua vida financeira com prudência. Não devemos viver as cegas, não sabendo o que vem pela frente.
È por esta razão que muitos caem em dívidas e sem vêem obrigados a submeter-se a empréstimos.
Nunca fazem as contas antes, para ver se vai dar para acabar a tora (ou acabar o mês). Quanto mais
apertado nosso orçamento, maior a necessidade de prever nosso caixa (receita/despesa), para que
possamos ajudá-lo ANTES QUE O DESASTRE OCORRA. Mesmo nos casos de quem, tem certa
folga de caixa, é conveniente faze-lo para NÃO INCORRER NO ERRO DO DESPERDÍCIO. (Veja
modelo de orçamento anexado e tente usá-lo, adaptando-o à sua condição)
Que os conselhos da Palavra de Deus possam fazer-nos sábios no conduzir nossas vidas materiais, de
forma que venhamos a honrá-lo dando um bom testemunho do que Ele pode fazer por nós e em nós.
AMÉM!
Modelo de orçamento mensal
Previsão Realizado
Saldo Anterior
Receitas R$
Despesas R$
Saldo do Mês R$
Saldo Total R$
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DT DISCRIMINAÇÃO Valor Previsto Parciais Total
RECEITAS
Salário
Extras
R$ R$ R$
DESPESAS
Oferta igreja
Aluguel
Luz
Água
Telefone
Gás
Mercado
Feira
Padaria
Farmácia
Escola
Combustível
Manutenção carro
Taxas Banco
INSS
Impostos
Casa/Móveis
Presentes
Mesada
Roupas
Lazer
Viagem
Extra
TOTAL R$ R$ R$
Autor: Pr Waldir Ferro
Igreja Batista Betel Independente
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São Paulo ! 01/2002
Fonte:
http://www.palavraprudente.com.br/estudos/waldir_f/micelanea/cap01.html
17.11.2016
(08) AMIZADES
Amizades são muito importantes em nossa vida. Elas contribuem grandemente em nossa formação e
modo de vida. Delas, surgem os relacionamentos mais profundos que definirão coisas importantes como
com quem vamos nos casar e que tipo de pessoas vamos ser. As amizades são desenvolvidas primeiro em
família e depois na convivência da igreja, escola, vizinhança, etc.
Note que nem todos os nossos conhecidos serão nossos colegas ou companheiros. Da mesma forma, nem
todos os companheiros (de classe, trabalho, etc.) serão nossos amigos de fato. Muitas vezes, aqueles que
consideramos amigos são apenas companheiros ou colegas e muitas vezes maus companheiros. Muito do
que vamos ver sobre maus amigos, aplica-se a estes também.
A Bíblia nos dá muitas orientações a respeito de amizades. Ela fala da importância dos bons amigos e nos
avisa sobre os perigos das más companhias através de várias exortações e ricos exemplos.
A IMPORTÂNCIA DAS AMIZADES
Este é um assunto de grande importância. Somos exortados por Deus, através da Bíblia, a ter sérios e
bons cuidados com relação à escolha de nossos amigos, pois eles têm muita influência em nossas vidas.
O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído
(Provérbios 13:20).
Na verdade, a partir do momento em que escolhemos nossas amizades, não são apenas pessoas que
estamos escolhendo, mas o rumo que nossas vidas terão. Ao escolhermos a amizade de pessoas que
praticam coisas contrárias a Deus, estamos escolhendo o mundo e rejeitando a Ele.
Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto,
qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus
(Tiago 4:4).
CUIDADOS COM AS AMIZADES
A escolha de bons amigos nos ajudará em muitos aspectos, especialmente em termos espirituais.
É muito fácil fazer uma má escolha. Pessoas que não amam a Deus e não respeitam a Sua Palavra
costumeiramente nos oferecem sua amizade e, muitas vezes, parecem atrativas a nós. É certo que, se já
somos crentes em Cristo, podemos e até devemos nos relacionar com tais pessoas a fim de influenciá-las
pela nossa fé e exemplo de uma vida reta. Jesus mesmo fez questão de ter contato com pecadores, levando
a eles palavras de salvação (Lucas 15:1; Mateus 9:10-13). Porém, há grande perigo quando nos
relacionamos com tais pessoas e nos envolvemos com elas sem estarmos firmados em uma fé verdadeira.
Nesses casos, em lugar de conduzi-los a Cristo, acabamos permitindo que as suas más influências nos
corrompam.
Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes
(1 Coríntios 15:33).
Algumas pessoas querem nos afastar de Deus e nos induzir a pecar contra Ele. Devemos ter cuidado, pois
isso pode ocorrer até mesmo dentro da igreja, causando intrigas ou mesmo desvios de fé e conduta
(heresias).
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Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu
amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não
conheceste, nem tu nem teus pais; dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe
de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; não consentirás com ele, nem o ouvirás;
nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás
(Deuteronômio 13:6-8).
Por não atentarem ao que diz a Palavra de Deus, infelizmente, vemos até mesmo muitos filhos dos crentes
caindo em grande tragédia espiritual, sendo levados ao uso ou até ao tráfico de drogas e à prática de outros
crimes pela influência de "amigos".
Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo-
nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como
o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de
despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a
caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam
a derramar sangue
(Provérbios 1:10-16).
Devemos ter cuidado com aquelas companhias que gostam de confusão e que buscam a violência. Eles
são perigosos até a si mesmos.
Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico
(Provérbios 22:24).
Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas. Devemos, enquanto é tempo, nos afastar daqueles
falsos amigos, que querem nos incitar para desviar do Senhor e praticar o pecado. É claro que não se
aplica a nós a ordem de matá-los como era ordenado na Lei para os israelitas, mas fica óbvio o sentido de
que eles devem ser TIRADOS da NOSSA vida e de nossos filhos, e suas más obras devem ser condenadas
e afastadas dos nossos olhos.
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos
pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores
(Salmos 1:1).
Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a
mim
(Salmos 101:3).
Há outro tipo de falsos amigos que nos fazem mal, que são aqueles atraídos por interesses. Podemos
reconhecer esses “amigos” por observar que o que eles querem é somente usufruir daquilo que podemos
lhes oferecer, seja material ou algum outro tipo de favor. Precisamos ser sábios para enxergar em tempo
que estes não são realmente nossos amigos. Pessoas que só estão à espera do que nós temos a lhe oferecer
não são amigas em sentido algum. Um exemplo bíblico disso é o da parábola do filho pródigo. Lemos que
ele tinha “amigos” ao seu lado enquanto desfrutava da sua herança e ficou em abandono total após o
dinheiro acabar. Uma verdadeira amizade não é propriamente estabelecida no interesse em “dar e
receber”, embora esse “dar e receber” seja necessário a ela como vamos ver adiante.
As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa
(Provérbios 19:4).
Devemos tomar cuidado, também, com aqueles que não mostram lealdade a outras pessoas como colegas
e familiares. Se agem assim com eles, muito provavelmente agirão conosco também.
O que rouba a seu próprio pai, ou a sua mãe, e diz: Não é transgressão, companheiro é do homem
destruidor
14 ESTUDOS BÍBLICOS
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(Provérbios 28:24).
Sempre corremos o risco de que nossa amizade e fidelidade dedicadas a alguém, não sejam
correspondidas. Jesus mesmo sofreu a traição (embora ele já o soubesse desde sempre). Davi também
teve “amigos” que foram falsos com ele e o traíram depois (Salmos 35.11-16). Por que haveria de ser
diferente conosco?
Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra
mim o seu calcanhar
(Salmos 41:9).
Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas
coisas erradas. Por concordarem e apoiarem nossas ideias e atitudes, eles parecem “bons amigos”, mas
poderemos observar que isso não é verdade.
Melhor é ouvir a repreensão do sábio, do que ouvir alguém a canção do tolo
(Eclesiastes 7:5).
O amigo verdadeiro está pronto tanto para nos dar apoio e palavras de aprovação amorosa quanto para
nos repreender e corrigir com palavras francas. A pessoa sábia procura ter amigos com coragem e
convicção para repreendê-la quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que a
corrijam e critiquem, procurando aprovação em tudo que faz. É claro que ninguém gosta de ser corrigido,
mas todos nós precisamos de amigos que nos amem tanto a ponto de ter a coragem de apontar e nos
ajudar com nossos erros.
Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos.
O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial
(Provérbios 27:5, 6 e 9).
Dessa forma, devemos fazer um firme propósito como o de Davi, de buscar cercar-nos de pessoas
tementes a Deus.
Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos
(Salmos 119:63).
Uma vez que escolhemos TER bons amigos, devemos buscar SER bons amigos também! As Escrituras
nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns
dos outros:
Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo
(Provérbios 27:17).
Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe
(Provérbios 27:10).
As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades.
EXEMPLOS DE AMIZADE
Três gerações da família de Davi nos servem de exemplos de amizades boas e más.
Davi e Jônatas - Um exemplo maravilhoso de amizade profunda e verdadeira é aquela mantida entre o
próprio Davi e Jonatas. Ela mostra como deve ser uma verdadeira amizade, firmada em nosso íntimo (na
alma), valorizando e amando aquela pessoa acima de nossos interesses pessoais.
14 ESTUDOS BÍBLICOS
25
E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas
o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua
própria alma. E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas
vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto
(1 Samuel 18:1, 3-4).
O rei Saul buscou incansavelmente matar Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Jônatas, da
mesma forma, poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio, pois se Deus não tivesse nomeado Davi,
o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Jônatas não mostrou tal atitude mesquinha e mesmo
contrário a seu pai, manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou
matar Davi, Jônatas protegeu seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte desse amigo
tão especial (2 Samuel 1:17-27). Mesmo após a morte de Jônatas, Davi buscou exercer benignidade para
com o filho aleijado de seu amigo, Mefibosete (2 Samuel 9), em cumprimento da aliança firmada por eles.
Amnon e Jonadabe - Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos do mesmo modo que seu
pai. Em lugar de cultivar boas amizades, escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel
13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe
teve a oportunidade de corrigir e ajudar seu primo. Em lugar disso, ele "ajudou" Amnon a arquitetar um
plano para estuprar a própria irmã. Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar
profundamente seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio
Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe ainda teve a falsidade de tentar confortar Davi depois da morte
de Amnon. Com certeza, esse não foi um bom amigo.
Roboão e seus colegas - Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu
reinado, procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou
a amizade de seus jovens colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes que haviam
ajudado seu pai (1 Reis 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu
muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar
ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias.
O QUE ESPERAR DE UMA AMIZADE
O ideal de uma amizade é que ela possa ser vista como Davi bem a definiu: “Uma aliança do Senhor”. Isso
representa um pacto de fidelidade irrevogável.
Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do SENHOR
(1 Samuel 20:8).
É no momento de aflição e necessidade que mais precisamos ter ou ser amigos verdadeiros. Em uma
relação de amizade, mesmo quando um se mostra fora do temor de Deus, o outro amigo deve agir com
compaixão, ajudando-o e buscando trazê-lo de volta ao bom caminho e não se fazendo companheiro dele
em seus erros.
Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso
(Jó 6:14).
Nos piores momentos é que o amigo cresce e oferece o melhor de si. Nesse sentido é que a Escritura diz
que ele se faz mais que um amigo, tornando-se um irmão.
Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão
(Provérbios 17:17).
Todos nós precisamos de amigos verdadeiros que estejam ao nosso lado e nos auxiliem em certos
momentos da vida.
Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá
outro que o levante
14 ESTUDOS BÍBLICOS
26
(Eclesiastes 4:10).
CONCLUSÃO:
Coloque em prática aquilo que a Bíblia ensina sobre a verdadeira amizade, atentando ao seu ensino e
exemplos.
1- Escolha seus amigos com cuidado, evitando aquelas que lhe exerçam má influência para afastá-lo de
Deus.
2- Valorize amigos sinceros que te ajudem e corrijam quando erra.
3- Corte amizades que prejudicam sua vida espiritual.
4- Seja fiel e de confiança, especialmente nos momentos difíceis, quando os amigos mais precisam de
você.
5- Coloque sempre a Palavra de Deus como parâmetro para estabelecer suas amizades e
relacionamentos.
Pr Waldir Ferro
Igreja Batista Betel Independente
Rua das Flautas Transversais, 115 – Sto Amaro – São Paulo-SP
Autor: Pr Waldir Ferro
Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/waldir_f/micelanea/cap07.html
17.11.2016
(09) A Internet e as mídias sociais - caindo na rede
Introdução:
Há algum tempo atrás, tive a oportunidade de falar em um encontro de
jovens em nossa igreja sobre esse assunto. Procurei alertar sobre certos
“probleminhas” que costumam acontecer na utilização da Internet. Chamei
aquela palestra de “Caindo na Rede”, fazendo uma brincadeira para chamar a
atenção para uma coisa séria, usando como ilustração os peixes, que enroscados
nas redes dos pescadores, acabam morrendo por isso.
Tenho visto que os pescadores de homens (não os enviados por Jesus) têm
arrastado muitos nas suas redes. Jovens e adultos também. Mas, é claro, esse
assunto atinge mais aos jovens. Essa geração teen praticamente não vive (ou
acha que não pode viver) sem os aparelhos eletrônicos de comunicação
(principalmente os computadores e celulares).
Isso tem feito alguns irmãos pensarem que é preciso voltar a esse assunto
que se tornou tão relevante nos nossos dias. Espero que os jovens, adolescentes
e pré-adolescentes de nossa igreja, assim como seus pais, compreendam a
importância desse assunto e busquem aplicar a Palavra de Deus a ele, sem
14 ESTUDOS BÍBLICOS
27
preconceitos ou paixões exacerbadas, mas com moderação, equilíbrio e temor a
Deus acima de tudo. Vamos ao assunto.
O que é uma “Rede Social”?
Quando fazemos essa pergunta, tenho a certeza de que o que vem à mente da
maioria de nós é aquilo que usamos para interagir com outras pessoas na
internet. Certo? Mas, talvez você se surpreenda ao saber que as redes sociais já
existiam antes da internet. Acreditem jovens: havia vida na terra antes da
internet! Deus criou o homem muito antes dela, e as pessoas interagiam antes
dessa grande invenção.
Uma Rede Social é, na verdade, qualquer coisa que envolva pessoas
interagindo e se relacionando. A ideia de uma rede social na Internet vem desses
outros tipos de redes sociais que já existiam. As REDES COMUNITÁRIAS que
agrupam pessoas com um mesmo interesse em favor das necessidades da
comunidade de um bairro, ou REDES PROFISSIONAIS que reúnem pessoas de
uma mesma formação profissional para discutir e defender questões técnicas ou
do interesse daquela categoria, por exemplo, são tipos de redes sociais. Os
encontros mantidos por esses grupos para discussão de determinados temas são
chamados muitas vezes de “fóruns”, o que certamente você também já viu ou
ouviu na internet.
Mas afinal, o que é a Internet?
Como vimos, redes sociais já existiam em outras formas antes de surgir a
“Arpanet”. Você pode estar perguntando: o que é essa tal de “Arpanet”?
Estranho, não é? Mas, na verdade, esse era o nome original daquilo que hoje
conhecemos como “internet” ou, simplesmente, “net”. Ela foi criada em 1969 e
ligava apenas quatro computadores de universidades dos Estados Unidos e, por
um bom tempo, serviu apenas para fins acadêmicos.
Só em 1988 (quase vinte anos depois), o Brasil conheceu a Internet, que
talvez nem pudesse ainda ser chamada de “rede mundial de computadores”,
como hoje ela é definida. Ela só era utilizada para auxiliar em pesquisas
universitárias e de uso bastante restrito. Só em 1995 a Embratel obteve
autorização para comercializar o seu uso e colocá-la à disposição da população
em geral (isso é, para os poucos que podiam pagar por isso).
E para que ela serve?
A partir daquela época (1995), aos poucos, fomos entrando para o grupo
das pessoas que são chamadas hoje de “internautas”. “Navegando” pela rede,
contatando pessoas conhecidas ou desconhecidas, do Brasil e de outras partes
do mundo (por salas de bate-papo, fóruns, e grandes redes sociais), trocando
correspondências (e-mail), explorando páginas de todo tipo, pagando contas,
fazendo compras, baixando programas, pesquisas e até trabalhando (tudo “on-
line”), nos tornamos um dos países que mais utilizam computadores e mais
14 ESTUDOS BÍBLICOS
28
apaixonados pelas mídias sociais. A pesquisa acadêmica e científica que deram
origem à internet talvez sejam os motivos que menos levam as pessoas a utilizá-
la.
Até os jornais foram afetados pelo crescimento da Internet, tendo que
reduzir a impressão de jornal em papel e usar mais o meio eletrônico para fazer
o seu trabalho. Aos poucos, as próprias mídias sociais da internet foram tomando
lugar desses jornais como fonte de informação. Muitas vezes, hoje em dia, um
jornal só “repica” (repete) a informação que já foi dada por alguém, seja ele o
próprio envolvido (alguma personalidade política, um artista, atleta ou coisa
assim) por meio do Twitter ou Facebook, por exemplo.
Na Internet, tudo que podemos fazer em um computador pode ser
compartilhado com qualquer outro computador, em qualquer lugar do mundo.
Via cabos ou satélites, palavras escritas, sons e imagens podem ser transmitidos
para todo o mundo e para qualquer pessoa. Isso pode ser muito bom, mas
também deve inspirar em nós mais cuidado naquilo que vemos ou enviamos por
ela. Podemos ter muita informação nos sítios (sites) onde são armazenados
filmes, músicas, livros, estudos, artigos, fotos, jogos, notícias, etc. Encontramos
coisas engraçadas ou tristes, sérias e graves; imorais ou edificantes; úteis ou o
“suprassumo das futilidades”. Enfim, o mundo está ao nosso alcance. Muitas
vezes, basta um toque com o nosso dedo no “mouse” ou no teclado para
trazermos alguma coisa daquelas mais fantásticas ou mais grotescas do mundo
para nossa casa e nossa vida, ou para enviar algo nosso para o mundo, e que,
muitas vezes, não tem mais como ser refreado ou voltar atrás.
Por enquanto, gostaria que parássemos para pensar justamente nessa
questão que, acredito, vai dar sentido a tudo que ainda vamos estudar, e afetar
o modo como vamos agir em função disso tudo.
Como dissemos a pouco, “O MUNDO está ao nosso alcance”. Isso é uma
verdade! Vi muitos pastores, antigamente, exortando sobre a TV, porque ela
“trazia o mundo para dentro dos nossos lares”. Isso também era uma verdade e
o é ainda. Mas a internet e as suas mídias sociais não só trazem o mundo para
dentro dos nossos lares, como também levam nossos lares ao mundo. Um mundo
que nem sempre (ou quase nunca) conhecemos.
Com a TV, tínhamos que ver o que estava ali, e a família estava junto, em
boa parte do tempo, dando mais oportunidade para que alguém verificasse se
alguma coisa ali não era boa. Já, na internet, temos uma infinidade de
possibilidades, sem controle e sem censura. O uso do computador e da internet,
geralmente é individual. Crianças e jovens estão navegando trancados nos
quartos ou em algum outro lugar, e seus pais nem sabem o que eles estão vendo
ou fazendo. Com quem estão falando? O que estão lendo, ouvindo ou assistindo?
Precisamos ter um “filtro” para refrear o que há de mal nesse mundo que
está tão ao nosso alcance, para que ele não a venha nos seduzir de um modo
que sejamos arrastados por ele.
14 ESTUDOS BÍBLICOS
29
Devemos nos lembrar do que a Bíblia nos diz:
“Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o
mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15).
Não podemos nos apegar ao mundo ou às coisas que ele tem a nos oferecer.
Certamente há coisas boas nesse mundo, mas nem todas elas são do agrado de
Deus. Na verdade, Satanás sabe muito bem infiltrar coisas perniciosas em quase
tudo, a fim de ofender a Deus e nos levar a fazer isso também. Quase tudo nesse
mundo está contaminado por esse veneno da serpente, lá do Éden, e a
consciência disso deve nos fazer mais alertas.
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas
as coisas me são lícitas, mas EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR
NENHUMA” (I Coríntios 6:1).
“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas
as coisas me são lícitas, MAS NEM TODAS EDIFICAM” (I Coríntios 10:23).
As Mídias Sociais
No mundo da internet, existem variados
tipos de sites e páginas. Existem aqueles que
são de utilidade pública, destinados ao
atendimento e serviços à população (Ex:
Receita Federal, prefeituras, Previdência
Social); sites empresariais para divulgação
ou comercialização de seus produtos e
serviços; e outros que servem para divulgar
ideias ou proporcionar lazer. É nesse último tipo que encontramos as chamadas
mídias sociais. O propósito delas é de estabelecer comunicação entre pessoas
(do inglês “media” = “meio de comunicação”).
Por meio delas, as pessoas podem compartilhar ideias, através dos blogs
(publicações editoriais) e microblogs (como o Twitter); imagens, fotos e vídeos
(Flickr, Picasa, Youtube, etc), músicas (Last.fm, Youtube e outros),
conhecimentos (Wikipédia e outros Wikis), etc.
As Redes Sociais
As redes sociais são mídias sociais onde podemos ir além de compartilhar
essas coisas. Nelas, nós podemos interagir com outros, conversar e trocar
informações de forma virtual. Elas se tornaram muito populares à medida que
evoluíram, agregando cada vez mais opções como: bate-papo on-line, chats com
14 ESTUDOS BÍBLICOS
30
áudio e vídeo, compartilhamento de textos, músicas, fotos, vídeos, jogos,
formação de grupos, reuniões em videoconferência e outras novidades que vão
surgindo.
São Redes Sociais, por exemplo,
o Facebook, Google+, MySpace, Orkut,
Hi5, Badu, LinkedIn (profissional),
Last.fm (música), Flickr, Youtube,
Second Life (realidade virtual), Twitter
(rede social e microblogging), Wikis
(compartilhamento de conhecimento) e várias outras. Originalmente, elas foram
criadas com algum propósito específico, mas a maioria teve seu uso diversificado
e adulterado por conta dessa agregação de serviços ou pela má utilização dos
usuários.
Observe como pessoas fazem o uso errado de certas mídias. O Twitter, por
exemplo, que foi criado para expor ideias, pensamentos interessantes e
curiosidades, está cheio de pessoas expondo coisas sem nenhuma importância
sobre suas vidas.
Sem dúvida, as redes sociais da internet podem ser muito bem utilizadas.
Podemos encontrar e oferecer boas coisas através delas: boa literatura (inclusive
a Bíblia em diversas versões), fazer novas amizades (embora isso requeira muito
cuidado), manter contato com amigos e irmãos, trocar estudos e até evangelizar
pessoas.
Os Perigos da Internet e das Redes Sociais.
Podemos enfrentar problemas com o mau uso dessas
redes, sendo levados a incorrer em uma série de perigos. A
primeira coisa em que precisamos pensar é que qualquer
coisa comunicada por meio da Internet pode ir
bastante longe. Lembre-se disso, pois isso pode ser uma
coisa muito boa ou... muito ruim.
Outra coisa importante é considerar que qualquer
pessoa pode postar qualquer coisa na internet.
Praticamente não há meio de censurá-la. Até mesmo
grandes instituições, como bancos, governos, etc., têm dificuldades na luta
contra a astúcia de pessoas desonestas (chamados hackers) que buscam meios
de burlar os sistemas e causar danos e prejuízos.
Para nós, existem perigos de roubo de senhas de segurança e dados
pessoais, exposição de imagem, riscos com ladrões, sequestradores, pedófilos e
14 ESTUDOS BÍBLICOS
31
aproveitadores de todo tipo. Mas, além disso, os crentes (jovens e adultos) não
podem ignorar que existem também os muitos “hackers” da nossa alma, que
querem roubar a integridade do ser humano e a fidelidade dos verdadeiros filhos
de Deus.
Eu sei que você pode estar pensando a essa altura que isso tudo é bobagem
e que o risco não é tão grande assim. Mas, Deus nos ensina:
“O PRUDENTE PREVÊ O MAL, e esconde-se; mas OS SIMPLES PASSAM E
ACABAM PAGANDO” (Provérbios 22.3).
“Portanto, VEDE PRUDENTEMENTE COMO ANDAIS, não como néscios,
mas como sábios” (Efésios 5.15).
Então, fique alerta e siga em frente! Daqui por diante, vamos falar sobre alguns
desses perigos que corremos e como devemos agir, como pessoas prudentes e
tementes a Deus.
a) A mentira:
É muito comum a prática da mentira no meio das comunicações
virtuais. Pessoas mentem sobre idade, quem são, formação,
etc. Os motivos podem ser relevantes ou não, mas parece que
a “mentira virtual” não é vista como mentira e que deixou de
ser pecado. Se precisamos mentir para fazer ou ter alguma
coisa, melhor não fazer.
“Por isso DEIXAI A MENTIRA, e falai a verdade cada um com o seu
próximo; porque somos membros uns dos outros”
(Efésios 4.25).
“Vós tendes por pai ao DIABO e quereis
satisfazer os desejos de vosso pai... Quando
ele profere mentira, fala do que lhe é próprio,
porque é mentiroso, e PAI DA MENTIRA”
(João 8:44).
Isso mesmo. Praticam aquilo que é próprio de
Satanás, o próprio criador da mentira.
b) O vício:
Sempre que falamos em vício, pensamos em coisas como cigarro, bebidas e
outras drogas. Mas o vício não se prende exclusivamente a essas coisas. Na
verdade, a palavra vício vem do latim “vitius” e quer dizer “tendência habitual
para o mal”. Na Bíblia, é a palavra grega “kakia” que representa “o que é
oposto à virtude”. Sendo a virtude uma qualidade que nos leva a fazer coisas
14 ESTUDOS BÍBLICOS
32
boas, o vício é um defeito de caráter que nos leva a fazer coisas más. Assim,
todo tipo de hábito ruim deve ser visto como um vício. É a nossa
concupiscência em ação!
O uso da internet não é uma coisa ruim, mas o hábito de seu uso prolongado
(às vezes por horas) tende a se tornar um grande mal. Tempo
desnecessariamente gasto em coisas que não edificam é algo muito ruim. O
trabalho, os estudos e mesmo o estudo bíblico podem ser prejudicados por
um impulso irresistível de ficar na frente do computador fazendo outras coisas
(navegando, jogando, conversando, etc.).
Veja se você não está deixando de cumprir deveres, perdendo horas
demasiadas nisso. Se não está deixando de ter atividades físicas e
relacionamentos pessoais por causa disso. Verifique, também, se, pelo tempo
longo demais ligado ao computador (PC, Note, tablete, celular etc.), não
existem coisas que estão saindo do seu controle e tornando-se algo
irresistivelmente forte em sua vida e lhe levando a pecar.
O vício no uso da internet pode trazer outros vícios piores, que destroem a
saúde do corpo e da alma também. Jogos, filmes, pornografia, fofocas e outras
coisas podem sujar sua mente e ocupar um grau de importância sobre outras
coisas que podem destruir certas (senão todas) áreas da sua vida.
“... renunciando à IMPIEDADE e às
CONCUPISCÊNCIAS mundanas, VIVAMOS
neste presente século SÓBRIA, e JUSTA, e
PIAMENTE”
(Tito 2:12).
c) Solidão e isolamento:
Outro perigo da internet é a falsa sensação que ela
pode causar de que estamos nos relacionando
adequadamente com as pessoas. Precisamos nos
relacionar com pessoas nas nossas atividades
diárias (escola, trabalho, igreja, lazer). O problema é que alguns começam a
se isolar de pessoas “de verdade” e a se ligar somente às “amizades virtuais”.
Cuidado! Se os seus “melhores” amigos ou a maioria deles são virtuais, talvez
você não perceba o quanto está sozinho.
As redes sociais podem e devem ajudar no contato com os amigos,
especialmente com aqueles mais distantes, mas não substituem a convivência
social.
Busque boas amizades. Converse pessoalmente com elas, tenha momentos
de lazer com aquelas que você puder, influencie as que estiverem ao seu
14 ESTUDOS BÍBLICOS
33
alcance e deixe-se influenciar por aquelas que tiverem coisas boas para lhe
passar. Principalmente, procure se aproximar daquelas com quem você pode
ter comunhão espiritual e compartilhar de coisas edificantes.
A maioria dos que “curtem” suas postagens, jogam com você ou te
convidam para participar de alguma coisa na Rede não é de fato seu amigo.
Relacionamentos à distância são frios e os virtuais são os mais enganosos de
todos.
“COMPANHEIRO SOU de todos OS QUE TE TEMEM e dos que
GUARDAM OS TEUS PRECEITOS”
(Salmos 119:63).
“O AMOR seja NÃO FINGIDO. Aborrecei o MAL e apegai-vos ao BEM.
Amai-vos cordialmente uns aos outros com AMOR FRATERNAL,
preferindo-vos em honra uns aos outros”
(Romanos 12:9-10).
d) Exposição indevida:
Um perigo terrível é o da exposição indevida ou
superexposição na internet. Alguns desses riscos
podem ser evitados ou, na maioria, minimizados. Não
devemos fornecer dados pessoais (senhas, endereço,
nº de documentos, conta bancária, nome e idade) a
ninguém. É claro, que existem situações onde isso
será necessário, mas deve ser evitado e, quando isso
ocorrer, deve ser feito com muito critério. Existem
muitos roubadores de dados que podem fazer mau uso
deles (ex.: hackers e sequestradores). Cuidado com e-
mails de desconhecidos ou mesmo de pessoas conhecidas que pareçam
estranhos. Geralmente eles contêm vírus que podem vasculhar dados ou
causar danos ao computador.
Existem outros tipos mais complicados de exposição nas redes sociais. Quando
fazemos um perfil em qualquer rede social, inevitavelmente, expomos coisas
a nosso respeito. Não se deve colocar dados completos (endereço) ou deixá-
los disponível para qualquer pessoa. Para os jovens e adolescentes, também
não é bom constar escola em que estudam. Com fotos e a informação da
escola onde uma criança ou adolescente estuda, sequestradores e pedófilos,
por exemplo, têm tudo que precisam para chegar a ele ou ela.
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  • 1. 17/11/2016 14 ESTUDOS BÍBLICOS Para meditar e praticar Compilados e organizados por: Celso Brasil IAPRO
  • 2. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 1 ÍNDICE: (01) Outro evangelho (02) Culto Racional (03) Possibilidade de comunhão de espíritos mortos com vivos. (04) "Fofocas na Igreja" (05) Pequenos pecados que causam grande estrago (06) A doutrina do arrependimento (07) "Princípios divinos para o sucesso material" (08) Amizades (09) A Internet e as mídias sociais - caindo na rede (10) Relacionamento entre irmãos (11) Como estudar a sua Bíblia (12) Uma avaliação bíblica da vida espiritual (13) Oração do pecador (14) Adoração: com corações, mentes e vozes
  • 3. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 2 (1) Outro evangelho Satanás não é um inovador, mas um imitador. Deus tem seu Filho unigênito – o Senhor Jesus? Tal qual Satanás tem “o filho da perdição” (II Tessalonicenses 2:3). Há uma Santa Trindade? Há de igual modo uma trindade do mal (Apocalipse 20:10). Lemos sobre os “filhos de Deus”? Do mesmo modo lemos também sobre “os filhos do maligno” (Mateus 13:38). Deus opera nestes que foram citados de modo a determinar e fazer a Sua vontade? Então somos informados que Satanás é “o espírito que agora opera nos filhos da desobediência” (Efésios 2:2). Há o “mistério da piedade” (I Timóteo 3:16)? Há também o “mistério da injustiça” (II Tessalonicenses 2:7). Aprendemos que Deus através de Seus anjos “assinala” os Seus servos nas suas testas (Apocalipse 7:3)? Assim também aprendemos que Satanás através de seus agentes assinala nas testas os seus devotos (Apocalipse 13:16). É-nos dito que “o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus” (I Coríntios 2:10)? Então Satanás também provê suas “coisas profundas” (grego de Apocalipse 2:24). Cristo faz milagres? De igual modo Satanás também pode fazê- los (II Tessalonicenses 2:9). Cristo está sentando sobre um trono? Também Satanás o está (Apocalipse 2:13). Cristo tem uma Igreja? Então Satanás tem a sua “sinagoga” (Apocalipse 2:9). Cristo é a Luz do mundo? Então o próprio Satanás “se transfigura em anjo de luz” (II Coríntios 11:14). Cristo designou “apóstolos”? Então Satanás tem seus apóstolos também (II Coríntios 11:13). E isto nos leva a considerar o “Evangelho de Satanás”. Satanás é o maior dos falsificadores. O Diabo está agora ocupado em trabalhar no mesmo campo no qual o Senhor semeou a boa semente. Ele está buscando evitar o crescimento do trigo através de outra planta, o joio, o qual é muito próximo do trigo em aparência. Em uma frase: por meio da falsificação ele está buscando neutralizar a Obra de Cristo. Por essa razão, como Cristo tem um Evangelho, Satanás tem um evangelho também; sendo este uma astuta falsificação do primeiro. O evangelho de Satanás se parece tão proximamente com aquele que ele imita, que multidões de não salvos são enganadas por ele. É a este evangelho de Satanás que o apóstolo se referia quando disse aos Gálatas: “Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo” (Gálatas 1:6-7). Este falso evangelho estava sendo proclamado já nos dias do apóstolo, e a mais terrível maldição foi proclamada sobre aqueles que o pregam. O apóstolo continua: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. Com o auxílio de Deus, nos esforçaremos agora para expor, ou melhor, para desmascarar este falso evangelho: O evangelho de Satanás não é um sistema de princípios revolucionários, nem ainda é um programa de anarquia. Ele não promove a luta e a guerra, mas objetiva a paz e a unidade. Ele não busca colocar a mãe contra sua filha, nem o pai contra seu filho, mas busca nutrir o espírito de fraternidade, por meio do qual a raça humana deve ser considerada como uma grande “irmandade”. Ele não procura deprimir o homem natural, mas aperfeiçoá-lo e erguê-lo. Ele advoga a educação e a cultura e apela para “o melhor que está em nosso interior” – Ele objetiva fazer deste mundo uma habitação tão confortável e apropriada, que a ausência de Cristo não seria sentida, e Deus não seria necessário. Ele se esforça para deixar o homem tão ocupado com este mundo, que não tem tempo ou disposição para pensar no mundo que está por vir. Ele propaga os princípios do auto-sacrifício, da caridade, e da boa-vontade, e nos ensina a viver para o bem dos outros, e a sermos gentis para com todos. Ele tem um forte apelo para a mente carnal, e é popular com as massas, porque deixa de lado o fato gravíssimo de que, por natureza, o homem é uma criatura caída, apartada da vida com Deus, e morta em ofensas e pecados, e que sua única esperança reside em nascer novamente. Contradizendo o Evangelho de Cristo, o evangelho de Satanás ensina a salvação pelas obras. Ele inculca a justificação diante de Deus em termos de méritos humanos. Sua frase sacramental é “Seja bom e faça o bem”; mas ele deixa de reconhecer que lá na carne não reside nenhuma boa coisa. Ele anuncia a salvação pelo caráter, o que inverte a ordem da Palavra de Deus – o caráter como fruto da salvação. São muitas as suas várias ramificações e organizações: Temperança, Movimentos de Restauração, Ligas Socialistas
  • 4. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 3 Cristãs, Sociedades de Cultura Ética, Congresso da Paz1 estão todos empenhados (talvez inconscientemente) em proclamar o evangelho de Satanás – a salvação pelas obras. O cartão da seguridade social substitui Cristo; pureza social substitui regeneração individual, e, política e filosofia substituem doutrina e santidade. A melhoria do velho homem é considerada mais prática que a criação de um novo homem em Cristo Jesus; enquanto a paz universal é buscada sem que haja a intervenção e o retorno do Príncipe da Paz. Os apóstolos de Satanás não são taberneiros e traficantes de escravas brancas, mas são em sua maioria ministros do evangelho ordenados. Milhares dos que ocupam nossos modernos púlpitos não estão mais engajados em apresentar os fundamentos da Fé Cristã, mas têm se desviado da Verdade e têm dado ouvidos às fábulas. Ao invés de magnificar a enormidade do pecado e estabelecer suas eternas conseqüências, o minimizam ao declarar que o pecado é meramente ignorância ou ausência do bem. Ao invés de alertar seus ouvintes para “escaparem da ira futura”, fazem de Deus um mentiroso ao declarar que Ele é por demais amoroso e misericordioso para enviar quaisquer de Suas próprias criaturas ao tormento eterno. Ao invés de declarar que “sem derramamento de sangue não há remissão”, eles meramente apresentam Cristo como o grande Exemplo e exortam seus ouvintes a “seguir os Seus passos”. Deles é preciso que seja dito: “Porquanto, não conhecendo a justiça de Deus, e procurando estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus” (Romanos 10:3). A mensagem deles pode soar muito plausível e seu objetivo parecer muito louvável, mas, ainda sobre eles nós lemos: – “Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (II Coríntios 11:13- 15). Somando-se ao fato de que hoje centenas de igrejas estão sem um líder que fielmente declare todo o conselho de Deus e apresente Seu meio de salvação, também temos que encarar o fato de que a maioria das pessoas nestas igrejas está muito distante de conseguir descobrir a verdade por si mesma. O culto doméstico, onde uma porção da Palavra de Deus era costumeiramente lida diariamente, é agora, mesmo nos lares de Cristãos professos, basicamente uma coisa do passado. A Bíblia não é exposta no púlpito e não é lida no banco da igreja. As demandas desta era agitada são tão numerosas, que multidões têm pouco tempo, e ainda menos disposição, para fazer uma preparação para o encontro com Deus. Por essa razão, a maioria, aqueles que são negligentes o bastante para não pesquisarem por si mesmos, são deixados à mercê dos homens a quem pagam para pesquisar por eles; muitos dos quais traem a verdade deles, por estudar e expor problemas sociais e econômicos ao invés dos Oráculos de Deus. Em Provérbios 14:12 lemos: “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Este “caminho” que termina em “morte” é a Ilusão do Diabo – o evangelho de Satanás – um caminho de salvação através da realização humana. É um caminho que “parece direito”, o qual, é preciso que se diga, é apresentado de um modo tão plausível que ganha a simpatia do homem natural; é pregado de forma tão habilidosa e atrativa, que se torna recomendável à inteligência dos seus ouvintes. Por incorporar a si mesmo terminologia religiosa, algumas vezes apela para a Bíblia como seu suporte (sempre que isto se ajusta aos seus propósitos), mantém diante dos homens ideais elevados, e é proclamado por pessoas que têm graduação em nossas instituições teológicas, e incontáveis multidões são atraídas e enganadas por ele. O sucesso de um falsificador de moedas depende em grande medida de quão proximamente a falsificação lembra o artigo genuíno. A heresia não é uma total negação da verdade, mas sim, uma deturpação dela. Por isto é que uma meia verdade é sempre mais perigosa que uma completa mentira. É por isso que quando o Pai da Mentira assume o púlpito, não é seu costume claramente negar as verdades fundamentais do Cristianismo, antes ele tacitamente as reconhece, e então procede de modo a lhes dar uma interpretação errônea e uma falsa aplicação. Por exemplo, ele não seria tão tolo de orgulhosamente anunciar sua descrença em um Deus pessoal; ele dá a Sua existência como certa, e então apresenta uma falsa descrição da Sua natureza. Ele anuncia que Deus é o Pai espiritual de todos os homens, que as Escrituras claramente nos dizem que nós somos:”filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gálatas 3:26), e que “a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus” (João 1:12). E mais adiante, ele declara que Deus é por demais misericordioso para em algum momento enviar qualquer membro da raça humana no Inferno, mesmo havendo o próprio Deus dito que: “aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo” (Apocalipse 20:15). Novamente, Satanás não seria tão
  • 5. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 4 tolo, a ponto de ignorar a figura central da história humana – o Senhor Jesus Cristo; ao contrário, seu evangelho O reconhece como sendo o melhor homem que já viveu. A atenção é então levada para os Seus feitos de compaixão e para as Suas obras de misericórdia, para a beleza de Seu caráter e a sublimidade de Seu ensino. Sua vida é elogiada, mas Sua morte vicária é ignorada, a importantíssima obra reconciliadora da cruz não é mencionada, enquanto Sua triunfante e corpórea ressurreição dos mortos é considerada como uma crendice de uma época de muita superstição. É um evangelho sem sangue, e apresenta um Cristo sem cruz, que é recebido não como Deus manifesto em carne, mas meramente como o Homem Ideal. Em II Coríntios 4:3 temos uma passagem que derrama muita luz sobre o nosso presente tema. Lá nos é dito que: “se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto. Nos quais o deus deste século [Satanás] cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus”. Ele cega as mentes dos não crentes ao esconder a luz do Evangelho de Cristo, e faz isto substituindo-o pelo seu próprio evangelho. Apropriadamente ele é chamado de “o Diabo, e Satanás, que engana todo o mundo” (Apocalipse 12:9). Em meramente apelar para “o melhor que está no homem”, e ao simplesmente exortá-lo a “seguir uma vida de retidão” ele está criando uma plataforma genérica sobre a qual pessoas com qualquer matiz de opinião podem se unir e proclamar uma mensagem comum. Novamente citando Provérbios 14:12 – “Há um caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte”. Tem sido dito com considerável grau de verdade que o caminho para o Inferno está pavimentado com boas intenções. Haverá muitos no Lago de Fogo que recomendaram suas vidas com boas intenções, decisões honestas e ideais elevados – aqueles que foram justos em seus procedimentos, corretos em suas transações e caridosos em todos os seus caminhos; homens que se orgulharam da sua integridade, mas que buscaram justificar a si mesmos diante de Deus por sua própria justiça; homens que foram morais, misericordiosos e generosos, mas que nunca viram a si mesmos como culpados, perdidos, pecadores merecedores do inferno, necessitados de um Salvador. Este é o caminho que “parece direito”. Este é o caminho que recomenda a si mesmo à mente carnal e se faz atraente às multidões de iludidos dos dias atuais. A Ilusão do Diabo é que nós podemos ser salvos por nossas próprias obras, e justificados por nossos próprios feitos; enquanto que, Deus nos diz em Sua Palavra: “pela graça sois salvos, por meio da fé… Não vem das obras, para que ninguém se glorie”. E também: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou…” Há alguns anos atrás, conheci um homem que era um pregador leigo e um entusiasmado “obreiro Cristão”. Por mais de sete anos este amigo esteve engajado na pregação pública e em atividades religiosas, mas com base em certas expressões e frases que usava, eu duvidava que este amigo fosse um homem renascido. Quando começamos a questioná-lo, descobrimos que ele foi muito mal instruído nas Escrituras e tinha somente uma vaga concepção da Obra de Cristo pelos pecadores. Por um tempo procuramos apresentar-lhe o caminho da salvação, de uma maneira simples e impessoal, e a encorajar nosso amigo a estudar a Palavra por Ele mesmo, na esperança de que se ele estivesse ainda sem a salvação, Deus se agradaria em revelar o Salvador de que necessitava. Uma noite, para nossa alegria, aquele que tinha pregado o Evangelho (?) por tantos anos, confessou que havia encontrado a Cristo na noite anterior. Ele admitiu (para usar suas próprias palavras) que estava apresentando um “Cristo ideal”, mas não o Cristo da Cruz. Acredito que haja milhares como este pregador, os quais, talvez, tenham crescido na Escola Dominical, foram instruídos sobre o nascimento, a vida, e os ensinos de Jesus Cristo, crêem na historicidade de Sua pessoa, intermitentemente se esforçam para praticar Seus preceitos, e pensam que isto é tudo o que é necessário para a sua salvação. Frequentemente, estas pessoas quando atingem a maturidade vão para o mundo, e se deparam com o ataque dos ateístas e infiéis, e lhes é dito que uma pessoa tal qual Jesus de Nazaré nunca viveu. Mas, as impressões dos dias da mocidade não são facilmente apagadas, e eles permanecem firmes em sua declaração de que “crêem em Jesus Cristo”. Apesar disso, quando sua fé é examinada, muito frequentemente descobre-se que ainda que creiam em muitas coisas sobre Jesus Cristo, eles de fato não crêem Nele. Crêem com seu intelecto que tal pessoa viveu (e, porque crêem desta forma imaginam, então, que estão salvos), mas nunca baixaram as armas em sua luta contra Ele, rendendo-se a Ele, nem verdadeiramente creram com seu coração Nele.
  • 6. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 5 A simples aceitação de uma doutrina ortodoxa sobre a pessoa de Cristo, sem o coração ter sido ganho por Ele, e a vida ter sido devotada a Ele, é outra etapa deste caminho “que ao homem parece direito”, mas que cujo fim “são os caminhos da morte”, ou, em outras palavras, é outro aspecto do evangelho de Satanás. E agora, onde você está? Você está no caminho “que parece direito”, mas que termina em morte; ou, está no Caminho Estreito que conduz à vida? Você realmente abandonou o Caminho Espaçoso que conduz à perdição? Tem o amor de Cristo criado, em seu coração, aversão e horror a tudo o que Lhe desagrada? Você está desejoso de que Ele possa “reinar sobre” você? (Lucas 19:14) Você está confiando inteiramente na justiça e no sangue de Cristo para a sua aceitação junto a Deus? Aqueles que estão confiando em uma forma exterior de religiosidade, tal qual o batismo ou a “crisma” (confirmação), aqueles que são religiosos porque isto é considerado como uma marca de respeitabilidade; aqueles que freqüentam alguma Igreja ou Congregação porque está na moda fazer isto; e, aqueles que se unem a algumas Denominações porque supõem que este seja um passo que os capacitará a se tornarem Cristãos, estão no caminho que “termina em morte” – morte espiritual e eterna. Mesmo sendo puros os nossos motivos, mesmo sendo nobres as nossas intenções, mesmo sendo bem intencionados os nossos propósitos, mesmo sendo sinceros os nossos esforços, Deus não nos reconhecerá como Seus filhos, até que aceitemos o Seu Filho. Uma forma ainda mais ilusória do Evangelho de Satanás está levando os pregadores a apresentar o sacrifício reconciliador de Cristo, e então dizer à sua audiência que tudo o que Deus requer deles é que “creiam” no Seu Filho. Por meio disto milhares de almas impenitentes são iludidas, e passam a pensar que foram salvas. Mas Cristo disse: “se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis” (Lucas 13:3). “Arrepender-se” é odiar o pecado, entristecer-se por causa dele, e desviar-se dele. É o resultado do Espírito tornando o coração contrito diante de Deus. Nada, exceto um coração quebrantado pode crer de modo salvífico no Senhor Jesus Cristo. Mais uma vez, milhares estão sendo enganados, ao serem levados a supor que “aceitaram a Cristo” como seu “Salvador pessoal”, sem primeiro O terem recebido como seu SENHOR. O Filho de Deus não veio aqui para salvar Seu povo nos seus pecados, mas “dos seus pecados” (Mateus 1:21). Para ser salvo dos pecados, é preciso deixar de ignorar e de tentar despistar a autoridade de Deus, é abandonar o curso de vida de acordo com a própria vontade e a satisfação pessoal, é “deixar o nosso caminho” (Isaías 55:7). É nos render à autoridade de Deus, nos entregar ao Seu domínio, e ceder a nós mesmos para que sejamos controlados por Ele. Aquele que nunca tomou o jugo de Cristo sobre si, que não busca verdadeira e diligentemente agradá-Lo em todos os detalhes da vida, e ainda supõe que está “confiado na Obra Consumada de Cristo” está iludido pelo Diabo. No sétimo capítulo de Mateus há duas passagens que nos mostram os resultados aproximados do Evangelho de Cristo e da falsificação de Satanás. Primeiro, nos versos 13-14: “Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela; E porque estreita é a porta, e apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem”. Depois, nos versos 22-23: “Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos [pregamos] nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniqüidade”. Sim, meu caro leitor, é possível trabalhar em nome de Cristo, ou mesmo pregar em seu nome, e também o mundo nos conhecer, e a Igreja nos conhecer, e ainda assim sermos desconhecidos ao Senhor! Quão necessário é então descobrir onde nós estamos; examinar a nós mesmos e ver se nós estamos na fé; medir a nós mesmos pela Palavra de Deus e ver se estamos sendo enganados por nosso astuto Inimigo, descobrir se estamos construindo nossa casa sobre a areia, ou se ela está erigida sobre a Rocha que é Jesus Cristo. Que o Espírito Santo examine nossos corações, quebrante nossa vontade, destrua a nossa inimizade contra Deus, opere em nós um arrependimento profundo e verdadeiro, e fixe nosso olhar no Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. 1 NT. Estes movimentos ou já desapareceram completamente, ou não tem mais a expressão que tinham à época em que este estudo foi escrito. Sendo hoje substituídos por estruturas como o Movimento Ecumênico, a Nova Era, etc.
  • 7. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 6 Tradução: Walter Andrade Campelo Fonte: Site Luz para o Caminho – www.luz.eti.br Autor: Arthur Walkington Pink Fonte: www.PalavraPrudente.com.br http://palavraprudente.com.br/biblia/outro-evangelho/ 17.11.2016 (02) Culto Racional “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional” (Romanos 12:1) O termo ‘racional’ remete a raciocínio. Parece bastante óbvio. Assim como também, por associação, se entende que somente os seres humanos podem apresentar tal culto, visto que somente eles possuem raciocínio. Os anjos também possuem raciocínio, porém, por natureza não possuem corpo, visto que são espíritos (Hebreus 1:14). Paulo está falando aqui exclusivamente à igreja. O vocábulo correspondente na versão original o grego “logikên latreian”, ou seja, ‘culto racional’, também pode ser entendido, sem prejuízo, como ‘culto lógico’. De fato, há lógica na racionalidade e vice-versa. Quem acha que essas coisas trazem prejuízo à fé, precisa rever seus conceitos. O que Paulo está querendo dizer à igreja de Cristo? Por suas colocações vemos que há uma preocupação do apóstolo em mostrar aos irmãos a necessidade de que se realmente entenda a natureza de tudo isso, no caso, a igreja. Por que estou aqui? Quem me trouxe aqui? O que vim fazer aqui? O que estão me ensinando é verdade? São questionamento que todos os crentes deveriam se fazer até que encontrassem respostas racionais para todos eles. O contrário de culto racional é culto irracional. Ou seja, algo que é feito instintivamente, sem critérios ou razões que justifiquem os procedimentos adotados. Em um culto assim é praticamente impossível se seguir o que está escrito: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14:40) . É impossível que haja qualquer um dos dois componentes pedidos sem que se entenda a natureza de cada um. E é preciso racionalidade para que isso aconteça. Por isso Deus nos fez diferentes das demais criaturas, ou seja, nos criou à sua imagem e semelhança: para que o adorássemos em espírito e em verdade, conscientes de nosso ato e de nossa missão de adoradores. O reino de Deus é um reino de decência e ordem. Não há espaço para improvisos de última hora. A construção da arca e do tabernáculo comprovam a mensagem de organização que Deus quer nos ensinar. Até na salvação haverá ordem (I Coríntios 15:23). Esse é o padrão que deve ser perseguido pela igreja de Cristo. Deus se agrada de uma obra organizada. Em dias atuais podemos identificar como grande adversário desse padrão, o excesso de emocionalismo que tem se alastrado no meio cristão. A busca incessante pelo êxtase e pela experiência sobrenatural extrabíblica, a incorporação de ‘anexos’ doutrinários à Palavra de Deus, como se esta não fosse suficiente e os modismos importados recheados de técnicas mirabolantes de quebra de maldições e encontros obscuros são os componentes deste fim de séc. XX e início de séc. XXI. O que não é uma surpresa, Paulo já alertava que essas coisas fatalmente aconteceriam (I Timóteo 4:1).
  • 8. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 7 Nesse caldeirão doutrinário sem consistência – já que não se sustentam biblicamente – as pessoas estão se dirigindo às igrejas sem saber exatamente o que vão fazer por sua espiritualidade. Vão dançar, cantar, aplaudir, gritar, enfim, sem entrar no mérito dessas questões, quase sempre falta o elemento principal: a Palavra de Deus. Entram e saem alegres e exaustas. O problema é: entenderam a mensagem? A palavra que foi pregada edificou suas vidas? Deus falou com elas através de seu evangelho? Se à maioria dessas perguntas as respostas forem algo como “acho que sim”, algo está fora do lugar. Cultos de estudo são sempre vistos como ‘enfadonhos’ e ‘entendiantes’. Já pensou, passar quase uma hora apenas consultando referências na Bíblia? Que chato, não? Agora observe Neemias 8:3 “E leu no livro, diante da praça, que está fronteira à Porta das Águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres e os que podiam entender; e todo o povo tinha os ouvidos atentos ao Livro da Lei.” Estudo bíblico das seis da manhã até o meio-dia. Após isso, inclinaram-se, e adoraram o Senhor com o rosto em terra. Que lindo, não? Uma proposta dessas nos dias de hoje seria impensável. Mas se o trabalho for uma celebração com um nome da moda, aí somente um dia inteiro é pouco. A questão é que não há culto racional sem o entendimento da Palavra. Os ‘avivalistas’ de plantão trocam a bíblia por apostilas preparadas especialmente para direcionar as pessoas para a conclusão que lhes interessa. Seguem o exemplo das testemunhas de Jeová. Alguém já viu um deles evangelizando com uma bíblia em punho? Não, só vão às ruas com exemplares de ‘sentinela’ e ‘despertai’ ou, quando muito, com seus livretos particulares. Por isso Paulo fala em ‘sacrifício vivo’. Ou seja, sacrifício da vontade da carne para fazer a vontade de Deus. E isso requer dedicação à sua Palavra e não somente àquilo que dá prazer, como por exemplo, ir para um retiro. Requer decência e ordem. Compromisso e organização. Autor: Missionário Neto Curvina Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/neto_curvina/miscelania/cap05.html (03) Possibilidade de comunhão de espíritos mortos com vivos. A). Pelo aspecto sentimental ou misterioso. B). Pessoas atormentadas com problemas sem poderem resolve-los. Observação: Os Espíritos argumentam que a proibição de Deus é evidenciada em que havia, nos tempos antigos, a comunhão de mortos com vivos, que a proibição só era feita porque naquele tempo os homens não estavam desenvolvidos para poderem suportar semelhante prática. Examinemos, então na bíblia para observar o que Deus tem mostrado a seu povo, quanto a essa prática. Encontraremos algumas passagens que irá nos mostrar. Vejamos : Deut. 18:9-14 / Isai. 8:19e20 / Lev. 20:6. II). Crenças dos espiritas na reencarnação Crêem que quando a pessoa morre, seu espírito deverá voltar a seu corpo para que vai aperfeiçoando-se e purificando-se. As várias encarnações serve de maneiras para se pagar seus pecados. Essa crença já era pregada pelos filósofos grego Pitágoras, e foi encorporada por Allan Kardec ao espiritismo. A idéia da reencarnação não é bíblica: (Ecl. 12:7 e Hebr. 9:27) Passagens em que os espíritas baseiam sua crença: Mat. 11:10-14 -> resposta: João 1:21
  • 9. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 8 João 3:1-12 -> resposta: João 3:6 e Jó 1-12e13 (então sendo assim, só teria que nascer da carne) III). Salvação (aperfeiçoamento pela evolução espiritual), através do sofrimento e pelas boas obras Nunca encontramos esta crença na bíblia, para eles tudo dependem do mérito pessoal acumulado em outras encarnações. Salvação é somente pela graça: (João 3:16 / João 6:47 / Isa. 64:6 / Atos 16:31) IV). Existência de diferentes mundo, para habitação dos vários estágios de evolução espiritual Conforme o aperfeiçoamento, os espíritos vão para diversos mundos. Estes mundos oferecem diversas estâncias para se aperfeiçoarem. Alguns mundos são inferiores, e existem vida, enquanto em outras estâncias a vida é inteiramente espiritual. Eles se baseiam-se em João 14:2, mas como declara a palavra de Deus, só existem dois lugares para onde vão os mortos (João 3:18 e Lucas 23:43) V). Fora da caridade não há salvação ( vide ponto 3 ) VI). Deus existe, mas está longe demais, e só se manifesta por meio de espíritos guias. A). Os espíritas como os deístas crêem que Deus criou o mundo e não cuida dele, deixando-o entregue as forças próprias. B). Na falta de orientação de Deus, os espíritos abrem caminho a necessidade do homem ser orientado pelos espíritos. As seguintes passagens mostra que Deus é acessível ao homem: Hebr. 1:1 / João 1:14 / Isai. 55:6e7 – 59:1e2) Observação: Somente o pecado afasta o homem de Deus, sendo assim, eles revelam seu estado pecaminoso. VII). Jesus Cristo é considerado o espírito que alcançou evolução ou desenvolvimento A). Os espíritas só aceitam Jesus como homem evoluído, sendo assim o espiritismo mostra ser um anticristo, fazendo a obra do diabo, negando que Jesus é Deus e salvador. Que Jesus é dividido não há dúvidas. A Bíblia mostra abundantes referências a essa verdade. Examinemos então: Jesus é o verbo encarnado – João 1:1 Jesus é o Cristo Filho de Deus – João 16:15-17 Jesus desceu do céu – João 6:38 Jesus e o Pai são um – João 10:30 Seu próprio nome mostra sua divindade – Mateus 1:23 VIII). O espiritismo julga-se a terceira pessoa ou terceira revelação, ser o próprio Espírito Santo prometido por Jesus A). O Espírito Santo, sempre é apresentado na bíblia como uma pessoa de trindade e possuindo atributos de uma pessoa. B). Nunca é apresentado como um movimento criado por homens. C). Esse absurdo chega ao limite da blasfêmia contra o Espírito Santo, para qual não há perdão. Veremos então algumas apresentações do Espírito para comprovarmos essa realidade bíblica: Atributos do Espírito como pessoa:
  • 10. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 9 Ele pensa – Romanos 8:27 Ele sente – Isaías 63:10 Ele tem vontades – Atos 16:6 O Espírito age como pessoa: Ele ensina – João 14:26 Ele convence – João 16:8 Ele fala – Atos 8:29 Ele intercede pelos crentes – Romanos 8:26 O Espírito também é: O espírito de Deus – Ezequiel 36:27 O espírito de Cristo – Atos 16:6e7 IX). Crença de que se deve fazer orações pelos mortos e espíritos sofredores Para os Kardecistas são úteis, porque vendo eles que alguém lembra deles, sentem-se menos abandonados e aumentam a coragem. Crêem eles que as preces pode abreviar seus sofrimentos. A Bíblia não ensina isto, em passagens tais como a do Rico e Lázaro (Luc. 16:19-31), principalmente os versículos 22 e 23. Observação: O Rico incrédulo havia, do meio do sofrimento, pedido que Lázaro fosse minorar seu sofrimento, molhando a língua, e recebeu essa resposta: "È possível minorar o sofrimento da alma que pareceu condenada, é impossível modificar-lhe a condenação." (vers. 26) X). Crença que as pessoas podem salvar-se a si próprias pelo seu esforço em praticar as boas obras (vide ponto 3) XI). Os espíritas negam a existência do céu, do inferno, e da condenação eterna também de satanás. A Bíblia afirma a existência de todos eles. A). A existência do céu – Luc. 23:43 / João 3:12e13 B). A existência do inferno e penas eternas – Mat. 25:25-30 / Mat. 10:28 C). A existência do diabo – Mat. 25:41 / Efe. 4:27 / Tia. 4:7 D). A existência de demônios. (Obs.: demônios são anjos decaídos que seguem a liderança de satanás. São esses anjos que produzem as manifestações nas mesas espíritas e terreiros de macumba, levando os participantes a acreditarem que estão recebendo espíritos de pessoas falecidas. Vejamos essa classe, mencionada na bíblia: Lev. 17:7 / Mat. 25:41 / Sal. 106:37 / Luc. 4:33) Volto assim ao nosso objetivo principal, ao qual é nossa responsabilidade como crentes de anunciar o evangelho às almas que estão sendo assediadas pelo espiritismo, às que são simpatizantes e as que já estão na sua malha, a fim de que alguma delas se libertem para a verdade, para a luz, e para a vida. Bibliografia: LIMA, Delcir de Souza. Analisando Crenças Espirituais e Umbandistas. JUERP Autor: Pr. Elmut Rossi Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/elmut_r/micelanea/cap01.html
  • 11. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 10 17.11.2016 (04) "Fofocas na Igreja" Levítico 19:16-19 Penso que o motivo real porque Deus nos deixa transmitir algo sobre a "fofoca", é que esse problema de maneira nenhuma nos é estranha. Nós não somente ouvimos fofocas, também as espalhamos e nós mesmos fomos vítimas delas. E acreditem: Todas as três coisas doem ao Senhor da mesma maneira! Quando conto adiante algo que eu deveria Ter ficado para mim, normalmente o justifico com as palavras: "Precisamos de qualquer maneira orar por fulano ou sicrano, ele tem o seguinte grave problema..." Mas então normalmente não oramos, mas falamos bastante sobre o assunto. Naturalmente sempre foi altamente interessante ficar sabendo das últimas histórias sobre uma pessoa ou uma obra. I). O que é fofoca? Por ocasião da nossa conversão a Jesus, deixamos os "grandes pecados" como por exemplo, mentir, roubar, beber, enganar, uso de drogas, etc. Começamos a passar nosso tempo com nossos novos amigos, falando a respeito de nosso Senhor, sobre nossa vida e sobre o que acontecem à nossa volta. Complemente inofensivo... pensamos. Mas, observemos a coisa um pouco mais de perto! Quantas vezes essas conversas estão cheias de julgamentos, de boatos, de "ouvi dizer"... escondidos cuidadosamente atrás de um sorriso cristão! Já sabias que a bíblia fala muito sobre fofoca? E não se trata de um "pequeno pecado", como muitos de nós pensamos. Na bíblia está escrito: "...a boca perversa, aborreço" (Prov. 8:13). Deus nos ordena: "Não andarás como mexeriqueiro entre o teu povo." (Lev. 19:16). Ele também diz: "...aprendam também a viver ociosas, andando de casa em casa; e não somente ociosas, mas ainda tagarelas e intrigantes, falando o que não devem." (I Tim. 5:13). E no Salmo 101:5, Deus diz: "Ao que as ocultas calunias o próximo, a esse destruirei." Deus é de opinião que pessoas tagarelas não o reconhecem, estando entregues aos seus pensamentos corrompidos. Ele equipara pessoas difamadoras com aqueles que não merecem confiança, como assassinos e aborrecedores de Deus. Ele continua, dizendo que aqueles que fazem tais coisas, sabem que merecem a morte. Mas isso não os impede de continuar a faze-las e até a animar outras a pratica-las (Rom. 1:28-32). Além disso as fofocas não precisam ser obrigatoriamente mentirosas. Muitos pensam: "O assunto é verdade, por isso posso contá-lo a todos." Mas isso não está certo! Dizer a verdade com falsos motivos pode Ter efeito ainda mais funestos do que falar inverdade. A seguinte definição de "fofoca" deixa isso claro: Falar algo de alguém é fofoca, quando o que é dito não contribui para a solução do problema da pessoa em questão. II). Orientação na Bíblia Quando somos ofendidos por alguém ou vemos que alguém vive em pecado, temos que ir a essa pessoa e a nenhuma outra! (Mat. 18:15e16). Se alguém vive em pecado, que valor teria, falar a respeito a outros? O que os outros irão fazer a respeito? Ao invés disso, é nossa tarefa reconduzir o irmão ou a irmã à comunhão com Deus. Poderias mostrar-lhe o ponto escuro em sua vida, que o Senhor gostaria tanto purificar. Se a pessoa não der ouvidos, deve-se dar outros passos. "Irmãos, se alguém for surpreendido em alguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-lo, com espirito de bradura; e guarda-te para que não sejais também tentado." (Gal. 6.:1) III). Envolver outros Transmitir a outros nossas mágoas e amarguras e ouvir quando eles falam das suas, é outra área em que devemos ser bem cuidadosos. Se alguém feriu teu amigo, e este te falar da sua dor, provavelmente ficará ofendido por simpatia por ele. Então também te sentes ofendido e talvez ficas bravo com a pessoa que fez tal coisa ao teu amigo. Mais tarde é possível que os dois se reconciliem, e tudo estará perdoado e esquecido. Mas um problema permanece: Tu continuas amargurado!
  • 12. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 11 Uma briga causada por um pequeno incidente, pode ter conseqüências muito amplas e estender-se por muito tempo, dependendo de quantas pessoas tomam conhecimento dela. Vês, é complemente injustificável envolver outros em tuas mágoas. Não temos o direito de ir a outro, exceto a Deus e aquele que nos ofendeu. IV). A diferença entre aconselhamento e fofoca Muitas vezes, fofocas e difamações são camufladas como "aconselhamento espiritual". Nada existe de condenável no aconselhamento espiritual, se realmente falar com conselheiro espiritual, um conselheiro espiritual é um crente maduro, que te exorta numa vida espiritual e à reconciliação, que aponta seu pecado na situação que está sendo analisada! Ele não exagera a importância da questão e não fica logo ofendido pessoalmente. A ele interessa principalmente a vontade de Deus, não a tua. Na maior parte das vezes, nem procuramos seriamente uma solução quando falamos com alguém sobre um problema, mas somente um ouvinte compassivo, que também defende nosso ponto de vista. Parece- nos indiferente, quantas divisões provocamos, enquanto pudermos atrair pessoas para o "nosso lado". "Seis coisas o Senhor aborrece, e a sétima a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que trama projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal, testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contenda entre os irmãos." (Prov. 6:16-19) V). "Mas estou somente ouvindo!" Muitos de nós pensamos que somente ouvir não é tão grave quanto espalha-las. Mas isso não é verdade! Deus diz: "O malfazejo atenta para o lábio iníquo; o mentiroso inclina os ouvidos para a língua maligna." (Prov. 17:4). Em I Samuel 24:9, Davi exorta a Saul: "Porque dás tu ouvidos às palavras dos homens que dizem: Davi procura fazer-te mal?" Sim, porque lhes damos ouvidos?! Porque estamos tão rapidamente dispostos a acreditar o pior? Na bíblia está escrito: "(o amor) tudo espera" (I Cor. 13:7). Porque não respondemos educada mas decididamente: "Desculpe, tenho a impressão que você está contando algo, que eu nem deveria ouvir. Você deveria conta-lo ao Senhor e aquele quem se refere, mas a mim não." Algumas exortações desse tipo, mataria em germe a maior parte das histórias de mexericos. Ao menos, elas impedirão as pessoas de vir a ti com sua conversa fiada. Talvez, assim também as estimule uma vez a pensar sobre coisas mais importantes que os assuntos de outras pessoas. A bíblia nos adverte claramente sobre o envolvimento com fofocas: "O mexeriqueiro revela o segredo, portanto não te metas com quem muito abre seus lábios." (Prov. 20:19) VI). Um sinal de maturidade "Digo-vos que de toda palavra frívola que proferirem os homens, dela darão conta no dia do juízo." (Mat. 12:36). Em cada palavra que dizemos, tomamos uma decisão. Ou nos decidimos a glorificar a Deus ou a entristecê-lo, rebelando-nos contra sua palavra; "Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim, unicamente a que for boa para edificação." (Ef. 4:29). Freqüentemente não levamos a sério a ordem de Deus para controlar nossa língua. Trata-se, entretanto, de uma das características de um crente maduro. Tiago diz: "Se alguém supõe ser religioso, deixando de refrear a sua língua, antes enganando o próprio coração, a sua religião é vã." ( Tiago 1:26). Sabemos que o coração é enganoso mais do que todas as coisas (Jer. 17:9), e assim seria fácil justificar desse modo nosso comportamento errado. VII). Um pensamento final Fofoca e difamação, são instrumentos de Satanás. Ele sabe: se consegui dividir-nos e fazer com que lutemos entre nós, estaremos muito ocupados para lutar entra ele. Temos que parar e pensar, antes de falar! Deveríamos decidir em nosso coração, nunca mais dar ouvidos a fofocas ou espalha-las! Isso é possível pela graça de Deus e através da nossa decisão de fazer a escolha certa! Talvez tenhas que pedir desculpas a alguma pessoa. Talvez será preciso revelar amarguras e curá-las. Vai primeiro a Deus e deixa Ele ordenar teu coração! Ele também te dará forças para fazer o restante: (Apoc. 19:7)
  • 13. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 12 Autor: Pr. Elmut Rossi São Paulo, Junho de 1.987 http://www.palavraprudente.com.br/estudos/elmut_r/micelanea/cap02.html 17.11.2016 (05) Pequenos pecados que causam grande estrago Apanhai-nos as raposas, as raposinhas, que fazem mal às vinhas, porque as nossas vinhas estão em flor. (Cânticos 2:15) Os filhos de Deus geralmente não caem nos grandes e bem-conhecidos pecados, mas, segundo a Palavra de Deus, há pecados que elas cometem frequentemente. Estes pecados, são como pequenas raposas que estragam a uva (nossas vidas), tornando-nos infrutíferos. Mas quais são estes pecados? Aqui estão alguns deles. Saber fazer o bem, mas não fazê-lo (Tiago 4:17). Deus nos manda repetidamente, que devemos fazer bem a todos, principalmente aos domésticos da fé (Gálatas 6:9,10; Tito 2:14; Mateus 25:34,35). O Senhor Jesus foi um exemplo para nós, neste aspecto. Nós lemos em Atos 10:38 que “Ele andou fazendo bem.” Quão devagar nós estamos no obedecer deste mandamento! Não orar pelos próximos (falta de oração). I Samuel 12:23. Nós frequentemente oramos por nós mesmos, pelos membros de nossa família, pela nossa igreja, mas nos esquecemos de orar para os servos do Senhor, para os missionários, para as doentes, pelos reis e por todos que estão em autoridade, e também para muitos outros (Efésios 6:17,18; I Timóteo 2: 1,2). Este é uma das “pequenas raposas”. Nós devemos orar por todos. O pecado de fazer decisões e seguir o nosso caminho sem fé (Romanos 14:23). Sim, qualquer coisa que não esteja de acordo com a Palavra de Deus, não é de fé (Isaías 8:20). Muitos Cristãos decidem e fazem coisas, sem olhar às Escrituras para conhecer o desejo de Deus. Outros estragam suas vidas, com jugos desiguais ou amizades inconvenientes (II Coríntios 6:14). É uma pena! O pecado de fazer acepção de pessoas, ou o de agradar aos homens mais de Deus (Tiago 2:1-9; Gálatas 1:10). Este pecado é comum em muitas igrejas. Mais cargos ou posições são dadas aos ricos e educados, do que às pessoas espirituais que não são ricas ou educadas. Tenha cuidado de não fazer acepção de pessoas. O pecado de não ser generoso com Deus (Malaquias 3:8,10; Lucas 6:38). Este é um fato em que, o povo de Deus não ofertam o suficiente a Deus. No tempo do Velho Testamento os Israelitas davam dízimos e ofertas a Deus. Agora, nós não damos metade disto. Muitos roubam a Deus dizendo, “Nós não estamos no tempo da Lei.” Se no Velho Testamento os santos davam dízimos, poderíamos dar menos? Leia Gênesis 14:20; 28:22; Mateus 23:23. Oremos para que o Senhor livra-nos deste pecado e nos ensine a dar assim como Ele nos mandou a dar (II Coríntios 9:6). Não buscar primeiro o Reino de Deus (Mateus 6:33). Somente temos tempo para as nossas próprias necessidades. Trabalhamos duro para ganharmos mais, algumas vezes deixando de lado as reuniões por isso, mas não temos tempo para o estudo da Palavra de Deus; para orar, para visitar e praticar o evangelho diante os não salvos. Este é um outro pecado que tem arruinado muitas vidas. O pecado de mentir (Colossenses 3:9). Muitas vezes mentimos sem saber o que fizemos. Nós cantamos com vozes altas, “Mais de Cristo” mas não temos a consagração real. Nós cantamos, “Tudo Entregarei” mas a oportunidade vem para ofertar e damos muito pouco. Nós pregamos mas não vivemos a mesma mensagem. Que aprendemos a sermos fazedores da Palavra (Tiago 1:22).
  • 14. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 13 O pecado de não amarmos os nossos irmãos como o Senhor nos mandou a amar (João 15:12; Tiago 2:8, I João 3:16,18). O Senhor frequentemente nos disse, “Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei a vós.” (João 13:34; 15:12). Muitas vezes amamos apenas de boca, mas não pelas ações. Alguns amam apenas aqueles que os amam ou que estão próximos a eles, mas não têm nenhum amor por aqueles que são diferentes a eles. Que aprendemos a amar nossos irmãos como nos amamos a nós mesmos. Meu caro irmão, mate estas pequenas raposas, para que elas não façam você infrutífero. Oremos para que o Senhor nos guarde destes pecados, para que possamos viver a glorificar o Salvador Quem nos amou e nos deu a Si mesmo por nós. — Autor: N. Nazarian (Chapel Library) http://palavraprudente.com.br/vida-crista/pequenos-pecados-que-causam-grande- estrago/ 17.11.2016 (06) A DOUTRINA DO ARREPENDIMENTO "...Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento." (Mat. 9:13) I. O SIGNIFICADO DO ARREPENDIMENTO A origem da palavra do Grego. O verbo que dá origem a palavra, em grego, é METANOEO, e é definido assim: " !Se arrepender? , incluindo as idéias de reflexão, contemplação, e mudança de mente, pensamento, por exemplo, do julgamento e do sentimento, sobre aspectos morais, com referência particular ao caráter e conduta do próprio penitente." 1 "O verbo !METANOEO? não deve restringir-se apenas à mera tristeza pelo pecado ! o arrependimento no sentido de contrição; mas implica uma mudança de pontos de vista, de pensamento e de propósito, e uma conseqüente mudança da predisposição - arrependimento no sentido de conversão." 2 " !mudar de idéia? por exemplo, !arrepender-se?..., de ter ofendido alguém..." 3 "O arrependimento causa uma mudança na mente ... O arrependimento causa uma mudança nas afeições ... O arrependimento opera uma mudança na vida." 4 EXPLANAÇÕES COMPLEMENTARES A Tristeza não é arrependimento. Muitos líderes religiosos dizem ao seus seguidores que tristeza é arrependimento, mas não é! Paulo diz que "a tristeza segundo Deus opera arrependimento" (2 Cor. 7:10), por exemplo, a tristeza, segundo Deus, "opera" ou "produz" arrependimento, mas não é arrependimento! O terror judicial na consciência não é arrependimento. Muitos indivíduos, os quais foram apavorados pela exposição verdadeira de um julgamento pessoal e eterno, têm, mesmo assim, continuado no pecado e na rebeldia, tanto pela continuidade na sua auto justiça quanto pela rebeldia aberta. Especialmente, esta é a verdade no caso dos pecadores no seu leito de morte. Eles viveram suas vidas na rebelião contra o Deus do Céu, mas o pensamento do: " temor de algo aterrorizante após a morte, aquele temor do julgamento eterno que deverá passar sobre todos ... O prospecto de responder pelas ações" 5 os causa muito terror de consciência, mas isto é muito distante do arrependimento.
  • 15. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 14 Deixar de lado alguns pecados grosseiros não é arrependimento. Os Fariseus dos dias de Jesus não viveram abertamente contra a lei moral, mas seus corações foram corruptos. Note o julgamento de Jesus contra eles: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia." 6 A penitência não é arrependimento. A definição desta palavra dará condições a determinar que penitência não é arrependimento. "O sofrimento, a labuta ou a dor que alguém voluntariamente se sujeita, ou ao qual é imposta pela autoridade como punição de suas faltas, ou como uma expressão de penitência; tais como: o jejum, flagelação, acorrentamento, etc. "A !penitência? é um dos sete sacramentos da Igreja Romana." 7 II O ARREPENDIMENTO É, PRIMEIRAMENTE, PARA COM DEUS. O grande Apóstolo aos Gentios pregou "?conversão a Deus?, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." 8 Deve ser reconhecido o direito de Deus sobre a pessoa. Deus criou o homem, e como seu Criador, Ele tem o direito de exigir que Suas criaturas vivam para Sua glória em verdadeira justiça. O verbo METANOEO é "meta", após, implicando mudança, "noeo", perceber. Em outras palavras, se vem a "enxergar" que seu processo mental, proposta e modo de viver, estão errados em relação a Deus, e o pecador "arrepende-se" ou "muda sua mente." O amor do pecado "morre" no coração de algum. O pecado é descrito por Deus em Suas Inspiradas Escrituras como "a iniquidade" ou transgressão9 A palavra Grega é ANOMIA, e é traduzida em outros lugares como "iniquidade"10 e "injustiça" 11 Não só rege a lei da nossa conduta exterior, assim como também dos nossos "corações." Jesus disse que foram as coisas geradas no coração que contaminam o homem,12 e Paulo disse que a Lei alcançou seu coração e ressaltou sua desobediência.13 No arrependimento, a consciência é primeiramente "mudada", por exemplo: o pecado do qual alguém antes "usufruiu" e "se deliciava" torna-se uma abominação, e então sua conduta exterior evidencia esta "mudança". O pecado é renunciado. Quando o arrependimento é exercitado, ele não é para ser arrependido. Ele, então, é um estado em que um está, e age de uma maneira propícia. Ninguém "ficou em cima" de José, para que ficasse longe do adultério com a amante Egípcia. Quando a senhora Potifar propôs José ao sexo ilícito, ele disse: "Como faria eu tamanha maldade, e pecaria contra Deus?"14 Ele renunciou ao pecado! Ninguém "perseguiu" Moisés, para que ficasse longe dos pecados da corte de Faraó, no voluptuoso Egito.15 Moisés renunciou ao pecado! Ao invés de viver para satisfazer as paixões devassadas da alma, no arrependimento, o indivíduo teve "uma mudança de mente" e agora vive para Deus. Ilustrações da Palavra de Deus Davi, o Ilustre Rei de Israel, cometeu adultério com Bate-Seba, a linda mulher de Urias, o heteu,16 do exército de Israel. Não apenas cometeu Davi o adultério, assim como enviou Urias a morrer na guerra.17
  • 16. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 15 Em Salmos 51, Davi confessa, e se arrepende de seus grandes e graves pecados. Ele diz: "Contra Ti, contra Ti somente pequei, e fiz o que é mal a Tua vista, para que sejas justificado quando falares, e puro quando julgares."18 J. A. Alexander faz um comentário deste versículo: "Ele não substitui, portanto, direta ou indiretamente, Deus pelo homem, este como sendo a vítima, o qual é o único sentido que pode ser deduzido através da frase !contra ti?. Esta idéia, entretanto, está sem dúvida implícita, assim como também perfeitamente consistente com o uso das Escrituras, no descrever do pecado contra Deus. E mesmo o homicídio, o pior crime que possa vir a ser cometido contra o homem, é condenado e punido, como uma violação contra a imagem de Deus (Gen. 9:6)" 19 Pedro, o Apóstolo, quem esteve entre os três mais íntimos dos apóstolos, praguejou e jurou a não conhecer a Cristo.20 Quando Cristo olhou a ele, Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe tinha dito 21, saindo dali 22 e chorou amargamente, por ter pecado contra o Senhor da Glória. Um caso de pseudo arrependimento "Então Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos." 23 Há casos iguais ao de Judas, onde o indivíduo experimenta a "mudança de pensamento", mas a "mudança" não vem de uma mudança de atitude e emoção adequada, e portanto não produz a "mudança de pensamento", revelando que esta mudança não é fruto da regeneração. A palavra usada, à respeito de Judas, é METAMELOMAI. A palavra significa que Judas ficou entristecido que fora "capturado" ou "condenado", e não significa que ele "arrependera-se" e Deus "recusou-se em salvá-lo."24 III. O ARREPENDIMENTO AGE PARA COM OS NOSSOS PRÓXIMOS. Se alguma pessoa teve uma "mudança de mente", a respeito de seu relacionamento com Deus, esta terá, sem dúvida alguma, uma "mudança de mente", a respeito dos seus próximos. Se o pecador estiver realmente arrependido de seu pecado perante de Deus, então ele estará arrependido a respeito de seu relacionamento com seu "conterrâneo". O mesmo Deus que deu os primeiros cinco Mandamentos, os quais eram de regulamentar a conduta de alguém para com Ele, também deu os últimos cinco para regulamentar a conduta de alguém com seus semelhantes. O relatório de Zaqueu testifica que o arrependido passará por uma mudança de mente para com o seu próximo. Zaqueu foi um homem que cobrou mais do que deveria, como cobrador de impostos. Todavia, quando ele se arrependeu de seus pecados perante Deus, ele disse: "Eis que dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado."25 O apóstolo João diz claramente que quem arrependeu-se diante de Deus (e agora ama a Deus), também arrepender-se-á diante do povo de Deus (e agora ama o povo de Deus). 26 IV A MENSAGEM DE DEUS É UMA CHAMADA AO ARREPENDIMENTO. Muitos líderes religiosos nos dizem que o arrependimento não é para esta época. Mas, como pode ser observado pela Palavra de Deus, o arrependimento foi pregado durante o ministério de João o Batista 27; durante o ministério de Jesus 28; e durante o ministério de Paulo.29 E assim disse de Paulo: "Mas Deus, não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam." A recusa do homem de arrepender-se meramente testifica o fato de que a mente e a alma estão em antagonismo contra o Senhor da Glória; e, tal indivíduo está escorregando velozmente em direção ao inferno. É necessário arrepender-se diante de Deus e confiar em Jesus Cristo como seu único Salvador30, ou será condenado pelos seus pecados.
  • 17. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 16 CONCLUSÃO A Palavra de Deus nos ensina que Deus ordena o arrependimento no século XXI como Ele fez no primeiro. Se a alma não se arrepender, será condenada, e esta, para a eternidade. Para toda alma arrependida (METANOEO), haverá o perdão dos pecados. 31 VOCÊ JÁ ARREPENDEU-SE? ARREPENDER-SE-Á? NOTAS DE RODAPÉ ALEXANDER, J. A. THE GOSPEL OF MARK, p.15 GLOAG, P. J. A CRITICAL AND EXEGETICAL COMENTARY ON THE ACTS OF THE APOSTLES, vol. 1, p. 109. THAYER. GREEK-ENGLISH LEXICON, p. 405 WATSON, Thomas. THE TEM COMMANDMENTS, p. 207. SHEED, W. G. T. SERMONS TO THE NATURAL MAN, p. 221. Mateus 23:27 WEBSTER, Noah. AMERICAN DICTIONARY, 1828 via fax. Atos 20:21 I João 3:4 Mateus 7:23; 24:12; Romanos 6:19 II Coríntios 6:14 Marcos 7: 14-23 Romanos 7: 9-11 Gênesis 39:9 Hebreus 11:25 II Samuel 23:39 II Samuel 11:15 Salmos 51:4 THE PSALMS TRANSLATED AND EXPLAINED, p. 231 Mateus 26:74 Lucas 22:61 Marcos 14:72 Mateus 27:3 "Esta palavra expressa remorso, e pode ou não ser seguida de mudança de proposta ou conduta; muito diferente da palavra (METANOEO) usada para denotar o arrependimento à vida." (BROADUS, J. A. MATEUS, p. 438)." "O verbo METAMELOMAI ocorre no N. T. apenas cinco vezes (Mt. 21:29, 27:3; II Co. 7:8; Hb 7:21 de Salmos 109:4). Paulo distingue claramente o que é mera tristeza do ato do !arrependimento?, o qual chama de METANOIAN (II Co 7:9). No caso de Judas (Mateus 27:3) foi mero remorso" (ROBERTSON, A. T. WORD PICTURES, vol. 1, p. 170) "A palavra METAMELOMAI significa
  • 18. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 17 mudança de afeição de alguém, pesar; sempre acompanhada com a idéia de tristeza." (BOYCE, J. P. ABSTRACT OF SYSTEMATIC THEOLOGY, p. 383). Lucas 19:8 I João 5:1 Mateus 3:8 Lucas 13:3 Atos 17:30 João 14:6 Lucas 24:47 Autor: Max Nunley foi pastor da Bible Way Baptist Church, P. O. Box 1439. Deming, NM 88031, EUA Tradução: Gustavo Stapait 09/01 Revisão: Calvin G. Gardner 03/02 http://www.palavraprudente.com.br/estudos/max_n/micelanea/cap01.html 17.11.2016 (07) "Princípios divinos para o sucesso material" Texto Base: Ageu 1:5, 6 e Mateus 6:31-33 Introdução Embora pouco falemos sobre esta questão da prosperidade material do crente, não devemos encarar esse assunto como perdido. Não vamos aderir às pregações dos neopentecostais do "evangelho da prosperidade", pois sabemos muito bem que devemos "Buscar PRIMEIRO o Reino de Deus, e as demais coisas nos serão acrescentadas.", conforme nos prometeu Jesus. No entanto, talvez estejamos incorrendo em um erro grave, quando deixamos tão sem instrução este assunto, e esquecemos que a Bíblia nos foi deixada para nossa completa instrução (II Tim. 3:16 e 17). Desta forma, vemos que muitos irmãos, que não receberam boa orientação quanto à condução de sua vida material, padecem, desnecessariamente, chegando mesmo a passar e causar constrangimento por não terem sabedoria e instrução a respeito. Muitas vezes, deixamos de ser abençoados materialmente, simplesmente porque nós estamos errados. Isto não se resume ao fato de "deixar de dar o dízimo", como muitos pensam e ensinam. A fidelidade na contribuição na Obra é um dos muitos sérios erros que podem estar cometendo, que nos estejam fazendo sentir que "recebemos salário em saco furado" (ou bolso furado, para ser mais atual). Neste estudo, baseado em sua maior parte no livro de Provérbios, que é um livro de sabedoria, vamos buscar a instrução da Palavra de Deus através das palavras de um homem que pediu a Deus sabedoria e recebeu Dele sabedoria e riqueza como poucos ou, talvez, ninguém mais tenha recebido, o rei Salomão. Estudemos em oração e temor a Deus, de tal modo que possamos compreender quanto Deus tem a nos ensinar para nossa vida material, lembrando que alguém já disse – "para o cristão não há distinção entre o material e o espiritual – para o espiritual, tudo é espiritual!"
  • 19. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 18 Este estudo se divide em três partes: 1). Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro) 2). Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro) 3). Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos) Temos a certeza de que esta abordagem bíblica poderá nos ajudar muito. Mas lembre-se de que isto não é tudo. Há muito mais o que aprender a respeito, em nossa experiência diária com a Palavra de Deus. I. Cuidados no trabalho (como devemos ganhar nosso dinheiro) A. Dedicação – Seja diligente (cuidadoso, caprichoso) em seu trabalho (Prov. 21:5). Quem faz o seu serviço bem feito, certamente haverá de ser reconhecido por isto e colher os seus frutos, enquanto o que o faz apressadamente e de qualquer maneira, trará prejuízos a seus patrões / clientes / fregueses / e a si mesmo. B. Disciplina – Não deixe a preguiça dominar você (prov. 6:6-11, 13:4, 20:4 e 13, 21:25, 23:33 e 34).Muitas vezes a razão de alguém não Ter as coisas, é mesmo a falta de coragem e iniciativa para trabalhar. C. Honestidade – Trabalhe honestamente (Prov. 20:10 e 17, 21:6 e 7, 10:22). È vaidade (engano) o ganho desonesto. Especialmente para os verdadeiros filhos de Deus, quando trocam as bênçãos de Deus pelos lucros ilícitos. D. Humildade – Não "se mate" por ganância de ficar rico (Prov. 23:4). Deus pode nos abençoar a ponto de nos tornarmos ricos, mas não devemos levar nossas vidas com este objetivo, como muitos que sacrificam sua saúde, família e vida espiritual. E. Integridade – Não tenha inveja da prosperidade dos ímpios, deixando-os tentar por gente inescrupulosa (Prov. 23:17 e 18, 1:10-15). Nunca nos faltam pessoas que nos incitem a andar em seus caminhos desenfreados, com desculpas do tipo: "isto é normal", "todo mundo faz", e "veja como estamos nos dando bem". II. Cuidados na aplicação da nossa fazenda (como usar nossos bens e dinheiro) A. Satisfação/Gratidão – Contente-se com as coisas alcançadas no Senhor (em trabalho, amor e honestidade) por mais simples que pareçam ou sejam (Prov. 15:6 e 16, 16:8, 30:7-9). Valorizando e desfrutando corretamente daquilo que temos, estaremos mostrando nossa gratidão ao Senhor. Poucas pessoas são sabias em ver que a felicidade não reside naquilo que temos. A vida de muitos homens ricos nos comprovam esta verdade afirmada em Provérbios. B. Zelo – Cuide bem daquilo que você tem e não negligencie nem desperdice (Prov. 27:23 e 18:9). A pessoa que cuida de suas coisas e não zela por elas, costuma perde-las mais rapidamente do que as ganhou e, por isso, está sempre deficitária. Além disso, alguém que não zela de um bem menor, normalmente não se mostra apto e merecedor de um maior.
  • 20. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 19 C. Moderação – Cuide para não fazer mau uso das bênçãos que Deus te dá, para que elas não se tornem mau para você (Prov. 25:16). Este é um erro muito comum entre os crentes. Os excessos e mau emprego de bens que Deus nos dá, acabam por nós prejudicar. D. Bom senso – Dê o devido valor aquilo que você tem (Prov. 20:14). Não seja bobo, permitindo que as pessoas desmereçam ou desvalorizem aquilo que tem um determinado valor. Pessoas que, na hora de comprar, desvalorizam tudo que você tem e na de vender, supervalorizam o que eles têm. Lembre- se que as coisas tem um valor real e justo de acordo com a situação. Há pessoas que custam muito para adquirir algo e depois as entregam de "mão beijada" a espertalhões. E. Coerência/Sabedoria – Não ponha em risco sua vida material, servindo de fiador, avalista ou coisa parecida (Prov. 6:1-5, 17:18, 20:16 e 22:26 e 27). Nós que não temos grande fortunas, dificilmente temos a condição de servir de fiador a alguém. Se fiador ou avalista é comprometer-se com bens ou dinheiro, dados como garantia de um contrato feito por outra pessoa caso ela não o honre. Por essa razão, só poderíamos colocar como garantia, algo que não é imprescindível. Comprometer o nosso patrimônio, o bem estar e sustento de nosso lar e nosso testemunho por dar em garantia de outrem, algum bem ou dinheiro, é incoerente. Ser fiador daquele que não conhecemos direito (o estranho) ou do que "já conhecemos muito bem", também é incoerente. Ser fiador sem Ter com o que pagar é ainda pior. Muitas gente tem comprometido seu bom nome e arrumado problemas sérios no suprimento das necessidades de seu lar, por não dar ouvidos à Bíblia, sentindo-se na obrigação de "por amor" ser fiador do seu próximo. III. Cuidados pessoais (como não destruir com os pés o que fizemos com as mãos) A. Construa o seu reino com bons conselheiros – (Prov. 13:18-23, 12:15, 15:22, 11:14). Pessoas que acham que acham que não precisam de ajuda e se aventuram em coisas que desconhecem, costumam Ter grandes prejuízos. Muitos homens acham que é vergonhoso buscar a opinião de sua esposa ou de outros homens em negócios que vão fazer. O sábio líder, governa com um rico conselho, isto é, ele busca instrução e opinião de pessoas que ele sabe que entende do assunto ou tem interesse que ele seja bem sucedido na empreitada. Assim, procure dentre seus amigos (irmãos e familiares), quem seja indicado a te orientar e ajudar naquilo em que você vai fazer. B. Tenha ou seja uma ajudadora – (Prov. 14:1, 31:10-31). Há muitas mulheres que querem fazer de tudo, mas não cumpre a função primordial que foi dada por Deus de ajudar o seu marido. Na área material, muitas vezes o que ele ganha ou o que eles ganham juntos ela é capaz de gastar sozinha. Uma mulher sabia é aquela que coopera (trabalha em conjunto) para a prosperidade de sua casa, cuidando bem e, se possível, ajudando a ganhar. C. Seja o que você realmente é – (Prov. 13:7, 16:18). Não queira mostrar-se o que não é. Não seja "metido a besta" e nem faça-se de "miserável e coitadinho". Um não tem com que pagar-se e o outro esconde, com ingratidão, asa bênçãos de Deus, não as reconhecendo. D. Não seja "o trouxa" da mulher vil – (Prov. 6:23-26). Muitos homens têm muita cabeça para ganhar dinheiro e até fortuna, mas, por um "rabo de saia" são capazes de entregar em uma semana o que levam dez anos para construir. Como se já não bastassem outras razões morais para alertar os irmãos a fugirem da mulher adúltera, esta é mais uma forte razão. O homem, depois de seduzido (fisgado) por uma mulher interesseira, perde a noção das coisas e fica cego, pondo a perder tudo o que tem e, como diz a Bíblia, chega a Ter que mendigar o seu pão.
  • 21. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 20 E. Não seja escravo dos prazeres – (Prov. 21:17, 23:20 e 21). O dinheiro, sem dúvidas, pode nos trazer conforto e prazeres que, sem ele não poderíamos desfrutar. Porém algumas pessoas se encantam tanto com estes tais prazeres, que se incapacitam a dar continuidade a sua vida normal, de forma que vão dizimando os seus bens. O filho pródigo, da parábola contada por Jesus, é um excelente exemplo disso. F. "A ninguém devais coisa alguma..." – (Rom. 13:8). Não entre em dívidas e compromissos desnecessários, correndo o risco de não Ter com que pagar ou ficar preso a alguém. Aprenda a viver dentro do que você tem e ganha. Hoje, tornou-se comum as pessoas viverem sempre devendo a alguém. Cheque especial (e outras linhas de créditos especiais oferecidas pelos bancos), cartão de crédito, consórcio, cadernetas, cheques pré-datados, etc... tornaram-se um vício para grande maioria. Assim tornando-se cada vez mais devedores (a Bancos, administradoras de cartões de créditos, factoring, ou agiotas), são sem perceber, cada vez mais dominados por estes, a ponto de verem seus bens tomados por estes, quando não conseguem contornar a dívida. Estas instruções nos oferecem créditos como se isso fosse uma honra ou um privilégio; é assim que o gerente lhe comunica que você teve seu limite de crédito aprovado ou aumentado, não é? Mas, na verdade, ele só está dando corda para se enforcar (Prov. 22:7) G. Não se contente em somar / Aprenda a dividir - (Prov. 3:27 e 28, 11:24 e 25, 14:31, 19:17). Seja liberal e generoso, repartindo o que é direito e justo a cada um e ajudando aos necessitados com amor e compaixão, conforme Deus te permitir e abençoar, ou seja, conforme a tua prosperidade (II Cor. 9:1 e 6-13). Quando feito isso SEM SEGUNDAS INTENÇÕES, certamente Deus retribui através da Sua infinita misericórdia. È neste sentido que a Bíblia dez que, quando damos aos pobres estamos emprestando a Deus. È porque Ele devolverá (talvez a mais). H. Faça as contas antes de erguer a torre – (Prov. 13:16 e Luc. 14:28 e 29). Faça as contas e trabalhe sua vida financeira com prudência. Não devemos viver as cegas, não sabendo o que vem pela frente. È por esta razão que muitos caem em dívidas e sem vêem obrigados a submeter-se a empréstimos. Nunca fazem as contas antes, para ver se vai dar para acabar a tora (ou acabar o mês). Quanto mais apertado nosso orçamento, maior a necessidade de prever nosso caixa (receita/despesa), para que possamos ajudá-lo ANTES QUE O DESASTRE OCORRA. Mesmo nos casos de quem, tem certa folga de caixa, é conveniente faze-lo para NÃO INCORRER NO ERRO DO DESPERDÍCIO. (Veja modelo de orçamento anexado e tente usá-lo, adaptando-o à sua condição) Que os conselhos da Palavra de Deus possam fazer-nos sábios no conduzir nossas vidas materiais, de forma que venhamos a honrá-lo dando um bom testemunho do que Ele pode fazer por nós e em nós. AMÉM! Modelo de orçamento mensal Previsão Realizado Saldo Anterior Receitas R$ Despesas R$ Saldo do Mês R$ Saldo Total R$
  • 22. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 21 DT DISCRIMINAÇÃO Valor Previsto Parciais Total RECEITAS Salário Extras R$ R$ R$ DESPESAS Oferta igreja Aluguel Luz Água Telefone Gás Mercado Feira Padaria Farmácia Escola Combustível Manutenção carro Taxas Banco INSS Impostos Casa/Móveis Presentes Mesada Roupas Lazer Viagem Extra TOTAL R$ R$ R$ Autor: Pr Waldir Ferro Igreja Batista Betel Independente
  • 23. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 22 São Paulo ! 01/2002 Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/waldir_f/micelanea/cap01.html 17.11.2016 (08) AMIZADES Amizades são muito importantes em nossa vida. Elas contribuem grandemente em nossa formação e modo de vida. Delas, surgem os relacionamentos mais profundos que definirão coisas importantes como com quem vamos nos casar e que tipo de pessoas vamos ser. As amizades são desenvolvidas primeiro em família e depois na convivência da igreja, escola, vizinhança, etc. Note que nem todos os nossos conhecidos serão nossos colegas ou companheiros. Da mesma forma, nem todos os companheiros (de classe, trabalho, etc.) serão nossos amigos de fato. Muitas vezes, aqueles que consideramos amigos são apenas companheiros ou colegas e muitas vezes maus companheiros. Muito do que vamos ver sobre maus amigos, aplica-se a estes também. A Bíblia nos dá muitas orientações a respeito de amizades. Ela fala da importância dos bons amigos e nos avisa sobre os perigos das más companhias através de várias exortações e ricos exemplos. A IMPORTÂNCIA DAS AMIZADES Este é um assunto de grande importância. Somos exortados por Deus, através da Bíblia, a ter sérios e bons cuidados com relação à escolha de nossos amigos, pois eles têm muita influência em nossas vidas. O que anda com os sábios ficará sábio, mas o companheiro dos tolos será destruído (Provérbios 13:20). Na verdade, a partir do momento em que escolhemos nossas amizades, não são apenas pessoas que estamos escolhendo, mas o rumo que nossas vidas terão. Ao escolhermos a amizade de pessoas que praticam coisas contrárias a Deus, estamos escolhendo o mundo e rejeitando a Ele. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus (Tiago 4:4). CUIDADOS COM AS AMIZADES A escolha de bons amigos nos ajudará em muitos aspectos, especialmente em termos espirituais. É muito fácil fazer uma má escolha. Pessoas que não amam a Deus e não respeitam a Sua Palavra costumeiramente nos oferecem sua amizade e, muitas vezes, parecem atrativas a nós. É certo que, se já somos crentes em Cristo, podemos e até devemos nos relacionar com tais pessoas a fim de influenciá-las pela nossa fé e exemplo de uma vida reta. Jesus mesmo fez questão de ter contato com pecadores, levando a eles palavras de salvação (Lucas 15:1; Mateus 9:10-13). Porém, há grande perigo quando nos relacionamos com tais pessoas e nos envolvemos com elas sem estarmos firmados em uma fé verdadeira. Nesses casos, em lugar de conduzi-los a Cristo, acabamos permitindo que as suas más influências nos corrompam. Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Coríntios 15:33). Algumas pessoas querem nos afastar de Deus e nos induzir a pecar contra Ele. Devemos ter cuidado, pois isso pode ocorrer até mesmo dentro da igreja, causando intrigas ou mesmo desvios de fé e conduta (heresias).
  • 24. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 23 Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; dentre os deuses dos povos que estão em redor de vós, perto ou longe de ti, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade; não consentirás com ele, nem o ouvirás; nem o teu olho o poupará, nem terás piedade dele, nem o esconderás (Deuteronômio 13:6-8). Por não atentarem ao que diz a Palavra de Deus, infelizmente, vemos até mesmo muitos filhos dos crentes caindo em grande tragédia espiritual, sendo levados ao uso ou até ao tráfico de drogas e à prática de outros crimes pela influência de "amigos". Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco, embosquemo- nos para derramar sangue, espreitemos, ainda que sem motivo, os inocentes; traguemo-los vivos, como o abismo, e inteiros, como os que descem à cova; acharemos toda sorte de bens preciosos, encheremos de despojos a nossa casa; lança a tua sorte entre nós; teremos uma só bolsa. Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés; porque os seus pés correm para o mal e se apressam a derramar sangue (Provérbios 1:10-16). Devemos ter cuidado com aquelas companhias que gostam de confusão e que buscam a violência. Eles são perigosos até a si mesmos. Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico (Provérbios 22:24). Algumas amizades precisam ser totalmente evitadas. Devemos, enquanto é tempo, nos afastar daqueles falsos amigos, que querem nos incitar para desviar do Senhor e praticar o pecado. É claro que não se aplica a nós a ordem de matá-los como era ordenado na Lei para os israelitas, mas fica óbvio o sentido de que eles devem ser TIRADOS da NOSSA vida e de nossos filhos, e suas más obras devem ser condenadas e afastadas dos nossos olhos. Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (Salmos 1:1). Não porei coisa má diante dos meus olhos. Odeio a obra daqueles que se desviam; não se me pegará a mim (Salmos 101:3). Há outro tipo de falsos amigos que nos fazem mal, que são aqueles atraídos por interesses. Podemos reconhecer esses “amigos” por observar que o que eles querem é somente usufruir daquilo que podemos lhes oferecer, seja material ou algum outro tipo de favor. Precisamos ser sábios para enxergar em tempo que estes não são realmente nossos amigos. Pessoas que só estão à espera do que nós temos a lhe oferecer não são amigas em sentido algum. Um exemplo bíblico disso é o da parábola do filho pródigo. Lemos que ele tinha “amigos” ao seu lado enquanto desfrutava da sua herança e ficou em abandono total após o dinheiro acabar. Uma verdadeira amizade não é propriamente estabelecida no interesse em “dar e receber”, embora esse “dar e receber” seja necessário a ela como vamos ver adiante. As riquezas granjeiam muitos amigos, mas ao pobre, o seu próprio amigo o deixa (Provérbios 19:4). Devemos tomar cuidado, também, com aqueles que não mostram lealdade a outras pessoas como colegas e familiares. Se agem assim com eles, muito provavelmente agirão conosco também. O que rouba a seu próprio pai, ou a sua mãe, e diz: Não é transgressão, companheiro é do homem destruidor
  • 25. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 24 (Provérbios 28:24). Sempre corremos o risco de que nossa amizade e fidelidade dedicadas a alguém, não sejam correspondidas. Jesus mesmo sofreu a traição (embora ele já o soubesse desde sempre). Davi também teve “amigos” que foram falsos com ele e o traíram depois (Salmos 35.11-16). Por que haveria de ser diferente conosco? Até o meu próprio amigo íntimo, em quem eu tanto confiava, que comia do meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar (Salmos 41:9). Alguns dos amigos mais perigosos são aqueles que sempre concordam conosco, apoiando-nos mesmo nas coisas erradas. Por concordarem e apoiarem nossas ideias e atitudes, eles parecem “bons amigos”, mas poderemos observar que isso não é verdade. Melhor é ouvir a repreensão do sábio, do que ouvir alguém a canção do tolo (Eclesiastes 7:5). O amigo verdadeiro está pronto tanto para nos dar apoio e palavras de aprovação amorosa quanto para nos repreender e corrigir com palavras francas. A pessoa sábia procura ter amigos com coragem e convicção para repreendê-la quando for necessário. Por outro lado, o insensato evita pessoas que a corrijam e critiquem, procurando aprovação em tudo que faz. É claro que ninguém gosta de ser corrigido, mas todos nós precisamos de amigos que nos amem tanto a ponto de ter a coragem de apontar e nos ajudar com nossos erros. Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto. Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos do inimigo são enganosos. O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo pelo conselho cordial (Provérbios 27:5, 6 e 9). Dessa forma, devemos fazer um firme propósito como o de Davi, de buscar cercar-nos de pessoas tementes a Deus. Companheiro sou de todos os que te temem e dos que guardam os teus preceitos (Salmos 119:63). Uma vez que escolhemos TER bons amigos, devemos buscar SER bons amigos também! As Escrituras nos aconselham sobre as responsabilidades de companheiros fiéis. Amigos contam com a presença uns dos outros: Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo (Provérbios 27:17). Mais vale o vizinho perto do que o irmão longe (Provérbios 27:10). As orientações bíblicas são valiosas para nos guiar em fazer e manter boas amizades. EXEMPLOS DE AMIZADE Três gerações da família de Davi nos servem de exemplos de amizades boas e más. Davi e Jônatas - Um exemplo maravilhoso de amizade profunda e verdadeira é aquela mantida entre o próprio Davi e Jonatas. Ela mostra como deve ser uma verdadeira amizade, firmada em nosso íntimo (na alma), valorizando e amando aquela pessoa acima de nossos interesses pessoais.
  • 26. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 25 E sucedeu que, acabando ele de falar com Saul, a alma de Jônatas se ligou com a alma de Davi; e Jônatas o amou, como à sua própria alma. E Jônatas e Davi fizeram aliança; porque Jônatas o amava como à sua própria alma. E Jônatas se despojou da capa que trazia sobre si, e a deu a Davi, como também as suas vestes, até a sua espada, e o seu arco, e o seu cinto (1 Samuel 18:1, 3-4). O rei Saul buscou incansavelmente matar Davi, escolhido por Deus como seu sucessor. Jônatas, da mesma forma, poderia ter olhado para Davi com inveja ou ódio, pois se Deus não tivesse nomeado Davi, o próprio Jônatas seria rei depois da morte de Saul. Jônatas não mostrou tal atitude mesquinha e mesmo contrário a seu pai, manteve uma amizade especial com Davi durante toda a sua vida. Quando Saul tentou matar Davi, Jônatas protegeu seu amigo (1 Samuel 20). Davi lamentou amargamente a morte desse amigo tão especial (2 Samuel 1:17-27). Mesmo após a morte de Jônatas, Davi buscou exercer benignidade para com o filho aleijado de seu amigo, Mefibosete (2 Samuel 9), em cumprimento da aliança firmada por eles. Amnon e Jonadabe - Amnon, um dos filhos de Davi, não escolheu seus amigos do mesmo modo que seu pai. Em lugar de cultivar boas amizades, escolheu como companheiro seu primo Jonadabe (2 Samuel 13:3). Quando Amnon falou com este amigo sobre os seus desejos errados pela própria irmã, Jonadabe teve a oportunidade de corrigir e ajudar seu primo. Em lugar disso, ele "ajudou" Amnon a arquitetar um plano para estuprar a própria irmã. Além de levar Amnon a humilhar e odiar a moça inocente e a magoar profundamente seu pai (2 Samuel 13:4-21), o conselho de Jonadabe levou, afinal, à morte do próprio Amnon (2 Samuel 13:22-36). Jonadabe ainda teve a falsidade de tentar confortar Davi depois da morte de Amnon. Com certeza, esse não foi um bom amigo. Roboão e seus colegas - Roboão, neto de Davi, se tornou rei depois da morte de Salomão. No início do seu reinado, procurou conselho de várias pessoas antes de tomar uma decisão importantíssima. Ele valorizou a amizade de seus jovens colegas acima da sabedoria dos homens mais velhos e experientes que haviam ajudado seu pai (1 Reis 12:7-11). A "ajuda" destes amigos contribuiu para a divisão do reino e diminuiu muito a influência de Roboão. Nossos amigos podem falar coisas que nos agradam, mas devemos dar ouvidos à sabedoria de pessoas mais sábias. O QUE ESPERAR DE UMA AMIZADE O ideal de uma amizade é que ela possa ser vista como Davi bem a definiu: “Uma aliança do Senhor”. Isso representa um pacto de fidelidade irrevogável. Usa, pois, de misericórdia com o teu servo, porque o fizeste entrar contigo em aliança do SENHOR (1 Samuel 20:8). É no momento de aflição e necessidade que mais precisamos ter ou ser amigos verdadeiros. Em uma relação de amizade, mesmo quando um se mostra fora do temor de Deus, o outro amigo deve agir com compaixão, ajudando-o e buscando trazê-lo de volta ao bom caminho e não se fazendo companheiro dele em seus erros. Ao que está aflito devia o amigo mostrar compaixão, ainda ao que deixasse o temor do Todo-Poderoso (Jó 6:14). Nos piores momentos é que o amigo cresce e oferece o melhor de si. Nesse sentido é que a Escritura diz que ele se faz mais que um amigo, tornando-se um irmão. Em todo o tempo ama o amigo e para a hora da angústia nasce o irmão (Provérbios 17:17). Todos nós precisamos de amigos verdadeiros que estejam ao nosso lado e nos auxiliem em certos momentos da vida. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante
  • 27. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 26 (Eclesiastes 4:10). CONCLUSÃO: Coloque em prática aquilo que a Bíblia ensina sobre a verdadeira amizade, atentando ao seu ensino e exemplos. 1- Escolha seus amigos com cuidado, evitando aquelas que lhe exerçam má influência para afastá-lo de Deus. 2- Valorize amigos sinceros que te ajudem e corrijam quando erra. 3- Corte amizades que prejudicam sua vida espiritual. 4- Seja fiel e de confiança, especialmente nos momentos difíceis, quando os amigos mais precisam de você. 5- Coloque sempre a Palavra de Deus como parâmetro para estabelecer suas amizades e relacionamentos. Pr Waldir Ferro Igreja Batista Betel Independente Rua das Flautas Transversais, 115 – Sto Amaro – São Paulo-SP Autor: Pr Waldir Ferro Fonte: http://www.palavraprudente.com.br/estudos/waldir_f/micelanea/cap07.html 17.11.2016 (09) A Internet e as mídias sociais - caindo na rede Introdução: Há algum tempo atrás, tive a oportunidade de falar em um encontro de jovens em nossa igreja sobre esse assunto. Procurei alertar sobre certos “probleminhas” que costumam acontecer na utilização da Internet. Chamei aquela palestra de “Caindo na Rede”, fazendo uma brincadeira para chamar a atenção para uma coisa séria, usando como ilustração os peixes, que enroscados nas redes dos pescadores, acabam morrendo por isso. Tenho visto que os pescadores de homens (não os enviados por Jesus) têm arrastado muitos nas suas redes. Jovens e adultos também. Mas, é claro, esse assunto atinge mais aos jovens. Essa geração teen praticamente não vive (ou acha que não pode viver) sem os aparelhos eletrônicos de comunicação (principalmente os computadores e celulares). Isso tem feito alguns irmãos pensarem que é preciso voltar a esse assunto que se tornou tão relevante nos nossos dias. Espero que os jovens, adolescentes e pré-adolescentes de nossa igreja, assim como seus pais, compreendam a importância desse assunto e busquem aplicar a Palavra de Deus a ele, sem
  • 28. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 27 preconceitos ou paixões exacerbadas, mas com moderação, equilíbrio e temor a Deus acima de tudo. Vamos ao assunto. O que é uma “Rede Social”? Quando fazemos essa pergunta, tenho a certeza de que o que vem à mente da maioria de nós é aquilo que usamos para interagir com outras pessoas na internet. Certo? Mas, talvez você se surpreenda ao saber que as redes sociais já existiam antes da internet. Acreditem jovens: havia vida na terra antes da internet! Deus criou o homem muito antes dela, e as pessoas interagiam antes dessa grande invenção. Uma Rede Social é, na verdade, qualquer coisa que envolva pessoas interagindo e se relacionando. A ideia de uma rede social na Internet vem desses outros tipos de redes sociais que já existiam. As REDES COMUNITÁRIAS que agrupam pessoas com um mesmo interesse em favor das necessidades da comunidade de um bairro, ou REDES PROFISSIONAIS que reúnem pessoas de uma mesma formação profissional para discutir e defender questões técnicas ou do interesse daquela categoria, por exemplo, são tipos de redes sociais. Os encontros mantidos por esses grupos para discussão de determinados temas são chamados muitas vezes de “fóruns”, o que certamente você também já viu ou ouviu na internet. Mas afinal, o que é a Internet? Como vimos, redes sociais já existiam em outras formas antes de surgir a “Arpanet”. Você pode estar perguntando: o que é essa tal de “Arpanet”? Estranho, não é? Mas, na verdade, esse era o nome original daquilo que hoje conhecemos como “internet” ou, simplesmente, “net”. Ela foi criada em 1969 e ligava apenas quatro computadores de universidades dos Estados Unidos e, por um bom tempo, serviu apenas para fins acadêmicos. Só em 1988 (quase vinte anos depois), o Brasil conheceu a Internet, que talvez nem pudesse ainda ser chamada de “rede mundial de computadores”, como hoje ela é definida. Ela só era utilizada para auxiliar em pesquisas universitárias e de uso bastante restrito. Só em 1995 a Embratel obteve autorização para comercializar o seu uso e colocá-la à disposição da população em geral (isso é, para os poucos que podiam pagar por isso). E para que ela serve? A partir daquela época (1995), aos poucos, fomos entrando para o grupo das pessoas que são chamadas hoje de “internautas”. “Navegando” pela rede, contatando pessoas conhecidas ou desconhecidas, do Brasil e de outras partes do mundo (por salas de bate-papo, fóruns, e grandes redes sociais), trocando correspondências (e-mail), explorando páginas de todo tipo, pagando contas, fazendo compras, baixando programas, pesquisas e até trabalhando (tudo “on- line”), nos tornamos um dos países que mais utilizam computadores e mais
  • 29. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 28 apaixonados pelas mídias sociais. A pesquisa acadêmica e científica que deram origem à internet talvez sejam os motivos que menos levam as pessoas a utilizá- la. Até os jornais foram afetados pelo crescimento da Internet, tendo que reduzir a impressão de jornal em papel e usar mais o meio eletrônico para fazer o seu trabalho. Aos poucos, as próprias mídias sociais da internet foram tomando lugar desses jornais como fonte de informação. Muitas vezes, hoje em dia, um jornal só “repica” (repete) a informação que já foi dada por alguém, seja ele o próprio envolvido (alguma personalidade política, um artista, atleta ou coisa assim) por meio do Twitter ou Facebook, por exemplo. Na Internet, tudo que podemos fazer em um computador pode ser compartilhado com qualquer outro computador, em qualquer lugar do mundo. Via cabos ou satélites, palavras escritas, sons e imagens podem ser transmitidos para todo o mundo e para qualquer pessoa. Isso pode ser muito bom, mas também deve inspirar em nós mais cuidado naquilo que vemos ou enviamos por ela. Podemos ter muita informação nos sítios (sites) onde são armazenados filmes, músicas, livros, estudos, artigos, fotos, jogos, notícias, etc. Encontramos coisas engraçadas ou tristes, sérias e graves; imorais ou edificantes; úteis ou o “suprassumo das futilidades”. Enfim, o mundo está ao nosso alcance. Muitas vezes, basta um toque com o nosso dedo no “mouse” ou no teclado para trazermos alguma coisa daquelas mais fantásticas ou mais grotescas do mundo para nossa casa e nossa vida, ou para enviar algo nosso para o mundo, e que, muitas vezes, não tem mais como ser refreado ou voltar atrás. Por enquanto, gostaria que parássemos para pensar justamente nessa questão que, acredito, vai dar sentido a tudo que ainda vamos estudar, e afetar o modo como vamos agir em função disso tudo. Como dissemos a pouco, “O MUNDO está ao nosso alcance”. Isso é uma verdade! Vi muitos pastores, antigamente, exortando sobre a TV, porque ela “trazia o mundo para dentro dos nossos lares”. Isso também era uma verdade e o é ainda. Mas a internet e as suas mídias sociais não só trazem o mundo para dentro dos nossos lares, como também levam nossos lares ao mundo. Um mundo que nem sempre (ou quase nunca) conhecemos. Com a TV, tínhamos que ver o que estava ali, e a família estava junto, em boa parte do tempo, dando mais oportunidade para que alguém verificasse se alguma coisa ali não era boa. Já, na internet, temos uma infinidade de possibilidades, sem controle e sem censura. O uso do computador e da internet, geralmente é individual. Crianças e jovens estão navegando trancados nos quartos ou em algum outro lugar, e seus pais nem sabem o que eles estão vendo ou fazendo. Com quem estão falando? O que estão lendo, ouvindo ou assistindo? Precisamos ter um “filtro” para refrear o que há de mal nesse mundo que está tão ao nosso alcance, para que ele não a venha nos seduzir de um modo que sejamos arrastados por ele.
  • 30. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 29 Devemos nos lembrar do que a Bíblia nos diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 João 2:15). Não podemos nos apegar ao mundo ou às coisas que ele tem a nos oferecer. Certamente há coisas boas nesse mundo, mas nem todas elas são do agrado de Deus. Na verdade, Satanás sabe muito bem infiltrar coisas perniciosas em quase tudo, a fim de ofender a Deus e nos levar a fazer isso também. Quase tudo nesse mundo está contaminado por esse veneno da serpente, lá do Éden, e a consciência disso deve nos fazer mais alertas. “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas EU NÃO ME DEIXAREI DOMINAR POR NENHUMA” (I Coríntios 6:1). “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, MAS NEM TODAS EDIFICAM” (I Coríntios 10:23). As Mídias Sociais No mundo da internet, existem variados tipos de sites e páginas. Existem aqueles que são de utilidade pública, destinados ao atendimento e serviços à população (Ex: Receita Federal, prefeituras, Previdência Social); sites empresariais para divulgação ou comercialização de seus produtos e serviços; e outros que servem para divulgar ideias ou proporcionar lazer. É nesse último tipo que encontramos as chamadas mídias sociais. O propósito delas é de estabelecer comunicação entre pessoas (do inglês “media” = “meio de comunicação”). Por meio delas, as pessoas podem compartilhar ideias, através dos blogs (publicações editoriais) e microblogs (como o Twitter); imagens, fotos e vídeos (Flickr, Picasa, Youtube, etc), músicas (Last.fm, Youtube e outros), conhecimentos (Wikipédia e outros Wikis), etc. As Redes Sociais As redes sociais são mídias sociais onde podemos ir além de compartilhar essas coisas. Nelas, nós podemos interagir com outros, conversar e trocar informações de forma virtual. Elas se tornaram muito populares à medida que evoluíram, agregando cada vez mais opções como: bate-papo on-line, chats com
  • 31. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 30 áudio e vídeo, compartilhamento de textos, músicas, fotos, vídeos, jogos, formação de grupos, reuniões em videoconferência e outras novidades que vão surgindo. São Redes Sociais, por exemplo, o Facebook, Google+, MySpace, Orkut, Hi5, Badu, LinkedIn (profissional), Last.fm (música), Flickr, Youtube, Second Life (realidade virtual), Twitter (rede social e microblogging), Wikis (compartilhamento de conhecimento) e várias outras. Originalmente, elas foram criadas com algum propósito específico, mas a maioria teve seu uso diversificado e adulterado por conta dessa agregação de serviços ou pela má utilização dos usuários. Observe como pessoas fazem o uso errado de certas mídias. O Twitter, por exemplo, que foi criado para expor ideias, pensamentos interessantes e curiosidades, está cheio de pessoas expondo coisas sem nenhuma importância sobre suas vidas. Sem dúvida, as redes sociais da internet podem ser muito bem utilizadas. Podemos encontrar e oferecer boas coisas através delas: boa literatura (inclusive a Bíblia em diversas versões), fazer novas amizades (embora isso requeira muito cuidado), manter contato com amigos e irmãos, trocar estudos e até evangelizar pessoas. Os Perigos da Internet e das Redes Sociais. Podemos enfrentar problemas com o mau uso dessas redes, sendo levados a incorrer em uma série de perigos. A primeira coisa em que precisamos pensar é que qualquer coisa comunicada por meio da Internet pode ir bastante longe. Lembre-se disso, pois isso pode ser uma coisa muito boa ou... muito ruim. Outra coisa importante é considerar que qualquer pessoa pode postar qualquer coisa na internet. Praticamente não há meio de censurá-la. Até mesmo grandes instituições, como bancos, governos, etc., têm dificuldades na luta contra a astúcia de pessoas desonestas (chamados hackers) que buscam meios de burlar os sistemas e causar danos e prejuízos. Para nós, existem perigos de roubo de senhas de segurança e dados pessoais, exposição de imagem, riscos com ladrões, sequestradores, pedófilos e
  • 32. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 31 aproveitadores de todo tipo. Mas, além disso, os crentes (jovens e adultos) não podem ignorar que existem também os muitos “hackers” da nossa alma, que querem roubar a integridade do ser humano e a fidelidade dos verdadeiros filhos de Deus. Eu sei que você pode estar pensando a essa altura que isso tudo é bobagem e que o risco não é tão grande assim. Mas, Deus nos ensina: “O PRUDENTE PREVÊ O MAL, e esconde-se; mas OS SIMPLES PASSAM E ACABAM PAGANDO” (Provérbios 22.3). “Portanto, VEDE PRUDENTEMENTE COMO ANDAIS, não como néscios, mas como sábios” (Efésios 5.15). Então, fique alerta e siga em frente! Daqui por diante, vamos falar sobre alguns desses perigos que corremos e como devemos agir, como pessoas prudentes e tementes a Deus. a) A mentira: É muito comum a prática da mentira no meio das comunicações virtuais. Pessoas mentem sobre idade, quem são, formação, etc. Os motivos podem ser relevantes ou não, mas parece que a “mentira virtual” não é vista como mentira e que deixou de ser pecado. Se precisamos mentir para fazer ou ter alguma coisa, melhor não fazer. “Por isso DEIXAI A MENTIRA, e falai a verdade cada um com o seu próximo; porque somos membros uns dos outros” (Efésios 4.25). “Vós tendes por pai ao DIABO e quereis satisfazer os desejos de vosso pai... Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e PAI DA MENTIRA” (João 8:44). Isso mesmo. Praticam aquilo que é próprio de Satanás, o próprio criador da mentira. b) O vício: Sempre que falamos em vício, pensamos em coisas como cigarro, bebidas e outras drogas. Mas o vício não se prende exclusivamente a essas coisas. Na verdade, a palavra vício vem do latim “vitius” e quer dizer “tendência habitual para o mal”. Na Bíblia, é a palavra grega “kakia” que representa “o que é oposto à virtude”. Sendo a virtude uma qualidade que nos leva a fazer coisas
  • 33. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 32 boas, o vício é um defeito de caráter que nos leva a fazer coisas más. Assim, todo tipo de hábito ruim deve ser visto como um vício. É a nossa concupiscência em ação! O uso da internet não é uma coisa ruim, mas o hábito de seu uso prolongado (às vezes por horas) tende a se tornar um grande mal. Tempo desnecessariamente gasto em coisas que não edificam é algo muito ruim. O trabalho, os estudos e mesmo o estudo bíblico podem ser prejudicados por um impulso irresistível de ficar na frente do computador fazendo outras coisas (navegando, jogando, conversando, etc.). Veja se você não está deixando de cumprir deveres, perdendo horas demasiadas nisso. Se não está deixando de ter atividades físicas e relacionamentos pessoais por causa disso. Verifique, também, se, pelo tempo longo demais ligado ao computador (PC, Note, tablete, celular etc.), não existem coisas que estão saindo do seu controle e tornando-se algo irresistivelmente forte em sua vida e lhe levando a pecar. O vício no uso da internet pode trazer outros vícios piores, que destroem a saúde do corpo e da alma também. Jogos, filmes, pornografia, fofocas e outras coisas podem sujar sua mente e ocupar um grau de importância sobre outras coisas que podem destruir certas (senão todas) áreas da sua vida. “... renunciando à IMPIEDADE e às CONCUPISCÊNCIAS mundanas, VIVAMOS neste presente século SÓBRIA, e JUSTA, e PIAMENTE” (Tito 2:12). c) Solidão e isolamento: Outro perigo da internet é a falsa sensação que ela pode causar de que estamos nos relacionando adequadamente com as pessoas. Precisamos nos relacionar com pessoas nas nossas atividades diárias (escola, trabalho, igreja, lazer). O problema é que alguns começam a se isolar de pessoas “de verdade” e a se ligar somente às “amizades virtuais”. Cuidado! Se os seus “melhores” amigos ou a maioria deles são virtuais, talvez você não perceba o quanto está sozinho. As redes sociais podem e devem ajudar no contato com os amigos, especialmente com aqueles mais distantes, mas não substituem a convivência social. Busque boas amizades. Converse pessoalmente com elas, tenha momentos de lazer com aquelas que você puder, influencie as que estiverem ao seu
  • 34. 14 ESTUDOS BÍBLICOS 33 alcance e deixe-se influenciar por aquelas que tiverem coisas boas para lhe passar. Principalmente, procure se aproximar daquelas com quem você pode ter comunhão espiritual e compartilhar de coisas edificantes. A maioria dos que “curtem” suas postagens, jogam com você ou te convidam para participar de alguma coisa na Rede não é de fato seu amigo. Relacionamentos à distância são frios e os virtuais são os mais enganosos de todos. “COMPANHEIRO SOU de todos OS QUE TE TEMEM e dos que GUARDAM OS TEUS PRECEITOS” (Salmos 119:63). “O AMOR seja NÃO FINGIDO. Aborrecei o MAL e apegai-vos ao BEM. Amai-vos cordialmente uns aos outros com AMOR FRATERNAL, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:9-10). d) Exposição indevida: Um perigo terrível é o da exposição indevida ou superexposição na internet. Alguns desses riscos podem ser evitados ou, na maioria, minimizados. Não devemos fornecer dados pessoais (senhas, endereço, nº de documentos, conta bancária, nome e idade) a ninguém. É claro, que existem situações onde isso será necessário, mas deve ser evitado e, quando isso ocorrer, deve ser feito com muito critério. Existem muitos roubadores de dados que podem fazer mau uso deles (ex.: hackers e sequestradores). Cuidado com e- mails de desconhecidos ou mesmo de pessoas conhecidas que pareçam estranhos. Geralmente eles contêm vírus que podem vasculhar dados ou causar danos ao computador. Existem outros tipos mais complicados de exposição nas redes sociais. Quando fazemos um perfil em qualquer rede social, inevitavelmente, expomos coisas a nosso respeito. Não se deve colocar dados completos (endereço) ou deixá- los disponível para qualquer pessoa. Para os jovens e adolescentes, também não é bom constar escola em que estudam. Com fotos e a informação da escola onde uma criança ou adolescente estuda, sequestradores e pedófilos, por exemplo, têm tudo que precisam para chegar a ele ou ela.