Colecção Comunicação & Sociedade
O livro Televisão e Política: Estratégias discursivas da propa-
ganda eleitoral em Moçambique é o segundo da colecção
Comunicação & Sociedade, criada com o objectivo de
promover a publicação de trabalhos de pesquisadores na-
cionais e sobre temas ligados à comunicação e sociedade
moçambicana.
Com esta colecção, o Centro de Estudos Interdisciplinares
de Comunicação (CEC) pretende dar o seu contributo na
construção de um debate e de um pensamento sistema-
tizado sobre o lugar e o papel da comunicação em Mo-
çambique, assim como abrir mais canais de publicação de
trabalhos relevantes, para além da sua Revista Anual.
Espera-se que esta colecção possa representar um momen-
to marcante no desenvolvimento das Ciências da Comuni-
cação em Moçambique, providenciando um manancial de
material bibliográfico para a consulta de pesquisadores e
estudantes interessados em aprofundar sobre a comunica-
ção na nossa sociedade.
9 789896 914523
ISBN 978-989-691-452-3
ISBN 978-989-691-452-3
Imprensa
Moçambicana:
do papel ao digital
Teorias, história e digitalização
ImprensaMoçambicana:dopapelaodigital
Teorias,históriaedigitalização
Celestino Joanguete
CelestinoJoanguete
Celestinho Joanguete
Nascido no dia 2 de Dezembro de 1968 na cidade da Beira,
CelestinoVazTomás Jone Joanguete é docente da Escola
de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mon-
dlane. Professor convidado da Universidade Católica de
Moçambique para o curso de Doutoramento em Ciências
da Comunicação. Doutorado em Ciências da Comunicação
pela Universidade do Minho; Pós-Graduado em Jornalismo
Político pela Universidade do Porto; Licenciado em Cièncias
da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa-
-Porto; Bacharel em Teologia pela Seminário Maior São Pio
X-MaputoeBacharelemFilosofiapeloSeminárioMaiorSan-
to Agostinho-Maputo. Consultor e executive coaching em
comunicação organizacional em várias empresas públicas
e privadas moçambicanas. Colaborador do Jornal Notícias
desde 1994; Investigador do Centro de Estudos de Co-
municação e Sociedade,CECS, da Universidade do Minho;
Membro do Centro de Estudos Africanos da Universidade
do Porto, CEAUP; membro da Associación Espanola Investi-
gación de la Comunicación e Membro da Organização para
Pesquisa em Ciências Sociais em África Oriental e Austral,
OSSREA. É palestrante e autor de vários artigos científicos
sobre os media, ciberjonalismo e comunicação móvel.
Mais do que uma história da imprensa moçambicana, o livro sintetiza os principais debates
teóricos da mudança do cenário mediático global. Numa perspectiva transdiciplinar, são con-
vocados para a reflexão alguns teóricos da “mediamorfose”, que na década de 90 abriram os
primeiros territórios de investigação em torno do fenómeno de transformação sócio-organiza-
cional da indústria mediática.
Por um lado, a obra apresenta os primeiros momentos de pesquisa caracterizados pela “tec-
norresistência” e críticas ao novo modelo digital de comunicação; O segundo momento era
manifestamente de generalização de dúvidas de ruptura ou continuidade dos sistemas medi-
áticos; Enquanto prevalecia a contraposição entre os “apocalípticos e os integrados”, algumas
redacções iam incorporando as tecnologias como processos de produção e, consequente-
mente, o fenómeno de mudança organizacional de empresas jornalísticas transformava-se em
realidade incontornável; Em consequência do fenómeno da digitalização dos media, o impacto
político, social e do perfil dos jornalistas tornavam-se visível nas empresas jornalísticas. Por
outro lado, o livro tráz à tona a questão da inovação das redacções dos países africanos e a
complementaridade dessas inovações com as línguas africanas e, por fim, relata, descreve e cri-
tica os processos mutacionais da imprensa moçambicana, desde o período da implantação da
primeira tipografia em Moçambique, até ao actual cenário de transição da televisão analógica
para o digital.
Continuidade e descontinuidade do modelo mediáticos: é o dilema que resume esta história da
imprensa moçambicana. Ela apresenta, descreve e problematiza a questão das transformações
tecnológicas dos media, quer no seu carácter institucional quer no exercício de jornalismo ba-
seado na Internet. Nestes pontos, o livro propõe celeridade da transição dos media analógicos
para o sistema digital, de modo a responder à velocidade, à mobilidade e avidez da audiência
em participar e contribuir na produção e distribuição de conteúdos noticiosos de forma instan-
tânea e próximo do tempo real de ocorrência dos factos.
A emergência de mudanças mediáticas, causadas pelas tecnologias, distancia-se aos poucos
das nomas e regras clássicas que regulavam a relação entre a política, os media e a audiência.
Uma relação que está a perder a sua vigência face a multiplicidade de plataformas digitais de
comunicação, que estão se impondo gradualmente em todas as sociedades democráticas. Com
isto, gera-se-um novo ambiente da relação política/media/audiência, baseada em oportunida-
des e, por vezes, em conflitos.
A inovação dos media e apropriação pela audiência das tecnologias sociais de participação, pro-
dução e distribuição de conteúdos digitais, transforma as relações dos media e sistemas de co-
municação clássica em comunicação interactiva.Trata-se de um sistema mediático revolucionário
e interactivo, cujo funcionamento afecta directamente as múltiplas relações comunicativas, facto
que amplia o espaço de acção da audiência, da qualidade de recepção e do alcance.

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    Colecção Comunicação &Sociedade O livro Televisão e Política: Estratégias discursivas da propa- ganda eleitoral em Moçambique é o segundo da colecção Comunicação & Sociedade, criada com o objectivo de promover a publicação de trabalhos de pesquisadores na- cionais e sobre temas ligados à comunicação e sociedade moçambicana. Com esta colecção, o Centro de Estudos Interdisciplinares de Comunicação (CEC) pretende dar o seu contributo na construção de um debate e de um pensamento sistema- tizado sobre o lugar e o papel da comunicação em Mo- çambique, assim como abrir mais canais de publicação de trabalhos relevantes, para além da sua Revista Anual. Espera-se que esta colecção possa representar um momen- to marcante no desenvolvimento das Ciências da Comuni- cação em Moçambique, providenciando um manancial de material bibliográfico para a consulta de pesquisadores e estudantes interessados em aprofundar sobre a comunica- ção na nossa sociedade. 9 789896 914523 ISBN 978-989-691-452-3 ISBN 978-989-691-452-3 Imprensa Moçambicana: do papel ao digital Teorias, história e digitalização ImprensaMoçambicana:dopapelaodigital Teorias,históriaedigitalização Celestino Joanguete CelestinoJoanguete Celestinho Joanguete Nascido no dia 2 de Dezembro de 1968 na cidade da Beira, CelestinoVazTomás Jone Joanguete é docente da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mon- dlane. Professor convidado da Universidade Católica de Moçambique para o curso de Doutoramento em Ciências da Comunicação. Doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Minho; Pós-Graduado em Jornalismo Político pela Universidade do Porto; Licenciado em Cièncias da Comunicação pela Universidade Fernando Pessoa- -Porto; Bacharel em Teologia pela Seminário Maior São Pio X-MaputoeBacharelemFilosofiapeloSeminárioMaiorSan- to Agostinho-Maputo. Consultor e executive coaching em comunicação organizacional em várias empresas públicas e privadas moçambicanas. Colaborador do Jornal Notícias desde 1994; Investigador do Centro de Estudos de Co- municação e Sociedade,CECS, da Universidade do Minho; Membro do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, CEAUP; membro da Associación Espanola Investi- gación de la Comunicación e Membro da Organização para Pesquisa em Ciências Sociais em África Oriental e Austral, OSSREA. É palestrante e autor de vários artigos científicos sobre os media, ciberjonalismo e comunicação móvel. Mais do que uma história da imprensa moçambicana, o livro sintetiza os principais debates teóricos da mudança do cenário mediático global. Numa perspectiva transdiciplinar, são con- vocados para a reflexão alguns teóricos da “mediamorfose”, que na década de 90 abriram os primeiros territórios de investigação em torno do fenómeno de transformação sócio-organiza- cional da indústria mediática. Por um lado, a obra apresenta os primeiros momentos de pesquisa caracterizados pela “tec- norresistência” e críticas ao novo modelo digital de comunicação; O segundo momento era manifestamente de generalização de dúvidas de ruptura ou continuidade dos sistemas medi- áticos; Enquanto prevalecia a contraposição entre os “apocalípticos e os integrados”, algumas redacções iam incorporando as tecnologias como processos de produção e, consequente- mente, o fenómeno de mudança organizacional de empresas jornalísticas transformava-se em realidade incontornável; Em consequência do fenómeno da digitalização dos media, o impacto político, social e do perfil dos jornalistas tornavam-se visível nas empresas jornalísticas. Por outro lado, o livro tráz à tona a questão da inovação das redacções dos países africanos e a complementaridade dessas inovações com as línguas africanas e, por fim, relata, descreve e cri- tica os processos mutacionais da imprensa moçambicana, desde o período da implantação da primeira tipografia em Moçambique, até ao actual cenário de transição da televisão analógica para o digital. Continuidade e descontinuidade do modelo mediáticos: é o dilema que resume esta história da imprensa moçambicana. Ela apresenta, descreve e problematiza a questão das transformações tecnológicas dos media, quer no seu carácter institucional quer no exercício de jornalismo ba- seado na Internet. Nestes pontos, o livro propõe celeridade da transição dos media analógicos para o sistema digital, de modo a responder à velocidade, à mobilidade e avidez da audiência em participar e contribuir na produção e distribuição de conteúdos noticiosos de forma instan- tânea e próximo do tempo real de ocorrência dos factos. A emergência de mudanças mediáticas, causadas pelas tecnologias, distancia-se aos poucos das nomas e regras clássicas que regulavam a relação entre a política, os media e a audiência. Uma relação que está a perder a sua vigência face a multiplicidade de plataformas digitais de comunicação, que estão se impondo gradualmente em todas as sociedades democráticas. Com isto, gera-se-um novo ambiente da relação política/media/audiência, baseada em oportunida- des e, por vezes, em conflitos. A inovação dos media e apropriação pela audiência das tecnologias sociais de participação, pro- dução e distribuição de conteúdos digitais, transforma as relações dos media e sistemas de co- municação clássica em comunicação interactiva.Trata-se de um sistema mediático revolucionário e interactivo, cujo funcionamento afecta directamente as múltiplas relações comunicativas, facto que amplia o espaço de acção da audiência, da qualidade de recepção e do alcance.