OS SELOS E A OBRA DO SELAMENTO

  I. TEXTO BÁSICO. Apoc. 4:1 a 8:1

  II. TEMA – TERMINAÇÃO DA OBRA DE SALVAÇÃO NO
     SANTUÁRIO CELESTIAL, OS JUSTOS TRIUNFANTES, OS
     ÍMPIOS PERDIDOS.

  DESDOBRAMENTO DAS CENAS:

     A. Deus o Pai sobre o Seu trono : Apoc. 4
       1. Uma porta aberta para o local do trono no céu: V. 1; Ezeq.
          1:1
         a. Deus assentado sobre o trono Apoc. 4:2; Dan. 7:9; Isa. 6:1
            (1) Semelhante ‘a pedra jaspe e sardônica: Apoc. 4:3; Êx.
                8:17, 20. Comp. Isa. 63:2-4; Apoc. 19:12-15.
                Revised Standard Version: “Semelhante ao jaspe e
                cornalina”
                Jaspe – cor vermelha; última pedra no peitoral do sumo
                sacerdote
                Sardônica – pedra preciosa avermelhada; primeira pedra
                no peitoral do sumo sacerdote.

          b. Um arco-íris sobre o trono Apoc. 4:5; Ezeq. 1:28
     “Como o arco na nuvem é formado pela união da luz do sol e da
chuva, também o arco-íris ao redor do trono representa o poder combinado
da justiça e misericórdia... É a união da justiça e misericórdia que torna a
salvação completa e plena.” – E. G. White, SpTM, n. 1, 44, 45.
     “Assim como o arco nas nuvens resulta da união da luz solar e da
chuva, o arco acima do trono de Deus representa a união de Sua
misericórdia e justiça.” – Ed.,115.
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     “No Céu, uma semelhança de arco-íris rodeia o trono, e estende-se
como uma abóbada por sobre a cabeça de Cristo. ... Quando o homem pela
sua grande impiedade convida os juízos divinos, o Salvador, intercedendo
junto ao Pai em seu favor, aponta para o arco nas nuvens, para o arco
celeste em redor do trono e acima de Sua cabeça, como sinal da
misericórdia de Deus para com o pecador arrependido.” – PP., 107.

          c. Vinte e quatro anciãos Apoc. 4:4, 10, 11

            (1) Vinte e quatro ordens de sacerdotes I Crôn. 24:1-18;
                Heb. 8:2, 5; 9:23-24.
            (2) Redimidos desta terra Apoc. 5:9; Mat. 27:52; Ef. 4:8.
            (3) Assentados sobre tronos Apoc. 4:4, 20:4-6; Dan. 7:22; I
                Cor. 6:2, 3.
                A palavra grega usada neste texto é ‘thronoi’ ou tronos.
                American Standard Version: “Ao redor do trono
                estavam vinte e quatro tronos, e assentados nos tronos
                estavam vinte e quatro anciãos.”
            (4) Vestidos brancos - Apoc. 19:8
            (5) Coroas de ouro - II Tim. 4:8
            (6) Adoravam a Deus - Apoc. 4:10, 11.
            (7) Suas funções
      “Encontro, então, nestes anciãos entronizados, a manifestação mais
elevada de glória dos santos ressurretos glorificados. Eles estão no céu.
Encontram-se ao redor do trono da divindade. São puros e santos, com
trajes brancos, que são a justiça dos santos. São participantes do domínio
celestial. São reis da glória com coroas de ouro. Estão estabelecidos, e no
lar de suas dignidades exaltadas; não em pé esperando como servos, mas
assentados como conselheiros reais do Todo-Poderoso. São assistentes do
Grande Juiz de vivos e mortos, e participantes no julgamento do mundo por
seus pecados.” – J. A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 253.

          d. Relâmpagos, trovões e vozes Apoc 4:5; Êx. 19:16; Apoc.
             11:19; 16:17-19; I Sam. 22:14,15.
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      “...Os terrores do Sinai deviam representar ao povo as cenas do juízo.
O som de uma trombeta convocou Israel a encontrar-se com Deus. A voz do
Arcanjo e a trombeta de Deus convocarão, da Terra toda, tanto os vivos
como os mortos, à presença de seu Juiz. O Pai e o Filho, acompanhados por
uma multidão de anjos, estavam presentes no monte. No grande dia do
juízo, Cristo virá "na glória de Seu Pai, com os Seus anjos". Mat. 16:27. Ele
Se assentará então no trono de Sua glória, e diante dEle reunir-se-ão todas
as nações.” – PP., 339.

          e. Sete lâmpadas de fogo - Apoc. 4:5; 1:4; 5:6; Zac. 4:10;
             Prov. 15:3; Heb. 4:13
     “Sendo em visão concedida a João uma vista do templo de Deus no
Céu, contemplou ele ali "sete lâmpadas de fogo" (Apoc. 4:5) que ardiam
diante do trono. Viu um anjo, "tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado
muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar
de ouro, que está diante do trono". Apoc. 8:3. Com isto permitiu-se ao
profeta ver o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as "sete
lâmpadas de fogo’.” – PP., 356.

          f. Mar de vidro - Apoc. 4:6; 15:2; Ezeq. 1:22; 28:14; Êx. 24:10
          g. Quatro criaturas viventes - Apoc. 4:6-9
             A tradução que aparece na versão inglesa do rei Tiago
             ‘quatro bestas’ é uma das mais infelizes em toda a Bíblia.
             O termo grego ‘zoa’ significa ‘ser vivente’.
             Tradução de Knox: “E no centro, onde o trono estava, ao
             redor desse trono estavam quatro figuras viventes, que
             tinham olhos em todos os lugares para ver para frente e para
             trás.”
             Revised Standard Version: “E ao redor do trono, de cada
             lado do trono, estão quatro criaturas viventes, cheias de
             olhos na frente e atrás.”
             Tradução de Weymouth: “E ao redor, acima do trono, entre
             eles e os anciãos estavam quatro criaturas viventes, cheias
             de olhos na frente e atrás.”
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             (1) Em número de – quatro
                (a) Quatro – universalidade, número que tudo inclui:
                    Apoc. 7:1; Ezeq. 7:2; Mat. 24:31; Mar. 13:27
             (2) Sua localização – nos quatro lados do trono
             (3) Sua aparência
                 (a) Olhos em todos os lugares
                 (b) Natureza quádrupla
                     1) Primeiro, semelhante a um leão.
                     2) Segundo, semelhante a um bezerro.
                     3) Terceiro, semelhante a um homem.
                     4) Quarto, semelhante a uma águia.
                 (c) Seis asas.
             (4) Sua adoração de Deus.
                 (a) Dão glória, honra e ações de graças a Deus.
             (5) Sua relação com outros caracteres bíblicos
                 (a) Serafim
                    1) Acima de Deus assentado no Seu trono - Isa. 6:1,2
                    2) Tem seis asas Isa. 6:2
                    3) Exclamam ‘Santo, Santo, Santo’ - Isa. 6:3
                 (b) Querubim
                    1) Em número de quatro - Ezeq. 10:9, 10
                    2) Em presença do trono - Ezeq. 10:1; I Sam. 4:4
                    3) Tem quatro asas - Ezeq. 10:5, 12, 21
                    4) Cheio de olhos - Ezeq. 10:12
                    5) Tinham quatro rostos Ezeq. 10:14, 21, 22
                 (c) As criaturas viventes de Ezequiel 1
                    1) Em número de quatro - Ezeq. 1:5
                    2) Diante do trono - 1:22, 26-28
                    3) Tinham quatro asas - 1:6
                    4) Tinham quatro rostos - 1:6, 10
                       a) Semelhantes a um homem
                       b) O lado direito semelhante a um leão
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                      c) O lado esquerdo semelhante a um boi
                      d) Semelhante a uma águia.
          (d) Os carros de Zacarias
             1) Em número de quatro - Zac. 6:1
             2) Espíritos dos céus - 6:5
             3) Em pé diante de Deus - 6:5
             4) Cavalos de quatro cores
                a) Vermelho - Zac. 6:2
                b) Preto - 6:2
                c) Branco - 6:3
                d) Grisalho 6:3
             5) Os carros de Deus são anjos - Sal. 68:17
     “Jesus então usou vestes preciosas. ... Quando ficou completamente
ataviado, achou-Se rodeado pelos anjos, e em um carro chamejante passou
para dentro do segundo véu.” – PE., 251.
          (e) O cavaleiro de Zacarias
             1) Montado num cavalo vermelho - Zac. 1:8
             2) Outros cavaleiros
                Tradução de Moffat: “E atrás dele cavaleiros em cavalos
                que eram castanhos, pretos, avermelhados e brancos.”

             3) Aqueles que o Senhor enviou à terra - Zac. 1:10
          (f) As figuras dos estandartes das tribos

     Segundo a tradição judaica, as tribos de Israel acampadas no
deserto ao redor do tabernáculo, estavam sob as insígnias de certas tribos
– para o oriente sob o estandarte de Judá, um leão; para o sul, Ruben, um
homem; para o ocidente, Efraim, um boi; para o norte, Dã, uma águia.
     O breve quadro que nos é dado em Apocalipse cap. 4, das quatro
criaturas viventes, revela pouco a respeito de sua natureza exata e das
suas responsabilidades. Entretanto, ao ajuntarmos todas as informações
aproveitáveis consegue-se algumas idéias a respeito de suas funções. A
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sua proximidade do trono deve indicar que são personagens de grande
importância. Eles ministram e permanecem bem na presença de Deus.
Estão mais próximos do trono do que os vinte e quatro anciãos. Estão
nos quatro lados do trono. Todas as funções do trono, são também suas
funções. Têm olhos em todos os lugares, de maneira que vêem tudo,
capacitados para registrar e dirigir com perfeita sabedoria e
conhecimento. São eles que regem a adoração diante do trono de Deus,
pois foi, quando levantaram suas vozes em louvor e glória, que os vinte e
quatro anciãos se prostraram em adoração diante do Criador do céu e da
Terra. Possuem um caráter quádruplo em que combinam a sabedoria e a
onisciência de todos os ramos da criação, – a razão, inteligência,
devoção e ardor espiritual do homem, a majestade, coragem e audácia do
leão; a submissão, paciência e força do boi, e a visão, a vista penetrante,
a rapidez de ação e o notável poder da águia.
     Estando ligados ao santuário de Deus no céu, as criaturas viventes
devem ter algumas responsabilidades de importância em ligação com os
serviços do santuário e com a obra de Deus em salvar os homens. Seu
serviço, forçosamente, deve ser de natureza diferente ao dos vinte e
quatro anciãos que eram representados no santuário terrestre pelas vinte
quatro ordens de sacerdotes. As criaturas viventes ao redor do trono de
Deus são representadas no santuário terrestre pelos querubins sobre o
propiciatório, representando por sua vez as hostes angélicas.
     “Em cada extremidade do propiciatório estava fixo um querubim de
ouro maciço. Suas faces voltavam-se um para o outro, e olhavam
reverentemente para o propiciatório embaixo, e representam todos os anjos
do céu que com interesse e reverência olham a lei de Deus.” – 1 SP., 272.
     Enquanto que os anciãos representam os homens diante de Deus, as
criaturas viventes são representantes de Deus ao homem. Enquanto que
os anciãos são conselheiros junto a Deus, as criaturas viventes são
observadores e executores de Deus, dos divinos decretos. Enquanto que
o serviço dos anciãos é junto de Deus no céu, o serviço das criaturas
viventes é tanto no grande santuário do céu como entre os justos e os
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pecadores da terra....” “E, quanto aos anjos, diz: ’O que de seus anjos faz
ventos, e de seus ministros labareda de fogo.’ ” Heb. 1:7. Muito embora
as criaturas viventes possam ser reconhecidas mais propriamente como
acima dos anjos, aqueles que vivem ao lado de Deus e às ordens de
Deus, prontos para serem instantaneamente mandados a qualquer parte
deste mundo ou do grande universo de Deus. Acham-se em todos os
quatro pontos da bússola, comandando silenciosa e invisivelmente todas
as atividades de Deus, dirigindo os negócios da terra de conformidade
com os planos do céu.
     Um conhecimento mais completo das atividades destas criaturas
viventes pode ser conseguido através do estudo de um material como
aquele que se tornou de utilidade para o povo de Deus.

     (a) Querubim
        1) Idêntico às criaturas viventes - Ezeq. 10:15, 20; 1:5, 10
        2) Deus habita entre os querubins I Sam. 4:4; II Sam. 6:2; Sal.
           99:1
        3) Lúcifer foi querubim ungido - Ezeq. 28:14, 16.
        4) Gabriel agora ocupa a primitiva posição de Lúcifer:
           DTN., 780, 693, 234.
           a) Está na presença de Deus - Luc. 1:19
           b) Enviado aos servos de Deus - Dan. 8:16; 9:21; Luc. 1:19, 26
           c) Enviado para combater os poderes de Satanás: PR., 571, 572
        5) Guarda o caminho da árvore da vida - Gên. 3:24
        6) A glória de Deus se retira do querubim ao caírem os juízos
           finais - Ezeq. 9:3; 10:4.
        7) No tempo do juízo brasas de fogo são tomadas dentre os
           querubins e espalhadas - Ezeq. 10:2,6,7.
        8) O sonido das asas dos querubins como a voz de Deus Ezeq.
           10:5.
        9) Um forma de mão de homem sob as asas do querubim Ezeq.
           10:8.
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      10) Quatro rodas, uma com cada querubim Ezeq. 10:9
          a) Rodas cor de berilo - Ezeq. 10:9
          b) Uma roda no meio de outra roda - Ezeq. 10:10
          c) Não se viravam ao andar - Ezeq. 10:11.
          d) As rodas são cheias de olhos - Ezeq. 10:12.
          e) Uma voz chama as rodas Ezeq. 10:13.
          f) As rodas se movem com os querubins - 10:16, 19.
          g) O espírito das criaturas viventes está nas rodas: Ezeq. 10:17
      11) A glória de Deus levanta-se do limiar da entrada e pára de
          novo sobre os querubins - Ezeq. 10:18.
      12) Os querubins levantam-se da terra e postam-se à porta do lado
          oriental da casa de Deus - Ezeq. 10:19.

     (b) As criaturas viventes de Ezequiel
        1) Quatro criaturas viventes emergem de uma nuvem, fogo e
           vento tempestuoso do norte - Ezeq. 1:4,5
        2) A mão de um homem sob suas asas - Ezeq. 1:8.
        3) Vão aonde o Espírito vai - Ezeq. 1:12.
        4) Não se viram quando andam - Ezeq. 1:17.
        5) Semelhantes a brasas chamejantes de fogo; relâmpagos se
           desprendem do fogo - Ezeq. 1:13.
        6) Vão e voltam como os lampejos do relâmpago - Ezeq. 1:14.
        7) Rodas sobre a terra junto às criaturas viventes - Ezeq. 1:15.
           a) Rodas iguais ao berilo - Ezeq. 1:16
           b) Uma roda dentro de outra roda - 1:16
           c) Não se viravam ao andarem - 1:17
           d) Cambas tão altas que metem medo - 1:18
           e) Cambas cheias de olhos - 1:18
           f) As rodas andam junto com as criaturas viventes - 1:19
           g) Vão para qualquer parte que o Espírito vai - 1:20,21
           h) O Espírito das criaturas viventes está nas rodas - 1:20,21.
        8) O ruído das suas asas é audível quando andam - Ezeq. 1:24.
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          a) Como o ruído de muitas águas.
          b) Como a voz do Todo-Poderoso.
          c) Como a voz de um exército
       9) A semelhança de um trono acima deles - Ezeq. 1:26.
          a) Um assentado sobre o trono - Ezeq. 1:26
             (1) Com o aspecto de âmbar ou fogo - Ezeq. 1:27.
          b) Um arco como de chuva ao redor do trono - Ezeq. 1:28.

    (c) Os carros de Zacarias
       1) Quatro carros - Zac. 6:1
       2) Cavalos de quatro cores - Zac. 6:2,3
          a) Vermelho
          b) Preto
          c) Branco
          d) Moreno ou grisalho
       3) São os quatro espíritos do céu - Zac. 6:5
       4) Da presença do Senhor vão para toda a terra - Zac. 6:5; comp.
          Luc. 1:19.
       5) Sua obra está nas várias partes da terra Zac. 6:6-8
          Tradução de Moffat: “Eles estavam ansiosos para estar livres e
          patrulhar a terra; tanto que ele disse, ‘Sede livres e patrulhai a
          terra.’ ”
       6) Eles aquietam o Espírito de Deus - Zac. 6:8; comp. Zac. 8:2;
          9:3,4,13,14; 12:8,9.
          Tradução de Moffat: “Vede, aqueles que vão para a terra do
          norte abrandarão a minha ira contra a terra do norte.”
    (d) Os cavaleiros montados de Zacarias
          1) Cavalos de cores variadas - Zac. 1:8
             Tradução de Moffat: “Era noite, e num sonho vi um homem
             (montado num cavalo castanho) postado entre as murtas no
             vale, e atrás dele cavaleiros em cavalos que eram castanhos,
             pretos, morenos e brancos.”
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             Tradução da Septuaginta: “Olhei de noite e vi um homem
             montado num cavalo vermelho, e postado entre as sombras
             das montanhas; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, e
             cinzentos, e malhados e brancos.”
          2) Mensageiro de Deus para andar por todos os lugares da terra
             - Zac. 1:10.
             Tradução de Moffat: “Estes são os correios que o Eterno
             enviou para patrulhar a terra.”
          3) Sua missão terminada - Zac. 1:11; comp. vv. 14-16, 21; 2:8.

     (e) Agentes celestiais dirigem os negócios humanos
      “Nos anais da história humana o crescimento das nações, o
levantamento e queda de impérios aparecem como dependendo da vontade
e façanhas humanas. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte
parece, determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de
Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em
toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas,
a força de um Ser Todo-Misericordioso, a executar, silenciosamente,
pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade. ...
      “Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e em sua
rejeição operassem a sua própria ruína, todavia era manifesto que o
predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus
movimentos.
      “Esta lição é ensinada por meio de uma maravilhosa representação
simbólica exibida ao profeta Ezequiel. ...Os símbolos que lhe foram
apresentados revelavam, porém, um poder superior ao dos governantes
terrestres...
      “Algumas rodas, cruzando-se entre si, eram movidas por quatro
criaturas viventes. ...As rodas eram tão complicadas em seu arranjo que a
primeira vista pareciam estar em confusão: mas moviam-se em perfeita
harmonia. Seres celestiais, sustidos e guiados pela mão que estava sob as
asas dos querubins, impeliam aquelas rodas; acima delas, sobre o trono de
safira, estava o Eterno; e em redor do trono um arco-íris – emblema da
misericórdia divina.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          11
     “Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava
sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado
jogo dos sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as
contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos
querubins ainda dirige os negócios da terra.” – Educ. 173,177,178.

      “Nas visões dadas a Isaías, Ezequiel e João, vemos o interesse que o
Céu toma nos acontecimentos da Terra e quão grande é a solicitude de
Deus pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um governante. O
programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do
Céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua
igreja. ...
      “A incansável vigilância dos mensageiros celestiais, e seu incessante
empenho em prol dos que vivem na Terra, nos revelam como a mão de
Deus está guiando uma roda dentro de outra. ...
      “Na visão de Ezequiel, a mão divina aparece debaixo das asas dos
querubins. ...
      “Aquilo que a homens finitos parece confuso e complicado, a mão do
Senhor pode manter em perfeita ordem. Tem meios e modos de frustrar as
intenções de homens ímpios, e pode destruir o conselho dos que planejam o
mal contra Seu povo.” – 2 TS., 352, 353.

     (f) O derramamento dos juízos diversos
        a) Um dos animais dá aos anjos das pragas as taças da ira.
        b) Dá brasas de fogo ao anjo do juízo - Ezeq. 10:2, 6, 7.
        c) Fogo e taças derramadas sobre a terra - Ezeq. 10:2; Apoc. 8:5;
           16:1.
        d) Os juízos de Deus sobre o homem - Ezeq. 9:2, 5, 6; Apoc. 8:5;
           11:18, 19; 16:18, 19.

  h. O serviço de louvor e glória - Apoc. 4:6-11
     (1) As criaturas viventes - vv. 8, 9.
        (a) Uma glorificação infinda de Deus - PE., 116.
        (b) O Deus que eles adoram
           1) Santo - CT. 402.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          12
          2) Onipotente
          3) Eterno
    (2) Os vinte e quatro anciãos - vv. 10, 11.
       (a) Prostravam-se diante dEle.
       (b) Lançavam suas coroas diante do trono.
       (c) Deus é exaltado por sua adoração.
          1) Em virtude de Seu poder de criar.
     “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e
que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se
apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses
dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. ... E os seres
santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua
homenagem: ‘Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque
Tu criaste todas as coisas.’ Apoc. 4:11.” – GC., pp. 436, 437.
     Este oratório da criação é o maior, o hino de maior regozijo de
todos os tempos. Este é o querubim ungido, o regente do coro celeste, o
primeiro a irromper no serviço de louvor. A ele se une o querubim
celestial e por seu turno a eles se unem os vinte e quatro anciãos que,
deslumbrados pela gloriosa cena, lançam suas coroas diante do trono
celeste. Neste hino todo o céu se une num espírito de louvor e ações de
graças. Todos os justos terão parte neste hino, pessoalmente nos dias da
glória por vir, e agora em espírito ao contemplarem tudo o que Deus lhes
reservou. Somente Satanás e aqueles que se juntaram a ele em recusar
reconhecer a glória devida ao Criador de todas as coisas, não se unem no
regozijo deste glorioso cântico.

  E. O livro selado com sete selos - Apoc. 5.
     1. O livro - Apoc. 5:1.
        a. Na mão direita do Pai sobre o trono.
        b. Escrito em ambos os lados.
        c. Selado com sete selos.
        (1) “Um testamento por escrito, selado com os selos de sete
             testemunhas, ainda que o herdeiro nele mencionado somente
Os Selos e a Obra do Selamento                                         13
             se tornasse “honorum possessor”, era guardado conforme
             prática pretoriana, confirmado pelo Imperador, e cuja posse,
             sendo abundantemente protegida por interditos e outros
             meios, era válida para todos os fins.” – R. W. Leagni,
             Roman Private Law, 204.
             “Um testamento, segundo a forma do Testamento Pretoriano
             e conforme a lei romana, trazia os sete selos das sete
             testemunhas sobre os cordões que amarravam os tabletes ou
             pergaminho (veja Smith, Dic. of Greek and Roman Ant.,
             1:17). Um tal testamento não podia ser executado até que se
             abrissem todos os seus sete selos.” – Charles, International
             Critical Commentary, Revelation, vol. I, p. 137.
             “Quando, sem mancipatio ou muncupatio, o testador tinha
             meramente posto os tabletes selados que continham os seus
             últimos desejos diante de sete testemunhas a fim de que
             neles pusessem seus selos ou assinaturas, o pretor dava ao
             herdeiro apontado por este ato, que era nulo na lei civil, o
             título de posse. Assim foi mais tarde tornado do maior valor,
             por Antonio Pios, do que herdeiro legal.” – J. Declaraiul,
             Rome the Law-Giver, 288.
       (2) A natureza do livro selado com os sete selos
      “Ao lavar Pilatos as mãos, dizendo: ‘Estou inocente do sangue deste
justo’, os sacerdotes uniram-se à turba ignorante, gritando exaltados: ‘O Seu
sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.’ Mat. 27:24 e 25.
      “Desse modo os guias judeus fizeram a escolha. Sua decisão foi
registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava assentado no
trono, no livro que ninguém podia abrir. Essa decisão lhes será apresentada
em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser
aberto pelo Leão da tribo de Judá.” – PJ., 294.

     “Mas o homem que considera que, confessando os seus pecados,
demonstra fraqueza, não achará perdão, nem verá em Cristo o seu
Redentor; perseverará na transgressão e cometerá uma falta após outra e
acrescentará pecado a pecado. Que fará essa pessoa no dia em que os
Os Selos e a Obra do Selamento                                             14
livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que neles
estiverem escritas?
      “O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele
é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus
nestes últimos dias. Alguns há que são enganados. Não se apercebem do
que está para acontecer na Terra. Os que têm permitido que se lhes
obscureça a mente no tocante à natureza do pecado, são vítimas de um erro
fatal. A menos que efetuem mudança decisiva, quando Deus pronunciar
Suas sentenças sobre os filhos dos homens serão achados em falta.” – 3
TS., 414, 415.

     2. Quem é digno de desatar os selos e abrir o livro? Apoc. 5:2.
        a. Ninguém digno, nem no céu, terra ou debaixo da terra - 5:3.
        b. João chora por não ser encontrado alguém digno - Apoc. 5:4.
       “É-nos declarado que o livro continha revelações desconhecidas, e que
João estava sobremaneira impaciente por entendê-las; e, que o seu choro
copioso era causado pela perspectiva pessoal de poder obter um
conhecimento do futuro como desejava. Pobre João, que impaciência, que
mortal tolo, ficar-se perturbando por causa de uma profecia não revelada e
continuar chorando no céu por não encontrar alguém que lhe abra o livro. ...
Que inspiração teria esse quadro ao retratar um respeitável e disciplinado
servo de Deus cheio de elevada dignidade varonil ao apresentá-lo como um
filho impaciente e tolo! Não, não; João sabia pelo Espírito que nele estava, o
que significava o livro selado. Ele sabia que, se ninguém fosse encontrado
digno e capaz de tomá-lo da mão de Deus e tirar os selos, todas as
promessas dos profetas, e todas as esperanças dos santos, e todas as pré-
intimações de um mundo resgatado, falhariam.... seria a herança prometida
que, agora, no momento exato da recuperação, por causa de uma falta iria
para a eterna alienação? ... E olhando a questão por este ponto de vista,
bem poderia um profeta fervoroso chorar, sem perder coisa alguma de sua
honra e mansidão. ... Aquele livro, se não fosse exaltado e aberto, seria a
desgraça e o luto da igreja. Fala de uma herança não resgatada – filhos
ainda estranhos à possessão adquirida. Mas aquele livro aberto é a glória e
o regozijo da igreja. É a garantia de sua reintegração naquilo que Adão
perdeu – a recuperação de tudo aquilo que esteve há tanto tempo e tão
cruelmente privada por causa do pecado. Por isto, enquanto este livro
permanecesse fechado, os seus selos sem serem abertos, o povo de Deus
Os Selos e a Obra do Selamento                                             15
permaneceria em privação, tristeza e lágrimas.” – J.A. Seiss, The
Apocalypse, v. I, pp. 276-278.

        c. Aquele que é digno de abrir o livro
           (1) O Leão da tribo de Judá - Apoc. 5:5; Gên. 49:9, 10.
           (2) A raiz de Davi - Apoc. 5:5; Isa. 11:1, 10, 12.
       “O fato de ser Ele introduzido exatamente aqui quer dizer que este
‘livro’ se refere ao cumprimento da profecia de Jacó a respeito de Judá, e de
que é na capacidade do fundador divino do trono de Judá que se achou ser
Ele digno e capaz de tomar o livro, abrir por isto os sete selos e executar o
seu conteúdo.” – W.C. Stevens, Revelation, the Crown-Jewel of Biblical
Prophecy, p. 117.
          (3) O Cordeiro como tendo sido morto - Apoc. 5:6; Isa. 53:7;
              João 1:29.
      “O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do ‘Leão da
tribo de Judá’, e de um ‘Cordeiro, como havendo sido morto’. Apoc. 5:5 e 6.
Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se
sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o
Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.” – AA., 589.
             (a) Sete chifres – símbolos de poder, autoridade real - Deut.
                 33:17; Mat. 28:18; Apoc. 1:5; Dan. 4:17.
             (b) Sete olhos – símbolos de onisciência, penetração
                 Zac. 3:8,9; 4:10; II Crôn. 16:9.
                 1) Os sete espíritos de Deus

        d. O livro do destino
              Embora não tenha sido dado nenhum nome ao livro que está
           nas mãos dAquele que Se assenta sobre o trono, a natureza
           dele é clara. É o grande livro do destino, o livro que, aberto,
           revelará a sorte do mundo e de todos os que já o habitaram.
           Este livro tem que ver com condenação – com a condenação
           daqueles que matam a Cristo, e de todos os que rejeitam a Sua
           graça salvadora. Ele tem que ver com redenção e salvação – a
           salvação de todos os que aceitam a Jesus como o Cordeiro de
Os Selos e a Obra do Selamento                                        16
          Deus. Aquele que abre este livro é tanto o que castiga como o
          que redime; Ele é o Leão e o Cordeiro, Aquele cujo poder é
          salvar e cujo direito é condenar. Este é Aquele que tem em Sua
          mão o título deste mundo, que possui o direito de dá-lo a quem
          quiser. Somente Cristo tem este poder, e somente Cristo pode
          abrir este livro do destino.
      “... Ao ser criado, foi Adão posto no domínio da Terra. Mas, cedendo à
tentação, foi levado sob o poder de Satanás. ... Quando o homem se tornou
cativo de Satanás, o domínio que exercera passou para o seu vencedor.
Assim Satanás se tornou o ‘deus deste século’. II Cor. 4:4. Ele usurpou
aquele domínio sobre a Terra, que originalmente fora dado a Adão. Cristo,
porém, pagando pelo Seu sacrifício a pena do pecado, não somente remiria
o homem mas restabeleceria o domínio que ele perdera. Tudo que foi
perdido pelo primeiro Adão será restaurado pelo segundo. Diz o profeta: ‘E a
Ti, ó Torre do rebanho, monte da filha de Sião, a Ti virá; sim, a Ti virá o
primeiro domínio.’ Miq. 4:8. E o apóstolo Paulo aponta para a ‘redenção da
possessão de Deus’. Efés. 1:14. ...
      “Mas Deus dera o Seu amado Filho - igual a Ele mesmo, a fim de
suportar a pena da transgressão, e assim proveu um caminho pelo qual
pudessem ser restabelecidos ao Seu favor, e de novo trazidos ao seu lar
edênico. Cristo empreendeu redimir o homem, e livrar o mundo das garras
de Satanás.” – PP., pp. 67, 69.
      “Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me
foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era
verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele,
arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era,
pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele confiou
ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo. Ao
atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo
permaneceu ainda, de direito, o Rei.” – DTN., 129.

     “A abertura dos sete selos significa os passos sucessivos pelos quais
Deus em Cristo aclara o caminho para o desenrolar final do livro no
estabelecimento visível do reino de Cristo. ... Ninguém é digno de o fazer,
exceto o Cordeiro; pois Ele sozinho redimiu a herança perdida do homem,
da qual o livro é o título de propriedade. A pergunta (v. 2) não é Quem
Os Selos e a Obra do Selamento                                               17
deveria revelar os destinos da Igreja (isto qualquer profeta inspirado podia
fazer) mas, Quem é digno de dar ao homem um novo título de sua herança
perdida?” – A.R. Fausset, A Commentary Critical, Experimental and
Practical, vol. VI, 674.
      “Este livro é introduzido aqui para mostrar, não a história eclesiástica,
mas algo do qual toda a história eclesiástica é apenas a introdução e
prelúdio, e ao que as Escrituras chamam ‘a redenção da possessão
adquirida ‘. ...
      “A palavra redenção vem até nós do significado antigo de certas leis e
costumes dos judeus. De conformidade com estas leis e costumes, era
impossível alienar terras por tempo além do determinado. Ainda que o
possuidor fosse forçado a dispor de suas terras; e sem levar em conta quem
fosse encontrado na posse das mesmas, o ano jubileu fazia-as voltar aos
representantes legais dos primitivos proprietários. Tendo por base este
regulamento, havia um outro que dava ao parente mais achegado de alguém
que por dificuldades ou outro fator qualquer tinha alienado a sua herança em
favor de outrem, o direito de tomar a iniciativa de redimi-la; isto é, comprá-la
de volta e retomá-la...
      “Existe uma herança perdida e sem possuidor através destes milhares
de anos...Tudo testifica de que era uma herança santa, elevada e bendita.
Mas, ah, seu possuidor original pecou, e ela escapou-lhe das mãos, e toda a
posteridade ficou deserdada. O livro selado, o título desta hipoteca, deste
direito perdido, está nas mãos de Deus e estranhos e intrusos a têm
invadido e aviltado. E desde os dias de Adão até agora, aqueles títulos têm
estado nas mãos do Todo-Poderoso, sem ninguém para tomá-los ou
desapossar os estranhos. ...
      “O pecado não pode viciar qualquer dos direitos de Deus. A posse de
Satanás é uma mera usurpação permitida por um tempo, mas de maneira
alguma em detrimento de propriedade do Todo-Poderoso. O direito real
ainda continua nas mãos de Deus, até que o Remidor adequado venha
redimi-la, pagar o preço, e expulsar o estranho e sua semente.
      “Quais, na verdade, têm sido todos os esforços de homens pecadores,
na política, na ciência e em todos os ramos da civilização, senão acabar com
este problema de procurar possuir de novo aquilo que se perdeu em Adão...
Qual, na verdade, tem sido a mola da atividade do mundo inferior, nestes
tempos de esforços para seduzir os mortais, senão persuadir os homens de
que são capazes de tornar real a enganadora promessa, ‘sereis como deus’
Os Selos e a Obra do Selamento                                          18
e, a despeito do Todo-Poderoso e sem Ele, fazer reconhecer no sonho do
progresso humano e na guia demoníaca, o sonho de um destino melhor para
o mundo e a raça. Também já estava incluído no plano de Deus há muito,
entregar os reinos às suas criaturas rebeldes, para permitir que a
experiência alcançasse o apogeu e, com o objetivo de tornar marcante ao
máximo a queda final... O espírito de liberdade, as considerações
democráticas, o comunismo universal e o esclarecimento, muito unidas aos
elementos de origem infernal, o estão tentando agora, e perpetuarão os seus
esforços para consumá-lo de uma maneira tão agigantada e fascinadora
como o mundo jamais contemplou, mas apenas para operar a mais
espantosa derrocada que já ocorreu. ...
     “Jesus é o Leão, o Renovo de Judá...Ele pagou o preço de redenção
de herança perdida. È o verdadeiro Remidor, que tendo há muito triunfado e
sido aceito, provar-se-á também pronto e digno para completar Sua obra em
resgatar aqueles títulos a longo prazo e quebrar seus selos invioláveis.” –
J.A.Seiss, The Apocalypse, Vol. I,267-280

     3. Abertura do livro
        a. Jesus toma o livro da mão direita do Pai - Apoc. 5:7
        b. Universal aclamação do Cordeiro
           (1) Os anciãos e as criaturas viventes - vv. 8-10
              (a) Salvas de incenso, as orações dos santos
                  PE., 32, 256; LS., 100; PP., 379, 380
      “Entre os querubins estava um incensário de ouro e, ao as orações dos
santos, oferecidas pela fé, chegarem a Jesus; e, ao apresentá-las Ele ao
Pai, uma nuvem de fragrância se elevava do incenso semelhante a fumo de
muitas cores... Ao ascender o fumo ao Pai, glória mui excelente provinda do
trono vinha a Jesus e, dEle era derramada sobre aqueles cujas orações se
tinham elevado como fragrante incenso.” – PE., 252
             (b) Cântico de redenção
          (2) Os anjos ao redor do trono - Apoc. 5:11
             (a) Digno é o Cordeiro - v.12; Fil. 2:5-11; Sal. 2:7-9; Ezeq.
                 21:27
          (3) Toda criatura - Apoc. 5:13.
Os Selos e a Obra do Selamento                            19
       c. As ocasiões das antífonas de louvor
          (1) Ao ocupar Cristo o Seu trono sacerdotal após a
             ressurreição.
      “Chegara agora a ocasião de o Universo celestial receber o seu Rei. ...
      ”Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada
às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de
cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados
de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na
jubilosa comitiva. ...
      “Então se abrem de par em par as portas da cidade de Deus, e a
angélica multidão entra por elas, enquanto a música prorrompe em
arrebatadora melodia. ...
      “Ali está o trono, e ao seu redor, o arco-íris da promessa. Ali estão
querubins e serafins. Os comandantes das hostes celestiais, os filhos de
Deus, os representantes dos mundos não caídos, acham-se congregados. O
conselho celestial, perante o qual Lúcifer acusara a Deus e a Seu Filho, os
representantes daqueles reinos imaculados sobre os quais Satanás pensara
estabelecer seu domínio - todos ali estão para dar as boas-vindas ao
Redentor. Estão ansiosos por celebrar-Lhe o triunfo e glorificar seu Rei. ...
      “Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades
reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra-se
perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre
aclamação: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e
riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças’ Apoc.
5:12. ...
      “Hinos de triunfo misturam-se com a música das harpas angélicas, de
maneira que o Céu parece transbordar de júbilo e louvor. O amor venceu.
Achou-se a perdida. O Céu ressoa com altissonantes vozes que proclamam:
‘Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de
graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:13.” – DTN.,
pp. 832-835.
      “... Agora não está ‘no trono de Sua glória’; o reino de glória ainda não
foi inaugurado. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará
Deus ‘o trono de Davi, Seu pai’, reino que ‘não terá fim’. Luc. 1:32 e 33.
Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono
(Apoc. 3:21).” – GC., 416.
Os Selos e a Obra do Selamento                                     20
       (2) Na primeira coroação de Cristo após Seu segundo advento
      “O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela
obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio.
      “Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o
seu deleite - as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de
sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as
mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a
realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden
restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador o
leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em
redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso
de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu
peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu
ecoa o cântico triunfante: Digno, digno, ‘digno é o Cordeiro’ (Apoc. 5:12) ‘que
foi morto e reviveu!’ Apoc. 2:8. A família de Adão associa-se ao cântico e
lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em
adoração.” – GC., pp. 647, 648.

      “Devemos ter uma visão do futuro e da felicidade do Céu. Postai-vos no
limiar da eternidade e ouvi a acolhida amável feita aos que nesta vida
cooperam com Cristo, considerando privilégio e honra sofrer por amor dEle.
Ao reunirem-se aos anjos, lançam eles suas coroas aos pés do Redentor,
exclamando: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e
riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças... ao que
está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças,
e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:12 e 13.
      “Ali os remidos saudarão aqueles que os guiaram ao Salvador
crucificado. Unem-se em louvor Àquele que morreu para que os seres
humanos tivessem vida tão duradoura quanto a de Deus. O conflito está
terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória
enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de
Deus. Todos entoam o jubiloso coro: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto’
(Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante vencedor.” – VE., 231, 232.
      “Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os
remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao
irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos,
lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não
Os Selos e a Obra do Selamento                                             21
somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o
risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas
coroas, erguendo o cântico: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o
poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória e ações de graças."
Apoc. 5:12.’ ” – DTN., 131.
      “Enquanto Jesus estivera ministrando no santuário, o juízo estivera em
andamento pelos justos mortos, e a seguir pelos justos vivos. Cristo
recebera Seu reino, tendo feito expiação pelo Seu povo, e apagado os seus
pecados. Os súditos do reino estavam completos. As bodas do Cordeiro
estavam consumadas. E o reino e a grandeza do reino sob todo o Céu foram
dados a Jesus e aos herdeiros da salvação, e Jesus deveria reinar como Rei
dos reis e Senhor dos senhores. ...
      “Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais
régios trajes. Sobre Sua cabeça havia muitas coroas, uma coroa encaixada
dentro da outra. Cercado pelo exército dos anjos, deixou o Céu. As pragas
estavam caindo sobre os habitantes da Terra. ... O plano da salvação se
cumprira.” – PE., 280, 281.

        (3) Coroação final de Jesus no fim do milênio
     “Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. ...
     “Descendo do Céu a Nova Jerusalém em seu deslumbrante resplendor,
repousa sobre o lugar purificado e preparado para recebê-la, e Cristo, com
Seu povo e os anjos, entram na santa cidade. ...
     “Satanás consulta seus anjos... Formulam seus planos para tomar
posse das riquezas e glória da Nova Jerusalém. ...
     “Agora Cristo de novo aparece à vista de Seus inimigos. Muito acima
da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e
sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle
estão os súditos de Seu reino. ...
     “Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a
coroação final do Filho de Deus. E agora, investido de majestade e poder
supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu
governo, e executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e
oprimiram Seu povo. ...
     “É agora evidente a todos que o salário do pecado não é nobre
independência e vida eterna, mas escravidão, ruína e morte. Os ímpios
Os Selos e a Obra do Selamento                                                  22
vêem o que perderam em virtude de sua vida de rebeldia. ... Todos vêem
que sua exclusão do Céu é justa. ...
       “Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de
Deus. ... Testemunham o irromper de admiração, transportes e adoração por
parte dos salvos, e, ao propagar-se a onda de melodia sobre as multidões
fora da cidade, todos, a uma, exclamam: ‘Grandes e maravilhosas são as
Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus
caminhos, ó Rei dos santos’ (Apoc. 15:3); e, prostrando-se, adoram o
Príncipe da vida.
       “Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. ... E
agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença. ...
       “... À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto
os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: ‘Justos e
verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.’ Apoc. 15:3. ...
       “É chegada a hora em que Cristo ocupa a Sua devida posição, sendo
glorificado acima dos principados e potestades, e sobre todo o nome que se
nomeia. ... Ele olha para os remidos, renovados em Sua própria imagem,
trazendo cada coração a impressão perfeita do divino, refletindo cada rosto a
semelhança de seu Rei. ... E sobe o cântico de louvor dos que estão
vestidos de branco em redor do trono: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de
receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações
de graças." Apoc. 5:12. ...
       “Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás. ...
       “... O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. ...
       “A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por
ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi
recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo
pecado foi restaurado.” – GC., pp. 662-674.

        (4) Através dos anos da eternidade
      “A cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a
eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. ...
Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a
glória eterna do Pai resplandecendo em Seu semblante; ao verem o Seu
trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá
fim, irrompem num hino arrebatador: ‘Digno, digno é o Cordeiro que foi
morto, e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue!’ " – GC., 651.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          23
      “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais
abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o
conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade
aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe
admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os
estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados
fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria
dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões
de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor.
      " ‘E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da
terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que
está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças,
e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:13.” – GC., 678.

        (5) O espírito deste cântico deve ser o nosso tema hoje
      “Porque não despertar a voz de nossos cânticos espirituais nas
jornadas de nossa peregrinação?...
      “O templo de Deus está aberto no céu, e o limiar fulgura com a glória
que está destinada a toda a igreja que ama a Deus e guarda os Seus
mandamentos...
      “Deus ensina que devemos reunir-nos em Sua casa para cultivar os
atributos do perfeito amor. Isto habilitará os habitantes da terra para as
mansões que Cristo foi preparar para todos que O amam. Lá eles se
reunirão no Santuário sábado após sábado, de uma lua nova à outra, para
se unirem nos mais fortes sons do cântico em louvor e ações de graças
Àquele que Se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro para todo o sempre.” –
6 T., 368.

     d. As criaturas viventes e os anciãos curvam-se em adoração a
         Deus. - Apoc. 5:14
     e. A significação das admiráveis cenas de Apocalipse cinco

  C. A abertura dos selos. Apoc. 6; 7; 8:1
    Se o tema básico dos capítulos 4 e 5 é o juízo, então, o dos capítulos
6 e 7 é o da guerra, e neste trecho Deus é apresentado como Juiz e
Os Selos e a Obra do Selamento                                           24
Guerreiro. Em Sua obra de julgamento Ele justifica os justos e condena
os ímpios. Em Seus atos guerreiros Ele batalha a favor dos justos e os
salva, e batalha contra os ímpios e os destrói. Esta cena marcial é
semelhante à de Habacuque 3:8-15, onde Deus é apresentado como
guerreiro, montado em Seus cavalos ou avançando em Seus carros de
salvação a fim de salvar Seu povo; ou, avançando em marcha com o
arco, indignado contra os ímpios, primeiro em desagrado, depois em ira
e finalmente em furor. É semelhante à de Zac. 1:8-17 onde, no tempo do
cativeiro babilônico, Deus avançou com indignação sobre cavalos
vermelhos e malhados por um período de setenta anos, mas que passado
o tempo, avançou com conforto e misericórdia sobre cavalos brancos de
salvação.
      Semelhanças notáveis aparecerão ao confrontarmos o simbolismo
de Apoc. 4-7 com o de Apoc. 19 onde são descritos os eventos finais do
grande conflito contra as hostes do mal. Em ambas as cenas aparece uma
descrição com o céu aberto (4:1; 19:11); Deus assentado sobre o trono
4:2, 9; 5:13; 19:4, 6; salvação, glória, honra e poder são descritos como
sendo do Senhor (5:1; 7:10, 12; 19:1); há um ruído de trovão (6:1;
19:60); Deus como Juiz e vingador do sangue de Seus servos (6:10;
19:2); as quatro criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos prostram-se
em adoração (4:10; 5:8, 14; 19:6-8); um cavalo branco em avanço para a
batalha (6:2; 19:11); coroas sobre as cabeças dos cavaleiros nos cavalos
brancos (6:2; 19:12); e há uma espada afiada para destruir as nações e
tirar a paz da terra (6:4; 19:15).
      Se Apoc. 4:7 apresenta Deus como Juiz e como Guerreiro, Apoc.
19:11 menciona especificamente o fato de que Ele ‘julga e peleja com
justiça’. Em Apoc. 6:10 é feita a pergunta, ‘até quando, ó verdadeiro e
santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue?’, enquanto que no
cap. 19:2, Ele ‘julgou’ e ‘vingou o sangue dos Seus servos’.
      Cuidadosamente estudado, Apoc. 4-7 se demonstrará ser um tema
intimamente entrelaçado, em que todas as partes se adaptam inteiramente
e se harmonizam perfeitamente com as cenas similares dadas noutras
Os Selos e a Obra do Selamento                                         25
partes da Bíblia e do Espírito de Profecia. Deus assentado em Seu trono
eterno no céu, ao tratar com os justos e os ímpios nesta terra, é tanto o
Juiz supremo como o Comandante chefe.

     O gráfico que se segue poderá tornar mais claro o assunto destes
capítulos.

   LADO          MISERICÓRDIA        ATITUDE DE DEUS        JUSTIÇA
  Deus Santos    Aceitam                 Agrada            Justificados
  Satanás Ímpios Resistem                Desagrada         Avisados
                 Desprezam               Ira               Advertidos
                 Rejeitam                Furor             Condenados

     ./... RESULTADO            CAVALOS              SELAMENTO
           Vitória               Branco              Santidade Céu
           Tribulação            Vermelho
           Desgraça              Preto
           Condenação            Pálido              Depravação Inferno

     1. O uso e o objetivo do selo
     Os selos eram largamente usados no oriente antigo. Eram colocados
em documentos para indicar poder, autoridade e autenticidade. Sobre
objetos materiais eram empregados como títulos de propriedade. Em
contratos e acordos eram reconhecidos como garantias de validade. Um
objeto selado ficava sob a autoridade e controle do indivíduo cujo selo
estava no objeto. Um decreto ou ordem que continha o selo do rei tinha a
autoridade de rei. Um documento comercial que trazia selos de
testemunhas era considerado legal com evidências da mais alta
autoridade e o documento selado era autenticado. Um pacote selado, um
túmulo, tablete, mandado ou testamento, não podia ser aberto senão por
aquele que tinha a autoridade de abrir o selo.
Os Selos e a Obra do Selamento                                            26
      2. As lições e os fatos básicos dos selos e das mensagens de
selamento
      A visão de João da abertura do rolo selado com os sete selos é
apresentada pelos dois capítulos mostrando cenas das mais notáveis e
impressivas que se acham reveladas em qualquer parte da palavra de
Deus. Os portais do céu se acham abertos ante o olhar estupefato do
profeta que contempla o próprio Deus assentado em Seu trono eterno. Os
supremos funcionários do universo celestial estão presentes. Também
Jesus está presente; como Cordeiro de Deus e Salvador daqueles que se
arrependem, e como o Leão da tribo de Judá para os ímpios que
persistem na rebelião contra Deus. Na mão do Pai está um rolo selado
com sete selos. É um documento de suprema importância que tem
relação com a sorte eterna dos seres da Terra. Em todo o Universo de
Deus, Jesus é o único digno de partir os selos e abrir o livro. E a razão de
ser Ele digno é ter sido Ele Aquele que foi morto pelos pecados do
homem tornando possível, pelo Seu sangue, a redenção eterna dos
perdidos. Logo após ter Ele tomado o livro, a cena que se segue, mostra
a exultante adoração e louvor que é dado a Cristo por ocasião da Sua
coroação por todos os habitantes do céu e da Terra. Onde nas cenas
apresentadas pelos profetas se pode encontrar algo comparável a isto?
Onde em toda a história se pode encontrar alguma cena gloriosa como
esta?
      Tudo isto, contudo, é preliminar à visão da abertura dos selos do
profeta e do selamento dos filhos de Deus. Certamente temos nesta
última visão algo de suprema importância que envolve a suma das mais
elevadas esperanças do homem, algo destinado a levar os homens à
concretização das suas esperanças, ou falhando isto, levá-los a
compreender a terrível sorte que aguarda os sentenciados. O quadro a
nossa frente é de vida ou de morte, de gloriosa vitória ou ignominiosa
derrota, de clamor às rochas para que escondam da ira do Cordeiro ou de
irreprimíveis manifestações de adoração e louvor pela consumação dos
nossos maiores desejos.
Os Selos e a Obra do Selamento                              27
     Notai a maneira notável como estes capítulos apresentam o
contrastante destino dos justos e rebeldes:

        PARA OS SALVOS                       PARA OS PERDIDOS
Jesus, o Cordeiro que foi morto -      Jesus, o Leão de Judá - Apoc. 5:5.
                         Apoc. 5:6.
Cavalo branco - Apoc. 6:2         Cavalo preto - Apoc. 6:5.
Vencedor e para vencer - 6:2.     Morte e inferno - 6:8.
Em pé diante do trono - 7:9.      Escondidos nas rochas e cavernas
                                                            Apoc. 6:15
‘Salvação ao nosso Deus que está ‘Escondei-nos do rosto dAquele
assentado no trono’ - 7:10.       que está assentado sobre o trono’
                                                           Apoc. 6:16.
Deus limpará de seus olhos toda a Vinda do grande dia da ira sobre
lágrima - 7:17.                   eles - 6:17.
O livro desselado – Redimidos por O livro desselado – Seu sangue
Seu sangue - 5:9.                 deles é requerido - PJ., 294, 295.


     a. Em andamento um grande conflito entre as forças do bem e do
        mal
      “Vi em visão dois exércitos em terrível conflito. Um deles ostentava em
suas bandeiras as insígnias do mundo; guiava o outro a bandeira manchada
de sangue do Príncipe Emanuel. ...
      “O combate prosseguia. A vitória ia alternadamente de um para outro
lado. Às vezes os soldados da cruz cediam terreno, ‘como quando desmaia
o porta-bandeira’. Isa. 10:18. Mas a sua retirada aparente não foi senão para
ganhar uma posição mais vantajosa. ...
      “A igreja, porém, deve combater e combaterá contra inimigos visíveis e
invisíveis. Estão a postos forças satânicas sob forma humana.” ... – VE.,
228, 229.
Os Selos e a Obra do Selamento                                           28
    b. As forças de Deus tomarão parte ativa nesta guerra até o fim
        “A igreja é hoje militante. Enfrentamos agora um mundo em trevas de
meia-noite, quase inteiramente entregue à idolatria. Mas aproxima-se o dia
em que a batalha terá sido ferida, e ganha a vitória. A vontade de Deus deve
ser feita na Terra como o é no Céu.” – VE., 229.
      “Necessitamos do ardor do herói cristão que consegue suportar o olhar
d’Aquele que é invisível. Nossa fé deve ressuscitar. Os soldados da cruz
devem exercer uma influência positiva para o bem. ...
      “Não devemos ver o mundo de hoje cristãos que em todos os atos de
suas atividades são dignos do nome que têm? Quem aspira praticar atos
dignos de valentes soldados da cruz? Estamos vivendo bem próximos do
final do grande conflito.” – 8 T., 45, 46

     c. Sem levar em conta como as coisas possam parecer aos homens,
        Deus tem os negócios deste mundo sob Seu controle e tem
        agentes que Lhe cumprirão a vontade
      “Nas visões dadas a Isaías, Ezequiel e João, vemos o interesse que o
céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a solicitude de Deus
pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um dominador. O programa
dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do céu tem
sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja. ...
      “A incansável vigilância dos mensageiros celestiais e seu incessante
empenho em prol dos que vivem na terra, nos revelam como a mão de Deus
está guiando uma roda da outra. O instrutor divino diz a cada qual que
desempenha uma parte em Sua obra o que outrora disse respeito de Ciro:
‘Eu te cingirei; ainda que tu me não conheças’.” – 3 TS., 352.

     “Nas margens do rio Quebar contemplou Ezequiel um remoinho que
parecia vir do norte... algumas rodas, cruzando-se entre si, eram movidas
por quatro criaturas viventes. ... As rodas eram tão complicadas em seu
arranjo que à primeira vista pareciam estar em confusão: mas moviam-se
em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustidos e guiados pela mão que
estava sob as asas dos querubins, impeliam aquelas rodas; acima delas
sobre o trono de safira, estava o Eterno; e em redor do trono um arco-íris –
emblema da misericórdia divina.
Os Selos e a Obra do Selamento                                            29
     “Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava
sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado
jogo dos sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as
contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos
querubins ainda dirige os negócios da terra...
     “A história das nações que uma após outra, tem ocupado seus
destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade
da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a
cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano.
Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na
mão d’Aquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha
decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o
cumprimento de Seu propósito.” – Ed., 177, 178.

     d. Deus assiste os justos em suas lutas e encaminhá-los-á ao triunfo
        final
      “Irmãos, não é tempo de nos lamentarmos e entregarmos ao
desespero, nem de ceder à dúvida e incredulidade. Cristo não é para nós um
Salvador que jaz no sepulcro de José, vedado por uma grande pedra selada
com o selo romano; temos um Salvador ressuscitado. É o Rei, o Senhor dos
exércitos, que está assentado entre querubins, e que no meio da peleja e do
tumulto das nações continua a guardar Seu povo. Aquele que domina nos
céus é nosso Salvador. ... Quando as fortalezas dos reis ruírem e as flechas
da ira de Deus atravessarem o coração de Seus inimigos, Seu povo estará
seguro em Suas mãos." – 3 TS., 353.

      "Nós podemos triunfar gloriosamente, pois nenhuma alma crente que
vigia e ora será presa dos enganos do inimigo. Todo o céu esta interessado
em nosso bem estar e espera por nossas petições de força e sabedora.
Homem ímpio algum, nem espírito maligno, pode impedira a obra de Deus
em Seu povo ou privá-lo de Sua presença, se com corações contritos e
subjugados, cada um deles reclamar as Suas promessas. Toda influência
oposta, seja secreta ou aberta, pode ser resistida com êxito, 'não por força,
nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.' " –
EGW, R & H., 11-1-1887; 8-3-1945.
Os Selos e a Obra do Selamento                                           30
    e. Deus resiste aos ímpios e opõe-Se aos seus intentos.
     "Aquele que não tosqueneja, que opera continuamente pelo
cumprimento de Seus desígnios, há de levar avante a Sua obra. Ele
embargará os propósitos dos ímpios, e confundirá os conselhos dos que
tramam maldades contra o Seu povo." – MDC., 121.
     "O Leão de Judá, cuja ira será tão terrível para aqueles que rejeitam
Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de
nuvens proferirá ira e terror para os transgressor da lei de Deus, mas luz,
misericórdia e livramento para aqueles que guardarem Seus mandamentos.
O Braço forte para destruir os rebeldes, será forte para libertar os leais."
EGW, R & H 11/01/1887; 08/01/1945.

     f. Deus manda juízos sobre homens a fim de levá-los ao
        arrependimento.
      “Os pesados juízos que deviam cair sobre os impenitentes - guerra,
exílio, opressão, a perda de poder e prestígio entre as nações - tudo isso
devia vir, para que os que neles reconhecessem a mão de um Deus
ofendido, pudessem ser levados ao arrependimento.” – PR., 309.

     g. Juízos cada vez mais severos são mandados repetidamente com o
objetivo de fazer com que os homens considerem os juízos finais e se
preparem antes que eles caiam.
     “Os anjos destruidores têm a seguinte missão dada pelo Senhor:
‘Começai pelo meu Santuário’. E começaram pelos homens mais velhos
que estavam diante da casa. Se as advertências dadas por Deus são
negligenciadas, se vos permites acalentar o pecado, estais selando o
destino de vossas almas; Sereis pesados na balança e achados em falta." –
E. G. White, R & H., 11/01/1887; 08/01/1945.

      “ ‘E tu Cafarnaum, que te ergues até o céus, serás abatida até aos
infernos. ... Porém, Eu vos digo que haverá menos rigor para os de
Sodoma, do que para ti.’ ...
      “O Senhor aniquilou duas de nossas maiores instituições estabelecidas
em Battle Creek e nos transmitiu uma advertência após outra, tal como
Cristo antigamente, advertiu Betsaida e Cafarnaum.... O Salvador insiste
com os errantes para que se arrependam. Os que humilham o coração e
Os Selos e a Obra do Selamento                                            31
confessam os pecados serão perdoados. Suas transgressões serão
reveladas. Mas o homem que considera que, confessando os seus pecados,
demonstrarão fraqueza, não achará perdão. ... Que fará essa pessoa no dia
em que os livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que
neles estiverem escritas?
      “O quinto capítulo de Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele
é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus
nestes últimos dias. Alguns há que são enganados. ... A menos que efetuem
mudança decisiva, quando Deus pronunciar Suas sentenças sobre os filhos
dos homens serão achados em falta. ...
      “ ‘E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande
tremor de terra; e o Sol tornou-se negro como saco de silício, ... e o céu
retirou-se como um livro que se enrola, ... e os poderosos, e todo o servo, e
todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e
diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos do rosto
dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro, porque é
vindo o grande dia da Sua ira e quem poderá subsistir?’ Apoc. 6:12-17.
      “ ‘Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão. ... diante do
trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas
suas mãos; e aclamando com grande voz, dizendo: salvação ao nosso
Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. ... Porque o Cordeiro que
está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes
das águas da vida; e Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima.' Apoc.
7:9-12.
      “Nestes passos das Escrituras são apresentados dois grupos de
pessoas. Um deles se deixou enganar e aliou-se aos inimigos do Senhor.
Interpretaram erroneamente as mensagens que lhes foram dirigidas e
revestiram-se de justiça própria. Para eles não havia malignidade no pecado.
Ensinaram mentiras como se fossem verdades e por sua causa muitos se
extraviaram.
      “É-nos preciso, agora, vigiar-nos a nós mesmos. Foram-nos feitas as
advertências. Não podemos ver o cumprimento das predições de Cristo,
contidas no vigésimo primeiro capítulo de Lucas?...
      “ ‘Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o nosso
Senhor. ... Porém se aquele Meu servo disser consigo: o meu Senhor tarde
virá; e começar a espancar os seus conservos e a comer e a beber com os
ébrios, virá o Senhor daquele servo num dia em que O não espera, e à hora
Os Selos e a Obra do Selamento                                              32
em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os
hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.' Mat. 24:42-51.” – 3 TS., pp.
413-417

     h. Deus manda, afinal, juízos irrevogáveis de condenação e morte
sobre os impenitentes
      “Com exatidão infalível, Aquele Ser infinito guarda um acerto de contas
com todas as      nações. Enquanto Sua misericórdia é seguida de apelos ao
arrependimento, este relatório permanece em aberto; mas quando atinge um
certo limite fixado por Deus, começa o ministério de Sua ira. O relatório é
encerrado. A paciência divina se esgota. Não há apelação em seu favor." –
E. G. White, R&H., 11/01/1887.
      "A cada nação que tem subido ao cenário da atividade, tem sido
permitido que ocupasse seu lugar na terra, para que se pudesse ver se ela
cumpriria o propósito do 'Vigia e Santo'. A profecia delineou levantamento e
queda dos grandes impérios mundiais - Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e
Roma. Com cada um destes, assim como com nações de menos poder tem-
se repetido a história. Cada qual fracassou; esmaeceu sua glória, passou-
se-lhe o poder e o lugar foi ocupado por outra nação.
      “Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e com esta
rejeição operassem a        sua própria ruína, todavia era manifesto que o
predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus
movimentos.
      “Esta lição é ensinada por meio de uma maravilhosa representação
simbólica exibida pelo profeta Ezequiel durante o seu exílio na terra dos
Caldeus. ...
      “A subversão final de todos os domínios terrestres está claramente
predita na Palavra da Verdade. Na profecia proferida quando a sentença
divina foi pronunciada sobre o último rei de Israel, deu-se esta mensagem:-
      “ ‘Assim diz o Senhor Jeová: Tira o diadema e levanta a coroa... exalta
ao humilde, humilha ao soberbo. Ao revés a porei, e ela não será mais, até
que venha Aquele a quem pertence de direito, e a Ele a darei’. ...
      "Nesta época, anterior à grande crise final, assim como foi antes da
primeira destruição do mundo, acham-se homens absortos nos prazeres e
satisfação dos sentidos.
      “Pelo levantamento e queda de nações, como se acha explicado nas
páginas das Escrituras Sagradas, necessitam aprender quão sem valor a
Os Selos e a Obra do Selamento                                            33
simples aparência e a glória do mundo. Babilônia, com todo seu poder e
magnificência, quais desde então o mundo não mais viu - poder e
magnificência que ao povo daquela época pareciam estáveis e duradouros -
quão plenamente passou ela. Como a 'flor da erva' ela pereceu. Assim
perece tudo que não tem a Deus como seu fundamento." – Ed., pp. 176,
177, 179, 183

     i. O diagrama histórico dos negócios deste mundo está sob a direção
        do céu.
     “A história que o grande EU SOU assinalou em Sua Palavra, unindo-se
cada elo aos demais na cadeia profética, desde a eternidade no passado até
à eternidade no futuro, diz-nos onde achamos hoje, nos prosseguimentos
dos séculos, e o que se poderá esperar no tempo vindouro. Tudo que a
profecia predisse como devendo acontecer, até a presente época, tem-se
traçado nas páginas da história, e podemos estar certos de que tudo que
ainda deve vir se cumprirá em sua ordem. ...
     “... Hoje, os sinais dos tempos declaram que nos achamos no limiar de
grandes e solenes acontecimentos. Tudo em nosso mundo está em
agitação. Ante os nossos olhos cumprem-se a profecia do Salvador relativa
aos acontecimentos que precedem Sua vinda: 'Ouvires de guerra e rumores
de guerra. ... Portanto se levantará nação contra nação e reino contra reino,
e haverá fome e pestes, e terremotos em vários lugares.' " – Ed., 178, 179.

      "A crise se aproxima apressadamente. Os sinais que tão rapidamente
se avolumam mostram que o tempo de visitação de Deus está para chegar.
Embora de mau grado em punir, não obstante punirá e isto presto. Os que
andam na luz verão os sinais da aproximação do perigo. ...
      "Cristo no monte das Oliveiras narrou os terríveis juízos que
precederão a Sua segunda vinda: 'E ouvireis de guerra e rumores de
guerras'. 'Portanto se levantará nação contra nação e reino contra reino, e
haverá fome e pestes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas
coisas são o princípio das dores.' Conquanto estas profecias tenham tido
cumprimento parcial na destruição de Jerusalém, tem uma aplicação bem
mais diretas nestes últimos dias.
      "João também foi testemunha das terríveis cena que terão lugar como
sinais da vinda de Cristo. Viu exércitos se ordenando para guerra, e os
Os Selos e a Obra do Selamento                                            34
corações dos homens desmaiando de terror. ... ' 'Viu as taças da ira de Deus
serem abertas, e pestilências, fome e morte sobrevir aos habitantes da terra.
     "Já o repressor Espírito de Deus está sendo retirado da terra.
Furacões, tempestades, tormentas, fogo e inundações, desastres em terra e
mar, seguir-se-ão em rápida sucessão. A ciência procura explicar tudo isto.
Os sinais que se condensam ao nosso redor, falando da breve aproximação
do Filho de Deus, são atribuídos a qualquer outra que não a causa
verdadeira. ...
     "O programa de eventos vindouros está nas mãos do Senhor; o mundo
não está sem um governante. A majestade do céu tem o destino das
nações, tanto quanto os negócios de Sua igreja, em Suas próprias mãos." –
E. G. White, R&H., 11/01/1887

     j. Os anjos de Deus estão agora segurando os ventos e conservando
        sob controle divino os acontecimentos da terra até que a obra de
        Deus esteja terminada.
      “Os anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que
não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação
vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre
a terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá
uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever." Ed., 179

     k. A época atual é de tremenda significação e interesse, pois o
        mundo acha-se face a face com a hora de sua última grande
        crise.
     “A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que
vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posição de
confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes,
tem fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós.
Acham-se a observar a relações tensas e inquietas que existem entre as
nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o
elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para
ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.”
– Ed., 179.
     “Já os juízos de Deus estão por toda a parte na terra, são vistos em
tempestades, em enchentes, em terremotos, em perigos em terra e mar. O
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grande EU SOU está falando àqueles que anulam Sua Lei: Quando a ira de
Deus se derramar sobre a terra quem então será capaz de ficar em pé? ...
Permanecer firmes na defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos
abandona, guerreais as batalhas do Senhor, quando são poucos os
campeões, esta será a nossa prova. ...
      “Os sinais revelam que está próximo o tempo em que o Senhor
manifestará estar a peneira em Suas mãos e que logo purificará totalmente a
Sua casa. ...
      “O profeta, contemplando os séculos, teve a época atual diante de si
em visão. As nações da atualidade tem sido o recipiente de misericórdia sem
precedentes. As melhores bênçãos dos céus lhes têm sido dadas; contudo,
crescente orgulho, cobiça, idolatria, desprezo a Deus e baixa ingratidão se
acham registrados contra elas. Estão quase encerrando sua conta com
Deus.
      “Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. A profecia
logo se cumprirá. O Senhor está às portas. Logo se abrirá diante de nós um
período de preponderante interesse para todos os viventes. Os conflitos do
passado serão revividos. Novos conflitos surgirão. As cenas que se
desenrolarão em nosso mundo nem mesmo são sonhadas.
      “Que todos os que tem recebido a luz, que tem tido a oportunidade de
ler e ouvir a profecia, dêem atenção e guardem as coisas que nela estão
escritas; ‘porque o tempo está próximo’”. – E.G. White, R & H., 11-1-1887

     1. Antes de romper a crise final, Deus traçará uma linha divisória
        acentuada entre leais e desleais, tornando claramente distintos
        aqueles que serão Seu através da eternidade.
      “O dia da vingança de Deus será colocado somente na testa daqueles
que suspiram e clamam por causa das abominações cometidas na terra.
      “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do
Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. ...
      “Quando vier este tempo de angústia, todo o caso estará decidido; não
mais haverá graça, nem misericórdia para o impenitente. O selo do Deus
vivo estará sobre o Seu povo.
      “Nem todo os que professam guardar o sábado serão selados. Muitos
há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na
testa o selo de Deus.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          36
      “Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter
tiver uma nódoa ou mácula sequer.
      “...quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter
permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade.
      “Agora é o tempo de preparar-nos. O selo de Deus jamais será
colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo.
Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou
coração enganoso. Todos os que receberem o selo devem ser imaculados
diante de Deus - candidatos para o céu.” – 2 TS, 67-71.

      “A ordem é ‘passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e
marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por
causa das abominações que se cometem no meio dela’.
      “No tempo em que Sua ira romper em juízos, os humildes, os
devotados seguidores de Cristo serão distinguidos do resto do mundo por
sua angústia de alma.
      “A classe que não sente aflição por seu declínio espiritual, nem geme
pelos pecados de outros, será deixada sem o selo de Deus. O Senhor
ordena aos Seus mensageiros, os homens que tem as armas destruidoras
nas mãos: ‘Passai pela cidade após Ele, e feri:... mas a todo o homem que
tiver o Meu sinal não vos chegueis; e começai pelo Meu santuário. E
começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.’
      “Aqui vemos que a igreja - o santuário do Senhor - foi a primeira a
sentir o golpe da ira de Deus. Os homens velhos, aqueles a quem Deus
concedera a grande luz, e que do povo, traíram-lhe a confiança.
      “Os homens não podem discernir os anjos sentinelas retendo os quatro
ventos para que não soprem até que os servos de Deus estejam selados;
mas quando Deus mandar os anjos soltarem os ventos, haverá uma cena tal
da ira de Sua vingança que pena alguma pode descrever.” – E.G. White,
R&H., 11-1-1887.

     m. As lições que o povo de Deus precisa aprender, são lições de
       confiança, fé, resignação e coragem.
     “O futuro de importância está diante de nós. Para enfrentar suas
provas e tentações, e para executar as tarefas, requerer-se-á grande fé,
energia e perseverança.
Os Selos e a Obra do Selamento                                        37
      “No tempo de provação bem à nossa frente, a garantia da segurança
de Deus será dada aqueles que guardam a palavra de Sua paciência. Se
tendes cumprido com as condições da Palavra de Deus, Cristo será para vós
um refúgio na tempestade....” – E.G. White, R&H., 11-1-1887, 8-3-1945.
      “Quando o Senhor sair como vingador, virá também como protetor de
todos aqueles que preservaram a fé em sua pureza e se conservaram
imaculados do mundo.” – 5 T., 210.
      “Ânimo, fortaleza, fé e implícita confiança no poder de Deus para
salvar, não nos vêm num instante. estas graças celestiais são adquiridas
pela experiência dos anos. Por uma vida de santo esforço e firme apego à
retidão, os filhos de Deus estiveram selando seu destino.
      “Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la, ou
desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que então hão
de cair em nosso caminho não deverão desanimar-nos nem levar-nos ao
desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para
comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isto por nossa experiência
passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, esta
experiência será uma fonte de conforto e esperança.” – 2 TS., 67, 70

     n. Em tempos de crise severa, quando as forças do mal triunfam
        aparentemente, Deus deseja que Seu povo se encoraje ao vê-Lo
        assentado no trono eterno com grande amor e poder.
        (1) Foi sob circunstâncias difíceis e desalentadoras que Isaías,
         sendo ainda moço, foi chamado para exercer o ministério da
         profecia. Seu país estava nesse tempo ameaçado de destruição.
         Por sua transgressão da Lei de Deus, o povo judeu se privava da
         proteção divina, e os exércitos dos assírios estavam a ponto de
         invadir o reino de Judá. Deveriam os deuses de Nínive dominar
         a terra em desafio ao Deus do céu?
     “Esses pensamentos lhe acudiam em tropel ao espírito, quando Isaías
se achava no pórtico do templo santo. De repente, pareceu-lhe que a porta
e o véu do interior se abriram ou foram corridos, sendo-lhe permitido
relancear a vista para dentro do Santo dos Santos, onde nem mesmo os pés
de um profeta poderiam pisar. Perpassou-lhe então diante dos olhos uma
Os Selos e a Obra do Selamento                                               38
visão em que Jeová apareceu sentado num alto e sublime trono, enchendo
Seu séquito o recinto do templo.
      “Que aconteceria se os poderes terrestres se arregimentassem contra
Judá? Que sucederia se Isaías enfrentasse oposição e resistência em sua
missão? Contemplara o Rei, o Senhor dos exércitos; ouvira o canto dos
serafins: ‘Toda terra está cheia da Sua glória’; e o profeta foi confortado para
a obra que tinha à frente. A lembrança desta sua visão o acompanhou
através de toda a sua longa e árdua missão.” – 2 TS., 348, 349

     (2) Ezequiel
      “Ezequiel, o melancólico profeta do exílio na terra dos caldeus, foi
agraciado com uma visão que lhe ensinou a mesma lição de fé no Deus
Todo-Poderoso de Israel.       Algumas das rodas de aparência estranha,
girando umas dentro das outras, pareciam movidas por criaturas viventes. E
acima de tudo isto havia uma semelhança de trono, como duma safira; e
sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança de um homem
no alto sobre ele. ...
      “O complexo de rodas visto por Ezequiel, era uma combinação tão
complicada que à primeira vista lhe pareceu uma verdadeira confusão. Mas
quando se moviam, havia nelas a mais admirável ordem e perfeita harmonia.
Essas rodas eram impelidas por criaturas celestiais, e acima de todo aquele
conjunto estava assentado sobre um trono de safira o Deus eterno.
      “Esta visão foi dada a Ezequiel num tempo em que seu espírito se
achava abatido por tristes pressentimentos. Via desolada a terra de seus
pais. A cidade outrora tão populosa estava despovoada. A voz de alegria e
o cântico de louvor ali não eram mais ouvidos. O profeta mesmo é peregrino
em terra estranha, onde imperavam, supremas, a desmedida ambição e a
selvagem crueldade. As injustiças e tiranias que era obrigado a presenciar,
contristavam-lhe a alma e de dia e de noite se queixava amargamente. Mas
os símbolos gloriosos que lhe foram apresentados junto ao rio Quebar,
revelaram-lhe um poder muito superior ao dos dominadores terrestres.
Acima do orgulho e crueldade dos reis da Assíria e babilônia, estava
entronizado um Deus de misericórdia e verdade.
      “Aquele complexo de rodas que ao profeta se afigurava uma
enextricável confusão, era governado por mão onipotente. O Espírito de
Deus, que lhe fora mostrado movendo e dirigindo aquelas rodas, convertia
aquela confusão em harmonia; do mesmo modo o mundo inteiro se acha
Os Selos e a Obra do Selamento                                             39
sob o Seu domínio. Miríades de entes celestiais estão prontos para sobre a
Sua palavra dominar o poder e os planos dos homens maus, e fazer tudo
redundar em benefício dos fiéis servos de Deus.” – 2 TS., 349-351

     (3) Zacarias
      “Zacarias teve uma série de visões referentes à obra de Deus na Terra.
Essas mensagens, dadas na forma de parábolas e símbolos, vieram num
tempo de grande incerteza e ansiedade, e foram de peculiar significação
para os homens que estavam avançando em nome do Deus de Israel.
Parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir
estivesse prestes a sofrer impedimento; o futuro parecia muito negro. Deus
viu que Seu povo estava em necessidade de ser sustido e animado por uma
revelação de Sua infinita compaixão e amor.” – PR., 580.

     (4) Os discípulos de João e de Jesus
      “O Salvador contemplou os anos que se estendiam diante dos Seus
discípulos, não como haviam sonhado, ao brilho da prosperidade e da honra
mundanas, mas obscurecidos pelas tempestades do ódio humano e da ira
satânica. Por entre os conflitos e ruína nacionais, seriam os passos dos
discípulos rodeados de perigos, oprimindo-se-lhes muitas vezes o coração
de temor. Eles veriam Jerusalém reduzida à desolação, o templo arrasado,
seu culto para sempre acabado, e Israel disperso para todas as terras, quais
náufragos em uma praia deserta. Jesus disse: ‘E ouvireis de guerras e de
rumores de guerras.’ ‘... se levantará nação contra nação, e reino contra
reino’ ... Todavia os seguidores de Cristo não deviam temer que sua
esperança ficasse perdida, ou que Deus houvesse abandonado a Terra. O
poder e a glória pertencem Àquele cujos grandes desígnios avançam ainda,
não entravados, rumo à consumação.” – MDC., 120.

      “Da mesma maneira, quando Deus estava a aponto de revelar a João,
o discípulo amado, a história futura de Sua igreja, deu-lhe uma segurança do
interesse e cuidado do salvador pelo Seu povo. Ao passo que João recebia
a revelação das últimas grandes lutas da igreja com as potências do mundo,
foi-lhe dado também contemplar a vitória final e a libertação dos fiéis. Viu a
igreja empenhada num conflito moral com a besta e sua imagem, e a
adoração dessa besta imposta sob pena de morte. Mas, olhando através do
fumo e do ruído da batalha, notou sobre o monte Sião, unido ao Cordeiro,
Os Selos e a Obra do Selamento                                             40
um grupo que, em vez do sinal da besta, ‘em suas testas tinham escrito o
nome de Seu Pai.’ ” – 2 TS., 351

     (5) O povo de Deus hoje
     “Encontramo-nos no limiar de grandes e solenes acontecimentos.
Acha-se diante de nós uma crise, como o mundo jamais presenciou. E,
quão doce nos é, a nós, como aos primeiros discípulos, a certeza que nos
é dada, de que o reino de Deus domina para sempre!” – MDC., 121.
      “Necessitamos exercer fé em Deus porque estamos justamente
enfrentando um tempo de grandes provações. Cristo, no monte das Oliveiras
enumerou os juízos terríveis que deviam preceder Sua volta: ‘E ouvireis de
guerras e de rumores de guerras’. ...
      “As profecias rapidamente se estão cumprindo. O Senhor está às
portas. Está prestes a inaugurar-se um período da mais alta importância
para todos os viventes. As controvérsias do passado serão revividas, e
outras novas suscitadas. As cenas que deverão desenrolar-se neste mundo
não são nem sequer sonhadas. ... Uma crise está iminente.
      “Entretanto, os servos de Deus não devem confiar em si mesmos nesta
hora calamitosa. Nas visões dadas a Isaias, Ezequiel e João, vemos o
interesse que o céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a
solicitude de Deus pelos que lhe são fiéis.” – 2 TS., 351-352.

     c. Deus deseja que seu povo tenha sempre em mente de que a
        vitória final no grande conflito contra as forças do mal será com
        as forças da justiça.
      “Existem reveladas nestes últimos dias visões de glória futura, cenas
traçadas pela mão de Deus; e estas devem ser prezadas por Sua Igreja. ...
      “Devemos ter uma visão do futuro e da felicidade do Céu. Postai-vos no
limiar da eternidade e ouvi a acolhida amável feita aos que nesta vida
cooperam com Cristo, considerando privilégio e honra sofrer por amor dEle.
Ao reunirem-se aos anjos, lançam eles suas coroas aos pés do Redentor,
exclamando: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e
riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças... ao que
está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças,
e honra, e glória, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:12 e 13.
Os Selos e a Obra do Selamento                                            41
      “...Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos
permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro:
"Digno é o Cordeiro que foi morto" (Apoc. 5:12), e vive novamente, como
triunfante vencedor.
      " ’Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém
podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam
diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas
nas suas mãos; ...’ Apoc. 7:9 e 10.
      " ‘Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus
vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do
trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que
está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra. Nunca mais
terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre
eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes
servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de Seus
olhos toda a lágrima.’ " Apoc. 7:14-17.” – VE., 231, 232.
      “Não haveríeis de querer apropriar-vos da inspiração da visão? Não
haveríeis de querer deixar a mente demorar sobre o quadro? Não quereríeis
ser verdadeiramente convertido, e então avançar trabalhando num espírito
totalmente diferente do espírito em que trabalhaste no passado, afastando o
inimigo e lançar por terra toda a barreira que se opõe ao avançamento do
evangelho, encher os corações da paz da luz e da alegria do Senhor?” [fonte
não citada]
     Nota: Deve se notar que as citações do Espírito de Profecia acima
não foram selecionadas à esmo, mas foram tiradas de várias seções que
tratam dos assuntos dos selos e da obra do selamento e que estão citadas
na bibliografia que segue este capítulo. Um estudo meticuloso deste
material como um todo revelará, assim cremos, os fatores básicos do
assunto dos selos e indicará a importância que tem para estes últimos
dias em que vivemos.

     3. A abertura do livro e a abertura dos selos
     “O ‘livro’ na antiguidade era um rolo. Para desenrolá-lo era preciso
cortar ou quebrar todos os sete cordões com as quais eram amarrados.” –
Harry Rimmer, carta de 14-03-1941.
Os Selos e a Obra do Selamento                                             42
      “Na leitura do livro, as partes que por si não são precedidas pela
abertura dos selos que lhe correspondem embora, na realidade, o livro
esteja todo escrito, nada nele se lê.” – RCH., Lenski, Interpretation of St.
John’s Revelation, 217.
      “Os selos são abertos sucessivamente, para no fim, quando os
acontecimentos simbolizados pelos selos já tiverem passado, dar acesso ao
conteúdo (do livro) num todo perfeito.... As aberturas dos selos significam os
passos sucessivos pelos quais Deus em Cristo esclarece os caminho para a
leitura final do livro no estabelecimento no reino de Cristo.” – A.R. Fausset,
A Commentary on the Old and New Testaments, vol. VI, 674.
        “Os guias judeus fizeram a escolha.         Esta decisão lhes será
apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro
a de ser desselado pelo Leão da tribo de Judá.” – PJ., 294.

     4. O primeiro selo Apoc. 6:1, 2.
        a. A ordem da criatura vivente
           Deve-se notar que a palavra grega Erkou que aparece na
           versão do rei Tiago traduzida para ‘vem’, também significa
           ‘vai’. Está no imperativo presente, o qual assim indica ação
           contínua. O significado seria algo semelhante a ‘segue teu
           caminho’. Lenski traduz ‘vai indo’.
        b. Cavalos e carros são tipos dos mensageiros da parte de Deus.
           Zac. 1:8-11; 6:2-5; Hab. 3:8; Joel 2:4, 11; Jer. 4:13; II Reis
           6:16,17; Salmos 68:17; 18:10.
        c. A relação entre os cavalos e as quatro criaturas viventes.
              A ordem, no caso do primeiro cavalo, partiu sem dúvida da
           primeira das criaturas viventes, pois na abertura do segundo,
           terceiro e quarto selos, a ordem foi dado pela segunda, terceira
           e quarta criatura vivente respectivamente (vv. 3,5,7). As
           indicações são de que cada cavalo estava sobre a orientação de
           uma das quatro criaturas viventes, e saiam para a missão que
           lhes cabia em resposta à ordem divina. Ao se abrir cada um
           dos quatro primeiros selos era dada uma ordem, e a cena que
Os Selos e a Obra do Selamento                                         43
          segue é de um cavalo com seu cavaleiro a caminho para
          cumprir sua missão.
             As quatro criaturas viventes de Apocalipse são idênticas às
          quatro de Ezequiel (A septuaginta em Ezequiel usa o mesmo
          termo que o grego de Apocalipse), e as quatro criaturas
          viventes de Ezequiel são os mesmos quatro querubins
          (Ezequiel 10:15, 20).
             Em Ezequiel havia também quatro rodas, uma junto de cada
          querubim (Ezeq. 10:9). As rodas estavam sob a direção e
          controle das quatro criaturas viventes ou querubins (Ezeq.
          1:19-21; 10:16,17) e moviam-se com o ‘Espírito’.
             Em Zacarias havia quatro cavalos e carros, dos quais se nos
          diz que eram ‘os quatro espíritos do céu, saindo de onde
          estavam perante o Senhor de toda a terra’ (Zc. 6:5). ‘Estes são
          os que o Senhor tem enviado para andarem pela terra’(Zac.
          1:10). Como em Apocalipse eram dadas ordens celestiais aos
          cavalos, assim também em Zacarias: ‘Ide, andai pela terra. E
          andaram pela terra’. (Zac. 6:7) Como estes mensageiros eram
          enviados do céu também eles cumpriam o objetivo do céu:
          ‘Eis que aqueles que saíram para a terra do norte fizeram
          repousar o Meu Espírito na terra do norte’. (Zac. 6:8)
             As quatro criaturas viventes ou querubins são sem dúvida
          anjos comandantes, que têm sob sua orientação as forças
          angélicas do céu, assim que o que Lúcifer já o foi, Gabriel
          agora o é ‘querubim ungido’ que permanece junto de Cristo no
          comando do exército angélico.
             E sob o controle de Deus estão as forças e os poderes da
          terra, continuamente dirigidos e guiados pelos mensageiros
          invisíveis do céu.
     “Assim como aquela complicação de semelhança de rodas se achava
sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado
jogo de sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as
Os Selos e a Obra do Selamento                                         44
contendas e tumultos das nações, Aquele que se assenta acima dos
querubins ainda dirige os negócios da terra.” – Ed., 178.
      “Nas visões dadas a Isaias, Ezequiel e João, vemos o interesse que o
céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a solicitude de Deus
pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um dominador. O
programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A majestade do
céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua
igreja. ... A incansável vigilância dos mensageiros celestiais, e seu
incessante empenho em prol dos que vivem na terra, nos revelam como a
mão de Deus está guiando uma roda dentro da outra.” – 2 TS., 352.
        Os mensageiros enviados são mensageiros de salvação e justiça.
     Cooperação significa vida e vitória, resistência significa derrota e
     morte.
        Se este conceito está realmente correto, e cremos que está, então
     as atividades dos quatro cavalos e seus cavaleiros deve abranger as
     múltiplas atividades dos mensageiros angélicos de Deus à terra,
     para levar os homens ao arrependimento, à vitória e à vida; proteger
     os justos e manter os ímpios sob sujeição; auxiliar na marcha da
     obra de Deus sobre a terra, a fim de que possa ser encaminhada até
     o triunfo final; operar junto aos ímpios num esforço contínuo para
     levá-los ao arrependimento; trazer juízos e aflições sobre aqueles
     que resistem à graça de Deus com o objetivo de despertá-los ao
     arrependimento; trazer os ímpios face a face com as fortes e negras
     realidades da vida para serem levados a pesar cuidadosamente as
     sérias conseqüências do seu curso e entenderem os terríveis
     resultados à sua frente se não volverem dos seus caminhos
     pecaminosos; e, por fim, trazer a retribuição final e a morte àqueles
     que se recusam atender.
        Nestes quatro cavalos vemos os poderes do céu em ação entre os
     filhos da terra. Aqui vemos os quatro que vivem e os quatro que
     amam, aqui vemos o leão e o boi, o homem e a águia. Aqui está o
     amor de Deus e a Sua justiça; aqui está o poder de Deus, Sua
     retidão e misericórdia. Aqui está Jesus o Cordeiro de Deus e o Leão
Os Selos e a Obra do Selamento                                          45
    da tribo de Judá. Aqui está Deus a salvar os justos, a guiá-los e
    protegê-los , sempre solícito ao seu bem-estar, a encaminhá-lo à
    vitória final, certa, gloriosa e completa. E aqui está Deus diante dos
    ímpios, pleiteando e esforçando-Se para salvá-los, a trazer-lhes
    juízos de advertência, e justiça como retribuição, sempre
    misericordioso, amável, longânimo e grande em bondade e verdade,
    sempre pronto e ansioso para perdoar a iniqüidade, mas pesaroso
    em ter de apurar as culpas, visitar os frutos da iniqüidade daqueles
    que rejeitam Sua misericórdia, levar os homens às portas da
    eternidade para num esforço procurar fazer com que considerem a
    fundo a seriedade de sua condição, fazendo tudo que um Deus
    infinito pode fazer, repetidas vezes, para levá-los à salvação, mas,
    falhando isto, fazer aquilo que a infinita justiça requer que se faça
    ao fim de tudo, permitir que o último poderoso mensageiro da
    morte saia para cumprir a sua tarefa.
       É este assunto dos cavalos, criaturas viventes, trono, arco-íris,
    livro, ancião e selos, difícil de ser compreendido? Assim é porque a
    complexidade das forças que operam no céu e na terra são difíceis
    de serem entendidas. Todo este jogo e contra jogo das forças do
    bem e das forças do mal, acionam poderes de infinita magnitude, e
    neste grande conflito todas as forças do céu, – todo o infinito amor,
    sabedoria, justiça e poder de Deus e de toda a hoste angélica são
    levados à ação contra as forças de Satanás. Estas forças são tão
    amplas, tão complexas, tão abarcadoras, que é difícil serem
    compreendidas pelo homem, difícil de retratá-las nalgum quadro,
    num grau de simplicidade que permita ao homem ter uma
    compreensão adequada da cena. O quadro dos quatro cavaleiros
    que partem ao ser dada a ordem pelos dirigentes do céu é
    significante em sua complexidade e grandiosa em sua simplicidade.
    Haverá necessidade de uma eternidade para nos inteirarmos
    completamente de quadros complicados como estes, e a eternidade
Os Selos e a Obra do Selamento                                  46
    será despendida revendo as minúcias tremendamente interessantes
    deste tema sensacional.

      b. O cavalo branco
         (1) Branco, a cor da justiça. Isa. 1:18; Sal. 51:7; Apoc. 7:14;
            19:8.
         (2) Branco, cor da vitória. Apoc. 19:14.
               O branco entre os romanos não era apenas a cor da pureza
            e inocência, mas também a cor da vitória. Júlio César, na
            ocasião do seu grande triunfo, conforme “Dio Cassius”,
            estava num carro puxado por quatro cavalos brancos. Um
            cavaleiro em cavalo branco era considerado no Oriente
            símbolo de um herói conquistador.
               “O branco era a cor universal especialmente num dia de
            triunfo.” – W.M. Ramsey, The Letters to the Seven
            Churches of Asia, 386.
               Juvenal deixou a seguinte inscrição de uma procissão
            romana em que o pretor era escoltado triunfante para um
            circo:

             Que vira ele, num carro triunfante,
             Na poeira do circo, conspícuo, distante,
             Vestido elegante, o Pretor exaltado
             Co’a túnica de Júpiter, engalanado,
             Caminhando na de Tiro, a tapeçaria,
             Pra cabeça humana, coroa enorme trazia:
             ..................................
             Nas alturas, junto a Águia Imperial
             Com bico de ouro, a marca magistral
             À frente trombetas, e em cada flanco
             Cavalgavam nobres, todos de branco.
Os Selos e a Obra do Selamento                                         47
       e. O arco na mão do cavaleiro. Hab. 3:8,9; Sal. 7:11,12; 45:4-5
      “Quando as fortalezas dos reis ruírem e as flechas da ira de Deus
atravessarem o coração de seus inimigos, Seu povo estará seguro em Suas
mãos.” – 2 TS., 353.
      “... As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo-
poderoso, convencendo os homens de sua terrível culpa em haverem
rejeitado e crucificado o Senhor da glória.” – AA., 45
     O arco não era usado pelos soldados romanos, mas era efetivamente
empregado pelos cavaleiros partas, e freqüentemente para o desastre das
legiões romanas. Os partas usavam seus arcos com notável efeito ao
atacar os inimigos e quando viravam as costas e se afastavam,
continuavam, contudo, a atirar as flechas pelas costas sobre os inimigos.
Escritores romanos freqüentemente mencionam o terror parta. Estes
cavaleiros eram tão hábeis no uso do arco, tão devastadores na suas
incursões, e tão ineficazes eram as tentativas romanas para submeter o
império parta que essa ameaça oriental passou a ser olhada com temor a
maus presságios.

     f. Uma coroa conferida ao cavaleiro - II Tim. 4:7-8; Tiago 1:12; 1
        Pedro 5:4; I Cor. 9:25.
     g. Conquistando e para conquistar. PR. 725
      “Os cavaleiros de Deus... Plantarão as normas da verdade em
fortalezas até então mantidas por Satanás e exclamações de vitória tomarão
posse deles. Eles trazem as cicatrizes da batalha, mas recebem a
confortadora mensagem de que o Senhor os conduzirá conquistando e para
conquistar.” CE, 70.
      “Vi em visão dois exércitos em luta terrível. Um deles ostentava em
suas bandeiras as insígnias do mundo; guiava o outro a bandeira
ensangüentada do Príncipe Emanuel. ...
      “O Príncipe da nossa salvação estava dirigindo a batalha, e enviando
reforços para Seus soldados. Grandemente se manifestava o Seu poder,
encorajando-os a levar o combate até as portas. Ele lhes ensinou cousas
terríveis em justiça, enquanto passo a passo os guiava vencendo e para
vencer.” – 3 TS., 224.
Os Selos e a Obra do Selamento                                           48
    5. O segundo selo - Apoc. 6:3,4.
       a. Um cavalo vermelho

       (1) Os movimentos dos cavalos
     “Não devemos supor, entretanto, que a ação de um cessa interiormente
antes do outro começar a aparecer em cena. São consecutivos ao surgir, ao
exercer maior poder, e em algumas das suas circunstâncias mais
marcantes, todavia são todos, em certa medida, contemporâneos. A ação do
primeiro cavaleiro é, sem dúvida, contínua; pois ele começa de conquista em
conquista e termina somente quando alcançar a vitória completa no finda
abertura do selos. Sua carreira portanto, continua juntamente com a dos três
sucessores e através de todos os selos restantes.” – J.A. Seiss, The
Apocalypse, vol. I, 328.

       (2) Outro cavalo sob o controle dos poderes celestiais.
      “E quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo,
vai! E saiu outro cavalo fogoso. E ao que estava sentado sobre ele, foi lhe
dado que tirasse a paz da terra e que s matassem uns aos outros. E foi lhe
dado uma grande espada curta.” Apoc. 6:3,4. R.C.H. Lenski, Interpretation of
St. John’s Revelation, 223, 224.
      “Os primeiros quatro selos se distinguem principalmente pela parte que
têm os quatro seres viventes na sua procedência, e em conexão com cada
um, a aparição de um cavaleiro. Em todos eles a ação parte do céu, e
procede dos poderes entronizados nas alturas. O efeito, contudo, é uniforme
sobre a terra, ou naquilo que se relaciona à terra. Algumas das cenas são
excessivamente desastrosas e revolucionárias. Quer parecer às vezes como
se tudo estivesse caindo em total destruição. Contudo, por entre os
extraordinários e assustadores abalos, levantes e comoções em Terra e céu,
nosso planeta ainda continua rodando em seu lugar e reaparece após cada
cena, ainda que terrível, ser ter sido despovoado de suas gerações, nem
maculado na investidura própria dos elementos. Há alterações, sofrimento e
um acúmulo de prodígios terríveis e destruidores; mas não há
desencaminhamento da nossa orbe terrena e nenhuma interrupção na
sucessão das estações, ou na continuidade das ordens de seres com os
quais Deus os povoou.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I 306, 507.
Os Selos e a Obra do Selamento                                           49
       (3) A significação das cores no simbolismo
      “O uso das cores aqui como símbolo é ilustrado pelo costume de
Tamerlão. Quando cercava uma cidade, içava pavilhões brancos para
indicar clemência ao inimigo. Se a resistência se prolongasse por quarenta
dias, trocava os pavilhões e içava vermelho prognosticando captura
sanguinária. Se a resistência persistisse obstinada por outros quarenta dias
substituía-os por preto: a cidade seria saqueada num massacre geral.” –
W.M. Ramsay, The Letters to the Seven Churches of Asia, 58, 58.

       (4) Vermelho, a cor sangrenta do pecado, guerra e juízo.
          (a) Pecados como a escarlata - Isa. 1:18.
          (b) Cristo trajado de vestes vermelhas no dia da vingança -
             Isaías 63:2-4; Apoc. 19:13-15.
          (c) Guerras e juízos - II Reis 3: 22, 25.
          (d) O copo vermelho do juízo - Salmo 75:8.
          (e) Juízos de sangue sobre os ímpios - Isa. 26:21; 34:2-6; Ezeq.
             16:38; 22:2; 32:6, 11; Jer. 46:10; Na. 2:3

     b. Poder para tirar a paz da terra e para matar.
          (1) A rejeição da mensagem de justiça de Deus traz guerra e
             derramamento de sangue - Isa. 57:20, 21; 19:2; Jer. 16:4,5;
             Ageu 2:22; II Crôn. 15:5, 6; Mat. 10:34, 35; 24:6,7.
      “As palavras do Senhor “não vim trazer paz a terra mas sim espada’
são eminentemente aplicáveis aqui. O simbolismo do cavaleiro no cavalo
vermelho pode ser tomado como denotando o cumprimento envolvido
naquelas significativas palavras. ... Compreende uma idéia completa do
conflito entre os poderes da terra e os do reino de Cristo na humanidade,
com as destrutivas guerras que o acompanham entre as próprias nações
envolvendo em grau maior ou menor aquele conflito superior e mais elevado
ou qualquer coisa nele envolvido. Olhando sob a superintendente
providência de Deus e todos os seus ângulos formados de acordo com os
seus objetivos e misericórdia e justiça, percebemos no cavaleiro do cavalo
vermelho um símbolo de um grande fato, então profecia, agora história.” –
Justin A. Smith, Commentary on the Revelation, 96
Os Selos e a Obra do Selamento                                          50
    c. A entrega de uma grande espada ao cavaleiro.
       (1) Deus usa a espada nos seus juízos contra as forças do mal -
          Isa. 26:21-27:2; 34:5, 6; 66:15, 16: Jer. 9:16; 11:22; 14:12-15;
          25:13; 46:10; 50:35-37; Ezeq. 5:17; 6:11, 12; 21:3-5; 32:10;
          Mat. 10:34.
     “Muitos, vi eu, lisonjeavam-se de serem bons cristãos, que de Jesus
não tinham nenhum simples raio de luz. ... E vi que o Senhor no céu
aguçava a espada para destruí-los.” – 1 T., 190.

     d. A obra julgadora do segundo selo.
        (1) O senhor envia juízos aos homens que erram no empenho de
           trazê-los ao arrependimento e vigilância. Jer. 5:17-25; Isa. 26:9
        (2) O Senhor freqüentemente usa nações como instrumentos para
           cumprir seus propósitos.
           (a) Assíria - Isa. 10:5-7, 15.
           (b) Babilônia - Jer. 25:9, 27:5-8; 44:30; 46:2, 10, 13, 25, 26;
               Eze. 29:19,20;32:2,11.
           (c) Pérsia - Isa. 44:28; 45:1,2
        (3) Entre os sinais que precedem a sua segunda vinda, Jesus
           enumera juízos que haveriam de cair sobre a terra. Mat. 24:6,7
      “Cristo no Monte das Oliveiras enumerou os terríveis juízos que
precederiam a sua Segunda vinda: ‘E ouvireis de guerras e rumores de
guerras’. ‘Nação se levantará contra nação, reino contra reino’.” – E.G. White
, R. & H., 11/1/1887.

     6. O terceiro selo Apoc. 6:5,6
        a. Um cavalo preto.
        (1) Preto, um presságio de tragédia, desastre e morte
           (a) Trevas, a nona praga no Egito – Uma advertência final -
               Êx. 10: 21-23.
    “Nestas trevas misteriosas o povo e seus deuses foram de modo
semelhante atingidos pelo poder que tomara a Si a causa dos escravos.
Contudo, por medonho que tivesse sido, este juízo é uma prova da
Os Selos e a Obra do Selamento                                          51
compaixão de Deus e de Sua indisposição para destruir. Ele dava ao povo
tempo para refletir e arrepender-se, antes de trazer sobre eles a última e
mais terrível das pragas.” – PP., 272.

       (b) O dia do Senhor, um dia de trevas - Jer. 4:20-28; Joel 2:1-10
       (c) O escurecer do céu advertências solenes - Isa. 50:1, 3 Heb.
           12:18,19
       (d) Dias de tragédia amarga - Jó 3:4-6.
       (e) Temor e terror nas faces dos homens - Naum 2:10; Jer.
           8:20,21; Joel 2:6.
       (f) Pele preta de fome e doenças - Lam. 4:8-11; 5:10; Jó 30:30.
       (g) Os portões de Jerusalém em época de seca - Jer. 14:1,2.

     b. Os pratos da balança na mão do cavaleiro
        (1) Balanças, um símbolo de julgamento - Jo. 31:6; Dan. 5:27.
        (2) A Igreja de Laodicéia está sendo pisada por Deus
     “...Disse o anjo, `Deus está pesando seu povo`...” – 1 TS., 64.
     “Vosso orgulho, vosso amor em seguir as modas do mundo, vossa
conversação fútil e vazia vosso egoísmo são postos no prato da balança, e
o peso do mal é terrível contra vós” – 1 T., 189, 190.
     “A Igreja será pesada nas balanças do santuário. Se o seu caráter
moral e a condição espiritual não corresponderem aos benefícios e às
bênçãos que Deus lhe conferiu, será achada em falta. ... Se sua luz se
tornou em trevas, ela está realmente em trevas.” – 5 T., 83, 84.
       (3) Aqueles que rejeitam a misericórdia de Deus são achados em
          falta durante os últimos juízos
     “Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas
vestes estava escrito em grandes letras: "Pesado foste na balança, e foste
achado em falta." Dan. 5:27.” – VE., 101.

     c. Uma voz no meio das quatro criaturas viventes Apoc. 6:6
        O fato desta voz se achar no meio das quatro criaturas viventes é
     uma indicação de que todos se acham presentes, de que esta
     mensagem é destinada não para um mas para todos. Embora a
Os Selos e a Obra do Selamento                                          52
    mensagem esteja relatada aqui no terceiro selo é evidente que ela
    não se restringe àquele selo. Esta mensagem é, sem dúvida de
    importância especial ao surgimento do terceiro cavalo, mas tem
    também semelhante aplicação aos outros.
       (1) Uma medida de trigo, três medidas de cevada.
       Tradução de Knox: “Uma peça de prata, disse ela por uma quarta
       de trigo, uma peça de prata por três quartas de cevada”.
       Revised Standard Version: “Uma quarta de trigo por um dinheiro
       e três quartas de cevada por um dinheiro.”
       Tradução de Moffat: “Um shilling por uma quarta de trigo, um
       shilling por três quartas de cevada.
       Tradução de Weymouth: “O salário de um dia inteiro por uma
       broa de pão, o salário de um dia inteiro por três bolos de cevada.”
       Um dinheiro: O salário de um dia - Mat. 22:4, 9, 10.
       Trigo: O principal alimento do povo da Palestina.
       Cevada: Um alimento mais barato. “Ele era e ainda é um cereal
       destinado especialmente a cavalos e asnos (I Reis 4:28), a aveia
       é praticamente desconhecida mas era, como ainda é, num certo
       grau a alimentação dos pobres em certos distritos do país.” (Rute
       2:17; II Reis 4:42; João 6:9,13). E.W.G. Masterman, Barley,
       International Standard Bible Encyclopedia.
             O significado desta frase tem sido discutido a muito. O fato
       de que o preço das três medidas de cevada é igual para uma de
       trigo parece estabelecer que há uma escolha a ser feita entre o
       trigo e a cevada. O indivíduo está com o salário do dia e está em
       condições de comprar seu alimento para aquele dia; ele pode se
       quiser, ter uma medida de trigo, ou se assim decidir, pode ter três
       medidas de cevada. Qual será a sua escolha, trigo ou cevada?
       Que escolherá a igreja e o mundo? Uma medida de alimento para
       gente ou três medidas de alimentos de cavalos e mulas? Não há
       dúvidas de que aqui se faz referência aos quatro cavaleiros e suas
       mensagens, – há uma escolha a ser feita entre a vitória certa do
Os Selos e a Obra do Selamento                                     53
       primeiro e as experiências amargas dos outros três. Quer queira
       ou não todo homem tem que escolher; a decisão é para a vida ou
       para a morte.

       (2) Não danifiqueis o vinho e o azeite
          (a) O azeite e o vinho – o povo de Deus
     “À vista do preço infinito que pagou com seu resgate, como usará
alguém , que professa o nome de Cristo, tratar com indiferença ao mais
humilde de seus discípulos? Quão circunspetos devem ser na igreja os
irmãos e irmãs, tanto nas palavras como nas ações, a fim de não prejudicar
o azeite e o vinho! Com que paciência, bondade e carinho devem tratar os
que foram remidos com o sangue de Cristo! Com que diligência e solicitude
devem esforçar-se por reanimar os abatidos e desanimados! Com que
ternura devem tratar os que se esforçam por obedecer à verdade!” – 2 TS.,
258
       (b) As ordens do céu – O povo de Deus não deve ser danificado.
          O fato de Deus dar aqui, através de Seus mensageiros, a ordem
       de que o azeite e o vinho, – Seu povo – não deve ser danificado,
       é uma indicação de que alguém está para receber sérios danos,
       mas que este não será Seu povo. Os ímpios serão danificados,
       mas não o povo de Deus. A instrução aqui é paralela àquela que
       foi dada aos mensageiros de Ezequiel que tinham as armas de
       destruição nas mãos: “Matai, velhos, mancebos e virgens, e
       meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que
       tiver o sinal não chegueis.” Ezeq. 9:6

     d. A obra de juízo do terceiro selo
         Se o vermelho é uma cor de julgamentos, então o preto é uma
     cor de juízos mais severos. Se o vermelho é uma cor de advertência,
     então o preto é uma cor de advertências muito mais solenes e
     duras. Uma é a advertência de perigos no futuro, a outra é uma
     advertência do perigo à porta. Uma é presságio de ais e tribulações,
     a outra é um presságio de morte. Uma quer dizer: Cautela, você está
Os Selos e a Obra do Selamento                                        54
    entrando num caminho de perigo e aflição; o trilho que você está
    seguindo trará pedras e feridas; é um caminho avermelhado de
    sangue; é o caminho da espada, de lágrimas, e não de riso, de
    amargura, e não de gozo. Foi este o caminho de Adão quando pela
    primeira vez deixou os caminhos da inocência e beleza no Éden e
    deparou com espinhos e cardos, o sangue de seu filho Abel e um
    querubim celestial com espada inflamada. Foi o caminho de Balaão
    quando se desviou na esperança de fama e fortuna e deparou com o
    anjo do Senhor com espada desembainhada. Tal é então a
    mensagem do vermelho.
       Mas o preto é uma cor muito mais sombria e grave. Ainda não é
    a morte, mas está bem próximo dela. Ele significa: Cuidado, você
    não tem tempo a perder, você foi longe no caminho do perigo e dos
    ais, e agora está face a face com o fim. Pare e pare já, ou pagará o
    preço final da morte. O preto era a cor com a qual Tamerlão
    advertia os inimigos de que a sua última hora de esperança estava
    para se encerrar, de que os pavilhões brancos da misericórdia já
    estavam longe no passado, de que os pavilhões vermelhos de
    sangue estavam, já no passado, de que a hora presente era uma hora
    de trevas fortes e densas, tendo adiante somente o aniquilamento. O
    preto foi a cor com a qual Deus vestia o céu e a terra no Egito num
    último juízo de advertência pouco antes do anjo da morte sair e ferir
    os primogênitos na terra de faraó. E o preto hoje é uma mensagem
    com a qual Deus ainda adverte o mundo de que a última hora está
    para se esgotar e de que o próximo movimento do relógio trará o
    cavaleiro amarelo da morte e o fim de tudo. Tal qual é a mensagem
    de Deus a um mundo não arrependido e pecaminoso através do
    preto.
       Ao tempo do cavaleiro preto, nenhuma outra mensagem poderia
    ser mais oportuna do que a solene advertência do juízo vindouro,
    nenhuma outra cena poderia ser mais apropriada do que a da
    balança de Deus em que se pesará em breve a alma perversa, e que,
Os Selos e a Obra do Selamento                                       55
    se não se arrepender, será achada em falta. Na hora em que o anjo
    da morte está para destruir os rebeldes e não arrependidos, que mais
    pode Deus fazer, depois de ter mandado o cavaleiro vermelho,
    senão mandar o cavaleiro preto – dar ao homem toda a evidência
    possível de sua condenação vindoura, colocar diante dele nos mais
    vívidos tons a sombria escuridão de sua condição sem Deus e sem
    esperança, fazendo com que pese mais cuidadosamente a
    terribilidade da perdição que está para enfrentar, e trazer-lhe,
    embora por meios dolorosos, uma sensação da terrível condição em
    que se meteu por seus caminhos pecaminosos. A mensagem que o
    cavaleiro do cavalo preto tem de levar ao mundo pecaminoso não é
    uma mensagem agradável, mas é uma mensagem necessária.
     “Jesus veio ao nosso mundo para disputar a autoridade de Satanás...
Mas os homens têm falhado em cooperar com Jesus em sua missão divina,
e se puseram sob a bandeira negra do príncipe das trevas... O campo de
batalha em que as potestades da luz e das trevas estão em controvérsia
sobre as almas humanas pelas quais Cristo morreu, é esta terra.” – E.G.
White, R & H., 8-5-1894.

      “Com exatidão infalível, Aquele ser infinito conserva um acerto de
contas com as nações. Enquanto sua misericórdia é seguida de apelos ao
arrependimento, esta conta permanecerá em aberto; mas quando atingir um
certo limite prefixado por Deus, começa o ministério da Sua ira. A conta é
encerrada. A paciência divina se esgota. Não há mais intercessão por
misericórdia a seu favor.
      “A crise se aproxima rapidamente. Os sinais que se avolumam
salientemente mostram que o tempo das visitações de Deus está próximo.
Conquanto relutante para punir, não obstante punirá, e presto o fará.
      “Já o poder refreador do Espírito de Deus está sendo retirado da terra.
Furacões, tormentas, tempestades, fogo e enchentes, desastres em terra e
mar, seguem um ao outro em rápida sucessão... Os homens são incapazes
de discernir os anjos sentinelas que seguram os quatro ventos a fim de que
não soprem até que os servos de Deus estejam selados; mas quando Deus
ordenar aos anjos que soltem os ventos, haverá uma cena tal da sua ira
vingadora, que pena alguma pode descrever. ...
Os Selos e a Obra do Selamento                                        56
      “Nas visões dadas a Isaías, a Ezequiel e a João, vemos quão
intimamente o céu está ligado com os acontecimentos que ocorrem sobre a
terra. ... O programa dos eventos futuros está nas mãos do Senhor. ...
      “Se as advertências dadas por Deus são negligenciadas ou tratadas
com indiferença, se vos permitirdes acalentar o pecado, estais selando o
destino de vossas almas; sereis pesados na balança e achados em falta.
...Enquanto ainda a misericórdia permanece, enquanto ainda Jesus
intercede por nós, façamos uma obra completa para a eternidade.” – E.G.
White, R. & H., 11-1-1887

    7. O Quarto selo Apoc. 6:7,8
       a. Um cavalo pálido
          Tradução de Moffat: “Olhei, e havia lá um cavalo lívido.”
          N.T. em inglês Básico: “Vi um cavalo cinzento.”
          Tradução Americana: “Vi um cavalo cor de cinza.”
          O quarto cavalo era um cavalo cadavérico e cinzento, a cor da
    cinza e a cor da morte. Era a palidez espantosa de um homem
    abatido ao máximo de terror e desgraça, a palidez que cobrirá os
    rostos dos homens por ocasião do terrível dia do Senhor (Jer. 30:6).
       b. O cavaleiro – morte
          (1) Morte, o salário do pecado - Rom. 6:25; Gên. 2:17; Tiago
             1:15.
          (2) Aniquilamento e destruição total – a sorte do ímpios - Sal.
             37:9, 10, 20, 38.
          (3) Quando a divina providência atinge os limites, Deus em
             fúria destrói os impenitentes - Ezeq. 9:5-6; Jer. 25:31-33;
             Isa. 1:24,28; 28:18, 21,22; 34:2-3,8; 66:15-16

       c. O companheiro - Hades
          Tradução de Weymouth: “E o hades vinha junto dele.”
          Tradução de Knox: “E o inferno seguia seu reino enfreado.”
          Twentieth Century New Testament: “E o senhor do lugar da
          morte estava montado atrás dele.”
Os Selos e a Obra do Selamento                                         57
       d. Poder para matar - Apoc. 6:8 ; Ezeq. 14:21, 9:6
          Tradução de Knox: “Foi-lhe permitido exercer sua vontade nos
          quatro quadrantes da terra, matar os homens pela espada, pela
          fome, por pragas e por meio de animais selvagens que
          vagueiam pela terra.”
          Revised Standard Version: “Para matar com a espada e com
          fome e com pestilência e por meio dos animais selvagens da
          terra.”
          Tradução de Moffat: “Para matar os homens com espada e
          fome e praga e por animais selvagens da terra.”
          Tradução de Weymouth: “Para matar com espada ou com
          fome ou pestilência ou por meios que são de animais selvagens
          da terra.”
             Este quadro aqui é um dos juízos de Deus. O paralelo com
          Ezeq. 14:21 é claro: “...eu envio os meus quatro juízos severos,
          a espada, e a fome, e o animal feroz, e a peste, contra
          Jerusalém, para separar dela homens e animais.” Isto é morte
          através dos juízos de Deus, morte por ordem de Deus, morte
          aos que rejeitam a graça de Deus. Isto é morte aos ímpios,
          morte em que foi dada ordem explícita de que os justos não
          deveriam ser danificados: “Matai velhos, mancebos, e virgens,
          e meninos, e mulheres até exterminá-los; mas a todo o homem
          que tiver o sinal não vos chegueis.” Ezeq. 9:6 “...e não
          danifiqueis o azeite e o vinho.” Apoc. 6:6. Esta morte é a
          sentença que pelo decreto divino sobrevém a todos aqueles que
          são afinal impenitentes, a sentença que sobreveio a Jerusalém
          antiga, e tem sido mandada aos homens e nações através dos
          anos, ao encher-se o copo de sua iniqüidade, ao serem pesados
          na balança e achados em falta, e que sobrevirá a todo o mundo
          justamente antes de Cristo voltar para reinar. A Ezequiel e a
          João foram dados quadros paralelos destas cenas solenes.
Os Selos e a Obra do Selamento                                            58
      “ ‘E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri:
não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais.’...
      “Há porém, limites até para a longanimidade de Deus, e muitos estão
ultrapassando tais limites. Sobrepujaram os limites da graça, e portanto
Deus deve intervir e reivindicar sua honra.
      “Disse o Senhor acerca dos amorreus: - ‘E a quarta geração tornará
para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.’
Posto que esta nação se salientasse por sua idolatria e corrupção, não havia
contudo enchido a taça de sua iniqüidade, e Deus não queria dar a ordem
para sua destruição completa. O povo deveria ver o poder divino
manifestado de maneira assinalada, para que ficasse sem desculpa. O
compassivo Salvador desejava suportar-lhes a iniqüidade até a quarta
geração. Então, se não visse mudança para melhor, seus juízos cairiam
sobre eles.
      “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do
Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. Já algumas gotas
da ira de Deus caíram sobre a terra; quando, porém, as sete últimas pragas
forem derramadas sem mistura no cálice de sua indignação, então para
sempre será demasiado tarde para arrependimento.” – 2 TS., 62, 63, 67

     “Vi então que Jesus não abandonaria o lugar santíssimo sem que cada
caso fosse decidido, ou para a salvação ou para a destruição; e que a ira de
Deus não poderia manifestar-se sem que Jesus concluísse Sua obra no
lugar santíssimo, depusesse Seus atavios sacerdotais, e Se vestisse com
vestes de vingança. Então Jesus sairá de entre o Pai e os homens, e Deus
não mais silenciará, mas derramará Sua ira sobre aqueles que rejeitaram
Sua verdade. ...
     “Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas
vestes estava escrito em grandes letras: "Pesado foste na balança e foste
achado em falta." Dan. 5:27.” – PE., 36, 37.
     “A descrição do dia de Deus nos é dada através de João o revelador.
Lamentos de miríades de aterrorizados caíram nos ouvidos de João. Porque
é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? Até o apóstolo
estava atemorizado e oprimido. ...
     “Aqueles que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os
favorecidos que receberão o selo do Deus vivo. Aqueles cujas mãos não são
limpas, cujos corações não estão puros, não terão o selo do Deus vivo. ...
Os Selos e a Obra do Selamento                                          59
      “Este selamento dos servos de Deus é o mesmo que foi mostrado a
Ezequiel em visão, João também foi testemunha desta mais assustadora
revelação. ... Pragas, pestilência, fome e morte foram-lhe mostradas
executando sua terrível missão.
      “O mesmo anjo que visitou Sodoma está fazendo soar a nota de
advertência, escapa por tua vida. ...
      “Os membros da igreja cristã serão pesados individualmente, e se o
seu caráter moral e o seu estado espiritual não corresponderem aos
benefícios e às bênçãos que lhes foram conferidos, serão achados em falta.”
– TM., 444-446, 450.
      “Já os juízos de Deus estão espalhados na terra, como se vê nas
tempestades, nos terremotos, nos perigos em terra e mar. O grande EU
SOU está falando àqueles que lhe anulam a lei. Quando a ira de Deus se
derramar sobre a terra, quem estará então em condições de subsistir? ...
      “O Senhor comissiona seus mensageiros, os homens que têm as
armas destruidoras nas mãos: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe
o vosso olho, nem vos compadeçais. ...
      “Cristo no monte das Oliveiras enumerou os espantosos juízos que
precederiam sua segunda vinda: E ouvireis de guerras e rumores de guerra,
se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes,
pestes e terremotos em vários lugares. Mas todas estas coisas são o
princípio de dores. Embora estas profecias tivessem um cumprimento parcial
na destruição de Jerusalém, tem uma aplicação muito mais direta aos
últimos dias.
      “João foi também testemunha das terríveis cenas que ocorrerão como
sinais da vinda de Cristo. ... Viu abertas as taças da ira de Deus, e
pestilências, fome e morte vindas sobre os habitantes da Terra.” – E.G.
White, R & H, 11-1-1887.

     Deve-se notar que os primeiros quatro selos estão ligados à aparição
dos quatro cavaleiros, os mensageiros de Deus. Com o surgimento destes
cavaleiros, os destinos dos homens estão sendo selados, para o bem ou
para a condenação. A questão é de vida ou de morte, de vitória ou
derrota. As contas estão sendo encerradas nos livros do céu. Mas a obra
destes quatro cavaleiros não terminará até que o tempo tenha decorrido.
A paciência e a longanimidade de Deus vão além da compreensão
Os Selos e a Obra do Selamento                                       60
humana, além do entendimento e freqüentemente além dos desejos
humanos. O próprio Cristo Se manifesta em todo o mundo, e continuará
a fazê-lo até o fim, através de todos os Seus atributos, tanto como
Salvador e Juiz. Ele está fazendo tudo o que é possível fazer em Seu
poder infinito, a fim de levar os homens à salvação; mas se os homens
não se querem salvar, então Sua obra será condenar.
     Nestes últimos dias podemos comparar a obra destes três cavaleiros
com as três mensagens dos anjos de Apoc. 14:6-12. Em primeiro lugar
vem a apresentação da mensagem do glorioso evangelho que continuará
vitorioso até o fim. Segue-lhe uma mensagem de advertência quanto à
Babilônia caída, a qual se fez necessária por causa da rejeição da
mensagem do primeiro anjo. Vem, então, a terceira, a última e solene
mensagem de advertência aos homens – a mensagem de ‘o vinho da ira
de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira.’ Ap. 14:10.
À rejeição desta última mensagem seguir-se-á o surgimento do anjo da
morte. Este quarto mensageiro não mais traz uma mensagem de
salvação. A sua obra é uma obra de condenação que ocorrerá quando a
última advertência tiver sido rejeitada.
      “O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. ...
      “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do
Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. Já algumas gotas
da ira de Deus caíram sobre a Terra; quando, porém, as sete últimas pragas
forem derramadas sem mistura no cálice de Sua indignação, então para
sempre será demasiado tarde para o arrependimento.” – 2 TS., 67.
      “O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do "Leão da
tribo de Judá", e de um "Cordeiro, como havendo sido morto". Apoc. 5:5 e 6.
Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se
sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o
Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de fogo que fala de
terrores e indignação para o transgressor da lei de Deus, é um sinal de luz,
misericórdia e livramento para os que guardaram os Seus mandamentos. O
braço forte que aniquila o rebelde será forte para libertar os fiéis.” – AA., 589.
     Deus trabalha constantemente no mundo e continuará a fazê-lo até o
fim, até que em Sua boa presciência vir que chegou a hora de desenrolar
Os Selos e a Obra do Selamento                                        61
o rolo. A cronologia do céu teve um arranjo perfeito e o relógio de Deus
conserva-se marcando o tempo perfeitamente.

     8. O Quinto Selo - Apoc. 6:9-11.
        a. Almas de mártires sob o altar - v. 9.
       “Este quinto selo é um quadro do martírio de perseguição. ...
       “Sob este selo não há vozes de comando do céu, e mensageiro
nenhum é enviado do trono; indicando por esta razão que as sanguinolentas
perseguições aos servos de Deus vieram de baixo – não de cima. ... O Ser
vivente não diz, vai! Pois eles, nem direta nem indiretamente, estão
incumbidos de trazer sofrimentos aos servos de Deus por causa de sua
fidelidade à verdade. Nenhuns cavalos se precipitam na cena, pois nenhuns
poderes divinos são empregados no martírio dos santos.” – J.A. Seiss, The
Apocalypse, VI, 349, 350.

          (1) Sob o altar
     “Como o sangue das vítimas sacrificais do altar era derramado nas
bases do altar, também as almas daqueles que foram sacrificados pelo
testemunho de Jesus são simbolicamente representadas como ‘sob o altar’.”
– A.R. Fausset, A Commentary, Critical, Experimental, and Practical, v. VI,
678.

          (2) Almas dos que foram mortos
             (a) Por causa da Palavra de Deus
             (b) Por causa do testemunho de Jesus

       b. Clamam por vingança - Apoc. 6:10.
          (1) O clamor de sangue por vingança - Gên. 4:10.
          (2) Tempos em que o clamor ‘até quando’ surgiu:
          (a) Desde o tempo de Abel, por todos os mártires.
    “O clamor dos fiéis perseguidos se elevará até o céu. E como o sangue
de Abel clamou a Deus desde o pó, assim haverá também vozes clamando
desde a sepultura dos mártires, das profundezas do oceano, das cavernas
dos montes e das masmorras dos conventos: ‘Até quando, ó Dominador, e
Os Selos e a Obra do Selamento                                         62
Santo verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam
sobre a Terra’ “ – 5 T., 451.
          (b) Nos dias de Davi - Sal. 6:1-4; 13:1-4; 35:17; 74:9, 10;
             89:46; 94:1-6.
          (c) Nos últimos dias de Judá - Hab. 1:2.
          (d) No cativeiros babilônico - Zac. 1:12.
          (e) No tempo de Cristo
      “Chegará uma crise no domínio de Deus. A Terra enchera-se de
transgressão. As vozes daqueles que tinham sido odiados e sacrificados
pela inveja humana clamavam por retribuição debaixo do altar. Todo o céu
estava preparado para, mediante a palavra de Deus, agirem em favor dos
eleitos. A uma palavra Sua, as tochas do céu teriam caído sobre a Terra,
enchendo-a de chamas de fogo. Tivesse Deus ao menos falado, e teria
havido relâmpagos, e travões, e terremotos e destruição. ... Os anjos
esperavam por Deus para punir os habitantes da Terra. Mas ‘Deus amou o
mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aqueles
que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.’ “ – E.G. White, R & H,
17-7-1900.
          (f) Na Idade Escura
             Entre os papéis de Leonard Schoener, decapitado em
          Rottenberg, em 14-1-1528, Bavária, foi encontrada a oração
          seguinte: “Estamos espalhados como ovelhas que não têm
          pastor. Temos sido compelidos a abandonar nossa casa e nosso
          lar. Somos como corvos noturnos, que habitam nas rochas.
          Nossos aposentos são em buracos e rochedos. ... Ó Senhor, até
          quando estarás silente? Chegue isto diante do Teu trono, quão
          precioso é aos Teus olhos o sangue dos santos.”
             Milton, quando Primeiro Ministro de Cromwell:
             Vinga, ó Senhor, Teus santos mortos cujos ossos
             Estão jogados nas montanhas frias dos Alpes;
             Mesmo aqueles que conservam Tua verdade tão pura como
          antigamente,
             Ao adorarem nossos pais troncos e pedras,
             Não esqueças: relate os gemidos em Teu livro
Os Selos e a Obra do Selamento                                           63
             Daquelas Tuas ovelhas, em seu antigo rebanho
             Estraçalhadas pelos sicários Piemonteses que rolavam
             Mães com seus filhos rochas abaixo, seus gemidos
             Os vales redobravam nas colinas, e eles ao céu
             Seu sangue martirizado e suas cinzas mostravam
             Por todos os campos da Itália, onde ainda luta
             O tríplice tirano; que destes se desenvolvam
             Uma centena, os quais, tendo aprendido Teu caminho,
             Possam logo fazer fugir a maldição babilônica.

          (g) Na última crise
      “Quando a provocação à lei de Deus for quase universal, quando Seu
povo for esmagado em aflição pelos seus compatriotas, Deus Se interporá.
Então se ouvirá a voz das sepulturas dos mártires, representadas pelas
almas que João viu mortas pela palavra de Deus, e pelo testemunho de
Jesus Cristo.” – E.G. White, R & H., 21-12-1897.
      “Ao se abrir o quinto selo, João o Revelador viu em visão debaixo do
altar a multidão que fora morta pela palavra de Deus e pelo testemunho de
Jesus Cristo. Depois disto veio a cena descrita em Apoc. 18, em que
aqueles que são fiéis e verdadeiros são chamados a sair de Babilônia.” –
E.G. White, Manuscrito 39, 1906.
      “Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os
discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será
para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as
nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça está a
ponto de dobrar as asas e partir desta Terra para não mais tornar. O povo de
Deus entrará então num período de aflição e angústia que o profeta designa
‘o tempo da angústia em Jacó’. O clamor dos fiéis perseguidos se elevará
até ao Céu. E como o sangue de Abel clamou a Deus desde o pó, assim
haverá também vozes clamando desde a sepultura dos mártires, das
profundezas do oceano, das cavernas dos montes e das masmorras dos
conventos: ‘Até quando, ó Dominador, e santo verdadeiro, não julgas e
vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?’
Os Selos e a Obra do Selamento                                          64
      “O Senhor está fazendo Sua obra. Todo o Céu está em atividade. O
Juiz de toda a Terra Se levantará em breve para vindicar Sua autoridade
insultada.” – 2 TS., 151.

       c. A resposta de Deus - Apoc. 6:11
          (1) São-lhes conferidas vestes brancas
      “De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das
montanhas e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo
recolherá Seus filhos. Na Terra tinham sido destituídos, afligidos e
atormentados. Milhões baixaram ao túmulo carregados de infâmia, porque
recusaram render-se às enganosas pretensões de Satanás. Por tribunais
humanos os filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos.
Mas próximo está o dia em que ‘Deus mesmo é o juiz’. Sal. 50:6. Então as
sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então ‘tirará o opróbrio do Seu
povo de toda a Terra’. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles.
Apoc. 6:11. ‘E chamar-lhes-ão povo santo, os remidos do Senhor.’ Isa.
62:12. Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as perdas
sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda da vida
temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados.” – PJ., pp.
179, 180.

          (2) Um período de descanso
             Ao decorrer o tempo, pelo aumentar a iniqüidade, ao os
          servos de Deus serem perseguidos e buscados em terra e mar,
          atinge-se um período em que parece aos filhos de Deus ter
          chegado a hora da vingança em que Deus deve intervir para
          pôr fim ao pecado e à opressão, trazer a paz e a justiça eternas.
          Mas Deus em Sua infinita sabedoria compreende o que é
          melhor, e pede aos Seus santos que esperem um pouco mais
          até que chegue o tempo, o tempo de Deus e dos ímpios. O
          tempo e a obra está nas mãos de Deus. O relógio de Deus
          marca o tempo com exatidão, e no seu tempo o livro do
          destino fatal será desselado.
Os Selos e a Obra do Selamento                                     65
    9. O Sexto Selo - Apoc. 6:12-17
       a. Sinais no céu e na Terra
        (1) No passado
             (a) Um grande terremoto - Apoc. 6:12; ver Mat. 24:7; Luc.
                 21:11.
                1) O terremoto de Lisboa, 1 de novembro de 1755.
     “O profeta do Apocalipse assim descreve o primeiro dos sinais que
precedem o segundo advento: ‘Houve um grande tremor de terra; e o Sol
tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue.’
Apoc. 6:12.
     “Estes sinais foram testemunhados antes do início do século XIX. Em
cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível terremoto
que já se registrou. Posto que geralmente conhecido por terremoto de
Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e América do Norte.
Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na
Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais
de dez milhões de quilômetros quadrados.” – GC., 304.
            (b) O escurecimento do sol - Apoc. 6:12; Mat. 24:29; Luc.
                21:25.
               1) Quase, se não totalmente singular, nas diversas ordens
                dos acontecimentos da natureza durante o último século,
                está o Dia Escuro de 19-5-1780, como o mais misterioso
                e até agora inexplicável fenômeno de seu tipo, – o mais
                inconcebível escurecimento de todo o céu visível e da
                atmosfera da Nova Inglaterra. ... Milhares de pessoas
                daquele dia ficaram inteiramente convencidos de que
                chegara o fim de todas as coisas terrestres; muitos
                abandonaram, por algum tempo, suas atividades
                seculares e entregaram-se ao devotamento religioso;
                enquanto muitos outros atribuíam à escuridão ser não
                somente o toque da ira de Deus contra as várias
                abominações e iniqüidades daquele tempo, mas também
Os Selos e a Obra do Selamento                                    66
                um sinal de alguma destruição futura.” – R.M. Devens,
                The Great Events of Past Century, p. 40
       (c) A queda das estrelas Apoc. 6:13; Mat. 24:29
          1) A grande chuva meteórica, 13-11-1833
      “Sabe-se da ocorrência de extensas e magnificentes chuvas de
estrelas cadentes em vários lugares nos tempos modernos; mas a mais
maravilhosa e universal de que se tem relato é a de 13-11-1833, o
firmamento todo, através de todo os Estados Unidos, estava então, por
horas, em violenta comoção! Nenhum outro fenômeno celeste jamais
ocorreu neste país, desde a sua colonização, que tenha sido olhado com
tanta admiração por uma classe da comunidade ou com tanto medo e
alarme por outros. ... Durante as três horas de sua duração, cria-se que o dia
do juízo tardaria somente até o nascer do sol. ... de pronto se realizaram
reuniões de oração em muitos lugares.” – R.M. Devens, The Great Events of
Our Past Century, 214, 215.
      “Durante as três horas de sua duração centenas e milhares de
pessoas, de todas as classes, foram atiradas à maior consternação, e
tomados pela crença de que as cenas descritas neste texto estavam agora
transparecendo na realidade.” J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 387

     (2) No Futuro
        (a) O céu desaparece como um rolo - Apoc. 6:14; Isa. 34:4; 3:13;
            Heb. 12:26; Joel 3:16; II Ped. 3:10; Mat. 24:29; Luc. 21:26
     “As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol,
a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão
abalados pela voz de Deus.
     “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera
abriu-se e recuou” – VE., 111.
     “Foi à meia-noite que Deus preferiu livrar o Seu povo. Estando os
ímpios a fazer zombarias em redor deles, subitamente apareceu o Sol,
resplandecendo em sua força e a Lua ficou imóvel. ... Sinais e maravilhas
seguiam-se em rápida sucessão. Tudo parecia desviado de seu curso
natural. ...
     “O céu abria-se e fechava-se, e estava em comoção.” – PE., 285.
Os Selos e a Obra do Selamento                                            67
          (b) Montes e ilhas movidas dos seus lugares - Apoc. 6:14;
             16:20; Jer. 4:24; Ezeq. 38:20; Sal. 46:2, 3; Isa. 24:1, 19, 20
      “As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregulares
são espalhadas por todos os lados. Há um estrondo como de uma
tempestade a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do
furacão, semelhante à voz de demônios na missão de destruir. A Terra
inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a
quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas
estão a revolver-se. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que,
pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas
enfurecidas.” – GC., 637.

       b. A ira de Deus sobre os ímpios - Apoc. 6:15-17
          (1) Grandes homens escondem-se nas rochas e montanhas -
             Apoc. 6:15; Isa. 2:19-21.
          (2) Clamam para ser escondidos da ira do Cordeiro - Apoc.
             6:16; Osé. 10:8; Luc. 23:30; Mat. 24:30; Sof. 1:14-18.
          (3) É vindo o grande dia da ira de Deus - Apoc. 6:17; 16:19;
             Isa. 13:11, 13; Ezeq. 38:19, 22
       c. Quem está capacitado para suster-se? Apoc 6:17.
       d. A obra do selamento e a recompensa dos selados - Apoc. 7
          (1) A relação de Apocalipse sete com o sexto selo. Os capítulos
             desta seção do Apocalipse tratam do destino do mundo, a
             fixação dos destinos dos justos e dos ímpios. O sexto selo
             retrata os acontecimentos finais que ocorrerão exatamente
             antes do segundo advento de Jesus. Apoc. 6:15-17 mostra a
             fatalidade terrível dos ímpios no grande dia da ira de Deus,
             exatamente antes de Jesus voltar para reinar. Em Apocalipse 7
             se nos mostra por contrasta a sorte dos justos – o selamento
             dos justos remanescentes em que são fixados seus destinos
             para sempre, e a retenção dos ventos para permitir que seja
             completada esta obra final. Os acontecimentos são paralelos
             aos apresentados na última parte do Apocalipse 6, sob o sexto
             selo. O sétimo capítulo de Apocalipse finaliza com uma pré-
Os Selos e a Obra do Selamento                                        68
             contemplação ao estarem diante do trono de Deus, louvando-O
             e regozijando-se em sua salvação.
       (2) A retenção dos ventos - Apoc. 7:1-3
          (a) Os anjos - mensageiros de Deus - Mat. 13:41; II Reis
                19:35; Gên. 19:1-13.
          (b) A natureza dos ventos
             1) Lutas por supremacia entre nações - PE., 36-38, VE.,
                99-101

      “Estamos na iminência de importantes e solenes acontecimentos. ...
Ainda os quatro cantos da terra estão sendo retidos até que os servos de
Deus estejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de
mobilizar suas forças para a última grande batalha.
      “Satanás está atarefado em empregar planos para o último e tremendo
conflito em que todos hão de definir sua atitude. ... O sinal da besta é
exatamente o que tem sido proclamado. Nem tudo o que se refere a esse
assunto é compreendido; nem compreendido será até que tenha sido
completamente aberto o rolo do livro. ...
      “O Senhor do céu não enviará Seus juízos destinados a punir a
desobediência e transgressão até que Seus atalaias tenham proclamado
Suas advertências. ...
      “Enquanto os anjos seguram os quatro ventos, cumpre-nos trabalhar
com todas as nossas forças.” – 2 TS., 369, 374.
      “...Mas, conquanto nação se esteja levantando contra nação e reino
contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Ainda os quatro
ventos sobre os quatro cantos da terra estão sendo retidos até que os
servos de Deus sejam assinalados na testa. Então as potências do mundo
hão de mobilizar suas forças para a última grande batalha.” – Idem, 369
      “ ...quando Deus mandar que Seus anjos soltem os ventos, haverá uma
cena tal de luta que pena nenhuma poderá descrever.” – 3 TS., 15.

             2) Elementos da natureza - 6 T., 408
       “João vê os elementos da natureza - terremotos, tempestades e lutas
políticas - representados como sendo retidos pelos quatro anjos.” – TM., 444
Os Selos e a Obra do Selamento                                          69
       3) Legislação dominical e acontecimentos seqüentes
     “Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o
decreto proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa
senão os que tenham o sinal da besta.” – 2 TS., 44.
     “Chegamos a um tempo em que isto quase se realizou na Califórnia há
pouco tempo atrás; mas isto foi somente uma ameaça do desencadeamento
dos quatro ventos. Eles ainda são retidos pelos quatro anjos. Ainda não
estamos inteiramente prontos. Ainda há uma obra por fazer, e então será
ordenado aos anjos soltá-los, para que possam soprar sobre a terra. Aquele
será um tempo decisivo para os filhos de Deus – um tempo de tribulação tal
como nunca houve desde que houve nação.” – 5 T., 152

          (c) A retenção dos ventos em 1848
             1) A crise política da Europa em 1848
             2) A visão de E. G. White, 18 de novembro de 1848
     “Os anjos estão segurando os quatro ventos. É Deus que mantém as
potestades em sujeição. Os anjos não os soltaram por não estarem ainda
selados todos os santos. Ao levantar Miguel esta tribulação já estará por
toda a terra, pois eles estão já prontos para assoprar. Há um impedimento
por não estarem selados os santos. Sim, publica as coisas que tens visto e
ouvido, e as bênçãos de Deus estarão contigo.” Palavras ditas em visão pela
Sra. White a J.N. Loughborough, The Great Second Advent Movement, 274.
          (d) O outro anjo do oriente – Apoc. 7:2
             1) O mais poderoso e elevado anjo do céu: TM., 444, 445
             2) Tem uma ordem de Jesus: VE., 101
                (e) A terra não deve ser danificada até que a obra do
                   selamento esteja terminada.
          (f) Acontecimentos que ocorrerão quando for permitido aos
             ventos soprar.
             1) Tempo de tribulação - 5 T., 152
             2) Sete últimas pragas - VE., 99, 100
          (g) Deveres do povo de Deus
             1) Orar para que os ventos sejam retidos: 6 T. 61; 2 TS., 324
             2) Proclamar a mensagem - 7 T., 220
Os Selos e a Obra do Selamento                                        70
          (h) O significado da retenção dos ventos
             O fato de que os anjos de Deus estão no controle das forças
          básicas deste mundo deve servir de grande encorajamento aos
          filhos de Deus. A condenação virá, mas não enquanto Deus em
          Sua infinita sabedoria não achar que o tempo chegou à
          plenitude. Mais uma vez nos é trazida a lição, através da obra
          dos quatro anjos, de que é o relógio de Deus que marca o
          tempo neste mundo.

     (3) O selamento dos servos de Deus - Apoc. 7: 3-8; Ezeq. 9
     “Este selamento dos servos de Deus é o mesmo que foi mostrado em
visão a Ezequiel. João também foi testemunha desta mais espantosa
revelação.” – TM., 445

       (a) Selados na testa - Apoc. 7:3; Ezeq. 9:4; Jer. 31:33
          1) O nome do Pai escrito em suas testas - Apoc. 14:1; TM.,
               446; VE., 58; PE., 15.
          2) A lei de Deus escrita na mente, testa e coração - PE., 58
          3) Aqueles aos quais será conferida a imortalidade - TM., 445.

       (b) Selados pelo Espírito Santo - Ef. 4:30; 1:13, 14; AA., 30
      “... Os que receberam o puro sinal da verdade, neles gravado pelo
poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de
linho, são os que suspiram e gemem por todas as abominações que se
cometem ‘na igreja’”. – 1 TS., 336

       (c) A obra do terceiro anjo
     “Disse o anjo: ‘O terceiro anjo está unindo-os, ou selando-os em grupos
para o celeiro celestial.’ ” – PE., 88-89.
     “Quem está anunciando a mensagem do terceiro anjo chamando o
mundo à preparação para o grande dia de Deus? A mensagem que
apresentamos tem o selo do Deus vivo.” – CPPE., 414
Os Selos e a Obra do Selamento                                      71
       (d) O caráter daqueles que são selados - Apoc. 14:5
          1) Precisam refletir completamente a imagem de Jesus. VE.,
             112.
          2) Sem mancha diante de Deus – candidatos para o céu. 2TS.,
             71
          3) Provam-se leais aos preceitos divinos. GC., 613.
          4) Recebem o modelo divino. 2 TS., 71.
          5) Manifestam em si o caráter do amor de Deus. CBV., 28.
          6) Uma visão clara da excessiva malignidade do pecado. 1 TS.,
             336.
          7) Têm o espírito de trabalho do Senhor. Idem, 335.
          8) Esperam firmemente a aparição de Jesus. TM., 445

       (e) Os que não serão selados
          1) Aqueles cujas mentes estão cheias de pensamentos
             mundanos. PE., 58.
          2) Aqueles que não se afligem por seu declínio espiritual.
             2TS.., 66.
          3) Aqueles cujas mãos e corações não são puros. TM., 445,
             446.
          4) Nem todos os que professam guardar o sábado

      “Nem todos os que professam guardar o sábado serão selados. Muitos
há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na
testa o selo de Deus. Tinham a luz de verdade, souberam a vontade do
Mestre, compreenderam todos os pontos de nossa fé, mas não tiveram as
obras correspondentes. ...
      “Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter
tiver uma nódoa ou mácula sequer. ...
      “...O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou
mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher
cobiçosos ou amantes do mundo . Jamais será colocado à testa de homens
ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso." – 2 TS., 68-71.
Os Selos e a Obra do Selamento                                  72
       (f) O sábado e a obra de selamento
          1) O sábado, um sinal de lealdade do homem para com Deus.
             Ezeq. 20:12, 20; Êx. 31:13
     “...Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato
que são adoradores de Jeová. Assim, é o sábado o sinal de submissão a
Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir."
– PP., 307.
     "Os adoradores de Deus serão distinguidos especialmente pelo
respeito em que têm ao quarto mandamento, visto ser esse o sinal do poder
criador de Deus e a testemunha do Seu direito de reclamar a reverência e a
homenagem do homem.” – 3 TS., 285.
     "O sinal, ou selo de Deus é revelado na observância do sábado, o
sétimo dia - o memorial divino da criação." – Idem, 232.

          2) O selo da lei de Deus no mandamento do sábado. GC., 452.
     “...O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se
encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra
pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado
à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.” – PP. 331.

          3) Uma prova especial na questão do sábado nos últimos dias.
             1 TS., 79; CS., 451-460.
       "A marca da besta é o oposto disso, – a observância do primeiro dia da
semana. Essa marca distingue os que reconhecem a supremacia da
autoridade papal,. os que aceitam a autoridade de Deus." – 2 TS., 232.
       "Os ímpios serão distinguidos pelos seus esforços para demolir o
monumento comemorativo do Criador e exaltar a instituição de Roma. Na,
conclusão do conflito toda a cristandade ficará dividida em dois grandes
grupos; os que guardam, os mandamentos de Deus e a fé de Jesus e os que
adoram a besta e a sua imagem e recebem o seu sinal." – Idem., 285.
       "O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da
verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova
final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não
O servem. Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade
com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração
de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do
Os Selos e a Obra do Selamento                                              73
verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para
com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão
aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da
obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus.” – GC., 605.
      “...Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal
de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como
sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com
Roma - "o sinal da besta".” – GC., 449.
      "A questão do sábado será o ato final no grande conflito em que todo o
mundo tomará parte. Os homens têm honrado os princípios de Satanás
acima dos princípios que governam no céu. Eles aceitaram o sábado
espúrio, o qual Satanás tem exaltado como sinal de sua autoridade. Mas
Deus pôs o Seu selo sobre esta Sua exigência real. Cada instituição do
sábado traz o nome do Seu Autor, uma marca insofismável que mostra a
autoridade de cada um. É nossa a obra de levar o povo a entender isso.
Devemos mostrar-lhes que é de conseqüência vital trazerem eles o sinal do
reino de Deus ou a marca do reino da rebelião.” – 6 T., 352.
      "Em todos os casos a grande decisão a ser feita é se receberemos a
marca da besta ou sua imagem, ou o selo do Deus vivo." – 6 T., 130.

          4) O decreto e a crise final
      "Por um decreto que visará impor uma instituição papal em
contraposição à lei de Deus, a nação americana se divorciará por completo
dos princípios da justiça. Quando o protestantismo estender os braços
através do abismo a fim de dar uma mão ao poder romano e outra ao
espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte
for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram
dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a
propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é
chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está
próximo.
      “Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os
discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será
para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as
nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça está a
ponto de dobrar as asas e partir desta terra para não mais tornar. O povo de
Os Selos e a Obra do Selamento                                           74
Deus entrara então num período de aflição e angústia que o profeta designa
'o tempo da angústia em Jacó." – 2 TS., 150-151.
      "Deus guarda uma conta com as nações. ...
      Quando os algarismos acumulados no livro de registro do céu
marcarem que a soma da transgressão está completa, a ira virá, sem
mistura de misericórdia. ... Esta crise virá quando as nações se unirem para
tornar sem efeito a lei de Deus”. – 5 T., 524.
      "Esta terra já quase chegou ao ponto em que Deus há de permitir ao
destruidor operar com ela segundo sua vontade. A substituição da lei de
Deus pelas dos homens, a exaltação, por autoridade meramente humana do
domingo, posto em lugar do sábado bíblico, é o derradeiro ato do drama.
Quando esta substituição se tornar universal, Deus Se revelará. Ele Se
erguerá em Sua majestade para sacudir terrivelmente a terra.” 3TS. 142,143.

           5) O povo de Deus encontrará poder no sinal do sábado.
      "O provado e experimentado povo de Deus, encontrará seu poder no
sinal de que fala Êxodo 31:12-18.” – Idem, 284.

           6) A revelação da lei pelo céu exatamente antes de Jesus
             voltar.
     "Aparece então de encontro ao céu uma mão segurando duas tábuas
de pedra dobradas uma sobre a outra. ... e os dez preceitos divinos, breves,
compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os habitantes
da Terra. ...
     “Demasiado tarde vêem que o sábado do quarto mandamento é o selo
do Deus vivo. – GC., 639, 640.

        (g) O tempo da obra do selamento.
           1) Visão da obra do selamento, 1848.
      "Este é o selo! Está aparecendo! Surge, começando pelo nascer do sol.
...
     “Os anjos não os soltaram, por não estarem ainda selados todos os
santos.” – Palavras proferidas em visão pela Sra. E. G. White, 18 de
novembro de 1848. J.N. Loughborough, The Great Second Advent, 274.
           2) A obra final da igreja. 1 TS., 335.
           3)Logo terá passado. PE., 58.
Os Selos e a Obra do Selamento                                       75
          4) Finaliza com o encerramento da provação. VE., 105; PE.,
             279; CS., 665, 666.
             a) Todos os justos estarão selados ao Jesus deixar o
                 santuário. VE., 105; PE 279; GC. 613, 614.
             b) Ao sobrevir o tempo de tribulação.
      "Quando vier este tempo de angústia, todo o caso estará decidido; não
mais haverá graça nem misericórdia para o impenitente. O selo do Deus
vivo estará sobre Seu povo.... Pela mais elevada autoridade terrestre foi
feito o decreto para que, sob pena de perseguição e morte, adorem a besta
e recebam o seu sinal." – 2 TS., 67.

       (h) Logo todos os filhos de Deus estarão selados.
     "Dentro em pouco, todo aquele que é um filho de Deus terá seu selo
sobre si.” – E. G. White, R & H., 22-5-1889.

       (i) Depois de selados, o caráter dos santos estará fixado para a
           eternidade.
     “Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá
puro e sem mácula para toda a eternidade.” – 2 TS., 71.

       (j) Tribulações para o povo de Deus inclusive depois de selados
     “Mesmo depois de os santos estarem selados com o selo do Deus vivo,
Seus eleitos terão provações individualmente. Virão aflições pessoais; mas a
fornalha será vigiada de perto por um olho que não permitirá que o ouro seja
consumido. A indelével marca de Deus, está sobre eles. Deus os pode
reclamar porque Seu próprio nome neles está escrito. O Senhor os guardou.
Neles está escrito seu destino – 'Deus, Nova Jerusalém’. Eles são
propriedade de Deus, Sua possessão." – TM, 446.

       (k) As solenes responsabilidades da hora do selamento
          1) Tornar garantida a nossa vocação e eleição
     “Deveis permitir que os mandamentos de Deus o testemunho de
Jesus Cristo estejam, continuamente em vossa memória e permiti-lhes
expulsar todos os pensamentos e cuidados mundanos. Ao vos deitardes o
ao vos levantardes, sejam eles a vossa meditação. Deveis viver e agir de
Os Selos e a Obra do Selamento                                             76
inteira conformidade com a vinda do Filho do homem. O período de
selamento é muito curto, e logo terá passado. Agora é o tempo, enquanto os
quatro anjos seguram os quatro ventos, de garantir a nossa vocação e
eleição." – PE., 58.

          2) Um fardo pela salvação de outros. Ezeq. 9:4.
      “Ao tempo em que Sua ira se manifestar em juízos, esses humildes e
devotados seguidores de Cristo se distinguirão do resto do mundo pela
angústia de sua alma, a qual se exprime em lamentos e prantos,
reprovações e advertências. ... Sua alma justa aflige-se dia a dia pelas obras
e costumes profanos dos ímpios. ... Lamentam-se e afligem sua alma porque
se encontram na igreja, orgulho, avareza, egoísmo e engano, quase de toda
espécie. ...
      "A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem
chora pelos pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus." – 2TS.,.
64, 65.
      "Quem subsiste no conselho de Deus a este tempo? São aqueles que
por assim dizer desculpam os erros entre o povo professo de Deus, e que
murmuram no coração, se não abertamente, contra os que reprovam o
pecado? São os que tomam atitude contra eles e se compadecem dos que
cometem o erro? Não, absolutamente. A menos que eles se arrependam e
deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da
obra, e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o
aprovador assinalamento de Deus. ... Os que receberem o puro sinal da
verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo
sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que ‘suspiram e gemem por
todas as abominações que se cometem na igreja’." – 1 TS., 335, 336.

     (l) O número dos selados – os 144.000. Apoc. 7:4-8; 14-.1-5.

        1) Doze mil de cada tribo de Israel. Apoc. 7:4-8.
           a) O Israel principal. Rom. 2:28, 29; 9:6-8, 24, 33; 11:24-26;
              Gál. 3:28, 29; Col. 3:10,11.
           b) Advertência para não numerar Israel. I Reis 19:14,18; Rom.
              11:2-5.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          77
      “Exatamente tão longa quanto for a nossa permanência neste mundo,
teremos uma obra especial a fazer pelo mundo; a mensagem de advertência
deve ir a todos os países, línguas e povos. ...
      “A mensagem de advertência não alcançou números elevados de
pessoas do mundo, mesmo nas cidades que estão bem à nossa mão,
enumerar Israel é obra que não está de acordo com a ordem de Deus.” –
TM, 202.
      “Entre os habitantes do mundo, espalhados por toda a Terra, há os que
não têm dobrado os joelhos a Baal. Como as estrelas do céu, que aparecem
à noite, esses fiéis brilharão quando as trevas cobrirem a Terra, e densa
escuridão os povos. Na África pagã, nas terras católicas da Europa e da
América do Sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os escuros
recantos da Terra, Deus tem em reserva um firmamento de escolhidos que
brilharão em meio às trevas, revelando claramente a um mundo apóstata o
poder transformador da obediência à Sua lei. ...
      “Que estranha obra Elias teria feito enumerando Israel, quando os
juízos de Deus estavam caindo sobre o povo apostatado! ...
      “Que nenhum homem procure numerar Israel hoje.” – PR., 188,189

       2) O caráter dos 144.000
          a) Irrepreensíveis diante do trono de Deus. Apoc. 14:5.
          b) O nome de Deus escrito nas testas. Apoc. 14:1
      “Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua
testa estava escrito: "Deus, Nova Jerusalém", e tinham uma estrela gloriosa
que continha o novo nome de Jesus.” – PE, 15.
      “Neste mundo suas mentes foram consagradas a Deus; serviram-nO
com o intelecto e com o coração; e agora Ele pode colocar Seu nome em
sua testas.” – AA, 590
          c) Têm uma idéia da verdadeira natureza do pecado. 1 TS, 335.

       3) Os privilégios especiais dos 144.000 no mundo vindouro
          a) Estar com Jesus no mar de vidro. Apoc. 14:1; 15:2
     “No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro
misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está
reunida a multidão dos que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e
do seu sinal, e do número do seu nome’. Apoc. 15:2. Com o Cordeiro, sobre
Os Selos e a Obra do Selamento                                           78
o Monte Sião, ‘tendo harpas de Deus’, estão os cento e quarenta e quatro
mil que foram remidos dentre os homens.” – GC., 648.
     “Todos nós entramos juntos na nuvem, e estivemos sete dias
ascendendo para o mar de vidro, aonde Jesus trouxe as coroas, e com Sua
própria destra as colocou sobre nossa cabeça. Deu-nos harpas de ouro e
palmas de vitória. Ali, sobre o mar de vidro, os 144.000 ficaram em quadrado
perfeito.” – VE., 59.

          b) Seguir o Cordeiro por onde quer que vá. Apoc. 14:4
     “ ‘Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes
são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e
para o Cordeiro.’ Apoc. 14:4. A visão do profeta representa-os como estando
sobre o monte de Sião, cingidos para santo serviço, vestidos de linho
branco, que representa a justiça dos santos. Mas todos os que seguirem o
Cordeiro no Céu, precisarão primeiro tê-Lo seguido na Terra. ...” – AA, 591

          c) Entrar no Templo sobre o Monte Sião.
     “...Atravessamos os bosques, pois estávamos a caminho do Monte
Sião. ...
     “O Monte Sião estava exatamente diante de nós, e sobre o monte um
belo templo, em cujo redor havia sete outras montanhas, sobre as quais
cresciam rosas e lírios. ... E quando estávamos para entrar no santo templo,
Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste
lugar", e nós exclamamos: ‘Aleluia!’
     “Esse templo era apoiado por sete colunas, todas de ouro transparente,
engastadas de pérolas belíssimas. As maravilhosas coisas que ali vi, não as
posso descrever. Oh, se me fosse dado falar a língua de Canaã, poderia
então contar um pouco das glórias do mundo melhor. Vi lá mesas de pedra,
em que estavam gravados com letras de ouro os nomes dos 144.000.
Depois de contemplar a beleza do templo, saímos . ...” – VE., 63, 64.

          d) Cantar o cântico de Moisés e do Cordeiro. Apoc. 14:2, 3;
            15:3
     “...E cantavam um "cântico novo diante do trono – cântico que ninguém
podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e
do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e
Os Selos e a Obra do Selamento                                             79
quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e
nunca ninguém teve experiência semelhante.” – GC., 648, 649.
      “Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o
lar, nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O
segundo tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse
hino será mais alto, mais elevado, e, em mais sublimes acentos, ecoando e
repercutindo pelas cortes celestes. Assim é entoado o cântico da providência
de Deus, ligando as várias dispensações; pois tudo agora é visto sem véu
entre o que é legal, o que é profético, e o evangelho. A história da igreja na
Terra e a igreja remida no Céu, tudo se centraliza na cruz do Calvário. Eis o
tema, eis o cântico - Cristo é tudo em todos - em antífonas de louvor a
ressoarem através do Céu, entoadas por milhares e dezenas de milhares, e
uma incontável multidão dos remidos. Todos se unem nesse cântico de
Moisés e do Cordeiro. É novo cântico, pois nunca antes fora cantado no
Céu.” – TM, 433

          e) O privilégio de visitar todos os outros mundos.
       “O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me
dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e
glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos
suaves. ...
       “Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. ...
       “Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia
suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o
anjo:
       “ - Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o
privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.” – VE.,
97-99.

        4) A identificação dos 144.000
           a) Vivos ao voltar Jesus. VE, 58, 59
      “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos
anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de
144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios
julgaram fosse um trovão ou terremoto. ...”
Os Selos e a Obra do Selamento                                            80
     “Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a
nuvem, envolto em labaredas de fogo. Olhou para as sepulturas dos santos
que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: "Despertai!
despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!" Houve um forte
terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de
imortalidade. Os 144.000 clamaram "Aleluia!", quando reconheceram os
amigos que deles tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante
fomos transformados e arrebatados juntamente com eles para encontrar o
Senhor nos ares.” – PE, 15, 16.
     “... Estes, tendo sido transladados da terra, dentre os vivos, são tidos
como ‘primícias para Deus e para o Cordeiro’.” – GC., 649

          b) Passaram pela grande tribulação. Apoc. 7:14-17
      “ ‘Estes são os que vieram de grande tribulação’ (Apoc. 7:14);
passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve
nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram
sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. ... Viram
a Terra devastada pela fome e pestilência, o Sol com poder para abrasar os
homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a
fome e a sede. Mas ‘jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá
sobre eles o Sol, nem ardor algum. Pois o Cordeiro que se encontra no
meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E
Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima’. Apoc. 7:16 e 17.” – GC., 649.
      “... Essas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, ... Saiu um
decreto para se matar os santos, o que fez com que esses clamassem dia e
noite por livramento. Esse foi o tempo da angústia de Jacó. Gên. 32. Então
todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram
livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram.” –
VE., 100, 101.

          c) São primícias. Apoc. 14:4
             (1) As primícias da ceifa - Lev. 23:4, 5, 10, 11.
                (a) Os mais bem escolhidos e os melhores. Núm. 18:12,
                   29, 30, 32.
Os Selos e a Obra do Selamento                                           81
     “Com o coração jubiloso deve dedicar ao Criador as primícias de sua
munificência – suas mais bem escolhidas possessões, seu melhor e mais
santo serviço.” AA, 339
             (2) Cristo, as primícias dos que dormem. I Cor. 15:20, 23;
                GC, 399.
     “Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era
representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio
dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. ... O molho
dedicado a Deus representava a colheita. Assim Cristo, as primícias,
representava a grande colheita espiritual para o reino de Deus. Sua
ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos.”
– DTN, 785, 786.
             (3) A multidão que ressuscitou com Cristo. Efés. 4:8.
     “Apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele
como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por
ocasião de Sua segunda vinda.” – DTN, 834.
             (4) Os 144.000)

          e) O significado exato é desconhecido
      “Quando os homens começam a adotar essa ou aquela teoria, quando
são curiosos para saber aquilo que não lhes é necessário saber, Deus não
os estará guiando. Não é plano Seu que Seu povo apresente aquilo que
supõe, aquilo que não é ensinado na palavra. Não é de sua vontade que
entrem em controvérsias sobre questões que não os auxiliarão
espiritualmente, tais como, quem fará parte dos 144.000. Isto, aqueles que
são os eleitos de Deus, logo saberão sem perguntar.” – E. G. White,
Manuscrito 26 de 1901

     (m) A grande multidão que homem nenhum podia contar. Apoc.
          7:9-17
       1) Várias classes entre os remidos
     “Os mais exaltados daquela hoste de resgatados que estão em pé
diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestidos de brando, conhecem a luta
necessária para vencer, pois vieram da grande tribulação.” – 2 TS., 69
Os Selos e a Obra do Selamento                                             82
      “Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um
trono, alto e sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em
redor dEle estão os súditos de Seu reino. ...
      “Mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa de
Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador
com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um
caráter cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei
de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os
séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a ‘multidão, a qual
ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, ...
trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos’. Apoc. 7:9.” – GC.,
665.

        2) Um grito de vitória de toda a multidão dos redimidos.
           “O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim.
Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem
em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: ‘Digno é o
Cordeiro que foi morto’ (Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante
vencedor.
      " ‘Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém
podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam
diante do trono ... Apoc. 7:9 e 10.
      " ‘Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus
vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro. ... Apoc. 7:14-17. ‘E não
haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, ... Apoc. 21:4.” – VE., 231, 232.
      “Quereis possuir a inspiração da visão?
      “ ... Não deveria o incenso do louvor e das ações de graças ascender
de corações purificados pela presença de Cristo?” – 8 T., 45.
        “Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas
vezes pelas abóbadas do Céu: ‘Salvação ao nosso Deus que está
assentado no trono, e ao Cordeiro.’ E anjos e serafins unem sua voz em
adoração. ... Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua
a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e
bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada
cântico, a nota fundamental de toda antífona, é – Salvação ao nosso Deus, e
ao Cordeiro.” – GC., 665.
Os Selos e a Obra do Selamento                                          83
      “Os herdeiros de Deus vieram das águas-furtadas, das choças, dos
calabouços, dos cadafalsos, das montanhas, dos desertos, das covas da
Terra, das cavernas do mar. ... Acham-se diante do trono com vestes mais
ricas do que já usaram os mais honrados da Terra. Estão coroados com
diademas mais gloriosos do que os que já foram colocados na fronte dos
monarcas terrestres. Os dias de dores e prantos acabaram-se para sempre.
O Rei da glória enxugou as lágrimas de todos os rostos; removeu-se toda a
causa de pesar. Por entre o agitar dos ramos de palmeiras, derramam um
cântico de louvor, claro, suave e melodioso; todas as vozes apreendem a
harmonia até que reboa pelas abóbadas do céu a antífona: ‘Salvação ao
nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro.’ E todos os
habitantes do Céu assim respondem: ‘Amém. Louvor, e glória, e sabedoria,
e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o
sempre.’ Apoc. 7:10 e 12.” – GC., 650, 651.

     3) Lições para o atual povo de Deus
        a) Requer-se esforço pessoal
         “Os caracteres formados nesta vida determinarão, o destino futuro.
Quando Cristo, vier, não mudará o caráter de ninguém. O precioso tempo
da graça é concedido a fim de ser aproveitado em lavar nossas vestes de
caráter e branqueá-las no sangue do Cordeiro.” – 1 TS., 737
     “Não podereis obter o céu sem fervoroso esforço. ... Tendes agora
oportunidade de remir o tempo e lavar a veste de vosso caráter no sangue
do Cordeiro." – 3 T., 338.
     “O Senhor não se propõe a remover estas manchas de degradação
sem fazermos qualquer coisa de nossa parte. Temos que lavar nossas
vestes no sangue do Cordeiro.” – Idem, 183

       b) Aflição por todo o povo de Deus
      “Ninguém, estará ali que não tenha, como Moisés, escolhido sofrer
aflição com o povo de Deus. João o profeta viu a multidão dos redimidos, e
perguntou quem eram eles. A resposta veio prontamente. ‘Estes são os
que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os
branquearam no sangue do Cordeiro.’ ” – 1 T., 78
Os Selos e a Obra do Selamento                                   84
       c) A pequenez das provações atuais em comparação com a glória
          vindoura
     “Tentamos lembrar nossas maiores provações, mas pareciam tão
pequenas em comparação com o peso eterno de glória mui excelente que
nos rodeava, que nada pudemos dizer-lhes, e todos exclamamos – ‘Aleluia!’
” – VE., 61

   10. O sétimo selo Apoc. 8:1
       a. O tempo da sua abertura
          (1) Silêncio no céu por meia hora
             (a) Todos os anjos ao lado de cristo na Sua volta. Mt. 25:31.
             (b) Os santos ascendem ao céu durante sete dias
    “Todos nós entramos juntos na nuvem, e estivemos sete dias
ascendendo para o mar de vidro.” – VE., 59
            (c) Meia hora é igual a sete dias e meio proféticos.
            (d) A ocasião do silêncio no céu
                O silêncio no céu seria inexplicável enquanto nEle
            houvesse quaisquer seres. Quando Jesus voltar, porém, o
            céu estará vazio de anjos e isto sem dúvida é relatado como
            o silêncio no céu. É, portanto, na segunda vinda de Jesus
            que o sétimo selo é aberto.

       b. Os acontecimentos do sétimo selo
             Os acontecimentos do sétimo selo não são relatados em
          Apocalipse mas são acontecimentos relatados em outros
          lugares em conexão com a segunda vinda de Cristo.
          (1) Ajuntamento de todos para o seu julgamento fina. Apoc.
              22:12; Mat. 25:31-46; 24:31.
          (2) A trasladação dos justos vivos. I Tess. 4:17
          (3) Destruição dos ímpios vivos. II Tess. 2:8; 8; Isa. 11:4; Luc.
              19:27.
          (4) Início do termo – prisão de Satanás. Apoc. 20:2, 3.
          (5) Ressurreição dos justos mortos. I Tess. 4:16.
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          (6) Estabelecimento do reino de Cristo. Dan. 2:44; Eze.
              21:27.
          (7) O domínio é dado aos santos. Dan. 7:27.
          (8) Cristo é adorado por ter completado Sua obra de redenção
              Apoc. 5:12.

      "Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me
foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era
verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele,
arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era,
pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele confiou
ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo. Ao
atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo
permaneceu ainda, de direito, o Rei. ...
      “Os reinos deste mundo eram oferecidos a Cristo por aquele que se
revoltara no Céu, com o fim de comprar-Lhe a homenagem aos princípios do
mal; mas Ele não seria comprado; viera para estabelecer o reino da justiça,
e não renunciaria a Seu desígnio. Com a mesma tentação aproxima-se
Satanás dos homens ... Enquanto os seduz com a esperança do domínio do
mundo, ganha-lhes domínio sobre a alma. Oferece aquilo que não lhe
pertence conceder, e que há de ser em breve dele arrebatado. Despoja-os,
entretanto, fraudulentamente, de seu título à herança de filhos de Deus. ...
      “A vitória de Cristo fora tão completa, como o tinha sido o fracasso de
Adão. ...
      “Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os
remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao
irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos,
lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não
somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o
risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas
coroas, erguendo o cântico: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o
poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória e ações de graças.’
Apoc. 5:12.” – DTN., 129-131.

        c. O significado da abertura do sétimo selo
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      “A abertura do sétimo selo envolve acontecimentos da maior
significação. Não é nada menos que a abertura final do grande livro do
destino do mundo. Aqui finalmente entra em execução o grande plano de
Deus para esta terra; aqui os santos entram na posse de suas recompensas
e é fixada a sentença final de Satanás com todas as suas hostes do mal.
Aqui atinge o seu clímax a obra dos mensageiros de Deus, o cavalo branco
da vitória atingiu o tento da glória, e o cavalo pálido da morte acabou sua
terrível obra de condenação. É Jesus, o Cordeiro de Deus e o Leão da tribo
de Judá, que sozinho tem o direito de quebrar os selos que fecham este livro
do destino, abri-lo e executar suas decretações de vida ou morte. Quando
Jesus abrir aquele livro, então o reino será dado a Quem pertence de direito,
e aos santos que se assentarão e reinarão com Ele. Ter-se-á então atingido
a hora em que os ímpios serão para sempre excluídos de qualquer direito na
terra, enquanto que os justos são para toda a eternidade integrados na
posse de seu titulo de direito à herança dos filhos de Deus.
      "Embora o sétimo selo, cubra assim um curto período de tempo, ele
abarca uma série de acontecimentos nesta terra maiores significativos que
qualquer outro um período de tempo igual – a ressurreição dos justos e a
morte dos ímpios pela glória consumidora da vinda de Cristo. Terá então
início a sentença a longa prisão de Satanás de mil anos. ...
      “Os sete selos são uma representação gráfica do poder da cruz. O
domínio e a direção deste mundo foram postos nas mãos d’aquele que
permitiu que os homens cruéis lhe pusessem uma coroa de espinhos sobre
a cabeça ...
      "Nos grandes dias finais de Sua ira a cruz triunfará finalmente. Ao
haver silencio no céu, os santos serão reunidos como molhos na colheita. O
Salvador dos homens que foi como um cordeiro para a matança 'verá o
trabalho da Sua alma, e ficará satisfeitos’.” A.J. Lockert, R&H, 12-4-1945.

      “Nós também o sabemos muito bem, que houve uma herança perdida e
extraviada por milhares de anos, e que por todo este tempo os herdeiros
verdadeiros estiveram desapossados dela e não tiveram uma posse efetiva.
O livro selado, o titulo desta hipoteca, deste direito perdido, está nas mãos
de Deus e, estranhos e intrusos a têm invadido e aviltado. E desde os dias
de Adão até agora, aqueles títulos têm estado nas mãos de Todo-poderoso,
sem ninguém para tomá-las ou desapossar os estranhos.
Os Selos e a Obra do Selamento                                             87
       “ ‘Sete selos’ estão sobre este livro e é um indício de quão completos
foram aqueles laços de perdição que durante todo esse tempo impediram à
semente de Adão possuir a herança que Lhe é própria. Os bens originais
perdeu-os o homem totalmente sem que houvesse um Remidor ...
       "O pecado não pode viciar qualquer dos direitos de Deus. A posse de
Satanás e uma mera usurpação, permitida por algum tempo, mas de
maneira alguma em detrimento da propriedade do Todo-Poderoso. O direito
real ainda continua na mão de Deus, até que o Remidor adequado venha
redimi-lo, pagar o preço, e expulsar o estranho e sua semente. ...
       "João sabia pelo Espírito que nele estava, o que, significava aquele
livro. ... Aquele livro, fechado e relegado, é a desgraça e o luto da igreja.
Quer dizer una herança não redimida – os filhos ainda desapossados de sua
possessão adquirida. O livro aberto, entretanto é o gozo e a glória da Igreja.
É a garantia de sua reintegração naquilo que Adão perdeu – a recuperarão
de tudo aquilo de que esteve há tanto tempo cruelmente privada por causa
do pecado. ...
       "Jesus é o Leão, o renovo de Judá ... Ele pagou o preço da redenção
da herança perdida. É o verdadeiro Remidor que, tendo há muito triunfado, e
sido aceito, provar-se-á também pronto e digno para completar Sua obra, em
resgatar aqueles títulos a longo prazo da propriedade perdida....
       “Abertura dos selos, é um ato de poder - uma bravura militar – uma
sortida poderosa para apossar-se de um reino. E ao se quebrar um a um,
irrompe Aquele que ataca com ferocidade os inimigos e os usurpadores que
ocupam a terra....
       "João ouve a retumbante antífona propagando-se sublime por todo o
céu: 'Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto,
e com o Teu sangue nos remiste para Deus’ ... Não houve coração
santificado que não se movesse, nem língua santificada que não elevasse
seu cântico.
       “Agora tomar toda esta pompa sagrada e penetrante adoração
universal, como um simples prêmio a uns poucos capítulos do esboço da
história da igreja neste mundo, obscuros e geralmente incompreensíveis,
confesso-vos, não considerai como blasfêmia. ... Tenho por isto que
considerar este ato do Cordeiro, ... como compreendendo a cúpula e a mais
elevada consumação dos maiores fatos de nossa fé ...
       “E reinaremos sobre a terra. ’Porque se expressa assim Ele próprio,
exatamente a esta altura? Porque este ato tomar o livro era o penhor e a
Os Selos e a Obra do Selamento                                          88
prova de que Ele agora estava completamente investido e pronto para
redimir a herança, tornar com efeito as benditas promessas, de que ‘os
mansos herdarão a terra’, e que o ‘reino, e o domínio, e a majestade dos
reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do altíssimo.”
J.A. Seiss, The Apocalypse, v.I, 272-291.

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05 os selos e a obra do selamento

  • 1.
    OS SELOS EA OBRA DO SELAMENTO I. TEXTO BÁSICO. Apoc. 4:1 a 8:1 II. TEMA – TERMINAÇÃO DA OBRA DE SALVAÇÃO NO SANTUÁRIO CELESTIAL, OS JUSTOS TRIUNFANTES, OS ÍMPIOS PERDIDOS. DESDOBRAMENTO DAS CENAS: A. Deus o Pai sobre o Seu trono : Apoc. 4 1. Uma porta aberta para o local do trono no céu: V. 1; Ezeq. 1:1 a. Deus assentado sobre o trono Apoc. 4:2; Dan. 7:9; Isa. 6:1 (1) Semelhante ‘a pedra jaspe e sardônica: Apoc. 4:3; Êx. 8:17, 20. Comp. Isa. 63:2-4; Apoc. 19:12-15. Revised Standard Version: “Semelhante ao jaspe e cornalina” Jaspe – cor vermelha; última pedra no peitoral do sumo sacerdote Sardônica – pedra preciosa avermelhada; primeira pedra no peitoral do sumo sacerdote. b. Um arco-íris sobre o trono Apoc. 4:5; Ezeq. 1:28 “Como o arco na nuvem é formado pela união da luz do sol e da chuva, também o arco-íris ao redor do trono representa o poder combinado da justiça e misericórdia... É a união da justiça e misericórdia que torna a salvação completa e plena.” – E. G. White, SpTM, n. 1, 44, 45. “Assim como o arco nas nuvens resulta da união da luz solar e da chuva, o arco acima do trono de Deus representa a união de Sua misericórdia e justiça.” – Ed.,115.
  • 2.
    Os Selos ea Obra do Selamento 2 “No Céu, uma semelhança de arco-íris rodeia o trono, e estende-se como uma abóbada por sobre a cabeça de Cristo. ... Quando o homem pela sua grande impiedade convida os juízos divinos, o Salvador, intercedendo junto ao Pai em seu favor, aponta para o arco nas nuvens, para o arco celeste em redor do trono e acima de Sua cabeça, como sinal da misericórdia de Deus para com o pecador arrependido.” – PP., 107. c. Vinte e quatro anciãos Apoc. 4:4, 10, 11 (1) Vinte e quatro ordens de sacerdotes I Crôn. 24:1-18; Heb. 8:2, 5; 9:23-24. (2) Redimidos desta terra Apoc. 5:9; Mat. 27:52; Ef. 4:8. (3) Assentados sobre tronos Apoc. 4:4, 20:4-6; Dan. 7:22; I Cor. 6:2, 3. A palavra grega usada neste texto é ‘thronoi’ ou tronos. American Standard Version: “Ao redor do trono estavam vinte e quatro tronos, e assentados nos tronos estavam vinte e quatro anciãos.” (4) Vestidos brancos - Apoc. 19:8 (5) Coroas de ouro - II Tim. 4:8 (6) Adoravam a Deus - Apoc. 4:10, 11. (7) Suas funções “Encontro, então, nestes anciãos entronizados, a manifestação mais elevada de glória dos santos ressurretos glorificados. Eles estão no céu. Encontram-se ao redor do trono da divindade. São puros e santos, com trajes brancos, que são a justiça dos santos. São participantes do domínio celestial. São reis da glória com coroas de ouro. Estão estabelecidos, e no lar de suas dignidades exaltadas; não em pé esperando como servos, mas assentados como conselheiros reais do Todo-Poderoso. São assistentes do Grande Juiz de vivos e mortos, e participantes no julgamento do mundo por seus pecados.” – J. A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 253. d. Relâmpagos, trovões e vozes Apoc 4:5; Êx. 19:16; Apoc. 11:19; 16:17-19; I Sam. 22:14,15.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 3 “...Os terrores do Sinai deviam representar ao povo as cenas do juízo. O som de uma trombeta convocou Israel a encontrar-se com Deus. A voz do Arcanjo e a trombeta de Deus convocarão, da Terra toda, tanto os vivos como os mortos, à presença de seu Juiz. O Pai e o Filho, acompanhados por uma multidão de anjos, estavam presentes no monte. No grande dia do juízo, Cristo virá "na glória de Seu Pai, com os Seus anjos". Mat. 16:27. Ele Se assentará então no trono de Sua glória, e diante dEle reunir-se-ão todas as nações.” – PP., 339. e. Sete lâmpadas de fogo - Apoc. 4:5; 1:4; 5:6; Zac. 4:10; Prov. 15:3; Heb. 4:13 “Sendo em visão concedida a João uma vista do templo de Deus no Céu, contemplou ele ali "sete lâmpadas de fogo" (Apoc. 4:5) que ardiam diante do trono. Viu um anjo, "tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro, que está diante do trono". Apoc. 8:3. Com isto permitiu-se ao profeta ver o primeiro compartimento do santuário celestial; e viu ali as "sete lâmpadas de fogo’.” – PP., 356. f. Mar de vidro - Apoc. 4:6; 15:2; Ezeq. 1:22; 28:14; Êx. 24:10 g. Quatro criaturas viventes - Apoc. 4:6-9 A tradução que aparece na versão inglesa do rei Tiago ‘quatro bestas’ é uma das mais infelizes em toda a Bíblia. O termo grego ‘zoa’ significa ‘ser vivente’. Tradução de Knox: “E no centro, onde o trono estava, ao redor desse trono estavam quatro figuras viventes, que tinham olhos em todos os lugares para ver para frente e para trás.” Revised Standard Version: “E ao redor do trono, de cada lado do trono, estão quatro criaturas viventes, cheias de olhos na frente e atrás.” Tradução de Weymouth: “E ao redor, acima do trono, entre eles e os anciãos estavam quatro criaturas viventes, cheias de olhos na frente e atrás.”
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    Os Selos ea Obra do Selamento 4 (1) Em número de – quatro (a) Quatro – universalidade, número que tudo inclui: Apoc. 7:1; Ezeq. 7:2; Mat. 24:31; Mar. 13:27 (2) Sua localização – nos quatro lados do trono (3) Sua aparência (a) Olhos em todos os lugares (b) Natureza quádrupla 1) Primeiro, semelhante a um leão. 2) Segundo, semelhante a um bezerro. 3) Terceiro, semelhante a um homem. 4) Quarto, semelhante a uma águia. (c) Seis asas. (4) Sua adoração de Deus. (a) Dão glória, honra e ações de graças a Deus. (5) Sua relação com outros caracteres bíblicos (a) Serafim 1) Acima de Deus assentado no Seu trono - Isa. 6:1,2 2) Tem seis asas Isa. 6:2 3) Exclamam ‘Santo, Santo, Santo’ - Isa. 6:3 (b) Querubim 1) Em número de quatro - Ezeq. 10:9, 10 2) Em presença do trono - Ezeq. 10:1; I Sam. 4:4 3) Tem quatro asas - Ezeq. 10:5, 12, 21 4) Cheio de olhos - Ezeq. 10:12 5) Tinham quatro rostos Ezeq. 10:14, 21, 22 (c) As criaturas viventes de Ezequiel 1 1) Em número de quatro - Ezeq. 1:5 2) Diante do trono - 1:22, 26-28 3) Tinham quatro asas - 1:6 4) Tinham quatro rostos - 1:6, 10 a) Semelhantes a um homem b) O lado direito semelhante a um leão
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    Os Selos ea Obra do Selamento 5 c) O lado esquerdo semelhante a um boi d) Semelhante a uma águia. (d) Os carros de Zacarias 1) Em número de quatro - Zac. 6:1 2) Espíritos dos céus - 6:5 3) Em pé diante de Deus - 6:5 4) Cavalos de quatro cores a) Vermelho - Zac. 6:2 b) Preto - 6:2 c) Branco - 6:3 d) Grisalho 6:3 5) Os carros de Deus são anjos - Sal. 68:17 “Jesus então usou vestes preciosas. ... Quando ficou completamente ataviado, achou-Se rodeado pelos anjos, e em um carro chamejante passou para dentro do segundo véu.” – PE., 251. (e) O cavaleiro de Zacarias 1) Montado num cavalo vermelho - Zac. 1:8 2) Outros cavaleiros Tradução de Moffat: “E atrás dele cavaleiros em cavalos que eram castanhos, pretos, avermelhados e brancos.” 3) Aqueles que o Senhor enviou à terra - Zac. 1:10 (f) As figuras dos estandartes das tribos Segundo a tradição judaica, as tribos de Israel acampadas no deserto ao redor do tabernáculo, estavam sob as insígnias de certas tribos – para o oriente sob o estandarte de Judá, um leão; para o sul, Ruben, um homem; para o ocidente, Efraim, um boi; para o norte, Dã, uma águia. O breve quadro que nos é dado em Apocalipse cap. 4, das quatro criaturas viventes, revela pouco a respeito de sua natureza exata e das suas responsabilidades. Entretanto, ao ajuntarmos todas as informações aproveitáveis consegue-se algumas idéias a respeito de suas funções. A
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    Os Selos ea Obra do Selamento 6 sua proximidade do trono deve indicar que são personagens de grande importância. Eles ministram e permanecem bem na presença de Deus. Estão mais próximos do trono do que os vinte e quatro anciãos. Estão nos quatro lados do trono. Todas as funções do trono, são também suas funções. Têm olhos em todos os lugares, de maneira que vêem tudo, capacitados para registrar e dirigir com perfeita sabedoria e conhecimento. São eles que regem a adoração diante do trono de Deus, pois foi, quando levantaram suas vozes em louvor e glória, que os vinte e quatro anciãos se prostraram em adoração diante do Criador do céu e da Terra. Possuem um caráter quádruplo em que combinam a sabedoria e a onisciência de todos os ramos da criação, – a razão, inteligência, devoção e ardor espiritual do homem, a majestade, coragem e audácia do leão; a submissão, paciência e força do boi, e a visão, a vista penetrante, a rapidez de ação e o notável poder da águia. Estando ligados ao santuário de Deus no céu, as criaturas viventes devem ter algumas responsabilidades de importância em ligação com os serviços do santuário e com a obra de Deus em salvar os homens. Seu serviço, forçosamente, deve ser de natureza diferente ao dos vinte e quatro anciãos que eram representados no santuário terrestre pelas vinte quatro ordens de sacerdotes. As criaturas viventes ao redor do trono de Deus são representadas no santuário terrestre pelos querubins sobre o propiciatório, representando por sua vez as hostes angélicas. “Em cada extremidade do propiciatório estava fixo um querubim de ouro maciço. Suas faces voltavam-se um para o outro, e olhavam reverentemente para o propiciatório embaixo, e representam todos os anjos do céu que com interesse e reverência olham a lei de Deus.” – 1 SP., 272. Enquanto que os anciãos representam os homens diante de Deus, as criaturas viventes são representantes de Deus ao homem. Enquanto que os anciãos são conselheiros junto a Deus, as criaturas viventes são observadores e executores de Deus, dos divinos decretos. Enquanto que o serviço dos anciãos é junto de Deus no céu, o serviço das criaturas viventes é tanto no grande santuário do céu como entre os justos e os
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    Os Selos ea Obra do Selamento 7 pecadores da terra....” “E, quanto aos anjos, diz: ’O que de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labareda de fogo.’ ” Heb. 1:7. Muito embora as criaturas viventes possam ser reconhecidas mais propriamente como acima dos anjos, aqueles que vivem ao lado de Deus e às ordens de Deus, prontos para serem instantaneamente mandados a qualquer parte deste mundo ou do grande universo de Deus. Acham-se em todos os quatro pontos da bússola, comandando silenciosa e invisivelmente todas as atividades de Deus, dirigindo os negócios da terra de conformidade com os planos do céu. Um conhecimento mais completo das atividades destas criaturas viventes pode ser conseguido através do estudo de um material como aquele que se tornou de utilidade para o povo de Deus. (a) Querubim 1) Idêntico às criaturas viventes - Ezeq. 10:15, 20; 1:5, 10 2) Deus habita entre os querubins I Sam. 4:4; II Sam. 6:2; Sal. 99:1 3) Lúcifer foi querubim ungido - Ezeq. 28:14, 16. 4) Gabriel agora ocupa a primitiva posição de Lúcifer: DTN., 780, 693, 234. a) Está na presença de Deus - Luc. 1:19 b) Enviado aos servos de Deus - Dan. 8:16; 9:21; Luc. 1:19, 26 c) Enviado para combater os poderes de Satanás: PR., 571, 572 5) Guarda o caminho da árvore da vida - Gên. 3:24 6) A glória de Deus se retira do querubim ao caírem os juízos finais - Ezeq. 9:3; 10:4. 7) No tempo do juízo brasas de fogo são tomadas dentre os querubins e espalhadas - Ezeq. 10:2,6,7. 8) O sonido das asas dos querubins como a voz de Deus Ezeq. 10:5. 9) Um forma de mão de homem sob as asas do querubim Ezeq. 10:8.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 8 10) Quatro rodas, uma com cada querubim Ezeq. 10:9 a) Rodas cor de berilo - Ezeq. 10:9 b) Uma roda no meio de outra roda - Ezeq. 10:10 c) Não se viravam ao andar - Ezeq. 10:11. d) As rodas são cheias de olhos - Ezeq. 10:12. e) Uma voz chama as rodas Ezeq. 10:13. f) As rodas se movem com os querubins - 10:16, 19. g) O espírito das criaturas viventes está nas rodas: Ezeq. 10:17 11) A glória de Deus levanta-se do limiar da entrada e pára de novo sobre os querubins - Ezeq. 10:18. 12) Os querubins levantam-se da terra e postam-se à porta do lado oriental da casa de Deus - Ezeq. 10:19. (b) As criaturas viventes de Ezequiel 1) Quatro criaturas viventes emergem de uma nuvem, fogo e vento tempestuoso do norte - Ezeq. 1:4,5 2) A mão de um homem sob suas asas - Ezeq. 1:8. 3) Vão aonde o Espírito vai - Ezeq. 1:12. 4) Não se viram quando andam - Ezeq. 1:17. 5) Semelhantes a brasas chamejantes de fogo; relâmpagos se desprendem do fogo - Ezeq. 1:13. 6) Vão e voltam como os lampejos do relâmpago - Ezeq. 1:14. 7) Rodas sobre a terra junto às criaturas viventes - Ezeq. 1:15. a) Rodas iguais ao berilo - Ezeq. 1:16 b) Uma roda dentro de outra roda - 1:16 c) Não se viravam ao andarem - 1:17 d) Cambas tão altas que metem medo - 1:18 e) Cambas cheias de olhos - 1:18 f) As rodas andam junto com as criaturas viventes - 1:19 g) Vão para qualquer parte que o Espírito vai - 1:20,21 h) O Espírito das criaturas viventes está nas rodas - 1:20,21. 8) O ruído das suas asas é audível quando andam - Ezeq. 1:24.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 9 a) Como o ruído de muitas águas. b) Como a voz do Todo-Poderoso. c) Como a voz de um exército 9) A semelhança de um trono acima deles - Ezeq. 1:26. a) Um assentado sobre o trono - Ezeq. 1:26 (1) Com o aspecto de âmbar ou fogo - Ezeq. 1:27. b) Um arco como de chuva ao redor do trono - Ezeq. 1:28. (c) Os carros de Zacarias 1) Quatro carros - Zac. 6:1 2) Cavalos de quatro cores - Zac. 6:2,3 a) Vermelho b) Preto c) Branco d) Moreno ou grisalho 3) São os quatro espíritos do céu - Zac. 6:5 4) Da presença do Senhor vão para toda a terra - Zac. 6:5; comp. Luc. 1:19. 5) Sua obra está nas várias partes da terra Zac. 6:6-8 Tradução de Moffat: “Eles estavam ansiosos para estar livres e patrulhar a terra; tanto que ele disse, ‘Sede livres e patrulhai a terra.’ ” 6) Eles aquietam o Espírito de Deus - Zac. 6:8; comp. Zac. 8:2; 9:3,4,13,14; 12:8,9. Tradução de Moffat: “Vede, aqueles que vão para a terra do norte abrandarão a minha ira contra a terra do norte.” (d) Os cavaleiros montados de Zacarias 1) Cavalos de cores variadas - Zac. 1:8 Tradução de Moffat: “Era noite, e num sonho vi um homem (montado num cavalo castanho) postado entre as murtas no vale, e atrás dele cavaleiros em cavalos que eram castanhos, pretos, morenos e brancos.”
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    Os Selos ea Obra do Selamento 10 Tradução da Septuaginta: “Olhei de noite e vi um homem montado num cavalo vermelho, e postado entre as sombras das montanhas; e atrás dele estavam cavalos vermelhos, e cinzentos, e malhados e brancos.” 2) Mensageiro de Deus para andar por todos os lugares da terra - Zac. 1:10. Tradução de Moffat: “Estes são os correios que o Eterno enviou para patrulhar a terra.” 3) Sua missão terminada - Zac. 1:11; comp. vv. 14-16, 21; 2:8. (e) Agentes celestiais dirigem os negócios humanos “Nos anais da história humana o crescimento das nações, o levantamento e queda de impérios aparecem como dependendo da vontade e façanhas humanas. O desenvolver dos acontecimentos em grande parte parece, determinar-se por seu poder, ambição ou capricho. Na Palavra de Deus, porém, afasta-se a cortina, e contemplamos ao fundo, em cima, e em toda a marcha e contramarcha dos interesses, poderio e paixões humanas, a força de um Ser Todo-Misericordioso, a executar, silenciosamente, pacientemente, os conselhos de Sua própria vontade. ... “Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e em sua rejeição operassem a sua própria ruína, todavia era manifesto que o predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus movimentos. “Esta lição é ensinada por meio de uma maravilhosa representação simbólica exibida ao profeta Ezequiel. ...Os símbolos que lhe foram apresentados revelavam, porém, um poder superior ao dos governantes terrestres... “Algumas rodas, cruzando-se entre si, eram movidas por quatro criaturas viventes. ...As rodas eram tão complicadas em seu arranjo que a primeira vista pareciam estar em confusão: mas moviam-se em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustidos e guiados pela mão que estava sob as asas dos querubins, impeliam aquelas rodas; acima delas, sobre o trono de safira, estava o Eterno; e em redor do trono um arco-íris – emblema da misericórdia divina.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 11 “Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado jogo dos sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos querubins ainda dirige os negócios da terra.” – Educ. 173,177,178. “Nas visões dadas a Isaías, Ezequiel e João, vemos o interesse que o Céu toma nos acontecimentos da Terra e quão grande é a solicitude de Deus pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um governante. O programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do Céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja. ... “A incansável vigilância dos mensageiros celestiais, e seu incessante empenho em prol dos que vivem na Terra, nos revelam como a mão de Deus está guiando uma roda dentro de outra. ... “Na visão de Ezequiel, a mão divina aparece debaixo das asas dos querubins. ... “Aquilo que a homens finitos parece confuso e complicado, a mão do Senhor pode manter em perfeita ordem. Tem meios e modos de frustrar as intenções de homens ímpios, e pode destruir o conselho dos que planejam o mal contra Seu povo.” – 2 TS., 352, 353. (f) O derramamento dos juízos diversos a) Um dos animais dá aos anjos das pragas as taças da ira. b) Dá brasas de fogo ao anjo do juízo - Ezeq. 10:2, 6, 7. c) Fogo e taças derramadas sobre a terra - Ezeq. 10:2; Apoc. 8:5; 16:1. d) Os juízos de Deus sobre o homem - Ezeq. 9:2, 5, 6; Apoc. 8:5; 11:18, 19; 16:18, 19. h. O serviço de louvor e glória - Apoc. 4:6-11 (1) As criaturas viventes - vv. 8, 9. (a) Uma glorificação infinda de Deus - PE., 116. (b) O Deus que eles adoram 1) Santo - CT. 402.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 12 2) Onipotente 3) Eterno (2) Os vinte e quatro anciãos - vv. 10, 11. (a) Prostravam-se diante dEle. (b) Lançavam suas coroas diante do trono. (c) Deus é exaltado por sua adoração. 1) Em virtude de Seu poder de criar. “O dever de adorar a Deus se baseia no fato de que Ele é o Criador, e que a Ele todos os outros seres devem a existência. E, onde quer que se apresente, na Bíblia, Seu direito à reverência e adoração, acima dos deuses dos pagãos, enumeram-se as provas de Seu poder criador. ... E os seres santos que adoram a Deus nos Céus, declaram porque Lhe é devida sua homenagem: ‘Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque Tu criaste todas as coisas.’ Apoc. 4:11.” – GC., pp. 436, 437. Este oratório da criação é o maior, o hino de maior regozijo de todos os tempos. Este é o querubim ungido, o regente do coro celeste, o primeiro a irromper no serviço de louvor. A ele se une o querubim celestial e por seu turno a eles se unem os vinte e quatro anciãos que, deslumbrados pela gloriosa cena, lançam suas coroas diante do trono celeste. Neste hino todo o céu se une num espírito de louvor e ações de graças. Todos os justos terão parte neste hino, pessoalmente nos dias da glória por vir, e agora em espírito ao contemplarem tudo o que Deus lhes reservou. Somente Satanás e aqueles que se juntaram a ele em recusar reconhecer a glória devida ao Criador de todas as coisas, não se unem no regozijo deste glorioso cântico. E. O livro selado com sete selos - Apoc. 5. 1. O livro - Apoc. 5:1. a. Na mão direita do Pai sobre o trono. b. Escrito em ambos os lados. c. Selado com sete selos. (1) “Um testamento por escrito, selado com os selos de sete testemunhas, ainda que o herdeiro nele mencionado somente
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    Os Selos ea Obra do Selamento 13 se tornasse “honorum possessor”, era guardado conforme prática pretoriana, confirmado pelo Imperador, e cuja posse, sendo abundantemente protegida por interditos e outros meios, era válida para todos os fins.” – R. W. Leagni, Roman Private Law, 204. “Um testamento, segundo a forma do Testamento Pretoriano e conforme a lei romana, trazia os sete selos das sete testemunhas sobre os cordões que amarravam os tabletes ou pergaminho (veja Smith, Dic. of Greek and Roman Ant., 1:17). Um tal testamento não podia ser executado até que se abrissem todos os seus sete selos.” – Charles, International Critical Commentary, Revelation, vol. I, p. 137. “Quando, sem mancipatio ou muncupatio, o testador tinha meramente posto os tabletes selados que continham os seus últimos desejos diante de sete testemunhas a fim de que neles pusessem seus selos ou assinaturas, o pretor dava ao herdeiro apontado por este ato, que era nulo na lei civil, o título de posse. Assim foi mais tarde tornado do maior valor, por Antonio Pios, do que herdeiro legal.” – J. Declaraiul, Rome the Law-Giver, 288. (2) A natureza do livro selado com os sete selos “Ao lavar Pilatos as mãos, dizendo: ‘Estou inocente do sangue deste justo’, os sacerdotes uniram-se à turba ignorante, gritando exaltados: ‘O Seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.’ Mat. 27:24 e 25. “Desse modo os guias judeus fizeram a escolha. Sua decisão foi registrada no livro que João viu na mão dAquele que estava assentado no trono, no livro que ninguém podia abrir. Essa decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro há de ser aberto pelo Leão da tribo de Judá.” – PJ., 294. “Mas o homem que considera que, confessando os seus pecados, demonstra fraqueza, não achará perdão, nem verá em Cristo o seu Redentor; perseverará na transgressão e cometerá uma falta após outra e acrescentará pecado a pecado. Que fará essa pessoa no dia em que os
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    Os Selos ea Obra do Selamento 14 livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que neles estiverem escritas? “O quinto capítulo do Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias. Alguns há que são enganados. Não se apercebem do que está para acontecer na Terra. Os que têm permitido que se lhes obscureça a mente no tocante à natureza do pecado, são vítimas de um erro fatal. A menos que efetuem mudança decisiva, quando Deus pronunciar Suas sentenças sobre os filhos dos homens serão achados em falta.” – 3 TS., 414, 415. 2. Quem é digno de desatar os selos e abrir o livro? Apoc. 5:2. a. Ninguém digno, nem no céu, terra ou debaixo da terra - 5:3. b. João chora por não ser encontrado alguém digno - Apoc. 5:4. “É-nos declarado que o livro continha revelações desconhecidas, e que João estava sobremaneira impaciente por entendê-las; e, que o seu choro copioso era causado pela perspectiva pessoal de poder obter um conhecimento do futuro como desejava. Pobre João, que impaciência, que mortal tolo, ficar-se perturbando por causa de uma profecia não revelada e continuar chorando no céu por não encontrar alguém que lhe abra o livro. ... Que inspiração teria esse quadro ao retratar um respeitável e disciplinado servo de Deus cheio de elevada dignidade varonil ao apresentá-lo como um filho impaciente e tolo! Não, não; João sabia pelo Espírito que nele estava, o que significava o livro selado. Ele sabia que, se ninguém fosse encontrado digno e capaz de tomá-lo da mão de Deus e tirar os selos, todas as promessas dos profetas, e todas as esperanças dos santos, e todas as pré- intimações de um mundo resgatado, falhariam.... seria a herança prometida que, agora, no momento exato da recuperação, por causa de uma falta iria para a eterna alienação? ... E olhando a questão por este ponto de vista, bem poderia um profeta fervoroso chorar, sem perder coisa alguma de sua honra e mansidão. ... Aquele livro, se não fosse exaltado e aberto, seria a desgraça e o luto da igreja. Fala de uma herança não resgatada – filhos ainda estranhos à possessão adquirida. Mas aquele livro aberto é a glória e o regozijo da igreja. É a garantia de sua reintegração naquilo que Adão perdeu – a recuperação de tudo aquilo que esteve há tanto tempo e tão cruelmente privada por causa do pecado. Por isto, enquanto este livro permanecesse fechado, os seus selos sem serem abertos, o povo de Deus
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    Os Selos ea Obra do Selamento 15 permaneceria em privação, tristeza e lágrimas.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, v. I, pp. 276-278. c. Aquele que é digno de abrir o livro (1) O Leão da tribo de Judá - Apoc. 5:5; Gên. 49:9, 10. (2) A raiz de Davi - Apoc. 5:5; Isa. 11:1, 10, 12. “O fato de ser Ele introduzido exatamente aqui quer dizer que este ‘livro’ se refere ao cumprimento da profecia de Jacó a respeito de Judá, e de que é na capacidade do fundador divino do trono de Judá que se achou ser Ele digno e capaz de tomar o livro, abrir por isto os sete selos e executar o seu conteúdo.” – W.C. Stevens, Revelation, the Crown-Jewel of Biblical Prophecy, p. 117. (3) O Cordeiro como tendo sido morto - Apoc. 5:6; Isa. 53:7; João 1:29. “O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do ‘Leão da tribo de Judá’, e de um ‘Cordeiro, como havendo sido morto’. Apoc. 5:5 e 6. Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis.” – AA., 589. (a) Sete chifres – símbolos de poder, autoridade real - Deut. 33:17; Mat. 28:18; Apoc. 1:5; Dan. 4:17. (b) Sete olhos – símbolos de onisciência, penetração Zac. 3:8,9; 4:10; II Crôn. 16:9. 1) Os sete espíritos de Deus d. O livro do destino Embora não tenha sido dado nenhum nome ao livro que está nas mãos dAquele que Se assenta sobre o trono, a natureza dele é clara. É o grande livro do destino, o livro que, aberto, revelará a sorte do mundo e de todos os que já o habitaram. Este livro tem que ver com condenação – com a condenação daqueles que matam a Cristo, e de todos os que rejeitam a Sua graça salvadora. Ele tem que ver com redenção e salvação – a salvação de todos os que aceitam a Jesus como o Cordeiro de
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    Os Selos ea Obra do Selamento 16 Deus. Aquele que abre este livro é tanto o que castiga como o que redime; Ele é o Leão e o Cordeiro, Aquele cujo poder é salvar e cujo direito é condenar. Este é Aquele que tem em Sua mão o título deste mundo, que possui o direito de dá-lo a quem quiser. Somente Cristo tem este poder, e somente Cristo pode abrir este livro do destino. “... Ao ser criado, foi Adão posto no domínio da Terra. Mas, cedendo à tentação, foi levado sob o poder de Satanás. ... Quando o homem se tornou cativo de Satanás, o domínio que exercera passou para o seu vencedor. Assim Satanás se tornou o ‘deus deste século’. II Cor. 4:4. Ele usurpou aquele domínio sobre a Terra, que originalmente fora dado a Adão. Cristo, porém, pagando pelo Seu sacrifício a pena do pecado, não somente remiria o homem mas restabeleceria o domínio que ele perdera. Tudo que foi perdido pelo primeiro Adão será restaurado pelo segundo. Diz o profeta: ‘E a Ti, ó Torre do rebanho, monte da filha de Sião, a Ti virá; sim, a Ti virá o primeiro domínio.’ Miq. 4:8. E o apóstolo Paulo aponta para a ‘redenção da possessão de Deus’. Efés. 1:14. ... “Mas Deus dera o Seu amado Filho - igual a Ele mesmo, a fim de suportar a pena da transgressão, e assim proveu um caminho pelo qual pudessem ser restabelecidos ao Seu favor, e de novo trazidos ao seu lar edênico. Cristo empreendeu redimir o homem, e livrar o mundo das garras de Satanás.” – PP., pp. 67, 69. “Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele, arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era, pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele confiou ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo. Ao atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo permaneceu ainda, de direito, o Rei.” – DTN., 129. “A abertura dos sete selos significa os passos sucessivos pelos quais Deus em Cristo aclara o caminho para o desenrolar final do livro no estabelecimento visível do reino de Cristo. ... Ninguém é digno de o fazer, exceto o Cordeiro; pois Ele sozinho redimiu a herança perdida do homem, da qual o livro é o título de propriedade. A pergunta (v. 2) não é Quem
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    Os Selos ea Obra do Selamento 17 deveria revelar os destinos da Igreja (isto qualquer profeta inspirado podia fazer) mas, Quem é digno de dar ao homem um novo título de sua herança perdida?” – A.R. Fausset, A Commentary Critical, Experimental and Practical, vol. VI, 674. “Este livro é introduzido aqui para mostrar, não a história eclesiástica, mas algo do qual toda a história eclesiástica é apenas a introdução e prelúdio, e ao que as Escrituras chamam ‘a redenção da possessão adquirida ‘. ... “A palavra redenção vem até nós do significado antigo de certas leis e costumes dos judeus. De conformidade com estas leis e costumes, era impossível alienar terras por tempo além do determinado. Ainda que o possuidor fosse forçado a dispor de suas terras; e sem levar em conta quem fosse encontrado na posse das mesmas, o ano jubileu fazia-as voltar aos representantes legais dos primitivos proprietários. Tendo por base este regulamento, havia um outro que dava ao parente mais achegado de alguém que por dificuldades ou outro fator qualquer tinha alienado a sua herança em favor de outrem, o direito de tomar a iniciativa de redimi-la; isto é, comprá-la de volta e retomá-la... “Existe uma herança perdida e sem possuidor através destes milhares de anos...Tudo testifica de que era uma herança santa, elevada e bendita. Mas, ah, seu possuidor original pecou, e ela escapou-lhe das mãos, e toda a posteridade ficou deserdada. O livro selado, o título desta hipoteca, deste direito perdido, está nas mãos de Deus e estranhos e intrusos a têm invadido e aviltado. E desde os dias de Adão até agora, aqueles títulos têm estado nas mãos do Todo-Poderoso, sem ninguém para tomá-los ou desapossar os estranhos. ... “O pecado não pode viciar qualquer dos direitos de Deus. A posse de Satanás é uma mera usurpação permitida por um tempo, mas de maneira alguma em detrimento de propriedade do Todo-Poderoso. O direito real ainda continua nas mãos de Deus, até que o Remidor adequado venha redimi-la, pagar o preço, e expulsar o estranho e sua semente. “Quais, na verdade, têm sido todos os esforços de homens pecadores, na política, na ciência e em todos os ramos da civilização, senão acabar com este problema de procurar possuir de novo aquilo que se perdeu em Adão... Qual, na verdade, tem sido a mola da atividade do mundo inferior, nestes tempos de esforços para seduzir os mortais, senão persuadir os homens de que são capazes de tornar real a enganadora promessa, ‘sereis como deus’
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    Os Selos ea Obra do Selamento 18 e, a despeito do Todo-Poderoso e sem Ele, fazer reconhecer no sonho do progresso humano e na guia demoníaca, o sonho de um destino melhor para o mundo e a raça. Também já estava incluído no plano de Deus há muito, entregar os reinos às suas criaturas rebeldes, para permitir que a experiência alcançasse o apogeu e, com o objetivo de tornar marcante ao máximo a queda final... O espírito de liberdade, as considerações democráticas, o comunismo universal e o esclarecimento, muito unidas aos elementos de origem infernal, o estão tentando agora, e perpetuarão os seus esforços para consumá-lo de uma maneira tão agigantada e fascinadora como o mundo jamais contemplou, mas apenas para operar a mais espantosa derrocada que já ocorreu. ... “Jesus é o Leão, o Renovo de Judá...Ele pagou o preço de redenção de herança perdida. È o verdadeiro Remidor, que tendo há muito triunfado e sido aceito, provar-se-á também pronto e digno para completar Sua obra em resgatar aqueles títulos a longo prazo e quebrar seus selos invioláveis.” – J.A.Seiss, The Apocalypse, Vol. I,267-280 3. Abertura do livro a. Jesus toma o livro da mão direita do Pai - Apoc. 5:7 b. Universal aclamação do Cordeiro (1) Os anciãos e as criaturas viventes - vv. 8-10 (a) Salvas de incenso, as orações dos santos PE., 32, 256; LS., 100; PP., 379, 380 “Entre os querubins estava um incensário de ouro e, ao as orações dos santos, oferecidas pela fé, chegarem a Jesus; e, ao apresentá-las Ele ao Pai, uma nuvem de fragrância se elevava do incenso semelhante a fumo de muitas cores... Ao ascender o fumo ao Pai, glória mui excelente provinda do trono vinha a Jesus e, dEle era derramada sobre aqueles cujas orações se tinham elevado como fragrante incenso.” – PE., 252 (b) Cântico de redenção (2) Os anjos ao redor do trono - Apoc. 5:11 (a) Digno é o Cordeiro - v.12; Fil. 2:5-11; Sal. 2:7-9; Ezeq. 21:27 (3) Toda criatura - Apoc. 5:13.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 19 c. As ocasiões das antífonas de louvor (1) Ao ocupar Cristo o Seu trono sacerdotal após a ressurreição. “Chegara agora a ocasião de o Universo celestial receber o seu Rei. ... ”Todo o Céu estava esperando para saudar o Salvador à Sua chegada às cortes celestiais. Ao ascender, abriu Ele o caminho, e a multidão de cativos libertos à Sua ressurreição O seguiu. A hoste celestial, com brados de alegria e aclamações de louvor e cântico celestial, tomava parte na jubilosa comitiva. ... “Então se abrem de par em par as portas da cidade de Deus, e a angélica multidão entra por elas, enquanto a música prorrompe em arrebatadora melodia. ... “Ali está o trono, e ao seu redor, o arco-íris da promessa. Ali estão querubins e serafins. Os comandantes das hostes celestiais, os filhos de Deus, os representantes dos mundos não caídos, acham-se congregados. O conselho celestial, perante o qual Lúcifer acusara a Deus e a Seu Filho, os representantes daqueles reinos imaculados sobre os quais Satanás pensara estabelecer seu domínio - todos ali estão para dar as boas-vindas ao Redentor. Estão ansiosos por celebrar-Lhe o triunfo e glorificar seu Rei. ... “Com inexprimível alegria, governadores, principados e potestades reconhecem a supremacia do Príncipe da Vida. A hoste dos anjos prostra-se perante Ele, ao passo que enche todas as cortes celestiais a alegre aclamação: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças’ Apoc. 5:12. ... “Hinos de triunfo misturam-se com a música das harpas angélicas, de maneira que o Céu parece transbordar de júbilo e louvor. O amor venceu. Achou-se a perdida. O Céu ressoa com altissonantes vozes que proclamam: ‘Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:13.” – DTN., pp. 832-835. “... Agora não está ‘no trono de Sua glória’; o reino de glória ainda não foi inaugurado. Só depois que termine a Sua obra como mediador, Lhe dará Deus ‘o trono de Davi, Seu pai’, reino que ‘não terá fim’. Luc. 1:32 e 33. Como sacerdote, Cristo está agora assentado com o Pai em Seu trono (Apoc. 3:21).” – GC., 416.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 20 (2) Na primeira coroação de Cristo após Seu segundo advento “O Filho de Deus redimiu a falta e a queda do homem; e agora, pela obra da expiação, Adão é reintegrado em seu primeiro domínio. “Em arrebatamento de alegria, contempla as árvores que já foram o seu deleite - as mesmas árvores cujo fruto ele próprio colhera nos dias de sua inocência e alegria. Vê as videiras que sua própria mão tratara, as mesmas flores que com tanto prazer cuidara. Seu espírito apreende a realidade daquela cena; ele compreende que isso é na verdade o Éden restaurado, mais lindo agora do que quando fora dele banido. O Salvador o leva à árvore da vida, apanha o fruto glorioso e manda-o comer. Olha em redor de si e contempla uma multidão de sua família resgatada, no Paraíso de Deus. Lança então sua brilhante coroa aos pés de Jesus e, caindo a Seu peito, abraça o Redentor. Dedilha a harpa de ouro, e pelas abóbadas do céu ecoa o cântico triunfante: Digno, digno, ‘digno é o Cordeiro’ (Apoc. 5:12) ‘que foi morto e reviveu!’ Apoc. 2:8. A família de Adão associa-se ao cântico e lança as suas coroas aos pés do Salvador, inclinando-se perante Ele em adoração.” – GC., pp. 647, 648. “Devemos ter uma visão do futuro e da felicidade do Céu. Postai-vos no limiar da eternidade e ouvi a acolhida amável feita aos que nesta vida cooperam com Cristo, considerando privilégio e honra sofrer por amor dEle. Ao reunirem-se aos anjos, lançam eles suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças... ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:12 e 13. “Ali os remidos saudarão aqueles que os guiaram ao Salvador crucificado. Unem-se em louvor Àquele que morreu para que os seres humanos tivessem vida tão duradoura quanto a de Deus. O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto’ (Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante vencedor.” – VE., 231, 232. “Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos, lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não
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    Os Selos ea Obra do Selamento 21 somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas coroas, erguendo o cântico: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória e ações de graças." Apoc. 5:12.’ ” – DTN., 131. “Enquanto Jesus estivera ministrando no santuário, o juízo estivera em andamento pelos justos mortos, e a seguir pelos justos vivos. Cristo recebera Seu reino, tendo feito expiação pelo Seu povo, e apagado os seus pecados. Os súditos do reino estavam completos. As bodas do Cordeiro estavam consumadas. E o reino e a grandeza do reino sob todo o Céu foram dados a Jesus e aos herdeiros da salvação, e Jesus deveria reinar como Rei dos reis e Senhor dos senhores. ... “Vi então Jesus depor Suas vestes sacerdotais e envergar Seus mais régios trajes. Sobre Sua cabeça havia muitas coroas, uma coroa encaixada dentro da outra. Cercado pelo exército dos anjos, deixou o Céu. As pragas estavam caindo sobre os habitantes da Terra. ... O plano da salvação se cumprira.” – PE., 280, 281. (3) Coroação final de Jesus no fim do milênio “Ao fim dos mil anos, Cristo volta novamente à Terra. ... “Descendo do Céu a Nova Jerusalém em seu deslumbrante resplendor, repousa sobre o lugar purificado e preparado para recebê-la, e Cristo, com Seu povo e os anjos, entram na santa cidade. ... “Satanás consulta seus anjos... Formulam seus planos para tomar posse das riquezas e glória da Nova Jerusalém. ... “Agora Cristo de novo aparece à vista de Seus inimigos. Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão os súditos de Seu reino. ... “Na presença dos habitantes da Terra e do Céu, reunidos, é efetuada a coroação final do Filho de Deus. E agora, investido de majestade e poder supremos, o Rei dos reis pronuncia a sentença sobre os rebeldes contra Seu governo, e executa justiça sobre aqueles que transgrediram Sua lei e oprimiram Seu povo. ... “É agora evidente a todos que o salário do pecado não é nobre independência e vida eterna, mas escravidão, ruína e morte. Os ímpios
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    Os Selos ea Obra do Selamento 22 vêem o que perderam em virtude de sua vida de rebeldia. ... Todos vêem que sua exclusão do Céu é justa. ... “Como que extasiados, os ímpios contemplam a coroação do Filho de Deus. ... Testemunham o irromper de admiração, transportes e adoração por parte dos salvos, e, ao propagar-se a onda de melodia sobre as multidões fora da cidade, todos, a uma, exclamam: ‘Grandes e maravilhosas são as Tuas obras, Senhor Deus todo-poderoso! Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos’ (Apoc. 15:3); e, prostrando-se, adoram o Príncipe da vida. “Satanás vê que sua rebelião voluntária o inabilitou para o Céu. ... E agora Satanás se curva e confessa a justiça de sua sentença. ... “... À vista de todos os fatos do grande conflito, o Universo inteiro, tanto os que são fiéis como os rebeldes, de comum acordo declara: ‘Justos e verdadeiros são os Teus caminhos, ó Rei dos santos.’ Apoc. 15:3. ... “É chegada a hora em que Cristo ocupa a Sua devida posição, sendo glorificado acima dos principados e potestades, e sobre todo o nome que se nomeia. ... Ele olha para os remidos, renovados em Sua própria imagem, trazendo cada coração a impressão perfeita do divino, refletindo cada rosto a semelhança de seu Rei. ... E sobe o cântico de louvor dos que estão vestidos de branco em redor do trono: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças." Apoc. 5:12. ... “Está para sempre terminada a obra de ruína de Satanás. ... “... O fogo que consome os ímpios, purifica a Terra. ... “A Terra, dada originariamente ao homem como seu reino, traída por ele às mãos de Satanás, e tanto tempo retida pelo poderoso adversário, foi recuperada pelo grande plano da redenção. Tudo que se perdera pelo pecado foi restaurado.” – GC., pp. 662-674. (4) Através dos anos da eternidade “A cruz de Cristo será a ciência e cântico dos remidos por toda a eternidade. No Cristo glorificado eles contemplarão o Cristo crucificado. ... Ao olharem as nações dos salvos para o seu Redentor e contemplarem a glória eterna do Pai resplandecendo em Seu semblante; ao verem o Seu trono que é de eternidade em eternidade, e saberem que Seu reino não terá fim, irrompem num hino arrebatador: ‘Digno, digno é o Cordeiro que foi morto, e nos remiu para Deus com Seu mui precioso sangue!’ " – GC., 651.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 23 “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter. Ao revelar-lhes Jesus as riquezas da redenção e os estupendos feitos do grande conflito com Satanás, a alma dos resgatados fremirá com mais fervorosa devoção, e com mais arrebatadora alegria dedilharão as harpas de ouro; e milhares de milhares, e milhões de milhões de vozes se unem para avolumar o potente coro de louvor. " ‘E ouvi a toda a criatura que está no Céu, e na Terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre.’ Apoc. 5:13.” – GC., 678. (5) O espírito deste cântico deve ser o nosso tema hoje “Porque não despertar a voz de nossos cânticos espirituais nas jornadas de nossa peregrinação?... “O templo de Deus está aberto no céu, e o limiar fulgura com a glória que está destinada a toda a igreja que ama a Deus e guarda os Seus mandamentos... “Deus ensina que devemos reunir-nos em Sua casa para cultivar os atributos do perfeito amor. Isto habilitará os habitantes da terra para as mansões que Cristo foi preparar para todos que O amam. Lá eles se reunirão no Santuário sábado após sábado, de uma lua nova à outra, para se unirem nos mais fortes sons do cântico em louvor e ações de graças Àquele que Se assenta sobre o trono, e ao Cordeiro para todo o sempre.” – 6 T., 368. d. As criaturas viventes e os anciãos curvam-se em adoração a Deus. - Apoc. 5:14 e. A significação das admiráveis cenas de Apocalipse cinco C. A abertura dos selos. Apoc. 6; 7; 8:1 Se o tema básico dos capítulos 4 e 5 é o juízo, então, o dos capítulos 6 e 7 é o da guerra, e neste trecho Deus é apresentado como Juiz e
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    Os Selos ea Obra do Selamento 24 Guerreiro. Em Sua obra de julgamento Ele justifica os justos e condena os ímpios. Em Seus atos guerreiros Ele batalha a favor dos justos e os salva, e batalha contra os ímpios e os destrói. Esta cena marcial é semelhante à de Habacuque 3:8-15, onde Deus é apresentado como guerreiro, montado em Seus cavalos ou avançando em Seus carros de salvação a fim de salvar Seu povo; ou, avançando em marcha com o arco, indignado contra os ímpios, primeiro em desagrado, depois em ira e finalmente em furor. É semelhante à de Zac. 1:8-17 onde, no tempo do cativeiro babilônico, Deus avançou com indignação sobre cavalos vermelhos e malhados por um período de setenta anos, mas que passado o tempo, avançou com conforto e misericórdia sobre cavalos brancos de salvação. Semelhanças notáveis aparecerão ao confrontarmos o simbolismo de Apoc. 4-7 com o de Apoc. 19 onde são descritos os eventos finais do grande conflito contra as hostes do mal. Em ambas as cenas aparece uma descrição com o céu aberto (4:1; 19:11); Deus assentado sobre o trono 4:2, 9; 5:13; 19:4, 6; salvação, glória, honra e poder são descritos como sendo do Senhor (5:1; 7:10, 12; 19:1); há um ruído de trovão (6:1; 19:60); Deus como Juiz e vingador do sangue de Seus servos (6:10; 19:2); as quatro criaturas viventes e os vinte e quatro anciãos prostram-se em adoração (4:10; 5:8, 14; 19:6-8); um cavalo branco em avanço para a batalha (6:2; 19:11); coroas sobre as cabeças dos cavaleiros nos cavalos brancos (6:2; 19:12); e há uma espada afiada para destruir as nações e tirar a paz da terra (6:4; 19:15). Se Apoc. 4:7 apresenta Deus como Juiz e como Guerreiro, Apoc. 19:11 menciona especificamente o fato de que Ele ‘julga e peleja com justiça’. Em Apoc. 6:10 é feita a pergunta, ‘até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue?’, enquanto que no cap. 19:2, Ele ‘julgou’ e ‘vingou o sangue dos Seus servos’. Cuidadosamente estudado, Apoc. 4-7 se demonstrará ser um tema intimamente entrelaçado, em que todas as partes se adaptam inteiramente e se harmonizam perfeitamente com as cenas similares dadas noutras
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    Os Selos ea Obra do Selamento 25 partes da Bíblia e do Espírito de Profecia. Deus assentado em Seu trono eterno no céu, ao tratar com os justos e os ímpios nesta terra, é tanto o Juiz supremo como o Comandante chefe. O gráfico que se segue poderá tornar mais claro o assunto destes capítulos. LADO MISERICÓRDIA ATITUDE DE DEUS JUSTIÇA Deus Santos Aceitam Agrada Justificados Satanás Ímpios Resistem Desagrada Avisados Desprezam Ira Advertidos Rejeitam Furor Condenados ./... RESULTADO CAVALOS SELAMENTO Vitória Branco Santidade Céu Tribulação Vermelho Desgraça Preto Condenação Pálido Depravação Inferno 1. O uso e o objetivo do selo Os selos eram largamente usados no oriente antigo. Eram colocados em documentos para indicar poder, autoridade e autenticidade. Sobre objetos materiais eram empregados como títulos de propriedade. Em contratos e acordos eram reconhecidos como garantias de validade. Um objeto selado ficava sob a autoridade e controle do indivíduo cujo selo estava no objeto. Um decreto ou ordem que continha o selo do rei tinha a autoridade de rei. Um documento comercial que trazia selos de testemunhas era considerado legal com evidências da mais alta autoridade e o documento selado era autenticado. Um pacote selado, um túmulo, tablete, mandado ou testamento, não podia ser aberto senão por aquele que tinha a autoridade de abrir o selo.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 26 2. As lições e os fatos básicos dos selos e das mensagens de selamento A visão de João da abertura do rolo selado com os sete selos é apresentada pelos dois capítulos mostrando cenas das mais notáveis e impressivas que se acham reveladas em qualquer parte da palavra de Deus. Os portais do céu se acham abertos ante o olhar estupefato do profeta que contempla o próprio Deus assentado em Seu trono eterno. Os supremos funcionários do universo celestial estão presentes. Também Jesus está presente; como Cordeiro de Deus e Salvador daqueles que se arrependem, e como o Leão da tribo de Judá para os ímpios que persistem na rebelião contra Deus. Na mão do Pai está um rolo selado com sete selos. É um documento de suprema importância que tem relação com a sorte eterna dos seres da Terra. Em todo o Universo de Deus, Jesus é o único digno de partir os selos e abrir o livro. E a razão de ser Ele digno é ter sido Ele Aquele que foi morto pelos pecados do homem tornando possível, pelo Seu sangue, a redenção eterna dos perdidos. Logo após ter Ele tomado o livro, a cena que se segue, mostra a exultante adoração e louvor que é dado a Cristo por ocasião da Sua coroação por todos os habitantes do céu e da Terra. Onde nas cenas apresentadas pelos profetas se pode encontrar algo comparável a isto? Onde em toda a história se pode encontrar alguma cena gloriosa como esta? Tudo isto, contudo, é preliminar à visão da abertura dos selos do profeta e do selamento dos filhos de Deus. Certamente temos nesta última visão algo de suprema importância que envolve a suma das mais elevadas esperanças do homem, algo destinado a levar os homens à concretização das suas esperanças, ou falhando isto, levá-los a compreender a terrível sorte que aguarda os sentenciados. O quadro a nossa frente é de vida ou de morte, de gloriosa vitória ou ignominiosa derrota, de clamor às rochas para que escondam da ira do Cordeiro ou de irreprimíveis manifestações de adoração e louvor pela consumação dos nossos maiores desejos.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 27 Notai a maneira notável como estes capítulos apresentam o contrastante destino dos justos e rebeldes: PARA OS SALVOS PARA OS PERDIDOS Jesus, o Cordeiro que foi morto - Jesus, o Leão de Judá - Apoc. 5:5. Apoc. 5:6. Cavalo branco - Apoc. 6:2 Cavalo preto - Apoc. 6:5. Vencedor e para vencer - 6:2. Morte e inferno - 6:8. Em pé diante do trono - 7:9. Escondidos nas rochas e cavernas Apoc. 6:15 ‘Salvação ao nosso Deus que está ‘Escondei-nos do rosto dAquele assentado no trono’ - 7:10. que está assentado sobre o trono’ Apoc. 6:16. Deus limpará de seus olhos toda a Vinda do grande dia da ira sobre lágrima - 7:17. eles - 6:17. O livro desselado – Redimidos por O livro desselado – Seu sangue Seu sangue - 5:9. deles é requerido - PJ., 294, 295. a. Em andamento um grande conflito entre as forças do bem e do mal “Vi em visão dois exércitos em terrível conflito. Um deles ostentava em suas bandeiras as insígnias do mundo; guiava o outro a bandeira manchada de sangue do Príncipe Emanuel. ... “O combate prosseguia. A vitória ia alternadamente de um para outro lado. Às vezes os soldados da cruz cediam terreno, ‘como quando desmaia o porta-bandeira’. Isa. 10:18. Mas a sua retirada aparente não foi senão para ganhar uma posição mais vantajosa. ... “A igreja, porém, deve combater e combaterá contra inimigos visíveis e invisíveis. Estão a postos forças satânicas sob forma humana.” ... – VE., 228, 229.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 28 b. As forças de Deus tomarão parte ativa nesta guerra até o fim “A igreja é hoje militante. Enfrentamos agora um mundo em trevas de meia-noite, quase inteiramente entregue à idolatria. Mas aproxima-se o dia em que a batalha terá sido ferida, e ganha a vitória. A vontade de Deus deve ser feita na Terra como o é no Céu.” – VE., 229. “Necessitamos do ardor do herói cristão que consegue suportar o olhar d’Aquele que é invisível. Nossa fé deve ressuscitar. Os soldados da cruz devem exercer uma influência positiva para o bem. ... “Não devemos ver o mundo de hoje cristãos que em todos os atos de suas atividades são dignos do nome que têm? Quem aspira praticar atos dignos de valentes soldados da cruz? Estamos vivendo bem próximos do final do grande conflito.” – 8 T., 45, 46 c. Sem levar em conta como as coisas possam parecer aos homens, Deus tem os negócios deste mundo sob Seu controle e tem agentes que Lhe cumprirão a vontade “Nas visões dadas a Isaías, Ezequiel e João, vemos o interesse que o céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a solicitude de Deus pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um dominador. O programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A Majestade do céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja. ... “A incansável vigilância dos mensageiros celestiais e seu incessante empenho em prol dos que vivem na terra, nos revelam como a mão de Deus está guiando uma roda da outra. O instrutor divino diz a cada qual que desempenha uma parte em Sua obra o que outrora disse respeito de Ciro: ‘Eu te cingirei; ainda que tu me não conheças’.” – 3 TS., 352. “Nas margens do rio Quebar contemplou Ezequiel um remoinho que parecia vir do norte... algumas rodas, cruzando-se entre si, eram movidas por quatro criaturas viventes. ... As rodas eram tão complicadas em seu arranjo que à primeira vista pareciam estar em confusão: mas moviam-se em perfeita harmonia. Seres celestiais, sustidos e guiados pela mão que estava sob as asas dos querubins, impeliam aquelas rodas; acima delas sobre o trono de safira, estava o Eterno; e em redor do trono um arco-íris – emblema da misericórdia divina.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 29 “Assim como aquela complicação de semelhanças de rodas se achava sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado jogo dos sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as contendas e tumultos das nações, Aquele que Se assenta acima dos querubins ainda dirige os negócios da terra... “A história das nações que uma após outra, tem ocupado seus destinados tempos e lugares, testemunhando inconscientemente da verdade da qual elas próprias desconheciam o sentido, fala a nós. A cada nação, a cada indivíduo de hoje, tem Deus designado um lugar no Seu grande plano. Homens e nações estão sendo hoje medidos pelo prumo que se acha na mão d’Aquele que não comete erro. Todos estão pela sua própria escolha decidindo o seu destino, e Deus está governando acima de tudo para o cumprimento de Seu propósito.” – Ed., 177, 178. d. Deus assiste os justos em suas lutas e encaminhá-los-á ao triunfo final “Irmãos, não é tempo de nos lamentarmos e entregarmos ao desespero, nem de ceder à dúvida e incredulidade. Cristo não é para nós um Salvador que jaz no sepulcro de José, vedado por uma grande pedra selada com o selo romano; temos um Salvador ressuscitado. É o Rei, o Senhor dos exércitos, que está assentado entre querubins, e que no meio da peleja e do tumulto das nações continua a guardar Seu povo. Aquele que domina nos céus é nosso Salvador. ... Quando as fortalezas dos reis ruírem e as flechas da ira de Deus atravessarem o coração de Seus inimigos, Seu povo estará seguro em Suas mãos." – 3 TS., 353. "Nós podemos triunfar gloriosamente, pois nenhuma alma crente que vigia e ora será presa dos enganos do inimigo. Todo o céu esta interessado em nosso bem estar e espera por nossas petições de força e sabedora. Homem ímpio algum, nem espírito maligno, pode impedira a obra de Deus em Seu povo ou privá-lo de Sua presença, se com corações contritos e subjugados, cada um deles reclamar as Suas promessas. Toda influência oposta, seja secreta ou aberta, pode ser resistida com êxito, 'não por força, nem por violência, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos exércitos.' " – EGW, R & H., 11-1-1887; 8-3-1945.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 30 e. Deus resiste aos ímpios e opõe-Se aos seus intentos. "Aquele que não tosqueneja, que opera continuamente pelo cumprimento de Seus desígnios, há de levar avante a Sua obra. Ele embargará os propósitos dos ímpios, e confundirá os conselhos dos que tramam maldades contra o Seu povo." – MDC., 121. "O Leão de Judá, cuja ira será tão terrível para aqueles que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de nuvens proferirá ira e terror para os transgressor da lei de Deus, mas luz, misericórdia e livramento para aqueles que guardarem Seus mandamentos. O Braço forte para destruir os rebeldes, será forte para libertar os leais." EGW, R & H 11/01/1887; 08/01/1945. f. Deus manda juízos sobre homens a fim de levá-los ao arrependimento. “Os pesados juízos que deviam cair sobre os impenitentes - guerra, exílio, opressão, a perda de poder e prestígio entre as nações - tudo isso devia vir, para que os que neles reconhecessem a mão de um Deus ofendido, pudessem ser levados ao arrependimento.” – PR., 309. g. Juízos cada vez mais severos são mandados repetidamente com o objetivo de fazer com que os homens considerem os juízos finais e se preparem antes que eles caiam. “Os anjos destruidores têm a seguinte missão dada pelo Senhor: ‘Começai pelo meu Santuário’. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa. Se as advertências dadas por Deus são negligenciadas, se vos permites acalentar o pecado, estais selando o destino de vossas almas; Sereis pesados na balança e achados em falta." – E. G. White, R & H., 11/01/1887; 08/01/1945. “ ‘E tu Cafarnaum, que te ergues até o céus, serás abatida até aos infernos. ... Porém, Eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, do que para ti.’ ... “O Senhor aniquilou duas de nossas maiores instituições estabelecidas em Battle Creek e nos transmitiu uma advertência após outra, tal como Cristo antigamente, advertiu Betsaida e Cafarnaum.... O Salvador insiste com os errantes para que se arrependam. Os que humilham o coração e
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    Os Selos ea Obra do Selamento 31 confessam os pecados serão perdoados. Suas transgressões serão reveladas. Mas o homem que considera que, confessando os seus pecados, demonstrarão fraqueza, não achará perdão. ... Que fará essa pessoa no dia em que os livros forem abertos e cada um for julgado segundo as coisas que neles estiverem escritas? “O quinto capítulo de Apocalipse precisa ser detidamente estudado. Ele é da maior importância para os que haverão de participar da obra de Deus nestes últimos dias. Alguns há que são enganados. ... A menos que efetuem mudança decisiva, quando Deus pronunciar Suas sentenças sobre os filhos dos homens serão achados em falta. ... “ ‘E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o Sol tornou-se negro como saco de silício, ... e o céu retirou-se como um livro que se enrola, ... e os poderosos, e todo o servo, e todo o livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos do rosto dAquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro, porque é vindo o grande dia da Sua ira e quem poderá subsistir?’ Apoc. 6:12-17. “ ‘Depois destas coisas olhei, e eis aqui uma multidão. ... diante do trono, e perante o Cordeiro, trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos; e aclamando com grande voz, dizendo: salvação ao nosso Deus, que está assentado no trono, e ao Cordeiro. ... Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima.' Apoc. 7:9-12. “Nestes passos das Escrituras são apresentados dois grupos de pessoas. Um deles se deixou enganar e aliou-se aos inimigos do Senhor. Interpretaram erroneamente as mensagens que lhes foram dirigidas e revestiram-se de justiça própria. Para eles não havia malignidade no pecado. Ensinaram mentiras como se fossem verdades e por sua causa muitos se extraviaram. “É-nos preciso, agora, vigiar-nos a nós mesmos. Foram-nos feitas as advertências. Não podemos ver o cumprimento das predições de Cristo, contidas no vigésimo primeiro capítulo de Lucas?... “ ‘Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o nosso Senhor. ... Porém se aquele Meu servo disser consigo: o meu Senhor tarde virá; e começar a espancar os seus conservos e a comer e a beber com os ébrios, virá o Senhor daquele servo num dia em que O não espera, e à hora
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    Os Selos ea Obra do Selamento 32 em que ele não sabe, e separá-lo-á, e destinará a sua parte com os hipócritas; ali haverá pranto e ranger de dentes.' Mat. 24:42-51.” – 3 TS., pp. 413-417 h. Deus manda, afinal, juízos irrevogáveis de condenação e morte sobre os impenitentes “Com exatidão infalível, Aquele Ser infinito guarda um acerto de contas com todas as nações. Enquanto Sua misericórdia é seguida de apelos ao arrependimento, este relatório permanece em aberto; mas quando atinge um certo limite fixado por Deus, começa o ministério de Sua ira. O relatório é encerrado. A paciência divina se esgota. Não há apelação em seu favor." – E. G. White, R&H., 11/01/1887. "A cada nação que tem subido ao cenário da atividade, tem sido permitido que ocupasse seu lugar na terra, para que se pudesse ver se ela cumpriria o propósito do 'Vigia e Santo'. A profecia delineou levantamento e queda dos grandes impérios mundiais - Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia e Roma. Com cada um destes, assim como com nações de menos poder tem- se repetido a história. Cada qual fracassou; esmaeceu sua glória, passou- se-lhe o poder e o lugar foi ocupado por outra nação. “Conquanto as nações rejeitassem os princípios de Deus, e com esta rejeição operassem a sua própria ruína, todavia era manifesto que o predominante propósito divino estava agindo através de todos os seus movimentos. “Esta lição é ensinada por meio de uma maravilhosa representação simbólica exibida pelo profeta Ezequiel durante o seu exílio na terra dos Caldeus. ... “A subversão final de todos os domínios terrestres está claramente predita na Palavra da Verdade. Na profecia proferida quando a sentença divina foi pronunciada sobre o último rei de Israel, deu-se esta mensagem:- “ ‘Assim diz o Senhor Jeová: Tira o diadema e levanta a coroa... exalta ao humilde, humilha ao soberbo. Ao revés a porei, e ela não será mais, até que venha Aquele a quem pertence de direito, e a Ele a darei’. ... "Nesta época, anterior à grande crise final, assim como foi antes da primeira destruição do mundo, acham-se homens absortos nos prazeres e satisfação dos sentidos. “Pelo levantamento e queda de nações, como se acha explicado nas páginas das Escrituras Sagradas, necessitam aprender quão sem valor a
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    Os Selos ea Obra do Selamento 33 simples aparência e a glória do mundo. Babilônia, com todo seu poder e magnificência, quais desde então o mundo não mais viu - poder e magnificência que ao povo daquela época pareciam estáveis e duradouros - quão plenamente passou ela. Como a 'flor da erva' ela pereceu. Assim perece tudo que não tem a Deus como seu fundamento." – Ed., pp. 176, 177, 179, 183 i. O diagrama histórico dos negócios deste mundo está sob a direção do céu. “A história que o grande EU SOU assinalou em Sua Palavra, unindo-se cada elo aos demais na cadeia profética, desde a eternidade no passado até à eternidade no futuro, diz-nos onde achamos hoje, nos prosseguimentos dos séculos, e o que se poderá esperar no tempo vindouro. Tudo que a profecia predisse como devendo acontecer, até a presente época, tem-se traçado nas páginas da história, e podemos estar certos de que tudo que ainda deve vir se cumprirá em sua ordem. ... “... Hoje, os sinais dos tempos declaram que nos achamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Tudo em nosso mundo está em agitação. Ante os nossos olhos cumprem-se a profecia do Salvador relativa aos acontecimentos que precedem Sua vinda: 'Ouvires de guerra e rumores de guerra. ... Portanto se levantará nação contra nação e reino contra reino, e haverá fome e pestes, e terremotos em vários lugares.' " – Ed., 178, 179. "A crise se aproxima apressadamente. Os sinais que tão rapidamente se avolumam mostram que o tempo de visitação de Deus está para chegar. Embora de mau grado em punir, não obstante punirá e isto presto. Os que andam na luz verão os sinais da aproximação do perigo. ... "Cristo no monte das Oliveiras narrou os terríveis juízos que precederão a Sua segunda vinda: 'E ouvireis de guerra e rumores de guerras'. 'Portanto se levantará nação contra nação e reino contra reino, e haverá fome e pestes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores.' Conquanto estas profecias tenham tido cumprimento parcial na destruição de Jerusalém, tem uma aplicação bem mais diretas nestes últimos dias. "João também foi testemunha das terríveis cena que terão lugar como sinais da vinda de Cristo. Viu exércitos se ordenando para guerra, e os
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    Os Selos ea Obra do Selamento 34 corações dos homens desmaiando de terror. ... ' 'Viu as taças da ira de Deus serem abertas, e pestilências, fome e morte sobrevir aos habitantes da terra. "Já o repressor Espírito de Deus está sendo retirado da terra. Furacões, tempestades, tormentas, fogo e inundações, desastres em terra e mar, seguir-se-ão em rápida sucessão. A ciência procura explicar tudo isto. Os sinais que se condensam ao nosso redor, falando da breve aproximação do Filho de Deus, são atribuídos a qualquer outra que não a causa verdadeira. ... "O programa de eventos vindouros está nas mãos do Senhor; o mundo não está sem um governante. A majestade do céu tem o destino das nações, tanto quanto os negócios de Sua igreja, em Suas próprias mãos." – E. G. White, R&H., 11/01/1887 j. Os anjos de Deus estão agora segurando os ventos e conservando sob controle divino os acontecimentos da terra até que a obra de Deus esteja terminada. “Os anjos acham-se hoje a refrear os ventos das contendas, para que não soprem antes que o mundo haja sido avisado de sua condenação vindoura; mas está-se formando uma tempestade, prestes a irromper sobre a terra; e, quando Deus ordenar a Seus anjos que soltem os ventos, haverá uma cena de lutas que nenhuma pena poderá descrever." Ed., 179 k. A época atual é de tremenda significação e interesse, pois o mundo acha-se face a face com a hora de sua última grande crise. “A atualidade é uma época de absorvente interesse para todos os que vivem. Governadores e estadistas, homens que ocupam posição de confiança e autoridade, homens e mulheres pensantes de todas as classes, tem fixa a sua atenção nos fatos que se desenrolam em redor de nós. Acham-se a observar a relações tensas e inquietas que existem entre as nações. Observam a intensidade que está tomando posse de todo o elemento terrestre, e reconhecem que algo de grande e decisivo está para ocorrer, ou seja, que o mundo se encontra à beira de uma crise estupenda.” – Ed., 179. “Já os juízos de Deus estão por toda a parte na terra, são vistos em tempestades, em enchentes, em terremotos, em perigos em terra e mar. O
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    Os Selos ea Obra do Selamento 35 grande EU SOU está falando àqueles que anulam Sua Lei: Quando a ira de Deus se derramar sobre a terra quem então será capaz de ficar em pé? ... Permanecer firmes na defesa da verdade e da justiça quando a maioria nos abandona, guerreais as batalhas do Senhor, quando são poucos os campeões, esta será a nossa prova. ... “Os sinais revelam que está próximo o tempo em que o Senhor manifestará estar a peneira em Suas mãos e que logo purificará totalmente a Sua casa. ... “O profeta, contemplando os séculos, teve a época atual diante de si em visão. As nações da atualidade tem sido o recipiente de misericórdia sem precedentes. As melhores bênçãos dos céus lhes têm sido dadas; contudo, crescente orgulho, cobiça, idolatria, desprezo a Deus e baixa ingratidão se acham registrados contra elas. Estão quase encerrando sua conta com Deus. “Estamos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. A profecia logo se cumprirá. O Senhor está às portas. Logo se abrirá diante de nós um período de preponderante interesse para todos os viventes. Os conflitos do passado serão revividos. Novos conflitos surgirão. As cenas que se desenrolarão em nosso mundo nem mesmo são sonhadas. “Que todos os que tem recebido a luz, que tem tido a oportunidade de ler e ouvir a profecia, dêem atenção e guardem as coisas que nela estão escritas; ‘porque o tempo está próximo’”. – E.G. White, R & H., 11-1-1887 1. Antes de romper a crise final, Deus traçará uma linha divisória acentuada entre leais e desleais, tornando claramente distintos aqueles que serão Seu através da eternidade. “O dia da vingança de Deus será colocado somente na testa daqueles que suspiram e clamam por causa das abominações cometidas na terra. “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. ... “Quando vier este tempo de angústia, todo o caso estará decidido; não mais haverá graça, nem misericórdia para o impenitente. O selo do Deus vivo estará sobre o Seu povo. “Nem todo os que professam guardar o sábado serão selados. Muitos há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na testa o selo de Deus.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 36 “Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer. “...quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade. “Agora é o tempo de preparar-nos. O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo. Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso. Todos os que receberem o selo devem ser imaculados diante de Deus - candidatos para o céu.” – 2 TS, 67-71. “A ordem é ‘passa pelo meio da cidade, pelo meio de Jerusalém, e marca com um sinal as testas dos homens que suspiram e que gemem por causa das abominações que se cometem no meio dela’. “No tempo em que Sua ira romper em juízos, os humildes, os devotados seguidores de Cristo serão distinguidos do resto do mundo por sua angústia de alma. “A classe que não sente aflição por seu declínio espiritual, nem geme pelos pecados de outros, será deixada sem o selo de Deus. O Senhor ordena aos Seus mensageiros, os homens que tem as armas destruidoras nas mãos: ‘Passai pela cidade após Ele, e feri:... mas a todo o homem que tiver o Meu sinal não vos chegueis; e começai pelo Meu santuário. E começaram pelos homens mais velhos que estavam diante da casa.’ “Aqui vemos que a igreja - o santuário do Senhor - foi a primeira a sentir o golpe da ira de Deus. Os homens velhos, aqueles a quem Deus concedera a grande luz, e que do povo, traíram-lhe a confiança. “Os homens não podem discernir os anjos sentinelas retendo os quatro ventos para que não soprem até que os servos de Deus estejam selados; mas quando Deus mandar os anjos soltarem os ventos, haverá uma cena tal da ira de Sua vingança que pena alguma pode descrever.” – E.G. White, R&H., 11-1-1887. m. As lições que o povo de Deus precisa aprender, são lições de confiança, fé, resignação e coragem. “O futuro de importância está diante de nós. Para enfrentar suas provas e tentações, e para executar as tarefas, requerer-se-á grande fé, energia e perseverança.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 37 “No tempo de provação bem à nossa frente, a garantia da segurança de Deus será dada aqueles que guardam a palavra de Sua paciência. Se tendes cumprido com as condições da Palavra de Deus, Cristo será para vós um refúgio na tempestade....” – E.G. White, R&H., 11-1-1887, 8-3-1945. “Quando o Senhor sair como vingador, virá também como protetor de todos aqueles que preservaram a fé em sua pureza e se conservaram imaculados do mundo.” – 5 T., 210. “Ânimo, fortaleza, fé e implícita confiança no poder de Deus para salvar, não nos vêm num instante. estas graças celestiais são adquiridas pela experiência dos anos. Por uma vida de santo esforço e firme apego à retidão, os filhos de Deus estiveram selando seu destino. “Sim, fé viva e eficaz! Dela necessitamos; devemos possuí-la, ou desfaleceremos e fracassaremos no dia da prova. As trevas que então hão de cair em nosso caminho não deverão desanimar-nos nem levar-nos ao desespero. É o véu com que Deus cobre Sua glória, ao vir Ele para comunicar Suas ricas bênçãos. Deveríamos saber isto por nossa experiência passada. No dia em que Deus tiver uma contenda com o Seu povo, esta experiência será uma fonte de conforto e esperança.” – 2 TS., 67, 70 n. Em tempos de crise severa, quando as forças do mal triunfam aparentemente, Deus deseja que Seu povo se encoraje ao vê-Lo assentado no trono eterno com grande amor e poder. (1) Foi sob circunstâncias difíceis e desalentadoras que Isaías, sendo ainda moço, foi chamado para exercer o ministério da profecia. Seu país estava nesse tempo ameaçado de destruição. Por sua transgressão da Lei de Deus, o povo judeu se privava da proteção divina, e os exércitos dos assírios estavam a ponto de invadir o reino de Judá. Deveriam os deuses de Nínive dominar a terra em desafio ao Deus do céu? “Esses pensamentos lhe acudiam em tropel ao espírito, quando Isaías se achava no pórtico do templo santo. De repente, pareceu-lhe que a porta e o véu do interior se abriram ou foram corridos, sendo-lhe permitido relancear a vista para dentro do Santo dos Santos, onde nem mesmo os pés de um profeta poderiam pisar. Perpassou-lhe então diante dos olhos uma
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    Os Selos ea Obra do Selamento 38 visão em que Jeová apareceu sentado num alto e sublime trono, enchendo Seu séquito o recinto do templo. “Que aconteceria se os poderes terrestres se arregimentassem contra Judá? Que sucederia se Isaías enfrentasse oposição e resistência em sua missão? Contemplara o Rei, o Senhor dos exércitos; ouvira o canto dos serafins: ‘Toda terra está cheia da Sua glória’; e o profeta foi confortado para a obra que tinha à frente. A lembrança desta sua visão o acompanhou através de toda a sua longa e árdua missão.” – 2 TS., 348, 349 (2) Ezequiel “Ezequiel, o melancólico profeta do exílio na terra dos caldeus, foi agraciado com uma visão que lhe ensinou a mesma lição de fé no Deus Todo-Poderoso de Israel. Algumas das rodas de aparência estranha, girando umas dentro das outras, pareciam movidas por criaturas viventes. E acima de tudo isto havia uma semelhança de trono, como duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança de um homem no alto sobre ele. ... “O complexo de rodas visto por Ezequiel, era uma combinação tão complicada que à primeira vista lhe pareceu uma verdadeira confusão. Mas quando se moviam, havia nelas a mais admirável ordem e perfeita harmonia. Essas rodas eram impelidas por criaturas celestiais, e acima de todo aquele conjunto estava assentado sobre um trono de safira o Deus eterno. “Esta visão foi dada a Ezequiel num tempo em que seu espírito se achava abatido por tristes pressentimentos. Via desolada a terra de seus pais. A cidade outrora tão populosa estava despovoada. A voz de alegria e o cântico de louvor ali não eram mais ouvidos. O profeta mesmo é peregrino em terra estranha, onde imperavam, supremas, a desmedida ambição e a selvagem crueldade. As injustiças e tiranias que era obrigado a presenciar, contristavam-lhe a alma e de dia e de noite se queixava amargamente. Mas os símbolos gloriosos que lhe foram apresentados junto ao rio Quebar, revelaram-lhe um poder muito superior ao dos dominadores terrestres. Acima do orgulho e crueldade dos reis da Assíria e babilônia, estava entronizado um Deus de misericórdia e verdade. “Aquele complexo de rodas que ao profeta se afigurava uma enextricável confusão, era governado por mão onipotente. O Espírito de Deus, que lhe fora mostrado movendo e dirigindo aquelas rodas, convertia aquela confusão em harmonia; do mesmo modo o mundo inteiro se acha
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    Os Selos ea Obra do Selamento 39 sob o Seu domínio. Miríades de entes celestiais estão prontos para sobre a Sua palavra dominar o poder e os planos dos homens maus, e fazer tudo redundar em benefício dos fiéis servos de Deus.” – 2 TS., 349-351 (3) Zacarias “Zacarias teve uma série de visões referentes à obra de Deus na Terra. Essas mensagens, dadas na forma de parábolas e símbolos, vieram num tempo de grande incerteza e ansiedade, e foram de peculiar significação para os homens que estavam avançando em nome do Deus de Israel. Parecia aos líderes como se a permissão dada aos judeus para reconstruir estivesse prestes a sofrer impedimento; o futuro parecia muito negro. Deus viu que Seu povo estava em necessidade de ser sustido e animado por uma revelação de Sua infinita compaixão e amor.” – PR., 580. (4) Os discípulos de João e de Jesus “O Salvador contemplou os anos que se estendiam diante dos Seus discípulos, não como haviam sonhado, ao brilho da prosperidade e da honra mundanas, mas obscurecidos pelas tempestades do ódio humano e da ira satânica. Por entre os conflitos e ruína nacionais, seriam os passos dos discípulos rodeados de perigos, oprimindo-se-lhes muitas vezes o coração de temor. Eles veriam Jerusalém reduzida à desolação, o templo arrasado, seu culto para sempre acabado, e Israel disperso para todas as terras, quais náufragos em uma praia deserta. Jesus disse: ‘E ouvireis de guerras e de rumores de guerras.’ ‘... se levantará nação contra nação, e reino contra reino’ ... Todavia os seguidores de Cristo não deviam temer que sua esperança ficasse perdida, ou que Deus houvesse abandonado a Terra. O poder e a glória pertencem Àquele cujos grandes desígnios avançam ainda, não entravados, rumo à consumação.” – MDC., 120. “Da mesma maneira, quando Deus estava a aponto de revelar a João, o discípulo amado, a história futura de Sua igreja, deu-lhe uma segurança do interesse e cuidado do salvador pelo Seu povo. Ao passo que João recebia a revelação das últimas grandes lutas da igreja com as potências do mundo, foi-lhe dado também contemplar a vitória final e a libertação dos fiéis. Viu a igreja empenhada num conflito moral com a besta e sua imagem, e a adoração dessa besta imposta sob pena de morte. Mas, olhando através do fumo e do ruído da batalha, notou sobre o monte Sião, unido ao Cordeiro,
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    Os Selos ea Obra do Selamento 40 um grupo que, em vez do sinal da besta, ‘em suas testas tinham escrito o nome de Seu Pai.’ ” – 2 TS., 351 (5) O povo de Deus hoje “Encontramo-nos no limiar de grandes e solenes acontecimentos. Acha-se diante de nós uma crise, como o mundo jamais presenciou. E, quão doce nos é, a nós, como aos primeiros discípulos, a certeza que nos é dada, de que o reino de Deus domina para sempre!” – MDC., 121. “Necessitamos exercer fé em Deus porque estamos justamente enfrentando um tempo de grandes provações. Cristo, no monte das Oliveiras enumerou os juízos terríveis que deviam preceder Sua volta: ‘E ouvireis de guerras e de rumores de guerras’. ... “As profecias rapidamente se estão cumprindo. O Senhor está às portas. Está prestes a inaugurar-se um período da mais alta importância para todos os viventes. As controvérsias do passado serão revividas, e outras novas suscitadas. As cenas que deverão desenrolar-se neste mundo não são nem sequer sonhadas. ... Uma crise está iminente. “Entretanto, os servos de Deus não devem confiar em si mesmos nesta hora calamitosa. Nas visões dadas a Isaias, Ezequiel e João, vemos o interesse que o céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a solicitude de Deus pelos que lhe são fiéis.” – 2 TS., 351-352. c. Deus deseja que seu povo tenha sempre em mente de que a vitória final no grande conflito contra as forças do mal será com as forças da justiça. “Existem reveladas nestes últimos dias visões de glória futura, cenas traçadas pela mão de Deus; e estas devem ser prezadas por Sua Igreja. ... “Devemos ter uma visão do futuro e da felicidade do Céu. Postai-vos no limiar da eternidade e ouvi a acolhida amável feita aos que nesta vida cooperam com Cristo, considerando privilégio e honra sofrer por amor dEle. Ao reunirem-se aos anjos, lançam eles suas coroas aos pés do Redentor, exclamando: "Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças... ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre." Apoc. 5:12 e 13.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 41 “...Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: "Digno é o Cordeiro que foi morto" (Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante vencedor. " ’Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos; ...’ Apoc. 7:9 e 10. " ‘Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro. Por isso estão diante do trono de Deus, e O servem de dia e de noite no Seu templo; e Aquele que está assentado sobre o trono os cobrirá com a Sua sombra. Nunca mais terão fome, nunca mais terão sede; nem Sol nem calma alguma cairá sobre eles. Porque o Cordeiro que está no meio do trono os apascentará, e lhes servirá de guia para as fontes das águas da vida; e Deus limpará de Seus olhos toda a lágrima.’ " Apoc. 7:14-17.” – VE., 231, 232. “Não haveríeis de querer apropriar-vos da inspiração da visão? Não haveríeis de querer deixar a mente demorar sobre o quadro? Não quereríeis ser verdadeiramente convertido, e então avançar trabalhando num espírito totalmente diferente do espírito em que trabalhaste no passado, afastando o inimigo e lançar por terra toda a barreira que se opõe ao avançamento do evangelho, encher os corações da paz da luz e da alegria do Senhor?” [fonte não citada] Nota: Deve se notar que as citações do Espírito de Profecia acima não foram selecionadas à esmo, mas foram tiradas de várias seções que tratam dos assuntos dos selos e da obra do selamento e que estão citadas na bibliografia que segue este capítulo. Um estudo meticuloso deste material como um todo revelará, assim cremos, os fatores básicos do assunto dos selos e indicará a importância que tem para estes últimos dias em que vivemos. 3. A abertura do livro e a abertura dos selos “O ‘livro’ na antiguidade era um rolo. Para desenrolá-lo era preciso cortar ou quebrar todos os sete cordões com as quais eram amarrados.” – Harry Rimmer, carta de 14-03-1941.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 42 “Na leitura do livro, as partes que por si não são precedidas pela abertura dos selos que lhe correspondem embora, na realidade, o livro esteja todo escrito, nada nele se lê.” – RCH., Lenski, Interpretation of St. John’s Revelation, 217. “Os selos são abertos sucessivamente, para no fim, quando os acontecimentos simbolizados pelos selos já tiverem passado, dar acesso ao conteúdo (do livro) num todo perfeito.... As aberturas dos selos significam os passos sucessivos pelos quais Deus em Cristo esclarece os caminho para a leitura final do livro no estabelecimento no reino de Cristo.” – A.R. Fausset, A Commentary on the Old and New Testaments, vol. VI, 674. “Os guias judeus fizeram a escolha. Esta decisão lhes será apresentada em todo o seu caráter reivindicativo naquele dia em que o livro a de ser desselado pelo Leão da tribo de Judá.” – PJ., 294. 4. O primeiro selo Apoc. 6:1, 2. a. A ordem da criatura vivente Deve-se notar que a palavra grega Erkou que aparece na versão do rei Tiago traduzida para ‘vem’, também significa ‘vai’. Está no imperativo presente, o qual assim indica ação contínua. O significado seria algo semelhante a ‘segue teu caminho’. Lenski traduz ‘vai indo’. b. Cavalos e carros são tipos dos mensageiros da parte de Deus. Zac. 1:8-11; 6:2-5; Hab. 3:8; Joel 2:4, 11; Jer. 4:13; II Reis 6:16,17; Salmos 68:17; 18:10. c. A relação entre os cavalos e as quatro criaturas viventes. A ordem, no caso do primeiro cavalo, partiu sem dúvida da primeira das criaturas viventes, pois na abertura do segundo, terceiro e quarto selos, a ordem foi dado pela segunda, terceira e quarta criatura vivente respectivamente (vv. 3,5,7). As indicações são de que cada cavalo estava sobre a orientação de uma das quatro criaturas viventes, e saiam para a missão que lhes cabia em resposta à ordem divina. Ao se abrir cada um dos quatro primeiros selos era dada uma ordem, e a cena que
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    Os Selos ea Obra do Selamento 43 segue é de um cavalo com seu cavaleiro a caminho para cumprir sua missão. As quatro criaturas viventes de Apocalipse são idênticas às quatro de Ezequiel (A septuaginta em Ezequiel usa o mesmo termo que o grego de Apocalipse), e as quatro criaturas viventes de Ezequiel são os mesmos quatro querubins (Ezequiel 10:15, 20). Em Ezequiel havia também quatro rodas, uma junto de cada querubim (Ezeq. 10:9). As rodas estavam sob a direção e controle das quatro criaturas viventes ou querubins (Ezeq. 1:19-21; 10:16,17) e moviam-se com o ‘Espírito’. Em Zacarias havia quatro cavalos e carros, dos quais se nos diz que eram ‘os quatro espíritos do céu, saindo de onde estavam perante o Senhor de toda a terra’ (Zc. 6:5). ‘Estes são os que o Senhor tem enviado para andarem pela terra’(Zac. 1:10). Como em Apocalipse eram dadas ordens celestiais aos cavalos, assim também em Zacarias: ‘Ide, andai pela terra. E andaram pela terra’. (Zac. 6:7) Como estes mensageiros eram enviados do céu também eles cumpriam o objetivo do céu: ‘Eis que aqueles que saíram para a terra do norte fizeram repousar o Meu Espírito na terra do norte’. (Zac. 6:8) As quatro criaturas viventes ou querubins são sem dúvida anjos comandantes, que têm sob sua orientação as forças angélicas do céu, assim que o que Lúcifer já o foi, Gabriel agora o é ‘querubim ungido’ que permanece junto de Cristo no comando do exército angélico. E sob o controle de Deus estão as forças e os poderes da terra, continuamente dirigidos e guiados pelos mensageiros invisíveis do céu. “Assim como aquela complicação de semelhança de rodas se achava sob a direção da mão que havia sob as asas dos querubins, o complicado jogo de sucessos humanos acha-se sob a direção divina. Por entre as
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    Os Selos ea Obra do Selamento 44 contendas e tumultos das nações, Aquele que se assenta acima dos querubins ainda dirige os negócios da terra.” – Ed., 178. “Nas visões dadas a Isaias, Ezequiel e João, vemos o interesse que o céu toma nos acontecimentos da terra e quão grande é a solicitude de Deus pelos que Lhe são fiéis. O mundo não está sem um dominador. O programa dos sucessos futuros está nas mãos do Senhor. A majestade do céu tem sob Sua direção o destino das nações e os negócios de Sua igreja. ... A incansável vigilância dos mensageiros celestiais, e seu incessante empenho em prol dos que vivem na terra, nos revelam como a mão de Deus está guiando uma roda dentro da outra.” – 2 TS., 352. Os mensageiros enviados são mensageiros de salvação e justiça. Cooperação significa vida e vitória, resistência significa derrota e morte. Se este conceito está realmente correto, e cremos que está, então as atividades dos quatro cavalos e seus cavaleiros deve abranger as múltiplas atividades dos mensageiros angélicos de Deus à terra, para levar os homens ao arrependimento, à vitória e à vida; proteger os justos e manter os ímpios sob sujeição; auxiliar na marcha da obra de Deus sobre a terra, a fim de que possa ser encaminhada até o triunfo final; operar junto aos ímpios num esforço contínuo para levá-los ao arrependimento; trazer juízos e aflições sobre aqueles que resistem à graça de Deus com o objetivo de despertá-los ao arrependimento; trazer os ímpios face a face com as fortes e negras realidades da vida para serem levados a pesar cuidadosamente as sérias conseqüências do seu curso e entenderem os terríveis resultados à sua frente se não volverem dos seus caminhos pecaminosos; e, por fim, trazer a retribuição final e a morte àqueles que se recusam atender. Nestes quatro cavalos vemos os poderes do céu em ação entre os filhos da terra. Aqui vemos os quatro que vivem e os quatro que amam, aqui vemos o leão e o boi, o homem e a águia. Aqui está o amor de Deus e a Sua justiça; aqui está o poder de Deus, Sua retidão e misericórdia. Aqui está Jesus o Cordeiro de Deus e o Leão
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    Os Selos ea Obra do Selamento 45 da tribo de Judá. Aqui está Deus a salvar os justos, a guiá-los e protegê-los , sempre solícito ao seu bem-estar, a encaminhá-lo à vitória final, certa, gloriosa e completa. E aqui está Deus diante dos ímpios, pleiteando e esforçando-Se para salvá-los, a trazer-lhes juízos de advertência, e justiça como retribuição, sempre misericordioso, amável, longânimo e grande em bondade e verdade, sempre pronto e ansioso para perdoar a iniqüidade, mas pesaroso em ter de apurar as culpas, visitar os frutos da iniqüidade daqueles que rejeitam Sua misericórdia, levar os homens às portas da eternidade para num esforço procurar fazer com que considerem a fundo a seriedade de sua condição, fazendo tudo que um Deus infinito pode fazer, repetidas vezes, para levá-los à salvação, mas, falhando isto, fazer aquilo que a infinita justiça requer que se faça ao fim de tudo, permitir que o último poderoso mensageiro da morte saia para cumprir a sua tarefa. É este assunto dos cavalos, criaturas viventes, trono, arco-íris, livro, ancião e selos, difícil de ser compreendido? Assim é porque a complexidade das forças que operam no céu e na terra são difíceis de serem entendidas. Todo este jogo e contra jogo das forças do bem e das forças do mal, acionam poderes de infinita magnitude, e neste grande conflito todas as forças do céu, – todo o infinito amor, sabedoria, justiça e poder de Deus e de toda a hoste angélica são levados à ação contra as forças de Satanás. Estas forças são tão amplas, tão complexas, tão abarcadoras, que é difícil serem compreendidas pelo homem, difícil de retratá-las nalgum quadro, num grau de simplicidade que permita ao homem ter uma compreensão adequada da cena. O quadro dos quatro cavaleiros que partem ao ser dada a ordem pelos dirigentes do céu é significante em sua complexidade e grandiosa em sua simplicidade. Haverá necessidade de uma eternidade para nos inteirarmos completamente de quadros complicados como estes, e a eternidade
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    Os Selos ea Obra do Selamento 46 será despendida revendo as minúcias tremendamente interessantes deste tema sensacional. b. O cavalo branco (1) Branco, a cor da justiça. Isa. 1:18; Sal. 51:7; Apoc. 7:14; 19:8. (2) Branco, cor da vitória. Apoc. 19:14. O branco entre os romanos não era apenas a cor da pureza e inocência, mas também a cor da vitória. Júlio César, na ocasião do seu grande triunfo, conforme “Dio Cassius”, estava num carro puxado por quatro cavalos brancos. Um cavaleiro em cavalo branco era considerado no Oriente símbolo de um herói conquistador. “O branco era a cor universal especialmente num dia de triunfo.” – W.M. Ramsey, The Letters to the Seven Churches of Asia, 386. Juvenal deixou a seguinte inscrição de uma procissão romana em que o pretor era escoltado triunfante para um circo: Que vira ele, num carro triunfante, Na poeira do circo, conspícuo, distante, Vestido elegante, o Pretor exaltado Co’a túnica de Júpiter, engalanado, Caminhando na de Tiro, a tapeçaria, Pra cabeça humana, coroa enorme trazia: .................................. Nas alturas, junto a Águia Imperial Com bico de ouro, a marca magistral À frente trombetas, e em cada flanco Cavalgavam nobres, todos de branco.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 47 e. O arco na mão do cavaleiro. Hab. 3:8,9; Sal. 7:11,12; 45:4-5 “Quando as fortalezas dos reis ruírem e as flechas da ira de Deus atravessarem o coração de seus inimigos, Seu povo estará seguro em Suas mãos.” – 2 TS., 353. “... As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo- poderoso, convencendo os homens de sua terrível culpa em haverem rejeitado e crucificado o Senhor da glória.” – AA., 45 O arco não era usado pelos soldados romanos, mas era efetivamente empregado pelos cavaleiros partas, e freqüentemente para o desastre das legiões romanas. Os partas usavam seus arcos com notável efeito ao atacar os inimigos e quando viravam as costas e se afastavam, continuavam, contudo, a atirar as flechas pelas costas sobre os inimigos. Escritores romanos freqüentemente mencionam o terror parta. Estes cavaleiros eram tão hábeis no uso do arco, tão devastadores na suas incursões, e tão ineficazes eram as tentativas romanas para submeter o império parta que essa ameaça oriental passou a ser olhada com temor a maus presságios. f. Uma coroa conferida ao cavaleiro - II Tim. 4:7-8; Tiago 1:12; 1 Pedro 5:4; I Cor. 9:25. g. Conquistando e para conquistar. PR. 725 “Os cavaleiros de Deus... Plantarão as normas da verdade em fortalezas até então mantidas por Satanás e exclamações de vitória tomarão posse deles. Eles trazem as cicatrizes da batalha, mas recebem a confortadora mensagem de que o Senhor os conduzirá conquistando e para conquistar.” CE, 70. “Vi em visão dois exércitos em luta terrível. Um deles ostentava em suas bandeiras as insígnias do mundo; guiava o outro a bandeira ensangüentada do Príncipe Emanuel. ... “O Príncipe da nossa salvação estava dirigindo a batalha, e enviando reforços para Seus soldados. Grandemente se manifestava o Seu poder, encorajando-os a levar o combate até as portas. Ele lhes ensinou cousas terríveis em justiça, enquanto passo a passo os guiava vencendo e para vencer.” – 3 TS., 224.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 48 5. O segundo selo - Apoc. 6:3,4. a. Um cavalo vermelho (1) Os movimentos dos cavalos “Não devemos supor, entretanto, que a ação de um cessa interiormente antes do outro começar a aparecer em cena. São consecutivos ao surgir, ao exercer maior poder, e em algumas das suas circunstâncias mais marcantes, todavia são todos, em certa medida, contemporâneos. A ação do primeiro cavaleiro é, sem dúvida, contínua; pois ele começa de conquista em conquista e termina somente quando alcançar a vitória completa no finda abertura do selos. Sua carreira portanto, continua juntamente com a dos três sucessores e através de todos os selos restantes.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 328. (2) Outro cavalo sob o controle dos poderes celestiais. “E quando abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizendo, vai! E saiu outro cavalo fogoso. E ao que estava sentado sobre ele, foi lhe dado que tirasse a paz da terra e que s matassem uns aos outros. E foi lhe dado uma grande espada curta.” Apoc. 6:3,4. R.C.H. Lenski, Interpretation of St. John’s Revelation, 223, 224. “Os primeiros quatro selos se distinguem principalmente pela parte que têm os quatro seres viventes na sua procedência, e em conexão com cada um, a aparição de um cavaleiro. Em todos eles a ação parte do céu, e procede dos poderes entronizados nas alturas. O efeito, contudo, é uniforme sobre a terra, ou naquilo que se relaciona à terra. Algumas das cenas são excessivamente desastrosas e revolucionárias. Quer parecer às vezes como se tudo estivesse caindo em total destruição. Contudo, por entre os extraordinários e assustadores abalos, levantes e comoções em Terra e céu, nosso planeta ainda continua rodando em seu lugar e reaparece após cada cena, ainda que terrível, ser ter sido despovoado de suas gerações, nem maculado na investidura própria dos elementos. Há alterações, sofrimento e um acúmulo de prodígios terríveis e destruidores; mas não há desencaminhamento da nossa orbe terrena e nenhuma interrupção na sucessão das estações, ou na continuidade das ordens de seres com os quais Deus os povoou.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I 306, 507.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 49 (3) A significação das cores no simbolismo “O uso das cores aqui como símbolo é ilustrado pelo costume de Tamerlão. Quando cercava uma cidade, içava pavilhões brancos para indicar clemência ao inimigo. Se a resistência se prolongasse por quarenta dias, trocava os pavilhões e içava vermelho prognosticando captura sanguinária. Se a resistência persistisse obstinada por outros quarenta dias substituía-os por preto: a cidade seria saqueada num massacre geral.” – W.M. Ramsay, The Letters to the Seven Churches of Asia, 58, 58. (4) Vermelho, a cor sangrenta do pecado, guerra e juízo. (a) Pecados como a escarlata - Isa. 1:18. (b) Cristo trajado de vestes vermelhas no dia da vingança - Isaías 63:2-4; Apoc. 19:13-15. (c) Guerras e juízos - II Reis 3: 22, 25. (d) O copo vermelho do juízo - Salmo 75:8. (e) Juízos de sangue sobre os ímpios - Isa. 26:21; 34:2-6; Ezeq. 16:38; 22:2; 32:6, 11; Jer. 46:10; Na. 2:3 b. Poder para tirar a paz da terra e para matar. (1) A rejeição da mensagem de justiça de Deus traz guerra e derramamento de sangue - Isa. 57:20, 21; 19:2; Jer. 16:4,5; Ageu 2:22; II Crôn. 15:5, 6; Mat. 10:34, 35; 24:6,7. “As palavras do Senhor “não vim trazer paz a terra mas sim espada’ são eminentemente aplicáveis aqui. O simbolismo do cavaleiro no cavalo vermelho pode ser tomado como denotando o cumprimento envolvido naquelas significativas palavras. ... Compreende uma idéia completa do conflito entre os poderes da terra e os do reino de Cristo na humanidade, com as destrutivas guerras que o acompanham entre as próprias nações envolvendo em grau maior ou menor aquele conflito superior e mais elevado ou qualquer coisa nele envolvido. Olhando sob a superintendente providência de Deus e todos os seus ângulos formados de acordo com os seus objetivos e misericórdia e justiça, percebemos no cavaleiro do cavalo vermelho um símbolo de um grande fato, então profecia, agora história.” – Justin A. Smith, Commentary on the Revelation, 96
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    Os Selos ea Obra do Selamento 50 c. A entrega de uma grande espada ao cavaleiro. (1) Deus usa a espada nos seus juízos contra as forças do mal - Isa. 26:21-27:2; 34:5, 6; 66:15, 16: Jer. 9:16; 11:22; 14:12-15; 25:13; 46:10; 50:35-37; Ezeq. 5:17; 6:11, 12; 21:3-5; 32:10; Mat. 10:34. “Muitos, vi eu, lisonjeavam-se de serem bons cristãos, que de Jesus não tinham nenhum simples raio de luz. ... E vi que o Senhor no céu aguçava a espada para destruí-los.” – 1 T., 190. d. A obra julgadora do segundo selo. (1) O senhor envia juízos aos homens que erram no empenho de trazê-los ao arrependimento e vigilância. Jer. 5:17-25; Isa. 26:9 (2) O Senhor freqüentemente usa nações como instrumentos para cumprir seus propósitos. (a) Assíria - Isa. 10:5-7, 15. (b) Babilônia - Jer. 25:9, 27:5-8; 44:30; 46:2, 10, 13, 25, 26; Eze. 29:19,20;32:2,11. (c) Pérsia - Isa. 44:28; 45:1,2 (3) Entre os sinais que precedem a sua segunda vinda, Jesus enumera juízos que haveriam de cair sobre a terra. Mat. 24:6,7 “Cristo no Monte das Oliveiras enumerou os terríveis juízos que precederiam a sua Segunda vinda: ‘E ouvireis de guerras e rumores de guerras’. ‘Nação se levantará contra nação, reino contra reino’.” – E.G. White , R. & H., 11/1/1887. 6. O terceiro selo Apoc. 6:5,6 a. Um cavalo preto. (1) Preto, um presságio de tragédia, desastre e morte (a) Trevas, a nona praga no Egito – Uma advertência final - Êx. 10: 21-23. “Nestas trevas misteriosas o povo e seus deuses foram de modo semelhante atingidos pelo poder que tomara a Si a causa dos escravos. Contudo, por medonho que tivesse sido, este juízo é uma prova da
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    Os Selos ea Obra do Selamento 51 compaixão de Deus e de Sua indisposição para destruir. Ele dava ao povo tempo para refletir e arrepender-se, antes de trazer sobre eles a última e mais terrível das pragas.” – PP., 272. (b) O dia do Senhor, um dia de trevas - Jer. 4:20-28; Joel 2:1-10 (c) O escurecer do céu advertências solenes - Isa. 50:1, 3 Heb. 12:18,19 (d) Dias de tragédia amarga - Jó 3:4-6. (e) Temor e terror nas faces dos homens - Naum 2:10; Jer. 8:20,21; Joel 2:6. (f) Pele preta de fome e doenças - Lam. 4:8-11; 5:10; Jó 30:30. (g) Os portões de Jerusalém em época de seca - Jer. 14:1,2. b. Os pratos da balança na mão do cavaleiro (1) Balanças, um símbolo de julgamento - Jo. 31:6; Dan. 5:27. (2) A Igreja de Laodicéia está sendo pisada por Deus “...Disse o anjo, `Deus está pesando seu povo`...” – 1 TS., 64. “Vosso orgulho, vosso amor em seguir as modas do mundo, vossa conversação fútil e vazia vosso egoísmo são postos no prato da balança, e o peso do mal é terrível contra vós” – 1 T., 189, 190. “A Igreja será pesada nas balanças do santuário. Se o seu caráter moral e a condição espiritual não corresponderem aos benefícios e às bênçãos que Deus lhe conferiu, será achada em falta. ... Se sua luz se tornou em trevas, ela está realmente em trevas.” – 5 T., 83, 84. (3) Aqueles que rejeitam a misericórdia de Deus são achados em falta durante os últimos juízos “Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: "Pesado foste na balança, e foste achado em falta." Dan. 5:27.” – VE., 101. c. Uma voz no meio das quatro criaturas viventes Apoc. 6:6 O fato desta voz se achar no meio das quatro criaturas viventes é uma indicação de que todos se acham presentes, de que esta mensagem é destinada não para um mas para todos. Embora a
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    Os Selos ea Obra do Selamento 52 mensagem esteja relatada aqui no terceiro selo é evidente que ela não se restringe àquele selo. Esta mensagem é, sem dúvida de importância especial ao surgimento do terceiro cavalo, mas tem também semelhante aplicação aos outros. (1) Uma medida de trigo, três medidas de cevada. Tradução de Knox: “Uma peça de prata, disse ela por uma quarta de trigo, uma peça de prata por três quartas de cevada”. Revised Standard Version: “Uma quarta de trigo por um dinheiro e três quartas de cevada por um dinheiro.” Tradução de Moffat: “Um shilling por uma quarta de trigo, um shilling por três quartas de cevada. Tradução de Weymouth: “O salário de um dia inteiro por uma broa de pão, o salário de um dia inteiro por três bolos de cevada.” Um dinheiro: O salário de um dia - Mat. 22:4, 9, 10. Trigo: O principal alimento do povo da Palestina. Cevada: Um alimento mais barato. “Ele era e ainda é um cereal destinado especialmente a cavalos e asnos (I Reis 4:28), a aveia é praticamente desconhecida mas era, como ainda é, num certo grau a alimentação dos pobres em certos distritos do país.” (Rute 2:17; II Reis 4:42; João 6:9,13). E.W.G. Masterman, Barley, International Standard Bible Encyclopedia. O significado desta frase tem sido discutido a muito. O fato de que o preço das três medidas de cevada é igual para uma de trigo parece estabelecer que há uma escolha a ser feita entre o trigo e a cevada. O indivíduo está com o salário do dia e está em condições de comprar seu alimento para aquele dia; ele pode se quiser, ter uma medida de trigo, ou se assim decidir, pode ter três medidas de cevada. Qual será a sua escolha, trigo ou cevada? Que escolherá a igreja e o mundo? Uma medida de alimento para gente ou três medidas de alimentos de cavalos e mulas? Não há dúvidas de que aqui se faz referência aos quatro cavaleiros e suas mensagens, – há uma escolha a ser feita entre a vitória certa do
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    Os Selos ea Obra do Selamento 53 primeiro e as experiências amargas dos outros três. Quer queira ou não todo homem tem que escolher; a decisão é para a vida ou para a morte. (2) Não danifiqueis o vinho e o azeite (a) O azeite e o vinho – o povo de Deus “À vista do preço infinito que pagou com seu resgate, como usará alguém , que professa o nome de Cristo, tratar com indiferença ao mais humilde de seus discípulos? Quão circunspetos devem ser na igreja os irmãos e irmãs, tanto nas palavras como nas ações, a fim de não prejudicar o azeite e o vinho! Com que paciência, bondade e carinho devem tratar os que foram remidos com o sangue de Cristo! Com que diligência e solicitude devem esforçar-se por reanimar os abatidos e desanimados! Com que ternura devem tratar os que se esforçam por obedecer à verdade!” – 2 TS., 258 (b) As ordens do céu – O povo de Deus não deve ser danificado. O fato de Deus dar aqui, através de Seus mensageiros, a ordem de que o azeite e o vinho, – Seu povo – não deve ser danificado, é uma indicação de que alguém está para receber sérios danos, mas que este não será Seu povo. Os ímpios serão danificados, mas não o povo de Deus. A instrução aqui é paralela àquela que foi dada aos mensageiros de Ezequiel que tinham as armas de destruição nas mãos: “Matai, velhos, mancebos e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los; mas a todo homem que tiver o sinal não chegueis.” Ezeq. 9:6 d. A obra de juízo do terceiro selo Se o vermelho é uma cor de julgamentos, então o preto é uma cor de juízos mais severos. Se o vermelho é uma cor de advertência, então o preto é uma cor de advertências muito mais solenes e duras. Uma é a advertência de perigos no futuro, a outra é uma advertência do perigo à porta. Uma é presságio de ais e tribulações, a outra é um presságio de morte. Uma quer dizer: Cautela, você está
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    Os Selos ea Obra do Selamento 54 entrando num caminho de perigo e aflição; o trilho que você está seguindo trará pedras e feridas; é um caminho avermelhado de sangue; é o caminho da espada, de lágrimas, e não de riso, de amargura, e não de gozo. Foi este o caminho de Adão quando pela primeira vez deixou os caminhos da inocência e beleza no Éden e deparou com espinhos e cardos, o sangue de seu filho Abel e um querubim celestial com espada inflamada. Foi o caminho de Balaão quando se desviou na esperança de fama e fortuna e deparou com o anjo do Senhor com espada desembainhada. Tal é então a mensagem do vermelho. Mas o preto é uma cor muito mais sombria e grave. Ainda não é a morte, mas está bem próximo dela. Ele significa: Cuidado, você não tem tempo a perder, você foi longe no caminho do perigo e dos ais, e agora está face a face com o fim. Pare e pare já, ou pagará o preço final da morte. O preto era a cor com a qual Tamerlão advertia os inimigos de que a sua última hora de esperança estava para se encerrar, de que os pavilhões brancos da misericórdia já estavam longe no passado, de que os pavilhões vermelhos de sangue estavam, já no passado, de que a hora presente era uma hora de trevas fortes e densas, tendo adiante somente o aniquilamento. O preto foi a cor com a qual Deus vestia o céu e a terra no Egito num último juízo de advertência pouco antes do anjo da morte sair e ferir os primogênitos na terra de faraó. E o preto hoje é uma mensagem com a qual Deus ainda adverte o mundo de que a última hora está para se esgotar e de que o próximo movimento do relógio trará o cavaleiro amarelo da morte e o fim de tudo. Tal qual é a mensagem de Deus a um mundo não arrependido e pecaminoso através do preto. Ao tempo do cavaleiro preto, nenhuma outra mensagem poderia ser mais oportuna do que a solene advertência do juízo vindouro, nenhuma outra cena poderia ser mais apropriada do que a da balança de Deus em que se pesará em breve a alma perversa, e que,
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    Os Selos ea Obra do Selamento 55 se não se arrepender, será achada em falta. Na hora em que o anjo da morte está para destruir os rebeldes e não arrependidos, que mais pode Deus fazer, depois de ter mandado o cavaleiro vermelho, senão mandar o cavaleiro preto – dar ao homem toda a evidência possível de sua condenação vindoura, colocar diante dele nos mais vívidos tons a sombria escuridão de sua condição sem Deus e sem esperança, fazendo com que pese mais cuidadosamente a terribilidade da perdição que está para enfrentar, e trazer-lhe, embora por meios dolorosos, uma sensação da terrível condição em que se meteu por seus caminhos pecaminosos. A mensagem que o cavaleiro do cavalo preto tem de levar ao mundo pecaminoso não é uma mensagem agradável, mas é uma mensagem necessária. “Jesus veio ao nosso mundo para disputar a autoridade de Satanás... Mas os homens têm falhado em cooperar com Jesus em sua missão divina, e se puseram sob a bandeira negra do príncipe das trevas... O campo de batalha em que as potestades da luz e das trevas estão em controvérsia sobre as almas humanas pelas quais Cristo morreu, é esta terra.” – E.G. White, R & H., 8-5-1894. “Com exatidão infalível, Aquele ser infinito conserva um acerto de contas com as nações. Enquanto sua misericórdia é seguida de apelos ao arrependimento, esta conta permanecerá em aberto; mas quando atingir um certo limite prefixado por Deus, começa o ministério da Sua ira. A conta é encerrada. A paciência divina se esgota. Não há mais intercessão por misericórdia a seu favor. “A crise se aproxima rapidamente. Os sinais que se avolumam salientemente mostram que o tempo das visitações de Deus está próximo. Conquanto relutante para punir, não obstante punirá, e presto o fará. “Já o poder refreador do Espírito de Deus está sendo retirado da terra. Furacões, tormentas, tempestades, fogo e enchentes, desastres em terra e mar, seguem um ao outro em rápida sucessão... Os homens são incapazes de discernir os anjos sentinelas que seguram os quatro ventos a fim de que não soprem até que os servos de Deus estejam selados; mas quando Deus ordenar aos anjos que soltem os ventos, haverá uma cena tal da sua ira vingadora, que pena alguma pode descrever. ...
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    Os Selos ea Obra do Selamento 56 “Nas visões dadas a Isaías, a Ezequiel e a João, vemos quão intimamente o céu está ligado com os acontecimentos que ocorrem sobre a terra. ... O programa dos eventos futuros está nas mãos do Senhor. ... “Se as advertências dadas por Deus são negligenciadas ou tratadas com indiferença, se vos permitirdes acalentar o pecado, estais selando o destino de vossas almas; sereis pesados na balança e achados em falta. ...Enquanto ainda a misericórdia permanece, enquanto ainda Jesus intercede por nós, façamos uma obra completa para a eternidade.” – E.G. White, R. & H., 11-1-1887 7. O Quarto selo Apoc. 6:7,8 a. Um cavalo pálido Tradução de Moffat: “Olhei, e havia lá um cavalo lívido.” N.T. em inglês Básico: “Vi um cavalo cinzento.” Tradução Americana: “Vi um cavalo cor de cinza.” O quarto cavalo era um cavalo cadavérico e cinzento, a cor da cinza e a cor da morte. Era a palidez espantosa de um homem abatido ao máximo de terror e desgraça, a palidez que cobrirá os rostos dos homens por ocasião do terrível dia do Senhor (Jer. 30:6). b. O cavaleiro – morte (1) Morte, o salário do pecado - Rom. 6:25; Gên. 2:17; Tiago 1:15. (2) Aniquilamento e destruição total – a sorte do ímpios - Sal. 37:9, 10, 20, 38. (3) Quando a divina providência atinge os limites, Deus em fúria destrói os impenitentes - Ezeq. 9:5-6; Jer. 25:31-33; Isa. 1:24,28; 28:18, 21,22; 34:2-3,8; 66:15-16 c. O companheiro - Hades Tradução de Weymouth: “E o hades vinha junto dele.” Tradução de Knox: “E o inferno seguia seu reino enfreado.” Twentieth Century New Testament: “E o senhor do lugar da morte estava montado atrás dele.”
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    Os Selos ea Obra do Selamento 57 d. Poder para matar - Apoc. 6:8 ; Ezeq. 14:21, 9:6 Tradução de Knox: “Foi-lhe permitido exercer sua vontade nos quatro quadrantes da terra, matar os homens pela espada, pela fome, por pragas e por meio de animais selvagens que vagueiam pela terra.” Revised Standard Version: “Para matar com a espada e com fome e com pestilência e por meio dos animais selvagens da terra.” Tradução de Moffat: “Para matar os homens com espada e fome e praga e por animais selvagens da terra.” Tradução de Weymouth: “Para matar com espada ou com fome ou pestilência ou por meios que são de animais selvagens da terra.” Este quadro aqui é um dos juízos de Deus. O paralelo com Ezeq. 14:21 é claro: “...eu envio os meus quatro juízos severos, a espada, e a fome, e o animal feroz, e a peste, contra Jerusalém, para separar dela homens e animais.” Isto é morte através dos juízos de Deus, morte por ordem de Deus, morte aos que rejeitam a graça de Deus. Isto é morte aos ímpios, morte em que foi dada ordem explícita de que os justos não deveriam ser danificados: “Matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres até exterminá-los; mas a todo o homem que tiver o sinal não vos chegueis.” Ezeq. 9:6 “...e não danifiqueis o azeite e o vinho.” Apoc. 6:6. Esta morte é a sentença que pelo decreto divino sobrevém a todos aqueles que são afinal impenitentes, a sentença que sobreveio a Jerusalém antiga, e tem sido mandada aos homens e nações através dos anos, ao encher-se o copo de sua iniqüidade, ao serem pesados na balança e achados em falta, e que sobrevirá a todo o mundo justamente antes de Cristo voltar para reinar. A Ezequiel e a João foram dados quadros paralelos destas cenas solenes.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 58 “ ‘E aos outros disse, ouvindo eu: Passai pela cidade após ele, e feri: não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais.’... “Há porém, limites até para a longanimidade de Deus, e muitos estão ultrapassando tais limites. Sobrepujaram os limites da graça, e portanto Deus deve intervir e reivindicar sua honra. “Disse o Senhor acerca dos amorreus: - ‘E a quarta geração tornará para cá; porque a medida da injustiça dos amorreus não está ainda cheia.’ Posto que esta nação se salientasse por sua idolatria e corrupção, não havia contudo enchido a taça de sua iniqüidade, e Deus não queria dar a ordem para sua destruição completa. O povo deveria ver o poder divino manifestado de maneira assinalada, para que ficasse sem desculpa. O compassivo Salvador desejava suportar-lhes a iniqüidade até a quarta geração. Então, se não visse mudança para melhor, seus juízos cairiam sobre eles. “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. Já algumas gotas da ira de Deus caíram sobre a terra; quando, porém, as sete últimas pragas forem derramadas sem mistura no cálice de sua indignação, então para sempre será demasiado tarde para arrependimento.” – 2 TS., 62, 63, 67 “Vi então que Jesus não abandonaria o lugar santíssimo sem que cada caso fosse decidido, ou para a salvação ou para a destruição; e que a ira de Deus não poderia manifestar-se sem que Jesus concluísse Sua obra no lugar santíssimo, depusesse Seus atavios sacerdotais, e Se vestisse com vestes de vingança. Então Jesus sairá de entre o Pai e os homens, e Deus não mais silenciará, mas derramará Sua ira sobre aqueles que rejeitaram Sua verdade. ... “Foi-me mostrada então uma multidão que ululava em agonia. Em suas vestes estava escrito em grandes letras: "Pesado foste na balança e foste achado em falta." Dan. 5:27.” – PE., 36, 37. “A descrição do dia de Deus nos é dada através de João o revelador. Lamentos de miríades de aterrorizados caíram nos ouvidos de João. Porque é vindo o grande dia da sua ira; e quem poderá subsistir? Até o apóstolo estava atemorizado e oprimido. ... “Aqueles que vencem o mundo, a carne e o diabo, serão os favorecidos que receberão o selo do Deus vivo. Aqueles cujas mãos não são limpas, cujos corações não estão puros, não terão o selo do Deus vivo. ...
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    Os Selos ea Obra do Selamento 59 “Este selamento dos servos de Deus é o mesmo que foi mostrado a Ezequiel em visão, João também foi testemunha desta mais assustadora revelação. ... Pragas, pestilência, fome e morte foram-lhe mostradas executando sua terrível missão. “O mesmo anjo que visitou Sodoma está fazendo soar a nota de advertência, escapa por tua vida. ... “Os membros da igreja cristã serão pesados individualmente, e se o seu caráter moral e o seu estado espiritual não corresponderem aos benefícios e às bênçãos que lhes foram conferidos, serão achados em falta.” – TM., 444-446, 450. “Já os juízos de Deus estão espalhados na terra, como se vê nas tempestades, nos terremotos, nos perigos em terra e mar. O grande EU SOU está falando àqueles que lhe anulam a lei. Quando a ira de Deus se derramar sobre a terra, quem estará então em condições de subsistir? ... “O Senhor comissiona seus mensageiros, os homens que têm as armas destruidoras nas mãos: Passai pela cidade após ele, e feri; não poupe o vosso olho, nem vos compadeçais. ... “Cristo no monte das Oliveiras enumerou os espantosos juízos que precederiam sua segunda vinda: E ouvireis de guerras e rumores de guerra, se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes, pestes e terremotos em vários lugares. Mas todas estas coisas são o princípio de dores. Embora estas profecias tivessem um cumprimento parcial na destruição de Jerusalém, tem uma aplicação muito mais direta aos últimos dias. “João foi também testemunha das terríveis cenas que ocorrerão como sinais da vinda de Cristo. ... Viu abertas as taças da ira de Deus, e pestilências, fome e morte vindas sobre os habitantes da Terra.” – E.G. White, R & H, 11-1-1887. Deve-se notar que os primeiros quatro selos estão ligados à aparição dos quatro cavaleiros, os mensageiros de Deus. Com o surgimento destes cavaleiros, os destinos dos homens estão sendo selados, para o bem ou para a condenação. A questão é de vida ou de morte, de vitória ou derrota. As contas estão sendo encerradas nos livros do céu. Mas a obra destes quatro cavaleiros não terminará até que o tempo tenha decorrido. A paciência e a longanimidade de Deus vão além da compreensão
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    Os Selos ea Obra do Selamento 60 humana, além do entendimento e freqüentemente além dos desejos humanos. O próprio Cristo Se manifesta em todo o mundo, e continuará a fazê-lo até o fim, através de todos os Seus atributos, tanto como Salvador e Juiz. Ele está fazendo tudo o que é possível fazer em Seu poder infinito, a fim de levar os homens à salvação; mas se os homens não se querem salvar, então Sua obra será condenar. Nestes últimos dias podemos comparar a obra destes três cavaleiros com as três mensagens dos anjos de Apoc. 14:6-12. Em primeiro lugar vem a apresentação da mensagem do glorioso evangelho que continuará vitorioso até o fim. Segue-lhe uma mensagem de advertência quanto à Babilônia caída, a qual se fez necessária por causa da rejeição da mensagem do primeiro anjo. Vem, então, a terceira, a última e solene mensagem de advertência aos homens – a mensagem de ‘o vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da Sua ira.’ Ap. 14:10. À rejeição desta última mensagem seguir-se-á o surgimento do anjo da morte. Este quarto mensageiro não mais traz uma mensagem de salvação. A sua obra é uma obra de condenação que ocorrerá quando a última advertência tiver sido rejeitada. “O dia da vingança de Deus está precisamente diante de nós. ... “Nossa maneira de proceder determinará se receberemos o selo do Deus vivo, ou seremos abatidos pelas armas destruidoras. Já algumas gotas da ira de Deus caíram sobre a Terra; quando, porém, as sete últimas pragas forem derramadas sem mistura no cálice de Sua indignação, então para sempre será demasiado tarde para o arrependimento.” – 2 TS., 67. “O Salvador é apresentado perante João sob os símbolos do "Leão da tribo de Judá", e de um "Cordeiro, como havendo sido morto". Apoc. 5:5 e 6. Esses símbolos representam a união do onipotente poder e do amor que se sacrifica. O Leão de Judá, tão terrível para os que rejeitam Sua graça, será o Cordeiro de Deus para os obedientes e fiéis. A coluna de fogo que fala de terrores e indignação para o transgressor da lei de Deus, é um sinal de luz, misericórdia e livramento para os que guardaram os Seus mandamentos. O braço forte que aniquila o rebelde será forte para libertar os fiéis.” – AA., 589. Deus trabalha constantemente no mundo e continuará a fazê-lo até o fim, até que em Sua boa presciência vir que chegou a hora de desenrolar
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    Os Selos ea Obra do Selamento 61 o rolo. A cronologia do céu teve um arranjo perfeito e o relógio de Deus conserva-se marcando o tempo perfeitamente. 8. O Quinto Selo - Apoc. 6:9-11. a. Almas de mártires sob o altar - v. 9. “Este quinto selo é um quadro do martírio de perseguição. ... “Sob este selo não há vozes de comando do céu, e mensageiro nenhum é enviado do trono; indicando por esta razão que as sanguinolentas perseguições aos servos de Deus vieram de baixo – não de cima. ... O Ser vivente não diz, vai! Pois eles, nem direta nem indiretamente, estão incumbidos de trazer sofrimentos aos servos de Deus por causa de sua fidelidade à verdade. Nenhuns cavalos se precipitam na cena, pois nenhuns poderes divinos são empregados no martírio dos santos.” – J.A. Seiss, The Apocalypse, VI, 349, 350. (1) Sob o altar “Como o sangue das vítimas sacrificais do altar era derramado nas bases do altar, também as almas daqueles que foram sacrificados pelo testemunho de Jesus são simbolicamente representadas como ‘sob o altar’.” – A.R. Fausset, A Commentary, Critical, Experimental, and Practical, v. VI, 678. (2) Almas dos que foram mortos (a) Por causa da Palavra de Deus (b) Por causa do testemunho de Jesus b. Clamam por vingança - Apoc. 6:10. (1) O clamor de sangue por vingança - Gên. 4:10. (2) Tempos em que o clamor ‘até quando’ surgiu: (a) Desde o tempo de Abel, por todos os mártires. “O clamor dos fiéis perseguidos se elevará até o céu. E como o sangue de Abel clamou a Deus desde o pó, assim haverá também vozes clamando desde a sepultura dos mártires, das profundezas do oceano, das cavernas dos montes e das masmorras dos conventos: ‘Até quando, ó Dominador, e
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    Os Selos ea Obra do Selamento 62 Santo verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra’ “ – 5 T., 451. (b) Nos dias de Davi - Sal. 6:1-4; 13:1-4; 35:17; 74:9, 10; 89:46; 94:1-6. (c) Nos últimos dias de Judá - Hab. 1:2. (d) No cativeiros babilônico - Zac. 1:12. (e) No tempo de Cristo “Chegará uma crise no domínio de Deus. A Terra enchera-se de transgressão. As vozes daqueles que tinham sido odiados e sacrificados pela inveja humana clamavam por retribuição debaixo do altar. Todo o céu estava preparado para, mediante a palavra de Deus, agirem em favor dos eleitos. A uma palavra Sua, as tochas do céu teriam caído sobre a Terra, enchendo-a de chamas de fogo. Tivesse Deus ao menos falado, e teria havido relâmpagos, e travões, e terremotos e destruição. ... Os anjos esperavam por Deus para punir os habitantes da Terra. Mas ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aqueles que nEle crê, não pereça, mas tenha a vida eterna.’ “ – E.G. White, R & H, 17-7-1900. (f) Na Idade Escura Entre os papéis de Leonard Schoener, decapitado em Rottenberg, em 14-1-1528, Bavária, foi encontrada a oração seguinte: “Estamos espalhados como ovelhas que não têm pastor. Temos sido compelidos a abandonar nossa casa e nosso lar. Somos como corvos noturnos, que habitam nas rochas. Nossos aposentos são em buracos e rochedos. ... Ó Senhor, até quando estarás silente? Chegue isto diante do Teu trono, quão precioso é aos Teus olhos o sangue dos santos.” Milton, quando Primeiro Ministro de Cromwell: Vinga, ó Senhor, Teus santos mortos cujos ossos Estão jogados nas montanhas frias dos Alpes; Mesmo aqueles que conservam Tua verdade tão pura como antigamente, Ao adorarem nossos pais troncos e pedras, Não esqueças: relate os gemidos em Teu livro
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    Os Selos ea Obra do Selamento 63 Daquelas Tuas ovelhas, em seu antigo rebanho Estraçalhadas pelos sicários Piemonteses que rolavam Mães com seus filhos rochas abaixo, seus gemidos Os vales redobravam nas colinas, e eles ao céu Seu sangue martirizado e suas cinzas mostravam Por todos os campos da Itália, onde ainda luta O tríplice tirano; que destes se desenvolvam Uma centena, os quais, tendo aprendido Teu caminho, Possam logo fazer fugir a maldição babilônica. (g) Na última crise “Quando a provocação à lei de Deus for quase universal, quando Seu povo for esmagado em aflição pelos seus compatriotas, Deus Se interporá. Então se ouvirá a voz das sepulturas dos mártires, representadas pelas almas que João viu mortas pela palavra de Deus, e pelo testemunho de Jesus Cristo.” – E.G. White, R & H., 21-12-1897. “Ao se abrir o quinto selo, João o Revelador viu em visão debaixo do altar a multidão que fora morta pela palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo. Depois disto veio a cena descrita em Apoc. 18, em que aqueles que são fiéis e verdadeiros são chamados a sair de Babilônia.” – E.G. White, Manuscrito 39, 1906. “Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça está a ponto de dobrar as asas e partir desta Terra para não mais tornar. O povo de Deus entrará então num período de aflição e angústia que o profeta designa ‘o tempo da angústia em Jacó’. O clamor dos fiéis perseguidos se elevará até ao Céu. E como o sangue de Abel clamou a Deus desde o pó, assim haverá também vozes clamando desde a sepultura dos mártires, das profundezas do oceano, das cavernas dos montes e das masmorras dos conventos: ‘Até quando, ó Dominador, e santo verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a Terra?’
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    Os Selos ea Obra do Selamento 64 “O Senhor está fazendo Sua obra. Todo o Céu está em atividade. O Juiz de toda a Terra Se levantará em breve para vindicar Sua autoridade insultada.” – 2 TS., 151. c. A resposta de Deus - Apoc. 6:11 (1) São-lhes conferidas vestes brancas “De cortiços, de pobres choças, de prisões, de cadafalsos, das montanhas e desertos, das cavernas da Terra e dos abismos do mar, Cristo recolherá Seus filhos. Na Terra tinham sido destituídos, afligidos e atormentados. Milhões baixaram ao túmulo carregados de infâmia, porque recusaram render-se às enganosas pretensões de Satanás. Por tribunais humanos os filhos de Deus foram condenados como os mais vis criminosos. Mas próximo está o dia em que ‘Deus mesmo é o juiz’. Sal. 50:6. Então as sentenças dadas na Terra serão invertidas. Então ‘tirará o opróbrio do Seu povo de toda a Terra’. Isa. 25:8. Vestes brancas dar-se-ão a todos eles. Apoc. 6:11. ‘E chamar-lhes-ão povo santo, os remidos do Senhor.’ Isa. 62:12. Qualquer que tenha sido a cruz que suportaram, quaisquer as perdas sofridas, qualquer a perseguição que padeceram, mesmo a perda da vida temporal, os filhos de Deus serão amplamente recompensados.” – PJ., pp. 179, 180. (2) Um período de descanso Ao decorrer o tempo, pelo aumentar a iniqüidade, ao os servos de Deus serem perseguidos e buscados em terra e mar, atinge-se um período em que parece aos filhos de Deus ter chegado a hora da vingança em que Deus deve intervir para pôr fim ao pecado e à opressão, trazer a paz e a justiça eternas. Mas Deus em Sua infinita sabedoria compreende o que é melhor, e pede aos Seus santos que esperem um pouco mais até que chegue o tempo, o tempo de Deus e dos ímpios. O tempo e a obra está nas mãos de Deus. O relógio de Deus marca o tempo com exatidão, e no seu tempo o livro do destino fatal será desselado.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 65 9. O Sexto Selo - Apoc. 6:12-17 a. Sinais no céu e na Terra (1) No passado (a) Um grande terremoto - Apoc. 6:12; ver Mat. 24:7; Luc. 21:11. 1) O terremoto de Lisboa, 1 de novembro de 1755. “O profeta do Apocalipse assim descreve o primeiro dos sinais que precedem o segundo advento: ‘Houve um grande tremor de terra; e o Sol tornou-se negro como saco de cilício, e a Lua tornou-se como sangue.’ Apoc. 6:12. “Estes sinais foram testemunhados antes do início do século XIX. Em cumprimento desta profecia ocorreu no ano 1755 o mais terrível terremoto que já se registrou. Posto que geralmente conhecido por terremoto de Lisboa, estendeu-se pela maior parte da Europa, África e América do Norte. Foi sentido na Groenlândia, nas Índias Ocidentais, na Ilha da Madeira, na Noruega e Suécia, Grã-Bretanha e Irlanda. Abrangeu uma extensão de mais de dez milhões de quilômetros quadrados.” – GC., 304. (b) O escurecimento do sol - Apoc. 6:12; Mat. 24:29; Luc. 21:25. 1) Quase, se não totalmente singular, nas diversas ordens dos acontecimentos da natureza durante o último século, está o Dia Escuro de 19-5-1780, como o mais misterioso e até agora inexplicável fenômeno de seu tipo, – o mais inconcebível escurecimento de todo o céu visível e da atmosfera da Nova Inglaterra. ... Milhares de pessoas daquele dia ficaram inteiramente convencidos de que chegara o fim de todas as coisas terrestres; muitos abandonaram, por algum tempo, suas atividades seculares e entregaram-se ao devotamento religioso; enquanto muitos outros atribuíam à escuridão ser não somente o toque da ira de Deus contra as várias abominações e iniqüidades daquele tempo, mas também
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    Os Selos ea Obra do Selamento 66 um sinal de alguma destruição futura.” – R.M. Devens, The Great Events of Past Century, p. 40 (c) A queda das estrelas Apoc. 6:13; Mat. 24:29 1) A grande chuva meteórica, 13-11-1833 “Sabe-se da ocorrência de extensas e magnificentes chuvas de estrelas cadentes em vários lugares nos tempos modernos; mas a mais maravilhosa e universal de que se tem relato é a de 13-11-1833, o firmamento todo, através de todo os Estados Unidos, estava então, por horas, em violenta comoção! Nenhum outro fenômeno celeste jamais ocorreu neste país, desde a sua colonização, que tenha sido olhado com tanta admiração por uma classe da comunidade ou com tanto medo e alarme por outros. ... Durante as três horas de sua duração, cria-se que o dia do juízo tardaria somente até o nascer do sol. ... de pronto se realizaram reuniões de oração em muitos lugares.” – R.M. Devens, The Great Events of Our Past Century, 214, 215. “Durante as três horas de sua duração centenas e milhares de pessoas, de todas as classes, foram atiradas à maior consternação, e tomados pela crença de que as cenas descritas neste texto estavam agora transparecendo na realidade.” J.A. Seiss, The Apocalypse, vol. I, 387 (2) No Futuro (a) O céu desaparece como um rolo - Apoc. 6:14; Isa. 34:4; 3:13; Heb. 12:26; Joel 3:16; II Ped. 3:10; Mat. 24:29; Luc. 21:26 “As potestades do céu serão abaladas com a voz de Deus. Então o Sol, a Lua e as estrelas se moverão em seus lugares. Não passarão, mas serão abalados pela voz de Deus. “Nuvens negras e densas subiam e chocavam-se entre si. A atmosfera abriu-se e recuou” – VE., 111. “Foi à meia-noite que Deus preferiu livrar o Seu povo. Estando os ímpios a fazer zombarias em redor deles, subitamente apareceu o Sol, resplandecendo em sua força e a Lua ficou imóvel. ... Sinais e maravilhas seguiam-se em rápida sucessão. Tudo parecia desviado de seu curso natural. ... “O céu abria-se e fechava-se, e estava em comoção.” – PE., 285.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 67 (b) Montes e ilhas movidas dos seus lugares - Apoc. 6:14; 16:20; Jer. 4:24; Ezeq. 38:20; Sal. 46:2, 3; Isa. 24:1, 19, 20 “As montanhas agitam-se como a cana ao vento, e rochas irregulares são espalhadas por todos os lados. Há um estrondo como de uma tempestade a sobrevir. O mar é açoitado com fúria. Ouve-se o sibilar do furacão, semelhante à voz de demônios na missão de destruir. A Terra inteira se levanta, dilatando-se como as ondas do mar. Sua superfície está a quebrar-se. Seu próprio fundamento parece ceder. Cadeias de montanhas estão a revolver-se. Desaparecem ilhas habitadas. Os portos marítimos que, pela iniqüidade, se tornaram como Sodoma, são tragados pelas águas enfurecidas.” – GC., 637. b. A ira de Deus sobre os ímpios - Apoc. 6:15-17 (1) Grandes homens escondem-se nas rochas e montanhas - Apoc. 6:15; Isa. 2:19-21. (2) Clamam para ser escondidos da ira do Cordeiro - Apoc. 6:16; Osé. 10:8; Luc. 23:30; Mat. 24:30; Sof. 1:14-18. (3) É vindo o grande dia da ira de Deus - Apoc. 6:17; 16:19; Isa. 13:11, 13; Ezeq. 38:19, 22 c. Quem está capacitado para suster-se? Apoc 6:17. d. A obra do selamento e a recompensa dos selados - Apoc. 7 (1) A relação de Apocalipse sete com o sexto selo. Os capítulos desta seção do Apocalipse tratam do destino do mundo, a fixação dos destinos dos justos e dos ímpios. O sexto selo retrata os acontecimentos finais que ocorrerão exatamente antes do segundo advento de Jesus. Apoc. 6:15-17 mostra a fatalidade terrível dos ímpios no grande dia da ira de Deus, exatamente antes de Jesus voltar para reinar. Em Apocalipse 7 se nos mostra por contrasta a sorte dos justos – o selamento dos justos remanescentes em que são fixados seus destinos para sempre, e a retenção dos ventos para permitir que seja completada esta obra final. Os acontecimentos são paralelos aos apresentados na última parte do Apocalipse 6, sob o sexto selo. O sétimo capítulo de Apocalipse finaliza com uma pré-
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    Os Selos ea Obra do Selamento 68 contemplação ao estarem diante do trono de Deus, louvando-O e regozijando-se em sua salvação. (2) A retenção dos ventos - Apoc. 7:1-3 (a) Os anjos - mensageiros de Deus - Mat. 13:41; II Reis 19:35; Gên. 19:1-13. (b) A natureza dos ventos 1) Lutas por supremacia entre nações - PE., 36-38, VE., 99-101 “Estamos na iminência de importantes e solenes acontecimentos. ... Ainda os quatro cantos da terra estão sendo retidos até que os servos de Deus estejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar suas forças para a última grande batalha. “Satanás está atarefado em empregar planos para o último e tremendo conflito em que todos hão de definir sua atitude. ... O sinal da besta é exatamente o que tem sido proclamado. Nem tudo o que se refere a esse assunto é compreendido; nem compreendido será até que tenha sido completamente aberto o rolo do livro. ... “O Senhor do céu não enviará Seus juízos destinados a punir a desobediência e transgressão até que Seus atalaias tenham proclamado Suas advertências. ... “Enquanto os anjos seguram os quatro ventos, cumpre-nos trabalhar com todas as nossas forças.” – 2 TS., 369, 374. “...Mas, conquanto nação se esteja levantando contra nação e reino contra reino, não se desencadeou ainda um conflito geral. Ainda os quatro ventos sobre os quatro cantos da terra estão sendo retidos até que os servos de Deus sejam assinalados na testa. Então as potências do mundo hão de mobilizar suas forças para a última grande batalha.” – Idem, 369 “ ...quando Deus mandar que Seus anjos soltem os ventos, haverá uma cena tal de luta que pena nenhuma poderá descrever.” – 3 TS., 15. 2) Elementos da natureza - 6 T., 408 “João vê os elementos da natureza - terremotos, tempestades e lutas políticas - representados como sendo retidos pelos quatro anjos.” – TM., 444
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    Os Selos ea Obra do Selamento 69 3) Legislação dominical e acontecimentos seqüentes “Tempo virá em que de modo algum poderemos vender. Logo sairá o decreto proibindo os homens de comprar ou vender a qualquer pessoa senão os que tenham o sinal da besta.” – 2 TS., 44. “Chegamos a um tempo em que isto quase se realizou na Califórnia há pouco tempo atrás; mas isto foi somente uma ameaça do desencadeamento dos quatro ventos. Eles ainda são retidos pelos quatro anjos. Ainda não estamos inteiramente prontos. Ainda há uma obra por fazer, e então será ordenado aos anjos soltá-los, para que possam soprar sobre a terra. Aquele será um tempo decisivo para os filhos de Deus – um tempo de tribulação tal como nunca houve desde que houve nação.” – 5 T., 152 (c) A retenção dos ventos em 1848 1) A crise política da Europa em 1848 2) A visão de E. G. White, 18 de novembro de 1848 “Os anjos estão segurando os quatro ventos. É Deus que mantém as potestades em sujeição. Os anjos não os soltaram por não estarem ainda selados todos os santos. Ao levantar Miguel esta tribulação já estará por toda a terra, pois eles estão já prontos para assoprar. Há um impedimento por não estarem selados os santos. Sim, publica as coisas que tens visto e ouvido, e as bênçãos de Deus estarão contigo.” Palavras ditas em visão pela Sra. White a J.N. Loughborough, The Great Second Advent Movement, 274. (d) O outro anjo do oriente – Apoc. 7:2 1) O mais poderoso e elevado anjo do céu: TM., 444, 445 2) Tem uma ordem de Jesus: VE., 101 (e) A terra não deve ser danificada até que a obra do selamento esteja terminada. (f) Acontecimentos que ocorrerão quando for permitido aos ventos soprar. 1) Tempo de tribulação - 5 T., 152 2) Sete últimas pragas - VE., 99, 100 (g) Deveres do povo de Deus 1) Orar para que os ventos sejam retidos: 6 T. 61; 2 TS., 324 2) Proclamar a mensagem - 7 T., 220
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    Os Selos ea Obra do Selamento 70 (h) O significado da retenção dos ventos O fato de que os anjos de Deus estão no controle das forças básicas deste mundo deve servir de grande encorajamento aos filhos de Deus. A condenação virá, mas não enquanto Deus em Sua infinita sabedoria não achar que o tempo chegou à plenitude. Mais uma vez nos é trazida a lição, através da obra dos quatro anjos, de que é o relógio de Deus que marca o tempo neste mundo. (3) O selamento dos servos de Deus - Apoc. 7: 3-8; Ezeq. 9 “Este selamento dos servos de Deus é o mesmo que foi mostrado em visão a Ezequiel. João também foi testemunha desta mais espantosa revelação.” – TM., 445 (a) Selados na testa - Apoc. 7:3; Ezeq. 9:4; Jer. 31:33 1) O nome do Pai escrito em suas testas - Apoc. 14:1; TM., 446; VE., 58; PE., 15. 2) A lei de Deus escrita na mente, testa e coração - PE., 58 3) Aqueles aos quais será conferida a imortalidade - TM., 445. (b) Selados pelo Espírito Santo - Ef. 4:30; 1:13, 14; AA., 30 “... Os que receberam o puro sinal da verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que suspiram e gemem por todas as abominações que se cometem ‘na igreja’”. – 1 TS., 336 (c) A obra do terceiro anjo “Disse o anjo: ‘O terceiro anjo está unindo-os, ou selando-os em grupos para o celeiro celestial.’ ” – PE., 88-89. “Quem está anunciando a mensagem do terceiro anjo chamando o mundo à preparação para o grande dia de Deus? A mensagem que apresentamos tem o selo do Deus vivo.” – CPPE., 414
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    Os Selos ea Obra do Selamento 71 (d) O caráter daqueles que são selados - Apoc. 14:5 1) Precisam refletir completamente a imagem de Jesus. VE., 112. 2) Sem mancha diante de Deus – candidatos para o céu. 2TS., 71 3) Provam-se leais aos preceitos divinos. GC., 613. 4) Recebem o modelo divino. 2 TS., 71. 5) Manifestam em si o caráter do amor de Deus. CBV., 28. 6) Uma visão clara da excessiva malignidade do pecado. 1 TS., 336. 7) Têm o espírito de trabalho do Senhor. Idem, 335. 8) Esperam firmemente a aparição de Jesus. TM., 445 (e) Os que não serão selados 1) Aqueles cujas mentes estão cheias de pensamentos mundanos. PE., 58. 2) Aqueles que não se afligem por seu declínio espiritual. 2TS.., 66. 3) Aqueles cujas mãos e corações não são puros. TM., 445, 446. 4) Nem todos os que professam guardar o sábado “Nem todos os que professam guardar o sábado serão selados. Muitos há, mesmo entre os que ensinam a verdade a outros, que não receberão na testa o selo de Deus. Tinham a luz de verdade, souberam a vontade do Mestre, compreenderam todos os pontos de nossa fé, mas não tiveram as obras correspondentes. ... “Nenhum de nós jamais receberá o selo de Deus, enquanto o caráter tiver uma nódoa ou mácula sequer. ... “...O selo de Deus jamais será colocado à testa de um homem ou mulher impuros. Jamais será colocado à testa de um homem ou mulher cobiçosos ou amantes do mundo . Jamais será colocado à testa de homens ou mulheres de língua falsa ou coração enganoso." – 2 TS., 68-71.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 72 (f) O sábado e a obra de selamento 1) O sábado, um sinal de lealdade do homem para com Deus. Ezeq. 20:12, 20; Êx. 31:13 “...Todos os que guardam o sétimo dia, dão a entender por este ato que são adoradores de Jeová. Assim, é o sábado o sinal de submissão a Deus por parte do homem, enquanto houver alguém na Terra para O servir." – PP., 307. "Os adoradores de Deus serão distinguidos especialmente pelo respeito em que têm ao quarto mandamento, visto ser esse o sinal do poder criador de Deus e a testemunha do Seu direito de reclamar a reverência e a homenagem do homem.” – 3 TS., 285. "O sinal, ou selo de Deus é revelado na observância do sábado, o sétimo dia - o memorial divino da criação." – Idem, 232. 2) O selo da lei de Deus no mandamento do sábado. GC., 452. “...O quarto mandamento é o único de todos os dez em que se encontra tanto o nome como o título do Legislador. É o único que mostra pela autoridade de quem é dada a lei. Assim contém o selo de Deus, afixado à Sua lei, como prova da autenticidade e vigência da mesma.” – PP. 331. 3) Uma prova especial na questão do sábado nos últimos dias. 1 TS., 79; CS., 451-460. "A marca da besta é o oposto disso, – a observância do primeiro dia da semana. Essa marca distingue os que reconhecem a supremacia da autoridade papal,. os que aceitam a autoridade de Deus." – 2 TS., 232. "Os ímpios serão distinguidos pelos seus esforços para demolir o monumento comemorativo do Criador e exaltar a instituição de Roma. Na, conclusão do conflito toda a cristandade ficará dividida em dois grandes grupos; os que guardam, os mandamentos de Deus e a fé de Jesus e os que adoram a besta e a sua imagem e recebem o seu sinal." – Idem., 285. "O sábado será a pedra de toque da lealdade; pois é o ponto da verdade especialmente controvertido. Quando sobrevier aos homens a prova final, traçar-se-á a linha divisória entre os que servem a Deus e os que não O servem. Ao passo que a observância do sábado espúrio em conformidade com a lei do Estado, contrária ao quarto mandamento, será uma declaração de fidelidade ao poder que se acha em oposição a Deus, é a guarda do
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    Os Selos ea Obra do Selamento 73 verdadeiro sábado, em obediência à lei divina, uma prova de lealdade para com o Criador. Ao passo que uma classe, aceitando o sinal de submissão aos poderes terrestres, recebe o sinal da besta, a outra, preferindo o sinal da obediência à autoridade divina, recebe o selo de Deus.” – GC., 605. “...Ao rejeitarem os homens a instituição que Deus declarou ser o sinal de Sua autoridade, e honrarem em seu lugar a que Roma escolheu como sinal de sua supremacia, aceitarão, de fato, o sinal de fidelidade para com Roma - "o sinal da besta".” – GC., 449. "A questão do sábado será o ato final no grande conflito em que todo o mundo tomará parte. Os homens têm honrado os princípios de Satanás acima dos princípios que governam no céu. Eles aceitaram o sábado espúrio, o qual Satanás tem exaltado como sinal de sua autoridade. Mas Deus pôs o Seu selo sobre esta Sua exigência real. Cada instituição do sábado traz o nome do Seu Autor, uma marca insofismável que mostra a autoridade de cada um. É nossa a obra de levar o povo a entender isso. Devemos mostrar-lhes que é de conseqüência vital trazerem eles o sinal do reino de Deus ou a marca do reino da rebelião.” – 6 T., 352. "Em todos os casos a grande decisão a ser feita é se receberemos a marca da besta ou sua imagem, ou o selo do Deus vivo." – 6 T., 130. 4) O decreto e a crise final "Por um decreto que visará impor uma instituição papal em contraposição à lei de Deus, a nação americana se divorciará por completo dos princípios da justiça. Quando o protestantismo estender os braços através do abismo a fim de dar uma mão ao poder romano e outra ao espiritismo, quando por influência dessa tríplice aliança a América do Norte for induzida a repudiar todos os princípios de sua Constituição, que fizeram dela um governo protestante e republicano, e adotar medidas para a propagação dos erros e falsidades do papado, podemos saber que é chegado o tempo das operações maravilhosas de Satanás e que o fim está próximo. “Como a aproximação dos exércitos romanos foi um sinal para os discípulos da iminente destruição de Jerusalém, assim essa apostasia será para nós um sinal de que o limite da paciência de Deus está atingido, que as nações encheram a medida de sua iniqüidade, e o anjo da graça está a ponto de dobrar as asas e partir desta terra para não mais tornar. O povo de
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    Os Selos ea Obra do Selamento 74 Deus entrara então num período de aflição e angústia que o profeta designa 'o tempo da angústia em Jacó." – 2 TS., 150-151. "Deus guarda uma conta com as nações. ... Quando os algarismos acumulados no livro de registro do céu marcarem que a soma da transgressão está completa, a ira virá, sem mistura de misericórdia. ... Esta crise virá quando as nações se unirem para tornar sem efeito a lei de Deus”. – 5 T., 524. "Esta terra já quase chegou ao ponto em que Deus há de permitir ao destruidor operar com ela segundo sua vontade. A substituição da lei de Deus pelas dos homens, a exaltação, por autoridade meramente humana do domingo, posto em lugar do sábado bíblico, é o derradeiro ato do drama. Quando esta substituição se tornar universal, Deus Se revelará. Ele Se erguerá em Sua majestade para sacudir terrivelmente a terra.” 3TS. 142,143. 5) O povo de Deus encontrará poder no sinal do sábado. "O provado e experimentado povo de Deus, encontrará seu poder no sinal de que fala Êxodo 31:12-18.” – Idem, 284. 6) A revelação da lei pelo céu exatamente antes de Jesus voltar. "Aparece então de encontro ao céu uma mão segurando duas tábuas de pedra dobradas uma sobre a outra. ... e os dez preceitos divinos, breves, compreensivos e autorizados, apresentam-se à vista de todos os habitantes da Terra. ... “Demasiado tarde vêem que o sábado do quarto mandamento é o selo do Deus vivo. – GC., 639, 640. (g) O tempo da obra do selamento. 1) Visão da obra do selamento, 1848. "Este é o selo! Está aparecendo! Surge, começando pelo nascer do sol. ... “Os anjos não os soltaram, por não estarem ainda selados todos os santos.” – Palavras proferidas em visão pela Sra. E. G. White, 18 de novembro de 1848. J.N. Loughborough, The Great Second Advent, 274. 2) A obra final da igreja. 1 TS., 335. 3)Logo terá passado. PE., 58.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 75 4) Finaliza com o encerramento da provação. VE., 105; PE., 279; CS., 665, 666. a) Todos os justos estarão selados ao Jesus deixar o santuário. VE., 105; PE 279; GC. 613, 614. b) Ao sobrevir o tempo de tribulação. "Quando vier este tempo de angústia, todo o caso estará decidido; não mais haverá graça nem misericórdia para o impenitente. O selo do Deus vivo estará sobre Seu povo.... Pela mais elevada autoridade terrestre foi feito o decreto para que, sob pena de perseguição e morte, adorem a besta e recebam o seu sinal." – 2 TS., 67. (h) Logo todos os filhos de Deus estarão selados. "Dentro em pouco, todo aquele que é um filho de Deus terá seu selo sobre si.” – E. G. White, R & H., 22-5-1889. (i) Depois de selados, o caráter dos santos estará fixado para a eternidade. “Quando sair o decreto, e o selo for aplicado, seu caráter permanecerá puro e sem mácula para toda a eternidade.” – 2 TS., 71. (j) Tribulações para o povo de Deus inclusive depois de selados “Mesmo depois de os santos estarem selados com o selo do Deus vivo, Seus eleitos terão provações individualmente. Virão aflições pessoais; mas a fornalha será vigiada de perto por um olho que não permitirá que o ouro seja consumido. A indelével marca de Deus, está sobre eles. Deus os pode reclamar porque Seu próprio nome neles está escrito. O Senhor os guardou. Neles está escrito seu destino – 'Deus, Nova Jerusalém’. Eles são propriedade de Deus, Sua possessão." – TM, 446. (k) As solenes responsabilidades da hora do selamento 1) Tornar garantida a nossa vocação e eleição “Deveis permitir que os mandamentos de Deus o testemunho de Jesus Cristo estejam, continuamente em vossa memória e permiti-lhes expulsar todos os pensamentos e cuidados mundanos. Ao vos deitardes o ao vos levantardes, sejam eles a vossa meditação. Deveis viver e agir de
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    Os Selos ea Obra do Selamento 76 inteira conformidade com a vinda do Filho do homem. O período de selamento é muito curto, e logo terá passado. Agora é o tempo, enquanto os quatro anjos seguram os quatro ventos, de garantir a nossa vocação e eleição." – PE., 58. 2) Um fardo pela salvação de outros. Ezeq. 9:4. “Ao tempo em que Sua ira se manifestar em juízos, esses humildes e devotados seguidores de Cristo se distinguirão do resto do mundo pela angústia de sua alma, a qual se exprime em lamentos e prantos, reprovações e advertências. ... Sua alma justa aflige-se dia a dia pelas obras e costumes profanos dos ímpios. ... Lamentam-se e afligem sua alma porque se encontram na igreja, orgulho, avareza, egoísmo e engano, quase de toda espécie. ... "A classe que não se entristece por seu próprio declínio espiritual, nem chora pelos pecados dos outros, será deixada sem o selo de Deus." – 2TS.,. 64, 65. "Quem subsiste no conselho de Deus a este tempo? São aqueles que por assim dizer desculpam os erros entre o povo professo de Deus, e que murmuram no coração, se não abertamente, contra os que reprovam o pecado? São os que tomam atitude contra eles e se compadecem dos que cometem o erro? Não, absolutamente. A menos que eles se arrependam e deixem a obra de Satanás em oprimir os que têm a responsabilidade da obra, e em suster as mãos dos pecadores de Sião, jamais receberão o aprovador assinalamento de Deus. ... Os que receberem o puro sinal da verdade, neles gravado pelo poder do Espírito Santo, representado pelo sinal feito pelo homem vestido de linho, são os que ‘suspiram e gemem por todas as abominações que se cometem na igreja’." – 1 TS., 335, 336. (l) O número dos selados – os 144.000. Apoc. 7:4-8; 14-.1-5. 1) Doze mil de cada tribo de Israel. Apoc. 7:4-8. a) O Israel principal. Rom. 2:28, 29; 9:6-8, 24, 33; 11:24-26; Gál. 3:28, 29; Col. 3:10,11. b) Advertência para não numerar Israel. I Reis 19:14,18; Rom. 11:2-5.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 77 “Exatamente tão longa quanto for a nossa permanência neste mundo, teremos uma obra especial a fazer pelo mundo; a mensagem de advertência deve ir a todos os países, línguas e povos. ... “A mensagem de advertência não alcançou números elevados de pessoas do mundo, mesmo nas cidades que estão bem à nossa mão, enumerar Israel é obra que não está de acordo com a ordem de Deus.” – TM, 202. “Entre os habitantes do mundo, espalhados por toda a Terra, há os que não têm dobrado os joelhos a Baal. Como as estrelas do céu, que aparecem à noite, esses fiéis brilharão quando as trevas cobrirem a Terra, e densa escuridão os povos. Na África pagã, nas terras católicas da Europa e da América do Sul, na China, na Índia, nas ilhas do mar e em todos os escuros recantos da Terra, Deus tem em reserva um firmamento de escolhidos que brilharão em meio às trevas, revelando claramente a um mundo apóstata o poder transformador da obediência à Sua lei. ... “Que estranha obra Elias teria feito enumerando Israel, quando os juízos de Deus estavam caindo sobre o povo apostatado! ... “Que nenhum homem procure numerar Israel hoje.” – PR., 188,189 2) O caráter dos 144.000 a) Irrepreensíveis diante do trono de Deus. Apoc. 14:5. b) O nome de Deus escrito nas testas. Apoc. 14:1 “Os 144.000 estavam todos selados e perfeitamente unidos. Em sua testa estava escrito: "Deus, Nova Jerusalém", e tinham uma estrela gloriosa que continha o novo nome de Jesus.” – PE, 15. “Neste mundo suas mentes foram consagradas a Deus; serviram-nO com o intelecto e com o coração; e agora Ele pode colocar Seu nome em sua testas.” – AA, 590 c) Têm uma idéia da verdadeira natureza do pecado. 1 TS, 335. 3) Os privilégios especiais dos 144.000 no mundo vindouro a) Estar com Jesus no mar de vidro. Apoc. 14:1; 15:2 “No mar cristalino diante do trono, naquele mar como que de vidro misturado com fogo – tão resplendente é ele pela glória de Deus – está reunida a multidão dos que ‘saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome’. Apoc. 15:2. Com o Cordeiro, sobre
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    Os Selos ea Obra do Selamento 78 o Monte Sião, ‘tendo harpas de Deus’, estão os cento e quarenta e quatro mil que foram remidos dentre os homens.” – GC., 648. “Todos nós entramos juntos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro, aonde Jesus trouxe as coroas, e com Sua própria destra as colocou sobre nossa cabeça. Deu-nos harpas de ouro e palmas de vitória. Ali, sobre o mar de vidro, os 144.000 ficaram em quadrado perfeito.” – VE., 59. b) Seguir o Cordeiro por onde quer que vá. Apoc. 14:4 “ ‘Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vai. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.’ Apoc. 14:4. A visão do profeta representa-os como estando sobre o monte de Sião, cingidos para santo serviço, vestidos de linho branco, que representa a justiça dos santos. Mas todos os que seguirem o Cordeiro no Céu, precisarão primeiro tê-Lo seguido na Terra. ...” – AA, 591 c) Entrar no Templo sobre o Monte Sião. “...Atravessamos os bosques, pois estávamos a caminho do Monte Sião. ... “O Monte Sião estava exatamente diante de nós, e sobre o monte um belo templo, em cujo redor havia sete outras montanhas, sobre as quais cresciam rosas e lírios. ... E quando estávamos para entrar no santo templo, Jesus levantou Sua bela voz e disse: ‘Somente os 144.000 entram neste lugar", e nós exclamamos: ‘Aleluia!’ “Esse templo era apoiado por sete colunas, todas de ouro transparente, engastadas de pérolas belíssimas. As maravilhosas coisas que ali vi, não as posso descrever. Oh, se me fosse dado falar a língua de Canaã, poderia então contar um pouco das glórias do mundo melhor. Vi lá mesas de pedra, em que estavam gravados com letras de ouro os nomes dos 144.000. Depois de contemplar a beleza do templo, saímos . ...” – VE., 63, 64. d) Cantar o cântico de Moisés e do Cordeiro. Apoc. 14:2, 3; 15:3 “...E cantavam um "cântico novo diante do trono – cântico que ninguém podia aprender senão os cento e quarenta e quatro mil. É o hino de Moisés e do Cordeiro – hino de livramento. Ninguém, a não ser os cento e quarenta e
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    Os Selos ea Obra do Selamento 79 quatro mil, pode aprender aquele canto, pois é o de sua experiência – e nunca ninguém teve experiência semelhante.” – GC., 648, 649. “Quando findar o conflito terreno, e os santos forem recolhidos para o lar, nosso primeiro tema será o cântico de Moisés, o servo de Deus. O segundo tema será o cântico do Cordeiro, o hino de graça e redenção. Esse hino será mais alto, mais elevado, e, em mais sublimes acentos, ecoando e repercutindo pelas cortes celestes. Assim é entoado o cântico da providência de Deus, ligando as várias dispensações; pois tudo agora é visto sem véu entre o que é legal, o que é profético, e o evangelho. A história da igreja na Terra e a igreja remida no Céu, tudo se centraliza na cruz do Calvário. Eis o tema, eis o cântico - Cristo é tudo em todos - em antífonas de louvor a ressoarem através do Céu, entoadas por milhares e dezenas de milhares, e uma incontável multidão dos remidos. Todos se unem nesse cântico de Moisés e do Cordeiro. É novo cântico, pois nunca antes fora cantado no Céu.” – TM, 433 e) O privilégio de visitar todos os outros mundos. “O Senhor me proporcionou uma vista de outros mundos. Foram-me dadas asas, e um anjo me acompanhou da cidade a um lugar fulgurante e glorioso. A relva era de um verde vivo, e os pássaros gorjeavam ali cânticos suaves. ... “Então fui levada a um mundo que tinha sete luas. ... “Pedi ao meu anjo assistente que me deixasse ficar ali. Não podia suportar o pensamento de voltar a este mundo tenebroso. Disse então o anjo: “ - Deves voltar e, se fores fiel, juntamente com os 144.000 terás o privilégio de visitar todos os mundos e ver a obra das mãos de Deus.” – VE., 97-99. 4) A identificação dos 144.000 a) Vivos ao voltar Jesus. VE, 58, 59 “Logo ouvimos a voz de Deus, semelhante a muitas águas, a qual nos anunciou o dia e a hora da vinda de Jesus. Os santos vivos, em número de 144.000, reconheceram e entenderam a voz, ao passo que os ímpios julgaram fosse um trovão ou terremoto. ...”
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    Os Selos ea Obra do Selamento 80 “Então a trombeta de prata de Jesus soou, ao descer Ele sobre a nuvem, envolto em labaredas de fogo. Olhou para as sepulturas dos santos que dormiam, ergueu então os olhos e mãos ao céu, e exclamou: "Despertai! despertai! despertai, vós que dormis no pó, e levantai-vos!" Houve um forte terremoto. As sepulturas se abriram, e os mortos saíram revestidos de imortalidade. Os 144.000 clamaram "Aleluia!", quando reconheceram os amigos que deles tinham sido separados pela morte, e no mesmo instante fomos transformados e arrebatados juntamente com eles para encontrar o Senhor nos ares.” – PE, 15, 16. “... Estes, tendo sido transladados da terra, dentre os vivos, são tidos como ‘primícias para Deus e para o Cordeiro’.” – GC., 649 b) Passaram pela grande tribulação. Apoc. 7:14-17 “ ‘Estes são os que vieram de grande tribulação’ (Apoc. 7:14); passaram pelo tempo de angústia tal como nunca houve desde que houve nação; suportaram a aflição do tempo da angústia de Jacó; permaneceram sem intercessor durante o derramamento final dos juízos de Deus. ... Viram a Terra devastada pela fome e pestilência, o Sol com poder para abrasar os homens com grandes calores, e eles próprios suportaram o sofrimento, a fome e a sede. Mas ‘jamais terão fome, nunca mais terão sede, não cairá sobre eles o Sol, nem ardor algum. Pois o Cordeiro que se encontra no meio do trono os apascentará e os guiará para as fontes da água da vida. E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima’. Apoc. 7:16 e 17.” – GC., 649. “... Essas pragas enfureceram os ímpios contra os justos, ... Saiu um decreto para se matar os santos, o que fez com que esses clamassem dia e noite por livramento. Esse foi o tempo da angústia de Jacó. Gên. 32. Então todos os santos clamaram com angústia de espírito, e alcançaram livramento pela voz de Deus. Os cento e quarenta e quatro mil triunfaram.” – VE., 100, 101. c) São primícias. Apoc. 14:4 (1) As primícias da ceifa - Lev. 23:4, 5, 10, 11. (a) Os mais bem escolhidos e os melhores. Núm. 18:12, 29, 30, 32.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 81 “Com o coração jubiloso deve dedicar ao Criador as primícias de sua munificência – suas mais bem escolhidas possessões, seu melhor e mais santo serviço.” AA, 339 (2) Cristo, as primícias dos que dormem. I Cor. 15:20, 23; GC, 399. “Cristo ressurgiu dos mortos como as primícias dos que dormem. Era representado pelo molho movido, e Sua ressurreição teve lugar no próprio dia em que o mesmo devia ser apresentado perante o Senhor. ... O molho dedicado a Deus representava a colheita. Assim Cristo, as primícias, representava a grande colheita espiritual para o reino de Deus. Sua ressurreição é o tipo e o penhor da ressurreição de todos os justos mortos.” – DTN, 785, 786. (3) A multidão que ressuscitou com Cristo. Efés. 4:8. “Apresenta a Deus o molho movido, aqueles ressuscitados com Ele como representantes da grande multidão que há de sair do sepulcro por ocasião de Sua segunda vinda.” – DTN, 834. (4) Os 144.000) e) O significado exato é desconhecido “Quando os homens começam a adotar essa ou aquela teoria, quando são curiosos para saber aquilo que não lhes é necessário saber, Deus não os estará guiando. Não é plano Seu que Seu povo apresente aquilo que supõe, aquilo que não é ensinado na palavra. Não é de sua vontade que entrem em controvérsias sobre questões que não os auxiliarão espiritualmente, tais como, quem fará parte dos 144.000. Isto, aqueles que são os eleitos de Deus, logo saberão sem perguntar.” – E. G. White, Manuscrito 26 de 1901 (m) A grande multidão que homem nenhum podia contar. Apoc. 7:9-17 1) Várias classes entre os remidos “Os mais exaltados daquela hoste de resgatados que estão em pé diante do trono de Deus e do Cordeiro, vestidos de brando, conhecem a luta necessária para vencer, pois vieram da grande tribulação.” – 2 TS., 69
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    Os Selos ea Obra do Selamento 82 “Muito acima da cidade, sobre um fundamento de ouro polido, está um trono, alto e sublime. Sobre este trono assenta-Se o Filho de Deus, e em redor dEle estão os súditos de Seu reino. ... “Mais próximo do trono estão os que já foram zelosos na causa de Satanás, mas que, arrancados como tições do fogo, seguiram seu Salvador com devoção profunda, intensa. Em seguida estão os que aperfeiçoaram um caráter cristão em meio de falsidade e incredulidade, os que honraram a lei de Deus quando o mundo cristão a declarava nula, e os milhões de todos os séculos que se tornaram mártires pela sua fé. E além está a ‘multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, ... trajando vestidos brancos e com palmas nas suas mãos’. Apoc. 7:9.” – GC., 665. 2) Um grito de vitória de toda a multidão dos redimidos. “O conflito está terminado. As tribulações e lutas chegaram ao fim. Cânticos de vitória enchem todo o Céu, enquanto os remidos permanecem em volta do trono de Deus. Todos entoam o jubiloso coro: ‘Digno é o Cordeiro que foi morto’ (Apoc. 5:12), e vive novamente, como triunfante vencedor. " ‘Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono ... Apoc. 7:9 e 10. " ‘Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos, e os branquearam no sangue do Cordeiro. ... Apoc. 7:14-17. ‘E não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, ... Apoc. 21:4.” – VE., 231, 232. “Quereis possuir a inspiração da visão? “ ... Não deveria o incenso do louvor e das ações de graças ascender de corações purificados pela presença de Cristo?” – 8 T., 45. “Os resgatados entoam um cântico de louvor que ecoa repetidas vezes pelas abóbadas do Céu: ‘Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro.’ E anjos e serafins unem sua voz em adoração. ... Em toda aquela resplendente multidão ninguém há que atribua a salvação a si mesmo, como se houvesse prevalecido pelo próprio poder e bondade. Nada se diz do que fizeram ou sofreram; antes, o motivo de cada cântico, a nota fundamental de toda antífona, é – Salvação ao nosso Deus, e ao Cordeiro.” – GC., 665.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 83 “Os herdeiros de Deus vieram das águas-furtadas, das choças, dos calabouços, dos cadafalsos, das montanhas, dos desertos, das covas da Terra, das cavernas do mar. ... Acham-se diante do trono com vestes mais ricas do que já usaram os mais honrados da Terra. Estão coroados com diademas mais gloriosos do que os que já foram colocados na fronte dos monarcas terrestres. Os dias de dores e prantos acabaram-se para sempre. O Rei da glória enxugou as lágrimas de todos os rostos; removeu-se toda a causa de pesar. Por entre o agitar dos ramos de palmeiras, derramam um cântico de louvor, claro, suave e melodioso; todas as vozes apreendem a harmonia até que reboa pelas abóbadas do céu a antífona: ‘Salvação ao nosso Deus que está assentado no trono, e ao Cordeiro.’ E todos os habitantes do Céu assim respondem: ‘Amém. Louvor, e glória, e sabedoria, e ação de graças, e honra, e poder, e força ao nosso Deus, para todo o sempre.’ Apoc. 7:10 e 12.” – GC., 650, 651. 3) Lições para o atual povo de Deus a) Requer-se esforço pessoal “Os caracteres formados nesta vida determinarão, o destino futuro. Quando Cristo, vier, não mudará o caráter de ninguém. O precioso tempo da graça é concedido a fim de ser aproveitado em lavar nossas vestes de caráter e branqueá-las no sangue do Cordeiro.” – 1 TS., 737 “Não podereis obter o céu sem fervoroso esforço. ... Tendes agora oportunidade de remir o tempo e lavar a veste de vosso caráter no sangue do Cordeiro." – 3 T., 338. “O Senhor não se propõe a remover estas manchas de degradação sem fazermos qualquer coisa de nossa parte. Temos que lavar nossas vestes no sangue do Cordeiro.” – Idem, 183 b) Aflição por todo o povo de Deus “Ninguém, estará ali que não tenha, como Moisés, escolhido sofrer aflição com o povo de Deus. João o profeta viu a multidão dos redimidos, e perguntou quem eram eles. A resposta veio prontamente. ‘Estes são os que vieram de grande tribulação, e lavaram os seus vestidos e os branquearam no sangue do Cordeiro.’ ” – 1 T., 78
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    Os Selos ea Obra do Selamento 84 c) A pequenez das provações atuais em comparação com a glória vindoura “Tentamos lembrar nossas maiores provações, mas pareciam tão pequenas em comparação com o peso eterno de glória mui excelente que nos rodeava, que nada pudemos dizer-lhes, e todos exclamamos – ‘Aleluia!’ ” – VE., 61 10. O sétimo selo Apoc. 8:1 a. O tempo da sua abertura (1) Silêncio no céu por meia hora (a) Todos os anjos ao lado de cristo na Sua volta. Mt. 25:31. (b) Os santos ascendem ao céu durante sete dias “Todos nós entramos juntos na nuvem, e estivemos sete dias ascendendo para o mar de vidro.” – VE., 59 (c) Meia hora é igual a sete dias e meio proféticos. (d) A ocasião do silêncio no céu O silêncio no céu seria inexplicável enquanto nEle houvesse quaisquer seres. Quando Jesus voltar, porém, o céu estará vazio de anjos e isto sem dúvida é relatado como o silêncio no céu. É, portanto, na segunda vinda de Jesus que o sétimo selo é aberto. b. Os acontecimentos do sétimo selo Os acontecimentos do sétimo selo não são relatados em Apocalipse mas são acontecimentos relatados em outros lugares em conexão com a segunda vinda de Cristo. (1) Ajuntamento de todos para o seu julgamento fina. Apoc. 22:12; Mat. 25:31-46; 24:31. (2) A trasladação dos justos vivos. I Tess. 4:17 (3) Destruição dos ímpios vivos. II Tess. 2:8; 8; Isa. 11:4; Luc. 19:27. (4) Início do termo – prisão de Satanás. Apoc. 20:2, 3. (5) Ressurreição dos justos mortos. I Tess. 4:16.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 85 (6) Estabelecimento do reino de Cristo. Dan. 2:44; Eze. 21:27. (7) O domínio é dado aos santos. Dan. 7:27. (8) Cristo é adorado por ter completado Sua obra de redenção Apoc. 5:12. "Quando Satanás declarou a Cristo: O reino e a glória do mundo me foram entregues, e dou-os a quem quero, disse o que só em parte era verdade, e disse-o para servir a seu intuito de enganar. O domínio dele, arrebatara-o de Adão, mas este era o representante do Criador. Não era, pois, um governador independente. A Terra pertence a Deus, e Ele confiou ao Filho todas as coisas. Adão devia reinar em sujeição a Cristo. Ao atraiçoar Adão sua soberania, entregando-a às mãos de Satanás, Cristo permaneceu ainda, de direito, o Rei. ... “Os reinos deste mundo eram oferecidos a Cristo por aquele que se revoltara no Céu, com o fim de comprar-Lhe a homenagem aos princípios do mal; mas Ele não seria comprado; viera para estabelecer o reino da justiça, e não renunciaria a Seu desígnio. Com a mesma tentação aproxima-se Satanás dos homens ... Enquanto os seduz com a esperança do domínio do mundo, ganha-lhes domínio sobre a alma. Oferece aquilo que não lhe pertence conceder, e que há de ser em breve dele arrebatado. Despoja-os, entretanto, fraudulentamente, de seu título à herança de filhos de Deus. ... “A vitória de Cristo fora tão completa, como o tinha sido o fracasso de Adão. ... “Jamais poderá o preço de nossa redenção ser avaliado enquanto os remidos não estiverem com o Redentor ante o trono de Deus. Então, ao irromperem as glórias do lar eterno em nossos arrebatados sentidos, lembrar-nos-emos de que Jesus abandonou tudo isso por nós, que Ele não somente Se tornou um exilado das cortes celestiais, mas enfrentou por nós o risco da derrota e eterna perdição. Então, lançar-Lhe-emos aos pés nossas coroas, erguendo o cântico: ‘Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória e ações de graças.’ Apoc. 5:12.” – DTN., 129-131. c. O significado da abertura do sétimo selo
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    Os Selos ea Obra do Selamento 86 “A abertura do sétimo selo envolve acontecimentos da maior significação. Não é nada menos que a abertura final do grande livro do destino do mundo. Aqui finalmente entra em execução o grande plano de Deus para esta terra; aqui os santos entram na posse de suas recompensas e é fixada a sentença final de Satanás com todas as suas hostes do mal. Aqui atinge o seu clímax a obra dos mensageiros de Deus, o cavalo branco da vitória atingiu o tento da glória, e o cavalo pálido da morte acabou sua terrível obra de condenação. É Jesus, o Cordeiro de Deus e o Leão da tribo de Judá, que sozinho tem o direito de quebrar os selos que fecham este livro do destino, abri-lo e executar suas decretações de vida ou morte. Quando Jesus abrir aquele livro, então o reino será dado a Quem pertence de direito, e aos santos que se assentarão e reinarão com Ele. Ter-se-á então atingido a hora em que os ímpios serão para sempre excluídos de qualquer direito na terra, enquanto que os justos são para toda a eternidade integrados na posse de seu titulo de direito à herança dos filhos de Deus. "Embora o sétimo selo, cubra assim um curto período de tempo, ele abarca uma série de acontecimentos nesta terra maiores significativos que qualquer outro um período de tempo igual – a ressurreição dos justos e a morte dos ímpios pela glória consumidora da vinda de Cristo. Terá então início a sentença a longa prisão de Satanás de mil anos. ... “Os sete selos são uma representação gráfica do poder da cruz. O domínio e a direção deste mundo foram postos nas mãos d’aquele que permitiu que os homens cruéis lhe pusessem uma coroa de espinhos sobre a cabeça ... "Nos grandes dias finais de Sua ira a cruz triunfará finalmente. Ao haver silencio no céu, os santos serão reunidos como molhos na colheita. O Salvador dos homens que foi como um cordeiro para a matança 'verá o trabalho da Sua alma, e ficará satisfeitos’.” A.J. Lockert, R&H, 12-4-1945. “Nós também o sabemos muito bem, que houve uma herança perdida e extraviada por milhares de anos, e que por todo este tempo os herdeiros verdadeiros estiveram desapossados dela e não tiveram uma posse efetiva. O livro selado, o titulo desta hipoteca, deste direito perdido, está nas mãos de Deus e, estranhos e intrusos a têm invadido e aviltado. E desde os dias de Adão até agora, aqueles títulos têm estado nas mãos de Todo-poderoso, sem ninguém para tomá-las ou desapossar os estranhos.
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    Os Selos ea Obra do Selamento 87 “ ‘Sete selos’ estão sobre este livro e é um indício de quão completos foram aqueles laços de perdição que durante todo esse tempo impediram à semente de Adão possuir a herança que Lhe é própria. Os bens originais perdeu-os o homem totalmente sem que houvesse um Remidor ... "O pecado não pode viciar qualquer dos direitos de Deus. A posse de Satanás e uma mera usurpação, permitida por algum tempo, mas de maneira alguma em detrimento da propriedade do Todo-Poderoso. O direito real ainda continua na mão de Deus, até que o Remidor adequado venha redimi-lo, pagar o preço, e expulsar o estranho e sua semente. ... "João sabia pelo Espírito que nele estava, o que, significava aquele livro. ... Aquele livro, fechado e relegado, é a desgraça e o luto da igreja. Quer dizer una herança não redimida – os filhos ainda desapossados de sua possessão adquirida. O livro aberto, entretanto é o gozo e a glória da Igreja. É a garantia de sua reintegração naquilo que Adão perdeu – a recuperarão de tudo aquilo de que esteve há tanto tempo cruelmente privada por causa do pecado. ... "Jesus é o Leão, o renovo de Judá ... Ele pagou o preço da redenção da herança perdida. É o verdadeiro Remidor que, tendo há muito triunfado, e sido aceito, provar-se-á também pronto e digno para completar Sua obra, em resgatar aqueles títulos a longo prazo da propriedade perdida.... “Abertura dos selos, é um ato de poder - uma bravura militar – uma sortida poderosa para apossar-se de um reino. E ao se quebrar um a um, irrompe Aquele que ataca com ferocidade os inimigos e os usurpadores que ocupam a terra.... "João ouve a retumbante antífona propagando-se sublime por todo o céu: 'Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o Teu sangue nos remiste para Deus’ ... Não houve coração santificado que não se movesse, nem língua santificada que não elevasse seu cântico. “Agora tomar toda esta pompa sagrada e penetrante adoração universal, como um simples prêmio a uns poucos capítulos do esboço da história da igreja neste mundo, obscuros e geralmente incompreensíveis, confesso-vos, não considerai como blasfêmia. ... Tenho por isto que considerar este ato do Cordeiro, ... como compreendendo a cúpula e a mais elevada consumação dos maiores fatos de nossa fé ... “E reinaremos sobre a terra. ’Porque se expressa assim Ele próprio, exatamente a esta altura? Porque este ato tomar o livro era o penhor e a
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    Os Selos ea Obra do Selamento 88 prova de que Ele agora estava completamente investido e pronto para redimir a herança, tornar com efeito as benditas promessas, de que ‘os mansos herdarão a terra’, e que o ‘reino, e o domínio, e a majestade dos reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do altíssimo.” J.A. Seiss, The Apocalypse, v.I, 272-291. BIBLIOGRAFIA Andreasen, M.L., "The Mystery of the Seven Seals”, ST, April, 8, 1941, 8 ______, "When Religion Was a Racket, 15-4-1941, 8 ST Barnes, Albert, Notes on the Book of Revelation, l30 - 220 Bollman, Calvin P., “Opening of the First Three of the Seven Seals, R&H, 29-3-1928, 12 ______, "The Book with Seven Seals”, R&H, 22-3-1928, 10 ______, "The Fourth and Fifth Seals Opened”, R&H, 5-4-1928, 10 ______, "The Sealing Message”, R&H, 19- 4-1928, 7 ______, 'The Sixth Seal” R&H, 12-4-1928, 7 ______, "The Throne of God and the Four Beasts, R&H, l5-3-1928,12 ______, "What Constitutes the Seal?", R&H, 26-4-1928, 6 Bourdeau, D.T. , "Rev. 7:1-14", R&H, 23-4-1889, 258 Bunch, Taylor G., "Behold the Lamb of God, ST, 23-7-1946, 6 ______, "Cherubim and Seraphim”, ST, 2-7-1946, 10 ______, “God’s Councilors”, ST, 11-6-1946, 10 ______, "Heaven’s Throne Room” ST, 1-3-1927, 11 ______, "On The Sea of Glass”, ST, 8-3-1927,11 ______, "Sealed by the Spirit”, 31-3-1942, 12 ______ , Studies in the Revelation, 82-123 ______ , “The Angels Holding the Demons is of War”, ST, 19-4-1927, 8 ______, "The Black and the Pale Apocalyptic Horse” ST, 5-4-1927,11 ______, "The Breaking of the Seven Seals", ST, 15-3-1927, 8 _____, "The Breaking of the Sixth and Seventh Seals, ST, 12-4-1927, 13 ______, "The Four Horsemen of the Apocalypse”, ST, 22-31927,13 ______, "The 144.000”, ST, 3-51927, 11 ______, "The Outward Sign of a Godly Character”, ST, 7-4-1942, 12
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  • 92.
    Os Selos ea Obra do Selamento 92 ______, Testimonies for the Church, 5:207-216, 749-754; 8:41-47; 9:265-269 White, James, “The Seven Churches, Seven Seals, and Four Beasts”, R&H, 12-2-1857, 116 Whitford, C.P., "Signs in the Sun”, R&H, 31-5-1881, 340 Wordsworth, Chr. , The New Testament, 181-200 Wren, H., “Falling Stars”, R&H, 24-5-1881, 321