• São balanceadasnas condições estacionárias.
• Manutenção de volume relativamente constante dos líquidos corporais.
• Existe troca constante de líquidos e solutos com o meio externo, bem como entre
diferentes compartimentos do corpo.
ENTRADA E SAÍDA DE LÍQUIDOS
2.
• A águaé adicionada ao corpo por duas fontes principais:
(1) ingerida na forma de líquidos ou pela água nos alimentos, somando um total de
2.100 mL/dia;
(2) sintetizada pelo corpo por oxidação de carboidratos – em torno de 200 mL/dia.
• Totalizando cerca de 2.300 mL/dia.
ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
3.
• A entradade água varia entre
as diferentes pessoas e na
mesma pessoa em diferente
ocasiões.
depende do clima, hábito e
do nível de atividade física.
ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
• Conhecida comoperda insensível de água, pois conscientemente não a
percebemos.
• Por exemplo:
perda constante de água por evaporação no trato respiratório;
PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
6.
por difusão atravésda pele.
• Correspondendo em torno de 700 mL/dia de perda de água nas condições
normais.
PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
7.
• Média deperda de água – em torno de 300 a 400 mL/dia.
• Ocorre independente da sudorese, está presente mesmo em pessoas que nascem
sem as glândulas sudoríparas.
DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
8.
• Essa perdaé minimizada pela camada cornificada cheia de colesterol da pele.
forma barreira contra a perda excessiva por difusão.
quando a camada cornificada não está presente (em casos de extensas
queimaduras), a intensidade dessa evaporação pode aumentar por até 10 vezes de 3
a 5 L/dia.
DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
9.
• Perda emtorno de 300 a 400 mL/dia.
• O ar entra no trato respiratório, fica saturado por umidade, com pressão de vapor
de aproximadamente 47 mmHg, antes de ser expelido.
• Em razão da pressão do vapor do ar inspirado ser geralmente menor do que 47
mmHg, a água é continuamente perdida pelos pulmões durante a respiração.
EVAPORAÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO
10.
• Varia deacordo com a temperatura ambiente e práticas de atividade física.
• A perda normalmente é de 100 mL/dia.
• Em climas muito quentes ou durante exercícios pesados, geralmente aumenta para
1 a 2 L/hora.
essa perda pode rapidamente reduzir os líquidos corporais, caso o ganho de
líquidos não seja aumentado por meio do mecanismo da sede.
PERDA DE LÍQUIDO NO SUOR
11.
• Geralmente apenaspequena quantidade de água é perdida nas fezes – 100 mL/dia.
• Em casos de diarreia grave, essa perda pode aumentar para L/dia.
PERDA DE ÁGUA POR FEZES
12.
• O meiomais importante pelo qual o corpo
mantém o equilíbrio entre o ganho e a
perda de água, bem como o ganho e a
perda de eletrólitos, é pelo controle da
intensidade com que os rins excretam
essas substâncias.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
13.
• Exemplo:
em umapessoa desidratada o volume da urina pode ser tão baixo quanto 0,5
L/dia.
em uma pessoa que vem ingerindo grande quantidade de água, pode ser tão alto
quanto 20 L/dia.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
14.
• O ganhode eletrólitos pelo corpo é bastante variável, isso ocorre com o sódio, o
cloreto e o potássio.
em algumas pessoas, o ganho de sódio pode ser tão baixo quanto 20 mEq/dia.
em outras a entrada de sódio pode ser muito alta, entre 300-500 mEq/dia.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
15.
O líquido corporaltotal está distribuído em dois compartimentos:
• Líquido extracelular.
dividido em líquido intersticial e plasma sanguíneo.
• Líquido intracelular.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
16.
• Regulação dosvolumes de líquidos corporais;
• Compartimentos principais de líquido do corpo;
• Membranas que separam os compartimentos.
Valor referente a um homem adulto, padrão com peso corporal de 70kg.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
17.
• Existe outrocompartimento menor de líquido, conhecido como líquido
transcelular – cerca de 1 a 2 litros.
inclui o líquido dos espaços sinoviais, peritoneais, pericárdicos, intraoculares e o
líquido cefalorraquidiano.
• É considerado tipo especializado de líquido extracelular, embora em alguns casos
sua composição seja diferente dos líquidos intersticial ou plasmático.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
18.
• O percentualda quantidade total de água depende da idade, gênero e porcentagem
de gordura corporal.
• Com o envelhecimento diminui gradualmente.
está associado ao aumento no percentual de tecido adiposo do corpo.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
19.
• Mulheres têmmaior percentual de gordura corporal que os homens, sua água
corporal total é em média de 50% do peso corporal.
• Em crianças prematuras ou recém-nascidos, a água corporal varia de 70% a 75%
do peso corporal.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
20.
• Em tornode 28 a 42 litros de líquido do
corpo estão dentro dos 100 trilhões de
células, são coletivamente designados
como líquido intracelular.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
21.
• Constitui cercade 40% do total do peso corporal em pessoa “média”.
• O líquido de cada célula contém sua composição individual de diferentes
substâncias, porém as concentrações dessas substâncias são similares de uma
célula para outra.
• É considerado como um grande compartimento de líquido.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
22.
• Todos oslíquidos por fora das células são designados como líquidos
extracelulares.
constituem em torno de 20% do peso corporal.
Os dois maiores compartimentos do líquido extracelular são:
• Líquido intersticial – corresponde a mais de três quartos do líquido extracelular.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
23.
• Plasma –responsável por quase um quarto do líquido extracelular.
parte não celular do sangue.
troca substâncias com o líquido intersticial através dos poros das membranas
capilares – são altamente permeáveis a quase todos os solutos do líquido
extracelular, exceto as proteínas.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
• Os líquidosextracelulares estão constantemente em contato, de forma que o
plasma e os líquidos intersticiais têm aproximadamente a mesma composição,
exceto pelas proteínas em alta concentração no plasma.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
26.
• O sanguecontém tanto líquido
extracelular (o líquido do plasma)
como o líquido intracelular (o líquido
nas hemácias).
• É considerado compartimento líquido
em separado, por ter sua própria
câmara, o sistema circulatório –
importante no controle da dinâmica
cardiovascular.
VOLUME SANGUÍNEO
27.
• O volumesanguíneo médio no adulto representa em torno de 7% do peso
corporal, aproximadamente 5 litros.
• Cerca de 60% do sangue é plasma e 40% são hemácias, porém esse percentual
varia em diferentes pessoas dependendo de sexo, peso e outros fatores.
VOLUME SANGUÍNEO
28.
• Fração dosangue representada pelas hemácias, determinada pela centrifugação do
sangue num “tubo para hematócrito” até que as células fiquem compactadas no
fundo do tubo.
• O hematócrito medido está normalmente em torno de 0,40 em homens e cerca de
0,36 nas mulheres.
HEMATÓCRITO
29.
CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOSEXTRACELULAR E
INTRACELULAR
Principais cátions
e ânions dos
líquidos intra e
extracelulares.
Não eletrólitos do plasma.
30.
CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOSEXTRACELULAR E
INTRACELULAR
Substâncias Osmolares nos Líquidos Intra e Extracelulares
31.
• É separadodo líquido extracelular pela membrana celular que é muito permeável
à água, mas não é permeável à grande maioria dos eletrólitos.
• Contém pequena quantidade dos íons sódio e cloreto e quantidades muito
menores de íons cálcio.
CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
32.
• Possui grandequantidade de íons potássio e fosfato, considerável quantidade de
íons magnésio e sulfato.
• As células também têm grande quantidade de proteínas, quase quatro vezes mais
do que no plasma.
CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
33.
• Pode sermedido colocando a substância indicadora nesse compartimento.
permitindo que o indicador se disperse igualmente por todo o líquido do
compartimento, observando então a diluição do indicador.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
34.
• O método“indicador-diluição” tem como objetivo a medida do volume do
compartimento líquido.
se baseia no princípio de conservação das massas, significa que a massa total de
substância, após a dispersão no compartimento líquido, será a mesma massa total
injetada no compartimento.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
35.
• (1) aquantidade total do indicador injetado na câmara (o numerador da equação).
• (2) a concentração do líquido na câmara após a substância ter se dispersado (o
denominador).
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
36.
• Exemplo:
se 1mililitro de solução contendo 10 mg/mL de corante for dispersado na câmara
B e a concentração final nessa câmara for de 0,01 miligrama por mililitro de
líquido, o volume desconhecido da câmara pode ser calculado da seguinte forma:
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
37.
• Esse métodopode ser usado para medir o volume de praticamente qualquer
compartimento do corpo desde que:
(1) o indicador se disperse igualmente por todo o compartimento.
(2) o indicador só se disperse pelo compartimento de interesse.
(3) o indicador não seja metabolizado ou excretado.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
38.
se o indicadoré metabolizado ou
excretado, deve ser realizada uma
correção relacionada à perda do
indicador no corpo.
• Várias substâncias podem ser usadas
para medir o volume de cada um dos
diferentes líquidos do corpo.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
39.
• O volumeintracelular não pode ser medido diretamente.
Porém, pode ser calculado da seguinte maneira:
CÁLCULO DOVOLUME INTRACELULAR
Volume
intracelular
Água total
do corpo
Volume
extracelular
40.
CÁLCULO DOVOLUME DELÍQUIDO INTERSTICIAL
Volume de
líquido
intersticial
Volume do
líquido
extracelular
Volume do
plasma
41.
• O volumesanguíneo pode ser calculado sabendo-se o valor do hematócrito
usando a equação:
• Exemplo:
se o volume do plasma é de 3 litros e o hematócrito é 0,40.
MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
42.
• Outra maneiraé injetando hemácias marcadas com material radioativo na
circulação – (substância cromo radioativo (51Cr).
após a dispersão das hemácias em toda a circulação, a radioatividade de amostra
do sangue pode ser medida.
e o volume total de sangue pode ser calculado usando-se o princípio indicador-
diluição.
MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
43.
• A distribuiçãodos líquidos entre os compartimentos intra e extracelulares, em
contraste, é determinada pelo efeito osmótico de solutos menores.
especialmente sódio, cloreto e outros eletrólitos — agindo através da membrana
celular.
REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO
OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
44.
as membranas celularessão muito permeáveis à água, mas relativamente
impermeáveis a íons menores que a água.
água se move rapidamente através da membrana celular e o líquido intracelular
permanece isotônico em relação ao líquido extracelular.
REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO
OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
45.
• As membranascelulares são relativamente impermeáveis para a maioria dos
solutos, mas muito permeáveis à água.
• Sempre que existir maior concentração de soluto de um lado da membrana celular
a água se difunde pela membrana em direção ao lado de maior concentração de
soluto.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO
OSMÓTICA
46.
por exemplo: Seo soluto, o cloreto de sódio for adicionado ao líquido
extracelular, rapidamente ocorrerá difusão de água através da membrana celular da
célula para o líquido extracelular, até que a concentração de água em ambos os
lados da membrana se igualem.
• Inversamente, se o soluto como o cloreto de sódio for removido do líquido
extracelular ocorrerá difusão de água do líquido extracelular através das
membranas celulares e para as células.
• A intensidade da difusão da água é conhecida como intensidade da osmose.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO
OSMÓTICA
47.
• A concentraçãoosmolar de uma solução é chamada osmolalidade quando a
concentração é expressa em osmóis por quilograma de água.
• Já essa concentração expressa em osmóis por litro de solução é conhecida por
osmolaridade.
OSMOLALIDADE E OSMOLARIDADE
48.
• Pode-se calculara pressão osmótica potencial de uma solução, assumindo que a
membrana celular é impermeável ao soluto – utilizando a lei de van’t Hoff.
• Exemplo: Cálculo da a pressão osmótica de solução de cloreto de sódio a 0,9%.
o peso molecular do cloreto de sódio é de 58,5 g/mol, a molaridade da solução é
9 g/L divididos por 58,5 g/mol, algo em torno de 0,154 mol/L.
CÁLCULO DA OSMOLARIDADE E PRESSÃO
OSMÓTICA DE UMA SOLUÇÃO
49.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução de solutos impermeantes com osmolaridade
de 282 mOsm/L, não terá seu volume alterado.
50.
pois as concentraçõesde água, nos líquidos intra e extracelulares, são iguais e os
solutos não podem entrar ou sair da célula.
tal solução é dita isotônica por não alterar o volume das células.
• Essas soluções são importantes na medicina clínica por poderem ser infundidas
no sangue sem risco de perturbar o equilíbrio osmótico entre os líquidos intra e
extracelulares.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
51.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução hipotônica, com concentração de solutos
impermeantes <282 mOsm/L.
52.
a água sedifundirá do líquido extracelular para a célula, causando inchamento.
a água continuará a se difundir pela célula diluindo o líquido intracelular até que
este se torne isotônico em relação ao extracelular.
• Caso o inchamento da célula ultrapasse a capacidade de distensão da membrana,
esta se rompe.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
53.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução hipertônica, com concentração maior de
solutos impermeantes que o líquido intracelular.
54.
água sairá dacélula para o líquido extracelular, concentrando o líquido
intracelular e diluindo o líquido extracelular.
• Nesse caso, a célula encolherá até que a osmolaridade do líquido intracelular se
iguale à do meio extracelular.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
55.
• São soluçõesque causarão alterações do volume celular.
• A tonicidade de uma solução depende de sua concentração de solutos
impermeantes.
alguns solutos podem permear a membrana celular.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
56.
• Soluções coma mesma osmolaridade que a célula são ditas isosmóticas,
independentemente do soluto poder penetrar na membrana celular.
• Hiperosmótico e hipo-osmótico são as soluções com maior e menor
osmolaridade, em relação à do líquido extracelular normal, se os solutos não
forem permeantes.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
57.
• Soluções comsubstâncias muito permeantes, como a ureia, podem causar
alterações transitórias no volume dos líquidos intra e extracelulares.
porém, dado tempo suficiente, as concentrações das duas substâncias finalmente
se igualam nos dois compartimentos e apresentam pouco efeito sobre o volume
intracelular, sob condições de estado estável.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
58.
• A transferênciade líquido (através da membrana celular) ocorre tão rapidamente
que qualquer diferença de osmolaridade entre esses dois compartimentos é em
geral corrigida em segundos.
esse movimento rápido da água, não significa que o equilíbrio completo seja
atingido entre os compartimentos de todo o corpo neste curto período.
EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO
INTRA E EXTRACELULARES
59.
isto porque olíquido geralmente entra no corpo pelo tubo digestivo, é
transportado pelo sangue para todos os tecidos antes que o equilíbrio osmótico
completo possa ocorrer.
• Em geral, são necessários cerca de 30 minutos para que seja alcançado o
equilíbrio osmótico em todo o corpo depois de se ingerir água.
EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO
INTRA E EXTRACELULARES
60.
• Alguns fatoresque podem causar alteração considerável nos volumes dos líquidos
extra e intracelulares são o excesso de:
ingestão ou a retenção renal de água.
a desidratação.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
61.
a infusão intravenosade diferentes tipos de soluções.
a perda de grandes quantidades de líquido pelo trato gastrointestinal.
a perda de quantidades anormais de líquidos através do suor ou dos rins.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
62.
• Podem-se calcularas alterações nos volumes dos líquidos intra e extracelulares e
o tipo de terapia que deve ser instituída se os seguintes princípios básicos forem
considerados:
(1) A água se move rapidamente de um lado ao outro da membrana celular.
as osmolaridades dos líquidos intra e extracelulares permanecem exatamente
iguais entre si, exceto por poucos minutos após alterações da osmolaridade de um
dos compartimentos.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
63.
• (2) Asmembranas celulares são quase completamente impermeáveis a muitos
solutos, como sódio e cloro.
o número de osmóis do líquido extracelular e intracelular geralmente permanece
constante salvo casos em que solutos são adicionados ou retirados do
compartimento extracelular.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
64.
• Solução isotônica.
aosmolaridade do líquido extracelular não se altera,
portanto não ocorre osmose.
• O único efeito é o aumento no volume do líquido
extracelular.
• O sódio e o cloreto se mantêm basicamente no líquido
extracelular.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
65.
• Solução hipertônica.
•a osmolaridade extracelular aumenta e causa osmose
das células para o compartimento extracelular.
• Quase todo o cloreto de sódio adicionado permanece no
compartimento extracelular.
a difusão de líquido das células para o espaço extracelular
para alcançar o equilíbrio osmótico.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
66.
• O efeitoreal é:
aumento no volume extracelular (maior do que o volume de líquido adicionado);
redução no volume intracelular;
aumento na osmolaridade de ambos os compartimentos.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
67.
• Solução hipotônica.
aosmolaridade do líquido extracelular diminui e parte da
água extracelular se difunde por osmose para as células.
até que os compartimentos intra e extracelulares tenham a
mesma osmolaridade.
• Ambos os volumes aumentam quando se adiciona líquido
hipotônico, embora o volume intracelular aumente em
maior grau.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
68.
• Quando aconcentração de sódio no plasma é reduzida por mais do que alguns
miliequivalentes abaixo do normal (cerca de 142 mEq/L), o indivíduo tem
hiponatremia.
• Quando a concentração de sódio no plasma está alta, acima do normal, o
indivíduo tem hipernatremia.
REGULAÇÃO DOVOLUME DE LÍQUIDOS: HIPO E
HIPERNATREMIA
69.
• A reduçãoda concentração plasmática de sódio pode resultar da perda de cloreto
de sódio do líquido extracelular ou de adição excessiva de água ao líquido
extracelular.
• A perda primária de cloreto de sódio geralmente resulta em hiponatremia–
desidratação e é associada à redução do volume do líquido extracelular.
diarreia e o vômito.
CAUSAS DA HIPONATREMIA
70.
• O usoexcessivo de diuréticos e doença de Addison, podem causar graus
moderados de hiponatremia.
• Também pode ser associada à retenção excessiva de água, que dilui o sódio do
líquido extracelular, condição referida como hiponatremia–hiperidratação.
secreção excessiva de hormônio antidiurético.
CAUSAS DA HIPONATREMIA
• A reduçãorápida no sódio plasmático.
pode causar edema das células cerebrais e sintomas neurológicos.
• Se a concentração plasmática de sódio cair rapidamente.
inchaço celular.
CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
73.
• convulsões, coma,dano cerebral permanente e morte.
• Quando a hiponatremia se desenvolve lentamente por diversos dias, o cérebro e
outros tecidos respondem transportando sódio, cloreto, potássio e solutos
orgânicos, tais como glutamato, das células para o compartimento extracelular.
atenua o fluxo osmótico de água para a célula e o inchaço dos tecidos.
CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
• A perdaprimária de água do líquido extracelular resulta em hipernatremia e
desidratação.
pode decorrer de deficiência da secreção do hormônio antidiurético.
como resultado os rins excretam grandes quantidades de urina diluída,
ocasionando desidratação e aumento da concentração do cloreto de sódio no líquido
extracelular.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU
EXCESSO DE SÓDIO
76.
• Simples desidrataçãogerada pelo menor ganho que a perda de água pelo corpo.
exercícios pesados e prolongados.
• A secreção excessiva de aldosterona, pode causar discreto grau de hipernatremia e
hiperidratação.
estimula também a secreção de hormônio antidiurético e faz com que os rins
reabsorvam grandes quantidades de água.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU
EXCESSO DE SÓDIO
77.
• A hipernatremiapromove sede intensa e estimula a secreção de hormônio
antidiurético.
• A hipernatremia grave pode se dar em pacientes com lesões hipotalâmicas que
comprometem seu sentido de sede.
pacientes idosos com estado mental alterado, pessoas com diabetes insípido.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: MURCHAMENTO
CELULAR
• Condições propensas:
(1)hiponatremia.
(2) depressão dos sistemas metabólicos dos tecidos.
(3) falta de nutrição adequada para as células.
EDEMA INTRACELULAR
80.
• Fluxo sanguíneopara um determinado tecido é reduzido – distribuição de
oxigênio e de nutrientes.
caso o fluxo fique muito baixo para manter o metabolismo normal, as bombas
iônicas reduzem sua atividade.
os íons sódio não são bombeados a contento para o meio extracelular.
EDEMA INTRACELULAR
81.
o excesso deíons sódio no meio intracelular causa osmose para a célula.
• Esse processo pode aumentar o volume intracelular de determinada área do
tecido, por duas a três vezes o tamanho normal.
EDEMA INTRACELULAR
82.
• Ocorre quandose acumula um excesso de líquido nos espaços extracelulares.
• Esta associado a duas causas:
(1) vazamento anormal de líquido plasmático para os espaços intersticiais
através dos capilares.
EDEMA EXTRACELULAR
83.
(2) falha dosistema linfático de retornar líquido do interstício para o sangue.
• A causa clinicamente mais comum para o acúmulo de líquido no espaço
intersticial é a filtração excessiva do líquido capilar.
EDEMA EXTRACELULAR
84.
• O coraçãobombeia o sangue das veias para as artérias de modo deficiente.
aumento da pressão venosa e a pressão capilar, causando elevação da filtração
capilar.
• A pressão arterial tende a cair.
EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
85.
acarretando redução dafiltração, e da excreção de sal e água pelos rins.
• O fluxo sanguíneo para os rins fica reduzido nas pessoas com insuficiência
cardíaca.
essa queda do fluxo sanguíneo estimula a secreção de renina, levando o aumento
da formação da angiotensina II e da secreção de aldosterona, causando retenção
adicional de sal e água pelos rins.
EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
86.
• Nas doençasrenais que comprometem a excreção urinária de sal e água, grande
parte do cloreto de sódio e da água é retida no líquido extracelular.
• A maior parte do sal e da água vaza do sangue para os espaços intersticiais, e
pequena parte permanece no sangue.
EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE
SAL E ÁGUA
87.
• O efeitoprincipal é causar:
grande aumento do volume do líquido intersticial (edema extracelular).
hipertensão, devido ao aumento do volume sanguíneo.
EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE
SAL E ÁGUA
88.
• Provocam umadiminuição da pressão coloidosmótica do plasma.
isso leva ao aumento da filtração capilar através do corpo e a edema extracelular.
• Muitos tipos de doenças renais podem danificar as membranas dos glomérulos
renais.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
89.
faz com queas membranas fiquem permeáveis às proteínas do plasma, e permite
que grandes quantidades dessas proteínas passem para a urina.
• Quando essa perda excede a capacidade do corpo em sintetizar proteínas, ocorre a
redução da concentração de proteínas plasmáticas, podendo provocar edema
generalizado grave.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
90.
• Ex: cirrosedo fígado.
desenvolvimento de grandes quantidades de tecido fibroso entre as células
parenquimatosas do fígado.
resulta na produção insuficiente de proteínas do plasma, ocasionando redução da
pressão coloidosmótica do plasma e edema generalizado.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
91.
• Os filamentosproteoglicanos, juntamente com as fibras colágenas maiores, agem
nos espaços intersticiais como um “espaçador” entre as células.
• Os nutrientes e os íons não se difundem de imediato através das membranas
celulares.
sem o espaço adequado entre as células, esses nutrientes, eletrólitos e resíduos
celulares não podem ser rapidamente trocados entre os capilares sanguíneos e as
células localizadas distantes.
IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
92.
• Os filamentosproteoglicanos também impedem o líquido de fluir com facilidade
pelos espaços teciduais.
sem esses filamentos, o simples ato de a pessoa se levantar causaria grande fluxo
de líquido intersticial da parte superior para a parte inferior do corpo.
IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
93.
• GUYTON, ArthurC.; HALL, John E.. Tratado de fisiologia médica.
13º ed. ed. Rio De Janeiro: Editora Elsevier Ltda, 2017.
• AIRES, M.M., et al. Fisiologia. - 3 .ed. - Rio de Janeiro :Guanabara
Koogan, 2008.
REFERÊNCIAS