• São balanceadas nas condições estacionárias.
• Manutenção de volume relativamente constante dos líquidos corporais.
• Existe troca constante de líquidos e solutos com o meio externo, bem como entre
diferentes compartimentos do corpo.
ENTRADA E SAÍDA DE LÍQUIDOS
• A água é adicionada ao corpo por duas fontes principais:
(1) ingerida na forma de líquidos ou pela água nos alimentos, somando um total de
2.100 mL/dia;
(2) sintetizada pelo corpo por oxidação de carboidratos – em torno de 200 mL/dia.
• Totalizando cerca de 2.300 mL/dia.
ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
• A entrada de água varia entre
as diferentes pessoas e na
mesma pessoa em diferente
ocasiões.
depende do clima, hábito e
do nível de atividade física.
ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
PERDA DIÁRIA DE ÁGUA DO CORPO
• Conhecida como perda insensível de água, pois conscientemente não a
percebemos.
• Por exemplo:
perda constante de água por evaporação no trato respiratório;
PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
por difusão através da pele.
• Correspondendo em torno de 700 mL/dia de perda de água nas condições
normais.
PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
• Média de perda de água – em torno de 300 a 400 mL/dia.
• Ocorre independente da sudorese, está presente mesmo em pessoas que nascem
sem as glândulas sudoríparas.
DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
• Essa perda é minimizada pela camada cornificada cheia de colesterol da pele.
forma barreira contra a perda excessiva por difusão.
quando a camada cornificada não está presente (em casos de extensas
queimaduras), a intensidade dessa evaporação pode aumentar por até 10 vezes de 3
a 5 L/dia.
DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
• Perda em torno de 300 a 400 mL/dia.
• O ar entra no trato respiratório, fica saturado por umidade, com pressão de vapor
de aproximadamente 47 mmHg, antes de ser expelido.
• Em razão da pressão do vapor do ar inspirado ser geralmente menor do que 47
mmHg, a água é continuamente perdida pelos pulmões durante a respiração.
EVAPORAÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO
• Varia de acordo com a temperatura ambiente e práticas de atividade física.
• A perda normalmente é de 100 mL/dia.
• Em climas muito quentes ou durante exercícios pesados, geralmente aumenta para
1 a 2 L/hora.
essa perda pode rapidamente reduzir os líquidos corporais, caso o ganho de
líquidos não seja aumentado por meio do mecanismo da sede.
PERDA DE LÍQUIDO NO SUOR
• Geralmente apenas pequena quantidade de água é perdida nas fezes – 100 mL/dia.
• Em casos de diarreia grave, essa perda pode aumentar para L/dia.
PERDA DE ÁGUA POR FEZES
• O meio mais importante pelo qual o corpo
mantém o equilíbrio entre o ganho e a
perda de água, bem como o ganho e a
perda de eletrólitos, é pelo controle da
intensidade com que os rins excretam
essas substâncias.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
• Exemplo:
em uma pessoa desidratada o volume da urina pode ser tão baixo quanto 0,5
L/dia.
em uma pessoa que vem ingerindo grande quantidade de água, pode ser tão alto
quanto 20 L/dia.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
• O ganho de eletrólitos pelo corpo é bastante variável, isso ocorre com o sódio, o
cloreto e o potássio.
em algumas pessoas, o ganho de sódio pode ser tão baixo quanto 20 mEq/dia.
em outras a entrada de sódio pode ser muito alta, entre 300-500 mEq/dia.
PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
O líquido corporal total está distribuído em dois compartimentos:
• Líquido extracelular.
dividido em líquido intersticial e plasma sanguíneo.
• Líquido intracelular.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
• Regulação dos volumes de líquidos corporais;
• Compartimentos principais de líquido do corpo;
• Membranas que separam os compartimentos.
Valor referente a um homem adulto, padrão com peso corporal de 70kg.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
• Existe outro compartimento menor de líquido, conhecido como líquido
transcelular – cerca de 1 a 2 litros.
inclui o líquido dos espaços sinoviais, peritoneais, pericárdicos, intraoculares e o
líquido cefalorraquidiano.
• É considerado tipo especializado de líquido extracelular, embora em alguns casos
sua composição seja diferente dos líquidos intersticial ou plasmático.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
• O percentual da quantidade total de água depende da idade, gênero e porcentagem
de gordura corporal.
• Com o envelhecimento diminui gradualmente.
está associado ao aumento no percentual de tecido adiposo do corpo.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
• Mulheres têm maior percentual de gordura corporal que os homens, sua água
corporal total é em média de 50% do peso corporal.
• Em crianças prematuras ou recém-nascidos, a água corporal varia de 70% a 75%
do peso corporal.
COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
• Em torno de 28 a 42 litros de líquido do
corpo estão dentro dos 100 trilhões de
células, são coletivamente designados
como líquido intracelular.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
• Constitui cerca de 40% do total do peso corporal em pessoa “média”.
• O líquido de cada célula contém sua composição individual de diferentes
substâncias, porém as concentrações dessas substâncias são similares de uma
célula para outra.
• É considerado como um grande compartimento de líquido.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
• Todos os líquidos por fora das células são designados como líquidos
extracelulares.
constituem em torno de 20% do peso corporal.
Os dois maiores compartimentos do líquido extracelular são:
• Líquido intersticial – corresponde a mais de três quartos do líquido extracelular.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
• Plasma – responsável por quase um quarto do líquido extracelular.
parte não celular do sangue.
troca substâncias com o líquido intersticial através dos poros das membranas
capilares – são altamente permeáveis a quase todos os solutos do líquido
extracelular, exceto as proteínas.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
Líquido
Intersticial
Plasma
Volume
Extracelular
• Os líquidos extracelulares estão constantemente em contato, de forma que o
plasma e os líquidos intersticiais têm aproximadamente a mesma composição,
exceto pelas proteínas em alta concentração no plasma.
COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
• O sangue contém tanto líquido
extracelular (o líquido do plasma)
como o líquido intracelular (o líquido
nas hemácias).
• É considerado compartimento líquido
em separado, por ter sua própria
câmara, o sistema circulatório –
importante no controle da dinâmica
cardiovascular.
VOLUME SANGUÍNEO
• O volume sanguíneo médio no adulto representa em torno de 7% do peso
corporal, aproximadamente 5 litros.
• Cerca de 60% do sangue é plasma e 40% são hemácias, porém esse percentual
varia em diferentes pessoas dependendo de sexo, peso e outros fatores.
VOLUME SANGUÍNEO
• Fração do sangue representada pelas hemácias, determinada pela centrifugação do
sangue num “tubo para hematócrito” até que as células fiquem compactadas no
fundo do tubo.
• O hematócrito medido está normalmente em torno de 0,40 em homens e cerca de
0,36 nas mulheres.
HEMATÓCRITO
CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOS EXTRACELULAR E
INTRACELULAR
Principais cátions
e ânions dos
líquidos intra e
extracelulares.
Não eletrólitos do plasma.
CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOS EXTRACELULAR E
INTRACELULAR
Substâncias Osmolares nos Líquidos Intra e Extracelulares
• É separado do líquido extracelular pela membrana celular que é muito permeável
à água, mas não é permeável à grande maioria dos eletrólitos.
• Contém pequena quantidade dos íons sódio e cloreto e quantidades muito
menores de íons cálcio.
CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
• Possui grande quantidade de íons potássio e fosfato, considerável quantidade de
íons magnésio e sulfato.
• As células também têm grande quantidade de proteínas, quase quatro vezes mais
do que no plasma.
CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
• Pode ser medido colocando a substância indicadora nesse compartimento.
permitindo que o indicador se disperse igualmente por todo o líquido do
compartimento, observando então a diluição do indicador.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
• O método “indicador-diluição” tem como objetivo a medida do volume do
compartimento líquido.
se baseia no princípio de conservação das massas, significa que a massa total de
substância, após a dispersão no compartimento líquido, será a mesma massa total
injetada no compartimento.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
• (1) a quantidade total do indicador injetado na câmara (o numerador da equação).
• (2) a concentração do líquido na câmara após a substância ter se dispersado (o
denominador).
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
• Exemplo:
se 1 mililitro de solução contendo 10 mg/mL de corante for dispersado na câmara
B e a concentração final nessa câmara for de 0,01 miligrama por mililitro de
líquido, o volume desconhecido da câmara pode ser calculado da seguinte forma:
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
• Esse método pode ser usado para medir o volume de praticamente qualquer
compartimento do corpo desde que:
(1) o indicador se disperse igualmente por todo o compartimento.
(2) o indicador só se disperse pelo compartimento de interesse.
(3) o indicador não seja metabolizado ou excretado.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
se o indicador é metabolizado ou
excretado, deve ser realizada uma
correção relacionada à perda do
indicador no corpo.
• Várias substâncias podem ser usadas
para medir o volume de cada um dos
diferentes líquidos do corpo.
MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES
COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
• O volume intracelular não pode ser medido diretamente.
Porém, pode ser calculado da seguinte maneira:
CÁLCULO DOVOLUME INTRACELULAR
Volume
intracelular
Água total
do corpo
Volume
extracelular
CÁLCULO DOVOLUME DE LÍQUIDO INTERSTICIAL
Volume de
líquido
intersticial
Volume do
líquido
extracelular
Volume do
plasma
• O volume sanguíneo pode ser calculado sabendo-se o valor do hematócrito
usando a equação:
• Exemplo:
se o volume do plasma é de 3 litros e o hematócrito é 0,40.
MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
• Outra maneira é injetando hemácias marcadas com material radioativo na
circulação – (substância cromo radioativo (51Cr).
após a dispersão das hemácias em toda a circulação, a radioatividade de amostra
do sangue pode ser medida.
e o volume total de sangue pode ser calculado usando-se o princípio indicador-
diluição.
MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
• A distribuição dos líquidos entre os compartimentos intra e extracelulares, em
contraste, é determinada pelo efeito osmótico de solutos menores.
especialmente sódio, cloreto e outros eletrólitos — agindo através da membrana
celular.
REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO
OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
as membranas celulares são muito permeáveis à água, mas relativamente
impermeáveis a íons menores que a água.
água se move rapidamente através da membrana celular e o líquido intracelular
permanece isotônico em relação ao líquido extracelular.
REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO
OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
• As membranas celulares são relativamente impermeáveis para a maioria dos
solutos, mas muito permeáveis à água.
• Sempre que existir maior concentração de soluto de um lado da membrana celular
a água se difunde pela membrana em direção ao lado de maior concentração de
soluto.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO
OSMÓTICA
por exemplo: Se o soluto, o cloreto de sódio for adicionado ao líquido
extracelular, rapidamente ocorrerá difusão de água através da membrana celular da
célula para o líquido extracelular, até que a concentração de água em ambos os
lados da membrana se igualem.
• Inversamente, se o soluto como o cloreto de sódio for removido do líquido
extracelular ocorrerá difusão de água do líquido extracelular através das
membranas celulares e para as células.
• A intensidade da difusão da água é conhecida como intensidade da osmose.
PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO
OSMÓTICA
• A concentração osmolar de uma solução é chamada osmolalidade quando a
concentração é expressa em osmóis por quilograma de água.
• Já essa concentração expressa em osmóis por litro de solução é conhecida por
osmolaridade.
OSMOLALIDADE E OSMOLARIDADE
• Pode-se calcular a pressão osmótica potencial de uma solução, assumindo que a
membrana celular é impermeável ao soluto – utilizando a lei de van’t Hoff.
• Exemplo: Cálculo da a pressão osmótica de solução de cloreto de sódio a 0,9%.
o peso molecular do cloreto de sódio é de 58,5 g/mol, a molaridade da solução é
9 g/L divididos por 58,5 g/mol, algo em torno de 0,154 mol/L.
CÁLCULO DA OSMOLARIDADE E PRESSÃO
OSMÓTICA DE UMA SOLUÇÃO
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução de solutos impermeantes com osmolaridade
de 282 mOsm/L, não terá seu volume alterado.
pois as concentrações de água, nos líquidos intra e extracelulares, são iguais e os
solutos não podem entrar ou sair da célula.
tal solução é dita isotônica por não alterar o volume das células.
• Essas soluções são importantes na medicina clínica por poderem ser infundidas
no sangue sem risco de perturbar o equilíbrio osmótico entre os líquidos intra e
extracelulares.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução hipotônica, com concentração de solutos
impermeantes <282 mOsm/L.
a água se difundirá do líquido extracelular para a célula, causando inchamento.
a água continuará a se difundir pela célula diluindo o líquido intracelular até que
este se torne isotônico em relação ao extracelular.
• Caso o inchamento da célula ultrapasse a capacidade de distensão da membrana,
esta se rompe.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
• Se a célula for colocada em solução hipertônica, com concentração maior de
solutos impermeantes que o líquido intracelular.
água sairá da célula para o líquido extracelular, concentrando o líquido
intracelular e diluindo o líquido extracelular.
• Nesse caso, a célula encolherá até que a osmolaridade do líquido intracelular se
iguale à do meio extracelular.
LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E
HIPERTÔNICOS
• São soluções que causarão alterações do volume celular.
• A tonicidade de uma solução depende de sua concentração de solutos
impermeantes.
alguns solutos podem permear a membrana celular.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
• Soluções com a mesma osmolaridade que a célula são ditas isosmóticas,
independentemente do soluto poder penetrar na membrana celular.
• Hiperosmótico e hipo-osmótico são as soluções com maior e menor
osmolaridade, em relação à do líquido extracelular normal, se os solutos não
forem permeantes.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
• Soluções com substâncias muito permeantes, como a ureia, podem causar
alterações transitórias no volume dos líquidos intra e extracelulares.
porém, dado tempo suficiente, as concentrações das duas substâncias finalmente
se igualam nos dois compartimentos e apresentam pouco efeito sobre o volume
intracelular, sob condições de estado estável.
LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E
HIPO-OSMÓTICOS
• A transferência de líquido (através da membrana celular) ocorre tão rapidamente
que qualquer diferença de osmolaridade entre esses dois compartimentos é em
geral corrigida em segundos.
esse movimento rápido da água, não significa que o equilíbrio completo seja
atingido entre os compartimentos de todo o corpo neste curto período.
EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO
INTRA E EXTRACELULARES
isto porque o líquido geralmente entra no corpo pelo tubo digestivo, é
transportado pelo sangue para todos os tecidos antes que o equilíbrio osmótico
completo possa ocorrer.
• Em geral, são necessários cerca de 30 minutos para que seja alcançado o
equilíbrio osmótico em todo o corpo depois de se ingerir água.
EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO
INTRA E EXTRACELULARES
• Alguns fatores que podem causar alteração considerável nos volumes dos líquidos
extra e intracelulares são o excesso de:
ingestão ou a retenção renal de água.
a desidratação.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
a infusão intravenosa de diferentes tipos de soluções.
a perda de grandes quantidades de líquido pelo trato gastrointestinal.
a perda de quantidades anormais de líquidos através do suor ou dos rins.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
• Podem-se calcular as alterações nos volumes dos líquidos intra e extracelulares e
o tipo de terapia que deve ser instituída se os seguintes princípios básicos forem
considerados:
(1) A água se move rapidamente de um lado ao outro da membrana celular.
as osmolaridades dos líquidos intra e extracelulares permanecem exatamente
iguais entre si, exceto por poucos minutos após alterações da osmolaridade de um
dos compartimentos.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
• (2) As membranas celulares são quase completamente impermeáveis a muitos
solutos, como sódio e cloro.
o número de osmóis do líquido extracelular e intracelular geralmente permanece
constante salvo casos em que solutos são adicionados ou retirados do
compartimento extracelular.
VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA
E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
• Solução isotônica.
a osmolaridade do líquido extracelular não se altera,
portanto não ocorre osmose.
• O único efeito é o aumento no volume do líquido
extracelular.
• O sódio e o cloreto se mantêm basicamente no líquido
extracelular.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
• Solução hipertônica.
• a osmolaridade extracelular aumenta e causa osmose
das células para o compartimento extracelular.
• Quase todo o cloreto de sódio adicionado permanece no
compartimento extracelular.
a difusão de líquido das células para o espaço extracelular
para alcançar o equilíbrio osmótico.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
• O efeito real é:
aumento no volume extracelular (maior do que o volume de líquido adicionado);
redução no volume intracelular;
aumento na osmolaridade de ambos os compartimentos.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
• Solução hipotônica.
a osmolaridade do líquido extracelular diminui e parte da
água extracelular se difunde por osmose para as células.
até que os compartimentos intra e extracelulares tenham a
mesma osmolaridade.
• Ambos os volumes aumentam quando se adiciona líquido
hipotônico, embora o volume intracelular aumente em
maior grau.
EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO
LÍQUIDO EXTRACELULAR
• Quando a concentração de sódio no plasma é reduzida por mais do que alguns
miliequivalentes abaixo do normal (cerca de 142 mEq/L), o indivíduo tem
hiponatremia.
• Quando a concentração de sódio no plasma está alta, acima do normal, o
indivíduo tem hipernatremia.
REGULAÇÃO DOVOLUME DE LÍQUIDOS: HIPO E
HIPERNATREMIA
• A redução da concentração plasmática de sódio pode resultar da perda de cloreto
de sódio do líquido extracelular ou de adição excessiva de água ao líquido
extracelular.
• A perda primária de cloreto de sódio geralmente resulta em hiponatremia–
desidratação e é associada à redução do volume do líquido extracelular.
diarreia e o vômito.
CAUSAS DA HIPONATREMIA
• O uso excessivo de diuréticos e doença de Addison, podem causar graus
moderados de hiponatremia.
• Também pode ser associada à retenção excessiva de água, que dilui o sódio do
líquido extracelular, condição referida como hiponatremia–hiperidratação.
secreção excessiva de hormônio antidiurético.
CAUSAS DA HIPONATREMIA
CAUSAS DA HIPONATREMIA
• A redução rápida no sódio plasmático.
pode causar edema das células cerebrais e sintomas neurológicos.
• Se a concentração plasmática de sódio cair rapidamente.
inchaço celular.
CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
• convulsões, coma, dano cerebral permanente e morte.
• Quando a hiponatremia se desenvolve lentamente por diversos dias, o cérebro e
outros tecidos respondem transportando sódio, cloreto, potássio e solutos
orgânicos, tais como glutamato, das células para o compartimento extracelular.
atenua o fluxo osmótico de água para a célula e o inchaço dos tecidos.
CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
• A perda primária de água do líquido extracelular resulta em hipernatremia e
desidratação.
pode decorrer de deficiência da secreção do hormônio antidiurético.
como resultado os rins excretam grandes quantidades de urina diluída,
ocasionando desidratação e aumento da concentração do cloreto de sódio no líquido
extracelular.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU
EXCESSO DE SÓDIO
• Simples desidratação gerada pelo menor ganho que a perda de água pelo corpo.
exercícios pesados e prolongados.
• A secreção excessiva de aldosterona, pode causar discreto grau de hipernatremia e
hiperidratação.
estimula também a secreção de hormônio antidiurético e faz com que os rins
reabsorvam grandes quantidades de água.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU
EXCESSO DE SÓDIO
• A hipernatremia promove sede intensa e estimula a secreção de hormônio
antidiurético.
• A hipernatremia grave pode se dar em pacientes com lesões hipotalâmicas que
comprometem seu sentido de sede.
pacientes idosos com estado mental alterado, pessoas com diabetes insípido.
CAUSAS DA HIPERNATREMIA: MURCHAMENTO
CELULAR
EDEMA
• Condições propensas:
(1) hiponatremia.
(2) depressão dos sistemas metabólicos dos tecidos.
(3) falta de nutrição adequada para as células.
EDEMA INTRACELULAR
• Fluxo sanguíneo para um determinado tecido é reduzido – distribuição de
oxigênio e de nutrientes.
caso o fluxo fique muito baixo para manter o metabolismo normal, as bombas
iônicas reduzem sua atividade.
os íons sódio não são bombeados a contento para o meio extracelular.
EDEMA INTRACELULAR
o excesso de íons sódio no meio intracelular causa osmose para a célula.
• Esse processo pode aumentar o volume intracelular de determinada área do
tecido, por duas a três vezes o tamanho normal.
EDEMA INTRACELULAR
• Ocorre quando se acumula um excesso de líquido nos espaços extracelulares.
• Esta associado a duas causas:
(1) vazamento anormal de líquido plasmático para os espaços intersticiais
através dos capilares.
EDEMA EXTRACELULAR
(2) falha do sistema linfático de retornar líquido do interstício para o sangue.
• A causa clinicamente mais comum para o acúmulo de líquido no espaço
intersticial é a filtração excessiva do líquido capilar.
EDEMA EXTRACELULAR
• O coração bombeia o sangue das veias para as artérias de modo deficiente.
aumento da pressão venosa e a pressão capilar, causando elevação da filtração
capilar.
• A pressão arterial tende a cair.
EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
acarretando redução da filtração, e da excreção de sal e água pelos rins.
• O fluxo sanguíneo para os rins fica reduzido nas pessoas com insuficiência
cardíaca.
essa queda do fluxo sanguíneo estimula a secreção de renina, levando o aumento
da formação da angiotensina II e da secreção de aldosterona, causando retenção
adicional de sal e água pelos rins.
EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
• Nas doenças renais que comprometem a excreção urinária de sal e água, grande
parte do cloreto de sódio e da água é retida no líquido extracelular.
• A maior parte do sal e da água vaza do sangue para os espaços intersticiais, e
pequena parte permanece no sangue.
EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE
SAL E ÁGUA
• O efeito principal é causar:
grande aumento do volume do líquido intersticial (edema extracelular).
hipertensão, devido ao aumento do volume sanguíneo.
EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE
SAL E ÁGUA
• Provocam uma diminuição da pressão coloidosmótica do plasma.
isso leva ao aumento da filtração capilar através do corpo e a edema extracelular.
• Muitos tipos de doenças renais podem danificar as membranas dos glomérulos
renais.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
faz com que as membranas fiquem permeáveis às proteínas do plasma, e permite
que grandes quantidades dessas proteínas passem para a urina.
• Quando essa perda excede a capacidade do corpo em sintetizar proteínas, ocorre a
redução da concentração de proteínas plasmáticas, podendo provocar edema
generalizado grave.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
• Ex: cirrose do fígado.
desenvolvimento de grandes quantidades de tecido fibroso entre as células
parenquimatosas do fígado.
resulta na produção insuficiente de proteínas do plasma, ocasionando redução da
pressão coloidosmótica do plasma e edema generalizado.
EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS
PLASMÁTICAS
• Os filamentos proteoglicanos, juntamente com as fibras colágenas maiores, agem
nos espaços intersticiais como um “espaçador” entre as células.
• Os nutrientes e os íons não se difundem de imediato através das membranas
celulares.
sem o espaço adequado entre as células, esses nutrientes, eletrólitos e resíduos
celulares não podem ser rapidamente trocados entre os capilares sanguíneos e as
células localizadas distantes.
IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
• Os filamentos proteoglicanos também impedem o líquido de fluir com facilidade
pelos espaços teciduais.
sem esses filamentos, o simples ato de a pessoa se levantar causaria grande fluxo
de líquido intersticial da parte superior para a parte inferior do corpo.
IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
• GUYTON, Arthur C.; HALL, John E.. Tratado de fisiologia médica.
13º ed. ed. Rio De Janeiro: Editora Elsevier Ltda, 2017.
• AIRES, M.M., et al. Fisiologia. - 3 .ed. - Rio de Janeiro :Guanabara
Koogan, 2008.
REFERÊNCIAS
Muito obrigado!!!

01 - OS COMPARTIMENTOS DOS LÍQUIDOS CORPORAIS.pdf

  • 1.
    • São balanceadasnas condições estacionárias. • Manutenção de volume relativamente constante dos líquidos corporais. • Existe troca constante de líquidos e solutos com o meio externo, bem como entre diferentes compartimentos do corpo. ENTRADA E SAÍDA DE LÍQUIDOS
  • 2.
    • A águaé adicionada ao corpo por duas fontes principais: (1) ingerida na forma de líquidos ou pela água nos alimentos, somando um total de 2.100 mL/dia; (2) sintetizada pelo corpo por oxidação de carboidratos – em torno de 200 mL/dia. • Totalizando cerca de 2.300 mL/dia. ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
  • 3.
    • A entradade água varia entre as diferentes pessoas e na mesma pessoa em diferente ocasiões. depende do clima, hábito e do nível de atividade física. ENTRADA DIÁRIA DE ÁGUA
  • 4.
    PERDA DIÁRIA DEÁGUA DO CORPO
  • 5.
    • Conhecida comoperda insensível de água, pois conscientemente não a percebemos. • Por exemplo: perda constante de água por evaporação no trato respiratório; PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
  • 6.
    por difusão atravésda pele. • Correspondendo em torno de 700 mL/dia de perda de água nas condições normais. PERDA INSENSÍVEL DE ÁGUA
  • 7.
    • Média deperda de água – em torno de 300 a 400 mL/dia. • Ocorre independente da sudorese, está presente mesmo em pessoas que nascem sem as glândulas sudoríparas. DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
  • 8.
    • Essa perdaé minimizada pela camada cornificada cheia de colesterol da pele. forma barreira contra a perda excessiva por difusão. quando a camada cornificada não está presente (em casos de extensas queimaduras), a intensidade dessa evaporação pode aumentar por até 10 vezes de 3 a 5 L/dia. DIFUSÃO ATRAVÉS DA PELE
  • 9.
    • Perda emtorno de 300 a 400 mL/dia. • O ar entra no trato respiratório, fica saturado por umidade, com pressão de vapor de aproximadamente 47 mmHg, antes de ser expelido. • Em razão da pressão do vapor do ar inspirado ser geralmente menor do que 47 mmHg, a água é continuamente perdida pelos pulmões durante a respiração. EVAPORAÇÃO PELO TRATO RESPIRATÓRIO
  • 10.
    • Varia deacordo com a temperatura ambiente e práticas de atividade física. • A perda normalmente é de 100 mL/dia. • Em climas muito quentes ou durante exercícios pesados, geralmente aumenta para 1 a 2 L/hora. essa perda pode rapidamente reduzir os líquidos corporais, caso o ganho de líquidos não seja aumentado por meio do mecanismo da sede. PERDA DE LÍQUIDO NO SUOR
  • 11.
    • Geralmente apenaspequena quantidade de água é perdida nas fezes – 100 mL/dia. • Em casos de diarreia grave, essa perda pode aumentar para L/dia. PERDA DE ÁGUA POR FEZES
  • 12.
    • O meiomais importante pelo qual o corpo mantém o equilíbrio entre o ganho e a perda de água, bem como o ganho e a perda de eletrólitos, é pelo controle da intensidade com que os rins excretam essas substâncias. PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
  • 13.
    • Exemplo: em umapessoa desidratada o volume da urina pode ser tão baixo quanto 0,5 L/dia. em uma pessoa que vem ingerindo grande quantidade de água, pode ser tão alto quanto 20 L/dia. PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
  • 14.
    • O ganhode eletrólitos pelo corpo é bastante variável, isso ocorre com o sódio, o cloreto e o potássio. em algumas pessoas, o ganho de sódio pode ser tão baixo quanto 20 mEq/dia. em outras a entrada de sódio pode ser muito alta, entre 300-500 mEq/dia. PERDA DE ÁGUA PELOS RINS
  • 15.
    O líquido corporaltotal está distribuído em dois compartimentos: • Líquido extracelular. dividido em líquido intersticial e plasma sanguíneo. • Líquido intracelular. COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
  • 16.
    • Regulação dosvolumes de líquidos corporais; • Compartimentos principais de líquido do corpo; • Membranas que separam os compartimentos. Valor referente a um homem adulto, padrão com peso corporal de 70kg. COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
  • 17.
    • Existe outrocompartimento menor de líquido, conhecido como líquido transcelular – cerca de 1 a 2 litros. inclui o líquido dos espaços sinoviais, peritoneais, pericárdicos, intraoculares e o líquido cefalorraquidiano. • É considerado tipo especializado de líquido extracelular, embora em alguns casos sua composição seja diferente dos líquidos intersticial ou plasmático. COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
  • 18.
    • O percentualda quantidade total de água depende da idade, gênero e porcentagem de gordura corporal. • Com o envelhecimento diminui gradualmente. está associado ao aumento no percentual de tecido adiposo do corpo. COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
  • 19.
    • Mulheres têmmaior percentual de gordura corporal que os homens, sua água corporal total é em média de 50% do peso corporal. • Em crianças prematuras ou recém-nascidos, a água corporal varia de 70% a 75% do peso corporal. COMPARTIMENTOS DE LÍQUIDOS CORPORAIS
  • 20.
    • Em tornode 28 a 42 litros de líquido do corpo estão dentro dos 100 trilhões de células, são coletivamente designados como líquido intracelular. COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
  • 21.
    • Constitui cercade 40% do total do peso corporal em pessoa “média”. • O líquido de cada célula contém sua composição individual de diferentes substâncias, porém as concentrações dessas substâncias são similares de uma célula para outra. • É considerado como um grande compartimento de líquido. COMPARTIMENTO LÍQUIDO INTRACELULAR
  • 22.
    • Todos oslíquidos por fora das células são designados como líquidos extracelulares. constituem em torno de 20% do peso corporal. Os dois maiores compartimentos do líquido extracelular são: • Líquido intersticial – corresponde a mais de três quartos do líquido extracelular. COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 23.
    • Plasma –responsável por quase um quarto do líquido extracelular. parte não celular do sangue. troca substâncias com o líquido intersticial através dos poros das membranas capilares – são altamente permeáveis a quase todos os solutos do líquido extracelular, exceto as proteínas. COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 24.
  • 25.
    • Os líquidosextracelulares estão constantemente em contato, de forma que o plasma e os líquidos intersticiais têm aproximadamente a mesma composição, exceto pelas proteínas em alta concentração no plasma. COMPARTIMENTO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 26.
    • O sanguecontém tanto líquido extracelular (o líquido do plasma) como o líquido intracelular (o líquido nas hemácias). • É considerado compartimento líquido em separado, por ter sua própria câmara, o sistema circulatório – importante no controle da dinâmica cardiovascular. VOLUME SANGUÍNEO
  • 27.
    • O volumesanguíneo médio no adulto representa em torno de 7% do peso corporal, aproximadamente 5 litros. • Cerca de 60% do sangue é plasma e 40% são hemácias, porém esse percentual varia em diferentes pessoas dependendo de sexo, peso e outros fatores. VOLUME SANGUÍNEO
  • 28.
    • Fração dosangue representada pelas hemácias, determinada pela centrifugação do sangue num “tubo para hematócrito” até que as células fiquem compactadas no fundo do tubo. • O hematócrito medido está normalmente em torno de 0,40 em homens e cerca de 0,36 nas mulheres. HEMATÓCRITO
  • 29.
    CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOSEXTRACELULAR E INTRACELULAR Principais cátions e ânions dos líquidos intra e extracelulares. Não eletrólitos do plasma.
  • 30.
    CONSTITUINTES DOS LÍQUIDOSEXTRACELULAR E INTRACELULAR Substâncias Osmolares nos Líquidos Intra e Extracelulares
  • 31.
    • É separadodo líquido extracelular pela membrana celular que é muito permeável à água, mas não é permeável à grande maioria dos eletrólitos. • Contém pequena quantidade dos íons sódio e cloreto e quantidades muito menores de íons cálcio. CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
  • 32.
    • Possui grandequantidade de íons potássio e fosfato, considerável quantidade de íons magnésio e sulfato. • As células também têm grande quantidade de proteínas, quase quatro vezes mais do que no plasma. CONSTITUINTES DO LÍQUIDO INTRACELULAR
  • 33.
    • Pode sermedido colocando a substância indicadora nesse compartimento. permitindo que o indicador se disperse igualmente por todo o líquido do compartimento, observando então a diluição do indicador. MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 34.
    • O método“indicador-diluição” tem como objetivo a medida do volume do compartimento líquido. se baseia no princípio de conservação das massas, significa que a massa total de substância, após a dispersão no compartimento líquido, será a mesma massa total injetada no compartimento. MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 35.
    • (1) aquantidade total do indicador injetado na câmara (o numerador da equação). • (2) a concentração do líquido na câmara após a substância ter se dispersado (o denominador). MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 36.
    • Exemplo: se 1mililitro de solução contendo 10 mg/mL de corante for dispersado na câmara B e a concentração final nessa câmara for de 0,01 miligrama por mililitro de líquido, o volume desconhecido da câmara pode ser calculado da seguinte forma: MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 37.
    • Esse métodopode ser usado para medir o volume de praticamente qualquer compartimento do corpo desde que: (1) o indicador se disperse igualmente por todo o compartimento. (2) o indicador só se disperse pelo compartimento de interesse. (3) o indicador não seja metabolizado ou excretado. MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 38.
    se o indicadoré metabolizado ou excretado, deve ser realizada uma correção relacionada à perda do indicador no corpo. • Várias substâncias podem ser usadas para medir o volume de cada um dos diferentes líquidos do corpo. MEDIDA DOSVOLUMES LÍQUIDOS NOS DIFERENTES COMPARTIMENTOS LÍQUIDO DO CORPO
  • 39.
    • O volumeintracelular não pode ser medido diretamente. Porém, pode ser calculado da seguinte maneira: CÁLCULO DOVOLUME INTRACELULAR Volume intracelular Água total do corpo Volume extracelular
  • 40.
    CÁLCULO DOVOLUME DELÍQUIDO INTERSTICIAL Volume de líquido intersticial Volume do líquido extracelular Volume do plasma
  • 41.
    • O volumesanguíneo pode ser calculado sabendo-se o valor do hematócrito usando a equação: • Exemplo: se o volume do plasma é de 3 litros e o hematócrito é 0,40. MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
  • 42.
    • Outra maneiraé injetando hemácias marcadas com material radioativo na circulação – (substância cromo radioativo (51Cr). após a dispersão das hemácias em toda a circulação, a radioatividade de amostra do sangue pode ser medida. e o volume total de sangue pode ser calculado usando-se o princípio indicador- diluição. MEDIDA DOVOLUME SANGUÍNEO
  • 43.
    • A distribuiçãodos líquidos entre os compartimentos intra e extracelulares, em contraste, é determinada pelo efeito osmótico de solutos menores. especialmente sódio, cloreto e outros eletrólitos — agindo através da membrana celular. REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
  • 44.
    as membranas celularessão muito permeáveis à água, mas relativamente impermeáveis a íons menores que a água. água se move rapidamente através da membrana celular e o líquido intracelular permanece isotônico em relação ao líquido extracelular. REGULAÇÃO DATROCA DE LÍQUIDOS E EQUILÍBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDOS INTRA E EXTRACELULAR
  • 45.
    • As membranascelulares são relativamente impermeáveis para a maioria dos solutos, mas muito permeáveis à água. • Sempre que existir maior concentração de soluto de um lado da membrana celular a água se difunde pela membrana em direção ao lado de maior concentração de soluto. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO OSMÓTICA
  • 46.
    por exemplo: Seo soluto, o cloreto de sódio for adicionado ao líquido extracelular, rapidamente ocorrerá difusão de água através da membrana celular da célula para o líquido extracelular, até que a concentração de água em ambos os lados da membrana se igualem. • Inversamente, se o soluto como o cloreto de sódio for removido do líquido extracelular ocorrerá difusão de água do líquido extracelular através das membranas celulares e para as células. • A intensidade da difusão da água é conhecida como intensidade da osmose. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA OSMOSE E DA PRESSÃO OSMÓTICA
  • 47.
    • A concentraçãoosmolar de uma solução é chamada osmolalidade quando a concentração é expressa em osmóis por quilograma de água. • Já essa concentração expressa em osmóis por litro de solução é conhecida por osmolaridade. OSMOLALIDADE E OSMOLARIDADE
  • 48.
    • Pode-se calculara pressão osmótica potencial de uma solução, assumindo que a membrana celular é impermeável ao soluto – utilizando a lei de van’t Hoff. • Exemplo: Cálculo da a pressão osmótica de solução de cloreto de sódio a 0,9%. o peso molecular do cloreto de sódio é de 58,5 g/mol, a molaridade da solução é 9 g/L divididos por 58,5 g/mol, algo em torno de 0,154 mol/L. CÁLCULO DA OSMOLARIDADE E PRESSÃO OSMÓTICA DE UMA SOLUÇÃO
  • 49.
    LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE HIPERTÔNICOS • Se a célula for colocada em solução de solutos impermeantes com osmolaridade de 282 mOsm/L, não terá seu volume alterado.
  • 50.
    pois as concentraçõesde água, nos líquidos intra e extracelulares, são iguais e os solutos não podem entrar ou sair da célula. tal solução é dita isotônica por não alterar o volume das células. • Essas soluções são importantes na medicina clínica por poderem ser infundidas no sangue sem risco de perturbar o equilíbrio osmótico entre os líquidos intra e extracelulares. LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E HIPERTÔNICOS
  • 51.
    LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE HIPERTÔNICOS • Se a célula for colocada em solução hipotônica, com concentração de solutos impermeantes <282 mOsm/L.
  • 52.
    a água sedifundirá do líquido extracelular para a célula, causando inchamento. a água continuará a se difundir pela célula diluindo o líquido intracelular até que este se torne isotônico em relação ao extracelular. • Caso o inchamento da célula ultrapasse a capacidade de distensão da membrana, esta se rompe. LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E HIPERTÔNICOS
  • 53.
    LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOSE HIPERTÔNICOS • Se a célula for colocada em solução hipertônica, com concentração maior de solutos impermeantes que o líquido intracelular.
  • 54.
    água sairá dacélula para o líquido extracelular, concentrando o líquido intracelular e diluindo o líquido extracelular. • Nesse caso, a célula encolherá até que a osmolaridade do líquido intracelular se iguale à do meio extracelular. LÍQUIDOS ISOTÔNICOS, HIPOTÔNICOS E HIPERTÔNICOS
  • 55.
    • São soluçõesque causarão alterações do volume celular. • A tonicidade de uma solução depende de sua concentração de solutos impermeantes. alguns solutos podem permear a membrana celular. LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E HIPO-OSMÓTICOS
  • 56.
    • Soluções coma mesma osmolaridade que a célula são ditas isosmóticas, independentemente do soluto poder penetrar na membrana celular. • Hiperosmótico e hipo-osmótico são as soluções com maior e menor osmolaridade, em relação à do líquido extracelular normal, se os solutos não forem permeantes. LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E HIPO-OSMÓTICOS
  • 57.
    • Soluções comsubstâncias muito permeantes, como a ureia, podem causar alterações transitórias no volume dos líquidos intra e extracelulares. porém, dado tempo suficiente, as concentrações das duas substâncias finalmente se igualam nos dois compartimentos e apresentam pouco efeito sobre o volume intracelular, sob condições de estado estável. LÍQUIDOS ISOSMÓTICOS, HIPEROSMÓTICOS E HIPO-OSMÓTICOS
  • 58.
    • A transferênciade líquido (através da membrana celular) ocorre tão rapidamente que qualquer diferença de osmolaridade entre esses dois compartimentos é em geral corrigida em segundos. esse movimento rápido da água, não significa que o equilíbrio completo seja atingido entre os compartimentos de todo o corpo neste curto período. EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO INTRA E EXTRACELULARES
  • 59.
    isto porque olíquido geralmente entra no corpo pelo tubo digestivo, é transportado pelo sangue para todos os tecidos antes que o equilíbrio osmótico completo possa ocorrer. • Em geral, são necessários cerca de 30 minutos para que seja alcançado o equilíbrio osmótico em todo o corpo depois de se ingerir água. EQUÍLIBRIO OSMÓTICO ENTRE OS LÍQUIDO INTRA E EXTRACELULARES
  • 60.
    • Alguns fatoresque podem causar alteração considerável nos volumes dos líquidos extra e intracelulares são o excesso de: ingestão ou a retenção renal de água. a desidratação. VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
  • 61.
    a infusão intravenosade diferentes tipos de soluções. a perda de grandes quantidades de líquido pelo trato gastrointestinal. a perda de quantidades anormais de líquidos através do suor ou dos rins. VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
  • 62.
    • Podem-se calcularas alterações nos volumes dos líquidos intra e extracelulares e o tipo de terapia que deve ser instituída se os seguintes princípios básicos forem considerados: (1) A água se move rapidamente de um lado ao outro da membrana celular. as osmolaridades dos líquidos intra e extracelulares permanecem exatamente iguais entre si, exceto por poucos minutos após alterações da osmolaridade de um dos compartimentos. VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
  • 63.
    • (2) Asmembranas celulares são quase completamente impermeáveis a muitos solutos, como sódio e cloro. o número de osmóis do líquido extracelular e intracelular geralmente permanece constante salvo casos em que solutos são adicionados ou retirados do compartimento extracelular. VOLUME E OSMOLARIDADE DOS LÍQUIDOS EXTRA E INTRACELULARES EM ESTADOS ANORMAIS
  • 64.
    • Solução isotônica. aosmolaridade do líquido extracelular não se altera, portanto não ocorre osmose. • O único efeito é o aumento no volume do líquido extracelular. • O sódio e o cloreto se mantêm basicamente no líquido extracelular. EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 65.
    • Solução hipertônica. •a osmolaridade extracelular aumenta e causa osmose das células para o compartimento extracelular. • Quase todo o cloreto de sódio adicionado permanece no compartimento extracelular. a difusão de líquido das células para o espaço extracelular para alcançar o equilíbrio osmótico. EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 66.
    • O efeitoreal é: aumento no volume extracelular (maior do que o volume de líquido adicionado); redução no volume intracelular; aumento na osmolaridade de ambos os compartimentos. EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 67.
    • Solução hipotônica. aosmolaridade do líquido extracelular diminui e parte da água extracelular se difunde por osmose para as células. até que os compartimentos intra e extracelulares tenham a mesma osmolaridade. • Ambos os volumes aumentam quando se adiciona líquido hipotônico, embora o volume intracelular aumente em maior grau. EFEITO DA ADIÇÃO DE SOLUÇÃO SALINA AO LÍQUIDO EXTRACELULAR
  • 68.
    • Quando aconcentração de sódio no plasma é reduzida por mais do que alguns miliequivalentes abaixo do normal (cerca de 142 mEq/L), o indivíduo tem hiponatremia. • Quando a concentração de sódio no plasma está alta, acima do normal, o indivíduo tem hipernatremia. REGULAÇÃO DOVOLUME DE LÍQUIDOS: HIPO E HIPERNATREMIA
  • 69.
    • A reduçãoda concentração plasmática de sódio pode resultar da perda de cloreto de sódio do líquido extracelular ou de adição excessiva de água ao líquido extracelular. • A perda primária de cloreto de sódio geralmente resulta em hiponatremia– desidratação e é associada à redução do volume do líquido extracelular. diarreia e o vômito. CAUSAS DA HIPONATREMIA
  • 70.
    • O usoexcessivo de diuréticos e doença de Addison, podem causar graus moderados de hiponatremia. • Também pode ser associada à retenção excessiva de água, que dilui o sódio do líquido extracelular, condição referida como hiponatremia–hiperidratação. secreção excessiva de hormônio antidiurético. CAUSAS DA HIPONATREMIA
  • 71.
  • 72.
    • A reduçãorápida no sódio plasmático. pode causar edema das células cerebrais e sintomas neurológicos. • Se a concentração plasmática de sódio cair rapidamente. inchaço celular. CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
  • 73.
    • convulsões, coma,dano cerebral permanente e morte. • Quando a hiponatremia se desenvolve lentamente por diversos dias, o cérebro e outros tecidos respondem transportando sódio, cloreto, potássio e solutos orgânicos, tais como glutamato, das células para o compartimento extracelular. atenua o fluxo osmótico de água para a célula e o inchaço dos tecidos. CONSEQUÊNCIAS DA HIPONATREMIA
  • 74.
  • 75.
    • A perdaprimária de água do líquido extracelular resulta em hipernatremia e desidratação. pode decorrer de deficiência da secreção do hormônio antidiurético. como resultado os rins excretam grandes quantidades de urina diluída, ocasionando desidratação e aumento da concentração do cloreto de sódio no líquido extracelular. CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU EXCESSO DE SÓDIO
  • 76.
    • Simples desidrataçãogerada pelo menor ganho que a perda de água pelo corpo. exercícios pesados e prolongados. • A secreção excessiva de aldosterona, pode causar discreto grau de hipernatremia e hiperidratação. estimula também a secreção de hormônio antidiurético e faz com que os rins reabsorvam grandes quantidades de água. CAUSAS DA HIPERNATREMIA: PERDA DE ÁGUA OU EXCESSO DE SÓDIO
  • 77.
    • A hipernatremiapromove sede intensa e estimula a secreção de hormônio antidiurético. • A hipernatremia grave pode se dar em pacientes com lesões hipotalâmicas que comprometem seu sentido de sede. pacientes idosos com estado mental alterado, pessoas com diabetes insípido. CAUSAS DA HIPERNATREMIA: MURCHAMENTO CELULAR
  • 78.
  • 79.
    • Condições propensas: (1)hiponatremia. (2) depressão dos sistemas metabólicos dos tecidos. (3) falta de nutrição adequada para as células. EDEMA INTRACELULAR
  • 80.
    • Fluxo sanguíneopara um determinado tecido é reduzido – distribuição de oxigênio e de nutrientes. caso o fluxo fique muito baixo para manter o metabolismo normal, as bombas iônicas reduzem sua atividade. os íons sódio não são bombeados a contento para o meio extracelular. EDEMA INTRACELULAR
  • 81.
    o excesso deíons sódio no meio intracelular causa osmose para a célula. • Esse processo pode aumentar o volume intracelular de determinada área do tecido, por duas a três vezes o tamanho normal. EDEMA INTRACELULAR
  • 82.
    • Ocorre quandose acumula um excesso de líquido nos espaços extracelulares. • Esta associado a duas causas: (1) vazamento anormal de líquido plasmático para os espaços intersticiais através dos capilares. EDEMA EXTRACELULAR
  • 83.
    (2) falha dosistema linfático de retornar líquido do interstício para o sangue. • A causa clinicamente mais comum para o acúmulo de líquido no espaço intersticial é a filtração excessiva do líquido capilar. EDEMA EXTRACELULAR
  • 84.
    • O coraçãobombeia o sangue das veias para as artérias de modo deficiente. aumento da pressão venosa e a pressão capilar, causando elevação da filtração capilar. • A pressão arterial tende a cair. EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
  • 85.
    acarretando redução dafiltração, e da excreção de sal e água pelos rins. • O fluxo sanguíneo para os rins fica reduzido nas pessoas com insuficiência cardíaca. essa queda do fluxo sanguíneo estimula a secreção de renina, levando o aumento da formação da angiotensina II e da secreção de aldosterona, causando retenção adicional de sal e água pelos rins. EDEMA POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA
  • 86.
    • Nas doençasrenais que comprometem a excreção urinária de sal e água, grande parte do cloreto de sódio e da água é retida no líquido extracelular. • A maior parte do sal e da água vaza do sangue para os espaços intersticiais, e pequena parte permanece no sangue. EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE SAL E ÁGUA
  • 87.
    • O efeitoprincipal é causar: grande aumento do volume do líquido intersticial (edema extracelular). hipertensão, devido ao aumento do volume sanguíneo. EDEMA PELA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO RENAL DE SAL E ÁGUA
  • 88.
    • Provocam umadiminuição da pressão coloidosmótica do plasma. isso leva ao aumento da filtração capilar através do corpo e a edema extracelular. • Muitos tipos de doenças renais podem danificar as membranas dos glomérulos renais. EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
  • 89.
    faz com queas membranas fiquem permeáveis às proteínas do plasma, e permite que grandes quantidades dessas proteínas passem para a urina. • Quando essa perda excede a capacidade do corpo em sintetizar proteínas, ocorre a redução da concentração de proteínas plasmáticas, podendo provocar edema generalizado grave. EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
  • 90.
    • Ex: cirrosedo fígado. desenvolvimento de grandes quantidades de tecido fibroso entre as células parenquimatosas do fígado. resulta na produção insuficiente de proteínas do plasma, ocasionando redução da pressão coloidosmótica do plasma e edema generalizado. EDEMA PELA REDUÇÃO DE PROTEÍNAS PLASMÁTICAS
  • 91.
    • Os filamentosproteoglicanos, juntamente com as fibras colágenas maiores, agem nos espaços intersticiais como um “espaçador” entre as células. • Os nutrientes e os íons não se difundem de imediato através das membranas celulares. sem o espaço adequado entre as células, esses nutrientes, eletrólitos e resíduos celulares não podem ser rapidamente trocados entre os capilares sanguíneos e as células localizadas distantes. IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
  • 92.
    • Os filamentosproteoglicanos também impedem o líquido de fluir com facilidade pelos espaços teciduais. sem esses filamentos, o simples ato de a pessoa se levantar causaria grande fluxo de líquido intersticial da parte superior para a parte inferior do corpo. IMPORTÂNCIA DOS FILAMENTOS PROTEGLICANOS
  • 93.
    • GUYTON, ArthurC.; HALL, John E.. Tratado de fisiologia médica. 13º ed. ed. Rio De Janeiro: Editora Elsevier Ltda, 2017. • AIRES, M.M., et al. Fisiologia. - 3 .ed. - Rio de Janeiro :Guanabara Koogan, 2008. REFERÊNCIAS
  • 94.